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Armindo entronizado na Confraria dos Vinhos Verdes

PS fala em empresas municipais para vereadores

500 garrafas lembram AlbertoSampaio

O Partido Socialista acusa a coligação PSD/PP de estar a preparar a criação de empresas municipais para integrar vereadores que não se vão recandidatar em 2009. Armindo Costa já negou essa intenção. p. 3

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ANO 17 • Nº 857 • Gratuito 8 A 14 DE OUTUBRO DE 2008 DIRECTOR: JOÃO FERNANDES

opiniãosuplemento:

Um olhar sobre a solidariedade social no concelho.

Deslocalização dos ciganos para a outra ponta do recinto é medida mais visível

MUDANÇAS PROFUNDAS NA FEIRA SEMANAL Para conferir maior organização ao recinto e dar mais segurança a feirantes e a consumidores, a Câmara Municipal vai intervir na feira semanal. As mudanças são profundas e operam-se já nesta quarta-feira, 8 de Outubro. A destacar há, essencialmente, a deslocalização dos comerciantes de etnia cigana para o topo sul do re-

Degradação do quartel leva a solução de emergência

GNR de Riba d’Ave vai para espaço provisório

cinto da feira, junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Famalicão. O vereador responsável por este pelouro, Ricardo Mendes, confessa que foi um processo complexo e difícil, mostrando-se convicto que a mudança vai operar-se de forma ordeira. p.6

Cordão pela leitura foi uma das iniciativas do aniversário

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Presidente da Assembleia demite-se O presidente da Assembleia de Freguesia de Oliveira Santa Maria demitiu-se a semana passada. A demissão surge após algum clima de tensão gerado entre Jerónimo Nunes e o presidente da Junta. p.7

Obras no Montezelo arrancam em Lousado A reabilitação do parque de Montezelo arrancará até ao final do ano. A garantia foi dada por Armindo Costa, que esteve de visita à freguesia de Lousado. p.8

opiniãosport: FC Famalicão cede primeiros pontos na Divisão de Honra Atlético Voleibol Clube faz regressar equipa sénior

Biblioteca renova-se aos 95 anos p. 1 5


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pública: 8 de Outubro de 2008

Agenda

espaço aberto

Conhece situações que podem ser retratadas na Objectiva Pública? Envie as suas fotografias, acompanhadas de um pequeno texto com o local e a descrição, para o e-mail: informacao@opiniaopublica.pt ou entregue nas instalações do Opinião Pública, na Rua 8 de Dezembro, nº 214, em Antas.

Hoje, 8 21h30 Cineclube de Joane exibe, na Casa das Artes, o filme “Elephant”, de Gus van Sant, no âmbito do ciclo “10 anos, 10 filmes”.

Objectiva Pública

Quinta-feira, 9 21h30 De novo cinema na Casa das Artes pela mão do Cineclube, com o filme “Blade Runner”, versão final de Ridley Scott.

Sexta-feira, 10 21h00 Centro de Apoio Local de Joane realiza uma Assembleia Extraordinária para análise da situação da associação.

Terça-feira, 7 9h00 Escuteiros de Bairro promovem dádiva de sangue, no salão paroquial da freguesia. Decorre até às 12h30. Último dia para ver a exposição “Alfaias Agrícolas em Miniatura”, de Francisco Carvalho Lopes, patente no Posto de Turismo de Famalicão.

Hoje em dia, os meios que temos para nos livrarmos do lixo que produzimos são em grande número e de fácil acesso. Continua, por isso, ser bastante difícil de aceitar situações como a retratada nesta OBJECTIVA PÚBLICA. Esta lixeira encontra-se na freguesia de Requião, no lugar de Lagoas, junto à central eléctrica ali existente. Já aqui o dissemos e voltamos a lembrar: a Câmara Municipal recolhe gratuitamente os chamados ‘monstros’; quanto ao restante lixo, na freguesia de Requião a recolha faz-se três vezes por semana. É caso para dizer: ‘não havia necessidade’…

Questão Pública O Estado devia intervir no mercado dos combustíveis? Custódio Oliveira

Ana Maria Oliveira Fico triste quando me desloco à Galiza e vislumbro as enormes filas de portugueses que esperam pacientemente para abastecer os depósitos dos seus carros. O Governo vizinho agradece a nossa contribuição para o seu orçamento de Estado. Desanimou-me também saber que o preço dos combustíveis antes de impostos é equivalente em Portugal e Espanha. Recentemente temos vindo a assistir a um fenómeno muito singular em Portugal: o petróleo sobe e os combustíveis disparam na hora, o petróleo desce e os preços teimam em não acompanhar. Penso que o Governo tem sido um mero espectador nesta matéria, esperava-se uma maior atenção e fiscalização por parte das autoridades competentes. Esta permissividade exclusiva com o sector é, no mínimo, estranha. Lembro que na formação do preço de venda do combustível, 60% do que pagamos é imposto.

A grave crise financeira, com origem no coração do neo-liberalismo americano, demonstra que os mercados não são capazes de se auto regularem. As grandes empresas hipotecaram o futuro, porque só pensaram nos seus interesses egoístas. Agora pedem e aceitam os apoios do Estado, quando antes sempre defenderam que o Estado não devia intervir. Se é certo que o Estado totalitário e omnipresente dos regimes comunistas não funcionou de todo. Também é certo que a completa ausência do poder regulador do Estado do neo-liberalismo capitalista também não funciona. Com os combustíveis passa-se algo de semelhante. Parece demonstrada a ganância cega e especulativa das empresas deste ramo. Mais cedo ou mais tarde, o Governo vai ter que intervir…espero que essa intervenção não seja tarde demais.

FICHA TÉCNICA

EDITOR DE TURNO:

GRAFISMO:

CONSELHO EDITORIAL:

Magda Ferreira (CPJ 4625) magda@opiniaopublica.pt

Carla Alexandra Soares, Elisete Santos, Pedro Silva.

EDITOR DESPORTO:

Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, Joaquim Loureiro, João Fernandes.

DIRECTOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

Maria Augusta Santos dirigente associativo

autarca

Bruno Marques (CPJ 8022) brunomarques@opiniaopublica.pt

APOIO À REDACÇÃO:

REDACÇÃO:

OPINIÃO: António Cândido Oliveira, Avelino

informacao@opiniaopublica.pt Carla Alexandra Soares (CICR-248), Cristina Azevedo (CPJ 5611), Magda Ferreira (CPJ 4625), Marta Marques (CICR-320) e Sofia Abreu Silva (CPJ 10952).

Leite, Carlos Sousa, Domingos Peixoto, Gouveia Ferreira, J. Silva Lopes, João Casimiro, Joaquim Loureiro, Luís Paulo Rodrigues, Miguel Moreira Silva, Paulo Cunha e Vieira Pinto.

Jorge Alexandre

GERÊNCIA: João Fernandes DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022), Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297) e Pedro Silva (CICR-220).

professora O que os cidadãos sentem é que, quando há uma subida do preço do petróleo, há também uma subida imediata do preço dos combustíveis, mas que às sucessivas baixas do preço do petróleo não tem correspondido, proporcionalmente e de forma também imediata, uma redução dos preços dos combustíveis. Estes factos levamnos a interrogar se não estaremos perante especulação por parte das petrolíferas, senão mesmo concertação de preços no mercado. A questão em apreço é complexa e merece séria ponderação, tanto mais que estamos a atravessar um período de grave crise financeira internacional. Neste sentido, é necessária uma rigorosa análise aos desfasamentos entre a variação do preço do petróleo nos mercados e o preço de venda dos combustíveis em Portugal devendo a Autoridade da Concorrência, no exercício das suas competências, ter uma acção eficiente de fiscalização dos preços dos combustíveis. O Governo tem dado sinais de que está atento a este problema tendo já garantido, através do Ministro da Economia, que intervirá, caso os preços dos combustíveis não reflictam efectivamente a descida do preço de petróleo nos mercados internacionais.

CAPITAL SOCIAL: 350.000,00 Euros. DETENTORES DE MAIS DE 10% DO CAPITAL Feliz Manuel Pereira António Jorge Pinto Couto

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pública: 8 de Outubro de 2008 03

cidade

Armindo Costa já negou qualquer intenção nesse sentido

PS acusa coligação de criar empresas municipais para vereadores O Partido Socialista (PS) de Famalicão diz que a coligação PSD/PP quer criar empresas municipais para integrar actuais vereadores que não irão recandidatar-se em 2009. A denúncia foi feita, segunda-feira, em nota à imprensa da concelhia socialista, com o título “empresas municipais para desempregados da política”. Diz o PS que a coligação que gere os destinos da Câmara famalicense tem em curso um processo de criação de uma ou mais empresas municipais, “destinadas prioritariamente a integrar nos conselhos de administração actuais vereadores que não venham a fazer parte da lista da coligação nas autárquicas de 2009 ou que, por força das novas leis eleitorais que obrigam à inclusão de mulheres, não venham a ocupar um lugar considerado elegível”. Os socialistas avançam que o processo, “ainda no segredo

dos deuses, estará já em velocidade de cruzeiro”, de forma a garantir que, antes das Autárquicas, “alguns desempregados políticos da coligação PSD/PP possam garantir um ‘lugar ao sol’, com salários iguais ou superiores aos dos vereadores, numa empresa municipal”. Entre os sectores onde poderão ser criadas as empresas municipais, no comunicado aponta-se a água e saneamento e os equipamentos desportivos. O PS faz depois duras críticas àquilo que considera se “mais um escândalo” da gestão PSD/PP e lembra que a criação de empresas municipais “visa, em primeiro lugar, a prestação de serviços de excelência aos munícipes” e não a “satisfação de clientela que gira em torno do poder”. Por isso, promete “opor-se com tenacidade a esta intenção”.

presidente da Câmara Municipal nega peremptoriamente que esteja em curso a criação de qualquer empresa municipal e utiliza mesmo a expressão popular “é o fim da picada” para classificar a acção dos socialistas. “Eu não criei nem criarei empresas municipais, não tenho a mínima intenção de o fazer porque não vejo aí qualquer utilidade para o concelho”, afirma Armindo Costa. E, partindo para o contra-ataque, atira: “O que eles querem é colocar nas nossas cabeças aquilo que se passa na cabeça deles, porque o que me parece é que são eles que querem criar empresas municipais se forem para o poder”. O edil vai ainda mais longe e afirma que, actualmente, o PS “é um perigo à solta e é aquilo que os famalicenses vão ter pela frente, caso resolverem votar neles”.

Armindo Costa nega Em reacção ao comunicado, o

C.A.

Publicação da autarquia

Boletim Municipal em formato renovado

A Câmara Municipal de Famalicão acaba de dar à estampa um novo número do boletim municipal, que surge num formato renovado. “Com uma organização informativa mais diversificada e com uma paginação mais leve, atractiva e de fácil leitura, o município apresenta uma resenha do trabalho desenvolvido no último ano, nas mais diversas áreas”, diz a autarquia em nota à imprensa. Ao longo de 64 páginas são abordados vários temas desde economia à acção social, da educação ao desporto e da cultura ao turismo. A capa é ilus-

trada com uma imagem acrobática de um voo, protagonizada por um aluno da Didáxis de Riba de Ave, na inauguração do Pavilhão “Terras de Vermoim”. Junto com a revista é distribuído um suplemento de 48 páginas com a publicação das actas das reuniões da Câmara e da Assembleia municipais. No editorial, o presidente Armindo Costa destaca a “gestão autárquica de excelência do município”. Baseando-se em “dois estudos insuspeitos” vindos a público nos últimos meses, por iniciativa da Direcção-

Geral das Autarquias Locais e da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, o autarca sublinha que “Famalicão reduziu em 20% o seu passivo e continua a investir fortemente em grandes obras estruturais, no campo do desporto, das vias, da água, do saneamento, da habitação social.” Refira-se que o boletim municipal tem uma tiragem de 45 mil exemplares, sendo de distribuição gratuita. Para além da edição em papel, pode ainda ser consultada no site oficial do município em www.vilanovadefamalicao.org.

Adrave promove curso em Técnicas de Gestão e Turismo A Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (Adrave), em parceria com a Universidade Portucalense, vai promover um Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Técnicas de Gestão e Turismo, tendo abertas as candidaturas até ao próximo dia 17. Os CET correspondem a uma formação pós-secundária, não superior, que visa conferir uma qualificação profissional de nível IV, conducente a um diploma de especialização tecnológica. O curso destina-se a desempregados à procura do primeiro ou de novo emprego, e, ainda, àqueles que pretendam candidatar-se ao prosseguimento de estudos, possibilitando a candidatura ao ensino superior na Universidade Portucalense. Tem a duração de 1.350 horas, sendo 850 horas de formação em sala e 500 horas de formação prática em contexto de trabalho/estágio, em empreendimentos turísticos, empresas de animação turística e organização de eventos, agências de viagens e operadores turísticos, associações locais e regionais de desenvolvimento turístico, entre outras Instituições de renome. Está previsto o dia 3 de Novembro como data de arranque do curso, o qual decorrerá na Universidade Portucalense, no Porto, em horário laboral, das 9h00 – 13h00 e das 14h00 – 17h00. As candidaturas deverão ser efectuadas na sede da Adrave (Rua Ana Plácido, Edifício Europa, 1 – V.N. Famalicão), ou através do site www.adrave.pt.


pública: 8 de Outubro de 2008

A Brigada Fiscal da GNR, através do Destacamento Fiscal de Serviços Especiais do Porto, apreendeu em Famalicão, na freguesia de Oliveira S. Mateus, na tarde de quinta-feira da semana passada, dia 2, diversa mercadoria contrafeita. Segundo informa a Guarda na sua página oficial na Internet, foram apreendidas: 634 camisas, 98 etiquetas, 1.298 cartões, 934 sacos em plástico e 90 recortes em tecidos para o fabrico das camisas. A apreensão foi efectuada na sequência da execução de um mandado de busca a uma empresa, sendo que o material apreendido tem um valor presumível de 31.341 euros.

Casa do Professor actua no Magalhães Lemos A Casa do Professor de Famalicão animou, no passado dia 1 de Outubro, os doentes do Hospital Magalhães Lemos, com seus cantares, cavaquinhos e rancho folclórico, a convite da direcção daquela instituição. Segundo a Casa do Professor, a actuação deu-se “num ambiente acolhedor e fraterno, tornando assim uma tarde diferente a todos aqueles que se encontram com saúde débil e ameaçada”.

Águas do Ave lança empreitada de acessos A Águas do Ave acaba de lançar mais uma empreitada para a execução dos acessos à ETAR de Mosteiro, à captação das Andorinhas e ETAR de Penices, esta última em Gondifelos. Segundo anuncia a empresa, trata-se de “infra-estruturas fundamentais, no sentido de promover uma adequada acessibilidade àquelas unidades de captação de água para abastecimento e de tratamento de águas residuais incluídas no Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Vale do Ave, as quais se encontram na fase final da sua execução”. Diz a Águas do Ave que as obras se vão iniciar em breve, com um prazo de execução de 90 dias e um custo que ronda os 500 mil euros.

PSD reage a voto de recomendação dos socialistas O PSD de Famalicão acusa os socialistas de enlamearem a política famalicense. É a reacção dos social-democratas ao voto de recomendação apresentado pelo PS na última Assembleia Municipal, realizada no dia 26 de Setembro. Aproveitando a mudança na vice-presidência da Câmara, os socialistas dirigiram um voto de recomendação ao novo vice-presidente, Leonel Rocha, aproveitando para tecer críticas ao seu antecessor, que acusaram de falta de ética e moral no desempenho do cargo. Em comunicado, a Comissão Política do PSD vem, agora, criticar a posição dos socialistas, que acusa de estarem “a enlamear a política em Famalicão, denegrindo a imagem e respeito” que entendem merecer todos os eleitos. Aproveitam, assim, para sublinhar “a competência técnica e idoneidade moral” de todos os vereadores da coligação. O PSD declara ainda que se revê na forma como o presidente da Assembleia lidou com a situação, evitando que produzisse outros danos. Recordese que Nuno Melo não deixou o voto dos socialistas ir a discussão, por em causa estarem ofensas pessoais e à honra do vereador Durval Tiago Ferreira. Uma atitude que o PS classificou de censura.

Semana Mundial do Aleitamento Materno

CHMA destaca benefícios da amamentação Começou na passada segunda-feira e prolonga-se até ao próximo domingo a semana Mundial do Aleitamento Materno. O Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), que inclui os hospitais de Famalicão e Santo Tirso, está a assinalar a data com uma série de iniciativas relacionadas com o tema. Na segunda-feira foi inaugurada uma exposição de fotografia sobre a amamentação e uma série de quadros alusivos ao tema, oferecidos pela Provedora do doente Fernanda Costa. O serviço de Obstetrícia e Ginecologia, que abrange o Bloco de Partos e a Maternidade, assim como a Pediatria foram os grandes impulsionadores desta iniciativa. A abertura decorreu com o espaço cheio de profissionais de área que, de uma forma simbólica, inauguraram uma exposição fotográfica da autoria da enfermeira Cláudia Saraiva. Presente na cerimónia esteve o presidente do Conselho Executivo, José Dias que salientou a importância do tema e da comemoração, bem como os benefícios da amamentação. Também a directora do serviço, Adelaide Brochado, sublinhou a importância desta data, até porque o hospital está a candidatar-se ao título Hospital Amigo do Bebé. E para isso a implementação ex-

Claudia Saraiva

Material contrafeito apreendido em Famalicão

cidade

Exposição de fotografia sobre a amamentação foi inaugurada segunda-feira

clusiva do aleitamento materno é um dos passos a dar. Segundo a enfermeira responsável pelo serviço, Maria

José Maia, “esta é uma forma de esclarecer e evidenciar a importância do aleitamento materno para o bebé, para a

Centro de saúde também comemora O centro de saúde também assinala esta data com várias iniciativas, assim sendo as mães vão puder assistir à projecção de filmes, distribuição de panfletos e sessões de esclarecimento sobre o aleitamento materno. Num acto simbólico as enfermeiras da extensão urbana do centro de saúde de V.N. de Famalicão vão atribuir um diploma de mérito para as mães que estão a amamentar.

mãe e para a restante família”. O dia foi ainda aproveitado para a inauguração do site do serviço na internet. A partir de agora as grávidas podem aceder à internet e esclarecer as suas dúvidas online através do www.ginecologia-obstetricia.chma.pt. Até domingo, as mães e grávidas podem dirigir-se ao serviço de Maternidade do CHMA para esclarecerem as suas dúvidas sobre o aleitamento materno. M.I.M.

Casa cheia para assistir a palestra de Fernando Póvoas

Dieta e obesidade em debate na Casa das Artes “Dieta e Obesidade” foi o tema da palestra que o conhecido médico Fernando Póvoas protagonizou, no passado dia 1 de Outubro, na Casa das Artes de Famalicão, para uma plateia de alunos da Universidade Sénior de Famalicão muito atenta. Segundo o clínico, cada vez mais os portugueses têm excesso de peso e cerca de 53% da população sobre de obesidade. As causas são diversas: questões genéticas, hormonais, sedentarismo, factores psicológicos, má alimentação, entre outros factores. Segundo o clínico “a obesidade é, na verdade, um grave problema de saúde que pode levar à hipertensão, à diabetes e, no pior dos casos, a um Acidente Vascular Cerebral”. Fernando Póvoas alertou, assim, para a adopção de bons hábitos de vida, como o exercício físico e uma boa alimentação: “As pessoas têm que ter consciência deste problema grave. Se aliarmos a uma alimentação equilibrada, uns 30 a 40 minutos de marcha diária, os resultados serão notórios”. Este médico defende, no entanto, que o Estado deve ajudar mais as pessoas com este tipo de problema, uma vez que os medicamentos são muito caros, dificultando os tratamentos. “Infelizmente existem pessoas que só conseguem perder peso com a ajuda de medicação e esta não é comparticipada, o que dificulta e muito o seu tratamento. Estes medicamentos são muito caros e não é qualquer pessoa que tem possibilidades de os adquirir. O Estado de-

António Freitas

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Auditório cheio para assistir à palestra sobre obesidade

via comparticipar estes fármacos”, reclama. Ainda assim, a cirurgia também é solução, mas o que tem acontecido é que em alguns casos as pessoas voltam ao mesmo. No final da palestra, Fernando Póvoas esteve disponível para responder a várias questões da plateia, que se focaram nos cuidados com a alimentação. Esta palestra marcou o arranque do ano lectivo da Universidade Sénior (USF) de Famalicão. A presidente da USF, Fernanda Costa, está visivelmente satisfeita com a iniciativa: “Estes temas são de enorme im-

portância. Cada vez mais se fala na questão da obesidade e trazermos aqui este clínico com a sua experiência para esclarecer dúvidas sobre este tema foi muito compensador”. A Universidade Sénior tem já na forja uma série de palestras para o ano lectivo, sendo que a próxima será sobre o desporto na terceira idade. A USF conta já com mais de 100 alunos e está em constante expansão e com muitas actividades programadas. M.I.M.


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Doce Refúgio abriu em Famalicão

MEDIUM: uma casa à sua medida Consultores Imobiliários (m/f) Perfil da empresa: A Medium é uma empresa no ramo da mediação imobiliária implantada no concelho de Vila Nova de Famalicão.

Perfil do candidato:

Abriu em Famalicão o Pão Quente – Pastelaria Doce Refúgio. Este espaço oferece um serviço de grande qualidade, sossego e simpatia com pastelaria variada, onde se destacam os croissants, com especial relevo para os de canela. No local, o cliente encontra todos os dias um prato económico, a 4 euros, com a bebida por conta da casa. E para aqueles que gostam de saborear uma sopa e uma sandes ao almoço, o Doce Refúgio também dispõe deste tipo de serviço. O Doce Refúgio situa-se na Rua D. Fernando II, Edifício Rosa Cruz, nº 185 – Loja 1, em Vila Nova de Famalicão, e funciona das 7 às 21 horas.

A MEDIUM já abriu as suas portas. Sedeada no concelho de Vila Nova de Famalicão, os horizontes desta nova imobiliária não se ficam apenas por este concelho, tendo como objectivo cobrir também os municípios circundantes, Trofa e Santo Tirso e os concelhos do Litoral Norte, nomeadamente, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende justificado pelo enorme potencial turístico e pelo mercado de segunda habitação desta costa. A MEDIUM surgiu da motivação dos seus dois sócios em constituir uma imobiliária para o futuro, garantindo um serviço de elevada qualidade a todos os seus clientes e propondo

destacar-se pelo profissionalismo dos seus colaboradores. Os sócios da empresa são Carlos Morais e Pedro Fernandes. O primeiro dedica-se ao ramo imobiliário há 25 anos, tendo nos últimos anos trabalhado numa imobiliária em Vila Nova de Famalicão. Tem vasto conhecimento nesta área, o que lhe confere, em seu entender, capacidade técnica para ultrapassar qualquer questão desta área. Já Pedro Fernandes começou a sua carreira profissional ligado à banca e decidiu dedicar-se a este ramo pelo facto de ter um especial gosto pelo mundo imobiliário e por acreditar neste novo projecto.

Forte vocação comercial e gosto pelo ramo imobiliário. Capacidade de comunicação. Viatura própria.

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Enviar candidatura para geral@medium.pt.


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pública: 8 de Outubro de 2008

Homenageados no 23º aniversário da cidade

Padre Manuel de Sousa e Silva

Medalha de Mérito Municipal de Benemerência Filho de Abílio de Sousa e Silva e Maria Marques de Oliveira, nasceu em S. Lourenço de Sande, Guimarães, em 3 de Setembro de 1929. Concluído o ensino na escola primária entrou no Seminário da Diocese de Braga, em Outubro de 1941. Foi ordenado Presbítero na Capela do Seminário Conciliar de Braga, em 1953. Nesse mesmo ano, foi nomeado coadjutor da paróquia do Divino Salvador de Joane. Em 29 de Agosto de 1959 assumiu as funções de pároco da mesma comunidade, onde impulsionou a construção do Centro Social, com as valências de creche, jardim-de-infância, centro de actividades de tempos livres e apoio domiciliário. Acompanhou, orientou e impulsionou a construção da nova igreja, que foi inaugurada em 2003, pelo arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. Actualmente apoia os projectos de construção de uma Capela Mortuária e a restauração do Salão Paroquial – Palácio da Acção Católica – inaugurado em 1940.

cidade

Ciganos passam para o topo sul do recinto, junto aos Bombeiros

Mudanças na feira semanal a partir de hoje

Padre Manuel José Ribeiro Júnior Medalha de Mérito Municipal de Benemerência Filho de Manuel José Ribeiro e de Alexandra da Silva Areal, nasceu em Seide S. Paio, Famalicão, a 23 de Setembro de 1925. Ingressou no Seminário de Nossa Senhora da Conceição no ano de 1940 e foi ordenado sacerdote em 1952 pelo arcebispo D. António Bento Martins Júnior. Passou pelo Colégio dos Órfãos de S. Caetano de Maximinos, em Braga, sendo depois nomeado pároco da freguesia de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, onde esteve ano e meio. Daí veio para a freguesia de Bente, em Famalicão, onde foi pároco durante 46 anos, ficando durante algum tempo também com Abade de Vermoim. Ao longo deste quase meio século foi restaurada a residência paroquial e construída a nova Igreja que foi benzida arcebispo D. Eurico Dias Nogueira.

Deolinda Morais da Silva Medalha de Mérito Municipal de Benemerência

Natural de Vilar de Perdizes, concelho de Montalegre, foi com 18 anos para Angola. Regressou em 1974, vivendo na pele as consequências da descolonização. Foi durante 20 anos chefe dos Serviços Administrativos no Agrupamento de Escolas de Ribeirão. Em 1989, abraçou a política local, primeiro como secretária da Junta de Freguesia de Ribeirão e depois como tesoureira. Foi ainda deputada na Assembleia Municipal de Famalicão, onde fez parte da Comissão de Menores das Crianças em Risco e mais tarde foi nomeada Juíza Social. É uma mulher dinâmica, capaz de se entregar a diversas tarefas ao mesmo tempo. Nesse sentido, dedicou-se ainda à criação de um aviário, de uma empresa de material de escritório e de um café. Colabora desde há vários anos com o Jornal “Viver a Nossa Terra”, e foi uma das principais impulsionadoras do Núcleo da Cruz Vermelha de Ribeirão, onde ocupou os cargos de vice-presidente e presidente.

José Mesquita de Oliveira Medalha de Mérito Municipal de Benemerência

Nasceu em 17 de Julho de 1937, em Pousada de Saramagos, tendo desempenhado um papel relevante na vida pública, nomeadamente no domínio social. Foi o fundador do agrupamento de Pousada de Saramagos do Corpo Nacional de Escutas e do Lions Clube de Vila Nova de Famalicão. Foi presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Famalicenses e provedor da Santa Casa da Misericórdia. Como provedor da Santa Casa, teve um papel decisivo no lançamento e concretização do Lar da Terceira Idade de São João de Deus. A nível autárquico, foi presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão e da Comissão Venatória Municipal. Esteve ainda ligado a instituições como o Orfeão Famalicense e o Futebol Clube de Famalicão, onde desempenhou responsabilidades directivas.

Nova organização da feira semanal de Famalicão

Magda Ferreira A feira semanal de Famalicão vai ter uma nova disposição a partir desta quarta-feira. Em nome da organização e da segurança, a Câmara Municipal decidiu mexer no campo da feira. Os 400 lugares existentes vão ser recolocados, atendendo ao tipo de produto a comercializar. A intenção é que os sectores fiquem devidamente identificados, bem como os espaços de circulação, de forma a garantir segurança a consumidores e a feirantes, e, ainda, dar condições a estes de concretizar o seu negócio. Com esta reestruturação a Câmara Municipal, que é responsável por aquele espaço, procura responder a algumas queixas que foi recebendo dos comerciantes, sobretudo daqueles que ocupavam o topo sul do recinto. “Começou a haver algum desânimo em relação à circulação de pessoas”, contou ao OP o vereador das Feiras e Mercados, Ricardo Mendes. A juntar a isto, era já preocupação da autarquia a desorganização em que se encontrava a feira, sobretudo no topo Norte, onde se concentra grande parte do comércio, algum de forma desordenada, nomeadamente a área ocupada pelos feirantes de etnia cigana que nunca foi marcada. Ora, sendo o portão norte

o principal acesso à feira, dada a proximidade com os lugares de estacionamento e mesmo a circulação dos transportes públicos, a acumulação de feirantes nesta área complicava o acesso ao recinto, criando dificuldades na manutenção da ordem e da segurança. Atendendo a todos estes itens, a Câmara começou a delinear um plano estratégico de intervenção, que permita “dinamizar o espaço global” da feira e, ao mesmo tempo, dar àquele espaço de comércio “uma imagem de organização”. Assim, todos os cerca de 400 lugares de venda estão devidamente marcados, bem como os sectores, de forma a colocar juntos todos os feirantes que comercializam o mesmo tipo de produto. Com esse intuito, além do número de lugar, passa também a existir o número de fila. Ricardo Mendes fala numa “intervenção de fundo, que mexe em praticamente todos os sectores”, considerando que esta reorganização “irá melhorar muito a feira”. Ciganos passam para o topo sul A maior mudança prende-se com a deslocalização dos feirantes de etnia cigana para o topo sul da feira, junto à entrada pela Avenida Rebelo Mesquita (do lado do quartel dos BV Famalicão), que passará a ter estacio-

namento condicionado em dias de feira. “Primeiro, vai aumentara circulação, permitiindo às pessoas que se desloquem, que descarreguem nos seus locais, sem que haja as confusões que costuma haver”, começa por explicar o vereador, para acrescentar que esta mudança vai também trazer mais justiça com a colocação destes comerciantes em locais devidamente marcados, à semelhança do que acontece com os restantes comerciantes. “Temos que ter a certeza de que a pessoa que ocupa xis metros quadrados, paga xis valor à Câmara”, resume. De resto, Ricardo Mendes garante que transparência e justiça foram os principais valores que presidiram a esta reorganização, um processo “muito complexo” que o obrigou a receber “centenas de pessoas”. O responsável confessa que a gestão das várias sensibilidades “não foi fácil”, particularmente junto dos comerciantes de etnia cigana. Terminado o processo, o responsável está convencido que “as coisas foram suficientemente bem explicadas” e, portanto, a mudança vai acontecer “dentro da normalidade e de forma ordeira”. Mesmo assim, está preparada uma operação de segurança, que integra a PSP de Famalicão e o Comando Distrital de Braga da PSP, além da Polícia Municipal.

Código do Procedimento Administrativo em debate O departamento de Urbanismo da Câmara de Famalicão promove, no próximo dia 17 deste mês, uma conferência sobre o “Código de Procedimento Administrativo”, na Casa das Artes. Os trabalhos iniciam-se às 14h30 com a intervenção de António Cândido Oliveira, presidente do CEJUR, que vai abordar os “Princípios Gerais do Código de Procedimento Administrativo”. Segue-se Alberto Teixeira, técnico superior da CCDR-N, para falar das “Tramitações e Fases do Procedimento do Código de Procedimento Administrativo”.

“Audiência Prévia” é o tema que será abordado pelo juiz conselheiro José Manuel da Silva Botelho, vice-presidente do Supremo Tribunal Administrativo. Já António Pereira da Costa, director do Departamento dos Assuntos Jurídicos e do Contencioso da Câmara Municipal, vai falar de “Algumas Questões Práticas do Procedimento Administrativo”. Os trabalhos terminam com um debate, moderado pelo vereador de Assuntos Jurídicos e do Contencioso, Durval Tiago Ferreira.


freguesias

Polémica em Oliveira Santa Maria

Presidente da Assembleia de Freguesia demite-se Cristina Azevedo O presidente da Assembleia de Freguesia (AF) de Oliveira Santa Maria demitiu-se do cargo, a semana passada. Ao que o OPINIÃO PÚBLICA apurou, Jerónimo Nunes apresentou o pedido de demissão, por escrito, ao secretário da AF, sendo que na base desta decisão estarão alegadas divergências com o presidente da Junta, António Oliveira. A fricção entre os dois responsáveis autárquicos, eleitos pela coligação PSD/PP, já não é de agora, mas a gota de água terá sido a última sessão da AF, realizada há cerca de duas semanas, onde foi patente o clima de tensão entre os dois eleitos, a propósito das dívidas do executivo. António Oliveira confirmou ao OP “que existia uma certa fricção entre os dois, que era conhecida”. Sobre as razões dessa tensão, o autarca responde: “O único argumento que dava é que não gostava da metodologia de trabalho da

Junta de Freguesia. Se há outros argumentos para além destes, não sei. Ultimamente vinha-se a agarrar ao problema da dívida”. Precisamente, as dívidas da Junta de Freguesia foram o principal assunto em debate na última sessão da AF. António Oliveira diz que até 31 de Agosto a dívida do executivo cifrava-se nos 157 mil euros, sendo que grande parte já tem financiamento assegurado. “Mais de 50 mil euros estão cobertos, ou por protocolo da Câmara ou da Direcção Geral das Autarquias Locais”, afirma, adiantando, por isso, que “neste momento, são 100 mil euros que estão em causa”. O autarca assegura, contudo, que esse dinheiro “foi todo aplicado em obras necessárias para freguesia” e que a Junta tem um plano de pagamentos mensais dessa dívida aos empreiteiros. Lembra que 98% da freguesia tem rede de saneamento e que a de abastecimento de água foi recentemente ampliada e remodelada,

o que “deixou algumas ruas, sobretudo de terra batida, em muito mau estado, pelo que tivemos necessidade de as pavimentar”. O responsável do executivo ressalva que essas pavimentações não foram “feitas ao acaso”, mas antes “foram submetidas e aprovadas pela Assembleia de Freguesia”. Aliás, António Oliveira garante que sempre teve o apoio de todos os outros eleitos da coligação, da própria concelhia do PSD e da população. “As divergências só aconteciam com o presidente da Assembleia”, remata. António Oliveira não adianta, porém, se vai recandidatar-se à Junta em 2009, considerando que “ainda é cedo para tomar uma decisão”. “Neste momento, a freguesia precisa de calma, de trabalho e de eficiência”, conclui. O OPINIÃO PÚBLICA tentou ouvir o presidente da Assembleia de Freguesia, mas até ao fecho desta edição não conseguiu chegar à fala com Jerónimo Nunes.

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JS de Antas fala de promessas não cumpridas

A Juventude Socialista (JS) de Antas veio, esta semana, a público, denunciar aquilo que diz ser “promessas eleitorais não cumpridas na freguesia”. Como exemplo, aponta o placar (na foto) que se encontra no terreno em frente à igreja paroquial e que foi colocado “há cerca de três anos atrás, ou seja, aproximadamente duas semanas antes das eleições autárquicas”. Em nota à imprensa, a JS diz que esse mesmo placar “dava conta de um projecto de intervenção da área contígua ao cemitério, canal e adro da igreja”, mas “do que foi prometido pela Câmara e pela Junta, até hoje, não se viu nada”. Os jovens socialistas de Antas falam ainda do “campo de futebol ao abandono, fontanários ignorados, uma rotunda ‘doada’ a outra freguesia, um jardim-de-infância esquecido, caminhos por pavimentar e uma passagem aérea de peões desleixada”. Acusando o executivo da Junta de “ineficácia para resolver os problemas”, a JS termina com ironia, dizendo que o referido placar “encontra-se em alto estado de degradação”, pelo que, “para evitar problemas de maior”, aconselha a que “seja substituído por um novo”.


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pública: 8 de Outubro de 2008

freguesias

Armindo Costa visitou freguesia de Lousado

Reabilitação do parque de Montezelo arrancará em breve A reabilitação do Parque de Montezelo, em Lousado, deve arrancar até ao final do ano. O concurso público para a realização da obra, orçada em 340 mil euros, já está a decorrer, pelo que o presidente da Câmara Municipal espera que possa estar no terreno até ao final do ano. Isso mesmo manifestou Armindo Costa, na passada quinta-feira, depois de uma reunião com o autarca de Lousado, na sede da Junta, para analisar os investimentos em curso na freguesia. “É um projecto arrojado, bom para Lousado e para o concelho, que vai requalificar uma zona muito verde e aprazível”, diz o autarca lousadense, Manuel Martins, a propósito da intervenção no Montezelo, local onde se situa a capela da Senhora da Boa Hora e onde se realiza a festa da Romaria Nova. Este mandato, a Junta de Lousado prevê ainda construir uma capela mortuária e proceder ao arranjo da área envolvente ao cemitério, com criação de uma zona de estacionamento. “È uma obra que queremos fazer, porque foi uma das que os lousadenses ambicionaram em primeiro lugar, quando os consultamos para fazer o nosso

António Freitas

Cristina Azevedo

Armindo Costa reuniu com Manuel Martins, na quinta-feira

programa eleitoral”, refere Manuel Martins, adiantando que o custo total da intervenção ronda os 320 mil euros. A Câmara vai comparticipar com 65 mil euros, mediante protocolo, que Armindo Costa disse será apresentado em breve à reunião do executivo camarário, para

aprovação. De resto, Armindo Costa mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado em Lousado, elogiando o presidente da Junta, “que tem ambição e sabe trabalhar em parceria com a Câmara”. “Há muita obra no terreno”, comentou, dando como exemplos a re-

pavimentação da Rua das Cavadas, que está em fase de conclusão, e a ampliação da rede de saneamento que envolve verbas na ordem dos 120 mil euros, e que em breve vai para o terreno. Centro escolar para 2010 Armindo Costa anunciou

ainda que o processo de concurso para a repavimentação das estradas municipais 508 e 509, que ligam Lousado, Cabeçudos e Esmeriz, já está concluído, encontrando-se em apreciação no Tribunal de Contas. “Logo que haja luz verde, será assinado o auto de consignação e a obra irá para o terreno, o que esperamos venha a acontecer ainda durante o mês de Outubro”, avançou o edil. Para o futuro, a grande necessidade na freguesia é a construção do centro escolar. Neste momento Lousado é servida por duas escolas do 1º ciclo “que ficam distantes uma da outra, sendo que só uma tem cantina, pelos que as crianças têm que andar a pé para almoçarem”, justifica Manuel Martins. O novo equipamento só deverá arrancar em 2010, sendo que neste momento a preocupação prende-se com a aquisição de terrenos. Esse processo já foi iniciado pela Câmara, em colaboração com a Junta, que até já têm em vista um terreno localizado junto à associação Mundos de Vida. “É preciso agora negociar com os proprietários porque tem de ser um terreno acessível à bolsa da Câmara, que é pequena”, conclui Armindo Costa.

Caminhada sensibilizou para preservação do rio Este No passado dia 27 de Setembro, a Associação de Defesa do Ambiente Amigos do Rio Este promoveu, naquela que foi a sua 7ª caminhada, um percurso pedestre ao longo das margens do Rio Este, concretamente, entre as freguesias de Gondifelos e de Balazar. “Foi mais uma oportunidade de, simultaneamente, praticar exercício físico e observar a beleza do património natural e construído. Iniciativa que foi encarada por todos os participantes com muita alegria e entusiasmo, nomeadamente, nos troços do rio onde foi possível visualizar peixes”, diz a associação em nota à imprensa. Perante a atitude “responsável e empenhada dos participantes”, a organização do evento julga que “foi cumprido um dos principais objectivos desta actividade, que era o de fazer com que a população em geral, e em particular a ribeirinha, sinta e viva o rio de uma forma mais próxima e, desta forma, o mesmo esteja com mais frequência no centro dos seus pensamentos e preocupações”.

Etnográfico de Ribeirão reinicia actividade Passados três anos de interregno, o Rancho Etnográfico de Ribeirão irá reiniciar a sua actividade, tendo Fernando Casimiro como presidente, António Serra como secretário, Manuel Santos é o tesoureiro e Francisco Amorim como coreógrafo. Os

elementos que fizeram parte do rancho podem participar no primeiro ensaio, que se realiza no próximo sábado, dia 11, pelas 21 horas, na Rua Paulo VI, nº 44, lugar de Monte Alegre (antigas instalações da Cuncortave).

Cortejo para obras na igreja de Cabeçudos No próximo domingo decorre mais uma iniciativa com o objectivo de reverter fundos para as obras da igreja paroquial de S. Cristóvão de Cabeçudos. À semelhança do ano passado, realizar-se-á o primeiro de dois cortejos, sendo este organizado pela população residente no lugar de Sta.Catarina até ao lugar de Boamense. A iniciativa tem lugar junto ao salão paroquial, pelas 14h30, onde haverá também leilão de oferendas.


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freguesias

Solução poderá passar por lojas ou apartamentos no centro da vila

GNR de Riba d’ Ave alojada em espaço provisório

O posto da GNR de Riba d’ Ave deverá mudar-se, em breve, para um novo espaço. A novidade foi avançada, no passado domingo, pelo presidente da Junta local, ao programa Gentes da Terra da Rádio Digital, onde adiantou que está a ser estudado um novo local para os soldados da GNR se alojarem. Segundo Armando Carvalho tem havido algumas reuniões entre a Junta, a Câmara Municipal e os responsáveis da GNR para se chegar a um consenso. Neste momento estas entidades estão à procura duma solução provisória, que poderá passar por uma loja ou apartamentos no centro da vila ribadavense. “Como não há avanços para a solução definitiva temos que arranjar outra porque assim não podem continuar. O quartel da GNR desta vila está muito degradado e sem condições para se executar o trabalho”, explicou o autarca, que adiantou ainda que, depois de alguns desa-

cordos quanto ao local provisório, os comandos da GNR mostraram-se mais abertos a esta proposta “porque sentem que precisam dum espaço mais decente”. “Claro que a construção dum novo quartel ou a transferência para o quartel dos bombeiros não está colocada de parte”, realçou Armando Carvalho. O autarca falou ainda de outras obras que são urgentes para Riba d’ Ave e que já se arrastam há algum tempo, nomeadamente o alargamento do cemitério, que se encontra lotado. Ultrapassados os problemas iniciais, Armando Carvalho espera, ainda durante esta semana, realizar a escritura do terreno para onde vai ser alargado o cemitério. “No dia seguinte avançaremos com outra fase, porque nesse terreno existem dois caseiros e temos que arranjar uma solução, o que penso que não será difícil”, desabafa, garantindo haver dinheiro no Plano e Orçamento para a execução desta obra. As obras no Teatro Narciso Fer-

Depois de Modelo, Worten e Modalfa, a Maxmat será a próxima insígnia da Sonae Distribuição a instalar-se no Lago Discount, em Ribeirão. As obras já arrancaram e devem estar concluídas até ao final do mês de Outubro, informa a empresa em nota à comunicação social. O facto de o espaço comercial “ser um pólo de atractividade pelo mix de lojas existente, bem como a excelente acessibilidade – junto à Estrada Nacional 14 e a escassos minutos da Trofa e de Famalicão – foram alguns dos motivos que pesaram na decisão da Sonae Distribuição. A chegada do hipermercado Modelo ao Lago resulta de um investimento de quatro milhões de euros, fomentando a criação de 126 postos de trabalho. Para além do hi-

permercado, e integradas nos 3.700 metros quadrados de área, estão a Modalfa – com 10 novos postos de trabalho –, a Worten – que conta com 26 colaboradores – e a cafetaria Bom Momento. Para Madalena Francisco, responsável de marketing do Lago Discount, a entrada das insígnias da Sonae Distribuição trará valor acrescentado a lojistas e visitantes. “Temos a certeza que todas as marcas no Lago beneficiam com a entrada das marcas Sonae. O fluxo de visitantes será maior e estas insígnias, pela qualidade dos produtos e serviços, incrementam a notoriedade ao espaço comercial”. E acrescenta: “Para os nossos clientes, o leque de opções passa a ser ainda mais alargado, principalmente pela integração de novos sectores de actividade”.

12 horas de música em Joane

Quartel da GNR está em avançado estado de degradação

Carla Alexandra Soares

Maxmat vai abrir no Lago Discount

reira também deverão arrancar em breve. Recorde-se que recentemente foi celebrado um protocolo entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e a Fundação Narciso Ferreira para a execução desta intervenção. No Teatro, as obras serão feitas pela Câmara Municipal e no Mercado pela Fundação, sendo que para estas o projecto já está concluído, estando numa fase de aprovação. “Já o projecto para o Teatro Narciso Ferreira está em fase de execução. O edifício vai manter-se dentro da mesma estrutura e irá começar-se pela requalificação do telhado”, explica o autarca que acredita que as obras deverão arrancar ainda este ano. Quanto às eleições autárquicas do próximo ano, Armando Carvalho ainda não decidiu se vai recandidatar-se e diz que essa decisão não depende só de si. Mesmo assim, diz não ter dúvidas que se fez mais obra desde que foi eleito para a Junta de Freguesia, do que nos 26 anos de liderança da CDU.

A Associação Teatro Construção (ATC) promove, no próximo domingo, um festival de música ininterrupto de 12 horas, no Centro Cultural de Joane. O festival, a decorrer entre as 10 e as 22 horas, oferece um leque variado de espectáculos musicais, estando a primeira hora reservada a um concerto pedagógico. Às 15 horas actuam os Cratera, vencedores do Sons na Caixa, seguindo-se “Sonância Difusa”, uma performance de cordas e acordeão. A tarde prossegue com música experimental, uma performance acústica, a actuação dos Airbag e ainda um concerto de jazz e bossa-nova. A partir das 21 horas há a “Tea Performance”, no bar do centro cultural, terminando o festival com Mr. Scaramanga, um DJ de rock e 80’s. Para as crianças até 5 anos a entrada é gratuita. Entre os 6 e os 12 anos, o bilhete custa 2 euros e os adultos pagam 3 euros.

Grupo Folclórico Santa Leocádia nas festas de S. Miguel

Lar de Vila das Aves empossou novos corpos gerentes O Lar Familiar da Tranquilidade, de Vila das Aves comemorou, no passado dia 1, o Dia Internacional da Terceira Idade e o Dia Mundial da Música, com um programa que incluiu a tomada de posse dos novos corpos gerentes. A cerimónia foi presidida pelo cónego José Paulo de Abreu, da Arquidiocese de Braga, que deu posse aos elementos da Direcção, Conselho Fiscal, Órgão de Vigilância e à Liga dos Amigos e Benfeitores do Lar. A sessão começou ao final da tarde com os utentes a protagonizarem o acolhimento. Apresentaram de forma atractiva um

As mensagens apresentadas pelos utentes

conjunto de frases, em cartazes, sobre a melhor forma de envelhecer, ao mesmo tempo que eram projectadas imagens com as actividades anuais promovidas em prol dos idosos no Lar Familiar da

Tranquilidade. No âmbito do Ano Paulino que a Igreja comemora, o presidente da instituição, padre Fernando Abreu, entregou a todos os presentes uma simbologia evocativa de

S. Paulo. Já o cónego José Abreu mostrou-se agradado com o convite para estar em Vila das Aves e por testemunhar o trabalho de “solidariedade e empenho para com esta obra”. O delegado ordinário da arquidiocese entende que a preocupação que deve existir não é o tempo que as pessoas vivem, “mas o que fazer e como viver com qualidade todos esses anos”. Por isso, dirigindo-se aos directores empossados, reconheceu que “têm um grande desafio pela frente”, nomeadamente a necessidade de “ver um sorriso, em todos os utentes” da instituição.

O Grupo Folclórico Santa Leocádia de Fradelos, que foi fundado em Julho de 2000, esteve presente, no passado sábado, no programa “Povo e Saber” da Digital FM. O grupo, que é constituído por cerca de 50 elementos, realiza uma média de 30 representações por ano, destacando-se uma deslocação a Espanha. Aceitaram o convite para vir ao programa, a pretexto da sua actuação nas Festas de S. Miguel que decorreram no passado fim-de-semana na freguesia de Jesufrei. Nesta festa apresentaram praticamente todo o seu reportório, ou seja, cerca de 30 modas. O Grupo Folclórico Santa Leocádia de Fradelos já editou um trabalho discográfico e a breve prazo o objectivo é a gravação do segundo CD.


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pública: 8 de Outubro de 2008

cidade

Falecimentos

Pedro Silva controla 100% da Ricon Pedro Silva passou a controlar 100% das sociedades Ricon SGPS/Nevag SGPS, situadas em Ribeirão, na sequência de um acordo entre os actuais accionistas do grupo Ricon, alcançado no dia 1 de Outubro, segundo avançou o Jornal de Negócios nesse mesmo dia. Este acordo representa uma separação entre irmãos, filhos do fundador Américo Silva, que se mantém como “consultor privilegiado de Pedro Silva, com base na confiança e capital de experiência adquirido”. Por outro lado, “implica a saída do grupo por parte do sr. Dr. Rui Silva, passando este a ocupar-se de outros negócios que não o vestuário”, conforme explicou o grupo em comunicado. Rui Silva, evidencia o Jornal de Negócios, vinha a dedicar mais do seu tempo ao clube de futebol Trofense.

Conforme revelou aquele jornal, na realização deste acordo a principal preocupação foi assegurar a continuidade do negócio por Pedro Silva, até à data o principal responsável executivo da Ricon. “O grupo manterá os seus vectores estratégicos, dotando-se agora de uma estrutura mais ágil, simples, linear e eficiente, respondendo às mais recentes perspectivas do mercado empresarial do sector, nacional e internacional”, lê-se no mesmo comunicado. Refira-se que o grupo Ricon é o principal fornecedor mundial da Gant, onde até Abril deste ano detinha 10,5% do capital da empresa, que acabou por vender ao grupo suíço Maus Frères (dono da Lacoste) e obteve uma mais-valia em termos brutos de 25 milhões de euros

Importância da família debatida em Calendário “A Importância da Família” é tema de um seminário, no próximo domingo, no Centro Pastoral de Calendário, a partir das 14h30. O padre Adelino Costa abordará o tema “Família na Igreja”, enquanto o médico Camilo Freitas falará da “Família na Saúde”. A família na Educação e na Segurança são outros temas em debate, sendo este último abordado pelo chefe Santos, da PSP de Famalicão. Os interessados podem inscrever-se no escritório paroquial ou pelo telefone 917004897.

Luísa Sampaio Machado, no dia 3 de Setembro, com 54 anos, solteira, da freguesia de Oliveira Santa Maria.

Maria Adelina Gonçalves de Faria, no dia 2 de Outubro, com 82 anos, viúva de Joaquim Correia Amaro, da freguesia de Avidos.

Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Abílio Manuel Araújo Dias, no dia 2 de Outubro, com 52 anos, casado com Maria Antónia da Silva Mendes Dias, da freguesia de Landim.

Mário André Salgado Castro, no dia 28 de Setembro, com 20 anos, solteiro, da freguesia de Riba d’Ave.

Maria Isaura Ferreira da Silva, no dia 6 de Outubro, com 57 anos, casada com Fernando Alvim Ferreira, da freguesia de Ruivães.

Agência Funerária de Riba D’ Ave Riba D’Ave – Tel.: 252 982 032

Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

A d ri a n o Pe re i ra S ob ra l , no dia 1 de Outubro, com 78 anos, casado com Maria Adelaide de Sousa, da freguesia de Sequeirô (San to Tirso).

Maria Cecília da Silva Ferreira Couto, no dia 1 de Outubro, com 55 anos, casada com Camilo Teixeira Gomes do Couto, da freguesia de Gavião.

To m á s Fer re i ra Pe re i ra , no dia 2 de Outubro, com 83 anos, viúvo de Palmira de Oliveira Baltar, da freguesia de Burgães (Santo Tirso).

José Pereira da Silva, no dia 3 de Outubro, com 57 anos, casado com Anabela da Silva Carvalho Pereira da Silva, da freguesia de Vila Nova de Famalicão.

Ma ria Glória Fernandes Nogueira , no dia 2 de Outubro, com 69 anos, casada com José Ferreira Coelho, da freguesia de Rebordões (San to Tirso).

Lino Dias de Oliveira, no dia 4 de Outubro, com 76 anos, divorciado de Maria da Conceição Petejo de Oliveira, da freguesia de S. Tiago da Cruz.

Gen til Nuno da Silva Pa checo, no dia 4 de Outubro, com 71 anos, casado com Arminda Grosso Carneiro, da freguesia de Rebordões (Sa nto Tirso).

Maria Fernanda Teixeira da Fonseca, no dia 6 de Outubro, com 72 anos, casada com Augusto António Sousa, da freguesia de Antas S. Tiago.

Avelino Saldanha da Costa, no dia 5 de Outubro, com 63 anos, casado com Teresa da Silva Azevedo, da freguesia de D e l ãe s .

Maria da Silva, no dia 7 de Outubro, com 98 anos, viúva de José Azevedo Mesquita, da freguesia de Pousada de Saramagos.

J osé Maria Ma rtins de Oli veira , no dia 5 de Outubro, com 69 anos, casado com Maria Cândida Ferreira Vilaça Carneiro, da freguesia de Rebordões (Santo Tirso).

José Pereira da Silva (57 anos)

M ário de Sousa Azevedo, no dia 1 de Outubro, com 58 anos, casado com Irene Leonilde da Silva Ferreira Azevedo, da freguesia de Sa nto Tirso.

Armindo Costa Ribeiro, no dia 6 de Outubro, com 70 anos, viúvo de Maria Júlia de Castro Ribeiro, da freguesia de Mouquim. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Missa de 7º Dia Sua esposa, filhos e demais família vem por este meio agradecer a todos aqueles que se dignaram a participar no seu funeral, mais informa que a missa de 7º Dia pelo seu eterno descanso, será celebrada dia 9 quinta-feira, pelas 19h15 na Igreja Matriz (Nova) V.N. de Famalicão. Desde já o seu profundo reconhecimento a quantos se dignarem assitir a este piedoso acto.

Funerária Rodrigo Silva - Tel. 252 323 176

Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

Vila Nova de Famalicão, 8 de Outubro de 2008 A Família

3º ANIVERSÁRIO FALECIMENTO A Família, na passagem do 3º aniversário do falecimento do seu ente querido, manda celebrar uma missa de sufrágio pela sua alma, no dia 12 de Outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial de Calendário.


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freguesias

Em breve vai ser pedida ajuda monetária ao povo da vila

É a esperança do comandante da corporação de Riba d’Ave

Banda de Música de Riba d’Ave com problemas fi fin nanceiros

Obras do novo quartel dos Bombeiros começam em 2009

Carla Alexandra Soares

Carla Alexandra Soares

José Clemente

A Banda de Música de Riba d’Ave enfrenta, neste momento, problemas financeiros. O actual presidente, Artur Duarte, queixa-se da falta de apoio das entidades oficiais, mas, sobretudo, da população ribadavense. A Banda, com sensivelmente 200 anos e com uma história muito rica, conta com 54 elementos, essencialmente jovens. Apesar dos problemas teve o ano preenchido com diversos espectáculos por todo o país e já tem marcações para 2009. Isto acontece, realça o presidente, devido à sua alta qualidade. Aliás, Artur Duarte lembra que a Banda leva o nome de Riba d’Ave e de Famalicão a todo o país e mesmo a Espanha, onde actuou recentemente, e que, por isso, merecia mais apoio. Para além da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, de quem reconhece ser muito complicado receber mais dinheiro, Artur Duarte reclama, sobretudo, ajuda da parte dos ribadavenses. Sem querer adiantar muitos pormenores, diz estar a elaborar um plano para apresentar à população daquela vila que vai beneficiar, monetariamente, a banda. “Se for aprovado vai ser uma mais-valia para nós. Em contrapartida, a população vai ficar beneficiada com as actuações da banda”, resume. O presidente garante que dentro de pouco tempo serão conhecidos todos os

Sede da banda tem condições precárias

pormenores, porque a campanha irá para a rua. “Claro que vamos ver a aceitação dos ribadavenses. Se colaborarem, ficamos todos satisfeitos, mas se tal não acontecer ficamos na mesma situação”, acrescenta. Mas sem contar com este apoio, o responsável diz que o dinheiro que recebe da Câmara dá para pagar sete romarias. Conta ainda com algumas empresas e amigos de Riba d’Ave “que vão ajudando como podem”. “Claro que este dinheiro não chega a nada, porque também gastamos dinheiro com o fardamento, instrumentos, pagar aos professores de música… Para cobrir tudo isto tenho que fazer uma engenharia financeira muito apertada”. Eleições para breve Presidente da Banda há quatro anos, Artur

Duarte diz estar cansado dos esforços pessoais e financeiros que faz todos os dias para que o grupo não acabe e, por isso, quer deixar a direcção. Para finais deste mês vai ser marcada uma Assembleia Geral para se marcar eleições, o que deverá acontecer até final deste ano. Com a banda no coração, da qual faz parte como executante há 39 anos, Artur Duarte diz estar disposto a ajudar quem tomar conta dos seus destinos. Garante ainda que, se não surgir ninguém, o grupo não vai terminar, nem vai cair num vazio directivo. “Para muita gente isto é difícil de entender mas a banda precisa de ter à frente uma pessoa com um certo poder para enfrentar os lobbys, atrair fundos, uma pessoa com um certo peso social”, explicou.

Com sede própria, mas com condições precárias, os ensaios são feitos no salão nobre da sede da Junta de Riba d’Ave, que não tem a acústica adequada. Como já vem acontecendo há três anos, a Banda está a promover aulas de música para todos os interessados, que decorrem na sua sede e para as quais se pagam cinco euros mensais. As aulas são ministradas por cinco professores que pertencem à banda e a ideia é cativar mais jovens: “Nota-se uma quebra de alunos porque os jovens estão adormecidos para a música. Penso que o dinheiro que se paga ao fim do mês está ao alcance de todos”. Quando os jovens chegam a determinado patamar de evolução é-lhes distribuído um instrumento conforme as necessidades da banda.

As obras do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Riba d’Ave devem arrancar no início do próximo ano. Esta é pelo menos a convicção de Manuel Antunes, o comandante da corporação, demonstrada em entrevista ao programa Gentes da Terra, da Rádio Digital. Para o comandante estas obras são de extrema importância apesar de considerar que o actual quartel tem boa construção e não está degradado. O maior problema é a falta de espaço para as necessidades da corporação. “Temos mulheres bombeiras que não podem fazer piquetes nocturnos porque não temos uma camarata feminina”, alerta o responsável que, para além da questão do pessoal, sublinha a necessidade de guardar e proteger as viaturas. Os Bombeiros de Riba d’ Ave cobrem sete freguesias do concelho de Famalicão e duas do de Guimarães, o que abrange uma área populacional de 30 mil habitantes. Neste momento conta com 80 elementos, mas o comandante diz que 120 seria o ideal. “Os voluntários que temos não são suficientes. Duma forma geral, quem trabalha não pode abandonar o trabalho a toque de sirene porque

as empresas não os dispensam”. Manuel Antunes sublinha ainda que muitos dos bombeiros da sua corporação trabalham fora da vila ribadavense e que, por isso, durante o dia é muito complicado mobilizar o pessoal. “Durante a noite é mais fácil, termos os bombeiros aptos”. Precisamente por ter estes problemas é que o comandante não tem dúvidas quanto à necessidade de se avançar para a profissionalização dos bombeiros. “Sou a favor que se profissionalize parte da corporação. No nosso caso, o ideal seria termos 20 elementos profissionalizados para, desses, cinco ou sete estarem de serviço 24 por dia”. Num pequeno balanço sobre a época de incêndios, o comandante diz que este ano Famalicão foi um concelho beneficiado, elogiando a Câmara Municipal pela campanha de sensibilização que fez junto aos munícipes e pela limpeza que fez nas matas junto às estradas e habitações. “Este ano tivemos 77 incêndios, no ano passado tivemos mais cem. Estou convencido que as baixas temperaturas ajudaram, mas acho que acima de tudo as pessoas estão mais sensibilizadas para a problemática dos incêndios”, concluiu o responsável.

Actual quartel dos BV Riba D’Ave


Festas das Vindimas em Viatodos O Campo da feira de Viatodos é palco, no próximo sábado, de uma festa das vindimas e desfolhada. A iniciativa, organizada pela Feira da Isabelinha, inicia-se às 14h30 e incluiu um torneio de malha, cantares ao desafio e karaoke. No local haverá bolo de sardinha e de carne, caldo verde, papas de sarrabulho e vinho novo.

Malha e sueca em Landim A Comissão de Festas de Santa Marinha de Landim organiza, este fim-de-semana, campeonatos de malha e de sueca. O de malha tem lugar no sábado, a partir das 14 horas, junto à capela de Santa Marinha, com prémios até ao 6º classificado. Já o campeonato de sueca realiza-se no domingo, também junto à capela, com prémios para os quatro primeiros classificados. Nos dois dias decorrerá também o jogo da seta, que terá um frango em disputa.

Arnoso Santa Eulália homenageia ex-combatentes A recém-criada Comissão dos Ex-combatentes do Ultramar de Arnoso Santa Eulália promove, no próximo domingo, um encontro de ex-combatentes, com o apoio da Junta de Freguesia e da paróquia. O encontro pretende reunir ex-combatentes naturais e/ou residentes na freguesia, bem como os seus familiares e amigos. O programa inicia-se às 11h30, com uma missa por todos os excombatentes falecidos, seguindo-se uma romagem ao cemitério para homenagear três soldados da freguesia mortos em combate no Ultramar. Para as 13 horas está marcada uma outra homenagem, com a atribuição do nome de uma rua aos excombatentes. Segue-se um almoço num restaurante da freguesia.

freguesias

A garrafa foi apresentada no sábado numa mostra vinícola

Vinho de Boamense marca centenário de Alberto Sampaio Sofifiaa Abreu Silva Uma edição de 500 garrafas de vinho verde da Quinta de Boamense marca também as comemorações do centenário da morte de Alberto Sampaio. A garrafa foi apresentada, no passado sábado à tarde, naquela quinta situada em Cabeçudos, durante uma mostra vinícola. A iniciativa que, reuniu dezenas de pessoas, teve como objectivo principal dar a conhecer a faceta de vinicultor do historiador. Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão, diz que esta edição de vinho de Boamense, lançada pela Sociedade Agrícola de Boamense, vem eternizar uma das paixões de Alberto Sampaio. “O empenho e a paixão com que Alberto Sampaio cultivava as suas vinhas eram sobejamente conhecidos, tendo-lhe valido, na época, o título de cientista de vinhos”, disse o edil. Armindo designou este vinho de “especial”, símbolo do “pioneirismo e audácia” de Sampaio. Já Alberto Frasco, da Sociedade Agrícola de Boamense, fundada por familiares do historiador, diz que este vinho é uma veneração “merecida” a Alberto Sampaio. “Sabemos das nossas limitações e não somos profissionais. Foi feito com amadorismo, mas orgulhamo-nos de o fazer. Fomos nós que fizemos tudo, desde a escolha do rótulo até ao engarrafamento, por isso é natural que haja imperfeições”, apontou. Já o autarca de Cabeçudos, Agostinho Mendes, garante que a Junta de Freguesia também se associa a estas comemorações “com

António Freitas

pública: 8 de Outubro de 2008

Armindo Costa faz agora parte da Confraria dos Vinhos Verdes

muito gosto”, uma vez que foi naquela localidade que Alberto Sampaio produziu, ensaiou e divulgou o seu vinho verde. Assim, a Junta quer deixar também a “sua marca indelével neste ano de comemorações e fazer da Alameda Alberto Sampaio um local aprazível e de referência da freguesia e para isso está a ultimar o projecto, tentando que o arranjo urbanístico aconteça no fim das comemorações deste centenário”, anunciou o autarca. A cerimónia de sábado ficou também marcada pela entronização de cinco novos confrades da Confraria dos Vinhos Verdes, entre os quais o presidente da Câmara de

Famalicão, Armindo Costa. No local houve ainda uma prova de vinhos, com a presença de 9 produtores de vinho, uma desfolhada, teatro de marionetas e uma palestra pelo enólogo Anselmo Mendes. A cerimónia contou também com animação musical, nomeadamente pelo grupo “Vozes D’Oiro”, da associação Milho D’Oiro, de Gavião, que interpretou um tema inédito de homenagem ao historiador . “Homenagem a Alberto Sampaio” tem letra de João Cidade e música de Marta Couto, e foi interpretado sob a direcção de Diamantino Monteiro.

Nome de Augusto Pinto de Almeida foi atribuído a uma praça

Cônsul em Salamanca homenageado em Bairro Sofifiaa Abreu Silva A Associação Amigos de Famalicão e a Junta de Freguesia de Bairro prestaram, no passado sábado de manhã, uma homenagem ao cônsul Augusto Pimenta Almeida, numa cerimónia que contou com a presença de Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão. Augusto Pimenta Almeida nasceu em Bairro e é hoje cônsul de Portugal em Salamanca, facto que levou a Associação Amigos de Famalicão e a autarquia bairrense a eternizar o seu nome, atribuindo-o a uma praça central da freguesia. Na hora das palavras, Augusto Pimenta Almeida mostrou-se sensibilizado face à homenagem da sua terra natal. “Não sei se mereço ou desmereço. De que estou convencido é que recusálo constituiria uma ofensa grave a esta terra, que é

António Freitas

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Augusto Pimenta Almeida e o presidente da Câmara em Bairro

minha também e à qual me sinto unido pelo cordão umbilical”, vincou. Ao aceitar esta homenagem, Augusto Pimenta mostrou-se feliz pelo “gesto nobre e generoso” desta prova pública do afecto. Já Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão, lembrou que a Praça Cônsul Augusto Pimenta Almeida causará interesse às gerações futuras. “Os futuros visitantes da freguesia serão permanentemente con-

frontados com o seu nome e vão naturalmente procurar saber quem é o homem por detrás da homenagem e vão encontrar os princípios de vida que elevam a humanidade, que fazem as comunidades coesas e fortes”. O presidente aproveitou ainda para recordar o facto de o Cônsul ter promovido as Jornadas Internacionais sobre Camilo Castelo Branco, que “decorreram na Universidade

de Salamanca, em 1991, reunindo um grupo de destacados académicos espanhóis e portugueses à volta do novelista de Seide”. Por seu lado, a Associação Amigos de Famalicão preferiu lembrar o percurso de Augusto Pimenta de Almeida, como a atribuição da Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pela Presidência da República Portuguesa. No final, antes da inauguração da praça, foram oferecidas duas medalhas ao comendador Augusto Pimenta de Almeida, uma da Junta e outra da Associação Amigos de Famalicão. Já Armindo Costa ofereceu uma edição literária que junta o romance “Amor de Perdição”, de Camilo, com os poemas de “Follas Novas”, de Rosalía de Castro, lançada pela Câmara Municipal de Famalicão e pela Junta da Galiza, Espanha.


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praça pública

Pelos quatro cantos da ca(u)sa

Por causa da crise

Domingos Peixoto

Sete anos é muito tempo, seja para dizer mal dos antecessores, para promover iniciativas ou para mostrar o que se vale. No caso de Famalicão, tem sido confrangedora a actividade da maioria. Polémica, sempre muita polémica, obras que estavam prontas para avançar, para as quais tinha encontrado uma poção mágica de melhor qualidade e mais baratas que, uma vez suspensas, jamais viram a decisão de avançar; projectos novos nem vê-los, pese embora o facto de muitos anúncios que não saem dos gabinetes; acusação aos anteriores responsáveis de nada terem feito, de terem deixado a Câmara endividada! Porém, pairam por aí “notícias” de muitos e bons negócios, de muitos e bons assessores, mas o Concelho continua “no estaleiro”, ou seja, parado!

A imprensa tem feito eco, a propósito da “crise financeira” nos EUA, de que, sendo esta verdadeira e já estando instalada na Europa (ao menos agora já não é só portuguesa, nem da responsabilidade exclusiva de Sócrates), não havendo dinheiro, não faz sentido o governo avançar com as obras das infra-estruturas “aero-rodo-ferroviárias” que vão consumir muitos mil milhões ao erário público! Ora, o que se pretende é, tão só, que o governo fique atado de pés e mãos, que a crise se agrave, que o desemprego aumente e consequentemente a insegurança, para, depois, se zurzir a sua alegada incapacidade! Nem importa se têm ou não razão, mas, comparando com o que se passa em Famalicão, com tantas carências aos níveis mais básicos, faz algum sentido an-

Maré Alta

“Peditórios” Para quantos vamos dando? … Hoje vou a dois. Pedem-nos os governos, os ministros das finanças, deste e doutros continentes, serenidade e confiança, pois as poupanças estão salvaguardadas. Estes senhores, bem como toda a fugidia maralha dos mundos financeiros, lá vão ludibriando a plebe, que, com mais ou menos lufa, vai criando a riqueza, que uns quantos acumulam e que, pelas invisíveis artes do mercado, por vezes ‘evapora-se’ (talvez em exotismos além planetários). Neste capitalismo alapado ao Estado (mais quando o ‘empreendedorismo’ corre mal, pois quando corre bem “vade retro” Estado), os prejuízos nacionalizamse, em rores de milhões (de euros, dólares, etc.), que esse mesmo Estado diz não ter para melhores pensões, salários, escolas, hospitais, etc. Pouca paciência mais, do que singela leitura de merceeiro. Pede-nos este nosso governo que não o desviemos (“nem à mão de Deus Padre”) do seu programa, e a equiparação do amor homossexual ao ‘normal’ amor he-

Chão Autárquico Vieira Pinto

Com todo o respeito que nos merece o Sr. Presidente da Assembleia Municipal, não podemos deixar de, politicamente (e só politicamente), denunciar algumas atitudes que em nada abonam a clareza rectidão e transparência de alguns dos seus actos, no desempenho do seu cargo. De facto, ainda há bem pouco tempo aqui nos referimos a alguns comportamentos do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, numa situação em que, utilizando uma atitude de arrogância, não permitiu que um deputado da oposição participasse numa votação, por este ter saído da sala onde decorria uma sessão da Assembleia Municipal. Ora, para espanto de tudo e de todos, um deputado da maioria, que também tinha saído e entrado naquela mesma sala de sessões no mesmo momento daqueloutro deputado da oposição, esse sim, naquela mesmíssima altura, já pôde participar naquela votação… Com efeito, preocupado, “Chão Autárquico”, aqui mesmo, em subtítulo “Vi claramente Visto”, levantou a questão da isenção e imparcialidade do Sr. Presidente da Assembleia Municipal. Acontece, porém, que na última

dar a investir tantos milhões em terrenos para centros escolares, em freguesias nas quais a filosofia “destes centros” não tem qualquer cabimento na medida em que o número de alunos por escola não põe em causa o seu funcionamento salutar? Pergunta-se: O que vão fazer com os edifícios e terrenos desafectados à Educação? Mas eu sei a resposta: Justifica-se, sim senhor! Por várias razões. Uma porque nos terrenos de reserva agrícola contíguos aos adquiridos para aquelas instalações vão “poder nascer” apetecíveis urbanizações, de cujas infra-estruturas os seus empreendedores já estão livres. Outra, porque outras tantas urbanizações vão “poder nascer” nos imóveis pós escolares! E mais haverá… Há uma doutrina económica,

Paulo Costa

tero (em épocas como as nossas, de casamentos por amor, não é?) não está prevista, muito menos em tempos de grande gravidade. Até porque criaria colapsos sociais tais, que estas brincadeiras das bolsas seriam coisas de crianças. Santa hipocrisia! Como se argumenta, quanto a uma matéria, de simples e breve técnica legislativa (mesmo que não tão simples quanto a primados ideológicos, filosóficos, religiosos, etc.) e de reduzida expressividade social. Pequenas alterações legais, essenciais para uma minoria, e que em nada afectam a vida de quem vive a leste desses amores, seriam uma enorme machadada na injusta discriminação e um importante marco para uma sociedade mais justa, tolerante e emancipada. Que a revisão do instituto casamento também não demorará … que tem o Estado a ver com os nossos afectos (já que muito com os prejuízos e nem por isso com os lucros da banca)? (Enquanto ouvíamos Antony And The Johnsons). paulolitoral@gmail.com

A suspeição e a res publica sessão daquele órgão máximo da discussão político-autárquica, o seu presidente cometeu mais um acto que vai no sentido daquela nossa preocupação, que é o da falta de isenção e imparcialidade. De facto, ao não permitir, mais uma vez, no seio daquele órgão, a discussão política (e, não pessoal) de um assunto político, apresentado por um partido da oposição, tal atitude constitui, sem mais, um acto de censura política. Por muito que pretenda o Sr. Presidente daquele órgão, não pode colher o argumento de que aquele mesmo documento, entregue na Mesa da AM para discussão, continha uma fraseologia pejorativa (o que, diga-se, não é verdade), não lhe permite esconder actos persistentes de actuação duvidosa, nos cargos públicos que exerce. Do mais, buscando no baú do sótão da memória, tem aqui cabimento lembrar o seguinte facto: quando o Sr. Presidente da Assembleia Municipal era deputado da oposição, na sequência de uma votação da, então, maioria PS, aquele mesmo deputado, virado para os deputados da maioria, disse que estes mais pareciam uns carneiros!!!... Este, sim, um comportamento de todo altamente censurável.

Mas, para além daquilo, que bem se nos figura ser a falta de isenção e imparcialidade, o Sr. Presidente da Assembleia Municipal comete também uma ilegalidade, designadamente quanto ao facto de receber um documento, de quem tem legitimidade para o fazer, e, pura e simplesmente, calando o Sr. deputado apresentante do mesmo, o retira da apresentação e discussão, a que o mesmo se destinava. Há aqui, claramente, uma violação de lei, que o Sr. Presidente comete ostensivamente, tanto mais que, na qualidade de deputado, diga-se, ilustre deputado da República, tem perfeito conhecimento da violação dessa mesma lei. Convenhamos que, para exercício de determinados cargos, impõese o respeito pelos superiores princípios da legalidade democrática, mas, sobretudo, impõe-se o soberano respeito pela magnitude de valores que não colidam com o nobre exercício das funções da coisa pública. De outra forma, ficamos com a suspeição de quem exerce os cargos da res publica. Situação que a democracia não tolera, a ninguém, por muito falacioso que seja o argumento, para tentar iludir a razão democrática.

de cujo autor não me recordo, que diz mais ou menos isto: Quando estiver tudo feito, voltase atrás e faz-se tudo de novo! Para quê? Para pôr a economia a funcionar! Até parece que em Famalicão não há carências de toda a ordem. Mas há, tenho a certeza, negócios para todos os gostos, com um senão: São para muito poucos! Segundo um cronista, respeitável, sem dúvida, os empresários portugueses estão sujeitos a um encargo (embora temporário) injusto. Trata-se do pagamento do IVA (devido pelo consumidor final) aquando de uma transacção que (muitas vezes, digo eu, nem paga é) só é paga muito mais tarde (será também devido à crise?). Sugere o “meu amigo” que o governo devia dar o exemplo legislando

Nos fundos… O estardalhaço instalouse nos órgãos vitais do sistema, que, para grande parte dos iluminados, constitui a melhor forma de organizar a sociedade: o mercado livre. Não há bela sem senão. As democracias ocidentais mais influentes apressam-se a anunciar a intervenção dos vários governos, para evitar o pânico daqueles que, por razões de mera especulação, decidiram aplicar os “milharões” em títulos de pura ganância, cuja queda fez subir abruptamente a venda de pastilhinhas para as insónias.

para pôr termo a esta exigência aos empresários. Parece-me bem, mas tenho duas sugestões: Primeira: O PSD foi governo de maioria absoluta dois mandatos e mais dois anos imediatamente antes, nada tendo feito, pelo que devemos aguardar que volte ao poder para implementar tal medida. Segunda: Já agora, porque ninguém tem mais dificuldades que o consumidor final, que tal erradicá-la do conjunto dos impostos? PS: Os conselhos de Cavaco, contra as promessas “utópicas” dos eleitos, são uma premonição ou uma constatação do passado? Se não forem premonição, encaixamse, igualmente, no período em que foi Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças?

D’Esguelha Gouveia Ferreira

Não fugiu à regra o nosso Ministro das Finanças, vindo a público garantir as poupanças dos portugueses, depositadas no território nacional. Todavia, como nem todos engolem mero palavreado, torna-se insondável a fórmula governamental de assegurar aquilo que não está no domínio do poder executivo. Ou será necessário, afinal, chamar outra vez o Estado à grande região das finanças privadas? Bancos?! Realmente, há muitos.


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pública: 8 de Outubro de 2008

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pública: 8 de Outubro de 2008 15

cultura

Ideia deixada na sessão solene do encerramento dos 95 anos

Biblioteca Municipal em fase de renovação A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco está em fase de renovação e expansão. Esta foi a principal ideia deixada, no passado domingo, no encerramento das comemorações dos 95 anos da Biblioteca Municipal. O auditório foi palco duma sessão solene em que, para além de se falar na já longa história da biblioteca, apontaram-se os caminhos para o futuro. Nesse sentido foi apresentada a página oficial da Internet que pode ser explorada em www.bibliotecacamilocastelobranco.org. Aqui podem ser encontradas as mais diversas informações, desde o horário, os serviços, notícias, galeria fotográfica, os documentos existentes e os pólos do concelho, que são oito espalhados por diversas freguesias (Riba d’Ave, Ribeirão, Louro, Jesufrei, Pousada de Saramagos, Joane, Arnoso Sta Eulália e Lousado). Na página, já acessível, é ainda permitida fazer uma visita virtual ao espaço da biblioteca e a todos os pólos existentes.

Esta página na Internet é sinónimo da, cada vez maior, abertura do espaço a toda a comunidade. Isso mesmo foi sublinhado pela directora da Biblioteca Camilo Castelo Branco que lembrou que apesar do espaço

físico estar aberto 51 horas semanais, a partir de agora, o utilizador possa, a qualquer hora e em qualquer lugar, entrar na biblioteca e consulte, através do catálogo, os livros. Carla Faria espera que,

325 formaram cordão humano na cidade

Magda Ferreira

Crianças dão as mãos pela leitura

Enquanto percorreram a cidade, as crianças entoaram hinos à leitura

Cerca de 325 crianças de oito escolas do concelho chamaram a atenção, quinta-feira passada, para a importância do livro e da leitura. Foram os protagonistas de um cordão humano pela leitura, que atravessou a cidade, numa iniciativa inserida nas comemorações dos 95 anos da Biblioteca Municipal. De mãos dadas, as crianças percorreram o cen-

tro da cidade, desde a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco até aos Paços do Concelho, entoando hinos à leitura. O principal objectivo foi chamar a atenção da população para a importância da leitura e dos livros. Chegados aos Paços do Concelho, depositaram um trabalho com frases e slogans de promoção do livro, no “Mural da Leitura” aí co-

locado para o efeito. Depois, o presidente da Câmara recebeu-os em frente ao edifício da Câmara Municipal e incentivou-os à leitura: “Hoje em dia, com a televisão, a internet e os jogos de computador, as crianças ficam sem tempo para ler”, referiu o edil, apelando aos professores e encarregados de educação presentes que “incentivem as crianças para a leitura”. “Hoje estamos aqui todos por uma causa: o livro e a leitura”, disse ainda Armindo Costa, convidando todas as crianças a visitar a Biblioteca Municipal. Para além das crianças, jovens e professores, o cordão humano contou também com a participação de diversos coordenadores das bibliotecas escolares. O responsável por esta área no Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, Manuel Oliveira, louvou esta organização, pois levou as bibliotecas escolares a trabalhar nela nas últimas semanas, referindo que os alunos “fizeram muitos trabalhos”, nomeadamente textos e até um hino que foram entoando ao longo do percurso: “A,A,A, biblioteca estamos cá/E,E,E, que bonito que isto é/I,I,I, mas que bom é estar aqui/O,O,O, ai que bom não estou só/U,U,U, parabéns repete tu”. M.F.

num futuro breve, esses mesmos livros possam ser requisitados através da Internet. “A inauguração do site permite oferecermos aos nossos utilizadores, fora das nossas portas, a hipótese de entrarem virtualmente na bi-

blioteca”, referiu. Da parte da Câmara Municipal esteve presente o vice-presidente e também vereador da cultura. Na sua intervenção, Leonel Rocha destacou a recente doação do espólio bibliográfico do escritor e ensaísta Eduardo Prado Coelho à Biblioteca Municipal como sendo um ponto de viragem. Assim, salientou que se vivem tempos de renovação. “Hoje, passados 16 anos da inauguração deste edifício, a Câmara Municipal tem em mãos a tarefa de reestruturar e renovar esta mesma biblioteca. Estes 95 anos da biblioteca estão a ser comemorados sob a égide da renovação e ainda dos novos espólios que estão a reestruturar a biblioteca tornando-a mais operacional e funcional, logo mais atractiva”. Neste sentido, Leonel lembrou que a maior parte dos utilizadores da biblioteca, que tem 20 mil sócios inscritos, são jovens. O mesmo foi destacado por Margarida Oleiro, repre-

sentante da Direcção Geral dos Livros e Bibliotecas. Apesar de reconhecer que a cultura passa tempos difíceis em Portugal, no que diz respeito a ajudas financeiras por parte do Governo, a responsável sublinhou que muitas coisas mudaram ao longo dos anos. “As bibliotecas públicas eram poucas, eram locais muito solenes, os utilizadores não tinham acesso directo aos livros, não havia empréstimo domiciliário, os armários eram muito bonitos mas estavam sempre fechados”. Margarida Oleiro lembrou que o actual programa veio mudar essa realidade e que hoje em dia se enfrenta uma nova mudança que tem a ver com as novas tecnologias. “Os nossos utilizadores são cada vez mais exigentes”, ressalvou. No final da sessão solene cantaram-se os parabéns à Biblioteca Municipal e cortou-se o bolo que marcou os 95 anos do espaço.

Grupo de amigos evocou o poeta e o contista

Famalicão homenageou Armando Soares Coelho Luís Serguilha, Salvador Coutinho, Manuela Monteiro, Jorge Reis-Sá, entre outros escritores, reuniramse, no passado sábado, para homenagear o poeta e contista famalicense Armando Soares Coelho, falecido há dois anos. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal no âmbito dos 95 anos da Biblioteca Municipal, teve como objectivo evocar o homem e a sua obra literária. Amigos de Soares Coelho, alguns deles escritores, leram os seus poemas, enquanto o músico Ivo Machado os cantou. Cada um escreveu também um texto sobre o homenageado e o conjunto desses textos integrou uma brochura apresentada no decorrer da homenagem. De resto, esses textos irão também ser publicados no próximo Boletim Cultural. Soares Coelho publicou quatro livros, em prosa e poesia, deixando outros títulos inéditos. Em vida reuniu, em “O Passante”, o melhor da sua poesia, dispersa por jornais. Nos livros “A Experiência” e “A Outra” revelou o seu talento de ficcionista. Na sua primeira obra “De Zero a Vinte”, que estava a reescrever quando faleceu, relata-nos alguns traços auto-biográficos. “Uma obra relativamente escassa mas muito original e de grande criatividade”, afirma Artur Sá da Costa,

Retrato de Soares Coelho pela pintora Filó-Mena

director da Casa da Cultura. Sá da Costa, que privou com o escritor e que também participou na homenagem, fala de Soares Coelho uma homem discreto na sua vida pessoal – talvez por isso a sua obra seja pouco conhecida do grande público – mas empenhado na participação cívica. “Interessava-se pelas grandes causas da humanidade, como a desordem do mundo, a intolerância dos homens, o fanatismo religioso, a exploração do homem e da natureza, mas ao mesmo tempo também se preocupava com os pequenos problemas do cidadão anó-

nimo, que denunciava na sua poesia”, recorda Sá da Costa. E continua: “Ele dizia que o mundo estava cheio de paradoxos, como o homem que vai à Lua mas ao mesmo tempo dá um pontapé no cão”. Soares Coelho era também um ecologista e teve várias intervenções públicas em grupos que se dedicavam a essas causas. Para Sá da Costa, a homenagem que lhe foi prestada “faz todo o sentido, até porque ele faleceu há dois anos e não houve uma nota em nenhum jornal fazendo referência esse facto”. C.A.


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pĂşblica: 8 de Outubro de 2008

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OP 5C  

Presidente da Assembleia demite-se opi ni ã os port: opi ni ã osuplemento: Degradação do quartel leva a solução de emergência ANO 17 • Nº 85...

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