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JUNHO 2018

Reportagem fotogrรกfica da Gala do ISA

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ÍNDICE

FICHA TÉCNICA Edição: AEISA

EDITORIAL ................................................................ 2 MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA ................................ 3

Coordenação: Adelaide Cabral

NÚCLEOS DA AEISA ................................................. 4

Redação: Adelaide Cabral

TUNASSA .................................................................. 9

Grafismo: Adelaide Cabral

CONSELHO VETERANOS ..................................... 11

Revisão: Francisco Palma, Manuel Inácio, Vera Rcoha

DEPARTAMENTOS CONSTITUINTES DA AEISA ... 12 DEPARTAMENTO RECREATIVO ............................ 12

Colaboração: ZootecnISA, NAISA, NuBISA, NapISA, AlimenISA, Tunassa, Conselho de Veteranos, NagroISA, SolidarISA, Prof. Jorge Cadima e Prof. Sónia Talhé Azambuja.

DEPARTAMENTO DESPORTIVO ........................... 14 CONSELHO PEDAGÓGICO ................................... 16 250 ANOS JBA ......................................................... 19 PASSATEMPOS ..................................................... 24

EDITORIAL Caros leitores, Apresento-vos a 83ª edição do jornal “O Quercus”, a nossa primeira edição online e última deste semestre! Nesta edição poderão contar, mais uma vez, com uma mensagem da presidência e dos departamentos que irão apresentar o trabalho que foi desenvolvido e falar um pouco do futuro. Poderão também contar com a participação dos núcleos ZootecnISA,

NAISA,

NuBISA,

AlimentISA,

NapISA,

NagroISA, Tunassa, Conselho de Veteranos e ainda com o SolidarISA. Quaisquer dúvidas, sugestões e/ou críticas, não hesitem em enviar um e-mail para aeisa.oquercus@isa.ulisboa.pt!

Adelaide Cabral

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MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA Estimados colegas, Mais uma vez vos escrevemos neste que é o nosso tão prestigiado jornal, “O Quercus”. Neste mandato já contamos com três edições do mesmo e nada melhor do que uma boa leitura dos acontecimentos na nossa faculdade para desanuviar um pouco do stress dos exames. No âmbito do desporto, gostaríamos de convidar toda a comunidade do ISA e respetivos conhecidos a marcar presença, seja como atletas ou como espectadores, no Campeonato Nacional Universitário de Equitação que está sob a organização da AEISA. O mesmo decorrerá nos dias 7 e 8 de julho na Escola das Armas em Mafra junto do Convento de Mafra. Qualquer dúvida sobre o evento pode ser esclarecida via e-mail para o endereço desporto@aeisa.pt. Decorreu nos dias 2 e 3 de junho o Encontro Nacional de Direções Associativas, em Setúbal onde a AEISA marcou presença e fez representar o interesse dos seus estudantes em diversas temáticas. Sendo estas Ação Social e Abandono Escolar, Financiamento e Organização do Sistema de Ensino Superior, Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e a Lei de Bases do Sistema Educativo. Como todos sabemos, o nosso muy nobre Instituto está a passar por uma fase de mudança. Ao longo do presente mês, tem-se observado a renovação dos órgãos de escola. No que ao Conselho de Escola e ao Conselho Pedagógico diz respeito, a comunidade estudantil elegeu os seus representantes. A nível da Assembleia de Escola, os elementos da AEISA, juntamente com a comunidade do ISA que possuía direito a voto, elegeram o seu Presidente, a Professora Isabel Maria Nunes de Sousa. Ainda não decorreram as eleições para o Conselho de Gestão, mas certamente que a próxima presidência do ISA irá honrar a sua história centenária e todos os costumes que tanto orgulho dão aos apaixonados por esta casa. No que à ação social diz respeito, a AEISA assinou no passado dia 24 de maio um protocolo com a AJUDE- Associação Juvenil para o Desenvolvimento com a finalidade de aproximar a comunidade do ISA às crianças da Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo para combater o insucesso escolar. Dentro da mesma temática, a AEISA irá receber no próximo dia 11 de julho um conjunto de crianças da Escola Básica Armando Guerreiro para dar um belo passeio pela Tapada e para sensibilizar as mesmas sobre o mundo rural e os cuidados que se devem ter. Despedimo-nos com a nota de que o início do próximo semestre estará repleto de surpresas com a realização da Semana do Caloiro 18’. Contamos com a ajuda de todos para que a receção aos novos alunos tanto nas inscrições como nas semanas que as seguem, seja, mais uma vez, inesquecível! Umas ótimas férias e vemo-nos na próxima edição, Saudações Agronómicas, Inês Fernandes, Manuel Inácio 3


NÚCLEOS DA AEISA ZootecnISA – Núcleo de Engenharia Zootécnica do Instituto Superior de Agronomia Aproveitamos esta edição do Quercus e última deste ano letivo para vos dar um panorama do que foi realizado pelo ZootecnISA até agora.

Desde o início do novo mandato que procuramos satisfazer os nossos alunos a nível Recreativo e Social, mas essencialmente a nível Científico-Cultural.

Nessa perspetiva, mantivemos as publicações nas redes sociais com notícias relativas a formações, seminários e workshops espalhados por todo o país, disponibilizámos informações referentes a oportunidades de trabalho e estágios disponíveis e ainda, novidades que poderiam ser interessantes ao nível da indústria Agro-Pecuária. Demos continuação às Jornadas Zootécnicas, constituídas por dois dias de palestras, onde fizemos uma abordagem das Perspetivas da Pecuária a Nível Nacional.

A nível de merchandising, lançámos uma campanha de jardineiras com o intuito de permitir que os nossos alunos possam comprar o material necessário para as aulas práticas na nossa faculdade, sem terem que recorrer a entidades exteriores ao ISA. Esperamos dar continuidade a esta iniciativa no próximo ano letivo.

Na semana do caloiro estaremos presentes para dar as boas vindas aos nossos caloiros e iremos participar ativamente nas atividades realizadas pela AEISA.

Resta-nos desejar sorte e sucesso para a época de exames, a todos os alunos.

Para qualquer esclarecimento ou informação adicional, não hesitem em nos contactar a partir do e-mail: zootecnisa2011@gmail.com .

Saudações Zootécnicas,

A Direção, Catarina Bento (Vice-Presidente)

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NAISA - Núcleo de Ambiente do Instituto Superior de Agronomia Damos por terminada mais uma etapa, um ano vivido com um extraordinário leque de atividades realizadas ao longo do ano, de enorme sucesso e aderência. O Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente do ISA espera ter conseguido transmitir e, de certa forma, aprofundar vários conhecimentos aos discentes ambientalistas do ISA. Projetos como o jornal “AmbientISA” mostram que os alunos são interessados e criativos ao ponto de desenvolverem iniciativas como esta e o Núcleo tem orgulho de trabalhar lado a lado com estes pioneiros de Ambiente, com um especial agradecimento à aluna Maria Teresa Santos por toda a dedicação e empenho na 1ª e 2ª edição deste jornal. Foram desenvolvidas diversas palestras com o objetivo de dar a conhecer aos alunos possíveis áreas de investigação e empregabilidade que poderão futuramente usufruir através das informações e contactos que foram fornecidos. Desde mais agradecemos à APREN e à EDP por nos ajudarem na realização destas palestras que foram muitíssimo cativantes e ricas em conteúdo. Por fim, agradecemos a todos os participantes por terem dispensado parte do seu tempo para usufruir desta oportunidade e pela sua colaboração. “Um ano bastante gratificante” é a forma como o descrevemos. O trabalho continua e regressamos no próximo ano letivo com mais energia, contamos com o contributo de todos para poderem connosco vivenciar novas experiências. O Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior de Agronomia deseja a todos os alunos e simpatizantes umas ótimas férias.

Raquel Santos

NuBISA - Núcleo de Biologia do Instituto Superior de Agronomia Durante estes últimos meses o NuBISA desenvolveu a sua maior atividade do mandato, as Jornadas da Biologia. Este ano contámos com investigadores de renome nas mais diversas áreas da biologia, como a biologia marinha, etologia, biologia da conservação entre outras. Para além disso contámos com workshops que ofereceram experiências únicas aos nossos participantes. Esperamos para o ano que vem continuar a realizar as Jornadas da Biologia que de ano para ano têm vindo a melhorar. No entanto, para que as jornadas continuem a progredir, contamos com o vosso feedback! Assim sendo, enviem os vossos comentários para o e-mail nubioisa@gmail.com. A próxima atividade do mandato será já no mês de julho na qual queremos oferecer aos nossos estudantes uma experiência na área da Astronomia. FICA ATENTO PARA MAIS NOVIDADES! Direção NuBISA

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NapISA – Núcleo de Arquitetura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia Nesta ultima edição do semestre d’O Quercus, o núcleo de arquitetura paisagista deseja a todos os alunos do nosso Instituto boa sorte para os exames e umas férias de verão tranquilas! Queríamos começar por dizer que tivemos um seminário aberto sobre “A atividade do Arquiteto Paisagista” onde contámos com a presença de vários arquitetos de renome nos quais esteve incluído o nosso professor João Nunes que foi o principal organizador do mesmo (com o apoio do NAPISA). Infelizmente a adesão por parte dos alunos na compra das camisolas de curso não foi a melhor, mas esperamos ter mais sorte no próximo semestre, onde iremos lançar outra vez os KITS de AP! Também, com muita pena nossa, não conseguimos organizar jantar de curso devido a afluência de exames e testes de todos os alunos. Este ano correu bem para o nosso núcleo, sendo que pode sempre ser melhor, mas temos esperança que para o ano supere as expectativas e que tenhamos mais adesão nas nossas atividades por parte dos estudantes. Aproveitamos para informar que a página do Facebook do NAPISA se encontra mais ativa e se tiverem alguma dúvida ou sugestão não hesitem em falar connosco.

Adelaide Cabral Direção NAPISA

AlimentISA – Nucleo de Estudantes de Engenharia Alimentar do ISA

Nesta edição gostaríamos de desejar a todos os estudantes do ISA a maior sorte para os exames finais. Queremos ainda informar que já estamos a preparar, ansiosamente, todas as atividades que temos previstas para o próximo semestre a abrir logo com a receção aos novos alunos do nosso nobre Instituto e em especial aos de Engenharia Alimentar. Vamos ter muitas surpresas para ti! Até lá, saudações alimentares.

Direção AlimentISA

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NAGROISA – Núcleo de engenharia agronómica do ISA E assim se passou mais um ano. Desde o início o NagroISA desenvolveu boas relações com a AEISA, a começar pela bastante famosa festa do “Magusto” e a acabar com a palestra dada pelo Exmo. Professor José Melo e Abreu inserida na tarde cultural sobre: “A Importância da água na agricultura: O presente e o futuro”. Durante este ano organizámos dois jantares de curso, um por semestre, onde pudemos ficar a conhecer melhor os novos caloiros e pedir conselhos aos alunos mais velhos. Disponibilizámos vários talhões de horta para por em prática a teoria que aprendemos nas aulas. Em relação a tópicos mais pedagógicos, com a ida a Idanha-a-Nova, na 1ª Edição da Roadtrip de Agronómica, os alunos que embarcaram connosco puderam conhecer GreentoGrow - inovadora empresa de Indoor Farming - e a Living Seeds - um viveiro de agricultura biológica com vista a preservar as variedades autóctones. Por fim realizámos um concurso para desenhar as novas sweats e polos de curso. Sem dúvida que o design feito por Afonso Matos Águas e Manuel Leiria foi um enorme sucesso, uma vez que foram encomendadas mais de 70 sweats e quase 40 polos. Está ainda prevista uma segunda leva para o início do próximo ano letivo, pois já foi solicitada pelos alunos de Eng. Agronómica e não só! O NagroISA já tem os olhos postos no próximo ano, com muitas surpresas e uma inesquecível prestação na Semana do Caloiro, tanto na Tarde de Núcleos como na mítica Caça ao Tesouro.

Saudações Agronómicas, Manuel Leiria – NagroISA

SolidarISA Este ano, em termos de campanhas agrícolas, optámos por duas culturas: cebola e grão-de-bico. Aceitámos o desafio de cultivar cebolas, por parte do Banco Alimentar, por ser uma hortícola bastante consumida pela cultura portuguesa. Como foi a nossa primeira experiência com esta cultura, fizemos um ensaio de cultivares (Sonic e Springstar), duas variedades de ciclo curto e com comportamento muito semelhante, numa pequena área de sensivelmente 740m2. Realizámos a cultura em camalhão, para evitar condições de encharcamento, e optámos pelo sistema de rega por aspersão. Relativamente às operações culturais, uma vez que o período crítico das cebolas é ao longo de todo o seu ciclo e essencialmente à instalação, aplicámos por 2 vezes herbicida, tendo realizado, ainda, 2 adulações de cobertura e 2 tratamentos fungicidas para prevenir e combater ataques de míldio (Peronospora destructor). Devido ao risco de infeção por parte de fungos e bactérias que poderiam originar podridões, antecipámos a colheita. Esta foi escalonada, visto que a Springstar é mais precoce que a Sonic. Pudemos, ainda, concluir que a variedade Springstar, está melhor adaptada às condições 7


edafoclimáticas da nossa Tapada, tendo apresentado maiores calibres e, consequentemente, uma maior produtividade. A antecipação da data de colheita levou a um menor encascamento das cebolas, no entanto, este não foi prejudicial devido ao rápido escoamento do Banco Alimentar. Foram entregues cerca de 3 toneladas graças a todos os patrocinadores, professores (essencialmente os professores do Departamento de Proteção de Culturas – Prof. Arlindo Lima, Profª Ana Paula Ramos, Profª Helena Oliveira, Prof. José Carlos Franco), colaboradores e voluntários. O nosso muito obrigado a todos! Por outro lado, a escolha do grão de bico acaba por ser uma escolha estratégica no sentido de gestão de mão de obra e de recursos. Neste momento, encontra-se no campo no estado de enchimento do grão. Para a preparação da cama da semente, foi realizada uma gradagem cruzada para combater as infestantes presentes promovendo o seu enterramento e, ainda, uma passagem de escarificador cruzada, de modo a permitir uma maior profundidade de sementeira. Foi semeado em linhas simples com condução assistida por sinal RTK (permite maior precisão em relação ao sinal GPS). Foi realizada uma adubação para o arranque da cultura e aplicação de herbicida. Apesar da aplicação de herbicida, devido à primavera atípica, tivemos bastantes problemas com infestantes. Existiam claras diferenças entre a zona do campo onde se produziu forragem, no ano anterior, e na área que ficou em pousio. Assim, está para breve o término de mais uma campanha agrícola que só chegou onde chegou com o trabalho de todos Nós - Alunos e Professores, bem como, obviamente, o apoio de todos os patrocinadores! Agradecemos, mais uma vez, o apoio de todos os voluntários, porque sem eles não é possível a produção de culturas hortícolas, devido a uma significativa exigência de mão-de-obra. Deixamos como nota final, a total disponibilidade para esclarecer qualquer questão que tenham sobre o projeto ou sobre as operações realizadas às culturas, temos todo o gosto em partilhar o que aprendemos na prática! Serão sempre muito bem-vindos a contribuir nas nossas campanhas. Para o próximo ano letivo surgirão novidades, por isso continuem atentos ao Quercus bem como às redes sociais. SolidarISA

TUNASSA Depois de um ano letivo recheado de atividades, nada melhor que parar um bocadinho para fazer um balanço geral do nosso 2º semestre. Neste semestre, entre várias atuações, marcámos ainda presença em dois festivais, ambos na capital. O primeiro decorreu no mês de março na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa onde a tuna anfitriã, a Est’es La Tuna Feminina, nos proporcionou vários momentos engraçados durante o festival. De lá trouxemos os prémios de Melhor Solista, Melhor Original, Melhor Instrumental, Melhor Adaptação ao Tema, Tuna Mais Tuna e Melhor Tuna. 8


Já o segundo festival foi organizado pela tuna A Feminina, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, de onde trouxemos os prémios de Melhor Passa Calles, Melhor Instrumental e ainda umas quantidades generosas de traçadinho dentro de nós. De volta ao nosso Instituto, entre muito convívio e não esquecendo o estudo, demos continuação à tradição académica e agronómica do nosso muy Nobre Instituto com a realização da VIII Serenata Agronómica. Foi neste evento que os Caloiros tiveram oportunidade de dar início à sua vida académica com o Furo do Caloiro feito pelos Padrinhos/Madrinhas de faculdade. Já os Caloiros de 2º ano batizaram e traçaram pela primeira vez a capa, que terá muitas histórias desta vida académica para contar e recordar. À semelhança dos anos anteriores na sequência das Serenatas seguiu-se o VI Vai Rapariga. E nem o tempo conseguiu impedir que a festa se realizasse! Contámos com a presença de duas Tunas convidadas: os nossos amigos e companheiros, a Agricultuna – Tuna Académica do Instituto Superior de Agronomia, e uma tuna nossa vizinha, a VeTuna- Tuna Mista da Faculdade de Medicina Veterinária. Quanto às tunas a concurso nesta edição contámos com Estudantina Feminina de Coimbra, In’Spiritus Tuna, Lusitana e Tunafe. Todas elas contribuíram para o convívio, espírito académico e, claro, para o espetáculo. Para quem não teve a possibilidade de assistir ao nosso festival deixamos aqui um resumo dos prémios que cada uma levou para casa: Estudantina Feminina de Coimbra – Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra – Prémio do Vídeo Mais Original. In’Spiritus Tuna – Tuna Feminina da Cooperativa Egas Moniz – Prémio de Melhor Serenata, Tuna do Público, Melhor Tuna. Lusitana – Tuna Feminina da Universidade Lusíada de Lisboa – Prémio de Melhor Porta-Estandarte, Melhor Pandeireta, Melhor Solista. Tunafe – Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do Porto – Prémio de Melhor Instrumental, Melhor Original e Tuna Mais Tuna. Como um bom festival não se faz só de tunas, também queremos agradecer a todos aqueles que nos apoiaram ao longo do caminho, desde o esforço incansável dos membros da AEISA e amigos, aos guias, aos patrocínios, ao Instituto, entre muitos outros! Esperemos que a Tunassa continue a contribuir e proporcionar episódios que preencham a vida dos estudantes nesta aventura que é a vida académica. PS: Para todos os interessados e curiosos, acompanhem as nossas novidades na nossa página do Facebook - Tunassa.

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Conselho de Veteranos

No passado dia 19 de Maio, decorreu no Instituto Superior de Agronomia a Queima Agronómica, cerimónia de queima das fitas que simbolicamente encerra o ciclo académico. Foi com um enorme orgulho que o Conselho de Veteranos organizou este evento, agradecendo à AEISA por todo o auxílio prestado, à Tunassa – Tuna Feminina do Instituto Superior de Agronomia, pela disponibilidade, animação e simpatia, proporcionando a todos momentos que dificilmente sairão da memória e ao Conselho de Gestão do ISA que, apesar de não estar presente na cerimónia, gentilmente nos cedeu o espaço. Agradecemos ainda e felicitamos os 92 Finalistas presentes bem como as suas famílias que encheram o Anfiteatro de Pedra e fizeram do evento um verdadeiro sucesso! O ISA é por defeito uma escola com um ambiente único! Desde que entramos aqui pela primeira vez que nos sentimos em casa. Entramos sem saber o que nos espera e quando saímos só queremos voltar. Aos que deixam esta escola, a maior sorte no futuro e, para os que ainda cá continuam pelo mestrado ou doutoramento, que mantenham este espírito de união que sempre nos caracterizou. É tempo agora de estudo pré-exame e descanso da azáfama das aulas, da correria de chegar a horas aos testes, dos trabalhos que nunca acabam e das noites mal dormidas. A todos os que estão em exames, boa sorte! Recarreguem baterias no Verão porque Setembro espera por vocês e não falamos só na Semana do Caloiro, há aulas nos entretantos! Um viva a todos os finalistas, um viva ao ISA e, agronomia? É pra quem os tem! (As fotografias já estão disponíveis na nossa página do Facebook) P’lo Conselho de Veteranos do ISA

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DEPARTAMENTOS CONSTITUINTES DA AEISA

DEPARTAMENTO RECREATIVO

O Departamento Recreativo acaba o ano letivo e gostaria de realçar a grande prestação dos nossos alunos nos nossos eventos. Podemos afirmar que as festas de Agronomia são, mais uma vez, as melhores de Lisboa e arredores. Contámos com os nossos alunos, com muitos amigos de longe e com muitos curiosos de Lisboa que não resistiram a vir conhecer as festas da AEISA! O sucesso dos eventos deve-se à dedicação e trabalho desta Direção, de termos sempre em mente que as festas são para os estudantes se divertirem e aproveitarem ao máximo para carregarem baterias e ficarem satisfeitos, ou seja, nada pode falhar! Queremos destacar a Gala do ISA que foi excelente! Obrigado aos maravilhosos finalistas que fizeram muito bem o seu trabalho, divertirem-se ao máximo! Obrigado pelos elogios que temos ouvido. É por estes elogios e pelo contentamento dos estudantes que trabalhamos e estamos aqui para carregar esta grande responsabilidade. Sentimos que depois das discussões, dos stresses e de muitas noites mal passadas a nossa recompensa é ver os sorrisos, a animação e a felicidade dos nossos alunos e nada mais esperar em troca pela honra de servir este Instituto. Muito obrigado! A Semana do Caloiro 2018 está a chegar e vai ser melhor que nunca. Tragam os amigos e venham aproveitar o melhor início de aulas de Lisboa. Contamos também com os veteranos para estarem presentes a ensinar os valores e ideais do nosso Instituto aos caloiros. Mal podemos esperar para ter no ISA os nossos novos colegas! Umas boas férias e venham com vontade para “as aulas” em setembro! Agronomia é para quem os tem!

Melhores cumprimentos, Francisco Palma Coordenador do Departamento Recreativo

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GALA DO ISA

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DEPARTAMENTO DESPORTIVO

Este ano foi um ano cheio de voltas e reviravoltas, de vitórias e algumas desilusões também, mas mais notável ainda é a enormíssima dedicação e determinação dos nossos atletas sempre entusiasmados para representar este grande Instituto. E a nossa equipa de voleibol feminino, não é de todo uma exceção. Desafiando todas as expectativas, demonstrando que apesar de ser uma equipa recentemente formada, isso em nada influenciou o seu empenho, a sua vontade de ganhar e de chegar à primeira divisão. Foi um trabalho contínuo, muito suor, muitas lágrimas. No entanto, nunca esquecendo que nem sempre o importante é ganhar, mas sim saber valorizar tudo aquilo que se aprendeu e se criou no processo. Passando em primeiro na fase de grupos, acabaram por perder nas meias finais, ficando assim nas 4 melhores equipas da segunda divisão dos campeonatos universitários de Lisboa. No que diz respeito ao futsal, a par com o voleibol, obtiveram resultados positivos, lutando pela subida para a primeira divisão por duas vezes (meias finais e 3º e 4º) mas com algum azar à mistura acabámos por não conseguir a subida. Ainda assim é notável a entrega dos atletas durante toda a prova. O futebol é desde há muitos anos supervisionado pelo lendário Alberto Gonçalves, figura carismática no ISA, que conta com inúmeros anos de experiência neste desporto. Nos últimos anos, a AEISA tem estado na segunda divisão do campeonato universitário de Lisboa, contudo neste último ano obtivemos melhores resultados, subindo assim de divisão. Quanto ao rugby, fomos apurados para fase nacional que foi disputada em Aveiro, conseguindo um 4º lugar nacional, disputado contra as melhores equipas do país.

Departamento desportivo

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Desporto AEISA

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Conselho Pedagógico: balanço de um mandato

Quero agradecer ao Quercus o convite para fazer um balanço da atividade do Conselho Pedagógico do ISA no mandato que agora terminou (Março 2014 a Maio 2018). É boa prática avaliar o que correu bem e mal durante um mandato, a fim de poder melhorar a atividade dos órgãos de gestão.

Balanços mais pormenorizados da atividade do CP foram já feitos, quer na Assembleia de Escola de dia 16 de Abril, quer no texto aprovado na última reunião do mandato e que, tal como outros documentos relativos à atividade do CP, se encontra na página web do Conselho Pedagógico, em http://www.isa.ulisboa.pt/cp. Assim, apenas focarei alguns aspetos, e farei considerações pessoais sobre a situação pedagógica no ISA.

De entre os órgãos de gestão, o CP tem uma particularidade importante: é o único órgão com composição paritária entre docentes e estudantes. É assim um órgão ao qual os estudantes devem dar particular importância, não descurando as suas possibilidades de intervenção. De acordo com os Estatutos do ISA, o CP é o «órgão responsável pela coordenação e orientação pedagógica do ISA» (não pela orientação científica - incluindo planos de curso - que é competência do Conselho Científico). Mas as atribuições estatutárias do CP são sobretudo as de um órgão consultivo, que deve ser ouvido por outros órgãos de gestão em matérias pedagógicas, e que procura identificar e resolver problemas que inevitavelmente surgem no âmbito das atividades letivas e de avaliação.

O CP cessante assegurou o seu funcionamento regular. No quadro do calendário escolar (que é definido pelo Conselho de Gestão), elaborou os calendários de exames de cada semestre, com antecedência adequada. Tomou a iniciativa de coordenar as datas de testes das disciplinas do primeiro ano das várias Licenciaturas, a fim de evitar, ou pelo menos minimizar, um problema que se vinha verificando: a sobreposição de datas de teste num mesmo dia. Aprovou as Regras Gerais de Avaliação de Conhecimentos do ISA (com pequenas alterações em relação às que vinham de trás). Convocou reuniões com Comissões de Curso para discutir problemas de natureza específica (avaliações de conhecimentos, formas de ultrapassar algumas perturbações associadas à realização de viagens de estudo, etc.). Avaliou e deu andamento a todas as queixas e questões colocadas formalmente por alunos e professores, bem como pelo Provedor do Estudante da Universidade de Lisboa, sempre na perspetiva de procurar ultrapassar os problemas de forma construtiva e, em primeiro lugar, através da auscultação das partes e do diálogo. Deu parecer formal sobre documentos importantes para a vida do ISA (alterações de Estatutos, Estratégia de Desenvolvimento, Regulamento de Avaliação do Desempenho dos Docentes, entre outros). Participou em reuniões de outros órgãos de gestão, sempre que convidado, bem como nas reuniões do Senado Universitário e nas avaliações dos Cursos do ISA pela Agência A3ES.

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Neste mandato do CP, deu-se bastante importância aos inquéritos pedagógicos a alunos e docentes, previstos por lei como forma de avaliar a qualidade do ensino fornecido no ISA. Pela primeira vez realizaram-se inquéritos aos docentes e, também pela primeira vez, elaboraram-se relatórios de síntese que permitiram à Escola conhecer os principais resultados, que creio serem globalmente positivos para o ISA, apesar de existirem problemas que urge ultrapassar. Nas suas reuniões, o CP chegou à conclusão que o principal problema dos inquéritos é a baixa taxa de respondentes, sobretudo a partir do momento em que os inquéritos deixaram de ser preenchidos presencialmente nas aulas e transitaram para o sistema Fénix. Os representantes dos alunos no CP manifestaram a opinião que, entre as causas dessa baixa taxa de respondentes, estariam a extensão do questionário e a sensação de que os inquéritos não serviam para nada e não tinham consequências. Em consequência, o CP procedeu à reformulação dos questionários , reduzindo drasticamente o número de perguntas e criando um campo de comentários livres, e decidiu alargar o âmbito de divulgação do ficheiro contendo os resultados dos inquéritos totalizados por disciplina e por docente, que passou a ser enviado a todos os Presidentes dos órgãos de gestão, dos Departamentos e das Comissões de Curso, bem como a todos os membros do Conselho Pedagógico, ou seja, das entidades que têm responsabilidades estatutárias em matérias pedagógicas. Infelizmente, verificou-se um diferendo institucional com a Presidente do ISA que, com o Despacho 05/CG/2017 de 17.3.17, decretou que esse ficheiro apenas poderia ser enviado para o Presidente do ISA, o Vice-Presidente do Conselho de Gestão para as questões académicas e os Presidentes do CP e CC. Não irei entrar aqui nos pormenores deste processo, cuja documentação – pela parte do CP – se encontra na respetiva página web. Apenas quero reiterar que o comportamento da Presidência em todo este processo foi deselegante, ignorando durante quase um ano as tomadas de posição formais do CP, o órgão que tem afinal competência estatutária para divulgar os resultados dos inquéritos. Tomadas de posição do CP aprovadas em reunião, e por larguíssima maioria ou mesmo unanimidade, razão pela qual uso a expressão de diferendo institucional. Não é desrespeitando as competências estatutárias dos órgãos de gestão que o ISA pode ultrapassar os seus problemas. O caso não está encerrado, nem resolvido, e transita para os novos órgãos de gestão entretanto eleitos. Nos últimos dias do mandato, e já após a eleição do novo CP, a Presidente invocou o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados aprovado pela UE, afirmando que a divulgação dos resultados dos inquéritos seria uma violação desse Regulamento (que ainda não tinha entrado em vigor). Em minha opinião, trata-se de uma falsa questão, uma vez que avaliações de desempenho profissional não são dados pessoais. E considero até que sendo sigilosas, longe de proteger as pessoas, cria-se o perigo de uma utilização abusiva por parte de quem detém informação que não é do domínio público.

Uma palavra final sobre a situação pedagógica no ISA. Há problemas gerais, que resultam em primeiro lugar de anos de dramáticos cortes no financiamento do Estado ao Ensino Público e que permanecem agora através dos cortes de 4% ao ano que a Universidade de Lisboa decidiu impor ao ISA, na distribuição entre as diversas escolas da UL das verbas que recebe do Orçamento de Estado. É um problema maior e incontornável. Reflete-se no envelhecimento e diminuição do corpo docente, que se aproxima dum ponto de rutura (apesar de contratações recentes) e em alguma deterioração das condições logísticas e de apoio técnico às aulas. Há ainda uma série de pressões institucionais (verbas de financiamento, mecanismos de avaliação dos docentes, etc.) que conduzem a que o ensino seja cada vez mais visto como um complemento da atividade dos docentes, ou mesmo como um fardo. Por vezes estes problemas são agravados pós decisões 16


internas do ISA, de que é exemplo o peso desmesurado das avaliações em relação à lecionação (intensidade da avaliação contínua, duração das épocas de exame, etc.). Considero que o conjugar destes fatores é um perigo. Uma instituição universitária afirma-se na sociedade em primeiro lugar pela qualidade do ensino e formação que fornece. Creio que qualquer subestimação ou quebra neste campo seria dramático para o ISA e para o prestígio que, desde há décadas, soube granjear na parte da sociedade portuguesa que se relaciona com as suas áreas de atividade. Espero que o Instituto saiba encontrar as forças para ultrapassar esta situação, e os estudantes desempenham um papel crucial neste campo.

Jorge Cadima

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250 anos JBA Artigo originalmente publicado em AZAMBUJA, Sónia Talhé (2017) – “A Arquitetura Paisagista e a Conservação&Restauro do Jardim Botânico da Ajuda”. In GECoRPA – Grémio do Património (ed.) - Pedra & Cal, Conservação e Reabilitação. N.º 63, 2.º semestre, julho-dezembro de 2017. Lisboa: GECoRPA – Grémio do Património, pp. 50-53 (ISSN 1645-4863).

A Arquitetura Paisagista e a Conservação/Restauro do Jardim Botânico da Ajuda

Sónia Talhé Azambuja I Prof.ª Arquiteta Paisagista (ISA/ULisboa e FCT/UAlg) e Presidente da Associação dos Amigos do Jardim Botânico da Ajuda I info@soniaazambuja.com

O Jardim Botânico da Ajuda (JBA) é o primeiro jardim botânico português, fundado em 1768 por iniciativa de Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), futuro Marquês de Pombal, no reinado do rei D. José I (1714-1777), que convidou o naturalista italiano Domingos Vandelli (17351816) para dirigir as respetivas obras de construção (VANDELLI, 1768). O JBA é um jardim barroco estruturado em dois terraços com exposição sul e com vista sobre o rio Tejo. O historiador Ayres de Carvalho (1979) atribui ao arquiteto da Casa Real Manuel Caetano de Sousa (1738-1802) a autoria da balaustrada e da escadaria que fazem a transição entre os dois terraços deste jardim. A obra escultórica do JBA é relevante e está ligada a escultores como Silvério Martins, colaborador de Machado de Castro que dirigia a Escola de Escultura de Lisboa (MENDONÇA, 2008). As obras de cantaria e de várias peças escultóricas do jardim foram coordenadas pelo mestre canteiro João Gomes (MENDONÇA, 2008). Vandelli foi o primeiro diretor do JBA e, no seu tempo, a coleção botânica reunia plantas vindas dos cinco continentes e cujo número chegou a alcançar cerca de 5 000 espécies, sendo que muitas destas espécies entraram pela primeira vez em Portugal através deste jardim (BRIGOLA, 2003a; 2003b). O JBA é também considerado como a primeira instituição em Portugal dedicada ao estudo da História Natural, sendo originalmente denominado por «Real Jardim Botânico da Ajuda, Laboratório Químico, Museu de História Natural e Casa do Risco» (CASTEL-BRANCO et al., 1999). Félix de Avelar Brotero (1744-1828), autor da primeira flora portuguesa, publicada em 1804, foi o segundo diretor do JBA. O JBA é propriedade da Universidade de Lisboa, sendo gerido pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA) desde 1910. Foi no ISA que teve origem o ensino da Arquitetura Paisagista em Portugal com a criação deste curso em 1941, por Francisco Caldeira Cabral (1908-1992). A Arquitetura Paisagista é um campo que cruza arte, ciência e técnica e que nos últimos 77 anos em Portugal tem sido fundamental para o projeto de 18


conservação, restauro e salvaguarda dos jardins históricos do nosso país. O primeiro relatório final de licenciatura em Arquitetura Paisagista, elaborado em 1948 por Manuel de Azevedo Coutinho (1921-1992), sob a orientação do professor Francisco Caldeira Cabral é sobre o projeto de recuperação do JBA (COUTINHO, 1948). O referido estudo constitui a base de conhecimento sobre a qual se procedeu ao primeiro restauro do jardim após ter sido severamente destruído pelo ciclone de 1941 que assolou Lisboa. O segundo restauro do JBA, que decorreu entre 1995 e 1997 sob a coordenação da professora Cristina Castel-Branco, em conjunto com Ana Luísa Soares e Teresa Chambel, também esta equipa de restauro era formada por arquitetos paisagistas, contribuindo para a salvaguarda da sua história e cultura, levando-o a ser descoberto por um público alargado (CASTEL-BRANCO et al., 1995). Na altura do segundo restauro foi implementada, com base numa planta antiga do JBA, uma quadrícula de 1200 canteiros, organizada de acordo com áreas fitogeográficas de todo o mundo (África, Região Mediterrânica, América do Norte e Central, Ásia, Europa Central e Atlântica, Região Macaronésica, Austrália e Nova Zelândia e América do Sul) de modo a albergar a coleção botânica (Castel-Branco et al., 1999). A Associação dos Amigos do Jardim Botânico da Ajuda (AAJBA) é uma Associação sem fins lucrativos que foi fundada em 2000 com a finalidade de colaborar e apoiar a Coordenação do Jardim Botânico da Ajuda nas ações necessárias à proteção, conservação e divulgação deste notável património da cidade de Lisboa. A AAJBA1 conta com mais de 400 sócios e realiza todos os anos visitas a jardins e paisagens culturais, monumentos e museus por todo o mundo, organiza cursos de jardinagem e palestras culturais, e os proveitos conseguidos dessas iniciativas permitiram que a AAJBA financiasse e coordenasse as obras de conservação e restauro do JBA entre 2010 e 2018 no montante de mais de 150 000 €2, sem nunca recorrer a mecenato ou subsídios. A Ana Maria Lory, presidiu à AAJBA entre 2010 a 2013 e levou a cabo uma importante dinamização das viagens de turismo cultural, importante fonte de rendimento para as obras da AAJBA. No presente artigo são apresentadas as principais obras financiadas e coordenadas pela AAJBA entre 2010 e 2018, tendo como arquitetos paisagistas responsáveis Sónia Talhé Azambuja (coord.) e Miguel Coelho de Sousa. O projeto de arquitetura paisagista em património paisagístico deve seguir um conjunto de princípios que respeitem o caráter, o traçado, a composição e a autenticidade do jardim. Antes da elaboração do projeto deve fazer-se uma análise histórico-artística do jardim histórico, seguida de uma fase de síntese-diagnóstico e terminando na fase de proposta. No projeto de arquitetura paisagista devem ser seguidos princípios orientadores da intervenção baseados numa perspetiva de conservação, restauro e manutenção, selecionando-se soluções equilibradas e integradas, com o uso de materiais e técnicas que assegurem a autenticidade do jardim histórico. Adotando-se boas práticas

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No site da AAJBA podem ser consultadas todas as iniciativas www.aajba.com. No valor de 150 000 € não foi contabilizado o trabalho pro bono dos membros dos órgãos sociais da AAJBA, nem dos voluntários da AAJBA. 19 2


internacionais de acordo com princípios de intervenção das cartas e documentos doutrinários do ICOMOS, nomeadamente a Carta de Florença (ICOMOS/IFLA, 1981), a Carta de Burra (ICOMOSAustrália, 1999), o Documento de Nara sobre a Autenticidade (ICOMOS, 1994), entre outros. Com base nos pressupostos já apresentados, foram elaborados pela AAJBA três Relatórios Prévios para Bens Culturais e Imóveis e submetidos e aprovados pela Direção-Geral do Património Arquitetónico os seguintes projetos: I.

Projeto de Pavimentação do Tabuleiro Inferior do Jardim Botânico da Ajuda (2013-2014): área de 9434 m2 de saibro consolidado com cal;

II.

Projeto de Pavimentação do Tabuleiro Superior do Jardim Botânico da Ajuda (2014-2015): área de 5930 m2 de saibro;

III.

Projeto de Conservação/Restauro da Fonte Central e de dois Lagos de Bacia Circular do Jardim Botânico da Ajuda (2017/2018).

A Carta de Florença do ICOMOS-IFLA (1981), também designada por Carta dos Jardins Históricos, tem sido um importante documento doutrinal para a intervenção em jardins históricos e que foi seguida no restauro dos anos 90 do século XX, e que continua a ser importante para a ação da AAJBA. No artigo 9º da Carta de Florença é salientado que «A autenticidade de um jardim histórico é tanto uma questão de desenho e de proporção das suas partes como de composição ornamental, ou da seleção das plantas e materiais inorgânicos que o constituem.». Um dos princípios fundamentais que tem sido seguido pela AAJBA no âmbito do projeto de arquitetura paisagista no projeto de conservação/restauro do JBA é a preservação da autenticidade do lugar. E isso passa pelo respeito pela composição do jardim, pelos materiais que o constituem, e pelas técnicas adotadas. «A salvaguarda dos jardins históricos exige que os mesmos sejam identificados e inventariados. Impõe intervenções diversas, de manutenção, de conservação e de recuperação» que (ICOMOS/IFLA, 1981). Sendo o JBA classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP) por estar localizado na zona circundante do Palácio Nacional da Ajuda, as suas obras de conservação e de restauro são uma das principais preocupações na gestão deste património. Como bem classificado, todos os projetos de intervenção elaborados pela AAJBA para o JBA têm sido submetidos a aprovação prévia pela Direção-Geral do Património Cultural, entidade a que todos os bens com classificação legal de património têm de reportar. Este procedimento contribui para a garantia que o projeto que vai ser implementado não coloca em risco o património, estando dentro do espírito do Artigo 15 da Carta de Florença: «Antes de qualquer execução este estudo deverá levar a um projeto de execução a submeter a um exame e a um acordo colegial». Considera-se que os projetos de arquitetura paisagista das últimas sete décadas têm sido fulcrais para a salvaguarda do JBA, que este ano celebra 250 anos de história (1768-2018).

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Fig. 1 Obra de pavimentação com saibro consolidado com cal do Jardim Botânico da Ajuda (2013) financiadas e coordenadas pela AAJBA, sendo o empreiteiro a empresa Flora Garden Lda. © Sónia Talhé Azambuja.

Fig. 2 e 3 Antes e depois da obra de pavimentação com saibro consolidado com cal no Jardim Botânico da Ajuda (2013) obra financiada e coordenada pela AAJBA (www.aajba.com). © Sónia Talhé Azambuja.

Fig. 4 Obra de pavimentação do tabuleiro superior do Jardim Botânico da Ajuda (2015), com os jacarandás em flor. © Sónia Talhé Azambuja.

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Fig. 5 Obra de conservação/restauro da Fonte das 40 bicas do Jardim Botânico da Ajuda (2017-2018), financiada e coordenado pela AAJBA, tendo sido executada pela empresa Nova Conservação Lda., especialista em intervenção em património cultural, sob orientação do conservador/restaurador Nuno Proença. © Sónia Talhé Azambuja.

Fig. 6 A fonte das 40 bicas do JBA em fase de conclusão do restauro, em janeiro de 2018. Obra financiada e coordenada pela AAJBA, com execução pela empresa Nova Conservação Lda. © AAJBA.

AGRADECIMENTOS Um agradecimento especial aos colegas dos órgãos sociais da AAJBA (2010-2018); à Ana Maria Lory, ao Arq. Paisagista Miguel Coelho de Sousa, à Prof.ª Doutora Cristina Castel-Branco, ao João Monjardino, à Dra. Fátima Matias, aos sócios da AAJBA e a todos os voluntários e colaboradores da AAJBA que têm contribuído para a conservação/restauro do Jardim Botânico da Ajuda.

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PASSATEMPOS - Encontra a letra “A”

- Quanto custa o ovo?

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Piadas

Tenho uma amiga que não é quente nem é fria. É a Mena.

Porque é que a loira fala ao telefone deitada? Para não perder a ligação.

Qual é o contrário de rissol? Choralua.

Filho: Mãe, o armário caiu. Mãe: Avisa o teu pai. Filho: O pai já sabe, caiu em cima dele.

Porque é que as loiras encostam a calculadora à tesa durante o exame de matemática? Para fazer as contas de cabeça.

Qual é o cúmulo da rebeldia? Morar sozinho e fugir de casa.

Porque é que o pombo não bate nos outros? Porque tem pena.

O que é que uma rata faz com uma metralhadora? RATATATATATATATATA

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-Mãe! -O que foi filho? -Acho que queimei o café! -Mas como? -Sei lá, a água está preta!

Como é que o Camões perdeu o olho? A deitar um olhinho à sopa!

Como se chama um sumo que saiu da prisão? Um Frisumo!

Qual é a alternativa a um ficheiro comprimido? Um ficheiro xarope!

Para que servem óculos vermelhos? Para vermelhor.

Dois peixes a conversar: - O que é que o teu pai faz? - Nada!

CERA, é uma palavra que fica no ouvido.

Qual é o lugar mais rápido da casa? O corredor.

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Como é que as freiras secam a roupa? CONVENTO.

Porque é que o alentejano bateu na rocha? Navio.

O que é um javaqui? É um javali que está muito próximo.

Porque é que os mitras não se afogam? Porque o azeite não se mistura com água.

Qual é a melhor faculdade do mundo? O ISA, entram alentejanos e saem engenheiros.

Porque e que os alentejanos leem os jornais nas esquinas? É para o vento lhes mudar as folhas.

Sabem porque é que os alentejanos preferem apanhar azeitonas em vez de caracóis? Porque as azeitonas estão paradas.

Sabes qual é a peça da moto que os alentejanos gostam mais? O descanso!

Solução Um ovo = 4 moedas

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PARCEIROS

Triunfo da Liberdade - Quercus Bar - Posto Apícola - Clínica Veterinária de Alcântara - Meteorturtle

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Edição nº 83 - Junho 2018  

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