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10 de Março de 2011 N.º 312 ano 9 | 0,50 euros | Semanário

Director Hermano Martins

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Actualidade pág. 11

30 mil no Carnaval da Trofa Mesmo não vencendo a ACRESCI teve uma das melhores sátiras

Actualidade pág. 3

Feira Anual a um passo da internacionalização O trofense Filipe Couto Reis arrecadou um dos maiores prémios do evento

Actualidade pág. 16

S. Mamede com casamortuária provisória

Actualidade pág. 9

PCP assinalou Dia Internacional da Mulher

Actualidade pág. 2

Fim-de-semana com descontos na Feira de Stocks


2 Actualidade

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10 de Março de 2011

Fim-de-semana com descontos Este fim-de-semana, 12 e 13 de Março, a Trofa vai estar “em saldos”, num armazém junto ao Intermarché da Trofa, na Travessa das Indústrias. A segunda edição da Feira de Stocks promete as melhores marcas de vestuário de homem, senhora e criança, vestidos de noiva e de cerimónia, lingerie, calçado, perfumaria, ourivesaria, decoração de interiores, motociclos e equipamentos com descontos que podem ir até aos 80 por cento. Para o comércio local, esta é uma forma de “em pouco tempo, escoar diversos produtos”, garante Manuel Pon-

tes, presidente da AEBA (Associação Empresarial do Baixo Ave), promotora da iniciativa. Mas também para os consumidores este é um evento positivo, pois têm a “possibilidade de aceder a grandes marcas com descontos apelativos”. Manuel Pontes aproveitou para “pedir às pessoas que em vez de comprar aos estrangeiros, devem comprar aos portugueses”. “Vão aparecer produtos de qualidade a bons preços”, garantiu. A 2ª Feira de Stocks é organizada no âmbito do programa MODCOM - Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio, e tem como parceiro a Câmara Municipal da Trofa. Este é, de

acordo com o responsável pela associação, “mais um esforço da AEBA em prol dos pequenos empresários”. Durante este fim-de-semana, num armazém junto ao Intermarché da Trofa, na Travessa das Indústrias, poderá encontrar todo o tipo de artigos. Na área de vestuário estará presente a Jeans Shop, Verde Abacate, Juliana Rodrigues, Emporio, Camira, Razão Boutique, Loja das Peles e For Men. E porque o vestuário tem de ser complementado com a lingerie adequada, na Feira de Stocks encontrará as lojas Pérola e Nataline. Para a época de casamentos que se aproxima, Noivíssima por Laura Ferreira

e Micaela Oliveira vão apresentar os seus melhores modelos. Para vestir as crianças estarão presentes as lojas Bebé Nascer, Carroussel, Cariana, Cob Kids e Estrelinha. Na área de sapatarias estarão presentes Di Cristaly, Pé Descalço e M. S. Sapatarias. Poderá ainda encontrar o Jaime Oculista, Lindarte, Memórias d’ouro, Linda Martins, Vitral, Flash Gift, Leta Bijuteria. Para decorar a casa as lojas Anete, Pau-de-Chuva, Mercado Novo, Tradição e Mania das Artes vão deixar as suas sugestões a preços baixos. Na Feira de Stocks marcarão ainda presença a Mototrofa, a Halcon Viagens e a NGame.

Trofa promove gastronomia Nos dias 12 e 13 de Março o Arroz Pica no Chão e a Maçã Assada são os pratos em destaque no concelho da Trofa. Onze restaurantes trofen-

ses aderiram à iniciativa “Finsde-semana Gastronómicos”, organizada pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal da Trofa, e durante um fim-de-se-

mana vão apresentar as melhores receitas na confecção destas duas iguarias. Nesses dias, pode visitar um destes estabelecimentos: “Os Braguinhas” (Santiago de Bougado), “Flor do Ave” (Santiago), “Motoclube” (Santiago), “Os Sousas”(Santiago), “Tourigalo” (Santiago), “Casa Mota” (S. Mamede do Coronado), “Casa Campos” (Covelas), “Churrascaria Félix” (Guidões), “Restaurante S. Romão” (S. Romão do Coronado), “Restaurante S. Cris-

tóvão” (Muro) e “ Restaurante B. Correia” (Alvarelhos). O objectivo é “dinamizar e valorizar a gastronomia e vinicultura” locais, por isso, a autarquia “recebe de forma calorosa este evento da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e apoia os restaurantes que aderiram a esta iniciativa de carácter inovador, pois permite divulgar as tradicionais iguarias do município e dinamiza o sector da restauração”. I.M.P.

Ficha Técnica Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso, Ana Assunção Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 20 Euros; Extra europa: 59,30 Euros; Europa: 42,40 Euros; Avulso: 0,50 Euros E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redacção: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa - Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002

Agenda Dia 10 10 horas - Comemoração do Dia Internacional da Protecção Civil, no Monte de S. Gens, Santiago de Bougado Dia 11 21 horas - Assembleia da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária da Trofa Dia 12 Fim-de-semana gastronómico em vários restaurantes do concelho da Trofa 9-12.30 horas - Colheita de sangue do Lions Clube da Trofa, nos Bombeiros Voluntários da Trofa 13 horas - Concurso de Pesca Desportiva da AR S. Pedro da Maganha, no Rio Ave 20 horas - Apresentação do Núcleo do PSD de S. Mamede do Coronado, Restaurante Casa dos Arcos - Jantar dos 90 anos do PCP, no Restaurante “Os Braguinhas” - Missa do 39º Aniversário do AC Bougadense, na Igreja Matriz de Santiago de Bougado - Jantar da Mulher, na Quinta d’Alegria, em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão - Ribeirense x CAT, na Escola Básica 2/3 e Secundária Lages Dia 13 9 horas - Enduro Trails, com início junto à Estação do Muro 11.15 horas - Oliveirense x Trofense, no Estádio Carlos Osório 15 horas - Bougadense x Balasar, no Parque de Jogos da Ribeira em Santiago de Bougado - Paradela x Águias Eiriz, no Complexo Desportivo do Trofense, em Paradela - Vila FC x S. Romão, no Parque Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia 20 horas - Ribeirense x CAT, na EB 2/3 e Secundária Lages, Pico

Farmácias de Serviço

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Fundadora: Magda Araújo Director: Hermano Martins (T.E.774) Sub-directora: Cátia Veloso (C.O. 742) Editor: O Notícias da Trofa, Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redacção: Cátia Veloso (C.O. 742), Isabel Moreira Pereira (T.P. 1311), Rita Maia Sector desportivo: Cátia Veloso (C.O. 742), Diana Azevedo, Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Afonso Paixão, Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), Teresa Fernandes, Tiago Vasconcelos

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Registo ICS: 124105 Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo

Nota de redacção Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direcção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir susceptibilidades.

Dia 10 Farmácia Sanches Dia 11 Farmácia Trofense Dia 12 Farmácia Barreto Dia 13 Farmácia Nova Dia 14 Farmácia Moreira Padrão Dia 15 Farmácia Sanches Dia 16 Farmácia Trofense


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Feira Anual da Trofa 3

Filipe Couto Reis tem a Vaca Grande Campeã Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

A Vaca Grande Campeã da Feira Anual da Trofa de 2011 é de Filipe Couto Reis. O criador trofense arrecadou um dos maiores prémios do evento. Foram precisos alguns minutos para Filipe Couto Reis ver reconhecido o trabalho de um ano inteiro. O criador trofense viu um dos seus animais ser distinguido com o maior prémio do concurso da Raça Holstein Frísia. Filipe Couto Reis não escondia a satisfação pela conquista de um dos prémios mais importantes da Feira Anual da Trofa. “Era um desfecho que ansiava”, mas o criador também admitiu que não esperava vencer, elogiando “a coragem” do júri. “Apesar de ser

Animal vencedor é jovem e tinha vencido o prémio de Grande Campeã Jovem

um animal muito correcto, também é muito jovem e só tem um parto. É preciso encontrar um juiz com coragem para o fazer e aproveito para lhe dar os parabéns”, referiu. Para Filipe Couto Reis a Vaca Grande Campeã “é um animal habituado a vencer desde pequeno”. “Vence em

Última hora

Ardeuumhectare numdosprimeiros incêndiosdoano

Um dos primeiros incêndios florestais da época deflagrou ao final da tarde de quarta-feira na freguesia de Covelas. Num terreno inclinado, junto à linha de caminho-de-ferro ardeu cerca de um hectare de floresta. O alerta aos Bombeiros Voluntários da Trofa foi dado às 17.51 horas, altura em que foram enviados para o local nove elementos da corporação, apoiados por quatro veículos. As chamas foram dadas como dominadas pelos meios de combate às 18.54 horas. Esta ocorrência ficou ainda marcada pelo regresso ao terreno de um Veículo Rural de Combate a Incêndios (VRCI) que se encontrava inoperacional na última época de fogos. “Os meios envolvidos tornaram mais eficaz o combate”, avançou o comandante da corporação trofense, João Goulart, que se mostrou “satisfeito” pela recuperação do veículo. I.M.P.

todos os concursos em que entra. Aqui (na Feira Anual), em 2010, foi Grande Campeã Jovem. Este ano é um animal em produção, não tem defeitos e movimentou-se muito bem em pista”, explicou. Mas não é só o animal que tem veia vitoriosa. Filipe Couto Reis já perdeu conta aos prémios que arrecadou, mantendo a tradição de família ganhadora. Segundo o criador, já o avô materno ganhava prémios na Feira nas décadas de 50. O criador trofense apostou tudo nos animais adultos, já que participou com poucos exemplares jovens da Raça: “Eu estive duas semanas com problemas de saúde e os animais jovens requerem mais tempo, porque precisam de muito maneio e têm de ser

treinados”. Mesmo assim, Filipe Couto Reis conseguiu que uma vitela vencesse a primeira secção. Relativamente à edição deste ano da Feira Anual, o criador da Trofa considera que “tem que ser revista, porque o público não apareceu como o esperado e têm que ser criados incentivos para as pessoas aderirem, porque é uma iniciativa extremamente bem organizada, bonita e bem divulgada”. Em segundo lugar do concurso ficou um animal de António Moreira dos Santos, que viu também uma das suas novilhas arrecadar o prémio de Grande Campeã Jovem. O espanhol Jaume Serrabassa Vila, o júri do concurso, fez um balanço “muito positivo” do evento, destacando

“a qualidade dos animais em geral, especialmente os finalistas, tanto nos jovens como nos mais velhos”. Jaume Vila visitou Portugal “pela primeira vez” e considerou a organização da Feira Anual “muito requintada e correcta”. “Pareceu-me muito interessante”, completou. A excelência dos animais não passou despercebida ao presidente da Associação de Criadores da Raça Holstein Frísia, Carlos Salgueiro. Mesmo assim, considera que é necessário fazer alguns reparos na organização. Para Carlos Salgueiro, estes concursos “honram os criadores”, que apesar das dificuldades que atravessam, “não descuraram na qualidade dos animais”.


4 Feira Anual da Trofa

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Próximo passo pode ser a internacionalização Rita Maia

Feira Anual da Trofa voltou a recolher elogios de visitantes, expositores e entidades oficiais. O certame do próximo ano já está a ser pensado e o futuro pode passar por Espanha. “Estou a gostar muito de ver o gado, que é muito bom, mas o que me encheu os olhos foi este pavilhão (mercado)”, confessou Nuno Martins, da ilha de S. Miguel nos Açores, que veio pela primeira vez à Feira Anual, acompanhado por alguns conterrâneos. Manuel Viveiros foi um dos açorianos que também veio à Trofa para “ver uma máquina”. Rúben Branco é da ilha Terceira e considerou que esta era uma feira “muito boa”, embora seja “parecida” com as organizadas no arquipélago. Também do vizinho concelho de Vila do Conde surgem elogios ao certame. Maria José Soares veio com o marido e um sobrinho, tal como faz “todos os anos”: “Gosto de ver tudo, tanto os animais como as máquinas agrícolas, pois o

Garraiada atraiu enchente PUB

meu marido trabalha nesta área”. Daniel Silva é produtor de leite e veio de Matosinhos até à Trofa para “ver os animais e a sua qualidade”. Ao longo de três dias, o Mercado/Feira da Trofa encheu-se de máquinas, animais, música e muita animação, que chamaram milhares de visitantes. Na sexta-feira, depois da visita oficial das entidades organizadoras, o dia ficou marcado pela realização de vários colóquios. Do milho transgénico ao bem-estar dos animais, o público aprendeu mais sobre agricultura e agropecuária. Mascarados ou com as roupas do dia-a-dia, as crianças do concelho encheram o recinto de cor e boa disposição. Durante o primeiro dia da Feira, passearam de minicomboio, tiraram fotos e esclareceram todas as dúvidas sobre “as vaquinhas e os cavalinhos”. Já a noite ficou reservada à apresentação das Coudelarias e para a tradicional garraiada, que proporcionou momentos de grande animação. No fim-de-semana ficou realizaram-se as iniciativas

Milhares de pessoas passearam na Feira Anual

mais importantes de cada sector representado no certame. Concursos pecuários, espectáculos musicais, festivais de folclore, o desfile e a gala da Confraria do Cavalo foram apenas alguns dos pontos altos. António Ramalho, Director Regional da Agricultura e Pescas do Norte, esteve presente no certame e não deixou de referir a importância da Feira Anual da Trofa no sector leiteiro: “É sempre gratificante vir à Feira da Trofa e ver que tem pujança, um número significativo de expositores e dinâmica na apresentação do sector leiteiro”. “Nesta área é fundamental ter brio e capacidade competitiva a nível dos animais”, acrescentou. Também o autarca de S. Martinho de Bougado, José Sá, confirmou a crescente qualidade dos animais apre-

sentados nos concursos da Raça Holstein Frísia, um dos “mais importantes da feira”. Terminado o evento, José Sá era um presidente orgulhoso: “A Feira decorreu conforme os nossos objectivos, com organização e muito participada”. “Foram alcançadas todas as nossas metas”, concluiu.

envolvente”, reiterou. Consciente deste problema está também José Magalhães Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal da Trofa: “O problema mais complicado é realmente a questão do espaço à volta da Feira e das acessibilidades, que não permitem estacionamento nem o crescimento do certame”. Autarquia quer O problema torna-se aininternacionalizar a Feira da mais evidente quando José Magalhães Moreira anuncia o Os últimos visitantes ainda intento de levar a Feira Anual não tinham saído do recinto e da Trofa além-fronteiras: “Não José Sá já pensava na edição sei até que ponto não devedo próximo ano: “Este é um mos ponderar a internacioevento que exige um trabalho nalização da Feira, através da feito de ano para ano”. Galiza”. Este é um “sonho que A Feira Anual da Trofa é começou a germinar e que realizada “num sítio onde as pode vir a concretizar-se no acessibilidades não ajudam próximo ano ou no futuro, pormuito”, evidenciou o autarca. que vai ser necessário tomar “Nos dias da Feira há trânsito opções”. “Esta ou é uma feira e muita confusão no espaço generalista ou é uma feira profissional e este é um tema que vamos ter de debater, já que o importante é manter a qualidade”, acrescentou. A corrida de cavalos foi adiada para 10 de Abril e deve ser realizada no antigo troço da linha de caminhos-de-ferro.


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Feira Anual da Trofa 5

Raças autóctones demonstraram o seu potencial Isabel Moreira Pereira Cátia Veloso

Concursos das raças Barrosã, Arouquesa e Minhota surpreenderam pela qualidade dos animais. Associações e criadores elogiaram a organização da Feira e dos concursos. Há muito que as raças autóctones deixaram de servir apenas para trabalhar, produzir leite ou carne, porque agora apresentam-se cada vez mais belas nos concursos por todo o país. Na Feira Anual da Trofa 2011 não foi excepção e no sábado e domingo as raças Minhota, Arouquesa e Barrosã demonstraram o seu potencial. Na Raça Arouquesa, os animais corpulentos surpreenderam o júri, mas também os visitantes pela sua crescente qualidade. Nélson Valente, vice-presidente da Associação dos Criadores da Raça Arouquesa, considerou que “cada vez mais” os criadores estão “a honrar a raça”. Carlos Silva, criador do concelho de Castro Daire, arrecadou “cinco prémios” nes-

te concurso. “Orgulhoso” dos seus animais, garante “fazer o melhor possível” para os preparar para estas feiras. “Dedico o dia todo a isto. Saio de manhã para lhes dar de comer, depois vou com elas para o pasto e à noite regresso, dou-lhes de comer e arrumo-as”, contou o criador “desde criança”. Há cerca de dez anos que marca presença na Feira Anual da Trofa, certame que considera estar em “evolução todos os anos”. No sábado de manhã, na passerelle da Feira Anual da Trofa, desfilou a Raça Minhota. A ajuizar o concurso esteve Pedro Vaz, secretário-técnico da APACRA (Associação Portuguesa dos Criadores de Bovinos da Raça Minhota), que realçou “a grande qualidade dos animais presentes”. “Foi um concurso com animais muito bonitos, muito bem apresentados e é isso que nos interessa”, acrescentou, felicitando “a organização da Feira”. “Fazemos muitas Feiras e é muito difícil termos concursos com estas condições quer para o público, quer para os animais”, concluiu. Teresa Moreira, presiden-

Animais corpulentos da Raça Arouquesa surpreenderam júri

Presidente da APACRA realçou qualidade dos animais da Raça Minhota

te da APACRA, também realçou a qualidade dos animais no certame: “Gostei muito da organização, à semelhança dos outros anos, isto é, sempre muito bem organizado, gostei muito do número e da qualidade dos animais que vieram preparados para a exposição”. A Raça Minhota “é meiga” garante José Pereira, criador da Lixa, que mais uma vez marcou presença no certame e levou para casa “seis prémios”. Tem a seu cargo oito animais da raça e todos os dias para além da alimentação, tem “os maiores cuidados” para que possam estar a postos para participar nestes concursos. “Precisam de muito cuidado e muita higiene”, garantiu.

Os grandes cornos da Raça Barrosã impunham respeito ao entrar na tenda para que o gado pudesse ser avaliado. Ornamentados com fitas de cores garridas, estes animais surpreenderam pelo seu grande porte. “Vi animais de grande qualidade, principalmente bois castrados, bois de trabalho, que já há muitos anos não vejo igual. Isto é sinal de que a raça Barrosã está de parabéns”, frisou o presidente da Associação de Criadores de Bovinos da Raça Barrosã. Enaltecendo a “beleza” dos animais, Armando Pires não se esqueceu de elogiar a Feira Anual da Trofa: “Para mim, mas também para outros é das melhores feiras do país”. Alcino Lopes, de Vila Nova

de Famalicão, é criador da raça desde os 13 anos. “É o gado mais bonito, para trabalhar é o melhor e depois quando quisermos vender, o talhante compra de olhos fechados, porque a carne é a melhor que pode haver”, considerou. Os elogios tecidos à organização dos concursos destas raças estendem-se também à Comissão de Agricultores. “Ficamos satisfeitos e orgulhosos por reconhecerem o nosso trabalho, tentamos sempre de ano para ano e, tanto eu como os meus colegas Ademar Areal, Serafim Sá Padrão e Agostinho Areal, damos o melhor para que as coisas corram sempre bem”, frisou António Sá Padrão.

Comissão de Agricultores estava satisfeita pelos elogios que os concursos mereceram


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6 Feira Anual da Trofa 4 Actualidade

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O esplendor do Puro Sangue Lusitano Freyah de Real da Coudelaria Pedro Silva, um jovem criador trofense. Mais cavalos, mais criaLuís Almeida arrecadou dores e mais Coudelarias. ainda o prémio de melhor criEste é o balanço “positivo” ador 2011, e ficou satisfeito da vertente equestre da pelo “reconhecimento do traFeira Anual da Trofa que, balho feito ao longo destes de acordo com os particianos com a criação, o ensino pantes, tem vindo a melho- e o adestramento de animais”. rar. “Este ano decidimos mostrar cavalos já montados para deA trote, a passo, a trote, a monstrar as aptidões finais passo...lá seguiam os cavalos dos animais, apresentámos Puro Sangue Lusitano que uma égua que ficou em 2º lumarcaram presença, com gar, o cavalo que ficou em 1ºe grande esplendor, na 65ª edi- depois com medalha de prata ção da Feira Anual da Trofa. disputou os campeões maPelo picadeiro, nos espectáchos e a seguir o campeão culos equestres como o Con- dos campeões, o somatório curso de Modelo e Andamen- desses pontos deu-nos o metos, a atrelagem ou o Horse lhor criador”. paper, passaram cerca de 84 Manuel Maia Correia, filho, cavalos, mas “entre 250 a 300 foi ainda surpreendido com a cavalos foram à inspecção distinção de Melhor Apresenveterinária”. tador 2011. A prova em que “Quer dizer que estamos a apresentou os machos monevoluir”, confirmou Joana Ma- tados “correu bem”, mas o tos, Chanceler da Confraria carácter perfeccionista obrido Cavalo e médica veteriná- gou-o a considerar “algumas ria responsável pela parte falhas” nas apresentações equina. “No que diz respeito das poldras. “Mas fui obtenaos cavalos, a feira tem cres- do alguns lugares significaticido cada vez mais e já tem vos”, frisou, mostrando-se um nome tanto no Norte como satisfeito com a atribuição do no Sul”, acrescentou, lemprémio. brando as reclamações dos criadores de que “o espaço já Confraria entroniza novos é pequeno para tantos cavaembaixadores do cavalo los”. À semelhança de outros O terceiro dia do certame anos, o Concurso de Modelo ficou marcado pela entronie Andamentos destacou-se zação de novos embaixadores como a prova rainha do cerda raça Puro Sangue Lusitatame. O cavalo Ali d’Álem, da no na Confraria do Cavalo, Coudelaria Luís Almeida, ar- que conta agora com 31 memrecadou o prémio de cambros. Dominique Lotte, agora peão dos campeões da Feiconfrade honorário, foi um dos ra, ultrapassando a poldra protagonistas da cerimónia. O Isabel Moreira Pereira isabel@onoticiasdatrofa.pt

Puro Sangue Lusitano premiados

presidente do município de Gueugnon, França, veio à Trofa a convite de Joana Lima, edil trofense, não só para visitar a Feira Anual, mas também para conhecer as potencialidades do concelho com quem futuramente estabelecerá uma geminação. “A cidade de Gueugnon tem cerca de 10 mil habitantes e, desses, mil são de origem portuguesa, pelo que como presidente da Câmara de Gueugnon, desejo verdadeiramente que haja esta geminação, porque

significa abrir-se aos outros, aproximar os continentes e os povos”, garantiu. Nataniel Silva, do Porto, está ligado aos cavalos há 25 anos, e há cinco que é criador. Na noite de sábado também foi entronizado na Confraria, considerando importante “poder colaborar na divulgação de um projecto e de uma feira que tem anos e que cada vez está melhor”. Começou a participar na Feira Anual da Trofa há dois anos e neste momento faz “um balan-

ço positivo”, pois a cada edição que passa nota que “há mais cavalos, com maior nível”. A Confraria do Cavalo que nasceu na Trofa está agora a internacionalizar-se e esse é mesmo o objectivo desta organização. Hélder Santos, grão-mestre da Confraria, garantiu que são necessários “embaixadores fora das fronteiras portuguesas”. “Pretendemos todos os anos trazer gente de fora, ou alguém que tenha uma projecção inter-

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Dominique Lotte foi entronizado pela Confraria do Cavalo

nacional capaz de nos ajudar a divulgar a cultura equestre portuguesa e a Feira Anual da Trofa”, acrescentou. Depois da entronização, seguiram-se o Desfile e a Gala Equestre da Confraria do Cavalo que convenceu miúdos e graúdos, num espectáculo onde o fado se juntou ao rancho e as tradições ligadas ao Puro Sangue Lusitano estiveram em destaque.


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Feira Anual da Trofa 7

Empresas expuseram produtos Nem só de animais se faz a Feira Anual da Trofa. O sector agro-pecuário também é composto por empresas que vêem o evento como uma excelente oportunidade para promoverem os seus produtos. Este ano foram cerca de 180 os expositores que quiseram dar mais um pontapé na crise ao juntarem novos contactos e fortalecerem o negócio. Para a Cevargado, a Feira Anual vem mesmo a calhar, porque “coincide com a apresentação dos novos produtos da empresa”. Este ano, o destaque da empresa vai para a “Golden Horse” que, de acordo com Paulo Calheiros, representante da empresa, “é um alimento completo”, composto por “cereais tratados, com óleos” e “foi pensado e desenhado exclusivamente para cavalos”. A engenheira zootécnica da Cevargado, Angelina Moutinho, apresentou ainda os outros produtos da empresa: “Temos todas as gamas para aves, suínos, vacas de leite e vitelos”. Já as máquinas agrícolas preenchem grande parte do espaço exterior da Feira Anual, comprovando a sua importância no crescimento do certame. A empresa Campos e Dias é uma das mais representativas e apresentou equipamentos para todas as áreas, desde a pecuária à vinicultura, “para que os visitantes sintam que valeu a pena vir à Feira, porque encontram novidades e equipamentos que se enquadram na sua área de actividade”, explicou Manuel Campos. O responsável pela empresa considera

que o evento “é interessante para a divulgação de produtos” e “é o melhor que a Trofa tem”. “Com muito esforço, tudo fizemos ao longo do tempo para trazermos o melhor que podíamos e tínhamos e daí obrigámos os nossos colegas da concorrência trazer o melhor que eles tinham”, explicou. Manuel Campos deseja que a qualidade da Feira Anual se mantenha, mas não concorda com a localização do evento. “Não podemos continuar aqui, porque corremos o risco de, no futuro, a Feira começar a entrar em decadência. Considero que seria um crime isso acontecer, se as entidades competentes não tomarem medidas para contornar esta situação”, sustentou. E usou o exemplo das superfícies comerciais, que “fazem estudos de mercado” para defender que “nenhum os encaminhou para esta zona”. Para Manuel Campos é importante encontrar uma alternativa para “melhorar as acessibilidades aos visitantes”, defendendo que “há excelentes espaços dentro da cidade para aproveitar”. “Senão daqui a três ou quatro anos estaremos a lamentar o que foi e o que é”, concluiu. Quem visitou a Feira Anual da Trofa também pôde encontrar todo o tipo de equipamentos para jardim. Na MJ Araújo foi apresentada uma promoção em “quatro motosserras, um tractor e uma máquina de relva”, explicou Manuela Carvalho, representante da empresa. Já na Cafo, o negócio teve “sucesso”, ressalvou o responsável Carlos Oliveira. O balanço da participação foi positivo, tendo em conta o

Responsável pela Cafo fez balanço positivo da participação na Feira

número de vendas e novos contactos que a empresa conseguiu. Pneus e automóveis também estiveram em exposição A empresa Pneus D. Pedro V, que brevemente inaugura novas instalações junto da Rotunda do Bombeiro, em S. Martinho de Bougado, marcou mais uma vez presença na Feira Anual para mostrar os melhores produtos. O responsável pela empresa, Domingos Tinoco, ficou satisfeito com a participação no evento, pois “deu para juntar novos contactos, promover os produtos e anunciar as novas instalações”, que espera que estejam prontas “ainda este mês”. “Prestar novos serviços e dar mais e melhor ao cliente” é o objectivo de Domingos Tinoco com as novas instalações da empresa. E os amantes das quatro rodas puderam ver as últimas novidades da marca Ford através da empresa Daro. Segundo o comercial Manuel Costa, surgiram “muitas pessoas interessadas e com curiosidade para ver os modelos recentes”. Apesar de não haver um volume elevado de vendas, esta é uma maneira de a Daro “promover as suas viaturas”. A opinião de que a Feira Anual da Trofa é um evento importante para os negócios ligados ao sector agro-pecuário parece ser partilhada um pouco por todos os expositores. Ao longo de três dias, as empresas ganharam novo fôlego para enfrentar tempos de contenção financeira.

Campos e Dias apresentou equipamentos para todas as áreas

Cevargado apresentou produtos no certame

Daro expôs novos modelos da Ford


8 Feira Anual da Trofa

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O Noticias da Trofa 10/03/2011 - 2ª Publicação

INSOLVÊNCIA “FACONTROFA – Indústria de Confecções, Lda”

Deputados ouvem preocupações dos expositores Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

A Feira Anual da Trofa foi local de passagem de deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Contactar com os expositores da Feira Anual para perceber as preocupações do sector agro-pecuário foi o objectivo da visita à Trofa do vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Pedro Lynce, e da deputada, Luísa Roseira, à Trofa. Acompanhados pela Comissão Política Concelhia do PSD da Trofa, os sociais-democratas quiseram mostrar que o partido “está ao lado dos agricultores”. Com doutoramento em Agricultura, Pedro Lynce foi o mais entusiasta no contacto com os expositores. O vicepresidente do Grupo Parlamentar do PSD referiu que, na conversa com os expositores, ficou patente “a necessidade de um mecanismo de regulação”, nomeadamente, “dados mensais sobre os custos ao longo de toda a cadeia, desde os produtores até às grandes superfícies”. De acordo

com o deputado, com a inexistência deste mecanismo, fica provado que “quem tem mais dificuldades é o produtor”. Já presença habitual na Trofa, Luísa Roseira foi mais longe nas críticas ao Governo e sustentou que “no âmbito da abstenção do Orçamento para 2011, o PSD teve uma palavra fundamental relativamente ao sector agrícola”. “Consideramos que era essencial que houvesse um aumento do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) no âmbito dos 50 milhões de euros, bem como que não fosse aumentado o IVA para os produtos do sector agropecuário”, frisou. A deputada reconheceu a “importância” da Feira Anual da Trofa: “É um marco na história do Norte do país a nível do sector”. Sempre ao lado dos deputados, o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD não deixou de invocar as dificuldades sentidas pelos produtores trofenses. “Há muitas pessoas do concelho da Trofa que vivem deste sector e que neste momento têm grandes dificuldades na sua produção e no seu dia-a-dia. Perante isto, queremos mostrar que o

PSD está preocupado e esperamos que o futuro seja muito mais risonho do que aquilo que é hoje”, sustentou. Os deputados do Partido Socialista e do CDS que compõem a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural acompanhados pela presidente da Câmara Municipal, Joana Lima, e pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, José Sá, também passaram o fim de tarde de sexta-feira a visitar a Feira da Trofa. No stand da Agros, ouviram as explicações e colocaram questões sobre o sector leiteiro, continuando depois numa visita ao certame que, para os deputados já não é novo. Há cerca de quatro anos que a Comissão, agora presidida pelo deputado bloquista Pedro Soares, visita a Trofa e a Feira. Já depois do jantar, no qual marcaram presença deputados do Bloco de Esquerda, CDS, CDU, PS e PSD a convite da autarquia liderada por Joana Lima, o presidente da Comissão entregou lembranças às Coudelarias e cumprimentou alguns dos criadores de Cavalos Puro Sangue Lusitano da Trofa.

Ouvida a Comissão de Credores, proceder-se-á à venda, no âmbito do processo de insolvência nº 1160/10.8TJVNF do 4º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão, da totalidade dos bens móveis (equipamento industriais, equipamento e mobiliário de escritório, roupa da marca Cheyenne, tecidos, viaturas ligeiras, material informático, expositores…) que integram a massa insolvente. O Administrador da Insolvência, até 17 de Março de 2011, facultará os termos e condições da venda e a relação dos bens objecto da venda a quem o solicitar. Os bens podem ser vistos, na sede da sociedade insolvente, desde o dia 9 de Março de 2011 até ao dia 16 de Março de 2011, mediante marcação prévia, nas condições estabelecidas no artigo 891º do Código do Processo Civil. Os ermos e condições da venda estão disponíveis para consulta em http:// www.nunooliveiradasilva.pt Administrador da Insolvência: Dr.Nuno Oliveira da Silva Quinta do Agrelo Rua do Agrelo, 236 4770-831 Castelões VNF Contactos para informações: Telefone/Fax: 252921115 Telemóvel: 919533482 E-Mail:geral@nunooliveiradasilva.pt http://www.nunooliveiradasilva.pt Local, dia e hora para a abertura das propostas: 4º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão, pelas 10 horas e 30 minutos do dia 18 de Março de 2011

O Noticias da Trofa 10/03/2011 - 2ª Publicação

Tribunal Judicial de Santo Tirso

2º Juizo Cível Pr. General Humberto Delgado 4780-376 Santo Tirso Telf. 252 808 120 Fax. 252 833950 Mail: stotirso.tc@tribunais.org.pt

Anúncio Processo: 625/11.9TBSTS Interdição / Inabilitação N/Referência: 6057837 Data: 17-02-2011 Requerente: Norberta Ferreira Azevedo Interdito: Lidia Maria Azevedo Oliveira Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando: Lídia Maria Azevedo Oliveira, com domicílio na Rua Armindo Costa Azevedo Junior, nº42, BI D, Apart. 3, São Martinho de Bougado, Trofa, com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s) para, no prazo de 30 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a acção, com a cominação de que a falta de contestação não importa a confissão dos factos articulados pelo(s) autor(es) e que em substância o pedido consiste na interdição por anomalia psíquica, tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. A juiz de Direito Dr(a). Sónia Maria Pinto Vaz

Presidente da Comissão de Agricultura (primeiro à direita) visitou a Feira

A oficial de Justiça Glória Maria da Silva Almeida


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Espectáculos musicais animaram certame Isabel Moreira Pereira Cátia Veloso

Na Feira Anual da Trofa 2011 os espectáculos musicais animaram os diferentes dias. O Rancho das Lavradeiras da Trofa, a Banda de Música e a escola Passos de Dança subiram ao palco para animar milhares de pessoas que passaram pelo recinto da Feira Anual da Trofa. Os 50 anos do Rancho das Lavradeiras da Trofa foram comemorados com a presença de vários grupos convidados, que trouxeram à Feira Anual as danças, os cantares, os trajes e as tradições.

“O Rancho das Lavradeiras da Trofa faz 50 anos de actuação contínua”, disse Luís Elias, presidente da colectividade. Para além da Feira Anual da Trofa, onde as comemorações se dividiram em dois festivais, as Lavradeiras celebrarão com um Festival no Verão e uma iniciativa solene, ainda em data a definir. Para além do rancho anfitrião, actuou ainda o Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, o Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros de Porto de Mós, o Centro Cultural e Recreativo “Os Malmequeres de Lourosa” de Santa Maria da Feira, o Rancho Folclórico de Mundão, de Viseu, o Rancho Folclórico de Gumi-

Luís Campos estreou-se como o maestro da Banda de Música da Trofa

rães, de Viseu, o Grupo Folclórico “Ceifeiras de S. Marti-

Rancho das Lavradeiras da Trofa iniciou as comemorações dos 50 anos

nho de Fajões”, de Oliveira de Azeméis, e o Grupo Folclórico da Casa do Pessoal da Universidade de Coimbra. O Rancho das Lavradeiras participou ainda na Gala Equestre da Confraria do Cavalo no sábado à noite. A época 2011 da Banda de Música da Trofa começou no domingo, na Feira Anual. Os músicos, dirigentes e o novo maestro espalharam as notas musicais pelas ruas do concelho, uma vez que saíram em desfile da Rotunda do Catulo em direcção ao recinto da feira. O jovem maestro Luís Campos, apenas com “quatro

ensaios” realizados com os músicos, considerou que a Banda “se apresentou muito bem”. “Há pequenas coisas a trabalhar”, mas o jovem de apenas 20 anos acredita que “a Banda da Trofa está com maior qualidade”. “O público aderiu ao programa” e aplaudiu o novo repertório desta Banda. É este “o espírito” que Luís Campos quer incutir na Banda de Música da Trofa. No sábado à tarde, subiram ainda ao palco as bailarinas da escola Passos de Dança, da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

“PCP sempre com a luta das mulheres” Isabel Moreira Pereira isabel@onoticiasdatrofa.pt

Para combater a “discriminação”, o PCP da Trofa saiu à rua na segunda-feira e lembrou o Dia da Mulher, demonstrando que o partido está “sempre com a luta das mulheres”. Os “olhares indiscretos” e as “dúvidas sobre se as mulheres são tão profissionais como os homens” ainda persistem em Portugal. Consciente destas realidades, o Partido Comunista Português (PCP) da Trofa assinalou o Dia da Mulher. Os panfletos de incentivo à manifestação das mulheres iam passando de mão em mão pela Rua Conde S. Bento, na freguesia de S. Martinho de Bougado. “Pretendemos com este pequeno gesto valorizar o papel da mulher na sociedade, porque, infelizmente, ainda é necessário haver um Dia da

Mulher, sinal de que ainda não há a verdadeira igualdade que todos almejamos”, frisou Paulo Queirós, membro do PCP da Trofa. Na sociedade, na educação, no emprego, “há sempre uma discriminação em relação às mulheres”. Na Trofa “a questão do desemprego no caso das mulheres” é o mais alarmante para Paulo Queirós, que sabe que “quando surge uma maior pressão para o desemprego as mulheres são sempre as atingidas”. “Mas a discriminação das mulheres na Trofa não é diferente da que existe no país”, frisou. “Em questões de trabalho as mulheres são sempre mais discriminadas, basta ver que trabalham bastante e têm salários mais baixos do que os dos homens, para além disso têm as tarefas em casa e os filhos”, afirmou Conceição Silva, membro do PCP da Trofa. Para além de “trabalhado-

ras, as mulheres são boas profissionais e têm capacidade tanto ou mais que os homens”, asseverou. A comemoração do Dia da Mulher faz todo o sentido para Elsa Fonseca. Moradora no concelho, foi abordada na rua pelos membros do PCP e, com

o panfleto, prosseguiu a marcha de mão dada com a filha, lendo a missiva que incitava à luta. A diferença é mais notória nos empregos: “Há certos cargos que podemos ocupar tão bem como os homens e a entidade patronal não reconhece que nós temos tanto

PCP da Trofa assinalou Dia da Mulher

valor ou mais do que os homens”. Para além de assinalar o Dia da Mulher na Trofa serão também comemorados os 90 anos do Partido Comunista Português, no restaurante Braguinhas, no sábado, cerca das 20 horas.


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Sojagado apresenta produtos na Feira Anual da Trofa Rações Sojagado apresentaram os seus alimentos compostos para animais na Feira Anual da Trofa.

apresentar os diferentes produtos e soluções, mas também para o convívio com os clientes. “Nos últimos anos a Feira da Trofa tem vindo a ter um grande crescimento na Para aves, bovinos, equíárea dos equinos, mas o deos, ovinos, roedores e suí- vector da produção de leite nos, as Rações Sojagado dis- continua forte”, avançou Franponibilizam todo o tipo de ali- cisco Torrinha, director comermentos compostos para anicial da Sojagado. “Aqui na mais. Trofa tentamos promover aliPresença assídua na Feimentos para vaca leiteira e ra Anual da Trofa, os respon- para cavalos”, acrescentou o sáveis das Rações Sojagado responsável. consideram o certame um esAs Rações Sojagado, uma paço estratégico não só para das marcas da Sorgal do Gru-

Responsáveis da Sojagado consideram a Feira Anual um evento estratégico

Rações Sojagado são compostas por alimentos específicos

po Soja de Portugal, são compostas por alimentos personalizados de forma a irem de encontro às necessidades de cada produtor: “Cada exploração é um caso diferente e nós temos que olhar para cada uma delas de forma a conseguir tirar a maior rentabilidade”. Com um vasto leque de técnicos “com um grandeknow

how”, a Sojagado garante ajudar os produtores “a superar as dificuldades e a obter melhores resultados”. “Queremos ser vistos como parceiros”, frisou Francisco Torrinha. A aposta na qualidade das rações comercializadas pela Sojagado vai manter-se no futuro: “Vamos continuar a apostar na qualidade e man-

ter esta forma transparente na relação com os clientes”. A Soja de Portugal é um dos maiores grupos empresariais na indústria agro-alimentar. Deste grupo faz ainda parte a Savinor, uma empresa de tratamento de subprodutos de origem animal e de criação e abate de aves, a funcionar em Covelas.


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Trofashopping encheu para comemorar Carnaval Rita Maia rita@onoticiasdatrofa.pt

Os disfarces de Carnaval invadiram o espaço comercial Trofashopping no domingo à tarde. Cinco lápis, três palhaços, uma abelha, um mosqueteiro e dois pescadores foram os vencedores dos prémios do Concurso de Mascarados do Trofashopping, que decorreu na tarde de domingo. Quase quatro dezenas de crianças tentaram a sua sorte e usaram o seu encanto

para conseguir mais pontos do júri e assim levar para casa os cinco primeiros prémios, num total de 600 euros em vales para usar nas lojas daquela superfície comercial: “Esta é também uma forma de incentivar o comércio nas nossas lojas”, explicou Maria João Pontes, responsável do Trofashopping. A iniciativa “correu bem” e apesar das várias actividades que decorreram em simultâneo com o concurso, teve “casa cheia”. Apenas o número de mascarados a concurso tem vindo a “diminuir nos últimos anos”.

Esta é uma iniciativa com mais de dez anos, que se realiza desde a abertura do shopping em 1998. Há três anos a organização decidiu inovar na animação e desde então vários grupos divertem o público no intervalo do desfile. Este ano, foi o grupo de dança Alvadance o responsável por entreter as claques dos participantes. Maria João Pontes fez um “balanço positivo” e garantiu que este é um evento para continuar, até porque as pessoas “já contam com a sua realização” todos os anos.

Crianças foram as rainhas da festa

30 mil pessoas na Trofa para o Carnaval Rita Maia rita@onoticiasdatrofa.pt

Mudou a localização, mas não a animação. O corso de Carnaval da Trofa encheu a Rua Cesário Verde de foliões, na tarde de terça-feira. Borboletas, abelhas, cobras, elefantes, leopardos, hipopótamos e muitos outros animais invadiram a Trofa na tarde de terça-feira. As formigas entravam e saiam do formigueiro chamando a atenção de todos. As flores e as árvores ganharam movimento e percorriam a Rua Cesário Verde levando cor e frescura a um dia que amanheceu cinzento e assim se manteve com o passar das horas. A acompanhar seguiam os índios, a pé ou a cavalo, fazendo danças tribais e sinais de fumo. Pendurados nas grades de segurança, super-heróis, princesas e polícias fixavam o olhar atento em cada pormenor. A Trofa transformou-se numa floresta tropical e apenas a chuva não completou o cenário, já que só apareceu ao final da tarde, para alegria das cerca de 30 mil pessoas que assistiram ao Carnaval da Trofa. As crianças das escolas básicas e dos jardins-de-infância do concelho foram o centro das atenções, com disfarces e carros alegóricos alusivos ao tema “A Floresta”, ou não fosse este o Ano Internacional da Floresta.

A grande vencedora da tarde foi a EB1/JI de Finzes, que convenceu os cinco membros do júri e alcançou o 1º lugar do pódio. António Ferreira, presidente da Associação de Pais da escola, não escondeu que “correu bem”. “Trabalhámos para isso e toda a comunidade escolar esteve envolvida”, garantiu, frisando que “a luta foi renhida, porque todas as escolas tinham muita qualidade”. A preocupação com o ambiente foi um dos valores que as Associações de Pais incutiram nos alunos. “O objectivo é passar esta mensagem para os mais novos”, conforme explicou Bruno Cunha, da Associação de Pais da EB1/JI de Cedões, que ficou em 2º lugar no concurso. O tema escolhido por esta escola foram os índios que vivem na floresta e que “não são respeitados”. No entanto, “mais do que o prémio, o importante foi o trabalho das crianças na última semana”. As formigas também foram recompensadas pelo seu “árduo” trabalho de entrar no formigueiro e descer o escorrega. A EB1/JI da Esprela alcançou o 3º lugar com este quadro. “Foram muitas horas passadas na escola a preparar os fatos e o carro e, por isso, estamos contentes com o prémio e achámos que foi merecido”, confessou Elisabete Devezas, da Associação de Pais do estabelecimento, ainda com as antenas vermelhas colocadas na cabeça.

Escolas comemoraram vitória

Uma das novidades introduzidas no concurso deste ano foi a atribuição de prémios monetários. A melhor escola recebeu 500 euros, o 2º lugar ganhou 250 euros e o terceiro posto amealhou 200 euros. As Associações de Pais são unânimes ao garantir que esta é “uma boa ajuda”. Foi precisamente por isso que a autarquia decidiu atribuir estes prémios. “As pessoas têm muitas despesas para participarem no Corso de Carnaval e esta é uma forma de as compensar”, explicou Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa. A edil salientou também que a mudança de local (do centro da Trofa para a Rua Cesário Verde junto à Estação da CP) foi “uma aposta ganha”. O “maior número de foliões a participar” leva Joana Lima a acreditar que o Car-

naval da Trofa “pode voltar a ser uma referência como já foi há uns anos atrás”. Foliões fizeram a festa Este ano aumentou também o número de mascarados a concurso. Sátiras sobre a situação política, económica e social do país e do concelho foram alguns dos temas apresentados. Também o movimento associativo aproveitou o Carnaval para mostrar o seu trabalho. Mário Moreira, presidente do CAT, explicou que a participação do clube pode servir como “um chamamento para outras associações”, devido “às dificuldades que as colectividades atravessam neste momento”. A associação Gota de Água foi recentemente criada, em S. Romão do Coronado, e no corso carnavalesco conta-

va com a presença de André Martins, o jovem trofense semi-finalista do concurso televisivo Portugal Tem Talento. “Como eu sou ‘conhecido’, a minha presença serve para ajudar a divulgar esta causa, o que é muito bom”, garantiu. A ACRESCI, Associação de Cidai, apresentou um dos carros alegóricos mais originais e satíricos do cortejo, mas isto não chegou para convencer o júri. No final, a vitória sorriu ao grupo que criticou o atraso na vinda do Metro para a Trofa, aos Ir Music e ao Clube Académico da Trofa, que receberam prémios no valor de 250, 200 e 100 euros, respectivamente. No final do corso ficou a promessa de continuar a trabalhar para tornar o Carnaval da Trofa o maior do Norte de Portugal.


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Carnaval de S. Martinho

Cafés encheram-se de foliões Rita Maia rita@onoticiasdatrofa.pt

Foliões cumpriram a tradição e participaram no concurso de mascarados promovido pela Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. Com mais ou menos imaginação, em grupo ou sozinhos, os mascarados invadiram os cafés e as ruas de S. Martinho de Bougado, na noite de segunda-feira. O Carnaval é sinónimo de folia e música, e animação não faltou durante as várias horas que os participantes do concurso demoraram a percorrer os vários cafés, onde estavam os membros do júri. Da religião à natureza tudo podia ser tema para os disfarces e, se os mais novos adoraram a festa, os crescidos não ficaram atrás. Uma sátira religiosa foi protagonizada pelo Papa Misto, que arrancava gargalhadas por onde pas-

sava. O “religioso” não esquecia “o roubo” no jogo entre Braga e Benfica (do fim-desemana) e o cachecol encarnado denunciava a “paixão” pelo emblema das águias. Noutro ponto da cidade, um funeral passava entre as mesas de café e chamava a atenção de quem estava na rua. A música de violino anunciava o cortejo e os “terroristas” protegiam a urna. Atrás do “morto” seguiam a mulher, a amante e a filha. O rebanho da Ovelha Choné também não faltou à festa e trouxe o pastor e o seu cão para garantir a segurança. Como em qualquer bom Carnaval, os palhaços não podiam faltar à festa, vindos do Moto Clube de Ribeirão. O tema da vinda do metro para a Trofa não foi esquecido e a carruagem com destino a Gondomar fez um desvio até ao Carnaval de S. de Martinho. No momento da entrega dos prémios, este grupo de mascarados foi um dos

Encenação de funeral valeu um dos primeiros prémios

vencedores, mas até para receber o troféu chegou tarde. O primeiro lugar dos disfarces em grupo foi dividido entre o cortejo fúnebre e o rebanho da Ovelha Choné. Os palhaços, o Papa, o BPN e um es-

S. Romão comemorou Carnaval Diana Azevedo

Mascarados invadiram S. Romão do Coronado e animaram as ruas, onde estavam perto de cinco centenas de pessoas a assistir ao desfile. Perto de 500 pessoas desfilaram pelas ruas de S. Romão do Coronado, trazendo variadas temáticas, desde política, ecologia, até à mais pura comédia. Colectividades, grupos e foliões individuais não faltaram à festa, exibindo as suas roupas criativas e carros alegóricos. O primeiro prémio foi entregue à EB1 da Portela 1, cuja temática rondou a conservação da Natureza, em especial das árvores. O velório do João foi acompanhado pelas suas muitas viúvas, encenação que deu ao Rancho de S. Romão do Coronado o segundo lugar e em terceiro classificado ficaram as Havaianas. A festa do Carnaval foi promovida pela Comissão de Festas em Honra a Santa Eulália, que tem vindo a dinamizar diversas actividades com vista à obtenção de fun-

dos para a festa de Agosto. Depois do Passeio a Águeda e o Sarrabulho, saiu à rua o Tradicional Cortejo de Carnaval com Leilão de Oferendas. “Vivemos uma situação económica em que é difícil a população oferecer dinheiro, por isso o leilão acaba por ser uma forma de todos nos poderem ajudar, uns mais, outros menos. Recebemos muito vinho, galinhas, coelhos, vassouras e tudo foi comprado. É uma forma de todos poderem oferecer e são coisas que as pessoas necessitam e assim ajudam-nos”, explicou fonte da Comissão. A participação da popula-

ção no desfile superou as expectativas, assim como a adesão do público: “Pensamos que a Feira Anual fosse retirar-nos muito público, contudo os romanenses estiveram presentes em peso, o que é uma grande satisfação”. Os objectivos e desafios a que a Comissão se propôs este ano “estão no bom caminho” e a próxima etapa será uma Gincana a Cavalo, no próximo dia 27 de Março, em S. Romão do Coronado (perto da Galp). “É mais uma forma de angariarmos algumas receitas e ao mesmo tempo trazer um dia diferente à nossa terra”.

Cinco centenas de foliões saíram às ruas

tudante foram outros dos vencedores da noite. José Sá esteve na festa e confirmou o sucesso da iniciativa organizada pela Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado: “Todos tiveram

uma boa apresentação e estão de parabéns”. Os prémios monetários foram a novidade deste ano. O edil consideraos “um incentivo” e uma forma de reconhecer “o trabalho dos participantes”.

Carnaval com alegria

Quinta abriu as portas ao Carnaval

Os grandes vencedores da viagem para duas pessoas a Barcelona foram Yannick Djaló e Luciana Abreu, que chegaram à Quinta d’Alegria acompanhados pela filha Lyonce Viiktórya. Esta fantasia, completada por um boneco, valeu o 1º prémio ao casal que participou no Carnaval da Quinta d’Alegria, no sábado à noite. A Aldeia dos Estrunfes ficou em segundo lugar, seguida de uma manada de Zebras. Estes foram apenas alguns dos disfarces que passaram na Quinta d’Alegria, onde 350 pessoas comemoraram o Carnaval. Os primeiros 14 classificados, incluindo as crianças, receberam um prémio. E como Carnaval é alegria, a música e a dança não puderam faltar e ficaram a cargo da Gindança - Associação de Ginástica e Dança de Famalicão. Este sábado à noite, a Quinta d’Alegria acolhe um jantar para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Parte dos lucros revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. R.M.


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NetSPACE Clinic

Cuide da “saúde” do seu computador A NetSPACE Clinic abriu em 2010 um novo espaço de assistência em Ribeirão e disponibiliza aos seus clientes um serviço de reparação de equipamentos informáticos.

apresentar as soluções mais adequadas para cada problema, com toda a transparência”, explicou José Rocha, responsável pela empresa. O fundamento da NetSPACE Clinic assenta num pilar importantíssimo: a confianO seu computador está ça. “Se um cliente nos entrelento, tem um vírus ou avaga o seu equipamento, é porriou? A solução é simples: vi- que está a confiar em nós. E site a NetSPACE Clinic, junto não podemos defraudar essa ao Millenium BCP, em Ribei- confiança. Analisamos a siturão. Neste espaço pode resol- ação, e contactamos o clienver todos os problemas relate para lhe indicar todas as cionados com o seu compusoluções possíveis e de entador, quer sejam problemas tre todas a mais adequada, de software ou hardware. “Te- quer do ponto de vista técnimos uma equipa de profissio- co (resolução do problema), nais competentes e responsá- quer financeiro”, adiantou, NetSPACE Clinic está localizada em Ribeirão veis, cujo principal objectivo é relembrando que “os orçamentos são gratuitos”. recolha e entrega gratuita ao Depois de reparado o equi- domicílio na área de influênpamento, se o cliente tiver cia mais próxima (Famalicão dúvidas, a NetSPACE Clinic e Trofa). “Sabemos que, hoje disponibiliza toda a assistên- em dia, as pessoas nem semcia necessária. “Para além da pre têm tempo ou disponibiliresolução do problema prodade. Por isso, surgiu a ideia priamente dito, damos sempre de irmos ao seu encontro e conselhos aos nossos clientrazer mais alguma comodidates, para que possam evitar a de. Este serviço é totalmente repetição da ocorrência dos gratuito e abrange a recolha mesmos problemas”, acres- e entrega de consumíveis (tincentou José Rocha. teiros, toners)”, avançou o A NetSPACE Clinic aposta responsável. ainda num serviço inovador: Para além de reparar os NetSPACE Clinic resolve problemas de software e hardware

equipamentos informáticos com rapidez e aos melhores preços, a NetSPACE Clinic comercializa ainda consumíveis de informática quer de marca, quer reciclados a preços muito competitivos. Visite a NetSPACE Clinic ou fique a saber mais sobre os seus serviços através do contacto 252 411 490 e email ribeirao@clinic.netspace.pt ou consulte o site http:// clinic.netspace.pt.

Restaurante O Bom Comer

Dois anos a servir com qualidade Restaurante O Bom Comer assinalou segundo aniversário com abertura de nova sala. Excelente localização, serviço de qualidade e garantia de conforto são alguns dos trunfos deste estabelecimento.

ficam por aqui. O espaço que acolhe o serviço detake-away também foi remodelado a pensar no máximo conforto dos clientes. Esta é a prova da evolução do restaurante que, diariamente, serve cerca de 130 diárias. A refeição com pão, sopa, café e o prato de comida e a bebida custa cinQuem escolher o Restauco euros, mas também há o rante O Bom Comer, em menu executivo, que inclui soFradelos, vai ter garantia de máximo conforto e qualidade bremesa, por 8,50 euros. Serviço de excelência é um de serviço. Para dar o melhor ao cliente, a gerência assina- dos trunfos de Albano Teixeira, lou o segundo aniversário do chefe de cozinha há 15 anos, que faz questão de utilizar os estabelecimento (4 de Fevereiro) com a abertura de uma melhores alimentos. Já a carnova sala. A decoração sóbria ta dos vinhos é o património mais valioso deste estabelee acolhedora do novo espaço está aliada a outras poten- cimento. A garantia do melhor sercialidades: a zona é para fuviço disponibilizado ao cliente madores e se quiser trabalhar enquanto cumpre a refei- é confirmado pelos “vários prémios de gastronomia” que ção, o espaço está equipado com rede wireless. Agora, são já recebeu e em dois anos os duas as salas que O Bom Co- resultados da aposta não pomer disponibiliza a todos os diam ser mais positivos. que querem experimentar as O restaurante é para toiguarias d’O Bom Comer. dos, mas cada cliente é espeMas as mudanças não se cial. A simpatia e a equipa de

Restaurante O Bom Comer completou dois anos de serviço

trabalho eficiente fazem parte da lista das vantagens na hora de escolher este restaurante para a refeição. “Até o presidente da Junta de Freguesia de Fradelos é cliente assíduo “e reconhece a qualidade do restaurante”, frisou. Localizado no centro de Fradelos, na Rua da Corga, este é o sítio ideal para a realização de comunhões, bapti-

zados ou festas de aniversário. Bacalhau à casa com cebolada e batata frita às rodelas, filetes à marinheiro e a especialidade do Chefe, bacalhau com broa, são os pratos de peixe mais requisitados. Se é apreciador das boas carnes, experimente o cabrito e vitela assados, posta à mirandesa ou um dos pratos de

eleição dos últimos tempos, bifinhos com cogumelos. Mas há outros pratos prestes a serem lançados para ampliar o leque de escolhas. O Bom Comer em Fradelos funciona das 12 às 15.30 horas e das 19 às 22.30 horas, já o serviço de café está aberto das 8 às 24 horas. O descanso semanal é feito à terça-feira à tarde.


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S. Mamede com Casa Mortuária provisória Rita Maia rita@onoticiasdatrofa.pt

S. Mamede do Coronado vai dispor de uma Casa Mortuária. A infra-estrutura deve ser inaugurada “até à Páscoa”. Rua Vale do Coronado e Largo Vilar de Lila são outras das prioridades. A conclusão da Casa Mortuária “provisória” e da requalificação do Largo de Vilar de Lila, a repavimentação da Rua Vale do Coronado e a abertura de uma Loja Social são os principais projectos que a Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado quer concretizar “a curto prazo”. A garantia foi dada por José Ferreira, presidente da Junta daquela freguesia. “Este é um equipamento que fazia falta e, muito em breve, a Casa Mortuária estará concluída e inaugurada. É evidente que esta é uma solução provisória, mas entre não ter espaço algum ou ter um provisório, optámos pela segunda hipótese”, reiterou o autarca. José Ferreira sublinhou a importância da valência, sobretudo para “a comunidade não católica”, que tinha necessidade de se deslocar “para fora da freguesia” para encontrar um espaço

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condigno para o velório. A infra-estrutura, que vai ser inaugurada “até à Páscoa”, é o reaproveitamento de instalações já existentes: “Quando se fez a ampliação do cemitério da freguesia, foram construídas junto à entrada duas arrecadações e uma delas está a ser adaptada a Casa Mortuária”. O projecto “de raiz” para a Casa Mortuária “definitiva”, ainda “demorará algum tempo a concluir e concretizar, atendendo à actual conjuntura financeira”, alertou o presidente da Junta. Também o arranjo do Largo de Vilar de Lila é uma prioridade. A primeira fase “está praticamente concluída” e neste momento falta “a iluminação, o ajardinamento e a colocação dos equipamentos para o que será o primeiro parque infantil da freguesia”. Esta obra, da responsabilidade da Câmara Municipal, temse “arrastado no tempo”, pois “ainda há muita indecisão sobre como e quando a obra será concluída, devido à forma como esta foi adjudicada”. “Falta entregar a segunda fase ao empreiteiro e este processo é o mais demorado”, referiu José Ferreira. O estado da “principal artéria da freguesia” é algo que tem “preocupado” a Junta de Freguesia. “É um caos transi-

RESPOSTA DE ABEL BIZARRO DE FIGUEIREDO

Espaço deve ser inaugurado brevemente

tar na Rua Vale do Coronado, que está em muito mau estado”, confessa José Ferreira. Para solucionar o problema, está já agendada uma reunião com a Câmara Municipal da Trofa, a fim de “apresentar algumas propostas para a requalificação” da via. A obra “não será definitiva” e pode passar pelo “levantamento de todo o piso (em paralelo), recolocando-o para nivelar a rua e criando passadeiras”. Para além disso, brevemente, o trânsito a pesados na Rua Vale do Coronado será “con-

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2. O gerente veio dizer que me ia mandar assassinar na América e que também ia mandar matar a minha filha Anabela.

3. Essas perigosas ameaças foram logo denunciadas à Justiça Americana e à Polícia Judiciária de Portugal.

4. Vou expulsá-los da Av. Abel A. Figueiredo tal como já expulsei há anos outros dois ocupas.

América, Março 2011.

Abel Bizarro de Figueiredo

atractivas para a prática desportiva”. “Excelentes instalações e ficarem abandonadas não trazem mais-valias para a freguesia”, atestou o edil. A abertura de uma loja social é uma das propostas no âmbito do apoio social. Este é, ainda, um projecto embrionário. Junta e Comissão Social de Freguesia querem criar um espaço que “vai estar ao dispor de toda a freguesia e, especialmente, dos que mais precisarem de ajuda”.

Elementos do PS ausentes da Assembleia Extraordinária Cátia Veloso

1. Os gerentes das 04 sociedades não representam estas quatro sociedades que eu criei e negócios com eles são nulos.

dicionado”. “Este percurso é mais curto para os camionistas, mas a sua passagem causa muito transtorno e destrói o piso”, explicou o edil mamedense. Esta medida deverá ser colocada em prática “dentro de uma semana”. Também a Acção Social e o Desporto são áreas que merecem a atenção do executivo liderado por José Ferreira. A Junta é a proprietária do Parque Desportivo local e pretende “dar-lhe alguma dignidade”, dotando o espaço de “condições mais

Os elementos do PS da Assembleia de Covelas não compareceram à sessão extraordinária, convocada para aprovar da venda de um terreno no lugar de Rindo. A Assembleia Extraordinária de Covelas, que se realizou no dia 3 de Março, ficou marcada pela ausência dos elementos socialistas Domingos Faria e Jorge Dias. O ponto que motivou a convocação desta sessão foi a venda por 15 mil euros de um terreno no Lugar de Rindo com 660 metros quadrados. Em comunicado, os elementos do PS explicam a sua ausência por considerarem que “não foram

criadas condições para que esta (Assembleia) possa deliberar”. Segundo os socialistas, em causa está “o facto de, por esquecimento ou ignorância, não nos ter sido enviado em anexo à convocatória qualquer proposta ou requerimento a fundamentar uma deliberação”. O presidente da Junta de Freguesia, Fernando Moreira, e a tesoureira, Alexandra Ferreira, garantiram que foram enviados todos os documentos constantes do processo aos elementos da Assembleia. Fernando Moreira explicou que o terreno não tem utilidade para a Junta e lamentou “toda a polémica” envolta deste processo. A venda do terreno foi aprovada por unanimidade. Na sessão foi ainda apro-

vada por unanimidade a ratificação do Protocolo de Delegação de Competências atribuído pela Câmara Municipal da Trofa à Junta de Freguesia de Covelas. Segundo Fernando Moreira, o protocolo sofreu uma redução “de cerca de mil euros” mensais relativamente ao anterior, fixandose “nos 8567 euros”. O presidente da Junta explicou que com os cortes efectuados nas verbas atribuídas pela Câmara e pelo Estado, a freguesia vai receber menos cerca de “vinte mil euros” em 2011 do que no ano passado. Nicolau Silva, membro do CDS-PP, questionou o executivo se foi concedido algum subsídio ao Grupo Desportivo de Covelas e Fernando Moreira confirmou a atribuição de mil euros à colectividade.


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Desporto 17

Incidente ocorrido em EB do 1º Ciclo Direito de Resposta Ao abrigo da Lei de Imprensa, solicito o uso do Direito de Resposta acerca do assunto em título, versado na vossa edição de 3 de Março último, e para esclarecer o seguinte: - O assunto levado por mim à Assembleia Municipal foi oportuno e até devia colher o reconhecimento por parte do Executivo Municipal. O meu propósito foi de questionar sobre se tinham conhecimento de um incidente nas AEC´s ou não. A não ser que o Executivo Municipal prefira manter-se na ignorância relativamente a um assunto que tem a ver com a sua área de responsabilidade.

CAT venceu jornada dupla Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Na segunda jornada dupla da 2ª fase da Divisão A1 de voleibol feminino, o Clube Académico da Trofa venceu o Gueifães por 3-0 e 3-2. O Clube Académico da Trofa venceu a jornada dupla com o Gueifães, mas desperdiçou um ponto ao ceder dois parciais às maiatas, no domingo. As trofenses, que tinham conseguido um triunfo seguro pela margem máxima no dia anterior, com os parciais de 25-21, 25-19 e 25-18, sentiram algumas dificuldades no segundo confronto. A partida até começou com a vantagem das trofenses, que venceram o primeiro parcial por 25-15, mas o Gueifães passou para a frente ao vencer os seguintes por 17-25 e 24-26. Ciente de que precisava de vencer para não dar margem de manobra aos adversários na tabela classificativa, o CAT acabou por levar o jogo para a “negra”, ao vencer por 2513. No tudo por tudo, as trofenses ainda vacilaram nos primeiros pontos. No entanto, a determinação das actuais campeãs nacionais valeulhes o triunfo por 15-11. Para o treinador do Gueifães, João Vieira, no primeiro jogo “a equipa até entrou bem”, mas demonstrou problemas “no side out (jogada que engloba recepção ao ser-

viço, construção do ataque e ataque), que não funcionou muito bem”, e o CAT “esteve forte e consistente”. “Hoje (domingo), o jogo foi diferente. Foi muito mais equilibrado, tivemos capacidade de fechar com mais pontos do que no outro jogo, mas no quarto set podíamos ter aguentado mais o jogo, foi pena termos entrado com uma desvantagem. Depois, na ‘negra’ o jogo esteve equilibrado, mas o CAT aproveitou bem a margem conquistada”. Para João Vieira, as duas equipas “equivalem-se”, mas “há situações que o Gueifães tem que explorar mais e esconder algumas debilidades”. Já Manuel Barbosa referiu que “as jogadoras têm sido excepcionais e mesmo com os problemas que o clube tem, mantêm-se unidas”. “Ontem (sábado) fizeram um excelente jogo, mas neste passaram por momentos de desconcentração. Este 3-2 só vale dois pontos, gostaríamos de ter vencido pela margem máxima, mas continuamos em segundo e a vencer, o que é muito importante”, frisou Face às dificuldades que a equipa tem atravessado, Manuel Barbosa deixou no ar a possibilidade de o CAT não viajar para os Açores no próximo fim-de-semana “se não forem regularizadas algumas situações”. “Não viajando, são duas faltas de comparência e o CAT termina o campeonato e não estará presente nas meias-finais da Taça. Temos

patrocínios que no mês de Fevereiro falharam, temos um protocolo assinado com o município cujo valor pode chegar a qualquer momento, mas a deslocação aos Açores é uma despesa grande para a direcção e toda a gente perde o dia de trabalho na segunda-feira. Convenhamos que atletas e treinadores, que já não têm o subsídio há cinco meses, ainda desperdiçarem um dia de trabalho não está correcto”, salientou. O técnico considera que “ou a direcção, os elementos que não aparecem, o concelho da Trofa e o município” estão unidos “ou então não podem ser só as jogadoras e os treinadores a darem o máximo”. O presidente do clube, Mário Moreira, não põe a “hipótese da não ida aos Açores”, no entanto compreende a situação das atletas e dos treinadores. O responsável salientou a assinatura do protocolo com a Câmara Municipal, no valor de “50 mil euros”, que é “uma grande ajuda”, acreditando que “mal a autarquia possa, disponibiliza-o”. Para o presidente, a falta de comparência do CAT nos jogos diante o Ribeirense podia levar “a um castigo da Federação, o que não é muito correcto”. “Sofrer uma sanção pecuniária não ia ajudar em nada, mas vamos tentar arranjar uma solução”, explicou. O CAT está no 2º lugar da 2ª fase da Divisão A1, atrás do Ribeirense.

- Pelos vistos sempre se passou algo e até com alguma gravidade. Uma coisa é o pai da criança envolvida no incidente não pretender qualquer tipo de acção. Está no seu direito e tem de ser respeitado por isso. Outra bem diferente é dizer que se trata de uma “falsa questão”, como o disse a Vereadora Teresa Fernandes, quando ela própria reconhece que “uma situação ocorreu durante uma aula de educação física”. - Tive todo o cuidado na abordagem da questão, porque reconheço toda a sensibilidade que a envolve, não referindo nomes de ninguém, pelo que a intervenção que fiz na Assembleia Municipal foi adequada, proporcional e sobretudo tentando agir preventivamente para que não aconteça qualquer situação, até porventura mais grave, no futuro. - O único interesse que me move é o que tem a ver com a comunidade de pessoas do nosso Concelho, os seus problemas e as suas dificuldades. Sempre que chegar ao meu conhecimento algo que considero relevante ser esclarecido devidamente, continuarei a fazê-lo, porque só assim estarei a cumprir o meu dever para com aqueles que me elegeram para ocupar este lugar na Assembleia Municipal. Se a minha voz for incómoda para alguns, paciência, porque a base que me guia é a minha consciência que ma dita. Sónia Maia Membro da Assembleia Municipal eleita pelo PSD

Lionspromove colheita de sangue O Lions Clube da Trofa vai realizar no dia 12 de Março uma colheita de sangue para os doentes do Hospital de S. João. A iniciativa decorre no Salão Polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa entre as 9 e as 12.30 horas. Nesta colheita será ainda realizada uma captação de possíveis dadores de medula óssea, que se tenham inscrito previamente. A acção será realizada pelo Centro de Histocompatibilidade do Norte. O Lions conta com a colaboração da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, com o pároco da freguesia de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa, com a Aclave e o Leo Clube da Trofa. Se tem entre os 18 e os 65 anos, ou entre os 18 e os 60 se for a primeira vez e é saudável, saiba que dar sangue não afecta o dador e traz-lhe algumas vantagens. Para além de estar a ajudar outras pessoas que necessitam, fica também a conhecer o seu estado de saúde, dado que a colheita é sempre precedida por um exame médico. I.M.P.


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|O Notícias da Trofa

Zé Manel, o justiceiro Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O Trofense venceu o Penafiel por 1-0 e regressou à liderança da Liga Orangina. Zé Manel deu a vitória ao Trofense diante o Penafiel, no domingo, na 20ª jornada da Liga Orangina. O avançado marcou o único golo da partida, aos 60 minutos, deu justiça ao resultado e devolveu a liderança à equipa da Trofa no campeonato, já que a Oliveirense desperdiçou pontos no empate com o Freamunde. Já a saber o resultado do principal opositor, o Trofense entrou melhor na partida, mas muito precipitado. Aos 11 minutos, Nildo pôs a defesa adversária em sentido e quase inaugurava o marcador. O domínio da formação da Trofa estendeu-se até aos 33 minutos, altura em que o Penafiel criou perigo pela primeira vez. Vítor isolou-se frente a Marco e já com o guardaredes batido, rematou ao lado. A segunda parte começou com uma contrariedade para o Penafiel. Ao disputar um lance com Reguila, Sandro caiu desamparado e causou sobressalto pelo estado em que ficou um dos braços. Acabou por sair pelo próprio pé e foi transportado ao hospital, onde lhe foi diagnosticada uma luxação no cotovelo, que

Trofense Penafiel

1 0

Local: Estádio do CD Trofense Árbitro: João Capela (AF Lisboa) T. Porfírio Amorim T. José Garrido

Marco João Dias Gegé Varela Igor Filipe Gonçalves Tiago Moreilândia 77’ Serginho Licá 73’ Nildo Zé Manel Moustapha 83’ Reguila

Márcio Ramos Dias Sandro Costa 49’ Elízio Ginho Vítor Bruno Madeira Pedro Coronas Hugo Soares Cascavel 68’ Kanu Michel 61’ Wesllem

Cartões amarelos: Vítor (30’), Filipe Gonçalves (33’), Bruno Madeira (43’), Hugo Soares (55’), Zé Manel (62’), Dias (86’) e Licá (86’) Marcador: Zé Manel (60’) Resultado ao intervalo: 0-0

o vai obrigar a uma paragem prolongada. Mais determinado, o Trofense chegou à baliza do Penafiel com clarividência. Aos 55 minutos, Nildo obrigou Márcio Ramos a uma das defesas do jogo e um minuto depois foi travado por Elizio dentro da grande área. Na conversão do castigo máximo, Reguila permitiu a defesa do guardião adversário. Mas o Trofense continuou acutilante, com Nildo a ganhar destaque com um remate que encontrou a barra da baliza do Penafiel. Depois de muita insistência e lances falhados, a equi-

João Dias tenta chegar à bola

pa da Trofa chegou à vantagem num golo pouco ortodoxo, mas de belo efeito, de Zé Manel. O Penafiel apostou tudo, mas não conseguiu ser objectivo no ataque. Por outro lado, deixou espaço que o Trofense explorou e só por precipitação não ampliou a vantagem. No final do jogo, José Garrido demitiu-se do cargo de treinador do Penafiel. “Foi o meu último jogo pelo Penafiel, porque acho que devo sair para dar oportunidade ao clube de encontrar o seu rumo e o caminho para ter uma época mais tranquila do que está a ter”. O ex-técnico penafidelense afirmou que a decisão

“já estava tomada antes do jogo, independentemente do resultado”. Já Porfírio Amorim estava satisfeito com o triunfo e citou Jorge Jesus para destacar que os adversários olham para o Trofense de maneira diferente. “Há equipas, se calhar, com um nível melhor que o nosso em termos de potencial e não percebo por que é que o Trofense tem que ser visto de maneira diferente. O Jorge Jesus disse que a partida com o Braga era o jogo da época. Eu digo que o adversário do Trofense faz sempre o jogo da época”. Para o treinador não bas-

ta ter uma boa equipa para ser como o Trofense: “Felizmente é um clube de referência nacional, todos querem ser como nós, mas sinceramente começa pela organização e depois pelo resto”. Na próxima jornada, o Trofense defronta a Oliveirense, que está no 2º lugar a um ponto de distância. Porfírio Amorim considera que este jogo “não vai resolver nada” no que toca à tabela classificativa. A partida está marcada para as 11.15 horas de domingo e conta com transmissão televisiva na Sport Tv.

Encontrado vencedor da Caderneta de Cromos Está encontrado o primeiro coleccionador a completar a Caderneta de Cromos do Clube Desportivo Trofense… ou melhor, coleccionadora. Francisca Ferreira, que faz 10 anos no dia 25 de Março, conseguiu juntar a colecção de 455 cromos e venceu o 1º prémio, levando para casa uma Playstation 3. Daniela Carvalho, de 11 anos, foi 2ª classificada e ga-

Paradaencheurelvadodejovensatletas

No intervalo, os protagonistas foram os atletas jovens de todos os escalões de formação do Trofense que fizeram uma parada e pintaram o relvado de encarnado. O pre-

sidente do clube, Rui Silva, a presidente da Câmara Municipal, Joana Lima, e o presidente da Junta de Freguesia, José Sá receberam uma lembrança pelo apoio que têm

nhou um telemóvel Nokia X6. O 3º prémio (uma bola Jabulani autografada) foi para José Rodrigues, de 33 anos. Diogo Matos, de 11 anos, arrecadou o 4º prémio e ganhou uma camisola oficial do Trofense. Os prémios serão entregues no dia 21 de Maio, no intervalo do jogo da 29ª jornada da Liga Orangina, entre o Trofense e o Covilhã.

dado ao Trofense. Presentes estiveram ainda o vice-presidente da autarquia, Magalhães Moreira, e a vereado-ra do pelouro do Desporto e JuFrancisca Ferreira conseguiu juntar os 455 cromos ventude, Teresa Fernandes.


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CD Trofense

Bougadense tropeça em Leça do Balio Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O Bougadense perdeu com o Leça do Balio por 10.

Infantis 7 B valorizam jogo “pensante” São jogadores do primeiro ano do escalão de infantis e neste momento disputam a segunda fase do campeonato. Os atletas da equipa de infantis 7 B do Clube Desportivo Trofense ainda só somaram dois pontos em seis jornadas, mas trabalham afincadamente para evoluir e no futuro conseguir enquadrar-se numa equipa de futebol de 11. Segundo o treinador Duarte Dias, os craques de palmo e meio aprendem a ter “princípios e valores” que vão de encontro a um “colectivo forte”. “O que procuro é que a equipa crie muitas oportunidades de golo, que passe muito

tempo em organização ofensiva e que esta seja feita de uma forma criteriosa”, explicou. O objectivo final é que “os atletas joguem de forma pensante, procurem estar concentrados em todos os momentos de jogo e, juntos, encontrem a mesma solução”. O apoio do público nestas idades é muito importante, salientou Duarte Dias. “Eles dão muito valor e gostam muito de ir festejar os golos para perto dos pais”. No sábado, a formação trofense perdeu com o FC Porto, por 1-4, ocupando agora o 9º lugar do campeonato. C.V.

Escolas A lideram A equipa de juvenis A do Trofense está no 4º lugar da série 2 da 1ª Divisão, depois de golear o Rebordosa por 71, no domingo. À 24ª jornada, a formação da Trofa soma 56 pontos, os mesmos que o 3º classificado Desportivo das Aves. Na 2ª Divisão, a equipa B do mesmo escalão bateu os Leões da Citânia por uns expressivos 5-0, consolidando o 4º posto. A formação de iniciados também venceu, desta feita o Penafiel por 4-0, somando agora 41 pontos no 7º lugar. Menos sorte teve a equipa de infantis 7 A, que não evitou o desaire com a Escola

Hernâni Gonçalves, por 2-0. Já a formação B perdeu com o Futebol Clube do Porto por 1-4, ocupando agora o 9º lugar com dois pontos. No escalão de escolas, o Trofense A venceu o Amarante por 0-2 e lidera a 2ª fase do campeonato com 15 pontos. A equipa B bateu o Penafiel pela margem mínima (1-0) e com nove pontos está no 4º posto. Na mesma posição e com os mesmos pontos está o Trofense C, que perdeu com o Maia Lidador por 1-2. A equipa D é vice-líder com 12 pontos, depois de ter goleado o Leverense por 5-0. C.V.

AC Bougadense/Geração Benfica

Infantis B somam sexta vitória consecutiva Os infantis A do Bougadense/ Geração Benfica deslocaram-se ao terreno do Arcozelo, em Vila Nova de Gaia, para disputar a sexta jornada da série 3. Num jogo bem disputado, os “encarnados” venceram por 1-3. Os infantis B tiveram um jogo difícil diante a escola Hernâni Gonçalves. Numa verdadeira luta pelos três pontos,

os pupilos de José Manuel venceram o encontro por 12, mantendo o 1º lugar com 18 pontos. O escalão de benjamins perdeu diante do Maia Lidador por 2-1, ocupando agora na 5ª posição da série 7. Os juvenis do Bougadense perderam com o Sobrado por 1-4 e ocupam o 13º lugar do campeonato.

Um golo bastou para que o Bougadense saísse derrotado do reduto do Leça do Balio. Fora de casa, a formação liderada por Luciano Simões não tem o mesmo rendimento que no próprio reduto, facto que justifica a 8ª posição na tabela classificativa. Se o campeonato se resumisse aos jogos em casa, o Bougadense estaria em 4º. Mas relativamente ao jogo com o Leça do Balio, Luciano Simões referiu que a equipa sofreu “duas contrariedades” de última hora com as baixas de Cristophe e Cruz. Também sem Virgílio, que cumpriu o segundo de seis jogos de castigo, o Bougadense não evitou o desaire. Segundo o trei-

arquivo

Bougadense perdeu com o Leça do Balio

nador, o adversário “foi feliz” na maneira como conseguiu vencer, já que aproveitou “as poucas oportunidades que dispôs para marcar”. “Mas não há nada a apontar aos meus jogadores, que tudo fizeram para conseguir outro resultado”, sustentou. Deste jogo resultou uma nova expulsão: Hélder tinha

sido adaptado a central face à ausência de alternativas no plantel, mas viu o cartão o vermelho, obrigando Luciano Simões a repensar o “onze”, que vai defrontar o Balasar, no domingo. A partida realiza-se no Parque de Jogos da Ribeira, em Santiago de Bougado, às 15 horas. C.V.

39 anos a representar Santiago de Bougado O Atlético Clube Bougadense celebra 39 anos no sábado, 12 de Março. O emblema vai assinalar a data com uma missa às 20 horas, na Igreja Matriz de Santiago de Bougado. Depois de tempos conturbados, devido a problemas financeiros, a associação mais representativa da freguesia

começa a dar passos seguros na consolidação de novos projectos como a aposta na formação. O protocolo com a escola de futebol Geração Benfica foi um dos resultados imediatos dessa aposta, surgindo como ponto atractivo para os jovens. A equipa sénior continua a ter um rendimento positivo em

casa no campeonato, que lhe permite estar no 8º lugar da série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. “Uma verdadeira instituição do concelho para o concelho” é o lema que o presidente Adalberto Maia e restante direcção pretendem continuar a implementar no Bougadense. C.V.

Slotcar da Trofa no pódio em Braga A equipa do Slotcar da Trofa/GMLUX foi 3º classificada na segunda prova da Liga de Clubes de Slotcar “SlotSéculo 21”, em Braga. Depois de a competição ter visitado o Porto no passado mês de Janeiro, no sábado, foi a vez da cidade dos arcebispos receber os amantes da modalidade. A equipa do Clube Slotcar da Trofa entrava para esta prova muito confiante, pois além de ser o detentor do título, conseguiu atingir o 2º lugar na primeira prova, logo atrás da equipa da casa, facto que legitimava as ambições. No entanto, a corrida não correu de feição aos trofenses, pois se a pole position deixava no ar os objectivos para a competição, alguns problemas mecânicos relega-

Slotcar da Trofa está a um ponto do líder

ram-nos para o 3º posto. O factor casa, uma vez mais, foi determinante e desta feita a equipa de Braga saiu vencedora. Na classificação geral, o Slotcar da Trofa mantém-se como sério candidato a renovar o título, pois encontra-se na 3ª posição, mas somente a um ponto do líder,

quando ainda faltam disputar as provas de Aveiro (já no próximo dia 05 de Abril), de Matosinhos e da Trofa, na pista do Clube Slotcar, a 28 de Maio. Informações adicionais podem ser encontradas nos sites www.clubeslotcartrofa.com ou www.ligaclubesslot.com. C.V.


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|O Notícias da Trofa

João Cruz de volta ao Paradela “O coração falou mais alto” e João Cruz voltou ao comando do Paradela, depois de se ter afastado há dois meses. O regresso surge na sequência de André Azevedo e a sua equipa terem colocado os lugares à disposição, após a sua suspensão por um mês. O objectivo de João Cruz é ajudar o Paradela a “chegar a Maio com a dignidade que merece”. O técnico aceitou “o desafio” porque “falta pouco mais de um mês para terminar a época” e não foi capaz de “virar as costas a um amigo”. “É uma forma de demonstrar a minha gratidão por quem me acolheu bem e também porque conheço os jogadores e eles acolheram bem a ideia”, confessou. O “gran-

João Cruz regressou dois meses depois

de objectivo é a manutenção”. José Ferreira, presidente da colectividade, explicou que a demissão da equipa técnica liderada por André Azevedo surgiu porque “não conse-

guiram” melhorar a prestação da equipa. Cruz já orientou o treino desta terça-feira e José Ferreira acredita que este treinador “é a pessoa mais capaz de dar a volta” à situação por

que passa a equipa, garantindo que sentiu “os jogadores mais alegres”, depois da derrota pesada por 6-0 diante o Marco 09, que despoletou o regresso de João Cruz. Depois de ver quatro jogadores castigados e outros lesionados, o Paradela não conseguiu evitar a derrota. A equipa da Trofa sofreu o sétimo desaire consecutivo na série 2 da 2ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. A formação do Marco de Canaveses luta pela subida de escalão e entrou convicta em somar mais um triunfo. Por seu lado, o Paradela foi combativo, mas não evitou que ao intervalo o adversário já vencesse por 2-0. Em declarações ao NT, o técnico André Azevedo afirmou que a equipa da Trofa

“criou alguns lances de perigo”, nos quais “foram tirados dois foras-de-jogo”, que no entender do treinador “não existiram”. Na segunda parte o Paradela sofreu mais quatros golos e o marcador fixou-se nos 6-0. Para André Azevedo o resultado fez-se com “números muito exagerados”, pois “cada vez que a bola chegava à grande área era golo”. Depois deste desaire, o então treinador espera que a equipa responda “positivamente”, pois seguem-se “dois jogos muito difíceis”. O primeiro com o Águias de Eiriz e depois com o Gens, que está abaixo do Paradela na classificação. A formação trofense continua com 25 pontos, com mais um que o S. Lourenço do Douro.R.M.

Golo de Araújo valeu um ponto continuam a não aparecer. De qualquer forma foi um ponto importante para sairmos do último lugar, o que é sempre uma motivação para a equipa.” O S. Romão soma agora 17 pontos, os mesmos que o Torrão, ocupando o penúltimo lugar do campeonato. No domingo, o S. Romão desloca-se a Gaia para defrontar o Vila.

Diana Azevedo

Em duas jornadas que se realizaram no sábado e na terça-feira de Carnaval, o S. Romão perdeu com o Sporting da Cruz (3-1) e empatou com o Vilar Pinheiro (1-1). O dia de Carnaval foi positivo para o S. Romão, que empatou a uma bola com o Vilar Pinheiro na 29ª jornada da série 1 da 2ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. A equipa romanense mostrou-se mais forte em campo, mas o visitante foi mais eficaz e nas poucas tentativas de finalização conseguiu chegar ao golo, ainda na primeira parte. José Mamede, treinador do S. Romão, fez algumas alterações que surtiram efeito: Araújo entrou para empatar a partida e dar um ponto ao emblema da Trofa. Mas no sábado, o jogo com o Sporting da Cruz não correu de feição aos atletas romanenses que não evitaram o desaire por 3-1. Até foram

Iniciados terminaram campeonato em 7º lugar

os primeiros a marcar, aos 16 minutos, por intermédio de Miguel, mas ainda na primeira etapa os adversários igualaram o marcador. Depois do descanso, um golo polémico desmoralizou a equipa do S. Romão. A revolta despoletou-se quando, supostamente, Maiuca dominou a bola com a mão e atirou para o 2-1 a favor do Sporting da Cruz. Na sequência da indignação dos romanenses, o técnico José Mamede acabou

por ser expulso. Já nos últimos dez minutos, João assistiu Dário, que teve a possibilidade de empatar, mas a bola foi desviada pelos adversários. No tudo por tudo, o S. Romão apostou no ataque, mas acabou por sofrer o terceiro golo em contra-ataque. Na análise a esta partida, José Mamede considerou que “a arbitragem continua a comportar-se de uma forma pouco digna”. “É incrível como se

deixam passar faltas que estão directamente relacionadas com os golos, como o caso da mão que originou o 2-1. Além disso, ficamos novamente sem treinadores no banco, já que também o meu colega foi expulso, sem que nos tenhamos manifestado de forma a merecê-lo”, asseverou. Já o empate “foi da responsabilidade” do S. Romão, ressalvou. “Jogamos bem, mas continuamos a falhar muito na finalização e assim os golos

Iniciados terminam em 7º lugar A equipa de iniciados do S. Romão entrou no campeonato da Associação de Futebol do Porto com boas expectativas e no conjunto das 13 equipas que militaram na série quatro, a equipa liderada por Toni conseguiu o 7º lugar. Foram 32 pontos conquistados ao longo de 24 jogos, metade deles a pontuar. No total foram dez vitórias, dois empates e doze derrotas. Findo o campeonato, resta agora uma competição extra, onde os iniciados romanenses certamente querem chegar mais longe.


O Notícias da Trofa | 10 de Março

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Actualidade 21

Portugal está à rasca

“Alegria com Aletria” junta 50 mil euros

Está marcado uma série de manifestações para o país inteiro. No próximo dia 12 de Março muita gente vai sair à rua para criticar o estado lastimável em que se encontra o nosso país. Um país sem oportunidades. Um país sem esperança. Um país onde o desemprego cresce todos os dias e não se cria emprego adequado às qualificações dos jovens. Os portugueses dependem excessivamente do papel empregador do Estado. O ensino está desajustado, pobre e mal cuidado. Um pequeno país de doutores e engenheiros sem saídas profissionais. Portugal não produz, faz de conta que produz. Um país que acabou com a sua agricultura e destruiu a pesca. Um país que desistiu da sua indústria e se voltou para os serviços. Portugal é um território de um turismo “mais ou menos” e eventos desproporcionados à realidade que atravessa. Um país onde alguns gozam e muitos não têm dinheiro para ter pão na mesa. A classe média já não é média, mas remediada. Os juros da dívida pública continuam a crescer, ultrapassando os 7,6 por cento. O crédito para as empresas e as famílias vai continuar a encarecer. Os jovens terão mais dificuldade em comprar casa e sair do lar dos seus pais. Os políticos são cada vez mais fracos. O país é governado por uma dúzia para satisfação de outro tanto. Um país em quem poucos acreditam. Ainda há poucos dias fomos vergados pelo poderio alemão, como quem leva uma palmada por andar a fazer asneiras. E, mesmo assim, não podemos sofrer. O Sistema Nacional de Saúde não permite. Contenção de custos é assim mesmo. O sofrimento é um luxo. Protestar nos tribunais, também não. A justiça é lenta e cara. Só para quem tem dinheiro. No dia 12 eu vou sair à rua! No próximo dia 12 vou dar o meu grito de revolta. No dia 12 de Março vou dizer que sou português e quero ter um país.

Depois de entrar para o Guinness com a confecção de 357 quilos de aletria, a iniciativa “Alegria com Aletria” conseguiu angariar 50 mil euros que foram entregues à Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).

sas de carácter social, neste caso especifico, ao doente oncológico”. “Esta acção proporcionou à população do Porto “um evento extremamente mediático e motivador, realizado com imensa alegria e que envolveu não só o Voluntariado da LPCC, mas também muitas outras entidades, A iniciativa “Alegria com Aletria” su- nomeadamente restaurantes, tendo perou todas as expectativas. Depois angariado uma soma substancial para de ultrapassar os 200 quilos de aletria a prossecução das inúmeras actividaprojectados inicialmente, o valor endes da Liga” refere Vítor Veloso. tregue à Liga Portuguesa Contra o As verbas conseguidas vão ser Cancro (LPCC) duplicou face ao pre- aplicadas “no apoio aos doentes com visto, contabilizando um donativo de cancro mais carenciados e servirão 50 mil euros. também de suporte às inúmeras acA Cerealis, promotora da activida- ções que o Núcleo Regional do Norte de, traçou como objectivo angariar 25 promove, nomeadamente ao programil euros para a Liga, quer através ma de Rastreio de Cancro da Mama”. dos donativos recolhidos no local, de Graça Amorim, administradora da transferência bancária, de chamada Cerealis, mostra-se bastante satisfeitelefónica ou através da compra de ta com os resultados desta acção: Aletria num dos muitos restaurantes “Não só conseguimos estabelecer o do Porto que aderiram à campanha, recorde da maior Aletria do Mundo, na qual com uma dose de Aletria se proporcionando um dia mais doce aos contribuía com um euro para esta portuenses, como conseguimos angacausa. riar uma verba que consideramos basOs 357 quilos de aletria entraram tante significativa”. “Agradecemos a para o Livro do Recordes do Guiness ajuda dos espaços aderentes e de e para “o coração” da LPCC. Vítor todos os que contribuíram para o suVeloso, presidente do Núcleo Regiocesso desta acção. Estamos muito nal do Norte da Liga agradeceu “o felizes por poder ajudar uma instituiempenhamento verdadeiramente ex- ção que desenvolve um trabalho tão traordinário da Ceralis” e realçou “a importante na luta contra o cancro”, importância que a empresa dá às cau- acrescentou.

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22 Correio do Leitor

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10 de Março de 2011

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Correio do Leitor A Formação como veículo de progresso do Mundo actual Desde há muito tempo que a educação em Portugal é valorizada como veículo de progresso da humanidade. A educação foi sempre dirigida no interesse do Estado, a quem fornecia cidadãos responsáveis e competentes. As disciplinas consideradas essenciais eram a geografia, a história moderna, as ciências naturais, a matemática, a física, os trabalhos manuais e o exercício físico, relembrando o ideal clássico de “uma mente sã num corpo são”. No seu conjunto, esta educação era do agrado da maioria dos governantes, que ao longo da nossa história apostaram na formação de elites intelectuais que os apoiassem na sua luta contra os privilégios dos nobres, da igreja e dos corpos constituídos. A concepção de ensino caracterizava-se por uma formação que se destinava essencialmente a preparar estudantes para o ensino superior, isto é, para uma elite. Também no Estado Novo, a escola era nacionalista e baseada em forte doutrinação de carácter moral. As reformas do ensino foram sobretudo curriculares, com a simplificação dos programas e a separação entre a via liceal, mais elitista, e o ensino técnico. O perfil elitista do Liceu face à Escola Técnica foi claro e nítido. E, daí para cá, a palavra ficou como que condenada a representar a ideia de uma escola que participava, do lado dos vencedores. As reformas foram acontecendo e pelo menos formalmente todas as crianças passavam a ter igual acesso ao ensino unificado e mais tarde ao ensino Secundário. Isto visava o aumento da escolaridade obrigatória e a melhoria das habilitações da população. Com a reposição do estado democrático, os diversos graus de ensino continuaram a ser leccionados em edifícios do Estado Novo, sem espaços físicos adequados e mal apetrechados de material didáctico. Mais tarde a escolaridade obrigatória é alargada com o objectivo de combater o analfabetismo, no entanto ainda hoje é elevada a taxa de insucesso escolar. Vivemos nestes últimos anos em constante cortejo de reformas e mudanças, quando devíamos ter sido capazes de estabelecer um entendimento acerca do que é estruturante para formar cidadãos para este novo mundo. Actualmente, numa tentativa de criar mais o saber, o Estado melhorou as escolas, dotando-as de mais e melhor equipamento, pretendendo prolongar a escolaridade obrigatória até ao 12º ano. No entanto, esta medida poderá contribuir para o aumento do abandono escolar, pois os alunos de hoje não toleram tanto tempo na escola. Por esta razão e neste mundo globalizado devíamos lutar pela eficácia do nosso ensino. Devíamos repousar cada vez mais no nível cultural e profissional que pudesse ser alcançado pela nossa juventude. O nosso ensino e os nossos professores deviam estar preparados para proporcionar ao aluno ferramentas necessárias para a sua vida futura, com conhecimentos e competências concretas. Os importantes acontecimentos das últimas décadas influenciaram a situação do mundo de hoje e vão certamente influenciar o mundo neste século. Por isso a educação básica devia preparar o aluno para este século, para esta nova sociedade, conduzindo os nossos jovens não só para uma formação geral, mas mais importante conduzi-los para uma formação profissional em áreas técnicas das quais o mercado de trabalho precisa. O futuro só existirá para quem for qualificado. Hoje, em função da alta competitividade, mais do que nunca as empresas dependem dos talentos e do capital intelectual de seus profissionais, para poderem enfrentar um ambiente cada vez mais dinâmico e explorar com sucesso as oportunidades de negócio. A necessidade do uso da criatividade, da inovação, da flexibilidade, da solução para os problemas, exige mais a integração do conhecimento. Neste sentido, o ensino deve preparar profissionais para uma actuação na sociedade e também para as exigências do mercado de trabalho. Um dos objectivos neste novo perfil de escola, seria então, o de ensinar os estudantes a desenvolverem as suas habilidades nos estilos de aprendizagem mais preferidos, pois o ser humano ao nascer traz consigo inteligências e potenciais que o acompanharão na sua jornada pela vida. Com o propósito de aperfeiçoar as suas habilidades inatas, o ensino tem de se processar ao nível da coordenação e do acompanhamento, fornecendo o conhecimento base que promova uma verdadeira autonomia. Manuel Araújo


O Notícias da Trofa| 10 de Março

Actualidade 23

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de 2011

Parabéns PCP, Partido do Futuro “Esperança: / É a maneira / Como o futuro fala / Ao nosso ouvido. Depois / Há que saber organizá-la / Então / Entram os comunistas em acção” Sim, de facto, és o partido do futuro, como resulta destas lindas palavras de Mário Castrim. Hoje, precisamente hoje em que escrevo estas palavras, 6 de Março de 2011, completaste 90 anos. Um dos teus instrumentos de luta – o avante – atingiu os 80 anos. Apesar de todas as maldições que te lançaram, das premonições que te vaticinaram, continuas vivo, puro, lutador invencível e incansável, pois tu sabes coisas que eles desconhecem, ou fingem desconhecer. Sabes, por exemplo, que a fonte inesgotável da tua força revolucionária, do teu ideal, da tua inspiração, dos teus militantes, da tua acção e dos teus recursos, são os trabalhadores e o povo português. Apesar de seres o mais velho de todos, és também o mais jovem, sempre, sempre rejuvenescido, pois como salientou Carlos Carvalhas “o Partido renova-se sempre e constantemente, com pequenas soluções, pequenas propostas e pequenas respostas”. E bastará olhar para o teu grupo parlamentar para constatar essa realidade. É no futuro e é pelo futuro que lutas. É para lá que transportas a tua bandeira revolucionária, fruto da mais antiga aliança do mundo: a de todos os explorados. É lá que fica o teu porto de chegada, a verdadeira cidade libertada, a terra da igualdade efectiva, da liberdade permanente, da democracia verdadeira. Nessa luta torna-se necessário conquistar a consciência do povo. É imprescindível adquirir essa consciência da explicação do mundo em que vivemos e simultaneamente indicar o caminho para transformá-lo. É essencial a conclusão de que o capitalismo é um sistema nem desejável, nem definitivo. Não serve a humanidade. Seja mais ou menos prolongada a sua agonia, virá a ser superado por um sistema melhor. Só o verdadeiro socialismo, a caminho do comunismo, tendo-te como timoneiro principal, poderá aproximar os homens, tratá-los como irmãos. Ao contrário do que dizem os comentadores políticos e os partidos de direita, nem o socialismo, e muito menos o comunismo, morreram. Eles tão pouco chegaram a existir. Apenas deram um pequeno ar. Mal acabaram de nascer. A libertação dos seres humanos da exploração e opressão violenta e cruel de outros seres humanos, foi e é sonho, revolta, utopia, projecto, acção revolucionária e transformação da vida económica, social e cultural para o bem do povo. O ideal dos comunistas, projecto humanista de transformação da sociedade, não morreu, antes começou a ser realizado no século XX. É nesse projecto que te empenhas PCP, a cidade socialista do futuro. E não é coisa fácil. É muito, mas muito, mesmo muito difícil. Mas a nossa felicidade como comunistas reside no sonho e na luta, porque acreditamos na concretização do sonho. Prezamos a clareza e a coerência, rejeitamos os equívocos e as ambiguidades, enjeitamos a resignação e a acomodação, prezamos o inconformismo e renovamo-nos em energia transformadora. Por isso a tua luta PCP, a nossa luta, não é só de resistência, mas sobretudo de transformação da realidade, na construção de mundo novo e de um homem novo. Estás de parabéns PCP, fizeste 90 anos. Já trabalhaste e lutaste como nenhum outro. Nenhum tem a tua história, a tua luta, o teu património. Mas ainda tens muito para lutar…está quase tudo ainda por fazer…mas tu também tens armas, instrumentos, força, razão e poesia, sim, poesia, como nenhum outro…para lá chegar. E lá chegaremos…um dia… que, nas palavras do grande poeta andaluz António Machado, “o caminho faz-se, caminhando”. Guidões, 6 de Março de 2011

Abertas candidaturas para o RPU A Cooperativa dos Agricultores dos Concelhos de Santo Tirso e Trofa informa que estão abertas as candidaturas para o RPU (Regime de Pagamento Único). As candidaturas para o Pagamento Único e o Complementar ao Leite podem ser feitas até dia 15 de Maio; para o Prémio aos Ovinos e Caprinos até 30 de Abril; para o Prémio ao Abate até 30 de Setembro; para a Transferência de Direitos do RPU até 30 de Março. As candidaturas podem ser feitas nos armazéns centrais da Cooperativa, na Rua Major de Diniz nº 106, em Santo Tirso.

12 de Março a “Geração à rasca” vai protestar. Porque será? A situação actual em que o país está mergulhado, não augura nada de promissor para a nossa juventude, que se vê confrontada com uma crise, talvez a maior de sempre, em diversas áreas da educação ao emprego, que empurrou os nossos jovens, para um protesto sem precedentes. É já no próximo dia 12 de Março, que a “Geração à rasca”, vai protestar em diversas cidades espalhadas por todo o país. A situação de profunda incerteza, com que a juventude do nosso país se vê confrontada há tempo demais para ficar “queda e muda”, fez surgir de forma espontânea, nas redes sociais e mais concretamente no Facebook, um movimento de reflexão e de alerta sobre a deterioração das condições de trabalho e da educação em Portugal. Os jovens sentiram que era o momento de protestar e de bradar bem alto a sua insatisfação. Esse protesto, que a organização diz ser apartidário, laico e pacífico, tem tido uma adesão de milhares de pessoas que já confirmaram a sua participação. Os organizadores advogam a ideia de que este acto cívico pretende reforçar a democracia participativa no país, que é mais que uma necessidade; é uma exigência da cidadania. A cidadania é isto mesmo: direitos e deveres. Os jovens têm o direito, e também o dever de protestarem perante a actual situação a que o país chegou. Para “desencadear a mudança”, a organização, que reafirma a total independência do protesto face a qualquer estrutura ou movimento de cariz partidário, político ou ideológico, apela aos participantes da concentração do dia 12 de Março que levem uma folha A4 com o motivo da sua presença e uma solução, para depois ser entregue na Assembleia da República. A iniciativa foi inicialmente marcada para a Praça da Batalha, no Porto, e a Avenida da Liberdade, em Lisboa, mas a organização já alastrou este protesto a outras zonas do país. O carácter inédito deste protesto, para além de ser: apartidário, aberto a todos os partidos e a quem não tem preferência partidária; laico, aberto a todas as religiões e a quem não tem religião; e pacífico, possui o facto inovador de não protestar pela demissão de nenhum político ou governo, querendo até reforçar a democracia participativa e nunca o contrário! É na educação e no emprego que se centra este protesto. A realidade do desemprego na juventude é muito elevada. Como afirma a organização: “A este número podemos juntar os milhares em situação de precariedade: “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, estagiários, bolseiros e trabalhadores-estudantes. É muito “negro” o amanhã de quem tem a responsabilidade de ser o futuro deste país. É bom apontar como exemplo de responsabilidade destes jovens, que no final do seu manifesto dizem textualmente: “Não negligenciamos os problemas estruturais, domésticos e internacionais, que afectam a vida de muita gente na procura e obtenção de emprego. Queremos alertar para a urgência de repensar estratégias nacionais e não nos resignamos com os argumentos de inevitabilidade desta situação. É com sentido de responsabilidade que afirmamos que, sendo nós a geração mais qualificada de sempre, queremos ser parte da solução”. Que bom que é quererem ser parte da solução e não parte do problema. E não é esta geração a culpada do estado a que o país chegou mas sim a que deixou hipotecar o futuro dos seus filhos. Os jovens têm um “presente envenenado” e um “futuro hipotecado”. E jovens somos todos, só que uns são jovens há mais tempo. Espera-se, e deseja-se um não aproveitamento oportunístico por parte dos partidos políticos deste protesto genuíno e apartidário.

Enduro Trails promete aventura e animação Atravessar quase todas as freguesias do concelho da Trofa é o desafio lançado pela organização do Enduro Trails que realiza a 2ª edição da iniciativa no domingo. Este ano haverá dois percursos, um de 30 quilómetros - que se caracteriza por um passeio mais suave para todos os praticantes de BTT – e outro de 50 quilómetros dedicado aos mais

aventureiros e resistentes. Este atravessa quase todas as freguesias do concelho da Trofa, tocando por diversas vezes nos pontos mais elevados. A concentração será junto à antiga estação de comboios do Muro. No final, a organização convida os participantes a saborearem Porco no Espeto. C.V.


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Edição 312  

Edição de 10 de Março de 2011

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