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PME’S Líder 2009

Foram distinguidas pelo IAMPMEI

Empresas mostram que são líderes

O Estatuto PME Líder é atribuído todos os anos pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e pelo Turismo de Portugal, no caso das empresas do Turismo, no âmbito do Programa FINCRESCE, em parceria protocolada, até agora, com seis grupos bancários a operar em Portugal: Barclays, Banco Espírito Santo, Banco BPI, Caixa Geral de Depósitos, Banco Santander Totta e Banco MillenniumBCP. Para obtenção do Estatuto PME Líder, a empresa deve ser convidada e proposta ao IAPMEI por um dos bancos protocolados. A empresa pode também apresentar a sua candidatura directamente ao IAPMEI. Para as PME serem consideradas Líder há uma série de critérios a cumprir, nomeadamente apresentarem a sua situação regularizada perante a Administração Fiscal, a Segurança Social, o IAPMEI e o Turismo de Portugal, se for o caso. O Estatuto PME Líder tem a validade de um ano. Por regra, é actualizado em Julho/Agosto de cada ano, mas o estatuto pode caducar em qualquer momento, caso haja conhecimento de algum facto que possa pôr em causa a qualidade de desempenho que se pretende associada ao Estatuto PME Líder, nomeadamente a degradação do nível de rating protocolado; registo de processos de insolvência em empresas par-

ticipadas pelos sócios/accionistas nos últimos 12 meses ou processos fiscais, judiciais e situações litigiosas, cujas repercussões futuras possam afectar significativamente a situação económico financeira da empresa ou de avalistas. Assim, foram muitas as pequenas e médias empresas portugueses que, num cenário económico adverso, conseguiram obter o estatuto de Líder 2009. São empresas que muitas vezes nasceram no seio de uma família e na família se mantêm. Contudo, empregam no país inteiro milhões de funcionários e criam riqueza para o país. Na verdade, a mais de 70% da das exportações portuguesas em 2009 foram feitas por pequenas e médias empresas (PME). A revelação é do próprio presidente do IAPMEI, Luís Filipe Costa, que afirmou também que as vendas de PME ao exterior cresceram 38% no ano passado. Mesmo assim, só 7% a 8% das empresas portuguesas são exportadoras regulares dos seus produtos ou serviços. Mesmo assim, as empresas parecem estar atentas e apostam em novos produtos e serviços inovadores para cativar os clientes dentro de fora do país e não deixam que a balança se desequilibre, mesmo em períodos mais complicados. O OPINIÃO ESPECIAL dá a conhecer neste trabalho algumas dessas empresas que são líderes.

Investimento em marca própria é sucesso

Peúgas Carlos Maia estão em todo o mundo Milhares de meias técnicas e peúgas de desporto saem, diariamente, da empresa Peúgas Carlos Maia para calçar cidadãos de vários pontos do globo. A empresa da Carreira, Famalicão, criada em 1995, dá emprego a 80 funcionários e apresenta uma marca própria: a Pureco. Na realidade, a Pureco tem sido um sucesso na Europa, em países como França, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Suécia e República Checa. “A Pureco está espalhada por todos os países europeus, inserida em marcas como a Umbro, Le coq sportif, Kappa, Diadora, Sergio Tacchini, Lotto e muitas outras marcas”, elenca Carlos Maia, director da empresa, que acredita que a qualidade do produto é premiada e neste sentido que se constrói o futuro. Carlos Maia revela que, mesmo em contexto económico

desfavorável, a sua empresa conseguiu nos últimos dois anos “colocar mais de 60% da produção actual em novos clientes”. “Temos feito frente à crise através de uma boa gestão e recorrendo a uma modernização contínua”, acrescenta. Não será, assim, por acaso que Carlos Maia vê a sua empresa a receber mais uma vez a distinção de PME Líder: “o prémio é um reconhecimento pelo trabalho que fizemos ao longo dos anos e é uma maisvalia perante os nossos clientes”, defende. Na verdade, o certificado de PME junta-se a outras distinções, nomeadamente ao Certificado de Qualidade, pela APCER, o Certificado Oeko-Tex Standard 100, pelo Citeve, relativo às propriedades antibacterianas das meias e o Certificado de Registo da Pureco, pelo Instituto de Harmonização do Mercado Interno.

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II

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especial

Pretende ainda construir uma nova sede da empresa

Empresa é PME Líder e Excelência

Fernando Silva deseja aumentar facturação

Desde 1989 que a empresa Fernando Silva & Cª Lda, na freguesia da Lagoa, dedica a sua actividade à construção civil e obras públicas, tendo como principais clientes as câmaras municipais e juntas de freguesia do país. Com 21 funcionários, a empresa fechou o ano de 2009 com um volume de negócios na ordem dos 900.000.000 euros. Perante a atribuição do estatuto PME Líder 2009, Fernando Silva, sócio-gerente, afirma que este título é visto com “grande satisfação”, pelo facto da empresa ser “reconhecida pela sua boa gestão e prática financeira”. No entanto, outro dos títulos que a Fernando Silva aguarda é o da Certificação pela Norma EN ISO 9001:2008, Certificação do Sistema de Qualidade, tendo a empresa já sido auditada para o efeito, esperando, agora, o derradeiro resultado. Fernando Silva acredita que todas as empresas sentiram efectivamente “de al-

Cimenteira do Louro: consolidar o progresso

guma forma” as contrariedades desta crise. “Na nossa empresa a dificuldade mais sentida, além da menor oferta de trabalhos, foi a de uma liquidez mais demorada por parte de alguns clientes”, divulga o responsável máximo da empresa. Assim, as estratégias para combater as adversidades assentaram na “conjugação de esforços no sentido de garantir o fornecimento de produtos e serviços de qualidade”. Aumentar de forma sustentável a facturação, bem como o leque de clientes, tentando cada vez mais fidelizar os mesmos são metas a alcançar pela empresa Fernando Silva & Cª Lda no futuro. “Será importante também manter os mesmos postos de trabalho, mas outro dos objectivos é construir novas infra-estruturas para a sede e organização da empresa”, acrescenta o sócio-gerente pub

A empresa Cimenteira do Louro S.A. deu os primeiros passos em 1975. Hoje mantém a sua sede na freguesia do Louro e possui uma unidade de produção em Meães, Lousado. A Cimenteira fabrica e comercializa artefactos de cimento e emprega 150 funcionários. Em 2009, a empresa registou um volume de negócios de 17 milhões de euros e foi mais uma vez distinguida com o estatuto PME Líder, pelo IAPMEI. No entender de José Carlos Pereira, administrador da Cimenteira do Louro, esta distinção acontece “pela boa performance financeira consolidada ao longo dos anos”. A par da distinção de PME Líder, a Cimenteira tem conseguido, ao longo de vários anos, o prestígio de obter o título de PME Excelência. “Continuamos a cimentar os percursos do futuro e a ser reconhecidamente uma empresa líder e de prestígio na nossa região”. Apesar da tão propalada crise, a empresa do Louro garante não a ter sentido em particular. Face à crise diferençaram-se os produtos, como por exemplo, as pedras artificiais,

painéis em betão para pavilhões industriais, cubas para ecopontos, bancadas para polidesportivos, entre outros. “Estes substituíram a queda das vendas nos produtos já existentes”, explica o administrador. “A crise apenas se fez sentir no plano dos recebimentos de clientes, os quais se traduziram num aumento do prazo médio”, acrescentou José Carlos Pereira. Um aumento gradual das exportações e esperar que se iniciem novas obras são as expectativas da Cimenteira do Louro para “manter toda a estrutura adquirida ao longo dos anos”. Os clientes da empresa são organismos públicos, como câmaras municipais, e empreiteiros em geral. No plano externo, traduz-se essencialmente pela exportação para grandes superfícies comerciais em Espanha, França e Itália. Comprovando a qualidade da Cimenteira do Louro, a empresa está presente nas melhores e mais importantes obras realizadas nos últimos anos: das auto-estradas, às pontes, centros comerciais e urbanizações.

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especial

Empresa reconhecida pelas boas práticas

Olímpio Miranda: crescimento é objectivo A empresa de indústria têxtil Olímpio Miranda Lda – Malhas Olmac está desde 1981 em Palmeira, de Santo Tirso, mas recentemente conta com novas instalações em Cabeçudos, Famalicão. A empresa conta actualmente com 102 funcionários e apresentou em 2009 um volume de negócios na ordem dos 8.534.591 euros. Para Mário Miranda, administrador da Olímpio Miranda, é com “enorme orgulho” que a empresa “tem recebido o título de PME ao longo destes últimos anos”. “É a demonstração de boas práticas comerciais e de gestão”, sintetiza. A empresa de indústria têxtil Olímpio Miranda assume, contudo, que num ano marcado pela crise teve de adoptar novas posturas, nomeadamente “maior ri-

gor nos procedimentos dos colaboradores, maior agressividade do sector comercial, na procura

de novos mercados e utilização de novos métodos de gestão e informação, benchmarking e mana-

gement systems”, revela Mário Miranda. A marca Olímpio Miranda Lda – Malhas Olmac está em vários mercados, sobretudo no europeu, em países como Alemanha, Suíça, França, Áustria e Suécia. Para o futuro, a empresa apresenta como objectivo capital o crescimento “sustentado do volume de negócios”. Além da distinção de PME Líder, a empresa foi ainda reconhecida com o título de “PME Excelência 2009” outorgado pelo Ministério da Economia , IAPMEI e Banca Comercial. “Este prémio reconhece as competências a nível económico e financeiro da Olimpío Miranda Lda. Malhas Olmac, englobadas numa estratégia de desenvolvi-

mento sustentável”, afirma Mário Miranda. Aliás, num universo das empresas nacionais, apenas 370 são Pequenas e Médias de Excelência. Mário Miranda aponta que também para este título há uma série de critérios a respeitar, concretamente “pertencer aos dois primeiros rácios de rating AAA ou AA pela análise de contas do exercício, autonomia financeira igual ou superior a 35%, crescimento do volume de negócios superior ou igual a 5%, rendibilidade dos capitais próprios igual em mais ou equivalente a 10% e rendibilidade dos activos igual ou superior a 3%”. Obedecer a todos estas exigências pode não ser fácil, mas a empresa Olímpio Miranda Lda. Malhas Olmac consegue. pub

Plásticos Macar aumenta facturação

Em Santo Tirso, em Palmeira, está a Plásticos Macar – Indústria de Plásticos Lda. Todos os dias saem desta empresa sacos plásticos de diferentes tamanhos e feitios e, igualmente, para diversos efeitos. A empresa não podia estar mais satisfeita pela atribuição do estatuto PME Líder 2009, pois foi, precisamente, com esse propósito que a empresa trabalhou. Aliás, no ano passado a facturação da empresa tirsense assinalou uma subida. Com 30 funcionários, a Plásticos Macar pretende prosseguir com a mesma postura de crescimento, correspondendo às solicitações dos clientes a nível nacional e internacional.


IV

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pública: 21 de Abril de 2010 V

especial

Grupo Partteam: especialista em informação tecnológica interactiva

Inovação para atingir a excelência A perfazer dez anos de vida, o Grupo Partteam cedo evoluiu para o mercado internacional e neste momento possui distribuidores exclusivos em Espanha, Itália, Roménia e França, tendo comercializado para mais de 21 países em todo o mundo. “Neste momento estamos em ‘negociações’ bastante avançadas para atribuir a distribuição exclusiva dos nossos quiosques multimédia para os PALOP”, acrescenta Miguel Soares, CEO do Grupo Partteam, empresa que desde 2005 tem registado um crescimento do seu volume de facturação na ordem dos dois dígitos. “As preocupações do Grupo Partteam na criação de novos produtos não serão uma meta de futuro, mas fazem parte do nosso dia-a-dia e, portanto, do presente. Temos noção da nossa posição de mercado, mas sabemos que todos os dias temos de ter em mente um pensamento de inovação e, sobretudo, o desenvolvimento e criação de novos produtos com a utilização de tecnologias próprias ou integrando tecnologias de terceiros”, aponta Miguel Soares, frisando que um dos objectivos do grupo é “criar soluções e quiosques multimédia interactivos que sejam considerados como um produto de excelência, a nível estético, mas sobretudo no que diz respeito à componente tecnológica”. Criado em Maio de 2000, o Grupo Partteam é já considerado um especialista no ramo da informação tecnológica interactiva, colocando no mercado um vasto conjunto de soluções: quiosques multimédia; sistemas interactivos e de projecção multimédia; sistemas de gestão atendimento; audio/vídeo guias; desenvolvimento de software e inter-

net. Destes, o sector que mais contribui para o volume total de negócios é a comercialização de quiosques multimédia, possuindo aproximadamente 40 modelos standard. “Com algum orgulho reconhecemos que fomos a empresa que ganhou mais projectos e concursos públicos em Portugal nos últimos anos e somos claramente a empresa portuguesa que comercializa mais quiosques e com maior penetração a nível internacional”, afirma o responsável. Em 2009, e à semelhança do que vem acontecendo nos últimos três anos, o Grupo Partteam, que emprega 10 funcionários, foi distinguido como PME Líder. Uma distinção que, para Miguel Soares, “é o resultado do excelente trabalho” que a empresa tem desenvolvido.

Estatuto PME Líder é “um orgulho e uma responsabilidade”

Novas marcas e mercados são apostas da Cardan Criada em 1976, a Cardan foi distinguida em 2009, uma vez mais, com o estatuto PME Líder. Uma distinção que a empresa recebe “com orgulho e sentido de responsabilidade”. “É uma distinção que confirma o sucesso da aposta contínua na formação dos nossos colaboradores e num permanente enfoque na satisfação dos clientes”, entende Jorge Macedo, administrador da empresa. Dedicada ao comércio e reparação automóvel e de motos, a Cardan de Famalicão não passou imune à crise até porque o sector automóvel foi um dos mais afectados. “Felizmente, a estratégia de diversificação de marcas e de negócios complementares (viaturas usadas, motos, rent-a-car, etc.) iniciada em anos anteriores permitiu amortecer o impacto das enormes quebras do mercado automóvel. A nova unidade de V. N. Famalicão, em que concentramos várias Marcas e Serviços num mesmo local, é um

exemplo da importância de maximizar sinergias em tempos difíceis”, evidencia Jorge Macedo. Nesse sentido, são metas da Cardan “continuar a crescer sustentada e responsavelmente, através da representação de novas marcas e da entrada em novos territórios urbanos, onde hoje ainda não estamos presentes, no Norte do país”. Essa filosofia está já em execução e, em 2010, a Cardan iniciou já a representação da marca Mazda e está a iniciar a construção de novas instalações em Braga,

“onde, à semelhança do que hoje acontece em Famalicão, concentraremos várias marcas e onde será criada uma central de distribuição de peças”. A Cardan de Famalicão emprega, actualmente, 92 funcionários e tem um leque variado de clientes, “que vão desde o cliente particular que adquire uma moto ou um carro, até grandes empresas nacionais que renovam periodicamente as suas frotas”. O volume de negócios da empresa ronda os 17,3 milhões de euros. pub


VI

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pública: 21 de Abril de 2010 VII

especial

Depois do estatuto PME Líder

Empresa actua em diversas áreas económicas

Costas e Oliveira quer chegar agora à excelência A operar no ramo das bebidas desde 1979, a empresa Costas e Oliveira, Lda., foi distinguida em 2009 com o estatuto PME Líder. “É uma distinção que muito nos honra, premiando o nosso crescimento sustentado e objectivo, quer quantitativamente, quer qualitativamente. Para tal, apostamos no nosso crescimento de modo a que em 2010 sejamos uma empresa líder, mas com estatuto e logo de PME Excelência”, assume José Costa, sócio-gerente desta empresa. Assim sendo, são metas objectivas da Costas e Oliveira “crescer, continuando a marcar a diferença no Norte do país, caminhando nos trilhos que traçamos, tendo uma forte paixão pelas bebidas, pela qualidade, pela excelência”. Em finais do ano passado, esta empresa famalicense propunha-se crescer 10% na oferta de emprego, “objectivo já atingido”, garante José Costa, anunciando a contratação de mais seis elementos para a equipa de vendas, “alargando, as-

sim, os horizontes na distribuição”. Actualmente, emprega 50 funcionários. “Propusemo-nos também a crescer 15% nas vendas, objectivo esse bem encaminhado no final do primeiro trimestre”, adianta o sócio-gerente da Costas e Oliveira, assegurando que a firma continuará a evoluir “com a máxima preocupação pelo cliente e o aperfeiçoamento de todos os serviços prestados”. Há três décadas no mercado – a Costas e Oliveira celebra 31 anos a 30 de Maio deste ano –, José Costa diz que ao longo de todos estes anos a empresa “trabalhou continuamente para alcançar a

Excelência no serviço ao cliente, apostando em valores como lealdade, confiança, entreajuda e responsabilidade”. Neste sentido, deixa também “uma palavra de apreço e gratidão” aos seus colaboradores “que diariamente dão o máximo em prol da empresa e dos clientes”. Com um volume de negócios de 9 milhões de euros, a Costas e Oliveira tem os seus clientes espalhados por uma vasta área geográfica, que abrange Famalicão, Trofa, Santo Tirso, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Braga, Barcelos, Esposende, Apúlia, Vila das Aves, Guimarães, Taipas, Maia, etc.

Confiança e credibilidade são valores da Transcrita A empresa Transcrita iniciou a sua actividade em 1984 e apresenta como áreas de negócio a Contabilidade, Consultoria e Certificação de Contas, Auditoria e Estudos Económico-Financeiros. A Transcrita conta com mais de 25 anos de existência e da sua carteira de clientes fazem parte um conjunto diverso de entidades, de Braga até Oliveira de Azeméis. “Apraz-nos registar alguns pela sua acção exportadora, importadora ou pelo volume de vendas relevante ou posição no mercado”, sublinha a gerência da Transcrita, que acredita que os factores confiança e credibilidade são relevantes para a “fidelização” dos clientes. Integram a equipa da Transcrita dez profissionais das mais diferentes áreas, como Contabilidade, Gestão e Economia. Para a Transcrita, o título de PME Líder é, na verdade, “um reconhecimento e confirmação dos 25 anos de prestação de serviços de qualidade”.

ATranscrita assume que a crise se fez sentir, pois, “ao contrário, seria contrariar a realidade vivida, com destaque no Vale do Ave, onde as consequências têm sido verdadeiramente funestas”. Porém, a Transcrita tem procurado contrariar este aspecto através de várias estratégias, nomeadamente: aproveitar as medidas financeiras impostas para combater a crise, dinamizar e acentuar a formação contínua dos responsáveis e colaboradores da empresa. Em relação ao futuro, a Transcrita traçou como medidas principais a

concretização e dinamização de parcerias com a Associação Industrial e Comercial do Minho, Anje e Out Manager. São metas ainda a procurar concretizar com a concorrência a formação de agrupamentos empresariais e alargar a adesão a novos clientes oferecendo mais-valia à Gestão e Administração das empresas. “A repartição e atribuição de tarefas por conhecimentos adquiridos na área da Banca e Seguros são também objectivos precisos a alcançar a curto prazo”, adianta a gerência da Transcrita. pub


VIII

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especial

António S. Couto SA

No trilho da excelência

“A empresa António S. Couto SA encara o estatuto de PME Líder como um novo desafio e uma nova responsabilidade, para fazer um trabalho de excelência na construção e na promoção imobiliária”. É deste modo que António Jorge Couto, presidente da António S. Couto SA, vê o estatuto de PME Líder, alcançado pela empresa de Vila Nova de Famalicão, que é uma das construtoras mais prestigiadas da região. Estudioso e atento às novas tendências do mercado imobiliário, António Jorge Couto encarou a crise económica como uma oportunidade, tendo tomado a decisão estratégica de entrar no sector das obras públicas. “Era importante diversificar a presença no mercado”, explica António Jorge Couto, que pretende manter e reforçar “a imagem de credibilidade, qualidade e solidez” que está associada à empresa que dirige, fundada pelo seu pai, António Couto, há 23 anos. Casas com piscina na “Quinta dos Cucos” Apesar da crise, a António S. Couto, que dá emprego a mais de 30 pessoas, fechou o ano de 2009 com um volume de negócios superior a 2008, o que se deveu, precisamente, à entrada no mercado das obras públicas. Para o futuro, as perspectivas continuam animadoras. Enquanto se encontra em estudo a internacionalização da empresa, em busca de novos mercados, há bons projectos em Famalicão, em fase de comercialização, para os consumidores mais exigentes. A grande novidade do ano é o lançamento da urbanização Quinta dos Cucos, em Abade de Vermoim, para quem procura a tranquilidade do campo perto da cidade, numa habitação individual de qualidade, com piscina e áreas muito generosas, mediante um pro-

jecto do ateliê F. Pereira, Lda., com a assinatura do arquitecto Nuno Oliveira. “Estamos a executar as obras de infra-estruturas. A Quinta dos Cucos será um grande sucesso comercial, tendo em conta a relação entre a qualidade e o preço final”, revela António Jorge Couto, revelandose “entusiasmado com o projecto”, pois “vai atrair pessoas de fora do concelho, dada a proximidade em relação à rede de auto-estradas”. “Edifício Alto da Vila” muito procurado A Quinta dos Cucos, onde serão comercializadas 38 casas com piscina, a partir de 200 mil euros, irá juntar-se a um portefólio comercial que inclui outros espaços de habitação de grande qualidade, como o Santa Catarina Spazio, em Calendário (um condomínio fechado de 4 moradias individuais, com piscina privativa, na encosta de Santa Catarina), e o Edifico Alto da Vila, na Rotunda da Paz, que oferece tipologias T1, T1+1, T2, T3, T3+1, T4, lojas e escritórios, estando “as vendas a decorrer dentro das expectativas”. A procura, aliás, aumentou bastante após a abertura de um andar-modelo. A empresa António S. Couto SA está também a comercializar o Loteamento da Boavista, em Santiago da Cruz (um condomínio fechado com 19 lotes para moradias individuais) e o Edifício Vera Cruz, no Parque da Juventude (onde ainda há disponíveis T2, T3 e T4). Este edifício, assim como o Edifício Alfa, praticamente vendido, junto ao Hospital da cidade, têm o condão de contribuir para a valorização da cidade. “Consolidar o miolo urbano da cidade com imóveis de grande qualidade é uma preocupação de sempre da empresa”, sublinha António Jorge Couto.

Produtos da empresa estão em mais de 40 países

Vieira de Castro aposta na internacionalização

A empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares S.A., sediada em Gavião, é PME Líder, mas é também PME Excelência. Ambos os títulos são o resultado de todo um longo percurso, assente numa estratégia de crescimento sustentado. A empresa Vieira de Castro nasceu no ano de 1943 e dedica a sua actividade à produção, comercialização e distribuição de bolachas, amêndoas, rebuçados e tostas. Conta hoje com 186 funcionários e está actualmente presente em mais de 40 países, dos quais podemos destacar mercados como o Japão, Singapura, China, França, Dinamarca, Brasil, Estados Unidos, Canadá, entre muitos outros. “Tal só é possível pela componente cada vez mais forte de inovação aplicada ao desenvolvimento dos nossos produtos e a um conhecimento cada vez mais vasto dos mercados”, revela Raquel Vieira de Castro, membro da administração. Para a empresa, 2009 pode ser caracterizado como um ano de fortes mudanças nos mercados que, geraram, sem dúvida, “um esforço acrescido de adaptação, mas que permitiram consolidar ainda mais a estratégia de crescimento e de internacionalização”.

Neste capítulo, a administradora da Vieira de Castro sublinha que cada mercado é um mercado e é crucial conhecer “minimamente a sua cultura e a forma como a distribuição se organiza para delinear a estratégia de abordagem”. Os planos da empresa passam por um “franco crescimento”, o que pressupõe a continuidade de uma forte política de investimentos, centrada em “inovação e internacionalização”. “É nestes particulares momentos que empresas com o estatuto de Líder e Excelência, com desempenho económico-financeiro acima da média, se encontram melhor posicionadas para captar mais e melhores oportunidades que surgem nos mercados”, alega Raquel Vieira de Castro Nesse sentido, em 2010 a Viera de Castro irá apresentar novos projectos que irão, seguramente, marcar uma nova etapa na história da empresa. De resto, no seguimento da sua estratégia de internacionalização e de aposta contínua nos mercados asiáticos, a Vieira de Castro é, presentemente, patrocinadora oficial do Pavilhão de Portugal na Expo Xangai, a decorrer de Maio a Outubro. pub


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pública: 21 de Abril de 2010 IX pub

Cooperativa recebeu PME Líder pela primeira vez

CEVE é um exemplo com 80 anos

Servindo 14 freguesias, a CEVE – Cooperativa Eléctrica do Vale d’Este apresentase como “um exemplo bem sucedido e equilibrado de uma empresa cooperativa que presta um serviço de proximidade de qualidade, que conhece bem os seus clientes e está sempre próximo deles, e que é, não só viável há 80 anos, mas também está apta e preparada para encarar os desafios do futuro”. Apesar da crise que afecta a economia mundial, a CEVE diz não ter sentido muitas dificuldades em 2009 porque, segundo Carlos Costa, director-geral da cooperativa, iniciou “há muitos anos uma estratégia de consolidação, modernização e de ‘emagrecimento’, com o objectivo de ter bom desempenho no dia-a-dia mas também para se preparar para situa-

ções críticas, que a conjuntura do sector eléctrico tantas vezes nos reserva, pelas mais diversas razões mas particularmente pelo facto de integrarmos um nicho de empresas do sector muito pequeno, que representa menos que 0,5% do mercado nacional ocupado plenamente pela conhecida empresa monopolista”. Nesta linha, a CEVE quer manter o programa de melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados, qualificar, inovar e modernizar permanentemente, “para corresponder com bom desempenho aos complexos desafios do sector da energia, que se sucedem todos os dias”. Empregando 26 funcionários, a CEVE serve a população de 14 freguesias, nomeadamente: Gondifelos, Cavalões, Outiz, Louro, Mouquim, Lemenhe, Jesufrei, Nine e Arnoso Santa Eulália, no concelho de Famalicão; e Grimancelos, Minhotães, Viatodos, Monte Fralães e Silveiros, no concelho de Barcelos. “São clientes domésticos e de quase todas as actividades económicas, dos três sectores: primário, secundário e terciário”, explica Carlos Costa. Apesar da sua longevidade no mercado, esta foi a primeira vez que a CEVE viu o IAPMEI atribuir-lhe o estatuto PME Líder em 2009, tendo sido avaliada nas dimensões estratégica, competitividade e solidez económico-financeira. “Este título é para nós mais uma confirmação de que a empresa está a ser gerida no rumo certo, o que significa que estamos a contribuir para a prestação de um serviço público inspirador de confiança e de elevada qualidade, o que, no fundo, congrega o nosso grande objectivo social, perseguido desde 1930”, sublinha o director geral da CEVE.

No mercado desde 1971

Ribeiro e Silva investe na diversificação do negócio Sedeada em Joane, a Ribeiro da Silva & Ca Lda. iniciou a actividade em 1971, no ramo da construção civil, com pequenas obras habitacionais de carácter particular e com um efectivo de 18 homens. Actualmente, a empresa dá trabalho já a 27 elementos e alargou a sua área de actuação às obras públicas e ao ramo imobiliário. Com um volume de negócios a rondar os 989 mil euros, a empresa possui um parque de máquinas, estaleiro, serviços administrativos e financeiros informatizados. Estando já “bem consolidada no mercado”, segundo Miguel Fernandes, gerente da Ribeiro da Silva, a empresa tem enfrentado a crise da economia com a aposta nos concursos públicos, “uma vez que o mercado privado está estagnado”. “Tal como iniciado em 2003, continuamos a apostar em áreas diferentes, nomeadamente empreitadas públicas, particulares e investimentos

próprios. Estamos ainda a investir na diversificação do negócio”, adiantou ainda Miguel Fernandes. Entre as obras construídas pela Ribeiro e Silva destacam-se, por exemplo, o Posto de Turismo de Famalicão, o posto da Polícia Municipal de Famalicão, a sede da Junta de Freguesia de Nine e a de Esmeriz (em construção). “A marca registada

PME Líder é um compromisso de responsabilidade, de qualidade e de competitividade que a empresa tem perante o mercado. A atribuição PME Líder motiva e estimula as empresas a prosseguir com as estratégias de consolidação e crescimento, e é sempre gratificante ver o nosso esforço reconhecido”, aponta o gerente da Ribeiro e Silva.

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pública: 21 de Abril de 2010

João & Feliciano destaca-se pela modernização

A empresa têxtil João & Feliciano Lda., nasceu em 1993 e está sedeada em Joane. Dedicada à tecelagem, camisaria e têxteis-lar, desde a sua criação que a João & Feliciano tem apostado na constante modernização das suas instalações e equipamentos, assim como no capital humano. Esta têxtil está ainda preparada tanto em equipamento, como ao nível de recursos humanos, para enfrentar desafios. “Somos uma empresa jovem, versátil, moderna e que aposta na diferenciação e na contínua melhoria do serviço prestado ao cliente”, assinala a administração. Foi, por isso, “com muito orgulho” que viu o IAPMEI distingui-la com o estatuto PME Líder em 2009. A João & Feliciano emprega actualmente 27 colaboradores e no ano passado alcançou um volume de negócios na ordem dos 2.250.000 euros.

especial

Empresa com 30 anos

Brex quer expandir-se para mercado externo A empresa Brex – Revestimentos e Isolamentos, Lda., foi fundada há 30 anos e coloca ao dispor dos seus clientes um conjunto de recursos que o ajudarão a escolher a melhor solução de isolamento térmico para cada situação em particular. Com um volume de negócios na ordem dos 2,5 milhões de euros, a Brex tem como objectivos futuros aumentar esse valor e expandir-se para o mercado externo, conforme anunciou Ivo Pinto, sócio-gerente da Brex. Foi, por isso, “com muito orgulho” que a empresa recebeu o estatuto de PME Líder em 2009. O recurso a materiais de isolamento térmico na construção oferecidos pela Brex faz com que exista mais conforto, menos consumo de energia e maior longevidade da construção. Com sede em Calendário, a Brex emprega 16 funcionários e é uma empresa que se encontra a actuar em todo o país, com especial acção na zona Norte, procurando desenvolver um trabalho de qualidade e de inovação, de encontro às necessidades do mercado. Entre a sua carteira de clientes podemos destacar: ABB, S.A.; ACA Construções, S.A.; Citeve; Comporto, S.A.; Construções

Gabriel A.S. Couto, S.A.; Empreiteiros Casais; Empresa de Construções Amândio Carva-

lho, S.A.; Engenheiros Associados; F.D.O. Construções, S.A.; Famicasa, Lda. pub


pública: 21 de Abril de 2010 XI

especial

Empresa de Pousada emprega 14 funcionários

Modelcarn apresenta boa relação qualidade/preço Localizada em Pousada de Saramagos, a Modelcarn S.A. dedica-se ao comércio por grosso de carnes e produtos à base de carne, estando no mercado desde 1999. O IAPMEI distinguiu-a, em 2009, com o estatuto PME Líder. “Não alteramos os nossos princípios. Considerámos que é o reconhecimento do esforço contínuo da nossa parte para o cumprimento das nossas obrigações a todos os níveis (funcionários, fornecedores, clientes, banca, Estado...)”, declara Helena Martins, administradora da Modelcarn. Esta empresa do concelho de Famalicão tem como objectivo “servir o cliente cada vez melhor”, apostando uma boa relação qualidade/preço. “É o que tentámos fazer, diariamente, lutando contra todas as adversidades”, aponta Helena Martins, referindo-se, por exemplo, “à legislação que não se aplica na prática, à concorrência desleal que não trabalha dentro das normas estipuladas e não fiscalizadas”. Em 2009, a Modelcarn diz ter

sentido os efeitos da crise e, por isso, teve que tomar medidas para amenizar esses danos. Nessa linha, procurou tornar excelente o atendimento ao cliente para sua melhor satisfação, apostando na melhoria das entregas, na qualidade, na variedade e no preço do produto. E para oferecer estas vantagens aos clientes, a empresa promoveu um decréscimo no valor das margens

dos produtos. Com 14 funcionários, a Modelcarn tem um leque variado de clientes, nomeadamente talhos, supermercados, hipermercados, restauração e hotelaria. “Notámos que, com toda a instabilidade e toda a burocracia, é difícil apostar no futuro. Neste momento a finalidade é manter o construído”, afirma Helena Martins.

No mercado desde 1982

Arnometil tem qualidade como lema

Continuar a crescer de forma sustentada, garantindo o padrão de qualidade, são as metas da Arnometil, uma empresa situada em Arnoso Santa Eulália e dedicada ao tratamento e revestimento de metais (decapagem, metalização e pintura) desde 1982. “A quali-

dade traz retorno” é, de resto, o lema desta empresa, que dá trabalho a 24 pessoas. Aliás, foi com esta estratégia principal que a empresa fez face à crise no ano passado. “Apostamos em manter a nossa habitual qualidade, de forma a fidelizar-

mos os nossos clientes e também assegurar o apoio, quer das instituições bancárias e outras (tais como associações empresarias e o IAPMEI), quer dos fornecedores”, explica António M. A. Machado, sócio-gerente da Arnometil. A par das dificuldades da economia, este responsável aponta ainda a existência de diversas dificuldades burocráticas e de demasiadas exigências a nível legal no sector. Operando no mercado nacional, a Arnometil recebeu o PME Líder 2009, atribuído pelo IAPMEI. “Este título é não só o reconhecimento pela qualidade do nosso bom desempenho, mas também como incentivo para continuarmos a manter qualidade superior”, declara António M. A. Machado.

Empresa vai também diversificar áreas de actividade

Internacionalização na agenda da Condaltom Desde a sua criação, em 1981, que a Condaltom, que opera no ramo da construção civil, persegue a excelência em todos os projectos, recorrendo à sua elevada competência e às mais avançadas técnicas de construção, aliando, de forma superior, a arquitectura à engenharia. Tal método permite manter “um elevado padrão de qualidade dos produtos e serviços prestados, reflexo de uma estratégia de crescimento sustentada, assente nas melhores práticas de gestão e com uma permanente inovação dos seus métodos”, aponta a empresa, indicando que estes valores são já reconhecidos no mercado. Por esse facto, foi “com enorme satisfação” que a Condaltom, sedeada em Cruz, viu reconhecido publicamente, pelo IAPMEI, o esforço envidado na persecução destes objectivos com o título de PME Líder. A economia global revelou um abrandamento significativo em 2009 que se tem vindo a agravar em 2010. No entanto, há muito que o mercado da construção vem registando quebras significativas criando enormes dificuldades no sector, às quais a Condaltom não é alheia. A Condaltom tem vindo, por isso, nos últimos anos, a diversificar as suas áreas de actividade, aumentando o seu

portfólio de produtos e criando, assim, uma maior oferta para diminuir a sua exposição à crise. A internacionalização encontra-se também na agenda desta empresa e “tem vindo a ser planeada e preparada com o estudo de mercados alvo que brevemente serão explorados”. Agendada para “um futuro próximo”, a internacionalização permitirá criar “os pilares necessários a uma empresa sólida e sustentável com a criação de valor acrescentado para todos os stakeholders (accionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, etc.)”. A Condaltom iniciou, também, um processo interno de reestruturação “que visa preparar a empresa para os desafios do mercado global e que se irão traduzir em significativos aumentos de competitividade”, anuncia ainda a administração, apostada em manter o crescimento sustentado da sua actividade principal, a promoção e construção imobiliária, abordando novos nichos de mercado com ganhos substanciais. “Iremos, no entanto, criar novas áreas de actividade, ligadas ao sector da construção, assim como a criação de novos produtos cuja divulgação será feita em momento oportuno”, conta a administração.

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XII

pĂşblica: 21 de Abril de 2010

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