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Semanário | 25 de novembro de 2016 | Nº 598 Ano 14 | Diretor Hermano Martins | 0,60 € //PÁG. 3

Câmara requalifica escola, mas mantém amianto //PÁG. 13

Rally Spirit superou expectativas //PÁG. 2

Espólio de Augusta Reis em exposição

Detido mais um suspeito por assalto à mão armada

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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Atualidade

Espólio da ‘mãe’ do Folclore exposto na Casa da Cultura

Voltar a construir pontes como forma de celebrar a criação do concelho da Trofa Parte II

Exposição está patente na Casa da Cultura

M

aria Augusta Reis sonhava ver nascer um museu etnográfico com o espólio que doou ao município. O museu ainda não é uma realidade mas os trajes, instrumentos, ferramentas, livros, fotografias e documentos podem agora ser vistos na exposição “Maria Augusta Reis (1921- 2016) – Uma vida dedicada ao folclore”, que inaugurou a 19 de novembro, no dia do aniversário do concelho, na Casa da Cultura da Trofa. A ‘mãe’ do folclore da Trofa faleceu a 24 de fevereiro deste ano, aos 95 anos, mas deixou um legado rico. Maria Augusta Reis criou dois ranchos folclóricos, Rancho Folclórico da Trofa e Rancho das Lavradeiras da Trofa, e tornou-se numa das embaixadoras da cultura etnográfica e folclórica do concelho. Entre as peças expostas, encontra-se, por exemplo, a caderneta militar do pai, Manuel Dias da Costa Reis, que foi combatente em França na 1.ª Guerra Mundial, ou a história de vida escrita pela mão da

própria, a sua máquina de costura, trajes, objetos pessoais e instrumentos de uma vida de trabalho. Nas paredes da Casa da Cultura lê-se agora parte da história de vida desta trofense. Considerada uma embaixadora da cultura etnográfica e folclórica da Trofa, Maria Augusta Reis recebeu, em 2012, a Medalha de Mérito Cultural – Grau Ouro por parte da Câmara Municipal da Trofa, mas também já havia sido agraciada pela autarquia de Santo Tirso, quando as freguesias da Trofa integravam o concelho tirsense. Maria Augusta Reis nasceu a 5 de março de 1921, em S. Martinho de Bougado, e faleceu a 24 de fevereiro de 2016, no Lar da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, na mesma freguesia, onde se encontrava a residir. Agora pode ser relembrada através do espólio que sempre se esforçou por reunir e que se encontra exposto na Casa da Cultura da Trofa. L.O./P.P.

Neste longo processo, todos os membros da Comissão Promotora desempenharam um papel importante. Há nomes que mereciam ser destacados, mas não é este o tempo e o modo de o fazer. Talvez um dia possamos ir por aí. Por agora diremos que houve crises, avanços e também recuos, omissões e até contradições. Alguns elementos da Comissão Promotora ficaram pelo caminho e outros houve que nem sempre foram claros nos seus propósitos. Também houve ataques externos visando fazer desintegrar a própria Comissão e riscos de implosão, essencialmente por motivações partidárias, mas ela a tudo resistiu, não se deixando instrumentalizar ou desviar do caminho inicialmente traçado. E nessa forma de estar, a liderança de Pedro Alves da Costa fez a diferença. Não podemos também ignorar que houve personalidades com fortes responsabilidades políticas ou de reconhecida importância social que só tardiamente aderiram ao movimento e que apenas se comprometeram com ele depois de verem gorados os respetivos objetivos pessoais ou políticos, neste caso de chegarem a liderar a autarquia de Santo Tirso. A luta desenvolvida pela Comissão Promotora foi condicionada por realidades que se olhadas à distância, nos permitem hoje afirmar que havia condições para falhar: a oposição natural, mas durante muito tempo displicente do poder autárquico sediado em Santo Tirso; a ligação subserviente de alguns interesses locais em relação a esse mesmo poder autárquico; o facto de grande parte dos membros da Comissão Promotora pertencer aos partidos políticos do arco do poder, onde as solidariedades e os interesses, por vezes, falam mais alto; as estratégias das forças político-partidárias com epicentro nas sedes das partidárias e na Assembleia da República, inicialmente pouco interessadas em atender às justas aspirações dos trofenses, até porque normalmente se apresentam divorciadas do que se passa nas comunidades locais; a conhecida oposição de muitos responsáveis políticos à criação de novos concelhos, como era o caso de Jorge Sampaio, ao tempo a exercer as funções de Presidente da República; o desligamento de uma parte significativa da população em relação a movimentos políticos e sociais. Tudo isto a Comissão Promotora soube ultrapassar e a Trofa foi finalmente concelho. O caminho foi o que foi e a História é o que é. Uma parte dela já é conhecida outra continua à espera de ser desocultada. Mas neste décimo oitavo aniversário, o que nos importa sublinhar é a ideia de que sem a ação determinada da Comissão Promotora, liderada de forma assertiva e superior pelo seu presidente, Pedro Alves da Costa, a Trofa hoje não seria concelho. Firme nas convicções, determinado nos objetivos, competente e assertivo na liderança, focado no essencial, apostado em conduzir o barco a bom Porto, imune às pressões e às jogadas individuais ou partidárias, as quais foi sucessivamente neutralizando, essencialmente um construtor de pontes e de consensos, no respeito pelos princípios da legalidade e da tomada de decisões por consenso, Pedro Alves da Costa foi o homem certo, o líder necessário à frente de uma Comissão Promotora, que tendo uma formação absolutamente eclética, por força da sua liderança, jamais se deixou desviar da missão de que estava imbuída. Pedro Alves da Costa, politicamente socialista, mas estruturalmente independente até ao tutano, cumpriu como possivelmente só ele estava em condições de o fazer, a nobre missão que lhe foi confiada pela Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado, em 1990. É credor da gratidão dos trofenses e merecedor de uma justa homenagem que a Trofa tarde em lhe fazer. Quando passar esta cegueira partidária, que entretanto desceu sobre a Trofa, talvez haja condições para essa merecida homenagem. E talvez possamos de novo, no respeito pelos valores que permitiram que fôssemos concelho, aproveitando o melhor das capacidades das nossas gentes e o seu forte sentido de pertença, para levarmos a cabo estratégias de mobilização em torno de causas que são de todos e que a todos dizem respeito. E para começar, uma das que aguarda essa mobilização e que somente acontecerá se houver verdadeiro envolvimento dos trofenses, é a causa da extensão da linha do Metro até ao centro da nossa cidade. Só assim, mobilizados na diversidade e no contraditório, em torno de causas maiores, poderemos aspirar a enfrentar com sucesso os enormes desafios que temos pela frente. Quem como a Trofa escreveu páginas da História com factos como aqueles que nos fizeram concelho, está em condições, uma vez ultrapassados estes estranhos tempos de fragmentação e balcanização em que nos puseram, de aspirar novamente a sonhar e a realizar um futuro melhor. Para tanto, basta que sejamos capazes de voltar a construir pontes, entretanto destruídas ao longo de dezoito anos – de que o processo de demolição da Ponte da Peça Má, recentemente ocorrido, é uma extraordinária metáfora do estado a que chegamos – pontes entre os mais novos e os mais velhos, os mais instruídos e os menos escolarizados, os mais ricos e os mais pobres, os empresários e os trabalhadores, os que têm trabalho e os que o não têm, os partidos políticos e os cidadãos apartidários, as instituições da sociedade civil e os cidadãos, os rurais e os urbanos, as freguesias do centro e as das periferias, as forças políticas da esquerda e as da direita, o poder autárquico e a sociedade trofense. Insisto. É tempo de construir pontes, de unir as margens, de voltar a ligar o que foi desligado, de reconstruir o que foi dinamitado, de honrar o passado que fez o que somos e nos permite ter confiança no futuro, um futuro incerto sem dúvida, mas que está aí, que convoca cada um de nós, na pluralidade e diversidade das suas opiniões, à obrigação de fazermos o melhor pela nossa terra, pela nossa comunidade, que ambicionamos mais democrática, mais educada, mais culta, mais coesa, mais desenvolvida, em suma, mais feliz. Rodrigues da Silva, membro da Comissão Promotora do Concelho da Trofa e atualmente a exercer as funções de vereador da Câmara Municipal da Trofa


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25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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EB1 da Esprela requalificada mantém amianto

A Escola Básica da Esprela, em S. Martinho de Bougado, foi alvo de uma empreitada de requalificação. As obras já terminaram, mas o amianto não foi removido. Patrícia P ereira

Estão a ser feitas obras nas escolas básicas do Paranho, Esprela, Cedões, Feira Nova, Vila e Querelêdo. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, durante a abertura oficial do ano letivo escolar, que se realizou a 13 de setembro, no auditório Fórum Trofa XXI. O NT sabe que as obras na Escola Básica de Esprela, em S. Martinho de Bougado, já estão concluídas, não tendo sido feita a remoção de amianto, substância potencialmente cancerígena. Nesse sentido, o NT solicitou um pedido de esclarecimento à Câmara Municipal da Trofa, questionando para quando está prevista a remoção do amianto da EB 1 da Esprela e o porquê de a autarquia não ter aproveitado esta empreitada para proceder à sua remoção. Além disso, questionamos que tipo de requalificação foi feita na EB 1 da Espre-

Escola da Esprela ainda tem amianto

la. Mas até ao fecho de edição, o NT não obteve qualquer resposta por parte da autarquia trofense. No entanto, o NT encontrou no Portal

Base – contratos públicos online - o contrato para a “realização da empreitada ‘requalificação e reparação de anomalias em escolas do conce-

Contactado, Paulino Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, confirmou que as obras na EB1 da Esprela “já acabaram” e que a remoção das placas de fibrocimento do telhado “não fazia parte” da empreitada. Segundo o diretor, a requalificação tinha o intuito de “dar condições de ter o jardim” e “requalificar o interior das salas de aula e polivalente”. “Ficamos agradados com a requalificação feita, porque dá condições mais higiénicas ao interior da escola, desde as casas de banho, pinturas das salas de aula e polivalente. Mas a requalificação profunda que a escola precisa nunca nos foi colocada em cima da mesa”, mencionou. Já em fevereiro de 2015, o NT deu conta que o amianto “resistia” na EB 2/3 professor Napoleão Sousa Marques e na EB1 da Esprela. Neslho’” com a empresa M. Castro & sa altura, Paulino Macedo afirmaAraújo, Lda., em que a autarquia ad- va que era “urgente uma requalfijudicava “37.830,07 euros” para a re- cação”, mas “não só pelas placas qualificação da Escola da Esprela. de amianto”.

O direito ao Ambiente em cartoon O Partido Ecologista Os Verdes esteve à porta da Escola Secundária da Trofa a distribuir um cartoon, que explica o direito ao Ambiente. Patrícia P ereira

“Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender”. Na Constituição da República Portuguesa, o artigo 66.º aborda o ambiente e qualidade de vida. Com o objetivo de “dar a conhecer aos jovens o direito ao Ambiente”, o Partido Ecologista Os Verdes lançou uma campanha que vai percorrer as várias escolas secundárias do país, distribuindo uma brochura com Cartoons que transmite conhecimento sobre os direitos e deveres previstos na Constituição, na vertente ambiental, de uma forma lúdica e responsável. Na manhã de quinta-feira, 24 de

novembro, a campanha esteve à porta da Escola Secundária da Trofa, onde foi distribuída a brochura com cartoons. Mariana Silva, dirigente do Conselho Nacional do Partido Ecologista Os Verdes, afirmou que a visita “não foi muito boa” devido à “chuva”, mas em outros locais tem dado para “conversar com os alunos e perceber que eles se sentem interessados”. “Alguns fazem a ligação com o Parlamento Jovem, outros simplesmente ficam curiosos e perguntam o porquê de estarmos a dar estas brochuras. Mas tem sido muito bom”, referiu. A dirigente explicou que esta Partido Ecologista Os Verdes distribuiu cartoons pelos alunos campanha surge no âmbito dos “40 anos da Constituição da República monstrar que também ela, na parte nando que o facto de a brochura ser Portuguesa”, com o intuito de “de- do ambiente, já em 76 estava mui- em banda desenhada é com o objeto avançada”. “Temos o artigo n.º66 tivo de os alunos se “sentirem mais que fala sobre o ambiente e o dever atraídos”. que nós temos de o defender e, por Mariana Silva recordou que foi isso, já em 76 havia essa preocupa- aprovada, na Assembleia da Reção ambiental muito revolucionária pública, “uma proposta” do Partipara a altura”, completou, mencio- do Ecologista Os Verdes, que pro-

põe que “a Constituição seja dada nas escolas” para que os alunos saibam “quais são os seus direitos e os seus deveres, para futuramente se defenderem com mais facilidade e também para poderem ser cidadãos de direito”.

ASCOR organiza jantar de Natal solidário A Associação de Solidariedade Social do Coronado (ASCOR) vai realizar um jantar de Natal solidário, a 3 de dezembro, às 20 horas,

nas suas instalações do centro de rá com animação, tem o custo de 20 dia. O jantar tem como objetivo an- euros para os adultos e de 7.50 euros gariar fundos para o melhoramento para crianças com mais de seis anos. das instalações. O jantar, que contaA.M./P.P.


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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Atualidade

Detido mais um suspeito por assalto à mão armada

A Polícia Judiciária deteve o terceiro suspeito de participar num assalto à mão armada numa residência em Alvarelhos, no dia 11 de agosto. Patrícia P ereira

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oi detido mais um suspeito pela prática de assalto à mão armada numa residência em Alvarelhos, que ocorreu no dia “11 de agosto”. O suspeito, com “43 anos de idade e serralheiro”, terá agido “em conjugação de esforços com outros dois, um homem e uma mulher”, que foram detidos a 27 de setembro. O detido, que tinha “antecedentes criminais por crimes da mesma natureza pelos quais já cumpriu pena de prisão”, encontrava-se “ausente no estrangeiro desde a data dos factos” e vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação entendidas como adequadas. Em comunicado, a Polícia Judi-

ciária (PJ) revelou que os suspeitos efetuaram “o roubo utilizando violência extrema sobre as vítimas, apropriando-se de dinheiro, objetos em ouro, relógios e um computador portátil, num valor total de cerca de 2400 euros, provocando ainda lesões graves nos ofendidos que tiveram de recorrer a tratamentos médicos especializados”. A 27 de setembro, aquando da detenção de um homem de 35 anos e de uma mulher de 28 anos, residentes em Matosinhos, a PJ adiantou que os suspeitos terão abordado os residentes na habitação, “cerca das 20.30 horas”, e, “sob coação, violentas agressões e ameaça do uso de arma de fogo, apoderaram-se dos bens e valores na sua posse”. No âmbito das diligências de investigação,

a PJ apurou que “a detida teve um relacionamento afetivo com o arrendatário da habitação roubada, tendo essa relação terminado de forma conturbada, alegadamente com agressões mútuas”. Como forma de “se vingar”, a detida em “concertação com mais dois indivíduos planearam e executaram o crime em causa”. A mulher era “empregada de limpeza” e o homem “pasteleiro” e tinha “antecedentes criminais por crimes contra a propriedade pelos quais cumpriu pena de prisão”. Na altura, em primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Matosinhos, foi-lhes aplicada, como medida de coação, apresentações periódicas às autoridades policiais e estavam proibidos, pelo juiz, de contactar com o casal assaltado.

Condutora ferida em despiste Um veículo, de marca Ford, seguia na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, em direção ao Porto, quando a condutora, com cerca de 20 anos, terá perdido o controlo da viatura. O veículo só parou quando embateu numa árvore do parque de estacionamento do edifício Copa Negra. O acidente ocorreu cerca das 21.30 horas de domingo, 20 de novembro, e a prestar socorro estiveram os Bombeiros Voluntários da Trofa, que a transportaram com ferimentos ligeiros para a unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave. A registar a ocorrência esteve a Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana. P.P./H.M.

Viatura embateu numa árvore

Memórias e Histórias da Trofa por José Pedro Maia Reis

Heliodoro Salgado Antes de iniciar mais uma crónica sobre a história e memórias da Trofa, tenho de enaltecer o elevado número de obras que tem surgido sobre estórias do nosso concelho. Lendo uma das obras é abordada a pessoa de Heliodoro Salgado, colocando a sua figura como sendo um poeta que teria nascido em Santiago de Bougado e o autor procurava mais informações sobre ele. De facto, Heliodoro Salgado nasceu em Santiago de Bougado na Lagoa em julho de 1861. O seu pai era engenheiro e colaborava na construção da estrada Porto – Braga, na correção do seu traçado e nas obras realizadas anteriormente na construção da Ponte Pênsil sendo essa a razão para ter nascido no nosso burgo. O seu pai chamava-se Eduardo Salgado e a sua mãe Joaquina Reis e geraram mais dois filhos, Amália Salgado, professora e Augusto Salgado, militar envolvido na revolta de 31 de janeiro em conjunto com Heliodoro, que foi um dos poucos maçons vindos de Lisboa para participar no golpe. A saída de Heliodoro Salgado da Trofa é motivada pela morte do seu pai em 1870, ocasionando que continuasse a sua formação académica no Colégio dos Órfãos no Porto. Heliodoro Salgado ao longo da sua vida apenas editou um livro de poesia e alguns poemas soltos nas publicações republicanas. Mas o seu contributo para a sociedade é muito mais que poesia, é sim um enorme trabalho inigualável para a instauração da República. Um lutador, um acérrimo defensor do republicanismo, defensor de primeira linha da classe operária, procurando ensinar os operários e os seus filhos, tentando erradicar o analfabetismo, um intervencionista que procurava que os operários tivessem melhores condições de vida e de trabalho. Apoiante da igualdade de direitos, abolição da escravatura e contra o trabalho infantil, segundo ele o lugar de uma criança é na escola e não numa oficina. Mostrou ser das figuras republicanas mais preparadas e a forma acalorada, apaixonada e franca com que defendia as suas causas motivou que os seus textos fossem vitimas da censura acabando preso por delito de excesso de liberdade de imprensa por duas vezes. Ganhou o respeito da classe operária e no dia do seu funeral estiveram presentes mais de 100 mil pessoas, um dos maiores acontecimentos socais em Lisboa em 1906. Uma enorme figura da sociedade portuguesa que nasceu na Trofa, que à data da sua morte a sua mãe ainda aqui vivia com 85 anos de idade e orgulhava-se do seu percurso do seu filho que infelizmente não assistiu à instauração da República em 1910.

Faleceu trofense que liderou MotoStudent da Universidade de Aveiro “É muito triste esta partida tão precoce”. O anúncio de falecimento do trofense Pedro Silva, aluno de Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica e impulsionador do projeto da Universidade de Aveiro (UA) na MotoStudent, foi comunicado a 15 de novembro, no Jornal Online da UA, com uma mensagem de António Bastos, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e coordenador do projeto MotoStu-

dent da UA. O jovem, de 23 anos e residente em S. Mamede do Coronado, liderou a equipa de alunos de Engenharia Mecânica da UA, que participou na competição MotoStudent, que se realizou de 7 a 9 de outubro, em Aragon, Espanha, onde conseguiu o 7.º lugar na prova de inovação. Na sua mensagem, António Bastos afirmou que Pedro Silva era “um jovem extraordinário”, que, “há cerca de um ano”, se tornou líder

da equipa do projeto MotoStudent. Quando confrontado com a necessidade de “encontrar formas de financiar a efetiva construção de uma mota ‘real’”, Pedro Silva surpreendeu o professor, “passado pouco tempo”, com “uma lista de vários financiadores que nele acreditaram, sendo um deles a Fundação do Desporto”. “É impressionante a forma tão fácil como ele resolveu o aparentemente inultrapassável pro-

blema da falta de dinheiro. Com o Pedro tudo era fácil; o descomplicador ligado tudo resolvia”, completou. Além deste projeto e do Mestrado Integrado, “o inesgotável Pedro” tinha um “emprego” e “ainda teve tempo para colaborar no projeto OLA – Universidades”. “O Pedro viveu pouco tempo. Mas teve tempo para fazer um grande trabalho na Universidade de Aveiro”, pode ainda ler-se. P.P.

Jovem tinha 23 anos


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Marca trofense lança primeira linha têxtil para senhoras

‘Celebrate It’ personaliza os momentos marcantes da vida Na Celebrate It, situada na Rua Infante D. Henrique, na Trofa, os produtos ‘falam’. Além dos presentes personalizados para tornar inesquecíveis alguns momentos da vida, a marca lança agora a sua primeira linha têxtil, “So Romantic” e “So Sweet”. Patrícia P ereira L iliana Oliveira

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om mensagens personalizadas, cada artigo é produzido para celebrar um momento, tal como a própria marca, que surgiu, há cerca de cinco anos, aquando o nascimento do pequeno Lourenço, filho de Liliana Maia, a responsável da marca, que impulsionou a criação do livro de nascimento, a personalização do porco mealheiro, dos convites de baptizado, marcadores de mesa, ementas, livro de honra, vela e lembranças. A partir daí, nunca mais pararam de celebrar. A Celebrate It deu um dos grandes passos há dois anos, quando abriu o espaço físico, na Trofa. E tem ao dispor do cliente produtos em diferentes segmentos. Quanto ao vestuário, apareceram as “t-shirts ‘Tal mãe, tal filha’ e ‘Tal pai, tal filho’ e foram surgindo pedidos para outro tipo de artigos”. Por isso, houve a necessidade de ter “duas linhas de produto com marca própria para senhora, que são as camisolas ‘So Romantic’ e as blusas ‘So Sweet’”. “A ideia é ter sempre uma linha simples com uns

apontamentos diferenciados, não havendo uma camisola igual à outra”. O modelo base é o mesmo, as cores são quatro: rosa, cinza escuro, azul e creme. Camisolas em malha, de manga três quartos, com renda na gola, punhos ou rodapé. Peças totalmente made in Portugal, de edição limitada, que já esgotaram. Por isso, a Celebrate It tem estado “a responder a pedidos personalizados e a fazer uma nova vaga de camisolas de manga comprida”, que devem sair, “quer para encomendas quer para a loja, na próxima semana”. Além das “So Romantic”, a Celebrate It apresenta também as “So Sweet”, “blusas, acetinadas, com cores lisas e básicas que têm apenas um laçarote na frente e uns punhos à boca de sino”. Além da linha têxtil, pode ainda encontrar produtos personalizados para o nascimento ou o baptismo e bijuteria, “sempre acompanhados de um cartãozinho”, explicou ao NT, Liliana Maia. Quanto aos eventos, o serviço está mais relacionado com “o fornecimento dos suportes criativos para que o evento tenha o lado da comu-

Celebrate It personaliza presentes para os momentos importantes da vida

nicação presente”, por exemplo ao nível “dos convites, livro de honra ou vela personalizados”, exemplificou a responsável. “Mais do que produto a ideia da Celebrate It é sempre vender conceitos” por isso “o lado da comunicação existe sempre, em qualquer tipo de artigo”, disse a responsável pela marca.

Uma pulseira para oferecer à professora, uma lembrança para a amiga que engravidou, ou um produto que simbolize um momento da vida poderá ser encontrado ou encomendado na loja, no site www.celebrateit. pt ou na página do Facebook. Para esta época do ano, o porquinho mealheiro ou as bolas de Natal personalizadas estão entre os possíveis pro-

Odlo e Proef entregaram valor angariado na Caminhada Solidária do Ave aos Bombeiros

dutos, com valores a rondar os “29 e os 39 euros”, que pode encontrar na Celebrate It. O próximo ano vai começar com “novidades”. Mas, enquanto o novo ano não chega, pode passar pela Rua Infante D. Henrique, de terça a sábado, entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 19 horas, ou à segunda-feira, mediante marcação, e conhecer o espaço.

“Três mil quinhentos e vinte euros”. Foi esta a quantia que a Odlo e Proef conseguiram angariar com a segunda edição da Caminhada Solidária do Ave. Depois de algum distanciamento no tempo, foram feitas as contas e “as cerca de 1700 pessoas” que se juntaram para caminhar a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa e da Creche da Santa Casa da Misericórdia da Trofa conseguiram angariar “cerca de 3520 euros para cada instituição”, afirmou Ana Rocha, do departamento social da Odlo. Conseguida a verba, foi tempo de a entregar a quem de direito. Representantes das duas empresas juntaram-se com alguns elementos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para proceder à entrega do cheque “que é sempre útil”, comentou Manuel Dias, presidente da direção da Associação. “O objetivo era chamar pessoas para a responsabilidade social que cada um de nós deve ter perante as instituições do concelho que, cada

tivamente, somos uma Associação Humanitária que está aqui todos os dias para servir a população e entendam que ao fazer isto estão efetivamente a contribuir para que os bombeiros possam, cada vez mais, estar mais presentes. Só podemos agradecer a prioridade que deram aos Bombeiros”, referiu o presidente. O dinheiro, esse, será “para as despesas do dia a dia”. Quanto à próxima edição, Ana Rocha adiantou que a atividade é para manter mas tencionam “rodar as instituições que serão apoiadas e antecipar o dia da caminhada”. Já Manuel Dias não deixa de lado a hipótese de ser a Associação Humanitária a assumir a organização da iniCaminhada Solidária rendeu 3520 euros para os Bombeiros da Trofa e Santa Casa da Misericórdia ciativa, “com o apoio destas emprevez mais, precisam de ajuda. O va- “A porta está aberta para receber ções”, afirmou Manuel Dias. sas e de mais algumas que possam e lor angariado de certeza que vai aju- estes donativos e bem-haja quando “É uma honra para todos nós ser- queriam ajudar os Bombeiros, que dar imenso as instituições”, disse aparecem empresas com este cariz mos distinguidos por essas empre- bem precisam”. Ana Rocha. humanitário para ajudar as associa- sas, talvez porque vejam que, efeL.O./P.P.


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Saúde e bem-estar: qualidade de vida na 3.ª idade também é possível O bem-estar, a qualidade de vida e a saúde na terceira idade são preocupações comuns a todos. O importante é saber como chegar a esta idade da melhor forma e saber o que fazer para prolongar o bem-estar. Mas, mesmo que a chegada à idade sénior não tenha acontecido nas melhores condições físicas, ainda há formas de melhorar a saúde e o bem-estar. A qualidade de vida, em qualquer

idade, mas em especial na terceira idade, incorpora muitos aspetos. O bem-estar físico e psicológico, as relações sociais e até o nível de independência podem afetar a forma como os seniores se sentem. O exercício físico é um ótimo aliado para se sentir melhor e para melhorar a saúde. Uma prática regular de exercício pode ajudar na prevenção de algumas doenças, como a hipertensão e a osteoporose, e me-

lhoram o humor e a auto-confiança. Caminhadas, natação ou dança são alguns dos exercícios que mais contribuem para a saúde e bem-estar sénior. Uma alimentação saudável e equilibrada é também fundamental. Nesta idade deve-se preferir os alimentos ricos em nutrientes e não abusar dos hipercalóricos. As frutas e os vegetais devem fazer parte da dieta, assim como os laticínios, que são

ricos em cálcio. Importa também cultivar a participação em atividades sociais, para se manter ocupado. Ocupações que façam o sénior sentir-se útil e que o ajudem a passar o tempo são essenciais para a saúde mental. Por isso, atividades que o ajudem a estimular a mente, que o façam ter um papel ativo na sociedade ou que o obriguem ao contacto com os outros devem ser incluídas no quoti-

diano. O bingo, jogar às cartas, fazer voluntariado ou envolver-se em projetos sociais são algumas das melhores atividades. Assim, envelhecer com qualidade é possível. Basta adotar um estilo de vida saudável e ativo, manter o cuidado com a saúde, estimular a memória e optar pelo convívio social, para que se possa sentir feliz e ter uma boa saúde e bem-estar. A.M./P.P.

ASCOR defende envelhecimento ativo A Associação de Solidariedade Social do Coronado dispõe de um centro de dia que garante às famílias serviços personalizados que contribuam para o equilíbrio e bem-estar do idoso. “Todos incorporamos na família outras pessoas, às quais não nos unem laços de sangue mas sim de afeto. As redes de afeto, de apoio e de união que nos ligam a outras pessoas ajuda-nos em situações difíceis e a melhorar a nossa vida. Juntos somos mais fortes, pois o que nos une é o amor”. A mensagem de Conangla & Soler, autores do livro Ecologia Emocional, norteia diariamente a missão da ASCOR – Associação de Solidariedade Social do Coronado, que passa por prestar a solidariedade, garantindo serviços personalizados às famílias, à comunidade local, bem como a prestação de cuidados individualizados aos idosos, a nível das suas necessidades e apoio psicossocial, de modo a contribuir para o seu equilíbrio e bem-estar. Fundada a 6 de julho de 2002, a ASCOR é um espaço de acolhimento que presta um conjunto de servi-

ços personalizados e desenvolve vários programas ocupacionais, direcionados aos seniores. O Centro de Dia dispõe de transporte, serviço de

“Sabemos que numa sociedade de consumo, com tanta ocupação, com tão poucos valores no sentido do respeito e da dignidade, os filhos cada vez são menos e os velhos aumentam. Sabemos que vivemos numa sociedade da cultura do lucro e que insiste em fazer dos seniores um peso. Hoje, os velhos são descartados e é ruim vê-los assim. É pecado. Os idosos são abandonados, não só na precaridade material, e, por isso, nós podíamos ajudar os mais jovens a valorizar a velhice, porque os idosos em vez de ser um peso deviam ser a reserva da sabedoria do nosso povo. Temos que ver na terceira idade um tesouro precioso e indispensável. A Igreja olha para as pessoas ido-

sas com afeto, com gratidão e grande estima pois são parte da nossa comunidade cristã e da sociedade e representam a memória de um povo. Temos que aproveitar a sua maturidade e sabedoria acumulada ao longo dos anos, porque ela pode-nos ajudar a nós, os mais jovens, apoiando-nos no caminho do crescimento. Muitos idosos são generosos e empregam o seu tempo e os seus talentos no apoio aos outros e, nas paróquias, dão um contributo precioso. Existem muitos idosos que convivem com a doença e com as dificuldades de locomoção e que precisam de assistência, por isso agradeço a todas as instituições que cuidam de tantas pessoas e dedicam, diariamen-

refeições, serviço de enfermagem e Com esta panóplia de serviços, a fisioterapia, serviço de lavandaria, ASCOR procura contribuir para que higiene pessoal e cuidados de ima- estes sejam “agentes do seu próprio gem, bem como apoio psicossocial. desenvolvimento, defendendo um

ASCOR desenvolve atividades que promovam o bem-estar físico e emocional

envelhecimento ativo”. As atividades são desenvolvidas com a participação dos idosos e pensadas para promover o seu bem-estar físico e emocional. Neste sentido, as práticas diárias desenvolvidas permitem melhorar a sua qualidade de vida e das suas famílias, estimular a participação comunitária, promover a sua autonomia, conservar as competências sociais, psíquicas e físicas e proporcionar um ambiente de segurança e de bem-estar. Acima de tudo, a ASCOR pretende proporcionar um ambiente onde impera o afeto, a união, o respeito e a solidariedade para com o outro. Por outras palavras, é um espírito de família, porque, afinal, todos fazemos parte de uma, seja ela biológica ou não. A família são aqueles que nos apoiam, nos ajudam e partilham a vida connosco.

Bruno Ferreira acha que “os velhos são descartados” te, os seus serviços aos idosos. Devemos procurar visitá-los, tratá-los com carinho e amá-los, porque são o grande tesouro da nossa história. Os idosos hoje são os segundos pais que cuidam dos netos, por isso, na minha opinião, temos que os valorizar mais. Hoje somos novos mas, futuramente, também seremos idosos e também gostaríamos de ser cuidados, amados e reconhecidos. Muitos idosos desabafam que querem que o Senhor os leve porque não são amados. Como Igreja, temos uma missão muito importante e os idosos têm um contributo a dar pela sua sabedoria, experiência de vida e espiritualidade.

Hoje toda a gente na família procura trabalhar, não estamos muito por casa, e os nossos idosos, muitas vezes, quando não podem ser cuidados pelas famílias, porque esse é o lugar natural do cuidar da pessoa humana, com toda a dignidade que a pessoa merece e que os nossos laços familiares exigem que o façamos, então devem ser procuradas outras soluções. Por isso é que se criam as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), para dar conforto, cuidados de saúde, material e espiritual, e carinho. Os nossos idosos precisam de uma alimentação cuidada, de apoio emocional e espiritual, e de um cuidado integral. Obviamente que se as famílias os abandonam ou

não lhes podem dar esses cuidados e carinho, então sim devem colocá-los numa instituição que os acolha com dignidade e respeito. É muito importante hoje a missão das IPSS’s. A maior parte das famílias na paróquia cuidam dos seus idosos, ajudadas muitas vezes pelos vizinhos e pela instituição da Igreja, nomeadamente o nosso grupo da caridade, os Vicentinos, que fazem um apoio extraordinário. Os Vicentinos assistem e acolhem cerca de 70 famílias por mês, com os seus cabazes de higiene e alimentação ou ajuda na comparticipação das contas da farmácia. Mas também passa por cuidar, visitar, levar uma palavra de conforto, como cristãos que somos de proximidade.”


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25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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Atualidade

Um século de vida

Cem anos de vida têm certamente muitas histórias para contar, mas a memória já não ajuda. A 19 de novembro de 1916, o mundo conhecia Laurentino Silva, um homem que, cem anos depois, se diz “alegre pela vida” que tem. Patrícia P ereira L iliana Oliveira

A comemorar um século de vida, O Notícias da Trofa foi ao encontro deste centenário, numa missa em Alvarelhos, no sábado, 19 de novembro, que assinalou o 100.º aniversário de um dos habitantes mais antigos da freguesia. “Lembro-me de pouca coisa”, começou por afirmar Laurentino Silva. Tinha cerca de “9 ou 10 anos” quando começou “a servir para encher a barriga”. Assim andou durante “muitos anos”. “Passei fome”, relembrou o centenário que não esquece “o pão de grainha de uva” que comia para enganar a fome. “O meu pai quando não tinha pão para dar aos filhos ia pedir”, realçou a filha, Lurdes Silva. Namorou durante “dois anos” e casou aos 21. Do casamento surgiram oito filhos. Infelizmente, já não

veio de França por impulso dos netos que, quando vinham de férias, lhe traziam sempre um cachimbo. Uma imagem de marca que lhe valeu o presente do padre José Ramos: um cachimbo novo. Agora aproveita os dias para descansar. Um repouso merecido para um homem que “trabalhou sempre”, afirmou a filha. “Trabalhou em tapetes, vendeu peixe e foi trabalhar para a construção civil até não poder mais”, acrescentou. A família não está toda em Portugal, por isso nem todos marcaram presença no dia do seu aniversário. Ao almoço, a 19 de novembro, reuniram-se “20 pessoas” para ajudar Laurentino Silva a soprar as velas. À tarde, o centenário foi homenageado Laurentino Silva tem oito filhos, 12 ou 13 netos, sete ou oito bisnetos e três tetranetos na sessão solene do aniversário do estão todos presentes para ajudar o ou 13 netos”, dos “sete ou oito bis- Agora, gosta “de boa vida”, de “to- concelho da Trofa, com quem partipai a soprar as 100 velas. Mas a fa- netos”, Laurentino já conheceu “três mar o galão e o pão” e não dispen- lhou o protagonismo no dia de anos. mília foi crescendo, além dos “12 tetranetos”. sa o seu cachimbo. Um vício que

Rui Alves realça “a falta de tempo” para os idosos “O papel do ‘novo há mais tempo’, como eu gosto de dizer, é um papel muitas vezes desrespeitado, na minha opinião. Devia ser um papel central, porque o mais velho, para além de acumular sabedoria, vivências e experiência, é alguém que poderia, em muitas situações, aconselhar os mais novos para que as decisões não fossem tomadas de forma a exclui-los, como certas vezes acontece. O Ansião no antigo testamento tinha um lugar central e era sempre escutado antes da tomada de decisão. Hoje, o mais velho é muitas vezes descartado, colocado de parte, esquecido e abandonado em

lares e hospitais, abandonados e arrumados dos empregos. Tem-se cometido verdadeiros crimes ao atentado da dignidade da pessoa que, em qualquer etapa ou situação, deveria ser sempre respeitada. E muito mais nesta etapa final da vida, onde muitas vezes já um pouco doentes e cansados são arrumados para canto e a sociedade não lhes responde conforme mereciam. Também há bons exemplos, mas maioritariamente, e tem sido crescente, parece-me, há este descartar. “O cobertor com que cobrimos, um dia é com ele que havemos de ser cobertos” e eu acho que há muita gente que, in-

Concerto pela Cruz Vermelha

AMO Portugal com ação de reflorestação no sábado

Festim da Cadela no sábado

A Associação Mãos à Obra Portugal – AMO Portugal – vai realizar uma ação de plantação de árvores autóctones, na manhã deste sábado, 26 de novembro, na Quinta da Sardoeira, em Covelas. Durante a atividade, a secção da Trofa da AMO Portugal vai aproveitar para “replantar árvores na rotunda do Alto da Cruz”, uma vez que “as que plantaram naquele local, no ano passado, foram roubadas”. As árvores utilizadas nesta ação de plantação, que decorre entre as

A Confraria da Cadela organiza mais um Festim. As instalações da SMED – Quebra Sentidos Associação Cultural recebem a partir das 22 horas deste sábado, 26 de novembro, a 2.ª edição do Festim da Cadela. Depois da edição zero em 2015 e de, este ano, ter realizado a “Cadelas Party People”, a Confraria da Cadela, em parceria com a SMED, organiza a edição 0.1 do Festim da Cadela. A banda trofense Lizzärd vai abrir o evento, à seme-

“Ajudar é um espetáculo!”. É com este lema que os Cão Voador e os Meninos Cantores do Município da Trofa se vão juntar para um concerto solidário de Natal. O salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa recebe o concerto “Sorrisos de Natal”, pelas 21 horas do dia 30 de novembro. Os bilhetes têm o custo de cinco euros e podem ser adquiridos nas instalações da Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), habilitando-se ainda ao sorteio de três prémios. As verbas revertem a favor da Delegação da Trofa da CVP. A.M./P.P.

felizmente, quando olhar e vir a forma como trataram os pais e os avós, quando foram já avós e velhinhos, se calhar vão-se arrepender mas aí já será tarde. Eu acho que o maior cuidado de saúde que as pessoas com idade avançada necessitam é aquele que se chama presença e companhia. Às vezes vamos ao médico para encontrar alguém que nos escute. Se calhar o nosso problema fica resolvido se nos sentirmos acolhidos, tivermos quem escute as nossas fragilidades. Todos temos medo da morte, medo da dor e, muitas vezes, muitos problemas existem porque os

9 e as 13 horas. “Com esta ação pretendemos promover nos participantes o gosto pela floresta, através da tomada de consciência do papel ativo que podem ter na reflorestação das áreas ardidas”, afirmou fonte da organização, alertando para “a necessidade de trazerem ferramentas e vestuário adequado”. Esteja a par das iniciativas da AMO Portugal Trofa, através da página www.facebook.com/amoportugaltrofa. A.M./P.P.

mais velhos não têm quem os escute. Requerem da nossa parte tempo, que é coisa que parece que não temos para nada nem para ninguém, e requer, acima de tudo, atenção e capacidade de perceber que ali está uma pessoa. Os cuidados de saúde é como se diz, quem tem dinheiro se calhar poderá ter um bocadinho melhores cuidados de saúde, quem não tem muitas vezes está sujeito à sorte de encontrar quem trate. Eu acredito que o melhor medicamento é a presença, a companhia, a atenção que tantas vezes pode mudar o problema de saúde. O Centro Social e Paroquial tem-me dado

essa experiência. Nós colocamos um bocado de música e as pessoas esquecem-se que têm dores. Durante aquele tempo não há dor para ninguém. Isto significa que a medicina pode atenuar mas não vai conseguir eliminar a velhice. Pode-nos dar medicamentos que nos ajudam a viver com melhor qualidade de vida, só. Eu acho que é a atenção que falha nos cuidados de saúde, na família, se calhar até na igreja, e na sociedade em geral. Falta-nos tempo para ter tempo para termos tempo para certas pessoas”.

lhança do ano anterior, num concerto que vai servir de pré-apresentação do disco que estão a preparar. Para cabeças de cartaz foram convidados os ASTRODOME, que já passaram por vários palcos nacionais e preparam a sua primeira tour europeia em 2017. O duo de DJ Glorious Bastards, constituído por João Nogueira e João Ricardo Machado, também vai marcar presença no evento. A.M./P.P.


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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Atualidade

“Pais” do concelho recordam luta pela criação do Município Elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa reuniram-se num almoço de confraternização, a 19 de novembro, para reviver a luta pela criação do concelho. Patrícia P ereira A. Costa

“T

ivemos muitas forças contrárias à criação do concelho da Trofa, desde o Presidente da República de então. Tudo isto culmina num dia glorioso para nós, trofenses, e, a partir daí, há todas aquelas iniciativas de instalação da Câmara”. Adélio Serra recordou o dia 19 de novembro de 1998, durante o almoço da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, que se realizou 18 anos depois num restaurante em Santiago de Bougado. Esta é uma tradição que os elementos da Comissão Promotora mantêm, anualmente, com o objetivo de reviver a luta pela criação do Município da Trofa e, este ano não foi exceção. O serão contou com a visita de um grupo de amigos que prestou uma homenagem à Comissão Promotora com três músicas, assim como

Comissão Promotora reúne-se, anualmente, em refeição de confraternização

do executivo camarário e da presidente da Assembleia Municipal, Isabel Cruz, que lhes prestou um reconhecimento, com a entrega de uma lembrança.

Durante “quase 12 anos”, relembrou Adélio Serra, a Comissão Promotora “lutou todas as semanas em reuniões sucessivas para dar corpo àquilo que era o objeti-

-se “orgulhosos” por terem sido “fiéis aos ideais que os nortearam nas reuniões que se fizeram nesse sentido até hoje”. Adélio Serra lamentou que tenha havido “muita gente que, vaidosamente quis sacar os benefícios de tanto esforço em seu favor”, mencionando que a Comissão Promotora “fez tudo sem pensar noutra coisa que não o concelho da Trofa”, sendo que “nenhum elemento tirou, individualmente, qualquer proveito” disso. Apesar de terem sido “quase 12 anos” a “lutar, sacrificando noites e gastando o seu dinheiro”, Adélio tem a certeza que os elementos sentem-se “realmente felizes por verificar que o concelho da Trofa continua, e há de continuar, eterno e vo principal: a criação do conce- fez vergar muita gente que não enlho da Trofa”. “Nós não tínhamos tendia o esforço da nossa luta, nem nada. Foi começar do zero em to- o objetivo principal dela”. “Viva dos os aspetos”, frisou, afirman- ao concelho da Trofa”, terminou. do que, 18 anos depois, sentem-

A Trofa atingiu a maioridade, obrigada Comissão Promotora

“A maratona dos bichos” vence Concurso Lusófono O conto “A maratona dos bichos” foi o grande vencedor do Concurso Lusófono da Trofa. Da autoria de Regina Maria Boratto Cunningham, do Brasil, o conto foi agraciado com o Prémio Matilde Rosa Araújo 2016, no valor de dois mil euros. Os vencedores do Concurso Lusófono da Trofa foram conhecidos no domingo, 20 de novembro, no auditório Fórum Trofa XXI, numa cerimónia integrada nas comemorações do 18.º aniversário do Município da Trofa.

O Prémio Lusofonia 2016, no valor de 750 euros, foi atribuído ao conto “O sapo Edgar, o melro poeta e a mosca Zézé” da autoria de Sofia Tavares Rodrigues Alves de Fraga, de Loures. Já o Prémio de Melhor Ilustração Original 2016, no valor de 1250 euros, foi atribuído à ilustração de Vanda Isabel Heliodoro Romão, de Lisboa. As Menções Honrosas 2016 foram atribuídas ao conto “O sol e o solzinho”, de Celso Celestino Cossa, de Moçambique, ao conto “O barco,

barquito”, de Marco Paulo de Almeida Luís, de Angola, bem como ao conto “Onde para a magia”, de Sandra Meira da Cunha, da Guiné-Bissau. A cerimónia contou com a presença dos alunos do 3.º ano da Escola Básica de Cedões, que leram excertos do conto vencedor, e da Escola de Música e Artes da Trofa. No final, seguiu-se a inauguração da exposição de ilustração do conto vencedor do Concurso Lusófono da Trofa 2015.

Salve Concelho da Trofa Orgulho dos filhos que teus Esta terra hoje nossa. Um Beijo dado por Deus

Lutaram com abnegação Por esse sonho tão velho, Hoje têm a consolação, A Trofa já é Concelho!!

Nossa Senhora das Dores De quem o povo tanto gosta Cobrir-te há de louvores Nosso Concelho da Trofa

A Trofa me serviu de berço Eu fico contente com isso Também no meu endereço Deixou de entrar Santo Tirso

No Ano de 98 Após muita Paciência A Dezanove de Novembro Foi proclamada a independência!

A Trofa não vos quer mal O passado já lá vai Mas era a altura ideal De a filha deixar o pai

Nunca mais vamos esquecer Essa tão bonita hora! E queremos agradecer À comissão promotora

E os nossos antepassados Que pela causa lutaram Deixo aqui o meu louvor Perseguidos e maltratados Estão agora bem guardados Junto ao nosso Redentor

Guidóes e Terras de Bougado, Covelas, Muro e Alvarelhos. E a Vila do Coronado Lutaram pelos mesmos anseios

Fernando Jorge Dias Costa


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25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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Atualidade

Trofa atingiu maioridade

Um hastear de bandeira, uma missa, uma sessão solene e uma vitela. Ouviu-se o Hino do concelho, recuou-se no tempo, relembrou-se a história e uma vitória que o povo trofense jamais esquecerá. Sopraram-se as velas a um concelho que atingiu a maioridade. Dezoito anos depois, a história da Trofa continua a escrever-se. Patrícia P ereira L iliana Oliveira

“U

m povo é sempre novo// mesmo com mais idade// e na glória de ser honrado// funda a beleza de existir// porque trabalha a liberdade a cada dia// a cada dia alegra o destino que cumprir”. É assim parte da letra de um Hino que a cada 19 de novembro leva cada trofense às lembranças daquele que foi o primeiro dia do resto dos dias do concelho da Trofa. Dezanove de novembro de 1998. Uma data que marcou para sempre a história do concelho da Trofa. A primeira página de uma história que com o tempo ganha novos protagonistas, várias conquistas e algumas derrotas, mas que tem sempre algo em comum: o povo trofense. Foi uma luta de todos quantos carregavam o orgulho trofense, que ganhou novos contornos quando na Assembleia da República se ouviu pronunciar pela primeira vez a criação de um novo concelho: Trofa. Dezoito anos depois, o Município quis assinalar a maioridade do concelho através da voz de jovens trofenses que com o concelho par-

tilham a idade. Maria Torres é de S. Mamede do Coronado, tem 18 anos, e é membro dos Meninos Cantores do Município da Trofa (MCMT). No seu discurso, na Sessão Solene do aniversário, que decorreu no Fórum Trofa XXI, a jovem não deixou de frisar o orgulho trofense. “Faço parte dos MCMT através do qual conheço muito do nosso Portugal e estrangeiro. Sempre que nos perguntam de onde somos dizemos com muito orgulho: somos da Trofa”, afirmou Maria. Com a mesma idade, Viviana Couto, natural de Alvarelhos, relembrou na sua intervenção os “18 anos de muitas vitórias e também de algumas derrotas. Dezoito anos a lutar pelo bem de todos os trofenses, 18 anos a crescer e a ser cada vez melhores”. “Temos que ter muito orgulho em quem nós somos e acima de tudo de onde viemos”, proferiu, afirmando que se sente “extremamente orgulhosa por dizer que é da Trofa”. Mas se se quis homenagear a juventude através da voz de Maria e Viviana, a comunidade sénior do

Sopraram-se as velas a um concelho que atingiu a maioridade

concelho também não foi esquecida. Se há datas em que as coincidências são felizes, 19 de novembro de 2016 foi uma delas. Além de se soprarem as velas ao concelho, felicitou-se também Laurentino Silva, o centenário de Alvarelhos, nascido a 19 de novembro de 1916. Cem anos

António Diniz

Centro Comunitário Municipal festeja 15 anos

Centro Comunitário Municipal apresentou “Vozes do Centro”

Um espaço de todos para todos. Este é o slogan do Centro Comunitário Municipal da Trofa que está a comemorar o seu 15.º aniversário. A data foi comemorada na quarta-feira, 23 de novembro, com uma festa no

auditório Fórum Trofa XXI. A iniciativa começou com a apresentação do grupo “Vozes do Centro”, que (en)cantou os presentes, ao som das cordas de cavaquinho e das suas vozes. Seguiu-se a exposi-

ção dos trabalhos realizados pelos utentes do Centro Comunitário Municipal, terminando com um lanche-convívio e, claro, o habitual cantar de parabéns. P.P.

depois, o Município não deixou passar a data em branco e prestou homenagem a uma das vozes mais experientes do concelho. A cerimónia contou com a animação dos Meninos Cantores do Município da Trofa que, além de outras músicas, interpretaram o Hino da Trofa e receberam uma lembrança. A vitela assada é já uma tradição deste dia. Começou por impulso de Eurico Ferreira que, aos microfones de uma rádio local, afirmou que se o concelho nascesse, “todos os anos mataria uma vitela”. A 19 de novembro de 1998, a festa e a vitela assada esperavam, tal como prometido, os dez mil trofenses que rumaram a Lisboa para manifestar o seu desejo pela independência autárquica. Hoje em dia já não é Eurico Ferreira a patrocinar a vitela nem são dez mil os trofenses que a saboreiam, mas o motivo é o mesmo: celebrar a criação do concelho da Trofa.

Este ano, a vitela lá estava e alguns munícipes por lá foram passando para a saborear e lembrar o dia em que se cumpriu o desejo da independência. Mas o dia começou com o hastear das bandeiras, pelas 10 horas, que contou com a presença da Banda de Música da Trofa, Coro da Universidade Sénior e Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários da Trofa, à qual se seguiu uma Missa Solene na Igreja Matriz de Santiago de Bougado. “E se houver maneira de ser melhor, // se um sonho restar para sonhar// daqui se parta para o futuro// como se aqui, de novo,// fosse inaugurada a humanidade // mais alta levantada, mais inteira” assim diz o Hino de uma Trofa sobre a qual pouco ou nada se sabe sobre o futuro, mas cujo passado é relembrado ano após ano, a 19 de novembro.

O S.Pedro não quis juntar-se à festa dos 18 anos do concelho da Trofa. No dia do feriado municipal, as condições atmosféricas adversas obrigaram a adiar um dos pontos altos das comemorações: o concerto dos Deolinda. Estaria previsto a banda subir ao palco da Concha Acústica na noite de sába-

do, 19 de novembro, para celebrar com os trofenses a maioridade do concelho. No entanto, as condições climatéricas, segundo foi mencionado na Sessão Solene, não permitiram que tal acontecesse, ficando o concerto adiado, sem data ainda definida.

Mau tempo impediu concerto dos Deolinda


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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Atualidade 3.ª edição do Passeio de Bicicletas Antigas integrou 18.º aniversário do concelho

Chuva não afastou amantes das bicicletas antigas Pela terceira vez, integrado nas comemorações do aniversário do Município da Trofa, organizou-se o Passeio de Bicicletas Antigas. A chuva deu um ar da sua graça mas não assustou os presentes. Patrícia P ereira L iliana Oliveira

C

om várias décadas e vindas de vários locais, como Vila Nova de Famalicão ou Barcelos, as companheiras de duas rodas concentraram-se, na manhã de domingo, dia 20 de novembro, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. Vindos de Vermoim, concelho de Vila Nova de Famalicão, os 17 elementos da associação Boinas Negras de Vermoim quiseram mostrar “a bicicleta nova”, explicou Manuel Marinho. O famalicense confidenciou que o truque para manter estas bicicletas bonitas ao longo do tempo passa por “lubrificá-las e não apanhar muita chuva”. Do mesmo grupo, Luís Fonseca afirmou que na associação se “gosta de bicicletas antigas”. Luís começou esta aventura ao participar em eventos, “a conviver”, e “se calhar nunca mais vai deixar”, sublinhou. De Barcelos veio Agostinho Fer-

Dezenas pedalaram pelas ruas do concelho

reira, acompanhado pelo grupo da Associação Amigos de Bicicletas Antigas de Macieira de Rates. “Eu tenho quatro bicicletas antigas e depois incentivei estes amigos também a andar e agora andamos todos”, comentou Agostinho Ferreira. A associação teve início há cerca de “11 anos”, começaram com “meia dúzia (de bicicletas) e agora são 150

ou 160”. “As mais restauradas, limpamos, passamos os líquidos para ficarem brilhantes e puxamos por elas para ficarem em condições”, descreveu Agostinho Ferreira. S. Pedro não quis juntar-se à festa mas deu tréguas durante algum tempo e algumas dezenas de participantes aproveitaram para pegar nas suas ‘amigas’ de duas rodas e

desfilar pelas ruas da cidade. Saíram do Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, passaram pela estação de comboios da Trofa, depois na Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, circundaram a rotunda do Catulo, seguiram pela Rua Conde S. Bento e voltaram ao ponto de partida. Segundo dados da organização,

ligada a diferentes associações de BTT da Trofa, estavam “mais ou menos inscritos 130 a 140” participantes, mas nem todos estiveram presentes. “Não é o número que a gente esperava, o tempo está novamente a deixar o evento um bocadinho aquém daquilo que a gente queria”, afirmou Paulo Sousa, da organização, que vê na iniciativa “uma maneira de tirar de casa as pessoas, aproveitando a bicicleta para o convívio, para se divertirem um bocado e fazer desporto”. A ideia de criar este Passeio de Bicicletas Antigas surgiu da participação em outros encontros e “o número começou a ganhar forma”. Esta é já a terceira edição e Paulo Sousa garante que começam “a ter vontade de fazer mais alguma coisa”. “Vamos tentar que isto se mantenha por mais alguns anos, porque é muito bom e é bom para a Trofa também”, concluiu. Uma manhã de domingo que decorreu sobre rodas e que deve voltar a repetir-se no próximo ano.


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25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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Atualidade

Melhores alunos do concelho receberam Prémio de Mérito Escolar

Melhores alunos premiados no aniversário do concelho

A pensar na Trofa do futuro, o Município integrou no programa das comemorações do 18.º aniversário do concelho a entrega de Prémios de Mérito aos melhores alunos trofenses.

Alunos distinguidos Ano letivo 2014/2015 e 2015/2016 6.º ano Carolina Ferreira – AE Trofa Maria Oliveira – Colégio da Trofa Sofia Gonçalves – Colégio da Trofa Gabriela Ramalhete – AE Coronado e Castro José da Costa – AE Trofa Inês Serra – Colégio da Trofa André Silva – AE Coronado e Castro 9.º ano

Patrícia P ereira L iliana Oliveira

F

oram mais de duas dezenas os estudantes do 6.º, 9.º e 12.º ano que, na noite de 18 de novembro, receberam, na Concha Acústica, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, o prémio pelo brilhante aproveitamento escolar. João Silva frequentou o 9.º ano no Agrupamento de Escolas do Coronado e Castro e a média foi a máxima possível: cinco. “Estar atento, estudar com alguma regularidade e ter uma boa atitude nas aulas” é o truque deste trofense para o sucesso, que vê nesta distinção municipal “uma motivação para os alunos terem melhores notas”. Uma média final de “18,9” não está ao alcance de todos, mas Francisco Vila Nova, aluno do Colégio

da Trofa, no ano transato, acha “que é uma questão de trabalho”. “É o reconhecimento do trabalho que se foi desenvolvendo ao longo dos três anos do secundário e, obviamente, que me sinto feliz”, disse à Trofa TV e ao jornal O Notícias da Trofa, depois de receber o prémio. “É preciso essencialmente gerir o nosso tempo, porque não podemos estar obcecados só com o nosso estudo, também temos que ter tempo para as outras atividades, e é preciso gostar de aprender e estudar”. Dito assim parece fácil. A fórmula do sucesso de Maria Pinheiro, reconhecida pelo mérito escolar conseguido no 9.º ano, no Agrupamento de Escolas da Trofa, valeu à estudante uma média de cinco e igualmente nota máxima nos exames nacionais. Maria aprendeu o abecedá-

rio e a contar por incentivo da irmã e, desde então, ganhou o gosto pelas matérias. “Esta homenagem faz os alunos sentirem-se melhores e presta aquele reconhecimento que nós precisamos para sermos melhores pessoas e para continuarmos a estudar”, afirmou a aluna. Sleeping Forest e Orquestra Urbana deram música ao Parque Depois de entregues os Diplomas e Prémios de Mérito, a Concha Acústica recebeu o concerto dos Sleeping Forest. Depois, foi a vez da Orquestra Urbana subir ao palco. Perante uma plateia embalada pela nostalgia de um hino que relembrou o dia 18 de novembro de 1998, mais de 60 elementos, de diferentes correntes musicais, dirigidos pelo tro-

João Silva – AE C. e Castro Pedro Santos – AE Trofa Afonso Maia – Colégio da Trofa Beatriz Gomes – Colégio da Trofa João Gomes – Colégio da Trofa Rodrigo Reis – Colégio da Trofa Clara Ribeiro – Colégio da Trofa Maria Rodrigues – Colégio da Trofa Natália Pacheco – AE Coronado e Castro Maria Pinheiro – AE Trofa Sara Afonso – Colégio da Trofa 12.º ano Ana da Cruz – AE Coronado e Castro Ana Rodrigues – AE Trofa Inês Costa – Colégio da Trofa Bernardo Braz – AE Trofa Francisco V. Nova – Colégio da Trofa fense André NO, aqueceram a noite fria e integraram o programa das comemorações do aniversário que assinalou a maioridade do concelho.


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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Atualidade

Junta do Coronado e Topgrading oficializam cooperação A Junta de Freguesia do Coronado e a Topgrading Consultants assinaram um protocolo de colaboração para a dinamização do tecido empresarial da área do Coronado. Patrícia P ereira

O executivo da Junta de Freguesia do Coronado pretende ter “um papel ativo no desenvolvimento do tecido empresarial local, promovendo ações que permitam a sua dinamização e melhoria de competitividade. É então que surge a Topgrading Consultants, uma empresa de consultoria integrada de gestão das Organizações e dos seus Recursos Humanos, que propõe ao executivo da Junta de Freguesia “prestar apoio às empresas” desta área geográfica nas “mais diversas vertentes”, contou José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado. O autarca viu com “grande satisfação” esta abordagem e decidiu avançar para a assinatura do protocolo de colaboração para a dinamização do tecido empresarial da área do Coronado, que aconteceu na noite de quarta-feira, 23 de novembro. A celebração oficial deste protocolo aconteceu num jantar, onde marcaram presença os empresários lo-

cais, que tiveram a oportunidade de conhecer este novo projeto e de “esclarecer algumas dúvidas sobre o protocolo”. Segundo o protocolo, a Topgrading “estará disponível para acompanhar regularmente as empresas da região, através de visitas periódicas promovidas pela Junta de Freguesia do Coronado ou pela realização de workshops e reuniões de trabalho específicos sobre temas relevantes”. Em “particular”, podem ser abordados temas como planeamento estratégico e operacional (mercado/ internacionalização), diagnóstico e restruturação organizacionais, análise, racionalização e otimização de processos, gestão por objetivos, gestão de processos de mudança, partilha do conhecimento nas organizações, trabalho em equipa, sistemas de avaliação e gestão do desempenho, relações laborais e formação, coaching e mentoring. José Ferreira afirmou que este tipo de protocolos “não é muito natural numa junta de freguesia, mas

Protocolo foi oficializado em jantar com empresários

esta não tem limites na sua área de abrangência e depende muito do dinamismo que o executivo pretende impor”. “Isto demonstra que estamos atentos a todas as áreas. O tecido empresarial representa uma mais-valia muito importante na Vila do Coronado, onde temos uma zona industrial muito bem representada e com excelentes empresas. Naquilo que a Junta de Freguesia pu-

der contribuir, a Junta o fará”, referiu, mencionando que estes serviços estão “disponíveis para todo e qualquer tipo de empresa e para todo e qualquer tipo de empresário”. Já Augusto Moucho, sócio gerente do Topgrading Consultants, explicou que apresentou esta ideia na Junta de Freguesia do Coronado, porque além de “já conhecer algumas empresas da Trofa”, tem “consultores

que não só moram aqui como trabalham com empresas locais”. “Tivemos uma receção da Junta muito interessante e estamos aqui para tentar ajudar com aquilo que pudermos nos diversos domínios em que atuamos e também através de outras parceiras com outras empresas de consultoria de outras áreas, no sentido de partilharmos os nossos conhecimentos”, adiantou. Pub.


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25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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Desporto

Rally Spirit Altronix superou expectativas

Segunda edição do Rally Spirit Altronix reuniu, em competição, os melhores carros de ralis e pilotos de décadas 70, 80, 90 e seguintes. Patrícia P ereira

zação foi “muito organizada, eficiente e tem feito um trabalho excelente”.

cátia veloso

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arros de diferentes épocas fizeram as delícias dos amantes do automobilismo, na 2.ª edição do Rally Spirit Altronix. Automóveis históricos e recentes aceleraram em oito provas especiais, num percurso total de 184 quilómetros. Este ano, a partida simbólica e a última prova especial decorreram na marginal de Vila Nova de Gaia, mantendo o centro nevrálgico no Coronado, com a realização de sete provas especiais, entre Serra e Coronado. Nas duas últimas classificativas, a chuva trouxe uma alteração à classificação. Pedro Leal (Mitsubishi Lancer Evo 6), até então comandante na categoria Spirit, e Miki Biasion (Lancia 037), que liderava entre os Históricos, foram apanhados de surpresa pela chuva e sem os pneus adequados tiveram que reduzir o ritmo, facilitando o acesso à vitória de Eduardo Veiga/Justino Reis (Ford Escort MK II), no Spirit, e Filipe Barbosa/Bia Pinto (Ford Escort MK I), em His-

tóricos, que, por partirem mais cedo para a estrada, conseguiram ainda apanhar o asfalto menos molhado! Uma das estrelas desta prova foi Miki Biasion, piloto italiano que se sagrou bicam-

peão do mundo em 1988 e 1989 e vencedor em Portugal de 88 a 90. Para o piloto é “um prazer” regressar a Portugal, uma vez que “gosta muito do país e dos portugueses, que são muito amigáveis e boas pessoas”. “Estou muito contente por ter voltado novamente e de ter apreciado esta corrida. Eles (a organização) fizeram um trabalho muito bom. A corrida foi muito boa. Foi uma pena que na última prova tenha chovido. Mas claro, este é o espírito do Rally Spirit e é bom estar aqui”, referiu. Desde a 1.ª primeira edição, que a empresa Altronix é o patrocinador principal desta prova, a quem dá o nome. Para o diretor executivo da Altronix, Rui Fonseca, as empresas têm “uma responsabilidade acrescida na comunidade onde estão inseridas e a Altronix tenta fazer o seu papel nesse sentido”. “Com este Rally achamos que seria uma boa forma de estar junto a esta comunidade. Tivemos no Rally mais de 20 mil pessoas, que acabam por ter algum divertimento usufruindo desta prova mítica com carros lindíssimos”, referiu, declarando que a organi-

Organização “satisfeita” com a 2.ª edição O Rally Spirit Altronix é organizado pela Xikane e pelo Clube Automóvel de Santo Tirso, contando com o apoio da Junta de Freguesia do Coronado. José Ferreira, presidente da Junta, fez um balanço “francamente positivo” desta 2.ª edição, referindo “o esforço enorme, pelo menos na questão logística”, por parte do seu executivo e dos parceiros, que “muito contribuíram para que isto fosse possível”. “Foi uma iniciativa que trouxe uma dinâmica diferente à nossa freguesia, nesta altura do ano”, declarou, demonstrando-se “satisfeito” pela “multidão” presente nesta edição, por ser “o resultado do esforço ao longo de quase um ano de preparação”. O autarca garante que a próxima edição “não será inferior ao que foi feito nesta 2.ª edição”, tendo já pensado em “alguma coisa” no sentido de “melhorar e corrigir algumas falhas, mas sempre com o objetivo de crescer e engrandecer esta iniciativa, que é única no nosso país”. “Estou convencido que a próxima edição vai superar esta”, antevê. José Ferreira é da opinião que o Rally Spirit pode ser alargado “não só às freguesias do concelho, como de fora” e “exemplo” disso é a parceria com o concelho de Vila Nova de Gaia”, que foi “um parceiro importantíssimo para a dinamização desta iniciativa”. O presidente tem “imensa pena” que esta edição “não tenha ficado circunscrita ao nosso concelho”, recordando que quando a prova saiu no calendário nacional e verificou que “coincidia com o aniversário do concelho”, a sua “preocupação” foi “reunir com o vereador da Cultura (Renato Pinto Ribeiro) para propor que “associasse esta iniciativa às festividades” do 18.º aniversário do Município da Trofa. “Da parte da Câmara não era possível, por qualquer incompatibilidade”, contou.

Rally Spirit associou-se à Operação Nariz Vermelho Nesta edição, a organização do Rally Spirit decidiu associar-se a uma causa solidária, tendo a escolha recaído sobre a Operação Nariz Vermelho, por se identificarem com a missão dos Doutores Palhaços que levam, diariamente, a alegria e devolvem o sorriso a crianças hospitalizadas. Na apresentação da ação, a 18 de outubro, Pedro Ortigão, da Xikane, adiantou que a organização ia trabalhar junto “de todos os patrocinadores”, mas também dos “participantes, adeptos e agentes envolvidos para conseguir a maior verba possível”. Já durante o Rally Spirit, Magda Ferro, coordenadora de comunicação da Opera-

ção Nariz Vermelho, afirmou que a instituição visita “14 hospitais, de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga”, e “o serviço que presta” a “mais de 80 serviços de pediatria é oferecido aos hospitais”. Por isso, “é fundamental angariar fundos” e a “sustentabilidade da missão é garantida através do apoio dos particulares e das empresas”. “Os eventos solidários têm também uma componente muito importante na vida da nossa organização e os exemplos que a Rally Spirit acaba de dar são, esperemos nós, para serem seguidos por mais empresas, porque levar a alegria às crianças hospitalizadas é também uma obra de todos”, terminou.


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Desporto

Trofense defronta Pedras Rubras

Resultados Departamento de Formação Atlético Clube Bougadense Juniores 2.ª Divisão distrital – série 4 Bougadense 1-1 Nogueirense FC (1.º lugar, 19 pontos) Próxima jornada 26/11 às 15 horas Castêlo da Maia-Bougadense

Depois de uma pausa devido à realização da Taça de Portugal, o Campeonato de Portugal Prio regressa este fim de semana. O Clube Desportivo Trofense desloca-se no domingo, 27 de novembro, ao reduto do Futebol Clube de Pedras Rubras, em encontro da 11.ª jornada da série B.

Recorde-se que no último jogo, o Trofense venceu o Aliança de Gandra, por 4-1, subindo ao 6.º lugar da tabela classificativa, com 13 pontos, menos um que o Aliança de Gandra e S. Martinho. Acima estão ainda Amarante, com 19 pontos, Marítimo B, com 20, e Felgueiras, com 22. P.P.

Bougadense perde em Rio Tinto Foi por 2-0 que o Rio Tinto derrotou o Bougadense. A formação de Santiago de Bougado recebe, este domingo, o Pasteleira. Patrícia P ereira

Juvenis B 2.ª Divisão distrital – série 6 Alfenense 3-2 Bougadense (4.º lugar, 17 pontos) Próxima jornada 27/11 às 9 horas Bougadense-Desp. Aves Iniciados 2.ª Divisão distrital – série 5 Macieira da Maia 7-0 Bougadense (7.º lugar, 9 pontos) Próxima jornada 27/11 às 11 horas Bougadense-Varzim Infantis 2.ª Divisão distrital – série 3 Bougadense 0-4 Gondim-Maia (12.º lugar, 1 ponto) Próxima jornada 26/11 às 13 horas Bougadense-Águas Santas Benjamins Campeonato Distrital Fut.7 – série 3 UDS Roriz 1-7 Bougadense (6.º lugar, 6 pontos) Próxima jornada 26/11 às 9 horas Bougadense-Rio Ave

arquivo

Escola Sub10 Campeonato Distrital Fut.7 – série 4 Bougadense 0-9 Valadares (9.º lugar, 6 pontos) 26/11 Rio Ave-Bougadense

O Atlético Clube Bougadense saiu derrotado do reduto do Rio Tinto, em jogo a contar para a 7.ª jornada da série 1 da 1.ª divisão distrital. Com a derrota, por 2-0, a formação de Santiago de Bougado desceu ao 7.º lugar, com 11 pontos. Para o técnico, Agostinho Lima, este foi “um jogo adverso”, em que fizeram “tudo para ganhar”, mas por “mera infelicidade e alguma aselhice dos jogadores” não conseguiram concretizar o golo. Já o Rio Tinto conseguiu marcar em “dois livres diretos”, um na primeira parte e outro nos descontos. “Depois meteu-se lá atrás e era só chutar para a frente”, mencionou, referindo-se ao adversário. Agostinho Lima declarou que foi o Bougadense quem teve “o controlo do jogo”, assim como “várias situações de golo e de oportunidades”. “Na segunda parte, o adversário não

passou o nosso meio campo. O Bougadense bateu-se bem e esteve bem organizado, só que não conseguimos concretizar. Estávamos em dia não. Podíamos estar ali o dia inteiro que a bola não entrava”, declarou, referindo que está “contente” com “os jogadores, com a atitude e com a organização que tiveram”. O técnico acredita que se o Bougadense tivesse conseguido marcar, o jogo seria “totalmente diferente”, pois “a equipa ia mais para cima e podiam ter mais espaço”. “Mesmo assim conseguimos criar algumas situações, que o guarda-redes conseguiu defender e outras por ineficácia nossa não conseguimos finalizar”, declarou. Pelas 15 horas deste domingo, 27 de novembro, o Bougadense recebe o Pasteleira. Agostinho afirmou que “estão na luta e preparados para conseguir dar a volta à situação”.

Clube Desportivo Trofense Juniores 1.ª Divisão distrital – série 2 (2.º lugar, 19 pontos) Próxima jornada 26/11 às 15 horas Lousada-Trofense Juvenis A 1.º Divisão distrital – série 2 Tirsense 1-0 Trofense (5.º lugar, 22 pontos) Próxima jornada 26/11 às 15 horas Trofense-Folgosa da Maia Juvenis B 2.º Divisão distrital – série 6 Castêlo da Maia 1-1 Trofense (7.º lugar, 14 pontos) Próxima jornada 26/11 às 13 horas Trofense-Rio Tinto

Iniciados A 1.º divisão distrital – série 2 Gondomar 5-0 Trofense (8.º lugar, 13 pontos) Próxima jornada 27/11 às 11 horas Trofense-Infesta Iniciados B 2.º divisão distrital – série 2 (7.º lugar, 7 pontos) Próxima jornada 27/11 às 9 horas Trofense-SC Porto Infantis 11 1.º Divisão distrital – série 2 Trofense 1-1 Desp. Aves (3.º lugar, 21 pontos) Próxima jornada 26/11 às 13 horas S. Martinho-Trofense Infantis 7 Camp. Distrital Futebol 7 – série 2 Trofense 2-1 Custóias FC (9.º lugar, 4 pontos) Próxima jornada 26/11 às 13.15 horas Castêlo da Maia-Trofense Camp. Distrital Futebol 7 – série 3 Trofense 9-2 Castêlo da Maia (8.º lugar, 6 pontos) Próxima jornada 26/11 às 13.15 horas Desp. Aves-Trofense Escolas Sub11 A Campeonato Distrital Fut. 7 – série 2 Trofense 6-2 Novo Colégio da Maia (1.º lugar, 15 pontos) Próxima jornada 26/11 Pedrouços-Trofense Campeonato Distrital Futebol 7 – série 4 FC Felgueiras 1932 0-4 Trofense (4.º lugar, 9 pontos) Próxima jornada 26/11 Trofense-Macieira Escolas Sub 10 Campeonato Distrital Fut.7 – série 4 Trofense 2-4 Desp. Aves (10.º lugar, 0 pontos) Próxima jornada 26/11 Varzim-Trofense Futebol Clube S. Romão Juniores 2.ª Divisão distrital – série 4 S. Romão 0-3 Castêlo da Maia (10.º lugar, 3 pontos) Próxima jornada 26/11 às 15 horas UDS Roriz-S. Romão


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Bougadense B perde pela margem mínima

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Desporto

A equipa B do Atlético Clube Bougadense saiu derrotada, por 1-0, do campo do 1.º Maio Figueiró. Patrícia P ereira

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único golo da partida entre o 1.º Maio Figueiró e a equipa B do Atlético Clube Bougadense surgiu logo aos oito minutos, na marcação de uma grande penalidade. Devido a uma “disputa de bola dentro da área”, o árbitro Carlos Ribeiro marcou um penalti favorável ao 1.º Maio Figueiró, que desta forma venceu a 7.ª jornada da série 2 da 2.ª divisão distrital. Com a derrota pela margem mínima (1-0), o Bougadense B desceu ao 10.º lugar, com sete pontos. José Manuel, técnico do Bougadense B, contou que nesta jornada houve “uma situação nova” – sofrer um golo “muito cedo” - para a qual a equipa tem que “estar preparada para enfrentá-la e resolve-la”. O treinador afirmou que as duas equipas “entraram muito fortes”, mas que o penalti “deixou muitas dúvidas”,

Jogadores “não tiveram a calma necessária para aceitar” certas situações

sendo que, na sua opinião, “a equipa de arbitragem não esteve muito bem e condicionou bastante o jogo”. “Não perdemos por causa do árbitro, mas também por culpa própria por-

que criamos algumas oportunidades que não concretizamos”, explicou. Por outro lado, José Manuel adiantou que, “ao longo do jogo, passaram-se algumas situações” para as

Futsal Amador

Campeonatos concelhios começam este fim de semana É já esta sexta-feira, 25 de novembro, que é dado o primeiro pontapé de saída para uma nova época do campeonato concelhio de futsal amador da Trofa. O escalão de seniores masculinos, que será disputado por 11 equipas, começa este fim de semana o campeonato. Já o de veteranos masculinos, com seis equipas, começa a 2 de dezembro. Ainda não há calendário de jogos para o escalão de seniores femininos, que conta com seis equipas inscritas.

Promovida pela Associação de Futebol Popular da Trofa, a presidente Madalena Azevedo declarou que foi “mais complicado” arranjar equipas para o escalão de seniores femininos, tendo sido necessário “alargar os prazos de inscrições e pedir às associações equipas”. “O futsal concelhio foi um bocadinho abaixo e agora há que levantar novamente. Acho que está a evoluir devagarinho. Ir abaixo é fácil, depois conseguir levantar novamente

1.ª Jornada de Seniores masculinos Covelas-Bairros 25/11 às 21.30 horas, no pavilhão GCR Alvarelhos Team Lantemil-ER Miguel 26/11 às 20 horas, no pavilhão GCR Alvarelhos CRB-S. Pedro Maganha 26/11 às 20.30 horas, no pavilhão CRB ACRABE-Coronado 26/11 às 21.30 horas, no GR Alvarelhos ASAS-GCR Alvarelhos 26/11 às 21.30 horas, no pavilhão CRB

é muito mais complicado”, referiu. Quanto ao campeonato, Madalena Azevedo espera que “tudo corra bem, que não haja muitos lesionados, nem muitos cartões”. “Espero que este campeonato seja um patamar para que no próximo tenhamos mais equipas, principalmente a nível feminino”, terminou. Conheça as equipas que vão disputar esta edição do campeonato concelhio. P.P.

Guidões FC-Coronado 02/12 às 21.15 horas, no pavilhão GCR Alvarelhos ACRABE-Slotcar 02/12 às 22.30 horas, no pavilhão GCR Alvarelhos Seniores Femininos (calendário a definir) Clube Desportivo Trofense Casa do FCP da Trofa Team Lantemil E.R. Miguel

1.ª Jornada de Veteranos masculinos

Guidões FC

Team Lantemil-S. Pedro Maganha 02/12 às 21 horas, no pavilhão CRB

Coronado

quais têm que estar “preparados”, mas que os seus jogadores “não tiveram a calma necessária para aceitar certo tipo de coisas”. Nesse seguimento, Ferreira e Meg acabaram

expulsos nos descontos, de “cabeça perdida”. “Andei o jogo todo a tentar controlar as emoções, mas eles não conseguiram aguentar a pressão e acabaram por ser expulsos”, mencionou. E sendo dois jogadores da “equipa titular”, o técnico vai ter que “reformular algumas coisas” na equipa para a receção ao Codessos, pelas 15 horas deste sábado, 26 de novembro. s duas próximas jornadas vão ser disputadas em casa, no Parque de Jogos da Ribeira, em Santiago de Bougado, e José Manuel espera “pontuar forçosamente”. Mas, garante, “mais importante” que as vitórias é que a equipa “continue a crescer e a evoluir”, pois se assim for “de certeza que a vitória vai-lhe sorrir”. “Estou confiante nisso, mas o futebol é feito de surpresas. Vamos ver se no próximo jogo temos três boas equipas para ajudar o espetáculo”, terminou.

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O NOTÍCIAS DA TROFA 25 NOVEMBRO 2016

Desporto

Passeio TTrofa Femininas do S. Romão eliminadas da Taça de Portugal no sábado A

equipa sénior feminina do Futebol Clube de S. Romão foi afastada da Taça de Portugal, ao ser eliminada pelo Tebosa, em jogo a contar para a 2.ª eliminatória. A partida realizou-se na tarde de domingo, 20 de novembro, no pavilhão desportivo da Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro, em S. Romão, com as romanenses a serem goleadas por 12-0. Vítor Ferreira, treinador do FC S. Romão, diz que o “resultado já era de esperar”, a partir do momento em que soube que a sua equipa ia defrontar o Tebosa, atual campeão da Associação de Futebol de Braga. “Era um jogo difícil, mas dadas as circunstâncias da nossa equipa, em que temos poucas jogadoras e inexperientes, ainda mais complicado se tornaria”, explicou Vítor Ferreira. O treinador considera que o resultado, 12-0, “reflete aquilo que se passou em campo”, num jogo onde

O Passeio Todo Terreno (TT) Trofa realiza-se a 26 de novembro, em S. Martinho e Santiago, na Trofa. A iniciativa começa às 8 horas, com a concentração junto à Câmara Municipal da Trofa, seguindo-se, às 8.30 horas, o briefing. O arranque está marcado para as 9 horas e, às 11.30 horas, há um reforço. O

Romanenses foram eliminadas da Taça de Portugal

o S. Romão “se limitou a defender”, por não conseguir “circular a bola”. Vítor Ferreira considera que agora o que importa é “preparar a equipa para o futuro”. A equipa tem “poucas jogadoras” e algumas estão lesionadas, fazendo com que as inscri-

ções reabram a partir desta semana. A equipa sénior feminina do S. Romão conta, por vezes, com o apoio das juniores. “É interagir entre nós e as juniores para que possamos ir jogo a jogo e tentar fazer o melhor possível”, concluiu. A.M./C.V.

Iniciados do CR Bougado invictos no campeonato

Os iniciados do Centro Recreativo de Bougado (CRB) somaram o nono triunfo, derrotando o Lomba, por 3-5, em encontro da 9.ª jornada da série 2 da 2.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (AFP). Esta época, a formação de Santiago de Bougado só tem vitórias, estando em 1.º lugar, com 27 pontos. No próximo jogo, recebe o Mosteiro FC pelas 11 horas de domingo, 27 de novembro. Resultado diferente teve a equipa de juniores da mesma associação, que perdeu por 2-3 com o JD Gondomar, em jogo da 10.ª jornada da série 2 da 2.ª Divisão da AFP. A equipa, que está em 8.º lugar com 15 pontos, desloca-se ao reduto da AD Lousada – Meinedo, pelas 20 horas deste sábado. Já os juvenis do CR Bougado venceram, por 4-1, o Juventude de Ma-

tosinhos, mantendo o 8.º lugar, com 16 pontos. Na próxima jornada da 1.ª Divisão da AFP, a equipa desloca-se ao FC Unidos Pinheirense, pelas 17.30 horas deste sábado. Também a equipa sénior do CR Bougado somou três pontos frente ao Vila Boa do Bispo, ao vencê-lo por 5-2, em encontro da série 2 da 1.ª Divisão da AFP. O próximo adversário do CRB, que está em 4.º lugar com 12 pontos, é a ARC Moinhos, pelas 22 horas desta sexta-feira, 25 de novembro. No mesmo campeonato, o Grupo Desportivo Covelas venceu o GACER por 3-1, mantendo o antepenúltimo lugar, com seis pontos. Na próxima ronda, defronta Vila Boa do Bispo, pelas 20 horas deste sábado. Já as seniores femininas do Futebol Clube S. Romão vão ter uma jor-

nada de descanso, regressando a 3 de dezembro, com uma deslocação ao Póvoa Futsal Clube, pelas 20.30 horas, em jogo da 13.ª jornada da 1.ª Divisão da AFP. Por outro lado, as juniores da mesma coletividade venceram, por 1-4, o Novasemente GD/Cavalinho, em jogo a contar para a 11.ª jornada do campeonato interdistrital, estando em 6.º lugar com 15 pontos. Também a equipa de infantis do FC S. Romão venceu o Académico Sangemil por 7-4, mantendo o 3.º lugar da série 2 da 2.ª Divisão da AFP, com 15 pontos. A próxima jornada é de folga para os romanenses, que regressam ao jogo a 4 de dezembro frente ao Teibas. Os juvenis da mesma coletividade, a militar na série 2 da 2.ª Divisão da AFP, perderam com o Vila Verde por 4-8, mantendo-se no último lugar, com zero pontos. Na próxima jornada, a equipa desloca-se ao reduto da Escola DC Gondomar, pelas 20 horas deste sábado. Já no escalão de benjamins, na 9.ª jornada da 1.ª fase da série 2 do Campeonato Distrital, o Freixeiro goleou o FC S. Romão, por 6-0. Ainda sem pontuar, a formação romanense tem encontro marcado com a ADCR Caxinas, pelas 15 horas deste sábado. P.P.

almoço vai ser às 15 horas, no Restaurante Julinha. As inscrições têm o custo de 30 euros por pessoa e devem ser feitas através do e-mail: geral@julinha.pt. Vão ser oferecidos brindes e as inscrições estão limitadas a 48 jipes. A.M./C.V.

Corrida/Caminhada solidária para ajudar ASAS e Cruz Vermellha Para ajudar a Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo de Ribeirão e a ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social) de Santo Tirso, a Tesco vai organizar a 1.ª corrida/caminhada solidária. A iniciativa tem lugar a 3 de dezembro, às 16.15 horas, e é organizada pela Tesco, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, da Junta de Freguesia de Ribeirão, Associação de Atletismo de Braga (AAB), da Polícia Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo de Ribeirão. A prova que tem partida e chegada na Tesco e ocorre nas suas ime-

diações, tem 5.5 quilómetros de percurso e é aberta a todos os atletas. As inscrições têm o custo de dois euros mais um bem alimentar para a caminhada e de três euros mais um bem alimentar para a corrida e devem ser feitas até 1 de dezembro, em Corre Famalicão, http://81.90.61.41:2222/ correfamalicao ou no site da AAB, em www.aabraga.pt/. André Martins será padrinho da prova e no final vão ser entregues prémios aos três primeiros classificados de cada escalão e género e às três primeiras equipas, sénior masculino e feminino e veterano masculino e feminino. A.M./C.V.


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Desporto

Escola de Atletismo premiada em Gala da Associação Na Gala de Desporto da Associação de Atletismo do Porto, a Escola de Atletismo da Trofa, assim como alguns atletas, foram galardoados pelos resultados obtidos. Patrícia P ereira

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Escola de Atletismo da Trofa (EAT) e alguns atletas foram galardoados pela Associação de Atletismo do Porto (AAP), pelo “seu desempenho ao longo da época 2015/2016”, durante a 4.ª Gala de Desporto da AAP, que decorreu no domingo, 20 de novembro, no pavilhão municipal da Póvoa de Varzim. António Morais foi distinguido por se ter sagrado duplo campeão nacional de Pista no escalão de veterano, ao vencer a prova de Salto em Comprimento de Pista Coberta e o Pentatlo Pista de Ar Livre. Bruno Sá recebeu o prémio pelo 4.º lugar no Circuito de Atletismo de Pavilhão, Alice Oliveira recebeu o Diploma de representação da Seleção da AAP no Olímpico Jovem Nacional e a Escola de Atletismo pelo

5.º lugar coletivo no Circuito de Atletismo de Pavilhão e de Rua. Também no domingo, a Escola participou no 35.º Corta Mato de Matos Velhos, em Torres Vedras. Em iniciadas, Sandra Sá terminou em 22.º lugar, Mónica Rodrigues em 41.º e Diana Rodrigues em 42.º lugar. A juvenil Alice Oliveira foi a 7.ª classificada, a júnior Catarina Ribeiro 14.º, o sénior Hélder Dias foi 29.º e as veteranas Deolinda Oliveira e Helena Mourão classificaram-se em 4.º e 12.º lugar, respetivamente. Mas antes, no sábado, a EAT marcou presença no Corta Mato de Preparação da Associação de Atletismo do Porto (AAP), que se realizou no sábado, 19 de novembro, na freguesia de Avessadas, em Marco de Canaveses. A Mini Carolina Martins terminou em 2.º posto, enquanto o Ben-

jamim A Henrique Costa foi 3.º e a Iniciada Sofia Santos foi 4.ª. Nesta prova participaram ainda Bruno Silva (Benjamim A), Afonso Oliveira (Benjamim B), Isabel Martins (Benjamim B), os infantis Vânia Sousa, Mariana Costa, Sofia Alves, Fábio Ramos, Luís Oliveira e Nuno Costa e as iniciadas Ana Mota e Joana Martins. Por equipas, a Escola de Atletismo classificou-se em 2.º lugar. Este sábado, 26 de novembro, a EAT vai estar presente no Corta Mato dos 4 e dos 8 e Jovem da AAP, que se realiza no Parque Ambiental de Leça do Balio. Já no domingo, vai participar no Torneio de Abertura de Pista de Ar Livre, que decorre na Pista de Atletismo do Estádio Municipal da Póvoa de Varzim.

Atualidade

JS conheceu projetos da AEBA

No âmbito da Rota do Empreendedorismo, a JS da Trofa visitou a Associação Empresarial do Baixo Ave. Antes, sensibilizou os jovens para o projeto europeu. Patrícia P ereira

AEBA recebeu Rota do Empreendedorismo

A Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA) foi o destino da mais recente visita da “Rota do Empreendedorismo” que a Juventude Socialista (JS) da Trofa realizou na terça-feira, 22 de novembro. Com esta visita, a comitiva conheceu “a realidade e os projetos desenvolvidos” pela AEBA, que foi fundada em 2000 com a missão de “prestar

apoio e representar as empresas a si associadas”. Fonte da JS da Trofa adiantou que “valorizam todos os que os recebem”, mas, neste caso, é “justo salientar a postura de diálogo e as diferentes visões sobre o nosso concelho partilhadas durante a reunião”. “Saímos desta visita com os horizontes ainda mais alargados, o que nos ajudará

certamente a preparar da melhor forma a iniciativa pretendida”, referiu. Já no dia 16 de novembro, a JS da Trofa fez “uma campanha” junto aos alunos da Escola Secundária da Trofa, integrada na iniciativa Action Day promovida pelo PES (Party of European Socialists)”, que desafiou os “jovens socialistas de toda a Europa a dinamizaram as suas estruturas em prol de um futuro com direitos”. “Durante a manhã, centenas de jovens foram abordados e sensibilizados para a pertinência do projeto Europeu”, contou fonte da estrutura trofense, mencionando a presença de Tiago Gonçalves, Secretário-Nacional para a organização da JS. O dia de campanha terminou na estação de comboios da Trofa, com a presença do deputado e Secretário-Geral da JS, João Torres, que se associou a esta iniciativa por “acreditar que muito do que será o futuro do projeto europeu passará pela adesão e intervenção dos jovens socialistas”. O líder da JS Trofa, Amadeu Dias, afirmou, em nota de im-

prensa, que “o objetivo pretendido foi alcançado”. “Acreditamos que conseguimos sensibilizar os nossos jovens para a pertinência e importância de uma Europa emancipada,

coesa e unida, que logicamente se tornará mais forte e capaz de proporcionar um futuro esperançoso a todos”, completou.

JS desenvolveu campanha na Escola Secundária


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Região Cior recebe provas de alunos para serem docentes em Moçambique

Alunos moçambicanos estiveram na Escola Profissional Cior

Alunos moçambicanos apresentaram, no dia 15 de novembro, na Escola Profissional Cior, provas finais de um curso de capacitação pedagógica para a docência nas escolas profissionais de Moçambique. Com o curso, os alunos podem agora ser monitores ou docentes numa área de formação técnica, nas escolas de Moçambique. Este proje-

to surgiu pela falta de recursos humanos necessários à expansão do Projeto das Escolas Profissionais de Moçambique e desenvolve-se no âmbito de um protocolo onde a Cior participa, que envolve os Ministérios da Educação de Moçambique e de Portugal, o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e a Fundação Portugal África, e tem

Iluminação de Natal chega a Santo Tirso em forma de presente

A partir desta sexta-feira, 25 de novembro, as ruas de Santo Tirso vão ganhar outro brilho com a iluminação de Natal. As luzes acendem-se a partir das 18 horas desta sexta feira, com a iluminação de um “presente” de Natal de dez metros, no cruzamento entre o Largo Coronel Batista Coelho e a Rua José Luís de Andrade. O momento, que contará com a presença do presidente da Câmara, Joaquim Couto, Joaquim Couto, e do presidente da ACIST (Associação Comercial e Industrial de Sana coordenação da Universidade Ca- to Tirso), Miguel Rossi, inclui uma tólica do Porto. “Este é um processo em que a Cior, disponibilizando meios e recursos técnicos e formativos, para além fomentar o espírito e a prática da cooperação, constrói pontes e estabelece laços no espaço da lusofonia”, esclareceu José Paiva, diretor pedagógico da Cior. A.M./C.V.

REI JUIZ AVISA... Disse Jesus estais errados não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus, que faz dos fracos fortes e dos sábios ignorantes nada são como os que sobem na minha rede. Mat.22.29.C.11.25-27. 1CO R .1. 2 7- 2 8 . 2 T i m . 3 .15 -17. O S É .7.12 . E Z E . 32 . 3 - 8 . Não há salvação para os pastores, nem para os principais do rebanho Jer.25.35. Todos são cães is.56.11.AP.22.15. Disse Jesus aos apóstolos, vós rejeitai o nome de mestre um só é o vosso mestre eu Cristo e vós sois todos irmãos o maior entre vós será servo de todos o que se exalta será humilhado, quem se humilda será exaltado, Vós sabeis que os governantes das nações têm autoridade sobre elas, não será assim entre vós o primeiro de vós é último o maior de vós é vosso escravo. Eu não vim ao mundo para ser servido mas para servir e dar a minha vida em favor de mundos. Palavra de Deus, eu pedirei contas Deut.18.15-19 Mat.23.8-12.C.20.24-27.C.5.18.C.18-4.Jo.14.23-24.C.12.44-50.C.3.34-36. Estamos no século dos traidores e de muitos profetas enganadores (ateus)e pastores todos lutam contra o caminho da verdade Mat.24.10-14.C.26.3-4.C.27.20-25 ÊXODO.20.13.Jo.9.39.C.14.6.2.Pe.2.1-6.Ap.17.14.C.6.16-17. Como scaparão se desprezaram tão grande salvação. HE.2.3-4C.10.26-31. Ger.25.35.As primeiras dores foram de 1914 até 1975. Mat.24.68.Mar.13.7-8.Lu.21.9. Neste século as últimas dores são terríveis em todo o mundo até à vinda do Rei Juiz. Mat.24.21-22. Mar.13.19-20,31. Lu.21.22-23.Dan.12.1-7.EZE.32.3-8.Ap.6.4,16-17.C.20.11-15.Mat.25.31-46.C.13.41-43. Só os fieis à verdade vencem Ap.3.10.C.17-14.Mat.12.30.C.13.12.Jo.14.6.C.8.51.

curta performance em que é representada, simbolicamente, a chegada de um “presente” de Natal à cidade, que ficará iluminado no cruzamento entre a Rua Sousa Trepa e a Rua José Luís de Andrade. No total, “mais de 650 mil lâmpadas led vão dar brilho ao Natal em Santo Tirso”. Para além do presente, este ano a iluminação de Natal terá como ponto de interesse um pinheiro de 14 metros, colocado na Praça 25 de Abril. As iluminações de Natal em Santo Tirso vão estender-se a 18 artérias da cidade até ao dia 8 de janeiro.


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Agenda Dia 26 9-15 horas: Passeio Todo o Terreno 9-13 horas: Ação de reflorestação, na Quinta da Sardoeira, em Covelas 15 horas: Bougadense B-Codessos 22 horas: Festim da Cadela, no SMED – Quebra Sentidos Associação Cultural Dia 27 FC Pedras Rubras-Trofense 15 horas: Bougadense-Pasteleira Dia 30 21 horas: Assembleia Municipal da Trofa, no auditório Fórum Trofa XXI 21 horas: Concerto solidário “Sorrisos de Natal”, no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa Dia 02 21 horas: Noite de fados do Lions Clube da Trofa, no Restaurante Lina “O Bebedouro”

Farmácias Dia 25 Farmácia Barreto Dia 26 Farmácia Nova Dia 27 Farmácia Moreira Padrão Dia 28 Farmácia Ribeirão Dia 29 Farmácia Trofense Dia 30 Farmácia Barreto Dia 01 de dezembro Farmácia Nova Dia 02 Farmácia Moreira Padrão

Telefones úteis Bombeiros Voluntários Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10 Jornal O Notícias da Trofa 252 414 714 Centro de Saúde da Trofa 252 416 763 // 252 415 520 Centro de Saúde S. Romão 229 825 429 Centro de Saúde Alvarelhos 229 867 060

25 NOVEMBRO 2016 O NOTÍCIAS DA TROFA

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Atualidade

A Torre dos Pequeninos promoveu iniciativa sobre segurança rodoviária D e bicicleta, mota, patins, triciclo ou trotinete, o objetivo era circular num circuito improvisado, para aprender sobre a “Segurança Rodoviária”. Os alunos finalistas do Jardim de Infância do Colégio A Torre dos Pequeninos participaram numa iniciativa promovida pela escola, em pareceria com a Escola Segura da Polícia de Segurança Pública (PSP). O circuito feito para os alunos tinha obstáculos como rotundas, sinais de trânsito, cruzamentos, semáforos, passagem para peões, congestionamento e peões a circular na via e tinham ainda de respeitar as ordens de um agente da Escola Segura da PSP. “O próprio desafio de andar numa ‘via pública’, respeitando as regras de trânsito, que aprenderam previamente, tanto dos automobilistas como dos peões, foi encarado com grande seriedade e responsabilidade por todos”, revelou Helena Costa, educadora responsável pelo projeto.

Os alunos puderam esclarecer, junto do agente da PSP, as dúvidas que tinham em relação às regras rodoviárias, aos comportamentos a adotar na estrada e foram sensibi-

lizados para a importância do uso do cinto de segurança e da cadeira-auto. “Os alunos adquiriram noções das regras básicas de segurança rodoviária, aprenderam a reco-

Necrologia S. Martinho de Bougado Maria de Lourdes Moreira Teixeira Couto Faleceu no dia 18 de novembro, com 63 anos Casada com Vítor Manuel Ferreira do Couto Fernando da Silva Teixeira Faleceu no dia 19 de novembro, com 69 anos Casado com Alice Emília Dias Fonseca Teixeira Maria Teresa Vieira Cova Maia Faleceu no dia 22 de novembro, com 90 anos Viúva de José Nuno Coutinho Maia Moreira de Cónegos (Guimarães) Manuel Fernando Almeida Alves de Abreu Faleceu no dia 22 de novembro, com 72 anos Ficha Técnica

Divorciado Funerais realizados por Agência Funerária Trofense, Lda. Gerência de João Silva

Calendário Deolinda Rosa de Sá Faleceu no dia 14 de novembro, com 96 anos Viúva de Justino Magalhães Cerqueira Santiago de Bougado Maria Gonçalves Moreira Faleceu no dia 15 de novembro, com 87 anos Viúva de Joaquim Ferreira da Costa Ezequiel Vieira de Oliveira Faleceu no dia 21 de novembro, com 72 anos Casado com Maria Alice da Sil-

va Leites Lousado Abel Dias da Silva Faleceu no dia 17 de novembro, com 90 anos Casado com Irondina Susana Livramento Dias da Silva Ribeirão Maria da Conceição Moreira Gomes Santos Faleceu no dia 18 de novembro, com 58 anos Viúva de Zeferino Azevedo Santos Antenor da Silva Santos Faleceu no dia 19 de novembro, com 90 anos Casado com Maria Amélia Gomes de Azevedo Funerais realizados por Funerária Ribeiremse, Paiva & Irmão, Lda

nhecer os perigos da via pública e os cuidados a ter quando circulamos a pé, de bicicleta ou de carro”, concluiu a mesma fonte. A.M./C.V.

Faça a sua assinatura anual e receba, comodamente, o jornal em sua casa Nota de redação Nas edições número 595 e 597 d’O Notícias da Trofa, nos textos intitulados “David Ferreira apresenta livro sobre S. Martinho de Bougado” e “‘Lembras-te José?’ recorda pessoas e histórias”, respetivamente, por lapso mencionamos o nome de Adalmiro Carneiro, quando deveria estar Adalmir Carneiro.

Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (9699) Editor: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas Lda. Redação: Patrícia Pereira (9687), Cátia Veloso (9699), Magda Machado de Araújo (TE1022) , Liliana Oliveira (TP 2436) | Setor desportivo: Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), João Pedro Costa, João Mendes | Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Cátia Veloso | Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda. | Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; | Assinatura em formato digital PDF: 15 euros IBAN: PT50 0007 0605 0039952000684 | Avulso: 0,60 Euros | E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt | Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa - Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 | Nº Exemplares: 5000 | Depósito legal: 324719/11 | ISSN 2183-4598 | Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo | Estatuto Editorial pode ser consultado em www.onoticiasdatrofa.pt | Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.


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Atualidade

Vitral: 15 anos celebrados com um novo espaço A s cores fortes chamam a atenção nas prateleiras da Vitral, que desde 19 de novembro tem uma nova loja na Rua Conde S Bento, na Trofa. No dia em que completou 15 anos de vida a Vitral inaugurou o seu novo espaço com o objetivo de aumentar o leque de produtos a oferecer aos clientes, assim como o espaço para atendimento. Cristina Maia é o rosto da Vitral, que está instalada na cidade da Trofa há 15 anos, e ano após ano foi sentindo “necessidade de crescer para instalações mais amplas, onde pudesse aumentar a oferta de produtos aos clientes, quer em termos de acessórios, malas e vestuário, quer através da introdução de calçado”. Marcas como Valentino, Roccobarrocco, Uug e Hunter podem ser encontradas na loja da Vitral mas a oferta é enorme e diversificada. Desde as peças de bijuteria, passan-

Quase a entrar na época natalícia, Cristina Maia deixa o convite a todos para conhecerem a loja. “Convido a passarem por cá. Tem cá recordações e presentes muito bonitos e com preços para todas as carteiras”. Durante o dia de inauguração muitos foram os que aproveitaram o feriado municipal para conhecer a nova loja e ficar com algumas ideias do que comprar para oferecer neste Natal.

Marcas

do pelos cachecóis e pashminas são algumas das opções que os clientes podem encontrar. Para a responsável da loja, Cristi-

na Maia, as marcas diferenciadoras da Vitral são o atendimento e relação com os clientes. “Faço o que gosto e atendo as pessoas com gos-

3º. aniversário Dia 26 Novembro

to e prazer. Tento primar pela diferença e simpatia no atendimento. A minha loja, às vezes, não é a Vitral, mas a loja da Cristina”, explicou.

Malas: Roccobarocco, Valentino, ToscaBlu, Axel, Lolipops e Vila Nova acessórios. Calçado: Hunter, Ugg, Tosca Blu, Friendly Fire, Keds, Fila e Lolipops. Bijuteria: Bastta, Pertegaz, Lola Casademunt e Anartxy. Biquínis: Ekena Bay


Edição 598 do Jornal O Noticias da Trofa