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Pontapé de Saída José Soeiro, Abel Silva, José Lopes e Mário Jorge fizeram as suas escolhas para a nova temporada e agora têm a oportunidade de ficar a conhecer todas as alterações nos plantéis de GD Ribeirão, FC Famalicão, GD Joane e AD Oliveirense. Para além disso, técnicos e presidentes dos clubes apresentam os seus objectivos para a época 2007/2008 sempre na esperança de melhorarem as prestações do último ano. Saiba o que vale cada uma das formações famalicenses que vão jogar os nacionais de futebol.

Regressam os campeonatos e as emoções É sob o signo da mudança, primeiro, e da incerteza, depois, que se inscreve o início dos campeonatos da 2ª e 3ª divisões. Os novos moldes competitivos introduzidos pela Federação Portuguesa de Futebol prometem trazer mais emotividade à competição e abrir as portas a que outras equipas possam lutar pela subida de divisão. Na 2ª divisão, o concelho está representado apenas pelo Grupo Desportivo de Ribeirão que inicia novo ciclo, sob o comando técnico de José Soeiro. Com alguns campeões nacionais de juniores na equipa, o Ribeirão procura igualar pelo menos o feito do ano passado, terminando nos primeiros lugares da classificação. Depois da saída de Tulipa e alguns jogadores para o Estoril, Soeiro não terá tarefa fácil para alcançar o feito do antigo treinador, mas conta com um plantel da qualidade e o apoio incondicional da direcção ribeirense. Na 3ª divisão reina a incerteza e com a competição a aproximar-se a passos largos, ainda não foi realizado o sorteio e as equipas famalicenses ainda não sabem em que série vão jogar. Futebol Clube de Famalicão, Grupo Desportivo de Joane e Associação Desportiva Oliveirense vão disputar esta divisão, todas com aspirações ao topo da tabela classificativa. Das três, a Oliveirense e o Famalicão mantiveram as respectivas estruturas técnicas enquanto José Lopes assume o desafio de treinar o Joane. As mexidas em termos de jogadores foram consideráveis, mas a qualidade e número de opções parece ter aumentado consideravelmente. O caso mais visível é o do Famalicão que contou com a colaboração do Trofense, em termos de jogadores emprestados, dando a possibilidade a Abel Silva de ter mais opções para o onze inicial. A Oliveirense manteve metade dos elementos do última época e contratou outros tantos reforços. Quanto ao Joane, José Lopes e António Duarte têm um plantel praticamente novo no clube, onde se destacam o regresso de Mocas e a entrada de alguns jovens do Varzim e do V. Guimarães. A juventude e a qualidade estão presentes em todos os plantéis das equipas famalicenses e todos apontam aos seis primeiros lugares. A pré-época teve muitos jogos e trabalho árduo para um campeonato que se espera positivo para as quatro equipas famalicenses que disputam os nacionais.

Textos: Bruno Marques; Sofia Abreu Silva; Sandra Lopes Fotos: Andrade Lobo ; Carlos Alberto


II

opini達o especial: 14 de Agosto de 2007

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especial

Adriano Pereira quer repetir bons resultados da última época

"Não é o dinheiro que ganha jogos"

opinião especial: 14 de Agosto de 2007 III

Soeiro tem à sua disposição um plantel muito jovem mas de qualidade

"Vamos praticar bom futebol" Na curta deslocação entre Joane e Ribeirão, Soeiro não perdeu as noções que norteiam o seu dirscuso. Com uma ambição controlada o novo homem do leme ribeirense quer apresentar um futebol atractivo que leve a equipa até à concretização matemática dos objectivos propostos. O PI NI ÃO S P O RT : O cu pa r os l ug a r es ci me ir o s é o p r inc i pa l ob je ct i vo d o Ri beir ã o? So eir o: Os objectivos a que nos propomos é fazer um bom campeonato e para o conseguirmos teremos obrigatoriamente de praticar um bom futebol e que chama pessoas ao estádio. É realmente isso que nós pretendemos e que estará dentro dos moldes daquilo que as pessoas de Ribeirão já estão habituadas e que pretendem continuar a ver. No final queremos ficar todos contentes, quer com a classificação, quer com a forma como vamos conseguir essa classificação.

O presidente do Ribeirão está confiante nas capacidades do grupo de trabalho, bem como da equipa técnica que é nova no clube. O responsável máximo dos ribeirenses não pede mais nem menos do que na última temporada. O objectivo é repetir a prestção do ano transacto. OPINIÃO SPORT: Está satisfeito com o lote de jogadores que conseguiu reunir para o plantel do Ribeirão? Adriano Pereira: Sim, bastante satisfeito. O plantel está dentro do projecto que tínhamos definido para esta época de 2007/08. Está dentro dos parâmetros estabelecidos pela direcção do clube e como tal só podemos estar satisfeitos. Pretendíamos um plantel jovem, com jogadores ambiciosos e que dignificassem o clube. Portanto, dentro dos nomes que o nosso treinador pediu conseguimos assinar com esses mesmos jogadores e temos um bom lote de atletas. Não o assusta o facto de existir muita ju ventude na equipa do Ribeirão? Não, pelo contrário. Estou até bastante optimista. Adoro a juventude e na época passada uma parte dos jogadores mais jovens que fomos buscar e com menos credenciais acabaram por ser os que entusiasmaram a equipa, os adeptos e que deram frutos. Logo, e tendo em conta aquilo que vimos na época passada, não temos problema nenhum em apostarmos na juventude. E temos aqui alguns campeões nacionais de juniores. Em termos de objectivos, o que é que es pera desta equipa? O que espero desta equipa, apesar de serem jovens, é o mesmo resultado desportivo e a mesma pontuação da época passada. Se conseguirmos atingir esses objectivos ficaremos satisfeitos. O orçamento é mais reduzido esta época. Não teme que isso possa ter influência no rendimento des portivo? Em relação à redução do orçamento, só tenho a dizer que não é o dinheiro que ganha jogos. Portanto, estamos preparados, temos uma boa equipa técnica, um bom grupo de trabalho e um bom balneário, logo, temos todas as condições para fazermos um bom campeonato. Em relação aos novos moldes em que se vai participar este ano no campeonato, esperamos ficar nos seis primeiros lugares, co-

mo é evidente, para podermos repetir a classificação da época passada. M as t e m c o n s c i ê n c i a q u e i r ã o t e r m a i s d i f i c u l d a d e s e m c o n s e g u i r o s r e s u l t ad o s que obteve na época passada? Temos consciência disso mas também temos motivação, esperança e alegria suficiente no nosso grupo e no nosso clube para conseguir bons resultados. Com os novos moldes competitivos as dificuldades aumentam, no entanto teremos de jogar com todos os adversários e são estas as regras que temos de seguir. Alguns ex-jogadores do Futebol Clube do P o r t o , d a s c a m a d as j o v e n s , e s t ã o a e v o l u i r n o p l a n t e l d e J o s é S o e i r o , s e n d o j o ga dores internacionais. Quer explicar-nos como surgiu essa parceria? Essa parceria é simples. Tenho uma boa relação com alguns elementos da SAD do FC Porto já há bastantes anos e este ano proporcionou-se a vinda de três jogadores de grande qualidade que poderão trazer vantagens ao nosso futebol. Poderiam ter sido mais, mas apenas vieram aqueles jogadores que pretendíamos e entendíamos serem úteis para o nosso plantel. O sorteio do campeonato já se realizou. O Ribeirão tem quatro equipas da Madeira na sua série, começando desde logo a jo gar na Camacha. E este ano sem subsídios da Federação Portuguesa de Futebol... Ao nível de dificuldades, acho normal porque temos de jogar todos contra todos, independentemente de ir à Madeira na primeira ou na última jornada. Isso é um bocado subjectivo. Ao nível das dificuldades financeiras que acarretam é uma situação que já se discutiu muito na época passada. Independentemente de haver ajudas ou não, temos de entrar nos campeonato e competir, por isso precisamos de trabalhar no sentido de arranjar apoios e soluções para que exista viabilidade financeira. E resta-nos esperar que a Federação não se esqueça dos clubes com maiores dificuldades porque elas são muitas. A s f i n an ç a s e s t ã o e q u i l i b r a d as ? Sim, estão equilibradas. Apesar das dificuldades do dia-a-dia, que toda a gente sabe que são enormes, nos últimos anos temos conseguido levar o clube sempre a bom porto em termos de resultados financeiros e desportivos.

A d im in u i ç ã o d o o r ç a me n t o t o rn ou im po ssí v el a l g um a co ntr a t a çã o que de sej asse par a est e plan te l? Complica sempre. É lógico que quando existe muito dinheiro torna-se mais fácil contratar, mas torna-se também muito mais fácil desperdiçálo. Por isso, dentro desse âmbito de poupar dinheiro, conseguimos uma equipa ambiciosa que tem bastante juventude e desta forma estou convencido que conseguiremos fazer um bom trabalho. Temos alguns campeões nacionais de juniores e isso traz muito espírito de vitória à equipa. V ol ta n do a o ca m peo na t o , o s pr i me i r os s e i s c l a s s if ic a d o s i rã o l u t a r p a r a s u b i r, e n q u a n t o o s r e s ta n te s o it o i r ã o te nt a r e vi t a r a d esc id a de esc a lã o . Qual é a m et a qu e apo nta par a a pr i me ir a f a se d o ca m peo na t o? Nunca nos foi proposto nada e eu também nunca coloquei fasquia em lado nenhum. Apenas dentro daquilo que nós construímos, estou convencido que temos capacidades e ambição suficientes para conseguirmos colocar o clube nos seis primeiros lugares. E é por isso que iremos lutar na primeira fase da competição. O s n o vo s mo ld e s c o mp e t it i vo s a g ra d a m - l he ? Na minha opinião acho que não agrada a ninguém. Mas de qualquer das formas são os moldes que foram propostos e são os moldes que vamos ter que enfrentar e de certa forma haveria muita coisa para mudar. Mas para isso teriam de se ouvir muitas pessoas e infelizmente as pessoas que estão nos gabinetes é que comandam o futebol, originando

situações como estas. A pen a s 1 4 equ ipa s ne st a sé r ie A da 2 ª d i vi s ã o . É u m b om n ú me ro ? Penso que dentro dos moldes em que se vão disputar estes campeonatos, teriam de ser 14 equipas por série pois seria impossível com estas alterações ter mais equipas. Acho complicado um campeonato ser gerido com 14 equipas e quando se fala que seis lutarão pela hipotética subida de divisão e as outras oito pela manutenção acho que é um exagero. Realmente os moldes deveriam ser os antigos. Qu atr o e qui pas da Il ha d a M ad ei r a na s ér i e do Rib ei r ã o . F i ca ma is c om pli ca do? Não há grande volta a dar porque as regras estão assim definidas e já sabíamos à partida que teríamos equipas da regiões autónomas na nossa série. E já sabemos que temos de enfrentar todos os adversários, logo entraremos em todos os jogos com o mesmo espírito que é ganhar. A cha qu e v ai co m eçar b em o cam peo n a to que s e i ni ci a c om um a d es lo ca ç ão ao t er r e no do Cam acha? Tenho a certeza que vamos começar bem, embora fosse mais fácil se transitassem jogadores da época passada porque tinha um plantel de grande qualidade. Devido ao rigor orçamental, tivemos que abdicar de alguns jogadores. Mas dentro do nosso grupo de trabalho de certeza que iremos realizar um bom trabalho.


IV

opinião especial: 14 de Agosto de 2007

especial

Calendário Ribeirão 2007/2008 1ª jornada: Camacha (Fora)

jornada: Merelinense (Casa)

1 1ª

2ª jornada: Lousada (Casa)

jornada: Lixa (Casa)

12ª jornada: Machico (Fora)

jornada: Desp. Chaves (Fora)

13ª jornada: União Madeira (Casa)

jornada: Valdevez (Fora)

4ª jornada: Maria Fonte (Casa)

9 ª jornada: Tirsense (Casa)

5ª jornada: Moreirense (Fora)

10ª jornada: Portosantense (Fora)

jornada: Fafe (Casa)


especial

Carneiro da Silva, presidente do Famalicão, é um homem confiante

"O objectivo é dar muitas alegrias aos sócios"

opinião especial: 14 de Agosto de 2007

Abel Silva mantém-se como treinador e tem ambições renovadas

Pagar a dívida com os adeptos A descida de divisão deixou o treinador do FC Famalicão ainda mais motivado para fazer regressar o clube ao lugar que merece. Abel Silva aceitou continuar a treinar em Famalicão e promete estar de corpo e alma nesta nova etapa da sua carreira. OPINIÃO SPORT: Que balanço faz do trabalho realizado pela equipa na pré-época? Abel Silva: É um balanço positivo porque fizemos um trabalho sério e intenso. Apesar das cargas físicas terem sido elevadas, os jogadores responderam bem apesar de algum sofrimento que acaba por ser normal nesta fase da temporada. A reacção dos jogadores às cargas de trabalho acabou por ser satisfatória? Foi aceite da melhor forma possível porque sabem que é para o bem deles e da equipa. Entregaram-se aos treinos e por isso só posso estar satisfeito e considerar que tudo foi positivo. Julgo que os jogadores assimilaram o que se pretende e já sabe que a fase da pré-época é a que custa mais.

Depois de ter assumido a presidência do FC Famalicão, Carneiro da Silva quer agora dar uma nova imagem ao clube. O presidente acredita que há um futuro risonho para o clube e esta será o ano zero que levará à concretização desses objectivos. OPINIÃO SPORT: Podemos dizer que todos os problemas mais importantes, direcção equipa técnica e plantel, foram resolvidos atempadamente. A partir de agora o que se pode esperar do FC Famalicão? Carneiro da Silva: Para mim temos um grupo de trabalho extremamente forte e é isso que digo aos nossos associados porque procuramos, mesmo com tremendas dificuldades financeiras, um plantel de qualidade. Não foi fácil encontrar soluções para também termos uma equipa técnica de valor, mas o Abel Silva, depois de conversarmos, disse-me que podia contar com ele e que acreditava neste projecto. Afirmou que queria dar alegrias aos sócios do FC Famalicão, porque lhes deve isso, porque afinal não conseguimos a manutenção pelas mais diversas razões de que fomos vítimas. Essa equipa técnica tem uma dívida para com todos os sócios e eles querem pagá-la. Queremos uma imagem organizada, um clube virado para os sócios e um Famalicão para o futuro. As questões financeiras são, de facto, um problema. O que é que está a ser feito nesse campo? A esse nível estamos a fazer várias coisas. Encontrei o clube num caos, não só financeiramente, mas também em termos de organização. Aqui só tenho que pedir aos famalicenses que se reúnam à volta do clube porque é nossa intenção fazer diversas campanhas. Queremos triplicar os sócios que temos. Gostava que as pessoas tivessem orgulho ao dizerem que são sócios do clube e não terem vergonha de serem famalicenses. Gostávamos que as pessoas promovessem Famalicão em todo o lado. Ao nível desportivo, o FC Famalicão quer subir de divisão? Não. O nosso objectivo é ter o plantel mais forte possível e tentar pelo menos a manutenção. Tentar que o Famalicão faça um campeonato tranquilo e que dê vitórias aos sócios. E depois, tudo o resto se vai desenvolvendo ao longo das jornadas. No entanto, o meu espírito e da equipa técnica é de vitória e não enjeitamos essa possibilidade. O nosso lugar nunca será na 3ª divisão.

O Famalicão tem de estar na 2ª divisão, no mínimo. Qual foi a reacção do treinador Abel Silva que agora vai disputar a 3ª divisão e treinar à noite? O Abel Silva é extremamente compreensivo e sabe das dificuldades do FC Famalicão e dos famalicenses. Foi dos primeiros a compreender que os treinos teriam de ser ao fim da tarde porque não conseguiríamos pagar os ordenados absurdos que se pagavam no ano passado e com dificuldades. Temos de ter um orçamento rigoroso. Reestruturar o departamento jovem é também uma prioridade? O departamento jovem, quanto a mim, tem muitas lacunas. E essas lacunas passam por uma coordenação exacta, saber quem são as pessoas e como podem trabalhar em prol do clube. Assim, quer para os seniores, quer para as camadas de formação, está criado um organigrama para haver organização e para as pessoas saberem com quem têm e devem falar. Entretanto foram criados outros departamentos de apoio? Foi criado o departamento de marketing que visa contactar com todos os sócios e angariar mais associados para ver se conseguimos equilibrar as coisas financeiramente. Se o projecto que temos conseguir ser concretizado ao fim de três anos, na melhor das hipóteses, o FC Famalicão irá tentar cumprir todos os seus compromissos a quem deve. Peço apenas compreensão para que possamos fazer acordos para chegar ao ponto de resolver as coisas. Enquanto eu presidir, o Famalicão deve e vai tentar cumprir. Qual será o orçamento do clube e que dinheiro será gasto esta temporada? Vamos ver se conseguimos trabalhar com menos 50 por cento em relação ao ano passado. No ano passado ultrapassou-se os 75 mil contos, isto é, 300 mil euros. Mas é nossa intenção fazer uma auditoria para saber o que temos e o que devemos. Não poderá ser paga e por isso vamos optar por profissionais amigos para saber das contas. Não está quantificado o que devemos… Mas a situação está incontrolável? Não. Temos alguns esclarecimentos que devem ser feitos e que faltam definir, mas tentaremos resolver todas as situações.

V

Um plantel de 23/24 jogadores será suficiente?

Pela experiência que tivemos do ano passado, com uma época desgastante e com muitas lesões, sabemos que esse número de elementos dará um maior leque de opções. No ano passado tínhamos sempre três ou quatro juniores para completar o plantel e vamos apostar na juventude, sempre na certeza que com este número de atletas teremos várias opções para determinadas posições do terreno. Está de acordo com o novo figurino do campeonato imposto pela Federação Portuguesa de Futebol? É uma forma diferente de competição, com duas fases e vamos ver se funciona. Julgo que tem tudo para funcionar correctamente e prevejo um campeonato competitivo e difícil, sobretudo na segunda fase com os seis primeiros a lutarem para subir e os oito últimos a procurarem fugir da despromoção. O objectivo é ficar nos seis primeiros lugares na primeira fase do campeonato? Precisamente. Há dois objectivos para o FC Famalicão cumprir este ano. Um é o da estabilidade financeira do clube e o outro é ficar nos seis primeiros lugares da classificação para garantir desde logo a manutenção. Depois partirão para a luta da subida de divisão? É prematuro responder a isso por várias situações. Sabemos de antemão que o orçamento baixou e vai pagar-se menos e aí a qualidade será menor, como é óbvio. Já estamos a fazer treinos às 18 horas para que os atletas possam conciliar outros empregos para terem mais um vencimento. É claro que com tudo isto e com muitas situações que existem ainda por resolver, a prioridade é estabilizar o clube e depois pensar subir. Preocupa-o o facto de não saber em que série vai jogar? Já sabemos. É a série B, da zona do Porto. Quanto a mim é a mais difícil, mas poderá haver algumas alterações, mas apenas a nível de calendário. Se pudesse escolher, escolhia a série A ou B? Teoricamente a série A parece-me mais acessível, mas na prática não sei se será assim. Vamos tentar facilitar a nós próprios o campeonato, obtendo bons resultados e trabalhar sempre da melhor forma para chegar ao fim com toda a gente satisfeita. Os jogadores que escolheu dão-lhe garantias para realizar uma boa época? Os jogadores que escolhi foram os que transitaram da época passada. Os outros, pela força das circunstâncias, não fui eu que os escolhi. O trabalho que foi feito na pré-época teve em conta o melhor entrosamento de todos os jogadores, treinando de manhã e de tarde e fazermos uma refeição todos juntos para nos conhecermos melhor. O plantel é jovem. Essa irreverência pode dar frutos? Esperemos que sim. O presidente esforçouse para construir o melhor plantel possível e para além da juventude temos também alguma experiência, o que é sempre importante. Espero uma boa resposta deste grupo de trabalho.


VI

opini達o especial: 14 de Agosto de 2007

especial


especial

opini達o especial: 14 de Agosto de 2007 VII


VIII opinião especial: 14 de Agosto de 2007

especial

Presidente joanense confiante numa boa temporada

José Lopes no comando técnico do Joane para vencer

José Campos aposta na formação

"Campeonato será mais competitivo" No seu primeiro ano como treinador principal de uma equipa sénior, mas depois de muita experiência acumulada, José Lopes aborda a nova época com cautelas mas aponta a fasquia para os seis primeiros lugares da classificação. Uma temporada tranquila é o que se pretende. OP IN IÃ O S P ORT : Co mo t éc ni co o que e s p e ra d e s ta n ov a t e m p or a d a p a r a o J o an e ? Jo sé L opes : Perspectivamos um Joane com muito sucesso. O nosso principal objectivo, devido à reestruturação dos quadros competitivos, é que consigamos ficar nos seis primeiros lugares do campeonato. E ste se r á uma épo ca m ai s co m pli cad a d o q u e a a n te ri o r? Não sei. No entanto, o que me parece à partida é que este será um campeonato muito mais competitivo do que o anterior. Mas para já ainda não temos muita informação sobre os outros clubes adversários que ficarão na nossa série.

No Joane inicia-se novo ciclo e um dos objectivos da direcção é ter nas camadas jovens um suporte do plantel. Para além de procurar a manutenção na 3º divisão nacional, o presidente José Campos quer reestruturar os escalões de formação. OP IN IÃ O S P ORT : Quai s s ão as pe r s pe ct iv a s p a r a est a é po ca ? Jo sé C ampo s: Gostaria que fosse no mínimo como a do ano passado. Gostava que fizéssemos a mesma classificação da época transacta, pelo menos. No ano passado fui um presidente feliz porque ficámos no 6º lugar. Em relação àquilo que pretendemos fazer, fica a esperança de que corra tudo dentro da normalidade. O a c tu a l p la nt el d o J oa n e é mu it o jo v e m . I s s o n ã o p o d e rá s e r u m ri s c o? Contratámos de pés bem assentes no chão. Temos de facto muitos jovens, mas também outros atletas com alguma maturidade que poderão ajudar os mais novos. É um risco em todos os casos e o Grupo Desportivo de Joane costuma, por norma, correr riscos. Mas, com maduros ou jovens, esperemos que tudo corra bem porque o que pretendemos é alcançar os objectivos que são determinados à partida. Q u a l é a sua o pi niã o so br e o s a ct ua i s m ol des do ca m peo na t o? Não estamos muito de acordo, mas temos de nos sujeitar porque são as regras do jogo. Será um campeonato complicadíssimo porque os seis primeiros têm a garantia de que não descem de divisão e dos restantes oito descem cinco. Portanto, iremos tentar fazer um campeonato regular para evitar uma posição frágil e não ter de disputar o campeonato com os oito últimos. A ní ve l fi na nc ei r o qua i s sã o o s li mi tes?

O nosso orçamento é precisamente igual ao da época passada: 250 mil euros. Não podemos ultrapassar esse valor porque somos e queremos ser um clube cumpridor. Felizmente temos vindo a melhorar no aspecto financeiro e vamos continuar a fazê-lo. Essa talvez seja a razão pela qual muitos atletas queiram vir para aqui, porque quando nos comprometemos com as pessoas cumprimos. Um d os g r a nd es o bj ec ti v os d a c ol ec ti vi d a de é a po st a r na f o r ma ç ã o em to das as camad as? Sim. Desde que assumi a presidência do Joane verifiquei que não tínhamos formação e íamos desenrascando alguns miúdos dos juvenis. Mas a nossa intenção é possuir, dentro do clube, todos os escalões de formação. Este ano iremos ter pelo menos uma equipa de escolinhas, uma de infantis, de iniciados, de juvenis e de juniores. Queremos ter mais qualidade no trabalho feito na formação porque o Joane já aproveitou alguns atletas da terra e deve fazê-lo porque as pessoas ajudam mais se os jogadores forem daqui das freguesias vizinhas. A nossa intenção é trabalhar nesse sentido e dar assim mais qualidade de treino aos atletas. F i na lm en te , no que r es pei t a a in f r a es tr ut ur a s qu e o bj ec ti v os é que te m? No ano passado fizemos algumas melhorias e este ano ainda continuamos com esse trabalho. Não iremos fazer todas ao mesmo tempo porque o dinheiro é escasso e ao nível de patrocínios também é complicado. Mas queremos fazer melhorias neste clube porque há muitos anos que não havia obras, algumas delas bem necessárias. Todos os anos, enquanto for presidente, quero continuar a melhorar as condições disponibilizadas para o trabalho dos atletas que estão ao serviço do clube.

E s ta é a p r i me ir a ve z c o mo t re i n a d o r pr i nc ipa l. Q u e im po r tâ n ci a é q ue i sso t em p ar a si ? Uma coisa é ser treinador adjunto ou preparador físico, outra é estar aqui como treinador principal. Sinto-me mais do que preparado para assumir este cargo, até pela formação académica adquirida e pelo meu historial, quer como atleta, quer como treinador. E sta é uma equ ip a b a sta n te jo vem… Sim. Temos muitos jovens, mas também outros jogadores de 30 e de 32 anos. Dentro do possível é o que conseguimos ter. É importante termos estes jovens porque um clube como o Joane tem que viver de jogadores assim, porque são jogadores que têm muita ambição e que querem passar por aqui para projectarem as suas carreiras. E ste p la nt el d á - lh e g a r a nt ia s de re ali za çã o de u ma b oa é p o c a? Tenho total con-

hecimento do plantel. Os jogadores foram todos contratados por mim e pelo presidente. Tenho total confiança nestes jogadores. O n úme r o de jo g ado r es é s ufi ci ent e? Temos um plantel a rondar os 21 jogadores. Depois iremos ter sempre alguns juniores a trabalhar connosco. Será uma nova filosofia de trabalho a implementar no Joane. Vamos ter dois ou três juniores a trabalhar connosco. Portanto também acreditamos neles, mas como devem calcular também existem limitações financeiras. Não vale a pena ter um plantel alargado que depois fuja ao orçamento estipulado pela direcção. Po de mo s falar - s e num a su bi da de di visã o? Não queremos falar nisso porque primeiro é preciso estar na primeira fase do campeonato. Isto quer dizer que o primeiro classificado pode nem sequer subir de divisão porque vai ficar com menos 50% dos pontos. E depois há um cálculo matemático que pode beneficiar as equipas que estão em quinto e sexto lugares e prejudicar quem está em primeiro. Portanto, teremos de ter muito cuidado com esse discurso. O nosso discurso é: os seis primeiros lugares e fazer o maior número de pontos. Pa sso u pel a co lect iv id ad e no utra s fu n ções . Iss o poderá s er uma v a n t a ge m p a ra s i? Evidente. Sobretudo em termos de experiência e de enriquecimento pessoal não tenho a menor d ú v i d a . Primeiro passei aqui como atleta e depois como preparador físico e as pessoas que estão aqui no Joane ainda são as mesmas e tenho uma grande confiança em quem aqui está. Acho que tenho um conhecimento profundo da realidade do Joane.


especial

opini達o especial: 14 de Agosto de 2007 IX


X

opinião especial: 14 de Agosto de 2007

especial

Presidente da Oliveirense promete apostar sempre na juventude

Mário Jorge acredita ser possível melhorar a prestação da última época

"Época vai ser difícil"

"Plantel é mais forte e homogéneo" O treinador da Oliveirense viu sair alguns jogadores importantes do anterior grupo de trabalhos, mas viu essas saídas colmatas com entradas de qualidade. O número de opções para cada lugar aumentou consideravelmente e por isso a temporada pode correr ainda melhor do que a última. OPINIÃO SPORT: Olhando para este plantel, a manutenção é o único objectivo? Mário Jorge: Os objectivos estão definidos desde que começámos a trabalhar para esta época. Passam por garantir rapidamente a manutenção e, olhando para o formato do novo campeonato e da forma como ele se vai desenrolar, isso passa por ficar nos seis primeiros lugares porque garantimos desde logo a manutenção. Depois temos de nos re-

Ângelo Guimarães pretende a manutenção e deixar mais uma vez uma boa imagem no campeonato nacional da 3ª divisão. Metade do grupo de trabalho chegou esta época, mas nem esse facto esmorece o presidente que quer ter mais um mandato de sucesso à frente do clube. OPINIÃO SPORT: Quais são as expectativas para esta temporada 2007/2008? Ângelo Guimarães: As expectativas são as melhores. Esperemos que os objectivos sejamconcretizados o que passa pela manutenção do clube mais uma vez. Estamos todos apostos e vamos ver, com o decorrer da época, como as coisas se vão portar. A Associação Desportiva Oliveirense tem doze caras novas. Porquê tantas contratações? Tem doze caras novas porque teve de ser. Num plantel há sempre acertos a fazer e mais uma vez foi necessário realizar esses reajustes. Penso que foi mais fácil fazêlos este ano do que na última época e vamos ver se tudo aquilo que foi programado é concretizável ou não. É também um plantel com muita juventude... Realmente temos muita juventude e é uma aposta que passa pelos jovens atletas, à semelhança daquilo que vimos fazendo. Vamos continuar sempre a apostar nos jogadores mais jovens porque entendemos que esse deverá ser o caminho a seguir. Vai ser uma época complicada, com um campeonato difícil e tendo ainda as equipas de formação que também dão sempre algum trabalho. Como é que encara todas essas situações? Sem dúvida que será uma época difícil porque como da forma como

estão esquematizados os campeonatos é imprescindível que a Oliveirense se classifique nos seis primeiros lugares e como tal prevejo uma competição se calhar mais equilibrada do que a última. Financeiramente a Oliveirense está organizado para esta temporada? A Oliveirense, como é hábito, faz sempre o seu plantel baseado no orçamento que tem. Portanto, se as coisas correrem bem penso que mais fácil será dar saída a tudo. Se correrem mal, claro que vamos ter mais problemas, mas dentro daquilo que o orçamento nos permite o plantel foi constituído assim e está tudo dentro do previsto. Um grupo de trabalho com 24 elementos e mais uma vez a Oliveirense foi a primeira equipa do concelho a fechar o seu plantel... Exactamente. Vamos trabalhar com 24 elementos e como já fizemos noutras época definimos bem os nossos alvos e rapidamente contratamos aqueles que achamos serem os jogadores que melhor servem os interesses do clube. Neste momento posso dizer que o plantel está fechado porque temos mais três jogadores que ainda não anunciamos à comunicação social e portanto neste momento estamos 24 e damos por encerrado o plantel." Desportivamente esta época passa só pela manutenção? Sim, o objectivo principal para esta época passa realmente pela manutenção na mesma divisão. Agora, tudo o que vier por acréscimo em relação a isso, concerteza que vamos tentar aproveitar. Sabemos que esta ano os seis primeiros classificados garantem desde logo a manutnção e se conseguirmos esse primeiro objectivo, depois na segunda fase do campeonato logo se verá o que podemos fazer de melhor.

unir e pensar naquilo que iremos tentar fazer. Neste plantel, metade são renovações e a outra metade são aquisições... Dos jogadores que saíram esta época, só dois é que nós queríamos que ficassem. O Zézé e o Nelson. Por isso todos os outros que saíram foi por mera opção da equipa técnica. As entradas registaram-se para colmatar todas essas saídas, na esperança de que o grupo de trabalho seja tão ou mais valioso que o da última época. Esta equipa dá-lhe garantias? Claro que sim. Começamos uma época sempre com a esperança de que as coisas funcionem como nós queremos. Agora, também sabemos que o futebol é a ciência mais ingrata que existe e menos exacta porque não é certa. Nada é certo no futebol, portanto vamos ver. Estou convicto que sim, que o plantel é mais forte e homogéneo. Poderá não ter determinados nomes sonantes, mas é capaz de ter um pouco de irreverência a querer aparecer prórprios da juventude com muita qualidade. O campeonato também será mais competitivo... Sim. Se já no ano passado foi competitivo, este ano ainda será mais. Mas na última época conseguimos fazer meia volta de grande nível, ao ponto de as pessoas mesmo com uma segunda volta um bocado desequilibrada, ainda nos consideravam a equipa mais forte e mais homogénea desta série, este ano pretendemos que isso seja uma volta toda e não apenas meia. Sabemos que é difícil, sabemos que é competitivo, mas estamos completamente preparados para isso. Já há uma maior identificação de grande parte dos jogadores com os métodos do treinador. Sob esse prisma podemos dizer que o trabalho de préépoca está a ser mais fácil? Sem dúvida. Para os novos elementos certamente que pretendemos que seja tão rápida como foi na época passada. Se calhar ainda mais, mas temos que estar constantemente atentos e apoiar quem

veio para a nossa forma de trabalhar, de jogar e de estar. Também sabemos que alguns dos jogadores que chegaram já trabalharam comigo, portanto ainda há mais possibilidades de sermos mais rápidos naquilo que pretendemos do que no ano passado. Sente que esses reforços contratados pela Oliveirense já estão perfeitamente integrados no grupo de trabalho e no próprio esquema táctico da equipa? Os jogadores têm a noção de tudo e a integração deles foi imediata. Logo no primeiro dia se verificou que não seria por aí que existiriam problemas. Relativamente à forma de jogar nos esquemas tácticos que temos, nos exercícios de movimentos, é lógico que já têm uma ideia. Mas a rotina e as repetições é que vão trazer consistência e fazer com que tudo saia de uma forma natural. Vamos aguardar que as coisas cheguem rapidamente para nós podermos ter mais opções, o mais depressa possível, porque toda a gente sabe que mantivemos doze pessoas no plantel entre os quais estão oito ou nove que foram dos mais utilizados na época passada. Logo temos a garantia de uma espinha dorsal para tudo aquilo que se apresenta difícil nesta época. Este ano o formato do campeonato será diferente. O que é que lhe parece? Aquilo que posso dizer é que é uma situação nova e diferente. Se vai ser melhor ou pior, mais competitivo ou não, só no fim da época é que poderemos falar sobre isso porque podemos estar agora aqui a dizer que é pior ou até mais difícil e depois não ser assim. Pode até vir a ser mais competitivo, obrigar as equipas a estar mais fortes e pode trazer mais gente aos estádios. Acho que é muito relativo estarmos a falar sobre isso, é uma novidade e as novidades normalmente assustam as pessoas. Não temos de estar assustados, temos é de nos preparar para aquilo que vamos enfrentar. Mas concorda que uma equipa como o Oliveirense, caso termine nos seis primeiros lugares na primeira fase, poderá ter mais hipóteses de lutar pela subida de divisão? Poderá ser bom para qualquer equipa. Quem terminar nos seis primeiros automaticamente torna-se um candidato à subida de divisão. Se não houver um desnível muito grande nos 26 jogos que entrarem nesta fase, qualquer equipa fica com possibilidades de lutar por uma subida de divisão. Em contrapartida, se ficarem nos últimos oito lugares, descem cinco desses oito, o que se torna muito complicado. Vamos tentar adaptarmo-nos a esta realidade o mais depressa possível."


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opini達o especial: 14 de Agosto de 2007 XI


SaĂşdespecial: e XII opiniĂŁo 14 de Agosto de 2007

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