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NESTA EDIÇÃO! +de20 POETAS

+de10 ILUSTRADORES +SEU PIRRITO

normirréi#2


ilustras: laerte silvino

A bordo VIDA PRIVADA. Bem-vinda ARTE PÚBLICA. Fora de cena. Obs-cena. Movimento. Confinamento. Desafio ao senso comum entendido como um sistema cultural.

LOUCOS. LOCUS-CURA. Poetas, músicos, atores e atrizes, artesãos, mamulengueiros, dançarinos, fotógrafos, pintores, performances, designers, enfim, encontros de todas as artes.

VIVA VILA. MORRO POESIA. O espaço-tempo de encontros mensais na Vila Holandesa, Moreno. Sempre no último domingo de cada mês, a partir das quinze horas.

Joy Carlu

A ARTE CELEBRADA COLETIVAMENTE. Popular e erudito. Autoral e canônico. Acústico e eletrônico. Novelho. Totens-tolerâncias. Palco e plateia se confudem. Cada expressão independente é uma porção da celebração coletiva.

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Aplausos, risos, flertes, e muitos mais flagrantes de alegria. Contágio que se faz em ecos do pulsar da vida fora de cena. Ubiratam Ferreira

Se este verso de ternura alimenta Ofereço a quem me abre o peito nu Sentimento verdadeiro puro e cru Nesta terra por amor sempre sedenta Pois pobreza de paixão o mundo enfrenta Corpo-solo desgastado e agredido Em terreno degradado e empobrecido Por cultura violenta e alucinante Trago versos de ação fertilizante Pra adubar de emoção sonho erodido


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Eu sou inverno. Sou santa no inferno. Meu corpo é êxtase Em sua melhor fase Sem traumas, fascino Às vezes, me esquivo.

LÁGRIMAS DE SOLIDÃO A solidão provoca medo, Tira o sossego, impede de sonhar, Machuca o coração. A alegria então custa brotar. De repente ela sai Quando se distrai. Viajo em pensamentos pra encontrar você. Eu choro de saudades de você Me perco no mesmo vazio Solidão. Meu corpo precisa sempre de você A chuva, lágrimas dos olhos que choram por sofrer . Como nuvens viajo em meus sonhos de desejos. Lembrando do seu doce sorriso. Acordo não o vejo ao meu lado, preciso de você junto a mim: Não consigo mais conter a solidão... Alexandre Luna

ilustras: beto frança

Ricardo Cardoso

Moça linda, estrela, quenga, Vulgar maravilha que me “denga”... Trilha sonora de sonho e de morte Em ser puta e linda, quanta sorte. As tardes que vivi de terço e orações, Velam por mim e por nós dois. Os senhores de reza e safadeza, Velam por nós dois e se esquivam De profanar a tristeza nas garrafas de cerveja. Quenga linda que me imputa essa alegria De ser reles por prazer e por poesia Sou o homem que não sabe um só segundo Ser distante do teu céu e do teu mundo.

ÀS PUTAS DO DAMA DA NOITE

Marina Maria


MUNDO IMUNDO Estuda-se o mundo imundo, profundo, rotundo Balofo, cheio de mofo, torpor, pavor, horror Onde se predomina o preconceito, o defeito O imperfeito, sem pacifismo, mas com batalhas Canalhas, migalhas, navalhas, cheio de falhas que cortam a tez suada, riscada, marcada à patada, à porrada, à paulada, abaulada É pau, é mal, é desigual a vida dos pobres que vivem das sobras, das manobras das cobras Diferentes dos nobres cheio de “cobres” Ouros, tesouros, belos sapatos de couro que se acham dignos de merecerem os louros Os louros da glória, da vitória, da história da história ilusória mal contada pelos homens pelos homens sinistros, ministros, malditos mas benquistos pela máfia, pela impáfia pelo poder manipulador, pelo terror pela mídia “anfíbia” que domina os tolos que comem restos de bolos, dos manjares dos jantares, das pizzas feitas pelos mandatários pelos donatários, vagabundos hereditários que já fizeram do nosso difamado passado e continuam fazendo o parvo povo de otário e meros entes dementes que habitam este mundo Um mundo imundo, profundo, rotundo... Ah! Foda-se o mundo! Carlos Alberto de Matos ilustra: karla linck

Marina Maria

Boneca de porcelana que entra pela porta e treme se entregando muito e sem conta louca indiferente em frente ao céu sem estrelas mas há o rio e já não é mais estranho. É a cidade que me carregou no ventre e agora me assiste desistir de resistir. Tua voz doce me comove e me move já não há mais controle. Soterro-me em você sou menina vulnerável. Não era eu que nos teus braços desfalecia mas fui eu que tudo sentia. E se tudo era tão perfeito eu me sentia quebradiça. Nos teus olhos eu entrevia uma dose generosa. Concordei contigo quando não mais era minha a escolha. E fui tudo unido eternidade paz medo desespero gozo. E ser entregue foi a maneira que consegui ser tua dama. Boneca de porcelana que você guarda de lembrança.

BONECA DE PORCELANA

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ilustra: moca

AI I-K HA M ; É U o da, i O ção sad av NÃ sa ulsa a o pas ação r pul so dão, p frio d eu co r pul o, No sa ten o suo e o m oss p Pul pulso futuro que ção; No e o n ais ão. , a õ ç m c turo à a Imp sa da l i a v , pu do fu hama , a c ro d ão x turo i Que pa form me o fu e a a s u aço Pul pulso ção q e tr ; No can ado são s a n Um pas a te imas r o o uls o. enh r, p lág çã o o e em Des a c os s a i a r s r 2 Pul re sor is pu 8/1 a Ent o a m , 2/ Paz Viv ana Juli

BALADA DA RESSACA Tragos cantarolam e me encantam Pois o dia é perfeito para O ainda tropegante Acordando ofegante Furibundo com meu cerebelo Paraquedas, cinto de segurança Air-bags e outros badulaques São elementos estetas Decompondo sua jactância Cantarolando na varanda E não dá um passo a frente? Eu do outro lado Numa entrega indecente Acumular conhecimento E não mostrar nenhum à gente? Sinceramente… Celeremente se safando de alguma salvação… Perdão, mas… Que sem noção… É um tal de “óbvio ululante” [que se perdeu em suas mãos… Não sou Um tipo Don Juan Mas não se iluda… Sou seu amor impávido O seu pavor mais rápido Então “Welcome to my Nightmare” E curte nosso momento idílico Pois não há dogmas Para o que é onírico Como um fantasioso trêbado Que se estabaca sob a marquise Me abrigo no covil Fazendo pose de hedonista vil Ceceio seu nome Vandalizando os bons costumes… Pedro Ivo, 5/2/12

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O PACIENTE as palavras vão caindo e acompanham-me, ao lado de um coado pó preto. penso no cansaço da caminhada enquanto uma chuva amarela bate na minha janela, a tempestade é forte, assim como meu expresso café. penso, escrevo e desejo. olhando para o tempo que devagar, vai passando junto com meu rápido respirar que a luta nunca merece parar. podem apostar. dias melhores irão chegar.

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MUDO Esqueci de como era tudo Do mundo, das pessoas Esqueci de mim, De como eu era feliz, De como eu fui feliz. Me abandonei Me larguei num poço de neutralização e anti absorção de amizades, Me compreendo só. Me limito em mim, em poucas vezes saio para algo ou dou importância a alguma coisa, tomo como se nada fosse, nada mais me interessa, Me transformei numa culpa, num tumulto de flashs memoriais que causam dor simultaneamente, nos olhos, na cabeça, dentro do peito cansado bate um coração seco, Modelado com choques repentinos de loucura. Renato Silva

ilustra: lincoln oliveira

Emerson Rezende

Meio dia A Ronda é Geral E a Bronca é Pesada Enquanto que Do tubo de imagem Da TV que está ligada O sangue escorre Alagando o chão Da sala de estar Onde todos estão Com seus pratos [de comida Em frente à televisão

HORA DO ALMOÇO

Orelha Bonham


SALVAÇÃO

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O calor tropical se intensifica no asfalto O suor escorre por todo corpo O barulho atordoa, enlouquece A fumaça que sobe dos carros [é infernal Milhares de propagandas, [outdoors, cartazes... Poluição sonora, poluição [do ar e visual. Já eram 14 horas, não tinha comido nada A larica o deixava ainda mais confuso No bolso só tinha um trocado pra passagem A mochila nas costas pesava como chumbo Botou a mão no bolso, tirou o celular Mexeu umas cinco teclas e começou a pensar... A ideia veio bem na hora em que o carro buzinou Saiu da frente e depressa, foi executar o plano Atravessou a Conde da Boa Vista E saiu andando avexado Preciso salvar uma vida... a minha Vinte minutos depois já estava em seu destino HEMOPE, estava escrito em letras garrafais É aqui mesmo, terei minha redenção - quero doar sangue. Foi no banheiro, jogou uma água no rosto... Chamaram seu nome, rapidamente se levantou Antes do sangue vem o lanche Foi aí que ele se salvou. João Oliveira NO DIA EM QUE A TRISTEZA SAIR DA MINHA VIDA soltarei fogos pra riba comerei muita rapariga me drogarei com maconha vencida gritarei até sair minhas tripas pularei mil metros na corrida beberei cana, cerveja e batida dançarei forró, samba e frevo de Capiba no dia em que a tristeza sair da minha vida. Eduardo Costa

ilustras: flavão

Ele parou no meio da avenida Aquele fervilhar de gente Sua mente a beira do caos Carros, motos, caminhões Homens, mulheres, animais Ninguém faz ideia de [quem vem lá.


HOMENAGEM URBANO DE SOUZA COSTA. Conhecido como PIRRITO, nasceu na propriedade Cumatiz em Glória do Goitá, no dia 04 de janeiro de 1917. Já brincou de mamulengo e cavalo marinho. Foi agricultor, pedreiro, oleiro, comerciante, ambulante, funcionário público, professor alfabetizador de adultos, prefeito e vereador (por 3 mandatos). Gosta do Clube Náutico Capibaribe, mas seu time mesmo é a Associação (Cultural Atlética Gloriense - ACAG), time que fundou em fevereiro de 1959. Atualmente é presidente da Sociedade Beneficente 21 de abril (desde 1952) e, com 96 anos, ainda arranja tempo para fazer versos. Recebeu, em 2006, o prêmio-homenagem como Mestre de Saber Popular. POESIA EM 7 LINHAS Meu pai era Janjão Minha mãe era Mariquinha Moí muita mandioca E mexi muita farinha Queimei tijolo em caieira Também fiz muita besteira Joguei buchada, dama, fire e porrinha Já escrevi dois livros Falando de minha cidade Hoje tenho a ousadia de escrever Falando de minha capacidade Pois eu não tenho preconceito Gosto de impor respeito E faço boas amizades Em 1956 fui nomeado Para substituto preparador de juiz de direito Exerci a função por seis anos Com dedicação e respeito Servi a comunidade Consegui boas amizades E deixei tudo bem feito Foi pelo juiz Dr. Aníbal Vanderlei Que fui indicado Pelo governador Etelvino Lins É que eu fui nomeado Trabalhei com dedicação Cumpri minha missão E dei conta do recado Junto com o promotor e advogado Fizemos várias audiências Que ouvia os acusados Com calma e paciência Eu só fazia preparar e assinar Cabia ao juiz julgar E declarar a sentença

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OBRAS: Histórias que Glória do Goitá conta em versos (1994), Histórias que Glória do Goitá conta em versos II (2007) e Histórias do homem que completou 90 anos (2010) TRATAR DE SAÚDE ilustras: pablo

Glória no passado Era muito diferente Não existia médico Para tratar do doente As mães se tratavam Com remédio caseiro Gastavam pouco dinheiro Tocavam tudo pra frente Minha mãe me deu um purgante de pepaconha Matou uma galinha e fez uma canja de resguardo Eu disse mamãe quero comer Ela perguntou se eu já tinha evacuado Eu disse não. Ela disse: pois quem toma essa meizinha Só pode comer de galinha Depois que ver o resultado Eu fiquei encabulado Mas nada podia fazer Porque ordem de mãe a gente tem que obedecer Isso agora mudou de nome Além de eu ta passando fome E tem que cagar pra poder comer

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O SUMO No Reino do Manjoléu, O verso brota do chão. Seu Pirrito com balaio, Pega do pé com a mão. Depois chupa aquela fruta Doce fruta, fruta bruta Queima na língua um [mourão...

Pendura o verso no dedo Aponta um lugar e nasce Mais alguns pés de verseja Assim com esse repasse: “Sapo soa serenata No sereno da sonata Suando solto num passe!”

E sai versando seu mundo Com coisas que nele há Nada inventa, apenas vê; Traz verso no caçuá Bota tinta na palavra Que saiu da sua lavra Lá em Glória do Goitá

Eita, velho agonioso Zé de Boô já dizia: “Verso tem rima, tem metro, Disciplina e maestria” Mas Pirrito, na inocência: “Do verso só quero essência, Pois nela está a Poesia!” Rafael de Oliveira


O REINO MANJOLÉU e OS NETOS DE PIRRITO REINO DO MANJOLÉU Dom Pirrito I é o Rei-Consorte e D. Josina I, a rainha, de uma monarquia idealizada pelo neto Rafael (Dom Pirrito II), 4º soberano do Marco Poético do Reino do Manjoléu. Segundo Dom Pirrito II, O Reino do Manjoléu foi criado por Dom João I e sua esposa, D. Maria Bento, pais de Dona Josina I, quando o referido casal instaurou no seio familiar a tradição do mamulengo através de mecenato. São reis e rainhas do Manjoléu: 4Dom João, o Rei-Mecenas, o Rei-Criador 4Dona Maria I, a Cantadeira. 4Dona Maria II, a Cabocla. 4Dona Josina I - rainha 4Dom Pirrito I (Rei-consorte), o Restaurador, o Versejador. 4Dom Pirrito II, o Cordelista, o Profeta. *Manjoléu - variante oral da palavra monjoléu; referente a “monjolo”; engenho tosco, comum na região no período colonial. Em um de seus livros, Dom Pirrito I revela que Manjoléu era o antigo nome de Gloria do Goitá.

OS NETOS Vindos de uma família amante e incentivadora da cultura popular da região (mamulengos, cantigas, pastoris, maracatus, etc); os gêmeos Rafael e Rodrigo de Oliveira herdaram do avô o gosto pela poesia. 10

PRA TODA RIMA SAUDADE Eu fui um homem de Deus Da fé cristão ou ateu Fui o mal da minha vida Que num verão ou inverno Desci até o inferno Mas o bem marcou ferida Eu fui mais um viajante Por entre o mundo andante Marquei a identidade Busquei um significado Antes jamais encontrado Pra toda rima saudade

ilustra: blackzebra

Entre o tempo e o espaço Passado em cada passo Perdido em cada canção Num rio em cada ponte Cruzei qualquer horizonte Quantos enganos virão Sendo assim tão de repente Um verso em cada semente Fiz sombra para verdade Enfim larguei a Vitória Mas sempre busquei a Glória Pra toda rima saudade Rodrigo de Oliveira*

*segundo Rafael, no Reino do Manjoléu, Rodrigo é “O Homem da Máscara de Ferro”, “O exilado”, pois vive em Roraima.


Rafael de Oliveira, Dom Pirrito II

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NÓS DISSEMINADORES Acordamos todos os dias Assinar o mesmo pacto Cada gesto nosso Expressão de explora(dor) Bom dia não se dá a mendigo Para não haver cobrança Tudo tem explicação Ou o divino ou o sistema Tudo é conveniente Ao aperfeiçoamento do Status

ilustras: rafael anderson

Nós Disse Mina Dores De Nós Os desajustados são ídolos sofridos Triturados para serem vendidos Em cada ícone de rebeldia A crueza de uma dor Não olhamos o futuro Coisa de sonhadores/poetas Não acordamos Viver só agora?!...

Eron Silveira

sai do leito-conforto caminha se caminha a esmo abre a porta entra, senta no campo verde não importa se fala, conceitua há contradição ação só ora-ação

Ubiratam Ferreira

ARQUIVO Grampos grampeiam A visão, Arquiva o criativo Marginaliza a vontade empapela O cidadão. Genésio Salustiano

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MORRO POESIA

Não quero sua gambiarra Não quero seu cinismo Não quero ser seu degrau e muito menos sua propaganda desvalida Não quero ser o seu sinal Seu imoral Ser igual Quero fazer a diferença mas quero ser imortal vida - sonho morro poesia.

Nelson Roberto

Leonardo Santana

Entra-se no facebook e todos postam suas ‘bagagens’. “Já que todos estão postando suas viagens, postarei a minha”, Subindo a ladeira do Uruguai pra chegar à esquina da Bolívia, Fui ao Alto das Estrelas e vi a Vila Holandesa Com suas holandesas do Paraguai. Viajei pro Morro do Macaco molhado e tomei um banho. No Alto da Catita, fui escoltado por um rato até a saída dali. Passei três dias viajando nas plantações verdes de folhas de sete pontas na COHAB Imaginando saltar de um morro desses E voar leve sobre a cidade.

BASEADO EM FATOS LOUCOS (ABRINDO O FACEBOOK) Nos primeiros momentos da tua vida Ao sair da placenta da tua querida Momentos de glória e puro amor Esse tempo já passou, ficou só o rancor De viver angústias às custas do favor Trancado, controlado Não percebe os fios de nylon Que regem sua vida Semelhante a sua vida Sempre manipulado e com Os lábios bem fechados

Leo Walk ilustras: samuca

DO COMEÇO AO FIM 13


CIDADE DE BALTAZAR Cidade dos Eucaliptos Terra dos meus encantos Cidade do meu viver Eis aqui meu novo canto Cresci assistindo as missas na tua velha Matriz vendo a imagem de Maria que me olhava a sorrir... Namorei nas tuas praças Tomei banho nos teus rios Invadi as tuas matas sentindo teu vento frio

Parti para terras distantes Tentei em vão encontrar Esse cheiro, essa gente que caminha tão contente e não se cansa de amar Essa paisagem tão linda Que somente existe ainda Aqui, na Terra de Baltazar

Ah! Moreno da minha infância Abraço a velha esperança Que me obriga a recordar... Alimentei-me dos teus frutos Minha escola, minha turma Vi tua terra brotar a professora Brandina Embriaguei-me com a beleza Terra das Verdes Colinas da Terra de Baltazar Sempre, sempre vou te amar. Vera Oliveira

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Eu juro em nome de Zeus Com a força de Hércules A sabedoria de Atenas Os sonhos de Ícaro A determinação de Ulisses Que sempre irei te amar Com a bênção de Afrodite Flechado por Cupido Eu digo que o meu amor É infinito como os mares de Poseidon Radiante como a carruagem de Apolo Alto astral como Dionísio E se mesmo assim tu não me queiras Eu lutarei com o comando de Ares Na companhia de Nike Só para garantir a vitória Encaminharei Hermes para você Com escultura do nosso amor No aço que aprendi a manipular com Evaristo Para que tu vejas como são As várias formas do meu amor por você Enquanto tu estiveres do meu lodo Por ironia das Moiras Eu ficar sem a tua presença Invejarei Orfeu indo ate o lar de Hades Só para tê-la de volta para mim. Dayvton Almeida

ilustras: jarbas

PRÓLOGO DOS DEUSES


POESIAS ALEXADRE LUNA. http://moreno-dasantigas-com-br.webnode.com/ CARLOS ALBERTO. Moreno-PE. DAYVTON ALMEIDA. http://dayvton-almeida.blogspot.com.br/ EDUARDO COSTA. http://eduardestroyer.blogspot.com.br/ EMERSON REZENDE. http://emersonrez.blogspot.com.br/ ERON SILVEIRA. Moreno-PE. 1965. Pianista formado pela UFPE. GENÉSIO SALUSTIANO. http://salustiano-genesiano.blogspot.com.br/ JOÃO OLIVEIRA. Bonança (Moreno-PE). Geógrafo e amante da musica. JOY CARLU. Joycelle Carluana, Moreno-PE. jessierquiriniana. JULIANA DA PAZ. http://judapaz.blogspot.com.br/ LEO WALK. http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=80499 LEONARDO SANTANA. http://eromantismo.blogspot.com.br/ MARINA MARIA. http://medievas.blogspot.com.br/ NELSON ROBERTO. Betinho, Moreno-PE. ORELHA BONHAM. Morenense. Hidrógrafo, baterista, devoto de Luiz Gonzaga e do rock’n’roll. PEDRO IVO. http://poetarias.tumblr.com/ RENATO SILVA. Moreno-PE. 22 anos. 1 filho. gerente de marketing RAFAEL DE OLIVEIRA (ou Dom Pirrito II). http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=74934 RICARDO CARDOSO. Jaboatão dos Guararapes-PE. RODRIGO DE OLIVEIRA. http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=47182 UBIRATAM FERREIRA. Moreno-PE. Obras: Metamorfose (1986) e Faces de Um Novo Sol (1990). VERA OLIVEIRA. Moreno-PE. ILUSTRAÇÕES GREG. (capa) http://www.flickr.com/photos/gregoriosim LAERTE SILVINO. (pág. 2) www.laertesilvino.com.br/ BETO FRANÇA. (pág. 3) http://www.flickr.com/betofranca KARLA LINCK. (pág. 4) http://www.flickr.com/photos/karlalinck/ MOCA. (pág. 5) http://estrovenga.tumblr.com/ LINCOLN RODRIGUES (pág. 6) http://lincolnrodrigues.carbonmade.com/ FLAVÃO (pág. 7) https://www.facebook.com/flavio.valdevino PABLO (págs. 8 e 9) http://cargocollective.com/pablogomes/ BLACKZEBRA (pág. 10) www.blackzebra.com.br RAFAEL ANDERSON (pág. 12) http://itinenrafael.blogspot.com.br/ SAMUCA (pág. 13) http://samucartum.blogspot.com.br/ JARBAS (pág. 14) http://www.querodesenho.com/ DIAGRAMAÇÃO PABLO. REVISÃO MARINA MARIA.

https://www.facebook.com/VivaVilaMorroPoesia


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NORMIRRÉI#2  

fanzine do Viva.Vila.Morro.Poesia | número 2

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