Issuu on Google+

ESPECIAL INFÂNCIA

No próximo dia 1 de Junho assinala-se o Dia Mundial da Criança. Por isso, neste Especial falamos sobre as instituições que apresentam respostas sociais vocacionadas para a infância. Conheça, por dentro, a filosofia que defendem, as actividades que proporcionam e os objectivos que querem atingir.

Câmara está já a precaver eventuais dificuldades

Alguns estabelecimentos do pré-escolar podem fechar No próximo ano lectivo, alguns estabelecimentos de ensino de educação pré-escolar da rede pública po-

derão, por falta de alunos, encerrar ou transferir as suas salas. Isso mesmo disse ao OP, Leonel Rocha,

vereador da Educação, explicando que é obrigatório o cumprimento do despacho n.º 13170/2009 do Ministério da Educação. Assim, a autarquia famalicense já iniciou com a DREN, agrupamentos de escolas, juntas de freguesias e associações de pais uma espécie de concertação para minimizar os problemas que daí poderão advir. Caso se venham a verificar as dificuldades, “é necessário o estabelecimento de consensos com as populações, exigindo diálogo e negociação com as comunidades envolvidas e, sobretudo, comprovar

que é assegurado às famílias que as crianças passam a frequentar uma escola melhor”, revela o vereador. Sobre esta questão, Leonel Rocha assume que a autarquia está apreensiva, mas com as situações já devidamente sinalizadas e preparadas para garantir aos “alunos a continuação de uma educação de qualidade e minimizar os transtornos aos pais e encarregados de educação que uma decisão deste género possa causar”. Existem, actualmente, 3.729 alunos a frequentar a educação pré-escolar, dos quais 1.510 alunos nos 49 jardins-de-infância da rede pública, 2.069 alunos nas 30 instituições particulares de solidariedade social e 150 alunos em 5 instituições privadas. Contas feitas, a taxa de cobertura já é significativa no concelho de Famalicão e, no entender do vereador, não existe a necessidade de abertura de novas turmas de educação pré-escolar. “O que estamos a fazer é criar melhores condições nas salas existentes, com melhorias e apetrechamento das salas dos nossos jardins-de-infância ou no que concerne aos centros escolares, construir novas salas para as turmas já existentes”, esclarece o vereador. Ainda na educação pré-escolar, outra das novidades prende-se com a certificação dos jardins-deinfância da autarquia. “Estamos,

neste momento, a iniciar os procedimentos necessários para a sua implementação no próximo ano lectivo”, anuncia. Ao nível da infância, recorde-se que o município também é responsável directo pelo 1º ciclo do ensino básico, onde tem realizado, ao longo destes últimos anos, “um investimento de milhões de euros no parque escolar que estava muito degradado”. Já nas restantes valências dedicadas à infância, Leonel Rocha afirma que o trabalho está a ser desenvolvido, “com enorme qualidade” pelas IPSS. Leonel Rocha tem a firme convicção de que Famalicão está bem servido em termos de respostas sociais para a infância. “Aqui, uma palavra de apreço a gratidão às instituições particulares de solidariedade social que, para além de continuarem a prestar um serviço público, têm-se adaptado às novas realidades educativas”. Assim, enquanto município e enquanto munícipes “devemos estar honrados e agradecidos pelo trabalho desenvolvido por estas instituições”, porque, lembra Leonel Rocha, estas foram as primeiras a prestar as primeiras respostas sociais e “continuam a dedicar, como o público, um excelente trabalho em prol da educação dos futuros cidadãos famalicenses. Sof ia Ab reu Silva pub.


II

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Associação aposta em diferentes actividades

Ludotecas de Famalicão: é importante brincar

A Associação de Ludotecas de Famalicão (ALF), no centro da cidade de Famalicão, foi criada em 1999 e constituída como IPSS em 2000. 45 meninos e meninas frequentam a creche, dos 4 meses aos 3 anos; 50 estão no pré-escolar; 30 crianças, com mais de 6 anos, estão no Centro Educativo/Ocupação de Tempos Livres. Já a animação itinerante promovida pela ALF engloba cerca de mil crianças do concelho de diferentes instituições de ensino. Das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira, desenvolvem-se na Associação variadíssimas activi-

dades “pedagógicas e educativas orientadas por técnicos qualificados, seguindo modelos inovadores da educação de crianças e jovens”, salienta Daniela Silva, directora técnica da ALF. Destaque para actividades como artes plásticas, pintura, modelagem de barro, teatro, dramatização, música, musicoterapia, yoga, natação, inglês, introdução à matemática, visitas de estudo ao exterior, praia, piscinas, actividades desportivas e informática. Em relação à educação dos mais pequenos, a Associação de Ludotecas tem

procurado uma “maior participação dos pais” e “estabelecer maiores parcerias com entidades locais e nacionais com vista ao desenvolvimento de projectos significativos para a educação”, explica Daniela Silva. A directora técnica realça ainda a “importância da criança brincar e ser verdadeiramente criança, uma vez que há uma tendência crescente para a escolarização das crianças muito precocemente”. Tendo em vista proporcionar bons momentos aos mais pequenos, a Associação tem realizado obras de requalificação do edifício, restauro dos espaços exteriores, além da criação de novos serviços de educação parental, serviço de psicologia, serviço de apoio social, formação contínua dos funcionários com vista à prestação de melhores serviços, entre outras apostas, como sessões de sensibilização. Para o futuro, os objectivos passam “pela melhoria contínua de todos os serviços prestados, com vista à excelência; criação de novas respostas sociais e certificação de serviços”.

Abre ainda uma nova sala de jardim-de-infância

Tailvazinho aposta no 1º ciclo

O Talvaizinho, com as valências de creche e jardim-de-infância, nasceu em Setembro de 2006, com o princípio de que “é possível termos uma escola criativa, capaz de potenciar os seus recursos fisicos, humanos, materiais, inovando as práticas e conteúdos”, começa por afirmar Paula Coelho, directora pedagógica do Talvaizinho. Aos ‘talvaizinhos’, diz Paula Coelho, além das actividades previstas nas orientações curriculares, são oferecidos diferentes e diversas actividades que vão desde “a piscina, à musicoterapia, à iniciação ao cavaquinho/expressão musical, inglês, ballet, kung-fu, colónia balnear, actividades de educação ambiental na horta e pomar do Talvaizinho”. Mas a grande novidade para o próximo ano noTalvaizinho é abertura do 1º ciclo, com o lema “Crescer com Arte”, e uma nova de jardim-de-infância. O 1º ciclo é, como explica Paula Coelho, um projecto que está a surgir num edifício contíguo ao existente e está dotado de 4 salas de aulas, uma bilioteca escolar, infoteca e bilioteca, um gimnodesportivo, um gabinete de

articulação entre educadores de infância e professores do 1º ciclo, casa de banho para meninas e meninos, arrecadação de material, um campo de jogos, pomar, horta pedagógica e um recreio coberto para os dias de chuva ou de muito calor. Segundo Paula Coelho, as preocupações no Talvaizinho vão no sentido de porpocionar serviços de excelência às crianças e, inevitavelmente, aos pais. “Temos a certeza que os pais das crianças que frequentam o Talvaizinho desempenham com toda a tranquilidade a sua profissão, pois já nos têm provado que confiam a 100% na equipa do Talvaizinho”, conta. Sublinhando que este é um percurso de 4 anos, a directora pedagógica garante que os pais estão “muito envolvidos no quotidiano educativo do Talvaizinho e dos seus educandos”. No entender de Paula Coelho, a educação só funciona se houver “amor e dedicação dos seus profissionais”. O Talvaizinho é uma instituição que está aberta 12 meses no ano, das 8 horas às 19h30. pub.


publicidade

pĂşblica: 26 de Maio de 2010 III


IV

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Instituição localizada na freguesia do Louro

Novas instalações inauguradas em 2011

Creche e Jardim Infantil Mais qualidade D. Elzira Cupertino de Miranda: no Centro Social carinho é o valor principal de Pousada de Saramagos A Creche e Jardim Infantil D. Elzira Cupertino de Miranda, na freguesia do Louro, possui as valências de creche, jardim-de-infância e serviço de pontas ao 1º ciclo, com o serviço de almoço. Neste momento, a creche é frequentada por 55 crianças, o jardim-de-infância serve 79 crianças, enquanto o serviço de pontas destina-se a 46 crianças. Aos meninos do jardimde-infância, além de lhes serem ministrados os currículos do Ensino Pré-Escolar, ainda frequentam as actividades extra de música, inglês e informática. A instituição inicia a sua actividade às 7h15 e encerra às 18h30, mas os ensinamentos prolongam-se para uma vida inteira. “Os principais valores que procuramos transmitir são o carinho, a partilha e a solidariedade. Potenciamos o desenvolvimento de condutas, hábitos e atitudes das quais salientamos a colaboração, o altruísmo e a reciprocidade, procurando sempre estimular a sua imaginação e criatividade”, diz a direcção.

A equipa disciplinar é formada por cinco educadoras de infância, um professor de música, uma professora de inglês, duas professoras de informática, oito auxiliares de acção educativa, cinco funcionárias de serviços gerais, uma cozinheira, uma ajudante de cozinha, um motorista e um gestor. Para a melhoria da funcionalidade da Instituição, acresce a esta equipa o apoio de uma empresa de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho e Segurança Alimentar, uma empresa de formação profissional e uma empresa de acessória técnica com vista à

implementação do Sistema de Gestão de Qualidade. Além do trabalho desenvolvido na sua actividade de acolhimento, educação e formação, a Creche e Jardim Infantil D. Elzira Cupertino de Miranda coloca ainda ao serviço dos seus utentes três carrinhas de transporte de passageiros e um autocarro. As pré-inscrições nesta instituição são feitas ao longo do ano lectivo, que vão ficando em lista de espera até Maio, mês em que são contactados os encarregados de educação a fim de procederem à matrícula dos seus educandos.

Com 22 anos de existência, o Centro Social de S. Martinho de Pousada de Saramagos alberga um total de 260 utentes nas mais diferentes valências que dispõe. Com a preocupação focada na pessoa, a instituição possibilita diversas actividades ao nível da comunicação, formação pessoal e social e também expressividade, nomeadamente, plástica, musical, dramática e motricidade ao mesmo tempo que disponibiliza apoio socioeducativo nos seus diversos pólos de actuação. No contexto educacional a direcção do Centro focaliza a aprendizagem no seu projecto educativo: “Educar para o Pensar”. “Hoje, o grande desafio da educação, mais do que em qualquer outra época, é o diálogo e o desenvolvimento da capacidade argumentativa. A força da persuasão dos média, o risco da manipulação e propaganda aguerrida exigem um espírito crítico cada vez mais desenvolvido. Qualquer contexto educacional tem como maior desafio o ensinar a pensar, porque o

mundo somente vai mudar se os nossos pensamentos mudarem”, diz a direcção. Com a preocupação constante de que as crianças sejam mesmo crianças, os pais são vistos como “os primeiros, imprescindíveis e insubstituíveis educadores”. A direcção da instituição vê, assim, como indispensável a sua integração e acção pois é na família que se obtêm os valores. Com a componente educativa a ser suportada pelo Estado, as famílias comportam aquilo que a direcção do Centro vê como vantagens em relação às valências pú-

blicas. “As comparticipações das famílias apenas pagam as refeições, actividades de prolongamento de horário e vigilância, actividades extra ou de enriquecimento curricular e tempos de férias do calendário escolar público”. A flexibilidade de horários, menor burocracia e maior participação parental são outras vantagens apontadas pela direcção. Em 2011, o Centro Social inaugurará as novas instalações de Lar, Centro de Dia e equipamentos de Apoio Domiciliário e poderá assim aumentar a qualidade dos serviços em obra de raiz. pub.


pública: 26 de Maio de 2010 V

especial

Externato educa para valores familiares

Lucipi: investir no Ser O Lucipi Externato do Barreiro nasceu no ano de 1994 e hoje trabalha com 100 meninos e meninas que frequentam o jardimde-infância e o 1º ciclo. O Externato proporciona aos seus alunos visitas de estudo, convívios familiares regulares, actividades de contacto com a natureza, além de outras que promovam o desenvolvimento físico e cultural dos mais novos, como aulas de natação em piscina de água salgada, ténis, patinagem, pintura, informática, inglês, educação musical e teatro. Para Luciana Pinto, directora pedagógica, além dos investimentos materiais, o importante é investir “diariamente no ser antes do ter e na convivência e tolerância antes do isolamento, fazendo com que os alunos retirem dos insucessos, uma oportunidade de crescimento”. As preocupações do Externato centram-se, por isso, nas áreas da educação para os valores familiares, cidadania e direitos humanos, intervenção ambiental e para um consumismo consciente e responsável,

assuntos inerentes ao Projecto Curricular do Externato “Educar Cidadãos para o Mundo”. Consciente dos novos desafios que são impostos à escola, como as tecnologias e um mundo global, o Externato proporciona aos seus alunos cursos de Verão em Inglaterra em parceria com o colégio Churchill House. De referir ainda, como sublinha a directora pedagógica, o desenvolvimento de competências do Programa Educativo no Meio Rural através de actividades numa quinta agrícola com 15 mil metros quadrados em Fama-

licão. O Lucipi Externato do Barreiro orgulha-se de ter uma equipa coesa e solidária e uma intencionalidade educativa claramente reconhecida e assumida por todos. “Estes são os principais ingredientes de um projecto capaz de sustentar uma acção educativa coerente e eficaz”, concretiza Luciana Pinto, acrescentando a articulação dos saberes de experiência feita de docentes com mais de 30 anos de prática pedagógica com uma nova geração de docentes. O Externato tem já abertas as inscrições.

Dispõe de Creche, Pré-Escolar e CATL

Bem-me-quer é solução em Delães Quando o antigo Centro Infantil de Delães encerrou foi necessário arranjar uma solução para a lacuna na oferta educativa nesta localidade. Nasceu assim, em 2003, a instituição Bem-mequer. Dispondo das valências de Creche, PréEscolar e CATL, a instituição responde diariamente a 114 crianças com o apoio de 30 funcionários. Na Bem-me-quer o projecto educativo está bem definido e é orientado pelos Ministérios da Educação e do Trabalho e Segurança Social. Para complementar, extra-curricularmente, as crianças têm aulas de natação semanais e, ao longo do ano lectivo, visitas de estudo integradas nas áreas de trabalho desenvolvidas pelas educadoras. Exemplo disso é o Programa Eco-Escolas, ao qual a instituição aderiu em parceria com o Centro de Estudos Ambientais da Câmara de Famalicão, e que tem o objectivo de criar hábitos de cidadania e preservação do ambiente.

A preocupação com a segurança também é uma constante e por isso, recentemente, foi construído um parque de estacionamento que facilita a entrega e recolha das crianças e foi adquirida uma nova viatura de transporte, tudo isto depois de ter construído um novo edifício que respondesse às exigências de um espaço educativo. Futuramente irá ser intervencionado o espaço exterior, nomeadamente melhorias no parque infantil e também a continuação do cultivo da horta pedagó-

gica. Com a preocupação permanente de promover a relação pais-instituição têm sido realizadas actividades e recentemente promovidos workshops relacionados com a psicologia infantil para que os pais saibam melhor lidar com as questões da parentalidade. A Bem-me-quer tem, assim, crescido todos os anos e para o ano lectivo de 2010/2011 já tem as inscrições abertas pelo que todos os interessados poderão visitar as suas instalações. pub.


VI

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Centenas de crianças já passaram pela instituição

Colégio A Torre dos Pequeninos: 10 anos a “Fazer Escola” “Iniciámos a actividade apenas com quatro alunos, hoje temos cerca de 200 e geramos 25 postos de trabalho directos, prestando um serviço público de qualidade”. Este é o balanço de Amílcar Sousa, director executivo do Colégio, que espelha o orgulho no sucesso obtido pela A Torre dos Pequeninos, que este ano comemora dez anos. Defendendo que “Ser educador não é uma mera profissão é uma vocação”, A Torre dos Pequeninos defende que os profissionais da educação “devem ser respeitados, dignificados e acarinhados pelos pais e alunos e pela sociedade”. Ciente de que “nunca como hoje a missão de educar foi tão complexa”, Amílcar Sousa lembra a importância das escolas terem “a difícil tarefa de ajudar os pais a desempenhar a sua função”. O responsável acredita que o maior legado que uma escola pode deixar aos seus alunos é o seu próprio exemplo de vida. “Os valores do esforço, da responsabilização, do mérito pelo trabalho são temas praticamente abolidos nas escolas”, sustenta

Amílcar Sousa, acrescentando que “o país não terá o futuro que todos desejamos enquanto não se mudar radicalmente a forma de olhar a Educação”. Ciente da confiança e do reconhecimento obtido ao longo dos últimos dez anos, Amílcar Sousa adianta que no futuro os objectivos da instituição de ensino passam por reforçar os laços de cooperação institucional com o Colégio das Caldinhas, “que acolhe a maioria dos alunos nos restantes ciclos de ensino, e com a autarquia local, cujo apoio constitui um factor de motivação adicional”. A Torre dos Pequeninos garante ainda apostar na pro-

ximidade com os pais e representantes, através de “um conjunto de iniciativas que ajudem a reflectir de forma alargada sobre a Liberdade de Opção Educativa”. “Os pais têm o direito constitucional de escolherem a escola que pretendem para os seus filhos sem terem que suportar os custos financeiros dessa opção”, argumenta Amílcar Sousa. Situado no perímetro da cidade de Santo Tirso e localizado a cerca de 10 minutos do centro de Famalicão, o Colégio A Torre dos Pequeninos iniciou a actividade em Outubro de 2000 e desde então tem contribuído para a formação e educação de centenas de crianças.

IPSS abriu há menos de um ano

1º ciclo abre na Mais Plural em Setembro A Mais Plural foi constituída em 2005 como cooperativa e foi logo equiparada a IPSS. Em finais de 2007, com a aprovação da candidatura ao Programa Pares, foi iniciada a construção do equipamento Mais Plural, que abriu as suas portas a 31 de Agosto de 2009. Na creche, a Mais Plural conta com 66 crianças, no Jardim-deInfância com 60 e no CATL com 20. Durante todo o ano, a Mais Plural proporciona “imensas actividades e saídas ao exterior, além do Inglês, actividade física, música e musicoterapia, ballet, karaté e natação”, divulga Carolina Pinto, directora técnica do departamento da infância e juventude. Apesar de ter as portas abertas há menos de um ano, a Mais Plural, face à demonstração de confiança dos pais nos seus serviços, avançará já no próximo mês de Setembro com um projecto escolar de 1º ciclo do Ensino Básico, “de forma a dar continui-

dade ao trabalho até aqui desenvolvido”, esclarece Carolina Pinto. Mas dentro do capítulo das novidades, há ainda a salientar que a grande aposta está na criação da Escola do Futuro, onde as “novas tecnologias estarão presentes, a par das artes, ao serviço de um processo de ensino-aprendizagem dinâmico, adaptado às necessidades actuais, e integrado na comunidade em que estamos inseridos, contribuindo para gerar níveis elevados de motivação e para aumentar

o desempenho do aluno”. Neste momento, os grandes investimentos na componente de infraestrutura estão concretizados na Mais Plural. “Dispomos de um edifício novo, moderno, confortável, bem equipado”, recorda a responsável, revelando que as atenções centram-se, agora, no projecto educativo. “É tempo de estabilizar, estando, no entanto, sempre atentos a todos os novos desafios que possam surgir”, traça Carolina Pinto. pub.


publicidade

pĂşblica: 26 de Maio de 2010 VII


VIII

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Associação queixa-se de falta de apoios na área social

Nova creche abre em Setembro nas Lameiras “Temos um grupo de pais espectacular”. É desta forma que Jorge Faria, presidente da direcção, e Carla Nogueira, directora técnica e pedagógica para a área infanto-juvenil do Centro Social das Lameiras, falam sobre os encarregados de educação das crianças que frequentam aquela instituição. “Estão sempre prontos a ver e a dar o melhor para os seus filhos e para instituição. São participativos, solidários e compreensivos”, sublinham, a propósito, os responsáveis. Recorde-se que a Associação de Moradores das Lameiras foi fundada em 25 de Maio de 1984. Um ano depois, inaugurou o Centro Social das Lameiras, que celebra este ano 25 anos de serviços sociais e educativos à comunidade. Actualmente frequentam o berçário e creche 50 crianças, com a previsão de este número aumentar para um total de 83, com abertura da nova creche e berçário, prevista para o mês de Setembro, obra já concluída e apetrechada no âmbito do programa PARES. O pré-escolar dispõe de

três salas com 75 crianças e o CATL é frequentado nas várias modalidades, desde o primeiro ciclo ao secundário, por 165 crianças, adolescentes e jovens, com horários entre as 7h30 e as 22 horas. O Centro Social das Lameiras está em permanente investimento. Primeiro foram as novas instalações inauguradas em Setembro de 2003. Depois foi a implementação de um sistema de gestão da Qualidade (SGQ) e a sua certificação em 2007. Mais recentemente, concluiu, então, a nova creche para mais 33 crianças. No campo das dificul-

dades, a Associação de Moradores das Lameiras afirma que precisa de mais apoios. “Tem sido noticiado todos os anos a atribuição de um subsídio no valor de cerca de 113 mil euros, que este ano sofreu um corte significativo, para esta Associação, quando na verdade, trata-se de uma verba para investir na gestão diária do Edifício das Lameiras, que é propriedade da autarquia”, expõem. Asseguram, assim, que “há mais de três anos que a Associação não recebe qualquer subsídio da Câmara para as actividades de solidariedade social, onde mais tem investido”.

Com horários prolongados e mais actividades

Centro Social de Castelões adapta-se às famílias Há várias novidades a registar no Centro Social de Castelões. Uma delas é o alargamento do horário em função das necessidades dos pais. Existe, assim, a possibilidade de as crianças ficarem na instituição até às 24 horas no dia de aniversário de casamento dos pais. A segunda prende-se com a aposta na divulgação da instituição e de todo o trabalho que é desenvolvido na internet. O Centro Social da Paróquia de Castelões compreende a sede na freguesia de Castelões e o pólo de Pedome. Na sede, estão 50 crianças na creche, 70 no pré-escolar e 165 no CATL. No pólo de Pedome estão 18 crianças na creche, 20 no pré-escolar e no CATL 58 crianças. Actualmente, o Centro Social da Paróquia de Castelões oferece um leque variado de actividades, entre as quais: piscina, inglês, educação física, iniciação ao futebol e dança renascentista. Recentemente as salas foram alargadas e equipadas com equipamentos de audiovisual, informático e de aquecimento. Foi também renovado o material lúdico-pedagógico e criado

um segundo espaço exterior com acesso directo das salas, além da instalação de energias renováveis. Actualmente, segundo a direcção do Centro Social de Castelões, as actividades satisfazem as necessidades e os interesses das crianças. Na realidade, estas são reajustadas no início de cada ano lectivo em função da motivação das crianças. A instituição assinala que os pais são participativos e presentes nas actividades e rotinas das várias valências. “Sentimo-nos realizados com a interacção positiva que conseguimos estabelecer entre a família e a escola”, sublinha a direcção. O Centro Social de Cas-

telões apresenta um leque alargado de serviços dos quais as famílias podem usufruir, tais como, médico, equipa de enfermagem permanente, terapia da fala, fisioterapia, serviço de psicologia, entre outros. “As actividades proporcionadas às crianças são leccionadas por professores que fazem parte, diariamente, da nossa equipa pedagógica”, divulga a direcção. O Centro é frequentado por crianças desde tenra idade, 4 meses, e “desde então são-lhe proporcionados todos os serviços necessários a um crescimento saudável e enriquecedor até ao 9º ano de escolaridade”. pub.


pública: 26 de Maio de 2010 IX

especial

Instituição pretende mudar de instalações nos próximos anos

Recreio do João fortalece relação com pais “Temos um serviço de proximidade com o nosso cliente e esta será a nossa postura nos próximos 100 anos”, começa por dizer Helena Correia, dirigente do Recreio do João (RJ), em Vermoim. A instituição abriu em Novembro de 2002. Actualmente, a resposta social de Creche tem capacidade para integrar 45 crianças, enquanto a componente de Apoio à Família e à Comunidade é composta por 15 crianças. O RJ aposta num desenvolvimento global e individual de cada criança. “Preocupamo-nos em diversificar o nosso campo de actuação, permitindo aos mais pequenos terem contacto com outros ambientes e estímulos, através da natação, música e ginástica”, explica Helena Correia. A filosofia de trabalho do RJ passa por um conjunto de acções que visam o envolvimento contínuo dos encarregados de educação na dinâmica da instituição e do seu educando. Como conta a responsável pela instituição o “próprio acto de candidatura de uma criança no Recreio obriga a que os pais conheçam

a instituição e validem os seus procedimentos”. Aliás, na instituição existe a Comissão da Qualidade dos Encarregados de Educação, que é responsável pelas auditorias internas ao sistema e por desenvolver acções de interesse e de melhoria do serviço. “É o ex-líbris. A aposta na comissão foi uma excelente estratégia. Das reuniões e das auditorias internas surgiram duas visões, a de encarregados de educação e a de técnicos, sendo ambas extremamente importantes”, sustenta Helena Correia, lembrando a transparência que a instituição mantém. “A prova disso é a possibilidade dos mesmos poderem entrar

na instituição a qualquer hora do dia, um princípio que mantemos com orgulho”. A mudança de instalações é sem dúvida a necessidade mais urgente para o RJ, uma vez que o espaço onde são desenvolvidas as actividades já se torna pequeno. Helena Correia revela que este é um projecto que está em “maturação e no qual a direcção irá apostar para a concretização acontecer nos próximos dois, três anos”. Finalmente, a direcção está também a trabalhar no sentido de desenvolver respostas sociais noutro concelho com o mesmo valor de qualidade a que já habitou o concelho de Famalicão.

Instituição não quer ser apenas prestadora de serviços

Centro de Cabeçudos fomenta ambiente familiar Foi a 27 de Outubro de 1997 que o Centro Social de Cabeçudos foi fundado. Actualmente, a capacidade legalmente permitida na resposta social da creche é de 30 crianças distribuídas pelo berçário (6); sala 1 ano (10); sala dois anos (14). O CATL tem capacidade para 40 crianças. Hoje, como no passado, a meta do Centro Social de Cabeçudos é promover o desenvolvimento integral dos mais pequenos “através de um atendimento individualizado no domínio sócio-afectivo, psicomotor, cognitivo e lúdico, aproveitando as suas potencialidades individuais e incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas”, elenca Cláudia Santos, directora de serviços. A responsável sublinha ainda a necessidade de estimular o convívio entre as crianças fomentando a sua inserção em grupos sociais diversos e o respeito pela pluralidade das culturas. É importante ainda, no entender de Cláudia Santos, “incentivar a participação

da família no processo educativo do seu educando, colaborando na resolução dos problemas e exigências, além de desenvolver acções na comunidade”. Para atingir todos esses objectivos, o Centro Social de Cabeçudos proporciona actividades nas diferentes áreas: expressão e comunicação, plástica, musical, motora, dramática, domínio da linguagem e da matemática; área da formação pessoal e social e área do conhecimento do mundo. Cláudia Santos refere que o Centro de Cabeçudos está sempre a empenhar-se na “melhoria e

qualidade dos serviços prestados aos clientes, satisfazendo plenamente as suas necessidades, optimizando a utilização dos recursos humanos e materiais”. Deste modo, a intenção não é ser “meros prestadores de serviços”, mas antes manter “o relacionamento de proximidade, confiança e afectividade com os clientes, fomentando o sentimento de pertença à instituição, para que esta seja vista como um prolongamento do ambiente familiar”. De resto, para o futuro fica o desejo de ver edificado um parque infantil exterior na instituição. pub.


X

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Instituição tem realizado vários investimentos

Centro de Riba d’Ave amplia Creche

O Centro Social e Cultural de Riba de Ave (CSCRA) surge sob a forma de associação em 1987, iniciando a sua actividade em Janeiro de 1995. 55 crianças frequentam a creche, 100 crianças estão no jardimde-infância e 80 crianças no Centro de Actividades de Tempos Livres. O currículo educativo do Centro de Riba d’Ave assenta em princípios pedagógicos, onde a criança é vista “como um ser activo e dinâmico”. José Gonçalves Puga, presidente da direcção, afirma que as actividades implicam “sempre o envolvimento da criança como forma de potenciar as suas capacidades

individuais”, além da valorização “da relação com a família e com a comunidade”. Para as crianças da Creche são desenvolvidas, ao longo do ano, sessões de massagens e concertos de música para bebés e quinzenalmente realizam-se sessões de música com o acompanhamento de uma professora. Relativamente ao Pré-Escolar, como actividades de enriquecimento do currículo, as crianças têm música, adaptação ao meio aquático, sessões de motricidade infantil e como actividade extra curricular, aulas de Inglês. Para as crianças do CATL

está em desenvolvimento o ateliê de danças criativas, aulas de informática, aulas de inglês e natação. A instituição ribadavense desde que abriu as suas portas à comunidade tem como preocupação central a constante melhoria dos seus serviços e infra-estruturas. “Por esse motivo, têm sido realizados ao longo destes anos diversos investimentos”, dos quais Joaquim Puga destaca a “construção de um parque de estacionamento e remodelação dos espaços exteriores e cozinha e espaços envolventes adequando-os às novas exigências impostas pelo HACCP”. Como próximos investimentos, no que diz respeito à infância, o CSCRA programa a ampliação da Creche, de forma a ter duas salas de cada idade e também a construção de um salão polivalente no exterior da instituição. “Existem já os projectos de arquitectura para estas duas obras, estando já aprovado e licenciado o projecto para a construção do salão polivalente”, divulga Joaquim Puga, acrescentando que relativamente à terceira idade, o grande projecto é “a construção de um Lar de Idosos”.

Com vista à certificação e qualificação

Novas instalações do Infantário inauguradas este ano Desde de 1972 que o Infantário da Escola Preparatória de Vila Nova de Famalicão está em funcionamento e em evolução. Actualmente, conta com 69 crianças nas suas valências apoiadas por 16 funcionários que diariamente fomentam a formação das crianças nas disciplinas de música, inglês e educação física. Para atingir a melhor qualidade e oferecer sempre a excelência da formação educativa, o Infantário está actualmente em obras, num projecto de reconstrução e ampliação das suas instalações, num investimento estimado em 585 mil e 600 euros com ajuda ao financiamento do programa PARES e também municipal. Esta obra ampliará a oferta de lugares e também melhores infraestruturas educativas com vista ao objectivo da certificação de qualidade e na contínua qualificação e formação

dos recursos humanos. Na vertente educativa, destinada às crianças, o Infantário e a sua direcção procura sempre obter uma maior envolvência dos pais nesta fase da vida dos seus filhos para uma melhor integração na sociedade pois, segundo Maria Alice Castro, presidente da direcção, “a nossa

instituição, no próximo ano, apresentar-se-á como um desafio à modernidade dando aos clientes conforto, comodidade, bem-estar e mais qualidade, querendo continuar a ser uma referência na comunidade, pelo papel desempenhado no campo da educação, da solidariedade e responsabilidade social”. pub


pública: 26 de Maio de 2010 XI

especial

Instituição foi inaugurada no ano passado

Centro de Seide investe em materiais lúdico-pedagógicos

O Centro Social e Paroquial de Seide S. Miguel é uma das mais recentes instituições particulares de solidariedade social do concelho. Projectado por Siza Vieira, abriu portas no ano passado, em Setembro. Num edifício marcado pela naturalidade, ao longo da semana, segundo a coordenadora pedagógica, Daniela Silva, as crianças realizam actividades relacionadas com todas as áreas de conteúdo: “área da expressão plástica, expressão motora, conhecimento do mundo, linguagem oral e escrita, matemática, expressão musical e formação pessoal e social”.

Actualmente a creche do Centro Social de Seide tem no total 29 crianças, separadas da seguinte forma: no berçário, estão 8 crianças; na sala do 1 ano estão 12; e na sala dos 2 anos, estão 8 crianças. Os últimos investimentos do Centro de Seide centraram-se na aquisição de equipamento para o parque exterior e equipamento adequado para as diferentes salas da creche, como piscinas de bolas, tapetes, percursos, materiais de faz de conta, assim como brinquedos para as crianças poderem frequentar a praia no Verão. Nos próximos tempos e como a instituição ainda é recente as prioridades vão para “mais materiais para as salas, funcionários e apostar mais nas formações para as famílias e funcionários”, prevê Daniela Silva.No campo dos objectivos, o Centro Social de Seide assume preocupações que estão relacionadas com as questões de higiene das crianças e com os valores que, hoje em dia, os pais privilegiam na educação dos seus filhos. “Neste momento, preocupa-nos, também, as demoradas respostas para as crianças que apresentam qualquer tipo de cuidados adicionais, nomeadamente a ajuda de terapeutas, psicólogos ou professores de necessidades educativas especiais”, frisa a directora pedagógica.

Para mais e melhores serviços

ATC implementará Gestão de Qualidade Com o intuito de promover a cultura para os mais novos, em 1974 nasce a Associação Teatro Construção. Teatro, música e cinema eram algumas das artes promovidas mas, com o decorrer dos anos, a evolução foi notória: foram criadas novas respostas sociais, com novos serviços, que aumentaram a área de actuação da instituição, abrangendo agora jovens e idosos. Com perto de 300 crianças, diariamente, nas diferentes valências da instituição, são cerca de 55 os funcionários que estão disponibilizados para a infância conjuntamente com diversos prestadores de serviços externos que auxiliam nas actividades pedagógicas complementares que o Colégio ATC disponibiliza, como a natação, educação física, informática, entre outras. Para uma melhor oferta dos serviços, a ATC levou a cabo, durante 2009, profundas obras de remodelação e renovação da Casa de Telhado conseguindo, assim, garantir o cumprimento de requisitos legais, renovando espaços e equipamentos e adquirindo novo material informático e carrinhas para o transporte das crianças. Não deixando para segundo plano a qualidade, a ATC vai implementar, no decorrer de 2010, o Sistema de Gestão de Qualidade em toda a instituição e de forma

global para que desta forma possa assegurar a melhoria na qualidade dos seus serviços, ao mesmo tempo que está a desenvolver esforços para continuar a qualificar os seus recursos humanos. Com o slogan “um espaço onde é bom crescer”, a ATC continuará a preocupar-se com a qualidade dos seus serviços educativos e pedagógicos para que o crescimento e desenvolvimento das crianças seja um processo sustentável e orientado, complementado com a participação efectiva das famílias na sua educação.

Reconhecida pelo profissionalismo e eficiência

Centro de Esmeriz estabelece relação de confiança

O Centro Social da Paróquia de Esmeriz iniciou as suas funções no ano de 2001 em prol da comunidade de Esmeriz e do restante concelho. Primeiro com as valências de creche, centro de dia, apoio domiciliário e alguns meses depois com a abertura de uma sala de pré-escolar. Na creche, a capacidade máxima é de 45 crianças dos 4 meses aos 3 anos; no pré-escolar a capacidade actual é para 50 crianças, embora inicialmente tenha sido apenas para 25. A cada faixa etária são proporcionadas actividades pedagógicas, mas existem outras actividades complementares como o Inglês, a música, ginástica e natação. Em Esmeriz, além da abertura de uma nova sala de pré-escolar que permitiu a cobertura de mais 25 crianças, vários investimentos têm sido feitos no sentido de melhorar e adaptar o espaço físico da instituição “às necessidades que vão surgindo, nomeadamente a ampliação do sector da cozinha, melhoramentos na ala do refeitório das crianças e mais recentemente a colocação de um novo piso no recreio externo das crianças”, elenca Luísa Gabriela Ma-

tos, directora técnica da instituição. A perspectiva, segundo Luísa Matos, é de continuar a efectuar investimentos em função das necessidades que vão surgindo no dia-a-dia, “sempre com numa visão proactiva e de melhoria contínua e com a finalidade de darmos o melhor aos nossos utentes e seus familiares”. Aliás, a envolvência das famílias é de facto muito importante para o Centro Social de Esmeriz. “Trabalhamos para que a relação existente seja de grande confiança, prestando também apoio aos pais nas suas funções enquanto educadores e pais obviamente”, afirma. Neste sentido, a instituição de Esmeriz tem investido em várias acções de educação parental. Na verdade, o Centro Social de Esmeriz é cada vez mais uma instituição de referência no concelho que presta serviços de qualidade e de confiança. “Investimos esforços no sentido de ir melhorando os serviços, apostando na formação contínua dos recursos humanos de forma a responder com mais rigor, eficiência e profissionalismo”.

Creche Mãe quer um novo edifício

Centro Social de Ribeirão empenhado no futuro da educação

O Centro Social Paroquial de Ribeirão (CPRS) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que nasceu de uma necessidade prioritária de âmbito social, no ano de 1986, contribuindo para a promoção integral de todos os paroquianos. Segundo Conceição Oliveira, da direcção do Centro, “educar e apoiar ao longo da vida

constitui um pilar fulcral no desenvolvimento estratégico da sociedade contemporânea”. Com a base da sociedade a ser a Educação, a preocupação em formar as crianças com valores é permanente em todas as suas expressões: “Não descorando uma perspectiva de inclusão social, ou seja, uma escola para todos com respeito pela liberdade de consciência, formação religiosa, valores morais, diferentes etnias, incluindo crianças com necessidades especiais”. A pedagogia é focalizada em cada educando e segue o seu ritmo para que todos atinjam os objectivos. Para tal, o Centro possui 41 colaboradores que se prestam a 350 crianças. O CSPR marca, mais uma vez, a sua presença na vila de Ribeirão pela sua capacidade empreendedora com um projecto para a criação de novas respostas sociais, nomeadamente lar residencial, centro de actividades ocupacionais e serviço de apoio domiciliário, que brevemente será mais uma realidade, juntamente com o objectivo da certificação do Sistema de Gestão de Qualidade.

É talvez uma das mais antigas instituições de Famalicão. A primeira acta está datada de 1936. Hoje, 74 anos depois, a Creche Mãe continua a ser uma IPPS de referência. 72 crianças estão na creche, 106 crianças no préescolar e 92 crianças no CATL, acompanhados devidamente por 39 funcionários diários. A Creche Mãe oferece aos mais novos diversas actividades, tais como aulas de música, ginástica e actividades lúdicas-pedagógicas com as crianças dentro da sala de aula e parceria com a escola de natação Lucipi. Para responder à muita procura, para o futuro fica reservado “a construção a curto prazo de um edifício para creche, pré-escolar e CATL”, revela Armandina Pimenta Neto, directorapedagógica da Creche Mãe. Cuidar dos mais pequenos é uma tarefa exigente, por isso as preocupações “existem sempre que se fala em crianças”, até porque a Creche Mãe “orgulha-se em procurar, compreender e saber quais as necessidades das crianças e dos seus pais”, denota Armandina Neto. “A Creche Mãe tenta criar um ambiente propício para o desenvolvimento pessoal de cada criança e tenta sempre favorecer a relação família e entidade”, assegura a responsável pedagógica.


XII

pública: 26 de Maio de 2010

especial

Instituição projecta-se face às novas realidades sociais

Colégio Delfim Ferreira: afecto, disciplina e trabalho O Colégio Externato Delfim Ferreira, em Riba d’Ave constituiu-se em 1962. A instituição tem 20 alunos a frequentar o pré-escolar e 172 inscritos no 1º ciclo. Os alunos da pré-primária e 1º ciclo têm actividades obrigatórias, mais concretamente a informática, educação musical, educação física e língua inglesa. A dança e a yoga surgem como ofertas curriculares, mas não obrigatórias. Os alunos podem ainda integrar alguns dos diversos núcleos de enriquecimento curricular que o Colégio oferece a todos nos ciclos de estudo desde a pré-primária até ao secundário. Na realidade, a prioridade do Colégio é individualizar, cada vez mais, o processo educativo. “Preocupa-nos, pela positiva, a farta procura que temos vindo a registar, ano a ano, mas o mais importante é crescer em qualidade e criatividade face aos tremendos desafios sócioeducativos que a escola de hoje enfrenta”, revela a direcção da instituição. Para o Colégio de Riba d’Ave é fundamental que o Projecto Educativo continue

a ser bem partilhado e entendido pela comunidade escolar. “Com afecto, disciplina, trabalho e sobretudo coerência educativa na conjugação escola/encarregado de educação tudo se alcança em tempo próprio”. São objectivos para o Colégio repensar a disciplina escolar como fundamento imprescindível a um bom processo de ensino-aprendizagem. Assim, é forçoso diagnosticar e projectar o Colégio face às novas realidades sociais num mundo em que impera a “cosmicidade”. “É um trabalho sistemá-

tico que não é visível a curto prazo, mas que urge realizar para que o tecido educativo escolar não entre em falência face à decadência de algumas estruturas sociais que têm vindo a contribuir para a fragilização e, em alguns casos, mesmo para a aniquilação dos valores, tão necessários ao crescer do ser humano”, avança a direcção. De resto, o Colégio realizou recentemente investimentos no parque informático, além de apetrechar todas as salas de aula com projectores e quadros interactivos.

Nova creche com capacidade para mais crianças

Centro Social da Paróquia de Joane a crescer A comemorar 20 anos de existência, o Centro Social de Joane (CSJ) dispõe de creche, jardim-de-infância e ATL num total de 220 crianças abrangidas por estas valências. A oferta pedagógica, educativa e lúdica é diversa e passa por diferentes aprendizagens: realização de actividades variadas como a expressão plástica, tridimensional, musical, corporal, dramática e actividades livres. “As crianças aprendem mexendo, experimentando, descobrindo, agindo. Para além destas, existem também actividades desportivas como a natação e educação física, inglês, informática e educação musical”, diz a direcção. Com a preocupação central a cingir-se às condições que as crianças necessitam para adquirir as capacidades indispensáveis ao seu desenvolvimento, o Centro construiu recen-

temente uma nova creche e qualificou as suas respostas sociais para que, desta forma, consiga dar seguimento ao seu projecto educativo que se prende com a aproximação dos pais aos filhos e à sua educação, fomentada em valores pessoais e transmitidos por todos os agentes educativos. A estimulação de programas e processos em que o Centro tem inter-

venção é também uma certeza nos programas definidos. A realidade em que o CSJ se integra é de uma necessidade permanente de combate à exclusão, logo a resposta social tem de ser eficaz. Para tal, o Centro tem apostado na qualificação dos seus recursos humanos e também implementado o Modelo de Gestão de Qualidade. pub


OE942