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OSCAR KELLNER NETO

REPTUM

GRAVURAS DIGITAIS DELFINÓPOLIS/ MG – 2014


REPTUM REPTO s.m. (1262) 1 ato ou efeito de reptar, de opor-se 2 ação de desafiar, de provocar  ETIM regr. de 1reptar  SIN/VAR aguilhoada, desafiação, desafio, emprazamento, estímulo, incitação, incitamento, instigação, provocação, reptação, reptamento; ver tb. sinonímia de inspiração  HOM repto(fl.reptar) – (Houaiss)


Depoimento do autor sobre A criação de suas gravuras digitais abstratas

Quanto aos detalhes da confecção das obras, posso dizer que as projeto e desenvolvo usando diversos recursos da informática. Poderão ser posteriormente gravadas digitalmente em lona impermeável de grande durabilidade através de jato de tinta de alta qualidade. Podem ser impressas em papel solto ou nas páginas de um livro, como neste. Dispenso o uso do pincel, dos tubos de tinta, da paleta e da tela, enfim, os suportes tradicionais da pintura. Também não ocupo o cinzel nem os cabedais acadêmicos usados nas gravuras tradicionais. Ora apresento minhas obras em formato de banner, rompendo com a tradição da tela, do painel e da moldura, o que configura


uma vanguarda no que se refere ao despojamento e ao informalismo

em

relação

às

manifestações

artísticas

acadêmicas. O banner também facilita a exposição em qualquer espaço, inclusive em varais, por exemplo. Por outro lado, isso não impede que o comprador coloque a obra em algum suporte rígido e em uma moldura apropriada ao seu gosto. O que importa é a obra em si e a idéia de vanguarda que comporta. Também apresento meus trabalhos impressos individualmente em papel fotográfico na forma de álbum ou tendo como suporte as páginas de um livro. Trabalho com o gênero abstrato, em suas formas lírica e geométrica. Porque o abstrato? Primeiramente, porque entendo que são a cor e a luz que delimitam as formas. Isto é: as formas não existem sem a cor e a luz.


Secundariamente, porque reputo as formas dispensáveis para a expressão artística. Com a supressão da forma busco reduzir a arte à sua essência: luminosidade e cor. Abstraindo-se a forma, a luz e a cor passam a ter atuação fundamental na criação da obra. Com o abstrato só faço dispor em cada trabalho, a luz e a cor de maneira diferente. Decorre daí que, na essência, meu trabalho é um só, sempre. Eis minha arte: cor e luz...


COMENTÁRIOS “Magnífico. É de arrepiar. Parabéns.” Comentário de Marlene Becker, de Franca (SP), sobre o vídeo KALEIDOSCÓPIO 1, postado no YouTube, em 16/07/213. “Cores, formas, luzes, movimento. São poesias. Falam à alma. A música escolhida para acompanhar as apresentações foi perfeita. Parabéns ao artista.”

Comentário de Marlene Becker, de Franca (SP), sobre o vídeo

KALEIDOSCÓPIO 2, postado no YouTube, em 16/07/213. “Fenomenal! gostei muito, a simetria deu a sua obra, de cores sempre bem equilibradas, uma leitura agradável aos olhos, disciplinando os diferentes planos e dimensões. Parabéns.” Comentário de Fernando Silva, de Sorocaba (SP), sobre o vídeo KALEIDOSCÓPIO 5, postado no YouTube, em 24/07/213.


“Maravilhosas gravuras digitais. Elas falam à alma, ao coração.” Comentário de Marlene Becker, de Franca (SP), sobre o vídeo KALEIDOSCÓPIO 8, postado no YouTube, em 27/07/213.

“Show!!! Linda escolha musical! Babei de emoção, envolta no seu turbilhão de cores, formas e texturas! Parabéns e um abraço!” Comentário de Sônia Maria da Silva Reis, de Sumaré (SP), sobre o vídeo GRAVURAS DIGITAIS IV, postado no YouTube, em 16/08/213.

“Escuta, gostei desta série de abstratos... Interstícios coloridos, relembrando labirintos... Empírico/experiência iluminada... Cor e luz: amálgama detonando a forma... Reação em cadeia da liberdade criativa... Interessante, veio à mente uma imagem, um reflexo de um intestino, algo que separa e ao mesmo tempo nutre os tecidos formadores de uma estética edificante... Vejo no seu trabalho artístico uma imersão transcendente, isso faz a diferença...” Comentário de JOSÉ ALOISE BAHIA, em um e-mail de 20/01/2010, falando sobre minhas gravuras digitais abstratas.


UMA INTERESSANTE DIGRESSÃO DE MARLENE BECKER

“Parabéns, Oscar. Com a cor e a luz você caminha pelas veredas da criação artística. É um prazer contemplar, sentir, dialogar com cada um dos seus trabalhos. Segunda, dia 18, quando olhava seus trabalhos (estava em “Flutuir”), chegaram três pessoas aqui em casa. (Maria José- dona de casa, 26 anos, Luís Renato e Fernando- estudantes do Ensino Médio). Neste momento estava pensando no porquê de minhas percepções das gravuras. Por que me afetam? Será que todas as pessoas sentem algo ao observá-las? Que emoções despertam? Acho que o título das mesmas sugere um certo modo de olhá-las, apesar disso acredito que múltiplas interpretações podem surgir porque as formas, pelo fato de serem inexistentes em nossa experiência cotidiana, levam-nos a um mergulho em nós mesmos. Levada pela curiosidade, mostrei-lhes sua gravura “Flutuir” (não a escolhi, estava nela quando eles chegaram) Perguntei-lhes se gostavam, disseram que sim, com seu linguajar típico: Legal!


Vou reproduzir o sentido do que disseram. Seu eu tivesse usado um gravador, poderia reproduzir a forma como expressaram suas ideias. Perguntei-lhes o que achavam da gravura e pedi-lhes que dissessem algo a respeito. Luís Renato - Acho que essa parte mais clara é a nossa alma. Ela quer flutuar, mas está amarrada. Esses cordões são as obrigações, os compromissos, a rotina. Maria José - É nossa alma querendo flutuar, querendo se libertar. Fernando - Não é nada disso. Mostra que a vida está ficando esgarçada, e lá no fundo tem o nada. É esse branco. Maria José - Eu não acho. Fernando - Pode ser que não queira dizer nada. É só uma forma que o artista usou pra expressar a sua ideia. Maria José - Como os poetas, né? Luís Renato - Podemos pensar também no nascimento. Fernando - Podemos pensar em muitas coisas. Acho que não existe nenhuma interpretação certa, nem errada.


Neste momento pedi-lhes que me dissessem o que sentiam olhando a gravura. Maria José - Eu sinto angústia. É como se alguma coisa precisasse sair, e não pudesse. Acho que sou eu, enrolada em um tapete desfiado. Luís Renato - Gostei mais deste outro, “Garra”. Ele passa nervosismo. É igual quando eu ando de moto. Fernando - Porque você rouba a moto do seu irmão, né? A gravura...eu gostei, mas não sei porquê. A conversa foi mais ou menos esta. Só hoje resolvi fazer esta anotação que estou lhe enviando. Fiquei pensando no que disseram e achei que seria interessante registrar. Acho que consegui reproduzir a essência do que disseram. Não sei se a descrição que lhe fiz desse rápido encontro com essas três pessoas pode lhe interessar, mas me fez pensar muito a respeito do seu trabalho. Achei interessante Maria José dizer que era ela enrolada em um tapete, querendo sair. Ela me pareceu uma pessoa sofrida. Creio que expressou,

com

a

sua

interpretação

da

gravura,

(consciente

ou

inconscientemente) o que sente da sua própria vida. O que você acha? Eu os conheci quando estiveram aqui, na segunda, para perguntar se eu ainda


estou dando aulas (preparatório para concursos), portanto não sei nada a respeito deles e ficaram aqui por pouco tempo, mas acredito que estou certa com relação a Maria José. Será que estou extrapolando? Será que estou metendo o bico e inserindo interpretações psicológicas quando elas deveriam ser apenas artísticas? Ou será que é o seu trabalho que explode no mundo gerando múltiplas visões? Ou será que elas se tornaram autônomas depois de publicadas, afetando as pessoas de maneira, talvez, ignorada pelo artista que as criou? Será que, como os livros, elas se prestam a diversificadas leituras? Tenho certeza de que sim. Espero que você me responda, dando-me a sua opinião. Desculpe-me se fui ousada fazendo essa interpretação. Como já disse, fui levada pela curiosidade. O que eu vejo e sinto ao visitar o seu trabalho eu já sei, queria saber se outras pessoas sentiam o mesmo e viam, além da beleza das formas criadas pela luz e pela cor, os seus conflitos, suas contradições, suas crenças, o seu próprio “eu”.” Abraços, Marlene


REPTUM


AFITA


ALVORADA


ARgilamar


ARSENAL


BALÉ


BIANCRO


BIlroS


BRISAS


BRIZE


brotação


busca


CAMINOS


carrossel


CASCATA


CEDES


CONGESTIO


DAGOST


DARROSA


DEFRIX


dElírio


direções


dormenz


ENTONCES


Euforia


fLAMARE


FLINDER


FLUIMEL


FRACTAIS


FREESKY


FRUGAIS


FUGA


FUGAZ


GELÓTIPO


GESTO


giEsTa


gonvish


hambre


hirsut


INCLATIS


INÉSPERO


INITIAL


INÓSPT


iNsPIRATION


kalls


korifeu


kostur


labirint


Latromb


LAVANCHE


LOS MEDIOS


LUCENIS


MAÇÃMAR


MISTÉRIO


MOVENTES


NASCENTE


NICENTRO


OPUS


PACEN


PARNES


PASSAREDO


PERTUTTI


PIANÍSSIMO


PISTES


PORMIM


PROJETO


PULSAR


RANHALI


REMISSION


RISADES


ROLAHEN


RUPESTRE


SENSOL


SERENADE


SOLICAL


SONHO


SOPRO


SPÉRIDE


SPIRIT


SUAVITAD


TEMPEST


ToreInO


tuIPUI


VAKLYR


VAPORES


VERDEFORA


VERSARE


VOLTEIO


ZAYOLO


ZELOZ


oscar kellner neto Curriculum - Artista Plástico R. Sebastião S. Silveira, 302 – Centro CEP 37910-000 - Delfinópolis - MG Tel. (35) 3525-1009 – Cel (35)9921-1009

DADOS DE FAMILIA Nascido em Franca(sp) a 02/05/49, filho de Avelino Kellner e Maria Conceição Kellner, é casado com Maria Alcina Aguiar Kellner, sendo seus filhos: Gustavo Kellner – Chef de Cozinha e Luciano Aguiar Kellner - zootecnista, e seus netos: Gabriela, Ângelo e Adélia. Aninha é sua nora. Reside em Delfinópolis (MG) desde 1975. FORMAÇÃO ACADÊMICA EM ARTES PLÁSTICAS Licenciatura - Professor de Artes Plásticas pela UNIFRAN - Universidade de Franca - Franca (SP)


FORMAÇÃO ARTÍSTICA Iniciou-se na pintura em 1964, incentivado por seu irmão Zigomar Kelher, tomando as primeiras noções de composição e cores do laureado artista francano Luiz Schirato; teve aulas também no ateliê do premiado pintor internacional, Bonaventura Cariolato, em Franca, SP, desenvolvendo então profundo estudo das cores. Em sua fase de iniciante, costumava visitar o grande padre e pintor italiano, Dom Agostinho Capute, em Claraval, MG, que muito o incentivou e orientou devido ao seu vivo interesse pelas artes. Depois de longo apreendizado, vivenciando técnicas e estudos diversos, animou-se a expor. Participou de inúmeros salões e coletivas de pintura, onde se destacou na categoria acadêmica, especializando-se em retratos e figuras sacras. Após ter contato com trabalhos de renomados artistas plásticos de Ribeirão Preto, SP, dentre eles Bassano Vacarini, Amêndola e Leopoldo Lima, no Simpósio Nacional de História, realizado em Franca em 1965, passou a se interessar pelas novas linguagens da vanguarda pictórica. Desde então, tem se dedicado à arte moderna como forma de expressão artística nas artes plásticas.


EXPOSIÇÕES E PREMIAÇÕES Dentre as inúmeras participações em coletivas, e os prêmios por ele recebidos, destacam-se: * O 1º lugar em Pintura na 1ª Semana de Arte Moderna de Franca, em setembro de 1966, realizada pela imprensa francana. Sua composição “2ª GRANDE GUERRA” pela plástica e atualidade, obteve o prêmio maior. * Diploma de participação na Exposição Cultural - Seção Pintura Moderna - realizada em Franca, em 28-11-67, pela Sociedade Francana de Belas Artes. * O 1º lugar em Pintura com o quadro “Gênese”, no Concurso de Poesia e Arte Moderna do Conservatório Musical Jesus Maria Mosé, em maio de 1968. * O 1º lugar no Concurso de Poemas-Processo com o poema "Relógicas" - em parceria com Antônio de Pádua Primon - no Concurso Nacional realizado em Divinópolis – MG em junho de 1969. (o poema processo é, em suma, um poema gráfico, um poema visual de grande carga semântica)


* Diploma de Participação na Exposição Coletiva de Arte de Vanguarda na 1ª Francal, realizada em setembro de 1969, em Franca-SP. * Diploma de Intelectual do ano 1969 – Personalidade em Artes Plásticas , concedido pela Imprensa Francana. * Certificado de Participação na 2.ª Fearte - Feira de Arte de Franca - na categoria Pintura, realizada pela Fundação Municipal “Mário de Andrade”, de 15 a 30 de julho de 1978. * Certificado de Participação na 3.ª Fearte - Feira de Arte de Franca nas categorias: Artes Plásticas, Desenho, Pintura e Fotografia - realizada pela Fundação Municipal “Mário de Andrade”, de 14 a 29 de julho de 1979. * O 1º lugar na categoria de Artes Plásticas - Escultura, - com o trabalho em pedra sabão “Lavrador pedindo chuva”, - Prêmio Aquisição, - na 3ª Fearte - Feira de Arte de Franca, realizada pela Fundaçao Municipal “Mário de Andrade”, de 14 a 29 de julho de 1979. * Prêmio Aquisição "Pincéis Tigre" para a obra “Grutas” - óleo sobre tela, - gênero Abstrato Lírico - no Salão Empório das Artes realizado de 25 de setembro a 11 de outubro de 1991, na Galeria Caminito em Franca,SP.


* Prêmio “GRANDE MEDALHA DE PRATA” para a obra “Lux” – Gravura Digital em lona impermeável – gênero Abstrato Lírico, no “32º Salão de Artes Plásticas (Contemporâneo) realizado pela FEAC - Pinacoteca Municipal de Franca, de 24/11 a 13/12/2008 na Pinacoteca Municipal “Miguel Ângelo Pucci”. * Prêmio “Menção Honrosa” para a obra “A Coroa e o Rei” – gravura digital em lona impermeável – gênero Poema-Processo, no 34º Salão de Artes Plásticas (Contemporâneo) realizado pela Feac - Pinacoteca Municipal de Franca, de 06 a 30/11/2010 na Pinacoteca Municipal “Miguel Ângelo Pucci”. * Realizou, no período de 08 a 30 de dezembro de 2010, a exposição “Gravuras Digitais – A Arte Abstrata de Oscar Kellner” em evento da Feac/Pinacoteca na Pinacoteca Municipal “Miguel Ângelo Pucci”, em Franca-SP. * Recentemente participou de várias coletivas de arte com suas Gravuras Digitais em Abstrato Lírico no Espaço Cultural DecoZ/Rengaw, em Franca-SP. * Publicou dezenas de vídeos de Gravuras Digitais em Abstrato Lírico no Youtube, ao som de músicas clássicas. Confira-se no link: http://www.youtube.com/channel/ucc9qtqxfd0wqh3fu1d0vadq


* Regularmente publica sua literatura, seus poemas-processo e suas Gravuras Digitais em Abstrato LĂ­rico em forma de Revistas Digitais em sua pĂĄgina no site www.issuu: confira nos links: http://issuu.com/oscarkellnerneto http://issuu.com/oscarkellnerneto3


OBRIGADO POR TER “LIDO” ESTES MEUS POEMAS EM COR E LUZ...

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