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Comerciantes querem ruas abertas

Despiste na A3 mata condutor p. 7

Os comerciantes do miolo da cidade, abrangidos pelo encerramento das ruas ao fim-de-semana, querem as artérias reabertas. Alegam que estão a ter prejuízos por falta de movimento. A ACIF já pediu uma reunião urgente com a Câmara. p. 9

ANO 15 • Nº 794 • Gratuito 25 A 31 DE JULHO DE 2007 DIRECTOR: JOÃO FERNANDES DIRECTOR ADJUNTO: FELIZ PEREIRA

opiniãosport: GD Joane apresentou-se e aposta nos seis primeiros lugares

Hóquei Riba d'Ave HC e FAC com preparação da época adiantada

Reabilitação do teatro de Riba d’Ave avança

Indústria de carnes não paga salários há dois meses

MOUTADOS EM RISCO DE FALÊNCIA A conceituada indústria de carnes famalicense, Moutados, pode estar à beira da falência. Há já dois meses de salários em atraso a afectar os actuais 50 funcionários da empresa de Gavião. No Tribunal de Famalicão deram entrada, em Junho, dois pedidos de insolvência, um da própria indústria de carnes e o outro por um credor, que reclama uma dívida de 15 mil

euros. Os trabalhadores estão apreensivos, sustentando que os problemas começaram a sentir-se há três anos, agravandose nos últimos meses. O Sindicato da Alimentação do Norte “estranha a queda” da Moutados, que está a produzir muito abaixo das suas capacidades. A empresa está a perder trabalhadores que, perante a situação, estão a sair voluntariamente da indústria. p. 3

Parque de estacionamento subterrâneo na Praça D. Maria II

Projecto parado A Câmara de Famalicão vai investir um milhão de euros na reabilitação do Teatro Narciso Ferreira para o tornar num pólo da Casa das Artes. p. 13

Divisões na Juventude Socialista A direcção da Juventude Socialista de Famalicão, liderada por Nuno Vieira, está a ser alvo de críticas internas. Doze elementos da Comissão Política, entre os quais alguns ex-líderes, como André Costa e Luís Moniz, acusam o actual secretariado de “total paralisia e inércia”. p. 7

PSD ataca socialistas O PSD veio esta semana a público acusar o PS de denegrir a imagem de Famalicão. Em causa está o envio de famalicenses para a festa da eleição de António Costa, em Lisboa, facto explorado pelas televisões e imprensa nacional. p. 6

A Câmara de Famalicão decidiu parar com o projecto de criação de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça D. Maria II. Em causa uma adenda ao contrato de concessão, até há pouco desconhecida da autarquia, que acaba com o parqueamento gratuito na cidade e com o qual, Armindo não concorda. p. 5

Custou um milhão de euros

Pavilhão de Vermoim abre em Setembro p. 13

Proposta é apreciada hoje pelo executivo

Casas para ciganos da Estação a concurso O executivo camarário deverá aprovar, esta quarta-feira, a abertura de concurso público para construção da Urbanização das Bétulas, onde serão realojadas as famílias ciganas da Estação. O preço base é de 3,4 milhões de euros e o prazo de execução de 485 dias. No total serão construídas 30 habitações, distribuídas por oito blocos, mas o projecto de arquitectura final é bastante diferente daquele que foi apresentado publicamente há mais de dois anos atrás. p. 12


02 opinião pública: 25 de Julho de 2007

Agenda

espaço aberto

Objectiva Pública

Hoje, 25 A o lo n go d o d i a Festas em Honra do Senhor dos Aflitos – Cruz 1 5h 00 Reunião ordinária do executivo camarário 22h 00 “Déjà Vu” – Cinema Paraíso na Praça 9 de Abril

Amanhã, 26 21h30 Reunião do Rotary Clube de Famalicão sobre “Visualização Rotária” 22h00 “Viúva Rica Solteira Não Fica” – Cinema Paraíso na Praça 9 de Abril

Na Avenida do Brasil há um talhão de terreno que está em terra batida. De um lado e de outro existem acessos rodoviários devidamente asfaltados. Segundo apurou o OP

junto de fonte camarária, a autarquia já quis pavimentar aqueles escassos metros quadrados, mas a Estradas de Portugal, que gere a Estrada Nacional 206, não autoriza a

intervenção. Assim, a zona está vedada para não impedir o crescimento das ervas daninhas. É caso para dizer: a coutada é minha e nela ninguém mexe.

Sexta, 27 22h 00 “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos” – Cinema Paraíso no Centro de Estudos Camilianos

Questão Pública Apoios à natalidade anunciados: são os necessários, os possíveis ou deveriam ir mais além?

Sábado, 28 Actuação do grupo “Água Viva” nos Convívios de Esplanada, em Lousado

Maria Augusta Santos

Ana Maria Oliveira

Custódio Oliveira

professora

autarca

dirigente associativo

Inauguração da exposição “Colecção Fundação Cupertino de Miranda” 22h 00 “O Bom Alemão” – Cinema Paraíso na Praça 9 de Abril

Domingo, 29 22h 00 “Rocky Balboa” – Cinema Paraíso na Praça 9 de Abril

Segunda, 30 1 1 h3 0 Conferência de imprensa do PCP de Famalicão

É pouco razoável admitir que o aumento da natalidade dependa de ajudas financeiras directas ou indirectas por parte do Estado. Mas… Há quinze dias o Governo espanhol decidiu dar 2.500 euros aos progenitores por cada filho que nasça. Agora é o Governo português a anunciar medidas incentivadoras. O essencial seria combater as causas que levam os casais a não ter filhos. Na ausência deste combate, o aumento da taxa da natalidade depende mais do número de emigrantes que cada país recebe, do que dos incentivos estatais. As medidas anunciadas pelo Governo são positivas e as possíveis, mas duvido da sua eficácia.

FICHA TÉCNICA

CHEFE DE REDACÇÃO ADJUNTO:

CONSELHO EDITORIAL:

EDITOR DE TURNO:

Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, Joaquim Loureiro, João Fernandes

DIRECTOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt DIRECTOR-ADJUNTO: Feliz Manuel Pereira (CIEJ TE-81) felizmp@opiniaopublica.pt

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

Celso Campos (CPJ 4668) ccampos@opiniaopublica.pt Magda Ferreira (CPJ 4625) magda@opiniaopublica.pt

Os apoios à natalidade recentemente anunciados pelo Primeiro-Ministro são bem vindos e disso não restarão dúvidas. Contudo, apercebo-me que ficamos sempre a meio do caminho no que toca a incentivos, mas vamos até ao fim sempre que nos pedem sacrifícios em nome do défice orçamental. Lembro que o valor do subsídio de apoio ao nascimento rondará os 700 euros por ano, muito aquém de outros países da União, que chegam a pagar 25 mil. Podemos não ter a disponibilidade para ir tão além, mas então porque não fazer variar a taxa contributiva das famílias em função do número de filhos, em vez de termos um sistema fiscal que prejudica a família e teima em tratar todos por igual?

DESPORTO: Abílio Moreira (CNID 1844), Aristides Ferreira (CNID 1194), Bruno Marques (CPJ 8022), Jorge Humberto, José Carlos Fernandes (CNID 685), José Clemente (CNID 297), José Marques (CNID 731), Pedro Sá (CNID 1905) e Pedro Silva (CICR-220).

EDITOR DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022) brunomarques@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Arcindo Guimarães (CICR-56), Carla Alexandra Soares (CICR-248), Celso Campos (CPJ 4668), Cristina Azevedo (CPJ 5611), Magda Ferreira (CPJ 4625), Marta Marques (CICR320), Raquel Barbosa (CPJ 6924) e Sofia Abreu Silva (CPJ 10952).

FOTOGRAFIA: Andrade Lobo (CNID 1194) e Carlos Alberto Silva (CNID 1042).

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares, Elisete Santos, Pedro Silva. INFORMÁTICA: Filipe Fragoso

Em Portugal, o crescimento demográfico é, hoje, semelhante ao dos países mais desenvolvidos da Europa, verificando-se desde a década de 60 uma forte diminuição do índice de fecundidade (nº médio de filhos por mulher), que passou de cerca de 3,2 para 1,36 em 2006. Esta situação constitui um problema que temos de enfrentar, da mesma forma que outros países o fizeram, definindo políticas de apoio à natalidade integradas num quadro mais amplo de novas políticas sociais e cujo objectivo é o de atingir um índice de fecundidade de 2,1, para que seja assegurada a renovação de gerações. As medidas já adoptadas pelo Governo, resultantes duma forte preocupação com o défice demográfico, são fundamentais e devem traduzir-se não só em apoios financeiros às famílias, mas também na adopção de medidas que permitam uma forte articulação entre a actividade profissional e a vida familiar.

OPINIÃO: António Cândido Oliveira, Avelino

TÉCNICOS DE VENDAS:

Serviços Administrativos:

Leite, Carlos Sousa, Domingos Peixoto, Gouveia Ferreira, J. Silva Lopes, João Casimiro, Joaquim Loureiro, Luís Paulo Rodrigues, Miguel Moreira Silva, Paulo Cunha e Vieira Pinto.

comercial@opiniaopublica.pt Agostinha Bairrinho, Maria Fernanda Costa e Sónia Alexandra

Tel.: 252 308146 / 252 308147 • Fax: 252 308149

GERÊNCIA: Feliz Manuel Pereira CAPITAL SOCIAL: 350.000,00 Euros. DETENTORES DE MAIS DE 10% DO CAPITAL Feliz Manuel Pereira António Jorge Pinto Couto

IMPRESSÃO:

PROPRIEDADE:

Naveprinter - Indústria Gráfica do Norte, SA Estrada Nacional, 14 - Maia

EDITAVE Multimédia, Lda. NIPC 502 575 387

EMBALAGEM E ETIQUETAGEM:

SEDE, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua 8 de Dezembro, 214 Antas S. Tiago - Apartado 410 4760-016 VN de Famalicão

INTERNET

Almeida Pereira - Operador de Marketing e Impressão Documental, Lda Parque Industrial do Mindelo Vila do Conde

TIRAGEM DESTE NÚMERO:

www.opiniaopublica.pt

15.000 exemplares, nº 794

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APOIO À REDACÇÃO:

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS:

CONTACTOS Redacção:

Jorge Alexandre

Francisco Araújo

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espaço aberto

opinião pública: 25 de Julho de 2007 03

Indústria de carnes atravessa dificuldades financeiras e não paga há dois meses

Raquel Barbosa

Moutados pode estar à beira da falência

Segundo o sindicato, a empresa quer recuperar "nem que seja com mais alguns sócios"

Raquel Barbosa 37 anos depois do impulso que lhe conferiu o estatuto de uma das indústrias de carnes mais importantes da região, a Moutados, em Gavião, encontra-se actualmente a viver um processo de falência no Tribunal de Famalicão. Em Junho deram ali entrada dois pedidos de insolvência: um requerido por um credor (no dia 21), que reclama da empresa a quantia de 15 mil euros, e outro pela própria administração (no dia 22). As dificuldades financeiras começaram a sentir-se há cerca de três anos, dizem os trabalhadores e o sindicado que os representa ouvidos pelo OPINIÃO PÚBLICA, mas foi nos últimos meses que a situação se agravou. Até que, pela primeira vez na sua longa história, a Moutados começa a não conseguir pagar aos trabalhadores. Os salários de Maio e Junho estão em atraso e os operários, que se revelam surpreendidos com a actual situação financeira da empresa, sobretudo com a rapidez com que atingiu dificuldades, estão convencidos que a Moutados vai mesmo encerrar. "Não tenho esperança nenhuma que se aguente. Esta-

mos com pouco que fazer porque, como eles [administrativos] não pagam, já não há quem forneça matéria-prima", argumenta um dos trabalhadores mais antigos, com 37 anos de serviço, que pede anonimato por temer represálias. O mesmo sucede com outro operário, um jovem, que ali começou a trabalhar em Fevereiro deste ano quando "ainda havia muito trabalho e estava tudo bem". "Só em Abril ou Maio é que começamos a aperceber-nos do que se estava a passar. Ouvimos comentar que a fábrica ia abrir falência, tinha coisas hipotecadas e ia ser vendida para outros lados, mas o que sabemos ao certo é que não há dinheiro para nos pagar", sustenta. Este jovem operário lamenta que os trabalhadores se tenham acomodado e não se unam para reivindicar os seus direitos. Outra trabalhadora, Joaquina Sousa, que aceitou identificar-se, refere que a Moutados está a viver uma "situação péssima" porque a administração "não paga a quem deve". Entre estes trabalhadores é consensual a ideia de que a actual situação financeira da Moutados se fica a dever à nova administração, constituída pelos filhos de Isaac Moreira Pinto, que durante décadas assumiu a

gestão sem que tenha faltado dinheiro para pagar salários, "uma única vez". Sindicato estranha "queda" Até ao momento não houve ninguém que tivesse sido despedido, mas o certo é que a empresa começou a perder trabalhadores que, de forma voluntária, quiseram ir embora, alguns desconhecendo até os seus direitos, "porque já não aguentavam mais ou arranjaram soluções", diz José Lapa, coordenador do Sindicato da Alimentação do Norte. "Alguns foram saindo sem receber aquilo que a empresa lhes devia, outros permanecem para ver o que vai acontecer", aponta. Restam cerca de cinco dezenas, mas já foram quase duas centenas. Segundo este sindicalista, a Moutados está com dificuldades em pagar os salários porque também não tem dinheiro para se abastecer de matéria-prima, encontrando-se a produzir "nem a 50 por cento da sua capacidade". José Lapa considera, de resto, que "a queda da Moutados é muito estranha", atendendo a que era uma das empresas "mais sólidas e que mais cresceu em Famalicão

nos últimos tempos". Ainda assim, a administração, com a qual o sindicalista já esteve reunido, diz que quer recuperar "nem que seja com mais alguns sócios". O Tribunal de Famalicão ainda não marcou a data do julgamento para a insolvência. Sabe-se, entretanto, que a Moutados opôsse ao pedido de falência do credor porque prefere que seja o processo que ela própria moveu a ser julgado. O OPINIÃO PÚBLICA tentou obter esclarecimentos sobre o assunto junto da administração da Moutados, mas os vários contactos não tiveram êxito. Décadas de presença em Famalicão Foi em 1970 que a Moutados sofreu um impulso decisivo, adoptando a actual denominação e transferindo-se para novas e amplas instalações em Moutados, Gavião. A gerência estava a cargo de Isaac Moreira Pinto, um dos filhos do casal que em 1930 abriu um pequeno negócio de carnes de porco, cuja actividade cedo se alargou da sua casa em Real, naquela freguesia, às localidades vizinhas, onde se realizavam feiras e mercados.


04 opinião pública: 25 de Julho de 2007

cidade

Estratégia para as grandes fileiras da agricultura da região em debate

ENCERRAMENTO AO TRÂNSITO AUTOMÓVEL AO FIM DE SEMANA ACIF SOLICITA REUNIÃO À CÂMARA MUNICIPAL No seguimento da análise e tratamento dos resultados aos inquéritos, elaborados pela ACIF e preenchidos pelos empresários, das ruas afectadas pelo encerramento ao trânsito automóvel ao fim de semana, a ACIF solicitou à câmara Municipal a marcação de uma reunião, com carácter de urgência com vista à apresentação dos resultados dos mesmos. De salientar que, foi de sua livre iniciativa que a ACIF resolveu realizar este trabalho, e apresentá-lo à edilidade, estando sempre disposta a colaborar com a Autarquia no sentido de contribuir para o desenvolvimento e qualidade do tecido empresarial. Com este tipo de iniciativas a ACIF pretende auscultar a vontade dos empresários de V.N. Famalicão, concretizando assim a sua missão na defesa dos legítimos interesses dos seus associados. ACIF PROMOVE PROJECTO MEGA REDE A ACIF apresentou a cerca de 50 associados o Projecto MEGAREDE, do qual é parceira. O programa é dinamizado pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal tendo como principal objectivo fomentar a dinamização e revitalização do Comércio Tradicional, através da venda de novos serviços e produtos que vem complementar a actividade dos estabelecimentos comerciais, através de tecnologias e redes assentes na Internet. Os pontos de venda identificados com o logótipo MEGAREDE dispõem de um terminal multifunções que permite o acesso à Internet no ponto de venda. Com este terminal os consumidores passam a poder efectuar, num único local, as suas compras pela Internet, pagamento de todo o tipo de serviços (água, luz, telefone, etc….) e interagir com organismos públicos. Para os clientes a mais valia deste projecto é a possibilidade de acesso a operações assistidas e personalizadas em locais de passagem ou de permanência habitual, sem modificar o seu dia a dia. Os interessados em aderir a este projecto deverão contactar os nossos serviços. FORMAÇÃO PROFISSIONAL A ACIF irá realizar as seguintes Acções de Formação em horário pós-laboral: • INFORMÁTICA AVANÇADA – 90H • EXCEL – 50H • SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO – 50H • CONTABILIDADE E GESTÃO – 36H • GERIR E MOTIVAR EQUIPAS – 20H • ALEMÃO INICIAÇÃO – 40H • SERVIÇO DE BAR – 90H • SEGURANÇA ALIMENTAR – 40H • HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR NO SECTOR DAS CARNES – 15H • FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES – 114 H • CURSO TÉCNICO SUPERIOR DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO Curso Homologado pelo ISHST Este curso, homologado pelo Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, tem como principal objectivo dotar os formandos de conhecimentos que visam a prevenção de riscos profissionais e o conhecimento das ferramentas básicas nesta área.Esta Acção de Formação tem a duração de 1 ano, destinando-se a activos empregados ou desempregados e funcionará em horário pós-laboral. APOSTE NO SEU FUTURO…… INSCREVA-SE JÁ!!!!!! Inscrições/Informações através dos seguintes contactos: Telf./Fax:252 315095 e.mail: formacao@acif.pt

Agricultores mais competitivos podem potenciar viragem Raquel Barbosa Organizações e agricultores mais ambiciosos, com vocação para o mercado, podem constituir uma das estratégias para a sobrevivência da agricultura da região de Entre-Douro-e-Minho. A ideia foi defendida pelo director regional adjunto de Agricultura e Pescas do Norte, na quarta-feira da semana passada, num seminário que decorreu no Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel, e que discutiu as grandes fileiras da agricultura da região: o vinho verde, o leite, o kiwi, a horticultura e a floricultura. A iniciativa foi promovida pela empresa Espaço Visual e teve o apoio da autarquia famalicense. António Ramalho defendeu ser necessário transformar a actual agricultura tradicional e de subsistência, numa agricultura de mercado, o que requer "conhecimento, capacidade empresarial e mudanças constantes quer em termos tecnológicos quer em termos de culturas", por iniciativa de organizações e agricultores mais ambiciosos. "Esta é uma esperança que se vai consolidando porque vemos gente nova e tecnicamente muito evoluída", sublinhou. Ao mesmo tempo, aponta, torna-se fundamental encontrar fileiras onde a região possa ser competitiva num mundo cada vez mais global. "Temos que identificar aquilo que a região

Seminário em Famalicão defendeu agricultura competitiva

consegue produzir de forma mais eficiente. E as fileiras do kiwi, da floricultura e da horticultura têm um potencial enorme de crescimento", explica. Tornar a agricultura da região mais competitiva e produtiva até 2013, fim do período de vigência do Quadro de Referência e Estratégia Nacional (QREN), é um desígnio comum que António Ramalho acredita que será concretizado. O presidente da Adega Cooperativa de Famalicão e da Comissão Instaladora da sociedade comercial Viniverde – que vai gerir dez cooperativas produtoras de vinho verde da região, como o OP noticiou na edição anterior –, Germano Abreu, foi outro dos oradores neste seminário e vincou a importante oportunidade deste encontro como

forma de iniciar uma viragem da "fase muito complicada que a agricultura do país e da região atravessa". "Ainda estamos com modelos organizacionais muito antigos e que não evoluíram ao mesmo ritmo que o mundo agrícola evoluiu", sustentou, defendendo, por isso, ser urgente avançar para "outros modelos organizacionais e de acesso ao mercado", bem como "montar uma estratégia para atingir esses objectivos sem pôr em causa a sobrevivência dos agricultores". Caso contrário, afirma, "corremos o risco de atravessar grandes dificuldades". Para Germano Abreu os planos estratégicos em curso "são fundamentais para a sobrevivência da região de Entre-Douro-e-Minho como região agrícola".

Famalicão acolhe "Chama do Centenário" do Escutismo A "Chama do Centenário" do Escutismo, que está desde o dia 22 de Fevereiro em digressão por vários países da África e Europa, vai ser recebida na próxima sexta-feira, pelas 16 horas, pelo presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A chama, que é transportada desde Moisson, em França, até Braga, pelos escuteiros do CNE, em colaboração com a Fraternidade de Nuno Álvares, chega a Famalicão na sexta-

feira, seguindo depois para o Porto. A passagem será feita na ponte sobre o rio Ave, em Ribeirão, que liga os concelhos de Famalicão e Trofa. A "Chama do Centenário" é a actividade que marca o início de um novo século de escutismo no mundo, contando com a participação das suas associações escutistas. Em Famalicão existem 42 agrupamentos de escuteiros, que abrangem todo o concelho e envolvem mais de 3500 jovens em acções diversas.

Peças de Manuel Cruz pelo país fora O escultor famalicense Manuel Cruz apresentou as suas mais recentes criações em Viseu, na Galeria Arte G. São peças em aço inox e granito de duas novas colecções do artista, intituladas "O Feminino" e "Subtilidade". Manuel Cruz não deu título a estas novas esculturas, deixando assim "à imaginação do apreciador interpretá-las e dar-lhe o seu título", refere o autor, em nota à imprensa. Entretanto, a partir de hoje, dia 25 de Julho, e até ao próximo dia 15 de Outubro, o Museu da Pedra, em Cantanhede, vai expor um exemplar de cada uma destas esculturas juntamente com mais 20 esculturas diversas de pequenas, médias e grandes dimensões (peças com até 600 Kg e com alturas de até 4 metros e 60 centímetros).


cidade

Negociação feita por Agostinho para parque de estacionamento na Praça D. Maria II

Arquivo

Câmara recusa acordo que acaba com estacionamento gratuito

Armindo já não dá certezas na construção do parque subterrâneo na Praça D. Maria II

Celso Campos Uma adenda ao contrato de concessão tendo em vista a construção do parque de estacionamento subterrâneo na Praça D. Maria II está a obstaculizar o avanço da obra e a criar uma rota de colisão entre os interesses defendidos pela Câmara de Famalicão e a ParkF – Parques de Estacionamento de Famalicão. “A adenda prevê que no dia em que começar a construção do parque na Praça D. Maria II, temos de iniciar um projecto previsto para o antigo campo da feira e vedá-lo ao estacionamento, projecto esse que desconheço; diz ainda que no dia em que o parque for aberto temos de fechar o parque da feira semanal”, informou o edil, quinta-feira, à margem da cerimónia de inauguração da envolvente ao novo Posto de Turismo [Ver notícia na página 8]. Armindo não aceita estes pressupostos que eram até desconhecidos da autarquia, uma vez que a dita adenda, “não faz parte do processo existente na Câmara”. O edil só dela teve conhecimento em Janeiro último quando retomou os contactos com a ParkF, tendo em vista o arranque do novo parque de estacionamento. A concessionária manifesta a intenção de proibir o estacionamento gratuito num raio de 500 metros dos seus parques num documento de 16 de Fevereiro de 2000, sendo que a 28 de Março desse ano, a Câmara responde através do então vereador Jorge Costa revelando que não seria possível à Câmara “corresponder ao solicitado”. Escreve que tal “inviabilizaria o estacionamento, praticamente, em todo o núcleo urbano da cidade”, referindo que é “necessário prever excepções para aparcamento gratuito”. Contudo, a 3 de Agosto de 2000 é rubricada a dita adenda pelo ex-presidente da Câmara, Agostinho Fernandes, e pelos representantes do consórcio que ganhou a concessão (formado pelas empresas Somague e Gabriel A.S. Couto, sendo que mais tarde, a quota de 60%

da Somague seria adquirida pela Bragaparques que, agora, controla a ParkF). Pa r k F a p o s t a n o d i á lo g o A ser respeitada a adenda, a Câmara entende que seria lesiva do interesse público, uma vez que praticamente eliminaria a possibilidade de haver estacionamento público nas imediações da cidade, designadamente no locais referenciados – o antigo e novo campo da feira – onde, diariamente, estacionam cerca de 500 viaturas, segundo as contas de Armindo Costa. “Não podemos potenciar um parque, prejudicando os famalicenses”, referiu o edil, vincando que as pessoas que “pretendem estacionar de forma gratuita têm o direito de o continuar a fazer”. O edil lamenta que tão importante documento tenha sido “subtraído” ao processo, pelo que “as obras não começaram” e Armindo diz não saber se “vão começar”. O edil afirma que o assunto está a ser analisado pelos juristas do município, mas admite vários cenários: pode haver um acordo com a empresa ou pode mesmo acabar com a concessão à ParkF. A ParkF, através do administrador Carlos Couto, confrontada com a posição camarária, informou o OP, por escrito, que “dialogará com a Câmara Municipal de Famalicão tendo em vista assegurar o cumprimento das condições necessárias ao desenvolvimento da concessão do Parque D. Maria II", no entanto, diz que “a haver diferendo”, entre as posições das duas entidades, ele “será resolvido nos termos previstos no contrato de concessão”. Carlos Couto refere ainda desconhecer qualquer posição da edilidade famalicense quanto à possibilidade de retirar a concessão à empresa e, nesse sentido, “não faz comentários” sobre o assunto. A ParkF informa ainda que iniciará a construção do parque de estacionamento “quando se reunirem as condições necessárias, incluindo, entre outras, o licenciamento da obra”.

opinião pública: 25 de Julho de 2007 05


06 opinião pública: 25 de Julho de 2007

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desmantelou um "negócio" de produção ilegal de CD's e DVD's no concelho de Famalicão, noticiou, o jornal Correio do Minho na edição da passada sexta-feira. A acção da ASAE foi o culminar de uma investigação que identificou uma casa particular como local de produção de material contrafeito. Na sequência, foi feita uma busca domiciliária, durante a qual foram apreendidos mais de sete mil CD's, mais de mil DVD's, 123 capas e milhares de caixas para CD e DVD. Segundo o jornal, os inspectores da ASAE apreenderam ainda inúmero material relacionado com a contrafacção, designadamente uma máquina de dobrar capas, três torres de gravação, dois scanners, um computador, impressoras, oito gravadores avulso e uma estufa para encapar, entre outros equipamentos. Fonte da ASAE disse ao Correio do Minho tratar-se de "material de grande qualidade". O valor total da apreensão é superior a 135 mil euros. Durante a acção da ASAE, foi detida uma pessoa por usurpação de direitos de autor, que foi presente ao Tribunal da Comarca de Famalicão.

Governador civil responde a Armindo Costa O governador civil de Braga reagiu, esta semana, às acusações do presidente da Câmara de Famalicão. Durante a sessão comemorativa do 21º aniversário da elevação de Joane a vila, no passado dia 7 de Julho, Armindo Costa apelidou de escandaloso o atraso da construção do quartel da GNR de Joane. A obra já foi lançada há um ano, mas ainda não avançou, o que mereceu duras críticas do autarca famalicense. Além do Governo, Armindo Costa criticou também o governador civil, Fernando Moniz, por este não dar uma explicação cabal aos joanenses. Em comunicado, o governador civil vem agora responder, dizendo que quando o edil proferiu estas declarações a obra já tinha começado, pelo que é gratuita a referência a Fernando Moniz, numa tentativa de lhe imputar responsabilidades. O representante do governo no distrito lembra, por outro lado, que foi o actual Governo quem incluiu o quartel da GNR em PIDDAC e lançou a obra. No comunicado, Fernando Moniz fala também da polémica em torno da construção do pavilhão da Secundária Camilo Castelo Branco. Sem dar garantias, apela ao bom senso e alerta para a necessidade de propiciar adequadas condições de ensino naquele estabelecimento.

Em causa envio de famalicenses para a festa de António Costa em Lisboa

PSD acusa socialistas de denegrir imagem de Famalicão Celso Campos A ida de vários famalicenses e de pessoas de outros concelhos do Norte para a festa da eleição de António Costa para a Câmara de Lisboa foi um facto explorado pelas televisões e pela imprensa nacional e, na sequência disso, na blogosfera. Essa situação não passou despercebida ao PSD de Famalicão que entende que a forma como o nome do concelho foi invocado em vários órgãos de comunicação social não foi a mais correcta e acusa os socialistas de criarem esse facto que acabou por denegrir a imagem de Famalicão. A indignação social democrata foi expressa, na passada quarta-feira, em conferência de imprensa. "Não tolerámos que os famalicenses sejam tratados e vistos aos olhos do país como figurantes, utilizados como ‘bobos para enfeitar a corte, como se se tratassem de uma moeda de troca", apontou Paulo Cunha, o líder do PSD de Famalicão. O alegado aproveitamento de famalicenses para fins partidários leva o partido laranja a lamentar directamente que o PS de Famalicão e o governador civil de Braga, Fernando Moniz, "estejam mais pre-

Celso Campos

ASAE acaba com produção ilegal em Famalicão

cidade

nistro Vieira da Silva, pelo historiador Fernando Rosas e até pelo próprio governador civil de Braga, o ano passado, no aniversário da vila de Joane. Os social democratas invocaram ainda diversos estudos estatísticos que colocam Famalicão em lugar de topo no contexto nacional. "Essas afirmações e constatações envaidecem-nos", disse Paulo Cunha. Mas o mesmo não acontece quando em causa está a postura do Governo central perante o concelho. O PSD lembrou, mais uma vez, os cortes nas verbas atribuídas em PIDDAC e, "pior

que isso", o facto de que duas das principais obras previstas – o novo posto da GNR de Joane e o pavilhão da Secundária Camilo Castelo Branco – "continuam por executar". Paulo Cunha vincou que o PSD já manifestou "preocupação com a situação", ao contrário do PS e do Governo, que "continuam insensíveis e mais preocupados com trunfos eleitorais ou eleições na capital do país", bem como a estrutura local do partido da rosa e o governador civil de Braga que "viraram as costas a Famalicão e aos famalicenses e preferiram Lisboa".

Famalicão foi "associado a um provincianismo repugnante" disse Cunha

Demonstrar obra feita

ocupados com a luta pela ascensão nos degraus das hierarquias do seu partido do que com a imagem, o bom nome e a elevação do nosso concelho e dos nossos concidadãos". O episódio ocorrido nas imediações do Hotel Altis onde as televisões entrevistaram vários populares, a maior parte deles de fora de Lisboa e provenientes de concelhos como Famalicão, Cabeceiras de Basto ou Alandroal, é, para o PSD, "uma mancha que fica na memória de cada um de nós". Assim, Paulo Cunha exige que o nome

Além das críticas ao PS e ao Governo, uma das preocupações do PSD, na conferência de imprensa, foi mostrar a obra feita pelo executivo de Armindo Costa. Vincaram que em termos de impostos, o município "mantém o IMI abaixo do limite máximo e mantém a derrama 20% abaixo do que foi no passado". Na educação, Paulo Cunha evidenciou o milhão de euros gasto anualmente a reparar escolas e no saneamento básico o alargamento da taxa de cobertura de 35 para 65%, de 2005 até hoje, apontando a meta dos 100% até 2013 no saneamento e na água ao domicílio. Para Paulo Cunha, este executivo, em seis anos, "investiu como nunca na qualidade de vida dos famalicense e a obra existe, vê-se, é indesmentível". Evidenciou ainda a boa situação financeira da autarquia, sustentada com a permissão de aumento da sua capacidade de endividamento.

de Famalicão "nunca mais apareça no rodapé das televisões, associado a um provincianismo repugnante, para exemplificar o que de pior existe na política em Portugal". Para o PSD, o concelho foi visto como um "contentor de pessoas para encher salas e aplaudir os seus senhores". Governo de costas voltadas Este cenário contrasta com o dos elogios públicos que o concelho e a Câmara de Armindo Costa têm recebido. O PSD lembrou os que foram feitos pelo mi-


cidade

Acusação de 12 elementos da Comissão Política em nota de descontentamento

JS está "paralisada e inerte" Magda Ferreira A liderança da Juventude Socialista (JS) de Famalicão está a ser alvo de críticas internas. Vários elementos da Comissão Política da estrutura acusam, em nota à imprensa, o actual secretariado de "total paralisia e inércia". A nota é subscrita por 12 membros daquele órgão, entre os quais estão alguns ex-líderes da JS, nomeadamente André Costa e Luís Moniz, este que antecedeu a Nuno Vieira, que venceu as eleições para a JS famalicense em Abril passado, a quem acusam de se ter "apoderado da JS" para a "paralisar de iniciativas, mas sobretudo de pensamento e de diversidade". Os subscritores lamentam que, passados três meses das eleições, a Comissão Política ainda não tenha reunido nenhuma vez, nem tenha sido promovida "qualquer actividade política de relevo", pelo que dizem desconhecer "qualquer rumo ou estratégia" desta liderança. "Dá toda a sensação de que para os actuais dirigentes da JS não há qualquer problema em Famalicão que os preocupe", criticam. Por outro lado, indicam que o líder da JS tem direccionado a sua atenção e ambição para "os ataques

àqueles que de si discordam ou que não o apoiaram" e acusam-no de promover "um total alheamento e distanciamento do Partido Socialista". Contam que, depois de não ter convidado nenhum dirigente do PS para a cerimónia de tomada de posse, "um facto inédito", Nuno Vieira não comparece às iniciativas promovidas pelo partido no concelho, "nem tão pouco às reuniões institucionais", onde tem assento em representação da JS. "É estranho que cause incómodo a alguém fazer três quilómetros para se dirigir a tão nobre e interessante actividade recebida pelo PS de Famalicão [conferência do Fórum Novas Fronteiras que se realizou no início deste mês], mas que não lhe custe absolutamente nada participar em jantares com militantes expulsos do PS pelos órgãos nacionais, a mais de 300 quilómetros de distância", exemplificam na nota enviada aos órgãos de comunicação. Oposição interna? Não... Estes jovens socialistas acusam ainda o secretário coordenador da JS de se fazer acompanhar publicamente por pessoas que foram expulsas do PS, o que entendem como um envolvimento nas guerras internas que atingem o partido.

Uma postura da qual discordam, acrescentou Ricardo Rodrigues, o primeiro subscritor da nota, em declarações ao OP, defendendo que "essas guerras 'dos mais crescidos'" não devem passar para a jota. Questionado sobre se esta tomada de posição pública não marca o surgimento, também na JS, de facções opostas, Ricardo Rodrigues responde negativamente. O jovem diz que não se trata de oposição interna, pois assegura que não está a ser posta em causa a legitimidade política do actual líder. "Ele venceu, com uma curta margem, mas venceu nas eleições mais participadas de sempre da JS e tem todo o mérito por isso. Estamos dispostos a trabalhar com ele, agora gostávamos era que ele gostasse de trabalhar connosco e nos desse indicações do que pretende fazer", declara. De resto, Ricardo Rodrigues diz que pretendem apenas "alertar consciências" com esta acção pública, dado que os órgãos da JS não têm reunido, o que os impede de expressar internamente as suas preocupações. O OP contactou também Nuno Vieira, o líder do Secretariado da JS, que não quis tecer nenhum comentário a estas críticas.

Despiste na A3 causa um morto

Um homem, com cerca de 50 anos, faleceu, na madrugada de segunda-feira, na auto-estrada 3 (A3), na sequência do despiste da viatura que conduzia. O acidente ocorreu cerca das 4h30 da manhã, no sentido Norte-Sul, em Cabeçudos. Além da vítima mortal, há ainda um ferido ligeiro a registar. Trata-se de uma jovem de 22 anos que, segundo fonte dos bombeiros, foi projectada para o exterior da viatura. Os dois ocupantes do veículo Mercedes eram da zona do Porto e vinham de Valença, tendo entrado na A3 por volta das 3h20. Na sequência do despiste, o Mercedes embateu nas protecções laterais da via e destruiu algumas das barreiras acústicas existentes no local do acidente.

No socorro às vítimas estiveram envolvidos meios das duas corporações de bombeiros da cidade. Os de Famalicão enviaram ainda a sua viatura médica e para o local foi também a que está sediada no hospital de S. João no Porto. Já os Bombeiros Famalicenses fizeram deslocar o seu veículo desencarcerador. O condutor teve morte imediata, apesar de os bombeiros terem tentado ainda a reanimação no local. A jovem de 22 anos foi transportada ao Hospital de S. João, ao passo que a vítima mortal foi encaminhada para o Hospital de Guimarães, para ser autopsiado. No local esteve também a Brigada de Trânsito da GNR.

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cidade

Investimento total foi de 310 mil euros

Envolvente e Posto de Turismo "merecem duas inaugurações" "Fazemos duas inaugurações, porque estamos perante duas empreitadas diferentes". Foi esta a justificação dada pelo presidente da Câmara para as duas inaugurações feitas na mesma zona. Na passada quinta-feira foi inaugurado o arranjo urbanístico do topo sul da Praça D. Maria II, envolvente ao novo Posto de Turismo, que havia sido inaugurado em Outubro do ano passado. Na ocasião, o Posto de Turismo foi aberto, mas com a sua envolvente ainda por requalificar e vedada com taipais de obras. Essa intervenção ficou agora concluída e Armindo Costa entende que a mesma merecia também a respectiva inauguração. "São duas obras distintas", vincou, explicando depois que a envolvente atrasou-se porque "não havia dinheiro, nem condições para fazer essas obras. "Fez-se o Posto de Turismo, foi inaugurado, aberto ao público e deixámos de pagar renda do antigo espaço na rua Adriano Pinto Basto", esclareceu ainda o edil, lembrando que nessa altura surgiram "problemas" decorrentes da "adaptação

António Freitas

Celso Campos

Armindo e o vereador José Santos na inauguração

às novas leis das autarquias locais. Quando o Governo muda as regras, nós temos que nos adaptar a elas". A opção da autarquia foi então a de parar e “atrasar a obra para evitar "um descalabro em termos financeiros". Armindo aproveitou ainda o

atraso e a presença de diversos presidentes de Junta para dizer que "os dinheiros são escassos" e "se o são para as freguesias, também o são para a cidade". Evidenciou que a obra foi feita em território de Antas (a placa foi descerrada também pelo autarca Alcino Cruz) e, por isso,

a verba gasta "conta como investimento feito em Antas". Posto de Turismo mais barato que a sua envolvente A envolvente implicou trabalhos de pavimentação, ajardinamento, plantação de árvores, iluminação e ainda a criação de

novos passeios. O investimento na requalificação urbanística foi de 180 mil euros, ao passo que o Posto de Turismo custou 115 mil, uma obra que "marca a praça", vincou o edil. A esta verba há ainda a somar 15 mil euros com a implantação de um ecoponto subterrâneo no local. No total, o investimento foi de 310 mil euros. Questionado sobre a razão de o edifício do Posto de Turismo ter ficado substancialmente mais barato que a requalificação da envolvente (menos 65 mil euros), Armindo Costa refere a área considerável do espaço requalificado. O edil entende que esta segunda empreitada "não foi cara", referindo que poderia custar ainda mais se o paralelo lá colocado não tivesse sido fornecido pela própria autarquia. Após a inauguração, Armindo fez questão de ir pedir desculpas aos comerciantes da zona pelo tempo que a obra demorou. Ouviu palavras de conforto e de "parabéns" pelo resultado final, mas também queixas pela demora e pelos prejuízos causados. Um dos comerciantes evidenciou ainda a falta de iluminação no local à noite. Armindo ouviu e prometeu intervir.


cidade

Comerciantes da cidade querem suspensão do encerramento aos fins-de-semana

Ruas abertas, já

A rua de Santo António no sábado à tarde

Celso Campos Os comerciantes da cidade de Famalicão abrangidos pelo encerramento das ruas ao trânsito ao fimde-semana querem o fim dessa medida. Bastaram dois fins-desemana com as ruas Adriano Pinto Basto, Santo António e o topo Norte da Praça D. Maria II fechadas para ouvir o protesto dos comerciantes. O OPINIÃO PÚBLICA foi à cidade na tarde do passado sábado e constatou haver pouco movimento nessas ruas, apesar de as condições climatéricas serem favoráveis, com sol e uma temperatura agradável. "Acredito que a ideia da autarquia é positiva e foi tomada na melhor das intenções, mas in loco as coisas não funcionam bem", disse José Costa, dono de um pronto-a-vestir na rua de Santo António. "Isto está deserto", acentuou Cândida Alves, proprietária de uma loja de malas na rua Adriano Pinto Basto, atestando que a experiência que a autarquia se propôs desenvolver nos fins-de-semana de Verão "já devia ter terminado". A medida, com carácter experimental, foi tomada por unanimidade do executivo camarário, no início do mês, com o intuito de "devolver a cidade aos peões", devendo vigorar até final de Agosto. Na ocasião, a autarquia informou ainda que a decisão colheu o apoio da Associação Comercial e Industrial de Famalicão e da Unidade de Gestão do Centro Urbano. Os comerciantes é que não estão pelos ajustes e dizem sentir apenas "aspectos negativos" com esta medida. "Tenho a certeza que as pessoas estão noutros lados, como no Lago Discount, por

exemplo, que criou formas de atracção, mas nós aqui não temos nada. Fecham as ruas e não têm nada que atraia", lamentou Margarida Vasques, florista na rua Adriano Pinto Basto. "Estão a querer matar-nos", enfatizou. Reclama, por isso, que a medida "deve ser suspensa quanto antes" e entende que este tipo de experiência "não deve ser feito numa altura em que há menos gente em Famalicão". Transeuntes concordam com a medida A ideia de que um programa de animação a acompanhar o encerramento das ruas ajudaria a atrair gente ao centro de Famalicão é bem visto pelos comerciantes, embora não acreditam que tal fosse igualar a situação normal de ruas abertas ao trânsito. Se esta "experiência" não está a ser bem recebida pelo comércio local, muito menos acolhimento tem a hipótese de encerramento definitivo daquela zona, criando uma maior área de circulação pedonal. "Espero que nem pensem em fechar definitivamente estas ruas", diz Cândida Alves. Ao contrário dos comerciantes, alguns transeuntes, confrontados pelo OP, aplaudem a decisão camarária. "Acho bem o encerramento das ruas porque permite que as pessoas andem mais a pé e mais à vontade", referiu Jorge Novais, que estava a passear com a esposa e a filha pequena. Também Beatriz Sá Lima diz concordar, porque "há mais espaço para andar à vontade e para as crianças brincar", sublinhando ainda os "benefícios ambientais para a purificação do ar da cidade".

ACIF alinha com os comerciantes A Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) corrobora do pensamento dos comerciantes do miolo da cidade. Face à medida camarária decidiu mesmo realizar um inquérito junto dos seus associados e concluir que "a medida não está a ser benéfica para eles", referiu ao OP, António Peixoto, o presidente da ACIF. Com esta conclusão, a associação pediu já uma reunião "com carácter de urgência" com a edilidade famalicense para analisar o problema. "É nosso dever e obrigação perante os associados", atesta Peixoto, que acredita numa "solução de consenso". Refere ainda que o encerramento das ruas "não foi uma decisão da ACIF, embora tenhamos tido dela conhecimento antes da decisão camarária".

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cidade

Autarca de Famalicão visitou as obras

Septeto Nacional de Cuba dá concerto único em Portugal

Carlos Alberto

Ritmos cubanos incendeiam Casa das Artes

Cubanos ficaram bem impressionados com o público famalicense

Duas horas de uma intensa festa cubana. Assim se resume o concerto que, na noite do passado sábado, levou ao rubro a Casa das Artes de Famalicão. Mas o adjectivo não é suficiente para falar da noite mais quente do ano. Em cima do palco, seis homens do Septeto Nacional de Ignacio Piñeiro trouxeram da ilha de Fidel os sons e ritmos da “Sierra Maestra”, no seu estado puro. Pela primeira vez em Portugal e a comemorar 80 anos de carreira, o Septeto Nacional de Cuba limitou-se a celebrar. “Vamos a bailar e a gozar”, exclamavam. O público não ficou indiferente à chamada e compareceu em peso à Casa das Artes. Fundado em 1927 por Ignacio Piñeiro, o Septeto Nacional encontra-se já na quarta geração, mas mantém os mesmos moldes da música “son”, ao conservar a guitarra, baixo, vozes e percussão, maracas, bongos e o famoso trompete. A dar o toque final, um jogo de luzes quentes envolvia o palco e a plateia. O concerto começou numa toada morna, mas rapidamente fez subir a temperatura em cima e fora do palco. Novos e velhos, aos pares ou sozinhos, começaram, timidamente, a sa-

ir dos lugares, formando pequenas pistas de dança. “Mi son non treve riva” ou “Enchale Salsita” marcaram o arranque. Aos poucos, o grande auditório mais fazia lembrar um clube de música de Havana. O palco também não escapou aos ritmos sensuais das “chicas” que, a convite dos cubanos, improvisavam os passos de dança. No final do espectáculo a assistência, em euforia, pediu o regresso do grupo cubano. Da primeira à última fila, todos entraram no ritmo “caliente”. “Ficamos impressionados com este público. Todo mundo de pé a bailar. Movem-se muito bem”, confessaram os cubanos. Em entrevista ao OPINIÃO PÚBLICA, o Septeto Nacional falou ainda sobre a digressão pela Europa e mostrou-se encantado com o país. “as paisagens são muito bonitas e as 'chicas' muito lindas”, disseram. Já na hora da partida o grupo deixou uma promessa no ar: “Portugal encanta-nos. Queremos muito regressar”. O Septeto Nacional de Cuba de Ignacio Piñeiro segue agora para França, Noruega e Itália. Cátia Castro

Os escuteiros de Santo Adrião, na cidade, esperam ter a sua sede pronta até final do ano. Os responsáveis pelo agrupamento convidaram a presidente da Junta de Famalicão a visitar as obras, a semana passada, para fazer um ponto da situação do investimento. A sede está a ser construída no lugar de Santo Adrião, junto à capela com o mesmo nome. Orçada em cerca de 120 mil euros, dotará os escuteiros de salas para todas as secções e criará ainda um mini-auditório com capacidade para 30 lugares sentados. A obra propriamente dita arrancou em 2004 e deverá entrar na fase de acabamentos em breve. "Vai-se colocar soleiras e encher o chão. Provavelmente ainda antes das férias vai ser fechada, com a colocação dos alumínios. Depois falta pintar, assentar a tijoleira e meter os interruptores e está pronta a ser utilizada", resumiu o chefe do agrupamento, Hugo Barbosa. O responsável diz que se tudo correr conforme previsto, o novo ano escutista, que arranca em Outubro, já pode ser iniciado na nova sede. Mas, sublinha, "também sabemos que em obra as coisas não são assim" e, por isso, já antevendo algum atraso, Hugo Barbosa limita-se a prever que "é certo que a obra ficará pronta este ano". Depois do novo espaço pronto, os escuteiros da cidade vão manter uma sala no salão paroquial, por uma questão de proximidade com as pessoas. Os responsáveis pelo agrupamento de Santo Adrião convidaram a Junta de Famalicão a visitar obras, dado que "tem sido uma entidade que tem estado con-

Magda Ferreira

Escuteiros de Santo Adrião com sede nova este ano

Ana Maria Oliveira visitou as obras a semana passada

nosco desde o início, não apenas na forma de apoio financeiro", explicou Hugo Barbosa, sublinhando "a forma pro-activa" com que a autarquia tem actuado, isto é, "não é preciso pedir ajuda". "Em Abril já tive a confirmação de que íamos ter um apoio da Junta este ano", concretizou. Ana Maria Oliveira, acompanhada pelo secretário e pelo tesoureiro da Junta, visitou o espaço ao final da tarde de terça-feira da semana passada, e no final disse continuar disposta a ajudar os escuteiros, cujo trabalho define como "meritório de todas as ajudas

possíveis e imaginárias". Além do apoio financeiro, "dentro das possibilidades da Junta", a autarca manifestou também a intenção de procurar intervir junto de outras entidades, nomeadamente da Câmara Municipal, com o objectivo de desbloquear um subsídio de 20 mil euros "que está previsto para os escuteiros e que está pendente". Refira-se que os escuteiros de Santo Adrião têm 45 anos de existência e mantêm, anualmente, um número de membros que oscila entre os 90 e os 110. M. F .

Junta de Famalicão assume gestão da nova infraestrutura

Santo Adrião com novo polidesportivo Marta Isabel Marques A Junta de Famalicão vai assumir a gestão do polidesportivo e do parque infantil de Santo Adrião. Esta infraestrutura foi inaugurada na passada segunda feira, ocasião aproveitada para a assinatura do protocolo entre as duas autarquias e que é válido pelo período de quatro anos, podendo ser renovado. Até agora da responsabilidade da Câmara de Famalicão, a Junta da cidade vai passar a ter o encargo da gestão, administração e manutenção do polidesportivo e do parque infantil de Santo Adrião. “Esta foi uma promessa feita pela minha equipa durante a campanha eleitoral. Prometi que as crianças de Santo Adrião iriam ter um espaço para brincar perto de casa e em segurança e hoje vejo essa promessa ser cumprida, pelo que agradeço à Câmara Municipal o apoio dado para a concretização deste espaço”, salientou a autarca Ana Ma-

Altura da inauguração do polidesportivo, com descerramento de uma placa

ria Oliveira na cerimónia que decorreu no local. Por sua vez, o presidente da edilidade, Armindo Costa, presente na cerimónia, destacou a importância desta infraestrutura, um espaço que, lembrou o autarca, apesar de ter sido prometido pelo anterior executivo, nunca chegou a ser concretizado. “Quando cheguei à Câmara vi que não havia pavilhão. Nós, juntamente com a Junta de Freguesia e do empreiteiro responsável pela construção deste loteamento, arranjamos forma de construir este espaço para os mais jovens poderem usufruir com toda a comodidade e segurança”, acrescentou em declarações à comunicação social. A cerimónia contou com a presença de alguns presidentes de junta que fizeram questão de estar presentes neste acto, assim como as crianças de Santo Adrião que estavam ansiosas que a inauguração se realizasse para poderem usar o espaço.


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opinião pública: 25 de Julho de 2007

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12 opinião pública: 25 de Julho de 2007 ORAÇÃO DOS AFLITOS Aflita se viu a Virgem Maria aos pés da cruz, valei-me Mãe de Jesus. Confio em Deus com todas as minhas forças, por isso peço que ilumine os meus caminhos concedendo-me a graça que tanto desejo (Fazer o Pedido) Mandar publicar no 3ºdia e aguarde o que acontece no 4ºdia. C.A.M.F.

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Proposta é levadaa hoje à reunião do executivo

Câmara abre concurso para casas dos ciganos da Estação

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919 548 442

Motorista de pesados para empresa sedeada em Vermoim Maqueta do novo projecto de arquitectura

Contacto:

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Empregado(a) para Embalamento Idade compreendida entre os 20 e 40 anos, com o 9º ano de escolaridade, preferencialmente com experiência no sector. Contactar: 252 320 200 (entre as 14h00 e as 18h00)

Cristina Azevedo A Câmara de Famalicão deverá autorizar hoje, quarta-feira, a abertura de concurso público para a construção do complexo habitacional onde serão alojadas as famílias ciganas que vivem junto à Estação de Caminho-de-Ferro, e que foi designado de Urbanização das Bétulas. Este é um dos assuntos da ordem de trabalhos da reunião do executivo camarário, que vai ainda apreciar o projecto de arquitectura definitivo daquela urbanização. Será, assim, dado mais um passo para o realojamento daquela comunidade, que há largos anos espera por esse momento. O projecto de arquitectura contempla a construção de 30 habitações a custos controlados, distribuídas por oito blocos de quatro pisos. O valor base da obra é de 3 milhões e 441 mil euros, tendo um prazo de execução de 485 dias. Provisoriamente instaladas junto à estação desde 1974, aquelas famílias vivem em bar-

racas, em condições muito precárias. Depois de várias tentativas de realojamento, sem sucesso, ao longo dos anos, a actual autarquia aprovou, em Maio de 2004, a compra de um terreno, na Rua Joaquim de Azuaga, em Calendário, para aí instalar essa comunidade. Avançou depois para um projecto de execução destinado à construção de 30 fogos, a que deu o nome de Urbanização das Bétulas e que foi apresentado em Março de 2005. Porém, não teve a aprovação do Instituto Nacional de Habitação (INH), que exigiu uma série de alterações. "Sucedeu-se um significativo número de reuniões de trabalho com os técnicos daquele instituto, que conduziram a sucessivas propostas de alteração e de aditamentos ao projecto", informa o vereador da Habitação, Jorge Paulo Oliveira, na proposta que é hoje discutida, acrescentado que o projecto que agora se apresenta "é o culminar de todo este processo técnico-administrati-

vo", que se arrastou por mais de dois anos. Uma das principais diferenças, face ao projecto apresentado em 2005, é que este previa a construção de três edifícios, enquanto este distribuiu os 30 fogos por oito blocos. A cada um foi atribuída uma designação de acordo com a família a que se destina: A1,A2 e A3 para os blocos da família Amparo; M1, M2 e M3 para a família Maximina; L1 e L2 para a família Lelo. Tendo a sala como ponto central, os apartamentos organizam-se linearmente em direcção à zona dos quartos, servidos por uma ou duas instalações sanitárias. No sentido oposto, encontram-se a cozinha, a lavandaria e o hall de entrada. A proposta diz ainda que "tendo presente a absoluta necessidade de permanente acompanhamento social e animação cultural", nos dois primeiros pisos de um dos blocos serão instalados serviços de acção social.

BE de Famalicão participa em jornada ambiental A concelhia de Famalicão do Bloco de Esquerda (BE) participou, no passado domingo, em mais uma iniciativa das Jornadas das Alterações do Clima, levadas a efeito pelo partido a nível nacional, em Julho e Setembro. Das acções realizadas no Minho, os bloquistas destacam um piquenique no Parque das Taipas, na margem do Rio Ave, e um percurso de barco no Rio Cávado, em Barcelos. Esta iniciativa contou com as participações da deputada Alda Macedo e da deputada municipal famalicense Ana Marcelino, que é também representante do distrito de Braga na Comissão Nacional de Ambiente do BE. Em nota à imprensa, o partido destaca ainda as presenças de representantes das concelhias de Guimarães, Braga e Barcelos e de outras pessoas que se associaram ao evento. Das intervenções, destaca-se "uma grande preocupação com o facto destes dois rios serem dos mais poluídos da Europa e com o facto de, tendo em conta a sua importância ambiental na região, não estar a ser feito tudo aquilo que se impõe para a sua despoluição".


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freguesias

Obras vão custar um milhão de euros

Investimento de um milhão de euros

Câmara avança com reabilitação do teatro de Riba d’Ave

Pavilhão de Vermoim é aberto em Setembro

Paulo Couto

Armindo Costa e Raul Ferreira assinam o protocolo

Cristina Azevedo A Câmara de Famalicão vai investir um milhão de euros na reabilitação do Teatro Narciso Ferreira, de Riba d’Ave. O valor foi avançado, segunda-feira, por Armindo Costa, na cerimónia em que a Fundação Narciso Ferreira cedeu o direito de superfície do equipamento à autarquia, pelo prazo de 30 anos. A assinatura da escritura do direito de superfície decorreu no exterior do mercado de Riba d’Ave, um equipamento também abrangido pelo acordo e que será igualmente reabilitado, só que a expensas da Fundação. Quanto ao teatro, a Câmara Municipal compromete-se a realizar e a custear as obras de reabilitação, transformando depois o espaço num pólo da Casa das Artes. Ainda este ano, a autarquia prevê gastar 100 mil euros nessa reabilitação, sendo que uma parte desse dinheiro será destinada ao projecto e outra à primeira intervenção, ou seja, o arranjo do telhado, "para que se isolem as humidades e se possa partir para o tratamento do miolo", explicou o presidente da Câmara. Armindo Costa lembrou, a propósito, que "há dez anos atrás foi feito um projecto para a recuperação do edifício, só que não passou disso mesmo". "Os anos passaram e o teatro ficou mais degradado", acrescentou. Agora, o edil entende que esse projecto está "desajustado", pelo que optou por avançar para um novo, assumindo o compromisso de o concretizar, na esperança de "poder inaugurar a obra ainda

no decorrer deste mandato". Dessa forma, continuou o edil, "o concelho ganhará uma nova centralidade cultural", que servirá "não só a vila de Riba d’Ave como todas as freguesias circunvizinhas, incluindo as que não pertencem ao concelho de Famalicão, como Vila das Aves e Serzedelo". Em contrapartida, a Fundação Narciso Ferreira compromete-se, no espaço de três anos, a remodelar o mercado de Riba d'Ave, suportando os inerentes custos e ficando a gestão da feira semanal – que decorre no espaço ao ar livre do mercado – a cargo da Junta de Freguesia. "É nossa intenção transformar as pequenas lojas existentes em lojas actualizadas que sirvam a população durante o horário comercial legal e todos os dias da semana", apontou Raul Ferreira, presidente da Fundação, manifestando-se ainda "muito satisfeito" por a Junta de Freguesia assumir a gestão da feira semanal, que se realiza no espaço frontal do mercado, aos sábados. Concluídas estas duas obras, Armindo Costa está convicto de que Riba d’Ave "ganhará uma imagem moderna, com uma maior qualidade de vida para todos", sublinhando que a vila "está no topo daquilo que queremos para o concelho". Recorde-se que o Teatro Narciso Ferreira foi construído nos anos 40 pela família daquele empresário têxtil. Esteve em actividade até finais do século XX, altura em que foi encerrado por não oferecer condições de segurança para a realização de espectáculos.

O novo pavilhão municipal desportivo de Vermoim deverá ser aberto ao público no próximo mês de Setembro. O anúncio foi feito na passada quinta-feira, pelo presidente da Câmara, durante uma visita ao novo equipamento. A construção do pavilhão está concluída, falta apenas terminar os arranjos exteriores, uma tarefa que não cabe ao construtor, mas ao loteador da zona, a chamada Quinta do Loureiro. A obra custou um milhão de euros, mas tem algumas particularidades em termos de eficiência energética e de acústica. "É um edifício extremamente moderno em termos de poupança de energia", apontou na ocasião Armindo Costa. O edil referia-se ao facto de a estrutura estar preparada para receber um conjunto de painéis solares que reduzirá significativamente o consumo energético. Ainda não os tem porque, só esses painéis, implicam um custo de 70 mil euros. Além do factor energético, o pavilhão de Vermoim "é o único do concelho em que foi cuidado o aspecto acústico na cobertura e nas paredes laterais", diminuin-

António Freitas

Celso Campos

Pavilhão está dotado de protecção acústica que minimiza o efeito de eco

do o habitual efeito de eco. Estas inovações poderiam aumentar os custos, "mas isso não aconteceu", frisou o edil, que explicou que os custos com este equipamento são um pouco superiores ao das Lameiras e semelhante ao de Delães, embora estes tenham sido construídos há alguns anos. A estrutura permite ainda o acesso a pessoas com mobilidade reduzida, quer à zona do público, quer à desportiva. "É uma obra de arquitectura interessante e não um caixote", frisou o arquitecto que preside à autarquia famalicense, rotulando-o de "simples e funcional". O pavilhão ocupa uma área total de 4.500 metros quadrados e é composto pelo campo de jogos, respectivos balneários e bancada com capaci-

dade para 350 pessoas. Tem ainda espaço para ginásio e para um bar, além de outras estruturas de apoio. Armindo reconheceu, no entanto, que o acesso "não é o melhor", pois "é um pouco labiríntico", mas vincou que ele se destina a servir as pessoas da zona e essas conhecem o acesso. De resto, o edil acabaria por classificar a localização do pavilhão como "excelente" e evidenciar a facilidade de estacionamento. A acompanhar a visita esteve o presidente da Junta local. Xavier Forte referiu-se à obra como algo que "orgulha Vermoim" e que "ficará como uma das referências do mandato" da coligação PSD/PP que governa a Junta e o município.

CEVE entrega prémio A Cooperativa Eléctrica do Vale d’Este (CEVE) entregou, no passado dia 16 de Julho, o prémio relativo à campanha promovida no âmbito da adesão dos seus clientes ao sistema de pagamento por débito directo das suas contas de electricidade. A contemplada foi Vânia Sameiro Carvalho Oliveira, de Nine, que ganhou um fim-de-semana no Hotel Vila Galé Ampalius, em Vilamoura, no Algarve. O prémio foi entregue no Espaço Memória da CEVE por Carlos Costa, director geral da cooperativa. Participaram na campanha cerca de uma centena de clientes, o que permitiu, segundo a CEVE, que, “com a adesão a esta forma de pagamento, cooperassem no processo de

modernização e adaptação da empresa a novas realidades, com a máxima qualidade e eficácia”.


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freguesias

. T0 V.N.Famalicão – (centro) . T1 Mobilado (junto à Universidade Lusíada) . T1 V.N.Famalicão (centro) . T2 C/Garagem V.N.Famalicão (Próximo do Hospital) . T2 V.N.Famalicão (Centro) . T2 V.N.Famalicão (centro) . T2 Mobilado – Calendário . T2 V.N.Famalicão – Ed.Eurofama I . T2 C/Garagem – Landim . T3 Arnoso Stª Maria . T3 Mobilado – V.N.Famalicão . Loja - Ed. Sagres - 90m2 (centro) . Escritórios – Ed. Infante (centro) Diversas áreas . Escritório - Ed. Saza (110m2) (R. Stº António) – V. N. Famalicão . Escritório – Ed.Las Vegas (118 M2) C/Garagem P/2 carros . Garagem V.N.Famalicão . Garagem Ed.Montejunto Calendário

225€ 275€ 260€ 375€ 340€ 325€ 275€ 340€ 220€ 270€ 350€ 750€ 350€ 500€ 700€ 60€ 55€


freguesias

Utentes de quatro instituições sociais usufruíram dos serviços

Termas das Caldas da Saúde promoveu responsabilidade social As termas das Caldas da Saúde aproveitaram o feriado municipal tirsense de 11 de Julho para realizar uma iniciativa em prol de instituições sociais. O Dia da Responsabilidade Social inseriuse no projecto "Ser PME Responsável" e partiu dos colaboradores da empresa que ofereceram o dia feriado a quem normalmente não tem possibilidade para frequentar termas. Cerca de 40 pessoas da Misericórdia de Santo Tirso, do Centro Social e Paroquial de Avidos, do Núcleo de Apoio à Integração do Deficiente e da Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso puderam nadar na piscina, fazer uma aula de hidroginástica, experimentar o emanatório e fazer uma hidromassagem em banheira.

Cerca de 40 pessoas fizeram hidroginástica na piscina

Entretanto, no dia 7 de Julho, as termas acolheram o 9º Encontro Clínico, que contou com a participação de Idalina Russell, directora clínica das Termas de Caldelas. O objectivo foi o de reunir um conjunto de especialistas na vertente da clínica termal. A sessão de abertura esteve a cargo de Francisco Cunha, administrador das Termas

das Caldas da Saúde, que enfatizou a importância deste tipo de reuniões, salientando que as Termas das Caldas da Saúde estão abertas à investigação e a novos projectos. Depois disso Idalina Russel falou das "Evidências Clínicas da Prática Termal", tendo abordado questões legislativas necessárias para os estu-

dos de novas valências termais dos recursos hidrominerais. "É importante alargar o espectro de acção e cabe aos directores clínicos coordenar estas investigações, constituindo equipas de médicos e outros especialistas das termas para aumentar o conhecimento dos benefícios das águas termais para a saúde", referiu.

Três feridos graves em acidente em Ribeirão Uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras, na recta do Senhor dos Perdões, na Estrada Nacional 14, em Ribeirão, causou, na madrugada de sábado, três feridos graves. O sinistro ocorreu cerca das 4h10 e deixou as viaturas bastante danificadas, tendo em conta a violência do embate. Isso dificultou as operações de socorro, tendo sido necessário proceder ao desencarceramento das vítimas do interior das duas viaturas. Os feridos foram estabilizados no local, referem os Bombeiros de Famalicão, presidentes no local, em nota à imprensa, e depois transportados ao Hospital de S. Marcos, em Braga. "Eles apresentavam ferimentos graves ao nível de fracturas de membros e hemorragias internas tendo sido o caso mais grave o de um jovem de 19 anos que se encontrara inconsciente", informa ainda a corporação. Todos

os envolvidos no acidente eram jovens e seriam residentes na zona da Trofa e Santo Tirso. Os Bombeiros de Famalicão foram accionados para o local às 4h10, mobilizando duas ambulâncias e a sua Viatura de Socorro e Apoio Médico, além da viatura de limpeza de via. Para o local foi tam-

bém a Cruz Vermelha de Ribeirão, com uma ambulância, e os Bombeiros Famalicenses com a viatura de desencarceramento. No total estiveram 21 homens envolvidos no socorro. Foi ainda enviada para o local a Viatura Médica do Hospital de S. João, do Porto, e a Brigada de Trânsito da GNR.

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Sete paróquias famalicenses com novos padres O Movimento Eclesiástico deste ano vai provocar mudanças de párocos em sete paróquias do concelho de Famalicão. O arcebispo de Braga anunciou domingo o tradicional movimento eclesiástico de cada ano e, no documento, é referido que o padre Vítor Novais vai deixar a paroquialidade de Brufe, Cavalões e Santo Adrião. Deixa ainda a função de vice-arcipreste de Famalicão para assumir a direcção do Seminário Conciliar de Braga. Para o seu lugar vai o padre Francisco Carreira que é dispensado de director espiritual do Seminário Menor de Nossa Senhora da Conceição. Nestas paróquias mantém-se como moderador o P. Paulino Carvalho.

As paróquias do Louro e de Outiz vão ser assumidas pelo padre José Carlos Veloso, que está ligado ao Projecto Homem e preside também à associação Engenho. O sacerdote substitui o padre José de Sousa Marques, em Outiz, e Salvador Cabral, no Louro. Este último mantém-se, no entanto, como pároco de Arnoso Santa Eulália e de Nine. Em Riba d' Ave e em Pedome também há mudanças. O padre Avelino Mendes deixa as duas paróquias e vai assumir outras duas, mas em Amares. Para o seu lugar vem o padre Vítor Pinheiro, dispensado de membro da Equipa Formadora do Seminário Conciliar de Braga.

PSD de Joane exige responsabilização da Junta Depois da denúncia do PSD, já foram retirados os materiais considerados perigosos que se encontravam nos terrenos da futura feira de Joane, junto à Estrada Nacional 206. A Protecção da Natureza e Ambiente da GNR decidiu-se pela remoção dos materiais, após a denúncia do núcleo joanense, que acusou a Junta de compactuar com um atentado ambiental. Em causa esteve a colocação de restos de lamas provenientes de uma pedreira e que, supostamente, estavam a contaminar aquela área. Os sociais-democratas pedem agora responsabilização pelo sucedido. "Este acto só nos veio dar razão. Agora o presidente [Ivo Sá Machado] vai ter de admitir que o erro foi dele", afirma a presidente do PSD, Fernanda Faria. Entretanto, confrontado pelo OPINIÃO PÚBLICA, o autarca local esclareceu que apenas deu cumprimento àquilo que foi determinado pela Protecção da Natureza e Ambiente da GNR. "O empreiteiro não estava a cumprir as regras, assim foi-lhe dada a indicação pela GNR para remover os materiais", explica. A Junta de Freguesia mantém a mesma posição ao desmentir a perigosidade da operação. "Continuo a dizer que os materiais que lá vi não me parecem nocivos", afiança Sá Machado. Entretanto, a Junta pediu uma análise aos materiais alegadamente perigosos para confirmar se são resíduos nocivos ao meio ambiente.

Centro Social de Ribeirão assinala Dia dos Avós O Centro Social e Paroquial de Ribeirão assinala, no próximo domingo, o Dia dos Avós, envolvendo os idosos do lar e centro de dia, que, durante a tarde, irão participar em jogos tradicionais no espaço exterior da instituição. A festa termina com um lanche, no refeitório do lar, no qual será oferecida uma flor a cada idoso.


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freguesias

Folclore animou noite de sábado em Oliveira Santa Maria

O Rancho Folclórico de Oliveira Santa Maria realizou, no passado sábado, o seu 24º festival de folclore. Pouco passava das 21 horas e já todos os grupos desciam a rua em direcção ao palco instalado junto à igreja para mostrarem as suas danças e cantares. Um dos responsáveis, Manuel Ferreira, em nome do

rancho, deu as boas vindas aos grupos vindos de quatro locais do país. Seguiram-se as actuações. O rancho promotor deu a conhecer as tradições de Oliveira Santa Maria, com uma encenação de como eram os tempos antigos, mostrando como eram os convívios no Monte de Santa Tecla. Segui-

ram-se as danças e cantares tradicionais da região de Famalicão. Depois subiram ao palco as tradições de Coimbra, com o Rancho Folclórico de Anobra, de Condeixa-a-Nova, com apenas quatro meses de vida mas com muito para mostrar. A viagem continuou para Amarante com o Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba-Tâmega. Como não podia deixar de ser, o folclore do Alto Minho e os seus trajes estiveram presentes com o Rancho Folclórico de S. Pedro do Vale, de Arcos de Valdevez. O festival fechou com a Associação Folclórica Cantarinhas da Triana, de Rio Tinto, com danças e trajes das gentes e costumes mais ligados ao litoral.

José da Silva Torres Agradecimento e Missa de 7º Dia Sua família agradece a todas as pessoas que participaram no Funeral do seu ente querido e aproveita para comunicar que a Missa de 7º Dia será celebrada Sábado, dia 28, pelas 19 horas na Igreja Paroquial da Freguesia de Fradelos, o que desde já antecipadamente agradece a quem se digne estar presente. Fradelos, 26 de julho de 2007 Desde já, antecipadamente agradece A Família Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 43

Falecimentos M a ri a Emí lia Azev edo Rodri gues , no dia 20 de Julho, com 64 anos, solteira, da freguesia de Lemenhe. Agência Funerária Armando Cunha Pereira Arnoso Santa Eulália - Telf. 252 961 428

Manue l A lv es de Az ev ed o , no dia 18 de Julho, com 78 anos, casado com Lúcia Gonçalves de Sá, da freguesia de Rib eir ão. Mar ia I sil da P er ei ra Cun ha , no dia 20 de Julho, com 80 anos, solteira, da freguesia de Ribe irão.

Jo aqui m A lve s , no dia 18 de Julho, com 77 anos, casado com Maria da Conceição Araújo Ferreira, da freguesia de Rui vães.

Flo r a Pe re i ra d e C arv al ho , no dia 18 de Julho, com 81 anos, casada com Manuel Marques Sampaio, da freguesia de Esm eri z.

E li sabe te d a Si lv a Sá , no dia 20 de Julho, com 40 anos, divorciada, da freguesia de A ntas S. Tia go.

Ant óni o Fernand o Val e , no dia 23 de Julho, com 68 anos, casado com Maria Arminda Silva Oliveira, da freguesia de Esm er iz.

R osa Fe r r ei ra Pa chec o , no dia 22 de Julho, com 80 anos, casada com Fernando Campos, da freguesia de P alm ei ra (Stº Ti r so ).

Jo sé d a Sil va To r re s , no dia 21 de Julho, com 41 anos, casado com Paula Manuela Tavares Vilaça, da freguesia de Frade los.

Man uel Jo aqui m P er ei r a Macha do , no dia 24 de Julho, com 75 anos, viúvo de Georgina da Costa Guimarães, da freguesia de Seide S . Pa io .

Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 43

Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Rosa da Sil va , no dia 17 de Julho, com 87 anos, viúva de Lourenço Ribeiro Pereira, da freguesia de O li ve ir a S a n ta M a r i a .

R ui d e Jes us Mo re i ra Sab in o , no dia 17 de Julho, com 67 anos, casado com Noémia da Silva Macedo Sabino, da freguesia de Br ufe.

Manuel Si lv a Go me s , no dia 19 de Julho, com 74 anos, casado com Rosa Rodrigues Peixoto, da freguesia de Oli v ei ra S. Mate us.

Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Armindo Costa Ribeiro , no dia 20 de Julho, com 82 anos, casado com Maria de Lurdes Carneiro Araújo, da freguesia de Gondife los .

Adr i ano d o Co ut o Sim õe s , no dia 22 de Julho, com 36 anos, casado com Olinda Paula Almeida Andrade Simões, da freguesia de Oli ve ir a S a nt a M a r ia .

Agência Funerária Palhares Balazar – Tel.: 252 951 147

Agência Funerária de Riba D’ Ave Riba D’Ave – Tel.: 252 982 032


freguesias

Lemenhe: Património Cultural e Ambiental

Área: 2,67Km2 Padroeiro: Divino Salvador Festas: Nossa Senhora do Carmo (terceiro domingo de Julho) População: 1427 O topónimo Lemenhe denuncia a antiguidade da terra. Deriva da palavra árabe “Lamenhi”, que quer dizer “De quem é?”. Pensa-se que naquele tempos de mouros e guerras não se sabia muito bem a quem pertencia aquele bocado de terra. No entanto, um documento de 1059 refere que a freguesia pertencia ao Julgado de Vermoim e que tinha um mosteiro, um considerável número de habitantes e igrejas, que provavam a fé das gentes. Mas um dos factos mais marcantes da história da freguesia sucedeu em meados de 1874. No dia 13 de Junho abateram-se sobre a povoação fortes trovoadas que provocaram grandes estragos. Pinho Leal, um escritor da altura, conta como foi: “Desmantelou muitos moinhos e engenhos... varreu as sementeiras dos campos, abrindo nelas profundas escavações; afogou algum gado e um homem (...). Não há memória de outro semelhante temporal”. A freguesia de Lemenhe pode orgulhar-se de ser pioneira no concelho de Famalicão no restauro de moinhos rurais – Moinhos de Paredes – que eram utilizados por consortes em regime comunitário. Para além da preocupação com a preservação do património histórico-cultural, foi preocupação inerente a limpeza do ribeiro e o aproveitamento feito no terreno. Quem visita a freguesia depara-se com uma belíssima paisagem que, só por si, revela um passado rural, mas economicamente elevado tendo em consideração os solares e casas apalaçadas, que estão a ser devidamente restauradas. As quintas circundantes, algumas ainda bem tratadas, relembram outros tempos, em que a riqueza da terra e do povo assentava na produção agrícola. As actividades predominantes situam-se na actividade agrícola, na transformação de mármores, no comércio e indústria – estas últimas nas freguesias vizinhas. Por toda a freguesia se respira calma e passado, no entanto, os sinais de progresso e de boas condições de vida também são evidentes.

Festas de Santa Marinha em Landim A freguesia de Landim celebra, no próximo fimde-semana, as festas em honra de Santa Marinha. No sábado, pelas 21 horas, realiza-se a procissão de velas. Segue-se, uma hora mais tarde, a animação musical, pela orquestra “Nort Music”. No intervalo do concerto, pela meia-noite, vai ter lugar uma sessão de fogo de artifício. No domingo, as festividades contemplam, às 10h30, a missa solene com sermão em honra de Santa Marinha. As cerimónias religiosas prosseguem à tarde, a partir das 16h30, com a Oração Mariana, seguida de nova procissão que percorrerá a Rua de Santa Marinha. No final actuará o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ruivães. As festas encerram com uma largada de pára-quedistas, pelas 18h30, e com uma sessão de fogo.

Festas de S. Tiago em Castelões… A freguesia de Castelões é palco este fim-de-semana das festas em honra de S. Tiago e Sagrado Coração de Jesus. O programa começa já hoje, quarta-feira, pelas 19h30, com missa em honra de S. Tiago e bênção da nova imagem. No sábado à noite actua a artista Renata Braga e o Grupo Kapittal. Pelo meio há fogo de artifício. A manhã de domingo será preenchida com as cerimónias religiosas, com destaque para a missa, às 11h00, que será transmitida pela Rádio Digital. À tarde actua o grupo Pedra d’Água.

… e em Outiz Também a freguesia de Outiz celebra as festas em Honra de S. Tiago. No sábado, a noite iniciase com a actuação dos finalistas do Chuva de Estrelas, seguindo-se um espectáculo por Lucas e Mateus. No final, há fogo de artifício. No domingo, a missa solene está marcada para as 10 horas, enquanto a procissão sai ás 16h30. No final actua o Grupo Etnográfico Rusga de Joane.

Quim Barreiros no aniversário da Graxa A Associação Recreativa, Cultural e Desportiva da Graxa, de Ribeirão, celebra no próximo fim-de-semana o seu 7º aniversário com um programa cheio de animação. No sábado, há jogo de futebol entre os associados, pelas 10h30. À noite actua Quim Barreiros, seguindo-se fogo de artifício. As comemorações terminam no domingo com um passeio de cicloturismo, que percorrerá a ruas da vila.

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500 nos rastreios da JSD de Oliveira

Superou as expectativas a adesão da população aos rastreios de saúde promovidos pela JSD de Oliveira Santa Maria. A iniciativa realizou-se este fim-de-semana, junto à igreja da freguesia e contou com uma adesão superior a cinco centenas de pessoas.

Foram, sobretudo, os idosos que procuraram o local para realizar, gratuitamente, rastreios ao colesterol, à diabetes e às tensões. O que, na opinião do presidente do núcleo local da JSD, Marco Sousa, evidencia que os mais velhos só controlam a saúde nestas oportunidades por falta de dinheiro para pagar a um médico ou ir a uma farmácia. “Mesmo assim, aproveitamos para aconselhar esses casos a serem consultados por um profissional de saúde”, nota Marco Sousa. Atendendo à forte adesão a esta iniciativa e à importância que a população lhe atribui, a JSD local já pensa realizar outra antes do Verão do próximo ano.

Landim organizou passeio sénior da freguesia A Junta de Freguesia de Landim promoveu, no passado dia 14 de Julho, mais um passeio destinado aos seniores da localidade. O destino foi Santiago de Compostela, com a participação de cerca de 200 idosos. A partida foi pelas 6h30, com paragem em Valença para o pequeno almoço, e a chegada a Santiago às 9h30, onde assistiram à missa celebrada na catedral. O almoço e a tarde foram animados com cantares ao desafio, sendo que a viagem de regresso iniciou-se cerca das 19 horas e a chegada cerca das 23 horas. A Junta de Freguesia considera que “mais uma vez este passeio superou todas as expectativas”.


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praça pública Carta ao director

Pelos quatro cantos da ca(u)sa Domingos Peixoto

Pavilhão partidarizado 1- Manuel Monteiro, minhoto profundo, vive em Lisboa e Porto por razões profissionais e políticas. Depois de muitos anos descobriu, na campanha para as intercalares de Lisboa, que a cidade que não o elegeu está pejada de miséria para muitos milhares de pessoas: na habitação, saúde, escola, saneamento, transportes, alimentação, vestuário, salários, enfim… em tudo! Confessou-o em artigo de opinião inserto em diário bracarense. Espanta-me que "só agora" tenha dado conta. Aliás será que ignora que essa é a realidade nacional nua e crua? Não creio. O que se terá passado é que andava, como todos nós, anestesiado para esse tipo de problemas já que a sociedade em que vivemos privilegia e divulga o fausto, a ostentação, o espectáculo, o prazer, etc. Enquanto uns lutam por uma sociedade digna em que o fulcro seja o Homem na plenitude da palavra, outros impõem condições de opressão ao ser humano e exigem um agravamento dessas condições, "locupletando-se com o bolo" deixando, por descuido, algumas migalhas que vão "inchando os ventres famintos e míseros" de muitos milhões de seres humanos, aparecendo pomposos a "dar a cara por instituições de caridade", onde vão, tantas vezes, "roubar" o pouco que ali há para tantas carências. 2- A exemplo da semana passada vamos ter, em breve, tomada de posição de Armindo Costa; LPR deu o mote sobre a cidade desportiva e lá veio o Presidente dizer o mesmo,

sem explicar o que quer que fosse, deixando no ar a justeza das críticas do PS. Agora, sobre o pavilhão da Camilo, curiosamente quando o feitiço se está a voltar contra o feiticeiro, onde os vários intervenientes já concluíram que o assunto foi partidarizado, tendo sido negada a falta de condições para a prática da disciplina, logo não havendo desculpa "para a baixa da média prejudicando a entrada em medicina", eis que o Assessor prepara o caminho com "as suas aparentes histórias democráticas" para a tomada de posição presidencial. Lapidar. As "lágrimas de crocodilo dos voluntariosos que só quiseram ajudar a escola" dizem que não quiseram ofender ninguém, que não sabiam que havia divergências na escola, que há jogos partidários… É surrealista que tendo 22 anos, venha LPR misturar esta questão com acidentes no Tua e TGV, esquecendo-se do CCB, insinuando que os governos PPD nada têm a ver com isso! Pode no entanto tirar-se uma ilação: Ao contrário do que faz a actual maioria com o governo PS, nunca a maioria socialista em Famalicão afrontou o Governo PSD. 3- Hoje dia 23 tem o PS uma reunião importantíssima da Comissão Política, tratando de questões internas. Vai ser das mais participadas de sempre, só comparável aquela em que "o poder", simbolizado nas chaves da sede, foi atirado para cima da mesa, ficando nas mãos do número dois de então. Espero e desejo muita discussão para uma cabal clarificação da situação concelhia.

ESCOLA DE NATAÇÃO INSCRIÇÕES ANO LECTIVO 2007/2008 Para a frequência da Escola de Natação, temos abertas inscrições para o ano lectivo de 2007/2008 (Outubro 2007 a Julho 2008), nos períodos que se anunciam:

REFERÊNCIAS PEDAGÓGICAS:

Homenagem a uma médica* Eu gostava de fazer uma pequena homenagem à médica de família do posto médico de Arnoso Santa Maria. A minha história começa com a doença do meu marido, José Carlos. Assim que ele fez os exames para diagnosticar um cancro que ele tinha do esófago e garganta, esta médica fez de tudo para o encaminhar o mais rápido possível para se tratar, ela não foi só uma medica, foi muito amiga, tanto do meu marido como de toda a nossa família. Até o falecimento dele, ela era quem nos dava apoio médico e psicológico e tudo que precisávamos sobre informações para cuidar dele. Ela mostrou-se sempre disponível, eu procureia várias vezes antes da consulta do mês e ela nunca me negou uma informação. Até nos cinco minutos que tinha para comer um lanche ela me dava atenção e sempre disse para, quando

precisar, a procurar. Depois do falecimento do meu marido, quem me deu apoio foi ela. Eu gostava que todas as pessoas encontrassem uma médica como ela e como os outros funcionários daquele posto médico, eles são dignos de uma homenagem. Eu moro em Portugal há mais de 9 anos e neste momento não estou a conseguir superar a perda do meu marido por isso vou voltar para o Brasil, mas Portugal está de parabéns por ter uma médica como a Doutora Maria do Carmo. Eu não tenho palavras para explicar o valor que esta médica tem para mim e para a minha família. Agradeço a Deus todos os dias por ter colocado na minha vida uma médica como ela. Zelita Morais Lopes *Título da responsabilidade do jornal

D’Esguelha Gouveia Ferreira

ParqF Há siglas e siglas, mas esta que me serviu de título tem que se lhe diga. Por um lado, como está bom de ver, abre caminho à criatividade dos famalicenses, permitindo-lhes explorar, indefinidamente, um sem número de vocábulos que têm início na letra F. Por outro lado, com o peso das férias em cima, o que faz mesmo falta é arejar neurónios em noutros parques, livres de protocolos subterrâneos. Grande sigla!

INICIAÇÃO (Adaptação ao meio aquático e introdução às técnicas de nado) • Domínio de equilíbrio e respiração • Início de propulsão nas técnicas de costas e crol

A Rádio DIGITAL FM vai transmitir o programa

PRIMEIRA INSCRIÇÃO:

APERFEIÇOAMENTO (Segurança na água) • Domínio da propulsão nas 4 técnicas de nado (Costas/Crol/Bruços/Mariposa)

RESIDENTES NO CONCELHO: ADULTOS: A partir de 6 de Setembro CRIANÇAS E JOVENS: A partir de 20 de Setembro

MANUTENÇÃO (Agilidade na água) • Doseamento e Economia de esforço • Domínio da resistência

DA TERRA

NÃO RESIDENTES NO CONCELHO: ADULTOS: a partir de 10 de Setembro CRIANÇAS E JOVENS: A partir de 24 de Setembro

CLASSES

RENOVAÇÕES (UTENTES INSCRITOS EM 2006/2007) ADULTOS: A partir de 3 de Setembro CRIANÇAS E JOVENS: A partir de 17 de Setembro

Os interessados poderão apresentar as suas inscrições nas instalações das Piscinas Municipais - SECRETARIA DO GRUPO DESPORTIVO DE NATAÇÃO DE V.N. FAMALICÃO, de Segunda a Sexta-feira, das 15H às 19H, devendo ser portadores: - 2 fotografias; - Fotocópia do Bilhete de Identidade ou Assento de Nascimento; - Número de Identificação Fiscal (nº contribuinte); - Declaração Médica, emitida nos termos do Artigo 14º do Decreto-Lei nº 385/99 de 28 de Setembro. Nos dias 3 e 17 de Setembro, o horáriode funcionamento será das 8:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00 horas Os pagamentos deverão ser efectuados no acto da inscrição, aproveitando para proceder à escolha correcta da classe, conforme o caso.

Níveis de Iniciação, Aperfeiçoamento e Manutenção ESCALÕES ETÁRIOS Bebés: 6 a 18 meses e 19 a 36 meses Crianças: 3 a 4 anos; 5 a 7 anos; 8 a 12 anos Jovens: 13 a 16 anos Adultos: mais de 16 anos PREÇOS: INSCRIÇÃO: 14,00 € FREQUÊNCIA: até 17 anos - 20,00€ mais de 18 anos - 24,00€ Nota: Aos preços indicados acrescerá o valor correspondente ao seguro obrigatório, imposto pelo decreto-lei nº385/99 de 28 de Setembro.No acto de inscrição serão liquidadas a primeira e última mensalidade, inscrição e seguro.

GENTES

da freguesia de Castelões (Festas de S. Tiago) Domingo,dia 29 de Julho, a par tir das 9H00


região

Investimento de 30 milhões de euros lançado segunda-feira

Hospital Privado de Braga pronto em 2009

Maqueta do futuro hospital privado

Magda Ferreira A construção do Hospital Privado de Braga arrancou, simbolicamente, segunda-feira, com o lançamento da primeira pedra, sendo que deverá estar pronto no primeiro trimestre de 2009. Tratase de um investimento na ordem dos 30 milhões de euros, resultado de uma parceria entre o Grupo Hospital da Trofa e a empresa de construção Britalar. A nova unidade vai ficar localizada em Nogueira, no lugar da Igreja, junto à variante urbana à cidade de Braga, numa zona de fáceis acessos. Vai ser um hospital geral e de agudos, com um serviço de urgência 24 horas e um conjunto variado de valências médicas, cirúrgicas e de diagnóstico, bem como serviço de cuidados intensivos. Apresenta-se como um projecto que pretende implementar "um novo conceito de medicina", pioneiro em termos de saúde privada, como sublinhou o administrador do Grupo Hospital da Trofa, José Vila Nova. "Hoje vê-se que muitas pessoas de Braga vão procurar resolver os seus problemas de saúde ao Porto, à Trofa ou a outros locais. Portanto, naturalmente, haveria que desenvolver uma iniciativa deste tipo para fazer o upgrade, a melhoria, a modernização da actividade privada, oferecendo serviços de maior

valor acrescentado", afirmou o responsável. O Hospital Privado de Braga vai ser implantado num edifício com seis pisos, dotado de 80 camas no internamento, seis salas de bloco operatório, 12 quartos privados, 40 gabinetes na consulta externa, entre outros serviços. Um edifício que, segundo António Salvador, o administrador da Britalar, a empresa que vai construir o hospital, será construído obedecendo a "cuidados especiais em todos os domínios do projecto, nomeadamente o da segurança estrutural, o da qualidade dos materiais, o do conforto dos utentes, o da eficiência energética e o da segurança funcional".

Na cerimónia, marcaram presença também o Arcebispo de Braga e o presidente da Câmara bracarense. Mesquita Machado apelidou-se de "fervoroso adepto" do Serviço Nacional de Saúde, mas ao mesmo tempo um adepto "de que a saúde privada tem o seu lugar", defendendo que deve ser "acarinhada e incentivada". "Por isso mesmo, congratulo-me pelo facto da minha cidade acolher esta excelente unidade", acrescentou. Refira-se que o Hospital Privado de Braga foi lançado no mesmo dia em que o Ministério da Saúde e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo que prevê a construção, até 2012, de um novo hospital na cidade de Barcelos.

Clínica de Famalicão só em 2008 A clínica que o Grupo Hospital da Trofa vai implantar em Famalicão está atrasada. Isso mesmo adiantou o administrador do grupo José Vila Nova, questionado pelo OPINIÃO PÚBLICA à margem da cerimónia de lançamento do Hospital Privado de Braga. O equipamento vai nascer na Avenida dos Descobrimentos, na cidade de Famalicão, mas segundo adiantou Vila Nova a adaptação do edifício foi mais demorada do que o previsto, o que fez com que as obras ainda não arrancassem. Estava previsto que já estivesse em funcionamento desde o início deste ano. O responsável espera que o concurso seja adjudicado ainda este Verão, por forma a que a clínica possa abrir no início de 2008.

opinião pública: 25 de Julho de 2007 19

Estudo sobre serviços de apoio à família

Necessário maior empreendedorismo A sede da Amave, em Guimarães, foi palco para a apresentação de um estudo da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (Adrave) sobre "Serviços de Apoio à Família – Um sector de oportunidades. O trabalho de investigação, realizado ao longo de 2006 e início de 2007, foi financiado pelo Programa Operacional do Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS) e pretendeu aprofundar o estudo prospectivo às famílias do Vale do Ave, de modo a aproximar os perfis dos desempregados aos perfis mais procurados pelas entidades empregadoras. Numa região onde a taxa de desemprego é elevada o estudo pretende, essencialmente, como referiu Paula Peixoto, "caracterizar quer a região, quer a estrutura do emprego e desemprego, bem como as necessidades principais das famílias, por forma a que o estudo sirva como fundamento à promoção de novos projectos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional, para promover o empreendedorismo e a qualificação destas pessoas e, por essa via, a empregabilida-

de". Para a responsável deste estudo, a economia social "é um sector com muito dinamismo nesta região, e por isso muitas entidades continuam a aparecer com a ajuda do programa PARES, pois muitos dos projectos foram aprovados". Outro dos aspectos focados neste estudo foi a persistente falta de profissionalização de muitos serviços existentes no mercado, pelo que a formação impõe-se, segundo o estudo, como sendo necessária para a criação de perfis profissionais adequados às funções onde há carência, bem como a formação contínua, aliada à reconversão profissional dos desempregados do Vale do Ave. Aliás, para os oradores presentes no auditório da Amave, o empreendedorismo significa agir em conformidade com as necessidades dos novos tempos e desafios com que se deparam os trabalhadores, mas também as entidades empregadoras, por forma a inverter o rumo da tendência que aponta uma crescente taxa de desemprego na região. Ricardo Ribeiro

Lar Repouso do Paraíso em Guimarães Repouso do Paraíso, Lar de Idosos é um novo espaço para a terceira idade em S. Jorge de Selho, no concelho de Guimarães. Tratase de um espaço particular que se destina a prestar apoio social através do alojamento temporário ou permanente, alimentação, cuidados de saúde e conforto. O Repouso do Paraíso proporciona aos seus utentes a ocupação dos tempos livres, através do convívio e de animação sócio-cultural. Da lista de actividades fazem parte as artes, a música, a jardinagem, informática, ginástica, literatura, além de passeios e visitas culturais, intercâmbio com crianças e jovens, cinema, teatro, entre outras. Os quartos podem ser individuais, duplos e também de casal. Os idosos podem ainda contar com vários espaços, entre eles, piscina, capela, jardins, gabinete médico, gabinete de estética e de fisioterapia. Informações: 253 53 93 80, 91 996 44 72 e 93 677 66 53 e www.repousodoparaiso.com.


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A m a nh ã, di a 2 6 d e Ju l ho , a s s in a la - s e o Dia do s Avó s. Os a vó s devem o c up a r um lugar import ante na vi da das f a m í li a s . H oj e , m a is d o qu e nu nc a, o s no s s os s e ni o r e s d ev em u s uf r u i r d e u m p er í od o d as s u as v id a s m a r c ad o p el o b e m - e st a r a ní v e l f í si c o e ps i c o ló g i c o . H á p e qu e na s a t i tu d e s q ue s ão g r a nd e s s ol uçõ e s!

Dia dos Avós

Uma nova forma de estar e de viver

A liberdade da velhice Platão disse, na sua obra "República", que a velhice é um estado de repouso e de liberdade no que respeita aos sentidos. Quando a violência das paixões se relaxa e o seu ardor arrefece e quando ficamos libertos de uma multidão de furiosos tiranos. Não há nada a fazer, o envelhecimento é um processo natural, que advém da evolução degenerativa das células vivas. Hoje, Portugal, como quase toda a Europa, começa a caracterizar-se pelo aumento progressivo e acentuado de uma população adulta e idosa. Esta tendência implica mudanças estruturantes na nossa sociedade em vários campos: saúde, educação e apoio social. Há necessidade, sobretudo, de promover novos espaços para que a velhice seja vivida de forma saudável e autónoma. Cátea Pimenta, psicológica, diz que viver com lucidez, sabedoria e alegria cada etapa da vida é o maior desafio para o ser humano. "É necessário descobrir o encantamento de cada etapa que vivemos, especialmente, quando envelhecemos e quando surgem limitações físicas e psicológicas que nos impedem de sorrir e viver como outrora".

Actualmente reconhece-se que esta nova etapa é marcada por um conjunto de experiências de vida passadas, que tanto enriquecem esta fase e a tornam tão especial. "Nos nossos dias, é atribuído aos idosos o seu reconhecido valor e a importância de se manterem activos e se integrarem na sociedade. De facto, os avós desempenham um papel importante no seio familiar e social", refere, lembrando que a capacidade de dar e receber não diminui com a idade, pelo contrário, torna-se mais profunda e mais intensa. "Geralmente, os avós possuem mais tempo, mais paciência e mais disposição

para ficar com os seus netos. A sua ajuda passa a ser vital para a educação e acompanhamento dos netos, nos horários de trabalho dos pais. Esta união com a terceira geração atribui um maior significado quer para a vida dos adultos, como também para as crianças, devido à partilha e recordação de outras vivências e costumes passados", aponta a psicóloga. Assim, há sempre a esperança de abraçar a velhice como uma dádiva, idade das recordações e da saudade, da partilha e coroamento de vida, e não como a idade do luto, de perda e de dor. Esse deve ser, pelo menos, o segredo para ser feliz.

Combater a solidão Cada caso é um caso. Não há nada mais certo. O envelhecimento é diferente de pessoa para pessoa e, segundo o Ministério da Saúde, a par dos factores genéticos que determinam e em muito o processo, há diferenças entre o feminino ou o masculino, as pessoas que estão sozinhas ou no seio da família, o ser casado, solteiro, viúvo ou divorciado, com filhos ou sem filhos, viver no meio urbano ou no meio rural. No entanto, em muitas pessoas, com a idade, verifica-se uma diminuição da auto-estima, falta de motivação para planear o futuro, diminuição da libido do exercício da sexualidade, maior propensão à depressão e ao suicídio e também o aparecimento de novos medos. Mas, um dos principais problemas que atinge os idosos é mesmo a solidão. Os especialistas defendem assim que uma das formas de a combater é a participação em grupos e em actividades sociais. Torna-se cada vez mais importante intervir junto das pessoas de terceira idade, ajudando-os a envelhecer criativamente. Os centros de dia, as universidades seniores e outras organizações

culturais são uma forma de ocupação interessante para os que já não trabalham. Os avós devem sempre, que possível, ajudar na educação dos netos. É uma forma de os manter ocupados e eles adoram sentir-se úteis e estabelecer uma boa relação com os mais pequenos. Hoje, há também muitas viagens de turismo sénior. E esta é, sem dúvida, uma das melhores formas de passar o tempo livre. Afinal é uma óptima oportunidade para conhecer novos lugares e novas pessoas.

Mexer o corpo O exercício traz inúmeras vantagens e pode ser praticado em todas as idades. Mas a ginástica na terceira idade melhora, além da qualidade de vida, a resistência física e força muscular, importantes para a realização de tarefas como ir ao supermercado e pegar nos netos ao colo. Em primeiro lugar, e após a avaliação da capacidade funcional e do estado de saúde, os idosos podem escolher a actividade de que mais gostam, porque se realizar algo que não gosta é natural que deixe de o fazer. Convém talvez experimentar várias actividades físicas até encontrar a que melhor se adapta ao seu perfil. Entre as melhores actividades para esta idade estão a bicicleta, caminhar, natação, dança e hidroginástica. Ioga apresenta também benefícios.


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família

Fogos Florestais: prevenir é preciso O novo paradigma relacionado com as profundas alterações climáticas que trazem novos e mais complexos desafios, a necessária prossecução de adequadas políticas de organização da floresta e os hábitos ainda vigentes que fazem com que percentagens significativas dos fogos se reportem a comportamentos negligentes, são registos que nos levarão à consideração de que o trabalho já feito e os resultados alcançados, por muito positivos que tenham sido, não têm ainda garantido a almejada sustentabilidade. A mensagem está registada, apreendida e balizará a nossa acção em cada momento. De facto, no que ao distrito de Braga diz respeito, as alterações climatéricas vêm conduzindo a temperaturas elevadas, associadas a níveis baixíssimos de humidade relativa e ventos dispersos que levaram a que, no passado recente, fossemos o único distrito a permanecer durante 12 dias consecutivos em estado de alerta, correspondente ao risco 5 (máximo) de incêndio. Constata-se, por outro lado, a permanência de vastas zonas de floresta de eucalipto e pinheiro, cujo desenvolvimento deverá merecer acrescida atenção, não obstante saber-se que incontornáveis factores de ordem económica introduzem dados de análise a ter em consideração. Na busca deste equilíbrio de racionalização económica, propiciador de correcta organização e limpeza das florestas, assume-se de grande importância criar condições para a instalação, no nosso distrito, de apropriadas Centrais de Biomassa. Por outro lado, os hábitos e tradições populares, a organização territorial e fundiária e o progressivo abandono

das terras, levam a que as práticas negligentes ainda convivam muitas vezes com a floresta, não raro deixada à sua sorte. Não será por acaso que o distrito de Braga aparece ainda destacado, no que respeita ao número de ignições, tendo-se em 2006 ficado pelo registo de 3.266 casos. Temos assim, razões acrescidas para redobrar a nossa atenção e o nosso trabalho, ao nível da fiscalização preventiva. O governo do país vem dedicando à

No que a Braga respeita, regista-se como muito significativo o facto de, pela primeira vez, termos em actividade os Grupos de Intervenção Protecção e Socorro – GIPS, uma força da GNR especializada, designadamente na primeira intervenção com utilização de meios aéreos, envolvendo 47 elementos operacionais e também, as Equipas Permanentes de Bombeiros, que se espera, dentro em pouco se venham a constituir em todos os concelhos do nosso distrito.

De facto, no que ao distrito de Braga diz respeito, as alterações climatéricas vêm conduzindo a temperaturas elevadas, associadas a níveis baixíssimos de humidade relativa e ventos dispersos que levaram a que, no passado recente, fossemos o único distrito a permanecer durante 12 dias consecutivos em estado de alerta, correspondente ao risco 5 (máximo) de incêndio. problemática dos fogos florestais uma atenção consubstanciada em respostas multidisciplinares, adequadas às exigências. É inquestionável o esforço desenvolvido pelo Ministério da Administração Interna, com o objectivo de garantir intervenção eficaz e qualificada. Acção visível pela disponibilização de acrescidos meios materiais e humanos e através de profunda revisão do quadro legislativo de referência.

Pela nossa parte, tudo continuaremos a fazer para propiciar, em cada circunstância, a melhor resposta possível. Seguindo as orientações nacionais, promoveremos a necessária articulação entre todos os agentes operacionais: Bombeiros, GNR, DGRF, ICN e as Câmaras Municipais, que cada vez mais assumem um positivo e decisivo protagonismo nesta problemática. Continuaremos permanentemente no terre-

no, seleccionando zonas críticas, planeando, agilizando processos, antecipando cenários de crise para melhor prevenir e assegurar pertinentes respostas. Foi assim que fizemos, com resultados positivos, no PNPG e, mais recentemente, nas matas do triângulo Sameiro-Bom Jesus- Falperra e em Guimarães, no espaço florestal da Penha. Foi assim que fizemos, seguramente com resultados positivos no futuro próximo, com a constituição de Equipas de Bombeiros Especializados no combate a incêndios florestais, por proposta do CDOS. (As exigências de actualização permanente, compagináveis com o pulsar da região, levam-me a aspirar ver o distrito de Braga ser considerado em futuras iniciativas relacionadas com a formação dos Bombeiros). Foi assim que fizemos, a exemplo do ano transacto, com a afectação de todo o orçamento disponível do Governo Civil, para dotar os nossos Bombeiros do indispensável equipamento de protecção individual, já entregue a todas as corporações do distrito. Estamos conscientes do trabalho realizado. Mas também sabemos que temos um longo caminho a percorrer, que exige determinação, dedicação, responsabilidade e sentido de alerta permanente. Pela nossa parte, tudo faremos para sairmos dignificados deste importante desafio nacional que orgulhosamente decidimos enfrentar. F e rn an d o Mo n i z Go ve r n a do r Ci vi l

Avenida Cristo Rei, 78 4770-203 Joane Tel. 252 991477 – Fax 252 928588 Mail: cspjoane@iol.pt

É missão do Centro Social da Paróquia de Joane (CSPJ) apoiar as famílias e a comunidade na promoção integral do ser humano, assegurando para tal serviços, de apoio à primeira, segunda e terceira infância nas valências de Creche, Jardim-de-infância e ATL e de apoio à terceira idade através do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), com a máxima qualidade e adoptando uma pedagogia e atitude personalizada, convencionando as suas relações na honestidade, solidariedade, comprometimento e respeito pelo outro (na sua natureza e dignidade). A SAD é uma área importante da actividade da acção Social do CSPJ que se tem vindo a organizar de forma a responder às solicitações crescentes, decorrentes do envelhecimento da população. Consiste, fundamentalmente, na prestação de cuidados (de ordem física e apoio psicossocial) individualizados e personalizados no domicílio, a indivíduos e famílias que, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não podem assegurar temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e/ou as actividades da vida diária. Tem-se privilegiado o desenvolvimento de intervenções que potenciem a permanência dos idosos no seu domicílio, mantendo-o autónomo e incluído na comunidade até ser possível. Actualmente, o CSPJ presta o SAD a 47 idosos, sendo que, as necessidades se distribuem pelos serviços de alimentação (com ou sem apoio), Higiene pessoal; Higiene habitacional; tratamento de roupas e outros serviços (acompanhamento ao exterior, compras…) de acordo com as necessidades de cada um. O SAD funciona todo ano e conta com uma equipa de colaboradores composta por 1 Directora Técnica (Psicóloga – 50% afectação ao serviço), 1 Assistente Social (100% de tempo de afectação) e 7 Auxiliares de Acção Directa (100% de afectação). E porque, actualmente, a qualidade se tornou um imperativo para todas as organizações públicas e privadas, face à crescente consciencialização que os respectivos utilizadores possuem dos direitos que lhes estão atribuídos, o CSPJ tem em fase de implementação um sistema de gestão da qualidade (em todas as suas valências) procurando no SAD responder aos desafios da qualidade assistencial;


família

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Protecção Civil faz balanço provisório positivo da época

Verão quase sem incêndios Sofia Abreu Silva Nunca é demais deixar ficar o aviso que durante todo o ano as pessoas devem ter cuidados no uso do fogo junto aos espaços florestais, como, por exemplo, na realização de queimas de sobrantes agrícolas/florestais. "As pessoas devem procurar dias com humidade do ar elevada, evitar dias de vento, ter sempre água perto e alimentar as queimas gradualmente", lembra Durval Tiago Ferreira, o vereador da Protecção Civil de Famalicão. Uma medida muito importante que os proprietários florestais devem seguir é, claro, a limpeza dos combustíveis florestais junto às edificações. Assim, torna-se obrigatório criar faixas de gestão de combustível com uma largura de 100 metros junto aos aglomerados populacionais e parques industriais, e de 50 metros em redor de todas as habitações e fábricas junto da floresta. Como refere o vereador famalicense, "estas limpezas, para além de obrigatórias por lei, são muito importantes, pois protegem as zonas edificadas, permitem isolar focos de ignição de incêndios e em caso de incêndio irão facilitar o ataque directo às chamas". Para o período crítico, ou seja, de 1 de Julho a 30 de Setem-

bro, estão consagradas na lei medidas específicas de carácter preventivo que proíbem algumas acções. As pessoas estão proibidas de fazer fogueiras ou queimas; lançar foguetes ou balões com mecha acesa; realizar acções de desinfestação ou fumigação em apiários (locais de criação de abelhas), fazer fogo fora dos fogareiros ou grelhadores fixos e fumar ou fazer lume nas áreas florestais. T e m po a m e n o a j u d a O balanço em relação aos incêndios é sem dúvida positivo, diz Durval Tiago. Desde que foi iniciada a vigilância florestal, no dia 1 de Junho, apenas foram contabilizadas 14 ocorrências que provocaram uma área ardida de 6,6 hectares. No mesmo período, em 2006, já tinham sido registados, no nosso concelho, 188 incêndios que corresponderam a 41,7 hectares de área ardida. "Estamos a superar as metas propostas no plano municipal de defesa da floresta contra incêndios, que previa um decréscimo de 20% no número de ocorrências e na área ardida", contabiliza aquele responsável, que lembra ainda que "as condições meteorológicas têm contribuído para este decréscimo". No entanto, o sistema de vigilância implementado, as acções de sensibilização realizadas

nas juntas de freguesias e as limpezas que têm sido feitas em terrenos florestais também estão a contribuir para a diminuição dos incêndios no concelho. Neste âmbito, desde 14 de Maio que está a ser levada a efeito uma campanha de limpeza de mato junto às zonas industriais e residenciais. "Já efectuámos a limpeza a mais de 200 hectares de faixas de gestão de combustível dos 1700 hectares previstos na candidatura ao Fundo Florestal Permanente. Os proprietários dos terrenos têm aderido bem, não colocando grandes obstáculos à entrada das máquinas para a limpeza". Relativamente ao combate a fogos, de acordo com o diagnosticado no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, é visível a existência de uma lacuna no combate às pequenas ignições que seria colmatada com aquisição de uma viatura com um kit de primeira intervenção, evitando a deslocação dos bombeiros a algumas ocorrências e impedindo que pequenos focos se transformem em grandes incêndios. Para esse efeito, o vereador anunciou que a Câmara Municipal de Famalicão coordenou a candidatura de 14 freguesias do concelho ao Fundo Florestal Permanente/DGAL, com vista à aquisição de kits de primeira intervenção.

Números da Protecção Civil 3 Corporações de bombeiros: B.V. Famalicenses, B.V. de Famalicão e B.V. de Riba d’Ave 371 bombeiros voluntários 41 viaturas de combate aos incêndios


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