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ISSN 1678-0817

Entrevista com o jornalista e apresentador

CARLOS NASCIMENTO

• Lesões mais comuns no Tênis Infanto-juvenil • FisioPerfil com a Dra. Anke Bergmann • Eletrólisis percutânea intratisular (EPI®) • Protusão discal

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FISIO

Editorial|

DESDE 1996

Caros Leitores, Todos os anos, para nós aqui da Revista o ano só começa depois do carnaval. Isso porque antes do carnaval, parece que estão todos ainda de férias, o telefone toca pouco, recebemos poucos e-mails, etc. Neste ano de 2010, com a copa do mundo, parece que o ano só começou agora, mas em compensação, começou com força total, muitos telefonemas, e-mails, novos assinantes e anunciantes (sejam todos bem vindos). Acredito que vocês devam ter sentido a mesma coisa, parece que tudo ficou parado e agora todos correm atrás do tempo perdido (pior que foi perdido mesmo, voltamos de mãos vazias). Mas o que importa é que tudo voltou ao normal, e agora é bola pra frente. Nossa 75ª edição está neste ritmo acelerado e caprichada. Por isso, vou deixar vocês em paz e desejo a todos uma boa leitura. Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

04 Cartas. 10 Frases e Coluna Social. 12 Entrevista com o apresentador Carlos Nascimento 14 Coluna do Dr. Luis Guilherme. 16 Coluna do Dr. José da Rocha. 18 Coluna do Dr. Geraldo Barbosa. 20 Coluna do Dr. André Luiz Relvas. 22 Localização das lesões mais comuns de Tênis Infanto-juvenil 26 Efeito de exercícios de estabilização dinâmica para tratamento da lombalgia por protusão discal. 30 Análise cinesiológica e biomecânica do exercício de criss/cross do pilates. 33 Classifisio. 34 Agenda de eventos. 36 Tininha. 38 FisioPerfil com Dra. Anke Bergmann.

Equipe|

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EDITORES: OSTON MENDES oston@novafisio.com.br & LUCIENE LOPES luciene@novafisio.com.br SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES nina@novafisio.com.br

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Cartas|Escreva sua carta também. Escreva para: revista@novafisio.com.br LITERATURA LANÇAMENTOS UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR SOBRE PE DIABETICO - FABIO BATISTA O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus

AGENTES FÍSICOS NA REABILITAÇÃO 3/E Proporcionando uma cobertura direta dos agentes físicos para melhorar os resultados do paciente, Agentes Físicos em Reabilitação: Da Pesquisa à Prática, 3a Edição é o seu guia para usar com mais segurança e eficácia os agentes físicos na sua prática de reabilitação. Este valioso recurso detalha as informações mais atualizadas sobre lasers e fototerapia, agentes térmicos, ultrassom, correntes elétricas, hidroterapia, tração, compressão e radiação eletromagnética. Amplie suas opções de tratamento e garanta a segurança do paciente com:

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TRILHOS ANATÔMICOS 2/E Compreender o papel da fáscia no movimento saudável e na distorção postural é de vital importância para todos os profissionais em terapias somáticas.Trilhos Anatômicos: Meridianos Miofasciais para Terapeutas Manuais e do Movimento apresenta uma visão completa dos sistemas de toda a anatomia miofascial / locomotora, especialmente as conexões internas do corpo entre os músculos e a rede fascial. Este livro detalha, de maneira acessível, como os padrões de tensão se comunicam através da “cintura” miofascial, contribuindo para a estabilidade de movimento e compensação postural.

DERMATO FUNCIONAL: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas - 2 ed Atualmente, a Fisioterapia DermatoFuncional se constitui em uma especialidade bastante procurada no meio acadêmico, principalmente por oferecer grandes oportunidades de trabalho para os recémegressos das instituições de ensino superior.

FISIOTERAPIA DO OMBRO (inclui DVD-ROM) A referência líder em reabilitação do ombro agora tem um foco clínico ainda mais forte! Completamente atualizado com técnicas de reabilitação e cirúrgicas de última geração, este texto exemplar traz cinco novos capítulos, novas fotografias e vários novos colaboradores. Ele fornece informações valiosas sobre anatomia funcional, mecânica do movimento, considerações especiais e cirúrgicas, avaliação e tratamento.

Você encontra estes e outros lançamentos na Livraria Andreoli Fone 11 3679-7744 www.livrariaandreoli. com.br


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Cartas|Escreva sua carta também. Escreva para: revista@novafisio.com.br ELETRÓLISIS PERCUTÂNEA INTRATISULAR (EPI®) José Manuel Sánchez Ibáñez: de Fisioterapeuta a Cientista... Por: Daniel Figueroa Villa Tradução Luciene Lopes

E definitivamente esta conversa me confirmou que ele é um verdadeiro apaixonado pela Fisioterapia, mas fundamentada em uma atuação assertiva. Esta atuação assertiva se refere ao fato que o Fisioterapeuta deve ser um profissional da saúde que deve conhecer a fundo o funcionamento do corpo humano, inclusive em nível molecular, dado que uma base científica adequada, fundamentará uma excelente prática clínica. E… me diga Mestre: Por quê decidiu introduzir uma agulha nos tecidos moles?... e com um sorriso no rosto me respondeu: é simples Daniel, é a única maneira de chegar ao local da lesão.

José Manuel dissertando no Congresso Internacional de Kinesiología de 2009. Já ha alguns anos se nota a presença da Eletrólisis Percutânea Intratisular e seus contundentes resultados na recuperação de pacientes com lesões desportivas. O responsável desta revolução é o fisioterapeuta Dr. José Manuel Sánchez Ibáñez, um Cientista da investigação disfarçado de Fisioterapeuta. José é um profissional com 19 anos de experiência no campo da Fisioterapia e mais de 10 anos dedicados intensivamente à investigação na fisiopatologia das lesões em tecidos moles.

O termo tendinosis apareceu nas Ciências Médicas com a finalidade de explicar o processo crônico e degenerativo dos tendões como consequência de pedidos em esforço submáximo, o bem suprafisiológico. Como resultado da degradação e desorganização das fibras de colágeno aparecem nos tendões alguns processos próprios da degeneração mucoide: hiperplasia vascular inmadura, formação de microneuromas, nódulos tendinosos, dor de intensidade variável, incapacidade funcional, etc.; tudo pode conduzir à ruptura parcial ou total do tendão. Diante disto, surge uma pergunta: Por quê tratar um processo degenerativo como se tratasse de um processo inflamatório? A resposta é simples: “é a escola da qual possuíamos.

Bebendo um café expresso em uma cafeteria de Carrer del Comte d’Urgell muito perto da clínica do Dr. José: a prestigiado CEREDE, mantive com ele uma das conversas mais interessantes sobre a charmosa carreira chamada Fisioterapia. José reconhece que tinha um dilema em sua vida profissional: Por quê meus pacientes com tendinite não se curam? …esse foi o primeiro esboço do que se converteria anos depois em Eletrólisis Percutânea Intratisular. O Dr. Sánchez percebeu que a formação tradicional da Fisioterapia não é o suficientemente profunda para contemplar a fisiopatologia das tendinopatias. Do seu ponto de vista particular, José me deu uma verdadeira aula do modelo neuroisquêmico das tendinopatias, desta maneira me explicou a fundo a patomecânica lesiva dos tendões e então disse: ah!... agora entendo porque meus pacientes tampouco se curam. 6 • NovaFisio.com.br

Ao incidir uma corrente elétrica ionizante no tendão degradado se produz uma reação inflamatória imediata, tal reação é um processo controlado que busca favorecer a homeostasis neuroquímica nas tendinosis; este processo tem lugar como consequência de reações físico-químicas próprias da corrente unidirecional. Sempre ocupado pela superação da nossa atividade e pela profissionalização do fisioterapeuta, o Dr. Sánchez viajou praticamente por todo o mundo difundindo a Eletrólisis Percutânea Intratisular, sempre mostrando seus casos clínicos impecáveis, minuciosamente elaborados, sustentados em estatísticas e escalas que colocam em manifesto a efetividade do método; sem desejo de vender a técnica como uma ferramenta mágica; a magia está nas mãos e em saber que tem o paciente, assim como elaborar perfeitamente uma meta de tratamento e nunca perder de vista uma adequada metodologia terapêutica. É impressionante ver a confiança com que os pacientes lhe consultam, e a capacidade que tem o Dr. Sánchez para dar uma resposta certa….

“O ecógrafo não mente, você tem uma tendinosis” … Se bem é certo que José goza de fama internacional por atender a atletas de elite e que é assessor de clubes tão importantes como o Manchester United F.C., Manchester City F.C., F.C. Inter de Milão, entre muitos outros, é um profissional que não esconde nada quando dá seus cursos, fornece tudo com a finalidade de resolver dúvidas e questionamentos sobre a E.P.I. e a fisiopatologia das lesões de tecidos moles.

O Dr. Sánchez com o jogador Adriano. Com estas novas tendências em mente, ao final da década dos anos 90, o Dr. Sánchez tinha praticamente pronto o projeto Eletrólisis Percutânea Transtendinosa (TPET), que foi depurando em pouco tempo até chegar a Eletrólisis Percutânea Intratisular (EPI®); e que o mundo conheceu através de publicações em importantes lugares de divulgação científica para Fisioterapeutas.

Equipamento de Eletrólisis Percutânea Intratisular.


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Cartas|Escreva sua carta também. REPRESENTANTE DA FISIOTERAPIA

CARTA AO ELEITOR

Dr. Edivaldo Fisioterapeuta, 39 anos, casado, pai de 4 filhos, candidato a deputado estadual pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão), na luta por nossos ideais e por nossa autonomia. Propostas: *Inclusão do Fisioterapeuta na equipe básica do PSF; *inclusão do Fisioterapeuta nos postos de saúde; *vagas em concursos público relacionadas ao numero de contratados; *Condições de Trabalho ao Profissional (toda instituição que contratar o profissional terá que dar condições de trabalho ao profissional para que a população tenha tratamento digno e de qualidade); *Implantação do referencial de honorários RNHF e RNHTO; *Obrigar aos convênios de planos de saúde a atualizar o valor do CH (temos que exigir a nossa valorização); *Obrigar a aceitação de exames complementares solicitados pelo Fisioterapeuta. É direito nosso e vamos fazer cumprir!!! *Lutar junto ao Governo Federal por nossa autonomia; *Incluir o RPG no atendimento SUS; *Concursos público por área específica para o Fisioterapeuta; *Criação do centro de atendimento ao homem para reduzir a incidência de doenças específicas do homem como câncer de próstata e distúrbios de órgãos reprodutivos; *Todo filho de político terá que estudar em escolas públicas, pois desta forma todos polí ticos terão interesse de oferecer uma educação de qualidade a todos.

Caro colega fisioterapeuta; Venho através desta, expor uma situação que perpetua já algum tempo em nossa profissão e acredito haver necessidades de mudanças. A fisioterapia é um segmento da área da saúde que contribui, com seu conteúdo específico, para o restabelecimento, manutenção e promoção da saúde em qualquer município e região do país. É uma ciência nova, e como tudo que é novo passa por dificuldades variadas, principalmente no aspecto que condiz com o mercado de trabalho e a locação desses novos profissionais que estão por vir. Mas contudo, a fisioterapia vem crescendo, como por exemplo: na parte técnica, novos métodos de tratamento que surgem a cada momento. Outro fator importante é a aceitação e credibilidade social pela nossa profissão, e o número de profissionais que vem crescendo em grande escala nos últimos 5 anos. Assim, podemos constatar, um crescimento no aspecto técnico, porém não crescemos politicamente. A fisioterapia, e nós profissionais, necessitamos de uma representação política, um representante junto ao poder municipal, estadual e federal para que possamos cobrar dele o crescimento e melhorias para nossa profissão e consequentemente da saúde de nosso município ou região. Hoje temos um colega de profissão que concorre a uma vaga na câmara de deputados, um fisioterapeuta, o Dr. Edivaldo Azevedo é um representante que se eleito a fisioterapia ganhará um respaldo legislativo, criando novas alternativas para abertura de novos segmentos no mercado de trabalho fortalecendo a profissão. Acredito que, se está mudança não ocorrer em um futuro próximo, só irá piorar está estagnação do mercado de trabalho, e nós profissionais, andaremos as margens da saúde e estaremos refém de um grupo de pessoas e pelo corporativismo de alguns outros profissionais da área que já estão fortemente inseridos no contexto político, manipulam ações que lhes são convenientes excluindo a nossa profissão.

Dr. Edivaldo Fisioterapeuta 36999

Pensem nisso: um abraço! Sandro Cesar Said Mucci Crefito - 41900-f 8 • NovaFisio.com.br


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Frases|Mande a sua frase: revista@novafisio.com.br “Sou dono do meu destino, capitão da minha alma e o mundo é meu quintal.” [Neslon Mandela]

“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.” [William Shakespeare]

“Seja a mudança que quer ver no mundo.” [Dr. Sergio Nemer]

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Coluna Social|I Congresso Internacional de Fisioterapia da Amazônia.

Organização, BioCurso Manaus.

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Entrevista da capa

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Carlos Nascimento

Carlos Nascimento Em um dos memoráveis momentos da sua carreira, com o presidente Lula.

E

xiste uma frase que diz: Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram. Gostaria que você comentasse. Tem um pouco dos dois. Mas, de quando comecei para cá, não tenho dúvidas de que o mundo piorou muito. Talvez porque eu seja da geração pós-guerra, um período em que o respeito ao semelhante aumenta e as pessoas se tornam mais sensíveis. Hoje em dia perdeu-se a consideração pela vida, pelo próximo e pelos ensinamentos de Deus.

Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram.

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O que você faz quando não está na redação do SBT? Tem algum hobby ou atividade para “recarregar” a energia? Eu sou um pequeno agricultor. Planto café, cana, milho e crio um pouco de gado. Gosto da terra, dos rios e da natureza. Viajo quando possível.

Você assiste ou lê jornal nas horas de folga ou prefere ficar longe da TV? Leio os jornais, revistas e assisto televisão profissionalmente. Quando posso vou ao cinema. Mas procuro separar essas atividades do convívio com a família. Cada coisa ao seu tempo.

melhor o corpo e usar nossas potencialidades para ter uma vida saudável. Seja como for, é uma profissão digna e, sobretudo, nobre porque é voltada para o bem-estar do semelhante.

Somos uma revista voltada para estudantes e profissionais de Fisioterapia. Você tem alguma experiência pessoal ou conhece alguma historinha relacionada ao assunto?

Poderia falar um pouco da sua trajetória? Onde começou, como foi o caminho até se tornar repórter e depois apresentador de telejornal?

Eu perdi pai e mãe recentemente. Todos os dois requereram serviços de fisioterapeutas e nossa família é muito grata aos que os atenderam. Nos dois casos foram de fundamental importância para o prolongamento da vida, a recuperação de movimentos e a volta da disposição para lutar contra a doença. Mas esta é uma visão triste da fisioterapia. Prefiro vê-la a serviço dos esportistas, de todos nós que queremos conhecer

Eu comecei em Dois Córregos, SP, a minha cidade, na Rádio Cultura e no jornal O Democrático. De lá vim para São Paulo e trabalhei nas rádios Nacional, Excelsior e América e depois na TV Globo onde atuei dez anos na reportagem e, a partir de 1990 como apresentador e editor de telejornais. Trabalhei também na TV Cultura, na Record da família Machado de Carvalho, na Bandeirantes e agora no SBT.


Por

| Marcos Alves

Foto

| Divulgação

Poderia citar alguns jornalistas que admira? É a única pergunta a que não irei responder. Uma vez caí na besteira de fazer isto e arrumei inimizades.

O mundo assistiu à Copa da África do Sul. Para você, o que significou esse evento no continente africano e o que você achou da Seleção de Dunga? Eu cobri três copas do mundo e confesso que acho um pouco exagerado o interesse brasileiro pelos mundiais de futebol. Gostaria que tivéssemos a mesma mobilização e o mesmo empenho para assuntos mais importantes, como a política. Sobre o time do Dunga, não sou fã desse futebol retranqueiro. Nem um pouco.

Por falar em futebol e fisioterapia, há muitos casos de jogadores que viraram notícia por causa de histórias de superação. Ronaldo Fenômeno talvez seja o mais emblemático, pela importância que teve na conquista do pentacampeonato, em 2002, depois de um período difícil por causa da contusão no joelho. Poderia comentar esse episódio? Prefiro não citar nomes nem casos envolvendo atletas.Talvez eu divergisse de algumas conclusões e iria aborrecer pessoas.

A maioria dos estudantes dessa revista é formada por estudantes de Fisioterapia. Qual a receita para alguém ser bem sucedido na profissão que escolhe? Fazer o que gosta e preparar-se para ser o melhor profissional entre todos. Não pensar no dinheiro como objetivo da profissão, mas como consequência

Nascimento em sua sala na redação do SBT

de uma carreira bem sucedida. Jamais dar-se por satisfeito e usar todos os recursos disponíveis para aperfeiçoarse e aprimorar a técnica e - principalmente - o relacionamento humano. Quem precisa de fisioterapia não demanda apenas exercícios, movimentos e aparelhos. Precisa de amor.

...Jamais dar-se por satisfeito e usar todos os recursos disponíveis para aperfeiçoar-se...

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Colunas |

Coluna do Prof. Luis Guilherme - Leia todas as outras no site.

Mais uma copa do Mundo. E a Fisioterapia cada vez mais lá!

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ois é meus amigos, tá mais do que sabido que milito na Fisioterapia do Trabalho, mas antes disso sou Fisioterapeuta e, assim sendo, quero parabenizar nossos colegas Odir e Rosan pelo brilhante trabalho na Seleção de Futebol. Se não fomos campeões no futebol, ao menos o espaço da Fisioterapia foi garantido por esses colegas. Sabemos que os fisioterapeutas já estão inseridos em diversas modalidades esportivas, começando pelo futebol, passando pelo vôlei, chegando até as equipes de peteca, está mais que comprovada a eficiência, eficácia e efetividade (como gosta de dizer meu amigo André Luís) na recuperação e prevenção das lesões do esporte. Daquela época do Romário e do Ronaldinho, quando Nilton Petroni fez o considerado “Milagre da Fisioterapia”, até os dias de hoje muita água rolou. Muitas coisas aconteceram de bom e de ruim para a nossa profissão. Enquanto a divulgação do nosso trabalho foi maior, o número de curso abertos pela ganância das Faculdades e Universidades foi danoso à formação da nossa identidade no mercado. Já fomos considerados a profissão do futuro, mas não acredito nisso porque nos vejo como a profissão do presente. Estamos nos hospitais, nas escolas, nas empresas, nos asilos, nos salões de beleza, nos clubes de futebol, de voleibol, de handebol, de peteca, de tênis, nas companhias de balet, de dança contemporânea, de hip hop, estamos nos SPAs e em todos os lugares onde estiver o SER HUMANO. É sina, prêmio, função, não sei, só sei que estamos lá. Uns muito se valorizando, outros nem tanto; uns conscientes, outros nem tanto, mas todos sendo reconhecidos como necessários, visto que lá estão. Acredito que muitos, por inveja, ou inconsciência, ficaram felizes com a derrota da Seleção, considerando que o Hexacampeonato iria exaltar demais esses colegas, o que considero um erro homérico. Quando se torce contra um fisioterapeuta essa torcida se reverte contra a Fisioterapia e sempre respinga em todos. Do mesmo modo que os jogadores podem não ser considerados os melhores representantes da classe, nossos colegas não devem ser unanimidades entre nós, mas tenho certeza de que fizeram seu melhor e nos representaram muito bem. Um abraço a toda equipe da GESTO, que tá arrebentando nas empresas, tem novidade por aí! Um abraço no Prof. Sebastião David, pelos novos horizontes. ATENÇÃO: Se sua região precisa de capacitação em Ergonomia, Fisioterapia do Trabalho, Fisioterapia Ambulatorial na Empresa e Empreendedorismo, fale com a GESTO Soluções em Fisioterapia e Ergonomia (gesto@globo.com; luisbarbosa@globo.com; www.gestosolucoes.com.br). Mande seu e-mail. Contribua: críticas, discussões, opiniões e até elogios são bem vindos. Vale repetir a citação, novamente!

“Não tenha medo de ser você”.

Prof. Luís Guilherme Barbosa (ABERGO e ABRAFIT) Fisioterapeuta do Trabalho, Ergonomista, Professor Universitário, Diretor da GESTO-Ergonomia e Saúde no Trabalho Ltda. 14 • NovaFisio.com.br

Roberto Shinyashiki


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Colunas |

Coluna do Prof. Zé da Rocha - Leia todas as outras no site.

O salário do fisioterapeuta – parte II

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aros colegas. Em função do texto da edição passada, volto ao tema referente ao salário do fisioterapeuta, agora voltado para o próprio profissional. Apesar de ser uma colocação desconfortável, considero o profissional responsável por grande parte da culpa pela maior parcela das situações inadequadas pelas quais passamos. Sabe-se que, no Brasil, os profissionais da área da saúde não são bem remunerados via de regra. A exceção fica por conta do serviço público federal e algumas unidades estaduais que tenham alguma autonomia e apresentam salários diferenciados. No mais, os salários oferecidos chegam a ser um deboche com as categorias. Em relação à fisioterapia o problema torna-se mais angustiante por vários motivos: o tratamento fisioterápico de médio e longo prazos apresentam custo financeiro elevado, sendo impossível para as famílias manterem por muito tempo um tratamento seqüencial de qualidade. A partir daí, se o tratamento não puder ser interrompido, inicia-se uma competição absurdamente desastrosa, onde quem cobrar menos pelo atendimento passa a tratar do paciente. Há relatos de atendimentos por R$2,00. Não foi erro de digitação, o atendimento por dois reais é uma realidade. Em função disso, vários desdobramentos passam a ser evidentes. Se o profissional cobra dois reais, porque o paciente pagará oitenta, cem reais pelo mesmo tratamento (dentro do raciocínio leigo de que é o mesmo tratamento); o profissional que cobra esse valor ou proporcionalmente menos para competir é um fisioterapeuta consciente da sua responsabilidade junto àquele que recebe seu atendimento e junto à sociedade? O fisioterapeuta qualificado, consciente, comprometido, estudioso, ético, que valoriza seu trabalho e o desempenha com qualidade, seriedade e amor não merece receber o valor proporcional e justo pela sua competência? É nesse ponto que focalizo o porque de achar que o fisioterapeuta é o principal culpado da situação salarial e, por conseqüência, de mercado que presenciamos hoje. É fundamental que o profissional se nivele por cima. Não importa o comportamento das outras categorias; o que interessa é que o fisioterapeuta seja sempre muito bom e valorize o próprio trabalho para que todos também o façam. Costumo afirmar que, só encara com argumentos aquele que sabe e tem embasamento para o que está falando; quem não sabe se submete e se submete como conseqüência direta da sua incompetência, não tem o que reclamar. Se todos forem bons, não haverá como nivelar por baixo nem como permitir a vulgarização e mesmo a prostituição da profissão. Para isso começar a acontecer é necessário que a graduação melhore urgentemente a formação dos profissionais não só no aspecto técnico-científico, como também ético e de conhecimento a respeito do que é realmente a fisioterapia. É fundamental que os docentes fisioterapeutas tenham pleno vínculo com a profissão e não, como faz uma minoria, falem em sala de aula que a fisioterapia está com o mercado saturado, que os alunos deveriam procurar outra carreira, que não sabem o que os alunos estão fazendo ali, entre outros comentários desastrosos e sem ética. Quanto mais consciente for o aluno do primeiro período a respeito da profissão que escolheu, quanto mais subsídios ele tiver precocemente para crescer e entender que o profissional se forma quando inicia o curso e não quando termina, melhores profissionais teremos e, com certeza, não haverá lugar para as submissões que vemos acontecer no dia-a-dia. Outro ponto que contribui para o quadro atual é a falta de opções e de vagas na esfera pública (federal, estadual e municipal) uma nação decente para com os seus habitantes. Se os governos entendessem e agilizassem a funcionalidade da saúde, o panorama seria outro. Em relação à fisioterapia faz-se necessária uma literal invasão dos hospitais públicos. Há anos que venho repetindo que, o futuro da fisioterapia de qualidade está nos hospitais. Porque no hospital público essa noção torna-se mais clara? Porque lá está o contingente mais necessitado da atenção fisioterapêutica primária, secundária e terciária. Lá a fisioterapia se mostra em toda a sua amplitude e competência na busca pela respeitabilidade e dignidade profissionais. Nos hospitais e clínicas particulares encontramos até fisioterapeutas em maior quantidade, mas a realidade é bem mais preocupante, pois os problemas e distorções são bem mais graves, mas nem por isso o fisioterapeuta é menos responsável. Na próxima edição volto ao tema para finalizar com a interferência dos planos de saúde e da exploração aviltante dentro da categoria. Até a próxima.

Prof. José da Rocha Cunha zecunha@terra.com.br (21) 99927754

Crefito 769F 16 • NovaFisio.com.br


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Colunas | Coluna do Dr. Geraldo Barbosa - Leia todas as outras no site. Herdeiros de Esculápio – Parte V

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século XX traz consigo a força propulsora para os avanços da ciência. E, aí sim, após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), a Fisioterapia cresce, busca ser independente como ciência, processo terapêutico e profissão, cristalizando-se como atividade plena na área da saúde. No Brasil, em meados dos anos 50, com a criação dos serviços de fisioterapia, ainda sem Fisioterapeutas e, nos anos seguintes com a implantação dos cursos regulares em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, tivemos a escalada dos congressos, o intercâmbio com universidades estrangeiras, a ascensão na carreira universitária com os mestrados e doutorados, bem como a expansão das clínicas e dos consultórios. Índices altíssimos de procura para inscrições nos exames vestibulares foram atingidos. Tal crescimento despertou o interesse na abertura de novos cursos; alguns deles sem a necessária qualificação, o que provocou na sociedade uma reação de desconfiança quanto ao tipo de profissional que desse modo seria jogado no mercado de trabalho. Em se tratando de cuidar da saúde das pessoas, não seria possível, jamais, permitir a presença de profissionais com formação duvidosa no mercado. Todavia, ainda é cedo para uma avaliação do impacto nocivo dessa superabundância de cursos e de novos profissionais, na saúde da população. Este é o retrato de uma situação no mínimo preocupante, que levou a categoria a cobrar um posicionamento das autoridades educacionais e do Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. Feita esta digressão, e para que se tenha um melhor entendimento de como a Fisioterapia evoluiu profissionalmente, saindo da noite dos tempos para a contemporaneidade, transcreve-se aqui trechos da carta enviada à Dra. Sônia Gusman então presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, em 21 de maio de 1980 pela Secretáriageral da World Confederation for Physical Therapy, a Fisioterapeuta E.M.McKay, conforme foi publicada no Jornal da Associação Paulista de Fisioterapeutas – A.P.F., em sua edição de maio/junho de 1980 – Ano 10, página 3, respeitada a grafia original: Muitos fisioterapeutas estão agora trabalhando no cargo da Prevenção, onde procedem à avaliação sem necessidade de a pessoa sendo tratada ter antes consultado um médico registrado. Consequentemente o Código de Ética da Confederação foi alterado na última Assembléia Geral e não inclui mais a exigência de que fisioterapeutas somente tratem de pacientes encaminhados por médicos [...] Prossegue a missivista : Como no Brasil, a Inglaterra tem um Conselho para o registro de fisioterapeutas entre outras. Sua denominação completa é ‘Conselho para as Profissões Suplementares à Medicina’, e cobre não apenas fisioterapeutas, mas outras profissões, incluindo terapeutas ocupacionais. A denominação foi estabelecida após muita discussão e consideração, e é resultado de cuidadosa escolha de palavras para descrever exatamente o alcance do Conselho. Não é portanto, por acaso que ela se refere a profissão e ao fato de elas serem “suplementares”. Tal termo significa algo que é adicionado para preencher ou completar uma deficiência. Em outras palavras, estas profissões, incluindo a Fisioterapia, estão suprindo uma deficiência que a Medicina sozinha não pode suprir. E finaliza: Caso seu governo desejar, posso e teria prazer em fornecer à Sra. ou ao seu Sr. Ministro da Saúde, exemplos e confirmação adicionais que esta carta só tocou resumidamente[...] É lamentável que os brasileiros, vinte e nove anos depois, não tenham atingindo ainda o patamar em que se encontravam os ingleses em 1980, muito bem resolvidos e conscientes quanto aos seus papéis como profissionais de saúde. Resta-nos, portanto, nestes sombrios primeiros anos do século XXI - “em que o mundo apresenta novas configurações, necessitando de novos saberes para que se possa interpretá-los” - reforçar a auto-estima da classe, enfatizando: Os Fisioterapeutas são herdeiros legítimos do deus Esculápio e beneficiários diretos do conhecimento científico universalmente acumulado. No porvir, grande parte envelhecida da humanidade estará aguardando esse conhecimento acumulado para ser cuidada e adequadamente tratada.

Dr. Geraldo Barbosa E-mail: geraldobarbosa43@yahoo.com.br Blog14-F http://geraldobarbosa43.blogspot.com Adquira o livro Herdeiros de Esculápio – História e organização profissional da Fisioterapia, pelo e-mail. geraldobarbosa43@yahoo.com.br 18 • NovaFisio.com.br


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Colunas | Coluna do Dr. André Luiz de Mendonça A União Européia (UE)

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rezada(o) leitora(or), antes de começarmos nossa viagem literária vamos apresentar para vocês a União Européia. A União Européia (UE) é uma união aduaneira e econômica, que encaminha-se lentamente para uma união política, ou seja, um dia cada país será como um estado e toda a UE um dia funcionará como um grande país. Formada atualmente por 27 estados membros (países), dos quais os pioneiros: Antiga Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica e Países Baixos, são tidos como fundadores da antiga Comunidade Européia; que evoluiu para atual UE, estes mesmos são tidos também como fundadores da atual UE; esta é composta hoje por: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suécia. Incluindo todos os estados membros a UE possui 501, 259, 840 habitantes, o equivalente a aproximadamente 7% da população mundial, apesar da Europa ocupar aproximadamente só 3% do território mundial. Aliados, o pequeno território, a grande variedade e a mobilidade fazem da UE uma área atrativa e polar, não só economicamente como culturalmente. A UE tem 23 idiomas como oficiais, sendo os mais falados: alemão (18%), Inglês (13%), Italiano (13%) francês (12%), Espanhol (9%). Estando o nosso Português nos últimos lugares da lista com apenas 2% representado apenas por Portugal (aproximadamente 10,000,000 habitantes). Sabem o que isto quer dizer? Que sair do Brasil para a Europa, seja para viver, ou só para estudar, falando apenas Português, é reduzir a possibilidade à Portugal. Por isso amigos dominar uma segunda língua é essencial para o sucesso, seja profissional ou acadêmico dentro da UE, e indiretamente no Brasil. Um ponto interessante é a moeda única. Uma vez que dos 27 estados membros,16 aderiram ao Euro, nome dado a moeda única, o trânsito entre os países membros ficou fácil e prático. E apesar da crise, o Euro ainda é uma das moedas de trocas mais fortes do mundo. Agora paremos para pensar um pouco querida(o) leitora(or). Porque a Europa? Porque não Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão ou outro país qualquer? O segredo chama-se mobilidade. Pensem na vasta extensão territorial destes países. Apesar de destinos interessantíssimos; Austrália, Japão, Nova Zelândia e etc.. são delimitados pelo mar, e exceto as zonas de fronteiras entre Estados Unidos e Canadá, o “intercambio fácil” não é possível. Na Europa é possível morar num país, trabalhar noutro, e ao fim do dia ir às compras num terceiro. Posso morar na Alemanha, fazer um curso de RPG na Bélgica e trabalhar em Luxemburgo sem problemas. Ou nas férias por exemplo, deixarmos de carro a Alemanha na Sexta-Feira pela manhã, e no Sábado pela manhã desfazemos as malas já em Portugal, cruzando neste tempo parte da Alemanha, toda a França, norte da Espanha e Portugal. O máximo não? Mobilidade, flexibilidade, diversas raças, idiomas e culturas são apenas poucas dentre muitas vantagens da UE. Fora as vantagens acadêmicas e profissionais; como a criação e implementação do Processo de Bolonha. Um acordo entre os países membros, onde qualquer curso de graduação ou pós graduação, feito em qualquer país membro, é automaticamente reconhecido por todos os outros países membros. Isto dá-nos uma possibilidade ímpar de enriquecer o currículo, seja acadêmico, seja profissional, pois uma vez tendo um certificado “europeu” nas mãos, é possível saltar de país para país, para estudar ou trabalhar. O convite está feito e a UE está esperando para ser descoberta. A partir da próxima edição iremos aprofundar nossos conhecimentos apresentando os principais países membros, que para nós: Brasileiros e Fisioterapeutas, podem vir a serem destinos de uma possível viagem; acadêmica, profissional ou cultural. Não percam!

Dr. André Luiz Relvas de Mendonça Fisioterapeuta. Mestrando em Motricidade Humana pela Universidade de Porto. Reside atualmente na cidade Alemã de Mainz contato:andremendonca@hotmail.de 20 • NovaFisio.com.br


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|Tênis, Infanto-juvenil, Lesões

Localização das lesões mais comuns nas etapas joinvillenses da Copa Unimed de Tênis Infanto-juvenil, do Credicard Mastercard Junior’s Cup e Circuito Banco do Brasil de Tênis Infanto-juvenil. Por

|Rafael Gustavo Simon

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os últimos anos o tênis tem sido um esporte cada vez mais praticado tanto como recreação quanto esporte competitivo, com isso a necessidade de um maior conhecimento sobre o esporte e suas lesões mais freqüentes ajudam o tenista a praticá-lo sem prejudicar seu sistema músculo-esquelético. Este trabalho consiste em um levantamento das lesões que mais ocorreram em três torneios infanto-juvenis e realiza uma comparação com alguns trabalhos e literaturas escritos anteriormente. Ao final deste trabalho pode se observar que muitos tenistas sofrem de dores na região lombar devido à sobrecarga nela gerada, também um índice alto de atendimentos em lesões do cotovelo, o que provavelmente se explica pelo fato dos tenistas serem da categoria Junior, e estando ainda a procura da melhor eficácia dos golpes, mas com a prevenção e o aprimoramento dos golpes, com o passar do tempo, provavelmente leva a uma queda no índice destas lesões O tênis é um esporte que teve suas regras estabelecidas a partir do século XII (Galliete, 1996), porém foi no século XIV com o aparecimento da raquete, uma invenção italiana, que tornou-se mais interessante e assim difundindo-se rapidamente pela Inglaterra (Siqueira apud Brustolim,1995). As regras do jogo variavam muito, por isso em 1875 foi nomeada uma comissão para unificá-las. O primeiro grande torneio aconteceu em Wimbledon em 1877. As primeiras quadras de tênis brasileiras apareceram em São Paulo e Rio de Janeiro em 1892, mais específico no São Paulo Athletic Club, porém somente em 1904 seriam realizados os primeiros torneios (Vespucci apud Brustolim, 1995). Este esporte tem uma ocorrência relativamente baixa de lesões severas durante torneios e campeonatos, porém muitas lesões resultam de sobrecarga crônica, devido ao esforço diário nos treinamentos (Silva et al, 2003), portanto a cinesiologia deve ser capaz de aplicar leis e princípios de mecânica a fim de avaliar as atividades humanas (Rosa, 2001). A biomecânica é o estudo do movimento humano, e ao determinar padrões de movimento eficazes necessários para execução dos golpes, os especialistas em biomecânica do tênis podem analisar a 22 • NovaFisio.com.br

eficiência dos movimentos do jogador e tentar determinar se este pode ter melhor rendimento e simultaneamente reduzir ao mínimo os riscos de lesões (Crespo, 1999). Além da biomecânica, é necessário se ter conhecimento sobre outros fatores que podem vir a interferir no desempenho do atleta ou na ocorrência de lesões como(Souza, 2003): - Raquetes – Peso, encordoamento; - Bola – Estado da felpa; - Quadra – Duras, grama e saibro; - Fator psicológico – personalidade, estado emocional. Com o conhecimento sobre estas condições de trabalho é mais fácil de se promover um trabalho de prevenção das lesões, pois algumas delas podem ser atribuídas a métodos inadequados de treinamento, alterações estruturais que sobrecarregam mais determinadas partes do corpo (Vretaros,2002). Porém mesmo com todos os estudos sobre a biomecânica e os fatores que podem alterar o desempenho do atleta as lesões acabem ocorrendo, e muitas vezes são causadas por over use das articulações e musculatura. A coluna sofre muito em tenistas profissionais devido ao excesso de movimentos de rotação axial, flexão lateral, hiperextensão e flexão. O saque é um momento em que a coluna sofre muito devido aos movimentos de hiperextensão, rotação axial e flexão. A coluna lombar geralmente é a que mais sofre, até 40% dos tenistas profissionais do sexo masculino perdem pelo menos um torneio por ano em decorrência da dor nesta região (Safran, 2003). Os praticantes de tênis também sofrem muito de epicondilite lateral, ou tênis elbow, embora seja muito rara em competidores de elite. Ela ocorre devido a esforços repetitivos e principalmente a técnica inadequada (Silva, s/d). Lesões musculares como distensão dos adutores reto abdominal, gastrocnêmio, contraturas também são encontradas em competições. Pé, tornozelo ombro, punho e joelho são locais que podem apresentar leões tanto crônicas como traumas

agudos(Safran,2003; Whiting, 2001; Souza, 2003; Silva, 2003). O objetivo desta pesquisa foi realizar um levantamento da localização das lesões que mais acometem os tenistas entre 10 e 18 anos, em etapas de campeonatos nacionais, realizadas nas quadras de saibro do Joinville Tênis Clube, bem como realizar levantamento bibliográfico sobre alguns aspectos, como incidências e localizações das lesões, relacionadas a esta modalidade desportiva. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Esta pesquisa caracteriza-se por uma pesquisa de campo exploratória, a população é composta por tenistas de ambos os sexos, com idades entre 10 e 18 anos, que solicitaram atendimento do departamento médico/fisioterapêutico durante as competições. Os dados contidos neste trabalho foram coletados pelos fisioterapeutas responsáveis pelos atendimentos prestados aos atletas, tanto em quadra como no departamento durante os intervalos dos jogos, através do preenchimento de uma ficha de cadastro dos atletas atendidos. Nesta foram informados e anotados os seguintes itens : identificação, idade, categoria, sexo, dominância e lesão. Estes dados posteriormente foram analisados e ordenados de acordo com o sexo e localização das contusões ocorridas. 3 RESULTADOS Os resultados obtidos com a realização da pesquisa foram os seguintes: Na etapa da Copa Unimed de Tênis Infanto-juvenil, realizada em abril de 2004, o departamento médico foi procurado por 42 atletas, sendo 9 do sexo feminino e 33 do sexo masculino, e os locais onde mais ocorreram contusões estão descritos no Gráfico I.


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|Tênis, Infanto-juvenil, Lesões

NO GRÁFICO I VIMOS. LOCAIS DAS CONTUSÕES OCORRIDAS NA ETAPA JOINVILENSE DA COPA UNIMED DE TÊNIS INFANTO-JUVENIL. A etapa joinvilense do Credicard Mastercard Junior’s Cup foi realizada em maio de 2004, e os atletas do sexo masculino procuraram o departamento médico para 38 atendimentos, e as atletas do sexo feminino para 14 atendimentos. O GRÁFICO II descreve a localização das lesões mais ocorridas durante esta etapa. GRÁFICO II – LOCAIS MAIS ACOMETIDOS NA ETAPA JONVILENSE DO CREDICARD MASTERCARD JUNIOR’S CUP:

A outra etapa que foi acompanhada, foi o Circuito Banco do Brasil de Tênis Infanto-juvenil realizada em outubro de 2004, onde foram realizados um total de 36 atendimentos, sendo 8 femininos e 28 masculinos. Os locais mais acometidos estão descritos no GRÁFICO III.

GRÁFICO III – LOCAIS ONDE OCORRERAM CONTUSÕES NA ETAPA JOINVILENSE DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE TÊNIS INFANTO-JUVENIL Como pôde ser observado nos gráficos apresentados, o motivo pelo qual os atletas que mais procuram o departamento médico eram as dores na coluna lombar, que apareciam durante ou após os jogos. Os atletas que mais procuraram o atendimento médico foram do sexo masculino nas três competições. O total de atendimentos realizados nas competições foi de 130, sendo 99 em atletas do sexo masculino e 31 para as do sexo feminino. O GRÁFICO IV apresenta todos os atendimentos realizados nas competições e a localização das contusões. GRÁFICO IV – ATENDIMENTOS NAS TRÊS COMPETIÇÕES 24 • NovaFisio.com.br

Dos 130 atendimentos realizados a coluna lombar foi responsável por aproximadamente 27,6% do total, sendo um número bastante elevado se comparado com as lesões ocorridas em cotovelo e coxa que juntos somaram aproximadamente 21,4% dos atendimentos. 4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Analisando-se os dados apresentados pode se observar que a procura pelo departamento foi muito maior pelos atletas do sexo masculino e fica evidenciado que os tenistas sofrem muito com a coluna lombar, estes dados estão de acordo com Safran 2002 que afirma que cerca de até 40% dos tenistas profissionais do sexo masculino perdem de pelo menos um torneio por ano devido a dores na parte inferior das costas, e isto esta provavelmente relacionado a execução repetida de saltos durante o movimento de serviço (saque). Para Bang 2003, tensões psicológicas, como estresse pré-competição, podem levar a dores musculares, dentre elas a lombalgia. Neste trabalho o cotovelo se apresentou com um número relativamente alto em relação a alguns autores, pois de acordo Safran 2002, a extremidade inferior e a coluna vertebral representam 50 a 75% de todas as lesões do tênis. Para Silva (s/d), a epicondilite pode ser provocada por forhand ou backhand e é considerada uma patologia extremamente comum em praticantes de tênis, mas é rara em competidores de elite. Segundo Zoretto (s/d), ela pode estar relacionada ao uso de raquetes inadequadas, o encordoamento, a empunhadura e com o tensionamento inadequado. Vretaros 2002, fala que o tênis de competição tem uma característica de busca incessante pela performance, e isto tem levado os jogadores a estarem juntos aos mais variados casos de lesão músculoesquelética. Isto pode ser atribuído a métodos inadequados de treinamento, pelo desgaste crônico e por lacerações, que são decorrentes de movimentos repetitivos que afetam os tecidos susceptíveis. Devido ao desprezo a avanços tecnológicos

e um crescente número de especialistas médicos, afirma Silva 2003, muitos tenistas Juniors falham ao tornarem-se profissionais devido às lesões que os incapacitam de praticar adequadamente o esporte. De acordo com Crespo 1999, no diagnóstico e correção de jogadores, uma compreensão da biomecânica é necessária para que não se detenha excessivamente na estética do golpe, mas sim na eficiência do mesmo. Os campeonatos acompanhados foram realizados em quadras de saibro, indo de contra partida com os resultados apresentados por Silva 2003, que afirma que, teoricamente, quem joga no saibro tem uma chance maior de desenvolver lesão nos membros superiores e nas quadras rápidas aumentariam as chances de leões na coluna e tendinites. Pode se afirmar que tão importante quanto a prática de exercícios é a prevenção de danos que possam surgir, o alongamento é uma forma que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização de movimentos de amplitude normal, com o mínimo de restrição possível(Lesões esportivas, 2001). 5 CONCLUSÃO Como pode ser observado nos resultados, a coluna lombar foi responsável por 27,6% dos atendimentos realizados, um número bastante alto se comparado com a porcentagem ocupada pelas segundas regiões mais contundidas, cotovelo e coxa, que foi de 10,7% para cada uma. Ao final deste trabalho pode se observar que os resultados obtidos estão de acordo com as bibliografias pesquisadas, afirmando que muitos tenistas sofrem de dores na região lombar devido a sobrecarga nela gerada. Pode-se observar também um índice alto de atendimentos devido a contusões no cotovelo, o que provavelmente se explica pelo fato dos tenistas serem da categoria Junior, e estando ainda a procura da melhor eficácia dos golpes. A prevenção e o aprimoramento dos golpes, com o passar do tempo, provavelmente leva a uma queda no índice destas lesões. Pode-se sugerir a continuação do trabalho com o acompanhamento de outros campeonatos, de categorias diferentes, para se comparar os resultados e melhorar o acervo de pesquisas relacionadas a este esporte. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS As referências bibliográficas deste artigo estão disponíveis em nosso site. www.novafisio.com.br


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|Protrusão discal; Lombalgia; Exercícios e Estabilização segmentar Efeito de exercícios de estabilização dinâmica para tratamento da lombalgia por protrusão discal em l4-l5 e l5-s1: estudo de caso Por|Milena Carrijo Dutra; Risia Cristiane Dovigo Bernardinelli. Artigo

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protrusão discal, é uma lesão característica de uma patologia denominada como osteoartrose, . constitucional, degenerativa.

para atividades do trabalho e da vida diária) e a capacidade funcional, que é o potencial para a execução (HALL, 2000).

O presente estudo de caso foi elaborado com um paciente do sexo feminino com idade de 32 anos, fisioterapeuta com diagnóstico medico de protrusão discal L4 – L5; L5 – S1 e diagnóstico fisioterapêutico de lombalgia. O objetivo da pesquisa é analisar os efeitos de exercícios de estabilização dinâmica sobre o alivio da dor e melhora do movimento da coluna lombar. Foram realizadas 20 sessões de fisioterapia motora 2x por semana com duração de 40 minutos na clínica escola UNIBAN ABC. Para a avaliação da dor e movimento foram utilizados respectivamente a escala EVA e um fleximetro. Pode-se concluir que este protocolo contribuiu para uma diminuição da dor e aumento da amplitude de movimento da coluna lombar. Sugere-se aos profissionais da saúde que outros estudos sejam realizados para que se tenha conhecimento sobre os benefícios dessa técnica em pacientes com lombalgia.

Entre as técnicas utilizadas, encontra-se o conceito da estabilização segmentar lombar (ESL), têm se tornado uma prática comum entre os fisioterapeutas. Caracterizada por isometria, baixa intensidade e sincronia dos músculos profundos do tronco (multifidios e transverso do abdomem), com o objetivo de estabilizar a coluna lombar, protegendo sua estrutura do desgaste excessivo (BISSCHOP, 2003).

INTRODUÇÃO O Dicionário Médico Ilustrado Dorland define a hérnia como sendo a protrusão anormal de um órgão ou outra estrutura do corpo através de um defeito ou uma abertura natural em um invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso. Portanto, toda hérnia é uma protrusão. Mas nem toda protrusão é uma hérnia. Para que se constitua em hérnia, a protrusão deve ir além da abertura natural do invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso; ou rompê-lo. Essa é a diferença entre protrusão discal e hérnia de disco (HALL, 2000). A lombalgia está hoje presente em todas as nações industrializadas. Afeta de 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida, com predileção por adultos jovens, em fase ativa. É uma das causas mais freqüentes de atendimento médico, e a segunda causa de afastamento do trabalho (CAILLET, 2001) . Citam-se como causas processos degenerativos, inflamatórios e alterações congênitas e mecânico-posturais. Estas últimas são responsáveis por grande parte das dores. Nelas ocorre um desequilíbrio entre a carga funcional (esforço requerido 26 • NovaFisio.com.br

O´Sullivan et al (1993), observaram que exercícios para o músculo multífido lombar eram efetivos na redução da dor e da disfunção lombar quando associado a contração do transverso abdominal, por meio de exercícios específicos, estes reduzem significantemente a frouxidão da articulação sacroilíaca, estabilizando a mesma e diminuindo o quadro de lombalgia. O presente estudo tem por objetivo, analisar o efeito da estabilização segmentar como tratamento da lombalgia em um estudo de caso de protrusão discal em nível L4-L5 e L5 –S1 através de evidências científicas em que demonstrem sua promoção de estabilidade articular e prevenção da progressão da patologia. METODOLOGIA O tipo de pesquisa utilizado foi de campo, documental, bibliográfica e experimental. Foram utilizados três tipos de pesquisa para a abordagem do estudo e das análises realizadas neste artigo cientifico: pesquisa exploratória caracteriza-se como a fase preliminar que busca informações sobre o tema a ser investigado, fixação dos objetivos, e delimitação do problema. Pesquisa bibliográfica - quando se utilizou autores de renome, entrevistas, aulas, seminários, congressos e debates que serviram de referências para a fundamentação teórica. E estudo de caso - com abordagem qualitativa, descritiva e analítica tratando da explicitação dos dados coletados através da investigação experimental com o sujeito da pesquisa em questão.

Participou deste estudo de caso o paciente D.G.I com idade de 32 anos, peso de 50 kg e altura de 1,64m, fisioterapeuta, sedentária diagnosticada com protrusão discal em L4-L5 e L5-S1, através de exame de ressonância magnética. Paciente aceitou participar da pesquisa, assinando o termo de consentimento livre esclarecido (ANEXO 1). O trabalho foi desenvolvido no Centro Clinico UNIBAN ABC situada na cidade de São Bernardo do Campo, onde foram realizadas as intervenções da fisioterapia motora no período de 29 de Abril de 2009 á 08 de julho de 2009 totalizando 20 sessões. O protocolo de exercícios eram aplicados 3x na semana, com 3 séries de 10 repetições cada. Na história da moléstia atual e pregressa da paciente D. G. I. nascida em 09/02/1977 idade 32 , sexo feminino, relata que em Outubro 2006, devido à uma crise de dor em região da coluna lombar e dificuldade de permanecer por período prolongado na mesma posição a paciente procurou ajuda médica onde foram pedidos exames complementares (Raio X - Rx e Ressonância Nuclear Magnética – RNM) . Foi diagnosticado a disfunção discall em L4 - L5 e L5 - S1. Após esse período teve três recidivas mais graves. A mesma relata nunca ter feito tratamento fisioterapêutico, apenas utilizava-se de medicamentos quando a dor se apresentava muito forte. Após anamnese realizada através da ficha de avaliação musculoesquelética do Centro Clinico UNIBAN – ABC (ANEXO 2) foi dado como diagnóstico fisioterapêutico lombalgia. Na avaliação a paciente relatou dor constante principalmente para agachar caminhar longos períodos e dormir em decúbito ventral. Para quantificar a dor foi utilizada a Escala Visual Analógica – EVA, onde 0 representa ausência total de dor, 5 média e 10 dor insurpotável (ANEXO 3), para avaliação da amplitude de movimento da coluna um fleximetro da marca Fleximeter, para intervenção fisioterapêutica foram utilizados tablado, esfignomanometro da marca Wan Ross,


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|Protrusão discal; Lombalgia; Exercícios e Estabilização segmentar

bola suíça GYMNIC e maquina digital Sony, 7.0 mega pixels. Os procedimentos foram divididos em 4 fases: Fase 1: Avaliação Inicial No dia 29 de Abril de 2009 a paciente compareceu no Centro Clinico UNIBAN – ABC onde se realizou o teste de Lasegue; fleximetro para avaliação da amplitude de movimento- ADM e a Escala Visual Analógica -EVA para mensurar de forma quantitativa o grau de dor da coluna lombar. O teste de Lasegue foi realizado com o paciente na posição supina, onde o terapeuta passivamente flexionava o quadril e a perna da paciente em 90º e em seguida estendia a perna da mesma com o quadril fletido se o paciente viesse a relatar dor ou irradiação para membros inferiores o teste é positivo para radicuopatia ciática (HOPENFELD, 1999). Na avaliação da ADM da coluna lombar onde foi utilizado um fleximetro, paciente em posição ortostática tronco ereto o fleximetro foi colocado em linha umbilical; ou sobre cristas ilíacas, onde foi solicitado ao mesmo que realizasse uma inclinação lateral direita e esquerda, em seguida uma flexão de tronco e por ultimo uma extensão de tronco. Fase 2: Intervenção Fisioterapêutica. Após a 1ª avaliação que ocorreu no dia 29 de Abril de 2009 deu-se inicio ao tratamento no mesmo dia. Paciente comparecia ao Centro Clinico UNIBAN ABC 2 vezes por semana (segunda-feira e quarta-feira) para realizar os exercícios propostos, os exercícios propostos foram estabelecidos em 3 níveis, cada nível com quatro posturas que eram executadas associadas à respiração e contração dos músculos da cadeia posterior e anterior de tronco. Todos os exercícios eram repetidos por três séries de dez expirações mantendo por dez segundos. a) Nível I: Do lento para o rápido b) Nível II: Do simples para o complexo c) Nível III: Do estável para o difícil

b) Manobra de contração do abdome na posição de quatro apoios, pedir para paciente no final da expiração contrair o abdome inferior e manter durante 10/15sg. Repetir 3 series de 10 expirações de 10sg. c) Ponte em decúbito dorsal com pés apoiados, elevar a região glútea e lombar, coluna torácica cervial e cabeça apoiados, no final da expiração contrair abdome inferior em 3 series 10 expiração de 10sg. d) Isoabdominal em decúbito ventral, pedir para o paciente apoiar artelhos dos pés e dos cotovelos e no final da expiração contrair abdome inferior em 3 series 10 expiração de 10sg. Protocolo Nível II a) Manobra de contração da região inferior do abdome com esfignomamometro, paciente em decúbito dorsal e joelhos flexionados e pés apoiados. Realizar retração da coluna lombar, pedir para o paciente no final da expiração contrair abdome inferior e manter durante 10/15sg repetir 3 séries de 10 expirações de 15sg. E observar a pressão obtida através do esfigmo, o ideal é acima de 45mmhg. b) Assimétricos de tronco: levantamento de braço e de perna em oposição na posição de quatro apoios, pedir para paciente no final da expiração contrair o abdome inferior e manter durante 15sg. Repetir 3 series de 10 expirações de 15sg. c) Ponte em decúbito dorsal, com pés apoiados, elevar a região glútea e lombar, coluna torácica cervical e cabeça apoiados, no final da expiração contrair abdome inferior em 3 series 10 expiração de 15sg. d) Isoabdominal em decúbito ventral, pedir para o paciente apoiar artelhos dos pés e dos cotovelos e no final da expiração contrair abdome inferior em 3 series 10 expiração de 15sg.

Protocolo Nível III a) Manobra de contração da região inferior do abdome com esfigmo, paciente em decúbito dorsal e joelhos flexionados e pés apoiados. Realizar retração da coluna lombar, pedir para o paciente no final da expiração contrair abdome inferior e manter durante 10/15sg repetir 3 séries de 10 expirações de 15sg. E observar a pressão obtida através do esfignomamometro, o ideal é acima de 45mmhg. b) Levantamento de braço e de perna em oposição na posição de quatro apoios, pedir para paciente no final da expiração contrair o abdome inferior e manter durante 15sg. Repetir 3 series de 10 expirações de 15sg. c)Ponte associada a flexão de joelhos (ação dos músculo isquiotibiais) na bola para estabilidade, paciente em decúbito dorsal pedir para apoiar os pés sobre a bola, flexionando joelhos e elevando glúteo coluna lombar e coluna torácica cervical e cabeça apoiados e braços estendidos, pedir para paciente no final da expiração contrair o abdome inferior e manter durante 15sg. Repetir 3 series de 10 expirações de 15sg. d) Ponte com apoio na bola para estabilidade, pés apoiados no chão, coluna torácica cervical e cabeça apoiados na bola, pedir para paciente no final da expiração contrair o abdome inferior e manter durante 15sg. Repetir 3 series de 10 expirações de 15sg. Fase 3: Avaliação Intermediaria No dia 01 de Junho de 2009 foi realizada uma nova avaliação para saber se houve melhora no quadro clinico da paciente.Foi repetido novamente a avaliação através do fleximetro e a Escala analógica da dor. Fase 4: Avaliação Final No dia 08 de Junho de 2009 foi realizado

O protocolo de reabilitação foi baseado nos estudos realizados por Prentice & Veight (2003) (ANEXO 4) Protocolo Nível I a) Manobra de contração da região inferior do abdome, paciente em decúbito dorsal e joelhos flexionados e pés apoiados. Realizar retração da coluna lombar, pedir para o paciente no final da expiração contrair abdome inferior e manter durante 10/15sg repetir 3 séries de 10 expirações de 10sg. NovaFisio.com.br • 27


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novamente a ultima avaliação onde for repetidas a avaliação da ADM da coluna lombar e a Escala analógica da dor. RESULTADOS Os dados coletados foram analisados de forma comparativa onde foi utilizado para isso tabela e gráficos comparando a avaliação inicial com avaliação intermediaria e final para realização da análise estatística descritiva (THOMAS e NELSON, 2002) Na escala analógica de dor- EVA, utilizouse como referência a sintomatoligia da paciente comparando entre si os resultados. Quanto a amplitude de movimento- ADM da coluna lombar comparou-se os resultados obtidos com os valores estabelecidos inicialmente No gráfico 1 apresentam-se os resultados dos valores da EVA - Escala analógica da dor da avaliação inicial, intermediaria e final,onde observa-se a diminuição gradativa da dor entre a avaliação inicial intermediaria e final.

Na Tabela 1 apresentam-se os valores da amplitude de movimento- ADM: flexão de tronco, extensão, inclinação lateral direita e inclinação lateral esquerda obtidos através de um fleximetro, pode-se observar um aumento da amplitude de movimento que foi progressiva de acordo com a avaliação. DISCUSSÃO Entre várias técnicas de tratamento fisioterapêutico para lombalgia, a aplicação da estabilização segmentar vertebral pode ser evidenciada, para redução do quadro álgico e melhora da amplitude de movimento. O grande interesse no estudo desta técnica para coluna lombar especificamente, surgiu pela notória incidência de disfunções que acomete esta região e prejuízos sócio econômicos elevados nos últimos tempos. A busca pela compreensão melhor das estruturas e dos mecanismos responsáveis pela estabilização da coluna lombar é cada vez mais incessante, este segmento apresenta alterações na presença de dor, e é através da pressão intra abdominal e da co-contração dos músculos do tronco que esta disfunção será restabelecida (KLÍSSIA, 2008). Conforme Hodges (1999), o transverso abdominal deve ser treinado separadamente 28 • NovaFisio.com.br

dos outros músculos pelo fato dele ser o principal músculo afetado na lombalgia, perdendo sua função tônica. Richardson (2002), afirma que a contração do transverso abdominal, por meio de exercício específico, reduz significantemente a frouxidão da articulação sacroilíaca e estabiliza toda região lombar. Este achado, segundo o autor, confirma que o uso de contrações independentes deste músculo é útil para a redução da lombalgia. Corroborando com Hides et al (2006), que por meio da ressonância magnética, demonstrou que durante a ação de abaixamento do abdome, o transverso abdominal bilateralmente forma uma banda músculofascial que pressiona o abdome, como um espartilho, e desenvolve a estabilização da região lombopélvica. Pesquisas realizadas na Austrália mostraram que pacientes com dor lombar, embora tenham sido tratados por várias terapias, possuem algo em comum: os multífidus e transverso do abdome estão fracos, e as atividades dos músculos globais, como eretor da espinha e abdominais superficiais estão ativos em excesso (COMEFORD, 2001). Cox (2002), t a m b é m preconiza o recondicionamento dos músculos estabilizadores da coluna vertebral promovendo a melhora do controle e coordenação, produzindo assim melhor qualidade de movimento. Para Richardson et al (2004), existem algumas possibilidades de avaliar e treinar o músculo transverso abdominal, e uma delas é a utilização da Unidade de Biofeedback Pressórico – UBP que teria a mesma função do esfignomanômetro que capta e intensifica a qualidade do controle motor do músculo, pode ser estimado indiretamente pela performance demonstrada com o teste, feito pelo paciente. Antigamente, os programas de exercícios focavam os músculos globais mobilizadores como os exercícios abdominais ou de extensão da coluna. Porém, sem os estabilizadores fortes, estes não reduziriam as dores e ainda seriam lesivos, já que normalmente comprimem excessivamente as articulações. As pesquisas atuais demonstram que é necessário ativar os estabilizadores primeiro, por meio de exercícios sutis, precisos e específicos, o que impede um processo lesivo da coluna, assim como a redução da reincidência das disfunções espinhais (RICHARDSON, 2004). Conforme Bisschop (2003), em primeiro

momento se preconiza o treinamento de estabilização localizada que consiste em contrações isométricas dos músculos abdominais com co-contrações dos multifídus. O´Sullivan (1997), realizou um estudo comparando pacientes com lombalgia que utilizavam exercícios específicos baseados no trabalho de Richardson e outros com tratamentos diversos e exercícios gerais supervisionados. Obtendo melhores resultados no primeiro, apontando efetividade na reeducação do transverso abdominal. O mesmo autor, em 2000, utilizou os mesmos princípios de treinamento, comparando padrões de instabilidade lombar, e obteve resultados excelentes. Tais exercícios são indicados com o paciente em diversas posições, decúbito dorsal, ventral, posição neutra, quadril e joelhos fletidos, pés apoiados ou não, etc. diferentes posturas, como quadrupedia, dentre outras, promovem a estabilização das articulações da coluna quando realizadas com a contração musculares específicas (MARINZECK, 2002). Embora, tenham sido encontrados artigos bastante relevantes neste assunto, fazse necessária outras novas realizações de pesquisas de caso-controle ou de coorte com amostras estatisticamente significantes, para melhor entendimento das funções das musculaturas estabilizadoras. Com isso, a utilização de exercícios específicos e efetivos no tratamento da lombalgia que acomete uma grande parcela da população serão melhor aplicados e terão resultados mais fidedignos no futuro. CONCLUSÃO A estabilização segmentar vertebral mostrou ser uma técnica bastante eficaz e segura no tratamento da lombalgia, aguda, crônica ou reicidivante. A qual promove redução do quadro álgico significantemente e melhora da amplitude de movimento global. A contração simultânea das musculaturas transverso do abdome na face anterior do tronco e dos multifídios na porção dorsal permitem estabilização do segmento lombar evitando a progressão da protrusão discal em direção ao canal medular, que no caso do presente estudo se localiza em nível L4-L5 e L5- S1. A ação cilíndrica da técnica potencializada pela musculatura acessória da estabilização, através da ativação diafragmática e do quadrado lombar potencializa ainda mais a fixação e rigidez da coluna vertebral somando e edificando sua estabilidade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS As referências bibliográficas deste artigo estão disponíveis em nosso site.


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|Análise cinesiológica, criss cross, pilates. Análise cinesiológica e biomecânica do exercício de criss/cross do pilates. Por|A. M. Lopes, J. A. Neto II, L. L. Machado, M. Aguiar, N. M. Leite, M. L. Adorno Artigo

A

proposta deste estudo foi analisar por uma visão cinesiológica e biomecânica os movimentos do exercício de criss cross do método Mat Pilates e fazer uma descrição do benefício desta ..atividade. Como métodos de estudo foram analisados imagens cinematográficas a fim de observar as modificações anatômicas. Também foram observados as funções musculares, contração concêntrica e excêntrica e os movimentos da artrocinemática e da osteocinemática, durante cada movimento, através de revisão literárias e leituras de artigos científicos relacionados. A partir dos resultados observados e comparados, conclui-se que no exercício analisado a musculatura abdominal é o principal grupo muscular trabalhado. INTRODUÇÃO: Pilates é uma técnica que pretende desenvolver o equilíbrio da musculatura, atingir simetria e harmonia corporal (RODRIGUEZ, 2006). O alinhamento e controle postural, o relaxamento e a concentração, a força e a flexibilidade, o domínio e o ritmo respiratório permitirá o alívio de tensões, stress e dores crônicas. Esse método consiste basicamente na prática de movimentos lentos e precisos que tonificam e alongam os músculos no curto e médio prazo. O nome da técnica homenageia seu criador, o alemão Joseph Pilates. Entretanto Pilates promove conexão entre a mente e corpo, isso porque a técnica ensina a respirar corretamente, controlar a região abdominal, da lombar, dos quadris e dos glúteos, o que é chamado de “controle de centro”, por serem responsáveis pelo equilíbrio do corpo. Porém o Pilates tem tipos de exercícios que trabalham toda musculatura corporal e principalmente a postura no dia-a-dia, seja para andar, correr ou trabalhar. E ainda melhora a concentração, a coordenação motora e a consciência corporal (RODRIGUEZ, 2006). Tendo como resultado desse exercício um corpo rijo e mais flexível, com músculos fortificados e postura adequada, sem usar pesos. O exercício de CRISS CROSS é uma técnica do mat Pilates (Pilates no solo), que trabalha principalmente com os músculos abdominais oblíquos e flexores do quadril. Trabalhando uma rotação superior do corpo contra uma pelve estável é um exercício excelente para o abdômen com ênfase especial sobre os oblíquos, pois a rotação exige um trabalho extra do mesmo. No entanto os oblíquos ajudam na estabilização da coluna até certo ponto, mas eles são mais envolvidos na flexão e rotação da coluna. Um benefício de trabalhar os oblíquos é que eles ajudam a definir a cintura. Portanto o objetivo desse estudo foi de fazer uma análise cinesiológica e biomecânica de todo o movimento do exercício de CRISS CROSS. MATERIAIS E MÉTODOS: A metodologia adotada foi á descritiva intensiva, tendo como amostra uma voluntária do sexo feminino, com 19 anos de idade, exercendo a profissão de estudante, cuja mesma assinou um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, declarando estar ciente de sua participação do estudo, bem como da proteção de sua privacidade. Foram feitas fotos em uma residência na quadra 405 sul na cidade de Palmas-TO, utilizando como material uma câmera digital da marca Kodak EasyShare C813, para análise cinematográfica dos movimentos 30 • NovaFisio.com.br

articulares realizados no membro superior, tronco e membro inferior durante o exercício, utilizamos ataduras da marca Salvelox esparadrapos microporoso, para demarcação dos pontos a ser analisados. O desenvolvimento deste trabalho baseou-se na pesquisa bibliográfica de livro e artigos científicos. Após a demarcação dos pontos anatômicos, foi realizada a coleta de imagem por meios cinematográficos em vista lateral, no qual foram feitas observações cinesiológicas e biomecânicas em referentes pontos anatômicos: acrômio, epicôndilo lateral e medial, trocanter maior, côndilo lateral e maléolo lateral e medial (NETTER, 2008). As fotos foram feitas nas posições iniciais, intermediarias e finais. O exercício foi dividido em três momentos: início do exercício, sujeito com as mãos atrás da cabeça e os joelhos na direção do peito, estendendo uma perna à 45º e levando o cotovelo contrario na direção do joelho que está flexionado, no segundo momento, o sujeito inspira, mudando de lado a perna e expirando, contando lentamente até três, no momento final é realizado com três respirações, mudando de lado, três inspirando de um lado e expirando do outro. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A partir dos parâmetros descritos nos métodos, uma análise do ponto de vista cinesiológica e biomecânica foi descrita referente aos movimentos articulares e os músculos que fazem os movimentos durante o exercício de criss/cross. Como vantagens do método Pilates temos: a estimulação da circulação, melhora do condicionamento físico, melhor flexibilidade, o aumento da amplitude muscular e o alinhamento postural (RODRIGUEZ, 2006). Pode melhorar níveis de consciência corporal e a coordenação motora. Tais benefícios ajudam a prevenir lesões e proporcionam um alívio de dores crônicas. A técnica de Pilates apresenta muitas variações de exercícios, pode ser realizado por pessoas que buscam alguma atividade física, por indivíduos que apresentam alguma patologia ou cirurgia músculo-esquelética onde a reabilitação é necessária, e também por esportistas que visam melhorar sua performance e ate mesmo por estética. Através da observação da realização da seqüência de movimento do exercício, foram determinados os músculos trabalhados de forma excêntrica ou concêntrica e os músculos alongados em cada etapa. O objetivo principal do exercício é o fortalecimento da musculatura abdominal, isto é, dos músculos flexores e do quadril, através do trabalho excêntrico e concêntrico. Os músculos abdominais são importantes, pois em coordenação com os músculos dorsais, eles são o suporte contra a ação da gravidade e a manutenção para uma postura alinhada (MELLO, 1983). Os exercícios abdominais são divididos em 4 tipos fundamentais: (a) flexão de tronco sobre os membros inferiores, (b) flexão membros inferiores sobre o tronco, (c) flexão simultânea de quadril e de tronco, (d) flexão lateral de tronco ou rotação lateral de tronco. Mello (1983) descreve que os primeiros graus de flexão de tronco sobre o membro inferior são resultados do trabalho dos músculos oblíquo externo e iliopsoas, já a amplitude de movimento restante, dos músculos oblíquos interno e retos abdominal. As análises dos movimentos articulares foram feitas descrevendo os movimentos do exercício.


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Artigo

|Análise cinesiológica, criss cross.

Figura 1 - Fase inicial do movimento CRISS CROSS protuberância ósseas: A - Epicôndilo lateral e medial B - Trocânter maior C - Côndilo lateral D - Maléolo lateral

ocorre o movimento de flexão plantar do pé através dos músculos tríceps sural (gastrocnêmio medial, gastrocnêmio lateral e sóleo), fibular longo e curto, tibial posterior, flexor longo do hálux e flexor longo dos dedos (KONIN, 2006).

Inicia-se com o sujeito em decúbito dorsal, coluna ereta, com mãos entrelaçadas atrás da cabeça, onde ocorrem no cotovelo uma flexão através de uma contração isométrica dos músculos braquiorradial, bíceps braquial e coracobraquial. O bíceps braquial move o cotovelo como uma alavanca de terceira classe, sendo ele que realiza o esforço e está mais próximo da articulação do que do braço de alavanca. O tríceps braquial e o ancôneo realizam o movimento oposto dos músculos flexores do cotovelo. Observase, portanto na articulação glenoumeral uma abdução horizontal através dos músculos redondo menor, infra-espinhoso, deltóide, latíssimo do dorso (DÂNGELO E FATTINI, 2007). Foi observado no estudo que a articulação do quadril (coxofemoral) permanece estável. Durante o exercício realiza-se flexão dessa articulação sendo os músculos envolvidos: iliopsoas, reto da coxa, sartório, pectíneo, tensor da fáscia lata e adutor longo, sendo possível observar o encurtamento desses músculos, numa contração concêntrica. Os músculos: isquiotibiais, glúteo máximo e adutor longo (porção posterior) são os antagonistas e realizam uma contração excêntrica. Mas para que este movimento seja realizado é necessário que a cabeça do fêmur deslize para baixo fazendo assim o movimento da artrocinemática e o da osteocinemática da flexão da articulação do quadril (KONIN, 2006). Segundo Brunstrom (1997) o joelho é capaz de suportar o peso corporal na posição ereta sem contração muscular. Durante o flexionamento dessa articulação realiza uma contração concêntrica e temos como músculos agonistas o bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso, sartório e grácil, gastrocnêmios, poplíteo e plantar. Figura 2 - Fase intermediária do movimento CRISS CROSS A - Epicôndilo lateral B - Trocânter maior C - Côndilo lateral D - Maléolo lateral Durante a extensão de joelho observa-se uma contração excêntrica dos músculos quadríceps femoral (vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio e reto femoral), tensor da fáscia lata, glúteo máximo que se contrai permitindo assim o movimento e eliminando a ação da gravidade. E na articulação do tornozelo 32 • NovaFisio.com.br

Figura 3 - Fase final do movimento CRISS CROSS A - Epicôndilo lateral e medial B - Trocânter maior C - Côndilo maior D,F - Maléolo lateral e med. E - Acrômio Observa-se uma flexão de tronco através dos músculos agindo bilateralmente, reto do abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno. A rotação do tronco é feita pelo músculo oblíquo externo (contra lateral), oblíquo interno (do mesmo lado), ílio costal lombar e torácicos e outros músculos rotadores profundos. Entretanto o músculo transverso do abdômen é ativado através de

uma expiração forçada profunda (KONIN, 2006). CONCLUSÃO: Baseados nos resultados desse estudo, concluise que os músculos abdominais são os principais músculos trabalhados durante o exercício de criss cross. Dando ênfase nos músculos reto abdominal, oblíquo externo e interno que agindo bilateralmente fazem a flexão do tronco, e os rotadores agindo unilateralmente como o oblíquo externo que faz a rotação para o lado oposto e o oblíquo interno roda para o mesmo lado. O transverso do abdômen é ativado durante uma expiração profunda e prolongada. No entanto a musculatura abdominal, juntamente com os eretores da espinha são responsáveis pela estabilização da coluna. Portanto o método pilates fortalece intensamente a musculatura abdominal melhorando a flexibilidade e a saúde corporal, ajudando na postura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS As referências bibliográficas deste artigo estão disponíveis em nosso site. www.novafisio.com.br


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DESC DATA CURSO AGOSTO 20 Formação Busquet – Cadeias Fisiológicas 10% 20 Estabilização Segmentar das Articulações Periféricas e Tape Funcional 20 Certificação Internacional em Pilates – PHYSIO PILATES-POLESTAR 30% 20 a 22 Inicio do Curso de Pilates 21 Manipulação Articular 21 Eletroterapia Facial e Corporal 10% 21 Curso de Drenagem Linfática Manual 10% 21 e 22 Reeducação Vestibular Funcional 21 a 24 Pilates Clínico (Valéria Figueiredo Cursos) 10% 23 a 28 Curso de Quiropraxia Clínica 25 a 28 Pilates Clínico (Valéria Figueiredo Cursos) 10% 26 Mobilização Neural (Neurodinâmica) 10% 27 Curso Avançado 3 de Terapia Integração Craniossacral® 10% 27 Estabilização Segmentar das Articulações Periféricas e Tape Funcional 20% 27 Inicio da Certificação The Pilates Training 10% 27 Pilates Avançado na Obstetrícia Pré e Pós Parto (Saúde da Mulher) 10% 27 a 29 Curso de Drenagem Linfática Manual Medical Corporal e Facial 28 Workshop PHYSIO PILATES – Coluna Viva I 28 Osteopatia Estrutural – IDOT – Unidade São Paulo 30% 28 e 29 Como Prescrever os Aparelhos Ortopédicos e suas Indicações 28 a 30 Curso de Pilates na Bola 29 Workshop PHYSIO PILATES – Coluna Viva II 30 a 02 Pilates Clínico (Valéria Figueiredo Cursos) SETEMBRO 30% 03 a 05 Segundo Módulo Pilates 10% 04 Curso Nível 3 de Terapia Integração Craniossacral® 10% 09 Estabilização Segmentar Vertebral 10 Curso de Pilates MAT / PHYSIO PILATES – POLESTAR 30% 10 a 12 Segundo Módulo Pilates 10 a 12 Curso de ATM 11 Workshop Pilates para Crianças / PHYSIO PILATES – POLESTAR 13 a 20 Curso de Formação em RPG/RPM 15 VI Encontro Luso-Brasileiro de Bioética 10% 16 CONAFA – Congresso Nacional de Fisioterapia Aquática 10% 17 Curso Avançado 4 de Terapia Integração Craniossacral® 10% 17 Estabilização Segmentar das Articulações Periféricas e Tape Funcional 20% 17 Inicio da Certificação The Pilates Training 30% 17 a 19 Segundo Módulo Pilates 10% 18 Trilhos Anatômicos – Conceito de tratamento Miofascial 10% 18 e 19 Curso Internacional de Trigger Points, Miofascial e Propriocepção 10% 23 a 26 Fisioterapia Articular Analítica – Conceito Sohier 23 a 28 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica 23 a 28 Pilates na concuta Cinesioterapêutica 24 Trilhos Anatômicos – Conceito de tratamento Miofascial 24 Trilhos Anatômicos – Conceito de tratamento Miofascial 24 Certificação Internacional em Pilates – PHYSIO PILATES-POLESTAR 10% 25 POSTURAL BALL – EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS COM A BOLA SUIÇA 25 e 26 Exercício Físico-Funcional com Elastos – nível básico 30% 25 e 26 Curso de Confecção de Órteses 25 e 26 Curso de Pilates Solo – Teresa Camarão 27 e 28 Curso de Pilates Bola e Theraband – Teresa Camarão 10% 28 Trilhos Anatômicos – Conceito de tratamento Miofascial OUTUBRO 10% 01 Estabilização Segmentar das Articulações Periféricas e Tape Funcional 02 Crochetagem Autêntico Turma 93ª 10% 07 Mobilização Neural (Neurodinâmica) 07 e 08 Curso Pilates Solo – Teresa Camarão

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CONTATO

Recife-PE Salvador-BA Belo Horizonte-MG Rio de Janeiro-RJ Rio de Janeiro-RJ Rio de Janeiro-RJ Rio de Janeiro-RJ Rio de Janeiro-RJ Curitiba-PR São Paulo-SP Londrina-PR Rio de Janeiro-RJ São Paulo-SP Belém-PA Cuiaba-MS Brasília-DF Niterói-RJ Porto Alegre-RS São Paulo-SP Rio de Janeiro-RJ Nova Friburgo-RJ Porto Alegre-RS Campinas-SP

21 3717-3763 21 4063-7914 71 3261-8000 / 0800 606 8008 21 2269-5963 21 2530-8294 / 9984-2190 21 2530-8294 / 9984-2190 21 2560-0938 21 2224-7744 0800 400 7008 11 5581-5331 0800 400 7008 21 4063-7914 11 3052-1924 21 4063-7914 11 3052-1024 61 8536-0635 21 9995-5317 71 3261-8000 / 0800 606 8008 11 9784-0978 21 2269-5963 22 2523-8863 71 3261-8000 / 0800 606 8008 0800 400 7008

Rio de Janeiro-RJ 21 2269-5963 São Paulo-SP 11 3052-1924 Salvador-BA 21 4063-7914 São Paulo-SP 71 2361-8000 / 0800 606 8008 Rio de Janeiro-RJ 21 2269-5963 Nova Friburgo-RJ 22 2523-8863 Florianópolis-SC 71 2361-8000 / 0800 606 8008 Nova Friburgo-RJ 22 2523-8863 Salvador-BA 71 9999-7895 Porto deGalinhas-PE 81 3342-3800 São Paulo-SP 11 3052-1924 Teresina-PA 21 4063-7914 Santos-SP 11 3052-1024 Rio de Janeiro-RJ 21 2269-5963 Belo Horizonte-MG 21 4063-7914 São Paulo-SP 11 5581-5331 São Paulo-SP 11 4823-2932 / 4825-7385 Brasília-DF 61 4063-7102 Rio de Janeiro-RJ 21 2565-7690 Rio de Janeiro-RJ 21 4063-7914 / 7832-8296 Rio de Janeiro-RJ 21 4063-7914 São Paulo-SP 71 3261-8000 / 0800 606 8008 Fortaleza-CE 85-3081-8270 Rio de Janeiro-RJ 21 7873-2040 Rio de Janeiro-RJ 21 2269-5963 Chapecó-SC 49 3328-0881 Chapecó-SC 49 3328-0881 Teresina-PI 21 4063-7914 Rio de Janeiro-RJ Teresina-PI Salvador-BA Araraquara-SP

21 4063-7914 86 3232-4993 / 9991-6596 21 4063-7914 16 3333-1003

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Agenda | DESC DATA OUTUBRO 09 e 10 11 11 a 13 12 a 15 12 a 17 14 14 a 16 10% 15 a 17 21 23 30% 23 e 24 10% 28 NOVEMBRO 03 10% 04 10% 05 10% 11 16 16 a 18 10% 18 20 20 e 21 20 e 21 20 a 27 25 10% 26

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CURSO

CIDADE-UF

CONTATO

Curso Pilates Bola e Elástico – Teresa Camarão Araraquara-SP Advanced Assessment I – PHYSIO PILATES – POLESTAR São Paulo -SP Curso Avançado ADVANCED ASSESSMENT I / PHYSIO PILATES – POLESTAR SÃO PAULO-SP Curso Pilates Acessórios – Teresa Camarão Araraquara-SP Curso Pilates Aparelhos Básico – Teresa Camarão Araraquara-SP 2º Encontro Sudeste PHYSIO PILATES São Paulo -SP 2º Encontro Sudeste PHYSIOPILATES São Paulo -SP Curso de Drenagem Linfática Manual Medical Corporal e Facial Niterói -RJ I Congresso Brasileiro de Fisioterapia Manipulativa e Musculoesquelética Curitiba-PR Curso de Formação no Método Pilates S.J. dos Campos-SP Tratamento Fisioterapeutico no Amputado de Membro Inferior Rio de Janeiro-RJ Estabilização Segmentar Vertebral Teresina-PI

16 3333-1003 71 3261-8000 / 0800 606 8008 71 3261-8000 / 0800 606 8008 16 3333-1003 16 3333-1003 71 3261-8000 / 0800 606 8008 71 3261-8000 / 0800 606 8008 21 9995-5317 41 3206-6886 12 3922-1627 21 2269-5963 21 4063-7914

II Curso BABY – Conceito BOBATH Mobilização Neural (Neurodinâmica) Curso de Formação de Instrutores de Pilates Curso Nível 4 de Terapia Integração Craniossacral® Advanced Assessment II – PHYSIO PILATES – POLESTAR Curso Avançado ADVANCED ASSESSMENT II/PHYSIO PILATES–POLESTAR Estabilização Segmentar Vertebral Coluna Avançada – PHYSIO PILATES – POLESTAR Curso Coluna Avançada PHYSIO PILATES – POLESTAR Curso Coluna Avançada PHYSIO PILATES – POLESTAR Curso de Pilates Aparelhos Básicos – Teresa Camarão Curso Florais de Bach Estabilização Segmentar das Articulações Periféricas e Tape Funcional

51 3024-2906 21 4063-7914 96 3222-8690 11 3052-1924 71 3261-8000 / 0800 606 8008 71 3261-8000 / 0800 606 8008 21 4063-7914 71 3261-8000 / 0800 606 8008 71 3261-8000 / 0800 606 8008 71 3261-8000 / 0800 606 8008 49 3328-0881

Porto Alegre-RS Belém-PA Macapá-AP São Paulo-SP Salvador-BA Salvador -BA Vitória-ES São Paulo -SP São Paulo -SP Salvador-BA Chapecó-SC Niterói-RJ Belo Horizonte-MG

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Tininha | Humor - passa-tempo - game - novidades - música - cinema - moda - TV - DVD As eleições vêm aí, vamos refletir. Honestidade vem de berço... O brasileiro é assim:

- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura. - Usa o celular enquanto dirige. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. - Viola a lei do silêncio. - Dirige após consumir bebida alcoólica. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. - Faz “gato” de luz, de água e de tv a cabo. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado. - Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo. - Comercializa vale-transporte e vale-refeição que recebe das empresas onde trabalha. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal pergunta o que traz na bagagem. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. E quer que os políticos sejam honestos... Esses políticos que aí estão, saíram do meio desse mesmo povo ou não? Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Vamos dar o bom exemplo! “Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...” A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

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- tendências - automóvel - compras - economia - turismo - esporte...

Dez coisas para se aprender... Por: Luís Fernando Veríssimo

1 - Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. 2 - As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. 3 - Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. 4 - A força mais destrutiva do universo é a fofoca. 5 - Não confunda sua carreira com sua vida. 6 - Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. 7 - Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria ‘reuniões’. 8 - Há uma linha muito tênue entre ‘hobby’ e ‘doença mental’. 9 - Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. 10 - Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

ELEVADOR SOBE...

O XVIII Congresso Latino-americano de Fisioterapia e Kinesiologia – Clafk 2010 Realizado agora em agosto no Chile conta com uma palestrante Brasileira dentre seu seleto grupo de profissionais. A Dra. Anke Bergmann. Também com um nome deste, devem ter achado que era alemã. Mesmo assim valeu Dra. Anke. Repare que no site ta dr no lugar de br.

SOBE...

A III Turma de Fisioterapia da Unoeste de Presidente Prudente-SP se reencontrará para comemorar os 25 anos de graduação. Muito legal isso, pois os anos que ficamos na faculdade são riquíssimos de emoções, e ter a oportunidade de reencontrar os amigos desta época é ter a oportunidade de voltar no tempo. Parabéns aos colegas. E boa festa!

SOBE...

Fisioterapeuta bêbado!!!

O sujeito está no maior porre na porta de um boteco e, de repente aparece uma procissão. Centenas de pessoas reunidas, carregando uma santa num andor toda decorada em verde e rosa. O cachaceiro berra: - Olha a Mangueira aí, geeeente! Enfezado, o padre se vira pro bêbado e esbraveja: - Que falta de respeito, seu excomungado! Fique aí com o seu vício e nos deixe em paz com a nossa fé! Mal o padre acabou de falar, a santa bate com a cabeça no galho de uma mangueira, cai e se espatifa no chão. E o bêbado: - Eu avisei... Mas, o padre é estressadinho!!!

A Seleção Brasileira de Futebol agora está sob o comando de Mano Menezes e a boa notícia é que ele manteve o fisioterapeuta Odir de Souza.

SOBE...

No dia 1º de agosto, profissionais e estudantes do curso de Fisioterapia da Universidade Veiga de Almeida (UVA) fizeram uma avaliação respiratória das pessoas que passaram no calçadão de Copacabana. O objetivo foi prevenir e orientar sobre problemas cardiovasculares e comparar a capacidade cardiopulmonar entre fumantes e não fumantes.

...PARTICIPE

Você sabe de algum fato bom ou ruim na fisioterapia? Nos escreva e iremos publicar aqui no elevador sobe e desce. NovaFisio.com.br • 37


|FisioPerfil

FP

Anke Bergmann

Sempre uma breve entrevista com quem tem uma longa história.

abergmann@inca.gov.br

Quem é, o que faz | Anke Bergmann. Sozinha não fiz nada, mas com a ajuda de excelentes profissionais, conseguimos valorizar a atuação do fisioterapeuta na área de oncologia. Estruturamos o serviço de fisioterapia do Hospital do Câncer III / INCA onde desenvolvemos diversas pesquisas. Tive o prazer de atuar na Câmara Técnica de Fisioterapia em Oncologia do CREFITO-2, fundamos a Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia e conseguimos o reconhecimento pelo COFFITO da especialidade. Também criamos a linha de pesquisa em fisioterapia em oncologia no programa de Mestrado em Reabilitação da UNISUAM, além das parcerias com diversas instituições de pesquisa como o INCA, ENSP, UNIRIO e UFF. Sei que muita coisa ainda precisa ser feita, mas já avançamos alguns passos.

Qual ano e em qual faculdade que se formou? Sou paulistana, mas me formei no Rio de Janeiro na UNESA em 1996 Qual foi a melhor coisa que fez na vida? Investir na minha qualificação profissional. Qual foi a pior coisa que fez na vida? Não sei...ainda não descobri algo tão ruim. Mas quem sabe após a publicação deste perfil, as pessoas me contam algo que mereça ser dito. O que você mais gosta na profissão? A própria profissão, ou seja, ser fisioterapeuta. O que você odeia na profissão? Na profissão, nada. Mas nas pessoas... Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? O caráter, a competência, a honestidade e principalmente, o profissionalismo. Que qualidade você mais detesta nos profissionais que te cercam? A falta de iniciativa e acomodação. Qual sua maior virtude? Ser dedicada e correr atrás dos meus objetivos. 38 • NovaFisio.com.br

Qual seu pior defeito? Ansiedade.

Qual seu maior sonho? Publicar vários artigos Científicos.

Se pudesse mudar algo, o que seria? Ter mais tranqüilidade e paciência.

Qual seu maior pesadelo? Ficar sem trabalhar.

Qual maior mentira já contou? Não conto mentiras! (além dessa...)

Que talento mais gostaria de ter? Saber cantar e dançar (coisa que faço muito mal).

Qual fato foi mais inusitado em sua carreira? Ser convidada para assumir a Gerência de Ensino do INCA. Qual fato foi o mais cômico? Durante o atendimento acontecem várias situações engraçadas, mas nenhuma publicável. Qual seu maior arrependimento? Aceitar participar deste perfil (brincadeirinha, mas tá difícil responder algumas coisinhas...) Qual dica daria aos colegas? Acreditar na fisioterapia. Qual objeto de desejo? Ter mais tempo para a minha família. Qual sua aquisição mais recente? Começar a orientar no mestrado em reabilitação da UNISUAM.

Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que? Fisioterapeuta. Não tem outra possibilidade. E qual profissão jamais queria ter? Todas as outras. Diga um desafio? Continuar a fazer pesquisa em Fisioterapia. Um livro? Quando Nietzsche chorou. Quer fazer alguma divulgação? Quero... Programa de Residência Multiprofissional do INCA (www.inca.gov.br) Mestrado em Reabilitação da UNISUAM (www.unisuam.edu.br)


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Edição 75  
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