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Vagabond Rebbeca Teixeira

Vagabond, obra criada pelo gênio Takehiko Inoue em 1998, é um mangá que contém 37 volumes, mas que ficou inacabado devido problemas de saúde do autor. O contexto histórico em que se passa a história de Vagabond é em um período do Japão em que a nação ainda está se reestabilizando após a batalha de Sekigahara, o confronto que definiu o Xogunato de Tokugawa para a liderança do Japão estava recentemente concluído, e muitos samurais que viveram tais experiências de combate da época passaram a vagar pelo país em busca de alguma razão para ainda continuarem vivos.

A história de nosso herói começa no final da Batalha de Sekigahara onde apenas Shinmen Takezo e Honiden Matahachi sobrevivem estando ao lado dos derrotados, ambos vindo de um pequeno vilarejo, sonham em conquistar o mundo através de suas espadas, porém ao encararem o mundo e sua realidade enfrentam diversas complicações, e após se recuperarem e sairem do campo de batalha acabam se distanciando separando-se, diante disso, Takezo passa a ter uma nova motivação, para confirmá-la muda seu nome para Musashi Miyamoto.

O nome Vagabond se refere ao estilo “largadão” do personagem, que sempre anda com sua espada de madeira na cintura. A nova identidade de Takezo foi escolhida pelo autor para homenagear o reverenciado Musashi Miyamoto autor do célebre Livro dos Cinco Anéis que o samurai escreveu em sua velhice e que é lido até hoje e valorizado por líderes e empresários devido ao seu conteúdo ter um teor textual de estratégia militar e artes marciais. O mangaká fez em seu personagem uma releitura de acordo com a sua própria interpretação tornando Takezo um samurai de personalidade forte que busca além de um crescimento espiritual, força, realizando duelos incríveis devido suas habilidades com a espada, chegando até a enfrentar uma academia inteira, sempre em busca do título de “Invencível abaixo do Sol”.

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Um dos destaques dessa grande obra é a arte feita por Inoue com traços diferenciados dos “olhos grandes” que conhecemos muito, tornando o desenho dos personagens mais como um retrato falado. Todos esses elementos tornam além da leitura uma visualização agradável expressando os momentos de ação e violência com fortes e marcantes traços. Além do autor usar em seu enredo referências históricas como os desafios entre escolas adversárias, além de técnica com movimentos reais, nos dando a oportunidade de apreciarmos momentos da arte do Kenjutsu.

Através dessa obra é possível perceber que a caminhada de um guerreiro não é fácil, “Viver pela espada morrer pela espada” é a filosofia seguida pelo samurai Takezo, através de seus riscos colocando sua vida em jogo em duelos para adquirir seu autoconhecimento, mostrando que na vida não há espaços para erros, se você sobrevive você aprende. Esta obra de arte nos faz conhecer um lado do Japão Feudal desbravando o universo dos samurais de um Japão que não mais existe.

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OP - Qual seu nome? SG - Saulo Gabriel OP - Qual foi seu primeiro cosplay? SG - Otsutsuki Toneri (The Last Naruto O Filme). OP - Qual sua maior influência cosplay? SG - Eu sempre via as pessoas fazendo cosplays nos eventos e gostaria de ser como elas. OP - Quantos cosplays já fez? SG - Acho que 12 OP - Qual sua maior dificuldade em fazer cosplay? SG - Com certeza a parte monetária OP - Que personagens gostaria de fazer? SG - Tem tantos de Digimon, Avatar e Marvel que ainda quero fazer. OP - Dê algumas dicas para quem quer começar a fazer cosplays? SG - Sempre começe por baixo dedique-se para se aperfeiçoar ainda mais. É muito bom fazer cosplay. OP - O que você gostaria que melhora-se em seu estado em relação ao cosplay?

Saulo Gabriel já fez cosplays como Digimon - Tk, Fullmetal Alchemist - Envy, Star Wars - Rey e Avatar a Lenda de Aang - Zuko

SG - Gostaria que melhorasse a estrutura das salas e o suporte que dão para os cosplays e pelo menos uma fila prioritária para os cosplays. Tem cosplays com tantos adereços e espera em uma fila normal e enorme para entrar no evento é muito ruim.

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Bate-Papo com a Re

Warpzo Hoje, o Iago Paixão estará num bate-papo legal com o Cleber Farias, uma das grandes pessoas por trás da Revista Warpzone. OP - Nome completo? CF - O meu nome é Cleber Farias Marques OP - Idade? CF - Tenho 34 anos, faço 35 em 2018. OP - Onde mora atualmente? CF - Moro na capital de São Paulo, lugar onde nasci, mas já morei em cidades do interior de São Paulo por certo tempo também. 10

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OP - Como surgiu a ideia para criar a WarpZone? CF - A ideia surgiu nos anos 90, quando eu criava meus próprios detonados, minha revista particular. Naquela época era tudo muito mágico e o que eu mais queria era escrever textos como eu via em revistas Ação, Games, GamePower, Videogame, Supergame e outras. Claro que tudo que eu fazia não passava de algo criado por um fã, escrevia do meu jeito, fazia as anotações da forma que eu achava melhor, mas era com capricho, tinha até ilustração. Não foi aí que a WarpZone se concretizou, mas a ideia da revista nascia neste momento. Em 2015, mais de 20 anos depois, eu resolvi dar vida ao projeto e pensei em fazer um fanzine, coisa simples, mas teria que ser impresso. Pensei no nome,


“Estamos aí na luta até hoje, com uma equipe incrível que foi um dos nossos alicerces para continuarmos de pé.”

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depois em alguns primeiros tópicos pra matérias, fiz uma capa e quando vi que aquilo ali seria real tive que procurar alguém para entrar de cabeça comigo nessa ideia. A primeira pessoa que eu contatei foi o Rafael Marques, era colecionador maluco por revistas de Videogame que nem eu, a pessoa certa. Em seguida veio o Denis Bortolaço, o primeiro leitor que visitamos, virou membro da equipe e daí em diante fomos só crescendo. OP - Qual foi a maior dificuldade que vocês enfrentaram com a WarpZone? CF - Tivemos muitas, na época do fanzine principalmente, mas a mais complexa de todas foi

quando começamos a lançar nossos livros e revistas nas bancas do Brasil inteiro e a editora que era nossa parceira na impressão e distribuição pulo fora do projeto, ela estava passando por um momento difícil e precisou sair da parceria. Neste momento meu sócio, o Ivan Battesini, e eu, tivemos que nos virar para transformar a WarpZone numa empresa de verdade, abrir nossa própria editora e correr atrás do prejuízo. Estamos aí na luta até hoje, com uma equipe incrível que foi um dos nossos alicerces para continuarmos de pé. OP - Chegou algum momento em que vocês pensaram em desistir da revista? Porquê?

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Não posso falar por todos, mas eu nunca pensei em desistir, porque não desisto de nada. E tenho certeza de que não vou desistir da WarpZone nunca, o projeto pode mudar para maior, ou menor, não sabemos o dia de amanhã, porém por mim a WarpZone continua firme e forte até eu deixar esse mundo. A WarpZone é o meu maior objetivo de vida hoje em dia, isso torna ela necessária demais para mim. Com o time que temos e os leitores que conquistamos manter a empresa é nossa responsabilidade principal. OP - Quando que a Revista começou realmente a ficar conhecida? E o que você acha que pode ter levado a isso? CF - Isso foi entre o final de 2015 e o início de 2016 quando deixamos de fazer um fanzine de 8 páginas a cada 2 meses para invadirmos as bancas do Brasil inteiro com 4 livros de 100 páginas cada todos os meses. Isso foi um salto incrível e aconteceu pela vontade do público que conquistamos e pela parceria que tivemos com uma grande editora logo de início. Essa experiência foi impagável e confesso para vocês, deu um frio na barriga, mas respiramos fundo e fomos para cima, o time inteiro se profissionalizou e conquistamos o que a gente tanto queria que era escrever para uma publicação de verdade. OP - Você acha que a WarpZone chegou onde você queria? Ou você acha que ela pode ir muito mais além de onde está hoje? CF - Sim, foi até mais longe do que eu imaginava. Quando eu criei ela a intenção era fazer umas 15 cópias do primeiro fanzine e distribuir para os amigos, mas isso nunca aconteceu porque nosso primeiro fanzine vendeu, de cara, cerca de 200 cópias, foi uma felicidade e um susto. Eu logo pensei “No que estamos nos metendo?”, mas de lá para cá encaramos todas essas mudanças e responsabilidades e temos evoluído demais como criadores de conteúdo. Com base no que eu vi acontecer com a WarpZone em 2 anos, lançando mais de 40 publicações, oficializando parcerias com a Tectoy e a Capcom, eu tenho certeza de que podemos ir muito mais longe ainda.

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OP - Quais seus sonhos e futuros para a Revista? CF - Meus sonhos e desejos com a WarpZone são muitos, mas sendo bem pé no chão eu quero sonhar com o que pode ser realidade em breve, lançarmos mais livros de luxo que mudem o mercado editorial como fizemos com o lançamento do livro Mega Drive Definitivo e expandirmos nossa criação de conteúdo além da mídia impressa. Estamos com um canal bem legal no Youtube, voltamos com o nosso Podcast, lançamos uma revista digital de grande sucesso e em breve teremos novidades em nosso site também, que deixará de ser apenas uma loja virtual. Temos planos maiores, mas esses a gente ainda guarda mais escondido do que a Tri-Force. OP - Tem uma ideia de qual foi a Revista mais vendida até agora no momento? CF - Nosso sucesso editorial foi o livro Mega Drive Definitivo (MDD), sem dúvidas. Apesar de termos na bagagem mais de 30 livros publicados na época em que lançamos o MDD foi ele quem abriu portas para a gente, mostrou ao mercado do que somos capazes de fazer e trouxe muito reconhecimento para o nosso time. Por isso já estamos trabalhando no novo projeto de luxo que vem em seguida, um livro maravilhoso chamado The King of Figthers Essencial, esse daí vai entrar para a história. OP - Tem algum novo projeto para a WarpZone? Poderia dizer qual? Ou ainda pretende manter em segredo para o público? CF - O nosso projeto mais recente é o livro The King of Fighters Essencial, formato de luxo e uma luva no formato do cartucho do Neo Geo AES. Com ele nós registramos o que há de mais importante no universo de KOF, muitas histórias de fliperama e a passagem da SNK pelo Brasil através da Neo Geo do Brasil com entrevistas de ex-funcionários. Um trabalho de registro histórico. OP - E para finalizar, qual a dica que você dá não só para as pessoas que querem começar uma revista, mas também para nós da OP (Otaku Point)?


CF - Uma dica legal, não só para quem quer criar sua revista, seja ela impressa ou digital, mas também para quem quer criar qualquer tipo de conteúdo é: Escreva/crie/faça com o coração, ser profissional é muito importante, mas já estamos cheios de gente fazendo coisa por obrigação, se quer criar alguma coisa faça com a dedicação de um fã, pois serão fãs que vão consumir o seu conteúdo.

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Algumas de suas músicas ainda vieram a se tornar temas para animes, tais como: “Dress”, “Gessekai”, “Diabolo”, “Kagerou”, “Kuchizuke” e “Gekka Reijin”.

Se você é interessado em Visual Key, J-Rock e música japonesa em geral, você pode ser um fã em potencial pelo trabalho do Buck Tick, o grupo é uma banda de J-Rock formado no final de 1985 em Fujioka, Gunma, no Japão. A história do grupo começa em 1983 quando a banda inicial foi formada pelos estudantes de ensino médio, Imai Hisashi (guitarra e efeitos) que idealizou a idéia do grupo, apesar de inicialmente não saber tocar nenhum instrumento, recrutando o amigo Higuchi Yutaka (conhecido mais tarde como U-ta; baixo), que por sua vez o mesmo decidiu convidar Hoshino Hidehiko (guitarra), a proposta era que ele fosse o vocalista devido a sua bela aparência, mas Hoshino nunca desejou ficar entre os holofotes tornando então Araki (vocal) o vocalista da banda, enquanto que Sakurai Atsushi (bateria), conhecido por ser um rebelde solitário da classe de Imai, se prontificou a ser o baterista, o grupo musical então foi formado sob o nome Hinan Go GSuaj 非難 GO-GO (“Hinan” significa “crítica” em japonês) escolhido por Imai.

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A partir daí os integrantes começaram a praticar o suficiente para poderem se apresentar, eles começaram a fazer seus shows ao vivo em pequenos eventos locais. Eles começaram tocando covers de músicas da famosa banda de punk japonês The Stalin. Eles passaram a formar uma imagem diferenciada da multidão se apresentando vestidos com ternos, com o cabelo para cima além de se maquiarem com o rosto branco. No final do mesmo ano, a banda passa a ser chamada de “Buck-Tick”, que significa fogo de artifício/ bombinha (do inglês, “firecracker”). Quatro dos integrantes da banda se mudaram para Tokyo, mas voltavam aos finais de semana para praticarem e fizessem shows juntos. Porém apenas Sakurai permaneceu em sua cidade natal, isso o deixou deprimido e solitário, entretanto esse momento foi necessário para fazê-lo tomar uma grande decisão- deixar de ser baterista e se tornar vocalista. Com Buck-Tick sem baterista Higuchi vai atrás de seu irmão, Toll Yagami, que também estava em uma banda, a “SP”, porém a banda acaba e Higuchi convence Toll de que a melhor maneira de superar a perda de sua própria banda era se juntando a eles. Por fim essa se tornou a formação fixa para a banda, e não mudou até hoje. Após a fase de mudança da formação da banda, Buck-Tick tornou-se cada vez mais focado em seu trabalho musical. Os cinco integrantes trabalhavam em seus respectivos empregos durante o dia e praticavam e tocavam de noite. Até que em julho de 1986, a banda atraiu a atenção de Sawaki Kazuo, presidente da Taiyou Records. Em 1º de abril de 1987, junto com o lançamento de seu primeiro álbum, Hurry Up Mode, o grupo musical tocou em uma live chamada “Buck-Tick Phenomenon Live” no Live Inn, em Toyoto no salão público em Ikebukuro com capacidade para 1000 pessoas. Muitos acreditavam que o concerto seria um fracasso por acharem ser um espaço muito grande para a banda, mas o grupo musical usou uma estratégia de publicidade inteligente: todos eles distribuíram milhares de planfetos e anúncios em preto e branco em todos os distritos de Tóquio com o simples título do concerto. Os integrantes quase foram presos e indiciados por desfiguração de patrimônio público, mas a estratégia funcionou. O local parecia pequeno perto da multidão que crescia para ver o concerto.

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Depois do sucesso, um vídeo do concerto foi lançado alcançando a 4ª posição na lista de video Oricon. Ao assistir tal concerto Kazuo se surpreendeu e a banda assina com a Taiyou Records imediatamente e lança seu primeiro single, “ToSearch” e “Plastic Syndrome Type II”, em 21 de outubro do mesmo ano. O sucesso da Buck-Tick foi instantâneo, e os principais estúdios começaram a brigar pela chance de assiná-los. Porém a banda tinha suas próprias ofertas fixas. Eles queriam continuar a seguir com os seus próprios termos a música da banda, eles recusavam qualquer proposta que não seguisse normas como o respeito diante das decisões tomadas apenas pelos membros, que não fossem forçados a mudar sua aparência e que seriam responsáveis pelo trabalho de produção. Com tantas demandas muitos desistiram do grupo até que Takagaki Ken, da Victor Invitation Records, desejava tanto a banda, que estava disposto a arcar com tais normas, oferecendo até o estúdio Aoyama de Victor como um espaço para praticarem.


Com o grande sucesso surgiram diversas entrevistas, porém inicialmente os repórteres pareciam estar interessados apenas no visual da banda, fazendo perguntas como “Por que você coloca o cabelo para cima?”, “Quanto tempo leva você para fazer esse penteado?” E “Você coloca o cabelo para atrair a atenção para que você possa vender mais discos?” Eram tantas que os membros do grupo passaram a não responder mais, chegando até a anunciarem durante uma apresentação que “só colocariam seu cabelo em pé quando estivessem com vontade”. Com o lançamento do álbum Taboo, em setembro de 1988 em Londres, que tinha uma pegada de som mais grave e sombria, Buck-Tick foi alvo de razoáveis críticas de membros da cena musical japonesa, que via a banda como nada mais do que ídolos temporários. O sucesso da banda se confirmou com o lançamento do single “Just One More Kiss”, tornando-se primeiro sucesso de Buck-Tick. A banda chegou ate a fazer sua primeira aparição na televisão com transmissão ao vivo no famoso programa de música Music Station. No final do ano, Buck-Tick ganhou a premiação “Rookie of the Year” no Japan Record Awards.

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Em março de 1989, a banda passa por um delicado momento ficando até mesmo em hiato, isso devido à prisão de Imai por posse de LSD, a situação virou notícia nos principais jornais da época. Muitos fãs e repórteres duvidavam se com a prisão de Imai seria o fim para Buck-Tick, mas após cumprir uma pequena pena Imai volta e no outono de 1989, a banda retorna ao estúdio e grava seu quinto álbum de estúdio, Aku no Hana (“Evil Flowers”), o álbum retratou um aprofundamento na imagem gótica que eles tinham começado em Taboo, tornando uma marca registrada da banda, até os dias de hoje Aku no Hana continua sendo o álbum mais vendido do grupo.

Com a morte da mãe de Sakurai, o mesmo passou a escrever letras mais criativas influenciadas por sentimentos e emoções reais. Em 21 de maio de 1993, Buck-Tick lança o single “Dress”, que foi re-lançado em 2005 para ser usado como tema de abertura do anime Trinity Blood. E essa não foi a única música da banda usada como temas de anime, em 13 de maio de 1998, eles lançaram o single “Gessekai”, que também foi usado como o tema de abertura da série de anime Nightwalker: The Midnight Detective. Em 2006, para celebrar o seu 20º aniversário eles lançam o single “Kagerou”, sendo usado como o tema final do anime XxxHolic. O segundo single de 2010 da banda intitulado “Kuchizuke” (“Beijos”), também foi usado como tema de abertura para Fuji TV ‘s Shiki anime. Graças a isso a música japonesa passou a ganhar popularidade no Ocidente pela internet, e “Gessekai” tornou-se a música que trouxe muitos fãs estrangeiros para


início de sua própria gravadora Lingua Sounda, que mais tarde se torna um subrótulo de Victor retornando sua parceria com Victor Entertainment.

Buck-Tick. O sucesso foi tanto que a empresa japonesa SoftBank lançou telefones celulares Buck-Tick de edição especial que foram projetados pelos próprios integrantes da banda. No final de 2008, a banda se torna oficialmente um artista da Sony Music Entertainment Japan, devido a BMG ter sido comprado pela Sony Music Entertainment Japan provocando uma reestruturação da empresa dobrando completamente a BMG na Sony. Com o aniversário de 25 anos da banda, Buck-Tick abriu um site especial anunciando também o

Algumas semanas antes do lançamento de seu novo trabalho, a banda liberou o vídeo de “New World - begining” criando fortes expectativas para os fãs. A música trazia um Buck Tick flertando com o pop. O álbum é repleto de músicas diferenciadas entre si demonstrando um completo mosaico de estilos musicais, como pode ser ouvido em “Cum uh sol Nu – Frasco no Besshu”, com seu toque oriental, sendo seguida por um lado industrial em “El Dorado”, “Bi NEO Universe” e “BOY sepptem peccata mortalia”. A fama da banda foi marcada por seus diferentes estilos musicais, com músicas que vão do punk até o pop. Eles nomeavam seus trabalhos iniciais de “punk positivo”, em que eles usavam ritmos e acordes mais simples, juntamente colocando

pequenos trechos em inglês em suas músicas. Durante essa evolução musical da banda, houveram elementos marcantes presentes em toda a carreira como o uso das cordas de violão, pulsações, ruídos distorcidos eletronicamente além da incomparável de Sakurai. Em suas letras os compositores Sakurai e Imai abordam temas de teor sexual, crises existenciais, histórias mergulhadas no universo da ficção científica tendo uma forte expressão geek. Buck-Tick se inspirou profundamente pelo rock ocidental, colocando influências do post-punk britânico dos anos 70 e 80. Os artistas e bandas que mais inspiraram e foram mencionados pelos integrantes da BuckTick foram Love & Rockets, a banda de punk The Stalin com o seu estilo mais eletrônico, clássicos como Led Zeppelin e Beatles, além de David Bowie. Porém Buck-Tick serviu também como um ícone de influência, principalmente em sua época sendo considerados como um dos fundadores do visual kei, devido a forma que se arrumavam durante as apresentações, trazendo uma forte polêmica no cenário musical japonês.

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Essa forte musicalidade inspirou diversos artistas e bandas. Em entrevista com Sakurai para sobre o festival de aniversário de Buck-Tick, o radialista Kiyoharu declarou o mesmo como uma pessoa calorosa e maravilhosa. Outra referência foi com o Vocalista de Dir en grey, que afirmou ter se inspirado em Atsushi Sakurai, para virar um astro do rock, ao observar uma foto de Sakurai na mesa de um colega durante a escola secundária. Hyde, vocalista do L’Arc~en~Ciel já cantou um dos maiores sucessos de Buck-Tick “Just One More Kiss” declarando o grupo como a melhore e mais influente banda de J-rock.

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Durante sua carreira que completou 30 anos em 2016, a banda já lançou 20 álbuns de estúdio, com quase todos atingindo o top 10 nas paradas. Em 2013 foi exibido em todo o país um filme documentário “Theatre version BUCK-TICK - Bakuchiku phenom” em comemoração ao 25º aniversário. Em 15 de novembro foi lançado a primeira pv do mais novo álbum de 2018 “BABEL”. Com 3 décadas de estrada, a banda continua conquistando fãs por todo o mundo inclusive no Brasil, sem deixar para trás em sua musicalidade de misturar estilos mantendo sempre uma forte presença com certa extravagância e visual impactante e chocante em fotos e apresentações.

Esse legado continua presente atualmente, tornando Buck-Tick conhecida como uma das mais antigas bandas ativas do Japão, revolucionando assim a música japonesa. Esperamos que o guitarrista Imai perca seu medo de avião para que possam embarcar em turnês internacionais e que talvez venham para o Brasil, sendo que o mais próximo que já chegaram por aqui foi ao Nepal. Não custa nada sonhar!


Uma das séries de Animes de grande sucesso que foi responsável por fazer várias pessoas entrarem no mundo dos Animes foi CDZ (Cavaleiros do Zodíaco), uma série que conta a história de guerreiros místicos chamados Cavaleiros ou Saints, que lutam vestindo Armaduras sagradas baseadas nas diversas constelações. Os Cavaleiros têm como missão defender a reencarnação da deusa grega Athena em sua batalha contra outros deuses do Olimpo, ou de outras mitologias que pretendem dominar a Terra. Iago Paixão 22

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História

novas recompilações foram sendo lançadas, chegando até uma edição de luxo para colecionadores chamada de Kanzenban (com alNo Japão: gumas páginas coloridas inclusive). O manCDZ (Os Cavaleiros do Zodíaco) começou no gá foi dividido em sagas, de acordo com a ano de 1986 quando o autor, Masami Kuru- história: mada, iniciou a série originalmente chamada de Saint Seiya. A primeira aparição aconteceu • Santuário em 26 de novembro de 1985, em anúncio nas • Blue Warriors (história solo do personagem Hyoga de Cisne) páginas da edição 52/85 da revista Weekly Shonen Jump. Mas foi na edição 01/86, pu- • Poseidon blicada no dia 3 de dezembro de 1985 que o • Hades primeiro capítulo foi publicado. O sucesso foi tão grande que no mesmo ano No Japão existem duas regras quando um de sua criação, Saint Seiya começou a ser mangá faz sucesso: Lançar uma compilação produzido em anime pela Toei Animation e completa (tankobon), com apenas a série em o primeiro episódio foi ao ar no dia 11 de ouquestão, e lançá-la em anime. Saint Seiya ren- tubro de 1986, todos os sábados às 19h, pela deu 28 volumes tankobon com cerca de 200 TV japonesa ASAHI. páginas cada um. Com o passar do tempo

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E um grande detalhe da produção do anime foi que a Toei Animation foi praticamente obrigada a aumentar a história, inventando novos personagens, prolongando certas lutas e até mesmo criando uma nova saga. Tudo isso devido ao fato de que quando o anime começou a ser produzido, o mangá não estava finalizado ainda. Com isso tudo foi exibido o último episódio no dia 1 de abril de 1989, iniciando uma reprise completa meses depois. O grande sucesso de Saint Seiya gerou, na época, três curtas metragens e um longa-metragem. Mas Infelizmente a Saga de Hades (considerada por muitos fãs a melhor saga) não foi produzida em anime na época. Na ocasião Masami Kurumada teria tido problemas com a Toei Animation e não liberou a produção de Hades. Fãs do mundo inteiro ficaram decepcionados e tentaram realizar campanhas, mas sem sucesso. Em 2001, um desenhista francês chamado Jérôme Alquié produziu dois trailers da Saga de Hades (baseado na história do mangá). O trailer foi exibido no evento de Toulon, na França, em 2001 e a Toei Animation estava lá para conferir. O sucesso foi inevitável e os trailers espalharam-se rapidamente pela Internet.

Desenho autográfado por Masami Kurumada

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A Toei Animation nunca se pronunciou oficialmente sobre o assunto, porém em novembro de 2002 ela finalmente lançou o primeiro OVA da Saga de Hades. Todos pensavam que Jêróme Alquié faria parte do staff, porém isso não aconteceu. Até hoje ninguém sabe a real influência que o francês teve sobre a Toei Animation, mas para os fãs ele é considerado um herói.

No final de 2005, a Toei Animation começou a produzir a Fase Inferno de Hades, mas ela foi dividida em duas partes: a primeira com 6 episódios e a segunda com 6 episódios também. Os 6 primeiros episódios foram lançados até fevereiro de 2006 e 6 episódios finais foram lançados até fevereiro de 2007! Em 2006, Masami Kurumada surpreendeu ao anunciar o lançamento de dois novos mangás: o Lost Canvas e o Next Dimension, sendo este o início da tão sonhada Saga do Céu (ou Saga de Zeus). Ambos os mangás contam a mesma história, só que sob pontos de vistas diferentes.

Em 2002, surgiu um novo mangá: o Episódio G. Ele conta com o roteiro de Masami Kurumada, mas o traço agora é de Megumu Okada, o que despertou desinteresse de boa parte dos antigos fãs, pois os traços eram totalmente diferentes. Com o passar do tempo, o mangá foi evoluindo e ganhando respeito Em 2008, finalmente, a Saga de Hades foi por parte da maioria dos fãs. Infelizmente ele concluída com 6 OVAs referentes a Fase Elífoi interrompido em 2008, sem uma explica- seos. ção oficial. Em 2009, o Lost Canvas ganhou a sua verEm14 de fevereiro de 2004 um novo longa- são em anime. A primeira temporada teve metragem, intitulado Tenkai Hen - Josô - 13 OVAs e durou até o primeiro semestre Overture (Prólogo do Céu - Abertura) foi lan- de 2010. A segunda temporada foi lançada çado no Japão. Com isso os fãs acreditavam em 2011 e teve mais 13 OVAs também. Infeque a tão sonhada Saga de Zeus poderia ser lizmente não existe terceira temporada em produzida rapidamente, fato que não aconte- anime e nem previsão para isso, já que a série continua como cancelada no Japão. ceu na época. No começo de 2012, tivemos o lançamento da série Ômega, voltada para um público mais infantil, em uma tentativa de renovar o público da série. Foram duas temporadas, totalizando 97 episódios. O último anime produzido foi o Soul of Gold (Alma de Ouro), em 2015. Este é focado exclusivamente nos Cavaleiros de Ouro e a Toei Animation utilizou uma brecha da história do Muro das Lamentações para encaixar o novo anime, agradando em cheio os fãs.

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No Brasil: No Brasil a série chegou em 1994. Com nome herdado da França, Os Cavaleiros do Zodíaco tiveram sua primeira exibição no dia 1º de setembro, na extinta Rede Manchete. O sucesso veio de imediato e naturalmente (sem muita divulgação). O Anime começou a ser exibido em dois horários: as 10h30min dentro do programa infantil Dudalegria e as 18h30min dentro de outro programa infantil, o Clube da Criança. Depois, a série ganhou um programa próprio, com a apresentadora Mytsue. A Manchete ficou marcada pelas constantes reprises dos episódios. Os Cavaleiros do Zodíaco ficaram no ar até 1997, batendo recordes de audiência. Neste tempo, muitos produtos foram lançados, podendo destacar: álbuns, cd e lp musical que chegou a ganhar até disco de ouro, mochilas, estojos, etc. Uma grande febre de bonecos (Action Figures) começou a se formar. Cerca de 900.000 bonecos foram vendidos nos 3 anos em que a série esteve no BRASIL. Além disso, o longa metragem A Lenda dos Defensores de Atena, foi exibido nos cinemas e teve um grande público.

Assim que a série parou de ser exibida, as emissoras de TV viram que poderia ser uma boa investir em desenhos animados japoneses, então começaram a aparecer muitos outros animes, mas nenhum conseguiu cativar tanto público quanto Os Cavaleiros do Zodíaco. Em 2001, a Conrad Editora adquiriu os direitos para lançar o mangá. Com vinculação mensal, o mangá nacional teve 48 edições e a Editora também lançou 10 volumes do mangá Episódio G, mas depois que decretou falência acabou parando o lançamento no meio e faltando 7 volumes a serem lançados no Brasil. Após exatamente 9 anos de exibição da série no Brasil, Os Cavaleiros do Zodíaco voltavam no histórico dia 1º de setembro de 2003 no canal fechado Cartoon Network, mas desta vez redublado nos estúdios da Álamo. Para comemorar o lançamento da série, foi produzido um evento temático chamado Cavaleiros Anime Show. O evento recebeu um público superior a 5.000 pessoas em dois dias e contou com total apoio da empresa licenciadora da série na época, a Creative Licensing Brasil.

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No Natal de 2003, 40.000 bonecos foram vendidos em menos de 2 semanas e em 2004, a Rede Bandeirantes começou a exibir o anime, que ficou no ar até 2007. Rede 21 e PlayTV também exibiram os episódios. A Saga de Hades começou a ser lançada em DVD, pela PlayArte, no meio de 2006. Aliás, a PlayArte fez o lançamento da série completa em DVD. A Band exibiu a Saga de Hades apenas no final de 2010. Em 2007, a Editora JBC anunciou o lançamento do mangá do Lost Canvas no Brasil. Com periodicidade bimestral, o mangá foi lançado de forma completa por aqui, incluindo os Gaidens.

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Em 2010, a empresa Angelotti Licensing & Entertainment anunciou um novo relançamento da série no Brasil, novamente na TV Bandeirantes. Desta vez a emissora comprou também os 31 episódios da Saga de Hades. Um novo projeto de licenciamento foi feito, com o lançamento de vários produtos, incluindo álbuns, pôsteres, bonecos etc. Em 2016, em comemoração aos 30 anos do anime no Japão, a Rede Brasil fechou uma parceria com a Toei Animation e passou a exibir, de forma oficial e legalizada, os 114 episódios da série clássica. A estreia aconteceu em outubro de 2016.


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H.O.T. H.O.T (1996-2001) Empresa: SM Entertainment Abreviação: High-five Of Teenagers (H.O.T.) Fandom: Club H.O.T. Cor: Branca

H.O.T foi um grupo muito popular na Coréia do Sul e Taiwan na década de 90. Vendeu milhões de álbuns mesmo a Coréia do Sul tendo passado por uma crise financeira na época ele se manteve no auge. Grande influenciador de boys grupos e girls grupos em seu país. Fizeram sua estréia em setembro de 1996,com o álbum:”We Hate All Kinds of Violence “ que os deixou no topo do cenário musical. Lançaram um segundo single com o título “Candy” que fez a popularidade crescer mais ainda e fizesse com que as mercadorias do grupo ficassem esgotadas na loja do país. Seu segundo álbum foi lançado em junho de 1997, com o titulo”Wolf & Sheep”.

A música principal do álbum foi banida nas rádios por ter uma letra considerada forte para sua época. Eles alteraram algumas partes de música e comseguiram apresentar,o segundo single foi “Full of Happiness” parecido com “Candy” do primeiro álbum. O terceiro single do álbum, “We Are the Future”, também fez um enorme sucesso e ganhou um prêmio da MTV como melhor clipe internacional. E no mesmo ano em setembro lançaram um terceiro álbum”Resurrection” o álbum contou com um estilo mais puxado para o rock. Em 1999, eles tiveram seu primeiro concerto ao vivo que foi realizado no Estádio Olímpico de Seul. H.O.T. foi o primeiro grupo de K-pop à ter um concerto no estadio devido à enorme quantidade de fãs.

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Chegaram a performar no show do Michael Jackson junto com suas companheiras de empresa do S.E.S. Lançaram um quarto álbum”Iyah” e ganharam o prêmios álbum do ano . Participaram de um filme chamado: “Age of Peace” no qual lançaram uma trilha sonora que eles mesmo compuseram. Em setembro de 2000 eles laçar seu ultimo álbum com o título “Outside Castle” todos os membros participaram da composição das letras. O grupo H.O.T chegou ao fim em 2001 a medida que o contrato com a empresa ia chegando ao fim,havia boatos que o grupo ia acabar por questões financeiras, mas nada foi confirmado e até hoje não se sabe porque realmente o grupo se desfez.

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Integrantes: Moon Hee-joon Nasc.: 14 de março de 1978 (39 anos) Líder, Vocalista de Apoio e Rapper de Apoio. Jang Woo Hyuk Nasc.: 8 de maio de 1978 (39 anos) Rapper Principal Tony An Nasc.: 7 de junho de 1978 (39 anos) Vocalista Líder e Rapper Kangta Nasc.: 10 de outubro de 1979 (38 anos) Vocalista Principal e Rapper Lee Jae Won Nasc.: 5 de abril de 1980 (37 anos) Rapper de Apoio, Vocalista de Apoio e Maknae


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International SuperStar Soccer Vivemos tempos de rivalidade FIFA vs PES onde as pessoas fazem parte de espécies de seitas ou partidos políticos nos quais ou você ama ou odeia um dos jogos exclusivamente (não, você não pode amar os dois). Se você curte um estilo mais simulação você com certeza irá escolher o FIFA, e se prefere mais o estilo arcade a sua pedida é o PES. Confesso que pessoalmente prefiro o estilo simulação (FIFA é melhor que PES, aceitem) mas já joguei muito arcade em um jogo que reinou soberano nos consoles da década de 90: o International Super Star Soccer (e suas variáveis)

O jogo foi lançado no Japão em 1994 com o nome Jikkyou World Soccer: Perfect Eleven e em 1995 foi lançado no ocidente com o nome International Super Star Soccer. Ainda em 1995 saiu a sequência Jikkyou World Soccer 2: Fighting Eleven, que no ocidente ficou conhecido como International Super Star Soccer Deluxe. Essa franquia foi bastante popular na Europa e América Latina durante a década de 90 devido aos seus gráficos e sua jogabilidade de alta qualidade, e até hoje é cultuada como um das melhores franquias de futebol já lançadas. Com sprites e animações baseadas nos jogadores que atuaram na Copa do Mundo de 1994, apesar de não terem os nomes reais dos jogadores, todo mundo sabia que o Beranco era o Branco e o Gomez era o Romário. Allejo era pra ser o Bebeto, mas na verdade era uma entidade suprema, à parte de qualquer definição de jogador. Nunca existirá um Cristiano Ronaldo ou Messi melhor do que Allejo.

Quem nunca correu para a linha lateral no meio de campo e chutou cruzado para o gol não sabe o que é felicidade! Que tal um gol olímpico? Também dava pra fazer! Tava entediado? Toca para o goleiro e sai driblando todo mundo até o gol adversário. Ou ainda: Levar a bola até a grande área, ficar de costas para o goleiro, levantar a bola e fazer um golaço de bicicleta! Hahaha era bom demais! Não podemos esquecer de outra parte muito divertida desses jogos, principalmente no Deluxe, que eram os cheat codes: códigos que você digitava com o segundo controle na tela de “Press Start” e habilitava algum recurso extra e/ou bizarro quando entrasse no jogo. O mais famoso deles era o cheat de transformar o juiz em um cachorro (cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B, A), mas também tinha como liberar os times All Star (R, cima, baixo, L, X, B, esquerda, A, direita, Y). A cena do cachorro mostrando o cartão para o jogador que acabou de fazer uma falta era sensacional!

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Ainda tínhamos também as variações BR da franquia, como o Futebol Brasileiro 96, Ronaldinho Soccer 97 e Campeonato Brasileiro 98, que eram basicamente os mesmos jogos, mas com times europeus, brasileiros e sul-americanos, com escalações atualizadas, em contrapartida ao jogo original no qual você só podia jogar com seleções nacionais.

Em 1997 chega no ocidente a primeira continuação 3D oficial, no Nintendo 64, o espetacular International Super Star Soccer 64 e em 98, sua continuação, ISSS 98. A jogabilidade fluida e os gols de macete continuavam sendo marca registrada da franquia, apesar de ter ficado um pouco mais lenta devido à mudança de estrutura gráfica do jogo, mas nada que alterasse a diversão e a alegria da disputa.


Por falar em disputa essa era uma época em que você tinha que chamar o seu amigo para jogar com você, do seu lado, ao invés de apenas chamar ele por um link online e nem ver a cara do indivíduo. Para mim jogos de futebol e de luta deveriam ter continuado exclusivamente assim pois a graça da disputa, na minha opinião, sempre foi você ganhar do seu colega e curtir com a cara dele como se não houvesse amanhã!

Dificilmente você vai achar uma pessoa que goste de futebol e que teve ao menos um contato com os consoles da década de 90 e que não tenha jogado nenhum dos títulos mencionados neste texto. Mas se mesmo assim você encontrar, por favor, faça esse favor de apresentar a esta pessoa a história dessa franquia maravilhosa que deixa saudades. Deus Allejo tá de olho!


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Assisti, nesta semana, ao filme que, aqui no brasil, foi intitulado “O Quarto de Jack” (Room em inglês), quase um ano depois que foi lançado no Brasil. O mais curioso é que o filme tinha sido considerado um sucesso de crítica, levando o mesmo a conquistar várias premiações, como o Oscar de melhor atriz para Brie Larson. O filme me cativou. Coloquei-me naquele lugar, olhando tudo pela perspectiva do garoto, procurando entender como ele pensava e ainda mais como o mundo dele se constituía, questionando-me: o que é real e o que é imaginário? Para escrever este pequeno texto, eu pesquisei um pouco, observei que muitos críticos de cinema (o que não sou, ressalte-se) utilizaram do mito criado por Platão chamado “A Alegoria da Caverna”. Para quem não sabe, esse mito se refere a uma passagem mais famosa da filosofia. Conta a história de prisioneiros acorrentados em uma caverna desde o seu nascimento, acreditando que as sombras que lá

enxergam (tudo que veem são sombras) são toda a realidade que existe. Para eles, não haveria nada real além das sombras e da caverna em si. Quando um dos prisioneiros se liberta, descobre, ao sair da caverna, que aquilo que enxergava não era real, pois o real estava no exterior. Ao retornar e contar aos seus colegas (revelando que, na verdade, as sombras não são reais), é ridicularizado por eles, que continuam acreditando que a verdade está nas sombras, não havendo nada exterior à caverna. A ideia de Platão foi criar uma alegoria segundo a qual existiriam dois mundos: o primeiro, imperfeito, acessível pelos sentidos, que nos enganam (é o mundo sensível); o segundo, perfeito, é acessível apenas pela razão, que é a única que pode nos dar acesso à verdade (é o mundo inteligível), o mundo que ele acreditava ser tudo era um simples quarto algo muito efêmero perto de toda a grandiosidade do mundo.

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A partir da alegoria supra exposta, pode-se associar à personagem, no filme, da mãe, colocada naquele lugar desde seus 17 anos, sendo abusada sexualmente por 8 anos, sem contato com o mundo exterior a não ser por uma pequena TV. Jack veio para lhe trazer-lhe um pouco de esperança, para ajudá-la a continuar vivendo. Pois, acredito eu que era muito fácil ela deixar este mundo. Para Jack, ela era seu mundo, e para a Mãe Jack também era o seu. Naquele mundo, eles se mantinham vivos. O que eu apresentei a vocês até agora foi o que eu consegui capturar nos 20 primeiros minutos do filme, poderia falar muito mais sobre esse filme, no entanto isso seriam muitos spoilers, e a nossa intenção é faze-lo assistir este filme encantador e não lhe contar o filme todo.

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Disseram que o diretor Lenny Abrahamson estava pegando um projeto que não tinha como ser adaptado, pois o livro era todo na visão da criança. Por isso, ele pediu, logicamente, ajuda à diretora Emma Donoghue, o que resultou em um grande apoio para que os próprios atores pudessem conhecer os seus personagens. Obviamente, o destaque vai para a atriz Brie Larson, de quem falei no início deste texto, além do garoto Jacob Tremblay, que hoje está também sendo destaque no filme “O Extraordinário”, que também é um ótimo filme. Para concluir esse devaneio, posso afirmar que eu fui fisgado pelo filme, que ele me mostrou uma óptica sobre filmes dramáticos que estou pouco habituado a assistir, devido à enxurrada de filmes de heróis de que dispomos hoje no cinema, e que, como bons nerds que somos, é claro que vamos assistir, mas como consumidores de conteúdo não podemos esquecer desses pequenos grandes filmes.


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A edição de 2017 com a proposta de um único dia de programação foi realizada no final do semestre nas dependências do colégio CESEP em Belém-PA. O evento foi aguardado com expectativa pelo público geek e otaku da cidade, e nós da Otaku Point fizemos cobertura das principais atrações do evento que propõe abraçar tanto a cultura japonesa como o universo geek, venha conferir! O espaço do evento desta edição foi dividido em dois palcos, o principal que se encontrava na quadra da escola para receber as atrações principais e de maior público, enquanto que os demais visitantes poderiam participar em outro palco menor, onde aconteciam diversas gincanas e torneios de cubo mágico e batalha de rap, promovendo maior interação do público.

A programação foi iniciada com a realização das apresentações individual e em grupo de K-POP, os participantes deram um show com coreografias célebres fazendo o público vibrar. Em seguida, aproveitando o clima e a energia das apresentações, a Companhia Mirai de Dança com seus 10 anos de estrada fez um Workshop de danças urbanas com o público. O desfile cosplay recebeu caracterizações de diversos universos, desde animes á filmes e games conquistando a simpatia do público. A programação seguiu com o bate-papo do célebre Marcelo Campos, dublador de personagens como Trunks do futuro de Dragon Ball Z, GT e Super, Yugi de Yu-gi-oh! e ainda Edward Elric em Fullmetal Alchemist.

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Breno Torres representou bem seu livro Pesadelos Infaustos, que narra os contos de acordo com ponto de vista dos “vilões”, ao fazer cosplay de um dos seus personagens da obra, Igor Quadros autor de O livro de almas e o corvo de inverno utiliza-se em sua escrita um terror psicológico, sua mais nova obra Névoa com o também autor Lenmarck é mais uma de sua coleção de livros digitais.

E para ir fechando a noite com chave de ouro, a banda Shinobi 88 tocou os maiores sucessos de animes como Bleach, Dragon Ball Super, Naruto e outros, comemorando da melhor forma os seus 10 anos de carreira do grupo. E depois teve mais música com o famoso youtuber Player Tauz, conhecido por seus raps baseados em personagens de games, animes e filmes. Porém o entretenimento não foi restrito apenas aos palcos, o evento contou com salas temáticas, como: - Sala Harajuku: Decorada com o clima natalino, a sala apresentava músicas, e atividades como rodas de conversa, gincanas e mini bazar, foi um espaço dedicado a todos que se interessam ou se vestem com o estilo, além de promover o movimento e o forte desenvolvimento que a moda Harajuku tem na região, como o que ocorreu com a Lolita e designer Paula Chaves, em que Misako Aoki, influente Lolita mundial vestiu o vestido desenhado pela designer paraense, demonstrando que a moda Lolita vai muito além de apenas se vestir como boneca, mas que é forma de expressão, e que o Pará não apenas influencia como absorve essa cultura. - Sala Hqs e Literários: A sala contava com a venda e divulgação de obras literárias paraenses, além da presença de seus autores, dentre eles André Simões com seus livros Luz o Deus do horror, Zon o rei do nada e Putefração, em suas obras o autor retrata um terror mais filosófico e com o realismo mágico, 44

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- Sala RPG: E para quem quisesse viver como em uma aventura medieval de sua própria história e ainda interagir em grupo a sala RPG era a mais procurada, o grupo Resistência RPG Pará estava presente mestrando mesas e dando orientações de como jogar variados universos como Dungeons and Dragons, o grupo iniciou suas atividades no estado desde 2016 e promove mesa além de eventos como em locais públicos e escolas difundindo o jogo com o conhecimento, demonstrando que o RPG pode sim ser usado com método de ensino.


- Sala da Studio Games: a empresa trouxe para o evento as plataformas mais jogadas, como o jogo Just Dance, promovendo um campeonato com os visitantes, havia ainda a sala de realidade virtual, aumentada e de cockpits. O evento trouxe ainda uma sala própria, o Labirinto com o tema do filme Invocação do Mal. O público recebeu bem o evento tendo um número considerado de visitantes pelo local, porém muitos sentiram falta por parte da programação, tanto em conteúdo como organização, algumas atrações atrasaram bastante além da crítica a

certos tipos de comportamento por parte dos staffs. Esses feedbacks tornam-se importantes para a preparação de novas edições e também para novos eventos, demonstrando que o público belenense curte e valoriza a cultura pop e geek incentivando uma maior disseminação do papel que os organizadores de evento dentro dessa temática tem em nossa região. Anime Geek 2018 irá acontecer dias 5 e 6 de maio, no Colégio CESEP.

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Bate-Papo com a Rev

Snestalg Entrevista com Juan Antônio Dias de Paulo (Criador do de Conteúdo para a Internet) dono do Canal Snestalgia (YouTube), nascido em 21 de setembro de 1985, atualmente 32 anos. O canal Snestalgia é uma extensão do blog Snestalgia, onde relembramos os jogos do nosso glorioso Super Nintendo. OP - Nome completo? ST - Juan Antonio Dias de Paulo OP - Idade? ST - 32 anos

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OP - Onde mora atualmente? ST - Mundo de Oz ... Osasco OP - Como surgiu a ideia de criar o Canal Snestalgia? ST - Surgiu de uma simples vontade de criar um texto e homenagear o Super Nintendo, criei o blog e poste, nem fiz divulgação mas o post teve bastante acessos, resolvi então escrever sobre alguns jogos que gosto, fiz primeiro sobre Aladdin e depois Double Dragon, a ideia era parar por ai, mas o blog recebeu alguns seguidores e os mesmo pediram mais, então continuei escrevendo, com um tempo percebi que alguns textos eram longos demais e muitas pessoas não liam até o fim, então resolvi


“OP - Onde mora atualmente? ST - Mundo de Oz ... Osasco”

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criar o canal para compartilhar minha paixão pelo Super Nintendo com mais pessoas e estou gostando muito do resultado. OP - Você é um grande fã do Famoso console da Nintendo, o Snes (Super Nintendo)! Mas quais foram os jogos que mais marcaram sua infância? ST - Já até fiz um vídeo sobre isso falando sobre os 5 jogos que marcaram a minha infância, não são os melhores jogos nem os meus favoritos, mas como existe um fator sentimental os que mais me marcaram foram: - Alex kidd - Metal slug 2 - The Lion King - Brawl brothers

- Mortal Kombat OP - Você achou que o Snestalgia poderia chegar a ser um canal grande que é hoje? ST - Não achei, achei que ficaria mais entre amigos e pessoas mais próximas que iriam acompanhar por “broderagem” haha, estou feliz com visibilidade que o SnesTalgia tem hoje, não tenho nenhuma pretensão ser o maior ou o melhor em alguma coisa, quero apenas me divertir fazendo o que gosto, então para mim estou indo muito bem. OP - Qual o seu intuito no Canal? O que você quer levar ao seu público?

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ST - O intuito é me divertir e levar essa diversão para mais pessoas, quero contar minhas histórias, minhas experiências e alcançar o máximo de pessoas que se identificam com elas, e claro apresentar isso para pessoas que não conheceram na época ou nem eram nascidos. O que mostrar para público é relativo, hoje quero divertir, conversar e fazer amigos, mas pode ser que eu mude o foco futuramente talvez com algo mais informativo, mas nunca vou abandonar o bom humor OP - Se pudesse descrever, qual foi a sua reação quando ganhou o primeiro Super Nintendo? ST - A reação foi surpresa e muita alegria, eu não queria um Super Nintendo, eu na verdade nem sabia o que era, eu era muito novo e só tinha visto Atari, Master System, Mega Drive e Turbo game, eu tinha ouvido falar de um tal Game Boy que era o melhor mini game do mundo e era isso que eu queria, ou um master system, mas acabou que me surpreenderam com um Super Nintendo, aquele vídeo game estranho que eu nem sabia como jogar num controle com tantos botões, foi incrível, foi tão bom que tenho o console até hoje e ainda jogo muito vários games. OP - Já pensou em desistir do seu Canal? Porquê? ST - Sim, mas foi apenas um pensamento de “estou cansado” acho que vou parar, mas não parar definitivamente e sim dar um tempo, por algum tempo fiquei muito viciado no canal, e acabei dando pouca atenção para coisas mais importantes na vida como família, relacionamento, amigos e até mesmo minha saúde, mas acho que hoje encontrei o meio termo para tudo isso e não penso em parar com o canal, faço porque gosto, porque me divirto e respeito muito os fiéis seguidores do SnesTalgia então por eles eu continuo também. OP - Quais são seus sonhos para o Snestalgia? ST - Acho que o sonho de qualquer produtor de conteúdo é tirar o sustento daquilo que ama

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fazer, seria ótimo viver apenas produzindo conteúdo, mas eu realmente não me importo tanto se isso não acontecer, afinal o SnesTalgia eu meu hobby e se algum dia virar minha fonte principal de renda vai ser ótimo, um sonho mesmo, mas se não acontecer tudo bem, profissionalmente estou muito bem e pretendo continuar assim. OP - Qual foi a maior dificuldade que você enfrentou ou vem enfrentando até hoje no Canal? ST - Não tem nada grandioso que posso dizer que é uma grande dificuldade, mas copiadores de conteúdo e pessoas que gostam de arrumar confusão com tudo as vezes me deixam chateados, algumas politicas da plataforma também dificultam as coisas, mas já me acostumei. OP - Em relação aos jovens de antes para os jovens de hoje, você acha que a maior dificuldade para um canal de games antigos seja por que os jovens só pensam em jogos mais atual e com melhores gráficos? ST - A maior dificuldade para canal de jogos antigos é falta de apoio e união entre os criadores desse ramo, não adianta dizer que essa geração só pensa em gráficos, pois gráficos são o foco da maioria desde sempre, não é a coisa mais importante para um jogo, mas é um detalhe muito importante, é algo natural, as coisas evoluem e a maioria gostam mesmo de coisas mais atuais, mais tecnológicas, mas como gráfico não é tudo sempre vão existir aquele que não ligam muito para isso (como eu) e sempre haverá espaço para jogos antigos em qualquer época, afinal estou falando de coisas de 20 anos atrás, e os jogos de hoje serão antigos daqui 20 anos. OP - E para finalizar, qual a dica que você dá para as pessoas que querem começar um Canal de games no youtube? ST - A dica é faça o que gosta de fazer, se quer sucesso e quer tentar fazer disso um negócio estude bastante e seja critico com seu próprio conteúdo, não espere ajuda das pessoas, conquiste isso, faça amigos, youtube é uma rede social então socialize, infelizmente se você quer criar um canal de games hoje sinto lhe dizer mas você está atrasado, eu comecei


atrasado, já uma área saturada, porém é saturada de mais do mesmo, faça algo diferente com qualidade que com certeza vai ser sucesso, e pode pedir ajuda lá no SnesTalgia que sempre que eu posso eu ajudo.

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Gosto do Snestalgia? Que tal dá uma olhada no conteúdo dele? Basta entrar no YouTube e pesquisar por Snestalgia.

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Essa foi nossa entrevista com Juan Antônio do Canal Snestalgia. Quer uma entrevista com alguém que você goste? Então entre em conato com a Otaku Point que a próxima pessoa pode ser a que você escolheu!

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Revista Otaku Point Jan/Fev - Especial Retrô  
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