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PREPARADA PARA A TEMPORADA 2018/2019, A SUÍÇA VAI ALÉM DA NEVE ... Páginas 8 a 10

ENSAIO CONVIDA MULHERES EM PROL DA CAMPANHA OUTUBRO ROSA ... Página 19

GRUPO GALPÃO ESTREIA NOVO ESPETÁCULO NA PRÓXIMA SEXTA (19) ... Página 10

CASAMENTO PERFEITO ENTRE CÂMBIO AUTOMÁTICO E MOTOR 1.6 NO GOL ... Páginas 18 e 19

13 a 19 de outubro de 2018 ANO XXVII número 1472 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

TÁ CAINDO FLOR... Em tempos de discussões acirradas e intolerância, projetos que propagam a delicadeza se espraiam pela capital mineira

Delicadeza: Juza de Pádua confecciona e enfeita árvore na avenida Francisco Deslandes


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 13 a 19 de outubro de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Tivemos a crucificação dos políticos. A política tradicional foi condenada antes de ser julgada. Os políticos se tornaram bodes expiatórios para os problemas do país”

Editorial

Nova realidade o último domingo, tiramos as dúvidas. A margem de manipulação das pesquisas do Ibope e do Datafolha, que imperam nos principais noticiários, entrou, na véspera, em confrontação com as urnas, sendo atenuada pelos levantamentos de boca de urna. Como disse Alexandre Kalil em entrevista na sexta-feira anterior à eleição, é preciso desconfiar sempre de pesquisa. “O Datafolha à noite me dava como derrotado por 17 pontos, e amanheci vitorioso (contra o tucano João Leite, em 2016)”. Aconteceu o mesmo com Romeu Zema, do Novo. O ambiente é permeado por um sentimento de queda do muro da vergonha brasileira, aquele construído ao longo da década pela politicagem esquálida, pela demagogia e por muita corrupção. Bolsonaro é o grande destaque desta campanha. Não é santo nem tem preparo que encante, mas comunica em linguagem popular e direta o que um “politicamente correto” prefere silenciar ou esquivar. Ele mostra-se desalinhado com o mecanismo de corrupção, de indulgência com as transgressões à legalidade, de cumplicidade com as organizações criminosas e de ateísmo que se abateu sobre o Brasil. Acabou emergindo como opção popular, conquistando redutos lulistas e tucanos do Sudeste, avançando como uma onda. Amealhou os votos de quem trabalha e sofre as consequências dos desmandos dos governantes. O momento parece ser dele, com ampla margem sobre Haddad. Quanto mais “#elenão” e esculhambações, mais sobe nas preferências, mais sarcasmo desperta nas redes sociais, mais importância assume como oposição ao sistema “politicamente correto” que quebrou o país. O eleitor do ex-militar faz dos defeitos dele virtudes para mudar. Daí os adversários alimentam o “mito”, o personagem de

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quadrinhos pronto a realizar um milagre em defesa dos desprotegidos. Capta-se um grito de “basta” no ar saturado, de ímpeto para sair da inércia e mostrar que um cidadão qualquer, uma negação da política “oficial”, pode livrar a nação do mal. Segundo os opositores, entretanto, ele é considerado o mal maior, demonizado e apresentando como risco à democracia. Exatamente por não ser do esquema tradicional, por ser comum, por ser esculhambado pelos “poderosos” com credibilidade em baixa depois do surgimento das redes sociais. Justamente de redes sociais é que se alimenta o capitão. Os riscos de que ele faça um governo pífio são sabidos, mas a convicção de que ele apagará um sistema iníquo é suficiente neste momento para encantar a plateia.

O Brasil, contudo, está mudando, as campanhas não são mais aquelas que se podiam direcionar estando sentados num palácio. Bolsonaro se posiciona na contramão daqueles que tiveram todo o poder e meios, mas “não sabem de nada”, não fiscalizam, não se indignam, apenas fecham os olhos às erupções de maldades e bandalheiras. Todavia, se agitam para engordar com privilégios e vantagens pessoais. A massa que apoia Bolsonaro passou, nos últimos dias, a se movimentar instintivamente como cardume em alto-mar, a cada hora maior, embalado e confiante. Dá inveja a qualquer adversário que deixou para trás. Bolsonaro é o fruto da incapacidade de governar de quem o antecedeu, não paira dúvida.

Romero Jucá, senador, derrotado nas urnas após 24 anos de mandato, em entrevista, na última quinta (11), à “Folha de S.Paulo”. Assim como ele, grandes caciques da política nacional não se reelegeram nas eleições do último domingo (7)

Deram-lhe condições, mesmo que mínimas, de poder liquidar no primeiro turno a parada. Bolsonaro, se não cometer erros, se ficar de repouso, dificilmente perderá a imensidão de confiança que se aglutinou em volta dele. Contudo, ele é daqueles que podem cometer um grave e fatal erro. Bolsonaro prometeu até agora “arroz com feijão”: limpeza e ordem no governo, descomplicação, dureza para delinquentes e defesa de valores religiosos, com muitos militares em lugar de políticos. Ganhou moral e, mais do que isso, ele se prenuncia como um mal necessário, uma dieta, um diurético que tire as gorduras e baixe o colesterol de um sistema inchado e doentio. Nota-se no movimento bolsonarista uma acentuada influência de pessoas que voltaram de experiências vividas na Europa e nos Estados Unidos e, ainda, de juventude que sonha em se mudar para o exterior e se convenceu de que Bolsonaro pode trazer o exterior pra cá. Em relação a Minas Gerais, o quadro se mostrava incerto nas vésperas da eleição. A influência bolsonarista tirou brilho dos candidatos “tradicionais” e promoveu as alternativas de inovação. Minas, acostumada a ter mudanças de tendência avassaladoras, não deixou por menos. O candidato do partido Novo, Romeu Zema, um empresário sem experiência política, cresceu em cima dos indecisos e dos votos de Antonio Anastasia. Na reta final, surpreendeu mais do que os próprios números de Bolsonaro. O Brasil, contudo, está mudando, as campanhas não são mais aquelas que se podiam direcionar estando sentados num palácio. As ruas e as redes ganharam uma importância que veio para ficar.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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REPRODUÇÃO

“Banksy nos lembra que, mesmo dentro de uma prestigiosa casa de leilões, sua arte é efêmera” Thierry Ehrmann, especialista em mercado da arte, sobre o episódio em que o excêntrico artista inglês destruiu um de seus trabalhos, o quadro “Menina com Balão”, logo após venda da peça por 1 milhão de libras (US$ 1,4 milhões) na casa de leilões Sotherby’s.

“(Percebi que estava exagerando) quando comecei a mentir para mim mesma e socialmente. Se queria jogar alguma coisa ou pegar um Pokémon, dizia que ia até a padaria (...) Era como se tivesse fazendo uma coisa errada, que precisasse esconder.” Rosana Hermann, roteirista e escritora, fala sobre como os smartphones têm impactado nossas vidas em seu novo livro, “Celular, doce celular” (Ed. Sextante).

“Gosto de conhecer o leitor, ver o canto onde ele lê. Em uma das casas, parecia aniversário. Tinha bolo, salgadinhos e refrigerantes para me receber” Fabrício Carpinejar, escritor, que lançou o projeto Carpinejar Delivery, em que inverte a lógica das sessões de autógrafos, indo até os leitores.

EDITORES EXECUTIVOS Murilo Rocha Renata Nunes COODERNAÇÃO DE JORNALISMO Flaviane Paixão EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

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MAIS AMOR, POR FAVOR>Projetos que propagam a delicadeza se espraiam pela capital mineira JULIANA ANDRADE/DIVULGAÇÃO

Patrícia Em março úlCassese timo, de dentro de seu apartamento, no bairro Sion, a decoradora de interiores Odette Castro presenciou uma situação que, ocorrida na rua, reverberava raiva. Impactada a ponto de sentir uma dor forte no estômago, naquele momento assumiu consigo um compromisso: o de espalhar flores (uma por dia), na tentativa de espraiar alegria. Não flores naturais, mas confeccionadas por ela, em crochê. A iniciativa ganhou um nome – “Uma Flor Cura Uma Dor” –, se desdobrou em projeto e já vem gerando dividendos: no Anchieta, bairro vizinho, a aposentada Juza Pádua, por exemplo, aderiu ao movimento e espalha flores de chita nos galhos de uma árvore da rua Francisco Deslandes. Em tempos difíceis, atitudes afins lembram a fábula do passarinho que, na contramão da atitude dos outros animais diante do incêndio na floresta, que é a de correr no sentido contrário ao das chamas, voa ao encontro delas, levando gotas de água no bico, movido pela convicção de que, se não apagar de fato o fogo, ao menos terá feito sua parte. Assim como essa, outras iniciativas distintas, dispersas pela cidade, se tangenciam na esperança de dias melhores, mesmo com toda sorte de intempéries. A disposição de Odette, por exemplo, não foi abalada nem pela tragédia pessoal que viveu recentemente: a perda da filha, Beatriz. Uma dor de dimensões incalculáveis. Ela reconhece que no primeiro dia em que saiu com seu cesto de flores, no citado mês de março, sentiu um certo constrangimento. Hoje, se sente feliz pela acolhida de transeuntes e trabalhadores do entorno, como faxineiras e porteiros. Alguns estranham o fato de ela estar gastando seu tempo e mesmo material (as linhas), mas Odette contemporiza. “É muito gratificante. As pessoas tiram fotos, me escrevem (no Face-

outras copas de árvores da cidade. Na Serra, por exemplo, a que se situa próxima à Igreja de Santana está sempre decorada. Já na Savassi, a árvore em frente à loja Patrícia de Deus, da proprietária de mesmo nome, na rua Fernandes Tourinho, tem como charme adicional um banquinho, no qual os transeuntes podem se sentar para se refugiar do calor e bater um papo. O local é também palco de projetos como o “Bordado no Banquinho”, bem como saraus, oficinas para crianças, lançamentos de livros e apresentações de corais (como o Coral dos Desafinados). O projeto de Patrícia, aliás, já recebeu o prêmio Gentileza Urbana, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Minas Gerais. “O mundo está muito duro, precisando de mais afeto e carinho, alegria e amor, e é isso que quero passar. Por isso a gente enfeita a arvore, é um movimento”, diz ela, que, no caso, se vale de flores confeccionadas em papel de seda. “Agora, estamos preparando um evento especial para o Outubro Rosa, com essa cor”, avisa ela.

Cesto de flores

Diariamente, Odette sai espalhando delicadezas com suas flores de crochê

Receba as flores que lhe dou book), senhoras discutem qual flor preferem... Quando é abordada em ação, aproveita para falar sobre inclusão e tentar dissipar o ódio que tenta ampliar seu lugar no mundo. “Acredito que se uma pessoa que esteja em um momento de ódio olhar para essa flor por um segundo que seja, ao menos nesta fração de tempo, vai deixar de lado esse sentimento ruim”, aposta, frisando acreditar que a soma des-

ses momentos teria o potencial de mudar a vibração. Mas sim, ela já colheu reações que duraram bem mais que um segundo, como a da garotinha que cogitava com a mãe a existência de uma eventual fada que espalha as flores à noite, sem saber que a mulher que a ouvia era a autora do ato, inspirado em uma iniciativa vista na Alemanha. No caso de Juza, 77, o material usado é a chita. Artista

plástica, ela confessa que sempre nutriu um apreço particular pelo tecido, e, ao fazer uma oficina com Odette, resolveu aderir ao projeto confeccionando flores para as mais diversas dores, de amigos e conhecidos. “Pode ser até uma briga com o namorado”, diverte-se, também feliz com o fato de ver suas criações fotografadas a torto e a direito. “Na verdade, algumas foram até levadas”, conforma-se.

MARTA ALENCAR/DIVULGAÇÃO

PC/DIVULGAÇÃO

Um dos corações resultantes das oficinas realizadas pelo projeto “Tina Descolada”

Intervenção na Savassi

Merece destaque o fato de que, ao colocar a flor na árvore, Juza o faz em estado de meditação. “Sim, tenho condições de fazer a meditação em movimento. Me concentro na pessoa, para que tenha a dor aliviada”, diz, reconhecendo que, em contrapartida, também é beneficiada pela aura gerada. Fora do projeto “Uma Flor Cura uma Dor”, outras iniciativas que visam suscitar um sorriso podem ser vistas em

O DIA A DIA A terapeuta holística Daniela Machado entende que nenhuma ação é pequena quando o objetivo é tornar a vida das pessoas um pouco melhor. “O ódio não nasce do tamanho que tem quando a gente finalmente o vê. Não é de repente que as pessoas começam a se agredir. Isso nasce pequeno e a gente negligencia. Quando nos damos conta, o melhor amigo bloqueou a gente no Facebook e até a festa de Natal da família foi cancelada”, salienta ela. Para Daniela, é no dia a dia que alimentamos a paz ou a guerra. “Pequenas ações para semear a paz podem até ter, a princípio, efeitos pequenos – mas podem agir de forma imensa sobre as pessoas. E são as pessoas agindo de modo diferente do habitual que tornam-se capazes de transformar grandes realidades”, aposta ela. PATRÍCIA DE DEUS/DIVULGAÇÃO

Um banquinho e uma sombra amiga na Savassi


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MAIS AMOR, POR FAVOR> Iniciativas se empenham em trocar o incômodo pela ação propositiva

Por um tempo de delicadezas Se Odette Castro aproveita o projeto “Uma Flor Cura Uma Dor” para abordar a questão da inclusão, outros projetos têm essa pauta como espinha dorsal. É o caso do Tina Descolada, tocado pela psicóloga Marta há seis anos. Até então, Marta se sentia profundamente incomodada com o preconceito e a discriminação que afetavam pessoas – em particular, crianças – com necessidades especiais, obesas ou vítimas de racismo. Com uma boneca em mãos, resolveu fazer dela um instrumento para empoderar pessoas. E surgiu Valentina, a boneca que é fotografada pela cidade com sua cadeira de rodas. Na sequência, vieram outras bonecas para representar todas as chamadas “minorias”, como a com vitiligo ou a obesa. Não satisfeita, Marta Alencar decidiu espalhar corações pela cidade. “Queria um ativismo também presencial, que promovesse a interação”, conta ela, que já perdeu a conta do número de oficinas que ministrou – e dos corações que, por meio delas, foram confeccionados. Suas iniciativas já foram abarcadas por grandes festivais, como o “Virada Cultural”. Para algumas ações, ela arregimenta moniPatrícia Cassese

tores que, diz, “representam a diversidade humana”. “Em uma delas, foram um transgênero, uma cega, um rapaz que não tinha os dois braços e duas cadeirantes. Quando essas pessoas se relacionam com os presentes, mesmo que em uma conversa informal, todos percebem que, no fundo, temos as mesmas dores e angústias, e assimilam que as diferenças são naturais”, frisa ela, que, nestas empreitadas, sempre conta com apoio de entidades como a das mães da Associação Mineira de Reabilitação. Uma particularidade é que, nas oficinas, Marta pontifica que não existe certo ou errado, e que cada um tem o seu tempo.

Da mesma forma, Odette Castro conta que opera na linha do wabisabi, a técnica oriental enxerga a beleza na imperfeição. “Não faço o tricô convencional, nunca olhei uma receita. No meu trabalho, não tem desmanche”, diz ela, que pretende reforçar o viés inclusivo em seu labor. Atualmente, ela está negociando uma oficina das flores para mulheres que estão se submetendo à quimioterapia na luta contra o câncer. A ação, vale dizer, vai visar também o acompanhante da paciente, se for o caso. ORQUÍDEAS E se as flores artificiais são o foco de Odette, Patrícia e

Juza, entre outras, o de Olga Carneiro, 79, são as naturais. Mais precisamente, as orquídeas. Há oito anos, ela, que então era presidente da Associação Mineira de Orquidófilos, foi abordada por uma pessoa do Instituto São Rafael, que comentou sobre o quanto seria interessante que as pessoas cegas tivessem condições de apreciar a beleza das orquídeas. “Na hora, falei: ‘Vamos tentar alguma coisa’. Podemos fazer assim, você leva quem quiser ir e, pelo tato, vamos experimentando”. Deu certo, e a iniciativa segue sendo replicada. “Alguns deles já tiveram a visão e a perderam. Aos que nunca

tiveram, a gente tenta relacionar a cor a alguma sensação, como a de o vermelho ser uma cor quente, por exemplo. Isso dá uma certa orientação”. Não bastasse, Olga lembra que os cegos têm os demais sentidos bastante aguçados, o que viabiliza experiências táteis ou olfativas. No caso das flores comestíveis, o sabor também é outro viés a ser explorado. “E isso não vale só para as orquídeas, claro”. Como as demais entrevistadas, Olga conta que seu ministério é uma via de mão dupla. “Aliás, às vezes, o grau de satisfação é mais da gente”, advoga ela, que, com um confesso dissabor, vem detecMARTA ALENCAR/DIVULGAÇÃO

Corações a mil Na beira da Lagoa da Pampulha, uma das oficinas de Marta Alencar

tando no mundo um avanço do egoísmo, quadro que iniciativas afins podem ajudar a minimizar. Em tempo: na última sexta (12), Olga ministrou mais uma oficina sensorial, gratuita – no caso, dentro da programação oficial da 39ª Feira e Exposição Nacional de Orquídeas, que, cumpre frisar, segue até este domingo (13), na Serraria Souza Pinto (leia abaixo). DIFERENÇAS Um episódio de ódio foi o detonador do projeto “Uma Flor Cura Uma Dor”, de Odette e suas discípulas, como Juza. O incômodo desencadeou o “Tina Descolada” e o “Oficina de Corações”. O desejo de ir além, a oficina sensorial de Olga. O querer espalhar alegria foi o norte de Patrícia. Com força e com vontade, as cinco entrevistadas transmutaram experiências ruins em ações para o bem comum. Mesmo que, por vezes, nem sempre recebam em troca o reconhecimento. Dias atrás, Odette ouviu o comentário de uma transeunte que, sem saber que era ela a autora da ação das flores de crochê, falou, a um interlocutor, que devia ser obra de alguém “sem ter o que fazer”. Nada que abalasse a tricoteira, que já planeja uma árvore para o Natal.

AGOSTINHO CARDOSO/DIVULGAÇÃO

PROGRAME-SE

Olga (ao centro, de avental cinza): oficinas sensoriais REPRODUÇÃO FACEBOOK

Seminário No próximo dia 24, a terapeuta Daniela Mata Machado ministra o seminário “Pacificando as Relações”, voltado a pais e mães interessados em trabalhar a cultura de paz na relação com seus filhos. Será no Vértice (Rua Itaí, 782, Santa Efigênia), a partir das 18h30. Valor: R$ 100. Inscrições no facebook/pacificandoasrelacoes Feira de orquídeas A 39ª Feira e Exposição Nacional de Orquídeas pode ser visitada neste sábado (13), das 9h às 18h, e no domingo (14), das 9h às 17h. O evento acontece na Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, Centro). Entrada gratuita. Informações: facebook/amoorquideasbh.

Tina na Pampulha: inclusão por meio da personagem


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Ingratidão

Ficar sem comer ‘junk food’ pode gerar síndrome CRISTIANE MATTOS

gratidão é uma virtude que ilustra muito bem um dos aspectos positivos de uma pessoa e tem um valor inestimável entre os povos mais desenvolvidos – vide as características dos japoneses, que são extremamente gratos e educados. De forma conceitual, a gratidão é um sentimento de reconhecimento, uma emoção por saber que uma pessoa fez uma boa ação, um auxílio e um favor a outrem. Gratidão é uma espécie de dívida, é querer agradecer a outra pessoa por ter feito algo em benefício ao próximo. Já a ingratidão é o oposto a tudo isso. Pesquisas revelam que pessoas que se sentem agradecidas são mais carinhosas, alegres e entusiasmadas, em especial entre os familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas do seu relacionamento. São pessoas mais extrovertidas, mais otimistas e mais confiáveis. Pelo contrário, a ingratidão é considerada entre estudiosos e pesquisadores do tema, a mais terrível e maléfica atitude que um ser humano possa ter. O ingrato não reconhece que sem ajuda, não chegaria a lugar nenhum. Esquece com muita facilidade as coisas boas que lhe fizeram. Vive no “seu mundo”, buscando apenas os seus próprios interesses. É do tipo que “só olha para seu umbigo”, possuindo uma espécie de cegueira mental, ou seja, não consegue enxergar o que o outro lhe fez de bem e útil. O pior erro de um ingrato é afastar as pessoas que mais se importam com ele. O ingrato se esquece que um dia poderá precisar daquela mesma pessoa novamente. A ingratidão é Veja que falta de bom senso, de visão, de sabedoestamos neste ria e, principalmenmundo para te, falta de humildade. É ingrato não ajudar e sermos consegue enxergar o óbvio – que é ajuajudados. E isso da alheia. São pesocorre todos os soas que possuem uma fraqueza modias e nas coisas ral e ausência de mais simples. amor ao próximo. Está intrínseco no ingrato um profundo vazio emocional. Outra característica da personalidade do ingrato é a desobediência que leva à rebeldia e à infidelidade. Não aceita ser repreendido, porém, adora repreender outras pessoas. Não aceita conselho de ninguém, não considera ninguém capaz de liderá-lo ou de aconselhá-lo. O ingrato finge aceitar, mas, na verdade, não se submete à autoridade de ninguém. Pessoas ingratas são aquelas que apesar de fazermos tudo que podemos por elas, não dizem nem ao menos um simples “obrigado”. São incapazes de reconhecer nosso empenho e a energia despendida. Devemos alertar os ingratos para que passem a ver a vida de forma mais positiva, para que passem a tomar mais consciência de atitudes que não são educadas. Caso você próprio se sinta uma pessoa ingrata, pare, respire profundamente e busque aquelas coisas pelas quais você deve sentir gratidão. Veja que estamos neste mundo para ajudar e sermos ajudados. E isso ocorre todos os dias e nas coisas mais simples. Portanto, agradeça pelo que você já tem. Seu trabalho ou a sua vida como um todo realmente não é ou não está exatamente como você deseja? Mostre gratidão pelo que você já possui neste momento e vá correr atrás daquilo que almeja, com força e resiliência. Já dizia Esopo, escritor grego: “A gratidão é a virtude das almas nobres”. Faça uma boa semana.

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Cientistas dizem que a pior fase ocorre entre o segundo e o quinto dia de privação Qual é seu ponto fraco quando se fala de alimentação? Hambúrguer, salgadinho, doces, refrigerantes? As “junk foods” (literalmente “comidas-lixo”, em inglês) são uma tentação na vida moderna. Agora, a ciência começa a explicar por que é tão difícil resistir a esse tipo de alimentação, que possui alto teor de caloria, gordura ou açúcar, mas poucos nutrientes. Um estudo realizado na Universidade de Michigan e divulgado na revista científica “Appetite” comprovou que mudar a alimentação deixando de consumir “junk food” pode provocar sintomas de abstinência similares aos de quem deixa de consumir drogas, álcool ou tabaco. Os cientistas queriam encontrar uma medida válida que pudesse ser útil para entender melhor a natureza aditiva de alimentos altamente processados. Os pesquisadores usaram como base os sintomas mais comuns de qualquer abstinência: dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade e, às vezes, até depressão – de acordo com dados do America Addiction Centers (Centros de Dependência da América). A partir disso, eles analisaram o comportamento de 231 pessoas que tentaram reduzir ou cortar a junk food do dia a dia. Os resultados, baseados em autorrelatos, mostraram que a pior fase ocorre entre o segundo e o quinto dia de abstinência. Nesse período, os participantes demonsThuany Motta

O fotógrafo Vinícius Caricatte, 27, gosta de comer um cachorro-quente de 2 kg uma vez por semana

traram sintomas físicos e psicológicos mais intensos, como dores de cabeça, cansaço, tristeza e irritabilidade. Essas são sensações que “assombram” o fotógrafo Vinícius Caricatte, 27, quando ele fica sem comer fast-food. “Nos dois primeiros dias, fico irritado. Um desespero físico toma conta de mim e só passa quando como uma besteira. É instantâneo”, conta o jovem, que, além de um cardápio recheado de alimentos industrializados e frituras, come um cachorro-quente de 2 kg uma vez por semana.

LUTA De acordo com Ashley Gearhardt, coautora da pesquisa, os resultados sugerem que os sintomas de abstinência podem tornar as mudanças na dieta desafiadoras. “Elas contribuem para que as pessoas voltem aos maus hábitos alimentares”, disse a pesquisadora ao site especializado “Medical Daily”. O universitário Diogo Mendes, 25, demorou dois anos para ganhar a batalha contra a “junk food”. “Nos primeiros dias, eu parecia um drogado, porque, mesmo querendo parar de comer, não conseguia. Eu sen-

tia o gosto de hambúrguer sem comer e, na minha cabeça, só havia imagens de junk food. Só consegui parar depois de procurar uma nutricionista e fazer terapia ao mesmo tempo”, diz ele. É a primeira vez que se faz uma análise mais profunda sobre os sintomas de abstinência causada por alimentos processados em pessoas. Estudos anteriores focaram apenas a retirada do açúcar. Apesar da descoberta interessante, o estudo apresenta limitações, como não ter observado como cada participante conseguiu eliminar os alimentos processados da dieta.


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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FUGINDO DAS ARMADILHAS PROGRAMAR AS REFEIÇÕES Com a regularidade, o corpo não precisa fazer reserva de energia. Isso faz com que você não sinta tanta fome entre uma refeição e outra e coma menos NÃO COMPRAR GULOSEIMAS Não é fácil, mas tente substituir chocolate e biscoitos por frutas como ameixa, maçã, banana, barrinhas de cereal ou proteína

BEBER ÁGUA Tente beber ao menos 2 litros de água por dia, isso causará uma sensação de saciedade e fará com que você coma menos ORGANIZAR A GELADEIRA

NÃO USAR A COMIDA COMO CONSOLO Pergunte-se: é fome ou vontade? Se for vontade, vale direcionar para outra atividade saudável que cause a mesma sensação FONTE: FLÁVIA NOUJEIMI, NUTRICIONISTA E PROFESSORA DE NUTRIÇÃO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO

Vale deixar os alimentos saudáveis em potes de vidro transparente, já lavados e picados para facilitar o consumo

PRAZER QUE É FÍSICO E MENTAL O efeito da “junk food” no corpo e na mente envolve dois mecanismos, conforme explica o psiquiatra Frederico Garcia, secretário geral da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP). “A união do açúcar e da gordura desses alimentos libera o neurotransmissor dopamina, que causa uma sensação de prazer e bem-estar. Quanto mais frequente for a liberação, maior o trabalho do cérebro para chegar ao mesmo resultado”, diz. De acordo com Garcia, o outro mecanismo está associado à utilização dos acentuadores de sabor e do excesso de sódio da junk food. “Juntos, eles aumentam a palatabilidade dos alimentos, ou seja, torna-os mais agradáveis ao paladar”, diz. A nutricionista Flávia Noujeimi, professora do Centro Universitário Estácio, defende que é recomendado abandonar a dieta gordurosa – apesar do risco de abstinência por alguns dias – para evitar riscos à saúde. “Além da obesidade, temos as doenças associadas com o ganho elevado de peso, como é o caso do diabetes e dos problemas cardiovasculares”, afirma. (TM)

Abuso de álcool na adolescência prejudica cérebro Santiago, Chile. A memória é a primeira vítima da ingestão compulsiva de grandes quantidades de álcool geralmente protagonizada por adolescentes em um curto espaço de tempo, alertam os pesquisadores chilenos que estudaram as consequências de uma prática tolerada por ser considerada um hábito ocasional. A compulsão etílica, ou “binge drinking” em inglês, consiste em beber muito em pouquíssimo tempo. E se for associada ao tabaco, à maconha, ou a narcóticos mais potentes, o efeito pode se agravar. Os estudos demonstram que embora sejam hábitos restritos, em geral, aos finais de semana ou às festas, essa compulsão etílica “pode gerar muitos problemas” no cérebro que se perpetuam, além de facilitar vícios de longo prazo, declara Rodrigo Quintanilla, um dos pesquisadores da Universidade Autônoma do Chile que es-

tudou as consequências dessas práticas altamente toleradas. Embora os jovens tenham facilidade de se recuperar relativamente rápido das “bebedeiras”, o consumo de álcool produz “variações e mudanças no hipocampo, que tem a ver com a memória”, explica o pesquisador. Os jovens, recorda Quintanilla, costumam acreditar que são “invencíveis” e “não veem os danos que podem acontecer”, mas existem “mecanismos e vias bioquímicas dentro do hipocampo que serão afetados com o tempo”. A adolescência é o período da vida crucial para o desenvolvimento dos circuitos cerebrais responsáveis pela emoção e cognição. Com 3,3 milhões de mortes anuais, o alcoolismo é a terceira causa de mortes no mundo, atrás do tabaco e da hipertensão. No caso dos jovens entre 10 e 24 anos, 7,4% das mortes e deficiências são atribuídas ao álcool.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com

CASA DO LUXO

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omo dissemos semana passada, a inauguração do hotel Fasano, dia 28 de setembro, foi carimbada pela arte de bem receber. Quem assessorava Rogério Fasano, na abertura do restaurante Gero, era Danio Braga. Exproprietário da mítica pousada Locanda Della Mimosa, em Petrópolis, e fundador do projeto e da coleção do Prato da Boa Lembrança, o ex-chef agora assessora o grupo em novos projetos.

EPIDEMIA DE LUXO

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mpreendimentos que passam pela inauguração do Fasano de Salvador, em dezembro, e de Trancoso, na mesma Bahia, em meados de 2019. Em Salvador o hotel está sendo construído junto a majestoso conjunto arquitetônico tombado na Praça Castro Alves. Na esteira virão investimentos internacionais em Miami e Nova York, nos EUA.

À BEIRA MAR

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ia 6, nossa amiga, linda e talentosa, Érica Drumond, casou-se com seu amor americano, Mister Jay Davidson. O cenário foi a praia de Toque Toque Pequeno, em São Sebastião, São Paulo. Três dias. Pernoite em São Paulo; “welcome” na Casa 28, na mesma Toque Toque Pequeno, com open bar, churrasco e DJ. Depois, Voz e Violão com Maurinho Nastácia, na praia.

FOTOS EDY FERNANDES

MAR DE ALMIRANTE

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o sábado, depois da cerimônia, na mesma Casa 28, recepção. O casal agregou famílias e amigos do Brasil e EUA. Bem amadurecidos, foi o segundo casamento de cada um. A acomodação dos convidados envolveu uma complexa logística.

stamos no meio da famosa e boa semana do “Saco Cheio”. Que texto bonito, para matar Carlos Drummond de Andrade de inveja, não é? Mas no país dos feriados e dos desalentados, é um alento. E merecemos porque este ano foi dose pra leão. Nem cristão de Coliseu aguentaria. Dia das Crianças e depois, dos professores. Além do normal, tivemos a Copa do Mundo e as eleições. O Brasil na copa rimou com o Brasil da crise.

MAR GIGANTE

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esde a recepção no aeroporto, translado dos comensais, o pernoite em Saulo e finalmente a praia chique. Bem perto, a vila de Toque Toque foi palco da cerimônia religiosa e de programações paralelas durante os três dias de comemoração.

HORA DE RENOVAR

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MAR MÁGICO

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ara tal, a Casa 28, à beira mar, foi adequada e devidamente ornamentada para as festividades. Rica produção que envolveu aparato majestoso de uma prestadora de serviços de São Paulo. No mais, champanhe e muita conversa boa, entre empresários, parceiros e cúmplices dos noivos. Como sabemos, Érica é CEO da Vert Hotéis e sócia do grupo Maquiné Empreendimentos – empresa familiar, que administra o Hotel Ouro Minas, o cinco estrelas de Belo Horizonte, além dos motéis Green Park e Forest Hills. No mais, reforçamos o cenário de beleza e tranquilidade, escolhido minuciosamente pela noiva. Muita festa que nos fez esquecer até das eleições.

HORA DE ESVAZIAR

O amor está no ar: os noivos Jay Davidson e Erica Drumond em sua festa de casamento que aconteceu em Toque Toque Pequeno, em São Sebastião, São Paulo

em futebol temos mais. As eleições? O próximo presidente? Oremos! Os novos governadores, senadores e deputados? Deus nos acuda e quanta surpresa! O primeiro turno não foi e o segundo turno não será uma limpeza, mas verdadeiro exorcismo.

4004-9000

lançaperfume Chic, mos6 Atra2ªdeTrèscasamento que reuniu os principais fornecedores desse mercado, foi perfeita. O evento, na charmosa Casa Bernardi, dias 2 e 3, superou em 20% o público de 2017. Segundo o empresário, Fábio de Paula, da VCC Comunicação, a expectativa é que os negócios com a mostra movimentem R$5 milhões nos próximos seis meses. a 2ª Sema6 Chegando na Criativa de Tiradentes, entre os dias 18 e 21. Abertura na Igreja Matriz de Santo Antônio com o Trio Áurea Música, às 20h. Intercâmbio de conhecimento entre o contemporâneo e o tradicional, com papas do design, através de palestras, bate-papos, exposições, laboratórios de cocriação e workshops de “faça você mesmo”. à dupla dinâ6 Parabéns mica de Tiradentes,

Na Casa Bernardi, Giu Salzano, proprietário da Ambiente Eventos e Fábio de Paula, diretor da VCC Comunicação e realizador da Très Chic, mostra de casamentos

João Bartolomeu Ralf Justino. No projeto Talentos Brasileiros, Blitz! Há 35 anos liderada por Evandro Mesquita, a Blitz toca neste sábado (13), no Espaço Libertas. E mais: Billy Forghieri, Juba, Rogério Meanda, Cláudia Niemeyer, Andréa Coutinho e Nicole Cyrne.

DE BANDEJA Albanos lança cerveja em clima de Outubro Rosa Todas as mulheres que trabalham na Plataforma Albanos de Cerveja se uniram para elaborar a cerveja Alba. De edição limitada, a nova bebida tem coloração rosa e busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O chope (R$ 16, 300 mL) é do estilo belga Witbier, feito com trigo, sementes de coentro, cascas de laranja e folhas de hibisco. Cada unidade terá R$ 1 do valor de venda destinado a uma instituição de assistência a mulheres com câncer de mama.

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RODRIGO GRECO/DIVULGAÇÃO

Feira Experimente completa quatro anos A Experimente, feira de cervejas artesanais, já planeja novos rumos e projetos para 2019. A programação de aniversário inclui shows com as bandas Shiron the Iron, Poison Gas e Mandrix. Cervejarias locais e artesanais, como Kud, Prussia, Furst, Krug e Dos caras, Pizzaperitivo e Rock Dog e restaurantes Frat Melt House, Duke ‘n Duke e Bico Fino Cozinha Artesanal. Quando Neste sábado (13), das 11h às 18h Onde Praça Quatro Elementos, no Jardim Canadá Quanto Entrada mediante a 1 kg de alimento não perecível

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VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO


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almanaque ESTREIA>Trupe reedita parceria com Marcio Abreu em “Outros”, peça calcada na urgência

No abismo com o Grupo Galpão Em 2016, o Galpão convidou o dramaturgo e diretor carioca Marcio Abreu, da Cia. Brasileira de Teatro, para juntos pensarem em um trabalho voltado para questões prementes dos artistas mineiros que encontrasse ressonância e potência uma vez que fosse levado para a cena. Assim surgiu “Nós”. Agora, dois anos depois, algumas questões surgidas lá atrás seguem importantes para o grupo e para o diretor, que consolidam a parceria com “Outros”, que estreia na próxima sexta-feira (19), no Galpão Cine Horto. “O ‘Nós’ foi importante para o Galpão e trouxe inquietações e questões. Elas ficaram em aberto, e pensamos que seria importante continuar a parceria com o Marcio”, destaca o ator Eduardo Moreira. Em “Nós”, o grupo optou por desvelar algumas das questões de uma convivência de mais de 30 anos. A plateia era convidada a acompanhar conflitos e possíveis saídas dos integrantes, postos à mostra como um grande encontro. Em “Outros”, os atores buscam olhar para si pensando em novas possibilidades de ser e estar. “Acredito que exploramos ‘Outros’ de ‘Nós’ mesmos. Gustavo Rocha

Buscamos até alguns caminhos com a dança, sem nos ancorar sempre na palavra”, avalia o ator Júlio Maciel. “O ‘Outros’ vem como consequência de um processo que continua. Poderia dizer que são as mesmas questões do ‘Nós’ com outros corpos, com outras ideias para a performance e em um outro momento da política”, assinala Abreu. Mas engana-se quem pensa que o novo espetáculo seja

mera continuação do anterior. “São autônomos, mas quem viu o ‘Nós’ vai encontrar rastros presentes também neste novo trabalho”, garante o diretor. O processo criativo aberto, em que todos se posicionam e fazem escolhas, é destacado por boa parte dos atores. “O Abreu não vem para montar a peça, mas para descobrir como fazer juntos, com rigor e cuidado com o elenco. Ele pul-

veriza as responsabilidades”, ressalta o ator Antônio Edson. DRAMATURGIA Outra experiência positiva acumulada na relação do Galpão com Abreu foi o investimento na escrita de uma dramaturgia própria feita durante o processo dos ensaios. Em “Outros”, Eduardo Moreira, Paulo André e Marcio Abreu assinam o texto. “Perguntei ao Eduardo e ao Paulo

> Outros

Com o Grupo Galpão. Direção Marcio Abreu. Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Estreia dia 19 de outubro (sexta). De quarta a sábado, às 21h; e domingo, às 19h. Até 18 de novembro. As sessões das quartas-feiras terão interpretação em libras. R$ 40 (inteira) GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

TRILHA SONORA

A performatividade e a representação As fusões de teatro e performance presentes nos trabalhos recentes de Marcio Abreun à frente da Cia. Brasileira (“Projeto Brasil” e “Preto” são bons exemplos) também são uma forte marca nos trabalhos dele com o Galpão. Durante o processo, o grupo se reuniu com Eleonora Fabião, professora da UFRJ e uma das referências na área, para quatro dias de experiências criativas que renderam performances individuais

como estava o processo, e eles responderam ao mesmo tempo: ‘um abismo’”, diverte-se a atriz Teuda Bara. “A experiência que gera a dramaturgia tem a ver com o processo. Desde o ‘Nós’ havia a possibilidade de encontrar um texto pronto para encenar, mas isso não quer dizer que não existam textos para portar nosso discurso. Nossa opção foi pela radicalidade da experiência interior, por verticalizar nossas buscas, e não tem a ver, necessariamente, com originalidade. Temos uma estrutura gaguejante, que tenta se erguer e que tomba”, pontua Abreu.

e coletivas. O grupo levou sua mesa de trabalho para as ruas de Belo Horizonte e São Paulo para fazer um “rolê” e debater assuntos com os passantes. “A gente saiu do protagonismo da cena para ouvir as pessoas”, conta Júlio Maciel. “O encontro com o público ganha uma dimensão mais ampla que é o espaço público”, filosofa a atriz Lydia del Picchia. O Galpão surgiu como uma trupe de teatro de rua e, por

isso, quando seus artistas foram provocados a voltar para a rua, eles se sentiram em casa. “Foi uma experiência libertadora, uma terra fértil para o processo”, avalia a atriz Fernanda Viana. Apesar da potência do encontro com Eleonora, os artistas garantem que as performances são experiências completas feitas em seus contextos, sem estar, necessariamente, no espetáculo. “É como se

fosse uma gaveta bagunçada. Aos poucos, vamos encontrando as coisas”, compara Lydia. “O que é performatividade, o que é representação? A sequência dos trabalhos se deu por algumas prerrogativas de linguagem e não só de estilo, mas de experiência humana, de relação com a sociedade, de política, de entendimento do que pode ser uma busca por ação política na arte”, diz Abreu.

Música Acostumados a tocar seus instrumentos em cena, pela primeira vez os atores do grupo Galpão também compuseram 13 músicas para “Outros”. Segundo Lydia del Picchia: “É uma maneira de tirar a gente da escrita de um discurso racional”. Além disso, Teuda Bara, esteve ausente dois meses do processo por problemas de saúde. Uma das atividades propostas por Marcio Abreu foi escrever cartas para a atriz nos dias em que ela ficou hospitalizada. As respostas de Teuda eram lidas, em voz alta, nos ensaios.


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ARTES CÊNICAS O homem por trás do ícone Jessica Almeida

Produção e elenco do espetáculo “Chaplin, O Musical” foram pegos de surpresa quando, apenas três meses após estrear, tiveram de sair de cartaz, em 2015. A crise política e econômica que o país vivia acirrava-se e acabou afetando não só o patrocínio, que acabou, como o público, que costumava lotar o teatro e começou a minguar. Porém, confiantes de que o projeto seria retomado, os produtores Claudia Raia e Sandro Chaim decidiram manter o cenário num galpão alugado, à espera do momento certo de voltar. O tal momento chegou em 2018 e agora a produção chega a Belo Horizonte para uma curta temporada no teatro Sesiminas, no próximo fim de semana (19 a 21). No papel-título, Jarbas Homem de Mello confessa que, apesar do dissabor, o hiato de três anos acabou fazendo bem, ao menos para sua performance. Nesse tempo, teve a oportunidade de conhecer o Ace Hotel Downtown, em Los Angeles, local em que funcionava o mítico teatro da United Artists, companhia cinematográfica fundada por Chaplin (1889-1977) e outros nomes importantes do cinema como D. W. Griffith (1875-1948). Conheceu também Eugène Chaplin,

filho do cineasta. “Tudo isso mudou meu jeito de fazer o personagem, somado ao fato de que três anos depois o seu olhar sobre tudo é outro. Sou outro Jarbas, outro ator, com outras qualidades. É um presente pra qualquer ator conseguir revisitar um personagem depois de um período como esse. Você faz algumas coisas, diz outras e se pergunta ‘como eu fazia dessa maneira? Assim é muito mais apropriado’. Esse tipo de coisa”, comenta o ator. Ele conta que desde criança foi fascinado por Carlitos – personagem mais emblemático do cineasta –, nos filmes que passavam na televisão, naquela época. Mas foi só depois de se envolver com o papel foi que ele descobriu o homem por trás de uma imagem tão conhecida. Após estudá-lo, ler todas as biografias, assistir a todos os seus 85 filmes – entre curtas médias e longas – Jarbas conheceu o homem por trás do mito. “Aí foi uma surpresa atrás da outra, porque eu não conhecia absolutamente nada da vida dele, da infância difícil, dos pais que também eram artistas. Sua mãe, principalmente, teve muita influência na carreira e vida dele inteiras”, reflete o ator, que interpreta Chaplin da adolescência até os 82 anos. “É um grande exercício pro ator conseguir fazer a curva da vida do personagem, mudando o corpo, o

CRISTINA ALMEIDA/DIVULGAÇÃO

Sex. a dom. 19 a 21.out.

‘Chaplin, O Musical’, que havia estreado em 2015 e foi suspenso por conta da crise, retorna

tom de voz, seu tônus, a firmeza do gesto. Tudo é um processo de amadurecimento junto com esse personagem. Comecei a descobri-lo por meio da voz, porque ele também foi escrito dessa maneira no libreto do musical. Sua partitura começa muito aguda e foi escrita de modo que vai ficando mais grave, conforme fica mais velho. Isso me ajudou na construção corporal também”. GRANDIOSO “Chaplin, O Musical” apresenta a trajetória de Charlie Chaplin desde sua infância pobre, em Londres, até o estrelato, trazendo im-

portantes figuras de sua vida, como seu irmão mais velho Sidney (Juan Alba), com quem tinha uma relação de cumplicidade; a mãe, Hannah (Naíma), talentosa cantora de teatro; e Oona O’Neil (Myra Ruiz), sua quarta e última esposa. É uma superprodução, com 23 atores, 65 pessoas empregadas, 120 figurinos, 32 perucas e 20 bigodes – estes, só para Chaplin. O espetáculo foi escrito por Christopher Curtis e Thomas Meehan originalmente para a Broadway. Mas a equipe da versão brasileira entrou em contato com Curtis a respeito de al-

ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG/DIVULGAÇÃO

gumas mudanças que pretendiam fazer e, para sua grata surpresa, o autor do libreto as encampou. “Ele recebeu muito bem nossos apontamentos e criou sete canções novas pro espetáculo, além de mudar a estrutura do texto e tirar cenas. Tanto que nossa versão é uma estreia mundial, que não tem nada a ver com a da Broadway e foi inclusive vendida depois para ser montada na Europa e produzida lá depois da nossa. Além disso, tivemos o Miguel Falabella como responsável pela versão em português. Ele é um grande escritor, poeta, cancionista e conseguiu fazer is-

so de uma maneira magnífica”, conta. Perguntado sobre que possíveis reflexões “Chaplin, O Musical” poderia suscitar para nosso contexto contemporâneo, Jarbas menciona uma cena curta, mas contundente. “Chaplin decidiu só fazer um filme falado quando tivesse algo a dizer. Não foi à toa que o primeiro foi O Grande Ditador (1940), feito durante a Segunda Guerra, na ascensão do nazismo e fala justamente de humanidade, liberdade de expressão. Tem uma parte do espetáculo que é justamente quando começou a ser perseguido nos EUA, em 1950, e foi expulso de lá acusado de comunista, por fazer discursos humanistas em apoio aos soldados”, explica. “É uma parte muito pequena do texto mas parece que foi escrita mês passado para tratar dessa polaridade que tomou o Brasil. De esquerda, direita, todo mundo brigando, amizades se desfazendo, todo mundo cego brigando por coisas que não são nem a humanidade, nem os direitos civis e o que realmente importa. É muito atual e necessário para essa época”.

Chaplin, O >Musical

Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Dias 19 a 21. Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h. A partir de R$ 50 (inteira).

DAVID ALDEA/DIVULGAÇÃO

musical “Suassuna – O Auto do 6 Premiado Reino do Sol” cumpre temporada no CCBB

Tributo a Ariano Suassuna (1927-2014), que completaria 90 anos em 2017, o espetáculo honra a defesa do homenageado à brasilidade. Com canções inéditas de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luiz Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares, o musical da Cia Barca dos Corações Partidos acumula 21 prêmios e alcançou mais de 70 mil espectadores. Onde CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Quando Estreia dia 19 (sexta), às 20h. De sexta a segunda, sempre às 20h. Até 12/11. Quanto R$ 30 (inteira) MARCELO R./DIVULGAÇÃO

teatral em língua de sinais 6 Oficina convida público a encenar histórias

Ministrada por Helio Alves de Melo Neto, a “Oficina de Teatro em Libras: A História Surda em Cena” encena o Congresso de Milão, conferência que extinguiu o ensino das línguas de sinais na Itália, em 1880 – episódio que comprometeu o ensino dos surdos por décadas. Depois de relembrar tal evento, o público é convidado a incorporar os personagens através de técnicas teatrais. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (praça da Liberdade, 700, Funcionários). Quando Neste sábado (13), às 10h. Quanto Gratuito.

da série global “Malhação” retrata 6 Elenco a inserção dos jovens no universo adulto

Com a morte de seu pai, Clara (Mallu Pizzatto) precisa alugar os quartos de seu apartamento e, então, quatro jovens passam a morar com ela. Ocorre que, não bastasse terem que lidar com suas diferenças, eles descobrem uma antiga dívida do imóvel. A partir daí, a comédia passa a mostrar a transição deles para a vida adulta e a descoberta de valores como a amizade, o respeito e a solidariedade. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2244, Lourdes). Quando Dia 20 (sábado), às 17h. Quanto R$ 50 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Uma comédia para se desligar Alex Um jovem caBessas sal que, aos olhos do mundo, parece cativar um amor desses de cinema – mas que, na verdade, está em processo de separação. E é o desenrolar dos encontros para definir detalhes do divórcio que a comédia romântica “Em Casa a Gente Conversa” leva para os palcos. Agora, o espetáculo chega a Belo Horizonte para apresentação única no próximo sábado (20). Com texto de Fernando Duarte e Tatá Lopes e direção de Fernando Philbert, a montagem põe em cena os atores Juliana Knust e Cássio Reis. Na peça, eles vivem Malu e Carlos Alberto, um casal que enfrenta os dissabores que vêm depois do clássico “e viveram felizes para sempre” dos contos de fadas. Em encontros para acertar detalhes da separação, eles têm a possibilidade de rever sua própria história. Pelo prisma do humor, “Em Casa a Gente Conversa” é uma crônica afetiva que dificilmente deixa o público sair incólume. É o que garante o ator Cássio Reis. Para o paulista, as plateias têm se identificado com as passagens vistas em cena.

Além disso, encontram familiaridade nas frases e acontecimentos, afinal, “todos conhecem ou já passaram por essas situações que nós levamos para o teatro”, diz. “É um projeto que eu quis fazer por ser algo contemporâneo, um texto inédito que tem a proposta de ser moderno”, expõe Reis. Aliás, o ator ficou tão motivado para fazer o espetáculo que se tornou coprodutor do trabalho. “Foi o Fernando (Duarte), que também é o autor do texto, que me convidou. Ele havia me falado desse novo trabalho no primeiro semestre do ano passado”, recorda, mencionando que, à época, não conseguiu ingressar no projeto, porque sua agenda já estava comprometida. Junto com Duarte, Reis integrou à produção e juntos pensaram em Juliana Knust para integrar o elenco. “Foi uma excelente escolha! Ela está perfeita em cena”, elogia o colega. DESCONECTAR Depois de circular por cidades como Manaus, Salvador e pelo interior paulista, Reis observa que as plateias, sempre lotadas, captam e se entregam ao texto apresentado. “Noto que algumas pessoas ficam emocionadas. De-

Sáb. 20.out.

PAULO REIS/DIVULGAÇÃO

Juliana Knust e Cássio Reis vivem Malu e Carlos Alberto, casal em crise que se encontra para acertar os detalhes da separação

pois da peça elas nos esperam, conversam, tiram fotos...”, diz. Essa resposta é algo que vem deixando o ator satisfeito – principalmente, quando reflete sobre os ânimos exaltados que tomam o país no meio de uma corrida eleitoral. “Esse poder do teatro de desconectar a pessoa de seu cotidiano é algo atrai e deve atrair as pessoas... Vejo gen-

te muito condicionada e mal acostumada, que só se entretém através das possibilidades que o celular dá – e, por isso, não se permite a chance de sair de casa e ir conhecer uma história, de ver ela se desenhar no palco”, pondera o ator. “O espetáculo é de uma hora. É o tempo do episódio de uma série! Acredito que as pessoas precisam viver novas experiências, se desco-

nectar, ir para outro lugar... Um lugar diferente desse mundo virtual que nos habituamos”, completa. É com a expectativa de encontrar um mar de gente disposta a desligar seu smartphone e acompanhar a história de Malu e Carlos Alberto que Reis se apresenta em BH. “Sempre que estive na cidade o público foi muito receptivo e caloroso.

Temos uma única apresentação e espero reencontrar esse carinho belo-horizontino”, elogia ele, que reconhece no Cine Theatro Brasil um templo sagrado das artes cênicas.

sáb., (13), às 16h, e dom. (14), às 11h e às 16h. A partir de R$ 75 (inteira).

Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sáb. (13) e dom. (14), às 16h. R$ 20 (inteira).

Em casa a gente >conversa

Cine Theatro Brasil Valourec (av. Amazonas, 315, Centro). Dia 20 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira).

LUCAS BRITO/DIVULGAÇÃO

teatro adulto A ARTE DO HUMOR Direção e atuação: Saulo Laranjeira. Humorista apresenta seus personagens, conta histórias e anedotas. Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste dom. (14), às 19h; sáb., às 20h. R$ 19 (postos Sinparc).

CHAPLIN, O MUSICAL Apresenta a trajetória de Charlie Chaplin desde sua infância pobre, em Londres, até o estrelato. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 19 (sex.) e 20 (sáb.), às 21h, e 21 (dom.), às 18h. A partir de R$ 50 (inteira)

CHÃO DE PEQUENOS Direção: Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati. Baseada em histórias reais, fala sobre abandono, adoção e a amizade entre dois jovens em situação de rua. Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Neste sáb. (13) e dom. (14), às 20h. R$ 20 (inteira).

CONTOS DE SAFADAS Direção e texto: Cecília Fernandes. Nessa paródia picante, Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida são amigas sem noção que vão pra balada, falam palavrão e bebem até cair. Elas aprontam tanto que são enfeitiçadas pela Rainha Má e, para salvar suas vidas sexuais, vão se meter em muita confusão. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (13), às 20h30; dom. (14), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc).

OS HOMENS QUEREM

CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Direção: Carlos Nunes. História de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher para se casar. Frequentador assíduo de casamentos de conhecidos e desconhecidos, ele briga por todos os buquês e enfeites de bolo. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Neste sáb. (13), às 20h30. R$ 19 (postos Sinparc).

NOITES CIRCENSES Atrações: Circovolante; palhaça Jojoba; palhaço Vinagre; mágico Silas; Grupo 6 no Samba. Em frente à Matriz de Nossa Senhora Aparecida (rua Diamantina, 660, bairro Cabanas, Mariana). Neste sáb. (13), às 19h. Entrada gratuita.

musical

INSETOS Direção: Rodrigo Portella. Texto: Jô Bilac. Adaptação: Cia. dos Atores. São 12 quadros que se entrelaçam formando um mosaico no qual o autor fala sobre convivência, medo e manipulação. Como uma fábula, traça paralelos entre a natureza e questões político-sociais. CCBB - Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até segunda (15)

CONTOS PARTIDOS DE AMOR

NUM LAGO DOURADO Nos palcos, Ary Fontoura e Ana Lúcia Torre vivem história que Henry Fonda e Katharine Hepburn viveram no cinema nos anos de 1980. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Neste sáb. (13), às 21h, e dom. (14), às 19h. R$ 50 (inteira)

OUTROS Leia reportagem na página 10

RICARDO BELLO Stand-up comedy e personagens. Maria das Tranças (rua Estoril, 938, São Francisco, 3441-3708). Neste sáb. (13), às 20h. A partir de R$ 20 (individual)

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL Premiado tributo ao escritor paraibano, Ariano Suassuna, que teria completado 90 anos em junho de 2017. CCBB BH (Praça da Liberdade, 450,

“Chão de Pequenos”, da Companhia Negra de Teatro Funcionários). De 19 de outubro a 12 de novembro de 2018, sempre de sexta-feira a segunda-feira, às 20h. R$ 30 (inteira)

TANQUE: UMA ÓPERA MOLHADA Performance do artista plástico Marco Paulo Rolla e da artista de dança Dudude. Café do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 737). Dia 18 (qui.), às 19h. Entrada gratuita.

dança AZÚCAR Direção: Fernando de Castro. Por meio

de sua movimentação, propostas cênicas e uso das enormes variações rítmicas da música latina. Teatro do Corpo (av. Bandeirantes, 866, Mangabeiras, 3221 7701). Dias 19 (sex.) e 20 (sáb.), às 20h, e 21 (dom.), às 19h. R$ 20

circo CIRCO TURMA DA MÔNICA Direção: Mauro Sousa. Tendo como mestre de cerimônio, o trapalhão Dedé Santana, o espetáculo transforma as histórias em quadrinhos em experiências lúdicas, educativas e culturais. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste

Direção: Duda Maia. Quatro pessoinhas amorosas e ciumentas revelam ao público suas verdades sobre as relações humanas, através de diálogos canções e contos originais livremente inspirados na obra de Machado de Assis. CCBB - Teatro II (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex., às 16h e 19h (com entrada gratuita); sáb. e dom., às 16h e 19h. R$ 30 (inteira). Até 29/10

teatro infantil A ARCA DE VINÍCIUS Direção: Fernando Bustamante. História de Vinícius, menino que descobre que o conhecimento, a poesia, o bom humor, a música e a literatura são ferramentas importantes para melhorar o mundo. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (14), às 16h. R$ 22 (inteira).

A CAIXA MÁGICA Direção e texto: Coletivo da Cia. Gaveta Caída. Uma contadora é responsável por todas as histórias infantis. Para que se tornem realidade, é necessário colocálas numa caixa mágica. Mas, um dia, essas histórias são roubadas.

JOJÔ E PALITO EM D. BARATINHA QUER SE CASAR Direção e texto adaptado: Joselma Luchini. D. Baratinha é vaidosa, independente e procura um companheiro com perfil ideal para se casar. Ela começa a fazer testes na floresta para ver qual dos bichos está próximo do seu ideal. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Neste sáb. (13), às 16h30; dom. (14), às 11h. R$ 40 (inteira).

A MAGIA DA SUSTENTABILIDADE Espetáculo de mágica com Kradyn Junior. Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sáb. e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até 28/10

MEU AMIGO SABIÁ Direção e texto: Nilmara Gomes. Um encontro lúdico entre uma menina e um sabiá laranjeira. Espetáculo embalado por canções populares. Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (13) e dom. (14), às 16h. R$ 30 (inteira).

O REI LEÃO Direção: Diego Benicá. História de Simba, um pequeno leãozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9922). Neste sáb. (13) e dom.(14), às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).


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LITERATURA Reflexões para tempos difíceis Jessica E m 2 0 1 1 , Almeida quando veio ao Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o angolano Valter Hugo Mãe, 47, escreveu uma carta sobre sua intrínseca relação com o país, e a emoção de finalmente visitá-lo pela primeira vez como escritor. Transcorridos sete anos, ele já retornou algumas vezes para contribuir para o debate de ideias por aqui, como autor laureado que é. E novamente estará aqui, passando por Belo Horizonte na segunda (15), pra falar sob o tema “Estudar é mudar o mundo – A escola como redenção”, no Sempre Um Papo. Se fosse escrever uma nova carta, ele diz, desta vez o tema seria outro. “Agradeceria sempre e pediria paz. Talvez tecesse considerações acerca da urgência de acreditar que só há futuro na paz. A instalação de um estado de conflito rouba a ideia de

industriar um futuro”, afirma. Valter assiste espantado o processo eleitoral em que a polarização parece estar criando inimigos entre as pessoas. “É muito grave. Em toda a história da humanidade, a política procurou fazer isso: dividir para reinar. Seria importante que todos entendessem que o problema não é com o vizinho, é com a estrutura do poder. É no voto consciente que as coisas devem resolver-se. Um voto informado, ponderado, útil”, pondera. Num momento em que tanto se discute sobre a importância da democracia, o escritor acredita que situações como essa demandam olhar crítico – e autocrítico – dos cidadãos. “Exige maturidade, muita informação, exige memória, porque a política não é só o ano passado, e exige compreensão do fato de você não ser o único de boa fé tentando encontrar uma resposta eleitoral”. Outra ferramenta fundamental para enfrentar momentos de crise, o escritor

Seg. 15.out.

DANIEL BIANCHINI/DIVULGAÇÃO

Valter Hugo Mãe vem a Belo Horizonte na segunda (15), falar no projeto Sempre Um Papo

aponta, é justamente a arte, que atua favorecendo o sentido de bem comum, em detrimento do individualismo. “A cultura é um radical de comunhão. É muito importante que ser igualitária não soe a algo no extremo do socialismo. Igual não é um comunis-

mo compulsório. Igual é permitir que cada um desenvolva seu potencial enquanto queira, e criar condições para que quem queira não se veja impedido de desenvolver seu potencial. Assim, quero dizer, igual é garantir que todos se realizem consoante as

suas diferenças”, reflete. LINGUAGEM Diante da profusão de memes que permeia as conversas no lugar do debate de ideias, Valter acredita que enfrentamos uma espécie de esgarçamento da linguagem. “Os mo-

dos de acessar uma informação são hoje muito distintos e é certo que as redes sociais ocupam, nas vidas de quase toda a gente, o lugar de emissora fundamental. Temperamentais, manipuláveis, cheias de perfis falsos, pessoas que não existem nem dão a cara, são um certo território de impunidade que, enquanto não for rigorosamente regulamentado e submisso à lei, vai produzir todo o tipo de ofensa e atrocidade”, diz. Quanto a novos livros, ele adianta que está trabalhando num novo trabalho. “Pretendo desaparecer em dezembro para dar um rumo a inúmeras páginas e notas escritas ao longo dos último três anos. Estou muito ansioso por poder voltar a escrever um texto no qual acredito cada vez mais”, conclui.

> Valter Hugo Mãe No Sempre Um Papo Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho). Dia 15 (segunda), às 19h30. Entrada gratuita.


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MÚSICA Um reencontro nos palcos Alex A i n d a e r a Bessas um adolescente quando Samuel Rosa cruzou o caminho de Chico Amaral pela primeira vez. À época, ele procurava um professor para aulas de guitarra, mas não teve muita sorte. É que o músico estava dedicado aos shows que fazia em bares, nas noites belo-horizontinas. Além do mais, a cabeça de Francisco Eduardo Fagundes Amaral estava a mil, pois logo experimentaria a paternidade com o nascimento de seu primeiro rebento. O resto da história todo mundo conhece: em outra ocasião, quando Samuel Rosa ainda era membro da banda Pouso Alto, eles voltaram a se cruzar. Já não mais na condição de mestre e aprendiz, mas músicos entre iguais, os dois iniciaram uma das mais profícuas parcerias musicais das alterosas e, com o Skank, cravaram sucessos nacionais na década de 1990. Agora, eles se reencontram nos palcos para tocarem juntos parte do extenso repertório que construíram. O show, que encerra a série de apresentações em comemoração aos 40 anos de carreira de Chico Amaral, acontece na quinta (18). “Estrada longa” é como Rosa define a parceria dos

Qui. 18.out.

JULIA LANARI/DIVULGAÇÃO

Chico Amaral encerra série de shows celebrando seus 40 anos dedicados à música com show ao lado de Samuel Rosa

dois. Para ser mais exato: são 25 anos e mais de 50 composições. Relembrar tanta história e voltar a dividir palco com Amaral foi, para Samuel, um convite irresistível. “E veio em uma boa hora! Coincidentemente, estamos lançando ‘Os Três Primeiros’ (em que levam para o palco repertório dos primeiros três álbuns do Skank). E nesses trabalhos tem muita letra do Chico”, situa ele, apostando que o acaso só comprova a sintonia entre eles – ao mesmo tempo, o interesse se volta

para a história e as memórias que estão construindo. O vocalista do Skank reforça que, para ele, é uma honra estar ao lado do parceiro também belo-horizontino. Samuel lembra que foi uma decisão do próprio Amaral deixar de pegar estrada com a banda. “Ele preferiu assim. Sempre teve esse lado de gostar de tocar em bares”. Mas, logo, arremata: “se quisesse, poderia estar facilmente circulando Brasil afora”, elogia, reforçando a competência do instrumentista.

LADO A LADO “O Chico foi muito importante para o Skank. Ele ajudou a gente a construir uma identidade”, pondera Samuel Rosa, lembrando que quando começaram a conversar e a banda ainda dava os primeiros passos, o letrista se empolgou com a ideia de um grupo que não fizesse só rock, mas flertasse com o reggae, o ska e a música brasileira como um todo. Ao mesmo tempo, observa que o Skank foi fundamental para sedimentar o nome de Chico Amaral na história do cancioneiro nacional

– afinal, foi a banda que gravou sucessos arrebatadores como “Três Lados”, “Jackie Tequila” e “Mil Acasos”. “Foram eles que me projetaram na cena musical”, diz Amaral em tom de reconhecimento e agradecimento. Por isso, o músico vê no encontro uma possibilidade ímpar de reviver este que foi um momento chave em sua vida. E diante de uma trajetória tão longa e de uma produção extensa, Amaral revela que preferiu ser ágil e rápido em fazer a escolha do repertório. “Tem muita coisa, então eu escolhi algu-

mas e depois fui ver e, olha que sorte, as canções contemplavam todas as fases da minha parceria com eles”, conta, bem-humorado. Entre esse apanhado de canções, aliás, devem aparecer desde “Réu & Reis”, do primeiro CD da banda, de 1993, até hits conhecidos “Te Ver”, do disco “Calango”, segundo do Skank e que levou o grupo a ser conhecido nacionalmente. “Vai ter baladinha, música mais lenta... É um show muito completo”, reforça Amaral. Com o repertório selecionado, recebeu de pronto a aprovação de Samuel Rosa. Chamado carinhosamente de Quinto Skank, não havia reencontro melhor para encerrar a série de shows em que Chico Amaral relembra suas quatro décadas de trajetória musical. Sempre com a casa cheia, Ed Motta, Leo Gandelman, Affonsinho e Marina Machado foram seus convidados. “São apresentações muito emocionantes e diferentes entre si”, diz, completando estar ansioso pelo reencontro com Rosa. “Somos amigos de longa data, vai ser, mais uma vez, especial estar no palco com ele”.

Chico Amaral >convida Samuel Rosa

Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2244, Lourdes). Dia 18 (quinta), às 21h. R$ 40 (inteira).

Cinco décadas com as crianças Sáb. 13.out.

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

Toquinho acaba de lançar box comemorativo da carreira

Para definir suas cinco décadas de trajetória, Toquinho, 72, recorre a uma canção sua, em uma de suas mais célebres parcerias, com o poeta Vinicius de Moraes (19131980). “Penso muito na música ‘Para Viver Um Grande Amor’: ‘Eu não ando só / só ando em boa companhia / com meu violão / minha canção e a poesia’”, diz. A longa carreira iniciada nos anos 1960 está sendo celebrada com novo projeto. Lançado no início do mês, o box com CD e DVD “Toquinho 50 Anos” traz versões repaginadas de clássicos de sua obra – como “O Caderno” (Toquinho e Mutinho), “Que Maravilha (Jorge Ben Jor e Toquinho”) e “Regra Três” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971) –, além da participação de algumas intérpretes da nova geração, como Tiê e

Verônica Ferriani. Ao olhar para seu longo caminho, ele diz que “perdura a sensação de uma constante renovação e de um contínuo aprimoramento. Cada ano robustece o seguinte e as décadas se diluem na descoberta de técnicas novas e na extensão do vigor ampliado pelas conquistas e pelos sucessos. O tempo não apaga o que nos arde na alma. Essa longa trajetória só pode ser alcançada com muita dedicação. Eu me considero um artesão, sempre apoiado no violão que representa o início e o desenvolvimento de tudo. E a música será sempre uma chama a aquecer minha dedicação ao instrumento”, afirma. Não é desta vez – ainda – que Toquinho traz a Belo Horizonte o show deste novo trabalho. Ele volta à cidade neste sábado (13), mas para fa-

lar com um outro público que também entende bem: as crianças. Ao lado da parceira Camilla Faustino, ele apresenta, no festival Somos Comunidade, em comemoração aos 15 anos do Instituto UnimedBH, o show “Toquinho no Mundo da Criança”. Sobre o permanente contato que manteve toda sua carreira com o público infantil, que se renova numa velocidade maior, ele diz que o segredo é entender a lógica como operam. “Criança é criança. Gosta de brincar, de ser livre, de conviver sem padrões. O que muda são os formatos das brincadeiras. E há que lidar com isso sem imposições, utilizando o modernismo da tecnologia sem excluir a linguagem do lúdico. É o que viso em minhas canções”, diz. Ainda não há previsão pa-

ra que o show do novo trabalho por aqui, mas enquanto isso não acontece, o músico celebra a oportunidade de retornar a um local pelo qual tem tanto apreço. “Belo Horizonte faz parte de minha vida de uma forma especial, desde o início da carreira, em shows memoráveis com Vinicius de Moraes. Há uma forte relação pessoal, foi aí que conheci a mãe de meus filhos e fiz tantos amigos que conservo até hoje. É sempre um prazer renovado quando volto a ela, e o show dos 50 anos certamente acontecerá, sem dúvida”, garante. (Jessica Almeida)

Toquinho no >Mundo da Criança

No festival Somos Comunidade Praça Duque de Caxias, Santa Tereza. Dia 13 (sábado), a partir das 18h. Entrada gratuita.


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#FICAADICA BH recebe “Carpenters – O Musical” A iniciativa visa reviver os tempos áureos da dupla Karen e Richard Carpenter, que emplacou vários sucessos nos anos 1970 e 1980. Vânia Evans interpreta Karen, e o multi-instrumentista Fábio Pessoa, Richard. No roteiro, hits como “Close To You”, “Superstar” e “Please, Mr. Postman”. Onde Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Quando Dia 19 (sexta), 21h. Quanto A partir de R$ 100 (inteira)

FERNANDO PRATES/DIVULGAÇÃO

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Secos lança CD 6 Nem alusivo aos 15 anos

O grupo faz show que marca o lançamento do CD “Anti-Heróis Dançando a Vida”, com integrantes atuais e músicos das formações anteriores. Além das canções do CD, a apresentação traz momentos dos shows de tributo aos Secos & Molhados, à Tropicália e à MPB na Ditadura. Onde Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal) Quando Dia 19 (sexta), às 21h. Quanto R$20 (inteira) MIGUEL OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

ORNELLA ZURABOVA/DIVULGAÇÃO

Internacional 6 Festival de Acordeon

Músicos de vários países exibem a versatilidade do acordeon. Onde Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046) Quando Quinta (18), a partir das 12h, Chama Chuva. Sexta (19), 20h, Lulinha Alencar e Mestrinho e Alto Taborda Quarteto (Argentina). Sábado (20), Eduard Akhanov (Rússia) e Renzo Ruggieri e Claudio Filippini (Itália). E Célio Balona convida Nivaldo Ornelas e Wagner Tiso, junto a Milton Ramos. Na sexta e no sábado, haverá um “esquenta”, às 19h. Quanto R$ 20 (inteiro)

Tiago 6 Português Nacarato se apresenta

O músico, que participou do programa “The Voice Portugal”, mescla clássicos da MPB, como “Diz Que Fui Por Aí” (Zé Kéti) e “Onde Anda Você” (Toquinho e Vinícius de Morais) a obras de compositores portugueses, como Márcio Silva, João Grilo e Miguel Araújo, além da canção autoral “A Dança”, que estará em seu disco de estreia, com lançamento previsto para 2019. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244). Quando Neste sábado (13), a partir das 21h. Quanto A partir de R$ 110 (inteira)


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CINEMA WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este final de semana, dias 13 (sábado) e 14 (domingo)

pré-estreias A CASA DO MEDO INCIDENTE EM GHOSTLAND (*) (Ghostland, França/ Canadá, 2018, 1h38, 14 anos) Dir. Pascal Laugier. Com Crystal Reed, Anastasia Phillips, Emilia Jones. Após 16 anos, duas garotas voltam à casa que moraram na infância e se deparam com coisas estranhas. BH Shopping 5: 22h20 (sessão legendada) Cidade 5: 21h15 Contagem 8: 19h20 Del Rey 7: 18h40 Itaú Power 4: 21h10 Via Shopping 1: 21h10 Pampulha 3: 21h30 (*) Sessões dubladas

estreias AMANHÃ CHEGOU (Brasil, 2018, 1h30, 10 anos) Dir. Renata Simões. Durante décadas, sonho e consumo material foram duas coisas que sempre andaram juntos. Hoje, tenta-se desmitificar a ideia de que dinheiro sempre será poder. Cinderela e o Príncipe Secreto (*) (Cinderella, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Lynne Southerland. Cinderela e seus amigos ratos se divertem no Baile Real, até que a princesa descobre que o príncipe é uma farsa – verdadeiro

representante do reino foi transformado em rato por uma bruxa. Boulevard 1: 13h30 Boulevard 5: 15h30 Cidade 5: 13h30 e 15h20 Contagem 8: 13h30 e 15h20 Del Rey 4: 13h10 e 17h Itaú Power 4: 13h30 e 17h20 Minas 1: 14h30 Minas 2: 13h40 Paragem 5: 14h40 e 16h40 Via Shopping 1: 13h30 e 15h20 Big 4: 15h45, 17h30 e 19h15 Norte 3: 15h45, 17h30 e 19h15 Estação BH 5: 13h e 15h Monte Carmo 4: 14h20 e 16h20 Pampulha 1: 17h (sessão 3D) Pampulha 3: 14h10, 16h, 17h50 e 19h40 (*) Sessões dubladas

Lady Gaga protagoniza a nova versão de “Nasce uma Estrela”, produzida e dirigida por Bradley Cooper

CINDERELA E O PRÍNCIPE SECRETO (*) (Cinderella, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Lynne Southerland. Cinderela e seus amigos ratos se divertem no Baile Real, até que a princesa descobre que o príncipe é uma farsa – verdadeiro representante do reino foi transformado em rato por uma bruxa. Boulevard 1: 13h30 Boulevard 5: 15h30 Cidade 5: 13h30 e 15h20 Contagem 8: 13h30 e 15h20 Del Rey 4: 13h10 e 17h Itaú Power 4: 13h30 e 17h20 Minas 1: 14h30 Minas 2: 13h40 Paragem 5: 14h40 e 16h40 Via Shopping 1: 13h30 e 15h20 Big 4: 15h45, 17h30 e 19h15 Norte 3: 15h45, 17h30 e 19h15 Estação BH 5: 13h e 15h Monte Carmo 4: 14h20 e 16h20 Pampulha 1: 17h (sessão 3D) Pampulha 3: 14h10, 16h, 17h50 e 19h40 (*) Sessões dubladas

DJON ÁFRICA (Djon África, Portugal/ Brasil/ Cabo Verde, 2018, 1h36, 12 anos)

Dir. Filipa Reis, João Miller Guerra. Com Miguel Moreira, Bitori, Isabel Cardoso. Filho de cabo-verdianos, Djon África nasceu e cresceu em Portugal. Sem ter conhecido seu pai, descobre que ele mora em Tarrafal e decide ir à procura dele. Belas 3: 19h30 (sessão vitrine)

GOOSEBUMPS 2 HALLOWEEN ASSOMBRADO (*) (Goosebumps 2: Haunted Halloween, EUA, 2018, 1h23, livre) Dir. Ari Sandel. Com Jeremy Ray Taylor, Caleel Harris, Madison Iseman. Sonny e Sam acham um manuscrito e, ao abri-lo, libertam Slappy, que pretende causar um apocalipse com a ajuda dos seus amigos monstros. BH Shopping 10: 13h30 e 15h40 Betim 3: 15h40, 17h30, 19h20 e 21h Boulevard 1: 15h20, 17h10, 19h e 20h50 Cidade 2: 11h40, 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 e 21h10 Cidade 2: 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 e

21h10 Contagem 4: 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 e 21h10 Del Rey 1: 14h30, 16h30 e 18h40 Del Rey 1: 20h30 (sessão legendada) Del Rey 1: 14h30, 16h30, 18h40 e 22h30 Itaú Power 3: 14h50, 16h50, 18h50 e 20h50 Minas 2: 15h30, 17h20, 19h10 e 21h Paragem 3: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Via Shopping 2: 13h40, 15h30, 17h20, 19h15 e 21h05 Big 2: 15h20, 17h15, 19h e 20h45 Norte 5: 17h15, 19h e 20h45 Estação BH 2: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30 Monte Carmo 1: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Pampulha 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 e 21h20 Partage Shopping Betim 5: 12h40, 15h, 17h20 e 20h Pátio Savassi 1: 13h30 e 16h Pátio Savassi 8: 19h30

Pátio Savassi 8: 20h50 (*) Sessões dubladas

MINHA FILHA (Figlia Mia, Alemanha/ Itália/ Suiça, 2018, 1h37, 14 anos) Dir. Laura Bispuri. Com Valeria Golino, Alba Rohrwacher, Udo Kier. A guarda de uma menina de 10 anos está sob disputa de duas mães: a de criação e a biológica. No centro do conflito, a garota tenta lidar com a situação. Belas 1: 17h40 e 21h40 Ponteio 4: 14h30 e 18h50

NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 8: 12h20, 15h30, 18h30 e 21h30

Boulevard 4: 13h20, 16h, 18h40 e 21h20 Cidade 6: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*) e 21h Contagem 5: 13h20(*), 16h(*), 18h40(*) e 21h20 Del Rey 5: 13h, 15h30, 18h10 e 21h Del Rey 6: 22h40 Minas 6: 13h10(*), 15h50(*), 18h30(*) e 21h10 Diamond 2: 12h50, 15h50, 18h50 e 21h50 Diamond 4: 14h05, 17h10 e 20h10 Estação BH 6: 13h15(*), 16h(*), 19h e 22h(*) Monte Carmo 3: 21h (*) Monte Carmo 5: 15h20(*), 18h20(*) e 21h Ponteio Premier: 13h10, 15h50, 18h20 e 21h10 Partage Shopping Betim 4: 15h20, 18h15 e 21h20 (*) Pátio Savassi 1: 18h15 e 21h20 Pátio Savassi 6: 15h20, 18h45 e 22h (*) Sessões dubladas


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CINEMA TUDO POR UM POPSTAR (Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. Baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem de uma cidade no interior para assistir ao show. BH Shopping 6: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Betim 2: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 Boulevard 1: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 e 21h10 Cidade 8: 11h50, 13h30, 15h20, 17h10, 19h e 21h Cidade 8: 13h30, 15h20, 17h10, 19h e 21h Contagem 2: 13h45, 15h35, 17h25, 19h15 e 21h05 Del Rey 6: 13h30, 15h20, 17h10, 19h e 20h50 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 17h10, 19h e 20h50 Minas 5: 13h30, 15h20, 17h15, 19h10 e 21h05 Paragem 4: 15h, 16h50, 18h50 e 20h50 Via Shopping 5: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 Big 5: 15h10, 16h55, 18h45 e 20h30 Norte 2: 15h10, 18h45 e 20h30 Diamond 6: 13h20, 16h, 18h30 e 20h40 Estação BH 1: 14h, 16h30, 18h30, 20h30 e 22h30 Monte Carmo 2: 14h50, 16h50, 18h50 e 20h50 Pampulha 4: 14h, 15h45, 17h35, 19h25 e 21h15 Partage Shopping Betim 2: 14h, 16h30 e 19h Partage Shopping Betim 7: 13h10, 15h30 e 20h10 Pátio Savassi 2: 13h20, 15h40 e 17h50 Pátio Savassi 3: 16h40, 18h50 e 21h50

continuam em cartaz 10 SEGUNDOS PARA VENCER (Brasil, 2018, 2h, 14 anos) Dir. José Alvarenga Jr.. Com Daniel de Oliveira, Osmar Prado, Ricardo Gelli. Trajetória do boxeador brasileiro bicampeão mundial, conhecido como “Galinho de Ouro”, Eder Jofre. Cidade 1: 18h20 e 20h45

BENZINHO (Brasil, 2018, 1h37, 12 anos) Dir. Gustavo Pizzi. Com Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller. Fernando, filho de Irene, é convidado para jogar handebol na Alemanha e sua mãe terá que se desdobrar para ajudar e dar atenção ao seus outros filhos, à irmã e ao marido. Belas 3: 14h10

CORAÇÃO DE COWBOY (Brasil, 2018, 2h, 12 anos) Dir. Gui Pereira. Com Gabriel Sater, Françoise Forton, Thaila Ayala. Quando acaba a inspiração para compor sucessos, um cantor sertanejo decide se reconectar com suas raízes. Cidade 1: 16h Contagem 7: 16h20 e 20h30

CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família e fica à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. BH Shopping 9: 14h50 e 17h20 Cidade 1: 14h10 Contagem 7: 14h30 e 18h40 Pátio Savassi 6: 13h20

UM DIA PARA VIVER (24 Hours To Live, EUA, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Brian Smrz. Com Ethan Hawke, Paul Anderson, Rutger Hauer. Um assassino tem 24 horas para realizar sua missão e se redimir quando ganha uma segunda chance de seu empregador, que o traz de volta à vida temporariamente após ter sido morto. Belas 1: 15h40 e 19h40

FANTÁSTICA, UMA AVENTURA NO MUNDO BONNIE BEARS (*) (Boonie Bears: Entangled Worlds, China, 2018, 1h23, livre) Dir. Huida Lin, Leon Ding, Yongchang Lin. Uma equipe de ladrões é enviada por um famoso caçador de tesouros para roubar o que Fantástica tem de

DOWNTON FILMES/DIVULGAÇÃO

mais valioso: o tesouro dourado. BH Shopping 7: 12h Diamond 4: 12h Partage Shopping Betim 6: 12h Pátio Savassi 4: 12h (*) Sessões dubladas

A FREIRA (*)

(*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita

(The Nun, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Corin Hardy. Com Demián Bichir, Jonas Bloquet, Taissa Farmiga. Uma freira comete suicídio em um convento na Romênia e, para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça. BH Shopping 9: 19h30 e 21h50 (sessões legendadas) Boulevard 5: 19h20 (sessão legendada) Cidade 4: 18h30 e 20h30 Contagem 3: 16h30 e 20h30 Del Rey 7: 16h40 e 21h Del Rey 7: 16h40, 21h e 23h Itaú Power 2: 16h45, 19h10 e 21h10 Minas 4: 16h30 e 20h50 Paragem 2: 20h40 (sessão legendada) Via Shopping 1: 17h10 e 19h10 Big 4: 21h Norte 3: 21h Estação BH 5: 21h45 Monte Carmo 3: 18h30 Partage Shopping Betim 2: 21h30 Partage Shopping Betim 7: 17h40

LUMIAR 5º FESTIVAL INTERAMERICANO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO (*)

“Tudo por um Popstar” é baseado no livro de Thalita Rebouças

(*) Sessões dubladas

OS INVISÍVEIS (The Invisibles, Alemanha, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Claus Räfle. Com Max Mauff, Alice Dwyer, Ruby O. Fee. Em Berlim, nos anos 40, com o regime nazista perseguindo o povo judeu, Hanni Lévy, Cioma Schönhaus, Eugen Friede e Ruth Arndt sonham em viver na América. Ponteio 2: 14h e 18h45

JULIET, NUA E CRUA (Juliet, Naked, EUA/ Reino Unido, 2018, 1h45, 12 anos) Dir. Jesse Peretz. Com Rose Byrne, Chris ODowd, Ethan Hawke. Annie tem um relacionamento longo com Duncan, fã obsessivo de um roqueiro. Ela acaba tendo um encontro com o roqueiro quando um hit dele ressurge no meio musical. Belas 3: 17h10 e 21h30 Belas 3: 11h (Clube do professor), 17h10 e 21h30

Pampulha 5: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35 e 21h25 Partage Shopping Betim 3: 14h10 e 16h40 Pátio Savassi 4: 14h20 e 17h20 (*) Sessões dubladas

UM PEQUENO FAVOR (A Simple Favor, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Paul Feig. Com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding. Stephanie, uma vlogueira que vive no interior nos EUA, descobre que sua melhor amiga, Emily, desapareceu e tenta resolver o mistério. Boulevard 5: 21h20 Diamond 3: 19h20 Pátio Savassi 4: 20h30

A PRIMEIRA NOITE DE CRIME

(Brasil, 2018, 1h26, 14 anos) Dir. Helena Ignêz. Com Andre Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Mário Bortolotto. Inácio tem 40 anos. Ex-gari, ele trabalha como dublê de dançarino e mecânico, onde sonha com a Moça do Calendário. Belas 1: 14h

(The First Purge, EUA, 2018, 1h38, 16 anos) Dir. Gerard McMurray. Com Ylan Noel, Joivan Wade, Lex Scott Davis. Quando um novo partido político ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, um período em que tudo é permitido. Cidade 5: 19h15 (sessão dublada)

UMA NOITE DE 12 ANOS

O QUE DE VERDADE IMPORTA

A MOÇA DO CALENDÁRIO

(La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram tortura física e psicológica. Belas 2: 14h, 18h40 e 21h10

PAPILLON (Papillon, EUA, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Michael Noer. Com Charlie Hunnam, Eve Hewson, Rami Malek. Henri, conhecido como Papillon, é condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu. Enviado para a Ilha do Diabo, conhece Louis, e Papillon promete ajudá-lo em troca de auxílio para escapar da prisão. Ponteio 2: 16h10 e 21h10 Pátio Savassi 8: 15h e 21h50 Pátio Savassi 8: 12h10

PÉ PEQUENO (*) (Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas conhecidas como “seres humanos” existem. BH Shopping 5: 13h e 17h40 BH Shopping 5: 15h20 e 20h (sessões 3D) Betim 3: 13h40 Boulevard 5: 13h30 e 17h20 Cidade 3: 14h20 e 16h20 Contagem 3: 14h30 e 18h30 Del Rey 4: 15h e 18h50 Itaú Power 4: 15h20 e 19h10 Minas 4: 14h30 e 18h40 Paragem 2: 16h40 e 18h40 Via Shopping 4: 14h20 e 16h20 Big 3: 15h15, 16h55 e 18h45 Norte 2: 16h55 (sessão 3D) Norte 5: 15h20 Diamond 3: 14h Estação BH 5: 17h e 19h15 Monte Carmo 3: 14h30 e 16h30

MEX, 1955) 17h Viridiana (ESPMEX, 1961) - Sessão comentada 19h30 A Ilusão Viaja de Trem (La ilusión viaja en tranvia, MEX, 1954) 21h15 Subida ao Céu (Subida al cielo, MEX, 1952)

(The Healer, EUA, 2018, 1h53, 12 anos) Dir. Paco Arango. Com Oliver Jackson-Cohen,, Camilla Luddington, Jorge García. Alec mora em Londres e ganha a vida consertando eletrodomésticos, mas sua situação financeira está cada vez pior. BH Shopping 10: 17h50 e 21h Cidade 5: 17h10 (*) Contagem 8: 17h10 (*) Del Rey 7: 14h30 Itaú Power 2: 14h30 (*) Paragem 2: 14h20 Diamond 3: 16h40 e 22h Net Cineart Ponteio 4: 16h30 e 20h50 Pátio Savassi 3: 14h (*) Sessões dubladas

VENOM (Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed. O jornalista Eddie Brock investiga um cientista suspeito de usar cobaias humanas. Quando ele entra em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável. BH Shopping 2: 13h40, 16h20, 19h e 21h40 (sessões 3D) BH Shopping 3: 12h30, 15h10, 18h e 20h40 (sessões 3D) BH Shopping 7: 14h20, 17h, 19h40 e 22h10 Betim 1: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Boulevard 3: 13h50, 16h10, 18h30 e 21h Boulevard Imax: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 (sessões 3D) Cidade 4: 14h10 e 18h50 (*) Cidade 4: 16h30 e 21h10(*) (sessões 3D) Cidade 7: 11h40, 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Cidade 7: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Contagem 1: 16h30 e 21h10(*) (sessões 3D) Contagem 1: 14h10 e 18h50 (*) Contagem 6: 14h10, 16h30, 18h50 e

21h10 (*) Contagem 8: 21h20 Del Rey 2: 16h10(*) e 21h (sessões 3D) Del Rey 2: 13h50 e 18h30 (*) Del Rey 2: 16h10(*), 21h e 23h10 (sessões 3D) Del Rey 3: 13h40, 16h, 18h20 e 20h40 Del Rey 4: 20h50 (*) Del Rey 4: 20h50 e 23h (*) Cineart Itaú Power 5: 13h50 e 16h10 (*) Itaú Power 5: 18h30(*) e 20h50 (sessões 3D) Itaú Power 6: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*) Minas 1: 16h30(*), 18h50(*) e 21h10 (sessões 3D) Minas 3: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 (*) Paragem 1: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10 Paragem 5: 18h40(*) e 21h (sessões 3D) Via Shopping 3: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h15 (*) Via Shopping 4: 20h50 (*) (sessão 3D) Via Shopping 4: 18h30 (*) Big 1: 14h10 e 18h30 (*) Big 1: 16h20 e 20h40 (*) (sessões 3D) Big 3: 20h35 (*) Norte 1: 14h10 e 18h30 (*) Norte 1: 16h20 e 20h40 (*) (sessões 3D) Diamond 1: 13h40, 16h20, 19h e 21h40 (sessões 3D) Diamond 5: 14h40, 17h20, 19h50 e 22h25 Estação BH 3: 14h45, 17h15, 19h45 e 22h15 (*) (sessões 3D) Estação BH 4: 13h45, 16h15, 18h45 e 21h15 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 4: 18h20(*) e 20h40 (sessões 3D) Monte Carmo 6: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10 (*) Ponteio 3: 21h10 (sessão 3D) Ponteio 3: 14h, 16h20 e 18h40 Pampulha 1: 14h50, 19h e 21h10 (*) (sessões 3D) Pampulha 6: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h05 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h, 15h40, 18h40 e 22h (*) (sessões 3D) Partage Shopping Betim 3: 19h10 e 21h50 (*) Partage Shopping Betim 6: 14h50, 17h50 e 20h50 (*) Pátio Savassi 5: 13h40, 16h20, 19h e 21h40 (sessões 3D) Pátio Savassi 7: 14h15, 17h05, 19h40 e 22h10 Pátio Savassi 8: 12h30 Pátio Savassi 8: 17h40 (*) Sessões dubladas

A VIDA EM FAMÍLIA (La Vita in Comune, Itália, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Edoardo Winspeare. Com Gustavo Caputo, Antonio Carluccio. Na aldeia Desperata, no Sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada e usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Belas 2: 16h30

sessão especial

MARY AND THE WITCH'S FLOWER (Meari To Majo No Hana, Japão, 2017, 1h43, livre) Dir. Hiromasa Yonebayashi. Mary, uma agitada jovem japonesa, vê sua vida mudar radicalmente após encontrar uma curiosa e desconhecida flor, que lhe concede poderes mágicos. Pátio Savassi 2: 20h Pátio Savassi 8: 15h (*) (*) Sessões dubladas

PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS (*) (The Secret Life of Pets, EUA, 2016, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney, Chris Renaud. Quando sua dona traz para casa um novo cão chamado Duke, o cachorro Max não gosta nada. Mas eles vão ter que deixar as divergências de lado quando um incidente os coloca na carrocinha. BH Shopping 9: 12h50 Diamond 5: 12h30 Partage Shopping Betim 4: 12h20 Pátio Savassi 7: 12h20 (*) Sessões dubladas

mostras CINECLUBE ROCINANTE (*) Neste sábado (13) 16h Os Visitantes da Noite, de Marcel Carné (Les visiteurs du soir, FRA, 1942)

BUÑUEL NO MÉXICO (*) Neste sábado (13) 19h O Bruto (El bruto, MEX, 1953) 20h30 Mulher sem Amor (Una mujer sin amor, MEX, 1952) Neste domingo (14) 16h Ensaio de um Crime (Ensayo de un crimen, MEX, 1955) 18h Os Esquecidos (Los Ouvidados, MEX, 1950) 20h O Alucinado (El, MEX, 1953) Segunda (15) 17h Nazarin (MEX, 1959) 19h O Anjo Exterminador (Él angel exterminador, MEX, 1962) 21h O Grande Pândego (El Gran Calavera, MEX, 1949) Terça (16) 16h Escravos do Rancor (Abismos de pasión, MEX, 1954) 18h Simão do Deserto (Simón del desierto, MEX, 1965) 19h A Adolescente (The young one, MEX- EUA, 1960) 21h Os Ambiciosos (La fièvre monte à el pao, FRA-MEX, 1959) Quarta (17) 17h Susana – Mulher Diabólica, de Luis Buñuel (Susana – carne y demônio, MEX, 1951) 19h Robinson Crusoé (Robinson Crusoe, MEX, 1954) 21h A Filha do Engano(La hija del engaño, MEX, 1951) Quinta (18) 15h O Rio e a Morte (El río y la muerte,

Sexta (19) 14h às 16h30 Curso Uma outra história do Terceiro Cinema: descolonização e invenção de formas no cinema latino-americano, com Victor Guimarães. Inscrições prévias 17h Desmanchar a palavra LBJ, de Santiago Álvarez (Cuba, 1968); Liber Arce, Liberarse, de Mario Handler (Uruguai, 1969); Porta de Fogo, de Edgard Navarro (Brasil, 1982); Las AAA Son las Tres Armas, de Grupo Cine de la Base (Argentina, 1975); Declaração em Retrato, de Anna Bella Geiger (Brasil, 1974) 19h30 Sessão de abertura - O Quinto, de Lucas Vieira e Montívia (MG, 2018) e Olhos de Inaiá, de Marco Antônio Gonçalves Jr. (MG, 2017) (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita

MOSTRA NARRATIVAS DO OLHAR (*) Neste sábado (13) 19h30 O Silêncio do Céu (Marco Dutra, BRA/CHI, 2016) Neste domingo (14) 17h Nossa irmã mais nova (Kore-eda Hirokazu, JAP, 2015) 19h30 A Garota de Fogo (Carlos Vermut, ESP,2014) Terça (16) 19h30 A Passageira (Salvador del Solar, PER, 2016) Quarta (17) 19h30 A Academia das Musas (José Luis Guerin, ESP, 2015) Quinta (18) 19h30 Na Ventania (Martti Helde, EST, 2014) Sexta (19) 19h30 Assim que Abro Meus Olhos (Leyla Bouzid ,TUN/FRA/BEL, 2015) (*) Cine Sesc (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

MOSTRA FANTASIA NA TELA (*) Neste sábado (13) 17h A Casa Monstro (Gil Kenan, EUA, 2006, Dublado) 19h Harry Potter e o Cálice de Fogo (Mike Newell, EUA/Reino Unido/IRL, 2005, Dublado) Terça (16) 17h Meu Malvado Favorito (Chris Renaud e Pierre Coffin, EUA, 2010, Dublado) Quarta (17) 17h Pinóquio (Ben Sharpsteen e Hamilton Luske, EUA, 1940, Dublado) 19h Harry Potter e A Ordem da Fênix (David Yates, EUA/Reino Unido/IRL, 2007, Dublado) Quinta (18) 17h Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (Byron Howard e Rich Moore, EUA, 2016, Dublado) 19h Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates, EUA/ Reino Unido/IRL, 2009, Dublado) Sexta (19) 19h Harry Potter e as relíquias da Morte – Parte 1 (David Yates, EUA/Reino Unido/IRL, 2010, Dublado)

LANÇAMENTO (*) Menina de Barro (Vinícius Machado, BRA, 2017) Neste sábado (13), às 19h, neste domingo (14), às 17h e na sexta (19), às 17h. (*) Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita


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estilo ENSAIO> Mulheres se unem para alertar sobre a necessidade de prevenção do câncer de mama

Unidas em prol do rosa FOTOS MARIELA GUIMARÃES

Lorena K. Martins

Como forma de divulgar o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, a agência de modelos Ford Models também abraçou a a campanha “Um Toque de Esperança” e disponibilizou parte do seu casting. Todas as mulheres fotografadas se ofereceram para fazer parte deste editorial sobre amor e autoestima. O salão Tif’s, na Savassi, região Sul da capital mineira, também disponibilizou os seus profissionais de beleza para a campanha. Juntos, todos se uniram como uma forma de alertar todas as mulheres para a necessidade de prevenção do câncer de mama e de seu diagnóstico precoce.

As modelos da agência Ford Models inspiraram, de alguma forma, outras mulheres a ficarem atentas em relação ao autoexame de toque das mamas, que pode acusar o diagnóstico precoce

FICHA TÉCNICA Modelos Fabíola Amaral, Priscila Abranches, Regiane Fortes, Eduarda Mello, Manoella Garzon, Netty Fernandes e Lucíola Meirelles (Ford Models) Beleza Rafael Mazzega e Flavia Lima (Tif’s Savassi) Produção executiva Lorena K. Martins Fotografia Mariela Guimarães


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Na primavera ACIR GALVÃO

pós longa preparaç ã o , propostas, confrontos e projetos, o término da casa quando, enfim, concretizaramse as vontades, os sonhos e os jardins. A singular construção, com o estritamente necessário para viver, ou melhor, sobreviver, como gostava de dizer frente ao espelho, moldado pelo tempo, corroído pela história, como se fosse um armazenador de imagens. Imagens da menina e da mulher que fora, compactadas num único objeto. E ela hoje se pergunta: existe alguém mais feliz? Sozinha em seu recanto,

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uma varanda com samambaias, um gato se espichando no tapete, o sol que se esconde na montanha, o silêncio... O estar bem consigo mesma, à espera do que um dia, inevitavelmente, virá. E morrerá tranquila, com a sensação de quem cumpriu em vida tudo aquilo que lhe fora concedido. Tão simples, tão claro. E eles quase não a deixaram... “Mudar-se pra quê? Sair do conforto do apartamento no centro, próximo de tudo: da farmácia, do médico, do laboratório onde, eventualmente, faz seus exames?” Ela, querendo fugir disso, e eles, ao contrário, insistindo – na praticidade, na rápida solução de eventuais necessidades. Pra quê? Por que desassossegar o espírito com restritivos pensamentos, levando-a

crer na efemeridade de sua existência como a da flor que se extingue no mesmo dia em que se abre? E, se assim for, que seja do seu jeito, em seu recanto, naturalmente como devem ser as partidas no inexorável apagar da vida. Estar de volta às origens, numa casa pequena em meio a um jardim de magnólias – algumas rosas – para que na primavera abra as janelas e respire a vida. Vida que lhe escapole, mas que hoje, em seu recôndito, faz dela (dentre todas) a mais feliz! E caminha atrás de seu sonho, já que a idade não lhe permite mais correr. Laura Medioli também escreve, aos domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha ZÜRICH TOURISMUS/DIVULGAÇÃO

W RC. Seguro resguarda os direitos de viajantes e agências. Páginas 4 a 6 W Sua melhor viagem. Descubra atrativos de São Tomé e Príncipe. Página 12

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BELO HORIZONTE Sábado 13/10/2018

Versátil Suíça

Zurique é um convite a experiências únicas: é possível banhar-se no rio Limmat de manhã e tocar a neve nos Alpes pela tarde. Páginas 8 a 10


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

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personagem da semana

sala vip

ROSSI & ZORZANELLO/DIVULGAÇÃO

ETC promove road show em BH A Comissão Europeia de Turismo (ETC), representada no Brasil pela Aviareps, realizou, na última semana, a segunda edição deste ano de seu road show pelas capitais brasileiras – as escolhidas foram Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Na capital mineira, o evento reuniu operadoras e agentes de viagens no Ho-

tel Promenade BH Platinum, no Lourdes, para apresentação dos destinos. Segundo João Chagas, executivo da Aviareps, o evento visa promover circuitos menos conhecidos desses destinos para os participantes. Esta edição contou com representantes de Eslovênia, Espanha, Holanda, Itália, Irlanda, Portugal, Sérvia e Suíça.

A Eslovênia exibiu um país hoje muito voltado para o turismo sustentável. A Espanha fugiu dos roteiros tradicionais para falar da Galícia e das ilhas Baleares. A Holanda focou o turismo além da capital, Amsterdã. A Itália destacou as regiões turísticas da Sicília, Puglia, Marche, EmiliaRomagna e Costa Amalfitana. A Irlanda apresentou a ri-

queza de suas paisagens naturais. Portugal promoveu o turismo de experiência. A Sérvia – talvez o destino menos conhecido entre os participantes – mostrou que o país pode ser muito surpreendente para os viajantes. A Suíça divulgou sua temporada de inverno nas regiões de Interlaken e Jungfrau, nos Alpes Suíços. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Eduardo Zorzanello,

um dos diretores da Rossi & Zorzanello, empresa que organiza o Festival de Turismo de Gramado (Festituris), conta as novidades da histórica 30ª edição, que acontece de 8 a 11 de novembro na cidade gaúcha

O Festival de Turismo de Gramado promete uma edição histórica. O que está sendo preparado para os 30 anos do evento? Estamos preparando uma edição especial.

Antes da feira, vocês preparam eventos neste mês. Como serão esses eventos? A novidade é o lançamento da Festituris em Caxias do Sul, que ocorreu no dia 4 de outubro, no Hotel Intercity, e na semana seguinte, em Porto Alegre, no Hotel Laghetto Stilo Higienópolis, pela manhã para imprensa e autoridades, e à noite para o trade.

João Chagas (executivo para o trade da Aviareps), Mirella Morici (Enit – Agência Italiana de Turismo), Bojana Markovic e Thiago Ferreira (operadora Talas – Sérvia & Bálcãs, Mice)

Luka Ukmar (Slovenska Turistticna Organizacija), Andreas Frizzoni (Vaud – Lake Geneva Region), Fernanda Maldonado (Switzerland Tourism) e Fernando Aquino (Jungfrau Region)

Quais as novidades da 30ª edição do Festituris? Teremos os espaços Influência, Boutique, Tech e Corporativo e Viagem pela Cultura e Costumes. Essas novidades se juntam aos tradicionais espaços LGBT, Luxury, Gastronomia, Sustentabilidade de Turismo Verde, Cultural e Religioso e Business. Outra ação nova é a criação do Meeting Festituris.

Como funcionarão os três novos espaços – Meeting Festituris, Tech e Corporativo e Influência? O Meeting Festituris é o novo formato de conteúdo que o evento oferece nas manhãs dos dias 9 e 10 de novembro, no Hotel Master Gramado. Palestrantes de alto nível estão confirmados e trarão grandes cases de sucesso para o evento. O Espaço Tech e Corporativo vai trabalhar soluções, tecnologia, mercado Mice e conteúdo em uma área pulsante com foco na inovação. Já o Espaço Influência foi criado para trazer ao evento influenciadores digitais do Brasil e do exterior, que farão a cobertura e conhecerão as novidades do mercado em tempo real.

Luis Pereira (Turismo de Portugal), Clara Irigoyen (Oficina Espanhola de Turismo), Lisa José (Edelman), Jill Henneberry (Consulado Geral da Irlanda em São Paulo) e João Chagas

A dupla Paulo Eduardo Azevedo Camargo e Vânia Haddad (Ello Turismo), a veterana consultora de viagens Daura Alvarenga, Lilian Pires (Greentours) e Raquel Marra (Acta Turismo)

Quais os destinos internacionais fazem sua estreia no evento? Teremos vários destinos dos Estados Unidos estreando, Espanha, Câmara Árabe com mais de 20 países, Costa do Marfim e Rota da Bairrada de Portugal, entre outros. Esperamos mais de 60 destinos internacionais representados este ano.

Em termos de números, o que se pode esperar do Festituris 2018? Teremos 22 mil metros de área construída, mais de 10 mil visitantes compradores, cerca de 2.000 marcas e mais de 60 destinos internacionais.

Como a tecnologia está norteando os caminhos do turismo? Acreditamos que a tecnologia é muito favorável ao setor e agrega valor, diminuindo as distâncias e dando velocidade aos processos. Porém, assim como nos demais setores da economia, o contato pessoal e o olho no olho continuam sendo cada vez mais importante.

Andreas Frizzoni (Vaud – Lake Geneva Region), Suely Silva (Potencial Turismo), Simone Carvalho (Arte Fly Turismo) e a dupla Jordânia Gonçalves e Luiz Guadalupe (Master Turismo)

O quarteto Artur Costa (representante do Grupo Trend), Áquila Viza Dias (agência Vizatur Turismo), Vítor Campos (Primus Turismo) e Cláudio Carvalho (agência Van Holland Turismo)

Na Abav Expo, o sucesso é a Vila do Saber. As capacitações são foco do Festuris? Sempre tivemos essa preocupação com a parte de conteúdo. A oferta de conhecimento e a capacitação dos profissionais são fundamentais. Por isso, além do Meeting, estamos oferecendo na feira cinco salas de capacitação com programação ininterrupta e o Fórum de Inovação, que estará situado no Espaço Tech e Corporativo.

No ano passado, o Festuris teve uma festa de abertura. O evento programa algo especial para os 30 anos? Neste ano teremos novamente essa ação, que está sendo planejada e organizada pela Redetur.

Nesses 30 anos, quais foram os momentos mais difíceis e mais felizes da feira? Momentos difíceis e felizes fazem parte do crescimento, e ainda mais em tratando-se de um evento que terá sua 30ª edição. Com certeza, os momentos de alegria superam os de tristeza, mas a perda de nossa fundadora e sócia Silvia Zorzanello, minha mãe, foi, sem dúvida, um momento muito difícil para todos nós e para a empresa.

Maria Inês Eugênio (Persona Viagens), as irmãs Geny e Zebrina Fontes (Fontes Turismo) e Helena Lage (Ruy Lage Turismo)

Juliana Gomes e Nicéia Cazarra (Primus Turismo), Ana Paula Martins (Europlus Operadora) e Mariana Tavares (FVO Travel)

Como você definiria em duas palavras o Festituris? Palco de negócios.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

13 de outubro de 2018


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Definição

Do aborrecimento à fidelização “O seguro de responsabilidade civil é geralmente aquela proteção que visa indenizar o cidadão que possa sofrer prejuízo em função da falha na prestação de um serviço”, resume Mário Gasparini, diretor da Ipseag. Nesse caso, a cobertura pode fazer com que as agências de viagens transformem “um grande aborrecimento em uma experiência positiva para o passageiro, assegurando inclusive sua fidelidade.”

turismo

Responsabilidade Civil (RC)

Benefício para resguardar direitos no turismo Além de proteger agências e viajantes contra prejuízos na prestação de serviços de terceiros, modalidade de seguro inclui cancelamento de viagem Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

REPRODUÇÃO

Livro

Tese de mestrado em RC vira livro Para a advogada e especialista na área de RC, Melisa Cunha Pimenta, autora do livro “Seguro de Responsabilidade Civil” (Editora Atlas), há também seguros para atividades específicas, como para garantir a responsabilidade de profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados etc) e também para atividades empresariais (estabelecimentos comerciais, diretores e executivos de empresas). Antes de contratar, ela recomenda procurar um corretor especializado que indique o seguro e a cobertura para suas necessidades.

Diferenças

Trip Protector e seguro-viagem A diferença entre o Trip Protector e o seguro-viagem é que o primeiro contempla proteção de responsabilidade civil e cancelamento de viagem, enquanto o segundo oferece uma gama de coberturas, como problemas com bagagem, assistência médica e outros serviços. Também as coberturas dos dois são diferentes– a do cancelamento de viagem no Trip Protector é mais ampla.

DISNEY/AGÊNCIA O GLOBO

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Os clientes da operadora de luxo Queensberry não desconfiam que, ao adquirir o produto Grupo Brasileiros no Mundo (GBM), estão incorporando na viagem um benefício que resguarda seus direitos – o seguro de Responsabilidade Civil (RC). No caso especificamente do turismo, essa modalidade de seguro inclui um outro item importante: o cancelamento de viagem. Exemplificando, se você compra seu pacote de viagem com bastante antecedência e descobre, às vésperas de embarcar, que precisa cancelá-lo por algum motivo, você é automaticamente liberado da multa de cancelamento, e a agência que vendeu o produto não perde sua comissão de venda. Ou seja, prestador de serviço e consumidor não arcam com o prejuízo. Mário Alberto e Diana Rodrigues sentiram os benefícios do seguro no ano passado. O casal adquiriu um pacote para a Disney em maio, com viagem marcada para dezembro. O filho Rafael pegou recuperação na escola, e a solução, segundo Diana, foi cancelar a viagem temporariamente. “Quando soube que não teria que pagar multa, vibrei”, comenta. Embutido no pacote, o seguro custou cerca de R$ 100 por pessoa. Se não estivesse protegido pelo seguro contratado pela operadora, o casal paulistano, que tinha desembolsado a quantia de R$ 44.098 por uma viagem de sete dias para Orlando, seria penalizado com multa de R$ 13.440, mas não desembolsou um centavo e ainda conseguiu remarcar a viagem. “Esse seguro surgiu como um bálsamo para nosso mercado”, resume Ana Luíza Martins Fernandes, gerente do programa GBM, da Queensberry.

Sem status O seguro RC não é uma exclusividade do turismo, já está no mercado há mais de 50

anos, mas não tem o mesmo status entre os consumidores como o automotivo, o residencial e o de vida, os mais populares. A função do seguro RC é cobrir prejuízos a terceiros pelos quais o segurado seja responsabilizado por ação ou omissão sem interesse de prejudicar. “No Brasil, esse seguro é muito contratado por dirigentes de empresas e profissionais liberais, como médicos”, reconhece Carlos Valle, diretor da Federação Nacional

dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor) e presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Pernambuco (Sincor-PE). No caso de empresas, o seguro RC garante proteção ao patrimônio de seus executivos quando eles estão expostos a reclamações por prejuízos causados a terceiros, decorrentes de seus atos de gestão. “Já profissionais liberais que contratam o seguro o fazem por medo de erros e omissões”, afirma Márcio Guerreiro, presidente da Comissão de RC da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e superintendente de RC da HDI Global Seguros.

“Esse é um mercado que arrecada muito, mas que também indeniza muito”, enfatiza Márcio Guerreiro, calculando em torno de R$ 500 mi a R$ 600 mi em indenizações, o que representa de 2% a 3% de todo seguro vendido no Brasil

Seguro criado durante a crise Criado em 2015 pela Ifaseg Administração de Seguros, em parceria com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), o seguro de responsabilidade civil para o turismo foi batizado com o pomposo nome “Trip Protector” e objetivava proteger as agências e seus clientes em caso de adversidades com a operadora de quem o prestador de serviço comprou o pacote, como, por exemplo, quebra. Em 2015, o mercado de turismo vivia um período amargo. Segundo dados da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito, o turis-

mo foi um dos setores que mais sofreram com a desaceleração da economia. Pelo menos uma dezena de empresas do setor decretaram falência – só em outubro foram cinco: Unesul, Design Tours, Século 21, Cieli di Toscana e, ironicamente, Fui Viagens. Meses antes, Class Tour, New Line, ADV, Grécia e Falcão Turismo já tinham fechado as portas. Em maio de 2015, uma das maiores operadoras do mercado, a Nascimento Turismo, entrou com um pedido de recuperação judicial e deixou mais de 300 clientes na mão em Minas

Gerais. Um mês depois, surgia a proposta do Trip Protector, afirma Mário Gasparini, diretor do Ifaseg, como forma de proteger o mercado das falências.

Três coberturas Na época, o Trip Protector era composto de três coberturas e oferecia indenização a terceiros em prejuízos causados por causa de multas de cancelamento de viagem, falhas na prestação de serviço de fornecedores e proteção para casos de falência ou recuperação judicial de qualquer elo da cadeia de

prestadores de serviço turístico, tais como companhias aéreas, hotéis, receptivos e operadores. “O mercado infelizmente não abraçou essa maravilhosa solução”, lamenta Gasparini. Pouco mais de um ano e meio depois, o seguro criado para proteção contra quebra de operadores (em até R$ 10 mil por passageiro) foi retirado do mercado por causa da baixa adesão. “Acho que faltou maturidade do mercado para avaliar a dimensão e importância dessa cobertura”, justifica.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

13 de outubro de 2018

Cancelar uma viagem à Disney, por exemplo, é algo que fica caro

ARQIVO PESSOAL

Mário Gasparini: "Hoje há, pelo menos, dez operadoras vendendo nosso produto” IFASEG/DIVULGAÇÃO

A Ifaseg participou da última edição da feira Abav Expo com estande

Quem deve adquirir o seguro RC Quem deve adquirir o seguro RC? “Todos os que lidam com grande número de pessoas, que têm responsabilidades gerenciais ou comerciais e que, de alguma forma, mesmo que involuntariamente, possam causar danos a terceiros e ser responsabilizados na Justiça devem pensar seriamente na contratação desse seguro”, afirma Lauro

Faria, economista do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros. Quais operadoras no turismo adquiriram o Trip Protector? Agaxtur, Flot, Mercatur, MMT Gapnet, New Age, New It, Raidho, Sanchat, Soft Travel, RCA, Turnet, Visual, Vivere e WT Tour

Embutido no preço do pacote Com a descontinuidade da cobertura antiquebra, a ideia do Trip Protector não morreu automaticamente. A cobertura para um item importante para as agências e os operadores, o cancelamento de viagem, continuou a valer. No total, hoje menos de dez operadoras aderiram à novidade. No caso da Queensberry, o seguro está embutido no preço final do pacote, já na Flot Viagens, é oferecido como cortesia para os clientes. Se o viajante não pode adquirir o Trip Protector diretamente com a seguradora, pelo menos, para se manter protegido, pode se informar se a agência de viagens onde vai comprar o pacote oferece o produto e, se achar necessário, até pedir um upgrade na cobertura. Algumas agências reclamavam que o produto encarecia a viagem, afirma Mário Gasparini, diretor da Ifaseg, que garante que o custo da proteção era menor que a do seguro-viagem. Para se ter uma ideia da abrangência do seguro de Responsabilidade Civil (RC) para o turismo, em 2014, houve cerca de 12 mil cancelamentos de voos nos Estados Unidos em virtude das nevascas. Esse tipo de seguro, enfatiza José Eduardo Barbosa, diretor da Flot Viagens, indeniza o passageiro em caso de permanência forçada no destino, em função de evento climático ou problemas mecânicos com a aeronave. A cobertura pode ser inclusive útil para quem viaja para o Caribe durante a temporada de furacões, que pode ocorrer entre os meses de julho e novembro, ou mesmo em caso de problemas mecânicos em uma aeronave. O seguro cobre despesas com o retorno, afirma Barbosa. Protege, também, o viajante em caso de a agência ser notificada na Justiça por passageiro que teve um serviço negligenciado por um fornecedor.


W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

turismo ALE SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Responsabilidade Civil (RC)

Operação Lava Jato ajudou a aumentar o interesse das empresas pelo seguro RC

Você também pode contratar esse seguro Profissionais liberais e executivos de empresas são os que mais contratam a modalidade, também indicada para pessoas físicas que lidam com terceiros Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Menos divulgado do que outros ramos de seguro, o seguro de Responsabilidade Civil (RC) tem ganhado destaque entre as corretoras. Hoje, Márcio Guerreiro, presidente da Comissão de RC da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e superintendente de RC da HDI Global Seguros, existem mais de 30 seguradoras de olho no crescimento dessa modalidade, principalmente porque, a partir da criação em 1984 dos Juizados Especiais Cíveis, a Justiça ficou mais ágil. “Esse é um seguro muito procurado em países desenvolvidos, principalmente por empresas, seus executivos e profissionais liberais que lidam muito com terceiros, em razão da maior consciência de direitos por parte dos cidadãos e, consequentemente, de maior grau de litígios judiciais”, enfatiza Lauro Faria, economista do Centro de Pesquisa e Economia do

Médicos, dentistas, advogados, engenheiros, corretores, auditores e contadores são os que mais contratam o seguro

berais. “Um pessoa que tem um cachorro bravo e ele morde um transeunte corre risco de processo da mesma forma que outra que contrata um pedreiro para arrumar seu telhado e ele despenca lá de cima e vem a óbito”, exemplifica Guerreiro. Até um contador, acrescenta ele, que erra o cálculo de Imposto de Renda de um cliente pode ser alvo de penalidade. Até os anos 80, somente multinacionais contratavam essa modalidade de seguro, mas, com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, e a reforma do Código Civil, em 2002, muitos cidadãos passaram a ter interesse pelo seguro RC.

Números do mercado de seguro RC

0,3% 167% 2,3% foi o crescimento do seguro RC em 2017 em relação a 2016

foi o crescimento do seguro RC no ano passado em relação a 2008

é quanto representa o RC no total de prêmios no Brasil em 2016

PAULO CAMPOS

Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros. No caso de profissionais liberais, não é fácil encontrar um, principalmente médicos, que reconheçam contratar esse tipo de seguro. Médico nenhum, afirma Guerreiro, vai assumir que contrata um seguro RCl, até porque não vai admitir para seu cliente que pode cometer erro. “Não é uma situação nada confortável”, reconhece o superintendente de responsabilidade civil da HDI Global Seguros. Mas o seguro não é privilégio de profissionais li-

Lava Jato Em época de operação Lava Jato, conta Guerreiro, até executivos de empresas estão pleiteando o seguro RC. Empresas de eventos, estacionamentos e shoppings, por exemplo já tem a cultura de contratar esse tipo de seguro. Companhias aéreas também já contratam obrigatoriamente. O limite de cobertura da apólice é subjetiva, mas deve levar em conta o valor do patrimônio do segurado. “Para uma mineradora, por exemplo, não pode ser menor do que R$ 30 milhões”.

“Anualmente, cerca de 30 seguradoras emitem R$ 1,6 bilhão em prêmios de seguro de RC” Márcio Guerreiro, presidente da Comissão de RC da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e superintendente de RC da HDI Global Seguros

Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros: “Modalidade cresce no país”

Na Livraria Cultura, livros sobre direito civil, com foco em seguro de Responsabilidade Civil (RC), enchem duas estantes

Modalidade cresce frente os seguros auto e de vida Mesmo menos popular do que os seguros automotivo, residencial e de vida, no período de 2008 a 2017, os prêmios do seguro de Responsabilidade Civil (RC) passaram de 3,9% para 4,7% os prêmios de seguro automotivo; de 65,4% para 60,4% os prêmios do seguro residencial; e de 8,5% para 11,7% os prêmios dos seguros de vida. No acumulado de 12 meses, esse crescimento foi da ordem de 0,3% no ano passado em relação a 2016 e de 167% em relação a 2008. Se comparada com paí-

ses desenvolvidos, a venda do seguro RC é tímida no Brasil. O volume de comercialização nos Estados Unidos foi de US$ 115 bilhões, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Econômico (OECD, na sigla em inglês), o que representou 9% do total de prêmios de ramos elementares (seguros de danos e propriedades). Para se ter uma ideia, no Brasil esse percentual foi de apenas 2,3%. O seguro RC – mais precisamente o seguro de Diretores e Executivos de Empre-

sas (Públicas ou Privadas), o denominado D&O – nasceu nos Estados Unidos na década de 30 e passou a ser mais conhecido no Brasil a partir de meados de 2000, com a chegada de mais investidores estrangeiros, bem como a entrada de grandes resseguradores internacionais no mercado nacional. O seguro garante proteção ao patrimônio dos executivos quando eles estão expostos a reclamações por prejuízos causados a terceiros, decorrentes de seus atos de gestão.


turismo

7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

JAQUES DIOGO/05.05.2016

Seu bolso

É hora de correr para a casa de câmbio? Resultado do primeiro turno das eleições levou à queda de 2,35% no preço do dólar comercial no Brasil; momento é lido como “interessante” para comprar a moeda Da redação O mercado anda atento o com o resultado das eleições para a Presidência da República. Após o término do primeiro turno, o dólar comercial chegou a cair 2,35% no Brasil. E, por isso, especialistas acreditam que esse pode ser um momento interessante para dar um pulo numa casa de câmbio a fim de comprar moeda estrangeira ou mesmo emitir sua passagem aérea para aquela sonhada viagem internacional.

É o que aposta Erwin Tubandt Filho, diretor de operação da Meu Câmbio, uma espécie de “Buscapé da cotação”. “Depois que se concretizou o primeiro turno, o mercado levou o dólar a R$ 3,77”, explica.

Precaução Apesar desse cenário, o diretor reforça que sempre aconselha os clientes a fracionar a compra. “Se a pessoa se programar, vai obter um melhor preço na aquisição dividida do que numa única compra da moeda às vésperas

da viagem. De última hora, você está à mercê da imprevisibilidade do mercado”, justifica. Já Andrea Panisset, gerente de marketing da agência de viagens Belvitur, ressalva que o momento está bom para o câmbio, mas que ainda existe uma instabilidade muito grande. “Não conseguimos garantir que o dólar vai se manter abaixo do que vinha sendo cotado”, diz. Ela conta que, no início desta semana, logo depois do primeiro turno,

Planejamento é essencial para não perder na conversão; o ideal é comprar pequenos montantes ao longo dos meses pré-viagem

foi o melhor momento para fazer a troca da moeda. “Um cliente pediu para refazer um orçamento de 15 dias atrás para Maldivas e deu uma diferença de R$ 10 mil”, diz. A gerente também afirma que as compras em pequenos montantes são a forma mais segura de “perder menos” na conversão. Segundo Tubandt, uma pesquisa da Meu Câmbio

de 2017 mostrou que os brasileiros compram a passagem com três a seis meses de antecedência à viagem, mas o câmbio é uma das últimas pendências a ser resolvida.

Vigilância “Quem planeja, viaja mais, gasta menos nessa viagem e consegue ter mais experiências ”, destaca o diretor.

Portanto, se você pretende viajar ao exterior em um futuro breve, precisa ficar atento aos “capítulos” das eleições e vigiar a cotação da moeda norte-americana. Ferramentas como a Meu Câmbio (meucambio.com.br), a Click Câmbio (clickcambio.com.br) e o Melhor Câmbio (melhorcambio.com) são bastante úteis nessa tarefa.


W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Inhotim

Semana das Crianças Em outubro, o Instituto Inhotim oferece uma programação especial para as crianças. Elas vão poder conhecer o acervo de uma forma inusitada na Estação Sensorial, que será realizada neste sábado, das 10h às 16h. Os pequenos também poderão participar do jogo “Memorizando a Biodiversidade”, onde a fauna e a flora viram personagens. Sempre de terça a sábado e feriados. inhotim.org.br.

turismo

Zurique

Ora sob o sol, ora sob a neve: descubra a Suíça Versatilidade do país atrai turistas que querem fugir de destinos tradicionais e desfrutar da alternância de clima e paisagem ao longo do ano Pedro Zuazo Agência O Globo

WILLIAM GOMES/DIVULGAÇÃO

Catas Altas

Feira Sabores do Morro Em um cenário emoldurado pela serra do Caraça, Catas Altas recebe neste domingo, dia 14, a feira Sabores do Morro, que é realizada mensalmente. A iniciativa reúne produtos como queijos, vinhos, cervejas artesanais, mel e doces, fabricados por um coletivo de dez negócios individuais da região. O evento será realizado a partir das 10h, ao lado da igreja Senhor do Bonfim, no Morro D’Água Quente. SABORES DO MORRO/DIVULGAÇÃO

Réveillon 2019

Sertanejo e pagode no Iate Falta pouco menos de três meses para o fim do ano e os preparativos do réveillon Iate Tênis Clube, em Belo Horizonte, já estão a todo vapor. A programação contará com muito sertanejo e pagode. Dilsinho, Zé Neto & Cristiano são presenças confirmadas. Ingressos a partir de R$ 190 no espaço premium, que contará com open bar. Inf.: nenety.com.br.

O termômetro marca 28°C em uma manhã de julho. Em um parque às margens do lago Zurique, jovens de short, sunga ou biquíni desfilam diante de imponentes e históricas sedes de bancos que ajudaram a tornar essa pequena cidade uma das mais ricas do mundo. É uma cena comum nos meses do verão zuriquense, quando as piscinas públicas – algumas do século XIX – lotam. Deixando o olhar se perder no horizonte, esbarra-se com as montanhas nevadas da Suíça Central. A poucas horas de distância, trocam-se bermuda e camiseta por um casaco reforçado para subir o monte Titlis, maciço alpino onde há neve o ano todo. A versatilidade da Suíça tem despertado o interesse de turistas que que-

Serviço Como chegar Passagem aérea entre Belo Horizonte e Zurique pela Swiss (swiss.com), com escala em São Paulo, a partir de R$ 3.908. Pela TAP (flytap.com), com escala em Lisboa, a partir de R$ 3.602,48. Pela Air France (airfrance.com.br), com escala em São Paulo/Rio de Janeiro e Paris, a partir de R$ 3.928,12. Tarifas consultadas, com taxas, para novembro. Passeios Monte Titlis. Ingresso a 91 euros (R$ 399,17). Teleférico, ponte suspensa e brinquedos. Devil bike a 12 euros (R$ 51,19). titlis.ch Piscinas públicas de Zurique. Ingressos entre 3,50 (R$ 14,93) euros e 7 euros (R$ 29,86). badi-info.ch. Sauna em Seebad Enge: 25,50 euros (R$ 108,77). seebadenge.ch

rem experimentar a alternância entre o calor e o frio nos meses de verão do Hemisfério Norte. O Zürisee (lago Zurique, em suíço alemão) e o rio Limmat, que margeia o centro histórico da cidade, oferecem opções que não deixam a desejar para aproveitar os dias quentes ou temperaturas mais amenas no outono.

Alpes Já os Alpes, que a 3.000 m de altitude preservam neve em seus topos nas quatro estações do ano, têm atrações e estrutura para receber desde famílias com crianças pequenas até esportistas em busca de desafios. “O verão suíço é um convite a experiências únicas em um pequeno grande país: é possível cruzar o território nacional em três horas de trem ou, por exemplo, banharse nos rios de Zurique pe-

la manhã e tocar a neve pela tarde no monte Titlis. Essa mistura entre paisagens bucólicas e cidades modernas oferece uma experiência plena e encantadora”, diz Christina Gläser, diretora do escritório brasileiro da Switzerland Tourism, que promove o país no exterior. A dobradinha Zurique-Titlis pode ser feita em um dia. O maciço alpino fica na cidade de Engelberg, a 90 km, ou duas horas de trem. A dica é fazer uma parada em Lucerna, conhecida por sua arquitetura medieval. No trajeto, os passageiros são brindados com exuberantes paisagens. Conforme a composição deixa o perímetro urbano e avança em direção ao campo, surgem na janela imagens que confirmam todos os clichês associados à Suíça: chalés de madeira esculpida adornam as planícies; rebanhos de vacas pastam com sinos pendurados nos pescoços; e flores de todas as cores e formatos decoram o entorno dos trilhos. Os Alpes nevados, ao fundo, emolduram o quadro. €

Monte Titlis, a duas horas de Zurique, tem neve o ano todo

PARISA/DIVULGAÇÃO

Seebad Enge é uma das piscinas favoritas dos jovens nos dias mais quentes


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

ROGER GRUETTER/DIVULGAÇÃO

CHRISTOPH BANGERT/THE NEW YORK TIMES

Serviço Onde ficar Em Zurique 25hours Hotel Langstrasse. Diárias a partir de 179 euros (R$ 763,54) por pessoa em ap. duplo. 25hourshotels.com.

Tour de barco pelo rio Limmat passa por prédios icônicos no coração de Zurique

Na região do Monte Titlis H+ Hotel & Spa Engelberg. Diárias a partir de 236 euros (R$ 1.006,68) por pessoa em ap. duplo. h-hotels.com.

ALEX BUSCHOR/DIVULGAÇÃO

Da piscina pública se avistam as montanhas nevadas da Suíça Central

Em Lucerna Hotel Anker Luzern. Diárias a partir de 167 euros (R$ 712,35) por pessoa em ap. duplo. bit.ly/2QqrRrL Quem leva Operadora. Abreu Viagens Inf.: Consulte o seu agente de viagens e peça já o pacote da Abreu Viagens. Inclui. Visita a Munique, Castelos da Baviera, Lindau, Lucerna, Zurique, Interlaken, Friburgo, Berna, Gruyères, Montreux, Lausanne e Genebra. Sete noites de hospedagem com café da manhã, circuito em ônibus de turismo, traslado, guia bilíngue (português e espanhol), visitas, entradas em museus e monumentos, trem Golden Pass de Montbovon para Montreux e trem regular de Gruyères para Montbovon. Preço. A partir de 1.425 euros por pessoa em apartamento duplo.

Badis: as piscinas públicas que são points dos jovens Costuma-se dizer que no verão em Zurique todos têm um lugar preferido para se banhar. Não é para menos. Os badis – que são as piscinas públicas da cidade – abrem de maio a setembro. Há 16 grandes badis na cidade. A mais antiga, Frauenbadi, é exclusiva para mulheres e funciona desde 1837. O primeiro espaço dedicado exclusivamente aos homens só foi inaugurado em 1864 e também segue em operação. Semelhantes aos clubes brasileiros, as badis têm boa infraestrutura. O ingresso fica entre 4 e 8 francos suíços (ou € 3,50 e € 7). Há espaços mistos e outros separados para homens e mulheres. Mui-

tos dispõem de boa estrutura para crianças, que até os 5 anos não pagam. Uma das piscinas favoritas dos jovens é a Seebad Enge. Nos dias mais quentes, fica tão cheia que há pouco espaço para sentar – e menos ainda para nadar. Mas logo se percebe que isso é detalhe. Nessa moderna ágora de veraneio, a garotada se reúne para conversar e exibir tatuagens. O espaço fica aberto até meia-noite, com direito a bar e música ao vivo, tornandose uma boate a céu aberto. Quando o verão acaba, a piscina Seebad Enge dá lugar à temporada de sauna. Para quem prefere a observação, boa pedida são os

passeios de barco pelo rio Limmat e pelo lago Zurique, o cartão-postal da cidade. O tour pelo rio Limmat passa por pontos turísticos como a igreja Grossmünster e a prefeitura de Zurique. É uma ótima forma de conhecer a cidade. No lago Zurique há diferentes opções de passeios. O tour curto, de uma hora e meia, inclui parada em Kilchberg, onde está a fábrica de chocolates Lindt. Porém, não há visitas guiadas à fábrica; é preciso se contentar com a lojinha externa, uma espécie de outlet, onde as barrinhas têm preços menos salgados que o normal. SIGGI BUCHER/DIVULGAÇÃO

Badi: jovem salta na piscina Unterer Letten, aberta em 1909; piscinas públicas da cidade abrem de maio a setembro


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

turismo OSKAR ENANDER/DIVULGAÇÃO

Paraty

Arte gourmet retorna à cidade O Margarida Café, localizado no centro histórico de Paraty, está de volta à cena gastronômica da cidade, totalmente revitalizado, após quatro meses fechado. O restaurante foi reconstruído depois de um incêndio que danificou o casarão histórico, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Além do ambiente aconchegante, o espaço conta com um menu sofisticado. Entre os destaques, está o Peixe ao Amir Klink. Inf.: (24) 3371-2441. GABRIEL TOLEDO/DIVULGAÇÃO

Suíça

Desafios que dão frio na barriga Ponte suspensa mais alta da Europa é atração no monte Titlis; além de cruzar o despenhadeiro, visitante pode descer montanha de bicicleta Pedro Zuazo Agência O Globo

Exatos 3.042 m separam o topo do monte Titlis do nível do mar. A essa altura, o visitante é convidado a cruzar o despenhadeiro por uma estreita ponte, sustentada por cabos de aço, que balança ao sabor do vento. Trata-se da Titlis Cliff Walk, a ponte de pedestres suspensa mais alta da Europa, aberta o ano todo. Ao fim do trajeto, cumprido em 150 passos, vem o prêmio: a vista panorâmica do maciço alpino, cuja imponência é de tirar o fôlego – se ainda restar algum.

Bikes e rapel

Lisboa

2ª edição do Festival Fartura Depois de percorrer mais de 70 mil km pelo Brasil, o Festival Fartura desembarca pela segunda vez em Portugal para estabelecer um intercâmbio gastronômico entre os países. O evento será realizado nos dias 16 e 17 de novembro no Time Out Market em Lisboa. Com o tema “Da origem ao prato”, o público poderá conferir pratos de chefs de diferentes regiões do Brasil. Exibição de filmes, cozinhas ao vivo e mesa de negócios também fazem parte da programação. Inf.: farturabrasil.com.br.

Do alto da Titlis Cliff Walk, a vista para o maciço dos Alpes

Essa não é a única atração desafiadora. Para quem gosta de emoção, a montanha é um prato cheio. Algumas experiências, no entanto, só estão disponíveis no verão. É o caso da devil bike (bicicleta diabólica), oferecida de junho a outubro. O nome dá o tom da proposta: descer a montanha por 1,5 km em uma bicicleta que só tem freio, não tem pedais. Também há

mountain bikes, para trilhas off-road de diferentes níveis de dificuldade. O passeio pode ser feito ainda com patinetes. E há espaço para os adeptos de rapel e escalada.

Bóias na neve Nos meses mais quentes, a temperatura por lá varia entre 0°C e 10°C, raramente ficando negativa. No topo da montanha, é possível explorar uma caverna de gelo e se distrair no Glacier Park, parque de diversões para a temporada de verão, onde se formam filas para escorregar em trenós e boias na neve. É, sem dúvidas, a parte favorita das crianças. “Por ser o glacial mais perto de um grande centro urbano (fica a 40 minutos de Lucerna), Titlis é a montanha mais visitada da Suíça central, no verão, variando de 2.000 a 5.500 visitantes”, diz Vanda Catão, representante do Monte Titlis no Brasil. No sopé da montanha, a aprazível cidade de Engelberg merece uma parada, pois também oferece atrativos, incluindo atividades de caiaque e remo no lago. TITLIS/DIVULGAÇÃO

No caminho até Titlis fica uma das cidades mais bonitas do país

TIME OUT MARKET/DIVULGAÇÃO

Na neve: para quem curte mountain-bike, monte Titlis é repleto de trilhas off-road de diversos níveis de dificuldade

Lucerna, a 90 km de Zurique está na rota até o monte Titlis, que fica em Engelberg. Vale, e muito, uma parada. O lugar é considerado – apenas – uma das cidades mais bonitas do país. Ela fica entre uma cadeia de montanhas e um lago, que leva seu nome. Além de toda a bela paisagem, o visitante pode conferir uma arquitetura medieval, com atrações seculares. O principal cartão-postal é a ponte Kapellbrücke. Feita inteiramente de madeira, ela

é uma das pontes europeias mais antigas. Uma torre em formato octagonal completa o cenário com ares de cinema. Restaurantes, museus e cruzeiros pelo lago são alguns dos atrativos locais. O Festival de Verão (lucernefestival.ch), que oferece um maravilhoso repertório de música clássica que vai de Mozart aos modernistas, chega a atrair até 110 mil pessoas para a cidade entre os meses de agosto e setembro.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Wcheck-in/check-out

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Investir em Portugal (I)

O mercado imobiliário português está mais dinâmico do que nunca, e compradores brasileiros são parte fundamental nesse crescimento. Segundo a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip), os brasileiros são responsáveis por 27% das compras de casas, o maior índice entre estrangeiros. O número de vistos de moradia para brasileiGilberto Jordan, CEO do Grupo Belas Clube de Campo ros também aumenta a cada ano.

Investir em Portugal (II)

Investir em Portugal (III)

Por que Portugal virou o destino número 1 para muitos brasileiros que querem se mudar do país? Os motivos são diversos: incentivos fiscais, infraestrutura eficiente, qualidade de vida e segurança. Com 31 famílias brasileiras, o Belas Clube de Campo, maior condomínio nos arredores de Lisboa, é comandado pelos empresários cariocas André e Gilberto Jordan, que apostam no quesito tranquilidade para atrair investidores brasileiros para lá.

Para apresentar as oportunidades de investimento em Portugal, o grupo imobiliário Grupo Belas Clube de Campo português promoveu road show em seis cidades brasileiras, entre elas Belo Horizonte, que terminou no último dia 9 no Rio de Janeiro. A ideia foi mostrar novas possibilidades de investimento e conversar com interessados em migrar para Portugal, prestando apoio jurídico e financeiro, de forma a facilitar o processo de compra. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

No último dia 6, a empresária Érica O Grupo Casa da MonDrumond, CEO da tanha – que já tem Vert Hotéis, casouse com o advogado hotéis em Gramado e norte-americano Cambará do Sul (RS) James Davidson na – inaugurou neste praia de Toque mês o Wood Hotel, Pequeno, em São Sebastião (SP), em um empreendimento cerimônia discreta com 23 apartamentos para na avenida Borges de familiares e amigos; Érica, que Medeiros, no centro já é secretária de de Gramado. Os difeEstado de Turismo, renciais do hotel são é sempre com o projeto arquitecotadíssima para o cargo em tônico diferenciado, um eventual ambientes despojagoverno Anastasia; dos e com toque con- tem muita gente no temporâneo e café da turismo que tem muita, mas muita manhã com versão saudade da época estendida até as 17h. em que Minas Acesse o site oficial tinha força no hotelwood.com.br. cenário nacional

Novo hotel

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Denise, Adrienne, Fátima, Adilson (diretor), Dayane, César, Sebastião e Bianca, da equipe da ABC viagens, que recebeu do Rio Quente Resorts o troféu de campeão de vendas de 2017; A ABC opera para o destino goiano há mais de 30 anos, oferecendo as melhores condições de pacotes e preços

Sucessão na Avianca

PSP RESORT/DIVULGAÇÃO

A Avianca anunciou o sucessor de Tarcísio Gargioni. Trata-se de Alberto Weisser, vice-presidente de marketing e vendas da companhia aérea. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Da diretoria do PIC, Afonso Cozzi (recursos humanos), Leonardo Starling (tecnologia e informática), Rômulo Côrrea Moreira (comercial e marketing), Andrea Andreazzi (comitê feminino) e Antonio Macedo (esportes), em um evento para a imprensa e parceiros no clube

O diretor Carlos Augusto de Paula e o gerente operacional Francisco Henriques com a placa que o Porto Seguro Praia Resort recebeu como novo filiado à Associação Brasileira de Resorts


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

sua melhor viagem FOTOS ALINE BRAGA/ARQUIVO PESSOAL

África

Sem pressa e sem estresse no golfo da Guiné Descubra os atrativos de São Tomé e Príncipe, país africano com reservas naturais quase intocadas; destino foi visitado em julho deste ano pela nutricionista Aline Braga, que tenta seguir o mantra “pé quente, cabeça fria” Aline Braga Cercadas pelo oceano Atlântico, já quase na costa africana, duas pequenas ilhas abrigam um jovem país de matas exuberantes, praias paradisíacas e sorridentes moradores que vivem a vida com seu jeito “leve leve”: sem pressa, sem estresse e sempre na confiança de que tudo vai dar certo. Essa breve descrição é o esboço de um país pouco conhecido pelos

brasileiros, mas que tem muitas similaridades com as terras do lado de cá do oceano, inclusive o idioma: São Tomé e Príncipe!

Meio do mundo Formado por duas ilhas principais e várias ilhotas, a República Democrática de São Tomé e Príncipe localiza-se no golfo da Guiné, na costa africana. O clima equatorial quente e úmido não deixa dúvidas da localização: é o país geograficamente mais próximo do

“meio do mundo”, o encontro entre a Linha do Equador e o Meridiano de Greenwich. Colonizados por Portugal, declarou a independência apenas em 1975 e atualmente tem 192 mil habitantes, guardiões de um rico patrimônio cultural que contempla dialetos, espiritualidade, música, dança, gastronomia e, principalmente, reservas naturais quase intocadas. Descubra porque você deve dar uma chance a esse destino.

Natureza exuberante Grande parte do território do país é composto por áreas de proteção ambiental, espe-

cialmente por parques nacionais. Esses espaços visam à preservação de espécies típi-

cas das ilhas, algumas inclusive ameaçadas de extinção, como as tartarugas-marinhas.

Praias paradisíacas As principais ilhas do país, nomeadas ilha de São Tomé e ilha do Príncipe, têm incontáveis praias paradisíacas, como a Piscina (foto) e Inhame, que podem ser acessadas por trilhas ou por meio de embarcações. A maioria das trilhas requer um veículo para o deslocamento.

Marco do Equador No ilhéu das Rolas, pequena ilhota ao sul da ilha do Príncipe, localiza-se o Marco do Equador, monumento que permite ao

Gastronomia visitante sentir-se no “meio do mundo”. É o único ponto no globo onde as coordenadas são 0 norte; 0 sul; 0 leste e 0 oeste.

Há uma pequena trilha para acessar o local, que se encontra em meio à mata nativa, com bela vista para o mar.

Em um país cercado pelo oceano, seria impossível não ter uma oferta abundante de peixes e frutos do mar. É possível comer pratos bem típicos e deliciosos. Entre os destaques da gastronomia local estão a Santola, uma espécie de caranguejo gigante. Vale também optar pelo tradicional peixe com acompanhamentos.

Patrimônio Mundial da Biosfera A Ilha do Príncipe, cuja maior parte do território compõe o Parque Nacional do Obô, recebeu da Unesco em 2012 o título de Reserva Mundial da Biosfera.

Um intenso trabalho é realizado com os moradores e visitantes, ressaltando a importância do cuidado com a biodiversidade da ilha.

8 Escolha um destino, mande suas fotos e dê suas dicas de viagem para outros leitores, enviando um breve relato neste formato para o e-mail paulocampos@otempo.com.br ou shirley.silva@otempo.com.br.


W Jac T40. Bom custo-benefício no tradicional estilo chinês. Páginas 16 e 17

VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

W Tiger 800. Triumph cria modelo especial para o solo brasileiro. Páginas 22 e 23

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BELO HORIZONTE Sábado 13/10/2018

pampulha

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União estável

Casamento entre câmbio automático e motor no Gol 1.6 deu certo. Páginas 18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

União que faz a força Há quase 15 anos ocupo este espaço para interagir com o amigo leitor, trazer novidades e até reflexão sobre temas que dizem respeito a automóveis, mercado, trânsito e transportes. Confesso que nem sempre é fácil, e, muitas vezes, nesse período, mesmo com a falta de inspiração, nunca deixamos de estar aqui, dividindo boas, e outras nem tanto, notícias que cercam nosso acelerado universo. Tão importante quando trazer à baila temas importantes é a participação de quem nos acompanha por anos, como aconteceu nesta semana, por meio da mensagem que o leitor Tomaz Saraiva nos enviou. De forma muito clara, ele expõe seus pontos de vista que gostaria de compartilhar com os demais leitores – afinal, a coluna é feita para vocês. “Sou leitor frequente de seu espaço no jornal O

TEMPO e observo que o tabloide aborda os mais variados temas ligados ao automóvel, além de questões relativas ao ato de ir vir em geral, hoje expressado em uma palavra: mobilidade. Refiro-me a um equipamento que os automóveis possuem e que vemos motoristas entendendo que se trata de um elemento mágico, capaz de lhes permitir realizar no trânsito as mais absurdas manobras. O pisca-alerta, para alguns, permite parar e estacionar em fila dupla, em esquinas, em rotatórias, na contramão – em suma, fazer qualquer coisa. Recentemente me deparei com um enorme engarrafamento em Belo Horizonte (muito acima do normal do que acontece todos os dias) que se iniciava na rua Joaquim Murtinho (no Santo Antônio) e se prolongava pela Josefa Belo (Cidade Jardim). Nada mais era que a conse-

quência de um caminhãobaú (com pisca-alerta ligado, é claro), estacionado atrás do Colégio Loyola, na pista da direita, ignorando que o estacionamento só é permitido na pista da esquerda. Isso ocorreu em uma sexta-feira, no horário das 18h às 19h, o de maior movimento. Ressalto que essa atitude não é privilégio somente dos motoristas de baús, pois cada vez mais são vistos automóveis particulares ou supostamente (me refiro aos Ubers), sem falar dos taxistas, usando esse recurso para desembarcar e embarcar passageiros. Para-se, literalmente, em qualquer lugar. Outro fato que me chama atenção é o pouco caso com os cidadãos, dispensados por órgãos e empresas públicas, quando da realização de intervenções nas vias urbanas. Cito como exemplo as obras de revitalização da praça da Liberdade, na qual foram

CRISTIANO TRAD/ ARQUIVO OTEMPO

Outro fato que me chama atenção é o pouco caso com os cidadãos, dispensados por órgãos e empresas públicas, quando da realização de intervenções nas vias urbanas.

Engarramento e desrespeito às leis de trânsito estão mais comuns

abertas valetas no asfalto, que permaneceram assim pelo menos por uma semana num total desrespeito a quem paga impostos e por lá precisa passar. Alguns podem achar que se tratava de valetas estreitas, o que não as justifica, visto que, nos casos de carros que usam pneus de perfil baixo (e hoje são muitos), o impacto é relativamente forte. Ressalto que isso acontece em toda a cidade, sempre que obras são realizadas ou ligações prediais de água e es-

goto são necessárias, muitas vezes deixando valas mais largas e profundas abertas por dias. Não existe justificativa que possa ser aceita à medida que se trata de obras planejadas, e não valas ou buracos abertos pela chuva”. E termina Saraiva. “Raro me percebo indignado com as mesmas situações e com a sensação de que só a mim eles incomodam”. Pode estar certo, Tomaz, que você não está sozinho nesta cruzada. Até semana que vem... FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Henrique Magalhães, Camila Guimarães, Edneia Amorim, Humberto Pentagna

Waldemar Bastos, Roberto Ferola, Leonardo Soares e Felipe Pessoa

Maria Luiza, Gabriela Guimarães, Christiana Biagioni e Ana Lúcia

Carbel apresenta espaço e carros Camilo Lucian, Pedro e João Cláudio Pentagna Guimarães, Humberto Pentagna Guimarães, Henrique Magalhães e Shawn Paul Pentagna Guimarães

Rodrigo e Mariana Lasmar

A diretoria da Carbel VW, uma das concessionárias do forte grupo Carbel Auto Group, recebeu, na noite da última quinta-feira (4), clientes, amigos e imprensa para apresentar as novas instalações dentro dos padrões mundiais da Volkswagen. Na ocasião, os presentes conheceram os novos Jetta, Tiguan e Passat. Lucimar Alves, Shirlei Soares, Ariane Resende, Natália Salum e Nara Lopes

Novo Tiguan foi apresentado a convidados na concessionária Carbel, em BH

Cássio Lucas Pereira, Ludmila Lucas e Gabriela Guimarães


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

MANENTE FOTOGRAFIAS/DIVULGAÇÃO

Serviço

Geral no interior Higienizar o lado de dentro do carro é mais importante que do lado de fora, porque é lá que a poeira fica acumulada e pode causar doenças

Cuidando dos estofados. Os estofados abrangem uma área maior do interior do veículo e estão mais propensos à sujeira. Com uma escova macia é possível tirar a sujeira superficial. Depois, é só utilizar um pano úmido com um detergente neutro. Para remover a sujeira mais pesada, porém, é necessário utilizar um aspirador automotivo ou algum que você use em casa. Nos bancos de couro, é recomendado evitar produtos químicos para não causar manchas indesejáveis; de preferência, nesses casos, e passe apenas um pano úmido e detergente neutro com água.

VICTOR SCHWANER/ARQUIVO O TEMPO

Carpetes. Aspirar todo o carro é o primeiro passo. Depois, é só escolher um produto de limpeza para o carpete e uma boa escova. Até mesmo o sabão em pó funciona bem nesse caso. Procure uma escova de cerdas macias para passar o xampu no tecido. Aplique o produto de limpeza em spray na superfície e deixe-o agir por cerca de dez minutos. Depois, vá esfregando a escova devagar e sistematicamente. Lembre-se de fazer movimentos circulares, que são os ideais para remover a sujeira e a fuligem. Enxágue o carpete. Com um pano molhado, umedeça os locais ensaboados tentando absorver o máximo de xampu que conseguir. Não se esqueça de que você não pode molhar muito o carpete, pois a umidade pode provocar o surgimento de mofo embaixo dele.

Lavar o carro e deixá-lo com aquele brilho não é tarefa fácil. Imagina então do lado de dentro. Muitos motoristas se esquecem que o interior do veículo precisa ser ainda mais limpo que o exterior. Dentro do automóvel, há componentes como bancos de couro, de pano, plásticos e carpetes que podem ser contaminados por restos de alimentos, poeiras, entre outros detritos capazes de causar mau cheiro e provocar doenças respiratórias e de pele. Além disso, o descuido prolongado com a parte interna do veículo deixa o carro desvalorizado. Por isso, o Super Motor preparou seis dicas valiosas para dar um trato no interior do possante.

LÉO FONTES/ARQVUIVO O TEMPO

Da Redação

Vidros. Eles podem guardar resíduos de gordura e suor na parte interna e sujeiras mais resistentes na parte externa. A limpeza deve ser feita utilizando produtos próprios, como limpador para vidros e um pano úmido, pelo menos uma vez por semana. Se for passar água e sabão, retire todo o excesso. MOISES SILVA/ARQUIVO O TEMPO

RENAULT MASTER Z.E./DIVULGAÇÃO

Painel de instrumentos. O ideal é usar no painel um pano úmido com detergente para evitar que a água entre nos componentes elétricos. Geralmente, como vários painéis possuem muitas partes plásticas, alguns proprietários gostam de passar silicone para dar brilho nelas. Mas não é recomendado passar esse produto no volante e na alavanca de câmbio, para não os deixar escorregadios. LÉO FONTES/ARQUIVO O TEMPO

Teto. Na hora de limpar o teto, em primeiro lugar é necessário remover todo o acúmulo de poeira com uma escova macia e um pano seco. Logo em seguida, pode-se utilizar um pano e uma mistura de água, detergente neutro e desinfetante (borrifador) de cima para baixo na higienização. Depois, é só passar um pano úmido, sem produto, para finalizar a higienização.

Tapetes. A limpeza deles, se forem de borracha, pode ser feita com água, detergente neutro e uma escova para tirar a sujeira mais grossa. É importante lembrar de tirar os tapetes do interior do veículo e fazer a limpeza desses itens fora. Deixe os tapetes secarem bem antes de recolocá-los no carro. Tapetes de carpete exigem o uso do aspirador de pó e de um pano úmido. O carpete costuma demorar mais tempo para secar totalmente, por isso, sempre que possível, deixe os tapetes expostos ao sol após a limpeza.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Mais elegante

EcoSport mudará seu visual no país A linha 2020 do Ford EcoSport deve ter uma mudança significativa: o utilitário esportivo deve perder o estepe da tampa do porta-malas. Com isso, o modelo vendido no Brasil será semelhante ao encontrado na Europa, sem o pneu sobressalente. A ideia é apostar em um visual mais limpo – que não combina com o aspecto robusto da traseira atual. Para não diminuir o espaço de bagagens, a solução que vem sendo estudada é a adoção de pneus runflat – que podem rodar mesmo depois de furados. DIVULGAÇÃO

super motor

Avaliação

R$

Na lógica chinesa

72.490 JAC T40 1.6 16V CVT

do preço acima de tudo JAC T40 com câmbio CVT oferece costumeiro custo-benefício dos carros do país oriental, mas ainda são alvo de desconfiança no mercado brasileiro Igor Veiga Lançada em abril deste ano, a versão automática do JAC T40 chegou para completar a linha do utilitário-esportivo, que pinta como um dos SUVs mais baratos em oferta hoje no mercado brasileiro (R$ 72.490). Além do câmbio CVT que simula seis marchas, a configuração estreou o novo motor 1.6 16V a gasolina da JAC. Ele tem duplo comando no cabeçote com varia-

ção do tempo de abertura das válvulas de admissão e escape e rende bons 138 cv de potência e 17,1 kgfm de torque. O consumo é outro ponto de destaque do SUV. Tal como a versão manual, o T40 CVT traz como maior atrativo o melhor custo-benefício entre os SUVs de entrada. O modelo sai de fábrica com um pacote de equipamentos presente em rivais mais caros, que inclui, por exemplo, controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa,

monitoramento de pressão dos pneus e ar-condicionado com regulagem automático de temperatura, sensores dianteiros e traseiros de estacionamento, entre outros. As rodas são de liga leve aro 16, e a direção é elétrica. Por mais R$ 3.000, ou seja, R$ 75.490, o modelo fica ainda melhor, ganha itens como luzes diurnas em LED, chave canivete, revestimento em couro vegetal, acendimento automático dos faróis, controle de cruzeiro, kit multimídia com tela de oito polegadas e câmera de ré, entre outros. Um equipamento exclusivo do T40 é a dash cam instalada no para-brisa, acoplada ao retrovisor interno, que filma e grava continuamente por meio de um car-

tão de memória as últimas três horas de rodagem do carro. Pode parecer bobagem, mas o item pode fazer o seguro ficar mais barato por ser uma salvaguarda em caso de acidentes.

Um quê de Volkswagen Ainda alvo da desconfiança e do preconceito de muita gente, os carros chineses têm evoluído a cada ano. No caso do T40 CVT, por exemplo, vale ressaltar que foram os engenheiros da Volkswagen que fizeram o acerto de suspensão do SUV chinês e elevaram o nível de qualidade de construção do modelo. Desde 2017, a marca alemã firmou uma parceria com a JAC na China para criar a marca Sol, de carros elétricos de baixo custo.

Fiat Toro

Do Brasil para terras argentinas A picape Fiat Toro, produzida no Brasil, pode ganhar uma versão exclusiva para exportação. Este modelo seria vendido na Argentina em versão de entrada com motor 1.8 a gasolina, e câmbio manual de cinco marchas. No entanto, não há planos de estreia da variante no Brasil. No caso da nova versão para o exterior, o 1.8 a gasolina entrega 130 cv a 6.250 rpm e torque de 18,6 kgfm a 3.750 rpm.

Dirigibilidade e conforto agradáveis

Ficha técnica Motor. 1.6 16V, a gasolina, quatro cilindros em linha Potência máxima. 138 cv a 6.000 rpm Torque máximo. 17,1 kgfm a 4.000 rpm Câmbio. Automático CVT Peso. 1.220 kg Porta-malas. 450 L

Por dentro não há luxo no acabamento, mas os materiais e as montagens aparentam boa qualidade

Propulsor 2.0

Jetta terá motor mais potente O novo Volkswagen Jetta mal chegou ao Brasil e já se aguarda uma novidade em sua linha. O sedã médio deve voltar a oferecer, além da já disponível motorização 1.4 turbo de 150 cv, uma opção com o mesmo trem de força que move o hatch médio Golf GTi, ou seja, com propulsor 2.0 de 230 cv. Além do ganho de força, o carro também deve receber uma pegada mais esportiva em seu visual para suportar essa motorização superior.

Detalhes cromados nos para-choques transmitem certo ar de requinte; design do modelo foi feito em parceria com o estúdio italiano Pininfarina

O JAC T40 CVT é a prova de evolução dos automóveis feitos na China. Com design italiano, o SUV tem linhas agradáveis aos olhos. O acabamento interno é outro ponto que merece destaque com revestimento em couro no volante, nos bancos e em parte do painel, tudo com um dedo da Volkswagen, creio. No comando do T40 CVT, o novo motor 1.6 de 138 cv trabalha de forma precisa e eficiente com o câmbio CVT, mas nada que dê uma pegada esportiva ao carro, que é feito para rodar mais na maciota. O acerto da suspensão e o isolamento acústico também chamam atenção positivamente. Ao fim da avaliação feita pelo Super Motor, o computador de bordo acusou média de 11,9 km/L na cidade, porém, esperávamos mais pelo fato de o carro vir com sistema start-stop do motor, que ficou o tempo todo ligado. O espaço interno também é interessante. Quem viaja no banco de trás vai confortável. O porta-malas de 450 L é maior que o do Jeep Renegade e do EcoSport, por exemplo. (IV)


super motor

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Nova versão do T40 tem preço na média de outros rivais chineses, como o Caoa Chery Tiggo 2 e o Lifan X60

Grafismo e recursos do equipamento são decepcionantes

Central multimídia sem GPS é ultrapassada Apesar da boa evolução no acabamento e da qualidade dos materiais usados, o T40 CVT decepciona quando o assunto é a central multimídia oferecida pela marca chinesa. Ela tem um aspecto feio, parece um tablet comprado num shopping popular e fixado no console. A tecnologia do equipamento é ultrapassada. A central não é compatível com Android Auto ou Ap-

ple CarPlay, por exemplo, mas traz ícone para conexão auxiliar e até com iPod, produto que nem é mais fabricado pela Apple. Além disso, não oferece navegador GPS. Ao menos o item oferece o mínimo desejável: a conexão bluetooth para celular com streaming de áudio, além de entrada USB. O volante multifuncional traz comandos da central. (IV)


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Nissan Leaf

Chegada garantida A Nissan bateu o martelo e venderá no Brasil, a partir do ano que vem, o elétrico Leaf. O modelo é o automóvel com emissão zero de poluentes mais vendido do mundo e teve mais de 350 mil unidades comercializadas no globo terrestre. Sua segunda geração, lançada no ano passado, fará sua primeira aparição oficial na América Latina no mês que vem, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, que abre suas portas em 8 de novembro. NISSAN/DIVULGAÇÃO

BMW

Energia extra para o hatch i3

super motor

Avaliação

R$

Conforto extra

54.580 VW Gol 1.6 MSI automático

com bom custo-benefício Volkswagen Gol com câmbio automático e motor 1.6 de 120 cv tem preço competitivo, porém oferece só equipamentos básicos de série Igor Veiga Que os carros automáticos definitivamente conquistaram os brasileiros não resta mais dúvidas. Para se ter uma ideia, no ano passado, mais de 40% das vendas de veículos novos no país foram de modelos sem o pedal de embreagem. E a expectativa é que, até o fim de 2020, eles representem 60% do mercado nacional. Pouco a pouco, até os modelos de entrada vão se adaptando à nova

realidade do nosso mercado, que também ficou mais exigente. Os controversos câmbios automatizados vão ficando para trás e dão lugar às caixas de transmissão 100% automáticas, com conversor de torque. O mais recente exemplo é o VW Gol, que depois de 38 anos de história, ganhou em agosto sua primeira versão automática. A nova opção sai por R$ 54.580 e pinta com uma boa relação custo-benefício, sobretudo se comparado aos principais

concorrentes. O Gol automático é equipado com o motor MSI 1.6 flex herdado da versão Rallye, com 120 cv de potência e 16,8 kgfm de torque (com etanol). A transmissão automática de seis marchas é moderna, a mesma do Polo e do Golf.

Sutilidades Com a chegada do câmbio automático, a Volks tentou dar uma remoçada no Gol, mas o visual continua praticamente o mesmo. Na frente, o capô ficou mais alto com duas linhas que se conectam aos faróis, também maiores. O logotipo da Volkswagen na grade agora fica todo fora do capô. O para-choque dianteiro traz entradas de ar na parte inferior e li-

nhas geométricas. Os faróis de neblina têm novo desenho em formato trapezoidal. Atrás, a única novidade é a inscrição MSI com a plaquinha “Automatic” logo embaixo. Quem está acostumado àquela velha lógica de que carro automático é muito bem-equipado é melhor desde já repensar os conceitos. O Gol automático deixa isso bem claro. A lista de equipamentos de série da versão é bem enxuta. Estão lá ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular com entrada USB, rádio, travamento elétrico das portas, vidros dianteiros com acionamento elétrico e rodas aro 15 de aço com calotas.

Depois de chegar reestilizado ao Brasil, o BMW i3 ganhou uma novidade extra que está sendo apresentada no Salão de Paris. Trata-se de uma nova bateria que gera 42,2 kWh e garante uma autonomia de até cerca de 350 km. Já quanto à recarga, 80% dela pode ser concluída em 15 horas no caso de uma tomada convencional. Em último caso, ao adotar um carregador rápido de corrente direta, os 80% são renovados em apenas 42 minutos.

Mercado

Troca de posições As vendas de veículos no Brasil aumentaram em 12,64% de janeiro a setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Já levando-se em consideração apenas o mês passado, a alta foi de 8,5%, em relação ao mês de setembro de 2017. E uma das principais surpresas foi do Ford Ka, que conseguiu tirar a vice-liderança do Hyundai HB20 e terminou o mês em segundo lugar na tabela divulgada pela Fenabrave.

A boa dirigibilidade ainda é um dos pontos fortes do veterano hatch da Volkswagen

Câmbio automático tem trocas rápidas e se comunica bem com o motor 1.6 16V

Desempenho surpreendente Na cidade ou na estrada, o casamento entre motor e câmbio do Gol chamou atenção pela harmonia do conjunto. As trocas automáticas de marcha são rápidas, e o propulsor mostra disposição de sobra. Foi uma experiência curiosa dirigir um Gol com uma pitada de esportividade, jogando marcha pra baixo ou pra cima por meio das borboletas atrás do volante.

O curto delay entre o comando e a resposta do câmbio não prejudica o desempenho. Arrancadas, retomadas e ultrapassagens são ágeis. A suspensão do hatch segue com um ajuste mais firme e com um bom equilíbrio garantindo a estabilidade. Em manobras de estacionamento, porém, faz falta a direção elétrica, que é muito mais leve que a arcaica direção hidráulica ainda manti-

da no Gol. Uma mancada da marca alemã, para não dizer outra coisa. Por outro lado, os sensores traseiros (opcionais) são uma mão na roda. A média de consumo, com gasolina, foi de 10,8 km/L na cidade. Número bom para um carro com motor 1.6.

Será que vale a pena? Apesar do câmbio moderno, o Gol segue com um acabamento aquém da qualida-

de de outros produtos da Volkswagen. Por dentro do hatch, predominam os plásticos rígidos por toda parte. Tudo aparenta estar bem encaixado, mas com uma aparência pobre para um modelo de quase R$ 60 mil. Quem não se importa com câmbio automático pode até partir para a compra de um VW Polo 1.6 manual, por exemplo, que custa R$ 57.190 hoje. (IV)

Ficha técnica Motor. 1.6 16V flex, quatro cilindros em linha Potência máxima. 110 cv e 120 cv a 5.750 rpm com gasolina e etanol Torque máximo. 15,8 kgfm e 16,8 kgfm a 4.000 rpm com gasolina e etanol Peso. 1.040 kg Porta-malas. 285 L


super motor

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Com os opcionais, preço sobe mais de R$ 5.000 Com todos os equipamentos opcionais, a versão fica R$ 5.100 mais cara. Isso inclui alarme, chave tipo canivete com controle remoto, retrovisores e maçanetas pintados na cor do veículo, grade do radiador em preto ninja e retrovisores elétricos com função tilt-down e repetidores de seta integrados. O kit vem ainda com sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros

e traseiros, destravamento elétrico da tampa traseira pela chave e coluna de direção com ajuste de altura e distância, entre outros. A unidade que testamos também tinha a conhecida central multimídia Composition Touch, que agrega computador de bordo e volante multifuncional, além de ser compatível com Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink. (IV)

A cor sólida Vermelho Flash acrescenta outros R$ 470 ao preço do hatch

Acabamento interno do modelo continua sendo simples demais


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Lançamento (I)

Sprinter ganha versão ‘dourada’ A Mercedes-Benz lança uma edição especial da Sprinter para comemorar a liderança no segmento de vans, na soma de todas as versões do modelo – as vendas aumentaram 27% contra o crescimento de 17% do segmento. A Golden Edition será limitada a cem unidades e vai reunir de série diversos itens de conforto, de segurança e estéticos. A versão é baseada na configuração 415 CDi para 15 passageiros e chega com grade dianteira cromada e rodas de liga leve pintadas em preto brilhante. DIVULGAÇÃO

Lançamento (II)

Luxo e conforto na nova versão A Sprinter Golden Edition conta com câmara de ré e assistente de partida em rampa. Casos do controle de estabilidade, do assistente para ventos laterais, volante multifuncional, piloto automático com limitador de velocidade, alarme e airbags para motorista e acompanhante. Ainda em relação à segurança, ela vem com faróis de neblina com assistente direcional integrado, luzes de circulação diurna, freios a disco em todas as rodas e discos frontais autoventilados. Na lista de itens de conforto estão teto alto, ar-condicionado, bancos reclináveis e computador de bordo.

super motor

Em teste

Elétrico no transporte coletivo Coletivo com capacidade para 37 passageiros está em teste; modelo da Volare com a BYD tem piso baixo, motor na traseira e suspensão pneumática Da Redação Foi pensando em atender a demanda dos grandes centros urbanos brasileiros com veículos sem emissão de poluentes que a Volare criou um modelo 100% elétrico, que desde o último dia 3 faz parte da frota de coletivos em Curitiba. O Volare Access-e é um miniônibus sem emissão de poluentes. O veículo tem capacidade para transportar 37 passageiros, sendo 22 sentados. O modelo é resultado da parceria da Volare, unidade de negócios da Marcopolo, com a BYD, que montou o projeto. O ônibus atenderá durante um mês a linha Circular-Centro e é o primeiro veículo desenvolvido no Brasil com esta configuração, com piso baixo, motor traseiro e suspensão pneumática. O preço, não foi informado, porque o veículo ainda está em teste e o valor final dependerá da configuração que a cidade escolher.

“É um veículo moderno, sem emissão de gás carbônico, óxido de nitrogênio e fuligem, dos veículos tradicionais movidos a diesel, confortável e que tem a cara de Curitiba”, disse o prefeito Rafael Greca durante a viagem inaugural pela cidade. “Pedi que a Urbs avalie a possibilidade de implantar-

“Veículos 100% elétricos no transporte público são alternativa sustentável e eficiente, e que a cada dia se mostra mais eficiente e econômica” João Paulo Ledur Diretor do Negócio Volare

mos uma linha com ônibus movidos a energia elétrica. Se tudo for aprovado, vamos encomendar quatro veículos inovadores”, completou o prefeito. O Volare Access-e tem autonomia de 250 km e na linha Circular-Centro rodará cerca de 160 km por dia. O ônibus elétrico realizará transporte de passageiros pelas ruas da capital paranaense das 6h20 às 19h30.

Alternativa Segundo João Paulo Ledur, diretor da Negócio Volare, a adoção do Access-e permite reduzir a poluição ambiental e elevar o padrão de qualidade do transporte coletivo. “Veículos 100% elétricos no transporte público são uma alternativa sustentável e eficiente, já utilizada em outras cidades do país e que a cada dia se mostra mais eficiente e econômica”, explicou Ledur. “A parceria entre a Volare e a prefeitura reafirma a vanguarda e a referência de Curitiba no transporte público de passageiros”, completou o diretor da concessionária Volare Rodo Service de Curitiba, Luiz Fogaça.

Saiba mais Em teste. O ônibus 100% elétrico rodará durante um mês em Curitiba. Caso seja aprovado, a previsão é que o modelo seja incorporado à

frota a outros quatro veículos. Acessibilidade. O modelo em teste tem embarque facilitado para idosos, crianças e pessoas com deficiência.

DIVULGAÇÃO

Coletivo realizará embarque e desembarque de passageiros entre as 6h20 e as 19h30


super motor FOTOS: DANIEL CASTELLANO / SMCS

Coletivo 100% elétrico rodará durante um mês pela região central de Curitiba

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Cross Country

Volks apresenta versão da V60 A Volvo mostrou a versão Cross Country do novo V60. A perua com vocação aventureira tem suspensão elevada e proteções extras na carroceria. Em relação à V60 comum, a Cross Country tem a altura de rodagem 75 milímetros maior, com suspensão desenvolvida especialmente para a versão. O modelo tem tração integral e sistemas de controle eletrônico de estabilidade, além de modo de condução off-road. O trem de força é um 2.0 turbo de 254 cv ou um 2.0 diesel de 184 cv. Ambos usam a transmissão automática de oito marchas. VOLKSWAGEM/DIVULGAÇÃO

Gincana

Roda 250 km com 3 horas de bateria

Modelo em teste em Curitiba é acessível e tem embarque facilitado para crianças e idosos

Projetado especificamente para grandes centros urbanos, o Volare Access-e tem mais espaço interno, com a configuração das baterias em posição que proporcionem o máximo de eficiência e redução de custos operacionais e de peso total – um dos grandes desafios dos veículos elétricos para o transporte de passageiros, já que em locais mais íngremes, eles tendem a perder muito em potência. O ônibus tem 9,15 m de comprimento, 3,38 m de altura e 2,43 m de largura, com piso baixo, tração traseira e capacidade para 37 pas-

sageiros (22 sentados e 15 em pé). A suspensão pneumática faz o veículo baixar a altura do piso para facilitar o embarque de passageiros com problema de locomoção. Uma rampa na porta de entrada também facilita a mobilidade. O powertrain é BYD, com dois motores de 90 kW e 450 Nm de torque máximo e possui bateria com duração de uma hora e meia até três horas, com autonomia de 250 km. Para tornar mais eficiente a utilização da energia, o novo veículo conta ainda com sistema de regeneração da energia da frenagem.

Iveco Tector é prêmio de disputa A sexta e última etapa da Gincana do Caminhoneiro será entre 18 e 20 de outubro em Campo Largo (PR), das 8h às 18h, e vai proporcionar a três estradeiros (transportadores de carga, autônomos ou empregados) a chance de levar para casa um caminhão da linha Iveco Tector O km. O evento vai acontecer no posto Quinta, no KM 123 da BR 277, por onde estima-se que passem mais de 500 caminhoneiros. O maior desafio do evento consiste numa prova de slalom contra o relógio, numa relação de tempo e habilidade.


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

Moderno e retrô

Honda antecipa naked 650 cc A Honda revelou na Europa a futura naked com visual Neo Sports Cafe para o segmento da atual CB 650F, uma faixa importante para a montadora japonesa, que já teve ali a antiga CB 600F Hornet. Como acontece na atual naked CB 650F, o protótipo está equipado com motor de quatro cilindros em linha. Ainda não há informações sobre quando a nova motocicleta será lançada, mas o visual tem uma mistura de moderno e retrô, como já foi visto nas CB 125R, CB 300R e CB 1000R. HONDA/DIVULGAÇÃO

De volta

Suzuki lança versão da Katana

super motor

Tiger 800

Curvas robustas para se adaptar ao Brasil Se lá fora a Triumph fabrica motos clássicas, para o Brasil os modelos têm diferenciais para suportar obstáculos do asfalto ou da terra Eduardo Rocha Auto Press

Tem todo o sentido as motocicletas aventureiras ganharem mercado no Brasil. Além da quantidade de estradas sem pavimentação, mesmo nas ruas asfaltadas há sempre obstáculos que maltratam as suspensões, como valões, bueiros desnivelados, remendos e buracos. Não por acaso, a vocação da Triumph por aqui é diferente do resto do mundo. Lá fora, a Triumph é uma fabricante de motocicletas clássicas, com referências visuais aos modelos

dos anos 60 e 70. A linha Bonneville responde por mais de 50% das vendas da marca. No Brasil, tudo é diferente. A linha de bigtrails toma a dianteira, com uma larga vantagem para a Tiger 800. Das 2.976 unidades vendidas pela Triumph neste ano, 2.194, ou 73,7% do total, foram de motos trail. E somente a Tiger 800 respondeu por 57,7%, ou 1.717 unidades. Entre as seis versões do modelo oferecidas no Brasil, somente a configuração XCx emplacou 496 unidades, o que representa um sexto das Triumph vendi-

das no país. Nada mal para um modelo que custa R$ 51.390 – valor atualmente pressionado pelo dólar. As qualidades da Tiger 800 para justificar esse valor são bem numerosas. Painel de instrumentos digital colorido com ângulo ajustável, luz diurna em LED, freio dianteiro da Brembo, piloto automático, suspensão ajustável, punhos com botões iluminados para o computador de bordo e ajustes, cinco modos de condução, piscas com cancelamento automático, suspensões dianteira e traseira WP ajustáveis, manoplas aquecidas, protetores de mãos, roda raiada com 21 polegadas na dianteira, protetor de cárter em alumínio e barras de proteção do motor. Esses equipamentos são adicionais ao modelo básico, XR, que já traz de série

controle de tração e ABS comutáveis. Na parte mecânica, a Tiger 800 traz o tradicional motor de três cilindros em linha com injeção e acelerador eletrônicos, arrefecimento líquido e 800,8 cc. Ele rende 95 cv a 9.250 rpm e 8,06 kfgm de torque a 7.850 giros e é gerenciado por uma caixa de seis velocidades, com transmissão final por corrente. A melhor aptidão da Tiger XCx às trilhas dá alguma vantagem em relação às rivais diretas, já que nas outras características ela fica no meio-termo. Ela é menos potente que a Yamaha MT-09 Tracer, de 115 cv, mas supera os 85 cv da BMW F 800 GS, que já foi substituída pela F 850 GS na Europa, prevista para chegar ao Brasil no fim deste ano.

R$

51.390 Tiger 800 XCX da Triumph

A Suzuki lança versão moderna da Katana, sucesso incontestável nos anos 80. Revelada no Salão de Colônia, na Alemanha, a nova motocicleta foi definida como um produto global pela montadora japonesa. Apesar da inspiração no passado, a nova Katana tem luzes de LED, ABS, suspensão dianteira invertida e controle de tração em 3 modos. A moto será lançada no mercado europeu em 2019.

Abraciclo

Produção de motos sobe 5,2% A produção de motos no Brasil subiu 5,2% em setembro, em relação ao mesmo mês em 2017, segundo a associação dos fabricantes, a Abraciclo. De acordo com a entidade, 80.690 motos foram produzidas em setembro de 2018, contra 76.668 unidades no mesmo mês de 2017. No entanto, em comparação com o mês anterior, o de agosto, que alcançou 105.340 unidades, houve queda de 23,4%, informou a Abraciclo.

Diferenciais. Tiger 800 tem painel de instrumentos digital colorido com ângulo ajustável, luz diurna em led, freio dianteiro da Brembo e piloto automático


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 13 de outubro de 2018

FOTOS: EDUARDO ROCHA/CARTA Z NOTÍCIAS

Tiger XCx tem maior aptidão às trilhas, uma vantagem em relação às rivais diretas por ficar no meio-termo

Ficha técnica Motor: Gasolina, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente. Potência: 95 cv a 9.250 rpm. Suspensão: Dianteira com garfos telescópicos invertidos WP com 43 mm de diâmetro e 220 mm de curso com retorno ajustável e amortecimento hidráulico. Traseira com monoamortecedor WP de 215 mm de curso, pré-carga hidráulico e ajuste de amortecimento com retorno. Pneus: 90/90 R21 na frente e 150/70 R17 atrás. Freios: Discos duplos flutuantes Brembo na frente e disco simples de 255 mm atrás. Tanque: 19 L .

Conforto e tecnologia deixam direção ágil nas curvas e neutra em retas A Tiger 800 XCx impressiona pelo porte e pelos diversos protetores, que encorpam ainda mais o modelo. A sensação é que se trata de uma motocicleta de difícil trato. E isso é verdade, nas situações em que está parada ou é preciso estacionar ou manobrá-la entre os carros. A altura mínima de 84 cm para assento e o banco bastante largo tornam seus 205 kg mais perceptíveis para essas tarefas. Ainda mais se o piloto não for realmente grande, com mais de 1,80 metro. Em movimento, no entanto, a altura ajuda a tornar a XCx bastante agradá-

vel e a faz capaz de ultrapassar obstáculos respeitáveis, graças a uma altura livre para o solo de 21,5 cm. Os diversos recursos tecnológicos também facilitam a vida de quem está no controle da Tiger. O acelerador é suave, e a ergonomia é das melhores e permite uma postura bem relaxada. Em percursos longos, isso faz uma enorme diferença. E essa é a verdadeira vocação do modelo. A curva de potência do motor privilegia os regimes de rotação mais altos, o que a torna mais adequada mesmo para o uso em estradas ou em situações mais esportivas. Por outro lado, o porte e o

centro de gravidade elevado tiram agilidade no trânsito urbano. A Tiger é extremamente equilibrada. Tem agilidade nas curvas e é tão neutra nas retas que pode facilitar eventuais distrações do piloto. Os diferentes modos de pilotagem e configurações de suspensão alteram a personalidade do modelo, mas o ambiente ideal é mesmo a estrada, com pista livre à frente. O acelerador é dócil e fácil de dosar, e o câmbio de seis marchas é macio e bem-escalonado. Na verdade, o motor com 95 cv de potência e 8,06 kgfm de torque sobra no modelo. (ER/AP)

Suspensão traseira tem WP ajustável

Painel digital colorido e luz diurna em LED

Cárter em alumínio e proteção no motor

Tanque tem capacidade para 19 L

Tiger 800 traz motor de três cilindros em linha com injeção e acelerador eletrônicos


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 13 de outubro de 2018

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