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Natal CADERNO ESPECIAL

BRUSQUE

| QUINTA-FEIRA, 2 DE DEZEMBRO DE 2010

l a t a N e d a i e C

No trabalho: quem faz a ceia acontecer pág. 4B róximo e Na família: amor ao p sa pág. 5B união ao redor da me

Cultura de Natal

A Sociedade dos Pelznickel: emoção e tradição em Guabiruba pág. 8B e 9B

VITRINE

O que comprar para o Natal nas melhores lojas de Brusque e região Não pode ser vendido separadamente.


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Natal

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Contagem regressiva

EDITORIAL

O

dia já está chegando! Entramos em dezembro como se o ano tivesse sido um fiapo de tempo. Momento de comemorar novamente, de saudar o nascimento de Cristo. Nesta segunda edição do Caderno Especial de Natal, conhecemos histórias de quem reúne ao redor da mesa a família, os amigos... De quem traz consigo a tradição repassada de pai para filho. Daqueles que

doam alegria a quem precisa de um sorriso. Doam trabalho a quem busca conforto. E ainda colocam no preparo da ceia, todo afeto e amor que sentem pelo outro, e pela vida. Histórias de quem faz do Natal um momento sublime, de reconciliação e paz. É o fim de uma etapa e o início de uma nova. Como se o Menino Jesus renovasse as energias para mais um período: 365 dias, um novo ano.

EXPEDIENTE Projeto Gráfico e Diagramação Jornal Município Dia a Dia Editora-Chefe Letícia Schlindwein

Comercial

comercial@municipiodiaadia.com.br

Rua Felipe Schmidt, 31 - sl. 01 Centro - Brusque - SC Fone: (47) 3351-1980 www.municipiodiaadia.com.br


N I R T I V E N I R T I V TRINE N I R T I V E N I R T I V E ITRIN N I R T I V E N I R T I V E ITRIN N I R T I V E N I R T I V ITRINE N I R T I V E N I R T I V ITRINE N I R T I V E N I R T I V E ITRIN N I R T I V E N I R T I V E VITRIN I R T I V E N I R T I V E VITRIN | BRUSQUE | QUINTA-FEIRA, 2 DE DEZEMBRO DE 2010

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. . . a i e c a d Ele faz O Ã S S I F O PR C E I A D E N AT A L

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noite de 24 de dezembro é o momento de vestir a roupa branca, ajustar o chapéu e seguir bem humorado para um endereço que já sabe de cor e salteado: o Hotel Monthez, aquele no alto da colina. É assim, vendo a cidade de Brusque lá embaixo, que Claudionor dos Santos Garcia, 37 anos, nascido na Bahia e típico cidadão brasileiro, passa as ceias de Natal há 13 anos. A mulher Janira e a filha Janaina entendem, já que trabalho é trabalho e Claudio, como costuma ser chamado, assumiu o posto mais alto dentro da cozinha do hotel, o de Chef, depois de muita dedicação, vontade e profissionalismo. Acostumado aos paladares mais exigentes, é de Claudio a responsabilidade de preparar todo ano, além do cardápio diário e de eventos, o cardápio da Ceia de Natal. E ai de quem tente dar um ‘pitaco’ em suas sugestões, ou questionar algum prato! Este ano, uma das novidades da ceia, que contará com o

tradicional peru além de muitas outras gostosuras, é o pernil de cordeiro ao molho poivre-vert, e a lasanha de bacalhau.

Sabor que apaixona Mas a vida de Claudio não foi sempre na cozinha. Ele saiu ainda adolescente de São Gonçalo dos Campos, interior da Bahia, com 15 anos. Seu destino foi São Paulo, onde trabalhou “de tudo um pouco, em serralheria, tinturaria, metalúrgica...”. Ficou seis anos na capital paulista até mudar-se para Nova Trento, aqui, pertinho de Brusque, para trabalhar em uma tinturaria. Porém, ficou apenas quatro meses e retornou a São Paulo. Até que em 1995, o telefonema de um tio o trouxe para Brusque. “Ele já morava aqui, disse que era bom, que tinha emprego na minha área, que era sossegado criar os filhos, então eu vim. Comecei a trabalhar em uma empresa, na área de fundição, mas não me adaptei muito ao horário. Foi quando soube que estavam

contratando pessoas para trabalharem no hotel. Fiz a entrevista numa quarta-feira e já comecei na sexta”, relembra. Claudio começou como auxiliar de cozinha, e com cada chef que trabalhou, passou a aprender a ‘química dos sabores’, das combinações, e o ponto certo de cada receita. “Tomei gosto por cozinhar e decidi fazer um curso de chef no Hotel Escola do Senac”, conta ele, que em 2000 assumiu como chef de cozinha do Monthez.

Inspiração e participação Para Claudio cada ideia que surge na cozinha, não pode ser desperdiçada. “Todo mundo tem ideias, todos podem criar, por isso não desperdiço nenhuma sugestão”, revela. Na cozinha, onde atuam 27 pessoas, profissionalismo e coleguismo caminham de mãos dadas, já que o chef reconhece que todo resultado apresentado aos clientes, é reflexo do trabalho de toda equipe.

Com um brandade de bacalhau em mãos, eis o chef Claudionor

Os três mosqueteiros

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lém de Claudio, outros dois profissionais coordenam os trabalhos para que a ceia de Natal seja perfeita: Carlos – gerente de restaurante, e Roberto – gerente de A&B (alimentos e bebidas). Carlos Henrique Rocha, 37 anos, há 14 atua no Monthez. Veio de Porto Belo para Brusque, quando soube que havia vaga no hotel. E aqui permanece até hoje com a esposa Ana Rosa e o filho Adam Leonardo, de 2 anos. Já Roberto Kremer Filho, 33 anos, integrou a equipe e o ‘trio de mosqueteiros’ há sete meses. É dele a responsabilidade de gerenciar bar, restaurante, copa, cozinha e confeitaria, e

tudo o que for necessário para que estes setores funcionem com a máxima perfeição. Para Carlos, trabalhar na ceia de Natal é um momento tranquilo. “Até o próprio cliente acaba proporcionando um momento de muita felicidade a nós. Natal é reflexão, é um momento especial. E a família entende e nos espera, para comemorarmos a data depois do trabalho”. E é assim que mais um ano os ‘três mosqueteiros’ do Natal preparam a mesa, o ambiente, o melhor prato e a melhor bebida, para que a ceia de Natal de muitas pessoas seja perfeita e regada a muito amor e afeto, mesmo longe de casa.

Todo mundo tem ideias, todos podem criar, por isso não desperdiço nenhuma sugestão. (Claudionor)

Carlos, Claudionor e Roberto: os três mosqueteiros da ceia de Natal

texto e fotos Carina Machado


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. . . a i e c a d Ela faz UNIÃO C E I A D E N AT A L

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uem diz que ceia de Natal só se faz com peru, champanhe e a família ao redor da mesa, ainda não conhece a história de Lucy e André. Para eles, comemorar o nascimento de Jesus Cristo a cada ano é reunir as pessoas queridas e também doar um pouco de si para o próximo, algo que fazem não só nessa época, mas no dia a dia. Lucy Morelli Baron, 73 anos e André Pedro Baron, 77, estão casados há 55 anos. Tiveram oito filhos, mas uma, perderam ainda pequena. Hoje, a família já não soma o número nove, mas 27, contando os 15 netos e os três bisnetos. Mas paralelo à educação dos filhos, o casal ainda encontrou e encontra tempo para olhar para o próximo. Há 25 anos como ministros da Eucaristia, participam dos grupos de novena, visitam doentes, e tentam levar um momento de conforto e uma palavra amiga a quem precisa de ajuda. No sem-

blante, traços de quem faz o bem. No sorriso, a alegria das recordações e dos momentos felizes de cada dia. “Sempre nessa época, procuramos participar de todas as celebrações até o Natal, das visitas aos doentes, hospitais, asilos. E também iniciamos as novenas com a família e vizinhos”, revela Lucy, que já faz novenas há 50 anos, antes mesmo da Arquidiocese enviar os livros orientando a oração em comunidade.

Cuca e bombom do ‘bambim’ “Há 40 anos fazemos a ceia no dia 24, com a família e amigos. Vamos à missa antes, e depois nos reunimos em casa”, conta Lucy. Nesta data, o jantar é especial seguido sempre pela oração e a cantoria do ‘Noite Feliz’ em torno da árvore, natural, enfeitada dias antes. Mas ela lembra que quando criança, não havia essa cultura da ceia de Natal.

“Comemorávamos o dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro, fazíamos o ninho em um prato e esperávamos o doce. Na época existia o ‘bombom do bambim’, que era o bombom do Menino Jesus. Chocolate Lucy e André: uma história de amor que começou há 55 anos como hoje, nem pensar”, relemde alemães, nasceu na rua São bra Lucy. Pedro, hoje Guabiruba. A história Na véspera de Natal, a mãe de como se conheceram é André preparava cucas, tranças delique faz questão de contar. “Fui ciosas, e depois da missa, as chamado para construir o grupo crianças recebiam os presentes, escolar de Botuverá, e eles mogeralmente uma roupa nova. ravam bem próximos. Fiz amizade com os irmãos dela e um dia pedi para que um deles desse um recado a Lucy: ‘queria conEla, filha de mãe alemã e versar com ela logo mais’. Quanpai italiano, nasceu em Porto do cheguei na janela da casa, Franco, hoje Botuverá. Ele, filho

Um alemão e uma italiana

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texto e fotos Carina Machado

meu sogro estava sentado lendo o jornal. Ele saiu e ali na janela conversamos, foi nosso primeiro encontro”. Antes disso, Lucy revela que já havia ‘espiado’ André. “Meu pai tinha armazém e ele vivia lá fazendo compras”. O mês era dezembro, e depois da escola pronta, André voltou para rua São Pedro. “Ia visitá-la de bicicleta”. De bicicleta, nessa lonjura? “De bicicleta”, reafirma ele, que depois de um ano indo e voltando, casou-se com sua bela Lucy e foi morar na rua Benjamim Constant, em uma casa que ele mesmo construiu. Uma das centenas que edificou ao longo da vida de construtor.

Cachorro-quente e panetone

Embalando a receita de Natal que faz todos os anos: panetone caseiro, sucesso entre os filhos, netos e amigos

Em um lugar especial da sala, o menino Jesus, que permanece o ano inteiro perto da mesa da ceia

Já com os filhos crescidos, Lucy passou a agregar novos sabores à ceia de Natal da família. Além das cucas, de amora e flauma, e tranças aprendidas com a mãe, passou a fazer cachorro-quente. “Naquele tempo era novidade, colocava um molhinho de pimentão junto. E a comida era acompanhada de gasosão”, comenta. Anos depois, outra receita caiu no agrado da família: o panetone. Uma massa de cuca, mais durinha, recheada com frutas cristalizadas, ameixa, castanhas e coco. “Tenho que fazer no mínimo sete por ano, pois cada filho quer levar um para casa”. E não é só o panetone que faz sucesso, os docinhos de natal, das mais diversas formas e pintados cuidadosamente, não podem faltar. O sabor é indescritível! Talvez a soma de uma receita que passou de mãe para filha, regada a cada ano com mais amor, afeto e doação ao próximo.


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PRÓXIMA

QUINTA FEIRA 09/12

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3a Edição

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e u q o ã c i d a r , t : l e k c i n z l e P a t s u s s a e emociona

C U L T U R A D E N AT A L

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Guabiruba. “Nós queremos que isso volte a ser feito na cidade inteira. A satisfação que vemos no rosto das pessoas mais velhas, quando nos apresentamos aqui, em Brusque e até mesmo em Blumenau, é emocionante. Senhores e senhoras chegam a chorar ao relembrar sua infância. É uma tradição que precisamos preservar”, afirma.

qual participava já há muitos anos. “Um dia havia chovido e ninguém queria mais ir comigo. O Siegel ligou para mim e perguntou: ‘nós vamos?’. Eu disse: ‘faça chuva ou sol, eu vou’. Foi ali que começou nossa união”, diz Ivan. Da união e das conversas dos amigos, nasceu, há seis anos, a Sociedade dos Pelznickel, que conta hoje com a participação de pelo menos 20 pessoas. O objetivo, conforme Ivan e Fabiano, também é despertar o interesse dos mais jovens em manter esta tradição, sempre com responsabilidade.

A Sociedade Ivan começou a “perder” o medo aos 14 anos. Momento em que resolveu se vestir da tradição. “Quando descobri que meu primo era pelznickel, fui atrás dele, sem medo. E no ano seguinte, participei pela primeira vez”, conta. Dali pra frente, foram muitos natais, até um dia em que Ivan cansou. “Minha mulher é que me motivou a continuar, por causa dos filhos”, lembra. Casado com Franciane e pai de Orlando, com quase dois anos, e Yasmin, de 4 anos, outra pessoa que o incentivou foi o amigo Fabiano Siegel. Quatro anos mais novo que Ivan, os dois cresceram no mesmo bairro, São Pedro, e Fabiano também tinha o interesse em não deixar morrer a tradição dos pelznickel, da FOTO HELTON

entado na cadeira, com as mãos entrelaçadas por baixo do assento e os pés presos aos da mesa, imóvel. Era assim que Ivan permanecia, branco de medo, quando o Pelznickel chegava em sua casa. Ele tentava fugir. Mas como em um filme, a cena se repetia a cada ano. Apesar da correria, sempre tinha a hora em que o pai o apresentava ao ‘Papai Noel do mato’. “Nesse momento o pelznickel perguntava se havia obedecido ao pai, à mãe. Se tinha ido bem na escola...”. E caso não fosse? “Daí o pai dizia que o pelznickel ia levar embora. Nessa hora, valia tudo para fugir”, relembra emocionado. “Não conheci o vermelho quando criança”, conta ele, referindo-se ao Papai Noel com as vestes vermelhas. Era do pelznickel a tarefa de levar os presentes e também de cobrar a obediência durante o ano das crianças. “Por mais que a gente descobrisse quem estava embaixo daqueles trapos velhos, daquelas barbas de velho, na hora em que chegavam perto, a gente esquecia e morria de medo”, conta Ivan. Hoje, aos 39 anos, o empresário Ivan Elias Fischer tenta, junto com amigos, levar a cultura do pelznickel por toda cidade de

texto Carina Machado

Entre as pessoas, teve quem fugiu e quem fez questão de chegar perto do ‘Papai Noel do mato’

No domingo, a apresentação na escadaria da igreja emocionou e assustou crianças e adultos em Guabiruba

É emocionante saber que isso foi trazido por nossos antepassados, lá da Alemanha, e que marcou diversas gerações. (Fabiano Siegel)

FOTO HELTON

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Primeiro São Nicolau e Kristkringle, logo atrás os temíveis pelznickel

Como Ivan, o técnico em informática Fabiano Siegel também cresceu recebendo a visita do pelznickel a cada ano. Hoje, ao participar das apresentações, ele usa um canudo, feito pelo avô, para tomar água ou alguma bebida, a fim de matar a sede durante as horas em que ‘encarna’ o pelznickel. Além de participarem como convidados em eventos de cidades da região, toda véspera de Natal a Sociedade dos Pelznickel se divide e cada um visita os bairros de que fazem parte. “Nós fazemos no bairro São Pedro e um outro grupo faz na Guabiruba Sul”, revela Fabiano. Neste dia, quem acompanha os pelznickel é o Papai Noel vermelho e a Kristkringle, mulher de branco, que na tradição, significa a bondade, bem como São Nicolau. Todos os anos a Kristkringle era interpretada por Wanneida, esposa de Fabiano. Que agora em 2010, passou o ‘posto’ a uma sobrinha de Ivan. O motivo: a gravidez de quatro meses de gêmeos, notícia que deixa Fabiano cada dia mais feliz, já que passará a tradição aos filhos. No dia 6 de dezembro o grupo também se apresenta nas principais ruas da cidade, acompanhados de São Nicolau.

rápido possível. “Meu pai sempre dizia que medo e respeito caminham juntos. Fazíamos isso todos os anos por costume, algo que veio dos nossos avós e pais. Agora queremos manter esta tradição do pelznickel, que é algo sério e nosso”, afirma Fabiano.

Os trajes Os trajes dos pelznickel, embora assustadores, têm diferenças de bairro pra bairro. “Em São Pedro é formado mais por

trapos velhos e barba de velho. Já na Guabiruba Sul eles utilizam folhas de palmeiras, além da barba de velho”, comenta Fabiano. Além disso, todos possuem chifres, máscara e andam com algum objeto, como varas, correntes ou chicotes. A impressão que se tem é que eles saíram realmente do mato. Ademir Klann, 38 anos, é um dos que perpetuam a tradição no bairro Guabiruba Sul. Começou cedo, aos 12 anos, e nunca mais parou. “Quando crianças morría-

As muitas histórias Os companheiros de São Nicolau são um grupo das figuras próximas e relacionadas que o acompanham em muitas tradições europeias. Esta tradição é particularmente forte nos povos germânicos e em algumas regiões da América, colonizadas por grupos étnicos europeus. Há vários nomes dados ao companheiro de Saint Nicholas de 1200 dc. Fora da Europa ele é mais conhecido como Knecht Ruprecht, que traduz como empregado de Ruprecht. Krampus na Áustria Bávara, Kroacia, Slovenia, Hungria. Cidades da Alemanha como Bavária é Klaubauf, Styria é Bartel, Pensilvânia é Pelzebock, Pelznickel, Belzeniggl, Belsnickel. Suíça é Schmutzli. Nos países baixos St. Nicolas era acompanhado pelo Cet e pelo Andêl, mas estes eram distintos dos ajudantes do St. Nicolas e chamados também de Zwarte Piet, ou Zwarte Peter significando Pedro preto. O companheiro de São Nicolau aparecia sempre perto do natal, carregando com ele uma haste (às vezes uma vara), ou um chicote e um saco. São vestidos de panos pretos com uma máscara bem feia, sinistra e rústica. Em algumas regiões como a Baviéra, eles podem ser mais feios, com chifres, correntes e máscaras aterrorizantes. O Pelznickel é uma tradição passada de pai para filho. Em Guabiruba, isso já acontece desde a imigração dos alemães, por volta de 1860. mos de medo. Depois, até brigávamos para participar”, revela. Adulto ou criança, o fato é que todos se rendem à magnitude do pelznickel. Se é medo ou respeito à tradição, ou ainda os dois juntos, a satisfação

Reações diversas Quando a pergunta é a reação das crianças, eles dizem que a maioria tem medo. Prova disso foi a apresentação realizada no último domingo, 28 de novembro, na escadaria da Igreja Matriz Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Antes de entrarem em cena, ainda nos fundos da igreja, alguns meninos ‘inticavam’ os pelznickel. As palavras, as mais variadas possíveis, às vezes seguidas de palavrões. Mas era só um deles correr pra cima da garotada, que eles fugiam o mais

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de quem não deixa esta cultura morrer é indescritível. “É emocionante saber que isso foi trazido por nossos antepassados, lá da Alemanha, e que marcou diversas gerações”, completa Fabiano. DIVULGAÇÃO

De avô para neto

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Com trajes ‘do mato’, os pelznickel fazem parte de uma tradição que veio com os primeiros imigrantes alemães


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Caderno de Natal #02 - Jornal Município  

Caderno de Natal 2010 - Ed. 02 - Jornal Município

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