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Ambieente

energia

A energia

A importância da etiqueta energética

no nosso dia a dia! Todos os dias precisamos de energia em várias formas. Sempre que utilizamos o carro, ligamos o computador, fazemos o jantar, vemos televisão... estamos a utilizar energia. Não é de estranhar, portanto, que a energia tenha uma tão grande importância para nós. A energia pode ser calor, movimento, luz, convertendo-se nas mais diversas formas de impulsionar a vida. O acesso à energia é fundamental para o desenvolvimento das sociedades. No entanto, a maior parte da energia usada no mundo provém de combustíveis fósseis como o carvão, o gás ou o petróleo, cujas reservas têm vindo a diminuir. Adicionalmente, a utilização intensiva destes combustíveis fósseis aumenta a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global do Planeta. É o chamado efeito de estufa. O nosso estilo de vida pode estar ameaçado e o nosso futuro comprometido se não encontrarmos novas soluções. Por essa razão, multiplicam-se os esforços na promoção da utilização eficiente da energia, e na aposta nas fontes de energia renováveis como o sol, o vento ou a água. Na prática, se precisamos, cada vez mais, de energia, também nunca se falou tanto de eficiência energética. Essa eficiência passa pela utilização da energia da forma mais racional (económica) possível, sem prejuízo do nível de conforto ou da qualidade de vida. Trata-se essencialmente de evitar o desperdício de energia e pode ser alcançada através da alteração de alguns comportamentos e da utilização de equipamentos que consumam menos energia. Os principais benefícios da eficiência energética são a poupança na fatura de energia e a melhoria do meio ambiente. Fique neste Especial a conhecer algumas formas de o fazer! A poupança está, na maioria das vezes, em gestos simples que podemos adotar diariamente. Fonte: www.edp.pt

Ao escolher equipamentos energeticamente mais eficientes, está a poupar energia e também o ambiente. No mercado, podemos encontrar variadíssimas opções de equipamentos. Para fazer a escolha mais acertada, consulte a respetiva etiqueta energética e opte por aqueles que apresentam menores consumos energéticos.

A etiqueta energética permite comparar fácil e rapidamente a eficiência energética e o consumo dos eletrodomésticos da mesma categoria, sendo obrigatória para alguns aparelhos elétricos: máquinas de lavar e/ou secar roupa, máquinas de lavar loiça, frigoríficos e combinados, fornos elétricos, aparelhos de ar condicionado, iluminação e televisores. A etiqueta energética fornece informação sobre a eficiência energética dos equipamentos, os consumos de energia, os rendimentos, a capacidade, o ruído, entre outras. A etiqueta energética é uma ferramenta útil que permite comparar equipamentos semelhantes, auxiliando o consumidor na seleção dos equipamentos mais eficientes. A nova etiqueta energética, disponibilizada em 2012, adiciona mais três classes de eficiência (A+, A++ e A+++) e elimina as classes E, F e G à etiqueta anterior. No entanto, por algum tempo irão coexistir produtos com etiqueta nova e com etiqueta antiga. Para a mesma capacidade e características, um aparelho classificado como A+++ é considerado mais eficiente e económico.

Lâmpadas economizadoras Quando comprar novas lâmpadas economizadoras, consulte a informação disponível na embalagem: • tipo de cor (temperatura): se pretende iluminar um espaço de repouso (sala ou quarto) deve escolher uma lâmpada de cor quente (até 2700K); se pretende iluminar um espaço de trabalho (cozinha ou escritório), deve escolher uma de cor fria (acima de 4000K); • casquilho: verifique sempre se está a adquirir o tipo de casquilho que pretende; • adaptação a reguladores: verifique se pode utilizar a lâmpada em interruptores com regulação da intensidade de luz; • classe A: consulte a etiqueta energética e garanta que escolhe uma lâmpada de classe energética A, que consome menos energia; • potência: consulte a equivalência à potência das antigas lâmpadas incandescentes, para adquirir a lâmpada da intensidade que deseja. pub


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Procedimentos de prevenção

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É sempre preferível evitar o aparecimento de um problema do que encontrar soluções para resolvê-lo. E isso ocorre em todos as áreas da nossa vida, tais como resíduos, energia, água, alterações climáticas, etc. Como cidadãos, muito poderemos fazer, contrariamente ao que é comum dizer; as grandes decisões não cabem só ao estado, aos municípios, às empresas… cabem a cada um de nós! Por exemplo, quanto a resíduos, a melhor solução é prevenir a sua produção na origem, ou seja, no momento em que cada consumidor faz as suas escolhas no super ou hipermercado. Para tal, há vários cuidados que podem ser adotados no momento da compra: desde a escolha da embalagem (maiores quantidades e menos embalagens), preferir os produtos avulso aos embalados, embalagens de recarga, retornáveis, recicladas e simples, e produtos concentrados, produtos duráveis. Proceder à observação das datas para garantir que se consomem atempadamente, preparação de uma lista antes de sair de casa para adquirir os produtos com ponderação, envio de comentários às empresas quando embalam excessivamente os produtos… Evitar, sempre que possível, a água engarrafada. Evitar o consumo supérfluo e o desperdício, recusando ofertas e brindes, de forma a não levar “lixo” para casa. Eliminar a compra por impulso. Usar a técnica dos 30 dias (aguardar 30 dias para verificar se quer mesmo aquele produto). No que diz respeito ao consumo de água, desde o tipo de banho (chuveiro em detrimento do banho de imersão), escolha da máquina de lavar loiça e roupa eficientes, utilização das mesmas só quando se encon-

tram cheias, troca de autoclismo para equipamento com duplo fluxo, colocação de redutores de caudal nas torneiras, utilização de um balde para aproveitamento da água enquanto se aguarda pela quente e sua utilização para rega ou descarga da sanita. Já quanto à energia, a escolha de equipamentos eficientes, desligados quando desnecessários o mesmo se passando com o stand by; uma adequada localização, orientação e construção da casa para não precisar de climatização, com bom isolamento, bom sombreamento; utilização da energia maioritariamente à noite e fins de semana, já serão grandes medidas. Não podemos esquecer as deslocações diárias para o trabalho/escola: sempre que possível de transporte público, a pé ou de bicicleta, se não partilhando boleias ou fazendo pedibus, no caso dos mais novos. Mas na aquisição de bens podemos definir muito mais e assim reduzir o consumo de energia da origem dos produtos (nacionais e se possível, locais), a opção dos legumes e frutas (da época e biológicos, sempre que possível, reduzindo assim pegada ecológicas do transporte, produção e conservação). Comprar produtos usados ou em segunda mão, como móveis e roupas, prolongando assim a utilização do mesmo bem. Pedir emprestado, se vai usar apenas uma vez: compartilhe malas, gravatas e outros acessórios de roupa para uma festa, ou bancos e acessórios de cozinha para um jantar. Recusar publicidade não endereçada ou entregue na rua. Recusar a fatura em papel, optando pela via digital. Ana Cristina Costa, Dirigente Associativa da Quercus-Braga

Como diminuir o consumo energético em máquinas de secar roupa

 utilizar o sol e o vento sempre que possível para secar a roupa;

 centrifugar a roupa na sua máquina de lavar a uma velocidade elevada, para retirar o máximo de água possível antes da secagem;  secar as toalhas e peças mais pesadas separadamente;

 utilizar a máquina na sua capacidade de carga máxima, mas sem a sobrecarregar, pois poderá provocar mais vincos na roupa e assim aumentar o consumo no processo de engomar;

 confirmar se o tubo da máquina para o exterior é o mais curto possível, de modo a aumentar o rendimento de secagem;

 se a máquina tiver um dispositivo de edição da humidade para controlo do ciclo de secagem, usar esta opção em vez do temporizador;

 limpar regularmente o filtro.


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Portugal tem os carros mais ecológicos da Europa Portugal tem a frota de veículos novos ligeiros mais eficientes e ecológicos da União Europeia (UE), segundo um estudo da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente divulgado pela Quercus. “Portugal ocupa o 1.º lugar na Europa, com menores emissões de dióxido de carbono dos veículos novos vendidos em 2011”, refere a associação ambientalista, que faz parte da federação europeia dos transportes. No ano passado, os novos veículos ligeiros de passageiros em Portugal emitiram, em média, 122,8 gramas de dióxido de carbono por quilómetro (gCO2/km), seguidos por Malta (124,5 gCO2/km) e pela Dinamarca (125 gCO2/km), conclui o estudo da federação europeia de trans-

portes. O desempenho positivo de Portugal deve-se a uma frota média dominada por veículos de dimensões mais reduzidas e menos poluentes do que a média dos países da UE e a uma carga fiscal que beneficia as viaturas com menos emissões. A Quercus acrescenta que a crise económica terá também resultado no decréscimo das vendas de novos veículos ligeiros, destacando os mais eficientes. Francisco Ferreira, da Quercus, salienta que "o peso dos veículos é determinante para reduzir o consumo de combustível e emissões e obter grandes poupanças em faturas

de combustível, e muito pode ainda fazer-se neste campo". O estudo sustenta que os fabricantes de automóveis europeus estão a ter um melhor desempenho do que a maioria dos concorrentes asiáticos, num esforço para atingir a meta de redução das emissões para os novos veículos de 95 gCO2/km em 2020. Em 2011, a indústria automóvel conseguiu reduzir os consumos de combustível e as emissões de CO2 em 3,3% e, quatro anos antes da data prevista, a meta de 130 gCO2/km para 2015 está apenas a 4% de distância. Há marcas que já atingiram em 2012 a meta de emissões para 2015. pub

O top 10 da eficiência energética 1 - Evite ter as luzes ou os equipamentos ligados, quando não for necessário. 2- Procure utilizar os transportes coletivos nos seus trajetos diários. E, para distâncias curtas, opte por se deslocar a pé. 3- Procure calafetar as portas e janelas, e isolar paredes, tetos e pavimento da sua casa. Ao fazê-lo, está a economizar energia e a reduzir o investimento em sistemas de climatização 4 - Procure calafetar as portas e janelas, e isolar paredes, tetos e pavimento da sua casa. Ao fazê-lo, está a economizar energia e a reduzir o investimento em sistemas de climatização. 5- Substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras. Dão a mesma luz, mas poupam 80% da energia elétrica utilizada e duram 8 vezes mais. 6 - Desligue os equipamentos no botão, ao invés de desligar apenas no comando. Os aparelhos em modo standby continuam a gastar energia. 7- Evite abrir desnecessariamente a porta do frigorífico e, quando o fizer, seja o mais rápido possível. Verifique periodicamente o estado da(s) borracha(s) das portas do frigorífico. 8- No Inverno, aproveite a radiação solar para aquecer a casa, através das janelas. No Verão, evite os ganhos solares excessivos. Em ambas as estações, evite ter os aparelhos de climatização a funcionar com as janelas abertas. 9 - Sempre que possível, procure proceder à separação dos diferentes lixos. 1 0- Utilize as máquinas de lavar, sempre que puder, com a carga completa e num programa de baixa temperatura.


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pública: 27 de março de 2014

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Portugueses produzem menos 10% de lixo A crise económica em Portugal levou a uma quebra de 10% na produção de lixo, afirmou, recentemente, o ambientalista e dirigente da Quercus Rui Berkmeier, para quem os cidadãos passaram a consumir menos e a ser mais criteriosos nas compras. “A tendência geral da nossa sociedade era um aumento da produção de resíduos por cidadão e, na última década, foi o que aconteceu: todos os anos aumentava a produção de resíduos, com os materiais descartáveis, o consumo de coisas que muitas vezes não precisávamos e isso porque havia um engano: as pessoas pensavam que eram ricas", justifica Rui Berkmeier. A descida na quantidade de lixo produzido começou a registar-se em 2010, com o início da crise. Desde então, desceu sensivelmente 10%. De acordo com um relatório Agência Europeia do Ambiente, divulgado na terça-feira, Portugal produzia, em 2010, 514 quilos de lixo “per capita” – ou seja, uma média de 42 quilos mensais. Esse valor tem vindo a aumentar desde 2002, mas caíram nos últimos dois anos, "situando-se agora nos cerca de 500 quilos per capita ”, indica Rui Berkmeier.

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Como diminuir o consumo energético no uso de termoacumulador e esquentador • se possível, combinar o termoacumulador com a instalação de painéis solares térmicos, que lhe podem garantir entre 60% a 80% da energia necessária ao aquecimento de águas; • utilizar torneiras e chuveiros eficientes - poupa entre 40% a 70% de água sem perder a sensação do conforto de um bom duche;

Recolha de monstros é gratuita em Famalicão Hoje não vale a pena colocar lixo, como eletrodomésticos, sofás, colchões, entre outros, nas florestas. Em Famalicão, a Câmara tem um serviço de recolha de monstros gratuita para o cidadão comum do concelho. Após a marcação prévia, os resíduos são encaminhados para o Ecocentro, situado em Esmeriz. Aliás o ecocentro é um parque amplo e vedado que possui contentores de grandes dimensões onde os resíduos podem ser depositados de forma separada: resíduos verdes, monstros, lâmpadas, óleo alimentar, roupa, madeira, plásticos, entre outros. Os ecocentros são para ser utilizados por todos, quer pelo cidadão comum, quer por comerciantes e industriais. No caso dos comerciantes e industriais, estes devem solicitar uma autorização à AMAVE, e a sua utilização é limitada à deposição de papel/cartão, vidro e embalagens de plástico e metal. A utilização dos Ecocentros é gratuita. Em caso de dúvidas contacte número verde: 800 222 400.

• utilizar uma tomada com controlador horário para privilegiar o funcionamento do termoacumulador no período noturno, sendo ainda mais económico se dispuser de tarifa bi-horária ou tri-horária; • escolher um termoacumulador adequado às necessidades da família - cerca de 40 litros por pessoa e instalá-lo perto dos pontos de consumo, isolando adequadamente as canalizações; • dar preferência aos aparelhos equipados com controlo de temperatura ou temporizador; • a temperatura do termóstato não deverá estar acima dos 60ºC, de modo a reduzir perdas. Se reduzir a temperatura do termoacumulador de 60ºC para 50ºC pode reduzir o consumo de energia em cerca de 10%; • na utilização do esquentador, ter em atenção a libertação de monóxido de carbono (altamente tóxico); • reduzir o tempo nos duches - poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia; • desligar o termoacumulador quando for de férias. pub


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pública: 27 de março de 2014

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