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28 de novembro de 2013 N.º 449 ano 11 | 0,60 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Atualidade pág. 3

Seis feridos em acidentes

Atropelada com bebé ao colo

Política pág. 6

Atualidade pág. 7

Altronix moderniza Disputa a dois nas Ministério da Defesa eleições do PS Trofa

Atualidade pág. 2

Desporto pág. 15

Rui Pedro Silva garante mínimos para os Europeus

Amianto vai ser retirado da EB 2/3 Napoleão Sousa Marques Atualidade pág.5


2 Atualidade

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28 de novembro de 2013

Amianto vai ser retirado da EB 2/3 Napoleão Sousa Marques Agrupamento de Escolas da Trofa com “60 mil euros” extra no orçamento para retirar, até ao final do ano, placas de fibrocimentos da EB 2/ 3 Napoleão Sousa Marques. Até ao fim do ano, vão ser removidas as placas de fibrocimento dos corredores da Escola Básica 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, que contêm amianto, substância perigosa para a saúde. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, durante as comemorações do 15º aniversário do concelho da Trofa, a 19 de novembro, referindo que a verba disponibilizada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) “é uma vitória para a escola e para as crianças”. Em declarações ao NT, o diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, Paulino Macedo, referiu que “a 15 de novembro” recebeu “via fax e email” uma in-

Agenda Dia 29

poleão Sousa Marques”. A execução física e financeira terá que ocorrer até 31 de dezembro, pelo que o concurso será lançado “o mais rápido possível” para que os trabalhos sejam realizados nas férias de Natal dos alunos. A empresa contratada terá que “promover a remoção e tratamento dos resíduos provenientes da cobertura (fibrocimento), nos termos do previsto na legislação legal em vigor”. “As áreas intervencionadas serão apenas as galerias. Se o montante agora atribuído nos permitir, efetuaremos também o tratamento das estruturas de suporte das placas”, anunciou Paulino Macedo. Questionado pelo NT, Sérgio Humberto, autarca da Trofa, afirmou que “ainda há outro caso” de Placas de fibrocimento vão ser retiradas dos corredores formação da “Direção de Servi- mento de Escolas da Trofa a ver- presença de amianto, “mas numa ços da Região Norte da DGEstE, ba de 60 mil euros destinada à escala completamente diferente”, que indicara à Direção-Geral de remoção das placas de fibroci- na EB 1 de Feira Nova, em S. Planeamento e Gestão Financei- mento das galerias (corredores) Mamede do Coronado. “Temos que ra a distribuição como reforço ao e substituição das respetivas co- tomar diligências para o tirar desOrçamento de 2013 do Agrupa- berturas na Escola Professor Na- se estabelecimento”, frisou. C.V.

AEBA encerrou ciclo de ações temáticas

Savinor e Avicasal promovem Jornadas de Avicultura As empresas Savinor e Avicasal, pertencentes ao Grupo Soja de Portugal - uma das maiores empresas nacionais do setor agroalimentar -, promoveram a 5ª edição das Jornadas Técnicas de Avicultura, que se realizaram no dia 19 de novembro, no Hotel Vouga, em São Pedro do Sul. A iniciativa foi dedicada aos “integrados das empresas” e contou com “algumas apresentações da equipa interna, assim como alguns parceiros da atividade”. Susana Cardão e Lurdes Nogueira abordaram o tema “Sistema de Gestão da Segurança Alimentar ISSO 22000 – sua imFicha Técnica

plementação e impacte”, seguidas por José Carlos Correia, da Querovento, que fez uma apresentação sobre o “Bem estar animal – Licenciamento de explorações”. A segunda parte do encontro foi dedicada ao tema “Ventilação e maneio avícola (vacinação por spray) – impacto económico” a cargo de Serafim Garcia, da Zoetis, e os “Sistemas de incentivo à produção – apoios comunitários” da responsabilidade do professor Realinho, da AJN. O evento encerrou com um almoço com todos os participantes.

“Como utilizar as redes sociais como ferramenta de marketing e comunicação” foi a última ação temática organizada pela AEBA – Associação Empresarial do Baixo Ave -, no âmbito das ações imateriais da candidatura da Requalificação Urbana dos Parques. Na iniciativa, que decorreu no

dia 15 de novembro, o orador Jorge Remondes deu “algumas dicas preciosas” de como utilizar as redes sociais. Já no dia 13 de novembro, o auditório esteve cheio para ouvir o consultor Pedro Pinheiro a abordar a temática “Uns falam de crise, nós fazemos! - Ideias práticas para o sucesso”. P.P.

Concursopremeia melhorbolo-rei Os corredores do Centro Comercial da Vinha vão “cheirar” a Natal, no sábado, com o concurso de bolo-rei, promovido pela Prodoce - Dicas de Festa. Até esta quinta-feira, 28 de novembro, estão abertas as inscrições (através do email dicasprodoce@hotmail.com ou do Facebook em “prodocetrofa”) para a iniciativa, que vai premiar o 1º classificado com um vale de compras de 70 euros na loja. Os participantes podem concorrer com um bolo-rei, com um mínimo de um quilograma, e captar o júri pela decoração, sabor e textura. Todos os bolos deverão ser entregues na Prodoce – Dicas de Festa até às 14 horas de sábado. Óscar Costa, representante da Doce Fruta, Hermano Martins, diretor do jornal O Notícias da Trofa e da TrofaTv, e Paulo Alves, formador de cake design, são os jurados do concurso.

Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (9699) Editor: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira (9687), Cátia Veloso (9699) Setor desportivo: Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Diana Azevedo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), Tiago Vasconcelos, Valdemar Silva, Gualter Cost a Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; Assinatura em formato digital PDF: 15 euros NIB: 0007 0605 0039952000684 Avulso: 0,60 Euros E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa - Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 | Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.

17 horas: Apresentação do livro “Uma escuridão bonita”, na Escola Secundária da Trofa 21.15 horas: Tertúlia “Dialogo em família na era tecnológica”, na Cripta da Igreja Nova, em S. Martinho de Bougado Dia 30 22 horas: Espetáculo do violinista Hélder Magalhães, na Casa do FC Porto da Trofa Dia 01 15 horas: Trofense-Feirense - Alfenense-Bouga-dense - FC S. Romão-Medense 16 horas: Cantata Natal “Adoro Dezembro” pelos Meninos Cantores do Município da Trofa, na Igreja Matriz de S. Mamede do Coronado

Farmácias de Serviço Dia 28 Farmácia Moreira Padrão Dia 29 Farmácia de Ribeirão Dia 30 Farmácia Trofense Dia 01 de dezembro Farmácia Barreto Dia 02 Farmácia Nova Dia 03 Farmácia Moreira Padrão Dia 04 Farmácia de Ribeirão Dia 05 Farmácia Trofense

Telefones úteis Bombeiros Voluntários da Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10 Jornal O Notícias da Trofa 252 414 714


Furtodeválvulacausafugadegás O cheiro intenso a gás alertou populares que passavam no Largo da Feira Nova, junto à Escola Básica de Finzes, em S. Martinho de Bougado, que contactaram de imediato os Bombeiros Voluntários da Trofa, cerca das 9.20 horas desta quarta-feira, 2 de novembro. Chegados ao local, os bombeiros verificaram que existiria uma fuga e contactaram o piquete da EDP Gás, que constatou que tinha sido furtada a válvula de segurança. A via esteve condicionada cerca de meia hora. A Polícia Municipal também esteve no local.P.P./H.M.

Falsoalarmeoriginabuscasnorio

Atropelada com bebé ao colo Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Avó e neto foram colhidos por uma viatura na berma da estrada nacional 14, no Muro, e transportados para o Hospital de S. João, no Porto, em estado considerado grave.

Avó e neto foram atropelados por uma viatura que seguia na estrada nacional 14, na Rua José Moura Coutinho, na freguesia do Muro. Os raios de sol terão dificultado a visão do condutor, que não se terá apercebido da presença dos transeuntes na berma da estrada, acabando por os atropelar. A mulher, de 51 anos, tinha um traumatismo cranioencefálico e a criança, de 11 meses, escoriações na cara e um olho inchado. Foram transportados em estado considerado grave para o Hospital de S. João, do Porto, pelos bombeiros voluntários da Trofa e a equipa do Suporte BáDesconhecidos terão tentado assaltar uma ourivesaria, situada sico de Vida da Maia do INEM. na Rua D. Afonso Henriques, em S. Romão do Coronado. A tentaSegundo testemunhas, a avó tiva de assalto ocorreu cerca das 3 horas do dia 19 de novembro. seguia pela berma da estrada Para tentarem aceder ao interior da loja, terão usado uma viatu- com o bebé ao colo, quando fora, batendo contra a porta várias vezes até a partir completamente. Terá também ficado destruída parte da parede de suporte à montra. Contudo, os assaltantes não conseguiram furtar nada. Ao abrirem as janelas, os moradores, que terão despertado com o barulho, assustaram os presumíveis assaltantes, que terNa Estrada Nacional 14 regisse-ão colocado em fuga sem roubarem nada. tou-se uma colisão rodoviária, no dia 22 de novembro, na Rua das Indústrias, em Santiago de Bougado. Segundo testemunhas, uma carrinha tentava inverter a marcha para o sentido Porto-Trofa, quanUm homem foi detido, pelas 22.30 horas do dia 21 de novem- do um motociclo, que seguia no sentido Trofa-Porto chocou com bro, por militares da GNR da Trofa, por conduzir um ciclomotor a viatura. com uma taxa de álcool de 1.61 gramas por litro de sangue. O O alerta foi dado cerca das indivíduo, de 45 anos e morador em S. Romão do Coronado, foi 14.25 horas e para o local desloconstituído arguido e notificado para comparecer em tribunal no cou-se a VMER de Vila Nova de dia 22 de novembro, não sendo conhecidas, até ao fecho de edição, as medidas de coação aplicadas. Já pelas 3.30 horas de segunda-feira, dia 25 de novembro, um homem foi detido, em Alvarelhos, a conduzir uma viatura ligeira de passageiros com uma taxa de álcool de 1.51 gramas por litro de Nos últimos dias, registou-se sangue. O indivíduo, de 50 anos e morador em Santiago de Bougado, um furto de duas viaturas no confoi constituído arguido e notificado para comparecer em tribunal na celho da Trofa. manhã do mesmo dia, desconhecendo-se, até ao fecho da ediUm BWM 325D foi furtado na ção, as medidas de coação aplicadas. madrugada do dia 22 de novemUma babycoque praticamente nova sobre a ponte para Ribeirão terá chamado à atenção de um transeunte, que deu o alerta para a Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa, pelas 00.25 horas desta quarta-feira, 27 de novembro. Por existir uma suspeita de que alguém poderia ter-se atirado ou caído ao rio, foram acionados os Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT). GNR e BVT patrulharam, em conjunto, as margens do rio Ave, entre a ponte e a Azenha da Barca, em S. Martinho de Bougado. Foi ainda feita uma patrulha no caneiro junto à Azenha do Portela, no lugar de Bairros, em Santiago de Bougado. Como nada foi encontrado e por não existir nenhuma participação por desaparecimento de pessoas, as buscas foram suspensas cerca de duas horas depois. P.P./H.M.

Tentativa de assalto a ourivesaria

Polícia 3

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foto: CM TV

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Acidente aconteceu na Estrada Nacional 14

ram colhidos pelo automóvel. O condutor, de 29 anos, parou de imediato e assumiu ser o autor do atropelamento, justificando o acidente com o intenso sol que lhe terá dificultado a visão e o incapacitou de ver que seguiam pessoas na berma. No local estiveram os pais do bebé, que foram chamados ao local e estavam chocados com o estado das duas vítimas do atropelamento.

A mulher deu entrada no hospital em estado considerado grave e realizou vários exames. Já a criança, que também inspirava cuidados, foi avaliada e está livre de perigo. O condutor foi levado para o posto da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana na Maia, onde foi submetido a um teste de alcoolemia. Não acusou álcool no sangue.

Quatro feridos em despistes rodoviários

Detidos por condução sob efeito de álcool

Famalicão e uma ambulância de socorro com dois elementos dos bombeiros voluntários da Trofa, que o transportaram para a unidade de Vila Nova de Famalicão para o Centro Hospitalar do Médio Ave. Já no domingo, cerca das 4.20 horas, uma viatura que seguia na EN 104, no sentido Santo TirsoTrofa, despistou-se em frente à antiga churrasqueira da Abelheira, em S. Martinho de Bougado e embateu contra o muro.

No local estiveram duas ambulâncias com seis bombeiros da Trofa e a SIV de Santo Tirso. Três feridos foram transportados para o CHMA de Vila Nova de Famalicão. O condutor, de 20 anos, não tinha qualquer ferimento, tendo sido transportado por precaução. Uma jovem, de 18 anos, fraturou o antebraço direito e teve que ser operada e o homem, de 18 anos, teve uma fratura no rádio do braço direito. P.P.

Furto de veículos bro, quando estava estacionado na Rua D. Pedro V, junto ao Minipreço. Já na madrugada de terça-feira, dia 26 de novembro, foi furta-

do um Volkswagen Golf, de cor azul, que estava estacionado na via pública, na Praça Infante de Sagres, em S. Romão do Coronado.


4 Atualidade

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28 de novembro de 2013

Impostos para 2014 aprovados na Assembleia Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Membros da Assembleia Municipal votaram favoravelmente a manutenção dos impostos municipais no máximo. Apenas Paulo Queirós da CDU votou contra e o presidente da Junta do Muro absteve-se. Os impostos municipais no concelho da Trofa vão continuar no máximo em 2014. Depois da aprovação em reunião de Câmara de 7 de novembro, a confirmação foi dada na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, com a aprovação por maioria dos pontos da fixação das Taxas do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) em 0,5 por cento, Taxa Municipal de Direitos de Passagem em 0,25 por cento do valor das faturas de comunicações, participação variável no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) em 0,5 por cento para todos os contribuintes com residência fiscal na Trofa e lançamento de Derrama sobre o Lucro Tributável Sujeito e Não Isento de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), em 1,5 por cento. Pedro Ortiga, membro eleito nas listas do Partido Socialista

(PS), “lamenta” que “não se revele possível” a “redução da carga fiscal”, uma vez que o Município aderiu ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) para “financiar a dívida acumulada desde a sua constituição como Município”. “O PS com sentido de responsabilidade e de coerência que sempre teve e tendo presente a restrição legal existente que impõe a fixação da mesma no seu máximo votará favoravelmente este ponto”, aluiu. Já Paulo Queirós, membro pela Coligação Democrática Unitária (CDU), afirmou que aderir ao PAEL “não trouxe só os milhões para fazer jornadas de propaganda com cerimónias públicas”, mas também trouxe “uma subserviência e uma perda de independência na gestão municipal”, que os fará “penar por muitos anos” antes de conseguirmos voltar a ser “donos dos nossos próprios orçamentos”. “Continua a faltar o esclarecimento de como chegamos até aqui. Como é possível termos um passivo desta dimensão e não haver culpados”, questionou, confirmando que ia votar “contra” de forma a demonstrar “a insatisfação pelas condições que conduziram a esta situação”. Posto à votação, o ponto três

tónomo na Assembleia Municipal deixando assim de estar unido ao PSD, que se constitui também como grupo parlamentar.

Executivo viu todas as propostas aprovadas na Assembleia

foi aprovado por maioria com 24 votos favoráveis do PSD/CDS-PP e PS, uma abstenção de Carlos Martins (presidente da Junta de Freguesia do Muro) e um contra de Paulo Queirós, assim como os pontos cinco - participação variável no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) – e seis - lançamento de Derrama sobre o Lucro Tributável Sujeito e Não Isento de Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC). Sobre a taxa municipal de direitos de passagem para o ano 2014, Nuno Moreira, membro parlamentar do PS, questionou António Azevedo, vice-presidente e vereador do pelouro das Finanças da autarquia, sobre “o que mudou para ter alterado a sua opinião”, uma vez que na Assembleia Municipal de 27 de setembro de 2012 votou “contra” o “mesmo ponto”, por achar a taxa “tão pequena que mais-valia não a receber”, quando era de “conhecimento de todos a obrigatoriedade de colocar no máximo esta taxa em virtude do esforço do Reequilíbrio financeiro que estava a ser feito”. António Azevedo respondeu que “mudou muito”, pois

Seguro e cotas em pagamento no Clube de Cicloturismo A direção do Clube de Cicloturismo da Trofa informa todos os atletas e associados que a partir de dezembro se encontram em pagamento o seguro e as cotas. C.V.

na altura era “presidente da Junta e agora é vice-presidente da Câmara e vereador do pelouro das finanças”. “Votei contra porque estava contra a criação de mais um imposto. Como vereador agora sinto na obrigação de manter o filho. Vocês são os pais e os padrinhos do imposto, nós agora somos obrigados a mantêlo”, explicou. Já Hélder Faria, membro do CDS-PP, esclareceu a “sua posição” sobre os pontos 3, 5 e 6, declarando que “não coloca condicionalismos aos seus votos” e que “o presente voto favorável” dos membros constituem “um voto de confiança e encorajamento” ao executivo municipal, “na certeza que tudo fará para implementar, ao longo do mandato, uma verdadeira política de descida da carga tributária”. “Um efetivo apoio às condições de vida de todos os trofenses e de estímulo à captação de nova população e de empresas empregadoras para o nosso concelho, invertendo dessa forma o declínio a que a Trofa foi vetada sobretudo nos últimos quatro anos”, concluiu. O CDS/PP propôs a constituição de grupo parlamentar au-

Aprovado colocação de passadeiras na EN14 Foi ainda aprovada por unanimidade, a colocação de sete passadeiras na estrada nacional 14 na freguesia do Muro, a colocação de sinalética na Rua Fernão de Magalhães (S. Martinho de Bougado) e a retirada de “lombas” das ruas Padre Alberto Pinheiro Machado e António de Sousa Reis, assim como a “desafetação de um terreno cuja a área é de 65 metros quadrados”, que era “uma antiga ETAR localizada na freguesia de Alvarelhos” e que será vendido pelo “preço por metro quadrado de 50 euros”. Por maioria, com um voto contra de Paulo Queirós e uma abstenção de Carlos Portela (PS), foi aprovada “uma desafetação de um terreno de um antigo canteiro da freguesia de Santiago de Bougado”, com a “área de território de 43,5 metros quadrados com o custo de 70 euros por metro quadrado”. Com 25 votos favoráveis e um branco, foi aprovada a lista apresentada pelo PSD/CDS-PP para os representantes da Assembleia Municipal para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Trofa, constituída por José Magalhães Moreira, Maria de Fátima da Silva, Maria Helena Fontes e Vítor Martins. Já com 19 sim, um branco e um não foi aprovado por maioria a lista ordenada de candidatos a membros da Comissão Executiva Metropolitana do Porto, constituída por Lino Joaquim Ferreira (Primeirosecretário), Avelino José Pinto de Oliveira, Sara Margarida Lobão Berrelha dos Santos Pereira, Luís Miguel Marques Neves e António José Barbosa Samagaio (Secretários Metropolitanos).

Opticalia com angariação de Alimentos De forma a “ajudar as famílias carenciadas, neste Natal”, a Opticalia Trofa associou-se aos Vicentinos de Bougado para dinamizar uma “angariação de alimentos”, a decorrer na loja, situada na Rua Costa Ferreira e Avenida Paradela, em S. Martinho de Bougado. Quem quiser ajudar “basta tra-

zer um quilo” de um bem alimentar e recebe “um vale de 30 euros, com validade de um ano, para descontar em óculos de sol e graduados, não sendo acumulável com promoções ou protocolos”. “A todos os trofenses pedimos que partilhem e comuniquem para assim podermos ajudar o maior número de pessoas”, apelou. P.P.


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Atualidade 5

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Sérgio Humberto está “frontalmentecontra a agregação da Trofa” No período de intervenção do público da Assembleia Municipal, Gualter Costa fez um “conjunto de perguntas” ao novo executivo camarário, liderado por Sérgio Humberto, sendo que a primeira recaiu sobre o “guião para a reforma do Estado do Dr Paulo Portas” relativamente à “possível agregação de municípios”. Gualter Costa questionou qual seria “a posição do executivo” perante “um hipotético cenário de agregação de municípios”. Em resposta, o edil trofense afirmou que “enquanto presidente da Câmara” estará “frontalmente contra a agregação da Trofa com quem quer que seja”, explicando que apesar de “muitas pessoas” acharem o concelho “pequeno”, a Trofa, além de ser “o mais recente do país”, está “entre os 80 municípios maiores do país”. Gualter Costa questionou ainda sobre a localização e a data do início da “segunda travessia” sobre o Rio Ave para “desencravar o trânsito” e que “démarche vai fazer para que sejam rapidamente retomadas as obras” na Escola Secundária da Trofa (EST) e “acabar de vez com os contentores”. Sérgio Humberto respondeu que a travessia seria “um trabalho desenvolvido numa parceria entre a Câmara Municipal da Trofa e a de Vila Nova de Famalicão”, não cabendo “só à Trofa definir a localização” desta travessia, confirmando a realização de “reuniões”. Já quanto às obras na EST, o presidente referiu que são da responsabilidade da “Parque Escolar”, contudo “já foram feitas démarches”. Por seu lado, Joaquim Azevedo questionou o que o executivo “pensa fazer para melhorar as refeições nas escolas” e, neste Natal, “ajudar os mais carenciados”. Quanto aos “pagamentos efetuados pelo financiamento do PAEL aos credores”, perguntou “qual é o montante de dívidas do PSD, do tempo do doutor Bernardino”, e “do executivo do PS”. Joaquim Azevedo quis ainda saber como vão fazer para que “as empresas regressem” e “reduzir o desemprego, com os impostos no máximo”. Quanto às refeições escolares, Sérgio Humberto respondeu que a situação da EST resulta de “um concurso lançado pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares através do Agrupamento”. Já sobre o que se tem passado “nas escolas do primeiro ciclo”, onde a Câmara tem “a dominância e responsabilidade”, o presidente contou que “nem tudo correu bem”. “Foi lançado um concurso que não terminou, foi feito um ajuste direto por um período curto em que a empresa realmente estava a facilitar”, explicou, declarando que “logo nos primeiros dias” foram feitas “todas as diligências com os responsáveis dessa empresa”, relativamente à “questão do pessoal e da quantidade”, já que a “ementa estava bem feita”. Relativamente ao “apoio social às famílias mais desfavorecidas”, o edil mencionou que enquanto no “ano passado foram cerca de 444 cabazes”, este ano “já estão projetados 700 cabazes”, e que a autarquia já “pagou água, luz e rendas” àqueles que “mais precisam”. Relativamente aos pagamentos já efetuados, o edil referiu que da “primeira tranche do PAEL quase dez milhões de euros tem a ver com a dívida quase toda ela feita entre 2001 e 2009”, já a “segunda tranche de 20 por cento mais a terceira tranche de mais 20 por cento tem a ver com dívida praticada pelo anterior executivo do PS”. Já do Plano de Reequilíbrio Financeiro, “uma parte foi para ”, “uma pagar a entidades bancárias” a quem tinham feito factoring “ parte a ver com o anterior executivo socialista e uma pequena parte a ver com o anterior executivo do PSD”. Já para as empresas investirem na Trofa, Sérgio Humberto enunciou “três questões”: “Serem bonificadas na derrama para quem cria postos de trabalho, criação de novas acessibilidades para as empresas escoarem os seus produtos e requalificar a rede viária existente”. Além disso, o presidente asseverou estar “disponível” para “ser um caixeiro viajante” e “ir tentar buscar empresários para investirem na Trofa e com isso trazerem empresas que pagam cá os seus impostos e criem postos de trabalho”. “Se trouxemos para cá empresas, pagam cá os seus impostos, aumentamos a riqueza, mas sobretudo aumentamos os postos de trabalho”, concluiu.

Vereadores da oposição apresentam propostas para o orçamento Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Na última reunião do executivo da Câmara Municipal da Trofa, que se realizou na manhã do dia 21 de novembro, os vereadores do PS apresentaram propostas para serem incluídas no Orçamento de 2014. Cerca de 25 minutos foi o tempo que demorou a última reunião do executivo da Câmara Municipal da Trofa. O período da antes da ordem do dia ficou marcado pela entrega pelos vereadores sem pelouro eleitos pelo Partido Socialista (PS), de uma listagem de sugestões de obras a ter em conta pelo

executivo no próximo Orçamento Municipal de 2014, respondendo ao desafio feito pelo presidente da Câmara na reunião anterior. Da lista, que os vereadores do PS também fizeram chegar à comunicação social, destaca-se a requalificação das estradas nacionais 14, 104 e 318, construção da rotunda na EN14 no lugar da carriça, travessia do Rio Ave, requalificação e ampliação da EB 2/3 Napoleão Sousa Marques e requalificação das escolas básicas de Feira Nova e Esprela e do Jardim de Infância do Giesta. Entre outras, os vereadores propõem ainda a construção de passeios em toda a extensão da EN318, baixa em 50 por cento das rendas para todos os benefi-

ciários da habitação social que tiverem filhos ou idoso a seu cargo e a isenção de renda a todos os que estiverem desempregados. Já no período da ordem do dia, foi aprovada, com três votos a favor e três brancos, os representantes do Município da Trofa para o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas. O município será representado por António Azevedo, vereador do pelouro da Educação, Catarina Ribeiro, coordenadora da Divisão da Educação, e, por cada ano letivo, o presidente da Junta da União de Freguesia do Coronado (José Ferreira), de Covelas (Feliciano Castro), Muro (Carlos Martins) e da União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões (Adelino Maia).

José Maria Oliveira reeleito presidente da FAPTrofa

José Maria Oliveira (à dir.) venceu as eleições da FAPTrofa

A FAPTrofa - Federação das Associações de Pais da Trofa reuniu-se em Assembleia-Geral para eleger os novos corpos sociais para o ano 2014, assim como para a aprovação do Relatório e Contas de 2013. A sessão decorreu na terça-feira, dia 26 de novembro, na Escola Básica e Jardim de Infância de Finzes.

Na Assembleia-Geral foram apresentadas duas listas, uma encabeçada por José Maria Oliveira e outra por José Fernando Martins. Foi eleita a lista de José Maria Oliveira, que é constituída pelos elementos Duarte Araújo (vice-presidente), Lara Santos (tesoureira), António Ramalhete (secretário) e António Ferreira (vogal),

por um voto de diferença (11-10). Foi ainda “aprovado por unanimidade” o Relatório e Contas. O “propósito” da direção da FAPTrofa passa por “cumprir o programa apresentado e que mereceu a sua confiança na votação, tendo sempre como objetivo o bem-estar dos alunos”, segundo contou Duarte Araújo, vice-presidente. P.P.


6 Atualidade

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28 de novembro de 2013

Disputa a dois para as eleições do PS Trofa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Marco Ferreira e Mário Mourão lideram as candidaturas que se vão apresentar a eleições para a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS) da Trofa. Eleições estão marcadas para 7 de dezembro. Um quer “desenvolver um pensamento estratégico para o concelho”, o outro prioriza “um novo ciclo” para “unir os militantes”. A disputa para a concelhia do Partido Socialista da Trofa vai fazerse a dois. Marco Ferreira e Mário Mourão encabeçam as listas candidatas ao partido no concelho, agora que Joana Lima atingiu o limite de mandatos consecutivos, conforme ditam os estatutos. O primeiro, que conta com o apoio da líder cessante, é uma espécie de descendente que, encerrando um capítulo na Juventude Socialista e mantendo-se à frente da Associação Nacional de Jovens Autarcas Socialistas, dá um passo no quadro da concelhia, correspondendo, afirmou, ao “forte apelo” de “militantes mais novos e mais velhos”. “Entendi que poderia agarrar este desafio e fazer um bom trabalho, porque já tenho contacto de alguns anos com a militância de base e quero aproveitar para puxar pelas energias de todos para pormos o partido ao serviço do concelho”, afirmou em declarações ao NT, ga-

rantindo ter “uma estratégia e um pensamento que será positivo”. Nas últimas eleições autárquicas, a população não validou o projeto socialista e, na ótica de Marco Ferreira, é necessário “ter um partido de trabalho e de proximidade, que comece desde já a desenvolver um pensamento estratégico para o concelho”. Com a mudança de estatutos, o mandato na comissão política concelhia do PS alarga-se para quatro anos - em vez de dois como até agora -, mas Marco Ferreira, que apresentou a candidatura no dia 22 de novembro, no auditório da AEBA, garante que a candidatura “não traz agarrado” um candidato à Câmara Municipal. “Obviamente liderando o partido, terei responsabilidades na coordenação desse trabalho, mas não me apresento como candidato, porque falta muito tempo. Antes de discutirmos as pessoas, temos de discutir o projeto e a estratégia, aquilo que o PS acredita ser o rumo certo para o concelho”, frisou. Também Mário Mourão, cuja militância tem tido maior enfoque no distrito, resolveu responder “ao apelo” de “vários camaradas” para liderar um desafio que passa por “unir o partido”. “O partido está dividido por fações e completamente esfrangalhado e eu acho que posso dar o meu contributo para a sua unidade”, salientou. O socialista, que faz parte da comissão política concelhia que

Mário Mourão quer “unir o partido”

está a encerrar funções, garante que a candidatura “não é contra ninguém” e que o opositor “é um bom quadro do partido que não pode ser dispensado do futuro do PS na Trofa”. No entanto, defende que “é momento de se iniciar um novo ciclo”. “Uma das prioridades é tentar sentar todas as sensibilidades internas do partido, no sentido de conseguirmos um consenso com o objetivo de agregar os socialistas para que estejamos prontos para daqui a quatro anos ganharmos a Câmara”, afirmou o socialista que não

tem “em vista” fazer uma sessão de apresentação oficial da candidatura. Mário Mourão também rejeita assumir, para já, a candidatura à autarquia: “Muita água vai passar por baixo da ponte. Faltam quatro anos, o novo executivo ainda agora tomou posse. Seremos uma oposição construtiva, mas sem abdicar dos princípios do PS”. Para além de ter sido deputado nas três últimas legislaturas, Mário Mourão é membro da comissão nacional do PS e da federação distrital do Porto do PS.

Marco Ferreira pretende “puxar pelas energias” da militância de base

Federação exclui militantes da Trofa dos cadernos eleitorais A Federação Distrital do Porto do PS excluiu cerca de 1400 militantes do partido das concelhias de Matosinhos, Trofa e Porto dos cadernos eleitorais, impedindo-os de votar nas eleições internas. Em causa está o alegado pagamento massivo de cotas, consideradas irregulares pela Federação. Na Trofa, foram feitos pagamentos por cheque de cerca de 1800 euros. Tanto Marco Ferreira como Mário Mourão referiram ao NT “desconhecer” de onde partiu a queixa, no entanto o segundo afirmou: “Aquilo que me constou é que houve militantes afetos a outra candidatura a quem lhes pagaram a cota”. Mourão considera que “há procedimentos do partido que têm de ser mudados, para tornar os processos mais transparentes para não se verificar o que acontece nos momentos de eleições, que é a correria no pagamento de cotas”. Já Marco Ferreira adiantou que à data da entrevista “não” tinha feito “uma análise exaustiva” dos cadernos eleitorais definitivos e que “em última análise, os secretários coordenadores é que estão mais atentos à questão da cotização”. O socialista acrescentou que não apresentou nenhuma reclamação relativa aos cadernos eleitorais. A Federação do PS do Porto abriu um processo interno para apurar por que se aceitaram os pagamentos e quem os efetuou será alvo de um processo disciplinar. Outros casos aconteceram em Matosinhos, com a exclusão de 1140 militantes, e em três secções do Porto.

Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado Convocatória Assembleia-Geral Ordinária Nos termos legais dos Estatutos e Regulamento Interno, Convocam-se todos os associados do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, para uma Assembleia-Geral a realizar no próximo dia 06 de Dezembro de 2013 (sexta feira) pelas 21H00, na EB/1JI de Cedões com a seguinte ordem de trabalhos: 1-Apreciação e Votação do Relatório de Contas e Actividades, relativo á época ano de 2013 (período) de 12 de Novembro de 2012 (a 11 de Novembro de 2013 ). 2-Eleição de Corpos Sociais, para o biénio 2014//2015. 3-.30 Minutos para discussão de assuntos de interesse para a associação. Se à hora marcada não se encontrar o número de sócios suficientes, a mesma funciona 30 minutos mais tarde com qualquer número. Santiago de Bougado, 23 de Novembro de 2013 O Presidente Renato Pinto Ribeiro


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28 de novembro de 2013

Empresa da Trofa desenvolve software exclusivo para melhorar processo de inventariação

Altronix moderniza Ministério da Defesa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O Ministério da Defesa contratou à empresa trofense Altronix 51 terminais de leitura de código de barras para otimizar o processo de inventariação dos três ramos das Forças Armadas. Até há pouco tempo, o processo de inventariação - e controlo de stocks - do Ministério da Defesa era feito através da impressão de listagens e verificação manual pelos operadores. Além de demorado, este processo era muito suscetível a erros de identificação de produtos e foi para terminar com este método obsoleto que a tutela decidiu contratar à Altronix uma solução que consistia em terminais industriais de leitura de código de barras, controlados por um software “totalmente desenvolvido” pela empresa da Trofa. Rui Fonseca, responsável da Altronix, explicou que “uma das

Altronix é uma PME Líder e fatura três milhões de euros anualmente

fases mais difíceis” foi a integração do novo software no que já existe no Ministério da Defesa (MD). “Basicamente, tivemos que pôr um software a falar com o outro”, explicou, em declarações ao NT. “Cumprindo com to-

dos os parâmetros solicitados e capaz de ser totalmente personalizado, a usabilidade intuitiva e facilidade de operação foram os principais fatores a ter em conta durante o desenvolvimento da aplicação. Além da possibilida-

de de inventariar o stock, é possível importar uma lista de produtos e quantidades para posterior verificação. Destacamos esta capacidade da aplicação que permite sincronizar o inventário existente com as novas contagens”, explicou Rui Fonseca. Com esta solução, o Ministério tutelado por José Pedro Aguiar-Branco abdica do papel e da caneta e opta por um processo que funciona “de forma centralizada e automática”. “Este é o caminho, pois ao deixarmos o papel deixamos de ter erros humanos, ou seja, a leitura é feita num processo automático, que diminui drasticamente os enganos”, afiançou. Segundo o responsável da empresa, o software Mobilix Stocks foi desenvolvido para 51 terminais de leitura de código de barras e, para 2014, o MD prepara-se para encomendar mais 400 terminais e licenças de aplicação móvel para o Exército. A tutela confirmou, de acordo com o Jornal de Negócios, a aqui-

sição “por ajuste direto, com o parecer favorável da Agência para a Modernização Administrativa, equipamentos de leitura ótica”, para “o Ministério e os três ramos das Forças Armadas”, num contrato com o valor de 45 mil euros. Fundada em 2004, a Altronix é uma PME Líder e fatura anualmente três milhões de euros. Com 20 colaboradores a trabalhar, a empresa tem registado um crescimento do negócio, que obrigou a obras de ampliação. “Vamos passar dos nossos atuais 1100 metros quadrados para dois mil metros quadrados, que vão dar novas condições de trabalho, quer do ponto de vista da investigação, quer da produção. Continua a haver da nossa parte uma grande aposta em continuar a trabalhar bem a partir da Trofa, apesar destes anos tão difíceis, numa conjuntura, por vezes, tão selvagem”, concluiu. A empresa acumulou já 5400 projetos em Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste e Espanha.

MultiOpticas Trofa comemorou 1º aniversário A equipa da MultiOpticas Trofa comemorou no sábado, 23 de novembro, o primeiro aniversário com um lanche, bolo de aniversário e champanhe para os clientes. Amigos, familiares e clientes juntaram-se à equipa da MultiOpticas Trofa, constituída por Vera Freitas, Odete Esteves e Catarina Camelo, para comemorar o primeiro aniversário da loja. Entre a azáfama do trabalho, houve uma pequena pausa para se cantarem os parabéns, comer uma fatia de bolo de aniversário e brindar com champanhe.

Para Vera Freitas, foi com “muita felicidade e alegria” que festejou com “clientes, amigos e familiares” este “dia maravilhoso”. Odete Esteves contou que as expectativas para o próximo ano são “bastante positivas”. “Apesar de toda a gente falar que estamos numa maré muito negra, eu acho que temos que ter um discurso exatamente contrário. Se deixarmos de investir, a economia para. Tem-se que investir e os óculos são um bem essencial, portanto eu acho que vai correr muito bem”, referiu. Tanto para Odete Esteves como para Vera Freitas se o próximo ano for “igual ao primeiro já

Equipa da MultiOpticas da Trofa fez um balanço muito positivo do primeiro ano da loja

é muito bom”, prometendo “continuar a fazer o trabalho da mesma forma”, com “atendimento personalizado”. A equipa agradece a “todos os trofenses” por a ter “acolhido tão bem”, pois sem “eles nada disto era possível”, nem estaria “a festejar com tanta felicidade este

dia”. Recorde-se que durante o mês de novembro, uma roleta andou pelo concelho a oferecer “vários prémios” aos trofenses, desde “óculos de sol, guarda-chuvas, capas de chuva, vales de 50 euros, mochilas, armações até cem euros, entre vários brindes”.

Também a atriz Diana Chaves esteve na MultiOpticas da Trofa, no dia 2 de novembro, para apresentar a nova coleção e nos dias 9 e 16 de novembro, um assador de castanhas esteve em frente à loja a oferecer aos clientes e transeuntes que por ali passavam.


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Noite de Estrelas na Casa do Porto A Casa do Futebol Clube do Porto da Trofa preparou um espetáculo musical para a noite de sábado, dia 23 de novembro. As baixas temperaturas que se sentiram na noite de sábado não impediram cerca de 90 pessoas de passarem um serão cultural, onde a música foi a arte que esteve em destaque. Pelo palco de uma das salas da Casa do Futebol Clube do Porto passaram a contrabaixista trofense Vanessa Lima, o Orfeão de Eiriz (Paços de Ferreira) e a banda metálica Decateto. Armando Martins, vice-presidente da associação, afirmou que este foi um “evento diferente” dos vários que têm sido promovidos. Esta iniciativa, acrescentou, deveu-se “à paixão do presidente Diaman-

tino Silva em trazer cultura à Casa do Futebol Clube do Porto”. Para o vice-presidente, o evento correu “otimamente”, com “uma sala composta”, o que “satisfaz e motiva para que no futuro se façam outras atividades iguais ou parecidas”. “Contrariamente àquilo que se possa pensar, esta casa está aberta não só aos portistas e associados, mas a todo o povo trofense e não só”, mencionou. Armando Martins convida a comunidade para o próximo espetáculo musical do violinista Hélder Magalhães, que vai decorrer pelas 22 horas de sábado, dia 30 de novembro. Uma noite que promete ser “espetacular”, uma vez que Hélder Magalhães “é realmente um ótimo músico e vai deliciar os presentes”. A entrada é livre. P.P.

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Noite Mágica para angariar uma tonelada de arroz Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa dinamiza Noite Mágica, no dia 7 de dezembro, com o objetivo de angariar arroz para o refeitório social “Porta dos Sabores”. No grupo de música “Os Acesos”, Fernando Jorge, Paulino Lima e Joaquim Torres vão cantar temas de Zeca Afonso. Há “momentos de poesia e música” com António Sousa e Ivo Machado, que vão deliciar os presentes com “a sua arte de cantar e dizer poesia”. O grupo de música tradicional portuguesa “A Rapaziada”, que está “sempre a ajudar quem mais precisa”, vai “contagiar com a sua alegria”. Há ainda as atuações da Escola Passos de Dança e da Escola Pé de Dança, que vão “surpreender com bonitas coreografias”. Sem esquecer o “grande momento de fado” protagonizado por Ercília Araújo e Joaquina Rodrigues, com Mário Lima na guitarra e Ricardo Reis na viola. Este é o programa proposto pela delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) que, em parceria com o voluntário

António Moreira, está a organizar a Noite Mágica, que decorre pelas 21 horas do dia 7 de dezembro, no auditório da sede da Junta da União de Freguesias de Bougado, em S. Martinho. A organização convida a comunidade a “fazer magia”, através do “valor de entrada” de “dois quilos de arroz”, que vão permitir “suprir necessidades que têm em dar resposta aos crescentes pedidos que diariamente são encaminhados”. A técnica da CVP, Carla Lima, afirmou que esta necessidade já existe “há muito tempo” devido aos “pedidos crescentes” que chegam todos os dias. “Estamos à espera que as pessoas participem e que adiram, primeiro porque estamos numa época em que as pessoas ficam mais sensíveis e depois porque vão ser pessoas da Trofa a abrilhantar a iniciativa”, declarou. O refeitório social já “passou o limite” de 50 inscritos, servindo, neste momento, refeições diárias a “57 pessoas”. Como o “espaço físico não dá para ter mais pessoas a almoçar”, a direção equaciona “outro espaço”, algo que já “está em cima da mesa

Presidente da Cruz Vermelha e António Moreira convidam comunidade

para discutir”. “Vamos ter que ver como vamos dar a volta à situação, mas cada vez são precisos mais alimentos”, referiu, salientando que “o arroz é importantíssimo”. Para António Moreira, que ambiciona recolher “uma tonelada de arroz”, esta é também uma maneira de “sensibilizar as pessoas”, que “nem se apercebem sequer da dificuldade de muita gente”. “Contribua com o seu donativo trazendo dois quilos ou mais de arroz, para que os mais

desfavorecidos sintam menos a crise que atravessamos. Ajudemnos a ajudar a Porta dos Sabores e a Cruz Vermelha”, apelou. Agentes educativos aprendem sobre os sinais da violência doméstica O porquê da violência doméstica e de género e quais os seus sinais foram algumas das questões debatidas na ação de sensibilização, dinamizada pela delegação da Trofa do Cruz Ver-

melha Portuguesa, no dia 21 de novembro, na EB 2/3 de S. Romão do Coronado, e na qual participaram “63 professores e assistentes operacionais do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas”. A violência doméstica e de género foram os temas que estiveram em debate na ação de sensibilização, que a delegação organizou no âmbito do projeto “A Outra Face”. A coordenadora do projeto, Carla Lima, afirmou que era “importante” falar desta problemática e “tirar algumas dúvidas”, uma vez que “a violência está a crescer” e “os professores sentem isso nas aulas”. Esta foi uma forma de “explicar o porquê da violência doméstica e de género”, para que a comunidade perceba “quando há alguns sinais de que isso acontece” e para que “esteja mais atenta”. Carla Lima fez um balanço “muito positivo” da iniciativa, uma vez que foi “uma sessão participada”. “Estamos a falar de uma sessão pós-laboral em que as pessoas não recebem nada por estarem a participar e tivemos uma afluência positiva”, concluiu. P.P.

Jantar com sabor a fado contou com 150 pessoas Quinta de S. Romão acolheu na noite de sábado, 23 de novembro, o quinto jantar solidário da ASCOR, onde marcaram presença “150 pessoas”, segundo dados da direção. A sede da ASCOR - Associação de Solidariedade Social do Coronado -, situada na Quinta de S. Romão, foi pequena para acolher as “150 pessoas” que se inscreveram no jantar solidário que a direção da instituição organizou em parceria com António Moreira, que garantiu o espetáculo musical de fado.

O presidente, Guilherme Ramos, afirmou que a adesão foi “na linha” do que esperava com o “grosso de participantes habituais”, tendo que recusar mais inscrições e “dizer a alguns amigos que teria que ficar para uma próxima”. Apesar de este ser o quinto jantar solidário organizado este ano, Guilherme Ramos declarou que “desta vez” contou com “o empenho e colaboração do grande amigo da casa”, António Moreira, que fez “questão de convidar amigos fadistas” para tornar o serão mais agradável. O responsável referiu que é

desta forma que a ASCOR “continua a seguir o seu caminho e a fazer face às despesas que vão surgindo”. “O centro de dia não pode, até ao momento, contar com o apoio do Estado e da Segurança Social. Como não tem sido possível, temos necessidade de recorrer a este tipo de trabalho que nos parece que é uma das formas mais nobres de angariar alguns meios, porque estamos a trabalhar e a servir as pessoas que nos ajudam”, mencionou, frisando que no final deste “trabalho anual” espera ter angariado “cerca de dez mil euros, o que é muito bom para ir correspondendo ao investimento”. Sabendo que o Natal é uma “época propícia” à solidariedade, a direção da ASCOR procura “aproveitar a ocasião”, pois o que for angariado “vai contribuir para melhorar as condições de funcionamento e dar mais comodidade a quem a procura”. Guilherme Ramos deu um “grande bem-haja a todo o grupo de trabalho, aos grandes amigos que fazem questão de animar, a quem aderiu e a quem quis ade-

Jantar de 23 de novembro foi o quinto organizado na ASCOR este ano

rir”, sentindo-se “muito orgulhoso e feliz” por poder contar com “gente maravilhosa”, que começou a preparar o jantar por volta das “9 horas”. Ainda no sábado, a ASCOR recebeu a visita do presidente pelas Conferências dos Vicentinos do concelho e da Conferência dos Vicentinos de S. Martinho de Bougado. Guilherme Ramos salientou que uma vez que não há vicentinos em S. Romão, a ASCOR “vai funcionando e cor-

respondendo às necessidades que vão surgindo”. A ASCOR está a pensar organizar um jantar de Natal, que está previsto para o dia “14 ou 21 de dezembro”, onde não deve faltar o “bacalhau e animação”. A ideia da organização é a de convidar os “utentes e familiares, para verem como as coisas funcionam”. Os interessados em participar podem contactar a ASCOR, através do número de telefone 229 863 767. P.P.


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Mulheres vencem Concurso Lusófono da Trofa Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

e também ilustradores” e por essa razão seria “um retrocesso cultural” se este concurso “não continuasse com estes encontros lusófonos”. Além destes prémios foram ainda entregues duas menções honrosas aos contos “A Fita Corde-rosa”, de Odair Varela Rodrigues, de Cabo Verde, e “De Mão cheia num Bolso”, da portuense Sara de Sousa.

No dia em que se comemorou o 15º aniversário da criação do Município da Trofa, a autarquia divulgou os vencedores do Concurso Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo. “Quando eu era pequena, a minha mãe costumava ler-me um livro de um escritor francês muito famoso. Eu nem sempre compreendia bem o que ela lia, mas algumas das frases ficavam a dar voltas na minha cabeça. Mais tarde, acabavam por desaparecer. Havia uma, contudo, que dava mais voltas do que as outras e nunca desaparecia por completo. Era assim: ‘Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos’”. Este é um excerto de “A Menina que queria consertar corações”, obra da autora portuense Sofia Pinto da Silva, vencedora da edição de 2013 do Prémio Matilde Rosa Araújo, no valor de 1500 euros, do Concurso Lusófono da Trofa. A participar pela “primeira vez” neste concurso, Sofia Pinto da Silva “não contava” ser a vencedora, apesar de que quando acabou de escrever a história, achou que era “boa” e ficou com “um bocadinho de esperança”. “Não é para dizer que escrevi uma coisa boa, independentemente de ser eu ou não, a história era boa e estava à espera de ser escrita”, denotou, contando que a história está relacionada com “um dos livros mais famosos, que é ‘O Principezi-

Concurso Lusófono “está a ser avaliado”

Entrega de prémios também marcou aniversário do concelho

nho’”, que tem “frases que a acompanham desde sempre” e que marca “um bocadinho a história”, como a “frase que não saía da cabeça daquela menina”. A entrega de prémios decorreu na Casa da Cultura da Trofa, a 19 de novembro, dia em que o concelho comemorou 15 anos, e contou com um momento musical interpretado pela Orquestra de Violinos da Escola de Paranho. De São Paulo, Brasil, veio a obra vencedora do Prémio Lusofonia 2013, no valor de 400 euros, denominada “O papagaio Manivela e seu Grande Segredo”. Patrícia Cytrynowicz, também estreante neste concurso, “não” imaginava de “jeito nenhum” que fosse uma das vencedoras, contando apenas com uma “menção honrosa”. O Prémio de Melhor Ilustração

Original 2013, no valor de 500 euros, foi entregue à bracarense Sandra Fernandes, que, a participar pela “primeira vez”, teve “uma surpresa” com esta distinção, afirmando que “a inspiração” veio “toda do poema Fadas Verdes” de Matilde Rosa Araújo. Um dos jurados do Concurso, Jorge Velhote, referiu que para “conquistar um lugar notório entre o júri” é necessário “ter uma grande força literária”. “Muitos escritores começam cada vez mais a perceber que escrever para o escalão etário infantojuvenil já não passa por aqueles diminutivos que eu reputo de irritantes e que desfiguram o entendimento. As crianças não esperam isso, elas sempre à espera que nós lhe contemos muito bem o conto”, asseverou. Foi “essa diferença” que se

destacou nos vencedores do Conto Lusófono, que apresentaram “contos mais próximos daquilo que as crianças aguardam que lhes apresentemos”. Já para ser a melhor ilustração, o jurado Pedro Seromenho avançou que esta tem que “ter emoção, sentimento e vida e depois depende do estilo e das técnicas utilizadas”. “Na vencedora desta edição destaca-se a textura, o trabalho de base de lápis, de trabalhado em digital, as cores suaves, os tons de pastel e o figurativo muito próprio da ilustradora que interpreta uma viagem pelos cabelos de uma personagem num azul de mar que nos leva a viajar”, explicou. Para Pedro Seromenho o Concurso Lusófono da Trofa é “sem dúvida” uma “porta ampla e de destaque para jovens escritores

O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, tem “noção” que “depois de estar consolidado”, o Concurso Lusófono da Trofa tem “vindo a colocar-se no cenário do conto infantil a nível não só nacional, mas também internacional”, sendo as “252 participações” uma “prova disso mesmo”. “É uma demonstração de que com pouco dinheiro se consegue levar bem longe a língua portuguesa. Este é um pequeno contributo que o município tem prestado a esta área e que é fundamental, que é a divulgação também da nossa língua e que está implementada no mundo”, evidenciou, salientando que está “satisfeito” por este concurso ser “uma rampa de lançamento” para os participantes que têm sido premiados. Sérgio Humberto confirmou que “será para continuar” o Concurso Lusófono, que “está a ser avaliado” para verificar a possibilidade de “colocar novas dinâmicas”.


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Um quarto das espécies do projeto “100 mil árvores” plantadas na Trofa desde 2011

Voluntários plantaram 550 árvores autóctones Patrícia Pereira Hermano Martins

No âmbito do projeto “100 mil árvores”, cerca de 40 voluntários plantaram 550 árvores no monte de Paradela, em S. Martinho de Bougado, durante o dia de sábado, 23 de novembro. No dia dedicado à Floresta Autóctone, “cerca de 40 voluntários” juntaram-se no Monte de Paradela, em S. Martinho de Bougado, para o tornar mais verde, através da plantação de “550 árvores autóctones”, provenientes do programa Floresta Comum e enquadrada no projeto “100 mil árvores”, promovido pelo Centro Regional de Excelência em educação para o desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto – CRE-Porto. A ação de plantação, que contou com o apoio da ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave -, teve a participação de voluntários da AMO Portugal, Escuteiros de Santiago de Bougado e “alguns membros” da Associação de Moradores da Aldeia de Paradela. Segundo Hélder Magalhães, responsável pela AMO Portugal na Trofa, uma

“Um quarto” das árvores plantadas ao abrigo do projeto estão na Trofa

vez que existem estes programas com o CRE-Porto no concelho, seria “útil” associarem-se a eles, fazendo “uma atividade conjunta”, onde foram plantadas “550 árvores”, essencialmente “autóctones”, sendo que “a maior parte foi cedida pelo CRE-Porto”. Hélder Magalhães afirmou que é “difícil mobilizar as pessoas para aparecerem”, apesar de “hoje em dia ser fácil chegar a muita gente, por exemplo, através do Facebook”. Contudo, ficou “contente”, porque “apareceram 40 pessoas que fizeram um

ótimo trabalho de voluntariado, bastante altruísta”. Quem também esteve nesta ação de plantação foi Marta Pinto, mentora do projeto “100 mil árvores”, que declarou que dos 14 municípios aderentes foi na Trofa onde plantaram “mais árvores”, por ter “umas áreas excelentes” e “equipas técnicas que já estão muito vocacionadas para esta componente florestal”. “Creio que um quarto das nossas árvores estão plantadas na Trofa”, referiu. Uma situação que, segundo Hélder Magalhães, é “gratificante” e “tem que deixar toda a gen-

Dia Nacional do Pijama

Mais de 160 crianças foram de pijama para a escola Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Em mais de 142 mil crianças que foram de pijama para a escola no dia 20 de novembro, 163 são da Trofa. “Cento e sessenta e três”. Este foi o número de crianças da Trofa que no dia 20 de novembro foram de pijama para a escola. Num total de “11 salas de aula”, aderiram a esta causa o Centro de Apoio Social de Santiago, no lugar da Lagoa, em Santiago de Bougado, a Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coronado, e o Jardim Infantil Coração de Jesus, em S. Mamede do Coronado. Este número está integrado no universo de “142.500 crianças”, pertencentes a “8700 sa-

las de 252 concelhos”, que, em todo o país, foram de pijama para a escola em nome de “uma grande causa”, que é o de “uma criança ter direito a crescer numa família”, promovendo, desta forma, o acolhimento familiar de crianças, no nosso país. O Dia Nacional do Pijama, que já vai na segunda edição, integra a Missão Pijama, uma iniciativa da associação Mundos de Vida, sediada em Lousado, Vila Nova de Famalicão, que pretende “sensibilizar todos os portugueses para a necessidade de se encontrar uma alternativa familiar para as crianças institucionalizadas, indo ao encontro das boas práticas internacionais”. Irem de pijama para as escolas é uma forma de “chamar a atenção das pessoas grandes (e do país “distraído”) que é possível

fazer diferente e fazer melhor”. O pijama simboliza os “momentos em família pela cumplicidade, pelo livro que se conta à noite, pela ternura, pelo aconchego”. Durante três semanas, muitas atividades são desenvolvidas nas escolas, a partir de um kit educativo que foi enviado, todas ao redor da causa “uma criança tem direito a crescer numa família”, que consta no livro infantil “Segredo dos Sabonetes”. Para além de “milhares ‘escolas pijama’”, já existem “dezenas de ‘concelhos pijama’” e também “algumas ‘empresas pijama’” que aderiram a esta causa e estão a trabalhar com a Mundos de Vida para se sensibilizar o país e, desta forma, promover “um clima que favoreça o desenvolvimento do acolhimento familiar em Portugal”.

te contente, não só quem planta, mas quem vive no concelho”, pois o concelho passa a ter uma “floresta muito válida e alguns parques, como no Monte de Paradela, que têm um espaço muito bonito para usufruir em família ou com amigos”. Projeto das 100 mil árvores com “11.600 horas de voluntariado” Nestes “últimos dois anos”, o projeto está a intervir em “cerca de 14 municípios da Área Metropolitana do Porto, entre os quais a Trofa”, tendo envolvido

“algumas centenas de voluntários” que plantaram “25 mil árvores”. No total já foram contabilizadas “11.600 horas de voluntariado”, em “ações de plantação, manutenção e recolha de sementes”. “Queremos que este projeto não seja esporádico e pontual. Se o nosso objetivo é criar floresta e bosques nativos, temos que nos envolver em todos os momentos da sua criação e manutenção, fazendo a recolha de sementes, a plantação das árvores, que já vêm germinadas dos ribeiros, e desenvolver ações de manutenção e monitorização”, asseverou, declarando que voltam “aos locais onde houve plantação para aferir qual é a taxa de sobrevivência”. Para Marta Pinto tem “sido fácil” mobilizar as pessoas, mas é necessário “muito mais pessoas para cumprir o objetivo ambicioso” de plantar 100 mil árvores até 2016. No entanto, a mentora está “feliz com o acolhimento” do projeto, salientando que “este trabalho não existiria se não tivessem as equipas de profissionais”, como os “gabinetes florestais das autarquias, as associações florestais, que intervêm em cada território, e as equipas de sapadores florestais”.

“Diálogo em família na era tecnológica” “Venha tomar um chá à conversa com o Dr. Abel Magalhães”. A Pastoral Familiar da Paróquia de S. Martinho de Bougado está a organizar uma tertúlia subordinada ao tema “Diálogo em família na era tecnológica”, que terá como orador Abel Magalhães. A tertúlia vai decorrer pelas 21.15 horas do dia 29 de novembro, sexta-feira, na Cripta da Igreja Nova, em S. Martinho de Bougado. Abel Magalhães, personalidade “conceituada no meio académico e especialmente na área da psicologia”, é detentor de “um testemunho de vida cristã profundo, mais-valia que possibilitará uma ótima reflexão acerca da vida em família na era tecnológica”, adiantou a organização. P.P.

Festas de Natal no Cidnay Para a época natalícia, a partir de 19,80 euros, consegue menus, com bebidas incluídas, no Hotel Cidnay. Além disso, há uma oferta de um voucher de Cocktail Cidnay, a utilizar durante o mês de janeiro de 2014, a todos os participantes. Já nos dias 13, 14, 20 e 21 de dezembro, o Restaurante Dona Unisco terá um bufete especial de Natal com diversas saladas, acepipes, mesa regional, dois pratos quentes e um bufete de sobremesas de Natal pelo preço de 22,50 euros, sem bebidas.


28 de novembro de 2013

Vencedor do Prémio Saramago 2013 na Trofa para apresentar novo livro

Atualidade 13

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“Boa casa” no Encontro de Tunas

Boa disposição, musicalidade, muita alegria, jovialidade e camaradagem são características muito próprias das tunas académicas e das suas atuações em palco. Foi o que aconteceu na noite de sábado, no palco do salão paroquial do Muro, que acolheu o primeiro Encontro de Tunas, organizado pelo grupo Juventude Sem Fronteiras do Muro (JSF Muro), e no qual participaram a DESPOR TUNA - Tuna Feminina da Faculdade de Desporto da Universidade, CUCA - Tuna da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, PIKATUNA - Tuna Feminina da Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria, TFP - Tuna de “Adoro Dezembro! Querem mais motivos? Pois beijem os vos- Farmácia da Universidade do Porsos filhos e avós, apertem-nos tanto que vos doam os braços, E to, CANTUNA - Tuna Feminina da olhem-nos bem, Intensa e longamente, Até decorar-lhes os braEscola Superior de Educação do ços”. Ao som de melodias e letras de Mário Alves, os Meninos CanPorto e a TAESAD - Tuna Acadétores do Município da Trofa sobem ao palco este domingo, 1 de mica da Escola Superior de Artes dezembro, para interpretarem a Cantata de Natal “Adoro Dezeme Design de Matosinhos. bro”, na Igreja Matriz de S. Mamede do Coronado, pelas 16 horas. Apesar da noite fria, muitas Recorde-se que Mário Alves venceu o Prémio Matilde Rosa foram as pessoas que contribuíAraújo 2010 do Concurso Lusófono da Trofa com o conto “Amílcar, ram para o grupo de jovens e asConsertador de Búzios Calados”, tendo-o composto em música “exclusivamente” para os Meninos Cantores, assim como fez agora com esta Cantata de Natal. A estreia da Cantata aconteceu no dia 17 de novembro, no âmbito das comemorações do 15º aniversário do município da Trofa, e já esteve em palco na Igreja de S. João Baptista de Guidões, no dia 24 de novembro. P.P. O auditório da Escola Secundária da Trofa vai ser palco da apresentação do livro “Uma escuridão bonita”, do escritor angolano Ondjaki, que se realiza na sexta-feira, 29 de novembro, a partir das 17 horas. O autor vai apresentar o conto mais recente que retrata “uma das muitas noites em que falta a luz em Luanda, e em que dois adolescentes ensaiam o seu primeiro beijo, mas este primeiro beijo precisa de muitos ensaios, de muitos momentos de aproximação e afastamento, de certezas e de inseguranças”. Ondjaki, escritor e poeta que nasceu em Luanda em 1977, já esteve na Trofa por “duas vezes”, tendo participado nos anos de 2005 e 2009 no Encontro Lusófono de Literatura Infantojuvenil e, este ano, foi o vencedor do Prémio José Saramago 2013, com o romance “Os Transparentes”, publicado em 2012 e que procura fazer um retrato de Angola.P.P.

Meninos Cantores interpretam Cantata de Natal “Adoro Dezembro”

Tunas animaram noite no salão paroquial do Muro

sistiram a um espetáculo cheio de boa disposição. Rui Carvalho, presidente do grupo de jovens desde “finais de maio”, contou que esta iniciativa tinha como objetivo a angariação de fundos para a viagem a Jerusalém, em maio de 2014, que estava a ser organizada juntamente com o Movimento Juvenil Giofrater FMNS. Só que, “há pouco tempo”, o grupo foi informado que a viagem “tinha sido cancelada” por

falta de elementos inscritos e como o Encontro “já estava agendado, optou-se por mantê-lo” e usar o dinheiro já angariado para “organizar uma viagem a Taizé ou, se não der, doar à freguesia”, para ser usado, por exemplo, para “obras no salão”. Rui Carvalho garantiu que o destino das verbas será “decidido dentro de dias”, em conjunto com o pároco da freguesia, Rui Alves, e o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Martins. P.P.

Músico trofense na Orquestra Filarmónica de Malta

Vida de Álvaro Cunhal em exposição

Através de “fotografia, audiovisuais, documentos, objetos, livros, desenhos, pinturas, reconstituições e escultóricas”, a Comissão das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal vai prestar uma homenagem ao político, que, “no século XX e na passagem para o século XXI” foi, em Portugal, a “personalidade que mais se destacou na luta pelos valores da emancipação social e humana, com forte projeção no plano mundial”. “Vida, pensamento e luta: exemplo que se projeta na atualidade e no futuro” é o nome dado à exposição sobre Álvaro Cunhal, que será inaugurada este sábado, 30 de novembro, no Centro de Alfândega do Porto, onde estará patente até ao dia 15 de dezembro. A exposição aborda o percurso de “uma vida inteiramente dedicada ao seu partido de sempre (PCP), à luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo”. Para dar conhecimento desta exposição, os elementos do Partido Comunista Português (PCP) da Trofa foram ter com os trabalhadores da Preh da Trofa, na tarde de terça-feira, 26 de novembro, para entregar os prospetos sobre a luta de Álvaro Cunhal. Segundo um dos elementos, Martins Lobo, dada “a figura que é” entenderam que deviam ir onde normalmente vão: “Junto dos trabalhadores”, a “causa” que Álvaro Cunhal “abraçou”.P.P.

João Gonçalves garante que foi o contrabaixo que o escolheu e não o contrário. Foi na prova de aptidão da ARTAVE (Escola Profissional Artística do Vale do Ave), que revelou habilidade para o instrumento, que foi ao encontro da sua preferência por sons graves. Começou a estudar música aos 12 anos e como “passos mais importantes” no percurso artístico teve a conclusão do curso profissional na ARTAVE, a entrada na Universidade do Minho, no Curso de Música, e a participação na Fundação Orquestra Estúdio Capital Europeia da Cultura 2012 – Guimarães. No entanto, o salto na carreira estará para breve, quando ingressar na Orquestra Filarmónica de Malta. “Esta oportunidade surgiu graças aos laços criados em Guimarães 2012, na Fundação Or-

questra Estúdio, na qual se reuniram músicos de várias nacionalidades europeias e foi aí que conheci Aureliano Balducci, que atualmente é segundo violetista na Orquestra Filarmónica de Malta. Esta aceitou a indicação do meu nome para preencher a vaga de contrabaixista”, contou. Com a nova experiência, João Gonçalves espera “estudar, aprender e crescer a nível musical e aprofundar as diversas culturas em que tenha, ou possa, vir a ter contacto”. Na Trofa, o músico é membro da Orquestra Ritmos Ligeiros, desde 2007, na qual participa “ativamente”. “É uma associação musical que eleva a qualidade cultural na Trofa desde a sua fundação”, refere. Em 2011, foi convidado para fazer parte do corpo diretivo da or-

João Gonçalves é contrabaixista

questra. Nos primeiros passos internacionais, João Gonçalves cimenta a carreira que não é feita por paixão, mas “por estar bem preparado neste campo”, porque “as paixões são voláteis, a arte não”. C.V.


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28 de novembro de 2013

Etnográfico de Santiago assinalou 8º aniversário Patrícia Pereira Cátia Veloso

O Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado festejou o 8º aniversário no dia 16 de novembro, com um lancheconvívio. “Temos feito o que é possível e levado bem longe a bandeira da nossa freguesia e do nosso concelho”. Nas comemorações do aniversário do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, o presidente Fernando Monteiro fez um balanço “positivo” dos oito anos de vida da coletividade. No dia 16 de novembro, os elementos do Rancho e direção celebraram esta data com uma missa na Igreja Matriz de Santiago de Bougado, seguindo-se um lanche com castanhas, figos e jeropiga, na escola básica de Cedões, na mesma freguesia, que foi animado pela música dos Cantos d’Outrora. O bolo de ani-

versário também não faltou, acompanhado pelo espumante. O presidente do Rancho está satisfeito pelo trabalho desenvolvido ao longo destes oito anos, em que se tem feito “o que é possível, contribuindo para as festas da freguesia, através dos protocolos com a Câmara Municipal da Trofa e Junta de Freguesia”. Para o futuro, Fernando Monteiro espera uma “continuação” do que tem sido o projeto, contando já com “bastantes saídas” para a próxima época com “12 confirmadas” e o “festival concelhio”. No dia 6 de dezembro, a direção do Rancho Etnográfico vai a eleições. O presidente declarou que “já quis entregar” a pasta, mas “a pedido” dos elementos está em condições para “continuar”. Nos próximos meses, o grupo vai “bater a sapatilha” e percorrer a freguesia no habitual “porta a porta” a cantar as janeiras, “único meio de angariação de fundos” do Rancho. Para o dia

Cerca de 40 pessoas marcaram presença na festa

12 de janeiro de 2014 está marcado um Encontro de Janeiras, que vai contar com as atuações do Rancho Etnográfico da Touguinha (Vila do Conde), Rancho

Folclórico de Gens (Gondomar) e Rancho Etnográfico de Coimbra, que, segundo Fernando Moreira, é o que “melhor canta a nível nacional”.

O festival do Rancho Etnográfico está previsto para o dia “19 de julho, no Adro da Capela da Senhora da Livração”, local que o viu nascer.

Um ano de Danças e Cantares do Vale do Coronado Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Apesar da resistência da população, o Grupo Danças e Cantares do Vale do Coronado começa a cimentar um lugar no panorama cultural da Vila e do concelho da Trofa. Foi uma festa de arromba a que marcou o primeiro aniversário do Grupo Danças e Cantares do Vale do Coronado. Cerca de centena e meia de pessoas encheu um dos salões da Quinta de S. Romão, no dia 16 de novembro, para festejar as conquis-

tas de um projeto que está a dar os primeiros passos. “Foi um ano muito atribulado. Conseguimos trajar o grupo, as pesquisas não pararam e tivemos várias saídas, representando a Trofa, em particular S. Romão e S. Mamede do Coroando, no Norte e no Centro do país”, explicou ao NT Ricardo Oliveira, presidente do grupo. O batizado do Grupo, na Capela de S. Bartolomeu, a 12 de maio, a participação na ExpoTrofa e o primeiro festival foram alguns dos momentos mais marcantes da associação que atualmente trabalha para se tornar “membro efetivo da Federação do

Magusto no Rancho Folclórico junta componentes, familiares e amigos Cerca de cem pessoas reuniram-se na sede do Rancho Folclórico da Trofa para assinalar o S. Martinho com o tradicional magusto. Para além dos componentes do grupo – cerca de 50 – também familiares e amigos próximos se associaram à festa, à qual não faltaram as castanhas, os enchidos e as fêveras assadas. Fernando Jesus, presidente do Rancho Folclórico, quis dar sequência à tradição para dar um “rebuçado” aos elementos, para que se sintam preparados para enfrentar mais uma época. “Quis incentivar para uma época que se espera difícil, principalmente em termos financeiros, e que passa por todas as associações”, explicou. Na época festiva, o rancho vai percorrer as ruas da cidade para cantar as janeiras e, no fim, promover uma Ceia de Reis. C.V.

esse sentimento tende a esbaterse. “Com o desenvolvimento do projeto, a situação tem mudado e as pessoas têm-nos recebido melhor e têm-se identificado com aquilo que fazemos”, explicou. No período festivo, a coletividade, que é apadrinhada pelo Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, vai cantar as janeiras pela Vila do Coronado e participar no espetáculo de Reisadas, promovido pela autarquia.

Festa de aniversário muito animada

Folclore Português”. “O processo está em curso, as músicas e o portefólio vão ser apresentados à Federação, que esteve cá recentemente para nos dar algumas coordenadas do que teríamos que fazer. Eu creio que, se continuarmos a seguir as pesquisas e aquilo que nos tem sido dito pelos mais velhos, o grupo tem pernas para andar”, asseverou Ricardo Oliveira, que também relembrou a Feira do Século XIX promovida pela coletividade. Com 45 componentes, dos 15 meses aos 82 anos, o Danças e

Cantares do Vale do Coronado é um projeto que, na ótica de Ricardo Oliveira, “tem superado todas as expectativas”. Os laços que se criaram entre os membros é outro dos aspetos que identificam o grupo. “Eu já tenho 27 anos de folclore e nunca tive uma família como esta”, sublinhou. Mas nem tudo foram rosas. Ricardo Oliveira recordou que, inicialmente, achava que os elementos do grupo “eram personas non gratas e um alvo a abater” na Vila do Coronado, no entanto


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Rui Pedro Silva garante mínimos para Europeu mas critica Federação

Clube Slotcar da Trofa no pódio do Campeonato do Mundo Depois de o Clube Slotcar da Trofa ter sido campeão do Mundo em 2012, o título regressou a Espanha, após a equipa de Palau ter vencido a 9º edição da competição “Ninco World Cup”, que se realizou no domingo, dia 24 de novembro, em Cascais. Durante seis horas, e sob um “traçado especialmente montado para a competição”, a prova foi “extremamente renhida, fruto da qualidade dos participantes”, e teve “muita emoção”. A formação espanhola do Palau reconquistou o título de campeão do mundo, com “um total de 1556 voltas”, depois de o ter perdido no ano passado para a equipa da Trofa. O pódio ficou composto pelo GT Team, de Braga, com um total de “1544 voltas”, seguida do Clube Slotcar da Trofa, com “1541”. A coletividade trofense levava “legítimas expectativas, não são pelo êxito obtido em 2012”, como também pela “sua larga experiência”, nesta que foi a “sétima presença em fases finais”, fruto do apuramento nacional. O clube esteve representado por Rúben Almeida, Filipe Cruz e João Vilas Boas. P.P.

Atletas do CEAT convocadas para os treinos da Seleção Nacional Ana Rita Pereira, Aurelie Mariani, Elisabete Matos, Janete Sousa, Marta Ribeiro e Naida Mariani foram as seis atletas do CEAT - Clube Estrelas Aquáticas da Trofa – que foram convocadas pelo selecionador nacional Miguel Pires para os treinos de preparação para o Torneio de Qualificação do Campeonato Europa de 2014, agendados para 7 e 8 de dezembro, nas piscinas do Clube Fluvial Portuense e Campanhã. Quanto às competições, a equipa sénior feminina de polo aquático venceu o Lousada, por 16-6, em jogo referente à 5ª jornada da 1ª Divisão do campeonato nacional, estando isolada no 1º lugar da tabela. Pelo CEAT marcaram Elisabete Matos (3), Catarina Araújo (2), Rita Pereira (3), Ana Cristina (1), Aurelie Mariani (2), Diana Almeida (1), Flávia Pacheco (1) e Naida Mariani (3). Já nos dias 23 e 24 de novembro, decorreu o Torneio Regional de Fundo para o escalão de infantis, na Piscina do Clube Fluvial Portuense, onde o CEAT esteve representado por Diogo Silva e Beatriz Silva. Em infantis B, Diogo Silva foi 19º nos 100 metros livres, 23º nos 100 metros costas e 16º nos 200 metros estilos. Já na prova de 200 metros livres foi desqualificado por falsa partida. A nadadora Beatriz Silva terminou em 34º lugar nos 100 metros livres e em 25º nos 200 metros livres. P.P.

presentarão o país. Dulce Félix é outro dos nomes sonantes do lote de 24 elementos que vestem a camisola da seleção nacional na Suécia. Na prova de Amora, Rui Pedro Silva teve uma vitória folgada, ao terminar os 10 quilómetros em 31 minutos e 31 segundos, com 17 segundos de vantagem sobre o sportinguista António Silva e 19 sobre Luís Pinto, também do Sporting. Rui Pedro Silva representa Portugal nos Europeus

O atleta Rui Pedro Silva vai representar o país nos Europeus de Belgrado, a 8 de dezembro. O atleta trofense Rui Pedro Silva venceu de forma folgada o 24º Cross Cidade de Amora, que se realizou no domingo, que serviu de seleção das equipas nacionais ao Europeu, que se realiza em Belgrado, no dia 8 de dezembro. No final da prova, o maratonista chegou a ameaçar abdicar da presença na prova internacional, queixando-se da falta de apoio da Federação Portuguesa de Atletismo. “Agora irei falar com o meu treinador (João Campos), para decidirmos se vale a pena

ir ao Europeu tanto mais que o único apoio que recebo é o do meu clube (Benfica). A Federação não me liga nem me apoia. Nem a mim nem aos outros”, afirmou, em declarações à comunicação social. O atleta assinalou ainda falta de “apoios médicos no Porto” e “financeiros”. “Quando só temos apoio do clube, temos de representá-lo. Até parece que pretendem que as equipas paguem para os atletas correrem pela seleção nacional”, acrescentou. No entanto, no dia seguinte, a Federação publicou a lista de selecionados para o Europeu de Corta-Mato, onde figurava o nome de Rui Pedro Silva nos quatro seniores masculinos que re-

Mínimos para os Europeus de Zurique O 3º lugar, com 2h13m11s, na Maratona do Porto, a 3 de novembro, deu os mínimos ao atleta trofense para os Europeus de Zurique, que se realizam no próximo ano. Rui Pedro Silva não conseguiu fazer com que a 10ª edição da prova tivesse um vencedor português. O queniano Josh Mutais levou a melhor, com 2h13m04s, com três segundos de avanço sobre o etíope Getachew Abayu e sete sobre o Rui Pedro Silva. Chaltu Waka venceu a prova feminina, com um tempo de 2h40m44s, enquanto Rosa Madureira foi 4ª classificada, e melhor portuguesa, com 2h43m14s. C.V.

Bougadense em dose dupla no atletismo A atleta infantil Alice Oliveira esteve em destaque no Atlético Clube Bougadense, no torneio de abertura de pista da Associação de Atletismo do Porto, que decorreu no sábado, no Estádio Municipal da Maia, ao conseguir terminar em 1º lugar na sua categoria, nos mil metros. A marca de três minutos e 15 também permitiu acabar à frente das atletas iniciadas, sendo apenas batida por duas corredoras que, em janeiro, sobem a juvenis. Por seu lado, Rui Rocha ficou em 3º lugar em iniciados, nos mil metros, com dois minutos e 57 segundos, ficando atrás de dois atletas que no início do próximo

ano sobem de escalão. O colega Tiago Sá terminou no 11º posto. Em benjamins B femininos, Ana Mota foi 3ª classificada, enquanto Joana Martins foi 6ª nos 50 metros planos. No escalão de iniciados femininos, Sara Faria conseguiu o 3º lugar nos 60 metros planos, Sara Armada concluiu a prova de 60 metros barreiras na 7ª posição e Ana Silva foi 6ª no salto em altura e 4ª nos mil metros. Sofia Maia conseguiu o 4º posto nos 60 metros barreiras, em juvenis, enquanto Cátia Ferreira não foi além do 12º lugar, nos 60 metros planos. No escalão de juvenis mascu-

linos, nos 60 metros planos, participaram João Gomes (4º), Sandro Nogueira (8º), o último que também conseguiu o 6º posto no salto em altura. No domingo, o Bougadense participou no 4º Cross de Airão, em Vila Nova de Famalicão. Alice Oliveira (iniciados) e Deolinda Oliveira (veteranos) foram as mais bem classificadas ao subirem ao lugar mais alto do pódio. Rui Rocha (3º) e Tiago Sá (12º), no setor masculino, e Ana Silva (5ª), no feminino, participaram no escalão de iniciados, enquanto em benjamins femininos Joana Martins foi 19ª classificada e Ana Mota 24ª. C.V.


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28 de novembro de 2013

Trofense vence pela primeira vez em casa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Num dos primeiros jogos decisivos para abandonar o último lugar da 2ª Liga, o Trofense saiu vencedor. Mateus Fonseca marcou o único golo do triunfo sobre o Académico de Viseu. Um tanto ao quanto depenada, a fazer lembrar um início de época conturbado, a galinha preta foi largada dentro de campo por alguém crente que o oculto pode desfazer o enguiço e dar um empurrão ao plano desportivo numa fase do “tudo ou nada” para o Trofense. Num encontro que se esperava emocionante pela necessidade de pontos de ambas as equipas, a verdade é que o jogo não teve muitos motivos de interesse. O Académico de Viseu foi o primeiro a dar o ar da sua graça aos sete minutos, numa jogada interrompida pelo árbitro que assinalou fora de jogo a Ibraima, enquanto o Trofense respondeu com um remate de Márcio sem pontaria. Mateus Fonseca, um dos mais mexidos no ataque trofense, falhou a primeira investida e, na segunda, queixou-se de intervenção ilegítima do adversário dentro da grande área, mas o árbitro Hugo Miguel nada assinalou. O Trofense assentou arraiais no meio campo adversário e mostrou, a momentos, ganas de anfitrião até que, aos 30 minutos, numa solicitação de Hélder Sousa, Mateus Fonseca fez o 1-

0. Foi uma cabeçada na crise de resultado, que devolveu a esperança aos trofenses. A resposta do Académico de Viseu foi tímida e inconsequente. João Martins, com um remate ao lado e, a seguir, Cafu, com um tiro que saiu à figura do guardião Conrado, não tiveram argumentos para contrariar a vantagem do adversário. O descanso deu preguiça às equipas que, regressadas dos balneários, fizeram muito pouco para que os adeptos se esquecessem do frio que já se vai instalando. Às tentativas goradas, o Académico de Viseu contou uma estratégia eficaz do Trofense que utilizou todas as armas para segurar o empate, fazendo com que o jogo se prolongasse por mais dez minutos além dos 90 regulamentares. Já o árbitro tinha apitado quando os ânimos aqueceram, devido a uma acesa troca de palavras entre o Conrado e o jogador do Académico de Viseu, Paulo Monteiro. Os dois jogadores envolveram-se no terreno, mas a escaramuça continuou à entrada do túnel de acesso aos balneários. Com o triunfo, o primeiro dentro de portas esta época, o Trofense divide a lanterna vermelha com o adversário e Feirense, equipa com a qual vai medir forças no domingo, 1 de dezembro, às 15 horas. Após a partida, Filipe Moreira, técnico do Académico de Viseu era o rosto da consternação. Em tom irónico, o treinador afirmou que a equipa que coman-

Jovens atletas desfilaram no relvado

Resultados camadas jovens CD Trofense Juniores A 2ª Divisão Nacional Vitorino Piães 0-2 Trofense (4º lugar, 16 pontos) Juvenis A 1ª Divisão Distrital - Série 1 Trofense 3-0 Boavista (1º lugar, 30 pontos) Iniciados A Campeonato Nacional Série B Trofense 0-1 Dragon Force (7º lugar, 14 pontos)

Jorge Inocêncio estica-se para desarmar adversário

da “está com o chip ao contrário” e que “é bom é não jogar futebol, procurar golos de lotaria, bater a bola na frente, procurando ganhar a diferença mínima e fechar-se lá atrás”. Defendeu que “mais uma vez” acabou com uma “vitória moral”, por ter “o domínio do jogo” e “o controlo de bola”, e que “um erro defensivo comprometeu o resultado final”. Filipe Moreira continuou irónico: “Foi ótimo o antijogo e a partida teve um ritmo fantástico”. “Os bombeiros estiveram inúmeras vezes dentro de campo. Tentou-se quebrar o ritmo do jogo a todo o instante, mas eu compreendo a posição do Trofense e as armas que tem que jogar”, acrescentou. Por seu lado, Porfírio Amorim, técnico da formação da Trofa, não quis comentar as considerações do treinador adversário, mas argumentou com a atividade dos guarda-redes: “Na primeira parte, há duas grandes defesas

do Ricardo Janota e não me recordo de ver alguma do Conrado. Na segunda parte, igualmente, a não ser para recolher cruzamentos, mas vi uma defesa do Ricardo Janota”. Porfírio Amorim destacou o “coração grande” da equipa, ressalvando que “a vitória foi muito sofrida, mas merecida”. Clubes trocam acusações No final do jogo, Porfírio Amorim anunciou ainda que o clube trofense “vai participar à Liga o comportamento de um jogador do Académico de Viseu”, pela “forma vergonhosa” como tratou o guarda-redes adversário, Conrado, no final do jogo. O clube viseense devolveu as críticas em comunicado, afirmando que Porfírio Amorim não estava junto aos jogadores e que “deveria, no mínimo, reservar-se, não fazendo juízos de valor relativamente a hipotéticas palavras que diz ter conhecimento e as quais são passíveis de prova". O clube de Viseu acusa Conrado de “tentativa de agressão a Paulo Monteiro", dizendo-se sustentado nas imagens da partida, e queixa-se do "apedrejamento do autocarro dos adeptos viseenses", que, segundo os responsáveis do clube, terá acontecido após o jogo, por "adeptos, supostamente do Trofense”. Desfile das camadas jovens Ao intervalo do jogo dos seniores com o Académico de Viseu, os aplausos foram distribuídos pelas equipas da formação trofense, que desfilaram pelo campo para mostrar a força das camadas jovens do clube.

Iniciados B 2ª Divisão Distrital - Série 6 Trofense 1-1 Infesta (6º lugar, 14 pontos) Infantis 11 - Sub 13 1ª Divisão Distrital - Série 2 Trofense 0-1 Amarante (3º lugar, 18 pontos) Infantis 7 A - Sub 13 Camp. Distrital - série 3 Trofense 4-0 Col. Ermesinde (5º lugar, 12 pontos) Escolas Camp. Distrital - série 5 Dragon Force 2-5 Trofense (2º lugar, 14 pontos) Camp. Distrital - série 7 Sobrado 1-1 Trofense (2º lugar, 13 pontos) Camp. Distrital - série 4 Varzim 4-2 Trofense (3º lugar, 10 pontos) AC Bougadense Juniores 2ª Divisão Distrital - Série 3 Bougadense 2-3 Folgosa Maia (6º lugar, 13 pontos) Juvenis B 2ª Divisão Distrital - Série 3 Vilanovense 3-2 Bougadense (9º lugar, 4 pontos) 2ª Divisão Distrital – Série 5 Nogueirense 0-1 Bougadense (2º lugar, 14 pontos) Iniciados B 2ª Divisão Distrital - Série 6 Vilar Pinheiro 0-1 Bougadense (7º lugar, 10 pontos) FC S. Romão Juniores 2ª Divisão Distrital – Série 3 S. Romão 3-2 Roriz (10º lugar, 6 pontos)


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Bougadense vence por 3-1 O Atlético Clube Bougadense, que não vencia há sete jogos, conquistou a primeira vitória caseira e a segunda da época, ao vencer o Futebol Clube Pedroso, por 3-1. Depois de um minuto de silêncio em memória de Alex, jogador do Tourizense que sucumbiu durante um jogo, teve início a 9ª jornada da série 1 da 1ª divisão distrital, que opôs o Atlético Clube Bougadense e o Futebol Clube Pedroso, na tarde de domingo, 24 de novembro, no Parque de Jogos da Ribeira, em Santiago de Bougado. A equipa da casa entrou desinibida na partida, com vontade de conquistar a primeira vitória caseira. Mas foi à equipa do Pedroso que pertenceram os primeiros lances de perigo. Aos três e sete minutos, Hugo e Bernardo atiraram em direção à baliza, mas no primeiro lance a bola saiu ao lado e no segundo bateu na trave. Dois minutos depois foi a vez de Lalas, pelo Bougadense, afinar a pontaria, mas a bola não acertou no alvo. Aos 16 minutos, na conversão de um livre que surgiu à entrada da grande área, Lalas rematou contra a barreira e Soares chutou para as mãos do guarda-redes Henrique. O primeiro golo da partida aconteceu aos 29 minutos. Soares surgiu isolado e de caras com o guardião adversário serviu Gavina que atirou para o fundo das redes. Esta foi a fórmula

Lalas, em esforço, tenta ultrapassar adversário

utilizada para marcar o segundo golo do Bougadense, cinco minutos volvidos, com os mesmos intervenientes. Pouco tempo depois, aos 41 minutos, o terceiro golo surgiu pelos pés de Lalas, que aproveitou o passe de Gavina. O Pedroso foi em busca do primeiro golo, mas Hugo, por duas vezes, rematou para as mãos de Bruno. Antes de terminar a primeira parte, o Bougadense teve a oportunidade de chegar ao quarto golo. Num passe de Gavina, Lalas aproveitou para rematar, mas encontrou um Henrique atento, que ali-

viou a bola para fora. Na reentrada da partida foi ao Pedroso que pertenceram os primeiros lances, com Hugo e Isidro a desperdiçarem. Aos 65 minutos, Miguel podia ampliar a vantagem, mas um jogador do Pedroso conseguiu aliviar a bola. Já aos 73 minutos, Alex Carvalho procurou o primeiro golo dos gaienses, mas encontrou os pés de Bruno, que aliviaram a bola. Seis minutos depois surgiu uma grande penalidade favorável ao Pedroso e contestada pelos jogadores de Santiago. Coube a Isidro a responsabilidade de cobrar o castigo máximo, mas Bru-

no defendeu. No entanto, a intervenção apenas adiou o primeiro golo dos forasteiros, pois Isidro conseguiu marcar, fechando o resultado final em 3-1. O técnico do Bougadense, Augusto Veloso, contou que o facto de a equipa ter entrado “desinibida e com confiança”, deveu-se ao trabalho desenvolvido na última semana na “parte psicológica”. “Os jogadores sabiam o que tinham que fazer, os golos aconteceram naturalmente e inclusive há uma quarta oportunidade em cima do intervalo que podia facilitar a segunda parte. É claro que, depois, a equipa acusou um bocadinho o aspeto físico”, declarou, felicitando “os jogadores”. Já Mário Silva, treinador do Pedroso, afirmou que a equipa entrou “mal no jogo”, fez “uma péssima primeira parte”, consentiu “três golos” e esteve “mal defensivamente”. “Depois tentamos corrigir alguma coisa na segunda parte, mas com três golos de desvantagem sabíamos que seria muito difícil, apesar de acreditarmos sempre. Conseguimos fazer um golo, talvez outro pudesse ter surgido. No entanto, perdemos bem”, mencionou, dando “os parabéns ao Bougadense pela vitória inteiramente justa”. Com este triunfo, o Bougadense ascendeu ao 13º lugar, com oito pontos. Na próxima jornada, a realizar-se pelas 15 horas de domingo, a equipa de Santiago desloca-se ao reduto do Alfenense. P.P.

S. Romão perde com Inter Milheirós bastante segura e desde início dominou a partida, conseguindo A visita ao Inter Milheirós, sucessivamente avançar para o no domingo, foi pouco feliz meio campo dos romanenses. para a equipa romanense, liAs finalizações foram uma derada por António Duarte, constante, mas felizmente para que na primeira parte da par- o S. Romão a eficácia dos retida deixou-se controlar pelo mates não foi elevada. Exemplo grupo azul. No segundo tem- disso aconteceu aos 22 minutos, po os forasteiros investiram quando Bertinho conduziu a bola mais, mas não conseguiram perto da baliza e, numa situação de um para um, decidiu mal e mais que o 3-1. rematou ao poste, em vez de faO Inter Milheirós é um adver- zer o passe a Berg que estava sário bem conhecido e por isso perto da baliza sem qualquer a equipa do Futebol Clube S. marcação. Romão tinha noção que iria dePerto dos 40 minutos, mais frontar uma equipa aguerrida e uma subida perigosa até à balimuito unida dentro e fora de cam- za dos romanenses. Douglas po. conseguiu colocar a bola na baTal como as previsões, a equi- liza, no entanto o árbitro Tiago pa da casa entrou em campo Barbosa anulou o tento, porque Diana Azevedo/Hermano Martins

o brasileiro empurrou a bola com a mão. À luz do provérbio “tantas vezes o cântaro vai à fonte, que um dia deixa ficar a asa”, o Inter de Milheirós chegou ao golo, em cima do intervalo, na sequência de um cruzamento do lado esquerdo, com remate final de Bertinho. No segundo tempo, a partida tornou-se mais equilibrada, no entanto foi quando surgiram mais golos. Bertinho fez bis aos 57 minutos, numa falha de atenção da defensiva romanense, e Doro converteu um penálti a caminho dos 70 minutos. O S. Romão conseguiu o seu único golo, aos 77 minutos, através de Magalhães. Na análise à partida, António

Duarte, treinador do S. Romão, considerou que o adversário foi “um justo vencedor”. “Obviamente não era este o resultado que esperávamos, mas outras condicionantes foram mais fortes e a dedicação e empenho da equipa não foram suficientes, perante um Inter de Milheirós que se bateu muito bem”, referiu o treinador visitante. Doro, capitão de equipa da casa, referiu ao NT o trabalho semanal deu frutos. “Trabalhamos fortemente para conseguirmos bons jogos, respeitando sempre o adversário. Hoje corremos e suamos a camisola”, asseverou. No próximo jogo, a realizarse no domingo, pelas 15 horas, o S. Romão recebe o Medense.


Atualidade 19

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28 de novembro de 2013

Ser autarca no século XXI

Venham mais quinze! moreira.da.silva@sapo.pt www.moreiradasilva.pt

Os tempos atuais são exigentes para todos os que exercem uma atividade profissional, mas também o são para quem tem a nobre missão da governança, seja local, regional ou nacional. Ser Autarca no século XXI, não deve ser para encher de vaidade quem é eleito, mas sim um compromisso de lutar para que o seu concidadão tenha uma melhor qualidade de vida. É, essencialmente, para isso que é eleito. As mudanças verificadas na economia e nas finanças portuguesas, obrigam a que o Autarca moderno se assuma como agente de transformações geradoras de riqueza e bem-estar para as suas populações e um ator decisivo no desenvolvimento económico, social e cultural do território que tem por missão governar. O tempo do autarca “mestre-de-obras”, do “feirante” ou do “folclore” já passou, há muito tempo. Hoje, as exigências são bem diferentes! Os desafios do Autarca moderno, em termos da estratégia de desenvolvimento económico e social e da gestão de uma forma global, são duma dimensão tal que não se confinam aos padrões de exigência do passado recente. O Autarca do século XXI precisa de ter uma visão estratégica para a realidade da sua autarquia na sua singularidade, sem dar continuidade à forma de gestão anterior ou “copiar” a do território vizinho. É bom que seja um visionário, pois será permanente a necessidade de inovação e geração de riqueza. O Autarca do século XXI tem de ter a capacidade de olhar a estrada para além da curva, pois até à curva todos conseguem ver. Tem de olhar para os desafios que o futuro coloca duma forma criativa, marcando a coordenação necessária entre a gestão corrente que faz do seu quotidiano e a visão a longo prazo, que obriga à estratégia e à coerência na ação. É isso que marcará a diferença. O novo Autarca alicerça-se num novo modelo de liderança em que o compromisso de responsabilidade está sempre presente. As suas boas decisões e as escolhas políticas acertadas, resultam quase sempre, da negociação, da procura de equilíbrios e da construção de consensos, mas nunca a qualquer preço. A sua livre escolha é sempre sobre as preferências e efeitos das escolhas assumidas. A sua decisão é um ato de consciência e de livre arbítrio, determinada pelo seu grau de conhecimento e de formação ética. O Autarca moderno deve exercer a liderança, com visão estratégica, sem perder a carga simbólica, emocional, transcendental e política própria do cargo. Deve estabelecer com os cidadãos um diálogo direto, materializando uma relação de proximidade, fortalecida pelo seu realismo presencial, pois não deve esquecer que o eleitorado é cada vez mais seletivo nas suas escolhas. É cada vez mais expressiva a determinação do voto pelo mérito pessoal e pela competência. Por tudo isto, o Autarca do século XXI precisa de revelar novos saberes, responder com eficácia aos desafios da atualidade e praticar a excelência na sua governação. A mudança está aí.

Necrologia S. Martinho de Bougado Luís Maia de Azevedo Faleceu no dia 24 de novembro, com 60 anos. Casado com Maria Emília Mendes Neto Azevedo. Maria Emília Dias de Oliveira Faleceu no dia 26 de novembro, com 95 anos. Viúva de José dos Santos Cruz. Funerais realizados por Agência Funerária Trofense, Lda. Gerência de João Silva

Ass. Human. dos Bombeiros Voluntátios da Trofa ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL CONVOCATORIA Amadeu de Castro Pinheiro, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleiageral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, vem ao abrigo do Artº. 74º. dos Estatutos da Associação, convocar os senhores associados para uma Assembleia Geral Eleitoral a realizar no dia 09 de Dezembro de 2013, entre as 18,30 horas e as 20,30 horas, no salão nobre da Associação, sita na Rua D. Pedro V, na Trofa, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto Único: Eleição dos Órgãos Sociais para o biénio de 2014 / 2015. Trofa, 25 de Novembro de 2013 O Presidente da Mesa da Assembleia-geral Amadeu de Castro Pinheiro, Cm

gualter.costa@outlook.com

Festejamos há dias com pompa e circunstância os quinze anos da realização do sonho de todos os trofenses, a criação no nosso concelho da Trofa. Uma realização com infinitamente mais pontos positivos do que negativos. Contudo, há ainda muito por materializar para se atingir a plenitude do nosso sonho coletivo de 1998. É certo que devemos ter sempre em consideração que iniciamos a nossa odisseia como concelho com mais de um século de atraso em relação aos municípios nossos vizinhos, mas houve momentos ao longo dos últimos quinze anos, em que as forças, a vontade e até a astúcia pareceram fraquejar e não tiveram a energia suficiente para vencer o atrito do desenvolvimento e encurtar as assimetrias que ainda nos separam dos níveis de desenvolvimento e de oportunidades oferecidos pelos concelhos vizinhos. Como trofenses, com identidade, autonomia e responsabilidades próprias, não podemos perder mais tempo nem desperdiçar mais oportunidades. Dadas as adversidades que se intuem num futuro próximo, este é mais do que nunca, tempo de estarmos unidos e de todos trabalharmos em conjunto em prol do nosso concelho. É tempo de sermos nós trofenses a assumir as rédeas da condução do nosso concelho e não deixarmos que os interesses centralistas ou dos concelhos vizinhos condicionem o nosso futuro. É imperativo reavivarmos o espírito de união e de trabalho mútuo que há 15 anos culminou com a criação do concelho da Trofa. É urgente e necessária a definição de um conjunto de prioridades coletivas e de “consensos alargados” que permitam suprimir no mais curto espaço de tempo as principais carências do nosso concelho e as causas do seu congelamento económico, social, cultural, etc. Não basta devolver somente o orgulho. É necessário suprimir carências, arquitetar um futuro coletivo, ressuscitar a esperança. Carências de sempre, como a falta de atratividade para a criação e fixação de novas empresas no perímetro do nosso concelho, as fracas acessibilidades que atrofiam dia após dia a nossa economia local, a organização quase anárquica do trânsito na nossa cidade que exponencia a poluição e os custos da mobilidade interna, o acentuado estado de abandono e de degradação dos nossos prédios urbanos que induz a guetização de algumas áreas da cidade e convida à emigração para os municípios vizinhos, o desleixo crescente dos nossos espaços públicos que reduz o potencial e a atratividade do nosso comércio local, a contínua desvalorização e degradação dos serviços públicos essenciais coloca em causa a universalidade no acesso aos mesmos, a reduzida e deficitária oferta cultural limita e não divulga a nossa criatividade e a nossa inovação, a frágil democracia local que bloqueia ou desvaloriza ideias inovadoras e afasta as populações da definição das prioridades coletivas. Carências que devem ser rapidamente suprimidas para que a Trofa e os trofenses recuperem a esperança num futuro melhor. Um futuro vivido num concelho de primeira, em linha com o do “sonho” de 1998. O concelho da Trofa deve definir já hoje um conjunto de metas para os próximos quinze anos. Metas consensuais, simples, claras, percetíveis (e dentro dos possíveis aceites) por todos. Metas, que nos permitam suprimir nesse horizonte temporal todas as carências acima enunciadas. Só com objetivos comuns de longo prazo, poderemos preparar o futuro e traçar um rumo conhecido e aceite por todos. Devemos aprender e não repetir os erros do passado, mas não devemos martirizarmo-nos e deixar que os erros passados nos bloqueiem a vontade e nos condicionem irremediavelmente o futuro. É uma tarefa hercúlea. Extenuante. Se fosse fácil não seria para gente da Trofa. Mas como trofenses, devemos sempre lembrarmo-nos de como há quinze anos atrás estivemos todos unidos e tivemos a ousadia e fibra suficiente para realizar um impossível. Hoje, nestes tempos de dificuldades e de austeridade que parece infinita, é importante continuarmos motivados e crentes num futuro melhor para o nosso concelho. Apesar de tudo, valeu a pena! Continuaremos à altura do desafio de nos próximos anos defendermos e elevarmos o nosso concelho a um concelho de referência. Talvez daqui por quinze anos possamos todos dizer “Agora sim, demos a volta a isto!”

Ass. Human. dos Bombeiros Voluntátios da Trofa ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL CONVOCATORIA Amadeu de Castro Pinheiro, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleiageral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, vem ao abrigo do Artº. 48º. dos Estatutos da Associação, convocar os senhores associados para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 09 de Dezembro de 2013, pelas 21,00 horas, no salão nobre da Associação, sita na Rua D. Pedro V, na Trofa, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto Um: Apreciar e votar o Plano de Actividades e Orçamento para 2014; Ponto Dois: Assuntos de interesse para a Associação. Trofa, 25 de Novembro de 2013 O Presidente da Mesa da Assembleia-geral Amadeu de Castro Pinheiro, Cm


20 Atualidade

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28 de novembro de 2013

Equipa da VMER explica suporte básico de vida A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar Médio Ave dinamizou uma formação, que ensinou como “atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”. Atividade decorreu no pavilhão das Lameiras, em Vila Nova de Famalicão, no sábado, dia 23 de novembro. Se encontrasse uma pessoa inanimada, saberia o que fazer? A equipa da VMER do CHMA Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar do Médio Ave - realizou o primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida, que tinha “como principal objetivo ensinar como atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”. O evento, organizado em parceria com o INEM, o CHMA, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e com a colaboração de “várias entidades que generosamente patrocinaram o evento”, proporcionou formação a “cerca de 400 pessoas”, pertencentes a instituições públicas e privadas da sua área de intervenção nos concelhos da Trofa, Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão.

Sílvia Ferreira decidiu participar por achar “fundamental” existir “um maior número de pessoas com este tipo de formação”, pois a “qualquer momento podemos estar perante uma situação real” e é “essencial estar preparada para ajudar uma pessoa”. Durante o masstraining, os formandos aprenderam que “antes de poder ajudar alguém” têm que estar “em segurança” para “não se colocar como segunda vítima”. Depois, “numa primeira abordagem”, devem “aplicar técnicas básicas que podem ser muito úteis, como por exemplo ver se a pessoa está realmente a respirar ou não, colocar a pessoa numa posição confortável e aplicar o suporte básico vida”. “Até chegar a ajuda especializada podemos fazer toda a diferença. É um bocadinho cansativo, mas acho que vale a pena todos experimentarem a formação, se tiverem esta oportunidade, porque realmente a próxima vítima pode ser alguém próximo de nós”, declarou. Também Ana Sá considerou que esta ação é “importante não só em casa como também no emprego”, aprendendo “como reanimar e socorrer uma pessoa antes de chamar o INEM”, o que

Formandos aprenderam a atuar em situações de emergência

pode “salvar muitas vidas”. Segundo Francisco Sampaio, coordenador da VMER do CHMA, “atendendo ao número de inscritos”, a formação foi realizada em “duas sessões”, em que cada uma foi constituída pela “apresentação teórica do Suporte Básico de Vida, seguida de uma demonstração prática por elementos da equipa”, em bancas de simulação, onde os for-

mandos puderam “exemplificar, aprender e tirar dúvidas das técnicas”, com “recurso a mais de 30 profissionais da VMER e da SIV (Suporte Imediato de Vida) do CHMA”. Para o coordenador, o suporte básico de vida “deveria ser extensivo a todo o cidadão”, por entender que este é “um gesto de cidadania” e “o primeiro elo da cadeia de sobrevivência”. “Se al-

guém se sente mal, fica inconsciente ou não respira, não podemos depositar só nos bombeiros, no INEM e na Cruz Vermelha a possibilidade de chegarem muito rápido para tentar reanimar. Quem pede ajuda vai ter que iniciar manobras, portanto estas devem ser extensíveis a toda a população. São técnicas muito simples e, nos tempos atuais, são fáceis e reproduzíveis”, frisou. Francisco Sampaio contou que “já estão planeadas” mais ações de formação “provavelmente para 2014”, para desenvolver nos centros de saúde, não para os médicos, mais para os outros elementos que trabalham e que lidam com os doentes”. “Outras se seguirão com certeza”, concluiu. O primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida esteve enquadrado nas comemorações do quarto aniversário de existência da VMER no CHMA. Recorde-se que o Centro Hospitalar tem duas equipas de meios diferenciados: a VMER e a SIV. Enquanto a VMER, composta por cerca de 45 elementos, está sediada na unidade de Vila Nova Famalicão, a SIV, com cerca de 15 elementos, está sediada na unidade de Santo Tirso. P.P. pub

Edição 449  

Edição de 28 de novembro de 2013

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