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Saúde e Bem-Estar

Estar bem de saúde é muito mais do que não ter doenças

Tenha saúde, seja feliz Carla Alexandra Soares Associa-se, directamente, ter-se saúde com a ausência de doenças físicas. E, naturalmente, que este é o primeiro passo para que se sinta bem. Mas não é só. Ter saúde é muito mais ambicioso, é estar bem por dentro e por fora, é estar bem com os outros. É, muitas vezes, simplificar a vida e ser feliz. Ser feliz. Esta ambição, partilhada por tantos, está talvez ao alcance de muito poucos. Ou será que não? Segundo o livro «A arte da simplicidade», de Dominique Loreau, a felicidade pode estar a uma distância relativamente curta. Basta mudar alguns paradigmas e começar a viver de forma mais... simples. A simplicidade está em possuir poucas coisas, pois isso dános espaço para apreciar o essencial. Combata a tendência para acumular e liberte-se dos objectos inúteis. Imagine que a sua casa se incendiou e faça a lista do que resgataria. Quando se vive o momento presente, não se sente fadiga. São as preocupações com o futuro que nos sobrecarregam. Quebrar a rotina ajuda a viver cada momento de maneira mais intensa. De vez em quando, acorde um pouco mais cedo e prepare-se para sair sem pressa. Os pensamentos negativos obstruem o cérebro, impedindo a felicidade de circular livremente. Esforce-se por ocupar o seu espírito com a convicção de

que lhe acontecerão coisas boas e a vida retribuir-lhe-á. Durma mais, esteja mais disposto O estilo de vida que deve adoptar para ter noites reparadoras Se quer ter um sono reparador, não basta lembrar-se disso no momento em que as insónias o impedem de adormecer. Ou quando acorda ansioso e stressado, apesar de ter dormido o suficiente e aparentemente bem. A qualidade do sono está directamente relacionada com aspectos da vida como a alimentação e o exercício físico. A boa notícia é que dormir melhor pode depender muito de si. Quais os principais erros que as pessoas cometem em relação ao sono? Os portugueses cometem abusos nomeadamente ao nível do consumo de álcool e de

drogas, o que é terrível para o sistema nervoso e não só, a nível imediato e a longo prazo. Além disso, não gostam de cumprir regras, e isto é uma questão de disciplina intelectual. Que regras de ouro se deve ter em conta em relação ao sono? Deve-se deitar e levantar a horas mais ou menos certas. Deve-se habituar as crianças a irem para a cama entre as 22.30 e as 23 horas e a acordar pelas sete ou oito da manhã. Para os adultos, dormir entre as onze e a meia-noite e as sete ou oito horas. Como se deve comer para se dormir bem? Deve-se fazer pequenas refeições aproximadamente de três em três horas ao longo do dia, com um intervalo nocturno de oito horas. À noite, deve-se fazer uma refeição ligeira e de fácil digestão, cerca de duas a três horas antes de ir dormir.

A VOZ DO ESPECIALISTA

Eureka!!! Já sei o que fazer nas ondas de calor Com a chegada do verão, embora um pouco envergonhado, os cuidados a ter com as crianças no que diz respeito às ondas de calor devem ser uma prioridade. Por um lado as elevadas temperaturas e os consequentes riscos de desidratação, por outro os raios ultra violeta, e as medidas que podem ser postas em prática. Os bebés enquanto são pequeninos têm ainda uma imaturidade a nível da regulação da temperatura, se a mesma for elevada, eles não têm capacidade de lhe dar resposta. Consequentemente a temperatura corporal vai aumentando até ao ponto de a criança ficar com hiper-termia (temperatura elevada). Para prevenção destas situações devem evitar-se as saídas para o exterior durante as horas de maior calor (entre 11h e as 17h), principalmente no caso de lactentes. No caso de estarem dentro de um edifício, com temperatura elevada, existe algumas medidas que podem ser postas em prática, tais como: - Colocar umas taças com gelo distribuídas pelo compartimento onde a criança se encontra - Os estores ou as portadas bem como as janelas, devem estar fechados em período de maior calor, e serem abertas quando a temperatura exterior for inferior à interior, de forma a provocar a renovação do ar. Em relação à criança, colocar vestuário leve, par-

ticularmente no período em que estão a dormir, tendo em atenção que a cabeça não esteja coberta, uma vez que é através da cabeça que o bebé acumula 20% da temperatura. Dar banhos frequentes às crianças, com água a temperatura cerca de 1 a 2ºC abaixo da temperatura corporal. No caso de saírem para o exterior, usar roupas frescas, evitando a exposição da pele. Usar sempre chapéu e óculos de sol com protecção contra radiação UVA e UVB. Colocar de forma abundante e frequente protector solar, com protecção igual ou superior a 30, que deve ser colocado sempre antes de a criança sair de casa. No caso de viajar de carro ter atenção à incidência do sol e colocar a criança onde fizer sombra, ou proteger as janelas. Oferecer-lhe água regularmente, mesmo antes de ela manifestar que tem sede, e uma quantidade superior ao que é habitual. Em relação à alimentação, quando mama biberão, ter atenção que a temperatura do leite seja baixa, se a preparação exigir alta temperatura, posteriormente arrefece-lo. No caso de já fazer uma alimentação diversificada, optar por refeições leves e frequentes, com maior incidência em saladas, frutas e vegetais. Fátima Sendim, Enfermeira Especialista em Saúde Infantil pub


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Saiba como preparar os protagonistas dos menus da estação

Menu de Verão Saladas coloridas, grelhados no ponto, batidos de fruta e gelados. Confesse: está satisfeito com a sua alimentação? Quando chega a casa ainda tem energia para preparar pratos nutritivos e saborosos ou recorre cada vez mais a refeições pré-confeccionadas? Se o microondas tem sido o seu melhor amigo, está na altura de mudar. Esta é a estação do ano ideal para abusar da fruta e dos vegetais, fontes indispensáveis de substâncias antioxidantes. Variedade é a palavra de ordem. Aproveite que está calor, que o apetite é menor e aprenda a preparar menus saborosos e amigos da sua silhueta. Uma boa notícia: os gelados não estão proibidos. Saladas coloridas e variadas Diversifique, apostando no pimento, couve roxa, curgete ou alfaces frias e variadas, com polvo ou peito de frango desfiado, atum ou tofu. Inclua leguminosas como lentilhas, milho, feijão-frade ou massas coloridas, para um bom equilíbrio nutricional. Quanto aos temperos, prefira o tradicional azeite e vinagre. Já existem vinagres de ameixa, cidra ou arroz, que são menos agressivos. O shoyu (molho de soja sem açúcar) dá sabor e é muito agradável, mas não deve ser usado juntamente com sal. As ervas aromáticas (orégãos, coentros ou salsa) também dão um toque especial às saladas. Dica: Inove as suas saladas com ingredientes variados e «experimente grelhar os legumes ou mesmo estufá-los. S op a Um dos principais erros que se come-

tem no Verão diz respeito ao baixo consumo de sopa. Esta é uma etapa essencial da refeição que não deve ser esquecida já que garante um bom aporte de vegetais e confere saciedade. Na verdade a ausência de sopa não é compensada com o consumo de saladas e vegetais e nos dias mais quentes tem como opção as variantes frias ou mornas. Dica: O gaspacho à alentejana é uma boa alternativa às sopas quentes. Se usar pão de mistura, bastante tomate e azeite é uma opção saudável. Grelhad os Os grelhados de peixe ou carne são sempre uma boa opção, mas requerem alguns cuidados que não devem ser esquecidos. A grelha não deve estar muito próxima do carvão, pois a temperatura elevada produz aminas aromáticas heterocíclicas, que são cancerígenas. Adicione legumes, frutas coloridas ou gotas de limão para neutralizar os malefícios dos alimentos queimados. Pode ainda optar por grelhadores eléctricos, menos perigosos dadas as temperaturas mais baixas que atingem. Dica: O peixe grelhado inteiro, não em postas, é uma boa opção pois retiramos a pele queimada e só comemos o lombo, que não esteve em contacto com a grelha. Batidos de fruta Um dos truques para aumentar o consumo de fruta no Verão passa por preparar saborosos batidos onde pode misturar vários tipos de fruta. Os sumos naturais são igualmente uma boa alternativa aos refrigerantes com ou sem gás, mas devem ser consumidos no momento em que

são preparados para conservar a vitamina C. Além do tradicional sumo de laranja, experimente fazer um sumo de tomate com uma pitada de sal ou um sumo de legumes e fruta (com cenoura, pêssego, morango e laranja). Dica: As ameixas e os alperces são uma boa opção entre os frutos da época, especialmente para quem sofre de mau funcionamento intestinal. Gelados Se não consegue resistir-lhes no Verão, saiba que existem no mercado gelados saudáveis, alguns com menos calorias do que certos iogurtes, que chegam a ter 15 g de açúcar por 100 g.

Se é adepta dos sabores, opte por uma única bola em vez de uma taça com chantilly. Assim poderá comer um gelado por dia sem se preocupar com a linha. Em casa, combine iogurte com fruta da época, exótica ou simplesmente cacau magro em pó para criar gelados saudáveis e saborosos. Bata um iogurte cremoso de baunilha com quatro morangos, coloque cinco a dez minutos no congelador e está pronto a saborear. Dica: Experimente distribuir um sumo light por vários copos, adicionar colheres de plástico descartáveis e colocar no congelador durante algumas horas. Fonte: www.saberviver.pt pub


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Cuidados a ter com a medicação nas férias” Existem regras que protegem a sua saúde durante as viagens. Os riscos associados a viagens internacionais dependem de inúmeros factores, como as características do viajante (idade, sexo e estado de saúde) e da viagem (destino, objectivo e duração da estadia). Apesar de existirem diversas condicionantes, uma coisa é certa: um estojo de primeiros socorros é um recurso básico em qualquer circunstância. Não basta, contudo, ter um kit de primeiros socorros recheado de medicamentos. É preciso ter em conta algumas regras de conservação e utilização, antes e durante as viagens: - Mantenha os produtos na embalagem original e com o folheto informativo. - Leia e respeite as instruções dadas no folheto informativo, nomeadamente sobre as regras da toma e as circunstâncias em que deverá procurar um médico. - Peça ao médico uma receita com os medicamentos de que poderá precisar se adoecer e uma declaração com os dados da sua medicação habitual. - Assegure-se que a receita e a declaração indicam a dosagem, posologia e os princípios activos dos medicamentos (os nomes comerciais diferem de país para país). -Transporte todos estes elementos consigo na viagem e durante toda a estadia, sobretudo se é diabético, cardíaco ou asmático. Essas informações podem ser decisivas em caso de emergência - Se é diabético, leve a insulina na bagagem de mão, para evitar danos causadas pelas baixas temperaturas do porão - A toma de medicamentos por crianças, grávidas, mulheres que se encontram a amamentar e doentes crónicos deve ser sempre supervisionada pelo médico - Caso os sintomas se mantenham ou agravem, apesar da toma do medicamento, procure um médico. Fonte: www.sapo.pt

O bem-estar das nossas crianças também se constrói com “nãos” Actualmente a maioria dos pais, quer ser pais perfeitos. Procuram “dar” tudo aquilo que os filhos precisam para que possam crescer e desenvolver-se nas melhores condições de equilíbrio físico e psicológico. Assim, desde pequeninos que não lhes faltamos com nada. O melhor carrinho de bebé, as melhores fraldas, os melhores pediatras, as melhores roupas, o melhor infantário, a melhor escola, a melhor professora, o melhor computador… que lhe pudermos dar, nós fazemos um (por vezes enorme!) esforço e damos. Damos, damos e continuamos a dar. Mas muitas vezes não compreendemos, como é que havendo um esforço tão grande da nossa parte, eles não crescem como queremos, não se comportam como queremos, não têm as notas na escola que são capazes, não estão, nem são, tão felizes quanto desejaríamos. A resposta não é simples, pois um conjunto muito vasto de factores pode contribuir para que as nossas crianças não correspondam ao que desejamos. No entanto, há um aspecto que, como mãe e como psicóloga, considero fundamental no crescimento e desenvolvimento das nossas crianças – a importância dos limites. Desde pequeninas que as crianças na interacção que desenvolvem com os pais e com quem as rodeia, realizam um processo sistemático de aprendizagem. Elas aprendem até onde podem ir, ou não; o que é certo e o que é errado; o que é bom e o que é mau, o que podem ou não podem fazer, ou seja, é-lhes, ou deveria ser-lhes ensinado, o que é um comportamento correcto, o que é bom fazer, o que está certo e o que é adequado. Mas se sempre os deixamos fazer o que querem, não estabelecemos limites, não dizemos “não”, não impomos as nossas regras e os comportamentos que consideramos adequados, as nossas crianças “decidem” o que querem fazer, procuram o que acham que lhes irá dar mais prazer e impõem, e como impõem (!), a sua vontade. Actualmente há famílias em que, quem manda lá em casa, é o mais pequeno, nem pensam em ir ao restaurante ou ao supermercado com ele, pois ele

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“arma sempre confusão”, as birras sucedem-se, os jantares de família acabam sempre com um certo mal estar, a professora queixa-se e o comportamento dele é terrível. Mas mais complicado que tudo isto, é que a criança não está feliz e o seu equilíbrio emocional é bastante instável. Ela faz o que quer, mas isso não a deixa feliz. As crianças precisam de regras, de direcções, de limites, precisam que as orientem e lhes digam o que podem ou não podem fazer. Quando isso não acontece, a criança decide como quer, mas muitas vezes essa decisão origina muita insegurança, muita confusão e naturalmente pouca auto-confiança e autoestima. Se eu sei o que me espera, mais facilmente confio que sou capaz. Assim a função de estabelecer limites, de dizer não, de impor regras e fazer com que elas sejam cumpridas é essencial para o bom crescimento e desenvolvimento das nossas crianças. Elas crescem melhor, mais confiantes, mais seguras, pois sabem o que é correcto ou não, sabem o que queremos (eu não conheço nenhuma criança que não queira agradar aos pais), sabem o que fazer para nos agradar e principalmente sentem-se mais felizes. E uma criança feliz, faz de nós, pais perfeitos. Liliana Moreira, Psicóloga pub


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Como não engordar nas férias Passamos o ano a culpar o stress e a falta de tempo pela alimentação pouco saudável. Mas nas férias acabamos por engordar, quando planeámos justamente o oposto! A desorganização dos hábitos alimentares e a inércia associada ao descanso são responsáveis pela acumulação de quilos indesejados no final do Verão. Como manter a forma sem estragar as férias? Se dedicou os três últimos meses a pôr-se em forma, qual é a lógica de deitar tudo a perder em três semanas de férias? O objectivo pode não ser emagrecer nas férias. Mas manter a silhueta que conquistou é o mínimo. E é fácil de conseguir. Comer de três em três horas é a chave. Há também que saber distinguir entre a fome fisiológica e a vontade de comer ou simples vício de boca. Este último traduz-se, frequentemente, no costume de petiscar. Em férias parece que há tentações onde quer que

vá: cervejas na esplanada; bolas de berlim e gelados na praia; bolachas ao lanche; sobremesas em casa dos amigos; aperitivos antes do jantar; cocktails nas saídas à noite; cachorros quentes e tostas mistas de madrugada... Petiscar ao longo do dia é, muitas vezes, um comportamento quase inconsciente.

bola, nadar, caminhar à beiramar, andar de bicicleta, experimentar desportos radicais são exemplos do que pode fazer para relaxar e divertirse, descansar a cabeça e manter-se em forma. Muito importante: habitue-se a dar uma caminhada após as refeições. Se quiser, faça uma curta sesta, mas só depois do passeio a pé.

Desorganização das refeições Acordar tarde, saltar o pequeno-almoço, jantar às 23h00, passar o dia a petiscar em vez de fazer refeições completas são erros frequentes em férias. Saiba que dormir a horas certas, acordar cedo e tomar as refeições regulares mantém o seu corpo e espírito equilibrado. Descanso e inactividade não são a mesma coisa e podem até ser incompatíveis. Se não quer engordar nas férias, aposte na actividade física como divertimento. Jogar à

Truques para enganar a fome Faça seis refeições por dia, intervalando as mais substanciais com as mais ligeiras. Não se deixe ficar esfomeada, porque aí não haverá força de vontade capaz de controlar o seu apetite devorador. Mastigue devagar. Se vai ficar fora de casa horas suficientes que justifiquem uma refeição reforçada, leve uma lancheira refrigeradora para transportar fruta e água, fatias de pão escuro com queijo fatiado, alface e tomate. Assim não tem desculpa para ceder aos gelados, refrigerantes, bolas de berlim e outras tentações. Se vai para fora, fuja dos snacks empacotados e muito calóricos dos aeroportos e estações de serviço. Evite comer enquanto conduz. Para além de ser uma atitude perigosa, implica a ingestão de alimentos normalmente muito calóricos e de fraco valor nutritivo (batatas fritas, chocolates, refrigerantes, bolachas...). Fonte: www.sapo.pt

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Nutrição em tempo de Verão Nesta estação do ano, é muito comum surgirem as preocupaçãoes com a nossa imagem, não só como em resultado da exposição do nosso corpo, como aliado ao facto de querermos sentirmo-nos com mais saúde. Chegam as férias, apetece passear e quem sabe até fazer uma caminhada. É bom ver, principalmente ao final da tarde, pessoas em grupo ou sozinhas a percorrerem as ruas para conseguirem o seu bemestar físico e mental. Sem dúvida que uma alimentação saudável pode contribuir para vivermos melhor! O importante é vivermos mais e com mais sáude! Assim, procure usufruir do prazer à mesa, com a vasta oferta de alimentos próprios desta época, como por exemplo variar o tipo de hortaliças, legumes, leguminosas verdes e fruta. Estes alimentos são por excelência tonificantes e protectores, reguladores das funções digestivas, em consequência da sua riqueza em vitaminas antioxidantes, minerais e fibra. Para se aproveitar o máximo dos seus nutrientes, sempre que possível devemos consumi-los crus, cozinhar em vapor ou lentamente em recipientes de fundo diatérmico sem água ou com tão pouca que, quando prontos, já não reste nenhuma. Aspecto importante, é aproveitar talos e as folhas mais duras, cortadas muito finas ou trituradas, vão sem dúvida ajudar a regu-

larizar o trânsito intestinal, principalmente a obstipação. Os frutos diferem dos legumes e das hortaliças pela satisfação com que se comem crus. Fazem parte de saborosas e apetitosas sobremesas que alegram as nossas refeições. De um modo geral são mais calóricas do que as hortaliças e legumes porque contêm mais açúcares. No entanto, os frutos, não deixam de ter menos calorias que os restantes alimentos. Por exemplo, uma maçã média com 80g, tem o mesmo valor calórico que uma pêra de 120g, uma laranja de 100g, 4 ameixas pequenas, uma chávena almoçadeira de morangos, ou 240g de melão, melôa ou melancia. São muito ricos em vitaminas, principalmente em vitamina C, que abunda nos kiwis, citrinos e morangos. Preferir sempre madura, que é mais fácil de digerir, melhor tolerada e mais rica nutricionalmente. Uma sugestão será variar o seu dia alimentar, incluindo sempre 4 chávenas almoçadeiras (400g) de hortaliças ou legumes e 3 a 5 peças de fruta. Odete Vicente de Sousa, Mestre em Nutrição Clínica pela Faculdade em Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) Referências bibliográfi ficcas: Peres Emílio. Saber comer para melhor viver; Caminho; 1994. Site disponível: www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt


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Divirta-se...

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a fazer desporto Uma das formas mais eficazes para as manter sob controlo é fazer exercício moderado, quatro ou cinco dias por semana, 40-45 minutos no mínimo.

Não encare o exercício como um castigo. Deixamos-lhe dez razões que o vão fazer ver o lado positivo do desporto. Se acha que o desporto é uma actividade aborrecida, cansativa e só para masoquistas, facilmente poderá mudar de opinião. Se descobrir os seus benefícios e usar alguns truques, aprenderá a desfrutar da sua prática. Damos-lhe algumas razões que o vão fazer ver o lado divertido do exercício físico, enquanto melhora a sua saúde:

tos de grupo.

Fará amizades O seu vizinho, um amigo... Qualquer apoio é bom para fazer exercício. Se é uma pessoa sociável, opte por despor-

Melhorará a sua saúde Colesterol alto, diabetes, hipertensão... São todas patologias que aumentam o risco de sofrer de problemas coronários.

Terá mais vontade Talvez se aborreça ao princípio mas, passado algum tempo, vai aperceber-se do quanto aprecia pedalar, caminhar ou nadar. Produzirá mais endorfi fin nas O desporto, sobretudo o de intensidade média, ajuda o organismo a segregar endorfinas, hormonas que proporcionam uma dose extra de energia, bem-estar e prazer.

Alargará horizontes Empenhe-se em aprender um estilo novo (se nada sempre de bruços, experimente mariposa ou costas) ou mude de desporto (se costuma fazer aeróbica e step, experimente body combat). Aproveitará melhor o tempo Escolha um ginásio ao lado de casa ou do trabalho, aproveite a hora de almoço para fazer caminhadas e escolha horários que se adequem à sua actividade diária. O desporto não deve complicar a sua vida. Conhecer-se-á melhor Só se vai divertir a fazer desporto se a modalidade que escolher estiver em consonância com os seus gostos, hobbys, oportunidades e condição física. Comece com algo fácil e não vá logo correr a maratona.

Prevenção das alergias A alergia é definida como uma reacção excessiva e inadequada do sistema imunitário do nosso organismo a determinadas substâncias que considera estranhas. Estas substâncias são chamadas de alergenos e estão presentes naturalmente no nosso ambiente, quer seja na alimentação ou no ar exterior ou interior, quer sejam picadas de insecto ou medicamentos. Nos últimos anos a doença alérgica tem tomado um lugar importante na saúde das nossas crianças, embora o motivo para tal não esteja ainda bem esclarecido. Pensa-se que o facto de as crianças viverem com melhores condições habitacionais e sanitárias que tornam os ambientes mais esterilizados e de contactarem menos com o ambiente exterior por brincarem mais dentro de casa pode estar implicado. Por outro lado, a diminuição da prevalência de infecções nestas idades pode levar a que o sistema imunitário, menos estimulado por agentes infecciosos, se “volte” para substâncias que até agora não desencadeavam qualquer resposta imunológica. As alergias podem manifestar-se de diversas formas. A

rinite alérgica é caracterizada por obstrução e escorrência nasal recorrentes, associada a prurido nasal e espirros. A conjuntivite alérgica manifesta-se com olhos vermelhos, inchados e com prurido associado. Na asma as crianças podem apresentar tosse, falta de ar, dor no peito, pieira. A dermatite atópica, vulgarmente conhecida como “eczema”, manifesta-se por pele vermelha, descamativa, que provoca prurido. A urticária e a anafilaxia são reacções mais imediatas; a primeira é caracterizada por manchas pruriginosas na pele, e a segunda, mais grave e aparatosa, em que ocorre edema, calor, falta de ar e mal-estar ge-

ral, associados ou não a manchas urticariformes. O tratamento das doenças alérgicas passa pela evicção alergénica, ou seja, evitar a exposição das crianças àquelas substâncias às quais elas são susceptíveis, bem como pelo tratamento farmacológico, que varia actualmente entre medicamentos orais, inalados, ou mesmo imunoterapia (“vacinas”). O risco de uma criança saudável vir a ter alergias está relacionado com a presença de doenças deste tipo nos seus familiares. Assim, esse risco varia entre 5 a 15% em crianças sem familiares alérgicos até 40 a 80% quando ambos os pais têm doença alérgica. Em resumo, qualquer criança que apresente risco alérgico aumentado deve ser protegida da sensibilização alergénica através das medidas de prevenção primária. No caso de uma criança apresentar sintomas sugestivos de alergia, deve ser observada pelo seu médico assistente no sentido da avaliação e orientação da sua doença. Joana Rodrigues, Médica Interna Complementar de Pediatria

Fonte: www.prevenir.pt pub


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"Alergia ao sol" Um motivo frequente de consulta é a erupção polimorfa solar, vulgarmente chamada de "alergia ao sol". Surge sobretudo na Primavera e Verão e inicia-se horas ou dias após exposição solar com aparecimento de pápulas e/ou vesículas particularmente no pescoço, área do decote, ombros e membros superiores. Pensa-se que a radiação ultravioleta modifica a estrutura de algumas proteínas da pele, que passam a ser consideradas estranhas ao organismo, pelo que o sistema imunitário reage contra elas. Os doentes com história de alergia ao sol devem evitar as exposições intempestivas, é fundamental que a exposição ao sol seja cuidadosa e muito gradual, para tentar evitar o despertar da reacção alérgica. A utilização de protector solar de factor elevado (50+) é fundamental, mas muitas vezes insuficiente. Os casos mais severos podem beneficiar com a fototerapia preventiva, nomeadamente com radiacção ultravioleta B (UVB de banda estreita), a qual deverá ser iniciada cerca de um mês antes da data previsível para o início das férias/exposição solar. Em alternativa existem medicamentos que também podem atenuar a "alergia ao sol". É comum que a "alergia ao sol" se torne um problema recorrente, ano após ano,

ameaçando estragar as férias a quem dela padece. Na falta de um tratamento curativo, o tratamento preventivo e a exposição solar cuidadosa terão de ser repetidos ao longo dos anos. Um tipo diferente de "alergia ao sol" é a fotossensibilidade induzida por medicamentos. Diversos antibióticos, anti-inflamatórios, medicamentos para a hipertensão arterial, etc., podem despertar reacção de tipo alérgico ou de tipo queimadura nas zonas expostas ao sol. O seu médico poderá esclarecê-lo em relação ao risco de fotossensibilidade dos medicamentos que toma. Dr. José Carlos Fernandes Dermatologista

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Verrugas neários. Caso não seja realizado tratamento podem aumentar de tamanho, inclusive de número. Ocasionalmente, podem regredir espontaneamente após um curto período, assim como frequente podem recorrer na mesma localização. Quando desenvolvidas em locais de pressão e carga no pé (como calcanhar), podem provocar dor forte tipo picada e queimadura.

As verrugas são uma das condições dos tecidos nos pés que podem ser bastante dolorosas. São causadas por um vírus (HPV) que geralmente invade a pele através de pequenos, ou mesmo, invisíveis cortes e abrasões. As crianças e adolescentes são mais susceptíveis do que os adultos (imunodeficiência, excesso de transpiração). A maior parte das verrugas são inofensivas, embora dolorosas. São frequentemente confundidas com calosidades, embora sejam infecções víricas. Podem surgir uma variedade de lesões nos pés, incluindo melanomas. Embora, raros, podem ser confundidos com verrugas. Aconselhamos a consultar um Podologista/Podiatra caso surja alguma erupção ou crescimento suspeito na pele nos pés, de modo a assegurar um diagnóstico correcto. As verrugas plantares tendem a ser duras e planas com superfície rugosa e bordos bem definidos. No dorso dos pés (dedos) são geralmente elevadas. Podem ter coloração cinza ou castanha, embora a cor possa variar. O centro pode conter pequenos pontos negros. Podem ser adquiridas por caminhar descalço, em superfícies contaminadas, onde se pode encontrar o vírus. Ambientes quentes e húmidos fazem com que seja comum encontrar o vírus em bal-

O que pode fazer: - Evitar andar descalço, excepto praias - Trocar de calçado e meias diariamente - Manter os pés limpos e secos - Evitar contacto directo com verrugas (de outras pessoas ou de outra parte do corpo) - Não ignorar crescimentos ou alterações da pele - Visite o seu Podologista/Podiatra regularmente Não é aconselhável o autotratamento. As preparações contêm ácidos e químicos que destroem as células da pele, é necessário o acompanhamento por um especialista para destruir o tecido patológico (verruga) sem danificar o tecido saudável. Caso seja diabético ou padeça de alterações circulatórias NUNCA faça o autotratamento. Quanto ao tipo de tratamentos é natural que o seu Podologista/Podiatra lhe recomende e supervisione a aplicação de preparações coadjuvantes ao tratamento podológico. Os tratamentos com laser têmse tornado comuns e efectivos. Um procedimento conhecido por cauterização com laser de Co2 pode ser realizado embora mediante anestesia local. Por vezes, o tratamento cirúrgico poderá ser indicado. Dr. André Azevedo Podologista


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