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19 de setembro de 2013 N.º 439 ano 11 | 0,60 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Parque das Azenhas aberto ao público

Atualidade pág. 3 Atualidade págs. 4 e 5

Atualidade pág. 10

Marques Mendes e Francisco Louçã no apoio aos candidatos Autárquicas págs. 6 e 7

Candidatos ao Coronado Escola de Finzes inaugurada em entrevista


2 Atualidade

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19 de setembro de 2013

Palestra marca Jornadas Europeias do Património Para comemorar as Jornadas Europeias do Património, a Câmara Municipal da Trofa está a organizar uma palestra, na Casa da Cultura, subordinada ao tema “Património/Lugares: sua proteção e valorização face ao PDM da Trofa”. A sessão, que decorre pelas 21.30 horas de sexta-feira, 20 de setembro, aborda “o património e a sua devida proteção e valorização”. Para falar sobre esta temática, quer a nível local do concelho da Trofa, quer a nível mais geral, a autarquia convidou António Charro da Divisão de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal e Miguel Rodrigues da Direção Regional de Cultura do Norte. De salientar que as Jornadas Europeias do património são “uma iniciativa anual do Conse-

Agenda Dia 19 21.30 horas: Hoje vou ao café ouvir poesia, n’ O Nosso Café, em Santiago de Bougado

lho da Europa e da União Europeia, e que envolve cerca de 50 países, tendo como objetivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da proteção do Património”. Este debate surge depois do desafio lançado pela Direção-Geral do Património Cultural, entidade responsável pela coordenação do evento a nível nacional, que propôs, para as Jornadas Europeias do Património de 2013, o tema Património / LUGARES, com o qual “pretende chamar a atenção para a dimensão humana de que o património se reveste, expressa materialmente em espaços e paisagens – urbanos e não urbanos – que nos marcam, que exploramos e com que convivemos numa relação de proximidade”. P.P. Casa da Cultura da Trofa recebe palestra

Dia 20 20 horas: Apresentação da lista Independentes Pelo Muro,no Largo da Serra 21.30 horas: Palestra “Património/Lugares: sua proteção e valorização face ao PDM da Trofa”, na Casa da Cultura Dia 21 15 horas: Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio, na Santa Eufémia, em Alvarelhos - Aula de karaté-do shotokai, no Dojo Murakami ARJM 21 horas: Mega Comício do PS, em S. Romão do Coronado 21 horas: Apresentação dos membros da lista do PSD/CDSPP à União de Freguesias do Coronado, no Largo do Divino Espírito Santo, em S. Mamede do Coronado

Vida e obra de Álvaro Cunhal em exposição “Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se projeta na Atualidade e no Futuro” é o nome da exposição que foi inaugurada esta sexta-feira, 13 de setembro, na Casa da Cultura da Trofa e que está inserida nas comemorações do Centenário de Nascimento de Álvaro Cunhal. A par da inauguração da ex-

posição, que foi “gentilmente cedida” pela Comissão das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal, foi realizada uma visita guiada à mesma pelo exdeputado da Assembleia da República, Agostinho Lopes, que abordou “a vida e obra de Álvaro Cunhal”. Álvaro Cunhal, que nasceu a

10 de novembro de 1913 em Coimbra, passou parte da sua infância em Seia, mudando-se depois para Lisboa. Desde cedo que esteve ligado ao mundo da política com uma intervenção ativa na ação política, na atividade cultural e artística, confiante no projeto comunista. Álvaro Cunhal morreu aos 92 anos, no dia 13

Dia 22

de junho de 2005. É desta forma que a Câmara Municipal da Trofa continua a promover iniciativas enquadradas nas comemorações do Centenário de Nascimento de Álvaro Cunhal, convidando “os munícipes a marcarem presença e a conhecerem melhor este homem que marcou a luta política do país”. P.P.

9.30 horas: António José Seguro na caminhada/piquenique do PS, no Parque das Azenhas 15 horas: Trofense-Pedras Salgadas

Farmácias de Serviço Dia 19 Farmácia Moreira Padrão Dia 20 Farmácia de Ribeirão Dia 21 Farmácia Trofense Dia 22 Farmácia Barreto Dia 23 Farmácia Nova Dia 24 Farmácia Moreira Padrão Dia 25 Farmácia de Ribeirão Dia 26 Farmácia Trofense

Telefones úteis Ficha Técnica Fundadora: Magda Araújo Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (9699) Editor: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira (9687), Cátia Veloso (9699) Setor desportivo: Diana Azevedo, Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), Tiago

Nota de redação

Vasconcelos, Valdemar Silva, Gualter Costa Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; Assinatura em formato digital PDF: 15 euros NIB: 0007 0605 0039952000684 Avulso: 0,60 Euros E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt

Sede e Redação:Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax:252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa - Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 | Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo

Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.

Bombeiros Voluntários da Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10 Jornal O Notícias da Trofa 252 414 714


Atualidade 3

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Trofáguas coloca mais 10 oleões Depois de, numa fase inicial, ter distribuído 11 oleões por todas as freguesias do concelho, a empresa Trofáguas decidiu reforçar a presença destes equipamentos que permitem a reciclagem de óleos alimentares usados. Foram colocados mais dez oleões, em Santiago e S. Martinho de Bougado. Segundo a Trofáguas, “ao garantirmos o destino adequado para os óleos alimentares usados, estamos a contribuir para a redução da carga poluente nas ETAR

(Estações de Tratamento de Águas Residuais), valorizamos um importante recurso, nomeadamente para a produção de biodiesel, e contribuímos para a redução da emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera”. Para reciclar os óleos alimentares, necessita de os colocar numa garrafa (ou garrafão) de plástico – e nunca de vidro - bem fechada, depositandoa no oleão (contentor laranja). Os oleões não servem para óleos de motores. C.V.

Centenas na abertura do Parque das Azenhas Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Dez oleões colocados em Santiago e S. Martinho

Breve

Mobipaper liga Trofa a Santo Tirso De forma a “assinalar a Semana Europeia da Mobilidade”, a Agência de Energia do Porto, em parceria com os municípios associados e a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, está a dinamizar um “conjunto de atividades de carácter técnico, desportivo, lúdico e pedagógico”, que se realiza entre os dias 16 e 22 de setembro. O Mobipaper Intermunicipal, que se realiza pelas 10 horas do próximo sábado, 21 de setembro, está de volta e já vai na sua 3ª edição. Este ano, a atividade tem como principal objetivo a “promoção do uso do transporte público”. Os participantes vão ter à sua disposição “títulos de transportes” que devem utilizar para fazer as suas viagens entre dois municípios associados, neste caso, Trofa e Santo Tirso. A participação nesta iniciativa é gratuita, no entanto, sujeita a inscrição através do email: sem@adeporto.eu ou do telefone 222 012 893. O vencedor de cada percurso receberá como prémio uma bicicleta.Pela segunda vez, decorre ao longo de toda a semana a iniciativa ‘Aprende a viajar de… autocarro, comboio, metro’, que é dirigida aos alunos do 4º ano.P.P.

Parte da primeira fase do Parque das Azenhas foi aberta, oficialmente, no domingo, 15 de setembro, com uma caminhada. É considerado por muitos um local “aprazível”, onde a população pode caminhar e, ao mesmo tempo, desfrutar de paisagens maravilhosas ao som do rio e do chilrear dos pássaros. O Parque das Azenhas é, desde 15 de setembro, um dos locais de visita do concelho da Trofa. No dia da abertura de parte do percurso da primeira fase do projeto, foi possível ver várias centenas de pessoas pelo espaço a caminhar em família, a andar de patins ou de bicicleta. Com a abertura deste espaço, o pequeno João Pedro Silva e o seu pai, Joaquim Silva, passam a ter um novo local para andar de bicicleta, uma vez que é “mais seguro” do que andar “na estrada”. Já para Rui Teixeira, o

Parque das Azenhas era “um espaço que já era necessário na Trofa” para o lazer “diurno ou noturno”. Afirmação corroborada por José Couto, que referiu que este local traz um “benefício muito grande” para toda a comunidade que “gosta de fazer desporto, tanto de bicicleta como a pé”, ou então, como disse Maria José, para “passear ao domingo com a família”. Apesar de a primeira fase da obra do Parque das Azenhas, com uma extensão de quatro quilómetros e cem metros, não estar concluída, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, decidiu proceder à abertura oficial de parte do percurso, com o argumento de que os trofenses possam usufruir de um espaço que proporciona “um convívio intergeracional muito grande”. “É o primeiro espaço desta natureza que temos no concelho da Trofa. A partir daqui, vamos criar novas oportunidades, potenciar este parque e fazer com que os trofenses possam cada vez mais usufruir e ter quali-

dade de vida no nosso concelho”, declarou. A edil trofense explicou que a razão do atraso de grande parte da obra está relacionada com “a maior cheia dos últimos 30 anos” que ocorreu na altura em que a obra foi adjudicada, o que obrigou a uma espera de “três meses” para se iniciar a obra. “Espero que dentro de um mês e meio esteja todo pronto a receber todos os trofenses. Mas já temos aqui cerca de 1500 metros para cada lado, o que já dá um percurso de três quilómetros, e que os trofenses já vão poder usufruir. Depois, obviamente poderão ter a oportunidade de conhecer toda a obra, para desfrutar das paisagens e dos espaços maravilhosos ao longo do percurso”, concluiu. No final da caminhada, os visitantes foram brindados com um espetáculo de aeromodelismo. Os mais novos não foram esquecidos e receberam uma maleta pedagógica, que as vão ajudar a estudar o rio, a fauna e a flora.


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BE tenta convencer da “importância” de eleger “um vereador” Cátia Veloso Patrícia Pereira

Num comício que contou com a presença de Francisco Louçã, os candidatos do Bloco de Esquerda à Câmara falaram das propostas para o concelho. Gualter Costa assinalou a importância de o partido “eleger um vereador” na autarquia. Pela primeira vez, o Bloco de Esquerda (BE) surge na Trofa com uma candidatura às eleições autárquicas. Gualter Costa, cabeça de lista à autarquia, é um dos principais responsáveis pelo núcleo concelhio do partido no concelho, que nasceu fruto do descontentamento e discórdia com o modelo de gestão atual. Para além de “alargar o espectro político”, Gualter Costa garante que o BE “oferece a verdadeira alternativa à esquerda” e assinala a “importância” de o BE “eleger um vereador” na autarquia. No comício realizado no Largo Costa Ferreira, em S. Martinho de Bougado, que contou com a presença do fundador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, o candidato à Câmara anunciou que a “marca distintiva” do BE, e “primeiro compromisso”, é a aposta nas “políticas locais de combate à crise e à emergência social”. O bloquista defendeu o “apoio estrutural às famílias comprovadamente carenciadas”, com “entrega de cabazes com bens essenciais”, “pagamento de despesas mensais”, “criação de cantinas soci-

ais dispersas por todas as freguesias”, “abertura das cantinas escolares todo o ano” e “oferta de manuais escolares até ao 12º ano de escolaridade”. Na luta contra a pobreza aliase o combate ao desemprego. Neste capítulo, Gualter Costa pretende “combater a deslocalização de empresas para fora do concelho” ao “reduzir as taxas municipais para as Pequenas e Médias Empresas, como por exemplo as das esplanadas”, “atenuar os elevados custos da água, resíduos sólidos urbanos e saneamento” e “afetar parte da verba obtida com a derrama na criação de programas locais de apoio ao emprego”. “Use-se as Juntas de Freguesia que vão ficar desocupadas nas freguesias agregadas para aí instalar incubadoras de empresas para que os jovens possam criar os próprios negócios”, sugere. Para a “melhoria das acessibilidades”, o candidato considera premente “a defesa do metro até ao centro da Trofa”. “O Bloco não se fica com meio quilómetro de metro como quer fazer o PSD apenas até ao Muro, para resolver uma questão eleitoral, uma bota que lhe custa descalçar pelas asneiras que fez quando chumbou o projeto do Bloco, que previa a adjudicação do projeto do Metro”, sublinhou. A “criação de um serviço de transportes públicos urbanos, com preços sociais” e “a repavimentação das estradas nacionais 14, 104 e 318” foram outras das propostas apresentadas, assim como a “construção de duas

Francisco Louçã esteve na Trofa para apoiar candidatos

travessias sobre o Rio Ave”. “Dizem que é utópico prometer uma travessia, mas com os dois milhões de euros, aprovados na Assembleia Municipal para o aterro do Parque nossa Senhora das Dores, era possível construi-la, resolvendo muitos dos problemas de trânsito”, argumentou. Outra das prioridades do BE é a “reabilitação urbana” do centro da cidade, “em especial a zona envolvente à antiga linha”, incindindo em “praças e largos”, “zonas verdes” e “via pública”. Gualter Costa referiu-se ainda à intenção de instalar na antiga estação de comboios um centro municipal de juventude, apoiar o desporto amador e apostar no ambiente, com a “despoluição de rios e ribeiras, preservação das áreas florestais e refloresta-

ção de áreas ardidas com espécies autóctones”. A “desburocratização dos serviços” e promoção de “referendos populares” para “projetos que tenha elevado impacto económico e ambiental no concelho” foram outras propostas apresentadas por Gualter Costa. E sobre a participação do partido na vida autárquica Francisco Louçã afirmou que “esses eleitos farão o trabalho para construir um Governo de esquerda, para olhar para as pessoas e concentrar-se na emergência social”. “O BE empenha-se para ser alternativa, com vozes tão diferentes que aqui ouviram”, frisou, referindo-se também aos candidatos Mónica Pinto da Silva (Assembleia Municipal), Sónia Moreira (União de Freguesi-

as de Alvarelhos e Guidões), Horácio Figueiredo (União do Coronado), e Manuel Carvalho (União de Bougado), que também participaram no comício. “Achamos que precisamos de uma esquerda que saiba colocar os pés na sua terra, olhar para as pessoas e dar-lhes uma certeza, que é uma esquerda que não vira a cara. Numa das reuniões que o BE propôs para discutir como devemos avançar para um Governo de esquerda, António José Seguro disse que não queria saber de nenhuma conversa com o BE, porque era com o PSD e com o CDS que tratava do Governo e da troika. Ele não quer e nós assumimos inteiramente essa responsabilidade, sabendo que teremos mais dificuldades e mais trabalho”.

Carlos Martins apresenta candidatura no Muro O Largo da Serra, no Muro, foi o local escolhido pela lista Independentes pelo Muro (IPM) para apresentar a candidatura de

Carlos Martins à Junta de Fregue- tantes nomes da lista do IPM. sia do Muro, na sexta-feira. Para A sessão, com comes e bealém da apresentação do cabe- bes, música e dança ao vivo, tem ça de lista, serão anunciados res- início pelas 20 horas P.P.

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Marques Mendes na Trofa para apoiar Sérgio Humberto Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Jantar-comício da coligação Unidos pela Trofa juntou apoiantes de Sérgio Humberto, na noite de sexta-feira, na Rua do Poente, em Santiago de Bougado. “Pintado” de azul pelas bandeiras esvoaçantes e decorado com figuras que visam retratar a população da Trofa, o pavilhão que acolheu o jantar-comício da coligação Unidos pela Trofa, encheu-se de apoiantes da candidatura de Sérgio Humberto. Um deles foi Marques Mendes, figura do PSD que está afastada das lides políticas, mas veio à Trofa mostrar confiança no candidato à Câmara Municipal. “Devolver o orgulho aos trofenses” é uma das máximas da candidatura da direita que defende ser “urgente virar a página” e alterar o rumo do concelho. A “nova travessia sobre o Rio Ave”, a “rotunda no cruzamento da Carriça” e “a primeira fase do Metro, até ao Muro, sem abdicar da sua chegada ao centro da Trofa”, foram as propostas apresentadas por Sérgio Humberto, que também garantiu “exigir bom senso” à Indaqua quanto à taxa da água no concelho, que é das maiores do país. “Quando alguns preferem fazer contratos que são e foram ruinosos para toda a nossa população trofense e o negócio da China para a Indaqua, nós vamos para outro caminho. Connosco, a empresa vai ter-nos à perna e vai ter de baixar o preço”, afirmou. Para o candidato também é importante a implementação de

medidas que fixem empresas no concelho. “Quando hoje, temos alguns responsáveis políticos que nada fazem pela saída de empresas para os municípios vizinhos, aumentando a taxa de desemprego, nós vamos demonstrar aos nossos empresários que vale a pena estar na Trofa. Vamos acabar com as burocracias que existem na Câmara. Qualquer empresário que queira investir dez mil, 50 mil ou um milhão de euros tem que ser bem tratado, pois vai gerar riqueza e criar emprego”, evidenciou. O candidato garantiu dar atenção à juventude e envidar esforços no apoio social à população, seguindo os passos de António Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, que está na lista à autarquia. “Hoje, alguns andam a distribuir carne por pessoas necessitadas e durante quatro anos ignoraram a situação social da nossa população, porque não têm vergonha na cara. Nós dizemos a essas pessoas que se julgam políticos que não se combate as dificuldades com comportamentos eleitoralistas de última hora”, atirou, indo mais longe: “Eu troco os cem mil euros que foram gastos na Volta a Portugal e os cerca de 32 mil que foram gastos na inauguração de uma pequena parte do Parque das Azenhas para investir no apoio social”. Figuras nacionais da direita ao lado do candidato Repetindo que está “fora da vida política”, e que abriu uma exceção para apoiar Sérgio Humberto, Marques Mendes invocou a luta, da qual fez parte

como líder parlamentar do PSD, há 14 anos pela elevação do concelho para convencer o eleitorado. “Eu conheço o Sérgio há muito tempo, sei da sua capacidade de trabalho, sei que é um homem sério, dinâmico, que pode ser um autarca empreendedor, tem sangue na guelra, boas ideias, arrojo, coragem e determinação. Eu cumpri a promessa que a Trofa era mesmo elevada a concelho e com esta autoridade de quem prometeu e cumpriu, quero pedir que acreditem que a Trofa precisa de mudar”, frisou. Marques Mendes falou ainda de “duas sondagens” que “alguém” lhe mostrou “em Lisboa”, que “davam a vitória ao PSD, na Trofa”. “Fiquei com dúvidas, mas ao entrar aqui e ver esta multidão, passei de dúvidas a certezas. A vitória está mesmo ao nosso alcance”, referiu. Também presente no jantar, João Almeida, vice-presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, valorizou a coesão da coligação e caracterizou Sérgio Humberto como “um candidato extraordinário, que sabe muito bem o que quer para o seu concelho e que está à altura do desafio”. Feliciano Castro apresenta equipa em Covelas No dia seguinte, em Covelas, no Largo da Igreja de S. Gonçalo, o candidato da coligação à Assembleia de Freguesia, Feliciano Castro, apresentou a equipa que o acompanha nestas eleições. O objetivo, segundo o candidato, foi “reunir um conjunto de pessoas jovens e dinâmicas com vontade

Marques Mendes confiante na vitória de Sérgio Humberto

de trabalhar por Covelas”. Na festa de campanha, com porco no espeto e música ao vivo, Feliciano Castro garantiu ter a “responsabilidade” necessária para gerir os destinos da freguesia, sem “poupar” nos “esforços” para resolver “os problemas que possam aparecer”. “Em Covelas ainda não está tudo feito, porque há sempre coisas a fazer, entre outras destaco o saneamento e o abastecimento de água. Estou certo que com Sérgio Humberto à frente da Câmara Municipal, este sonho será uma realidade no mais curto espaço de tempo possível”, frisou. O candidato da direita recla-

Feliciano Castro apresentou a equipa a Covelas

ma ainda “mais apoios para a freguesia”, pois considera que “nos últimos anos, a verba que veio da autarquia já estava prometida no executivo anterior e houve atribuição de subsídios a outras freguesias, e Covelas ficou no esquecimento”. Apelando ao voto, Feliciano Castro respondeu a alegadas vozes que dizem que “não” vai ter “tempo para exercer o cargo de presidente”, garantindo que estará “sempre disponível para atender as pessoas e que se for preciso, a Junta estará aberta à noite, à sexta, ao sábado e ao domingo”.


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Entrevista a Horácio Figueiredo, candidato do BE à União de Freguesias do Coronado

“É necessário identificar focos de pobreza” Caso seja eleito, o candidato pelo Bloco de Esquerda à União de Freguesias do Coronado, Horácio Figueiredo, tem como prioridades a ação social, emprego e acessibilidades. O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias do Coronado? Horácio Figueiredo (HF): Proporcionar aos eleitores da Vila do Coronado, uma candidatura alternativa, competente e empenhada na resolução dos inúmeros problemas e carências que os afetam diariamente. Esta candidatura é muito bem pensada, constituída por uma equipa de gente jovem, motivada e com energia para fazer progredir e fazer da Vila do Coronado uma vila de primeira. NT: Quais sãos os projetos que vai apresentar para o mandato? HF: As principais prioridades do projeto do Bloco de Esquerda para a União das Freguesias do Coronado, são a Ação Social, o Emprego, as Acessibilidades, os Serviços Públicos e Infra-

estruturas, o Ambiente, a Cultura e o Associativismo. Em relação à Ação Social, entendo ser necessário, identificar os focos de pobreza nas duas freguesias; oferecer mensalmente cabazes com produtos básicos de alimentação e higiene, assim como ajudas nos pagamentos das contas da água ou luz, às famílias comprovadamente carenciadas; Criação de uma cantina social e cantinas escolares abertas todo o ano. Será da mesma forma importante, um estabelecimento de uma rede de identificação e acompanhamento contínuo das pessoas idosas e ainda implementação de uma rede social de empréstimo de materiais escolares e oferta de material pedagógico. No emprego, defendo a manutenção de todos os serviços públicos já existentes e a reivindicação de novos serviços públicos, como um posto dos correios em S. Mamede ou Bancos, criação de incubadoras de empresas, bem como gabinetes GIP e de apoio às PME’s locais. Quanto às acessibilidades, entendo que seja importante dar prioridade máxima à repavimentação da estrada nacional 318,

pavimentação do estradão do monte cabrito e a construção de passeios ao longo de toda a nacional 318. É também urgente melhorar a iluminação e a sinalização, nas principais vias da freguesia. Reivindicar uma rede de transportes públicos urbanos que permita servir as populações das duas freguesias, a custos reduzidos. No que diz respeito aos Serviços Públicos e Infraestruturas, seria importante a instalação de um Polo dos Bombeiros Voluntários da Trofa e uma esquadra da GNR, na Vila do Coronado. A expansão da rede de água e de saneamento e o arranjo urbanístico dos espaços públicos já existentes, são também prioritários. Ao nível do Ambiente, é importante acabar de vez com os maus cheiros que diariamente nauseabundam a Vila do Coronado, em estreita ligação com o Ministério do Ambiente.

Para Horácio Figueiredo, as pessoas estão em primeiro lugar

na questão anterior, a prioridade imprescindível. Uma boa relação estará na Acção Social, Empre- entre P. Câmara e o P. Junta fago e Acessibilidades. cilita a obtenção de consensos e melhora a resolução dos proNT: Qual o projeto/área NT: Considera importante blemas. Mas se ambos estiveprioritário(a) caso seja eleito? que a Câmara e a Junta de rem de bem e empenhados em HF: Como para o Bloco de Freguesia sejam governadas solucionar construtivamente os Esquerda, as pessoas e o seu pelo mesmo partido político? problemas do concelho, as diverbem estar está sempre em pri- Porquê? gências partidárias são suprimimeiro lugar, dos pontos referidos HF: É importante, mas não das.

Entrevista a Carlos Oliveira, candidato da CDU à União de Freguesias do Coronado

“Bem-estar da população é principal preocupação” A candidatura de Carlos Oliveira à União de Freguesias do Coronado tem como projetos prioritários a área social e o progresso da Vila. O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias do Coronado? Carlos Oliveira (CO): Nos tempos de hoje é preciso alguma coragem para aceitar ser candidato para a assembleia de freguesia. Os tempos estão muito difíceis não é qualquer um que assume tamanha responsabilidade mas não podia virar as costas numa altura destas. Gosto da freguesia sou natural da freguesia, conheço-a desde pequenino, sinto que tem havido pouco progresso através dos tempos. NT: Quais são os projetos que vai apresentar para o

mandato? CO: As principais preocupações deste partido resumem-se com o bem-estar da população. Como tal pretendemos fazer, dentro dos nossos possíveis, com que todos os cidadãos se sintam bem fazendo uma fusão do que mais desejam para o Coronado. Pelo que nos temos apercebido, as pessoas queixam-se muito das condições das suas ruas, da falta de passeios e de não terem mais espaços onde se possam juntar para descontrair como tal tentaremos criar condições para que isso possa acontecer a médio prazo. Outro dos problemas que esta freguesia tem é o grande número de pessoas carenciadas que precisam mais de apoio. Uma das coisas que também podemos ouvir com grande frequência nesta freguesia é a falta Carlos Oliveira vai estar atento à área social de convívio entre a população, queixam-se de falta de desporto ta de quem lhes dê um pouco de seja jovens ou idosos. Os jovens nesta freguesia, os idosos de fal- atenção. A ideia seria organizar

eventos que pudessem motivar mais as pessoas regularmente. NT: Qual o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito? CO: Uma das nossas especiais atenções será principalmente para a área social e progresso. Hoje em dia, a situação não está fácil e as pessoas precisam de mais apoio e de algo que as incentive na procura de soluções. NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê? CO: Não. A população não precisa de ser “governada” por pessoas que se conhecem de um mesmo partido. Estas apenas precisam de alguém que resolva as suas necessidades e que seja dinâmico.


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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à União de Freguesias do Coronado

“Estaremos orientados para a ação social” Pelo Partido Socialista candidata-se à União de Freguesias do Coronado José Ferreira, que tem como prioridades o apoio na área social e a “melhoria do serviço público prestado pela Junta de Freguesia”. O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias do Coronado? José Ferreira (JF): Pelo facto de ser o meu primeiro mandato como Presidente de Junta e por ter encarado este desafio com todo o meu empenho e dedicação em prol da freguesia de S. Mamede do Coronado. Consegui que os mamedenses sintam mais orgulho na sua terra, falem dela com mais entusiasmo e que a vejam até como uma referência em diversas áreas, mas muito ficou ainda por fazer. Com a agregação das fregue-

de de desenvolvimento, é também um projeto que exige um outro tipo de trabalho e, pessoalmente, gostaria muito de poder estar associado a esta transformação histórica.

são muito realistas e adaptados à realidade atual. No entanto continuaremos a requalificação do Cemitério de S. Mamede; a melhorar a rede viária; a pavimentar as ruas em terra batida e a construir o Parque da Vila, na NT: Quais sãos os projetos Quinta de S. Romão. que vai apresentar para o mandato? NT: Qual o projeto/área JF: São muitas as necessi- prioritário(a) caso seja eleito? dades das Freguesias do CoroJF: Estaremos orientados, nado. São situações que, fruto sem dúvida para a área Social e da gestão e das ‘prioridades’ dos a para a melhoria do serviço púanteriores executivos, não foram blico prestado pela Junta de Frebem resolvidas. O trabalho de guesia à população. uma Junta de Freguesia é um trabalho dinâmico pelo que é difíNT: Considera importante cil estabelecer uma prioridade que a Câmara e a Junta de específica. Sei bem que, a todo Freguesia sejam governadas o momento, as prioridades se pelo mesmo partido político? alteram e que o que havia sido Porquê? planeado tem de ser reformulado JF: Sem dúvida que sim, pois José Ferreira quer melhorar o serviço público de forma a atendermos às neces- dessa forma há uma sintonia de sias – S. Romão e S. Mamede – me atrai. De facto, é uma nova sidades concretas das pessoas entendimento no que respeita ao é colocado a todos os candida- freguesia que nasce e, ainda que da freguesia. estabelecimento de prioridades tos um desafio ainda maior, que isso constitua uma oportunidaDito isto, os nossos objetivos e investimentos.

Entrevista a Guilherme Ramos, candidato do PSD/CDS à União de Freguesias do Coronado

“Construir passeios nos locais perigosos” Guilherme Ramos candidata-se à União de Freguesias do Coronado com a máxima de que “todos merecem mais e melhores serviços”. O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias? Guilherme Ramos (GR): Servir a população da Vila do Coronado. Uma nova realidade determina um novo desafio. Com empenho, gosto por servir, disponibilidade e experiência, seremos certamente merecedores da confiança da população, para levar a qualidade de vida e o progresso, particularmente a todos aqueles que por várias razões foram ficando no esquecimento. Todos merecem mais e melhores serviços, mais apoio e mais atenção. NT: Quais sãos os projetos que vai apresentar para o mandato? GR: Ao nível das infraestruturas, pretendemos melhorar as condições da Casa Mortuária de S. Mamede de Coronado; alargar o abastecimento de água a mais famílias; melhorar os arruamentos e construir passeios nos

lugares de maior circulação de peões; rever a sinalização e adequar as ruas de maior volume de trânsito, com passadeiras, lombas, sinalização limitadora de velocidade ou espelhos; criar um parque infantil moderno e com as condições de segurança regulamentares; reivindicar junto da Câmara Municipal ou entidade gestora a construção da 2ª fase do saneamento básico para as duas freguesias, bem como o arranjo dos edifícios escolares que se encontram em mau estado de conservação e reivindicar junto da Câmara Municipal, a pavimentação e iluminação das ligações existentes entre os lugares de Mendões, Seixinho e as freguesias de Muro e Santiago de Bougado. Na Ação Social pretendemos proporcionar aos mais idosos e às crianças visitas a locais de interesse histórico, cultural e de lazer; apoiar as instituições de caráter cultural, desportivo e social e promover os artesãos e a gastronomia local, realizando eventos que proporcionem o convívio e a visibilidade da Vila do Coronado, e dar especial atenção aos ATL das crianças do ensino básico.

Ao nível do Desporto e Lazer propomos terminar o arranjo urbanístico do espaço desportivo e de lazer existente no lugar de Vilar de Lila; incentivar e apoiar uma futura instituição de âmbito desportivo, que se comprometa dinamizar as atuais instalações desportivas desaproveitadas; promover a ginástica sénior, a dança para jovens e seniores e outras atividades de carácter lúdico/ desportivo, dinamizando os espaços existentes nas duas freguesias. Na área do Ambiente, sinalizar e promover a limpeza de terrenos, particularmente junto das habitações; continuar a plantação de árvores e pequenos melhoramentos em espaços públicos das duas freguesias, apostando também na melhoria dos serviços de limpeza urbana. Nos Transportes, pretendemos dialogar com a empresa de Transportes “Maia Transportes” no sentido de ajustar os itinerários e os horários, indo ao encontro das necessidades da população das duas freguesias.

Para Guilherme Ramos a população merece “mais e melhores serviços”

passeio nos locais mais perigosos para os peões.

ta de Freguesia e a Câmara Municipal. Como sabemos, algumas obras, como saneamento básiNT. Considera importante co ou pavimentação de arruaque a Câmara e a Junta de mentos, dependem da Câmara Freguesia sejam governadas Municipal e mesmo algumas pelo mesmo partido político? obras que são da responsabiliPorquê? dade da Junta de Freguesia só NT: Qual o projeto/área GR: As populações são sem- se conseguem fazer se a Câmaprioritário(a) caso seja eleito? pre melhor servidas se existir um ra Municipal contribuir com verGR: Construção de lanços de bom relacionamento entre a Jun- bas para a sua concretização.


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19 de setembro de 2013

Publireportagem

Gerência e funcionárias comemoraram três anos de Botão do Tempo Gerência e funcionárias comemoraram três anos das confeções Botão do Tempo. “União” e “compreensão” são os segredos para o sucesso da empresa que “tem ordenados e subsídios em dia”.

Albertina Neves tem 53 anos e trabalha no Botão do Tempo, Confeções Unipessoal, Lda. desde o nascimento da empresa. Sentindo-se privilegiada por estar na vida ativa, Albertina junta esse trunfo ao facto de gostar do local onde trabalha. “O ambiente é bom, há uma relação de amizade entre empregados, patrões e encarregada”, relata. A opinião é corroborada por Maria Silva, que foi perentória: “Gosto muito de trabalhar aqui. O ambiente é bom e há respeito”. Os testemunhos das duas colaboradoras do Botão do Tempo coincidem com a mensagem transmitida pelo gerente da empresa, Paulo Pereira, que salientou “as condições de trabalho” proporcionadas. “Aqui ninguém fala alto nem há palavrões”, complementou. Para comprovar o espírito de companheirismo que existe entre gerência e colaboradoras,

Grupo festejou terceiro aniversário da empresa

desde que existe o grupo assinala o aniversário da empresa. Na sexta-feira, comemorou o 3º aniversário do Botão do Tempo, com uma eucaristia e uma festa realizada na sede, no lugar do Vau, em Santiago de Bougado. Para além do aniversário da empresa, o grupo também celebra o aniversário de cada funcionária, a Páscoa e o S. João. “As minhas funcionárias estão habi-

tuadas a que haja um grupo muito unido. Eu não sou um patrão, mas um gestor, que tento orientar isto da melhor maneira, para que isto corra tudo bem e para ajudá-las”, contou. Paulo Pereira garante que está ao dispor de todas as colaboradoras para qualquer problema que possa surgir. “Se alguma funcionária estiver doente, basta comunicar à encarregada,

guimos ultrapassar todas as dificuldades”, revelou. Paulo Pereira quis refutar “os contos e ditos” que “circulam” sobre incumprimento salarial. “Há pessoas que vêm aqui preencher a ficha e dizem-nos que a empresa tem fama de que tem ordenados em atraso e faz muitas horas extra. Algumas nunca mais aparecem e outras ficam e acabam por ver que é tudo mentira”, frisou. O gerente considera que as acusações surgem de pessoas “que não querem trabalhar e preferem ficar em casa a gozar do fundo de desemprego e do rendimento social de inserção”. Outra das provas da boa saúde da empresa é a disponibilidade para contratar, pelo menos, mais seis funcionárias, três das que eu próprio tento levá-las ao quais para as novas máquinas de ponto corrido, que saibam “premédico”, revelou. gar bolsos, fechos e carcelas” e Outro dos segredos para o bom funcionamento da empresa outras para o corte-e-cose e é a “compreensão”. “De vez em máquina de recobrimento. Neste momento, o Botão do quando há sempre aquela que Tempo, especializado em reclama um pouco mais por faconfeção de malhas, emprega 26 zermos mais uma ou duas hopessoas, a trabalhar a tempo inras extra, mas acaba por ficar, teiro, que têm “ordenados e subporque compreende e não deixa sídios em dia” concluiu. as colegas sozinhas. Só com este grupo unido é que conse-

23 mil metros quadrados de área ardida Vinte mil metros quadrados de área florestal foram consumidos pelas chamas no lugar de Fonteleite, em S. Romão do Coronado. O incêndio, que deflagrou cerca das 20 horas de sexta-feira 13 de setembro, mobilizou cinco viaturas da corporação da Trofa. Os 15 bombeiros que estiveram no local deram o fogo como extinto às 00.15 horas. Também no dia 10 de setembro, um incêndio florestal próximo da capela de S. Pantaleão, no Muro, devastou três mil metros quadrados. O alerta soou pelas 19.45 horas e para o local deslocaram-se seis viaturas dos BVT, com 19 bombeiros. O combate ao incêndio foi dado por finalizado pelas 22.30 horas.P.P.

NT e TrofaTv entrevistam candidatos à Câmara Para estas eleições autárquicas, O Notícias da Trofa e a TrofaTv estão a entrevistar todos os candidatos à Câmara Municipal da Trofa. Gualter Costa (Bloco de Esquerda), Conceição Silva

(CDU), Joaquim Azevedo (Movimento Independente pela Trofa), Joana Lima (PS) e Sérgio Humberto (PSD/CDS-PP) dão a conhecer as propostas e projetos que têm para o concelho. As en-

trevistas serão publicadas no jornal O Notícias da Trofa, a 26 de julho, assim como estarão disponíveis na TrofaTv, na manhã do mesmo dia.


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Poesia volta aos cafés

Comunidade é convidada a declamar poesia

Natália Correia, Bocage e Camilo Pessanha são os poetas que vão estar em destaque na iniciativa “Hoje vou ao café... ouvir poesia”, que está de volta nesta sexta-feira, 19 de setembro, pelas 21.30 horas. Esta sessão, que decorre n’O Nosso Café, no lugar de Cidai, em Santiago de Bougado, marca o início da quarta edição desta iniciativa, que alia uma simples ida ao café com a declamação de poesia. Nesta nova edição será possível ouvir as poesias de Natália Correia, como “Fiz um conto para me embalar”, “Auto-retrato” e “Do sentimento trágico da vida”, de Bocage, como “Retrato próprio”, “Propo-

sição das rimas do poeta”, “O autor aos seus versos” e “A Camões”, e de Camilo Pessanha, como “Interrogação”, “Floriram por engano as rosas Bravas” e “Canção da partida”. Com esta iniciativa cultural, a Câmara Municipal da Trofa “procura descentralizar as ofertas culturais e promover a poesia e a leitura nos momentos de lazer da população trofense”. Cátia Veloso Recorde-se que esta iniciaticatia@onoticiasdatrofa.pt va foi selecionada pela Comissão de Coordenação da Rede Em Santiago de Bougado, Territorial Portuguesa das Cidacerca de seis centenas de mudes Educadoras, como um lheres juntaram-se num janexemplo de Boas Práticas Mutar para apoiar Joana Lima. nicipais, a integrar uma exposição nacional itinerante. P.P. Para “mostrar a força que as mulheres têm hoje em dia” e “apoiar Joana Lima”, um grupo de mulheres organizou, de forma “espontânea”, um jantar no sábado, em Santiago de Bougado. Sob o epíteto “Mulheres em O ferro e outros materiais reciclados são as principais matériMovimento”, cerca de 600 – núas-primas das peças da exposição “Esculturas em Ferro”, que foi mero avançado pela organização inaugurada na Casa da Cultura da Trofa, no dia 7 de setembro. No decorrer da inauguração, Plácido Souto, autor da exposi- – uniram-se para assinalar o poção, apresentou as peças expostas, contando um “pouco a histó- der feminino que “ajudou e ajuda ria de cada uma delas”, que estão “diretamente ligadas a um con- a construir a Trofa”. Marisa Costa foi uma das pessoas que ortexto da sua vida quotidiana”. Natural de Caminha, Vilar de Mouros, Plácido Souto aprendeu ganizou a iniciativa e explicou ao a trabalhar no ferro desde “tenra idade”. Desde cedo, esteve envol- NT que, “sem ter cariz político”, vido em “várias iniciativas e associações de cariz social, cultural e o jantar também serviu para religioso, tanto em Lisboa como em Vilar de Mouros”, para onde “mostrar que as mulheres da regressou “definitivamente em fevereiro em 1983”, fundando a sua Trofa estão com Joana Lima e própria oficina de serralharia. apoiam-na nesta luta, esperanJá reformado, dedica-se às artes, realizando obras, desde esculturas a quadros, tendo o ferro como matéria principal e reciclando muitos outros materiais. Em agosto de 2008, Plácido Souto expôs pela primeira vez os seus trabalhos que, entretanto, foram já apresentados em muitos concelhos do norte do país e na Galiza. “Com esta iniciativa, a Trofa associa-se à divulgação da obra deste ousado artista autodidata, que faz do ferro a alma da sua criação. Cento e setenta e cinco pesA autarquia trofense convida a população a passar pela Casa da soas responderam de forma poCultura e ficar a conhecer as obras deste artista que transforma o sitiva ao apelo feito pelo Lions ferro em verdadeiras obras de arte”, avançou fonte da Câmara Clube da Trofa e participaram na Municipal. P.P. colheita de sangue dinamizada

“Esculturas em Ferro” na Casa da Cultura

600 Mulheres em Movimento mostraram apoio a Joana Lima do que daqui a uns dias (nas eleições), os resultados sejam de uma diferença e exponencial muito grande”. Já durante o jantar, Marisa Costa enalteceu “a força” daquelas que “ajudaram e ajudam a construir a Trofa que queremos para nós e para os nossos filhos”. “As mulheres da Trofa que foram e são exemplo de garra e determinação, estão à altura dos novos desafios que se avizinham, e que melhor exemplo para confirmar esta realidade do que o nosso próprio município. A Trofa é hoje, fruto de uma liderança no feminino, um concelho de causas, de valores, de princípios e de seriedade. E é assim, justamente porque esta mulher que nos uniu esta noite, que é para nós modelo de liderança, de trabalho, concretizou a sua vontade de mudar o mundo, com energia, fé e confiança que lhe são características e que tão bem

conhecemos. A Trofa precisava deste sentimento de pertença, desta sensibilidade para os afetos, para esta competência e profissionalismo ao serviço de todos”, evidenciou. Em jeito de agradecimento, Joana Lima dirigiu-se às participantes, referindo que “sempre” sentiu “um grande apoio por parte das mulheres trofenses”, ao longo de quatro anos no exercício das funções enquanto presidente de Câmara. “Apesar de alguns dizerem que as mulheres são as maiores inimigas, eu sinto que as minhas grandes amigas do concelho são mulheres, porque é com elas que vamos fazer um concelho mais justo, próspero e solidário”, afirmou.

169 dádivas a favor do Hospital de S. João na manhã de sábado, 14 de setembro, no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa. Das 175, foram feitas 169 doações a favor dos doentes do

Hospital de S. João, do Porto. Das colheitas efetuadas, participaram dez pessoas pela primeira vez. P.P.


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19 de setembro de 2013

Alunos de Finzes têm escola nova Patrícia Pereira Magda Araújo

A presidente da Câmara Municipal da Trofa inaugurou a última das cinco escolas requalificadas do parque escolar do concelho. A empreitada custou “quase três milhões de euros”. Está concluída a requalificação e ampliação da última das cinco escolas básicas, cujas obras a Câmara Municipal da Trofa iniciou em 2009. Alunos, encarregados de educação, pessoal docente e não docente estiveram presentes na inauguração da ampliação e requalificação da Escola Básica (EB) e Jardim de Infância (JI) de Finzes, que decorreu ao som do violino e do violoncelo e com as alunas da Escola Passos de Dança da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. As 280 crianças que frequentam a EB1/JI de Finzes passam agora a usufruir de salas de aula devidamente apetrechadas, biblioteca, sala de informática e audiovisual, diversos gabinetes e áreas de apoio, polivalentes, cozinha e cantina, parque infantil, horta biológica, pomar, campos de jogos e um vasto jardim. Para o presidente cessante

da Associação de Pais da EB1/ JI de Finzes, António Ferreira, o estabelecimento de ensino passa a ter “todas as condições” que vêm “beneficiar em muito, quer a qualidade de ensino, quer a qualidade da estadia da criança nestas instalações”. “Penso que todas elas vão sentir um prazer enorme. Algumas delas passaram dois anos num sacrifício que foi estar inseridas no edifício que é hoje o jardim de infância, que era muito pequenino, e agora merecem e espero que desfrutem desta estrutura maravilhosa”, referiu. Após “alguns constrangimentos”, como a “alteração do projeto” e a suspensão da obra “durante quase um ano” para “alterar e reformular a candidatura ao QREN”, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, viu com “grande satisfação” a inauguração da última das cinco escolas do parque escolar, que vai proporcionar “uma qualidade de vida à comunidade escolar muito grande” e possibilitar o usufruto de “um espaço tão maravilhoso”. Durante a inauguração, foram ainda entregues simbolicamente os manuais escolares aos representantes dos alunos do 1º ciclo. Na segunda-feira, primeiro

Executivo, alunos e familiares visitaram a escola requalificada

dia de aulas, as crianças encontraram nas suas secretárias os seus manuais escolares. Joana Lima denotou que a “grande preocupação” do executivo ao implementar a oferta de manuais escolares, em “2010”, era de que “todas as crianças das escolas do concelho pudessem usufruir dos livros em simultâneo. “Não queria que houvesse crianças

que recebessem os livros no princípio do ano escolar e algumas que tinham muitas carências só recebiam os livros passados 15 dias, três semanas ou um mês. Isso preocupava-me muito e, hoje, estou muito feliz e satisfeita, porque todas as crianças do 1º ciclo do nosso concelho vão receber os livros na segunda-feira”, concluiu.

O início do ano letivo ficou assim marcado pela inauguração da ampliação e requalificação da EB1/JI de Finzes, que agora tem condições para acolher cerca de 300 alunos. Esta inauguração encerrou um ciclo de investimento total de mais de sete milhões e meio de euros, cofinanciados em 85 por cento por uma candidatura a fundos europeus.

Muro reviveu a tradição da desfolhada Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

mais entusiasmados, pois, se encontrassem o milho rei (espiga vermelha) tinham a única Junta de Freguesia do oportunidade de beijarem ou Muro recriou uma desfolhada abraçarem as raparigas, namoà moda antiga, no Largo da radas ou até as noivas. Esta ativiSerra, no sábado, dia 14 de dade era sempre acompanhada setembro. por danças e canções, ao som da concertina. Conhecida como um duro traFoi esta tradição que a Junta balho agrícola, antigamente, a de Freguesia do Muro recriou na desfolhada juntava família, vizi- noite de sábado, com o intuito de nhos e amigos em torno da pa- “mostrar aos mais jovens o que se lha do milho, de onde se retirava fazia antigamente”, revivendo as a maçaroca. Os jovens eram os “tradições” de uma das atividades

económicas da freguesia. Com um tempo agradável, miúdos e graúdos juntaram-se à volta do monte de palha, tirando a maçaroca e colocando-a numa cesta, tal e qual como se fazia antigamente. Para animar e acompanhar o trabalho estiveram presentes o Rancho Folclórico de Alvarelhos, o Rancho Típico S. Pedro do Avioso e um grupo de concertinas. Com esta atividade, o presidente da Junta, Carlos Martins, também pretende “movimentar as pessoas”, proporcionando “um pouco de lazer”. “Esta é a época do milho, uma altura natural de se fazer este tipo de iniciativas. Estamos no final do verão e as pessoas, de facto, gostam e temos que preservar esta tradição”, referiu, agradecendo à população que esteve presente para “cegar o milho”, aos grupos folclóricos e de concertinas e a quem ajudou a tornar numa realidade a iniciativa. Desfolhada juntou miúdos e graúdos


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19 de setembro de 2013

Ajudam Bombeiros com prémio de torneio de futsal Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Grupo de amigos venceu prémio monetário num torneio de futsal e entregou-o aos Bombeiros Voluntários da Trofa. Donativo coincide com lançamento da campanha de angariação de sócios. A participação num torneio de futsal, para um grupo de amigos, tornou-se muito mais do que divertimento e convívio. A Chenaf, equipa finalista do torneio Unidos pela Bola, organizado pela Juventude Social Democrata, decidiu oferecer o valor do prémio conseguido com o 2º lugar à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT). Mas, aos cem euros angariados,

os amigos conseguiram reunir mais 150 entre conhecidos e familiares, engrossando o donativo que dá ainda mais significado à participação no torneio. “Achamos que podíamos ser diferentes e usar o dinheiro no sentido de ajudar quem precisa e merece”, explicou Paulo Loureiro, representante da equipa. Para além de “não” estar “indiferente” aos acontecimentos que assolaram os bombeiros portugueses, com a morte de oito soldados da paz, o grupo conheceu “de perto” o trabalho de uma corporação, graças ao facto de um dos jogadores da equipa ser bombeiro voluntário. “O Daniel Azevedo (adjunto do comando) ajudounos a perceber ainda mais o que se passa, pela maneira como se entrega ao trabalho. Apareceu a

Chenaf classificou-se em 2º lugar

metade dos jogos e esteve 48 horas incontactável”, relatou. Segundo Paulo Loureiro, com a entrega deste donativo, o grupo de amigos tem ainda “mais vontade de ajudar”. “Sentimo-nos orgulhosos, pelo facto de ajudarmos pessoas que arriscam a vida por nós. Queremos tornar-nos sócios e já reunimos dez pessoas”, contou. Pedro Ortiga, presidente da AHBVT, agradeceu “a toda a equipa Chenaf”, por “ter reconhecido a associação como destinatária deste donativo”, no seio de “muitas outras com importância similar”. Bombeiros lançam campanha de angariação de sócios E se estes donativos “são muito significativos” para a corporação, uma nova inscrição de associado não tem menos importância. Por isso, a Associação Humanitária lançou uma campanha, que vigora até ao fim do ano, em que cada novo sócio está isento de joia de inscrição, tendo apenas que desembolsar 18 euros de cota anual, que representam “um euro e meio por mês”. Os interessados podem dirigir-se ao quartel dos Bombeiros Voluntários, na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, preencher o impresso de inscrição e entregar uma fotografia e o valor

Representantes da equipa entregaram donativo de 350 euros

da cota anual. Caso não tenha fotografia, a associação dispõe os meios multimédia para a tirar. “Um dos motivos pelos quais lançamos esta campanha é para que as pessoas possam colaborar de forma continuada, dentro das suas posses. Infelizmente, apesar de todos os trofenses reconhecerem o trabalho que os Bombeiros fazem, muitos ainda não são sócios”, frisou. Este ano, o mês de agosto foi negro para a corporação trofense, do ponto de vista patrimonial, já que “três viaturas ficaram inutilizadas, uma ambulância e dois carros de combate a incêndios”. Estes equipamentos, fri-

sou, envolvem “valores muito expressivos, bastante acima dos cem mil euros” e se “pequenos montantes não resolvem o problema, com muitos pequenos montantes será muito mais fácil”. “Com esta campanha procuramos incentivar mais as pessoas para podermos criar o máximo de condições para este corpo de bombeiros voluntários, que não ganham um tostão, ter os equipamentos necessários para atuar durante todo o ano”, afirmou. A associação também disponibiliza o NIB (0033 0000 45292 730503 05) para as pessoas que quiserem fazer um donativo através de transferência bancária.

Segurança da JMR testada em simulacro A explosão de um quadro elétrico provocou um incêndio num armazém da empresa JMR – Gestão de Resíduos, devido aos resíduos têxteis, que são facilmente inflamáveis. Depois de reunir todos os colaboradores no ponto de encontro, a gerente, Maria José Ribeiro, alertou os Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa. Quando os soldados da paz chegaram ao local, foram alertados para o desaparecimento de uma funcionária e para os ferimentos de uma outra que tinha queimaduras graves. A mulher desaparecida estava desmaiada no armazém, por ter inalado muito fumo. O comandante interino dos BVT, Filipe Coutinho, contou que foram mobilizados para o local três viaturas, uma de combate a incên-

dios, uma de apoio com água e uma ambulância de socorro. Quanto às vítimas, a mulher que tinha queimaduras graves, “foi imobilizada no local e transportada para uma unidade hospitalar”, já a outra “recebeu oxigénio, devido às dificuldades respiratórias”, não sendo preciso ser transportada para a unidade hospitalar. Em relação ao incêndio, “devido à indústria de transformação de papel e panos existentes havia um intenso fumo”, que dificultou o acesso aos soldados da paz. Mas, “dentro do previsível a situação correu bem”, afirmou o comandante interino. Esta situação não passou de um exercício de simulação na empresa JMR – Gestão de Resíduos, com o intuito de “testar a organização da empresa em caso

de emergência”, para saber se existe alguma “falha para corrigir”, segundo declarações de Maria José Ribeiro. “Acho que correu muito bem, os bombeiros foram rápidos na chegada ao local. Vamos ver o resultado e corrigir o que é necessário”, referiu. Filipe Coutinho declarou que estes simulacros “normalmente correm sempre bem e são bons”, porque assim os bombeiros têm “acesso à empresa e podem conhecer as instalações” e as suas “dificuldades”. Para o comandante dos BVT, seria “muito importante” que todas as empresas desenvolvessem simulacros, pois, desta forma, os bombeiros teriam “um conhecimento mais amplo das instalações, o trabalho desenvolvido e as dificuldades que podem enSimulacro testou plano de segurança contrar em situações reais”. P.P.


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Polícia

Veículo furtado em Santiago Uma viatura, pertencente a uma empresa de distribuição de café, foi furtada em pleno horário de trabalho. Tudo terá acontecido pelas 16 horas de terça-feira, 17 de setembro, quando o funcionário parou a viatura na Rua das In-

dústrias, em Santiago de Bougado, para fazer uma entrega num estabelecimento. Enquanto foi fazer a entrega, terá deixado a viatura, uma Ford Transit, com o motor ligado. Quando regressou, já a não encontrou.

Identificado vizinho a furtar empresa

Júlio Torcato expôs no Aeroporto Os passageiros que, nos últimos dias, partiram ou chegaram ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro tiveram a possibilidade de conhecer algumas das peças da coleção outono/inverno do estilista trofense Júlio Torcato. Oporto Collection Fall/Winter 20132014 era o nome da exposição que esteve patente até esta quarta-feira, dia 18 de setembro, na Loja Interativa de Turismo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Na decoração e exposição da sua coleção, Júlio Torcato contou com algumas peças de decoração do arquiteto trofense José Carlos Oliveira. Uma iniciativa que surge no âmbito do Plano de Promoção Turística do Concelho da Trofa que a Câmara Municipal da Trofa, em parceria com a Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, tem desenvolvido.

A inauguração desta mostra, que decorreu no dia 10 de setembro, contou com a presença de José Magalhães Moreira, vice-presidente da autarquia, Melchior Moreira, presidente da Entidade de Turismo Porto e Norte, do estilista Júlio Torcato e do arquiteto José Carlos Oliveira. “Entusiasmado com a presença e o trabalho de Júlio Torcato, Melchior Moreira convidou o estilista trofense para ser embaixador da região de turismo, numa campanha de promoção internacional que será lançada em 2014, desafio que foi prontamente aceite pelo designer de moda”, contou fonte da autarquia. Recorde-se que esta coleção de Júlio Torcato já tinha sido apresentada no Portugal Fashion 2013 e na iniciativa promovida pela Câmara Municipal da Trofa, TrofaViva-Parques em Festa. P.P.

Um armazém de uma empresa, situada na Rua Monte de Aldeia, em Paradela, S. Martinho de Bougado, foi alvo de uma visita do amigo do alheio durante a madrugada do dia 16 de setembro. Do local, foram furtadas quatro extensões de 25 metros. Segundo o que o NT conseguiu apu-

rar, o furto ficou registado pelas vídeo-vigilância. A Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa esteve no local e, pelas imagens registadas, identificou um vizinho que mora a cerca de cem metros da empresa. O indivíduo foi identificado e o caso foi entregue ao tribunal.

Assalto ascende a 5400 euros Cinco mil e quatrocentos euros foi o valor do furto que ocorreu na madrugada de sexta-feira, 13 de setembro, a um restaurante ambulante, instalado no Monte de Santa Eufémia, em Alvarelhos. Para entrarem dentro do estabelecimento, os indivíduos terão arrombado uma porta e furtado diversos objetos,

entre eles duas fritadeiras industriais, cem litros de óleo, 30 litros de azeite, 20 caixas de vinho, diversas garrafas de bebidas brancas, cerca de 300 euros em carne e vários conjuntos de talheres. O caso foi entregue à GNR da Trofa.

Detido por desobediência Um condutor de uma viatura ligeira de passageiros foi intercetado pela GNR da Trofa na Avenida de S. Gens, no Muro, cerca das 4.20 horas de sábado, 14 de setembro. Ao efetuar-lhe o primeiro teste de álcool, este deu positivo, avançando para o teste quantitativo. Contudo o condutor, de 24 anos, recusou-se a efetuar o teste e, por essa razão, foi detido e presente a tribunal no dia 16 de setembro, tendo o

caso baixado a inquérito. Anteriormente, cerca das 3.45 horas, o condutor já tinha sido mandado parar pela GNR, quando seguia na Rua da União, em Santiago de Bougado, no entanto não parou. O homem, morador na Trofa, também tinha na sua posse 0,88 gramas de haxixe, tendo sido notificado para se apresentar numa consulta da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.

Apanhado com 3,1 gramas de haxixe Um jovem foi intercetado pela GNR da Trofa, quando seguia junto à ponte para Ribeirão, na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, pelas 23.50 horas de terça-feira. Dentro da viatura, foram encontrados

3,10 gramas de haxixe. A GNR registou a ocorrência e, posteriormente, o homem, de 29 anos e residente na Póvoa de Varzim, foi notificado para se apresentar numa consulta da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.


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19 de setembro de 2013

Associações de Santiago recebem apoio do Estado para obras Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Associação Recreativa S. Pedro da Maganha e Centro Recreativo de Bougado assinaram um Programa de Equipamentos, que se traduz no apoio financeiro por parte do Governo. A Associação Recreativa S. Pedro da Maganha e o Centro Recreativo de Bougado, ambas sediadas em Santiago de Bougado, não vão esquecer o dia 12 de setembro de 2013. Foi nesta data que as associações trofenses assinaram um Programa de Equipamentos com o Governo, a Comissão de Coordenadores e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e a Direção Geral das Autarquias Locais (DG AL). Trata-se de um programa que se destina à “comparticipação de obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de equipamentos urbanos de utilização coletiva, incluindo equipamentos religiosos”, segundo o sítio da CCDR. António Castro, presidente da Associação S. Pedro da Maganha, asseverou que a assinatura deste contrato-programa é “um grande passo para a construção da sede social”, que será com-

participada em “35 por cento” do valor da obra, o que equivale “35 mil” dos “cem mil euros” necessários. “Falta o restante para o qual teremos que trabalhar arduamente. Estou confiante que angariaremos no prazo estabelecido para concluir a obra”, declarou. Além de ser “um espaço de reunião dos órgãos sociais da associação”, será também o ponto de encontro e de convívio de “pessoas de todas as idades”, “um local de cultura, onde vão decorrer concertos musicais, teatro, palestras, seminários, entre outros”, e onde vão estar “expostos os trajes das marchas, assim como todos os troféus conquistados pelas equipas da área desportiva”. A associação concorreu no início de 2012, mas só no “último trimestre” do ano viu ser “validada” a sua candidatura, depois de “várias alterações” feitas, que foram impostas pela CCDR-N. Apesar de a construção da sede já ter começado, o presidente denotou que ainda tem “muito para fazer” estando agora à espera da primeira tranche deste apoio ou da “verba que está inscrita no PAEL” (Programa de Apoio à Economia Local), para recomeçar com a obra. Para Luís Neves, presidente do Centro Recreativo de Bougado

Associações assinaram Programa de Equipamentos, que prevê apoio financeiro do Estado

(CRB), esta é uma etapa “muito importante”, uma vez que “vai permitir à juventude a prática de desporto com outra qualidade”. A colocação do piso, com “a ajuda do Estado”, será de “extrema importância” e de certa maneira “um presente antecipado” para a coletividade, que está prestes a completar os 25 anos de existência, pois vai permitir receber as provas das competições federadas. Com um orçamento a rondar os “40 mil euros”, o CRB vai receber um apoio de “cerca de 29 mil euros”. O presidente do CRB só quer “avançar com a obra” o mais rápido possível, com o intuito de acolher, durante esta época desportiva, alguns jogos no campo, o que seria “ouro sobre azul”. Além de estar presente o vice-presidente da CCDR-N, Carlos Neves, e a representante da

DGAL, também marcou presença nesta assinatura António Leitão Amaro, Secretário de Estado da Administração Local, que explicou o porquê de duas associações trofenses terem sido escolhidas entre “centenas de candidaturas”. “Uma das coisas” que o “impressionou” na candidatura do CRB foi o facto de a coletividade ter-se focado na “prática desportiva nas camadas jovens”, pois parece-lhe “absolutamente fundamental e decisivo” que os jovens tenham “um futuro saudável distante dos comportamentos menos saudáveis que muitas vezes desestruturam as suas famílias”. “Uma associação promotora da atividade desportiva muito focada nesta lógica de formação humana, física, ocupação dos tempos, promoção do espírito de equipa e da integração comunitá-

ria dos jovens que faz sentido em qualquer parte do país”, salientou. Quanto à candidatura da Associação Recreativa S. Pedro da Maganha, o Secretário de Estado referiu que é “relevante para um país que atravessa situações difíceis, ter instituições que não querem que esta sociedade se transforme numa com uma relação bilateral com a televisão e desligada dos outros”. “Quando uma associação quer criar um ‘templo’ da convivência entre os seus associados e a comunidade, quando quer um espaço onde as pessoas estejam juntas para que os laços se fortaleçam e a solidariedade cresça, estamos a criar essa rede para que a sociedade seja mais humana e por isso seja também uma comunidade mais forte para superar as adversidades”, concluiu.


14 Atualidade

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19 de setembro de 2013

Festas de Santa Eufémia encerram com festival de folclore Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

ra este fim de semana. No domingo, pelas 14 horas, tem início o desfile e apresentação do 38º festival de folclore, que vai contar com as atuações do Rancho Folclórico de Alvarelhos, Rancho Folclórico de Zebreiros (Foz do Sousa-Gondomar), Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim (Barcelos), Grupo Folclórico “As Tricanas de Ovar” e o Rancho Folclórico de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo).

Apesar de decorrer desde o dia 31 de agosto, os dias grandes da romaria em honra de Santa Eufémia assinalaram-se a 14 e 15 de setembro. Programa encerra este fim de semana. O terceiro domingo do mês de setembro é dedicado à romaria de Santa Eufémia. De merendeiro na mão ou pela cabeça, onde não podem faltar as pataniscas, o pão, o vinho e o chouriço, várias centenas de pessoas deslocavam-se ao Monte de Santa Eufémia (Alvarelhos), que é conhecido pela romaria muito antiga, onde está situada a Capela da Santa, que é um local de devoção entre as comunidades piscatórias do Norte do País. Este foi o tema da encenação das rusgas de antigamente

Festa de Santa Eufémia atrai muitos romeiros

que, juntamente com celebrações religiosas, faziam parte do programa de domingo, dia 15 de setembro, das festas em honra de Santa Eufémia. As festas decorrem desde o dia 31 de agosto e no local houve diversos

espetáculos, como atuação do conjunto A Rapaziada, Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos, o grupo Pentágono, Banda de Música da Trofa e a Banda de Música de Paços de Ferreira. O programa das festas encer-

Festival de Concertinas anima festas de Santa Eufémia No sábado, o Monte de Santa Eufémia volta a acolher o Encontro de Tocadores de Concertina e Cantares ao Desafio, na tarde de sábado. A iniciativa, dinamizada pela Câmara Municipal da Trofa, vai reunir durante a tarde “centenas de tocadores e cantadores” que vão animar “esta festa tradicio-

nal, que já é uma tradição nesta altura do ano”. A autarquia convida a comunidade a passar uma “tarde diferente ao som de concertinas e cantares ao desafio”. Recorde-se que a tradição dos cantares ao desafio é comum a várias regiões e países do mundo. No século XX, no Norte Litoral português, este modo musical e poético de improvisação, começou a ser acompanhado com concertinas, tornando-se um ícone da musicalidade tradicional da região. Este festival, que já vai na 14º edição, atrai a cada edição “milhares de visitantes que se deslocam até à Trofa para assistir a esta festa”. “A aposta na manutenção das festas tradicionais e populares continua a ser um pilar da política desenvolvida pela autarquia trofense que procura preservar as tradições e costumes”, avançou fonte da Câmara Municipal.

Romanenses reviveram o ano de 1890 Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Quinta de S. Romão reviveu o ano de 1890, com a recriação da aldeia de S. Romão do Coronado, pelo Grupo Danças e Cantares Vale do Coronado, nos dias 14 e 15 de setembro. Pelos espaços verdes da Quinta de S. Romão, encontrava-se a aldeia de S. Romão do Coronado no ano de 1890. Muitos eram os cenários espalhados pelo local, como reproduções da Capela de Santa Eulália, da Igreja Matriz, estação de caminhos de ferro, casas senhorial e de lavoura. Este foi o cenário da Feira do

Século XIX, que o Grupo Danças e Cantares Vale do Coronado dinamizou durante este fim de semana e que tinha como objetivo retratar “as vivências da aldeia de S. Romão do Coronado em 1890”. Além dos “quadros vivos” desenvolvidos pelo Grupo, como o trabalho na casa de lavoura, a ida à missa, o namoriscar e as romarias, do programa constava o primeiro Festival de Folclore, uma desfolhada tradicional, atuações do Grupo de Concertinas, do Conjunto Típico Novo Dia e de Pedro Carvalho. Para o presidente do Grupo, Ricardo Oliveira, a adesão foi “boa, nomeadamente durante o dia de sábado e ao final de domingo”. Uma situação que a organi-

Na próxima edição, o Grupo vai alargar a zona de restauração

zação não contava, devido “às festas que haviam na zona, como a Santa Eufémia e Santo Ovídio, e o programa da TVI Somos Portugal”, que decorreu em Valongo. “Efetivamente valeu a pena e estou convencido que para o ano será ainda melhor. Tivemos picos, mas o nosso Festival foi o que maior população concen-

trou devido ao excelente perfil de ranchos que tivemos presentes”, frisou. Ricardo Oliveira avançou que o certame “é para repetir no próximo ano”, estando o Grupo já a trabalhar na próxima edição, que vai “sofrer algumas alterações para melhor”, como “alargar ainda mais a zona da restauração e do

artesanato” e a “disposição diferente dos cenários”. Os visitantes ficaram “admirados” por a organização ter conseguido, em “contra-relógio”, organizar a feira e “felicitados pelos excelentes grupos” que atuaram no festival e pelas “novas danças” apresentadas.


Desporto 15

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19 de setembro de 2013

Trofense somou quarto empate no campeonato Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O Trofense não foi além de um empate a zero com o Penafiel em mais um jogo para o campeonato. Treinador fala de “ansiedade” por conseguir primeiro triunfo. Trofense e Penafiel encontraram-se para cumprir a sexta jornada da 2ª Liga. Num jogo com pouco ritmo, a primeira oportunidade de golo surgiu aos 21 minutos, quando Preciado descobriu espaço e serviu Mateus Fonseca que atirou por cima da baliza do Penafiel. Ainda antes da meia hora, o árbitro Pedro Proença anulou o golo ao Trofense, por falta de Preciado sobre Dani. O Penafiel respondeu de bola parada, por Vítor Bruno, mas também não teve pontaria certeira. Quando o perigo espreitou, num lançamento longo que quase isolou Rafael, o guardião Conrado saiu da baliza para resolver. Antes do intervalo, Mateus Fonseca teve nova oportunidade para dar a vantagem ao Trofense,

Resultados Departamento de Formação CD Trofense Juniores 2º Divisão Nacional SC Freamunde 1-0 CD Trofense (6º lugar, 3 pontos) Iniciados A Campeonato Nacional - Série B CD Trofense 3-1 FC Vizela (4º lugar, 4 pontos) Juvenis A 1ª Divisão Distrital - Série 1 CD Trofense 4-0 SC Senhora da Hora (2º lugar, 3 pontos) Infantis 11 1ª Divisão Distrital - Série 2 CD Trofense 4-0 UD Sousense (1º lugar, 3 pontos)

mas o remate saiu por cima. Nos minutos iniciais da segunda parte, o Trofense esteve mais interventivo no ataque e mostrou vontade de marcar. Numa das investidas, Mateus Fonseca reclamou mão na bola de Pedro Ribeiro, mas Pedro Proença não assinalou. Já Viafara, que tinha estado apagado na primeira parte, esteve em destaque na etapa complementar, quando tentou de cabeça e de pé esquerdo, mas sem sucesso. Depois do colombiano, foi a vez do equatoriano Preciado tentar a sorte, mas a tentativa saiu gorada. Quando estava por cima do jogo, o Trofense ficou reduzido a dez unidades com a expulsão de Paulo Monteiro, que viu o segundo cartão amarelo por atrasar a reposição de bola. A jogar com mais uma unidade, o Penafiel galvanizou-se e criou perigo. Guedes, de fora da área, atirou forte, obrigando Conrado a responder com a defesa da tarde. Os últimos lances de ataque pertenceram ao Trofense. Primeiro, Viafara atirou por cima, depois Padilla cabeceou muito per-

Hélder Sousa tenta retirar a bola ao adversário

to da baliza adversária. Com este resultado, o Trofense soma o quarto empate e outros tantos pontos que o colocam no 20º lugar, enquanto o Penafiel está no 5º lugar. No final da partida, Luís Diogo, treinador do Trofense, considerou que “foi um jogo mal jogado”. “Mesmo assim, se existiu uma equipa que tentou vencer foi a nossa. Ficamos condicionados com a expulsão do Paulo, tenta-

mos marcar, porém também fomos infelizes. Ás vezes, com um pouco mais de concentração em momentos-chave, podíamos ter feito o golo”, frisou. O técnico voltou a referir-se à “ansiedade” de conseguir uma vitória que ainda não surgiu no campeonato e adiantou que há jogadores, como Maicon que ainda “estão a adaptar-se” e que serão “mais-valias” para a equipa.

Já para Miguel Leal, técnico do Penafiel, o ponto conquistado na Trofa é o “aspeto positivo” a retirar do jogo e de um terreno em que este clube não vence há 26 anos, salientando que a equipa “não teve qualidade ofensiva”. O próximo adversário da equipa trofense é o Pedras Salgadas, para o jogo a contar para a 2ª eliminatória da Taça de Portugal, que se realiza na Trofa, no domingo, às 15 horas.

Dojo Murakami organiza tarde de convívio Treinos para todas as graduações e um Curso de Cafika foram os ingredientes para o 13º Encontro Regional de Karaté-do Shotokai, que o Dojo Murakami da Associação Recreativa Juventude do Muro (ARJM) dinamizou no sábado, 14 de setembro. Muitos foram os alunos que participaram nesta iniciativa, conheceram a história do Japão, inserida no curso de Cafika, e tiveram momentos de convívio. As atividades regressam já neste sábado, com uma tarde de convívio com jogos para todas as idades, aulas de karaté e os exames de graduação dos alunos do Dojo de ARMJ e da Póvoa de Varzim. A participação nas atividades, que têm início pelas 15 horas, é “gratuita”, devendo inscrever-se através do número 911 102 689 e do e-mail senseiferreira@sapo.pt. Arlindo Ferreira, mestre do Dojo, aconselha o uso de calças de fato treino e de t-shirt. O mestre Arlindo Ferreira ape-

Muitos alunos participaram no Encontro Regional de Karaté Shotokai

la à comunidade trofense a ir conhecer o seu trabalho no Dojo “mais antigo” do norte da Associação Shotokai de Portugal. “Não é por acaso que estamos a crescer e que os pais deixam os

seus filhos connosco, duas horas, três vezes por semana. Sabem que somos um grupo honesto e assim depositam total confiança em nós, que não ensinamos só a dar socos e pontapés,

como também todo o ensino físico e mental, a respeitarem os pais, os professores e amigos, a não terem medo e a terem o direito de também serem respeitados”, concluiu. P.P.


16 Desporto

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19 de setembro de 2013

S. Romão apresentou-se com derrota na Taça Brali Diana Azevedo

A Associação de Futebol do Porto inovou e esta época criou a Taça Distrital “Brali”. Na fase de grupos, o S. Romão estreou-se a defrontar o Raimonda e aproveitou para apresentar o novo plantel. Jogo acabou com derrota dos romanenses por 0-2. Muitas caras novas entraram em campo com o símbolo romanense ao peito. Um pouco tímidos, os homens de Pedro Ribeiro iniciaram a partida mais concentrados no setor defensivo, sem darem tanta ênfase nas investidas em direção à baliza do Raimonda. Por outro lado, os forasteiros arriscaram e, aos cinco minutos, quase marcaram, mas o lance não valeu por posição irregular. A ameaça despertou a frente de ataque da casa sobre a urgência de chegar ao golo e Renato aproveitou o canto de Pedro Teixeira para fazer um excelente remate ao segundo poste, que poderia ter dado vantagem à casa não fosse a defesa rápida e atenta do guardião do Raimonda. A equipa visitante era quem mais subia no terreno, enquanto o S. Romão com menos investidas conseguia finalizações mais ameaçadoras. Em cima da meia hora, Pedro Teixeira fez a bola

S.Romão perdeu jogo de apresentação por duas bolas sem resposta

passar um pouco acima da trave. No segundo tempo, o Raimonda ganhou vantagem no marcador através de uma bola parada. Nandinho foi chamado a converter o penalti aos 56 minutos e enganou Zé Paulo. O responsável pelo golo fechou mais tarde o resultado final. O remate foi feito e defendido pelo guardião romanense, mas na recarga Nandinho bisou. Confiante no seu grupo, o treinador do Raimonda mostrou-se satisfeito com o desenrolar do jogo. “A minha equipa é muito jo-

FC S. Romão Plantel 2013/2014 1 – Lopes 2 – Rocha

20 – Robert 21 – Filipe Lopes

3 – Márcio Cunha 4 – Pedro Pinto

22 – Jorge Reis 23 – Mauro

6 – Dani 7 – Renato

24 – Bruno Carvalho 30 – Zé Paulo

8 – Garrido 9 – Patrick

Treinador

10 – Pedro Teixeira 11 – Rafael Osório

Pedro Ribeiro Treinador Adjunto

12 – Nuno Ferreira 13 – Pires

Ricardo Vieira Treinador Guarda-Redes

14 – Pedro Gomes 15 – Vítor

Jorge Massagista

16 – Pelé 17 – João Ferreira

Vieira Presidente

18 – Fábio Sá 19 – Fábio

Rui Damasceno

vem e tivemos uma pré-época bastante curta, mas eu sabia que estávamos preparados para o início de campeonato”. Sobre o novo grupo de trabalho, o técnico romanense, Pedro Ribeiro, adiantou que o plantel “ainda não está fechado, mas o grupo que até agora está dá garantias de poder fazer um campeonato tranquilo”. Sem se remeter a objetivos concretos na tabela classificativa, o treinador garantiu que a “maior parte dos atletas já joga há algum tempo” e que, durante a semana

que antecedeu o jogo em que trabalharam “mais em termos táticos”, viu “as potencialidades” do plantel. “Mais importante é a consciência dos seus desempenhos e eles têm noção do que têm de progredir e que têm capacidades para o fazer”, afirmou. Focando-se no jogo, o treinador denotou que foi “um bom jogo”, onde foram criadas “oportunidades”, mas sem marcarem golos. “Óbvio que ainda há lacunas em alguns setores e é isso que vamos trabalhar para melhorar”, acredita.

Pedro Ribeiro reforçou o apelo que tinha feito à comunidade na época passada: “O S. Romão é um clube pobre e precisa do apoio de todos. Enquanto eu estiver aqui estarei sempre para ajudar e penso que mais gente devia olhar com carinho para este clube”. Ainda na fase de grupos da Taça Distrital “Brali”, o S. Romão vai defrontar o Medense no próximo fim de semana e dia 28 recebe o Frazão. Os vencedores da competição poderão, na próxima época, disputar a Taça de Portugal.

Região

Município da Maia distinguido com o galardão ECOXXI Pela “sétima vez consecutiva”, o Município da Maia foi premiado com o galardão ECOXXI, atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, como “reconhecimento do empenho da autarquia no desenvolvimento de ações conducentes a um desenvolvimento sustentável, alicerçado na educação para a sustentabilidade e na defesa e proteção da qualidade ambiental”. O prémio “ECOXXI” pretende reconhecer todos os Municípios que se destacaram pelas “boas práticas de sustentabilidade de-

senvolvidas ao nível municipal”, sendo “hoje um referencial nacional no domínio do desenvolvimento sustentável e um desafio irrecusável por parte das autarquias que colocam a sustentabilidade no centro das suas estratégias de desenvolvimento”. Inspirado nos princípios da Agenda 21 Local, o galardão “avalia a sustentabilidade dos Municípios através de um conjunto de 21 indicadores que visam a caracterização de diversos setores municipais, nomeadamente ao nível da Educação Ambiental,

Instituições, Conservação da Natureza, Água, Resíduos, Energia, Transportes, Ruído, Ar, Ordenamento do Território, Agricultura e Turismo”. “Desde o ano de 2006” a utilizar esta “excelente ferramenta de monitorização, que permite avaliar a estratégia de desenvolvimento do concelho”, o Município da Maia “superou as expectativas” e obteve “a melhor pontuação de sempre”, alcançando um índice de “70 por cento”.

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P.P.


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Luz que salva o mundo

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ESTA É A OBRA DE DEUS ESPÍRITO E VIDA ACREDITAI E CONFIAI JO.8.12,23-24,51.C.6.29,63 Para a vida eterna não ser só para alguns, a Jeová pertenceu as saídas da morte. SaL.102.1820 e 68.20. Para isso Jeová rompeu e desfez o velho pacto concluído com todos os povos, para entrar novo pacto. Is.5.7, 24-26. Za.11.10-11. Mat.21.42-44. Lu.16.16. Is.42.6.C.55.3-4.C.61.8. Assim os fiéis de Jeová são livres de seguir o eterno reino do Pai Celestial no novo pacto. Dan.2.44.C.7.13-14,18. Lu.1.33.C.12.32.C.16.16.C.17.20-21. CoL.1.13.2Pe.1.11. Para Jeová remir o povo da morte Os.13.14.is.25.8 e ser conhecido por todos na terra como as águas cobrem o mar disse ao Pai. Eis-me aqui, envia-me, vai. Jo.12.41-47.Is.6.5,8-9.C.9.6.C.11.9.C.17.7.C.25.89.C.40.3-5,9.C.53.1-12.Os.6.2-3.C.13.14.Jer.31.33-34.Za.2.10-11MaL.1.5.C.3.Jo.1.19-23,2930.Mat.3-3.C.11.2-6.C.27.46.SaL.22. No novo pacto Jeová recebeu um nome que está acima de todos os nomes, nele está a salvação do mundo, sem ele nada se pode fazer. Is.9.6.C.52.6.C.62.2.Za.14.9.Mat.1.21.1Cor.1.2-3.Fi.2.811.At.26.18.C.4.12.Jo.20.31.C.15.5.C.12.45-47.C.3.35-36.Ap.22.16.Is.55.3-4. Vivos sempre pela fé no único nome dado por Deus para toda a humanidade, felizes todos disse o Pai os que se refugiam nele, chamado o Deus de toda a Terra. SaL.2.6-9,12. Is.25.8-9. C.35.4. C.40.9. C.54.5,13. Jo.6.45. C.8.51. C.20.27-29. C.1.14. Ap.19.11-13. Tito.2.13. Is.9.6. At.4.12. Só Jesus dá vida eterna aos mortos, e os santifica pela fé no seu nome. Dan.7.18. Jo.20.31. At.4.12. C.16.30-31. C.26.18. 1Cor.1-2. CoL.1.12-14. 1Pe.2.9. Ap.20.6. Jo.5.21-24. C.8.51. C.11.26. C.17.17-19. C.14.6,23. SaL.101.6. Santos filhos de Deus e da luz pela fé em Jesus. Ga.3.26. Jo.1.9-13. C.12.36. Todos herdeiros AT.26.18. da nova terra da felicidade eterna, nela não há mar, morte, dor, tristeza, fome, sede, nem sol. Há rios e árvores da vida, a luz é Deus e o cordeiro e todos os seus fiéis são luz no reino eterno do Pai. Is.33.15,17. 2Cor.12.2-4. Ap.7.9-10,16. C.21-27. C.22-2. Mat.17.2. C.13.43. Todos os mestres religiosos que não ensinam os seus fiéis a fé só em Jesus, bloqueiam com joio o caminho da verdade e da vida eterna. Mat.13.37-42. Jo.14.6. 2Pe.2-2.AP.17.14. Para a fé e a luz da salvação de Deus não chegue a todas as extremidades da Terra. Is.49.6. Lu.2.26-32. Jo.8.12,51 Mat.24.10-14. C.28.18-20. Disse Jesus examinais as escrituras que dão testemunho de mim, estais todos cegos. Jo.5.2124,39-44.Is.42.6-7.Jo.8.12,23-24,51.C.9.39.C.10.26-30.Ge.1.26.C.3.22.Deu. 18.15,19.Pro.8.2236.Ap.6.15-17. Quem não é por mim, é meu inimigo. Espalha a fé noutros nomes, agradando a Satanás, tirando a fé dos povos em mim. SaL.110.1,5.Mat.12.30.C.13.3442.Lu.19.27.At.4.12.C.16.30-31.C26.18.1Cor.1-3.1Pe.2.9-10.Ef.4.4-5.1Tim.4-2.Heb.10.2631.2Pe.2-2.Ap.17.14.C.20.12-15. É neste século que todos os inimigos do filho de Deus, rei do novo pacto, ficam debaixo dos seus pés, ele é o juíz de todos os povos cara a cara. SaL.50.46.110.1,5. Ez.20.35. C.39.21. MaL.3.5. Mat.7.22-23. Jo.5.21-23. Ap.6.15-17. To d o s o s d a larga estrada, Mat.7.13. Serão lançados no fogo a ranger os dentes até ficar e m e m p ó . A p . 2 0 . 11 - 1 5 . M a t . 1 3 . 4 1 - 4 2 . C . 2 1 . 4 2 - 4 4 . I s . 3 3 . 1 2 . O mesmo s u c e d e à v e l h a e p o d r e Te r r a . S a L . 1 0 2 . 2 5 - 2 6 . I s . 5 1 . 6 . A p . 2 0 . 11 . 2 P e . 3 . 7 , 1 0 1 2 . S o f o n i a s 1 . 1 8 . C . 3 . 8 . M a r. 1 3 . 3 1 . C . 1 2 . 3 1 . Ti a g o . 5 . 1 9 - 2 0 . 1 C o r. 1 . 2 7 - 2 8 .


18 Atualidade

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Banda de Música da Trofa brilha em Espanha A Banda de Música da Trofa, em mais uma internacionalização, deslocou-se no sábado,dia 14/SET/2013, à vila de Tomiño na Galiza, Espanha, tendo como adversária a Banda Union Musical de Valladares – Vigo. Eram as Festas do Concelho, em honra de Nossa Senhora do Alívio, famosas por acolherem, há muitos anos, as melhores filarmónicas portuguesas e espanholas. A nossa Banda teve a sua atuação em duas partes distintas. Uma, das 13 horas às 14H30 horas,ao ar livre, na linda praceta em frente à “Casa do Concello” , com a presença da Alcaide de Tomiño, tocando as obras “Ares de Espanha”, “Inferno”, “Una noche en Granada” e “Festa no Pico”. Outra, das 19H30 às 20H45 no coreto do recinto das festas, tocando as obras, “Hispânico”, “Abertura 1812”, “Girondins”, “Desfolhando Cantigas” e “Feira Popular”. A Banda de Música da Trofa foi delirantemente aplaudida e acarinhada pelo público conhecedor presente. Como prova disso, as muitas felicitações ao nosso categorizado maestro, Luís Campos, bem como a todos os membros da Direção presentes, principalmente ao Presidente Luís Lima! Como exemplo do sucesso da nossa Banda nestas festas, registamos o depoimento de Dom Feliciano Marinho, residente naquela vila, com 86 anos de ida-

Banda de Música registou mais uma internacionalização

de e, com uma lucidez espantosa e, conhecedor de música, o qual afirmou: “ Nunca pensei com a minha idade ouvir tão magnifica Banda de Música. De certeza que é na atualidade a melhor Banda portuguesa e vou sensibilizar a Comissão da Festas para que a Banda de Música da Trofa esteja presente de novo nas próximas festas de 2014”. Para finalizar este artigo, não poderia deixar passar despercebido o saudável e importante convívio que houve entre músicos, maestro, direção e acompanhantes durante o longo período entre as duas atuações da nossa Banda! O grupo está cada vez mais unido e feliz, formando uma grande “FAMÍLIA” que é a atual Banda de Música da Trofa,tendo como grande timoneiro e chefe da mesma, o incomparável Presidente Luís Lima. Viva a Banda de Música da Trofa que, deverá ser, o orgulho de todos os Trofenses.

Banda de Música da Trofa nas festas em honra de Santa Eufémia A Banda de Música da Trofa esteve presente mais uma vez ,nestas grandiosas festa na segunda-feira, dia 16 de setembro. A nossa banda, juntamente com a banda musical de Paços de Ferreira, deram um excelente concerto durante essa tarde, deliciando o numeroso público presente. De realçar uma vez mais, a presença da Excelentíssima Presidente da Câmara da Trofa, Drª Joana Lima e membros do seu executivo. Também notamos a presença sempre simpática do Comendador J.Serra. Desta forma, a nossa banda, finalizou uma época de festas, toda ela repleta de grandes sucessos! Até breve. Valdemar Silva

Necrologia Santiago de Bougado

Arnaldo Rodrigues de Oliveira.

Deolinda da Conceição Guimarães da Silva Oliveira Faleceu no dia 11 de setembro, com 53 anos.Casado com

Carelinda Alves Pereira Xavier S. Martinho de Bougado Faleceu no dia 17 de setembro, com 87 anos. Maria José de Vilhena Faria Figueiroa Faleceu no dia 15 de setembro, com 86 anos. Viúva de Fernando Madureira Figueiroa.

Casada com Joaquim Ferreira Martins.

Luís Augusto Teixeira Faleceu no dia 16 de setembro, com 85 anos. Viúvo de Maria de Lurdes Rûla da Cunha. Funerais realizados por Agência Funerária Trofense, Lda. Gerência de João Silva

19 de setembro de 2013

Crónicaverde

A nossa casa

Nestes dias, vi por mero acaso, uma técnica de construção de habitações que me chamou a atenção. Não se trata de uma técnica nova ou revolucionária, pois já existe desde a idade média… e promete continuar a existir!Há um crescente movimento na construção das “Cob Houses”, basicamente, casas construídas com uma mistura de palha, areia e barro. Apesar da aparente fragilidade destes materiais, existem edifícios com 800 anos que provam a consistências desta combinação de ingredientes. Atualmente, o benefício deste tipo de construção é o baixo custo das matérias primas e a facilidade em obtêlas. Por outro lado, a dependência da mão de obra é elevada (estas técnicas de construção com “lama de palha, barro e areia” exigem muito trabalho. O grande atrativo deste tipo de construções é o facto de ser um processo ecológico e sustentável. Utiliza materiais locais, fáceis de obter e com baixo custo. Basicamente, utiliza materiais que se encontram disponíveis na natureza: barro, areia e palha! Estes três materiais são baratos, abundantes e naturais, fazendo desta atividade, uma ação sustentável. A temperatura nestas casas é regulada de forma natural, fazendo com que no período de calor, a casa seja fresca e no período frio, seja mais quente. A qualidade do ar também é muito acima da que se observa nas casas tradicionais, porque as paredes “respiram”, equilibrando os níveis de humidade, temperatura, etc. Diz, quem passou uns dias, ou toda a vida numa destas casas, que se sente num contínuo “abraço”, tal é o conforto proporcionado… Alerto que, antes de começar a correr em busca das matériasprimas para construir uma destas casas, há alguns factos a considerar. Para além de ser um projeto que depende imenso da mão de obra, estas casas necessitam de respeitar as normas de construção e não será atrativo para um banco, fazer um empréstimo para a construção de uma casa feita de… barro! O outro lado da moeda, mostra-se nesta questão: - As “Cob Houses” são extremamente baratas de se construírem! Existe muita informação na WEB e inclusivamente aqui perto, na Quinta da Junceda, em Alfena, onde se fazem Workshops de Construção de Casas Bio-Ecológicas, de Produção de Cerveja em Casa, Permacultura, etc. (http://www.ok4u.pt/) O alerta para este tipo de solução de habitação, surgiu quando vi o vídeo de uma palestra, ministrada por um chinês que, tendo poucos meios para construir uma casa da forma habitual, se questionou se deveria endividar-se por 30 ou mais anos, quando teria a possibilidade de, sozinho, construir a sua casa em 3 meses, reservando os restantes 29 anos e 9 meses para viver a sua vida em paz e sossego… Obviamente que este chinês, entretanto já tem duas casas e viaja por todo mundo, relatando o que fez, mostrando as fotografias que, numa análise rápida, não distinguem qualidade na execução de acabamentos ou potencial de desconforto. Queixa-se, este asiático, de que tem excesso de oferta de roupa (que não sabe onde guardar e é obrigado a redistribuir). Leva uma vida simples e com abundância – diz ele! Do “alto” dos nossos padrões de vida de europeus, tudo isto parece estranho. Mas está a mudar e ainda bem… No fim de contas, uma casa é um teto e a sua “cor” não interessa! Pedro Sousa APVC – Associação para a Protecção do Vale do Coronado http://facebook.com/valedocoronado http://valedocoronado.blogspot.com


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19 de setembro de 2013

O debate social da direita neoliberal Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa. gualter.costa@outlook.com

Estamos a apenas alguns dias do dia de uma grande decisão. Uma decisão que tomaremos em apenas dez segundos, mas que tem o poder de moldar o nosso futuro coletivo não apenas nos próximos quatro anos, mas talvez durante várias gerações. Estas são mais que umas simples eleições autárquicas. Estas serão o primeiro escrutínio popular às políticas de destruição da economia, às privatizações a preço de saldo, ao desmantelamento do Estado Social, à aniquilação da Autonomia Local. Políticas impostas pela troika e que estão a ser implementadas no terreno pelas estruturas nacionais e locais de PSD e CDS. As políticas experimentalistas e fraticidas da troika, com as quais Paulo Portas e Passos Coelho, continuam a montar o seu próprio “Frankenstein”, remetam já mais de 300.000 portugueses para o desemprego. Convidaram largos milhares de cérebros bem treinados e formados a um êxodo forçado e a preços promocionais (para países estrangeiros que concorrem diretamente connosco no mercado global). Abriram a porta a negociatas multimilionárias com empresas desconhecidas do outro lado do mundo, sedentas de países em saldo, sem qualquer tipo de contrapartidas devidamente salvaguardadas. Delapidam diariamente o bem comum e o Estado Social. Tais devaneios financeiros, há muito arquitetados pelas máquinas da direita neoliberal e populista, continuam a condenar Portugal (e outros países Europeus) à miséria, ao retrocesso, ao sofrimento. Estão a obrigar os municípios a canalizarem uma parte significativa das suas receitas para uma cada vez mais necessária e abrangente resposta local à crise. Estes são os custos não previstos das aselhices e dos experimentalismos, que estão a ser hoje imputados às famílias, mas também aos municípios, condicionandoos na sua normal atuação, afastando-os dos cidadãos, condenando os seus planos de desenvolvimento futuros, empurrando-os para uma forçada e penosa insolvência. Assim, o velho sonho da direita neoliberal de extinção de inúmeros municípios será em breve realizado. Neste cenário, a Trofa pela sua situação financeira será um alvo preferencial destas políticas de direita da troika. Defender o nosso concelho, é algo que só possível com uma verdadeira aposta na Esquerda. É necessário inverter este paradigma de destruição e de miséria. Uma inversão que deve iniciar-se já no próximo dia 29 ao nível local. É imperativo virar à Esquerda também na Trofa. Urge também, derrotar a demagogia e a insensatez do apoio social da direita na resposta à crise (que a direita tem vindo a criar). Envergonham-se do desastre das políticas da direita neoliberal quando discursam em terras trofenses mas apoiam-nas incondicionalmente em Lisboa. Veja-se o apoio na redução dos subsídios a pensionistas e desempregados, o ataque ao trabalho e ao emprego com as privatizações e fusões, os cortes salariais (que estão a retirar confiança aos consumidores e a congelar toda a economia), o ataque à escola pública (com dispensa de dezenas de professores no nosso concelho), veja-se a oposição de PSD e CDS na expansão do Metro até à Trofa. É humanamente impossível numa só campanha eleitoral camuflar tanta mentira e tanta hipocrisia. É humanamente impossível digerir tanta paranoia e esquizofrenia social. Para responder às inúmeras carências que as políticas da direita neoliberal estão a criar também no nosso concelho, o Bloco de Esquerda da Trofa não necessita de demagogias ou populismos eleitorais. Fomos pioneiros ao assumir como principal prioridade da nossa atuação a resposta à crise e à emergência social no nosso Programa Eleitoral Autárquico. Neste âmbito, o Bloco de Esquerda da Trofa sempre propôs medidas concretas e exequíveis, como o reforço do apoio mensal com bens de primeira necessidade (alimentação e higiene) às famílias mais carenciadas. Ajudas nos pagamentos de despesas mensais essenciais (água, luz e saneamento) às famílias que já não conseguem suportar esses encargos mensais. Criação de cantinas e banhos públicos em todas as freguesias. Cantinas escolares abertas durante todo o ano (inclusive nos períodos de férias). Apoio na aquisição de medicamentos a idosos e pessoas com doenças crónicas em situação de carência. Rastreios de saúde periódicos em todas as freguesias. Oferta de livros escolares até ao 12º ano e criação de uma bolsa municipal de manuais escolares. Bolsa de móveis e eletrodomésticos em bom estado de conservação e de funcionamento, que possam ser reutilizados. Serviço municipal para a realização de pequenas reparações domésticas às famílias necessitadas e a idosos. No Bloco de Esquerda da Trofa entendemos que de nada servem as faraónicas obras de fachada ou os milionários embelezamentos supérfluos, se tivermos por detrás das portas no nosso concelho famílias a passar fome, pais e jovens desempregados, idosos privados de medicamentos ou crianças sem livros escolares. Lutamos por uma nova oportunidade para a Trofa, assente na justiça social, no retomar dinamismo económico, na solidariedade e na igualdade de oportunidades para todos os Trofenses.

Opinião 19

Autárquicas 2013: entre a verdade e a mentira Estamos todos convocados, para no próximo dia 29 de setembro exercemos mais uma ato de cidadania. Tem sido assim, desde que foi implantada a democracia em 1974 e tivemos as primeiras eleições livres em 1975. O dia das eleições é um dia em que o povo sai à rua para exercer o seu direito de voto e nas eleições autárquicas, talvez pela proximidade com os candidatos e com os órgãos a eleger é onde há mais participação, há menos abstenção. É a particularidade da democracia portuguesa. As eleições que se aproximam têm por finalidade a eleição da câmara municipal, da assembleia municipal e das assembleias de freguesia, de onde sairão os presidentes das juntas de freguesia. Assim será em 308 concelhos e 3.091 freguesias e agrupamento de freguesias, provocado pela (pseudo) reforma administrativa. São as particularidades das eleições autárquicas. Estas eleições autárquicas ficarão marcadas pela polémica Lei n.º 46/2005 de 29 de agosto, que pretendia estabelecer limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais. Afinal, esta Lei não vem limitar coisa nenhuma. A limitação de mandatos não existe, embora esteja escrito no Artigo 1º da referida Lei, que «o presidente da câmara municipal e o presidente da junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos». São as particularidades da legislação portuguesa. Os muitos milhares de candidatos que se apresentam às eleições estão integrados em variadas listas de partidos políticos, coligações de partidos políticos com movimentos políticos e também de movimentos cívicos e de cidadãos. Estes últimos são designados de independentes, mas em abono da verdade deve dizer-se que alguns são completamente “desalinhados” dos partidos políticos, mas outros são completamente “alinhados” com um ou outro partido político, que por estratégia eleitoral não dá a “cara” (leia-se símbolo), esconde-se e fica na retaguarda desses movimentos que de independentes não têm nada. É a particularidade da política portuguesa. Há candidatos para todos os gostos; há aqueles que estão por missão cívica e há aqueles que estão por interesse individual, por questões financeiras ou até por vaidade. Nas Autárquicas 2013 também a disputa se faz entre a verdade e a mentira, entre a transparência e a opacidade, entre a política de proximidade e a “fulanização”, que pode descambar em “komenização”. É preciso recordar que muitas autarquias são geridas por eleitos que se transformaram em pequenos/grandes ditadores. É nosso dever ler muito bem as propostas que os candidatos apresentam, verificar a ausência de propostas, analisar as propostas exequíveis, mas também as irrealistas e ver o tipo de pessoas que constitui a lista. Só assim poderemos escolher os candidatos honestos, que estão para servir, rejeitando os oportunistas, os malabaristas e os aldrabões. São as particularidades de alguns candidatos a autarcas. Um autarca deve exercer o poder político tendo por referência os valores que defende, o programa eleitoral do partido, ou movimento político em que foi eleito, assim como a sua matriz ideológica, para além da estratégia de ação para dar resposta aos problemas do quotidiano dos cidadãos e das expetativas das comunidades locais, tendo sempre em atenção a sua identidade, os seus usos e costumes e o seu bem-estar. São as particularidades que se pretendem para os eleitos. A constante mutação nas sociedades, nas comunidades, nas economias e nas tecnologias exige que as autarquias sejam geridas com qualidade, pelos mais capacitados, mais disponíveis e mais sérios. A grandeza política do autarca também se afirma pelo respeito que ele merece dos seus adversários, e que decorre da sua capacidade de diálogo com outras correntes ideológicas e diferentes opiniões. São as particularidades da excelência na gestão autárquica. A escolha dos melhores está nas nossas mãos, quando expressarmos a nossa vontade no boletim de voto. Atento a estas particularidades, eu vou votar! moreira.da.silva@sapo.pt www.moreiradasilva.pt


20 Desporto pub inst

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19 de setembro de 2013

Edicao 439  

Edição de 19 de setembro de 2013

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