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turismo

estilo

almanaque

ÁREA PORTUÁRIA REPAGINADA E MAIS HOTÉIS DEIXARAM O RIO MAIS ATRAENTE ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 6

PREVISÃO DA BELEZA PARA ESTE VERÃO ... Páginas 21 e 22

Super Motor

LEANDRA LEAL É UMA DAS HOMENAGEADAS EM TIRADENTES ... Página 12

SALÃO DO AUTOMÓVEL DE DETROIT REVELA TENDÊNCIAS E NOVIDADES DO SETOR ... Caderno Super Motor. Páginas 11 a 13

DIVULGAÇÃO

14 a 20 de janeiro de 2017 ANO XXVII número 1381 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE UARLEN VALERIO

TRANQUILIDADE OFFLINE Vanessa Del Negri experimentou dias sem celular e percebeu que é bom se distanciar da ansiedade do mundo virtual

Combo de ano atribulado e hiperconectividade leva cada vez mais gente a repensar sua presença nas redes sociais, em busca de alívio para o mal-estar


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro de 2017

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

Robótica marca a revolução na saúde

A origem do mal

A

s barbáries ocorridas na virada do ano em presídio de Manaus (AM), que se repetiram em Boa Vista (RR), depois de apenas cinco dias, não acontecem num país mediamente civilizado. O atraso do Brasil em termos civilizatórios se escancarou para o mundo com mais de 80 corpos mutilados, enterrados em covas rasas. Não se tratou apenas de matar membros de facção adversária; o requinte de crueldade e o sadismo, como esquartejar, arrancar cabeça e coração dos executados, sinalizam as falhas civilizatórias que diferenciam o Brasil. Isso não acontecenaEuropa, no Japão,nosEstados Unidos, não existem condições para insanas explosões de crueldade. O fenômeno não resulta apenas das condiçõesatípicas deduas capitaisda bacia amazônica brasileira, não é “acidente” isolado, como acenou o presidente Michel Temer, antes que o segundo extermínio confirmasse em Roraima a extensão do mal. A monstruosidade explode num contexto coletivo degradado, estressado, falido, que fincou os alicerces da barbárie pela ausência de cuidados e de ações voltadas à atenuação das causas. Ficaram esculpidas neste começo de ano a insuficiência e a falência do mísero sistema social brasileiro, que relegaexpressivo contingente de indivíduos à miséria material e espiritual, sem oferecer perspectiva de progresso ou de vida minimamente decente. Por que aqui, e não em outro país? Exatamente por existirem causas não enfrentadas, e talvez, mais ainda, pela falta de um despertar coletivo, dificultado enormemente pelo desrespeito daselites governantes com seus governados. Emborao volume de reclusos já fossegigantesco em 2004, com cerca de 330 mil indivíduos,até oano de2016essapopulaçãocarcerária dobrou para quase 700 mil. O Brasil ocupa, dessa forma, o quarto lugar no ranking mundial de reclusão, agravado pela superlotação, superior a 100% da capacidade oficial. Os presídios daqui não são certamente modelos de recuperação doscondenados, não correspondem ao fim pontual de mitigação da criminalidade. Apenas a multiplicam e amplificam. São quase irrelevantes face ao contingente total. Cito um exemplo próximo: em minha empresaocupamos duranteoito horas20reclusos em trabalhos braçais remunerados, com os salários destinados às respectivas famílias; é

LEO FONTES

pouco, mas ajuda a minorar sofrimentos. Os dados compilados pelo ICPS (Centro Internacional para Estudos Prisionais, na sigla em inglês) descrevem um aumento de 100% dos detentos até 2030. Quer dizer, 1,5 milhão de indivíduos, com um custo unitário anual de cerca de R$ 70 mil. O Brasil gastará, assim, mais de R$ 100 bilhões para segregar a população condenada, uma quantia superior ao que a União destina à saúde pública. Esses dados são pavorosos, considerandose que apenas um em cada 15 criminosos vai para trás das grades; se for verdade como imagino, a banda da delinquência conta hoje com mais de 10 milhões indivíduos, ou 5% da população. Disso vem a escalada da criminalidade, que faz do cidadão um recluso dentro de sua casa para evitar os riscos de assaltos e violências. Nesse desastre nacional podemos identificar duas colunas no portal de acesso ao crime: o baixo e insatisfatório nível de educação, não só escolar como familiar; o insuficiente desenvolvimento econômico, que redunda no desemprego. Com isso, na ausência de trabalho, que dignifica o homem nesta terra, conjugada aindacom as falhas educacionais, temosum fenômeno explosivo comparável ao estopim num barril de pólvora. Pesaram também a migração de multidões da área rural e seu adensamento em ambiente urbano de baixa qualidade e sem estruturação. Os aglomerados periféricos, castigados por péssimos serviços públicos, foram embrutecidos pelo tráfico de drogas, e, na ausência de atitudes socializantes, a juventude é facilmente atraída e atingida pela violência e criminalidade. Não existem vagas minimamente suficientes nas creches, que possibilitem às crianças as garantias alimentares, o preparo comportamental que as preserve de estragos que já em tenraidadeas condenam aoanalfabetismofuncional. Mais ainda, não se encontram espaços de convivência sadia e de prática de exercícios físicos, de esportes, de acesso à cultura e a cursos profissionalizantes.A qualidade de vida dasperiferias é assombrosa. O sistema carcerário não pode ser somente torturador, muitos dos crimes puníveis com a detenção deveriam ser limitados e direcionados ao serviço social, ao trabalho comunitário, àprestação deserviços que custam caroà sociedade. Não se justifica, como ocorreu na penitenciária terceirizada de Manaus, que R$ 5.800 por mês por recluso sejam miseravelmente desperdiçados.

vittorio.medioli@otempo.com.br

vez mais a tecnologia e a robótica têm ultrapassado limites na rea6 Cada lização de procedimentos delicados e na substituição de tarefas que até então eram desenvolvidas pelo homem, inclusive na medicina. O “robô cirurgião” já é considerado o principal avanço na medicina dos últimos anos e tem favorecido imensamente a atuação dos médicos. Saiba mais em nosso site.

FEMINTAXI/DIVULGAÇÃO

FemiTáxi APP DE TÁXI EXCLUSIVO PARA MULHERES INICIA OPERAÇÃO EM BH um serviço exclusivo 6 Oferecer para as mulheres e guiado por

elas. É com essa proposta que acaba de ser lançado o FemiTaxi em Belo Horizonte, aplicativo com uma frota composta apenas por motoristas do sexo feminino, e que nasce com intuito de ser uma alternativa para as usuárias de táxi. Leia mais em nosso site.

Álcool ativa sinais de vontade de comer Um estudo britânico publicado recentemente mostra que o álcool é capaz de mudar o cérebro para um “modo apetite”. Em testes com camundongos, o álcool ativou sinais no cérebro para que o corpo ingerisse mais comida. Ou seja, a vontade de comer petiscos entre um gole e outro seria, então, uma resposta neuronal. Confira mais sobre a pesquisa em nosso site.

ARQUIVO STOCKXPERTS

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Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180 TIRAGEM 121 mil exemplares, com distribuição domiciliar e gratuita

FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães GERENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Walmir Prado

GERENTE COMERCIAL Fabiano Guerra GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida e Lorena K. Martins

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


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reportagem

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DETOX> Após uma percepção geral de ano desgastante em 2016, usuários se desconectam das redes LINCON ZARBIETTI

Eu escolhi desligar Bastaram cinco dias desconectado – entre dezembro passado e o início deste janeiro – para que Rafael Amato Bruno de Lima, 23, vivesse uma experiência com contornos de epifania. Devido à ausência de sinal no vilarejo onde foi passar o réveillon com os amigos, entre as cidades de Piedade dos Gerais e Rio Manso, na região central do Estado, o estudante de design gráfico foi obrigado a deixar o celular de lado e, consequentemente, todo o turbilhão de atualizações oferecidas pelas redes sociais. “Sem qualquer possibilidade de ficar checando notificações a cada segundo, me senti menos ansioso e abatido. Até minha percepção do tempo mudou”. Para um ativo usuário de plataformas como Facebook e WhatsApp como ele, dias offline fazem mesmo a diferença. Acostumado a tentar “zerar” a timeline para não deixar passar despercebido um assunto em discussão sequer, o estudante, durante o feriado da virada, percebeu que não só o mundo não acabaria se ele se desligasse um pouco da internet, como que às vezes pode ser bom não estar informado de todo. A experiência suscitou em Rafael uma vontade de estar menos conectado e a ideia passou a constar da sua lista de metas para 2017. Após um ano tão intenso como foi 2016 – pelo menos na percepção acordada por grande parte dos usuários das redes sociais –, mais e mais pessoas têm aderido à proposta do “eu escolhi desligar”. Não há dados específicos sobre os trending topics do Twitter no Brasil, mas, segundo Luciana Andrade, pesquisadora em comunicação social e interação nas redes sociais pela UFMG, pode-se dizer que, no período recém-findo, as redes foram mesmo mais tomadas por discursos pessimistas e apocalípticos. É o que tem levado muita gente a querer se afastar, pelo menos um pouco, do Bárbara França

mundo virtual. Também pudera. À crise econômica e política, que levou inclusive a um impeachment, soma-se a morte de uma série de personalidades – David Bowie, Prince, Muhammad Ali, George Michael, Fidel Castro e Carrie Fisher, a princesa Leia, são alguns exemplos –, a intensificação da guerra na Síria – fotos de crianças de Aleppo encobertas com pó de escombros rodaram o mundo –, até uma tragédia envolvendo um time de futebol inteiro – “Vamos, vamos, Chape!” –. E, mal passou a virada, o país já acorda com a notícia de uma chacina com 12 mortos em Campinas e de outros 60 em Manaus, vítimas de uma rebelião num presídio. Dá-lhe textão. “Estamos, de fato, passando por um momento de instabilidade muito grande. Épocas marcadas por muitas tragédias tendem a levar a um sentimento de pessimismo e, nas redes sociais, por sua própria lógica de funcionamento, isso tende a ser intensificado”, aponta Luciana, destacando que no Facebook, por exemplo, onde as conexões entre perfis e páginas são sugeridas por afinidade, pessoas cuja percepção do estado geral das coisas é semelhante interagem mais. “É o efeito bolha do Facebook, que acaba fechando o diálogo com visões de mundo diferentes. Então, se seus amigos compartilham um certo desgaste com relação

Épocas marcadas por tragédias tendem a levar a um sentimento de pessimismo e, nas redes sociais, isso tende a ser intensificado Luciana Andrade, pesquisadora

ao ano, possivelmente serão o tipo de postagem ao qual você mais terá acesso”, explica a pesquisadora. UMA ENTRE TANTAS O que, de alguma forma, conforme o Moysés Pinto Neto, filósofo e professor da Universidade Luterana do Brasil, impacta a saúde psíquica do usuário. “O ano de 2016 teve alguns fatos bastante tristes, mas o estresse da hiperconectividade pode ter colaborado para aprofundar a sensação de mal-estar. Em boa parte, o turbilhão ininterrupto de notícias, muitas delas falsas, combinado com a exigência de ter opinião sobre tudo, pode ter contribuído para provocar o cansaço generalizado, a sensação de impotência e frustração”, comenta ele, que é declaradamente viciado em Facebook e uma das pessoas a fazer postagens anunciando esporádicas e forçadas ausências da rede social. “Foi a saída que encontrei, afinal, nada vai mudar tanto. Na verdade, vai recolocar a rede social no seu lugar na vida, deixando de ser a tela principal para voltar a ser aquilo que deveria: uma das tantas dimensões que existem na nossa relação com o mundo, ao lado das mesas de bar, do ambiente de trabalho, da festa de família, entre outros”, analisa. E é com o intuito de dar mais espaço para outros âmbitos da vida além do online que Roberto Nogueira, 35, também estabeleceu o desplugue como meta para 2017, já em prática. O insight aconteceu no fim do ano passado, quando o revisor de texto notou que dava mais notícia da vida da timeline inteira do que das suas próprias tarefas. “Me sentia frustrado por não estar fazendo tudo que todo mundo estava, então eu percebi que deveria voltar a cuidar mais das minhas plantas. Tenho uma horta em vasos e algumas suculentas, e fui muito relapso com elas ano passado. Então, resolvi isso: usar menos as redes e cuidar mais delas. Tem dado certo. Ando me sentindo mais tranquilo e motivado”.

Involuntário Os dias desplugado resultaram em menos ansiedade para Rafael

Compartilhar positividade FACEBOOK/REPRODUÇÃO

Entre os que optam por continuar online, também tem havido propostas de mudanças na relação com o que é compartilhado nas redes. Enquanto gente “esperava o meteoro” e clamava “acaba logo, 2016”, Paulo Caetano, 36, surpreendeu seus amigos de Facebook com uma publicação, no mínimo, mais otimista. O professor de literatura convidava a comunidade virtual a contar o que havia acontecido de bom com elas no ano. “Fala aí algo bom que você fez em 2016” rendeu uma centena de comentários de pessoas compartilhando conquistas as mais variadas. Houve quem passou no doutorado, quem lançou um livro, quem decidiu se casar, quem foi morar sozinho e até quem comemorou o fato de ter sobrevivido. “Tirando todos os problemas em Brasília, o ano foi muito bom para mim. As pes-

Post de Paulo Caetano: na contramão do pessimismo

soas gostam de contar sobre as próprias realizações, então, quis brincar com isso”, conta Paulo, indo ao encontro de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard e divulgada recentemente, que aponta o risco menor de morte por doenças graves quando se toma atitudes otimistas ao longo da vida. De acordo com o trabalho, pessoas consideradas otimis-

tas tiveram 52% menos chance de morrer de infecções, por exemplo. “Tenho procurado dosar minhas postagens com ponderações leves e boas, não só porque a vida é feita disso também, mas porque considero que a leveza e a alegria – em lugar do ódio – podem fazer bem para o espírito e para a resistência”, destaca Paulo.


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reportagem

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SEM DEMONIZAÇÃO> Especialistas afirmam que não é preciso eliminar o uso das redes, mas repensá-lo

É necessário saber dosar FOTOS UARLEN VALERIO

Quando VaBárbara nessa Del NeFrança gri, 31, teve o celular roubado, a sensação inicial foi de extremo vazio. Para se ter uma ideia, ela não se lembrava a última vez que havia tomado um táxi sem ter acionado o veículo por meio de aplicativo e não sabia por onde voltar a estabelecer contato com os amigos. Para tentar descrever as semanas que passou sem o aparelho – e, por consequência, sem acesso à internet móvel –, a editora de vídeo faz uma analogia com os primeiros dias de um fumante que resolveu dizer adeus a seu vício. “Você fica sem saber onde colocar as mãos... Essa era eu sem celular”, compara. Por conta de sua profissão, que exige uma conexão constante, Vanessa não demorou muito a pegar emprestado o celular velho de uma tia – e sim, já planeja comprar outro smartphone. No entanto, o afastamento compulsório das redes sociais imposto pela ausência do aparelho mostrou a ela um outro lado de situações que, até então, pareciam ser totalmente inofensivas. “Estava conversando com uma amiga, contando inclusive sobre o incidente com o celular e, durante o papo, ela vez ou outra dava uma checada no Facebook e no WhatsApp. Aquilo me incomodou de uma tal forma! Na verdade, eu mesma já fiz muito isso, mas nunca tinha percebido, de fato, como interromper um diálogo ao vivo para dar uma olhada nas redes sociais podia ser tão desagradável”, comenta Vanessa, que, durante a abstenção, também sentiu o prazer de não estar sempre disponível e mesmo o de se sentar para o café da manhã sem ter antes que conferir suas notificações, ainda na cama. “Por que precisamos dessa ansiedade toda para estar online? O que pode ter acontecido nessas seis, sete horas dormindo que seria assim, tão urgente?”, questiona. Urgência e imediatismo são, de acordo com Erick Felinto, professor da pósgraduação em comunicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador de redes sociais, a própria tônica das redes sociais. Para ele, a rapidez com a qual diversos assuntos ganham e perdem visibilidade na linha do tempo de espaços como o Facebook e o Twitter con-

Indisponível Vanessa ficou dias sem celular e aprendeu muito com a experiência

Por que a gente precisa dessa ansiedade toda para estar online?

A demanda de estar em toda parte ao mesmo tempo gera muita ansiedade

voca aos usuários que estejam sempre atentos se quiserem acompanhar tudo. “A demanda, colocada pela interação nas redes sociais, que é a de se estar em toda parte ao mesmo tempo, gera muita ansiedade. Há notícias que chegam, a gente nem sabe de onde, e as pessoas já estão tomando posições”, critica. DISTÂNCIA Não se trata, no entanto, segundo Felinto, de demonizar as redes sociais. Para ele, a curadoria de informações realizada por grupos específicos de interesses e o contato não apenas com o conteúdo produzido por veículos formais, mas por gente comum, dão acesso a outras formas de perceber o mundo. O problema está na pasteurização de informações que acaba se promovendo nas redes e nos seus efeitos “psicologizantes”. “Na velocidade com

MALES DA VIDA CONTEMPORÂNEA Nomofobia O medo de esquecer o celular já ganhou até o nome de uma doença específica. A palavra “nomofobia” é uma abreviação de “no mobile phobia” que literalmente significa “medo de ficar sem o aparelh”o. Segundo pesquisa da empresa SecurEnvoy, cerca de 76% dos jovens britânicos entre 18 e 24 anos sofrem do mal e alguns chegam a ter dois ou mais aparelhos para garantir que sempre estarão online. Em

geral, a doença está associada aos transtornos de ansiedade, que podem ser síndrome do pânico, transtorno bipolar, estresse pós-traumático. Whatsappinite É o nome da inflamação nos polegares e punhos pelo uso excessivo do smartphone e do aplicativo de mensagens de texto WhatsApp. Uma espanhola já foi diagnosticada após passar seis horas teclando no aplicativo.

que tudo transita, há uma ampliação das tensões e das polarizações na internet. Todo mundo acaba tendo que escolher um lado da discussão e fica difícil de se matizar, de encontrar um meio termo. Isso, aliás, colabora para distorcer o próprio núcleo original da informação”, aponta o pesquisador, que, como dica para lidar com o estresse da interação virtual intensa, sugere o afastamento crítico. “O exercício de se distanciar um pouco da rede social não é alienação, é dar um tempo para a leitura, para o organismo absorver toda essa informação. Não precisamos nos posicionar no calor da hora”, aconselha. O psicólogo clínico Milton Bicalho concorda. “Qualquer relação levada ao excesso pode ser nefasta. Com a internet não é diferente. Se a pessoa acredita que algum mal-estar que vem sentindo tem a ver com a relação que mantém com o Facebook, por exemplo, não há uma perda grave em escolher se desligar um pouco”, coloca. Conversar com outras pessoas sobre o tipo de relação estabelecida com as redes sociais, segundo Bicalho, também pode ajudar a identificar onde está o problema, se houver. “Muita gente culpa a internet em si, mas é no usuário que devemos colocar o foco. Lembrando que uma pessoa que é capaz de se viciar numa rede social pode se viciar em qualquer outra coisa”.

COMPORTAMENTO ONLINE

Posts abortados 71% dos usuários do Facebook digita, mas não publica pelo menos um comentário ou status por dia. Positividade viraliza Uma pesquisa da Universidade da Califórnia se debruçou sobre o conteúdo emocional postado no Facebook: um post negativo gera 1,29 similares, enquanto o positivo desencadeia 1,75 posts parecidos. Raiva como gatilho Conteúdos que despertem emoções como a raiva ou indignação funcionam como estímulo: compartilhar é uma forma de se libertar destes sentimentos, conforme aponta estudo de Jonah Berger. A impressão que fica Um estudo da Psychologial Science demonstra que bastam 40 milésimos de segundo para

que um usuário da rede social tire conclusões acerca de outro baseadas em sua foto de perfil. Seletividade Um quarto das pessoas compartilha tudo ou quase tudo, enquanto 19% não compartilham nada. Pertencimento Da Universidade de Queensland, a pesquisadora Stephanie Tobin analisou o comportamento nas redes sociais e seus desdobramentos. Ela conclui que não receber feedback em suas postagens tem consequências negativas para a auto-estima e bem-estar social. Narcisos Um estudo de Harvard indica que 80% das mensagens nas redes sociais são sobre próprias experiências vividas pelos usuários.


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#FICAADICA BRINCAR E CIA/DIVULGAÇÃO

Oficina gratuita de Pintura com Aquarelas Acontece neste domingo (15) uma Oficina de Pintura com Aquarelas, no Boulevard Shopping. Com pincéis, papéis coloridos, tintas aquareladas e canetinhas, o público infantil poderá criar as próprias pinturas e levá-las para casa. Onde Piso 3 do Boulevard Shopping (av. dos Andradas, 3.000), com acompanhamento de monitores. Quando Domingo (15), das 16 às 17h30. Quanto Gratuito. Mais informações: 2538-7438/ 7439 ou www.boulevardshopping.com.br)

SANTUZA BAGNO/DIVULGAÇÃO

Férias Divertidas no Memorial Minas Vale O projeto oferece cinco oficinas para a garotada neste mês, sendo três nesta semana. Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640). Quando Terça e quarta (17 e 18), “Máscaras Africanas” (Das 13h às 15h, faixa etária: 9 a 13 anos); quinta (19), “Teatro de Sombras” (das 14h a 17h, faixa etária: 8 a 11 anos), e sexta (20, e também dia 27, das 13h30 às 16h), “Arqueólogo por um Dia” (faixa etária: 6 a 9 anos). Quanto Gratuito (mas é necessário fazer inscrição prévia, pelo telefone: 3343-7317)

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ALIANÇA FRANCESA/DIVULGAÇÃO

Inscrições para ocupação da galeria da Aliança Estão abertas as inscrições para interessados em expor na galeria Georges Vincent, da Aliança Francesa, este ano. Dentro do tema “Patrimônio(s) – BH 120 anos”, podem se inscrever propostas de qualquer tipo de linguagem artística individual ou coletiva como ilustração, desenho, escultura, pintura ou fotografia, que serão avaliadas pela qualidade, contemporaneidade e outros critérios. Onde no site aliancafrancesabh.com.br Quando Até 9 de fev (o resultado será divulgado no dia 15 do mesmo mês).

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MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Mostra “Sombras Que Ficam” se despede A mostra, que reúne obras dos artistas belo-horizontinos Alê Fonseca e Marcelo Kraiser (individuais ou feitas a quatro mãos), terá seu catálogo lançado justamente no dia do encerramento. Onde cAsA – Obras Sobre Papel (av. Brasil, 75). Informações: 2534-0899. Quando Quarta (18), às 20h (lançamento do catálogo; já a mostra pode ser vista, em seus últimos dias, desta segunda (16) até a data de encerramento, das 10 às 19h). Quanto Entrada franca.

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

O que posso fazer por você? ivemos na geração da rapidez, da pressa, estamos sempre atrasados, e sempre existe algo a ser feito. No meio de tanta correria, fica difícil parar por alguns momentos para observar o outro e suas necessidades. Será que o senhor sentado ao meu lado está precisando de algo? Como anda a vida daquela menina que acabou de passar por mim? Como eu poderia deixar o dia daquela pessoa melhor? Esse tipo de pergunta raramente passa em nossas mentes. Falta espaço, nos dias de hoje, para um bem maior – a gentileza. A gentileza é uma forma de atenção, de cuidado, que torna os relacionamentos mais humanos e menos ríspidos. Quem pratica a gentileza tem boa vontade, é uma pessoa cuidadosa e delicada para com os outros. Fazer as coisas pelos outros é uma poderosa ferramenta para reforçar nossa saúde e felicidade, como veremos no transcorrer desta coluna. Estudos científicos mostram que ajudar os outros tem diversos benefícios, a citar: impulsiona a felicidade; aumenta os níveis de satisfação pessoal; aumenta nossa sensação de competência; melhora o humor e reduz o estresse. De igual forma, ajuda também a mudar o foco de nossos problemas cotidianos. Em outras palavras ajudar o outro significa, em última instância, ajudar a si próprio. Já pensou nisso? Estudos sugerem que há forte relação entre a felicidade e ajudar o próximo em cada uma das idades. Por exemplo, crianças na pré-escola que são mais empáticas têm um “estado de espírito” mais feliz; estudantes do ensino médio que se envol“Quem pratica veram com o voluntaa gentileza riado de alguma forma são mais produtivos. tem boa De igual forma, trabavontade, é lhadores adultos que estavam mais felizes uma pessoa no local de trabalho focuidadosa e ram mais propensos a ajudar os outros. Vodelicada para luntariar-se também com os outros” apresentou muitos benefícios para pessoas idosas, incluindo mais felicidade e satisfação em viver. Uma organização nascida em São Paulo e fundada por Renata Quintella (www.institutoanossajornada.org/por-renata-quintella/) tem foco no conceito: “o que posso fazer por você agora?”. Tem uma fórmula simples, sair às ruas para ajudar pessoas desconhecidas. Vale a pena entrar no site e conferir. Atualmente já existem evidências de que tudo isso leva a um círculo virtuoso – felicidade nos faz doar mais, doar mais nos faz mais feliz, e assim por diante. Cientistas estão explorando a evolução do altruísmo, da cooperação, da compaixão e da gentileza. Se as pessoas se comportam de modo altruísta, muito provavelmente serão mais queridas e assim geram e fortalecem os contatos sociais. É certo que o trabalho voluntário e outras atividades sociais de ajuda ao próximo são um indicador de quão satisfeitas estão as pessoas. O egoísmo não leva ninguém a lugar nenhum. Temos que ajudar o outro para termos ajuda. Tudo nessa vida é recíproco, tudo que fazemos, seja de bom ou ruim, sempre volta, e volta em dobro. Encontre dentro de você a motivação para ajudar pessoas, mostrando que existem soluções para os problemas do dia a dia. Ajudar o outro é se encontrar. Então, o que você pode fazer por alguém hoje? Faça uma boa semana.

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Bluetooth de aparelhos Dispositivo conectadoao telefonecelular facilitaaudição deusuários Há pouco tempo, o bancário Leonardo Nehrer, 26, experimentou uma sensação diferente na sua vida: ouvir os sons de uma ligação telefônica diretamente em seu ouvido por meio de um aparelho auditivo. Isso só se tornou possível porque avanços tecnológicos, como conectividade sem fio (Bluetooth) e smartphones, estão sendo incorporados também às próteses usadas por deficientes auditivos. Cerca de 1,1% da população brasileira convive com essa deficiência. “Agora, quando alguém me liga, toca direto no aparelho. Nem preciso encostar o celular no ouvido”, comemora o bancário, cuja surdez foi consequência da meningite que teve aos 2 anos. Durante a conversa com a reportagem por telefone, Leonardo se mostrou bem-adaptado à novidade, mas recordou que nem sempre foi assim. Como a infecção que teve na infância lhe tirou a audição total de um ouvido e deixou apenas 40% no outro, passar a usar os recursos da comunicação sem fio era fundamental para a sua qualidade de vida e para sua profissão. “Trabalho muito com telefone, e vinha tendo dificuldades. Era difícil posicionar a saída do som do celular na entrada de som do aparelho auditivo. Além disso, ficava distante da boca e acabava sendo complicado falar”, afirma. A praticidade do aparelho, comandado diretamente pelo smartphone, foi traduzida também peLitza Mattos

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

APARELHOS AUDITIVOS Década de 1950

A partir de 1920

Surgiram os primeiros aparelhos A invenção do microfone de auditivos eletrônicos de carbono permitiu o surgimento transistor, considerado das primeiras próteses um marco. Atualmente, auditivas elétricas, que há aparelhos que tinham de ser colocadas Década Século amplificam o som sobre a mesa para de 90 XVII em 70 decibéis que pudessem ser Surgiram os Os primeiros usadas aparelhos modelos eram totalmente digitais feitos de chifres capazes de ajustar de animais e a potência e tinham o formato amplificação de de uma corneta. acordo com o Amplificavam EVOLUÇÃO som o som em 10 ou 15 decibéis Após os anos 2000

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Surgiram aparelhos mais sofisticados e menores. Dentre as novas tecnologias, estão o implante coclear, um dispositivo eletrônico conhecido como ouvido biônico

ATUALMENTE Alguns tipos de aparelhos auditivos COMPLETAMENTE NO CANAL (CIC) MINI-CANAL (MC) INTRA-CANAL (ITC) MEIA-CONCHA (HS) INTRA-AURICULAR (ITE) RETROAURICULAR (BTE) ADAPTAÇÃO ABERTA RECEPTOR NO CANAL (RIC)

Funcionalidades Tecnologia digital Equipados com potentes processadores Conectividade sem fio (Bluetooth) Tamanho reduzido, mais confortável Se ajustam aos sons do ambiente e as condições do usuário FONTE: PESQUISA DIRETA

la melhoria do som, segundo ele. “A clareza da voz me surpreendeu. O som parece que chega melhor ao ouvido, mais leve e mais nítido. O leve incômodo que tive foi porque não estava acostumado a um aparelho tão pequeno, nem parece que estou usando”, disse. O equipamento usado pelo bancário é o Opn, da empresa dinamarquesa Oticon, e foi lançado no Brasil em julho do ano passado. Segundo o otorrinolaringologista do Hospital

Life Center Alexandre Rattes, outras empresas também possuem equipamentos que utilizam a mesma tecnologia. CRÂNIO Conforme explica a fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas – representante do equipamento no país –, o modelo fica ancorado no osso do crânio, não havendo a necessidade de ser implantado cirurgicamente. “O dispositivo proporciona um panorama de

360° para o usuário, de forma que outras informações ficam presentes para garantir uma experiência sonora completa. Durante um jantar, por exemplo, o aparelho não elimina outras informações que podem ser importantes, como a música de fundo ou o talher que cai”, diz. Leandro espera que o custo com a novidade seja pago pelo seu plano de saúde. O valor varia de acordo com o nível de perda da audição, mas pode custar a partir de R$ 12 mil.


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SAÚDE E BEM-ESTAR

melhora eficácia auditivos

Cidades inclusivas já têm infraestrutura

OPN OTICON/DIVULGAÇÃO

DADOS.

Aparelho auditivo conectado à internet custa a partir de R$ 12 mil

Segundo o IBGE, as deficiências auditivas são mais comuns em brancos, segmento em que 1,4% das pessoas têm algum tipo de problema. Cerca de 0,9% ficou surdo em decorrência de alguma doença

Do ponto de vista da qualidade do som, o otorrinolaringologista do Hospital Life Center Alexandre Rattes avalia que, ao longo dos últimos anos, os aparelhos auditivos melhoraram muito. “Os processadores filtram os sons do ambiente e procuram a frequência relacionada à identificação da voz humana”, explica. Para o médico, a tendência é que esses aparelhos, já cada vez menores, se tornem ‘invisíveis’. “Será possível colocá-los dentro do canal auditivo. Hoje já existe um modelo com o qual o paciente pode tomar banho, mas, no futuro, eles serão à

prova d’ água”, projeta. Nos Estados Unidos e no Canadá, há equipamentos que emitem laser no tímpano, amplificando e melhorando a qualidade do som. Nesses mesmos países e na Europa, a tecnologia já permite que os deficientes auditivos frequentem espaços públicos com conectividade totalmente direcionada aos aparelhos. “Alguns teatros já são equipados para que o paciente possa ouvir não pelo autofalante, mas pelo aparelho, e o som é transferido por wi-fi, diferente do que acontece hoje, por bluetooth”, diz.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS PN/DIVULGAÇÃO

TERROR NO RIO

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emana passada, o titular da coluna, no Rio de Janeiro, contou sobre a “nova moda” em Copacabana: roubar crianças na praia para o tétrico fim de transplante de órgãos. Aliás, o programa “Encontro com Fátima Bernardes”, na Globo, falou sobre o assunto. Ensinou o que fazer quando uma criança se perde na praia. Na Argentina, a pessoa coloca a criança nos ombros, para que fique bem à vista, e quem estiver ao redor bate palmas. Assim, os pais que estão procurando seus filhos, desesperados, sabem que ali, perto das palmas ouvidas, há uma criança perdida.

LOCAL E LOCALIZADO

O

s argentinos já devem ter aplicado essa tática em Florianópolis, praia favorita deles aqui. A ideia é ótima e poderia ser utilizada nas praias de todo o mundo. Vamos compartilhar, quem estiver indo para o Rio de Janeiro ou para o Nordeste, comente.

LOCALIZADO E SEGMENTADO

O

Rio de Janeiro é mesmo a Cidade Partida. Numa metade, o discreto charme das famílias quatrocentonas, com senhoras elegantes, cultas, habituées de teatros, tradicionais restaurantes e shoppings finos. No Leblon, dividem espaço com a comunidade judaica, cercada de seguranças, na Prudente de Moraes. Motoristas a postos em carros blindados, prote-

gendo toda a família, dos netos às suas namoradas. Lindas meninas que só frequentam a praia à tarde, obviamente no Leblon, onde o outro lado da moeda é mais preservado de arrastões, pivetes e malandros cada dia mais profissionais.

As Condessas Vittini, mesmo descalças, Renata e Valéria Calonge, em Búzios

SEGMENTADO E ESTUDADO

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s turistas são as melhores testemunhas e vítimas. Sem policiamento municipal ou estadual – diferentemente do réveillon –, os meliantes encontram terreno livre para roubo de correntinhas, celulares, máquinas fotográficas, bicicletas, celulares. Atacam também barracas na praia. A praia junta a fome à vontade de comer: bolsas recheadas de grana, iPads, passaportes do mundo etc. A criatividade é impressionante; coisa de expert. Meliantes ficam à espreita, prontos para o bote. Deve ser por isso que os cariocas da gema vão à praia só com uma nota de R$ 20 pendurada na sunga. Os ricos se contentam com a vista.

ESTUDADO E REALIZADO

O

s pequenos roubos na praia e ruas de Copacabana também incluem óculos, relógios, joias. Só escapa quem estiver pelado! Segundo o primo Alexandre Cruz, “praia é coisa de pobre”, principalmente no verão escaldante. Nesse cenário, soma-se dengue, Chikungunya, arrastão, superlotação. Em tempo de crise, então, Copacabana é um acampamento de tudo, com centenas de turistas dividindo latas de sardinha, quitinetes. E o Brasil lamen-

lançaperfume

tando e se surpreendendo com a falta de turistas!

REALIZADO E AMPLIADO

O

sol, de derreter viadutos, nasce para todos. As praias e belezas do Rio também. Agora, com metrô até a Barra da Tijuca, “bilhões” de moradores da Rocinha elegeram a Praia do Pepê, claro, ninguém é bobo. Já o

corredor olímpico, não do Leme ao Pontal, como queria Tim Maia, mas do Recreio a Deodoro, entope de “merendeiras” o Posto 9 do mesmo Recreio.

AMPLIADO E DEMOCRÁTICO

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emonizado? Os novos BRTs também brindam a Barra, ilha de sossego antes da Linha Amarela, 1997. Mas nada

provocou tanta celeuma como quando, no saudoso verão de 1984, o governador Brizola colocou ônibus unindo a Zona Norte à Zona Sul, como sonhava “O Último Romântico”, Lulu Santos. A passagem pelo túnel Rebouças, deixou a viagem duas vezes mais rápida. Os “capitães hereditários” não gostaram; esqueceram que, além do sol, a praia e o céu são de todos. Já a sombra com champagne...

Deixando a paisagem de Búzios mais sensual, colorida e tropical, a modelo e atriz, Gabi “Verdades Secretas” de Paula

o Rio: na praia, 6 Ainda até barracas viraram moradias, só falta receberem o IPTU. E mais, o calor senegalês potencializa a maré de maconha. Dá até náusea. lado positivo, a 6 No prioridade à “melhor ida-

de” em Copacabana, como o bairrodosidosos serelepesa cara bonita do Rio. Adriani Rausch 6 De Mainenti: “Hoje acor-

dei sonhando com a eliminação de várias coisas ruins neste mundo: a fome, a violência, as guerras, doenças, entrevista com Lindbergh Farias, Lula na política, Claudia Leitte cantando em inglês e em português também”.

segue: “E eliminar 6 Ela também Faustão aos do-

mingos (ou qualquer dia), Renan no Senado, qualquer político corrupto, alguns (muitos) cantores sertanejos, 98% do funk brasileiro. Eliminar os chatos e pessimistas. Tipo assim: pro dia nascer feliz! Pro ano nascer melhor, mais limpo. Seria perfeito. Bom dia!”. entre nós, elimi6 Aqui nar tudo, mas tudo sem violência.

CENÁRIO BH CECÍLIA PEDERZOLI/DIVULGAÇÃO

Cartografias Sonoras em programação especial A exposição Cartografias Sonoras, em cartaz no Espaço do Conhecimento UFMG, apresenta uma programação especial recebendo o programa duplo composto por “Solo Discoteca”, de Henrique Iwao, e “Concerto Em Família”, com improvisações na obra de Frederico Pessoa realizadas pelo autor e os demais artistas – além de Pessoa e Iwao, têm trabalhosna coletivaMarco Scarassatti,Pedro Aspahan e Pedro Durães. Onde Espaço do ConhecimentoUFMG (praça da Liberdade, 700, Funcionários, 3409-8350). Quando Dia 22 (domingo), às 15. Quanto Gratuito.

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JOÃO GODINHO - 16.11.2011

Brechó e Bazar BH tem primeira edição de 2017 O evento reunirá brechós e bazares de BH. Serão oferecidos roupas, sapatos, peças de lingerie, acessórios e objetos de decoração e de arte, entre outros, bem como comidinhas. Onde Rua Ivon Magalhães Pinto, 335, São Bento. Quando Dias 14 (sáb.) e 15 (dom.), das 10 às 16h (abertura às 8h para vendedores). Quanto Entrada franca para o público em geral. Interessados em concorrer a sorteio de R$ 50 em compras podem se inscrever como “visitante” até o sáb. (14) no brechoebazarbh (Facebook e Instagram)

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reportagem

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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA ANANÁS COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

QUEIJO COM PROSA/DIVULGAÇÃO

Curso para quem já é um expert em cervejas

Experimente dá a volta ao mundo O Projeto Experimente vai viajar pelas principais escolas cervejeiras mundiais e retratar suas técnicas, estilos, marcas e inovações. Batizada de “Experimente Volta ao Mundo”, a campanha terá seu ponto de partida neste sábado (14), das 11 às 18h, na Praça Quatro Elementos, Jardim Canadá. Nesta edição, serão exploradas as riquezas e receitas nacionais que já destacam o Brasil como um dos países mais criativos e inovadores da produção cervejeira mundial. Além disso, o evento traz como chef convidado Cristóvão Laruça, do Restaurante Caravela, a VóLia Quitutes Caseiros como produtora do mês e mais de 20 cervejarias participantes. O som da tarde fica por conta das bandas Djambê e Exilados e do DJ Fael. Entrada gratuita.

A Academia Sommelier de Cerveja já formou dez turmas e cerca de 400 profissionais atuantes no mercado cervejeiro. Para celebrar o aniversário de cinco anos da escola, os sócios Marco Falcone, Jaqueline Oliveira e Fabiana Arreguy lançam o curso Módulo II, de Extensão, destinado a quem já é sommelier de cervejas mas quer ampliar conhecimentos. Com início em março, o curso terá carga horária de 50 horas/aula. No cronograma, aulas de marketing cervejeiro, empreendedorismo, turismo cervejeiro, estilos, produção de eventos, elaboração de plano de negócios e gestão sensorial. As inscrições podem ser feitas pelo site www.academiasommelierdecerveja.com.br até a próxima sexta (20). BRUNO WENECK/DIVULGAÇÃO

Caçada pelos queijos artesanais mineiros Não há nada melhor para revelar a mineirice em alguém do que o gosto pelo queijo das fazendas no interior de Minas Gerais. As histórias desta iguaria vão além do sabor e guardam memórias da cultura culinária do nosso Estado. Buscando descobrir mais dos segredos por trás da produção dos queijos, Daniel Martins, criador do site “Queijo com Prosa”, lança o projeto “Trip Queijeira”, no qual toda essa história será documentada e fotografada. A iniciativa seguirá um roteiro de cidades, registrando novos produtores e suas criações com os queijos artesanais, no intuito de promover essa delícia mineira. Na rota, cidades e regiões como Barbacena, Capitólio ou a Serra da Canastra.


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET ESTÚDIO BINGO/DIVULGAÇÃO

Nascido no Havaí, o poke é feito basicamente com peixe cru cortado em cubos, temperado e servido numa tigela. Em BH, é possível provar versões da iguaria no MeetMe

Poke Pra refrescar Comidatípica havaianaéuma dasapostaspara esteverão Depois de experimentar e vivenciar alguns sucessos gastronômicos de verões passados – como espetinhos, temakis e caipirinhas agraciadas com picolés –, uma comida típica havaiana tem todas as credenciais para se tornar a queridinha da temporada. Tratase do poke, um prato nascido em Honolulu. Feita com peixe fresco cortado, marinado e servido na tigela, a iguaria é uma sugestão leve e, por isso, especialmente indicada para o pós-praia dos surfistas. Mas o prato, é claro, vem angariando sucesso além das cidades litorâneas – caso de São Paulo, onde já é possível conferir casas especializadas em poke. Outras cidades brasileiras, com ou sem praia, também aderiram à moda. Caso de Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte. Por aqui, o MeetMe criou, há cerca de um mês, versões do poke feitas a partir de frango empanado, salmão, atum fresco e camaLorena K. Martins

rão com polvo marinados, acompanhadas de purê de abacate, crispy de alga nori e mandioquinha, arroz japonês temperado com gergelim ou vinagrete de limão com hortelã e pimenta. “A fórmula do poke é bem simples e, por ser uma comida fria e fresca, é uma boa pedida para o verão, para além da salada ou da comida japonesa. A maneira como é servido, em uma tigela com hashi, também é um diferencial, além de ser fácil de agradar ao paladar”, acredita o sócio-proprietário Francis Dias, que serve pokes com molho teriyaki à parte. Não demorou e vieram as comparações – para alguns, o prato seria uma espécie de “temaki desconstruí-

do”, por conta dos ingredientes similares. “Os clientes fazem associação com a comida japonesa, mas há uma liberdade ainda maior para ousar nos sabores e na montagem”, completa Francis. O poke pode ser servido com ou sem arroz, mas também aceita, como acompanhamentos, fatias de frutas, pepinos, algas e cebola. Já a marinada do peixe e dos frutos do mar é feita com uma mistura de óleo de gergelim e shoyu, e deve ser feita antes de servir, para garantir todo o frescor. APROVEITAMENTO E por falar em frescor, outra tendência para o verão é apostar na sustentabilidade – ou seja, em receitas que aproveitem todas as partes do alimento de alguma forma, reutilizando, por exemplo, caules, cascas e tudo o mais que tradicionalmente

seria descartado. “A consciência ambiental e o aproveitamento do ingrediente todo virou uma tendência que vai além da estação”, entende Pedro Mendes, chef do Guaja, que serve o palmito pupunha na própria casca. “É uma forma de aproximar ainda mais o alimento do consumidor”. Para os dias ensolarados, o palmito assado e dourado com manteiga e limão é servido como opção de entrada e acompanha redução de vinagre balsâmico, raspas de limão e brotos de alfafa ou manjericão, segundo a disponibilidade. “O pupunha combina muito bem com o toque cítrico do limão e o doce do balsâmico faz um contraste de sabor com o qual gosto muito de trabalhar na cozinha”, diz Pedro. Para harmonizar, o chef sugere cervejas artesanais ou vinho branco gelado.

Parece suco, mas é cerveja DENILTON DIAS

BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO

O palmito pupunha cítrico, do Guaja, é servido com redução de balsâmico e brotos

Verão e cerveja gelada sempre foram uma combinação perfeita – quanto a isso, não há discussão. Mas que tal uma cerveja cujo sabor se assemelha a um suco refrescante? Foi nessa ideia que pensou a Protótipo Brew ao criar, neste mês, a Santê, cerveja no estilo Juicy Ipa – uma nova modalidade da India Pale Ale, uma das mais consumidas em todo o mundo. O teor alcoólico é de 7%. A Santê contém lúpulos de Citra, Amarillo e Vic Secret, que criam um sabor explosivo de frutas cítricas e tro-

picais. Para a jornalista e sommelier de cervejas Fabiana Arreguy, a Juicy é um estilo que combina com altas temperaturas pelo corpo macio e aroma super frutado, que remete ao pêssego, ao abacaxi e ao melão, por exemplo. “É uma cerveja suculenta. A sensação é tomar um suco de frutas por conta da variedade de lúpulos de aromas cítricos e frutados. Ela é extremamente perfumada, mata muito mais a sede e o índice de amargor é baixo”, explica. (LKM)


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almanaque SÉTIMA ARTE>Cine Humberto Mauro dedica mostra a Andrei Tarkovski, com filmes e palestras VERSÁTIL HOME VÍDEO/DIVULGAÇÃO

abertura 20.jan.

Frame Cena do filme ‘O Sacrifício’, uma das obras do cineasta russo que integram a programação

O escultor do tempo Nome essencial para qualquer cinéfilo, Andrei Tarkovski (1932-1986) terá sua filmografia exibida pela primeira vez no Brasil – e, para a sorte dos mineiros, a mostra acontece em Belo Horizonte. Além de todos os filmes do diretor soviético, a programação, que tem início na próxima sexta (20) – e, aliás, abre a temporada 2017 do Cine Humberto Mauro – inclui atividades como debates e a exibição de documentários sobre o artista. “A intenção de realizar a mostra vem desde o ano passado, mas só agora conseguimos viabilizar do jeito que queríamos”, explica Philipe Ratton, gerente de cinema da Fundação Clóvis Salgado e um dos curadores do projeto. O ano de 2016, aliás, teve o marco dos 30 anos de morte de Tarkovski. Mas a espera não foi à toa: “É uma mostra mais abrangente, que vai além da filmografia dele”, salienta Ratton. “Além dos 11 filmes do diretor, esAlex Bessas (*)

tamos trazendo especialistas em Tarkovski”, pontua. Entre eles, o russo Dmitry Salynskiy, que ministrará um curso. Detalhe: em quatro dias, as vagas se esgotaram. “Ficamos surpresos com o interesse”, comenta Ratton. Também virão Michael Leszczy, montador sueco que trabalhou com Tarkovski no filme “O Sacrifício”, e Eugene Tsymbal, assistente de direção de “Stalker”. Outra convidada é a diretora italiana Donatella Baglivo, amiga pessoal do diretor. Dos dois últimos, a mostra exibe documentários, o que pretende dar mais subsídios para o espectador entender o autor homenageado. ATEMPORAL Há quase um ano, a cerimônia do Oscar consagrou o filme “O Regresso”, com direito à primeira estatueta para o ator Leonardo Di Caprio, bem como a de diretor para o mexicano Alejandro González Iñárritu. E qual a relação entre a premiação hollywoodiana e a mostra que desembarca na Humberto Mauro?

Na verdade, a consagração de “O Regresso” acabou desencadeando uma polêmica na web: muitos críticos apontaram cenas (ao menos 17) do filme que guardariam muita similaridade com pas-

sagens de obras de Tarkovski, como “A Infância de Ivan”, “Stalker”, “Andrei Rublev”, “O Espelho” e “Nostalgia”. Alguns viram as semelhanças como reverência. Outros, até como plágio. In-

FILMES EMBLEMÁTICOS DO DIRETOR Stalker Elogiado como “uma ficção científica com cara de filme B” pelo pintor paulista Nuno Ramos, o filme de 1979 pensa a fé humana e é permeado pela noção de espiritualidade perseguida por Tarkovski. Dia 23 (seg.), às 20h30

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O Espelho Com traços autobiográficos, a obra de 1975 parece inspirada na infância do diretor, que foi atravessada pela 2ª Guerra Mundial. Uma meditação lírica, a narrativa é amparada pela poesia escrita por seu pai. Dia 22 (dom.), às 20h15

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Solaris Cheio de questões metafísicas, é uma ficção científica que, na época, foi comparada com “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick. O paralelo, na verdade, não agradou a Tarkovski. Dia 22 (dom.), às 15h (sessão comentada)

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dependentemente de quem esteja com a razão, as similaridades provavelmente passaram despercebidas para o grande público. Afinal, embora Tarkovski “seja um dos cineastas que está na prateleira de cima”, diz Ratton, “talvez seja um dos a que se tenha menos acessibilidade”. Isso porque a obra do cineasta soviético sofreu com a turbulência da Guerra Fria (1945-1991), principalmente no que diz respeito à distribuição. De qualquer forma, Iñárritu não está sozinho no hall de fãs do soviético. “Esteticamente, ele influenciou muita gente”, analisa Ratton. E a expectativa é que o repasse de sua produção no telão possa afetar ainda mais os entusiastas da sétima arte em Minas Gerais. “Para os estudantes de cinema, por exemplo, vai ser uma oportunidade importante, no sentido de vivenciar a experiência cinematográfica da obra”, propõe. “Para quem ainda não o conhece, para os fãs do experimental ou mesmo dos blockbusters, é um bom momento para conhecer um universo de poesia e beleza”.

MARCA Embora a obra de Tarkovski atravesse vários temas, um denominador comum é a reflexão sobre o tempo, quase uma assinatura da obra. Não por outro motivo, o nome da mostra – “Eterno Retorno” – se vale de duas palavras que fazem alusão à noção de tempo, formando um conceito filosófico que remete a um ciclo. Ratton lembra ainda que Tarkovski chegou a cogitar dar esse nome ao filme que acabou se chamando “O Sacrifício”. “Esse fluxo de tempo que passa pela composição surte efeito no público, você sente aquele tempo cinematográfico que passa na tela. É um cinema de contemplação. E o tempo é essencial para construir esse sentimento”, analisa o curador. * Especial para o Pampulha

Mostra Tarkovski >– Eterno Retorno

Cine Humberto Mauro, Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro, 3236-7400). De 20 de janeiro a 9 de fevereiro. Programação no fcs.mg.gov. br. Entrada franca.


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CINEMA Mostra Tiradentes faz 20 anos CONFIRA ALGUNS DESTAQUES DA NOVA EDIÇÃO DO EVENTO

no Cine Tenda. Na sequência, será exibido o documentário “Divinas Divas”, estreia de Leandra Leal na direção. O tributo prossegue com “Nome Próprio” (2007), de Murillo Salles, com Leandra; “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério

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Divinas Divas Uma das homenageadas, Leandra Leal (foto acima) apresenta um documentário sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil, como Rogéria, Jane de Castro, Camille K, Brigitte de Búzios e outras.

UNIVERSO PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

fica em tempos de crise. “Estamos celebrando 20 anos em meio a uma crise, mas sendo propositivos. Como nas edições anteriores, a mostra acabapor retratar o momento histórico – e 2016 foi um ano de turbulências. Ainda assim, queremos pensar adiante”. E com muitas novidades na manga. A começar por um novo prêmio, o Helena Ignez, que será destinado a uma mulher. “O júri da crítica vai destacar uma profissional, em uma escolha bem livre, reverberando a crescente participação feminina (na sétima arte)”. O nome em questão pode estar atrelado a qualquer função emlonga ou curta, presente nas mostras competitivas do evento – Aurora e Foco. Detalhe: a atriz que cede seu nome à láurea é uma das homenageadasda edição,junto a Leandra Leal. A ideia era contemplar profissionais que circulam por várias funções: como produção, atuação e direção. As duas receberão o Troféu Barroco na abertura,

UNIVERSO PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

Anunciado o embrião do projeto, 20 anos atrás, as reações mais aferidas eram de surpresa e incredulidade.Pudera. No final dos anos 90, o cinema brasileiro não vivia, digamos assim, sua melhor fase. Mas às vésperas de abrir a edição comemorativa das duas décadas de atividades, a Mostra de Cinema de Tiradentes celebra o feito de se manter fiel ao norte inicial. “Não apenas exibir filmes, mas oferecer atividades de formação”, pontua Raquel Hallak, coordenadorada iniciativa. “Nesses 20 anos, é possível afirmar que o evento está consolidado e já deixou um legado na cidade, com a qual sempre fizemos questão de dialogar”. Com o tema “Cinema em Reação, Cinema em Reinvenção”,a 20ªedição descerra suas cortinas na sexta (20) empenhada em discutir a produção cinematográPatrícia Cassese (*)

Aurora A mostra traz algumas estreias em longa, como a da mineira Juliana Antunes (“Baronesa”, foto), protagonizada por mulheres de comunidade, e a da paulista Fernanda Pessoa (“Histórias Que Nosso Cinema Não Contava”).

Inéditos Além dos citados ao lado, há desde o segundo longa de Thiago Mendonça, “Um Filme de Cinema”, a longas que lidam com a condição feminina, como “Subybaya”, do mineiro Leo Pyrata, e “Sem Raiz” (foto), do paulista Renan Rovida.

Sganzerla, com Helena; e o curta “A Miss e o Dinossauro” (2007), de Helena. E, ainda, um debate com as duas. Outra novidade é a Casa da Mostra, situada na rua Direita. “Um espaço permanente, que vai disponibilizar acervo para consultas, bem como abrigar

lançamentos de livros, exposições etc.”, explica Raquel. E, ainda, a homenagem a Carlos Reichenbach, com a mostra “Olhos Livres” (nome do blog do cineasta, falecido em 2012). “O nome do prêmio a ser dado pelo júri jovem a um dos seis filmes desta mostra

vai se chamar Troféu Carlos Reichenbach”, diz o curador da mostra, Cléber Eduardo. PRESENÇA FEMININA Entre os 29 filmes novos que serão exibidos em Tiradentes, 12 são dirigidos por mulheres. “Como não existem cotas, esse número selecionado é expressivo”, pontua Cléber, acrescentando que ele tende a espelhar uma realidade em processo de transformação. “Isso é mais importante do que pode parecer à primeira vista. Nãose trataapenas demaior representatividade, mas de uma possível modificação nos modos de representação, sobretudo das personagens femininas”, analisa. * Especial para o Pampulha

20ª Mostra de >Tiradentes

De 20 a 28. Programação: mostratiradentes.com.br. Informações: 3282-2366

Helena Ignez celebra tributo LÉO LARA/UNIVERSO/DIVULGAÇÃO

Helena Ignez lembra que não endossou o front que, no final dos anos 60, foi às ruas queimar sutiãs. “Porque nunca usei”, brinca a atriz e cineasta, referindo-se à peça atavicamente atrelada à causa feminista. Bandeira que ela faz, sim, questão de empunhar. “As mulheres estão abrindo caminho há mais de 50 anos, e estão aí ‘firmíssimas’, defendendo suas vidas e seus direitos contra qualquer hegemonia machistae contra a violência de gênero. Ativistas, anticapitalistas e humanistas”, brada ela, uma das homenageadas da Mostra Tiradentes, ao lado de Leandra Leal. A primeira, 74 anos. A segunda, 34. Mas pensamentos que se coadunam e posições que se entrelaçam. “Vivemos num país machista, e isso é um grande entrave. Sou uma das atrizes da minhageraçãoquemais fazcinema–aindaassim, secomparar o número de filmes que fiz ao longo desses 20 anos, é inferior a colegas meus. As mulheres têm menos protagonistas. Quase sempre os personagens são lunares, giram em tornode umprotagonistamasculino ou são seu objeto de desejo”, diz Leandra, que, em Ti-

Atriz e diretora ganha homenagem e batiza prêmio

radentes, exibirá sua faceta de diretora com “Divinas Divas”. “Falasobreoito artistas travestis pioneiras. Meu primeiro objetivo era promover seu reconhecimento e dividir o meu olhar sobre elas, livre de preconceito, privilegiado pelos anos de intimidade. O filme é muito pessoal, fala delas, da minha história com elas, da minha família, do meu teatro (Rival). Ao longo do processo, pude revisitar a minha infância e me conectar

com o que me construiu”. Musa do chamado “cinema marginal”, Helena também vem se dedicando à direção: já assinou seis produções. E o reconhecimento contínuofaz com quea artista não tenha o que reclamar. “O ano de 2016 foi pródigo nesse sentido, recebi homenagens populares, abraços de mulheres na rua dizendo que eu era um estímulo. E também um reconhecimento carinhoso da crítica”.


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CINEMA Nem game, nem Shakespeare KERRY BROWN/FOX/DIVULGAÇÃO

Daniel Quer uma Oliveira p r o v a d e c o m o Hollywood se tornou, nosúltimos anos, uma fábrica que produz em série o mesmo equívoco? Um dos principais lançamentos da semana passada trazia os dois maiores astros do momento tentando salvar um roteiro absolutamente boçal. E o principal lançamento desta traz dois astros, que talvez sejam os melhores atores em atividade, tentando dar sentido a um roteiro que não ajuda. A dupla é Michael Fassbender e Marion Cotillard. O filme que está em cartaz é “Assassin’s Creed”. E por mais que os dois, assim como o restante do bom elenco, interpretem seus diálogos e personagens com o empenho de quem encena Shakespeare, eles não conseguem tapar os buracos de uma trama que só os fãs do game de origem vão enten-

Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 14 (sábado) e 15 (domingo)

pré-estreia LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES (La La Land, EUA, 2017, 2h09, livre) Dir. Damien Chazelle. Com Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend. Ao chegar a Los Angeles, o pianista de jazz Sebastian conhece a atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam perdidamente, em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade. Belas 2: 16h30, 21h30 BH Shopping 7: 21h BH Shopping 9: 17h50 Boulevard 1: 21h10 Diamond 2: 18h e 21h Net Ponteio 2: 21h20 Pátio Savassi 1: 16h Pátio Savassi 2: 20h

estreias

der – e olhe lá. Vamos lá, tentemos: o longa acompanha Cal Lynch (Fassbender), resgatado do corredor da morte pela cientista Sofia Rikkin (Cotillard). Ela quer usá-lo em uma máquina, Animus, que acessa a “memória genética” dele e permite que o protagonista revisite seu antepassado Aguilar, na inquisição espanhola, em 1492. Ali, Cal deve revelar onde sua versão espanhola, membro da Ordem dos Assassinos do título, escondeu a “maçã do Éden”. O artefato bíblico contém o segredo do livre-arbítrio no mapa genético humano, que os Templários desejam encontrar para pôr fim à violência no mundo. Sim: o roteiro mistura ciência moderna, religião e história medieval – e o resultado é essa bagunça surreal que você está imaginando. Mas o problema nem é verossimilhança. E sim, que o público passa mais de uma hora tentando entender a lógica dessa

18h20(*), 20h40(*) Minas 4: 18h35, 21h (*) Monte Carmo 4: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50 Paragem 4: 13h50, 16h10 Pampulha 2: 14h25(*), 16h40, 18h55(*), 21h10(*) Partage Shopping Betim 7: 21h20 (*) Pátio Savassi 1: 13h20, 19h Via Shopping 2: 13h40, 18h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h10, 16h, 18h40, 21h30 Big Shopping 1: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Boulevard IMAX: 13h45, 16h10, 18h35, 21h Cidade 5: 13h30(*), 15h50, 18h20(*), 20h40 Contagem 1: 18h10(*), 20h30 Del Rey 1: 18h10(*), 20h30 Diamond 1: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 Estação 3: 14h(*), 16h45(*), 19h30, 22h15(*) Minas 2: 13h50(*), 16h10 Norte 2: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (*) Paragem 5: 18h40, 21h Pampulha 6: 20h50 (*) Partage Shopping Betim 1: 12h20(*), 15h(*), 17h40, 20h20(*) Pátio Savassi 4: 12h20, 15h, 17h40, 20h20, 23h10(somente sábado) Via Shopping 4: 16h20, 20h30(*) (*) Sessões dubladas

A CRIADA ASSASSIN’S CREED (Assassin’s Creed, EUA/ França, 2017, 1h55, 12 anos) Dir. Justin Kurzel. Com Michael Fassbender, Jeremy Irons, Marion Cotillard. Callum Lynch descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. BH Shopping 9: 12h20, 15h10, 20h50 Big Shopping 4: 20h50 (*) Boulevard 3: 18h35 Cidade 2: 13h45, 16h10, 18h35, 21h (*) Contagem 4: 13h45(*), 16h10, 18h35(*), 21h Del Rey 3: 13h45, 16h10, 18h35, 21h, 23h10(somente sábado) Itaú Power 1: 13h30(*), 15h50,

(Agassi, Coreia do Sul, 2017, 2h24, 18 anos) Dir. Park Chan-Wook. Com Kim MinHee, Ha Jung-Woo, Kim Tae-Ri. Durante a ocupação japonesa na Coreia, o vigarista Fujiwara faz com que a jovem Sookee se torne criada da herdeira nipônica Hideko e a convença a se casar com ele, que quer roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Net Ponteio 4: 16h, 20h50

Repetindo parceria de ‘Macbeth’, Marion Cotillard e Michael Fassbender são destaques do filme

premissa – Sofia e os demais cientistas podem ver as memórias de Cal? Como exatamente eles pretendem resgatar a tal maçã? – e quem são os Templários, os Assassinos, e quais são bons ou ruins. Além disso, há uma corrida contra o tempo na pesquisa de Sofia, e ela tem que fazer Cal chegar à maçã logo.

Contagem 8: 20h20 (*) Minas 4: 14h (*) Monte Carmo 3: 18h40 (*) Pampulha 4: 21h05 (*) Partage Shopping Betim 6: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

EU FICO LOKO (Brasil, 2017, 1h33, 10 anos) Dir. Bruno Garotti. Com Filipe Bragança, Christian Figueiredo, Giovanna Grigio. Cinéfilo, Christian grava paródias de filmes para contar sua vida na internet, como vítima de bullying na escola, em busca de sua identidade e do primeiro beijo. BH Shopping 10: 16h20, 18h30 BH Shopping 5: 12h10, 14h30, 16h50, 19h20, 21h40 Betim 2: 20h30 Betim 3: 14h20, 16h20, 18h20 Boulevard 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h15 Cidade 6: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Cidade 8: 21h Contagem 5: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Contagem 6: 21h10 Del Rey 7: 13h20, 15h20, 17h10, 19h, 20h50, 22h50(somente sábado) Itaú Power 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Minas 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h10 Paragem 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Via Shopping 5: 15h10, 17h05, 19h, 21h Big 3: 14h35, 16h35, 18h35, 20h35 Norte 5: 16h40, 18h35, 20h35 Diamond 3: 12h30, 15h, 17h20, 19h40, 22h Estação 1: 13h15, 15h30, 17h45, 20h, 22h10 Monte Carmo 1: 20h50 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30 Pampulha 1: 13h30, 15h20, 17h10, 21h15 Partage Shopping Betim 5: 12h10, 14h40, 17h10, 20h, 22h10 Pátio Savassi 7: 11h20, 13h30, 15h40, 18h20, 20h40 Pátio Savassi 8: 16h40

DOMINAÇÃO

O HOMEM QUE CAIU NA TERRA

(Incarnate, EUA, 2017, 1h31, 14 anos) Dir. Brad Peyton. Com Aaron Eckhart, Carice Van Houten, John Pirruccello. Um exorcista não-convencional, que é capaz de entrar no subconsciente de uma mente possuída, conhece uma outra pessoa com a mesma capacidade enquanto confronta seu próximo caso. BH Shopping 6: 20h Cidade 1: 18h40, 20h40 (*)

(The Man Who Fell to Earth, EUA/ Reino unido, 2017, 1h39, 14 anos) Dir. Nicolas Roeg. Com David Bowie, Buck Henry, Candy Clark. Recém-chegado à Terra em busca de água para seu planeta, o alienígena Thomas Jerome Newton precisa lidar com o mundo dos negócios e as tentações terrenas, como a camareira Mary-Lou. Belas 1: 16h30

Mas se eles controlam a data para quando o protagonista volta, é difícil entender por que não o mandam direto para o ponto desejado – tornando todas as sequências medievais grandes desculpas esfarrapadas e arrastadas para cenas de ação que remetam ao game. E o resultado é que, en-

quanto tenta entender isso tudo, o espectador não se envolve com o filme. Ele não mergulha na história, como Cal na Animus. O que torna “Creed” mais uma adaptação que equivale a assistir outra pessoa jogando videogame – uma das coisas mais chatas do mundo. ELENCO Ainda assim, quando estão em cena juntos, Fassbender e Cotillard tornam fascinante o mais absurdo dos diálogos. Não é por acaso que os dois se reúnem ao diretor Justin Kurzel, com quem trabalharam em “Macbeth”, já que o paralelo entre os dois longas é claro: uma mulher instigando a violência de um homem, mesmo que isso possa significar a ruína dele e de seu clã. “Dançando” a coreografia das lutas ou falando um espanhol bem honesto, Fassbender prova que nenhum outro atorabraça fisicamente a escuridão de um personagem co-

mo ele. Cotillard tenta dar uma vida interior a Sofia, mesmo quando o arco dela deixa de fazer qualquer sentido. E mesmo pouco aproveitados (e que seus personagens pudessem ser um só), Jeremy Irons e Charlotte Rampling fazem o melhor de seu tempo em cena – assim como Michael K. Williams e Brendan Gleeson. Assim como em “Macbeth”, Kurzel usa o belo trabalho do diretor de fotografia Adam Arkapaw e do diretor de arte Andy Nicholson para criar espaços que traduzem tanto o pensamento científico por trás da pesquisa de Sofia quanto o passado medieval. A trilha de seu irmão Jed Kurzel, porém, é exagerada e tenta exacerbar a ação na qual o diretor não parece muito interessado – o que fica claro na sequência final risível. Nos (breves) momentos que lembram Shakespeare, porém, ele – e seu filme – não fazem feio.


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro de 2017

CINEMA em cartaz ANIMAIS NOTURNOS (Nocturnal Animals, EUA, 2016, 1h57, 16 anos) Dir. Tom Ford. Com Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon. Dona de uma galeria de arte, Susan recebe o manuscrito do primeiro romance de seu ex-marido e, ao ler o violento material, reflete sobre o antigo relacionamento e as escolhas que fez na vida. Belas 3: 21h20 Net Ponteio 3: 19h Pampulha 1: 21h30

O APARTAMENTO (Forushande, Irã/ França, 2017, 2h03, 12 anos) Dir. Asghar Farhadi. Com Shahab Hosseini, Babak Karimi, Taraneh Alidoosti. O casal de atores Emad e Rana se mudam para um novo apartamento, sem saber que uma prostituta vivia ali antes. Quando Rana é atacada por um ex-cliente dela, o trauma vai mudar a vida dos dois. Belas 1: 14h, 19h, 21h30

CAPITÃO FANTÁSTICO (Captain Fantastic, EUA, 2016, 1h58, 14 anos) Dir. Matt Ross. Com Viggo Mortensen, Frank Langella, George Mackay. Ben criou os filhos na floresta sob os ensinamentos de Noam Chomsky. Quando sua esposa se suicida, porém, ele é forçado a deixar o local e retornar à cidade, gerando um choque entre a vida que criou para as crianças e o mundo real. Belas 3: 14h20, 19h Net Ponteio 3: 16h35, 21h15

EU, DANIEL BLAKE (I, Daniel Blake, Reino Unido/ França/ Bélgica, 2017, 1h41, 12 anos) Dir. Ken Loach. Com Dave Johns, Dylan McKiernan, Hayley Squires. Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake busca receber os benefícios concedidos pelo governo, mas esbarra na burocracia, amplificada por ele ser um analfabeto digital. Belas 2: 14h, 19h Net Ponteio 4: 13h50, 18h50

MINHA MÃE É UMA PEÇA 2 (Brasil, 2016, 1h26, 12 anos) Dir. César Rodrigues. Com Paulo Gustavo, Mariana Xavier, Rodrigo Pandolfo. Dona Hermínia está de volta, rica e lidando com o ninho vazio, afinal Juliano e Marcelina resolvem criar asas e sair de casa. Para balancear, Garib, o primogênito, chega com o neto. Betim 2: 14h35, 16h30, 18h30 Betim 3: 20h20 BH Shopping 10: 11h50, 14h BH Shopping 3: 13h20, 15h30, 17h40, 19h50, 22h10 BH Shopping 4: 12h40, 14h50, 17h05, 19h10, 21h20 Big 2: 14h05, 15h45, 17h25, 19h05, 20h45 Boulevard 4: 11h(somente domingo), 13h35, 15h30, 17h25, 19h20, 21h20 Cidade 6: 21h10 Cidade 7: 13h, 14h50, 16h40, 18h30, 20h30 Cidade 8: 11h40(somente sábado), 13h30, 15h20, 17h10, 19h Contagem 3: 13h, 14h50, 16h40, 18h30, 20h30 Contagem 5: 21h10 Contagem 6: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 Del Rey 5: 15h30, 17h20, 19h10, 21h, 22h50(somente sábado) Del Rey 6: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h15, 23h(somente sábado) Itaú Power 2: 15h30, 17h20, 19h10, 21h Diamond 4: 11h, 13h10, 15h50, 18h30, 20h50 Estação BH 5: 21h30 Estação BH 6: 13h45, 16h, 18h, 20h30, 22h35 Itaú Power 4: 13h20, 15h10, 17h, 18h50 e 20h40 Minas 3: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Minas 6: 17h20, 19h10, 21h Monte Carmo 1: 13h25, 15h20, 17h15, 19h05 Monte Carmo 2: 20h30 Net Ponteio 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h10 Pampulha 5: 14h15, 16h, 17h45, 19h30, 21h20 Partage Shopping Betim 3: 13h, 15h20, 17h30, 19h40, 22h Partage Shopping Betim 4: 12h,

14h20, 16h40, 18h50, 21h Pátio Savassi 6: 13h10, 15h20, 17h30, 19h50, 22h Pátio Savassi 8: 11h50(d), 18h50, 21h, 23h30(somente sábado) Shopping Norte 3: 20h45 Via Shopping 1: 16h30, 18h30, 20h30, 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h Via Shopping 4: 18h40

IMOVISION/DIVULGAÇÃO

MOANA – UM MAR DE AVENTURAS (*) (Moana, EUA, 2017, 1h47, livre) Dir. John Musker, Ron Clements. Moana Waialiki é filha do chefe de uma tribo na Oceania que, querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, parte em busca de seus ancestrais acompanhada pelo lendário semideus Maui. Betim 1: 13h40, 18h20, 20h40 BH Shopping 7: 13h, 15h40, 18h20 Big 4: 16h35, 18h40 Boulevard 2: 16h20, 21h Cidade 4: 11h50(somente domingo), 14h, 16h20, 21h Contagem 2: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Del Rey 2: 13h40, 16h, 18h30 Itaú Power 5: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Minas 1: 16h, 20h40 Monte Carmo 5: 16h, 20h40 Net Ponteio 3: 14h20 Paragem 1: 16h30 Paragem 4: 18h30, 20h50 Estação 5: 13h, 15h45, 18h30 Pampulha 3: 13h05, 15h10, 17h15, 19h20 Partage Shopping Betim 6: 12h30 Partage Shopping Betim 7: 16h, 18h30 Shopping Norte 3: 14h30, 16h35, 18h40 Via Shopping 3: 13h30, 15h50, 18h20, 20h40 Sessões 3D: Betim 1: 16h BH Shopping 8: 12h, 14h40, 17h20, 20h10 Boulevard 2: 14h, 18h40 Cidade 4: 18h40 Contagem 1: 13h20 e 15h40 Del Rey 1: 13h20 e 15h40 Diamond 5: 12h, 14h40, 17h40, 20h20 Estação 4: 12h15, 14h45, 17h30, 20h15 Itaú Power 6: 16h20 Minas 1: 13h40 e 18h20 Monte Carmo 5: 13h40, 18h20 Paragem 5: 14h e 16h20 Pampulha 6: 14h20, 16h30, 18h40 Partage Shopping Betim 6: 15h10, 17h50 Pátio Savassi 2: 12h, 14h30 Pátio Savassi 3: 13h, 16h10, 19h20 Shopping Norte 1: 14h15 Via Shopping 4: 14h Via Shopping 5: 14h25, 16h30, 18h40, 20h45 (*) Sessões dubladas

NERUDA (Neruda, Chile/ Argentina/ França/ Espanha, 2016, 1h48, 14 anos) Dir. Pablo Larraín. Com Luis Gnecco, Gael García Bernal, Mercedes Morán. No final da década de 1940, um inspetor persegue o poeta chileno Pablo Neruda, ganhador do Prêmio Nobel, por ter se juntado ao Partido Comunista. Belas 3: 11h(somente sábado)(*), 16h50 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS (Rogue One: A Star Wars Story, EUA, 2016, 2h14, 12 anos) Dir. Gareth Edwards. Com Felicity Jones, Ben Mendelsohn, Diego Luna. Guerreiros rebeldes partem em missão para roubar os planos da Estrela da Morte e trazer nova esperança para a galáxia. BH Shopping 10: 22h Boulevard 3: 13h45, 21h05 Cidade 1: 16h (*) Del Rey 4: 20h30 Sessões 3D: Pátio Savassi 2: 23h(somente sábado) Pátio Savassi 3: 21h50 (*) Sessões dubladas

PASSAGEIROS (Passengers, EUA, 2016, 1h57, 12 anos) Dir. Morten Tyldum. Com Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen. Durante uma viagem de rotina no espaço, dois passageiros, Jim e Aurora, são despertados 90 anos antes do tempo programado, por causa de um mal funcionamento de suas cabines. BH Shopping 1: 13h30 Boulevard 1: 14h20, 16h35 e 18h50 Cidade 3: 13h40(*), 16h(*), 18h15(*) e 20h30 Contagem 7: 13h40(*), 16h, 18h15(*) e 20h30 Del Rey 4: 13h30, 15h40 e 18h10

Inglês

‘Eu, Daniel Blake’, de Ken Loach, está em cartaz no Belas Artes e no Ponteio

Itaú Power 6: 21h (*) Minas 4: 16h20 (*) Monte Carmo 3: 16h10(*) e 20h40 Paragem 1: 18h45 e 21h Pampulha 1: 19h (*) Pampulha 3: 21h25 (*) Partage Shopping Betim 2: 14h (*) Via Shopping 2: 16h e 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 16h10, 19h, 21h50 Del Rey 2: 20h50, 22h50(somente sábado) Itaú Power 6: 14h, 18h40 (*) Diamond 6: 14h, 16h30, 19h10, 21h50 Estação 2: 17h(*), 19h45, 22h25(*) Minas 2: 18h30(*), 20h50 Net Ponteio Premier: 14h10, 16h30, 18h40, 21h Partage Shopping Betim 2: 16h30, 19h, 21h40 (*) Pátio Savassi 2: 17h10 Pátio Savassi 5: 12h50, 15h50, 18h20, 21h10 e 23h50(somente sábado) (*) Sessões dubladas

SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA-NOITE (A Monster Calls, Eua/ Espanha/Canadá/ Reino Unido, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Lewis MacDougall, Felicity Jones, Sigourney Weaver. Com um pai ausente, a mãe com um câncer terminal, a avó megera e maltratado na escola, Conor tem todas as noites o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore que conta histórias para ele, em troca das histórias do garoto. BH Shopping 6: 22h20

SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA (*) (Sing, EUA/ Japão, 2016, 1h48, livre) Dir. Garth Jennings. O empolgado coala Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos.

BH Shopping 6: 12h30, 15h, 17h30 Big 4: 14h30 Boulevard 3: 16h20 Cidade 1: 13h50 Contagem 8: 14h, 16h10 Del Rey 5: 13h20 Diamond 6: 11h20 Estação 2: 12h, 14h30 Itaú Power 2: 13h20 Minas 6: 13h e 15h10 Monte Carmo 3: 14h Paragem 1: 14h20 Pampulha 4: 13h05, 15h05, 17h05 e 19h05 Partage Shopping Betim 7: 13h30 Pátio Savassi 8: 14h Shopping Norte 5: 14h35 Via Shopping 5: 13h Sessão 3D: Diamond 2: 12h50 (*) Sessões dubladas

SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON (Sully, EUA, 2016, 1h36, 10 anos) Dir. Clint Eastwood. Com Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney. 15 de janeiro de 2009. O piloto Sully é obrigado a fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson, salvando os 155 passageiros a bordo. Mas acaba enfrentando uma investigação pela manobra. Diamond 2: 15h30

O VENDEDOR DE SONHOS (Brasil, 2016, 1h36, 10 anos) Direção: Jayme Monjardim. Com Dan Stulbach, César Troncoso, Thiago Mendonça. Júlio César é um psicólogo que, decepcionado com a vida, tenta o suicídio e é impedido por um mendigo, o chamado Mestre. Juntos passam a apresentar as pessoas um novo caminho de vida. Contagem 8: 18h20

mostras

MOSTRA QUADRINHOS NA TELA(*) A mostra exibe, em parceria com o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos –, diversos filmes com roteiros baseados em histórias clássicas de quadrinhos, principalmente as de super herói. Neste sábado (14) 17h “As Aventuras de Tintim” (EUA, 2011, 1h47, 10 anos) Dir. Steven Spielberg. 19h “Kingsman: Serviço Secreto” (EUA, Reino Unido, 2014, 2h09, 16 anos) Dir. Matthew Vaughn. Domingo (15) 17h “Asterix e os Vikings” (FRA, Dinamarca, 2006, 1h18, livre) Dir. Stefan Fjeldmark, Jesper Möller. 19h “Whiteout – Terror na Antártida” (FRA, EUA, Canadá, 2009, 1h41, 16 anos) Quarta (18) 19h “Hellboy” (EUA, 2004, Fantasia, 2h12) Dir. Guillermo del Toro Quinta (19) 19h30 “Tekkonkinkreet” (Japão, 2006, 1h51) Dir. Michael Arias Sexta (20) 19h “Supermam, O Filme” (EUA, 1978, 2h23) Dir. Richard Donner (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita, mediante a retirada de senha com uma hora de antecedência.

Dir. Fernando Eimbcke. 19h “Nós Somos as Melhores!” (Suécia, Dinamarca, 2014, 1h42, 12 anos) Dir. Lukas Moodysson. Domingo (15) 17h “Quando meus pais não estão em casa” (Singapura, 2015, 1h39, 12 anos) Dir. Anthony Chen. 19h “Pais e Filhos” (Japão, 2013, 2h01, livre) Dir. Kore-Eda Hirokazu. Terça (17) 17h “O mundo dos Pequeninos” (Japão, 2010, 1h34) Dir.Hiromasa Yonebayashi 19h”As férias do Pequeno Nicolau” (França, 2014, 1h37) Dir. Laurent Tirard Quarta (18) 17h “As Férias do Pequeno Nicolau” (França, 2014, 1h37) Dir. Laurent Tirard 19h “O conto da Princesa Kaguya” (Japão, 2013, 2h17) Dir. Isao Takahata Quinta (19) 17h “Asterix e o Domínio dos Deuses” (França/Bélgica, 2014, 1h25) Dir. Alexandre Astier e Louis Clichy 19h “Meu amigo Totoro” (Japão, 1988, 1h26) Dir. Hayao Miyazaki

Exibição de filmes da temporada de férias do Cine Sesc

Sexta (20) 17h “O Homem da Lua” (França/Irlanda/Alemanha, 2012, 1h38) Dir. Stephan Schesch 19h “O Conto da Princesa Kaguya” (Japão, 2013, 2h17) Dir. Isao Takahata

Neste sábado (14) 17h “Club Sandwich” (México, 2015, 1h19, 112 anos)

(*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

CINE SESC (*)

IMOVISION/DIVULGAÇÃO

Relações de família no cinema japonês Responsável por alguns dos mais belos filmes japoneses dos últimos anos, o diretor Hirokazu Kore-eda tem um de seus filmes exibidos na temporada de férias do Cine SEsc. Em “Pais e Filhos”, ele mostra dois núcleos familiares: o de um executivo bem-sucedido e o de um dono deumaoficina.Ambosacabamdescobrindo que seus filhos foram trocados na maternidade quando recém-nascido. Premiado em Cannes em 2013, o longa põe laços sanguíneosemxequee comoveua plateia do festival, inclusive o diretor StevenSpielbergOnde CineSescPalladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Neste domingo (15), às 19h. Quanto Entrada gratuita

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Drama de famílias que tiveram seus bebês trocados na maternidade é tema do filme


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro

almanaque

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ARTES CÊNICAS Solitária máquina para idosos Imagine um Lara ambiente Alves branco em to(*) da a sua extensão: quartos (e janelas) e mesmo pessoas vestidas de branco. Imagine também um silêncio perturbador, a iminência do fim da vida e a nostalgia pelo tempo que passou. Se redescobrir em um local assim, mergulhado em medos, angústias e perdas; poderia até ser uma missão homérica. Entretanto, foi a partir desses ingredientes e de uma livre inspiração na obra “A Máquina de Fazer Espanhóis” (do escritor Valter Hugo Mãe, angolano radicado em Portugal), que o grupo teatral Miúda Cia e o diretor Cláudio Dias (da companhia Luna Lunera) deram vida a um grupo de idosos do Lar Feliz Idade em “Máquina”, montagem que ocupa o palco do Teatro Francisco Nunes para duas únicas apresentações, na próxima sexta (20). Gestada por alunos formandos no curso de Teatro do Cefart do Palácio das Ar-

campanha de popularização teatro adulto 10 MANEIRAS INCRÍVEIS DE DESTRUIR O SEU CASAMENTO Dir. Sérgio Abritta Com Marcelo Prosdocimi, Edgar Quintanilha e Luiza Santos O espetáculo enfoca, por meio de dez quadros, formas inusitadas e diferentes de se acabar com um casamento. Teatro Monte Calvário (av. do Contorno, 9384, Prado, 3045-5210). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 18h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2.

3 VEZES COMÉDIA, BABADO E CONFUSÃO Dir. Ilvio Amaral Com Alexsander Magalhães, Andersson Assis, Cristian Amaral Durante um ensaio para o show de drag queen em que trabalham, três irmãos resolvem lavar a roupa suja e descobrem que um deles guarda um segredo que vai mudar a vida de todos. Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Sex. e sáb., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 18/2.

A ARTE DO HUMOR DE SAULO LARANJEIRA Dir. Saulo Laranjeira Com Saulo Laranjeira Uma comédia com todos os personagens de Saulo Laranjeira, um dos maiores humoristas da televisão brasileira. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Espaço Alternativo Partage Shopping Betim (rod. Fernão Dias, Km 492, s/n, São João, 3117-1063). Seg. a qua., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 18/1. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. a sáb., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

A COMÉDIA DAS

Sex. 20.jan.

RAQUEL CARNEIRO/DIVULGAÇÃO

tes em 2015, a Miúda traz em sua bagagem os espetáculos produzidos durante o ano de formatura e promove, neste ano, o reencontro de “Máquina” com os palcos. Trabalhar com o texto do angolano era um sonho antigo do diretor, que o compartilhou com os alunos ainda em 2015. “E a gente se apaixonou logo de cara”, rememora a atriz Vanessa Machado. Nessa sinergia entre obra, diretor e atores, surgiu a adaptação da história que tem como epicentro a ida de Antônio Jorge da Silva a um asilo – o citado Feliz Idade –, após a morte da esposa. Lá, ele vivencia o desenrolar de sua amargura e a solidão perante os novos amigos, bem como o temor com finitude. Mas, ao mesmo tempo, aprende que ainda há um “resto de vida” a ser aproveitado. “Quando a pessoa vai chegando ao fim da existência, surge uma série de reflexões sobre a vida que se teve, é um passado que cada vez mais vem à tona. Mas ainda há um presente e há um futuro”, frisa Vanessa. E foi a partir dessa reflexão que o grupo passou a

visitar lares para idosos, para construir, mais que as personagens de Hugo Mãe (cuja vida foi permeada pela ditadura salazarista na Portugal do século passado), representações próximas à realidade das pessoas dessa faixa etária. Isto, sem a necessidade de lançar mão de traços caricatos do envelhecimento (como fios brancos e maquiagem). Ainda que o lar seja recriado por meio de um cenário móvel e as perdas estejam presentes nas cores, no decorrer do espetáculo, essas unificamse em branco, para falar sobre o esquecimento. Aliado aos clamores da obra – que ecoa sentimentos como solidão, amor e amizade –, está também o engajamento político, como afirma o diretor Cláudio Dias: “É um espetáculo atual, que fala sobre a volta do fascismo, em um momento no qual a gente vive esse regresso”, explica.

REDES SOCIAIS

Espaço Cultural Entreato (r. Cacuera, 315, Jaraguá, 2523-0521). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).

Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). De 20/1 a 29/1.

Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Ter. a qui., às 20h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 2/2.

A MORTE BATE À SUA PORTA

AS MALAS QUE EU CARREGO

ATÉ QUE A SOGRA NOS SEPARE

Dir. Marco Amaral Com Glauber Cunha, Nilo Faustino e Nikolas Ramos O espetáculo aborda, de forma divertida, diversas situações do dia a dia em torno das redes sociais. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Sex. a dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM Dir. Sandra Pêra Com Ilvio Amaral, Maurício Canguçu, Carolina Cândido Um homossexual assumido que, inconformado com a própria morte, foge do céu para viver novas experiências e acaba criando uma grande confusão após se incorporar num machista radical. Teatro Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Seg., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 13/2. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qui. a sáb. às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

A EMPREGADA QUASE PERFEITA Dir. Juliano Maia Com Renato Millani, Bruno Alexander, Wander de Castro Um casal resolve contratar uma empregada através de uma agência. A situação esquenta quando a empregada recorda que o patrão é um antigo namorado. Espaço Alternativo do Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha, 3479-2000). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).

A ESTRESSADA SERVIDORA PÚBLICA Dir. Dirceu Alves Com Bárbara Lima, Marcos Falcão, Maria Helvira A comédia relata o dia a dia de Georgina, uma funcionária pública hipocondríaca, impaciente e mal humorada, em situações imprevisíveis, que convive com pessoas de diferentes tipos.

* Sob a supervisão de Jessica Almeida

> Máquina

Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Nesta sex. (20), às 19h e às 21h. R$ 12 (postos Sinparc).

Dir. Wesley Marchiori Com Nilo Faustino, Bruno Righi, Glória Petinelli Em uma noite tranquila, um homem recebe uma visita inusitada da morte e tenta negociar com ela sua permanência na Terra, criando uma grande confusão. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Sex. e sáb., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 28/1.

A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos do escritor inglês, como Hamlet e Romeu e Julieta, foram escolhidos para compor um painel da obra de Shakespeare, num espetáculo que dá ênfase à paixão. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2.

Origem O espetáculo inspirado na obra de Valter Hugo Mãe tem apresentação única no Francisco Nunes

Texto Elias Lima Dir. Roberto de Freitas Um monólogo no qual o ator se desdobra em seis personagens totalmente insanos, que fazem uma sátira bem humorada da sociedade. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Dom., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

A SOGRA QUE EU PEDI A DEUS Texto Wilson Coca Com Amanda Papatella, Bruno Righi, Marcos Khass Jovem casal tenta, depois de anos, tirar férias no Caribe, em uma segunda lua de mel. Mas a viagem é cancelada e o casal precisa receber a sogra em casa.

Dir. Diney Vieira Com Cauan Miller, Josh Oliveira, Camila Camanzi Casados desde o primeiro ano da faculdade, o biólogo Beto e a atriz Bia enfrentam a primeira grande crise no casamento e precisam superar a visita da mãe dele. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

ATÉ QUE O FACE OU O ZAP ZAP NOS SEPARE, NOS UNA OU NOS MATE Dir. Emília Marcílio Com Bruno Félix e Dannyelle Gama SYLVIO COUTINHO/DIVULGAÇÃO

AS BARBEIRAS Texto Wesley Marchiori Com Kayete, Renato Millani, Rafael Neves Três amigas dividem a sociedade de um luxuoso salão de beleza na Savassi. Quando o salão entra em falência, elas são obrigadas a montar uma barbearia em Venda Nova. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Seg. a qua., às 21h; qui., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 1/2.

BRINCANDO EM CIMA DAQUILO Dir. Ítalo Laureano. Texto de Dario Fo e Franca Rame. Comédia dividida em quadros onde a tônica é a força da mulher e seus conflitos entre a vida profissional, a vida de esposa e mãe. Três mulheres distintas em diferentes situações, questionam o lugar da mulher na contemporaneidade. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 28/1.

CAMPO SANTO Dir. Guilherme Colina Com Cleide Matias, Brunno Andrade, Cleiton Natanael Um vila onde as personagens vivem questões sociais que norteiam a vida de todos do povoado. As personagens se veem envolvidas em suas próprias mentiras na tentativa de esconder seus fantasmas. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 20h. R$ 10 (postos Sinparc).

CASAR OU COMPRAR UMA BICICLETA?

ASSIM É AMOR E SEXO Dir. Wesley Maciel Com Wesley Maciel, Pâmela Torres e Roberta Morena O espetáculo trata da dificuldade de convivência entre casais de forma bem humorada, com os mistérios do amor e as loucuras da vida a dois.

Um casal tem a vida virada de cabeça para baixo depois de deixar cair no facebook e no WhatsApp acontecimentos comprometedores e bizarros do passado. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

Saulo Laranjeira está em cartaz com “Se Meu Gabinete Falasse”, que tem participação da atriz Suzana Alves

Dir. Paulo Vieira Neto Com Marcelo Henrique, Jefferson Pradino, Daniel Duff Um homem metido a malandro, uma ¨mulher¨ cansada de tantas promessas, um cunhado bem chato e um anjo conselheiro que nunca acerta na dose. Estes são os ingredientes que temperam essa comédia. Teatro do CREA (Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, 3275-4084). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.


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ARTES CÊNICAS teatro adulto (continuação) CASSINO DA KAYETE

Dir. coletiva Com Kayete, Glauber Cunha e Paloma Santos O programa de rádio homônimo à peça ganha os palcos e Kayete comanda a comédia com grande elenco e convidados especiais. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Seg. a qua., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 31/1.

CEGUINHO É A MÃE

Dir. Geraldo Magela Com Geraldo Magela Magela conta as histórias vividas pelos cegos em seu dia a dia. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta seg. (16), às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Espaço Alternativo Partage Shopping Betim (rod. Fernão Dias, Km 492, s/n, São João, 3117-1063). Nesta sex. (20) e sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h30. R$ 15 (postos Sinparc).

CHURRASCO NA LAJE

Dir. Marco Amaral Com Jeremias Hallel, Clébia Vargas, Léo de Castro Não importa a razão, nada melhor que reunir a galera para um churrasco, com cerveja, música, piscina e azaração. Teatro de câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (14), às 20h30; dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Teatro Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Nesta qui. (19), sex. (20) e sáb. (21), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).

COMO FAZER UMA MULHER FELIZ COM APENAS CINCO REAIS

Dir. Ricardo Batista Com Ricardo Batista, Emília Marcílio e Carla Duque Para colocar algumas máximas à prova, a peça mostra os mais diversos tipos de homens, em situações cômicas e inusitadas, com os mais variados tipos femininos. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, Lourdes, 3014-5382). Ter. e qua., às 20h; qui., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 2/2.

COMO SE LIVRAR DAS DÍVIDAS EM 12 HILÁRIAS PRESTAÇÕES

Texto Daniel Funes e Sandra Mello Com Thiago Comédia Um espetáculo sobre limites do cheque especial, juros do cartão de crédito e cheques pré-datados para conseguir fiadores e quitar contas. Espaço Alternativo do Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha, 3479-2000). Nesta qui. (19), sex. (20) e sáb. (21), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).

COMO SE LIVRAR DE UM DEFUNTO

Dir. Roberto Freitas Com Bruno Emanoel, Elias Lima, Kainan Ferraz Comédia que conta a história de Beto, Vado e Gil: três irmãos que encontram um corpo jogado na sala. Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Ter. a qui., às 20h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 26/1.

COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO

Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass Narrando fatos típicos em ambientes de festas, o ator ensina alguns truques para que a plateia não passe por situações desagradáveis em recepções com pouca comida. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

CONTROLE DE ESTOQUE

Dir. Daniel Toledo Com Beatriz França, Daniel Toledo, Flora Maurício A rotina de uma grande organização onde todas as funcionárias se chamam

Sandra. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 20h. R$ 10 (postos Sinparc).

do mundo digital. Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

DE BÊBADO E DE LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO!

HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL

Dir. José Márcio Corrêa Com José Márcio Corrêa, Alberto Carvalho, José Geraldo Leite A montagem tentar extrair graça de situações do cotidiano, que nas mãos destes atores, ganham toques de humor. Teatro do NET (r. dos Timbiras, 1605, Lourdes, 3222-1010). Sáb., às 18h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 18/2.

DDD: DELEITE, DEPOIS, DELETE

Dir. Jair Raso Com Matilde Biadi, Heloisa Duarte e Juçara Costa Uma história sobre três irmãs na chamada terceira idade que vivem às voltas com a nova era da internet. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

DESCULPA, NÃO ESTAMOS NA TV

Dir. Orlando Orube Com Bruno Berg, Thiago Carmona, Bruno Costoli e João Basílio Os atores criam uma programação televisiva, tentando injetar humor para quadros tradicionais da telinha. Espaço Alternativo Partage Shopping Betim (rod. Fernão Dias, Km 492, s/n, São João, 3117-1063). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h30. R$ 15 (postos Sinparc).

DOIS NA PISTA

Dir. Igor Ayres Com Alexandre Toledo e Luciano Magno O amor de dois homens solitários que tentam encontrar seu rumo numa selva de sentimentos, incompreensões, desamor e música. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Ter. a qui., às 20h. R$ 12 (inteira) Até 26/1.

DOM QUIXOTE: O CAVALEIRO DO SERTÃO

Dir. Valber Palmeira Com Cristina Primola, Lu Viana, Carminha Almeida A história traz, em seu contexto, discussões filosóficas e cantigas populares baseadas na trajetória das lavadeiras do alto São Francisco e Vale do Jequitinhonha. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 12 (postos Sinparc). De 16/1 a 19/2.

ENSAIO PARA SENHORA AZUL

Dir. Robson Vieira Com Kelly Crifer Uma mulher líquida, que despeja, molha, encharca e logo escoa, escorre, jorra depoimentos como num surto, numa escalada maníaca. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 12 (comerciário); R$ 10 (postos Sinparc). De 20/1 a 29/1.

ESTRANHA CIVILIZAÇÃO

Dir. Lydia Del Picchia Com Carloman Bonfim, Cristiano Peixoto e Fábio Furtado Três atores ensaiam uma peça que nunca irá estrear. O texto não ficou pronto, o cenário está quebrado, a luz queimada, os figurinos cobertos de pó. Mas ainda assim eles recebem o público para apresentar o que ainda resta de suas cenas. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qua. a dom., às 20h. R$ 10 (postos Sinparc). De 18/1 a 29/1.

GUARA-PA-RIR

Dir. Maurício Canguçi e Ílvio Amaral Com Kayete e Guilherme Oliveira O casal Agnaldo e Cleusa sai de férias em busca de descanso e diversão nas areias de Guarapari, uma das praias preferidas dos mineiros no litoral do Espírito Santo. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

GUIA PRÁTICO DE COMO EDUCAR SUA MÃE

Dir. Ílvio Amaral e Maurício Canguçu Com Freddy Mozart e Jefersom Medeiros A comédia relata fatos divertidos e bem humorados da relação mãe e filho dentro

Dir. Eri Johnson Com Guilherme Oliveira O amor e a incompreensão entre os sexos ganham novas cores na interpretação do ator, que passa longe do politicamente correto para expor o que vai na cabeça de alguns homens e mulheres quando os conflitos falam mais alto. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Seg. a qua., às 21h; qui. a sab., às 19h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 25/1.

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO

Dir. Ricardo Batista Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Jorge e Vanessa foram flechados pelo cupido. Mas com o passar do tempo Jorge tem aprendido – e vai ensinar aos homens – que, no casamento, ¨Manda quem pode, obedece quem é marido!¨. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Sex. e sáb., às 19h; dom., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). De 20/1 a 29/1.

MÁQUINA

(Leia mais na pág. 15)

MAZZI OU MENOS: HUMOR EM PRIMEIRO LUGAR!

Texto Rafael Mazzi Com Rafael Mazzi e Guilherme Santez Após inúmeras frustrações em concursos de humor, o comediante decide promover seu próprio concurso, onde finalmente terá a chance de ser o grande campeão. Espaço Alternativo do Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha, 3479-2000). Ter. e qua., às 21h. R$ 12 (postos Sinparc). De 17/1 a 25/1.

MEMÓRIAS DE ANA

Dir. Lenise Moraes e Oscar Capucho Com Dinalva Andrade, Andressa Miranda Aninha, a personagem, nasce do casamento de duas histórias verídicas. As memórias são contadas de forma poética, em clima interiorano. Um teatro sensorial e um teatro visual proporcionando uma vívida experiência acessível a todos os públicos. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (14), às 17h e às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 12 (comerciário); R$ 10 (postos Sinparc).

MEU SOGRO É PIOR QUE SOGRA

Dir. Roberto Freitas Com Bárbara Lima, Bruno Emanoel, Kainan Ferraz Sogro vem do interior pra passar uns dias no apartamento do filho, que mora no edifício Maleta, e muda toda a rotina da casa infernizando a vida de todo mundo. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Sex., às 19h; sáb., às 19h e às 20h30; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

MEU TIO É TIA

Dir. Marco Amaral Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro é surpreendido com a notícia de que seu sobrinho, um peão aspirante a locutor de festas de rodeio, vai se hospedar em sua casa. Teatro Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

MULHER NO VOLANTE, PERIGO CONSTANTE? OU É O HOMEM DO LADO, O PERIGO DOBRADO?

Dir. Messias Rodrigues Com Messias Rodrigues, Rebeca Figueiredo, Leonardo Noronha Um duelo de situações inusitadas e engraçadas que colocam estas máximas do trânsito a prova. Colégio Sagrado Coração de Maria (r. Professor Estevão Pinto, 400, Serra, 2105-0880). Seg. a dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2 (exceto 23/1).

NOSSA SENHORA DA AÇOTEIA

JOÃO DINIZ/DIVULGAÇÃO

‘Nossa Senhora da Açoteia’, de Adyr Assumpção, está em cartaz no Cine Theatro Brasil

Dir. Luis Vicente Com Luis Vicente A peça é um monólogo onde uma ‘mulher’ conta a sua história e a das suas gerações anteriores, especificamente nas suas relações com os homens. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta ter. (17) e qua. (18), às 21h. R$ 15 (postos Sinparc).

OS EXORCISTAS

Texto Thiago Comédia e Ricardo Elias Com Jordan Antunes, Ricardo Elias, Thiago Comédia Imagine uma inocente menina possuída e exorcizada por dois padres que topam tudo por dinheiro. Resultado: muita água benta, confusão e gargalhada. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Sex., às 20h30; sáb., às 19h e 20h30; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). De 20/1 a 29/1.

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO

Texto Carlos Simões Com Marcelo Ricco O espetáculo conta a história de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher pra se casar. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

OS INOCENTES

Dir. Marco Amaral Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis A população pede por justiça, a montagem convoca oito membros da sociedade para fazer parte deste drama. Estes oito inocentes são colocados em uma cela para arrancar, de um revolucionário capturado durante uma invasão, os nomes de quem os financia. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (postos Sinparc). De 19/1 a 29/1.

OS SEM VERGONHAS

Dir. Guilherme Leme Com Christiano Junqueira, Fernando Veríssimo, J. Bueno Uma história sobre seis homens desempregados que se reúnem em uma oficina mecânica no bairro da Lagoinha para discutir maneiras fantásticas sobre como ganhar dinheiro. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, Lourdes, 3014-5382). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

PAPO DE CAIPIRA EM: VARGINALDO O VIAJADO NOS MUNDO

Dir. Wesley Maciel Com Wesley Maciel Varginaldo é um típico caipira que já passou por muitas situações desde sua vinda para cidade grande. Como um bom pescador, ele tem muitas histórias para contar, entre causos, prosas e muita música boa. Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).

PERIGO, MINEIROS EM FÉRIAS Dir. Rogério Falabella

Com Raul Starling, Adriani Vargas, Priscila Spinelli A comédia conta a história de um funcionário público estressado que faz economia durante todo o ano para levar a família para uma viagem de férias na praia. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Sex., às 21h; sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

PROIBIDO PARA MAIORES

Dir. Érica Lima Com Hudsonn Moreira e Bianca Tocafundo Divertida comédia de um casal que passa a noite de sexta-feira trancado no banheiro do próprio apartamento. Teatro Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (14), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qui. a sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). De 19/1 a 29/1.

QUEM RIR POR ÚLTIMO É RETARDADO

Dir. José Márcio Corrêa Com José Márcio Corrêa, Alberto Carvalho, José Geraldo Leite Um espetáculo de humor que apresenta vários quadros cômicos, inspirados no cotidiano, e que abordam programas de TV, músicas e sátiras. Teatro do NET (r. dos Timbiras, 1605, Lourdes, 3222-1010). Sex. e sáb., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 28/1.

REAL

Dir. Gustavo Bones e Marcelo Castro Com Grupo Espanca! Quatro espetáculos curtos distintos, inspirados em acontecimentos reais (um linchamento, um atropelamento, uma chacina policial e um movimento grevista) que pertencem à memória recente das cidades brasileiras. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 5 (postos Sinparc). Até 22/1.

RIOADENTRO

Dir. Lira Ribas Com Carlos Caetano, Lira Ribas, Rainy Campos Uma família cujo pai decide construir para si uma canoa e permanecer dentro dela por anos a fio, sem nunca revelar a ninguém os motivos que o levaram a tomar tal decisão. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (14), dom. (15) e seg. (16), às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 10 (postos Sinparc).

RIRVOTRIL - PORQUE RIR É O MELHOR REMÉDIO

Dir. Carlos Nunes Com Othon Valgas, Marcelo Vieira e Bruno de Moura A comédia brinca com temas ligados à saúde pública, como os descasos de pacientes na fila do SUS, usando como mote vários tipos de doenças e seus estágios. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

SE MEU GABINETE FALASSE

Dir. Saulo Laranjeira Com Saulo Laranjeira, Tuca Graça, Ronaldo Assis O deputado da telinha João Plenário volta

aos palcos em uma comédia onde qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Nesta qui. (19) e sex. (20), às 21h. R$ 50 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

SIMPLESMENTE MARTA

Dir. Henrique Limadre Com Cleo Magalhães Uma estrela? Uma farsa? Ou simplesmente Marta? Nossa diva derrapante estrela seu trans cabaré filmado. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (postos Sinparc). De 19/1 a 29/1.

THEO

Dir. Ricardo Peres Com Yan Brumas Theo, homem de atitudes corajosas em seu passado, é convocado a fazer uma escolha e acaba mergulhando em uma solidão profunda. Ele precisa compreender o alcance de seus desejos e se decidir em apenas uma noite. Teatro de câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Ter. e qua., às 20h30. R$ 10 (postos Sinparc). Até 25/1.

TOC, SEDUÇÃO E MUITA CONFUSÃO

Dir. Kalluh Araújo Com Paulo Rezende, Camila Felix, Jaqueline Francisco Fidélis sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo e precisa lidar, aos 50 anos, com o fim de seu casamento de 20 anos, os questionamentos sobre sua vida e sua relação com as mulheres. Teatro Santo Agostinho (r. dos Aimorés, 2679, Lourdes, 3291-5340). Qua. a sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

TODOMUNDO

Dir. Jordan Baêsso Com Alex Bernardes, Alessandra Stella, Ernane Campos Ao receber a visita da Morte, Todomundo, que é cada um de nós, assusta-se e sai buscando uma forma de escapar. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Seg., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 23/1.

TREM DE MINAS

Dir. Leonildo Miranda Araújo e Leosino Miranda Araújo Com Leonildo Miranda Araújo e Leosino Miranda Araújo Uma comédia sobre a cultura mineira, que apresenta aspectos históricos, culinária, causos, trejeitos e personalidades típicas. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). De 19/1 a 22/1.

UM INTERLÚDIO: A MORTE E A DONZELA

Dir. Wilson Oliveira Com Christiane Antuña, Gustavo Werneck, Nivaldo Pedrosa Em uma casa de praia distante, um casal recebe a visita inesperada de um homem. Esse é o estopim de um intenso jogo psicológico entre uma mulher que jura ter reencontrado seu grande carrasco, o marido e o acusado. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 23/1.


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro

almanaque

de 2017

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ARTES CÊNICAS teatro adulto (continuação) UM SOLTEIRO FORA DE FORMA

Dir. Carlos Nunes Com Christiano Junqueira e Matheus Vargas Após 10 anos de casamento, Ariel é colocado para fora de casa e precisa se inserir novamente no mundo das paqueras e conquistas. Espaço Alternativo Partage Shopping Betim (rod. Fernão Dias, Km 492, s/n, São João, 3117-1063). Nesta qui. (19), às 20h. R$ 15 (postos Sinparc).

VIDA DE BUSÃO, NÃO É MOLE NÃO

no Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (14), dom. (15), qui. (19) e sex. (20), às 16h30. R$ 15 (postos Sinparc).

(av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 15h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

te entrega de 1 kg de alimento não-perecível.

CINDERELA

A BELA E A FERA - POCKET SHOW AO VIVO

Dir. Roberto Freitas Com Amanda Papatella, Bruno Righi, Kele de souza A história conta a vida da bela menina que após, a morte de seu pai, passa a viver com a tirana madrasta e suas malvadas filhas. Quando tudo parece perdido, porém, ela recebe a ajuda de sua fada madrinha. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2.

MEMÓRIAS DE UM QUINTAL

Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Ricardo Sabino, Gil Guedes Um espetáculo que reúne teatro, contação de história, música ao vivo e interatividade do público, ajuda a recontar a história de uma jovem aprisionada dentro do castelo de um príncipe, que foi transformado em uma fera. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 17h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

JOJOCA E JEJECA NA ERA DA SUSTENTABILIDADE

Dir. Marco Amaral Com Leonardo Noronha Rebeca Figueiredo João Ferreira Uma divertida viagem de personagens do dia a dia dentro de um ônibus, onde tudo pode acontecer. Teatro do Colégio Sagrado Coração de Maria (r. Professor Estevão Pinto, 400, Serra, 2105-0880). Seg. a dom., às 21h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2 (exceto 23/1).

A DAMA E O VAGABUNDO

Dir. Francis Oliveira Com Alex Prieto, Cecília Fernandes, Cynthia Abreu Um vira-latas corajoso e leal enfrenta preconceitos e perigos para ganhar o coração da bela cachorrinha Lady. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Nesta sex. (20), às 17h30. R$ 15 (postos Sinparc).

Dir. Leonildo Miranda e Leosino Miranda Araújo Com Leonildo Miranda e Leosino Miranda Araújo Jojoca e Jejeca, dois palhaços superdivertidos, soltam os bichos: a Dona Onçulina, o Lobo Doidão, a Vaca Mimosa e até a Bruxa Olindinha, na tentativa de salvar o planeta. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Sáb. e dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

teatro infantil

A FORMIGA FOFOQUEIRA

JOJÔ E PALITO EM: DONA BARATINHA QUER SE CASAR

1 AVENTURA CONGELANTE BRINCANDO NA NEVE

Dir. Roberto Freitas Com Gabriela Zanetti, Thaina Acorinte, Kamila Oliveira A princesa Elsa e sua irmã Ana precisam enfrentar uma grande aventura quando Elsa foge e a irmã precisa resgatá-la e levá-la de volta ao reino mágico. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, Lourdes, 3014-5382). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

3 PORQUINHOS

Dir. Roberto Freitas Com Andersson Assis, Cristian Amaral, Heloísa Prado A história de três porquinhos, Pedrito, Palito e palhaço que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Qui. a dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

3 PORQUINHOS VINTE ANOS

Dir. Cristian Amaral Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos constroem suas casinhas: de palha, madeira e tijolos. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Qui. a dom., às 16h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

A ARCA DE VINÍCIUS

Dir. Fernando Bustamante e Fernando Muzzi Com Jai Baptista Vinícius, um menino que deseja um mundo melhor, recebe uma carta anônima, que solicita a sua presença em uma “Escola”, local onde conseguirá realizar seu pedido. No percurso, o menino encontra animais que o ajudam a descobrir ferramentas simples para melhorar o mundo. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sáb. e dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

A BELA ADORMECIDA

Grupo Giramundo Primeira montagem do Giramundo, os espetáculo reconta a clássica história da princesa adormecida. Instituto Museu Giramundo (r. Varginha, 235, Floresta, 3446-0686). Sáb. e dom., às 11h e às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

A BELA ADORMECIDA

Dir. Kênia Oliveira Com Ana Luiza Amparado, Ana Robles, Jackson Caetano Um feitiço cruel é lançado sobre a princesa Aurora. Então, está condenada a espetar seu dedo e cair num sono profundo, tendo como única salvação um beijo do seu verdadeiro amor. Teatro Shopping Estação (av. Cristia-

Dir. Dirceu Alves Com Juan Saavedra, Lu Moderam e Maria Elis Uma formiga anda devorando o pomar do sr. Confusolino. Para não ser descoberta, promove uma verdadeira confusão, colocando o sr. Confusolino contra seus melhores amigos. Espaço Alternativo Partage Shopping Betim (rod. Fernão Dias, Km 492, s/n, São João, 3117-1063). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h. R$ 15 (postos Sinparc).

A LIGA DA JUSTIÇA VS CORINGA

Dir. Bruno Righi Com Bruno Righi, Guilherme Melo, Amanda Papatella A humanidade corre sérios perigos quando o Coringa resolve colocar em prática mais um de seus planos. Mas a Liga da Justiça está disposta a defender a cidade do vilão. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Sáb. e dom., às 17h15. R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/2.

A TURMA DO MADAGASCAR

Dir. Roberto Freitas Com Amanda Papatella, Kele de Souza, Gustavo Andrade Um leão, uma zebra, um hipopótamo, uma girafa e um grupo de pinguins que vivem num zoológico resolvem conhecer novos lugares e em uma fuga atrapalhada se metem em muita confusão. Colégio Pio XII (av. do Contorno, 8902, Santo Agostinho, 3337-6055). Sáb., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 18/2.

A VAQUINHA LELÉ

Texto Ronaldo Ciambroni Com Jeremias Hallel, Euler de Andrade, Marcelo Lima Uma simpática vaquinha é a estrela do espetáculo que discute afeto, amizade, alegria e amor à natureza. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Sex., às 15h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 27/1.

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES

Dir. Roberto Freitas Com Lorena Jamarino, Elias Lima, Paula Torres Depois que descobre que já não é a mais bela, madrasta ordena que matem Branca de Neve, que, porém, consegue fugir para a casa dos sete anões. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h30. R$ 15 (postos Sinparc).

BRANCA DE NEVE POCKET SHOW AO VIVO

Cintylante Produções Com Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso O espetáculo, que reúne teatro, contação de história, música ao vivo e interatividade do público, ajuda a recontar a clássica história da Rainha Má e de sua enteada, Branca de Neve. Espaço Alternativo do Pátio Savassi

Dir. Joselma Luchini Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Jordana Luchini D. Baratinha, muito vaidosa, rica e independente, procura um companheiro para se casar. Ela começa a fazer testes na floresta para ver qual dos bichos está próximo do seu ideal de marido. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, Ouro Preto, 99983-0600). Dom., às 11h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

JOJÔ E PALITO EM: O MÁGICO DE OZ

Dir. Joselma Luchini Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Jordana Luchini Após um tornado no Kansdas, a menina Dorothy vai parar na fantástica Oz. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. a dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

JOJÔ E PALITO EM: O PIQUENIQUE

Dir. Joselma Luchini Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Jordana Luchini Jojô e Palito precisam preparar juntos “O Piquenique” – e aprender que não podem comer de mãos sujas, nem ficar sem escovar os dentes e tomar banho. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Qua. e qui., às 15h30 e às 17h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 26/1.

LAMPIÃOZINHO E MARIA BONITINHA

Dir. Yuri Simon Com Cyntilante Produções A aventura tem início na pequena cidade de Vila Bela do Melado, se desenrolando por todo sertão, onde o bando de Pirilampo Lampião, um misto de justiceiro e assaltante, se esconde e é perseguido pela polícia volante do tenente Muriçoca Bezerra. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Nesta qua. (18), às 15h. Entrada gratuita median-

Dir. Coletiva Com Insensata Cia de Teatro Inspirada na obra póstuma “O Matador”, a peça traz à cena o duelo entre uma criança e um pardal. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (15), às 16h. R$ 24 (inteira).

O GATO DE BOTAS

Com Renato Millani, Breno Gagliard, Guilherme Amâncio Quatro crianças resolvem conhecer a biblioteca da escola – e, lá, embarcam junto com o Gato de Botas em uma viagem mágica pela literatura. Espaço Alternativo do Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha, 3479-2000). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h30. R$ 15 (postos Sinparc).

O MENINO MAIS RICO DO MUNDO

Dir. Diego Benicá Com Marcelo Ricco Um pequeno catador de papel, que é rico de sonhos e de imaginação, convida a plateia para um dedo de prosa, na qual a educação ambiental é abordada de forma muito divertida. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h. R$ 10 (postos Sinparc).

O PEQUENO PRÍNCIPE EM: UMA AVENTURA PELA NATUREZA

Dir. Diego Benicá Com Kalil Saimon, Thaina Chagas, Keven Medeiros O espetáculo narra a aventura do Pequeno Príncipe, que parte seu pequeno mundo em busca de conhecimento, para cuidar de seu planeta. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Neste sáb. (14), às 16h. R$ 15 (postos Sinparc).

O REI LEÃO

Dir. Diego Benicá Com Anderson da Mata, Bernard Bravo, Bernardo Rocha O pequeno Mufasa é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar e passa por momentos difíceis até encontrar Timão e Pumba e salvar o reino e a família de Simba das garras do vilão. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. a dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 5/2.

O SORRISO DO PALHAÇO

Com Jansen Juliano, Didi Moreira, Marcelo Henrique Um palhaço que fazia a propaganda do circo em que trabalhava percebe que quase ninguém olha para ele. Quando chegou ao circo, não conseguia dar nem mais uma risada e, agora, precisa conquistar sorrisos outra vez. Teatro do CREA (Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, 3275-4084). Sáb. e dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

OS SALTIMBANCOS

Dir. Farinelli Com Marcus Vinicius, Lindsay Paulino, Daniela Cassimiro Jumento, cachorro, galinha e gata decidem ir à cidade para serem músicos. Um musical clássico de Chico

Buarque, com muita cantoria e sapateado. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Seg. e ter., às 15h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 24/1.

PEPPA PIG

Dir. Diego Benicá Com Bianca Tocafundo, Danilo Martins, Fernanda Hallais Peppa Pig é uma porquinha que vive com seu irmão e seus pais. Peppa adora brincar de se fantasiar e passa o dia saltando nas poças de lama ao redor de sua casa. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Sáb. e dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

PEPPA PIG E SUA TURMA EM TERRA PÁTRIA

Com Kalil Saimon, Thaina Chagas, Monica Miranda Peppa mudou de bairro e descobriu que muitas coisas não estão indo bem por lá. Ela resolve convidar seus amigos para um plano emergencial, que possa ajudar a preservar o meio ambiente. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Neste dom. (15), às 16h. R$ 15 (postos Sinparc).

PETER PAN - POCKET SHOW AO VIVO

Cyntilante Produções O espetáculo – que reúne teatro, contação de história, música ao vivo e interatividade do público – ajuda a recontar a clássica história sobre o garoto que se recusa a crescer – e suas aventuras na Terra do Nunca. Espaço Alternativo do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Seg. e ter., às 17h30. R$ 15 (postos Sinparc). Até 24/1.

RAINHA DA NEVE POCKET SHOW AO VIVO

Cyntilante Produções Um espetáculo que reúne teatro, contação de história, música ao vivo e interatividade do público, ajuda a recontar a história das princesas Anna e Elsa. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Seg. a qua., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 18/1.

SHOW KIDS

Texto Luiz Fernando Duarte Com Fernanda Dias, Marinah Oliveira, Breno Gagliard O espetáculo leva aos palcos personagens do universo infantil dos tempos modernos. Hotel Dayrell (r. Espírito Santo, 901, centro, 3248-1000). Dom., às 11h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

musical ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Dir. Henry Vargas Com Henry Vargas e Klauss Durães Utilizando a mágica, poesia, música ao vivo e elementos visuais interativos, o espetáculo é um portal de entrada para uma viagem ao mundo dos sonhos, da fantasia e das ilusões. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Neste dom. (15), às 19h e às 21h; qui. (19) e sex. (20), às 21h. R$ 15 (postos

DANIEL AUGUSTO FERREIRA E SANTOS/DIVULGAÇÃO

Adaptação

O clássico do cinema ganha os palcos do Teatro Alterosa até fevereiro

Sinparc).

PEPINHA NA FAZENDA

Texto Luciano Luppi Com Alex Prieto, Cynthia Abreu, Darcy Vargas Pepinha e seu irmãozinho Gegê visitam seus amiguinhos na fazenda. O musical trabalha questões atuais, como o bullying, e fala do bem que existe na tolerância e na reconciliação. Teatro do CREA (Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, 3275-4084). Dom., às 11h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/1.

PETER PAN

Dir. Fernando Bustamante Com Dani Cassimiro, André Moreno, Keven Kiatt Peter Pan, o garoto que se recusa a crescer, aparece, em uma bela noite, no quarto da Wendy e de seus irmãos João e Miguel, acompanhado da fada Sininho. A turma sai em uma grande aventura na Terra do Nunca. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sáb. e dom., às 16h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 22/1.

dança CANGAÇO, LAMPIÃO EM UM CORDEL DANÇANTE

Dir. Carlos Moreira Com Grupo Guararás O espetáculo narra os últimos dias de Lampião, sua amada Maria Bonita e seu bando pelo sertão nordestino. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Nesta qui. (19), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 16 (comerciário); R$ 15 (postos Sinparc).

EQUILÍBRIO QUE VEM DO CAOS

Dir. Wesley Ribeiro Com Cia Anjos D’Rua Tendo como base as danças urbanas, a Companhia busca um hibridismo das nuances da dança para expressar um corpo vivo e ativo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (14), às 21h. R$ 30 (inteira); R$ 12 (comerciário e postos Sinparc).

ópera A SOLTEIRONA E O LADRÃO

Dir. Cia Mineira de Ópera Com Deborah Burgarelli, Daiana Melo, Annelise Cavalcanti A senhora Miss Todd é uma velha solteira que se apaixona por Bob, um mendigo. Para fazê-lo se apaixonar por ela, M. Todd começa a realizar pequenos furtos para satisfazer seu amado. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 8 (postos Sinparc).

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (14) “Coisas Boas Acontecem de Repente” (Dir. Cynthia Paulino/ com Cynthia Paulino) “Eu” (Dir. Cida Falabella/ com Andréia Quaresma) “Souvenir” (Com Janaína Morse) Domingo (15) “Grão”, (Dir. Fafá Rennó) “O Verbo” (Dir. Cida Falabella) “Souvenir” (Com Janaína Morse) La Movida Microteatro Bar (rua Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448 2598). Sex. e sáb., das 18h à 1h30; dom., das 17h às 23h30. R$ 8 (por peça).


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro de 2017

MÚSICA Símbolo de força e resistência Oprimeiroencontro foi em 2007, em uma edição do programa “Som Brasil” (Rede Globo) que homenageava o então ministro da Cultura, Gilberto Gil – aliás, a participação de ambos foi uma iniciativa do próprio músico. E a identificação foi imediata – mesmo porque, o grupo mineiro Berimbrown e o carioca MV Bill sempre abraçaram a causa do empoderamento do povo negro. Pois bem, após anos de admiração mútua e troca de experiências, o grupo convida o rapper e diretor para dividir o palco no show “Lamparina”, que acontece no Sesc Palladium na próxima sexta (20). O espetáculo é uma das atrações do Verão de Arte Contemporânea – VAC 2017, e o repertório do Berimbrown terá como base “Lamparina”, mais recente álbum lançado por eles (em João Motta (*)

2016). O trabalho foi concebido a partir de um estudo artístico, político e social das comunidades quilombolas que resistem em Minas Gerais. Ramon Lopes, o Mestre Negoativo – membro mais antigo e líder do grupo – conta que a família de seu pai era de garimpeiros, e foi o vínculo com essas raízes que acendeu a chama desse álbum. “Essa proposta da sonoridade do Berimbrown parte de uma sociabilidade, de descendência. A raiz africana está na gente, e a gente está no Brasil – então a cultura africana também é a cultura brasileira”, diz. Revestido de críticas sociais, baseadas no pensamento de nomes como os do geógrafo Milton Santos, “Lamparina” “relembra e questiona a trajetória dos trabalhadores historicamente marginalizados na sociedade”. “As composições tratam desde um passado de trabalho forçado nos garimpos até a perversidade da globaliza-

Sex. 20.jan.

MARIANA CARVALHO/DIVULGAÇÃO

Calixto e Max Souza.

Berimbrown convida o rapper MV Bill para show focado em seu último disco, ‘Lamparina’

ção do mundo de hoje”, conta Negoativo. Nasonoridade, uma mistura de berimbau, tambores mineiros, um groove alinhado com o soul e o funk clássico de James Brown, além das ba-

tidas de hip hop, o tornam bastante dançante. A propósito, o movimento dos corpos também é um ponto alto da performance: danças africanas, capoeira e até danças de rua são lembradas pelo Berimbro-

wn. Além de Bill, que complementa as canções com suas rimas, o coletivo convida também a matriarca sambista e compositora Dona Ana Eliza e três novos nomes do hip hop local: Kainná Tawá, Glauber

GIGANTE DO RAP O trabalho de MV Bill também representa as raízes da cultura negra, sendo o rapper um notório militante no combate a injustiças raciais – dirigiu, por exemplo, o documentário “Falcão – Meninos do Tráfico” junto a Celso Athayde. O filme de 2006 é um retrato extremamente impactante da realidade de jovens que trabalham para o tráfico. Um dos rappers mais renomados no cenário nacional, MV Bill é presença atuante em comunidades Brasil afora, onde realizatrabalho com crianças em oficinas de arte e cultura negra. * Sob supervisão de Jessica Almeida

Berimbrown >convida MV Bill

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Dia 20 (sexta), às 20h. Entrada gratuita, com retirada de ingressos 2 horas antes do evento.

sábado (14) GUTO GOFFI E WILSON SIDERAL Show de lançamento do segundo álbum solo de Guto Goffi, “Bem”, com participação de Wilson Sideral A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 25

MIENTRAS DURA “Noche Surrealista” com Rafael Aragon (França) Cine 104 (pça. Ruy Barbosa, 104, centro). Às 23h. R$ 25 (antecipado)

O SOM DO VERÃO Discotecagem tropical com DJ Bill benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 17h. Entrada Gratuita

domingo (15)

DIGO ANDRADE/DIVULGAÇÃO

ENTÃO, BRILHA! A festa Domingueiras Tropicais retorna aos domingos e traz o bloco num aquecimento para o Carnaval A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 16h. R$ 20 (antecipado)

BLOCO CHÁ ROSA Bloco de carnaval comandado pela baiana Alinne Rosa Av. Getúlio Vargas, Savassi. Às 14h. A entrada será mediante troca de ingresso por 1kg de alimento não perecível

quinta (19) FESTIVAL TREMOR Nesta edição, apresentam-se as bandas Vivendo do Ócio e Oceania A Obra Bar Dançante (r. Rio Grande do Norte, 1168, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (antecipado)

BH Soul Blues 6 IXFestival, no Stone

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CONEXÃO AUTORAL Música independente com Santo Forte, Intelecto Urbano, Yvitu e O Plano. Underground Pub (av. Itaú, 540, Dom Cabral)

MARCELA POLIDO/DIVULGAÇÃO

Rapper Matéria Prima lança disco Após uma temporada no Teatro de Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, onde realizou oito shows para o pré-lançamento do seu álbum “2 Atos”, o MC Matéria Prima, integrante da banda Zimun, realiza em BH a apresentação que marca o lançamento oficial deste disco. Onde Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto) Quando Dia 18 (quarta), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)

Movimento de valorização do gênero, o BH Soul Blues Festival vai homenagear, nesta edição, o baixista norte-americano Willie James Dixon, grande lenda do blues. A programação contará com apresentação de bandas belo-horizontinas e exibição do documentário “Blues Horizonte”, que relata a cena do Blues na cidade. Onde Stonehenge Bar (r. Tupis, 1.448, Barro Preto, 3271-3476) Quando Neste sábado (14), a partir das 21h. Quanto R$ 20 ARMANDINHO/DIVULGAÇÃO

Armandinho faz luau no Chalezinho Armandinho apresenta Luau no Clube Chalezinho. Misturando reggae, pop e MPB, o cantor ganhou projeção nacional em 2002 com a música “Desenho de Deus”. Entre outros sucessos estão: “Lua Nova”, “Pescador”, “Balanço da Rede”, “Pela Cor do teu Olho”, “Eu Juro” e “Rosa Norte”. Onde Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis, 3286-3155). Quando Dia 19 (quinta), às 21h. Quanto R$ 30 (feminino), R$ 60 (masculino)

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NEGHAUN/DIVULGAÇÃO

Outro 6 “Neghaum Efeito” no Memorial

O rapper apresenta o show “Neghaum Outro Efeito”, com roupagem que vai desde o soul music e hip hop até o reggae. Neghaum vem acompanhado do DJ Preto C e da banda Kabalions, que também assinam a direção musical. Além da animação e da presença característica do rapper, a inteiração com o público é outro ponto forte do show. Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, s/nº, 3308-4000. Quando Dia 19 (quinta) Quanto Entrada gratuita


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PUBLIEDITORIAL

A verdade sobre as tarifas de ônibus na capital mineira SETRABH/DIVULGAÇÃO

O sistema de transporte coletivo urbano por ônibus de Belo Horizonte é 100% custeado por recursos oriundos do pagamento de passagens por seus usuários. Na capital mineira, nem um centavo em subsídio é contabilizado no sistema de transporte. Os R$ 4,05 de cada tarifa custeiam todo o transporte, asseguram as gratuidades e bancam as integrações. Em Belo Horizonte, 10,8% dos passageiros pagam uma viagem e fazem a segunda com 50% de desconto. Em São Paulo, ao contrário, o congelamento das tarifas em R$ 3,80 exigirá da administração municipal, em 2017, subsídios da ordem de R$ 3,3 bilhões para garantir que os ônibus se mantenham em circulação, ou seja, 26,9 % a mais que o total investido no ano passado, que somou R$ 2,6 bilhões. Na eventualidade de o poder público suspender a sua participação na cobertura do custo total do sistema paulistano, cada usuário se verá obrigado a desembolsar R$ 6,36 para adquirir uma única passagem. Situação semelhante se repete no Rio de Janeiro e em Florianópolis, municípios onde, se retirado o subsídio, as tarifas passariam de R$ 3,50 para R$ 4,69 e de R$ 3,90 para R$ 4,18, respectivamente. Subsídios também custeiam as tarifas de Goiânia, Curitiba, Vitória, Campo Grande etc. Belo Horizonte tam-

bém não detém o título de cidade com a mais alta tarifa do país. Campinas passou a cobrar tarifa de R$ 4,50 após reajuste de 18,42%, índice semelhante ao aplicado sobre o valor das passagens em Guarulhos, que também reajustou a tarifa para R$ 4,50. Em Santo André, Mauá e Osasco, a tarifa está fixada em R$ 4,20 e, em São Caetano, em R$ 4,10. Reajuste tarifário. Muito se fala sobre a tarifa dos ônibus urbanos de Belo Horizonte. Muitos opinam, mas poucos se detêm na análise isenta das variáveis técnicas envolvidas no assunto e dos critérios que regulam o reajuste tarifário e eventuais revisões contratuais. Os critérios são transparentes e podem ser acessados no site da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). O reajuste das passagens é anual e está previsto no contrato de concessão firmado em 2008 entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e os consórcios BHLeste, Dez, Dom Pedro II e Pampulha. O valor das tarifas é calculado com base em fórmula paramétrica, definida por critérios técnicos e com índices da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que considera as variações dos preços do óleo diesel (25% do valor da tarifa), dos pneus (5%), dos chassis e carrocerias (20%), da mão de obra (45%) e de outras despesas, como as administrati-

vas (5%). Reajustes posteriores. Vale destacar que, após o cálculo do percentual de reajuste das tarifas, o óleo diesel sofreu reajustes de 5,56% em 12 de dezembro de 2016, de 0,42% em 1º de janeiro de 2017 e de 3,645% no dia 6 deste mesmo mês, totalizando um aumento de 9,85% em pouco mais de 20 dias. Além disso, a inflação acumulada na vigência do atual contrato firmado entre os consórcios e a administração municipal atingiu 65,2% contra 60,9% do reajuste dado às tarifas.

Preçomédioé25%menorqueopredominante O sistema de transporte coletivo urbano por ônibus de Belo Horizonte, gerenciado pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e operacionalizado pelas empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), emprega cerca de 18 mil pessoas – sendo 14 mil motoristas e agentes de bordo – e utiliza por volta de 3.000 veículos, com a quase totalidade deles adaptados pa-

ra atender a usuários com mobilidade reduzida. Essa frota e esses funcionários atuam em 292 linhas e realizaram, em novembro de 2016, 686 mil viagens, percorrendo 13,34 milhões de quilômetros e transportando 32,74 milhões de usuários. Destes, 5,78 milhões de usuários receberam o benefício da integração (3,27 milhões) ou da gratuidade não subsidiada (2,51 milhões), resultando em 28,31 milhões de “passageiros equivalentes”, que são calculados pela divisão

do montante arrecadado no mês por cada uma das linhas das seis tarifas vigentes pelo valor das respectivas tarifas e a soma dos seis resultados. Entre esses usuários que passaram pelas catracas, 2,51 milhões tiveram gratuidade não subsidiada em razão da idade (mais de 65 anos), da profissão (agentes de inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oficiais da Justiça do Trabalho, oficiais da Justiça Federal e carteiros e mensageiros da Empresa

Brasileira de Correios e Telégrafos) e de problemas de saúde (portadores de deficiência física, auditiva, visual e mental e doentes renais). Esse grupo de usuários transportados supera a população de todos os municípios de Minas Gerais, excluindo apenas Belo Horizonte, que tem população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em também 2,51 milhões de habitantes. Supera também a população de 5.564 dos 5.570 mu-

nicípios brasileiros, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte. Deve-se considerar que, na totalização da gratuidade, não são considerados os policiais e bombeiros que utilizam o sistema de transporte público para se deslocar aos locais de serviço, em razão de estarem desobrigados de acionar a catraca durante a viagem. Se viesse a ser contabilizado, esse contingente adicional levaria as populações das

capitais federal, mineira, cearense e baiana a serem facilmente suplantadas pelo total de usuários transportados gratuitamente pelo sistema de transporte coletivo urbano por ônibus de Belo Horizonte. Não é por outra razão que a remuneração média das empresas por passageiro transportado, verificada em novembro de 2016, era de R$ 2,745, valor 25,81% inferior ao da tarifa então predominante de R$ 3,70.


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negócios

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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br RICHARD PRODUÇÃO DE VÍDEO/DIVULGAÇÃO

Viver simples A

pós alguns dias fora e sem saber o que está acontecendo nas entranhas do país, abri os e-mails de leitores e achei um comentário sobre a coluna “As Pessoas de Nossa vida”. Uma leitora me cumprimenta, mas diz que esqueci de falar sobre algumas pessoas que passam em nossa vida apenas para nos azucrinar, como foi o caso de um ex-namorado seu. Respondi que não sou consultor sentimental, lon-

entre a gente

ge disso, mas que a vida é feita de altos e baixos, e isso nem sempre depende de nós. Coisas boas e ruins podem bater à nossa porta aleatoriamente, sem aviso prévio, sem nos dar tempo à reflexão, elas simplesmente acontecem. As pessoas falam de você, algumas te vangloriam, outras te sacaneiam, te julgam de acordo com o que lhes chega ao ouvido, com ou sem razão, não interessa, o importante é sabermos usar essas experiências como parte de nosso aprendizado.

HOJE CONCLUO que alimentar sentimentos negativos e angustiantes pode nos deixar sem chão, com uma sensação de desamparo, e perdidos no ciclo da vida. O ser humano é uma soma de circunstâncias, por isso devemos acreditar que todas as dificuldades poderão ser superadas, e o tempo se encarregará disso. As pessoas costumam ficar ressentidas quando afligidas por alguma experiência ruim, isso é natural, desde que não seja um sentimento que perdure indefinidamente. Pessoalmente, mesmo em minhas piores decepções, nunca consegui ficar muito tempo ressentido com quem quer que seja. Não trabalhei isso, talvez seja uma herança genética por parte de minha mãe, não sei, mas o que importa é termos consciência de que guardar mágoa é algo tão ruim como ficar preso ao passado.

Construções 6 AfoiKatz uma das finalistas ao

Festejando No réveillon do PIC, que reuniu cerca de 1.500 pessoas, o casal presidente, Antônio Soares e Moema, com a filha Fernanda e o genro André Franco

Pessoalmente, mesmo em minhas piores decepções, nunca consegui ficar muito tempo ressentido

SOMOS SERES FLEXÍVEIS por natureza, e mesmo que absolutamente falíveis – pois erramos nas mais variadas situações – temos uma incrível capacidade de nos reinventar a cada dia, basta querermos. Se, por outro lado, nos tornarmos pessoas rígidas e inflexíveis, nos arriscamos a perder o controle emocional e encarar as situações com menos clareza. Todos passamos por isso algumas vezes, e sabemos que não é fácil mudar os maus hábitos e sair da zona de conforto, mas temos, no mínimo, que ter consciência dos benefícios de não alimentar angústias e ter no perdão um caminho para uma vida plena. Perdoar é tirar um peso da própria alma, é entender que alimentar o ódio ou trabalhar uma vingança é uma perda de tempo, um desperdício de energia. Viva, simplesmente.

Prêmio Talento Engenharia Estrutural, uma iniciativa da Gerdau e da Abece, que tem como objetivo reconhecer e premiar os profissionais ou empresas que desenvolvem projetos de destaque na engenharia de estruturas. Considerado o evento mais importante do setor no país, a cada ano reforça e destaca os maiores talentos do segmento. inovação, gestão 6 Com de resultados, tecnologia

e redução de resíduos, a Precon Engenharia desenvolveu um sistema próprio de produção e construção que é referência em sustentabilidade no país. A Solução Habitacional Precon (SHP) foi a responsável por fazer a empresa crescer no mesmo ritmo em que acumula prêmios. Em 2016 a Precon recebeu o título de “empresa mais sustentável do Brasil no segmento da construção civil”, concedido pela revista Exame.


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FOTOS LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

Gloss, iluminador e batom colorido vão abastecer sua nécessaire nesta estação

BELEZA> A maquiagem deste verão mescla várias tendências ao mesmo tempo; saiba como usar

Tudo junto e misturado BOCA TUDO Batom De acordo com Washington Rodrigues, investir naquele velho mood “olho tudo e boca nada” é uma ótima pedida para quem quer cor, mas sem muita complicação. Assim que a pele já estiver preparada, invista em batons com texturas cremosas para um visual mais marcante. “O rosa pink e vibrante dá toda personalidade a essa maquiagem. Arremate os olhos apenas com uma leve sombra marrom, para dar profundidade, e muito rímel”, ensina.

FICHA TÉCNICA Fotos: Leca Novo Produção: Deia Lansky Make-up: Washigton Rodrigues Cabelo: Rogéria Magalhães

Batom “This Love”, da Hot Makeup

HOT MAKEUP/DIVULGACAO

Se você sempre fazia uma ligação entre verão e uma temporada quase obrigatória de férias também para a pele, é hora de deixar essa ideia de lado. A nécessaire para a temporada de calor vai muito além de um simples protetor solar. Acrescente boas doses de criatividade e produtos responsáveis por trazer texturas brilhantes e cores metalizadas que estavam um tanto quanto esquecidas no seu conjunto de sombras. Para o make-up artist Washington Rodrigues, verão também é sinônimo de ousar – e, por que não?, seguir o mood das passarelas. O que não muda, entretanto, são os cuidados com a pele. “Ela precisa estar suave, fresh e bem hidratada. Não vale cobertura muito pesada, prefira uma base com fator de proteção ou um filtro solar com cor”, aconselha. Uma vez que o efeito naturalíssimo e uniforme foi conquistado, invista no acabamento. A seguir, destrinchamos quatro fortes tendências, explicadas pelo profissional, para você fazer bonito em casa. Lorena K. Martins

Modelos: Katia Castro (Agência Doze) Gabriela Alam e Nayra Vales (Woll Agency) Rafaela Rocha (Mega)


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NÉCESSAIRE

CÍLIOS DIFERENCIADOS Lançamentos de beleza pipocam ao tempo todo, certo? Mas, com tantas novidades, conseguimos listar alguns dos produtos que andam se destacando tanto na nécessaire quanto em nosso coração. Confira a seguir.

Misture Com a pele bem-feita e com cobertura uniforme, aposte em olhos marcados. “Uma máscara para cílios colorida pode dar um olhar mais feliz e festivo para a estação”, diz Washington. Outra dica é priorizar o olhar com um rímel em tons parecidos ou similares à sombra e ao delineador – aqui, foram usados uma sombra rosé e um delineador roxo. Já nos lábios, passeie pelas nuances de batom da vez, que variam do pêssego suave ao coral, e conferem um toque vibrante ao make.

sai, não Que tal unir cores 6 Não incríveis, praticidade de aplicação e a tão amada textura mate em um mesmo produto? O Extreme Matte by Color Sensational vem em formato de lápis e deixa o contorno dos lábios muito mais preciso Quanto R$ 19,90 Onde Maybelline (31) 3279-1200

Rímel da linha Savage, da Vult

RUBY KISSES/DIVULGAÇÃO

VULT/DIVULGAÇÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO

Batom da cor “pôr do sol” da Ruby Kisses

EFEITO BRONZE

Gelatina cheirosa Com um aro6 ma delicioso, essa gelatina é retirada inteira do potinho, pronta para você esfregar pelo corpo como faria com um sabonete. Depois que usar, só guardar de volta no pote Quanto R$ 26,50 Onde www.lush.com.br

Garota dourada O iluminador com toques de brilho dourado ou os bronzers reinam absolutos nesta estação, entretanto, é preciso estar atenta aos pontos estratégicos para o visual iluminado, sem exageros. “Gosto de usar na testa, no nariz, nas maçãs do rosto e na parte superior dos lábios para um visual mais marcado. Arremate com sombra marrom mais opaca e, nos lábios, batom também marrom, mas com acabamento metalizado, outra forte tendência”, diz o maquiador.

RUBY KISSES/DIVULGAÇÃO

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Cobre tudo, mesmo Cobertura 6 mais eficiente que muita base e pó compacto por aí, esse blur alisa visualmente poros, marcas e linhas finas de forma instantânea. Ainda controla a oleosidade e tem FPS 24 Quanto R$ 119,90 Onde www.larocheposay.com.br

Pó bronzer para rosto e corpo Ruby Kisses All Over

VISUAL OITENTISTA Olhos coloridos Que tal arriscar olhos mais chamativos? Inspirada nos anos 80, a dica é investir nas cores para um visual nada discreto. Nas pálpebras, camadas de cores vibrantes aparecem combinadas tanto na parte superior quanto na inferior. “Marquei os olhos com duas tonalidades de sombras metálicas em azul, deixando a maquiagem mais divertida. Dispense o delineador, faça um jogo de sombras e arremate com rímel”, ensina Washington. Nos lábios, invista em gloss com versões mais pigmentadas de rosa e coral, para dar um toque de brilho também para o dia.

O BOTICÁRIO/DIVULGAÇÃO

de Minnie Na dúvida entre 6 Cílios separar, definir e dar volume, a máscara de cílios lançada no ano passado promete as três coisas ao mesmo tempo e, ainda por cima, é à prova d’ água Quanto R$ 32,99 Onde www. avonstore.com.br Trio de sombras Blue Sky, da linha Intense, de O Boticário


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VITRINE

Partiu verão Carteira bordada de 6 Colorida pedrarias da PatBo para

Pra onde tenha sol do 6 Rainha mar Colar banhado a ouro com pingente de estrela-domar, para as sereias urbanas Quanto R$ 250 Onde ceresjoias. com.br

acompanhar sua viagem nesta estação Quanto R$ 1.250 Onde Loja Nohda (31) 3317-6191

Praiaoupiscina,tantofaz.Adicaéteràmãoos produtoscertosparaatemporadadecalor Com as temperaturas altas em cena, destinos que sinalizam a oferta de sombra e água fresca são os mais visados. Mas, antes de arrumar as malas, vale conferir alguns lançamentos para enfrentar o calorão da melhor forma possível. E vale tudo: do protetor solar aos lançamentos do beachwear. Mesmo porque, junto ao verão, entram em cena também as mais variadas tendências, incluindo boias flutuantes (para quem quer pegar sol sem se molhar demais) e acessórios para investir no sereísmo, que toma conta da areia e – por que não? – do asfalto. Confira. Lorena K. Martins

6 Tropical A saia envelope com estampa floral cai muito bem no pós-praia Quanto R$ 159,90 Onde malwee.com/ enfim

6 Cabelo bonito O leave-in, para ser usado na praia e na piscina, tem filtro solar e água de coco para manter os fios no lugar durante o verão Quanto R$ 32,90 Onde yenzah.com na 6 Inspirado Grécia Formu-

Da cor da garrafa de Gim 6 Essencial Tanqueray, esses óculos são um refresco para os olhos Quanto R$ 499 (kit com uma garrafa da bebida e taça personalizada) Onde livo.com.br boiar Para colorir as piscinas e praias nes6 Pode ta estação, as boias infláveis com desenhos diver-

lado com iogurte, o protetor solar facial possui propriedades antioxidantes, ajudando a hidratar a pele delicada do rosto e do pescoço Quanto R$ 60 Onde korresbr.com.br

tidos são uma ótima pedida. A da foto traz desenhos com tema tropical, mais que convidativa Quanto R$ 298 Onde farmrio.com.br

Fashion e protegida As peças de beachwear da Lenny Niemeyer são feitas com tecido que contém fator de proteção UV 50+, como este conjunto de cintura alta Quanto R$446 Onde Lenny Pátio Savassi (31) 3288-3839

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caliente Com 6 Muy esta estampa inspirada no México, é só colocar a toalha na areia e esperar o bronze Quanto R$ 89,90 Onde Imaginarium Boulevard (31) 3227-4020

de sucesso Para acompanhar os dias 6 Parceria quentes, nada como um calçado confortável que deixe os dedos de fora. Esta rasteirinha da Melissa + Salinas traz, ainda, detalhe com aplicação de franjas nas tiras Quanto R$ 120 Onde Clube Melissa Savassi (31) 3227-4020


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crônica

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vida leve A

inda b e m que janeiro chegou. Para mim, fim de ano é uma loucura institucionalizada, ditada por uma agenda cheia de obrigações e compromissos nem sempre interessantes. Tem gente que adora. Eu, não. Na mesa do jornal, convites, lançamentos, jantares, almoços, formaturas, confraternizações... Tem dias que saímos correndo de um lugar ao outro e, no caminho, ainda nos lembramos daquele encontro na manhã seguinte com ex-colegas da faculdade em um sítio “fim de mundo” qualquer, num provável sábado de chuva. Concordo que rever ex-colegas é ótimo. Mas por que necessariamente tem de ser no fim do ano? Por que não em maio, abril, quando os dias são lindos, sem tempestades, atolamentos na estradinha de terra ou excesso desnecessário de comidas e bebidas? Sim, porque é também no fim do ano que as pessoas resolvem se esbaldar. Sair, para mim, nunca foi problema. Sempre gostei de jogar conversa fora, rever amigos... Compromissos leves, repartidos com pessoas queridas, de astral pra cima e que nos

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Fim de ano HÉLVIO

deixam bem. Quando interessantes, pessoas me atraem feito ímã. Aquela vontade de trocar figurinhas, ouvir e contar casos... Tem gente que, ao ver aglomerações, foge léguas; eu, não. Observadora de comportamentos, pessoas me fascinam. Portanto, estou longe de ser o tipo antissocial. Para mim, o que torna o fim de ano complicado são os excessos. A quase “obrigatoriedade” de estar presente aqui, ali e acolá, tudo ao mesmo tempo. Mas nem todos os compromissos são obrigações, alguns são puro prazer. Organizar bazares na creche de Betim, por exemplo, é das coisas mais prazerosas e divertidas que existem. Abrir sacos de doações, com roupas novas e usadas, enfeites, eletrodomésticos, sapatos, enfim, toda aquela parafernália de coisas que são de grande utilidade. Etiquetar, apreçar, limpar, organizar, carregar de um lugar ao outro são algumas das tarefas, normalmente regadas a conversas animadas, Ki-Sucos açucarados e bolachas de coco Mabel. No meio da confusão, uma parada para assistir ao teatrinho da meninada. Simples e necessário à

manutenção de nossas cabeças congestionadas de urgências. O tempo corre, e, se quisermos sobreviver, temos que correr junto, alguém diz. Lembrando-me do compromisso da noite – um jantar “passeio completo” em requintado salão de festas –, penso no cabeleireiro com hora marcada, no vestido passado no cabide, na sandália alta e desconfortável. Deus, estou atrasada! Nesse momento, um telefonema “milagroso” de amigas. – Laurinha, o que você vai fazer hoje no final da tarde? – E antes que eu respondesse... – Vamos comer uma traíra sem espinha no bar do fulano de tal? Sem pensar duas vezes, aceito o convite, mesmo não comendo traíras. – Ó, o lugar é meio fuleiro... – Já me avisam com antecedência. E eu, felicíssima, respondo: – É justamente do que preciso. Ligo para minha cunhada, repasso a ela o ingresso do jantar. Nem precisava passar em casa. Do trabalho, já iria direto, penso satisfeita, até ser interrompida pelo telefonema do meu marido: – Laura, você está lem-

brando que hoje à noite temos um… – Iiih... Já ia me esquecendo. Ligo para as amigas marcando a traíra para outro dia. E assim vamos levando. Um compromisso atro-

pelando o outro. Às vezes, a vontade é um canto escondido, com água de bica, um galo nos acordando e os bem-te-vis de minha infância desejando-nos boas-vindas. Só isso.

PS: Aos queridos leitores, um ano novo mais leve que este que passou. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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EM ALTA: TOM NUDE SE DESTACA, CRIANDO UMA DECORAÇÃO MODERNA E ACONCHEGANTE CRISTIANO TRAD/17.12.10

Boas expectativas para a compra da casa própria Neste ano, preços devem continuar estáveis, aumentando a flexibilidade nas negociações, aponta pesquisa


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RETOMADA> Maioria dos entrevistados acredita que o ano será bom para adquirir a casa própria

Mercado imobiliário está otimista, aponta pesquisa LEO FONTES/12.10.16

A crise Renata econômica Abritta prejudicou diversos segmentos nos últimos anos, entre eles o mercado imobiliário. Porém, a expectativa dos consumidores, dos corretores e também das imobiliárias é de números melhores para 2017. O ano é considerado bom para fazer negócios em função da redução da taxa de juros e da estabilização dos preços. Segundo uma pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, por meio da qual são avaliadas as tendências e as percepções do setor através da opinião dos públicos envolvidos, para quase 80% dos consumidores os preços dos imóveis permanecerão estáveis e, por isso, a flexibilidade na negociação tende a aumentar. Mais de 70% das pessoas estão otimistas com o mercado imobiliário, apesar de estarem com o pé atrás em relação à situação econômica do país. Para os incertos ou pessimistas, os principais motivos de desconfiança em relação ao mercado imobiliário são a instabilidade, o desaquecimento e os juros altos. No que diz respeito à economia do país, as incertezas dos entrevistados esbarram na corrupção e nas crises política e econômica (continue lendo sobre a pesquisa no box ao lado). DESEMPREGO PREOCUPA Segundo o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Ha-

bitação (ABMH), Vinícius Costa, é improvável que os preços dos imóveis subam. Eles devem permanecer estáveis ou ter uma pequena queda. “Não acredito que vá haver um aumento, pois a condição do país não favorece adquirir um imóvel por um preço mais elevado. Além disso, a taxa de juros baixou, mas ainda é consideravelmente alta e o mercado da construção civil já não disponibiliza mais tantos imóveis como antes”, afirma. Por outro lado, segundo Costa, as medidas do governo para fomentar o mercado, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução da taxa de juros visando ajudar na aquisição da casa própria são benéficas. “A ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo. Como o financiamento depende do pagamento de várias prestações, às vezes em 360 meses, isso dá resultado prático em longo prazo”, explica. Costa ressalta, porém, que não adianta somente o incentivo do governo. “Se há um desemprego muito grande, ter coragem para assumir um contrato tão longo é mais difícil, afinal é um contrato de vários anos. O que acho que vai influenciar mais em curto prazo será a questão global da economia, se o desemprego vai cair e se as pessoas terão renda. Vale lembrar que precisa de uma entrada para adquirir um imóvel. Então, tem muitos fatores além da taxa de juros”. Já a presidente da CâmaABMH/DIVULGAÇÃO

Consultor da ABMH não acredita no aumento dos preços

Cenário previsto flexibiliza negócios

Sonho Estudo mostra que consumidores acreditam estar mais perto de ter as chaves da casa própria

ra do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/SecoviMG), Cássia Ximenes, lembra que a demanda por moradia é constante, independentemente da situação econômica do país. “Independentemente de crises ou de facilidades de crédito, a demanda continua. Então, as pessoas têm de se organizar para encontrar a sua moradia”, frisa. Cássia também destaca a insegurança com a questão do desemprego e acredita que os preços em 2017 ten-

A ideia de baixar os juros é muito interessante, pois oferece uma condição melhor para o consumidor adquirir imóveis em um longo prazo

dem a ficar estáveis. “Não acredito que teremos aumento nem queda mais. Teremos um patamar para as pessoas se reorganizarem e voltarem a realizar suas compras. Acredito que teremos um aumento no número de vendas e de negócios realizados em 2017. Creio que o mercado imobiliário vai ter essa grata surpresa”, diz. Para isso, segundo ela, é fundamental promover formas de pagamentos atraentes aos consumidores. “O que a gente percebe é que mais condições e mais facili-

tadores de crédito devem ser apresentados aos consumidores para que eles tenham essa coragem de assumir o financiamento”. E completa que os feirões de imóveis são boas alternativas para quem deseja realizar o sonho da casa própria. “Os feirões possibilitam que em um mesmo espaço físico o cliente possa ter acesso a informações variadas até debater diretamente o outro lado. Esses eventos facilitam as oportunidades de negociação, é bom para o cliente e para as construtoras e incorporadoras”, explica. CARLOS OLIMPIA/DIVULGAÇÃO

Segundo a presidente do CMI/Secovi-MG, Cássia Ximenes, os feirões de imóveis são ótimas oportunidades para quem quer adquirir a casa própria por favorecerem boas possibilidades de negociação

De acordo com a pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, a maioria dos corretores que foram entrevistados afirmou crer que os preços dos imóveis permanecerão estáveis tanto para venda como para aluguel em 2017. Por consequência disso, 58% acreditam que a negociação estará mais flexível este ano. O estudo também apontou que 67% desses profissionais estão otimistas com o mercado imobiliário e que 60% deles acreditam no aumento das vendas. Assim como os corretores, as imobiliárias também citaram que os preços permanecerão estáveis para venda e aluguel. Um ponto positivo para os consumidores interessados em adquirir a casa própria em 2017 é que a maior parte das imobiliárias sinalizou estar mais disposta a negociar. Outro ponto que beneficia o comprador é a previsão de que os descontos também serão maiores do que os praticados em 2016. Comparando as expectativas entre os perfis dos entrevistados, os consumidores acreditam mais na diminuição dos preços enquanto os corretores e as imobiliárias apostam na estabilidade. AMOSTRA A pesquisa foi realizada no período de 11 a 23 de novembro do ano passado. Foram entrevistados 1.545 consumidores, 482 corretores e 432 imobiliárias de 25 Estados e 326 cidades do Brasil. Entre os consumidores, 51% são mulheres e 49%, homens. A maioria são casados, vivem em união estável e possuem renda familiar superior a R$ 3.418 por mês. (RA)


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GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

SINDUSCON-MG/DIVULGAÇÃO

Construção civil projeta crescer 0,5% neste ano entamente, a cadeia produtiva da construção civil começa a dar sinais de recuperação. É o que apontam os dados do balanço anual do setor, divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (SindusconMG). Depois de registrar quedas entre 2014 e 2016, acumulando retração de 13,4% no período, a expectativa dos empresários da construção em Minas é de que o setor volte a crescer pelo menos 0,5% em 2017. Já no ano passado houve movimento de retomada das vendas. De janeiro a outubro, 2.698 apartamentos foram vendidos em Belo Horizonte e Nova Lima. Nesse mesmo período de 2015, os lançamentos alcan-

çaram 1.943 unidades. Já a oferta de estoque disponível para comercialização nessas duas cidades em janeiro de 2016 correspondia a 5.208 unidades residenciais. Em outubro, o número foi de 4.876 unidades. Assim, de janeiro para outubro, o estoque de apartamentos disponível para comercialização reduziu 6,37%. “Houve redução dos estoques e os números mostram que as vendas foram 38,86% superiores aos lançamentos. Isso abre uma perspectiva de retomada dos lançamentos que vai fomentar a economia. A realidade das vendas ainda aguarda melhoras. Acreditamos que 2017 vai ser um pouco melhor e não prevemos retração”, avalia o vice-presidente da Área

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Andre de Sousa Campos é o atual presidente do Sinduscon-MG

Imobiliária do SindusconMG, José Francisco Cançado. O preço médio de venda, nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, foi de R$ 7.542 em outubro de 2016, o que significou alta de 6,59% nos primeiros dez meses do ano. As regiões que apresentaram mais lançamentos residenciais nos dez primeiros meses de 2016 foram: Pampulha, Centro-Sul e Leste. Destaque para a região da Pampulha, com 1.164 unidades, correspondendo a uma participação de 59,9% em relação ao total. Consequentemente, essa foi também a região com mais vendas e representou 38,25% do total acumulado nos primeiros dez meses do ano.

CURTAS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

SELO DE ECONOMIA edifício-sede da Direcional Engenharia, em Belo Horizonte, recebeu o Selo Procel de Economia de Energia para Edificações. O reconhecimento foi concedido pela alta eficiência energética do projeto, que apresenta elevado potencial de economia de energia e redução de impactos ambientais. Na avaliação, a empresa recebeu nota máxima nos três sistemas mensurados: envoltória, iluminação e condicionamento de ar. “Esse reconhecimento é muito gratificante. Nossa sede está em um seleto grupo de edificações eficientes do Brasil e essa é a confirmação da nossa expertise em desenvolver empreendimentos sustentáveis”, afirma Pedro Paulo Capparelli, superintendente de engenharia técnica da Direcional. O Selo Procel Edificações, lançado em novembro de 2014, é concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e gerido pela Eletrobras. É de adesão voluntária e tem o objetivo principal de identificar as edificações que apresentam as melhores classificações de eficiência energética em determinadas categorias.

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DIRECIONAL/DIVULGAÇÃO

COMEMORAÇÃO Netimóveis fechou 2016 comemorando 21 anos de mercado com sua Convenção Anual e premiando as imobiliárias que tiveram o melhor desempenho no ano. O evento foi realizado no Museu Inimá de Paula e contou com a presença de 200 empresários do segmento, vindos de várias partes do Brasil. O CEO da Thymus Branding, Ricardo Guimarães, foi convidado a ministrar uma palestra sobre os desafios do mercado para os próximos anos tendo em vista a evolução do indivíduo, do ambiente corporativo e da sociedade. “A Netimóveis é uma empresa que sempre esteve na vanguarda. Sua história é inspiradora e sua trajetória sólida mostra que nasceu sabendo o que quer e ondequer chegar”, definiu o especialista. Guimarães éconhecido internacionalmente pelos cases bem-sucedidos na gestão de marcas como Natura, Banco do Brasil, Vivo, entre várias outras.

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Ricardo Guimarães é referência na gestão de várias marcas

FEIRÃO DE IMÓVEIS

NOVO SITE

e olho nas oportunidades, a Precon Engenharia promove até o dia 31 de janeiro o 2º Feirão de Janeiro - A chance do ano de comprar o seu apê, em todas as sete lojas da construtora. “O primeiro Feirão que realizamos foi um sucesso de vendas. Foram mais de 40% a mais em negócios, se comparados com o mesmo mês do ano referente a 2015. Fomos a primeira construtora a visualizar essa oportunidade e a oferecer condições diferenciadas em um mês tão atípico para a construção civil. Temos grandes expectativas para esse 2º Feirão”, comenta Renata Peixoto Dias, gerente de marketing da Precon Engenharia. A construtora vai disponibilizar unidades com condições especiais e descontos de até R$ 30 mil e parcelas a partir de R$ 299. São apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida com valores que vão de R$ 129 mil a R$ 200 mil. Os endereços das lojas Precon podem ser encontrados no site www.meuprecon.com.br. Plantão de vendas pelo tel: 3615 1000 e pelo WatsApp: (31) 9 9807-0988.

construtora Tenda acaba de lançar seu novo site com mais funcionalidades. Novidades como o simulador de financiamento e um blog de notícias e conteúdos estarão disponíveis na nova página, que agora apresenta também design responsivo, ou seja, que se adapta a diferentes dispositivos e oferece uma boa experiência aos usuários de desktop, tablets e smartphones. “A mudança foi geral, desde a linguagem até as funcionalidades”, disse Tarcisio Almeida, gerente de marketing e vendas da Tenda. “Hoje o site é um dos principais meios de contato com nossos clientes. Na página, eles conseguem tirar dúvidas, ver nossos produtos e até mesmo iniciar o processo para compra da casa própria. Assim, trouxemos mudanças para deixar essa experiência ainda melhor e agregar novas informações”, completou. Para conferir as novidades, acesse o site www. tenda.com.

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PRÊMIO CBIC MRV Engenharia foi premiada em duas categorias no 21° Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em Brasília, no encerramento de 2016. A condecoração reconhece soluções inovadoras que contribuem com a indústria da construção brasileira. A MRV ficou em primeiro lugar na categoria “Tecnologia da Informação para a Construção”, com o projeto Assistência Técnica na Palma da Mão, que informatizou todo o processo de atendimento ao cliente. A iniciativa funciona da seguinte maneira: a pessoa realiza o agendamento on-line e o atendimento é feito pelo técnico que utiliza um tablet com um aplicativo, desenvolvido pela área de TI da construtora, que registra todas as informações referentes à demanda do cliente. Ao final, o proprietário do imóvel atesta o serviço com uma assinatura digitalizada, garantindo rapidez e otimizando a prestação do serviço. Já a iniciativa de utilizar agregado siderúrgico na pavimentação asfáltica de empreendimentos residenciais levou o segundo lugar na categoria “Materiais e Componentes”.

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VANDERLEI PEREIRA/DIVULGAÇÃO

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O edifício-sede da Direcional Engenharia se localiza em Belo Horizonte

Flávio Vidal, da MRV, e José Carlos Martins, da CBIC, na premiação


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habitar

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de janeiro de 2017

EM ALTA> Cores que se aproximam de tons de pele estão na moda muito além das passarelas

Tendência nude no décor ROBERTO MAJOLA/DIVULGAÇÃO

A tendênDa Redação cia nude – tons derivados do bege, que se aproximam da cor da pele – se destaca nas passarelas, nas roupas ou na maquiagem das modelos. Mas o sucesso e a versatilidade dessas tonalidades fizeram com que elas também se tornassem referência em outros setores, como o décor, pois criam uma decoração moderna, aconchegante e, ao mesmo tempo, sofisticada. Os tons neutros também têm como vantagem agradar pessoas de diferentes estilos. “O nude é ideal para criar uma atmosfera de tranquilidade e serenidade, deixando o ambiente

Contraste

mais claro e amplo. Se o espaço for pequeno ou com pouca luminosidade natural, traz um efeito funcional de luz e amplitude”, destaca Greice Magadan, gerente geral de arquitetura da Unicasa Móveis. Outra vantagem são as diversas possibilidades de aplicação em diferentes projetos de decoração. Como os tons são neutros, fica fácil brincar com os diversos estilos. Ao contrário das cores fortes, o nude se torna menos cansativo com o passar do tempo, além de deixar a casa mais elegante. Confira as fotos de projetos de decoração e inspire-se na escolha do nude em vários espaços.

Cozinha foi inspirada no pintor espanhol Francisco de Goya e na sua capacidade de criar contrastes perfeitos entre tons claros e escuros

DELL ANNO/DIVUGAÇÃO

Neste closet estilo nude, a lacca rosa traz um toque de cor e sofisticação ao ambiente

DELL ANNO/DIVUGAÇÃO

Amadeirado de cor suave inspirado pela física quântica e pela arquitetura escandinava DELL ANNO/DIVUGAÇÃO

As obras do pintor Claude Monet foram as inspirações para a criação deste home theater. Foram pensadas as principais características do artista, apaixonado pelos tons mais claros e efeitos de luz


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shopping

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EURO BLAZER> Loja faz sucesso vendendo roupas de frio para quem viaja a países mais gelados

Brechó de inverno FOTOS LEO FONTES

Renata Em janeiro, o Abritta verão é a estação do ano no hemisfério Sul. Porém, quem está de viagem marcada para regiões mais extremas do continente sulamericano, como a Patagônia argentina, ou para os países do Norte, precisa saber que esta época é de muito frio, com temperaturas até mesmo negativas em alguns lugares. Muitas vezes, arrumar a mala para essa viagem pode ser um problema, uma vez que as nossas roupas comuns não são apropriadas para nos aquecer em um cenário tão gelado. Por outro lado, os preços nem sempre são tão em conta, logo comprar tudo novo pode ser um gasto fora do orçamento. Para atender esse público belo-horizontino, foi criado o Euro Blazer, um brechó especializado em agasalhos contra o frio. “Somos especializados em roupas de inverno, o que facilita para as pessoas que estão indo esquiar ou, simplesmente, fazer um turismo onde o clima é extremamente frio. Assim, os turistas podem comprar as roupas certas a preços bem mais acessíveis”, explica a proprietária Ruth Fagundes Fernandes. O nome do brechó, inclusive, foi inspirado no inverno europeu, conhecido por suas baixas temperaturas. “A ideia veio do clima da Europa, que é extremamente frio, e do blazer, que é nossa especialidade”, conta Ruth.

Segundo ela, a ideia de montar a loja, que já tem 16 anos, foi a boa aceitação dos consumidores. “Participando de feiras, verificamos uma falta de roupas de brechó de inverno no mercado de Belo Horizonte. A Euro Blazer foi inaugurada em 2001 com a proposta de oferecer itens de qualidade com preço baixo”, destaca a proprietária. DIAS QUENTES Ruth destaca que, além dos agasalhos, o brechó também oferece diversos tipos de roupas e acessórios femininos e masculinos para todas as estações do ano, com peças únicas e preço diferenciado, o que tem chamado a atenção dos clientes. “Devido à situação econômica do país, as pessoas estão preferindo comprar com preços mais acessíveis. Acabou o preconceito com relação a roupas usadas. Os clientes sabem que podem encontrar roupas de marca, seminovas e com qualidade. A nossa clientela atinge a classe média e alta”, finaliza.

Exclusivas Proprietária destaca que cada peça é única

Brechó tem duas unidades em Belo Horizonte e também é especializado na venda de blazers

SERVIÇO Euro Blazer Site: www.euroblazer.com.br Endereço: avenida Álvares Cabral, 1890, Santo Agostinho, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3262-0364 Endereço: avenida Getúlio Vargas, 1610, Funcionários, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3281-1323

“ O brechó oferece uma série de produtos próprios para aquecer nas baixas temperaturas

Acabou o preconceito sobre roupas usadas. Os clientes sabem que podem encontrar roupas de marca, seminovas e com qualidade

Local também vende roupas para estações mais quentes


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WViagens para casais. Na estreia da coluna, as dicas de Paraty. Página 8 WEntrevista. André Rossi avalia os dez anos da Visual em Minas. Página 2

pampulha

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ALEXANDRE MACIEIRA/RIOTUR/DIVULGAÇÃO

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BELO HORIZONTE Sábado 14/1/2017

Rio,mar eporto Revolução Revoluçãourbana urbanaque queencantou encantou nas nasOlimpíadas, Olimpíadas,aaregião regiãoportuária portuáriada da cidade cidadeééoorenascimento renascimentodo docentro centro histórico; histórico;nova novahotelaria hotelariaaumenta aumenta número númerode deleitos leitos


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

personagem da semana

O efeito Trump no turismo A despedida de Barack Obama na última terça-feira e a posse de Donald Trump na próxima sexta-feira irá marcar um novo capítulo na históriados Estados Unidos. Está inaugurada na mente dos cidadãos do planeta uma era de incertezas e probabilidades que afeta, de um modo ou de outro, o turismo. Diga-se de passagem, o turismo é o único setor da economia afetado por fatores internos e externos – políticos (crises, imigrações), econômicos (alta ou queda de moedas), climáticos (furacões, tsunamis), de risco (epidemias, guerras), segurança (terrorismo) e acidentes (aéreos, terrestres). Pesquisa publicada no si-

tedecompras VoucherCodesPro mostrou que 47% dos entrevistados disseram que não pretendem viajar aos EUA em 2017. Os motivos citados são medo de protestos e violência e terrorismo. Levantamento do site Travelzoo revelou que um em cinco britânicos já não pensa mais nos EUA como destino de viagem. Para o Brasil, os efeitos podem ser a deportação de imigrantes ilegais e o endurecimento na concessão de vistos para viagens de lazer. Isso significa menos turistas em Nova York,Miamie Orlando, número que já diminuiu bastante com a alta do dólar e a crise econômica. No ano passado, anegação devistos parabrasileiros beirou o percentual de

Wsala vip

15%, segundo dados do jornal “Folha de S.Paulo”. Apesar das especulações, Trump ainda não mencionou especificamente o turismo, mas assinalou recuos em relação à globalização. Ele falou da possibilidade de reverter o rumo das relações com Cuba, em impedir muçulmanos de entrar no país e em erguer um muronafronteiracomoMéxico. Mas no discurso da vitória disse também que planeja reconstruir a infraestrutura do país, incluindo aeroportos. Hoje, a indústria do turismo contribui com US$ 1,4 trilhão para a economia dos EUA, e muitos analistas acreditam que esses números influenciarão decisivamente nas medidas que Trump irá tomar daqui para frente.

secretário de Estado de Turismo, Ricardo Faria, o diretor de relações institucionais da Azul, Ronaldo Silva Veras, e o diretor da Azul, Marcelo Bento Ribeiro, durante a reunião na Setur-MG para oficializar o voo Belo Horizonte-Buenos Aires

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check in/check out

Enfim, voos para Jeri (I) Enquanto autoridades locais falam no início das operações do aeroporto de Jericoacoara (CE) para junho, a Azul Linhas Aéreas anuncia que solicitou à Agência Nacional de Aviação (Anac) voos para o destino a partir de 7 de abril, saindo de São Paulo e Belo Horizonte, com escala em Recife. Em visita a Jeri, em novembro, estive no aeroporto por curiosidade. A pista de pouso já está concluída, faltando apenas alguns detalhes, O início da operação já foi anunciada anteriormente para outubro e novembro de 2016.

André Rossi,

gerente da Visual Turismo em Minas, faz uma avaliação dos dez anos da filial em Minas Gerais, completados no último dia 1º, e das perspectivas para 2017

A filial mineira da Visual completou dez anos no último dia 1º. Como você avalia essa trajetória no mercado mineiro? Eu pessoalmente tenho uma avaliação positiva, pois em todo início é gerado uma expectativa grande de como as coisas podem acontecer, ainda mais tratando-se de nosso segmento, em que muitas empresas chegaram e se foram muito depressa. No caso da Visual, tivemos grata surpresa, pois a decolagem foi mais rápida do que imaginávamos, mas com muito trabalho e, em especial, com a colaboração e a resposta do agente de viagens. Sou grato a esses profissionais, a razão do nosso negócio.

No ano passado, a Visual criou um segmento de vendas exclusivo para famílias e grupos e também participou do Cubo, um pool de operadoras para alavancar as vendas. O que a Visual está trazendo em termos de novidades neste ano?

Antonio da Matta, Valdez Maranhão, Milton Pimentel e Wander Coelho durante a Feijoada do Maranhão em Lisboa, Portugal; o fotógrafo e empresário já se prepara para a primeira feijoada do Escarpas do Lago, que acontecerá no dia 22 de abril no Clube Escarpas do Lago; a feijoada, que já virou franquia, promete ser uma grande festa com presença do empresariado

Guto Jones em Cabrália Guto Jones assumiu a Secretaria Municipal de Turismo de Santa Cruz de Cabrália, cidade vizinha a Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Segundo Jones, com muito empenho o turismo pode se tornar o carro-chefe do município. “Um destino promissor, mas que precisa de um grande investimento, trabalho e dedicação”, afirmou. Guto já tem mas de 30 anos dedicados ao setor e é figura conhecida do trade desde que foi guia da Soletur, trabalhando ainda na Prefeitura de Porto Seguro e Bahiatursa. RODRIGO HADJA/DIVULGAÇÃO

BH-Buenos Aires

Enfim, voos para Jeri (II) O aeroporto fica no município de Cruz, a 22 km de Jeri, e vai encurtar em três horas a viagem até lá. A Azul pretende ofertar quatro frequências semanais com saída de Recife, em jatos Embraer 195, de 118 assentos. A companhia não divulgou o preço das tarifas. O aeroporto tem a segunda maior pista do Ceará, com 2.200 m extensão por 45 m de largura e capacidade para até 1.200 pessoas por ano, maior e melhor do que de capitais como Porto Alegre (RS), Teresina (PI), Aracaju (SE) e Vitória (ES).

A retórica da campanha Trump terá impacto direto sobre o desempenho do turismo, porque o México já superou o Canadá como fonte de demanda turística para os EUA em 2016

VALDEZMARANHÃO/DIVULGAÇÃO

SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

O secretário-adjunto de Estado de Turismo, Gustavo Arrais, o representante da concessionária BH Airport, Dany H. L. Oliveira, o

DIVULGAÇÃO

O secretário Guto Jones

Depois da Azul anunciar o voo Belo Horizonte-Buenos Aires, agora é a vez da Gol. A companhia aérea já está vendendo bilhete para o voo que estreia em 5 de março. A operação será em Boeing 737-800, com capacidade para até 170 passageiros, com decolagem do aeroporto de Confins aos domingos, às 23h40.

Enfim, voos para Jeri (III)

Parceria Belvitur/Inhotim

O terminal de passageiros tem aparência rústica, com detalhes e janelas em parede e vidro e cobertura de taubilhas, espécie de telha em madeira. Ainda estão previstos alfândega, Polícia Federal e um hangar; isso significa que o aeroporto de Jericoacoara poderá receber voos internacionais diretos de Lisboa, Portugal, sem necessidade de conexão em Fortaleza. Se, para alguns empresários, o aeroporto vai introduzir o turismo de massa em Jeri, para outros significa aumento no faturamento.

A Belvitur é a agência oficial de turismo e eventos do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea e jardim botânico em Brumadinho (MG). A parceria vai oferecer aos visitantes serviços, como hospedagem, venda de ingressos, transporte e alimentação. A empresa também fica responsável pela organização de eventos corporativos e sociais, como os badalados casamentos que acontecem em meio aos jardins do Inhotim. O contato pode ser feito pelo telefone (31) 3290-9119 ou inhotim@belvitur.com.br.

O segmento de grupos foi criado há mais tempo, com o objetivo de atender programas exclusivos para turismo religioso, uma sacada que deu certo na ocasião, e, desde então, partimos para os demais destinos, criando uma central para atender única e exclusivamente grupos. Hoje, já montamos para o mundo todo. Esses são produtos personalizados, que visam sempre a satisfação do turista. O pool é uma situação diferente, mas muito positiva também, afinal são operadores cada qual com seu DNA em vendas. Neste ano, além de nosso portfólio, teremos um produto exclusivo para atender famílias, que são casas com todo conforto. Um produto especial e mais sofisticado são as casas de luxo, algumas com mordomo, camareira e até cozinheiro, tudo para o viajante e sua família não fazer nada, só curtir o destino.

Você teve uma breve passagem pela Flytour e retornou à Visual. Como foi (ou está sendo) esse retorno? Não diria breve passagem, mas uma passagem e tanta, onde tenho o respeito pelas pessoas que lá encontrei. Com alguns deles já havia trabalhado no passado. Ambas as empresas me ensinaram muito, consegui apresentar um pouco mais do meu trabalho. Mas foi na Visual onde minha atuação ficou realmente marcada. Tenho admiração pela diretoria, na pessoa de Afonso Louro, o qual respeito e admiro muito, e por todos os seus colaboradores.

No final de 2016, Afonso Louro liderou uma reunião com os gestores das 12 unidades da Visual para discutir o planejamento deste ano. Quais foram as diretrizes para 2017? Na Visual, não existe mistério quando se trata de diretrizes, o que precisamos focar é manter nosso DNA como bons prestadores de serviços, sempre com ética, transparência e respeito nos negócios. Essa sempre foi uma linha de trabalho de nosso presidente, e o ideal é mantê-la mesmo nas horas mais difíceis. Quem conhece a Visual sabe disso.

Quais os destinos mais vendidos pela Visual no ano passado? Em geral, os destinos mais vendidos são as praias do Nordeste, até porque existe uma grande oferta. Nas viagens internacionais, a coisa mudou um pouco, já que a alta do dólar e a economia instável assustaram o viajante.

A crise econômica e política mudou o comportamento do turista em relação às viagens? Quais as perspectivas para 2017? Em geral, o viajante está mais cauteloso diante da política econômica e de uma sombra de incerteza, pois tivemos um 2016 turbulento. Mas a indústria do turismo já começa a movimentar no sentido de se reinventar, pois, se ficarmos parados, a coisa não funciona.

Você é um dos profissionais mais respeitados e disputados pelo mercado. Qual é o segredo para ser um bom gestor no turismo? Sou muito grato ao que aprendi com os gestores com quem trabalhei e trabalho. Quando olho para trás, após 30 anos no setor, consigo avaliar bem os erros e os acertos. Se hoje posso responder a essa pergunta é porque sou grato e devo a essas pessoas. Não poderia nominá-los, porque são muitos. O segredo? Gratidão e otimismo, afinal foi com eles que aprendi quase tudo e continuo aprendendo.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017


O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017

turismo

Rio de Janeiro

Cada vez mais maravilhas para se apreciar Repaginada, área do porto ganha novo pointculturalda cidade, comos museusde Artedo Rioe do Amanhã, os murais gigantese oAquaRio Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Enquanto eu pensava que o Rio de Janeiro, em quase 30 anos de visitas, não poderia me reservar nada mais além de sua já estonteante – e ansiosamente esperada – beleza, eis uma surpresa: o Boulevard Olímpico, com cerca de 3 km de extensão. Herança da Rio 2016, o Porto Maravilha, antiga zona portuária agora revitalizada, é o novo complexo turísticocultural da cidade, com os museus de Arte do Rio (MAR) e do Amanhã, o AquaRio e os murais gigantes que ornamentam os antigos armazéns. A repaginada praça Mauá, no coração da região, saiu do ostracismo, ao qual foi relegada após a decadência do porto, e virou point de cariocas e visitantes. Desde as Olimpíadas, o espaço se consagrou como área de shows, festivais e apresentações diversas. De um lado, fica o Museu de Arte do Rio, que promove um passeio pela história do país a partir da trajetória da princesa Leopoldina, defensora de nossa Independência e com importante legado para o desenvolvimento das artes e das ciências no Bra-

sil, assim como de importantes produções contemporâneas. Do outro lado da praça, no limite das águas portuárias, está o museu do Amanhã, um espaço que, por meio de ambientes audiovisuais imersivos e instalações interativas (em português, inglês e espanhol), leva o visitante a examinar o passado e as transformações atuais, além de imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos. Mais adiante, no Porto Maravilha, surge o AquaRio, considerado o maior aquário marinho da Améri-

“Observar o Rio de Janeiro de cima, a partir de um voo panorâmico de helicóptero, é uma experiência quase mística, tamanha é sua beleza.”

ca do Sul. Segundo o diretor-presidente Marcelo Szpilman, o espaço, previsto para passar por ampliações, possui hoje mais de 3.000 animais, de 250 espécies – tubarões, arraias, lagostas, corais etc, observados em tanques do tipo painel, em outro onde se toca nos peixes ou sob um túnel que dá ao visitante a sensação de estar no meio deles. Na hotelaria, as Olimpíadas também deixaram seu legado. A cidade, que possuia 39 mil quartos até 2009, tem agora mais de 60 mil leitos, segundo o Rio Convention & Visitors Bureau. Para se ter uma ideia, a rede Marriot, que mantinha apenas um hotel na cidade, fechou 2016 com mais quatro unidades.

FOTOS ALEXANDRE MACIEIRA/RIOTUR/DIVULGAÇÃO

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Vista aérea do Porto Maravilha

Túnel sob tanque é o diferencial do AquaRio

Transcendental Gostou das novidades? Agora imagine reunir tudo isso aos cartões-postais morro da Urca e Cristo Redentor, Pedra da Gávea, centro do Rio (com belíssimas construções históricas), arco da Lapa, ladeado pela moderna Catedral Metropolitana, Maracanã, Museu de Arte Contemporânea de Niterói (outra icônica obra de Oscar Niemeyer), favelas da Rocinha e do Vidigal, sambódromo, Vila Olímpica e, claro, a belíssima faixa litorânea desde a Barra da Tijuca e apreciá-los de um voo panorâmico de helicóptero? É tamanha a beleza e a grandiosidade que, sem exagero, resulta numa experiência quase mística.

Cobertura estilizada sobre o terraço, onde fica o restaurante Mauá, dá o toque de modernidade às instalações do MAR

Museu promove leitura de passado, presente e futuro O encantamento com o Museu do Amanhã já começa com suas instalações futurísticas, quase ficcionais. Concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o prédio, em formato que remete ora à proa de um barco, ora à asa de um pássaro em voo, projeta-se mar adentro a partir de uma estrutura vazada sobre uma base de espelhos d’água onde paira uma incrível esfera pontiaguda prateada. Seu acervo fixo, provocativo e apresentado de forma lúdica, começa pelo Cos-

mos, que promove um passeio pela formação do universo até o surgimento da vida no planeta, seguindo por mais quatro seções denominadas Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós, que somam mais de 40 experiências, trazendo, inclusive, números assustadores sobre a degradação do planeta provocada pelo homem, que coloca em risco o futuro da humanidade. Embora seu foco seja cosmológico e futurístico, o museu do Amanhã ainda reserva espaço para exposições

temporárias de outras naturezas, como “O Poeta Voador, Santos Dumont”, que vai até 19 de fevereiro, mostrando protótipos das principais criações do inventor mineiro e “pai da aviação”. Logo na entrada do museu está uma reprodução em tamanho natural do pioneiro 14bis. Em exposição só até o dia 5 de fevereiro, “Rolé pelo Rio Hackeado” pretende instigar em cada visitante ações sustentáveis onde vivem, desde plantar uma flor a transformar áreas urbanas degradadas.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017

Para viajar por nossa história

No Museu do Amanhã, o espaço Antropoceno é o mais provocador de todos

Serviço Museu de Arte do Rio Horário: de 10h a 18h; entrada até 17h (terça a domingo) Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia-entrada) museudeartedorio.org.br Museu do Amanhã Horário: de 10h a 17h; entrada até 17h (terça a domingo) Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia-entrada)

museudoamanha.org.br AquaRio Horário: de 10h a 17h, diário Ingressos: R$ 80 (visitantes) e R$ 60 (fluminense e morador) aquariomarinhodorio.com.br Voo de helicóptero Lynx Aviação: Preço: R$ 4.500 (p/ 5 pessoas). lynxaviacao.com.br

De formato convencional, o Museu de Arte do Rio (MAR) está instalado em dois prédios heterogêneos – o palacete Dom João VI, de arquitetura eclética, e o edifício vizinho, de estilo modernista, que já foi um terminal rodoviário. Tombado, o antigo palacete abriga as 13 salas de exposição do museu, enquanto no outro prédio funciona a Escola do Olhar, um ambiente voltado para produção de experiências coletivas e pessoais, com foco na formação de educadores da rede pública de ensino. O MAR mostra aos visitantes, além de pinturas, documentos e objetos do período colonial (com ênfase no legado da princesa Leopoldina), obras-primas de mestre brasileiros, como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, entre outros renomados pintores modernistas e contemporâneos; obras experimentais; e exposições temporárias que também contemplam outras manifestações artísticas. Um exemplo é “Meu Mundo Teu”, do fotógrafo paraense Alexandre Sequeira, em exposição até 16 de julho deste ano.


W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017

turismo MARRIOTT/DIVULGAÇÃO

Rewards

Ganhe diárias ou upgrade Uma das inovações da rede norte-americana é o Marriott Rewards, um programa de milhagem, a exemplo do que ocorre na aviação, no qual os clientes acumulam pontos a cada hospedagem em todas as suas unidades. Eles podem ser trocados por diárias ou upgrade na estadia em qualquer parte do mundo. Quanto mais fiel à rede, mais o hóspede ganha a possibilidade de ser mimado, ao atingir categorias silver, gold ou platinum. TÂNIA RAMOS

Uma das criações do chef Felipe Pinelli, do The Bistro, no Courtyard

Marcas

Rede pode chegar a BH A Marriott possui hoje 30 marcas, distribuídas por 5.700 unidades no mundo, que perfazem 1,1 milhão de quartos. No Brasil, já são 12 marcas, e, dessas, quatro estão no Rio de Janeiro: JW, Residence Inn, Coutyard e AC. Com unidades ainda em São Paulo, Recife e Bento Gonçalves, a rede pretende, segundo o diretor da Marriott para o Brasil, Gil Zanchi, expandir-se para Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre.

Restaurante

Gastronomia de excelência No JW Marriott, a gastronomia também tem lugar de destaque. Além dos lanches rápidos no Moonlounge, na área da piscina, na cobertura, e do bufê para almoço no restaurante Terraneo, o The Carioca é alma do hotel. Sob o comando do chef Thomaz Leão, é apresentada uma gastronomia baseada numa releitura de clássicos gourmet com toques brasileiros e regionais fluminenses.

Barra da Tijuca

Bar do AC Porto Maravilha, onde a mágica dos drinks acontece

De cara nova e ainda exclusiva Hoteleiros continuam de olho no potencialda região- sede do Parque Olímpico,o novo endereçoda edição 2017 do Rock inRio, em setembro Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

A Barra da Tijuca, área em expansão e destino de quem busca privacidade e exclusividade na Cidade Maravilhosa, reúne o maior legado da Rio 2016. Endereço do Parque Olímpico – perto do Riocentro, o maior espaço de convenções do país e o segundo da América Latina –, o bairro desponta com um grande potencial corporativo e de turismo de negócios. No rastro da competição, a Barra ainda foi beneficiada com linhas de VLT, modalidade de transporte coletivo que facilita, com eficiência e rapidez, o acesso à zona Sul e ao centro, indo até o aeroporto Santos Dumont. Mas a maior conquista da região, que elevou a Tijuca a outro patamar no quesito turismo, seja de negócios ou a lazer, foi a ampliação do número de leitos, a exemplo da rede norte-americana Marriott, que, estrategicamente, inaugurou duas unidades hoteleiras quase às portas do Parque Olímpico. Embora de distintas marcas da rede, o Residence Inn Marriott e o Coutyard Marriot dividem, ali, uma mesma torre de edifício, sendo o primeiro com 15 andares (140 apartamentos) e o segundo com 22 andares (264). No Residence Inn, mais voltado para hóspedes de longa estada, as habitações, amplas, ainda possuem cozinha completa. Seu diferencial é a piscina na cobertura, com incrível vista da lagoa de Jacarepaguá; enquanto o Courtyard aposta no bar e restaurante The Bistro, com excelente cozinha internacional comandada pelo chef Felipe Pinelli. Ambos os serviços, junto com a lavanderia self-service, são compartilhados pelos hóspedes das duas unidades. Ainda na região, a rede Marriott oferece o AC Hotel Rio de Janeiro Barra da Tijuca, uma unidade que já chama atenção por seu espigão triangular, mas com um perfeito aproveitamento inter-

no. De bandeira espanhola, a marca AC foi adquirida pela Marriott, que manteve seu original estilo “sofisticado e despretensioso” e sua aposta num cardápio exclusivo inspirado na cultura local.

Porto Maravilha Igualmente confiante no potencial da região do cais, a Marriot levou essa marca executiva pra lá, implantando o AC Porto Maravilha. Da piscina no terraço, tem-se uma incrível vista do entorno até a Feira de São Cristóvão, Maracanã e, ao longe, o Cristo Redentor. Característica da marca, a cozinha ali também é de alto padrão, sob a batuta do chef André Polycarpo (vencedor do programa “Que Seja Doce”, da GNT), além dos incríveis drinks criados pela mixologista Tatiana Soares.

Do cinco estrelas JW Marriot às marcas executivas, a rede prima por serviços e gastronomia de qualidade

MARRIOTT/DIVULGAÇÃO

Serviço Residence Inn Marriott Diárias: A partir de R$ 333 Coutyard Marriott Diárias: A partir de R$ 223 AC Hotel Rio de Janeiro Barra da Tijuca Diárias: A partir de R$ 271

Home office do AC Barra TÂNIA RAMOS

AC Porto Maravilha Diárias: A partir de R$ 246 JW Marriott Diárias: Disponibilidade a partir de 27/1, com preço promocional de R$ 228 Site: www.marriott.com.br

Luxo e tradição na icônica Copacabana Piscina do Residence Inn Marriott, com vista para a lagoa de Jacarepaguá MARRIOTT/DIVULGAÇÃO

De arquitetura e decoração clássicas, o bar The Carioca do JW Marriott, em Copacabana, divide espaço com o lobby

De frente para a praia de Copacabana, o JW Marriott, inaugurado em 2001, foi o primeiro hotel da rede no Rio. Suas instalações, erguidas naquele ano, têm estilo clássico, que remete aos 90 anos da marca e leva os hóspedes – habituais ou não – a se sentirem em casa. Com ambientes requintados e serviços primorosos, esse cinco estrelas possui vista para três dos principais atrativos turísticos da cidade: Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Forte de Copacabana. Empenhado em mimar os clientes, ainda oferece varios serviços exclusivos. Entre eles, o Griffin Club, um misto de room service e homeoffice, destinado aos hóspedes das suítes com vista mar e andares executivos.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 14 de janeiro de 2017


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Viagens para casal FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Vista panorâmica de Paraty com a igreja de Santa Rita, cartãopostal da cidade

Paraty com lazer e intimismo Paraty é um dos lugares mais lindos que já vimos no Rio de Janeiro, e olha que estamos falando de um Estado com paisagens maravilhosas. Esse destino já estava em nossa extensa lista, porém nossa visita chegou mais rápido do que imaginávamos. Paraty está localizada no litoral sul do Estado e foi, durante o período colonial, um dos mais importantes exportadores de ouro do Brasil. É uma cidade histórica bastante conhecida e comparada a Tiradentes (MG) por sua arquitetura até hoje preservada.

praias próximas. Perto do centro histórico, há outras praias, mas não tão bonitas. O centro histórico é pequeno, com muitos becos e vielas. Em cada esquina, uma grata surpresa. Lojinhas de artesanato, ateliês, restaurantes, muitas opções para descobrir. O centro é um pouco parado durante o dia – talvez por causa do calor as pessoas migrem para a praia – e movimentado à noite, quando os restaurantes colocam mesas e cadeiras nas calçadas, e os artistas de rua ditam o ritmo de sua caminhada.

A pousada

O que fazer

Desde quando criamos o blog Casal Mil (www.casalmil.com.br), ainda não havíamos enfrentado tantas horas de estrada – quase oito, saindo de carro de Belo Horizonte. Por isso, ao chegar a Paraty, o que mais queríamos era correr para a pousada para nos desvencilharmos das malas e tomarmos um bom banho. Na pousada Porto Imperial, fomos acomodados em uma das principais suítes. O quarto é lindo, e a cama, enorme. Na área externa tem um espaço de convivência e relaxamento bem legal, que também é um bar. Ao lado, uma piscina com uma jacuzzi. A pousada fica atrás da igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, o que permite que você largue seu carro no estacionamento e curta a cidade da melhor maneira, caminhando.

Em nosso primeiro dia na cidade, entramos em várias lojas. Somos desses que entram onde tem uma porta aberta... De todas, destacamos duas por serem locais diferentes. Aromas do Paraíso, na rua da Lapa, é

uma lojinha que nos encantou por suas essências. Ao entrarmos, achamos que era uma quitanda. Imagine pequenos sabonetes com formato e essências de frutas. É algo fantástico! Mais à frente, de longe, avistamos miniaturas e decidimos ir ver do que se tratava. Ao nos aproximarmos, pequenos casarões coloniais de Paraty e ímãs de geladeira, no formato de muros rabiscados com lindas frases, se espalhavam pelo local. O ateliê Esteban & Ester, na rua da Ferraria, 9, faz arte com dedicação e delicadeza. Todas as peças são diferentes, ou seja, é um trabalho artesanal.

Mateus Baranowski e Luiza do Nascimento dão dicas para casais que planejam viajar à histórica Paraty, no litoral do Rio

de. Trindade é uma vila de pescadores que ganhou fama por conta de suas lindas praias, trilhas e cachoeiras. O centro comercial da vila é bem simples, com ruas de calçamento, algum comércio, pousadas e muitas áreas de camping. Vale visitar as praias do Cepilho, mais indicada para os surfistas, e do Meio, onde decidimos passar o dia. A praia do Meio tem águas calmas e ambiente familiar, onde é possível levar sua cadeira, sombrinha e cooler. Como não levamos nada disso, alugamos mesa com cadeiras por um preço bem em conta (R$ 30 de consumo) e ficamos quase o dia todo.

As praias Quem vai à praia procura praia! Em nossos passeios, fomos conhecer Trindade, um bairro afastado de Paraty, a cerca de 30 km do trevo de entrada da cida-

Pousada Porto Imperial

Passeio de escuna Separamos um dia em Paraty para fazermos um passeio de escuna. Estávamos com um pouco de receio por causa dos preços e

Praia do Meio

Paseio de escuna

Quantos dias? Ficamos três dias em Paraty, mas estamos certos de que queríamos mais, muito mais! Cinco dias na cidade são suficientes para você conhecer as

Casa do Fogo Bistrô

da lotação dos barcos, mas tivemos uma ótima indicação da pousada e decidimos confiar na Paraty Tours (www.paratytours. com.br). A própria pousada reservou nossos lugares no Netuno III, embarcação menor que saía às 10h do cais. Pagamos R$ 63 por pessoa. Ao todo foram cinco horas de passeio visitando quatro praias lindíssimas – Ilha Comprida, praia Vermelha, lagoa Azul e praia da Lula –, com direito a parada para almoço em alto-mar. A refeição é cobrada à parte. Recomendamos uma porção de peixe e outra de arroz ao custo de R$ 76.

Onde comer A gastronomia de Paraty atende todos gostos e bolsos. Na Casa do Fogo Bistrô(www.casadofogo. com.br), restaurante especializado em flambados, experimentamos pratos da alta gastronomia internacional inspirados na cultura regional e com a utilização de produtos orgânicos e sustentáveis de comunidades da região. O restaurante existe há 15 anos, e todos os pratos são flambados em cachaças produzidas na região de Paraty. Sugerimos um riso polvo maracujá (polvo flambado com arroz negro perfumado ao maracujá e mel ao preço de R$ 82) e um filé-mignon Bistrô (filé-mignon ao molho de vinho com legumes flambados e arroz ao custo de R$ 60). Para quem busca opções econômicas, o preço do “prato feito” varia de R$ 18 a R$ 25 por pessoa.

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Mateus Baranowski e Luiza do Nascimento escrevem o blog Casal Mil (www.casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais


WLançamento. Chevrolet Tracker estreia motor turbo e novo visual. Págs. 14 e 15

BILL PUGLIANO/GETTY IMAGES/AFP

WMercado. Onix foi o líder de vendas do setor automotivo em 2016. Pág. 16 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 14/1/2017

O futuro é autônomo Salão de Detroit mostra ao mundo que os carros sem motorista estão bem perto de chegar ao mercado. Págs. 11 a 13

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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Sobre o Uber II Dando sequência ao assunto iniciado em nosso último encontro, que abordava desdobramentos do o uso do aplicativo Uber, publicamos, hoje, a segunda e última parte do texto de autoria do advogado Ricardo Meneses dos Santos, especialista em direito processual do trabalho. “Enquanto os motoristas do Uber se multiplicam exponencialmente, os passageiros reclamam da queda de qualidade dos serviços prestados, os condutores se queixam da jornada de trabalho entre dez e 12 horas para terem um mínimo de lucro; nos últimos meses, muitos têm desistido da profissão. Aí reside o segredo dos aplicativos de transporte: a propaganda desenfreada para aumentar e manter um número cada vez maior de motoristas,

utilizando a tática já conhecida de pirâmides, ou seja, a oferta de bônus aos trabalhadores por indicar outros para o trabalho. “A regulamentação desse tipo de serviço interessa às duas partes, que deveriam ser as principais na relação: condutores e consumidores. Hoje, não existe fiscalização em relação ao motorista, muito menos quanto ao veículo utilizado. Também não há o treinamento adequado nem um órgão responsável que possa ouvir as reclamações, fiscalizar o dia a dia ou auxiliar as partes em relação aos problemas ocorridos na prestação do serviço. Ao consumidor sobra apenas a avaliação do motorista feito ao próprio Uber, que, no máximo, acaba por descredenciar o condutor, não havendo uma medida socioeducativa para melhorar a

qualidade do serviço. Os motoristas que se queixam das jornadas de trabalho exaustivas para conseguir lucro, agora, buscam a Justiça do Trabalho para dirimir a situação. Em São Paulo já há 20 processos trabalhistas movidos contra a empresa, que possui apenas uma sala alugada na cidade com o capital social alegado de R$ 1.000 e descreve suas atividades junto à Receita Federal como desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis. “Os aplicativos pagam impostos travestidos como empresas de tecnologia. São companhias de capital fechado e, por isso, não detalham os impostos pagos. Além disso, a cada nota fiscal emitida, o motorista parceiro que opera na plataforma paga para o governo de uma das duas formas: co-

Seus efeitos e impactos começarão a ser sentidos nos próximos anos junto à economia e à sociedade, com a implacável evolução das relações de trabalho e consumo oriundas da tecnologia digital

mo microempreendedor individual (MEI) ou Simples Nacional. Outra situação importantíssima a ser discutida é o número de carros-limite para a prestação do serviço em cada cidade, para que não se prejudique a mobilidade urbana e, principalmente, não se crie uma nova reserva de mercado de transporte de passageiros, a exemplo do que aconteceu com o serviço de táxi. “Quando questionados, os aplicativos informam que o consumidor reconhece que as companhias não fornecem serviços de transporte ou logística, nem mesmo funcionam como empresas de transportes. O que eles alegam é que todos os serviços de transporte ou logística são prestados por contratantes terceiros, ou seja, os motoristas não são contratados, e sim parceiros.

“Regulamentar esse tipo de serviço é uma polêmica que deve estender-se a outros serviços da economia colaborativa, como Airbnb e Etsy, mas é certo que a grande influência digital na prestação de serviços no século XXI inicia uma nova era, na qual estamos apenas engatinhando, não só no Brasil, como também no mundo. Seus efeitos e impactos começarão a ser sentidos nos próximos anos junto à economia e à sociedade, com a implacável evolução das relações de trabalho e consumo oriundas da tecnologia digital”, encerra o advogado. Existe espaço para todo mundo, a questão é regulamentar e fiscalizar a qualidade da prestação de serviço. Um assunto que está muito longe de terminar. Até a próxima!

FOTOS RAIMUNDO COUTO

Segredo

Novo Fiat em testes finais Projeto X6H já está em fase final dedesenvolvimento; modeloirá substituiroPunto e poderesgatar o nome Tipo no mercadonacional Raimundo Couto A reportagem do Super Motor flagrou o próximo lançamento da Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Chamado internamente de projeto X6H, o

modelo terá linhas inspiradas no Fiat Tipo comercializado na Europa. O nome não foi revelado, mas há chance de utilizar o mesmo do similar europeu, como se chama na Itália e nos países da Euro-

pa onde é comercializado. Serão dois modelos: um com carroceria hatch, como na foto, e outro sedã, este último possivelmente fabricado na Argentina. A previsão é que o carro seja lançado no Brasil no primeiro trimestre deste ano para substituir o Punto e o Linea. A gama de motorização certamente irá incluir a nova família Firefly, com 1.3 litro, quatro cilindros e 109 cv, quando abastecido com etanol, e 101 cv, com gasolina.

Hatch será lançado primeiro, mas sedã chegará ainda neste ano, vindo importado da Argentina

Um dos motores utilizados será o novo Firefly 1.3, que rende até 109 cv com etanol


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BILL PUGLIANO/GETTY IMAGES/AFP

Motor show

Detroit

Mostra recebeu mais de 5.000 jornalistas de todo o mundo

em nova rota Tradicional salão norte-americano abresuasportasdeolhonos diferentesrumosqueosEstados Unidosdevemseguirapartirdesteano NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Raimundo Couto De Detroit, EUA

Eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assume a Casa Branca no próximo dia 20 e chega com a promessa de “fazer a América grande de novo”. Com a economia ainda em recuperação depois da grave crise econômica de 2008, sem dúvida a indústria automotiva está intimamente ligada a esse tal orgulho patriótico dos norte-americanos. E antes mesmo de coman-

dar o país, o novo presidente republicano já mandou alguns “recados” para as montadoras. O ano mal começou, e o substituto de Obama já fez a Ford mudar seus planos de abrir uma nova fábrica no México para investir mais US$ 700 milhões em suas unidades nos EUA. Na última semana, Trump também deu uma cutucada na Toyota e disparou pelas redes sociais: “A Toyota disse que irá construir uma nova planta em Baja, no México,

para fabricar Corollas para os EUA. Sem chance! Construam fábrica nos EUA ou paguem um grande imposto de importação”. Enquanto isso, na divisa com o Canadá, no congelante inverno de Detroit, janeiro é tempo de a cidade que sedia as principais marcas do país fazer jus ao apelido de capital do automóvel com a realização do North American International Auto Show (Naias) ou, como é conhecido no Brasil, o Salão de Detroit.

O evento promovido no Cobo Center só será aberto ao público entre os dias 14 e 22 janeiro. Mas, durante os dois dias dedicados exclusivamente para a imprensa, um time com mais de 5.000 jornalistas de 60 países pode conferir de perto quais serão as principais atrações da mostra. Apesar de ter perdido relevância nos últimos anos por conta da crise no Brasil, o evento ainda reúne novidades interessantes.

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Continua nas páginas 4 e 5

Chevrolet Bol foi eleito o ‘Carro do Ano’ nos Estados Unidos


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Motor show

trouxeram nada de especial para o evento.

Autônomos são destaque no salão Cadavez mais perto de virar realidade,carros que andam sozinhosderam as carasem Detroit; marcasanfitriãs têm poucasnovidades; europeus e asiáticosroubama cena Raimundo Couto De Detroit, EUA

Na edição de 2017 do Salão de Detroit, as montadoras anfitriãs, de certa forma, decepcionam. Poucas novidades relevantes para nós, brasileiros, e um claro aviso: em breve, seremos apenas passageiros a bordo dos carros. Sob o guarda-chuva da General Motors, a Chevrolet apresenta como destaque a nova geração do utilitário Traverse, voltado ao mercado dos

EUA. Por lá, também, está o elétrico Bolt EV. O modelo foi aclamado como o “Carro do Ano” nos Estados Unidos. Outras marcas do grupo, como Buick e Cadillac, frustram e exibem apenas a gama de veículos em oferta nos Estados Unidos. A Ford exibe o protótipo do Fusion híbrido com direção autônoma, que dirige sem motorista guiado por radares e sensores por todos os lados. A previsão é que ele chegue ao mercado em 2021.

Pelos lados da Fiat Chrysler (FCA), nada novo de fato. Destaque para o musculoso sedã Dodge Challenger GT, com tração integral e motor 3.6 V6 de 309 cv de potência, que foi lançado em dezembro nos EUA. Outra atração é o protótipo da minivan Pacifica híbrida, também com direção autônoma, tal como o Ford Fusion, desenvolvida em parceria com o Google. A Alfa Romeo volta a mostrar o Giulia. Decepção mesmo fica por conta da Jeep e da Fiat, que não

Gringos Com todo respeito aos donos da casa e ao orgulho nacionalista de Donald Trump, neste ano quem chegou mesmo para roubar a cena em Detroit foram as fabricantes europeias e asiáticas. Para quebrar o gelo e animar a festa, as marcas alemãs reservaram o evento na “capital do automóvel” para revelações inéditas de modelos e alguns lançamentos. Entre as japonesas, destaque para a nova geração do Toyota Camry e do monovolume Honda Odyssey. Já a Nissan não tem novidades relevantes, e tão “en passant” quanto ela foram as presenças de marcas como Bentley, Genesis e Volvo no primeiro grande motorshow internacional do ano. Em 2017, as principais ausências em Detroit foram das montadoras Jaguar, Land Rover e Porsche.

Apresentado como carro-conceito, Audi Q8 deverá entrar em produção em 2018

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O jornalista viajou a convite da GM

NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Novo BMW Série 5 será comercializado em todo o mundo, inclusive na América do Sul

NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Toyota apresentou a oitava geração do sedã Camry, nas versões híbrida e a combustão

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Alemãs têm boas novidades Mercedes-Benz GLA45 AMG passou por um leve face-lift NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Uma das novidades da Volkswagen foi o Tiguan Allspace

A Mercedes apresentou o GLA reestilizado. O utilitário-esportivo (SUV) também ganhou novidades tecnológicas. A gama de motores deve ser a mesma. No Brasil, o modelo só deve começar a ser fabricado na planta de Iracemápolis (SP) no fim do ano. Outro modelo com venda confirmada para nosso país, ainda neste ano, é o novo Classe E Coupé. Em seu espaço, a BMW faz o lançamento mundial da sétima geração da Série 5, que deve

chegar ao Brasil até o meio deste ano. Já a Volkswagen apresenta em Detroit a inédita versão de sete lugares do Tiguan, batizada de Allspace. O modelo será lançado no segundo semestre nos mercados norte-americano, chinês e europeu. O modelo pode dar as caras no Brasil a partir de 2018 e com o mesmo motor 1.4 TSI, de 150 cv, adotado recentemente pela versão convencional do Tiguan. Outra novidade no Cobo Center é o pacote espor-

tivo R-Line para o Atlas, novo SUV grandalhão da Volks, tipo de carro que agrada, e muito, aos norteamericanos. De Wolfsburg para Ingolstadt, a Audi começou 2017 com a apresentação do conceito Q8, o futuro crossover top de linha da marca que deve inaugurar uma nova categoria na montadora, a dos SUVs grandes. A versão conceitual exibida no Salão de Detroit, segundo a marca, é bem próxima do modelo de produção que deve ga-

nhar as ruas a partir de 2019, com versões elétrica e híbrida. Baseado no Q7, o SUV com estilo de cupê traz uma dianteira imponente com uma grade octogonal bem projetada e mais larga que todos os outros modelos da marca. Outro detalhe intrigante são os dois bancos individuais na parte de trás. Segundo a Audi, muitos elementos de design do Q8 foram inspirados nos modelos Ur-quattro, da década de 80. (RC)


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NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Marcas asiáticas se destacam com SUV, sedã e minivan Entre as fabricantes asiáticas, a edição 2017 do Salão de Detroit também deve despertar interesse dos norte-americanos pela revelação da nova geração do Infiniti QX50. A divisão de luxo da Renault aposta alto no modelo e acredita que ele pode se tornar líder de vendas nos Estados Unidos. Em 2016, as vendas do utilitárioesportivo (SUV) cresceram 27% nos EUA. O novo Toyota Camry também é destaque em Detroit. Líder de vendas no mercado norte-americano, o sedã traz visual mais moderninho com uma pegada mais esportiva, além de novos motores – um 2.5 de quatro cilindros e outro 2.0 turbo. Haverá também uma versão híbrida. O lançamento nos EUA está previsto para o fim de 2017. NAIAS/DIVULGAÇÃO

Nova geração do monovolume Odyssey, vendido na América do Norte, é atração da Honda NEWSPRESS/DIVULGAÇÃO

Kia entra no segmento de cupês de quatro portas com o Stinger, que tem motor 3.3 V6 biturbo

Não menos badalada foi a revelação do Lexus LS, novo sedã da divisão de luxo da Toyota, com um design marcante inspirado no LC500h, apresentado na edição 2016 do salão. O modelo rivaliza com Mercedes Classe S e BMW Serie 7 nos EUA. Pela Honda, a novidade local se resume à nova geração do monovolume Odyssey, que traz desenho e conjunto mecânico novos. Outras marcas asiáticas como Subaru, Hyundai, Mazda, Mitsubishi também marcam presença no evento em Michigan, mas para lá de discretas, sem apresentar nada que mereça destaque. A Kia, sem tanta tradição nos EUA, mostra seu novo conceito esportivo, o GT, com motor V6 biturbo. (RC)


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Recall

Volvo convoca cinco modelos A Volvo anunciou um recall para os modelos V40, V40 Cross Country, S60, V60 e XC60, todos fabricados entre agosto e outubro de 2016. A ação foi causada por uma falha nos airbags frontais e laterais, que podem não funcionar em caso de acidente. Para solucionar o defeito, as bolsas de ar serão trocadas sem ônus para os proprietários, a partir do dia 16 deste mês. No Brasil, a ação envolve apenas 95 veículos. Mais informações estão disponíveis pelo telefone 0800 707 7590 ou pelo e-mail para sac.volvocars@volvocars.com. VOLVO/DIVULGAÇÃO

Fim de linha

Fiat enxuga gama vendida no país A fábrica da Fiat em Betim encerrou a produção dos veículos Bravo, Linea e Idea, além da versão furgão do Doblò (as demais configurações da multivan, contudo, seguem em linha). O enxugamento da linha não para por aí: apesar de continuar sendo fabricada, a versão Fire do Palio (com carroceria antiga) será negociada apenas por meio de venda direta, para frotistas. No varejo, o hatch não será mais negociado. Por fim, a empresa deixou de importar o Freemont. Entre modelos e versões, a empresa retirou seis veículos do mercado brasileiro.

super motor Lançamento

Repaginado, Tracker quer aparecer Chevrolet traz do México versão 2017 do SUV compactocommais conteúdo, novo visual e o mesmo motor1.4 turbo do Cruze; preçose mantém em R$79.990 Raimundo Couto De Detroit, EUA

Houve um tempo em que o Ford EcoSport nadou de braçada. Não parava nos estoques das revendas, assim como pão quente quando sai do forno, sozinho, sem ninguém para incomodar. Vendeu tanto que se transformou em um case de sucesso. Mas, como tudo na vida passa, o jipinho não demorou a ganhar concorrentes. Primeiro a Honda, com o HR-V, depois a Jeep, com o Renegade, e assim outros foram aparecendo, e, hoje, esse é o segmento que mais cresce no mercado brasileiro. Estima-se que até o fim do ano, as vendas desses modelos representem 20% de participação total do mercado. Para poder disputar em pé de igualdade com seus pares, a Chevrolet importa do México a versão repaginada do Tracker. Ele voltou

a ser importado há quatro anos, mas, agora, com mais conteúdo e nova motorização, tem mais possibilidade de um bom desempenho nas vendas. O Super Motor conheceu de perto o que mudou no esportivo utilitário (SUV), que terá pela frente o grande desafio de conquistar um consumidor que cada vez mais conta com tantas opções na hora da escolha. O modelo já está à venda na rede Chevrolet em três versões de acabamento – motor e câmbio são comuns a todas. A de entrada, LT, custa R$ 79.990; a intermediária, LTZ 1, R$ 89.990; e a topo de gama, LTZ 2, com airbags de cortina laterais, sai a R$ 92.990.

Quase novo Não é uma nova geração, já que o projeto se encontra próximo ao meio de seu ciclo de vida comercial, mas, sem dúvida, são mui-

tas as alterações entre o modelo do ano passado e o que agora começa a ser comercializado. A começar pela nova dianteira, que segue o estilo dos outros carros da Chevrolet, com faróis mais afilados e com luzes de LED, grade maior e parachoque redesenhado. Atrás, muda o para-choque e as lanternas, que ganham LEDs nas versões LTZ. O novo visual foi claramente inspirado nas linhas do Cruze, e é dele, também, que o Tracker herda uma de seus melhores atributos dessa geração: o motor 1.4 turbo flexível. Menor e mais moderno, o propulsor sobrealimentado desenvolve 153 cavalos de potência e 24,5 kgfm de torque. Para efeito de comparação do benefício que resultou a troca, o bloco antigo, de 1.8 L, rendia 144 cv e 18,9 kgfm de torque. O câmbio automático de seis marchas sofreu alterações

de calibração para se adequar à nova motorização. Há também o sistema startstop, que desliga o motor em paradas mais longa para economizar combustível. O interior mudou quase que por completo – apenas o volante foi mantido. O quadro de instrumentos digital

deu lugar a um convencional com uma tela de bom tamanho para o computador de bordo. No console central, a central MyLink de segunda geração está em posição mais alta e ladeada pelas saídas de ar-condicionado.

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O jornalista viajou a convite da GM

Luta pelo bronze

Versão top de linha do SUV tem lanternas traseiras de LED

Predicados para desempenhar um bom papel o novo Tracker provou que tem, mas a limitação para importação dentro do que dispõe de sua cota (já importa o Cruze da Argentina) impede a Chevrolet de sonhar com altos volumes. Diante de tão boas qualidades, são até modestas as pretensões da montadora, e as 1.500 unidades mensais projetadas deverão ser facilmente vendidas, o que o posicionaria em terceiro lugar no segmento, atrás de Honda HR-V e Jeep Renegade.


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FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Desempenho é grande atrativo O test drive promovido pela Chevrolet, em Detroit (EUA), contou com cerca de 150 km, em trechos combinados de cidade e estrada, habitat perfeitos para convivência do Tracker, que segue sem o controle de estabilidade e tração, item já presente em muitos de seus concorrentes. Ao entrar no modelo, já se notam as mudanças, começando pela cabine, repaginada e agora com acabamento mais refinado. Uma faixa de fora a fora no pai-

Além da motorização, desenho frontal também foi herdado do médio Cruze

nel, imitando couro, tem gosto duvidoso, mas as saídas de ar contornadas por cromados deram um “up” no visual interno. Totalmente renovado, o quadro de instrumentos conta com mostradores analógicos, destaque, também para o alerta de ponto cego, para a câmera de ré com alerta de movimentação traseira e para o sistema de partida da ignição por botão. A direção elétrica progressiva e a nova calibragem para a suspensão deixaram o Tra-

cker 2017 mais firmes, embora em nosso percurso de avaliação fosse maior a prevalência de muitas retas e poucas curvas, o que nos impediu de sentir melhor a estabilidade com as novas alterações. O motor é mesmo um grande diferencial, combinado ao câmbio de seis marchas com trocas sequenciais. A fábrica divulga aceleração de 0 a 100 km/h em 9,4 s – com o motor 1.8 era 11,5 s –, e velocidade máxima é de 198 km/h. (RC)

Interior também foi redesenhado; painel de instrumentos é todo analógico e ganhou MyLink2


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super motor CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Mercado Vendas caem

Líder pela segunda vez Carro mais vendido doBrasilem 2015,ChevroletOnixsemantevena pontanoanopassado,queterminou comperdasparaosetorautomotivo Alexandre Carneiro Segundo números divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o Onix foi o automóvel mais vendido do Brasil no ano passado, com 153.372 unidades emplacadas. É a segunda vez seguida que o hatch da Chevrolet leva o título de campeão de mercado: em 2015, ele já havia assumido a ponta. O segundo carro mais vendido do país em 2016 foi o Hyundai HB20, com 121.616 unidades comercializadas. O terceiro lugar ficou com o Ford Ka, que somou 76.616 emplacamentos. Logo em seguida vem o Prisma, que é derivado do Onix, com 66.337 novos exemplares nas ruas. Além da quarta colocação geral,

de quebra, o modelo da Chevrolet manteve a liderança de vendas entre os sedãs. Curiosamente, o quinto automóvel mais vendido do Brasil é um sedã médio, com preços bem mais elevados que os modelos compactos encabeçam o ranking de vendas: trata-se do Toyota Corolla, que teve 64.740 unidades comercializadas. Esse volume é maior que o do popular Fiat Palio, que foi o sexto mais vendido de 2016, com 63.996 emplacamentos. Vale lembrar que, em 2014, o hatch produzido em Betim (MG) foi o líder do mercado brasileiro. Já o sétimo colocado foi o Renault Sandero, com 63.228 exemplares emplacados, e o oitavo foi o Gol, com 57.390 emplacamentos. O hatch da Volkswagen é outro ex-campeão de vendas do país: manteve a

Ainda recente no mercado (foi lançado em 2012), Onix já é bicampeão de vendas ponta de 1987 a 2013. Dois utilitários figuraram entre os dez mais vendidos do Brasil em 2016: a picape Fiat Strada, na nona posição, com 59.449 unidades comercializadas, e o SUV Honda HR-V, décimo colocado, com 55.758 emplacamentos.

Ranking de marcas Além de ter o carro mais emplacado no Brasil em sua gama, a Chevrolet ainda se tornou a marca líder de vendas do Brasil: colocou 345.874 novos veículos nas ruase obteve 17,41%de participação no mercado. A Fiat, que esteve na ponta de 2003 até 2015, ficou na segunda posição, com 304.980 emplacamentose 15,35%de participação, seguida pela Volkswa-

gen, com 228.456 e 11,5%, respectivamente. Já a Hyundai se tornou a quarta montadora do país, com 9,96% do mercado e 197.850 veículos comercializados. Só dois grandes fabricantes cresceram em 2016. Um deles foi a Toyota, que vendeu 180.416 veículos, número 0,91% maior que o de 2015. Com 9,08% de participação no mercado, a empresa se tornou a quinta maior do setor no país, superando a Ford por apenas 174 veículos. O outro foi a Jeep, que subiu 41,3% e terminou o ano na décima posição, com 59.046 emplacamentos e 2,97% de participação. Vale lembrar que a marca começou a produzir veículos no Brasil justamente no ano passado.

De acordo com os números da Fenabrave, em 2016 os segmentos de automóveis e de comerciais leves tiveram queda de 19,8% em relação a 2015. Foram 1.986.389 veículos emplacados, contra 2.476.823 no ano anterior. Se somados todos os segmentos – caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos –, a retração chega a 20,29%, com 3.174.625 unidades vendidas. O total é 43,2% menor que o de 2012, ano em que o setor registrou recorde de 5.586.578 emplacamentos.

Aposta em novidades para atrair o consumidor Para Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive, o fato de alguns automóveis relativamente novos no mercado passarem a vender mais que outros modelos já conhecidos não chega a surpreender. “O consumidor gosta muito de novidades, e esses novos veículos caíram no gosto do público; porém, isso não impede que os antigos líderes, futuramente, se modernizem e voltem ao topo das vendas”, aponta. O especialista pondera que outros fatores, além da preferência do consumidor, ajudam a explicar esse tipo de situação. “A Volkswagen teve problemas com forneci-

mento de peças por três meses. O Gol não seria líder (em 2016), mas teria vendido mais se isso não tivesse ocorrido”, diz. Quanto às expectativas para este ano, Garbossa endossa o otimismo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que antevê um crescimento de 4%. “Eu, particularmente, acredito em um índice até maior, entre 5% e 6%”, diz. O motivo, segundo ele, é o fator novidade: “Ainda há muitos produtos que serão lançados em 2017, pois os projetos já estavam em desenvolvimento antes da crise”, explica. (AC)

Pampulha - sábado, 14.1.2016  

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