Issuu on Google+

Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão

“Tivemos um ciclo de desenvolvimento sem precedentes na história de Famalicão” No próximo dia 9 de julho, terçafeira, Famalicão assinala o seu 28.º aniversário. A poucos dias desta celebração, o OPINIÃO PÚBLICA entrevista o presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, faz o balanço dos últimos 12 anos à frente dos destinos de Famalicão. Para o edil, Famalicão atrai cada vez mais pessoas que a escolhem dada a qualidade de vida que a cidade apresenta.

crescer no centro da cidade? Fizemos na última década um grande trabalho de requalificação dos espaços públicos da cidade. Falta contudo intervir nalguns espaços importantes, como a Praça D. Maria II e o antigo campo da feira. No primeiro caso, está já a ficar tudo pronto para o avanço das obras, depois de deslaçado um imbróglio jurídico que herdámos.

Sofifiaa Abreu Sila OPINIÃO PÚBLICA: Vila Nova de Famalicão assinala mais um aniversário de elevação a cidade. Qual o balanço deste crescimento? Armindo Costa: É um balanço extraordinário. A cidade de Famalicão distingue-se hoje pela qualidade de vida que oferece aos seus habitantes e pela atratividade e dinâmica que tem. Famalicão já não é apenas um ponto de cruzamento de caminhos. É uma cidade limpa, bonita, funcional e com uma atividade fantástica a vários níveis, que atrai cada vez mais pessoas para aqui viver, mas também para aqui desfrutarem das nossas potencialidades. Que aspetos fazem da cidade de Famalicão uma cidade de referência no seu entender? Todos esses aspetos são importantes e todos têm contribuído para afirmar Famalicão como um destino turístico de excelência. À fama da gastronomia, que vem de muito longe, juntámos desde 2002 uma oferta cultural de excelência e muito diversificada. O sucesso da Casa das Artes e o trabalho desenvolvido em Seide foram muito responsáveis pela nossa afirmação cultural, mas foram igualmente determinantes a quantidade e qualidade das múltiplas iniciativas que desenvolvemos e valorizamos, como as festas antoninas, as feiras grandes e a feira medieval, entre muitas outras. A Rede Museológica Municipal, constituída por 13 museus, está a dar os primeiros passos, representando uma aposta na projecção turística do nosso concelho, da nossa cultura e da nossa identidade colectiva. Entretanto, o Parque da Devesa veio posicionar-se também como uma mais-valia a este nível, sendo já uma imagem de marca do concelho.

bertura praticamente total das redes de abastecimento de água e saneamento. Em termos percentuais, estamos acima dos 95%, subsistindo pequenos pontos por resolver, essencialmente relacionados com novas urbanizações.

necessidade, mas a sua concretização terá que ficar mais para a frente. O Parque da Devesa está criado praticamente há um ano. O que significa para si e para os famalicenses este espaço? O que disse no dia da inauguração ganhou força e razão de ser todos os dias que passaram: foi o concretizar de um sonho que elevou diretamente a qualidade de vida dos famalicenses. É um orgulho que tenho e deixa-me muito feliz sentir que este sentimento é partilhado pelos famalicenses.

No que toca à rede viária, considera que o centro está bem servido… Neste momento, estamos a canalizar o investimento ao nível viário para a zona industrial situada no eixo Lousado, Ribeirão e Vilarinho das Cambas, dadas as carências aí existentes a este nível e a importânEm termos de infraestruturas, como cia da zona para o concelho em termos económicos. Na cidade, a va- Ainda nos projetos... Na sua persestá o centro da cidade? No centro urbano, temos uma co- riante poente continua a ser uma petiva, o que seria fundamental ver

tuir condições de dignidade ao nível da habitação a quem as não tem. Temos apoiado o trabalho das conferências vicentinas. Enfim, são tantos os mecanismos que criamos que não tem cabimento enumera-los todos aqui. O que é certo é que o município dentro das suas possibilidades responde rapidamente às situações de emergência social, como recentemente se viu no caso do casal Braga que se encontrava a Qual a importância do Dia da Cidade viver de forma clandestina em Faque se assinala no dia 9 de Julho? malicão numa garagem de um edifíÉ um dia de reconhecimento para cio da cidade. quem muito contribui para a imagem e engrandecimento do nosso Faltam poucos meses para deixar a concelho. É um dia em que presta- presidência da Câmara de Famalimos justiça a Famalicão e aos fama- cão, que balanço faz? licenses. Com isso, estamos a valo- Estamos a aproximar-nos do final de rizar a nossa comunidade e a um ciclo autárquico. Um ciclo de demotivar os nossos cidadãos para senvolvimento que considero sem que assumam Famalicão como um precedentes na história de Famalivalor maior. Trata-se mais uma vez cão, que se assumiu nas mais diversas áreas e se posicionou orgude ganhar o futuro. lhosamente como um dos mais Qual tem sido o papel da Câmara importantes municípios de Portugal. no apoio às empresas? É fundamental que quem venha a Dentro das suas competências, a Câ- seguir, independentemente de mara tudo tem feito para procurar quem quer que seja, tenha a noção facilitar a atividade empresarial no disso e mantenha este caminho de concelho. Criámos mecanismos de desenvolvimento e de afirmação do informação exclusivamente desti- nossa cidade e do nosso concelho. nados aos empresários e lançámos um conjunto de medidas que visam Uma mensagem para os famalicenmelhorar a sua competitividade, ses… como a isenção da derrama para as Que acreditem na nossa cidade. Que PME’s e a criação de uma via verde a desfrutem e aproveitem as suas para os processo de licenciamento potencialidades. A cidadania ativa urbanísticos de declarado interesse passa por aqui, pelo envolvimento económico. Mas importa referir o tra- das pessoas com o seu meio e é ela balho enorme que temos desenvol- o garante de uma comunidade mais vido ao nível da recuperação da rede forte e coesa. viária municipal e da ampliação das redes de água e saneamento e que muito contribui para reforçar os ínPrograma dos 28 anos dices de competitividade do concedo Dia da Cidade lho e para facilitar a atividade dos nossos empresários. Terça-feira, 9 de julho 10h30: Inauguração do Arquivo Em tempos de crise, qual tem sido o Municipal, na Rua Adriano Pinto papel da Câmara? Há mais de 10 mil Basto desempregados no concelho…. 15h15: Sessão solene do Dia da O nosso trabalho social é reconheCidade na Casa das Artes cido como um modelo em todo o 17h00: Bolo de aniversário no país. É um trabalho abrangente que Parque de Sinçães tem respondido com rapidez e efi17h30: Inauguração da requaliciência às situações mais urgentes, ficação da Rua Cruzeiro Seixas que a nossa afinada rede social tem na Rua Cruzeiro Seixas diagnosticado. Em todas as reuniões 21h30: Ivo Machado canta poede Câmara aprovamos um conjunto mas de autores no Museu da Inde isenções ou de reduções de taridústria Têxtil fas de água e saneamento a cidadãos que se vêm impossibilitados Sexta-feira, 12 de julho de pagar. O programa “Casa Feliz”, 21h30: One Herman Show no que recentemente foi alargado ao Parque da Devesa no Anfiteatro apoio à renda, tem ajudado a resti-


24

pública: 04 de julho de 2013

especial

Aniversário da cidade coroado com galardões municipais

As comemorações do 28.º aniversário da elevação de Famalicão à categoria de cidade, um dos acontecimentos mais significativos da história contemporânea da comunidade famalicense constituem o enquadramento para a entrega de galardões municipais na próxima terça-feira. Na verdade, os galardões municipais destinam-se a reconhecer os cidadãos e as instituições que se notabilizaram por atos e ser viços relevantes prestados à promoção de bem comum e do progresso do concelho.  Medalha de Honra do Município Dr. Alexandre Reis José Viale Moutinho  Medalha de Mérito Municipal de Benemerência Dr.ª Isabel Fernandes Padre Eusébio Esteves Baptista Padre Gaspar Albino Oliveira Padre João Evangelista Martins de Barros Padre Joaquim Morais da Costa Padre Raul Alves Moreira Centro Social da Paroquial de Landim Associação Social, Cultural, Recreativa

e Desportiva de Fradelos  Medalha de Mérito Municipal Cultural Dr.ª Cândida Madureira (a título póstumo) Dr. Amadeu Dinis Daniel Rodrigues Dr. Fernando Silvestre Dr. Joaquim Malvar Dr. José Junqueira Dr.ª Fernanda Costa João Negreiros Paulo Lima Prof.ª Rui Mesquita

Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano Rancho Folclórico de Santa Marinha do Lousado  Medalha de Mérito Municipal Desportivo Alberto Baptista Ana Azevedo André Araújo João Pedro Gomes Luís Machado Virgílio Azevedo Federação Portuguesa de Alex Ryu Jitsu

 Medalha de Mérito Municipal Económico José Carvalho Casa Guilherme Carvalho Cuncortave – Fabrico de Cunhos e Cortantes, Lda. Ferraz&Ferreira, Lda. Fiavit – Fiação da Vitória, Lda. Haase e Kuhn Portuguesa – Agulhas Têxteis, Lda. M. Miranda Azevedo, Lda. Metalização Moreiras & Oliveira, Lda. Quiosque Alberto Transfradelos, Lda. pub


publicidade

pĂşblica: 04 de julho de 2013 25


26

pública: 04 de julho de 2013

especial

Arquivo Municipal, a Casa da Memória

O fecho do zimbório A abertura ao público das novas instalações do Arquivo Municipal é um ato sem precedentes e de grande transcendência na história do município de V.N.Famalicão. Em 178 anos de existência, é a primeira vez que se destina por inteiro um imóvel e é criado de raiz um projeto arquitetónico, técnica e funcionalmente afetado à recolha, preservação e tratamento da documentação histórica do concelho. O regime liberal ocupou-se da edificação dos Paços do Concelho e cuidou das infraestruturas rodoferroviárias. A I República deu-nos a Biblioteca municipal faz este ano (5 de outubro) 100 anos - e em 1922 reedificou a Casa de Camilo. O Estado Novo esgotou-se a discutir onde instalar a biblioteca municipal em “edifício próprio”, não evitando a sua decadência. Em todo o caso, o legado mais negro da ditadura é a documentação perdida e destruída. Foi necessário conquistar a liberdade e resgatar a autonomia municipal do centralismo claustrofóbico do Estado Novo para se equacionar e projetar as bases de uma política cultural municipal. À distância de pouco mais de duas décadas afigura-se ter sido ajustado defender e apostar na criação de uma rede de equipamentos culturais as “instituições de memória” (bibliotecas, museus e arquivos) de que fala Le Goff - e inscrevê-la como prioridade e linha estratégica da política cultural e saldar o deficit crónico herdado. É neste contexto, que é lançado, no final da década de oitenta, a rede de leitura pública e se consolida, nas duas últimas décadas, a rede museológica municipal. Menos conhecida é a rede municipal de arquivos, que arranca, logo em 1983, com a re-

colha, no rés-do-chão da casa da cultura, da primeira vaga de documentação histórica. Esta decisão inicial fica para a história como o ato fundador do Arquivo municipal, o qual abre formal-

mente em 1988 as portas ao público. É então que são definidas as bases de um plano arquivístico municipal, voltado para a organização do circuito da documentação e informação

camarária, preocupado com o apetrechamento técnico e o recrutamento de pessoal especializado, e com a recolha e organização de outros espólios públicos e particulares, como o dos republicanos Sousa Fernandes e Daniel Rodrigues, o de Alberto Sampaio, das juntas de freguesia e alguns arquivos fotográficos. Esta documentação faz o retrato do arquivo histórico e dá-lhe a verdadeira natureza de Casa da Memória de todas as instituições do município. Em 1992, o arquivo municipal transfere-se para a cave dos Paços do concelho, ocupando um espaço mais amplo. Em todo o caso, insuficiente para o património documental já recolhido. Em 1998, com o lançamento do PARAM (Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais) abriu-se uma oportunidade - com uma década de atraso em relação à rede nacional de bibliotecas para solucionar de vez este magno problema. O momento há muito aguardado tinha chegado. A organização da candidatura não se revelou fácil. As dificuldades maiores situaram-se na identificação do terreno ou do imóvel onde o construir. Em desespero de causa optou-se pelo terreno municipal junto à casa da cultura, tendo a câmara aprovado em 19/12/2010 o projeto de arquitetura e a candidatura. Em outubro de 2001 é celebrado um acordo de cooperação entre o Instituto de Arquivos Nacionais e o Município de V.N. de Famalicão, que viabiliza a construção de um edifício de raiz no largo dos Eixidos. O resto da história é conhecido. No final desse ano as eleições autárquicas sufragaram a alternância democrática. A nova câmara reapreciou o processo, optando pela sua transferência para o edifício dos antigos armazéns Folha-

dela. A Torre do Tombo aceitou como boa a solução, mantendo a dotação orçamental. Entretanto, em 2008 o PARAM suspendeu as candidaturas, encaminhando os processos pendentes para o QREN. Em boa hora o fez. Deste modo, foi possível reformular a candidatura e incluir no programa, além do custo da construção do edifício, as despesas com o mobiliário, as estantes compactas, o equipamento informático e ainda a aquisição de serviços de digitalização de alguns fundos documentais, que agora ficam acessíveis online. E conseguiu-se uma comparticipação de 80% do custo total do projeto. O Arquivo Histórico fecha o zimbório da catedral polinucleada e plurifuncional, que assenta os alicerces em todo o território municipal, onde se acolhem a biblioteca e os seus polos, os museus e os seus centros de documentação. Não foi o primeiro e não será o último equipamento cultural do concelho. Outros estão em gestação. Apenas se encerra um ciclo, inevitável e essencial, que teve como objetivo central dotar o município das estruturas-base, que proporcionassem as condições (mínimas e indispensáveis) para encetar o seu desenvolvimento cultural, social e económico, lhe permitissem a afirmação da sua identidade e abrissem as portas da democratização cultural. Esta é uma folha de serviços que o município de Famalicão pode creditar e ostentar com orgulho, que só a estreita e mesquinha visão dos centralistas empedernidos se recusam a reconhecer. Artur Sá da Costa, coordenador da Rede Museológica Municipal de Famalicão

A partir do próximo dia 9 de julho, o atual serviço do Arquivo Histórico Municipal, em funcionamento no Edifício dos Paços do Concelho, funcionará noutro espaço no centro da cidade, na Rua Adriano Pinto Basto. A nova casa forte da história de Famalicão começa assim a receber os documentos que relatam os mais de 800 anos de vida do município. A inauguração das novas instalações do Arquivo Municipal Alberto Sampaio está agendada para o Dia da Cidade, 9 de julho, evocativo do 28º aniversário de elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade. A cerimónia está marcada para as 10h30 e irá contar com a presença do presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa. Na opinião do autarca, com a mudança de instalações, o Arquivo Municipal “ganhará um nova dimensão e dignidade, fazendo justiça à história e identidade da cidade de Famalicão, bem como ao nome de Alberto Sampaio”. O edifício compõe-se de três pisos (cave, rés-do-chão e primeiro andar), com uma área de implantação de 774,39 m2 e uma área bruta de construção de 1.242, 04 m2. Na cave encontramos os dois maiores depósitos para a documentação com uma área de 500,3 m2. No rés-do-chão situam-se o átrio, receção, instalações sanitárias, um outro depósito, sala de receção da documentação, cais de descarga, sala de limpeza e quarentena e um gabinete administrativo. No primeiro andar temos a sala de leitura e artigos de referência, sala de suportes especiais, hall, sala de digitalização, gabinete do arquivista e sala de reuniões, sala dos técnicos profissionais e copa.

António Freitas

Arquivo Municipal é inaugurado na próxima terça-feira


pública: 04 de julho de 2013 27

especial

Edifício tem documentação municipal, fundos públicos e arquivos particulares

Se o arquivo municipal acompanhou sempre a secretaria municipal, só em 1946 é que o historiador famalicense Vasco César de Carvalho, no seu livro ‘A Justiça’, pretendeu sugerir algumas alternativas para os espaços culturais da autarquia. Mas rematemos dizendo que ficamos esperançados ver neste edifício [a actual Casa da Cultura], pelo seu passado respeitável de tradição marcadora nos primórdios da independência da nossa terra e por lhe ter bastado o cansaço da sua missão posteriormente imposta, e da afronta com que o denominam, que passará um dia a ser o ‘Museu e a Biblioteca Pública de Famalicão’. Ainda não era precisamente o Arquivo Municipal, mas parece não haver dúvidas de que se este projeto tivesse sido concretizado na época, o arquivo acompanharia quer o museu quer a biblioteca. Aliás, e numa entrevista dada pelo então Presidente da Câmara Municipal, Álvaro Folhadela Marques, ao jornal Correio do Minho, em 9 de Fevereiro de 1947, este autarca anunciava, entre outros projetos, a ‘adaptação da antiga cadeia para instalação de serviços públicos, entre os quais a biblioteca e o arquivo municipal’. Exatamente um ano depois, no jornal famalicense Estrela do Minho, de 15 de Fevereiro de 1948, era publicada a ‘Relação das Obras apro-

António Freitas

Arquivo Municipal: passado e presente

vadas pelo Ministério das Obras Públicas para 1948-1949’, entre as quais permanecia a adaptação da antiga cadeia e antigos Paços do Concelho, na Rua Direita, a biblioteca e arquivo municipal. Infelizmente outras prioridades se impuseram e, quando dos incêndios que em Abril e Maio de 1952 destruíram o edifício onde funcionavam os Paços do Concelho desde 1881 e o prédio que tinha sido das Escolas Paroquiais Conde de S. Cosme do Vale (entretanto adaptado de emergência a Paços do Concelho), o arquivo municipal sofreu uma enorme destruição, prolongada, aliás, por anos sucessivos de incúria na preservação do que tinha sido possível salvar daqueles

dois incêndios. Finalmente, neste ano da graça de 2013, graças ao empenho da Câmara Municipal e do seu Presidente, o arquivo municipal vai ter direito a instalações com a dignidade e as condições de funcionamento e conservação que a importância da documentação guardada exige e merece. Documentação diversificada Ao longo dos anos o arquivo municipal incorporou a documentação municipal e outros fundos (sistemas de informação) públicos, bem como vários arquivos particulares de personalidades famalicenses ou com forte ligação a esta terra de Vila Nova de Famalicão. pub

O arquivo da Câmara Municipal de Famalicão, com documentação desde 1685, já que em meados do século XIX, foram copiados vários aforamentos de terrenos feitos pela Câmara de Barcelos, engloba todos os serviços municipais, além de outras estruturas que a legislação municipal foi criando ao longo dos anos como, por exemplo o Senado Municipal, durante a Primeira República, o Conselho Municipal, recriação do Estado Novo, em moldes diferentes, de um organismo da Monarquia Constitucional, a Comissão Concelhia da Administração dos Bens do Estado, aparecida na sequência da Lei da Separação, e várias comissões municipais (de Higiene, do Recenseamento Militar, do Recenseamento Eleitoral, do Recenseamento do Júri da Comarca, etc.). Este sistema de informação abrange documentos relativos aos órgãos do município, serviços administrativos, património, serviços financeiros, impostos, eleições, funções militares, segurança pública, justiça, controlo das atividades económicas, urbanismo, obras municipais, serviços urbanos, saúde e assistência, educação e cultura. Temos, por outro lado o arquivo da Administração do Concelho, com documentação que reflete as suas funções de natureza policial e de controlo de diversas atividades, desde o recenseamento e recruta-

mento militar ao registo de passaportes, passando pela tutela das contas de juntas de paróquia e confrarias. No âmbito da administração local de referir ainda documentos provenientes da antiga Câmara do Couto de Landim e várias Juntas de Paróquia e Juntas de Freguesia, sem esquecer os antigos Julgados de Paz, a Junta Escolar e a Comissão Municipal de Assistência. De grande importância é ainda o arquivo paroquial de Antas, onde se encontram os mais antigos documentos conservados no arquivo municipal, como, por exemplo, arrendamentos, compras, doações e vendas; tombos; circulares e portarias eclesiásticas; demandas; rol da desobriga; dotes, inventários e patrimónios; foros e pensões; títulos de prazos; rações e raçoeiros, visitações e ordens pastorais, etc.. Paralelamente não queremos deixar de mencionar vários arquivos particulares dos quais nos permitimos destacar os de Daniel Rodrigues, ministro na Primeira República e administrador geral da Caixa Geral de Depósitos, do senador Joaquim José de Sousa Fernandes e do patrono do arquivo, Alberto Sampaio. António Joaquim Pinto Silva, Chefe de Divisão de Arquivos na Câmara de Famalicão pub


28

pública: 04 de julho de 2013

Regras de boa convivência com o sol especial

Vigie permanentemente a sua pele

Nas últimas décadas, o comportamento natural, de procurar a sombra nas horas de maior intensidade da radiação solar, foi substituído pela exposição deliberada e excessiva ao sol com o intuito de obter uma tonalidade bronzeada. A consequência imediata foi o aumento do número de queimaduras solares mas só alguns anos mais tarde começaram a surgir as principais consequências: envelhecimento prematuro da pele e, sobretudo, o aumento marcado da incidência de vários tipos de cancro da pele. Fotoprotecção não é sinónimo de protector solar, sendo antes um conceito mais abrangente que engloba os cuidados e comportamentos adequados para evitar as consequências negativas da exposição à radiação ultravioleta (RUV). A fotoproteção também não se restringe aos cuida-

dos na praia ou na piscina, mas em todas as actividades em que, por motivos profissionais, desportivos, de lazer, etc., estamos expostos ao sol. Podemos desfrutar do sol, mas se o queremos fazer de uma forma segura, sem colocarmos a nossa saúde

em risco, temos que respeitar algumas regras (ver abaixo) Algumas características pessoais como a cor do cabelo (ruivo, loiro), da pele (clara, com sardas) e dos olhos (azuis) permitem identificar pessoas com menos protecção natural em relação

Tome nota

 Usar vestuário adequado: chapéu, óculos de sol, t-shirt de malha apertada, calções etc.  Evitar a exposição solar direta entre as 12 e as 16 horas. Crianças e pessoas de pele mais clara, idealmente entre as 11 e as 17 horas.  A exposição solar deve ser gradual e progressiva.  Aplicar um protetor solar de fator 30 ou superior, quinze a trinta minutos antes da exposição ao sol e repetir a aplicação de 2 em 2 horas ou após banho.  Não esquecer de proteger os lábios, orelhas e o dorso das mãos.  A maioria dos “acidentes” com o sol ocorre nos dias mais frescos, nublados, pela ideia errada de que, “se não está quente não queima”. A radiação ultravioleta, particularmente UVB, é pouco afetada pelas nuvens.  Cuidado com o sono! Adormecer ao sol é causa frequente de queimaduras, por vezes graves.  Atenção aos medicamentos que toma, informe-se com o seu médico, pois alguns podem ser fotossensibilizantes, podendo desencadear uma reação de tipo queimadura ou alergia na pele exposta ao sol. pub

à RUV e maior risco de desenvolverem queimadura e/ou cancro da pele. A existência de muitos nevos melanocíticos (“sinais”) é também motivo para respeitar e reforçar todas as regras de fotoprotecção. As crianças até aos 2 anos não devem ser expostas diretamente ao sol e na eventualidade de irem à praia devem usar vestuário adequado que cubra a maior extensão possível de pele, sem esquecer o chapéu, e devem brincar resguardadas do sol, por exemplo, por um guarda-sol. Vigie a sua pele, preste atenção à modificação de algum ‘sinal’ ou ao aparecimento de algum ‘sinal’ escuro de novo. Atenção às feridas que não cicatrizam. O melhor é falar com o seu médico de família que o aconselhará. José Carlos Fernandes, dermatologista

nas doenças respiratórias É cada vez maior o número de pessoas, nomeadamente crianças, que vão ao médico com manifestações alérgicas do foro respiratório. Consequência do incremento da poluição e das alterações climáticas provocadas pelo Homem, os resultados perniciosos estão à vista. Doenças respiratórias tais como a asma, rino-sinusites e otites serosas com perda de audição, entre outras, resultam numa diminuição da qualidade de vida das pessoas, absentismo, prejuízo no rendimento escolar, necessidade de administração de inúmeros medicamentos, por vezes com recurso à cirurgia. Segundo o diretor clínico das Termas das Caldas da Saúde, João Sousa Coutinho, é neste contexto que a medicina termal apresenta novas soluções com resultados extremamente positivos e, frequentemente, surpreendentes. Qual o segredo destas águas, já que são utilizadas desde os tempos mais antigos da Humanidade, como meio de tratamento? “No caso da patologia respiratória, o efeito benéfico da água termal baseia-se nas características dos seus constituintes, como é o caso da água sulfúrea das Termas das Caldas da Saúde”, explica o responsável. Mercê da riqueza da sua composição em enxofre, cloretos, sílica, entre outros, esta água possui um “forte poder mucolítico, antialérgico, anti-inflamatório, dessensibilizante, antisséptico, estimulante metabólico e regulador da permeabilidade vascular, sendo utilizada em diferentes combinações terapêuticas em função da prescrição médica”. E neste momento o funcionamento durante todo o ano é uma “vantagem adicional das Termas das Caldas da Saúde para o tratamento destas maleitas a um custo menor e com sucesso”. pub


especial

pública: 04 de julho de 2013 29 pub

Frutas de Verão Hidratante, energética, vitamínica e pouco calórica. Estas são algumas das propriedades saudáveis da fruta de verão. O verão é a época do ano em que é mais fácil comer fruta. Por um lado, o leque de possibilidades alarga-se, por outro, a chegada do bom tempo propicia a ingestão de alimen¬tos frescos. Assim, já não há desculpa que nos impeça de seguir as recomendações alimentares: ingerir duas a três peças de fruta por dia. As frutas são hidratantes e o seu elevado conteúdo de água (quase 80%) faz desta fruta um alimento com grande capacidade hidratante que não só cuida da pele, como favorece todo o seu metabolismo. São também particularmente ricas em vi¬taminas, minerais e fitoquímicos, entre eles, os flavonoides e fitofenóis, com poder antio¬xidante, que combatem o envelhecimento celular. Também a sua grande quantidade de fibra dietética favorece o funcionamento adequado do trânsito intestinal; para além disso, são depurativas e saciantes. Apesar de conterem uma boa dose de hidratos de carbono, provenientes da frutose, as frutas fornecem poucas calorias devido ao seu elevado aporte de água (morangos, melão, melancia, pêssego...) e ao facto de não conterem gordura. As grandes vantagens da fruta é que pode comê-la sempre fresca, a variedade é maior, e pode ser mais refres¬cante e apete-cível do que outros alimentos mais calóricos.

 Quivis: possuem o dobro de vitamina C do que a laranja, e uma grande quantidade de água. São ricos em minerais e fibra. Bons para a pele, ossos, dentes, sangue e absorção de ferro.  Abacates: ricos em ferro e magnésio, e vitaminas B (ácido fólico) e E. Não abuse porque contêm muita gordura. Bons para gravidez, equilibrar os níveis de açúcar no sangue e combater o cancro.  Pêssegos: é de destacar a sua riqueza em fibra e pró-vitamina A. O potássio sobressai entre os seus minerais e são bons para a visão, pele, cabelo, mucosas, ossos e defesas.  Melão: tem uma grande quantidade de água e abundância de carotenos. Para além disso tem muito poucas calorias e são favoráveis a dietas de emagrecimento, ajudando a combater o cancro e a depurar.

 Morangos: quase não contêm glícidos e são uma fonte importante de vitamina C e bioflavonoides. São bons para combater o  Melancia: é socolesterol, depurar e ainda evitar inflama- bretudo rica em água, vições. taminas e minerais. A sua cor vermelha deve-se ao li Uvas: contêm tanicopeno, um potente antinos, polifenóis e fibra. Ricas oxidante. É um fruto hidraem açúcares, não são, no entante e favorável às dietas de tanto, recomendáveis em emagrecimento. caso de excesso de peso ou Fonte: http://saude.sapo.pt diabetes. Boas para a prisão de ventre, anemia e digestão.

Transpiração excessiva e mau odor nos pés A Hiperhidrose é uma necessidade aumentada de sudoração para que se dê a termorregulação (controle da temperatura corporal). É uma condição benigna, mas que pode trazer desagrado ao seu portador. A hiperidrose plantar, conhecida por excesso de transpiração nos pés é um problema comum, que afeta grande parte da população portuguesa. Pode estar associada a odor desagradável (Bromoidrose), maceração entre dedos e mesmo infeção fúngica. O problema é agravado com o uso de calçado e meias compostas por materiais sintéticos. O odor associado ao excesso de transpiração deriva das bactérias que se encontram nas condições de calor/humidade perfeitas, portanto a lavagem frequente, o uso de calçado com materiais nobres (pele) ou sandálias e utilização de meias 100% algodão são as medidas básicas para o combate a este problema. Deve-se trocar frequentemente as meias, e não utilizar o mesmo calçado 2 dias seguidos, dando tempo para secarem corretamente. Já os casos persistentes e que de alguma forma provoquem condicionalismos sociais (mau odor) devem ser alvo de uma avaliação clínica detalhada. Os antitranspirantes apresentam bons resultados dependendo do grau de hiperhidrose, sendo necessário, por vezes recorrer ao uso de manipulados para maior eficácia. A simpatectomia, que passa pela remoção cirúrgica do componente simpático, em casos de hiperhidrose generalizada (pés, mãos, axilas) pode ser uma das alternativas, após análise das complicações e benefícios. O melhor é sempre contactar o seu podologista para obter informações e esclarecer dúvidas. André Azevedo, podologista

pub


Oe1104