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Propriedade: Escola Secundária Martins Sarmento Alameda Prof. Abel Salazar - 4810-247 Guimarães Tel.: 253 513 240 | Fax: 253 511 163 Código da Escola: 402187 Director: José Manuel Teixeira Coordenação Geral: Glória Manuela Machado Grafismo e paginação: José Faria, Jorge Faria Email: esmsarmento@mail.telepac.pt Abril 2011 nº 04 Jornal da Escola Secundária Martins Sarmento

Novembro 2010 a Março de 2011

Editorial

Em destaque

Mais um porto. Mais uma chegada. Mais um sonho de novas partidas. Nem sempre a viagem é a mais confortável, nem sempre o caminho o mais curto, nem sempre o trajecto tranquilo. Todavia, inspirados pelo poeta transmontano, “corto as ondas sem desanimar./Em qualquer aventura, /O que importa é partir, não é chegar.” Por isso, com os olhos postos no porto seguinte, sempre, vamos chegando, viagem após viagem, a um novo ponto de partida. E neste círculo, circular como a vida em que todos giramos, importa não quebrar, não ceder. Alentados e impulsionados pela energia dos nossos redactores e colaboradores mais jovens, prosseguimos com entusiasmo até onde eles nos arrastarem e crédulos que da próxima vez será melhor (ainda!) a caminhada. Acreditamos que novos peixes poderão ser atraídos pelo isco e, tal como vemos crescer, dia após dia, novas paredes na nossa escola, veremos também novos redactores a colocar a sua pedra neste belo edifício. Belo, porque comum; edifício, porque construído. E nada mais belo que a harmonia das coisas construídas em conjunto, elaboradas em sintonia, amadurecidas e trabalhadas com a obstinação do escultor que cria e esculpe a sua obra. Porque sei que brevemente estaremos de novo juntos nesta caminhada, terminamos felizes. E relembramos o encanto, a esperança e o êxtase de Miguel Torga perante o renascer cíclico da natureza: “O que é bonito neste mundo, e anima,/ é ver que na vindima/ de cada sonho/ fica a cepa a sonhar outra aventura.../ E que a doçura que se não prova/ se transfigura/ noutra doçura/ muito mais pura/ e muito mais nova.”

educação sexual no ensino secundário projecto 100 riscos

Até breve, caro leitor!

Entrevista, temas, iniciativas

Projecto - p. 14

Entrevista: Projecto 100 riscos Profª Frederica Sampaio

p. 02

Opinião: Educação na Pós-Modernidade

p. 8

p. 24 Memórias da Escola: Ciclo de Cinema na ESMS: “As Nicolinas” Rui Teixeira e Melo Carlos Mesquita - Director do Cineclube

p. 10

Ano Europeu do Voluntariado: Jovens em acção

p. 28

Universo ESMS: Martins Sarmento no Medialab

p. 22

Cursos profissionais: Dez erros a evitar no estágio

p. 34

Universo ESMS: ESMS permanece no N@escolas!

p. 23

Prof.ª Glória Manuela Machado

‘O Pregão’ online em:

http://issuu.com/opregao


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Escola Secundária Martins Sarmento O Pregão

Entrevista

100 riscos Educação Sexual: Projecto

Para um melhor esclarecimento acerca deste projecto, entrevistámos a sua coordenadora, Profª Frederica Sampaio Em que consiste o projecto de “educação sexual na escola”? O “Projecto 100 Riscos”, projecto de Educação Sexual da nossa Escola, consiste essencialmente numa tentativa de ir ao encontro das necessidades dos alunos, no âmbito da reflexão e do esclarecimento relativo à vivência da sua sexualidade, de uma forma saudável e esclarecida, aplicando simultaneamente a Lei nº 60, de 2009, que determina a obrigatoriedade de aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de ensino secundário, a partir do ano lectivo 2010/2011.

Há constrangimentos na implementação do projecto? Há vários constrangimentos. Por exemplo, o facto de não existir na Escola um psicólogo efectivo desde o início do ano lectivo, nem elementos com formação na área da sexualidade, em número suficiente, para a integração no Gabinete de Apoio ao Aluno e com horas atribuídas para o fazer. No entanto, a escola tem tentado contornar estes constrangimentos. Foi constituída a Equipa Multidisciplinar de Educação para a Saúde e Educação Sexual, que integra a Coordenadora da Educação para a Saúde e Educação Sexual, a Coordenadora dos Directores de Turma e respectivos assessores, a Coordenadora dos Directores de Turma dos Cursos Profissionais, a Coordenadora de Área de Projecto, uma Professora da Área de Expressões, a Chefe dos Assistentes Operacionais, o Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação e a Coordenadora da Saúde Escolar do Centro de Saúde. Este conjunto de profissionais tem procurado trabalhar em colaboração, para a concretização dos vários pressupostos da Educação para a Sexualidade na escola. Mais recentemente, a Direcção conseguiu reunir condições para a disponibilização de uma psicóloga que se encontra já em funções na escola.

Profª Frederica Sampaio, coordenadora da Educação para a Saúde e Educação Sexual

Neste contexto, no sentido de procurar colmatar algumas situações, de ajudar e de esclarecer os nossos jovens alunos, foi organizada a visita de todas as turmas da escola ao Espaço de Saúde Jovem (ESJ). A este espaço, que funciona no antigo edifício da estação de comboios, qualquer jovem pode-se deslocar para abordar questões de saúde física, psicológica ou social. O ESJ resulta de uma parceria entre o Centro de Saúde de Guimarães, o Instituto Português da Juventude e a Câmara Municipal de Guimarães e está aberto ao público todas as tardes úteis e à 5ª feira de manhã. As referidas visitas decorrerão ao longo de todo o segundo período, tendo-se iniciado a 21 de Janeiro e, até ao momento, já ali se deslocaram 27 das 49 turmas da nossa escola. Quais as vantagens, para os alunos da escola, da implementação da educação sexual? A principal vantagem é a criação de um espaço de reflexão conjunta, de modo a que os alunos possam adoptar atitudes de bem-estar e de valores positivos em termos de sexualidade, desenvolvendo, para tal, competências no concernente ao domínio e ao controlo de

estilos de vida mais saudáveis, preparando-se de forma harmoniosa para enfrentar os desafios e experiências da vida adulta, com comportamentos sexuais, pessoais e sociais, mais responsáveis e ajustados. E inconvenientes para os alunos? Bom, o tempo para abordar e esclarecer todas as temáticas e dúvidas afins parece ser pouco, tal como referem alunos que já estão a trabalhar nas suas turmas e com os quais tenho contactado. Quais as suas expectativas perante a implementação do projecto? Conseguir que, com o empenho de todos os alunos, dos professores, do Centro de Saúde e da Equipa multidisciplinar de Educação para a Saúde e Educação Sexual, contribuirmos para uma vivência equilibrada e saudável da sexualidade pelo maior número de jovens possível, fornecendo mais um recurso para o esclarecimento e construção da sua personalidade em formação. Como se trata de um ano de implementação da educação sexual no ensino secundário e, em especial, na nossa escola, gostaria de sensi-


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bilizar os vários intervenientes neste processo para a importância do trabalho desenvolvido. Além disso, gostaria de garantir essa sensibilização e uma efectiva adesão dos docentes para esta nova realidade que implica uma abordagem diferente em termos operacionais. Por outro lado, seria óptimo sentir que os próprios alunos tiram proveito de todo o processo numa perspectiva preventiva, que situações de uma vivência da sua sexualidade de forma pouco saudável, pudessem ser atenuadas ou mesmo eliminadas. Educação sexual igual a sexo? Não, de forma alguma! A educação sexual pretende abordar os vários domínios da sexualidade. O domínio biológico da sexualidade não pode nunca ser abordado sem uma integração coerente e atenta dos domínios psico-afectivo, social e ético da sexualidade. Um corpo sexuado, com sistema reprodutor não é, de forma alguma, independente dos aspectos psicológicos de um ser humano, tais como a aceitação do corpo e da sua personalidade, o respeito pelo próprio e pelo outro, tal como não é independente do contexto social em que este ser humano vive e se relaciona. Foi fácil motivar os professores? E os alunos? Os professores, como bons profissionais, têm a preocupação de procurar cumprir a leccionação dos programas que ensinam, pelo que se mostraram preocupados em “utilizar” tempos de aula para a abordagem desta temática. Por outro lado, a educação para a sexualidade aparece como um novo tema a abordar numa aula de uma qualquer disciplina do ensino secundário, pelo que professores de algumas áreas se mostraram preocupados quanto a estarem preparados para o fazer. No sentido de procurar esclarecer e motivar os professores, procurei estar presente nas reuniões de Directores de Turma que se realizaram ao longo do primeiro período (em articulação com a Coordenadora de Directores de Turma). Dinamizei também duas sessões: uma de “Esclarecimento sobre a implementação da educação para a saúde e educação sexual na escola”, no dia 29 de Setembro, destinada a professores da escola, e outra de “Reflexão sobre a educação sexual na escola”, no dia 3 de Dezembro e destinada a professores e pais e encarregados de educação. Esta sessão foi organizada com a preciosa colaboração da Associação de Pais e Encarregados de Educação, na pessoa do seu presidente, o Sr. Fernando

Fernandes, assim como com a ajuda da Enfermeira Cristina Antunes. Para ir ao encontro das solicitações dos docentes e dos discentes, procurei a colaboração de entidades exteriores à escola, no sentido de os apoiar nos seus Projectos Curriculares de Educação Sexual da Turma. Por fim, estabeleci uma ligação entre a escola e instituições da cidade que pudessem dar uma ajuda efectiva e que se tornou preciosa na implementação da Educação Sexual, nomeadamente o Centro de Saúde, mais especificamente, o Espaço de Saúde Jovem, que a tem prestado através da Enfermeira Cristina Antunes. No entanto, à medida que os trabalhos decorrem, verifica-se que os professores, como profissionais polivalentes que são, têm trabalhado esta temática com os seus alunos com bastante empenho e dedicação. Quanto aos alunos, parece-me que estão naturalmente motivados, quer pela variedade de questões que foram convidados a colocar, anonimamente, no início do ano, quer pelo empenho no trabalho que já vêm realizando, nas suas turmas, com os respectivos professores. Será que os funcionários, os auxiliares da acção educativa da escola também têm um papel activo nesta transmissão de conhecimentos? Sim, os funcionários também têm um papel importante na abordagem de toda esta temática, assim como na implementação do projecto. Os auxiliares da acção educativa são quem, muitas vezes, se apercebem de situações especiais relacionadas com os nossos jovens alunos. Alunos que andam tristes, preocupados ou isolados, por exemplo, são frequentemente abordados e acarinhados pelos nossos auxiliares, nos corredores, no bar ou nos recreios. Tenho reparado, com satisfação, que há alunos que, para além de terem uma relação de cordialidade e carinho com alguns auxiliares, também a estes recorrem para solicitar ajuda ou alguma orientação. Como é possível implementar este projecto numa escola sem as condições ideais para tal? Com o empenho, a seriedade e a atenção de todos quantos são chamados a integrar e implementar o projecto – os alunos, os professores, a Equipa Multidisciplinar de Educação para a Saúde e Educação Sexual e a Direcção. As expectativas criadas, no início do ano lectivo, correspondem ao vivenciado

até à presente data? O que se alterou? Para melhor ou para pior? Trata-se da implementação de um projecto – o projecto 100 Riscos. Este projecto foi apresentado no início do ano lectivo ao Conselho Pedagógico e aprovado bem como o cronograma de acção e o seu envolvimento com os vários intervenientes em todo o processo. Um projecto tem objectivos e, neste caso, no âmbito dos valores e das atitudes, das competências pessoais e sociais, do conhecimento e da compreensão, mas também deve ser avaliado ao longo do tempo de implementação e, se necessário, reformulado, pelo que espero pelo final do ano e dos trabalhos desenvolvidos por todos, para uma mais esclarecedora resposta a esta questão. Apesar de tudo, posso adiantar que, aparentemente, tudo tem corrido dentro do previsto. Que actividades estão previstas para o 2º e 3º períodos? Para os 2º e 3º períodos, está prevista a realização das actividades propostas em cada turma, de acordo com os Projecto Curriculares de Educação Sexual de Turma (PCT – ES) elaborados por professores e alunos e aprovados nos Conselhos de Turma, no final do 1º período e Conselhos de Encarregados de Educação, no início de 2ºperíodo. As actividades serão, mais ou menos, visíveis de acordo com o programado em cada turma. Por exemplo, a turma 11º LH1 elaborou um cartaz subjacente ao tema “A sexualidade e os afectos” que já expôs num placard, no bar, no dia 14 de Fevereiro, dia dos namorados, por sua vez, a turma 1º PR tem já programado o visionamento de alguns filmes e uma reflexão conjunta, no âmbito do tema “Sexualidade e métodos contraceptivos”, como se encontra previsto no PCT-ES elaborado. Há ainda turmas que irão trabalhar o tema por si seleccionado, com a colaboração de profissionais da área, cuja colaboração solicitaram através da Equipa Multidisciplinar, sob a forma de pequenas palestras em agendamento. Para além destas actividades e como já referi, a realização de visitas, por todas as turmas da escola ao ESJ, que têm decorrido, com normalidade e interesse por parte de todos. O empenho, a dedicação e a colaboração de todos ajudam a alcançar um maior sucesso na implementação do projecto de Educação Sexual 100 Riscos na nossa Escola. Catarina, 11º LH; Filipe, 2º PTM


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Opinião

Dar à língua Profs.: José Manuel Teixeira e Glória Manuela Machado

Em tempos de mudança, de rotinas instaladas, de espaços ocupados, de pessoas que conhecemos, de memórias que revisitamos, no fundo de toda uma geografia de afectos tão saborosa, que inevitavelmente convocamos, apraz-nos também saborear este salto do muro. Uma escola, outrora o Liceu, transforma-se, agora, tal uma Fénix Renascida, dia após dia numa escola nova. Deambulando nos seus míticos jardins - jardins também da nossa memória - diferentes momentos, imensas aulas, convívios, desilusões, sonhos, fantasias que revolvem os antros do nosso adormecido e ilusório álbum de recordações. Sem querer, tocamos no inevitável tópico que nos persegue e progressivamente mais nos atormenta. Cristãos ou ateus, o remoto e imortal Cronos, persegue-nos. E, nesta fase de mudança, não deixa de ser oportuno relembrar o “cruel” deus grego (Saturno para os romanos), que, movido pelo temor da perda do seu trono, era capaz de devorar os próprios filhos. Transformado num mito, não perdeu, porém, até hoje a sua validade. Vemos constante e diariamente famílias, nações, povos destruírem-se pela ambição! Mas o tópico que nos move hoje é outro. Tudo muda! Até a própria mudança, segundo o nosso inolvidável Camões. E nós, perplexos, questionamo-

-nos: afinal como muda o tempo? E, assim, somos levados a pensar na forma como o concebemos e o organizamos da forma por todos conhecida e por muitos povos adoptada. O nosso calendário é fruto de uma longa gestação que atravessou vários séculos. Como tinha por principal função a regulação

das festividades religiosas, competia ao “Pontifex Maximum” (Chefe da Congregação Sacerdotal dos Pontífices) a conservação, a reforma e a vigilância do referido calendário. O calendário primitivo de Roma (ao qual o nosso remonta) recebe o nome por Numa Pompílio, segundo rei de Roma (séc. VIII

a.C.). Para este, o calendário era lunar (organizado segundo as diferentes fases da lua). O ano começava no início da primavera (prima = princípios; vera = Primavera), concretamente em Março (em homenagem ao deus Marte). Era neste mês que chegava o bom tempo e, com ele, renascia a natureza e se retomavam os trabalhos agrícolas e bélicos. Séculos mais tarde (I a.C.), com Júlio César, uma pequena revolução concedeu ao ano uma divisão matematicamente mais perfeita: o ano passa então a ser regido pelo percurso do sol, constando regularmente de 365 dias e doze meses. Cada mês passa a ter um número regular de dias, de duração par ou ímpar, alternadamente, o que facilita a sua memorização. Um mês comum estava dividido em três partes essenciais: as calendas (dia um de cada mês, dia da lua nova); as nonas (dia 5 ou 7, associado ao quarto crescente) e os idos (dia 13 ou 15, meados do mês, que coincidia com a lua cheia). Parece-nos, agora, óbvia a origem do nome “calendário”. Como se pode concluir, tantos séculos depois, o calendário julia-


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Opinião

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Assembleia da República 11ºCT2

no permanence nos nossos dias, preservando-se a forma como organizamos o nosso tempo e, com ele, a nossa vida. Curioso é observar que o calendário ocidental é quase integralmente o mesmo que foi usado pelos romanos. Poucas instituições foram conservadas tão intactas ao longo de tantos séculos! Este calendário é também abundante em conteúdos linguísticos e um cenário para narrações mitológicas variadas, que nos ajudam a entender acontecimentos históricos e institucionais, cruciais para compreendermos o passado e que serão objecto das nossa próximas digressões. (Esperamos, caros leitores, que não fiquem para as calendas gregas*!) Nota bene: Calendas gregas: expressão criada pelos romanos, que remete ironicamente para um momento vazio (para o “Dia de S. Nunca à Tarde”, “Quando às galinhas nascerem dentes” ou “Quando a vaca tossir”, diríamos hoje!), uma vez que as calendas eram um marco inexistente no calendário grego – o primeiro dia de cada mês, conforme já se referiu, mas que só existia no calendário romano.

Foi com admiração e estupeas ao telefone; de pé; a andar e, facção que saímos da Assembleia muito poucos a ouvir quem fada República no passado dia 2 de lava! Ali, sim, ali! Na Assembleia Março, às 16h. Estava proposda República, vimos que há um ta, para esse dia, uma visita ao grande desrespeito pelas norParlamento, no âmbito do tema mas de educação cívica que se “Discurso Argumentativo”, da manifesta, por exemplo, no uso disciplina de Filosofia. de pastilha elástica. À entrada Depois de muitas medidas de do Parlamento, entre as restrisegurança, aplicadas à entrada, ções que nos impuseram, enforam-nos abertas as portas e contrava-se a proibição de uso sentamo-nos na galeria. As nosde pastilha elástica. CompreenPassados 45 minutos do sas expectativas eram grandes demos, claro, as apertadas memas, logo deparamos com uma início da sessão, ainda didas de segurança exigidas e, situação que nos desiludiu: to- entravam pessoas na sala, como tal, não as questionamos das as regras de civismo básicas, atrasadas, algo que não nos é porque concordamos com elas, aquelas que nos ensinaram duran- tolerado. Em alguns compumas interrogamo-nos acerca do tadores, dislumbrava-se que te 11 anos, pelo menos, os pais e respeito por essa instituição que professores, eram esquecidas e os senhores deputados viam não foi demonstrado pelos dedesrespeitadas, à nossa frente, séries de televisão, falavam putados! por membros da sociedade cujo ao telemóvel, ou, além disso, Passados 45 minutos do início dever moral e profissional é “dar navegavam no facebook, da sessão, ainda entravam peso exemplo”. Questionamo-nos enquanto que a nós é-nos soas na sala, atrasadas, algo que sobre a importância da Assem- proibido o uso de telemóveis, não nos é tolerado. Em alguns bleia da República: é este o local de mp3, etc, nas aulas! computadores, dislumbrava-se onde se decide o que acontece no que os senhores deputados viam nosso país? séries de televisão, falavam ao Nós, adolescentes, que erramos e somos ainda telemóvel ou navegavam no facebook, enquanto que irresponsáveis, como nos dizem, somos constante- a nós nos é proibido o uso de telemóveis, de mp3, mente repreendidos quando falamos em uníssono, etc, nas aulas! quando não prestamos atenção, quando mantemos Legitimamente, e com propósito, questionamoconversas paralelas. Qual não foi o nosso espanto -nos quanto ao efectivo exemplo a seguir! O que dequando, ao entrarmos no Parlamento, deparamos vemos pensar perante este cenário? Ainda estamos com uma atitude que nos confundiu completamente! a tentar descobrir, mas só pudemos ficar desiludidos Logo num primeiro relance, observámos que o núme- com esta nossa visita, porque, objectivamente, deiro de deputados que faltavam na sala era incrível; o xou-nos sem esperança no futuro do país do qual espaço estava pouco preenchido e, por todo o lado, fazemos parte… Já agora, vale a pena pensar nisto… víamos pessoas a falar umas com as outras; pesso-


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Entrevista

Dr. Vítor Oliveira Director Cybercentro “Nosso objectivo: sermos os olhos de Guimarães para aqueles que estão cá dentro e para os que não estão” Como surgiu a ideia da criação de uma TV online para Guimarães? A “Guimarães TV” resulta do projecto “Cybercentro”, que nasceu há oito anos, mais precisamente no dia 10 de Janeiro de 2003. Um dos serviços do Cybercentro é, justamente, a realização de trabalhos no âmbito audiovisual e multimédia. Nesse sentido, no dia 24 de Junho de 2007, nasceu a “Guimarães TV”. A criação deste projecto acaba por acontecer de uma forma natural, dado que deriva de uma das especialidades do Cybercentro de Guimarães, que é, como disse, o tratamento de imagem nas suas mais diversas variantes. Quantas pessoas colaboram neste projecto e quais as suas funções na orgânica da Guimarães TV? Quando nos colocam esta questão, costumo propor o seguinte exercício: no final de um programa de televisão, seja ele qual for, contem o número de nomes que são exibidos na ficha técnica, no final desse mesmo programa. Imensos, certamente! Porque fazer televisão é mesmo assim. Envolve um vasto conjunto de pessoas que têm um papel a desempenhar na sua estrutura. Quando nos reportamos a um projecto com uma dimensão mais localizada, o universo é diametralmente oposto. Mas a verdade é que o trabalho é o mesmo, os passos a dar para conceber uma reportagem não mudam. E não há forma de atalhar. Ora, isto implica uma disponibilidade muito grande por parte das pessoas que estão envolvidas na “Guimarães TV”. Aliás, o nível de recursos hu-

manos, não existe nenhum quadro especialmente contratado para a “Guimarães TV”. Os recursos humanos do Cybercentro (5) estão acoplados à GMRtv. Até porque sabemos que o histórico de projectos desta natureza diz-nos que, ao fim de meia dúzia de meses, o entusiasmo na “alimentação” de uma televisão local acaba por se diluir. Orgulhosamente, estamos quase a completar o 4º aniversário. E, aqui, os colaboradores e voluntários da “Guimarães TV” têm um papel extremamente determinante, muitas vezes, decisivo. Até ao momento, desde a sua fundação, quais os acontecimentos mais marcantes que ocorreram na história do Cybercentro e Guimarães TV? Imensos, como devem imaginar. O desenvolvimento de uma plataforma digital para a primeira edição do Rock in Rio, em Portugal, foi um dos mais importantes. Permitiu-nos ganhar prestígio e credibilidade no mercado. A responsabilidade foi do Cybercentro de Guimarães, num trabalho efectuado de forma exemplar pelo nosso técnico, Luís Grave. Quanto à “Guimarães TV”, todos os acontecimentos são marcantes. Todos, mesmo! Sem excepção. Aí, é que reside a adrenalina de um projecto desta natureza. Nenhum dia é igual ao anterior. E nasce o fascínio! Quais os critérios e metodologia seguidos na criação de uma reportagem a emitir pela Guimarães TV?

Terá que ter uma abrangência local, preferencialmente de Guimarães. Sempre. Essa é a primeira condição. Depois, terá que interessar ao público, seja ele maioritário ou minoritário. Aliás, acho que esse tem sido o nosso “segredo”. A realização de trabalhos junto de públicos que não costumam ter “voz” tem permitido criar uma coesão que se propaga a todos os sectores da sociedade, através da recomendação de peças, de partilha de reportagens, da conversa entre amigos... Objectivos, planos e metas futuras. A nossa filosofia é pensar, paulatinamente, sem pressas de nada. Apenas com um objectivo: Sermos os olhos de Guimarães para aqueles que estão cá dentro e para os que não estão. A esse respeito, a comunidade emigrante vimaranense tem sido muito fiel à GMRtv. As estatísticas semanais são reveladoras disso mesmo. Há uma procura crescente da parte dos utilizadores que estão no exterior e que vêem na “Guimarães TV” uma janela informativa, sendo a única de Guimarães que é actualizada 24 horas por dia, nos 7 dias da semana. Que características deve reunir um repórter de imagem? Ser perspicaz, disponível, curioso q.b., profissional. Estas características são suficientes. Contudo, nós elevamos sempre a fasquia. E não nos resignamos pelo suficiente... 1º PTM


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Opinião

Educação na pós modernidade Prof. José Luciano Faria

Quando se reflecte acerca da educação, creio que nenhum pressuposto é conclusivo e afirmar que educar, pelas variantes que o condicionam, pelas inovações tecnológicas ao seu serviço, pelos seus agentes que se recusam ao mutismo do expectável, é um desafio permanente - um compromisso com o que há-de vir. É ponto assente que, no decorrer dos tempos, a educação evoluiu extraordinariamente, pois novos contextos, novas exigências, novos posicionamentos da escola, novos rostos no pensar este processo (envolvendo professores, alunos, pais, encarregados de educação...) emergiram. No entanto, há questões que permanecem no centro das preocupações de quem desempenha funções docentes, e que são intemporais: Que aluno é este que a escola precisa, hoje, de formar? De que ferramentas dispomos para lhe transmitir saberes? Que papel desempenha o mundo tecnológico na escola? Que tipo de professor devemos nós ser? Será possível construir um modelo de ensino que vá ao encontro das expectativas pessoais do aluno, num ensino de massas? Estas são algumas interrogações e exigências colocadas à educação dos dias de hoje, mais que nunca. À medida que o século avança, a educação continua a estar no centro das preocupações políticas dos países de todo o mundo. Preconiza-se uma visão valorativa do saber onde as pessoas sejam encorajadas e habilitadas a agarrar oportunidades de aprendizagem ao longo da sua vida. Daí, como nunca, se venha a exigir e esperar cada vez mais do pro-

fessor, já que dele depende, em grande parte, que esta visão se venha ou não a concretizar. Ora, então, com esta missão tão importante, como poderá o professor, num mundo em plena revolução tecnológica, das comunicações e informação, responder a todas estas novas dimensões de exigência? Em primeiro lugar, as consequências no campo do conhecimento no advento da globalização: o saber – até então de âmbito mais restrito – é, agora, extraordinariamente acessível, imediato e quase instantâneo. Se, por um lado, é importante que as escolas estejam apetrechadas com novas formas de lidar e aceder ao saber propagado por meios tecnológicos, isso pouco adianta se o acesso a esse conhecimento não for feito de forma a contribuir para um real enriquecimento cultural. Exige-se um olhar crítico e reflexivo no uso destas novas tecnologias que colocam o aluno frente a frente com o saber. Como afirma o relatório da Unesco: “Estão a emergir novas possibilidades que mostram já um poderoso impacto na satisfação básica de aprendizagem, e é visível que o potencial educativo destas possibilidades ainda mal se aproveitou”. Neste domínio, a meu ver, ao professor cabe, entre outras, duas tarefas fundamentais: a mediação e a investigação. Mediação neste processo de aprendizagem por forma a capacitar o aluno a aprender, ressaltando que o saber não está pronto e nem é absoluto. Um procurar mostrar aos alunos um ponto de vista do mundo que eles ainda desconhecem, com dedicação e com entusiasmo; uma troca de sa-

beres para que o aluno seja capaz de intervir na sua realidade a partir desse conhecimento. Para além de mediador, os professores precisam, igualmente, de ser investigadores incansáveis. Não de uma investigação que vise apenas o acumular de informações, mas sim uma pesquisa que ambicione novas técnicas de ensino, melhor aplicação dos métodos já existentes. Pensar um professor como mero transmissor do conhecimento é, de facto, pensar um professor incompleto. Cabe ao professor de hoje e de forma a concretizar uma efectiva aproximação às expectativas do aprendiz, criar situações em que é o aluno o descobridor do conhecimento. Convém não dar o prato feito, mas sim criar aventuras de descoberta do processo da sua feitura. Criar alunos produtores e transformadores de conhecimento. Na verdade, o educador também aprende enquanto ensina e o aluno enquanto aprende, também ensina. É sobejamente sabido que a escola de hoje actua voltada para variadíssimas frentes, mas somente nessa perspectiva envolvente é que poderá continuar a ocupar um lugar de destaque nas prioridades civilizacionais e no quotidiano das novas gerações. Hoje, educar marginaliza a mera instrução, superada pela sempre e renovada informação. Efectivamente, os desafios da educação nos dias de hoje vão além de instruir e informar. Os desafios são outros: “contribuir para o desenvolvimento, ajudar as pessoas a compreender e, em certa medida, a aceitar o fenómeno da


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Opinião

globalização e a fomentar a coesão social – devem ser enfrentados desde a escola primária e secundária.” (UNESCO, 1998: 13). Face a tantas transformações que o presente momento nos propicia, à escola - principal meio de difusão do conhecimento, órgão formador e espaço para a pesquisa -, cabe uma postura firme de não aceitação do fazer por fazer. A posição do professor redefiniu-se, diante da falta de compromisso, pois deixou, já há algum tempo, o seu papel redutor somente ligado ao quadro e ao giz. Uma lufada de ar fresco retemperou-o, passando a ser o agente de libertação do seu aluno, colocando, este, por sua vez, no centro da aprendizagem, dentro da escola. A escola actual tem, assim, embora não exclusivamente, o propósito de uma formação ao mesmo tempo individual e colectiva. Contudo, se no presente panorama educativo é fácil reconhecer, em relação aos alunos, desenvolvimentos acrescidos nos domínios da sociabilização, da motivação e do apelo afectivo, convém lembrar que estes domínios não podem crescer à custa de um facilitismo, que en-

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Face a tantas transformações que o presente momento nos propicia, à escola (...), cabe uma postura firme de não aceitação do fazer por fazer. A posição do professor terá, obrigatoriamente, que se redefinir diante da falta de compromisso, pois deixou, já há algum tempo, o seu papel redutor somente ligado ao quadro e ao giz.

Na verdade, o educador também aprende enquanto ensina e o aluno enquanto aprende, também ensina.

divida o rigor científico e a seriedade de uma aprendizagem honestamente alcançada. A isso refere Frederico Mayor, director geral da Unesco: “é necessário redobrar esforços no sentido de garantir que a educação ministrada é de elevada qualidade e relevante para as qualidades sociais. Isto é essencial, com efeito, se se pretende que os jovens adquiram os conhecimentos, as competências, as atitudes e os valores que necessitam para terem vidas activas e produtivas nas futuras sociedades assentes no saber” (UNESCO, 1998: 5). Conforme já referido, a nova

geração está a dar entrada num mundo em mudanças e em que todas as esferas: a científica e a tecnológica, a política, a social e a cultural devem coabitar harmoniosamente. Os contornos da sociedade futura, “baseada no conhecimento” (UNESCO, 1998: 13) estão a perfilar-se a passos largos. Mas, atendendo à nossa experiência pessoal como professores dever-nos-emos questionar quanto à real preocupação/motivação dos alunos, face à sua aprendizagem. Estarão eles cientes da importância do conhecimento na sua formação profissional e pessoal? Tão ou

mais preocupante é o papel dos encarregados de educação, neste processo educativo, mas será verdade o desabafo, muitas vezes escutado, que diz que os pais, enquanto encarregados de educação, se demitem dessas funções e delegam essas competências à escola? Mais que tirarmos conclusões, urge reflectirmos sobre estas questões, no sentido de possibilitarmos à escola condições conducentes a um ensino e a uma aprendizagem eficazes. A solução poderá, muito bem, ser conforme defende Paulo Freire: “Quanto mais se problematizam os educandos, como seres no mundo e com o mundo, tanto mais se sentirão desafiados. Tão mais desafiados, quanto mais obrigados a responder ao desafio. Desafiados, compreendem o desafio na própria acção de capacitá-lo.”


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Memórias da escola

As Nicolinas Rui Teixeira e Melo

Advogado; antigo aluno do Liceu de Guimarães

Todos os anos, na última sexta-feira de Setembro, no fim das aulas, por volta das 18 horas, a Academia Vimaranense é chamada ao Jardim do Carmo a fim de eleger, entre os estudantes das Escolas Secundárias, aqueles que os irão representar na Direcção da Academia Vimaranense e que ficarão encarregados de organizar as Festas desse ano. Aí são eleitos 10 estudantes, distribuídos por cargos desde o Presidente até ao 2º Vogal de Festas, passando pelo Tesoureiro e pelo Chefe de Bombos, cada um com atribuições mais ou menos definidas. Anos houve em que os membros da Academia Vimaranense (vulgo Comissão de Festas Nicolinas) foram menos do que os sobreditos 10, sem que as Festas, contudo, tenham perdido o seu fulgor. A partir dessa data, os estudantes eleitos, devidamente trajados, partem de porta em porta, pedindo à população vimaranense o necessário montante para que as Festas se realizem, conforme o que as pessoas quiserem e puderem dar. A primeira aparição pública oficial da Comissão de Festas realiza-se no dia 1 de Novembro, data em que a Comissão se desloca ao cemitério da Atouguia, empunhando a bandeira da Academia Vimaranense, para fazer a justa homenagem a todos os falecidos que contribuíram para as Festas, na sua organização ou pela sua participação activa. Entretanto, após esta data, os estudantes reúnem-se nas Moinas que se traduzem na oferta de lanches e beberetes por parte de famílias já previamente combinadas com a Academia. Normalmente, as Moinas oferecem sãos momentos de convívio, fazendo os estudantes um cortejo até à casa na qual a Moina é dada. Muitos estudantes aprendem a tocar caixa e bombo nestas alturas, tal como nos Ensaios que vão sendo

marcados pela Comissão, quer nas Escolas, quer em locais públicos, designadamente na Praça da Mumadona, em frente ao Tribunal. E, quando se dá pelo correr dos dias, já é o dia do Pinheiro. O Pinheiro consiste num cortejo, efectuado por milhares de estudantes, de todas as idades, tocando caixas e bombos, entoando o “toque do Pinheiro”, em que é levado o maior pinheiro da região (oferecido desde há muito, pelos proprietários da Quinta de Aldão), puxado por uma carroça de bois, desde o Cano até ao início da Avenida D. João IV. É aqui que, desde há relativamente poucos anos, o Pinheiro tem o seu “último pouso” enquanto mastro anunciador das Festas. É costume também a Comissão escrever umas quadras críticas do que se vai passando na cidade que acompanham o cortejo. Nem sempre o Pinheiro foi aí erguido, há mais de vinte anos, quando eu, enquanto estudante da Escola Secundária Martins Sarmento, participava no Pinheiro, este era erguido no terreno no qual está agora implantado o S. Francisco Centro. No entanto, o Pinheiro foi tendo diversos “pousos”, até ser arranjado o local definitivo, próximo do Monumento ao Nicolino, uma escultura de José de Guimarães. Durante todo o período das Festas devem também ser realizadas as Novenas que consistem em nove missas celebradas pela alvorada, nas quais se faz o culto ao S. Nicolau, padroeiro das Festas. O número, apesar de ter um toque próprio, tem caído em desuso, mas a Comissão faz pelo menos uma “Novena” durante o período das Festas. Espelho de uma tradição popular, as Roubalheiras são outro dos números preferidos da Comissão. Consistem num grupo de estudantes, organizados pela Comissão,

que numa determinada noite (que só eles e a PSP sabem qual é) se dedicam a surripiar tudo o que vejam à frente para depois colocar tudo o que surripiaram no Largo do Toural. Este número esteve suspenso, segundo sei, entre 1973 e 1994, porquanto começaram a entrar na Festa os verdadeiros amigos do alheio e nesse ano alguém se lembrou de descer a Avenida Conde Margaride com… uns carrinhos de choque… As Posses são outro número que, depois de ter conhecido momentos de menor fulgor, designadamente, nos anos oitenta, ressurgiram em grande forma no final da década de 90 e assim se mantêm até hoje para gáudio dos Nicolinos. Nas Posses a Comissão é acompanhada por uma banda que toca o Hino de S. Nicolau, ao som do qual os estudantes dançam. A 4 de Dezembro, todos os anos, a Comissão passa por baixo de varandas cujos donos estão previamente combinados, berrando “E venha a Posse! E venha a Posse!” ou “Que venha a Posse!” Normalmente, o dono da casa ou alguém por si convidado recita um texto em verso (não obrigatoriamente) e a final faz descer um cesto com “comes e bebes” que a Comissão recolhe num carro e que depois devolve à cidade no Magusto que é realizado na Praça de Santiago e na Praça da Oliveira, normalmente por baixo dos arcos do antigo Paço Municipal. Um dos dias que levarei para sempre na minha memória será o dia 4/12/08, no qual tive a honra de apresentar a Posse da nossa Escola, por mim escrita, consultável em www.blogdosubmarino.blogspot.com buscando as palavras “Posse do Liceu”. O dia 6 de Dezembro – dia de S. Nicolau – é reservado às Maçãzinhas que é outro dos números emblemáticos das Festas, ou não fosse ele no Dia de S. Nicolau. Neste número os rapazes estudantes vestem-se


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O Pregão que hoje se recita com liberdade foi, também ele, alvo da censura, sendo visado pela mesma durante os anos de ditadura Salazarista e havendo notícia de um pregoeiro ter sido preso por ter recitado um Pregão menos condizente com as ideias políticas da época. Daí que, ainda hoje, os elementos da Comissão de Festas usem mascarilha para taparem simbolicamente a cara.

das mais variadas maneiras, disfarçando-se, ao mesmo tempo que as raparigas se colocam numa varanda à espera que o rapaz lhe estenda uma lança na qual a menina colocará uma prenda. Trata-se de uma reminiscência dos antigos namoros que se faziam à janela e muitas vezes às escondidas de toda a gente. O número, apesar da democratização das relações, mantém o seu brilho e ainda há dois anos, um amigo e nicolino, participou nas Maçãzinhas no dia do seu casamento e dali saiu com a sua noiva para o altar… Nessa noite acontecem ainda as Danças. Este número consiste num teatro satírico, ao género revista, em que a crítica social local e nacional tem o seu palco pela voz e mestria dos Velhos Nicolinos. É normalmente um espectáculo de altíssima qualidade, que já foi encenado em vários espaços na cidade, mas ultimamente tem lugar no Centro Cultural Vila Flor. Aí os Velhos exorcizam as suas saudades, libertando em palco o estudante que ainda há em cada deles. A finalizar – no dia 7 de Dezembro – o Baile Nicolino fecha as hostilidades, com um jantar e uma noite de bailarico com uma banda e os estudantes a convidarem a sua “mais-que-tudo” para uma noite que prometem ser única. Deixei propositadamente para o fim o Pregão (a menina dos meus olhos) que tem lugar no dia 5 de Dezembro, embora já tenha sido recitado noutros dias, tal como, aliás, as Danças nem sempre tiveram lugar no dia 6 de Dezembro.

Tal qual se fazia no séc. XVIII, com o pregão real: os estudantes, em grande grupo, e com toques de caixa repicada e bombo ritmado, agreste e barulheira própria, apresentam-se à cidade apregoando as suas reivindicações e apresentando as suas críticas e desejáveis aspirações para o futuro. O Pregão começou por chamar-se o Bando Escholástico, e na feliz descrição do site da Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães é constituído por epigramas satíricos aos costumes; alusões pícaras aos sucessos escolares; amavios românticos às damas; coriscadas virulentas aos intrusos; panegíricos Camonianos aos Deuses gentilicos; brejeirices picantes às criadas e costureiras; facécias críticas aos governantes municipais, pançadas risonhas aos burgueses; hossanas campanudas à política de cada época. Enfim, os estudantes trajados de trabalho: camisa branca e lenço tabaqueiro; calça escura e barrete, as caixas e bombos antecedendo o porta-bandeira da Academia a cavalo. Aproxima-se então o coche do pregoeiro, com a multidão aconchegando-se para ouvir os ditos recitados a plenos pulmões pelo pregoeiro. O Pregão é um texto escrito em verso, ultimamente em oitavas e verso alexandrino, através do qual os estudantes dão voz ao que os entristece e ao que os alegra durante todo um ano lectivo. Escrevi, com enormíssimo orgulho, ao longo de dez anos o Pregão da Academia Vimaranense. Umas vezes mais inspirado, outras menos, certo é que o Pregão é das poucas

coisas que vai ficando de uns anos para os outros, existindo exemplares desde 1817, compilados em 1996 pela Associação de Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães em livro. O “Pregão” será, certamente, dos números mais antigos das Festas. Isto porque servia antigamente para anunciar as Festas Nicolinas, numa altura em que estas se realizavam em apenas dois dias, o dia 6 de Dezembro, dia de S.Nicolau e no dia anterior (5 de Dezembro), realizava-se o “Pregão” que tinha como objectivo apenas anunciar as Festas e proclamar pela cidade a crítica social e política. O Pregão que hoje se recita com liberdade foi, também ele, alvo da censura, sendo observado pela mesma, durante os anos de ditadura Salazarista, havendo notícia de um pregoeiro ter sido preso por ter recitado um Pregão menos condizente com as ideias políticas da época. Daí que, ainda hoje, os elementos da Comissão de Festas usem mascarilha para taparem simbolicamente a cara. Deixo aqui, para finalizar, parte de um dos meus textos, do ano de 2001: “Acorda Guimarães! O Pregão está na rua! Eu sou o porta-voz da Academia tua! Eu canto a juventude e a rebeldia E já Nicolau me deu carta de alforria. Futricas, ouvi-me, que eu por aqui não fico Porei a vossa tola em forma de penico. Se eu ouço um ai, se levantais o nariz, Acabareis molhados no velho chafariz! Outros que cá venham o Pregão avacalhar Saibam que esta hora não foi feita p´ra zurrar Porque este estudante ninguém o amansa E poderá findar, em teu rabo, minha lança. Hoje eu detenho o poder legislativo Decretei silêncio no programa festivo E se daqui vislumbro o focinho do camelo Nesse meu Decreto ao murro ponho o selo.”


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Memórias da escola

De um “louco” para os “loucos” do futuro Prof. Doutor João Ferreira Ex Professor da ESMS-jubilado Decorria o ano de 1994 quando, em reunião do 8.º Grupo (A e B), assim se designava nessa época, um “louco” decidiu apresentar um projecto megalómano, imediatamente rejeitado pelos seus pares. Já em Maio/Junho de 1995, esse mesmo “louco” voltou a expor em reunião do referido Grupo, de forma pormenorizada e habilmente cuidada, esse mesmo projecto, demonstrando a sua inabalável vontade de vê-lo incluído e executado nas actividades do ano lectivo de 1995/96. E não é que, desta vez, a recepção foi positiva e uns “semi-loucos” aceitaram o convite para fazerem parte da Comissão Organizadora?! Estávamos no crepúsculo das Jornadas Nacionais sobre a Língua Portuguesa, no dealbar das múltiplas reuniões que nos esperavam, dos contactos frequentes com os linguistas da UM, dos convites a oradores reconhecidamente distintos e a entidades oficiais, dos protocolos indispensáveis, da elaboração do programa, da divulgação da efeméride e da necessária abertura de inscrições. Período difícil, mas desmesuradamente apaixonante, para quem sempre soube equacionar o tempo, continuando a dar o seu melhor, e sem falhas, no desempenho da sua profissão. E eis que, perante um programa deveras ousado, com especialistas de renome (alguns vindos do estrangeiro), começaram a chover os telefonemas e a chegar as imparáveis inscrições que, pelo seu número, causaram, por breves momentos, embaraço à Organização. Na verdade, enviadas do Norte, Centro e Sul (Alentejo e Algarve), do Interior e Litoral, e até da vizinha Es-

panha, eram já 570 os inscritos, para um Auditório (o da Universidade do Minho) que não possuía senão 500 lugares. O que fazer? Impedir a participação a quem tinha sede (ou fome) de (in)formação? Isso seria negar o principal objectivo das Jornadas. E assim, com a devida autorização da Universidade, foram colocadas cadeiras nos espaços mais amplos do Auditório, para que todos pudessem usufruir destes momentos, que se adivinhavam sobredourados, da Língua e Literatura Portuguesas. Chegado o aprazado e ansiado dia 22 de Abril de 1996, foi no Salão Nobre do Paço dos Duques de Bragança que, completamente cheio e com uma Mesa de Honra distinta, formada por figuras públicas e académicas (o Ministro da Cultura de Cabo Verde e o Secretário de Estado das Comunidades, entre outros), foi solenemente proclamada a Abertura das Jornadas (Inter)Nacionais sobre a Língua Portuguesa e interpretado o Hino Nacional. Tal como na Sessão Solene, também os múltiplos painéis dos três dias das Jornadas foram repletos de interesse e de entusiasmo, demonstrados por uma assembleia que, de diferentes raças, comungava (e comunga) a mesma Língua. Ainda o Congresso decorria e já a fama do seu êxito e do seu valor corria o país, “obrigando” os órgãos de comunicação social (jornais, rádios e televisões) a procurar e a entrevistar, in loco, organização, oradores e participantes. E porque o êxito foi verdadeiramente total, levando, na parte final das Jornadas, os mais de quinhentos e cinquenta con-

gressistas, em pé e com fortes aplausos, a proclamarem-se “cidadãos da Língua Portuguesa no Mundo”, afirmando, entusiástica e repetidamente em coro, a máxima metamorfoseada de Fernando Pessoa “A Nossa Pátria É A Língua Portuguesa”, foi veementemente solicitado à organização o prosseguimento das Jornadas. E assim aconteceu. Estas Jornadas passaram a ser designadas como as primeiras, seguindo-se-lhes as II, III e IV como o límpido espelho do êxito das que aqui sumariamente ficam retratadas. Quinze anos estão quase passados, mas em qualquer parte do país, aquando da realização de qualquer encontro linguístico e/ou literário, ainda se fala das Jornadas de Guimarães e, consequentemente, da Escola Secundária Martins Sarmento. Ainda bem que há “loucos” que teimam na sua”loucura”. Parabéns aos “loucos” que com este “louco” trabalharam em prol da Língua Portuguesa. Com amizade para os “loucos” do futuro. O “louco”


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O Bigodes Dra. Manuela Alcântara Ex Professora da ESMS (1960-1993)

Mudámos em Janeiro de 1961, há precisamente 50 anos. Para quem vinha do velho casarão de Santa Clara, o novo Liceu era um mimo: tinha nas salas de aula mesinhas individuais com tampo de fórmica verde, laboratórios de física, de química e de ciências naturais devidamente apetrechados, oficinas, biblioteca, anfiteatros, dois ginásios, refeitório, recreios cobertos, campos de jogos… No exterior, as árvores eram ainda meninas e os arbustos recém plantados mal começavam, naquele Inverno, a lutar pela vida. Para cuidar de umas e de outros era preciso um jardineiro. Veio o Teixeira, um homem de meia-idade, simples, um pouco rude, analfabeto. Além de jardineiro, era também uma espécie de guarda-nocturno e de guarda diurno. Tinha um quarto nos baixos que dão para o recreio, onde vivia sozinho, e apenas aos domingos à tarde abandonava o Liceu e ia visitar a mulher, que continuava a morar numa aldeia vizinha. Era essa a sua única folga. Os rapazes ricos e “bem-educados”, que muitas vezes sabem ser cruéis, gostavam de correr atrás do pobre homem, chamando-lhe Bigodes e outros nomes. Então o Teixeira perdia a calma, gesticulava e chegava a dizer impropérios. Era a reacção desejada: a malta rejubilava. Fora estes episódios, o jardineiro devotava-se ao seu trabalho. Havia flores no jardim e até um marmeleiro, com cujos frutos a Emilinha da cantina fazia marmelada. Competia também ao Teixeira zelar pela

limpeza dos pátios. E corria com os parzinhos que namoravam sentados nos bancos ou à sombra das árvores, sobretudo se os encontrava aí nas horas de aulas. E ralhava, com voz grossa: “Quando é recreio, é recreio; quando é leitura, é leitura!”. Queria dizer na sua linguagem o velho jardineiro, com o seu douto saber de analfabeto aprendido com as árvores e as flores, que há tempo para tudo, e que tudo tem o seu tempo: semear, podar, colher, estudar, jogar à bola. E que, no tempo certo, é preciso empenharmo-nos a fundo na tarefa que nos compete (“Quando é leitura, é leitura!”). Ou seja: nas horas de aula, as fugas para o jardim estão proibidas. Lembro-me do Bigodes, calçado de tamancos, idoso e rezingão, para quem estudar era um privilégio que nunca tivera – ele como tantos outros. Um bem que os jovens irrequietos que o atormentavam não tinham o direito de desperdiçar. Ele bem sabia que, na Escola da Vida, nem sempre há novas oportunidades (N.O.). Bigodes era, afinal, um jardineiro filósofo. Quem diria?


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Outros tempos Eram outros tempos. Nem melhores, nem piores. Diferentes. Alunos? Uns quinhentos. Professores? Uns trinta. Como na série “Upstairs-Downstairs”, sala dos professores em cima, a dos alunos em baixo, talvez para estarem próximos dos recreios. Livros? Aferrolhados a sete chaves numa biblioteca por onde passavam apenas meia dúzia… Bar? Não havia. Cantina, sim, onde imperava a Emilinha, incontestada, cozinhando os “petiscos” possíveis, mas bem apaladados. No lugar do actual bar havia um enorme bengaleiro, deserto as mais das vezes, pois, não dispondo de funcionário responsável, poucos se atreviam a deixar lá os seus pertences. Recreios? Alcatrão de romper calças e joelhos, um para os rapazes, outro para as raparigas… Escadas? Igual, umas para eles, outras para elas… e outra especial para professores… Reprografia? Que é isso?! Acho que nem a palavra era conhecida… Uma máquina a álcool reproduzia, num vão de escada, os necessários testes de fim de período, vindo a ser substituída pelas policopiadoras e, depois, pelas fotocopiadoras recentemente chegadas ao mercado, as quais, talvez devido à sobrecarga filha da “facilidade” em fotocopiar tudo… avariavam com frequência… Se o professor era “de ideias…loucas” e queria apresentar aos alunos uma voz/ pronúncia diferente da sua… pedia licença(!) e trazia de casa o seu gira-discos… Certo é que a “licença” jamais foi negada a quem, responsavelmente, procurava sair do ram-ram rotineiro – embora nem todos estivessem “pelos ajustes” quando o “atrevimento” questionava o ”status quo”… Aos poucos, a casa fechada, interdita, guardada “ferozmente” pelo Senhor Teixeira, passou a permi-

tir o uso dos campos de jogos ao fim-de-semana, ou ao fim do dia, após as aulas; convidados vieram fazer palestras, trazer “o mundo lá de fora” para dentro dos muros da escola; filmes, exposições, discussões muitas, sobre variadíssimas questões, umas mais importantes do que outras, algumas inócuas, outras… nem tanto…actividades de lazer, promovidas por alunos e professores, jogos, exibições de grupos de ginástica, concursos…celebração do “Dia das Bruxas”, promovida por um grupo de estagiárias…tanta coisa, e tanta outra aqui não referida, trouxe esta Escola até os nossos dias… Nós, os mais velhos, sentimos que uma telha, uma pedra, uma planta, um tijolo…guardam um pouco de nós, pertencem-nos, porque lutámos sempre para “defender a honra do convento”…porque queremos poder sempre dizer, com orgulho, que fizemos parte, uns mais do que outros, é certo, desta comunidade. Resta-nos fazer votos que a remodelação que está a acontecer seja uma mais-valia, que traga comodidade e progresso, no respeito pelo que, no “antigamente”, já era de qualidade superior. E que os nossos jovens saibam reconhecer, apreciar e, principalmente, usufruir dos privilégios destes tempos, para enriquecimento pessoal e do país. MfsSantos


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Memórias da escola

Espaço dos mais velhos Professor reformado. Reformado?! Formado outra vez…? Professor aposentado?... Remetido aos seus aposentos?! Só faltava! Nem que os aposentos fossem principescos. Claro que os aposentos são importantes. Mas mais importante é a liberdade de “arejar”, de não ficar limitado ao enquadramento que até pode não ser o que idealizámos para depois de uma vida de trabalho. O mundo “lá de fora” traz-nos, por vezes, para o “mundo cá de dentro” intrusos indesejáveis. Mesmo assim, dele não se pode abdicar, faz-nos falta, nem que seja para o

rejeitarmos. O isolamento não é saudável, fomenta o egoísmo e a depressão, a vitimização ( que palavra tão feia!). Reformados? Aposentados? “Na prateleira”? Nunca! É que o pensamento é livre. E a imaginação algo de prodigioso. É preciso pô-la a funcionar. Depois…basta agir, se a tanto nos aventurarmos! Há que pôr a render os talentos que nos foram dados gratuitamente e dos quais teremos de prestar contas um dia. “Velhos” são os trapos. E até esses são recicláveis! A mente nunca “desempregada”!


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Reportagem

de visita a lisboa

Foi a 10 e 11 de Março de 2011 que as turmas 11º SE, 11º LH2, 11º CT6 e 12º LH2 partiram numa camioneta completamente lotada, às 08.45h, rumo a Lisboa. Os professores que nos acompanharam, Paula Faria, Cristina Torres, Paula Magalhães e António Moura, foram sempre muitos simpáticos connosco, gostaram deste “grupo de jovens simpáticos, bem-dispostos” e cuidaram sempre de nós. Houve, de facto, uma ligação empática entre todos. Mesmo em situações inesperadas, por exemplo, quando uma professora acompanhou uma aluna ao hospital pois teve uma forte indisposição durante a viagem, provocada pelo que se conseguiu apurar até agora, por uma intoxicação alimentar. Todos estávamos preocupados. Felizmente ela recuperou durante a noite e tivemos o prazer da sua companhia logo na manhã do último dia, 11 de Março. Outra colega também não esteve nos seus melhores dias pois, provavelmente, terá exagerado e cansou-me muito durante a viagem: tinha um pé engessado, e andava com muletas. Percorreu o mesmo caminho que todos os outros alunos, fez tudo (ou quase tudo) o que os alunos fizeram... enfim, teve forças para aproveitar a viagem como qualquer um de nós, ainda que com enorme esforço. Após muitas malas guardadas e todos os lugares ocupados, a camioneta arrancou, e seguimos o nosso caminho até à capital. Pela frente esperava-nos uma longa viagem de mais ou menos cinco horas. A primeira paragem foi feita numa estação de serviço na Mealhada, onde aproveitámos para tomar um café, comprar umas bolachas, descontrair um pouco… Demorámos uns dez minutos nesta estação, e quando toda regressou à “base”, como quem diz à camioneta, tomou os seus lugares e colocou os seus cintos de segurança, voltamos à nossa longa e demorada viagem para Lisboa. Já em Lisboa (onde chegámos já depois das 13h) fomos almoçar, num jardim próximo do Centro Comercial Colombo e aí fizemos um piquenique. Depois fomos todos ao Colombo,

para fazer umas compras e conhecer o espaço. Para continuar o nosso itinerário, partimos, rumo ao Centro Cultural de Belém. Como chegámos lá ainda muito cedo, aproveitámos esta antecipação e visitámos o Mosteiro dos Jerónimos. Ficámos pelas redondezas, a saborear o tempo, até que chegaram as 17h30 e dirigimo-nos ao CCB, onde, no exterior, encontrámos Joe Berardo, o próprio, e onde conhecemos algumas das obras de arte da sua galeria. Terminada a visita, dirigimo-nos para a camioneta, e já a anoitecer, continuámos a viagem até ao hotel - Vip Inn Miramonte, um espaço muito acolhedor e agradável. Basicamente, foi entrar, receber as chaves dos quartos, pousar

as malas e descer para jantar. Ao acabar de jantar, algumas pessoas foram para os seus quartos, outras decidiram gozar um bocado a noite, ainda que estivessem um pouco cansadas. O 12º LH2 em peso ocupou a sala de jogos do hotel, e viveu bons momentos de descontracção a conversar, jogar bilhar, matraquilhos e claro, tirar algumas fotografias para mais tarde recordar. A diversão não ficou por aqui… Depois das 02h da madrugada, já no dia 11 de Março, ouviam-se cantorias alegres e bastante agudas, um sinal de que os alunos não dispensaram uma noite de festa vivida no ambiente misterioso e enigmático de Sintra! Perderam-se dormidas, acalmaram-se ânimos, e por volta das 08h, no dia 11, tomámos um farto pequeno-almoço. Diga-se que acordámos muito cedo para sair de Sintra, pois até chegar a Lisboa, demoraríamos muito tempo, por causa da hora de ponta, ou seja, um trânsito interminável. Para isso, levámos o menos tempo possível para fazer as malas, levá-las para a mala da camioneta, tomar o pequeno-almoço, e seguir para o próximo local: a Assembleia da República. A visita à Assembleia foi talvez o momento alto desta visita de estudo. Chegámos ao edifício pouco depois das 10h e fomos apresentados e acolhidos pelo deputado Miguel Laranjeiro. Uma simpatia de senhor, ou não fosse ele um homem do norte. Para entrar na AR, outrora um convento beneditino, recorreu-se a uma entrada nas traseiras. No edifício, também designado por Palácio de São Bento, visitámos e conhecemos algumas partes como a Escadaria Nobre, a Sala D. Maria II, o Senado, a galeria de acesso à Sala do Senado, a galeria dos Presidentes, o Salão Nobre, e espaços afins. A visita não consistiu apenas na habitual visita guiada pelo edifício: tivemos a oportunidade de assistir a uma reunião plenária sobre Agricultura. Ao longo da visita, fomos interagindo com o nosso cicerone, com trocas de informações e questões. Esta foi uma experiência muito boa, enquanto cidadãos, com a qual pudemos enfati-


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zar capacidades como: caracterizar o discurso argumentativo, reflectir sobre os problemas sociais e políticos que nos influenciam a todos, compreender as funções da Assembleia, enquanto órgão de soberania do Estado. Concluída a visita, agradecemos ao deputado Miguel Laranjeiro a sua calorosa recepção ao nosso grupo vimaranense, e partimos, para almoçarmos. Como o próximo e último local a visitar era a Fundação da EDP/ Museu da Electricidade, estacionámos e ficámos nas redondezas, perto do Mosteiro dos Jerónimos e CCB. O Mc Donald´s foi o restaurante escolhido para

almoçar e, dado que o espaço era pequeno (muito pequeno para toda a clientela que lá estava), fomos, por grupos, fazer os nossos pedidos e almoçar. Após o almoço, o tempo que restou foi aproveitado para conversas, tirar mais umas fotografias, comprar uns quantos dos famosos pastéis de Belém… E chegadas as 14h, mais ou menos minutos, dirigimo-nos até ao Museu da Electricidade. A visita foi feita com o nosso grupo dividido em dois, demorando mais de duas horas. Quaisquer que fossem os guias, os seus objectivos eram que nós conhecêssemos a maquinaria original da an-

tiga Central Tejo, como se gerava a energia eléctrica, etc. Esta visita guiada e pedagógica pretendeu, assim, abordar a produção de electricidade numa central termoeléctrica, compreender, reiterar, até, a importância e os benefícios das energias renováveis, através de jovens monitores sempre dispostos a esclarecer mentes dúbias. Assim que concluímos o roteiro de viagem, entrámos na camioneta, e retomámos a viagem, desta vez de volta, para a Cidade Berço, cansados, mas mais experientes, contentes com o sucesso da viagem. Ana Margarida Martins


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Projectos

educação sexual no ensino secundário projecto 100 riscos Implementação

Temáticas:

Aqui estamos, a meio do ano lectivo de 2010/2011, o ano de implementação da educação sexual no ensino secundário e na nossa Escola. Como tem corrido? O que tem acontecido? Qual a opinião dos principais intervenientes neste processo na escola? Começou-se por apresentar os pressupostos aos pais e encarregados de educação e aos professores no início do ano lectivo. Depois, e uma vez que os nossos alunos vêm de diferentes escolas da cidade, onde já abordaram vários aspectos da sexualidade, pedimos aos alunos que, anonimamente, colocassem as dúvidas sobre aspectos da sexualidade que gostariam de ver esclarecidas. Lembramos-lhes que a sexualidade se vive não apenas no domínio biológico, mas também nos domínios psico-afectivo e social. A partir das questões colocadas pelos alunos de cada turma, que foram analisadas por membros da Equipa Multidisciplinar da Educação para a Saúde e Educação Sexual, foram definidos os temas a abordar.

10º ano 10ºAV1 10ºCT1 10ºCT2 10ºCT3 10ºCT4 10ºCT5 10ºCT6 10ºCT7 10ºLH1 10ºLH2 10ºLH3 10ºSE1 10ºTD1 10ºTD2

ORIENTAÇÃO E IDENTIDADE SEXUAL A SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS E SEXUALIDADE SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA A SEXUALIDADE E OS AFECTOS SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS SEXUALIDADE E OS AFECTOS SEXUALIDADE E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST's) SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS E SEXUALIDADE

11º ano 11ºAV1 11ºCT1 11ºCT2 11ºCT3 11ºCT4 11ºCT5 11ºCT6 11ºLH1 11ºLH2 11ºLH3 11ºSE1 11ºTD1

SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS A SEXUALIDADE E OS AFECTOS A SEXUALIDADE E OS AFECTOS SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

12º ano 12ºAV1 12ºCT1 12ºCT2 12ºCT3 12ºCT4 12ºCT5 12ºLH1 12ºLH2

SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos A SEXUALIDADE E OS AFECTOS SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos SEXUALIDADE E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST's) SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Depois, cada turma, alunos e professor responsável pela condução do projecto, elaborou um projecto de educação sexual (PCT – ES), no qual definiu objectivos e estratégias que, após aprovação, tem vindo a ser trabalhado. Foram recolhidas, anonimamente, as opiniões de alguns alunos sobre os trabalhos que têm sido desenvolvidos. As sessões sobre educação sexual têm sido muito esclarecedoras. Estas aulas são muito importantes, pois falamos de assuntos dos quais não conseguimos falar com os pais e/ ou familiares. Actualmente, muitos jovens iniciam a sua vida sexual muito cedo ou porque quiseram, ou porque os amigos disseram que já tinham feito e também querem experimentar. Por vezes, essas


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Projectos

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Paradoxalmente, só no que mexe, cresce, se reforma e muda encontramos a verdadeira segurança. Anne Morrow Lindberg

Cursos Profissionais 1ºPAS PREVENÇÃO DE MAUS TRATOS E APROXIMAÇÕES ABUSIVAS 1ºPAL SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 1ºPGSI SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 1ºPM SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos 1ºPR A SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 2ºPAS SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 2ºPAL VIOLÊNCIA E APROXIMAÇÕES ABUSIVAS 2ºPGSI SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos 2ºPM SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA – Aspectos físicos e psico-afectivos 2ºPR SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 3ºPAS SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 3ºPAL GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 3ºPGSI COMPORTAMENTOS DE RISCO E APROXIMAÇÕES ABUSIVAS 3ºPM SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 3ºPR SEXUALIDADE E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS relações correm mal, quando ocorre uma gravidez em plena adolescência ou até uma doença. Espero que estas aulas continuem. É uma boa aposta para os jovens. 11º LH2

Na minha opinião, o documentário que observámos sobre a “internet – o perigo à distância de um clique” mostra bem a ignorância de alguns jovens que querem ser iguais aos outros. Não vejo vantagem nenhuma em estar constantemente a mostrar-me e a mostrar fotos da minha vida a pessoas que eu não conheço. Aquilo que eu sou e aquilo que eu vivo só a mim diz respeito. Gosto muito mais de estar com os meus amigos pessoalmente, de lhes poder dar um abraço de falar com eles, do que lhes mandar um desenho, como “ ”. “Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.” 11ºCT1

visitas ao esj

Organizou-se, entretanto, a visita de todas as turmas da escola ao Espaço de Saúde Jovem, um espaço dinamizado pelo Centro de Saúde de Guimarães em parceria com o IPJ e a CM de Guimarães, onde os jovens se podem deslocar para solicitar esclarecimentos ou ajuda de técnicos especializados na área da saúde. Funciona todos os dias da semana durante a tarde e às 5ªfeiras de manhã, tendo sempre disponíveis um enfermeiro e um médico que, se entenderem necessário durante a entrevista realizada, encaminham o jovem para um especialista de outra área. Até ao dia de hoje,

dia 21 de Fevereiro, já ali se deslocaram 21 das 59 turmas da escola com alguns dos seus professores.


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Projectos

Enfermeira Cristina Antunes Coordenadora da Saúde Escolar “No âmbito do Projecto de Educação para a Saúde/ Sexualidade, “100 Riscos”, desenvolvido pela Secundária Martins de Sarmento, estão contempladas visitas ao Espaço Saúde Jovem com o objectivo de divulgar o mesmo, como mais um recurso existente na comunidade dirigido à saúde do jovem, e, sobretudo, desenvolver alguns conteúdos relacionados com a sexualidade. A boa disposição e entusiasmo têm sido uma referência nestes encontros, bem como a grande atenção e interesse que o tema desperta. Os jovens têm sido interventivos perante este tema sempre pertinente, particularmente na sua idade. Com algumas dinâmicas de grupo e uma conversa natural e fluida, têm sido abordados temas que permitem responder a algumas questões colocadas pelos alunos, de forma anónima, e também dar dicas para os respectivos tópicos de trabalho a desenvolver durante o ano lectivo. Mais do que um momento de prazer para quem gosta de trabalhar com jovens, têm-se vivido momentos de partilha e crescimento pessoal e social. Espero que tenha sido produtivo para alunos e professores para, finalmente, trabalharmos a sexualidade de forma assertiva e dirigida às necessidades dos nossos jovens!”

calma e paz e tem técnicos especializados que nos podem ajudar. A ida ao ESJ foi mais uma actividade que permitiu que tomássemos novamente consciência dos perigos que corremos. Fez-nos ver, mais uma vez, que a sexualidade é muito mais complexa do que achamos. Sexualidade é muito mais do que apenas o acto físico e as emoções. Na minha opinião, foi uma actividade muito interessante e com um carácter muito pedagógico, pois cada vez mais e mais a sexualidade faz parte dos nossos dias. Da maneira certa? Da maneira errada? Não sei. Depende da cabeça de cada um. Espero que estejamos todos a aprender.”

“Achei interessante a ida ao ESJ, pois é um espaço que nos ajuda psicologicamente. Faz-nos bem. Agora, depende de cada um: não querer tirar as dúvidas, por medo ou receio; ou frequentar este espaço, e ficar sem elas. Além disso, o espaço é acolhedor, transmite

Os alunos do 11ºLH3 elaboraram um cartaz de turma onde registaram uma parte do seu trabalho de reflexão sobre a “Sexualidade e os afectos”, que foi afixado, no dia 14 de Fevereiro no bar da Escola.

11º CT5, 22/02/2011

opiniões de alunos 11º ct2 “A ida ao Espaço de Saúde Jovem (ESJ) foi importante, pois aprendi coisas que nem sequer imaginei que existissem. A enfermeira do ESJ consciencializou-me para que a prática de sexo tem de ser feita com segurança e consciência; é uma coisa séria e que, muitas vezes, pode mudar radicalmente a nossa vida. Fiquei muito surpreendida com aquilo que aprendi, porque, na maioria das vezes, não estamos preparados e pensamos, com toda a certeza, que estamos.”

mas já há trabalhos expostos!

10º LH2, 23/02/2011

“A ida ao ESJ foi, para mim, das actividades mais enriquecedoras ao nível afectivo. A forma como todos se abriram em frente a todos, ultrapassando a vergonha e o receio de “julgamento”. Além disso, senti-me muito à vontade naquele sítio, a falar com a enfermeira Cristina. Ela fala connosco como se fosse um de nós, o que é raro encontrar hoje em dia num adulto (com muita pena minha e sem culpa alguma). No geral, acho que foi a actividade mais produtiva; não houve qualquer constrangimento, a não ser o tempo. Foi perfeito.” No ESJ esclareci dúvidas, conheci as fragilidades dos meus colegas, que se assemelham às minhas, e fiquei a conhecer um espaço que posso frequentar e onde terei a ajuda de profissionais que estão disponíveis para nós.”

“Consideramos que este trabalho foi complexo, mas permitiu-nos demonstrar à comunidade escolar que, para nós, a sexualidade não consiste só em contacto físico, mas também se revela em afectos, como a amizade e o carinho. Para a realização deste projecto, cada membro do grupo deu um pouco de si, do seu conhecimento. Assim, conseguimos um projecto notável, em que toda a sua elaboração valeu cada minuto gasto e esperamos que toda a comunidade escolar o reconheça.” Daniela, Estefânia, Jéssica, Tiffany, Domingos, Gil, João Luís e Pedro - 11ºLH3

Continuação de bom trabalho! A Coordenadora da Educação para a Saúde e Educação Sexual, Frederica Sampaio


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visita de estudo

biofísica na universidade do minho

visita de estudo

No dia 26 de Novembro de 2010, os alunos da turma CT1 do 10º ano realizaram uma visita de estudo, durante o período da manhã, à Universidade do Minho, mais concretamente ao Departamento de Física da Faculdade de Ciências. Acompanhados pela Directora de Turma, Drª Helena Xavier, saíram da escola por volta das 9 horas e dirigiram-se ao respectivo Departamento da Universidade. Aí, os alunos foram divididos em quatro grupos de 5 elementos, sendo-lhes atribuída a seguinte tarefa: recolher amostras de insectos e plantas no espaço circunscrito à Universidade. De seguida, um grupo de alunos dirigiu-se ao Laboratório de Biofísica para observar as amostras ao microscópio electrónico, enquanto aos outros grupos lhes foram proporcionadas variadas tarefas, dentro do Departamento. Este microscópio de varrimento é habitualmente designado por MEV. Embora apresente uma construção física bastante mais complexa e robusta, tem, na generalidade, uma estrutura semelhante à do microscópio óptico. A principal diferença entre estes dois aparelhos de observação consiste no facto de o microscópio óptico utilizar a luz para dar imagem ao objecto, enquanto que o microscópio electrónico utiliza um feixe de electrões acelerados. Como o comprimento da onda do feixe de electrões pode ser muito reduzido, obtém-se um poder de

(…) Uma das salas de audiências ficou lotada com os alunos da nossa escola de vários cursos diferentes, entre os quais, o curso de Línguas e Humanidades, aquele para os quais estas sessões poderão ter uma pertinência especial, uma vez que podem optar por um curso superior de Direito. (…) tiveram a oportunidade de colocar variadas questões à juíza, às quais esta respondeu com o maior agrado. Algumas das questões relacionaram-se com o curso de magistratura pois, muitos, não sabiam como é que um licenciado em Direito pode chegar a juiz. Outras questões prenderam-se com a vida, o quotidiano de um magistrado, os julgamentos difíceis que este encontra ao longo da sua vida e ainda com a reacção do magistrado perante a sociedade, após uma decisão difícil, tomada em julgamento.

alunos da esms vão a tribunal

resolução muito elevado permitindo ampliar 300000 vezes o objecto a observar. O seu poder de ampliação veio permitir conhecer o mundo submicroscópico da célula como bem o ilustram as imagens apresentadas e recolhidas durante a visita. Os alunos realçaram o facto de esta experiência ter sido bastante enriquecedora, na medida em que contribuiu para um primeiro contacto com o meio académico, proporcionando a familiarização com os laboratórios e o material disponível, tal como o microscópio electrónico de varrimento. 10º CT1

Ana Fernandes – 12º LH2

sexualidade

espaço de saúde jovem No dia 23 de Fevereiro, a turma 2ºPTM visitou o Espaço de Saúde Jovem, no âmbito do projecto de Implementação da Educação Sexual na escola. O Espaço de Saúde Jovem, situado no edifício da antiga estação da CP de Guimarães, consiste num serviço onde os jovens, dos 10 aos 24 anos, podem ser atendidos para esclarecer dúvidas e/ou obter conselhos sobre temas relacionados com a saúde. O atendimento é prestado por médicos, enfermeiros, um psicólogo, um nutricionista e um assistente social. O atendimento diário (dias úteis) decorre entre as 14h00 e as 19h00, excepto à quinta-feira, em que o horário de funcionamento é das 9h00 às 14h00. Nesta visita, acompanhada pelo professor

e director de turma Sérgio Mendes, os alunos foram recebidos, por volta das 15h30, pela enfermeira Cristina Antunes que conversou com os mesmos sobre sexualidade. Depois de uma breve apresentação, a enfermeira pediu aos alunos que descrevessem a sexualidade com uma palavra. As respostas foram semelhantes, sendo que alguns alunos enunciaram palavras mais relacionadas com o acto sexual propriamente dito, enquanto que outros apontaram a sua abordagem para o campo afectivo, psicológico e sentimental. Após isso, a enfermeira abordou vários temas, nomeadamente sobre a altura em que as pessoas estão preparadas para ter relações sexuais com o respectivo parceiro; os métodos contraceptivos; a masturbação;

os diferentes tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal); os lubrificantes e a pílula do dia seguinte. No final da sessão, alguns alunos foram ainda à consulta com a médica que estava presente, no momento, para que lhes fossem esclarecidas mais dúvidas e fornecidos preservativos. Na minha opinião, foi uma experiência bastante interessante porque, para além de terem conhecido um espaço que lhes pode vir a ser útil, os alunos presentes esclareceram também as suas dúvidas, quanto ao assunto em epígrafe. Serafim Mendes - 2º PTM


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visita de estudo

martins sarmento vai ao medialab 18 de Janeiro de 2011. Foi quando nós, jovens iniciantes, aprendizes curiosos, pupilos motivados, partimos para Lisboa, mais propriamente para um workshop no MediaLab, na sede do matutino Diário de Notícias. Pelas 08:30h daquela manhã, bem-dispostos, com um sorriso, ansiosos, um pouco intimidados (pois o grupo não se conhecia totalmente), e ainda com um imprevisto ou outro (sem querer entrar em detalhes), os alunos que participaram nesta louvável actividade encontraram-se, reuniram-se à entrada da escola, e depois entraram para a camioneta. E assim começou a longa jornada que tínhamos pela frente, rumo a paragens alfacinhas. Bom, ainda não foi dito o que vem a ser, afinal, o MediaLab, e no que consiste o workshop: No “Workshop - Faz a tua 1ª página” Os alunos vão ser jornalistas e editores vivendo a experiência de criar a 1ª página de um jornal. Vão seleccionar e escrever

as notícias, seleccionar os títulos, escolher as imagens e legendá-las e ainda discutir os critérios que vão justificar a edição da sua 1ª página final. Voltando à viagem: já com todo o pessoal sentadinho no seu lugar, as ilustres professoras

Raquel Silva e Glória Machado puderam fazer a contagem dos alunos presentes e assim, seguir viagem, a qual demorou muito tempo! Mas, bom, é algo que é relativo: para mim, demorou bastante. Sim, falei com o pessoal e tal e coisa, ouvi música, ri-me,

Ana Margarida - 12º LH2

clube de psicologia

a (in)disciplina de que tanto se fala O Clube de Psicologia da Escola Secundária Martins Sarmento promoveu uma sessão subordinada ao tema da “A Indisciplina na Sala de Aula: estratégias de melhoria de interacção”, dirigida aos Professores/Directores de Turma, orientada pelo Professor Doutor Carlos Gomes, Auxiliar do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional do Instituto de Educação da Universidade do Minho, realizada no dia 1 de Fevereiro de 2011, pelas 18:30h. A sessão foi orientada pelas questões colocadas previamente pelos docentes, entre as quais: A indisciplina na sala de aula evidenciará a falta de sociabilidade e interacção dos jovens? Como lidar com os comportamentos inade-

mas é muito tempo viajar daquela maneira, naquele meio de transporte, sempre na mesma posição! Inesperadamente, uns colegas foram animando a viagem a tocar guitarra, a cantar, a “cantar” umas graçolas, animando a malta. E assim foi, na viagem até Lisboa, e na partida de Lisboa: um ambiente de alegria. Em relação ao workshop, penso que deve ser da opinião geral que foi uma iniciativa bastante instrutiva, enriquecedora, onde aprendemos algumas noções sobre o que é uma notícia, como é constituída a primeira página de um jornal, e ainda vimos um pequeno vídeo da história do Diário de Notícias, desde as suas raízes até aos dias de hoje. Agradecendo a todos que fizeram com que a viagem e o workshop fossem um sucesso, apelamos a todos os leitores à sua participação neste tipo de actividades, pois vale a pena!

quados na sala de aula (“barulho de fundo”, alunos que intimidam os colegas)? Como lidar com o desrespeito pelas regras de funcionamento na sala de aula? Como incutir responsabilidade a alunos com interesses divergentes aos escolares? Que metodologia/estratégias utilizar perante alguns problemas de indisciplina? O Professor palestrante, com os seus excelentes dotes oratórios, facilmente captou a atenção dos presentes, propocionando uma sessão motivadora e interactiva, deixando no auditório uma evidente satisfação pelo modo como o tema foi abordado e nas propostas de resolução dos problemas acima apontados. Profª. R. Manuela Machado


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concurso n@escolas

esms permanece no N@escolas! Um grupo de cinco alunos do 10º CT1, candidato entre centenas de grupos a nível nacional, ficou apurado, com a redacção de um editorial (abaixo transcrito), para a 2ª fase do N@escolas, projecto lançado ao país pelo Diário de Notícias. Este editorial, que constituiu a 1ª prova de apuramento ao concurso, leva alunos da nossa escola ao passo seguinte: recepção de uma figura mediática, da actualidade, relacionada com o tema do editorial, que será alvo de uma entrevista (Dia DN – Road Show) e posterior reportagem a elaborar pelo grupo apurado. Esperamos que este próximo passo leve as nossas alunas ao prémio final: uma viagem de 15 dias pela Europa, com mais 55 alunos, de todo o país, também finalistas. Parabéns ao grupo! Profª. Graça Pacheco

Editorial apurado para a 2ªfase A proibição do véu islâmico integral nos países europeus Foi aprovada, em França, uma lei que proíbe o uso de véus que cubram o rosto em espaços públicos, nomeadamente o uso da burka e do niqab. Na Bélgica e noutros países leis semelhantes foram aprovadas. Sobre este tema há, pelo menos, dois partidos distintos: os que são contra e os que são a favor. Mas afinal, qual destes grupos tem razão? Certa-

mente que muitos gostariam de afirmar que é o segundo, sendo verdade que o véu islâmico integral é um atentado à dignidade das mulheres. No entanto, o primeiro também é dotado de valor de verdade. Na prática, em muitos países islâmicos são os homens que ditam aquilo que as mulheres devem vestir. Não estaremos a discriminá-las ou até mesmo a atentar contra elas, proibindo-as de usar um véu que, supostamente são obrigadas a usar? Mas, porque haveríamos nós de permitir o uso de véu integral nos nossos países? Não poderá cada povo respeitar as crenças e os costumes dos povos visitantes? Um Mundo mais justo seria aquele em que pudéssemos viajar para outros países sem nos sujeitarmos a leis que misturam religião e política. Fazemos bem ao permitir que esta opressão gratuita

desfile perante os nossos olhos sem nada fazermos? Como muito bem sabemos, ao proibirmos as mulheres muçulmanas de utilizarem o véu islâmico integral em locais públicos, estaremos a restringir-lhes a liberdade, confinando-as às paredes da casa onde vivem. Posto isto, volta tudo ao início. Sheikh David Munir O Sheikh David Munir nasceu em Moçambique, filho de pai iemenita e mãe moçambicana de ascendência indiana. Começou os seus estudos religiosos numa madraça na Índia, estudou Teologia Islâmica no Centro Islâmico de Carachi e prosseguiu os seus estudos islâmicos na Universidade de Carachi. Em 1986, com 23 anos, deixou o Paquistão e é desde essa altura o Imã da Mesquita Central de Lisboa.

ano europeu do voluntariado

evs- serviço de voluntariado europeu No dia 11 de Novembro, pelas 15:00h, realizou-se na nossa escola uma acção de divulgação e sensibilização do projecto “Serviço de Voluntariado Europeu” facultada e dinamizada pelo director do Departamento Cultural da Rádio Universitária do Minho (RUM), Dr. Carlos Santos. Este foi convidado pela professora Anabela Oliveira, com o intuito de divulgar e sensibilizar os alunos para projectos neste âmbito. Numa sociedade consumista, individualista, em que os valores se encontram mesclados numa panóplia de solicitações que muitas vezes afastam os jovens da essência da vida, achou-se fundamental canalizar a energia física e anímica dos mesmos para esta atitude construtiva. Esta actividade teve uma adesão muito considerável, mostrando que os jovens, quando estimulados, evidenciam vontade, dinamismo, preocupação cívica que projectam para uma realidade preocupante que só se vivencia “in loco”. Após esta sessão motivadora e inspiradora, alguns alunos manifestaram vontade de criar um grupo de acção, com várias valências e actividades, integrado num projecto de voluntariado a desenvolver na escola.


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iniciativa do grupo disciplinar de francês

ciclo do cinema martins sarmento Um Longo Domingo de Noivado (Visionamento: 14 de Fevereiro)

No início deste ano lectivo, no decorrer das aulas de Francês, a turma LH3 do 10º ano pensou em realizar sessões de cinema na escola. Mais que um meio mágico de entretenimento e de recriação, o mundo cinematográfico traz cultura e acultura. Deste modo, e imbuídos nesse modesto espírito cinéfilo, voltámo-nos para o cinema europeu que, neste momento, é uma espécie de “mal-amado”, no mundo da sétima arte. Assim, e com o intuito de divulgar o que de melhor se faz nesse âmbito na Europa, com especial destaque este cinema, tomaram-se todas as diligências para levar avante esta actividade. Com a cumplicidade e a estreita colaboração da Direcção da nossa escola, elaborou-se um protocolo com o Cineclube de Guimarães. Para nosso contentamento, no dia 6 Janeiro de 2011, este projecto, intitulado “Ciclo do Cinema Martins Sarmento“ tomou forma e, nessa sessão inaugural, contou com a presença do Presidente do Cineclube de Guimarães, Dr. Carlos Mesquita, que a orientou, enriquecendo-a com a visualização de um do-

“Ou adquirimos cultura ou somos ultrapassados por quem a adquire” Carlos Mesquita

cumentário relativo à história do cinema – os cem anos do cinema. Aproveitámos a presença do Presidente do Cineclube para o questionarmos acerca da importância do cinema como elemento aculturador na sociedade ao longo do tempo. Após o feliz lançamento desta primeira película, o cinema na nossa escola chegou para ficar. O nosso “Ciclo do Cinema” será organizado por temáticas que versam desde o amor, a família, a sociedade, aos valores, (...), com a projecção de dois filmes, em média, por mês, na sala de estudo ou num anfiteatro. Além de estarmos abertos a todas e quaisquer sugestões, procuraremos divulgar cada sessão no site da escola e através de cartazes, para que os cinéfilos da escola dela possa usufruir. 10º LH3

Sinopse Após o término da Primeira Guerra Mundial, em 1919, Mathilde, uma jovem de 19 anos, procura o seu noivo Manech, que dois anos antes, como milhões de outros, foi “morto no campo de batalha”. Isto está escrito preto sobre branco no aviso oficial. Mathilde recusa essa evidência, agarra-se à sua intuição como se fosse o último fio ténue que a liga ao seu amante e lança-se numa contra-investigação. Assim, fica a saber que Manech fez parte de um grupo de cinco soldados que, individualmente, provocaram a sua própria mutilação, para que deixassem a frente de batalha da guerra. Os cinco são condenados à morte pela corte marcial e, após serem levados para uma trincheira francesa, são deixados à morte no terDuplo no amor (Visionamento: 24 de Fevereiro) Sinopse Durante uma briga entre um magnata e sua amante super Top Model, ele é fotografado em flagrante com ela, tentando, depois, convencer a sua mulher de que, na verdade, estava acompanhado da amante de uma outra pessoa, um simples manobrista que passava por ali na hora errada. Para salvar o seu casamento, ele tenta convencer a sua esposa que Elena não é sua amante, mas a de François Pignon. Para tornar a sua história verídica, Levasseur convence Pignon e Elena a viverem juntos no apartamento do manobrista de modo a parecerem um casal. A partir daí, cria-se uma farsa que tenta dar sustentação a esta armação. As coisas ficam mais complicadas, pois surgem tensões entre Pignon,

ritório existente entre o local em que estavam e a trincheira alemã. Apesar de todos serem considerados mortos pelo exército francês, Mathilde, entre falsas esperanças e incertezas, vai desvendar pouco a pouco a verdade sobre o destino de Manech. França, 2004 • cor • 133 min Produção: Direcção: Jean-Pierre Jeunet Elenco original: Audrey Tautou; Gaspard Ulliel; Marion Cotillard, Dominique Pinon; Chantal Neuwirth, André Dussolier; Ticky Holgado Género: drama, Filme de Guerra Idioma original: francês

o seu atraente colega de quarto Richard e a sua paixão Émilie. Tudo se agrava ainda mais quando a esposa de Levasseur descobre a verdade e decide fazer joguinhos com o seu marido. França, 2006 • cor • 85 min Produção Direcção: Francis Veber Elenco original: Daniel Auteuil; Kristin Scott Thomas; Richard Berry; Virginie Ledoyen Richard; Gad Elmaleh; Alice Taglioni; Michel Jonasz; Michel Aumont; Laurent Gamelon. Género: Comédia romântica Idioma original: francês


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ano europeu do voluntariado

crescer, ajudando os outros no seu crescimento No âmbito da disciplina de Área de Projecto temos vindo a desenvolver um trabalho que visa a orientação de pré-jovens (12 a 15 anos). Consideramos fundamental salientar a importância de uma preparação/formação prévia, para podermos iniciar a parte prática deste emocionante empreendimento (estar em contacto com os pré-jovens). Tomamos conhecimento das imensas potencialidades e desafios desta faixa etária, por se encontrar num período muito especial da sua vida, marcada por profundas transformações. A professora da Disciplina Baha’i, Shohreh Shahidyan, foi o nosso pilar, uma vez que nos orientou nessa preparação. Sem ela, nada disto teria sido possível. A nossa formação baseou-se no livro «Reflexões sobre a Vida e o Espírito» que contém alguns textos e respectivas questões. O fruto da nossa reflexão permitiu-nos estar mais atentos aos outros, mais compreensivos e mais verdadeiros, numa atitude de abertura ao outro, num pensar antes de agir, num pen-

sar nos outros e não apenas em nós. Após esta intensa preparação e estudos, iniciámos a tão esperada “prática”, que, em parceria com a escola EB 2,3 João de Meira, consiste em ocuparmos o horário da disciplina de Formação Cívica de uma turma do 6º ano. O nosso principal papel é ajudar os alunos a optarem por caminhos mais felizes, no sentido de os encaminhar sempre para o próximo, de olhar para os outros como a eles mesmos. Não pretendemos impor valores, nem conceitos, mas orientá-los nas suas escolhas, de modo que sejam as universalmente mais correctas. Baseamos ainda o nosso percurso orientador num outro livro intitulado «Brisas de Confirmação», direccionado para os pré-jovens, com textos cujo propósito é apresentar modelos de mensagens positivas e de reflexões acerca de aspectos aos quais damos pouca importância no nosso quotidiano, mas que se revelam importantíssimos na formação de qualquer jovem, uma vez que a influência da sociedade actual se apresenta negativista e ausente de

esperança. Cremos que, com os ensinamentos deste manual, poderemos abrir novas perspectivas a esta faixa etária. Além dos valores que transmite, ajudar-nos-á a apoiar estes pré-jovens ao nível da língua materna. Estamos a adorar este desafio, pois vai ao encontro da nossa vontade de estarmos em contacto com outras pessoas e de partilharmos vivências/conhecimentos. Acrescentamos que as nossas expectativas estão a ser largamente superadas. Assim, felicitamo-nos por não sermos o único grupo a trabalhar neste projecto, pois, dentro do âmbito da mesma disciplina de Área de Projecto, um outro grupo, constituído pelas alunas: Ana Faria, Eliana Balzano, Helena Silva e Joana Martins, do 12ºCT4, também o está a desenvolver e, tal como nós, está a adorá-lo. Por isso, se gostas de ajudar os outros, junta-te a este projecto para que ele não termine connosco. Diana, Elisa e Patrícia - AP - 12º CT3

visita de estudo

cybercentro – guimarães tv No âmbito da disciplina de Técnicas de Multimédia, a turma do 1º PTM (Curso Profissional de Técnico de Multimédia) visitou as instalações do Cybercentro e da Guimarães TV. A visita realizou-se no dia 20 de Janeiro, pelas 14:25h, e foi conduzida por Ricardo Rocha, colaborador desta associação. O CyberCentro situa-se no centro da cidade, na rua D. Luiz I, perto do Complexo Multifuncional de Couros. Está em funcionamento há cerca de 8 anos e constitui um espaço de prática e fomento das tecnologias da informação, comunicações e multimédia. Os serviços oferecidos são destinados, essencialmente, à população jovem e estudantil, constituindo-se, igualmente como um espaço de convívio e animação. O orientador da visita, Ricardo

Rocha, começou por explicar que o Cybercentro oferece três salas: duas reservadas à formação e uma aberta ao público que serve, também, para actividades didácticas. Para além da componente formativa, o Cybercentro presta outros serviços de interesse comunitário, nomeadamente através do Gabinete de Apoio ao Emigrante. Ao longo da visita de estudo foram mostrados quadros com fo-

tografias de alguns marcos importantes da história do Cybercentro, tais como a visita do comediante Raul Solnado, ou a participação do staff técnico do Cybercentro na organização do Rock in Rio. Na segunda parte da visita, os alunos tiveram a oportunidade de visitar as instalações da Guimarães TV, que se situa no mesmo edifício do Cybercentro. Foi-lhes dado a conhecer todo o aparato técnico

e os passos seguidos por aquele órgão de comunicação na criação e edição de peças jornalísticas. Os alunos foram, igualmente, informados sobre as técnicas mais utilizadas na captura de imagens em vídeo e fotografia. Na parte final da visita foi-lhes mostrado o estúdio usado para a gravação de programas de televisão. A título de curiosidade, a Guimarães TV conta apenas com dois funcionários efectivos e grande parte do trabalho realizado online está a cargo de estagiários e colaboradores pontuais. Na opinião dos alunos, foi uma experiência enriquecedora e uma excelente oportunidade de aprofundar conhecimentos na área de multimédia e conhecer um possível local de estágio. Ana Ferreira, Ana Sousa, Anabela Silva e Diana Costa - 1º PTM


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visita de estudo

segredos do corpo humano desvelados Ver o «Corpo humano - como nunca o viu» foi o objectivo da visita dos alunos do Curso EFA B3 T1, no dia 4 de Dezembro de 2010, ao Centro de Congressos da Alfândega do Porto. A visita constituiu uma oportunidade para incentivar o convívio entre pessoas que frequentam a mesma escola e partilham o desafio de aprofundarem os seus conhecimentos. Antes da visita Uma vez presentes na estação de caminho-de-ferro, a bilheteira estava fechada. Em vista disto, recorreu-se à bilheteira electrónica, situada no exterior da estação. A hora da partida do comboio chegou e algumas pessoas ainda não tinham bilhete. Atento à situação, o revisor da locomotiva fez sinal para se obter o bilhete dentro do transporte. Chegados à cidade do Porto e reunidas as duas turmas, seguiu-se em direcção ao Centro de Congressos da Alfândega do Porto, local onde estava patente a exposição. No local da exposição Depois de adquiridos os ingressos e recebidas as instruções sobre a visita, os alunos deram entrada no salão de exposição. A exposição mostrou aos alunos a matéria e a estrutura do corpo humano. À primeira vista, a sensação de estranheza e curiosidade

atravessou toda a comitiva. Corpos humanos e órgãos vitais dissecados, dilacerados, - como coração, rins, pulmões, músculos, cérebro, artérias sanguíneas, vasos sanguíneos, etc. – nunca assim tinham visto. Os alunos ficaram a saber de que massa é feito o corpo humano. Impressionante foi tentar perceber como se conseguiu extrair do corpo uma espécie de árvore do ramal sanguíneo, composta de vasos sanguíneos, desde a cabeça aos membros inferiores. Curioso foi observar fetos mergulhados em boiões de vidro com vários meses de gestação, expondo, assim, o processo de progressão do seu desenvolvimento.

dimensões. O exposto chocou até os mais distraídos. Pelo corpo humano Face ao exposto, o desafio é, sem dúvida, promover a melhoria da qualidade de vida, onde a alimentação saudável e o exercício físico sejam sobrevalorizados em detrimento de maus hábitos alimentares e de vícios tabágicos e alcoólicos. José Coelho - EFA - B3T1

Malefícios do corpo humano Que o tabaco atenta contra a saúde do corpo humano é uma verdade, mas ver o estado em que ficam os pulmões contaminados pelo fumo do tabaco inalado durante uma vida impressiona qualquer fumador. Tanto, que houve entre os presentes quem tivesse abandonado os maços de tabaco e os isqueiros no recipiente reservado para o efeito, destinado às pessoas que ficaram impressionadas com o que viram. Houve também ocasião de ver fígados contaminados, uns cancerosos, outros de grandes

desporto

torneio inter-turmas basquetebol - 2011

iniciativa actividade integradora

No âmbito da disciplina de O.D.D, a turma 10ºTD2 ficou responsável pelo torneio de basquetebol, que se irá realizar nos dias 4 e 5 de Abril. A data limite das inscrições é o dia 14 de Março, cujas fichas devem ser entregues aos professores de Educação Física. No regulamento existe a possibilidade de uma turma poder juntar-se a outra que esteja na mesma situação, se não tiver número suficiente de alunos. O sorteio implícito irá realizar-se no dia 16 de Março. O capitão de cada equipa deverá estar presente, para que não haja manipulação dos jogos. No dia 4 de Abril serão realizados os jogos do play-off no pavilhão do V.S.C. e, no dia 5, os jogos das meias-finais e a final. A entrega dos prémios para o primeiro e segundo classi-

O jornal «XS» é o resultado da actividade integradora desenvolvida pelos formandos do curso EFA B3 T1 da Escola Martins Sarmento, subordinada ao tema «Alimentação saudável». Ao considerar que os estilos de vida e hábitos alimentares mudaram dramaticamente nas últimas décadas, o «XS» reúne uma variada série de textos que realçam a moderação e o equilíbrio na alimentação como as chaves para uma vida saudável. Disponível em qualquer canto da escola, o jornal apresenta também algumas receitas saudáveis, sublinhando que é possível comer refeições deliciosas, bem preparadas e simultaneamente saudáveis.

jornal xs

ficados realizar-se-á no dia 7 de Abril, durante o Sarau da Escola. Organização: 10º TD2

Curso EFA B3 T1


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o grupo efa-ns1 foi à rádio

desporto

No passado dia 7 de Dezembro, por volta das 19h30, a turma EFA-NS1 da Escola Secundária Martins Sarmento, realizou uma visita de estudo ao Grupo Santiago, propriedade da empresa Guimapress SA. Esta visita decorreu no âmbito da Actividade Integradora do Núcleo Gerador TIC, designadamente com o estudo dos mass media. O crescente interesse dos alunos pelo tema acima referido levou-os a querer ampliar os seus conhecimentos. Daí o pedido de visita às instalações da Rádio Santiago e ao local de edição dos dois jornais e revista do grupo, prontamente aceite pela empresa Guimapress SA. Os formandos e formadoras responsáveis pela visita foram recebidos pelo jornalista Joaquim Ferreira, que fez uma visita guiada pelas instalações do Grupo. O anfitrião traçou o percurso histórico do Grupo, salientando os jornais e dando a conhecer aos formandos as técnicas utilizadas em 1884 para a edição e impressão de um jornal. Deu a conhecer como essas técnicas rudimentares foram evoluindo até aos dias de hoje e deram lugar aos mais fantásticos e completos aparelhos de gravação e edição de texto e imagem. A turma teve, ainda, a oportunidade de passar longos minutos na companhia do afamado jornalista Mesquita, o rei dos discos pedidos da Rádio Santiago. Os formandos assistiram in loco à realização de um progra-

O grupo de Dança do Desporto Escolar, constituído por alunas do 10º LH3, 10º CT2 e 1º PR, participou no 1º e 2º Encontro de Actividades Rítmicas Expressivas, no dia 12 de Fevereiro, na E.B 2,3 D. Afonso Henriques e, no dia 26 de Fevereiro, no Colégio La Salle, onde realizou uma coreografia ao som de Rihanna & David Guetta - Who´s That Chick?, na qual obteve uma excelente classificação. Este grupo é orientado pela Professora Susana Martins.

ma de rádio, de forma completa, como este se constrói: desde a chamada dos ouvintes até à colocação no ar do tema pedido, passando previamente pela selecção da música no computador da rádio. Todos puderam colocar questões e descobriram que a Rádio Santiago, cuja emissão podem sintonizar em 98.0 FM, é muito mais do que uma rádio que passa música e actualiza noticiosamente os seus ouvintes. A rádio constitui, em muitos casos, o único membro familiar que muitas pessoas possuem. São muitas as que ligam o aparelho mágico em busca de uma voz amiga, de uma palavra de consolo, de um conselho ou mesmo de justiça. A rádio, através dos seus colaboradores, a todos procura ajudar, reconhecendo, assim, a sua faceta social. Foi gratificante para todos perceber que o que move o Grupo Santiago e aqueles que lá trabalham é a honestidade e o auxílio pronto a quem precisa. Com esta visita de duas horas, a turma EFA-NS1 aprendeu, sobretudo, que os avanços tecnológicos facilitaram imenso a edição de jornais e revistas e as emissões de rádio em directo durante vinte e quatro horas diárias. Formandos e formadores agradecem a forma como foram recebidos, assim como o contributo desta visita para o crescimento dos seus conhecimentos.

o grupo dio

palestra

violência no namoro A Professora Doutora Joana Coutinho realizou, no passado dia 10 de Novembro de 2010, na Escola Secundária Martins Sarmento, uma palestra sobre a “Violência no Namoro”. Licenciada e doutorada em Psicologia Clínica pela Universidade do Minho, com Fellowship de investigação no Beth Israel Medical Center, nos EUA, a oradora exerce actividade como psicoterapeuta na Unidade de Clínica de Adultos do Serviço de Consulta Psicológica da Universidade do Minho e em clínicas privadas. É investigadora e autora de vários artigos em revistas nacionais e internacionais e docente convidada em diferentes cadeiras da licenciatura em Psicologia da Universidade do Minho e da Universidade Católica Portuguesa. Esta palestra, realizada na Bilioteca Escolar e organizada pelo Clube de Psicologia, foi muito interactiva e elucidativa, cativando o público jovem para uma problemática que, a

qualquer momento, lhe pode “bater à porta”. Apesar de os números de incidência deste fenómeno serem a nível nacional preocupantes, a oradora revelou como identificá-lo e como agir perante ele. Assim, distinguiu três tipos de violência no namoro: a violência física, a emocional (a mais frequente) e “stalking” (perseguição). Em todos estes tipos de violência, o agressor tem como objectivo assumir controlo sobre a vítima, atitude que se justifica por factores vários; como antecedentes violentos na infância, influência de factores externos (álcool e drogas) ou inexistência de alternância de poder na relação. Esclarecidos também sobre vários mitos associados e questionados sobre os mesmos, os alunos foram levados à conclusão de que a violência nunca é uma solução viável, qualquer que seja a situação de mal-estar. Por conseguinte, aconselhou ipsis verbis a Psicóloga:

“é necessário agir, independentemente dos obstáculos, sejam eles medo, confusão mental, falta de auto-estima ou aceitação, por parte dos amigos, deste fenómeno”. Como reagir então, enquanto vítimas, foi a questão pragmática, directamente colocada na sessão, à qual a sábia (embora muito jovem!) convidada respondeu: “Utilizem a assertividade e nunca desvalorizem a primeira pessoa, demonstrando os próprios sentimentos face à situação.” E acrescentou: “Enquanto observadores, tentem levar a vítima a denunciar e a afastar-se do agressor. A interessante palestra acabou com um poema por todos sobejamente conhecido e cantado e com uma frase que resume o tópico de toda a palestra: “o amor não deve doer.” Rita Salgado e Bárbara Araújo - 12ºCT2


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Notícias

ano europeu do voluntariado

cidadania no novo milénio

mais… fomos a julgamento! sobre os jovens sidade da criação do Direito na sociedade, em acção assegurados da necessidade da sua eficácia e Aqui, na Escola Secundária Martins Sarmento, em Guimarães, “nasceu” o grupo “Jovens em Acção - Cidadania Viva”, aberto a toda a comunidade. Vamos realizar uma actividade a fim de, com um simples abraço, chamar a atenção da população em geral para a importância crucial dos afectos. Nos dias de hoje, o ser humano valoriza mais o TER do que o SER, passando para segundo plano tudo o que tenha a ver com os afectos e a solidariedade. É com imensa tristeza que constamos que os afectos parecem estar “fora de moda”. Com o intuito de os “fazermos emergir”, propusemos duas campanhas: uma na cidade do Porto, no dia 12 de Fevereiro na Rua de Santa Catarina, pelas 14h, e outra na cidade de Guimarães, no Dia de S.Valentim, junto ao Triângulo, Centro Comercial. Com estas iniciativas pretendemos mostrar que o afecto é gratuito e pode ajudar qualquer ser humano a caminhar neste mundo com mais segurança, optimismo e sentido de fraternidade.

“(...) pretendemos mostrar que o afecto é gratuito e pode ajudar qualquer ser humano a caminhar neste mundo com mais segurança, optimismo e sentido de fraternidade.

Estaremos nós preparados para enfrentar a justiça? Ao contrário do esperado, a porta do Tribunal está aberta. Esteve sempre aberta para os cerca de 70 alunos que, na manhã do dia 21 de Janeiro, irromperam pela instituição mais temida da nossa cidade, mas, de igual modo, uma das que mais incute respeito. A ansiedade e a desconfiança transpareciam nos rostos dos mais curiosos e o súbito desconforto corporal, num espaço desconhecido moldavam os alunos que nunca tinham sido deparados com a Justiça. Na verdade, todos nós receámos desde (…. bem… desde sempre!) o confronto directo com o poder judicial. E, hoje, aqui estamos nós, sentados na sala de audiências à frente da Senhora Doutora Juíza Idalina Ribeiro, através do Projecto “Cidadania no Novo Milénio” e das Jornadas para a comunidade no espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos – “Tribunal de Porta Aberta”. Não é possível acreditar que afinal não cometemos nenhum crime punível com uma pena máxima de 25 anos de prisão ou que temos que pagar uma avultada multa, mas a Doutora Juíza sorri e, com diplomacia e inteligência, convida-nos a penetrar nas raízes desta instituição destinada a proteger a sociedade e a garantir os seus direitos perante eventuais abusos de poder. O suspiro foi geral e o clima desanuvia-se para podermos abraçar o Direito e as suas particularidades! Somos, portanto, esclarecidos pela mesma da neces-

estabelecidos os seus limites; exemplificadas algumas situações demonstrativas, elucidadas das diferentes funções assumidas pelo e no Tribunal. Tratando-se a Doutora Juíza Idalina Ribeiro de uma magistrada judicial, explicou-nos as suas competências e como exerce as suas funções. Seguidamente, convidou-nos à exposição de dúvidas e questões/problemas a partir dos quais se abordaram questões relacionados com o funcionamento do recurso a um Tribunal superior, a segurança dos magistrados judiciais, o envolvimento emocional em diferentes julgamentos, a problemática da eficácia dos Tribunais, a preparação e o desenrolar do processo jurídico, entre outras. Durante a sessão, todos os alunos se mostraram empenhados em participar activamente na exposição oral de ideias e ver solucionadas as suas dúvidas, quanto ao funcionamento deste organismo, que se tornou então mais próximo das nossas realidades quotidianas. As várias turmas de diferentes níveis de escolaridade que se encontravam presentes avaliaram a actividade como positiva, produtiva e esclarecedora e a consciência da aprendizagem e entendimento foram comuns a todos eles. Além desta audiência geral, com a participação activa da Doutora Juíza referida, várias turmas tiveram a oportunidade de conhecer outras áreas específicas e personalidades que trabalham neste tribunal: fomos liderados pelo Senhor Carlos que, com muita simpatia, disposição e energia nos guiou pelo Tribunal, apresentando-nos as diferentes pessoas que nos transmitiram as suas funções dentro deste organismo. Foi assim que conhecemos a D. Primavera, da Secretaria Central, que nos explicitou a sua rotina diária; o Senhor Álvaro, arquivista, que nos mostrou o arquivo e como proceder a uma arquivação; e assistimos ainda um julgamento e a um julgamento sumário sendo-nos apresentado o cargo desempenhado por cada pessoa que o compõem: o juiz, os advogados de defesa e de acusação, o funcionário que procede ao registo escrito dos factos e conclusões (o Secretário), o Procurador, as testemunhas e os réus. É, pois, uma iniciativa exemplar e importante esta, a de aproximar a esfera pública e as novas gerações do poder judicial, mostrando-lhe o funcionamento do Tribunal e da Justiça. Algo a recomendar, a relembrar, a reviver. Carolina Amaral - 12ºLH2


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iniciativa actividade integradora

um sarau à maneira nicolina A turma 4 do curso EFA da Secundária Martins Sarmento organizou, no passado dia 22 de Novembro, uma simulação das festas nicolinas. A actividade integradora envolveu, ao longo de várias semanas, formadores e formandos em pesquisas sobre as nicolinas, grupos de trabalho, elaboração de cartazes, cenários, adereços, convites e divulgação da iniciativa. Bom humor e ansiedade combinaram no decurso dos trabalhos de preparação da actividade. Enquanto as formandas compunham as mesas com os pratos tradicionais próprios da

época festiva, os formandos montavam o cenário e tratavam da sonorização e do sistema audiovisual. Inaugurado o sarau nicolino pela formanda Rosa Leiras, que fez o enquadramento da actividade, seguiu-se, no espaço exterior da escola, o cortejo do pinheiro no espaço exterior ao som de bombos e caixas, que contou a participação de alguns formandos do curso NS1. Depois do enterro do pinheiro, já no espaço interior, o formando Luís Machado leu os versos do pregão, sendo várias vezes interrompido pelas palmas da assistência.

O momento mais romântico do sarau aconteceu quando várias damas subiram ao palco para receber as maçãs dos jovens apaixonados. O formando Miguel Novais e a formadora Joana Silva abriram o baile nicolino ao som de uma valsa inglesa, sendo seguidos por vários pares que se juntaram a abrilhantar a festa. Por fim, as mesas de iguarias, com os respectivos rojões e as tradicionais castanhas assadas, sem esquecer a água-pé e os doces, satisfizeram os presentes. Alunos do Curso EFA4

campanha contra o álcool

a estrela, aqui, és tu! O alcoolismo é definido como o consumo excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas, de tal modo que este comportamento abusivo interfere com a vida pessoal, profissional, social ou familiar de um indivíduo. Será o álcool um fenómeno de integração social, questionamo-nos. Sabemos que afecta cada vez mais toda a população, independentemente do sexo, da faixa etária, da cor e da profissão. Perante este cenário alarmante, esta equipa de trabalho viu-se no dever de reflectir acerca deste processo de degradação pessoal do ser humano, mais especificamente com a população estudantil, da qual fazemos parte, sentindo necessidade, como tal, de informar as pessoas sobre os riscos que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode acarretar. Cremos que uma informação ajustada pode conseguir mudar esse mau hábito ou, pelo menos, contribuir para uma redução dessa ingestão. Assim, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, cinco alunos, do 12º CT3, decidiram investigar e procurar os “porquês”, os “quando”, os “com quem” e os “onde” para, de forma elucidada e clarividen-

te, trazer a lume esta problemática quase, diremos nós, intemporal e universal. Procuraremos, em campanhas insistentes - ora sérias, ora com humor - mostrar

o que os olhos vêem, efectivamente, mas sem a pretensão real de querer ver. Com os conhecimentos que vamos e iremos adquirir, desejamos sensibilizar,

consciencializar e, se tal acontecer, mobilizar os mais jovens, como nós, para dizer um não sonoro ao álcool, que apenas serve como instrumento de diversão e de degradação. Os inquéritos, que já passámos pela escola, revelam que o consumo excessivo desta droga é feito, maioritariamente, por jovens que apreciam a bebida e por mera diversão, colocando o seu consumidor, muitas vezes, em situações de risco. Será que o nosso futuro merece ser comprometido pela bebida? Acreditamos que, se assim fosse, não teríamos o poder da escolha e, esta, está bem presente nas nossas vidas. Entre a morte e uma cadeira de rodas, optamos, sem quaisquer dúvidas, pela possibilidade de viver, pela dança, pelas viagens… pelo sonho consciente de um universo à nossa espera. Ajuda-nos a acreditar que esta luta contra o álcool abusivo (pois invade as nossas vontades, os nossos quereres) não é em vão. Há conquistas que sabem a vitórias. A estrela, aqui, és tu e … somos nós! Ana Ferreira, Anabela Abreu, Francisco Freitas, João Rodrigues e Tânia Pereira - AP - 12ºCT3


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ambiente

importante! a preservação da biodiversidade No espaço infinito e em constante mutação existem milhões de milhares de mundos e estrelas. Existem cometas e asteróides, nebulosas e buracos negros. Existe luz e escuridão, matéria e vazio. No entanto, em toda a planície estelar, a vida é um bem raro e valioso. Algo a preservar e a proteger. E o nosso majestoso Planeta Azul é uma arca de vida, da qual o ser humano é parte significativa. Evoluímos, construímos e experimentámos. E, no entanto, somos nós quem ameaça a via, quem ameaça a Biodiversidade. Na Terra existem de dez a trinta milhões de espécies, todas elas essenciais ao funcionamento do sistema, à continuidade do ciclo Natural. Se um dos pequenos eixos for retirado, por mais insignificante que seja, todo o sistema pára, estagna. Considerando então a importância da biodiversidade e da sua preservação, podemos responder condignamente àqueles que duvidam de tal coisa. E, pedindo eles factos concretos, razões explícitas para justificar o gasto de fundos e de tempo para salvar meros animais, assim os elucido: as cadeias alimentares são a razão. Não será a única, suponho eu, mas é sem dúvida uma de peso.

Todas as espécies dependem de outra para sobreviver. Se retirarmos uma espécie que serve de alimento a outra e é predadora de uma terceira, a segunda morrerá e a terceira proliferará, desequilibrando o ciclo. Tenhamos em conta, por exemplo, o caso da raposa-vermelha. Esta espécie oriunda de climas temperados alimenta-se principalmente de roedores, e é presa de águias e coiotes. Se retirada do seu habitat, os seus predadores terão mais dificuldade a arranjar comida, podendo até morrer de fome, e as suas presas aumentarão em número, podendo destruir colheitas e interferir noutros habitats. Ou no caso de um ser vegetal, como o bambu, que sendo o principal alimento dos pandas, conduz à extinção a espécie se não estiver presente. E o que causa todos estes distúrbios, estes desequilíbrios do círculo da Natureza que causam extinções, que eliminam património e cultura, tanto humana como animal? Como sempre, é a ganância humana a horrenda criminosa culpada de tal crime. O ser humano, incapaz de dar valor a outra coisa que não o dinheiro, destrói a natureza com a sua obsessiva sobreexploração dos recursos naturais, tão necessários à vida confortável do ser huma-

no. “Não será a destruição de Biodiversidade compensada pela obtenção de tais recursos?”, dizem eles. Mas o facto é que a Biodiversidade é um recurso natural importantíssimo, que nos fornece milhares de produtos para a alimentação, a medicina, a construção, etc. De facto, muitas maravilhas que a Natureza nos pode dar ainda são mistérios para a humanidade. Quem sabe o bem que pode causar uma pequena flor que encontramos numa floresta, ou até na berma da estrada? Cabe-nos a nós salvar da destruição toda a vida deste nosso planeta, repito, TODA A VIDA, pois esta é rara e valiosa, mesmo que não o pareça à vista dos ignorantes ou dos grandes empresários interessados em aumentar as suas enormes fortunas. A continuidade da vida no nosso planeta, depende apenas de nós. Salvem essa Vida! André Teixeira - 10º CT1

do nosso correspondente na dinamarca

mensagem do peter

dedicada a todos quantos conheceu e com os quais conviveu durante o ano em que cá esteve “Olá todos. Nunca na minha vida vou me esquecer de Portugal e de todas as pessoas que eu conheci lá! O único problema é que são tão distantes, e por isso estou a trabalhar para ir a Portugal neste inverno. Ainda não sei se vai ser possível, mas estou a tentar. Aqui é comum dizer “vocês são o meu mundo” às pessoas que se gosta mais. Mas vocês não são o meu mundo único. São um deles. São muito importantes para mim, mas também tenho um mundo aqui na Dinamarca. Eu sei que não escrevi de chega para vocês. E também não escrevi de chega para a minha família e os meus amigos quando estive em Portugal, e por isso perdi alguns amigos. Não quero perder ninguém de vocês como o meu amigo! Portanto, tenho de ficar melhor a manter o contacto. É uma coisa a qual eu sou terrível. Tenho sempre de me esforçar para-

escrever para vocês. Não é porque não quero falar com vocês, nem porque é em português. É porque acho que é estranho com esta forma de contacto.. Gosto muito mais de estar cara a cara a falar sobre tudo, de estar a escrever. Estou a escrever este mail para pedir desculpa, e para dizer, que posso ser melhor a isto. Na minha defesa tenho de dizer, que a minha vida não vai lenta. Ando um bocadinho stressado. Não é que não estou bem. Estou muito bem. Mas quero de fazer parte em muitas coisas, e não posso fazer tudo. Por exemplo: Gostaria muito de fazer parte de um grupo de cinco saxofones, que o meu professor tem, mas tinha de dizer que não, porque não tenho tempo. Quando se faz mais da escola, há menos tempo para fazer todas as outras coisas. Nunca vou me esquecer do ano em Portugal. Foi um dos melhores anos da minha vida! Abraço Peter

P.S: Comecei a apreender espanhol na semana passada. Acho que o português é uma língua muito mais bonita ;) P.S: Espero que o meu português se mantém, e ainda conseguem perceber o que eu quero dizer :)”

Nota: Este texto é a versão original do aluno Peter que no ano passado frequentou a nossa escola. Por uma questão de valorizar a espontaneidade, a equipa redactorial optou por não submeter qualquer correcção.


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técnicas de multimédia

o que é o fotojornalismo? O fotojornalismo, por definição, é um ramo da Fotografia e considerado uma especialização do jornalismo. Segundo Fernando Ferreira - fotojornalista do “Record” - , o fotojornalismo consiste, sobretudo, em registar na máquina fotográfica, da forma mais real possível, qualquer tipo de acontecimento que possa marcar a actualidade. Assim, este género fotográfico tem por objectivo ser claro aos olhos de quem está a receber a fotografia. É o bom enquadramento e o momento escolhido pelo fotógrafo que faz que a fotografia possa exibir todo o seu potencial comunicativo. Os primeiros registos fotográficos parecidos com os que conhecemos hoje remontam à primeira metade do século XIX. As primeiras fotografias, apesar de ‘primitivas’ deram origem a um desenvolvimento técnico contínuo e marcaram o início do fotojornalismo. O mérito do aparecimento da fotografia não pode ser atribuído a uma pessoa, no entanto, é importante referenciar os avanços de Louis Daguerre que, em 1837, descobriu um processo para interromper a acção da luz, com um banho de cloreto de sódio (sal vulgar). Nesse ano nasceu aquela que é considerada a primeira fotografia trazida à luz pelo ‘daguerreótipo’ - processo fotográfico feito sem uma imagem negativa. Os primeiros daguerreótipos eram de má qualidade, pois eram facilmente corrompidos pelos dedos e pelas variações de temperatura e humidade. A imagem tinha pouco contraste tonal, não se prestava à multiplicação e o tempo de exposição era longo, variando entre quinze segundos

O concurso World Press Photo premiou na sua 54ª edição a fotografia tirada pela repórter fotográfica Jodi Beiber a Aisha, uma mulher afegã, vítima dos Taliban, a quem foi mutilado o nariz e parte da orelha.

e trinta minutos. Ainda assim, depois da descoberta deste francês, cuja técnica foi de imediato declarada como domínio público, as inovações jamais pararam. Não há uma única maneira de classificar os géneros fotojornalísticos. A generalidade dos manuais e livros sobre fotojornalismo classifica os géneros fotojornalísticos em notícias, retrato, ilustrações fotográficas, paisagem e histó-

rias em fotografias ou picture stories (que engloba os subgéneros das foto-reportagens e dos foto-ensaios, podendo misturar fotografias de várias categorias anteriores). Por sua vez, os grandes concursos fotográficos, como o World Press Photo, estabeleceram outra tradição de classificação dos géneros fotojornalísticos. Em primeiro lugar, a classificação passa pelo número de fotografias

que constituem uma peça: fotografia única ou várias imagens. Posteriormente, a classificação é feita em função do tema: notícias, arte, pessoas, moda, ciência e tecnologia, desporto e natureza e ambiente. A identificação de um género fotojornalístico passa, por vezes, pela intenção jornalística e pelo contexto de inserção da(s) foto(s) numa peça. O conteúdo e forma do texto são, assim, essenciais para explicitar o género fotojornalístico (não se pode esquecer que o fotojornalismo integra texto e fotografia). Por exemplo, uma fotografia de notícias, se for individualmente considerada, poderá ser (ou parecer) um retrato. Mas, devidamente contextualizada, será sempre uma fotografia de notícias em geral. É de assinalar que, embora haja géneros fotojornalísticos mais vincados, também há fotografias que dificilmente se podem classificar num género específico. Por último, referenciamos o papel da agência Cooperativa Magnum, fundada em 1947, em Paris, por quatro fotógrafos: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir a sua função. A criação dessa nova forma de agenciar imagens modificou todo o percurso do fotojornalismo mundial. Filipa Vilela; Sónia Osório; Vera Sousa; Miguel Carvalho - 1ºPTM

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ambiente

“queremos a tua pastilha elástica … no pastilhão” A higienização dos espaços não deveria ser uma preocupação de todos os indivíduos enquanto cidadãos assíduos de espaços públicos? Nos mais variados locais encontramos facilmente resíduos de todos os tipos que causam danos colaterais, tanto ao nível ambiental, como no domínio da saúde pública. Os actos irreflectidos da nossa sociedade continuam a contribuir para esta realidade. Contudo, são poucas as pessoas que se mostram efectivamente interessadas em empenhar-se nessa tarefa, bem como em consciencializar os demais para este desafio. Um exemplo prático deste fenómeno é o das pastilhas elásticas que, actualmente, “decoram”, irremediavelmente, todos e quaisquer pavimentos. Um olhar, por mais desatento que seja, depara-se com metros quadrados de uma cidade pejados desses detritos coloridos, mas mais pegajosos que uma lapa. O arco-íris não é mais que uma miragem ensaliva-

da e colante. Independentemente da idade, todos as consomem e têm, como é óbvio, de se livrar delas. O que choca é a facilidade com que o fazem e, nem sombra de arrependimentos ou de consciência pesada. Quem nunca pecou que aponte o dedo e lance a primeira pedra. Afinal, sem recipientes, sem uma possível reciclagem à vista, poderemos ser considerados irremediavelmente prevaricadores inconscientes? Portugal, apesar do seu confortável recanto peninsular, ressente-se de inúmeras limitações, nomeadamente ao nível de gestão de resíduos. Mas será que

instituições reconhecidas internacionalmente ainda não tenham colocado hipóteses para prevenir este problema? Existem soluções para o plástico, para o vidro, para o papel, para as pilhas... Todos estes materiais poluem e merecem a sua reciclagem. E as pastilhas elásticas? Será que não poluem tanto ou mais do que qualquer um dos exemplares supra citados? Se existem pilhões para reciclar pilhas cujos consumos nos parecem em menor quantidade, porque não apostar numa reciclagem de pastilhas elásticas?! Será que estas não poderão dar origem a novos materiais?...

talentos escondidos

concurso de humor Muitas vezes existem talentos escondidos, que nunca foram revelados por uma única razão: falta de oportunidade. Existem imensos talentos, mas por vezes falta um palco para brilharem, um microfone para se fazerem ouvir ou uma guitarra para envolver toda a gente numa mesma melodia. Assim, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, decidimos criar este concurso de humor, onde privilegiamos a criatividade e a boa disposição. Pretendemos proporcionar uma oportunidade a todas as pessoas, de qualquer idade, para que possam mostrar o que valem humoristicamente. Acreditamos na existência de muitos potenciais

em Guimarães, e por isso queremos tentar demonstrá-los. Este concurso desafia todas as pessoas a explorar o seu lado humorístico. Para isto, os concorrentes devem ser capazes de criar um momento de humor, no qual são permitidas imitações de referências humorísticas ou dar asas à imaginação e criar algo novo. Se te achas capaz de nos fazer cair da cadeira, então participa! Vê todas as informações no Facebook, ou envia-nos um e-mail para concursodehumor@hotmail.com. Joana Correia; Álvaro Machado; Rita Baptista; Mariana Almeida – AP - 12º CT2

Perante tantas questões, procuramos contactar várias instituições/pessoas idóneas com responsabilidades cívicas e com prestígio, nomeadamente câmaras municipais, centros de compostagens, engenheiros ambientais e, malogradamente, concluímos que, apesar da simpatia e da amabilidade com que nos receberam, apenas nos ofereciam remediar a situação sem a poder prevenir. Saudamos o facto de, actualmente, já existirem empresas especializadas na remoção da pastilha elástica. Consideramos, contudo, que seria bem mais higiénico as pessoas não as deitarem ao chão ou existir, à semelhança de outros resíduos, um modo de as reciclar. Sonhadoras, ainda queremos crer que este nosso apelo, esta nossa legítima preocupação não serão espezinhados como uma simples “chiclet” no chão. Cátia, Liliana, Paula e Flávia – AP – 12º CT3


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técnicas de multimédia

cuidados e técnicas de filmagem Com este artigo pretendemos ajudar todos aqueles que queiram fazer filmagens com algum profissionalismo. Seguem algumas indicações, cuidados e preocupações, a considerar para uma boa filmagem: O primeiro cuidado a ter diz respeito ao manuseamento das câmaras. As câmaras são sujeitas a desgaste, logo, dependendo da frequência de utilização, é importante uma limpeza efectuada por técnicos especializados. Outro cuidado a considerar prende-se com as condições atmosféricas. Estes equipamentos são muito sensíveis à humidade e não devem apanhar sol directamente na lente. Aconselhamos, assim, a compra de capas protectoras. Outro elemento fundamental para uma boa filmagem é o enquadramento, que é o campo visual capturado pela objectiva da câmara. A esse elemento capturado, chamamos plano, o qual, mediante a disposição dos elementos, ganha diferentes valores e diferentes tempos

de leitura. São vários os tipos de enquadramento que se podem usar no momento de filmar. Damos o exemplo de uma entrevista: as costas e o ombro do entrevistador podem aparecer em algumas das respostas do entrevistado, embora vá criar algum ruído na imagem. O entrevistado deve surgir sempre em primeiro plano, olhando na direcção do entrevistador que, por sua vez, pode surgir em primeiro plano nas perguntas, com um enquadramento similar ao do entrevistado. Este plano, normalmente, é gravado posteriormente,ao fim da entrevista. Nesta fase, o jornalista pode também “perguntar” usando como imagem um plano médio, dando, assim, mais recursos de imagem para o trabalho de edição. Esperamos que este artigo vos ajude a realizar uma filmagem “à vossa maneira” mas com um pouco mais de profissionalismo. poesia André Machado; Carlos Diogo; João Costa - 1º PTM

ano europeu do voluntariado

jovens em acção - junta-te ao grupo Numa sociedade consumista e manipuladora, muitos são os jovens que negligenciam o afecto, o carinho e a ajuda. Será tudo isto, sinónimo de ostracismo? Impotentes perante um mundo de aparências, que constrói juízes de valor não alicerçados, há os que emergem e tentam lutar para construir uma nova realidade! O que está por detrás desta enorme motivação? Tudo pode começar num sonho, num mero sonho, que por mais pequeno que seja, com forte determinação e força de vontade, acaba por se tornar realidade. No dia 11 de Novembro, realizou-se na nossa escola, uma acção de divulgação e sensibilização do projecto “EVS - Serviço de Voluntariado Europeu”, facilitado pela professora Anabela Oliveira e dinamizado pelo Doutor Carlos Santos, Director do Departamento Cultural da Rádio da Universidade do Minho, igualmente responsável por este projecto. Com esta actividade, alguns jovens tiveram

a oportunidade de conhecer projectos que tornam possíveis algumas das suas vontades. Assim, surgiu a ideia de alguns jovens se juntarem e em grupo partilharem e ajudarem a construir um novo mundo. Nasceu, então, uma nova realidade, a criação de um grupo de jovens em acção. Este grupo visa trabalhar diferentes valências: dança, música, jornalismo, cidadania; todas, em regime de voluntariado. O grupo está pronto a receber os jovens desta escola que se sintam motivados e sensibilizados para este projecto. Fica lançado o repto: “Sentir a alma humana, Viver o ser em plenitude. Acender aquela pequena chama, Apesar da inexperiência da juventude.” Curso EFA

amor platónico Flor branca, flor negra quem de mim te levou, Nunca chegaste a ser minha, mas meu pobre coração te tocou. Não serei mais teu bandido, nem asas do teu ser. Fica agarrada, alma minha, ai não é querer-te, mas sim ter. Foste embora, para longe, roubaste outro horizonte e meu olhar viu-te fugir. Dá-me a mão anjo fugitivo, antes que esta saudade se faça sentir. Rendi-me ao teu encanto, perdi-me nas palavras tornadas paixão. No destino vi-te a ti, acredita, até morri. Sorriste num minuto, numa hora fizeste-me sonhar. Não partas minha deusa, preciso de ti ao acordar. Não ganho a coragem, de te mostrar o que sinto. Eu amo-te é verdade e torno teu, este meu coração faminto. Catarina Moura - 11º LH3


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cursos profissionais

dez erros a evitar no estágio É sabido que nos dias de hoje é muito difícil arranjar um bom emprego. É raro o telejornal que não fale de crise, medidas de austeridade, desemprego, FMI, etc, etc. O pessimismo está instalado e é impossível os alunos finalistas ficarem alheios a este clima de desânimo. Mas, para estes, o estágio pode ser a “via-verde” para enfrentarem o cada vez mais exigente mercado de trabalho. Equívocos nos processos de trabalho são aceitáveis, já que o estágio tem como proposta ensinar a prática da profissão que o aluno escolheu e estuda. Contudo, existem erros de conduta que, se cometidos, maculam a imagem do futuro profissional. Em baixo, seguem algumas dicas que o site Administradores.com.br ofereceu para estagiários de comunicação: 1| Falta de iniciativa Para Carmen - consultora da empresa brasileira Nube - um estagiário acomodado não tem lugar numa boa empresa: “O estudante tem que mostrar interesse em aprender sobre a instituição, sobre a área em que ela actua e sobre o seu trabalho específico”. Segundo esta especialista, quanto mais participativo o estagiário for, maiores as probabilidades de se tornar um bom funcionário. 2| Torcer o nariz para feedbacks Não há escapatória possível: se os profissionais estão constantemente a ser sujeitos a avaliações, o estagiário não é excepção. E isso é saudável, pois esta “pressão” faz que a tarefa seja executada com mais rigor e brio. Por isso, ele deve aceitar as avaliações como uma ferramenta de desenvolvimento. “O estagiário, principalmente, precisa de ter a humildade de olhar para os próprios erros”, ressalta Carmen. Para ela, o estagiário precisa de estar preparado e disposto a aprender. 3| Irresponsabilidade Tarefa dada é tarefa cumprida. É assim que os estagiários devem lidar com as responsabilidades que têm no trabalho. Deixar de cumprir alguma actividade é um dos principais erros que deve ser evitado: “Quando isso acontece, o estagiário não só se prejudica a si mesmo, como também prejudica a rotina de trabalho da equipa”, lembra Carmen.

4| Não se ambientar Entrar no estágio com cara de “eu é que sei” não ajuda em nada. Só atrapalha e irrita. Nessa fase, é proibido trabalhar de forma isolada. “O estagiário deve mostrar qualidades, como trabalhar em equipa, interesse nas actividades, estar disponível para executar as tarefas”, afirma Carmen. 5| Ter faltas e atrasos É fácil ganhar a fama de “baldas” quando atrasos e faltas são frequentes. “Faltas e atrasos comprometem de forma séria as actividades da equipa”. Assim, quando ocorrer algum imprevisto, tente avisar o monitor o mais rápidamente possível, por telefone e não por e-mails. 6| Pensar apenas no subsídio Está certo que o valor do ordenado pesa na hora do estudante escolher a empresa onde quer trabalhar. Mas é bom que ele tenha em mente que a ideia do estágio é colocar em prática a profissão que ele aprende na teoria. “No estágio, ele aprende como lidar com hierarquias, a ter a postura correcta em ambientes corporativos. “Ele vai ter um ganho profissional”, diz Carmen. E isso, muitas vezes, tem mais valor que o ordenado. 7| Ter medo de perguntar Ninguém nasce ensinado. E nenhum estagiário chega a uma empresa a saber exactamente o que tem de fazer. Por isso, perguntas são bem-vindas. Deixá-las de lado não só mostra o quanto o estagiário é passivo, como pode prejudicar a qualidade do seu trabalho. 8| Linguagem muito informal Nada de gírias ou palavrões. Na hora de escrever, nada de abreviações ou brincadeirinhas. O estagiário deve entender que o modo como fala e escreve nas redes sociais ou com os colegas de estudo não deve ser o mesmo como conversa no trabalho. Para evitar equívocos, seja o mais formal possível. Pelo menos até ter mais intimidade com os colegas. Manter-se actualizado ajuda a estabelecer uma conversa que foge de informalismos. Quanto mais soubermos, mais à vontade estamos para conversar com os chefes e colegas de trabalho.

9| Cada “macaco no seu galho” Fazer trabalhos para a escola ou resolver problemas pessoais no horário de estágio parece mal. “Os estágios surgiram, precisamente, para dar um contexto real à teoria das aulas”, afirma Carmen. Por isso, concentrem-se: as seis horas que ficam no estágio são para executar tarefas da empresa. 10| Ir de fato-de-treino para o trabalho A maneira como vocês se vestem diz muito sobre vocês. Por isso, tentem vestir-se de modo formal nos primeiros dias e observem como os outros estagiários e profissionais se vestem. “Vista-se de acordo com a cultura da empresa”. “Se houver dúvidas, adopte um padrão discreto, com cores neutras e roupas sociais básicas”. Além disso, lembrem-se: O estágio é uma fase importante para o vosso percurso profissional. Ele dar-vos-á bases importantes para o vosso desenvolvimento profissional e até pessoal. Isso não significa que tenhas de ficar todo o dia dedicados a ele, ou fazer sempre horas extra. Cumpri as vossas tarefas da melhor maneira possível dentro do horário. Ainda segundo Carmen, o importante é que, acima de tudo, o estudante não se esqueça da sua formação. “O primeiro passo é concluir o curso”, diz. Por isso, não priorizeis o estágio ou a escola. Tentai manter o equilíbrio entre as duas actividades. Texto adaptado pelo Prof. Jorge Faria Fonte: http://www.designontherocks.xpg.com.br/


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Universo ESMS

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inglês

how the small elephant choke on an ant That’s not a thing that happens every day. That’s the kind of thing that you’d laugh at if I told you, but it really happened. Elephants are huge animals, as everybody knows. Ants are one of the smallest animals ever. But these ones are very unusual. This elephant was pretty small, compared to the others of the species. Nobody knows why but he never grew up as fast as his brothers did. On that day, the elephant was sleeping under a big tree. It was too hot and the sun was burning, the perfect conditions to take a nap. But something bumped into him. With

In a jungle full of magic and talking animals, lived an old big elephant married with a short female of his species. She had tried to get pregnant since she was able to, but she just couldn’t. She went on a visit to a lion known for his spells and potions. He gave her a spell but he made a mistake and instead of “tall” he wrote “small”. When Mrs. Elephant was in labor, the doctors said that the baby had a problem. He was too small! Mr. and Mrs. Elephant cried so much that they got sick! When the baby Elephant was 7 years old he went to school. Everyone made fun of him and he only had a friend: a big ant that was addicted to steroids, so she was the size of a pill. One day, the little elephant ate a rock while he was playing. The only hope was if the ant went inside the elephant’s mouth and took out the rock. She did it but the Squirrel of their class scared them and the

eyes wide open, the elephant saw something that he had never seen before. A giant ant, bigger than all the others, was looking at him with a funny look. They were both really surprised. “You are the biggest ant I´ve ever seen” The elephant said, looking a little scared. “Yes, I know, right? Isn’t that cool? “, she said, laughing, “And you’re the smallest elephant of the world, I bet.” The big ant started laughing at the elephant’s face, joking with him. “You’re so small. Are you sure you are an elephant? I don’t think so. Hey, look, you’ll surely go into the Guiness book as the smallest elephant ever.”

The elephant was getting so furious, so mad at that freak, big ant that he couldn’t handle it anymore. One gulp and he ate it. But he forgot one important thing. She was big, he was small. So… He couldn’t breathe. He choked on an ant. Nobody knows how the story ends. It’s a total mystery. But we can learn one thing from this story. Think about what you do and don’t take any decisions when you’re angry. And that’s how the small elephant choked on an ant. Teresa Martins - 10ºLH1

ant fell down the elephant’s throat. They both died but after that, in that jungle, every animal was friendly to small-sized species. The spirit of the ant and the elephant went to see the lion and he gave them a choice: if they returned to the Earth, they wouldn’t remember each other. They preferred to remain dead because no one would talk to an elephant the way the ant did. And no one would understand an ant the way the elephant did! Julieta Cepeda - 10º LH1

SOLUÇÕES DAS PALAVRAS CRUZADAS N.º 4 AM; IP; REPOSICIONADO; AIO; AR; RA; IAS; MA; ARI; ASI; SA; E; AMEN; VIAS; R; AREIA; ASSAR; AVE; BAR; PASSAR; TITULO; ARTE; A; R; AGIL; RIA; APEAR; OCA; TA; SRA; BAU; AV; E; RAIZ; ACRE; A; PALCO; LHAMA; ARI; OT; HÁ; AIS; CAOS; ELO; USAR.


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Fotos

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Memórias da Escola

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Depois da aulas, brincar e rir é preciso; para isso se fez o grupo dos totós. Alunas queridas da Prof.ª Doutora Maria da Conceição Campos


Jornal ‘O Pregão’ online em: http://issuu.com/o pregao

Equipa de ‘O Pregão’ Dulce Nogueira Fátima Lopes Genoveva Lima Glória M. Machado Joaquim Magalhães Jorge C. Faria José L. Faria José M. Teixeira Leonor Costa

Se pretendes ver publicado o teu artigo ou trabalho no jornal da escola, envia o material para o email: o.pregao@esmsarmento.pt

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Palavras Cruzadas 4 1 Post it “A vida afectiva é a única que vale a pena. A outra apenas serve para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo.” Miguel Torga

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4-7: Jornadas Culturais 7: Sarau 11 de Abril: Início férias Páscoa 24 de Abril: Páscoa 26 de Abril: Início 3º Período

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Sítios e Blogs http://www.guimaraes2012.pt Portal de internet da Capital Europeia da Cultura - Guimarães 2012.

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Amerício (s.q.); “Internet protocol”. Colocado numa nova posição. Escudeiro; fisionomia; Rádio (s.q.); atravessavas. Madrasta; nome masculino; empunhei; apelido. Assentimento; meios de transporte. Conjunto de partículas granulosas de natureza mineral, que se encontra no leito dos rios, dos mares, nas praias e nos desertos; cozinhar no forno. Animal vertebrado, pulmonado e ovíparo, de sangue quente, com o corpo revestido de penas e bico córneo; botequim. Projectar (filme) num ecrã; denominação honorífica. Expressão de um ideal estético através de uma actividade criativa; desembaraçado. Braço de mar; tirar do pedestal; vazia. Tântalo (s.q.); “Senhora”; estrada macadamizada; “Avenida”. Parte de um órgão implantada num tecido ou noutro órgão (Anatomia); intenso. Parte do teatro onde os actores representam, geralmente uma plataforma ou um estrado (Teatro); tecido de fio de ouro ou prata, ou com esse aspecto. Nome masculino; “Obrigações do Tesouro”; existe; momentos. Confusão; gavinha; empregar. Fio de qualquer metal puxado à fieira; frase isolada para interromper quem fala; Actínio (s.q.). Peça de vestuário de tecido de malha que cobre o pé e a perna, esta no todo ou em parte; dano; forma sincopada de para. Poeira; segmento de recta comum a duas faces de um poliedro (Geometria); distância do centro ao limite da circunferência (Geometria). Estime; catedral; designação comum do cloreto de sódio, usado no tempero e na conservação dos alimentos. Recobrei a saúde; relativo aos Árias, ariano. Nome feminino; criançola. Enfurecia; exercício da actividade profissional. Vegetação no deserto; abertura perpendicular à bainha em peças de vestuário. Vagueavas; “tradução automática”; berne. Instante; parte da espiga (do milho) onde os grãos estão alojados; grandes aves corredoras.

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Jornadas; planta da família das Leguminosas, com vagens de tom escuro quando maduras, espontânea em todo o País (Botânica); dama de companhia.

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Servir de modelo; rebolava; “Senhor”.


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