Page 1

Quinzena Gastronómica começa no sábado, 1 de fevereiro

Famalicão: “aqui come-se bem”

Está aí, como é habitual no mês de fevereiro, a Quinzena Gastronómica de Famalicão, promovida pela Câmara Municipal, entre 1 e 15 de fevereiro. Assim, todos os caminhos, durante os próximos dias, dão a Famalicão. Aliás, o cartaz desta edição anuncia justamente que é aqui que “se come bem”. Na verdade, o concelho é rico

em muitos e bons restaurantes, que apresentam uma excelente gastronomia. Para o ano de 2014, Cabrito Assado no Forno, Rojões com Papas de Sarrabulho e Bacalhau com Broa são os três pratos a concurso em nove restaurantes do concelho. São eles: na freguesia de Calendário, os restau-

Vencedores do ano passado Na edição de 2013 da Quinzena Gastronómica foram vários os restaurantes famalicenses que viram a sua boa cozinha reconhecida. Assim, no Arroz de Cabidela, o ouro foi para o Churrascão do Sousa e a prata para o Restaurante Moutados de Baixo. Já o Cabrito Assado no Forno valeu o ouro ao restaurante Prato das Oliveiras e a prata ao restaurante A Malcriada. No Cozido à Portuguesa, a Casa de Pasto O Tosco foi contemplada com o ouro e a Churrasqueira do António com o bronze. Nos Rojões com Papas de Sarrabulho, o ouro foi para a Sara Cozinha Regional, a prata para o restaurante Com Requinte e o bronze para o restaurante O Fumeiro. Leite Gomes, presidente da Confraria dos Gastrónomos do Minho e presidente do júri, presidente na cerimónia, na ocasião, congratulou-se “pelo elevado grau de qualidade com que o concurso decorreu”, destacando a “crescente preocupação na excelência dos ingredientes utilizados na confeção dos pratos” e o “empenho que os participantes têm demonstrado para com o evento”.

rantes “A Malcriada” e a “Churrasqueira do António”; na freguesia de Avidos, os restaurantes “Churrascão Sousa” e o “Prato das Oliveiras”, e em Gavião, os restaurantes “Moutados de Baixo” e “O Pateo das Figueiras”. Por fim, em Riba d’Ave, o restaurante “O Tosco”; em Joane, o “Serenata” e em Famalicão, o restaurante “Sara Cozinha Regional”. A gastronomia regional é para o presidente da Câmara Municipal, um “importante elemento de atração turística”. Paulo Cunha reconhece o trabalho e a importância dos restaurantes do concelho na promoção e valorização do município e lança ainda o desafio para que os famalicenses participem nesta iniciativa e comprovem eles próprios, “o quão deliciosa é a nossa cozinha”. Além da avaliação do público, todos os pratos confecionados pelos restaurantes a concurso, serão sujeitos à apreciação de um júri, composto por representantes da Câmara Municipal, da Confraria dos Gastrónomos do Minho e da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte.

Restaurantes da Quinzena Gastronómica  CABRITO ASSADO NO FORNO Restaurante "A Malcriada" (Calendário) Restaurante Prato das Oliveiras (Avidos) Restaurante Serenata (Joane) Churrascão do Sousa (Avidos)  BACALHAU COM BROA Restaurante "A Malcriada" (Calendário) Churrascão do Sousa (Avidos) Churrasqueira do António (Calendário) Restaurante Moutados de Baixo (Gavião) Casa de Pasto "O Tosco" (Riba de Ave) Restaurante Pateo das Figueiras (Gavião) Restaurante Prato das Oliveiras (Avidos) Restaurante Serenata (Joane) Sara Cozinha Regional (Vila Nova de Famalicão)  ROJÕES COM PAPAS DE SARRABULHO Restaurante Moutados de Baixo (Gavião) Churrasqueira do António (Calendário) Casa de Pasto "O Tosco" (Riba de Ave) Restaurante Pateo das Figueiras (Gavião) Sara Cozinha Regional (Vila Nova de Famalicão) pub


20

pĂşblica: 30 de janeiro de 2014

publicidade


Gastronomia portuguesa

pública: 30 de janeiro de 2014 21

especial

País rico em bons produtos

uma das melhores do mundo

possibilidades de evolução. A chef destacou que Portugal, país que teve muitas colónias, conta hoje com “uma cozinha popular muito rica e muito interessante, sobre a qual é importante evoluir e que vai constituir o futuro”. Como não podia deixar de ser, a cozinheira elogiou em particular a qualidade dos vinhos e o bacalhau, peixe que goza de grande popularidade entre os bascos, como acontece em Portugal. “É incrível tudo o que há em Portugal sobre o bacalhau, mas na gastronomia portuguesa há mais que bacalhau”, lembra.

Come-se bem em todas as regiões do país. Na verdade, a gastronomia de Portugal é muito variada e marcante, além de também possuir ricas produções de vinhos e azeites. Alguns pratos têm como base a pimenta, noz-moscada, canela, entre outras especiarias trazidas por navegadores. É costumeiro iniciar uma refeição com aperitivos, como azeitonas, queijos, saladas de polvo, bolinhos ba-

calhau ou moelas. No nosso país, dada a localização na costa do Atlântico, os portugueses sabem aproveitar o que ele tem a oferecer: mariscos, ostras, camarão, lagosta, peixes variados e claro, o famoso bacalhau. Na verdade, o bacalhau possui um lugar de destaque na cozinha portuguesa, tanto pelo seu sabor como pela infinita quantidade de maneiras para pre-

pará-lo. Se os pratos principais são maravilhosos, as sobremesas são consideradas uma verdadeira tentação e incluem bolos, tortas, pastéis variados. Ainda recentemente, a chef basca Elena Arzak, eleita a melhor cozinheira do mundo, considerou a gastronomia portuguesa “uma das grandes cozinhas na atualidade e no futuro”, com grandes

Famalicão tem o melhor do Minho São várias as regiões que contribuem para a riqueza gastronómica nacional. O Minho é uma delas, onde encontramos pratos únicos. O Minho é uma região de gente de garra. É um lugar de verdes campos, de trabalho, romarias, de bom vinho e de uma magnífica gastronomia. Uma refeição típica do Minho pode ser muito variada. Legumes saborosos, carnes de animais criados em casa, ladeados por sobremesas de receitas conventuais de doçaria re-

gional e o acompanhamento do bom vinho verde. Nesta região cheia de tradição pode-se comer um delicioso bacalhau, as famosas papas de sarrabulho acompanhadas de rojões, o cozido à portuguesa assim como um delicioso arroz doce, aletria, sonhos e pãode-ló. E, justamente, no coração do Minho está o concelho de Famalicão, rico em restaurantes. Muitos e bons. Famalicão possui uma gastronomia muito diversificada, tendo sempre como garante a qualidade e autenticidade, que poderão ser saboreadas e apreciadas em qualquer espaço de restauração, desde as típicas tasquinhas aos restaurantes mais modernos, de vanguarda. No fundo, mais ou menos tradicional, o que todos pretendem é que o cliente “coma bem e saia satisfeito”. Na realidade, a arte de bem comer nesta região vem do passado e tem vindo a ser preservada e valorizada nos restaurantes famalicenses. É claro que o carácter da gastronomia é feito, sem dúvida, pela qualidade dos próprios produtos utilizados na sua confeção e pela forma como os alimentos são preparados e servidos nos diversos espaços. pub


22

pública: 30 de janeiro de 2014

Carne ou peixe?

Ambos

especial pub

Alimentação saudável deve ser variada

pub

É preciso deixar claro que uma alimentação saudável deve ser rica e variada e tanto a carne, como o peixe apresentam vantagens numa alimentação equilibrada. A carne apresenta várias propriedades nutritivas, é rica em sabor e presta-se a inúmeros usos culinários. Na pirâmide alimentar está contemplado que devemos consumir carne para termos um crescimento adequado e para resistirmos melhor às infeções e cansaço. Todos sabemos que na hora da escolha, devemos preferir as carnes brancas (frango, peru, coelho) às vermelhas (vaca, vitela, porco). No entanto, as carnes vermelhas devem também ser incluídas, nomeadamente na alimentação de grávidas, que precisam de muito ferro no período de gestação. Para um bom crescimento intelectual e físico, as crianças e adolescentes devem também consumi-las, bem como os atletas. Também os idosos devem consumir carnes vermelhas porque será uma forma de garantir o consumo de proteínas de qualidade. As carnes brancas são particularmente ricas em baixo teor de colesterol e de gordura saturadas na sua composição, características que as distinguem das outras e as aproximam dos peixes (ricos em insaturados e pobres em saturados). No entanto, é importante eliminar a pele das carnes de aves, pois é rica em colesterol. A carne é um alimento muito valorizado e

apreciado pelos humanos. Cozer, assar, grelhar, guisar e estufar são algumas das formas de preparar carne. Aliás, os médicos aconselham a que confeção dos alimentos seja variada, mas sem grande adição de sal ou gordura. Já em relação ao peixe, a melhor notícia é que este tem pouca gordura e é muito nutritivo. Deve ser consumido, pelo menos, duas vezes por semana, intercalando com outros tipos de carnes, como bovina, suína e aves. Os peixes apresentam gordura polinsaturada, de onde se destaca o ómega 3, que proporciona a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e a redução da pressão arterial. O ómega 3 está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces, também apresentam ómega 3, mas em quantidade inferior quando comparados aos primeiros. Os peixes frescos cozinham em pouquíssimo tempo e podem ser usados em diversas preparações, como ensopado, cozido, grelhado, frito, ao molho, panado, assado e até mesmo cru. Além do peixe fresco, podemos escolher o peixe congelado, uma vez que os estudos mostram que esta é uma alternativa saudável e saborosa que preserva todo o sabor e valor nutritivo deste alimento.

Dieta mediterrânica é património da humanidade A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura classificou, em dezembro de 2013, a candidatura da dieta mediterrânica a património imaterial da humanidade. A candidatura da dieta mediterrânica, apresentada em conjunto por Portugal, Chipre, Croácia, Espanha, Grécia, Itália e Marrocos foi aprovada durante a reunião da Unesco. A dieta mediterrânica, com origem no termo grego "daiata", é um estilo de vida transmitido de geração em geração, que abrange técnicas e práticas produtivas, nomeadamente de agricultura e pescas, formas de preparação, confeção e consumo dos alimentos, festividades, tradições orais e expressões artísticas No caso concerto da culinária portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas e também atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia

do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adotados como produtos essenciais. Note-se que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confeção, ainda que partilhem a mesma receita de base. As generalizações nem sempre estão corretas: as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região. De resto, estudos diversos parecem indicar que Portugal é o país "mediterrânico" que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais, apesar de nem ser banhado por este mar.


especial

Entradas Com as entradas deve ser servido vinho branco seco, vinho verde branco, vinhos generosos secos ou ainda vinhos espumosos secos. Sopa Com sopa é clássico "molhar-se a boca" com generosos secos. No entanto, os vinhos rosados e os espumosos podem servir de vinho único ao longo de uma refeição. Mariscos Os mariscos servem-se, normalmente, com o mesmo vinho servido para os aperitivos (vinho branco seco ou verde) ou, se forem acompanhados por molhos picantes, com vinho branco suave, adamado. Saladas e escabeches Aos pratos avinagrados, como saladas muito temperadas ou escabeches, não convém nenhum tipo de vinho. Peixes Com peixe serve-se normalmente o mesmo vinho que serviu para os aperitivos (vinho branco seco ou verde). Se forem servidos com molhos picantes, aconselha-se um vinho branco suave, adamado. Peixe estufado e caldeiradas Com peixe estufado ou em caldeirada, convém apresentar vinhos tintos ligeiros (ou mesmo encorpados, se a caldeirada for picante). Carnes frias Com carnes e aves frias serve-se vinho branco adamado ou tinto ligeiro.

pública: 30 de janeiro de 2014 23

Massas Com massas, legumes, arroz e ovos servem-se vinhos brancos adamados ou tintos ligeiros. Carnes vermelhas e caça As carnes vermelhas e a caça, assadas ou guisadas ou em pasta (tortas recheadas, empadas), servemse acompanhadas por vinho tinto encorpado. As carnes assadas também combinam com vinhos espumosos secos. Carnes grelhadas Com carnes grelhadas ou assadas (desde que sem molho) serve-se vinho tinto leve. Chanfana Um prato confecionado com um determinado vinho serve-se sempre acompanhado pelo vinho utilizado na sua preparação. Queijos Com queijos fermentados (crus) servem-se vinhos tintos fortes. Queijos de pastas cozidas (tipo gruyére) pedem vinhos tintos mais leves. Com queijos frescos servem-se vinhos brancos suaves. Doces Com doces não alcoolizados servem-se vinhos doces brancos, espumosos doces ou ainda generosos doces e meio-doces. Com doces confecionados com licores ou aguardentes, só devem servir-se as bebidas utilizadas na sua preparação. Fruta Com fruta nunca se servem vinhos. Café Com café devem servir-se aguardentes. pub

Se servir vários vinhos numa mesma refeição, deve começar pelo mais leve e fraco e acabar pelo mais forte e encorpado. O vinho que vai servir deve estar em harmonia com a comida que acompanha: os vinhos suaves devem acompanhar pratos pouco temperados e os vinhos fortes e encorpados convêm mais aos pratos pesados e temperados. www.netmenu.pt pub

Oe1134  
Advertisement