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Fernando Moniz , governador civil de Braga, em entrevista

“É surpreendente que os sindicatos fiquem descontentes quando o desemprego baixa” p.9

ANO 15 • Nº 783 • Gratuito 9 A 15 DE MAIO DE 2007 DIRECTOR: JOÃO FERNANDES DIRECTOR ADJUNTO: FELIZ PEREIRA

opiniãoespecial:

A Certificação é uma preocupação cada vez maior das empresas. Nesta edição apresentamos alguns exemplos desta aposta que começa já a trazer resultados positivos.

Futuro do clube analisado sexta-feira, em Assembleia Geral

DESCIDA DO FC FAMALICÃO AGUDIZA CRISE A descida de divisão, apesar da vitória sobre o Ribeirão no dérbi concelhio (1-0), veio agudizar uma situação que já era difícil. A juntar à grave crise económica que assola o clube, agora o FC Famalicão terá de disputar a última das divisões nacionais. A questão que se coloca é se o FC Famalicão tem

condições para combater a crise financeira ou se terá, em última instância, de renegar a toda a sua história e começar de novo nas divisões distritais. Certo é que o presidente José Martins já colocou o seu lugar à disposição e vai pedir eleições antecipadas. pp. 25 e 27

Armindo espera parque da cidade para breve Na sequência das últimas decisões do Governo, no sentido de diminuir a burocracia, Armindo Costa acredita que o arranque do parque da cidade poderá acontecer em breve. O edil acredita mesmo que poderá acontecer antes do Verão. p. 4

Referendo ao estádio chumbado pela maioria A maioria PSD/PP não deixou passar a proposta socialista que pretendia referendar a possibilidade de venda do actual estádio municipal. Na ocasião, Armindo anunciou que apresentará a nova cidade desportiva a 20 de Junho. p. 5

Museu de escultura é projecto de nova associação Uma escola, uma casa do escultor e do artista, um museu de escultura e uma fundação são os projectos da Associação de Escultura e Arte Contemporânea apresentada esta semana. p. 23

Contas em Joane motivam mimos entre PSD e Sá Machado Na sequência da apresentação das contas de 2006, em Joane, o PSD diz que Sá Machado está “cansado”. O autarca responde dizendo que está “cheio de força”. p. 18

Feira Medieval atraiu milhares de visitantes

Famalicão Quinhentista Reorganização do 1º ciclo, imposta pelo Governo, desagrada a pais e autarcas

Câmara obrigada a alterar Carta Educativa O Governo vai extinguir os agrupamentos de escolas horizontais e não permite mais contratos de associação com cooperativas. Em Nine, a notícia foi acolhida com desagrado, apesar de os alunos continuarem os estudos na Alfacoop. Mas a própria Carta Educativa terá que ser alterada já que há outras escolas afectadas. Em algumas não se sabe ainda a que agrupamento vão pertencer, nem para que escola irão os alunos, terminado o 4º ano. p. 3

p.9

Investigação e património natural Alberto Sampaio, António Silva Rego e Maria Arménia Carrondo são os três magníficos na área da Investigação. Nas maravilhas damos a conhecer a beleza natural da nascente do Rio Pelhe, Mata da Quinta de Além Monte e Mata do Mosteiro de Landim. pp. 14 e 15


espaço aberto

Reorganização da rede do 1º ciclo desagrada a pais e autarcas

Nine não quer perder Alfacoop

Escola de Nine vai ser integrada no Agrupamento de Arnoso Santa Maria

Cristina Azevedo A organização do 1º ciclo do Ensino Básico no concelho vai sofrer mudanças, já no próximo ano lectivo, com a extinção decretada pelo Ministério da Educação dos agrupamentos horizontais. A medida não está, porém, a ser bem acolhida pelo poder autárquico e pelos pais dos alunos e é a razão que está a atrasar a aprovação da Carta Educativa do município. O caso das escolas do 1º ciclo de Nine é disso exemplo. A partir do próximo ano lectivo, os estabelecimentos de ensino deixarão de pertencer ao agrupamento de escolas Horizontes do Este (que além de Nine, abrange ainda escolas de Braga e Barcelos) para integrar o agrupamento da EBI de Arnoso Santa Maria. Esta informação causou bastante apreensão junto da comunidade escolar, existindo dúvidas sobre se, aquando da sequencialidade para o 5º ano, os alunos poderão continuar a frequentar o Externato Infante D. Henrique de Ruílhe (da cooperativa de ensino Alfacoop) ou passarão para a EBI de Arnoso, opção que não agrada a muitos pais. Leonel Rocha, vereador da Educação na Câmara Municipal, afirma que

teve garantias da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), de que a sequencialidade a partir do 5º ano poderá continuar a ser feita no externato de Ruílhe, porém, não deixa de criticar ferozmente esta “decisão do governo, tomada sem consultar absolutamente ninguém”, até porque “em termos administrativos”, o 1º ciclo e o pré-escolar vão passar para outro agrupamento, “o que levanta muitos outros problemas”. Leonel Rocha entende que não faz sentido que uma escola seja inserida num agrupamento cuja componente pedagógica do projecto educativo nada tenha a ver com a escola que dará a sequencialidade para o 5º ano. O externato de Ruílhe desenvolvia várias actividades com os alunos das escolas de Nine que, segundo o vereador, “foram bastante elogiadas pelo Ministério da Educação, mas que agora se vão perder”. “Há aqui um desfasamento completo, que nós não conseguimos compreender. Só mesmo pessoas que estão metidas nos gabinetes e que pensam apenas pela lógica dos cifrões conseguem compreender uma coisa destas”, comenta. Alfacoop cautelosa Mais cauteloso mostra-se José Fer-

reira, director pedagógico do Externato Infante D. Henrique, que também tem garantias da DREN de que os contratos de associação existentes vão manterse e que os alunos de Nine, assim como das outras escolas de Braga e Barcelos que faziam parte do Horizontes do Este, vão continuar a poder frequentar a escola. Porém, reconhece que não tem “a informação toda” e encara com naturalidade as preocupações dos pais, com quem se diz solidário. “Aparentemente, estamos a assistir apenas a um reordenamento administrativo da rede de ensino público do 1º ciclo”, afirma o responsável, que não deixa de observar que para a Alfacoop “era mais fácil lidar com um só agrupamento, do que com um conjunto de escolas inseridas em agrupamentos diferentes”. Por isso, entende que a integração desses alunos no 5º ano “poderá ser mais complicada, mas não inviável”. “Sabemos que os pais gostariam de manter este agrupamento vivo, porque toda a gente reconhece a dinâmica que este agrupamento teve nos seus seis anos de vida. Pela nossa parte, estamos disponíveis para continuar a estabelecer parcerias com estas escolas”, finaliza.

opinião pública: 9 de Maio de 2007 03

Carta Educativa terá que ser alterada

Indefinição em Landim, Lagoa, Ruivães e Seide Estas decisões do Ministério da Educação estão a atrasar também a aprovação da Carta Educativa de Famalicão, que aproveitando o facto de haver no concelho ou em concelhos vizinhos várias escolas com contrato de associação (INA, Didáxis, Externato Delfim Ferreira, Externato Infante D. Henrique) apostou na constituição de agrupamentos horizontais, por forma a que os alunos ingressassem nestas escolas no 2º e 3º ciclos. Porém, agora tudo isso parece cair por terra. “Este governo parece ter uma espécie de aversão a este tipo de escolas e não consegue compreender a lógica da proximidade”, critica, mais uma vez, Leonel Rocha, adiantando que, neste momento, está por decidir a que agrupamentos vão pertencer as escolas de Landim, Lagoa, Ruivães, Seide S. Miguel e Seide S. Paio, assim como a respectiva sequencialidade. Sendo que em Landim, o mais certo é que os alunos continuem a ir para a EB 2,3 D. Maria II, mesmo sendo obrigados a apanhar dois autocarros, quando na Carta Educativa estava previsto irem para o Instituto Nun'Alvres, “que é uma escola mesmo ao lado”. Os alunos de Lagoa também deveriam ir para o INA, enquanto os de Ruivães fariam sequencialidade na Didáxis ou no Externato Delfim Ferreira, ambos de Riba d’Ave, e os de alunos de Seide S. Paio e Seide S. Miguel iriam para a Didáxis de Vale S. Cosme. A Câmara promete não baixar os braços, embora reconheça que a decisão do Governo está tomada. “Vou reunir com os presidentes de Junta das freguesias afectadas e vamos analisar caso a caso, embora a DREN já nos tenha dito que os contratos de associação são para retirar da Carta Educativa”, afirma Leonel Rocha, que lamenta que esta decisão unilateral tenha sido tomada “este ano, 2007, quando a maior parte das cartas educativas dos municípios já estavam concluídas, entre as quais a de Famalicão”.

Leonel Rocha não poupa críticas ao Governo


04 opinião pública: 9 de Maio de 2007

cidade

Se planos municipais deixarem de ir a conselho de ministros

Armindo confiante que Parque da Cidade arranca em breve Magda Ferreira O Parque da Cidade, que vai ser implantado na zona da Devesa, em Antas, pode começar até ao Verão. A convicção é do presidente da Câmara e surge depois do primeiro-ministro ter anunciado que os planos municipais vão deixar de ser submetidos à aprovação do conselho de ministros. Armindo Costa sempre foi crítico em relação à burocracia, sobretudo aquela que impede o bom andamento dos projectos, como o do Parque da Cidade. Ainda em Fevereiro último, o edil tinha reconhecido que o projecto da Câmara de Famalicão para construir aquele equipamento na zona da Devesa, não sofreu evolução nos últimos tempos por estar preso na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Na ocasião, o presidente da Câmara mostrava-se algo conformado com a situação, mas agora está confiante que as mudanças recentemente anunciadas pelo Governo permitirão que o Parque da Cidade seja desbloqueado. No final do mês de Abril, o primeiroministro José Sócrates anunciou no Parlamento que os planos municipais vão deixar de ser submetidos a Conselho de Ministros. O objectivo, explicou Sócrates na ocasião, é eliminar "toda uma fase processual que muitas vezes demora mais de um ano" e "simplificar consideravelmente os procedimentos". Esta medida será válida para todos os tipos de planos municipais, desde planos de pormenor e planos de urbanização a planos directores municipais. "É provável que toda esta simplificação que o governo está a introduzir na burocracia do Estado venha a libertar a Câmara da aprovação de um plano de urbanização ou de pormenor, que demora dois, três, quatro ou cinco anos. Se a burocracia for vencida por esse

simplex, o Parque da Cidade começa amanhã", declarou Armindo Costa, quinta-feira, à margem da cerimónia de constituição da Associação de Escultura e Arte Contemporânea [Ver notícia na página 23]. Logo que o projecto seja desbloqueado na CCDR-N, o edil assegura que a construção do parque avançará de imediato, até porque não é uma obra muito difícil nem que exija um investimento muito elevado. "Os trabalhadores da Câmara poderão fazer parte do trabalho", disse, apontando ainda que a edilidade vai procurar também apoios do Estado, nomeadamente junto do Ministério do Ambiente para a regularização do leito do Rio Pelhe. Recorde-se que o projecto do Parque da Cidade foi elaborado pelo Centro de Estudos Urbanos (Ceurb) da Universidade Lusíada, sob coordenação do arquitecto Francisco Alves. Prevê um plano de urbanização destinado a habitação de qualidade e um parque verde público com uma área de cerca de 32 hectares, o que corresponde a dez vezes a área do Parque de Sinçães. Em traços gerais, o futuro parque divide-se em duas zonas. À cota baixa propõe-se a construção de uma área urbana vocacionada para a cultura, passeio, lazer e desporto. Para aí estão previstos um campo de jogos e outro de ténis, uma ciclovia e um circuito de manutenção. Lá ficarão também o Centro de Estudos do Surrealismo – cuja construção pode avançar ainda este ano, avançou Armindo Costa –, dois restaurantes e um conjunto de bares. Haverá ainda um espaço para realização de festas, assim como dois lagos, tirando partido do Rio Pelhe que atravessa o parque. Na parte mais alta, desenvolver-se-á uma zona de mata densa, com área de piquenique e miradouro, e será implantado um equipamento hoteleiro.

Actividades escolares apoiadas Os apoios às actividades dos estabelecimentos de ensino do concelho foram aprovados, por unanimidade, na última reunião camarária, que aconteceu no dia 26 de Abril. No âmbito das suas competências, a Câmara apoia, anualmente, as actividades ao nível dos projectos educativos e de enriquecimento curricular. Nesse sentido, foram aprovados os vários apoios para o ano lectivo em curso: 115 mil euros para os jardins-de-infância e escolas do 1º ciclo; 31 mil euros para as escolas do 2º e 3º ciclos; e 10 mil euros para apoio aos jornais escolares. A oposição votou favoravelmente as várias propostas, mas não deixou de lamentar que os apoios sejam dados com o ano lectivo quase a terminar. "Deve ser feito um esforço no sentido de, conforme sempre defenderam, atribuírem estes subsídios antes do início do ano lectivo ou logo no início", apontou o socialista Mário Martins, contando que sabe de "casos em que os professores avançaram com dinheiro do seu próprio bolso para fazer as actividades". Na resposta, o vereador da Educação, Leonel Rocha, concordou que o ideal seria entregar o dinheiro às escolas antes de começarem as aulas, mas tal não tem sido possível, até porque o ano lectivo não coincide com o ano civil e, consequentemente, com a elaboração e aprovação do orçamento municipal. De qualquer modo, afirmou que já estava "devidamente acordado com as escolas" o valor dos subsídios a atribuir, pelo que "as escolas já planearam as actividades a saber disso". Na reunião foi ainda aprovada, com a abstenção do PS, a aquisição dos manuais escolares do 1º ciclo.


opinião pública: 9 de Maio de 2007 05

cidade

Armindo anuncia que projecto da cidade desportiva será apresentado a 20 Junho

Maioria chumba referendo ao estádio Cristina Azevedo

Cristina Azevedo

Sem surpresa, a proposta de referendo ao destino do estádio municipal, apresentada pelo PS, foi chumbada, sexta-feira, na Assembleia Municipal, pela maioria PSD/PP. No desenrolar da sessão, o presidente da Câmara, Armindo Costa, anunciou que o projecto da nova cidade desportiva será apresentado a 20 de Junho, na Casa das Artes, mas acrescentou que a construção do novo espaço não depende da venda dos terrenos do actual Estádio Municipal. Em cima da mesa estava a proposta de referendo mas, por várias vezes, a discussão foi desviada para os prós e os contras de se construir a nova cidade desportiva, com os partidos mais à esquerda – CDU e BE – a defender a recuperação do actual estádio e pavilhão municipais. Já o Partido Socialista tentou centrar o debate na sua proposta, não sem antes ter tentado aumentar o tempo de discussão, que era de 10 minutos para cada grupo parlamentar. Porém, a maioria PSD/PP inviabilizou essa pretensão. “Concorda que o estádio municipal e o pavilhão municipal sejam demolidos e os respectivos terrenos destinados à edificação e urbanização?”, era a pergunta proposta. Acácio Silva, que foi o portavoz da bancada socialista, justifi-

Argumentos que não convenceram a maioria PSD/PP, que acusou os socialistas de aproveitamento político e de se basearem em meras hipóteses. Correia Araújo, do PSD, disse mesmo que ao longo de 19 anos, o PS, quando era poder, “tomou decisões urbanísticas mais chocantes e nem por isso as colocou a referendo”. E citou como exemplos a demolição do cineteatro Augusto Correia, a alteração do destino dos terrenos de Sinçães, o destino dado à Devesa, a implantação de grandes superfícies comerciais que “já criaram alguns problemas ao crescimento da cidade”.

Acácio Silva apresentou a proposta socialista

cou o referendo pelo facto de estarem em causa “alterações muito relevantes, não só do ponto de vista de equipamentos desportivos, mas também urbanístico”. O deputado argumentou que nos últimos tempos “foi lançado um

conjunto de ideias para a comunicação social que vem pôr em causa um ordenamento que foi seguido durante anos”, e que teve por base a colocação dos equipamentos desportivos junto à zona escolar.

Tavares Bastos desagradado com o CDS Desalinhado apareceu o deputado do CDS/PP, Tavares Bastos, que votou a favor do referendo, mostrando-se desagradado pelo sentido de voto da bancada do seu partido. Este militante histórico do CDS disse mesmo que vai “repensar a sua posição no partido”. De resto, foi Tavares Bastos que protagonizou a intervenção mais acalorada da noite ao referir-se ao previsível chumbo da proposta do PS como “o primeiro acto da tentativa da consumação do mais grave atentado urbanístico da história do nosso concelho, considerando que “nunca ninguém teve a ousadia de ir tão longe”. Estas palavras não agradaram

a Armindo Costa, que lembrou ao deputado que o que estava em discussão era um referendo, considerando que Tavares Basto foi “brilhante na forma como queimou quatro minutos e 30 segundos” a falar. Depois o edil disse que, de facto, a Câmara tem um projecto para uma nova cidade desportiva, mas que nada está decidido quanto aos terrenos do actual estádio, assegurando que a construção do novo espaço não depende financeiramente da venda desses terrenos. O deputado do PCP, Sílvio Sousa, quis então saber de que forma o novo espaço desportivo será financiado, mas a pergunta ficou sem resposta. Armindo optou por lembrar que, “no âmbito da revisão do PDM, os famalicenses vão ter a oportunidade de se pronunciarem sobre o espaço ocupado pelo estádio e pelo campo de treinos”, garantindo que a definição do futuro daquela zona será feito “às claras”. Chegada a fase da votação, o PS propôs que a mesma fosse realizada por escrutínio secreto, mas mais uma vez a maioria inviabilizou a pretensão. A proposta acabaria por colher 57 votos contra, 23 a favor e 4 abstenções. PCP e BE votaram favoravelmente, não por concordarem com a proposta em si, mas por considerarem o referendo como “uma forma de aprofundamento da democracia”.


06 opinião pública: 9 de Maio de 2007

cidade

PSD/PP analisam relatório de contas e gestão da Câmara

Abade de Vermoim Restaurante Costa e Silva Rua 25 de Abril Antas Quiosque Capões Lugar da Portela Quiosque Central Central Camionagem Sede do A.R.C.A. Lugar da Portela Arnoso Santa Eulália Café Santo Amaro Rua Dr. Agost. Fernandes

Parque das Tílias P. Abastecimento Sopor Av. São Félix Joane Café Central Lugar de Telhado Petro Joane Rua S. Bento Piscinas Rua de Leognan Quiosque da Feira Largo da Feira Quiosque Central Largo da República

Arnoso Santa Maria Papelaria de Arnoso Rua do Altinho Posto de Abastecimento Junto à Engenho Supermerc. Diamantino Lugar de Lages Casa Bola d’ouro Av. Conde Arnoso Mini Mercado Costa Rua 8 de Dezembro

Jesufrei Café Mercearia Ramos Rua da Igreja Café S. Miguel Rua P. Domingos A. Pereira

Avidos Café-Restaurante Amaury Estrada Nacional 204/5 Fatipão Travessa Quinta da Ponte Pão & Companhia Estrada Nacional 204/5

Landim Lucyland Rua da Estrada Nacional Mercado Stª Marinha Rua Santa Marinha, 273 Quiosque Landinense Junto ao Mosteiro

Bairro Papelaria Compasso Avenida Silva Pereira

Lemenhe Café Avenida R. P. Domingos A. Pereira Café Costa Verde Aldeia Nova Restaurante Fervenças Rua Papa João Paulo II

Bente Supermercado Belita Lugar de Cardal Churrasqueira O Toneco Avenida dos Emigrantes Brufe Electrokioske Rua Joaquim Pereira Supermercado Azevedo Rua D. Jorge Ortiga Cabeçudos Quiosque Central Lugar do Souto Calendário Casa Magote Rua de Rorigo Quiosque das Oliveiras Rotunda das Oliveiras Restaurante D. Antónia Ribaínho Sede Barrimau R. José Elísio G. Cerejeira Carreira Mini Mercado Bezerra Rua do Monte Café Santiago Rua da Estrada 204/5 Castelões Casa Chico Rua Álvaro de Castelões Pastelaria Flôr da Ribeira Prta Álvaro de Castelões Pastelaria Sta Catarina Rua Vera Cruz Cavalões P. Repsol Os Emigrantes R. Dr. José A. Carneiro Cruz Mercearia Rego Av. S. Tiago da Cruz Peluche - Pastelaria Largo Sr. dos Aflitos Delães Papelaria Marques Avenida da Portela (Posto Galp) Pavilhão Delães Bairro Augusto Correia Quiosque junto à igreja Supermercado Belita Rua da Igreja Esmeriz Café Principal Avenida Carlos Bacelar Fradelos Posto Galp Próximo da Junta Freguesia Quiosque Reis Rua Sta. Leocádia Gavião Estrela da Sorte Lotarias Junto à Rot. Stº António Posto Repsol Estrada N14 Gondifelos Casa das Prendas

Lagoa Casa Carvalho Rua EN 204 Café Europa Av. dos Lamosos

Louro Taberna Ilha do Fogo Barradas Lousado Quiosque do Souto R. Cardeal Cerejeira Restaurante Linha Lugar do Souto Mogege Café Boavista Lugar da Boavista Mouquim Adega Reg. Stª Filomena Ançariz Nine Estação Serviço Cepsa Lugar da Estação Café Santos Quintães Novais Mini Mercado Azevedo Largo S. Simão Café Reguila Rua das Almas Oliveira Santa Maria Café Riera São Cristovão Delnet, Lda Av. 25 de Abril Scam- Posto Gasolina Rua do Sestêlo Oliveira São Mateus Café Esplanada R. Estrada Municipal 574 Mini Mercado Vieira Lugar do Quinteiro Piscinas Lugar do Quinteiro Pizzaria Topo Gigio Rua S. José Outiz Papelaria Fernandes Av. Jorge Reis Pedome Café S. Cristovão Rua da Bemposta Portela Café Snack-Bar Nova Era Rua da Igreja Pousada Saramagos Pap. Carlos Carvalho Av. Stª Justa Quiosque Pousada Avenida da Riopele Requião Bar do Salão de Festas Lugar do Mosteiro Estação Serviço Portela Estrada 206 Mini-Bazar Lugar da Portela Talho Ribeirais Rua de Ribeirais Restaurante Zé Costa

Avenida S. Silvestre Riba de Ave Café Latitude Trav. Camilo Cast. Branco Café Para Pedro Rua Joaquim Ferreira Parque das Tílias Pavilhão Riba D’Ave Papelaria Riscos e Rabiscos Av. Narciso Ferreira Azoria - Posto de Combustiveis Av. Cidade Abreu & Lima, nº2 Ribeirão Bar do GD Ribeirao Campo do Passal Quiosque Central Frente à Junta de Freguesia Ruivães Café Juventude Rua Domingos Monteiro Café Sede Ruivanense Rua do Pereiró Livraria Pap. Campos Rua do Pereiró nº 68 Pastelaria Pão do Monte Rua Domingos Monteiro Vinha Super Lugar da Vinha Seide S. Paio Café Snack-Bar Novo Milénio Edf. Agrinha, 879 Seide S. Miguel Café Snack-Bar Camiliano Largo Dona Plácido Café Popular Covas Sezures Café Mercearia Central Rua N. Srª Fátima Telhado Posto de Abastecimento Carneiro Araújo Avenida Principal Vale S. Cosme Café da Pedra Rua da Pedra Pastelaria Miga Doce Avenida Central Café Restaurante Veiga Av Tibães Vale S. Martinho Auto – Mercado Minda Lugar do Outeiro Koppus Caffe Rua do Passo Vermoim Avelino Lomba Pimenta Junto à Capela Café Floresta Lugar da Floresta Café FM Rua António Oliveira Costa Estação Serviço Esso Av. João XXI Vila Nova Famalicão A Mascotinha da Sorte Praça D. Maria II Bar Pavilhão Municipal Av de França Casa Voga R. Adriano Pinto Basto Quiosque Abanca Av. Dr Carlos Bacelar Quiosque Avenida Centro Comercial Aro Quiosque E. Leclerc Hipermercado E. Leclerc Quiosque Hospital Junto ao Hospital Quiosque Kalifa Av. Rebelo Mesquita Tabacaria Fernandes Rua Santo António Tabacaria França Rua Ernesto Carvalho Tabacaria Sampaio Rua Narciso Ferreira Quiosque Sagres Parque da Juventude Café Sousa Balaída - Mões Vilarinho Cambas Café Castanhal Lugar de Castanhal Trofa Quiosque do Pedro Rua Conde S. Bento Bazar Tina Rua Júlio Dinis Santo Tirso Pão Quente Areias junto à igreja de Areias TF Gest - Posto S. Roque Rua das Rãs

Apesar da diminuição do investimento do poder central em Famalicão, as comissões políticas do Partido Social Democrata e do CDS Partido Popular, acreditam que a qualidade de vida continua a melhorar no município. Depois do relatório de Contas e Gestão da Câmara Municipal de 2006 ter sido aprovado na Assembleia Municipal apenas com os votos favoráveis da coligação, as concelhias famalicenses do PSD e do PP criticaram a falta de investimento por parte do Estado em Famalicão, apresentando números. Paulo Cunha foi o porta-voz das duas concelhias revelando que “o investimento da administração central no concelho desceu cerca de 66% relativamente a 2005”. O PIDDAC nacional directo por habitante em 2006 foi de 428,6 e em Famalicão cerca de 43,13 por cada cidadão, ou seja, “os famalicenses só recebem cerca de 10% do que recebe em média os portugueses”, revelou o líder social-democrata.

Pedro Reis Sá

Postos de Distribiução

Muitas críticas ao Governo PS

Paulo Cunha não poupou o governo de José Sócrates

Como exemplo para a falta de investimento em Famalicão por parte do Governo PS, as concelhias lembraram os casos do quartel da GNR de Joane e do pavilhão gimnodesportivo da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, obras que estão em PIDDAC mas ainda não foram iniciadas. Nas críticas lançadas pelo líder laranja não só o Governo foi visado mas também o anterior execu-

tivo. “Em vinte anos não houve qualquer preocupação pelos interesses de cada um nós”, atirou. Para Paulo Cunha Famalicão “é um dos concelhos mais empreendedores e desenvolvidos do país, porque dia após dia, exercício após exercício, se vencem os desafio e desde de 2002 se assiste a uma verdadeira revolução silenciosa”. PRS

Apoio aos bombeiros para aquisição de rádios Corporações de bombeiros do concelho vão adquirir equipamentos de comunicação, com o apoio da Câmara Municipal. Na reunião do executivo camarário do dia 26 de Abril foi aprovada a atribuição de um subsídio de 3.500 euros a distribuir pelas três corporações de bombeiros do concelho – Famalicão, Famalicenses e Riba d'Ave – com vista a apoiar a aquisição de cinco equipamentos portáteis de rádio por cada corpo de bombeiros. No ano em curso as verbas atribuídas às corporações foram menores que o habitual, “fruto da necessidade de maior rigor e contenção orçamental”, justifica o vereador

da Protecção Civil na proposta apresentada, para a seguir recordar o compromisso que a autarquia havia assumido com os bombeiros em função dessa diminuição e que se prendia com a disponibilidade para auxiliar na aquisição de equipamentos que se tornassem necessários para rentabilizar as actividades dos homens da paz. É neste sentido que surge este apoio à compra de equipamentos portáteis de rádio que vêm “colmatar uma deficiência existente nas comunicações entre bombeiros, o que lhes tem dificultado a actuação no combate aos fogos, principalmente em zonas florestais”.

Voto de pesar pela morte de Fernando Soares A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, na reunião do executivo camarário realizada no passado dia 26 de Abril, um voto de pesar pelo falecimento do comandante Fernando Soares, que se destacou ao comando dos Bombeiros Voluntários de Famalicão. Fernando Soares faleceu no dia 14 de Abril e é considerado, no voto aprovado pela vereação, “uma das figuras mais importantes da nossa comunidade”, apesar de ter nascido no Porto. “Famalicense de adopção, foi um lutador incansável pelo progresso de Famalicão como uma comunidade mais coesa e solidária”, defende a proposta apresentada pelo presidente da Câmara.


cidade

opinião pública: 9 de Maio de 2007 07

Clube de Política Salgado Zenha apresentado a semana passada

Grupo de militantes quer promover a união no PS Cristina Azevedo Promover a união, o debate, e a reflexão interna no PS Famalicão. É este o propósito do Clube de Política Salgado Zenha, criado por alguns militantes de base, que foi apresentado, no passado dia 2 à imprensa. O clube tem como promotores Carlos Sousa, Joaquim Ribeiro, Joaquim Abreu e José Fernandes, mas tem sido acarinhado por "muitos militantes de base que se revêem nos nossos objectivos", afirma Carlos Sousa. Afirmando que este é um clube aberto, que "aposta na soma e não na subtracção", Sousa faz questão de frisar que o grupo agora constituído não quer ser mais uma fracção dentro do PS de Famalicão, mas contribuir para a união. "Nós queremos, claramente, juntar, animar, somar, sem procurar saber se fulano está com A ou B, se vota normalmente com o grupo liderado por Maria José Gonçalves ou se pelo grupo que dizem afecto a Fernando Moniz." Assumindo-se como "simples militantes de base", os promotores fazem ainda questão de sublinhar que "não são candidatos a nada no partido". "Já passamos por essa fase", comenta Joaquim Ri-

ACIF OFERECE GALARDÃO A ALUNO DA ESCOLA CAMILO CASTELO BRANCO Como vem sendo habitual a ACIF ofereceu no passado dia 04 de Maio um Galardão a um dos melhores alunos. Com esta homenagem pretende-se contribuir para a motivação dos jovens, no sentido de se empenharem seriamente no desenvolvimento das suas competências, uma mais valia para eles e para toda a sociedade famalicense.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL A ACIF irá realizar as seguintes Acções de Formação em horário pós – laboral:

Carlos Sousa, ao centro, foi o porta-voz do grupo

beiro. E Carlos Sousa completa: "É essa lógica que tem travado a eficácia da intervenção política do PS: quem aparece pela primeira vez pela porta dentro, é um candidato putativo a qualquer coisa. Ora, nós não somos". Para estes militantes, "é chegada a hora de o PS Famalicão e de todos os famalicenses que se reconhecem nos valores da esquerda Democrática olharem decididamente para o futuro e se unirem em torno de um projecto de mudança e de progresso", deixando claro que o

partido necessita de começar já a prepara-se para as eleições autárquicas de 2009. Porém, para que se "constitua com êxito uma alternativa credível, capaz de levar de vencida uma gestão municipal cada vez mais desfocada dos reais problemas dos famalicenses", é necessário – diz Carlos Sousa – que o PS também proceda a uma mudança interna. E especifica: "Tem faltado política ao Partido Socialista, tem havido salamaleques a mais e política a menos. Nós queremos voltar a trazer política pa-

ra o interior do partido, ou seja, discutir as coisas como elas são, sem a preocupação de andarmos depois a medir consequências". Para isso, o grupo propõem-se realizar ainda antes do Verão um ciclo de debates internos, cuja calendarização promete apresentar em breve. Será também criado um blogue na Internet "aberto à participação de todos, mas animado por nós e por algumas pessoas do PS que connosco estão neste projecto". O clube vai ainda editar um pequeno boletim interno.

INFORMÁTICA INICIAÇÃO – 90H INFORMÁTICA AVANÇADA – 90H EXCEL – 50H SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO – 50H CONTABILIDADE DE GESTÃO – 36H ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA – 30H GERIR E MOTIVAR EQUIPAS – 20H ALEMÃO INICIAÇÃO – 40H Inscrições/Informações através dos seguintes contactos: Telf./Fax:252 315095 - e.mail: formacao@acif.pt

Detalhes com muito bom gosto...

Retrato também negro do Norte, região que já foi o motor económico do país

Ave cada vez mais pobre A última década é marcada por mais desemprego, menos riqueza e pior qualidade de vida no Norte do país. O retrato da região, que já foi o motor económico do país e que é agora a quarta mais pobre da Europa, foi feito pelo JN na edição de 2 de Maio e revela que “a crise nunca bateu tão fundo”, confirmando, igualmente, um Vale do Ave cada vez mais pobre. Na última década, a riqueza produzida por habitante na região Norte sofreu uma queda violenta, passando de 67% da média comunitária para os 59%. O Vale do Ave é a terceira NUT do Norte que mais riqueza perdeu – uma queda de 10,6% entre 1995 e 2004. À frente estão só o Douro, com menos 11,5%, e o Grande Porto, como menos 17,9% de riqueza produzida. No contexto do país, o Norte é a região com a evolução mais fraca da riqueza, 58,8%, quando em Lisboa

se situou nos 105% e na União Europeia nos 113%. O poder de compra também diminuiu. No final de 2006, dois terços dos trabalhadores por conta de outrem viviam no Norte, mas o seu nível salarial não acompanhava essa proporção. Um trabalhador levava para casa ao final do mês menos 78 euros do que a média nacional e menos 252 euros do que um lisboeta. Quanto ao emprego e ao desemprego, o Norte, que concentra um terço dos trabalhadores do país, apresenta deficiências. Conta com uma taxa de desemprego acima da média nacional e, para agravar o cenário, concentra perto de metade dos desempregados de longa duração. Já no emprego a região está dentro da média do país. No que toca ao comércio, o Norte continua a ser de longe a região mais exportadora, mas a sua importância tem vindo a diminuir. No final do ano

passado, o Norte já só representava 41% das exportações, uma quebra justificada pelas descidas verificadas nas indústrias tradicionais. A ausência de protagonistas a Norte ou a falta de atenção por parte do Estado parecem justificar o quadro negro da região, mas o JN diz que não são os únicos factores. Por isso, o próximo orçamento comunitário é visto como a tábua de salvação para a região. Entretanto, numa reacção à notícia do JN, o Partido Nova Democracia (PND) afirma que “o crescente empobrecimento da região contrasta com o notório enriquecimento político de muitos políticos do Norte que apenas cuidaram de se beneficiar a si próprios”. O PND propõe que se façam os Estados Gerais do Norte, com a participação de todos os presidentes de Câmara e associações empresariais, “para seriamente se reflectir sobre as soluções que nos façam sair da crise”.

A partir de agora, Famalicão conta com um novo espaço que vai fazer as delícias de qualquer um. Se é uma pessoa que aprecia pormenores com classe em sua casa, saiba que agora pode encontrá-los bem perto de si. A DT Detalhes já abriu na Avenida Marechal Humberto Delgado, 22. Uma loja onde pode encontrar artigos de decoração, com excelente qualidade, e utilidades para o lar, gifts, têxteis e móveis auxiliares. Tudo a preços irresistíveis que só com uma visita pode comprovar. DT Detalhes aguarda a sua visita no Edifício Freião, em frente ao Lidl. Por si, a DT Detalhes está aberta à hora do almoço.


08 opinião pública: 9 de Maio de 2007

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Nos termos legais e estatutários, convoco todos os sócios da ACB - Associação Cultural Beneficiente e Desportiva dos Trabalhadores do Municipio de Vila Nova de Famalicão, para a Assembleia Geral a realizar no dia 31 de Maio de 2007, pelas 18:30 na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.

Ordem de Trabalhos 1 - Discussão e votação do relatório de contas do ano de 2006. 2 - Informação sobre a conclusão e inauguração da nova obra da ACB 3 - Outros assuntos.

V. N. Famalicão

Vila Nova de Famalicão, 2 de Maio de 2007

Liliana Gomes Telef. 252 371 724

O Presidente da Assembleia Geral Armindo Costa, Arq.

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CONVOCATÓRIA

Contacto: 919 526 620

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O Presidente da Assembleia Geral da Mundos de Vida, Associação para a Educação e Solidariedade, convoca todos os associados para a reunião ordinária que terá lugar na Sexta-feira, dia 25 de Maio, pelas 18H30, na sua sede, na rua Quinta da Serra, 101, em Lousado.

Só a particulares

Ordem de Trabalhos

Contacto: 968 067 433 - 913 218 240

1 - Deliberar sobre o Relatório e Contas de 2006

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2 - Deliberar sobre a concessão de autorização à Direcção para celebração de contratos de financiamento bancário até ao valor de um milhão de euros para novos equipamentos sociais, nomeadamente, no âmbito do Programa Pares. De acordo com a lei e os estatutos, se à hora marcada não se encontrar reunido o número legal de associados, a Assembleia terá lugar meia hora mais tarde com qualquer número de sócios presentes. Lousado, 8 de Maio de 2007

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cidade

opinião pública: 9 de Maio de 2007 09

Fernando Moniz, governador civil de Braga, em entrevista

“Somos a região mais afectada pelos efeitos negativos da globalização” Cristina Azevedo

cessiva dos sectores tradicionais, que estão ainda em fase de reestruturação e que libertam progressivamente mão-de-obra. Uma tendência que não parou ainda e vai continuar, infelizmente. É urgente a redefinição de uma estratégia alternativa que crie novas situações de emprego, que fixe novas empresas e que ajude a resolver um problema específico desta região. Há que congregar apoios e os fundos comunitários deverão surgir preferencialmente para esse efeito.

Fernando Moniz tomou posse como governador civil de Braga há dois anos. Num cargo que ocupa pela segunda vez, este famalicense considera que ao longo deste tempo não se limitou a cortar fitas, sublinhando o trabalho desenvolvido por si em prol do emprego no distrito. Desvaloriza as críticas feitas pela Câmara de Famalicão ao governo e, apesar de defender a regionalização, pede cautela no processo que conduzirá ao referendo.

O próximo quadro comunitário surgirá como a tábua de salvação? Tem de surgir com esse sentido estratégico. Não pode ser apenas debitar mais fundos financeiros e mais dinheiro sem saber como aplicar e com que critérios. O discurso que se faz em prol do conhecimento e da inovação é indispensável, mas a inovação pode também surgir nos sectores tradicionais. Não é realista dizer que o têxtil vai desaparecer, mas há que inovar e o adaptar.

OPINIÃO PÚBLICA: Quando to mou posse manifestou-se preo cupado com a taxa de desempre go. Segundo os relatórios do Go verno Civil, tem diminuído no distrito. Porém, os sindicatos di zem que é à custa da emigração dos jovens e do trabalho precário… Fernando Moniz: Aí está uma intervenção visível do governador civil. Nunca houve nenhuma entidade que reunisse todos os dados do emprego, os tratasse e transportasse para o público para que possam ser devidamente conhecidos. Decidi fazer isso. Verificamos que enquanto o desemprego crescia os sindicatos nunca se evidenciaram com determinada tomada de posição; a partir do momento em que a estatística aponta para uma quebra ligeira do desemprego na região, aqui d'el rei, porque o governador civil está a manipular os números e a fazer a nível distrital o que o governo faz a nível nacional. Essa é uma crítica que não posso aceitar.

nativas, nem expectativas. O problema existe e não é fácil de resolver, mas não aceito que digam que o estudo que fazemos é mal feito. É também verdade que têm aumentado as ofertas de emprego na nossa região, mas elas não são preenchidas...

Mas a emigração não poderá estar a ajudar? Não. De forma nenhuma. Para mim é surpreendente que os sindicatos fiquem descontentes quando o desemprego baixa, mas nunca escamoteei que o desemprego é uma grande dificuldade. Todos os dias sou confrontado com dezenas de situações que me são colocadas, sobretudo de jovens que não têm alter-

E esse é mais um dado preocupante? É um dado muito significativo e há que atacá-lo. Todos os meses faço alertas aos centros de emprego e digo que é preciso colocar mais gente. Se há ofertas de emprego, porque é que as pessoas não são colocadas? E, se reparar, nos últimos meses houve já um salto significativo nas colocações e isso resulta também do

nosso trabalho. Um estudo publicado recente mente pelo JN refere a região Norte como a quarta mais pobre da Europa. O vale do Ave e a região do Minho perderam à volta de 10% da riqueza nacional. Estes dados preocupam-no? Claro que sim. É um problema que nos afecta no dia-a-dia, mas que tem de ser resolvido de forma global. Não compete só a nós, os habitantes da região, estar preocupados e ter a responsabilidade de dar a volta. Somos a região mais afectada pelos efeitos negativos da globalização. É preciso definir uma estratégia para o futuro, de modo a que se liberte da dependência ainda ex-

Em Famalicão as críticas ao go verno são muitas. O presidente da Câmara fala em desinvesti mento e já se disse desmotivado. Como reage? Se o presidente da Câmara está desmotivado é por outras razões, por outras dificuldades. Sabemos que o governo central tem investido em Famalicão. Se as câmaras reivindicam autonomia e depois permanentemente não fazem nada sem o governo, é porque algo estará mal. Os nossos autarcas devem reivindicar projectos interessantes e candidatálos a fundos comunitários. É isso que devem fazer e através de grandes projectos e a nível supramunicipal. É isso que os famalicenses esperam: que esta Câmara apresente grandes projectos porque só esses podem ser apoiados. Por falar em projectos, o que se passa com o quartel da GNR de Joane, que nunca mais avança?

Já foi dito que há razões de ordem técnica que têm a ver com a realidade da empresa e questões da adjudicação, que estão na base de um compasso de espera. Isso não deve ser motivo de crítica excessiva... Mas não se corre o risco de Joane sofrer o mesmo que aconteceu com o quartel de Riba d’Ave? O que aconteceu em Riba d'Ave foi exactamente porque as cautelas que agora estarão a ser tidas em conta não se verificaram. Escolheram-se terrenos inadequados, não analisados inicialmente. O comando distrital da GNR diz que o quartel ribadavense é o pior do distrito e que nenhum guarda quer ir trabalhar para lá. Aí temos uma área em que deveria haver uma articulação entre a autarquia e o governo para encontrar uma solução. Neste momento, está em estudo a revisão do dispositivo territorial das forças de segurança. É o momento das grandes decisões. Dentro de pouco tempo surgirão directivas importantes que irão criar condições para o que está em aberto possa ser resolvido rapidamente. A regionalização voltou à agenda política. É um defensor deste modelo administrativo. Considera que há condições para a realização de um novo referendo? O facto de a criação das regiões depender da realização de um referendo cria uma importante limitação à partida, que deverá levar os defensores da regionalização a ter alguma prudência. Tentar criar regiões, mais uma vez, à pressa, sem debate e sem dar informação esclarecedora às pessoas não me parece ser uma boa solução. Defendo a criação das cinco regiões, de forma a não criar perturbação, como a que aconteceu no processo anterior. Há condições para fazer esse debate, mas sem pressas, sendo importante que se criem movimentos regionais que fomentem, desde já, essa discussão.


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Muita animação na Queima Os estudantes da Universidade Lusíada e da escola Superior de saúde do Vale do Ave voltaram a animar o concelho com a já tradicional Semana da Queima das Fitas. Com os concertos e a animação nocturna a decorrerem no Lago Discount, em Ribeirão, o Cortejo Académico foi a iniciativa com maior visibilidade na cidade, trazendo, na passada quarta-feira, a folia académica para as ruas. A edição desde ano contou com duas novidades, ou seja, um cortejo mais curto, já que os estudantes saíram dos Paços do Concelho percorrendo uma avenida até à tribuna, instalada na Praça D. Maria II, e o

facto dos carros alegóricos terem sido feitos pelos alunos das duas instituições de ensino. Muita cor, muitos gritos, danças e cânticos marcaram o cortejo, que fez também as delícias dos transeuntes que se aglomeraram nos passeios para verem os estudantes a passar. No Lago Discount a festa também foi de arromba conquistando não só os estudantes, como muitos famalicenses que não quiseram perder os espectáculos de Quim Barreiros, José Malhoa, Mundo Secreto, Buraka Som Sistema, as tunas académicas e vários DJs.

Quim Barreiros animou a festa dos estudantes

Muito público nas noites da Queima

cidade

Viagem dos quatro ciclistas a Roma correu bem

A emoção de cumprimentar o Papa Os quatro ciclistas, que foram a Roma pedir ao Papa que venha a Portugal este ano, conseguiram terminar a viagem em 13 dias, menos um do que o inicialmente previsto. Os “Ciclistas Marados”, como se autodenominaram, partiram de Famalicão no dia 17 de Abril e chegaram ao Vaticano no dia 30, depois de percorrerem 2.500 quilómetros. “Não foi tão difícil como inicialmente estávamos a pensar”, contou ao OPINIÃO PÚBLICA o padre José Carlos Veloso, um dos dois famalicenses que participaram nesta aventura, quando chegava a Famalicão. Além do padre, participou nesta viagem outro famalicense, Jorge Guerreiro, de Joane, acompanhados por Artur Castro, de Braga, e José Oliveira, Momento em que os ciclistas cumprimentam Bento XVI de Guimarães. A comitiva era ainda composta pelo massa- as paragens que haviam previ- dro, na quarta-feira, dia 2, ongista Victor Lima e por Agosti- amente definido. “Houve bas- de estavam 20 mil pessoas, e nho Oliveira, que conduzia a tante cuidado em manter um só a chuva que caiu os impeautocaravana que acompa- bom ritmo, começávamos logo diu de chegar à fala com o Sunhou os ciclistas e onde estes de manhã cedo e estávamos u- mo Pontífice. “Para nós já foi descansavam e fizeram a via- ma média de 12 horas a peda- um grande privilégio consegem de regresso. “Foi muito lar”, relata, para depois subli- guirmos estar na fila da frenpositivo a todos os níveis. Re- nhar também a experiência de te, onde ficam umas 100 pesgressamos todos satisfeitos e trabalhar em grupo: “Éramos soas que ficam mesmo ao larealizados com esta viagem”, seis pessoas, alguns nunca se do da cadeira do Papa, e poconfessou José Carlos Veloso. tinham encontrado, com ma- der cumprimentá-lo. Foi um Quando souberam que o neiras de ser diferentes, e hou- momento de grande emoção”, Papa Bento XVI não vinha a ve sempre um bom ambiente afirma. Tudo correu bem, mas a viFátima decidiram ir eles a Ro- de grupo”. agem também teve perma para lhe dizerem calços. Depois do roubo que o queriam ter cá, “Houve bastante cuidado de uma das bicicletas quando se assinalam em manter um bom ritmo, logo no início da viaos 90 anos das aparigem, foi necessário enções. Aproveitando, ao começávamos logo de manhã contrar vias alternativas mesmo tempo, para cedo e estávamos uma média para circularem porque promover a prática havia muitas estradas desportiva e o ciclismo de 12 horas a pedalar” nacionais transformae fomentar o espírito das em auto-estradas de grupo e a superação Outro objectivo era, natu- ou em itinerários complemenpessoal. Estes foram os dois primei- ralmente, fazer chegar a sua tares, onde as bicicletas não ros objectivos apontados e mensagem ao Papa e apesar podem circular. A passagem que, segundo o padre Veloso, de não a terem conseguido nas cidades “também foi basforam plenamente alcançados. entregar directamente a Ben- tante difícil”, nomeadamente Em primeiro lugar, porque to- to XVI, o sentimento de reali- em França, onde “as pessoas do o grupo conseguiu aguentar zação foi igualmente alcança- são um bocado antipáticas e fisicamente a viagem, de for- do. Os ciclistas participaram com falta de respeito pelos cima até surpreendente, não na audiência pública, realiza- clistas, apertavam-nos e buzitendo necessidade de efectuar da na famosa Praça de S. Pe- navam-nos”, lamenta.


cidade

opinião pública: 9 de Maio de 2007

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Iniciativa da Cior animou fim-de-semana na cidade

Os trajes ilustraram a época

Mãe do "menino azul" publica livro A mãe de Emanuel Silva, conhecido por "menino azul", vai lançar no próximo sábado, pelas 17 horas, o livro "O Meu Menino Azul – Querer é Poder", na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Famalicão. O livro aborda a história de Emanuel que, com 10 anos, sofre do Síndrome de Alagille e Tetralogia de Fallot, doenças que lhe afectam o coração e o fígado, dando-lhe um tom azulado à pele. No livro, Helena Silva relata os períodos mais difíceis das doenças, assim como os obstáculos enfrentados nomeadamente ao nível financeiro, muitas vezes, por falta de apoio do Estado. Actualmente a residir em Famalicão, Helena Silva tem sido apontada como um exemplo de mãe, pela sua coragem e força de vontade, na luta contra as doenças do filho. Depois de organizar diversas exposições de pintura, cujas receitas servem para pagar os tratamentos de Emanuel, Helena Silva lança-se agora na publicação de um livro. A publicação, que conta com o apoio da Câmara de Famalicão, contém diversos documentos como cópias de cartas, despachos e fotografias do Emanuel.

Carlos Alberto

Famalicão reeditou, no passado fim-de-semana, uma viagem até à Idade Média com a realização da Feira Medieval e Quinhentista, iniciativa promovida pelos alunos da Escola Profissional CIOR, com o apoio da Câmara Municipal. Cerca de três centenas de personagens construíram múltiplos quadros medievais recreando durante três dias, na Praça D. Maria II, um ambiente tipicamente medieval ao qual se juntaram milhares de visitantes que já consagram o evento nos seus momentos de lazer. Dos jogos de época, às lutas de varapaus ou autos de fé, das demonstrações de armas e de falcoaria, às justas e danças e jantares medievais, foram muitas as propostas históricas oferecidas nesta terceira edição do certame, pelos alunos da Escola Profissional CIOR, que desta forma concluiriam a sua prova de aptidão profissional no Curso de Animação Sócio Cultural. O evento começa a ser um marco cultural da cidade e uma oferta turística que o concelho, nomeadamente a Câmara de Famalicão, quer preservar. Em nota à imprensa da edilidade, o presidente da Câmara evidencia exactamente o aspecto de que "a Feira Medieval assume-se cada vez como uma aposta ganha do município". Visivelmente satisfeito com a adesão dos famalicenses a esta iniciativa, o autarca assegurou que "a Câmara Municipal vai continuar a apoiar esta iniciativa, dentro das suas possibilidades". Também o vereador da Cultura fala em "grande sucesso" e numa actividade que "marca a vida de Famalicão". Leonel Rocha sublinha que o evento "é sinal que estamos a aproveitar as sinergias do concelho", elogiando o curso de animação sócio-cultural da Cior.

Lutas medievais atraíram atenções

António Freitas

Carlos Alberto

Milhares viajaram à Idade Média em Famalicão

Vários episódios históricos foram recreados

Talentos da Júlio Brandão enchem a Casa das Artes Cerca de 600 pessoas encheram, na passada quinta-feira, na Casa das Artes para assistir ao sarau cultural promovido pela Escola EB 2/3 Júlio Brandão. A assistência presenciou a actuação dos jovens talentos da escola, num espectáculo que envolveu música, dança e poesia. Sob a direcção artística dos professores Rui Mesquita e Conceição Palhares, os alunos brindaram a assistência com interpretações musicais, desde a música clássica até à música pop, com declamações de poesia de alguns dos melhores poetas contemporâneos e com momentos de bailado. A festa juntou no mesmo espaço e num ambiente de festa, pais, alunos, professores e funcionários. O espectáculo, cuja receita será aplicada na manutenção dos espaços escolares, foi também uma homenagem ao seu patrono, Júlio Brandão, escritor, jornalista e professor famalicense, nos sessenta anos da sua morte.


12 opinião pública: 9 de Maio de 2007

cidade

Investigadores apontaram as mudanças para a sociedade

Nanotecnologia em debate na Lusíada O que é a nanotecnologia? A pergunta foi o ponto de partida para o debate nas VII Jornadas de Engenharia promovidas, na quinta-feira da semana passada, pela Universidade Lusíada de Famalicão. A sessão de abertura contou com intervenções de Elvira Fortunato, do Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa, e de António Vieira, director executivo do CENTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, sem fins lucrativos, fundado em Outubro pelo Citeve, pelas Universidade do Minho, do Porto e de Aveiro e pelo CTIC – Centro Tecnológico das Indústrias do Couro. O CENTI contará em breve com cerca de 15 investigadores (actualmente são 8) a tempo inteiro e com o apoio de 40 técnicos e investigadores. A nanotecnologia refere-

António Vieira, director do CENTI

se a tecnologias em que a matéria é manipulada ou controlada à escala atómica, molecular ou macromolecular tendo em vista a criação e utilização de estruturas, dispositivos e sistemas que confiram propriedades ou funções inovadoras devido ao seu tamanho. Ou seja, não é apenas o estudo do muito pequeno, é a aplicação prática desse conheci-

mento. António Vieira – cuja intervenção versou sobre o desenvolvimento da nanotecnologia e dos materiais avançados, bem como os desafios e as oportunidades da indústria têxtil e do vestuário – transmitiu à plateia, composta maioritariamente por estudantes, que, através da conjugação da nanotecnologia com um grande

avanço na área dos materiais, é de esperar que a médio-longo prazo existam, por exemplo, têxteis e vestuário que mudam de cor, o que possibilitará ao consumidor escolher a cor que pretende usar em determinado dia. Ou, então, tornar o vestuário "repelente à sujidade", tendo presentes, ao mesmo tempo, "preocupações com a saúde e a segurança" individual. Além disso, o director do CENTI deu conta das novas aplicações têxteis baseadas em nanotecnologia, através de nanofibras, nanopartículas e nanorevestimentos, como o vestuário de trabalho e protecção, as componentes de automóveis e o vestuário inteligente uniforme. "Há um mundo de oportunidades possíveis em sectores tradicionais, mas criou-se a ideia injusta que o têxtil e o vestuário é um sector que usa baixa tecnolo-

Apetrechamento tecnológico da estrutura

Citeve moderniza-se na área da estamparia No âmbito do plano de apetrechamento tecnológico que o Citeve está a levar a cabo, foram adquiridas recentemente mais duas tecnologias, fruto de parcerias estabelecidas: uma com a Dupont, na área da estamparia digital, e outra com a S. Roque, na área da estamparia peça a peça. A mudança é crítica e essencial para o futuro da indústria têxtil e, neste contexto, a estamparia digital é uma tecnologia emergente, na medida em que permite uma adaptação constante às frequentes mudanças dos requisitos do cliente. A estamparia digital aplicada em substratos têxteis tem como objectivo principal dar resposta aos grandes desafios

do mercado ao nível da produção de amostras, dos "strike offs", dos conceitos de "Quick Response" e do "Just in Time", consequência da redução das metragens estampadas, da maior versatilidade e aumento da qualidade do produto final. A utilização desta tecnologia para produção de amostras e protótipos é já uma realidade de algumas empresas nacionais. Trata-se de uma técnica limpa e amiga do ambiente que pode reduzir os tempos de processamento, bem como os custos de préprodução de estampados. O objectivo principal é criar amostras têxteis estampadas utilizando apenas informação digital, que tenham o toque e aspecto de um estampado tra-

dicional sem recorrer à produção de "misonettes" e gravura dos quadros. Quanto à estamparia peça a peça, face à grande evolução que se tem vindo a assistir neste área e ao seu potencial crescimento na área da concepção e desenvolvimento de novos efeitos especiais, o Citeve adquiriu uma máquina de estampar RoqPrintEco. Esta máquina permite a estampagem de artigos têxteis, peça a peça, cortados ou confeccionados, com diferentes tipos de pastas. É um equipamento de produção com uma capacidade média de estampagem de 900 a 1.500 peças por hora, com a possibilidade de estampagem de desenhos a seis cores.

gia", apontou. Este responsável defendeu que o sucesso empresarial só é possível quando o investimento na qualificação pessoal acompanha o investimento tecnológico. E lamentou que já se verifique um "abuso brutal da palavra nanotecnologia, para tudo e mais qualquer coisa, só porque o produto nano vende". Impactos socio-económicos Elvira Fortunato, por sua vez, falou da importância das nanotecnologias na sociedade na medida em que se espera que "resultem em inovações que possam contribuir para a resolução de muitos dos problemas que a sociedade enfrenta actualmente", destacando-se as aplicações médicas, as tecnologias de informação, a segurança, o ambiente e os transportes. O Quadro de Referência

e Estratégia Nacional, a vigorar entre 2007 e 2013, contempla pela primeira vez um sub-programa destinado às nanociências, o qual representa cerca de 10 por cento do volume total da área das tecnologias. Esta investigadora realçou ainda os impactos sócio-económicos desta "ciência transversal" – os cientistas de materiais, os engenheiros mecânicos e electrónicos e os investigadores médicos estão a trabalhar em conjunto com biologistas, físicos e químicos – e apontou como alguns casos de sucesso a electrónica transparente e os transgressores de ADN com nanopartículas de ouro (com recurso à mesma técnica que os Romanos já utilizaram para produzir vidros com nanopartículas metálicas), estudados pelo Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa.

Alunos da Universidade Sénior expõem trabalhos

A Universidade Sénior de Famalicão tem patente, até ao próximo dia 18 de Maio, uma exposição que reúne os trabalhos feitos ao longo do ano lectivo pelos mais de 50 alunos da instituição, no âmbito da disciplina de Desenho e Pintura. A mostra está patente na Casa-Museu Soledade Malvar, em Famalicão. A mostra insere-se no plano de actividades educativas da universidade e pretende mostrar à comunidade o resultado do trabalho nas aulas da disciplina, ministrada por Joana Fernandes e Ricardo Miranda. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 17h30.


opinião pública: 9 de Maio de 2007 13

cidade

Actriz Rosa do Canto elege a Clínica D. Maria II para tratamento oral

A actriz Rosa do Canto escolheu a Clínica Médica D. Maria II, no centro da cidade de Famalicão, para iniciar um tratamento de reabilitação oral. No passado domingo, a actriz veio à clínica para a primeira consulta com os dentistas Edgar Ferreira e Bruno Aires, ambos sócio-gerentes, após ter sido aconselhada por um amigo que só ali conseguiu resolver todos os seus problemas dentários, embora trabalhe no estrangeiro. "A imagem é muito importante e o que se nota nalguns colegas meus é que dão pouca importância à boca. Mas às vezes é bom parar um pouco e cuidar um bocadinho de nós", apontou Rosa do Canto, enaltecendo a disponibilidade dos médicos para a atenderem a um domingo. Depois deste diagnóstico, a actriz, que vive em Lisboa, ficou a saber quantas desloca-

ções terá que fazer a Famalicão até concluir o tratamento. "Mas o importante é que vou ficar com a minha boca impecável. E até já estou a aconselhar amigos a virem cá porque os dois dentistas têm a vantagem de ser novos, simpáticos e óptimos profissionais", frisou. A acompanhar Rosa do Canto nesta consulta esteve o actor e encenador João Loy que também se submeterá a idêntico tratamento. A Clínica Médica D. Maria II abriu há dois anos, na Praça D. Maria II, em instalações modernas onde possui das mais avançadas técnicas de diagnóstico e tratamento, e dispõe das especialidades de Medicina Geral, Interna e Dentária, Psiquiatria, Terapia da Fala, Psicologia, Urologia, Podologia, Oftalmologia, Acupunctura e Ortopedia. Telefone: 252 378836, Email: clinicadmariaII@hotmail.com.

Exposição de Alfredo Margarido na Fundação A Fundação Cupertino de Miranda inaugura, no próximo sábado, uma exposição intitulada "Alfredo Margarido – obra plástica", com 55 obras do autor. Alfredo Margarido foi pintor, poeta, romancista, ensaísta, tradutor, historiador, jornalista, antropólogo, politólogo, sociólogo e professor universitário. A mostra será inaugurada pelas 17 horas e vai estar patente até ao dia 14 de Julho.

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14 opinião pública: 9 de Maio de 2007

cidade

mais de Famalicão maravilhas

Natural

Mata da Quinta de Além Monte, Lemenhe

A mata da Quinta de Além Monte, em Lemenhe, nasce da junção de duas propriedades, a da Casa de Além e a da Casa

Um património esquecido

do Monte, em 1874. Nesse ano, António Rodrigues de Araújo Lima e Margarida Rodrigues de Araújo, primos direitos,

casavam e herdavam as duas propriedades, transformando-a numa só. Constituída por uma extensa mancha florestal, de pinheiros, eucaliptos, carvalhos, castanheiros entre outros, a propriedade foi sendo administrada pelo casal que, apesar de ser natural de Lemenhe, residia no Porto. António Lima era um comerciante de sucesso da cidade invicta, tendo sido vereador na Câmara Municipal e pertencido às Ordens do Terço e dos Congregados. Foi, contudo, o filho mais velho do casal, José Rodrigues de Araújo Lima, o responsável pelo ajardinamento da “Teixo-

gueira”, o ex-libris da propriedade. Um imenso jardim, colorido por camélias, redondelos, azáleas e outras espécies, recortado por arruamentos e duas escadarias, embelezado por fontes com desenhos artísticos esculpidos em granito, três lagos (hoje apenas um tem água), vários bancos e mesas em granito e enormes canteiros de flores. Uma gruta acolhia imagens religiosas, que ao longo de vários anos permaneceram no local mas que foram retiradas depois do roubo da imagem de Nossa Senhora de Lurdes. Famosa é a construção em pedra em forma de caracol, que ainda hoje faz as delícias

de muitas crianças, e não só, residentes na freguesia. Hoje, a “Teixogueira” perdeu o esplendor de outrora, encontra-se bastante degradada, pratica-

mente votada ao abandono. As árvores centenárias continuam de pé e, se algum património natural se perdeu, outro continua a resistir à mudança dos tempos.

Mata do Mosteiro de Landim

O esplendor dos jardins A mata e a cerca do Mosteiro encontram-se a sul do conjunto arquitectónico, composto pela igreja e pelo mosteiro de Landim. Emília Nóvoa Faria e António Martins, no livro “Mosteiro de Santa Maria de Landim – Raízes e Memória” descrevem assim este património natural: “Ao lado dos bonitos jardins, recortados e embelezados por agradáveis arruamentos e artísticos fontanários, existiu um horto, com tanque e chafariz, onde ainda se podem ver os muros de suporte rematados de cantaria”. O jardim data do século XIX e é um amplo espaço de árvores centenárias, com japoneiras, rododendros e azáleas. “A cerca do mosteiro estende-se por consideráveis terras agricultadas e uma boa mata de carvalhos, entremeados profusamente com outras espécies, como acá-

cias, faias e medronheiros”, escreve Emília Nóvoa. No topo da colina por onde sobe a alameda de degraus, fizeram os cónegos construir um recinto, junto à Casa do Pátio, que era pátio de diversões onde exercitavam, nos seus tempos livres, o jogo da Pela. Excerto de uma quadra do Poema “À Sombra de Árvores”:

Debaixo destas árvores frondosas Cheias de musgos, de rugosa idade, Eu imagino as sestas deleitosas Que à sua sombra gozaria um frade! Landim, Quinta do Mosteiro, 12 de Julho de 1914

O Flumine Pelelio é citado no documento do abade Zamário de 1072. As Memórias Paroquiais de 1758 referem que o seu nome mudava conforme a terra por onde passava - Regato de Vila Nova, Rio Pelhe, Rio da Ponte, Rio do Moledo, e era de limitado caudal. Afluente do rio Ave, próximo ao limite do município de Famalicão, tem cerca de 19,6 km de extensão, passa pelas freguesias de Portela, Telhado, S. Cosme do Vale, Cruz, Vale S. Martinho, Gavião, S. Tiago de Antas, Calendário, Esmeriz e desagua no rio Ave, em Lousado, junto à ponte da Lagoncinha. O Rio Pelhe tem uma direcção de escoamento predominante Nordeste-Sudoeste,

Nascente do Rio Pelhe, Portela

Onde a água é cristalina a sua bacia constitui uma faixa relativamente estreita e ocupa a parte central do município, abrangendo cerca de 22% da sua área, englobando a cidade de Famalicão. Ao longo do seu percurso apresenta ainda uma série de elementos patrimoniais e naturais que exigem acções concertadas de recuperação e revitalização entre entidades públicas e agentes privados, permitindo elevar a qualidade deste rio e das suas margens.


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opinião pública: 9 de Maio de 2007 15

cidade

mais de Famalicão magníficos

Na comunicação que fez no âmbito do ciclo “Gentes da Terra”, promovido em 2005 pela Câmara de Famalicão, José Amado Mendes, da Universidade de Coimbra, dizia que “ao contrário do que sucede com outros grandes vultos dessa brilhante Geração de 70, Alberto Sampaio tem sido injustamente ‘esquecido’ pelos estudiosos e, principalmente, pelo grande público”. E justifica: “talvez em sintonia com a simplicidade e descrição da sua vida e carácter, mas em contraste com a relevância da sua obra e acção, em prol da cultura e do desenvolvimento da sua região e do país”. De facto, a investigação histórica tem em Alberto Sampaio “uns dos mais lúcidos e penetrantes historiadores nacionais” (José Hermano Saraiva). As suas obras “Vilas do Norte de Portugal” e “Póvoas Maríti-

Investigação

Alberto Sampaio

Um dos mais lúcidos historiadores nacionais mas”, escritas na sua Casa de Boamense, na freguesia de Cabeçudos, são hoje referência na historiografia portuguesa e de consulta obrigatória. Alberto Sampaio nasceu em Guimarães, em 15 de Novembro de 1841. Estudou direito em Coimbra, passou uma breve estada em Lisboa e veio encontrar refúgio na Quinta de Boamense, em Cabeçudos, onde viria a falecer em 1 de Dezembro de 1908. Além das duas publicações já citadas, outras se destacam

da sua historiografia, como “O Norte Marítimo”, “Ontem e Hoje” e “A Propriedade e Cultura do Minho”, tendo Alberto Sampaio introduzido nelas aspectos inovadores. Por exemplo, foi, segundo Oliveira Marques e outros autores, o verdadeiro introdutor da história económica em Portugal. Ao contrário do que era habitual até então, não ficou refém das fontes escritas, tendo lançado mão e tirado partido de outras fontes: arqueológicas e toponímicas; etimológicas, ma-

teriais e orais; paisagem e clima; fauna e flora; arquitectura e costumes. E aqui soube aproveitar as descobertas arqueológicas que o seu amigo Martins Sarmento ia fazendo. Também em sintonia com Antero de Quental, o nosso historiador antecipou-se à tese, que anos depois viria a ser defendida por Max Weber, sobre as relações entre a religião e o desenvolvimento económico. Teve ainda o mérito de ter colocado a história regional na agenda dos investigadores.

António Silva Rego

O estudioso da presença portuguesa no Oriente António Silva Rego nasceu em Joane, em 1905, e faleceu em 1986. Teve um “percurso de vida interessantíssimo, no qual ocupou cargo de grande prestígio e distinção que revela, igualmente, uma boa articulação com o regime do Estado Novo (José Pedro Saraiva, “Gentes da Terra”, 2006). Concretamente, Silva Rego desempenhou funções de direcção do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos (até 1974), da Filmoteca Ultramarina e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Foi considerado por muitos dos seus pares um dos mais notáveis historiadores da sua geração. Em 1983 era-lhe atribuído o lugar de presidente de honra da Academia Portuguesa de História, instituição para onde entrara em 1951 e de

que, em 1965, já era presidente ordinário. Do ponto de vista da sua formação, há dois planos a considerar. A via sacerdotal e a actividade missionária, a qual fez com que cedo tivesse que rumar ao Oriente (foi ordenado em Macau). Por aqui se explica a sua vinculação aos estudos da presença portuguesa do Oriente, que constitui o aspecto mais significativo da historiografia. E, por outro lado, a sua educação académica e de historiador na Universidade de Lovaina, entre os finais dos anos 30 e inícios de 40. Produziu uma colossal bibliografia, composta por perto de 130 títulos, correspondentes a cerca de 200 volumes. Destaca-se “Documentação para a História das Missões do Padroado Português

Maria Arménia Carrondo

Cientista reconhecida internacionalmente Maria Arménia Carrondo nasceu em Antas, em 31 de Julho de 1949. Filha de Sebastião José de Carvalho e Maria Virgínia Abreu Fonseca, é a terceira de sete irmãos. Estudou na D. Madalena e no Colégio Camilo Castelo Branco, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, obtendo sempre notas de muita distinção. Obteve a licenciatura em Engenharia Química pela Universidade do Porto em 1971 e, sete anos depois, o doutoramento no Imperial College of Science and Technology, University of London. Foi professora associada no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa (1979-1998). Actualmente, é professora catedrática no Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova e, desde Fevereiro deste

ano, é vice-reitora desta universidade. Tem exercido uma intensa actividade na área da investigação, que lhe tem valido a atribuição de conceituados prémios. Em 1989 funda o grupo de Cristalografia de Proteínas no ITQB, sendo actualmente coordenadora do Laboratório de Cristalografia de Macromoléculas, que nos últimos anos tem estudado proteínas relacionadas com doenças humanas, nalguns casos no âmbito de colaborações com empresas farmacêuticas. O Laboratório participa ainda em projectos da União Europeia e em vários projectos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Como cientista e académica que é, tem sido representante oficial do Governo português na ESRF (Instalação Europeia de Radia-

ção de Sfincrotrão) e nas mais altas instâncias científicas internacionais na área da cristalografia. É membro de cinco Sociedades Científicas Europeias e Americanas. Tem 131 publicações em revistas científicas internacionais na área da cristalografia. Entre as distinções e prémios que já recebeu, destaca-se a eleição para membro da EMBO (European Molecular Biology Organization), em 2001, e a Medalha Europeia em Química Bio-Inorgânica, em 2004. Neste ano é-lhe ainda atribuído um prémio pela Sociedade Portuguesa de Biofísica para melhor artigo do ano em Biofísica. Recebeu ainda o prémio “Estímulo à Excelência” pelo Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior, assim como a Medalha de Honra do município de Famalicão.

no Oriente”, obra em 12 volumes que cobrem praticamente toda a história das missões evangelizadoras orientais durante o século XVI. Na opinião de José Pedro Saraiva, a obra de Silva Rego pode distribuir-se por quatro áreas: a edição documental, da qual se salienta os ainda hoje imprescindíveis “Manuscritos da Ajuda” e “As Gavetas da Torre do Tombo”; o padroado português e a acção evangelizadora de Portugal no Mundo; a metodologia e a crítica histórica; e, finalmente, o dialecto português de Malaca e a cultura da presença portuguesa naquela região. Alguma da sua bibliografia teve projecção internacional, com vários títulos a serem dados à estampa em francês e inglês.


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ANTÓNIO SILVA ALVES DE OLIVEIRA MACEDO (Sogro do Senhor Presidente da Junta de Avidos) (72 Anos) Missa de 7º dia Sua esposa, filha, genro, netos e demais família vem por este meio agradecer a todos aqueles que se dignaram a participar no seu funeral, mais informa que a missa de 7º Dia pelo seu eterno descanso, será celebrada Sábado dia 12 de Maio pelas 18:30 horas na Igreja Paroquial de Avidos Vila Nova de Famalicão. Desde já seu profundo reconhecimento a quantos se dignarem assistir a este piedoso acto. Avidos, 9 de Maio de 2007 Desde já, antecipadamente agradece A Família Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda - Tel.: 252 323 176

MARIA ADÍLIA DA SILVA CAMPOS (83 anos)

Afonso Pimenta da Costa, no dia 1 de Maio, com 83 anos, casado com Maria de Lurdes Moreira Carvalho, da freguesia de Delães. Joaquim Pacheco Coelho, no dia 20 de Abril, com 91 anos, viúvo de Maria de Freitas Leal, da freguesia de Delães. João Ferreira Machado, no dia 27 de Abril, com 55 anos, casado, da freguesia de Riba d'Ave. Camila da Silva Sousa, no dia 27 de Abril, com 45 anos, solteira, da freguesia de Oliveira S. Mateus. Jorge Neto de Almeida, no dia 5 de Maio, com 62 anos, casado com Maria de Jesus Machado Abreu, da freguesia de Oliveira Stª Maria. Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Missa de 7º dia Seus filhos, netos, e demais família vêm por este meio agradecer a todos aqueles que se dignaram a participar no seu funeral, mais informa que a missa de 7º Dia pelo seu eterno descanso, será celebrada amanhã Quinta-Feira dia 10 de Maio pelas 21 hora no Salão Paroquial de Calendário V. N. de Famalicão. Desde já seu profundo reconhecimento a quantos se dignarem assistir a este piedoso acto. Calendário, 9 de Maio de 2007 Desde já, antecipadamente agradece A Família Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda - Tel.: 252 323 176

Falecimentos

José Leite da Silva, no dia 4 de Abril, com 64 anos, casado com Joaquina Costa Azevedo, da freguesia de Delães. Augusto Ferreira Barbosa, no dia 5 de Maio, com 71 anos, viúvo de Maria Lopes Pereira Barbosa, da freguesia de Antas S. Tiago. Maria de Lourdes Pereira da Silva, no dia 6 de Maio, com 77 anos, viúva de António Gonçalves de Sousa, da freguesia de Antas S. Tiago. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Amélia da Costa Pereira, no dia 28 de Abril, com 74 anos, viúva de Adelino da Silva Santos, da freguesia de Ribeirão.

António Silva Alves Oliveira Macedo, no dia 5 de Maio, com 72 anos, casado com Rosa Dias Barbosa, da freguesia de Avidos. Maria Adília Silva Campos, no dia 4 de Maio, com 83 anos, viúva de Eduardo Joaquim da Silva, da freguesia de Calendário. Teresa de Jesus Martins Ferreira, no dia 5 de Maio, com 67 anos, casada com Manuel Gomes Rodrigues, da freguesia de Brufe. Rogério Barros Pinto, no dia 1 de Maio, com 67 anos, viúvo de Maria Adelaide Barros Gonçalves Couto, da freguesia de Brufe. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Maria Gonçalves, no dia 30 de Abril, com 92 anos, viúva de Manuel Correia da Costa, da freguesia de Landim.

Maria de Sá, no dia 30 de Abril, com 99 anos, viúva de Joaquim dos Santos Costa, da freguesia de Ribeirão. Ana da Conceição de Freitas, no dia 2 de Maio, com 87 anos, viúva de Manuel Teixeira, da freguesia de Calendário. José António Cruz Carvalho, no dia 4 de Maio, com 37 anos, solteiro, filho de Arménio de Sousa Carvalho, da freguesia de Santiago de Bougado (Trofa). Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 433

António Sampaio Alves, no dia 5 de Maio, com 70 anos, casado com Maria de Fátima Coutinho da Silva Pereira Sampaio Alves, da freguesia de Ba irro. Ana Isabel Santos Torres, no dia 1 de Maio, com 4 anos, filha de José Manuel da Silva Araújo Torres e Maria de Lurdes Santos Gonçalves, da freguesia de Bairro. Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

A Rádio DIGITAL FM vai transmitir o programa

GENTES

DA TERRA

da freguesia de Bairro Domingo, dia 13

de Maio,

a par tir das 9H00


opinião pública: 9 de Maio de 2007

freguesias

Obra de ampliação arrancou sexta-feira

Buraco tapado na Av. de Laborins, diz PSD de Joane

Rede de saneamento duplica em Riba d’Ave Arrancou, a semana passada, a obra de duplicação da rede de saneamento básico em Riba d’Ave que, quando concluída, vai cobrir praticamente toda a vila. O auto de consignação da empreitada foi assinado, na sexta-feira, na sede da Junta de Freguesia, num acto presidido por Armindo Costa, que classificou esta obra como "mais um investimento da Câmara Municipal na qualidade de vida e bemestar da população". Com esta ampliação, que prevê a instalação de 10 quilómetros de tubos, será praticamente duplicada a rede de saneamento existente na vila, aumentando o índice de cobertura para cerca de 95%. Uma percentagem que, segundo Armindo Costa, significa praticamente a cobertura total. "Nunca poderá ser 100% porque, estas, são

Cristina Azevedo

Cristina Azevedo

Armindo sublinhou a importância da obra para a qualidade de vida da população

obras sempre inacabadas. A freguesia está a crescer, não pára, e, como tal, as obras de água e saneamento também não pararão". A empreitada implica um investimento total de 551.294 euros e foi adjudicada à empresa Jaime Queirós Ribeiro, SA., por um prazo de execução de 240 dias. O autarca de Riba d’Ave, Armando Carvalho, reconhece que serão dias penosos para

a população da vila, mas pede paciência aos seus conterrâneos enquanto decorrerem os trabalhos, lembrando que "não há qualidade de vida sem saneamento básico", considerando ainda que se trata da "obra mais importante feita em Riba d’Ave nos últimos anos". Recuperação do cineteatro À margem da cerimónia e questionado pelos

jornalistas, Armindo Costa anunciou que deverá reunir, ainda esta semana, com responsáveis da Fundação Narciso Ferreira, para tentar desbloquear a questão do cineteatro da vila. Existe já um entendimento entre a Câmara e a Fundação para a recuperação daquele espaço cultural, que o edil quer agora formalizar, para que se avance com o projecto. Esse acordo esta-

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belece que a autarquia realizará obras de recuperação no cineteatro, ficando com a sua gestão ao longo de 30 anos. Em contrapartida a Fundação compromete-se a realizar obras no mercado da vila. O objectivo de Armindo Costa é que o cineteatro possa estar recuperado em 2009. "O dinheiro é curto, as receitas têm baixado, mas também estamos a fazer contenção nas despesas e esperamos poder conseguir verbas, distribuídas pelos três anos, para concretizar esta obra". Antes de se avançar para os trabalhos, é necessário ainda reanalisar e reformular o projecto que já foi elaborado pela Fundação, há uns anos atrás, mas que, segundo Armindo, necessita de ser adaptado à função que o cineteatro vai ter, que é uma espécie de filial da Casa das Artes.

O Núcleo de Joane do PSD congratula-se, em nota à imprensa, pelo facto do "famoso" buraco existente na Avenida de Laborins, na vila joanense, "aberto em Junho de 2006" ter sido "finalmente tapado". "Dez meses foram precisos para o fazer", referem os dirigentes do PSD de Joane, lembrando que chamaram a atenção para aquele buraco por mais que uma vez, "inclusive na Assembleia de Freguesia. "Desmazelo, desinteresse, inacção", são as palavras que os social democratas utilizam para classificar a demora da Junta em solucionar aquele problema. De resto, o Núcleo do PSD de Joane aponta ainda que aquela Avenida (onde vai ficar o novo quartel da GNR) "continua em mau estado". "É preciso reparar o pavimento que se encontra com depressões várias", atestam.

"Cuida de Mim" organiza passeio A "Cuida de Mim" - Instituição para a Solidariedade, Recreio e Cultura de Delães vai organizar no próximo dia 27 de Maio o seu passeio/convívio da Primavera 2007. O programa pode ser consultado e feitas as inscrições no centro de lazer da instituição, sito no Edifício Central, na Avenida Nova, na loja 7, r/c, durante o horário de funcionamento.

Empresa acusa pároco de Riba d'Ave de postura ditatorial, mas este responde com as regras e diz-se insultado

Polémica na ornamentação da igreja para festas de S. Pedro sentimento, e por ter sido confrontado com um fax da empresa "com vários insultos" à sua pessoa. No dia 27 de Abril, a comissão de festas adjudicou os trabalhos de ornamentação e iluminação àquela empresa vimaranense, mas com a condição de apenas iniciar a decoração "com o prévio acordo do pároco e da comissão". A empresa quis iniciar os trabalhos na segunda-feira, dia 30, tendo tentado, sem sucesso, contactar o pároco. Nesse dia, enviou um fax à paróquia informando que arrancaria com a intervenção,

o que aconteceu com a descarga de algum material. João Mendes, presidente da Comissão de Festas, apercebeu-se dos movimentos e ao saber que o pároco ainda não tinha dado autorização, mandou suspender os trabalhos. Augusto Graça Barreira, da gerência da empresa, assim o fez e falou, no dia 1 de Maio, por telefone, com o padre. Mas este informou que não permitiria os trabalhos antes de 8 de Junho. Isto porque, explicou, ao OP, Avelino Mendes, a ornamentação da igreja só deverá acontecer após a festa da Eucaristia e da Primeira Co-

munhão. Augusto Barreira não gostou, alegando que o pároco lhe disse que "não tinha que dar mais satisfações". Ornamentação foi adjudicada a outra empresa O empresário diz-se indignado com essa postura e, no dia seguinte, enviou um fax ao padre com duras críticas. Na missiva diz ser lamentável que o "senhor – referindo-se ao pároco – se julge dono de uma igreja" e que se "faça de ignorante no que diz respeito ao desenvolvimento económico de uma empresa", e até consi-

Empresa envia missiva ao Cardeal de Lisboa Na sequência dos acontecimentos que levaram à proibição de ornamentar as festas de Riba d'Ave, a empresa "A. Barreira, Lda.", através da gerência, decidiu enviar uma carta ao Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, onde se queixa da postura do padre Avelino Mendes. Na missiva, o empresário conta a sua versão dos acontecimentos e acaba por alegar que o padre "não tem o direito de dizer que quem manda é ele e mais ninguém" e que não é a "pessoa certa" para gerir aquela paróquia. Augusto Graça Pereira escreve mesmo que "não é, nem nunca será admissível que um padre que está ao serviço da comunidade e depois de ter reunido o seu rebanho, comissão fabriqueira, continue a conduzir as ovelhas para o caminho do mal através das suas decisões prepotentes e arrogantes". O padre Avelino Mendes, confrontado com esta carta, desvalorizou-a e recusou tecer qualquer comentário sobre a mesma.

Arquivo

A empresa contratada pela Comissão de Festas de S. Pedro de Riba d’Ave foi impedida pela Fábrica da Igreja local de executar os trabalhos de ornamentação da igreja. Em causa, o facto de esta ter iniciado os trabalhos sem a necessária autorização do pároco. A empresa, a "A. Barreira, Lda", de Guimarães, dizse indignada com aquilo que diz ser a postura "prepotente, arrogante e ditatorial" do padre Avelino Mendes. Este, por sua vez, diz que apenas assumiu aquela posição porque a empresa começou a trabalhar sem o seu con-

Empresa só devia iniciar os trabalhos com a autorização do pároco

derando lamentável que "a igreja esteja tão mal servida de homens como o senhor". Perante este fax, o padre Avelino Mendes reuniu, na quarta-feira, a Fábrica da Igreja e deliberou, informando a empresa, que "não é, nem será convidada pela Fábrica da Igreja ou por qualquer instituição ou comissão que a represente a desenvolver qualquer tipo de projecto nos seus espaços". Na sequência desta decisão, a Comissão de Festas ainda tentou um acordo e promoveu uma reunião com a empresa e a Fábrica da Igreja, no sábado. Mas o pároco manteve a sua posição, tendo em conta a pos-

tura da empresa e os insultos de que foi vítima. O padre Avelino Mendes entende que é possível fazer a ornamentação da igreja com três semanas de antecedência, mas o empresário responde alegando que o mês de Junho é de muita actividade e que as ornamentações das igrejas "é um trabalho difícil e que tem que ser feito com tempo". Entretanto, a Comissão de Festas já adjudicou estes trabalhos a uma outra empresa, pelo que João Mendes diz que "a iluminação está assegurada nas ruas e na igreja, como todos os anos".


18 opinião pública: 9 de Maio de 2007

freguesias

Autarca fala em critica recorrente, sustentando que "força" não lhe falta

PSD de Joane diz que Sá Machado está cansado O PSD de Joane entende que o presidente da Junta local, Ivo Sá Machado, "está cansado e desmotivado". É pelo menos essa a conclusão a que chega a partir da análise do relatório e contas de 2006, recentemente analisado na Assembleia de Freguesia. O documento foi aprovado pela maioria socialista e contou com a abstenção do PSD. Em comunicado, os social democratas entendem que o presidente da Junta socialista está "cansado e desmotivado", pois não executa as obras que inscreve no orçamento e "só tem olhos para os grandes projectos", aqueles que "lhe dão visibilidade concelhia com vista à sua ascensão partidária". "Ele está cansado porque deixa por fazer muitas pequenas obras e que resolvem no dia-a-

dia os problemas da população", sustenta Fernanda Faria, a líder do PSD de Joane. "É um chavão com anos", responde, Sá Machado, também em declarações ao OP. "Tenho 38 anos, força não me falta e quero fazer muito por Joane", vinca, acrescentando que, segundo o PSD, "primeiro não tínhamos projectos ou iniciativa para Joane, pelos vistos agora já temos isso tudo, agora fazemos as coisas com visibilidade e esquecemos as pequenas coisas". O PSD joanense fala em mais de 40 rubricas com um grau de execução zero, "apesar de existir dinheiro para elas". Entre elas estão intervenções no parque infantil do Souto, no polidesportivo de Cima de Pele, a pavimentação das Charrueiras ou da Rua do Divino Salvador.

Estas afirmações pretendem "tentar enganar as pessoas", adverte o autarca, evidenciando que a maior parte dessas obras foram feitas, apenas não foram pagas durante o ano de 2006, apontando ainda que essas 40 rubricas representam apenas 5% do total da execução orçamental. Ao ataque, Sá Machado diz não entender a posição do PSD perante uma execução de 70%, comparando com a execução do Plano Plurianual da Câmara que foi de 50%. "Sobre esse, não questionaram e votaram a favor", refere. Autarca desmente erros nas contas Com ironia, os social democratas reconhecem que a Junta fez alguma coisa e apontam os 275 euros gastos na manutenção de espaços públicos ou na lim-

"CCuida de Mim" organiza passeio

peza, quando estavam previstos cinco mil euros em cada rubrica. Mais ironia evidenciam ao apontar os 21 euros gastos no alargamento da Rua de Leiró, quando estavam previstos mil, ou os 141 euros investidos em iluminação, quando o orçamento previa 2.500. De qualquer modo, o autarca joanense diz ter investido mais o ano passado do que em 2005, ano de eleições, "o que quer dizer que não andamos a reboque do calendário eleitoral". O PSD entende ainda que o grau de execução apresentado "é enganador" e fala em "erros" que "já não deviam existir numa Junta que está há 15 anos no poder". Concretamente, os social democratas não aceitam que se coloque despesa corrente como sendo despesa de capi-

tal (investimento), de que são exemplo as rubricas de manutenção de espaços públicos, de limpeza e conservação de vias ou os anúncios em jornais. Fernanda Faria diz que foi por causa deste erro que o seu partido optou pela abstenção e espera que esta situação seja corrigida em próximos documentos. Sá Machado também desmente estes supostos erros, alegando que o mesmo entendimento que a autarquia de Joane faz destas despesas, é feito pela Câmara de Famalicão. Vinca o autarca que o PSD de Joane nunca questionou o procedimento municipal, e exemplifica com "um muro que está a cair e que é refeito, isso é investimento, mas tem de ser inscrito na rubrica de manutenção de espaços públicos".

300 atletas em prova da AMVE

A "Cuida de Mim" - Instituição para a Solidariedade, Recreio e Cultura de Delães vai organizar no próximo dia 27 de Maio o seu passeio/convívio da Primavera 2007. O programa pode ser consultado e feitas as inscrições no centro de lazer da instituição, sito no edifício central, na Avenida Nova, na loja 7, r/c, durante o horário de funcionamento.

CLINTER, a sua saúde em boas mãos

Famalicão tem um novo espaço para cuidar da sua saúde. Abriu em Arnoso Santa Maria a CLINTER, Clinica de Fisioterapia e Motricidade, Lda. Com consultas de fisioterapia e tratamentos de Electroterapia, hidroterapia, Duche e Massagens Vichy e Mecanoterapia aliadas a umas instalações modernas garantem qualidade dos serviços prestados por profissionais especializados. Com fácil acesso e estacionamento privativo, a CLINTER possui ar interior filtrado contra poeiras e ácaros e pólen, Ar Condicionado sem CDC's, Pavimento em Choc Flex, Luz natural em todo o espaço e porque a CLINTER se preocupa com o meio ambiente possui uma estação de tratamento de águas. A CLINTER fica na Travessa da Estrada (EN14) em Arnoso Santa Maria.

A Associação Moinho de Vermoim (AMVE), constituída recentemente, realizou no dia 25 de Abril uma prova de cicloturismo que percorreu o concelho de Famalicão e vizinhos. Participaram cerca de 300 atletas de todo o país, o que leva a associação a dizer que esta foi a maior prova de cicloturismo realizada até hoje no concelho famalicense. Esta iniciativa pretendeu formentar a prática desportiva, o lazer, o convívio e a manutenção de práticas saudáveis, bem como o uso da bicicleta como forma de mobilidade alternativa e a prática de uma actividade física como ajuda à prevenção de doenças. A AMVE continuará empenhada na organização

deste tipo de provas desportivas, confirmando a sua presença em 17 provas do calendário nacional de cicloturismo. De resto, a direcção já começou a elaborar um estudo para tornar este evento desportivo mais competitivo e apelativo e uma referência da modalidade. Além disso, a AMVE pretende reafirmar todo o seu empenho na promoção de actividades que privilegiem a prática do desporto e de hábitos saudáveis de vida, pelo que solicita o apoio de todas as entidades oficiais, sociedade civil, empresas e particulares. Em nota de imprensa, a associação agradece a todos quantos tornaram possível a realização deste evento desportivo.

Castelões, a freguesia do aqueduto Dados Área: 3,6 km2 População: 1746 Homens: 869 Mulheres: 877 Famílias: 500 Edifícios: 514 Fonte: Cens0s 2001

Castelões dista da sede do concelho cerca de 10 quilómetros e é delimitada por sete freguesias. Nos últimos anos, as suas grandes extensões rurais foram dando lugar a construções uni e multifamiliares. Desta forma, os jovens casais da terra puderam permanecer junto da família e os outros puderam fixar as suas raízes ali. Para além da crescente oferta habitacional e da melhoria da rede viária, uma das maiores atracções da freguesia prende-se com o facto de o Centro Social de Castelões dispor de valências que prestam serviços desde a primeira infância à terceira idade. Apesar de estar rodeada de freguesias fortemente industrializadas, Castelões não se deixou contagiar em demasia. No entanto, o número e arquitectura das habitações deixam adivinhar uma certa qualidade de vida, logo, a evidência que existem postos de trabalho que garantem a estabilidade social. Em termos patrimoniais, merece particular referência a Igreja Matriz que, embora semelhante a tantas outras da região, encontra distinção na sua frontaria: um painel em azulejo evoca o santo padroeiro – Tiago, um dos apóstolos de Cristo. De resto, a igreja e o adro foram alvo de obras de reabilitação, que terminaram há pouco. Referência ainda para a Capela de Santo António, também restaurada recentemente, e várias alminhas, além das casas de Pombais e de Santiago. Mas o ex-libris da freguesia é, no entanto, o vetusto aqueduto, outrora fundamental para o transporte de água para a Quinta de São Tiago. Este aqueduto suscitou curiosidade e interesse à população, que tratou de fazer o seu levantamento e dá-lo a conhecer às entidades competentes. Em termos documentais, a primeira referência à freguesia de Castelões data do ano de 1033. Nesse documento era feita uma doação à igreja de Oliveira "de Sancto Jacob de Castellanos". São Tiago de Castelões é referida posteriormente nas Inquirições de 1220, de 1258 e de 1308. Num documento de 1528 São Tiago de Castelões ("S. Tiaguo de Quastelãoos) estava anexada à freguesia de Oliveira. Pertenceu ao Julgado de Vermoim, no Termo de Barcelos.


cultura

opinião pública: 9 de Maio de 2007 19

Carta ao director Maré Alta José Luís Araújo

Assembleia Municipal Recentemente, o Bloco de Esquerda veio a público manifestar a sua posição sobre o incumprimento das deliberações da Assembleia Municipal (AM) por parte da Câmara Municipal e apresentou um voto de protesto na AM. De seguida, a mesa da AM questionou o Grupo Municipal do BE de quais as deliberações que entendia não terem sido concretizadas. Perante esta questão, sou forçado a conQ siderar uma das seguintes possibilidades: ou a Mesa da AM está apenas a querer chatear o BE obrigando a responder por escrito àquilo que já apresentou publicamente, talvez no intuído de que pare de colocar este tipo de questões; ou então, muito mais grave ainda, a Mesa da Assembleia Municipal não sabe, de facto, se as deliberações que são aprovadas em plenário são efectivamente concretizadas. Se assim acontece, os famalicenses devem ficar muito preocupados. Se a Mesa da AM soubesse em pormenor se as deliberações foram aplicadas ou não e em caso negativo a razão do não cumprimento, não faria sentido fazer uma pergunta destas a um grupo municipal. Na alínea s) do artigo 18º do Regimento da Assembleia Municipal, consta que uma

das competências do presidente da AM é "Assegurar em geral o cumprimento do Regimento e das deliberações da Assembleia". Naturalmente que haverá quem possa dizer que uma competência pode não implicar necessariamente uma obrigação, mas não deixa de ser estranho que o responsável máximo do órgão representativo do povo possa

e da aplicabilidade das deliberações aprovadas por aquela assembleia, sob pena de se tornar inconsequente o trabalho da própria Assembleia Municipal e dos respectivos grupos municipais que estudam, elaboram, apresentam e aprovam recomendações, sugestões e demais actos previstos no referido Regimento. Quando, comprovadamente, esta Câmara Municipal não cumpre todas as competências que lhe estão previstas pela lei, nomeadamente as referentes ao direito da Oposição, muito mau seria se também a Mesa da Assembleia Municipal deixasse de por em prática todas as competências que lhe estão inerentes. Está na altura de todos os famalicenses contribuírem para se criar uma cidadania de exigência em que todos estejam atentos e informados do funcionamento das instituições que nos representam e para os quais todos contribuímos com o nosso voto e com os nossos impostos para que funcionem bem e para que todas as competências sejam aplicadas e não apenas aquelas que são da conveniência dos seus responsáveis.

uando, comprovadamente, esta Câmara Municipal não cumpre todas as competências que lhe estão previstas pela lei, nomeadamente as referentes ao direito da Oposição, muito mau seria se também a Mesa da Assembleia Municipal deixasse de por em prática todas as competências que lhe estão inerentes.

não cumprir todas as competências inerentes ao cargo que ocupa. Para bem no normal funcionamento das instituições e da democracia, deveria ser o próprio presidente da Mesa da Assembleia Municipal a informar, por norma, os grupos municipais e principalmente os famalicenses da evolução

sezuresvnf.blogspot.com

Para que o tempo não apague e outros exemplos floresçam A Escola Júlio Brandão de V. N. de Famalicão levou a efeito na noite do pretérito 3 de Maio um sarau no Grande Auditório da Casa das Artes que teve lotação esgotada. Ao escrever estas palavras e ao dirigir-me ao Director do "Opinião Pública" solicitando a sua publicação não pretendo mais do que, publicamente, prestar um tributo àquela instituição por uma iniciativa que deve ser reconhecida e acarinhada. Bem sei que outras escolas têm produzido idênticos eventos, mas tão pouco frequentes que julgo ser de enaltecer todas as realizações que extravasam os limites dos programas curriculares e envolvem os alunos, as suas famílias e a própria sociedade. A exaltação deste acontecimento resulta da importância que, no meu entendimento, deve ser dada a ocorrências do mesmo género por contribuírem em si mesmas para uma Escola interventiva e interligada com o meio, mobilizadora da comunidade no seu papel difusor de conhecimentos e de cultura. Mais do que cumprir programas definidos, a Escola, ao promover espectáculos como o da noite da última quinta-feira, está a fazer sair da letargia a sociedade em

que se insere ao dar um valioso contributo ao seu próprio espírito de corpo, ao permitir o desabrochar de talentos muitas vezes adormecidos e ao viabilizar uma oportunidade a docentes, discentes e a toda a comunidade escolar de vislumbrarem outras realidades, muito além de um enfadonho quotidiano, em que muitos se vêm mergulhados e de que poucos dificilmente conseguem emergir. Por tudo isto e pelo muito mais que poderia explanar, ouso pessoalmente dirigir uma saudação muito especial aos corpos dirigentes da Escola Júlio Brandão estando certo que, ao fazê-lo, estou a interpretar o sentimento bebido nos sussurros murmurados por muita gente no final daquela noite. Ao Conselho Executivo, à Assembleia, aos professores, aos alunos, aos funcionários e à Câmara Municipal, pelo seu apoio, o meu apreço e muitos parabéns. Que a iniciativa não esmoreça e se transforme numa rotina perene. Se assim for, acredito que, num futuro não distante, os frutos desse trabalho saciarão muitos dos mais exigentes desejos. J. M. Gonçalves de Oliveira Médico Pediatra

Vai levar a efeito a actualização do ficheiro de sócios. Pede-se a todos os sócios com quotas em atraso o favor de regularizar a sua situação até ao dia 30/06/2007.

O Presidente da Direcção Rui Pinho

Vila Nova de Famalicão 07/05/2007


20 opinião pública: 9 de Maio de 2007

praça pública

Pelos quatro cantos da ca(u)sa

D’Esguelha Gouveia Ferreira

Domingos Peixoto

Mandatos

Floreados

A nossa democracia tem base parlamentar em partidos políticos que, através de listas próprias, concorrem às eleições para os órgãos de funcionamento do Estado, para além de alguns casos em que são permitidas – em condições agravadas – as candidaturas de listas de independentes. Supõe-se que todos os partidos concorram em igualdade de circunstâncias, embora os meios ao dispor sejam diversos de partido para partido. As listas de militantes, às vezes integradas por independentes, expressão que fica bem expressa, são compostas, à partida, por pessoas da confiança política e moral dos responsáveis partidários. Há aqui uma “primeira selecção” sem a qual, diga-se, muitas pessoas jamais seriam candidatas a quaisquer cargos. Porém, diz a lei, uma vez sufragadas, cada pessoa eleita “exerce o mandato até ao fim, ficando apenas vinculada à deliberação do voto popular”, cabendo-lhe a si própria a decisão de o manter, suspender ou renunciar… Significa esta norma – que tem excepções legais – que um eleito pode passar a ter uma conduta moral, ética ou programática diversa da que deu origem à sua inclusão na “lista”, sem que nada possa ser feito para o impedir, se não tiver o seu acordo! Ora, parece-me de elementar justiça que quem deu o acordo e propôs uma pessoa para um determinado lugar, na base de uma determinada posição prévia, uma vez alteradas as regras iniciais, possa ter uma palavra decisiva sobre a sua manutenção no

lugar. Há uma norma que determina a perda de mandato a um eleito que, durante a vigência do mesmo, se filie em partido diverso do da lista pelo qual foi eleito. Situação análoga em minha opinião, é a protagonizada por quem passa a independente ou deixa de ter a confiança política do partido cuja lista integrou e na qual foi eleito. Em si a perda de mandato ou substituição de um eleito não é um drama, tanto que a representatividade popular se mantém assegurada através do elemento subsequente na lista. Em muitos casos é, até, a salvaguarda da dignidade e a legitimação das instituições democráticas. Não tendo podido intervir, por não estar presente à hora em que fui chamado no Congresso do PS em Santarém, apresentei à direcção do Partido a intervenção preparada para o efeito, precisamente uma proposta com vista à alteração da lei, para alargamento das causas de perda de mandato. Tenho a certeza que, com essa medida, enquadrada com algum controlo judicial, casos anteriores como Oeiras, Gondomar, Felgueiras e outros menos mediáticos e casos recentes como os independentes de Famalicão e Carmona Rodrigues entre outros, tinham uma decisão imediata, poupando os concelhos e o país a situações vergonhosas e indignas de um estado de direito democrático, que são a causa do descrédito da actividade política em geral e dos políticos em particular. Em prol da democracia.

Postal.net António Cândido Oliveira

Es t a C â m a r a es tá m a i s i n t er e s s a da n u m a ma i s q u e s u p ér f l u a ci d a de de s p o r ti v a do q u e e m a lo j a r a co m u n i d a de ci g a n a d a E s ta ç ã o q u e v iv e h á d é c a d a s e m c on d i ç õe s in f r a humanas. E isto apesar de ter terreno (aliás, caríssimo) q u e c o mp r ou e x p r e s s a me n t e p a r a e s s e e f e i to n o m a n d a t o a n te r i or . E n i n g u é m p r o te s t a a s é r i o co n t r a i s to ?

Precisa-se encarregado de construção civil Contactos: 252 418 070 - 936 846 383

FICHA TÉCNICA

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Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, Joaquim Loureiro, João Fernandes

DIRECTOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt DIRECTOR-ADJUNTO: Feliz Manuel Pereira (CIEJ TE-81) felizmp@opiniaopublica.pt

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

Celso Campos (CPJ 4668) ccampos@opiniaopublica.pt Magda Ferreira (CPJ 4625) magda@opiniaopublica.pt

Quando é raríssimo ver algum responsável autárquico nos recintos desportivos, surge-nos a megalomania da cidade desportiva, que, à semelhança de algumas obras de gabinete, deve preencher o imaginário de alguém que se quer eternizar noutro qualquer mural ajardinado. Se nos martelam, constantemente, que os recursos são parcos; que o F.C.Famalicão está em situação desesperada para sobreviver, não obstante seja o clube da terra, quer queiramos quer não; que os subsídios para as modalidades amadoras demoram uma eternidade; que são os próprios atletas e técnicos a suportar grande parte das despesas de inscrições, deslocação, equipamentos e realizações, não se compreende o dispêndio de considerável volume de meios, na apregoada cidade desportiva, quando é muito difícil manter um

Carta ao Director

Na morte do Comandante Soares A jornada do Comandante Soares chegou ao fim. Que descanse em paz é o mínimo que lhe posso desejar! Tenho recordações de muito apreço deste voluntário e Homem Público. Foi dos últimos homens que encarnou o puro voluntariado. Encarnou também em si as mudanças tecnológicas, de uma era de “água e agulheta” para uma era de novas tecnologias, mercê do progresso vivido também nos Bombeiros, e na maneira de debelar os sinistros. Foi um entusiasta dessas mudanças. Lembrome das suas entrevistas com o jornalista José Casimiro na “Estrela do Minho”, em que entusiasticamente falava com o conhecimento de causa do emprego da neve carbónica no ataque a certos tipos de sinistro, com enormes vantagens sobre o tradicional. Comandou com entusiasmo durante dezenas de anos a sua Corporação, da Real Associação dos B.V. de Famalicão, a quem dedicou uma grande parte da sua vida, com todo o entusiasmo que lhe era peculiar, como voluntário de corpo inteiro. Foi ídolo de gerações de voluntários que viram nele o exemplo a seguir, no entusiasmo que punha em todas as coisas ligadas aos Bombeiros. Dava-se por inteiro à causa, e a causa do voluntariado era uma grande parte da sua vida. Figura alta e magra, transfigurava-se dentro da farda de Comandante, numa figura aprumada que infundia respeito e admiração, nas horas de solenidade. Respeitado a nível nacional, era de fácil trato e todos os colegas dedicavam-lhe amizade e carinho. Era um conversador nato e gostava de explanar as suas ideias e o seu parecer que nunca deixava de o fazer, verbalmente ou por escrito. Ao longo dos anos e ao serviço do Voluntariado, pôs em risco em alguns casos a sua integridade física, nomeadamente num caso em que a sua

DESPORTO: Abílio Moreira (CNID 1844), Aristides Ferreira (CNID 1194), Bruno Marques (CPJ 8022), Jorge Humberto, José Carlos Fernandes (CNID 685), José Clemente (CNID 297), José Marques (CNID 731), Pedro Sá (CNID 1905) e Pedro Silva (CICR-220).

EDITOR DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022) brunomarques@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Arcindo Guimarães (CICR-56), Carla Alexandra Soares (CICR-248), Celso Campos (CPJ 4668), Cristina Azevedo (CPJ 5611), Magda Ferreira (CPJ 4625), Marta Marques (CICR320), Raquel Barbosa (CPJ 6924) e Sofia Abreu Silva (CPJ 10952).

funcionamento normal das estruturas existentes, nos tempos que correm. Para se inteirarem da realidade, é necessário que os detentores dos pelouros desportivos desçam da fotogenia das conferências de imprensa até aos pavilhões desportivos, conversem com os jovens praticantes e técnicos que, habitualmente, na véspera dos jogos, ainda não sabem como será a próxima deslocação ao campo do adversário, porque não há dinheiro para gasóleo ou a velha carrinha avariou. O problema resolve-se sempre, à última hora, obviamente, com o espírito desportivo dos bolsos dos presentes, porque já bastam os outros traumatismos da sociedade do bluff e do exibicionismo mercantilista, que algumas vias sacras do consumismo nocturno da urbe citadina vão pro-

porcionando. Há que tratar convenientemente do que temos, porque de nada serve um projecto de cidade desportiva, a não ser para encaixilhar na consciência colectiva dos ideólogos que sonham com o descerramento de mais uma lápide, no dia da inauguração. Não sei se o Clemente irá indagar a notícia, mas, no sábado passado, os juvenis de voleibol do FAC foram ganhar à conceituada equipa do Sporting de Espinho, por 3-1, sem carrinha e sem gasóleo. Um trabalho de base, com alguns anos, que não se vê nos escaparates, mas vai dando frutos. Não o aproveitem e continuem a divertir-se com a cidade desportiva, enquanto o pavilhão de Brufe se mantém inerte, após o desenvolvimento do complexo de Ribeirão e o anunciado polidesportivo de Requião. Venha mais uma conferência de imprensa! Com flores!

FOTOGRAFIA: Andrade Lobo (CNID 1194) e Carlos Alberto Silva (CNID 1042).

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares, Elisete Santos, Pedro Silva. INFORMÁTICA: Filipe Fragoso

esteve em risco numa aparatosa queda ao serviço dos Bombeiros. Não sou a pessoa indicada para fazer o seu panegírico. Limito-me somente, a recordar o amigo que sempre me respeitou, a quem dedicava o meu respeito e amizade. Mesmo naquelas ocasiões em que as paixões são más conselheiras, sempre veio ao de cima a educação, o respeito, a amizade e a tolerância própria de Homens bem formados, como era o seu caso. Estas simples palavras nascem de um impulso que me leva a realçar figuras como o comandante Soares que marcaram uma época. É um virar de página da vida local, numa actividade que marcou sobremaneira o tempo, nos últimos cinquenta anos, que é a actividade do Voluntariado na defesa de pessoas e bens que sempre foi acarinhado pelos famalicenses. Hoje os tempos são diferentes e o voluntariado do passado vai dando lugar ao profissionalismo. Sabemos que a Protecção Civil tem que ser encarada com grande responsabilidade. Mas não desprezem nem deitem fora o voluntariado, que brota com naturalidade de todos os que sentem na alma, a necessidade de dar aos outros alguma coisa de si, sem esperar retribuição. Não fechem a porta a algum romantismo que ainda existe e que alimenta sonhos de muita gente. Não materializem tudo! É o que apetece dizer Comandante Soares! O senhor que com outros, viveram um tempo diferente do de hoje, de dádiva, de solidariedade, de altruísmo, de abnegação e dedicação a uma Causa, Comem a faltar Causas. Honra à sua memória, e a todos os que seguem o seu exemplo de dedicação pura à causa do Voluntariado. Do amigo para sempre Amândio Oliveira Carvalho

OPINIÃO: António Cândido Oliveira, Avelino

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cultura

Primeira obra do autor é um trabalho intimista

Joaquim Gonçalves Oliveira lança "A Chave"

Joaquim Eugénio Oliveira

O famalicense Joaquim Eugénio Gonçalves Oliveira lançou, sexta-feira, o seu primeiro livro. Intitulada "A Chave", trata-se de uma obra intimista que relata uma fase da sua vida pessoal. A apresentação do livro aconteceu na sexta-feira à noite, no salão nobre do restaurante Eugénios, em Calendário, espaço que é propriedade do autor. Joaquim Oliveira, 50 anos, nunca tinha escrito e mesmo quando começou a redigir este livro, há pouco mais de um ano, não planeava publicá-lo. No entanto, no final, acabou por decidir dar

a conhecer os seus escritos "porque todos nós devemos dar o nosso testemunho para ajudar qualquer pessoa a ser feliz". O autor sente ter sido "empurrado" para esta nova fase da sua vida, depois de ter "passado por várias dificuldades e depressões", que diz ter conseguido ultrapassar sem ter tomado qualquer medicamento. Experiências que agora partilha neste livro. Assim, neste seu primeiro trabalho, Joaquim Oliveira procura dar aos leitores "a chave" para a felicidade, daí o nome da obra. "Há liga-

ções entre o mundo material e o mundo espiritual que muitas pessoas não conseguem entender e isso complica a vida, como não as entendemos, não conseguimos ultrapassar os problemas", conta o famalicense, acrescentando que no livro incentiva também o amor ao próximo. O livro "A Chave", editado pela Atelier Produção Editorial, foi apresentado numa cerimónia onde estiveram presentes algumas dezenas de amigos e convidados do autor. M.F.

Nova conferência no ciclo sobre as lutas académicas

Conflitos de 1919 na Universidade de Coimbra em debate O Museu Bernardino Machado acolhe, na próxima sexta-feira, pelas 21h30, mais uma conferência do ciclo "Lutas Académicas: do Liberalismo ao Estado Novo", desta vez dedicada aos conflitos suscitados na Universidade de Coimbra em 1919. A conferência terá como oradora convidada a professora Maria Cândida Proença, do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A docente possui o mestrado em História dos Séculos XIX e XX e o doutoramento em História Cultural das Mentalidades dos

Séculos XIX e XX pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ela dedica-se ao estudo e investigação de temas relacionados com a história cultural e das mentalidades e com o ensino da história na sua perspectiva histórica e didáctica. Entretanto, em nota à imprensa, a autarquia informa que as greves académicas de 1919 seguiram-se ao movimento da "Falange Demagógica", em 1910, constituído por um grupo radical de estudantes, que assaltava a Academia e pedia a reforma da Universidade. Este foi, de resto, o tema da úl-

tima conferência, que contou com a presença do investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra, António Manuel Nunes. Contagiados pela implantação da República em 1910, os estudantes exigiam a extinção da Faculdade de Direito, pois entendiam que ela representava o regime deposto, isto é a monarquia. Exigiam ainda a abolição do juramento religioso nos actos académicos e o fim da obrigatoriedade do uso do traje académico. A resposta ministerial demorou e não deixou os estudantes satisfeitos. A reacção foi rápida e violenta.

A 13 de Outubro a "Falange" invade e ocupa de forma violenta a Universidade. Os retratos dos professores monárquicos são vandalizados, bem como o do Rei D. Carlos. Rebentam bombas na Sala dos Capelos, o vestuário e os trajes dos lentes são destruídos. Para António Nunes, a "Falange Demagógica" nasce no rescaldo da greve académica de 1907, mantendo-se activa nos primeiros anos da primeira República, mas em resultado das lutas que travou com o Governo a seguir à revolução na reforma da Universidade, foi desmantelada, tendo os seus cabecilhas sido presos.

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cultura

Um dos projectos da nova Associação de Escultura e Arte Contemporânea

Teatro na Casa das Artes

"Macbeth" de Shakespeare este fim-de-semana

Famalicão pode vir a ter museu de escultura Criar uma escola, uma casa do escultor e do artista, um museu de escultura e uma fundação. Estes são os objectivos da Associação de Escultura e Arte Contemporânea, uma instituição internacional nascida em Famalicão por iniciativa do escultor famalicense Manuel Cruz. Apresenta-se como uma associação de cariz artístico e sem fins lucrativos, cujo objectivo é chamar a atenção para as artes plásticas e existência de bons artistas na região Norte do país. "Toda a gente fala em Lisboa, diz que lá é que estão os escultores, mas acho que o Norte tem bons nomes, gente nova a emergir com muita qualidade", apontou Manuel Cruz, que preside à instituição, quinta-feira, na cerimónia de constituição e de apresentação pública da Associação de Escultura e Arte Contemporânea (AEAC), realizada no café-concerto da Casa das Artes. O escultor famalicense é 'o pai' da instituição, tendo chamado depois ao projecto um grupo de pessoas ligadas às artes, "com quem mais me identifico", justifica. "A partir de hoje, esta associação será de todos, não só minha. Sei que todos estão aqui com as mesmas convicções que eu e por isso acredito que este projecto tem pernas para andar e muito caminho para desbravar", confidenciou. O presidente da Câmara é um dos sócios

Magda Ferreira

Magda Ferreira

Manuel Cruz e Armindo Costa, ao centro, na cerimónia de constituição da associação

fundadores da AEAC, que considera um projecto "interessante" e até "a melhor obra" que Manuel Cruz, de cujo trabalho é admirador e até cliente, criou até hoje. "Espero que não deixemos morrer este projecto. A criação desta associação vai perdurar ao longo dos tempos, com obra feita pelo país abaixo", declarou Armindo Costa. Projectos ambiciosos Esta nova associação surge com um conjunto de projectos ambiciosos, entre os quais se destaca a criação de um museu de escultura ao ar livre. Trata-se de um "projecto de grande dimensão" que prevê a criação de 20 novas esculturas por ano, por forma a que em 2012 (ano em que Guimarães será "Capital Europeia da Cultura") esse museu seja composto por 100 esculturas e, em 2022, por 300. Além da estrutura

museológica, o parque incluirá também um edifício para a sede da associação, um auditório, um hotel e ateliês. "Para mim, este é o projecto que mais vai divulgar a associação. Será uma mais valia para as artes plásticas e para a escultura, não só no conselho, como em todo o Norte de Portugal. É um projecto grandioso, não é uma utopia", considera Manuel Cruz. É também intenção da AEAC fundar uma escola de escultura e arte contemporânea, que receberá alunos a partir dos seis anos e que além de ensinar as técnicas da arte, pretende também formar "pessoas mais atentas à vida cultural e artística", procurando assim colmatar a lacuna que Manuel Cruz considera ser a inexistência de uma disciplina de educação artística nos planos curriculares das escolas. Existe também o pro-

jecto de construir uma casa do escultor e do artista contemporâneo, que anseia ser um lar para artistas "que são de certa forma marginalizados, alguns dos quais, apesar de terem qualidade, vivem em condições degradantes". Por fim, há ainda o objectivo de constituir uma fundação que gerirá todas as outras estruturas entretanto criadas. Nenhum dos equipamentos tem ainda localização definida, mas o presidente da Câmara já avisou que não vai deixar que, pelo menos o museu, saia de Famalicão. Armindo até sugeriu que o futuro Parque da Cidade, que em breve vai nascer na zona da Devesa [Ver notícia na página 12], com 30 hectares, tem todas as condições para acolher as esculturas. Uma ideia que agradou ao escultor famalicense, que disse até considerar que aquele "é o espaço ideal".

A Casa das Artes acolhe esta sexta e sábado, uma das obras primas de William Shakeaspeare, "Macbeth". A encenação da peça traz a Famalicão os actores João Lagarto – recentemente galardoado com um Globo de Ouro – e Valerie Braddell, nos papéis principais. "Macbeth" é uma tragédia sobre a ambição, o poder, o bem e o mal e a acção decorre na Escócia. Macbeth regressa a casa de uma batalha, vitorioso, quando que lhe aparecem três bruxas. Ao exaltarem Macbeth com promessas de grandeza e revelações proféticas, as bruxas despertam nele uma ambição destemperada. As forças malignas e o encorajamento de Lady Macbeth levam-no a matar o rei enquanto este dorme hospedado em sua casa. Este acto brutal é o primeiro de uma série de assassínios, que incluem a mulher e filhos do nobre Macduff. Na sequência destes crimes Macduff destrói Macbeth, reorienta o poder, e avançando

com a armada escondida pelas árvores, símbolos de vida, passa o poder para o seu legítimo sucessor e futuro rei. "Macbeth" é um retrato de um homem cujo declínio faustiano faz dele vítima de si próprio e vitimizador de todos os que se lhe opõem. A sua verdadeira tragédia é a incapacidade do protagonista voltar atrás, refazer o seu percurso e consciente desta incapacidade, submerge a honra até que o seu fim sangrento o liberta na morte. Esta é uma história intemporal e uma análise política de um golpe de Estado e as suas consequências, mas Macbeth é também um thriller com um desenrolar rápido, intenso, cheio de humor e vulnerabilidade no meio da brutalidade e forças do sobrenatural. A peça é levada a cena no grande auditório, sexta e sábado, pelas 21h30. Tem uma duração de 150 minutos, com intervalo, e a entrada custa 12 euros.

Recordar Abril em Famalicão

Exposição conta com fotos e recortes da imprensa da época

As consequências imediatas da revolução do 25 de Abril em Famalicão podem ser recordadas até 31 de Maio, através da exposição documental patente nos Paços do Concelho, intitulada "Somos Filhos da Madrugada". A mostra evoca as greves dos trabalhadores na Mabor e na Têxtil Manuel Gonçalves, o conturbado processo de mudança no poder autárquico e outros acontecimentos decorrentes da revolução dos cravos. As primeiras eleições livres para a Assembleia da República também constam da mostra que é baseada em mais de uma centena de documentos, através de uma dezena de painéis. Fotografias e recortes de imprensa retratam os principais momentos vividos antes, durante e depois da Revolução de25 de Abril de 1974, numa organização do pelouro da Cultura da Câmara Municipal. "Com a exposição documental "Somos Filhos da Madrugada" pretendemos preservar e evocar a memória do "25 de Abril" e do período agitado do PREC [Processo Revolucionário Em Curso] no concelho de Vila Nova de Famalicão. Trata-se, por isso, de uma exposição com um grande sentido cívico e pedagógico", explica o presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa. A mostra pode ser visitada de segunda a quinta-feira das 9 às 18 horas e à sexta-feira entre as 9 e as 12 horas.


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