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27 de fevereiro de 2014 N.º 462 ano 12 | 0,60 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Atualidade pág. Atualidade pág. 10 17

Feira Anual decorre este fim de semana Atualidade pág. 4

Carnaval saiu à rua e atraiu milhares Atualidade pág. 5

Polícia pág. 3

Constitucional rejeitou impugnação das eleições do PS Trofa Política pág. 7

SérgioHumberto reeleitoconselheiro nacional do PSD

Micaela Oliveira vítima de tentativa de extorsão

Direitos reservados

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2 Atualidade

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27 de fevereiro de 2014

Abertas candidaturas ao Prémio Bial Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Prémio monetário, no valor de “340 mil euros”, assinala 30º aniversário da Fundação Bial. Candidaturas abertas até ao dia 31 de outubro. “Premiar a investigação médica” é um dos principais objetivos do Prémio Bial, que pode ascender aos “340 mil euros”, sendo já considerado como “um dos maiores galardões internacionais na área da saúde”. A 16ª edição do Prémio Bial, que este ano assinala 30 anos desde a sua primeira edição, ascende a “340 mil euros”, contemplando “a investigação básica e a pesquisa clínica através de

duas modalidades: o ‘Grande Prémio Bial de Medicina’ e o ‘Prémio Bial de Medicina Clínica’”. Luís Portela, presidente da Fundação Bial, relembra que este prémio nasceu para “incentivar a investigação médica e promover a sua divulgação, primeiro em Portugal e, posteriormente, a nível internacional, acompanhando ao longo da sua história a evolução e as tendências da Saúde e da Medicina”. Luís Portela orgulha-se de “promover um dos maiores galardões na área da saúde, capaz de atrair médicos e investigadores de diversos países e de premiar profissionais de referência mundial nas suas áreas de investigação”. No valor de 200 mil euros, o Grande Prémio Bial de Medicina

distingue “trabalhos de índole médica de grande qualidade e relevância científica”. Já o Prémio Bial de Medicina Clínica, no valor de cem mil euros, premeia “um tema livre dirigido à prática clínica”. No regulamento deste concurso está também contemplada a possibilidade de atribuição de menções honrosas, “até quatro trabalhos concorrentes, no valor de dez mil euros cada”. Para além do valor monetário, o Prémio Bial 2014 contempla uma edição exclusiva, com “uma tiragem entre cinco e 15 mil exemplares”, do trabalho vencedor do Prémio Bial de Medicina Clínica e de algumas das obras galardoadas, para divulgação e distribuição gratuita junto dos profissionais de saúde. Instituído em 1984, o Prémio

Agenda

Bial é atribuído de dois em dois anos e já mobilizou “1315 investigadores, médicos e cientistas, autores de 580 obras candidatas”. Nas 15 edições realizadas, distinguiu “231 autores (91 obras premiadas)” e foram editadas e distribuídas gratuitamente pela classe médica e científica “mais de 30 obras premiadas, num total de mais de 300 mil exemplares”. Criada em 1994 pelos Laboratórios Bial em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, a Fundação Bial é uma instituição “sem fins lucrativos”, que tem como missão “a promoção do estudo do Homem, distinguindo-se pelo seu papel incentivador da investigação médica e científica a nível internacional”.

Ações informativas sobre o Consumo na ASAS A rentabilização de serviços, a liberalização do gás natural e da eletricidade são algumas das temáticas que vão estar em destaque nas ações informativas que a Câmara Municipal da Trofa, através do seu serviço do Centro Municipal de Informação ao Consumidor, vai promover ao longo do ano junto dos utentes do Centro Comunitário da Trofa da As-

sociação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso ASAS. Mensalmente, vão decorrer duas sessões de informação, onde as técnicas da autarquia pretendem “alertar os utentes sobre estas temáticas”, em “dois grupos distintos”. Nas sessões dos dias 18 e 25 de fevereiro, as técnicas abordaram o tema “Saber rentabilizar os serviços pú-

blicos essenciais”. Já nos dias 15 e 22 de abril, será abordado a temática “Usar o mercado liberalizado do gás natural e da eletricidade”, enquanto nos dias 3 e 17 de junho o tema é “Saber quais os seus direitos e deveres enquanto consumidor e como elaborar uma reclamação”. Nos dias 12 e 19 de julho, o tema em cima da mesa será

“Qual a importância dos prazos de garantia” e a 21 e 28 de outubro será “Lidar com as vendas ao domicílio”. Desta forma, a Câmara Municipal da Trofa “descentraliza e alarga o seu âmbito de ação, levando diretamente às instituições locais sessões informativas à medida do público-alvo abrangido”. P.P.

Folclórico da Trofa comemora 55 anos

Colheita de sangue no dia 8 de março

Decorria o dia 2 de março de 1959 quando atuou pela primeira vez na Feira Grande e a partir daí nunca mais parou. Há 55 anos que o Rancho Folclórico da Trofa anda a “divulgar as tradições e raízes do concelho, tendo já percorrido de norte a sul do país, inclusive o estrangeiro”. De forma a comemorar mais um aniversário, o Rancho Folclórico da Trofa vai atuar pelas 16.15 horas deste sábado, 1 de março, no palco da Feira Anual, sen-

“Portugal precisa de sangue jovem!” Este é o apelo do Lions Clube da Trofa, que está a preparar mais uma colheita de sangue “a favor dos doentes do Hospital de S. João, do Porto”. A colheita vai decorrer entre as 9 e as 12.30 horas do dia 8 de março, no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da

do esta “a primeira atuação do ano”, tal como aconteceu há 55 anos. Além disso, no dia seguinte, pelas 11 horas na Igreja Nova, em S. Martinho de Bougado, será celebrada uma missa por “todos os diretores, componentes e benfeitores do Rancho já falecidos”. A direção do Rancho Folclórico da Trofa aproveita para “agradecer a todos os trofenses que têm ajudado o grupo ao longo da sua existência”. P.P.

Trofa. Para mais informação pode contactar a instituição através do número 926 685 373 ou do email lionsclube trofa@gmail.com. As atividades do Lions podem ser acompanhadas através da página do Facebook lionsclube datrofa. P.P. Pub

Atualize a sua assinatura anual Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; Assinatura em formato digital PDF: 15 euros NIB: 0007 0605 0039952000684 Avulso: 0,60 Euros Email: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax:

Dia 28 Feira Anual da Trofa Dia 01 Feira Anual da Trofa 15 horas: Trofense-Marítimo B 20.30 horas: Baile de máscaras, Quinta de S. Romão Dia 02 Feira Anual da Trofa 9 horas: Prémio do BTT, no Parque de Jogos da Ribeira do Atlético Clube Bougadense 14 horas: Desfile de carnaval em S. Romão do Coronado 14.30 horas: Desfile de carnaval em S. Mamede do Coronado 15 horas: Bougadense-Canelas 2010 Dia 03 Workshop “Canções de mimar”, na Escola de Música e Artes da Trofa 21.30 horas: Concurso “Carnaval pelos cafés”, nos estabelecimentos aderentes na freguesia de Bougado

Farmácias de Serviço Dia 27 Farmácia de Ribeirão Dia 28 Farmácia Trofense Dia 01 de março Farmácia Barreto Dia 02 Farmácia Nova Dia 03 Farmácia Moreira Padrão Dia 04 Farmácia Trofense Dia 05 Farmácia Trofense Dia 06 Farmácia Barreto

Telefones úteis Bombeiros Voluntários da Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180

Ficha Técnica Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (9699) Editor: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira (9687), Cátia Veloso (9699) Setor desportivo: Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Diana Azevedo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864), Tiago Vasconcelos, Valdemar Silva, Gualter Costa

Dia 27 21 horas: Sessão ordinária da Assembleia Municipal da Trofa, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários

252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 | Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a

opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.

Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10 Jornal O Notícias da Trofa 252 414 714


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Atualidade 3

Micaela Oliveira vítima de tentativa de extorsão

DR

Detidos tentaram extorquir 24 mil euros

Jovem e dois cúmplices pretendiam extorquir à estilista 24 mil euros, ameaçando tornar públicas alegadas gravações e vídeos da sua filha. A conhecida estilista trofense Micaela Oliveira foi vítima de tentativa de extorsão, cerca das 11 horas desta terça-feira, dia 25 de fevereiro, no seu atelier situado na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado. Segundo declarações de Micaela Oliveira prestadas ao NT na tarde desta quarta-feira, a situação arrasta-se “desde dezembro de 2013, quando um rapaz, de 19 anos de idade” a contactou para “pedir emprego”. A estilista recusou uma vez que não precisava de novos trabalhadores, mas o rapaz insistia. Na semana passada “fui contactada novamente por ele, que me ameaçou que teria de lhe dar emprego e mil euros por mês durante 24 meses, pois estava na posse de uns vídeos e gravações da minha filha. Eu neguei, falei com as autoridades e depois marquei com o jovem na minha loja para lhe entregar o dinheiro”. Depois de ter o dinheiro na sua posse, o rapaz foi detido em flagrante, pelos militares do NIC da GNR de Santo Tirso, as-

sim como o pai e a madrasta que o aguardavam no exterior do estabelecimento. Foram ainda apreendidos dois computadores portáteis, sete telemóveis, um leitor de MP4 e um tablet em resultado de uma busca domiciliária realizada pelos militares, assim como recuperados os 24 mil euros. Na noite de terça para quarta-feira os dois homens ficaram detidos no Posto da GNR e a mulher foi notificada para comparecer em tribunal. Os suspeitos, residentes no concelho de Guimarães, foram esta quarta-feira presentes ao juiz no Tribunal de Santo Tirso, onde lhes foi aplicada como medida de coação termo de identidade e residência com apresentações periódicas às autoridades. Os suspeitos não tinham antecedentes criminais. Micaela Oliveira fez também chegar às redações um comunicado no qual explica que se trata de “uma situação de foro privado, em nada associado à minha profissão, pela qual sou conhecida”. “Fui obrigada a efetuar uma queixa-crime, mais precisamente no âmbito da extorsão, o que deu origem ao competente processo judicial, o qual seguirá os seus trâmites junto do tribunal”, acrescentou. H.M.

Camião despistou-se no Muro Pelas 8.45 horas de segunda-feira, 24 de fevereiro, um camião de transporte de mercadorias despistou-se na estrada nacional 14, junto à ponte da Peça Má, na freguesia do Muro. O veículo circulava na Rua José Moura Coutinho no sentido Maia-Trofa, quando entrou em despiste, embateu na berma da estrada e capotou, ficando tombado na faixa de rodagem no sentido oposto. O condutor foi assistido pelos Bom-

beiros Voluntários da Trofa, que o tiveram de retirar da viatura, e transportado para o Hospital de S. João, do Porto. No local esteve ainda a Brigada de Trânsito do Porto a desviar a circulação automóvel, uma vez que a faixa de rodagem esteve condicionada durante toda a manhã. O veículo pesado começou a ser removido da estrada por volta das 12.30 horas, depois de a mercadoria ter sido toda retirada. P.P./H.M.


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Carnaval da Trofa saiu à rua Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Milhares de pessoas assistiram ao desfile de Carnaval, dominado pelo tema “Raízes e Tradições”. Seis escolas participaram e ACRESCI venceu o 1º prémio dos foliões. Diz a gíria popular que o Natal é quando o homem quiser. Na Trofa, esta máxima foi transportada para o Carnaval. Para que não coincidisse com a Feira Anual, a Câmara Municipal decidiu antecipar o cortejo uma semana. S. Pedro lá deu uma trégua e ofereceu uma tarde soalheira, permitindo que milhares de pessoas se agrupassem na avenida junto à nova estação de comboios para ver passar os foliões. As primeiras a desfilar foram as seis escolas básicas do concelho que aceitaram participar, retratando o tema “Raízes e Tradições”. A puxar a caravana vinha o comboio da Escola de Cedões, com os soldados e as damas ricas e pobres a lançarem serpentinas pelas janelas. Seguiu-se a escola da Esprela, com um grupo de lavradeiras, com trajes típicos da região. O tema foi replicado pela Escola de Estação, da freguesia do Muro. Também com o mesmo tipo de indumentária, as crianças da

Escola de Querelêdo escolheram as vindimas para retratar os tempos idos. A Escola de Finzes preparou um show de variedades. Das mulheres que lavavam nos rios, às brincadeiras de outros tempos - com meninos vestidos de peão - e até a tradição da Feira Anual, com cavalos e vacas a dançarem, numa verdadeira propaganda ao evento que se realiza de 28 de fevereiro a 2 de março. E o carnaval da Escola da Lagoa foi retratar a tradição…do Carnaval. As meninas com saias coloridas e os meninos com chapéus reluzentes dançaram com energia temas a convidar para a festa. ACRESCI vence 1º prémio dos foliões Depois das escolas desfilarem, foi a vez dos foliões. A ACRESCI - Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai espalhou alegria e gargalhadas com as galinhas sem pudor, que dançaram sensualmente ao som da música de Joe Cocker, “You Can Leave Your Hat On”. A performance, que visava “mostrar a classe do povo e a classe do luxo”, acabou por lhe valer o primeiro dos três prémios entregues aos foliões. “É um

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tema recuperado do ano passado, porque não houve foliões e como tínhamos o carro mais ou menos construído e os fatos estavam prontos, decidimos aplicar a ideia das galinhas com uma sátira diferente da inicial, adaptada mais à atualidade”, explicou José Carlos Costa, presidente da associação. As “Amigas do Serrote”, conhecidas como um grupo que “fala, fala, fala e eu não as vejo fazer nada”, conseguiram arrecadar o 2º prémio, enquanto a Escola Trofintas, do Clube Desportivo Trofense, que quis exaltar “a tradição do futebol”, completou o pódio. Os prémios aos foliões foram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Bougado. “Queremos dinamizar e melhorar o Carnaval na Trofa e, por isso, apesar de acharmos que este desfile esteve muito bem, queremos melhorar no futuro”, frisou o presidente da Junta, Luís Paulo. Este Carnaval também vai ficar marcado pela participação de menos escolas do que habitual, uma vez que oito das 14 associações de pais inscritas não chegaram a acordo com a Câmara Municipal, que não garantiu a entrega da verba (12.500 euros) antes do evento. Mesmo assim, a autarquia fez um balanço positivo. O vice-presidente, António Azevedo, considera que muitos dos meninos de escolas que não se fizeram representar “acabaram por aparecer nos foliões, como na Escola Trofintas”. “O meu voto é para que para o ano participem ainda mais e que o tempo esteja igual, magnífico. Estamos todos contentes”, sublinhou. Apesar do diferendo que existiu, António Azevedo garantiu que a autarquia vai respeitar todos os compromissos assumidos com as escolas participantes. “Para a semana vamos ter reunião com os seis presidentes das associações de pais que participaram, porque vamos premiar quem esteve e, se possível, resolver a situação até ao fim do mês”, asseverou. A Câmara Municipal entendeu não estabelecer pódio para as escolas, preferindo oferecer, por igual, material pedagógico e ioiôs às crianças. Veja as reportagens na TrofaTv, em www.trofa.tv, e as fotografias no Facebook do NT, em www.facebook.com/onoticias datrofa.

ACRESCI foi a vencedora

EB1 de Estação

EB1 de Cedões

EB1 da Lagoa


Política 5

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Tribunal Constitucional rejeita pedido de impugnação das Eleições do PS Trofa Cátia Veloso Patrícia Pereira

Por considerar que Mário Mourão não esgotou “meios internos previstos nos estatutos para apreciação da validade e regularidade do ato eleitoral”, o Tribunal Constitucional rejeitou ação de impugnação relativa às eleições para a concelhia do Partido Socialista da Trofa. O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou o pedido de impugnação das eleições do Partido Socialista da Trofa, intentado por Mário Mourão, líder da lista B, que não foi admitida para ir a sufrágio no dia 7 de dezembro de 2013. Segundo refere o acórdão nº147/2014, tornado público a 21 de fevereiro, o TC sustentou-se no artigo 103.º-C da Lei do Tribunal Constitucional, que refere que “a impugnação só é admissível depois de esgotados todos os meios internos previstos nos estatutos para apreciação da validade e regularidade do ato eleitoral”. Segundo o documento, Mário Mourão saltou etapas no processo de impugnação, não a tendo apresentado “à Comissão Federativa de Jurisdição, no prazo de 48 horas”, que, uma vez com o pedido, deveria ter-se pronunciado “num prazo de 48 horas”. Se fosse o caso, o recurso da deliberação deveria ter sido solicitado à Comissão Nacional de Jurisdição, que é “a última instância de recurso do Partido Socialista”. “Ora, o ora impugnante (Mário Mourão) não chegou a impugnar o ato eleitoral perante nenhum dos órgãos aci-

ma mencionados”, pode ler-se no acórdão, que refere ainda que “é ainda necessário” que a Comissão Nacional de Jurisdição “se tenha, efetivamente, pronunciado sobre a questão que agora o autor submete ao Tribunal Constitucional”. Mário Mourão apenas impugnou “um ato interlocutório (a exclusão da lista B, candidata à Comissão Política Concelhia do PS Trofa) perante a Comissão Federativa de Jurisdição do Porto, e pedido de avocação do processo à Comissão Nacional de Jurisdição”, o que não basta para prosseguir o processo no TC. “Em momento algum, a Comissão Nacional de Jurisdição foi confrontada com a questão da validade e regularidade do ato eleitoral, fundada nas irregularidades imputadas pelo impugnante ao mesmo”, explicitam os juízes que assinam o acórdão. Mário Mourão tem um entendimento diferente do acórdão e considera que “o processo não parou”. “O que o acórdão diz é que o Tribunal Constitucional só se pode pronunciar depois de uma deliberação do Conselho de Jurisdição Nacional. Nós já enviamos para a Comissão de Jurisdição do PS um ofício de impugnação a pedir a decisão rápida, para depois seguir para o Tribunal Constitucional”, frisou. Mário Mourão contraria ainda “quem diz que esgotaram os prazos” para o pedido de impugnação para as instâncias do partido. “As pessoas que gostam de se entreterem é que dizem que o prazo esgotou. O processo não parou e vai continuar”, asseverou. No entanto, Marco Ferreira, que foi eleito presidente da Co-

missão Política Concelhia do PS Trofa a 7 de dezembro de 2013, pela lista A, afirmou que esta decisão do TC era “expectável”. “Sempre estivemos tranquilos no decorrer do processo e fomos, pacientemente, aguardando por esse resultado. (O acórdão) põe fim a um processo que nos causou alguma ansiedade e fez com que o partido ficasse sem a possibilidade de, formalmente, constituir alguns dos seus órgãos, nomeadamente a tomada de posse da Comissão Política e o secretariado concelhio”, afirmou. Terminado o processo, o líder do PS Trofa anunciou que a tomada de posse “decorrerá em meados de março”. “Organizar o partido”, tendo em vista “o melhor envolvimento dos militantes” para dar uso à força de “uma das maiores concelhias do PS no país”, é o primeiro objetivo da comissão política. “Temos de criar uma estrutura capaz de dar resposta ao que os militantes pedem, no sentido de colocar essa força ao serviço dos interesses do concelho”, salientou Marco Ferreira, que anunciou como segundo objetivo “fazer uma atividade política forte, atenta e responsável” na “construção de propostas e na crítica àquilo que de errado se vai fazendo a nível municipal”. “A Câmara necessita dessa oposição, que é importante para a dinâmica democrática”. Eleições marcadas por desacatos Os ânimos estiveram exaltados nas eleições internas para a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Trofa.

Eleições de 7 de dezembro ficaram marcadas por desacatos

Na secção da Trofa, Mário Mourão e alguns militantes preparavam-se para entregar um protesto à mesa, pelo facto de a concelhia não ter aceite a sua lista para este ato eleitoral, dirigindo-se a Magalhães Moreira, presidente da Mesa da Assembleia eleitoral da Secção da Trofa. Sem que nada o fizesse prever militantes socialistas, empurraram a urna, que caiu da mesa e foi pontapeada por um deles. Magalhães Moreira tentou proteger a urna, e foi alvo de agressão ao ser empurrado quando segurava a urna onde estavam depositados os votos. Cá fora os ânimos continuaram ao rubro com supostos boletins de votos a serem encontrados junto da porta da secção da Trofa. Na mesma altura, Joana Lima, então presidente do PS Trofa, explicou que o mandatário da candidatura de Mário Mourão entregou uma lista e no prazo legal de 48 horas após essa receção a concelhia da Trofa pronunciou-se sobre a mesma, elencando três irregularidades

encontradas no processo. Vinte e quatro horas depois, acrescentou, foi-lhe entregue novamente o processo de formação de listas que mantinha uma das irregularidades: mais de 30 pessoas que constavam na lista não figuravam nos cadernos eleitorais, que “foram enviados à concelhia da Trofa pela Nacional”. Joana Lima afirmou que face a esta situação fez “cumprir os regulamentos”. Por seu lado, Mário Mourão acusou Joana Lima e a própria concelhia da Trofa de “incutir medo e perseguição” aos militantes e garantiu que a “Comissão de Jurisdição se pronunciou favoravelmente à integração dos militantes nos cadernos eleitorais”. Dias depois, em conferência de imprensa, o militante reiterou intenção de ir até às últimas consequências e “entregar no Tribunal Constitucional (TC) um recurso no sentido de exigir a legalidade dentre do PS”. O resultado desta intenção foi conhecido no dia 21 de fevereiro, com o acórdão do TC.


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Executivo Municipal ouviu reivindicações dos murenses Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A freguesia do Muro foi palco da segunda sessão da Presidência Aberta, levada a cabo pela Câmara Municipal da Trofa com o intuito de ouvir no terreno as reivindicações dos munícipes. Contactar com os autarcas locais e as populações, ouvindo no terreno, as suas sugestões, necessidades e reivindicações é o objetivo da iniciativa “Presidência Aberta” desenvolvida pela Câmara Municipal da Trofa. Durante esta quarta-feira, dia 26 de fevereiro, o executivo deslocouse à freguesia do Muro, onde esteve reunido com elementos das associações Muro de Abrigo e Associação Recreativa Juventude do Muro (ARJM), assim como com alguns murenses, tendo sido efetuadas visitas a alguns locais da freguesia. Durante a sessão, que decorreu na Junta de Freguesia, José Pedro Lima, presidente ARJM, quis saber como estão “as situações dos contratos-programa” e “dos transportes” e como se irá “resolver a questão do futebol popular, porque não tem havido competições”, o que tem sido “um bocado chato” pois “os miúdos estão a treinar sem competição”. “Outro problema grave” que o presidente retratou foi a necessidade de substituir “as telhas de amianto” que têm no ginásio. No que toca às telhas de amianto, o edil trofense, Sérgio Humberto, prometeu ajudar, monetariamente, na sua substituição. Já quanto ao futebol popular, Renato Pinto Ribeiro, vereador do pelouro do Desporto, declarou que a autarquia está a encetar diligências com a Associação de Futebol Popular da Trofa e em breve haverá desenvolvimentos. Já as “preocupações” da presidente da Muro de Abrigo, Fátima Silva, passam pelos “idosos, pelas pessoas que vivem com dificuldades, que infelizmente são bastantes, e pela pobreza envergonhada”. Defensora “aguerrida” pela vinda do metro até à Trofa, Fátima Silva aproveitou a reunião para “levantar a

Muro de Abrigo apresentou as suas preocupações

bandeira do metro”, mas “desta vez até à Serra-Muro”, por achar que seria “mais acessível” e “serviria as populações que mais utilizavam o comboio”. A representar a freguesia esteve o executivo da Junta do Muro. O presidente, Carlos Martins, avançou que as principais preocupações dos murenses estão relacionadas “essencialmente com o metro e saneamento”. No que toca ao saneamento, Carlos Martins asseverou que existe “uma infraestrutura feita há já sete anos”, contudo há “ainda duas bacias que não funcionam”, por problemas nas passagens nos terrenos. “As pessoas interrogam-se porque é que têm água e não têm saneamento depois de verem tanta máquina, há anos, a perfurar as nossas estradas e a deixá-las num estado caótico em que se encontram algumas”, referiu. Já as “principais preocupações” da Junta de Freguesia pas-

sam pelas “estradas que estão degradadas” e a vinda do metro, uma vez que a obra “não está contemplada” nos fundos do QREN 2014-2020, o que considera ser “ enganar a população”. “Com certeza que não vamos ficar parados e vamos manifestarnos. Tem que haver algum barulho, algum ruído para que saibam lá em baixo (Lisboa) que nós não somos ignorantes, inocentes e muito menos parvos, que é isso que nos têm feito nos últimos anos” frisou. “Nos próximos seis anos o metro dificilmente vai ao centro da Trofa” O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, considera ser “importante ouvir, no terreno,” as associações e os munícipes, uma vez que tem “a perceção daquilo que é mais premente”. Com esta iniciativa, o executivo pretende

que as reivindicações apresentadas pelos munícipes tenham “sequência”, tendo consciência que nuns casos o processo possa ser “mais moroso” e noutros “mais célere”. No início da sessão, o edil trofense informou que “os passos estão a ser dados” para a construção de uma rotunda na Carriça, de forma a combater “o

enorme tráfego” na Estrada Nacional 14, “ajudando as pessoas que trabalham, visitem e vivam na Trofa a não ter este constrangimento”. Já quanto à vinda do metro, Sérgio Humberto salientou que é “uma questão mais difícil”, tendo “consciência que nos próximos seis anos o metro dificilmente vai ao centro da Trofa”. Por essa razão, o presidente tem como “prioridade defender, numa primeira fase, a vinda do Metro até ao Muro”, apresentando como argumentos a “contenção de custos”, uma vez que passa dos “cerca de 140 milhões” para “30 milhões de euros”, e pelo facto de a população do Muro ser “a mais prejudicada” com a retirada de “um transporte público”. “Enquanto Câmara Municipal estamos disponíveis a dar passos claros, porque o Estado tem que ser uma pessoa de bem e se não for tem que responder a isso em tribunal”, finalizou. A primeira sessão da iniciativa “Presidência Aberta” decorreu na freguesia de Alvarelhos e Guidões, no dia 17 de janeiro.


Atualidade 7

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27 de fevereiro de 2014

Câmara lança marca Trofa na Assembleia Municipal Patrícia Pereira Hermano Martins

Nova imagem da Câmara vai ser colocada nas viaturas municipais, no novo fardamento dos funcionários assim como no novo website do município. Um novo símbolo, uma nova

imagem com a marca da Trofa. A Câmara Municipal da Trofa vai apresentar esta quinta-feira, na sessão ordinária da Assembleia Municipal da Trofa, às 21 horas, a nova imagem que a autarquia vai passar a usar em toda a sua comunicação externa. A criação da nova imagem foi financiada por Fundos Comunitários e vai passar pela “altera-

ção de logotipo da autarquia, por um novo website, assim como todo o economato da autarquia, a imagem de todas as viaturas municipais e o fardamento dos funcionários que têm contacto com o público desde os que prestam serviço no atendimento, passando pelos jardineiros, os funcionários das obras”, adiantou Sérgio Humberto, presidente da

Câmara Municipal. Com esta ação a autarquia pretende que se consiga dar a conhecer também o que se faz na Trofa, desde “as empresas que trabalham para a indústria aeronáutica, empresas de componentes de automóveis, empresas da área agrícola, entre muitas outras”, frisou o autarca. Considerando a Trofa por di-

versas vezes como “um diamante por lapidar”, Sergio Humberto espera que com esta iniciativa a Trofa continue a ter ambição de possuir as melhores empresas, as melhores práticas que necessitam apenas de ser projetadas, como é o caso da Feira Anual da Trofa que pretendemos internacionalizar”.

Sérgio Humberto eleito conselheiro nacional do PSD O social democrata Sérgio Humberto liderou a terceira lista mais votada para o Conselho Nacional do PSD, no congresso partidário realizado este fim de semana, em Lisboa. Num total de nove listas concorrentes, foram eleitos 70 conselheiros efetivos e 15 suplentes. Com 94 votos, a lista liderada por Sérgio Humberto conseguiu eleger nove conselheiros. A lista mais votada (que conseguiu 18 conselheiros) era liderada por Miguel Relvas e apoiada por

Pedro Passos Coelho. Em segundo lugar ficou a lista apoiada pela JSD (14 delegados) e em terceira a lista liderada por Sérgio Humberto. Esta não é a primeira vez que o trofense faz parte do conselho nacional já que em 2012 tinha sido eleito. Em declarações ao NT, Sérgio Humberto reconheceu “que é bom estar num órgão nacional de um partido, nomeadamente num dos três partidos do arco do poder”. “Estando lá, sabemos que estamos mais pró-

ximos das pessoas que neste momento têm capacidade de fazer aparecer as coisas, nomeadamente as pessoas que compõem o governo e que fazem parte deste órgão, quer do conselho nacional, quer do conselho de jurisdição”. Humberto adiantou ainda que estando neste órgão dá uma possibilidade de contactar diretamente e com mais frequência com membros do Governo, para no fundo trazer um conjunto de questões para a Trofa que é importante. Pub


8 Atualidade

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Jogar futebol virtual por uma causa Patrícia Pereira Cátia Veloso

Ajudar Inês Vilarinho foi o mote para o Torneio Solidário, que decorreu na sede do Leo Clube da Trofa, junto à Escola Secundária, durante a tarde de sábado, dia 22. Os videojogos uniram 15 jovens por uma causa: ajudar Inês Vilarinho, que sofre de um tumor raro. A ideia partiu do Leo Clube da Trofa, que organizou um Torneio Solidário, onde foram disputados os videojogos PES e FIFA 2014. Para participarem, os jogadores tinham que pagar uma

inscrição de cinco euros. O presidente do Leo Clube da Trofa, Daniel Lourenço, contou que o grupo quando teve “conhecimento do caso de Inês Vilarinho” decidiu que tinha que “fazer algo para ajudá-la”, tendo surgido a “ideia de fazer o torneio de videojogos”, uma vez que é algo que “está muito na moda entre os jovens e que costuma juntar muita gente”. Os fundos angariados revertem na totalidade a favor da jovem Inês. Daniel Lourenço queria “ajudar o máximo” que pudesse e apesar de saber que “não será um apoio muito grande”, acredita que “por cada inscrição, mais

próxima a Inês está de ter os tratamentos”. “É bom num sábado à tarde ter aqui os jovens todos a jogar, mas gostávamos de ter mais. Estamos a pensar fazer mais vezes este tipo de iniciativas”, declarou. O presidente referiu que na instituição já estão a pensar em organizar “outras atividades” para angariar fundos para Inês Vilarinho. Uma delas será um jantar, que está a ser organizado em colaboração com o Lions Clube da Trofa. Inês Vilarinho, de S. Romão do Coronado, é uma jovem de 15 anos que sofre de um carcinoma mioepitelial de partes moles da região lombar, sendo uma das três dezenas de casos no mundo. A jovem tem cumprido tratamentos na clínica de Duderstadt, Alemanha, que aposta nas vacinas de células dendríticas. Os tratamentos são dispendiosos e a família já não tem meios financeiros para suportar as despesas.

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Atualidade 9

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Cruz Vermelha lança campanha contra violência doméstica “Mãos que dão. Mãos que tiram. Denuncie”. Esta é a mensagem que se pode ver nos cartazes que foram colocados pela Cruz Vermelha para apelar à denúncia da violência doméstica. Natalina Andrade não sofre de violência doméstica. Por isso, para ser fotografada para a campanha da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) teve de “interiorizar o sofrimento das vítimas”, através dos casos que conhece. A marca de uma mão, pintada pela artista plástica Filipa Viana, no rosto de Natalina pretende personificar os agressores e o dramatismo da fotografia pretende sensibilizar para a importância da denúncia deste crime.

A voluntária foi um dos figurinos que deu a cara para a campanha “A violência tem um rosto”, que se materializa através de cartazes que estão espalhados por vários pontos do concelho desde 22 de fevereiro, Dia Europeu da Vítima de Crime. “É uma causa que é preciso divulgar cada vez mais. Foi uma pequena contribuição, mas que sirva para estas pessoas que sofrem de violência doméstica soltem as amarras do medo e denunciem, porque há sempre quem as apoie se pedirem ajuda”, afirmou Natalina, em declarações ao NT e à TrofaTv. Mais jovem, mas não menos sensibilizada, Cátia Barroso também foi uma das voluntárias que se deixou fotografar. Ao contrário de Natalina Andrade, não conhece nenhum caso de violência doméstica, pub

Campanha foi lançada no Dia Europeu da Vítima de Crime

mas não fica indiferente aos relatos de quem lida com esta realidade na Cruz Vermelha. “Estas mulheres e homens, que sofrem deste tipo de violência, precisam de ajuda e eu acho que dar a cara é um contributo”, explicou. Além da Trofa, também o concelho de Vila Nova de Famalicão aceitou colaborar no projeto e ter cartazes espalhados pela cidade. Afinal, como vinca Daniela Esteves, presidente da delegação da Trofa da CVP, trata-se de um flagelo “transversal”, que se ramifica por todo o país. A responsável afirmou que “fazia todo o sentido” integrar esta atividade no “plano de ação” no projeto “A Outra Face”, que trabalha a igualdade de género. “De-

cidimos apelar à denúncia e esta foi uma forma de chegarmos à população. A ideia era que ninguém ficasse indiferente e acho que as imagens estão bastante bem caracterizadas”, afiançou. De acordo com dados fornecidos pelo destacamento de Santo Tirso da Guarda Nacional Republicana, que tem a jurisdição do posto da Trofa, o ano 2013 foi o que teve menos queixas de violência doméstica registadas desde 2010: 56. Porém, foi o ano em que houve mais detenções: seis. Em 2011 foram feitas 107 queixas e uma pessoa foi detida, enquanto, em 2010, foram registadas 91 queixas e houve uma detenção. Em 2012, houve 68 queixas, mas nenhuma detenção.


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“Leilão dos Loucos” com casa cheia O salão paroquial de Alvarelhos encheu para a estreia da peça de teatro que o Grupo de Jovens da freguesia preparou. Na noite de sábado, 22 de fevereiro, a plateia repleta assistiu a “O Leilão dos Loucos”, que arrancou gargalhadas e espalhou boa disposição. A peça conta a história de uma senhora que quer vender a casa luxuosa que tem. Sem querer, publica no Facebook de modo público, permitindo que todos vejam a intenção de venda. Perante este acontecimento, são muitos os candidatos que aparecem para comprar o imóvel. Alguns farão tudo para o conseguir… até oferecer cabeças de gado. Uma das personagens que mais furor fez foi a empregada Isaura, uma mulher (retratada por um homem) mulata e com relevantes atributos, que além de não ter papas na lín-

gua, também tentará vender o imóvel da patroa sem consentimento. Os ingredientes reuniram-se e resultaram numa história recheada de momentos de humor. “Não pensávamos que no dia da estreia já não teríamos bilhetes para vender. Temos 530 pessoas no salão, que está lotado, o que nos deixa muito felizes”, contou Sérgio Teixeira, presidente do Grupo de Jovens de Alvarelhos. A preparar esta peça “há três meses”, o grupo conseguiu reunir “cerca de 40 pessoas”, de Alvarelhos, de Guidões e até da Maia, para participar. “Fizemos este teatro para conviver com as pessoas e dar-lhes alguns momentos para se rirem e angariarmos alguns fundos para pagarmos as nossas atividades durante o ano, para também convivermos no grupo”, explicou. C.V.

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Cerca de 600 novas árvores no Monte de Paradela Patrícia Pereira Cátia Veloso

Dezenas de voluntários plantaram novas árvores nativas no Monte de Paradela, na manhã de sábado, dia 22 de fevereiro. Seiscentas novas árvores nativas foram plantadas no Monte de Paradela, em S. Martinho de Bougado, entre elas sobreiros, carvalhos e áceres. Foram cerca de duas dezenas os voluntários que participaram na ação, que contou com o apoio da Câmara Municipal da Trofa e da Associação de Silvicultores do Vale do Ave. Gualter Costa, que confessou que já plantou “milhares de árvores”, participa nestas ações por “uma opção pessoal” e como “um ato cívico”, que considera ser “importante que exista na Trofa”. “É um ato que nos valoriza a todos, enquanto pessoas, cidade e comunidade. É um projeto que abracei já há algum tempo, tenho participado sempre que possível nestas plantações e gostava de ver muito mais gente da Trofa a aderir”, acrescentou.

A razão destas ações registarem pouca adesão, deve-se, segundo Gualter Costa, ao facto de “a divulgação não ser a melhor”. Além disso, é da opinião que “a própria Câmara devia ter uma maior intervenção no sentido de incentivar as pessoas a participar neste tipo de iniciativas”, uma vez que “faz bem a todos, à mente e ao corpo”. Esta ação de plantação está inserida no Projeto “100 mil árvores”, que tem como “principal objetivo” aproveitar “bolsas de território que estão com os solos nus, por sofrerem com incêndios ou que estão desaproveitadas” para aí plantar “árvores nativas”, de forma a que se consiga “diversificar o território da Área Metropolitana do Porto”, segundo contou Marta Pinto, coordenadora do projeto. Para Marta Pinto, a Trofa tem tido uma participação “muito relevante”, sendo “um dos municípios com mais hectares em intervenção” e que tem sido “extremamente ativo”, tendo já plantado “cerca de oito mil árvores nativas de diferentes espécies”. A coordenadora explicou que as árvores nativas são “muito importantes”, pois além de “ajudar a criar diversidade no ter-

Árvores nativas ajudam a criar diversidade no território

ritório”, prestam “serviços ecológicos muito importantes, como a regulação da água, a própria formação de solo, a captação de poluentes atmosféricos e de dióxido de carbono”. “É um conjunto de

serviços que não se vê e que as árvores nos prestam no dia a dia. As árvores nativas como estão muito adaptadas a este território conseguem potenciar mais o fornecimento desses serviços”, finalizou.


12 Atualidade

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27 de fevereiro de 2014

Projeto para reinserir ex-dependentes ganhou candidatura e terá duração de quatro anos

ASAS arranca com 2ª fase do “Reinserir na Trofa” Cátia Veloso catia@onoticiasdsatrofa.pt

ASAS conseguiu financiamento para retomar a ação do projeto “Reinserir na Trofa”, que ajuda ex-dependentes a reintegrar-se ao nível familiar e socioprofissional. Domingos Claro foi um dos utentes da ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso) que, com um passado vivido na toxicodependência, aceitou fazer parte de um projeto de reinserção familiar e social. Depois de muitas privações e desafios ultrapassados, Domingos conseguiu encarrilar a vida, recuperar o seu lugar no seio familiar e até aventurar-se num projeto profissional. Apesar de ser um dos casos de sucesso do projeto “Reinserir na Trofa”, que terminou no início do ano passado, Domingos Claro continuou a visitar o Centro Comunitário da ASAS, assim como os restantes colegas, para não quebrar os laços que criou com os técnicos da associação.

Projeto pretende ajudar cerca de 50 pessoas

“Com os nossos recursos, tentamos fazer almoços e outras atividades”, contou, sem deixar de manifestar gratidão por aqueles que desenvolveram um projeto que lhe deu “mais força” para “seguir em frente” e “acreditar sempre que é possível”. Helena Oliveira, presidente da ASAS, confirma: “A ligação foi tão forte que alguns deles continuaram a vir cá, porque não têm retaguarda familiar e a família deles passou a ser o grupo de

apoio da ASAS. Passaram a vir cá tomar banho, passar as tardes e a participar nos nossos eventos”. Depois de quase um ano de interregno, a ASAS candidatouse novamente com o projeto “Reinserir na Trofa” e conseguiu financiamento. “Foi uma candidatura que decorreu até outubro e soubemos que tinha sido aprovada em dezembro. Tem a duração de quatro anos e esperamos que, pelo menos, 50 pessoas

tenham reinserção familiar e socioprofissional”, explicou. A reunião de apresentação teve lugar no Centro Comunitário da ASAS, na Trofa, no dia 21 de fevereiro, e juntou várias entidades e parceiros da associação. Esta nova fase do projeto conta com “inovações”, como a parceria celebrada com a Academia das Emoções que, segundo o diretor João Abreu, vai desenvolver “atividades de carácter artístico, cultural e de proximidade às empresas, mundo associativo e imprensa”. “Queremos organizar workshops, oficinas, visitas e conversas para que os utilizados se possam reinserir não só nas famílias, mas também na comunidade e, principalmente ao nível profissional. A intenção é que adquiram competências técnicas e comportamentais, como a disciplina, a gestão do tempo e a higiene”, asseverou. Os utilizadores serão desafiados “a criar o logótipo do projeto”, assim como desenvolver o “merchandising”, criar o “hino” e “organizar alguns eventos”. Apesar de não ter intenções

de participar com regularidade no novo projeto, devido às novas exigências profissionais, Domingos Claro não duvida que será “mais um alento” para quem quer recuperar a vida. O que é o “Reinserir na Trofa”? Este projeto tem como principal objetivo ”apoiar na reinserção e na reintegração pessoal e profissional” de pessoas com um passado de toxicodependência ou alcoolismo. Os utilizadores do projeto “precisam do apoio para dar o passo seguinte na sua efetiva reinserção pessoal e profissional”, explicou Natércia Rodrigues, educadora social. O trabalho da ASAS passa pela “dinamização de diversas atividades lúdicorecreativas e ao nível da terapia (reuniões de autoajuda), com o objetivo de dotar os participantes de competências perdidas devido aos consumos para que reaprendam e consigam, mais facilmente, a integração social”.


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Café Tropical com nova gerência Vinte e dois de fevereiro de 2014 marca uma nova era no Café Tropical, situado na loja número um do Edifício Complexo Tropical, na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, pois foi nesta data que o espaço reabriu com nova gerência. Faz parte do cardápio do Café Tropical sopa, pão quente, petiscos variados, pizza, hambúrguer, sandes à Tropical, cachorros especiais e francesinhas. Para

provar um destes petiscos, a gerência aceita reservas através do número 224 915 247. O horário de funcionamento é de segunda a quinta-feira e domingo entre as 7 e as 24 horas e à sexta-feira e sábado entre as 7 e as 2 horas. Pode ainda visitar a página do café na rede social, através do link www.face book.com/pages/Café-Tropical. pub


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Atualidade 17

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Esperados milhares de pessoas na Feira Anual da Trofa Patrícia Pereira Cátia Veloso

Junta de Freguesia de Bougado, com o apoio da Câmara Municipal da Trofa, ultima os preparativos para a 68ª edição da Feira Anual da Trofa. Novidade desta edição é a aposta na juventude, com uma tenda de espetáculos. É já esta sexta-feira que inicia a edição de 2014 da Feira Anual da Trofa, que decorre até 2 de março. A feira e mercado transformam-se na capital da agropecuária e da tradição equestre da Península Ibérica, sendo a Feira Anual considerada como a maior do Norte de Portugal. O presidente da Junta de Freguesia de Bougado, Luís Paulo, referiu que este tipo de feiras é “muito importante para a nossa terra, mesmo em termos de turismo”, tendo que “ser uma aposta”, uma vez que o concelho tem a sua origem na “agricultura”, que tem “um peso muito importante na nossa economia”. Este ano, a Feira Anual da Trofa vai contar com “cerca de 90” expositores, cujos stands já começaram a ser montados com duas semanas de antecedência. Luís Paulo contou que a preparação do certame está a “correr bem, com muito trabalho e empenho”. Este ano além de ter sido “antecipado o início da montagem das casetas dos cavalos, que é um trabalho muito demorado”, a organização tem contado com “as sinergias” dos funcionários da Junta, “baixando” assim “os custos” do certame. O orçamento deste ano foi “reduzido”, caso contrário “não haveria hipótese de manter a feira” e de continuar com “esta tradição”. “Esta feira só poderá con-

Luís Paulo e Lina Ramos esperam que evento seja um sucesso

tinuar se fizermos alterações profundas no seu custo, porque a manter-se o custo anterior, estava condenada a continuação da feira”, acrescentou. A novidade desta edição são as atividades mais vocacionadas para a juventude, como é o caso da tenda de espetáculos, que, durante dois dias, vai receber vários DJ e sessões de stand up comedy. Luís Paulo afirmou que esta é “uma aposta na juventude”, tendo sido necessário “criar um espaço que fosse apelativo para trazermos a juventude para as tradições da nossa terra”, apresentando um “programa à noite muito interessante para os jovens”. O presidente da Junta de Freguesia acredita que o certame “tem margem” para progredir ainda mais, sendo um dos objetivos deste executivo “alargar a abrangência”, que “hoje tem uma importância muito grande, quer em termos de tradições, quer em

termos ibéricos”. Para a organização deste certame, a Junta de Freguesia conta com o apoio da Câmara Municipal da Trofa. Para a vereadora do pelouro Mercados e Feiras da autarquia trofense, Lina Ramos, é com “grande prazer” que a Câmara apoia na organização de um evento que atrai “milhares de pessoas”. “Tentamos de todas as maneiras que o nosso concelho seja divulgado. O ano passado tivemos mais de cem mil pessoas e tentamos que desta vez ultrapasse, fazendo este ano algo diferente para chamar os jovens à nossa feira”. Lina Ramos salientou que a Feira Anual da Trofa é, “sem margem de dúvidas”, um cartaz turístico do concelho que importa destacar, sendo “muito importante” para a economia do concelho. Já o edil trofense, Sérgio Humberto, referiu que o certame ganhou “outro tipo de dinâmicas”

há “cerca de sete anos”, sendo considerada como “a maior feira agropecuária do país”. No entanto, para si isso “não chega” e Sérgio Humberto pretende “dar outro passo mais à frente” e “projetar esta feira”. Tendo “a consciência” que a “área do primeiro setor é fundamental para a Trofa e que sempre a caracterizou”, o presidente quer “apostar” na agricultura e que “no futuro os jovens também estejam ligados a esta área”. “Temos muitos produtores de leite, temos produtores na Trofa que são os maiores do norte, nós temos vendedores de máquinas

agrícolas, temos um tecido enorme nesta área e portanto temos que potenciar esta Feira”, justificou. Um dos “constrangimentos” deste certame é “a localização do espaço, que começa a ser pequeno e ambíguo no futuro”, sendo essencial “olhar e requalificar” o espaço. Apesar dos “constrangimentos financeiros”, Sérgio Humberto asseverou que isso “não pode ser um fator limitativo de darmos passos sólidos para a feira se afirmar como uma das grandes do país e uma feira internacional”. A inauguração oficial do certame está marcada para as 10 horas do dia 28 de fevereiro e vai contar com a presença do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito. O dia é ainda dedicado maioritariamente às crianças, com a visita dos alunos das escolas do concelho da Trofa. A noite de sexta-feira fica marcada com a atuação dos “Dj Begueiros” – Miguel 7 Estacas e João Seabra. No dia seguinte, além dos concursos já habituais, os visitantes da Feira podem assistir, pelas 15 horas, à atuação do Grupo “A Rapaziada”, seguindo-se o Festival de Folclore, com a presença dos ranchos folclóricos da Trofa e de Flores de Verde Pinho do Coimbrão (Leiria), encerrando com os espetáculos dos Dj Meninos do Rio e Dj Trofenses.

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18 Atualidade

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27 de fevereiro de 2014

Feira Anual é “muito importante para o setor agrícola”

“Já começa a ser uma feira de referência” na vertente equina A vertente equina da Feira Anual da Trofa é organizada pela Confraria do Cavalo. Este ano, a chanceler, Joana Matos, denotou que esta edição será “novamente completa”, com o picadeiro a ser preenchido “desde sexta-feira a domingo ao fim da tarde”. Na sexta-feira, pelas 17 horas, tem início o Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho com a prova de ensino e pelas 22.30 horas a garraiada. Já no sábado, há o Concurso de Modelo e Andamentos, Horse Ball (19 horas), Desfile da Confraria do Cavalo (21.30 horas), seguido da Gala da Confraria e das Cavalhadas. O último dia conta com uma prova de Atrelagem, Horse Paper, Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho com as provas de maneabilidade e velocidade, Hora dos Campeões do Concurso de Modelo e Andamentos, terminando com o Horse Ball. Pelas inscrições, Joana Matos prevê a participação de “cerca de 300 cavalos”, o que será “o número ideal para uma feira com estas características”, de forma a “não haver acidentes e a não haver so-

brecarga de número de animais na manga e no picadeiro”. A nível de provas, “as únicas” que poderiam “crescer são as provas lúdicas”, que são o Horse Paper e as Cavalhadas”. No Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, a chanceler teve que “limitar o número de inscrições, para ser possível ser realizado na Trofa”, assim como o Concurso de Modelo e Andamentos que já “está no limite”. Na vertente equina, Joana Matos sublinhou que a Feira Anual “já começa a ser uma feira de referência”, principalmente pelo Concurso de Modelo e Andamentos, onde participam “criadores de todo o país”, que pretendem “demonstrar o seu produto na primeira feira de 2014, tentando arrecadar prémios e valorizá-lo para o resto das feiras que virão ao longo do ano”. Tal como nos “últimos dois anos”, nesta edição também se esperam “bons exemplares”, estando já confirmadas a presença de “coudelarias de referência”, como “a Coudelaria Santa Margarida e as coudelarias do Norte”, nomeadamente das da Trofa. P.P.

Concurso da Raça Holstein Frisia vai na 12ª edição Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A organização da Feira Anual da Trofa conta com a colaboração da Cooperativa dos Agricultores de Santo Tirso e Trofa. Há “12 anos” que a Cooperativa dos Agricultores de Santo Tirso e Trofa colabora na Feira Anual da Trofa, com a organização do Concurso da Raça Holstein Frísia. O presidente da Cooperativa, Vítor Maia, referiu que o certame é “muito importante” não só para “a Trofa e para a região”, como também “para todo o setor agrícola”, servindo de “ponto de encontro” entre os participantes. Em termos económicos, na Trofa a atividade que tem “mais valor” é a “produção do leite”, uma vez que representa “à volta de seis milhões de euros de faturação no concelho”, criando “muitos postos de trabalho, diretos e indiretos”, tendo “um peso muito significativo na região Norte”. O presidente evidenciou que a Feira Anual tem tido “um crescimento gradual e

sustentado”, sendo “nos dias de hoje um dos melhores certames do País”. O certame recebe visitantes “de todo o país, incluindo Açores”, uma vez que é “um marco em termos de um certame agrícola nacional”. Vítor Maia espera que esta edição seja “um sucesso como tem sido nos outros anos” e que no Concurso “o que tiver os melhores animais seja o grande vencedor”. O presidente salientou a importância do Concurso Holstein Frísia, por ser “uma mostra de como os agricultores tratam bem os seus animais” e de o consumidor “poder assistir às ordenhas”. Na sexta-feira há o 6º Concurso de Preparadores e Manejadores da Raça Holstein Frísica (10.30 horas) e o Concurso Pecuário da Raça Arouquesa (14 horas). O dia seguinte fica marcado pelo Concurso Pecuário da Raça Minhota (9.30 horas) e o 12º Concurso Raça Holstein Frísia - Animais jovens (14 horas). Já no domingo, há o 12º Concurso Raça Holstein Frísia - Animais adultos (9.30 horas) e o Concurso Pecuário da Raça Barrosã (14.30 horas).


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Era uma vez a Feira Anual da Trofa... Foi a 2 de março de 1946 que Feira da Trofa teve a sua primeira edição. A partir daqui, anualmente no primeiro fim de semana de março a Trofa é palco da maior feira agropecuária do norte de Portugal. “Atendendo a que a Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, e os seus moradores, por várias vezes, têm apresentado a esta Câmara a sua velha aspiração do estabelecimento de uma feira semanal naquela freguesia, a realizar aos sábados, nos terrenos do chamado parque da Senhora das Dores; atendendo a que aquela freguesia está bem servida de meios de transporte e de vias de comunicação que muito devem contribuir para o bom êxito da feira; e atendendo a que os estabelecimentos da feira muito deve contribuir para a realização de vários melhoramentos de que aquela freguesia carece, pela arrecadação da receita proveniente do aluguer de terrenos, aliviando assim, em parte, os constantes pedidos à Câmara de subsídios e à Junta de

Barrosã é uma das raças a concurso

Freguesia para realização de pequenas obras urgentes. Proponho que a Câmara delibere (…) e autorize a Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, conforme solicitou, a estabelecer naquela freguesia uma feira semanal a realizar aos sábados, sob a denominação de Feira da Trofa”. Este é um excerto de ata referente à reunião do executivo da Câmara Municipal de Santo Tirso,

que aprovou por unanimidade a criação da feira semanal na Trofa, na sessão do dia 5 de janeiro de 1946, após décadas de diligências, pelo então presidente Adriano Fernandes de Azevedo. Foi a 2 de março de 1946 que, em ambiente de verdadeira euforia, com a presença das autoridades e de gente vinda de todo o país, usando para isso os comboios que a CP punha neste dia

em circulação para trazer os milhares de visitantes, que se procedeu à solene inauguração da Feira da Trofa. A partir deste dia, a Feira semanal realizava-se todos os sábados no Parque Nossa Senhora das Dores, contando com duas feiras anuais: uma no primeiro sábado de março (data do aniversário da sua criação) e outra no primeiro sábado de setembro, mais conhecida por Feira

de S. Miguel. A partir de 1950 ficou só a Feira de Março, pois a de setembro acabou. Com três grandes secções – agrícola, comercial e pecuária – e acarinhada por todas as localidades circundantes, que dela igualmente beneficiavam, tão importante iniciativa desde logo se impôs como alto beneficio prestado às respetivas populações e com manifesto reflexo em todas as atividades económicas da freguesia e, de um modo especial, nos setores agrícola e pecuária da região. Em 2002, o certame iniciou o seu percurso ascendente, mudando a sua localização para a Feira e Mercado. Dois anos depois, já se verificava a necessidade de um espaço de maiores dimensões, para receber mais concorrentes. A Feira Anual da Trofa não é só um belo cartaz de divulgação da agricultura, da pecuária e da produção de leite, mas é também um espelho da inovação que em termos de maquinaria e alfaias se tem registado para satisfazer as exigências do setor primário em Portugal.

APVC despertou para a “sensibilização ambiental” Durante dois fins de semana, a Associação para a Protecção do Vale do Coronado marcou presença na feira Horta Comigo, que se realizou na Exponor. Pacotes de leite, garrafas de plástico vazias, paletes de madeira e até pneus serviam de abrigo para as plantas que aí foram plantadas. Durante a presença na feira Horta Comigo de 13 a 16 e de 20 a 23 de fevereiro, a Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC) fez uma “sensi-

bilização ambiental”, dando “destaque” à “criação sustentavelmente ecológica, com horta, jardim e viveiro em modo vertical e horizontal, reutilizando embalagens e afins”. “Numa varanda ou num terraço urbanos, com imaginação e sustentabilidade, também é possível semear, plantar e colher. É fácil, é barato e –, com a APVC -, até dá melões”, referiu fonte da associação. Além do stand, a APVC participou neste certame com dois workshops dedicados à “Produção de Cerveja Artesanal” e “O

Mundo Maravilhoso das Orquídeas”, que contou com o trabalho de “11 voluntários”. A associação registou “boa adesão de público”, principalmente nas “tardes de sábado e domingo”. “Com muitas questões e animadas discussões à volta das hortas e jardins verticais, para lá de ser ponto de encontro de ativistas e defensores do ambiente, proporcionando ainda o despertar turístico a muito boa gente que ficou com curiosidade para conhecer a região do Vale do Coronado”, contou, sublinhando que a feira acabou por ser “uma oportunidade bem aproveitada para promover o Coronado e também projetar o concelho da Trofa”. A feira Horta Comigo – evento de hortas, jardins e produtos naturais –, integrada na Exponor In House, em Matosinhos, decorreu em simultâneo com as feiras Exponor InHouse - Salão da Casa ao Jardim (Mobiliário, Decoração, Iluminação e Piscinas) e o Portugal DOP 2014 - Rota de Saberes e Sabores. Já em 2013, a APVC tinha participado na Exponor InHouse, com um stand promocional ao Vale do Coronado, onde “promoveu a Arte

Stand da APVC despertou a curiosidade dos visitantes

Sacra do Coronado”, um mercadinho biológico e dez colóquios sobre “compostagem, cogumelos, ervas aromáticas e outros temas emergentes”. A associação já está a preparar mais um workshop dedicado à “Produção de Cerveja Artesanal”. A sessão, que está marcada para o dia 15 de março, entre as 10 e as 18 horas, em S. Mamede do Coronado, vai ser liderada pelo mestre cervejeiro Pedro Sousa. “Sempre sonhou em produzir a sua própria cerveja? Se fosse pos-

sível produzir cerveja em casa com alta qualidade e custos reduzidos, aceitaria o desafio? Descubra os ingredientes, os diferentes tipos de cerveja e formas de produção. Aprenda como dar os primeiros passos nesta aventura com um mestre cervejeiro”, convida a associação. A inscrição pode ser feita através do email valedocoronado@gm ail.com ou do número 917 040 207. Acompanhe as iniciativas da APVC através da página do Facebook “valedocoronado”. P.P.


22 Ambiente

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27 de fevereiro de 2014

Serra de Bougado foi um pântano na Era Paleozoica

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JUSTIFICAÇÃO

Rochas com 400 milhões de anos “resistem” em S. Gens Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Sensibilizar para a preservação do património geológico do concelho foi o objetivo da ADAPTA, com o workshop que promoveu em S. Gens, onde deu a conhecer as rochas ftaníticas, que mostram que, há milhões de anos, a Serra de Bougado foi uma espécie de pântano. No Monte de S. Gens prevalece um património geológico tão valioso, que é urgente preservar. Este é o entendimento da ADAPTA (Associação de Defesa do Ambiente e Património da Trofa), que na tarde de sábado realizou um workshop para dar a conhecer o património geológico do concelho, mais concretamente na Serra de Bougado (que faz parte do anticlinal de Valongo), com as pré-históricas rochas ftaníticas. Estas são datadas do período Silúrico (Era Paleozoica) e podem ter entre 416 a 433 milhões de anos. Trata-se de rochas sedimentares, siliciosas, muito finas e com coloração cinza clara, em alternância com níveis mais escuros, e no Monte de S. Gens apresentam-se muito deformadas e dobradas.

Os ftanitos tiveram origem numa zona mais profunda de uma bacia marinha, onde a circulação de água seria praticamente inexistente, tal como a presença de oxigénio. Ou seja, são a evidência que a Serra de Bougado fazia parte de uma espécie de pântano. Estas rochas contêm muitos fósseis, principalmente de graptólitos, seres de alguns milímetros que tinham uma carapaça quitinosa. A visualização destas rochas é rara em Portugal e no Mundo, pelo que os responsáveis da ADAPTA alertam para a importância da preservação deste património geológico, assim como de outros elementos presentes na Serra de Bougado (que se estende por Guidões, Alvarelhos e S. Romão do Coronado), como os quartzitos, xistos argilosos, conglomerados e rochas graníticas. Com um público de cerca de 20 pessoas, a geóloga Ana Araújo ministrou o workshop que teve uma parte teórica e outra prática, com saída para o terreno para ver os quartzitos, mesmo junto à capela de S. Gens, e as rochas ftaníticas, na Avenida da Maganha. “O objetivo principal é sensibilizar para o património geológico

que temos no concelho e para a importância da geoconservação. As pessoas pensam muito na biologia e na conservação da ‘bio’ e esquecem-se um bocadinho da ‘geo’, mas sem uma não havia a outra”, explicou Ana Araújo, em declarações ao NT. A geóloga referiu que, associadas à Serra de Bougado, também estão marcas de locomoção de trilobites (fósseis), no entanto sublinha que “como algumas bancadas foram destruídas, não é propriamente fácil encontrar”. Pedro Daniel Costa, presidente da ADAPTA, afirmou que esta iniciativa foi pensada para “alertar para o facto de os vestígios préhistóricos estarem a desaparecer”. “Com as novas construções, as pessoas adquirem os terrenos e, muitas vezes, não sabendo que existem esses vestígios, acabam por destrui-los. Aqui, em S. Gens, temos um trabalho que está muito bem feito pelo padre Francisco, no entanto, há documentos na Casa da Cultura, que provam que existiram seres com milhões de anos, que acabaram por ser destruídos”, frisou. Como ainda há “uma parte” que se mantém intacta, a ADAPTA decidiu contribuir para “sensibilizar para a preservação da História”.

Certifico para fins de publicação que, por escritura de vinte e quatro de fevereiro de dois mil e catorze, lavrada a folhas setenta e oito e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número Cinquenta e Cinco – A, do Cartório na Maia, sito na Rua Dr. Carlos Felgueiras, número cento e três, primeiro andar, sala cinco, da notária Licenciada Cláudia Sofia Duarte da Silva Barbas, MANUEL FERREIRA ALVES PINTO e mulher FRANCELINA VINHAS DA COSTA, casados sob o regime de comunhão geral de bens, naturais, o marido da freguesia de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, a esposa da de Muro, concelho de Santo Tirso, atual concelho da Trofa, residentes em 4 Rue de L’Abreuvoir, 03410 Domerat, França, contribuintes fiscais 200.777.882 e 200.777.890, declararam: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano composto por casa de rés do chão, sito no Lugar de Gueidãos, freguesia do Muro, concelho da Trofa, com a área total e coberta de cinquenta metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 46, com o valor patrimonial tributário e atribuído de CINCO MIL NOVECENTOS E DEZ EUROS e descrito na Conservatória do Registo Predial da Trofa sob o número mil quinhentos e catorze. Que o prédio, no entanto, encontra-se registado a favor de Francisco da Silva Fonseca, casado, residente nesse lugar de Gueidãos, conforme inscrição com a apresentação dois de vinte e um de dezembro de mil novecentos e quarenta e seis. O mencionado Francisco da Silva Fonseca e mulher, vendeu o prédio a José Guilherme Alves da Costa, casado com Maria Rosa Marques Moreira da Costa sob o regime de comunhão geral de bens, residente na África do Sul, em Joanesburgo, em data que não consegue precisar e cuja escritura não conseguem encontrar, apesar das buscas feitas, nem sabem o Cartório em que ela se efetivou. Que estes, José Guilherme Alves da Costa e mulher Maria Rosa Marques Moreira da Costa, venderam ao aqui primeiro outorgante marido o dito prédio no dia sete de julho de mil novecentos e setenta e um, por escritura de compra e venda lavrada a folhas cinquenta e oito e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número B - Cinquenta e Oito no Segundo Cartório da extinta Secretaria Notarial de Santo Tirso. Que têm título da transmissão subsequente que se invoca na escritura. É certidão de narrativa e está conforme o original. Maia, vinte e quatro de fevereiro de dois mil e catorze. A Notária Cláudia Sofia Duarte da Silva Barbas pub


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27 de fevereiro de 2014

Clube de leitura com chá e chocolate à mistura Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O primeiro encontro do Clube de Leitura da Biblioteca da Associação Humanitária realizou-se na tarde de sexta-feira, 21 de fevereiro. À volta de uma mesa, os nove elementos do Clube de Leitura da Biblioteca da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT) deram o pontapé de saída de um projeto cultural que pretende abrir as portas daquele espaço à comunidade. Tal como o epíteto anuncia, no primeiro encontro falou-se de livros, histórias e autores, mas em cima da mesa também estiveram as chávenas com chá ou chocolate, para tornar a conversa mais agradável. Num grupo dominado por mulheres - só teve um elemento masculino -, de faixas etárias desde os 20 aos 65 anos, foi possível “uma interessante partilha de experiências em diferentes contextos e épocas”, contou Ana Oliveira, responsável pela Biblio-

Encontros vão acontecer nas terceiras sextas-feiras do mês

teca. “O balanço que se faz do primeiro encontro é, a meu ver, bastante positivo. Apresentámos aos presentes uma plataforma online portuguesa direcionada especificamente para clubes de leitura e pretendemos utilizá-la como forma de contactar uns com os outros, criar e participar em fóruns de discussão e publicar o feedback de cada encontro. Também lançamos o desafio aos presentes de responde-

rem a um pequeno questionário, que serviu de mote para a conversa que durou cerca de uma hora”, contou. Os encontros vão realizar-se na terceira sexta-feira do mês (salvo sobreposição com algum outro evento) às 18 ou 21 horas, conforme a disponibilidade da maioria dos elementos. Para os que não puderam estar presentes na primeira atividade, a Biblioteca tem agendada uma para es-

ta sexta-feira, 28 de fevereiro, às 21 horas. “O seu carácter público, aberto a todos, faz a própria triagem dos elementos que querem fazer parte dele, ou seja, não há imposições e portanto assumimos que cada um vem pelo gosto que tem pelos livros, partilhar as suas leituras ou pela vontade em adquirir novos hábitos de leitura caso não os tenha”, sublinhou Ana Oliveira.

Estes encontros são também uma forma de ampliar a ação da Biblioteca, espaço visto como de leitura, consulta e silêncio. “Criamos um momento de conversa que reúne diferentes faixas etárias em torno do mesmo tema, numa partilha de ideias sobre um autor, uma determinada obra ou um mesmo tema abordado por diferentes autores. O chá e o chocolate são por nossa conta”, revelou. Além de contribuir para “encorajar à leitura”, o grupo pretende ainda dar a oportunidade de os elementos “partilharem as suas leituras e ter a sinopse de outras obras lidas pelos restantes colegas”. O segundo encontro já tem tema escolhido: durante o mês, cada elemento foi desafiado a escolher uma obra escrita por um autor lusófono. Para os que estão mais afastados da literatura, o desafio fica lançado: “Para quem faz parte do grupo de pessoas que ‘não tem tempo para ler’ dê uma oportunidade a si mesmo de dispensar uma hora por mês e vir até à Biblioteca da AHBVT”.

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27 de fevereiro de 2014

Clitrofa e Colégio assinam protocolo Alunos do Colégio da Trofa terão oportunidade de alargar conhecimentos na área da saúde, graças ao protocolo assinado entre o estabelecimento de ensino e a Clitrofa. O Colégio da Trofa e a Clitrofa assinaram um protocolo de colaboração, que vai permitir aos alunos ter formação na área da saúde. A assinatura da parceria aconteceu na tarde de 20 de fevereiro e serviu também para os responsáveis do Colégio conhecerem as novas instalações e valências da clínica. Além de poderem ampliar o espetro de conhecimentos, os alunos – e familiares diretos também terão descontos nos serviços da cínica, assim como professores e funcionários do Colégio. “Desde a primeira hora, percebendo a dimensão, o alcance e a seriedade do projeto, decidimos anuir a esta proposta”, afiançou Manuel Pinheiro, diretor pedagógico do estabelecimento de ensino. A formação na área da saúde, a que os alunos terão acesso, através dos profissionais da

Colégio e Clitrofa assinaram protocolo de colaboração

Clitrofa, permitirá imprimir mais um cunho de qualidade no ensino do Colégio. “Para além das atividades curriculares na sala de aula, queremos que as nossas crianças, desde tenra idade, cresçam de forma harmoniosa. Ou seja, além da matemática, da física, da história e do português, já um conjunto de conhecimentos que, estamos certos, se dominarem, ficam mais enriquecidos”, explicou. Por seu lado, a Clitrofa vê neste protocolo uma forma de “fortalecer o processo de simbiose”

que a clínica “está a desenvolver com a comunidade da Trofa”. “Como ensino de excelência que é caracterizado, o Colégio foi a primeira instituição que contactamos no sentido de fortalecermos os laços com os utentes e participarmos na formação dos jovens, que são os homens de amanhã, com as nossas valências e serviços, para que as pessoas cresçam de uma forma global, não só nas áreas do saber, mas também nas áreas da personalidade e da formação da saúde, que são extremamente im-

portantes”, frisou. Com esta ação, a Clitrofa tem a intenção de “ser mais reconhecida pelo concelho” que a alberga e “fazer mais por ele”. Esta aproximação é um passo para acabar com a disparidade existente entre o reconhecimento local e aquele que se verifica nacional e internacionalmente. “Temos um percurso singular, porque somos uma referência na área da saúde, particularmente da medicina dentária, mas mais reconhecida fora do concelho. Fazemos formação pós-graduada para mé-

dicos, enfermeiros e técnicos de próteses, não só a nível nacional, mas também internacional. Há grupos de médicos de Itália, Espanha, Polónia e Reino Unido que vêm à Trofa fazer formação. Na área dos implantes dentários, o último modelo apresentado no país foi lançado no concelho”, explicou Fernando Duarte, que anunciou a intenção de celebrar mais parcerias com entidades trofenses. Com instalações de 3600 metros quadrados, a clínica, onde trabalham 15 pessoas, tem várias áreas de intervenção e adotou um carácter “hospitalar”, assumindo-se “completamente autónoma na prestação de serviços”. “Temos o serviço médico-dentário, enfermagem, nutrição e cirurgia plástica, numa abordagem não só facial, mas também corporal, com a posterior tonificação muscular e a reabilitação física do paciente. Temos o laboratório onde são produzidas as próteses e implantes dentários e a área da imagiologia”, explicou. Brevemente, a Clitrofa pretende colocar à disposição de quem a visita o espaço medical spa. C.V. pub

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Santo Tirso duplica apoio municipal ao arrendamento Na reunião do executivo municipal de Santo Tirso, que se realizou no dia 18 de fevereiro, foi aprovada a alteração ao regulamento de Apoio Municipal ao Arrendamento, que prevê um aumento de investimento para “250 mil euros”. “Um casal com dois filhos menores, em que o único elemento trabalhador aufere o salário mínimo, poderá ter o apoio máximo de 150 euros na sua renda mensal”. Este é um dos exemplos práticos da Câmara Municipal de Santo Tirso que usou para explicar a duplicação de subsídio de Apoio Municipal ao Arrendamento e o aumento dos valores a atribuir às famílias beneficiadas. A verba global deste programa passou de “125 mil para 250 mil euros”, na expectativa de responder aos “vários pedidos de apoio que chegam ao serviço de Coesão Social”. Enquanto em 2013 foram abrangidas “150 famílias”, no final de 2014 espera-se que o programa chegue “a mais de 250”. Sobre o novo regulamento do subsídio, o presidente da autarquia, Joaquim Couto, lembrou que a medida terá “grande impacto nas famílias, não só pelo aumento da verba destinada a este programa, que permitirá abranger mais casos, mas também por força do aumento dos valores atribuídos aos beneficiários”.

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Uma das vantagens mais evidentes deste subsídio “prende-se com o facto de garantir casa às famílias com problemas económicos, garantindo a sua inclusão social”. “Em Santo Tirso, não queremos construir mais habitação social. Iremos privilegiar o Apoio Municipal ao Arrendamento, de forma a não estigmatizar quem necessita de ajuda”, declarou, referindo que “este programa tem como vantagem o facto de permitir a mobilidade dos inquilinos, que não ficam reféns de um empréstimo bancário, no caso de terem necessidade de mudar de habitação, e, por outro lado, ajuda a construir uma bolsa de arrendamento municipal”. O subsídio de Apoio Municipal ao Arrendamento está dividido em cinco escalões: no primeiro, o apoio é de 50 euros, no segundo 75 euros, no terceiro 100 euros, no quarto 125 euros e no quinto escalão 150 euros. “Os apoios são calculados de acordo com os rendimentos do agregado familiar, sendo que o novo regulamento introduz uma alteração significativa. Para efeitos de atribuição, serão tidos em conta os membros do agregado que não auferem de qualquer vencimento, pelo que, ao rendimento mensal bruto da família, será deduzido um décimo do salário mínimo nacional por cada dependente”, acrescentou o autarca. pub


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27 de fevereiro de 2014

Trofense regressa às vitórias Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

O Trofense venceu o Braga B por 1-2, na 31ª jornada da 2ª Liga. Preciado, na sequência de uma grande penalidade, e Maicon Assis marcaram os golos da equipa da Trofa. Nove jogos depois, o Clube Desportivo Trofense regressou às vitórias na 2ª Liga. Foi o sexto triunfo no campeonato, esta época, que permitiu à equipa liderada por Porfírio Amorim aumentar a distância pontual (cinco) para o último classificado, o Atlético, e aproximar-se do 20º, a Oliveirense, que atualmente tem mais três pontos. Diante do Braga B, era imperativo para o Trofense conseguir um triunfo para afastar o “fantasma” dos maus resultados, que o condenavam a um lugar incómodo na tabela classificativa e punha a nu as fragilidades de um grupo cada vez mais inseguro. Os primeiros 20 minutos da partida foram desprovidos de intensidade e motivos de interesse. No entanto, notou-se um ascendente da formação bracarense que chegou ao golo em cima da meia-hora, por intermédio de Diogo Ribeiro que, assistido por André Pinto, não teve dificulda-

Brayan Riascos estreou-se com a camisola do Trofense

des em bater o guardião Diogo Freire, que foi titular no Trofense. O golo serviu para o Trofense “acordar”. Três minutos volvidos, Rateira à entrada da grande área adversária rematou com efeito e quando já se preparava para festejar viu o guarda-redes do Braga B, Cristiano, negar-lhe o intento, desviando a bola para o poste. No reatamento, Porfírio Amorim fez entrar o estreante Brayan Riascos, colombiano de 19 anos, ex-Corinthians, e a equipa sol-

tou-se, apresentando um futebol mais apelativo. A mudança de postura e a expulsão de Patrão, que viu cartão vermelho por falta sobre Maicon Assis, permitiram ao Trofense superiorizar-se. Aos 78 minutos, o árbitro considerou que Diogo Coelho fez falta sobre Rateira dentro da grande área e assinalou grande penalidade que foi convertida por Preciado. O equatoriano quase fazia, de novo, o gosto ao pé, aos 84 minutos, mas a bola passou milíme-

tros ao lado do poste. A reviravolta no marcador aconteceu aos 90 minutos. Tiago cruzou para a área, onde surgiu Maicon Assis à vontade para rematar, de primeira, para o fundo das redes. O jogo ficou ainda marcado pelas expulsões do guarda-redes bracarense, Cristiano, aos 90’+1’, e do defesa do Trofense, Tiago Portuga, aos 90’+4’. Na análise à partida, Porfírio Amorim reconheceu o “nervosismo” manifestado pela equipa na

primeira parte, devido à “ansiedade” pela “responsabilidade” que sente “nos ombros”, mas valorizou a atitude evidenciada “na segunda parte”, que conduziu a “uma vitória merecida”. “Pela primeira vez esta época, conseguimos dar a volta a um resultado, o que é muito interessante para nós. Estávamos com alguma dificuldade em fazer golos e desta vez tivemos algumas situações de finalização que podiam ter dado golo”, afirmou o técnico que considera que, com este triunfo, a equipa “está mais próxima de conseguir o objetivo da manutenção”. Porfírio Amorim revelou ainda não se ter surpreendido com as exibições de Brayan, Nani e Tiago Portuga: “Tinha conhecimento da sua capacidade e espero que façam mais e melhor ainda para que o rendimento da equipa seja valorizado”. Por seu lado, José Alberto Costa, treinador do Braga B, foi parco em palavras e frisou que “a primeira parte foi dominada pelo Braga B e a partir do lance que está na origem do penálti tudo se inverte”. O técnico referiu ainda que “no lance precedente ao que dá o cartão vermelho ao Patrão, há uma falta sobre o Diogo Coelho”.

Bougadense perde por três com o Vila Chã O Atlético Clube Bougadense perdeu 3-0 com o Vila Chã, no domingo, em jogo a contar para a 21ª jornada da série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. Com este resultado, a equipa de Santiago de Bougado mantém-se em zona de descida, no penúltimo lugar, com 16 pontos. De acordo com o técnico do Bougadense, Augusto Veloso, a equipa ficou “ansiosa e intranquila” quando sofreu o primeiro golo, logo aos três minutos da partida. “Estávamos perante um adversário direto e queríamos diminuir distâncias para aproximarmo-nos do objetivo da manutenção. Mas o golo madrugador intranquilizou-nos e, depois, tivemos o azar de o Maia se ter le-

sionado”, contou, em declarações ao NT. Apesar das contrariedades, o Bougadense acabou a primeira parte “praticamente em cima do adversário”, acrescentou. A etapa complementar começou com o sinal positivo da formação de Santiago de Bougado, que até podia ter empatado por Soares. Mas a expulsão de Resende e o segundo golo do Vila Chã, que o adversário reclama ter sido ilegal por suposto fora de jogo e que também resultou na expulsão de Rúben, deitaram por terra as ambições do Bougadense. Ainda antes do apito final, a formação liderada por Augusto Veloso ficou reduzida a oito unidades, devido à expulsão de Re-

nato. Para o próximo jogo, que se realiza no domingo, pelas 15 horas, com o Canelas 2010, 5º classificado, o treinador apelou à massa associativa que “apareça para apoiar a equipa e para calar alguns detratores que nos fazem perder jogadores”. Augusto Veloso sublinhou que “o tempo começa a escassear” e a margem de manobra cada vez mais pequena. “A qualidade está lá, mas a cada semana que passa, falta menos um jogo e a equipa fica intranquila”, salientou, enfatizando as dificuldades de trabalhar com uma equipa, em que nalguns treinos só conta “com 12 ou 13 atletas”. C.V.


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27 de fevereiro de 2014

Derrota pesada com último classificado Diana Azevedo Hermano Martins

A última jornada trouxe uma derrota difícil de digerir para a equipa romanense. Uma má entrada da equipa da casa e uma arbitragem muito polémica, que abusou de penáltis e cartões, justificam a goleada por sete bolas. O trio de arbitragem já era conhecido e mal lembrado pela equipa do Futebol Clube S. Romão e nesta jornada com o último classificado, o Estrelas de Fânzeres, os homens de Toni entraram em campo receosos. A insegurança estava evidente no conjunto da casa, que não estava a conseguir dominar a partida e deixava os forasteiros avançarem mais no terreno. Aos dez minutos, uma falta numa disputa de bola perto da bandeira de canto deu origem ao primeiro penálti, muito contestado. Lázaro marcou e fez primeiro golo, apesar de Ferrão ainda ter tocado na bola. Notoriamente desmotivada, a equipa do S. Romão continuou pouco agressiva ofensivamente e algo perdida na defesa. Assim, aos 28 minutos a falta de marcação a Vítor Hugo fez com que este conseguisse cabecear, perto do poste, para o 0-2. Volvidos cerca de dez minutos, mais uma investida do Estrelas de Fânzeres que deu lucro. Ferrão reagiu bem, mas fez

Estrelas de Fânzeres golearam o S. Romão por 0-7

uma defesa incompleta e, na recarga, Vítor Hugo bisou. Perto do final da primeira parte, Márcio viu o segundo cartão amarelo por falta cometida sobre o adversário, tendo sido expulso. Foi assinalada grande penalidade, que foi convertida por Vítor Hugo, que fez o hat-trick. Na segunda parte, pouco havia a fazer perante o panorama, havendo mesmo muitos sócios e simpatizantes a sugerirem que a equipa abandonasse as quatro linhas, como forma de protesto pelo desempenho da arbitragem. A equipa técnica decidiu continuar e os golos do adversário também não pararam. Pouco depois dos 50 minu-

tos, Patrick, que já havia sido sancionado por criticar a arbitragem, foi expulso por demonstrar de uma forma violenta a sua insatisfação. Aos 60 minutos, foi assinalado mais um penálti e mais um golo, desta vez com a rubrica do capitão Dias. As surpresas ainda não tinham terminado e cinco minutos depois uma entrada mais rígida do guarda-redes romanense deu origem a mais uma grande penalidade, desta feita convertida por Paulo. O pesado 0-7 foi estabelecido um minuto antes do apito final, pelo bis de Lázaro. O técnico do Estrelas de

Futsal: Equipa feminina do S. Romão aproxima-se do 1º lugar A equipa sénior feminina do Futebol Clube S. Romão conseguiu uma vitória importante diante do líder da 2ª Divisão distrital. Na 17ª jornada, as romanenses superiorizaram-se e só precisaram de um golo para levar por vencidas as Águias de Santa Marta. Este triunfo permitiu à formação de S. Romão aproximar-se do 1º lugar, que está a dois pontos de distância. Já os seniores masculinos da Associação Recreativa Juventude do Muro, a militar na série 1 da 1ª Divisão distrital, venceram o Luso Académico por 1-3, em jogo a contar para a 19ª jornada. No 9º lugar, com 25 pontos, a equipa murense recebe, na noite de sexta-feira, pelas 22 horas, o Alfa Académico. Os juniores da mesma coleti-

vidade venceram o Musical Miragaia por 2-3, na 22ª jornada da série 1 da 2ª Divisão distrital. Com 29 pontos, ocupa o 10º lugar e no sábado, pelas 19 horas, recebe o Pedras Rubras. Já a formação sénior do Grupo Desportivo de Covelas não evitou o desaire diante do S. Salvador do Campo, na 21ª jornada da 2ª Divisão distrital, mantendo o 15º posto, com 19 pontos. No sábado, pelas 20 horas, a equipa covelense recebe o Balio Futsal. Em jogo da 20ª ronda da série 2 do campeonato de benjamins, o FC S. Romão foi goleado por 7-1 pelo Ricardinho 10, mantendo o 13º posto, com seis pontos. O Santa Cruz é o adversário da próxima partida, marcada para as 10 horas de domingo. C.V.

Fânzeres, Belmiro Sousa, referiu que tem “uma boa equipa” e que, apesar de ter assumido o comando da equipa “há pouco tempo”, acredita que “já se notam diferenças”. “Começamos bem e depois também nos calhou bem o jogo, pelo que estamos satisfeitos com o resultado. No entanto, o S. Romão foi um adversário que não se entregou à derrota e lutou”, declarou. Já Toni, treinador romanense, confessou que “é difícil digerir estas derrotas, que abalam completamente os alicerces de uma equipa”. O técnico admitiu que “os jogadores e a equipa técnica” são “os culpados da derrota”. “Assumimos a nossa responsabilidade e esse é um passo importante para podermos crescer. No entanto, é impossível não referenciar a arbitragem que desde o primeiro minuto focou-se em nós. Deve-nos ter um ódio cego, não compreendo. Quem tem boa memória percebe que hoje foi a continuação do jogo com o Ermesinde, onde este mesmo trio nos fez a vida negra. Hoje não vieram arbitrar, vieram apenas com o único intuito de nos destruir”, frisou. Apesar da derrota, o S. Romão mantém o 13º lugar, com 15 pontos. O grupo romanense mostra-se cada vez mais desmotivado e disperso. A folga na próxima jornada poderá ser determinante para acalmar os ânimos e estabilizar moralmente o plantel.

LifeCombat na Gala Invictus Ricardinho Silva tem 12 anos, mas já conta com 22 combates de boxe sem derrotas. No sábado, este atleta, ao abrigo da parceria entre as escolas LifeCombat e BBTeam, do Clube Fluvial Portuense, vai estrear-se no kickboxing , no Marco de Canaveses, na Gala Invictus. Este evento também será uma oportunidade para a escola LifeCombat rodar alguns atletas e prepará-los para o Campeonato Regional da modalidade, a realizar em maio.

Resultados Camadas jovens CD Trofense Juniores A 2ª Divisão Nacional – 2ª Fase Manutenção Série A CD Aves 2-1 Trofense (3º lugar, 33 pontos) Iniciados A Campeonato Nacional – 2ª Fase Manutenção Série B Boavista FC 1-0 Trofense (6º lugar, 24 pontos) Iniciados B 2ª Divisão Distrital - Série 6 Trofense 1-1 Desp. Leça Balio (4º lugar, 36 pontos) Juvenis A 1ª Divisão Distrital - Série 1 SC Salgueiros 1-3 Trofense (1º lugar, 60 pontos) Juvenis B 2ª Divisão Distrital - Série 3 SPG.C. Cruz 0-4 Trofense (2º lugar, 45 pontos) Infantis 11 - Sub 13 1ª Divisão Distrital - Série 2 Trofense 2-3 FC Penafiel (4º lugar, 36 pontos) Infantis 7 A - Sub 13 Camp. Distrital - série 3 S.C. Vilar Pinheiro 2-1 Trofense (3º lugar, 43 pontos) Infantis 7 B – Sub 12 Camp. Distrital - série 4 Trofense 1-1 A.R.S. Martinho (5º lugar, 19 pontos) Escolas Sub 11 Camp. Distrital - série 5 FC Porto-Fut. Sad 1-3 Trofense (3º lugar, 40 pontos) Camp. Distrital - série 7 Trofense B 3-1 CD Aves (2º lugar, 39 pontos) Escolas Sub 10 Camp. Distrital - série 4 Salgueiros 08 1-4 Trofense (4º lugar, 31 pontos) AC Bougadense Juniores 2ª Divisão Distrital - Série 3 Bougadense 1-5 Castêlo Maia (6º lugar, 26 pontos) Juvenis 2ª Divisão Distrital - Série 5 Águas Santas 0-1 Bougadense (2º lugar, 38 pontos) 2ª Divisão Distrital - Série 3 FC Foz B 3-0 Bougadense B (9º lugar, 8 pontos) FC S. Romão Juniores 2ª Divisão Distrital - Série 3 S. Romão 1-3 Folgosa da Maia (11º lugar, 15 pontos)


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Associados aprovam contas do Clube Slotcar Os associados do Clube Slotcar da Trofa reuniram-se em Assembleia-Geral Ordinária, que decorreu no dia 24 de fevereiro.

Atleta do Clube de Ténis conquista 1º lugar em Guimarães O Clube de Ténis de Guimarães acolheu a primeira etapa Smashtour Zona Norte a contar para o calendário da Federação Portuguesa de Ténis, destinada a atletas com menos de dez anos. A prova, que se realizou nos dias 22 e 23 de fevereiro, contou com a participação de “17” atletas do Clube de Ténis da Trofa, Clube Ténis do Porto, SC Porto, Clube Ténis Guimarães, Open Village Sports, Ginásio Clube Santo Tirso, Escola Ténis da Maia, Ginásio Clube Vilacondense, entre outros. Salvador Serra Monteiro representou o Clube de Ténis da Trofa no escalão vermelho, que abrange os atletas dos cinco aos sete anos. “Depois de disputar a 1ª fase com alguma facilidade, seguiuse a 2ª fase do torneio. Os dois primeiros classificados apuraramse para as meias-finais, com o Salvador a ficar em 2º num grupo recheado de excelentes jogadores”, contou Tozé Monteiro, diretor técnico do Clube de Ténis da Trofa. Salvador venceu a meia-final, por 10-8, frente a Rodrigo Pereira (SC Porto) e a final diante de Bernardo Dias (Clube Ténis do Porto), por 10-7. Já Diogo Serra participou no Torneio nível C, sub-16, em Paços Brandão, atingindo os quartos-de-final da prova, que perdeu, por 1-6 e 1-6, com Ricardo Coelho (Clube de Ténis Paços Brandão), que é “24º do ranking nacional sub-16”. P.P.

Na reunião foram apresentados e aprovados o Balanço e Relatório e Contas do exercício de 2013, que refletiram “um prejuízo de 692,91 euros”. Na apresentação das contas, João Pedro Costa, presidente da direção, declarou que a associação atravessa “uma situação financeira estável”, colocando “muitas dúvidas quanto à continuidade das suas atividades, em clima de unanimidade entre os presentes”. “A coletividade não tem qualquer passivo que lhe possa ser exigido, algo que é pouco comum nos tempos que correm”, acrescentou, agradecendo “aos patrocinadores e participantes das atividades que ajudaram a cumprir o orçamento de cerca de 30 mil euros”. O presidente “lamentou” que, “desde 2011”, a Câmara Municipal da Trofa “não entre com qualquer tipo de ajuda à coletividade”.

Presidente revelou problemas provocados pelas inundações na sede

“O mesmo também não fez falta, é isso que as contas dizem, mas a verdade é que a Trofa ficou sem atividades, que poderiam ter sido realizadas e não foram”, sublinhou. Para João Pedro Costa “o futuro da coletividade definitivamente não passaria por aquelas instalações”, devido ao “constante aglomerado de águas na reta das Pateiras”, que neste último ano provocaram “duas inundações na sede, deixando-a reduzida a 50

por cento em grande parte do ano”. “Não podemos arriscar a colocar nada com o carácter de permanência no piso inferior, enquanto o problema de raiz não for resolvido nesta zona da Trofa, estando mesmo sujeitos a qualquer momento a ficar novamente submersos e a contabilizar prejuízos”, concluiu. Durante a assembleia foi ainda aprovado o Relatório final da candidatura ao Programa de Apoio Juvenil 2013. P.P. pub inst

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27 de fevereiro de 2014

Bougadense dinamiza o 1º Prémio de BTT Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O concelho da Trofa vai ser palco do 1º Prémio de BTT do Atlético Clube Bougadense, a contar para a Taça Regional XCO, que se realiza no dia 2 de março. Prova serve para apresentar a modalidade de ciclismo do clube. São esperados “entre 150 a 200 atletas federados” para participar no 1º Prémio de BTT do Atlético Clube Bougadense, que faz parte da segunda etapa da Taça Regional XCO da Associação de Ciclismo do Porto (ACP). O Parque de Jogos da Ribeira vai ser o ponto de partida e de chegada dos ciclistas participantes nesta prova, que está reservada a todas as categorias a partir de cadetes. A primeira corrida, com início pelas 9.30 horas, é destinada a Master 40, 50 e 60 e Promoção, a segunda para as categorias femininas e a terceira para as Elites/Sub-23, juniores masculinos e Master A. Os atletas não federados podem inscrever-se para a corrida de Promoção, apresentando-se

com “alguma antecedência” junto do secretariado, no dia da prova, com os documentos e pagando uma taxa que já inclui seguro. O diretor e também treinador de ciclismo do Bougadense, Tiago Torres, afirmou que o circuito tem “uma zona técnica bastante complicada, mas o grande grosso do percurso não é muito difícil”. Contudo, “as condições do tempo podem agravar o percurso”, que ao ficar com “muita lama” acaba por “endurecer a corrida”. O XCO é, segundo Tiago Torres, “uma vertente do ciclismo de BTT de curta duração”, que “normalmente são caracterizadas por percursos técnicos e várias dificuldades, em que os ciclistas têm que ter muita aptidão técnica para manobrar a bicicleta”. O treinador espera que na organização da prova “corra tudo bem” e que “não haja problemas por causa do tempo, que tem inundado a pista”, que está “um bocado escorregadia”. “É uma pista complicada com alguma lama, que vai criar sempre algumas dificuldades e vai tornar o percurso duro, mas estamos convencidos que vai ser bonito e muito engraçado. Tenho a certe-

Prova de BTT conta para a Taça Regional

za que quem quiser competir não vai sair daqui a fazer má figura”, declarou, evidenciando que a direção está “empenhada a levar este projeto por diante”, tendo já agendada para o dia 11 de maio a 2ª Prova Taça Portugal Zona A para o escalão de cadetes e o 1º Prémio Cidade da Trofa para escolas e juniores.

A organização desta prova, que fica a cargo do Atlético Clube Bougadense e da ACP, com o apoio da Câmara Municipal da Trofa e da Junta de Freguesia de Bougado, marca assim o surgimento de uma nova modalidade no seio da associação de Santiago de Bougado: o ciclismo. O diretor desportivo, José

Martins, declarou que foi “em dezembro” que conseguiu a organização deste evento, que servirá para apresentar a nova modalidade do Bougadense, esperando que seja um “grande sucesso para que atraia atletas”. “Pretendíamos que aparecesse mais jovens para fazermos uma escolha e começarmos a formar a equipa. O nosso objetivo é competir para ganhar. Temos gente com capacidade para trabalhar os atletas. O Tiago (Torres) está credenciado para planos de treino e ajudar os atletas naquilo que for preciso. Não precisam de ir a outros lados para fazer planos de treino”, referiu. A direção da secção da modalidade de ciclismo do Atlético Clube Bougadense é ainda constituída por José Ribeiro, Vera Araújo e Adalberto Maia. O clube já está inscrito na Federação Portuguesa de Ciclismo, com equipa de sete atletas. O “grande foco” da modalidade será “a formação das camadas jovens”, tendo abertura para receber atletas para a secção de cicloturismo e para “o BTT, desde a formação até aos escalões masters e veteranos”. pub inst


Necrologia Felgar-Torre do Moncorvo Fernando Acácio Marmelo Faleceu no dia 18 de fevereiro, com 83 anos. Viúvo de Teresa Elvira dos Santos Marmelo

Ribeirão Maria das Dores Martins Ferreira Faleceu no dia 13 de fevereiro, com 72 anos. Casada com Mário da Silva Santos

S. Martinho de Bougado Maria Laura Oliveira da Costa Gabriel Dias Pereira Faleceu no dia 23 de fevereiro, Faleceu no dia 20 de fevereiro, com 60 anos. Solteira com 85 anos. Casado com Funerais realizados por Agência Laurinda Ferreira da Costa Funerária Trofense, Lda. Gerência de João Silva

Lousado

Atualidade 31

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27 de fevereiro de 2014

Santiago de Bougado Amélia Ferreira de Oliveira Faleceu no dia 18 de fevereiro, com 89 anos. Viúva de António Domingos Pinheiro

Emília Assunção Azevedo da Costa Faleceu no dia 11 de fevereiro, com 66 anos. Casada com José Cabeçudos Palmira Alves Carneiro Fernando Dias da Costa Faleceu no dia 18 de fevereiro, com 86 anos. Viúva de DominAntónio Vieira Lourenço Faleceu no dia 22 de fevereiro, gos Mendes com 87 anos. Viúvo de Cândida Arlete de Araújo Sampaio Monteiro Faleceu no dia 22 de fevereiro, com 86 anos. Casada com Vilarinho das Cambas Ricardo Eduardo da Costa Ana da Conceição Azevedo Faleceu no dia 12 de fevereiro, com 85 anos. Viúva de David de Esmeriz Virgínia de Moura Oliveira Mendes Faleceu no dia 20 de fevereiro, com 89 anos. Viúva de José JoManuel da Cruz Reis Faleceu no dia 18 de fevereiro, aquim Pereira Funerais realizados pela Funerária com 94 anos. Viúvo de Amélia Ribeirense, Paiva & Irmão, Lda. Rodrigues da Costa

ADRC Finzes promove Caminhada no Dia da Mulher Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a Associação Desportiva Recreativa Cultural de Finzes vai promover uma caminhada no dia 8 de março. A concentração está marca-

da para as 9 horas, junto à Academia Municipal da Trofa (Aquaplace) e o percurso terá um grau de dificuldade média/baixa. No fim, haverá uma aula de relaxamento.

É obrigatório o uso de sapatilhas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos locais de divulgação ou através do contacto telefónico 911 025 393. C.V.

Natação

CEAT perde dupla jornada com a líder Amadora A Amadora/Bfish/Restart assumiu a liderança isolada da 1ª Divisão Nacional feminina em polo aquático, após vencer, por duas vezes, o CEAT – Clube de Estrelas Aquáticas da Trofa, em jogos a contar para a 2ª e 12ª jornadas. No jogo referente à segunda jornada, que se realizou no sábado, a equipa trofense perdeu por 8-11, com golos trofenses a serem marcados por Marta Ribeiro (1), Ana Rita Pereira (1), Aurelie Mariani (3), Flávia Pacheco (2) e Naida Mariani (1). Segundo fonte do clube, o fim de

semana começou “mal” com uma derrota frente à “fortíssima equipa de Amadora”, que foi “muito forte taticamente e muito superior fisicamente”. No domingo, o Amadora/Bfish/ Restart foi superior e venceu novamente, desta feita por 5-11, firmando o 1º lugar da tabela com 33 pontos, seguido do Fluvial Portuense com 30 e do CEAT com 24 pontos. Pela equipa trofense marcaram Marta Ribeiro (1), Aurelie Mariani (1), Flávia Pacheco (2) e Naida Mariani (1). Segundo fonte do clube, o CEAT “claudicou no terceiro e

quarto períodos, em virtude da menor condição física, fruto da temperatura da água da piscina do CPN que não permite melhor performance”. “O campeonato ainda não acabou, está mais difícil a vaga para os play-off, mas longe de ser impossível”, registou. Na tarde de sábado estava marcada a jornada entre os cadetes do CEAT frente ao Colégio de Lamas, a contar para o campeonato regional de polo aquático, que “não se realizou por problemas na piscina Municipal de Vila Meã”. P.P. pub


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Edição 462  

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