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22 de dezembro de 2011 N.º 352 ano 10 | 0,50 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Atualidade pág. 06

Covelas contra instalação de empresa Simulacro pág. 3

Ameaça de bomba no Cenfim Associativismo pág. 16

Atualidade pág. 04

Santiago entregou subsídios Assembleia de freguesia pág. 08

Alvarelhos requalifica Jerónimo de Sousa centro da Freguesia fez comício na Trofa


2 Atualidade

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22 de dezembro de 2011

Câmara Municipal da Trofa AVISO

Máxima festejou 10º aniversário A Escola de Condução Máxima celebrou o seu 10º aniversário de existência. Para comemorar esta data, a escola de condução juntou cerca de uma centena de clientes e amigos num jantar, que decorreu no Restaurante Marco, situado na freguesia de Santiago de Bougado. A escola de condução Máxima tem como principal objetivo formar bons condutores, apostando na qualidade, quer das aulas teóricas quer das aulas praticas, tendo sempre presente a preocupação em inovar no que diz respeito a novos métodos de ensino cativando assim o interesse dos instruendos. “Foi um longo percurso duran-

te estes 10 anos pois, sendo uma equipa maioritariamente de mulheres, é sempre difícil vingar na profissão dominada pelos homens. Conseguimos formar centenas de condutores o que nos deixa orgulhosos e permite encarar o futuro com mais otimismo” contou Juliana Couto, uma das gerentes. Juliana fez um balanço muito positivo destes 10 anos de atividade, “tendo em conta as dificuldades que o país está a passar”. A escola de condução Máxima tem feito várias atividades ao longo do ano, desde rally-papers, piqueniques, ações de esclarecimento e ainda as prevenções rodoviárias infantis.

Resultado da Ponderação das Participações Decorrentes do Período de Discussão Pública do Plano Diretor Municipal da Trofa Em conformidade com a deliberação da Câmara Municipal do dia 13 de Dezembro de 2011, e nos termos do n.º 8 do art.º 77.º, do n.º 2 e n.º 3 do art.º 149.º do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, D.L. n.º 380/99, de 22 Setembro, na redação conferida em anexo ao D.L. n.º 46/2009, de 20 Fevereiro, torna-se público que no período de Discussão Pública do Plano Diretor Municipal, que decorreu entre 24 de Julho de 2009 e 30 de Outubro de 2009, foram recebidas quinhentas e sessenta e uma participações /sugestões, das quais algumas traduzem alterações no plano, resultado da ponderação efetuada e constante no relatório de ponderação disponível para consulta. O relatório poderá ser consultado no website da autarquia www.mun-trofa.pt ou presencialmente na Divisão de Planeamento e Urbanismo, no Pólo II do Município da Trofa, sito na Rua Imaculada Conceição, de segunda-feira a quinta-feira das 9:00 horas às 17:00 horas e sexta-feira das 9:00 horas às 12.30 horas. Mais se informa que a Câmara Municipal deliberou aprovar o Relatório de Ponderação das Participações na Discussão Pública, assim como proceder à abertura de novo período de discussão pública do Plano Diretor Municipal. Trofa, 22 de Dezembro de 2011 A Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Fernanda Ferreira Lima.

Câmara Municipal da Trofa

Armazéns da Cooperativa encerrados para balanço A Cooperativa dos Agricultores dos Concelhos de Santo Tirso e Trofa informa os seus associados que devido ao inventário anual de mercadorias, os serviços dos armazéns irão estar encerrados durante alguns dias. Os armazéns centrais da Giesteira, em Sta. Cristina do Couto, estarão encerrados entre os dias 27 e 30 de dezembro.

Nos dias 3 e 4 de janeiro de 2012, encerra o armazém da sede, em Santo Tirso. Ainda no dia 3, o Posto de Leite também estará fechado. A cooperativa informa ainda que está a aceitar encomendas de batata de semente e que tem à disposição dos seus associados árvores de fruto, videiras e plantas florestais.

EDITAL Nº 105/2011 JOANA FERNANDA FERREIRA DE LIMA, Presidente da Câmara Municipal da Trofa: Torna público, nos termos e para os efeitos do n.º 2 do artigo 63.º e da alínea o) do n.º 1 do artigo 68.º, ambos da Lei n.º 169/ 99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, conjugado com os n.os 6 dos artigos 1.º e 2.º do Regimento da Câmara Municipal da Trofa, que, no próximo dia 29 de Dezembro de 2011, pelas 09 horas, terá lugar, nas instalações provisórias dos Paços do Município, sitas na Rua das Indústrias, n.º 393, nesta cidade, uma Reunião Extraordinária do Executivo Camarário. Para constar e para os devidos efeitos legais, publica-se o presente edital e outros com igual teor, que vão ser afixados no átrio dos Paços do Município e demais lugares de estilo, bem como no sítio da Internet – www.mun-trofa.pt e, ainda, no Jornal Local. E eu, (Filipa Guimarães da Costa), Secretária das Reuniões de Câmara, o subscrevo. Sede do Município, 21 de dezembro de 2011. A Presidente da Câmara Municipal JOANA LIMA

Ficha Técnica Fundadora: Magda Araújo Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (C.O. 742) Editor: O Notícias da Trofa, Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira, Cátia Veloso Setor desportivo: Diana Azevedo, Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Afonso Paixão, Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José

Moreira da Silva (C.O. 864), Tiago Vasconcelos, Valdemar Silva Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso, Ana Assunção Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 20 Euros; Extra europa: 59,30 Euros; Europa: 42,40 Euros; Avulso: 0,50 Euros

E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo

Nota de redação Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Colheitas de sangue “Muito positiva”. Foi desta forma que Manuel Carneiro, responsável pelo pelouro do sangue do Lions Clube da Trofa caracterizou mais uma colheita realizada no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa, no sábado, 17 de dezembro. Em tempos de contenção financeira, a solidariedade não está em crise. Cento e quarenta e nove pessoas marcaram presença na colheitas, das quais 117 puderam doar sangue. Destas, quase 37 por cento foram dadores estreantes, facto sublinhado pelo presidente da associação, Luís Reis, que considerou que estes números “são muito importantes” para o reforço das reservas dos hospitais. Paralelamente, decorreu uma colheita de sangue para dadores de medula, a quinta a favor da pequena Sara, que sofre de um sindroma mielodisplásico, que contou com 150 dádivas. C.V.

Agenda Dia 23 21 horas: Assembleia Municipal, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa Dia 25 10-12 horas e 14-17.30horas: Presépio ao Vivo pelo Grupo de Jovens S. Baptista de Guidões, na Igreja de Guidões Dia 27 21 horas: Assembleia de Freguesia de Guidões Dia 28 21 horas: Assembleia da Freguesia do Muro

Farmácias de Serviço Dia 22 Farmácia Barreto Dia 23 Farmácia Nova Dia 24 Farmácia Nova Dia 25 Farmácia Barreto Dia 26 Farmácia Trofense Dia 27 Farmácia Barreto Dia 28 Farmácia Nova


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Atualidade 3

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CENFIM testou segurança com simulacro proteção verde, incluindo máscara. O motivo: ameaça de bomba. CENFIM realizou um simuO alerta foi dado à GNR poulacro de ameaça de bomba, cos minutos passavam das 14.30 no qual testou a segurança do horas. Foram evacuadas 76 pesestabelecimento. Foram eva- soas, duas delas feridas. A pricuadas 76 pessoas. meira foi retirada “por um socorrista do CENFIM” e a seMuitos ficaram alarmados gunda estava nos balneários, não com o aparato que se montou conseguiu sair por ter contraído nas imediações do CENFIM da uma fratura, obrigando à atuação Trofa. Alunos no exterior do es- dos Bombeiros Voluntários da tabelecimento, trânsito interrom- Trofa. pido, bombeiros equipados com Com a presença do binómio máscaras de oxigénio, polícia (homem/cão), foi possível detetar municipal, GNR e ainda um ele- a bomba, em forma de livro, que mento com um equipamento de tinha chegado como uma encoCátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

menda dirigida ao diretor do CENFIM, e estava no interior do gabinete do Centro Novas Oportunidades. Depois, coube à Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos (antiga Brigada Minas e Armadilhas) detonar a bomba, num espaço aberto à frente do CENFIM, perante o olhar dos alunos e dos condutores que estavam retidos nas várias artérias contíguas do estabelecimento. O aparato foi grande, mas não passou de um exercício para testar a segurança do CENFIM. O simulacro, de grande envergadura, exigiu a participação de vários meios. A Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa orientou a operação. Foram detetados alguns erros, o primeiro foi “humano”, já que “a pessoa que recebeu a chamada de ameaça de bomba não conseguiu acionar o alarme”, afirmou João Carvalho, comandante do posto da Trofa. “O alarme foi acionado tardiamente que, numa situação real, podia pôr em perigo as vidas de pessoas que estavam lá dentro e não só”, afirmou. A GNR interveio, inicialmente, com dois militares, acionando

Simulacro condicionou circulação automóvel

os Bombeiros Voluntários da Trofa, a Polícia Municipal e pedindo a colaboração da Proteção Civil Municipal. Posteriormente, foram deslocados mais quatro elementos para “controlar o trânsito”. “Com o ferido no interior do estabelecimento, a equipa de busca verificou se era possível retirá-lo. Não podíamos mandar os Bombeiros lá para dentro, pondo em risco a vida de mais pessoas”, frisou. Sílvia Soares, coordenadora

da área da Segurança e Saúde Ocupacional do CENFIM, fez um balanço positivo do simulacro. “Detetamos alguns erros, mas é para isso que servem estes exercícios. Foram, essencialmente, de comunicação, falta de atenção, que temos que melhorar. A forma de evacuação, considero que foi de uma forma ordeira. O CENFIM já tem esta boa prática há muitos anos, hoje em dia é legislativo, portanto é obrigatório fazer simulacros”, frisou.


4 Atualidade

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Jerónimo de Sousa atacou Governo na Trofa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Jerónimo de Sousa esteve na Trofa e atacou medidas do Governo que são uma “declaração de guerra aos trabalhadores”. Já os comunistas locais criticaram as políticas desenvolvidas no concelho da Trofa. Foi com um auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado repleto que Jerónimo de Sousa foi recebido para um comício do Partido Comunista Português. O secretário-geral do partido esteve na Trofa e atacou as medidas do atual Governo português, que “vão trazer um ano muito difícil para os trabalhadores”. Perante as bandeiras vermelhas erguidas e os cravos, símbolo imortal da conquista do 25 de Abril, Ricardo Garcia, elemento da Comissão Concelhia do PCP Trofa atacou a atuação do executivo camarário PSD, que governou até 2009, e não deixou incólume o atual liderado pela socialista Joana Lima. “O mais jovem concelho do País apanhou o vírus dessa criatura tricéfala que dá pelo nome de Bloco Central. Promiscuidade entre partido e câmara, gastos descontrolados e fúteis ou a falta de visão estratégica são alguns dos sintomas desta infeção. Claro que este percurso só podia ter um desfecho: o estado comatoso da pré-insolvência”. Responsáveis? “O PSD, principal responsável pela atual situação, parece querer passar por entre os pingos da chuva e o

Comunistas atacaram Governo e a gestão da Câmara da Trofa

PS como segunda cabeça da criatura, esperou só pela autodestruição do PSD. O atual executivo está a mostrar não ter arte nem engenho para enfrentar uma situação tão adversa. A presidente mais parece uma administradora de insolvência que não é capaz de erguer a voz para exigir que o Governo cumpra os compromissos assumidos”. O trofense também não deixou de enunciar o Livro Verde do Governo, saudando a luta iniciada pela comissão de Guidões para desmascarar as reivindicações desta reforma (administrativa), que é contra a fusão da freguesia. Já Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, referiu que os outros partidos (PS,PSD e CDS) “ignoram o que prometeram em

pré-eleições”, com a “novidade” do Bloco de Esquerda “que cola cartazes na Trofa, mas que ninguém conhece uma proposta de resolução dos nossos problemas”. “É por isso, que nas campanhas eleitorais todos os partidos se mostram preocupados com os maus-cheiros emitidos pela Savinor, mas só o PCP apresentou propostas concretas para a resolução deste problema, salvaguardando os postos de trabalho”. “E a situação não está resolvida porque o anterior Governo PS e o atual do PSD/CDS não quiseram resolver”, acrescentou. O comunista considera que o desenvolvimento da Trofa está refém do plano de austeridade. “Os partidos de política de direita não permitem a construção do metro, a construção do Centro

de Saúde de Santiago de Bougado, a construção das variantes, argumentando com a necessidade de cumprir o memorando da Troika”. O desemprego também não foi esquecido: “A Trofa está hoje afetada com este sério problema, diariamente agravado com encerramento de empresas, despedimentos de trabalhadores, numa espiral que atinge as mais emblemáticas empresas, como o caso atual das Máquinas Mida”. O secretário-geral do PCP direcionou o seu discurso para o Governo de Pedro Passos Coelho, afirmando que o partido “não abdica dessa luta que é central para inverter o rumo de desastre que o País segue e criar as condições para criar um projeto alternativo de desenvolvimento que

sirva os interesses dos trabalhadores”. “Esse ilegítimo pacto de agressão considera as medidas de austeridade para o povo, vendendo ao desbarato o património do País, para servir os senhores da alta finança e grupos monopolistas e que, a ser concretizada não apenas conduzirá ao agravamento brutal da vida dos trabalhadores e de outras camadas populares como condicionará o desenvolvimento do País por muitos e largos anos”, asseverou. Jerónimo de Sousa alertou que a crise terá um “prolongamento indefinido” com estas medidas restritivas e que “em 2013, o ano do fim da crise para Paulo Portas, mais de um milhão e 300 mil trabalhadores estarão desempregados”. O aumento em duas horas e meia por semana do horário de trabalho e a extinção de quatro feriados nacionais também mereceram a reprovação do líder comunista, que considerou esta medida como uma “autêntica declaração de guerra aos trabalhadores, à heroica luta de gerações com direito ao descanso, à família e a uma justa remuneração do trabalho”. Jerónimo de Sousa apelidou ainda a Trofa como “terra de trabalho, de gente preocupada, mas combativa, que está disposta a andar para a frente com o partido”. O secretário-geral do PCP salientou ainda que este comício na Trofa é o “cumprimento de um compromisso feito há dois anos”. Veja o video em www.trofa.tv

Vencedores do Sorteio Cruz Vermelha A extração dos números referentes aos prémios do sorteio da Cruz Vermelha, realizou-se na passada segunda-feira, dia 19, na sede da Cruz Vermelha, na delegação da Trofa.

A marcar presença estiveram os elementos da direção da Cruz Vermelha. O primeiro prémio foi atribuído ao número 1431. Já o segundo prémio foi destinado ao nú-

mero 1246. O número 1355 arrecadou o terceiro prémio. Ao número 0326, foi atribuído o quarto prémio. O quinto prémio foi atribuído ao número 4952. Por sua vez, o sexto prémio foi destinado ao número 3035. Por fim, o número 0116 arrecadou o sétimo prémio.Os premiados deverão dirigir-se à sede da Cruz Vermelha para levantar o seu prémio A receita angariada reverte no sentido de melhorar a vida das pessoas vulneráveis. J.M


Atualidade 5

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Assembleia de Covelas discutiu problemas da freguesia Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

As obras de saneamento, a nova sede da Junta e o plano de atividades para 2012 foram alguns temas discutidos na Assembleia de Freguesia de Covelas. O problema foi levantado por José Carlos Marques, elemento do PSD da Assembleia de Freguesia de Covelas. O social-democrata considera “inadmissível” o estado da estrada que liga a freguesia a S. Martinho de Bougado, que está a ser intervencionada devido às obras de saneamento e abastecimento de água, solicitando ao presidente da Junta para “fazer pressão” junto da Trofáguas, responsável pela empreitada, para a pavimentação da via. Fernando Moreira respondeu que tem contactado “constantemente” o “diretor da Trofáguas (Luís Rebelo), para que tapem os

buracos”. O PSD apresentou ainda duas propostas, aprovadas por unanimidade, para a realização de iniciativas culturais na nova sede da Junta de Freguesia e para o registo nas redes sociais. Por sua vez, Nicolau Silva quis saber a razão pela qual o filho do presidente da Junta ter realizado “reparações” de serralharia na fachada da nova sede, no entanto Fernando Moreira refutou, afirmando que “só ajeitou a cobertura térmica” e que as obras de serralharia foram efetuadas por duas empresas. Na informação sobre a freguesia, o autarca afirmou que a situação financeira da Junta “não está de tão boa saúde” depois do esforço para a construção da sede de Junta, no entanto manifestou-se feliz por “não ter dívidas”. Fernando Moreira lamentou o facto de este executivo camarário não ter apoiado “com pelo me-

Fernando Moreira lamentou a falta de apoio do executivo camarário

nos 30 mil euros para a obra”, no entanto “a obra está feita e é preciso pô-la a funcionar”. Domingos Faria, do PS, contrapôs, referindo que “o anterior executivo camarário deliberou 70 mil euros para a compra do terreno, mas foi este que os pagou”. A forma como o plano plurianual de atividades foi apre-

sentado mereceu a reprovação de Nicolau Silva, do CDS, que ironizou: “É a 40ª vez que é copiado e até apagaram o ponto 3, que era a conclusão da sede de Junta, e passaram do ponto 2 para o 4”. O centrista critica o facto de as obras constantes no documento estarem a ser arrastadas ao longo dos anos como o

largo da Carreira. O presidente da Junta justificou o adiamento com “a falta de verbas”, no entanto inscreveu a obra no plano, porque “se houver dinheiro e não estiver contemplada, não se pode fazer”. A Assembleia discutiu ainda o orçamento, que manteve o valor do subsídio atribuído pela Câmara, apesar do anúncio do corte nos protocolos de delegação de competências da autarquia às juntas de freguesia, na sequência da reunião da Deloitte, sobre o estado das contas camarárias. No período de intervenção do público, Manuel Sá voltou a voluntariar-se para custear algumas lombas para a Rua da Costa, dado “o perigo iminente” e para “evitar que aconteça uma desgraça”. Fernando Moreira concordou com o risco da rua, no entanto justificou que não tem “competência” para colocar esse tipo de sinalização e que tem que pedir autorização à Câmara Municipal.


6 Atualidade

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22 de dezembro de 2011

População de Covelas contra instalação de empresa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Covelenses não querem ver empresa de compostagem instalada na sua freguesia. Câmara da Trofa compreende a preocupação da população e garante que não vai “dar continuidade a este processo, dado que acima do interesse económico do concelho, estão as populações” A notícia não foi bem acolhida pela Assembleia de Freguesia de Covelas. Na informação sobre a atividade da Junta, no período antes da ordem do dia, o presidente do executivo, Fernando Moreira, afirmou que havia um “zunzum” na freguesia sobre a instalação de uma empresa, que iria causar maus cheiros. O autarca lamentou que, oficialmente, não tenha sido interpelado pelo executivo camarário nem tenha tido acesso ao projeto. “Ficaria bem à presidente da Câmara ter chamado o presidente da Junta. Sei que está tudo encaminhado e que foi votado em reunião de Câmara a vinda da empresa”, referiu. O presidente da Junta “não está satisfeito”, porque ouve falar “de lamas, de resíduos” e promete “questionar” a edil trofense, Joana Lima, na Assembleia Municipal, lembrando que “já se caiu no erro com a Savinor e agora vai haver outra a nascente” da freguesia. “Para cá só vêm as empresas que não interessam”, sublinhou. Já depois de os membros do PS e CDS terem sido “apanhados de surpresa”, no período da ordem do dia, a bancada do PSD apresentou uma moção de protesto “contra a instalação da unidade industrial de tratamentos de resíduos orgânicos, através do processo de biocompostagem”. “Este processo provoca odores e vai ser instalado a uma altitude de, aproximadamente, 80 metros. Os ventos que costumam ocorrer na freguesia e nes-

sa zona vão fazer com que esses odores cheguem às populações da freguesia de Covelas”, pode ler-se no documento que foi aprovado com seis votos dos sociais-democratas, dois contra do PS e uma abstenção do CDS. A moção, que iria ser enviada à autarquia, CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Norte) e Administração dos Recursos Hídricos do Norte, referia ainda que o PSD “não pode admitir que se instale esta empresa, pois já chega a Savinor”. O elemento “laranja” José Carlos Marques, do PSD, foi mais longe, afirmando que Joana Lima “vem desejar as boas festas com um presente envenenado” e considerando “estranha a forma como o processo foi conduzido”. “Gostava de saber o que é que ela tem a ganhar com a instalação desta empresa, porque nós só temos a perder”, acrescentou. Já Isabel Silva, secretária da mesa da Assembleia, sugeriu que os membros do órgão marcassem presença na Assembleia Municipal “para mostrar força” e “confrontar a presidente da Câmara”, adiantando que o assunto “pode ou não sair no jornal consoante for conveniente”. Na Assembleia pareceu unânime a ideia de “unir esforços” contra a instalação da empresa e “pensar na realização de uma assembleia de freguesia extraordinária para dar a conhecer a situação à população”. Câmara da Trofa tranquiliza covelenses A Câmara Municipal da Trofa, contactada para explicar o que está a Ambitrevo interessada em instalar na Trofa, explicou que a “empresa, que se dedica à decomposição da fração orgânica dos resíduos, através de um processo biológico (compostagem), recebendo resíduos orgânicos (resíduos da restauração e refeitórios, resíduos verdes, resultante da limpeza de matas e de jar-

dins) e produzindo um composto que se destina à fertilização dos solos agrícolas e florestais, remeteu à Câmara Municipal da Trofa, em 19 de outubro de 2011, um pedido de certidão de viabilidade de construção em Zona Não Urbana, para a instalação de uma unidade industrial”. De acordo com a nota enviada pela autarquia “a instalação de unidades industriais em Área Não Urbana só é possível, de acordo com o disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 39º do Regulamento do Plano Director Municipal em vigor (PDM de Santo Tirso), se “… demonstrado o seu interesse para a economia do concelho… A instalação da empresa no nosso concelho, permitiria criar novos postos de trabalho, aumentar as receitas fiscais e diversificar a oferta industrial da Trofa”.Nestes pressupostos “a Câmara Municipal da Trofa, considerou que a instalação desta empresa seria economicamente vantajosa para o concelho, salvaguardando no entanto que na fase de licenciamento da unidade teriam de estar garantidas todas as condicionantes legais e serem ouvidos os representantes da população”. No entanto a autarquia fez saber que “neste momento e tendo este executivo conhecimento de que em Assembleia de Freguesia de Covelas o assunto foi veiculado, antecipando-se desta forma a nossa consulta, e que a população estará renitente quanto à localização da referida unidade na freguesia, o executivo entendeu que não deveria dar continuidade a este processo, dado que acima do interesse económico do concelho, estão as populações”. Apesar disto a autarquia considera “ que a localização desta empresa no nosso concelho, não acarretaria nenhum impacto ambiental e reitera que todo o processo foi conduzido com sentido de responsabilidade e no interesse da Trofa” e considera assim encerrado todo este pro-

Membros da Assembleia contra instalação da empresa Ambitrevo

cesso indo de encontro às aspirações dos covelenses. Câmara de Coruche refuta maus cheiros emitidos pela empresa A empresa, com o nome de Ambitrevo - Soluções agrícolas e ambientais, Lda, está sediada na Herdade da Agolada, no concelho de Coruche, na freguesia de Coruche e perto da de S. José da Lamarosa. Apesar de a empresa estar instalada “há cerca de ano e meio”, conforme informação da chefe de divisão do Ambiente da autarquia de Coruche, Rosa Lopes, o presidente da Junta de Freguesia de Coruche, Jacinto Barbosa, autarca “há uma vida”, disse ao NT “desconhecer por completo” a sua existência. “Gabo-me de conhecer a freguesia como a palma da minha mão, mas nunca ouvi falar de uma empresa desse género”adiantou prontificando-se no entanto a informar-se e a esclarecer posteriormente as dúvidas colocadas

pelo O Notícias da Trofa. Já no início desta semana, e depois de um segundo contacto, afirmou que contactou a Câmara (de Coruche) para saber mais sobre esta empresa, ficando a saber que é uma empresa que faz “tratamento de resíduos de floresta, faz a sua compostagem e depois servem para adubar as terras”. O presidente da Junta de Coruche afirmou mesmo que a empresa não causou nenhum impacto ambiental, até porque nem sequer se apercebeu da instalação da mesma no lugar de Agolada de Baixo. Também António Venda, presidente da Junta de S. José da Lamarosa, não conhece a Ambitrevo: “Não estou a associar”. Rosa Lopes confirmou ao NT que “não houve nenhuma reclamação” na autarquia sobre a atividade desta unidade e que “muitos munícipes nem se apercebem da existência da empresa”. “A sua zona de implantação é junto a árvores”, completou.


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Atualidade 7

Desmantelada rede de assaltos A Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano da PSP do Porto, realizou uma uma operação policial, que culminou a treze de dezembro. A investigação tinha na mira um grupo de indivíduos que, de forma organizada, se dedicava à prática de furtos em zonas industriais nas áreas da Trofa, Porto, Maia, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Marco de Canaveses, Vila do Conde, Ermesinde e Paredes. Os suspeitos recorriam ao método de arrombamento e escalamento para aceder ao interior das empresas e armazéns, de onde furtavam os artigos que ali se encontravam e dos quais se destacam veículos automóveis, utensílios metálicos próprios para a construção civil, metais ferrosos e não ferrosos, combustível (gasóleo), ferramentas eléctricas, telemóveis e portáteis. A operação desenvolvida contemplou a realização de várias buscas domiciliárias das quais resultaram seis detenções e a apreensão de veículos automóveis, motores, material em alumínio,telemóveis, portáteis, um aspirador industrial, auto-rádios, ferramentas de jardinagem e relógios. Os polícias apreenderam ainda uma arma de fogo e uma “soqueira” em metal H.M. .

Jipe roubado na Trofa para assaltar Continente Cinco homens assaltaram este domingo às 7.45 horas o Continente de Braga, no Minho Center, quando os funcionários da empresa de transporte de valores se preparavam para carregar o dinheiro apurado no dia anterior no Continente. Os assaltantes usaram um jipe Ford Maverick furtado na Trofa, na estrada nacional 104, em Santiago de Bougado cerca das 21 horas de quinta-feira. Essa viatura foi utilizada para derrubar a grade do cais de carga do Minho Center onde se encontrava uma carrinha da empresa de transportes de valores Esegur. Depois de dispararem vários tiros, os assaltantes abandonaram o jipe e puseram-se em fuga furtando cerca de 100 mil euros.


8 Atualidade

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Alvarelhos vai requalificar centro Patrícia Pereira Ana Assunção

Plano de atividades, orçamento e plano de investimentos para 2012, levantaram algumas dúvidas aos membros socialistas da Assembleia de Alvarelhos. O primeiro ponto da ordem de trabalhos, plano de atividades, orçamento e plano plurianual de investimentos para o próximo ano, foi o que levantou mais dúvidas na assembleia de freguesia de Alvarelhos, realizada na noite de segunda-feira. Na apresentação do plano, Joaquim Oliveira, presidente da Junta, classificou-o como um “plano magro, onde a sua execução mais magra será”, afirmando que teve em conta os cortes que os protocolos, entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia, irão sofrer, salientando que acha demasiada a redução de 24 por cento, o que equivale 20 a 25 mil euros. “Fazerem-nos um corte na administração local é abusivo, mas manda quem pode”, frisou, pedindo um esforço de todos. Adriano Teixeira, membro da bancada socialista, solicitou esclarecimentos sobre alguns valores que constavam no plano, relativamente à Cultura, Desporto e Tempos Livres, para os quais está prevista uma verba de 13 mil euros. Já no que diz respeito a despesas com estudos, pareceres, projetos e consultadorias, oito mil euros, e sinalização de trânsito, cinco mil euros. Destacando que “numa época de crise podíamos minimizar as coisas”. José Júlio Santos questionou o executivo alvarelhense sobre o valor de 500 euros definido no

orçamento para o próximo ano para intervenção na Rua 25 de Abril e nas acessibilidades na Escola Básica de Giesta 1. O socialista perguntou se está prevista alguma intervenção da Câmara Municipal, se há a possibilidade desta rubrica conter “alguma falha” ou se “com estes 500 euros vai tapar alguns buracos”. Frisando que o plano de atividades de 2011 contemplava 198 mil euros, e o do próximo ano 165 mil euros e a confirmarse o corte nos protocolos José Júlio Santos quer saber como vai ser possível fazer o que está delineado no Plano de Atividades. Em resposta às intervenções anteriores, o presidente da Junta começou por fazer uma breve introdução quanto aos protocolos, que foram negociados com a Comissão Instaladora, em 1999, para que as juntas se pudessem desenvolver sem dependerem da Câmara e, para que esta, “não crucificasse” as mesmas. “Este poder autárquico o ano passado fez a sua primeira tentativa para cortar nos protocolos. Este ano vieram ao ataque. Mandaram dizer, por alguém, que os cortes nos protocolos das juntas de freguesias iriam rondar os 42 a 45 por cento”, disse. Numa reunião dos presidentes de junta com o executivo camarário, o presidente da Junta opôs-se a essa situação e até lançou “uma proposta para a Câmara, para não mexerem nos protocolos e, se houvesse cortes para fazer, era não atribuir subsídios às juntas de freguesia”. Segundo Joaquim Oliveira, o objetivo da Câmara é “asfixiar algumas freguesias”. “O executivo camarário na sua proposta de orçamento, que vai a assembleia na próxima sexta-feira,

mantem subsídios para dar às Juntas de Freguesia, e nós sabemos a quem é que eles vão dar. S. Martinho e alguma coisa a Guidões, e se sobrar vai para alguém que nós já conhecemos. A Junta de Freguesia de Alvarelhos está abençoada quanto a isso. Eles podem continuar a não atribuir qualquer subsídio ou a não fazer qualquer obra, mas não me podem impedir de dizer o que está mal”, finalizou. Quanto aos cinco mil euros que se encontram nas verbas da sinalização de trânsito, o presidente diz serem destinados à Toponímia, para colocação de identificação das ruas, e não para a sinalização como estava referido na documentação. Referiu ainda que os valores orçamentados poderão não ser utilizados, devido “aos tempos difíceis” que se avizinham. Salientando que determinadas verbas foram feitas contando que os protocolos não sofressem alterações, “mas temos que rever e cortar, porque não podemos atribuir as mesmas verbas do passado”. O presidente disse estar cansado de ver a população alvarelhense “sofrer por um mal feito pela Trofáguas e pela Câmara” e, mesmo sabendo que tem o direito de reclamar, vai tentar corrigir o mal que os outros “não querem corrigir”. Respondendo à questão de José Júlio Santos quanto à repavimentação e drenagem de águas da Rua 25 de Abril e nas acessibilidades na Escola Básica Giesta 1, Joaquim Oliveira afirmou que havendo dinheiro para a realização da obra, a mesma será feita, pois apesar de só ter 500 euros orçamentados para essa obra, pode sempre fazer uma alteração orçamental, transferindo as verbas de uns capítulos para os outros, mas para isso a obra tem que estar escrita. Relativamente ao cemitério, o presidente começou por afirmar que este dá muitas

Presidente da junta anunciou obra

despesas e, que é da vontade deste executivo, fazer a sua requalificação. O plano de atividades, orçamento e plano plurianual de investimentos para 2012, foi aprovado com os votos favoráveis do PSD e contando com três abstenções da bancada socialista. Relativamente ao segundo ponto da ordem de trabalhos, alteração ao regulamento do cemitério, o presidente da Junta disse não fazer alteração nos valores das taxas pois “não é o momento para sacrificar ainda mais” a população. Apesar de não existirem alterações, o regulamento do cemitério tem de ser discutido e votado anualmente em Assembleia de freguesia, tendo sido aprovado por unanimidade.

reestruturação do centro da freguesia, para que o trânsito possa “fluir melhor”. Em resposta a esta intervenção, o presidente disse já ter, há bastante tempo, projetos para a resolução desse problema. A ideia deste executivo seria fazer uma rotunda com duas ruas, onde um dos caminhos fosse sair à Rua Vila Chã e o outro à Rua Central de Casais. Além disso, queriam que a via estreita tivesse apenas um sentido. Deste modo, evitariam as “complicações que cria ali no centro”. Este processo ainda não teve seguimento, porque um dos proprietários, não disponibilizou o terreno. Também José Júlio Santos questionou o presidente quanto à resolução dos danos causados pelo mau tempo. Quanto a este ponto, Joaquim Oliveira disse que Reestruturação a situação mais dramática, que do centro da freguesia era a Rua de Sá, já estaria resolvida, “se não estiver a 100 por Antes do início da discussão cento, está a 99”. Quanto à Rua e votação dos pontos da ordem Alto do Ribeiro e Rua da Santa do dia, Adriano Teixeira questio- Maria, a junta está disposta a resolver esses problemas, connou o presidente da junta, se tando com o apoio técnico da haveria algum projeto para a Câmara. Para isso, terá uma reunião com Sílvia Carvalho, chefe da Divisão das Obras Municipais. “Em função daquilo que a Câmara disser que vai fazer é que iremos dar seguimento a esse assunto”, respondeu. No fim da assembleia, os membros foram surpreendidos pela Comissão de Festas de Nossa Senhora da Assunção e pelo Grupo de Jovens de Alvarelhos, que cantaram as Boas Festas a todos os membros presentes.


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Assembleia de S. Martinho

Fusão e portão motivaram discussão Numa assembleia em que o Orçamento, as opções do Plano de Atividades e Plano Plurianual de Investimento deveriam ser os assuntos mais discutidos, foi o pagamento de uma despesa envolvendo um portão, e a possível fusão da freguesia de S. Martinho com Santiago de Bougado que marcaram a discussão. No período antes da ordem do dia, nos assuntos de interesse para a freguesia, Botelho Costa do Partido Socialista apresentou à mesa da Assembleia uma proposta de moção, baseada no pedido de parecer do governo, sobre a reforma da administração local. A proposta socialista é “contra a reforma, na forma como é apresentada atualmente”. Para os elementos da bancada do PS deve “definirse primeiramente as competências e meios de financiamento que as freguesias terão ao seu dispor e só depois definir as fusões e anexações”. Isabel Cruz do Partido Social Democrata(PSD), apelidou de demagógica a proposta apresentada pelos socialistas, lembrando que foi o governo PS a assinar o acordo com a Troika, que agora leva à reforma administrativa. Isabel Cruz afirmou mesmo que a bancada do PSD “não vai tomar posição”, pois aguarda por uma assembleia de freguesia que tenha na ordem de trabalhos um ponto para se falar sobre a “fusão”, ou mesmo uma assembleia extraordinária

sobre o tema. Jorge Campos, do PSD, também partilha da opinião da colega de bancada, e acusou os socialistas de não terem mostrado qual a sua posição, na sessão de esclarecimento efetuada em novembro, sobre a fusão da freguesia, defendendo que não concordam com a proposta apresentada pelos socialistas. “Cingir esta discussão única e simplesmente ao nível das competências que serão atribuídas às Juntas, parece-me muito redutor e muito pouco.” Já o socialista Daniel Lourenço refutou a acusação do social-democrata, afirmando que o PS é contra a reforma administrativa. Vasco Pereira, tesoureiro da Junta, e em resposta a Isabel Cruz, afirmou que a Junta de Freguesia realizou a sessão de esclarecimento em novembro, respondendo a uma solicitação do governo, para saber qual a opinião do “povo de S.Martinho de Bougado”. Segundo Vasco Pereira, cabe aos membros da assembleia tomarem posição sobre “o documento verde”, entendendo que essa posição pode ser tomada” no ponto que estamos a discutir neste momento” (assuntos de interesse para a freguesia). A proposta foi aceite para votação e aprovada, com os votos a favor do PS e contra do PSD, que em declaração de voto justificou a sua posição, entendendo que se deveria ter realizado uma assembleia extraordinária ou

ter sido incluído o ponto na ordem de trabalhos. Já no período da ordem do dia, destaca-se, na informação escrita do presidente da junta, a criação, em novembro, do projeto “Aprender a ler, escrever e contar” que tem como objetivo dar oportunidade às pessoas que não puderam frequentar a escola ou que têm grandes dificuldades e que pretendam aprender. Maria Emília Cardoso do PSD quis saber em que consiste o projeto e questionou o executivo. Natália Soares, vogal da Junta, explicou que este projeto é similar ao que foi desenvolvido durante alguns anos pelo TCATrofa Comunidade de Aprendentes e pela Universidade Católica, e que esta ultima decidiu acabar com ele. A Junta decidiu continuar a desenvolver esta atividade e para isso conta com o apoio de uma professora voluntária, que é minha irmã”. Natália Soares foi mais longe e convidou as duas professoras, que fazem parte da Assembleia pelo PSD, para se associarem ao projeto. Quanto ao plano de atividades, do executivo liderado por José Sá, para o ano 2012 foi aprovado por maioria com os votos favoráveis dos socialistas e contra do PSD com a social democrata Emília Cardoso a acusar o executivo de ter “copiado a introdução do Plano da Junta de Freguesia da Lapa de Lisboa” criticando ainda a página da internet da Junta de S. Martinho. Botelho Costa do PS pediu a palavra para dizer a Emília Cardoso que em vez “de se discutir nesta Assembleia assuntos de interesse para a freguesia se venha lavar roupa tão suja que nem o OMO nem o Fairy nem nada tirem essas nódoas todas” pedindo-lhe que se contenha. Botelho foi mais longe dizendo que o que interessa aos fregueses são os buracos, a falta de luz e de passeios e não “esta demagogia”. O orçamento da Junta de S. Martinho para 2012 prevê uma redução nas despesas de 27 por cento e uma diminuição de receitas que, segundo o tesoureiro da Junta,Vasco Torres, deverá rondar os 12 por cento adiantando que esta situação se fica a dever “às restrições impostas pela administração central e local. A Feira Anual da Trofa é uma das atividades da Junta de Freguesia que, apesar de ter sido equacionado o seu cancelamento no próximo ano, o executivo decidiu avançar, reduzindo o seu orçamento em cinquenta por cento. Jorge Campos do PSD criticou a diminuição de transferências da Câmara

Municipal da Trofa que para o próximo ano será de 45 por cento menos. O social democrata incitou a assembleia a pronunciar-se sobre o corte pois está “preocupado” com esta diminuição questionando o tesoureiro da Junta a explicar o porque do aumento das receitas da Feira Anual e diminuição de despesa. O orçamento foi aprovado pelo PS com a abstenção do PSD. A votação da ata nº 11 foi o primeiro ponto da sessão ordinária da Assembleia de S.Martinho de Bougado. Para o social democrata Jorge Campos existe “dualidade de critérios quanto se pretende transcrever as afirmações que são feitas na assembleia de freguesia “. Depois de alguma troca de acusações entre os elementos das bancadas, foi aprovada por unanimidade a alteração da ata e respetiva votação na próxima assembleia. Portão da Discórdia Amândio Couto do Partido Social Democrata criticou José Sá por não querer pagar um portão existente numa cabine de um poço de agua em Paradela, que foi estragado na sequência de uma intervenção, que alegadamente foi autorizada pelo presidente da junta. Não tendo recebido esclarecimentos que o satisfizessem por parte do executivo, Amândio Couto insistiu com José Sá e no período do público pediu a palavra. Amândio acusou José Sá de não ter palavra já que alegadamente se comprometeu a pagar e agora está a faltar ao seu compromisso . O freguês foi mais longe e adiantou que a Associação dos Moradores de Paradela, da qual é dirigente, “vai colocar uma ação em tribunal contra a Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado e contra a pessoa que fez aquilo”. José Sá respondeu a Amândio Couto dizendo que o próprio tinha garantido que “o problema tinha sido já resolvido com o Senhor José Areal” adiantando que “ao negar esta informação o senhor revela falta de credibilidade”. Os ânimos acabaram por se exaltar e Delbarque Dias, presidente da mesa deu por encerrada a sessão, não dando a oportunidade ao presidente da Junta de Freguesia de responder, a um pedido de esclarecimento solicitado por Pedro Reis, sobre o porquê de não pavimentarem “150 metros” na Rua da Guiné, na Nova Abelheira, o que permitiria ser uma alternativa ao transito caótico vindo de V.N. de Famalicão.H.M.


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Crianças de S. Martinho desenharam sobre o Natal Quando se desafiam crianças a dar azo à imaginação, é certo que vão surpreender. Foi isso que fizeram os alunos de S. Martinho de Bougado que participaram no Concurso de Postais de Natal, promovido pela Junta de Freguesia. José Sá teve a “honra” de selecionar os desenhos vencedores e mostrou-se muito satisfeito por ter cumprido esta missão: “Vêse coisas que dão para entender que as crianças também são capazes de fazer algo que nos transmita alegria e a importância da festa do Natal”. O pequeno Diogo, da Escola do Paranho, foi o criador de um dos postais vencedores da edição deste ano. O con-

curso, a que concorreram mais de 400 postais, deu continuidade a uma iniciativa que o autarca considera ser da maior importância para “entrar no espírito natalício e, ao mesmo tempo, pôr à prova os mais pequenos”. “Enquanto estiver à frente da Junta de Freguesia, continuar-se-á a promover este concurso. Da mesma forma que eu incentivo as crianças, também eu vivo a festa das escolas com o mesmo entusiasmo das crianças”, completou José Sá. Os postais podem ser visualizados na exposição que está patente na EB 2/3 Napoleão de Sousa Marques, durante a quadra natalícia.

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Associação Humanitária junta bombeiros e funcionários à mesa Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Cerca de 300 pessoas encheram a cave das instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para um jantar de Natal. As tradicionais batatas cozidas com o bacalhau foram a ementa da noite de sábado, 17 de dezembro, que também contava com uma panóplia de sobremesas de fazer crescer água na boca. Umas mais originais que outras – um bolo com miniaturas de veículos e equipamentos de bombeiros – todas estavam reservadas aos convidados da noite, que não eram apenas soldados da paz, mas também funcionários da AHBVT, diretores e familiares. Este ano, o jantar trouxe presentes para as crianças, mas também para a corporação. Depois do Rancho Folclórico da Trofa cantar as Boas Festas, a Academia de Bacalhau de Braga/

Minho ofereceu um aparelho medidor de sinais vitais, que “vai reforçar o equipamento na prestação de socorro pré-hospitalar e que vem trazer um serviço de maior qualidade, com maior prontidão”, afirmou o presidente da associação, Pedro Ortiga. João Pedro Goulart, comandante da corporação de bombeiros, complementou, afirmando que a equipa “tinha necessidade deste equipamento”, que vai melhorar “a avaliação de sinais vitais na interligação que tem na passagem de dados para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes”. Apesar de ver colmatada mais uma lacuna no que respeita a equipamentos, o comandante dos Bombeiros da Trofa assinalou que ainda faltam preencher outras, como o veículo de combate a incêndios, cujo processo de aquisição já está a ser preparado, via fundos comunitários do QREN, e apetrechamento de fardamentos. Sobre o jantar, Pedro Ortiga afirmou que “para além de cum-

Jantar juntou voluntários, familiares, funcionários e diretores

prir uma tradição antiga da associação, esta é uma festa de família,de voluntários, funcionários e diretores, que trabalham dia a dia e que hoje (sábado) se juntam para confraternizar”. “É também uma forma de agradecer àqueles que, não prestando serviço de forma direta, acabam

por nos acompanhar, permanecendo em casa muitas vezes sem a sua família, porque estão ao serviço público”, frisou. João Pedro Goulart considera que “a ceia de Natal permite a reunião da família e proporciona o convívio ao nível das gerações”. Mas durante o convívio, o

bem-estar e a segurança da população nunca esteve em causa. “Estamos sempre operacionais”. A prova estava mesmo à porta das instalações dos Bombeiros, com a central de comunicações ocupada por um bombeiro, e na estrada com ambulâncias em serviço.

Alunos do Colégio festejaram época natalícia Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Alunos do Colégio da Trofa participaram em várias atividades no último dia do 1º período. Soldados a fazer lembrar o quebra-nozes, as fadas, os duendes e, claro, o Pai Natal ajudaram a compor a história de encantar que os alunos do Colégio da Trofa viveram na festa do estabelecimento.

Os responsáveis da escola fizeram questão de preparar um espetáculo de teatro cheio de cor, melodias e dança para os mais pequenos. Esta foi uma das muitas atividades que preencheram o último dia do primeiro período no Colégio, que começaram de manhã com um concerto da Associação de Estudantes, dança criativa e expressão corporal e passaram por um Parlamento Jovem, que contou com a presença do vice-presidente da Câ-

Alunos, professores e responsáveis deram as boas vindas ao Natal

mara Municipal, Magalhães Moreira, e do presidente da Assembleia Municipal, João Fernandes. Nesta iniciativa, discutiram-se “questões de carácter social”. “Os alunos do Colégio da Trofa que participam no Parlamento Jovem estão a fazer a primeira fase deste concurso, no qual vão participar com outras

escolas de âmbito nacional”, explicou Manuel Pinheiro, diretor do estabelecimento. A animação foi uma constante e contagiou professores e responsáveis, que dançaram com os alunos para dar as boas vindas ao Natal. “Esta é sempre uma quadra de grande magia, pelo que queremos que os nos-

sos alunos vivam também a magia do Natal adequadamente. Este é o último dia do período e por isso muito especial, que representa fim de trabalho e início de umas férias. Promovemos um conjunto de atividades desde manhã até agora ao fim do dia bastante ricas e diversificadas”, completou.


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Crianças despediram-se do 1º período em festa A festa teve honras de atuação dos mais pequenos, que o público seguiu atentamente na dança e com a música na ponta da língua. Mas na hora de chamar pelo protagonista desta época, os mais pequenos não tiveram meias medidas. O grito soou bem alto: “Pai Natal!”. “É um momento mágico para as crianças e, mesmo em dificuldades, não queremos deixar de assinalar o Natal e oferecer uma pequena lembrança a todas as crianças do Ensino Básico e dos jardins de infância”, referiu Teresa Fernandes, vereadora do Desporto e Juventude da autarquia trofense. Para casa, os meninos do 1º Alunos da escola da Lagoa brincaram na “neve”

abrir os presentes. Mas o espírito da época chegou mais cedo à Escola da Lagoa. No penúltimo dia de aulas, os alunos puCrianças do 1º ciclo e jardim de deram brincar com neve…ou melhor, infância despediram-se do primeiro esferovite. A surpresa entusiasmou as período com uma festa de Natal. mais de cem crianças que brincaram no Autarquia associou-se à época e ofe- manto branco, uma ideia da Associação receu presentes, em colaboração com de Pais, que pensou numa festa especial a FAPTROFA. já que os dias são cada vez mais difíceis. O presidente Pedro Carvalho considerou O fim do primeiro período quer dizer “importante fazer uma coisa diferente para que o Natal está a chegar. É tempo de alegrar as crianças”, algumas das quais descansar e fazer a contagem decrescen- “vão ter a primeira e única prenda nesta Câmara ofereceu presentes às crianças te para correr para a árvore lá de casa e festa”. Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

ciclo levaram o livro “Amílcar, Consertador de Búzios Calados”, vencedor do Concurso Lusófono da Trofa 2010, oferta da Câmara Municipal, enquanto as crianças dos jardins de infância receberam chocolates, oferecidos pela Federação das Associações de Pais da Trofa (FAPTROFA). O ritual da entrega de prendas repetiu-se por todas as escolas do concelho mas nas escolas de Paranho, Lagoa. Cerro I, entre outras, Joana Lima, presidente da autarquia e a Vereadora da Educação, Teresa Fernandes, fizeram questão de entregar pessoalmente os presentes aos alunos.


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Cartório Notarial da Trofa a cargo do Notário José Carlos de Abreu e Castro Gouveia Rocha

Certifico para efeitos de publicação que por escritura lavrada aos dezassete de Novembro do ano em curso, exarada a folhas cento e trinta e três, do livro de notas número Cem, deste Cartório, foi feita uma justificação notarial, na qual: Mário da Silva Araújo, NIF 187 364 770, divorciado, natural da freguesia de Santiago de Bougado deste concelho, residente na Rua de Celões, 310, Maganha, Trofa; e Maria dos Anjos Moreira Ramos, NIF 156 099 730, divorciada, natural da freguesia de Covelas deste concelho, residente na Rua do Pinheiro Manso, 197, Lantemil, freguesia de Santiago de Bougado, concelho da Trofa, declararam que com exclusão de outrem são donos e senhores do seguinte bem imóvel: Prédio rústico, sito no Lugar de Lantemil, freguesia de Santiago de Bougado, concelho da Trofa, com a área de 230 m2, a confrontar de norte com Florinda da Costa Moreira, Sul com António Ferreira Barbosa, Nascente com via férrea e Poente com caminho, não descrito na conservatório do registo predial, inscrito na matriz sob o artigo 3089, com o valor patrimonial de 4,78•; e o atributo de dez euros. Que este prédio lhes foi vendido por Manuel Salgado e mulher Joaquina Carvalho, casados que foram no regime de comunhão geral de bens, residentes no Lugar de Lantemil, freguesia de Santiago de Bougado, concelho da Trofa, no ano de mil novecentos e oitenta e seis, em dia e mês que não podem precisar, não tendo sido porém reduzido a escritura pública esse contrato de compra e venda. Que, a partir desse ano em que se operou a tradição material do bem vêm os primeiros exercendo em nome próprio uma posse pacífica, contínua e pública, sem interrupção e ostensivamente com conhecimento de toda a gente, usufruindo dos seus rendimentos, suportando os encargos, pagando as respectivas contribuições e impostos, pelo que adquiriram o seu direito de propriedade por usucapião o que invocam para efeitos da primeira inscrição no registo predial. Está conforme o original. Cartório Notarial da Trofa, 17 de Novembro de 2011. A Colaboradora do Notário: Cláudia Isabel Gonçalves Soares, Colaboradora autorizada pelo Notário José Carlos de Abreu e Castro Gouveia Rocha, conforme o registo de autorização com o nº.25/1 publicado aos 22/03/2011 no site, www.notarios.pt.

Meninos Cantores atuaram em Roma Janine Mouta

Apresentaram música sacra de compositores portugueses e visitaram os pontos mais importantes. Estão ainda a preparar o último concerto a realizar no dia 31 de dezembro. Os Meninos Cantores do Município da Trofa apresentaram no passado domingo, dia 18 de dezembro, na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, um programa exclusivo de peças de música sacra de compositores do século XX. Integrado numa missa celebrada

em português, o concerto teve a duração de cerca de uma hora. Para a maestrina Antónia Serra, a prestação “foi fantástica, os miúdos portaram-se muito bem e cantaram muito bem”. Além da sua atuação, os meninos tiveram ainda oportunidade de “assistir a um concerto de um organista com 82 anos de idade, que é só o melhor organista do mundo, os meninos foram muito calorosos com ele e puderam partilhar a música. Foi um momento muito bonito”, acrescentou. Durante a sua estadia em Roma puderam ainda visitar todos os pontos mais importantes

da cidade. Após o seu regresso na passada quarta-feira, dia 21, os meninos cantores preparam já mais um concerto, que se vai realizar no último dia do ano. A Câmara Municipal mantém a tradição de Natal e promove assim mais um “Concerto à minha avó”. A Igreja Paroquial de Guidões será o palco onde os Meninos Cantores vão, pelas 14.30 horas, apresentar o mesmo repertório, celebrando assim a quadra festiva e despedindo-se do ano velho. A autarquia trofense convida todos os amantes da música a estarem presentes neste último concerto de 2011.

Juventude Sem Fronteiras do Muro promoveu espetáculo Cátia Veloso Janine Mouta

Concerto Colorido para Dias cinzentos foi o nome do espetáculo promovido pela Juventude Sem Fronteiras do Muro que se realizou no Salão Paroquial da Freguesia. Músicas de verão para alegrar o inverno e, claro, melodias de Natal, porque a época assim o exige, foram os ingredientes para um espetáculo de sucesso. Esse é o sentimento do grupo Juventude Sem Fronteiras do Muro, que promoveu um Concerto Colorido para Dias Cinzentos, no dia 11 de dezembro. “Este espetáculo surge no

seguimento de outros que temos vindo a fazer. Tínhamos feito a “Tasca do Zé Tinhoso” há cerca de dois ou três anos, fizemos os discos pedidos no dia 25 de abril deste ano, como comemoração do nosso aniversário. No seguimento dos discos pedidos, e dentro deste formato, aliado a ideia de inserir o Natal e brincando com o tema dos dias cinzentos, pegamos nessa ideia e tentamos trazer algumas músicas de verão para esta altura e misturar com músicas de Natal”, afirmou Pedro Santos, presidente da Juventude Sem Fronteiras do Muro. No espetáculo participaram os utentes do Muro de Abrigo, já presença assídua das iniciativas

do grupo de jovens, e uma banda da freguesia, os Hypnotic Wall, que atuaram para um salão cheio. Pedro Santos afirmou que este “foi o espetáculo com mais público” que o grupo promoveu, com a presença de “200 pessoas”. Por hábito não é cobrada nenhuma entrada e oferecem um lanche no fim para que “as pessoas venham, o salão encha, para darmos atividade e para oferecermos animação às pessoas”, acrescentou. Face ao sucesso desta iniciativa, o grupo de jovens pretende continuar a trabalhar com o mesmo empenho. “Tencionamos continuar com

a linha de espetáculos, envolver mais ainda as pessoas”, afirmou o Presidente deste grupo de jovens. A vontade é de “ continuar a fazer espetáculos mais ambiciosos e melhores. Além da nos-

sa componente de espetáculos, os projetos que queremos ver cumpridos é o nosso plano anual, desde os cantares das Janeiras até ao S. Pantaleão”, concluiu.

Espetáculo juntou 200 pessoas à assistir


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Associação de pais organiza festa de Natal A escola EB 2/3 de S. Romão do Coronado acolheu, na passada sexta-feira, dia 16, a primeira festa de Natal da nova associação de pais. Esta iniciativa serviu para homenagear todos os alunos que, orientados pelos seus professores, interpretaram uma peça de teatro e várias peças musicais. Os encarregados de educação mar-

caram presença, enchendo o salão polivalente da escola. A festa realizou-se graças à ajuda dos alunos, pais e professores. Ao nível da alimentação, várias entidades privadas e particulares deram o seu contributo. A associação de pais ofereceu ainda um lanche no fim da comemoração. J.M

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Centro Social de Apoio organiza uma festa de Natal O Centro Social de Apoio de Santiago organizou uma festa de Natal para as crianças no dia 16 de dezembro, pelas 18.30 horas, no auditório da Junta de Freguesia. O auditório da Junta de Freguesia estava repleto de pais que aderiram a esta festa de Natal, onde os seus filhos estiveram envolvidos num espetáculo, que começou a ser ensaiado em novembro. Segundo Maria Silva, coordenadora do Centro, os pais gostam muito de ver os filhos em palco, mesmo que haja erros, o que é normal já que com as crianças “tudo é previsível”. Esta iniciativa, que já conta com 25 anos, é um “momento de partilha, alegria,

emoção e também de convívio” no Centro onde se encontram para festejar esta época natalícia. As 40 crianças, com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos, tiveram ainda direito a presentes, que foram comprados à UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Deste modo, o Centro Social de Apoio “contribuiu para ajudar as outras crianças”. Nos primeiros anos, esta festa era realizada no jardim de infância, mas como o local “era muito apertado”, o melhor foi alterarem o local da festa. Os próximos projetos do Centro Social são o Carnaval, a Festa de Final de Ano e Festa de Finalistas, “para os meninos que vão para o primeiro ciclo”, concluiu.P.P. Pub.


16 Atualidade

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Junta de Santiago de Bougado entrega subsídios Patrícia Pereira A.Costa

A Junta de Freguesia de Santiago de Bougado tem como meta prioritária apoiar as associações recreativas, desportivas, culturais e as associações de pais num investimento que deverá custar aos cofres da Junta cerca de 12 mil euros. Apesar da crise e da contenção orçamental, António Azevedo, presidente da Junta de Santiago de Bougado, entregou na segunda-feira, dia 19 de dezembro, no auditório da Junta, a segunda parte dos subsídios às associações recreativas, desportivas, culturais e às associações de pais. A entrega dos subsídios é sempre feita em duas alturas, em junho, cerca de 50 por cento, e agora em dezembro o restante, “por uma questão de tesouraria é muito melhor para a Junta e também um pouco para as associações, porque de repente eles transitam de direção e assim cada direção que entre tem uma parte de subsídio”, justificou o presidente. Para a Junta esta é uma forma de “agradecer todo o traba-

lho prestado pelas associações”. E para que possam definir o valor da parcela a entregar às associações, estas devem entregar até ao final de janeiro o plano de atividades para o próximo ano e indicar o tipo de apoio que precisam, para que a Junta “verifique quais as atividades que têm interesse público para a freguesia e fazer uma parceria”. Em 2011, num investimento que rondou os 20 mil euros, o Atlético Clube Bougadense recebeu cerca de “6 mil euros, os ranchos cerca de 2 mil euros cada e 2 mil euros à Associação S. Pedro da Maganha. As associações que têm uma atividade mais reduzida como o Orfeão Santhyago, Sons e Cantares do Ave e a Rapaziada vão receber um apoio de 600 euros”, adiantou. Relativamente às associações de pais das escolas da freguesia, o presidente da Junta dizse pronto a colaborar para o investimento nas escolas, “desde que seja para o bem estar das crianças. Tendo sempre em conta as disponibilidades de tesouraria”. E como as escolas têm servido almoço às pessoas idosas e doentes, há a necessidade de pagar à Federação das Associações de Pais da Trofa,

FAPTrofa, pois são eles que gerem as cantinas. Quanto ao projeto “Bougado Solidário”, o autarca garante que a junta entrega 1500 euros, por mês, à Conferência São Vicente de Paulo, para que eles possam entregar às “pessoas em risco de fome”. Para o ano 2012, António Azevedo prevê uma outra atividade. Em parceria com esta conferência a Junta irá “pagar às famílias muito carenciadas lâmpadas de baixo custo”, além disso haverá “o trimestre do pão,

o trimestre do medicamento e vamos tentar organizar na junta uma mini papelaria de apoio aos pais, em termos de livros”, afirmou. Para o final do ano 2012, o presidente da junta conta ainda fazer uma ceia de Natal, “não será uma ceia para pobres” mas para todas as famílias da freguesia, “para que tenham uma festa de Natal conjuntamente com as outras pessoas de outro nível social”, rematou. A principal prioridade da Junta de Freguesia para o próximo

ano é prestar “apoio às pessoas pobres e em risco de pobreza e fome”, visto que 2012 será “muito aflito para muitas famílias”. E é nesse sentido que a Junta colabora com a Conferência de São Vicente de Paulo, pois esta tem um “diagnóstico social completo da freguesia”, que na opinião do presidente da Junta “está bem elaborado”. Para António Azevedo é mais importante ajudar as pessoas que mais precisam, do que fazer uma poupança corrente para a Junta.

Executivo bougadense entrega subsídios às associações

Feira de Natal de S. Mamede com 60 artesãos Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

A antiga Pesafil voltou a “ganhar vida” com a feira de Natal promovida pela Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado. À entrada o cheiro denunciava desde logo a presença de pipocas e algodão doce. Mas para os olfatos mais apurados não escapou o cheiro dos petiscos, das iscas, das bifanas e até do caldo verde. Ao longo do espaço pudemos ver um sem número de objetos artesanais. Trabalhos em decoupage, relógios feitos a partir de troncos de árvores, tapetes com a imagem da gata mais conhecida do mundo (Hello Kitty), proliferaram na feira de Natal promovida pela Junta de Freguesia de S. Mamede, entre

os dias 16 e 19 de dezembro. Alda Sousa expôs alguns dos seus trabalhos que a têm ocupado, agora que está desempregada. Na sua banca podiam verse ganchos, bandoletes, sacos, presépios feitos com tecidos e objetos de madeira como “moinhos com baldes de tremoços”. Esta mamedense considera que “não há melhor calmante” que o trabalho artesanal e desabafa que gostava que este hobby se tornasse “em algo sério”. Sobre a feira de Natal, elogia a aposta da Junta de Freguesia, que já lhe valeu “encomendas durante o ano”, mas deixa uma sugestão: “Devia ser feita um bocadinho mais cedo, porque as pessoas já compraram todos os presentes de Natal”. A participar também pela segunda vez, Alberto Oliveira expôs trabalhos de madeira, como ban-

cos, socas, quebra-nozes, padiola, pá de forno e até um carrinho de rolamentos. Considera a iniciativa “muito boa” e que a Junta “devia apoiar mais eventos destes”. Foram cerca de 60 os artesãos que expuseram na feira de Natal, dos quais “cerca de 30 por cento da freguesia de S. Mamede do Coronado”, afirmou José Ferreira, presidente do executivo mamedense. O objetivo desta iniciativa é “angariar algum dinheiro” para acudir às famílias carenciadas de S. Mamede através da Comissão Social de Freguesia, da qual também é presidente. Como a experiência do ano passado “correu muito bem”, José Ferreira decidiu dar continuidade, aproveitando as receitas do evento, que em 2010 rondaram os “três mil euros”.

Apesar de esta edição não contar com representantes da arte sacra, marcaram presença “novos artesãos” da freguesia. As noites da feira de Natal foram animadas com fado, um artista de variedades e com o Rancho Folclórico Divino Espírito Santo que, depois de duas

décadas adormecido, voltou ao ativo e teve honras de encerramento do evento. O infantário de S. Romão do Coronado, da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, também aproveitou a ocasião para fazer naquele espaço, na tarde de sábado, a sua festa de Natal.

Muitas foras as pessoas que visitaram esta feira


22 de dezembro de 2011

Atualidade 17

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Savinor realizou almoço de Natal Janine Mouta

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Soja elogiou os esforços da equipa e espera o mesmo empenho no próximo ano. A Quinta da Ferreirinha, em Santo Tirso foi o local escolhido para o almoço de Natal da Savinor que contou com a presença de cerca de 300 pessoas, para além de atuais funcionários e administração, contou também com antigos funcionários, agora reformados e seus familiares. No discurso que proferiu, João Pedro

Azevedo, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soja referiu que “qualquer empresa, qualquer organização só tem sucesso a médio-longo prazo e só é sustentável se estiver bem integrada no meio económico e social onde está inserido. E nós temos efetivamente essa consciência e recorrendo também a uma política de verdade e de enfrentar os problemas, também sabemos que dentro da Savinor temos uma empresa que tem uma responsabilidade especial na forma como é gerida para conseguirmos essa integração.” João Pedro agradeceu ainda o esfor-

A animação foi constante durante o almoço

ço de todos os presentes pelo empenho demonstrado durante o ano 2011 e apelou para que continuem a melhorar durante o próximo ano e a fazer as coisas de forma consistente. Ainda durante este fim-de-semana, o

Grupo Soja de Portugal promoveu as festas de Natal das empresas Sorgal e Avicasal que decorreram em Ovar e São Pedro do Sul, respetivamente. No total, estiveram reunidas mais de mil pessoas, com animação e presentes para todos. PUB


18 Atualidade

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22 de dezembro de 2011

Crianças de Santiago receberam presentes da Junta de Freguesia Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Crianças das escolas de Santiago de Bougado foram presenteadas pela Junta de Freguesia. Os decibéis elevados provenientes das cordas vocais dos mais pequenos traduziam a euforia por estarem perante o Pai Natal, enviado pela Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, que ofereceu presentes aos alunos das escolas bougadenses. Em Bairros, a alegria também estava patente no sorriso das crianças e os mais pequenos, do jardim de infância quiseram re-

compensar o homem das barbas, com músicas da época. Um quadro mágico para as meninas e um carro para os rapazes foram as lembranças atribuídas a estas crianças. A Junta de Freguesia faz questão de se associar à alegria dos mais pequenos, nesta época do ano: “É um pequeno brinquedo simbólico, mas para as crianças representa muito. Quando éramos crianças, uma saquinha com figos oferecida pela escola valia mais do que hoje. Este é um gesto simbólico que serve para que as crianças saibam que a Junta de Freguesia não pode dar muito, mas não deixa esquecer este António Azevedo entregou presentes aos alunos

Natal”. Já os alunos do 1º ciclo receberam presentes que convidam à prática desportiva. A festa no campo do Bougadense, que foi um sucesso no ano passado, será trans-

ferida para o final do ano letivo. António Azevedo afirmou que o executivo bougadense tem “colaborado” com as associações de pais nos investimentos que “sejam para o bem-estar das crianças”. “Estamos sempre prontos

a contribuir, desde que seja uma melhoria qualitativa para as crianças e tendo sempre em conta a tesouraria da Junta. Felizmente, temos saldo e não devemos nada a ninguém”, frisou.


Atualidade 19

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22 de dezembro de 2011

Festa de Natal animou Seniores do Concelho Janine Mouta

Música, dança e demonstrações de ginástica foram algumas das atividades que animaram a festa de Natal. A Presidente da Câmara Municipal lembrou que o Natal deve continuar a ser festejado num ambiente de solidariedade e fraternidade. A Câmara Municipal da Trofa organizou através do Centro Comunitário, uma festa de Natal destinada aos Seniores do Concelho. Durante a tarde de 14 de dezembro, a alegria, o convívio e as demonstrações de aulas de ginástica sénior foram presenças assíduas. O objetivo era demonstrar a todos os trofenses que estiveram presentes, as maisvalias das aulas de ginástica.

No início de 2012, estas aulas vão começar em todas as freguesias do concelho, estando já abertas as inscrições a todos os interessados. Seguiu-se uma demonstração de danças de salão que reuniu vários participantes para assim aprenderem os passos corretos dos ritmos do merengue, salsa e chachachá. Estas demonstrações tiveram o apoio dos professores do Aquaplace. Depois foi a vez de os “Vozes do Centro”, o grupo coral constituído pelos utentes do Centro Comunitário Municipal, pisarem o palco da Festa de Natal 2011. Cantaram músicas tradicionais portuguesas e temas alusivos ao Natal, acompanhados pela Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, o vereador da Ação Social, José Magalhães e pela vereadora da

Educação, Teresa Fernandes. A tarde terminou com um lanche-convívio onde o bolo-rei marcou presença, ao som de temas interpretados por Beatriz e Márcia, finalistas do festival da canção da Trofa. Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, lembrou a importância deste tipo de eventos “para festejar o Natal num ambiente de fraternidade e de solidariedade”. “Esta festa é o culminar de mais um ano de trabalho, não só do nosso Centro Comunitário Municipal da Trofa, que está de portas abertas a todos aqueles que o queiram frequentar, para aprender, para partilhar e para conviver, mas também da nossa Divisão de Ação Social, através da qual trabalhamos, todos os dias, para encontrar respostas sociais, que possam proporcionar melhor qua-

Seniores divertiram-se na festa de Natal

lidade de vida aos nossos seniores, para que vivam mais felizes, mais acarinhados, com companhia, carinho e amizade”, concluiu. Esta iniciativa decorreu integrada na Requalificação Urbana dos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro abran-

gida pela Candidatura ao Programa de Ação (PRU/2/2008) – Grandes Centros” no âmbito do instrumento de Política “Parcerias e Regeneração Urbana”, inscrito no Eixo IV – Qualificação do Sistema Urbano do Programa Operacional Regional do Norte.

TrofaSenior Residências celebra Natal em família Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

A festa de Natal da TrofaSenior Residências, no sábado, 17 de dezembro, contou com sala cheia de residentes e familiares. A peça de teatro protagoni-

zada pelos residentes da TrofaSenior Residências foi o mote para a festa de Natal, que contou com uma sala cheia, a fazer lembrar uma grande família. É este o objetivo destas iniciativas dos responsáveis deste empreendimento, que querem que “a família seja lembrada todos os dias”, assim como o Natal deve

ser. “Queremos que os nossos residentes estejam bem dispostos, que tenham muita saúde. É para isso que trabalhamos”, afirmou Alfredo Gomes, presidente do Conselho de Administração. Durante a festa, o responsável pelas residencias fez questão de lançar um repto, perante uma sala atenta: “Somar amigos, subtrair inimigos, multiplicar alegrias e dividir tristezas”. Esta é uma das máximas para 2012, que Alfredo Gomes pretende ver aplicada na TrofaSenior Residências. Para além do teatro dos residentes, também alguns familiares fizeram questão de surpreendê-los com outra peça cómica e que pôs a sala a rir, antes da atuação solene do Orfeão Famalicence, que animou

Natal celebrado na TrofaSenior Residencias

o espaço com canções de Natal. Depois, o palco improvisado, ao lado da árvore de Natal e o presépio, empenhadamente enfeitados, foi do Conjunto Típico do Val, que cantou durante o jantar. Segundo Marta Paulino, diretora técnica da TrofaSenior Residências, estas iniciativas “são importantes”, porque elevam o propósito da TrofaSenior Residências, que é “direcionada para

a família e como tal são necessários sempre novos elementos para acrescer à família”. Como “verdadeiros atores”, os residentes que protagonizaram a peça de teatro “estavam nervosos”, mas foram preparados “com muito empenho pela equipa de animação sóciocultural e de todos os residentes que quiseram participar de uma forma mais ou menos autónoma”.


20 Atualidade

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22 de dezembro de 2011

Acidente causa ferido grave

Um funcionário de uma carpintaria situada em Covelas, na Rua Cancela Vermelha, deu entrada no Hospital de São João, esta quarta-feira após ter sofrido ferimentos devido à queda de algumas “placas de madeira”. O homem de 42 anos foi atingido na cabeça e nos membros superiores e foi assistido pelo Bombeiros Voluntários da

Trofa e pela equipa da VMER- Veículo Médica de Emergência e Reanimação – do Hospital de São João. A vítima foi transportada para Hospital de São João, no Porto, e segundo fonte do gabinete de comunicação do INEM sofreu um traumatismo crânio-encefálico e lesões no membro superior direito.

O Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões vai apresentar “ao vivo”, um presépio de Natal. No dia 25 de dezembro, entre as 10 e as 12 horas e entre as 14 e as 17 horas, as figuras “reais” do

presépio poderão ser contempladas na Igreja de Guidões. No dia 1 de janeiro, entre as 14 e as 17.30horas, os mais curiosos poderão também visitar o presépio “humano”.

Presépio ao vivo em Guidões


Atualidade 21

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22 de dezembro de 2011

Concerto Vicarial de Natal Patrícia Pereira A.Costa

O Concerto Vicarial realizado na Igreja Nova da Trofa, no dia 18 de dezembro, contou com a presença dos nove coros da vigararia da Trofa/ Vila do Conde. No final, Luciano Lagoa deixou uma mensagem de Natal para todos os trofenses. Foram muitas as pessoas que se dirigiram à Igreja Nova da Trofa para assistirem ao segundo concerto vicarial de Natal, organizado pela vigararia da Trofa/ Vila de Conde que contou com a presença do Bispo Auxiliar do Porto, D. Pio Alves. Esta iniciativa, que já vai na segunda edição, teve como responsável o Padre Bruno Ferreira, que considerou este concerto como “uma grande manifestação de cultura, música e de encontro coral”. Segundo o mesmo, o objetivo principal desta iniciativa é “criar o gosto nas pessoas” pelo cântico, que “faz sempre parte dos momentos da nossa vida”. “Estes momentos de festa são essenciais para a gente abstrair de outras realidades mais pesa-

das, a música serena-nos. Depois, na temática deste ano, antes do Natal cantar ao Menino é já uma preparação para a grande solenidade de Natal que se aproxima”, afirmou. Para a realização deste concerto, Bruno Ferreira contou com “a colaboração de maestros e de coros da vigararia, que também levaram várias ofertas para o convívio final entre coralistas, que se realizou na cripta da Igreja Nova. E se tudo dependesse da vontade do padre Bruno Ferreira, esta é uma iniciativa para continuar. “Era bom que este concerto, já tradicional dos coros da nossa vigararia, percorresse outras paróquias”, manifestou. Luciano Lagoa, responsável pela vigararia da Trofa/Vila de Conde, considera esta iniciativa muito importante, “na medida que junta as várias paróquias, criando alguma comunhão entre elas”, salientando a importância de convívio entre os coralistas. Na sua opinião, desenvolveu-se um trabalho “muito interessante ao nível de canto coral”. “Estas festas servem para isso, para que nós desenvolvamos o gosto pela música e possamos apreciar o

que de muito se faz por aí sem nos apercebermos das muitas boas coisas que se fazem em toda a paróquia”, demonstrando assim a “vitalidade da própria vida da igreja”, adiantou. O responsável pela vigararia atribuiu o sucesso deste concerto ao Padre Bruno e aos grupos corais das diferentes paróquias, frisando o trabalho, que o padre teve na organização, como uma mais-valia para toda a vigararia. “No futuro é para continuar. E queremos que haja uma descentralização grande, não queremos concentrar numa ou noutra paróquia. Queremos que todas as paróquias possam ter este gosto pela música. Claro que nem todas as igrejas têm as condições que a Igreja Nova da Trofa, mas temos que nos adaptar às várias circunstâncias e às várias condições para ir procurando descentralizar um bocadinho o gosto pela música. Para que também nas paróquias onde porventura haja mais dificuldade também aí se possa sentir esse gosto e se possa incentivar o gosto pelo canto coral. Para que possamos contar com mais gente a participar na liturgia” afirmou.

No final todos os coros entoaram um cântico

Este concerto contou com a presença do Coro Paroquial Juvenil de São Romão do Coronado, do Coro Paroquial de São Mamede do Coronado, do Coro Paroquial do Muro, dos Coros paroquiais de Alvarelhos, do Coro Paroquial de Retorta, do Coro inter-paroquial de Árvore e Azurara, Orfeão Santhyago, Coro paroquial de Santiago de Bougado e do Coro e orquestra paroquiais de São Martinho de Bougado. Cada coro entoou três cânticos e, ainda se juntaram no final, para darem voz ao cântico “Adeste Fideles”. Luciano Lagoa aproveitou para desejar “a todos os leitores do jornal O Notícias da Trofa, e

para todas as pessoas que possam ler, um voto de um Santo Natal à volta do presépio de Belém, à volta do Menino Jesus”. “Que ele não seja substituído por outras pessoas ou por outras circunstâncias. Ele é o centro de tudo e estando ele no centro tudo o mais se pode juntar. Votos de um Santo Natal com saúde, paz e harmonia, e que cada família se pareça cada vez mais com aquele lar de Nazaré, que apesar de pobre era muito rico de amor. Que sejam muito ricos de amor, sobretudo. É isso que desejo a todos os trofenses e a todas as pessoas que leem o jornal O Notícias da Trofa” finalizou.


22 Atualidade

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Campeonato de Ornitologia com aves de gabarito mundial É considerado o “maior campeonato nacional a nível de expositores”. Desde Trás-os-Montes ao Algarve, passando pela ilha da Madeira, estiveram representadas com criadores de aves que concorreram no Campeonato de Ornitologia, promovido pelos clubes ornitológicos da Trofa e Famalicão, no fim de semana, no Lago Discount. Já a nível de aves a concurso foi o “segundo melhor”, com 5225 animais, já que o recorde está fixado nos seis mil, também conseguido nesta competição, em 2007. Bernardino Leal, presidente do clube trofense, confirmou os “largos elogios” que a organização recebeu por mais uma edição de sucesso. Este ano houve criadores que, individualmente, trouxeram 30 aves a concurso, mas “a média é de dez a 15 aves por expositor”. Também muitos criadores trofenses estiveram em destaque, conseguindo sagrar-se campeões nacionais. “Onze campeões nacionais, oito vice-campeões e seis medalhas de bronze”,

Foram 5225 os animais expostos

contou Bernardino Leal. Preparar uma competição deste calibre obriga “a muitas horas de trabalho, sem remuneração e com despesas de telefone e deslocações”. No entanto, “a paixão pelas aves” e pelo desporto faz com que os clubes da Trofa e de Famalicão mantenham esta organização, que foi elogiada pelo presidente da Federação Portuguesa de Ornitologia, Manuel Amieiro. “É com muito prazer e até me congratulo de na altura ter decidido atribuir-lhes o campeonato nacional, porque são de uma extrema de-

voção ao desporto e não se têm poupado a esforços”, afirmou. Manuel Amieiro anunciou ainda que, pela “qualidade apresentada”, algumas aves a concurso “foram inscritas para representar o País no campeonato do Mundo, que se realiza em Almeria, Espanha”. O início da competição contou com a presença do vereador da edução e despoto da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Leonel Rocha e da edil Trofense Joana Lima acompanhada pela vereadora Teresa Fernandes. C.V.

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Desporto 23

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Trofense empata a um golo Hermano Martins

Trofense e Arouca empataram a um golo, em jogo da 12.ª jornada da Liga Orangina, disputado na Trofa, em que os visitantes estiveram a vencer até aos descontos. O Arouca foi a equipa a criar as primeiras oportunidades de golo. Aos cinco minutos Babanco foi o primeiro a testar os reflexos do guarda-redes Trigueira. Aos vinte minutos Paulinho testou a pontaria e rematou por cima e aos 24 só não marcou porque o guardião trofense estava atento, efetuando a defesa da tarde. A primeira grande oportunidade do trofense só apareceu aos 27 com Feliz a rematar à entrada da área, mas a encontrar o poste pelo caminho. No minuto seguinte, Romeu Torres foi derrubado na área trofense pelo guardião da casa e o juiz madeirense Marco Ferreira não teve dúvidas em marcar uma grande penalidade que Joeano converteu. Aos 38 minutos, Pedro Araújo marcou um livre à entrada da área, mas a bola passou por 3 jogadores da casa sem que nenhum desviasse para golo. Ao fechar a primeira parte, os da Trofa ainda pediram grande penalidade sobre André Carvalhas, num alegado empurrão pelo defesa do Arouca, Miguel Ângelo, mas o árbitro entendeu que existiu simulação e amarelou o jogador trofense. João Pereira, de saída para jogar na Moldávia, foi homenageado ao intervalo pela direção do clube. No recomeço do jogo, e com uma vantagem ténue, o Arouca encostou-se à defesa para tentar travar os ataques intensos, mas desorganizados, da equipa de João Eusébio. Pedro Araújo aos 78 minutos, de livre, teve mesmo a melhor oportunidade para empatar mas Bruno Conceição mostrou estar atento desviando a bola da baliza do Arouca. O golo do empate acabou por surgir quando já muitos adeptos abandonavam o estádio, num lance infeliz para o guarda-redes Bruno Conceição que, no último lance do jogo, já nos descontos, deixou a bola bater-lhe no peito e sair para canto. Na reposição de bola, aos 90+4, Feliz cruzou para Santos cabecear a bola para o golo do empate final. João Eusébio, treinador do Trofense, achou o empate injusto e fez um balanço do jogo. “Na primeira parte, lembro-me de uma

Arquivo

Trofense empatou no último lance do jogo

situação em que o Trigueira teve uma intervenção, na segunda parte o Trigueira foi humanamente um espetador. É evidente que ainda há algumas coisas a melhorar e há muitos jogadores jovens que estão num processo evolutivo. Na segunda parte, tentamos de várias formas de ataque rápido, de ataque posicional, transições rápidas. Não é fácil jogar contra esta equipa de Arouca, que é uma equipa de estatura elevada, uma equipa que leva-nos alguns centímetros em todos jogadores. Mas nós disputamos os lances, ganhámos, conquistámos e era uma injustiça se nos perdêssemos este jogo. Penso que um empate é injusto, nomeadamente a derrota mais injusto era. Parabéns aos jogadores, porque acreditaram sempre. E eu tenho aqui um bom grupo, um grupo de jogadores que querem singrar, um grupo de jogadores que estão com a equipa e quando é assim os resultados depois aparecem”. Vítor Oliveira, treinador do Arouca, não contava que nos últimos minutos de jogo o Trofense conseguisse empatar. “Ninguém

neste estádio acharia possível aquela situação. O árbitro deu quatro minutos, já ia nos cinco minutos e meio, a bola estava perfeitamente controlada e o jogo iria acabar ali com a reposição da bola. Não contávamos e eram três pontos que seriam extremamente importantes, mas realmente o erro verdadeiramente inacreditável ditou o resultado. O jogo teve duas partes distintas, uma primeira parte em que o Arouca foi melhor, uma segunda parte em que o Trofense carregou mais, foi melhor, mas depois de termos chegado aquele período com um golo de vantagem não me passava pela cabeça, penso que de ninguém, que o resultado pudesse ser outro que não a nossa vitória. Não foi, parabéns ao Trofense. Nós fomos mais uma vez penalizados por erros cometidos por nós”, finalizou Vítor Oliveira . O Trofense regressa à competição a 8 de janeiro, em casa frente ao Portimonense, uma vez que já disputou o jogo frente ao Covilhã, agendado para 28 de dezembro, em jornada antecipada.

Janderson rescinde e Paulo Renato de volta aos relvados Depois de quatro longos meses parado, devido a uma lesão ao nível de ligamentos do joelho direito, o defesa central do Clube Desportivo Trofense, Paulo Renato, que ainda não fez um jogo oficial pelo clube, voltou aos relvados na terça-feira, dia 20 de dezembro, para um treino condicionado junto dos avançados Zé Manuel e Moustapha. Paulo Renato irá precisar ainda de mais algumas semanas para ficar apto para jogar, mas esta já é uma boa notícia para o jogador, e até mesmo para o clube que acaba por ficar sem mais um jogador.

Janderson rescindiu, de forma amigável, com a direção do Trofense, tendo voltado ao seu país de origem, o Brasil. O jogador, que foi titular em 4 jogos, foi contratado pelo clube esta época. Também o lateral direito David, o médio Dinis e o ponta de lança Gilmar continuam em tratamento médico. O Trofense teve jogo-treino, ontem, dia 21 de dezembro pelas 10 horas, em casa, com o Vitória de Guimarães, onde acabou por empatar, 1-1, com golos de Edu (38') e de Edgar (51'). P.P.

Bougadense de volta às vitórias Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O Bougadense venceu o Lavrense por 0-1, este domingo, num jogo a contar para a 16ª jornada. O clube de Santiago de Bougado está na 13ª posição da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto, com 15 pontos. Na primeira parte do jogo, o Bougadense foi superior à equipa do Lavrense. Apesar das várias oportunidades para pontuar, a equipa de Bougado não conseguiu finalizar. O Lavrense fez uma primeira parte fraca, sem conseguir chegar à baliza bougadense. Já na segunda parte, o Lavrense começou mais forte, mas passados os 15 minutos iniciais o Bougadense assumiu-se mais forte, tendo Tó Maia conseguido marcar o único golo da partida, que surgiu de um contra-ataque perto dos 65 minutos de jogo. A partir daí o Lavrense tomou conta do jogo, estando a maior parte do tempo a jogar sobre o meio campo da equipa de Santiago, sempre com lançamentos longos. Ao faltar 10 minutos para terminar o jogo, a equipa Bougadense ficou reduzida a dez jogadores, com a expulsão de Pedro Costa, que “leva dois cartões amarelos, o primeiro por protesto com o árbitro e o segundo surgiu na disputa com um jogador do Lavrense em que são os dois punidos com cartão”, afirmou Pedro Pontes, treinador do Bougadense. “A parte mais aflitiva do jogo foram esses últimos 10 minutos, com sucessivos lançamentos da equipa Lavrense. A equipa de Lavra vai em 3º lugar e procurava

alcançar mais três pontos para estar na luta de subida de divisão, fez pela vida, mas não conseguiu porque nesse jogo fomos mais fortes”, afirmou. Pedro Pontes considerou este jogo positivo, com a equipa Bougadense a ser mais forte durante toda a partida. O treinador não se mostrou surpreendido pelo resultado, pois acredita na capacidade que esta equipa jovem tem, e provou isso num jogo difícil. “Nos tínhamos vindo de uma derrota muito pesada em casa, na semana anterior, e a equipa respondeu muito bem e fez um belo jogo. Controlou praticamente a partida toda. Jogamos contra uma equipa bastante mais forte que a nossa no papel, mas que não traduziu isso no jogo” confirmou. “Nós contámos sempre ganhar, mas nem sempre nos corre como queremos. E esta semana decorreu como estávamos a contar, pelo treino que temos vindo a fazer, pelo trabalho desenvolvido, correu bem e fizemos os três pontos. O objetivo do Bougadense é ganhar em todos os jogos, quer seja em casa, quer seja fora, com qualquer equipa. Na semana anterior tínhamos tido um resultado excessivamente pesado pelo futebol que produzimos e tivemos que dar uma resposta na semana seguinte” finalizou. O Bougadense terá uma paragem de três semanas, voltando às competições no dia 8 de janeiro, em casa, frente ao Alfenense. O treinador espera que este jogo seja o salto definitivo para o Bougadense alcançar a primeira metade da tabela classificativa.


24 Desporto

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22 de dezembro de 2011

CAT despede-se do ano no último lugar Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

CAT perdeu com o Leixões por 0-3 na última partida do ano. Treinador da equipa da Trofa acredita que 2012 vai trazer uma fase vencedora para a equipa, com novas atletas.

S. Romão soma a 3ª vitória Diana Azevedo

Três jogos e três vitórias era o pensamento do S.Romão e dos seus apoiantes, que só admitiam vencer frente a uma equipa com menos pontos. “Um jogo muito sofrido” contra o Aldeia Nova, segundo o técnico Pedro Ribeiro, em que o S.Romão trouxe os três pontos. Há muito tempo que o Futebol Clube S.Romão não apresenta esta continuidade de resultados positivos no campeonato. Três jogos e três vitórias têm feito a equipa vermelha subir na tabela classificativa, ocupando agora a 8ª posição com 18 pontos, em resultado de uma equipa bastante unida e taticamente mais organizada. Talvez pela posição ocupada pelo Aldeia Nova, 14º lugar com 10 pontos, o S.Romão fez uma entrada pouco vigorosa em campo e apenas aos quinze minutos se começaram a ver as duas equipas mais agressivas no terreno, em busca das finalizações. Rui Moreira, o “homem das colocações”, foi o primeiro a ameaçar. Os livres marcados pelo Romanense parecem feitos em modo automático, com muita mestria. Os remates saem geralmente com a mesma trajectória e variam apenas na chegada ao alvo, por escassos milímetros, que podem fazer a diferença entre um excelente golo e o embate na trave. Na meia-hora de jogo gerouse uma aglomeração de jogadores em frente à baliza do Aldeia Nova e, remate após remate a bola tocou em Ferraz e entrou, assinalando-se assim o primei-

ro e único golo da partida. No segundo tempo mantevese um jogo árduo, tentando a equipa da casa aumentar a diferença de golos e, por outro lado, os forasteiros corriam atrás de um empate. Aos setenta minutos, Rui repetiu o livre da primeira parte e mais uma vez a bola embateu na trave, para desconsolo do próprio e de toda a equipa, que sofreu até ao último minuto, tentando segurar o golo que lhe deu os três pontos. Luís Mgalhães não esperava a derrota, referindo que “o jogo não correu como planeado, esperavamos conquistar a nossa primeira vitória fora, o que não conseguimos pelo adversário que foi o S.Romão e pelas limitações das dimensões do campo”. O treinador vencedor garantiu ter sido “um jogo muito sofrido. Eu diria mesmo ter sido o jogo mais sofrido do campeonato, mas os nossos jogadores conseguiram a vitória pelo esforço e união desta equipa”. Face aos resultados positivos que a equipa tem apresentado, Pedro Ribeiro referiu que “estamos a conseguir os resultados a que nos propusemos: melhorar jogo após jogo. Já temos uma boa base de trabalho e no próximo ano acredito que temos condições para pensarmos em objectivos mais ambiciosos”. As equipas farão a pausa natalícia e, no retorno às tardes de futebol, a equipa de S.Romão visitará o Sobrosa, no dia 8 de janeiro, num jogo a contar para a 16ª jornada.

O Clube Académico da Trofa (CAT) despediu-se do ano de 2011 com uma derrota em casa diante do Leixões. Na 15ª jornada, as atletas comandadas por Manuel Barbosa não evitaram o desaire pela margem máxima (03). No primeiro parcial as trofenses permitiram cedo uma vantagem confortável do Leixões, que no primeiro tempo técnico já vencia com quatro pontos de avanço (4-8). A diferença de prestações notou-se ainda mais no segundo tempo técnico, quando as matosinhenses já beneficiavam de uma vantagem com o dobro dos pontos (8-16), fruto de um bloco muito eficiente e das debilidades do CAT, que perdeu a passadora no treino do dia anterior, por lesão. O set fechou com a maior vantagem conseguida pela formação leixonense (12-25). Mesmo mais próxima do adversário no primeiro tempo técnico (6-8), a formação da Trofa cedo sucumbiu ao domínio do Leixões (11-16). No entanto, ini-

CAT perdeu e continua no último lugar

ciou um período de recuperação, que lhe permitiu estar a apenas um ponto do opositor (15-16). Mas “foi sol de pouca dura”, já que as falhas no serviço e no ataque foram fatais, contribuindo para a vitória das matosinhenses (20-25). O Leixões começou muito forte o terceiro parcial, chegando aos dez pontos de vantagem no segundo tempo técnico (616), mas adormeceu à sombra do resultado, permitindo a aproximação das trofenses (15-18). No entanto, de nada valeu o esforço do CAT, que só chegou aos 20 pontos (20-25). Na análise à partida, Manuel Barbosa afirmou que a lesão de Jennifer, a passadora, “complicou imenso” a performance do CAT. “Temos agora três semanas para organizarmos o clube e no início do ano voltarmos com o pé direito, com vitórias”, consi-

derou. O clube já tem a “transformação” da equipa preparada, com a entrada de algumas jogadoras: “Iremos reformular completamente a equipa e aparecer mais fortes”, afirmou. Manuel Barbosa não quis levantar muito a ponta do véu, mas referiu que está em conversações com “jogadoras nacionais” e uma atleta que já representou o CAT e que poderá voltar. Já Manuel Almeida, técnico do Leixões, considerou o triunfo “importante”, que “deu continuidade ao bom resultado que a equipa fez a semana passada”. “Acabou por ser mais fácil do que estávamos à espera, devido à ausência de algumas titulares da equipa da Trofa”, frisou. O treinador sublinhou que a eficiência defensiva, com um bloco muito forte, também foi “fundamental” para conquista dos três pontos.

Camadas Jovens

Iniciados B na liderança A equipa de juniores venceu o jogo com o Lousada, por 1-2, mantendo o 8º lugar da tabela classificativa com 20 pontos na 2ª Divisão Nacional do escalão. A equipa de juvenis A, do clube trofense, venceu por 0-4 a equipa de Rio Tinto, permanecendo em 1º lugar com 42 pontos. Também a equipa B venceu por 2-0 a Folgosa da Maia, ficando com os mesmos pontos da equipa adversária, 24 pontos. No escalão de iniciados, a equipa A goleou o Sousense por 6-0, continuando assim em 2º lugar com 44 pontos. Também a equipa B venceu o jogo frente ao Pedrouços, por 4-2, ascendendo ao 1º lugar da tabela classi-

ficativa com 27 pontos. A equipa de infantis A perdeu por 2-0 com o Penafiel, mantendo o 6º lugar. Já a equipa B venceu por 2-3 a equipa de Rio Tinto, subindo para o 6º lugar com 17 pontos. Em escolas, a equipa da Trofa perdeu por 1-12 contra o Candal, mantendo a 11ª posição com 7 pontos. A formação C empatou com o Desportivo das Aves por 5-5, ocupando assim o 1º lugar da tabela com 19 pontos. Já a formação B foi novamente goleada por 10-0 contra o F.C. Porto, mantendo o 10º lugar com 3 pontos. O grupo D da equipa trofense venceu o Pedrouços por 5-3. P.P.

Bougadense mantém a vice-liderança Os juniores A empataram o jogo (2-2) com S. Martinho, a contar para o campeonato distrital do Porto, mantendo o 10º lugar, com 16 pontos. Os iniciados A perderam com o GondimMaia por 1-2, descendo para a 2º posição com 26 pontos. Já a equipa B venceu por 2-1 o Ataense, subindo para a 9º posição com 18 pontos. Nos infantis A, a equipa venceu por 3-2 o Lavrense, mantendo a 9º posição com 9 pontos. A formação bougadense empatou o jogo (3-3) com o Ermesinde, mantendo a vice-liderança com 22 pontos. P.P.


Desporto 25

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22 de dezembro de 2011

Atletas trofenses participam na 9ª S.Silvestre de Castelões Janine Mouta

O Ginásio da Trofa e a Associação Recreativa Vigorosa marcaram presença na 9ª Corrida de São Silvestre de Castelões. Os atletas trofenses obtiveram boas classificações. Os atletas do Ginásio da Trofa que participaram nesta prova, que decorreu a 18 de dezembro, no concelho de Vila Nova de Famalicão, conseguiram bons resultados. Nos infantis masculinos, o primeiro lugar foi conquistado por Rui Rocha e a terceira classificação foi obtida por Paulo Neto. Nos infantis femininos, Sara Teixeira obteve o quarto lugar e Ana Silva conseguiu a sexta posição. Nos iniciados masculinos, Tiago Silva, Fábio Rodrigues,

João Rocha e Tiago Moreira, arrecadaram o 4º, 8º, 14º e 15º lugares, respetivamente. Andreia Rodrigues, Elsa Maia, Ana Ribeiro. Ana Ramos, Débora Silva e Ana Carvalho conquistaram o 1º, 3º, 7º, 10º, 22º e 24º lugares, nos iniciados femininos. O segundo lugar dos juvenis masculinos foi obtido por João Ferreira. Nos benjamins masculinos, Paulo Silva obteve a quarta classificação e já nos seniores femininos, participou Amélia Araújo. A nível de equipas o Ginásio da Trofa arrecadou o primeiro lugar nos iniciados masculinos e nos iniciados femininos. Também os atletas do Vigorosa ficaram bem classificados. Nos infantis masculinos, Vítor Martins, André Barbosa, Alexandre Sá, Tiago Sá, João Ferreira

e Simão Correia conseguiram o 6º, 9º, 10º, 17º, 20º, 27º lugares, respetivamente. Nos iniciados femininos, Sara Faria obteve a 24ª posição. No escalão dos iniciados femininos, o 12º lugar pertence a Beatriz Silva e o 17º foi conseguido por Ana Oliveira. Joana Martins conquistou a 19ª posição nos benjamins A feminino. Nos benjamins B masculino, Gonçalo Costa ficou em 27º lugar. Nos benjamins B feminino, Alice Oliveira conseguiu o 2º lugar, Ana Lopes obteve a 5ª posição e Patrícia Moreira conquistou a 11ª posição. Nos populares femininos, Deolinda Oliveira ficou em 4º lugar e Ana Martins em 7º. Já nos populares masculinos, Abílio Marques, Pedro Sá, António Neto, Nelson Batista e José Rodrigues, obtiveram o 36º, 74º, 107º, 115º e 119º lugares, respetivamente. Nos coletivos os benjamins femininos conseguiram a primeira posição, os infantis masculinos ficaram em 2º lugar e os populares masculinos obtiveram a 15ª classificação. No total, participaram mais de quinhentos atletas na prova de S. Silvestre. Vigorosa participou na S.Silvestre de Braga

Os atletas do Ginásio da Trofa obtiveram bons resultados

Futsal

S. Romão vence fora A equipa feminina do S. Romão venceu, fora, o jogo disputado frente à equipa de Malta por 1-3, a contar para a 14ª jornada da 1ª Divisão da Associação de Futebol Português (AFP) A equipa mantém a 5ª posição com 23 pontos. Já a equipa de Covelas não teve a mesma sorte, ao perder por 1-3 com a equipa de Salvador. O clube ocupa 6º lugar na tabela classificativa com 20 pontos. A equipa sénior masculina

da Associação Recreativa Juventude do Muro perdeu no confronto com o JACA por 34, na 12ª jornada a contar para a série 1 da 1ª Divisão da AFP, descendo para o 3º lugar, com 23 pontos. Já a equipa de juniores desta associação empatou frente ao JACA por 3-3, mantendo o último lugar da tabela classificativa da série 1 da 2ª Divisão da AFP, com oito pontos. P.P.

A Associação Recreativa do Vigorosa participou também na

Vigorosa foi uma das associações participantes

prova S. Silvestre de Braga, realizada no passado dia 11 de dezembro. A veterana Teresa Rosário alcançou o 11º lugar e o veterano António Neto conseguiu a 65ª posição. Os atletas do Vigorosa participaram também nas provas de pista coberta, realizadas no passado sábado, em Braga. Na prova dos 60 metros, Sara Faria ficou em 6º lugar nos infantis femininos e Sérgio Silva ficou em 8º, no escalão dos iniciados. No salto em comprimento, Tiago Sá, dos infantis masculinos, obteve a 9ª posição. Sérgio Silva, dos iniciados, ficou em 7º lugar. Na prova dos 600 metros, no

escalão dos benjamins B femininos, o primeiro lugar foi conseguido por Alice Oliveira. Triatlo Técnico Regional Na prova que se realizou na Maia, no passado sábado dia 17, que englobava barreiras, salto em comprimento e lançamento de peso, Ana Lopes, do Vigorosa, obteve o 9º lugar pelos infantis femininos. Também João Gomes, atleta da Vigorosa, na categoria dos iniciados masculinos, obteve o 3º lugar e Alexandre Sá o 10º. O Atleta João Gomes foi selecionado para representar a Associação de Atletismo do Porto (AAP) no campeonato do norte de triatlo técnico.

Campeonato de Setas O Grupo Cultural e Recreativo de Alvarelhos (GCRA), iniciou a época no Campeonato de Setas na 1ª Divisão. Recorde-se que na época passada, esta equipa encontrava-se na 2ª Divisão. Esta associação já participou em sete jogos, tendo arrecadado quatro vitórias e três derrotas, ocupando a 3ª posição da tabela classificativa deste campeonato. A equipa é constituída por Vítor Azevedo, presidente, Nilton Maia, capitão, Carlos Reis, Raul Paiva, Mário Maia, Domingos Salgado, Ivo Torres, João Lomba, Carlos Silva, José Silva,

António Lopes, Marta Faria e Idalina Faria. A direção desta associação

deseja à equipa um “excelente campeonato para o apuramento das finais nacionais”. P.P.

Equipa ocupa a 3ª posição no campeonato


26 Necrologia Lousado Inácio José da Costa, faleceu no dia 28 de novembro, com 93 anos. Viúvo de D. Amélia Dias de Azevedo Luís Dias dos Santos faleceu no dia 14 de dezembro, com 79 anos. Marido de D. Balbina Dias dos Santos Ribeirão Valentim Rodrigues de Carvalho faleceu no dia 3 de dezembro, com 70 anos. Marido de D. Maria Oliveira Costa Adriano Araújo Pereira faleceu no dia 12 de dezembro, com 62 anos. Marido de D. Bernardete da Silva Costa

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Firmino Gonçalves de Sá, faleceu no dia 16 de dezembro, com 82 anos. Marido de D. Maria Alice da Silva e Sousa Cabeçudos Clementina Ferreira da Costa, faleceu no dia 13 de dezembro, com 90 anos. Viúva do Sr. Hilário José de Sousa Funerais realizados por Funerária Ribeirense, Paiva & Irmão Lda

S. Martinho de Bougado Júlia da Silva Campos, faleceu no dia 12 de dezembro, com 97 anos. Viúva de António da Costa Araújo António Ferreira Maia, fale-

ceu no dia 13 de dezembro, com 78 anos. Casado com Blandina da Costa Rodrigues Manuel Reis do Couto, faleceu no dia 16 de dezembro, com 78 anos Manuel da Costa Reis, faleceu no dia 17 de dezembro, com 81 anos. Casado com Alice Ferreira Dias Olívia de Azevedo Rocha, faleceu no dia 18 de dezembro, com 88 anos. Viúva de João da Silva Dias Funerais realizados por Agência Funerária Trofense Lda, com Gerência de João Silva

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Opinião 27

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Natal 2011 Mensagem de Natal Pe. Alberto

Cristo é o verdadeiro e único «Príncipe da paz». O seu nascimento é o penhor da paz messiânica, tal como fora anunciada pelos profetas. Esta paz não vem dos homens, mas de Deus; é o dom messiânico por excelência. (Bento XVI, Africae Munus nº99)

Viva Alvarelhos Uma decisão que decreta a morte anunciada de Alvarelhos é uma decisão leviana e precipitada que poderá conduzir a posterior inusitado arrependimento dos alvarelhenses. O poder autárquico em Alvarelhos apoia a dita reforma administrativa. Desta nada sabe em concreto porque o livro “negro” apenas traça meros objetivos e pretensões de forma genérica, tirando a parte em que divide o território nacional a régua, esquadro e compasso. O poder em Alvarelhos, composto por PSD e PS aceita e concorda com a “morte” de Alvarelhos, com o fim da sua existência enquanto realidade política, administrativa, histórica, social e cultural. Alguns autarcas e outros cidadãos alvarelhenses partem da ideia de que Alvarelhos continua, com ou sem o nome, e passa a integrar as freguesias vizinhas, Muro e Guidões. Dizer-se isto é enganar o povo, é propalar falsidades. Não estamos perante a criação de um concelho. Não. Nem Alvarelhos vai ser centro de alguma coisa. A imposição troikiana é de se extinguirem as freguesias pela criação de uma nova. E não se fie o poder local alvarelhense que será o centro dessa nova freguesia pelo facto de se encontrar no centro geográfico. Existem razões que podem levar a opções contrárias, como a maior proximidade aos centros de decisão, melhores acessibilidades, criação de novos centros, etc…Ao aceitar a reforma administrativa imposta pelas Troikas o poder em Alvarelhos está a ditar o final da freguesia, o fim da sua identidade e do seu património, pois o que constitui o património senão a sua área política e administrativa, a sua população, o seu nome. Ao aceitar a extinção de Alvarelhos, o poder autárquico risca-a do mapa por vontade própria. Os alvarelhenses estarão de acordo? E aqui partimos para uma segunda ideia. O que se pretendeu da mencionada assembleia foi uma pretensa resposta positiva à interrogação anteriormente levantada. Nessa assembleia estariam 50, 60 pessoas. Alvarelhos tem 2 678 cidadãos inscritos no seu recenseamento. A amostra foi muito fraca. Para além da encenação ter assentado num pressuposto absolutamente errado, acima identificado, aquela assembleia não foi representativa do pensamento dos alvarelhenses. Por exemplo, em Guidões, essa dúvida não existe. No abaixo-assinado que corre toda a freguesia, sabe-se que o número de assinaturas já caminha e aproxima-se do milhar, sendo que Guidões conta com 1 555 eleitores, tendo sido quase ínfimo o número de pessoas que se mostraram indiferentes ou recusaram assinar. Contam-se pelos dedos de uma só mão. Em Alvarelhos subsiste a dúvida. E é em casos como o de Alvarelhos que se justifica um debate muito mais alargado, mas com verdade e sem subterfúgios. Quem sabe se não é em casos como estes que se justificaria um referendo local. Por fim, uma última ideia, que os representantes do poder local em Alvarelhos nem sequer equacionaram. Que vantagens advêm para os alvarelhenses concretizando-se a pretendida reforma administrativa? Pois é, aí também nada disseram. Apenas afirmações vagas. A divisão administrativa já é muita antiga e é necessária uma divisão nova. Afirmar-se isto só assim, como fizeram, é fútil. Só se deve proceder a reformas para fazer crescer a qualidade de vida das pessoas. Caso contrário dispensa-se. Ora, Alvarelhos, com o poder local democrático tal como existe, desenvolveuse e tem respondido positivamente aos anseios e necessidades do seu povo. Conseguirão os habitantes da nova freguesia que substituirá Alvarelhos manter este nível se proceder a reforma administrativa da Troika? Provavelmente não. Pela redução dos meios, dos recursos e pelas dimensões da nova freguesia a ser criada, o povo ficará pior servido e consequentemente, mais pobre. A reforma administrativa pretendida pelas Troikas não passará, porque o povo não deixará que isso aconteça. A espantosa manifestação do “Movimento Freguesias Sempre” do passado dia 20 de novembro no Porto, o movimento contra a extinção de freguesias que cresce e se alarga de norte a sul, de leste a oeste em todo o país, a monumental vaia que transfigurou o rosto do ministro Miguel Relvas no congresso da ANAFRE, são expressões claras de resistência do nosso povo e dos autarcas à imposição, e são a garantia da exigência do cumprimento da democracia. Alvarelhos é uma terra antiquíssima. Como disse um amigo meu em determinado momento, Alvarelhos já existia há centenas de anos, quando muitos dos países que compõem a Troika foram criados. Da duplamente milenar “ Avobriga ? “ dos povos Galaicos, melhorada por romanos, habitada por suevos e godos, vistoriada por mouros, até à cristianizada e igualmente milenar terra de Alvarelhos de D. Dinis aos nossos dias, existe uma colossal crónica por descobrir, mas também uma história grande a preservar, que exige honra, dignidade e respeito. Viva Alvarelhos. Guidões, 15 de Dezembro de 2011.

Aos meus amigos e irmãos leitores do Noticias da Trofa Dentro da quadra festiva do Natal do Senhor que deve ser sempre novidade, como fonte de vida nova a eterna, quero desejar-vos as maiores bênçãos de Deus na alegria, fé, saúde e paz, que nos une e nos lança no testemunho de Cristo no mundo. Desejo mais uma vez fazer-vos participantes da minha vida com mais um episódio missionário vivido por mim recentemente. Esta manhã, como cada dia, fui caminhar logo cedo. Tenho encontrado muitas vezes uma criança que vem cedo para a escola. Sempre me diz ou bom dia ou boa tarde. Ás vezes diz boa tarde mesmo sendo de manhã. A confusão temporal vem da preocupação de falar em português e para o padre. Trazia os cadernos e uma garrafa de água e, sozinho, caminhava devagar até á escola. Num destes dias vinha mesmo com o ranho a cair pelo nariz, mas mesmo assim, com o sobe e desce do ranho no nariz, sempre me saúda: “Bom dia padre”. E sempre o faz com alegria, pois cada vez que o realiza é uma conquista para ele. Hoje encheu-se de coragem e acrescentou: “Tenho um lápis novo”. E mostrou-mo. Não estava ainda afiado. Disse-lhe que era bonito e precisava de ser afiado. Se o desejasse, ao chegar junto da escola, podia ir a casa do padre que eu o afiava. Aceitou com alegria. Quando chegou à casa do padre encheu-se de novo de coragem e disse-me: “tens uma casa muito rica e bonita. Quando crescer também quero ser assim como tu: ter um cinto, sapatos e óculos com um relógio”. Dei-lhe os parabéns e disse-lhe que, crescendo, vai ter muitas outras coisas. Fui buscar a afia. Chamei-o e afiei-lhe o lápis. Depois dei-lhe a afia. Ele estava muito ocupado com os cadernos, o lápis e a garrafa da água nas mãos. Aí acrescentou: “tenho aqui o meu dinheiro”. “Afinal? perguntei eu, e para quê?” “Para o meu lanche”, concluiu. Tirou a moeda e tinha um metical para comprar uma bajia. A bajia é um pouco de feijão moído e frito. Todas as outras crianças que estavam com ele ficaram admiradas pela amizade que tinha com o padre e correram para junto dele. Não sei o nome da criança. Encontra-se na primeira classe o que significa que tem apenas 7 anos. É o futuro deste país que todos os dias, e em dois turnos, rodeia a Igreja e a casa paroquial frequentando a escola primária. Á noite são os jovens e os adultos que, nas mesmas salas, tentam fazer os anos escolares da secundária. Assim estamos sempre rodeados de gente, pelo menos ao longo do ano escolar. Eis-nos pois no Natal. Aqui, no meio de tanto calor físico, com tantos sinais natalícios diferentes daí, mas também interessantes, se vive o Natal do Senhor e nosso. Desejo-vos as maiores graças de Deus para esta quadra festiva e que tudo seja por Ele abençoado ao longo do novo ano 2012 Vosso irmão no Senhor, na Missão em Ribaué, Moçambique, P. Alberto Vieira

Natal Sempre vivos os sons divinos do Natal voando colados ao fumo branco do lar, com a mensagem do calor familiar recheada com amor e solidariedade, a chegar a todos os recantos da comunidade ao toque do arauto da paz universal. O tenebroso sinistro troar dos canhões, seja um monstro a fazer parte da história e a bandeira do amor seja o símbolo da vitória içada pelos homens de boa vontade, - assinalando os nobres valores da liberdade a flutuar nas mentes de eternas gerações. Ò homem… acorda a tua inteligência, p’ra construção duma sociedade mais perfeita, que traga bons frutos duma fértil colheita, herança que gerações vindouras irão desfrutar junto com o eco divino da palavra amar ditado pela nobreza de valores da consciência. Vozes anónimas lutam por um ideal sem presas vítimas de ferozes predadores, pasto fácil de gorazes caçadores, surdos aos sons divinos do Natal!! M.R.Silva (Trofa) - Natal de 2011


28 Atualidade

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22 de dezembro de 2011

Danças e Cantares celebrou o 26º aniversário Patrícia Pereira A. Costa

A direção aproveitou o momento de festa e fez um balanço destes 26 anos, considerando ter mais aspetos positivos do que negativos. Foi na presença de componentes, sócios e familiares, que o Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado, comemorou o seu 26º aniversário. Manuela Moreira, presidente do Danças e Cantares, considerou que a época anterior correu bem, com “algumas deslocações bastante interessantes”, salientando o quadro de etnografia realizado esta época. O trabalho do vinho foi o tema escolhido para este quadro, que decorreu num campo em Cedões, propriedade de duas diretoras do grupo, que lhes ofereceram o vinho. “Começamos no campo, desde a poda, o sulfatar e o vindimar. Falta-nos agora completar em termos de adega, porque não conseguimos uma à altura, com todas as características necessárias. Não tivemos tempo para procurar por-

que o vinho também amadureceu muito rápido”, afirmou Manuela Moreira, salientando que esta será uma tarefa para terminar na próxima época. A presidente desta associação fez ainda um balanço bastante positivo destes 26 anos, frisando como um momento marcante a comemoração dos 25 anos. A par desta data tão importante, estão também as saídas ao estrangeiro, “o que não quer dizer que as saídas cá em Portugal não sejam interessantes, porque são muito, mas acho que todas as saídas que temos feito ao estrangeiro, são um êxito e muito gratificantes. Os próprios componentes, o facto de irem fora, torna-os mais solidários, unem-se mais” disse Manuela Moreira. Questionada sobre a representação de Santiago de Bougado, a presidente afirma que os dois grupos da terra de Bougado, Etnográfico e Danças e Cantares, “levam longe e com muita seriedade a cultura e a etnografia de Santiago de Bougado”, sublinhando que o que precisam neste momento é

Grupo cantou as Boas Festas ao pároco de Santiago de Bougado

de “ajudas, que infelizmente não há muitas em termos de subsídios”. Para a próxima época têm três convites para ir ao estrangeiro, mas por questões financeiras, não sabem se poderão aceitar. “E é com muita pena nossa que não vai ser viável. Se nós tivéssemos ajudas, quer fosse da câmara, da junta ou de particu-

lares da freguesia seria bom. Claro que as três estão fora de questão, mas pelo menos uma” gostavam de ir. “E uma saída ao estrangeiro não fica propriamente económica em termos de deslocação. Já não falo em alojamento, porque normalmente eles é que nos dão, mas a própria viagem em si é muito dispendiosa”, concluiu Manuela

Moreira. Aproveitou ainda o momento para agradecer ao NT “todo o apoio” que lhes tem sido dado. Estas comemorações começaram com uma missa ao meio dia, na Igreja Matriz de Santiago de Bougado. De seguida, foram cantar as Boas Festas ao Pároco Armindo Gomes, terminando com um almoço convívio na sede.


Edição 352