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10 de outubro de 2013 N.º 442 ano 11 | 0,60 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Atualidade pág. 3

Amanda sofre de doença rara e precisa de ajuda Atualidade pág. 8

Bombeiros festejam 37 anos e recebem ambulância e equipamentos Política pág. 10

Desporto pág. 15

Porfírio Amorim regressa ao comando do Trofense Polícia pág. 4

De jovem político a presidente de Câmara

Detido por incendiar armazém


2 Atualidade

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10 de outubro de 2013

“Mês Internacional da Biblioteca Escolar” assinalado em outubro “Visitas guiadas às Bibliotecas Escolares, Passaportes da Leitura, Concursos de Marcadores, Criação de um Mural e Horas do Conto” são algumas das ações que vão decorrer durante o mês de outubro nas várias bibliotecas escolares do concelho e na Biblioteca Municipal da Trofa, com o intuito de assinalar o “Mês Internacional da Biblioteca Escolar”. A iniciativa é dinamizada pela Câmara Municipal da Trofa, através do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares, pelo Agrupamento de Escolas da Trofa e pelo Agrupamento de Escolas Coronado e Covelas. As várias atividades que vão decorrer durante este mês são “sempre vocacionadas para a promoção da leitura e do papel desempenhado pelas Bibliotecas Escolares na escola, mas também na comunidade educativa em geral”. “E a justificar a importância que as bibliotecas escolares assumem estão os números revelados agora, referentes ao ano letivo 2012/2013, em que foram requisitados nas 15 bibliotecas do concelho, 24.936 livros e do-

17-24 horas: Trofa In, na Rua Infante D. Henrique 21.30 horas: Desfolhada à moda antiga, na sede da Associação Cultural e Recreativa de Abelheira Dia 13 8.30 horas: Rota dos Romanos, início junto à Igreja Matriz de Guidões 15 horas: Perosinho-Bougadense - FC S. Romão-Leça do Balio 16 horas: Marítimo B-Trofense

Bibliotecas escolares e municipal vão ser palco de várias ações

cumentos por um total de 16.397 utilizadores”, avançou a autarquia trofense. Segundo os princípios estabelecidos pela Associação Internacional de Bibliotecas Escolares, o mês de outubro é o “Mês Internacional da Biblioteca Esco-

lar”, para “celebrar a importância das bibliotecas escolares e do seu trabalho diário”. De forma a reconhecer o “bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no concelho da Trofa”, o município foi “convidado a apresentar e partilhar as suas boas

práticas e metodologias, no ‘6º Encontro de Serviços de Apoio às Bibliotecas Escolares’”, que decorre em dezembro, em Vila Nova de Famalicão, subordinado ao tema “A Biblioteca e as Literacias do Séc. XXI”. P.P.

dente da Junta de Freguesia do Muro. Já pelas 21.30 horas, Adelino Maia (PSD/CDS-PP) toma posse como presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões, na sede da União, em Alvarelhos. No dia seguinte, toma posse como presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias

de Bougado (S. Martinho e Santiago), pelas 21 horas, Luís Paulo (PSD/CDS-PP), na sede em S. Martinho de Bougado. À mesma hora, José Ferreira (PS) assume funções de presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias do Coronado (S. Romão e S. Mamede). Ainda no mesmo dia, Feliciano Castro (PSD/CDS-PP) toma posse co-

mo presidente da Junta de Freguesia de Covelas. Já Sérgio Humberto (PSD/ CDS-PP) vai ser empossado para assumir funções de presidente da Câmara Municipal da Trofa no dia 21 de outubro (segunda-feira), pelas 21.30 horas, no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa. P.P.

ACRABE organiza desfolhada à moda antiga A ACRABE - Associação Cul- à moda antiga, na sua sede, em cado para as 21.30 horas de sá- cantares tradicionais, que vai bado, 12 de outubro, vai contar animar o trabalho com canções tural e Recreativa da Abelheira, S. Martinho de Bougado. A desfolhada, com início mar- com a presença de um grupo de próprias da atividade. P.P. está a organizar uma desfolhada Ficha Técnica

Dia 11 18.30-22 horas: Seminário “Empresas Familiares: Um Paraíso muito sensível”, no Núcleo da Trofa do Cenfim Dia 12

Eleitos autárquicos vão ser empossados Depois das eleições autárquicas no dia 29 de setembro, os eleitos para as juntas e assembleias de freguesia, Câmara e Assembleia Municipal já estão a preparar-se para assumir as suas funções. No dia 17 de outubro, quintafeira, Carlos Martins (Independentes pelo Muro) vai ser empossado para assumir funções de presi-

Agenda

Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (9699) Editor: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira (9687), Cátia Veloso (9699) Setor desportivo: Diana Azevedo, Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), Tiago Vasconcelos, Valdemar Silva, Gualter Costa Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; Assinatura em formato digital PDF: 15 euros NIB: 0007 0605 0039952000684 Avulso: 0,60 Euros E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa - Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 | Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.

Farmácias de Serviço Dia 10 Farmácia de Ribeirão Dia 11 Farmácia Trofense Dia 12 Farmácia Barreto Dia 13 Farmácia Nova Dia 14 Farmácia Moreira Padrão Dia 15 Farmácia de Ribeirão Dia 16 Farmácia Trofense Dia 17 Farmácia Barreto

Telefones úteis Bombeiros Voluntários da Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10 Jornal O Notícias da Trofa 252 414 714


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Reportagem 3

Amanda é um dos 200 casos do Mundo de síndrome de Jacobsen Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Em S. Romão do Coronado vive a Amanda, uma criança de nove anos, que sofre de uma doença rara, a síndrome de Jacobsen, cujas estimativas apontam para pouco mais de 200 casos no mundo. Pais precisam de ajuda para a levar aos Estados Unidos e, por isso, lançaram campanha de angariação de fundos. A Amanda é uma criança. Diz as palavras “pai”, “mãe” e poucas mais e deixou recentemente a fralda durante o dia, mas ainda tem de usar à noite. Nas refeições, precisa da ajuda e tudo o que aprende tem que lhe ser ensinado todos os dias, sob pena de acabar por esquecer. A Amanda tem nove anos e um grave atraso no desenvolvimento. Não é só no processo de crescimento que é uma criança que se distingue das outras, mas também nas características faciais. Proporcionalmente, tem uma cabeça maior do que o resto do corpo e os olhos e as orelhas estão abaixo da posição padrão. Durante algum tempo, os pais de Amanda desconheceram a origem do problema da filha que, quando nasceu, foi submetida a vários exames e a hipotéticos diagnósticos, como síndrome de Down (trissomia 21), que não se confirmou. Foi já numa consulta de fisioterapia que a mãe, Teresa Martins, habitante em S. Romão do Coronado, ouviu falar, pela primeira vez, da doença que se caracteriza pelos sintomas evidenciados pela Amanda, um dos poucos mais de 200 casos conhecidos no mundo: síndrome de Jacobsen. “Não conhecemos ninguém em Portugal como ela. Através do terapeuta que me falou da doença, descobri que popub

Amanda tem nove anos e sofre de uma doença rara

dia ter sido detetada durante a gravidez, já que os médicos medem o percentil da cabeça do bebé, mas para eles a bebé estava bem”, contou. Amanda anda na escola, mas necessita de um professor do ensino especial e de uma tarefeira, para a ajudar a cumprir rotinas, como ir à casa de banho. Tem consultas de fisioterapia e terapia da fala três vezes por semana e, ocasionalmente, frequenta a terapia ocupacional. “Nunca se pode deixar de ensinar, porque ao ensinar-lhe uma coisa nova, ela esquece o que aprendeu antes”, explica Teresa Martins. Oriunda de uma família humilde, Amanda “necessitava de mais terapia da fala” e de outros tratamentos que não estão abrangidos pelo Sistema Nacional de Saúde, como natação e equoterapia (terapia com cavalos), mas Teresa Martins afirma “não” ter meios para os pagar. Mesmo com muito pouca informação disponível sobre a doença, Teresa Martins nunca baixou os braços. Na busca inces-

sante que, todos os dias, faz para procurar respostas às muitas dúvidas que uma doença rara motiva, Teresa Martins encontrou uma comunidade na rede social Facebook, com casos de meninos e adultos com síndrome de Jacobsen. Aí, deparou-se com Paul Grossfeld, professor clínico da Divisão de Cardiologia do Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, cuja principal atividade é a pesquisa sobre a doença. “Entrei em contacto com ele e expliquei-lhe que éramos uma família humilde e que não conhecíamos mais ninguém como ela. Ele disse-me que ia estar numa conferência de 23 a 27 de junho de 2014, a dar palestras e a contactar com as crianças e os pais e que, se conseguíssemos ir, teria todo o gosto em ver a Amanda pessoalmente e avaliá-la”, contou Teresa Martins, enquanto mostrava osemails que trocou com o médico. Campanha “Juntos pela Amanda” Teresa está desempregada, já que tem que ter disponibilida-

e, num espetáculo em Água Longa, Santo Tirso, no sábado, 5 de outubro, fez Amanda e os pais subirem ao palco, dando a conhecer a campanha. O artista ainda doou chapéus e bonés que, ao serem vendidos, vão engrossar a verba angariada. Os valores conseguidos também são publicados na página de Facebook, para que a campanha seja bem acolhida e tenha credibilidade. “Por isso é que também publico os locais onde estão as latas, para não sermos prejudicados por possíveis burlões”, explicou Teresa Martins. Até agora, foram angariados cerca de 400 euros, mas muito caminho há para trilhar rumo à meta. Os donativos podem ser feitos através de transferência bancária, para a conta solidária da de para levar a Amanda às con- Amanda, com o NIB 0010 0000 sultas de fisioterapia e terapia da 5003 6270 0018 8. fala, pelo que só o marido trabaO que é a síndrome lha para sustentar uma família de Jacobsen? que tem mais duas crianças. As É uma doença rara e resuldificuldades financeiras impossita da eliminação da região terbilitam os pais de despenderem minal do braço longo do cromosseis mil euros para a viagem à soma 11 (os seres humanos Califórnia, nos Estados Unidos têm 23 cromossomas, que são da América, para que a pequena constituídos pelo DNA), provoAmanda seja vista pelo médico cando atraso no desenvolvimenPaul Grossfeld. No entanto, to neuropsicomotor, anomalias cheia de esperança de poder mecraniofaciais, defeitos cardíacos lhorar a qualidade de vida da fivariados e empobrecimento do lha, Teresa Martins pôs “mãos à sangue. Também está associaobra”. da a alterações do comporta“Como não temos dinheiro, mento, como agressividade, dédecidi fazer uma campanha de fice de atenção e hiperatividaangariação de fundos. Fiz uma de. A Amanda é um dos poupágina no Facebook intitulada cos mais de 200 casos estima‘Juntos pela Amanda’, que tem dos no mundo com síndrome de tido uma boa adesão. Abri uma Jacobsen, cuja esperança méconta solidária no BPI e distribui dia de vida não é conhecida. A latas por alguns estabelecimenAmanda só começou a segurar a tos comerciais, cuja lista está pucabeça com um ano, sentou-se blicada na página de Facebook”, pela primeira vez com dois e ancontou. dou aos três. Começou a falar este Para o fim do ano, está a ser ano e utiliza palavras básicas, preparado um concerto solidário mas a terapia ocupacional revecom a presença de quatro grulou-se um importante tratamento pos musicais. O cantor Zé Amaro para a evolução da criança. também já se associou à causa


4 Atualidade

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10 de outubro de 2013

Missão Dulombi organiza recolha de bens para Guiné-Bissau Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A equipa da Missão Dulombi está a preparar mais uma recolha de bens, que decorre no dia 19 de outubro, na agência de seguros Sisenando Costa, junto ao restaurante Regalo, em S. Martinho de Bougado. “Por mais ajuda que se tenha levado, as lacunas são muitas, pelo que pretendemos capitalizar esforços no sentido de continuar o trabalho já executado”. Este é o espírito que paira entre a equipa da Missão Dulombi, que, em parceria com a agência de seguros Sisenando Costa, está a organizar mais uma recolha de bens, para o dia 19 de outubro, na agência de seguros junto ao restaurante Regalo, em S. Martinho de Bougado. A equipa apela à comunidade a “dar um pouco de si”, ajudando-os a combater “as necessidades do momento”, através de uma lista de bens necessários para levar até à Guiné-Bissau. “Vestuário não é uma das prioridades, assim como brinquedos”, declarou. De bens alimentares, a Missão apela

Missão Dulombi esteve no terreno em março

à doação de “leite em pó, cereais, papas, arroz, massa, couscous, puré em flocos, azeite, óleo, atum, salsichas, feijão, grãode-bico, milho, ervilhas e bolachas secas”. Material escolar é um bem necessário, como “mochilas, porta-lápis, réguas, afias, borrachas, canetas, lápis, lápis de cor,

Indivíduo entrega-se à GNR depois de incendiar armazém

Um indivíduo de 46 anos, empregado fabril, foi identificado e detido pela Polícia Judiciária (PJ) pela alegada prática de crime de fogo posto num armazém fabril, em Mosteirô, S. Martinho de Bougado, na manhã de quinta-feira, dia 3 de outubro. O suspeito apresentou-se no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa, voluntariamente, alegando ter incendiado um anexo de uma casa agrícola, que servia de armazém de uma empresa de produtos têxteis. A GNR encaminhou o caso para a PJ, que acabou por deter o homem. Segundo comunicado enviado à comunicação social, a PJ refere que “o suspeito, alegadamente por razões fúteis e num qua-

dro de alcoolismo, ateou o incêndio, com recurso a fósforos, num armazém onde eram guardados objetos vários, bem como fardos de material derivado de tecidos, altamente inflamáveis, causando, com tal conduta criminosa, elevados prejuízos patrimoniais ao ofendido e só não pôs em risco outros bens de considerável valor dada a pronta intervenção dos bombeiros”. Os Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT) mobilizaram para o local sete viaturas e 15 elementos, que combateram as chamas “de grandes proporções”. Segundo o comandante interino dos BVT, Filipe Coutinho, a ação dos soldados da paz foi dificultada devido ao “fumo intenso”.C.V.

cadernos de linhas, cadernos quadriculados, giz, apagadores, tabuadas, dicionários de língua portuguesa e calculadoras básicas”. Na vertente de desporto e lazer, são necessários “bolas de futebol, raquetas de praia e bola, raquetas de ténis e bola,

cordas de saltar, equipamentos de futebol, jogos didáticos e bicicletas”. Já na área da saúde, as necessidades prementes passam pelo “betadine, gel desinfetante, soro fisiológico, algodão, termómetros, tesouras, ligaduras, pensos, biberões, muletas (canadianas), leite em pó, fraldas, rolo de papel de cozinha, suportes de soro, calçado para os médicos (crocs), luvas de latex e toucas para os médicos, fraldas e marquesas”. São ainda precisos diversos materiais e ferramentas e utensílios agrícolas, como “pás, serras, enxadas, ancinhos, forquilhas, baldes, regadores, picaretas, chaves de fendas, alicates, tesoura de poda, carrinhos de mão, foices, catanas, mangueiras, sementes, esfregonas com balde, vassouras, lixívia, detergentes de limpeza, tinta branca, rede mosquiteira metálica, rede de vedação, arame, pregos e corda”. “Se estiverem interessados em ajudar, por favor entrem em contacto connosco, precisamos de toda a ajuda possível. E se quiserem, venham connosco dar um pouco de alegria às crianças destas aldeias e viver momentos certamente inesquecíveis”, concluiu fonte da Missão.


Atualidade 5

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10 de outubro de 2013

APVC apresenta projeto através de caminhada Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A APVC - Associação para a Protecção do Vale do Coronado, está a preparar uma caminhada, denominada por Rota da Água, para o dia 20 de outubro. Apesar de “grátis”, a inscrição é “obrigatória”. As bombas de picota são “manuais” e foram utilizadas “até há cerca de 60 anos”, para “retirar água dos poços para fins domésticos ou de regadio de pequenas parcelas de terreno”. A água era transportada através de “um tubo construído num tronco de pinheiro perfurado e elevada para a superfície por um mecanismo do tipo válvula, acionado através de um eixo por uma alavanca”. Desde maio de 2013, a APVC tem em marcha o “projeto de Identificação do Património da Água do Vale do Coronado, em S. Mamede e S. Romão do Coronado”, com os objetivos de “identificar”, “recordar usos e costumes de outrora” e “sensibilizar proprietários e entidades públi-

cas”, como a Câmara Municipal e as juntas de freguesia, para a “urgente necessidade de restaurar e recuperar estruturas completamente abandonadas, deterioradas, entregues ao lixo e à indesejada vegetação de silvas e afins”, como “poça, tanque, lavadouro, cata-vento, moinho, picota”, entre outros. Com o intuito de “apresentar e promover” o projeto, a APVC vai realizar uma caminhada, denominada “Rota da Água”, na manhã do dia 20 de outubro, domingo, para “dar a conhecer alguns dos sistemas de contenção e distribuição de água existentes no Vale do Coronado, por entre campos agrícolas, atualmente, parcelas sob a lufa-lufa da ensilagem do milho, das vindimas e já das primeiras sementeiras outono-invernais”. A “Rota da Água”, que tem como ponto de partida e chegada o largo da Igreja Matriz de S. Romão do Coronado, tem início pelas 9 horas, estando previsto terminar pelas 12.30 horas. Apesar de “grátis”, a inscrição é “obrigatória”, devendo indicar o “nome, localidade, e-mail e número de telemóvel”, para o e-mail

ADAPTAvaipercorrer Rota dos Romanos

Rota dos Romanos é o tema da próxima caminhada que a ADAPTA - Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, vai realizar neste domingo, dia 13 de outubro. A caminhada, com um percurso de “oito quilómetros”, vai começar pelas 8.30 horas junto à Igreja de Guidões, passando pelo Fontanário da Barroca (Guidões), diversos caminhos florestais, Castro de Alvarelhos, Quinta do Paiço e terminando no ponto de partida. Quem participar nesta caminhada vai descobrir e “usufruir de maravilhosas paisagens e lugares da nossa terra” e passar por lugares de “interesse paisagístico, ambiental e patrimonial”, garante fonte da associação. Com esta atividade, a ADAPTA “pretende sensibilizar a todos quantos participem, para uma maior atenção e prevenção do nosso ambiente e naturalmente também para o nosso património construído”. Por essa razão, convidou “o professor Avelino, docente de História na Escola Secundária da Trofa, a estar presente e a fazer uma retrospetiva histórica do que foi e da importância do Castro de Alvarelhos no passado”.P.P.

“Rota da Água” apresenta Património do Vale do Coronado

valedocoronado@gmail.com ou através do número 917 040 207. No dia, o secretariado abre pelas 8.30 horas. A associação aconselha o uso de “calçado apropriado (bo-

tas), roupa leve, lanche e, caso chova, impermeável”, podendo levar “máquina fotográfica/vídeo, binóculos, vara de caminhante e ainda boa disposição”. Para quem utilizar o comboio

(Linha do Minho, Porto-Braga), a organização assegura “boleia da Estação da CP de S. Romão até ao ponto de encontro”, devendo, quem assim o desejar, mencionar aquando da prévia inscrição.

Desmistificando a gestão de resíduos de construção e demolição

Após ter dilucidado a Lei-quaDepois, e visto que nem sem- pósito a céu aberto e o seu abandro dos Resíduos tendo-se pre os materiais resultantes da dono desordenado, tornando-se alertado, no caso particular dos demolição conseguem ser incorRCD (Resíduos de Construção e porados, este como não podia

assim pertinente o seu encaminhamento.

Demolição) para a gestão des- deixar de ser, impõe a sua enNo concelho da Trofa existem tes, da importância da sua recu- trega a empresa certificada para empresas certificadas para a gesperação, valorização e eliminação, importa fechar o círculo,

a sua gestão. E porque razão entregar os

tão deste tipo de resíduos, pelo que não é difícil o seu contacto,

desmistificando a ideia, que por resíduos a empresa certificada? obstando-se assim a uma prátivezes grassa, de que tal gestão Deste modo há uma transfe- ca desordenada e a um degraé muito difícil, complicada e que rência da responsabilidade para é muito mais fácil abandonar este gestor, licenciado e certifi-

dar do ambiente e do impacto visual.

estes resíduos no terreno mais próximo.

cado, responsabilizando-o pela sua revalorização ou eliminação

Deste modo a desculpa do desconhecimento, da moleza no

Em primeiro lugar o legislador, numa intenção assertiva e

e responsabilizando-o pela eventual prática de infração na ges-

tratamento de tudo quanto diz respeito ao ambiente é como se

de clara intenção de reutilização tão dos resíduos. destes resíduos, isenta o seu proNa prática esta reciclagem,

costuma dizer “Desculpa de mau pagador”, pois neste caso o pa-

dutor de licenciamento, desde reutilização e revalorização dos gador é o poluidor. Trofa, 29 de Setembro de 2013 que este os incorpore na obra a resíduos de construção e democonstruir.

lição, visam eliminar o seu de-

Luís Ferreira Colaborador da ADAPTA


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10 de outubro de 2013

“Problemas no som” impossibilitaram concertos de Peixe:Avião e Anarchicks no Smed Fest 2013 Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O primeiro dia de Smed Fest ficou marcado pelo cancelamento das atuações de Peixe:Avião e Anarchicks. Quebra Sentidos Associação Cultural justifica com “problemas no som” a que “a organização e as bandas são completamente alheias” e assegura que concertos serão “reagendados”. Não correu da melhor forma a estreia da 3ª edição do Smed Fest, festival organizado pela Quebra Sentidos Associação Cultural. Na primeira noite, na sexta-feira (4 de outubro), problemas técnicos impossibilitaram os concertos de dois nomes grandes do cartaz do espetáculo. “Problemas no som” que a organização garante ser “completamente alheia” deitaram por terra a atuação de Peixe:Avião e Anarchicks. Sérgio Sousa, presidente da Quebra Sentidos, afirmou que os concertos destes grupos serão “reagendados” para “muito breve”. Sem os cabeças de cartaz,

cas, à semelhança de uma estrutura feita com materiais reciclados (tubos de papelão). “Tentamos que o público fizesse parte das atuações e daquilo que os artistas desenvolveram”, explicou Sérgio Sousa. Numa vertente claramente alternativa, o Smed Fest apresentava ainda um espaço de graffiti, de tatuagens e, para o “relax”, o “Jardim da Bouça”, onde o público podia confraternizar, sentado em puffs e bebendo chá. As outras bebidas encontravam-se num “departamento” diferente, bem mais solicitado. Outra das novidades do Smed Fest foi a realização de um programa de rádio em direto. Para o segundo dia do festival, o palco pertenceu a Salto, Bar do festival foi dos locais mais solicitados o palco do Smed Fest foi toma- tinha Maia, artista plástica, mes- baixos, por exemplo. Para colu- Mr. Miyagi e Equations. Segundo Sérgio Sousa, o fesdo por Bisonte, que assegurou a mo sem ser “entendida na maté- na de amplificação utilizamos animação musical do primeiro dia ria”, aceitou o desafio da organi- utensílios do dia a dia. Ligados tival foi organizado através de fundos angariados pelas atividades do festival que foi fiel às origens, zação do Smed Fest e aventu- a eles temos um cabo de aço rou-se na construção do instru- onde colocamos resina que, ao da associação, durante o ano, mantendo a aposta nas artes plásticas, graffiti, música e de- mento, com a ajuda de João Sou- criar atrito, produz um som. São no bar que tem a funcionar na mais intervenções artísticas al- sa e Hélder Ramos. “Tentei criar, produzidas várias notas, depen- zona industrial do Soeiro, em S. acusticamente, uma corda. Os dendo do comprimento do fio”, Mamede do Coronado. Para ternativas. baldes (colocados no cabo) fun- explicou. além disso, contou com “o apoio Numa das salas, o público cionam como ressonância, ou Este era um exemplo da ten- da Câmara Municipal da Trofa e podia experienciar uma performance sonora, concebida seja, funciona como a caixa, co- tativa de levar o público a fazer juntas de freguesia de S. Mameatravés de um cabo de aço. Mar- mo têm as guitarras e os contra- parte das demonstrações artísti- de e S. Romão do Coronado.

Vítor Macedo expõe no Aeroporto Francisco Sá Carneiro “O fado, a saudade, os lenços dos namorados, os barcos rabelos e a filigrana” são alguns temas retratados nas peças em cerâmica da exposição “Identidade” do trofense Vítor Macedo, que vai estar patente na Loja de Turismo Interativa do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, entre os dias 15 a 21 de outubro. A “Identidade” é a nova mostra promovida pela Câmara Municipal da Trofa, que mais uma vez aceitou “o convite” da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal para “divulgar o turismo concelhio, bem como o artesanato e os seus artesãos”. Além desta exposição, o trofense Vítor Macedo vai inaugurar neste domingo, 13 de outubro, a exposição “Comboios em Movimento”, no Centro Comercial GaiaShopping. Num espaço com “cerca de seis metros de comprimento e dois metros de largura”, vai estar “um cenário repleto de pormenores da vida

“Comboios em movimento” em exposição no GaiaShopping

quotidiana de norte a sul de Portugal”, com “aproximadamente 500 peças”, entre “comboios, vagões, carruagens, casas típicas das regiões portuguesas, edifícios religiosos e culturais, barcos, carros, pessoas, ani-

mais”. Além disto, terá também exposta “a sua criação de símbolos portugueses, como Galos estilizados, Andorinhas e Sardinhas, em barro e pintados à mão”. P.P.

Palácio das Artes propõe viagem a um “Património à Prova de Água” A exposição “Património à Prova de Água: Apontamento para a salvaguarda das Azenhas & Açudes nas margens do Rio Ave, Vila Nova de Famalicão/Trofa” do arquiteto trofense Bruno Matos vai estar exposta no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos até ao dia 31 de outubro. A exposição, inaugurada na tarde de segunda-feira, 7 de outubro, assinalou o Dia da Arquitetura. Esta pode ser visitada todos os dias úteis das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas. Recorde-se que esta exposição, que surgiu de “uma investigação realizada no âmbito do curso de mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitetónico da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto”, pretende “reavivar e alertar o visitante sobre os valores culturais inerentes a este território, impulsionando uma política de Salvaguarda, Preservação e Valorização das Azenhas & Açudes do Rio Ave – Património Arquitetónico e Paisagístico”. O autor baseou-se no “território definido pelas margens do Rio Ave, entre os concelhos de Vila Nova de Famalicão e Trofa, onde perduram imensos núcleos pré-industriais regidos por um conjunto de Azenhas e Açudes que subsistem ao longo de séculos entre a água e a terra”. A intenção é “partilhar a viagem realizada durante três anos de investigação, através de um apontamento refletivo sobre o passado, o presente e o futuro do Património Arquitetónico e Paisagístico do Rio Ave”. Para que esse objetivo seja atingido, vão estar expostos “painéis compostos por fotografias, desenhos, cartografia e esquemas planimétricos que localizam, identificam e transportam o visitante no tempo e no espaço”.P.P.


Atualidade 7

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10 de outubro de 2013

Trofa In dá vida à Rua Infante D. Henrique “Todas as ruas vão dar à rua mais In da Trofa, Rua Infante D. Henrique”. De forma a “dinamizar as áreas envolventes aos espaços comerciais”, um grupo de “pequenos comerciantes e empresários” da Rua Infante D. Henrique, em S. Martinho de Bougado, juntou-se para organizar a iniciativa Trofa In, no próxi-

mo sábado, dia 12 de outubro. Ao longo dos passeios exteriores, vão existir “pequenos cenários” nos quais vão decorrer “várias atividades”, nas áreas da “saúde, beleza, cultura, desporto”, entre outras. Das 17 às 24 horas, as lojas vão sair à rua, “cada uma no seu melhor e com muitas e boas sur-

presas reservadas para todos”. “As surpresas vão ser servidas a bom ritmo, começando logo na abertura, às 17 horas, com corte de fitas e desfile equestre, seguindo-se alguns momentos musicais, ao som de saxofone e violino”, avançou fonte da organização. Ao longo da rua, decorrem “várias modalidades desportivas”, desde do “Karaté ao Zumba”, passando por “uns bons passos de dança, dança profissional”. “Isto promete e não se fica por aqui”, promete a organização, que contou que vão dar a “degustar uns bons petiscos e, por entre copos, serão apresentados uns quantos miminhos e produzidas umas peças de ourivesaria, com um ourives profissional”. Para o final está “reservado um verdadeiro desfile de surpresas”, com “apresentação das novas tendências em cabelo e

Rua Infante D. Henrique vai ser palco de várias atividades

estética”, e, às 22.30 horas, “uma passagem de modelos com peças de joalharia e vestuário”. A organização pede à comu-

nidade que visite esta iniciativa, que “se vistam de branco e se divirtam nesta iniciativa verdadeiramente In”. P.P.

Cior em intercâmbio juvenil na Islândia Sete alunos da Escola Profissional Cior, acompanhados de duas professoras, tiveram a oportunidade de visitar a Islândia, entre os dias 23 e 28 de setembro. “Um pequena ilha localizada no norte da Europa, no meio do Oceano Atlântico, com uma beleza natural única no mundo, com cerca de 300 mil habitantes e muitas coisas inusuais para explorar”, avançou fonte da escola. O grupo, que ficou hospedado na cidade Hafnarfjörour, visitou, ao longo dos dias em que decorreu o intercâmbio, “alguns dos melhores destinos” que a Islândia tem para oferecer, como a “beleza deslumbrante” da Lagoa Azul, que foi “provavelmente uma das melhores experiências da viagem” pelos “momentos de relaxamento e de diversão que estas famosas termas de água quente proporcionaram”. Com “um capacete e uma lanterna”, os jovens exploraram a caverna

Alunos viveram momentos de aventura e relaxamento

em Leidarendi, vivendo “um momento de aventura em que nos pontos mais baixos tiveram de rastejar e, nos mais altos, parar e apreciar o ‘silêncio’ e a escuridão do local”. O grupo visitou ainda a Torre Imagine a Paz, a capital da Islândia, Reykjavik, o Vulcão

Helgafell, a Gullfoss (Cascata de Ouro), Þingvellir, Geysir e o edifício Perlan. A visita foi também “tempo de convívio e partilha de ideias, costumes, tradições, almoços e jantares com as pessoas que, de forma exemplar, acolheram os jovens portugueses”. P.P.


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Ambulância e equipamentos foram os presentes dos 37 anos dos Bombeiros Nas comemorações do 37º aniversário, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa recebeu uma ambulância e alguns equipamentos. A 30 de setembro de 1976 nasceu oficialmente a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa. Trinta e sete anos depois, a coletividade que presta um serviço único no concelho à população tem muitas histórias para contar, mas também muitas necessidades para colmatar. Nas comemorações do 37º aniversário, para ajudar a corporação a apetrechar os meios utilizados na missão de servir a comunidade, o grupo Frezite ofereceu uma ambulância de socorro pré-hospitalar. Segundo o presidente do conselho de administração, José Manuel Fernandes, “já há algum tempo” que o grupo “pensava em participar”, até para corresponder à “cultura de responsabilidade social”. “Quando me contactaram pela primeira vez, tomei logo a

brilhador, oferecido pela Fisitrofa, e 40 lanternas adquiridas através da verba angariada na campanha feita através das redes sociais e na qual a população contribuiu “com cerca de mil euros”. Apesar das doações, a lista de carências não se fica por aqui e estende-se a “novos meios de comunicação via rádio, reforço e reposição de equipamentos de proteção individual aos bombeiros, entre outras de cariz financeiro, que permitam manter sempre o esforço na formação permanente dos valiosos recursos humanos, que são os bombeiros”. Por estar em gestão correnGrupo Frezite, liderado por José Manuel Fernandes, presenteou a corporação com uma ambulância te, a autarquia não presenteou a decisão. Cinquenta por cento es- parque automóvel da Associação cessidade de urgência de outra corporação, mas Joana Lima retava decidido e, depois, reuni Humanitária, mas não cobre to- ambulância similar a esta, mas velou que deixou “uma nota” ao com o grupo e as coisas corre- das as necessidades, ressalvou esta preciosa colaboração permi- próximo presidente da Câmara ram normalmente. É uma satisfa- o presidente da Associação Hu- te, no imediato, colmatar algo da Trofa, Sérgio Humberto, para ção para o grupo e colaborado- manitária. Pedro Ortiga explicou que podia colocar em causa a que se cumpra a tradição. res termos assumido esta posi- que a nova viatura vem substituir disponibilidade permanente de “Foi com orgulho que a ção e correspondermos à cria- “uma que ficou totalmente inutili- meios em quantidade, para o so- autarquia manteve sempre com ção de valor integrado que, para zada”, num acidente ocorrido no corro pré-hospitalar”, afirmou. esta associação uma relação de nós, é uma envolvente da empre- verão, mas à data do sinistro, a Em dia de aniversário, os estreita parceria, colaboração e sa com a sociedade e um retor- direção já pensava adquirir uma bombeiros foram ainda agracia- respeito mútuo, que constitui no da empresa para a socieda- viatura similar, para render uma dos com um monitor de sinais uma importante mais-valia para de”, explicou. que está “com elevadíssima qui- vitais, dádiva das empresas Ar- todos os habitantes do conceA ambulância vai reforçar o lometragem”. “Mantemos a ne- maco e Trofa Malhas, um desfi- lho”, afirmou a autarca. C.V.


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Aprovado regulamento para atribuir “regalias” extra aos voluntários disponibilidade e permanência ao serviço do seu corpo de bombeiros, acima da média”. As regalias serão conhecidas “até 1 de dezembro”, data em que o regulamento entrará em vigor. “Manifestar a minha satisfação por sentir que sempre que Sensíveis às dificuldades vi- se fala em dificuldades, esta direção não fica indiferente e porvidas por muitos bombeiros, e para reconhecer o serviço pres- que este é também o momento tado à população, a direção e o de apelar às entidades compecomando uniram-se para conce- tentes, urge diligenciar no sentider regalias extraordinárias aos do de criar ou estabelecer alguvoluntários. Nas comemorações mas condições de segurança do 37º aniversário da Associação para que os bombeiros, em geHumanitária dos Bombeiros Vo- ral, e os da Trofa, em particular, luntários da Trofa (AHBVT), no possam desempenhar a sua funsábado, que coincidiu com o Dia ção sem receio que um acidenMunicipal do Bombeiro, Pedro te lhes possa impossibilitar a continuidade do seu desempeOrtiga, presidente da direção, anunciou a aprovação de um re- nho como bombeiro e de ter uma gulamento interno, que visa “atri- vida digna enquanto cidadão”, buir recompensas adicionais e apelou Filipe Coutinho, na sesnão previstas na legislação” àque- são solene das comemorações. Como é habitual, na cerimóles que “cumprindo, todas as exigências legais de tempo de nia também se fizeram condecoserviço (horas mínimas de servi- rações aos bombeiros que comço e formação), acrescentam pletaram cinco, 10, 15, 20, 25 e A 1 de dezembro entra em vigor, na corporação de bombeiros da Trofa, um regulamento interno que visa atribuir “recompensas adicionais e não previstas na legislação” aos voluntários.

Trifitrofa recebeu, por Jaime Azevedo, reconhecimento da associação

30 anos de serviço na corporação trofense. Os soldados da paz receberam medalhas da AHBVT, da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto e da Câmara Municipal da Trofa. Filipe Coutinho, comandante interino dos Bombeiros Voluntários da Trofa, afirmou que sente “orgulho” de, nos últimos quatro meses, “ter liderado uma corporação de verdadeiros heróis”. “É

de enaltecer que estes homens e mulheres, no desempenho das suas funções, tanto tenham dado ao serviço dos outros, sem reclamar algo em troca. Estes bombeiros merecem muito mais que uma condecoração de cinco em cinco anos, do que um jogo de futebol em Lisboa ou de serem chamados de heróis, estes bombeiros, merecem, acima de tudo, respeito como pessoas e reconhecimento como voluntá-

Bombeiro com 10 anos de serviçoBombeiros com 20 anos de serviçoBombeiros com 30 anos de serviço

Bombeiros com 15 anos de serviço

Bombeiros com 25 anos de serviço

rios”, defendeu. Pelas dádivas que fizeram ao longo da existência da associação, a empresa Trifitrofa e o trofense Henrique Carneiro foram homenageados com o título de sócios beneméritos. A igreja também se associou à corporação e, no próximo fim de semana de 12 e 13 de outubro, todos os ofertórios das missas que se realizem no concelho revertem integralmente para o apoio aos bombeiros voluntários. Para além da tradicional romagem à rotunda que homenageia os bombeiros, para lembrar os soldados da paz já falecidos, e do desfile de viaturas, o aniversário também ficou marcado pela apresentação de um site (www.b ombeirostrofa.pt), que vai permitir ampliar o alcance da comunicação da associação. Até ao fim do ano, decorre a campanha de angariação de sócios, que isenta a joia de inscrição, com objetivo de aproximar a população à associação humanitária.


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De jovem político a presidente de Câmara

Sérgio Humberto toma posse no dia 21 de outubro, pelas 21.30 horas, no salão nobre dos Bombeiros Cátia Veloso

Sérgio Humberto é o terceiro presidente da Câmara Municipal da Trofa. Liderou um projeto da coligação de direita e mereceu a confiança da maioria da população que votou no dia 29 de setembro. Com 37 anos, Sérgio Humberto foi eleito presidente da Câmara Municipal da Trofa. Há quatro anos contava com um percurso discreto do seio político, marcado pela presidência da JSD e pela assunção de responsabilidades na autarquia, como assessor do então presidente Bernardino Vasconcelos, durante o mandato 2005/2009. A derrota de Vasconcelos, nas eleições que se seguiram, catapultou Sérgio Humberto para a liderança da estrutura concelhia do PSD, a que se seguiu as eleições para o conselho nacional do partido e para a Assembleia da República, onde tomou posse há cerca de três meses. Mas a população não permitiu que “aquecesse” a cadeira no Parlamento, ao elegê-lo presidente da Câmara Municipal da Trofa, nas eleições de 29 de setembro. O projeto construído pelo PSD em parceria com o parceiro de direita (CDS-PP) foi validado pelos trofenses que, num gesto raramente visto nas autárquicas, depuseram um autarca (neste caso, Joana Lima) ao fim do primeiro mandato. Depois da euforia dos resultados e de uma viagem a Lisboa,

para intervir na Assembleia da República, usando o próprio exemplo para defender a coligação que também sustenta o Governo, Sérgio Humberto regressou à Trofa onde, brevemente, vai assentar arraiais do ponto de vista político. Para a primeira entrevista concedida ao NT, depois dos resultados eleitorais, Sérgio Humberto escolheu como local o lugar de Feira Nova, perto da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado, onde obteve pior votação. “Aqui, perdemos as eleições para a Câmara Municipal por cerca de mil votos, por isso quero dar um sinal a esta população que não é pelo resultado nem por não ter acreditado no projeto Unidos Pela Trofa, que vai ficar encostada a um canto. Ninguém vai ficar para trás connosco”, afirmou. A última frase foi, de resto, um dos chavões utilizados pelo presidente eleito durante a campanha eleitoral e continua a ser utilizado mesmo com as derrotas da coligação para as freguesias do Muro (venceu o independente Carlos Martins) e União do Coronado (venceu José Ferreira, do PS). “Eu não nego que gostava que o vencedor em S. Mamede e S. Romão fosse outro, assim como no Muro, porque tínhamos projetos articulados e conjuntos, mas, agora, há que tentar coordenar o projeto do Unidos Pela Trofa da Câmara Municipal com os dos que foram encabeçados por pessoas de outras listas. Obviamente que da autarquia existirá todo o respeito e formalismo que têm de exis-

tir”, sublinhou. A coligação do PSD/CDS-PP venceu a União de Freguesias de Bougado, com Luís Paulo, Covelas, com Feliciano Castro, e União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões, com Adelino Maia. Vereador das finanças ainda não foi revelado Antes das eleições, em entrevista ao NT e à TrofaTv, Sérgio Humberto escusou-se a avançar sobre quem iria ficar à frente do pelouro das Finanças, um dos mais sensíveis, tendo em conta a frágil saúde financeira da autarquia. Novamente questionado sobre o assunto, agora como presidente eleito, Sérgio Humberto manteve o suspense, alegando que nem as pessoas que fazem parte do novo executivo sabem, apesar de “ter isso muito organizado na cabeça”. “Primeiro vamos tomar posse, depois marcar uma reunião com as pessoas que vão liderar o executivo camarário, para distribuir os pelouros e, aí, sim tornaremos público”, afirmou. A três dias das eleições, a Câmara Municipal anunciou que o Tribunal de Contas tinha visado o Programa de Apoio à Economia Local para a Trofa, num empréstimo de mais de 30 milhões de euros. Durante 15 anos, mensalmente, o município terá uma prestação de 400 mil euros para liquidar. Este encargo pesado, segundo Sérgio Humberto, “não belisca em absolutamente nada” o que foram as propostas apresentadas pela coligação durante a campanha. “Nada foi pen-

sado de forma avulsa e de forma irresponsável. Nós sabemos que as condições do PAEL vão restringir a autonomia financeira da próxima Câmara Municipal. Já estávamos a contar com isso, é um encargo que tem de ser assumido, porque temos que pagar aos fornecedores a quem a Câmara deve. Mas já estava tudo articulado, nada foi pensado de forma avulsa e irresponsável”, asseverou. Porém, Sérgio Humberto está ciente que terá de haver “obrigatoriamente” comparticipação de fundos europeus e nacionais nos projetos ambicionados pela coligação. Um exemplo dessa sensibilidade, acrescentou, foi a celebração do protocolo com os candidatos eleitos dos municípios da Maia (Bragança Fernandes) e Vila Nova de Famalicão (Paulo Cunha). “A política dos próximos tempos tem de ser feita com projetos intermunicipais e quem está à frente de um muni-

cípio ou freguesia tem que olhar para projetos que, muitas vezes, se sobrepõem para lá daquilo que é o território que está a administrar. Se Famalicão pode estar bem, a Trofa pode estar ainda melhor. Portanto nós não vivemos com o mal dos outros, nós vivemos com o nosso bem e temos que programar e projetar isso de uma forma séria”. “Apesar de os últimos dados serem indicadores de retoma, as pessoas ainda não sentem isso no seu bolso e só quando começarem a sentir, é que vão perceber que valeu a pena alguns sacrifícios. Sabemos que, muitas vezes, o Governo não fez tudo bem, mas só conseguimos sair desta crise, em termos nacionais, depois de a Troika sair de cá. É esse o nosso objetivo, honrar os nossos compromissos e quanto mais cedo melhor. Mas só conseguiremos se tivermos uma Câmara estruturada”, afiançou.

“Reestruturar” serviços da Câmara Sérgio Humberto considera que o facto de ter sido técnico na Câmara Municipal é “positivo”, uma vez que a conhece “por dentro”. Pela experiência que adquiriu, defende que a autarquia precisa de uma “reestruturação”. “Esse problema já existe há algum tempo, pois tem um enorme encargo com despesas correntes, com pessoal, e cada vez mais havia menos espaço para fazer investimento. O que tem de acontecer é uma reestruturação correta e séria, solicitando aos funcionários para terem em atenção esse facto e apelando ao seu profissionalismo”, evidenciou. O presidente eleito defende que, por exemplo, na área das Obras Particulares, “não se pode ficar à espera de uma licença durante um ano e meio” e comparou com Famalicão, afirmando que nesse município a emissão demora “dois meses”. Mas a atuação do novo executivo não deve ficar por aí: “As divisões não podem funcionar como quintas, ou seja, a divisão da Educação não é uma oposição à divisão de Planeamento e Ordenamento do Território, assim como a de Recursos Humanos não é adversária da de Finanças. Todas elas têm de trabalhar em conjunto, pois fazem parte da mesma equipa que tem de prestar um serviço àqueles que, no fundo, são os patrões da Câmara, que são os munícipes”. Sérgio Humberto rejeitou ainda os números apresentados pelo executivo que está a terminar o mandato, sobre o superavit obtido em 2012, de dois milhões de euros. “Nós sabemos que cinco milhões de euros ficaram num gavetão, para não entrarem nas contas, por isso, houve um défice e nós temos que ter essa consciência”, frisou.


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Pneus: sinais de alerta para trocar Verifique regularmente o estado geral dos pneus do seu carro. Inspecione o piso e os flancos laterais visíveis. Por norma, quando não conseguir evitar um buraco, deve dirigir-se o mais rapidamente possível a uma oficina para verificar o pneu e a jante afetados. Nessas inspeções, poderá deparar-se com o diagnóstico de desgaste irregular, muitas vezes, devido ao mau alinhamento da direção. Aparentemente, o pneu pode parecer estar dentro dos limites, mas na faixa exterior ou interior, apresentar um desgaste bastante mais acentuado. Neste caso, peça à oficina para equilibrar a direção.

Bolhas ou rasgos que atingem a tela lateral, por se raspar nos passeios, são motivo para trocar de pneus. Esse defeito pode provocar o rebentamento, sobretudo com o aquecimento nas viagens em autoestrada, e comprometer a segurança dos ocupantes. Mais difíceis de verificar, mas de igual importância, são as bolhas e os rasgos no flanco interior. Peça ajuda na oficina. Existem alguns defeitos que podem ser remendados, sobretudo os furos no piso do pneu. Oiça o parecer de um mecânico quando, na inspeção, detetar alguma anomalia e avaliar a viabilidade da reparação. Além destas situações, deve trocar os pneus quando o relevo atingir 1,6 milíme-

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tros ou os indicadores de desgaste den- sempenho alteram-se. A troca deve ser tro dos relevos longitudinais principais do realizada no início da estação mais chuvosa e de frio. pneu se encontrarem nivelados com o Quando as temperaturas aumentam, piso. as chuvas diminuem e a neve desaparePneus de Inverno e de Verão ce, substitua pelo jogo de pneus de veSe vive numa região de clima muito rão. Os pneus para todas as estações têm húmido e chuvoso, ou circula em zonas de frio intenso, pondere a compra de um desempenhos inferiores aos de verão ou de inverno nas respetivas épocas. Por conjunto de pneus de inverno. A diferença na travagem e no controlo isso, o melhor é comprar dois jogos de do carro é significativa. A borracha dos pneus. Porém, se o clima for muito incerpneus de verão perde elasticidade com to, até podem ser um bom compromisso. temperaturas inferiores a 7°C. Como Fonte: Deco Proteste consequência, as características e o de-


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Condução eficiente protege pneus

Quando trocar as escovas limpa para-brisa Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Muitas vezes as escovas limpa para-brisa passam despercebidas no quotidiano de um condutor. No entanto, é uma peça essencial para a segurança do automóvel. Sabia que deve trocar no máximo uma vez por ano a parte de borracha das escovas? Mais do que tirar o excesso de água durante a chuva ou de retirar a sujidade do vidro, as escovas limpa para-brisa devem ser tido em conta no sistema de segurança do automóvel, uma vez que ao alterar a sua visão durante a condução, poderá provocar um acidente. Além de afetar a sua visão da estra-

da, as escovas desgastadas podem danificar o para-brisas. As condições da estrada e do meio ambiente começam a afetar as escovas, pois a borracha vai sendo gradualmente destruída por insetos e resina no verão e gelo e neve no inverno, provocando fissuras na borracha que provocam estrias no vidro, causando a redução da visão. Às vezes, os danos no para-brisas são visíveis como quando estes deixam faixas por limpar, saltos no varrer das escovas ou até mesmo riscos. As escovas devem ser verificadas periodicamente e substituídas pelo menos uma vez por ano, ou mais frequentemente, caso viaje bastante. Por exemplo, um veículo que faça mais de 18 mil quilómetros por ano, deve substituir as escovas com uma frequência de seis meses.

Os pneus representam entre 20 e Além do tipo de combustível utilizado 30 por cento do consumo de combus- e do automóvel, também o comportamentível dos veículos, sobretudo devido to na estrada influencia o consumo e as à sua resistência ao rolamento. emissões poluentes. É em circuito urbano que o estilo de Controle regularmente a pressão dos condução tem maior influência no consupneus tendo como referência os valores mo e nas emissões de dióxido de carboindicados pelo fabricante. Os sistemas no (CO2) e gases poluentes com implipara monitorizar a pressão dos pneus de- cações na saúde. Neste género de trajeto verão tornar-se obrigatórios em todos os e com um carro a gasolina, um condutor veículos a partir de 2012. agressivo é responsável por um aumento Circular com a pressão abaixo do re- de combustível e de emissões de CO2 comendado pode aumentar o consumo na ordem dos 80%, face a uma conduentre 2% e 10%, pelo que deve verificar a ção económica e segura. pressão, no mínimo, uma vez por mês, Em contrapartida, é na autoestrada sobretudo antes de uma viagem longa. que o tipo de condução menos influencia Deste modo, reduz também o desgaste o consumo e a emissão de CO2. Uma e aumenta a longevidade. vez atingida a velocidade máxima permiPara prolongar o tempo de vida dos tida e em condições normais, não são pneus, evite subir passeios, passar so- necessárias manobras que façam variar bre buracos, rolar em terrenos irregulares significativamente o consumo e a emise travar ou acelerar de forma brusca. As- são de gases, como acelerações e sim poupa dinheiro na compra de novos travagens frequentes. pneus, aumenta a segurança e diminui o impacto ambiental. Fonte: Deco Proteste


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Ford Focus Electric é uma escolha ecológica Desde que o primeiro Ford saiu da linha de produção, a missão da marca Ford tem sido disponibilizar a todos as tecnologias mais avançadas. O Focus Electric marca o início da “viagem a caminho da eletrificação”. A partir de setembro, a Ford dará início a uma “viagem a ca-

minho da eletrificação”, através do alargamento de uma nova gama que permite aos condutores escolher entre três novos tipos de veículos:elétrico, híbrido plug-in e híbrido, além dos modelos existentes a gasolina e diesel. Estes novos modelos são idênticos aos seus homólogos em quase todos os aspetos, podendo desfrutar da mesma dinâ-

Focus Eletric pode ser carregado em casa numa tomada normal

mica de condução avançada, tecnologias excecionais e funcionalidades inovadoras que todos os veículos Ford oferecem. O Focus Electric é o primeiro veículo totalmente elétrico, que é alimentado exclusivamente por um sistema de bateria de lítio-ião avançado, que proporciona uma autonomia de 162 quilómetros e uma velocidade máxima de 136 quilómetros por hora. O Focus Electric é um dos veículos mais eficientes em estrada dos nossos dias e como pub

não utiliza combustível, não há emissões de escape. Com o Focus Electric nunca mais terá de abastecer com combustível tradicional, existindo três formas muito simples de carregar o veículo. Para começar, existe a conveniência de carregar o veículo em casa numa tomada normal ou numa caixa de carregamento. Em alternativa, existem também (e um número cada vez maior) postos de carregamento públicos. O Focus Electric é alimenta-

do por um sistema de bateria de lítio-ião avançado, de alta tensão de 23 quilowatts, com arrefecimento a líquido. Este veículo totalmente elétrico foi especialmente preparado para reduzir a perda de energia e geração de calor. Além disso, dispõe de um sistema avançado de aquecimento/arrefecimento líquido para regular a temperatura da bateria e prolongar o tempo de vida da mesma. Desta forma, consegue mais de autonomia em cada carregamento.


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Aspetos a ter em conta na compra de um automóvel usado Em muitos casos, a compra de um automóvel usado pode ser uma ótima escolha. Na hora de ir ver o veículo em questão, deve ter alguns aspetos em conta. Uma das vantagens de comprar um veículo usado é o de comprar um melhor que não seria acessível enquanto novo. No entanto, no momento de visualizar o automóvel há alguns aspetos que deve ter em conta, como verificar se existem danos visíveis. Quanto ao aspeto exterior, deve verificar se na carroçaria não existem pontos de ferrugem nas quinas, portas e zonas de escoamento de água, se o capôt e portas abrem e fecham corretamente ou se apresentam algum tipo de anomalias, como rachas, amolgadelas e/ou riscos, se existem anomalias nos faróis da frente ou nos laterais, como rachas ou danos provocados por gravilha, e se as luzes estão a funcionar corretamente ou se aparentemente se encontram alinhadas. Já no interior, deve ver se os estofos não estão danificados, rasgados ou sujos e se os bancos deslizam bem nas calhas e prendem nas diversas posições, devendo regular os bancos em diversas posições. Teste os cintos de segurança e se as molas de enrolamento dos cintos ainda funcionam na perfeição, bem como todos os acessórios, botões e interruptores, devendo ainda experimentar o travão de mão e se a luz respetiva aparece no painel. Ajuste todos os espelhos, abra e feche todos os vidros e teste o fecho cen-

tral. Analise o aspeto das chaves, da fechadura de ignição, verifique o volante e veja se há folgas na direção, mexendo-o para os dois lados para ver se as rodas respondem à ação. Ligue o carro e verifique se existe alguma luz de aviso no painel de instrumentos, de avaria ou de aviso de revisão próxima ou que já devia ter ocorrido. Ao visualizar os pneus, deve verificar o tamanho, confirmando se a espessura dos rasgos é superior ao mínimo legal (normalmente 1.6 milímetros) e reparando se na parte lateral dos pneus existem rachas, rasgões ou objetos estranhos. No motor há que ter em conta o nível de óleo, a sua cor e viscosidade, podendo ter uma ideia da forma como o proprietário tratou o carro, verificar o depósito do líquido de refrigeração do motor e o aspeto da bateria e a sua data de validade. Com o carro em movimento, teste a viatura em diversas superfícies, tanto lisas como irregulares, arranque e pare o carro, ande tanto para a frente como para trás e gire o volante em ambos os sentidos. Tente várias travagens de emergência para verificar os travões, devendo a viatura parar firmemente. Experimente a transmissão em todas as velocidades e verifique se não existem ruídos anómalos. Verifique se não há trepidações no volante e, ao largar a direção em linha reta, se o carro não “foge” para um dos lados. Há que ter em conta se o veículo tem todos os equipamentos de segurança obrigatórios, bem como dos documentos.

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Resultados Camadas Jovens CD Trofense Juniores A 2ª Divisão Nacional CD Trofense 5-0 FC Famalicão (6º lugar, 9 pontos) Iniciados A Camp. Nacional - série B Boavista FC 4-0 CD Trofense (8º lugar, 5 pontos) Iniciados B 2ª Divisão Distrital - Série 6 Nogueirense FC 0-5 CD Trofense B (8º lugar, 3 pontos) Juvenis A 1ª Divisão distrital - Série 1 CD Trofense 4-0 FC Foz (1º lugar, 9 pontos) Juvenis B 2ª Divisão Distrital - Série 3 Hernâni Gonçalves 0-3 Trofense (2º lugar, 3 pontos) AC Bougadense Iniciados 2ª Divisão distrital - série 6 Bougadense 2-1 FC Caldas (3º lugar, 6 pontos) Juvenis 2ª divisão distrital – série 3 Rio Ave B 7-0 Bougadense (10º lugar, 0 pontos) 2ª Divisão distrital - série 5 S. Martinho 0-0 Bougadense (4º lugar, 1 ponto)

Ginásio da Trofa no Grande Prémio de Marco de Canaveses A cidade de Marco de Canaveses acolheu mais uma edição do Grande Prémio de Atletismo, neste sábado, dia 5 de outubro, onde participaram atletas do Ginásio da Trofa. José Silva (1º), Sandra Sá (2º) e Naiara Crivelaro (6º) representaram o clube no escalão de infantis, enquanto Vítor Martins (1º), Daniela Pontes (2º), Paulo Neto (3º) e Krystyna Pavyluk (3ª) representaram no escalão de iniciados. Já em juvenis, Tiago Silva e Andreia Rodrigues conquistaram o 1º lugar, Elsa Maia foi 2ª e Ana Ribeiro a 3ª. Em juniores, correu João Ferreira, que terminou no 2º posto. P.P.

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Porfírio Amorim regressa para dar a manutenção ao Trofense Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Em menos de uma semana, a direção do Trofense dispensou um treinador e arranjou o substituto. Porfírio Amorim regressa para render Luís Diogo e na bagagem traz o passado da “quase” subida à 1ª Liga. Porfírio Amorim regressou como treinador da equipa do Trofense, depois da saída de Luís Diogo, que não resistiu à falta de triunfos no campeonato da 2ª Liga, com nove jornadas realizadas. Com a direção do clube, Porfírio Amorim assinou um contrato válido até ao final da época. O novo técnico, que comandou a equipa sénior na época 2010/2011 e que não subiu à 1ª Liga por um ponto (atrás de Feirense e Gil Vicente), orientou o treino na quarta-feira. Em declarações ao NT e à TrofaTv, no final do treino, Porfírio Amorim revelou que encontrou “serenidade” no seio da equipa, apesar “de alguma tristeza” pela ausência de vitórias no campeonato. “É óbvio que isso deixa marcas e faz com que a equipa esteja desconfiada dela própria, fruto da sua constituição, com jogadores muito jovens”, referiu. A “prioridade” do novo comando técnico “é tirar a equipa da situação difícil em que se encontra, o mais rapidamente possível”, acrescentou o treinador que está “confiante”, apesar de “a tarefa não ser fácil”. Porfírio Amorim fez questão de distanciar a realidade atual com aquela que viveu na época 2010/2011, justificando-se com “as posses do clube”, que “não são as mesmas da altura”. “Temos de redefinir estratégias e adaptarmo-nos à realidade. Fizemos um trabalho único, reconhecido por todos, mas agora queremos fazer a história de uma forma diferente, porque é uma nova realidade”, frisou. Sobre o jogo com o Marítimo B, que foi antecipado para domingo, às 16 horas, Porfírio Amorim admitiu que, “se pudesse escolher”, optaria por não antecipar a partida, já que acredita que assim “o Marítimo B terá a oportunidade de ir buscar mais

Porfírio Amorim está ciente que tarefa de garantir manutenção “não é fácil”

jogadores à equipa principal, que têm jogado menos ou que vêm de lesões e apresentar-se-á mais forte”, enquanto o Trofense “está numa fase de alteração de processo”. O jogo vai ser transmitido em direto pela MarítimoTv (www.maritimo.tv) e na Meo Kanal, no número 569209. O técnico não se quis alongar sobre a saída da Olhanense, onde era adjunto de Abel Xavier, cingindo-se a referir que “foi uma despedida muito cordial”. Porfírio Amorim traz consigo o preparador físico, Luís Pinto, enquanto Vítor Oliveira mantémse na equipa técnica como técnico-adjunto. Presidente acredita que “tempo mostrará que foi a melhor opção” Paulo Melro explicou que os resultados que o Trofense apresentou até à 9ª jornada da 2ª Liga “não eram consentâneos com o projeto” e apesar das “tentativas para corrigir o que se pedia, chegou uma altura em que se tinha de fazer alguma coisa”. “Os resultados foram cortando espaço de manobra”, afirmou. A direção decidiu prescindir do serviço do treinador Luís Diogo que, por mútuo acordo, saiu do clube. Na hora de escolher o

sucessor, o “primeiro pensamento” de Paulo Melro recaiu sobre Porfírio Amorim. “A dúvida que se colocava era se ele estaria ou não disponível para aceitar o nosso projeto, mas foi muito fácil. Ele mostrou logo disponibilidade e, por questões formais demoramos alguns dias para o anunciar. Estou convicto que o tempo mostrará que esta foi a melhor opção, neste momento”, afiançou. O presidente do clube afirmou que a cereja no topo do bolo seria que o treinador, para além de tirar a equipa do último lugar e garantir a manutenção, conseguisse um “retorno financeiro” com lançamento de jogadores para o mercado futebolístico. Luís Diogo considera que direção tomou “atitude precoce” A derrota com o Desportivo das Aves, por 4-1, na semana passada, fez transbordar o copo. Sem nenhuma vitória ao fim de nove jornadas no campeonato, a direção do Trofense decidiu colocar um ponto final no vínculo com o treinador Luís Diogo. A rescisão foi acertada por “mútuo acordo”, mas apesar de “aceitar” a falta de triunfos como justificação, Luís Diogo considerou que a decisão dos responsáveis do

clube foi “precoce”. “Serei o último a deixar de acreditar neste projeto e no valor dos jogadores e na capacidade em atingir o objetivo. Não chegamos nem a um quarto do campeonato, ainda há muitos jogos pela frente”, afirmou em declarações ao NT. O técnico fez questão de relembrar que “o plantel foi formado do zero, com muitos jogadores novos, e não só em idade, e com várias nacionalidades”. “Os resultados não espelham o trabalho que foi feito. A equipa ainda tem muito para melhorar, mas quem pegar nela vai herdar um trabalho bem feito, com um grupo mais organizado e maduro do que quando o encontramos”, frisou. À nova equipa técnica Luís Diogo aconselha a “ter tolerância e paciência, sem pressionar os jogadores que necessitam de tranquilidade para atingir a vitória”. “Continuo a dizer que o plantel tem qualidade para conseguir não só suportar uma situação desagradável como para dar a volta”, continuou. Do ponto de vista pessoal, Luís Diogo admitiu que este “não era o início de carreira que ambicionava” e garantiu “refletir sobre as ilações positivas e negativas” que tirou desta experiência.


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10 de outubro de 2013

Trofense empata com Braga B Em encontro da 10ª jornada da 2ª Liga, Trofense e Braga B empataram a uma bola. Sem vitórias, o Trofense mantém-se no último lugar da tabela. Naquele que foi o primeiro jogo do Clube Desportivo Trofense após a saída do técnico Luís Diogo, a equipa da Trofa disputou a 10ª jornada da 2ª Liga com outra dinâmica e com duas estreias no onze inicial, o brasileiro Marcelo, da Kourusport, e do ex-júnior André Viana. A primeira oportunidade de golo pertenceu à equipa minhota, com um remate de Kappel, após mau alívio de Mesquita, para as mãos de Conrado. O Trofense mostrou mais vontade de vencer, e, aos 11 minutos, Mateus Fonseca cruzou de cabeça para Viafara, que mandou por cima da baliza de Kritciuk. Cinco minutos mais tarde foi a vez de André Viana tentar a sua sorte, mas, primeiro mandou para fora e depois atirou ao poste. Na segunda parte, voltou a ser o Trofense a mostrar superioridade. Preciado atirou às mãos do guarda-redes e André Viana atirou por cima da baliza.

E como diz o ditado “tantas vezes vai o cântaro à fonte até que quebra”, o golo do Trofense não tardou a chegar. Aos 58 minutos, Mateus Fonseca aproveitou assistência de Marcelo e deu vantagem à equipa da casa. O Braga B ainda tentou chegar ao empate. Com passe de Diogo Coelho, Ribeiro ainda tentou acertar na baliza, mas atirou por cima. Pouco depois, os bracarenses pediram grande penalidade por alegada falta de Conrado sobre Welthon, mas o árbitro Rui Costa mandou seguir o jogo. A equipa minhota conseguiu chegar ao empate, aos 75 minutos, num lance de jogo caricato. Osuchukwu aproveitou o cruzamento de Welthon para atirar à baliza, que, depois de bater no poste fez ricochete em Conrado e entrou na baliza. Até ao final da partida, as melhores oportunidades pertenceram ao Trofense. Diogo Ribeiro podia ter feito a reviravolta, mas Conrado fez uma grande defesa. Antes de fazer a análise à partida, Vítor Oliveira, técnico interino do Trofense, endereçou a Luís Diogo e a toda a sua equipa técnica “as maiores felicidades para o futuro e para a sua

Marcelo tenta recuperar a bola de Osuchukwu

carreira”. Relativamente ao resultado, Vítor Oliveira declarou que o “ponto é merecido” e de “arranque para o novo ciclo que irá iniciar brevemente”. “O Trofense fez uma excelente primeira parte e também iniciamos bem a segunda. A partir do golo, penso que, se calhar, pelo aspeto psicológico, a equipa retraiu-se um pouco, o Braga B ganhou confiança, empurrou-nos um pouco para o nosso setor defensivo e acabou por empatar”, referiu. Quanto à escolha de Marcelo e André Viana para o onze inicial, o treinador salientou que estes têm “qualidade” e que “globalmente fizeram um bom jogo”, ficando “provado que quando se

trabalha no máximo diariamente, quando as oportunidades surgem dá-se uma boa resposta”. Já José Costa, técnico do Braga B, referiu que a “vitória” podia ter “caído para um lado ou para o outro”, referindo que a “chave do jogo” podia estar “naquele lance em que se transformou uma grande penalidade clara, uma possível expulsão e um possível golo”, na “situação de vantagem” à formação minhota, que, na sua opinião, terminou o jogo “mais por cima do Trofense”. O Trofense, que continua no último lugar da tabela classificativa com cinco pontos, deslocase no próximo domingo, 13 de outubro, ao reduto do Marítimo B.

Atletas nacionais no Campeonato do Mundo Este ano, o Campeonato do Mundo de Powerlifting vai decorrer na cidade de Praga, na República Checa, entre os dias 26 de outubro e 2 de novembro. Nesta prova vão estar presentes “vários atletas nacionais, naturais de Vila do Conde”, bem como “um vasto leque de atletas que treinam na região”. Segundo Sandro Eusébio, responsável pela WTP Portugal, sediada em Alvarelhos, os treinos “já se intensificam e espera-se uma boa prestação nacional”. Já em junho, a WTP Portugal realizou o Campeonato Europeu de Powerlifting, em Vila do Conde. Numa prova onde participaram “mais de 300 atletas”, Portugal arrecadou “mais de três dezenas de medalhas de ouro”, revelando assim “uma forte prestação da comitiva portuguesa”, contou. P.P.


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10 de outubro de 2013

Bougadense estreia-se em casa com derrota O Atlético Clube Bougadense estreou-se a jogar em casa neste campeonato frente ao Crestuma, que venceu a partida por 2-1. O técnico do Bougadense, que foi expulso na segunda parte, fala de “más decisões de quem decide o jogo”. Depois de um minuto de silêncio em honra de Manuel Ramos, o “eterno” presidente do Futebol Clube de Infesta, foi dado o apito para o início da 2ª jornada da 1ª divisão distrital, que opunha o Bougadense ao Crestuma. Apesar de nos primeiros 20 minutos de jogo o Crestuma ter sido superior, o primeiro remate à baliza surgiu aos 15 minutos pelos pés do bougadense Tó Maia, que fez a bola rasar a trave da baliza defendida por Rui. O primeiro golo da partida chegou sete minutos depois, com Pedro a pontapear a bola para o fundo das redes de Carvalho, dando a vantagem ao Crestuma. O Bougadense reagiu bem e correu atrás do prejuízo. Na conversão de um livre, aos 32 minutos, Rúben conseguiu estabele-

Tó Maia deu trabalho à defesa do Crestuma

cer a igualdade. Cinco minutos volvidos, o Bougadense podia obter a vantagem, mas, na conversão do livre, a bola saiu por cima da baliza. Aos 41 minutos, no contraataque da equipa da casa, um jogador do Crestuma cortou a bola, tendo deixando dúvidas se o terá feito com a mão.

Já no início da segunda parte, Tó Maia quase conseguiu marcar, aos 25 segundos, mas Rui conseguiu afastar a bola por cima da baliza. Aos dez minutos de jogo, Miguel, isolado, podia fazer o 2-1, mas foi assinalado um suposto fora de jogo. Aos 23 minutos, o Bougadense introduziu a bola dentro da baliza,

mentos, com a expulsão de Pires, por acumulação de cartões amarelos. A expulsão deixou os forasteiros mais desequilibrados e, se durante a primeira parte os romanenses conseguiram travar grande parte das constantes investidas do Sangemil, no segundo tempo a equipa mostrouse mais permeável. O setor ofensivo também apresentou pouca eficácia, não só pelas menores linhas de passe disponíveis dada a inferioridade numérica, mas também foi notória a falta de maturidade na tomada de decisão durante a progressão com bola, o que permitiu ao Sangemil fazer várias recuperações de bola e contra-ataques rápidos. A segunda parte expôs os desequilíbrios defensivos do S. Romão e, na entrada para os 60 minutos, assistiu-se a uma sequência de golos do Sangemil. Primeiro foi China a colocar a bola na baliza de Jorge, seguindo-se César e pouco depois Renato. Apesar da vantagem de 5-0, a equipa comandada por Hugo Pancho continuava com sede de golos e por isso constantemente a bola rolava no meio campo

do S. Romão, sem dar descanso ao guarda-redes trofense. O resultado fechou aos 80 minutos, com Vitinha a fazer o sexto golo da casa. O treinador vencedor, Hugo Pancho, resumiu o resultado como “um reflexo do bom trabalho realizado durante a semana por um grupo muito empenhado”. A convite da direção do FC S. Romão, António Duarte, que já treinou escalões de formação do clube, passou a assumir os treinos do grupo de seniores, juntamente com Flávio Ferreira (treinador de guarda-redes) e Rui Silva (preparador físico), ambos também com historial no clube. O atual treinador principal dividiu o jogo em duas partes: “Na primeira metade, a equipa esteve muito empenhada e deu o tudo por tudo. Perto do intervalo, a expulsão do nosso lateral esquerdo deixou-nos condicionados, o que associado a uma quebra física culminou neste resultado tão avultado”, declarou. A liderar a equipa há pouco mais de uma semana, António Duarte garante que “o resultado não é o mais importante neste momento”, uma vez que não veio

mas o lance foi anulado por outro fora de fogo. Três minutos volvidos, e sem ninguém prever, o Crestuma fechou o resultado em 1-2, com um golo de Flávio. Nos minutos finais do jogo, a equipa de Bougado ainda tentou chegar ao empate, mas os ataques eram travados pelo árbitro assistente, que por diversas vezes assinalou fora de jogo. Durante a etapa complementar, João Cruz, treinador do Bougadense, foi expulso do banco. Em declarações ao NT, o técnico salientou que a estreia em casa “podia ter corrido bem”, sendo que existem “dois fatores que pesam” na derrota: “O desacerto ofensivo da equipa em questões de oportunidades criadas” e as “más decisões de quem decide o jogo”. “O que se passou aqui foi uma palhaçada. Ando no futebol há uns anos e, nestes anos de carreira que tenho, foi a primeira vez que fui expulso do banco. Chegamos ao intervalo e alertei os meus jogadores que tínhamos capacidade para fazer mais, mas quando as coisas acontecem no futebol da maneira que acontecem a este nível é

S. Romão goleado pelo Sangemil O Futebol Clube de S. Romão foi goleado pela Mocidade Sangemil por 6-0. Equipa romanense foi liderada por António Duarte, depois da saída de Pedro Ribeiro, por decisão da direção do clube. Ainda com pouco tempo de intervenção junto do grupo, o novo treinador sente-se motivado e confiante. O primeiro jogo da época 2013/2014 da série 1 da 2ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto colocou frente a frente a Mocidade Sangemil e o Futebol Clube S. Romão, que foi goleado por seis bolas a zero. Desde o início da partida que a equipa da casa deteve maior posse de bola e agressividade ofensiva. Foi sem surpresa que, aos 15 minutos, o Sangemil protagonizou a primeira oportunidade, através de uma grande penalidade, mas Tecla desperdiçou ao rematar por cima da baliza. O golo surgiu perto dos 40 minutos de jogo. Paulo Silva rematou contra “os ferros” e, na recarga, Tecla inaugurou o marcador. Poucos minutos depois, o S. Romão ficou reduzido a dez ele-

muito complicado. Hoje fomos claramente prejudicados. O Crestuma foi beneficiado por um bandeirinha do lado da bancada e não por um trio de arbitragem”, frisou. João Cruz foi mais longe e elencou que dos “seis ou sete” ataques que o Bougadense fez, “três foram anulados”. “Aliás, num lance, um jogador parte do meio campo e o bandeirinha marca fora de jogo. Só se as leis alteraram, mas normalmente atrás da linha do meio campo não há foras de jogo, inclusive estamos a falar de um atraso do jogador adversário”, concluiu. Na análise à partida, Vítor Moreira, treinador do Crestuma, afirmou que a vitória deu “uma motivação extra”, uma vez que é “sempre bom ganhar fora”. “O mais importante era levar os três pontos e semana após semana dignificar o nosso clube. O nosso objetivo é só a manutenção”, referiu. Com esta derrota o Bougadense desce ao 10º posto, com três pontos. Na próxima jornada, a realizar-se pelas 15 horas de domingo, a equipa de Santiago desloca-se ao reduto de Perosinho.

Mocidade Sangemil goleou o S. Romão por seis golos

para o grupo para “apresentar já vitórias”, mas com o “objetivo primário de criar uma equipa, fomentar alguns automatismos de comportamentos e competência de jogo”. “Nesta equipa temos grandes potencialidades, nomeadamente no meio-campo. Claramente terá que ser trabalhado e talvez seria importante uma ou outra peça para completar este setor, mas de uma forma geral, tanto eu como os meus colegas de equi-

pa técnica temos noção que nos espera um trabalho difícil, mas estou confiante e motivado que conseguiremos fazer um bom trabalho juntamente com estes jogadores”, adiantou “Toni”. Na próxima jornada, o S. Romão recebe o Leça do Balio, que, juntamente com o Sangemil, constituem as duas grandes provas de fogo do campeonato, uma vez que foram as duas formações que desceram de divisão. D.A.


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10 de outubro de 2013

Assembleia Municipal da Trofa EDITAL

Iniciados da ARD Coronado empatam na primeira jornada Diana Azevedo

Desporto como meio de promoção de saúde e socialização é um dos objetivos da Associação Recreativa e Desportiva Coronado. A equipa de iniciados, que disputa o Campeonato Distrital Juniores C na série 2 da 2ª Divisão da Associação de Futebol do Porto, nasceu por isso e começou a época a pontuar com a Juventude Desportiva de Gondomar. “Há cerca de cinco anos que ambicionávamos ter uma equipa de iniciados com o nível federado e finalmente conseguimos. Não foi fácil, temos muitos objetivos

e sonhos, mas poucas pessoas no terreno e por isso foi complicado arrancarmos com esta equipa. Felizmente, conseguimos e estamos orgulhosos por dar a estes miúdos o acesso à prática desportiva com condições semelhantes a bons clubes e de um forma gratuita e, paralelamente, tranquilizarmos familiares porque, enquanto estão connosco a jogar, não estão pelas ruas”, garantiu com orgulho um elemento da direção da Associação Recreativa e Desportiva do Coronado (ARDC), presidida por Hugo Sá. Vítor Maia, treinador do clube, garante que é um trabalho desafiador o de lidar com camadas jovens, mas na sua opinião “mui-

to mais difícil”. “Talvez pela faixa etária em volta dos 14 anos, que é mais instável. Acredito neste grupo, temos grandes potencialidades e há que as trabalhar. Não conheço ainda as outras equipas, mas o que vejo neste grupo dáme garantias de que vamos fazer um bom campeonato e acredito que conseguiremos um dos três primeiros lugares da tabela classificativa”, declarou. A primeira jornada foi defrontada no Pavilhão Gimnodesportivo de S. Romão do Coronado, diante da Juventude Desportiva de Gondomar. Na estreia, a ARDC conseguiu um ponto em resultado do empate a três bolas, com golos de André Correia, Vítor Costa e Bruno Duarte.

Juniores do Muro amealham mais uma vitória Os juniores da Associação Recreativa Juventude do Muro (ARJM) venceram a 2ª jornada frente ao Jaca Futebol Clube, por 3-1. Com mais esta vitória, os murenses ficam no 3º lugar da tabela classificativa da série 1 da 2ª divisão distrital, com seis pontos.

Na próxima jornada, a ARJM recebe o Desportivo Operário Fonte Moura, pelas 19 horas de sábado, 12 de outubro, no pavilhão desportivo da EB 2/3 de S. Romão do Coronado. Resultado diferente teve a equipa sénior da ARJM, que,

num jogo a contar para a 1ª jornada da série 1 da 1ª divisão distrital, perdeu frente ao N.D. Bairro Bom Pastor, por 3-1. Na próxima jornada, a realizar-se pelas 22 horas de sextafeira, dia 11 de outubro, a ARJM recebe a União Custóias FC.P.P.

Tomada de Posse dos Órgãos Municipais JOÃO LUÍS DUARTE FERNANDES , Presidente da Assembleia Municipal, torna público, nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 43.º e 44.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com as respetivas alterações, e do artigo 225.º da Lei Orgânica n.º 1/2001, de 14 de agosto, que a instalação da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal, para o mandato resultante do ato eleitoral realizado no dia 29 de setembro de 2013, terá lugar no próximo dia 21 de outubro de 2013, pelas 21:30 horas, no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, pelo que deverão os cidadãos eleitos para aqueles órgãos comparecer no local, dia e hora indicados, fazendo-se acompanhar de documento comprovativo da sua identidade. Nos termos do n.º 1, do artigo 45.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com as respetivas alterações, realizar-se-á a primeira reunião de funcionamento da Assembleia Municipal, imediatamente a seguir ao ato de Instalação, para efeitos de eleição do Presidente e Secretários da Mesa. Para constar, se publica este edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares públicos habituais. Assembleia Municipal da Trofa, 07 de outubro de 2013 O Presidente da Assembleia Municipal João Luís Duarte Fernandes

Necrologia

S. Martinho de Bougado Albina Reis da Fonseca Sampaio Faleceu no dia 8 de outubro, com 96 anos. Viúva de Adolfo Moreira Machado.

Funerais realizados por Agência Funerária Trofense, Lda. Gerência de João Silva


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10 de outubro de 2013

Atualidade 19

Recordar sempre a Implantação da República

Benjamins procuram-se para o FC S. Romão O FC S. Romão está a captar jogadores para a equipa de benjamins, em futsal. Objetivo do projeto é “promover o gosto pela atividade física e proporcionar melhor desenvolvimento motor e competências de integração”. Tens entre sete e dez anos e gostavas de praticar futsal, participando no campeonato distrital de benjamins? Então, podes integrar os treinos de captação que o Futebol Clube S. Romão está a preparar para formar uma equipa e dar vida à academia de futsal. Os treinos realizamse às terças e sextas-feiras, entre as 20.30 e as 21.30 horas, no pavilhão desportivo da EB 2/3 de S. Romão do Coronado. Se gostares, podes inscreverte e fazer parte do novo projeto que nasceu há um ano com o intuito de “proporcionar aos atletas uma nova experiência, dado que a modalidade ainda não se encontra tão divulgada quanto o futebol”, revelou o treinador, Ricardo Pereira. Apesar de não ter sido tarefa fácil, valeu a “motivação” de “construir um projeto” onde “havia espaço para crescer”. “É um projeto aliciante, preocupamo-nos que

os atletas ganhem cada vez mais gosto pela atividade física e queremos proporcionar-lhes um melhor desenvolvimento motor e das competências de integração”, acrescentou. Ricardo Pereira revelou que “tudo é novo para os novos atletas” que já integram a equipa. Pela frente, os jogadores terão um nível de competição “bastante rigoroso e exigente”, mas não desanimam, mostrando “muita vontade de aprender treino após treino”. “Ainda é muito cedo para definir objetivos, ainda estamos numa fase de construção, mas acima de tudo, com derrotas, vitórias, tristezas e alegrias todos crescemos, tanto como treinadores como atletas”, concluiu. Para qualquer dúvida também pode contactar o treinador (934 875 589), Rui (916 182 500) ou Celeste (912 989 887). Nos dois primeiros jogos, a equipa romanense averbou derrotas, uma com o AM Granja, por 1-16, e com o Modicus de Sandim, por 8-1. Na próxima jornada, defronta o Boavista FC, no pavilhão da EB 2/3 de S. Romão do Coronado, no domingo, às 10 horas. C.V.

Equipa sénior feminina do FC S. Romão

Nova equipa para atacar subida Quando Sandra Dias aceitou o convite da direção do Futebol Clube de S. Romão para treinar a equipa sénior feminina foi logo confrontada com uma situação pouco normal nos clubes: teria que construir uma equipa do zero, já que nenhuma atleta da época transata ficou. Mesmo assim, a técnica, que durante 11 anos esteve à frente dos destinos da extinta formação do Alfenense, não enjeitou o desafio e colocou mãos à obra. Construiu uma equipa de raiz que, esta temporada, vai tentar atingir um dos primeiros três lugares da 2ª Divisão e, assim, subir de divisão. “A equipa está junta há pouco tempo, tem potencial para ficar nas três primeiras posições do campeonato, mas o trabalho ainda agora começou”, afirmou

Sandra Dias, em declarações ao NT. A primeira jornada deu já bons indicadores à treinadora, com uma vitória de 03, no reduto do Amanhã da Criança. Segundo a técnica, o grupo, que tem jogadoras oriundas do GD Covelas, do Alfenense, CJ Malta, Desportivo Jorge Antunes e Desportivo das Aves, “tem assimilado muito bem o modelo de jogo e tem muita vontade em fazer mais e melhor”. No entanto, acrescentou, “há vários pontos em que pode melhorar, como do ponto de vista defensvo e nas transições defesa-ataque”. A próxima jornada joga-se no pavilhão desportivo da EB 2/3 de S. Romão do Coronado. A partida entre S. Romão e CDC Santana está marcada para as 21 horas, de sábado, 12 de outubro.C.V.

O primeiro Centenário da Implantação da República (1910), teve ponto alto a 5 de Outubro de 2010. Hoje conta com 113 anos de vida e muita narração nacional. Apesar de ser eliminado este feriado devemos recordá-lo sempre. Portugal teve uma monarquia de vários séculos e uma história sublime, apesar de muitos momentos menos bons, deu mundo aos novos mundos com a epopeia dos Descobrimentos, “sendo nesta data o maior Império do Mundo.” Os reinados foram-se sucedendo, Lisboa era a capital do vasto Portugal. Porém a Corte Real, no reinado de D. João VI, por sua opção permaneceu no Rio de Janeiro, no Brasil, durante 14 anos, de 1807 a 1821. Esta ideia não foi a melhor, pois contribuiu de forma negativa para os anseios da Nação, causando muita política, pobreza, guerra civil e a ala do liberalismo de D. Pedro I, leva o Brasil à independência em 7 de Setembro de 1822, que era colónia portuguesa. Não aceita ordens reais de Lisboa e, torna-se o primeiro imperador deste grandioso país. Seu irmão D. Miguel, do flanco absolutista tenta inverter estas ideias, mas sem sucesso. A monarquia prossegue com D. Maria II, com muita crise e incertezas. Em 1871, segue-se o rei D. Luís, seguindo-se D. Carlos em 1889, casado com a rainha D. Amélia. D.Carlos regeu Portugal, durante 19 anos com muitas turbulências, pela insegurança política nos vários governos. O país vive numa mergulhada crise, pobreza, analfabetismo e a monarquia treme. Apesar desta instabilidade, o seu reinado tem acontecimentos positivos sociais: em 1884 inicia-se na Alhandra a produção de cimento; na capital constrói-se a Praça da Figueira e a Penitenciária em 1885; o Coliseu dos Recreios em 1890; a Praça de Touros do Campo Pequeno 1892; o Aquário Vasco da Gama em 1896; no ano de 1900 começam os primeiros eléctricos nas ruas, suprimindo as carroças de cavalo. D. Carlos encetou a acção triunfante e enérgica das tropas portuguesas nas Colónias, consolidando ali o nosso domínio. (Captura do Gungunhana, combates de Marraquene, Magul, Coolela e outros). Angola e Moçambique eram terras muito cobiçadas por alguns países europeus, que nos traíam, tais, como Alemanha e Inglaterra. A Revolta de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto foi a primeira investida dos Republicanos para derrubar a frágil Monarquia. Das janelas da Câmara Municipal do Porto, o doutor Alves da Veiga declarou proclamada a nova República. Muita gente do povo envolveu-se e vitoriou os militares apoiantes e republicanos portuenses. Esta Revolução acabou por fracassar, com a investida do Batalhão da Guarda Municipal, que intimidou os bravos revoltosos. Neste mesmo dia reuniu o Conselho de Guerra a bordo do navio (Índia), para analisar a investida e castigar os responsáveis. O Regicídio foi o imbróglio da conspiração contra o rei D. Carlos, que era já muito odiado pelo povo. No dia 31 de Janeiro de 1908, o monarca regressava com a família Real de Vila Viçosa, quando chegou a Lisboa foi baleado com dois tiros, sucumbindo com o seu filho mais velho, o infante Luís Filipe. O sucessor da coroa Real foi o filho mais novo do rei, D. Manuel II, nascido em 1888. Aclamado rei em sessão do Juramento a 6 de Maio de 1908. Era um jovem com 19 anos, apesar do êxito que alcançou o seu reinado viria a abortar, com a ansiada Revolução da República. A Proclamação da República – A Revolução arrebentou por fim em Lisboa, na madrugada de 4 de Outubro de 1910. Altura em que decorria a visita do presidente eleito do Brasil, marechal Hermes da Fonseca. O plano da revolta fracassou com o assassinato do doutor Miguel Bombarda. Machado Santos, a quem os filiados da Carbonária prezavam, de imediato na madrugada do dia 5 de Outubro, consegue apoios militares e numerosos revolucionários que levam armas. No Tejo estavam os cruzadores S. Rafael, Adamastor e D. Carlos, iniciaram o bombardeamento do Palácio das Necessidades onde estava o rei D. Manuel II. Entregou-se sendo levado para o quartel de Mafra. No início da manhã do dia 5 de Outubro, a multidão descia à rua vitoriando a alegria popular deste grande dia. Da varanda da Câmara Municipal de Lisboa foi Proclamada a República, por José Relvas, com muitos republicanos eufóricos. Num período seguinte foi apresentado aos portugueses com entusiasmo, o (Vulto Símbolo da República), uma donzela que cobre a cabeça com o barrete frígio e deixa cair uma túnica em sinal de Liberdade. Em todo o país e nas Colónias, se proclamou a República, em ambiente de alegria. Todos ansiavam por soluções positivas, para o povo que sofria num país sem futuro. No mesmo dia 5 de Outubro, o Rei D. Manuel, sua mãe Rainha D. Amélia, sua avó D. Maria Pia, Infante D. Afonso, irmão de D. Carlos, seguiram no iate real, que os levou a Gibraltar. Depois seguiram para Londres, enquanto D. Maria Pia se exilou em Itália, sua terra natal. Foram aprovados pelo primeiro Governo Provisório os símbolos da República Portuguesa, Hino Nacional passou a ser “A Portuguesa”. Adoptou-se a bandeira com cor vermelha e verde, que substituiu a da Monarquia. Em 24 de Agosto de 1911, o Parlamento elegeu o primeiro Presidente da República, o Dr. Manuel de Arriaga, (1911-1915). Seguintes, Teófilo Braga, (1915). Bernardino Machado, (1915-1917). Sidónio Pais, (1917-1918). Canto e Castro, (1918-1919). António José de Almeida, (1919-1923. Manuel Teixeira Gomes, (1923-1925). Bernardino Machado, (1925-1926). Em 16 anos estes foram as seis personalidades que assumiram a Presidência da República e 45 governos. Nas primeiras eleições em Portugal, datadas de 28 de Maio de 1911, pela primeira vez votou uma mulher, que para tal, teve de pedir autorização. Foi a médica, Carolina Beatriz Ângelo, de Arroios, esta cidadã modelo deu início à Libertação da Mulher, sem direitos de igualdade. No dia 5 de Outubro de 1910 muitos cidadãos não souberam da revolta. Em cada 10 pessoas 8 estavam a trabalhar na agricultura, que era o seu sustento. Cerca de 78% da população era analfabeta. A esperança média de vida era de 48 anos para os homens e 56 para as mulheres. A mortalidade infantil era a mais alta da Europa. O país estava no colapso total, daí a forte emigração num global de 300 mil portugueses. Na Constituição de 1911, surgem grandes problemas de leis. Intensifica-se a acção anticlerical, contra as ordens religiosas. Afonso Costa tinha-lhes ódio de raiva, por isso ordenou atitudes de barbaridade. Viveu-se uma ditadura, em que o bem veio por mal, em muitos aspetos da vida nacional. Hoje Portugal tem aprendido muito com os erros da primeira República e de outras que se seguiram, inclusivamente os das ditaduras. Mas, atualmente a cultura cívica está carecida de muitos valores positivos. E nos tempos que correm de aflição, nos desaires do dia-a-dia não temos orgulho de nós próprios, falta-nos a união e uma missão comum. Portugal necessita de se reencontrar na sua História patriótica. Trofa, 19 de setembro de 2013 - Firmino Santos


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10 de outubro de 2013

Edicao 442  

Edição de 10 de outubro de 2013

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