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Um fisioterapeuta escritor que foi convidado pela Sorbonne para falar sobre literatura. NovaFisio.com.br • 1


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setembro/outubro 2013

#94

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FISIO Editorial|

Olá pessoal, antes de qualquer coisa, feliz dia do fisioterapeuta! Eu sei que para alguns, não se têm muito para comemorar, mas vai melhorar, tenha calma e bola pra frente. O segredo do sucesso é trabalho, mas trabalho não significa apenas acordar cedo e ir para o consultório ou clínica e ficar lá o dia todo, trabalho é com o corpo mas também com a mente. Pense, veja se você está fazendo a coisa da forma mais certa, mais otimizada. Repense, bole uma estratégia e ponha em prática. Pronto, agora é só manter o foco no que você elaborou e trabalhar em cima. O sucesso vem muito rápido, você verá! Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

Leia nesta edição.

10 Cartas 12 Cartas e Frases 14 Entrevista com o Dr. Marco Antônio Guimarães. 20 Novos horizontes para a RPG no Brasil 22 Trinta anos de RPG atualidade e futuro 24 Coluna do Dr. Valmor Córdova - A trans-formação do novo fisioterapeuta 26 Coluna do Dr. José da Rocha - Reflexões sobre o dia do fisioterapeuta 28 Coluna do Dr. Geraldo Barbosa - Disposição Fundante 30 Coluna da Dra. Roberta Struzani - Clitóris, a prova de que o prazer sexual é fundamental na vida de toda mulher 32 Coluna da Dra. Jullyana Almeida de Sousa - Me da o teu dinheiro e o teu tempo, que eu te dou um curso Hollywoodiano 34 Coluna do Dr. Vital Sampol - Um bate papo sobre traumato ortopedia e órteses e próteses 36 Pilates Os “3 CORES” do Corpo e sua relação com a gravidade 38 Coluna do Dr. Rodrigo Queiroz - Será que estamos voltando às nossas origens? 40 Coluna do Dr. André Luís dos Santos Silva, D.Sc. - Quem não sabe o que procura... 42 Coluna do Dr. Leandro Azeredo - Fisioterapia: a profissão que temos x profissão que queremos. 44 Coluna do Dr. Milton Beltrão Jr. - O poder da lipocavitação frequencial multipolarizada 46 Coluna do Dr. André Luiz de Mendonça - LNB Método terapêutico segundo Liebscher & Bracht 48 Coluna do Dr. Marco Antônio Guimarães - Corrupção e prosperidade na grande colmeia 50 Pilates & Fisioterapia 52 Coluna do Dr. Milton Beltrão Jr. - Carboxiterapia. Um recurso terapêutico importante na mão do fisioterapeuta 54 Tininha 58 Literatura lançamentos 62 Classifisio. 64 Agenda de eventos. 68 FisioPerfil com a Dra. Patrícia Italo Mentges

Equipe|

Veja quem faz a revista que você está lendo.

EDITORES CHEFE: Dr. OSTON MENDES oston@novafisio.com.br & LUCIENE LOPES luciene@novafisio.com.br SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES nina@novafisio.com.br 8 • NovaFisio.com.br

EDITOR CIENTÍFICO: Dr. RODRIGO PERFEITO ENDEREÇO DA REDAÇÃO: R. JOSÉ LINHARES, 134 LEBLON - RIO DE JANEIRO - RJ CEP: 22430-220 TEL: (21) 4042-6107 CEL: (21) 8577-9908 revista@novafisio.com.br

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Cartas|

Ecreva a sua também, escreva para revista@novafisio.com.br

Piso salarial dos Fisioterapeutas, considerações oportunas Seguindo as regras da casa, o Projeto de Lei do Piso Salarial dos Fisioterapeutas tramita na Câmara dos Deputados, passando de Comissão em Comissão num processo tão vagaroso que quase caiu no esquecimento. Ninguém comenta. As entidades de classe não emitem qualquer pronunciamento. Afinal, quem se preocupa com a sobrevivência econômica da categoria? Por pressuposto seria essa a finalidade principal dos sindicatos, que não deveriam ficar restritos aos acordos salariais em seus respectivos territórios; visto que a circunstância é nacional. Tal conjuntura, é responsável direta pela evasão registrada entre os estudantes da área, e bem acentuada entre os recém-formados. Aqueles que concluem o curso em faculdades particulares e não contam com auxílios ou bolsas de estudo, sentem muito mais o dissabor; quando entram no mercado de trabalho, passam a receber salários próximos ou iguais aos valores que pagavam às faculdades pelo curso de graduação. Qual o estímulo para prosseguir? Daí resulta a procura por outra área profissional com melhor remuneração. Perde a categoria. Perde a população que, em grande parte, permanece desassistida, consumindo potenciais de recuperação funcional, enquanto espera uma vaga para início de tratamento. É paradoxal, mas verdadeira a afirmação: “a população sofre, mas não reivindica”; e quando reclama, utilizase dos frágeis limites das prerrogativas do Controle Social nas conferências de saúde. Nessas condições, como todos sabem, é grande a distância entre a reclamação quanto ao déficit na assistência fisioterapêutica, e o efetivo compromisso dos gestores em atender tal demanda. Fica tudo no papel; por anos a fio. Uma sensação de mal-estar vai tomando conta da categoria, em decorrência da evasão e do desequilíbrio no mercado de trabalho, num cenário em que não abrem-se vagas por concurso no serviço público, o que permite as terceirizações e os contratos temporários 10 • NovaFisio.com.br

de trabalho, fragilizando os vínculos pela precarização; a rede privada complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS) remunera pessimamente os seus empregados; os planos e seguros de saúde são alvo de queixas, devido a tabelas de honorários aviltantes. Recentemente o Ministério da Saúde lançou o programa “Mais Médicos”; por que não lançar também o “Mais Fisioterapeutas”? Um programa ministerial nesse sentido, acompanhado de justa remuneração daria novo alento à categoria que suporta tempos difíceis. Paralelamente, um incentivo oficial ao empreendedorismo proporcionaria a abertura de novos consultórios, visando atender as classes sociais em ascensão, bem como possibilitar convênios entre esses consultórios e o SUS. Parece fácil? Claro que não; pois nada acontece sem luta desde os primórdios da civilização. Vejamos o diz Nietzsche sobre luta, ao citar o filósofo Heráclito: “Todo o devir nasce do conflito dos contrários. As qualidades definidas que nos parecem duradouras só exprimem a supremacia momentânea de um dos lutadores, mas a luta não deixa de continuar, o combate prossegue eternamente”. Nietzsche, F: A Filosofia na época trágica dos dos Gregos – São Paulo – Editora Escala – 2008 (47). Sabemos hoje que nada mudou desde então. Portanto, A LUTA CONTINUA! Por melhores condições de trabalho e por salário digno. Geraldo Barbosa

Reino Unido sai na frente autorizando prescrição de medicamentos por Fisioterapeutas Trata-se do direito de prescrever medicamentos, objeto de lei promulgada na Ingleterra, dando aos Fisioterapeutas do Reino Unido a primazia nessa modalidade de assistência à saúde. Leia a seguir o texto traduzido na íntegra para o português. Foi legalmente confirmado que os Fisioterapeutas do Reino Unido serão

os primeiros no mundo a prescrever medicamentos de forma independente, sem um médico autorizando a sua decisão. Depois de anunciar o plano em outubro do ano passado, o Ministro da Saúde da Inglaterra confirmou em lei, no dia 20 de agosto, a totalidade dos direitos de prescrição independente para Fisioterapeutas. Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte serão contemplados nos próximos meses. A decisão se consolida após 10 anos de campanha pela Chartered S o c i e t y o f Ph y s i o t h e r a p y ( C S P ) . Devidamente treinados, Fisioterapeutas com prática avançada serão capazes de prescrever qualquer medicamento licenciado,relevante para o âmbito particular dessa prática, bem como para uma ampla gama de condições, tais como asma, distúrbios neurológicos, condições reumatológicas, problemas de saúde das mulheres e dor. Isto significa que os Fisioterapeutas terão responsabilidades de prescrição semelhantes aos enfermeiros e farmacêuticos no Reino Unido. Os Fisioterapeutas não poderão prescrever de forma independente de imediato. Eles terão de passar por treinamento, antes de ganhar a aprovação para o tratamento de pacientes nessa nova modalidade; as faculdades no Reino Unido estão agora finalizando seus programas para estes cursos. Phil Gray, Diretor Executivo E x e c u t i v o d a C S P, d i s s e : “ E s t a é outra característica de uma profissão independente e altamente qualificada, confiante, autônoma e responsável, com elevados padrões de atendimento ao paciente. Devemos celebrar este marco internacionalmente. Esperamos que ele leve Fisioterapeutas de outros países a seguir nossos passos.” A Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) apoia a autonomia profissional , desde que os Fisioterapeutas individualmente tenham conhecimentos e competência suficiente em seu campo de prática. “A WCPT felicita a Chartered Society of Physiotherapy nesta importante conquista”, disse Brenda Myers, SecretáriaGeral da Confederação. WCPT http://www.wcpt.org/node/101751


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Cartas|

Escreva sua carta também, mande para revista@novafisio.com.br e publicaremos na próxima edição.

II Jornada Leste Fluminense de Fisioterapia Respiratória e de Fisioterapia Intensiva.

Ranking lista as melhores e piores profissões no Brasil; saiba mais.

Fisioterapeuta se contunde ao correr para atender jogador em campo.

31 de outubro a 2 de novembro de 2013 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) Niterói – RJ Cursos: Reabilitação Cardiopulmonar, Suporte Básico de Vida e Desmame Ventilação Mecânica. Temas: abordagem ao paciente Crítico. Ventilação Mecânica & Fisioterapia no TCE, SARA, TCE, DPOC, IAM, AVE, Treino Muscular, Mobilização Precoce, Conquistas, Gestão e Sucesso Profissional.

Um site de ofertas de empregos divulgou um ranking das melhores e piores profissões do país. Eles fizeram um levantamento com duas mil profissões e analisou rendimentos, ambiente de trabalho, carga horária, nível de competição e demanda de mercado. No topo superior das carreiras estão: engenheiro, profissionais de TI, cirurgiões, advogado, veterinário, profissionais administrativos, atuário, fisioterapeuta, arquiteto e dentista. De positivo, elas têm segurança no trabalho, maiores faixas salariais e bom desenvolvimento de carreira. As dez menos são: motorista de ônibus, entregadores, assistente de cozinha, jornalista, policiais, vendedores, empregado doméstico, garçom, assistente social e segurança. São profissionais que, segundo o site, lidam com prazos apertados, baixo potencial de aumento de salário e jornada de trabalho longa e cansativa.

O trabalho dele é correr pelo campo e ajudar jogadores contundidos. Mas, desta vez, curiosamente foi o próprio fisioterapeuta que precisou de ajuda dentro das quatro linhas. D u ra n t e a p a r t i d a e n t r e Alemanha e Áustria, em Munique, pelas Eliminatórias Europeias para a Copa de 2014, na última sextafeira, o fisioterapeuta alemão Klaus Eder sofreu uma contusão ao correr para atendimento e acabou caindo no gramado. Com ajuda de jogadores, Klaus se levantou e foi receber atendimento fora do campo. Klaus, de 60 anos, teve estiramento muscular na coxa esquerda e, na queda, quebrou um dedo, de acordo com o Jornal “Guardian”.

Maiores Informações: www.iacesbrasil.com

“Agora tenho que pôr em prática o que sempre digo aos meus pacientes. Paciência é importante”, afirmou”.

Frases|Mande a sua frase: revista@novafisio.com.br “O samba cura e fisioterapia faz milagre” [Por Beth Carvalho sobre volta ao trabalho]

“Se alguém tentar te vender um óculos sem as lentes, cuidado! Isso é armação” [Por Oston Mendes]

“Se tem uma parada que eu não curto... ...é a cardíaca!” [Por Oston Mendes]

“Se quer saber o final, preste atenção no começo” [Por Nilton Petrone]

E você? Mande a sua frase com uma foto para: revista@novafisio.com.br e publicaremos na próxima edição 12 • NovaFisio.com.br


Entrevista com Dr. Marco Guimarães

Por: Oston Mendes

Fotos: Oliver Lorscheid

Um fisioterapeuta escritor que foi convidado pela Sorbonne para falar sobre literatura.

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Entrevista com|Marco Antônio Guimarães “As histórias inventadas por este autor brasileiro, situam-se em grande parte no Quartier Latin, em torno de sujeitos em trânsito, completamente fascinados pela topografia parisiense, vivendo enredos que poderíamos caracterizar entre o estranho e o fantástico, a lembrar algumas das melhores páginas de Borges ou de Cortázar”. Maria Graciete BESSE: Professeur de Portugais Université de Paris - Sorbonne/Paris IV. (publicado na Revue Latitudes, Paris -nº 43- pp 14 -179) Revista NovaFisio - Você foi convidado pelo Congresso para falar sobre literatura ficcional, educação e pesquisa em fisioterapia. Como enxergou esse convite? Marcos Guimarãaes - Como um grande desafio. Talvez o maior deles. Maior mesmo que o desafio que enfrentei quando fui convidado pela Universidade Paris IV/ Sorbonne (França) e pela Universidade de Aachen (Alemanha) para fazer uma leitura de um de meus romances e fazer uma conferência sobre literatura. RNF. Ao longo de sua carreira acadêmica, em uma universidade federal, você apresentou trabalhos e ministrou conferências em centenas de congressos, a q u i e n o e x t e r i o r. Fo i t a m b é m examinador em defesas de teses de doutorado e mestrado, no Brasil, na América do Sul e na Europa. Porque teria mais receio em participar de um evento em sua própria área, do que enfrentar um público de literatura em duas renomadas universidades europeias? MG. A resposta para essa pergunta estaria contida na própria pergunta, ou seja, porque estou diante de um público de minha própria área. Lá fora, nas universidades europeias, eles sabiam que eu era alguém egresso de uma área diferente, que fazia uma audaciosa incursão no mundo ficcional. Seriam mais complacentes com os eventuais equívocos que cometesse. Aqui, não. Caso cometa equívocos, eles merecerão menos benevolência da parte de meus ouvintes e, sobretudo, de minha própria parte; afinal, como já disse, foram quase trinta e cinco anos dentro da pesquisa na saúde; os erros, repito, seriam menos admitidos. Se me fizerem alguma pergunta que não saiba, não poderei me amparar no que disse Santo Agostinho, quando lhe perguntaram o que era o tempo. A resposta dele: Se não me perguntarem eu sei. Se 16 • NovaFisio.com.br

me perguntarem, ignoro. Não ficaria bem, não é mesmo? E depois, havia uma outra coisa; o tema que me propuseram: desenvolver uma ambiência entre literatura ficcional, educação e pesquisa em fisioterapia. Convenhamos, não é lá uma tarefa fácil, até para os que trabalham com o tema. RNF. E como você resolveu a situação? MG. Eu me lembrei de um conselho que dava aos meus alunos de mestrado e doutorado, quando estes começavam a fazer as suas pesquisas, sobretudo aos de doutorado. Eu dizia à época: “Se querem fazer uma boa pesquisa, façam uma boa pergunta”. E foi o que procurei fazer. RNF. Qual foi essa pergunta? MG. Na verdade foram duas. A primeira delas: Será que o fisioterapeuta lê muito? A segunda: Porque o fisioterapeuta lê pouco? RNF. Você não acha que há alguma coisa estranha nessas perguntas? MG. Em um primeiro momento, sim. Na resposta para primeira pergunta (Será que o fisioterapeuta lê muito?) há duas possibilidades: a de se admitir que o fisioterapeuta leia muito; ou que ele leia pouco. Já na segunda questão (Porque o fisioterapeuta lê pouco) estamos, em principio, admitindo uma única hipótese: a de que ele lê pouco, e , portanto, uma dessas questões não teria sentido de existir. Daí o seu estranhamento. Mas, posso lhe garantir que essas questões podem conviver harmonicamente. E acho que você já percebeu que a primeira pergunta está relacionada com a literatura cientifica, e a segunda pergunta com a literatura ficcional. Comecemos pela segunda pergunta, que admite que o fisioterapeuta brasileiro lê pouco; mas é preciso ressaltar aqui que ele não constitui uma exceção à regra, porque sabe-se

que o povo brasileiro, como um todo, não é muito dado à leitura de romances, poesias, contos, etc.. Bem, os motivos são muitos, mas podem se resumir pela palavra falta: pela falta de estímulo em casa; pela falta de bibliotecas públicas decentes, pela falta de livrarias e pela falta de estimulo governamental. Agora, se respondemos a primeira pergunta (Será que o fisioterapeuta lê muito), diríamos que sim. O fisioterapeuta cônscio de suas responsabilidades lê muito. Ele busca nos periódicos os artigos científicos, frutos de pesquisas cientificas, que lhe permitirão se atualizar e, de certa forma, otimizar os seus procedimentos terapêuticos através do que leu nesses artigos. Aqui, diferentemente da leitura ficcional, sobram estímulos. O primeiro desses estímulos seria, como já disse, a necessidade de se atualizar. Depois, é preciso se considerar que, há algum tempo, vivemos na época das especializações, e quase todas as mensagens literárias destinam-se à essas especializações, o que gera uma verdadeiro culto a esse tipo de literatura. Não podemos esquecer também a politica equivocada da CAPES e do CNPq, que leva os professores de cursos de strictu sensu à loucura, obrigando-os a publicar anualmente dois artigos em revistas que se enquadrem na classificação “qualis” e, para isso, precisam ler muito, antes de fazerem as suas pesquisas. Essas pesquisas, depois de executadas, serão submetidas aos periódicos, para a publicação. Esses professores, por sua vez, levam os seus alunos a lerem muito a literatura cientifica. Sobram, portanto, estímulos na área da literatura cientifica e faltam na área da literatura ficcional. RNF. E qual seria solução? MG. É preciso deixar claro que não sou contra a leitura de artigos científicos. No passado, eu mesmo, fui um grande incentivador da leitura desses artigos, fosse para os meus alunos do lato ou strictu


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Entrevista com|Marco Antônio Guimarães sensu (especialização, mestrado e doutorado). O problema está no desequilíbrio, cuja balança pende para a leitura cientifica. No Congresso Brasileiro de Fisioterapia, avançarei com o tema, mostrando de que forma a literatura ficcional poderia interagir na educação e na pesquisa, melhorando a ambos. O problema, nesse caso, só será equacionado quando as pessoas se derem conta da importância da literatura ficcional. Mas nem tudo está perdido. O 20º Congresso Brasileiro, ao abrir um espaço, e me convidar para uma conferência já dá um grande passo nesse sentido, talvez inédito, no que diz respeito à área de saúde. A Bienal do Rio e as diversas feiras literárias espalhadas pelo Brasil, cujo público predominante são jo v ens , ta m bé m apontam caminhos, a médio ou longo prazo, para equacionamento do problema. R N F . V o c ê definitivamente deixou o lado de acadêmico e de empresário para se dedicar com exclusividade ao ato de escrever? MG. Quando já estava para me aposentar, há cinco anos, comecei a escrever o meu primeiro romance. Nessa época, ainda conciliava o meu lado empresário com o livro que escrevia. Mas, logo depois, deixei a empresa e a universidade e apliquei todo o meu tempo à leitura e ao meu novo ofício, o de escritor. E posso dizer que não me arrependi. Estou terminando o meu quinto romance. Os meus dois primeiros livros mereceram um generoso artigo, escrito por uma crítica literária e professora da Sorbonne (Paris) e publicado em uma importante revista literária da França (Paris Latitude). O meu segundo romance entrou na lista dos 20 finalistas (199 romances concorrentes) de um dos principais prêmios literários do país (Portugal Telecom). E o meu terceiro romance, foi escrito a quatro mãos com um renomado escritor angolano, traduzido aqui e na Europa. Como ainda me considero um iniciante, o fato 18 • NovaFisio.com.br

de ter recebido um convite para escrever o livro com um escritor experiente foi motivo de contentamento. Parece que dei muita sorte nessa minha nova empreitada. RNF. A empresa a que você se refere é Atlântica Educacional? MG : Exatamente. A Atlântica Educacional foi pioneira na oferta de cursos de pós graduação. Nos seus quase 20 anos de existência, capacitou milhares de alunos nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, educação física, jornalismo e letras. O último curso oferecido foi em 2010, e eu já não estava mais na direção. R N F. M a s v o c ê n ã o acha que acabar uma empresa com 20 anos de existência, que ia bem, de uma hora para outra não seria uma contrassenso? MG. Mas a empresa não terminou, ela interrompeu temporariamente as suas atividades. Quando saí e a deixei em mãos de terceiros vi que a coisa não funcionava como antes. Para manter o bom nome que conquistamos resolvi, em 2010, não abrir novas turmas. Agora, iremos retomar os antigos cursos. RNF. Você disse iremos retomar, há mais alguém com você? MG. Sou o responsável por ela, mas não tomo conta do gerenciamento da mesma. Atuo como coordenador de projetos especiais. Toda a parte administrativa está cargo de pessoas que já demonstraram um alto grau de capacidade gerencial no ramo. Tenho planos de ressuscitar um velho projeto de educação não presencial. No passado, a Atlântica fez algumas tentativas na área de educação não presencial, através da ATE vídeos, mas não avançamos porque a demanda de trabalho era muito grande na parte presencial. Agora estamos de volta. Aos que desejam uma pós graduação de qualidade, procurem saber mais sobre a Atlântica Educacional.


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Entrevista|Dr. Helder Montenegro por Dr. Oston Mendes

Novos horizontes para a RPG no Brasil O método RPG foi trazido ao Brasil por Philippe Souchard, seu criador, no final da década de 90. O curso básico tem 300 horas de formação e é o mais completo curso da área. Habilita o fisioterapeuta para aplicação do método, além de oferecer reciclagem gratuita aos seus formandos, seja no Brasil ou em qualquer outro país onde exista uma filial do Instituto PHILIPPE Souchard. Não satisfeito com tudo isso, o Prof. Philippe buscou a parceria do fisioterapeuta e empreendedor Helder Montenegro, especialista no mercado de fisioterapia no País, para criarem juntos um programa de desenvolvimento contínuo dos fisioterapeutas formados. Foram meses de análises e pesquisas até nascer o Projeto Inovar.

Revista: Como surgiu a parceria entre Philippe Souchard e Helder Montenegro? Helder: Sempre admirei o trabalho do Prof. Philippe Souchard na RPG, tanto como método de tratamento como pela mudança profissional que o método proporcionou aos fisioterapeutas brasileiros. O Prof. Philippe sempre teve participação de destaque em todas as edições do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual. Numa dessas participações, ele me falou da admiração que tinha pelo meu empreendedorismo e que gostaria de aplicar esse “arrojo” na RPG. Daí nasceu essa parceria.

O que é o Projeto Inovar? É um projeto para desenvolvimento dos fisioterapeutas FORMADOS PELO METODO RPG Souchard. O primeiro objetivo é devolver a identidade à RPG Souchard. Criamos a nova marca RPG Souchard®, que destaca os RPGistas formados pelo Instituto dos demais e evidencia isso aos pacientes. Também fornecemos aos participantes do Projeto um conjunto de benefícios que possibilitam seu desenvolvimento profissional. Eles se tornam referência no mercado após sua adesão, pois possuem a melhor formação científica agregada à uma boa gestão de seus negócios.

Quais são os benefícios que o Projeto proporciona aos participantes? Posso destacar os 4 principais: 1)Visibilidade na internet – desenvolvemos o site www.rpgsouchard. com.br, que é uma vitrine dos profissionais participantes do PROJETO INOVAR. O desenvolvemos continuamente. Agora mesmo, por exemplo, estamos mudando seu lay out e trazendo novos conteúdos relevantes aos pacientes que buscam RPG. Também investimos pesado em campanhas de publicidade digital para gerar mais visibilidade ao canal. 2) RPG Gestor: Inovador software de gestão de clínica e acompanhamento de tratamento – com esse sistema inovador, desenvolvido com a participação do prof. Souchard, o fisioterapeuta pode controlar sua clínica, as agendas dos profissionais e consultas de pacientes. Ele registra os prontuários, guarda todos os exames, inclusive os de imagem. Informatizamos inclusive o método Souchard, possibilitando sua aplicação diretamente no computador. Funciona no ambiente de nuvens, garantindo praticidade e segurança aos usuários. É a possibilidade da evolução tecnológica dos profissionais. 3) Acesso à informação pelo ambiente da internet – possuímos uma WEB TV e criamos um canal exclusivo para a RPG Souchard. Temos um cronograma de transmissões ao vivo, com palestras que 20 • NovaFisio.com.br

falam sobre os mais diversos assuntos. Gestão, marketing, vendas, atendimento, qualidade, ciências. Tudo o que for relevante para a atualização do fisioterapeuta. 4) Suporte em Gestão – nossa equipe é multidisciplinar e está à disposição dos participantes. Podemos fazer um acompanhamento personalizado de cada negócio, através de um mapeamento e posterior planejamento. Podemos também desenvolver um plano de marketing, que orientará a publicidade de forma eficiente. Orientamos os participantes em relação à gestão financeira, seja implantando um fluxo de caixa ou um DRE gerencial.

Como os fisioterapeutas podem participar desse projeto? O único pré-requisito é que o fisioterapeuta possua a formação básica em RPG Souchard. Informações e cadastro são possíveis no site www.rpgsouchard.com.br. Após esta adesão inicial, nossa equipe de suporte entrará em ação para acolher o profissional.

Tal iniciativa é única no segmento de saúde. Essa novidade pode ser uma nova tendência? Acredito que sim. O Projeto Inovar utiliza o volume para viabilizar o seu desenvolvimento. Por exemplo, um fisioterapeuta sozinho não consegue investir em um bom site e no seu posicionamento, pois requer um alto investimento. Já em grupo isso é possível. Oferecemos um mix de serviços e ferramentas a um baixo investimento mensal, equivalente ao valor de 1 (uma) sessão de RPG. O profissional que está antenado com a evolução de sua profissão e do seu mercado não pode perder essa oportunidade.


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Aniversário|30 anos de RPG

30 Anos de RPG Atualidade e futuro

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omemoramos, com o VII Congresso Internacional de RPG, em Buenos Aires, os 30 anos de nascimento do método. Foi um momento de comemoração emocionante, com representantes de 14 países e, ainda mais, a ocasião de apreciar a situação atual, medir o caminho já feito e aquele que temos que percorrer no futuro. O que se ressaltou particularmente foi o esforço científico, com um grande número de pesquisas publicadas em diversas revistas científicas, algumas de grande prestígio. E o caráter cada vez mais aceito da nossa originalidade no mundo acadêmico, em particular com o lançamento do último livro, “RPG, o método”, pela Editora Elsevier. Em todos os lugares, a RPG está em ebulição, com a criação de um Mestrado na Universidade de Roma-Tor Vergata, com o diploma universitário da Universidade Rey Juan Carlos, de Madri, o diploma universitário da Universidade Maimónides, em Buenos Aires etc. Os cursos são, agora, em todos os lugares, no mínimo em cinco semanas, sendo a 5ª Semana consagrada exclusivamente à formação em patologias articulares e ministrada pelo próprio Philippe Souchard. Diversas novas formações avançadas vieram enriquecer a nossa base, todas atualizadas na literatura científica, bem como seus responsáveis. O dinamismo de toda a Equipe – Organizações, Professores e Monitores – é total. Para resumir, todos estes esforços são amplamente compensados pelo retorno positivo da satisfação dos profissionais formados e dos próprios pacientes que eles tratam. No Brasil, onde há tanto a fazer para demonstrar que a RPG, criada, desenvolvida e ensinada por Philippe Souchard, não pode ser confundida, foi lançado o Projeto Inovar, por iniciativa do Dr. Helder Montenegro, com o principal objetivo de fazer conhecer e valorizar os profissionais que trabalham com o método. Este projeto é de ajuda fundamental para os fisioterapeutas já formados. Temos ainda muito trabalho pela frente, mas estamos vivendo um período entusiasmante e vemos que, cada vez mais, a mensagem de Philippe, que diz que temos uma profissão maravilhosa, é compartilhada por um maior número de fisioterapeutas.

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Novos tempos, novos rumos. A trans-formação do novo fisioterapeuta

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formação do fisioterapeuta, desde sua origem, foi sempre concentrada em sua capacitação técnica, ou seja, sempre lhe foi apenas ensinado a arte de aplicar as técnicas fisioterapêuticas ao seu paciente. Pouca ou nenhuma ênfase . é dada na formação em áreas que o capacitem administrativamente, como marketing, gestão e vendas. Portanto, o que temos são fisioterapeutas que gozam de amplo domínio técnico fisioterapêutico e pouco conhecimento administrativo mercadológico. As consequências disto estão escancaradas na realidade atual, com aglomerações de profissionais em ramos tradicionais e saturados, pouca inovação em modelos de negócios fisioterapêuticos, dificuldade de planejamento de carreira e de administração de clínicas e consultórios, estratégias equivocadas de marketing entre muitos outros problemas que entravam o crescimento profissional. É necessário uma mudança progressiva e consistente na formação acadêmica do fisioterapeuta de acordo com as necessidades atuais e reais, através da implementação de módulos de gestão em cursos de pós-graduação e disciplinas de gestão nos cursos de graduação, de preferência, nos semestres finais, quando o aluno já possui noções básicas do que virá após a graduação e já tem ideia de suas perspectivas profissionais futuras. O avanço tecnológico, as novas necessidades do mercado e o aumento do reconhecimento do papel e da importância do fisioterapeuta para a saúde, traz à tona a necessidade de um novo profissional, adequado para estas novas expectativas futuras, mantendo e aprimorando seu amplo conhecimento técnico que já possui, mas também com conhecimento, ao menos, básico de administração. A mudança da formação profissional é a saída mais adequada para mudarmos o rumo da fisioterapia, necessitamos de profissionais mais capacitados e inovadores para desbravar novos caminhos profissionais, e continuarmos a crescer consistentemente enquanto classe profissional.

Dr. Valmor Arêde Córdova Júnior E-mail: valmor_cordova@yahoo.com.br Especialista em fisioterapia cardiorrespiratória e em fisioterapia na urgência e emergência. Consultor de gestão, empreendedorismo e marketing em fisioterapia. Portal FisioIdeia (www.fisioideia.com.br) soluções inovadoras e criativas para fisioterapeutas. 24 • NovaFisio.com.br

“Ideias de negócios são infinitas. Oportunidades são raras”


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Reflexões sobre o dia do fisioterapeuta

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stamos nos aproximando do dia do fisioterapeuta. Como de hábito, muitas comemorações acontecem, além de eventos científicos como Jornadas e Congressos. Considero muito importante refletirmos sobre a data, focalizando dois pontos – das conquistas e do que falta conquistar. Nesses 44 anos de regulamentação da profissão muito se caminhou. Saímos de uma condição restrita às ações terciárias da saúde, passamos a atuar em todas as especialidades clínicas, mais evidências científicas ajudam a consolidar e dar credibilidade à fisioterapia, saindo do achismo e empirismo, argumento tão comumente utilizado por outras categorias em épocas passadas com o objetivo de denegrir nossa imagem e diminuir nosso valor profissional; passamos a atuar em todas as unidades hospitalares, desde o ambulatório até as unidades fechadas, sempre com pertinência e competência. No campo acadêmico, passamos a ter especialistas, mestres, doutores e docentes com maior qualificação, as pesquisas vêm aumentando de forma gradual e o fisioterapeuta vem ocupando cargos de maior destaque na gestão e em setores políticos. Tomando por base essas conquistas importantes e definitivas, deveríamos nos considerar uma categoria plenamente satisfeita e realizada; por que não ocorre dessa maneira na vida prática, no dia-a-dia do fisioterapeuta? Aí entra o segundo ponto a que me referi – o que falta conquistar. Sabemos que a saúde no Brasil está um caos. Somos mais de 200 milhões de brasileiros, sendo que mais de 150 milhões dependem do SUS. A mídia retrata a decadência e o sucateamento dos hospitais públicos universitários ou não, chama a atenção para a falta de médicos e de profissionais de enfermagem, mas em relação ao fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo? Ninguém ressalta a relevância desses profissionais desde os aspectos preventivos até o processo pleno reabilitacional. Constantemente a fisioterapia é citada pela mídia quando alguma personalidade necessita de nossos atendimentos, as novelas volta e meia apresentam algum personagem sendo submetido a tratamento fisioterápico. Isso é suficiente? Obviamente que não. A sociedade e as demais categorias da saúde, além das autoridades desconhecem a real atuação nossa e a relevância do que fazemos. São muitas frentes sem fisioterapeutas. Os hospitais, de modo geral, apresentam um quantitativo abaixo das necessidades, o que o SUS e os planos de saúde repassam em relação à fisioterapia é aviltante; os atendimentos domiciliares estão cada vez mais escassos, pois os honorários não são viáveis para a grande maioria da população. Qual é o resultado mais imediato desse quadro? Debandada significativa de profissionais. Muitos estão abandonando a profissão, outros estão mudando de categoria, há aqueles que estão buscando concursos públicos em áreas que nada têm a ver com a fisioterapia; os cursos de graduação vêm encolhendo a cada semestre e, por consequência, os cursos de pós-graduação, extensão e stricto sensu. Não há dinheiro, não há estímulo, não há aprimoramento e o resultado é a piora da qualidade dos serviços prestados. Esse quadro precisa mudar com urgência e é possível mudar. Há profissionais que estão bem financeiramente e bem situados no mercado, mas não é a regra. A maioria está decepcionada, desestimulada, sub-empregada e com ganhos bem abaixo do razoável. É momento de nos valorizarmos perante as demais categorias da saúde e mostrarmos que somos tão importantes quanto qualquer uma delas. O trabalho que realizamos é de extrema relevância, mas nós é que temos de mostrar isso pelas nossas ações práticas. É necessária a união de todos os profissionais em âmbito nacional para que os salários melhorem, a quantidade de profissionais aumente nas unidades de saúde, assim como a qualificação desses mesmos profissionais. É necessária a união entre os Conselhos, Sindicatos, Associações, assim como ações políticas direcionadas à fisioterapia. Nos Congressos e Jornadas científicas, é fundamental que haja sempre espaço para se discutir a situação e os rumos da profissão. Não podemos fechar os olhos a essa realidade cruel pela qual passa a nossa categoria. Não dá para, simplesmente, comemorar como se tudo estivesse ótimo. A luta é permanente e o tempo perdido não volta. Vamos refletir sobre isso, divulgar, arrebanhar mais e mais colegas para que o movimento cresça e possamos comemorar de outra maneira no próximo dia do fisioterapeuta. Quem ama realmente a profissão sabe do que estou falando e há de me dar um voto de confiança. Até a próxima!

Dr. José da Rocha E-mail: ze.rocha@oi.com.br 26 • NovaFisio.com.br


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Disposição Fundante

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a primavera do ano de 1969 no hemisfério sul, quando surge o documento criador da profissão de Fisioterapeuta no Brasil. No dia 13 de outubro daquele ano, na vigência do Ato Institucional Nº 5 imposto pelo regime militar, a categoria toma extraoficialmente conhecimento do Decreto Nº 938, cuja publicação no Diário Oficial da União somente sairia no dia 17. Os membros da categoria profissional contemplada, no geral estavam mais felizes do que jamais antes; alegres com o reconhecimento do Governo pelo trabalho que até então vinham realizando, sem a devida qualificação como profissionais liberais de nível superior. Mesmo sabendo da existência dos cursos da Universidade de São Paulo (USP), da Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro (ERRJ) e do Instituto de Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (IR/FMUFPE), faltava-lhes o peso, a importância do marco legal. Naquele dia realizara-se o sonho, numa primavera marcada pelo período sombrio de ditadura militar. Havia naquele tempo uma disposição fundante - entendida como uma força motriz; uma vontade de criar mais, de poder fazer sempre mais - impregnada nas lideranças da luta estudantil e dos já formados, desde antes do Decreto Nº 938. Cada líder de então, estudante ou profissional, intui mais do que sabe; não somente do ponto de vista da formação acadêmica ainda incipiente, no começo mesmo, se compararmos com o conhecimento científico de hoje em dia; mas, principalmente pelo fato de que, diante de outras categorias profissionais pareciam frágeis, pela carência de entidades e órgãos de defesa da classe. Por isso a intuição os levou a perceber mais forte a utopia na linha do horizonte, e sentiram logo a necessidade de continuar lutando pelos ideais classistas. Decidiram congregar forças, promover reuniões nacionais, para daí definir o rumo, no sentido de deixar um legado para as futuras gerações, garantindo-lhes assim uma estrutura organizacional sólida às instituições e representações da classe. Surgiram dessa intuição - dessa capacidade de perceber e pressentir - os Sindicatos e a respectiva Federação, os Conselhos Federal e Regionais, as Sociedades de Especialistas e a Lei das 30 horas semanais. Verdade é, que ainda há muito a ser feito, por exemplo, para obtenção dos níveis atingidos pelos Fisioterapeutas do Reino Unido e da Espanha. O futuro da Fisioterapia brasileira deposita-se nas mãos das novas lideranças, das quais espera-se a mesma disposição fundante dos Fisioterapeutas pioneiros, daqueles abnegados precursores que abriram as veredas da modernidade ética e científica agora vivenciada por todos.

Dr. Geraldo Barbosa Fisioterapeuta. E-mail: geraldobarbosa43@yahoo.com.br http://geraldobarbosa43.blogspot.com 28 • NovaFisio.com.br


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Clitóris, a prova de que o prazer sexual é fundamental na vida de toda mulher

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abe aquela frase comum? “Gostaria de sentir tanto prazer quanto os homens.” Pois bem, as mulheres já sentem tanto prazer quanto os homens, o que precisam é aprender a curar o seu lado emocional e normalizar as conduções nervosas e o tônus muscular do canal vaginal, sentindo assim muito mais prazer durante as suas relações sexuais.

O clitóris é a única parte do corpo cuja única função é proporcionar prazer, é a estrutura do corpo com maior quantidade de terminações nervosas, quatro mil vindo de cada lado, sendo ao todo oito mil terminações nervosas, um número maior do que no homem, que tem no pênis de quatro a seis mil, provando então que quando as mulheres conhecem seu corpo podem sentir até mais prazer que os homens. O que vemos do clitóris é somente a pontinha dele, na parte interna ele se desdobra em dois ramos, que envolvem todo o canal vaginal, mas encoberto por camadas de músculos e gorduras esse local acaba se tornando menos sensível, ou seja, mesmo que haja mais partes do clitóris do lado de dentro a parte de maior concentração de prazer ainda é o clitóris, a partezinha de fora que já conhecemos, por estar mais exposta. Sabendo que existe uma parte do clitóris do lado de dentro do corpo, começamos a entender assim a existência do famoso ponto G, que seria um local dentro da vagina da mulher que pode gerar tanto prazer quanto o clitóris se estimulado, o ponto G é um ponto localizado por volta de oito centímetros acima do clitóris pelo lado de dentro da vagina, em que se encontram uma grande quantidade de ramificações nervosas vindas do próprio clitóris. Ao todo o clitóris mede cerca de oito centímetros e é mais complexo do que a ciência costuma abordar, ele possui dois bulbos que descem ao longo do canal vaginal, o que os especialistas costumam chamar de “bulbo do vestíbulo”, esse bulbo não é uma estrutura isolada, ele é uma extensão do clitóris, que também enrijece com o aumento do fluxo de sangue, tornando-se uma área erógena de função bem semelhante ao “pênis”. Após o crescimento do cristianismo o prazer sexual feminino foi reprimido, e até hoje vemos as consequências disso na libido feminina e nos bloqueios psicológicos de toda essa cultura, como tenho percebido em quadros clínicos em boa parte das minhas pacientes com anorgasmia, vaginismo e dispareunia, que se queixam da repressão dos pais em sua sexualidade quando crianças, o que se estende em suas escolhas ainda hoje. Para aumentar o prazer feminino, o pompoarismo tem ferramentas que formam um casamento perfeito, o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (canal vaginal) e a conscientização corporal destes mesmos músculos. Os ganhos dessas duas funções do corpo servirão como ótimos aliados no aumento da sensibilidade, estreitando as paredes do canal vaginal e facilitando o prazer sexual, podendo até ajudar a proximidade ao orgasmo, para quem tem dificuldades de alcançá-lo. Muitos autores ainda defendem a teoria de que a única ou principal finalidade do sexo é a reprodução, isso “cai por terra” quando levamos em conta a finalidade do clitóris, que além de ser um local independente do canal vaginal tem como única função dar prazer, levantando um novo paradigma de que o ao invés de uma função reprodutiva, o sexo tem o prazer como objetivo fundamental, além de ser um importante facilitador da fecundação, já que as contrações musculares involuntárias que ocorrem durante o orgasmo facilitam a condução do esperma à trompa uterina para a fecundação do óvulo.

Dra. Roberta Struzani CREFITO-3/142613-F Fisioterapeuta Pós-graduada em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais BH, reside em SP. Atende e da aulas em SP e RJ. 30 • NovaFisio.com.br


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Me da o teu dinheiro e o teu tempo, que eu te dou um curso Hollywoodiano

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uando terminamos a graduação em Fisioterapia, ou em qualquer outro curso universitário, é impossível ir ao mercado de trabalho sabendo de tudo e isso nos leva a buscar novos conhecimentos e muitas vezes a realizar um batalhão de cursos que não tem pé nem cabeça. A intenção de se especializar e melhorar o seu currículo é maravilhosa, mas você já parou pra pensar na quantidade de cursos que vem sendo vendidos no mercado? Qual a verdadeira importância e relevância científica de cada um? O que acontece é uma bola de neve. Vejamos... O curso está em alta e gerando muito dinheiro para a escola que o proporciona. As pessoas que estão realizando o curso já montaram seu próprio centro e também estão lucrando. E para finalizar, o consumidor também aprovou a modalidade e divulga que encontrou a 5ª maravilha do mundo. BUMM!!! Explode uma febre nacional!!! É nesse momento que você vai ao Google buscar o tal famoso curso e se da conta que há milhares deles para eleger; mas “nem tudo que reluz é ouro”, e promover educação é em muitas vezes sinônimo de comércio. De maneira bastante pessoal posso dizer que a participação de estudantes de Fisioterapia, nesses “cursinhos legais da moda” pode ser tolerada. Afinal, são 5 longos anos de formação e é normal que a maioria desses alunos prove varias COISAS e CURSOS. Isso acontece normalmente pela sede de conhecimento, e já que “o saber não ocupa lugar”, é sempre admirável o ato de buscar aperfeiçoamento. Mas o papo fica serio quando esses consumidores de cursinhos hollywoodianos são profissionais já formados, universidades, centros de renome, etc. Sejam esses participando dos cursos como alunos, ou trabalhando na divulgação e realização dos mesmos. “Quem não pode com o inimigo, alia-se a ele”; né verdade? As frases que escutamos normalmente são as seguintes: - “Já que todo mundo está fazendo o curso eu também vou fazer!” ou “Hoje vou divulgar esse curso do meu cunhado aqui na universidade para meus alunos. O curso nem é muito bom, mas como tem outros piores no mercado, que mal há de divulgar mais um?!” ou ainda “Já que fulaninho está realizando cursos, eu também vou criar o meu!” O problema que eu vejo é que qualquer pessoa pode organizar um curso sobre qualquer coisa, cobrar por ele e dar um diploma. Para as pessoas que gostam de cursos da moda; vão todos ao Pilates®. Aos que acham bonito os adesivos de cores; vão todos ao curso de KinesioTaping®. E os que buscam um diferencial e que principalmente tem dinheiro de sobra pra pagar preços absurdos por um “curso placebo”, vão todos aos cursos/terapias com nomes legais que você nem saber pra que serve e que resumindo não possuem nenhum estudo cientifico relevante que comprove a efetividade de suas técnicas. Meu conselho é que todos se informem muito bem sobre que cursos merecem realmente a pena. Busquem o Currículo Lattes (http://lattes.cnpq.br/) dos organizadores e professores do curso, às vezes as pessoas que estão ali para ensinar, não entendem muito do assunto abordado, foram treinados por uma empresa para dar o curso e seguir as apostilas e cronograma. Compare sempre os cursos, nem sempre o mais caro é o melhor. Busque informações com pessoas que já realizaram o mesmo curso e se tiver dúvidas sobre a integridade da empresa ou do professor, ligue para o CREFITO de sua região e se informe se esta pessoa está credenciada no CREFITO. No final do curso o diploma você poderá pendurar em uma parede, mas o mais provável é que o deixe esquecido em uma gaveta. O conhecimento é a única coisa que você poderá levar consigo para sempre. Valorize seu tempo e dinheiro, mas também não esqueça o que é Fisioterapia. Não invada outras profissões nem queria fazer algo que não nos cabe. Não seja motivo de piada para médicos, nutricionistas, educadores físicos, etc. E principalmente, rejeite todo curso que venha regredir a nossa profissão. Diga não a intrusão! Para finalizar, gostaria de parabenizar a todos os organizadores do Congresso Brasileiro de Fisioterapia e a todos os inscritos. Fico feliz em ter a oportunidade de escrever para todos um pouco da minha opinião, espero ter plantado uma sementinha em cada um. Les deseo un congreso inolvidable. ¡Hasta pronto!

Dra. Jullyana Almeida de Sousa Fisioterapeuta. Reside em Lérida na Espanha E-mail: jullyanafisioterapeuta@gmail.com 32 • NovaFisio.com.br


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Um bate papo sobre traumato ortopedia e órteses e próteses.

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rezados amigos nesta coluna pretendo escrever sobre assuntos voltados à traumato ortopedia e órteses e próteses. Afinal são 20 anos atuantes tanto na docência quanto no atendimento no pré e pós-operatório no serviço de traumato ortopedia e na prescrição, treinamento e adaptação de órteses e próteses. A ideia desta coluna é tirar dúvidas sobre os protocolos de tratamento realizados em cada tipo de fratura no membro superior e inferior, cuidados e procedimento cinesioterapêutico. Podemos também abordar sobre as soluções protéticas e ortóticas para cada patologia. Nesta coluna serão abordados os seguintes assuntos: fisioterapia na artroplastia de quadril, nas fraturas transtrocanterianas, diáfise femural, fratura de platô tibial, fratura de diáfise da tíbia, fraturas maleolares, fratura de clavícula, fratura da cabeça do úmero, fratura da diáfise do úmero, fratura do olecrano, fratura do rádio, fratura da ulna e várias fratura da mão, amputação transtibial, amputação transfemoral, amputação de antepé, tipos de palmilhas para cada tipo de pé, órteses funcionais para a marcha, tipos de próteses para cada tipo de amputação. Para começar, já disponibilizei em minha coluna no site da NovaFisio o primeiro artigo sobre Tratamento Fisioterapêutico na Artroplastia do Quadril na Fase Hospitalar e Ambulatorial com muitas fotos ilustrativas e irei publicar aqui na revista impressa também na próxima edição. Aos que tiverem dúvidas ou sugestões já podem me escrever que responderei a todos. Um grande abraço e vamos manter contato a partir de agora.

Dr Antonio Vital Sampol Email: vitalsampol@gmail.com Residência de fisioterapia em ortopedia HUPE – UERJ Mestre em Ciência da Motricidade Humana – UCB Protesista e Ortesista – Pestalozzi – RJ Fisoterapeuta do Serviço de Ortopedia HMSF RJ Diretor do Instituto Vital Sampol – www.institutovitalsampol.com.br Autor do Livro Manual de Prescrição em Órteses e Próteses 34 • NovaFisio.com.br


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Pilates

Os “3 CORES” do Corpo e sua relação com a gravidade

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sta perspectiva permite que cada um se perceba como um todo e não como peças e partes separadas (abdômen, pescoço, ombros, flexores do quadril, etc), mudando nossa forma de compreender o movimento, permitindo que o corpo se movimente em harmonia com o campo gravitacional. Conectando com a gravidade, usando-a como ferramenta na sustentação e flutuação do corpo na verticalidade. A gravidade é o ponto chave. Somos orientados em relação a ela através do Sistema Vestibular do corpo, nosso mecanismo de equílibrio, por exemplo: o alinhamento do ouvido interno/occipital com o centro da bacia e o centro do tornozelo permite a propriocepção de que os pés sustentam a cabeça. Isto nos leva ao alinhamento dos CORES, desencadeando a coordenação e organização internas que acontecem naturalmente, opondo-se as auto correções que forçam mudanças posturais. Se estabelece então a relação frente/costas, criando espaço interno permitindo que o diafragma funcione mais livremente, otimizando a respiração e retro-alimentando a suspenção e o suporte da coluna vertebral. Nesta visão tridimensional que mapeia o corpo humano em 3 Centros (CORES): Inferior - dos pés ao assoalho pélvico, Central - do assoalho pélvico ao diafragma e o Superior - do diafragma a base do crânio/palato, possibilita aumentar a compreensão e análise de qualquer movimento, levando-nos a enxergar além do exercício em si, levando a identificação e necessidade de cada indivíduo. Esta visão não é mais uma técnica a ser aplicada ao outro, e sim a ser percebida pelo terapeuta no seu próprio corpo,em como se relaciona com a gravidade, como encontra a sustentação profunda da sua própria coluna vertebral, como manter os seus espaços articulares, permitindo assim melhor eficiência e menor desgaste. A partir deste “novo” lugar em seu próprio corpo, o trabalho com o paciente, deixa de ser algo que se “faz” em uma parte do corpo do outro, para um leque de possibilidades em que o paciente possa encontrar suporte em seu próprio corpo que permita ganhar o que for necessário. Ou seja, o conceito de CORE sob esta perspectiva, se traduz na relação do indivíduo com a gravidade, o outro e o ambiente que nos cerca. Este Conceito

“3CORE CONNECTIONS® PERSPECTIVE” Foi desenvolvido por Wendy Le Blanc Arbuckle,

“Wendy LeBlanc-Arbuckle faz parte da 2ª geração de professores de Pilates. É diretora do Centro de Pilates de Austin -Texas, criadora do 3CoreConnections® Perspective, professora do “Passing the Torch Program” organizado pela Balanced Body University ® Pilates e professora certificada pela PMA. É tambem professora de Integração Estrutural e técnica de respiração Buteyko. Wendy Le Blanc Arbuckle estará no Studio Inez Fontoura em novembro de 2013 para mais um encontro com profissionais de Pilates, Fisioterapeutas, profissionais de movimento e consciência corporal.

Dra. Inez Fontoura Tel:(21) 2247-8797 / 8835-4816 www.inezfontourapilates.com Diretora do Studio Inez Fontoura Professora de Pilates formada pelo Polestar Education Mentorship Program - Balanced Body Education Formada e representante do método 3CoreConnections®Perspective Método Mezieres - França RPG- França Ginástica Holística -Louise Ehenfried - França 36 • NovaFisio.com.br

Core - Centro, cerne, nucleo.Termo usado na comunidade de Pilates para definir o conjunto de músculos que atuam na estabilização do tronco. O que tem ocorrido é que os hábitos de esforço demasiado de contenção - com comandos de “contrair o tranverso do abdômen, empurrar o umbigo para as costas levando a uma “excessiva estabilização”, perdendo espaço interno, flexibilidade da coluna e levando a desconfortos na cintura escapular, pescoço e região lombar.


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Será que estamos voltando às nossas origens?

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os últimos anos, na área da saúde, houve um resgate da importância da qualidade de vida, funcionalidade, exercício físico alimentação adequada, entre outros. Décadas atrás, a ênfase na medicação, hospitalização era clara (“modelo curativista”), pouco se falava em prevenção! Hoje a mídia intensifica essa visão preventiva, toneladas de estudos ratificam-na, e nós o que estamos fazendo? Os aspectos clínicos laboratoriais ainda estão fortemente imbricados na formação do profissional Fisioterapeuta, em termos de terapia intensiva, essa mudança de paradigma é notória. Tínhamos a ventilação mecânica como o cerne de nossa atuação, porém as evidências atuais dos últimos 13 anos reforçam a mobilização de pacientes críticos como o principal papel do Fisioterapeuta intensivista. Ué, mas o nosso papel não é o movimento? Isso não é contraditório, nos afastamos da nossa principal missão e agora estamos retomando o curso? Ou seja, recebemos um carrinho por trás (jargão futebolístico). Talvez por um encantamento normal pela tecnologia, o movimento humano foi sendo deixado de lado, pouco discutido... Mobilização passiva em um plano de movimento apenas e quando dava tempo era suficiente. Isso caiu por terra, cada vez mais pacientes sobrevivem às internações em UTI e cada vez mais recebem alta com sua capacidade funcional extremamente comprometida. Soma-se às discussões sobre Classificação Internacional de Funcionalidade (que ainda não estamos fazendo adequadamente) e pimba - VAMOS TER QUE VOLTAR A MOBILIZAR AS PESSOAS!!! O interessante é que hoje percebemos o retorno da eletroestimulação em UTI, uma preocupação em mobilizar progressivamente e de maneira sistematizada, pesos, alteres, deambulação, ortostatismo passivo, sedestação beira do leito e em poltrona, conceitos do PNF e Bobath, ciclo ergômetros… Nada disso é novo, porém abandonamos… Ficamos fazendo tudo menos o nosso real papel. Aspiramos, titulamos oxigênio, parametramos o ventilador, e a capacidade funcional do paciente onde fica? Pegue um prontuário de um serviço de fisioterapia, quantos marcadores funcionais existem lá? A maior parte são aspectos clínicos e laboratoriais, mas isso está mudando, estamos retomando a consciência perdida. Não posso dizer que mobilizei globalmente, que fiz cinesioterapia, temos que ser mais específicos, qual a carga, tempo, frequência... E temos que provar, temos que mensurar os ganhos funcionais de nossos pacientes. Ainda não temos escalas funcionais específicas para UTI, porém a adaptação do Barthel, da MIF, SF 36 e de outros testes, estão sendo fortemente estimulados. Talvez o teste mais simples, e que possui crescente evidência científica é o teste manual de força muscular (aquele mesmo de 0-5 que teimamos em não fazer). Hoje o aplicamos de uma maneira sistematizada com grupos musculares específicos e foi apelidado de MRC. Vamos discutir o movimento humano meu povo, mas vamos medir, vamos dosar… O caminho é esse!

Dr. Rodrigo Queiroz Fisioterapeuta Especialista em Terapia Intensiva Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Autor do blog Mobilidade Funcional (www.mobilidadefuncional.blogspot.com) E-mail: rofisio@gmail.com 38 • NovaFisio.com.br

Fonte da Imagem: SILVA, Ariane Franco Lopes da. A representação do movimento humano: desenvolvimento e aspectos sociais. Psicol. educ. [online]. 2008, n.26


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Quem não sabe o que procura...

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scarafunchar, remexer, diligenciar por encontrar, esmiuçar, pesquisar, catar, buscar, investigar. Podemos ver que a própria definição do verbo procurar nos remete a outras dúvidas e incertezas. Mas será que realmente percebemos aquilo que estamos procurando? Claude Bernard (Fisiologista do séc. XIX) nos inquietou com sua célebre frase: “Quem não sabe o que procura, não percebe quando encontra”. Candeia, compositor de Preciso me encontrar, gravado por Cartola, saía por aí a procurar: “(...) Deixeme ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir prá não chorar / Se alguém por mim perguntar / Diga que eu só vou voltar / Depois que me encontrar...” Nós sabemos com clareza qual a diferença entre sentir e perceber? O que realmente estamos buscando em nossa profissão? E nas nossas vidas? Sentir é captar por sensores; perceber é ter consciência de algo através dos sentidos. A nossa Fisioterapia não pode se tornar invisível em si mesma. Podemos nos perder dela ou nela mesma. Na escuridão nascem monstros, e estes, que nada enxergam, possuem terríveis habilidades. A pior delas: a criação de supostos “inimigos” que aguçam a esperança execrável de eliminá-los. Recentemente, vimos (e vivemos!) isso ocorrer na prática, quando a medicina “criou” monstros e resolveu que assumiria o controle, ou os exterminaria, de exatos 13 “inimigos”. O resultado foi que, após 12 anos de duríssimas batalhas políticas e jurídicas, os vetos ao Ato Médico foram aprovados e prevaleceu o bom senso. Mas não podemos pensar que essa guerra foi resolvida. Estávamos no papel do monstro, do “inimigo” ou atuamos efetivamente em prol da autonomia profissional? Entendemos bem isso? A Fisioterapia não pode desprezar o conhecimento. Devemos valorizar, plantar e disseminar inteligência. Porém, não como um ornamento, mas como uma dupla tarefa fundamentada no plano intelectual e no da inspiração. Vale a dica de ficarmos atentos sobre o que realmente estamos procurando. Assim como as oportunidades pessoais ou profissionais, um alvo mal definido pode passar na nossa frente e não ser percebido. Aproveito para desejar um excelente Congresso Brasileiro de Fisioterapia a todos nós e, parafraseando minha amiga Dra. Solange Canavarro (ABRAFIN), meus parabéns especiais a essa “jovem senhora” de 44 anos chamada FISIOTERAPIA. Saudações vestibulares!

André Luís dos Santos Silva,D.Sc. www.fisioterapiavestibular.com.br 40 • NovaFisio.com.br


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Fisioterapia: a profissão que temos x profissão que queremos.

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olega Fisioterapeuta,

Novamente recebo a missão de compartilhar com você, leitor da NovaFisio, temas atuais relacionados à nossa profissão e, nesta edição, decidi fazê-lo em forma de reflexões teóricopráticas. Segundo Shakespeare, “O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres são meramente atores. Eles têm seus pontos de saída e entrada e cada homem desempenha em sua existência muitos papéis”. Para o poeta inglês, “o palco” pode ser considerado como cenário e ambiente social onde vivemos nossa vida e profissão. Os “pontos de entrada” são os papéis que desempenhamos, influenciados pela formação que possuímos, escolhas que realizamos, caminhos que percorremos ou ingerências externas que somos submetidos. Como consequência da história recente de expansão do número das faculdades, do elevado número de egressos, da baixa empregabilidade, com déficits observados na profissionalização docente, formação discente, prática assistencial, de pesquisa e de salarial, tal cenário configura-se como a fisioterapia brasileira que temos, não obstante o sucesso profissional e socioeconômico daqueles que, individualmente, se diferenciaram. Além disso, percebemos que nossas entidades de classe possuem graus diferenciados de organização, comunicação, financiamento e participação da classe, com visão, missão e valores não claramente demonstrados. Na atualidade, com o desenvolvimento de novas tecnologias de informação e conhecimento (TIC), vivemos um momento de ressignificação e possibilidades de um sistema integrado de gestão (SIG) em nossas organizações, focado na qualidade, ética e união programática das entidades, além das possibilidades de fomento à pesquisa, inovação tecnológica e intercâmbios internacionais de aprendizado, profissionalização da docência e elaboração curricular que forme para as demandas de saúde de nosso país. Estas são apenas algumas questões que deve estar na agenda do dia de nossos gestores e profissionais, de forma clara para toda categoria, a fim de atender, atualizar e ampliar o entendimento de nosso objeto de trabalho, campo de atuação, formação profissional, especialidades, áreas de pesquisas e piso salarial, constituindo-se assim na fisioterapia que queremos. Aceitar o desafio de entender e participar das novas mudanças no cenário da fisioterapia permitirá aos fisioterapeutas, professores, pesquisadores e gestores contribuir, coletivamente, para os novos rumos da Fisioterapia no Brasil. Compartilhe conosco sua opinião, postando em: www.facebook.com/azeredo.lm Até a próxima edição!

Dr. Leandro Azeredo Professor e Fisioterapeuta do HPM Niterói-RJ Presidente da AFERJ Diretor de Projetos de Formação Profissional e Intercâmbios do IACES Brasil 42 • NovaFisio.com.br


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O poder da lipocavitação frequencial multipolarizada

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ovos horizontes estão se abrindo para o fisioterapeuta especialista em Dermato-Funcional. Após aprovação por unanimidade pelo o COFFITO, no dia 16 de julho de 2012, ampliou ainda mais os recursos terapêuticos deste profissional, que tanto é solicitado pelo mercado de trabalho, porém agora sobre o respaldo dos Conselhos Regionais e Federais. Com este cenário atual, o especialista em Dermato-Funcional acaba tendo um poder maior para combater uma das principais queixas que incomoda o público feminino, que é a Lipodistrofia e o Fibro Edema Geloide. As células de gorduras (adipócito) localizam-se na hipoderme, esta por sua vez, apresenta algumas funções, entre elas o armazenamento de energia (em forma de gordura). Devido ao hábito alimentar associado ao estilo de vida sedentário, o organismo acaba promovendo a hipertrofia e a multiplicação destas células. Já o Fibro Edema Geloide é uma síndrome, de prevalência ao sexo feminino, no qual apresenta algumas alterações estéticas tais como, estase venosa e linfática, aderência tecidual e hipersensibilidade da área acometida, nos casos mais graves. Com o avançado tecnológico da Medicina Estética, hoje o mercado apresenta equipamentos capazes de produzir lipólise, além de melhorar a textura e modelagem corporal (lifting tecidual). A Lipocavitação ou Ultracavitação é um procedimento ambulatorial, não cirúrgico, no qual se utiliza de um equipamento de Ultrassom diferenciando (por produzir uma frequência em kHz) capaz de destruir o adipócito, através do fenômeno Físico e Mecânico da Cavitação (onda eletromagnética capazes de fracionar o Triglicerídeo em Ácido Graxo e Glicerol). Este material após a Ultracavitação é absorvido pelo sistema linfático e metabolizado pelo sistema hepático. Vale salientar que, está contraindicada esta terapêutica aos pacientes portadores de qualquer disfunção hepática, devido este sistema ser uma das vias de metabolização do adipócito. O prognóstico clínico desta terapêutica varia entre cinco a oito sessões, obtendo resultados clínicos entre 3 a 5 cm de diminuição na circunferência da área tratada. Com intuito de melhorarmos os resultados obtidos com a Lipocavitação, recomenda-se que o paciente realize uma atividade aeróbica até 12 horas após o procedimento, além realizar uma dieta ceatogênica com muita hidratação. Este procedimento deve ser realizado com intervalos no mínimo de 72 horas (2 x por semana). Os pontos fortes da cavitação em relação aos demais procedimentos de ação terapêutica de lipólise são; a sua eficácia na modelagem corporal (perceptível já nas primeiras sessões), facilidade de aplicação (similar aplicação de ultrassom terapêutico), além promover pouco ou cause nenhum desconforto durante o procedimento (em comparação a Carboxiterapia). É muito importante diferenciarmos a Lipocavitação dos equipamentos de Ultrassom convencional, no qual se utilizam de alta frequência na ordem de MHz (capaz de apenas promover o aumento do estado vibratório das moléculas de gordura, sem ocorrer à implosão das mesmas). Já com relação à radiofrequência, este é também um procedimento ambulatorial, não cirúrgico, no qual se utiliza da transmissão das ondas eletromagnéticas entre os seus respectivos polos, promovendo o aquecimento por diatermia (de dentro para fora) na cama da derme, enquanto a epiderme mantém-se resfriada e protegida. Esse calor profundo e controlado (monitorado, através de um termômetro infravermelho) irá promover a desnaturação das respectivas fibras de colágeno e elastina (que se dá através da elevação e sustentação da temperatura local entre 38 a 40°C), obtendo desta forma, regeneração tecidual e produção de Neocolágeno (novas fibras elásticas) promovendo a melhora na textura, lifting tecidual, melhora do retorno venoso e linfático e efeito fibrinolítico. Por se tratar de uma terapia que envolve correntes eletromagnéticas, está contraindicada a sua aplicação sobre áreas metálicas (risco de queimadura). Partido do pressuposto que as respectivas áreas tratadas pela Lipocavitação tendem a ficar ligeiramente mais flácidas devido à redução do conteúdo do panículo adiposo, o emprego da Radiofrequência sequencial a Ultracavitação ou intercalada, torna-se importante, lembrando que, estas áreas também apresentam outras disfunções estéticas como Fibro Edema Geloide. Os procedimentos citados acima devem ser realizados por profissionais habilitados e capacitados através de cursos de aprimoramento.

Dr. Milton Beltrão Jr. Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional pela FMU-SP Tel. (11) 5528-0727 / 6990-0057 fisiobeltrao@yahoo.com.br / www.beltraoesthetic.com.br 44 • NovaFisio.com.br


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LNB Método terapêutico segundo Liebscher & Bracht

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método LNB consiste numa terapia (manual) utilizada para tratamento da maioria dos casos de dor. A terapia promete tratamento eficiente para 90% dos casos de dor aguda ou crônica e é baseada numa nova forma de entendimento da dor. Entendimento este que é diferente de todos os outros até agora já postulados. Segundo o conceito LNB, a dor é provocada através das diferenças de tensões das fáscias musculares. Ou seja, através dos desequilíbrios e “erros de programação” das tensões musculares. A LNB preconiza antes de tudo que a dor é o principal sinal emitido pelo corpo, o qual indica que num curto espaço de tempo uma lesão irá surgir na região afetada. Este sinal é um aviso do corpo preparando- o para um evento que pode num futuro próximo significar uma grave lesão tecidual. Partimos do princípio que a dor é um sinal de autoproteção genética que está programado na estrutura do indivíduo. Este programa é a explicação porque a dor é percebida por indivíduos diferentes de formas e intensidades diferentes. Seguindo o princípio desta nova abordagem, a lesão não precisa necessariamente ser tratada. Ela até tem pouca ou nenhuma relação com o sinal doloroso local. O que precisa ser tratado é o desequilíbrio da tensão fáscio-muscular. Desta forma a dor é eliminada ou fortemente reduzida. E mesmo se após a reestruturação da tensão muscular a lesão tecidual não regrida, o corpo poderá repará-la rapidamente sem a interferência dos sinais dolorosos. Munidos deste conhecimento, a médica alemã Dra. Petra Bracht, juntamente com o seu parceiro, o terapeuta também alemão Roland Liebscher-Bracht, pesquisaram, identificaram, sequenciaram e patentearam diversos pontos do corpo humano onde as diferenças de tensão fáscio-musculares se manifestam. Sendo assim, através da pressão destes pontos estes desequilíbrios podem ser desfeitos e assim os “erros de programação” facilmente “apagados”. Desta forma as diferenças de tensões podem ser balanceadas e a dor desaparece sem a necessidade do uso de medicamentos ou cirurgias. Isto significa esperança para milhares de pacientes que sofrem com dores e não respondem aos tratamentos convencionais. E assim mesmo dores provocadas por doenças como hérnias de disco, artroses, calcificações, distúrbios articulares em geral, estenoses espinhais, fibromialgia e etc…são passíveis de tratamento com a forma de abordagem da LNB.

“E no final quem cura, tem razão”

Roland Liebscher-Bracht

Dr. André Luiz de Mendonça Fisioterapeuta. Reside atualmente na cidade Alemã de Mainz contato: andremendonca@hotmail.de

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Assim o vicio em cada parte vivia, Mas o todo um paraíso constituía; Leia nossos colunistas também no site www.novafisio.com.br Temido na guerra, na paz, incensado; Pelos estrangeiros eram respeitados; E, de riquezas e vida abundante, Entre as colméias era a preponderante. Tais eram as bênçãos daquele estado; Seus crimes tomavam-no abastado; E a virtude que, como a politicagem, Aprendera, bastante malandragem Tomara-se pela feliz influência, Amiga do vicio; por conseqüência, O pior elemento em toda a multidão Realizava algo para o bem da nação.

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Corrupção e prosperidade na grande colmeia

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inha planos de fugir à regra e fazer uma crônica, sem as críticas e reflexões do nosso cotidiano. No entanto, depois que soube, por um fisioterapeuta do Paraná, da manipulação que fizeram para promover alguns funcionários públicos sem nenhum amparo jurídico, mudei de ideia. O fisioterapeuta em questão, e mais umas tantas outras pessoas, foram aprovados em concurso público para Auditor Fiscal e não serão empossados, porque as suas vagas foram tomadas pela injusta ascensão dos citados funcionários. Escrevo, então, essa crônica, fazendo uma releitura da Fábula das Abelhas, de onde retirei a epígrafe que abre o presente texto, ensaiando uma tentativa de abordar a atual situação política pelo seu avesso ético . O autor da fábula, Bernard de Mandeville (1670-1773) advoga que, se a harmonia de uma partitura é uma combinação de resultados de sons diferentes e, às vezes, opostos entre si, do mesmo modo, uma sociedade, que ele compara ao enxame de abelhas - justamente por seguir caminhos diversificados -, termina por se complementar. Essa fábula dá amparo ao provérbio: Não há mal que para bem não venha. Para Mandeville, os benefícios públicos só provem do mal, ou seja, dos vícios privados. Quanto mais cheios de vícios estejam os componentes de um grupo, maior será a prosperidade desse mesmo grupo. Os vícios particulares dão enorme contribuição para a felicidade pública e os mais corruptos ajudam ao bem comum. O egoísmo, a avareza, a hipocrisia contribuíram mais para o progresso do que a generosidade, a piedade ou o altruísmo. O vício é positivo, a virtude, negativa. Obviamente, Mandeville recebeu críticas - destaque para Hume (-iluminismo escocês-1711-1776) -, mas, de uma certa forma, a obra contribuiu para fortalecimento de uma moral laica, livre da moral cristã. Alguns autores, que se inclinavam a defender condutas contrárias à ortodoxia (Rousseau, Montesquieu, Sade, etc..) também foram influenciados. Voltemos às abelhas e partamos para a nossa realidade, amparada aqui em um quadro puramente ficcional. Somos muitos milhões de homens abelhas e, claro, formamos uma grande colméia, com uma organização, a princípio, bem distinta dos insetos abelhas. No entanto, podemos dizer que, tal como numa colméia, existem os homens abelhassociais, a grande maioria, e os homens abelhas-solitários, uma minoria que foge ao padrão. Ambos formam o contingente de homens abelhas operários. Aqui, o homem abelha-rainha não necessariamente é uma mulher, ainda que possa sê-lo Os operários trabalham duro, pagam impostos e geram o que chamamos na colméia de a coisa. Além dos homens abelhas operários, há outras classes e sub-classes, devidamente distribuídas nas esferas federais, estaduais e municipais da colméia. O homem abelha-rainha e essas classes e sub-classes, que são eleitas pelos homens abelhas operários, dedicam todo os seu tempo ao gerenciamento da coisa, que, de tão farta, consegue manter e dar prosperidade a colméia e ainda enriquece ilicitamente, a quase todos os que a gerenciam. Os homens abelhas operários sociais sabem de toda a traquinagem, mas também têm lá a sua porção vil. Cometem ilícitos menores, que, aos seus olhos, são pequenos demais para serem considerados como tal: subornam a abelha guarda da esquina, tentam fraudar concursos públicos, prevaricam, fazem peculato, envolvem-se em concussão, transformam-se em vespas furiosas e assassinas diante um simples jogo desportivo, etc. E, assim, em um mar de indulgencias recíprocas, levam a vida. Haveria alguma possibilidade de alteração dessa realidade? É a pergunta que fariam a si mesmo os homens abelhas solitários, aqueles que não compartilham da safadeza vigorante. Sabem que a questão tem um complexo equacionamento e que depende de duas circunstâncias: a difícil regeneração dos homens abelhas sociais, com a necessidade de várias gerações para que os hábitos culturais profundamente enraizados se alterassem, e as impossíveis mudanças de atitude do homem abelha rainha e das classes e sub-classes cada vez mais ávidas pela coisa. Talvez o mais desanimador e desesperador esteja na possível degradação dos homens abelhas solitários, já que os princípios éticos que os regem podem sofrer a influência do comportamento social majoritariamente vigente. Para observador externo, a situação da colméia é difícil e parece que a cada dia que passa seus habitantes descem mais um degrau para o inferno. E isso é tudo. Não se desespere agora, porque pode ficar pior!

Dr. Marco Antônio Guimarães Fisioterapeuta e Escritor 48 • NovaFisio.com.br


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Informe Publicitário|Pilates, fisioterapia.

Pilates & Fisioterapia.

A Formação e a prática fisioterapêutica do Método Pilates no Brasil

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D&D Pilates nasceu em 2002. Desde então, atua na área de cursos, equipamentos e serviços para o segmento de Pilates. É pioneira em tratamentos fisioterapêuticos utilizando a técnica de Pilates, obtendo eficiência comprovada em diversas patologias.

Movidos pelo compromisso de repassar a técnica para outros profissionais, os instrutores da D&D Pilates ministram cursos e workshops em todo o Brasil, já tendo formado mais de 6.000 alunos, com o intuito de preparar fisioterapeutas altamente qualificados para exercerem o movimento. Atualmente, os diversos cursos têm se expandido para educadores físicos. Pensando sempre em manter um padrão de excelência em nossos cursos, elaboramos um processo de formação profissional do método Pilates diferenciado e único no Brasil, proporcionando ao aluno a oportunidade de escolha da formação mais adequada a sua especificidade. Temos opções de cursos de acordo com a especificidade da sua área de atuação (fisioterapia ou educação física) e os cursos avançados para complementar a sua carga horária de formação no método Pilates. No Brasil existe a Abrapi (Aliança Brasileira de Pilates) através de reuniões com renomados profissionais que trabalham com Pilates e de avaliações de diversas escolas, definiu por uma referência inicial de 350 horas mínimas, sendo que os profissionais (e as escolas que hoje estão com quantidades de horas inferiores a este parâmetro) teriam três anos para complementarem as horas que faltam. A D&D Pilates sempre estabeleceu para seus cursos o conceito de educação continuada, permitindo ao seu aluno, uma busca constante para qualidade de sua formação, ampliando as possibilidades da sua conclusão completa com conhecimentos especializados. Em seu formato de formação contamos com módulos específicos para cada área, estágio supervisionado e aulas práticas que podem totalizar mais de 400 horas dentro desse conceito continuado. Com o mesmo empenho desses 11 anos de experiência e também na fabricação dos aparelhos, renovando e reinventando. Dessa forma, esperamos superar as expectativas dos nossos alunos e parceiros e manter nosso compromisso em “preservar com dignidade a formação em Pilates”.

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Carboxiterapia. Um recurso terapêutico importante na mão do fisioterapeuta.

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Carboxiterapia é uma técnica que utiliza a infusão de gás carbônico intradérmico ou subdérmico para tratamentos na área de fisioterapia Dermato-Funcional. A Carboxiterapia promove efeitos terapêuticos como o aumento da circulação local, maior oferta de oxigênio aos tecidos, aumento do metabolismo local e estímulo do processo de reparo e regeneração tecidual. Dessa forma, a Carboxiterapia permite excelentes resultados nos tratamentos estéticos com ampla aplicabilidade para tratamento corporais e faciais, além de sua atuação na cicatrização pós-operatória. Já em pacientes queimados, a Carboxiterapia evita a formação de pegas e acelera a cicatrização dos respectivos enxertos. Para outras aplicabilidades deste recurso destaca-se o tratamento de alopecias, e estase venosa e linfática após algum trauma. Vale salientar que, esta técnica deve ser realizada por profissionais habilitados e capacitados, como por exemplo, através de cursos de Aprimoramento em Carboxiterapia – Facial e Corporal. Em São Paulo, há algumas instituições que promovem este tipo de curso como o Departamento de Aprimoramento em Fisioterapia DermatoFuncional. Uma vez que a Carboxiterapia também estimula a formação de colágeno e novas fibras elásticas, ela também pode ser indicada para o tratamento de estrias, olheiras, linhas de expressão e cicatrizes. Vale lembrar que além da medicina estética, outras especialidades também se beneficiam da carboxiterapia como: angiologia, urologia, reumatologia etc. É possível notar com poucas aplicações, a melhora do aspecto geral da pele, tornando a pele mais saudável e firme. O tratamento inclui de 10 a 30 sessões, divididas em uma ou duas vezes por semana. A sessão dura de 15 a 30 minutos, dependendo da região a ser tratada. O tratamento de carboxiterapia é realizado, em alguns casos, associados com outros procedimentos como drenagem linfática manual, dietoterapia, radiofrequência, tratamentos a laser, entre outros procedimentos estéticos, a critério do profissional, com a finalidade de acelerar os resultados. O tratamento utiliza o CO2 – Anidro-Carbônico, um gás atóxico, não embólico, presente normalmente em nosso corpo como intermediário do metabolismo celular. O CO2 puro medicinal é o mesmo utilizado em cirurgias de videolaparoscopia (para promover a dilatação abdominal) histeroscopia e como contraste em arteriografias. Os possíveis efeitos colaterais limitam-se a desconforto durante o procedimento, equimoses, sensação de crepitação e peso no local que desaparece, me média, em até 30 minutos. Não é necessário fazer repouso ou qualquer outro tipo de tratamento complementar, já que você poderá retornar às suas atividades normais ao fim de cada sessão. Como contraindicações da Carboxiterapia inserem-se as pacientes gestantes, cardiopatas e paciente que não estejam hemodinamicamente estáveis. Mas muita atenção! É aconselhado que a técnica seja aplicada por um profissional capacitado e habilitado, pois é ele o responsável pela segurança e eficácia do tratamento.

Dr. Milton Beltrão Jr. - Um dos pioneiros da técnica Carboxiterapia no Brasil Especialista: Fisioterapia Dermato-Funcional pela FMU-SP Aprimoramento: Terapias de SPA´S e Clínica de Estética PAYOT-SP Diretor Clínico e Sócio: Beltrão Esthetic-SP Consultor Técnico: Onodera Franqueadora Docente: Universidade Gama Filho-SP, Faculdade Inspirar, Qualifica-CE/SP, BioCursos-AM e Grupo Posture-SP Colunista: Portal Você Absoluta e Negócios & Estética Palestrante em diversos Simpósios e Mini-Cursos: BIOSET-SP, PAYOT-SP, UNITALO-SP, CAMPCURSOS-SP/Campinas, Markesine Esthetic-BA, Onove-SP, Centro de Estudos e Treinamento PUGA-Sertãozinho-SP, Grupo Posture-SP, MG-Laser-BH, Gama Filho-SP, Qualifica-BA, Cursos Viver-CE, PUC-SP e Barueri, IBRAPE-SP, Expo Cosmetico-GO, entre outras instituições; Palestrantes dos seguintes Temas: Microagulhamento, Microgalvanopuntura, Carboxiterapia, Peeling Químico e Físico, Radiofreqüência, Ultracavitação, Criolipolise, Laser – Diodo, Luz Intensa Pulsada e LED; Tel. (11) 5528-0727 / 6990-0057 fisiobeltrao@yahoo.com.br / www.beltraoesthetic.com.br 52 • NovaFisio.com.br


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Tininha | Humor - passa-tempo - game - novidades - música - cinema - moda - TV Olá pessoal, tudo bem? Sabe aquela foto que você bateu bem na hora exata que alguma coisa acontecia? Ou aquela que você finge segurar a lua. Então se liga nestas fotos. Ah não se esquecam, se você viu algo legal no facebook ou navegando pela internet, mande pra mim para eu publicar aqui na próxima edição. Beijos Tininha

Bem na hora!

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Tininha | Humor - passa-tempo - game - novidades - mĂşsica - cinema - moda - TV

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ELETRO TERMO FOTO TERAPIA Prof. Jones E. Agne e colaboradores

KINESIO TAPING Introdução ao Método e Aplicações Musculares Kenzo Kase, Thiago Vilela Lemos e Elton Matias Dias

Nesta edição atualizada e fundamentada nos conceitos biofísicos da eletricidade é explorado o uso correto dos principais agentes físicos terapêuticos que podem ser utilizados por diversos profissionais, seja no âmbito da reabilitação físico-motora ou das disfunções estéticas. São discutidos temas da interação dos agentes nãoionizantes com diferentes tecidos biológicos quando estimulados pela corrente elétrica, luz e calor. Trata-se de uma obra desenvolvida pelo Prof. Dr. Jones Eduardo Agne, considerado uma referência nessa área na atualidade brasileira. O autor tem um histórico marcante, com formação em Fisioterapia, professor universitário, pesquisador e incentivador ao empreendedorismo. Palestrante em vários congressos nacionais e internacionais, professor de cursos de pós-graduação em diferentes especialidades, consultor técnico no projeto de equipamentos e clínicas, enfim, uma vida voltada ao crescimento profissional.

A mais de 30 anos o Dr. Kenzo teve essa brilhante ideia de buscar a homeostase corporal e tecidual por meio de estímulos sensoriais externos e cutâneos. Nesses anos muitas pesquisas, estudos, práticas, técnicas foram desenvolvidos por ele e pelos milhares de profissionais espalhados pelo mundo devidamente treinados pela KTA. Estamos em um momento muito importante no qual a KTA, promovendo anualmente os Simpósios Internacionais de Pesquisa, está estimulando e investindo em pesquisas científicas para dar amparo científico a nossa prática. Poucos estudos com boa qualidade metodológica existem até o momento, mas muitos estão em andamento e alguns já mostraram por meio dos resultados científicos a eficiência em algumas aplicações. Porém ainda temos um longo caminho a percorrer.

PERICIA JUDICIAL PARA FISIOTERAPEUTAS José Ronaldo Veronesi Junior. OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR EM ADULTOS. Cuidados e Orientações. Com Desenvolvimento de um Manual de Oxigenoterapia. Michelle Trigo de Moraes & Vanderlei Cardoso de Sá e-book NovaFisio: A história da oxigenoterapia; Efeitos fisiológicos e tóxicos do oxigênio; Indicações da oxigenoterapia domiciliar; Os efeitos deletérios e benéficos; Indicações do oxigênio durante o sono; Oxigenoterapia durante a atividade física; Contraindicações; Re s t r i ç õ e s e c o m p l i c a ç õ e s ; Respaldo legal do fisioterapeuta para solicitação de exames complementares; Restrições e complicações; Riscos, cuidados e orientações da oxigenoterapia domiciliar; Tipo de administração de oxigênio; Os modos e métodos de administração de oxigênio; A umidificação; Os tipos de fontes de oxigênio; Manual de oxigenoterapia domiciliar; As diferenças entre oxigenoterapia domiciliar e hospitalar.

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A segunda edição deste tema inédito para a profissão da Fisioterapia, onde o conteúdo da primeira edição foi toda revisada, ampliada e alinhada em um pensamento metodológico e técnico acrescido de muitas novidades. Ineditamente, este livro traz conceitos e dados importantes para advogados, a fim de orientar melhor esta classe profissional da importância do Fisioterapeuta perito dentro dos trabalhos jurídicos. Esta obra traz modelos completos, atualizados e inéditos de Perícias Judiciais pelo Método Veronesi, mostra esse método diferenciado e revolucionário de atuação em Perícias Judiciais de forma metodológica e passo a passo. Apresenta também o inédito tema desenvolvido pelo professor Veronesi sobre quantificação da capacidade funcional para o trabalho. Traz também um capítulo sobre linguagem forense, com um glossário sobre os termos mais utilizados dentro do campo pericial. Fisioterapia do trabalho: Cuidando da saúde funcional do trabalhador Jose Ronaldo Veronesi Junior Uma obra interessante para ser aplicada nas disciplinas de Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia na graduação e pósgraduação.


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Literatura|

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FISIOTERAPIA DO TRABALHO Cuidando da saúde funcional do trabalhador Jose Ronaldo Veronesi Junior Uma obra interessante para ser aplicada nas disciplinas de Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia na graduação e pósgraduação. O livro traz uma rev isão científica e um organograma de toda ação do fisioterapeuta d o t ra b a l h o , s e j a d e n t r o das empresas, seja fora, em consultorias e acessórias especializadas. O livro traz também uma novidade, uma nova ferramenta de análise de risco musculoesquelético para lombar e membros superiores desenvolvida pelo professor Jose Ronaldo Veronesi Junior

ELETROFISIOTERAPIA e ELETROACUPUNTURA Afonso Shiguemi Inoue Salgado. Esta obra é fruto de um conjunto onde vários colegas com experiências clínicas diversas deixaram suas impressões sobre eletroterapia. As informações em cursos e estágios em vários países como França, Holanda, Bélgica, Suiça, Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos e Canadá propiciaram junto ao Brasil também com colegas de renome nacional e internacional nesta área um crescimento científico respeitado. Acreditamos que esta obra possa auxiliar os fisioterapeutas e estudantes em nosso cotidiano terapêutico, de forma ilustrada. Atualmente a Fisioterapia é uma ciência que está em constante crescimento, o uso de aparelhos como meio terapêutico é uma das possibilidades que possuímos como arsenal clínico.

MÚSCULOS VENTILATÓRIOS Biomotores da bomba respiratória avaliação e tratamento. Alfredo Cuello, Esperidão Aquim, Gustavo Cuello.

SAÚDE INTEGRAL FISIOTERAPIA CORPO E MENTE. Afonso Shiguemi Inoue Salgado. “Saúde Integral – Fisioterapia Corpo e Mente”

“Músculos ventilatórios – biomotores da bomba ventilatória: avaliação e tratamento” é uma ampla fonte que explora as várias facetas do conhecimento atual sobre ação e disfunção da musculatura respiratória e sua interface com o trabalho do fisioterapeuta em sua prática diária. Os músculos ventilatórios sempre mereceram destaque especial na Fisioterapia Respiratória. Sua ação é potencializada pelos recursos de Fisioterapia. No ato de estimular a ação muscular alteram-se diferentes mecanismos respiratórios propiciando ajustes do padrão respiratório e alívio de sintomas. Assim, aumentar nosso conhecimento neste segmento é caminhar para facilitação de nossa prática e obter excelência na qualidade de nossa assistência ao paciente com disfunção respiratória. Os autores Alfredo Cuello, Gustavo Cuello e Esperidião Aquim há muito estão nesta estrada. Neste livro, eles resumem esta trajetória, nos brindando, com suas contribuições pessoais, e o entendimento do fazer.

Também apresenta tratamentos com técnicas inovadoras. Aborda os efeitos de estresse sobre corpo e mente. Estresse se tornou não só a “palavra” da moda como uma realidade que atinge cerca de 90% da população mundial – segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Além de causar disfunções emocionais, o estresse também é responsável por diversas reações no nosso corpo, por exemplo a baixa imunidade. Baseado na interação entre corpo e mente, o fisioterapeuta Afonso Salgado, Mestre pela Unesp, Doutorando pela UniCastelo – SP em engenharia Biomédica. A obra reúne informações técnico-científicas confirmando hipóteses entre corpo e mente, a influência de nossos pensamentos, das atitudes diárias como: alimentação, sono, intoxicações alimentares, eletromagnéticas e biológicas que projetam disfunções sobre o físico e emocional.

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comprovado no método Pilates. Tratar no telefone (11) 97548-1440 ou enviar currículo para: zzrosada@gmail.com. Nome: Amanda Siqueira Cidade: São João de Meriti-RJ Tel: (21) 7876-4480 Anuncio: Sublocação de sala. Subloco sala de fisioterapia, com maca tablado, espaldar, escada digita entre outros, recepção, tv, internet com wi-fi, copa com geladeira e microondas, banheiro. Podendo também fazer atendimento de Pilates ou RPG. Valor R$500,00 mensais. Incluso luz, telefone, água e internet. Nome: Regina Cidade: Florianópolis-SC Tel: (48) 9970-0246 Anuncio: Vende-se RADIOFREQUÊNCIA IMPORTADA INNOVATER. RF Innovater Moderno gerador de Radiofrequência desenvolvido com a finalidade de aumentar a temperatura dos tecidos, muscular, adiposo e pele. Esta nova alternativa terapêutica é utilizada nos tratamentos de celulite, flacidez corporal através da aplicação e circulação de uma corrente de alta freqüência (Radiofreqüência), os tecidos tratados se comportam como uma resistência ( método resistivo), onde os tecidos conduzem e aumentam a temperatura gradativamente até a uns 44 Graus o que é o máximo tolerado pela sensibilidade do paciente. Características Gerais: Para a aplicação se realiza a prévia seleção do cabeçote aplicador adequado de acordo com a área que se deseja atuar. Na área a ser aplicada e deve espalhar uma camada generosa de gel que irá permitir o contato dos eletrodos com a pele. Cabeçotes de uso corporal e

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DIA CURSO CIDADE- UF CONTATO OUTUBRO 11 a 15 Curso Internacional de Cinesiologia Holística Londrina – PR 0800 400 4701 12 e 13 Mat Pilates Avançado São Paulo – SP (21) 2565-7690 18 Curso de Anatomia Palpatória Aplicada ao Sis. Neuromuscular Salvador – BA (71) 3271-0151 / 9987-8071 18 a 20 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica João Monlevade – MG (21) 2565-790 / 0800 282 0624 19 Sistema Crânio-oro-cervical e Postura São Paulo – SP (11) 2376-2071 19 Sistema cranio-oro-cervical: relação postural global São Paulo – SP (11) 2376-2071 24 a 27 XXIX Curso de Formação de Consultor em Ergonomia CNROSSI São Paulo – SP cnrossi@terra.com.br 24 a 29 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica Manaus – AM (21) 2565-7690 24 a 29 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica Goiânia – GO (21) 2565-790 / 0800 282 0624 24 a 29 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica Vitória – ES (21) 2565-7690 NOVEMBRO 01 e 02 Simpósio Sul Brasileiro do Método Pilates Porto Alegre – RS (51) 3414-6394 02 e 03 Curso de Dermato Funcional Facial São Paulo – SP (11) 4063-3047 02 e 03 Técnicas Fisioterápicas da Medicina Chinesa São B. do Campo–SP (11) 97120-6900 09 Fisiotur apresenta: Passeio Turístico para Fisioterapeutas Búzios – RJ (21) 4042-6107 / 8577-9908 www.fisiotur.com.br / reservas@fisiotur.com.br Obs: Após o embarque seguiremos com destino ao centro de Búzios, onde tomaremos o saveiro passando pelas principais praias com algumas paradas para banho. Retornando ao centro Búzios haverá o almoço em restaurante com comida variada. No final da tarde retornaremos ao Rio de Janeiro com destino aos respectivos pontos de embarque. Inclui: transporte de ida e volta, ingresso do barco, almoço e serviço de Guia de Turismo. 15 a 22 Pilates sob a Ótica das Cadeias Musculares Rio de Janeiro – RJ (21) 2268-6997 / 2208-2877 21 a 24 XXIX Curso de Formação de Consultor em Ergonomia CNROSSI São Paulo – SP cnrossi@terra.com.br 22 a 24 III Congresso Internacional de Postura Vitória – ES (21) 2415-6768 23 Reações posturais na Paralisia Cerebral São Paulo – SP (11) 2376-2071 29 e 30 MAAF – Manuseio e Adequação de Atividades Funcionais São Paulo – SP (11) 2376-2071 DEZEMBRO DIVULGUE SEU CURSO GRATUITAMENTE NO SITE WWW.NOVAFISIO.COM.BR E VEJA TAMBÉM NOSSA AGENDA COMPLETA

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DIA CURSO DEZEMBRO 01 a 04 Formação Internacional em Leitura Biológica 07 Fisiotur apresenta: Passeio Turístico para Fisioterapeutas 07 Funções Nervosas Superiores 29 Curso de Anatomia Palpatória Aplicada ao Sis. Neuromuscular 2014 JANEIRO 11 Fisiotur apresenta: Passeio Turístico para Fisioterapeutas www.fisiotur.com.br / reservas@fisiotur.com.br 29 Curso Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva FEVEREIRO Estamos aguardando seu curso aqui. MARÇO Estamos aguardando seu curso aqui.

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Londrina – PR Arraial do Cabo–RJ São Paulo – SP Salvador – BA

0800 400 4701 (21) 4042-6107 / 8577-9908 (11) 2376-2071 (71) 3271-0151 / 9987-8071

Petrópolis – RJ

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patriciamentges@gmail.com Quem é, o que fez e faz pela fisioterapia.

FisioPerfil Dra. Patrícia Italo Mentges

Fui supervisora de Estágio na Clínica Escola Campus Akxe da UNESA durante 06 anos no setor de Alterações Posturais e da Coluna Vertebral, Docente da Graduação de Fisioterapia na UNESA por 10 anos, Introdutora da Disciplina Anatomia Palpatória na UNESA 1999, Docente na Pós-Graduação UNESA na Disciplina Anatomia Palpatória, ministrando aulas em vários estados. Palestrante desde 2000. Formei-me em Especialista em Exercícios Terapêuticos - CES (Corrective Exercises Specialist) pela NASM National Academy of Sports Medicine nos EUA em 2009. Na mesma instituição me formei em CORE Training e Balance Training. Fui introdutora do Core Training aplicado à fisioterapia ano Brasil Atualmente sou Co-fundadora do Projeto Escoliose; Introdutora da Abordagem SEAS (Scientific Exercises Approach Scoliosis) para o tratamento conservador de escoliose. Tenho consultório próprio atendendo pacientes com escoliose e alterações de coluna vertebral. Ministro cursos de aperfeiçoamento para fisioterapeutas no ambiente das minhas formações. Tenho como plano a criação do Instituto de Estudos e Tratamento da Escoliose e Coluna Vertebral. Qual ano e em qual faculdade que se formou? 1982 Educação Física-UERJ; 1996 Fisioterapia-UNESA aqui no Rio de Janeiro. Qual foi a melhor coisa que fez na vida? Formar-me como Especialista em Tratamento conservador da Escoliose e Alterações da Coluna Vertebral na Itália, porque me permitiu ter uma visão ampla da inexistência de tratamento conservador cientificamente suportado no Brasil. Essa foi a mola propulsora para a criação e desenvolvimento do Projeto Escoliose Brasil. Qual foi a pior coisa que fez na vida? Ter demorado tanto tempo para ir ao exterior buscar formações consistentes de acordo com minhas convicções. O que você mais gosta na profissão? Pa r t i c i p a r d e u m t r a t a m e n t o fisioterapêutico onde um paciente recupera total ou parcialmente sua função e através dela sua autoestima, confiança e qualidade de vida. O que você odeia na profissão? Não ser devidamente reconhecida por grande parte da sociedade, falta de suporte científico dos profissionais (ainda falta muito a ser feito) e ausência de união na classe. Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? Vontade de acertar, comprometimento, dedicação e amor ao que faz. Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam? Não se trata de algo a detestar mas de lamentar; falta de interesse em se aperfeiçoar. Não me refiro à necessidade de fazer cursos caros ou de renome mas sim, de estudar de forma continua por vontade própria, o que hoje em dia com o acesso à internet se torna facilitado. Basta realmente querer. Qual sua maior virtude? Querer sempre estudar e aprofundar-me nos assuntos de meu interesse e da minha profissão. 68 • NovaFisio.com.br

Qual seu pior defeito? Falta de ímpeto na defesa das minhas convicções. Se pudesse mudar algo, o que seria? Justamente a resposta anterior, porque quando escolhi defender o tratamento conservador da escoliose e o papel preponderante do fisioterapeuta neste universo, sabia que encontraria grandes barreiras sustentadas na falta de conhecimento. Qual maior mentira já contou? Mais do que uma mentira é a omissão de uma verdade quando deixo de dizer aos pais de meus pacientes juvenis ou adolescentes com escoliose que no mundo afora existem coletes ortopédicos de primeiríssima qualidade e eficiência. Tento assim poupá-los de mais angustia e sofrimento ao verem limitadas as chances de resultados positivos por não haver ainda esse material no Brasil. Qual o fato mais inusitado em sua carreira? Quando fui convidada para assumir a direção acadêmica da faculdade de Fisioterapia da UNESA. Convite que recusei, pois não me vejo sem estar na prática clínica do atendimento fisioterápico. Qual fato foi o mais cômico? Ainda no estágio, quando aprendia a técnica de energia muscular. O paciente era um atleta muito forte e ao solicitar que ele fizesse uma contração da musculatura cervical, (sem tê-lo instruído adequadamente, é claro) com a força do seu movimento fui lançada para o outro lado da sala. Qual seu maior arrependimento? Inscrever-me em 2 pós-graduações e deparar-me com a decepção de encontrar conteúdo de baixa qualidade e ou inadequação do que era oferecido para o que eu estava buscando. Isso acontece quando você cria uma expectativa sobre uma pós-graduação e encontra um repeteco da graduação. Qual dica daria aos colegas? Estudar, estudar, estudar, praticar, praticar

e praticar. Quando achar que está ficando bom no que faz, controlar o ego. Qual objeto de desejo? Ter um centro de excelência com os equipamentos mais modernos visando fornecer dados científicos para fundamentar estudos sobre tratamento conservador da escoliose e coluna vertebral. Qual seu maior sonho? Transformar a realidade da Escoliose no Brasil através da Fisioterapia Especializada. Qual seu maior pesadelo? Que essa realidade perdure por muitos anos ainda; muitos sofrem, por não haver uma política de saúde adequada. Qual sua aquisição mais recente? Titulo de Especialista em Tratamento Conservador da Escoliose na Itália. Que talento mais gostaria de ter? Capacidade de convencimento. Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que? Não me vejo fazendo outra coisa. Amo o que faço. Diga um desafio? Que em 10 anos exista um centro de referência em tratamento conservador da escoliose em cada capital do país, liderado por fisioterapeutas. Um livro? Ensaio sobre a lucidez – José Saramago Quer fazer alguma divulgação? Durante meus anos como docente aprendi também a estimular meus alunos a se aprimorarem na sua profissão e eles me motivaram a criar uma série de cursos que consideravam ser úteis para se desenvolverem tecnicamente. Hoje ofereço vários cursos que visam dar ferramentas auxiliares para implementação de programas de tratamento mais seguros e eficazes. Meus cursos são Reestruturação Postural Ativa com mais de 20 turmas ao longo de 13 anos, Core Training aplicado à fisioterapia, Cursos de Avaliação Fisioterapêutica – Estática, Transicional e Dinâmica, Curso Aperfeiçoamento em Escoliose e Workshop do Psoas.


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