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Edith Derdyk

Arte MULTIMIDIA


Edith Derdyk é uma artista que tem o desenho como ponto de partida e de retorno. Desde muito pequena, a ação de desenhar é presente. Sua vivência no atelier de Paulina Rabinovitch foi fundamental para a construção de um repertório sensível e conceitual, que reverberou para o campo da educação. Desde muito cedo já começa a trabalhar com crianças, que lhe trouxe um diálogo intenso com os modos de aquisição da linguagem do desenho. Toda essa experiência se desdobrou em seu primeiro livro, "Formas de Pensar o Desenho” em 1988. Neste, artista estabelece conexões com o desenvolvimento do desenho infantil e alguns recortes da História da Arte, relançado em 2010. Este foi o primeiro de muitos livros que Edith viria a escrever: livros sobre desenho, livros infantis, livros de artista (cargocollective.com/edithderdyk). Edith fez FAAP porém frequentou muito a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, tanto a Biblioteca quanto cursos com Décio Pignatari, Flávio Império, mantendo contato com Flávio Motta, filósofo-professor que contribuiu muito com seus ensaios sobre arte/desenho no Brasil. O interesse nos livros foi determinante para seu maior entendimento sobre os percursos do desenho, originando a antologia que organizou sobre desenho: “Disegno.Desenho.Desígnio”, Editora Senac, 2008. Neste livro, Derdyk reúne pessoas de diferentes áreas: cinema, teatro, literatura, filosofia, artes plásticas e ciências para provar como o desenho transita em todas as áreas do conhecimento. A partir de 1997, a artista inicia “desenhos no espaço”, data de sua primeira instalação. O entendimento sobre desenho passa a ser quase uma performance: seu corpo se torna a força motriz da construção da instalação onde linhas físicas suspensas em feixes, de um ponto ao outro, estabelecem novos significados para cada espaço onde é instalado. Seu trabalho nasce da leitura de cada local em que será destinado: as medidas matemáticas, o significado e função do lugar. Sejam espaços institucionais ou não, essas instalações foram realizadas em várias cidades do Brasil bem como no exterior(Estados Unidos, Alemanha, França, Suíça e outros). O núcleo poético da obra da artista gira em torno da linha e suas distintas materialidades: gráfica, material/imaterial, a linha que costura as tantas atividades que a artista realiza ao longo de seu percurso, porém com um pensamento sempre voltado para a reflexão da estrutura fundamental do desenho – a linha. Com vários prêmios e residências no exterior, o que mais encanta sobre a personalidade dessa artista é a maneira pela qual ela se relaciona com áreas distintas do conhecimento. Seu primeiro atelier, ao lado do Lira Paulistana e grupo Rumo, década de 80, contribuiu para suas vivências nos vários segmentos das artes. Inclusive, Edith é letrista de diversas canções infantis em parceria com Paulo Tatit (ex-RUMO, atual Palavra Cantada, pai de sua filha Lua Tatit, intérprete-criadora e parceira de vários trabalhos conectando dança/artes plásticas) .Não é espantoso saber que, além de tudo a artista esteja ligada à dança, pois a maneira como constrói toda sua poética, seja em suas maravilhosas instalações, utilizando linhas e papéis, nos enigmáticos livros de artista, gravuras, fotografias, poesias...nos deparamos sempre com uma coreografia de pensamentos, um vai e vem de linhas no espaço provocando encantamentos poéticos.

O trabalho de Edith Derdyk é uma verdadeira coreografia sobre o papel fundamental da linha na construção da forma física e conceitual do desenho, em suas diferentes manifestações.


Instalações


com linhas


ARREMATE – 2015 Cerca de 20.000 metros de linha branca e 100 pregos Área: dimensões variáveis Parque das Instalações-Fazenda Serrinha


VARREDURA - 2014 Artista convidada Exposições Centro Cultural São Paulo Curadoria Marcio Harum Cerca de 40.000 metros de linha preta Área 200 x 60 x 600cm


ANOITECEU EM MIM- 2014 Exposição 100 anos Iberê Camargo Fundação Iberê Camargo Curadoria Agnado Farias, Icléa Cattani e Jacques Lenhardt


Cerca de 30.000 metros de linha preta. Cerca de 20.000 grampos. Ă rea: cerca de 40 metros quadrados.


VOLUME PERDIDO - 2013 Artista convidada SESC São Jose dos Campos Linha preta e madeira Área: 2.00 x 19.00 x 6.00 altura Cerca de 30.000 m de linha preta Cerca 15.000 grampos


"Tateio cegamente o primeiro raso, o primeiro risco e ataque. É sempre cheio de esforço esta vaga primeiridade, depois, não se sabe direito por onde começou, por onde a linha do novelo desembaraçou. Parece que a vontade se acumula numa porção para depois se esparramar" " A linha é divisória incerta. Mede e potencializa sutileza do limite. A linha habita o espaço entre. A linha é o espaço entre, desvenda o lugar entre os objetos do mundo sem ser totalmente algum deles mas sendo totalmente eles. A linha do horizonte: a quem pertence? Ao céu, ao mar, à terra? Cadê as linhas de encontro entre as coisas do mundo. A linha é fruto abstrato de encontro concreto. " "A linha é contorno, é carne, é ossatura. Sismógrafo de ritmos. Tônus afetivo e efetivo. Unidade dupla: portadora dos traços sensíveis e mentais. Positiviza a ausência." "Sustentar o tempo ponto a ponto"

Fragmentos do livro Linha de Costura 1997 Ed. Iluminuras, relançada em 2010 C/Arte


REBATE – 2013 Curadoria Agnaldo Farias Galeria Sim Curitiba


ARCADA – 2013 Curadoria Jacopo Crivelli Visconti Prêmio Funarte Arte Visuais 2012 Sala Mario Schenberg SP


Cerca de 100 km de linha preta 2 MDFs 6.00 X 18.00m 5.00m de altura


ALÇAPÃO – 2012 Projeto Intervenção V Museu Lasar Segall


Exposição Transfronteiras Curadoria Ângela Barbour SOPRO – 2010 Memorial da América Latina 60cm x 600 cm Cerca de 1000 agulhas e 36 metros de linha preta


ÂNGULOS - 2004 Escultura e gravura 2 chapas de Madeira 200 x 150 cm cerca de 25000 linhas Gravura ponta seca 60 x 240cm Texto Crítico Angélica de Moraes


RASURAS – 1997 Galeria Adriana Penteado

RASURAS – 1998 Paço das Artes Curadoria Daniela Bousso


RASANTE – 2002 Projeto Galpão 15 Coordenação Sonia Guggisberg Curadoria Georgia Lobacheff

CORTE – 2002 Artista convidada Curadoria Stela Teixeira de Barros Centro Cultural SP Prêmio APCA

CORTE – 2002 Centro Cultural SP Prêmio APCA categoria tridimensional (Corte e Rasante)


CAMPO DOBRADO – 2003 Museu de Arte Santa Catarina MASC

SLICE – 2003 Feira ARCO Representada pela Galeria Marília Razuk

SLICE – 2003 Feira ARCO Representada pela Galeria Marília Razuk


1- RASURAS - 2002 Nuremberg Alemanha Associação Ponte Cultura Exposição Brasil Adentro Curadoria Marianne Stueve 2-DECLIVE - 2003 Galeria Chaim Hanin NY USA

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3-ENTRE SER UM 2004 Centro Cultura Judaica Curadoria Sergio Fingermann

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Instalações com Papéis


CAMPO MINADO 2006 Galeria: Marilia Razuk Curadoria: Daniela Bousso


DOS DIAS - 2007 Uma chapa metal 100X300 cm Papel 30 x 90cm empilhados Galeria MarĂ­lia Razuk


ONDA SECA – 2007 Área 600 x 600 x 130 cm 3 toneladas de papel 66 x 96 cm Octógono Pinacoteca do Estado de SP Curadoria Ivo Mesquita


SE O MAR INTEIRO SOB O LEITO DO RIO - 2008 1 chapa metal 100 x 200 cm Cerca de 600 kg de papel Área 300 x 600 x 30cm Artista convidada Centro Universitário Maria Antônia


TABULEIRO - 2010 Exposição Incompletude Curadoria Maio Gi’oia Cerca de 500kg de papel 12 hastes ferro Área 300 x 300 x 60cm


TABULEIRO Lua Tatit / Dudu Tsuda / Rodrigo Gontijo / Marisa Bentivegna / Aline Santini Cerca de 900Kg de papel, 48 hastes de ferro Área: 400 x 300 x 60cm 2013 SESC Santo Amaro e Pivô 2014 Oficina Oswald de Andrade, SESC Pompéia


Instalação com


Linhas e PapĂŠis


FRAGMENTO - 2013 Papel e linha 300 x 600 x 280cm Exposição Arquivo Vivo Curadoria Priscila Arantes Paço das Artes SP


METRAGEM – 2011 Curadoria Jacopo Crivelli Lições da Linha Papel, linha, hastes de ferro Área 360 x 30 x 400cm Altura 500cm SESC Bom Retiro


EXPOSIÇÃO MANHÃ – 2005 INSTALAÇÃO VENTO BRANCO Curadoria Juliana Monachesi Cerca de 80Kg de papel 50m de linha Bastão metal preto 60cm altura Paço das Artes


CONTRAPELO UP SIDE DOWN - 2015 Papel e linha 300 x 400 x 400cm ARTSY SPARTE


DESENHOS - 2014 ResidĂŞncia Mont Serrat Barcelona Espanha 2013


DESENHO – 1997 Curadoria Tadeu Chiarelli 140 x 50cm linha preta de algodão e papel japonês Acervo Museu de Arte Moderna


Dia UM – 2010 20 x 30 cm Impressão fine art Tiragem 3 exemplares


DOS DIAS – 2007 30 x 30cm Gravura (photoetching e ponta seca) Tiragem 5 exemplares


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SÉRIE SCANNERS - 2013 fine art. 1,2,3,4 - 30 x 120 cm 5 - 60 x 200 cm


MATRIZ – 2014 Fine art 20 x 40 cm


IMPRESSÕES - 2007 50 x 70cm Fine art. Tiragem única The Banff Centre Canadá


MONT SERRAT - 2013 Fine art e desenho Dimensões variáveis


Exposição Sala Porto Seguro - 2007 Artista convidada Área 20 x 25 metros


PARTITURA - 2014 Ampliação fotográfica 40 x 60cm Tiragem 3 Prêmio Revelação Fotografia Porto Seguro


TRECHO BREVE - 2006 Ampliação fotográfica 30 x 90 cm


AINDA ONDA - 2008 Ampliação fotográfica Dimensões variáveis


LIVRO CEGO - 2007 Dimensões variáveis Livros e parafusos enferrujados


NA GAVETA - 2014 Materiais diversos DimensĂľes variĂĄveis Central Galeria de Arte


PÁGINAS MÓVEIS – 2014 Curadoria Bruno Mendonça e Rafaela Jemene Caixa Cultural Curitiba


MATRIZ - 2013 Objeto acrílico, parafusos e fine art 30 x 30 x 30cm Clube da gravura MAM Curadoria Cauê Alves


Tテ。ULA - 2015 Realizado atravテゥs do PROAC Edital Livro de Artista 2014 realizado em parceria com Ediテァテオes Ikrek Tiragem 50 exemplares


BINÁRIO – 2014 Livro de Artista Edições Tijuana tiragem 25 exemplares


METRAGEM – 2013 Livro de artista Parceria Ruth Alvarez Impressão digital Edição independente Tiragem ilimitada


ATILHO - 2013 Livro de artista Parceria com Kรกtia kuwabara


AVESSO – 2012 Livro de artista Impressão digital Tiragem 25 exemplares Edições Tijuana


CÓPIA:DIA UM - 2010 Livro de artista Impressão digital Edição independente Tiragem ilimitada


SE O MAR INTEIRO – 2008 Livro de artista Tiragem 30 exemplares 18 x 25 cm Edições A


FIAÇÃO - 2004 Livro objeto Tiragem100 exemplares Impressão digital 15 x 30cm formato fechado 15 x 250cm formato aberto Edições A


FRESTA - 2004 Livro objeto 10 x 16 cm Tiragem 100 exemplares Impressa o digital Edições A


DESENHOS 2007 Livro de artista Tiragem 1000 exemplares Edições A


RASURAS – 2002 Livro de artista Bolsa Vitae Impressão digital 19 x 250cm Tiragem única


Neste mês Edith Derdyk foi contemplada com o edital PROAC, para incentivo à criação literária – Poesia com o projeto – A pesar, a pedra! E também participa com experimentações visuais-plásticas para encontro com Metá Metá no projeto para o projeto Palavras Cruzadas

www.edithderdyk.com.br cargocollective.com/edithderdyk bagagem-caminhada.blogspot.com www.palavrascruzadas.art.br www.centralgaleriadearte.com/a_artista/news_board.php?artista=derdyk


Na pรกgina ao lado, crianรงa e professora observando a obra feita com letras e fuligem e seu reflexo no chรฃo.


A artista Shirley Paes Leme, reconhecida internacionalmente, expôs uma bela exposição na galeria de arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube, em comemoração dos 80 anos do clube. “When atitudes (trans) form – Quando atitudes (trans) formam”, teve a curadoria de Cauê Alves, que é mestre e doutor em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP). A mostra orquestrada pela Shirley Paes Leme, contou com 30 convidados ilustres, artistas, designers, cineastas, jornalistas, curadores, poetas, arquitetos, educadores, enfim pessoas ligadas as artes e comunicação, para uma reflexão sobre o sujeito na vida contemporânea. A Ottica Art Magazine! Não fez o registro na integra da mostra que aconteceu de 11 de agosto à 12 de outubro, registramos um dia em que os convidados foram Marco Paulo Rolla, Leda Catunda, Eduardo Luppi e Carlos Ávila que estão registrados em vídeo e nesta matéria. Essa conversa descontraída teve a participação dos espectadores que visitaram a exposição, podendo interagir com a artista e com os convidados, trocando experiências, e percepções, combinando elementos concretos com elementos virtuais, criando relações.


A primeira sala, a artista chamou “Campo Líquido”, criando uma metáfora da liquidez com que as coisas acontecem na contemporaneidade. Essa sala tinha no piso placas de alumínio, que criavam reflexos, nos dando a impressão de estarmos caminhando na água. E ao mesmo tempo nos dando a impressão da possibilidade de um mergulho. As janelas faziam alusão à livros abertos, e a iluminação que vinha dela Shirley criou a metáfora da Luz do conhecimento. Cada janela trazia um poeta e uma de suas poesias. Adélia Prado, Clarice Lispector, João de Cabral de Melo Neto, Mario de Andrade, Haroldo de Campos.


O teto lembrava uma folha de papel pautado; nele a artista escreveu um poema de Drummond, chamado “Resíduos”, que foi escrito de maneira que o espectador podia ler somente refletido no chão enquanto caminhava para dentro do espaço. Neste poema o poeta tece como todas as coisas sofrem influencias uma das outras deixando assim marcas e registros em tudo que se relaciona. Ao lado podemos observar na primeira imagem o teto e na segunda o chão.


A artista criou uma junção da arquitetura, literatura e arte.


Em cada janela tinha um poeta e um dos seus poemas. Nesta pรกgina podemos ver a janela fechada com a poesia de Haroldo de Campos.


A segunda instalação era intitulada “Classe”, que a artista organizou de forma poética, todo um conjunto de documentos e arquivos de sua época de docente; livros, lousa, slides, xerox, monitor onde ficava exibindo filmes, um conjunto de referências, estudos e pesquisas de suas dissertações de mestrado, e teses de doutorado, que ganham um outro significado. Neste espaço aconteciam os encontros e reflexões, que tratavamse de questões contemporâneas, de espaço, tempo, continuidade e desdobramentos que acontecem através do conhecimento.

Shirley Paes Leme e seu convidado Marco Paulo Rolla. Na página ao lado com Leda Catunda.


Shirley Paes Leme e Leda Catunda em debate.


Shirley Paes Leme com seu convidado Eduardo Luppi.


Shirley Paes Leme com seu convidado Carlos テ」ila. Na pテ。gina ao lado com seu convidado Eduardo Luppi.


Shirley Paes Leme é escultora, gravadora, desenhista e professora. Entre 1975 e 1978, Shirley Paes Leme Paiva Arantes frequenta o curso de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde estuda com Amílcar de Castro (1920-2002). Em 1979, passa a lecionar no curso de graduação em Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e frequenta, na mesma instituição, o curso de especialização em artes entre 1981 e 1982. Realiza sua primeira exposição individual em 1981, na Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília. Recebe bolsa de estudos da Fullbright Foundation em 1983 e muda-se para os Estados Unidos, onde inicia mestrado na Universidade do Arizona, em Tucson. Posteriormente, transfere-se para Berkeley, onde cursa doutorado na John F. Kennedy University, concluído em 1986. Entre 1984 e 1986, frequenta o San Francisco Art Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e faz estágio no University Art Museum, em Berkeley. De volta ao Brasil, continua a lecionar na UFU de 1989 até 2003. Em 1999, participa do programa de artista residente Kunsthaus Bethanien em Berlim. Foi professora do Departamento de Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina - FASM, em São Paulo, desde 2003. Shirley Paes Leme na década de 90 criou esculturas com galhos e ramos secos coletados da natureza. Criando formas geométricas, porém com organicidade. A artista trabalha de maneira a reter o efêmero. Com esse processo, que a artista denomina piro fitografia, cria no desenho um ritmo que mescla acaso e vontade. Com fumaça congelada nos desenhos, ou com substancia à base de fruta cítrica que em contato com o calor de uma chama faz aparecer linhas, criando desenhos delicados com pequenos gestos. O trabalho de Shirley Paes Leme é um registro de ação e processo, de transferência e integração. Em produção recente a artista incorpora novos meios, como o vídeo e a telefonia celular, em suas instalações.

BIENAL MERCOSUL 2015 Shirley Paes Leme, está pela segunda vez, entre os artistas selecionados para a 10ª Bienal do Mercosul, que acontece em Porto Alegre de 8 a 22 de outubro. O evento, em 2015, sob o título de Mensagens de uma nova América, tem curadoria de Gaudêncio Fidélis e vai ser criado a partir de obras de coleções públicas e privadas de vários países.

www.shirleypaesleme.com


LEDA CATUNDA, é uma pintora, escultora, artista gráfica, visual e professora . É considerada um dos maiores talentos surgidos no âmbito da Geração 80, explorando os limites entre a pintura e o objeto. Expôs três vezes na Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras de relevo. Leda Catunda esteve entre os principais expoentes da assim chamada Geração 80, apoiando o movimento de revalorização da pintura frente às tendências conceituais da década anterior. Doutorou-se pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 2003, defendendo a tese Poética da Maciez: Pinturas e Objetos Poéticos, sob orientação de Júlio Plaza. Entre 1998 e 2005, lecionou pintura e desenho na Faculdade Santa Marcelina, na capital paulista. Em 1998 a editora Cosac & Naify publicou o livro Leda Catunda, de autoria de Tadeu Chiarelli.

www.ledacatunda.com.br


MARCO PAULO ROLLA, vive e trabalha em Belo Horizonte. Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG em 2006, fez residência na Rijksakademie van Beeldende Kunsten – Amsterdam, Holanda, 1998 e 1999. Desde 2001 é criador, coordenador e editor do CEIA - Centro de Experimentação e Informação de Arte – Belo Horizonte. Realizou exposições individuais no Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda. Participou de exposições coletivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Rohrbach Zement, Dotternhausen, Alemanha; Muu Gallery, Helsink, Finlândia; e na Foundazione Pistoletto, Italy. Participou da programação de Performance da 29 Bienal de São Paulo, 2010. Ganhador do Premio de Aquisição do Salão Nacional da FUNARTE, Rio de Janeiro e do Premio Edgard Gunther de Pintura do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Seus trabalhos encontram-se em coleções como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Instituto ITAU Cultural de São Paulo, Museu

marcopaulorolla.blogspot.com.br www.galeriavermelho.com.br/pt/artista/97/marco-paulo-rolla


EDUARDO LUPPI, é natural de Alfenas Minas Gerais, cursou Comunicação Visual na Fundação Universidade Mineira de Arte (hoje Escola de Design da UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais) – 1974/78; De 1977 a 1998 foi Professor da Escola de Belas Artes da UFMG nas Disciplinas de Desenho, Estudo da Forma e Arte Gráfica; Diretor da Escola de Belas Artes da UFMG no período de 1982 a 1986; Em 1985 criou o Curso de Estilismo do Vestuário da Escola de Belas Artes da UFMG; Coordenador da área de Artes Visuais do Festival de Inverno da UFMG; Como designer atuou no desenvolvimento de Projetos de Identidade Corporativa para empresas e instituições; Hoje atua na área de design de objetos e mobiliário, desenvolvendo projetos em sua própria oficina de marcenaria, localizada no Jardim Canadá – Nova Lima – Minas Gerais.


CARLOS ÁVILA, é poeta, jornalista e filho de Afonso Ávila o maior estudioso de barroco brasileiro no mundo. Publicou, entre outros, Bissexto Sentido e Área de Risco (poesia); Poesia Pensada (crítica) e Bri Bri no canto do parque (infantil). Foi, por quatro anos (1995/98), editor do Suplemento Literário de Minas Gerais. Trabalhou também na Rede Minas de Televisão e foi editor do caderno de cultura do jornal Hoje em Dia. Participou de mais de vinte antologias no país e no exterior. Poeta e jornalista mineiro, Carlos Ávila é autor dos livros Aqui & Agora, Sinal de Menos e Bissexto Sentido. Publicou também as plaquetes Loa – Aos Pequenos Lábios e Obstáculos, além do volume de ensaios Poesia Pensada. Seus poemas saíram em antologias no Brasil e no exterior.


Ao lado sala que abrigou a instalação “Classe”. Com todo material da época de docente da artista. Nas páginas que seguem, registros dos detalhes de todo esse material que foi poeticamente organizado por Shirley Paes Leme.


O Lira Paulistana não foi um movimento, foi um espaço que apesar de fisicamente pequeno, teve uma reverberação cultural astronômica nos anos 80. Era um pequeno teatro de arena que teve várias ramificações. A primeira foi um selo que lançou o primeiro LP do Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia – Beleléu, leléu, eu. Naturalmente o Lira virou uma gravadora independente, que produziu vários artistas de alta qualidade. Aí vieram outras necessidades, os artistas que se apresentavam no Lira, precisavam de uma produção gráfica e esta necessidade gerou uma gráfica, que fazia cartazes, filipetas (hoje chamadas de “flyers”), livros e livretos atendendo com um super custo benefício, tanto os artistas que se apresentavam no teatro, como os artistas independentes de toda Paulicéia. As coisas não pararam por aí, o Lira começou a distribuir e vender discos de selos e artistas independentes de todo Brasil, virando uma referência no cenário da música independente brasileira. O Lira foi um espaço catalizador e democrático, onde todos os tamanhos e tipos de artistas conseguiam mostra o seus trabalhos. O teatro funcionava de terça a domingo e o aluguel do teatro não era caro, sendo que sexta e sábado havia uma sessão maldita para aquelas bandas que estavam com pouca grana mas conseguiam se apresentar da meia noite as duas da manhã. Para vocês terem uma ideia, eu vi nesta sessão, shows do Ira, Titãs, Kid Vinil, Cólera entre outras bandas. As coisas continuaram crescendo, a ocupação da praça Benedito Calixto foi evidente. No número 42 da praça, ficava a casa do Lira, onde abrigava o núcleo de criação gráfica, a produção musical, editorial e artística, a distribuidora e loja de discos independentes. Depois vieram o grupo de teatro do Lira e finalmente a redação do Jornal Lira Paulistana.


Itamar Assumpção (centro) acompanhado pelas cantoras Virgínia Rosa, Vânia Bastos e Suzana Salles, no palco do Lira Paulistana. Na página ao lado a capa do primeiro Lp do Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia, e o primeiro lançamento do selo e gravadora Lira Paulista


A música instrumental sempre foi muito presente no Lira, tanto que nasceu o selo “Lira Instrumental”

Grupo Um no Lira Paulistana


Pé Ante Pé no Lira Paulistana


Fernando Salem, Paulo Miklos e Toni Bellotto. Os Titãs do iê iê fizeram suas primeiras apresentações no Lira Paulistana


Arnaldo Antunes com o Aguilar e a Banda Performรกtica


O Lira não cabia mais naquele pequeno grande espaço, começou se alastrar. Chegou a hora de pegar toda aquela riquíssima produção cultural que pulsava naquele porão e levar para as ruas. Abrir um espaço maior para a divulgação daqueles artistas. Venho a ocupação da praça Benedito Calixto, com grandes shows ao ar livre e gratuitos, com bandas e artistas do cenário da música independente daquela época do começo dos anos 80, que foram chamados de o movimento da música vanguarda paulistana. Muitos não gostavam deste rótulo, mas outros souberam bem utilizar este movimento. Se apresentaram ali, Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia, Premeditando o Breque, Língua de Trapo, Grupo Rumo, Tete Espíndola, e foram vários artista de vários gêneros. O melhor da música instrumental também fez parte do Lira e destes shows, realizados na praça Benedito Calixto, como as bandas, Pé Ante Pé, Pau Brasil, D’Alma, Acaru, entre outros. A praça Benedito Calixto também ficou pequena e a ocupação do Lira chegou no bairro do Bela Vista com a venda dos discos independentes todos os domingos na tradicional feira de antiguidades do Bixiga. Produziu um grande show de final de ano, o “Réveillon no Bixiga”. Participaram deste show as bandas, Paranga, Premê, Língua de Trapo, Trio Elétrico Faísca e a participação especial da banda punk Carne Viva e que por coincidência era formada por funcionários do Lira. Vieram os shows do aniversário de 429 anos de São Paulo que aconteceu na avenida Paulista, aí não parou mais, foram shows na Praia Grande, Santos e Campos do Jordão. Sempre divulgando e levando uma cultura de altíssima qualidade para todos os lados de São Paulo e do Brasil.


A gráfica do Lira começou suas atividades em 1981 sob o comando de Ribamar de Castro, designer gráfico e um dos fundadores do Lira Paulistana. Como o Lira, a gráfica era pequena, mas teve uma grande e riquíssima produção gráfica, atendendo todo o movimento cultural independente daquela época.

Um dos grandes trabalhos da gráfica do Lira, foi a revista em quadrinhos do saudoso cartunista Glauco


O Lira tinha uma loja de discos exclusiva para distribuição e venda de Lps de artistas e gravadoras independentes. E era feita uma distribuição nacional, tanto vendas para lojistas como para o público geral. Você podia comprar na loja que ficava na casa do Lira, no próprio teatro ou fazer os pedidos pelo correio.


Paralelamente a música, aconteciam outras ocupações na praça Benedito Calixto. Uma delas foi criada pelo Ribamar de Castro. Ele observou um muro que ficava na Teodoro Sampaio, entre um pequeno hotel e o Lira. Era um espaço ocioso e abandonado, o Riba não pensou duas vezes em fazer uma intervenção artística naquele local. Ele teve esta ideia num sábado à noite, no mesmo dia me convidou para ajudar na realização de sua intervenção. Eu topei no ato! No domingo as 4 da tarde estávamos na produção do primeiro mural do Lira Paulistana.


No dia seguinte quando o Riba contemplava sua criação pela janela da casa do Lira, passava por ali o músico Paulo Tatit do grupo Rumo e a artista plástica Edith Derdyk, que ficaram encantados com a intervenção e propuseram a continuidade da ideia, convidando, a cada dois meses, um artista diferente. Edith Derdyk foi a primeira da lista. Além do mural e das capas dos discos do grupo Rumo, ela criou um calendário de 1983 para o Lira Paulistana. Os artistas Fernando Uzeda, Carlos Matuk e Waldemar Zuidler, Carlos Palma, Ricardo Seyssel, Carlos Alf, Riba de Castro e John Howard deram a continuidade ao mural do Lira Paulista, numa época em que a arte do grafite estava começando no Brasil


O Jornal Lira Paulista foi um projeto ambicioso e guerreiro, que também saía do porão do Lira para o mundo. Um tabloide que não era sensacionalista e sim sensacional! Tinha matérias e roteiros culturais dos mais diversificados assuntos e pessoas. Fernando Alexandre, o “Fernandão” um dos sócios e criadores do Lira era um dos comandantes desta empreitada. Com pouca grana na mão e muitas ideias na cabeça o jornal virou uma realidade. Conseguiu convocar uma legião de colaboradores que abraçaram a ideia com os corações e as suas mentes inteligentes e criativas. Entre elas estavam, Cláudio Faviere, Relton Fracalossi, Paulo Caruso, Caco Barcelos, Jurandir Craveiro, Gabriel Priolli Neto, Apoenan Rodrigues, João de Barros, Caio Fernando Abreu, Claudia Celidônio, Fernanda Teixeira, os irmãos Inimá e Iroã Simões, Jean-Claude Bernadet, e Isto só é uma parte das pessoas que participaram desta cooperativa que fazia e criava o jornal Lira Paulistana, muita gente legal passou por lá.


As pessoas que estão nesta fotografia acima na frente da casa do Lira na praça Benedito Calixto, uma delas por acaso sou eu, que fui um fiel trabalhador e pau pra toda obra dentro do Lira. As outras cinco, são os responsáveis pela criação do Lira Paulistana, mas também foram responsáveis pela minha formação cultural, principalmente o Riba o qual eu ficava mais próximo trabalhando e aprendendo muito! Muito desta revista eu devo ao que eu aprendi com o Riba e naquele departamento gráfico do Lira. Mas a minha gratidão se estende a todos, Um grande abraço e beijo nos seus corações!!!! Fernando Rozzo Em pé da esquerda para direita, Fernando Alexandre, Wilson Souto Jr., Eu, Plínio Chaves (sempre vivo no meu coração), Sentados, Ribamar de Castro e o Chico Pardal,


Esta foi uma pequena mostra do que era o Lira Paulistana. Pra saber a fundo toda esta hist贸ria, o Ribamar de Castro dirigiu e produziu um document谩rio e um livro onde 茅 contada toda a hist贸ria. vanguardapaulista.com.br ribadecastro@gmail.com


A Ottica Art Magazine!, reuniu uma pequena mostra dos trabalhos de três artistas de Paraty – Rio de Janeiro. Vocês vão poder apreciar cerâmicas, esculturas, pinturas e arte gráfica, produzidas na cidade.


Dalcir Ramiro nasce em Paraty - Rio de Janeiro, nesta cidade histórica pela sua arquitetura colonial, situada ao longo do litoral entre Rio e São Paulo, onde Dalcir desenvolveu o seu sentimento artístico, cultivando as suas emoções, mas apesar de ser uma cidade rica em tradições culturais e manifestações artísticas, não conhecia a tradição da cerâmica. O encontro com a cerâmica foi para Dalcir um encontro casual. Tudo começou quando conheceu um vendedor de vasos indígenas, chegando a sua cidade, para trocar as suas mercadorias com outros produtos locais. Encantado com as formas, da simplicidade dessa cerâmica, que não só contava a história da forma, mas também o modo de trabalhar, de relacionar e viver, fica emocionado, perguntando ao vendedor se ele conhecia alguma pessoa que fizesse essas cerâmicas. Foi conhecer uma velha senhora Dona Dita Olímpia, que morava em uma humilde casa sobre a montanha, na cidade de Cunha, não muito longe de Paraty. É aqui que Dalcir aprendeu a reconhecer, amassar, manipular e cozer a cerâmica com a técnica indígena mais pura. Passou a ser o modo de sentir e ver a matéria, de criar a forma, como se a cadência indígena penetrasse nele ao ponto de acordar uma sensibilidade plástica e uma dimensão criativa, pura, limpa, ordenada e harmoniosa. Nasce o amor pelo volume ao ponto de retirar de dentro com as próprias mãos de um bloco de argila, as antigas relações indígenas respeitadas e criativas entre os homens e a terra. É dentro das suas tradições que recebeu a mensagem universal que o fortaleceu e ficou sempre fiel. Quando Dalcir começa a trabalhar a argila repete quase um modo ritual, o gesto que o introduziu no mundo da cerâmica.


As ferramentas usadas são ainda um pedaço de sabugo de milho para abrir o bloco e construir a base, um pedaço de cuia de cabaça para modelar a forma e uma pedrinha de cachoeira para polir a superfície. Todas as suas esculturas são construídas com a técnica de cobrinha, e a queima era feita em um forno à lenha e hoje à gás. O trato simples de Dalcir está, mesmo, em ter aderido com uma certeza e paixão que o fascina, a uma tradição sentida como valor e mensagem. Nas suas obras se sente o amor pela terra e o respeito pela matéria, a harmonia da forma, a liberdade e a obra interior.

São essas as mensagens universais e sua homenagem à cultura indígena, entre as suas mãos a argila conheceu e conhece a sua extrema e antiga certeza.

TINO SARTORI MILÃO - ITÁLIA


Dalcir Ramiro realiza todos os anos, entre os meses de junho, julho e agosto uma exposição com um outro artista convidado. Este ano ele convidou Carlos Sermelli e realizaram juntos a exposição “Divina Proposta”. Nesta exposição Carlos Cermelli mostrou sua mais recente pesquisa acerca de novos materiais ecológicos e sustentáveis dando vida a imensos painéis, juntamente com Dalcir Ramiro, escultor e ceramista exploraram o tema do Divino Espírito Santo.

Carlos Cermelli, restaurou muitos casarões na cidade, incentivando a retomada da carpintaria e da marcenaria local. Suas construções sempre foram complementadas pela execução de armários, mesas, cadeiras e luminárias. Durante este longo período, Carlos trabalhou para muitas famílias restaurando suas residências e trazendo um pouco do espírito colonial das construções. Sua concepção sobre a arquitetura sempre foi norteada pela criatividade e uso sustentável dos materiais. Dalcir Ramiro e Carlos Cermelli, pesquisam juntos novos materiais. Um deles é resultado da reciclagem de um lodo, que é conhecido como lodo de eta ( estação de tratamento de água), que é retirado do processo do tratamento das águas de Paraty, e este tratamento resulta uma sobra que é este lodo de eta. Todo este lodo era jogado fora em aterros sanitários, mas que nas mãos destes artistas, misturado com cimento ou argila, virou uma matéria-prima para bloquetes utilizados para a criação de uma pavimentação urbana ecologicamente correta e identificada com a figura da pomba do Divino Espírito Santo.


Atelier do Dalcir (Dalcir Ramiro) Rua Santa Rita, 65 Centro Hist贸rico Paraty - RJ www.facebook.com/dalcir.ramiro luci.zo@hotmail.com Tel. 0055-24-33711214


https://www.facebook.com/LucianaMarsilio

Luciana Marsilio, é paulistana mas vive em Paraty onde trabalha com cerâmica desde 2001. Ela é uma pesquisadora da cerâmica e da arte-cerâmica, onde já fez pesquisas por vários países. É bacharel em história pela Universidade de São Paulo, já lecionou em escolas públicas e privadas, tanto em São Paulo como em Paraty.

Luciana Marsilio Iniciou na cerâmica no atelier de Dalcir Ramiro, onde atualmente desenvolve seu trabalho pessoal e também leciona cerâmica para crianças e adolescentes há 13 anos. É organizadora do “Encontro de Ceramistas em Paraty desde 2011 e presidente do Instituto Arte 4, instituição sem fins lucrativos voltada a promover a cultura, a arte, a educação e inclusão social sobre tudo através da cerâmica.

https://www.facebook.com/LucianaMarsilio marsilio.luciana@hotmail.com Cel. 0055-24-999432277 Tel. 0055-24-33711241


Patrícia Gibrail é paulistana, mas tem o coração e as raízes na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, onde vive e mora a 16 anos. Quem estiver caminhando pelas ruas de pedra do antigo centro histórico da cidade, e passar pela rua Comendador José Luís, 375, vai se deparar com um casarão branco com janelas amarelas. Olhando pelo lado de fora, através destas janelas, entrará num mundo de cores, formas geométricas e sobreposições, tudo emanado pelas obras que ali estão. Estou me referindo ao ateliê de Patrícia Gibrail, o porto seguro das suas obras, projetos e ideias.

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2 1-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 50cm X 50cm

2-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 50cm X 50cm


Patrícia é formada em desenho industrial pela faculdade de Belas Artes-SP, começa a trabalhar profissionalmente com estamparia industrial, criando padrões e tecidos para moda e decoração. Sua vinda para Paraty em 2000, concretizou definitivamente sua carreira de artista, que também inclui trabalhos como designer gráfico, curadoria e criação de projetos expográficos . Ela utiliza a técnica da pintura em acrílico, pesquisando as cores, transparências e sobreposições em formas geométricas, formando flores e mandalas.

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1-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 50cm X 50cm

2-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 50cm X 50cm


Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 30cm X 30cm


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4 1-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 25cm X 25cm

2-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 25cm X 25cm

3-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 25cm X 25cm

4-Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 30cm X 30cm


Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 25cm X 25cm

Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 25cm X 25cm


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1-Sem Título Detalhe - 2013 Acrílica s/ Tela 150cm X 70cm

2-Sem Título Detalhe - 2013 Acrílica s/ Tela 150cm X 70cm


Sem Título - 2007 Acrílica s/ Tela 200cm X 70cm


Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 30cm X 30cm


Sem Título - 2015 Acrílica s/ Tela 30cm X 30cm


Patrícia Gibrail, tem uma produção muito ativa nas artes gráficas. Seus trabalhos como designer gráfico é composto de ilustrações, cartazes e folders. Todos os trabalhos gráficos possuem um design moderno porém respeitando a tradição regional de Paraty.


Exposição Mitos e Lendas – 2015 Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Curadoria e Projeto Expográfico Patrícia Gibrail


Exposição Divino – 2014

Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Curadoria Patrícia Gibrail / Fernand Fernandes


Exposição Assim Continua a História - 2014 Instituto Silo Cultural Paraty RJ Curadoria e Projeto Expográfico Patrícia Gibrail


Exposição Assim Continua a História-2015 Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Projeto Expográfico Patrícia Gibrail

Exposição Quilombo, um Pouco de História - 2015 Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Curadoria Patrícia Gibrail / Fernando Fernandes


Exposição Festá - 2014 Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Curadoria Patrícia Gibrail / Renata Rosa


Salve Zé - 2015 Casa de Cultura de Paraty Paraty RJ Curadoria: Lúcio Cruz Projeto Expográficos Patrícia Gibrail

Atelier – Patrícia Gibrail rua Comendador José Luís, 375 Centro Histórico - Paraty RJ www.facebook/patriciagibrailatelier


Leonaldo Santos vive e trabalha em Santos. Com olhar atento, capta cenas do seu cotidiano. Em 1990, ao fazer um curso no Clube Foto Amigo de Santos, inicia seu interesse pela fotografia. Ao trabalhar como assistente na Pitico Fotografia e Comunicação Visual, com Mário Campos (Pitico), o melhor fotografo de publicidade da época, fortalece seu interesse pelo ato de fotografar. A fotografia passa a ser pensamento constante, resultando em um olhar profundo através das lentes. De 1993 à 2003 trabalhou como laboratorista na FGA Fotografia, se especializando em revelação e ampliação de fotografia PB, e na revelação de cromos processo E-6. Na Fundação Arquivos e Memória de Santos – FAMS, além de laboratorista, cuidou da preservação fotográfica do acervo da fundação, tendo ampliado mais de 10.000 imagens para a preservação da memória da cidade de 1999 à 2009. Também trabalhou na parte de restauro e digitalização de acervo fotográfico de 2009 à 2011. Leonaldo iniciou sua pesquisa em PB e película, a pouco mais de 20 anos quando capturou o instante que seu filho brincava encantado com um facho de luz. A luz, elemento fundamental para construção da forma, naquele instante sublime e delicado de uma criança tentando pegar o impalpável, partículas tão pequenas de matéria, eternizado pelo pai e fotografo, se torna “luz imaterial”, conceito que passa a nortear sua longa pesquisa de “Luz e Sombra”, e muitas nuances de cinzas, que define a trajetória desse fotografo, que registrou o cotidiano de Santos. Essas imagens inicialmente foram feitas em película, porém hoje, o fotografo aderiu as câmeras digitais. Gostaria de poder continuar esse trabalho em película, mas a dificuldade de encontrar em Santos película em preto e branco e papel de boa qualidade, fizeram com que o restante de sua pesquisa em PB, fosse com câmera digital. Leonaldo participou de várias exposições, dentre elas exposição itinerante do SESI em que faz parte da publicação do livro, “Um olhar sobre o mundo” editora SESI. Aos 40 anos faz sua primeira exposição com curadoria de Mayra Lamy. Recentemente fotografou o ex-jogador do santos José Macia, mais conhecido como Pepe, para sua biografia, o livro “Pepe o canhão da vila” escrito por Gisa Macia, pela editora Realejo.


Nessa matéria concedida para Ottica Art Magazine! Poderemos apreciar algumas imagens de três momentos de seu trabalho:

A luz e as sombras; início de sua pesquisa que durou pouco mais de 20 anos, registrando cenas urbanas do cotidiano de Santos. Luz cor e movimento; marca o fechamento de um ciclo “Luz e sombra” e a busca de um outros meios de expressão, quebrando com as regras de seu olhar. Passa a utilizar o celular e câmera digital para captar imagens com luz, cor e movimento, criando imagens impressionistas e abstratas. Prazer de fotografar; que volta a pesquisar livros de fotografia, e a captar imagens do cotidiano urbano de Santos com cores vibrantes. Desde 2011 trabalha na André Monteiro Fotografia, agora Espaço Complexo Criativo junto a André Monteiro. Neste espaço trabalha com impressão fine art, desenvolve projetos fotográficos e documental. Este espaço também promove exposições de fotografias. Leonaldo Santos traz em seu nome, a cidade que dedica-se a documentar de forma poética com seu olhar através de lentes, captando a realidade lúdica e bela da cidade portuária de santos.


Recentemente fotografou o ex-jogador do santos José Macia, mais conhecido como Pepe, para sua biografia, o livro “Pepe o canhão da vila” escrito por Gisa Macia, pela editora Realejo Livros.


Imagens selecionadas para o livro “Um Olhar Sobre o mundo�


Principais exposições e trabalhos publicados: 2015 – Exposição A Tríplice Diversidade do olhar-Museu de Caraguatatuba – Curadoria Sara Belz. 2015 - Participação do livro biográfico de Pepe Macia – Canhão da Vila. 2010 – Inicia Exposição Itinerante SESI – Luz e Sombra – Reflexo de Um Olhar. 2009 - Exposição Luz e Sombras – Reflexões de Um Olhar – Consigo – Curadoria Mayra Lamy. 2008 – Exposição Igreja A Casa de Todos – Museu de Arte Sacra. 2008 – Exposição Luz e Sombras – Espaço Cultural do Fórum Central de Santos. 2004 - Exposição Foto Santos – Pinacoteca Benedito Calixto. 2004 – Exposição Olhar de Dentro – Clube Foto Amigos de Santos.

Instagram prazer de fotografar https://www.facebook.com/profile.php?id=100004882544986&fref=ts https://www.facebook.com/complexocriativo


Mais que um restaurante, ali é um local por onde passa pessoas do mundo inteiro, de todos os locais, de todas etnias, crenças e espiritualidades. Um local de encontros fazendo jus a tradição, da antiga capital Turca. No “ Istanbul “, as pessoas também se alimentam de várias culturas e costumes. Estrategicamente bem situado, pertinho da rodoviária de Paraty – RJ. O Istanbul é um restaurante que não existe uma entrada principal ou uma porta de sáida, existe sim, uma democrática passagem por onde as pessoas podem entrar , sair ou simplesmente passar por qualquer de suas portas. Com um menu diário e bem variado, riquíssimo nos sabores, cores e aromas, tudo muito fresco, saudável e feito ali na sua frente, Kaan serve uma gastronomia leve e saudável.


Kaan Zeren, nasceu Trabzon–Turquia um país que fica situado em dois continentes, e era previsível que ele desbravasse outras terras com sua câmera fotográfica, suas especiarias e temperos. Sempre buscando uma espiritualidade, que se reflete no seu modo de cozinhar, olhar e perceber os seres humanos. Kaan tem uma matéria exclusiva na edição #2 da Ottica Art Magazine!, onde expõe seu belíssimo trabalho fotográfico realizado em vários países. O preparo as montagens dos pratos e as suas respectivas fotografias, são de sua autoria. Conheça o lado gastronômico deste fotografo, que consiste numa culinária leve e bem saudável.


Gnocchi de semola, batata doce com milho, tomate, lentilhas ao tahine, legumes ao vapor e ervas


Dรถner Kebab


Salada de vagem, arroz integral com couve, abobrinha com molho de curry, bolinho de ricota, polenta com purĂŞ de abacate e salada de folhas

Cogumelo alho poro e batata baroa ao molho branco com nozes, purĂŞ de banana da terra com coco ralado, folhas de uva enrolada com quinua e damascos, arroz integral e salada. Afiyet olsun.


Arroz integral com espinafre, abobrinha recheada com ricota tomates e ervas, berinjela com quinua, purĂŞ de inhame e salada Afiyet Olsun


Legumes servidos na base de babaganush com creme e queijo, alm么ndegas de lentilhas, arroz integral com semente de girassol, salada com figo seco e salada Afiyet Olsun


Arroz turco, feij茫o fradinho com tahine, ab贸bora, alho poro refogado com shitake e alcaparras, hummus e salada Afiyet olsun


Arroz integral com lentilhas, manjericão, cebola caramelizada, ervilhas frescas com alho poro, couve-flor ao cúrcuma, tahine, gergelim preto, milho verde orgânico cozido, guacamole e Salada Afiyet Olsum.

Macarrão integral ao mediterrâneo com castanha de caju e parmesão, chips de batata doce, guacamole, berinjela assada enrolada com hummus, e salada verde com romã.


Arroz integral, Bรถrek (camadas de massa folhada recheada com espinafre e ricota), abรณbora, salsรฃo cozido com quinua, tabule e salada Afiyet olsun


Rua Manoel Torres (Shopping Colonial) Paraty - Rio de Janeiro - Brasil www.facebook.com/istanbulparaty


Uma Publicação:

Ottica AudioVisual Direção, Direção de Arte, Projeto Gráfico, Criação Editorial, Textos e Produção:

Fernando Rozzo e Regina de Barros

Os direitos das imagens e dos textos assinados pelos artistas, colaboradores ou pela equipe da “Ottica Art Magazine!” são de propriedade dos autores. As imagens e fotografias de divulgação foram cedidas pelos artistas, galerias, museus, empresas, instituições ou profissionais referidos nas matérias. A reprodução de toda e qualquer parte da revista só é permitida com a autorização prévia dos editores.

otticaaudiovisual.wix.com/otticaaudiovisual otticaaudiovisual@gmail.com


Edith Derdyk Shirley Paes Leme Ribamar de Castro Dalcir Ramiro Luciana Marsilio Patrícia Gibrail Leonaldo Santos Kaan Zeren Restaurante Istanbul

Fotografias : Denise Adams - pags. 36,37,40,41,42,43. Edith Derdyk - pags. 14,15,16,17,18,19,20,21,26,27,30,31,34,35, 58,59,64,65,66,67,68,69,70,71,74,75,76,80,84 a 103,106. Fatima Pinheiro - pag. 75. Felipe Berndt – pags. 22,23,24,25. Fernanda Frazão – pags. 50,51,52,53. Fernando Rozzo – pags. 108,109,110,111,116,117,118,119,120,121, 124,126,127,130,131,133,138,140,141,170,172,173,174,175,176,177, 178,179,180,181,182,183,184,185,186,187,188,189,190,191,192,193, 195,250,251,252,253,265,270,271 Flávia Guedes - pags. 38,39,44,60,61,62,63,81,82,83,104,105. Gal Oppido – pags. 32(2),56,57. Guilherme Maranhão – pag.72. Guilherme Tavares e Galeria Central - pag.73. Katia Kuwabara – Capa, e pags. 10,11,12,13,28,29,54,55. Kriz Knack - pags. 45,46,47,48,49. Lucia Mindlin – pags. 32(1), 33. Melina Furquim – pags.77,78,79. Regina de Barros – pags. 112,113,114,115,121,123,128,130,132,133,134,135,136,137,138,139 Ribamar de Castro ( arquivo pessoal ) - fotografias e imagens da matéria “Lira Paulistana” Talita Virgínia – pags.4,6,7,8,9. Tulio Pinto – pag. 107. Walter Costa – pag. 4,6,7,8,9 .

Guto Lacaz (Poema Visual) Marco Paulo Rolla Eduardo Luppi Carlos Ávila Minas Tênis Clube: - Wanderleia A. Azevedo - Camila de Avila Alves


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Ottica Art Magazine! #5  

"Ottica Art Magazine! #5", traz a artista plástica Edith Derdyk, a exposição "Quando Atitudes (Trans) Formam da artista plástica Shirley Pae...

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