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Edição 92 - 22 de março a 12 de abril de 2014 - DISTRIBUIÇÃO GRATUÍTA

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Vereadores entram na justiça com ação popular contra a prefeita de Peruíbe www.jornalbemtevi.com.br

André de Paula, Bahia, Luiz Maurício e Nilsão pedem a retirada imediata das propagandas colocadas em postes de iluminação da cidade, assim como a devolução do dinheiro gasto e a condenação da prefeita por improbidade administrativa.

PERUÍBE PÁGINA 05 REPÓRTER REGIONAL

HOSPITAL: DINHEIRO DEVOLVIDO

A Prefeitura Municipal de Peruíbe devolverá ao Governo do Estado de São Paulo parte dos recusrsos destinados à construção do novo Hospital Municipal, uma vez que não conseguiu iniciar as obras. O convênio assinado em 2007 venceu em 2013. A Prefeitura alega que apesar da devolução do dinheiro, negocia com o Estado o repasse de R$ 12 milhões, através de novo convênio para a execução da obra com projeto totalmente reformulado. SAÚDE PÁGINA. 03

O Repórter Regional se posiciona de forma contrária a proliferação indiscriminada de registros profissionais como jornalistas. Defendemos que para se exercer esta tão importante profissão se tenha a obrigatoriedade do diploma universitário. Porém, não é o que atualmente acontece para se conseguir o registro profissional. Basta comprovar a sua atuação como imprensa. Desta forma, a senhora Claudete Andreotti, responsável pelo blog Boca de Rua, conseguiu o seu registro como jornalista. E, portanto, de acordo com as regras atuais é nossa colega de profissão. Sendo assim repudiamos qualquer tipo de violência e atitude destemperada não só contra uma profissional mas acima de tudo como pessoa.


02 Região

O Repórter

Edição 92 - 22 de março a 12 de abril de 2014

Regional

Canonização de Anchieta é assinada pelo Papa Francisco ILUSTRAÇÃO

Com o decreto, Anchieta se tornou o mais novo santo católico

Agora, padre é São José de Anchieta

Um dos personagens mais importantes para a história de Itanhaém, do Brasil Colonial e da Igreja Católica, Padre José de Anchieta foi canonizado no último dia 03. Segundo informações divulgadas pelo Vaticano, é o primeiro santo de 2014 e o segundo jesuíta a ser canonizado por Francisco. Antes dele, em dezembro de 2013, foi a vez do francês Pedro Fabro. Anchieta viveu por muitos anos no século XVI em Itanhaém, onde suas marcas podem ser vistas até hoje. No último dia 03, houve missa na Igreja Matriz de Sant’Anna, no Centro Histórico de Itanhaém,

em homenagem a “São José de Anchieta”. Às 14 horas, foram tocados os sinos do Convento Nossa Senhora da Conceição e Igreja Matriz de Sant’Anna, Paróquia Santa Terezinha, no Belas Artes, e Igreja Nossa Senhora do Sion, no Suarão. Diversos eventos foram programados em Itanhaém para homenagear o ilustre personagem. No dia 11 de abril, 17h30, haverá missa campal dedicada a Anchieta, na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na Praia do Sonho. No dia 9 de junho, feriado municipal dedicado ao Padre, serão realizadas missa campal e a 1ª Caminhada Passos de Anchieta, um passeio de

Guia de Negócios

3 km pelos pontos turísticos e históricos ligados ao novo santo.

As marcas de Anchieta por Peruíbe

Tendo como principal via urbana, a avenida Padre Anchieta, "Peruíbe", segundo Silveira Bueno, é um vocábulo indígena que significa "no rio dos tubarões", pela junção dos termos tupis iperu (tubarão), 'y (rio) e pe (em). Consta, porém, em alguns documentos, que esse nome estaria associado ao modo como José de Anchieta se referia ao lugar, chamando-o de "Tapirema do Peru", por suas semelhanças com a região peruana, onde os jesuítas haviam enfrentado dificuldades no exercício dacatequese Quando do descobrimento do Brasil pelos portugueses em 1500, já existia, na região, a Aldeia dos Índios Peroibe. No sistema de Capitanias Hereditárias implantado pela Coroa Portuguesa em 1534, para a colonização do Brasil, o território onde hoje localiza-se Peruíbe pertencia à Ca-

pitania de São Vicente, cujo donatário eraMartim Afonso de Sousa. Mas a história de Peruíbe está intimamente ligada ao estabelecimento dos padres jesuítas pelo litoral do estado de São Paulo. Em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para fazer a catequese dos índios, no local onde já havia sido construída a Igreja de São João Batista. Os indígenas o apelidaram de “Abarebebê” (Padre Voador) , pois parecia estar em vários locais ao mesmo tempo. Restos desta Igreja são conhecidos hoje como Ruínas do Abarebebê. Em 1554, foi a vez de o padre José de Anchieta chegar ao aldeamento. Em 1640, passou a ser conhecida como Aldeia de São João Batista e, em 1789, os padres jesuítas foram expulsos do Brasil. A aldeia, abandonada, entrou em declínio, tornando-se uma pacata vila de pescadores, sempre submetida ao município deItanhaém.

As marcas de Anchieta por Itanhaém

Conhecida como ‘Terra de Anchieta’, Itanhaém mantém viva a memória de um dos mais reverenciados jesuítas da Igreja Católica em todo o mundo. José de Anchieta viveu na segunda cidade mais antiga do país durante o século XVI, entre 1563 e 1595. Monumentos históricos, documento raro, obra sacra, homenagens e diversas histórias vividas pelo padre podem ser lembradas em muitos pontos da Cidade, num misto de religiosidade e história contado por meio de um tour.

VIRGEM DE ANCHIETA

– A imagem de Nossa Senhora da Conceição, exposta na Igreja Matriz de Sant'Anna, no Centro Histórico, é uma das mais importantes imagens sacras brasileiras, conhecida popularmente como ‘Virgem de Anchieta’. Feita de barro cozido (cerâmica), a sua origem ainda é assunto de discussão entre os muitos especialistas que a estudaram. Segundo alguns

historiadores, a santa teria sido trazida por José de Anchieta ao Brasil em 1554.

MONUMENTO A ANCHIETA

– Esculpido pelo escultor Luiz Morrone, mesmo autor do desenho do brasão do Estado de São Paulo, em 1956, o monumento retrata a passagem do padre por Itanhaém. Está na Praça Narciso de Andrade, no Centro Histórico. CARTA DE BATISMO

– Dentro do Museu Conceição de Itanhaém (antiga casa de Câmara e Cadeira), na Praça Narciso de Andrade, há um documento muito raro: cópia da carta de Batismo do Padre José de Anchieta. CAMA DE ANCHIETA – Encravada entre os costões da Praia da Gruta e da Praia do Sonho, a formação rochosa foi o local escolhido pelo padre para buscar repouso e inspiração. Veja matéria completa com muito mais detalhes no site reporterreginal.com.br e no nosso facebook.com/ jornaloreporter


Edição 92 - 22 de março a 12 de abril de 2014

Regional

BRUNO NERI / JORNAL O REPÓRTER

Peruíbe devolve dinheiro do novo hospital ao Estado

Mesmo com verba para construção, nenhum tijolo foi colocado no local

A prefeitura de Peruíbe está devolvendo mais de R$ 3 milhões para o Governo do Estado de São Paulo. A informação veio a público, após discurso do vereador Dr. Luiz Mauricio (PSDB), que leu na sessão do último dia 19, o Projeto de Lei do Executivo, 13/2014, que autoriza a abertura de crédito adicional especial. Na justificativa do projeto, a prefeita Ana Preto (PTB) explica que a devolução do recurso ao Governo do Estado de São Paulo, se dará pela não utilização do dinheiro até o momento. A verba havia sido destinada para a construção do novo hospital da cidade.

Segundo o vereador, a prefeita quer mais dinheiro e quer mudar o projeto. “Estamos devolvendo aproximadamente R$ 3,2 milhões. Não posso deixar de mostrar a minha indignação a respeito desta situação. Vou ajudar a convencer o governador”, disse. Ele ressaltou que a obra já deveria estar ocorrendo. Por fim, Luiz Mauricio disse em seu discurso que fará o possível para que o município conquiste novamente a verba para a construção do novo Hospital. “Não vou deixar de lutar para que consigamos ter o nosso Hospital. Vou usar meus contatos pessoais.

Vou falar diretamente com o Governador para que Peruíbe consiga novamente a verba. Prefeita publicou nota no Facebook sobre o assunto

No último dia 02 foi votada a devolução técnica do valor de construção do novo hospital, um total de R$ 3.237.903,97 como formalidade necessária, segundo o secretário estadual de Saúde, David Uip, o diretor da DRS4, César Kabbach Prigenzi, e o governador Geraldo Alckmin. Informo à população que, em reuniões realizadas em datas diferentes com o diretor da DRS4, o secretário estadual da saúde e o governador do Estado, tenho a palavra e o projeto novo aprovado pela secretaria estadual de Saúde. Também me foi garantido, que imediatamente após a devolução deste recurso que fora destinado ao projeto antigo, será autorizado o repasse no valor de R$ 12 milhões para construção imediata do tão sonhado Hospital. Essa obra significará um mar-

co no avanço da saúde do nosso Município e, sem dúvida nenhuma, a principal prioridade do meu governo. Por isso, esclareço à população de que farei a devolução do valor e já estou solicitando reunião emergencial com o governador Alckmin e o secretário David Uip, para que se cumpra a palavra dada. O governador e o secretario têm meu respeito e não tenho dúvida de que efetivaremos este contrato de extrema relevância para nossa região. Tenho ainda o apoio da população, da Câmara e de prefeitos da região, que sabem as dificuldades que a saúde tem enfrentado todos os dias. Não há um só metro de obra realizada até agora com recurso antigo, em relação ao novo Hospital, que será construído atrás da UPA e AME. Especulações e falácias políticas neste momento só podem prejudicar um projeto – como afirmo, mais uma vez –, de vital importância para Cidade e região. O hospital vai acontecer. Peruíbe não pode esperar.

Saúde 03 Funcionários demitidos protestam e cobram pagamento em Peruíbe Contratados por terceirizada disseram não ter recebido salários e benefícios. LELO

O Repórter

Funcionários se reuniram com vereadores na Câmara de Peruíbe

Os 104 funcionários que eram contratados por uma empresa terceirizada e foram dispensados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, se reuniram durante a sessão do último dia 02, na Câmara de Peruíbe, para protestar. No último dia27, eles já tinham se manifestar em frente à sede da prefeitura. Eles afirmaram que não receberam salários e outros benefícios. Por esse motivo, os ex-funcionários que faziam parte da equipe técnica de enfermagem e auxiliar de enfermagem, foram cobrar o pagamento. No último dia 27, quatro representantes dos trabalhadores se reuniram com o chefe de gabinete de Peruíbe, André Isaias de Santana, e com uma representante da empresa. Desta forma, a prefeitura irá analisar o documento e fazer o repasse necessário. Lembrando que o contrato está sob intervenção desde o dia 1º de novembro do ano passado. Já a empresa Plural informou que notificou a prefeitura de que o prazo para pagamento da rescisão terminariano último dia 28, 10 dias após o comunicado de aviso prévio, para evitar multas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


Edição 92 - 22 de março a 12 de abril de 2014

Cresce número de homicídios dolosos em Peruíbe Casos de homicídio caem na Baixada Santista, mas crescem latrocínios e roubos entre as cidades da região. 628 e de 10,82% no de furOs latrocínios (roubos se- tos. Nos primeiros dois meguidos de morte) tiveram ses de 2013, o total chegava aumento em comparação a 639. Este ano, no mesmo com os dois últimos anos. período, foram registrados Em 2012 e 2013, foram re- 768. gistrados três casos nos pri- Cidades que meiros dois meses do ano. lideram criminalidade Em números absolutos, Apesar da queda do nú- Já em 2014, foram seis. Outro motivo para a pre- Praia Grande concentra mero de homicídios dolosos na Baixada Santista ocupação da população da o maior número de rounos dois primeiros meses Baixada Santista é a eleva- bos: 975. Em comparação deste ano em relação ao ção do total de roubos. De com o ano passado, houmesmo período de 2013, acordo com o levantamen- ve um aumento de 125%. os demais indicadores da to, este tipo de crime teve No ano passado, a Cidade criminalidade apresenta- um aumento de 52,7% em concentrava 433 casos nos ram aumento em toda re- comparação com o mesmo primeiros meses do ano. O gião. A região concentra período do ano passado. município também ocupa a 30 casos, contra 38 regis- Nos dois primeiros meses liderança no total de roubos trados no ano passado. Os deste ano foram registra- e furtos a carros. Somente dados foram apresentados dos 4.262 casos, enquanto neste ano, já foram regisno último dia 25, pela Se- no ano passado somaram trados 173 casos de roubo cretaria de Estado da Segu- 2.791. Os casos de furtos contra 94 delitos no mesmo também registraram eleva- período no ano passado. Já rança Pública. Mesmo com a queda no ção. Foram 6.004 este ano, a quantidade de furtos a carnúmero de homicídios do- contra 5.739 no mesmo pe- ros subiu de 218 para 235. Embora tenha registrado losos na Baixada Santista, ríodo, no ano passado. Motoristas também de- queda no número de furem duas cidades houve aumento de casos: Peruíbe e vem ficar atentos. A região tos, em comparação ao ano Guarujá, que nos primeiros também registrou alta no passado, Santos é a o munimeses do ano já concentra número de roubos e furtos a cípio da região com maior dez delitos do tipo. No ano veículos nos primeiros dois número de casos nos pripassado, neste mesmo perí- meses do ano. De acordo meiros dois meses do ano. odo, a cidade concentrava com os dados, houve um A cidade concentra 1.456 oito assassinatos. O mu- aumento de 67,46% no delitos deste tipo, o que renicípio também concentra número de roubo a carros, presenta 24,25% do total de o maior número de casos passando de 375 casos para toda a Baixada Santista.

Baixada Santista e Vale do Ribeira terão mais 200 PMs O governador Geraldo Alckmin anunciou a distribuição dos policiais que farão parte da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (DEJEM), durante entrega de 25 viaturas para a Polícia Civil na Baixada Santista e Vale do Ribeira, no último dia 29.“Aqui na Baixada serão 200 policiais a mais por dia”, informou o governador.Anunciada no último dia 27, a DEJEM é uma lei que permite que policiais militares trabalharem voluntariamente em suas folgas, com direito à remuneração. Para o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, o objetivo é reduzir os crimes, contribuindo para a sensação de segurança da populaçãoe dar mais segurança para o próprio PM.Alckmin e Grella entregaram ao delegado geral, Luiz Maurício Souza Blazeck, e ao diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter 6), Aldo Galiano Junior, 25 novas viaturas: 11 viaturas para Santos, três para Jacupiranga, três para Registro e duas para Itanhaém.

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Regional

Diretores de escolas estaduais de Peruíbe pedem mais segurança JORGE TAKUJIM

04 Segurança

Presidente da Câmara de Peruíbe, Zeca da Firenze (PV), leu ofício protocolado na Casa, pelos diretores.

Os diretores das escolas estaduais de Peruíbe pediram o apoio dos vereadores da cidade, quanto à segurança. A solicitação foi feita através de oficio protocolado na Câmara de Peruíbe, que pede mais segurança na porta das escolas e seu entorno. “Acreditamos que este ano houve um agravamento da situação, implicando em riscos para nossos alunos, professores e funcionários”, afirmaram. Eles acrescentaram ainda que “a população escolar é de enorme importância para o município e evidentemente, para o país.”. E que, portanto, aguardam providências emergenciais. Assinaram o ofício, os diretores, Marcos Aurélio da Silva, da EE Francisco Pereira da Rocha; César Augusto Bernardes Lopes, da EE José Batista Campos; Letice Conceição de Moura, da EE Carmen Miranda; Márcia Maria de Siqueira Souza, da EE Ottoniel Junqueira; Maria Aparecida Ramos Andrade, da EE Maya Alice Eckman; Suely Astolpho Vieira, da EE VitalinoBernin; Deise de Cássia Carvalho Pereira, da EE Jardim São João; Ana Lucia Fernandes Velozo, da EE Portal da Juréia; e Sandra Noemi dos Santos Ruas, da EE Luiz Abel.

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Peruíbe 05

De acordo com ação, além de irregular, este tipo de propaganda não atende aos requisitos permitidos pela lei.

Os vereadores André de Paula (PMDB), Bahia (PSB), Dr. Luiz Mauricio (PSDB) e Nilsão (PSB) protocolaram no último dia 02, no Fórum de Peruíbe, uma ação popular contra a prefeita Ana Preto (PTB). Na ação, os vereadores pedem a imediata retirada das propagandas dos postes de iluminação da cidade, considerando que a prática é proibida conforme lei municipal. Além disso, eles citam a responsabilização da prefeita municipal pela contratação desse serviço e pedem o ressarcimento do dinheiro público. Conforme lembra a ação, essa mesma “estratégia de marketing” foi usada recentemente, quando a prefeitura contratou, por valores “estratosféricos”, a cantora Ivete Sangalo para se apresentar na cidade. Segundo informa o documento, foram instalados 540 placas em postes na cidade por um valor de R$ 90 cada. Já as atuais placas, noticiam ações eventualmente praticadas pela atual administração. “Ocorre que, além de se trata-

rem de ações que ainda não se concretizaram, a colocação de placas nos postes de iluminação da cidade é proibida pelo Código de Posturas do Município (Lei Complementar 122/2008). Além disso, eles citam o artigo 37 da Constituição, dizendo que este tipo de propaganda não atende aos requisitos permitidos. “Não caracteriza uma publicidade institucional, nem tem caráter educativo, informativo ou de orientação social.” Como exemplo, eles ressaltam que muitas das realizações anunciadas no material publicitário sequer foram licitadas ainda. “Anuncia-se a reurbanização da orla central da praia, a colocação de 1.200 pontos de luz e a ampliação do monitoramento sem, ao menos, terem sido iniciados esses serviços.” A ação popular também pede, além condenação da prefeita à ressarcir o recurso pela contratação desse serviço, o reconhecimento judicial de improbidade administrativa praticada pela chefe do Executivo.

BRUNO NERI / JORNAL O REPÓRTER

BRUNO NERI / JORNAL O REPÓRTER

Propaganda em postes leva vereadores a entrarem com ação contra prefeita

Vereadores questionam propaganda de obras que não foram iniciadas, e que nem sequer foram licitadas.


06 Entrevista Especial

CARLINHOS ADMITE CANDIDA

A primeira entrevista exclusiva para um veículo da cidade, depois da morte do ex prefeito

José Carlos Rúbia de Barros, conhecido como Carlinhos, é considerado um dos principais nomes da política em Peruíbe. Vereador, presidente da Câmara, duas vezes vice-prefeito, chefe de gabinete e homem forte da administração José Roberto Preto. Desde 2008, após ser exonerado pela prefeita Julieta Omuro, não atua diretamente na vida política municipal, mas continua respeitado e reconhecido como um grande articulador político. Depois de muitos anos de parceria, negócios e amizade com a família Preto, o relacionamento entrou em crise e a parceria abalada, levando ao rompimento entre as partes. Nas últimas eleições municipais apoiou a candidata Onira, do PT. Nesta entrevista exclusiva ao jornal O Repórter Regional, Carlinhos não poupou críticas à atual administração de Ana Preto, assim como ao ex-prefeito Gílson Bargieri, e confirmou a vontade de ser pré-candidato a prefeito nas próximas eleições. Falou, também, da homenagem ao deputado federal e amigo Nelson Marquezelli, que recebeu o Título de Cidadão Peruibense. Carlinhos: “Homenagem mais do que justa. O Marquezelli é a grande raiz de Peruíbe dentro da Federação. Porque até então, nós nunca tínhamos tido uma representatividade. Quando chegou o Marquezelli aqui, que levou o nome da cidade e plantou realmente

uma árvore em Brasília. E é como eu me sinto com o Marquezelli aqui na região também. Eu sou a raiz mais profunda do Marquezelli na região. Hoje aparecem outros candidatos. É normal. E fala-se muito, mas ninguém planta a raiz. Ninguém vai lá e deixa fincada algo fora de Peruíbe. Outros vêm, trazem verbas, levam verba, passam verba pra empresas estarem levando seus lucros exorbitantes em construções aqui da cidade. RR: Mas o ex-prefeito Gilson Bargieri disse durante a homenagem ao Marquezelli, que o deputado federal Márcio França trouxe mais recursos para Peruíbe? Carlinhos: Logo após o evento, o Márcio França lançou um gráfico em alguns jornais na cidade. Se você oberservar o gráfico, verá que percentualmente o Marquezelli trouxe mais verbas do que ele. O crescimento percentual ano a ano é maior na época do Marquezelli que do Márcio França. É só dar uma olhadinha e ver que os percentuais são maiores. Na verdade, eu acho que o presidente da Câmara, Zeca da Firenze (PV)] não deveria ter dado a palavra ao Gílson, porque ele é hoje uma pessoa comum como qualquer outra, E ele usou a palavra pra ser o chato da festa. Aquele que todo mundo conhece como o chato. E ele foi o chato da cidade. As pessoas, mesmo as que gostam dele, balançaram a

cabeça com sinal de negativo pelo que ele fez. RR: Há algumas semanas muito se falou sobre um possível acordo político entre os grupos de Ana Preto e Bargieri. Você acreditava que poderia acontecer? Carlinhos: Eu não acreditava que era verdade. Mas pessoas de dentro da administração e outras ligadas ao Gílson confirmaram que era real. Eles assumiriam e os outros diriam que estavam pedindo ajuda. Pedir ajuda para quem deixou a cidade endividada é uma incompetência. O município estava devendo, naquele momento, aproximandamente R$ 14 milhões. A “máquina” toda dilapidada, sem nada. Acabou com tudo. E pedir ajuda pra quê? Eu não entendi. A administração mostrou que é incompetente, que não está apta para realizar e que precisa de ajuda...Conhecendo o Gilson como eu conheço, a atual administração deixou dois grandes carimbos na mão dele: o que fizer daqui pra frente e der certo, o Gilson vem e carimba. “Tô junto e tô do lado”. Aquilo que errar, ele tem outro carimbo: “Olha, não estão me ouvindo, por isso que deu errado.” RR: Quando você estava à frente do governo Preto, como chefe de gabinete – propôs o pacto pela governabilidade, não foi a mesmo coisa? Carlinhos: Bom, isso depende da cabeça de cada pessoa. A atitude de governabilidade que nós traçamos na época, foi para o benefício do município. Ninguém chamou ninguém para administrar. Nós tínhamos um problema nefasto na Câmara Municipal por conta de uma oposição burra. E que ele (Gílson) era o piloto desse navio. Ele que fazia essa oposição. Como o senhor José Roberto Preto não era candidato à reeleição, foi muito simples fazer um pacto pela cidade. Mas não um pacto de administração. Ninguém pediu pra ele administrar nada. Só pra ele coordenar os vereadores dele e votar nas coisas que eram boas pra cidade. RR: Outra questão que falam de você, quando estava à frente do governo Preto, é que você centralizava tudo e superprotegia o prefeito de forma que

as informações reais não chegavam até ele. O que você diz? Carlinhos: Essa questão de eu ter blindado o prefeito não é verdadeira. Porque todos que o procuravam, conversavam com ele. Ele tinha porta diferente da minha. É que ele era muito retraído. A falta de informação para ele nunca existiu. Ele não me daria a autonomia que me deu, se eu não retratasse a ele, tudo o que estava acontecendo. Todo mundo que conheceu ele, sabia como ele era. Ele dava liberdade, mas era vigiada. Fizemos um trabalho de “saneamento” na cidade. Assim como a Ana Preto pegou a cidade dilapidada agora, nós a pegamos também. Não sei se pior, ou melhor. Mas numa situação muito difícil. Porque o Gilson fala obra, obra, obra, obra e faz tanta obra que acaba fazendo obra mal feita. Temos aí quadras caindo, temos aí Parque da Cidade que gastou uma fortuna e nunca ninguém pisou lá dentro, vai virar uma favela. Temos obras que o dinheiro foi gasto e ninguém sabe com o quê. RR: Qual avaliação você faz da administração José Roberto Preto? Carlinhos: O governo José Roberto Preto pensava em administrar a cidade num contexto geral. Cuidando de cada detalhe. Falhamos? Claro. Mas sempre com a intenção de acertar. Fizemos recadastramento de tudo na cidade, tudo que você pode imaginar recadastramos. Para se ter dados na mão do que estava acontecendo na cidade. No final de três anos, além de pagar as dívidas todas, compramos uma frota enorme com máquinas, caminhões e ainda sobraram R$ 24 milhões do caixa da prefeitura e R$ 70 milhões de convênios assinados. Só pode ser uma administração boa. Ela não era politiqueira, não fazia propaganda. O marketing nosso era o trabalho. RR: Você acha que depois de todo esse tempo – 2008 pra cá – a população reconhece o que foi feito? Carlinhos: Naquela época a população já via isso. Porque nós nos elegemos com 40% e uma pesquisa um ano depois, nós tínhamos uma aceitação, pela própria “Tribuna” [segun-

do dados do IPAT – Instituto de Pesquisa A Tribuna], que nós tínhamos só 28% de rejeição. Então nós tivemos mais de 50% de rejeição dos que não votaram na gente e depois nós tínhamos 28% naquela pesquisa da “Tribuna”, um ano depois. Então quer dizer, que nós já estávamos em crescimento. Então o povo já estava entendendo o que estava acontecendo. Tanto é que o Gilson nos procurou pra saber se nós éramos candidatos. Se o Preto fosse candidato [à reeleição] ou eu fosse candidato, ele não seria, porque existia um crescimento de forma sólida com o pé no chão. RR: Se ele não tivesse morrido, o que teria acontecido? Carlinhos: Ele não seria candidato à reeleição. E eu, naquele momento, não seria candidato à prefeito também. A gente abriria espaço para outras cabeças. Nós estávamos tentando um nome dentro do grupo e surgiram vários como do Bianchi, da Onira, do Zeca. Mas esses nomes não se firmaram no contexto político para se lançar candidatura a prefeito naquele momento. Mas com certeza teríamos um candidato nosso. Eu acredito que posteriormente, o Preto voltaria a ser candidato depois de quatro anos, se ele estivesse com saúde, RR: Naquele momento surgiu a questão do Porto Brasil, que mais uma vez você tomou à frente da intermediação da prefeitura com a empresa. Você acha que se ele não tivesse morrido, o porto teria acontecido? Carlinhos: Não. O porto teve como seu o maior problema a questão indígena Estava caminhando muito bem, porém a empresa conduziu de forma errada essa questão indígena. Nós temos um estudo de 2003, [quando o ministro da Justiça era o Márcio] Thomaz Bastos, que não decretou a área como terra indígena, por causa deste estudo, que apontava o local como terra caiçara. Mas virou um jogo político. Quando a LLX [empresa de logística de Eike Batista, na época] com o poder que ela tinha, começou a distribuir cartão em todos os ministérios, na FUNAI principalmente, a coisa se inviabilizou aí. Todo mundo “cresceu o

olho” na empresa que era muito grande e começou a dificultar as coisas. RR: Algumas pessoas da cidade acusaram você de criar dificuldades para vender facilidades na questão do Porto Brasil. Hoje, passados todos esses anos, você realmente acredita que a empresa queria fazer o porto aqui? Carlinhos: O intuito da empresa foi realmente fazer o porto. Eles compraram a área sem mesmo saber se podiam fazer o porto ou não. Mas o intuito real deles, o sonho deles era o porto. Eu fui o grande fa-

“O caminh sucesso eu n Mas para o dizer sim R. Kenned frases preferida cilitador da situação. Eles pediam documentos – os funcionários são testemunhas – todo dia pela manhã já tinha solicitações de documentos que a gente encaminhava de “bate-pronto”. Nunca teve dificuldades. Sou bem quisto na empresa até hoje por conta da facilidade sem nunca sequer ter pedido um pirulito para eles. Eu fui parceiro deles na administração. RR: Com a morte do Preto, a Dra. Julieta Omuro assumiu a prefei-


Entrevista Especial 07

ATURA A PREFEITO EM 2016

o José Roberto Preto, da sua saída da prefeitura em 2008 e do insucesso do Porto Brasil. tura e exonerou você da chefia de gabinete. Ficou alguma mágoa? Carlinhos: Não podemos levar estas questões para o campo pessoal. Isso é política. O que aconteceu: ela achou que era o melhor para ela administrar. Na realidade, se for pensar bem, eu tinha realmente o governo na mão. E ela ia precisar de mim. Ela não queria estar necessitando. Eu só acho que ela errou porque tinha pouco tempo. Tinha um ano só. E ela precisava estar mais com o governo na mão. E quem teve próximo ao prefeito, quem

ho para o não conheço. insucesso é a todos” dy (Uma das as de Carlinhos). teve em todas as decisões, fui eu. Pode ter acontecido uma mágoa na saída dela da [Secretaria Municipal da] Saúde porque fui eu que conversei com ela, para sair da Saúde. E pode ser que da parte dela, tenha acontecido essa mágoa. E ela aproveitou pra me tirar. Mas eu não tenho mágoa pessoal dela. Acho uma pessoa maravilhosa. Sempre gostei muito dela. RR: O Paulão, atual homem forte do governo Ana Preto, do ponto de

vista político, foi uma das suas “crias”. Após a morte de José Roberto Preto, você teve problemas com a família Preto e aconteceu uma especie de racha entre vocês. O fato do Paulão ter ficado do lado da família e posteriormente convencido a Ana a ser candidata à prefeita lhe surpreendeu? Carlinhos: Não me surpreendeu. Conhecendo o Paulão, a gente conhece, sabe como ele é. Mas eu digo para você o seguinte: teve um momento em que nós conversamos no “posto do Roberto” e ele começou a falar que queria me levar junto com ele para fazer a campanha da Ana. Eu disse: “Paulão, faz o que você quiser, mas eu ‘tô fora’”. Eu acho que não é a melhor situação para cidade. Então, praticamente eu o avalizei a “tocar”. Não posso dizer que ele me traiu. Seria desonestidade da minha parte. Ele se envolveu com a família, a família não estava bem comigo e ele também não quis me defender. E todos que tentaram me defender, tiveram insucesso. Então, pelo que eu sei, ele ficou na dele. Não defendendo e às vezes atacando um pouquinho também, mas fez parte do contexto. Não tenho mágoa. Falar que ele é cria minha, não concordo. Porque eu não conheço bem nem meus filhos com relação ao caráter, ao jeito de ser. Cada pessoa já vem criada, já nasce com as coisas na cabeça. E ele teve perto da gente, mas sempre na parte de marketing, que fez muito bem. No jogo político, ele lê pesquisa muito bem. Mas para administrar, todo mundo sabe – ele mesmo fala isso -– que para administrar, não tinha condições nenhuma. E hoje é ele quem administra a cidade. RR: Como você vê a administração atual, com a Ana Preto prefeita? Carlinhos: Falar em nomes é ruim. Eu não consigo ver uma administração boa por motivos simplistas. Nós temos aí um orçamento onde 50% - ou mais de 50% - em folha de pagamento e nos resta pouco dinheiro. Só 50% pra administrar a cidade. Aí uma administração que terceiriza 100% do serviço público, nós temos hoje 1800 funcionários, aí eu te digo que nós devemos ter uns 250 na Saúde,

aproximadamente 600 na Educação, mais uns 200 na administração, então nós temos 1050 ativos. Aonde estão os 800 funcionários que deveriam estar fazendo muito desses trabalhos que nós fazíamos – limpeza, pintura de guia - todas essas coisas que não precisa a Litucera fazer? Não tem necessidade. Nós temos material humano pra fazer isso e muito mais. Não dá para fazer tudo com o pessoal que nós temos. Porque não temos máquinas, não temos caminhão. Mas nós temos diversos motoristas que não têm o que dirigir. Diversos maquinistas que não têm o que dirigir. Então fica difícil. Nós temos uma administração com 50% em folha de pagamento e temos aí praticamente 40% dos funcionários sem ter o que fazer. Sei de histórias de pessoas que vão lá “picar cartão” e vão pra rua. Outros ficam por ali circulando no pátio, tentando até se esconder de vergonha. Mas não tem o que fazer. E a prefeitura pagando 100% do terceirizado. Vejo também o seguinte: que hoje não precisaria de prefeito. Precisaríamos de um gestor de contrato. Se tivesse um bom gestor de contrato hoje, faria melhor que a função de prefeito. Porque é tudo terceirizado. É difícil administrar dessa forma. RR: Os recursos são curtos e para se fazer alguma coisa a mais é preciso vir dinheiro do Estado e da União. Mas para isso tem de se ter projetos. Na época do Preto, foi criado o Grupo Especial de Planejamento - GEPAM, O que aconteceu? Carlinhos: A grande falta mesmo é um departamento como o GEPAM. Podia se destruir qualquer outro departamento, menos o GEPAM. Isso aconteceu na época da [ex-prefeita] Milena [Bargieri]. Esse é o grande problema da política. Você não faz conquistas definitivas. Então você monta uma coisa boa e aquele político que vem atrás, que é um político ciumento, classifica que aquilo é bom, mas não quer aceitar. O GEPAM era a melhor coisa que tinha na prefeitura naquele momento. Melhor até que o gabinete [do prefeito]. Todos os ministérios “devolvem” dinheiro no final do ano. Se você tiver projeto lá apro-

vado tecnicamente, você recebe recurso, desde que você saiba trabalhar. Desde que você tenha uma equipe trabalhando pra isso. É um desenho político pra buscar dinheiro. Fazer só o projeto, às vezes até se torna mais fácil. Mas fazer o desenho político é mais complicado. Mas destruiu-se uma coisa que não se podia destruir. E hoje se paga o preço disso, porque você não tem os recursos de fora pra realizar obras na cidade. E o orçamento da cidade não comporta. Tanto que é que eu falo pra você que nós temos dinheiro nosso aí ainda. Já se passaram um ano da Julieta, quatro anos da Milena e mais um ano da Ana Preto e tem dinheiro nosso que não foi gasto ainda. O dinheiro do [bairro] Santa Isabel, pra retirar aquelas famílias dali, aquilo ficou tudo pronto, aprovado, já era pra ter terminado, já estar na segunda fase, que era pra ir até o postinho [de saúde] do Caraguava. O Fórum foi dinheiro que a gente deixou em caixa. Agora que voltou a mexer na obra. E tantas outras. Essa FATEC [Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo] que está chegando aqui, ela foi negociada com a Fundação CASA. E está saindo agora? Mas foi negociada naquela época. Então tantas coisas, tanto dinheiro devolvido, tantos projetos com dinheiro devolvido. O Mercado de Peixe. Quanto tempo demorou para esse mercado ficar pronto com dinheiro em caixa? Deixamos o dinheiro mais importante que tem da cidade, que nós deixamos para a segunda fase do aterro sanitário. Dinheiro em caixa, foi devolvido por interesses. Então quer dizer, deixamos muita coisa que poderia ter acontecido logo depois. Algumas aconteceram, outras aconteceram de qualquer forma, com obra de má qualidade. Muitos convênios foram devolvidos e hoje ninguém liga. As pessoas ficam pedindo aí convênio com carimbo de quem vai fazer – que a gente sabe por quê. “Ah, vai colocar televisão nas escolas. Vai colocar aquela lousa...”. A gente já sabe de onde vem, quem vai fornecer, já sabe tudo isso. Então esses são os absurdos da administração. É por isso que as pessoas falam que

eu dominava muito lá, que eu era dominador. Eu não era. Eu distribuía bastante serviço. Eu era chato, eu fiscalizava. Eu fiscalizava. RR: Como você vê a atuação dos vereadores? Carlinhos: Essa Câmara foi reformulada. E a prefeita “fez” a maioria. E mesmo ela fazendo a maioria, ela conseguiu a adesão de mais alguns vereadores de outros partidos. E a Câmara se tornou mista. Tanto é que não aprova nada que vá “melindrar” a administração. Não aprova nada que vá fiscalizar a administração. Então é uma Câmara que, na minha concepção, tirando algumas exceções, a população está sem representante de fiscalizadores. RR: O que mais você apontaria como errado na atual administração? Carlinhos: Não tem a fiscalização de cima pra baixo. Não tem a cobrança do gabinete para com os departamentos. Todo mundo vai do jeito que vai, não tem um planejamento, todos os departamentos trabalham do jeito que quiser. Os funcionários vão quando querem, se faltam ninguém dá por falta, é uma situação bem difícil, por falta de organização. E o funcionário está vendo que as coisas não andam. Está bem complicado. Quando as pessoas querem ir lá e conversar com a prefeita, não conseguem. Vão conversar com o secretário de Governo, de Planejamento. “Não tem tempo, não tem tempo”. E quando vai questionar “isso aqui está errado, faz do jeito que eu quero que faça”. A gente escuta essas conversas de pessoas que passaram por isso lá dentro. Nem sempre o funcionário pode estar certo, mas tem que ser ouvido. Não soube de nenhuma reunião com funcionário, para se falar o que pretendia da administração. Então parece mesmo que existe uma distância entre gabinete e funcionário público. RR: Duas questões importantes e recentes da cidade: a questão da Saúde - o rompimento do contrato com a Plural), a municipalização da UPA [Unidade de Pronto Atendimento] – e o transporte coletivo - o contrato com a Intersul. que foi feito na gestão do Preto. Carlinhos: Na época da concessão da Intersul, a In-

tersul ganhou, mas a gente acreditava que nem participaria, pelo preço que foi estipulado, que era muito baixo. A Intersul acabou ganhando. Fez o compromisso de colocar o número de ônibus novos. A rota foi muito estudada. Só que a Intersul já começou falhando trazendo dois ou três ônibus menos do que tinha combinado. Imediatamente a administração José Roberto Preto começou a multar. Tudo o que tinha de errado, tinha multa. O Preto estava preparado pra tirar a Intersul, mas infelizmente foi no ano que ele faleceu. A Intersul continua até hoje e virou uma Abarebebê. RR: E a terceirização da UPA e a posterior municipalização? Carlinhos: Feito de afogadilho, sem um estudo. Na realidade, o que se queria era tirar o problema de dentro do gabinete. A contratação da Plural foi muito às pressas. A gente sabe que a Plural não tinha nem condições de assumir. Todos viram onde era o escritório deles na época. Assumiu e fez o que fez. A administração pagou mal também, então não podia exigir o melhor da empresa. A prefeitura contratou mal, pensou mal. Mas eu acho que a coisa mais grave foi o enxugamento dos postos, que estão abandonados, sem estrutura e funcionários. Outra questão grave: a falta de remédio, que é a coisa mais barata que tem na Saúde. Nós pagamos de 83% a 85% de mão de obra, 17% para se fazer limpeza, todo o material de medicina e todo aquele material que é preciso pra fazer os curativos. Todo esse material, todos os insumos, todos os remédios e toda a limpeza, que custa no máximo 17%. Então como é que você pode admitir que falte remédio para uma família? É impossível. Nunca vai dar certa a Saúde enquanto faltar remédio. RR: Você é pré-candidato a prefeito em 2016? Carlinhos: Existe a possibilidade sim. Vontade eu sempre tive e acho que tenho condições de, sendo prefeito, ajudar bastante a cidade. Meu intuito seria esse. Sacrificar um pouco da minha vida pessoal, dos meus negócios, em prol da melhoria da qualidade de vida da população, porque hoje está muito precária.


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Prefeitura realiza reforma e ampliação de escolas municipais

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DIVULGAÇÃO

Garantir uma educação de qualidade é um desafio que passa, necessariamente, por investimentos em infraestrutura. É por isso que a Prefeitura de Peruíbe tem executado, desde o início do ano, serviços de reforma e ampliação em seis unidades da rede municipal de ensino.

Entre as principais obras, destacam-se a construção de novas salas de aula, troca de piso, reparos na estrutura interna e externa, além de reformas em quadras esportivas. Os serviços estão sendo realizados nas EMEF Prof. Fernando Nepomuceno Filho, EMEF Álvaro Pereira Gaspar, EMEF

Peruíbe 09

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Profª Delcelia Joselita Bezerra, EMEF José Veneza Monteiro, EMEF Profª Liliam Neri de Souza e EMEF Adriana Aparecida. O trabalho de revitalização abrange também a pintura de outras cinco unidades da rede municipal, que são: EMEI Nossa Senhora do Carmo, EMEF Leão

Novaes, EMEI Profª Rosane dos Santos, EMEF José Roberto Preto e EMEF Álvaro Pereira Gaspar. Para não prejudicar o andamento das aulas, foi elaborado um extenso cronograma de obras que vem sendo executado desde o início do ano (período das férias) e será concluído até o fim deste semestre.

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE REGISTRO E REGIÃO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – NOTIFICAÇÃO PARA RECOLHIMENTO Em atendimento ao disposto no artigo 605 da Consolidação das Leis do Trabalho, o Sindicato dos Empregados no Comércio de REGISTRO e Região, Estado de São Paulo, entidade sindical de primeiro grau, representativa dos empregados nas empresas do comércio varejista e atacadista (ou dos práticos de farmácia e dos empregados no comércio de drogas, medicamentos e produtos farmacêuticos) que compõem o 1º e 2º Grupos do Plano da CNC, no quadro a que se refere o artigo 577 da CLT, dos municípios de Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Eldorado, Sete Barras, Cajati, Jacupiranga, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Barra do Turvo, NOTIFICA as empresas do setor de que deverão descontar a contribuição sindical de seus empregados no mês de março de 2011 (artigo 582 da CLT) e efetuar o respectivo recolhimento até o dia 30 de abril de 2011 (artigo 583 da CLT) NA Caixa Econômica Federal ou nos estabelecimentos bancários nacionais integrantes do Sistema de Arrecadação dos Tributos Federais (artigo 586 da CLT). Referido recolhimento deverá ser efetuado em guias próprias ou boletos bancários, os quais já estão sendo enviados às empresas sujeitas ao desconto/recolhimento. As empresas que não receberem aludidas guias ou boletos em tempo hábil poderão solicitá-las através do telefone/fax (13) 3821-4289/ (13) 3454-1136 (Subesede Peruíbe) ou ainda através de correspondência remetida à R Esmeralda, 35, Centro, Registro/SP – CEP 11900000 ou Av. Padre Anchieta, 1461 centro, Peruíbe/SP – CEP 11750-000. As empresas inadimplentes ficarão sujeitas à multa, juros e correção monetária estabelecidas no artigo 600 da CLT, além de outras penalidades impostas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. Registro/SP, 20 de Março de 2014.

ROSEMEIRA LARA DOS SANTOS NOVAES Presidente Base Territorial: Barra do Turvo, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Ilha Comprida, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-açu, Pedro de Toledo, Peruíbe, Registro e Sete Barras.


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ORAÇÕES E AGRADECIMENTOS Oração a Santo Expedito - Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranquilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado. (Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz).


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