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3 EDIÇÃO PARTE

ESPECIAL PANROTAS

45 ANOS

Edição nº 1.399 Ano 27 | 20 a 26 novembro de 2019 | R$ 11,00 | www.panrotas.com.br

AS TENDÊNCIAS DE VIAGENS E TURISMO NO BRASIL E NO MUNDO Capas_edit.indd 3

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PRESIDENTE

José Guillermo Condomí Alcorta CHIEF EXECUTIVE OFFICER (CEO) José Guilherme Condomí Alcorta (guilherme@panrotas.com.br)

DIRETORA DE MARKETING E EVENTOS Heloisa Prass

CHIEF TECHNOLOGY OFFICER (CTO) Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO (redacao@panrotas.com.br)

EDITOR-CHEFE E CHIEF COMMUNICATION OFFICER: Artur Luiz Andrade

ÍNDICE

nº 1.399 | 20 a 26 de novembro de 2019 | www.panrotas.com.br

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Editorial: O que você traz da década de 1990?

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O Turismo em 2020 Mapie traça tendências, hábitos de consumo, gerações e como tudo isso impactará o setor

(artur@panrotas.com.br) Coordenador de Redação: Rodrigo Vieira (rodrigo@panrotas.com.br) Coordenador Web: Danilo Alves (danilo@panrotas.com.br) Pancorp/Viagens Corporativas: Beatrice Teizen Conteúdo para marcas: Vinicius Novaes e Beatriz Contelli (estagiária) Reportagem: Filip Calixto, Marcel Buono, Marcos Martins, Isabella Tagliapietra (estagiária-SP) e Juliana Monaco (estagiária-SP) Fotógrafos: Emerson de Souza (São Paulo) e Marluce Balbino (Rio de Janeiro) MARKETING Analista: Erica Venturim (erica@panrotas.com.br) CRIAÇÃO Aline Monteiro (aline@panrotas.com.br) Fernanda Souza (fernanda@panrotas.com.br) Pedro Moreno (pedro@panrotas.com.br) COMERCIAL Gerente: Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) João Felipe Santana (joaosantana@panrotas.com.br) Renato Sousa (rsousa@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Sônia Fonseca (sonia@panrotas.com.br) Big Data: Igor Vianna (igorvianna@panrotas.com.br) Jéssica Andrade (jessica@panrotas.com.br) Assistentes: Ítalo Henrique (italo@panrotas.com.br) Rafaela Aragão (rafaela@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1.761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasília: Flavio Trombieri (flavio@panrotas.com.br) Tel: (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (simone@panrotas.com.br) Tel: (21) 2529-2415/98873-2415 Estados Unidos: Helene Chalvire (helene@panrotas.com.br) ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Referência Gráfica (São Paulo/SP)

Quer ler a revista PANROTAS pelo celular? Manda um WhatsApp pra gente (11 95609-1507) ou use o QR Code ao lado. Media Partner

Página 20

Ser mulher no Turismo Diretora da United Airlines no Brasil fala sobre inclusão e representatividade

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Memória: Uma viagem pelos anos 1990

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Chapada: Agora a dos Guimarães

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A 31ª edição do principal festival do Sul, o Festuris

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Gente e Tecnologia Como a CVC garante a qualidade do serviço em todo o Brasil

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SeaWorld Ações ambientais e cuidado com a fauna, com a embalagem do entretenimento

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Costa Cruzeiros Presidente global vem ao Brasil reforçar compromisso com o mercado

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Chieko Aoki Um pouco da história deste símbolo da hotelaria nacional e da liderança feminina Associações

Parceria Estratégica

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Editorial

ESPERANDO PELO MILÊNIO A década de 1990 é o destaque desta semana na seção Memória, em comemoração aos 45 anos da PANROTAS. Iniciamos aqueles anos 90 ainda com gosto de ressaca causada pela (louca) década perdida, mas com ares renovados com a redemocratização do País (Collor era o primeiro presidente eleito pelo voto direto), o avanço tecnológico (foi a década da chegada dos CRS no Turismo), a abertura do mercado brasileiro, mais agilidade na divulgação das informações.

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Terminamos a mesma década com medo do bug do milênio, assustados e deslumbrados com a tecnologia, com o Brasil em uma grande crise cambial (e sequer sabíamos o que nos esperava em 2001) e o Turismo lutando por espaço político. Foi a década em que perdemos a PanAm (dezembro de 1991), que vimos o crescimento da Tam, em que quase batemos a marca de um milhão de turistas nos Estados Unidos (a crise empurraria o feito para meados dos anos 2000) e nossa

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indústria voltava a ousar (anunciamos a construção da Costa do Sauípe, a Carlson Wagonlit comparava diversas concorrentes, as quatro americanas operavam no Brasil). O setor de viagens corporativas implantava a cobrança de fees dos clientes, já antevendo o corte de comissões (algo que lá fora começou nessa década e no Brasil seria anunciado em 2000). O setor de operadoras apostava em fretamentos e havia uma pulverização de lideranças, com diversos nomes fortes concorrendo. A Soletur, no Rio, tinha uma pegada mais internacional. A CVC, em São Paulo, mais doméstica e longe de ser a gigante de hoje. Varig e Tam eram âncoras de ambas as empresas, no sentido da parceria aérea, da aposta em colher frutos que viriam nos anos seguintes. Ousada, a Tam deu sinal verde para a criação da Tam Viagens, em 1998, com Ivo Lins, Sylvio Ferraz e Rui Alves. Foi a década também da Varig Travel (muito mais polêmica até), da BRA, da transferência das sedes das empresas aéreas para São Paulo, da descoberta do interior paulista como força de vendas, do fortalecimento das consolidadoras e, na PANROTAS, do posicionamento do Jornal PANROTAS como grande veículo do setor. A década de 1990 foi de transformações e de criação de bases para o novo milênio. Quem não anteviu ou pressentiu mudanças, quem não tinha pés no chão e raízes sólidas, ficaria pelo meio do caminho, bugado com os novos tempos. Quem soube se transformar nos anos seguintes ou quem preparou sua empresa para se dedicar ao que sabia fazer de melhor (seja em nichos ou em ações generalistas) não teve

o fim de empresas como Varig, Transbrasil, Vasp, Nascimento, Soletur, Designer e tantas outras cujos problemas começaram nessa transição mal feita do analógico para o digital, do off para o on-line, do século passado para o novo. Os anos 90 nos deram estabilidade com o Plano Real. Quase nos acostumamos com um país sem sustos, mas as duas décadas seguintes ainda seriam de muitos sobressaltos econômicos. No final da década de 1990 começamos a nos sentir globais, mais eficientes e produtivos, otimistas com a chegada do futuro: o temido e desejado ano 2000. Ainda tirávamos fotos nas cabines dos pilotos, ainda passávamos pelo portão de embarque sem mostrar a carteira de identidade, ainda não assinávamos contratos tão detalhados, ainda não desconfiávamos se estávamos pagando caro ou barato, concorrentes ainda eram concorrentes e quando nos compravam não era uma fusão, uma parceria ou uma joint venture, era compra mesmo. Marcas desapareciam em nome de marcas maiores e mais eficientes. O consumidor nem sempre tinha razão e a informação ainda era seletiva, com velocidade reduzida, tendo o papel e a TV como principais mídias. Os anos 1990 nos empurraram para frente. Para o novo milênio. Para alguns, para o desastre (como sociedade, como planeta). Para outros, para o futuro com que sempre sonhamos. Ou para mais luta. Para a ansiedade eterna. Para uma liberdade nunca vista. Para uma complexidade nunca experimentada. Para a superficialidade ou para as profundezas existenciais. Para relações novas e diferentes. Para o futuro. Promissor.n

Artur Luiz Andrade Editor-chefe e Chief Communication Officer da PANROTAS artur@panrotas.com.br

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Tendências de Comportamento e Consumo: encarte especial

o que são, para que servem, como monitorar e as principais tendências do Turismo 2020

Elaborado especialmente para a Revista PANROTAS por Carolina Sass de Haro, sócia-diretora da Mapie e analista de mercado para a Phocuswright, com colaboração da analista de tendências do Disque9, Juliana Justus (www.mapie.com.br e www.disque9.com.br)

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1.

Por que tendências são relevantes para os negócios?

Que o complexo mundo atual é ambíguo e muda em uma velocidade sem precedentes e constantemente você já sabe. Você também já sabe que a humanidade está mais hiperconectada que nunca e com uma disponibilidade infinita de estímulos, informações produtos e serviços, a tal ponto que nossas sinapses estão se modificando. Mas, por estar no olho do furacão, você talvez nem perceba as grandes transformações de comportamento que são ocasionadas por estes fatores. Estamos cada vez mais curiosos e conseguimos obter respostas para muitos questionamentos, mas continuamos formulando novas perguntas de forma incessante e sem resposta para questões essenciais. Estamos cada vez mais impacientes e imediatistas, mas desejamos que o tempo pare para que possamos alcançá-lo. Estamos virtualmente presentes e por vezes, socialmente distantes, mas desejamos mais que nunca conexão e vínculo. Estamos mais vulneráveis e nos sentimos frágeis, ao mesmo tempo em que nunca estivemos tão fortes, saudáveis e prósperos como planeta. Enfim, são tempos tumultuados e que trazem angústias tangíveis e intangíveis, além de pressões cotidianas em nossas decisões pessoais e para nossos negócios.

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Pesquisar e acompanhar tendências é uma ciência. Há técnica e método por trás de cada análise para identificar sinais que nos indiquem para onde estamos indo, o que será relevante no futuro e o que é importante fazer para nos adaptarmos às novas realidades. Conhecer as tendências é fundamental para que os negócios entendam que mudanças são relevantes para sua sustentabilidade. Por vezes, pode parecer distante ou futurista demais, mas vale ressaltar que, no final do dia, somos humanos com anseios de vida social, pertencimento, estima, afeto, reconhecimento e desenvolvimento. As tendências são apenas novas formas de atender às velhas necessidades. Além disso, é importante lembrar da lei da difusão da inovação (Rogers, 1962). Há uma curva de adoção de novas ideias e tecnologias. Os mais inovadores e early adopters assimilam novidades com prontidão, enquanto os retardatários só se adaptam quando não há mais alternativa. Com isso, não é porque você ainda não sente ou vivencia uma tendência na sua vida ou no seu negócio que ela não existe. Não importa onde você esteja na curva de difusão de inovação, o que importa é seguir em frente, fazendo mais perguntas com a mente aberta e curiosa, conectada ao nosso tempo.

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Carolina Sass de Haro, da Mapie

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2.

E como monitorar tendências?

Antes de explicar, de fato, como as tendências podem ser monitoradas, há alguns fatores que precisam ser destacados. As tendências são, segundo o autor Raymond (2010), direcionamentos/movimentos que impactam a cultura, a economia ou os comportamentos humanos e se disseminam por repetições, isso faz com que as pessoas que se dedicam a estudar esse assunto se tornem profissionais com o olhar treinado e sensíveis a perceber inovações na sociedade ou fatores que impactam uma comunidade. Ao longo dos últimos anos, vivenciamos fortes inovações que mudaram completamente o comportamento de algumas comunidades, nos adaptamos às facilidades que atenderam muito bem (e de um jeito novo) os desejos de alguns grupos sociais. Hoje em dia, dificilmente você conhecerá alguém que ainda não utilizou o serviço de mobilidade urbana do Uber, uma das inovações disruptivas, pois transformou a forma como solicitamos um meio de transporte e o tempo que estamos dispostos a aguardar por um carro para nos levar de um ponto a outro. Como a observação é um fator importante na hora de analisar tendências, o monitoramento acaba se tornando uma atividade diária, que envolve: intuição estratégica, neurociência, memética, que nada mais é do que o estudo de memes, comportamento econômico, teoria da complexidade, planejamento, ciência hu-

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mana, etnografia e netnografia. Uma das ferramentas utilizadas para o monitoramento de tendências é o coolhunting. O autor Degani explica que esse método realiza uma pesquisa de busca pelo novo, original, autêntico e pouco explorado comercialmente, além de nos permitir estabelecer conexões entre campos de conhecimento diversos, revelando aspectos sócio-culturais de um tempo e traduzindo-os em novos caminhos possíveis de serem trilhados. Essa ferramenta possui alguns passos essenciais, que são: a coleta, a análise e a interpretação de dados. A coleta de informações está intimamente ligada ao termo alemão zeitgeist, cuja tradução significa espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O zeitgeist auxilia no encontro dos sinais que capturam este espírito e funciona como um norte para entender o agora e direcionar o futuro. Já a análise, envolve as pesquisas qualitativas e quantitativas para identificar novas e emergentes questões culturais, para que possamos então mapear e evoluir para o desejado. Além de possuir um olhar apurado, na hora de codificar as mudanças na sociedade devemos ter o cuidado de explorá-las de uma forma impessoal, pois não estamos tratando de opiniões e sim, do comportamento humano. É importante entender que o termo “todo mundo” se torna inexistente na hora de analisar a sociedade.

Algumas formas de análise são: A etnografia - método antropológico dedicado ao estudo de grupos sociais. Essa metodologia pode ser utilizada para compreender tradições, crenças, costumes, nações e como essas variáveis se modificam e se alteram entre as gerações (Dias, 2018). A netnografia - termo recente, estuda as interações que ocorrem em ambientes virtuais. Os indivíduos se comportam de forma diferente no mundo virtual, então a análise do comportamento on-line se torna necessária. (PHD, 2015) O safári - pesquisa observatória nos espaços em que seu público costuma frequentar ou ocupar, para analisar comportamentos e os próprios ambientes. Esse item é importante para retirarmos as lentes pessoais das análises, entendendo o que está acontecendo, identificando os possíveis padrões futuros e entendendo as histórias antecipadas por sinais. A triangulação - uma forma de validar e cruzar os dados e informações obtidas nas diversas metodologias de observação e análise para confirmar os sinais encontrados.

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As pesquisas de tendência contextualizam e traduzem os movimentos de mudanças, além de serem consideradas fortes aliadas para lançamentos de novos produtos, posicionamento de marca, estratégia de comunicação, atualização de linguagem, antecipação de comportamentos e são matéria-prima para inovação. Alguns sinalizadores de mudança que precisam estar nos radares dos

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pesquisadores de tendência são: arte, arquitetura, design, moda, beleza, tecnologia, publicidade, estilo das ruas, livros, revistas, gastronomia, destinos turísticos, música e cinema, para que sejam encontradas múltiplas pontes de sentidos e conexão de sinais. Agora que já entendemos o que são e como são monitoradas, apresentaremos as principais macrotendências da atualidade.

3.

As macrotendências

As macrotendências são tendências que envolvem o contexto sociocultural, político e econômico global, possuem larga escala e força para impactar diferentes grupos de pessoas e segmentos de mercado durante um longo período de tempo.

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Há uma grande importância em inovar e alinhar o planejamento com base nas macrotendências, pois se tratam de fatores globais que mudarão a perspectiva de consumo. A seguir, listamos algumas macrotendências que valem a pena estar nos nossos radares:

a. O envelhecimento da população A população mundial cresce constantemente e graças aos avanços gerais, tecnológicos e da medicina, estamos vivendo por mais tempo. A questão é que atualmente a idade é apenas um número, muitas pessoas não pensam em si mesmos como ‘velhos’ e não querem ser rotulados nesses termos. Esse consumidor é maduro, desfruta das mesmas coisas que seus colegas mais jovens e demonstra que querem produtos e serviços que os ajudem a manter a mente e o corpo atualizados.

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B. A polarização demográfica

D. A união digital

Associada à macrotendência anterior, vemos que em muitos países, além da população estar vivendo mais, as taxas de natalidade estão caindo, o que começa a ocasionar um conflito geracional em relação aos custos públicos, pois os mais jovens precisam arcar com valores mais expressivos para garantir assistência aos mais idosos. Empresas que enderecem este tema serão cada vez mais relevantes.

As tecnologias e facilidades em relação à comunicação mudaram a forma como nos relacionamos no mundo on-line e off-line. As barreiras foram diminuídas e cada vez mais nos conectamos para viver experiências digitais conjuntas, mesmo quando fisicamente separados. Com a constante evolução destas tecnologias e com preços cada vez mais acessíveis, a variedade de possibilidades para as empresas é imensa e muito desejada pelos consumidores.

C. O fortalecimento da diversidade étnica e de grupos sociais O mundo vem enfrentando mudanças políticas e sociais que estão fortemente polarizadas. Por conta disso, a união de grupos sociais para fortalecer seus ideais e crenças se torna mais evidente. Esse consumidor defende suas causas e defende marcas que são bem posicionadas quanto aos assuntos de seu interesse.

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E. a cisão econômica A desigualdade econômica e o distanciamento entre os mais ricos e os mais pobres vêm aumentando. O envelhecimento da população e o aumento da automação e do uso intensivo da tecnologia são fatores que contribuem para o crescimento das diferenças sociais. Há uma oportunidade de reinvenção no segmento mais popular do mercado, fazendo com que soluções que atendam prioridades e necessidades específicas de consumo desse público sejam bem-vindas. Veremos mais inovação e disrupção surgindo de países em desenvolvimento, com impactos globais.

F. As mudanças climáticas Os países e regiões vêm sofrendo transformações ocasionadas pela mudança climática e o tema ganha destaque nas diversas mesas de debate. Todos os setores econômicos são impactados e responsabilizados e consumidores mais conscientes passam a exigir uma postura sustentável das empresas para garantir que ainda teremos um planeta habitável no futuro. Os cenários apontam para uma redução dos recursos naturais disponíveis e o crescimento populacional só acelera a necessidade de agir imediatamente.

4. Os novos consumidores

As macrotendências afetam a todos nós, em todas as indústrias e consequentemente, alteram a nossa forma de comprar e consumir. Temos então, novos perfis de consumidores, que são, principalmente:

Os consumidores autônomos Na era em que os dispositivos móveis são os melhores amigos, consumidores buscam por produtos e serviços que lhes deem autonomia para fazer suas atividades e tomar decisões. Com muitas informação e abundância encontrada na rede com apenas alguns toques, a disponibilidade se torna algo essencial. Por conta das rotinas atarefadas, esperamos que as empresas facilitem nossas vidas, com produtos e serviços que estejam acessíveis e rapidamente em nossas mãos. Ou seja, a eficácia se torna uma palavra de ordem. Precisamos estar atentos ao fato de que já não somos tão facilmente seduzidos por marcas, mas sim, pela propagação de opiniões e revisões (resenhas, opiniões) nas redes sociais, onde gente como a gente compartilha comentários, códigos de desconto, ofertas e dicas. Clientes estão no controle e isso destaca a necessidade de focar em seus desejos pessoais e hiperpersonalizar a entrega.

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Os consumidores conscientes Um público consciente dos impactos que o consumo vem gerando no planeta, busca por soluções que minimizem o lado negativo do consumismo. Essa abordagem engloba ainda causas animais, sociais e ambientais. Há um estímulo para uso racional dos recursos, pelo aumento do compartilhamento e pela redução da posse.

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5.

Tendências para o Turismo em 2020

Está claro que para sobreviver neste mundo complexo, é preciso acompanhar as mudanças de forma constante e ter uma mentalidade flexível e sempre beta. Iniciativas e empresas turísticas têm oportunidade de atender a públicos de idades variadas, cada vez mais diversos e com necessidades particulares, com perfis econômicos múltiplos, digital-

mente ativos e que esperam produtos e serviços racionais, conscientes e antenados. Com exclusividade para a PANROTAS, identificamos as três principais tendências para 2020 e reunimos inspirações para que você possa discutir com suas equipes e aplicar aquilo que faz sentido para o propósito do seu negócio.

5.1 A era da curadoria em viagens Consumidores digitais e bem informados estão mais autônomos e independentes na escolha, compra e experiência de suas viagens. Em contrapartida, o excesso de opções causa angústias e incertezas. É aí que começam as oportunidades. Empresas, produtos e serviços que reconheçam os perfis e as preferências individuais usando dados próprios e de terceiros, além dos disponíveis nas redes e baseados nisso, e que consigam oferecer opções com curadoria personalizada serão cada vez mais valorizadas. Opções de viagens, passeios e atividades desenhadas sob medida, mesmo que compradas de forma independente, entregam valor ao viajante estressado e sobrecarregado, que anda sem tempo de filtrar tudo que há por aí. Isto vale para toda a

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jornada, desde a escolha do destino, a melhor forma de chegar lá, a escolha dos meios de hospedagem, até as milhares de opções de passeios e atividades que o lugar oferece. A seguir, apresentamos alguns exemplos desta tendência: Guide 121: utilizando inteligência artificial, esta startup brasileira auxilia empresas turísticas a dar assistência personalizada aos seus clientes em toda a jornada. Além disso, em alguns destinos turísticos, oferece playlists personalizadas de roteiros e passeios, considerando o tempo disponível e o perfil desejado. Tudo na palma de mão e de forma bastante intuitiva, utilizando canais naturais para os viajantes, como o WhatsApp. Na mesma linha, você encontra o aplicativo alemão Raaago.

Benny: a empresa proprietária da rede de hotéis The Standard quer diminuir o domínio das plataformas de reservas on-line com o lançamento de um aplicativo de recomendações descrito como a primeira agência de viagens social. Ele permite que as pessoas recomendem quartos a amigos com o melhor valor, ganhando uma comissão. O investimento é uma reação à ascensão das OTAs, que devido à sua escala corroeram a margem dos hoteleiros e provocaram uma onda de consolidação no setor. O novo modelo de negócio é uma interseção de mídias sociais, economia compartilhada e Turismo. Agora, todo mundo pode ser um agente de viagens.

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5.2 O destino é o meio, a experiência é o fim. Com viajantes cada vez mais rodados e com muita referência, os destinos passaram a ser meio e não fim para as viagens. O lugar importa menos do que o que será vivido ali. Turistas estão em busca de experiências memoráveis e autênticas, que agreguem algum valor a sua existência como uma aventura, um novo aprendizado e muitos momentos inusitados. Querem fugir do lugar comum e da turistificação massiva que está acontecendo em diversas partes do mundo. O local onde estas experiências acontecem é apenas o pano de fundo para propósitos maiores. Como exemplos, observamos o crescimento e a consolidação de festivais como o Burning Man, no meio do deserto do Nevada, ou a Tomorrowland, na Bélgica. Também vemos o crescimento de plataformas que envolvem a comunidade local e oferecem atrações únicas, como as experiências do Airbnb e a Rent a Local Friend.

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Outros exemplos são:

Costa do Sauípe: lançada como uma grande promessa para o desenvolvimento do Turismo nacional, a Costa do Sauípe reuniu diversos resorts de marcas internacionais, porém não se preocupou com a criação de atrativos, além da combinação piscina e praia, que atraíssem visitantes para os seus muitos apartamentos. Desde 2018, com a compra pela Aviva, a Costa do Sauípe se propôs a entregar entretenimento aos seus hóspedes, revertendo anos de prejuízo operacional. Com a Quermesse da Praça, a Aviva inovou e passou a oferecer aos seus visitantes um conjunto único de lazer em resorts, com uma roda gigante, um carrossel, brincadeiras típicas e uma Vila Assombrada. Além disso, oferece a mais completa programação de atividades de lazer em família e espetáculos, que vão muito além dos habitualmente encontrados por aí. E esta é apenas a primeira, de inúmeras iniciativas que serão implantadas nos próximos anos. BrewDog: esta cervejaria artesanal escocesa está fretando um avião para criar o que chama de primeira companhia aérea de cerveja artesanal do mundo. Embora não seja uma companhia aérea com voos regulares, os voos fretados oferecem uma experiência completa. O Boeing 767 oferece uma exclusiva degustação com a nova cerveja projetada para ser saboreada em altitudes mais elevadas. Os alimentos durante o voo são harmonizados com a nova cerveja e para o entretenimento, o avião conta com o BrewDog Network, uma videoteca repleta de episódios sobre cerveja e mixologia. E a experiência não acaba quando o avião pousa – os passageiros podem fazer um tour pelos bastidores do hotel e pela cervejaria BrewDog DogHouse Columbus, além de conhecer os restaurantes e outras cervejarias da cidade.

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5.3 O turismo como canal para as marcas Nos tempos atuais, é difícil captar a atenção dos consumidores, em qualquer canal. Com o excesso de estímulos e sempre com pressa, pulamos anúncios e somente algo muito relevante desperta o nosso interesse. Com isso, marcas de outras indústrias estão buscando novas formas de interagir e marcar presença com seu público-alvo. Longas viagens aéreas e deslocamentos, hotéis, meios de hospedagem alternativos e atrativos turísticos passam a ser excelentes opções para acessar este público, em momentos propícios para engajá-lo. Neste caso, não estamos falando de anúncios tradicionais e espaços patrocinados. Estamos falando em experiências imersivas que sejam aderentes tanto para a marca patrocinadora quanto para o empreendimento turístico. É preciso criar momentos inovadores de interação, em que a marca aparece de forma sutil, mas gera vínculo e emoções. Empresas turísticas podem ser um excelente canal e contar com uma receita alternativa, associando-se com marcas que se conectem com o seu propósito e que se disponham a oferecer algo inusitado.

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Algumas empresas já estão fazendo isso: Jim Bean e Airbnb: desde 21 de outubro de 2019 turistas podem viver momentos incríveis em uma casa histórica na destilaria. Além do aluguel, os hóspedes poderão desfrutar de visitas guiadas, degustação de coquetéis, conhecer todo o processo de produção do Jim Beam, provar um delicioso churrasco inspirado nas receitas da família Beam, preparado na Fred’s Smokehouse, além de vivenciar a verdadeira hospitalidade do Kentucky. O Jim Beam American Stillhouse foi construído em 2012, é uma réplica de casas de destilaria dos anos 1930 e pretende oferecer não apenas uma experiência, mas uma verdadeira imersão às tradições da família, comprovando que apesar de ter sido criada em 1795 e a produção estar na ativa por sete gerações, continuam contemporâneos nas idéias e ações. A casa disponível no Airbnb fica no mesmo espaço da destilaria e possui três suítes, podendo receber até três casais amantes de drinques além de um bar totalmente abastecido com Jim Beam, lareira, quintal e rios para pesca nas proximidades. Alibaba: aberto oficialmente ao público em janeiro, o hotel de 290 quartos é um laboratório de tecnologia, que a Alibaba pretende vender para a indústria hoteleira. O hotel também é um experimento para testar a reação do público nas transações comerciais não mediadas

por seres humanos. Dentro do hotel, paredes brancas e com iluminação suave lembram naves espaciais. Hóspedes fazem check in em totens com reconhecimento facial – o que garante os acessos aos elevadores e aos quartos. A tecnologia de comando de voz do Alibaba é usada para alterar a temperatura do ambiente, fechar cortinas, ajustar a iluminação e pedir serviço de quarto. Robôs fazem a entrega dos pratos solicitados por meio do aplicativo do FlyZoo, enquanto no bar, outro robô é capaz de preparar mais de 20 tipos diferentes de drinques. Câmeras de reconhecimento facial fazem a cobrança automaticamente na conta do hóspede. Na hora do checkout, os visitantes pressionam um botão no aplicativo para trancar o quarto e o valor total é automaticamente debitado na conta online do cliente no Alibaba. Toda a estrutura faz parte de um conjunto de ferramentas que o Alibaba planejou para eliminar a necessidade de hóspedes interagirem com outras pessoas. O monitoramento de tendências deve ser algo regular e corriqueiro nas empresas, pois afinal, é para lá que seu cliente está indo e certamente, este movimento influenciará negócios, especialmente os turísticos. n Mais informações: www.mapie.com.br e www.disque9.com.br

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Artigo:

Diversidade, inclusão e liderança feminina: um convite Jacqueline Conrado, diretora da United Airlines no Brasil Um termo muito comum hoje em eventos e literatura sobre gestão é relevância. Todos queremos ser relevantes para os nossos clientes e parceiros. Em um mundo onde nunca fomos tão inundados pela quantidade de informação disponível e em que estamos todos fazendo mil coisas ao mesmo tempo, é difícil competir pelo tempo das pessoas. Como se sobressair? Na minha opinião, se conectando com as pessoas. Entendendo uns aos outros e buscando soluções e alternativas que têm um real impacto nas nossas vidas. Nesse ponto, diversidade tem um papel crucial. Só conseguimos entender uns aos outros exercitando diversidade, se colocando no lugar do outro, abrindo a mente para realidades e desafios, que em muitas vezes, não conhecíamos, derrubando barreiras e gerando proximidade. Este é um grande dilema das organizações hoje, pois tem enorme complexidade. Existem muitos desafios gerenciais, culturais e históricos, além claro, de diversos tipos de diversidade. Nesse texto, gostaria de trazer um enfoque à diversidade de gênero e liderança feminina, um tema pelo qual sou muito apaixonada e acredito que podemos desenvolver muito no Brasil. Vamos comigo nessa? De acordo com uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual demoraremos 217 anos para atingir a paridade salarial entre gêneros. Ou seja, em posições de trabalho onde homens desempenham funções similares, demorará 217 anos para que as mulherem tenham o mesmo salário que os homens. Assustador, não? Mas os números assustadores não param por aí (veja ao lado):

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Hoje, no Brasil, as mulheres ocupam apenas 16% do universo total dos cargos de liderança Somente 5% das empresas têm uma mulher na presidência Quase metade das empresas brasileiras — 45% delas — não tem sequer uma mulher entre seus diretores As executivas ganham 6,2% menos do que os pares do sexo masculino; Entre as grandes empresas brasileiras, apenas 4 tem mulheres nos conselhos de Administração.

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Essa “balança” parece bastante desproporcional. Já passou muito da hora de não fazer nada com relação a isso, você não acha? E por que trabalharmos para a equidade de gênero? Primeiro, não só pelo motivo óbvio de valorizar e desenvolver talentos nas empresas oferecendo oportunidades e compensações iguais e justas, mas também é extremamente vantajoso para o seu negócio: US$ 12 trilhões seriam adicionados ao PIB global em 2025 se todos os países progredissem em paridade de gênero na força de trabalho. Isso mesmo: 12 trilhões de dólares. Segundo dados da consultoria McKinsey, nas empresas com diversidade de gênero na gestão, o resultado financeiro é 15% superior em relação à média de suas concorrentes diretas. E tem mais: empresas com três ou mais mulheres em altos cargos de gestão pontuaram melhor em todas os atributos responsáveis pela eficiência de uma organização, como liderança, cultura e clima, prestação de contas, coordenação e controle, motivação, inovação, entre outros. Com tantos excelentes motivos, por que ainda a realidade de equidade de gênero é tão difícil e caminha à passos tão lentos? São inúmeras razões: muitos ambientes de trabalho ainda são extremamente machistas e em muitas deles há ainda comportamentos muito graves como assédio sexual e moral.

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Mas as vezes, o machismo acontece de forma sutil, não de forma clara: se chama viés inconsciente. Temos atitudes machistas (sim, temos. Homens e mulheres) e nem percebemos. Afinal, crescemos e vivemos em uma cultura em que o homem prevalece, privilegiado como mais forte e capaz. Um exemplo clássico: meninas são princesas. Meninos são guerreiros, aventureiros. Mas é importante lembrar que cultura é algo mutável e não perpétuo; assim evoluímos. E precisamos ir além do discurso da diversidade. Como diria uma grande amiga e mentora, diversidade é convidar para a festa. Inclusão é chamar para dançar. Mudança requer uma ação nossa. Nesse sentido, convido homens e mulheres a refletirmos juntos:

Homem,

te convido a, ao invés de chamar sua filha de princesa chame-a de guerreira, heroína. A grande maioria das mulheres independentes, seguras, tiveram um ambiente familiar que proporcionava apoio, encorajamento e menos barreiras entre o que meninas podem fazer. E isso tem um impacto incrível na vida delas, com um horizonte de escolhas e sonhos muito mais abrangentes. Eu, particularmente, sou muito grata aos meus pais que sempre me encorajaram e me apoiaram, desde criança, não só a galgar a posição que ocupo hoje na United, mas a chegar aonde EU quiser. Tenho muito orgulho em ser a terceira mulher consecutiva em ocupar a cadeira de liderança da United Airlines, segunda maior companhia aérea do mundo, no mercado mais importante da América Latina, mas meu desejo é que outras meninas e mulheres também tenham a mesma oportunidade em suas organizações. Não quero ser a exceção, mas sim contribuir para um movimento que promove mais oportunidades para mulheres no Brasil. Te convido a não fazer elogios somente relacionados à aparência. Elogie também a competência, audácia, inteligência das mulheres. Não é nenhum problema elogiar a aparência;

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mas sim, reduzi-la a isso. Te convido a ensinar isso a seus filhos também. Os meninos de hoje são os homens de amanhã. Te convido a incentivarem as meninas e mulheres ao seu redor a serem independentes, terem objetivos e batalhar por eles. Ajude, compartilhe e apoie, sem criticas excessivas. Críticas só valem se forem construtivas; se não, perda de tempo de quem criticou e de quem ouviu. E hoje em dia não temos muito tempo disponível, certo? Para você, que tem uma posição de liderança, te convido a questionar em sua equipe ou em uma reunião estratégica por que estão presentes pouquíssimas mulheres ou ainda, a ausência delas. Te convido a olhar no seu organograma se mulheres que desempenham mesmas funções de homens, recebem o mesmo salário. E mais: te convido a não deixar de oferecer a oportunidade profissional a uma mulher pois você não acha justo ou ainda que ela não dará conta porque tem filhos. Essa decisão é dela.

Mulher,

te convido a não esperar pela oportunidade. Mas sim criá-la. São novos caminhos que se abrem e oportunidades surgem.Tantas que, algumas muito provavelmente você ainda não havia considerado. Te convido a se aplicar para aquela vaga, mesmo não tendo 100% dos pré-requisitos. O que você tem pode ser o grande diferencial. O restante você, inteligente que é, vai aprender mais rapidamente que imagina. Te convido a ser a fonte da sua própria felicidade e não a estar à espera de alguém para se sentir completa. Te convido a chamar uma mulher que admira para ser sua mentora. E convido você também a ser mentora de uma jovem profissional. A experiência técnica se conquista de forma mais rápida que o caminho das pedras, ou seja, os desafios que ninguém conta: como lidar com a sua insegurança, dúvida, ou se impor em situações de conflito. E para isso, uma aliada confiável é essencial. Sororidade é algo muito poderoso. Quanto mais falamos sobre isso e exercitamos, mais nos fortalecemos. Além

disso, referências são extremamente importantes. Falar e trocar experiências são importantes pois nos reconhecemos nas batalhas das outras. Quando observamos altas executivas, fortes, seguras e decididas, imaginamos que este foi o caminho natural que seguiram em suas vidas. Porém, ao conversar mais sobre sua trajetória, nos identificamos em suas inseguranças, dificuldades, em seus medos. Olha que coincidência: temos as mesmas dúvidas!. E outra coincidência muito boa: o mesmo potencial para ser o que quisermos. Não é fácil, mas o gosto da conquista é muito bom. Em uma recente pesquisa realizada com empresas brasileiras, foi identificado que quando há mulheres em posições de liderança, mais mulheres são contratadas no organograma. Por isso, empatia e sororidade são essenciais para termos cada vez mais representatividade. Te convido a ajudar umas as outras. Te convido a ser quem você quer ser, autêntica, sem se importar com o que os outros vão pensar. Cada um de nós tem uma combinação de atributos única, importante para a organização, que só você pode oferecer. Busque as oportunidades que deseja. Vale lembrar que liderança feminina não está ligada somente a cargos executivos, mas em liderar a sua vida, ter as suas escolhas, seus sonhos, e não o que é “esperado de você” por outras pessoas. Homens e mulheres: como bem disse a blogueira e empreendedora Camila Coutinho, não é sobre competição e sim sobre nos conectar, caminhar juntos. As diferentes perspectivas somadas têm uma força muito grande. Nossa visão se amplia quando conhecemos melhor um ao outro e com isso, trabalhamos de forma mais integrada, entregamos um produto/serviço melhor aos nossos clientes e fazemos MUITA diferença para um mundo mais justo. Em um mundo com tantas tragédias e desastres, temos uma grande oportunidade de contribuir para reverter essa realidade e trazer mais compreensão e igualdade. Juntos somos mais fortes. Mais produtivos. E mais lucrativos. n

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MEMÓRIA:

NA VIRADA DO SÉCULO, A VIRADA DO TURISMO BRASILEIRO Luiz Sales, especial para a Revista PANROTAS

Luiz Sales foi repórter, editor-chefe e diretor de Vendas da PANROTAS. Ele é autor do site Capítulo Anterior (www.capituloanterior.com.br), que tem foco na memória do Turismo, e responsável pela Comunicação da Secretaria da Turismo do Estado de São Paulo

Vasp passava para a mãos da iniciativa privada em 4 setembro de 1990

Se o Turismo e o Brasil sofreram, porém, sobreviveram aos anos 1980, na década seguinte os sopros de melhoria, estabilidade e liberdade econômica formaram a base para o desenvolvimento e modernização do setor. Nos anos 80, escolado por picos inflacionários e uma sucessão de planos econômicos – Cruzado I e II, Bresser e Verão, apenas entre 1986 e 1989 – o sistema financeiro ganhou inteligência e musculatura suficientes para ser considerado um dos melhores do mundo. Os grandes emissores de passagens da época também encontraram seus caminhos: com a inflação alta combinada com prazo para pagar as companhias aéreas, as aplicações financeiras rendiam mais que as comissões. Santo overnight. Sim, as agências de via24 24 a 35.indd 24

gens nessa época ganhavam dinheiro em aplicações financeiras. A glória no começo da década era ser GSA; dar crédito para as agências que não tinham Iata foi outro fermento poderoso para alguns grupos (que atuavam como consolidadores, mas ainda apenas de algumas empresas – havia até divisões regionais para o repasse). Na política nacional, a esperança se renova na Constituição Cidadã, de 1988. Já o fato relevante para a geopolítica turística mundial foi o fim simbólico da guerra fria com a derrubada, na base da marretada, do Muro de Berlim, em 1989 — o planeta turístico ficava maior. Em terras brasileiras, outro muro caiu: o racismo passaria a ser crime naquele ano. No seu último decênio, o mundo começava a entrar no século 20.

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Fernando Henrique Cardoso em evento da Abav, acompanhado de Caio Luiz Carvalho, Roberto Requião e Tasso Gadzanis

Em 1993, Tasso Gadzanis, Caio Carvalho e Fernando Henrique Cardoso

O Brasil 1990 já começou com algumas surpresas. Em março tem início o Governo Collor e, ato contínuo, é lançado o Plano Brasil Novo, cujos símbolos principais foram a volta do Cruzeiro como moeda – substituindo o Cruzado Novo – e uma rapa das contas bancárias, deixando apenas Cr$ 50 mil disponíveis, em um confisco que seria revertido apenas 18 meses depois. Um solavanco. No mesmo mês as entidades do setor, ainda sem saber o que iria acontecer, reuniram-se com os fornecedores – aviação principalmente – para tentar estabelecer algum tipo de acordo de cooperação (maiores prazos, por exemplo). O resto é história, ao som de Besame Mucho. Collor foi desembarcado,

no primeiro impeachment da história da América Latina, e teve fim a “República de Alagoas”, pejorativamente injusta com o belo Estado nordestino, e o início da “República do Pão de Queijo”, com Itamar Franco que defendeu a volta do Fusca, divertiu-se de forma indiscreta no Sambódromo carioca, mas ficou famoso mesmo por patrocinar o Plano real no início de 1994. Além do vaivém das moedas, agora o nosso dinheiro era uma sigla: Unidade Real de Valor (URV), até a introdução do real. Era o fim da espiral inflacionária e uma paridade momentânea com o dólar. O Turismo iria se dar bem – sem contar que ganhamos a Copa de 1994, depois de 20 a 26 de novembro de 2019 — PANROTAS

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24 anos na seca (já a Copa de 1998, na França, além de derrota para o Brasil, gerou escândalo na venda de ingressos e a quebra de várias empresas do pool de operadora brasileiras). A estabilidade econômica, pós real, e política, com a assunção do Governo Fernando Henrique Cardoso contribuiu para as bases da modernização do setor de Turismo – no campo político da atividade, Caio Luiz de Carvalho, por exemplo, foi presidente da Embratur, secretário Nacional de Turismo e Serviços e ministro de Esportes e Turismo, começando com Itamar Franco e saindo ao término dos anos Fernando Henrique. Ainda havia alguns entraves estruturais. A Política Nacional de Informática, por exemplo, manteve os efeitos naquele início de década, deixando o Brasil no passado; o mesmo acontecia com os cartões de crédito: os emitidos no território nacional vinham com a inconveniente limitação inscrita no cartão de plástico Valid only in Brazil. E a liberação das importações foi feita, justiça seja feita, por Collor de Mello, o breve. “Os carros brasileiros são carroças” foi a frase utilizada à época. Em sua gestão foi promulgado também o Código de Defesa do Consumidor. Naquele mesmo ano a American Airlines voltaria a operar no Brasil, permanecendo até hoje. O fato amenizou uma perda significativa que aconteceria pouco tempo depois. Em 4 de dezembro de 1991, quando uma festa para comemorar mais uma conquista estava pronta em Guarulhos, veio o anúncio: a PanAm havia falido. Na aviação doméstica os tempos também eram agitados. Na Transbrasil, o presidente Omar Fontana iria retomar a direção da empresa que esteve sob intervenção federal desde meados de 1988. Reassumiu, porém encontrou uma empresa já dilapidada. A crença de Fontana era nas rotas

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Tasso Gadzanis e o presidente da Varig, Fernando Pinto, na década de 1990

internacionais – tanto que, junto com o presidente da Vasp, Marcelo Antinori, esteve em março de 1990 protocolando o pedido no DAC – e na recuperação financeira devida pelo Governo Federal. Conseguiu em parte, mas não o suficiente. No final da década, a empresa do arco íris, já sob o comando do polêmico ex-investigador de polícia e genro de Fontana, Antonio Celso Cipriani, já estava em rota descendente. Na Varig, um chacoalho e tanto: em abril de 1990 morre o carismático Hélio Smidt, considerado por muitos como um dos grandes presidentes da empresa; é substituído por Rubel Thomas, que fica no

cargo por apenas cinco anos — e indo pouco mais de um ano depois para a Tam como diretor, visando à internacionalização da empresa, e depois vice-presidente. A RG teve ainda dois presidentes: Carlos Engels, por apenas um ano, e Fernando Pinto, vindo da subsidiária Rio-Sul, até a virada do milênio. A maior empresa do País enfrentou dificuldades comuns a todas. Exemplos: os Estados Unidos e o Iraque guerreavam no Golfo e o combustível subia aqui; com atraso de mais de 20 anos, a tão falada “desregulamentação do transporte aéreo” iniciada em 1978 no mercado americano começava no Brasil

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pelo lado mais dramático, o aumento da concorrência, a derrubada dos preços e a guerra tarifária. A empresa também perdia a primazia nos voos internacionais, algo que a beneficiou por décadas. A Vasp passa para a mãos da iniciativa privada em 4 setembro de 1990, sob a tutela do empresário Wagner Canhedo, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. O início foi turbulento, apesar de comemorado. As suspeitas de ligação com Paulo César Siqueira Cavalcante Farias – o famoso PC Farias, homem forte, porém sem cargo, do governo Collor – foram a tônica daquele início de decolagem. Com Canhedo no manche, a Vasp chegou a ter 36% do mercado e 17 rotas internacionais. Foi um dos personagens ativos da guerra tarifária dos anos 1990 e, na outra mão, manteve-se como parceiro dos agentes de viagens ao preservar as comissões – já na virada dos anos 2000 (era pitoresca sua participação nas aberturas do Congresso da Abav, quando anunciava aumento de comissão, que chegou a 13% — alguns agentes se fixaram tanto nessa questão do comissionamento que esqueceram de tecnologia, gestão, fidelização, atendimento ao cliente...). A Abav segurou

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a questão da comissão, aliás, por meio de liminares em vários Estados, mas acabou assinando, em 2007, um acordo com as aéreas, na gestão de João Martins (MA), autorizando a não cobrança de taxa pelas aéreas na venda... on-line. Ceú de brigadeiro naquele período inicial, apenas para a Tam, que no segundo semestre de 1990 passaria a voar com uma aeronave que faria sucesso e reforçaria sua aura de bons serviços e qualidades de atendimento, o Fokker 100 – que em 1996, protagonizou um emblemático acidente ao cair sobre o bairro do Jabaquara, logo após a decolagem em Congonhas (depois disso a aeronave entrou em suspeita, e a Avianca Brasil chegou a usá-la como MK-28). A expansão prosseguia: em 1992 a Tam abriu no Paraguai a ARPA, que em 1996 comprou a LAP. Já em 1998, o início dos voos internacionais, ligando São Paulo a Miami com o Airbus A330 – no ano seguinte começou a pousar regularmente em Paris. Das nacionais, a década de 1990 foi da Tam. As alianças também desembarcam no Brasil estabelecendo um novo tipo de concorrência, já mais globalizada: Star Alliance, em 1997, Oneworld em 1999.

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INTERNET E COMISSÃO As mudanças estruturais no setor, contudo, não foram tão significativas quando compradas à principal novidade da época, uma tal de internet. O início, para o público consumidor, foi tímido, em 1994, via Embratel. Comercialmente, apenas em 1996. Os anos 1990 foram, digamos, a era 1 da Internet. Era basicamente unidirecional, mas já trazia o princípio ativo da disrupção – termo que, por sinal, só seria cunhado, com significado para o mundo dos negócios, no milênio seguinte (uma das palavras da década de 1990, aliás, era reengenharia). A novidade trazia embutida a temida frase da esfinge de Tebas aos viajantes: decifra-me ou devoro-te. Alguns entenderam – decifrar naquele momento era bem difícil –, outros foram devorados, mas o certo é que todos foram afetados, como de resto acontece até hoje, quando se amplia a aplicação do que se chamou de internet para a mobilidade, as redes sociais e as startups. A segunda metade da década de 1990 traria ainda o acirramento das dis-

cussões de uma medida que chegaria em breve: o corte nas comissões dos agentes de viagens por parte das companhias aéreas (American Airlines e Varig lideraram o movimento).

LÁGRIMAS NO CÉU:

A DESPEDIDA DOS ELECTRA Que a Ponte Aérea Rio-São Paulo já não é a mesma quase todo mundo sabe. 1992 no entanto marcou um dos momentos de maior emoção no sistema genuinamente brasileiro, criado por três gerentes de aeroporto para barrar a entrada de uma quarta concorrente. Naquele ano aconteceu a despedida dos Electra II talvez um dos mais icônicos equipamentos que voaram por aqui, ao lado dos Constellation e, um pouco menos, Caravelle. Os Electra assumiram a ponte nos anos 1970. Fo-

ram o primeiro voo de muita gente e mantinham uma certa aura de magia e encantamento. Em 1992, no entanto, a modernidade pedia passagem e, depois de diversos testes, foi autorizada a operação da rota por meio dos 737 – a limitação era a curta extensão da pista do Santos Dumont, com apenas pouco mais de 1.3 mil metros. Vencida a barreira de segurança, um dos símbolos do último período da época romântica da aviação despediu-se dos céus brasileiros.

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JANTAR DA UNIDADE:

ENSINANDO

O QUE É TURISMO “O que as autoridades do Governo e os Parlamentares devem saber sobre Turismo”. Com esse gancho e a produção de material informativo que demonstrava o quanto a atividade turística é social e economicamente importante, a Abav Nacional decidiu deixar de lado os intermediários e ir falar diretamente com quem poderia ajudar a decidir o futuro da indústria do ponto de vista estrutural. Inspirada no “Jantar da Unidade” organizado pelo trade americano, criou no Brasil o “Jantar da Unidade Nacional do Turismo”, evento realizado pela primeira vez em 1993, em Brasília. Se hoje é comum ver autoridades defendendo o Turismo como fator de desenvolvimento, de distribuição de renda e geração de empregos, naquele tempo não era

bem assim. Era comum que essas discussões ficassem apenas no famoso “nós com nós”. Naturalmente que as autoridades constituídas eram convidadas – presidente da Embratur e ministro que cuidava do Turismo na época, normalmente como um apêndice do Ministério da Indústria e Comércio – mas a ampliação do debate era determinante, com a convocação de mais parlamentarem para defender a causa. Em outra frente, porém com os mesmos objetivos, a Abav, com o apoio de departamentos de Turismo de outros países e das companhias aéreas, promovia viagens internacionais para destinos onde o setor era mais bem entendido e posicionado. Deputados foram para a Espanha e França, por exemplo.

Jantar da Unidade: ensinando o que é Turismo

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PLANO BRASIL

NOVO: JUNTOS, PELA NEGOCIAÇÃO (EDIÇÃO DE ABRIL)

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O impacto do plano econômico de 1990, Plano Collor, foi imediato. Em março, provocados pela Abav, agentes, operadores e empresas aéreas se reuniram no Rio de Janeiro. “O lazer é um dos primeiros itens cortados quando há escassez de dinheiro”, justificou o presidente abaviano, Tasso Gadzanis. Como as agências, principalmente as menores, tinham pouco capital de giro e naqueles primeiros dias pós-plano havia muitas dúvidas, o principal pleito dos agentes de viagens foi uma pequena dilatação de prazo para o pagamento dos relatórios que venceriam naquele final de março. “Trata-se de uma fase difícil para todos, mas a tendência é de estabilização”, disse à época Norberto Jochmann, diretor geral da Lufthansa no Brasil.

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TURISMONET: A INTERNET A FAVOR DOS AGENTES

“Toda a força da Internet à disposição das agências de viagens”, assim era apresentado o www.turismonet.com.br, criado em 1999 pela PANROTAS. Essa é a proposta do site, colocado no ar no início de setembro, em parceria com o Universo Online e a Voxel Informática. De forma bem resumida, a proposta da empresa era canalizar, para as agências, os leads (que na época não se chamavam assim) para o fechamento do negócio. A três agências poderão contatálo e quem tiver o melhor atendimento ou oferecer melhores condições poderia fechar a venda. “Com o TurismoNet colocamos à disposição dos agentes de viagens de maneira organizada, clara e objetiva, os consumidores que realmente têm algum interesse em comprar aquela viagem ou serviço”, disse à época José Guillermo C. Alcorta, presidente do Grupo PANROTAS. “Estamos fazendo com que a internet trabalhe a favor das agências”. A atenção da PANROTAS para o tema,

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contudo, não era nova. No final de 1995, quando sequer a internet comercial havia iniciado, a empresa investiu em uma BBS (Bulletin Board System) expandindo para o mercado a ferramenta View Tour. Só era preciso ter um computador 386, um modem e uma linha telefônica e os agentes de viagens de todo o Brasil teriam, em segundos e de forma atualizada, as informações de pelo menos dez operadoras. Depois, de forma transitória entre as antigas BBSs e a internet, a PANROTAS criou a REDEPAN, já incorporando novos recursos como notícias e informações de companhias aéreas, mas ainda trabalhando de forma off line – ou seja, o agente baixava as informações novas do sistema e poderia depois de desconectar. E já em 2000, a empresa lançaria o Site PANROTAS, hoje portal, mas isso é tema para nossa última seção Memória, comemorativa dos 45 anos da PANROTAS, na próxima semana.

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EM SÃO PAULO, O TURISMO RACHADO

Em 1993, a Abav-SP se transformou no maior racha da história do Turismo paulista

O que seria mais uma eleição da AbavSP se transformou no maior racha da história do Turismo paulista. Em 1993, por 211 a 209, a chapa liderada por Leonel Rossi venceu a de Jurandy Carador; dois votos haviam sido impugnados. Bastou. A disputa foi judicializada, a Abav-SP passou por intervenção e a situação respingou no Conselho Nacional, visto que os paulistas não puderam votar naquele ano. No campo pessoal, amizades de décadas, algumas até dos tempos de criança, foram abaladas. Por anos os grupos contrários se estranharam. Dois anos depois, na eleição para o Sindetur-SP a tensão foi tanta que o grupo vencedor, cujo cabeça de chave era Eduardo Nascimento, 34 24 a 35.indd 34

Em 1995, uma eleição tensa para o Sindetur-SP

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montou uma estrutura profissional, com cabos eleitorais se dispondo a ir buscar os eleitores em suas empresas. Empresários e funcionários se juntaram e trabalharam lado a lado. Como “política-política, negócios à parte”, nesse cenário conturbado, em 1994, surge uma entidade de nome complicado, reunindo 22 empresas concorrentes: Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais – Favecc. Pelo lado dos clientes – os grandes consumidores de viagens de negócios – a organização já havia começado um pouco antes, desde 1991, ainda que informalmente, com o Grupo Executivo de Viagens (GEV), que reunia empresas como Philips, Ford e Bayer, sendo que na última a representante era Viviânne Martins.

HORÁRIOS, TARIFAS, ROTAS E... PLANTAS DOS AVIÕES: MAIO DE 1999

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Reunião do Favecc, que veio a se tornar Abracorp na fusão com a TMC Brasil

A busca por melhores serviços para os agentes de viagens sempre foi uma obsessão para a PANROTAS. Em maio de 1999 a empresa passou a oferecer aos agentes um complemento qualitativo ao seu trabalho: as plantas dos aviões. Foi um trabalho minucioso liderado pelo editor técnico, Artur Salvador. “Em muitos casos tivemos que desenhar, nós mesmos, as plantas, pois as empresas aéreas não tinham o material com qualidade suficiente”, lembra Artur. Foram várias horas, por dias, desenhando os mais diversos modelos. Com esse novo serviço, os agentes poderiam prestar um melhor serviço aos clientes.

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CHAPADA DOS GUIMARÃES

Fácil chegar, difícil deixar para trás Maria Izabel Reigada, especial para a Revista PANROTAS

Divulgação da Sedec-MT

Cidade de Pedra

Entre as Chapadas brasileiras, a dos Guimarães é a de acesso mais fácil, localizada a apenas 75 quilômetros de Cuiabá. Para os cuiabanos, é destino de fim de semana, com a grata oferta de temperaturas mais amenas que as da capital mato-grossense. Criado em 1989, o parque nacional tem pouco mais de 30 mil hectares e abriga áreas de Cerrado e bosques ciliares, aqueles que crescem no entorno dos muitos córregos e rios da região, bem como extensões de campos rupestres. Além do fácil acesso até a cidade de Chapada dos Guimarães – sim, a cidade-base para explorar a região tem o mesmo nome da Chapada –, o parque tem uma série de atrativos naturais perfeitos para serem visitados por turistas mais ociosos, embora tenha excelentes opções para aventureiros. 36 36 a38.indd 36

Os mais preguiçosos vão gostar de saber que o principal cartão-postal da região, a cachoeira Véu de Noiva, com queda d’água de mais de 80 metros, está a apenas 550 metros da entrada do parque nacional. A única dificuldade da trilha até o mirante da cachoeira poderá ser o sol quente, uma vez que não há trechos sombreados no percurso. No trajeto, é comum avistar araras vermelhas, que escolhem os paredões da cachoeira para fazer seus ninhos. Embora não seja possível tomar banho na Véu de Noiva, seguindo pela mesma trilha há duas ótimas opções para o refresco: a Cachoeira dos Namorados e a Cachoeirinha, um pouco mais distantes da entrada do parque, em trilha de 1,2 quilômetro. Passeio obrigatório na Chapada dos Guimarães, que atrai dos

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Divulgação da Sedec-MT

Cachoeira dos Namorados

Divulgação da Sedec-MT/ Rafaella Zanol

Caverna Aroe Jari

Divulgação da Sedec-MT/ Marcos Vergueiro

Morro São Jerônimo

preguiçosos aos aventureiros, é o Circuito das Cachoeiras, que pode durar de cinco a seis horas de caminhada, passando por seis cachoeiras, cinco delas abertas ao banho. É um dos passeios que exigem o acompanhamento de guias credenciados, por isso é normalmente parte da programação dos roteiros das operadoras. Outro dos passeios que requerem a contratação de guias é a subida ao Morro São Jerônimo, o ponto mais alto da Chapada dos Guimarães. Nesse caso, um certo condicionamento físico é necessário para encarar a trilha de seis horas, com muitos trechos íngremes e “escalaminhada”. Do alto, avista-se até Cuiabá, ao fundo, mas o foco das fotos são as formações rochosas e a vegetação nativa da Chapada. Controlada pelo ICMBio, que administra os parques nacionais do País, a trilha pode ser feita apenas por 36 visitantes ao dia, sendo necessária antecedência para garantir o lugar nos finais de semana. No caminho, é possível visitar a Casa de Pedra, gruta de arenito que já serviu de cenário para filmagens de novelas e filmes brasileiros. Em seu interior, há vestígios de inscrições rupestres, encontradas em toda a Chapada dos Guimarães. Bucólica, a cidade de Chapada dos Guimarães tem cerca de 20 mil habitantes e toda a infraestrutura turística para explorar o parque nacional e seus arredores. Há pousadas e áreas de camping, restaurantes, bares, pizzarias e muita música ao vivo nos finais de semana, quando a cidade é invadida pelos visitantes de Cuiabá. Entre as recomendações gastronômicas, o tradicional restaurante Samambaia é famoso pela galinhada que oferece. Com música ao vivo, o Chapada House é uma boa opção para observar o vaivém dos visitantes na praça central da cidade. Nas manhãs de sábado, é realizada uma feirinha de produtores locais, uma boa pedida para quem quiser adquirir plantas medicinais do Cerrado, doces e queijos caseiros ou apenas comer um pastel antes de partir para alguma cachoeira. PARA CONHECER MELHOR A CHAPADA DOS GUIMARÃES Cachoeiras – Com excelente poço para banho, a Cachoeira da Martinha é uma das preferidas pelos visitantes de fim de semana, o que significa que poderá estar cheia aos sábados e domingos. Fica a cerca de 40 quilômetros da cidade. Mais próximas, as cachoeiras do Marimbondo e da Geladeira também oferecem excelentes opções para banhos. Circuito das cavernas – Considerada a maior caverna de arenito do Brasil, com 1,5 mil metros de extensão, a Aroe Jari fica no interior da fazenda Água Fria. Com equipamentos apropriados, a 20 a 26 de novembro de 2019 — PANROTAS

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Divulgação da Sedec-MT/ Marcos Vergueiro

visita inclui trilha até o mirante da Ponte de Pedra, seguindo por mata ciliar até o primeiro “salão” da caverna, onde uma pequena cachoeira se forma no teto, dando ao salão o nome de Chuveiro. Com lanternas, a visita segue a outros espaços, até alcançar a gruta da Lagoa Azul. Outra caverna que faz parte da visita é a Kyogo Brado, com 20 metros de altura e 700 metros de comprimento e formações rochosas espetaculares.

Centro Geodésico da América do Sul – Embora seu endereço seja de fato em Cuiabá, a Chapada dos Guimarães tem um mirante para o Centro Geodésico da América do Sul, a oito quilômetros da cidade da Chapada dos Guimarães. É considerado centro geodésico o ponto equidistante entre os oceanos Pacífico e Atlântico, que estaria a 1,6 mil quilômetro de lá. Ainda que não seja o local exato, a vista do mirante vale a pena e, em dias de céu claro, é possível avistar Cuiabá.

Cachoeira Véu de Noiva

Divulgação da Sedec-MT

Travessia – Por enquanto, o ICMBio, que administra o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, autorizou apenas uma travessia na área do parque. É um percurso de 23 quilômetros, realizado em dois dias, com acampamento rústico na Casa do Morro. Além de agradar em cheio aos que curtem trekkings, a travessia passa por alguns dos principais atrativos do parque, começando no Circuito das Cachoeiras e atravessando campos rupestres, grutas e matas ciliares, no primeiro dia. Depois do pernoite na Casa do Morro, o segundo dia inclui a trilha do Morro São Jerônimo, com escalaminhada leve e conclusão na comunidade São Jerônimo, fora da área do parque nacional, a 25 quilômetros da rodovia MT-251. Apenas 15 visitantes podem pernoitar no acampamento, sendo o controle feito pela administração do parque.

Divulgação da Sedec-MT

Cidade de Pedra – As formações rochosas são responsáveis pelo nome do atrativo, com mirante alcançado em 500 metros de trilha, a partir da área de estacionamento. Do mirante, contempla-se o Vale do Cachoeira Martinha Rio Claro, incluindo a nascente do rio, uma sucessão de morros e formações rochosas. Há quem enxergue o mapa do Brasil no desenho formado pela vegetação e o Cerrado, mas certo mesmo é encontrar araras vermelhas aproximando-se dos paredões. Também é um dos atrativos que devem ser visitados com condutores. Quando e como ir – O verão é a estação das chuvas, fazendo com que as cachoeiras estejam mais cheias. Como boa parte das trilhas é de nível fácil a moderado, as chuvas não chegam a ser um problema. No inverno, bastante seco, as altas temperaturas trazem à tona o risco de incêndios, comuns no período. Entre as chapadas brasileiras, a dos Guimarães é a que tem acesso mais fácil, a partir de Cuiabá. Da rodoviária da capital do Mato Grosso saem ônibus para a cidade da Chapada dos Guimarães com intervalos de uma hora e meia, nos finais de semana. Durante a semana, a frequência diminui um pouco.  38 36 a38.indd 38

Circuito das Cachoeiras

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PATROCINADO

Cabines dos navios da Costa Cruzeiros atendem todo tipo de gosto

COSTA CRUZEIROS REÚNE ATRAÇÕES E SERVIÇOS EM SEUS NAVIOS Você já imaginou estar a bordo de um navio e viajar por 140 itinerários diferentes e ainda conhecer mais de 260 destinos nacionais e internacionais? E detalhe: tudo em um navio famoso por proporcionar experiências exclusivas e inéditas. Para viver tudo isso, é só embarcar em um dos 15 navios da Costa Cruzeiros para desfrutar o melhor em navegação, hospitalidade, gastronomia e entretenimento (saiba mais na tabela). Europa, Caribe, América do Sul, Ásia, Oriente Médio ou Oceano Índico: independentemente do destino escolhido, as cabines atendem a todo tipo de bolso e gosto, desde o hóspede que busca pelo menor preço ao passageiro que prefere suítes espaçosas e equipadas com mimos, como uma máquina de café expresso e um concierge disponível para auxiliar na reserva de restaurantes. Para contribuir 100% com a comodidade do turista, a programação das TVs, cardápios e diários de bordo são em português, além de guias que falam o mesmo idioma. O navio também oferece passeios acessíveis para os hóspedes com mobilidade reduzida. DIVERSÃO 24 HORAS Piscinas, jacuzzis, SPA, cinema 4D, quadra poliesportiva, festas temáticas e até show de talentos. Essas são apenas algumas das atrações à disposição do passageiro da Costa Cruzeiros.

Para os admiradores de arte, por exemplo, o Costa Smeralda, com inauguração para 21 de dezembro deste ano, conta com o Costa Design Collection, um museu que reúne toda a excelência do design italiano na moda, transporte, cinema, entre outros itens que marcaram a sociedade da Itália nas últimas décadas. Para crianças e adolescentes, a Costa Cruzeiros oferece diversão com áreas temáticas, como a da Peppa Pig ou no Squok Club, um miniclube para crianças a partir de três anos. Já no Teen Zone, disponível para os adolescentes entre 12 e 17 anos, o jovem hóspede poderá participar de aulas de dança e música, torneios esportivos, festas, além de jantares temáticos. GASTRONOMIA RENOMADA Com um cardápio exclusivo e variado, o hóspede dos navios da Costa Cruzeiros pode degustar receitas do chef sete estrelas Michelin, Bruno Barbieri, e provar a autêntica mussarela italiana, as pizzas, hambúrgueres e conhecer os aromas da Ásia e do Mediterrâneo. Outra dica importante: não deixe de passar nos bares, ambientes perfeitos para momentos de confraternização, que servem coquetéis, licores, champagnes, cervejas e uma gama de rótulos de vinhos internacionais. Além disso, pensando em deixar a viagem ainda mais completa, a

OS 15 NAVIOS DA COSTA CRUZEIROS • • • • • • • • • • • • • • •

Costa Smeralda (inauguração em 21 de dezembro) Costa Venezia Costa Diadema Costa Fascinosa Costa Favolosa Costa Deliziosa Costa Luminosa Costa Pacifica Costa Serena Costa Magina Costa Fortuna Costa Mediterranea Costa Atlantica Costa Victoria Costa neoRomantica

Mais dois novos navios ficarão prontos até 2021: Costa Firenze e Costa Toscana. Costa Cruzeiros – em parceria com a Associação Cultural e Gastronômica da Itália – oferece aos hóspedes uma excursão privada para Civitavecchia, na província de Roma, para a degustação de receitas e bebidas da região que representam o melhor da tradição italiana.

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UM NOVO CICLO DE FAÇANHAS

Marcel Buono - Gramado (RS)

Enquanto a PANROTAS completou 45 anos, uma das maiores feiras de Turismo do Brasil e da América Latina começou oficialmente um novo ciclo de sua história. Entre os dias 7 e 10 de novembro, a cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, recebeu mais de 17 mil pessoas, entre expositores e visitantes, para a 31a edição do Festuris, considerada a melhor da história pelo seu diretor, Eduardo Zorzanello. No total, mais de 2,7 mil marcas, além de 65 destinos internacionais, marcaram presença com estandes próprios ou compartilhados. “O primeiro Festuris de um novo ciclo de 30 anos foi o melhor de todos os tempos, e quem diz isso são os nossos clientes, que são os expositores. Temos o papel de provocar uma interlocução entre os players do Turismo, girando a economia e deixando um legado para a sociedade, por isso estamos mantendo nossas raízes, com a responsabilidade social que faz parte do DNA da nossa empresa, e acrescentando novos valores, tecnologias, experiências e conceitos”, explicou Zorzanello, filho de Silvia Zorzanello, uma das criadoras do evento. O presidente da PANROTAS, Guillermo C. Alcorta, foi agraciado com o troféu Silvia Zorzanello, e, por estar em viagem, foi representado por Heloisa Prass, na cerimônia. Com um crescimento de 5% em participação na comparação com a edição do ano passado, a feira de Turismo mais importante do Sul do Brasil também provou que está caminhando em direção à internacionalização. Além de um recorde histórico em relação ao número de destinos estrangeiros, 7% dos inscritos chegaram de outros países, enquanto 35% tiveram origem em ou-

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Eduardo Zorzanello, Marta Rossi e Marcus Rossi, do Festuris

tras regiões além da sulista e do Estado de São Paulo. “O mundo nos impõe a necessidade diária de nos reinventarmos e, neste novo ciclo, sempre enfatizaremos nosso lado humano, nos adaptando às mudanças do mercado e a um novo perfil de consumidores, cada vez mais exigente. Somos um laboratório de eventos e cabe a nós estarmos sempre inovando para melhorar o ecossistema do Turismo, buscando soluções que impactem os negócios e aproximem a Serra Gaúcha das demais regiões do Brasil e do mundo. A cada ano que passa, mais pessoas descem pelo mapa brasileiro para descobrir nossas belezas e nosso espírito hospitaleiro, sempre para

fechar novos negócios”, completou. CEO do Summit Hub e filho de Marta Rossi, Marcus Rossi destacou o primeiro ano do aplicativo desenvolvido em Gramado para a realização de pré-agendamentos de reuniões no Festuris. De acordo com ele, mais de quatro mil encontros foram previamente combinados por meio da plataforma digital, agilizando conversas e aprimorando a gestão do tempo dos participantes. Para o próximo ano, a expectativa é que mais de oito mil reuniões sejam acertadas antes mesmo da abertura oficial da feira, no dia 5 de novembro de 2020. “A opção pelas reuniões pré-agendadas é um passo à frente para o Fes-

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turis, que seguiu um modelo de sucesso praticado em feiras dos Estados Unidos e da Europa com um aplicativo que não foi desenvolvido nem em Stanford, nem em Harvard, nem em São Paulo, mas sim em Gramado. O aplicativo veio para economizar o tempo dos participantes e aumentar a produtividade de todos, evidenciando mais uma vez que a tecnologia precisa caminhar lado a lado com o Turismo”, indicou o responsável pela área tecnológica do Festuris. “São tempos de transformação e não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim aqueles que melhor conseguem se adaptar à realidade. Estamos determinados a ser a melhor plataforma de negócios do Turismo no Brasil, sem perder os valores e a essência que sempre nortearam a nossa empresa, incluindo a humildade para ouvir e aprender”, acrescentou Marta, que também destacou a força do setor para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul e do País como um todo. “O Turismo só acontece onde a população quer que aconteça, como é o caso de Gramado. É este olhar e receptividade que queremos espalhar para todo o Estado. Se o agronegócio representa 40% do PIB, o Turismo pode ser o outro vetor para recuperar a economia do nosso Estado de forma ágil e com resultados eficientes. O Turismo é feito por pessoas para pessoas e será a grande indústria dos novos tempos, com capacidade para abrir caminhos, derrubar muros e construir pontes, promovendo o diálogo e a paz”, concluiu. Entre as autoridades do setor presentes no Festuris, estiveram o ministro Marcelo Álvaro Antônio e Bob Santos (Ministério do Turismo), Gilson Machado Neto (Embratur), Herculano Passos (Frente Parlamentar em Defesa do Turismo na Câmara), Magda Nassar (Abav Nacional), Roberto Nedelciu (Braztoa), Eduardo Sanovicz (Abear) e Alexandre Sampaio (CNC), além de figuras políticas de grande relevância para a região, como Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul) e João Alfredo Bertolucci (prefeito de Gramado), popularmente chamado de Fedoca. PANROTAS PREMIA E É PREMIADA Durante os dias em que Gramado se transformou na capital nacional do Turismo, a PANROTAS recebeu duas homenagens como reconhecimento ao trabalho realizado em prol do setor. A primeira foi feita pela Câmara Municipal local, que destinou o Troféu Silvia Zorzanello ao fundador da empresa, José Guillermo Alcorta. Já a segunda foi direcionada ao CEO da PANROTAS, José Guilherme Alcorta, que recebeu o Troféu Amigos do Festuris na cerimônia de abertura da feira, realizada no Palácio dos Festivais. Após ser agraciada, a PANROTAS também retribuiu. Com um dos estandes mais movimentados do Festuris, a empresa sorteou, em parceria com Orinter, Go Pegasus e Turismo da Catalunha, uma série de

José Guilherme Alcorta recebe homenagem de Marta Rossi e Eduardo Zorzanello

PANROTAS recebe bolo de aniversário de Marta Rossi e Eduardo Zorzanello

prêmios a quem passou pelo local e participou das ações de ativação. Ao todo, 17 profissionais do Turismo foram premiados e informados via WhatsApp no Serra Park, principal centro de convenções da cidade. A Orinter participou da ativação com um painel personalizado, serviço de café expresso, sucos, “chá da felicidade”, variados sabores de pipoca gourmet e sorteio de óculos de realidade virtual, enquanto a Go Pegasus, que também contou com um painel próprio, forneceu bonequinhos da franquia Star Wars para o sorteio, em parceria com a Disney Destinations, e permitiu que os visitantes tirassem selfies com a personagem Chewbacca, em um painel. Já o Turismo da Catalunha estampou um mapa da região espanhola em uma das paredes do estande, destacando os principais pontos de interesse turístico, como Barcelona, Girona, Tarragona e os Pirineus. A ação contou com um quiz educativo realizado em tablets, além de copos e baldes de pipoca personalizados, exibição de vídeos institucionais sobre o destino e sorteio de mochilas com brindes.

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Pedro Davoli Neto, da Universal Orlando, Rodrigo Pereira, da Hertz, Renata Galeazzi, também da Universal, Thais Ramos, do Simon Shopping, Rafaela Brown, do Visit Florida, Israel Trovão, da Hertz, e Joyce Cordeiro, do Visit Tampa Bay

Marcelo Barone e Aline Cervi, da Stella Barros

Gustavo França, Viviane Amadei, Tiago Sagás e Matt Teixeira, do BWH Hotel Group

Peter Weber Jr e Marilia Weber, da Europlus, com Peter Weber, da Skyteam Consolidadora

Carlos Antunes e Cristiane Cortizo, da Copa Airlines

Luiza Boeira e Carlise Bianchi, da Brocker Turismo

Luciano Ziebell e Leonardo Mignani, da RexturAdvance, Cristiane Jayme, da Trend, Luciano Guimarães, da RexturAdvance, e Gustavo Hahn e Ezequiel Santos, da Trend

Marco Vinícius, Vitor Spirandelli, Bruno Cordaro e Newton Santos, da MSC Cruzeiros

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Rafaela Marques, do Beto Carrero World, com os personagens Shrek e Fiona

Christiane Momose, Tiago Grandizoli, e Joelma Martins, da Iberia/Bristish Airways

Fabio Oliveira, Rafael Ortiz e Marvio Mansur, do Grupo Flytour

Ricardo Alves e Raul Monteiro, da Velle

Alan Oliveira, Gustavo Esusy, Mariana Ferrari e Felipe Lemos, da Avianca Airlines

Ney Neves, da AMResorts

Celso Guelfi, da GTA

Ricardo Varela e Glademir Alessandrini, da Schultz

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Estande PANROTAS no 31o Festuris

Maria Camilla Alcorta, da Go Pegasus, e Jane Terra, do Visit Orlando

Ricardo Sidaras, da PANROTAS, com Gustavo Esusy, da Avianca Airlines

Parte da equipe Orinter: Elias Duarte, Roberto Sanches, Vivian Fritsch e Waldemir Junior

Wanderson Barros, do Sebrae-TO é um dos ganhadores de prêmio da Orinter e na foto está entre Roberto Sanches, da operadora, e Guilherme Alcorta, da PANROTAS

Fernanda Rezende, da Rossi e Zorzanello, com Maria Camilla Alcorta, da Go Pegasus (representação da Ideas4Brand)

Silvio Rodrigues, da Abav-AP, ganha prêmio da Catalunha. Na foto ele está entre Guilherme Alcorta, da PANROTAS, e Joan Romero, do Turismo da Catalunha

Nelson de Oliveira, da Alitalia, com Joan Romero e Gabriel Cruz, do Turismo da Catalunha

Heloisa Prass representa Guillermo Alcorta e recebe Troféu Silvia Zorzanello em nome do presidente da PANROTAS, das mãos de Eduardo Zorzanello

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BRAZTOA REFORÇA SUSTENTABILIDADE Marcel Buono – Canela (RS)

Entre os dias 4 e 7 de novembro, a Convenção Braztoa 2019 reuniu associados e parceiros de Turismo na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, para uma programação que envolveu análises das atividades do ano, debates e painéis sobre o mercado e suas tendências para o futuro, projeções para 2020, além de exploração dos atrativos do município localizado na Serra Gaúcha, principalmente os relacionados à cultura, natureza e gastronomia. A sustentabilidade novamente foi o foco da reunião anual, com destaque tanto para medidas que já são e devem continuar sendo aplicadas em atividades turísticas, como para aquelas que serão cada vez mais importantes no futuro, considerando cenários que envolvem a sociedade de modo geral. Um dos destaques da programação foi o Braztoa Seeds 2019, que contou com nove especialistas apresentando opiniões, ideias e compartilhando experiências. “Presidir a Braztoa tem sido muito importante para mim e, nos últimos seis meses, já aprendi e mudei muito. Temos que estar sempre aprendendo e evoluindo, ao mesmo tempo que atentos às tendências do mercado e ao que buscam os nossos clientes, pois eles são o termômetro ideal para novas ideias. Estamos focados em criar ações exclusivas, inovadoras e geradoras de novos negócios para as operadoras”, afirmou o presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu. “As OTAs são máquinas atendendo pessoas, mas nós temos o fator humano para explorar, percebendo os sentimentos envolvidos em tempo real e o brilho nos olhos das pessoas que querem realizar sonhos. O Turis-

Equipe da Braztoa com jurados do Prêmio de Sustentabilidade

mo gera empregos como poucos setores e, no último ano, as nossas associadas cresceram 7,4% em um País que cresceu apenas 1%. O Brasil tem tudo para ser uma referência mundial, principalmente aliando a sustentabilidade aos negócios”, completou o mandatário da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. PRÊMIO BRAZTOA DE SUSTENTABILIDADE Um dos pontos altos da convenção foi a entrega do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2019/2020. Ao todo, 180 projetos foram inscritos, estabelecendo um recorde desde o início da premiação, e seis categorias foram condecoradas: Academia, Agências de Viagens, Meios de Hospedagem e Resorts, Mídia e Parceiros do Turismo, e Associados Braztoa. Menções honrosas também foram feitas à Emirates e a Canela. “Neste ano tivemos o nível mais alto de inscritos desde o início da premiação, em 2012, o que mostra um amadurecimento das pessoas em relação a questões que envolvem a sustentabilidade não só no Turismo como na sociedade como um todo. Chegamos mais longe quando estamos de mãos dadas, trabalhando juntos e entendendo que incluir, abraçar e

CONFIRA OS VENCEDORES: Academia Vencedor: Universidade Federal da Paraíba/Prefeitura Municipal de João Pessoa Ação: Aproveitamento do coco verde – Estratégia para combater o desperdício de alimentos e para o desenvolvimento sustentável Agências de Viagens Vencedor: Vivalá (SP) Ação: Modelo de atuação Vivalá Associados Braztoa Vencedor: BWT Operadora (PR) Ação: Selo "Sustainable Tourism” Meios de Hospedagem e Resorts Vencedor: Santa Clara Eco Resort (SP) Ação: Projeto Clara Verde Mídia Vencedor: TV Brasil (RJ) Ação: No rastro da poesia, no Caminho de Cora Parceiros do Turismo Vencedor: Gastronomia Periférica (SP) Ação: Modelo de negócio Gastronomia Periférica n respeitar as diferenças também faz parte de uma vida sustentável”, comentou a CEO da Braztoa, Monica Samia. n 20 a 26 de novembro de 2019 — PANROTAS

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GENTE E TECNOLOGIA PARA LIDERAR Rodrigo Vieira

“Prefiro alguém que entenda de vendas a alguém que entenda sobre o mundo, pois o importante é recrutar pessoas que gostem de gente, que saibam fazer o cliente feliz, e não grandes intelectuais sem empatia.” A frase, dita pela gerente executiva da CVC, Viviane Pio, de certa forma ilustra como a companhia traça a estratégia de vendas em suas cerca de 1,4 mil lojas espalhadas pelo Brasil. Isso não significa que a companhia líder de Turismo no País contrata qualquer um para o balcão, e sim que confia plenamente em sua metodologia de capacitação sobre destinos, atendimento e produtos para embarcar o passageiro em uma experiência completa. “Um bom vendedor aprende a vender viagem; já um mau vendedor não vende nada. Temos um consultor cujo último emprego era comercializar caixão, e hoje ele ranqueia como um dos melhores vendedores entre as lojas CVC. Aprendeu a vender viagem, conhece os destinos, os voos, os mecanismos de vendas e os sistemas.” Isto é, toma tempo, mas a CVC confia em sua metodologia de capacitação. Um de seus principais componentes é o Venda Mais, programa de treinamento criado em 2007 ainda com o nome de Universidade CVC. O nome foi alterado seis anos depois, quando o projeto foi encorpado com sistemas de vídeos interativos sobre produtos e vendas, voltado não só para o atendente CVC, que tem certa obrigatoriedade em assistir às aulas, quanto para o agente de viagens multimarcas que vende os produtos da operadora, para quem o programa é facultativo. Mais de 100 mil profissionais já “assinaram a lista de presença” da plataforma de educação, que apresenta novos destinos, cadernos, temporadas, circuitos, roteiros, sistemas, além de processos, acesso ao Portal do Agente, entre outros facilitadores do dia a dia.

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Treinamento é um dos pilares da CVC para manter a liderança no País

“Esses vídeos agilizam as mudanças, permitem que a gente construa conteúdo novo e altere qualquer necessidade com maior velocidade”, afirma Viviane Pio. “Temos salas, equipes, fazemos uma gravação com os executivos responsáveis pelas temáticas em questão. Em 50 minutos consigo colocar no ar um conteúdo novo. Essa é a nossa principal vantagem.” O foco do Venda Mais, ela revela, ainda é quase todo em produto, mas do meio deste ano para cá, “começamos a trabalhar muito forte os diferenciais da CVC”. “Por exemplo, Maceió todos sabem vender, mas por

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franqueados em todas as regiões. Como exemplo de resultado imediato, ela cita o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 de 2019. “A CVC tinha uma boa oferta para a corrida deste ano, bons pacotes com terrestre, hotel e aéreo e, quando sentimos que a procura não estava à altura, investimos em um intensivo treinamento dedicado”, afirma. “Em pouco tempo esgotamos a prateleira de F1.”

Viviane Pio, gerente executiva da CVC

que vender mais com a CVC? Temos diversos argumentos. Temos muito a agregar”, garante a executiva. COMO ASSEGURAR A QUALIDADE Quanto mais lojas espalhadas em um profundo nível de penetração no Brasil, maior o trabalho de manter o nível de atendimento alto. Para que os agentes de viagens CVC sejam cada vez mais consultores e menos “reservadores”, Viviane Pio conta com um vasto time interno em território nacional, sete dos quais são dedicados a treinamento, 47 “multiplicadores” e, claro, os master-

OMNICHANNEL Ou seja, não é à toa que o número de lojas azul e amarela País afora só cresce, ainda que com um mercado cada vez mais dominado por um consumidor faminto pelo digital. Ciente disto, e pronta para o futuro, a operadora investe no que o CEO da CVC Corp chama de omnicanalidade. Luiz Fernando Fogaça afirma que em dois anos o grupo triplicou investimentos em tecnologia e vai encerrar 2019 com R$ 150 milhões alocados ao segmento. “Há dois anos e meio iniciamos ciclos alinhados com a transformação digital. O trabalho está bem maduro agora, com foco na jornada de compra de viagem do cliente, pesquisa e interação omnicanal, seguindo tendências mundiais, entendendo que o consumidor busca maior autonomia em sua experiência de aquisição”, afirma o executivo. Essa transformação digital está sendo possível graças à criação de equipes dedicadas no modelo de squads. Apenas em digital, são mais de 150 profissionais dedicados, equipe esta que vem sendo enriquecida a cada aquisição que a companhia faz. A última, por exemplo, é a OTA Almundo, cuja equipe levará sua expertise em breve ao time CVC Corp. Outra prova do crescente foco da companhia em digital é a mudança que o time fará do ABC para a avenida Paulista, na capital de São Paulo, para poder disputar profissionais com startups detentoras destes talentos. "Isso porque pretendemos contratar mais", justifica Fogaça. “O principal motivo para a mudança para São Paulo é que os melhores profissionais da área estão hoje na capital paulista, e o ABC pode ser um empecilho para atrair uma equipe à altura do que buscamos. Agora estamos bem localizados, próximos ao metrô, próximo à Faria Lima, onde estão esses talentos." Isso sem contar as recentes contratações da com-

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panhia a fim de reforçar a área. Os resultados de todo esse investimento em “tecnologia e em craques do digital” já estão aparecendo, mas começarão a ser ainda mais palpáveis. Fogaça volta a falar de “omnicananalidade” e revela que ao longo de 2019 a empresa foi submetida a uma consultoria especializada em desenhar a jornada do cliente. “Com base no consumidor CVC, identificamos qual é a melhor experiência considerando loja, site, pesquisa e compra durante e pós-viagem. Desenhamos como seria essa jornada, quais seriam os pontos de interação, as funcionalidades... quantas pessoas deveria ter, qual o pipeline futuro de operação. A experiência será ainda mais amigável e fará as pessoas comprarem mais produtos CVC.” Fogaça ressalta que vem se tornando impossível etiquetar consumidores “de loja, de internet, de mobile, de computador e de agência” e por isso a proposta é ter uma marca CVC em todos os lugares. “No Submarino, 35% das pessoas que compram já estão no mobile em 2019, ano em que tivemos um salto neste índice após colocar novas funcionalidades no ar, que entregam uma experiência bem melhor e mais moderna ao consumidor.” Ele garante que isso não tem nada a ver com ignorar as lojas físicas pelas quais a CVC se consagra e com elas conta para ser líder no setor (as franquias apontaram para um crescimento de duplo dígito em 2018, praticamente empatadas com o on-line, que finalmente vem alcançando um resultado satisfatório à companhia, apesar de bem inferior à concorrente e líder no on-line, Decolar). “Também estamos digitalizando o mundo físico, e isso não significa parar de construir lojas, e sim modernizar a experiência da loja, como o sistema de orçamentos e de voucher, tornando digital a experiência do físico. Isso é sinônimo de personalização ao consumidor”, resume Fogaça. “Antes investíamos 3% do marketing CVC em canais digitais. Em 2019, este meio foi alvo de 22% do investimento em Marketing e, em 2020, será 30%.

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Luiz Fernando Fogaça, CEO da CVC Corp

Anunciaremos em breve medidas na plataforma digital CVC para solidificar o conceito de omnicanalidade em lojas físicas e digitais. Estamos recebendo de maneira excelente. Posso garantir que todos sairão satisfeitos, incluindo franqueado e agente multimarca, porque cerca de 90% dos clientes que chegam nas lojas físicas já pesquisaram sobre suas viagens na internet.” Por fim, Viviane Pio reforça o argumento de que a jornada do consumidor cruzada entre on-line e

off-line é importante. “Temos uma parcela muito grande da população com dificuldade de acesso a crédito, e venda on-line é essencialmente via cartão de crédito. Na loja física temos modalidade boleto, ou mix de pagamento entre cartão e boleto. Essa flexibilidade na loja, quanto a pagamento, é um grande diferencial para continuar crescendo o segmento, e quase nenhum cliente chega hoje sem informações adquiridas pelos buscadores, metabuscadores e redes sociais.” n

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COMO ATENDER O CEO da CVC Corp, Luiz Fernando Fogaça, e a gerente executiva da CVC, Viviane Pio, falam sobre o que um atendente de balcão deve ter para se dar bem na empresa. 1. Coloque-se no lugar do cliente “Venda aquela viagem como se fosse para você”, afirma Viviane. “Coloque-se no lugar do cliente, do casal, da família que está realizando um sonho. Você não vende para uma pessoa o que você não compraria.” 2. Entenda a necessidade do cliente “O que ele busca, qual é o melhor produto e destino para a ocasião? Temos uma área de Produtos e Operações muito robusta, com muita oferta e, com tecnologia, nossa busca está ficando mais inteligente. Portanto, cada consumidor vai encontrar a oferta em nosso portfólio. Encontre a correta”, afirma Luiz Fernando Fogaça. 3. Tenha cuidado aos detalhes “Viagens envolvem detalhes. Uma vírgula errada e o

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produto final pode sair comprometido. Nenhum consumidor é ‘mais um’, portanto o foco deve ser total para cada pessoa que chegar ao balcão”, recomenda Viviane Pio. 4. Não julgue pela aparência “A internet oferece o menor preço, nós não. Não ofereça o menor preço de cara. Quando o cliente entrar na loja, faça uma leitura dele, com perguntas abertas como: ‘você fez alguma viagem recentemente? Para onde? Gostou?’, são questionamentos iniciais que fazem toda diferença para entender. 5. Mais perguntas “Quais são seus interesses? Do que você gosta?”, indica Viviane Pio. “A maior parte dos clientes chega na loja entupida de informação. Já conversou com amigos, já viu stories de influenciadores... Eles já chegam sonhando com aquilo. As informações estão por todos os lados e é papel do agente afunilá-las.” n

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TREINAMENTO B2B Renata Esteves e Cristiane Jayme, responsáveis pelos Treinamentos da RexturAdvance e Trend respectivamente

Como a CVC Corp não vive apenas de B2C, empresas como RexturAdvance e Trend também têm suas plataformas de capacitação tanto para seus colaboradores quanto para os agentes de viagens. Na consolidadora aérea, o Aprimora é o destaque. A ferramenta tem como objetivo atualizar e capacitar seus clientes por meio de conteúdo exclusivo, que vai desde introdução ao Turismo, reembolso, emissões de passagens até dicas e orientações para utilização dos sistema de vendas da consolidadora, o Reserva Fácil. Mais de cinco mil agências foram capacitadas em cerca de quatro anos. “Capacitamos agentes de todos os níveis, com cursos dos iniciantes ao experts, e damos certificados para quem conclui. Os vídeos mais disputados são aqueles que fazemos em parceria com as aéreas. Tanto os fornecedores querem fazer parte como os agentes querem assistir”, afirma a dire-

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tora de Marketing, SVA e Treinamentos da RexturAdvance, Renata Esteves. Há mais de três anos, a Trend também colocou no ar sua ferramenta de capacitação aos agentes, a TrendCursos. Destinada aos seus colaboradores, agentes de viagens, fornecedores e demais parceiros, a plataforma de treinamento contém mais de 50 conteúdos interativos e videoaulas, sobre produtos operados pela consolidadora. “Esse ano atualizamos a plataforma com 80 lançamentos”, afirma a diretora de Marketing, Atendimento e Treinamentos da Trend, Cristiane Jayme. “Nosso cuidado é todo ano atualizá-los com pílulas de conhecimento, sempre em parceria com os fornecedores. Também fazemos capacitação via WhatsApp com dicas de vendas e novidades em produtos. A Trend sempre teve a parceria com o agente em seu DNA, por isso investimos tempo e dinheiro em capacitação ao profissional.”n

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SEAWORLD PARKS & ENTERTAINMENT:

EDUCAR, PRESERVAR, SALVAR E DIVERTIR QUAL A A VERDADEIRA MISSÃO DOS PARQUES DO GRUPO SEAWORLD? PEDIMOS QUE A GERENTE DE PR PARA A AMÉRICA LATINA, MARJORI SCHROEDER, PREPARASSE MATERIAL EXCLUSIVO E ESPECIAL SOBRE O TEMA, ENFATIZANDO AS TRANSFORMAÇÕES POR QUE TEM PASSADO E PASSA O GRUPO. BOA LEITURA. Não existe preservação de espécies animais e do meio ambiente sem que haja educação. E para que a educação e a conscientização sejam efetivas, nada melhor que elas façam parte de um processo divertido e prazeroso. É neste pilar que se sustenta a principal missão dos parques que fazem parte do grupo SeaWorld Parks & Entertainment. Milhões de pessoas todos os anos entram pelos portões dos parques SeaWorld, Busch Gardens, Discovery Cove, entre outros da família, e vivem momentos memoráveis de diversão, emoção e muita aventura. Mas é só isso que eles encontram por lá? Definitivamente, não. O SeaWorld Parks & Entertainment inspira milhões de pessoas por meio do poder do entretenimento a celebrarem, se conectarem e cuidarem do meio ambiente. Em encontros próximos com animais, exibições educacionais e entretenimento inovador, os visitantes desenvolvem uma alta sensibilidade para com o mundo ao seu redor e uma consciência da situação dos animais no ambiente selvagem. Além dos esforços dentro dos parques, o impacto educacional do SeaWorld também se estende aos lares e salas de aula no mundo todo por meio de inovadores sites, programas de televisão e recursos para professores. E para que tudo faça sentido, os animais

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Marjori Schroeder, gerente de PR para a América Latina do SeaWorld

que estão dentro dos parques – os embaixadores de suas espécies – contam com cuidados de alta qualidade e habitats com estrutura de ponta. Esse comprometimento com o bem-estar dos animais levou o SeaWorld ao reconhecimento na comunidade de zoológicos e como líder em tratamento e bem-estar de animais, treinamentos e cuidados veterinários. Os parques mantêm há muitos anos uma das maiores comunidades de animais da América do Norte e têm liderado diversos avanços no cuidado de espécies em zoológicos e na preservação de populações selvagens.

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Para que o ciclo de conservação seja completo, os parques operam em algumas áreas de atuação, que na sua totalidade geram uma força enorme em prol do mundo animal, são elas: entretenimento educacional; resgate e reabilitação de animais doentes, órfãos e feridos na natureza; pesquisas e projetos para preservação dos animais em ambientes selvagens. ENTRETENIMENTO QUE FAZ A DIFERENÇA Cada atração e atividade dentro dos parques do grupo são fruto de criações colaborativas entre educadores, conservacionistas, engenheiros, especialistas em animais e, claro, experts em diversão e entretenimento. As experiências de shows e apresentações proporcionadas têm forte essência educativa. A tecnologia e as atrações radicais apresentam também um papel importantíssimo nesse processo, sendo um atrativo primordial para importantes alertas sobre espécies e situações críticas do meio ambiente. Recentemente, vimos no SeaWorld Orlando inaugurações como a incrível montanha-russa Mako, que é a peça central de uma área inteira dentro do parque dedicada à conscientização para a preservação das espécies de tubarão. Nesse mesmo conceito, e também bastante recente no parque de Orlando, a incrível atração de quedas e corredeiras Infinity Falls traz para o visitante uma mensagem importante sobre o ecossistema e os cuidados com as águas do planeta. No Busch Gardens Tampa, montanhas-russas radicais, como a recém-inaugurado Tigris e a futura Iron Gwazi (prevista para o segundo trimestre de 2020), seguem exatamente essa mesma linha. Isso tudo sem falar das inúmeras atividades de contato e interação com animais e as famosas apresentações – que além de serem instrumentos valiosos no entretenimento, educação

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e informação, são essenciais para o enriquecimento ambiental dos animais que vivem nos parques. PROGRAMA DE RESGATE E REABILITAÇÃO Em um outro pilar de atuação está a gestão de fauna. Nas últimas cinco décadas, o SeaWorld resgatou mais de 35 mil animais em situação de risco na natureza, incluindo animais doentes, feridos, órfãos e abandonados. O objetivo do SeaWorld para cada animal resgatado é poder reabilitá-lo e devolvê-lo à natureza saudável. O time de resgates do SeaWorld está disponível 24 horas por dia todos os dias do ano, trabalhando para poder dar uma segunda chance de vida aos animais em risco. O SeaWorld’s Animal Health and Rescue Center opera com equipamentos de última geração e infraestrutura que providencia o melhor tratamento possível para esses animais: Unidade de cuidados intensivos com balança embutida; Instalação médica que abriga laboratório com equipamentos de diagnóstico e medicamentos; Conjunto cirúrgico, que contém mesa cirúrgica personalizada, raio X, ultrassom, endoscopia e equipamento de anestesia; Sala de preparação de alimentos, onde são feitas as dietas especiais para animais em reabilitação; Sala de exames com radiografia digital que se comunica com o servidor de armazenamento de todos os outros parques.; Visualizador de 40 polegadas, que permite com que os veterinários do SeaWorld comparem radiografias lado a lado; telas grandes possibilitam visualizar mais detalhes ao analisar lesões internas;

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Embarcação Boston Whaler com dois motores de 600 cavalos; esse barco, nomeado de Second Chance, é maior e tem mais capacidade de carga do que o barco anterior de resgates do SeaWorld; também tem um casco que não afunda, uma grande porta de mergulho e tecnologia de navegação de última geração; Áreas de recuperação, incluindo piscinas e cercados, adaptados para atender às necessidades específicas de cada animal em reabilitação.

Uma vez que o animal esteja reabilitado e demonstre que é capaz de se defender sozinho, ele é devolvido à natureza. Para aumentar a chance de sobrevivência, os animais em reabilitação no SeaWorld são devolvidos por meio de barco. Leões marinhos, focas e golfinhos são geralmente soltos de três a 23 quilômetros de distância da costa, em áreas que tenham fontes de alimento suficientes e populações da mesma espécie.

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PESQUISAS E PRESERVAÇÃO Em mais um dos pilares de atuação da companhia estão as pesquisas. Em 2016, o SeaWorld Parks & Entertainment e o renomado artista e conservacionista marinho Guy Harvey fizeram uma parceria focada na saúde dos oceanos e na situação dos tubarões em ambiente selvagem. Pesquisas indicam que cerca de 100 milhões de tubarões são mortos todos os anos por meio da pesca. O Instituto de Pesquisa Guy Harvey calcula que 73 milhões desses animais morrem apenas para o comércio de barbatanas. Membros da equipe de cuidados com animais do SeaWorld se juntaram a uma expedição de identificação de tubarões do Instituto Guy Harvey na costa do México, marcando seis tubarões Mako ao longo de quatro dias. Esses tubarões foram acompanhados por meio de rastreamento e podem ser vistos pelo público on-line em www.ghritracking.org. Já em 2017, o SeaWorld e a Ocearch, uma das principais organizações mundiais em geração de informação científica e estudo de espécies marinhas chaves, firmaram uma relevante parceria. O rastreador global via satélite da Ocearch é usado em animais marinhos resgatados, reabilitados e devolvidos, oferecendo tanto à comunidade científica quanto ao público a possibilidade de aprender mais sobre espécies ameaçadas de extinção. Dados sobre três animais resgatados e reabilitados pelo SeaWorld – Gale, uma baleia piloto; TJ, um golfinho; e Iris, uma tartaruga marinha – agora estão disponíveis no Ocearch.org FUNDO DE PRESERVAÇÃO Ainda como parte do ciclo de comprometimento da companhia com o planeta, foi criado em 2013 o SeaWorld & Busch Gardens Conservation, que desde então vem fazendo efetivamente a diferença para projetos de preservação da vida selvagem no mundo todo. Desde sua criação, o fundo já garantiu a doação de mais de U$ 18 milhões para cerca de 800 organizações no mundo inteiro. Essas organizações que recebem as doações atuam em diversos setores dentro do universo de preservação e estão alinhadas a pelo menos uma das quatro atuações chaves do fundo, que são: Resgate e Reabilitação de Animais; Educação 56 52 a 58.indd 56

Ambiental; Proteção de Habitats; Pesquisas de Espécies. O SeaWorld Parks & Entertainment fornece toda a parte administrativa e os custos de operação do fundo, assim como mão de obra e infraestrutura para que possa atuar. Devido a esse importante suporte, é possível que 100% da arrecadação (cada centavo) seja doada diretamente para as organizações. No Brasil, o fundo atua por meio do

programa Curtir & Preservar, de arrecadação de fundos diretamente relacionado à venda de produtos extras dos parques temáticos dos SeaWorld Parks & Entertainment no mercado brasileiro. Para cada compra de produtos opcionais ao ingresso, como planos de refeição, corta filas e tours, são doados US$2 para o “Curtir & Preservar”. Todo o montante arrecado é destinado 100% para ajudar projetos brasileiros que apoiam a preservação

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ADEUS SACOLAS PLÁSTICAS E CANUDOS Em 2011, o SeaWorld eliminou o uso de sacolas plásticas em suas lojas de presentes. Essas sacolas causam grandes problemas para algumas espécies como tartarugas marinhas, principalmente as tartarugas-de-couro, que às vezes as confundem com águas-vivas. Os visitantes podem adquirir sacolas de papel ou sacolas reutilizáveis ao comprar itens nas lojas. Recentemente a companhia anunciou a remoção de todos os itens de plástico de refeição, como canudos, colherinhas de café, pratos e talheres de todos os 12 parques. Estudos recentes mostram consequências alarmantes do crescimento na quantidade de plástico nos oceanos. O Ocean Conservancy, um grupo de defesa ambiental sem fins lucrativos, estima que oito milhões de toneladas de plásticos são depositadas no oceano a cada ano. A grande quantidade de plástico nos oceanos resultou na entrada desse material na dieta de animais marinhos que confundem com comida, fazendo com que adoeçam e até morram. Apesar dos avanços na redução do consumo de plástico, muito trabalho ainda precisa ser feito para reduzir a pegada ambiental da companhia. É por isso que o SeaWorld continua a investir cada vez mais em energia renovável, como as recém-inauguradas placas de captação de energia solar no Aquatica San Diego, que pode gerar de 80% a 90% da energia necessária para o funcionamento do parque. Além disso, o SeaWorld também reduziu em 9% sua emissão de gases do efeito estufa entre 2014 e 2017 e otimizou seu processo de reciclagem em 50% no mesmo período. Ainda, nos esforçamos para fornecer alimentos de fonte sustentável, como ovos de galinhas criadas fora de gaiolas e café orgânico certificado, assim como a implementação de recursos de conservação de água, como captação de água de chuvas, reutilização de água para refrigeração de edifícios e a adaptação do paisagismo para exigir menos consumo de água. n

de espécies na vida selvagem. Em junho deste ano, três relevantes organizações puderam dar sequência a seus projetos graças ao recebimento do recurso do Curtir & Preservar. Com projetos muito bem elaborados e aprofundados em cada um de seus segmentos, o GREMAR (Guarujá – SP), o IPRAM (Cariacica – ES) e o AMPA – (Manaus – AM) são os novos parceiros do Fundo no Brasil. Essa é a verdadeira missão, aprender nos parques e praticar no planeta!n 20 a 26 de novembro de 2019 — PANROTAS

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LINHA DO TEMPO DA PRESERVAÇÃO

1963

É criado o Hubbs-SeaWorld Research Institute com o compromisso de “devolver ao oceano alguns dos benefícios que recebemos dele”

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1964

SeaWorld San Diego é inaugurado na Califórnia e nasce a primeira equipe de resgate de animais.

1976

SeaWorld Orlando resgata o primeiro peixe-boi.

Rigoroso inverno atinge os Estados Unidos e o SeaWorld auxilia organizações parceiras na Carolina do Sul no resgate de 12 peixes-bois e de mais de 200 tartarugas-marinhas no Texas.

1989

JJ, uma filhote órfã de baleia cinza inicia seu processo de 14 meses de reabilitação. Ela foi o maior animal reabilitado já devolvido à natureza.

2000

SeaWorld ajuda mais de 20 mil pinguins adultos e 700 filhotes órfãos afetados pelo derramamento de óleo do navio Treasure na África do Sul. Neste mesmo ano, é criado o SeaWorld Oiled Wildlife Care Center, uma parceria público-privada.

2005

Após o furacão Katrina, o SeaWorld resgata 14 leões-marinhos feridos e deslocados do seu habitat natural.

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2003

O SeaWorld & Busch Gardens Conservation Fund é criado. Desde então, já foram distribuídos mais de US$ 18 milhões em projetos de preservação em todo o mundo.

2010

Mais de 300 tartarugas são reabilitadas após sofrerem os efeitos de uma onda de frio extrema – esse é um dos maiores resgates da história do SeaWorld. Outras 100 tartarugas marinhas recebem ajuda da equipe do SeaWorld após o derramamento de óleo da BP, no Golfo do México.

2017

SeaWorld Parks & Entertainment anuncia Curtir e Preservar no Brasil. O programa arrecada fundos para projetos brasileiros de preservação captados por meio da venda de produtos extras no País.

Após cuidados permanentes 24h/dia, uma baleia de Bryde com mais de 2T é devolvida ao seu habitat natural.

1997

SeaWorld atinge a marca de 35 mil animais resgatados.

2016

SeaWorld anuncia fim do programa de reprodução de orcas e a população que vive em seus parques é a última sob seus cuidados. No mesmo ano, a companhia anuncia o investimento de US$ 50 milhões nos próximos anos em projetos de preservação, tornando-se a organização líder no mundo em resgate de animais marinhos.

2013

2014

Somente neste ano o SeaWorld ajudou a salvar mais de mil animais, entre eles uma baleia jubarte e um tubarão fêmea grávida.

Pela primeira vez foi realizado um parto cesárea em um tubarão da espécie galha-branca no Discovery Cove.

2011

Um grupo de baleias piloto encalhadas é resgatado pelo SeaWorld na Flórida. Duas das sobreviventes foram devolvidas ao oceano e outra vive sob cuidados permanentes no parque.

2012

SeaWorld Parks & Entertainment elimina o uso de sacolas plásticas nas lojas de presentes de todos os seus parques.

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ITÁLIA EM ALTO MAR

Beatrice Teizen

Neil Palomba, presidente global da Costa Cruzeiros, veio ao Brasil pela primeira vez neste ano

A Costa Cruzeiros terá uma novidade em sua temporada 2020/21: um terceiro navio a operar no Brasil, além das novas saídas a partir do porto de Itajaí, em Santa Catarina. Porém, isso não tira o foco na temporada 2019/20, na qual a companhia italiana vem trabalhando ao longo do ano. Com início próximo, a oferta de roteiros para o público brasileiro será aumentada já neste verão, com 22 noites a mais de navegação, estendendo-se até abril de 2020 e pela primeira vez com uma saída temática de Páscoa. O otimismo da Costa no Brasil, mercado em que atua há 71 anos e é prioritário em sua estratégia, trouxe, ao País, pela primeira vez, o presidente global Neil Palomba. Além de recomendar que os agentes de viagens trabalhem com a possibilidade de vender cruzeiros o ano todo e não só na temporada local, Palomba destacou que não só o Brasil, mas toda a América do Sul são mercados estratégicos de extrema importância

e com planos de crescimento no futuro. “Pretendemos crescer no Brasil e na América do Sul e a vinda do Costa Luminosa pela primeira vez à região é uma prova disso. A intenção é não somente ter navios na costa brasileira, mas também expandir nossa contribuição internacional de hóspedes que voam daqui e de outros países sul-americanos para nossos outros itinerários na Europa e resto do mundo”, afirmou Palomba. A importância do mercado brasileiro está além do discurso e reflete no desempenho das últimas temporadas da armadora no País. Desde a temporada de 2017/2018, houve um aumento de 61 dias de operação e crescimento de 21% de hóspedes embarcados na de 2018/2019 e 51% de aumento de passageiros da América do Sul nos navios da companhia desde 2016/2017. “Esperamos cerca de 40 mil passageiros para a próxima temporada no Brasil e queremos ser cada vez mais relevantes, pois há muitas opor-

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Vinda do Costa Luminosa ao Brasil, segundo Neil Palomba, é uma amostra clara do foco da companhia no País e na América do Sul

tunidades que ainda não fomos capazes de atingir. O que nos diferencia na indústria é que nós criamos, gerenciamos, controlamos e operamos tudo que entregamos aos nossos clientes. Temos controle total do navio e isso se reflete diretamente na alta satisfação dos nossos passageiros”, contou o vice-presidente sênior de Vendas da Costa, Massimo Brancaleoni. É desta maneira também que a empresa leva a Itália a alto mar, tendo a experiência do hóspede como principal foco. A Costa busca ser conhecida e diferenciada como marca italiana no mercado brasileiro. Seja por meio do café Illy, do vinho espumante Ferrari, do Aperol, Campari, das massas Barilla, creme de avelã Nutella, gelato Agrimontana e menu assinado pelo chef Bruno Barbieri, presentes nos navios da empresa. O objetivo é representar o melhor da Itália. São mais de 400 opções de pratos servidos nos restaurantes a bordo, além da muçarela de búfala, produzida diariamente nos navios. “Quando as pessoas pensarem em passar férias na Itália, queremos que pensem em nós. A Itália é conhecida por sua ótima hospitalida60 59 a 63.indd 60

Massimo Brancaleoni, vicepresidente sênior de Vendas da Costa, Neil Palomba, presidente global da Costa, e Dario Rustico, presidente executivo para a América do Sul

de, comida, pela moda... A experiência gastronômica é um dos grandes pilares do país, por isso investimos muito nisso. A dining experience é muito importante em nossos navios, aliada ao bom serviço e hospitalidade entregues pelos nossos funcionários”, explicou o presidente global. Segundo Palomba, a empresa é líder de mercado na Itália, França, Espanha, Alemanha e Rússia. Na América do Sul, a armadora já foi a número um por muitos anos. Não é mais, mas, com planos de crescer substancialmente no futuro, o presidente acredita em retomar esse posto de liderança no continente sul-americano. "Atuamos há muitas décadas na América do Sul, sempre buscando oferecer o melhor da Itália a bordo de nossos navios. Trazer um navio como o Costa Luminosa injeta, no mínimo, acréscimo de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões em co-

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missões para o trade. É um efeito tangível tanto para as agências de viagens quanto para a economia", ponderou o presidente executivo para a América do Sul, Dario Rustico. ENTRETENIMENTO Dentro dos navios da Costa, o hóspede pode desfrutar de uma programação intensa de atividades e de entretenimento. As famílias encontram espaços de diversão para as crianças, como a área temática da Peppa Pig, e o SquokClub, ambiente com monitores dedicados aos pequenos. Os adultos podem participar de festas à beira da piscina, assistir aos espetáculos e shows ao vivo realizados no teatro e nos lounges, e ainda participar do show de talentos The Voice of The Sea, exclusividade da Costa, onde o hóspede é convidado a demonstrar suas habilidades vocais. AGENTE DE VIAGENS Para a Costa, o trabalho do agente de viagens é fundamental. Por ser um produto muito exclusivo, para ser vendido é preciso um profissional que saiba muito bem o que está vendendo, que entenda a experiência que está passando para o cliente. O treinamento – não somente para a tripulação – também é fundamental. A plataforma digital lançada recentemente na América do Sul para profissionais de viagens, a Costa Extra, é um exemplo disso, trazendo todas as informações sobre a armadora e seus navios e cruzeiros.

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Costa Smeralda, novo flagship da Costa Cruzeiros, está prestes a estrear

COSTA SMERALDA O Costa Smeralda, que teve sua estreia adiada duas vezes, está confirmado, até o momento, para o dia 21 de dezembro. O adiantamento do início das operações da embarcação foi a solução para a armadora entregar um produto 100% pronto, com a satisfação completa dos cruzeiristas. Com as mudanças no calendário, alguns cruzeiros foram cancelados e milhares de passageiros reservados nas viagens estão sendo contatados desde a primeira alteração na data de estreia do navio. O objetivo é entregar a melhor alternativa

possível aos clientes. E, apesar do transtorno, os executivos afirmaram que o feedback vem sendo de compreensão. “Falamos com clientes, com call center, agentes, e eles obviamente não ficaram felizes com a notícia, mas estão aceitando e entendendo nossa explicação e estão sendo compreensíveis. Quando algo assim acontece, devemos cuidar dos nossos hóspedes e queremos gerenciar o contratempo da melhor maneira possível. Mas estou contente de ver o tipo de reação que estamos recebendo de nossos clientes e parceiros”, revelou Brancaleoni.n

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Costa Smeralda terรก um Aperol Bar, reforรงando o conceito de Itรกlia a bordo

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CONHEÇA A PANROTAS

ZELADORIA E ADMINISTRATIVO Soélia Novais, Solange Falcão, Terêncio Santos, Valderez Wallner, Lindalva Martins, Victor Hugo Escudeiro, Luciane Garcia e João Lopes

TROCANDO IDEIA, O AO VIVO DA PANROTAS

Um dos produtos on-line trabalhados pela PANROTAS é o Trocando Ideia. Periodicamente trazemos um executivo de uma empresa do Turismo ao estúdio da editora para uma gravação ao vivo transmitida nas redes sociais e no próprio Portal PANROTAS. Cada participante faz uma apresentação sobre produtos, técnicas, vendas, marketing digital e outros temas, enquanto os internautas acompanham e interagem enviando perguntas em tempo real para o entrevistado. "A todo momento somos bombardeados por atualizações e ferramentas para melhorar nosso dia a dia profissional. Porém, é tanta coisa, são tantas mensagens que o melhor, na maioria dos casos, seria conversar com uma pessoa referência no assunto", afirma o CEO da PANROTAS, José Guilherme Alcorta. No último dia 12, recebemos no Trocando Ideia o gerente de Cruzeiros da Abreutur, Kleber Silva, para falar sobre a oferta da 64

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operadora em alto mar e nos rios europeus. Todos os produtos, condições e combinações de circuitos e navios são temas abordados pelo executivo, que respondeu às mais variadas perguntas dos agentes que assistiram ao programa. Depois que a live acaba, ainda é possível assistir a todo o conteúdo, que fica disponível sem validade no Facebook e no Portal PANROTAS. Acesse trocandoideia.panrotas.com.br e veja todos os vídeos da plataforma, iniciada há pouco mais de um ano.

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CHIEKO AOKI, A ALMA BLUE TREE De frente para o elevador, perguntei a Andreas Pohlmann, gerente geral do Blue Tree Faria Lima, em São Paulo, sobre a exigência da chefe. "Ôôô!”, foi a resposta, em uma segura onomatopeia de confirmação. O gestor e outros 21 profissionais de patente equivalente respondem a Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels e reconhecidamente criteriosa no ambiente corporativo. "Sou exigente mesmo e acredito que ser assim é querer melhorar como pessoa e empresa", afirma a nipo-brasileira, que fundou a companhia hoteleira na metade dos anos 1990, depois de ter ocupado cargos de liderança em outras grandes redes pelo mundo. A empresária chegou à entrevista com visual irretocável. De tailleur vermelho, salto baixo e cabelo solto. O celular sempre em mãos completava o traje e antecipando a agenda concorrida da empreendedora. "Quando terminarmos, vou aproveitar e fazer algumas ligações", avisava. Antes disso, entretanto, foi precisa ao lembrar sua trajetória como líder e dividiu algumas reflexões sobre como entende o cenário do Turismo e da hotelaria no Brasil. "Tive algumas experiências que me fizeram entender que precisávamos criar uma hotelaria que tivesse, sobretudo, características brasileiras e a partir daí trabalhar para ser admirada pelo mundo. Aqui no Brasil temos uma qualidade diferente do que vimos em outros povos. Espontaneidade, calor humano e acolhimento são características instintivas que temos e que me lembram o sentido dessa atividade, que é receber bem as pessoas", pondera a gestora que atualmente controla uma rede com mais de 1,2 mil colaboradores e, in-

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Filip Calixto

variavelmente, figura na lista de principais companhias de hospedagem do País. A compreensão de mercado que tem hoje começou a ser construída dentro de casa. Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com cursos em Administração na Universidade de Sofia, em Tóquio, e de Administração Hoteleira na Cornell University, nos Estados Unidos, Chieko, atualmente com 71 anos, foi apresentada ao cotidiano dos meios de hospedagem pelo marido. Por algum tempo proprietário das redes Caesar Park e Westin, o empresário John Aoki atuou nos ramos da construção e hotelaria e, em 2012, faleceu, na capital japonesa. "No momento em que surgiu a oportunidade, já quando meu marido era sócio da rede Caesar Park, decidi fazer um curso de especialização em hotelaria e passei a cuidar dos hotéis da marca. Eram empreendimentos muito focados no atendimento de luxo e dei continuidade por esse caminho, já com o pensamento de trazer algumas inovações em serviços, aproveitando minhas experiências de visitas, como cliente, em hotéis pelo mundo", recorda. Dentre as novidades que trouxe com sua chegada, ela destaca duas implementações simples, mas que acabaram resultando em tendência de mercado. "A primeira novidade que colocamos em prática foi o café no lobby, que hoje é comum mas não existia. Isso introduzi por querer melhorar o atendimento sem aumentar custos. Outra coisa que também introduzimos por aqui foi a presença de um profissional de guest relations", complementa. Já nesse período, segundo a gestora, existia o embrião do jeito Blue Tree de fazer

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hotelaria, com atenção primordial na qualidade do atendimento. "Foi um período de muito aprendizado, tanto com os hotéis Caesar Park como nos Westin, sempre observando o tipo de trabalho feito em mercados como os Estados Unidos e a Europa", aponta. No trabalho feito nessas regiões, a profissional admira especificamente elementos como a aplicação de métodos dos norte-americanos, a qualidade de servir do europeu e o estilo de hospitalidade do japonês. Foi também nesse período de gestão internacional que Chieko começou a levantar uma bandeira que frequentemente volta a hastear, defendendo o maior espaço para as mulheres nas grandes corporações. "Quando assumimos a marca Westin não havia nenhuma gerente geral mulher. Detectando isso, questionei e com rapidez encontramos executivas capacitadas para ocupar essas posições", comenta. "Acho que ao longo da minha carreira consegui exercer influência nas tendências do mercado". Nas duas companhias lideradas pela família, a executiva exerceu funções proeminentes. Foi diretora de Marketing e Vendas no Caesar Park São Paulo e, mais tarde, presidente da Caesar Park Hotels & Resorts e da Westin. Pouco depois, contudo, alguns entraves começaram a aparecer. O primeiro deles atingiu John Aoki, que teve um derrame e ficou entre a vida e a morte. Na sequência, uma turbulência financeira tirou da companhia o poder de investimento. Como resposta, as duas redes hoteleiras foram vendidas e um alento foi revelado. "E apesar de ninguém gostar de se desfazer do que conquistou foi um movimento interessante, pois descobri como a hotelaria tem liquidez. Nossa empresa tinha outras propriedades e negócios que também foram vendidos, mas o que mais demonstrou liquidez foram os hotéis", afirma.

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Baseada nesse argumento e no compromisso que estabeleceu com equipes de meios de hospedagem que geria, a senhora Aoki inaugurou um novo sonho com a criação da Blue Tree. Nascia uma rede formada para oferecer hotéis quatro estrelas na estrutura e serviço de alto padrão. Empreendimentos sem os investimentos milionários das propriedades mais luxuosas, mas funcionando alicerçados na premissa do tratamento cuidadoso com a clientela. Com uma empresa criada a partir de sua leitura de mercado, Chieko identificou o que seria fundamental para a disseminação do estilo Blue Tree. E as principais preocupações da executiva estavam na formação de bons profissionais e na criação de uma identidade, o que chamou de Alma Blue Tree, a combinação de excelência em execução de tarefas e atendimento, prazer em servir e preocupação com o bem estar do outro. "No Japão, até por causa da influência das religiões orientais, fala-se muito em coração e alma. Sempre.

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Para eles, o sentimento é muito importante e eu cresci com essa cultura. A alma, nesse sentido, é como um conjunto de valores que transcende os números", diz a executiva que nasceu na cidade japonesa de Fukuoka. "Qualquer empresa é como uma família, que se mantém unida pelos seus valores. Quem não tem clareza da sua cultura e dos seus valores, do seu jeito de ser, perde a identidade e sem identidade não há reputação", acrescenta. Essa política interna, de acordo com a própria líder, tem como desdobramento direto um processo de formação de profissionais que valorizem a humanização do trabalho e construam uma carreira de crescimento dentro da rede, artigo raro em um mercado de concorrência acirrada. RECEBER, SERVIR E CUIDAR O método de gestão e a chamada Alma Blue Tree têm três pilares de sustentação: Bem Receber, Bem

Servir e Bem Cuidar. Cada um deles representa um nível mais profundo de envolvimento com a necessidade do hóspede. O primeiro deles tem a ver com o tipo de acolhimento dispensado; o segundo com a eficiência em prestar o serviço contratado; e o terceiro está quase no campo da subjetividade, relacionado à intenção do colaborador de fazer da vida de seu cliente ainda melhor. "Tenho um exemplo muito bom do bem cuidar que aconteceu num dos nossos hotéis", inicia. "Um recepcionista notou que um hóspede estrangeiro, que pedia um comprimido, não estava se sentindo bem. Ele poderia ter feito o que o cliente pediu, dar um remédio e pronto. Mas não, esse colaborador insistiu e o levou ao hospital. O hóspede passou por uma cirurgia de emergência naquele mesmo dia. O que significa isso? Que este profissional se preocupou verdadeiramente e é isso o que queremos", completa.

Relatos como este, segundo a senhora Aoki, chegam a ela por um canal aberto com funcionários no qual ações desse tipo são incentivadas. "Podemos influenciar e propagar a mensagem de que, quando se faz o bem e se cuida melhor um do outro o mundo fica melhor, sua vida fica melhor e a sociedade fica melhor. E a hotelaria tem muito a influenciar, porque está inserida no setor de serviços", pondera. A "corrente do bem" sugerida pela empresária é um pensamento cultivado pelo tempo de labuta no ramo. Na avaliação dela, aliás, pouco foi modificado no ponto de vista do bom serviço com a evolução dos anos. De acordo com a hoteleira, todas as atividades foram afetadas em algum momento recente pela evolução tecnológica e para os meios de hospedagem a regra também se aplica. A questão é o que fazer com esse novo panorama. "Hoje utilizamos o que há de novo em

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tecnologia para otimizar o tempo dos nossos clientes e equipes. Tiramos funcionários de tarefas repetitivas e os colocamos para cuidar de gente, em trabalhos que só o ser humano é capaz de fazer". Conscientizados da importância de fazer um trabalho atento a questões humanas, esses colaboradores também são instruídos a perceber que a hospedagem não é um fim em si mesma e sim um complemento, um meio. “As pessoas vão as cidades para fazer negócios, trabalhar, participar de algum evento, reunião, festa. Nosso papel é estar preparado para, de alguma forma, ser útil para o objetivo final dele e sentindo-se bem vão trabalhar melhor, interagir melhor e ter coisas interessantes para contar. Isso é criar necessidade e por isso luto muito por esse bom atendimento, para termos algo além” afirma. A executiva deseja que seus hóspedes e colaboradores repliquem esse cuidado com o outro em suas casas, suas empresas, com o próximo. Ela destaca que a maioria dos elogios dos hospedes está relacionada ao atendimento. “A pessoa

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não elogia porque a equipe fez o que é obrigação dela. Mas pela forma como foi cuidada”, disse. PRÓXIMOS PASSOS E CONTEXTO Atualmente, Chieko lidera a Blue Tree Hotels e seus 22 hotéis em operação, o Vila Blue Tree – que é um espaço para eventos corporativos e sociais com operação de Alimentos e Bebidas em São Paulo –, o Noah Gastronomia e a CP – que é uma Central de Reservas que comercializa 25 meios de hospedagem pelo País. Sobre os próximos passos que pretende dar, a executiva não revela muita coisa mas comenta que segue na busca pela excelência no que faz. Já na pergunta sobre os fatores externos que afetam ou não a empresa, a hoteleira contextualiza: "vivemos em sociedade, então tudo interfere. Mas temos que ter um equilíbrio interno e como empresa. Estou nesse mercado porque acredito nele e tem valido a pena, pelo crescimento das pessoas, pelo aprendizado, pelos bons resultados, pelo trabalho e por ter uma boa equipe".n

PANROTAS — 20 a 26 de novembro de 2019

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MILLENNIUM FALCON: SMUGGLERS RUN

STAR WARS: RISE OF THE RESISTANCE−INAGURAÇÃO EM 5 DE DEZEMBRO DE 2019

V I VA S U A AV E N T U R A em uma galáxia muito, muito distante

Agora no Disney’s Hollywood Studios, você poderá viver sua própria história Star Wars em uma área totalmente nova onde uma galáxia muito, muito distante se revela à sua volta. Aqui, reúna sua tripulação e assuma o comando da lata-velha mais rápida da galáxia na Millennium Falcon: Smugglers Run. E em Star Wars: Rise of the Resistance, que inaugura no final do ano, você vai testemunhar uma batalha épica entre a Resistência e a Primeira Ordem—com tiros de laser de um gigantesco AT-AT que só podem ser comparados ao brilho vermelho do sabre de luz do Kylo Ren. Você ainda poderá montar seu próprio droide, personalizar seu sabre de luz* e provar as curiosas bebidas preparadas na cantina local. Chegou o momento de você protagonizar sua aventura em Star Wars: Galaxy’s Edge.

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Já inaugurou! *Compra necessária. Reserva pode ser necessária. ©Disney © & TM Lucasfilm Ltd. LATAM-19-901409

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Edição Especial PANROTAS 45 anos - Parte 3  

As tendências de Viagens e Turismo no Brasil e no mundo

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