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China aguarda julgamento na cadeia

Armindo Costa anunciou desistência da passagem desnivelada

Avenida 9 de Julho vai ter nova rotunda

Depois de ter sido detido por mais um assalto a um café na cidade, o jovem conhecido pela alcunha de “China” foi encaminhado para o Estabelecimento Prisional do Porto, por ordem do juiz do Tribunal de Famalicão, que ordenou que aguarde julgamento com a medida de coação máxima: prisão preventiva. Com 18 anos, o rapaz é suspeito de vários assaltos e já fugiu até da cadeia. p. 5

p. 6 ANO 16 • Nº 846 • Gratuito 23 A 28 DE JUlHO DE 2008 DIRECTOR: JOÃO FERNANDES

Têxtil de Riba d’Ave deixa 210 trabalhadores no desemprego

OLIVEIRA FERREIRA FECHA AS PORTAS A quase centenária Fiação e Tecidos Oliveira Ferreira, de Riba d’Ave, encerrou as portas na passada segundafeira, deixando sem emprego os seus 210 trabalhadores. Há vários meses que a empresa passava por dificuldades, com os salários a serem pagos atrasados. Tal facto levou os operários a recorrerem, por várias vezes, à greve, sendo que a última começou a meados de Junho e terminou agora com a suspensão dos contratos. Os trabalhadores temem pelas suas indemnizações, pois a administração terá vendido as instalações da têxtil a um banco.p.11

Está a ser construído no Monte do Xisto, em Fradelos

Centro de Resíduos Industriais pronto em Outubro p. 5

Centro social de Requião avança

PS contesta centros escolares

Foi lançada, no passado sábado, a primeira pedra do Centro Social Paroquial de Requião. É o quarto equipamento social apoiado pelo Pares a avançar no concelho e contempla valências para a infância e terceira idade. p.13

Os vereadores do PS acusam a maioria PSD/PP de fazer letra morta da Carta Educativa, construindo centros escolares onde não estava previsto. Um deles é o de Ribeirão, com o qual os socialistas não concordam. p.3

opiniãoespecial: No dia 26 celebra-se o Dia dos Avós. Este especial é dedicado a eles e àqueles que deles cuidam.

pp. 19 a 22

opiniãosport: Atletismo: CCD Ribeirão com três medalhas nos nacionais de Pista Natação: Recorde nacional batido por famalicense

Cavaco defende aumento das exportações p. 4


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espaço aberto

Objectiva Pública

Agenda Hoje, 23 Centro Novas Oportunidades da Associação Empresarial do Baixo Ave certifica os primeiros adultos do Baixo Ave om o nível secundário.

Amanhã, 24 18 h0 0 A ACIF lança o debate sobre o ‘Coaching’, que decorre no salão nobre da associação, na rua Adriano Pinto Basto. 2 1h 0 0 A Ideias Formadas – Consultoria e Formação entrega os certificados de formação profissional e respectiva divulgação do projecto formativo, no salão nobre da Junta de Freguesia de Riba d’Ave. É a sinalização à moda do país que temos. Uma tampa de saneamento partiu-se e a solução passa não pela rápida substituição – se calhar não há em stock – mas sim pelo improviso da sinalização. Esta situação persiste há pelo menos dois dias, mesmo no eixo da via, na rua Barão de Joane, na cidade de Famalicão, no acesso da Estrada Nacional 206 às imediações da Casa das Artes.

Questão Pública Concorda com o Presidente da República, que em Famalicão disse que Portugal só vence a crise se aumentar as exportações?

Concordo com a opinião do Presidente da República, de facto as exportações podem fazer a diferença neste contexto de crise económica que nos assola. Devemos, contudo, ter em conta que existem vários factores que prejudicam a competitividade dos nossos produtos em mercados estrangeiros. É mais barato produzir em Tui do que em Valença, a carga fiscal no país vizinho é menor do que em Portugal, e isso reflectese com grande evidência, por exemplo, nos preços dos combustíveis, o que prejudica a nossa indústria e os nossos produtos. Por outro lado, quando deveríamos apostar na educação dos portugueses para assim sermos mais competitivos, o que estamos a fazer é exactamente o contrário, ou seja, estamos a facilitar na formação dos jovens que um dia serão os empresários e os técnicos deste país. A meu ver, a indústria portuguesa já percebeu há muito tempo que o nosso mercado é pequeno e que é necessário exportar mais, mas são precisas mais do que palavras e vontades para que isso aconteça.

Em termos simples, crise é uma fase grave, complicada e ameaçadora na estabilidade da vida de uma pessoa, Organização ou País. Existem muitos tipos de crise. O Senhor Presidente da República deveria referir-se apenas à crise económica. Claro que o aumento das exportações pode ser um bom contributo para melhorar as coisas, nomeadamente aumentando o emprego. Mas será solução se o preço do petróleo continuar a subir indefinidamente? É que hoje já não há uma economia em cada país. Existe uma economia global. Mais do que dizer-se o que é preciso fazer. Deveria dizer-se como fazer. Parece-me que o mundo só vencerá a crise com as mudanças políticas que se esperam para a América. Dizia-me um amigo, não decidimos a guerra no Iraque, mas estamos todos a pagá-la… como no início dos anos 70 do século passado, na outra crise energética, pagamos a guerra do Vietname. Será?

FICHA TÉCNICA

EDITOR DE TURNO:

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Carla Alexandra Soares, Elisete Santos, Pedro Silva.

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APOIO À REDACÇÃO: Jorge Alexandre

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Arcindo Guimarães (CICR-56), Carla Alexandra Soares (CICR-248), Celso Campos (CPJ 4668), Cristina Azevedo (CPJ 5611), Magda Ferreira (CPJ 4625), Marta Marques (CICR320) e Sofia Abreu Silva (CPJ 10952). DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022), Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297) e Pedro Silva (CICR-220).

professora

dirigente associativo

autarca

Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, Joaquim Loureiro, João Fernandes.

Maria Augusta Santos

Custódio Oliveira

Ana Maria Oliveira

Para que o nível de desenvolvimento de Portugal se aproxime dos países mais desenvolvidos da UE é necessário que se verifique um contínuo aumento da produção de bens e serviços e, consequentemente, um aumento das exportações, reduzindo, assim, o desemprego e travando o endividamento internacional. Como o conseguir? O Governo tem procurado, ao longo do seu mandato, incutir confiança nos portugueses e, particularmente, nos empresários, rejeitando o “discurso da tanga” do Governo anterior e que parece ter regressado, através da líder do principal partido da oposição. É o próprio Presidente da República a alinhar no discurso do Governo, ao afirmar que o seu papel é o de “reforçar a auto-estima dos portugueses e mobilizar para os desafios”. Por outro lado, é necessário alargar e diversificar os mercados internacionais e, neste campo, o Primeiro-Ministro tem demonstrado grande capacidade política de desenvolver e ganhar novos mercados estrangeiros. O mais recente exemplo disso foi a viagem, no passado sábado, de José Sócrates à Líbia, acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia, que culminou com a assinatura de vários acordos, onde foram definidos, nomeadamente, os moldes de investimento líbio em Portugal e o aumento das exportações portuguesas.

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cidade

A propósito do centro escolar de Ribeirão

PS acusa maioria de fazer letra morta da Carta Educativa Cristina Azevedo Os vereadores do Partido Socialista dizem que a maioria PSD/PP que governa o município “deitou por terra a Carta Educativa”, dois anos após a sua aprovação. A afirmação foi feita na reunião do executivo da passada quarta-feira, a propósito de uma proposta para aquisição de um terreno para o futuro centro escolar de Ribeirão, uma solução que não agrada aos socialistas, que votaram contra a proposta. A oposição alega que a construção de uma só escola prejudica a vila e que essa não é a solução preconizada na Carta Educativa, que previa a manutenção de duas escolas e a construção de uma nova. “Atendendo à dimensão da freguesia parecenos que seria a solução que serviria melhor o tecido escolar. Uma escola só vai implicar transportes e outra logística”, argumentou, aos jornalistas o vereador Mário Martins. Já a maioria PSD/PP en-

tende que é necessário aproveitar os fundos comunitários que estão disponíveis para equipamentos deste género, informando que o centro escolar de Ribeirão foi aprovado pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). De resto, Armindo Costa defendeu o equipamento considerando que o projecto actual é melhor do que aquele que constava da Carta Educativa “que só resolvia metade do problema”. “Agora vamos ter uma só escola, que abarca todo o 1º ciclo, junto das piscinas e da EB 2,3 e, por isso, é de longe muito melhor para as crianças de Ribeirão”. “ Va mos faze r me l hor ” , di z A r m i n d o O assunto gerou acesa discussão entre Mário Martins e o presidente da Câmara, com este último a defender que a Carta Educativa “não é, nem nunca foi, um documento estático, mas sim dinâmico”. “Há dois anos apontou-

se aquilo que era possível na altura. Se agora a DREN mostra disponibilidade para fazermos melhor, vamos fazer melhor”, disse Armindo Costa aos jornalistas, no final da reunião, adiantando que “a Carta Educativa é documento orientador e não impositivo, pelo que a qualquer altura poderão ocorrer mudanças”. Argumentos que não convencem a oposição, que não compreende “como é que um documento recentemente aprovado, e que foi classificado como um instrumento exemplar em termos de país, leva uma machadada deste calibre”, afirma Mário Martins apontando como exemplos o facto de a Carta Educativa não prever centros escolares nem para Ribeirão nem para o Louro, como agora o executivo quer fazer. Para o socialista, isso é mais uma demonstração de que “o planeamento em Famalicão é meramente teórico, tomando-se as decisões ao sabor dos acontecimentos”.

Termas das Caldas celebram dia da Responsabilidade Social As Termas das Caldas da Saúde celebraram, a 11 de Julho, o dia da Responsabilidade Social, abrindo as portas àqueles que, por razões de vária ordem, normalmente não têm acesso às termas. No total, mais de 50 convidados vindos de diversas instituições contactadas, o ASAS, a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, o Centro Social e Paroquial de Avidos e o Lar S. João de Deus da Santa Casa de Misericórdia de Famalicão, gostaram da experiência e alguns até já eram repetentes neste dia dedicado a eles. Todos quiseram experimentar os serviços que a instituição lhes oferecia, desde uma mini aula de hidroginástica até ao emanatório, passando pela hidromassagem em piscina e em banheira. “A satisfação e alegria era bem visível

no rosto dos nossos convidados”, diz uma das colaboradoras das Termas, acrescentando que “este contributo dado pelos colaboradores é um pequeno gesto, sendo o nosso objectivo sensibilizar e incentivar outras entidades a colaborarem connosco ou criarem elas próprias iniciativas voltadas para a Responsabilidade Social”.

Famalicão esclarece novo Código dos Contratos Públicos A Câmara Municipal em colaboração com a sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados, promove na próxima sexta-feira, dia 25, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, uma conferência de esclarecimento sobre “O Novo Código dos Contratos Públicos”. O evento, que contará com a presença de diversos convidados especialistas na área jurídica, irá debater temas relacionados com o novo Código dos Contratos Públicos, nomeadamente as modalidades dos procedimentos de contratação pública, os critérios de escolha e a contratação electrónica, entre outros. A conferência é de entrada livre, no entanto, tendo em conta a lotação do auditório, os interessados devem efectuar a sua inscrição junto do departamento jurídico da Câmara Municipal, sito nos Paços do Concelho.


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cidade

PSD elogia visita de Cavaco A Comissão Política do Partido Social Democrata de Famalicão considera a visita de Cavaco Silva, que aconteceu na passada sexta-feira, de vital importância para o concelho. A posição é tomada num comunicado enviado à imprensa em que os social-democratas exigem, depois da passagem do Presidente da República por Famalicão, que o governo central intervenha e seja capaz de debelar a situação social e económica de depressão em que se encontra a região. “A visita do Senhor Presidente da República não deixa dúvidas sobre o risco de poder acontecer uma verdadeira catástrofe económica e social, se não

forem adoptadas as medidas necessárias”, pode ler-se neste comunicado da Comissão Política do PSD famalicense. Assim, referem que não existindo portugueses de primeira ou de segunda, exigem do Primeiro-ministro a adopção de medidas capazes de responder às debilidades realçadas pelo Presidente da República, o qual, consideram, demonstrou “uma apreciável preocupação” com a situação económica desta zona. O PSD famalicense traça ainda, aqueles que considera os pontos fortes da visita de Cavaco Silva realçando o dinamismo e empreendedorismo dos empresários e autarcas do concelho.

Presidente da República, em Famalicão, aponta aumento das exportações

Cavaco dá receita para ultrapassar a crise

Lucipi organiza acampamento em Paredes de Coura

O acampamento de crianças e jovens em Paredes de Coura, organizado pelo Lucipi, decorreu na semana passada. O objectivo principal, para além do convívio entre alunos e professores, foi o de se adaptarem à vida ao ar livre, sensibilizando-os para a preservação da natureza. A primeira paragem foi em Ponte de Lima para uma visita ao grande Festival Internacional de Jardins que todos os anos se realiza. A curiosidade de todos verificou-se na leitura atenta da placa explicativa de cada cenário. Já em Paredes de Coura foram montadas as tendas, perto de uma zona de Paisagem Protegida de Corno de Bico, onde se puderam observar os cavalos selvagens. Ao anoitecer realizaram-se jogos de observação e

orientação, onde cada um se divertiu com as suas lanternas. No dia seguinte o destino foi a Praia Fluvial onde as crianças foram convidadas a participar em diversas actividades desportivas. “Esta é uma forma de alunos entre os 4 e 13 anos, conviverem e se educarem para a preservação do meio ambiente levando-os a ter uma atitude diferente perante a sociedade e o meio que as rodeia”, diz o Lucipi em nota à imprensa, acrescentando que para alguns “esta experiência foi a oportunidade de ficarem pela primeira vez longe de casa e numa tenda”. Ao telefone com a mãe, a Catarina lá ia dizendo que tinha uma casinha pequenina com varanda e jardim…pois nunca tinha acampado e estava radiante.

Cavaco Silva diz para não contarem com ele para evidenciar “maus exemplos ou desgraças”

Celso Campos Portugal só conseguirá ultrapassar a actual crise económica se aumentar as exportações. A receita foi deixada, sexta-feira, em Famalicão, pelo Presidente da República (PR). Cavaco Silva falava em Seide S. Miguel depois de dois dias dedicados a conhecer a realidade social e económica dos vales do Ave, Sousa e Tâmega. “Portugal não tem a mínima hipótese de crescer a uma taxa na ordem dos três por cento e aproximarse do nível de desenvolvimento da Europa comunitária, reduzir significativamente o desemprego e de travar o seu endividamento internacional se não aumentar significativamente a produção de bens e serviços que podem ser comercializados internacionalmente”, enunciou o chefe de Estado, na conferência de imprensa de balanço da deslocação ao Norte do país. Nesses dois dias, o PR reuniu com autarcas, sindicatos e empresários, sendo que este último decorreu no Centro de Estudos Camilianos, juntando associações nacionais representativas de vários sectores: têxtil e vestuário, calçado, mobiliário e madeiras, além da generalista Associação Industrial do Minho. Depois de ouvir todos estes agentes da região, Cavaco Silva reconheceu que a sua preocupação face à realidade social e económica destes três vales “não diminuiu”, mostrando-se mesmo muito apreensivo com o crescente endividamento das famílias e do país, vincando que o país “consome mais do que o que produz”. Os sindicatos salientaram a elevada taxa de desemprego, sobretudo do Ave (17%) e o problema do endividamento das famílias, ao passo que os empresários vincaram as dificuldades com os custos energéticos e com os impostos elevados. De qualquer maneira, Cavaco mostrou-se agradado com o facto de “não ter encontrado um pessimismo generalizado”, vincando mesmo que os sectores do calçado e do mobiliário “estão bem”. No Centro de Estudos Camilianos, o PR defendeu a adopção de di-

versas medidas para estimular a economia destas regiões. No Ave, é preciso uma “almofada social” e “apoios extraordinários para aqueles que não conseguem reconverter-se”, referindo-se sobretudo aos trabalhadores têxteis. Na linha da receita que deixou, defendeu apoios para os sectores mais virados para a exportação e mostrou confiança na aplicação do QREN para melhorar a competitividade das empresas. Ainda a esse nível, Cavaco Silva atestou que “há que dar atenção muito particular, com medidas específicas, às Pequenas e Médias Empresas, que representam 95% do tecido económico nacional”. Exortou ainda os pequenos empresários a juntarem-se para melhor enfrentar o mercado internacional, uma vez que muitas micro e pequenas empresas carecem de “massa crítica”. Visita à Salsa Cavaco Silva fechou esta visita à região com uma deslocação a uma empresa têxtil que rotulou como um “exemplo”, referindo-se à Salsa, do grupo Irmãos Vila Nova, em Ribeirão. O PR diz que não devem contar com ele para “evidenciar maus

exemplos ou desgraças”. “Não é o meu estilo”, vincou, apontando antes a necessidade de “mostrar o que de bem se faz no país para mobilizar os portugueses”. Este desejo ficou bem patente quando Cavaco Silva se mostrou surpreendido com o objectivo da empresa para os próximo anos. Propõe-se simplesmente quintuplicar a facturação, passando dos actuais 90 milhões para mais de 500 milhões de euros em 2012. “Vamos conseguir”, vincou Filipe Vila Nova, perante a admiração do presidente. Na empresa, registo para um momento de humor quando, Cavaco Silva reconheceu que foi a neta, Mariana, de 12 anos, quem lhe revelou o que era a marca Salsa – a dos “jeans e das calças rotas” – e que fez o PR decidir-se por deslocar-se à empresa de Ribeirão. Depois da partida de Cavaco, Armindo Costa disse acreditar que “Famalicão vai ganhar” com esta deslocação. Se no dia anterior dizia que a região podia atravessar uma “implosão social”, depois da visita mostrou-se esperançado em que o país vai “sair da crise”, esperando ainda que o Governo ouça os alertas lançados pelo PR.

Maria Cavaco Silva na Casa de Camilo Maria Cavaco Silva, esposa do Presidente da República, durante a deslocação de Cavaco Silva a Famalicão teve um programa paralelo que contemplou uma visita à Casa Museu de Camilo Castelo Branco. Enquanto Cavaco reunia com empresários no Centro de Estudos Camilianos, a esposa conhecia a casa do escritor. Os dois juntaram-se depois e rumaram juntos para a empresa Salsa. Nota ainda para o facto de alguns arquitectos belgas, de visita ao nosso país, terem ficado à porta da obra de Siza Vieira que queriam visitar. Encontraram Seide, mediante uma pesquisa realizada previamente na Internet, o que os trouxe a Famalicão.

António Freitas

O Hospital da Trofa realizou 250 consultas de cessação tabágica em 2007. Este ano, o número de pessoas que procuraram deixar de fumar aumentou para 350, “o que representa um aumento de 40% logo no primeiro semestre”. As palavras são de José Alves, director do Serviço de Pneumologia deste hospital. “A consulta de cessação tabágica está inserida na consulta de pneumologia. Aqui pretendermos fazer uma intervenção ao nível da desabituação tabágica e ajudar o doente deixar de fumar, uma vez que nos procura devido a doenças relacionadas com o tabagismo, como a asma, a doença pulmonar obstrutiva crónica e, nos casos mais graves, o cancro do pulmão”, explica o clínico. O director do Serviço de Pneumologia revela ainda que em Setembro, o Grupo Trofa Saúde irá abrir uma consulta de cessação tabágica destinada aos funcionários do Hospital: “é muito importante darmos o exemplo e os profissionais de saúde devem ser os primeiros a deixar de fumar ou, pelo menos, evitar fumar em público”. O especialista lembra que estas consultas são a melhor forma de deixar de fumar, pois está provado que dos fumadores que deixam de fumar sem ajuda médica, apenas 7% estão abstinentes ao fim de um ano.

Alexis Silva

Consultas de cessação tabágica aumentam no Hospital da Trofa


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cidade

Equipamento está a ser construído no Monte do Xisto, em Fradelos

China preso preventivamente

O Centro de Valorização de Resíduos Industriais Banais (RIB) que está a ser construído pela empresa Valor-Rib, Lda., no Monte do Xisto, em Fradelos, deverá estar pronto a funcionar no próximo mês de Outubro. A previsão foi avançada pelos responsáveis da empresa, durante uma visita às obras realizada pelo presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, a semana passada, tendo o autarca sido recebido pelo empresário Amândio Carvalho e pelo ex-dirigente ambientalista e antigo presidente da Assembleia Municipal de Famalicão Joaquim Loureiro, dois dos sócios da ValorRib, e ainda por técnicos da empresa. Implantado numa área de terreno de 32 hectares, entre as freguesias de Fradelos e Vilarinho das Cambas, numa zona florestal isolada, a norte da auto-estrada A7 (Famalicão-Vila do Conde), o Centro de Valorização de RIB implica um investimento inicial na ordem dos cinco milhões de euros, suportado pela empresa, e é o único equipamento do género no Norte do País. A Valor-Rib, sociedade maioritariamente participada pela empresa de obras públicas Amândio de Carvalho SA e pelos espanhóis da Cespa, estima receber anualmente um total de 100 mil metros cúbicos de resíduos. Só ao nível dos inertes oriundos da construção civil, o centro está preparado para reciclar 80% dos resíduos acolhidos. No caso dos resíduos industriais, a matéria reciclável atinge os 30%. “Estamos perante uma obra amiga do

António Freitas

Centro de Valorização de RIB pronto em Outubro

Joaquim Loureiro, Armindo Costa e Amândio Carvalho visitam as obras

ambiente, pois vai resolver um problema ambiental. Como é sabido, a Câmara Municipal não tem responsabilidade directa no tratamento e destino final dos resíduos industriais. Essa actividade compete aos particulares, neste caso à empresa ValorRib, numa lógica de funcionamento do mercado, respeitando as normas impostas pelo Ministério do Ambiente”, afirma Armindo Costa, em nota da autarquia enviada à imprensa. O presidente da Câmara revela que será criada uma Comissão de Acompanhamento, composta por responsáveis autárquicos e técnicos ambientais, com a finalidade de monitorizar o funcionamento do centro. A autarquia argumenta ainda

que o equipamento “destina-se a reciclar os resíduos não perigosos, muitos deles lançados de forma selvagem em zonas mais ou menos escondidas do município, com manifestos prejuízos para os industriais famalicenses e para a qualidade de vida dos cidadãos, e cuja eliminação jamais poderia passar pelas soluções que tratam os resíduos sólidos urbanos”. “A qualificação do nosso ambiente é uma responsabilidade de todos, devendo ser promovida através de uma parceria entre o poder político, as associações ambientalistas, as actividades económicas e as empresas que actuam na área da requalificação ambiental”, defende Armindo Costa na mesma nota.

O jovem “China” vai aguardar julgamento em prisão preventiva, depois de ter perpetrado mais um assalto. Como o OP noticiou na última edição, Sérgio Silva, o jovem joanense que é conhecido pela alcunha de “China”, foi detido, juntamente com mais três indivíduos, no passado dia 13 de Julho, no Porto, depois de nessa madrugada terem assaltado um café no centro da cidade de Famalicão. Na terça-feira, dia 14 de Julho, os suspeitos foram ouvidos no Tribunal de Famalicão. A “China” o juiz aplicou-lhe a medida de coação máxima, prisão preventiva, e o jovem foi transportado para o Estabelecimento Prisional do Porto, onde aguardará pelo julgamento. China, com 18 anos, é conhecido por envolvimento em vários assaltos por toda a região do Vale do Ave e por ter protagonizado uma fuga da cadeia de Guimarães no Verão passado. Depois de vários meses evadido foi apanhado e condenado a executar trabalho comunitário, pena que ainda não cumpriu porque, segundo soube o OP, o Ministério Público recorreu dessa decisão judicial e o julgamento será parcialmente repetido, segundo decidiu o Tribunal da Relação do Porto. Desta vez, os antecedentes criminais, o perigo de fuga e de continuidade da actividade criminosa foram alguns dos factores que sustentaram a prisão preventiva de “China”. Além dele, outro membro do grupo também viu ser-lhe aplicada a medida de coacção máxima, ao passo que os outros dois detidos saíram em liberdade, tendo prestado Termo de Identidade e Residência.


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Homenageados no 23º aniversário da cidade

Rodrigo Fernandes da Silva Medalha de Honra do Município

cidade

Armindo Costa anuncia opção por rotunda em visita à freguesia de Famalicão

Anulada passagem desnivelada na avenida 9 de Julho

Nasceu a 30 de Julho de 1924, no concelho de Barcelos. Embora não sendo natural de Vila Nova de Famalicão, foi um verdadeiro filho adoptivo da comunidade famalicense a quem dedicou muito do seu saber e da sua vida. Foi um empresário activo e empreendedor. Foi associado activo de diversas instituições famalicenses nas quais desempenhou responsabilidades directivas, designadamente nos Bombeiros Voluntários Famalicenses, Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão e Rotary Clube de Famalicão. Foi benemérito de diversas instituições sociais e religiosas do concelho. A nível autárquico, foi Regedor da Freguesia de Vila Nova de Famalicão e Presidente do Conselho Municipal, cargos que desempenhou com muita dedicação e prestígio. Também se revelou um investigador e artista na arte da heráldica, sendo o autor de diversos painéis expostos no país e no estrangeiro. Desapareceu do mundo dos vivos a 15 de Abril de 1992.

José Gomes de Faria Medalha de Mérito Municipal Autárquico

A Câmara de Famalicão não vai construir a projectada passagem desnivelada sobre a Avenida 9 de Julho, uma ligação que pretendia unir de forma rápida a zona norte da freguesia de Famalicão (Mões e Santo Adrião) ao centro, na zona do hospital. A edilidade aposta antes na construção de uma rotunda na mesma zona, anunciou o presidente da Câmara, no final da visita que fez na quinta-feira à freguesia de Famalicão. “Há obras que não devem ser feitas”, sustenta o edil porque, por um lado, “o perfil do terreno a sul da 9 de Julho não permite” a passagem, e por outro, “não podemos trazer uma quantidade significativa de trânsito dentro da cidade, só porque quer sair dela”. Explicou Armindo que esse viaduto implicaria que um morador de Mões que quisesse ir para uma qualquer cidade vizinha teria de entrar na cidade só para sair dela. “Temos de fazer com que o trânsito vá para a 9 de Julho que é uma via estruturante e a partir daí cada um vai para onde quer”, evidenciou. Nesta linha, a opção da autarquia vai para a construção de uma rotunda perto das antigas instalações do tribunal cível. Um dia depois de anunciar mais duas obras de renovação urbana na zona do hospital [Ver notícia na página 7], Armindo explicitou que em virtude da nova localização das Urgências, em todas as vias nas imediações do hospital serão criados sentidos únicos “para haver melhor circulação, mais fluidez, com mais segurança para peões e automobilistas”. O edil diz que reorganização do

António Freitas

Celso Campos

Junta de Famalicão quis saber conclusões do encontro de Armindo com a administração do hospital

tráfego será agora delineada, uma vez que nessa mesma manhã foi visitar as obras da nova Urgência hospitalar, ficando a conhecer qual será o trajecto das ambulâncias. “Tudo está a ser feito tendo em conta a nova realidade do hospital”, garante. Aproveitando esse factor, Armindo anunciou que todas as artérias serão requalificadas. Nesta visita, o edil quis, sobretudo, salientar aquilo que chamou de revolução para a zona norte de Famalicão que há poucos anos “estava ao abandono”, referindo-se a Mões e Santo Adrião e ao alargamento de vários caminhos.

Em destaque esteve ainda a questão da educação e das escolas do 1º ciclo da cidade. Estão previstas ampliações quer na Sede nº1, quer na Sede nº2, notícias que deixaram satisfeita a presidente da Junta. “No próximo ano tudo vai melhorar com novas salas, refeitórios e cantinas nas duas escolas”, congratulou-se Ana Maria Oliveira. Armindo Costa salientou ainda o “dinamismo” da Junta de Famalicão. Apesar de muito do investimento ser municipal, o edil salientou o facto de a freguesia querer ser “parte activa nas decisões que abrangem Famalicão”.

Direcção cessante faz balanço positivo do ano

Joaquim Vieira assume liderança do Lions Nasceu no dia 21 de Janeiro de 1957 em Vale São Cosme, freguesia com a qual manteve fortes laços de pertença ao longo da sua vida. Ligado ao Corpo Nacional de Escutas desde a sua juventude, tornou-se Chefe do Agrupamento de Vale São Cosme em 1986. Como dirigente do Corpo Nacional de Escutas, contribuiu de modo valioso para a consolidação do papel desempenhado por aquela instituição em prol da formação das novas gerações. No mandato 1997/2001, desempenhou as funções de Tesoureiro da Junta de Freguesia de Vale São Cosme. Em 2001, foi eleito Presidente da Junta de Freguesia de Vale São Cosme, tendo sido reeleito em 2005. Nas suas responsabilidades autárquicas, deu um contributo relevante para o desenvolvimento de Vale São Cosme. Desapareceu do mundo dos vivos em 1 de Janeiro de 2008.

O Lions Clube de Famalicão terminou este ano lionístico 2007/08 “com grande satisfação e bons indicadores para o próximo” ano. Disso mesmo dá conta, em nota à imprensa, esta estrutura que no passado dia 8 de Julho realizou o jantar de transmissão de poderes. A iniciativa teve lugar na sede do Lions e, segundo o clube, contou com a presença de mais de 60 pessoas, entre as quais se destaca o governador Lion José Jacinto Pereira, do Lions Clube de Guimarães. O jantar serviu para Alexandra Salgado passar o testemunho a Joaquim Manuel Vieira, a quem a líder cessante deseja “um ano repleto de alegrias e bom serviço à comunidade”. “Esperamos conseguir divulgar as nossas actividades para que cada vez mais as pessoas que vivem com dificuldades possam por nós ser auxiliadas e confortadas”, declara ainda Alexandra

Salgado. Mas esta cerimónia ficou marcada pela entrega de um cheque no valor de 2.140 euros ao responsável pela Campanha Sight First II em Portugal, Carvalho Lopes. Trata-se de uma campanha do Lions International e que visa a recolha de fundos a favor da luta contra a cegueira. O Lions de Famalicão desenvolveu várias iniciativas de angariação de verbas tendo o valor total angariado “superado as expectativas iniciais” da organização. Uma das acções mais visíveis foi o “1º Lions Bike Tour”, realizado a 31 de Maio, uma actividade que contou com o apoio de várias empresas e instituições do concelho e que permitiu juntar 1.140 euros. Ao longo deste ano, os responsáveis do Lions famalicense conseguiram também reactivar o Leo Clube de Famalicão, do qual fazem parte onze jovens famalicenses, liderados por

Lions Clube de Famalicão mudou de liderança

Cecília Oliveira. O Leo Clube participou na organização de actividades ao longo do ano e está já a preparar a realização de um torneio de futsal ou de futebol de salão para angariar mais fundos. De registar ainda, este ano, a entrada de três novos sócios para o Lions Clube de Famalicão, dos quais duas mulheres que fazem já parte da nova direcção, como secretária e tesoureira.


cidade

Obra colocada a concurso

Renovação urbana avança em mais duas ruas da cidade A Câmara de Famalicão vai avançar com obras de renovação urbana nas ruas Padre Manuel Pinto de Sousa e Cupertino de Miranda, no centro da cidade. Na quartafeira da semana passada, o executivo aprovou os projectos e a abertura de concurso público para a realização das empreitadas. A Rua Cupertino de Miranda parte da rotunda que existe junto à Igreja Matriz e ao Hospital e vai até à Avenida Carlos Bacelar, passando em frente à entrada principal do hospital. Nesta primeira fase, a intervenção abrange apenas o troço entre a referida rotunda e a Rua Conselheiro Santos Viegas, ficando para um momento posterior o restante troço, que implicará também um arranjo junto ao Centro Comercial Aro. Para o presidente da Câmara trata-se de uma via que “está completamente desorganizada” e que exige intervenção. “É

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Supermercado Bandeirinha celebrou 32º aniversário

uma rua muito larga, com um perfil que permite que aconteça de tudo, desde estacionamento em segunda, terceira e até quarta fila”, além “da bagunça que é o largo em frente ao hospital”. Com a intervenção, a autarquia pretende “proporcionar um novo enquadramento e melhores acessibilidades ao hospital, com uma nova reorganização do trânsito”. A obra tem uma base de licitação de cerca de 256 mil euros e um prazo de execução de 120 dias. A outra rua a ser intervencionada – a Padre Manuel Pinto de Sousa – ladeia a Igreja Matriz e o Centro Pastoral. O pavimento será renovado, “que permitirá uma circulação mais segura e cómoda”, lê-se na proposta. A base de licitação é de 181 mil euros, sendo o prazo de execução de 120 dias. C.A .

Alunos da Cior na Letónia Um grupo de alunos da Cior, acompanhado pelo Professor Luís Bessa, esteve na cidade de Talsi, na Letónia, até ao passado domingo. A deslocação a este país báltico, que durou uma semana, surgiu no âmbito da participação de um intercâmbio juvenil no âmbito do Acção Juventude, intitulado "Bridges Between Cultures" - Pontes entre Culturas. Neste encontro, participaram 40 jovens oriundos de vários países (Letónia, Lituânia, Turquia, Itália e França), tendo como grande objectivo a promoção e vivência cultural entre povos e a afirmação da cidadania comunitária, informou a Cior em nota à imprensa. Durante o encontro os jovens apresentaram várias tradições e costumes dos respectivos países, através do teatro, arte, dança e música, bem como participaram em workshops sobre temas de índole cultural.

Mais um ano passado e o Supermercado Bandeirinha com mais um aniversário comemorado. No local certo e à hora marcada, manhã de 18 de Julho, lá estavam os seus estimados cliente para cantar os parabéns. Nos 32 anos de existência desta superfície comercial a servir a população, não poderia faltar o bolo de fabrico próprio e champanhe para todos. O dia foi vivido com grande alegria e muita satisfação, como atesta a fotografia.


pública: 23 de Julho de 2008

110 mil euros para a APPACDM A Câmara Municipal aprovou a atribuição de um subsídio de 110 mil euros à APPACDM (Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Famalicão. A verba visa apoiar as obras de construção do novo edifício da instituição, sediada na Avenida 25 de Abril, e que custou 705 mil euros. O edifício está pronto e, segundo adiantou o presidente da APPACDM, António Melo, recentemente ao OP, os utentes vão mudar-se em Setembro. Depois dessa mudança, a Câmara pode proceder à demolição de alguns dos pré-fabricados até agora usados pela instituição, para depois rasgar a via de prolongamento da Avenida de França.

JP acusa Governo de não investir em Famalicão A Juventude Popular (JP) de Famalicão veio esta semana a público criticar aquilo que diz ser a falta de investimento do Governo no concelho. A recémeleita Comissão Política, presidida por Sérgio Lopes, aponta o “crescente aumento do número de falências e do desemprego, especialmente de longa duração e dos mais jovens”, para afirmar que “com o Governo de José Sócrates não foram tomadas medidas com eficácia para combater estes flagelos na região”. A JP diz também que comparando o volume de investimento público realizado pelo actual Governo do concelho, com o que foi concretizado em legislaturas anteriores, “facilmente se concluiu que a única obra a inaugurar será o quartel da GNR de Joane”. “É visível a indiferença e a incapacidade deste Governo em trabalhar com o Poder Local”, continuam os jovens populares, dando como “exemplo dessa apatia” o trabalho desenvolvido pelo deputado famalicense do PS à Assembleia da República. Diz a JP que Nuno Sá, “em 361 sessões, limitou a sua iniciativa parlamentar a duas intervenções e a uma interpelação à Mesa”.

cidade

É um dos novos projectos no início do mandato de António Peixoto

ACIF lança incubadora de empresas Celso Campos A Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) pretende criar uma incubadora de empresas. O projecto está em marcha e foi anunciado, segunda-feira, pelo presidente da ACIF, António Peixoto, que falava na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais. Peixoto vai fazer o seu segundo mandato à frente da associação, embora em representação de uma outra empresa, a Avetel. Depois de um primeiro mandato virado para o saneamento financeiro da ACIF, o presidente da direcção aponta que a partir de agora a associação vai virar-se para os projectos concretos e “para o curto médio prazo”. “Fundaremos uma incubadora de empresas acompanhando as empresas inovadoras numa fase embrionária”, apontou, embora nada mais adiantando quanto a este assunto. Não o fez porque há questões “ainda a ultrapassar”, nomeadamente de instalações. A ACIF continua a “lamentar” a forma como a Câmara Municipal geriu o espaço sede da associa-

Celso Campos

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António Peixoto mantém postura crítica relativamente à Câmara Municipal

ção, que inviabilizou a expansão dos seus serviços naquele local do centro da cidade. Assim, “vai obrigar à criação de vários pólos”, o que “é pouco prático, mas necessário”, frisou. Face a um “crescimento avassalador da ACIF, com crescente adesão de empresas, estamos convictos de que temos uma actividade dinâmica e respostas para o tecido empresarial do concelho”, evidenciou António Peixoto. A nova direcção, renovada e

reforçada com a presença do sector industrial, quer continuar a apostar na animação da cidade e na sensibilização para o comércio tradicional, mas também aponta a meta da modernização das empresas e dos serviços. Objectivo é também terminar o sistema de gestão de qualidade da ACIF, bem como trabalhar na certificação das empresas e na qualificação dos recursos humanos. A associação quer ainda alargar os protocolos que trazem vantagens para os associados,

de que foi exemplo, a celebração de mais um, desta vez com a entidade bancária Banif. Depois de um mandato marcado por um clima de alguma crispação com a Câmara Municipal, António Peixoto não desarma e deixa o aviso aos políticos: “olhem para nós porque somos a receita económica deste concelho e conseguimos ser mobilizadores”. O presidente da ACIF chama sobretudo a atenção para as Pequenas e Médias Empresas. Peixoto reitera que nada o move contra ninguém, mas mais uma vez lamenta “que as instituições não cooperem e não colaborem”, acreditando, no entanto, que tal “não será permanente”. Soltou concretamente que a Câmara de Famalicão presta um “mau serviço para com a comunidade empresarial” local, porque privilegia “o investimento de empresas externas ao concelho e inibe os locais”. Com estas palavras, Peixoto correspondia a uma nota deixada antes pelo novo presidente da Assembleia Geral, José Peixoto, que exortou a ACIF a “manter-se sempre como uma voz independente”.

Trouxe banda belga para actuar em Famalicão

Yupi em intercâmbios e com festa O grupo informal de jovens famalicenses – Yupi – tem-se desdobrado em actividades neste mês de Julho, com intercâmbios em Espanha e Itália e a promoção de uma festa em Famalicão. Na semana de 4 a 11 de Julho, um grupo de jovens integrou mais um intercâmbio internacional, desta vez em Espanha, mais propriamente na cidade galega de Vigo. Sob o tema “Borders, what is this?”, o encontro reuniu 45 jovens e animadores juvenis de Portugal, Espanha, Geórgia, Ucrânia e Lituânia. Portugal, representado pela Yupi, contou com a participação de quatro jovens e uma monitora, provenientes de Famalicão. O intercâmbio contou com actividades de cooperação, reflexões e visitas a cidades como Samil, Tuy, La Guardia e ainda

às terras lusas de Caminha e Valença, além do Museu Listen. “Cada país preparou um workshop para os outros grupos onde, através de jogos tradicionais e outros, se desmascaravam as semelhanças e diferenças entre os países”, refere a Yupi, em nota à imprensa. Entretanto, de 6 a 13 deste mês, seis famalicenses participaram noutro intercâmbio juvenil em Borgamanero, uma vila dos arredores de Milão, em Itália. Lá juntaram-se a ouros jovens de Espanha, Roménia, Hungria, Holanda, Itália, Inglaterra, Estónia e Finlândia, com idades compreendidas entre os 17 e os 25 anos. O encontro pretendeu debater a participação activa juvenil na sociedade. Por cá, o Yupi trouxe a Famalicão a banda belga Bad Cirkuz para dois momentos de encontro entre jazz, blues, pop e

Momento descontraído no intercâmbio em Espanha

jovens. Com esta inicativa, o Yupi pretendeu “promover oportunidades de acesso a diferentes estilos de música e de formas de estar aos jovens famalicenses”. A banda é composta por animadores juvenis e

pauta-se por “uma mistura de estilos alternativos e menos comerciais, reflectindo a enorme vontade de abrir horizontes". Os dois concertos decorreram no Club Berber e na Quinta Praia.


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No caso das reclamações dos proprietários de Arnoso Stª Eulália

Águas do Ave diz estar a cumprir a lei A Águas do Ave diz que todos os procedimentos adoptados na construção do Interceptor do Este/Guizande “asseguram os pressupostos de legitimidade da servidão, como estipula o Código das Expropriações”. A explicação da empresa surge em resposta às questões colocadas pelo OP, a propósito das reclamações dos proprietários de um terreno no Buraco do Olheiro, junto ao Rio Guizande, em Arnoso Santa Eulália, que se dizem lesados com a passagem dos tubos de saneamento pela sua parcela, discordando da forma como a construção vai ser efectuada, bem como foi calculada a indemnização. Em causa está a construção do Interceptor do Este/Guizande do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Vale do Ave. Segundo a responsável pelo Gabinete de Comunicação da Águas do Ave, Cristina Rocha, a empreitada passa por 117 parcelas de terreno, em rela-

ção às quais foi declarada a utilidade pública urgente, tendo sido celebrado um acordo de indemnização em cerca de 80% dos casos. Em relação às restantes, foi atribuída a posse administrativa à empresa, dando-lhe permissão para realizar as obras. Cristina Rocha adianta ainda que aquele terreno em Arnoso foi o único local onde houve obstrução aos trabalhos, “em violação da obrigação legal de reconhecimento da servidão administrativa constituída”. Como o OP noticiou há duas semanas atrás, a GNR esteve no local e a empreitada continuou. Sobre a indemnização, aquela responsável declara que “o Código das Expropriações dispõe de mecanismos para a fixação dos montantes através da via judicial, os quais são desencadeados posteriormente à posse administrativa e quando tenha sido declarada a utilidade pública urgente, como foi o caso”. M.F.

freguesias

Obra debatida em sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia

Galeria comercial em Joane sem consenso Magda Ferreira A construção de uma galeria comercial no centro de Joane não é consensual. A Assembleia de Freguesia (AF) de Joane discutiu, na noite de quintafeira passada, em sessão extraordinária, o projecto de reabilitação do Largo 3 de Julho, onde actualmente se realiza a feira. A obra para aquele espaço central da vila já está a concurso público e inclui a construção de uma galeria comercial com quatro lojas, um quiosque, espaços relvados e uma alameda. Uma vez mais, os deputados à AF de Joane mostraram não concordar com o projecto, vindo as maiores críticas do lado da coligação PSD/PP, que é oposição naquela vila. Esta sessão extraordinária visava dar a conhecer o projecto, pelo que o presidente da AF convidou o arquitecto Jorge Maia, da Câmara Municipal, que é o autor do projecto, para explicar o que vai nascer no Largo 3 de Julho. Apesar das explicações, a coligação continua a defender que Joane precisa de “um projecto mais ambicioso”, ao que os deputados do PS respondem que “é a solução possível”. As principais questões levantadas prendem-se com os lojistas que ocupam os espaços comerciais existentes no Largo 3 de Julho. A Junta diz que há alguns que não aceitam sair ou que pedem indem-

Arquitecto Jorge Maia explicou o projecto

nizações muito elevadas, pelo que a solução foi construir a referida galeria comercial. O PSD/PP discorda, considerando que as novas lojas ocuparão “uma mancha demasiado grande em relação ao espaço verde”. Mas as maiores críticas vão para o autarca joanense, a quem acusam de não informar quais os lojistas que não saem, nem quais os valores que exigem. “Gostaríamos de saber quanto é que é a indemnização total para esses lojistas e ver o custo que isso implicaria para a Junta, para depois vermos o custo da construção das novas lojas e colocar na balança e ver se é justo ou não”, declarou Fernanda Faria, eleita da coligação. Os deputados do PSD/PP queriam também saber quanto vai custar e quem vai suportar a construção da galeria comercial, e onde serão realojados os lojistas até os novos estabelecimentos estarem

prontos. Porém, Ivo Sá Machado não respondeu, e nem mesmo à comunicação social prestou esclarecimentos no final da sessão. Também os eleitos do PS dizem não possuir qualquer informação a esse respeito. Sobre o projecto, o socialista Carlos Rego sublinha que “não é a melhor solução, é solução a possível”. Cerca de 50 pessoas compareceram no auditório do Centro Cultural de Joane, onde se realizou esta sessão extraordinária, sendo que dessas, apenas uma dezena interveio, nunca com questões polémicas. Mesmo assim, o presidente, Sérgio Cortinhas, ficou satisfeito, considerando que foi “um bom exemplo para a democracia”. “O que gostei mais foi da sugestão das pessoas, que apelaram para o sentido prático, como a existência de uma casa-de-banho ou de acessos para pessoas com mobilidade reduzida”, explicou, dizendo ter esperança que a discussão ainda produza efeitos, apesar de se estar a debater uma obra que já está em concurso público. Na sessão da semana passada debateu-se também a construção do centro escolar de Joane. Aqui, referência para a aprovação, por unanimidade, de um voto de recomendação apresentado pelo PS e que sugere a construção de um pavilhão gimnodesportivo junto ao centro escolar.


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freguesias

Depois de várias greves, 210 trabalhadores ficam sem emprego

Oliveira Ferreira fecha as portas Magda Ferreira Depois de vários meses de agonia, a Fiação e Tecidos Oliveira Ferreira, de Riba d’Ave, encerrou as portas na passada segunda-feira, deixando no desemprego 210 pessoas. “É um dia triste. Já sabíamos há muito tempo que isto estava a chegar ao fim, mas nunca pensamos que era assim tão rápido”, desabafou Rita Ferreira, às portas da empresa, segunda-feira de manhã. A trabalhar naquela quase centenária empresa há 38 anos, a operária teme que não vá ser fácil arranjar novo emprego. O mesmo sentimento de tristeza atingia o casal Manuel e Madalena Pereira, que se conheceram na Oliveira Ferreira e ali trabalharam toda a vida. “Não contávamos que isto tivesse este desfecho”, disse ela. Nos últimos meses foram constantes os atrasos no pagamento dos salários, o que levou os trabalhadores a recorrerem à greve por várias vezes. A última paralisação começou no dia 18 de Junho e terminou com a falência da têxtil. “Terminou o martírio”, declarou o delegado sindical, Alberto Oliveira, a trabalhar na Oliveira Ferreira há 36 anos. O administrador de insolvência avisou o delegado sindical na sextafeira de que a partir de segundafeira a empresa estava encerrada,

Trabalhadores temem que as suas indemnizações estejam hipotecadas

tendo sido decretada a suspensão dos contratos de trabalho. Informou ainda que a partir de ontem, terçafeira, iam começar a ser entregues aos operários os documentos necessários para entregar no centro de emprego. Os operários ficaram sem receber os ordenados de Maio e Junho, e ainda os subsídios de férias e de natal. Os trabalhadores vão agora requerer as indemnizações a que têm direito, mas essa luta não se augura fácil. Alberto Oliveira diz que a administração vendeu o edifício da empresa ao banco, hipotecando assim os créditos aos funcionários. “Considero uma ilegalidade, porque vendeu os nossos anos de trabalho, agora só temos aí ferro velho e fio”, lamenta o delegado sindical,

afirmando sentir-se “traído pela administração”. O operário diz que a Comissão de Credores, da qual faz parte, vai reunir na próxima sextafeira, para tentar anular essa venda. De resto, Alberto Oliveira diz que “não havia outra solução” para a Oliveira Ferreira, “porque as dívidas eram muitas”. Também o dirigente do Sindicato Têxtil do Minho e Trásos-Montes, José Araújo, que esteve às postas da empresa na segundafeira, fez questão de sublinhar que “os trabalhadores não queriam que isto acontecesse”. “Isto aconteceu por única e simples responsabilidade da administração da empresa, os trabalhadores só fizeram greves porque foram empurrados pela administração para as fazer, porque não podiam estar aqui sucessiva-

mente sem saber quando iriam receber”, acrescentou. A Oliveira Ferreira completava 100 anos de existência em 2010. Já chegou a empregar mais de mil trabalhadores e foi líder nacional na exportação de flanela. Entretanto, o sector de fiação fechou e actualmente operava apenas o sector de tecelagem e acabamento. Já há muito que os problemas eram conhecidos, tendo o pedido de insolvência sido entregue no tribunal em Janeiro deste ano. Em comunicado, a União de Sindicatos de Braga já veio lamentar o encerramento de mais esta empresa na região, recordando que foi visitada em 2005 pelo governador civil de Braga, Fernando Moniz, pelo director da delegação Norte do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Avelino Leite, que “com grande pompa e circunstância, apresentaram esta empresa como um bom exemplo de modernização, reestruturação e competitividade”, apesar da USB ter “chamado a atenção para a politiquice eleitoralista e para a defesa do património imóvel da empresa que estava a ser ‘delapidado’ e a empresa descapitalizada”. O OP procurou chegar à fala com a administração da Oliveira Ferreira, mas ninguém se encontrava na empresa.

Tomada de posse dos novos órgãos sociais da cooperativa

Cerqueira sucede a Fernandes na liderança da Didáxis José Cerqueira é o novo presidente da direcção da cooperativa Didáxis, que tutela duas escolas, uma em Riba d’Ave e outra em Vale S. Cosme. Cerqueira tomou posse, juntamente com os restantes órgãos sociais da cooperativa na passada quarta-feira, no dia da comemoração do trigésimo terceiro aniversário da cooperativa de ensino. José Cerqueira sucede a José Fernandes que terminou o seu terceiro mandato à frente da instituição, tendo estado na presidência da di-

recção durante seis anos. Agora, José Cerqueira aponta como linhas força da sua actuação a “ambição” e a “acção” para “levar mais alto e mais longe o nome da Didáxis”. Salientou o valor dos recursos humanos e físicos da cooperativa, algo fruto do “trabalho, do esforço e da vontade de vencer” de todos os que estão e estiveram ligados à instituição. “Já somos uma equipa grande, bem mais de 500”, o que dá uma “responsabilidade acrescida”. Sem es-

quecer a crise generalizada do país e de modo particular a da região, o novo presidente diz ser necessário continuar a “afirmar a nossa qualidade, grandeza e prestígio e afirmar como instituição que tem progredido e se tem afirmado na sociedade”. “Infelizmente, olhando para o lado, somos das maiores empresas do concelho, fruto de uma circunstância que não desejaríamos estar a viver”, evidenciou ainda José Cerqueira, lamentando os vários encerramentos fabris

que tem marcado os últimos tempos na região. Na hora da saída, José Fernandes mostrou-se honrado pelo caminho feito e agradeceu a colaboração de todos. Salientou o investimento feito nas estruturas das duas escolas e ainda o facto de a Didáxis ter conseguido ultrapassar um ataque da tutela às escolas com contrato de associação. José Fernandes manifestou contudo um “fracasso pessoal”. “Não consegui criar dinâmica suficiente para se entender

que somos uma cooperativa com duas escolas e qualquer uma delas é imprescindível para o desempenho da cooperativa. Temos todos de perceber isso e de actuar em consonância”, vincou. Depois da tomada de posse, seguiu-se um jantar nas instalações da cooperativa em Riba d’Ave para comemorar os 33 anos de existência. C.C.

Modelo abre em Ribeirão A Modelo Continente Hipermercado abre no próximo dia 30, quarta-feira, uma loja da marca Modelo, em Ribeirão, mais precisamente no Lago Discount. O novo supermercado da vila fica localizado à entrada daquele espaço comercial, junto à recta do Senhor dos Perdões, na Estrada Nacional 14. O projecto foi inicialmente lançado pela cadeia Carrefour, entretanto adquirida pela empresa de Belmiro de Azevedo.

Festa em Castelões A freguesia de Castelões celebra este fim-de-semana as festividades em honra de S. Tiago e do Sagrado Coração de Jesus. Esta sexta-feira, há celebrações religiosas às 9 horas e missa às 19 horas. No sábado, às 18 horas há missa vespertina e às 22 horas a animação está a cargo da Onda M, estando prevista uma sessão de fogo-de-artifício à meia-noite. No domingo, a missa da festa é às 11 horas e no final há a procissão. De tarde, a partir das 16 horas actua o Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo de Tadim (Braga), terminando as festas com uma salva de morteiros.

Saneamento avança em S. Martinho e Requião A obra de ampliação da rede de saneamento nas freguesias de Vale S. Martinho e Requião foi adjudicada, na última reunião do executivo camarário, à empresa Manuel de Almeida Couto, Lda., pelo valor de 151.500 euros. O prazo de execução da obra é de 190 dias. Na mesma reunião, a Câmara provou ainda a celebração de protocolos com duas Juntas de Freguesia também para a colocação de rede de saneamento em algumas ruas. Um contempla a autarquia de Cabeçudos, que receberá 50 mil euros para a instalação da rede na Travessa de S. Cristóvão e nas ruas 25 de Julho e do Topo. O outro protocolo, no valor de 6.900 euros, será celebrado com a Junta de Esmeriz e contempla a Rua da Escudeira.


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SESSÃO DE COACHING Quer melhores resultados práticos? Quer desenvolver as suas capacidades e superar as suas fragilidades? Definir objectivos e concretizar metas de curto, médio e longo prazo? Participe na sessão de Coaching a decorrer na quinta-feira, dia 24, pelas 18:30h na sede da ACIF, na Rua Adriano Pinto Basto, nº94, para descobrir as vantagens do coaching, quer na vida empresarial quer a nível pessoal. A participação é gratuita mas carece de inscrição prévia, pelos contactos: 252 315 409 e geral@acif.pt

FORMAÇÃO – INSCRIÇÕES ABERTAS A ACIF abriu inscrições para: Cursos de Educação e Formação de Jovens: • Floristas • Operador/a de preparação e transformação de produtos cárneos Estes cursos permitem aos jovens entre os 15 e os 23 anos, sem o 8º ano completo, concluírem o 9º ano e obterem uma profissão. São ainda oferecidos subsídios de alimentação, de transporte e um seguro de acidentes pessoais.

Oração a S. Judas Tadeu Patrono dos casos desesperados e dos negócios sem remédio. Reze nove Avé-Marias durante nove dias com muita fé e peça três desejos: um de négócios e dois impossíveis. Ao nono dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. Por graças recebidas. RM

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freguesias

Lançamento da primeira pedra coincidiu com homenagem ao padre Magalhães

Centro Social avança em Requião “A melhor prenda que me podeis dar, é a conclusão desta obra”. Foi desta forma que o padre Manuel Magalhães se dirigiu aos paroquianos, sábado, na homenagem que Requião lhe prestou pelas bodas de ouro sacerdotais e que coincidiu com o lançamento da primeira pedra do Centro Social e Paroquial. O novo equipamento vai ter as valências de creche, centro de dia, apoio domiciliário e lar de idosos e surge por iniciativa da paróquia. O primeiro passo foi dado com o lançamento da primeira pedra, mas o padre Magalhães quer ver a obra concretizada. “É agora que se torna necessário agir, pois dar é mais importante que ter”, disse o sacerdote na sua intervenção, adiantado que “contando que se dêem as mãos”, é possível “levar por diante este interessante projecto”, implantado “numa zona bastante carenciada de assistência social”. A cerimónia contou com a presença de muitos paroquianos, amigos e representantes de várias instituições que quiseram homenagear o seu pároco, e foi presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo-primaz de Braga, que felicitou o padre Magalhães pelas bodas de ouro e pela obra que vai nascer em Requião. “A igreja também tem que pensar na dimensão social, neste levar o amor não como uma teoria mas como um compromisso”, comentou, ao mesmo tempo que se mostrava convicto de que “mesmo no meio de dificuldades, a Igreja e, consequentemente, a paróquia, tem a responsabilidade de congregar forças e promover energias para poder dar vida a estes centros sociais paroquiais”. Entre elogios ao trabalho, empenho e coragem do padre Magalhães, o governador civil de Braga, Fernando Moniz, lembrou que o Governo apoia este centro e mais 10 do género no concelho ao abrigo do Programa de Alargamento da

António Freitas

Cristina Azevedo

Padre Magalhães recebeu muitas manifestações de carinho

Rede de Equipamentos Sociais (Pares). O Centro Social e Paroquial de Requião, que implica um investimento de 1,2 milhões de euros, conta com uma comparticipação governamental de 668 mil euros, e irá dispor de uma creche com capacidade para 33 crianças, um centro de dia e apoio domiciliário para

30 utentes e lar para 15 utentes. Além de Requião, irá também servir a população de freguesias vizinhas. A homenagem ao padre Magalhães ficou ainda marcada pelo descerramento de um busto do sacerdote no adro da igreja, num espaço reabilitado pela Junta de Freguesia.

Armindo promete reforço de 1,5 milhões de euros A Câmara de Famalicão vai reforçar o apoio financeiro aos onze projectos de cariz social que estão em curso no concelho, disponibilizando para o efeito um milhão e meio de euros. O anúncio foi feito por Armindo Costa quando discursava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro Social e Paroquial de Requião, o quarto dos 11 projectos a avançar no terreno, depois do arranque dos centros sociais de Seide S. Miguel, de Brufe e da cooperativa Mais Plural de Gavião. Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara concretizou o valor global da verba, “que poderá até ultrapassar os 1,5 milhões” e anunciou que “não será um apoio proporcional ao investimento de cada um, mas seguindo critérios, que estão a ser ponderados, por forma a que haja equidade na distribuição”. O apoio municipal será feito nos anos de 2009 e 2010 e, apesar de reconhecer que “não é muito”, Armindo sublinha que “é um investimento em equipamentos sociais sem paralelo no concelho”. Ao todo, os novos projectos sociais no concelho custarão 11,1 milhões de euros, sendo que o Estado irá apoiar com 6,1 milhões.

Intoxicação na empresa Elis

14 trabalhadores receberam tratamento hospitalar Catorze trabalhadores da empresa Elis tiveram que receber, na manhã de ontem, terça-feira, tratamento hospitalar devido a uma intoxicação. Porém nenhum deles apresentava sintomas graves e ao final da manhã todos tinham deixado o hospital. Os bombeiros foram chamados pouco depois das sete e meia da manhã, àquela empresa de Lousado, e transportaram 14 trabalhadores, a maioria do sexo feminino, para o Hospital de Famalicão com sintomas de falta de ar e irritação na garganta. Ao que o OPINIÃO PÚBLICA conseguiu apurar, terão sofrido uma intoxicação por inalação de um vapor de um ácido, que terá sido libertado quando se deu a ruptura de um tubo. O OP esteve na empresa, no sentido de conseguir uma explicação para o sucedido, mas nessa altura ninguém da administração se manifestou disponível para prestar declarações.

“Não foi nada de grave. A maior parte das pessoas vieram cá mais por situação de alarme do que por patologia”, desdramatizou o chefe da equipa de Urgências do Hospital, Rogério Peixoto, acrescentando que as vítimas deram entrada na unidade “porque sentiam irritação das vias respiratórias inferiores e superiores, mas sem dispneia”. Depois de uma primeira observação, o hospital ligou para o Centro Nacional de Intoxicações. “A substância em causa era bissulfito de sódio, que é uma substância irritante das vias respiratórias, mas como não apresentavam sintomas graves, unicamente tomaram banho e fizeram nebulizações com soro fisiológico”, explicou Rogério Peixoto, assegurando que “as trabalhadoras estavam bem, não havendo motivo para alarme”. No local estiveram os Bombeiros Voluntários Famalicenses com oito ambulâncias e 16 homens.


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Falecimentos

Maria Olívia de Andrade Agradecimento e Missa do 7º Dia A família, vem por este meio, muito sensibilizada e na impossibilidade de o fazer pessoalmente, agradecer a todos os que se associaram à sua dor e pelas provas de carinho e amizade que lhes foram endereçadas aquando do falecimento da sua ente querida. Aproveitam também para anúnciar que será celebrada Missa de 7º Dia, sábado, dia 26, pelas 19.00 horas, na Igreja do Mosteiro de Landim. Antecipadamente ficam reconhecidamente gratos a todos quantos pela sua presença honrem esta cerimónia religiosa.

Seus Familiares Funerária Lagoa. telef. 252 321 594

D. Maria dos Prazeres Martins de Araújo Agradecimento Seus filhos e demais familiares, profundamente sensibilizados pelas manifestações de pesar e carinho recebidas aquando do falecimento da sua ente querida, Maria dos Prazeres, vem por este único meio, na impossibilidade de o fazer individualmente, agradecer a todas as pessoas que participaram nas cerimónias fúnebres da saudosa falecida e ainda aquelas que de qualquer outro modo se associaram à sua dor.

António de Sousa, no dia 12 de Julho, com 85 anos, casado com Maria da Silva, da freguesia de Oliveira S. Mateus. Maria Machado Pereira, no dia 13 de Julho, com 73 anos, casada com Joaquim Martins Salgado, da freguesia de Oliveira S. Mateus. Ana Ferreira, no dia 17 de Julho, com 72 anos, casada com António Fernando Ferreira, da freguesia de Riba D’Ave.

Funerária Arnoso. telef. 919375800/917246703

Simpliciano Manuel Soares Fernandes (83 anos)

Missa 7º Dia

A família V.N. Famalicão, 23 de Julho de 2008 Funerária Rodrigo Silva. telef. 252 323176 - 252371409

Simpliciano Manuel Soares Fernandes (83 anos)

Santa Casa da Misericórdia de V.N. Famalicão A mesa administrativa vem por este meio agradecer a todos que se dignaram a participar no funeral do senhor Simpliciano Manuel Soares Fernandes, irmão desta Santa Casa, ex-vice provedor, tendo servido esta instituição desde 1972 até 31 de Agosto de 2007, aproveitam também para comunicar que a missa de 7º Dia pelo seu eterno descanso será celebrada Sexta-feira dia 25 de Julho pelas 09:00 horas na Igreja Matriz (Antiga) - V.N. Famalicão. Desde já o seu profundo reconhecimento a quantos se dignarem assistir a este piedoso acto.

Santa Casa Misericórdia V.N. Famalicão, 23 de Julho de 2008

Associação Desportiva Barrimau FC

A direcção desta colectividade participa com grande pesar, o falecimento de um dos seus sócios, o sr. Manuel António Rosas Carvalho. Esta direcção apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

A Direcção

Agência Funerária Armando Cunha Pereira Arnoso Santa Eulália – Tel.: 252 961 428

Ana Jácome da Silva Oliveira, no dia 16 de Julho, com 48 anos, casada com José Teixeira Oliveira, da freguesia de Areias (Santo Tirso).

Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

José Pereira da Silva, no dia 16 de Julho, com 82 anos, casado com Maria da Glória Alves Miranda, da freguesia do Louro.

Simpliciano Manuel Soares Fernandes, no dia 20 de Julho, com 83 anos, casado com Maria de La Salete Perestrelo Malheiro Fernandes, da freguesia de Vila Nova de Famalicão. Maria de Jesus Fernandes, no dia 16 de Julho, com 73 anos, viúva de José Pereira da Silva, da freguesia de Brufe. Angelina de Sá Gonçalves Pereira, no dia 19 de Julho, com 68 anos, casada com António Carlos Pinto Moreira, da freguesia de Calendário. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Manuel António Rosas Carvalho, no dia 16 de Julho, com 45 anos, casado com Margarida Fernanda Pontes Pereira, da freguesia de Calendário. Manuel Correia, no dia 17 de Julho, com 87 anos, viúvo de Clementina de Jesus Moreira, da freguesia de Areias (Santo Tirso). Maria Olívia de Andrade, no dia 19 de Julho, com 78 anos, casada com Adriano da Silva, da freguesia de Landim. Deolinda Vilar de Faria, no dia 19 de Julho, com 83 anos, da freguesia de Calendário. Emília da Silva Carvalho, no dia 20 de Julho, com 95 anos, viúva de Gabriel Moreira de Faria, da freguesia de Esmeriz. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Ter esa da Con ce iç ã o de F rei tas Co e lho , no dia 18 de Julho, com 79 anos, viúva de Serafim Ferreira Pontes, da freguesia Re b o r d õ e s ( S a n t o Ti r s o ) . Ga bri el Fa r ia Go m es, no dia 22 de Julho, com 58 anos, casado com Margarida Isabel Neto Pereira Gomes, da freguesia de R eb ordõ es ( Sa n to Ti rso ). Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

Sua esposa, filho, nora, netos e demais família vêm por este meio agradecer a todos aqueles que se dignaram a participar no seu funeral, aproveitam também para comunicar que a missa de 7º Dia pelo seu eterno descanso será celebrada Sexta-feira dia 25 de Julho pelas 09:00 horas na Igreja Matriz (Antiga) - V.N. Famalicão. Desde já o seu profundo reconhecimento a quantos se dignarem assistir a este piedoso acto.

Maria dos prazeres Martins Araújo, no dia 15 de Julho, viúva de Manuel Rodrigues de Araújo , com 86 anos, da freguesia Nine.

António da Silva Moreira, no dia 8 de Julho, com 68 anos, casado com Maria Madalena Abreu Salgado, da freguesia de Oliveira S. Mateus.

A família Nine, 23 de Julho de 2008

Marilia da Costa e Sá, no dia 17 de Julho, com 96 anos, solteira, da freguesia Lemenhe.

Má r io da S il va M a chado , no dia 15 de Julho, com 87 anos, casado com Maria da Conceição Dias, da freguesia Ri b e i r ã o . An tó ni o da Si lva Sa n tos, no dia 14 de Julho, com 67 anos, casado com Lucília Pinto de Matos, da freguesia de Ri b e i r ã o . Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 433

Emídio Barbosa Fernandes, no dia 11 de Julho, com 70 anos, casado com Maria de Fátima Pereira Silva, da freguesia de S.Martinho de Bougado (Trofa). Joaquim Oliveira Azevedo, no dia 14 de Julho, com 66 anos, casado com Maria de Fátima do Couto Cruz Azevedo, da freguesia de S. Tiago de Bougado (Trofa). António da Costa Oliveira Júnior, no dia 16 de Julho, com 74 anos, casado com Maria das Dores Moreira de Azevedo, da freguesia de S. Martinho de Bougado (Trofa). Maria de Jesus Escalda Liberal Peixoto, no dia 16 de Julho, com 71 anos, casada com António Ramõa Peixoto, da freguesia de S.Martinho de Bougado (Trofa). Leonel Azevedo Gomes, no dia 19 de Julho, com 75 anos, casado com Maria de Araújo Peixoto, da freguesia de S. Tiago de Bougado (Trofa). Agência Funerária Trofense, Lda (S. Martinho de Bougado) Trofa – Tel.: 252 412 727


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freguesias

Centro Social e Paroquial de Ribeirão

800 lousadenses participaram no passeio anual

O Centro Social e Paroquial de Ribeirão quer construir um lar para deficientes, mas está à espera do financiamento do Governo. O desabafo foi proferido pelo presidente da instituição, o padre Manuel Joaquim Fernandes, na passada segunda feira, durante a apresentação de uma publicação, que aborda o projecto educativo ao longo dos 20 anos de existência do centro. Atenta às necessidades da zona onde está inserida, a instituição quer construir um lar para deficientes. Já existe terreno para essa infra-estrutura e o projecto também já foi elaborado. Segundo o padre Manuel Joaquim Fernandes, pároco de Ribeirão, falta apenas que o Governo dê o necessário apoio financeiro: “nós já fizemos a nossa parte, o Governo é que faltou com a deles, parados não vamos ficar mas estamos um pouco sem saber que passos vamos dar”. Nas palavras do sacerdote, a falta de verba foi a justificação dada pelos responsáveis do Governo. Apesar desta incógnita, os projectos do Centro Social e Paroquial de Ribeirão não ficam por aqui. A instituição está também a tratar de certificar as valências da terceira idade e apoio domiciliário, um

José Clemente

Novo projecto para utentes portadores de deficiência

A população de Lousado deslocouse à Senhora do Castelo, na vila Fonche, em Arcos de Valdevez, no passado dia 12 de Julho. Tratou-se do 3º passeio anual promovido pela Junta de Freguesia de Lousado. Em nota à imprensa, a autarquia diz que participaram cerca de 800 pessoas, de entre os quais os Escuteiros, o Grupo Coral e o Rancho Folclórico de Santa Marinha de Lousado, transportados em 14 autocarros. Chegados à Senhora do Castelo, os lousadensens participaram numa missa campal, celebrada no recinto pelo padre Eusébio, o pároco de Lousado. A tarde foi animada pelos escuteiros e pelo Rancho Folclórico. O presidente da Junta de Lousado,

Manuel Martins, considera que este evento “superou todas as expectativas”, mostrando-se convicto que “no próximo ano a adesão será ainda maior pois o convívio foi um enorme sucesso”.

Júlio Sousa (à direita) explicou o significado da publicação

projecto que espera ver concluído dentro de um ano, o mais tardar. Quanto à publicação que integra o projecto educativo ao longo de 20 anos, que aquela instituição comemorou em 2006, o psicólogo Júlio Emílio Sousa justificou-a com o sentimento que havia de elaborar “um documento que fosse a marca visível e memória viva da instituição, assim como um desafio para realizações futuras”. “Foi com esse carisma que toda a equipa pedagógica ousou criar, em termos práticos, a memória destes 20, que cremos ficará marcada para sempre”, acrescentou. A publicação reúne o es-

sencial do projecto educativo do centro, entre 1986 e 2006, sob o lema “Educar e apoiar ao longo da vida”. Presente no evento o vereador da educação Leonel Rocha elogiou a instituição pela iniciativa “que assim dá a conhecer as boas práticas”. Com cerca de 400 utentes/alunos, a instituição tem dado grande importância na melhoria das infra-estruturas, ainda há pouco tempo fez obras de melhoramento nos espaços verdes que são uma mais-valia do equipamento. Segundo o padre Manuel Joaquim Fernandes o Centro Social e Paroquial de Ribeirão está com a sua situação financeira estabilizada.

Escuteiros de Antas celebram 40º aniversário Fundado em 1968, o agrupamento do Corpo Nacional de Escutas de Antas S. Tiago, celebra este ano o quadragésimo aniversário. “Como movimento católico, o CNE de Antas tem vindo ao longo destas quatro décadas a promover actividades para e com a natureza, culturais, bem como a ocupação saudável de todos os jovens que dele fazem parte, uma melhor formação da juventude e implementação cívica”, refere o agrupamento em nota à imprensa. Ao longo deste ano têm sido várias as actividades comemorativas, mas o destaque vai para um reencontro de antigos escuteiros, a 13 de Setembro, procurando juntar de novo as cerca de 400 pessoas que já integraram o agrupamento. O evento vai marcar o encerramento das comemorações O objectivo deste “reencontro” visa encerrar as comemorações do 40º aniversário. As inscrições terminam já no próximo dia 31 de Julho, sendo o custo simbólico de 10 euros, podendo ser feita na sede do agrupamento aos sábados entre as 17 e 18 horas.

Edifício abandonado em Esmeriz vai abaixo A Câmara de Famalicão deu ordem de demolição de um edifício devoluto, sito no largo do Souto, na freguesia de Esmeriz. A deliberação foi tomada quarta-feira da semana passada pelo executivo, depois de uma vistoria realizada ao referido prédio. O relatório dessa inspecção concluiu que “o edifício se encontra bastante degradado, sem condições de habitabilidade, com o seu interior em ruína e em perigo de desabar para via pública, colocando em risco os transeuntes”. O imóvel é propriedade de uma empresa de construção civil que tem agora 20 dias para proceder à demolição.

Câmara cede terreno para zona de lazer em Pedome A Câmara Municipal vai ceder à Junta de Freguesia de Pedome um terreno com mais de 10 mil metros quadrados, no lugar da Bouça, para a instalação de uma zona de lazer. A cedência, aprovada na última reunião do executivo, vai fazer-se em regime de comodato e é válida por cinco anos, renováveis. Nesse terreno, localizado junto à antiga estação de captação de água, a Junta pretende construir um parque de lazer e uma praia fluvial.


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freguesias

Avidos organizou passeio de bicicletas

Escola vai sofrer obras de ampliação

Ensino em Mogege concentrado na escola do Monte

A organização de um passeio de bicicletas é uma tradição com mais de vinte anos em Avidos e este ano voltou a cumprir-se. Foi organizada pela Fraternidade Nun’Alvares da freguesia, com a colaboração dos escuteiros locais. O passeio decorreu no domingo, dia 13 de Julho, com os ciclistas a partirem de Avidos até à cidade de Famalicão e ao quartel dos Bombeiros Famalicenses. Regressaram a Avidos e prosseguiram até ao monte de S. João do Carvalhinho, em Santo Tirso. No passeio participaram 95

concorrentes, com idades entre os 6 (ciclista mais novo) e os 72 anos (ciclista menos novo). À chegada, foi realizada uma missa pelo pároco da freguesia, o padre Manuel António. Por volta das 13 horas, foi tempo para retemperar forças no almoço convívio em que participaram todos os ciclistas e seus familiares. Durante a tarde, foi a participação nos jogos tradicionais e noutras actividades, que proporcionou um clima de animação. No final do convívio foram distribuídos os prémios aos concorrentes vencedores dos jogos.

Seide S. Paio visita Ponte de Lima

A freguesia de Mogege vai passar a ter o ensino todo concentrado numa só escola. O futuro centro escolar vai ser criado na escola do 1º ciclo do Monte, que, para o efeito, sofrerá obras de ampliação. Inicialmente estava projectada a realização de obras de beneficiação no edifício da pré-primária, mas entretanto, a Câmara desistiu dessa ideia e avançou para a concentração do ensino pré-primário e do 1º ciclo na escola do Monte. O projecto da ampliação já está a ser elaborado pela Câmara Municipal e as obras devem arrancar no próximo ano. A ideia agradou a toda a comunidade educativa e também à Junta de Freguesia de Mogege. “Temos que começar a ser mais rigorosos com os dinheiros públicos e esta é uma forma de conseguirmos fazer uma gestão melhor dos dinheiros públicos e até dos recursos humanos”, declarou Manuel Pimenta, o autarca de Mogege, ao OP. Assim, na escola do Monte vão ser construídas mais quatro salas de aula, o que vai permitir também a duplicação das salas da pré-primária, que actualmente tem apenas uma sala. “Penso que toda a gente vai ficar a beneficiar, sobretudo as crianças, que vão ter melhores condições”, sublinha o presidente da Junta, que espera que a obra esteja concluída no ano lectivo 2009/2010.

António Freitas

Magda Ferreira

Armindo Costa: “O parque infantil melhora a qualidade de vida das famílias de Mogege”

Parque infantil inaugurado Entretanto, no sábado, Mogege celebrou mais um Dia da Freguesia, que ficou marcado pela inauguração, pelo presidente da Câmara, do Parque Infantil de Santa Marinha. A estrutura que beneficiou de obras de reabilitação, nomeadamente substituição de pavimento e colocação de novos equipamentos, reabriu com uma imagem totalmente recuperada, numa obra que contou com um apoio municipal no valor de 20 mil euros. “O novo equipamento de lazer e recreio vem melhorar a qualidade de vida das famílias da freguesia de Mogege, que a partir de agora podem aproveitar este espaço para descansar e descontrair enquanto as crianças se divertem a brincar”, declarou na altura o

presidente da Câmara, Armindo Costa. Além desta inauguração, o Dia da Freguesia serviu também para comemorar o quinto aniversário de geminação da freguesia famalicense com a localidade francesa de Saint Médard d’Eyrans, sendo que uma comitiva de cerca de 30 franceses veio até Mogege. Manuel Pimenta faz um balanço “muito positivo” desta geminação, “tem havido uma grande troca de experiências e culturas, e penso que a curto prazo até poderemos ter uma na área comercial, pois uma empresa de Mogege já foi contactada acerca da possibilidade de executar um trabalho em França”. “Esta geminação é a menina dos olhos da freguesia de Mogege”, acrescentou ainda o autarca.

D. Jorge presidiu à peregrinação da Senhora de Carmo, em Lemenhe

Mogege celebrou Santa Marinha e Santíssimo Sacramento

A freguesia de Mogege foi animada no passado fim-de-semana pelas festas de Santa Marinha e Santíssimo Sacramento. A música popular marcou presença na noite de sexta-feira com um grupo de concertinas e Zezé Fernandes, enquanto no sábado, Rui Bandeira fez as delícias dos fãs. As cerimónias religiosas também tiveram momentos altos, como a procissão eucarística (na foto) e bênção do Santíssimo, no domingo de manhã. Já no sábado à noite, os fiéis participaram na habitual procissão de velas.

O arcebispo de Braga desafiou, no passado domingo, as famílias cristãs a escutar e a anunciar a Palavra de Deus. D. Jorge Ortiga falava no Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Lemenhe, durante a missa campal a que presidiu, no âmbito da peregrinação arciprestal das festas em honra da Senhora do Carmo. Dirigindo-se aos milhares de devotos que enchiam o santuário, D. Jorge pediu para que “pelo menos um dia por semana, uns momentos, deixai espaço para que a família se encontre e, acima de tudo, reflicta e medite a Palavra”, desafiando ainda as famílias a terem um contacto mais próximo com a Bíblia. A celebração significou o encerramento do triénio pastoral, que foi

Jorge Alexandre

A Junta de Freguesia de Seide S. Paio promoveu, no passado sábado, o seu passeio anual da freguesia. O destino foi Ponte de Lima e Terras do Bouro. A viagem começou pelas 7h30 da manhã, sendo que a primeira paragem foi em Ponte de Lima onde decorreu o pequenoalmoço. De seguida houve ainda tempo para uma visita aos jardins desta vila. Já no final da manhã, os habitantes de Seide S. Paio rumaram a Terras do Bouro, onde, numa quinta, confraternizaram no respectivo almoço convívio. Durante a tarde houve lugar para a animação com cantares ao desafio por dois jovens: um de seis e o outro de nove anos que alegraram os presentes. Depois do lanche, as pessoas regressaram a Seide S. Paio.

fiaa Arcebispo de Braga desafi famílias a pegar mais na Bíblia

Padre Domingos segura a lembrança que recebeu dos paroquianos

dedicado precisamente à Família, tendo D. Jorge, que é também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, aproveitado para anunciar que o próximo triénio é dedicado à Palavra de Deus. O arcebispo sublinhou que numa altura em que “são conhecidas as dificuldades da família”, a Palavra de Deus “é sempre um apelo à esperança”, la-

mentando que a família cristã seja “sufocada por uma grande quantidade de barulho dentro da própria casa”, especialmente por causa da televisão. No decorrer da celebração, os paroquianos de Lemenhe homenagearam o pároco da freguesia, padre Domingos Abreu, pela passagem dos seus 50 anos de sacerdócio, oferecendo-lhe uma

salva de prata com a imagem de Nossa Senhora do Carmo e dirigindo-lhe palavras de gratidão pela dedicação à paróquia. “Escolhemos este dia pelo motivo de estarmos todos aqui presentes e em maior número”, referiu a portavoz dos movimentos pastorais da paróquia lemenhense, para depois dar os parabéns ao homenageado “pela coragem de não ter desistido, pela fidelidade e persistência no seu trabalho, muitas vezes árduo”. A peregrinação foi um dos momentos altos da festa, que decorreu durante o fim-de-semana, e que foi animada, no sábado à noite, por um concerto de Roberto Leal que lotou o recinto do santuário. C.A.

Subsídio para ida de alunos a Londres O município de Famalicão vai subsidiar a ida a Londres de 24 alunos do 3º ciclo do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, que vão participar num conjunto de acções a desenvolver na capital de Inglaterra. A viagem surge na sequência da vitória da EB 2,3 Bernardino Machado num concurso de ciência e tecnologia realizado em Enfield, Londres, o ano passado. O subsídio camarário é de 2.400 euros e destina-se a apoiar as despesas de deslocação dos referidos alunos.


praça pública

Carta ao Director Maré Alta Paulo Costa

“Paraíso” Há um lugar na freguesia de Delães, de seu nome Paraíso, onde o Cineclube de Joane, em colaboração com valorosos e simpáticos jovens dessa freguesia e membros da Associação Organismo Vivo, levou a efeito, este ano, a sua segunda sessão de cinema ao ar livre, no âmbito da nona edição do Cinema Paraíso (se puderem, não percam uma iniciativa idêntica, levada a cabo em Tavira, pelo Cineclube local), o que se mostrou uma feliz coincidência, ou melhor, uma abnegada busca do Vítor (o ‘presidente’) por locais deste concelho, onde se possa levar esse feixe de luz, que a alguns seduz, e se com um pouco mais de camarárias ‘políticas culturais’, talvez a mais seduziria, adiante, que a fita se chamava “Michael Clayton”, valendo como aprazível exercício filmológico (a natureza predadora da engrenagem capitalista), cone de luz esse em competição com umas tremeluzentes luzes bordejando o vale do Ave, uma bojuda e alaranjada lua cheia e uns longínquos e silenciosos raios de uma trovoada que se espraiava lá para as serras do alto Ave. E isto, porque a folhear a desoras a imprensa local, à cata de assunto, verifico que, finalmente, a “Fábrica da Igreja Paroquial do Divino Salvador de Delães” vê reconhecida, por escritura, a sua formal propriedade sobre a igreja local, a residência do pároco e a, pelos vistos, arruinada Capela de S. Miguel o Anjo. Bom proveito.

Chega... É tempo de mudar Exmo. Senhor Presidente da Junta Socialista da Vila de Joane, Nunca lutei com moinhos de vento, fantasmas, nem nunca fiz castelos no ar... Sempre tive os pés bem assentes na terra. Luto e hei-de lutar sempre pela terra onde nasci, mas sempre com factos e realidades. Ao que parece, o senhor e o seu executivo estão muito felizes com o estado actual da nossa terra. Então, o senhor encontra-se orgulhoso com o estado da Sede da Junta de Freguesia, paredes negras de bolor, mofo e sujas... estado que se arrasta há já vários anos? Será que precisa de alguma esmola dos joanenses para fazer uma pequena pintura??!! Não será isto desleixo e falta de brio? Esta é só a vossa imagem de marca, com que tratam toda a vila de Joane. Porque não fala a verdade sobre o vosso projecto para a construção da Sede da Junta no Parque da Ribeira? Pedem o projecto ao Município, apresentam-no publicamente e não sabem que o terreno pertence a um particular?!!! Concordo que a actual Sede não tem

condições de trabalho. É pequena, as estruturas estão obsoletas e Joane merece e precisa de outra, condizente com o seu estatuto. Mas não se esqueçam! Vocês dirigem os destinos desta terra há 25 anos e até hoje não conseguiram nada! Então porquê??? E do parque de Cima de Pele? Não diz nada! O certo é que perderam mais um terreno por desleixo e muita irresponsabilidade. E as trapalhadas e sarilhos dos terrenos na actual feira? Por que é que o vosso executivo e a Câmara Socialista do Sr. Dr. Agostinho Fernandes não registaram as cedências acordadas com os proprietários?! Isto não é desleixo e incompetência? E quanto ao novo projecto de requalificação do Largo 3 de Julho? Como é possível tantos e tão longos anos sem resolver a grande obra do Regime Socialista, esse mamarracho e atentado urbanístico, as barracas da feira? Agora querem resolver fazendo novas lojas no centro daquela que tem que ser a principal praça de Joane! O PSD discorda e tudo fará para que seja feito um projecto de qualidade, bonito, atractivo e que contemple toda a área envolvente:

post-scriptum: Boa sorte para o vizinho D’Esguelha na árdua tarefa de “guiar” o emblemático FAC. paulolitoral@gmail.com

D’Esguelha

pública: 23 de Julho de 2008 17 a Avenida até à Igreja, todo o Largo e também a nova Sede de Junta. Somente este edifício deverá ficar ali. O resto da praça deverá ser um espaço de lazer, rodeado de jardins, passeios, árvores, bancos, para que seja o ponto de encontro de todos os joanenses e o cartão de boas vindas a quem nos visita. Quanto aos comerciantes, que têm legítimos direitos, o PSD propõe a possibilidade de um outro projecto que contemple a requalificação dos fundos das actuais barracas em galerias de qualidade, com muita luz, vidro e que seja atractivo para os actuais lojistas e o quiosque, com um bar e uma esplanada. Mas é importante que sejam salvaguardados os interesses e as receitas da Junta de Freguesia. Porque razão nunca quis discutir os principais projectos em Assembleia de Freguesia? Exemplos: a mudança da feira semanal e este projecto de requalificação do centro de Joane??!!! Foi preciso o PSD estar atento, chamar o assunto em Assembleia de Freguesia! Mais uma vez, eis o nosso empenho em sermos alternativa! Ao contrário do que o senhor diz, o PSD sempre teve ideias e projectos para o progresso de Joane. Casa Mortuária? A maior necessidade do momento em Joane, para quando? Sabe, com certeza, que é da responsabilidade do poder civil construir este equipamento e tantos anos já e… nada! O PSD propõe que se trate com rapidez desta questão e indica, como possibilidade, os terrenos do parque de estacionamento, junto do cemitério da Vila. Louvo e felicito o trabalho e o empenho do Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia, que tem feito um grande esforço para motivar a participação de todos os joanenses, para que estes se envolvam nas discussões dos problemas e opções de Joane. Pena que estes não sejam acompanhados pelo executivo da Junta de Freguesia, que faz muito pouco e mal! E o que faz, dá em trapalhada, asneira e sarilho. São uma grande nódoa que já não é possível retirar com benzina, nem com os modernos e promissores tira-nódoas, mas não tenho dúvidas que vão ser retirados com os votos dos joanenses nas próximas eleições autárquicas. Chega... É tempo de mudar!

Gouveia Ferreira

Chinesices O China é já uma instituição regional. Entra e sai da cadeia como quem se despede. Tem 18 anos de idade e muitos mais de genebra, como diria o poeta. Alimenta, frequentemente, as páginas dos jornais e vai servindo para treino das polícias rurais e urbanas, que, por sinal, até têm aprendido umas coisas com o rapaz. O China explica, para quem quiser ouvir, como é que se distraem as forças da ordem, serenamente, porque conhece bem a mansidão dos costumes e o descampado da noite. É certo que não se pode exigir um agente policial á frente de cada loja, mas a circulação de viaturas policiais, com mais frequência, pelos centros urbanos, não poderá estar dependente do preço dos combustíveis. A falta de verba, obviamente necessária ás deslocações das patrulhas nocturnas, é justificação que não tem qualquer sentido, quando se pressente um agravamento da marginalidade, decorrente do desemprego e da queda do poder de compra dos cidadãos em geral. Nunca percebi por que razão não existe um combustível próprio das forças armadas e paramilitares, sem exigências de dotações específicas, doendo a quem doer a severa punição de um eventual aproveitamento do precioso líquido, em benefício pessoal. Se perguntarmos ao China, talvez se encontre a solução. Vamos esperar que volte. De boa saúde. Bem tratado. Como é de lei.

O Presidente do PSD de Joane, Porfírio Carvalho

Carta ao Director

Afinal, ainda há escola de qualidade! No início do ano lectivo anterior, por necessidade de articulação da minha vida familiar com a actividade profissional que exerço, tomei a decisão de inscrever a minha terceira filha no Jardim de Infância da Avenida, em Riba de Ave. Habituada a procurar as melhores respostas às necessidades educativas dos meus filhos, tremi e rezei para que a minha opção fosse a mais acertada. Desde o início do ano lectivo de 2006/2007, fui persistentemente chamada a participar no processo que se foi desenrolando nessa escola. Recebi convites, comunicados, trabalhos primorosamente elaborados pelos meninos da sala, com o apoio da equipa técnica que os acompanhou. Hortinhas improvisadas em velhos recipientes reciclados, livros manuscritos, cartões, a marmelada da avó Sara, para provar e experimentar a receita, bolinhos, espantalhos, fotos, toilettes de príncipes e princesas, flores, caixinhas, cestos, colares, jogos, pinturas... foram transformando a decoração da minha casa e o meu quotidiano atarefado, obrigandome a parar para ouvir, para reflectir, para participar. A porta da escola esteve sempre

aberta a qualquer hora do dia, para olhar, para colocar dúvidas e preocupações, para participar. Por vezes interrompi momentos de silêncio e partilha; outras vezes surpreendi o grupo em comemoração (e que difícil foi distinguir crianças e adultos, no meio da alegria e da brincadeira!). Muitas vezes havia colinho e o aconchego das pantufas daquela que era a segunda casa de todos... Frequentemente, fiquei desconcertada quando, bem já ao final da tarde, ouvia: “Oh! Tenho de ir já? Não posso ficar só mais um bocadinho? Ainda há outros meninos na escola!...” Findos dois anos lectivos, tenho a sensação que as minhas preces foram ouvidas. A Constança cresceu em tamanho, sabedoria e na sua relação com o mundo e com os outros. Aprendeu muitas coisas, realizou inúmeras experiências, num quotidiano repleto de actividades estimulantes e descobertas inesquecíveis. Acima de tudo, a minha filha cresceu feliz naquela escola. Para mim, foi um privilégio testemunhar esse processo. E como foi gratificante verificar que, afinal, ainda há escola de rigor e qualidade. Basta que aconteça esse pequeno milagre de alguém se entregar verdadeira e apaixo-

nadamente à tarefa de educar. No Porto, em Lisboa, nos locais mais insuspeitos e longínquos, é possível fazer bem, apenas porque se adora o que se faz, apenas porque não se consegue viver acomodado às dificuldades. Chegou uma nova fase. É preciso experimentar de novo o desconforto de escolher o caminho a seguir. Volto a tremer e a rezar. A Constança não vai poder mais contar com o colo, a alegria, a disponibilidade, a competência e a generosidade da Lídia, da Carla, da D. Arminda e de toda a equipa que a acompanhou, ao longo destes dois anos. Mas acredito que tudo o que lhe deram permanecerá nela para sempre e contribuirá para que se torne um ser humano mais feliz e em harmonia com o Mundo. Por tudo isto e porque detesto a ingratidão, bem-haja, Lídia! Foi um privilégio tê-la conhecido e poder testemunhar o trabalho que desenvolveu com os meninos da Sala das Flores, ao longo destes dois anos lectivos.

A na I sab e l Vi gár io (M ãe d a Constan ç a)


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pĂşblica: 23 de Julho de 2008

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cultura

Exposição de artistas inspirados em Camilo

O Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel, tem patente até ao dia 9 de Novembro a exposição colectiva intitulada “Arte na Rota de Camilo”. Ao todo são mais de 40 obras de arte inspiradas na vida e obra camiliana, da pintura à escultura, da autoria de 27 artistas provenientes de todo o país. A Câmara de Famalicão, através da Casa-Museu de Camilo e em colaboração com a Associação de Escultura e Arte Contemporânea de Famalicão, lançou o desafio, ao qual os artistas responderam “entusiasticamente”, segundo a autarquia, apresentando uma enorme diversidade de trabalhos sugeridos pelos mais variados aspectos tanto da vida como da obra do romancista.

“Camilo Castelo Branco constitui um pólo de atracção de cultura e, também, uma fonte de inspiração para a criação artística. É o que acontece na exposição ‘Arte na Rota de Camilo’, que tem como ponto de partida a vida e obra do autor do romance ‘Amor de Perdição’”, considera Armindo Costa. O autarca acrescenta ainda que esta “é mais uma iniciativa de enorme valor cultural que projecta a figura de Camilo Castelo Branco e do município de Vila Nova de Famalicão no país e no estrangeiro, cumprindo uma das principais missões da casa do grande escritor de Seide”. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10 horas às 17h30, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. A entrada é livre.

Três mil euros para o Cineclu be O Cineclube de Joane vai receber um subsídio da Câmara Municipal, no valor de três mil euros, para desenvolvimento das suas actividades, concretamente a promoção de sessões semanais de cinema na Casa das Artes. O apoio foi aprovado por unanimidade na última reunião do executivo.

Baú dos Segredos ap resenta “Rua 10” O fim-de-semana vai ter teatro infantil na Casa das Artes. O Atelier Baú dos Segredos vai levar à cena a peça “Rua 10”, na próxima sexta-feira e sábado, às 22 horas, no grande auditório. Destinada a público com mais de três anos de idade, a peça fala da Rua 10, situada num velho bairro na zona norte de uma cidade e

que está abandonada. A “Rua 10” é uma produção conjunta da Casa das Artes e de João Regueiras, tem encenação e cenografia de João Regueiras, e os figurinos são de Carmen Regueiras. O espectáculo tem a duração de 70 minutos e a entrada custa três euros.

Continua o Cinem a Paraíso A edição 2008 do Cinema Paraíso continua este fim-de-semana, com sessões de cinema ao ar livre na Praça 9 de Abril, sempre a partir das 22 horas e com entrada livre. A primeira sessão realiza-se amanhã, quinta-feira, estando prevista a exibição do filme “The Darjeeling Limited”; para o dia seguinte está programada a película “À Prova de Morte”. Já para sábado, o Cineclube escolheu o filme “Expiação”, enquanto no domingo será exibida a película “The Lovebirds”.

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pĂşblica: 23 de Julho de 2008

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