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Padarias & Pastelarias

Alimento essencial numa dieta

Pão dá saúde Sofifiaa Abreu Silva É um alimento importante, ponto final. Alguns dizem tão mal do pão e não sabem que este é um alimento de extrema importância para uma dieta saudável. Basta ter cuidado nas proporções que se ingere, tal como nos outros alimentos, carne, peixe, legumes e fruta, entre outros. Ainda que exista a crença de que o pão engorda, numerosas investigações científicas demonstraram que os hidratos de carbono (entre eles o pão) têm na alimentação um papel benéfico para a prevenção e tratamento da obesidade. Há estudos que demonstram que as pessoas podem controlar o seu peso facilmente, diminuindo a ingestão de gorduras e aumentando os hidratos de carbono, sem terem de recorrer propriamente a um regime restritivo. Na pirâmide nutricional, a base é composta por produtos elaborados a partir de sementes e cereais como o pão, as massas, e os cereais de pequeno-almoço. Este grupo de alimentos considera-se básico e recomenda o consumo mais elevado neste grupo de produtos do que nos restantes (3-5 porções comparada com as 2-3 porções dos restantes grupos). Tal deve-se ao facto de que os hidratos de carbono devem representar metade das calorias diárias. Portanto, se comermos duas ou mesmo quatro fatias de pão por dia, de preferência integral ou de mistura, ainda ficamos com muitas porções disponí-

veis para variar de alimentos dentro desse grupo. Uma fatia de pão fornece apenas 70 calorias, mas o problema de engordar coloca-se quanto àquilo que escolhemos para acompanhar. Porque se gosta de comer pão com muita manteiga ou presunto, as calorias aumentam. Mas, tudo se pode comer, com moderação. Cada vez menos sal Após confeccionado, o pão deve ter apenas o teor máximo de sal permitido, que é de 1,4 gramas por 100 gramas de pão, ou seja, 14 gramas de sal por quilo de pão. O projecto lei foi aprovado recentemente, porque diz-se que o pão português é o mais salgado de toda a Europa, o que pode provocar vários problemas de saúde, como a hipertensão, os acidentes cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Na verdade, a Organização

Mundial de Saúde (OMS) já tinha alertado que os portugueses consomem mais do dobro do sal que é recomendado. Actualmente, há grande diversidade na quantidade de sal utilizado no pão nas várias zonas do país, mas o pão português de maior consumo, o chamado pão 'normal', possui entre 18-21 gramas de sal por quilo, ao passo que o 'pão integral' é fabricado com uma média de 15 gramas. Agora o projecto de lei considera também que a informação nos rótulos dos alimentos pré-embalados para consumo humano deve ser bem visível e de fácil leitura, objectiva, simples, que inclua dados sobre a quantidade relativa e absoluta de sal na embalagem. No entanto, sabemos que muitas padarias e pastelarias já têm preocupação de reduzir o sal, o que é muito positivo.

Conserve a qualidade do pão Já todos passámos por uma padaria e sentimos o cheirinho de pãozinho acabado de fazer e sentimos vontade de o devorar, de preferência com manteiga. O sabor de um pão acabado de fazer é único e a qualidade do pão é mesmo melhor no próprio dia de fabrico. Contudo, nem sempre consumimos o pão acabado de fazer e são necessários alguns cuidados: √ compre pão que não se apresente demasiado seco, com manchas e áreas húmidas; √ conserve o pão num local fresco e seco, numa caixa própria para pão ou num armário ou gaveta específicos para esse uso; √ não use o frigorífico para conservar pão porque fica rígido mais rapidamente; √ mantenha o pão de côdea mole ou em fatias num saco plástico ou numa caixa hermética; √ pão acabado de confeccionar deve ser guardado descoberto e à temperatura ambiente até arrefecer para evitar a formação de fungos; √ poderá congelar pão para conservá-lo por um período de tempo mais longo. Use pão fresco e embrulhe-o bem numa película plástica e coloque no congelador. Descongele-o lentamente à temperatura ambiente ou no frigorífico sem tirar a cobertura.

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BOA PÁSCOA


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pública: 25 de Março de 2009

especial pub.

Pão com Alho e Queijo

In g r ed i e n t es : 4 dentes de alho 30 g de margarina 1 colher de sopa de salsa picada 4 colheres de sopa de queijo fresco ou em creme 4 cacetinhos

Pre paração: Descasque os dentes de alho e ferva-os em água durante 5 minutos. Escorra e esmague bem. Misture-os na picadora com a margarina, a salsa picada e o queijo fresco, até obter uma pasta homogénea. Corte os cacetes em fatias com 1 dedo de espessura, sem as separar completamente. Barre as fatias obtidas de ambos os lados com a pasta obtida e aperte de modo a que as fatias fiquem bem juntas. Embrulhe os cacetes em folha de alumínio. Leve ao forno quente durante cerca de 3 minutos.

Bacalhau com Broa

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I n g r e d i e n te s : 2 lombos grandes de bacalhau demolhado 1 kg de miolo de broa 7 colheres de sopa de azeite 2 colheres de sopa de banha 2 copos de vinho branco 1 cebola 1 folha de louro 2 dentes de alho 1 colher de sobremesa de colorau sal e pimenta

Pre paração: Colocam-se os lombos de bacalhau demolhado numa assadeira. Junta-se 1 copo de vinho, 2 colheres de sopa de azeite, louro e pimenta. Leva-se ao forno quente e deixa-se tostar. Numa tigela faz-se uma pasta com o restante vinho, o miolo de broa esmigalhado, a banha, os alhos picados, o colorau e o resto do azeite. Tempera-se com sal e pimenta e barram-se, com esta pasta, os lombos de bacalhau. Colocam-se de novo no forno até ganhar cor.


pública: 25 de Março de 2009 15

especial

Pastelarias famalicenses ganham pela qualidade

Famalicão é muito doce Famalicão tem muitas pastelarias. A maior parte delas muito boas, com fabrico próprio, que confere muita qualidade aos produtos que os clientes consomem. Quem vem de fora aprecia imenso os nossos espaços doces. Na verdade, as pastelarias famalicenses apresentam uma qualidade mesmo muito boa. Em Famalicão, não é difícil encontrar casas com vitrinas bem decoradas com bolos diversos. Aliás, todos nós devemos ter o nosso doce ou bolo preferido daquela e determinada pastelaria. É verdade não é? E a comprovar a importância que os famalicenses dão a um bom doce é o Festival de Doçaria Conventual que acontece na Alameda do Mosteiro, na freguesia de Landim, por volta do mês de Maio, e que junta sempre milhares de pessoas. Afinal o rol de iguarias vai dos licores, aos ovos moles de Aveiro, queijadas de Sintra, pastéis de feijão de Torres Vedras, palha de Abrantes, ao toucinho do céu e às barrigas de freira. Hoje, as boas pastelarias são

casas que procuram obter as melhores matérias-primas para conseguir os melhores doces, sejam eles pequenos, médios ou grandes, com recheio, sem recheio, frescos ou secos. Ao longo do ano, vamos também encontrando festividades que implicam doçaria própria, como é o caso da Páscoa e Natal, com o pãode-ló e o bolo-rei, respectivamente. Também as romarias das freguesias de Portugal são sempre

bem recheadas com doces típicos. Na verdade, não há zona do país onde não haja um docinho característico, por exemplo: o pão-de-ló húmido de Ovar, o pudim de Abade de Priscos, o doce de amêndoa do Algarve e claro, os pastéis de Belém. Num país com tanto para oferecer ao nível de pastelaria não é fácil resistir. Mas, um doce, de vez em quando, não faz mal nenhum. Até p o d e mesmo alegrar a alma. Hoje em dia, e por causa dos problemas de saúde, os profissionais de pastelaria procuram substituir ingredientes com muita gordura na sua composição por outros menos calóricos para os que os clientes, mais preocupados com as gordurinhas e com a sua dieta não deixem de provar os doces. Até mesmo os diabéticos encontram alguns doces feitos especialmente para eles. Para quem desconhece, o açúcar aparece na confeitaria porque conservava bem os alimentos e não havia outros conservantes. Hoje, além de haver bons substitutos do açúcar, existem também diferentes tipos de açúcar.

Sabia que…

Famílias faziam diferentes feitios no pão Os diferentes formatos, feitios e risquinhas que aparecem no pão têm a ver com os fornos comunitários de antigamente. Acredita-se assim que, há muitos anos, cada pessoa ou cada família fazia a sua massa, que depois era cozida no forno comunitário. Como a mesma fornada tinha o pão de várias famílias, a maneira encontrada para distinguirem os respectivos pães era fazerem algumas marcas. Hoje, há ainda pessoas que fazem o pão em casa, mas isso é cada vez mais raro. A maior parte do pão que comemos é feita em fornos industriais. Porém, a tradição de dar ao pão diferentes feitios não se perdeu. Muitas vezes escolhemos este ou aquele pão porque nos parece mais bonito e saboroso. Será também uma forma de um padeiro dar largas à sua imaginação.

O Museu do Pão confecciona pão Em Seia há para visitar o Museu do Pão. Trata-se de um espaço privado onde podem ser apreciadas as tradições, história e arte do pão português. Em mais de 3.500m² os visitantes encontram uma gama de actividades destinadas à cultura, pedagogia e lazer. Há

também uma mercearia à antiga, um restaurante onde podem ser apreciados vários tipos de pão e outras delícias. É uma boa sugestão para um fim-de-semana. Mas, se não puder ir, pode encontrar em muitos sítios o pão com a chancela do Museu do Pão.

Ementas exigem diferentes tipos de pão Existem 140 diferentes tipos de pães como especiais, estrangeiros, regionais, dietéticos e à base de mixes. Tal como o vinho, o tipo de pão também depende da ementa. Num jantar de marisco o ideal é o pão de centeio escuro, já com peixe o mais indicado é pão de trigo ou de mistura e por fim num bom jantar de carne o ideal seria mesmo o pão de trigo e centeio. O pão está até presente na comida fast food, pois existe uma diversidade destes produtos como é o caso das sandes, tostas, combinados, francesinhas, hambúrgueres, entre outros. O pão nunca deve estar em falta, é que mesmo duro pode ser aproveitado. Por exemplo, ao pequeno-almoço poderá servir umas torradas ou ao almoço colocar pedaços de pão na sopa. pub.


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