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Nยบ17 | Dez./jan./fev. 2010


eDitedoiçãrioa17l salve salve fanzineiros! mais uma edição dessa nossa querida publicação chegando até você, na correria de sempre, matérias sendo entregues nos 48 do segundo tempo, dificuldade de fechar patrocínios, mas nada disso diminui nossa vontade e nosso prazer em seguir em frente. Nessa edição temos algumas novidades, a começar pelo lançamento oficial no udi rock, festival que chega a sua quarta edição em Uberlândia - MG, com várias bandas do cenário alternativo nacional. em relação às matérias os destaques ficam por conta da estréia da seção “gambiarra”, do nosso parceiro Sapão, dando umas dicas sobre instrumentos e aparelhagem, a resenha do documentário “ruído das minas” que mostra o surgimento do metal de bh, com bandas como sarcófago e sepultura, entrevistas com as bandas comodoro e this is a standoff, uma seção de resenhas de bandas do nosso querido triângulo Mineiro e muito mais! então, divirta-se aê e não deixe de ler o texto ao lado! Colabore com o páginas vazias e torne-se um assinante. você recebe 4 edições por ano, em casa, e paga só o envio. -------> Equipe Páginas Vazias: Marco Henriques - markopaulo3@hotmail.com Marcelo “Pudim” Marques - pudimsk8@hotmail.com Manu Henriques - ugangabr@hotmail.com Conecte-se com o Páginas Vazias: www.paginasvazias.com.br | paginasvazias@gmail.com.br | www.myspace.com/paginasvaziaszine Colaboradores nessa edição: Alexandre Tito, Breno Agelotti, Carlinhos, Eliton Tomasi, Estéfani Martins, Felipe CDC, Fiesta Intruders, Orlando Pedroso e Raphael “Sapão”. Capa: Marco Henriques | myspace.com/marcohenriques *Colunas assinadas por colaboradores não refletem necessariamente a opinião do Páginas Vazias Zine.


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No “Tô Ouvindo” dessa edição conferimos o que tá rolando no fone de ouvido de uma das maiores percussionistas do Brasil: Simone Sou. Também checamos o “playlist” de Riti Santiago (produtor e músico das bandas More Tools, Soata e 2DUB) e do nosso parceiro Alisson que toca no Attero (guitarra) e Krow (baixo), além de ser membro do Coletivo Valvulado. Check it out fellax!

fase bem “Cara, assim, eu tô numa s coisas mai ido ouv ho Ten a... misturad a ver tem que ntal na praia instrume , nada faço que s alho trab ns algu com tante do muito rock. Eu gostei bas do Porcas Cérebro Eletrônico, o novo ... Sempre Borboletas, música africana a.” cois ta estou ouvindo mui

ARCH ENEMY - The Root Of All Evil: “Um presente para os fãs da banda. Regravações das músicas velh as, agora com a Angela distruindo tudo !” DEZARIE - Eaze The Pain: “A nova estrela do Reggae mundial! Esse cd é pra se ouvir no começo e no fim do dia.” FAITH NO MORE - King For A Day: “Como dizem a música é eterna, e esse sem dúvida pra mim e um dos mel hores (senão o melhor) discos do anos 90! Clássico!”

HANK WILLIAMS III - Straight To Hell: “É um disco espetacular pra quem gosta de hillbilly e vem com um novo conceito, hellbilly, cheio de letras de cachaça, droga, mulher e capeta.” OS PEDRERO – Sou Feio Mais Tenho Banda: “Disco novo desses capixabas que fazem a essência do “roque safado”, o nome já diz tudo, filosofia de vida.” SLAYER – World Painted Blood: “Melhor disco do Slayer nos últimos anos, fantástico do início ao fim. Panela véia é que faz comida boa.”


Fiesta Intruders é um projeto do DJ Yan Hayashi e do fotógrafo Hick Duarte que surgiu para registrar o que tem acontecido de mais novo, criativo e interessante na vida noturna de Uberlândia e do país. Veja mais fotos em: www.fiestaintruders.com ||| Legendas: Foto 1: Festa Everybody Chão Chão Now (Goma - 21/11/2009) / Foto 2 e 3: Festa Save The 80’s (Goma - 14/11/09) / Foto 4: Festa Whaaaaat? (E-Music - 30/10/09).


por Alexandre Tito

Ruído das Minas

A Origem do Heavy Metal em Belo Horizonte Antes de traçar a minha visão sobre o documentário “Ruído das Minas”, tenho que comentar aqui como tive o primeiro contato com o vídeo. Sabadão a tarde em Uberaba, calorão do cerrado castigando e meu camarada Manu “Joker” me chama pra tomarmos uma cerva e apreciarmos um documentário sobre o metal em BH. Tenho que admitir que foi inesquecível, primeiro porque “Joker” participa do filme e fez parte da banda Sarcófago, e segundo, porque lembro de ler o nome dele na contracapa do Rotting quando eu ouvia esse disco na adolescência. Hoje somos amigos, parceiros de banda (Angel Butcher) e estamos na correria sempre com o Uganga e Seu Juvenal. Os headbangers de Minas e do Brasil, principalmente os da década de 80, se sentirão, assim como eu, eufóricos e mais novos ao conferir o filme. A necessidade de um estudante de comunicação social da UFMG de concluir o seu curso, nos presenteia com a película “Ruído das Minas” (A origem do Heavy Metal em Belo Horizonte). Filipe Sartoreto reuniu uma equipe de produção de mais 3 pessoas, e na cara e coragem com os equipamentos emprestados da universidade, deu início a empreitada.


Eu venho da cena Metal do interior de São Paulo à partir de 1984 e viajei muito pra tocar e assistir shows nessa região, balancei várias vezes a cabeça ao som de “Troops of Doom” (Sepultura) ao vivo naquela época. O documentário já abre com essa música me fazendo voltar no tempo, olho pro Manu e percebo de cara o que iríamos presenciar. Particularmente eu não conhecia a banda “Tribo de Solos” que na verdade eram pessoas (maioria do Kamikaze) reunidas em um local com aparelhagem, onde se realizavam várias jams de peso, mas o divisor de águas do metal em BH pelo que entendi foi a banda Sagrado Inferno que apresentava elementos do Punk Rock mas já tomando uma postura mais Heavy Metal digamos assim... Rolam umas imagens nostálgicas dessa banda e percebe-se o quanto a mesma foi influente pro metal local. Em Sampa, como foi dito no filme, procurávamos montar bandas na linha do Thrash mais trabalhado e melódico, mas Minas não, o Metal mineiro tinha aquela veia mais “alemã”, crua, e já começava a influenciar bandas do mundo inteiro. Graças a Cogumelo Discos o Heavy Metal mineiro em suas diferentes vertentes se espalhou pelo Brasil e isso é bem retratado durante o documentário, assim como as dificuldades encontradas na época em vários aspectos, como aparelhagem tosca, tempo no estúdio de gravação, competição por um espaço e divisão da cena de acordo com a preferência musical. Devo ressaltar que o Triângulo “satânico” Mineiro foi representado no filme pela banda Angel Butcher (formada em 86), em uma foto pra lá de histórica. Durante o desenrolar do documentário a gente vai tendo contato com bandas que recriaram o Metal em terras tupiniquins como Sarcófago, Sepultura, Overdose, Mutilator, Witchhammer, Chakal, Holocausto, Kamikaze e Sextrash, tendo integrantes das mesmas

narrando suas histórias juntamente com vídeos raríssimos captados em VHS. Filipe Sartoreto e sua equipe souberam editar tudo isso de uma maneira que vai envolvendo quem está assistindo. O único momento tenso é quando alguns personagens do documentário se sentem travados sobre a possibilidade que a banda Sepultura teve de divulgar o Metal mineiro e nacional internacionalmente, e no entanto acharam melhor fecharem as portas dizendo que eram só eles, o RxDxPx e pronto. No documentário percebemos a importância da banda Sarcófago para o Metal extremo em todo o mundo, inclusive retratando covers que bandas européias fazem dos caras até hoje. Eu passaria horas contando histórias também dessa época, inclusive andei de trem com os caras do Sepultura em Americana fugindo do bilheteiro porque não tinha grana. A gente suava e sua a camisa pelo Metal até hoje e Filipe Sartoreto está de parabéns por conseguir registrar uma época e todo o legado do metal mineiro, que realmente é muito importante para o Brasil e para o mundo. A MTV exibiu o filme na íntegra nos dias 19 e 20/09 de 2009. Recomendo pra quem não assistiu que podem viajar no tempo e entender melhor o porque que Minas cravou sua marca no Heavy Metal mundial. Eu fico por aqui e torço que iniciativas como essa se repitam. Que os ruídos, grunhidos e guitarras distorcidas continuem ecoando sempre pelas montanhas mineiras. Valeu! Dica Metal: Acesse o myspace do “Ruído de Minas” e baixe o filme completo + material gráfico e extras: www.myspace.com/ruidodasminas Alexandre Tito é dentista,” banger” das antigas e toca nas bandas Seu Juvenal, Olorum e Angel Butcher. Contato: alextmota@yahoo.com.br


es que moram em cidades com mais de Como é possível uma banda que tem apenas 2 anos de estrada, com integrant mais de 20 países e ainda dividido o por ado excursion discos, 2 lançado ter já outra e uma entre 300km de distância é o que você confere nesse bate mais muito e Isso Nofx. e Name A palco com nomes como Millencolin, No Use For Hard Core melódico de primeira! FF. STANDO A IS THIS e canadens banda da a guitarrist e vocalista papo com Steve, por Marco Henriques

Como surgiu a banda This Is A Standoff? A banda já tem 3 anos e meio. John e eu começamos a tocar juntos durante um verão, Graham entrou na bateria. Pouco depois Corey entrou no baixo e compusemos nosso primeiro álbum. No ano seguinte fizemos uma turnê pela Europa e as coisas foram melhorando. Voltamos pra casa e gravamos nosso primeiro trabalho. A história começa daí. E o Belvedere (antiga banda de 2 integrantes do TIAS), como você compara as duas bandas. Você concorda que o TIAS é um som mais técnico? É difícil comparar. É uma maneira diferente de compor. Não acho que seja mais técnico, é apenas diferente.

Os membros da banda vivem em 3 diferentes cidades em lados opostos do Canada, com média de 300km de distância entre elas. Como isso é possível? Nós não ensaiamos muito, mas quando rola ficamos uma semana ou mais direto, escrevendo um álbum. Também costumamos ensaiar por umas horas antes de sair em turnê. Não é a melhor forma de levar uma banda mas é como tem que ser. Tenho sorte de tocar numa banda com pessoas que eu gosto então o resto é lucro. Vocês já estiveram em turnê com bandas como Strung Out, Millencolin, No Use For A Name e Strike Anywhere. Todas são grandes influências para vocês, certo?


Com certeza são grandes influências, até porque nós crescemos ouvindo essas bandas. Temos muita sorte de ter saído em turnê com todas elas e espero que isso acontece ainda muitas vezes. E o cenário de Hard Core melódico no Canadá, como é? Bem devagar. Mas as bandas que ainda tocam Punk Rock são boas pra caramba.

Não tem nada melhor que o ‘Suffer’ do Bad Religion. Tudo no estilo meio que mudou depois desse disco. Então é isso. Valeu pela entrevista Steve e parabéns pelo trabalho de vocês. Nós que agradecemos a oportunidade. Esperamos tocar no Brasil em breve!

O que você conhece da música brasileira? Conheço Dead Fish e Nitrominds. Ambas são bandas muito boas. O último disco de vocês, ‘Be Disappointed’ (2009) foi lançado também em vinil. O que motivou essa escolha? Vinil é d+! Acho muito foda e sempre quis lançar algo nesse formato. Algum plano de vir pra Améria do Sul? Sim, não sabemos quando ainda mas deve rolar em breve. Na sua opinião, qual o melhor disco de HC/Punk melódico de todos os tempos e porquê?

myspace.com/thisisastandoff


Fora do Quê? por Victor Maciel | Goma Comunicação | comunica.goma@gmail.com

O Circuito Fora do Eixo surgiu no final de 2005 como uma parceria entre produtores culturais das cidades de Rio Branco (AC), Cuiabá (MT), Uberlândia (MG) e Londrina (PR) dispostos a estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos. Passados quatro anos, esta rota foi ampliada, tanto geograficamente, quanto conceitualmente. O Fora do Eixo, cujo nome surgira como referência à rota inicial, fora dos grandes centros do país, passou a ser um movimento que propõe uma resignificação dos princípios que norteiam a gestão cultural no Brasil. Atualmente espalhado por mais de quarenta cidades de praticamente todos os estados do país, o Circuito Fora do Eixo trabalha como uma rede colaborativa pautada em princípios de economia solidária, buscando criar uma cadeia produtiva autosustentável a partir de iniciativas como o Cubo Card, de Cuiabá, e o Goma Card, de Uberlândia, moedas complementares que estimulam uma cena efetivamente independente a partir de trocas de serviços e produtos, desde o ensaio de uma banda à venda de seu disco e/ou show. Sob uma lógica de união de pequenos em prol de grandes ações, iniciativas como o Grito Rock, o maior festival de música realizado

de forma integrada que se tem notícia no mundo, agora foca-se no avanço das relações com a América Latina, promovendo intensa circulação de artistas, produtores e jornalistas pelo território nacional durante o Carnaval. Além disso, o Circuito Fora do Eixo estende suas ações com a Fora do Eixo Discos, frente responsável pela distribuição de produtos e por lançamentos de álbuns virtuais com o projeto Compacto.REC, que aproveita a extensa rede de sites e blogs do Circuito para estimular os downloads. Com o Portal Fora do Eixo, central de mídia que dá visibilidade aos trabalhos do Circuito, e os blogs de difusão das tecnologias produzidas, o Circuito Fora do Eixo reforça a idéia de democratização e de construção de um novo paradigma que entende a coletividade como prerrogativa básica para a cadeia produtiva da cultura. Saiba mais: www.foradoeixo.org.br


COMODORO

Rock malvado! Essa pode ser uma definição pro som dessa banda de São Paulo que, mesmo com o pouco tempo de estrada, já está dando o que falar. Com fortes influências de Punk Rock, Rockabilly e Psychobilly o COMODORO veio pra fazer um som honesto, simples, cru e sem frescura. Conheça um pouco mais sobre esse malucos nessa entrevista. “Acabou o bailinho!” O Comodoro chegou! por Marco Henriques Pra começar, o que é o Comodoro? Comodoro é uma banda paulistana formada há 3 anos, depois do show do Iggy Pop no festival Claro Que É Rock. No Rock de hoje é tudo igual, fraco, bonitinho demais. Bem tocado, mas muito chato. Sentíamos falta de bandas atuais que fizessem um som honesto, simples, cru e sem frescura, e aí percebemos que o Rock estava precisando da gente. Como foi tocar no Festival Maquinaria (que rolou em novembro em SP com atrações como Faith No More, Deftones, Sepultura,

Jane’s Addiction, entre outros)? Já colheram alguns frutos dessa experiência? Foi diferente de tudo que a gente já tinha feito. Primeiro por tocar ao lado de bandas que ajudaram a formar nosso gosto pelo Rock, depois por tocar para tanta gente e ainda por tocar de dia, coisa inédita. Mas quando subimos no palco e começamos o show, acaba sendo como qualquer outro. Nos divertimos da mesma maneira. Depois do festival, nosso myspace tem 10 vezes mais plays e muito mais gente conhece a banda. Eu estava presente e vendo o show de vocês lembrei de bandas como Misfits, Ramones, The Cramps, Dead Kennedys... Faz sentido? Garoto esperto! Claro, todos os maiores nomes do Punk, Rockabilly e Psychobilly inspiraram e inspiram a gente até hoje. Mas apesar de não estarem presentes diretamente no som, outros tipos de Rock e de gêneros musicais também fazem bem e alimentam a criatividade. A banda já tem um primeiro álbum gravado, “Acabou o Bailinho”, que só foi lançado na Europa, correto? Fale mais sobre esse trabalho. Não há previsão para um lançamento no Brasil? Na verdade nós lançamos esse disco há exatamente 1 ano, em


dezembro de 2008, de maneira independente. Pagamos a produção, gravação, masterização e prensagem. Acabamos vendendo alguns por 5 reais e distribuindo mais uma cara. Também disponibilizamos o download gratuito, mas logo em seguida a Curve Music, de Londres, se interessou e a gente começou um trabalho com eles. Dá pra comprar o disco ou alguma faixa específica pelo myspace. E esse título, “Acabou o Bailinho”? O que seria esse “bailinho”? É um dos tantos bordões que o Grull (vocalista) inventa. Nesse caso, é pra anunciar a chegada do Comodoro no palco. Acabou O Bailinho é tipo “acabou a brincadeira, agora o bicho vai pegar”. Qual a opinião de vocês sobre a linha divisória entre o que é independente e o que é mainstream. Acham que essa distância está se encurtando cada vez mais? Talvez esteja se encurtando pela própria evolução no processo de produção e venda da música. Antes, atingiam o mainstream as bandas que conseguiam assinar com alguma gravadora. Hoje, chega quem conseguir conquistar fãs, e isso pode e deve ser feito pela internet. Mas ainda existe o pop e o underground, o que vende e o que não vende, e isso sempre vai existir. Estar em SP, cidade com várias casas de shows, vários festivais, realmente facilita as coisas ou acaba tornando mais difícil por causa da quantidade de bandas/artistas? Facilita. Se a gente fosse de uma cidadezinha do interior ou de alguma capital fora do eixo comercial e econômico, seria muito

mais difícil tocar. Aliás, não nos imaginamos vivendo em outra cidade aqui no Brasil. Todo mundo aqui é muito urbano e não troca o perfil Gotham City de São Paulo. Por quê cantar em inglês? Acham que isso pode abrir mais portas pra vocês ou foi por se adaptar melhor ao som? No geral, as letras são todas em inglês porque combina mais com o rock. Não tem nada a ver com tipo de mercado que queremos atingir, e sim por encaixar melhor nesse tipo de som. Se pudessem escolher 3 bandas pra fazer uma turnê com vocês, quais seriam? Fresno, Cine e NX Zero. Uahahahaaaaaaa! Pra finalizar, espaço aberto pra deixarem uma mensagem final, contatos da banda e demais infos. Valeu! Música para ouvir e baixar em www.myspace.com/c0m0d0r0 Quem quiser chupar a pica grossa do Rock’n’Roll ao vivo, é só colar no CB dia 18. Metade do show é formado por músicas novas que estarão no segundo disco do Comodoro, “Síndrome do Pântano”. Aguardem!.

www.myspace.com/c0m0d0r0


MAS NOTICIAS por Marcelo “Pudim”

Eleições 2010. Começa a papagaiada! Mal começaram as eleições presidenciais e os partidos já estão em plena guerra. Nós, meros telespectadores de tanta falcatrua estamos vendo vidraças voarem para todos os lados. Como ninguém tem teto de vidro, creio que até chegar o dia das eleições muita sujeira vai aparecer nos dois lados dessa moeda que não é nada limpa. O PSDB e DEM, que pela primeira vez é oposição, está utilizando de todos os artifícios para desbancar o PT e sua base aliada. Até entidade esotérica já foi acionada para depor sobre o último apagão. Segundo a oposição a Fundação Cacique Cobra Coral, teria avisado com antecedência que haveria um apagão. Porém os tucanos esquecerem que quando estavam no governo o apagão que eles tiveram gerou 11 meses de racionamento de energia, com direito a multas para o consumidor. A principal arma do governo e suas alianças está justamente na comparação dos 8 anos de FHC vs 8 anos de LULA. E a oposição atacará justamente no lamaçal que virou o senado e o grande número de denuncias e CPI’S que tivemos nesses últimos anos. Nessa guerra infelizmente não temos heróis. Vemos culpados que nunca são punidos e principalmente inocentes (povo brasileiro) sendo massacrados por políticas mesquinhas.

A oposição está um passo na frente, pois PSDB e DEM, ou “unha e carne” como queiram chamar, sempre estão juntos defendendo idéias liberais e de direita. Enquanto a esquerda sempre se fragmenta em vários grupos de vermelho e camisas de Che Guevara. Esse racha faz com que a esquerda sempre perca votos que poderiam decidir eleições em primeiro turno. Um exemplo claro desse racha está nas últimas eleições quando a então senadora Heloisa Helena (PSOL) abdicou de sua cadeira no senado para se aventurar numa candidatura à presidência da república, o resultado foi que ela perdeu (como já havia de se esperar), e deu sua cadeira para um outro candidato de Alagoas ganhar como senador. O nome dele é o velho e conhecido Fernando Collor de Mello. Esses são alguns exemplos que não podemos esquecer. A comparação dos governos favorece a eleição do candidato do PT, já que em números e no cenário nacional o Brasil tem se destacado de forma positiva. Todavia a oposição está atirando no próprio pé ao atacar sem se preocupar que seu telhado é de cristal. Já que na maioria das denuncias de corrupção há algum deputado e político tucano ou democrata. O que podemos tirar de conclusão é que na política brasileira vemos mais caciques do que índios. Infelizmente cabe a nós ficar esperando cenas do próximo capítulo, para ver como decidiremos o final dessa novela... Continua em breve!


Intolerância, Preconceito e Cidadania

por Marcelo “Pudim”

Já disseram alguma vez que a educação vem do berço, e que o papel da escola é apenas formar profissionalmente os alunos. Mas essa idéia exprime uma competição desnecessária e desgastante. O ser humano é um individualista por natureza, é ambicioso e cheio de estímulos para se auto intitular o melhor. Esse comportamento talvez seja o maior obstáculo para conviver em harmonia e com respeito mútuo. Nesse último trimestre do ano, vi uma noticia, que no momento pensei que fosse a novela Malhação da Rede Globo. Infelizmente não era. O caso era uma garota que vai de roupa curta a uma universidade, é hostilizada pelos “colegas de faculdade” e tem que voltar para a casa escoltada pela polícia. Algo bem parecido com a novela, típico de uma confusão causada por alguma inimiga por ciúmes e faz com que a escola se volte contra

a mocinha. Mas, ao contrario da ficção, neste caso não houve heróis nem vilões. Houve uma selvageria, mostrada no comportamento dos que serão os futuros profissionais do mercado de trabalho. O caso da garota que foi humilhada expulsa e depois aceita na Universidade Bandeirantes (UNIBAN) é mais um exemplo do que virou a educação brasileira. Uma gama enorme de universidades disputando mercados, formando leões famintos por dinheiro, esquecendo do principal objetivo de uma Universidade, que é o universo de idéias. Saber lidar e dialogar com diversas áreas, usar da interdisciplinariedade para obter um pensamento livre de preconceitos. Afinal não somos donos da verdade e nunca saberemos de tudo. A principal discussão não está no vestido nem no corpo de Geyse, mesmo porque sem querer ela virou uma celebridade típica de Big Brother. O problema é como

vamos receber profissionais que se formam num estado de barbárie, neste momento, onde atitudes preconceituosas não devem ser mais toleradas. Hoje a maiorias das universidades particulares oferecem academia, shopping, cabeleireiro, tudo menos educação. È ridículo pensar nisso, mas a formação humana e profissional ficou em segundo plano, dando lugar ao exibicionismo do luxo, da intolerância e do preconceito. O papel da Universidade é acabar com essas hipocrisias conservadoras, e ensinar o profissional a respeitar as diferenças. Formar cidadãos com consciência livre, capazes de compreender que cada ser humano tem suas particularidades e de levar consigo que a principal lição de uma vida é que as coisas nunca são do jeito que sempre queremos, é necessário sempre estar em adaptação. Não podemos mais tolerar selvagerias em nome de uma falsa moral.


Ilustrações de Orlando Pedroso, artista gráfico e ilustrador, nascido em São Paulo. Trabalhou com praticamente todas as publicações da grande imprensa e é ilustrador do jornal Folha de S. Paulo desde 1985. Já ilustrou mais de 60 livros infanto-juvenis e é co-autor de “Livro dos Segundos Socorros” e “Não Quero Dormir” – finalista do prêmio Jabuti de 2007 nas categories “ilustração” e “melhor livro”. Foi vencedor do Prêmio HQ Mix de melhor ilustrador nos anos de 2001, 2005 e 2006, e Artista Homenageado no FIQ – Festival Internacional de


Quadrinhos de Belo Horizonte de 2007. Produz eventualmente séries de desenhos inéditos para mostras individuais, como “Como o Diabo Gosta” (1997), “Olha o Passarinho!” (2001), “Uns Desenhos” e “Ôtros Desenhos” (2007). Em 2008, fez uma exposição retrospectiva de 30 anos de trabalho como artista convidado do 35º Salão de Humor de Piracicaba. Contatos: orla@uol.com.br | http://www.fotolog.com.br/orlandopedroso | http://co2graficos.fotoblog.uol.com.br/


faz Navegando na Internet atrás de novas bandas me deparei com esse quinteto sueco que 90. e 80 anos dos Punk e Hardcore do influências fortes com melódico, e um som rápido Pesquisando mais sobre os caras descobri que o vocalista é brasileiro e resolvi saber mais sobre a banda. Aqui você confere um jogo rápido com Vini, vocalista do LET ME OUT.

Let Me Out: 5 vegetarianos, 4 suécos, 1 brasileiro, tocando Hardcore Punk influenciado por bandas dos anos 80 e 90. Brasil: Casa, 1977 - 2003. Suécia: Continuidade, casa nova. MTV: Ruim, mas comparando Europa e Brasil, a MTV daqui é ainda pior, no Brasil ainda tem algumas coisas assistíveis com um pouco de bom conteúdo. YouTube: Ótimo veículo para divulgacao e informação, porém tem que ter senso crítico, né? Influências: Gorilla Biscuits, Minor Threat, 7 Seconds, Lifetime, Descendents... Um filme: Dead Poet´s Society. Uma frase: Meat is murder. Um show: The Get Up Kids. Um disco: Punk In Drublic (Nofx). Uma capa de disco: INRI (Sarcófago). Um sonho: Ser auto-suficiente e morar no campo (meio hippie?) Uma música: ‘Young Till I Die’ - 7 Seconds. Uma Banda: Cólera.

myspace.com/letmeouthc


NOTURNO

LeitURA

Autor: Guillermo del Toro (em parceria com Chuck Hogan) | Editora: Rocco

Perai, vamo lá: curte um terror? Conspirações insanas? Ameaças biológicas que podem destruir o planeta? E tudo isso recheado com muito sangue e tripas? Então meus amigos(as), esse livro aqui vem bem a calhar. Nessa empreitada temos Guilhermo del Toro e Chuck Hogan botando a insanidade em dupla pra trabalhar a favor do terror total. Eu não vou ficar entregando o roteiro aqui, mas posso garantir que é aquele tipo de livro que você não consegue largar enquanto não termina. E o pior que na hora que termina você fica louco pra saber como vai continuar. Pois Noturno é a primeira parte de uma trilogia. O ritmo montanha russa que o livro tem é capaz de te deixar sem fôlego em vários momentos, cheio de quebradas e flashbacks para elucidar melhor a história. Altamente recomendado em época que os seres da escuridão são aqueles vampiros bonitinhos de Crepúsculo. por Breno Angelotti | brenoangelotti@gmail.com

QUEBRAQUEIXO - A BANDA DESENHADA Independente

Atualmente, com a grande quantidade de bandas brotando todos os dias e a facilidade de se gravar um disco, os artistas estão sempre buscando novas formas de divulgar sua música e vez ou outra nos deparamos com algo muito interessante. E é isso que encontrei ao receber esse gibi. A banda de hardcore Quebraqueixo, de Brasília, convocou um belo time de ilustradores, incluindo o vocalista e idealizador do projeto Felipe Esfolando, e cada um adaptou para os quadrinhos a letra de uma música da banda. Muito foda a iniciativa! A variedade de estilos dos artistas deixa esse material ainda mais rico. Pra quem curte quadrinhos e hardcore, indispensável! E não deixe de conferir o som da banda: myspace.com/quebraqueixo por Marco Henriques


TEMPLO ZU LAI

Por Eliton Tomasi

Nesta edição eu trago uma dica bastante especial, e que independe de raça, cor ou credo. Mesmo que você não seja simpatizante da tradição budista ou da cultura oriental em geral, vale a pena conhecer: o Templo Zu Lai. Localizado na cidade de Cotia, interior do estado de São Paulo, o Templo Zu Lai é um dentre muitos templos do Monastério Fo Guang Shan espalhados pelo mundo. Tem suas raízes no Budismo Mahayana, cuja tradição enfatiza que a natureza búdica está ao alcance de todos. Seus praticantes empenham-se em aplicar os ensinamentos do Buda no cotidiano, advindo daí a denominação: Budismo Humanista. Seu objetivo é propagar os princípios do Monastério Fo Guang Shan, divulgando o Budismo e beneficiando a todos, através de quatro estâncias básicas da vida: Educação, Cultura, Beneficência Social e Purificação Espiritual. A arquitetura é fiel aos templos chineses e a atmosfera é de profunda paz. O Templo conta com biblioteca, salas de meditação, museu de arte budista, restaurante vegetariano, cafeteria, livraria e vários jardins. Em termos de cursos o Templo oferece aulas de meditação, transcrição de sutras, língua chinesa, curso de artesanato com miçangas e nó chinês, cultivo de cogumelo shitake, culinária vegetariana chinesa e cursos de artes marciais


como Tai Chi Chuan e o autêntico Kung Fu Shiao Lin do Sul. Aliás, pra quem se interessa por artes marciais não há lugar melhor pra se praticar como nas dependências do Templo. Treinar lá é como estar na própria China! Aos finais de semana é grande o número de pessoas que vão visitar o templo. Como disse inicialmente, não só simpatizantes budistas, mas pessoas que buscam cultura e um refúgio para momentos de paz e reflexão. Aliás, é comum você encontrar roqueiros e donos de estúdios de tatuagem por lá. Não é novidade que a cultura oriental exerce grande influencia no universo da tatuagem, mas tenho notado que no rock em geral – principalmente no hardcore – é cada vez maior o número de interessados pelo budismo e filosofias orientais em geral. Então fica uma super-dica cultural de passeio que você pode fazer com os amigos e/ou familiares. Templo Zu Lai - Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461 – Cotia/SP - www.templozulai.org.br Aberto à visitação de terça à sexta-feira, das 12h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h. Aos domingos, o Templo Zu Lai oferece um ônibus gratuito saindo a partir da Estação Liberdade do metrô, em São Paulo/SP. Legenda Imagens: Imagens do Templo.

Eliton Tomasi é produtor cultural e jornalista, diretor da SOM DO DARMA Produção e Comunicação em Cultura que presta serviços de empresariamento, booking e assessoria de imprensa para bandas e músicos independentes. Contatos: eliton@somdodarma.com.br | www.somdodarma.com.br


O Som do Bico da Galinha

Uma visão totalmente pessoal da cena rock no Triângulo Mineiro (1980 - 2009) - Parte 10 Por Manu Henriques

Capítulo 29 – Rock ’n Street Festival & Bat-Caverna Em Uberaba a muito vinha se falando sobre a realização de um festival que mostrasse os novos talentos roqueiros da região, e em 1995 um perito da polícia civil conhecido como Johnny resolveu peitar essa tarefa. Para tal iniciativa ele contou com a ajuda do Léo Punk, um cara “mezzo mineiro-mezzo paulista” que foi um dos grandes agitadores da cena local no triângulo durante a década de 90, e que hoje em dia vive em Uberlândia dedicandose ao estudo da meditação. Nos conhecemos por intermédio do Jiu-Jitsu, já que ambos treinávamos na mesma academia, e logo vi que ali tinha mais um fanático por Rock’n’Roll e quadrinhos. Desse encontro saiu uma amizade forte que dura até hoje (salve camarada!) e gerou várias parcerias das quais irei falando futuramente. Apesar de não tocar em bandas, o Léo sempre organizou eventos, colava nos shows da cidade (em especial com bandas mais alternativas) e tinha a “Cave”. Ah! Que lugar da hora! A Cave era um prédio condenado (hoje já demolido), que existiu em Uberaba no bairro do Fabrício até meados dos anos 90, onde além de 2 famílias, tinha o seu terceiro e quarto andar alugados pelo Léo Punk, Filó (do projeto percussivo

“Tribais”) e mais uns amigos. Nesse pico rolavam altas festas, eventuais ensaios de bandas, uma fábrica de suspiros (sério!) e era tipo um museu, com muita coisa sobre o Batman, morcegos e quadrinhos em geral. Total gothic style! Lá conheci Watchman, V de Vingança, Ronin entre várias outras hq´s clássicas. O lugar era muito louco, tipo um squat do terceiro mundo, com portas de demolição, grafite e 2 pitt-bulls como seguranças (Tróia e Conan). Depois que esse prédio foi demolido a “Cave” teve outras edições (Caves 2, 3 e 4, sendo que morei nas 2 mais recentes), sempre mantendo-se fiel ao ideal da primeira: cultura underground e diversão. Tempos depois o Léo também criaria o programa “Radioatividade” que ficou no ar pela Mundial FM por um bom tempo e imortalizou (ao menos aqui na cidade) o jargão “Maldito!”. Como além de tocar som das bandas locais ele também chamava o pessoal para bate papos ao vivo, a rádio acabou sendo outro lugar de confluência pras bandas locais. Essa proximidade do Léo com o Johnny foi fundamental para que o evento tivesse a cara que acabou tendo, algo profissional e underground ao mesmo tempo. A idéia consistia em um show ao ar livre onde um número “x” de bandas/artistas iria se apresentar, tocando


Léo Punk no programa “Radioatividade” (Mundial FM)

ao menos uma música própria (que iria representar a banda no concurso). Um corpo de jurados iria escolher as 3 melhores apresentações (todas ganhariam um troféu), e a que ficasse em primeiro receberia também como prêmio uma guitarra da marca Fender. Logo os boatos se espalharam pela cidade e a cada dia a expectativa para o festival aumentava. Grupos dos mais variados estilos iriam se apresentar em frente ao tradicional “Tudo No Espeto”, num palco montado pela prefeitura. Mesmo que na primeira edição a aparelhagem não fosse lá aquela maravilha um grande número de pessoas compareceu para prestigiar o evento. O Nuts (banda que eu tocava na época) com certeza não ficaria de fora dessa empreitada, assim como a maioria das bandas locais, todas bastante empolgadas com essa oportunidade. É importante lembrar que festivais como Jambolada, Udi Rock Scene, Encontro Novas Tendências, Profane Force e HC Reunion entre outros, eram somente um sonho distante. A importância do Rock’n’Street na região foi muito grande e marcou uma retomada de espaço do Rock feito

com atitude, que estava cada vez mais sem lugar pra tocar e ao mesmo tempo com uma cena bem efervescente. Agora bandas de Metal, Hardcore e afins também teriam onde mostrar seu trampo. As casas de show em sua maioria só davam espaço pra bandas cover e, até a iniciativa do festival, inexistia qualquer tipo de apoio da fundação cultural pra Rock autoral na cidade. Grupos como o novato Donátilas Rosário (que viria a se tornar Seu Juvenal tempos depois), Nuts, Krofader (banda de Death-Core formada pelo Maurício, hoje no Angel Butcher), Segundo Combinado (Hard Rock) e Psicho Brain Killers (Hardcore), representavam o lado mais roqueiro do evento, enquanto a grande maioria era formada por bandas pop. Nada contra mas não consigo lembrar nenhum dos nomes dessas bandas no momento... Nós fomos um dos primeiros a tocar, ainda com dia claro, e esse show foi a despedida do nosso baixista Mozart, que já estava em vias de sair do Nuts. Foi uma apresentação legal onde fomos muito bem recebidos e tocamos além de sons próprios alguns covers. As bandas iam se alternando até que o Krofader (já a noite) adentrou o palco e arregaçou tudo com 30 minutos de mosh, rodas de pogo e muita pauleira. Eu acompanho essa banda desde o início (87) e posso dizer com certeza que o melhor show dos caras foi nesse dia. Foda! Merecidamente ficaram em primeiro lugar e “paparam” a guitarra Fender (que o Maurício tinha até uns anos atrás se não estou enganado), ficando o Nuts em segundo e em terceiro, se não me falha a memória, o Segundo Combinado (Uberaba). O “Segundo” em “Terceiro” (risos). Na verdade, apesar da concorrência pelo primeiro lugar, todo mundo ganhou com o festival, seja o público, bandas ou


organizadores . O Rock’n’Street tinha sido um sucesso e com certeza novas edições estavam a caminho. Capítulo 30 – R’n’S “2 “ e a demolição da primeira Cave Devido a grande repercussão da primeira edição, o segundo Rock’n’Street veio com uma infra estrutura superior em todos os sentidos. O local foi o mesmo, porém o palco era maior, tinha mais bandas inscritas, mais mídia e consequentemente mais público. Só o prêmio que se manteve o mesmo, uma guitarra (dessa vez Jackson) importada e troféus pros três primeiros colocados. Assim como a primeira edição, a segunda teria cobertura da TV local (no caso a Globo), jornais e rádio. Isso motivou inclusive a vinda de bandas de outras cidades, como o Cabareh de Uberlândia, que lançava seu cd e tinha até clip rolando da MTV. O Nuts estava com baixista novo (Claudão, exFlowers) e numa fase bem legal. Por termos além de material próprio, um repertório de covers bem variado indo de Black Sabbath e Ramones até Prong e RATM, sempre tocávamos na

região. Com isso fomos ganhando cada vez mais público e experiência de palco. O Nuts já estava com 5 anos de existência e vivendo um momento muito bom depois de uma fase mais conturbada. Ensaiávamos 4 vezes por semana nos fundos do restaurante da família do Paulo, e a entrada do Cláudio representou uma evolução ainda maior na banda. Nosso horário de ensaio era muito louco, das 23 as 4 da manhã! Pra gente era perfeito pois todos ou estudavam ou trabalhavam, só a esposa do Cláudio que não gostou da idéia. O cara tinha acabado de casar e acho que a Ana Cláudia (esposa do Claudão) não achou legal que ele ficasse na nossa companhia até de madrugada. Por um tempo durou mas depois tivemos que buscar um horário mais “normal” heheheheheh. Na verdade nós estávamos muito afim de tocar e compor e fazíamos jam sessions que duravam 30, 40 minutos. O Claudão com certeza foi o baixista com quem mais toquei junto (como baterista) até hoje. Creio que somando os anos de Nuts e GanzaZumba/Uganga estivemos tocando juntos na mesma “cozinha” por uns 8 anos. Esse fatores somados ao horário da nossa apresentação na segunda edição, mais a noite, foram decisivos para um bom show. Pegamos uma platéia insana que agitou do começo ao fim do set tanto nos sons próprios quanto nos covers (que foram minoria e entre outros tocamos “Civilized Man” do Shelter). O som estava redondinho, tanto é que gravamos essa apresentação direto da mesa e a mesma virou a segunda demo do Nuts (“Live Demo 96”). Terminamos o


set com o Paulo (vocal) pulando do palco e sendo carregado pela galera. Um dia pra entrar pra história da banda e que nos garantiu o primeiro lugar na segunda edição (e a Jackson fodona!). O segundo colocado foi o Cabareh e o terceiro lugar confesso que não me lembro (seriam “seqüelas jamaicanas”? ahuahuahua). Detalhe insano desse dia foi que o vocalista da banda Larica Existencial passou mal em cima do palco enquanto eles começavam o show e a galera vibrou achando que era performance do cara. Felizmente nada de pior aconteceu mas na hora foi muito bizarro ver a galera pirando enquanto o telão do festival mostrava o cara dando um trelo com o boca cheia de espuma. Eu estava bem na frente e me lembro de ver o Hildão (Ex-Seu Juvenal, Donátilas, Neurônios...) pular no palco e ajudá-lo. Ele foi um dos primeiros que sacou que aquilo ali não era uma performance auhuahuahua. Nesse ano tão louco ainda lançamos nossa demo ao vivo e (já que nem tudo são rosas) infelizmente perdemos nosso guitarrista Pacheco, que havia concluído o curso de direito e voltado pro interior de São Paulo. O desfalque foi grande pois o cara era parte essencial da banda tanto na correria quanto nas composições, e para seu lugar precisávamos de alguém de responsa. Resolvi chamar de volta

o Edinho “Zacca” (Seu Juvenal, ex-D.O.T., Donátilas Rosário, Neurônios) que já havia tocado antes comigo no projeto Ganga Zumba, e estava meio parado na época. A nova formação fez sua estréia no “Relicário Scotch Bar” em Araguari, em duas noites muito legais, sendo que a primeira teve abertura da banda Osambulância (que na época tinha os irmãos Christian e Raphael, hoje no Uganga) em sua formação. Esses shows contaram com a participação do Leospa (ex-Ganga Zumba) como convidado cantando uma música do Rollins Band e já nessa época voltamos a falar de reativar a parceria. Terminando o ano ainda rolou uma festa na “Cave”, já que a mesma estava condenada e seria demolida em poucos dias. Imaginem, um prédio condenado tendo uma festa no último andar, uahuahuahuahuah! Era pra tocar Nuts e Donátilas Rosário mas no final devido a mudança do nosso guitarrista o que rolou foi uma jam entre as duas bandas com participação do Coquinho, percussionista local (figuraça!), que já tocou entre outros com Tom Zé. Detalhe, ele usou como instrumentos uma pá e uma janela , ambas de metal! O prédio não caiu (ao menos na hora) e dias depois foi demolido com direito a matéria póstuma no jornal local com uma foto do Léo Punk nas ruínas... Vai sê rock assim lá no triângulo mineiro sô!!!! Errata: Na edição passada este texto constou novamente como “Parte 8”. Na verdade foi “Parte 9”. Ê pastelão! Manu “Joker” Henriques é arquiteto, gestor ambiental, toca nas bandas Uganga e Angel Butcher e prefere falar “derradeiro” ao invés de “último”. ugangabr@hotmail.com


Este será um espaço para os músicos compartilharem informações e dicas sobre instrumentos. Vou começar com o contra-baixo, mas logo teremos outros instrumentos por aqui. por Raphael “Sapão”

Que baixo comprar? De inicio, rola definir qual linha de som quer seguir. Por exemplo, grande parte dos baixistas de Punk Rock / Hardcore optam pelo modelo Precision, pois sua captação aceita bem palhetadas mais rápidas sem embolar, ou mesmo cavalgadas em pizzicato, como faz Steve Harris. Já o modelo Jazz Bass dispõe de um som mais encorpado, oferecendo mais grave e caindo bem em sons como Jazz, Blues, Reggae, Rock, Samba e até em levadas mais cadenciadas como no Death Metal. Há uma junção destes dois modelos, apelidada de híbrido ou JP, mais versátil, pois oferece tanto o som do captador J quando do P. Os modelos com captação Humbucker, de 2 bobinas, possibilitam diversas regulagens e se adaptam a vários tipos de madeira e formatos. Existem modelos usados nos mais variados estilos como Thrash, New Metal, Indie, Rock, Ska, etc. Outro modelo clássico é o Musicman, muito usado no Rock, Progressivo e até mesmo no Hardcore. São adeptos desse modelo baixistas de bandas como Red Hot Chilli Peppers e Nine Inch Nails. Estes são os mais comuns porém existem outros modelos, e o que vale na escolha é

seu gosto. Antes de comprar pesquise bem e teste vários modelos. Procure ler em fóruns, sites e revistas sobre o modelo pretendido, onde você encontrará pontos fracos do produto que o vendedor nunca vai te passar.

Manutenção e afinação Assim que adquirido, recomendo procurar um luthier para uma regulagem geral. Além de deixar o instrumento perfeito para o uso, ele é o profissional indicado para descobrir um defeito de fábrica ou até mesmo reparar algum dano causado pelo mal armazenamento. O instrumento geralmente vem de fábrica regulado com afinação em diapasão. Baixistas que optam por


uma afinação diferenciada, por exemplo de 1 tom abaixo, devem regular o instrumento para isso. Nesse caso alguns ainda optam por usar cordas mais grossas. Informe o luthier sobre a afinação e tipo de corda que pretende usar, para correta regulagem do vergalhão. E para não fazer feio tenha sempre um afinador! É necessário e barato.

Grave, Médio e Agudo Com o baixo em cima é hora de tocar. Uma sacada básica é saber regular grave/médio/agudo. Não tem receita, o lance é testar e testar até chegar na sonoridade que mais te agrada. Eu por exemplo uso grave-8/médio-3/agudo-5 para um som mais pesado. Se eu quiser mais brilho, jogo ganho no agudo. Se quiser mais definição, tiro no grave. Vai testando até acertar!

Um gás no som do seu baixo É fato que nem sempre se encontra um bom backline pra tocar. Além da falta de estrutura ainda existe a dinâmica dos festivais, que exige agilidade na troca de bandas e não há passagem de som. Por isso vou recomendar alguns pedais para o baixista que

circula essa cena e queira garantia de bom show. Eu utilizo o SansAmp BassDrive, da Tech21, como pré-amp/ simulador de amp e também Direct Box. Existem alguns pedais tão bons quanto esse, claro que cada um com suas particularidades, como o M-80 da MXR/Dunlop e o Bass Attack da Hartke. Mas se você está quebrado, pode optar pelo BDI21 da Behringer que chega a custar 1/3 do valor desses pedais e quebra um galho. Qualquer um desses 4 pedais citados vão turbinar seu som com certeza, independente se seu baixo é passivo ou ativo. Além disso você leva sua regulagem “pronta” no case. Procure testar todos, mas se não for possível ouça amostras de áudio no site do fabricante ou procure no Youtube. Continua... Tem muito assunto pra rolar aqui ainda. Enviem sugestões, críticas, dúvidas e dicas: gambiarrasemprefunciona@gmail.com, colaborem! Raphael Sapão | baixista e palmeirense Abraço a todos e ate a próxima.


SENHASRESENHASRESEN RESENHAS

RESENHASRESENHASRESENHAsresenh KROW --- Before The Ashes (Freemind / Parabellum / Valvulado / TBonTB - 2009) --- Death Metal brutal como o praticado no leste europeu por bandas como Vader, Decapitated e Behemoth (mas com vários toques Thrash) é o que o quarteto uberlandense Krow nos apresenta em seu segundo trabalho ‘Before The Ashes’. O cd já começa derrubando tudo com ‘Conspiracy Of Hate’, seguida pela melhor música da banda (na minha opinião) ‘Black Wave’, uma porrada Death Metal que mostra o que a muito todo mundo já sabe. Nosso Metal extremo é um dos melhores do planeta! ‘Our Race Makes Our Misery’ vem na sequência com refrão forte e umas inversões de tempo bem legais. ‘Abominations’ é a próxima e segundo o guitarrista/vocalista Guilherme aponta pro futuro da sonoridade da banda. Se essa afirmação procede podemos esperar muita coisa boa pela frente pois a citada música é uma pancada das mais insanas! Na sequência ‘Prelude’ traz alguns instantes para respirar com os violões de Guilherme (aço) e Luís Maldonalle (nylon) dialogando de maneira bem interessante. A faixa título surge com um início cadenciado que deve ficar matador ao vivo (na verdade fica! Eu já vi!) e depois descamba pra porradaria com um final grandioso. ‘Living In The Dark’ (cozinha demolidora!) e ‘Hate Disgrace and Wrath’ (casamento perfeito entre Death e Thrash) encaminham a bolacha pro final, onde ‘Overwhelmed’ e sua letra inteligente e atual se encarregam de fechar com chave de ouro esse artefato de Metal nacional da mais pura qualidade. A produção de primeira assinada por Gustavo Vasquez e Luís Maldonalle (Rock Lab - GO) e masterização a cargo de Alan Douches (West Side Music - NY) garantem o equilíbrio perfeito entre brutalidade e alta-definição, algo essencial pro estilo abraçado pela banda. Um salve pros meus chapas cachaceiros do Krow e pros 4 selos que abraçaram esse lançamento, que pra ficar ainda mais foda teve a capa desenhada pelo renomado Gustavo Sazes. É assim, trabalhando, que as coisas acontecem. Hailz Triângulo “Satânico” Mineiro! www.myspace.com/krowmetal por Manu “Joker” Henriques ATTERO --- Ruínas (Incêndio Discos / One Voice - 2009) --- Rápido, pesado, direto e sem frescura. Acho que posso partir daí pra descrever o novo Ep da banda Attero, de Uberlândia - MG. O trabalho ainda não saiu em formato físico, apenas virtual, mas já mostra que a banda está numa fase matadora! A entrada do novo vocalista Carlinhos, que já havia tocado com alguns integrantes da banda em projetos anteriores, e do Alisson (ex-Dead Smurfs / Krow) na segunda guitarra deram um gás a mais na banda que ainda conta com Raphael “Sapão” (baixo), Marquinho (guitarra) e Sergio (bateria). São 4 faixas nesse Ep que passam atropelando seus ouvidos. Thrash Metal com muito Hardcore. Ou seria Hardcore com muito Thrash Metal? Enfim...é rápido! Os riffs de guitarra são avassaladores! E a mudança do idioma (antes inglês, agora português) deram um toque a mais pro som da banda, deixando a coisa bem mais agressiva e até com uma veia Punk, forte influência do novo vocal. Destaque pra faixa ‘Minha Verdade’ que conta com um coro foda! Com certeza se você não conhece irá ouvir falar dessa banda logo. Foda! por Marco Henriques


UGANGA --- Vol. 3: Caos Carma Conceito (Incêndio Discos / Freemind / Goma Discos / Metal Soldiers - 2009) --Sempre dizem que o terceiro cd é a real confirmação da qualidade e capacidade de uma banda em se colocar como potência em maturidade e personalidade. Em seu terceiro trabalho, os irmãos do Uganga provam que estão sempre prontos a se superarem em todos os sentidos. Desde a intro ‘Kali-Yuga’ até o final com o ‘Primeiro Inquilino’, somos massacrados por riffs matadores, levadas certeiras de bateria, e um peso descomunal do baixo. Além da evidente evolução, fica muito claro o sentido de unidade que a banda possui. Todos jogam a favor das composições, e realmente parece que estou sendo atropelado por uma jamanta desgovernada enquanto escuto esse cd, o peso ganhou um destaque maior nesse lançamento. Mas não pense que deixaram as melodias e o lado “África” de lado, esta tudo ali e muito claro. Destaco também as letras, sempre certeiras, com aquela característica positiva em meio à contemplação do caos. O cd vem recheado de participações especiais, tudo para dar um “mojo” ainda maior às perfeitas composições. A produção também é matadora, tudo muito claro, alto e pesado. Arte gráfica digna de primeiro mundo, faixa multimídia recheada de ótimo conteúdo... Parabéns irmãos! Que este disco seja mais um grande degrau na evolução da banda, pois vocês merecem todos os méritos e destaques pelo mundo afora. Caos Carma Conceito, 3 palavras, terceiro cd, tri! por Breno Angelotti | brenoangelotti@gmail.com

MATA LEÃO --- DNA (Valvulado Discos - 2009) --- O Mata Leão está de volta com seu terceiro lançamento firmando o pé no Rock’n Roll e apresentando a nova formação, que trouxe mudanças significativas pro som dos caras. O que era um híbrido de Metal moderno e Rap no primeiro disco agora está mais para um Rock pesado que, ainda que mantenha referências do Metal, também traz muito Hard Rock, Beatles (em especial os backings) e algumas partes mais modernas, inclusive com o bom uso de samplers (vide a faixa ‘Lacuna Song’). ‘Dia Sim, Dia Não’ abre o cd e tem um instrumental que me lembrou o excelente Queens Of The Stone Age, com destaque pro trampo do batera Holger Poli. O vocal de Sandro Aurélio deixou o som da banda no geral mais acessível, mas em momento algum isso é algo negativo pois o mesmo tem uma voz bem legal que se encaixou perfeitamente na proposta dos caras. O lado mais pesado também se faz presente na ótima ‘Dia Infeliz’ com a guitarra de Danilo Zoy nos trazendo à mente os mestres Black Sabbath e uma linha de baixo esperta a cargo do Humbertão (único remanescente da primeira formação). Outra com riffs vindos direto do Metal é ‘Carnaval’ que apesar do título nada tem de samba, sendo uma das mais Rock da bolachinha. Resumindo, eu diria que o Mata Leão hoje pode ser colocado na mesma categoria de bandas como o Foo Fighters, porém com uma cara bem própria e cheia de groove. A exemplo dos conterrâneos do Krow a produção de Gustavo Vasquez (Rock Lab) e masterização de Alan Douches (West Side Studio-NY) deixaram tudo soando de forma clara e poderosa, mostrando porque o estúdio goiano tem sido um dos mais requisitados do país em se tratando de Rock pesado. Parabéns ao Alê (Valvulado) por mais esse lançamento num ano tão frutífero pra cena local como foi 2009. Que venha 2010 e a colheita! www.mataleao.com.br por Manu “Joker” Henriques

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RESENHASRESENHASRESENHAsresenh PORCAS BORBOLETAS --- A Passeio (Alvo / Fora do Eixo Discos - 2009) --- Quase 5 anos após o lançamento de ‘Um Carinho Com Os Dentes’, primeiro cd da banda, chega à praça o novo trabalho do Porcas Borboletas. Eles já são velhos conhecidos no cenário independente, tendo passado por vários dos principais festivais do país e mais uma vez lançam um trabalho bem experimental, muito bem feito e recheado de influências diversas como Rock’n’ Roll, MPB, Soul, Jazz e muito mais. Tudo muito bem misturado. A variação de timbres dos dois vocalistas deixa o som da banda ainda mais interessante, hora com o estilo mais “calmo” e limpo de Enzo, hora com a energia e insanidade de Danislau. O trabalho ainda conta com participações de peso como Simone Sou, Dj Tudo, Arrigo Barnabé e até a atriz Leandra Leal, estrela de “Nome Próprio”, filme que conta com o Porcas em sua trilha sonora. Destaque pras faixas ‘Estrela Decadente’, ‘Menos’, ‘Nome Próprio’ e pra faixa título ‘A Passeio’. Parabéns rapaziada! É isso aê, quem planta, colhe! por Marco Henriques SKINDRED --- Shark Bites And Dog Fights (Bieler Bros. - 2009) --- Já ouviu a definição Metal Ragga? Pois é, é isso que a banda inglesa Skindred faz. Muito, groove, samplers, Dub, Ragga e peso! Este é o terceiro cd da banda e, apesar de ser bem curto (só 8 faixas) consegue dar o recado, e muito bem! A começar pela faixa que abre o disco, ‘Stand For Something’ que te faz querer sair pulando pela casa. Um riff lindo de guitarra incrementa essa faixa que é a escolhida para o primeiro clip da banda. Aliás, vale dar um destaque pro guitarrista que mostra muita criatividade e técnica, sabendo também ser econômico quando necessário. Em seguida ‘You Can’t Stop It’ continua com a energia característica da banda e na sequência vem o cover ‘Eletric Avenue’ de Eddy Grant, clássico do Reggae que ganhou uma versão muito foda! Outras faixas que indico são a ‘Corrupted’, que flerta com o lado mais melódico da banda e ‘Calling All Stations’ que tem um refrão muito poderoso. Enfim, foda! por Marco Henriques MUSTANG --- Santa Fé (Independente - 2009) --- O quarto disco do power trio carioca Mustang, intitulado ‘Santa Fé’, chegou até mim nesse ano de 2009 através do grande compositor, letrista e guitarrista Carlos Lopes (ex-Carlos “Vândalo” da Dorsal Atlântica), que juntamente com a cozinha formada por Vinícius Dantas (baixo) e Bráulio Azambuja (bateria) nos brindam com um Rock’n Roll sincero no melhor estilo vintage. O cd já abre com a excelente ‘Terceiriza Culpa’, onde a frase ‘Garçon, mais uma dose!’ dá início ao desabafo moderno e psicodélico sobre o dia a dia do ser humano. As faixas ‘10h da Manhã’, ‘Dr.Alhzeimer’, ‘Lugar Distante’, ‘Guarda-Chuva’ e ‘Peso Morto’ incitam a uma reflexão constante sobre a vida, com pitadas de sarcasmo na mais pura MPR (Música Popular Roqueira), como eles mesmos dizem. O cd está sendo vendido em uma edição especial da revista O Martelo (www.omartelo.com.br). Se você curte Rock com letras em português e riffs de guitarra bem elaborados, compensa conferir: myspace.com/mustangbandcombr por Alexandre Tito | alextmota@yahoo.com.br


Stress --- Live’n’Memory (Metal Soldiers - 2009) --- A banda Stress foi formada em Belém do Pará no longínquo ano de 1977 e é responsável pelo primeiro disco de Heavy Metal lançado no país (senão na América Latina), o álbum ‘Stress’ de 1982. Se você (assim como esse que vos escreve) é da década de 70, deve se lembrar de vê-los em matérias nas revistas Metal, Roll ou Rock Brigade. Agora caso não os conheça, o Stress faz basicamente um Heavy / Hard com algumas partes mais “power”, algo mais direto mesmo e com fortes influências de Judas Priest e Accept. O selo português Metal Soldiers lançou esse caprichado cd (encarte com várias fotos, textos assinados pelos músicos etc.) somente no mercado europeu, e o mesmo tem como carro chefe um show dos caras realizado em 2005 na cidade de Belém. Com a casa cheia e jogando pra torcida o trio formado por Roosevel “Bala” (baixo e vocal), Paulo “Gui“ (guitarra) e André Chamon (bateria), desfilou seus maiores clássicos como as porradas ‘Heavy Metal’ e ‘Sodoma e Gomorra’, a mais cadenciada ‘Inferno Nuclear’, a hard ‘Flor Atômica’ e a clássica ‘A Chacina’ (do primeiro disco), entre várias outras. A qualidade da gravação é muito boa e nos permite conferir todo o poder dos paraenses ao vivo, sem overdubs ou maquiagens de estúdio, só rock pesado na cara! De bônus uma demo rara gravada em 1986 (produzida pelo guitarrista do Ultrage A Rigor), quando a banda estava numa fase mais Hard / Glam e contava com o guitarrista Christian, que veio a falecer pouco tempo depois nos Estados Unidos. Detalhe: ele estava prestes a entrar pro Faith No More! Para descolar o seu entre em contato com a Incêndio Discos (incendiodiscos@yahoo.com.br) ou diretamente com a gravadora em Portugal: metal.soldiers.2008@gmail.com por Manu “Joker” Henriques SEPULTURA --- A-Lex (2009) --- Muito se fala na formação clássica da banda e no seu retorno um dia, mas, a verdade é que os irmãos Cavallera Max e Iggor (que saíram da banda) e foram os mentores do Sepultura estão envolvidos em outros projetos musicais (inclusive um que tocam juntos: Cavalera Conspiracy) e a banda continuou na ativa, seja em tour ou gravando cd`s. A grande mudança no som da banda ao meu ver não é troca de vocal, mas sim, as guitarras, pois com a saída de Max, Andreas Kisser se tornou o único guitarrista, e também, o maior compositor e o cara que “ergue a bandeira” da banda, causando assim amor e ódio entre seus fãs, não só pela sua participação no Sepultura, mas também por estar sempre envolvido em outros projetos musicais que muitos fãs de metal não “engolem”, como: Paralamas do Sucesso, Junior (que fazia da dupla Sandy), entre outros, mas a verdade é que Andreas não é apenas um Headbanger, mas também, um profissional da mùsica. Também curto a banda na fase do por Luis Carlos Max nos vocais, mas também acho que a banda não pode parar no passado e deve continuar a produzir bons álbuns como este.

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RESENHASRESENHASRESENHAsresenh CIRRHOSIS --- Drinks From Hell (Cogumelo Records - 2009) --- A abertura rápida e direta com ‘Invasion Of The Faith’, trazendo riffs certeiros e o vocalista Flávio alternando vocalizações mais rasgadas com urros graves (mais ou menos como faz o Vítor do Torture Squad), dá mostras do que ouviremos no decorrer desse cd: Death Metal mineiro dos bons, com claras influências da cena européia da década passada. Eu conheço o Cirrhosis desde os primeiros ensaios (em 1988), e mesmo que hoje em dia não conte com nenhum integrante da formação original posso dizer que os caras souberam evoluir com dignidade, mantendo a linha inicial mas olhando pra frente e se renovando a cada lançamento. ‘Drinks From Hell’ foi gravado em Uberlândia no Unimusic Estúdio e mixado no Estúdio Engenho em Belo Horizonte, por André Cabelo (Chakal). A produção correta e sem frescuras foi assinada pelo meu chapinha Gerald Minelli (aka: “Gegê Dus Naipi”) e a arte da capa foi desenvolvida pelo Fernando (Drowned), que fez um trampo bem da hora e tudo a ver com a proposta dos caras. Destaques pras faixas ‘Lord Of Darkness’ (grandes riffs!), ‘Hate Dreams’ (mais lenta e sombria, com algo de Sarcófago e Sextrash) e ‘Restless Soul’, que me lembrou o Black Metal feito na Noruega no começo dos anos 90. Enfim temos aqui um Death Metal que caminha pelo lados mais tradicionais do estilo, mas o faz de maneira bastante competente e principalmente original. A Cogumelo prova que ainda tem muita lenha pra queimar lançando petardos como esse e os novos de Holocausto, Witch Hammer e Sextrash só pra citar alguns. Por sua vez o Cirrhosis mostra-se forte e renovado (apesar de algumas polêmicas desnecessárias) e pronto pra muito mais no futuro. Abasteça seu copo e deguste essa sonzêra! myspace.com/cirrhosisoldschool por Manu “Joker” Henriques ANTENA BURITI --- Chuva Ácida Criadera (Independente - 2009) --- ‘Chuva Ácida Criadeira’ é o nome do primeiro álbum dos mascarados do Antena Buriti. Lançado no final de 2009, esse primeiro trabalho tras uma sonoridade que possui influências das batidas de tambores do congado ao velho e clássico Rock’n’Roll misturado com batidas eletrônicas muito bem produzidas. As letras são inteligentes e críticas, algumas destacando o cerrado e a cidade de Uberlândia. Destaques para as faixas: ‘Antena’ e ‘Moçambique Roça Nova’. Apesar das mudanças na formação o ano de 2010 promete muito de acordo com Bizarro # 1, vocalista da banda. Fica aí a dica! myspace.com/antenaburiti por Marcelo Pudim


hasRESENHASRESENHASRESENHASRES “Qual é? Qual foi?

grande responsável, mas sim a falta de fidelidade da galera do metal. Lógico que não são todos.”

Por que você tá nessa?”

Emydio, proprietário do selo Gallery Productions

A cada edição, 4 entrevistados respondem a mesma pergunta. O intuito? Traçar semelhanças e/ou diferenças de Norte a Sul de nosso movimento underground. Nessa edição a pergunta é:

“Arte!

Com a venda de materiais independentes em franco declínio, por que insistir em lançamentos de bandas underground? Consideraria a internet a grande responsável pelo sumiço dos por Fellipe CDC - fellipecdc@yahoo.com.br selos alternativos?

“No meu caso , não tenho tido condições de continuar lançando material. O último lançamento feito foi em fevereiro de 2009, WOLFBRIGADE, “Prey To The World” (cd). Infelizmente as vendas caíram a ponto de não valer a pena lançar. Culpa também das fábricas que fazem uma cota mínima de 1000 peças por título e essa quantidade já não é tão fácil assim de distribuir e ter seu retorno. Não é só a net em si que acaba com selos e etc. Tem também o comportamento das pessoas que consomem apenas via net e não apreciam o formato cd, ou vinil, ou k7 ou dvd, o mundo está a um click de você, por que não explorá-lo? Por que não ter tudo isso fácil assim? A música mudou a forma de se aproximar. O comportamento mudou e os selos não sabem ainda o que fazer. isso pode ser o principal!” Alex, baixista da banda Bandanos e proprietário do selo Bucho Discos.

“Acredito no potencial da bandas nacionais. Internet não é a

Para o formato do álbum não perecer. O underground nunca foi e nem deve ser pensado com a mesma lógica e mito de sucesso usada pelo mainstream. Pra começo de conversa disco underground nunca foi de vender muito mas sempre vão existir pessoas interessadas pelo formato físico. Um álbum é algo tangível, que você pega põe pra ouvir e escuta com prazer. Para pra ouvir um disco, prestar atenção nas letras e na arte da capa, pensando o álbum como um compêndio de música, artes gráficas e poesia. Se tem uma verdadeira obra de arte que não consegue alcançar seu equivalente digital. Não acredito que a internet seja responsável pelo declínio da venda de discos e sim um aspecto mais profundo da atualidade que é o mundo virtual como um todo e a interação das pessoas com ele. Computadores são novidades do mercado consumista e as pessoas estão vivendo um frenesi digital nesse exato momento no Brasil, então tudo é melhor se for no computador (porque nos países de primeiro mundo os selos underground e a venda de seus discos vão muito bem, obrigado) e somado à questão cultural de que o brasileiro nunca deu valor a sua arte, pegar música de graça é vantagem e brasileiro adora contar vantagem e sequer se incomoda com o real trabalho artístico, não dá valor e segue a onda desenfreada dos MP3. Eu nao troco o formato físico pelo virtual, ainda prefiro ouvir discos à moda antiga, vinil de preferência. Lanço discos como forma de resistência do formato do álbum que não pode nem deve desaparecer pois esta intimamente ligado com a essência da música. Os verdadeiros fãs de música preferem o formato fisico, então o disco deixou de ser um fenômeno de massa e passou a ser algo para poucos, assim como o underground sempre foi. Nãp vejo isso como um declínio, mas como o início de uma nova era. Logo, assim espero, as pessoas vao voltar perceber que é bem mais legal ouvir um disco do que um MP3.”

Segundo, proprietário do selo Two Beers Or Not Two Beers, baixo/vocal da banda Corja e produtor de shows.


Cristina Adriana Chiara Scabbia (nascida em 6 de Junho de 1972 em Milão, Itália) é vocalista da banda italiana de Gothic Metal LACUNA COIL juntamente com Andrea Ferro. Ela também é colunista na popular revista de Rock “Revolver” juntamente com Vinnie Paul, membro da extinta banda Pantera. Com a ascensão do Lacuna Coil nos EUA, Cristina foi alçada ao posto de símbolo sexual, divas do Rock com seus 1,60 m e 50 kg. Cristina diz que o melhor elogio que um fã poderia lhe dar seria admirar suas habilidades vocais.


DJ JUNテグ (Uberaba - MG)

Discotecagem em vinil Rock - Alternativo - Groove Fone: (34) 9158 4072 E-mail : wrock.jr@hotmail.com



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