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estilo

RESERVA DO PAIVA É UMA ILHA DE TRANQUILIDADE E SOSSEGO EM RECIFE ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 7

É TEMPO DE BAZAR! VEJA DICAS DE COMPRAS ...Páginas 22 e 23

almanaque

LEILA PINHEIRO FAZ ESPECIAL DE NATAL EM NOITE COM ADÉLIA PRADO ... Página 9

direção

MERCEDES C 180 ESTATE MOSTRA VANTAGENS EM RELAÇÃO AOS SUVS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

WASHINGTON POSSATO/DIVULGAÇÃO

pampulha 3 a 9 de dezembro de 2016 ANO XXVII número 1375 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MATHEUS ASSUNÇÃO/DIVULGAÇÃO

Em Belo Horizonte, os k-poppers se encontram em espaços como a Praça da Estação

NA ONDA DO K-POP Estilo musical vindo da Coreia do Sul tem feito a cabeça de jovens na capital mineira, que já possui uma web rádio especializada com mais de 35 mil ouvintes, e vê crescer o interesse pela língua do longínquo país asiático


opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 3 a 9 de dezembro de 2016

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

A alienação do Estado

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Brasil está voltando ao que era antes do Plano Real, um caos. Em 1994, com Itamar Franco presidente e Fernando Henriqueministroda Fazenda, no meio de uma crise desoladora, surgiu uma “vontade firme” de consertar o país. Sobrevivia, naquela época, uma máquina do Estado enxuta e dedicada à pátria. A vergonha era levada a sério. O “sociólogo” montou uma equipe de meia dúzia de economistas de ponta, sem visar a nichos ou interesses pequenos, como se faz agora. As coisas começaram em seguida a funcionar e gerar resultados práticos. A inflação sumiu, os salários aumentaram, o progresso veio para empurrar a nação. Se FHC tivesse acatado os caprichos de cada setor, não teria conseguido chegar a uma fórmula de sucesso difuso. No lugar do Real teria um Frankenstein de vida breve, como acontece frequentemente. A equipe dele trabalhou em silêncio e sigilo, surda aos cantos das sereias. O Real foi o último, talvez o único, projeto econômico que não se importou com a impopularidade imediata. Colocou a sua frente a estruturação da economia no longo prazo. Eu era deputado e crítico de Fernando Henrique no início de 1994. Não compreendia o atraso com as medidas que eram reclamadas. Num jantar no apartamento de José Serra, em Brasília, não me convenceu o discurso dele para um grupo de deputados que apoiava o governo Itamar. Eu desabafei em relação aos juros altos que bloqueavam os investimentos no país, à falta de segurança jurídica, ao caos tributário, à miséria do povo. Pediu-me para que o visitasse em seu gabinete no dia seguinte. De lá sai quase convencido de que medidas viriam para aliviar os males terríveis que vivíamos. O resto está na história oficial do Plano Real, que transformou uma republiqueta num Estado respeitado. FHC pode ter todos os defeitos, mas acertou em cheio com o Real. O plano permaneceria até hoje, sólido e pujante, se a “vontade” que movimentou os primeiros momentos se tivesse renovado, e não se renovou. A inconstância, as alternâncias, os pecados levaram ao que é hoje: uma República em frangalhos, abatida pela crise, pelos desmandos de suas lideranças, dos Parlamentos preocupados em ampliar cinicamente seus privilégios, sem noção da sustentabilidade, do suor da nação e dos sacrifícios que se avolumam sobre o país.

Claroé que o que vai paraum Fundo Partidário não se destinará à saúde. É aí nas filas que as pessoas morrem. Algum dos luminares se preocupa com isso? O ápice dos benefíciosproporcionados pelo Real foi desperdiçado na engorda de um Estado burocrático que impede a possibilidade de desenvolvimento sustentável. Há quem defenda que um emprego inútil no Estado acaba com três ou quatro na economia de mercado. Um custo terrível. Eu, de 1994 até 2002 como deputado federal do mesmo partido do presidente, votadoem Betim, cidade da Refinaria Gabriel Passos, uma das maiores do país, em oito anos de governo, não me avistei nem mesmo com um porteiro da Petrobras, que ficava ao lado do meu escritório político. Não se cogitava naquela época a interferência do Legislativo na vida de empresas estatais. A exploração nos domínios públicos se consagrou com Lula, constrangendo interesses difusos e proporcionando rapinas, agora reveladas pelas inúmeras delações premiadas. Nada mais se decidiu objetivamente depois de 2003, daí a insurgência de um “Estado-quadrilha”. Acabou também (felizmente) a raça de políticos que “rouba, mas faz”, e surgiu (infelizmente) aquelamais despudorada que“rouba, não faz e não deixa fazer”. Explicou um grande empreiteiro, num lampejo de autocrítica, que “ele (empreiteiro) é aquele que, para ganhar dinheiro, faz qualquer coisa, até obras”. Enfim Odebrecht e Andrade Gutierrez, em suas delações, confirmaram o que parecia absurdo e serviu à demolição do Estado. O patrimonialismo delirante expandiu também para 1,5 milhão as nomeações políticas emtodo o país. Os ditos cabides de empregos, pagos pelos contribuintes. Não parou aí, os concursos públicos foram violentados para dar estabilidade aos apaniguados, mesmo sem predicados. Quem por necessidade ou amor à pátria adentra um ministério, e até o Planalto, encontra um ambiente desvirtuado e sem motivação alguma. Parece aí que o mundo foi criado para servir de contorno aos ministérios e ao Congresso Nacional. Perdeu-se a noção de “servir”. A distância que separa os Poderes federais, Executivo e Legislativo, da realidade do país é abismal. O Brasil precisa reencontrar a “vontade”, a “honestidade” e a “competência”, até lá não há como se pensar em recuperação verdadeira.

Unidas na torcida e nos ideais MARIELA GUIMARÃES

um grupo de mulheres atleticanas se uniu no Twitter para ma6 Quando nifestar sua insatisfação quanto ao desfile de lançamento do uniforme do time, em fevereiro deste ano, elas não imaginavam a repercussão que isso teria. Assim, se juntaram e formaram a Grupa, que luta para combater preconceitos machistas, homofóbicos e raciais dentro e fora de campo. Um dos objetivos atuais da Grupa é se juntar para ir ao estádio. Confira! PEDRO GONTIJO

Samba PAI DO PRAZER, FILHO DA DOR O centenário do samba foi festejado no último dia 27 de novembro. Confira em nosso site, a celebração a uma das principais manifestações culturais populares brasileiras com depoimentos de nomes como Done Ivone Lara, Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Diogo Nogueira, que analisam as raízes e os caminhos futuros do gênero.

Feira de produtores tornam orgânicos populares o produto orgânico 6 Comprar em feiras, diretamente do produtor, pode garantir uma alimentação saudável, responsável ambientalmente e mais barata. Esses alimentos podem custar de duas a quatro vezes mais em supermercados, dependendo da região. Portanto, fique atento às feiras dos produtores. Confira onde encontrá-las em nosso site!

FERNANDA CARVALHO

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vittorio.medioli@otempo.com.br

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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POP SUL-COREANO> Febre em torno dos boy e girl groups do país asiático chega a BH: é o K-Pop DIVULGAÇÃO

Ao melhor estilo pop sul-coreano com pegadas de música eletrônica, banda 24K chega a BH, mas não fará shows

São mais de 10 mil milhas de distância. Até chegar à Coreia do Sul, é preciso atravessar a África, Europa e uma grande extensão da Ásia, os oceanos Atlântico e Índico. Só de fuso horário, são dez horas de diferença. Além de tudo, há o idioma, pouco falado em todo o mundo. Nada disso, porém, incomoda jovens como Raiany Bárbara, 15, Quéren Lanna, 23, Ricardo Colen, 18, e Hugo Menezes, 20. Eles são k-poppers, nome dado aos fãs da música pop sul-coreana. A febre em torno do gênero musical vindo da península asiática já tomou conta do mundo – fenômeno chamado pelos chineses de “hallyu” – e, claro, chegou a Belo Horizonte. Na onda do avassalador sucesso de “Gangnam Style”, do coreano Psy, jovens aderiram ao movimento na capital mineira, que já possui uma web rádio especializada (veja quadro nesta página), com mais de 35 mil ouvintes, e vê crescer até o interesse pela língua sul-coreana. Esta semana, a comunidade K-Pop belo-horizontina está em polvorosa com a chegada à cidade, de um dos grupos coreanos de sucesso, o 24K. Fãs se mobilizaram para participar de uma sessão fansign, na qual poderão interagir com os ídolos, conversar, pegar autógrafo, tirar fotos. Alex Bessas (*)

REDE SOCIAL O fenômeno K-Pop ganhou força no país por meio da internet. É especialmente pelo YouTube que estes jovens brasileiros acompanham a produ-

Made in Korea ção dos seus grupos preferidos – e conhecem outros tantos. E é pelas redes sociais que seguem acompanhando a carreira e o trabalho, bem como interagem com os K-idols, seus ídolos coreanos. Aliás, é principalmente nas redes que o fenômeno exibe sua força. No Twitter, não é raro que hashtags relacionadas ao universo pop coreano figurem entre os principais assuntos do dia. Os Music Videos acumulam milhões – e

até bilhões – de views: até hoje nenhum músico de outro país bateu o recorde que Psy cravou com “Gangnam Style”. O sucesso levou o Google a adicionar mais dígitos na contagem de visualizações do YouTube. O clipe já foi reproduzido quase 2,7 bilhões de vezes, cerca de 1 bilhão mais que o segundo mais visto – “Blank Space”, da norte-americana Taylor Swift. Se Psy ainda não se animou a dar o ar da graça na

capital mineira, o citado 24K aterrissa sexta-feira (9), no auditório da Fumec. Ansiosos, os k-poppers esgotaram na primeira semana os 300 ingressos disponíveis, que custavam entre R$ 125 (com direito a pôster) e R$ 200 (com pôster e CD). “O plano era todo mundo ir, independentemente de ser fã ou não. Precisamos prestigiar o primeiro grupo sul-coreano que olhou para nós”, detalha Juliana Costa, 24, mantenedo-

FÃS DO ESTILO, MINEIRAS CRIARAM RÁDIO DEDICADA AO KPOP ARQUIVO PESSOAL

No rádio No ar desde julho, a web-rádio K-Pop Brasil é a primeira com programação ao vivo dedicada ao pop sul-coreano no país. Iniciativa das mineiras Amanda Aparecida, Julia Guimarães e Stephany Toso para um projeto de conclusão de curso, elas criaram também site noticioso e aplicativo para smartphone. “Na maioria, nosso público é de adolescente, dos 13 aos 17 anos, e temos cerca de 30 pedidos de música por dia, vindos de todo Brasil”, explica Julia (ao Centro). “Em setembro, tivemos 35.085 ouvintes e, mês passado, 37.637”.

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ra da Elo GOT7, fanpage dedicada ao grupo GOT7, que acumula mais de 20 mil curtidas no Facebook. MARATONA Para comprar os ingressos, os k-poppers quase fizeram vigília. “Foi uma coisa de doido”, relembra Raiany. “Eu pedi a meu amigo para comprar pela internet, já que estudo em outra cidade e talvez não chegasse em casa no horário do começo das vendas”. Porém, algo deu errado para a adolescente, que repetiu o processo outras vezes. Angustiada, viu os ingressos se esgotarem. Mas persistiu e, quando as entradas voltaram a ficar disponíveis, não perdeu tempo e, finalmente, conseguiu comprar o seu. Laiza Kertscher, 27, produtora da Highway Star – que traz o 24K para o Brasil – , se diz surpresa com a rapidez com que os ingressos foram vendidos. A empresa mineira trabalha com K-Pop desde 2013, “somos pioneiros na área”, comenta. Nesse percurso, já trouxeram outros importantes nomes da cena pop sul-coreana para shows em São Paulo. É o

caso da Uniq, que se apresentou neste ano, e da BangTan Boys, que esteve no país no ano passado. De lá para cá, Laiza viu o público crescer. “É um mercado muito específico. Eles são bem engajados, têm entre 13 e 25 anos e se identificam com os artistas”, analisa a produtora. A presença dos k-poppers no país já é tão significativa que, neste ano, o 24K é o segundo grupo a se apresentar em solo brasileiro. Embora os garotos transitem por algumas cidades, o único show acontece em São Paulo. “É um público que está em formação. A gente acredita que, em breve, poderá trazer uma apresentação para BH”, garante. Um dos que comemoraram a vinda do 24K é Hugo Menezes. Junto a dois amigos, ele apresentou um cover do boy group em um espaço dedicado ao K-Pop no Anime Festival BH em 2015. Ele, Mika e Robert – que também se apresentam em cover solo – estavam preparando o show quando descobriram o grupo. “A gente queria algo novo, e foi aí que vimos o 24K. Conhecemos o trabalho deles no YouTube e, desde então, a gente acompanha tudo sobre”. Dispensável dizer, o trio estará no fansign. Por sinal, a expectativa pela vinda do grupo é tal que amigos estão se organizando em grupos de WhatsApp, o que só fez aumentar o nervosismo. “Temos um grupo sobre o fansign, e ele não para! Acho que todo mundo está muito ansioso, queremos fazer bonito por ser a primeira vez que um grupo vem aqui em Minas Gerais”, diz Raiany.


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RECEITA>Visual de anime japonês e batida comercial acompanhada de coreografia contagiante

Fórmula garantida de sucesso KPOP MG/DIVULGAÇÃO

Que existe Alex uma grande Bessas onda da cul(*) tura sul-coreana se propagando pelo planeta, não há dúvidas. Tanto que o fenômeno ganhou até nome próprio: Hallyu. A pergunta que se impõe é: por que o estilo ganhou tantos adeptos aqui, no Brasil? Com a palavra, os próprios k-poppers, que, na maioria das vezes, apontam o sucesso de “Gangnam Style”, em 2012, como o responsável por despertar o interesse do brasileiro para o K-Pop. Caso da estudante Cecília Caroline, 15. “Para mim, tudo começou ali”. O técnico de informática Marcos, 26, completa: “Acho que, depois dele, muita gente começou a pesquisar e acabou gostando do que viu”. “O povo só sabia cantar e dançar essa música”, arremata Angela Santos, 21, referindo-se ao período no qual a música estourou. Outro aspecto que chama a atenção é a proximidade visual com personagens de animes – os desenhos animados de origem japonesa, com destaque para indumentária, cabelo, maquiagem e mesmo a definição do corpo. O k-popper Ricardo Colen, 18, acredita que existe sim, uma clara relação entre os dois produtos. “Tanto que ia em eventos de animes antes de conhecer o gênero musical”, diz. Há ainda outra peculiaridade visual latente: entre as razões que despertaram Quéren Lanna para o K-Pop está a androginia de alguns artistas. Os fãs apontam que essa é uma característica que ajuda a dar visibilidade ao estilo. “Ren do Nu’est e a Amber do F(X), nomes da cena pop sul-coreana, eram muito recorrentes em páginas no Facebook, em postagens como ‘isso é um homem e isso é uma mulher’. Despertava curiosidade em muitas pessoas”, sustenta Colen. Há, por outro lado, quem acredite que a penetração do pop sul-coreano é facilitada não pela diferença, mas pela similaridade com o pop em geral. É o palpite de Colen. “O estilo musical atual em alta tem uma temática comercial. O K-Pop também é extremamente comercial, desde a produção dos vídeos até as coreografias. Acho que isso fez nossa geração se identificar”, sugere. O produtor cultural Mo-

Lotado A Sala K-Pop, no Anime Festival, é um dos pontos de encontro dos fãs

UARLEN VALERIOL

Ricardo Colen é atuante na cena K-Pop da capital mineira

INTERESSE PELO IDIOMA CRESCE EM BH Aprendendo coreano A sulcoreana Muni Cha é recém-chegada a BH: há apenas três semanas ela veio de Curitiba, onde viveu por cerca de um ano, para a capital mineira de olho na demanda por aulas de seu idioma nativo. Apesar de estar há pouco tempo na cidade, ela já fez seus primeiros clientes.

Muni acredita que o K-Pop, junto com os doramas – espécies de novelas produzidas no país asiático e que podem ser assistidas on line, com legendas – despertaram os mineiros para a cultura e, consequentemente, para o idioma coreano. Entre as futuras alunas da professora está a k-popper Quéren Lanna.

zart Gomes, 30, concorda. Organizador da Festa K-Pop, que acontece desde 2012 em Belo Horizonte, ele acredita que a similaridade sonora com o pop norteamericano facilita que a produção sul-coreana faça a cabeça dos jovens brasileiros. Organizando-se pelas redes sociais, os k-poppers mantêm alguns canais para se comunicarem. No WhatsApp, por exemplo, o grupo K-Pop MG reúne mais de uma centena de fãs. Há também encontros em festas e espaços públicos. “Aqui na cidade temos um grupo muito grande, que se encontra e organiza a maioria dos eventos. No Parque Municipal, costuma acontecer gincana. Tem também a Sala K-Pop no Anime Festival e a Festa K-Pop, que acontece no Matriz”, explica Colen. Mozart Gomes lembra que em 2012, quando realizou a primeira Festa K-Pop, quase abandonou a ideia. O público era mínimo. Com o tempo, mais pessoas chegaram, e se antes eram dois encontros por ano, no dia 17 de dezembro – oito dias após a passagem dos meninos do 24K – acontece a quarta edição da festa só neste ano. “O número de fãs está crescendo e vai sempre se reciclando; nas festas sempre há carinhas novas”, diz Gomes. Ele completa que o número de grupos covers também se multiplica. “Feito pipoca”, brinca. * Especial para o Pampulha

A FÁBRICA DE SUCESSOS SUL-COREANA Escala industrial A lógica de uma indústria é o que representa o cenário do universo pop coreano. Mozart Gomes, produtor e fã do estilo, diz que, em média, cinco bandas são lançadas anualmente no país. “Esses artistas são recrutados muito jovens e passam a ser treinados para desenvolver habilidades de canto, dança e atuação. Então, quando estão prontos, os produtores selecionam alguns e montam os grupos”, explica. Depois de formados boy e girl groups, o próximo passo é o debute, com grandes produções. Laiza Kertscher completa que estes artistas são projetados não só na música, como também nos doramas (novelas) e fazem participações em programas de TV. Pressão Em artigo publicado na Intercom deste ano, os pesquisadores Rose Mara Vidal de Souza e Amauri Domingos indicam que os treinamentos duram cerca de cinco anos, quando finalmente estão “perfeitos para

serem vendidos” ao público. A pesquisa salienta que muitos deles são de origem humilde e precisam da oportunidade para ascender economicamente. Para Souza e Domingos, “as condições não são escravas ao extremo”, mas “os excessos do trabalho e a pressão do sucesso imediato exercido pelos empresários é visível”. B-Pop No Brasil, a cena do K-Pop inspirou a produção da Champs. O quinteto foi capitaneado e treinado pela empresa coreana JS Entertainment para desenvolver o que chamavam de B-Pop, que seria o equivalente ao K-Pop nas terras tupiniquins. A iniciativa teve curta duração: ficaram em atividade entre 2013 e 2015. Hoje, o ex-membro da boy group, Iago Aleixo (foto), mantém um canal no YouTube em que fala, principalmente, sobre o universo pop sul-coreano. Sua audiência conta com quase 89 mil inscritos e mais de 4 milhões de visualizações.

IAGO ALEIXO, DO CANAL IAGORA/REPRODUÇÃO YOUTUBE


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CENÁRIO BH DIVULGAÇÃO

Youtuber desembarca no BH Hall para show ao vivo Depois de viajar por várias capitais brasileiras, o fenômeno do universo gamer Marco Tulio chega a BH com a turnê “Authentic Games: Uma Vida Autêntica”. O espetáculo liderado pelo rapaz de apenas 20 anos (e líder de um canal no Youtube que conta com mais de 7,1 milhão de inscritos) traz para o palco apresentações musicais, convidados especiais e dicas do jogo “Minecraft” para os fãs do game. Onde BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Neste domingo (4), às 18h Quanto A partir de R$ 70 (arquibancada, inteira)

LEO FONTES – 7.8.2015

Sempre Um Papo recebe Leonardo Boff O teólogo vem a BH para debate e lançamento do livro “Imitação de Cristo” (Ed. Vozes), o qual fez nova tradução e atualizou, no contexto da piedade cristã, inspirado nos ensinamentos do Concílio Vaticano II. E para conferir atualidade, Boff acrescentou o capítulo “Seguimento de Jesus”. Após a Bíblia, “Imitação” é um dos livros mais lidos por cristãos e por seguidores de outros caminhos espirituais. Quando Terçafeira (6), às 19h30. Onde Auditório da Cemig (av. Barbacena. 1.200, Santo Agostinho). Quanto Entrada franca.

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Leilão do Diamond Mall em prol da Casa Aura Convidados pelo DiamondMall e pela BoConcept, seis artistas, entre eles Conrado Almada e Thales Pimenta, personalizaram cadeiras que estarão expostas no shopping a partir deste sábado (3). A peças, exclusivas, serão leiloadas virtualmente e toda a renda arrecadada será revertida à Aura - Casa de Apoio às Crianças e aos Adolescentes com Câncer. Exposição Diamond Mall (av. Olegário Maciel, 1600), a partir deste sábado (3). Leilão Acontecerá de 5 a 18 de dezembro, através do site www.boart4children.com. br Quanto Preços sob consulta

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LINCON ZARBIETTI – 30.3.2016

Mostra sobre indústria têxtil abre Mumo O Museu da Moda de Belo Horizonte – Mumo, primeiro museu público destinado à atividade no Brasil, será aberto na próxima semana com a exposição “33 Voltas em Torno da Terra – Memória da Indústria Têxtil em Minas Gerais”. Mostra destaca a indústria têxtil mineira desde os anos 1980 e sua importância, contribuindo, não só para as economias locais, mas interferindo também socialmente e culturalmente nelas. Onde Museu da Moda de Belo Horizonte (rua da Bahia, 1149, Centro). Quando Terça-feira (6). Quanto Entrada gratuita

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Excesso de peso (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Comer e dormir osso dia a dia é extremamente corrido e isso faz com que boa parte das pessoas tenha somente uma refeição decente ao dia e tarde da noite. Então, fica a pergunta: faz mal comer e logo após ir dormir? A resposta é sim! Isso é o que demonstram as pesquisas mais recentes sobre o tema. Um estudo internacional (que incluiu pesquisadores da Universidade de Murcia, na Espanha, e da Universidade de Harvard, nos EUA) de 2013 com 420 pessoas com sobrepeso e obesas constataram que os indivíduos que comiam mais tarde – faziam sua maior refeição do dia após as 15h – perderam significativamente menos peso e levaram mais tempo para perdê-lo do que as que comiam mais cedo, ou seja, aquelas que faziam a sua principal refeição antes das 15h. Outro estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Cidade de Osaka, no Japão, sobre os hábitos de comer de 350 pessoas descobriu que jantar dentro de três horas antes de deitar-se estava associado com um risco de desenvolver sintomas de refluxo, uma condição bastante comum e que pode causar desde azia a problemas digestivos, tosse seca noturna, rouquidão, asma e, nos casos mais graves, até câncer. Parece que O estudo mais recenconsumir te sobre este tema foi apresentado no Conalimentos antes gresso da Sociedade Eude dormir faz ropéia de Cardiologia, realizado com 700 adulcom que o tos e mostrou a relação organismo entre a hora das refeições e os efeitos gerapermaneça em dos no organismo. Os “estado de dados mostram que, em algumas pessoas, inalerta”, o que gerir alimentos tarde pode alterar o da noite gera um impacto significativo na presritmo circadiano são arterial, ou seja, comer e logo ir deitar dificulta a queda fisiológica da pressão arterial que ocorre normalmente à noite. Daí a maior possibilidade de picos hipertensivos durante o sono em pessoas que têm o hábito de comer e logo ir se deitar. A digestão adequada é fundamental para a absorção dos nutrientes como um todo e também para descartar aquilo que não precisa ser absorvido. Portanto, nosso organismo não está projetado para comer uma grande refeição e se recolher logo em seguida ao sofá ou à cama. Ficar sentado e ereto nos ajuda na digestão, permitindo que a gravidade faça seu trabalho. Como o estômago demora cerca de três horas para ficar vazio, devemos esperar pelo menos este tempo antes de ir deitar ou tirar uma soneca. Parece que consumir alimentos antes de dormir faz com que o organismo permaneça em “estado de alerta”, estimulando a produção de hormônios como a adrenalina, o que pode alterar o ritmo circadiano, que é o relógio biológico e dita o ritmo diário do nosso corpo. Agora, você já sabe que não deve comer muito tarde da noite para evitar problemas como o refluxo, distúrbio do sono, alterações da pressão arterial e ganho de peso. A melhor opção é comer uma bela refeição antes das 15h ou, no máximo, até duas horas antes de ir deitar. Jim Davis, cartunista americano, criador do personagem Garfield, um gato cínico e sedentário, disse que “a vida é bela porque dormir dá fome e comer dá sono”. O Garfield é um gato obeso e preguiçoso. Não dê ouvidos a ele. Faça uma boa semana.

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Pesquisadordos EUAdestacaa importânciadese manterhábitos saudáveisdevida Existem inúmeras razões para se manter um peso saudável, e agora mais um item deve ser adicionado a essa lista: faz bem para o cérebro. Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriram que ter um Índice de Massa Corporal (IMC) acima do normal pode impactar negativamente o funcionamento cognitivo em pessoas acima dos 50 anos. “Quanto maior o IMC, maior a inflamação (no corpo)”, explica Kyle Bourassa, principal autor do estudo, publicado na revista “Brain, Behavior and Immunity”. “Pesquisas anteriores descobriram que a inflamação – particularmente no cérebro – pode impactar negativamente o funcionamento do cérebro e a cognição”, destacou. Estudos anteriores também ligaram o IMC elevado à redução do funcionamento cognitivo. “Nós vimos esse efeito, mas é uma caixa-preta. O que se passa entre os dois?”, questionou Bourassa. Ele e o coautor, o professor de psicologia David Sbarra, analisaram dados de um estudo que incluiu informações de mais de 12 anos sobre a saúde, o bemestar e as circunstâncias sociais e econômicas da população inglesa de 50 anos ou mais. Usando duas amostras separadas do estudo – uma de cerca de 9.000 pessoas e outra de cerca de 12,5 mil pessoas – os pesquisadores analisaram o envelhecimento dos adultos ao longo de um período de seis anos. Eles tinham informações sobre os participantes, incluindo o IMC, o nível de inflamação no corpo e a cognição, e encontraram o mesmo resultado em ambas as amostras. “Quanto mais elevada era a massa corporal dos participantes, maiores eram as alterações nos níveis de CPR ao longo dos quatro anos seguintes. Da redação

CRP representa a proteína C-reativa, que é um marcador no sangue sobre inflamação sistêmica no corpo. A massa corporal dessas pessoas previram seu declínio cognitivo por meio de seus níveis de inflamação sistêmica”, explicou o pesquisador. “Os resultados fornecem um relato claro e integradora de como o IMC está associado ao declínio cognitivo por meio da inflamação sistê-

mica, mas não podemos confirmar a causalidade até que haja um experimento de redução da massa corporal e, em seguida, exames sobre os efeitos da inflamação na cognição”, disse Sbarra. COMUM O declínio cognitivo é uma parte normal do envelhecimento, mesmo em adultos saudáveis, e pode ter um impacto significati-

vo na qualidade de vida. A pesquisa atual pode fornecer informações valiosas para possíveis intervenções e novas direções de pesquisa nessa área. De qualquer forma, segundo Bourassa, é fundamental manter hábitos saudáveis. “Ter um IMC menor é bom para você, ponto. É bom para a sua saúde e para o seu cérebro”, concluiu. ARQUIVO PIXABAY

BRASIL

Estudo publicado na revista científica “Lancet” em abril revela que um quinto da população brasileira adulta, ou quase 30 milhões de pessoas, é obesa

Consumo. Estudo canadense analisou 2.745 crianças entre 2 e 6 anos que beberam leite com teor de gordura de 3,25%

Leite integral deixa crianças mais magras do que o desnatado TORONTO, Canadá. Crianças que bebem leite integral são mais magras e têm níveis mais elevados de vitamina D do que aquelas que bebem leite desnatado ou com baixo teor de gordura, indica uma pesquisa publicada recentemente no “American Journal of Clinical Nutrition”. O estudo analisou

2.745 crianças entre 2 e 6 anos e concluiu que aquelas que beberam leite com teor de gordura de 3,25% apresentaram, em média, Índice de Massa Corporal (IMC) quase um ponto menor do que as que beberam leite desnatado ou com baixo teor (aqueles que têm 1% ou 2% de gordura). A diferença entre elas foi de

0,72 na pontuação do IMC. Isso é comparável à diferença entre ter um peso saudável e estar acima do peso, disse o autor do estudo, Jonathon Maguire, que é pediatra no Hospital St. Michael’s. A hipótese é que as crianças que bebiam leite integral se sentiam mais satisfeitas do que as demais.


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afeta o cérebro EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CIÊNCIA COMPROVA Conheça alguns dos efeitos da obesidade no cérebro

CORPO DESREGULADO A obesidade e as dietas gordurosas podem mudar particularmente o hipotálamo, área do tamanho de uma amêndoa, que ajuda a regular as sensações de fome e sede, sono e temperatura corporal. Segundo o periódico médico “Journal of Clinical Investigation”, quando há problemas no hipotálamo, as pessoas sentem fome, mesmo com o estômago cheio

NEURÔNIOS AFETADOS O cérebro de pessoas obesas têm danos nos neurônios ao redor do hipotálamo, causados por inflamações, que podem ser provocadas justamente por dietas gordurosas. Embora os danos no corpo levem anos para aparecer, no cérebro, a gordura causa problemas até 24 horas após sua ingestão

INFLAMAÇÕES E DECISÕES Em outro estudo, pesquisadores da Universidade de Nova York avaliaram o cérebro de pessoas com sobrepeso ou obesidade. O cérebro delas apresentava duas alterações importantes: níveis mais altos de fibrinogênio, uma proteína que causa inflamação, e menor córtex orbitofrontal – região cerebral que coordena a tomada de decisões

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Novo método capaz de tratar a asma Charlotte, EUA. Pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, junto com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA desenvolveram um método capaz de frear reações alérgicas, como asma, removendo um receptor de mastócitos e basófilos – células que contêm grânulos que liberam heparina e histamina durante o processo de combate a agentes infecciosos. Quando uma pessoa entra em contato com um alérgeno, como o mofo, a imunoglobulina E (IgE) específica para esse alérgeno age por meio de seu receptor no mastócito, estimulando mastócitos e basófilos a liberar mediadores, como a histamina, que desencadeiam uma resposta alérgica. Geralmente, a maioria dos tratamentos para alergia busca parar os efeitos

da histamina e de outros mediadores ou em parar a resposta imunológica do organismo com o uso de esteroides, mas nenhuma dessas alternativas é totalmente eficaz. Nesse novo trabalho, o professor assistente de Imunologia Glenn Cruse, e Dean Metcalfe, do NIH, tentaram bloquear a reação alérgica na fonte, por meio do gene MS4A2, só expresso em mastófilos e basófilos, e responsável por formar o receptor IgE no mastócito. Os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como “exon skipping”, uma forma de emenda do RNA usada para fazer com que as células “saltem” sobre seções defeituosas ou desalinhadas do código genético, para eliminar a parte do receptor IgE essencial para fazer a proteína que coloca esse receptor na superfície do mastócito. O DNA da célula fica inalterado.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

VENERANDO CLUBE Jantar Anual da Diretoria e do Conselho Deliberativo do Minas Tênis Clube comemorou os 81 anos do Clube, dia 25, no Teatro Bradesco. Na esteira, apresentação da nova diretoria aos 700 convidados; entre diretores, conselheiros, autoridades federais, estaduais e municipais, parceiros, atletas, jornalistas, dirigentes de outros clubes, federações e confederações.

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Na inauguração da nova sede do Banco Bonsucesso, o anfitrião Paulo Henrique Pentagna Guimarães ladeado pelos filhos Rodrigo, Renata, Juliana e Victória

lançaperfume

VENERANDO E JOVIAL a noite, entrega do Escudo de Ouro do Mérito Minas Tenista, do Diploma de Atleta de Ouro e jantar no Salão de Festas da Unidade I. À mesa de honra, o anfitrião, presidente do Minas eleito para o triênio 2017/2019, Ricardo Vieira Santiago. Os atletas que se destacaram nos últimos três anos marcaram presença e foram ovacionados.

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TCHAU ROTINA mperdível, o lançamento do Blog de Bel Martucheli, “Minha vida sem roteiro, sem rotina”.

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sobre o Mumo. 6 Ainda “Esperamos criar convêBelezas, inspirações e poderosas mulheres. Blog criado para conectar pessoas, assuntos, mundos e, claro, mulheres! Dia 7, das 19h30 às 23h, na Alameda da Serra, 1.100, Nova Lima.

NOITE MÁGICA ariana (Silvana e Marcio Alaor de Araújo) e Paulo Henrique (Vanessa e Paulo Saad Rage Zacharias) casaram-se, dia 26, na Paróquia Nossa Senhora Rainha. A recepção, no Mix Garden, foi marcada pelo requinte, fruto de muito planejamento, trabalho e

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tempo. Vestido de noiva e familiares à parte, a produção foi marcada pelo profissionalismo e competência de Letícia Bhering.

NOITE RARA etícia Bhering é a produtora executiva, da Supernova Promoções e Marketing. Rimando, a cumplicidade de mais de mil convidados provando da arte de bem receber. A grife de uma Helo Newton, na decoração floral; o mobiliário da Comemorare; o Rullus Buffet com jantares temáticos italiano, francês, ibérico e árabe e Hidemi,

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com seu buffet japonês. A esses, somaram-se dezenas de talentosos profissionais.

GRANDE SUCESSO Banco Bonsucesso, dos irmãos Paulo Henrique e Gabriel Pentagna Guimarães, inaugurou nova sede dia 24. Quatro andares no “trumpiano” The One, na Raja Gabaglia. A inauguração abriu as comemorações dos 25 anos do banco mineiro, com palestra do economista e consultor Luis Paulo Rosemberg, comentarista da “Folha de S.Paulo”, da Band e da “Carta Capital”. Em dois mil m2, o mais moderno em arquitetura, iluminação, acústica e mobiliário. Todos os andares têm o conceito de Espaço Aberto, para melhor comunicação. TVs Corporativas, acesso biométrico e muita tecnologia.

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ESTAR NA MODA ada cidade tem (ou deveria ter) um museu que fosse a sua cara, a sua marca, como, quem sabe um dia, o Museu

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da Corrupção, em Brasília, se um dia a corrupção no Brasil for coisa de museu. BH é, desde 2012, por decreto lei do prefeito Marcio Lacerda, a Capital da Moda. Daí, nada mais natural que o Museu da Moda (Mumo), que será inaugurado dia 5, onde funcionava o Centro de Referência da Moda (CRModa).

ESTAR SEMPRE Ao longo desses quatro anos do CRModa, percebi a necessidade e a importância de apresentar a memória da moda, até para se ter uma influência no futuro. A memória merece registro para inspirar. Chama mais atenção, principalmente por conta do acervo. Belo Horizonte tem cinco centros universitários de moda e, para o mundo acadêmico, é importante ter um local para trazer pesquisas e proporcionar mais trocas”, acredita a gestora do museu, Marta Guerra. O Mumo terá debates, seminários, oficinas e exposições a cada seis meses, sempre com curadores e convidados. A principal missão, entretanto, é mesmo difundir acervos

nios com museus de outros países, como Portugal e Espanha, para trazer exposições. E vamos lançar editais de ocupação para os que desejam trazer algum projeto”, completou Marta Guerra. exposição 6 Aseráprimeira sobre a história da indústria têxtil em Minas Gerais, em parceria com a Cedro, com curadoria do arquiteto Pedro Lázaro, que ficará no museu até maio do ano que vem. de Fidel é o 6 Afimmorte de uma era. Brasileiros que não queriam nem turismo já pensam em negócios imobiliários em Havana, como pensaram em Miami e Lisboa. gente divulgan6 Jádotem apartamentos por R$ 50 mil! Mas, a venda para estrangeiros é muito difícil. Cuba, reina ainda 6 Em a burocracia comunista. Contudo, o mais importante é saber que estes mesmos imóveis, depois de quase 60 anos, estão caindo aos pedaços. Cuba não tem dinheiro nem indústrias. Mas, se o embargo acabar, Havana pode tornar-se uma rica Berlim Oriental no Caribe.

No casamento de Mariana Araújo e Paulo Henrique, o pai da noiva, Marcio Alaor Araújo, ao lado dos amigos Cláudia e Ricardo Guimarães


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almanaque ENTÃO, É NATAL>Leila Pinheiro, Paula Santoro e Isabella Taviani celebram período com big band WASHINGTON POSSATO/DIVULGAÇÃO

Noite feliz por uma boa causa Os sentimentos não são necessariamente idênticos, mas Leila Pinheiro, Isabella Taviani e Paula Santoro admitem: não ficam, de forma alguma, indiferentes ao Natal. Motivo pelo qual não veem a hora de subir ao palco do Cine Theatro Brasil, na próxima segunda-feira (5), para o espetáculo beneficente “Noite Feliz Para Todos”, que celebra a data unindo as vozes das três a uma big band para o repasse de musicas tradicionais norteamericanas. Para dar mais brilho à noite, a mineira Adélia Prado vai ler, na abertura, trechos de seu novo livro, “Cantiga dos Meninos Pastores” (leia mais ao lado). O produtor Rodrigo Rios diz que a ideia era juntar três grandes nomes da MPB para proporcionar algo inovador. “Essa cultura do Natal e, principalmente, do concerto de Natal, é muito forte nos EUA. No Brasil, infelizmente, não tanto”. Frente ao desafio, a carioca Isabella Taviani nem titubeou: afinal, adora a data. “Não abro mão de comemorar o Natal, que, para mim, é família, o momento de a gente se reunir, passar por cima das diferenças. Algumas pessoas têm problemas com a data, às vezes por terem perdido entes queridos, mas acho que isso faz parte da vida. Não tenho família grande, mas sei de muitos que têm e só se encontram no Natal. Uns reclamam: ‘mas a gente só se vê no Natal!’. Bem, mas pelo menos se veem no Natal”, reforça ela, que, no show, “defende” “Happy Holliday/It’s a Holliday Season”, a “Ave Maria” de Gounod e “Feeling Good”. “Apenas a ‘Ave Maria’ foi um pedido meu, pois acabo de gravar um disco com o repertório do (duo) Carpenters, que a registrou”, diz Taviani, lembrando que Rodrigo foi o produtor musical do CD, de nome “Carpenters Avenue”. Leila Pinheiro, por sua vez, coloca a voz a serviço de canções como “White Christ-

DIVULGAÇAO

Patricia Cassese (*)

Beneficente Renda do show que une as três cantoras será revertida para instituição

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

Seg. 5.dez.

mas”, “Winter Wonderland” e “The Christmas Song”. “Não canto em inglês assim, tão naturalmente, mas é uma alegria fazer parte desse projeto, principalmente pelo objetivo (ajudar uma instituição, no caso, Lar Teresa de Jesus). Cantaria até em chinês”, brinca a paraense, lembrando que uma das grandes alegrias vai ser rever Adélia Prado. “Sou uma leitora voraz, tenho adoração. A presença de Adélia... Ela é como se fosse (Tom) Jobim, a encarnação da palavra na Terra”. Para Leila, o Natal mais comove que alegra. “Fico bem emocionada, sensível”, enumera ela, que não descarta se sentar ao piano e dividir uma canção com as colegas. Sobre um momento com as três reu-

NOITE TERÁ ADÉLIA DIVULGAÇÃO

Lançamento A escritora mineira Adélia Prado abrirá a noite no Cine Theatro Brasil com récitas de trechos de seu novo livro, “Cantiga dos Meninos Pastores” (Ed. Gulliver, 28 páginas, R$ 45), que ela lança na capital na mesma noite. Na obra, destinada ao público infantil, Adélia descreve o nascimento de Jesus Cristo. Autógrafos Antes de abrir a noite de shows, a poeta irá autografar o livro, a partir das 18h, juntamente com a jornalista Angela Leite de Souza, que ilustrou a obra com técnicas de desenho e colagem com materiais de bordado e costura sobre tecido.

nidas, Rodrigo faz mistério. “Será uma surpresa”. EMOÇÃO “Sempre fico emocionada com mensagens e filmes de Natal – mesmo os mais piegas!”, confessa, por sua vez, a mineira Paula Santoro. Para ela, participar desse show, “com todas essas pessoas lindas e talentosas e a big band”, é o mesmo que realizar um sonho de criança. “De dar de cara com o Papai Noel na noite da véspera do Natal e receber, das mãos dele, o presente que tanto queria”. Paula vai cantar “Santa Claus is Coming to Town”, “What a Difference a Day Made”, “Have Yourself a Merry Little Christmas”, “I'll be Home for Christmas” e “Jingle Bell Rock”. Rodrigo Rios lembra que o show comporta, ainda, uma homenagem: “Ao querido Vander Lee” (falecido em agosto deste ano). PROJETOS Fãs umas das outras, as cantoras nunca dividiram o palco, embora Leila e Isabella sejam amigas e a paraense já tenha trocado figurinhas com Paula. “Todas as vezes que conversamos, ela foi muito simpática e atenciosa”, diz a mineira. Já o encontro de Isabella e Paula será o primeiro – ainda que ambas confessem a mútua admiração. Curiosamente, Isabella e Leila passaram por BH este ano como convidadas de outros artistas – Leila, de Guinga; Isabella, de Dionne Warwick. Para 2017, Isabella projeta trazer o show calçado no repertório dos Carpenters. “Tenho paixão por Minas, vou muito aí, mas, curiosamente, pouco como cantora”. * Especial para o Pampulha

Noite Feliz Para >Todos Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça 7). Segunda-feira (5), às 20h. Antes, das 18h às 20h, sessão de autógrafos com Adélia Prado e Angela Leite de Souza. Ingresso promocional de R$ 60 + 1 kg de alimento não perecível ou 1 brinquedo.


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MÚSICA GARCHET.COM/DIVULGAÇÃO

SITE OFICIAL DA BANDA

Duncan no 6 Zélia universo de Luiz Tatit

Simple Plan aterrissa em BH para show no Music Hall O grupo canadense, liderado por Pierre Bouvier, chega a Belo Horozonte a bordo da turnê de “Taking One for the Team”, o primeiro com inéditas em cinco anos. Mas, claro, o show também abre espaço para revisitar os hits (como “Welcome to My Life” e “I’m Just a Kid”), bem como o cover de “Uptown Funk”. Quando Quinta-feira (8), às 22h (a casa abre suas portas às 21h). Onde Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Quanto A partir de R$ 260 (inteira, 2º lote).

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Os cinco anos em cartaz do espetáculo “ToTatiando”, que volta a BH no próximo fim de semana, em apresentação única, a cantora Zélia Duncan credita ao fato de o espetáculo ser “leve, gentil”. “O tratamento é todo teatral. Tem humor suave, é uma alegria fazer”, diz a artista. Onde Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244) Quando Sábado (10), às 21h. Quanto A partir de R$ 60 (filas T a V, inteira). ROBERTO SETTON/DIVUGALÇÃO

SILMARA CIUFFA/DIVULGAÇÃO

Humberto Gessinger faz show em BH Após o sucesso do álbum solo “inSULar”, Humberto Gessinger leva ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes seu mais novo projeto, “Louco Pra Ficar Legal”, com músicas novas, como a homônima ao show e “Faz Parte”, que também já estão nas plataformas digitais. Quando Sábado (10) e domingo (11), às 20h. Onde Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Quanto R$ 120 (inteira).

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abre evento Rock in 6 Titãs Woods na véspera do feriadão Conhecida por receber expoentes do universo sertanejo, a casa noturna Wood’s resolveu ampliar seu espectro com o “Rock in Woods”, cuja edição de estreia aposta no grupo Titãs, agora com Beto Lee e Mário Fabre como integrantes. Outra atração da noite são Os Marcianos, projeto formado por músicos de várias bandas. Onde Woods (Alameda da Serra, 154, Nova Lima) Quando Terça-feira (7) Quanto R$ 40 (fem) e R$ 60 (mas), 1º lote. Mesas (4 pessoas), R$300. Lounge (12 pessoas) R$ 3.000. A casa abre às 22h. À venda no site Sympla.


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MÚSICA SOM LIVRE/DIVULGAÇÃO

Dias, 320, Funcionários). Às 18h. R$ 20

sábado (3) 1º ENSAIO AXÉ MINAS COM BAHIA

Alinne Rosa, Bloco Baianas Ozadas e convidados Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 890, centro). Às 22h. A partir de R$ 40 (2º lote pista)

104 ALLSTARS BLUES

Fabi Metzeker, Affonsinho, Samir Chammas, Márcio Frango e outros em uma sessão de Jam Cine 104 (pça. Ruy Barbosa, 104, centro). Às 21h. R$ 24

CHIRAL ENSEMBLE

Grupo experimenta técnicas de improvisação e regência Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves

EMERSON NOGUEIRA

Turnê “15 anos na Estrada, Amigos e Canções” BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). 22h. De R$ 40 a R$ 520

METÁ METÁ

Lançamento do álbum “MM3” A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 30 (antecipado)

Melo, 1090, Barro Preto). Às 16h30. A partir de R$ 20 (inteira)

SHOW DE NATAL

14 Bis convida Beto Guedes para reviverem clássicos das duas carreiras Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Às 21h. R$ 100 (inteira)

domingo (4)

MÚSICA INTINERANTE

Lu Toledo lança CD “Entre Mundos”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)

ORQUESTRA OURO PRETO

Junto a Ricardo Amado, Hugo Pilger (violoncelo) e Fernando Cordella (cravo), faz o concerto “As Oito Estações Vivaldi e Piazzola” Sala Minas Gerais (r, Tenente Brito JARDIEL CARVALHO/DIVULGAÇÃO

IMUNE – INSTANTE DA MÚSICA NEGRA

Rodrigo Jerônimo no lançamentodoCD “FioDesencapado” Galpão Cine Horto ( Pitangui, 3613). Às 20h. R$ 20 (inteira antecipado)

MARIA ALCINA E MARCELO VERONEZ

Cantam clássicos do samba e MPB na festa “Last Day na Divina Zona” Zona Last (r.Conselheiro Rocha, 3.600, Horto). Às 14h. R$ 10

segunda (5) CONCERTO ESPECIAL DO PROGRAMA DE BOLSAS FEA

Evento dedicado aos incentivadores da campanha “Transforme seu Imposto de Renda em Música”. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320). 20h. Entrada gratuita

O BANQUETE

Banda João e Dead Lovers’s Twisted Heart. A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 15 (antecipado)

315, centro). Às 20h R$ 20 (inteira)

quarta (7) ANIVERSÁRIO ITATIAIA RÁDIO BAR

Marília Mendonça e Henrique & Juliano Esplanada do Mineirão. Às 18h. A partir de R$ 70 (pista)

ALL WE NEED IS LOVE

Espetáculo “Hey Jude” e Rogério Flausino e Sideral cantam Cazuza Land Spirit (BR 356, km 7,5, Olhos D' Água). 21h. R$ 140 (fem), R$ 180 (masc)

SAMBA DE RAÍZ

Dudu Nobre, Delegas Samba Clube, Fabinho do Terreiro, Serginho Beagá, Magnatas do Samba e Bateria da Cidade Jardim Escola de Samba do Cidade Jardim ( do Mercado, 150, Conjunto Santa Maria). Às 20h. R$ 40

PRÊMIO BDMG DE MÚSICA INSTRUMENTAL

Compositor, arranjador e violonista Rafael Pansica e Bebê Kramer. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). 20h. Acesso gratuito.

UMMA – UNIÃO DAS MINA PELA MÚSICA E ARTES

Exposição de artes, feira cultural e shows com Bertha Luz, Miêtta e Dopaminas. Jornalistas de Minas (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às20h. R$ 15

quinta (8)

PAULO STARLING

Maria Alcina ao lado de Marcelo Veronez no Zona Last

Lançamento do CD “Quando A Mente Cala”. Cantor tenta levar ao palco a experiência que teve ao gravar o disco. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas,

2° FESTIVAL CENA AUTORAL Chazown, Faca Amolada, Chiqueiro Elétrico, Blend 87, Pré-Pagos.

Marília Mendonça é atração na festa do Itatiaia Radio Bar A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 20h. R$ 20 (antecipado)

GERAÇÃO PERDIDA

Revéillon fora de época, apresentação mensal com formação de superbanda do coletivo Jornalistas de Minas (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às 16h. R$ 15

RENATO CAETANO

Projeto “ViolAção”, com canções em homenagem aos Beatles. Haverá também homenagem a John Lennon Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 28 (inteira)

sexta (9) FORA DE SÉRIE

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fecha o ciclo Mozart, homenageado do ano na série (sessão extra) Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 34 (inteira)

SELVAGENS À PROCURA DE LEI

Tour “Praiero”, com abertura do Sound Supernova(BH) A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (antecipado)


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ARTES CÊNICAS A dança cotidiana de Brasília Natural de Brasília, o bailarino, ator e coreógrafo Edson Beserra deixou a cidade aos 23 anos para se dedicar à dança. Integrou companhias como a Quasar, a Deborah Colker e o Grupo Corpo, e acabou por retornar à terra natal em 2010, após quase 15 anos fora. Quando voltou, encontrou uma cidade transformada. “Fiquei um pouco impressionado com o quanto havia crescido, mudado. Eu andava muito a pé, coisa que não é comum aqui, e passei a absorver a cidade de maneira diferente. Perceber como se dá a ocupação da cidade, que não tem esquina nem gente na rua, mas, ao mesmo tempo, as pessoas estão em trânsito o tempo todo. Notei esse fluxo e quis escrever um pouco dessa história”, diz. Assim nasceu o espetáculo de dança “Vinil de Asfalto”, que o coletivo Edson Beserra e Seu Composto de Ideias apresenta aqui, em Belo Horizonte, no início da semana (dias 5 a 7). Além de Beserra, Lavínia Bizzotto e Marcos Buiati compõem o elenco, e a trilha sonora é do compositor e engenheiro de som Tomás Seferin. Esta, porém, foi acrescentada posJessica Almeida

NAUM PRODUTORA/DIVULGAÇÃO

teriormente ao desenho coreográfico. “Entrei no estúdio com a proposta de trabalhar com base nas impressões, perspectivas sobre Brasília, e a trilha vir depois”, afirma. “Foi bem difícil para os bailarinos que estavam comigo à época – e até para mim, que vinha do Grupo Corpo, onde o que chega primeiro é a música. Ao mesmo tempo, foi incrível, consegui deixar que meu corpo reagisse aos impulsos muito de dentro para fora. E depois, quando a música chegou, foi um processo de adaptação”. Sons de carros, cigarras, vozes, vento, ondas de eco e reverberação são misturados a melodias de instrumentos de cordas, como piano, violão e violino. Fragmentos da cidade, registrados pelo próprio Edson Beserra ao lado de Cássio Sader, além de trechos do cotidiano de um entroncamento em Taguatinga, são projetados durante o espetáculo, ressaltando peculiaridades do comportamento brasiliense nas ruas. IDENTIFICAÇÃO Apresentado fora de Brasília, “Vinil de Asfalto” causou exatamente a reação que o coreógrafo pretendia em egressos da cidade. “Para mim, foi muito forte perceber que amigos que não vivem mais lá entenderam exatamente o que eu estava pro-

Seg. a qua. 5 a 7.dez.

RENATO MANGOLIN/DIVULGAÇÃO

A forma particular como Brasília se organiza, sua arquitetura e a forte presença de espaços desocupados inspiraram o espetáculo

pondo em termos de pausa, respiração, tempo de apreciação. É uma orquestração mesmo, regida pelo silêncio, o reencontro e o desencontro. E em quem nunca foi a Brasília, vi uma curiosidade, uma vontade de conhecêla”, conta. “Acredito que o espetáculo amadurece e se rejustifica justamente com es-

estreia 5.dez.

Turma do TU UFMG conclui curso com uma sátira ao moralismo político

sas impressões”. Convidado a fazer um exercício sobre como seria um espetáculo com a mesma premissa, mas de olhar voltado a Belo Horizonte, Beserra, que morou aqui por quase oito anos, quando fez parte do Grupo Corpo, arrisca: “Tenho uma imagem muito emblemática da cida-

de, de quando cheguei pela primeira vez. Fui de ônibus, e subi a Afonso Pena desde a rodoviária até a praça da Bandeira. Acho que ali tem um ‘saladão’, com muito material a ser pesquisado, um centrão que desemboca na classe média alta. Daria um contraponto superbacana”, diz o bailarino, que está re-

tornando à cidade pela primeira vez desde que deixou o Corpo, em 2008. “Estou louco para voltar”.

> Vinil de Asfalto

Edson Beserra e Seu Composto de Ideias Espaço Cultural Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia, 3241-2020). De 5 (segunda) a 7 (quarta), às 20h. Entrada gratuita (retirada de ingressos no local, uma hora antes da apresentação)

Um mal crônico Parece ser consenso que o ano não está sendo dos mais fáceis. E em meio ao turbilhão de crises (ética, política, social) que vem marcando 2016, os formandos do Teatro Universitário (TU) da UFMG recorreram a um texto de Dario Fo para abordar um tema que, infelizmente, se mantém sempre pertinente: a corrupção. Mas “Sétimo: Roube um Pouco Menos” – que estreia agora na cidade, cumprindo temporada em dois palcos distintos – não lança seu foco apenas sobre a corrupção praticada pelos políticos, nos altos escalões: também trata dos “pequenos corruptos do cotidiano”. O texto (no original, “Settimo: Ruba un Po’ Meno”) foi escrito pelo autor italiano – morto em outubro último, aos 90 anos – em 1964, especialmente para sua mulher, a atriz Franca Rame, e mantém-se atemporal. Inclusive porque, como não poderia deixar de ser, os diálogos re-

verberam a veia satírica e provocadora do dramaturgo, que em 1997 foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Literatura. Na obra, a personagem principal (Enea) atua como coveira de um cemitério (profissão herdada do pai) que, por conta da especulação imobiliária, deveria ser transferido para a periferia. No curso do espetáculo, ela encarna também uma freira, bem como se apropria de vestes sensuais em outro momento. Tudo isso em meio à discussão de uma sociedade movida pelo beneficio próprio. A montagem mineira (tradução assinada por Soraya Martins) quer questionar a postura de uma estrutura moralista que, ao mesmo tempo que se indigna com a corrupção praticada nas altas esferas, também a pratica no dia a dia – e, por isso, é conivente. “Atualmente, estamos assistindo a tentativas de legalização dessas jogadas. A anistia ao cai-

xa 2, por exemplo, seria uma forma de permitir os esquemas de corrupção”, constata o diretor da empreitada, Fernando Linares, ressaltando, porém, que o texto foi escolhido para ser trabalhado pelo grupo há um ano. “Uma das coisas que nos levaram a continuar o processo foram as ocupações estudantis, forma de resistência contemporânea que ainda traz um diálogo com aspecto cultural do teatro”, conta ele, ciente de que sim, a montagem pode gerar reações contrárias também. Afinal, vivemos tempos de posições extremadas. (João Motta/ sob a supervisão de Marília Mendonça)

“Sétimo: Roube um >Pouco Menos”

- Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia), de 5 a 6 de dezembro, às 19h. - Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro), de 8 a 11 de dezembro, às 19h30. Entrada franca


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ARTES CÊNICAS Decisões que a vida impõe

JAQUES DIOGO/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 3 e 4.dez.

Em 1903, Rainer Maria Rilke escreveu: “É bom ser solitário, pois a solidão é difícil, e o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la”. Enviadas a um jovem aprendiz com quem o poeta trocava confidências sobre seu ofício, bem como sobre as dualidades da vida, as correspondências acabaram integrando o hoje clássico “Cartas a um Jovem Poeta”. Quase cem anos depois, as palavras instigaram o mineiro Yan Brumas a desenvolver um trabalho que abarcasse a solidão e os questionamentos de Rilke sobre a vida. É desta provocação que nasceu “Theo”, montagem que aporta ao palco do Idea Espaço CultuLara Alves (*)

teatro adulto A JAGUNÇA

Dir. Ildeu Ferreira. Com Michelle Ferreira Uma mulher simples, no sertão mineiro, se transforma em Jagunça para dar conta de sua existência após o assassinato do único filho. Zap 18 (r. João Donada, 18, Santa Terezinha, 3475-6131). Neste dom. (4), às 19h. Entrada gratuita.

A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE

Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos do escritor inglês, como Hamlet e Romeu & Julieta, compõemr um painel da obra do bardo. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 18/12.

CASSINO DA KAYETE

Dir. coletiva. Com Kayete, Glauber Cunha e Paloma Santos O programa de rádio homônimo à peça ganha os palcos e Kayete comanda a comédia com grande elenco. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. e sex., às 21h; sáb. e dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos

ral neste fim de semana. Em cena, um homem de 30 anos (Theo) que, munido de uma imensa solidão, precisa tomar uma grande decisão em uma noite. A escolha evoca situações e memórias de seu passado, e o deixam dividido entre os desejos da carne e os impulsos espirituais, que buscam uma certa divindade. “É um ser dividido ao meio, diante de uma grande decisão que, como todas, é solitária e angustiante – ao mesmo tempo, esta solidão é libertadora e necessária”, analisa Yan, sobre a dualidade (corpo humano e lascivo X a sacralidade do ser) que permeia o espetáculo, cujo texto assina. Prudente, ele prefere manter segredo quanto à decisão final. “É um conflito para além do personagem, e queria que as pessoas vissem no Theo

um ser humano qualquer. Mais importante do que o que acontece é como as coisas acontecem”, afiança.

Sinparc). Até 17/12.

Zap 18 (r. João Donada, 18, Santa Terezinha, 3475-6131). Nesta ter. (6), às 20h. R$ 10 (inteira).

COISAS BOAS ACONTECEM DE REPENTE

ACALANTO SONORO Em seu primeiro monólogo, Yan não só se reveza entre a atuação e a autoria do texto, como também decidiu soltar a voz no espetáculo. Assim, apresenta ao público uma seleção de canções, como “Sobre Todas as Coisas”, de Chico Buarque, ou “Luxúria”, de Isabella Taviani, para embalar – e amenizar – as angústias vividas por seu personagem. * Sob a supervisão de Marília Mendonça

> Theo

Idea Espaço Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários) Neste sábado (3) e domingo (4), às 19h e às 20h30. R$ 30 (inteira).

Dir. Cynthia Paulino. Com Cynthia Paulino Uma mulher moderna, pós-moderna, trans-moderna, que diz tudo o que lhe vem à cabeça: a passagem do tempo, a saudade do filho, o poder do feminino, as citações de seus poetas preferidos, suas músicas, falhas e manifestos. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Nesta sex. (9), às 20h. R$ 10 (inteira).

LITORAL

E PEÇA QUE NOS PERDOE

Dir. Coletiva. Com Coletivo Entre Elas Os questionamentos do mito da mãe ideal e os desafios de educar filhos em um espaço emblemático como a favela. Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3876, Barragem Santa Lúcia). Neste sáb. (3), às 20h. Entrada gratuita.

Dir. Lira Ribas. Com Luciana Brandão, Fernando Barcellos, Igor Odier Numa atmosfera que é sempre noite, uma tradicional família se esforça para comemorar o dia de anos da filha caçula em meio a fatos estranhos. Ideal Café Teatro (r. Estrela do Sul, 126, Santa Tereza). Neste sáb. (3) e dom. (4), às 20h. R$ 20 (inteira).

GAVIÃO DE DUAS CABEÇAS

Dir. Juliana Pautilla. Com Andreia Duarte A partir da imagem do mito do gavião, de morte, do genocídio e da experiência pessoal da atriz, a peça costura discursos atuais: de um lado os ruralistas, de outro os indígenas ROBERTH MICHAEL/DIVULGAÇÃO

Dir. Assis Benevenuto. Com Cefart Releitura da tragédia grega Antígona, que dialoga com temas contemporâneos, como guerra, xenofobia, imigração, intolerância cultural, conflito de gerações e violação de direitos humanos. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qua. a sáb., 20h; dom., 19h. Entrada gratuita. Até 18/12.

MÃE – RAIZ DO MORRO

Estreia

Monólogo traz a angústia e a solidão de um homem frente a uma decisão

maneiras encontrar uma mulher para se casar. Durante essa busca, muitos tipos de mulheres passam pela sua vida. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sáb. (3), 20h30; dom. (4), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

O VESTIDO

Dir. Rosa Antuña. Com Rosa Antuña O Vestido pode representar literalmente um vestido, como pode ser também a metáfora dos sonhos que se quer realizar, o encontro com o amor, com nossos medos, ou com algo sublime que transcende a existência. Zap 18 (r. João Donada, 18, Santa Terezinha, 3475-6131). Nesta qua. (7), às 20h. R$ 10 (inteira).

SÉTIMO: ROUBE UM POUCO MENOS

Dir. Juarez Guimarães Dias. Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre a trajetória de como Norma Jeane Monroe, jovem, caipira e gaga, se tornou um dos maiores mitos do século XX, a modelo, atriz e cantora Marilyn Monroe. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (3), às 20h; dom. (4), às 19h. R$ 20 (inteira). Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta sex. (9) e sáb. (10), às 20h; dom. (11), às 19h R$ 20 (inteira).

O MENINO MAIS RICO DO MUNDO

Dir. Diego Benicá. Com Marcelo Ricco Um pequeno catador de papel, rico de sonhos, convida a plateia para um dedo de prosa, na qual a educação ambiental é abordada de forma muito divertida, Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (3) e dom. (4), às 16h. R$ 20 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

dança

(Leia mais na página 13)

THEO MARILYN MONROE.DOC

uma menina e um passarinho que precisam enfrentar a dor da separação. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Sex. e seg., às 15h; sáb. e dom., às 11h e às 15h. R$ 20 (inteira). Até 19/12.

(Leia mais em texto nesta página)

teatro infantil A GAIOLA

Dir. Duda Maia. Com Carol Futuro e Pablo Áscoli Espetáculo infantil sobre o amor entre

‘ENTROPIA’ E ‘O EU DO QUAL SOMOS PARTE’

Dir. Priscila Fiorini. Com Cia Sesc de Dança Apresentação de dois trabalhos de dança contemporânea criados para a companhia pelos coreógrafos Allan Falieri e Mário Nascimento. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro, 3214-5350). Neste sáb. (3), às 21h; dom. (4), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO

Dir. Diego Fortes. Com Alexandre Nero, Carol Panesi, Edith de Camargo A última parte de um espetáculo que já está acontecendo há três horas. Os atores discutem sobre o sucesso e o fracasso da obra apresentada. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (3), às 21h; dom. (4), às 19h. R$ 70 (plateia I-A, inteira, 1° lote); R$ 60 (plateia I-B, inteira, 1° lote); R$ 50 (plateia II, inteira, 1° lote).

“Mãe - Raiz do Morro”, com moradoras do Morro do Papagaio e do Alto Vera Cruz, tem sessão neste sábado (3)

Dir. Carlos Nunes. Com Marcelo Ricco Jonas é um rapaz que tenta de todas as

Dir. Rodrigo Pinheiro. Com Coletivo Breaking no Asfalto Os diferentes indivíduos dentro de diferentes culturas vistos como um conjunto de mecanismos que gera fonte de informações e estabelece maneiras para dizer o que é o ser humano e o que ele pode ser. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Neste sáb. (3), às 21h. Entrada gratuita.

PAI CONTRA MÃE

Dir. Leandro Belilo. Com Cia. Fusion de Danças Urbanas Inspirado em Machado de Assis. Sete corpos dançantes apresentam o desafio das minorias em uma sociedade desigual e opressora. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400) Sex. a seg., às 20h30. R$ 20 (inteira). Até 12/12.

QUINTAL

Dir. Fernando de Castro. Com Corpo Escola de Dança O curso infantil do Corpo dança a importância das brincadeiras para o crescimento das crianças. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta sex. (9), às 18h; sáb. (10), às 20h. R$ 30 (inteira).

SUBLIME TRAVESSIA

Dir. Dudude. Com Dudude A necessidade de travessia de um corpo artístico estilizado, potente de intuição e instinto, aguçado de perceptividades eletivas que repousam no campo das afetividades e estão disponíveis para os estímulos brasis. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Sex. a seg., Às 19h. R$ 20 (inteira).

O GRANDE SUCESSO

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO

OFF! ELES NÃO OLHAM PARA NÓS…

TOTAIS

Em uma releitura da tragédia grega “Antígona”, “Litoral” traz alunos do Cefart dirigidos pelo grupo Quatroloscinco

Dir. Marcelo Alessio. Com Marcelo Alessio Solo performático corporal que articula corpo, palavra e som para estabelecer uma provocação direta com o espectador. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Nesta qui. (8), às 20h. R$ 10 (inteira).


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ARTES VISUAIS Mostra inédita de Volpi em BH Uma das figuras mais influentes das artes plásticas no Brasil no século XX. Um dos mais importantes nomes da segunda geração do modernismo. É inevitável: falar sobre o ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896-1988) implica em apelar a hipérboles. A partir deste sábado (3), os trabalhos e as transições de linguagens do artista estarão pela primeira vez em uma mostra individual em Belo Horizonte, no Inimá de Paula. “Desde que uma das telas de Volpi estiveram no museu, na exposição ‘Do Moderno ao Contemporâneo’, em 2013, passamos a estudar uma forma de realizar uma mostra que abordasse a trajetória dele”, explica Gabriella Navarro, coordenadora Cultural e Educativa do equipamento. Gabriella justifica a escolha do artista e traça um paralelo com o mineiro que batiza a instituição. Para começar, “ambos eram autodidatas”. Inimá de Paula começou retocando fotografias. Na adolescência, passou a desenhar e em 1940 mudou-se para o Rio de Janeiro. Volpi, por sua vez, veio da Itália com apenas 2 anos, tendo São Paulo coAlex Bessas (*)

exposições CARTOGRAFIAS SONORAS Obras de Frederico Pessoa, Henrique Iwao, Marco Scarassatti, Pedro Aspahan e Pedro Durães, que estão inseridas no campo da arte sonora, formado por música, performance, cinema e artes visuais. Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, 3409-8350). 3ª a 6ª e dom., 10h às 17h; sáb., 10h às 21h. Até 17/2.

CASA KUBTISCHECK Duas exposições marcam a abertura do novo espaço museológico: “Casa Kubitschek: Uma Invenção Modernista do Morar” e “Pampulha: Território da Modernidade”. Casa Kubitscheck (av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha, 3277-1586). De 3ª a sáb., das 10h às 17h. Temporada indeterminada

ESTADO DA NATUREZA A exposição de Pedro Motta traz mais de 70 imagens do fotógrafo que mescla cenários naturais a elementos inusitados em linha tênue que divide o trabalho entre o real e o manipulável. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h. Até 15/1.

ESTADO DE SÍTIO As seis obras (quatro inéditas) de Eder Santos passeiam – com suporte tecnológico utilizado como pincel – pelo barroco, a religiosidade, o desejo e a culpa, pelo corpo-produto-sexualizado do homem contemporâneo, pelas tensões sociopolíticas atuais. Grande galeria Alberto da Veiga

mo destino. A princípio, pintava murais decorativos. Ambos tiveram uma fase mais acadêmica e trilharam seus caminhos até desenvolver traços mais autorais. Em junho, uma individual dedicada ao artista foi aberta em Londres (na galeria Cecilia Brunson Projects). Mas se na capital inglesa eram 12 telas, aqui serão 33 – algumas pertencem a colecionadores e serão exibidas pela primeira vez em um museu. “A gente buscou mostrar a trajetória completa, do olhar do artista para as fachadas, decorações, passando pelas pinturas com traço expressionista, até chegar no abstrato puro”, diz Gabriella. Para ela, “conseguir reunir mais de 30 obras é um feito”, já que é muito difícil que um colecionador empreste essas peças, até pelo seu valor de mercado.

abertura 3.dez.

MUSEU INIMÁ DE PAULA/DIVULGAÇÃO

SINGULARIDADES Fruto de seu amadurecimento artístico, Volpi rejeitava as tintas industriais, recorrendo a um processo antes visto apenas no período Renascentista (13001600). “Ele acreditava que a automatização da arte não representava o seu trabalho. Na sua obra, havia a busca pela naturalidade”, analisa Gabriella. Para isso, Volpi desenvolvia suas pró-

Exposição revela trajetória do artista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, partindo do expressionismo até o abstrato puro

prias tintas, produzidas artesanalmente a base de têmperas dissolvidas na clara de ovo, adicionando cravo da Índia para anular o cheiro forte. Também esticava o linho e montava a tela. “Por isso, a maioria dos quadros não tem moldura”, pontua. A exposição marca a segunda parceria do museu

mineiro com a Galeria de Arte Almeida e Dale (SP). Foi do intercâmbio entre as instituições que vieram as peças do colombiano Fernando Botero, que atraíram um público recorde (mais de 40 mil pessoas, de agosto a novembro) ao Inimá de Paula – formado, em boa parte, por estudantes em visitas

programadas. Aliás, atentos ao público estudantil, a organização criou um calendário especial. “No período de férias, poucos museus têm atividades para estudantes. Então, tivemos o cuidado de ter uma programação que vai até fevereiro”, avisa Gabriella. Ela informa que gincanas e outras

atividades serão divulgadas pelo site da instituição e pelo Facebook.

Guignard do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). De 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 22/1.

às 18h. Até 18/12.

REGISTRO E MOVIMENTO

épica de “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa. Galeria Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 15/1.

dramas da cultura do consumo Galeria de Arte BDMG Cultural (r. da Bahia, 1600, Lourdes, 3219-8486). 2ª a dom., das 10h às 18h. Até 21/12.

FRAGMENTOS E ELEMENTOS Matérias-primas e ferramentas do universo da engenharia e construção, deslocados de seu habitat, dão vida às instigantes telas-esculturas de Marcus Amaral. Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários, 3289-8900). De 3ª a 6ª, das 10h às 21h; sáb., dom. e feriados, das 10h

HIATO A exposição de Luiz Lemos traz um conjunto de pinturas que apresenta complexos jogos formais e cromáticos que tomam a letra como signo dos resíduos da linguagem e das palavras. Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640, Funcionários, 3343-7317). De 3ª a sáb., das 10h às 18h. Até 22/1.

IMAGEM E SOM: MEMÓRIA,

A mostra leva o público a explorar curiosidades e truques que envolvem a produção e dos registros sonoros, visuais e audiovisuais. Museu da Imagem e do Som (av. Álvares Cabral, 560, centro, 3277-6330). 2ª a 6ª, das 9h às 17h. Até dezembro.

IMAGENS DO GRANDE SERTÃO - ARLINDO DAIBERT A exposição do artista Arlindo Daibert traz uma releitura imagética de passagens marcantes da trajetória lírica e

IMAGENS MERAMENTE ILUSTRATIVAS A artista Noemi Assumpção celebra cinco anos de carreira e mostra um recorte de 11 obras de sua produção que revelam o olhar de quem vive na pele os SESC PALLADIUM/DIVULGAÇÃO

perfura_ateliê em cartaz na GTO Entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, a Galeria de Arte GTO do Sesc Palladium recebe a exposição perfura_ ateliê de performance. Durante sete semanas, o local será ativado por uma rede com mais de 70 presenças, com o objetivo de compartilhar espaços e processos de pesquisa e criação na arte da ação, experimentando procedimentos para a realização de performances. A abertura acontece na terçafeira (6), a partir das 19h. Programação em perfuraateliedeperformance.blogspot. com.br. A entrada é gratuita.

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* Especial para o Pampulha

Exposição >Alfredo Volpi

Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1201, Centro, 3213-4320). A partir de 3 de dezembro. Ter., qua., sex. e sab, das 10h às 18h30. Qui., das 12h às 20h30. Dom., das 10h às 16h30. Entrada franca.

MARCIER 100 No ano em que se comemoram os 100 anos de nascimento de Emeric Marcier, a exposição retrata a tradição e a cultura religiosa do povo mineiro em trabalhos do pintor. Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 15/1.

METAMORFOSE DO ABANDONO Trabalhos inéditos do artista Baba Jung que utiliza rejeitos de demolições de casas do bairro Serra e organiza as peças em blocos e formas de cor. Galeria da Aliança Francesa (r. Tomé de Souza, 1418, Savassi, 3291-5187). 2ª a 5ª, das 8h às 21h; 6ª a sáb., das 8h às 16h30. Até 14/12.

O DESMEDIDO, HUMANO A mostra é sobre o corpo humano e a genética, e foi criada a partir de imagens de exames de componentes internos do corpo, no qual permite uma experiência sensorial ao público. CCBB (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). 2ª, 4ª, 5ª, 6ª, sáb. e dom., 9h às 21h. Até 10/1.

PAISAGEM BIOGRÁFICA Leandro Moretti convida para este encontro em que a tradição cultural, o afeto do olhar, comunicam-se com o ato de fotografar. Galeria de Arte do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). 3ª a dom., 9h às 18h. Até 11/12.


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LITERATURA Trilogia celebra Murilo Rubião Marilda Castanha não se lembra exatamente quando, nem de qual conto se tratava, mas se recorda bem do impacto que sentiu quando se deparou pela primeira vez com a escrita de Murilo Rubião (1916-1991). “Acho que a palavra é essa mesmo, eu fiquei impactada. Era época do colégio ainda e eu me lembro de chegar em casa pensando: ‘acabei de ter a leitura mais louca da minha vida’”, conta a ilustradora. Com o passar dos anos, o estranhamento foi dando lugar a uma grande admiração pela obra do escritor mineiro, mas o impacto, este permanece. “Lendo ‘Bárbara’, fui até a metade mais ou menos interpretando de uma forma. Até que me deu um estalo e eu comecei a encarar o conto de outra maneira e tudo ficou ainda mais instigante”. Não por acaso, foi a história da mulher que não se sacia e tem desejos sem fim que Marilda escolheu para ilustrar na trilogia de Murilo Rubião que será lançada em Belo Horizonte neste sábado (3). Trazendo novas edições para “O Edifício”, com ilustrações de Nelson Cruz, e para “Teleco, o Coelhinho”, ilustrada por Odilon Moraes, além de “Bárbara”, a trilogia celebra o centenário do grande precursor do realismo fantástico no Brasil e busca aproximar sua obra do público jovem. “Rubião é um autor que faz a gente querer voltar a seus contos. Diria que, diferente de entretenimento, é uma literatura de reflexão e Bárbara França

é muito importante a gente passar por ele em algum momento da vida. Eu li na minha adolescência, mas não vejo minha filha lendo. E, sempre que comento sobre, ela acha genial, fica louca para ler”, conta Marilda, para quem o que falta hoje é mais divulgação e valorização do trabalho do mineiro, sobretudo nas escolas. “O autor tem estado um pouco renegado hoje em dia. Ele é tão rico e, acho, tão pouco lido. Queremos ajudar a fazer com que sua obra encontre os leitores novamente”, completa Nelson Cruz, que idealizou a trilogia. IDEALIZAÇÃO Para o ilustrador, Rubião perdura porque sua narrativa é instigante, mas também porque o conteúdo de seus contos continua extremamente atual. “Ele traça uma investigação em torno do ser, em torno do estar no mundo, que foi o que mais me chamou a atenção em ‘O Edifício’”, conta o ilustrador, sobre o conto com o qual optou trabalhar. “A princípio, após reler todos os 33 contos de Rubião, Marilda e eu selecionamos os seis. O critério foi o impacto que eles exerciam em nós”, conta Cruza. Para chegar aos três finais, os ilustradores escolheram, então, aqueles com os quais mais se identificavam. “Quando apresentamos os primeiros selecionados a Odilon Moraes, ele pediu o ‘Teleco, o Coelhinho’ de uma vez e também fez um belíssimo trabalho”. A ideia de trabalhar com a obra do mineiro neste momento, por sua vez, surgiu da vontade colocar no papel toda a imaginação suscita-

Sáb. 3.dez

CENTRAL PRESS/DIVULGAÇÃO

Além dos ilustradores, o evento de lançamento contará com a participação da sobrinha do escritor, Sílvia Rubião

da pela escrita de Rubião. “O escritor é muito imagético, quase cinematográfico. A criação de imagens é frequente no seu estilo de escrever e isso, para um ilustrador, é um prato cheio. As ilustrações que oferecemos, todas feitas à mão, são fruto essencialmente do contato individual com a obra. Oferecemos a nossa interpretação”, destaca. A trilogia, lançada pela Editora Positivo, traz ainda textos de apresentação dos críticos literários Nelson de Oliveira, Mariana Ianelli e Nilma Lacerda.

Lançamento >Trilogia de Murilo Rubião

Livraria Quixote (r. Fernandes Tourinho, 274, Savassi, 3227- 3077). Neste sábado (3), às 11h. Entrada gratuita. Os livros serão vendidos no local a R$ 39,80 (cada).

OBRAS QUE GANHARAM ILUSTRAÇÕES INÉDITAS FOTOS CENTRAL PRESS/DIVULGAÇÃO

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Teleco, o Coelhinho O conto fala sobre um coelhinho que mora na rua e é levado para a casa de um homem. Questões da existência humana e da metamorfose, como tentativa de adaptação do mundo, atravessam o texto.

Bárbara História de uma mulher que não se sacia e de seu companheiro que, com um amor descomunal, não se limita a satisfazer as vontades da esposa. Por meio do fantástico, a obra aborda a soberba e o vazio.

6 O Edifício João Gaspar é contratado para construir o maior arranha-céu da história. O trabalho remete ao mito de Sísifo e, trazendo a sensação de uma vida suspensa, é lido como uma alegoria da condição humana.

SOBRE LIVROS ATHOS SOUZA/DIVULGAÇÃO

Eid Ribeiro lança sua obra em coleção Um dos artistas mais relevantes da cena artística mineira e nacional, o dramaturgo, roteirista e diretor teatral lança a “Coleção Eid Ribeiro”. Obra reúne três livros e faz um registro da produção dramática e literária de Eid. Dentre as 15 peças, as celebradas “Luscofusco” e “Anjos e Abacates” e peças inéditas do autor, como “Nightvodka” e “Tinto e a Baleia”. Onde Centoequatro (Praça Rui Barbosa, 104 Centro) Quando Quartafeira (7), às 20h. Quanto Entrada Franca. Haverá distribuição gratuita dos livros.

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SESI-SP EDITORA/DIVULGAÇÃO

Afonso Borges lança livro infantojuvenil idealizador e fundador do projeto Sempre Um Papo, Afonso Borges é pai de Isabella, Mariana e Manuela, que passaram a infância ouvindo histórias na hora de dormir. A maioria, inventadas no escuro. Agora, ele decidiu dividir com os leitores uma delas, “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” (SesiSP Editora, R$ 24,90). A obra, que tem ilustrações de Alexandre Rampanzo, será lançada em BH na próxima semana. Quando Segunda (5), às 18h. Onde Leitura Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061). Quanto Entrada franca.

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CINEMA DESIREE DO VALLE/DIVULGAÇÃO

Precoce Caio Blat celebra 25 anos de carreira com “BR 716”, que estreou esta semana

Blat e o vício de se reinventar Em “BR 716” – vencedordosKikitos de melhor filme, diretor, atriz coadjuvante e trilha no último Festival de Gramado, que estreou nesta semana no Cine 104 – Caio Blat vive Felipe. Alter-ego do cineasta Domingos de Oliveira durante sua juventude em 1963, ele se entrega a uma existência niilista e alcoolizada de festas diárias noapartamento darua Barata Ribeiro, 716, em Copacabana,após a ex-esposatrocálo pelo melhor amigo. Apesar do tom cômico típico dos longas de Oliveira, Felipe é um personagem deprimido, perdido e permanentemente afogado numa melancolia alcoolizada e auto-piedosa. O que não quer dizerqueBlattenha se entregado ao mesmo estado para vivê-lo. “Atuar para mim é um jogo, uma brincadeira. Tenho meu ritual de chegar no set, me envolver com as pessoas, tomar um uísque comDomingos,discutira cena. Mas quando acaba, me desligo daquilo e volto para minha vida pessoal, para os Daniel Oliveira

meus filhos”, descreve o ator. Ele compara a experiência a “uma droga que a gente usa para o bem de todos. Um certo vício de ser quem a gente quiser, inventar outra história, outra pessoa, mas é cada vez mais um ritual, uma brincadeira”. A reflexão tem o discernimento de quem já faz isso há bastante tempo, e não é por acaso. Blat tem apenas 36 anos, mas atua desde os 11, o que significa que ele completa, em 2016, incríveis 25 anos de carreira. Ainda assim – e por mais que ele acredite que todo personagem é uma projeção de seu criador – “BR 716” é a primeira vez em que o ator interpreta o alter-ego de seu diretor. E Blat não se faz de rogado, criando uma impressão bem-humorada e inconfundível de Domingos de Oliveira bem na frente do diretor. “Colei no Domingos até virar um espelho dele, absorvendo o jeito de andar, falar, expressar e, principalmente, tentando captar esse estado delirante, amoroso e depressivo dele”, revela. E essa nem foi a parte mais difícil. Captar o clima da boemia da época, um certo espíri-

to “mal do século” que não era exatamente eufórico, foi a nuance mais delicada para o elenco. “Ela era meio deprimida, filosófica, no sentido de buscar uma explicação para o mundo. Uma boemia existencialista. E a gente demorou a entender esse lugar”, explica Blat. E o estilo de filmagem de Oliveira tornou isso ainda mais desafiador. “Só interessa o primeiro take. Não tem cobertura, nem take 2. Você faz um, e ele escolhe os melhores trechos na montagem”, descreve o ator. A liberdade formal nouvelle-vagueana do cineasta, no entanto, não assustou o veterano. “Sempre curti mais essa autoralidade, visceralidade, e encontrar isso num cara de 80 anos é sensacional”, exalta. Parao ator – que esteve no primeiro longa brasileiro 100% digital, “Cama de Gato”, e encarou outros longas ousados, como“Baixio dasBestas–a experiência com Oliveira foi mais uma chance de aprendizadoedeseexpandir comoartista.“Nenhum diretor noBrasilousa tantoquantoo Domingos. Oitenta porcento do ‘BR’ foi captado em Go Pro, foi a primeira vez que filmei com

umdrone. Ele está o tempo todo experimentando para se manter livre”, argumenta. E o equilíbrio entre esses experimentos mais ousados e projetos de teor popular é o que fez de Blat um dos atores brasileiros mais prolíficos e relevantes dos últimos 15 anos. Ao mesmo tempo em que abraça títulos como “BR 716” e “Baixio”, ele não foge de comédias românticas como “Ponte Aérea” e novelas como “Joia Rara” e “Lado a Lado”. “Cada projeto te atrai por um motivo, mas o principal é o diretor, o cara que está me chamando para contaruma história. Se ele tem tesão, 50% já

Atuar para mim é um jogo. Mas, quando acaba, me desligo e volto para minha vida pessoal

está garantido”, justifica, sobre a diversidade de seus trabalhos. Pessoalmente, porém, o atorafirmaquecada novopersonagem tem que ser uma experiência de vida. “O ‘Xingu’ foi um filme que eu lutei, corri atrás do Cao (Hamburguer) porque não queria perder essa experiência de jeito nenhum”, revela.Mesmo em novelas, Blat busca algo que represente esse mergulho no desconhecido, o que fez com que ele entrasse para a história da TV recentemente, ao protagonizar a primeira cena de sexo gay da Rede Globo em “Liberdade, Liberdade”. “Atéo momentoemqueteve o OK da direção, a gente ficou na expectativa do quanto seria liberado e quanto ficaria na edição. Mas a cena que a gente propôs acabou indo ao ar, sem corte nem restrição”, confessa. A conquista, para ele, foi o resultado da qualidade narrativa da trama, que construiu os personagens, a relação entre eles, o contexto histórico e a perseguição de forma impecável. “Tudo isso, e o horário das 23h, criou um ambiente para que o público torcesse para a consumação

do afeto daqueles personagens”, reflete. A repercussão rendeu ao ator um convite para seu primeiro trabalho fora do país. Entre janeiro e junho, ele filma na Inglaterra e na Croáciaaminissérie “McMafia”,da BBC. “Ela fala da globalização da máfia contemporânea e vai ter atores do mundo. Estavam precisando de um latino e chegaram até mim”, conta. Blatafirma que não estava procurando, nem nunca procurou, projetos gringos. Mas a série veio em bom momento porque “depois de tantos anos, o maior desafio é se reinventar. Todo ator tem um número restrito de personagens que pode representar, e a gente tem queampliá-lo, lutar para poder ser cada vez mais”. Para ele, depois de 20 filmes e inúmeras novelas, o objetivo é preservar sua vida pessoal para evitar que seu rosto, tão reconhecível a esse ponto, contamine seu trabalho. “É preciso estar sempre num estado de aprendizagem, estar sempre aberto para novas experiências”, resume.


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CINEMA ROSANO MAURO JR/SONY PICTURES/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, sábado (3) e domingo (4)

Partage 1: 14h10, 16h30, 18h40, 21h (*) Partage 2: 17h10, 21h50 (*) Pátio Savassi 5: 12h50, 15h10, 17h20, 19h50, 22h Via Shopping 4: 14h30(*), 18h50

Del Rey 7: 22h30 (somente neste sábado, 3) Diamond 3: 18h, 21h Estação 5: 18h30, 21h15 (*) Itaú Power 2: 13h50, 18h30, 20h50 (*) Minas 6: 16hy, 18h20, 20h45 (*) Monte Carmo 3: 16h20 (*), 18h20 (*), 20h45 Pampulha 4: 14h15, 16h35, 21h15 (*) Partage 3: 17h30, 20h15 (*) Pátio Savassi 7: 15h, 17h40, 20h30 Ponteio 4: 16h20 Shopping Norte 3: 16h20, 18h35, 20h50 (*)

(*) Sessões dubladas

BR 716

pré-estreia A ECONOMIA DO AMOR

(L'Économie du couple, Bélgica/ França, 2016, 1h41, 14 anos) Dir. Joachim Lafosse. Com Berenice Bejo, Cédric Kahn, Marthe Keller. Juntos há 15 anos, Boris e Marie decidem se divorciar. Mas passando por dificuldades financeiras e sem um acordo sobre a partilha dos bens, eles continuam morando juntos, o que aumenta as brigas diárias. Ponteio 2: 19h15 (somente sábado)

MASHA E O URSO (*)

(Masha i Medved, Brasil/ Rússia, 2016, 1h12, livre) Dir. Oleg Kuzovkov. Masha é uma pequena criança que não consegue parar quieta. O único que pode salvá-la ou ajudá-la em suas divertidas aventuras é Urso, que vive na floresta ao lado da casa de Masha. BH Shopping 5: 16h20 BH Shopping 9: 13h30 Big Shopping 2: 14h45 Boulevard 3: 14h30, 16h10 Cidade 6: 15h Cidade 7: 13h30 Contagem 2: 14h30 Del Rey 4: 14h30 Diamond 4: 15h30 Estação 5: 12h Itaú Power 3: 14h30, 16h10 Minas 4: 14h30, 16h10 Monte Carmo 1: 14h20, 16h Pampulha 1: 14h30, 16h10 Paragem 1: 14h30, 16h10 Partage 5: 11h30, 16h40 Pátio Savassi 4: 11h20, 13h10 Shopping Norte 5: 14h45 Via Shopping 1: 14h30, 16h10 (*) Sessões dubladas

estreias ANJOS DA NOITE – GUERRAS DE SANGUE

(Underworld: Blood Wars, EUA, 2016, 1h32, 12 anos) Dir. Anna Foerster. Com Kate Beckinsale, Theo James, Tobias Menzies. Quando um novo levante parece tomar forma, a heroína Selene irá utilizar sua influência e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar- fogo. Betim 1: 14h30, 18h30 (*) BH Shopping 6: 22h15 Boulevard 5: 13h30, 15h20, 17h10, 19h, 21h Cidade 8: 13h, 14h50, 16h40, 18h30, 20h30 (*) Contagem 5: 13h, 14h50, 16h40, 18h30, 20h50 (*) Del Rey 2: 13h30, 17h10, 20h50 Estação 1: 20h, 22h15 (*) Itaú Power 4: 13h30, 15h20, 17h10, 19h, 20h50 (*) Minas 3: 13h30, 15h20, 17h10, 19h, 20h50 (*) Monte Carmo 5: 13h30, 19h (*) Pampulha 2: 15h05(*), 17h05(*), 19h05, 21h05(*) Via Shopping 3: 13h30, 15h20, 17h10, 19h, 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 14h30, 16h40, 19h10, 21h10 Big Shopping 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h30 (*) Betim 1: 16h30, 20h30 (*) Boulevard 2: 21h30 Cidade 5: 11h30 (*) (somente sábado), 13h30 (*), 15h20, 17h10 (*), 19h, 20h50 (*) Contagem 1: 16h20 (*), 21h Del Rey 2: 15h20 (*), 19h Diamond 5: 14h10, 16h40, 19h, 21h30 Estação 4: 14h45 (*), 17h15 (*), 20h15, 22h30 (*) Itaú Power 6: 16h40 (*), 21h10 Minas 2: 21h10 (*) Monte Carmo 5: 15h20(*), 17h10, 20h50 (*) Norte 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Pampulha 6: 17h25, 19h25, 21h25 (*) Paragem 5: 14h45, 18h40, 16h40, 20h45

(Brasil, 2016, 1h29, 14 anos) Dir. Domingos Oliveira. Com Caio Blat, Maria Ribeiro, Sophie Charlotte. Na intensa boemia carioca de 1963, o engenheiro e aspirante a escritor Felipe leva uma vida regada aos prazeres do álcool, em festas alucinantes num apartamento na famosa rua Barata Ribeiro, 716, em Copacabana. Cine 104: 17h, 19h, 20h40

(*) Sessões dubladas

O QUARTO DOS ESQUECIDOS

AS AVENTURAS DE ROBINSON CRUSOÉ (*)

(Robinson Crusoe, bèlgica/ França, 2016, 1h30, livre) Dir. Vincent Kesteloot. Depois de uma violenta tempestade, Robinson Crusoé acaba em uma ilha, onde constrói uma profunda relação de amizade e companheirismo com o pássaro Tuesday. BH Shopping 6: 15h30, 17h50 Big Shopping 3: 14h20 Cidade 4: 12h40, 16h20 Contagem 3: 13h20, 15h20, 17h05 Del Rey 6: 14h20, 16h30 Estação 5: 14h, 16h15 Minas 1: 14h10 Minas 6: 13h45 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30 Pampulha 3: 14h20, 16h05, 17h05, 19h35 Pátio Savassi 1: 14h40, 19h30 Shopping Norte 3: 14h20 Via Shopping 2: 13h40, 15h30, 17h20 Sessões 3D: BH Shopping 1: 13h50, 16h10 Big Shopping 5: 16h35, 20h50 Cidade 4: 14h30 Itaú Power 5: 16h Minas 1: 16h Pampulha 6: 13h55, 15h40 Partage 4: 13h50, 16h10, 18h20 Shopping Norte 2: 16h35, 20h50 (*) Sessões dubladas

O FILHO ETERNO

(Brasil, 2016, 1h22, 10 anos) Dir. Paulo Machline. Com Marcos Veras, Débora Falabella, Uyara Torrente. O casal Roberto e Cláudia aguarda a chegada de seu primeiro bebê. Mas toda a alegria dos pais é transformada em incerteza e medo com a descoberta de que o bebê é portador da Síndrome de Down. BH Shopping 6: 20h BH Shopping 10: 17h05, 21h50 Diamond 1: 15h, 17h05, 19h20, 21h40 Paragem 2: 15h, 16h50, 18h50, 20h40 Ponteio 2: 15h45, 17h30, 21h30

GALINHA PINTADINHA MINI NA TELONA (*)

(Brasil, 2016, 50min, livre) Dir. Coletiva. Nova série da Galinha Pintadinha Mini. O conteúdo mescla historinhas narradas, atividades e as tradicionais músicas, além de apresentar a Galinha e sua turma com um novo design. BH Shopping 7: 12h40, 14h20, 16h Cidade 1: 12h (somente sábado), 13h50, 15h Contagem 4: 14h, 15h10 Del Rey 7: 14h30, 15h40

Condição

Síndrome de Down é um dos temas discutidos em ‘O Filho Eterno’

Diamond 3: 14h20, 16h Partage 3: 12h45, 14h20, 16h Pátio Savassi 8: 14h20, 16h (*) Sessões dubladas

O ÚLTIMO VIRGEM

(Brasil, 2016, 1h22, 14 anos) Dir. Rilson Baco, Felipe Bretas. Com Guilherme Prates, Bia Arantes, Fiorella Mattheis. Dudu é um tímido garoto no último ano do ensino médio, sem muita prática com garotas e ainda virgem. Quando ele recebe um estranho convite de sua professora Debora, seus amigos resolvem ajudá-lo. BH Shopping 9: 13h30, 15h40, 18h, 20h10, 22h25 Big Shopping 2: 16h45, 18h45, 20h4 Boulevard 4: 19h, 20h50 Cidade 6: 16h45, 18h30, 20h30 Contagem 8: 15h, 16h50, 18h50, 20h40 Del Rey 7: 17h, 19h, 20h40 Diamond 2: 16h55 Diamond 6: 22h10 Itaú Power 1: 19h, 21h Estação 6: 14h15, 16h45, 18h45, 21h30 Monte Carmo 4: 18h40, 20h30 Pampulha 1: 17h50, 19h30, 21h10 Paragem 4: 18h40, 20h30 Partage 7: 15h30, 17h50, 19h50, 22h Pátio Savassi 2: 16h30, 21h35 Pátio Savassi 7: 13h Shopping Norte 5: 16h45, 18h45, 20h45 Via Shopping 5: 18h40, 20h30

em cartaz A CHEGADA

(Arrival, EUA, 2016, 1h56, 12 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Amy Adams, Forest Whitaker, Jeremy Renner. Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, uma linguista especialis-

ta no assunto é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não à humanidade. BH Shopping 1: 21h10 BH Shopping 7: 17h40, 20h30 Boulevard 1: 14h, 18h40 Cidade 2: 16h20 (*), 21h Contagem 3: 18h50 (*), 21h05 Del Rey 4: 18h20, 20h40, 14h Diamond 2: 19h10, 22h Pampulha 3: 21h20 (*) Paragem 3: 16h20, 21h Partage 4: 19h30 (*) Pátio Savassi 4: 15h50, 18h30, 21h20 Ponteio 3: 13h40

Minas 2: 16h10, 18h35 (*) Paragem 3: 14h, 18h40 Monte Carmo 2: 17h30, 20h50 (*) Pampulha 4: 18h55 (*) Pátio Savassi 8: 17h30, 20h Via Shopping 4: 16h30, 20h40 (*)

(*) Sessões dubladas

ELIS

CREEPY

(Creepy, Japão, 2016, 2h10, 16 anos) Dir. Kiyoshi Kurosawa. Com Yuko Takeuchi, Hidetoshi Nishijima, Teruyuki Kagawa. O ex-detetive e agora professor de psicologia Takakura se depara com um caso estranhíssimo de desaparecimento, quando se muda com a mulher para um tranquilo bairro no subúrbio. Belas 2: 14h

DOUTOR ESTRANHO

(Doctor Strange, EUA, 2016, 1h55, 12 anos) Dir. Scott Derrickson. Com Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton. Stephen Strange leva uma vida bem-sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. BH Shopping 4: 12h30 Big Shopping 4: 20h30 (*) Betim 2: 21h (*) Boulevard 3: 18h40, 21h10 Cidade 2: 14h, 18h40 (*) Contagem 4: 16h20, 18h40, 21h (*) Del Rey 1: 15h50 Itaú Power 6: 14h15 e 18h40 (*) MUMIA/DIVULGAÇÃO

Mumia traz cine de animação à capital A Mostra Udigrudi Mundial de Animação chega à 14ª edição. O festival reúne longas e curtas de animação de países como França, Portugal, Estônia, Colômbia, Venezuela, além de destacar a produção nacional, apresentando curtas de diretores mineiros e de povos indígenas. Até 27 de dezembro, mais de 20 sessões se revezam em diversos espaços da cidade, entre cinemas, cineclubes e outros. Confira a programação completa no site: mostramumia. blogspot.com.br ou na página: facebook.com/MostraUdigrudiMundialdeAnimacao. Entrada franca.

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Sessões 3D: BH Shopping 5: 18h30, 21h40 Del Rey 1: 21h (*) Estação BH 2: 13h45, 16h30, 19h15, 21h45 (*) Minas 2: 13h45 (*) Partage 2: 14h30, 19h15 (*) (*) Sessões dubladas (Brasil, 2016, 1h55, 14 anos) Dir. Hugo Prata. Com Andréia Horta, Caco Ciocler, Gustavo Machado. Cantora desde a infância, Elis Regina Carvalho Costa entra na vida adulta deixando o Rio Grande do Sul para espalhar seu talento pelo Brasil a partir do Rio de Janeiro. BH Shopping 1: 18h40 BH Shopping 10: 14h10, 19h20 Belas 1: 11h (somente sábado)(*), 14h, 16h20, 18h50, 21h20 Betim 3: 14h20, 16h40 Boulevard 4: 14h20, 16h40 Cidade 1: 16h10, 18h25, 20h40 Contagem 7: 14h, 16h20, 18h40, 21h Del Rey 5: 14h20, 16h30, 18h40, 21h Diamond 6: 14h, 19h30 Estação 1: 15h, 17h30 Itaú Power 1: 14h20, 16h40 Minas 5: 14h, 16h20 Monte Carmo 4: 14h, 16h20 Paragem 4: 14h, 16h20 Pátio Savassi 1: 16h50, 21h50 Pátio Savassi 2: 14h, 18h45, 23h35 (somente sábado) Ponteio 2: 13h30, 19h15 (somente domingo) Ponteio Premier: 14h10, 18h40 Via Shopping 5: 14h, 16h20 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

ELLE

(Elle, França/ Alemanha, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. Paul Verhoeven. Com Isabelle Huppert, Anne Consigny, Laurent Lafitte. Executiva-chefe de empresa de videogames tem sua rotina quebrada ao ser atacada por um desconhecido dentro de casa. Belas 2: 16h30, 19h, 21h30 Ponteio 3: 16h, 21h15

JACK REACHER: SEM RETORNO

(Jack Reacher: Never Go Back, EUA, 2016, 1h59, 14 anos) Dir. Edward Zwick. Com Tom Cruise, Cobie Smulders, Robert Knepper. Jack Reacher pretende levar a major Susan Turner para jantar. Só que ela é presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do Exército, e ele resolve iniciar uma investigação por conta própria. BH Shopping 4: 15h10, 18h10, 20h50 Big Shopping 3: 16h20, 18h35, 20h50 (*) Boulevard 1: 16h20, 21h Cidade 3: 13h50 (*), 18h30 (*), 20h50 Contagem 2: 18h10 (*), 20h30 Del Rey 6: 18h30, 20h50

(The Disappointments Room, EUA, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. D.J. Caruso. Com Kate Beckinsale, Lucas Till, Mel Raido. Dana e David decidem sair da cidade grande e compram um casarão abandonado numa área rural, onde vão morar junto do filho Lucas. Mas eles descobrem a existência de um quarto escondido, que não constava na planta, que reserva mistérios. BH Shopping 5: 14h Cidade 3: 16h10 (*) Contagem 2: 16h10, 16h30(a) (*) Del Rey 4: 16h20 (*) Itaú Power 2: 16h10 (*) Partage 5: 14h, 22h10 (*) Via Shopping 2: 19h, 21h (*) (*) Sessões dubladas

RAINHA DE KATWE

(Queen Of Katwe, EUA, 2016, 2h04, 10 anos) Dir. Mira Nair. Com Madina Nalwanga, David Oyelowo. Phiona Mutesi é uma jovem de Uganda que enfrenta uma série de obstáculos para realizar seu sonho: tornar-se uma das melhores jogadoras de xadrez do mundo. Pátio Savassi 4: 23h55

SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR

(Snowden, EUA/ Alemanha/ França, 2016, 2h15, 14 anos) Dir. Oliver Stone. Com Joseph GordonLevitt, Melissa Leo, Shailene Woodley. Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, divulgou para a imprensa uma série de documentos sigilosos da Agência de Segurança Nacional que comprovaram atos de espionagem dos EUA. Ponteio 4: 13h40 e 18h40

TROLLS (*)

(Trolls, EUA, 2016, 1h33, livre) Dir. Mike Mitchell, Walt Dohrn. Ramo parte para uma jornada de descobertas e aventuras ao lado de Poppy, líder dos Trolls. Inicialmente inimigos, conforme os desafios são superados eles descobrem que combinam. Betim 2: 13h40 BH Shopping 6: 13h20 Monte Carmo 3: 14h10 (*) Sessões dubladas

clássicos da Disney OPERAÇÃO BIG HERO 6 (*)

(Big Hero 6, EUA, 2014, 1h42, livre) Dir. Don Hall, Chris Williams. Na cidade high-tech de San Fransokyo, Hiro Hamada vê a paz local ser ameaçada por forças poderosas e, acompanhado pelo robô Baymax, se une a um time de combatentes para enfrentar os inimigos. Oscar de melhor animação. BH Shopping 5: 11h40 Diamond 5: 12h30 Partage Shopping Betim 2: 12h10 Pátio Savassi 6: 11h10 (*) Sessões dubladas

mostras TEMPOS DE KUCHAR (*)

A mostra inédita homenageia o cineasta e videoartista George Kuchar, com a exibição de seus 10 filmes mais importantes entre os dias 9 e 18 de dezembro. Sexta (9) 19h Sessão de curtas: “Hold Me While I’m Naked”; “I, An Actress”; “The Mongreloid”; “Wild Night in El Reno” (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.


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RESPEITAR E CUIDAR> Foi o tema do treinamento oferecido aos funcionários pelo sindicato neste ano

SetraBHhomenageia13mil operadoresepremiadestaques FOTOS SETRABH/DIVULGAÇÃO

Da O Sindicato Redação das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) homenageou na quinta-feira (1º) mais de 13 mil operadores do sistema de transporte coletivo urbano por ônibus de Belo Horizonte que passaram pelo Treinamento 2016 – Transporte Coletivo para Todos, Respeitar e Cuidar. Na ocasião, também foram premiados 72 operadores (36 motoristas e 36 agentes de bordo) que se destacaram no exercício de suas atividades em 2016. “É com grata satisfação que compartilho este momento tão significativo, a segunda edição do Prêmio Operador Destaque e o encerramento do Treinamento 2016, um marco para a nossa entidade, para nossas associadas e para vocês, operadores do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte”, afirmou o presidente do SetraBH, Joel Jorge Guedes Paschoalin, referindo-se aos treinamentos realizados em 2016 e 2015. O lema escolhido para o treinamento deste ano, segundo o presidente, reforça a importância que o transporte coletivo tem para todos os cidadãos belo-horizontinos. “Fazemos valer o nosso serviço, imprescindível na garantia do direito de ir e vir, de maneira segura e pontual a todos, independentemente da idade, da saúde e da capacidade de locomoção”, explicou. O presidente ainda lembrou que a principal missão do SetraBH, das empresas associadas e de seus colaboradores,é cuidar para que todos sejam conduzidos da melhor maneira. “Os operadores do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte são responsáveis, em média, por 24 mil viagens diárias, transportando 1, 4 milhão de passageiros por dia útil”, completou Paschoalin. São 14 mil operadores diretamente envolvidos na adoção de uma postura respeitosa, cuidadosa com o outro e com a sua empresa. O presidente ressaltou a importância de todos colocarem em prática os ensinamentos que tiveram nas 550 horas do Treinamento 2016. Paschoalin ainda ressaltou que os operadores do sistema de transporte coletivo urbano por ônibus de Belo

Horizonte são os atores mais importantes nesse trabalho, que exige perícia na condução dos ônibus e no trato com os passageiros. “Como já disse outra vez, vocês representam os artesãos do transporte coletivo de passageiros. Ao transportarem pessoas, transportam, também, os seus sonhos, suas alegrias, suas tristezas, suas preocupações, seus problemas e suas esperanças de um dia melhor. Eu os parabenizo por tudo isso”, disse o presidente do SetraBH. TREINAMENTO O treinamento, que se estendeu por quatro meses, teve como objetivo sensibilizar os operadores para a importância de oferecer um atendimento diferenciado às gestantes, às pessoas obesas e aos usuários com deficiência ou mobilidade reduzida e para a necessidade do exercício de suas atividades com respeito, cuidado, ética e solidariedade. O layout da sala simulou o espaço interno de um ônibus, com roleta e lugares reservados nas primeiras fileiras, onde foram realizadas as vivências. A aula também contou com o uso de equipamentos para simulação prática das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, como vendas para os olhos, pesos para pernas, colchões para serem amarrados ao corpo e cadeiras de rodas. Com carga horária de quatro horas, as aulas foram ministradas por professores altamentecapacitados do Sest/Se-

Fazemos valer o nosso serviço, imprescindível na garantia do direito de ir e vir, de maneira segura e pontual a todos, independentemente da idade, da saúde e da capacidade de locomoção.” Joel Jorge Guedes Paschoalin PRESIDENTE DO SETRABH

Solenidade Compuseram a mesa diretora representantes de diversas entidades de BH, além do Setra

nat, com boa didática tanto na condução da turma quanto no domínio dos temas relativos às pessoas com mobilidade reduzida. Alguns, inclusive, eram intérpretes de libras. GENTILEZA Em 2105, o SetraBH já buscava conscientizar os motoristas e agentes de bordo sobre a importância de oferecer um tratamento respeitoso aos passageiros do transporte coletivo, especialmente idosos, obesos e pessoas com mobilidade reduzida, aos pedestres e demais usuários das vias públicas da capital mineira. Na ocasião,a entidade realizou o Treinamento 2015 – Comportamento gera Comportamento. Seja Gentil. O objetivo foi levantar reflexões sobre as atitudes adotadas principalmente em momentos de maior tensão, na busca da conscientização dos motoristas e agentes de bordo do sistema a adotarem um comportamento pacífico, para que fossem banidas atitudes agressivas nas relações pessoais e profissionais. O programa buscou, ainda, a construção de relações profissionais baseadas no respeito mútuo entre usuários, pedestres, agentes de trânsito, ciclistas, motociclistas e motoristas de veículos particulares.

MESA DIRETORA

Sindicato homenageou motoristas e agentes de bordo

Público lotou auditório em evento realizado pelo SetraBH

Compuseram a mesa diretora da solenidade, o presidente do SetraBH, Joel Jorge Guedes Paschoalin; o presidente do Consórcio Operacional do Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte (Transfácil), Albert Andrade; o presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor César; o diretor de Controle Operacional do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano, Glauber José Viana Diniz Lobato, representando o presidente da entidade, Rubens Lessa de Carvalho; o diretor Financeiro da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetram), Túlio Marcos Furletti, representando o presidente da entidade, Waldemar Araújo; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte (STTRBH), Ronaldo Batista de Morais; o presidente do Conselho do Sest/Senat do Estado de Minas Gerais, Vander Francisco Costa; e a diretora de comunicação e marketing do SetraBH, Miriam Cançado Andrade.


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negócios

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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br TIÃO MOURÃO/DIVULGAÇÃO

União necessária oxinhas e mortadelas do Brasil, uni-vos. Começo a coluna parodiando um dos mais famosos chamamentos de Karl Marx em defesa da classe proletária: “Trabalhadores do mundo, univos”. Mas não quero, com isso, enaltecer o socialismo, mesmo porque o regime jamais levou prosperidade a lugar algum, com seu próprio discurso social moralista se corrompendo sempre que assu-

C

entre a gente

miu o poder. Sabe aquela historinha idiota que a esquerda gosta de apregoar, a respeito do desprezo que a burguesia tem pelos pobres? Vamos esquecer. E se você é um mortadela ativista com um alto grau de intolerância, cujos sintomas não admitem uma mínima explicação sequer do pensamento libertário, faça um esforço supremo. O país sofre com uma doença crônica que vai muito além das bandeiras de esquerda ou direita.

É HORA de deixar de lado as retóricas populistas criadas para instigar a divisão de classes. Chega de perder tempo demonizando adversários imaginários, o Brasil só ressurgirá das cinzas se nos unirmos em torno de um propósito maior. É preciso compreender que a realidade social não gira em torno da exploração privada sobre a classe operária – estas são pontuais e devidamente punidas – portanto, deixem o vermelho em casa e vamos todos nos vestir de verde, amarelo ou branco e ir às ruas reivindicando ética e moralidade neste país de rebotalhos políticos, que sugam, sem dó, o sangue do povo, sejam empresários ou operários. Um dos nossos grandes problemas foi muito bem explicado pelo deputado Nelson Marchezan Junior, na Comissão Especial de Medidas Contra a Corrupção – procurem no YouTube por “Deputado Nelson Marchezan denúncia complô entre políticos corruptos”.

no próxima 6 Acontece próxima terça-feira, dia

Negócios Plinio Passini (Rede Promenade), Gustavo César de Oliveira (VB Comunicação) e Anderson Coutinho (CH Tecnologia), no Conexão Empresarial

A lei anticorrupção é um passo muito importante, mas é só o começo do caminho a seguir

MARCHEZAN fala sobre os conchavos políticos em um parlamento que, mais do que representar a sociedade, representa o jogo corporativista, e que as medidas contra a corrupção são medíocres e simplórias, pois a maior corrupção do Brasil não está na Lava Jato, mas, sim, nos salários ilegais das corporações, cujos valores alcançam R$ 10 bilhões. Marchezan está certo, assim como é certo que corrupção afeta a atividade econômica e a competitividade do país. Várias empresas que ameaçaram denunciar pedidos de suborno de funcionários públicos passaram a ter problemas de fiscalização e atraso de documentos em seus projetos. Isso tem que acabar, assim como também devem ser punidas as empresas corruptoras. A lei anticorrupção é um passo muito importante, mas é só o começo do caminho a seguir. Vamos às ruas, todos juntos.

6, o jantar de fim de ano promovido pela ADCE e a homenagem ao “Dirigente Cristão de Empresa” 2016, com o prêmio “ADCE Minas de Responsabilidade Social Empresarial”. O evento será realizado no restaurante Abbraccio, no PIC Cidade. falar no PIC, a 6 EsedeporPampulha já está se preparando para sua grande festa de réveillon. Três bandas e um DJ animarão o evento, onde serão criados três ambientes cobertos, além de um lounge no entorno da piscina social de onde a queima de fogos da Lagoa poderá ser apreciada. Open bar/food em aparadores serão disponibilizados em pontos estratégicos com antepastos, frios e ceia completa.


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estilo PREÇO BAIXO>Bazares e brechós fim de ano chamam a atenção pelo valor e qualidade das peças

A hora da pechincha RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

Embora já tenhamaparecido aqui e ali em novembro, pode-se dizer que a temporada de bazares, brechós e feiras de fim de ano começou de fato agora. Sabendo que muita gente reserva uma parte das finanças– alô,décimo terceiro salário! – para a compra de presentes e de vestuário (para usar nas confraternizações do trabalho, na noite do Natal e no réveillon), pipocam na cidade eventos que buscam atrair compradores, tendo como principal atrativo os preços mais em conta. Isso porque são ofertadas peças novas, seminovas e usadas – que, por algum motivo, não cabem mais no guarda-roupa de alguém e, então, procuram um novo lar. É esse o motivo que vem levando a blogueira Thássia Naves a realizar, já há três anos, um bazar em sua cidade natal, Uberlândia, no TriânguloMineiro. No evento, cuja renda é destinada a instituições de caridade da cidade, são oferecidas peças que estavam paradas no guarda-roupa da it-girl. “Para mim, o maior sentido é dar uma vida nova àquela roupa ‘abandonada’. E, para as pessoas, a maior vantagem, é poder encontrar peças de qualidade a preços bastante acessíveis”, destaca a blogueira, que realizou o Bazar da Thássia na última segunda (28). No entanto, organizar um bazar, explica ela, também é uma experiência de desapego –ainda um desafio para muita gente. É preciso ter isso em mente para fazer as peças circularem, além de, conforme Thássia, checar verdadeiramente se elas estão em bom estado. Laína Laine, consultora de estilo e autora do blog Drops das Dez, sabe disso bem. Organizadora do Bazar Brechó BH durante cinco anos, ela já pegou jeito no garimpo de peças e considera as roupas de festa as cerejas do bolo. “É muito especial quando uma pessoa, que está precisando muitodeumaroupaparadeterminada ocasião, a encontraporumapechincha,dojeitinho que queria. Já teve casos de um vestido custar ori-

ginalmente, na loja, uns R$ 2.000, e a pessoa poder pagarR$ 200”, conta Laína, para quem a grande dica – não só para quem pretende organizar um bazar, mas, principalmente,paraquemvaivisitá-lo – é ter paciência.

Bárbara França

JULIANA ROCHA/DIVULGAÇÃO

FEIRA DE CERÂMICA

BAZAR DA FRIDA

Arte Dedicado à arte da cerâmica contemporânea, a 31ª edição da Feira de Cerâmica, conta com a participação de 36 artistas oriundos de diversas regiões do Estado. Também haverá oficinas de técnicas variadas Onde Mezanino do Mercado Central de Belo Horizonte, (Av. Augusto de Lima, 744, centro) Quando de 8 e 11 de dezembro (quinta e domingo, das 9h às 13h, e sexta e sábado, das 9h às 18h) Quanto Entrada gratuita

Consciência O Bazar surgiu da iniciativa das mulheres das Brigadas Populares com o objetivo de arrecadar fundos para desenvolver seus trabalhos relacionados à garantia de direitos das mulheres que vivem nas periferias das grandes cidades, conta Juliana Rocha, uma das organizadoras. Com o preço único de R$ 2, o Bazar Frida procura oferecer roupas de vários tamanhos e estilos, prezando pela diversidade. “A prática de adquirir produtos de bazares contribui para a geração de renda de grupos que se propõem a praticar outra economia, voltada para um consumo consciente”, comenta Juliana Onde Av. Francisco Sales, 531 Quando Quinta (8), das 11h às 18h Quanto entrada gratuita

CALMA “Muita gente reclama quenão temsorte paraachar itens, mas eu diria que, mais que sorte, é preciso ter calma, paciência e disposição para procurar peças no meio de tantas outras diferentes e envolta por tanta gente. Não é como em uma loja, na qual o atendente te oferece só e exatamente aquilo que você procura”, aponta Laína. IsadoraBarcelosconcorda.Fundadora do Berloque Brechó, queacabadelançarumaversão itinerante, ela já visitou de estabelecimentos zonasul a bazares de igrejas à cata de achados. “Sempre dou essa dica: mais importante que a etiqueta,é ficarde olho no estado da peça. Avaliar se é um tecido legal, que vai durar. Malhacostuma ser mais descartável, mas algodão ou linho são mais duradouros. Também aconselho avaliar a parte de dentro da gola de camisas, que é onde costuma desgastar mais”, observa Isadora. “Se tiver algum defeito, considere se você está disposto a consertá-lo ou não. Inclusive, se isso seria possível. Lembre-se que manchas dedesodorantedebaixo do braço não costumam sair”, alerta.

LEONARDO BARCELOS /DIVULGAÇÃO

A Kombi do Berloque Brechó, criada por Isadora Barcelos e Barbara Batitucci, foi inaugurada no fim de novembro e vai circular por bairros variados da cidade duas ou três vezes por semana, oferecendo peças garimpadas para vários estilos

DINHEIRO Designer de moda e economista doméstica, Maria de Fátima Singulano lembra, ainda, que apesar do aporte do 13º salário, o início do ano traz uma série de taxas, como IPTU e IPVA. Tudo bem que os preços de bazares e feiras são convidativos, masa falta de planejamento pode deixar como legado dívidas que não vão caber no orçamento. “Não podemos comprar só porque está na promoção, e, sim porque se faz necessário. Pergunte-se antes: vou usar essa peça? Preciso dela agora? Não vou comprometer meu orçamento?”. De posse desses conselhos, só resta desejar boas compras!


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ROTEIRO> Confira,abaixo,alistadealgunsdosprincipaisbazaresefeirasqueestãorolandoemBH

Sim, tem para todos os gostos BAZAR DA FREIRA HIPSTER BINGO/DIVULGAÇÃO

Hipster Garimpadas de guarda-roupas ultra descolados, como os das produtoras Eliza Guerra, Maria Cândida Machado e Mariel Dodd, as peças do BAZAR da Freira Hipster têm preços de R$ 5 a R$ 200. Detalhe: segundo Eliza, muitas delas nem sequer foram usadas algum dia. “No nosso bazar também vai ter uma espécie de outlet de marcas de sapatos, acessórios e roupas. Tudo no-

vo. É uma ótima opção para quem está em busca de um presente de qualidade, com estilo, mas que precisa de itens com preços mais em conta”, comenta a cofundadora. Por último, ela aconselha: “Para ter acesso ao que há de mais legal, chegue cedo. É a dica que eu dou” Onde MeetMe (rua Curitiba, 2578, Lourdes) Quando Domingo (4), das 17h às 21h Quanto entrada gratuita

BARZAR

BAZAR FINAL DE ANO Com café Bazar que valoriza a produção local e artesanal. O visitante vai ter acesso ao trabalho dos artistas Julia Fontes, Ludi e O Colecionista a preços bem mais em conta. Ótimas e autênticas opções para presentear no Natal. Os organizadores aproveitam a ocasião e convidam para um cafezinho Onde ½ Chávena (rua Montes Claros, 655, Carmo) Quando Sábado (10), das 8h30 às 16h Quanto entrada gratuita

BAZAR DAY FITNESS Academia A Academia de Mulheres Day Fitness traz peças novas e usadas, com estilos variados, incluindo o fitness. Os valores variam de R$ 4 a R$ 70 Onde DayFitness Academia Feminina (rua Inglaterra, 767, Contagem) Quando Sábado (3), das 14h às 18h Quanto Entrada gratuita

BARZAR/DIVULGAÇÃO

Bazar + Bar Vasto garimpo de roupas (inclusive plus size), sapatos e acessórios aliado à oferta de drinques, petiscos e boa música. Preço máximo: R$ 50. Há como reservar peças antes, pelo inbox da página do Barzar no Facebook (facebook.com/barzarbh). E, ainda, espiar as peças por meio do Instagram @barzarbh. O evento aceita doação de brinquedos, que irão para instituições que atendem crianças Onde 815 Botequim (r. Mármore, 383, Santa Tereza) Quando Sábado (17), 10h às 16h Quanto entrada gratuita

BENFEITORIA Local Feira na qual é possível achar o trabalho de produtores locais, com fabricação em baixa escala e design autêntico. “Ao comprar em uma feira local, você valoriza a produção da sua cidade e fomenta a economia do entorno. Isso, além de gerar mais vínculos com a cidade e a cultura dela, também traz benefícios para o meio ambiente, pois toda a operação é menor”, argumenta Jordana Menezes, uma das sócias da benfeitoria. Lá é possível encontrar desde produtos como roupas e acessórios até itens de mercearia, encadernação e decoração Onde Benfeitoria (rua Sapucaí, 153, Floresta) Quando Sábado (10), das 11h às 19h Quanto Entrada gratuita

FEIRA DE ARTESANATO FEIRA DE ARTESANATO/DIVULGAÇÃO

BAZAR DO HUSDON Casa Considerado o maior evento outlet de utensílios e utilidades para o lar em Minas. Tem, atualmente, três edições ao ano, durando cinco dias cada. A de Natal começou em novembro e segue neste fim de semana Onde rua Nicarágua, 1076, Jardim Canadá Quando Dia 3 (sábado, das 10h às 20h) e 4 (domingo, das 10h às 18h) Quanto 1 kg de alimento

BRECHÓ DA CARLOTA

De tudo um pouco Cerca de 7.000 expositores de todo o país se reunirão para a 27ª Feira Nacional de Artesanato (FNA), que, desta vez, traz o tema “Natal”. O público terá acesso a 1.200 estandes com produtos feitos em madeira, ferro, cerâmica, pedra-sabão, sementes, fibras naturais, entre outros materiais. Expositores de países como Turquia, Paquistão, Índia, África do Sul, Quênia, Japão, Senegal e Bolívia também estarão presentes Onde Expominas (avenida Amazonas, 6.030, Gameleira) Quando 6 (terça, só para lojistas), 12h às 20h, dias 7, 8, 9 (quarta, quinta e sexta), 14h às 22h, 10 (sábado, 10h às 22h), 11 (domingo, 10h às 21h) Quanto R$ 10

FEIRA DO BRESHOP LEANDRO HADDAD/DIVULGAÇÃO

Estilosas Brechó de Despedida de 2016 com peças para todos os gostos e gêneros, para o dia a dia ou para arrasar na balada. É possível já ter uma ideia das peças que estão em oferta na página do evento no Facebook (facebook.com/brechodacarlota). Todas custam no máximo R$ 35. Também há espaço para fazer um som – então, recomenda-se levar instrumentos Onde rua Mangabeiras, 315, Santo Antônio Quando Sábado (3), das 14h às 20h Quanto Entrada gratuita

Tudo junto Criada por Rafaella Grigorio e Valéria Carvalho, a Feira Breshop reúne, neste fim de semana, cerca de 30 expositores, entre brechós e bazares. O valor médio é de R$ 35, mas há peças a partir de R$ 2. “Os visitantes irão encontrar vestuários feminino, masculino e infantil, acessórios, bolsas, bijuterias, calçados, brinquedos, artesanato, artigos de decoração, produtos para beleza e cosméticos. Além de gastronomia, com a presença de food trucks e doces gourmet. Nossa

ONE DAY OFF feira será uma ótima opção de compras e também de lazer para o fim de semana”, convidam as organizadoras. Segundo elas, uma dica para aproveitar bem o evento é espiar os perfis da feira no Instagram (@breshop_oficial) e no Facebook (Breshop Oficial), para conhecer antes os expositores. Assim é possível já ir preparando antes uma lista do que comprar Onde Breshop (rua Ituiutaba, 105, Prado) Quando Sábado e domingo (10 e 11), das 10h às 17h Quanto R$ 5

De marca A estilista e designer mineira Regina Misk oferece um One Day Off com peças de moda e mobiliário a preços especiais neste fim de semana. Ganham descontos (entre 30% e 50%) vestidos, blusas, saias, casacos, coletes e bodies, além de cadeiras, poltronas e banquetas retrô do projeto Além da Forma Onde GUAJA Casa (avenida Afonso Pena, 2.881, Funcionários) Quando Sábado (3), das 10h às 20h30 Quanto entrada gratuita


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crônica

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vida leve T

iveoprivilégio de cresc e r num local onde os a n i mais faziam parte do meu mundo, e a convivência com eles me fez não somente entendê-los, mas, acima de tudo, admirá-los com suas peculiaridades, enxergar neles uma beleza alimentada pelo amor e pelo instinto. Quem tem um cão a seu lado, por exemplo, sabe que esse amor, que nada exige em troca, adoraria ter de você apenas atenção e carinho, mas, se estes não vierem como gostaria, não tem problema, ele te amará do mesmo jeito. Ao chegar em casa, é aquela explosão de felicidade,com os rabos abanando, pulos, latidos, lambidas, todas as formas que encontram para demonstrar a alegria, apenas por você ter voltado. E, quando adoecemos, quase adoecem juntos. Lembro-me da última vez em que estive mal, com febre e uma indisposição terrível, e as três cadelas de casa se recusavam a sair do meu quarto. Permaneciam quietinhas, sem aprontar a confusãoquenormalmenteaprontam quando estão juntas. Vlora, minha mais querida pit-lata, olhava-me com uma expressão tão triste como se sentisse a minha dor. E, como se não bastasse, de madrugada, acordo com ummovimento notravessei-

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Os bichos agradecem SOUZZA

ro do meu marido, que viajava. Sonolenta pelos medicamentos, percebo que o movimento era dela, que, no decorrer da noite, preocupada, veiodeitar-se ao meu lado, enquanto as outras duas, aos pés da cama, não arredavam as patas. Um amor que tão logo me curou. Enquanto escrevo, elas estão aqui, deitadas no chão, cansadas da farra que há pouco fizeram no gramado. Tento descobrir qual delas foi a responsável pela enorme cratera no jardim. Levanto a voz, e apenas uma, Vlora, coloca o rabo entre as pernas e se afasta. Claro, a atitude suspeita denuncia o seu erro. Abandonada numa rodovia, ainda filhote, Vlora foi recolhidapor umamigoque,pelainternet,seprontificouaajudá-la.Minhafilha,aover aquele rostinho carente na tela de seu computador, não teve dúvidas: correu para adotá-la. Quando ela chegou em casa, apresentando-me sua nova cachorrinha, me assustei, principalmente após os veterinários constatarem o que eu já desconfiava: a filhote era uma mistura de vira-lata com pit-bull. Como grande parte da população desinformada, eu também tinha um preconceito em relação à raça e fui me inteirar sobre ela. Descobri feras terríveis, criadas a fer-

ro e fogo, treinadas para atacar, ganhar concursos em rinhas e morrer em lutas absurdas e covardes. Mas descobri também cães de estimação, dóceis, brincalhões e carinhosos com as crianças, quando criados em ambientes saudáveis, plenos de cuidados e afeto. Li que vários trabalharam como cães de resgate no 11 de Setembro e que em todo o mundo colaboram com a polícia, ajudam na terapia com

crianças, idosos e doentes em hospitais e abrigos. Assim como fez minha pit-lata ao deitar-se ao meu lado, numa madrugada febril. Minhaamiga diz quea Vlora, assim como a Pretinha, ganhou na loteria ao ir para minha casa, onde são praticamente “donas do pedaço”. Ambas tiveram essa chance, mas muitos outros cães, infelizmente, não têm a mesma sorte de encontrar um bom

lar, alimentando-se de ração e de carinho. E nem sempre é preciso ração, basta um pouco de atenção, para torná-los felizes. Como aquele vira-lata magricelo que, deitado na calçada com seu dono, um andarilho de roupas esfarrapadas, fez festa ao vê-lo acordando. O mendigo e seu vira-lata: umacena que medeixouemocionada. Um cão, quando amado, é o ser mais grato e fiel que existe. E foi pensando nos cães que não tiveram esses privilégios que eu e o cronista Fernando Fabbrini decidimos lançar o livro “Só de Bicho”. A ideia inicialmente estava focada nos cães, mas decidimos estender a todos os bichos, sejam moluscos, anfíbios, aves, répteis, mamíferos, enfim, uma fauna inteira com históriasdivertidasecomoventes, muitas delas verídicas. A renda do livro será destinada a entidadescivisvoluntáriasprotetoras dos animais de rua, que cuidam e promovem castrações, além de encaminhálos para adoções. Entidades criadas por pessoas que verdadeiramente os respeitam. À Cão Viver, Rock Bicho e Sociedade Protetora dos Animais de Betim destinaremos essadoaçãocommuita satisfação. E para os leitores que quiserem nos ajudar a ajudá-las, olivro“SódeBicho”estarádis-

ponível nas Drogarias Araújo, nas Livrarias Leitura e no pet shop Animalle – parceiros nessa empreitada. Trata-se de um livro de crônicas divertido, em que estão reunidas dezenas de histórias já publicadas em jornais e sites, tendo como protagonistas os animais: engraçados, comoventes, malucos, simpáticos e, como diz Fabbrini, às vezes tão humanos como nós. Quero agradecer a todos osamigos da SempreEditora queseenvolveramnesseprojeto. Vocês foram fantásticos. E, de antemão, agradecer aos leitores que puderem se juntar a nós, colaborando com essa causa. Os nossos amigos, cães e gatos de rua, agradecem. PS: O livro “Só de Bicho” poderá ser adquirido pelo valor de R$ 30 nas Drogarias Araújo,nas Livrarias Leitura, no pet shop Animalle, nas lojas do Super Notícia e no setor de atendimento ao assinante, pelo telefone 2101-3838. E, claro, nas ONGs Cão Viver, Rock Bicho e Sociedade Protetora dos Animais de Betim.

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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CLS ARQUITETURA: ESCRITÓRIO SE DESTACA POR PROJETOS CADA VEZ MAIS EXCLUSIVOS E SURPREENDENTES CTE/DIVULGAÇÃO

Mais edifícios verdes para Minas Gerais

Parceria entre empresas mineira e paulista busca melhorar posicionamento do Estado no ranking de empreendimentos sustentáveis


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EDIFÍCIOS VERDES> Parceria quer reposicionar Estado no ranking de empreendimentos sustentáveis

Práticas sustentáveis para construções em Minas RENATO COBUCCI/DIVULGAÇÃO

Minas GeRenata rais ocupa a Abritta 6ª posição no ranking nacional de empreendimentos da construção civil com certificação em sustentabilidade (LEED), ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul, segundo dados do Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Para tentar melhorar esse posicionamento, duas empresas se uniram para trazer para o Estado a expertise em consultoria de edifícios verdes. A Viabile Planejamento e Projetos, empresa mineira da área de projetos para a construção civil, formalizou parceria com o Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), empresa de São Paulo referência na área de consultoria em sustentabilidade, gerenciamento especializado em qualidade, tecnologia, gestão e inovação para o setor da construção. De acordo com Flávia Tarmo, diretora Comercial da Viabile, o objetivo é atuar em toda a cadeia produtiva da construção para colocar Minas Gerais em lugar de destaque. “Hoje em dia, nós temos poucos empreendimentos com certificação ambiental e, dos poucos que temos, a maioria contrata empresas de São Paulo para auxiliar nesse processo. Nossa ideia com a parceria foi oferecer esse serviço de consultoria em Belo Horizonte, de forma mais próxima do cliente, sem perder em qualidade”, afirma. Serão oferecidos serviços nas áreas de certificações e rotulagens ambientais, consultoria em operação e manutenção predial, simulação computacional de eficiência energética, comissionamento de sistemas prediais, aperfeiçoamento para fabricantes de materiais e sistemas sustentáveis, além de consultoria nas áreas de conforto térmico e lumínico, uso racional da água, eficiência energética, urbanismo e infraestrutura sustentável, obras e projetos sustentáveis. “Já entregamos mais

Brasil é o terceiro em certificação

Exemplo O Mineirão é o único estádio do Brasil a conquistar a classificação LEED Platinum

O sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sob certificação do U.S. Green Building Council, é o programa de mais destaque no mundo para projeto, construção, manutenção e operação de edifícios verdes. Seu objetivo é incentivar a transformação da cadeia da construção civil com foco na sustentabilidade. A certificação demonstra inovação, boa gestão ambiental e responsabilidade social. No Brasil, existem cerca de 260 empreendimentos certificados, e mais de mil estão no processo, o que coloca o país em terceiro lugar no ranking mundial em certificação LEED, ficando atrás de China e Estados Unidos. (RA) CTE/DIVULGAÇÃO

de 160 empreendimentos em várias regiões do Brasil com uma grande concentração em São Paulo e no Rio de Janeiro. Já tínhamos uma experiência forte de obras em Minas com as empresas construtoras do Estado, como no caso do Mineirão, por exemplo, e surgiu esse contato com a Viabile. Assim, podemos levar de forma mais sistemática esse conceito da sustentabilidade para o mercado mineiro, expandindo tais práticas”, frisa Roberto de Souza, presidente do CTE. MINEIRÃO O estádio é exemplo em aproveitamento de energia solar. Reformado para a Copa do Mundo de 2014, ele é o único estádio do Brasil a receber a classificação LEED Platinum. O nível máximo da certificação foi conquistado pela alta performance ambiental do Mineirão, que tem entre os destaques a instalação da maior usina de geração fotovoltaica em telhado do país, com a capacidade de gerar energia equivalente ao consumo de 1.200 residências da capital. Além disso, obteve uma redução de mais de 70% no consumo de água potável.

O Centro de Distribuição da Capital Unilever, localizado em Pouso Alegre, possui certificação LEED Gold e Silver

CTE/DIVULGAÇÃO

Quanto custa?

Edifício Comercial com certificação LEED Platinum em SP

Algumas dúvidas podem surgir com relação aos custos finais do empreendimento. Os valores totais de certificação referentes à consultoria, projetos, sistemas e materiais, com base no histórico do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), variam de 1% a 5% do orçamento total da obra, dependendo do projeto. “O retorno desse investimento se dá através da redução nos custos de

operação e manutenção do empreendimento, diminuição comprovada da taxa de vacância em edificações comerciais, além do aumento do conforto interno e produtividade dos usuários. Tais certificações fornecem, portanto, uma diferenciação competitiva clara e inequívoca aos empreendimentos”, afirma Flávia Tarmo diretora Comercial da Viabile. (RA)


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CLS ARQUITETURA> Arquitetas se destacam com projetos diferenciados produzidos em conjunto

Exclusividade, qualidade e bom gosto a oito mãos FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇAO

Quatro Renata mentes penAbritta sam melhor do que uma, não é mesmo? É exatamente para alcançar resultados cada vez mais exclusivos e surpreendentes que as arquitetas Graziela Costa, Kívia Costa, Zuleica Lombardi e Érika Steckelberg, do CLS Arquitetura, trabalham juntas, encantando seus clientes com projetos que aliam beleza, funcionalidade e muita personalidade. As profissionais se destacam no mercado pelo formato diferenciado de atuação ao desenvolverem, em conjunto, soluções em arquitetura e design de interiores para ambientes residenciais, comerciais, corporativos e hoteleiro. “Também fazemos reformas de qualquer tipo de edificação e, ainda, de edificações em centros históricos, como São João del Rei e Tiradentes, no Campo das Vertentes. O trabalho é desenvolvido em conjunto, ou seja, toda a equipe do escritório interage na resolução dos mais diversos desafios do dia a dia”, afirma Graziela. A profissional conta que o escritório foi criado em 2010, quando ela e Érika se uniram ao antigo Estudio Due, que era formado por Kivia e Zuleica. Dessa forma, elas conseguiram manter alta qualidade no processo criativo, experiência máxima da equipe e competência na elaboração dos projetos. “O diferencial do nosso escritório é o atendimento ao cliente. Nossa premissa é que o cliente saia do escritório satisfeito com o seu projeto. Aliamos o nosso bom gosto aos anseios e às expectativas deles”, destaca a arquiteta. Graziela explica que para o projeto final dar certo com tantas especialistas trabalhando juntas é preciso ter respeito à opinião e às ideias umas das outras. “Todas as críticas são bem vindas e as utilizamos para aprimorar o resultado final. Cada projeto passa pelas mãos de cada arquiteta antes de ser apresentado para os clientes, e a criação da imagem é feita levando-se em consideração a opinião de todas. Dessa forma, temos o resultado final muito satisfatório, com o qual o cliente e o escritório alcançam seus objetivos”, frisa.

Residencial Projeto de decoração em apartamento no bairro Vila da Serra criado pelo CLS Arquitetura

PETRÔNIO AMARAL/DIVULGAÇÃO

Projeto ao gosto de cada perfil de cliente

Loja Espaço LZ, de moda jovem, ganhou estilo boho chic

Equipe do escritório CLS Arquitetura: Zuleica Lombardi, Kívia Costa, Graziela Costa e Érika Steckelberg Projeto de escritório de advocacia pede móveis sofisticados

Projeto criado para um casal jovem que mora no bairro Vila da Serra, em Nova Lima

As arquitetas do CLS Escritório apostam no primeiro encontro com o cliente como uma forma de captar seus anseios e estilos. “A partir dessa primeira análise, fazemos uma visita para perceber melhor o ambiente a ser trabalhado, e só então propomos o anteprojeto”, explica Graziela Costa. Um dos projetos criados pelo escritório é de uma residência no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, planejado para um casal jovem. “Ele foi pensado de maneira a integrar todos os ambientes, criando uma atmosfera acolhedora e jovial. Procuramos um mobiliário despojado e contemporâneo, a fim de conquistar a tão almejada beleza, modernidade e aconchego”, explica. Em um projeto feito para uma loja de público jovem, a profissional conta que foi escolhido o estilo boho chic, que mistura cores e funcionalidade. Já o executado para um escritório de advocacia pediu sofisticação, beleza e funcionalidade na escolha do mobiliário e dos materiais. (RA)


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GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

Sinduscon-MG completa 80 anos de muitas contribuições ao setor O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) acaba de completar 80 anos de história e conquistas. Para comemorar a data, a entidade reuniu empresários e autoridades em uma solenidade na última terça-feira (29), no The One Business, em Belo Horizonte. Fundado em 14 de dezembro de 1936, o sindicato é um dos pioneiros em todo o país e hoje é referência nacional. A cada gestão, vem se modernizando para antecipar tendências, contribuindo para que o setor ocupe nas políticas pú-

blicas um lugar de destaque por sua importância para o crescimento sustentado do país. “O setor da construção em Minas é muito forte, tendo sempre empresários, gestores e empresas de referência. Neste contexto, o Sinduscon-MG foi um agente decisivo ao reunir essas lideranças com o objetivo de sempre melhorar o ambiente de negócios e promover o desenvolvimento no Estado”, destaca Andre de Sousa Lima Campos, presidente do Sinduscon-MG. Durante a festa de comemoração, foram entregues duas premiações: a Medalha Wady Simão, desti-

GLADYSTON RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

nada às empresas da Construção Civil ou instituição mineira que tenham contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do setor e o 1º Prêmio Sinducon-MG de Jornalismo. A iniciativa buscou reconhecer e estimular o trabalho dos profissionais de imprensa na promoção do debate público sobre o setor da Construção Civil. Os trabalhos inscritos foram publicados entre 1º de janeiro e 21 de outubro deste ano. O vencedor foi definido por uma comissão que reuniu representantes do Sinduscon-MG e profissionais da área de comunicação social.

Andre de Sousa Lima Campos é o atual presidente do Sinduscon

RKM ENGENHARIA/DIVULGAÇÃO

RECONHECIMENTO epois de concorrer ao Prêmio MIPIM Awards, competição internacional de arquitetura realizada em Cannes, com o projeto Kadosh, a RKM Engenharia acaba de vencer o prêmio Csul de Qualidade Urbana com o mesmo empreendimento. O Kadosh foi o escolhido entre os inscritos com o tema “Materiais e Recursos”. O prêmio tem a coordenação da União Brasileira para a Qualidade (UBQ). A cerimônia de entrega do troféu foi realizada no último dia 20, no Alphaville, em Nova Lima. “O trabalho do projeto Kadosh visa, sobretudo, a melhoria da qualidade de vida da população, o que reforça nossa convicção de que o caminho que está sendo trilhado avança para o mundo que queremos viver”, comenta Fátima Teixeira, coordenadora técnica do Prêmio Csul de Qualidade Urbana. Segundo Adriana Bordalo, diretora da RKM Engenharia, o projeto do Kadosh foi pensado para garantir que todos os ambientes do residencial pudessem proporcionar mais qualidade de vida e benefícios à saúde dos moradores.

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EPO/DIVULGAÇÃO

Maury Fonseca Bastos (CSul), Adriana Bordalo e Ricardo Alfeu (RKM)

NEGÓCIOS E PRÉ-LANÇAMENTO este sábado (3), o Grupo EPO realiza uma ação especial em sua sede (rua Turim, 99, Santa Lúcia) para quem deseja adquirir um imóvel. A partir das 9h, a construtora promove o “Grande Dia EPO”, oferecendo aos clientes boas oportunidades para o fechamento de negócios. Durante o evento, também ocorrerá o pré-lançamento do Edifício San Giuseppe, um residencial de quatro quartos que será erguido no bairro Serra, região Centro-Sul da capital mineira. A ação é realizada em parceria com a LMINAS Imóveis, responsável pela coordenação das vendas junto às imobiliárias do mercado. São 25 empreendimentos residenciais e comerciais de alto padrão com localização privilegiada na capital mineira. Estão disponíveis empreendimentos desenvolvidos pela construtora e também aqueles recebidos como parte da compra de um imóvel. Entre as facilidades oferecidas estão: parcelas fixas sem juros, condomínios pagos pela construtora e até negociação direta com o presidente. “Estamos disponibilizando benefícios exclusivos, além da oportunidade para os clientes conhecerem mais sobre os empreendimentos e negociarem direto com a presidência e diretores”, destaca o gerente comercial Marcelo Carvalho.

TOSCANA EM VESPASIANO Gran Viver Urbanismo realizou no último dia 26 um evento para demonstrar os principais benefícios de investir no Gran Park Toscana II, em Vespasiano. O empreendimento é indicado para quem deseja morar em imóveis exclusivos e localizados no Vetor Norte, região com alto potencial de desenvolvimento. Além da localização e da vista privilegiada, o residencial se destaca por apresentar projeto arquitetônico e paisagismo que valorizam a integração das áreas internas e externas, criando grandes pátios com jardins, pérgolas e outros detalhes típicos da região da Toscana, que é uma das mais nobres da Itália. Localizado no KM 26 da rodovia MG–10, o empreendimento possui 432 lotes, com áreas a partir de 405 m², vasta área verde, complexo de lazer e entretenimento exclusivo e um clube privado com espaço gourmet, SPA integrado com a piscina, espaço fitness, piscina adulto com raia, um núcleo infantil com piscina e playground, quadra oficial poliesportiva e de tênis de saibro.

Grupo de Empresas Mineiras de Arquitetura e Urbanismo (Gemarq) celebra o sucesso de quatro de seus associados durante o XIII Grande prêmio de Arquitetura Corporativa. O evento, realizado no Trivoli, em São Paulo, é o maior prêmio de arquitetura da América Latina. Os escritórios Arqsol Arquitetura e Tecnologia, Horizontes Arquitetura e Urbanismo, Dávila e Myssior Arquitetura Gerenciamento e Urbanismo foram contemplados no evento. Os prêmios recebidos pelos quatro escritórios demonstram a importância da arquitetura mineira no cenário nacional. O Gemarq é uma organização não governamental, que representa empresas do seu segmento. O grupo foi criado em 2003, com o objetivo de ter uma abordagem institucional profissionalizada, ressaltando a importância e os valores da arquitetura e urbanismo, bem como incentivando a ampliação da qualidade e dos resultados dos serviços prestados.

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O Veredas Empresarial está incluído na ação da EPO

ARQUITETURA PREMIADA

GRAN VIVER/DIVULGAÇÃO

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Arquitetura e paisagismo do residencial é inspirado na Toscana

SEM BUROCRACIA s sinais de recuperação econômica e a maior confiança dos empresários e consumidores já estão estimulando inovações e investimentos no segmento imobiliário. A Casa Mineira Imóveis, por exemplo, inova com a implementação do sistema digital para assinatura de contratos de aluguéis. O processo reduz o número de documentos necessários e permite o envio por e-mail, WhatsApp e/ou outros canais, propiciando ainda a assinatura digital para fechamento do negócio a partir de qualquer dispositivo eletrônico com apenas um clique. As partes poderão assinar o contrato usando computadores, celulares ou tablets, gerando uma economia de tempo e dinheiro. “O processo anterior chegava a durar mais de uma semana para ser assinado com um custo de até R$ 250 reais em reconhecimento de firma em cartório e correios. Hoje, não chega a duas horas, em média e, sem qualquer custo para inquilino ou proprietário. A Casa Mineira assume o custo da assinatura, gerando uma redução de 100% nas despesas para cliente e de 98% no tempo”, afirma o diretor Daniel Araújo.

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shopping FONOAUDIOLOGIA> Profissional explica técnica adotada por famosos, como Ivete e Michel Teló

Terapia da voz SAMUEL CERQUEIRA/DIVULGAÇÃO

Renata Você já imagiAbritta nou um cantor fazendo 240 shows por ano sem ter problemas vocais? E se apresentando durante duas ou três horas seguidas em cima de um trio elétrico? A rotina de cantores famosos tem glamour, mas também exige muita preparação para manter a saúde da voz. Para as cordas vocais aguentarem o trabalho pesado, existe um recurso terapêutico chamado termoterapia, que foi criado por uma vocal coach mineira para os profissionais evitarem a fadiga vocal. “É o uso do quente através de qualquer veículo que conduza calor, como aparelhos de vaporização, sauna ou bolsa quente, a fim de reduzir o edema ou inchaço das pregas vocais após longo período de alta demanda vocal, ou a utilização de gelo (bolsa de gelo) logo após o uso intenso da voz para prevenir o edema”, explica Janaína Pimenta, fonoaudióloga criadora da técnica. Segundo ela, o uso do gelo deve ser feito com mais cautela e deve haver um preparo para introduzir a técnica. Já o calor é um recurso mais fácil e simples de ser adotado por qualquer tipo de pessoa que utiliza muito sua voz no dia a dia. “Podem aderir à termoterapia os profissionais de alta demanda vocal, como cantores, atores, professores, palestrantes, advogados e jornalistas”, destaca Janaína. A terapia é tão bem-sucedida que a especialista atende famosos como Ivete Sangalo, Luan Santana, Aline Barros, Michel Teló, Samuel Rosa, Milton Nascimento e Rogério Flausino, além das duplas Victor e Leo e César Menotti e Fabiano.

CUIDADOS Janaína frisa que além da terapia, os profissionais que utilizam muito a voz no trabalho devem to-

LUAN SANTANA/DIVULGAÇÃO

Famosos LEO FONTES/06.11.2009

Ivete Sangalo, Luan Santana, Samuel Rosa e Michel Teló utilizam a termoterapia

ZE PAULO CARDEAL/DIVULGAÇÃO

A termoterapia da voz é o uso do quente através de qualquer veículo que conduza calor a fim de reduzir o inchaço das pregas vocais após período de alta demanda vocal, ou a utilização de gelo (bolsa de gelo) logo após o uso intenso da voz para prevenir o edema

FERNANDO LUTTERBACH/DIVULGAÇÃO

mar alguns cuidados para evitar problemas. “É importante cuidar da saúde e isso inclui boa noite de sono, alimentação equilibrada, exercícios físicos periódicos e boa hidratação. Evite alimentos condimentados, bebidas alcoólica e cigarro. Também é importante evitar situações de muito abuso vocal e se o fizer deve ter técnica e condicionamento vocal para isso”, explica a profissional. Ela ressalta, ainda, que o abuso vocal pode gerar uma série de problemas, como nódulos, pólipos, laringites e até a perda da voz. “A rouquidão ou afonia pode ser muito danosa a um profissional que perde sua eficiência comunicativa, tão essencial ao bom profissional hoje. Rouquidão por mais de 15 dias não é normal. Procure um especialista para avaliar”, recomenda.

QUENTE E FRIO

A fonoaudióloga Janaína Pimenta acaba de lançar o livro O Quente e o Frio da Voz

Perfil. A mineira de Belo Horizonte Janaína Pimenta é mestre em fonoaudiologia, diretora do Espaço da Voz (BH/MG) e laserterapeuta. Sua carreira foi construída unindo prática e teoria, consultório e estrada. Com 20 anos de experiência como vocal coach de grandes vozes da música brasileira, ela acaba de lançar o livro O Quente e o Frio da Voz. A obra é embasada por quatro pesquisas de sua autoria sobre a utilização da termoterapia na voz, com a aplicação de gelo e calor, com técnicas que ela própria aprimorou. Tal prática, exercida em trios elétricos e em muitos shows de seus clientes ao longo desses anos, aponta a obra como leitura recomendada para aqueles que querem usar a voz, essa ferramenta tão poderosa, de forma saudável.


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PAULO BRENTA/DIVULGAÇÃO

WCarnaval. Compra antecipada da viagem garante bons preços. Página 11 WArqueologia. As ruínas greco-romanas de Pompeia a Atenas. Páginas 8 a 10

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BELO HORIZONTE Sábado 3/12/2016

Um oásis em Recife Entre manguezais preservados, matas e coqueirais, a Reserva do Paiva é uma região com hotel de luxo, 8,5 km de praias desertas e muito verde. Páginas 4a 7

pampulha


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

personagem da semana

Wsala vip

ARQUIVO PESSOAL

Conferência das mudanças climáticas De 2 a 17 de dezembro, países e organizações envolvidos com a sustentabilidade estarão participando, em Cancún, no México, da Conferência de Partes: Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) – COP 13. A conferência reúne ainda jornalistas e integrantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs), entre outros, que participam como observadores internacionais. No total, serão cerca de 10 mil participantes de diversos lugares do planeta. A ideia é implementar um plano estratégico para a biodiversidade até 2020. A Conferência das Partes (COP – Conference of the Parties) é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, adotada em 1992. É uma associação de todos os países-membros (ou “Partes”) signatários da convenção, que, após sua ratificação em 1994, passaram a se reunir a partir de 1995, por um período de duas semanas, para avaliar a situação das mudanças climáticas no planeta e propor mecanismos a fim de garantir a efetividade da Convenção.

A Convenção A CBD entrou em vigor em dezembro de 1993, e,

de lá para cá, a Conferência das Partes realizou 12 reuniões. Por iniciativa do México, em 2002, ministros do meio ambiente e representantes de Brasil, China, Costa Rica, Colômbia, Equador, Índia, Indonésia, Quênia, México, Peru, África do Sul e Venezuela se reuniram em Cancún para formar o Grupo de LMMC, a fim de abordar essas questões. No mesmo ano, Bolívia, Malásia e Filipinas foram incorporados e, em 2010, Guatemala e Irã.

Tema Nesta 13ª conferência, o tema central é a integração, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade em planos, programas e políticas setoriais e intersetoriais, com ênfase na agricultura, na silvicultura, na pesca e no turismo.

Para empresas Estão previstas palestras e painéis com autoridades internacionais. Entre os destaques está a Biodiversidade para Empresas, que será ministrada pelo presidente regional da Novozymes Latin America, Emerson George Vasconcelos. Ele abordará temas caros à sustentabilidade empresarial, como acesso e repartição de benefícios, com base no Protocolo de Nagoya, acordo internacional que visa à partilha dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos de uma forma justa e equitativa. O acordo entrou em vigor em 12 de outubro de 2014 e está focado na criação de maior transparência e segurança jurídica para prestadores e usuários de recursos genéticos.

Nesta 13ª conferência, o tema central é a integração, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, com ênfase na agricultura, na silvicultura, na pesca e no turismo

Francisco Demingo,

proprietário da Alfatur e um dos veteranos do turismo mineiro, avalia o mercado de turismo hoje e fala de sua experiência à frente da Alfatur

Conte um pouco de sua carreira no setor de turismo.

Aos 13 anos, iniciei como office boy no aeroporto da Pampulha. Em 1956, trabalhei na Nacional Transportes Aéreos, vendida depois para a Real e, posteriormente, para a Varig, onde permaneci por 40 anos, passando para a área de vendas como promotor, gerente de vendas, sendo o mais jovem da empresa na época, gerente geral em Minas e Espírito Santo e gerente geral na costa oeste dos Estados Unidos, com base em Los Angeles, onde permaneci por cerca de cinco anos. Voltei em 1994 para Belo Horizonte para a função anterior na companhia aérea Copa Airlines.

Como o sr. avalia hoje o turismo com base em sua experiência no setor?

O turismo nos últimos anos evoluiu muito em termos de tecnologia, bem como o perfil do cliente mudou para melhor. O barateamento dos pacotes turísticos deu a oportunidade de mais gente poder viajar, seja internamente ou para o exterior.

Quanto tempo a Alfatur está no mercado e qual é o diferencial da agência em relação aos concorrentes?

Após minha aposentadoria em 1966, abri a empresa para prestar consultoria de turismo. Em 2001, abrimos a Alfatur para atendimento como agente de viagens.

Qual é o carro-chefe da Alfatur? Que outros produtos a agência oferta aos clientes? UNFCCC/DIVULGAÇÃO

Mais de 200 ministros de Estado e executivos de meio ambiente de vários países participarão da Conferência das Partes (COP 13), em Cancún

Aeroporto de BH

Inauguração de novo terminal A concessionária BH Airport inaugura, na próxima terça-feira (6), o novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), que irá ampliar em mais de 60% a área atual do aeroporto e acrescentar 17 novas pontes de embarque à estrutura. A expansão aumentará a capacidade para 22 milhões de passageiros/ano. Com a entrada em operação das novas instalações, o aeroporto terá capacidade para atender a demanda de passageiros pelos próximos dez anos, colocando à disposição do setor de turismo a infraestrutura necessária para ampliar o fluxo de visitantes ao Estado.

O carro-chefe são as vendas de pacotes, passagens aéreas, hotéis etc. Cerca de 50% de nossas vendas vêm de atendimento às empresas.

Nos últimos anos, as agências de viagens passaram a sofrer concorrência direta das OTAs. Como a Alfatur está enfrentando esse problema?

Sim, a concorrência que sofremos com advento das OTAs nos obrigou a fazer mudanças. Quando o concorrente é forte, a gente se alia, por isso hoje temos parceria com elas.

Como a Alfatur tem se comportado diante da crise econômica e alta do dólar?

Nós temos conseguido manter os clientes apesar da crise econômica. Nosso forte é o atendimento personalizado, dando orientações, dicas, segurança e prestando assistência antes, durante e depois da viagem, coisa que as OTAs não fazem. Se não tivessémos crise, poderíamos estar muito melhor.

Quais as expectativas em relação a 2017?

Vejo com muita confiança, em função das medidas que a equipe econômica vem adotando, apesar do problema não ser só no Brasil. Temos 200 milhões de consumidores com grande potencial.

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A Alfatur fica rua Conceição do Mato Dentro, 173, bairro Ouro Preto, Belo Horizonte - MG, 3Telefone: (31) 3078-5050

check in/check out W Aniversário da Belvitur

A Belvitur Viagens completou 43 anos de existência ontem (2/12) como uma das melhores operadoras de Minas. Nos últimos anos, a empresa vem diversificando sua atuação. Parabéns a Marcelo Cohen e equipe pelo aniversário! VIAGENS MASTER/DIVULGAÇÃO

Daniel Dias e André Biagioni (Viagens Master) com Helena Costa e Nathália Barbosa (rede Iberostar)


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016


W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

turismo

Gastronomia (I)

Recife

Comida regional e internacional

Ilha de sossego

O Sheraton tem dois restaurantes: o Paiva Grill e o Reserva, esse segundo abrindo só para o jantar e com reserva. O primeiro funciona em serviço de bufê, com uma gama variada de culinária regional e também internacional. O ambiente é extremante aconchegante. MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO

e tranquilidade com sotaque Reserva do Paiva, a 40km da praia deBoa Viagem, tem8,5 km de praias e ciclovias, umhotel cincoestrelas,o Sheraton,eMataAtlânticapreservada Paulo Campos asuasugasugasa

Gastronomia (II)

Menu para degustação O Reserva oferece menudegustação harmonizado com vinho: carpaccio de polvo com molho de pimentas na entrada, batatas bravas com pimentas assada como prato quente e folhado de bacalhau com espinafre e camarão como prato principal. O preço é R$ 125 por pessoa. ALCIONE FERREIRA/DIVULGAÇÃO

Serviços

De piscina a spa e minigolfe A piscina é um lugar sossegado. Perto dali está um circuito de minigolfe. Na academia, a tecnologia dá o tom: esteiras estão conectadas a telas de internet; no spa, uma gama de tratamentos pode ser paga à parte. PAULO BRENTA/DIVULGAÇÃO

Francisco é artista; Ricardo, colecionador. O sobrenome é um só: Brennand, uma família oriunda da Inglaterra a partir dos anos 20 que é um ícone em Recife (PE). Francisco ergueu uma oficina à beira do Capibaribe; Ricardo, um castelo medieval no outro lado do rio, no bairro da Várzea, um dos mais tradicionais da capital pernambucana. Os Brennand são um programa obrigatório em Recife. Entusiasta do espanhol Gaudí e aficionado pelas técnicas catalãs, Francisco transformou 100 mil m² em um espaço único no mundo, com jardins projetados por Burle Marx e ornados por esculturas, fontes, labirintos e instalações, 13 salões com esculturas, pinacoteca e espaços curiosos, como a Praça Mítica e o Templo Central. Ricardo foi mais além. Em 180 mil m² de jardins belamente ornados por esculturas, como a réplica de David, de Michelangelo, e A Dama e o Cavalo, de Fernando Botero, construiu um castelo estiloso com fosso e ponte elevadiça e reuniu uma coleção de arte de valor incalculável, entre armas, espadas e armaduras, pinturas e arte decorativa, entre elas 15 obras do pintor e paisagista holandês Frans Post. Porém os negócios da família Brennand não se restringem apenas à arte, mas vão desde usinas de cana-deaçúcar e material de construção a investimentos imobiliários. Em uma fazenda de coqueiros próximo ao município de Cabo de Santo Agostinho, a 40 km de Recife, os Brennand – especificamente Ricardo e Cornélio – criaram uma nova área turística. Hoje, depois que se atravessa a ponte estaiada sobre o rio Jaboatão, surge o primeiro bairro planejado de Pernambuco, com belas mansões ajardinadas, 8,5

km de praias privativas, um ar de modernidade e uma extensa reserva de manguezais e Mata Atlântica preservada, área de desova de tartarugas marinhas.

liana Fiat, a portuguesa Aca e a Odebrecht. O Consulado dos Estados Unidos em Recife também se prepara para se mudar para lá. O hotel foi concebido em um momento de expansão do complexo do porto de Suape, interrompida pela crise econômica. Por esse motivo foi instalado um moderno e bem-equipado centro de convenções para 2.100 pessoas.

Cinco estrelas Na península idílica e tranquila, longe do burburinho de praias como a de Boa Viagem, na capital pernambucana, está o único cinco estrelas da cidade, o Sheraton Reserva do Paiva, inaugurado em 2014 sob a chanchela da rede Starwood que recentemente foi comprada por outro gigante hoteleiro, a Marriott. Além das casas e dos condomínios de luxo, o lugar já seduz empresas como a ita-

Reserva do Paiva pertence ao município de Cabo de Santo Agostinho, mas está a apenas 40 km da praia de Boa Viagem

Lazer “Enquanto aguardamos a retomada do crescimento industrial, apostamos no nicho de lazer para substituir o corporativo”, afirma Marcelo Rocha, gerente de vendas do Sheraton. Hoje, as famílias descobriram na Reserva do Paiva um lugar seguro e tranquilo. A lagoa sazonal foi transformada em perene; uma ciclovia com 8,5 km é opção perfeita para a prática do esporte. Na Reserva do Paiva existe ainda um Empório Gourmet, com opções de restaurantes, cafés, pizzarias, padaria e loja de aluguel de bicicleta. O famoso restaurante Beijupirá, de Porto de Galinhas, também abriu uma filial na península. A Reserva do Paiva ainda dispõe de viveiros de mudas de plantas regionais e ornamentais. Além disso, a ONG Quintais Produtivos mantém uma horta orgânica.

Suíte Presidencial, com 74 metros quadrados, com antessala e quarto MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO

A área da piscina no Sheraton Reserva do Paiva, com gazebo, espreguiçadeiras e toda uma vista para a Mata Atlântica: ótimo lugar de descanso


turismo

5W O Tempo - Pampullha - Super Notícia

MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO

Vista panorâmica da Reserva do Paiva, com o hotel Sheraton em primeiro plano

Estilo regional, mas padrão internacional Se a primeira impressão é a que fica, o lobby do Sheraton Reserva do Paiva, revestido em mármore e decorado por obras de artistas locais, impressiona o visitante logo na chegada. “Temos um estilo casual, despojado, mas não somos rústicos”, enfatiza Marcelo Rocha, gerente de vendas do Sheraton. “O hotel tem estrutura internacional com sotaque regional”, resume. Percebe-se isso claramente no atendimento – os funcionários são, em sua maioria, pernambucanos. O sotaque é forte, mas a presteza é similar à dos grandes hotéis de luxo. É o caso de Bethânia Xavier, que, além da semelhança física com a cantora baiana, esbanja simpatia, bom papo e sorrisos. O hotel tem 298 apartamentos (com 33 m² com área de trabalho, bela vista do mar, apoio para ipod e aconchegante cama exclusiva), tudo com conforto sob

MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO

Fim de ano Natal: Neste ano, a ceia de Natal será no restaurante Paiva Grill. O jantar faz parte de um pacote de hospedagem que inclui café da manhã e presente especial para os hóspedes, com valores a partir de R$ 505 (mínimo de duas noites). Além disso, para aqueles que pretendem passar mais dias no hotel, o Sheraton oferece preços exclusivos para noites extras. Para os pequenos, estão programadas ações recreativas, entre elas a visita do Papai Noel no dia 24, com uma equipe exclusivamente para a temporada.

Réveillon: O hotel programou uma festa que será comandada pela cantora Vanessa Jackson, revelação do programa “Fama”. A noite ainda é animada por DJs e pela banda Dizmaia, interpretando clássicos de Tim Maia. Como já é tradição, será servido o jantar e terá a tradicional queima de fogos de artifício. Para os pequenos, o hotel repete o sucesso das edições anteriores e promove, na noite do dia 31 de dezembro, a recreação infantil e o Espacinho do Sono, com baby-sitter à disposição e toda infraestrutura. MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO

Serviço Sheraton Reserva do Paiva: Avenida A, 4, Quadra F1, Lote 4A3, Reserva do Paiva, Cabo de Santo Agostinho Informações: (81) 3312-2023 ou acesse www.sheratonreservadopaiva.com Diárias: R$ 450 (alta temporada) e R$ 400 (na baixa estação) o casal com café da manhã, com possibilidade de parcelas em até 12 vezes sem juros Spa: Pago à parte, com média de tratamentos na faixa de R$ 150 Área para eventos, com seis salões moduláveis, é hoje a maior de Recife

medida, todos decorados com muito bom gosto e requinte. Hóspedes que reservam a hospedagem no sexto e no sétimo andares desfrutam de um club lounge com computadores, impressora, sala de leitura e serviço de lanche, café da manhã reservado e happy hour, com o privilégio ainda de contemplar o pôr do sol bebericando drinques.

Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

Clube de Praia

Pé de areia com charme O hotel não é pé de areia, mas criou uma opção charmosa para seus hóspedes, o Beach Club, estrutura de praia com restaurante, bar, piscina, espreguiçadeiras e gazebos para descanso dispostos em uma extensa área ajardinada. Há a opção de day use pelo custo de R$ 100 (adulto) e R$ 50 (criança) – de segunda a quinta-feira, o valor é revertido em consumo. MARK KNIGHT/DIVULGAÇÃO


W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

turismo FOTOS SOL PULQUERIO/DIVULGAÇÃO

Tirolesa BH

Inaguração neste domingo Será inaugurada amanhã (4) a Tirolesa BH no mirante do parque das Mangabeiras. Antes mesmo da inauguração, 100% dos ingressos já foram vendidos. Com 800 m e velocidade que poderá chegar a 100 km/h, o trajeto começa no mirante e termina na praça de esportes do parque, hoje a maior reserva ambiental da capital mineira. O vão da torre até a chegada tem 70 m de altura. OZIEL SANTOS/DIVULGAÇÃO

Imperdível

Seis olhares sobre Recife Atrativos da capitalpernambucana seconcentram no centro histórico; regiãorevitalizada engloba Marco Zero,Cais do Porto e rua Bom Jesus Paulo Campos Afastando-se do clichê de cidade com praias ensolaradas, é no centro histórico que Recife se reinventa como destino turístico. Mas para deixar a viagem ainda mais interessante é imprescindível que o turista estenda o passeio até a vizinha Olinda.

Saindo um pouco da parte antiga, a famosa praia de Boa Viagem é ícone da capital pernambucana, com seus arrecifes que formam piscinas naturais. Afastados, a Oficina Brennand e o Instituto Ricardo Brennand (leia introdução da matéria na página 8) são delírios cênicos e artísticos.

O Paço do Frevo (www.pacodofrevo.org.br) está situado em um edifício pomposo, clássico. A entrada enche os olhos: paredes vermelhas com nomes em branco de intérpretes, compositores e diversos atores do frevo. É possível assistir depoimentos de artistas. Na linha do tempo, é contada a história do frevo, que começa em 1900 e vai até 2013. Ainda no térreo, há o Centro de Documentação Maestro Guerra Peixe, que

Feira no Expominas Cais do Porto A integração dos armazéns 12 e 13 do porto ao bairro do Recife descortinou, integrou os turistas aos moradores e criou novos espaços de gastronomia. A dica é Seu Boteco, que, apesar das filas de espera, serve ótimas cervejas e petiscos deliciosos. O projeto de revitalizaçáo do porto

custou cerca de R$ 58 milhões e prevê ainda uma marina e um hotel, remetendo a Porto Maravilha, no Rio, Puerto Madeiro, em Buenos Aires, e Estação das Docas, em Belém. A orla portuária proporciona, agora, charme e burburinho na medida certa, excelente para um happy hour ou um bate-papo no sábado à tarde.

Que tal começar a visitar Recife pelo local onde nasceu? Reserve ao menos um dia para caminhar pelo Recife Antigo e visitar locais, como o Marco Zero, o novo Mercado de Artesanato, a rua do Bom Jesus (foto) e seus edifícios coloridos, a Embaixada dos Bonecos Gigantes (R$ 10), o Centro Cultural Judaico, que fica na primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel (R$ 10), a Torre Malakoff (suba para ter bela vista panorâmica) e a capela Dourada (R$ 3), toda cobertura de ouro, no convento de Santo Antônio, que abriga o Museu de Arte Sacra. .

Praia de Boa Viagem Principal praia de Recife, Boa Viagem concentra a maioria dos hotéis e dos restaurantes. A dica é andar pelo calçadão à beira-mar, beber água de coco, parar na pracinha para vasculhar a feirinha de artesanato e tomar um delicioso caldinho de sururu. Atrativo recente é a casa onde foi filmado o longa-metragem “Aquarius”, no bairro de Pina. Para banhar-se, não é o lugar mais indicado.

Touros

Resort do Vila Galé O presidente do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, confirmou o início da construção do mais novo resort da companhia na cidade de Touros (RN) para dezembro deste ano. Com investimento previsto de R$ 100 milhões, o Vila Galé Touros terá 500 quartos, quatro restaurantes, um spa, quadras poliesportivas e três piscinas, além centro de convenções com capacidade para 1.500 pessoas.

reúne documentos e informações relativos ao universo do frevo. Estão instaladas no prédio salas de aula de música, ensaio individual, estúdio de gravação e rádio web, além da escola de dança. As histórias, as agremiações e os personagens do frevo são celebrados em exposições temporárias no térreo e no terceiro andar. O visitante ainda pode interagir com um glossário do Carnaval. Ingressos a R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia),

Recife Antigo

Artesanato

De 6 e 11 de dezembro, no Expominas, Belo Horizonte irá receber a 27ª Feira Nacional de Artesanato. Com expectativa de atrair 180 mil visitantes, o evento terá com 1.200 estandes, além de oficinas, shows e espaços especialmente montados para o público infantil (confira a programação no site www.feiranacionaldeartesanato. com.br). Os ingressos custam R$ 10 (crianças de até 12 anos e pessoas acima de 60 anos têm entrada franca).

Paço do Frevo

Museu Cais do Sertão Na hora de escolher os museus de Recife para uma visita, o Cais do Sertão (www. caisdosertao.com.br) não pode ficar de fora. O museu, instalado em um prédio no centro histórico, tem exposição permanente sobre o rio São Francisco e a obra completa de Luiz Gonzaga, a vida sertaneja por meio da exposi-

ção de roupas, utensílios e costumes do povo sertanejo e área interativa com computadores para ouvir músicas regionais. A curiosidade é toda a ambientação cenográfica. Funciona de terça a domingo, das 11h às 17h. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Às quintas-feiras, a entrada é gratuita.

Catamarã A saída é do bairro do Recife Antigo e, como em muitas cidades europeias, é uma forma de contemplar Recife sob um ângulo diferente, até inusitado. Ao longo da passeio, guias contam a história da capital pernambucana. O tour é diário, e o embarque acontece no cais das Cinco Pontas, às 16h e às 20h. Ocusto é de R$ 50 pela Catamaran Tours.


sabores do mundo

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renatoquintinogastronomia@hotmail.com

Gastronomia com muitas referências Recife se destaca na cena gastronômica do Nordeste com o maior número de restaurantes estrelados pelo “Guia 4 rodas”, nove no total. A cidade é conhecida como referência na gastronomia de toda a região. E como em todo o Brasil, os chefs locais se destacam por sua inventividade em unir técnicas contemporâneas com recriação de receitas regionais, como as da galinha à cabidela, da carne de bode, do bolo de rolo e do cartola. Um grande destaque é o Cozinhando Escondidinho, renomado como a melhor casa de culinária pernambucana do Brasil. A cozinha pernambucana está na vertente de toda a cozinha brasileira como um todo, unindo elementos indígenas, africanos e europeus, com destaque nas peixadas e nas moquecas no litoral e nos pratos vigorosos do sertão, como car-

ne de sol, carne de bode, dobradinha, buchada, sarapatel (cozido de miúdos de porco) e chambaril (cozido de carne da canela do boi, servido com pirão). A galinha à cabidela, preparada no próprio sangue, e a feijoada pernambucana, com legumes e feijão-mulatinho, são destaques em todo o Estado e presentes na gastronomia de Recife.

Boa viagem e Pina A cena gastronômica se dá, em sua maior parte, no eixo entre Boa Viagem e Pina, nas ruas paralelas à orla e em suas travessas que abundam bares e restaurantes com muito movimento à noite, como na rua dos Navegantes, em Boa Viagem, e na rua Capitão Rebelinho, no Pina. No bairro de Santo Antonio, o Pátio São Pedro, em frente à igreja, é outro polo com vários bares e restaurantes montados

em antigas casas coloniais. O evento multicultural Terça-Feira Negra ocupa os bares e restaurantes do local.

Doces Símbolos máximos da gastronomia local são o famoso bolo de rolo e o menos conhecido cartola. A disputa pelos melhores de Recife é inglória, são muitas as boas opções, sendo o bolo de rolo um rocambole fino e compacto, recheado de goiabada degustado em fatias finas. Por sua vez, o cartola é um crepe recheado de banana com queijo-manteiga e finalizado com toque de canela. Outro destaque é o bolo Souza Leão, com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar.

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Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br

PAULO CAMPOS

Carmem, sorriso no rosto e ojá na cabeça, para receber clientes

Imperdível Astral: Sem placa na porta, Astral, uma casa simples no bairro de Santo Amaro (rua Francisco Jacinto, 368), porém decorada com santos, fitinhas do Senhor do Bonfim e outros apetrechos, é um achado gastronômico em Recife. Carmem Virgínia dos Santos, 40, faz o que chama de “cozinha ancestral”, inspirada nos terreiros de candomblé. Quem for lá, não deve deixar de experimentar o peixe a Irajá, com leite de coco grosso, arroz com queijo coalho e banana, homenagem à mãe; a galinha à cabidela com especiarias, acompanhada de farofabaião e alecrim, servida na fava com leguminosas e, como sobremesa, samba de coco do bongá, uma cocada mole no papeiro. E, ainda, pode levar para casa jogo de búzios, banho de ervas ancestrais, doces, pimentas e até cachaça local.


W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

turismo

Roteiro arqueológico

Monumentos feitos de pedra preservam história milenar De Pompeia, no sul da Itália, a Atenase Corinto, na Grécia,ruínas e belezasnaturaisse impõem entre as águasdo Tirreno e do Mediterrâneo Lucas Altino Agência O Globo

Pedras, blocos de mármore e estruturas complexas e grandiosas que mal se consegue descrever em palavras. Entre as ruínas, resquícios de uma época distante de que todos já ouviram falar ou estudaram mais atentamente através de livros. Além da mera admiração pela beleza artística ou arquitetônica, são obras que nos ajudam a descobrir mais sobre aquelas sociedades, e também, por que não, a compreender o mundo que nos cerca. Improvável é a pessoa que não pare para refletir sobre a misteriosa aventura chamada vida ao se deparar com um imponente templo grego. Os sítios arqueológicos estão lá há muitos anos e assim permanecerão por muito mais. Mas não é recomendado postergar a visita a locais como Pompeia e a Acrópole de Atenas. Da Itália à Grécia, são milhares de anos em passeios repletos de cultura e arte. O roteiro arqueológico é imperdível. E não só de história é feita essa viagem, floreada por culiná-

ria marcante, praias exuberantes e a beleza do mar Mediterrâneo.

Surpresas a cada viela Começando pelo sul da Itália, é possível sentir a atmosfera de um país sedutor por essência. Em Nápoles, conhecida pelas pizzas e por seu lado caótico e desorganizado, como reduto latino na Europa, cada viela reserva boas surpresas. A menos de 30km fica Pompeia, com as ruínas da outrora cidade do Império Romano devastada pelo Vesúvio. A história ganha ares mitológicos na chegada à Grécia. Em Corinto, o passeio vai do Período Arcaico, na visita ao sítio arqueológico, à Hhistória moderna, na travessia do Canal de Corinto. Na ilha de Delos, um santuário para Apolo, construções para os deuses gregos se misturam a antigas casas de moradores. Em Atenas, os templos continuam transformando o homem num pequeno personagem.

onde moravam cerca de 20 mil pessoas. Após quase 2.000 anos, o visitante consegue não só ver as estruturas remanescentes, como vivenciar, em pequena escala, o funcionamento de Pompeia, ao circular por ruas comerciais, entrar em teatros e casas e ver detalhes. Além de decifrar códigos, travestidos nas pinturas das paredes, ou em desenhos eróticos no chão, indicando o caminho do prostíbulo. Tendo recebido 2,9 milhões de visitantes em 2015, Pompeia é um dos sítios arqueológicos mais visitados do mundo e a segunda atração cultural estatal paga (entre museus, monu-

mentos e áreas arqueológicas) mais procurada da Itália, atrás apenas do circuito do Coliseu, em Roma (que inclui o Fórum Romano e o Palatino). O trajeto do centro histórico de Nápoles até Pompeia leva no máximo 30 minutos, de ônibus. Conhecer o lugar por conta própria não é difícil, pois há distribuição de mapas que indicam os principais locais, como o fórum e o teatro, mas a visita guiada é boa opção para quem quiser mais detalhes. Na área vesuviana há outros sítios arqueológicos, como Herculano, mas as escavações em Pompeia são maiores e mais completas.

Monumentos estão espalhados pelo sítio arqueológico

Engolida pelo Vesúvio Até o ano 79, Pompeia era uma importante cidade do Império Romano. De forma abrupta, a erupção do Vesúvio condenou o local,

Ponto de partida, Nápoles é famosa pela gastronomia

Casa romana aberta à visitação; pátio central é uma das características arquitetônicas comuns durante o período

O povo do norte da Itália costuma olhar com cara torta para Nápoles, no sul do país. Mas isso não significa que seja algo negativo sob o ponto de vista do turismo. A rivalidade explicita diferenças culturais entre as duas regiões. A população napolitana, que por muitos anos sofreu com a ação da máfia, hoje algo não muito acentuado, tem fama de “malandra”, nada muito diferente do Rio. O carioca inclusive costuma ser referência em comparações. A atmosfera

mais bagunçada, digamos, tem seu charme. Prédios históricos com varal na janela, vielas e trânsito intenso de lambretas são características do lugar. Em compensação, as praças são largas e com construções belas e imponentes e bem conservadas. Famosa, a pizza é considerada uma das melhores do mundo. Há restaurantes renomados, o que significa muitas filas. A espera pode valer a pena, mas a escolha aleatória de alguma cantina italiana no meio do cami-

nho, com poucas mesas disponíveis, espaço apertado e garçons simpáticos e falantes também é ótima opção. A refeição, com direito a taça de vinho, sai por € 5 em média. Em uma tarde, dá para conhecer o centro histórico de Nápoles. A via Toledo, perto do porto, e a via Santa Lúcia são as avenidas principais, além da orla. Há bom comércio e belas esculturas. O Castelo Novo, a galeria Umberto e a praça do Plebiscito, próximos uns aos outros, são ótimos passeios. (LA/OG)


9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

Pompeia recebeu 2,9 milhões de visitantes em 2015

FOTOS LUCAS ALTINO/AGÊNCIA O GLOBO

Visitantes passeiam pelo que foi uma avenida comercial em Pompeia; calçamento e paredes ainda são originais

Pompeia revela como era a vida no Império Romano Ruínas das termas e do prostíbulo são atrações curiosas A história ganha outros ares, digamos, na passagem pelas termas e pelo prostíbulo de Pompeia. Com seções divididas, as termas eram frequentadas por homens e mulheres, mas apenas a parte masculina está conservada. O prostíbulo, afastado do centro, é um dos locais mais visitados, ou seja, tem filas. O espaço é pequeno, mas sua principal marca são os dese-

nhos de cunho sexual feitos nas paredes. Outra figura curiosa facilmente encontrada é a de uma máscara, menção à comédia, em referência ao "carpe diem" (aproveite o momento), lema cultuado pelos antigos moradores. O passeio se encerra no fórum, o coração da cidade, cercado por construções importantes, com a bela vista para o Vesúvio. (LA/OG)

Era uma sociedade de mente aberta. Há 39 pênis desenhados pelo chão da cidade indicando o caminho do prostíbulo Tina Nuzia Sala Guia de turismo

Em Pompeia, praticamente tudo é original, excetuando a maioria dos tetos das casas, reconstruídos como forma de proteger os espaços da chuva. A cidade foi descoberta no ano de 1748, quando se deu início ao processo de escavação, à época financiada pela família real espanhola. Até hoje, 45 hectares dos 65 hectares do local foram desvendados. Muitas peças, como armas de gladiadores, esculturas e utensílios domésticos, encontrados ao longo dos séculos, foram levados ao Museu Arqueológico Nacional de Nápoles. Mas há muito para se ver no local, que é dividido em nove áreas principais, somando 96 pontos de visita-

ção, entre casas, santuários, teatros e praças. Além das peças originais, há 30 esculturas de bronze, inspiradas na cultura greco-romana, espalhadas pela área, iniciativa da fundação responsável pela conservação do local. As escavações continuam, e ano passado seis novas áreas foram restauradas e abertas ao público, em especial uma casa decorada de forma luxuosa. Conhecer o interior das residências, incrivelmente bem conservadas, é um dos destaques. As casas eram padronizadas, normalmente com uma sala grande na entrada e quartos nas laterais. As salas para convidados tinham pinturas e mosaicos, com referências mitológicas. O segundo andar era para os escravos.

Traços da civilização A sociedade era avançada, apesar de escravagista. Muitos artistas e engenheiros moravam em Pompeia, que era um grande centro econômico, produtor de vinho e azeite, explica a guia de turismo Tina Nuzia Sala,

da New Cicle Tours. Pompeia não estava preparada para a erupção, apenas para terremotos, com os quais seus moradores já estavam habituados. Alguns sobreviventes escreveram cartas, os únicos registros do episódio. A mais famosa, de Plínio, o Jovem, relata a tragédia, dizendo que a maioria das mortes ocorreu por causa dos gases do vulcão. Em Pompeia os grandes teatros de arena, ícones do Império Romano, também são atração. Há dois com capacidade para dez mil pessoas, ou seja, metade da população da cidade que, segundo Tina, ia ao teatro toda semana. A presença de corpos, petrificados pela lava e pelas cinzas, desperta a curiosidade dos visitantes, interessados na tragédia. Expressões nos rostos das vítimas no momento de suas mortes foram preservadas por uma técnica com gesso desenvolvida por Giuseppe Fiorelli, diretor de escavações entre 1860 e 1875. (LA/OG)

Serviço Horário: De abril a outubro, é possível visitar Pompeia das 9h às 19h30. A entrada é permitida até, no máximo, as 18h. De novembro a março, o horário vai das 9h às 17h, com entrada até 15h30. Preços: De 10 euros a 15 euros por pessoa. No local há guias para grupos, mas é possível fazer a visitação sozinho. Teatro de arena é um dos ícones do Império Romano; em Pompeia, há duas dessas construções, que, juntas, abrigavam metade da população da antiga cidade

Regra: Funcionários pedem que turistas não usem flash da câmera ou mochilas grandes, que poderiam danificar as estruturas da cidade. Infraestrutura: Ao lado do portão de acesso há complexo de restaurantes, lojas e quiosques. Os suvenires são variados, mas têm preços salgados.


W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de dezembro de 2016

turismo FOTOS LUCAS ALTINO/AGÊNCIA O GLOBO

Roteiro arqueológico

Ae doscasa dos deuses heróis mitológicos da Grécia antiga Templos e paisagens fazemde Atenasumdestinoimperdível;cidades próximaseilhasformamcircuito riquíssimoempatrimôniohistórico Lucas Altino

Acrópole, em um dia.

Poucos países no mundo sofreram uma crise econômica tão acentuada nos últimos anos quanto a Grécia. A difícil situação, que teve efeito sobre todos os segmentos, atingiu principalmente sua população, claro. Mas o panorama vem se modificando, e neste ano o turismo voltou a crescer, o que se reflete também na melhoria dos serviços para estrangeiros. E isso pode ser encarado como mais um atrativo para quem deseja conhecer o berço da história de uma das mais importantes civilizações. Construções imponentes e esculturas exuberantes estão no roteiro. Com a grande quantidade de locais para visitar em Atenas, em especial os sítios arqueológicos, é difícil contemplar tudo em menos de três dias. Para quem tem tempo e calma, o mais recomendado é comprar o passaporte que dá direito a todas as principais áreas históricas, com os templos gregos. Para quem tem pouco tempo, porém, é possível conhecer os principais lugares, em especial os templos de Zeus e Hefesto, além da

Acrópole

Agência O Globo

A subida para a Acrópole em si já é um belo passeio. Anda-se por pequenas vielas, com simpáticas e pequenas casas, no bairro de Monastiraki, aparentemente de funcionários ou ex-funcionários do sítio arquelógico. Apesar de alto, o caminho não chega a ser muito cansativo. O que pode ser desgastante é o for-

te calor do lugar. À medida que se sobe, surgem belos pontos para a vista aérea da cidade. Além de árvores e flores, o trajeto, bem-conservado e limpo, será acompanhado por muitas barracas com vendas de suvenires. A chegada à Acrópole é impactante. A beleza das primeiras colunas, na entrada do sítio, causa perplexidade, admiração e até questionamentos sobre a forma como conseguiram construir tal obra a 150 metros de altura. Do alto da Acrópole se vê toda a cidade. As estruturas imponentes são de beleza ímpar. Muitas das construções vêm sendo restauradas nos últimos anos.

A Acrópole foi erguida por volta de 450 a.C., como forma de homenagem a Atena, a deusa que dá nome à cidade. Algumas das estruturas não existem mais ou estão em ruínas, mas há prédios importantes ainda de pé, como o Partenon, o templo principal; Erecteion, erguido para Atena e Poseidon; e o templo para Atena Nice. Com o tempo, muitos espaços receberam outras finalidades além de devoção aos deuses, como uso administrativo, ou igreja no período romano. Na Grande Guerra Turca (segunda metade do século XVII), alguns pontos foram seriamente danificados.

Partenon, na Acrópole de Atenas, é o principal cartão-postal da Grécia

Tour Ilha de Delos é a terra natal de Apolo

Santuários para glorificar Apolo

Templo de Hefesto, na Ágora Antiga, é considerado o mais bem-preservado do mundo; muitos detalhes resistiram

A Ilha de Delos hoje é um relevante sítio arqueológico da civilização grega. Além dos resquícios de casas, comércios e teatros, as ruínas trazem construções importantes pela conotação religiosa, em especial os santuários para Apolo. Delos fica a 25 minutos de Mykonos, de onde saem os barcos para o passeio. O sítio é menor que Pompeia, o que facilita a visita por conta própria. Corinto fica a cerca de uma hora e dez minutos de ônibus de Atenas, de onde vem a maioria dos turistas. É possível fazer o passeio

em pouco mais de uma hora. A passagem pelo museu é essencial. Lá há explicações, em grego e inglês, sobre a história de Corinto, além de esculturas e obras guardadas. Outra atração é o canal artificial, aberto em 1893 para ligar o Golfo de Corinto ao mar Egeu. Com 6,3 km de comprimento e 21 m de largura, facilita a rota de pequenas embarcações, inclusive as de turismo. A travessia é marcada pela bela imagem das pedras, como se fossem mosaicos em paredes moldando a água cristalina. (LA/OG)

Um ponto de grande impacto é o Templo de Zeus (ou o Olimpeu, localizado no centro de Atenas), onde estão as ruínas do espaço que era utilizado para devoção aos heróis gregos. No local, originalmente havia 104 colunas de 17 metros de altura. Hoje, restam 15 delas em pé e uma deitada, o que não diminui a beleza arquitetônica da obra. De lá se avista a Acrópole, em um dos ângulos mais bonitos de Atenas. Na Ágora Antiga, nem parece que o visitante está em meio a ruínas. O Templo de Hefesto, considerado o mais bem-preservado, não é tão famoso como os demais de Atenas, mas seu estado de conservação impressiona. As colunas estão intactas, assim como boa parte do teto. Não é possível adentrar no local, mas o turista consegue chegar bem perto e ver o interior de forma detalhada. Ainda dentro da Ágora de Atenas, que era um espaço público notabilizado por abrigar as manifestações políticas do povo, há um museu com obras de arte e utensílios encontrados nas escavações pela cidade. Um resumo de uma história tão antiga quanto fascinante, que atrai milhares de admiradores diariamente até hoje.

Pampulha - sábado, 03.12.2016  

Edição semanal do jornal Pampulha

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