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MINISTÉRIO DA CULTURA, BNDES E PETROBRAS apresentam


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EDITORIAL / Editorial

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JÚRI / Jury

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PRÊMIOS / Awards

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FILME DE ABERTURA / Opening night film

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FILME DE ENCERRAMENTO / Closing night film

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OLHAR RETROSPECTIVO - F. W. MURNAU / Retrospective - F. W. Murnau

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OLHARES CLÁSSICOS / Classics

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FOCO - ANOCHA SUWICHAKORNPONG / Focus - Anocha Suwichakornpong

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EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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COMPETITIVA - LONGAS / Competitive - Feature Films

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COMPETITIVA - CURTAS / Competitive - Short Films

99

NOVOS OLHARES / New Views

106

OUTROS OLHARES - LONGAS / Other Views - Feature Films

118

OUTROS OLHARES - CURTAS / Other Views - Short Films

132

MIRADA PARANAENSE / Mirada Paranaense

142

PEQUENOS OLHARES / Young Views

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MERCADO DE CINEMA DE CURITIBA / Curitiba Film Market

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APÊNDICE / Appendix


O Festival / The Festival A presente edição do Olhar de Cinema – Festival Interna-

Com 125 filmes vindos de diferentes partes do mundo,

cional de Curitiba acontece num contexto sócio-político

além de Oficinas, Seminário, Encontros de Negócios,

e cultural completamente distinto daquele no qual o fes-

Masterclass, festas e Debates, o Olhar de Cinema - FIC

tival surgiu em 2012. Em apenas cinco anos o país sofreu

ocupa diferentes espaços na cidade de Curitiba, ofere-

uma guinada sobre a qual ainda se fazem necessárias

cendo ao longo de 9 dias uma ampla, acessível e variada

análises e reflexões, para as quais, acreditamos, o cinema

programação.

pode dar sua contribuição. Refletindo o momento atual, em que o acirramento dos embates se faz cada vez mais fre-

O VI Olhar de Cinema - FIC é apresentado pela Petrobras

quente e violento, em que as fronteiras entre realidade e fic-

e BNDES, conta com patrocínio da Sanepar e Fundação

ção estão tão embaralhada que possibilita o surgimento do

Cultural de Curitiba, o apoio do SESI-PR, SESC-PR, Ci-

conceito de Pós-Verdade ou Política Pós-Factual, a identi-

nema do Brasil, Shopping Crystal e Cineplex Batel, e a

dade visual do VI Olhar de Cinema - FIC, assinada pela ar-

promoção da RPCTV e do site Adorocinema e é realiza-

tista Sandra Hiromoto, ilustra bem o que se pretende com

do através da Lei de Incentivo a Cultura, do Ministério da

esta edição do festival: provocar e convidar seu público à

Cultura, Governo Federal.

reflexão acerca do papel do cinema como ferramenta de sensibilização e resistência coletiva.

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assista, discuta, compartilhe, resista, viva


The present edition of the Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival takes place in a socio-political and cultural context completely different from the one in which the festival appeared in 2012. In just five years the country has suffered a turn that still requires analysis and reflection, For which, we believe, cinema can make its contribution. Reflecting the current moment, in which the intensification of the conflicts are becoming more frequent and violent, in which the borders between reality and fiction are so shuffled that it allows the emergence of the concept of Post-Truth or Post-Factual Politics, the visual identity of the VI Olhar de Cinema - FIC, signed by the artist Sandra Hiromoto, illustrates well what is wanted with this edition of the festival: to provoke and invite its audience to reflect on the role of cinema as a tool of awareness and collective resistance.

#6olhardecinema

With 125 films from different parts of the world, as well as Workshops, Seminars, Business Meetings, Masterclasses, parties and Debates, the Olhar de Cinema - FIC occupies different spaces in the city of Curitiba, offering a wide, and varied programming. The VI Olhar de Cinema - FIC is presented by Petrobras and BNDES, sponsored by Sanepar and Fundação Cultural de Curitiba, has the support of SESI-PR, SESC-PR, Cinema do Brasil, Crystal Shopping and Cineplex Batel, and the promotion of RPCTV and Adorocinema website and is carried out through the Culture Incentive Law, of the Ministry of Culture, Federal Government of Brazil.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem a honra de patrocinar pelo quinto ano consecutivo o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e de fazer parte de um dos principais eventos do cinema independente. Com destaque para produções com uma linguagem cinematográfica inovadora e temas pouco presentes no circuito comercial, o Festival apresenta ao público o que há de mais recente na produção independente de filmes no Brasil e do mundo de forma democrática.

O BNDES é um dos principais apoiadores da cultura brasileira e vem atuando de forma cada vez mais decisiva no desenvolvimento do cinema nacional. No setor audiovisual, são apoiados projetos voltados para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva que incluem a produção e finalização de filmes de longa-metragem, a construção de salas de cinema, a realização de projetos de co-produção com outros países, e ainda a realização de festivais de cinema nas diferentes regiões do país.

Para o BNDES, o apoio ao Olhar de Cinema é muito mais do que uma ação de patrocínio. É parte do seu compromisso com a cultura brasileira e o desenvolvimento sustentável do país.

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assista, discuta, compartilhe, resista, viva


For the fifth consecutive year the Brazilian Development Bank (BNDES) has the honor to sponsor Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival and be part of one of the main events of the independent cinema. With emphasis on productions with innovative cinematic language and themes little discussed in the commercial circuit, the festival presents the latest productions in independent film production in Brazil and of the world in a democratic way. BNDES is one of the main supporters of the Brazilian culture and has been working more decisively in the development of national cinema. In the audiovisual sector, projects aimed at the strengthening of the entire production chain are supported, including the production and submission of feature-length movies, the construction of movie theaters, fulfillment of co-production projects with other countries and also the accomplishment of film festivals in different Brazilian regions.

For BNDES, the support for Olhar de Cinema is much more than a sponsorship action. It is part of its commitment with the Brazilian culture and with the sustainable development of the country.

#6olhardecinema

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Na Petrobras, acreditamos no novo. Valorizamos nossas raízes e o poder da diversidade. Para nós, cultura também é energia, com o poder de movimentar a sociedade por meio da criatividade e da inspiração, promovendo crescimento e mudanças. Com nosso programa Petrobras Cultural, apoiamos a cultura como força transformadora e impulsionadora do desenvolvimento, por meio de projetos brasileiros inovadores e de destacado valor cultural.

Este ano, passamos a patrocinar o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Desde 2012, o festival vem se consagrando como um dos mais relevantes do país ao levar o melhor do cinema independente à capital paranaense. Um evento que democratiza o acesso ao cinema de qualidade para além do circuito das grandes salas.

Na busca por promover novos olhares e múltiplas linguagens, estamos conectados à melhor produção cinematográfica atual. Valorizamos a inovação e as expressões contemporâneas. Com uma trajetória de mais de 20 anos de apoio ao cinema, já patrocinamos mais de 500 longas e, a cada ano, os mais importantes festivais de diferentes gêneros e formatos em todo o país. É uma honra e uma satisfação para nós ter a companhia do Olhar de Cinema nessa jornada.

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At Petrobras we believe in the new. We value our roots and the power of diversity. Culture is also energy for us, with the power to move society through creativity and inspiration, promoting growth and change. With Petrobras Cultural, our culture and arts sponsorship program, we support culture as a transformative force that drives development through innovative Brazilian projects with high cultural value.

We began sponsoring Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival – this year. It has been acclaimed as one of the country’s most relevant festivals for taking the best of independent cinema to Paraná’s state capital since 2012. The event grants to a large public the access to high-quality films beyond movie theater complexes.

We are connected to the best current film production in our pursuit to promote new views and multiple languages. We value innovation and contemporary expression. Having supported cinema for over 20 years, Petrobras sponsored more than 500 feature films. Our sponsorship enables the country’s most important festivals of different genres and formats to come to life every year. We are honored and a pleased for having Olhar de Cinema with us during this journey.

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Com orgulho e satisfação, a Sanepar participa de incentivos como o Festival Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. A Companhia de Saneamento do Paraná acredita que, com cultura e educação, é possível construir um mundo melhor. A Sanepar tem a exata dimensão da sua responsabilidade e trabalha sem descanso para cuidar do recurso mais precioso que existe: a água. Mais de sete mil saneparianos dedicam suas vidas para levar saúde aos paranaenses. São 234 estações de tratamento de esgoto e outras 168 estações de tratamento de água, além de quase 50 mil quilômetros de redes que formam um mundo invisível e subterrâneo. Mas, mesmo com esta estrutura gigante e aparelhada de tecnologia, a Sanepar precisa da ajuda da população. É necessário o apoio de todos para que a cultura da preservação ambiental se dissemine. Sim, é possível transformar a realidade. Com o esforço coletivo, cidades, estados e países irão alcançar o desenvolvimento de forma sustentável. A Sanepar não abre mão de cumprir seu papel. Seguindo as determinações do Governo do Paraná, a Companhia investiu mais de R$ 4 bilhões nos últimos anos. As obras de ampliação de redes de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto já beneficiaram milhões de paranaenses. Além de beneficiar pessoas, essas obras minimizam problemas ambientais. O trabalho vai continuar e a Sanepar quer contar com a sua parceria. Afinal, a Companhia trabalha para você e junto com você. Que todos tenham um ótimo festival e fica a reflexão: cuidem dos recursos hídricos.

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It is with great pride and satisfaction that Sanepar supports initiatives such as “Olhar de Cinema - Curitiba International Film Festival” Festival. Sanepar believes it is possible to shape the world for the better by investing in culture and education. It is widely acknowledged water is our most precious hydric resource. Sanepar is very conscious improving the way water resources are managed is a responsibility assumed by the Company and, thus, a reason to continuously work hard and efficiently. More than seven thousand employees of Sanepar dedicate their lives to bring public health to the people of Paraná. Sanepar runs 234 sewage treatment plants and 168 water treatment plants, in addition to almost 50,000 kilometers of piped water and wastewater systems that comprise an invisible and underground world. Despite having such giant and technologically efficient structure, the Company would not be able to solve some cases without help from the population. Spreading the culture of preserving the environment is something must be supported by everyone. Reality can be different. Cities, estates and countries may reach sustainable development goals if population play a significant role in this endeavour. Sanepar would not retreat from its role. Following the determinations of the Government of Paraná, the Company has invested more than 4 billion Reais in recent years. Water and wastewater systems extension works have already benefited millions of people in Paraná. In addition to benefiting people, these works minimize environmental problems. This work will continue and Sanepar wants to count on a partnership with the population. After all, the Company works with and for the population. To all, Sanepar extends its best wishes of a great festival and ends up with the idea that everyone must care water resources.

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Júri / Jury

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a s s i s t a , d i s c u t a , c o m p a r t i l h e , r e s i s t 12 a, viva


Júri / Jury COMPETITIVA / Competitive Guto Parente Guto Parente, 33, cineasta, realizou 7 curtas e 6 longas – “Estrada para Ythaca” (2010), “Os Monstros” (2011), “No Lugar Errado” (2011), “Doce Amianto” (2013), “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014) e “O Estranho Caso de Ezequiel” (2016). Teve filmes exibidos em festivais como Locarno, Roterdã, Viennale, AFI, FidMarseille, entre outros. Atualmente está finalizando seus 7º e 8º longas – “O Clube dos Canibais” e “Inferninho”. É sócio da produtora cearense Tardo Filmes.

Maria José Santacreu

María José Santacreu (Montevideo, 1967). É diretora da Cinemateca Uruguaia e do Festival Internacional de Cinema do Uruguai. É editora de Arte e Cultura do Semanário Brecha. Escreve sobre cinema, quadrinhos e literatura.

Philippe Gajan

Philippe Gajan é diretor de programação para o Festival du Nouveau Cinéma, em Montreal. Ele faz parte do festival desde 1999. Além disso, é também crítico de cinema e diretor da revista 24 Images.

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Guto Parente, 33 years old, has made seven short and 6 feature films – “Estrada para Ythaca” (2010), “Os Monstros” (2011), “No Lugar Errado” (2011), “Doce Amianto” (2013), “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014) and “O Estranho Caso de Ezequiel” (2016). His films were screened in festivals such as Locarno, Rotterdam, Viennale, AFI, FidMarseille, among others. Today is finishing his 7th and 8th feature films – “O Clube dos Canibais” and “Inferninho”. He is partner of the production company Tardo Filmes.

María José Santacreu (Montevideo, 1967). Is the director of Cinemateca Uruguaya and the International Film Festival of Uruguay. She is the Editor for Arts and Culture of Semanario Brecha.

Philippe Gajan is the programming director of Festival du Nouveau Cinéma, Montreal. He has been part of the festival since 1999. He is also film critic and director of the magazine 24 images.

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Júri / Jury OUTROS OLHARES / Other Views Bárbara Rangel Formada em cinema pela Universidade Federal Fluminense. Possui mestrado em Preservação e Apresentação da Imagem em Movimento pela Universidade de Amsterdam e, como parte deste programa, trabalhou nos arquivos da Cinemateca Portuguesa e da Cinemateca Francesa. Atualmente faz parte da equipe de programação de cinema do Instituto Moreira Salles e é responsável pela edição dos DVDs publicados pela instituição.

Luís Fernando Moura

Curador, programador e pesquisador de cinema. Coordenador de programação da Janela Internacional de Cinema do Recife. Jornalista, com textos publicados em jornais como o Diário de Pernambuco, Jornal do Comercio e Estado de São Paulo e em revistas como Continente, Tercer Film e La Fuga. Mestre e doutorando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde desenvolve pesquisa em que aproxima teorias do cinema, filosofia e estudos sobre animalidade.

Monica Delgado

Diretora da Desistfilm. Uma crítica de cinema peruana com conhecimento acadêmico em Comunicação Social e Estudos Culturais. Ela publicou diferentes artigos e ensaios sobre cinema em várias revistas impressas e online.

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Gratuated for Fluminense Federal University. Has a Mester Degree in Preservation and Presentation of Moving Image from Amsterdam University, and for that project, worked on the files of Portuguese and French Cinematheques. Today is part of the cinema programming team for Moreira Salles Institute and is responsable for editing the DVDs released by the institution.

Curator, programmer and researcher of films. Programmer coordinator for Recife’s Janela Interacional de Cinema. Journalist, with essays published in papers as Diário de Pernambuco, São Paulo’s Jornal do Comércio, and magazines such as Continente, Tercer Film e La Fuga. Master and Ph. D. in progress in Social Communication by Minas Gerais Federal University, where he develops a research that put togetter cinema theories, philosophy and studies about animality.

Director of Desistfilm. A Peruvian film critic with an academic background in social communication and Cultural Studies. She has published different articles and essays about cinema in various online and printed magazines.

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NOVOS OLHARES / New Views Lili Hinstin Lili Hinstin nasceu em 1977. É uma das fundadoras da produtora Les Films du Saut du Tigre em 2001. De 2005 a 2009, ela foi a responsável pelo complexo de cinema da Academia Francesa em Rome Villa Médicis. Programadora para diferentes mostras, ela foi diretora artística adjunta para o Festival Internacional Cinéma du Réel no Centre Pompidou de 2010 à 2013. Lili é a diretora artística do Festival Internacional Entrevues Belfort desde 2013.

Marcelo Alderete

Programador para o Festival Internacional de Cinema Mar del Plata (Argentina) e para o ANTOFADOCS (Chile). Colaborador da revista Haciendo Cine.

Ulrich Ziemons

Ulrich Ziemons é curador de filmes, residido em Berlin. Ele é um dos curadores do programa Berlinale Forum Expanded, assim como um membro da comissão de seleção de curtas-metragens do Dokfest Kassel. Ele fez a curadoria de filmes para programações e exibições para a Bienal Kochi Muziris, MMCA Seoul, Arsenal – Instituto do Filme e Vídeo de Arte de Berlim, entre outros. Em 2014 seu livro Aufzeichnungen eines Storm Squatters foi publicado, a primeira monografia alemã no sobre o cineasta experimental americano George Kuchar.

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Lili Hinstin was born in 1977. She founded the production company Les Films du Saut du Tigre in 2001. From 2005 to 2009, she was in charge of the movie theater of the French Academy in Rome Villa Médicis. Programmer for different structures, she was artistic director deputy for Cinéma du réel international Festival at Centre Pompidou from 2010 to 2013. She is the artistic director of Entrevues Belfort International Festival since 2013.

Programmer for the Festival Internacional de Cine de Mar del Plata (Argentina). Programmer for the ANTOFADOCS (Chile). Collaborator of the magazine Haciendo Cine.

Ulrich Ziemons is a film curator based in Berlin. He is one of the cocurators of the Berlinale Forum Expanded program, as well as a member of the short film selection committee of Dokfest Kassel. He has curated film programs and exhibitions for Kochi Muziris Biennale, MMCA Seoul, Arsenal – Institute for Film and Video Art Berlin, a.o. In 2014 his book “Aufzeichnungen eines Storm Squatters” was published, the first German language monograph on the American underground filmmaker George Kuchar.

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Prêmio da Crítica / Critics’ Award MELHOR LONGA-METRAGEM DA MOSTRA COMPETITIVA

/ Best Feature Film of the Competitive Section Adriano Garrett (SP) Graduado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, é idealizador e editor do Cine Festivais, primeiro site jornalístico brasileiro especializado na cobertura das mostras e festivais de cinema. Dedica-se ao pensamento da seleção e programação de filmes. Realizou entrevistas com curadores de alguns dos principais festivais brasileiros. Como repórter e crítico de cinema, também colaborou com o site Opera Mundi.

Graduated in Journalism from Cásper Líbero College, he is the founder and editor of Cine Festivais, the first Brazilian journalistic site specialized in covering film series, retrospectives and film festivals. He dedicates himself to the thought of film selection and programming. He conducted interviews with curators of some of the major Brazilian festivals. As a reporter and film critic, he also collaborated with Opera Mundi.

Pedro Plaza (PR) Pesquisador e professor, é doutor pela USP com tese sobre a moderna crítica de cinema no Brasil. Atuou no Arquivo de Paulo Emilio Salles Gomes/Cinemateca Brasileira. É professor do departamento de História e do programa de pós-graduação em História na Universidade Federal do Paraná. Publicou artigos, com destaque para Arte e política no Brasil: modernidades, (Perspectiva, 2014), Olhares: audiovisualidades contemporâneas brasileiras (Felcicam, 2016). Colaborou também nas revistas Sinopse (USP), Antíteses (Londrina), Iluminuras (Porto Alegre), Cadernos do Tempo Presente (Aracaju), Contracampo (UFF) e Significação-Revista de Cultura Audiovisual (USP).

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Researcher and professor, he is a PhD by USP with a thesis about modern cinema criticism in Brazil. Acted in the Archive of Paulo Emilio Salles Gomes / Cinemateca Brasileira. He is a professor in the history department and in the post-graduate program in history at the Federal University of Paraná. He published articles, with highlights in Arte e política no Brasil: modernidades, (Perspectiva, 2014), Olhares: audiovisualidades contemporâneas brasileiras (Felcicam, 2016). He also collaborated in the magazines Sinopse (USP), Atíteses (Londrina), Iluminuras (Porto Alegre), Cadernos do Tempo Presente (Aracaju), Contracampo (UFF) and Significação-Revista de Cultura Audiovisual (USP).

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Orlando Margarido (SP) Repórter da área cultural, crítico de cinema e artes plásticas. Trabalhou nas revistas Veja São Paulo e Carta Capital, além dos jornais Diário do Grande ABC e Gazeta Mercantil. Integra o comitê de seleção do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários. Escreveu Ser Ator – Antonio Petrin (Imprensa Oficial). Colaborou nos livros Manoel de Oliveira (CosacNaify/Mostra SP, 2005) e 100 Melhores Filmes Brasileiros (Letramento/Abraccine). É um dos organizadores de Bernardet 80 - Impacto e Influência no Cinema Brasileiro (Paco/Abraccine). É vice-presidente da Abraccine.

Cultural area reporter, film and plastic arts critic. He worked in the magazines Veja São Paulo and Carta Capital, besides the newspapers Diário do Grande ABC and Gazeta Mercantil. He is part of the selection committee of É Tudo Verdade IDF. He wrote Ser Ator - Antonio Petrin (Imprensa Oficial). He collaborated in the books Manoel de Oliveira (CosacNaify/Mostra SP, 2005) and 100 Melhores Filmes Brasileiros (Letramento/ Abraccine). He is one of the organizers of Bernardet 80 - Impacto e Influência no Cinema Brasileiro (Paco/Abraccine). He is Vice President of Abraccine.

Neusa Barbosa (SP) Jornalista, escritora e pesquisadora, é pós-graduada em História da Arte. Trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e na revista Veja S. Paulo. Criou e edita o site Cineweb desde 2000. Colaboradora da agência Thomson Reuters. Realiza cursos e curadorias de mostras de cinema. Integra a comissão de seleção do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade desde 2006. Sócia-fundadora da Abraccine e do coletivo Elviras de Mulheres Críticas de Cinema.

Journalist, writer and researcher, she holds a postgraduate degree in Art History. She worked in the Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo and Veja S. Paulo magazines. Created and has edited the Cineweb website since 2000. Collaborator of the agency Thomson Reuters. Conducts courses and curators of cinema screenings. She has been a member of the selection committee of É Tudo Verdade IDF since 2006. She was a founding partner of Abraccine and the collective group Elviras de Mulheres Críticas de Cinema.

Yale Gontijo (DF) É jornalista cultural, roteirista e crítica de cinema. Trabalhou na equipe de Cultura do jornal Correio Braziliense por sete anos. É sócia da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e sócia-fundadora do coletivo Elviras de Mulheres da Crítica de Cinema. #6olhardecinema

She is a cultural journalist, screenwriter and film critic. Worked in the Culture team of Correio Braziliense newspaper for seven years. She is a partner of the Brazilian Film Critics Association (Abraccine) and founding partner of the collective Elviras de Mulheres da Crítica de Cinema. 17


Prêmio AVEC-PR / AVEC-PR Award

MELHOR CURTA-METRAGEM DA MOSTRA MIRADA PARANAENSE

/ Best Short Film of the Mirada Paranense Section

A AVEC-PR – Associação de Vídeo e Cinema do Paraná – tem sua origem no final da década de 70, com o surgimento em Curitiba do movimento de produção em cinema Super 8, com os festivais nacionais da Escola Técnica, com o núcleo realizadores da Cinemateca e finalmente com o movimento Vídeo-Vive, já nos anos 90. Nesta sua trajetória a AVEC se destacou por ser a principal interlocutora dos produtores de cinema e vídeo paranaenses junto às esferas municipais e estadual na área da cultura. The AVEC-PR - Paraná Video and Cinema Association - originated in the late 1970s, with the emergence of the Curitiba Super 8 film production movement, with the festivals of the Technical School, with the Cinemateca directors and lately the Video-Vive movement, already in the 90’s. In this area, AVEC stood out for being a main interlocutor of the film and video producers of Paraná at the municipal and state spheres in the culture area.

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Júri / Jury Bruna Machado Formada em Audiovisual pela Universidade de Brasília, com mestrado e doutorado (em andamento) em Literaturas, no Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC, atualmente ministra as disciplinas de Teorias do Cinema I e Narrativa Audiovisual no curso de Cinema e Audiovisual da UNESPAR, como professora colaboradora.

Graduated in Audiovisual by the University of Brasília, with a master’s and doctorate (in progress) in Literatures, in UFSC Literature Post-Graduation Program, currently ministeres the disciplines of Cinema Theories I and Audiovisual Narrative in the course of Cinema and Audiovisual of UNESPAR, as a collaborating teacher.

Carlos Eduardo Lourenço Jorge Mineiro de Belo Horizonte. Cinema pela FAAP (71 a 74). Criador da Divisão de Cinema e Vídeo da Universidade Estadual de Londrina. Curador da sala de cinema da UEL. Crítico da Folha de Londrina, Jornal de Londrina e Folha de Londrina. Colaborador em publicações especializadas ou não. Cobertura de festivais nacionais e internacionais. Desde 1997 em Cannes. Desde 1995 em Veneza. Coordenador de debates. Fest de Gramado desde 1980.

Mineiro from Belo Horizonte. Cinema by FAAP (71 to 74). Creator of the Film and Video Division of the State University of Londrina. Curator of the UEL cinema room. Critic of Folha de Londrina, Londrina Journal and Folha de Londrina. Collaborator in specialized publications or not. Coverage of national and international film festivals. Since 1997 in Cannes. Since 1995 in Venice. Coordinator of debates. Gramado Festival since 1980.

Daniel Pereira Daniel Pereira é diretor de cena, diretor de fotografia e roteirista. Trabalha desenvolvendo projetos para cinema, tv e publicidade a 11 anos.

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Daniel Pereira is director, director of photography and screenwriter. He has been developing projects for cinema, television and advertising for 11 years.

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PrĂŞmios / Awards

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Competitiva / Competitive Longas

/ Feature Films

Prêmio Olhar de Melhor Filme

Olhar Award Best Film

Prêmio Especial do Júri

Special Jury Prize

Prêmio de Contribuição Artística

Artistic Contribution Award

Prêmio do Público

Audience Award

Curtas

/ Short Films

Prêmio Olhar de Melhor Filme

Olhar Award Best Film

(O prêmio pode ser dado para roteiro, direção, atuação, composição de trilha sonora original, montagem, direção de fotografia, direção de arte ou edição de som);

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(The award can be given to a screenwriter, diretor, actor/actress, original score composer, editor, diretor of photography, art diretor or sound designer);

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Prêmios / Awards Outros Prêmios Oficias / Other Oficial Awards Longas

/ Feature Films

Prêmio Olhares Brasil

Olhares Brasil Award

Prêmio de Melhor Filme da mostra Novos Olhares

New Views Award

Prêmio de Melhor Filme da mostra Outros Olhares | Longa

Other Views Award

Curtas

/ Short Films

Prêmio Olhares Brasil

Olhares Brasil Award

Melhor longa-metragem brasileiro das mostras Competitiva, Outros Olhares e Novos Olhares

Melhor longa-metragem brasileiro das mostras Competitiva, Outros Olhares e Novos Olhares

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Best Brazilian Feature Film of Competitive, Other Views and New Views sections;

Best Film of New Views section

Best Film of Other Views Feature section

Best Brazilian Feature Film of Competitive, Other Views and News Views sections;

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Prêmios de Parceiros / Partner’s Awards Longas

/ Feature Films

Prêmio da Crítica Abraccine

Critic’s Awards Abraccine

Melhor longa-metragem da mostra Competitiva

Curtas Prêmio AVEC-PR

Melhor curta-metragem da mostra Mirada Paranaense

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Best Feature Film of Competitive section

/ Short Films AVEC-PR’s Award

Best Short Film of the Mirada Paranaense section

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Filme de Abertura / Opening night film

La familia

Venezuela, Chile, Noruega, 2017, 80’

The family | A família

La Familia é um filme dentro do atual contexto de violência que vive a Venezuela. Um filme de pai e filho, Andrés e Pedro, que vivem na periferia de Caracas, rodeados pela crueza dessa realidade. O pai opera para proteger o filho, enquanto este parece muito mais destemido que o pai frente a violência do local, embrutecido pelo ambiente, e inconsequente aos olhos do pai. Paira uma tensão, disparada quando por acidente o filho mata um outro garoto. Uma obra que nos traz o instinto de sobrevivência dentro dessa sociedade embrutecida. The Family is a film within the current context of violence that Venezuela is experiencing. A film of father and son who live in the outskirts of Caracas and are surrounded by the crudeness of this reality. The father operates to protect his son, while the latter seems much more fearless in the face of local violence, and acts inconsequentially in the father’s eyes. It hides a tension that is mainly triggered in the act of the son accidentally killing another boy. A work that brings us the instinct for survival within this brutalized society.

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Gustavo Rondón Córdova

Direção Gustavo Rondón Córdova

Nascido na Venezuela, em 1977. Possui diploma em Comunicação pela Universidade Central da Venezuela, bem como em Cinema pela FAMU, República Tcheca. Seu curtametragem “Nostalgia” esteve em Berlinale. “A família” é seu primeiro longa-metragem. Born in Venezuela, on 1977. He holds a Communications degree from Universidad Central de Venezuela, as well as a Film degree from FAMU, Czech Republic. His short film “Nostalgia” was at Berlinale. “The Family” is his feature film debut. natalia@lapandilla.net www.lapandilla.net

Roteiro Gustavo Rondón Córdova Direção de Fotografia Luis Armando Arteaga Direção de Arte Matías Tikas Elenco Principal Giovanny García, Reggie Reyes Empresa produtora La Pandilla Producciones Montagem Andrea Chignoli, Cristina Carrasco (EDA), Gustavo Rondón Córdova Produção Natalia Machado Fuenmayor, Marianela Illas, Rubén Sierra Salles, Rodolfo Cova Som Miguel Hormazábal, Marco Salaverría Trilha sonora Alejandro Zavala

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Filme de Encerramento

/ Closing night film

Baronesa

Brasil, 2017, 73’

Baronesa | Baronesa

A realidade na periferia de uma grande metrópole brasileira a partir de uma perspectiva feminina, de uma maneira que ainda não tinha sido vista no cinema. Inclusive por entender que “realidade” é um conceito que sempre incluirá fabulação, imaginário e autoficção, pois também disso se forma o real. Uma experiência única e poderosa. The reality in the periphery of a great Brazilian metropolis from a feminine perspective, in a way that had not yet been seen in the cinema. Even by understanding that “reality” is a concept that will always include fable, imaginary and self-fiction, because the real also arises from this. A unique and powerful experience.

Juliana Antunes

Direção Juliana Antunes

Juliana Antunes formou-se em cinema e audiovisual no Centro Universitário UNA. Programadora da Cine 104 e curadora do Cineclube Aranha. Realizou seu primeiro longametragem Baronesa, premiado recentemente em Tiradentes.

Roteiro Juliana Antunes

Juliana Antunes graduated in cinema and audiovisual at Centro Universitário UNA. She is a programmer at Cine 104 and curator of the Cineclube Aranha. She made her first film, the feature Baronesa, recently awarded at Tiradentes FF.

Direção de Fotografia Fernanda de Sena Elenco Principal Andreia Pereira de Souza, Leid Ferreira, Felipe Rangel Empresa produtora Ventura, Pepeka Pictures, Katásia Filmes, Filmes de Plástico Montagem Affonso Uchoa, Rita M. Pestana Produção Juliana Antunes, Fernanda Brescia Som Marcela Santos

muitajuliananomundo @gmail.com

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Olhares Olhar Retrospectivo Retrospectivos F. W. Murnau F. W. Murnau / Retrospective F. W. Murnau / Retrospective F. W. Murnau

Aguardando Aguardando

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Das Chamas, Murnau Apenas doze dos vinte e um filmes de F.W. Murnau sobrevivem intactos hoje, e graças a Deus temos esses doze. Eles resistem através do trabalho valente de trabalhadores de estúdios, arquivistas e outros compromissados com a preservação. Onde estaria a cultura cinematográfica, por exemplo, sem a Cineteca di Bologna, cujo laboratório L’Immagine Ritrovata trabalhou em várias restaurações de Murnau? Onde estaríamos sem a Cinemateca Brasileira - que, além de acomodar filmes brasileiros, forneceu material para a restauração de O castelo Vogelöd (1921)? Olhar de Cinema está deslumbrado e orgulhoso de apresentar as gratificantes obras de Friedrich Wilhelm Murnau (1888-1931), mestre do Expressionismo Alemão, dentro da mostra Olhar Retrospectivo deste ano. Dez filmes recentemente restaurados de Murnau serão exibidos em DCPs. Várias das cópias são belamente tingidas de maneiras que ajudam a preservar os materiais do filme enquanto realçam as emoções de suas histórias, e todas essas obras silenciosas serão exibidas no Olhar com trilhas sonoras maravilhosas em acompanhamento. Por fornecer e manter oito das cópias, agradecemos à Fundação Friedrich Wilhelm Murnau. Saudamos também o Museu de Cinema de Munique pela sua nova e refinada restauração do mais antigo filme de Murnau que sobrevive (na verdade, seu sétimo filme), um maravilhoso

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melodrama sobre conflitos de amor chamado Caminhada noite adentro (1921). Os temas principais dos filmes de Murnau correspondem aos esforços para preservá-los: Sobrevivência, redenção, salvação e amor eterno. O cineasta possuía uma enorme e sociável alma cosmopolita. Ele era um estudante auto-reflexivo de várias artes diferentes e um veterano da Primeira Guerra Mundial que absorveu o mundo através de sua câmera de maneiras que recordam como seus personagens itinerantes deleitavam seus olhos aos seus arredores. Os livros vão lhe dizer para assistir Nosferatu (1922), A última gargalhada (1924) e Fausto (1926). Apesar de terem razão em fazer isso, esperamos que você também desfrute das esplêndidas paisagens de As Finanças do Grão-Duque (1924), da profunda compaixão pelas pessoas no coração de Fantasma (1922), dos caminhos tragicômicos dos personagens em Tartufo (1925), e todas as outras maravilhas que aparecem nos filmes. Murnau é altamente moderno, como visto na fusão perfeita de documentário e ficção em Tabu (1931). No entanto, os filmes são humanistas o suficiente para permanecerem atemporais. O curador desta retrospectiva, por exemplo, foi com sua esposa para assistir ao Aurora (1927) em seu primeiro encontro. Desde então, Murnau os abençoou.

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/ Retrospective F. W. Murnau Murnau from the Flames Only twelve of F.W. Murnau’s twenty-one films survive intact today, and thank goodness we have those twelve. They remain through the valiant work of studio employees, archivists, and others committed to preservation. Where would film culture be, for example, without the Cineteca di Bologna, whose lab L’Immagine Ritrovata worked on several Murnau restorations? Where would we be without the Cinemateca Brasileira – which, in addition to housing Brazilian films, provided materials for the restoration of Murnau’s The Haunted Castle (1921)? Olhar de Cinema is delighted and proud to present the pleasurable works of German Expressionist master Friedrich Wilhelm Murnau (1888-1931) within this year’s Retrospective section. Ten restored Murnau films will screen on recently made DCPs. (1930’s City Girl and 1922’s The Burning Soil have yet to receive DCP transfers.) Several of the copies are beautifully tinted in ways that help preserve the film materials while highlighting their stories’ emotions, and all of these silent works will screen at Olhar with wonderful accompanying scores. For providing and maintaining eight of the copies, we thank the Friedrich Wilhelm Murnau Foundation. We also salute the Munich Film Museum for its fine new restoration of Murnau’s earliest extant film,

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a marvelous melodrama about conflicting love affairs called The Dark Road (1921). The chief themes of Murnau’s films correspond with efforts to preserve them: Survival, redemption, salvation, and everlasting love. He was an enormous and sociable cosmopolitan soul, a self-reflective student of several different arts and a veteran of the First World War, who absorbed the world through his camera in ways that recall how his itinerant characters feast their eyes on their surroundings. Textbooks will tell you to see Nosferatu: A Symphony of Horror (1922), The Last Laugh (1924), and Faust (1926). Although they’re right to do so, we hope that you will also enjoy the splendid island landscapes of The Finances of the Grand Duke (1924), the deep compassion for people at the heart of Phantom (1922), the tragicomic paths of the characters in Tartuffe (1925), and all other wonders that appear in the films. Murnau is highly modern, as seen in the perfect fusion of documentary and fiction in Tabu: A Story of the South Seas (1931). Yet the films are humanistic enough to remain timeless. The curator of this retrospective, for instance, went with his wife to watch Sunrise: A Song of Two Humans (1927) on their first date together. Ever since then, Murnau has blessed them.


Der letzte mann

República de Weimar, 1924, 91’

The last laugh A última gargalhada

Depois de ser despedido de um prestigioso trabalho em um luxuoso hotel, um velho porteiro é forçado a enfrentar o desprezo de seus amigos, de seus vizinhos e da sociedade. An aging doorman, after being fired from his prestigious job at a luxurious Hotel is forced to face the scorn of his friends, neighbours and society.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Carl Mayer

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927.

Direção de Fotografia Karl Freund Direção de Arte Edgar G. Ulmer Montagem Elfi Böttrich Produção Erich Pommer

verleih@murnau-stiftung.de

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Der gang in die nacht

República de Weimar, 1921, 80’

The dark road Caminhada noite adentro

Dr. Eigil Borne é noivo de Hélène, uma garota loucamente apaixonada por ele. No aniversário de Hélène, Eigil a convida a um cabaré, onde ele encontra seu outro amor, Lily, uma apaixonante, furiosa e engraçada dançarina. Dr. Eigil Borne is engaged to Hélène, a girl who is madly in love with him. At Hélène’s birthday celebration, Eigil invites her to a cabaret, where he meets his other love, Lily, a passionate, fiery and funny dancer.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Harriet Bloch Direção de Fotografia Max Lutze Direção de Arte Heinrich Richter Produção Sascha Goron

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927. filmmuseum@muenchen.de

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Die finanzen des grossherzogs

República de Weimar, 1924, 78’

Finances of the Grand Duke As finanças do grão-duque

O Grão-Duque de Abacco está endividado. Um certo casamento poderia resolver o problema, mas uma carta crucial foi roubada. Além disso, um grupo de revolucionários e empresários duvidosos está em seu caminho. The likeable and carefree Grand Duke of Abacco is in dire straits. There is no money left to service the State’s debt; the main creditor is looking forward to expropriating the entire Duchy. The marriage with Olga, Grand Duchess of Russia, would solve everything, but a crucial letter of hers about the engagement has been stolen. Besides, a bunch of revolutionaries and a dubious businessman have other plans regarding the Grand Duke.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Fritz Wendhausen Direção de Fotografia Karl Freund, Franz Planer Direção de Arte Rochus Gliese, Erich Czerwonski Produção Erich Pommer, Thea von Harbou

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927. verleih@murnau-stiftung.de

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Faust – Eine deutsche Volkssage

República de Weimar, 1926, 108’

Faust Fausto

O demônio Mephisto aposta com Deus que ele consegue corromper a alma de um homem mortal. O foco de sua aposta (nesta adaptação livre da obra de Goethe) é Fausto, um velho alquimista alemão tentado pela promessa de imortalidade. The demon Mephisto wagers with God that he can corrupt a mortal man’s soul. The subject of their wager (in this free adaptation of Goethe’s play) becomes Faust, an aging German alchemist who is tempted by the promise of immortality.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Gerhart Hauftmann, Hans Kyser

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927.

Direção de Fotografia Carl Hoffmann Direção de Arte Robert Herlth, Walter Röhrig Montagem Elfi Böttrich Produção Erich Pommer

verleih@murnau-stiftung.de

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Herr Tartüff

República de Weimar, 1925, 65’

Tartuffe Tartufo

Um jovem rapaz mostra a seu avô milionário um filme baseado no Tartuffo de Molière, com a intenção de expor o governo hipócrita do velho homem que cobria sua própria herança. A Young man shows his millionaire grandfather a film based on Molière’s Tartuffe, in order to expose the old man’s hypocritical governess who covets his own inheritance.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Carl Mayer Direção de Fotografia Karl Freund Direção de Arte Robert Herlth, Walter Röhrig Produção Erich Pommer

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927. verleih@murnau-stiftung.de

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Nosferatu, eine symphonie des grauens

República de Weimar, 1922, 95’

Nosferatu: a symphony of horror Nosferatu

O corretor Hutter precisa vender um castelo cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock. O conde, na verdade, é um vampiro milenar que espalha o terror na região e se interessa por Ellen, a mulher de Hutter. Adaptação não autorizada do livro Dracula, de Bram Stoker. The real estate broker Hutter must sell a castle whose proprietor is the eccentric Count Orlok. The Count, in fact, is a millenarian vampire who spreads terror throughout the region and especially interests himself in Hutter’s wife, Helen. Unofficial adaptation of Dracula, by Bram Stoker

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Henrik Galeen Direção de Fotografia Fritz Arno Wagner, Günther Krampf Produção Albin Grau, Enrico Dieckmann

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927. verleih@murnau-stiftung.de

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Phantom

República de Weimar, 1922, 122’

Phantom Fantasma

Um pobre rapaz se torna obcecado por uma mulher misteriosa e anseia por encontrá-la novamente. A jornada o leva a uma transformação espiritual. A shiftless young man becomes obsessed with a mysterious woman and yearns to find her again. His journey leads him to a spiritual transformation.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro Thea von Harbou, Hans Heinrich von Twardowski

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927.

Direção de Fotografia Axel Graatkjær, Theophan Ouchakoff Direção de Arte Hermann Warm Produção Erich Pommer Trilha sonora Robert Israel

verleih@murnau-stiftung.de

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Schloss Vogelöd

República de Weimar, 1921, 82’

The haunted castle O castelo Vogelöd

No castelo Vogelöd, alguns aristocratas esperam pela baronesa Safferstäff na companhia de Oestsh, suspeito de assassinar seu irmão, o ex-marido da baronesa. Oestsh está determinado em encontrar o real assassino. In the castle Vogeloed, a few aristocrats are awaiting baroness Safferstätt. But first count Oetsch invites himself. Everyone thinks he murdered his brother, baroness Safferstat’s first husband, three years ago. So he is rather undesirable. But Oetsch stays to argue that he is not the murderer and that he will find the real one.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Direção de Fotografia László Schäffer, Fritz Arno Wagner Direção de Arte Hermann Warm Produção Erich Pommer

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927. verleih@murnau-stiftung.de

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Sunrise: a song of two humans

Estados Unidos, 1927, 106’

Sunrise: a song for two humans Aurora

Um conto alegórico sobre um homem lutando contra o bem e o mal contidos em si. Os dois lados são palatáveis – um é uma sofisticada mulher por quem é atraído e o outro é sua esposa linda e inocente. An allegorical tale about a man fighting the good and evil within him. Both sides are made flesh – one a sophisticated woman he is attracted to and the other his beautiful and innocent wife.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1888-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “A última gargalhada” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Direção de Fotografia Charles Rosher, Karl Struss

The German director F. W. Murnau (1888-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His bestknown films are “Nosferatu: A Symphony of Horror”, “The Last Laugh” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Sunrise: A Song of Two Humans” in 1927.

Direção de Arte Carl Mayer, Rochus Gliese Montagem Harold D. Schuster Empresa Produtora Park Circus Produção William Fox Trilha sonora Maurice Baron

verleih@murnau-stiftung.de

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OLHAR RETROSPECTIVO / Retrospective

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Tabu: a story of the South seas

Estados Unidos, 1931, 87’

Tabu: a story of the South seas Tabu

No sul do Pacífico, na ilha de Bora Bora, o amor de um jovem casal é ameaçado quando um chefe de uma tribo canibal declara a garona uma virgem sagrada. On the South Pacific island of Bora Bora, a young couple’s love is threatened when the tribal chief declares the girl a sacred virgin.

F. W. Murnau

Direção F. W. Murnau

O cineasta alemão F. W. Murnau (1879-1931) estudou filosofia, literatura, música, e história das artes. Seus filmes mais conhecidos são “Nosferatu”, “O último homem” e “Fausto”. Sua obra-prima foi o filme “Aurora”, em 1927.

Roteiro F. W. Murnau, Robert J. Flaherty

The german director F. W. Murnau (1879-1931) studied philosophy, literature, music, and history of the arts. His most known films are “Nosferatu”, “The last man” and “Faust”. Murnau’s masterpiece was the movie “Aurora” in 1927.

Direção de Fotografia Floyd Crosby Direção de Arte Arthur A. Brooks Produção David Flaherty, Robert J. Flaherty, F.W. Murnau

verleih@murnau-stiftung.de

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OLHAR RETROSPECTIVO / Retrospective

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Olhares Clássicos / Classics

A Olhares Clássicos oferece um recorte dos mais variados filmes que marcaram a história do cinema. Um panorama de obras de diversos diretores, países, gêneros e épocas, que acima de tudo demonstra paixão e respeito pelo cinema e sua história. The Classics offers a selection of the most varied movies that marked the cinema History. A panorama of works from varied countries, directors, genres and periods, that above all else, demonstrates passion and respect for cinema and its history.

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A scary time

Estados Unidos, 1960, 16’

A scary time Momento assustador

O filme de Clarke para uma campanha beneficente de Halloween da UNICEF foge do esperado ao comparar crianças “assustadoras” em suas fantasias de Halloween com imagens de crianças doentes em países de terceiro mundo. Clarke’s UNICEF Halloween charity drive film deviated from the expected comparing the closeups of the “scary” children in Halloween costumes to troubling images of sick children in third-world countries.

Shirley Clarke

Direção Shirley Clarke

Nascida em 1919 em uma família russa judia, Shirley Clarke foi uma das primeiras mulheres diretoras de cinema de seu tempo e foi ao topo das listas do cinema indie como uma diretora brilhante e inovadora, com filmes de dança, documentários e longasmetragens.

Roteiro Shirley Clarke

Born in 1919 to a Russian Jewish immigrant family, Shirley Clarke started out as one of the very few women directors of her day and rose to the top of the indie ranks as a brilliant, innovative director of dance films, documentaries, and feature films.

Direção de Fotografia Shirley Clarke Elenco Principal Henry “Skeleton” Willcox, Frazier Pennebaker Empresa produtora UNICEF Montagem Shirley Clarke Produção Thorald Dickenson Trilha sonora Música de Peggy Glanville-Hicks

milefilms@gmail.com www.milestonefilms.com

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OLHARES CLÁSSICOS / Classics

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Anatahan

Japão, 1953, 94’

Anatahan Anatahan

O mestre austríaco-americano Josef von Sternberg sempre teve um enorme fascínio pelo Extremo Oriente, atingindo seu ápice em seu último filme solo, inspirado na história real de soldados japoneses que passaram seis anos em uma ilha do Pacífico negando o fim da Segunda Guerra Mundial. No filme, uma sedutora mulher chega para desestabilizar suas mentes até um final despedaçador. O corte do diretor não censurado de Anatahan – que Sternberg também fotografou, co-escreveu e narrou – foi restaurado em 2K e continua relevante e assombrador.

Josef von Sternberg

Direção Josef von Sternberg

O austríaco Josef von Sternberg (1894 – 1969) trabalhou com o ator alemão Emil Jannings. Foi convidado para Berlim para fazer “O anjo azul”. Sua técnica de foco suave ajudou a criar a lenda Dietrich nos seis filmes que fizeram juntos em Hollywood.

Roteiro Joseph von Sternberg

The Austrian-American master Josef von Sternberg’s lifelong fascination with the Far East reached its peak in his last solo-directed film, inspired by a true story of Japanese soldiers who spent six years on a Pacific island denying that the Second World War had ended. In the film, a seductress arrives to destabilize their minds on the way to a shattering ending. The uncensored director’s cut of Anatahan – which Sternberg also photographed, co-wrote, and narrated – has been restored in 2K and remains relevant and haunting.

The Austrian Josef von Sternberg (1894 – 1969) worked with the German actor Emil Jannings. He was invited to Berlin to produce The Blue Angel. His focus technique helped to create the legend of Marlene Dietrich in the six films that they made together in Hollywood.

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Direção de Fotografia Kôzô Okazaki Direção de Arte Takashi Kono Montagem Mitsuzô Miyata Produção Kazuo Takimura Som Hisashi Kase Trilha sonora Akira Ifukube

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Boudu sauvé des eaux

França, 1932, 85’

Boudu saved from drowning Boudu, salvo das águas

Oitenta e cinco anos depois de sua realização, a ácida comédia de Renoir segue conseguindo incomodar e impressionar pelo seu frescor e maneira livre com que é filmada e atuada por um gigantesco Michel Simon. Seu protagonista é um desses personagens cinematográficos inesquecíveis, nessa obra menos celebrada que algumas outras do cineasta francês, mas que é tão reveladora dos dilemas intrínsecos da natureza humana e da nossa organização social quanto suas maiores obras-primas.

Jean Renoir

Direção Jean Renoir

Jean Renoir dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1924, “A moça da água”. Na Segunda Guerra Mundial se exilou nos Estados Unidos. Em 1962 dirige seu último filme “O Cabo Ardiloso” com Jean Pierre Cassel e Claude Brasseur.

Roteiro Jean Renoir, Albert Valentin

Eighty-five years after its completion, Renoir’s acid comedy continues to cause discomfort and impress with its freshness and free-spiritedness as well as a performance by the colossal Michel Simon. Its protagonist is one of those unforgettable cinematographic characters, in a work that is less celebrated than others by the French filmmaker, but just as revealing as his greatest masterpieces when it comes to the intrinsic dilemmas of human nature and our social organization.

Jean Renoir directed his first feature film in 1924. At the outbreak of World War II Jean Renoir went into exile in the United States. In 1962 he directed his last film “The Sly Cape” with Jean Pierre Cassel and Claude Brasseur.

Produção Michel Simon

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Direção de Fotografia Georges Asselin, Marcel Lucien Direção de Arte Jean Castanier, Hugues Laurent Montagem Suzanne de Troeye

Som Igor B. Kalinovski

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Conversas no Maranhão

Brasil, 1983, 116’

Talks in Maranhão Conversas no Maranhão

Bang Bang e Serras da Desordem são unanimemente celebrados, mas Conversas no Maranhão ainda não recebeu seu devido apreço. Parte do motivo é que o prodígio de Andrea Tonacci tinha dificuldades de circular para um tempo devido a uma falta de boas cópias, deficiência esta reparada através de uma magnifica nova restauração digital. O filme relaciona os esforços que as pessoas fazem para se entenderem em diferentes línguas. Ainda que Tonacci seja mais conhecido como um mestre orquestrador da cacofonia, em Conversas ele se aproxima de diversos pontos de harmonia e felicidade. Everyone justly celebrates Bang Bang and Hills of disorder, but Conversas no Maranhão has yet to get its due. This is partly because Andrea Tonacci’s marvel had difficulty circulating for a time due to a lack of good screening copies, a lack addressed with a splendid new digital restoration. The film relates the efforts people make to understand each other in different languages. While Tonacci is often understood to be a master orchestrator of cacophony, in Conversas he reaches myriad points of harmony and bliss.

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Andrea Tonacci

Direção Andrea Tonacci

Andrea Tonacci nasceu em 1944 em Roma, Itália. Foi diretor e roteirista, conhecido por “Blablablá” (1968), “Bang bang” (1971) e “Serras da desordem” (2006). Morreu em dezembro de 2016, em São Paulo.

Direção de Fotografia Andrea Tonacci

Andrea Tonacci was born in 1944 in Rome, Lazio, Italy. He was a director and writer, known for Blablablá (1968), Bang Bang (1971) and Serras da desordem (2006). He died on December 16, 2016 in São Paulo, São Paulo, Brazil.

Montagem Bruno de Andre Empresa produtora Extrema Produção Artística Produção Andrea Tonacci Som Walter Rogério Trilha Sonora Tradicional música da comunidade indígena

extremart@extremart.com.br extremart_cris@hotmail.com

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Couro de gato

Brasil, 1962, 12’

Cat skin Couro de gato

Às vésperas do carnaval, garotos de uma favela roubam gatos para fabricantes de tamborins. Exercício de realismo lírico, o filme narra o amor de um menino por um angorá e seu dilema ao ter que vender o bichano. On the eve of the Carnival, kids from a favela steal cats for tambourine manufacturers. Exercise of lyrical realism, the film shows the love of a boy by an angora and his dilemma when he sells the pet.

Direção Joaquim Pedro de Andrade

Joaquim Pedro de Andrade Joaquim Pedro de Andrade nasceu em 1932, no Rio de Janeiro. Diretor e roteirista, conhecido por “Macunaíma” (1969), “Guerra Conjugal” (1974) e “O Padre e a Moça” (1966). Morreu em setembro de 1988, no Rio de Janeiro.

Direção de Fotografia Mário Carneiro Montagem Jacqueline Aubrey Trilha sonora Carlos Lyra

Joaquim Pedro de Andrade was born on 1932 in Rio de Janeiro. He was a director and writer, known for “Macunaíma” (1969), “Guerra Conjugal” (1974) and “The priest and the girl” (1966).

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Curtas Norman McLaren

Canadá, 1942-1964, 55’

Norman McLaren short films Curtas Norman McLaren

Olhar de Cinema tem o prazer de apresentar um programa de sete filmes restaurados de Norman McLaren, um brilhante animador escocês-canadense que realizou grande parte de seu trabalho para o Canada National Film Board. O programa contém encantos musicais como Begone Dull Care, A Chairy Tale e Vizinhos que exploram imagens desenhadas à mão e stop-motion em um ritmo alegre de jazz. Seus filmes abordam diversos temas – alguns violentos, alguns potencialmente trágicos –, mas sempre comprometidos em transformar a vida em uma dança animada.

Norman McLaren

Direção Norman McLaren

Foi um cineasta genial que realizou filmes sem câmeras e músicas sem instrumentos. McLaren produziu 60 filmes em uma grande gama de estilos e técnicas colecionando mais de 200 prêmios internacionais, além de reconhecimento mundial.

Empresa produtora National Film Board of Canada

Olhar de Cinema is happy to present a program of seven restored films by Norman McLaren, a brilliant Scottish-Canadian animator who made much of his work for Canada’s National Film Board. The program contains musical delights like Begone Dull Care, A Chairy Tale and Neighbors that assay hand-drawn and stop-motion images in rhythm with upbeat jazz scores. Its films touch on several subjects – some violent, some potentially tragic – with all the works committed to turning life into a lively dance.

Norman McLaren was a cinematic genius who made films without cameras and music without instruments, McLaren produced 60 films in a stunning range of styles and techniques, collecting over 200 international awards and world recognition

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Geschichte der Nacht

Suíça, Itália, Alemanha, França, 1979, 64’

Story of night História da noite

‘História da noite’ nasceu dos passeios noturnos do cineasta suíço Klopfenstein em Roma enquanto filmava em filme preto e branco. Ele eventualmente expandiu seu trabalho em um recorde, filmado durante 150 dias, em 50 cidades europeias, entre as 2 e 5 da manhã. Algo belo e assombroso emerge ao longo do clima do filme; um espectador, em busca de vislumbres de pessoas, é capaz de encontrar traços de vida em qualquer lugar.

Clemens Klopfenstein

Direção Clemens Klopfenstein

Clemens Klopfenstein nasceu no dia 19 de outubro de 1944. É diretor e roteirista, conhecido por “Die Vogelpredigt” (2005), “Das Schweigen der Männer” (1997) e “E nachtlang Füürland” (1981).

Roteiro Clemens Klopfenstein

‘Story of the night’ emerged from nighttime walking tours that the Swiss filmmaker Klopfenstein would take around Rome while shooting on sensitive blackand-white film stock. He eventually expanded his work into a record, shot over 150 days, of 50 European cities between the hours of 2 and 5 A.M. Something spooky and beautiful emerges throughout the mood of the film; a viewer, in searching for glimpses of people, can find traces of life everywhere.

Clemens Klopfenstein was born on October 19, 1944. He is a writer and director, known for “Die Vogelpredigt” (2005), “Das Schweigen der Männer” (1997) and “E nachtlang Füürland” (1981).

Montagem Hugo Sigrist, Clemens Klopfenstein

Direção de Fotografia Clemens Klopfenstein Empresa produtora Ombra Films, für SRG, ZDF, Institut National de l’Audiovisuel

Produção Clemens Klopfenstein

clemens@klopfenstein.net klopfenstein.net /clemens.aspx/news

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Ikarie XB 1

República Tcheca, 1963, 86’

Voyage to the end of the universe Viagem ao fim do universo

Para a família dos filmes de ficção científica, certamente encontraremos em Ikarie XB 1 um mestre ancião. Filme que influenciou filmes como 2001 - Uma odisséia no espaço, Star Trek e Guerra nas estrelas. O filme é uma longa jornada através do universo para encontrar vida em “Alfa Centauri”. Within the family of science fiction films, we will certainly find an old master in Ikarie XB 1. A film that had great influence in works such as 2001 – A Space Odyssey, Star Trek, and Star Wars. Ikarie XB 1 is a long journey through the universe in an attempt to find life in “Alfa Centauri”.

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Jindřich Polák

Direção Jindřich Polák

Jindřich Polák nasceu em 1925, em Praga. Foi um diretor e roteirista, conhecido por “Viagem ao fim do universo” (1963), “Zítra vstanu a oparím se cajem” (1977), and “Návstevníci” (1983). Ele morreu em 2003, em Praga.

Roteiro Jindřich Polák, Pavel Jurácek

Jindřich Polák was born on May 5, 1925 in Prague, Czechoslovakia. He was a writer and director, known for Ikarie XB 1 (1963), Zítra vstanu a oparím se cajem (1977) and Návstevníci (1983). He died on August 22, 2003 in Prague, Czech Republic.

Produção Eliska Doubková, Frantisek Jaderník, Ludmila Tikovská, Rudolf Wolf, Ferdinand Zelenka

Direção de Fotografia Jan Kalis Direção de Arte Jan Zázvorka Montagem Josef Dobrichovsk

Som Bohumír Brunclík, Jaromír Svobod Trilha sonora Zdenek Liska

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Longo caminho da morte

Brasil, 1971, 83’

Death’s Long Way Longo caminho da morte

O único longa dirigido por Júlio Calasso, é uma obra-prima desconhecida que traça em flashback as conquistas e os fracassos do fazendeiro de café e monstro humano Coronel Orestes (uma atuação feroz de Othon Bastos) no interior do estado de São Paulo. Em sua discussão sobre o filme no livro Cinema de Invenção, Jairo Ferreira escreveu, “Longo Caminho da Morte certamente estava uns vinte anos à frente de sua época, quando as nuvens negras ainda deixavam esparsos clarões nas melhores vertentes mentais do experimental em nosso cinema.” The only feature film directed by Júlio Calasso, is an unknown masterpiece exploring in flashback the achievements and failures of coffee farmer and human monster Coronel Orestes (a fierce performance by Othon Bastos) in the São Paulo hinterland. When discussing the film in the book Cinema de Invenção, Jairo Ferreira wrote, “Longo Caminho da Morte was certainly some twenty years ahead of its time, when black clouds still left sparse silver linings in the best experimental minds of our cinema.”

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Julio Calasso

Direção Julio Calasso

Da TV Excelsior mergulhou no cinema: “O Bandido da Luz Vermelha” e “República da Traição” foram suas bases. Produtor executivo, ator e realizador, realizou os filmes Plínio “Marcos nas Quebradas do Mundaréu” e “Cine Teatro”.

Roteiro Julio Calasso, Cláudio Polópoli

From TV Excelsior, plunged into the cinema: “O Bandido da Luz Vermelha” and “República da Traição” were his bases. Executive producer, actor and director, made the films Plínio “Marcos nas Quebradas do Mundaréu” and “Cine Teatro”. juliocalasso@yahoo.com.br

Direção de Fotografia Peter Overback Elenco Principal Othon Bastos, Cecília Thumin, Dionísio Azevedo, Assunta Perez, Rosângela Pinheiro, Benê Silva, Gésio Amadeu, Vicente Pellegrino Empresa produtora Propícia Produções Ltda. Montagem Jovita Pereira Dias, Júlio Calasso Produção Julio Calasso, Cláudio Polópoli Som Romeu Quinto Trilha Sonora Marjorie Baum, Julio Calasso

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Monangambee

Argélia, 1968’, 18’

Monangambee Monangambee

Filme político, baseado no conto ‘O fato completo de Lucas Matesso’ de Landino Vieira, contra a colonização portuguesa. Political film against the Portuguese colonization Based on a story “le Complet de Mateus” by Luandino Vieira.

Sarah Maldoror

Direção Sarah Maldoror

Sarah Maldoror é diretora e roteirista, conhecida por “Sambizanga” (1972), “L’hôpital de Leningrad” (1983) e “Aimé Césaire, le masque de mots” (1987).

Roteiro Sarah Maldoror

Sarah Maldoror was born as Sarah Durados. She is a director and writer, known for Sambizanga (1972), L’hôpital de Leningrad (1983) and Aimé Césaire, le masque de mots (1987).

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Elenco Principal Mohamed Zinet, Carlos Pestana, Elisa Andrade Empresa produtora Département Orientation et information du Front National de libération

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Os inconfidentes

Brasil, 1972, 100’

The conspirators Os inconfidentes

No ano em que o cinema brasileiro produziu mais uma relevante releitura da história de Tiradentes (“Joaquim”) é sempre uma oportunidade voltar a essa obra menos vista do cineasta que nos deu “Macunaíma” e “O Padre e a Moça”, entre outros. Em plena Ditadura, Joaquim Pedro redefine as possibilidades de um cinema político a partir de um olhar atento aos detalhes do humano, que propõe uma reflexão mordaz sobre o papel dos intelectuais no cenário político de um país. In an year which Brazilian cinema produced another relevant interpretation of the history of Tiradentes (“Joaquim”), we have the opportunity to return to this lesser-known work by the filmmaker who gave us “Macunaíma” and “The priest and the girl”, among others. Amid the dictatorship, Joaquim Pedro redefined the possibilities of political cinema from a close look at the human details, suggesting a scathing reflection on the role of intellectuals within the country’s political scenario.

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Direção Joaquim Pedro de Andrade

Joaquim Pedro de Andrade Joaquim Pedro de Andrade nasceu em 1932, no Rio de Janeiro. Diretor e roteirista, conhecido por “Macunaíma” (1969), “Guerra Conjugal” (1974) e “O Padre e a Moça” (1966). Morreu em setembro de 1988, no Rio de Janeiro. Joaquim Pedro de Andrade was born on 1932 in Rio de Janeiro. He was a director and writer, known for “Macunaíma” (1969), “Guerra Conjugal” (1974) and “The priest and the girl” (1966).

Roteiro Eduardo Escorel, Joaquim Pedro de Andrade Direção de Fotografia Pedro de Moraes Direção de Arte Anisio Medeiros Montagem Eduardo Escorel Produção Joaquim Pedro de Andrade Som José Tavares, Victor Raposeiro

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Qing mei zhu ma

Taiwan, 1985, 110’

Taipei story História de Taipei

Uma das obras decisivas e menos conhecidas mundialmente do que ficou conhecido como o “novo cinema de Taiwan”, uma das mais relevantes gerações de cineastas a vir de um país no final do século passado. No Brasil, Edward Yang ficou mais conhecido por “Yi Yi” (2000), mas esse filme quinze anos anterior mostra o quanto conhecemos pouco da História do Cinema oriental. O fato de ter como um de seus protagonistas o gênio cineasta Hou Hsiao-hsien não é uma curiosidade menor. One of the most decisive works, yet less known worldwide, of what became known as the “new Taiwanese cinema”, one of the most relevant national generations of filmmakers at the turn of the century. In Brazil, Edward Yang became known for “Yi Yi” (2000), but this film made fifteen years earlier shows how little we know of Asian cinema. Moreover, the fact that one of the protagonists is the master filmmaker Hou Hsiao-hsien is no minor curiosity.

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Edward Yang

Direção Edward Yang

Edward Yang (1947 – 2007) foi um cineasta de Taiwan. Juntamente com os diretores Hou Hsiao-hsien e Tsai Mingliang, foi um dos líderes da Nova Onda Taiwanense de Cinema. Recebeu prêmio de Melhor Diretor em Cannes em 2000 por seu filme “Yi Yi”.

Roteiro T’ien-wen Chu, Hsiao-Hsien How, Edward Yang

Edward Yang (1947 - 2007) was a Taiwanese filmmaker. Yang, along with fellow auteurs Hou Hsiao-hsien and Tsai Ming-liang, was one of the leading film-makers of the Taiwanese New Wave and Taiwanese Cinema. He won the Best Director Award at Cannes for his 2000 film “Yi Yi” (“A One and a Two”).

Direção de Fotografia Wei-Han Yang Som Duu-Chih Tu Trilha sonora Edward Yang

Restored by The Film Foundation’s World Cinema Project at Cineteca di Bologna/L’immagine Ritrovata laboratory in association with the Cinémathèque Royale de Belgique and Hou Hsiao-Hsien.

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Visionários

Brasil, 2002, 15’

Visionaries Visionários

Documentário poético que registra os últimos vestígios de dois santuários construídos ao Norte do Paraná por pequenos agricultores, nos anos 60 e 70, inspirados por visões místicas. Poetic documentary that records the last vestiges of two shrines built in the north of Paraná by small farmers, in the 60s and 70s, inspired by mystical visions.

Fernando Severo

Direção Fernando Severo

É diretor, roteirista e montador. Realizador de diversos filmes de curta, média e longametragem, vencedores de mais de 70 prêmios nacionais e internacionais e selecionados para festivais como Locarno, Clermont-Ferrand e Oberhausen.

Roteiro Fernando Severo

He is director, screenwriter and editor. He has made several short, medium and feature films, that have won more than 70 awards, in Brazil and abroad, and that have been selected to festivals like Locarno, Clermont-Ferrand and Oberhausen.

Direção de Fotografia Heloisa Passos Empresa produtora Cellulloid Cinevídeo Montagem Fernando Severo Produção Caio Cesaro e Josina Melo Som Alessando Laroca Trilha sonora Harry Crowl

fernandosevero7@gmail.com

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Voyage dans le Lune

França, 1902, 16’

A trip to the Moon Viagem à Lua

Um grupo de homens viaja à Lua, levados por uma cápsula lançada de um canhão gigante, mas acabam sendo capturados por homens-lua. A group of men travels to the moon, being carried by a capsule thrown from a giant cannon, but they end up being captured by men of the moon.

Georges Meliès

Direção Georges Méliès

Georges Méliès foi um ilusionista e diretor francês, famoso por liderar muitas invenções tecnológicas e narrativas nos primórdios do cinema. Alguns de seus filmes são considerados dentre os filmes mais importantes do começo do cinema de ficção.

Roteiro Georges Méliès

Georges Méliès was a French illusionist and film director famous for leading many technical and narrative developments in the earliest days of cinema. Some of his films are considered among the most important early science fiction films.

Empresa produtora Star Film Company

Direção de Fotografia Théophile Michault, Lucien Tainguy Direção de Arte Georges Méliès Elenco Principal Georges Melies, Jeanne D’Alcy, Bleuette Bernon

Produção Georges Meliès Trilha sonora Jean-Benoît Dunckel, Nicolas Godin (2011 original score)

http://www.cinefrance.com.br/ acervo/viagem-a-lua-1902

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Olhares Foco Anocha Retrospectivos

Suwichakornpong F. W. Murnau / Focus Anocha / Retrospective F. W.Suwichakornpong Murnau

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Despertando e Sonhando com Anocha Anocha Suwichakornpong é uma das mais maravilhosas cineastas contemporâneas do mundo, e é difícil dizer exatamente o porquê. Seus filmes são sutis, misteriosos, ambíguos e manhosos, sempre parecendo decolar em forma de borboleta e se transformar em algo diferente do que os espectadores esperavam que seriam. As histórias e os personagens sonhados pela artista tailandesa de 40 anos (uma diretora, produtora, roteirista e, ocasionalmente, atriz) se movimentam fluidamente entre faixas etárias, classes sociais, nacionalidades, gêneros e até mesmo espécies animais enquanto brincam com as capacidades do próprio cinema, tanto para gravar quanto para transformar a realidade. Celebramos a maior retrospectiva já realizada no mundo dos filmes de Anocha Suwichakornpong na seção Foco deste ano no Olhar de Cinema. A artista participará do festival para realizar uma Masterclass e apresentar nove de suas obras, a maioria das quais não foram previamente exibidas no Brasil. Os filmes incluem seus dois longas-metragens de ficção, História Mundana (2009) e Dao khanong (2016), que competiram em Roterdão e em Locarno, respectivamente, e que oferecem um conjunto de alegorias elípticas baseadas nos esforços contínuos feitos pelos cidadãos tailandeses para compreender o complicado passado recente do país.

A programação também oferece vários dos curtas e médias metragens de Anocha, incluindo um programa de quatro obras multifacetadas que apresentam a vida cotidiana (interior e exterior) das pessoas como um dialogo constante entre sonhos, memorias e momentos presentes. Para o Foco, ela também selecionou a recente restauração do primeiro longa de seu amigo e colega Apichatpong Weerasethakul, Objeto misterioso ao meio-dia (2000), que será exibido junto com a estreia internacional de seu média chamado Fantasmas (2005). O filme de Anocha foi realizado entre os Estados Unidos e a Tailândia durante seu período de estudo na Universidade de Columbia. Ambos os filmes são brilhantes explorações da construção de narrativa ao longo de viagens, e suas estruturas auto-reflexivas apresentam as alegrias de contar histórias coletivas. Uma constante que todos os filmes de Anocha compartilham é que eles são incrivelmente bonitos, até embebidos de luz. Eles também representam sua busca muito pessoal para compreender a identidade muitas vezes estagnada, também sempre em evolução da Tailândia, um país com uma história de múltiplos golpes de Estado e esforços dos governantes para suprimir uma cidadania complexa e vibrante. Os filmes de Anocha escapam aos esforços para defini-los, no entanto - eles simplesmente merecem ser vistos.

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/ Focus Anocha Suwichakornpong Awake and Dreaming with Anocha Anocha Suwichakornpong is one of the world’s most wonderful contemporary filmmakers, and it’s hard to state exactly why. Her films are subtle, mysterious, ambiguous, and sly, always seeming to take off in butterfly-like fashion and transform into something other than what viewers thought they’d be. The stories and characters dreamt up by the 40-year-old Thai director/producer/ screenwriter and occasional actress move fluidly between age groups, social classes, nationalities, genders, and even animal species as they play with the capacities of cinema itself both to record and to transform reality. We celebrate the world’s largest-ever retrospective of Anocha Suwichakornpong’s films within this year’s Focus section at Olhar de Cinema. The artist will attend the festival to hold a Masterclass and to present screenings of nine of her works, several of which are previously unscreened in Brazil. These include her two completed fiction feature, Mundane History (2009) and By the Time It Gets Dark (2016), which competed at Rotterdam and at Locarno, respectively, and which offer elliptical, ensemble-based allegories about ongoing efforts made by Thai citizens to comprehend their country’s complicated recent past. The lineup also offers several of Anocha’s

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marvelous short and medium-length films, including with a program of four multifaceted works that present peoples’ daily lives (both inner and outer) as constantly coming into being. For the Focus, she has additionally selected the recent World Cinema Projectsponsored restoration of her friend and peer Apichatpong Weerasethakul’s debut feature, Mysterious Object at Noon (2000), to screen with the international premiere of her mediumlength film Ghosts (2005), which was realized between the United States and Thailand during her period of study at Columbia University. Both films are glimmering two-part works about building narratives over the course of journeys, and their self-reflexive structures display the joys of collective storytelling. One constant that Anocha’s films all share is that they’re incredibly beautiful – quite literally soaked in light. They also represent her very personal quest to understand the oft-stagnated, also always-evolving identity of Thailand, a country with a track record of multiple coup d’etats and rulers’ efforts to suppress a complexly vibrant citizenry. Anocha’s films escape efforts to define them, however – they simply deserve to be seen.


Black mirror

Tailândia, 2008, 3’

Black mirror Espelho negro

Durante um eclipse, um cão sonha um sonho vívido. During an eclipse, a dog dreams a vivid dream.

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Direção Anocha Suwichakornpong Empresa produtora Electric Eel Films Trilha sonora Koichi Shimizu, Zai Kuning

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com #6olhardecinema

FOCO / Focus

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Dao khanong

Tailândia, Países Baixos, França, Qatar, 2016, 105’

By the time it gets dark Dao khanong

Uma diretora de cinema e sua musa que foi uma estudante ativista nos anos 1970, uma garçonete segue trocando de trabalho, um ator e uma atriz, todos vivem vagamente conectados uns aos outros por fios quase invisíveis. A film director and her muse who was a student activist in the 1970s, a waitress who keeps changing jobs, an actor and an actress, all live loosely connected to each other by almost invisible threads. The narrative sheds its skin several times to reveal layer upon layer of the complexities that make up the characters’ lives.

Direção Anocha Suwichakornpong

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016. Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016.

Roteiro Anocha Suwichakornpong Direção de Fotografia Ming-Kai Leung Montagem Lee Chatametikool, Machima Ungsriwong Produção Lee Chatametikool, Edward Gunawan, Pete Smithsuth, Benjawan Somsin, Soros Sukhum, Chayamporn Taeratanachai Som Chawakorn Thongkua

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FOCO / Focus

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Dokfa nai meuman

Tailândia, 2000, 84’

Mysterious object at noon Objeto misterioso ao meio-dia

“Objeto misterioso ao meio-dia” mistura documentário e ficção. O diretor e sua equipe atravessaram a Tailândia registrando o relato de várias pessoas, que coletivamente constroem uma única história. “Mysterious object at noon” merges fiction and documentary. The director and his team have crossed Thailand registering many people’s stories, who together build a singular story.

Apichatpong Weerasethakul

Direção Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul (1970) cresceu no norte da Tailândia. Se dedica a promover filmes independentes e experimentais através da Kick the Machine, companhia fundada em 1999.

Produção Mingmongkol Sonákul, Gridthiya Gaweewong

Apichatpong Weerasethakul (1970) grew up in Khon Kaen, Thailand. He is active in promoting experimental and independent films through Kick the Machine, the company he founded in 1999. Restored by The Film Foundation’s World Cinema Project at Cineteca di Bologna/L’immagine Ritrovata laboratory in association with the Cinémathèque Royale de Belgique and Hou Hsiao-Hsien. #6olhardecinema

Direção de Fotografia Prasong Klimborron, Sayombhu Mukdeeprom

Elenco Kongkiat Khomsiri, Duangjai Hiransiri, Phurida Vijitphan Montagem Tony Morias, Apichatpong Weerasethakul Som Sirote Tulsook Paisit

www.kickthemachine.com

FOCO / Focus

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Ghosts

Tailândia, Estados Unidos, 2005, 35’

Ghosts Fantasmas

Um cineasta quer fazer um filme baseado na vida de uma atriz senil. Ele logo percebe que seu filme não é documentário nem ficção. E não é realmente sobre a atriz. Uma reflexão sobre a vida, a memória e o cinema. A filmmaker wants to make a film based on the life of an aging actress. He soon realizes that his film is neither a documentary nor a fiction. And it isn’t really about the actress. A reflection on life, memory and cinema.

Direção Anocha Suwichakornpong

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Roteiro Anocha Suwichakornpong

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com 60

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Graceland

Tailândia, 2006, 18’

Graceland Graceland

Um homem e uma mulher misteriosa exploram Bangkok pelos caminhos da noite.

Anocha Suwichakornpong

A man and a mysterious women explore Bangkok over the course of one night.

Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Direção Anocha Suwichakornpong Roteiro Anocha Suwichakornpong

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com #6olhardecinema

FOCO / Focus

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Jao Nok Krajok

Tailândia, 2009, 79’

Mundane History História Mundana

Após um acidente, o jovem Ake fica paralisado. No começo, o enfermeiro Pun é tratado com frieza pelo rapaz, mas conforme ele segue o cuidado com dedicação, ele passa a repensar os desejos físicos que gostaria de esquecer. After an acident, Ake is paralyzed. At first, the male nurse Pun is treated with coldness by the young man. As the time passes, and she keep taking good care of him, he rethinks his fisical desires.

Direção Anocha Suwichakornpong

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016. Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com

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FOCO / Focus

Roteiro Anocha Suwichakornpong Direção de Fotografia Ming Kai Leung Direção de Arte Parinda Moongmaiphol Elenco Principal Phakpoom Surapongsanurak, Arkaney Cherkham Empresa produtora Electric Eel Films Montagem Lee Chatametikool Produção Soros Sukhum, Anocha Suwichakornpong Som Akritchalerm Kalayanamitr Trilha sonora The Photo Sticker Machine, Furniture

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Like. Real. Love.

Tailândia, 2008, 40’

Like. Real. Love. Como. Amor. Verdadeiro.

Pode o encontro com o amor de seus sonhos ser materializado? Como você falaria com sua mãe após a morte dela? Como você garante que filmar se tornará parte da vida real? Can the encounter with the love of your dreams be visualised literally? How do you speak to your mother after her death? How do you ensure that film making becomes part of real life?

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016. Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016.

Direção Anocha Suwichakornpong Roteiro Anocha Suwichakornpong Direção de Fotografia Tanon Saltarujawong, Umpornpol Yugala Montagem Silvaroj Kongsakul, Anocha Suwichakornpong Produção Anocha Suwichakornpong, Soros Sukhum Som Teekhadet Vucharadhanin, Paisit Prouksachart

electriceelfilms@gmail.com #6olhardecinema

FOCO / Focus

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Lunch

Singapura, 2010, 28’

Lunch Almoço

Um trecho que compõe o longa-metragem “Café da manhã, almoço e jantar”, trata de fragilidades e complexidades do amor, com uma pitada de humor. A segment of the feature film “Breakfast, Lunch, Dinner”, about love fragilities and complexities, with a touch of humor.

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curtametragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Direção Anocha Suwichakornpong Roteiro Anocha Suwichakornpong Direção de Fotografia Morgan Peline Empresa produtora Wormwood Films Montagem Lee Chatametikool, Wang Jing

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. WormWood Films Bee Pin Tay tay.beeping@gmail.com

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Nightfall

Tailândia, 2016, 16’

Nightfall Anoitecer

As crônicas de um dia na vida de uma mulher anônima enquanto ela vagueia por Singapura. Parte documentário, parte vídeo ensaístico, esta é uma ficconalização de um período da vida da diretora. The chronicles of a day in the life of nameless woman as she wanders around Singapore. Part documentary, part video essay, Nightfall is a fictionalised account of my time spent during a residency researching Thai politics in foreign land.

Anocha Suwichakornpong, Tulapop Saenjaroen

Direção Anocha Suwichakornpong, Tulapop Saenjaroen

Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curtametragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Direção de Fotografia Looi Wan Ping Montagem Tony Morias, Apichatpong Weerasethakul Produção Li Lin Wee Som Sorayos Prapapan

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com

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FOCO / Focus

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Pohn Taly

Tailândia, 2012, 16’

Overseas Estrangeiro

Como de rotina, Wawa Kai, uma imigrande birmanêsa, acorda, escova os dentes, toma ducha e vai trabalhar na fábrica. Mas hoje não se sente bem e tira a tarde de folga. Vai à delegacia de polícia e denuncia um crime. Just like any other day in Mahachai, Wawa Kai, a Burmese immigrant worker in Thailand, wakes up. She brushes her teeth and takes a cold shower. She goes to work at a factory. But today she is not feeling well, and has to take the afternoon off. She goes to the police station and reports a crime.

Anocha Suwichakornpong

Direção Anocha Suwichakornpong, Wichanon Somunjarn

Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com ‘Graceland’. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreou em Locarno em 2016.

Roteiro Anocha Suwichakornpong Direção de Fotografia Wichanon Somunjarn Empresa produtora Maenum Chagasik

Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with “Graceland”. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016. electriceelfilms@gmail.com 66

FOCO / Focus

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Exibições Especiais

/ Special Screenings

Mestres do cinema mundial, a redescoberta de filmes e um espaço privilegiado para destaques do cinema nacional é a busca da mostra Exibições Especiais. Ela ainda abre espaço para filmes em pré-estreias. Composta por filmes de diferentes culturas e realidades, essa mostra mescla elementos do passado e do presente, visando apontar possibilidades futuras. Special Screenings offers space for masters of world cinema, rediscovered works, and highlights of recent Brazilian cinema. It also offers space for sneak previews. The section is made up of films reflecting different cultures and realities, and it mixes elements from the cinematic past and present in order to envision future possibilities.

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66kinos

Alemanha, 2016, 98’

66kinos 66kinos

No processo de tentar fazer com que seu longa-metragem anterior (exibido no Olhar de Cinema) conseguisse ser exibido ao longo das distintas regiões da Alemanha, de maneira independente, o cineasta Philipp Hartmann descobriu um universo de pequenas salas e donos de cinema que enfrentam a realidade de uma indústria que cada vez mais preza a uniformização e a automação. Qual o lugar do pequeno e do gesto humano do amor à arte (e ao cinema) nesse mundo? Exibindo um filme, ele acabou realizando o seu seguinte. In the process of trying to screen his previous feature film (screened at Olhar de Cinema) across different regions of Germany, filmmaker Philipp Hartmann discovered a universe of small rooms and movie theater owners facing the reality of an industry that increasingly values uniformity and automation. What is the place of the small and the human gesture for the love of art (and cinema) in this world? Through screening his film, he ended up making his next.

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Philipp Hartmann

Direção Philipp Hartmann

Nascido em 1972; mestre em Cinema pela Escola de Belas Artes, em 2007. Antes disso, mestre em Ciências da América Latina, doutor em Economia. Trabalha como cineasta e vive em Hamburgo.

Roteiro Philipp Hartmann

Born 1972; Master in Film at the Hamburg Fine Arts School finished in 2007; work as filmmaker and live in Hamburg. 66KINOS (2016), Time goes by like a roaring lion (2013); About the Necessity to travel the Seas (2010; short), requiem für Frau H. (2007; short).

Produção Philipp Hartmann

Direção de Fotografia Philipp Hartmann Montagem Philipp Hartmann, Herbert Schwarze, Maya Connors

Som Philipp Hartmann, Pablo Paolo Kilian Trilha sonora Johannes Kirschbaum

mail@flumenfilm.de www.66kinos.de

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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Chun-Mong

Coreia do Sul, 2016, 101’

A quiet dream Um sonho tranquilo

O cinema é um sonho acordado. O grande diretor cômico Zhang Lu (nascido na China e coreano por descendência) agradavelmente engancha esta ideia em seu rondelet em preto e branco no qual uma jovem garçonete chinesa-coreana em Seul é cortejada por três homens desajeitados, todos os três interpretados por cineastas. Imaginações ganham vida na medida em que ela os convida a compartilharem seus sonhos e ela revela seus próprios, bem como nas viagens dos personagens para o Arquivo de Cinema Coreano. Cinema is a waking dream. The great comic director Zhang Lu (born in China, Korean by descent) pleasurably pegs this idea in his black-and-white roundelay featuring a young female Chinese-Korean barkeeper in Seoul who is courted by three clumsy men, all three of them played by filmmakers. Imaginations come alive as she invites them to share their dreams with her and reveal her own, as well as on trips that characters take to the Korean Film Archives.

#6olhardecinema

Lu Zhang

Direção Lu Zhang

Lu Zhang nasceu na China em 1962. Começou sua carreira em cinema com seu curtametragem “Eleven”, convidado para o Festival Internacional de Cinema de Venice.

Roteiro Lu Zhang

Lu Zhang was born in China in 1962. He began his film career, starting with his short film “Eleven” invited to Venice International Film Festival.

Produção Leila Jo

Direção de Fotografia CHO Young-jik Empresa produtora Lu Film

sales@mline-distribution.com

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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Como me da la gana

Chile, 1985, 30’

This is the way I like it O que me motiva

A base para o mais recente documentário longa-metragem de Ignacio Agüero foi estabelecida em seu segundo filme, um maravilhoso curta-metragem. Ele atua no papel para o qual nasceu – ele mesmo, um cineasta chileno ludicamente explorando suas próprias influências e as de cineastas compatriotas por meio de conversas ostensivamente inocentes. A longa esperada estreia brasileira de O que me motiva acontecerá no Olhar de Cinema durante uma Aula Mestre ministrada por Agüero. The groundwork for Ignacio Agüero’s wonderful most recent feature-length documentary was laid in his second film, a wonderful short. He casts himself in a role he was born for – himself, a Chilean filmmaker playfully exploring his own influences and those of compatriot filmmakers through what are ostensibly innocent conversations. The long-overdue Brazilian premiere of This is the way I like it will occur at Olhar de Cinema during a Masterclass given by Agüero.

Ignacio Agüero Ignacio Agüero é um cineasta premiado, escritor e produtor, nascido em 1952. Filmografia: “O que me motiva II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “O que me motiva”, “Not to forget”. Ignacio Agüero is an award winning filmmaker, writer, and producer, born 1952. Filmography: “This is the way I like it II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “This is the way I like it”, “Not to forget”.

Direção Ignacio Agüero Roteiro Ignacio Agüero Direção de Fotografia Cristián Lorca Empresa produtora Ignacio Agüero & Asociado Ltda Montagem Fernando Valenzuela Produção Ignacio Aguero & Asociado Ltda Som Marcos De Aguirre

amaldep@gmail.com 70

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Como me da la gana II

Chile, 2016, 86’

This is the way I like it II O que me motiva II

Os filmes de Ignacio Agüero exploram a arte da conversa, com o próprio documentarista assumindo o papel de interlocutor. Seu mais recente longa-metragem é uma continuação de um curta-metragem realizado mais de trinta anos antes, com o agora sexagenário diretor chileno entrevistando cineastas em seu país para explorar como se inspiram. O autorretrato se expande até se tornar uma bela representação do Chile através de suas paisagens e artistas. Ignacio Agüero’s films explore the art of conversation, with the documentarian casting himself in the role of interlocutor. His most recent feature-length film is a sequel to a short made over thirty years before, with the now-sexagenarian Chilean director interviewing filmmakers throughout his country to learn what inspires their art. The self-portrait expands to become a lovely depiction of Chile, through its landscapes as well as its artists.

Ignacio Agüero Ignacio Agüero é um cineasta premiado, escritor e produtor, nascido em 1952. Filmografia: “O que me motiva II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “O que me motiva”, “Not to forget”. Ignacio Agüero is an award winning filmmaker, writer, and producer, born 1952. Filmography: “This is the way I like it II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “This is the way I like it”, “Not to forget”.

Direção Ignacio Agüero Roteiro Ignacio Agüero Direção de Fotografia David Bravo, Arnaldo Rodriguez, Gabriel Díaz Empresa produtora Ignacio Agüero & Asociado Ltda Montagem Sophie França Produção Tehani Staiger, Viviana Erpel, Amalric de Pontcharra Som Andrea López, Mario Díaz, Freddy González

amaldep@gmail.com #6olhardecinema

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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El limonero real

Argentina, 2016, 75’

The royal lemon tree O limoeiro real

O romance de Juan José Saer, El limonero real, é um trabalho crucial na literatura modernista argentina. O cineasta argentino Gustavo Fontán mergulha numa imersão sensorial em sua adaptação do livro. Um pequeno grupo de pessoas se reúnem na véspera de Ano Novo ao redor do Rio Paraná, com o foco em um homem que carrega o peso da morte de seu filho, seis anos antes. Ele, sua esposa e seus companheiros passam o tempo de maneira resplandecente e fantasmagoricamente bela.

Gustavo Fontán

Direção Gustavo Fontán

Gustavo Fontán escreveu e dirigiu “El rosto” (2013); “Elegía de abril” (2010); “La madre” (2009); “La orilla que se abisma” (2008), um diálogo com a poética de Juan L. Ortiz, “El árbol” (2006). “O limoeiro real” (2016) é seu mais recente longa-metragem.

Roteiro Gustavo Fontán

Juan José Saer’s novella The royal lemon tree is a crucial work of Argentine modernist literature. Argentine filmmaker Gustavo Fontán leaps with sensorial immersion into adapting the book. A small group of people gathers on New Year’s Eve around the Paraná River, with one man coming into focus as he bears the weight of his son’s death six years prior. He, his wife, and their companions pass time in ways that prove luminous and spookily beautiful.

Gustavo Fontán wrote and directed “El rostro” (2013); “Elegía de abril” (2010); “La madre” (2009); “La orilla que se abisma” (2008), “El árbol” (2006). “The royal lemon tree” (2016) is his latest feature film.

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Direção de Fotografia Diego Poleri Produção Guillermo Pineles

paulina@companiadecine.com www.companiadecine.com

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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Modo de produção

Brasil, 2017, 75’

Mode of production Modo de produção

Quando Dea Ferraz decide estacionar sua câmera em um sindicato de trabalhadores rurais e retratar as estruturas arcaicas históricas que criam um fosso na contemporaneidade entre o trabalhador e a sociedade em que opera, não poderia imaginar que seu filme chegaria aos cinemas em tempos tão convolutos e desesperadores da história do País pela perspectiva dos menos poderosos. O que era um documento histórico precioso ganha, então, ares de manifesto clarividente sobre um país que cisma em ignorar sua própria origem enquanto olha um futuro incerto. When Dea Ferraz decided to station her camera inside a rural workers union to portray its archaic historical structures, creating a gap in the contemporaneity between worker and society, she could not imagine that her film would arrive at the cinemas during a convoluted and desperate time in the country’s history from the perspective of the less powerful. A precious historical document thus assumes the dimension of a clairvoyant manifest about a country that chooses to ignore its own origin as it looks ahead towards an uncertain future.

#6olhardecinema

Dea Ferraz

Direção Dea Ferraz

Dea Ferraz é diretora, roteirista e formada na EICTV. Em 2017 lançou Modo de Produção. Entre seus recentes trabalhos estão Câmara de Espelhos (2016), Alumia (2009); Contra el Silencio todas las Voces (México) e 5o DOCSDF (México).

Roteiro Dae Ferraz, Ernesto de Carvalho

Dea Ferraz is a director, screenwriter and documentarist by EICTV. Has just released her new feature “Mode of Production”. Her most recent works are the Chamber of Mirrors (2016), Alumia (2009); Against the Silence all the Voices(Mexico) and 5th DOCSDF(Mexico).

Direção de Fotografia Pedro Sotero Empresa produtora Alumia Conteúdo Montagem Ernesto de Carvalho Produção Carol Vergolino, Cezar Maia, Daiane Dultra, Dea Ferraz, Marcelo Barreto e Neusa Rodrigues Som Rafa Travassos

distribuicao@inquietacine.com.br www.inquietacine.com.br

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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Nicht versöhnt oder es hilft nur gewalt wo gewalt herrscht Not reconciled Não-reconciliados

O filme mais recente de Jean-Marie Straub – ‘Oú en êtes-vous, Jean-Marie Straub?’ – é um curto autorretrato realizado com sua colaboradora atual, Barbara Ulrich. O recente curta-metragem de Straub, Pour Renato, presta homenagem a outro colaborador de longa data, o cinematógrafo Renato Berta. Estes curtas serão exibidos juntamente com uma nova restauração em DCP do primeiro longa-metragem de Straub, realizado com sua colaboradora mais fundamental, a falecida Danièle Huillet. Os filmes de Straub-Huillet enfrentam a tirania através de uma postura de não reconciliação. The most recent film by Jean-Marie Straub – ‘Oú en êtes-vous, Jean-Marie Straub?’ – is a short self-portrait made with his closest current collaborator, Barbara Ulrich. Straub’s recent short Pour Renato pays tribute to another longtime collaborator, the cinematographer Renato Berta. These shorts will screen together with a new DCP restoration of Straub’s first feature made with his most fundamental collaborator, the late Danièle Huillet. Straub-Huillet’s films greet tyranny with the stance of Not Reconciled.

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França, 1966, 55’

Jean-Marie Straub

Direção Jean-Marie Straub

Jean-Marie Straub nasceu em 1933, na França. É diretor e editor, conhecido por “Crônica de Anna Magdanela Bach” (1968), “Gente da Sicília” (1999), entre outros. Foi casado com Danièle Huilliet, diretora e montadora com quem co-dirigiu muitos de seus filmes.

Roteiro Danièle Huillet, Jean-Marie Straub

Jean-Marie Straub was born on January 8, 1933 in Metz, Moselle, Lorraine, France. He is a director and editor. He was previously married to Danièle Huillet, an editor and a director with who co-directed many films.

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

Direção de Fotografia Christian Blackwood, Gerhard Ries, Wendelin Sachtler, Jean-Marie Straub Direção de Arte Danièle Huillet Montagem Danièle Huillet, Jean-Marie Straub Produção Danièle Huillet, Jean-Marie Straub Som Lutz Grubnau, Willi Hanspach, Paul Schöler

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Rifle

Brasil, Alemanha, 2016, 88’

Rifle Rifle

Davi Pretto já se afirma como uma voz única e poderosa no cinema brasileiro (e mundial). Tendo exibido seus dois longas na prestigiosa Berlinale, e recentemente ganho o prêmio principal no festival coreano de Jeonju, o cineasta chama a atenção ainda para toda uma nova geração de artistas gaúchas que trabalham com ele nas distintas áreas da realização de seu filme, que propõe ao mesmo tempo um transplante bem particular do herói solitário do faroeste para o Brasil e uma nova imagem ao “gaúcho da fronteira”, figura mítica de um cinema do Sul.

Davi Pretto

Direção Davi Pretto

Seu primeiro longa CASTANHA estreou na Berlinale e ganhou Melhor Filme - Novos Rumos no Festival do Rio. Seu segundo longa RIFLE estreou em 2017 na 67th Berlinale - Forum e foi premiado em Brasília (Prêmio da Crítica) e Jeonju (Grand Prize).

Roteiro Davi Pretto, Richard Tavares

Davi Pretto already asserts himself as a unique and powerful voice within Brazilian (and world) cinema. Having screened his two films in Berlin and having recently won the main prize in the Jeonju Korean festival, the filmmaker also draws attention to an entire new generation of gaucho artists working with him in the different areas of his film, which proposes a very particular relocation of the solitary hero from the Western to Brazil as well as a new imagery of the “gaucho of the frontier”, a mythical figure in southern Brazilian cinema.

His first feature CASTANHA premiered at Berlinale and won Best Film - New Trends at Festival do Rio. His second feature RIFLE premiered in 2017 at 67th Berlinale - Forum and was awarded in Brasília (Critics Prize) and Jeonju (Grand Prize).

#6olhardecinema

tokyofilmes@gmail.com www.tokyofilmes.com

Direção de Fotografia Glauco Firpo Direção de Arte Richard Tavares Elenco Principal Dione Avila de Oliveira, Evaristo Goularte, Andressa Goularte, Sofia Ferreira, Francisco Fabricio Dutra dos Santos Empresa produtora Tokyo Filmes Montagem Bruno Carboni Produção Paola Wink Som Marcos Lopes e Tiago Bello Trilha sonora Davi Pretto, Marcos Lopes e Tiago Bello

EXIBIÇÕES ESPECIAIS / Special Screenings

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Olhares Competitiva Retrospectivos / Competitive F. W. Murnau

/ Retrospective F. W. Murnau A mostra Competitiva de Longa-metragem e Curta-metragem é composta por um conjunto de apostas, e também descobertas, de filmes recém-chegados ao mundo, ainda inéditos no Brasil. Aqui há a busca do equilíbrio entre inventividade, abordagem de temas contemporâneos e potencial de comunicação com o público. Portanto, quem assistir aos filmes da mostra Competitiva irá se deparar com narrativas que se apresentam de forma arriscada, comprometida e envolvente. The Short and Feature Films Competition Section is comprised of a set of bets and discoveries, of just-finished films that have yet to screen in Brazil. Here there is a balance between inventiveness, treatments of contemporary subject matter and potential for communicating with an audience. Who therefore watches the Competition films will face narratives that present themselves in risky, committed and engaging ways.

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300 miles

Síria, 2016, 95’

300 miles 300 milhas

Não há dúvidas de que o que se passa hoje na Síria é uma das maiores tragédias da humanidade. Ao mesmo tempo poucos podem dizer que realmente sequer começam a entender o que de fato levou esse país de história tão rica a decair tão rápido num inferno quase disforme. Aqui, os realizadores parecem apostar na capacidade do cinema ainda poder iluminar as questões do nosso tempo de uma forma que nem as milhares de imagens hipermidiatizadas que nos atingem não permitem fazer. Um grito de socorro mas também uma declaração de amor ao poder do cinema. No one has the slightest doubt that what is happening in Syria today is one of humankind’s greatest tragedies, but at the same time, few can say they can begin to understand what in fact drove this country, with such a rich history, to decline so fast towards a misshapen hell. With this film, the filmmakers seem to wager on cinema’s capacity to shed light on the issues of our time in such a way that the thousands of hypermidiatized images are unable to. A cry for help, but also a declaration of love for the power of cinema.

#6olhardecinema

Orwa Al Mokdad

Direção Orwa Al Mokdad

Orwa Al Mokad é repórter para Al Jazeera e para BBC desde o início da insurreição síria. Filmes: “Street Music” (2013, Prêmio Samir Kassir por liberdade de imprensa 2014), “Under the Aleppo Sky” (2013), “Being Good So Far 1&2 and Under The Tank” (2014).

Roteiro Orwa Al Mokdad

Orwa Al Mokad is a reporter for Al Jazeera and BBC since the start of the Syrian insurrection. Films: “Street Music” (2013, Samir Kassir Award for freedom of the press 2014), “Under the Aleppo Sky” (2013), “Being Good So Far 1&2 and Under The Tank” (2014).

Montagem Raya Yamisha

Direção de Fotografia Orwa Al Mokdad Elenco Principal Nour Al Mokdad, Abo Yaroob, Adnan Alghajar Empresa produtora Film 4 Art

Produção Orwa Al Mokdad, Afraa Batous Som B. W.

afraabatous@gmail.com

COMPETITIVA / Competitive

77


El mar la mar

Estados Unidos, 2017, 94’

El mar la mar El mar la mar

Não há filme como El mar la mar, que se desdobra como um ciclone durante a noite. O americano J.P. Sniadecki e o canadense Joshua Bonnetta realizaram um poema épico em alusão ao México, cuja relação com seu vizinho logo acima foi fraturada há muito tempo. Ao longo dos episódios fragmentados, filmado em uma esplêndida cor em 16mm, os realizadores transmitem a sensação de cruzar de um lugar para outro e proveem um profundo sentimento de empatia. There are no other films like El mar la mar, which unfolds like a cyclone through the night. American J.P. Sniadecki and Canadian Joshua Bonnetta have made an epic poem in reference to Mexico, whose relationship with its immediate upstairs neighbor has long been fractured. Throughout the film’s broken-up episodes shot on splendid color 16mm, the filmmakers convey the sensation of crossing from one place to another, and provide a deep sense of empathy.

Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki Joshua Bonnetta (1979) é um artista que trabalha com filmes analógicos e sons em exibição teatral, performances e instalações. J. P. Sniadecki, professor assistente de rádio/ televisão/filmes, é cineasta e antropólogo ativo na China e nos Estados Unidos.

Direção Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki Direção de Fotografia Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki Montagem Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki Som Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki

Joshua Bonnetta (1979) is an artist working with analogue film and sound in theatrical exhibition, performance and installation. J. P. Sniadecki, assistant professor of radio/television/film, is a filmmaker and anthropologist active in China and in the USA. jpsniadecki@gmail.com

78

COMPETITIVA / Competitive

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Fernando

Brasil, 2017, 70’

Fernando Fernando

Firmemente ancorado na tendência de um certo cinema contemporâneo de explorar as fronteiras entre as construções documentais e ficcionais da cena, o filme permite dar um passo a mais nesse caminho por conta da ocupação do seu protagonista, que vive cotidianamente não apenas a arte de encenar, como a de ensinar a atuar. Essa construção em espelhos é que dá ao filme um caráter único e diferente nesse contexto de produção e investigação audiovisual, atingindo momentos profundamente comoventes numa carta de amor ao ofício do ator. Firmly anchored within a certain contemporary cinematic trend of exploring the boundaries between documentary and fictional constructions, the film takes one step further due to the occupation of its protagonist, who daily experiences not only the art of performing, but also teaches acting. This mirrored construction provides the film with a unique and different nature within the context of audiovisual production, accomplishing deeply moving moments in a love letter to the craft of acting.

Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela escreveram e dirigiram o longa-metragem “Fernando”. Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela wrote and directed the feature film “Fernando”. paula.vilela.souza@gmail.com

Direção Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela Roteiro Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela Direção de Fotografia Pedro Faerstein Direção de Arte Liza Machado Elenco Principal Fernando Bohrer, Rubens Barbot Empresa produtora Independente Montagem Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela, Marina Figueiredo Produção Liliana Mont Serrat Som Laura Zimmermann Trilha sonora Gu Siqueira

#6olhardecinema

COMPETITIVA / Competitive

79


Jassad Gharib

França, Tunísia, 2016, 92’

Foreign body Corpo estrangeiro

A cineasta tunisina Raja Amari encontra uma pequena gigante na figura de Samia, uma jovem imigrante ilegal em busca de trabalho depois de ter sido literalmente aportada na França. A garota é interpretada magnificamente por Sarra Hannachi, que traz uma sensibilidade animalesca de autoproteção para o papel junto com uma vulnerabilidade humana. Tal como qualquer bom filme neorrealista, Corpo Estrangeiro transforma a política e clama por mudança social em carne e osso. Tunisia-born filmmaker Raja Amari finds a tiny giant in the figure of Samia, a young illegal immigrant in search of work for herself after having quite literally washed up in France. The girl is played amazingly by Sarra Hannachi, who brings an animalistic sense of self-protection to the role along with a human vulnerability. Like any strong neorealist film, “Foreign body turns politics and calls for social change into flesh and blood.

Raja Amari

Direção Raja Amari

Raja Amari nasceu na Tunísia. Seu primeiro filme “Satin Rouge” (2002) estreou na Berlinale. Seu segundo filme “Buried Secrets” fez parte do Festival de Veneza. Seu mais recente filme “Corpo estrangeiro” teve sua Estreia Mundial no Festival de Toronto em 2016.

Roteiro Raja Amari

Raja Amari was born in Tunis. Her first film “Satin Rouge” (2002) had its premiere at Berlin IFF. Her second film “Buried Secrets” was presented in Venice. Her last film “Foreign Body” World Premiered at Toronto IFF 2016. arnaud@urbangroup.biz www.urbandistrib.com

80

COMPETITIVA / Competitive

Edição Guerric Catala Direção de Fotografia Aurélien Devaux Direção de Arte Rauf Helioui Elenco Hiam Abbass, Sarra Hannachi, Salim Kechiouche, Mare Brunet Produção Lina Chaabane Som Ludovic Escallier Trilha Sonora Nicolas Becker

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Koca Dünya

Turquia, 2016, 101’

Big big world Grande grande mundo

Reha Erdem é um cineasta brilhante e Grande Grande Mundo é uma joia na sua coroa. O nono filme do diretor turco tece um conto de fadas a partir da fuga de um adulto órfão junto com sua irmã adolescente da perigosa civilização rumo à floresta. Um filme dolorosamente relevante para as discussões da sociedade e da política turca contemporânea, composto de movimentos líricos que assombram com a possibilidade da violência e apaziguam com uma esperança de paz.

Reha Erdem

Direção Reha Erdem

Reha Erdem dirigiu seu primeiro longametragem, “Oh, Moon!”, em 1989. Seus dois recentes longas-metragens foram ambos lançados em 2013, sendo os dois aclamados fortemente: “Jin” (Berlinale) e “Singsingwomen” (2013, Toronto, Apresentação Especial).

Roteiro Reha Erdem

Reha Erdem is a spectacular filmmaker, and Big Big World is a jewel in his crown. The Turkish director’s ninth feature weaves a fairy tale out of an escape made by an orphaned adult brother and teen sister from dangerous civilization into forest. It is a film painfully relevant to discussions of Turkish society and politics today, one made up of lyrical movements that frighten with a possibility of violence around them and lull with a hope for peace.

Reha Erdem directed his first feature film, “Oh, MOON!”, in 1989. His two recent feature films were both released in 2013 to wide acclaim: “Jin” (Berlinale) and “Singingwomen” (2013, Toronto, Special Presentation).

#6olhardecinema

yuan@picturetree-international.com www.picturetree-international.com

Direção de Fotografia Florent Herry Elenco Principal Ecem Uzun, Berke Karaer, Melisa Akman, Murat Deniz, Ayta Sözeri Empresa produtora Atlantik Film Montagem Reha Erdem Produção Ömer Atay Som Herve Guyader Trilha sonora Nils Frahm

COMPETITIVA / Competitive

81


Machines

Índia, Alemanha, Finlândia, 2016, 75’

Machines Máquinas

Machines é um filme de modestas intenções, magistralmente construído e com um coração indelével. O diretor Rahul Jain observacionalmente constrói o perfil uma fábrica têxtil na província de Gujarat na Índia, seu país natal, alternando entre breves bombardeamentos dos sons de um dia de trabalho e imagens com testemunhos precisos e perspicazes de trabalhadores sobre suas funções. O filme se movimenta entre imersão e reflexão, deixando o significado da visita para nós espectadores. Machines is a film made with modest intentions, masterful craft, and indelible heart. Director Rahul Jain observationally profiles a textile factory in the Gujarat province of his native India by alternating brief bombardments of workday sounds and images with pointed, insightful testimony from workers about their relations to their jobs. The film moves respectfully between immersion and reflection, then leaves the visit’s meaning up to us.

Rahul Jain

Direção Rahul Jain

Rahul Jain cresceu no Himalaia. Recentemente se graduou em Belas Artes e Cinema e Vídeo pelo Instituto Califórnia das Artes e atualmente cursa um mestrado em artes em Escrita Estética e Política. Tem interesse pela distância, pela alteridade e pelo cotidiano.

Roteiro Rahul Jain

Rahul Jain grew up grew up in the Himalayas. He recently graduated on Fine Arts in Film and Video from the California Institute of The Arts and is pursuing a Writing M.A in Aesthetics and Politics. He is interested in distance, otherness and the everyday.

Som Susmit‚ Bob‘ Nath

Direção de Fotografia Rodrigo Trejo Villanueva Empresa produtora Pallas Film GmbH Produção Rahul Jain, Thanassis Karathanos, Iikka Vehkalahti

youn@autlookfilms.com autlookfilms.com

82

COMPETITIVA / Competitive

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Navios de terra

Brasil, 2017, 70’

Land vessels Navios de terra

Ainda que possa ser enquadrado num conceito bastante presente no cinema contemporâneo, o do “cinema do fluxo”, a maneira como o filme propõe essa filiação é bastante único a ele, ainda mais no contexto da produção brasileira. Sua atenção incomum à construção da imagem e do som asseguram que ele não deixe de interessar e excitar os sentidos a cada momento. O filme sublinha ainda a confirmação de Rômulo Braga como um dos mais decisivos atores do atual cinema brasileiro. While it could be framed under the very fashionable concept in contemporary cinema, “flow cinema”, the way the film suggests its affiliation is wholly unique, even more so within the Brazilian context. Its unusual attention to the construction of image and sound ensure that it never ceases to interest and excite our senses at every turn. The film also asserts Rômulo Braga as one of the most decisive actors in contemporary Brazilian cinema.

Simone Cortezão

Direção Simone Cortezão

Cineasta, Artista visual, Pesquisadora e Doutora em Artes pela UERJ. Roteirizou e dirigiu 5 obras de curta e médiametragem entre 2006 e 2015. “Navios de Terra” é seu primeiro longa, e teve sua estreia mundial durante o Visions du Réel, na Suiça em 2017.

Roteiro Simone Cortezão

Filmmaker, Visual artist and PHD in Arts at UERJ. Wrote and directed 5 short films during 2006 to 2015. “Land Vessels” is her featur film debut, and has premiered at Visions du Reel, in Switzerland in 2017. matheus@centoeoito.com www.centoeoito.com

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Matheus Antunes Elenco Principal Romulo Braga, Shima Empresa produtora Cento e Oito Filmes Montagem Dellani Lima, Simone Cortezão Produção Ana Moraes, Beatriz França, Simone Cortezão, Matheus Antunes Som João Tito, Andrew Lee, Guile Martins, Ruben Valdes Trilha sonora Miguel Javaral

COMPETITIVA / Competitive

83


Newton

India, 2016, 104’

Newton Newton

Uma comédia agridoce sobre o processo eleitoral nos rincões mais isolados de um país parece especialmente relevante de ser visto no Brasil num momento em que os fundamentos mais básicos do que compõe a sua democracia estão sendo revirados. O filme consegue mesclar um olhar atento para os seus personagens e seus dramas com uma capacidade de ir além do que eles vivem para nos fazer pensar nos dilemas do que é “fazer o Bem” em contextos absolutamente incomuns, beirando o surreal. A bittersweet comedy about the electoral process in one of the most isolated corners of a country seems particularly relevant for Brazil, especially at a time when the very foundations of its democracy are being undermined. The film aptly blends a focused attentive eye on its characters and their dramas with the ability to go beyond their lives, forcing us to reconsider the dilemmas of “doing Good” in wholly unusual contexts that border the surreal.

Amit V Masurkar

Direção Amit V Masurkar

Com sua base em Mumbai, Amit V Masurkar escreve para comédias, programas e filmes em Bollywood. Sua estreia em direção, a comédia de baixoorçamento “Sulemani Keeda” (89 minutos, 2014, India-USA) foi um tímido sucesso indie. “Newton” é seu segundo filme.

Roteiro Mayank Tewari, Amit V Masukar

Mumbai-based Amit V Masurkar has written for sketch comedy shows and Bollywood films. His directorial debut, the uber low-budget comedy, “Sulemani Keeda” (89 min, 2014, India-USA) was an indie sleeper hit. “Newton” is his second film. ritika@drishyamfilms.com www.drishyamfilms.com

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COMPETITIVA / Competitive

Direção de Fotografia Swapnil S Sonawane Direção de Arte Angelica Monica Bhowmick Elenco Principal Rajkummar Rao, Anjali Patil, Pankaj Tripathi, Raghubir Yadav, Sanjay Mishra, Danish Husain Empresa produtora Drishyam Films Montagem Shweta Venkat Mathew Produção Manish Mundra Som Niraj Gera Trilha sonora Naren Chandavarkar & Benedict Taylor

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Rey

Chile, 2017, 91’

King Rey

Orélie-Antoine de Tounens foi um advogado e explorador francês do século XIX que se dedicou a conquistar a Patagônia. Suas aventuras são exploradas de forma imaginativa e em alto estilo pelo chileno-americano Niles Atallah. O rei se depara com seres flutuantes e inimigos vestindo máscaras enormes enquanto ele percorre espaços fotografados por filme celulóide. Este filme, frequentemente alucinatório, mostra a história rompendo e brotando um caminho para a transcendência. Orélie-Antoine de Tounens was a 19th-century French lawyer and explorer who strove to conquer Patagonia. His adventures are rendered in imaginative high style by the Chilean-American Niles Atallah. The king encounters floating beings and enemies wearing oversized masks as he wanders through spaces photographed with once-buried celluloid stock. This oft-hallucinatory film shows history rupturing and erupting throughout a path towards transcendence.

#6olhardecinema

Niles Atallah

Direção Niles Atallah

Niles Atallah é um cineasta chileno-americano. Seu segundo longa metragem “Rey” foi premiado em Roterdã em 2017 onde recebeu Prêmio Especial do Júri por “resultados artísticos excepcionais”.

Roteiro Niles Atallah

Niles Atallah is a Chilean-American filmmaker His second feature “Rey” premiered at IFF Rotterdam in 2017 where it won a Special Jury Award for “exceptional artistic achievement”. niles@diluvio.cl diluvio.cl

Direção de Fotografia Benjamin Echazarreta Direção de Arte Natalia Geisse Elenco Principal Rodrigo Lisboa, Claudio Riveros Empresa produtora Momerade Montagem Benjamin Mirguet Produção Lucie Kalmar Som Roberto Espinoza Trilha sonora Sebastián Jatz Rawicz

COMPETITIVA / Competitive

85


Soldado

Argentina, 2017, 72’

Soldier Soldado

O segundo longa-metragem de Manuel Abramovich é uma comédia musical sobre emasculação. A dimensão pela qual a militarização humilha e subjuga é demonstrada através da construção de cenas fixas e foco cerrado. A dimensão pela qual as pessoas podem se libertar de tais condições é transmitida através do refinado jogo entre duração e uma trilha sonora surpreendentemente maravilhosa. No processo emerge algo digno de um Tati – uma história curta e doce sobre tornar-se adulto. Manuel Abramovich’s second feature-length film is a musical comedy about emasculation. The extent to which militarization humiliates those who submit to it is conveyed through fixed shots and tight focus; the extent to which people can free themselves from such terms is conveyed through fine play with duration and a surprisingly wonderful soundtrack. In the process emerges something worthy of Tati – a short, sweet coming-of-age tale.

Manuel Abramovich

Direção Manuel Abramovich

Manuel Abramovich (1987) é cineasta, fotógrafo e diretor de fotografia. “Solar” (2016), seu primeiro longa-metragem, foi selecionado para BAFICI, Karlow Vary, entre outros. Seu segundo longa-metragem “Soldado” teve sua Estreia Mundial na Berlinale 2017.

Roteiro Manuel Abramovich

Manuel Abramovich (1987) is a filmmaker, photographer and cinematographer. “Solar” (2016), his first feature has been screened at BAFICI, Karlovy Vary, among others. His second feature “Soldier” premiered at Berlinale 2017.

Direção de Fotografia Manuel Abramovich Empresa produtora Gema Films Montagem Anita Remón Produção Gema Juárez Allen Som Sofía Straface

gema@gemafilms.com www.gemafilms.com

86

COMPETITIVA / Competitive

assista, discuta, compartilhe, resista, viva


Vangelo

Itália, 2016, 85’

Vangelo Vangelo

Partindo de um registro hiperpessoal, em que o drama e inquietações do realizador estão no primeiro plano, Pippo Delbono consegue o raro feito de tornar esse gesto autocentrado na oportunidade de investigar algo muito maior do que ele mesmo. Ao colocar a religião e as questão da imigração na sociedade italiana contemporânea como dobras do seu drama pessoal, o diretor atinge uma dimensão social que nunca soa forçada na relação com seus dilemas existenciais primordiais. Assim, é a própria alma italiana que se vê desvelada. Stemming from a hyper-personal record, in which the director’s own concerns and dramas come to the foreground, Pippo Delbono achieves the rare feat of using a self-centered gesture as an opportunity to investigate something much larger than himself. By placing religion and immigration in contemporary Italian society as unfolding from his personal drama, the director grasps a social dimension that never seems forced in relation to his own existential primordial dilemmas. Thus, the Italian soul itself is unveiled.

#6olhardecinema

Pippo Delbono

Direção Pippo Delbono

“Vangelo” (2016, doc), “La visite” (2015, curta), “Sangue” (2013, doc), “Amore carne” (2011, doc), “La paura” (2009, doc), “Blue Sofa” (2009, curta), “Grido” (2006, doc), “Guerra” (2003, doc).

Roteiro Pippo Delbono

“Vangelo” (2016, doc), “La visite” (2015, short), “Sangue” (2013, doc), “Amore carne” (2011, doc), “La paura” (2009, doc), “Blue Sofa” (2009, short), “Grido” (2006, doc), “Guerra” (2003, doc).

Direção de Fotografia Fabrice Aragno, Pippo Delbono Empresa produtora Stemal Entertainment Produção Pippo Delbono

h.horner@docandfilm.com

COMPETITIVA / Competitive

87


Competitiva / Competitive

88


A ilha do farol

Brasil, 2017, 23’

The lighthouse island A ilha do farol

O brasileiro “A ilha do farol”, de Jo Serfaty e Mariana Kaufman, narra a história e lendas de uma misteriosa e inóspita ilha, também conhecida como Ilha Rasa, próxima a cidade do Rio de Janeiro. Entre o resgate histórico e a invenção, uma silenciosa família se lança ao mar em uma pequena embarcação, rumo ao encontro da ilha. The Brazilian film “The lighthouse”, by Jo Serfaty and Mariana Kaufman, recounts the story and legends of a mysterious and inhospitable island, also known as Rasa Island, not far from the city of Rio de Janeiro. Somewhere between historical rescue and invention, a silent family ventures across the sea in a small boat towards the island.

Jo Serfaty, Mariana Kaufman Jo Serfaty e Mariana Kaufman são cineastas, sócias da Fagulha Filmes onde realizaram diversos curtas. Juntas dirigiram “Confete”, “A ilha do Farol” e escrevem a série “Notívagos”, contemplada no FSA. Jo Serfaty and Mariana Kaufman are filmmakers, partners at Fagulha Filmes where they created many short films. Together they directed “Confetti”, “The Lighthouse Island” and created the TV series “Night owls”. jo@fagulhafilmes.com.br mariana@fagulhafilmes.com.br

#6olhardecinema

Direção Jo Serfaty, Mariana Kaufman Roteiro Jo Serfaty, Mariana Kaufman Direção de Fotografia Pedro Faerstein Direção de Arte Cedric Aveline Elenco Cristina Moura, Julio Adrião, Rafael Boschi, Lara Affonso Ferreira Empresa Produtora Fagulha Filmes Montagem Luisa Marques Produção Joice Scavone, Viviane Mendonça Som João Jabace Trilha sonora Augusto Malbouisson, Mario Maria e Marcos Tanus

COMPETITIVA / Competitive

89


Balança Brasil

Brasil, 2017, 25’

Shake up Brazil Balança Brasil

O brasileiro “Balança Brasil”, de Carlos Segundo retrata o cotidiano de trabalhadores negros que vivem do movimento turístico em Porto Seguro, a medida que faz um resgate reflexivo do período colonial no país. Nesta cidade, onde as primeiras caravelas portuguesas atracaram em 1500 é evidenciada as históricas contradições que se perpetuam e a resistência da cultura negra. The Brazilian film “Shake up Brazil” by Carlos Segundo portrays the everyday lives of black workers among the tourist flow in Porto Seguro as it reflects upon the country’s colonial period. In this city, where the first Portuguese caravels landed in 1500, the continuing historical contradictions and the resistance of black culture come into fore.

Carlos Segundo

Direção Carlos Segundo

Carlos Segundo é Doutor em Cinema, Multimeios – Unicamp. Dirigiu “Ainda sangro por dentro” (2016), “Dorsal” (2015), “Borra” (2015), “Turn-off” (2014), “Poeira de prata no escuro” (2014) e “No fundo nem tudo é memória” (2012).

Roteiro Carlos Segundo, Cristiano Barbosa

Segundo has a doctorate degree in Cinema, Multimedia – Unicamp. He directed “I still bleed inside” (2016), “Dorsal’ (2015), “Turn-off” (2014), “Silver dust in a dark room” (2014), “Deep inside is not all memory” (2012).

Empresa produtora O sopro do tempo

dir.carlossegundo@gmail.com www.osoprodotempo.com

90

COMPETITIVA / Competitive

Direção de Fotografia Roberto Chacur Direção de Arte Carlos Segundo Elenco Principal Gregory, Stylo

Montagem Carlos Segundo Produção Carlos Segundo Som Cristiano Barbosa

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Ciudad Maya

França, México, 2016, 24’

Ciudad Maya Ciudad Maya

Do mexicano Andrés Padilla Domene, “Ciudad Maya” é um documentário que flerta com a ficção científica, retratando identidade Maya de um jovem grupo urbano da cidade de Merida, no México. O filme faz uma reflexão sobre as contradições entre o imaginário Maya, a invisibilização de um povo e transformação e resistência de uma cultura sujeita à predatória exploração comercial contemporânea. From the Mexican director Andres Padilla Domene, “Ciudad Maya” is a documentary flirting with science fiction as it portrays the Mayan identity of an urban group of youths in the city of Merida, Mexico. The film reflects upon the contradictions between Maya social imaginary, the invisibility of a people, and the transformation and resistance of a culture subjected to predatory contemporary commercial exploitation.

Andrés Padilla Domene

Direção Andrés Padilla Domene

Mídia-artista trabalhando entre a França e o México. Estudou Artes de Mídia no México e em Le Fresnoy. Exibiu seus trabalhos em vários festivais e mostras internacionais. É parte do SEFT-1 e do coletivo artístico Astrovandlistas. Ciudad Maya (2016) 24 min.

Roteiro Andrés Padilla Domene

Media artist working between France and Mexico. He studied Media Arts in Mexico and in Le Fresnoy. He has exhibited his work in various festivals internationally. He is part of SEFT-1 and the artist collective Astrovandalistas. Ciudad Maya (2016) 24 min. NTrebik@lefresnoy.net www.lefresnoy.net

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Dalia Huerta Cano Elenco Principal Sasil Sánchez Chan, Lorenzo Itzá, José Chi, Jesús Pat Chablé, Andrés Chi Cob, Feliciano Sánchez Chan, Claudia Ocampo Empresa produtora Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains Montagem Andrés Padilla Domene Produção Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains Som Homero González Sánchez Trilha sonora Homero González Sánchez + Pat Boy, MC Chicob

COMPETITIVA / Competitive

91


Events in a Cloud Chamber

Índia, 2016, 20’

Events in a Cloud Chamber Ocorridos em um recinto obscuro

O diretor indiano Ashim Ahluwalia faz um registro sensorial sobre um dos pioneiros da pintura moderna na Índia, Akbar Padamsee, que realizou o filme experimental “Events in a cloud chamber” em 1969. O filme de 2016 resgata a história do artista, assim como resgata o filme de 1969, que se perdeu no tempo-espaço, criando, quarenta anos depois, condições para a recriação da obra perdida. Indian director Ashim Ahluwalia offers a sensory statement of a modern painting pioneer in India, Akbar Padamsee, who made the experimental film “Events in a cloud chamber” in 1969. The 2016 film rescues the artist’s story as well the 1969 film, which was lost in space-time, creating, forty years later, the conditions for the recreation of the lost work.

Ashim Ahluwalia

Direção Ashim Ahluwalia

Ashim Ahluwalia, cineasta, residente em Mumbai. Sua estreia na direção fílmica, “John e Jane” (2006), estreou em Toronto e passou em Berlim. O filme foi seguido pelo longametragem narrativo “Miss Lovely”, que teve sua estreia em Cannes, em 2012.

Roteiro Ashim Ahluwalia

Ashim Ahluwalia, a filmmaker based in Mumbai. His first film, “John & Jane” (2006), had its premiere at Toronto and was selected to Berlin. This was followed by his first narrative feature, “Miss Lovely”, which premiered at Cannes 2012. vinayak@futureeast.com

92

COMPETITIVA / Competitive

Direção de Fotografia Mohanan Direção de Arte Ashim Ahluwalia Elenco Principal Akbar Padamsee Empresa produtora Future East Film Pvt. Ltd. Montagem Ashim Ahluwalia, Mary Ann Dsouza Produção Ashim Ahluwalia Som Ashim Ahluwalia Trilha sonora Falty DL and Soular Order

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Fajr

Fiji, 2016, 12’

Fajr Fajr

Fajr é uma palavra árabe que significa amanhecer, início, assim como significa o apelo durante a aurora para o início das orações. “Fajr”, do espanhol Lois Patiño, caminha pelo sensorialismo de imagens de figuras e paisagens que são desvendadas na escuridão do deserto marroquino, oscilando entre o concreto, o abstrato e a miragem. Fajr is an Arabic word, meaning sunrise, beginning, as well the call at dawn for the commencing of prayers. “Fajr” by the Spanish director Lois Patiño, treads among the sensorial nature of the images of figures and landscapes unveiled in the darkness of the Moroccan desert, oscillating between the concrete, the abstract, and the mirage.

Lois Patiño

Direção Lois Patiño

Lois Patiño (Espanha, 1983). Seus vídeos e videoinstalações têm sido exibidos em centros internacionais de arte e em festivais como Locarno, Toronto, Roterdã, San Francisco, Ann Arbour, Viennale, Cinéma du Réel, entre outros.

Roteiro Lois Patiño Direção de Fotografia Lois Patiño Produção Lois Patiño

Lois Patiño (Spain, 1983). His videos and video-installations have been shown in international art centres and festivals as Locarno, Toronto, Rotterdam, San Francisco, Ann Arbour, Viennale, Cinéma du Réel. loispatinho@gmail.com www.loispatino.com

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COMPETITIVA / Competitive

93


La disco resplandece

Turquia, Espanha, 2016, 12’

The disco shines O disco resplandece

Um pequeno grupo de jovens se encontram em uma tarde de sábado e saem em busca de diversão na pacata paisagem de Alicante, Espanha. Em “O disco resplandece”, do espanhol Chema García Ibarra, os amigos percorrem e interagem espaços vazios, preenchendo esses lugares com seus corpos, músicas e conversas, enquanto a noite chega, se vai e o dia recomeça. A small group of young people meets on a Saturday afternoon and head out in search of entertainment in the quiet landscape of Alicante, Spain. In “The disco shines”, by Spanish director Chema García Ibarra, friends roam and interact among empty spaces, filling these places with their bodies, songs, and conversations, while the night arrives and the day slowly resumes.

Chema García Ibarra

Direção Chema García Ibarra

Nascido em Elche (Espanha) em 1980. Realizou os curtasmetragens “The attack of the Robots from Nebula-5” (2008), “Protoparticles” (2010) e “Mystery” (2013), selecionado para Quinzena dos Realizadores, Sundance, Berlinale, AFI Fest, Chicago e Ann Arbor.

Roteiro Chema García Ibarra

Born in Elche (Spain) in 1980. He has made the short films “The attack of the Robots from Nebula-5” (2008), “Protoparticles” (2010) and “Mystery” (2013), which were selected for Quinzaine du Realisateurs, Sundance, Berlinale, AFI Fest, Chicago and Ann Arbor. chemagarciaibarra@gmail.com chemagarcia.com

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COMPETITIVA / Competitive

Direção de Fotografia Ion de Sosa Direção de Arte Leonor Díaz Elenco Principal Juan José Faz, Amine Midoune, Allan Antonie Terrasson, Fátima Kounbache, Ani Hovhannisyan Empresa produtora Erbay Media Montagem Chema García Ibarra Produção Mahmut Erbay Som Frederic Le Louet, Julien Perez

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Nyo Vweta Nafta

Portugal, 2017, 20’

Nyo Vweta Nafta Nyo Vweta Nafta

Em “Nyo Vweta Nafta”, Ico Costa registra em 16mm fragmentos do cotidiano de habitantes de Moçambique, enquanto procura por Nafta. O diretor português cruza e se detém em personagens que deixam brotar reflexões pós coloniais sobre dinheiro, desigualdades e desejos, em imagens que perseguem o real e flertam com o performático. In “Nyo Vweta Nafta”, Ico Costa registers in 16mm film the fragments of the daily life of the inhabitants of Mozambique as he searches for Nafta. The Portuguese director transverses and concentrates on characters who sprout postcolonial reflections on money, inequalities, and desires in images pursuing the real and flirting with the performative.

Ico Costa

Direção Ico Costa

Ico Costa nasceu em Lisboa, em 1983. Estudou Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na Universidad del Cine, em Buenos Aires. Em 2011 foi admitido na Le Fresnoy, que terminou com Distinção.

Roteiro Ico Costa

Ico Costa was born in Lisbon in 1983. He studies at the Portuguese National Film School (ESTC), in Lisbon, and at the Universidad del Cine (FUC), in Buenos Aires. In 2011 he was admitted at Le Fresnoy, which he finished with Distinction.

Produção Terratreme Filmes, Ico Costa

Direção de Fotografia Hugo Azevedo Empresa produtora Terratreme Filmes Montagem Ico Costa, Eduardo Williams

Som Roland Pickl, Tiago Matos

portugalfilm@indielisboa.com www.portugalfilm.org

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COMPETITIVA / Competitive

95


Penúmbria

Portugal, 2016, 9’

Penumbria Penúmbria

Do português Eduardo Brito, “Penúmbria” retrata com uma melancólica solenidade a distópica cidade portuguesa fundada há cerca de duzentos anos, também conhecida como “a cidade da tristeza”. “Penúmbria” é a história de um lugar inabitável, devido à infertilidade do solo, ao mar revoltoso e ao clima hostil. From Portuguese director Eduardo Brito, “Penúmbria” portrays with a melancholic solemnity the dystopian Portuguese city founded around two hundred years ago, also known as “the city of sadness”. “Penúmbria” is the story of an uninhabitable place, due to the infertility of the land, the revolting sea, and the hostile climate.

Eduardo Brito

Direção Eduardo Brito

Eduardo Brito tem mestrado em Estudos Artísticos, Museológicos e Curatoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Pertence ao Núcleo de Arte e Intermedia do I2ADS da FBAUP.

Roteiro Eduardo Brito

Eduardo Brito holds a Master’s degree in Artistic Studies - Museology and Curatorial studies - from the Faculty of Fine Arts, University of Porto. At the faculty Eduardo is a research fellow at the I2ADS’s Research Group in Art and Intermedia.

Direção de Fotografia Jorge Quintela Empresa produtora Bando à Parte Montagem Eduardo Brito, Rodrigo Areias Produção Rodrigo Areias - Bando à Parte Som Pedro Marinho Trilha sonora Joana Gama, Luís Fernandes

agencia@curtas.pt www.curtas.pt/agencia

96

COMPETITIVA / Competitive

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Selva

Costa Rica, Argentina, Chile, 2016, 16’

Selva Selva

“Selva”, da argentina e costa-riquenha Sofía Quirós Ubeda, é um relato sobre o afeto e a ruptura entre duas pessoas que se reconhecem como irmãos, habitantes da ilha de vegetação tropical de Tortuguero, Costa Rica. Uma ficção que firma seu compromisso com o real para recordar com leveza uma triste e inevitável despedida. “Selva”, by Argentine and Costa Rican director Sofía Quirós Ubeda, is an account of the affection and rupture between two people who see themselves as brothers, inhabitants in the tropical island of Tortuguero, Costa Rica. A work of fiction that asserts its commitment to the real to delicately remember a sad and inevitable farewell.

Sofía Quirós

Direção Sofía Quirós

Sofía Quirós nasceu em 1989. Estudou Imagem e Desenho de Som em UBA. Dirigiu os curtas-metragens “The ohter side, inside land” (ClermontFerrand) e “Selva” (56ª Semana da Crítica). Está desenvolvendo seu primeiro longa-metragem “Ceniza Negra”.

Roteiro Sofía Quirós

Sofía Quirós was born in 1989, She studied Image and Sound Design at UBA. She directed the short films “The Other Side”, “Inside Land“ (Clermont-Ferrand) and “Selva” (56th Semaine de la Critique). She’s developing her debut film “Ceniza Negra” (Land of Ashes).

Empresa produtora Sputnik Films

contacto@sputnikfilms.org www.selvashortfilm.com

97

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Francisca Saéz Agurto Direção de Arte Mauricio Esquivel Elenco Principal Smashleen Gutiérrez, Maikel Gutiérrez

Montagem Sofía Quirós, Florencia Rovlich Produção Mariana Murillo Som Martin Scaglia Trilha sonora Fran Villalba

COMPETITIVA / Competitive

97


Vacío/a

Perú, 2016, 6’

Empty Vazio/a

O peruano “Vacío/a”, de Carmen Rojas Gamarra, conta uma história de ruptura de uma casal a partir de fotos de um catálogo de loja de móveis e decoração e uma narração com voz sintética. Uma fotonovela experimental que ironiza as imagens superficiais e expectativas que criamos, e que nos vendem dos relacionamentos e da harmonia do lar. The Peruvian film “Empty”, by Carmen Rojas Gamarra, tells a story of a couple breaking up as it explores catalog photos from a furniture store and a synthetic voice narration. An experimental photo novella ironizing the superficial images and expectations we create, sold to us as harmonious images of relationships and home.

Carmen Rojas Gamarra

Direção Carmen Rojas Gamarra

Rojas Gamarra é Mestre em Documentário Criativo e Cinema Experimental pela Escola TAI, em Madrid. Ela coordena o coletivo audiovisual Yuragyana. Seu curta-metragem “Vazio/a” recebeu o Prêmio de Melhor Filme Experimental no Festival de Cinema de Lima.

Roteiro Carmen Rojas Gamarra

Rojas Gamarra holds a Master’s in Creative Documentary and Experimental Cinema from Escuela TAI, in Madrid. She runs the Yuraqyana audiovisual collective. Her short film “Vacío(a)” received Best Experimental Film at Lima Film Festival.

Direção de Fotografia Carmen Rojas Gamarra Empresa produtora Yuraqyana Films Montagem Carmen Rojas Gamarra Produção Carmen Rojas Gamarra Som Carmen Rojas Gamarra

gallinazos.distribucion @gmail.com

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COMPETITIVA / Competitive

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Olhares Novos Olhares Retrospectivos / New Views F. W. Murnau

/ Retrospective F. W. Murnau A mostra Novos Olhares é composta por filmes que têm maior radicalidade em suas propostas estéticas e, por isso, flertam com a ventura e o risco de caminhos desconhecidos. Há os filmes que convidam o público a um mergulho lírico, há outros que propõem a frieza do distanciamento épico, há os que investigam as criações alegóricas, há os que apostam no encontro com o real. The New Views section is composed of films that have a greater radicality in their aesthetic proposals and, therefore, flirt with the venture and the risk of unknown paths. There are movies that invite the audience to a lyrical dip, there are others who propose the coldness of epic distancing, others who investigate allegorical creations, there are those who bet on the encounter with the real.

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99


Garatujas, badamecos e outros monstros

Brasil, 2017, 75’

Scribbles, doodles and other monsters Garatujas, badamecos e outros monstros

Existe um pequeno grupo de filmes poéticos realistas que exploram a vida interior das pessoas através de suas próprias evocações. Há ainda um grupo ainda mais seleto de filmes que exploram a vida interior das crianças. Este documentário, um longa-metragem de estreia, combina desenhos infantis com as descrições que as crianças fazem deles através de graciosidade implícita. Tanto os desenhos quanto as crianças aparecem em imagens deslumbrantes, exibindo as paisagens em desenvolvimento da mente. There is a small group of poetic realist films that explore peoples’ inner lives through the peoples’ own evocations of them. There is an even smaller group of such films exploring the inner lives of children. This debut feature-length documentary joins childrens’ drawings with the kids’ descriptions of them in beautifully implicit form. The drawings and kids alike appear in stunning widescreen images that display developing landscapes of the mind.

100

NOVOS OLHARES / New Views

Direção João Castelo Branco, Elisabeth Moreschi

João Castelo Branco, Elisabeth Moreschi João Castelo Branco é diretor e fotógrafo de cinema. Está lançando seu documentário “Garatujas, badamecos e outros monstros” co-dirigido com Elizabeth Moreschi, e trabalha em dois novos longas, “Oona e Matheus” e “Sul”. João Castelo Branco is a film director and cinematographer. He is releasing his new film, “Scribbles, Doodles and other Monsters”, co-directed by Elizabeth Moreschi, and working in two projects, “South” and “Oona & Matheu”. filmesdeperto@filmesdeperto.com www.filmesdeperto.com

Roteiro João Castelo Branco, Elisabeth Moreschi Direção de Fotografia João Castelo Branco Elenco Principal Alunos da Escola Estadual Linneu Ferreira do Amaral Empresa produtora Filmes de Perto Montagem João Menna Barreto, João Castelo Branco Produção Talita David, Ana Paula Málaga Som João Menna Barreto

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La Tierra aún se mueve

México, 2017, 69’

Still the Earth Moves La Tierra aún se mueve

O exímio jovem cineasta mexicano Pablo Chavarría Gutiérrez realiza um estudo paisagístico envolvente com imagens digitais coloridas de alto contraste e sons evocativos. No filme, uma miríade de plantas e animais envolvem a tela e o que poderia ser familiar se torna novo e densamente estranho. Seres humanos surgem de uma maneira que nos remete a Antonioni e Grandrieux – não tanto como personagens, mas como parte de uma galeria de objetos vívidos, cada qual repleto de mistérios. The excellent young Mexican filmmaker Pablo Chavarría Gutiérrez has made a compelling landscape study with high-contrast color digital images and evocative sounds. In it, myriad plants and animals spread across the screen, and what could be familiar turns new and deeply strange. Human beings emerge in a way recalling Antonioni and Grandrieux – not so much as characters, but rather as part of a gallery of vividly breathing objects, each one teeming with mysteries.

Direção Pablo Chavarría Gutiérrez

Pablo Chavarría Gutiérrez Pablo Chavarría Gutiérrez nasceu em 1986. Dirigiu os longas-metragens “Terrafeni”, “Las Letras”, “Tapetum Lucidum”, “The rest of the world” e “Alexfilm”. Em 2013 foi selecionado como membro para Guadalajara Campus de Talento e recebeu o prémio Jovens Criadores pela FONCA.

Direção de Fotografia José Luis Arriaga Elenco Principal Eli Zavala, Susana Herrera, Alejandro Alva Empresa produtora Filmadora Numina Trilha sonora Julio Torres Som Geraldo Villarreal Guerra

Pablo Chavarría Gutiérrez was born in 1986. He directed the feature films “Terrafeni”, “Las Letras”, “Tapetum Lucidum”, “The rest of the world”, “Alexfilm”. In 2013 was selected as a member of Talent Campus Guadalajara and received the Jóvenes Creadores grant from FONCA. numina@gmail.com

#6olhardecinema

NOVOS OLHARES / New Views

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Occidental

França, 2017, 73’

Occidental Occidental

O segundo longa-metragem de Neïl Beloufa nos apresenta figuras estranhas de vários países que se reúnem no hotel parisiense Occidental enquanto protestos tomam conta das ruas. Uma câmera de segurança acompanha a ação, que se desdobra com os encantos de um filme de ficção bem elaborado, ainda que ao mesmo tempo oferecendo um espaço Warholiano para aqueles que desejam agir de forma excêntrica. Occidental saúda o estado paranoico e fragmentado do mundo moderno com uma agradável comédia. Neïl Beloufa’s second feature shows strange figures from various countries gathering at the titular Parisian hotel while protests storm on the streets outside. A security camera tracks the action, which unfolds with the delights of well-crafted fiction filmmaking even as it provides a Warholian space for anyone who wants to act weird. Occidental greets the divided and paranoid state of the modern world with nothing less than pleasing comedy.

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NOVOS OLHARES / New Views

Neïl Beloufa

Direção Neïl Beloufa

Nascido em 1985, Neïl Beloufa é um diretor e artista francês e argelino. Estuda na École National Supérieur des Beaux Arts, na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs e Le Fresnoy.

Roteiro Neïl Beloufa

Born in 1985, Neïl Beloufa is a french and algerian artist and director. He studied at École National Supérieur des Beaux Arts, École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, and Le Fresnoy. sales@mpmfilm.com www.mpmfilm.com/category/ about-us/world-sales/

Direção de Fotografia Guillaume Le Grontec Direção de Arte Florian Fournier, Sarah Philouze Elenco Principal Paul Hamy, Idir Chender Empresa produtora Bad Manner’s, Atelier Neïl Beloufa Montagem Ermanno Corrado Produção Jacques-F. Dodart Som Arno Ledoux, Francois Bailly Trilha sonora Grégoire Bourdiel por Graduation, Alexandre Geindre por Flesh Studios

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People power Bombshell: the diary of Vietnam Rose

Filipinas, 2016, 89’

People power Bombshell: the diary of Vietnam Rose People power bombshell: o diário de Vietnam Rose

Entre as fortes vozes surgidas do cinema filipino nas últimas décadas, John Torres segue sendo uma das trajetórias mais singulares, realizando um cinema ao mesmo tempo profundamente pessoal e capaz de se confrontar com os dilemas da sua terra. Aqui, ele vai buscar em materiais pouco conhecidos da história do cinema filipino (um filme não terminado de um dos principais cineastas do país) a inspiração para uma reflexão que ganha contornos humanos e sociais cada vez mais complexos ao longo da sua duração.

John Torres

Direção John Torres

John é um cineasta, escritor e músico. Já realizou cinco longas-metragens e mais de uma dúzia de curtas-metragens desde 2003. Foram realizadas retrospectivas de suas obras em Viena, Seoul, Cosquín e Bangkok.

Roteiro John Torres

Among the recent strong voices arising in Philippine cinema, John Torres continues to tread one of the most singular trajectories with a filmmaking both deeply personal and capable of confronting the dilemmas of his land. In this film, he searches for a little-known material in the history of Philippine cinema (an unfinished film by one of the country’s leading filmmakers) as the inspiration for a reflection that gains increasingly complex human and social contours throughout its duration.

John is a filmmaker, writer, and musician. He has made five feature films and over a dozen of short films since 2003. There have been retrospectives of his work in Vienna, Seoul, Cosquin, and Bangkok.

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Malay Javier, Jippy Pascua, Shireen Seno, Dennese Victoria Empresa produtora Los Otros Films Produção Ronald Arguelles, Liz Alindogan

johnotros@gmail.com

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Svi severni gradovi

Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, 2016, 100’

All the cities of the North Todas as cidades do Norte

“Todas as Cidades do Norte” é um dos filmes mais imprescindíveis dos últimos anos. Um argumento a favor da vida. O filme realiza esta façanha ao usar alguns dos elementos mais básicos no cinema – paisagem, arquitetura e a figura humana – e combinando-os de forma que nos estimulam a respirar mais profundamente, experimentar mais e sentir mais. Ainda que o filme nos dê a impressão de que a humanidade começa de novo, demonstra também uma esperança para o futuro da espécie. “All the Cities of the North” is one of the most vital films of the past few years. The film makes an argument for valuing life. It does so by taking some of the most basic elements in cinema – landscape, architecture, and the human figure – and combining them in ways that encourage us to breathe more deeply, sense more, and feel more. Even if the film gives the impression of humanity starting over, it expresses a hope for the future of the race.

Dane Komljen

Direção Dane Komljen

Dane Komljen estudou direção na Faculdade de Artes Dramáticas na Sérvia, e arte contemporânea na Le Fresnoy. Seus curtas foram exibidos e premiados em Cannes, Locarno, Roterdã, FID Marseille. “Todas as cidades do norte” é seu primeiro longa-metragem.

Roteiro Dane Komljen

Dane Komljen studied film directing at the Faculty of Dramatic Arts, Serbia and contemporary art at Le Fresnoy. His short films have been shown and awarded at Cannes, Locarno, Rotterdam, FID Marseille. “All the Cities of the North” is his first feature.

Empresa produtora Dart Film & Video

Direção de Fotografia Ivan Markovic Direção de Arte Magdalena Vlajic Elenco Principal Boban Kaludjer, Boris Isakovic, Dane Komljen

Montagem Natasa Damnjanovic, Dane Komljen Produção Natasa Damnjanovic, Vladimir Vidic, Amra Bakšić Čamo, Adis Djapo

ii@everythingworks.hr

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Tonsler Park

Estados Unidos, 2017, 80’

Tonsler Park Parque Tonsler

Kevin Jerome Everson realizou mais de 100 filmes que, em seu conjunto, retratam os ritmos diários da classe trabalhadora negra americana. O filme observacional “Parque Tonsler” surge como uma autêntica galeria de retratos. O filme (filmado em 16mm em preto e branco) retrata negros americanos em um centro de votação na Virgínia no dia da eleição, 2016. Ele transmite uma bela sensação de esperança através do registro de pessoas cujas vidas, independente do resultado, irão continuar tal como antes.

Kevin Jerome Everson

Direção Kevin Jerome Everson

Kevin Jerome Everson é MFA pela Universidade de Ohio e BFA pela Universidade de Akron. Seus filmes, 9 longas-metragens e 150 curtas-metragens, têm sido exibidos internacionalmente em festivais de cinema, cinemas, galerias e museus.

Direção de Fotografia Kevin Jerome Everson, Jack Doerner, Anthony Restivo

Kevin Jerome Everson has made over 100 films that collectively portray the daily rhythms of the Black American working-class. The observational “Tonsler Park” emerges as a sterling portrait gallery. The film (shot on black-and-white 16mm) shows Black Americans at a Virginia voting center on Election Day, 2016. It passes a beautiful sensation of hope through its records of people whose lives, no matter the outcome, will continue as they were before.

Kevin Jerome Everson has a MFA from Ohio University and a BFA from the University of Akron. His films, 9 feature and over 150 short form Works have been exhibited internationally at film festivals, cinemas, galleries, & museums.

#6olhardecinema

picturepalacesale@yahoo.com www.picturepalacepictures.com

Elenco Principal Sally Barbour, Shaquita Morton, Deborah Tyler, Shaka Syndor, Maurice Walker, Kenneth Banks Empresa produtora Picture Palace Pictures Montagem Kevin Jerome Everson Produção Madeleine Molyneaux, Kevin Jerome Everson Som Sandy Williams IV

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Outros Olhares / Other Views

A mostra Outros Olhares de Longa-metragem e Curta-metragem faz um diálogo entre filmes recém estreados, filmes ainda inéditos e filmes que já possuem uma trajetória nacional e internacional em festivais e mostras recentes. Quem entra para assistir os filmes de Outros Olhares encontrará uma variedade de estilos, linguagens e abordagens em torno de questões urgentes enfrentado pelo mundo atual. The Other Views section for Short and Feature Films creates a dialogue between freshly released films, world premieres and films already celebrated on recent Brazilian and international circuits. Who enters to watch the films in Other Views will find a variety of styles, aesthetics and approaches taken to confronting urgent issues faced by the world today.

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A casa de Lucia

Brasil, 2017, 70’

Lucia’s Home A casa de Lucia

Lucia está dividida entre sua família que ficou no Kuwait e a nova vida que leva com seu marido no Brasil. Após alguns anos no Brasil, ela precisa voltar urgente ao Kuwait. Nessa volta ela percebe as diferenças culturais dos dois países que a faz refletir sobre sua condição como refugiada no Brasil. Lucia is torn between her family in Kuwait and her new life with her husband in Brazil. After having spent some years in Brazil, she needs to return to Kuwait urgently. In this homecoming, she realizes the cultural differences between both countries, which drives her to reflect upon her status as a refugee in Brazil.

Direção João Marcelo, Lucia Luz

João Marcelo, Lucia Luz João Marcelo é mestre em Música (UFPR). É ligado às artes e a questões sociais. ”A casa de Lucia” é seu primeiro documentário em longa-metragem. Lucia Luz veio da Síria ao Brasil há três anos. “A casa de Lucia” é sua primeira experiência com cinema. Joao Marcelo is a master in Music (UFPR). His work is related to the arts and social issues. “Lucia’s Home” is his first feature documentary. Lucia Luz has moved from Syria to Brazil three years ago. “Lucia’s Home” is her first experience with film.

Roteiro João Marcelo, Lucia Luz Direção de Fotografia Lucia, Katia e João Marcelo Elenco Principal Lucia, Abed e Familiares Empresa produtora Criar Edições, Cazumbá Filmes Montagem João Marcelo, João Menna Barreto, Larissa Figueiredo Produção João Marcelo, Larissa Figueiredo, Rafael Urban Som Off Beat Audiovisual

acasadelucia@cazumbafilmes.com www.cazumbafilmes.com

#6olhardecinema

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Ang Napakaigsing Buhay Ng Alipato

Filipinas, Alemanha, 2016, 88’

Alipato - The very brief life of an ember Alipato - A brevíssima vida de um malandro

O cinema de Khavn sempre teve como marca sua radicalidade, em registros que confrontam o espectador com os limites da narrativa, cheio de sarcasmo e anarquismo audiovisual extremo. No entanto, mesmo aqueles que conhecem seu cinema podem se surpreender com “Alipato”, pois a realidade contemporânea sócio-política filipina parece forçar Khavn a ir um passo além, resultando num espetáculo hiper-violento e francamente desagradável, proposto como a única maneira de o cinema lidar com uma realidade cada dia mais surreal.

Khavn De La Cruz

Direção Khavn De La Cruz

Kahv nasceu em 1973, nas Filipinas. É diretor e roteirista. Dirigiu “Ruined Heart: Another Lovestory Between a Criminal & a Whore” (2014), “Mondomanila: Kung paano ko inayos ang buhok ko matapos ang mahabahaba ring paglalakbay” (2010) e “Iskwaterpangk” (2007).

Roteiro Khavn De La Cruz

Khavn’s cinema is infused with his radicalism, confronting the viewer with the limits of narrative, chockfull with sarcasm and extreme audiovisual anarchism. However, cinema connoisseurs may surprise themselves with “Alipato”, for the contemporary socio-political reality of the Philippines seems to force Khavn to take one step further, resulting in a hyper-violent and downright unpleasant spectacle, suggested as the only way for cinema to wrestle an increasingly surreal reality.

Khavn was born on 1973. He is a director and writer, known for “Ruined Heart: Another Lovestory Between a Criminal & a Whore” (2014), “Mondomanila: Kung paano ko inayos ang buhok ko matapos ang mahaba-haba ring paglalakbay” (2010) and “Iskwaterpangk” (2007).

Direção de Fotografia Albert Banzon Produção Khavn De La Cruz

nathan@stray-dogs.com

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Aus einem Jahr der Nichtereignisse

Alemanha, 2017, 83’

From a year of non-events De um ano sem eventos

René Frölke faz filmes lúdicos e alegres sobre a camaradagem. Seu novo documentário acompanha um entusiasmado agricultor do norte da Alemanha de 90 anos, chamado Willi, através do uso de imagens em preto e branco e em cores, filmadas em Super-8 e em 16mm, transmitindo as texturas físicas pelas quais ele interage em sua vida cotidiana. Ann Carolin Renninger, a produtora de Frölke, assume a codireção e se torna uma personagem de forma a criar a sensação de uma pequena comunidade. René Frölke makes joyfully playful films about camaraderie. His new documentary follows a 90-year-old exuberant northern German farmer named Willi in black-and-white and color images, filmed in Super-8 and in 16mm, that convey the physical textures with which the man comes into daily contact. Frölke’s longtime producer Ann Carolin Renninger assumes co-directorship and becomes a character in a way that helps give a sense of a small community.

Ann Carolin Renninger, René Frölke Ann Carolin Renninger nasceu em 1979. Fundou a plataforma Joon Film, uma plataforma para cooperação artística em filmagens. “De um ano sem eventos” é seu primeiro filme. René Frölke nasceu em 1978. É editor, fotógrafo e diretor.

Direção Ann Carolin Renninger, René Frölke Direção de Fotografia René Frölke, Ann Carolin Renninger Empresa produtora Joon Film Produção Ann Carolin Renninger, René Frölke

Ann Carolin Renninger was born in 1979. She founded Joon Film, a platform for artistic cooperation in filmmaking. “From a year of non-events” is her first film. René Frölke was born in 1978. He works as an editor, cinematographer, and director. info@joonfilm.de www.joonfilm.de

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Changjiang

China, 2017, 156’

A Yangtze Landscape Uma paisagem de Yangtze

“Tenha paciência” pode ser uma chamada perigosa, mas poucas viagens são tão gratificantes quanto esta viagem através de uma paisagem do Rio Yangtze. O filme recompensa a atenção do espectador com uma rica fotografia panorâmica em preto-e-branco e uma paisagem sonora igualmente rica, ambos trabalhando juntos para atravessar toda a China em algumas horas. Um apanhado incrível de rostos e corpos humanos é catalogado ao longo do caminho, provendo um sentido universal de humanidade. “Have patience” can be a dangerous call, but few journeys prove to be as rewarding as the one taken across A Yangtze Landscape. The film rewards attention with rich black-and-white widescreen photography and an equally rich soundscape, the two of which work together to traverse seemingly the whole of China within the span of a few hours. An incredible survey of human faces and bodies is catalogued along the way, giving a universal sense of humanity.

Xu Xin

Direção Xu Xin

Xu Xing nasceu em 1966. É um cineasta documentarista independente. Seus filmes: “Uma paisagem de Yangtze” (2017), “Pathway” (2011), “Karamay” (2010), “The Bridge” (2007), “Torch Troupe” (2006), “Fangshan Church” (2005), “Carriage” (2004), “Ma Pi” (2002).

Roteiro Xu Xin

Xu Xin was born in 1966. He is an independent documentary filmmaker based in Beijing and Nanjing. His films: “A Yangtze Landscape” (2017), “Pathway” (2011), “Karamay” (2010), “The Bridge” (2007), “Torch Troupe” (2006), “Fangshan Church” (2005), “Carriage” (2004), “Ma Pi” (2002).

Direção de Fotografia Xu Xin Montagem Xu Xin Produção Zhang Jun, Xu Feixue, Lu Zhixin Som Xu Xin

xuxin609@gmail.com 110

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Chun-cheon, Chun-cheon

Coreia do Sul, 2016, 77’

Autumn, autumn Outono, outono

O segundo e delicado filme do sul coreano Jang Woojin é uma exploração dos breves encontros pelos quais vidas mudam silenciosamente. O diretor nasceu na cidade turística de Chuncheon, no norte do país, e suas experiências pessoais inspiraram uma história de três pessoas que viajam para a região. Suas viagens são transmitidas em cenas suaves, elegantes e longas, banhadas em uma luz dourada e com uma generosidade de espírito igualmente calorosa. South Korean Jang Woojin’s delicate sophomore feature is a depiction of brief encounters through which lives are quietly changed. The director was born in the northern tourist-frequented city of Chuncheon, and his personal experiences inspired a story of three people traveling there. Their journeys are conveyed in smooth, elegant long shots that are bathed in golden light, and that are treated with an equally warm generosity of spirit.

Jang Woojin

Direção Jang Woojin

Jang Woojin estudou direção na Universidade de Dankuk. Seu primeiro longa-metragem, “A Fresh Start” (2014), ficou em primeiro lugar na Mostra Competitiva Coreana no Festival de Jeonju. Foi convidado para a Mostra Cineastas do Presente em Locarno.

Roteiro Jang Woojin

Jang Woojin attended Dankuk University to study directing. His feature debut, “A Fresh Start” (2014), won first place in the Korean Competition Section at Jeonju Festival. He was also invited to the Filmmakers of the Present Section at Locarno.

Produção Kim Daehwan

Direção de Fotografia Jang Woojin Elenco Principal Woo Ji-hyeon, Yang Heung-ju, Lee Se-rang Empresa produtora Bomnae Films

Som Jang Woojin

sales@mline-distribution.com

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Hema Hema: sing me a song while I wait

Butão, Hong-Kong, 2016, 96’

Hema Hema: sing me a song while I wait Hema Hema: cante para mim enquanto eu espero

“Hema Hema: cante para mim enquanto eu espero” é um musical vibrante realizado com amor e uma paixão transbordante. O quarto longa-metragem do diretor Khyentse Norbu foi filmado nas selvas de seu país natal, Butão, com uma miríade de atores mascarados ensaiando personagens que se reúnem durante uma quinzena de devaneios. O enredo do filme, inspirado no folclore e na tradição budista, porém seguramente contemporâneo, prossegue com a força e a leveza de um mito bem contado. Suas imagens alcançam o sublime. “Hema Hema: sing me a song while i wait” is a vibrant musical made with overflowing love and passion. Director Khyentse Norbu’s fourth feature is filmed in the jungles of his native Bhutan with myriad masked actors assaying characters who gather for roughly a fortnight of reverie. The film’s folklore-and-Buddhist-tradition-inspired, yet firmly contemporary plot proceeds with the force and lightness of a well-told myth. Its images reach the sublime.

Direção Khyentse Norbu Rimpoche

Khyentse Norbu Rimpoche Nascido em 1961, Khyentse Norbu se graduou nos Estados Unidos, estudando política e realização audiovisual. Foi consultor de Bertolucci durante as gravações de “Little Buddha”. Em 1999, realizou seu primeiro longa-metragem, “The Cup”.

Roteiro Khyentse Norbu Rimpoche Direção de Fotografia Jigme Tenzing Montagem Zhuangzhuang Tian Produção Sarah Chen, Pawo Choyning Dorji

Born in 1961, Khyentse Norbu had his academic pursuit in USA, studying politics and filmmaking. He was consultant of Bertolucci during the shooting of “Little Buddha”. In 1999, Norbu made his directorial debut, “The Cup”. info@thefestivalagency.com

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Homem livre

Brasil, 2017, 84’

Free man Homem livre

Um raro longa de estreia brasileiro que coloca a dramaturgia e o jogo dos atores em primeiro plano. Ao lidar com temas complexos e hiper contemporâneos como a cultura das celebridades e as igrejas neopentecostais, o filme evita a polêmica fácil ou as simplificações, usando-os apenas como pano de fundo para um estudo de personagens em tom menor, delicado e atento. A rare Brazilian debut feature that places drama and actors in the foreground. By tackling complex, hyper-contemporary themes such as celebrity culture and neo-Pentecostal churches, the film avoids easy controversy or simplification, using them merely as the backdrop for a small-scale, delicate, and attentive character study.

Alvaro Furloni

Direção Alvaro Furloni

Alvaro Furloni é cineasta brasileiro. Dirigiu: “Quem vai chorar quando eu morrer?” (2005), “Frio” (2006, indicado ao Student Academy Awards), “Holanda” (2007), “Esconde-Esconde” (2007, premiado no Festival de Brasília) e “O Homem na Caixa” (2017).

Roteiro Pedro Perazzo

Alvaro Furloni, a brazilian director. He has directed: “Who shall grieve over my dead body? ” (2005); “Cold” (2006), “The Netherlands” (2007); “Hide and Seek” (2007), “Someone’s happy somewhere” (2015) and “The Man in the box” (2017). info@segundafeirafilmes.com.br www.segundafeirafilmes.com.br

Direção de Fotografia Guilherme Francisco Direção de Arte Patrícia Ramos Elenco Principal Armando Babaioff, Flávio Bauraqui, Thuany Andrade, Rosane Mulholland, Marcio Vito, Giancarlo Di Tomasso, Lucas Gouvea Empresa produtora Segunda-Feira Filmes, Vatapá Produções Montagem Renato Gaiarsa, Alvaro Furloni Produção Alexandre Sivolella, Lígia Diogo Som Rodrigo Maia Trilha sonora Rafael Bordalo, André Colares

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Meu corpo é político

Brasil, 2017, 72’

My body is political Meu corpo é político

A cineasta volta suas câmeras com admirável atenção para os dilemas cotidianos, pequenos mesmo, que formam a luta diária para se afirmar num país/ mundo onde simplesmente existir não garante todos os mesmos direitos e oportunidades para todas as pessoas. Sem nunca se tornar condescendente nem piedoso com seus personagens, o filme esclarece porque falar de sua vida é falar de “sua luta”. Um filme radicalmente do nosso tempo. The filmmaker turns her camera with admirable attention to the everyday dilemmas, one could even say small, which form the daily struggle to assert oneself in a country/world where merely existing does not ensure the same rights and opportunities for all. Without ever falling into the trap of patronizing or feeling pitiful toward its characters, the film elucidates why talking about one’s life is also to talk about one’s “struggle”. A radically contemporary film.

Alice Riff

Direção Alice Riff

Alice Riff, 1984, São Paulo, Brasil. Seu primeiro longametragem é “Meu corpo é político” estreou no Visions du Réel. Está finalizando seu segundo longa-metragem documental, “Abigarrados”, com previsão de estreia para janeiro de 2018.

Roteiro Alice Riff

Alice Riff, 1984. Her first feature documentary, “My body is political”, premiered at Visions du Réel. Among her recent projects are the awarded shorts “Let’s Dance Invisible Orchestra” (2016), “100% Bolivian, Bro” (2014); “Freestyle City” (2013).

Montagem Yuri Amaral

Direção de Fotografia Vinicius Berger Elenco Principal Giu Nonato, Fernando Ribeiro, Linn da Quebrada, Paula Beatriz Empresa produtora Studio Riff, Paideia Filmes

Produção Heverton Lima Som Tales Manfrinato

aliceriff@gmail.com

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Overnight flies

Áustria, Suécia, 2016, 97’

Overnight flies Moscas noturnas

Num momento em que imigração parece um dos temas capitais para entender os dilemas da sociedade mundial, multiplicam-se as narrativas atuais sobre o tema. Poucas, porém, têm a coragem de apostar numa mistura tão justa entre um registro frontal e direto e uma capacidade de incorporar o imaginário e a poesia sem banalizar um tema duro e multifacetado. Com suas escolhas estéticas e narrativas, Georg Tiller nos lembra que, antes de tudo, a imigração é um dilema humano, e como tal tem a dimensão individual na base do que se torna uma questão social.

Georg Tiller

Direção Georg Tiller

Georg Tiller nasceu em 1982. Estudos filosofia, artes cênicas e cinema. Seus filmes foram exibidos em festivais como Berlinale e Roterdã. Também teve seu trabalho na Bienal de São Paulo, no Centro Georges Pompidou e na Bienal Luleå Vinter, entre outros.

Roteiro Georg Tiller

At a time when immigration seems to be one of the central issues for understanding the dilemmas of a global society, a lot of narratives explore the subject. But few have the courage to wager on such a fair mixture between a frontal and direct record and the ability to incorporate imagery and poetry without trivializing the subject. With his aesthetic and narrative choices, Tiller reminds us that, first and foremost, immigration is a human dilemma, and as such presents the individual dimension at the foundation of what becomes a social issue.

Georg Tiller, 1982. He studied philosophy, theater studies and film. His films have been shown at Berlinale and Rotterdam and he has exhibited his work at the Bienal de São Paulo, the Centre Georges Pompidou and the Luleå Vinter Bienal among others.

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Claudio Pfeifer Empresa produtora Subobscura Films Montagem Viktor Hoffmann Produção Georg Tiller Som André Fèvre

info@subobscurafilms.com www.subobscurafilms.com

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The scope of separation

China, 2017, 71’

The scope of separation O vislumbre da separação

Retrato de uma certa juventude urbana chinesa contemporânea que usa o formato da “comédia romântica” para construir o sentimento de um país em constante mudança de paradigmas, onde a tradição parece cada vez mais distante não havendo ainda novos fundamentos claro nos quais se escorar. O que surge na tela é uma geração que ainda não descobriu de quais maneiras construir e buscar a segurança para sentir-se “realizada”, e no meio tempo vaga sem destino claro. A portrait of a slice of the contemporary Chinese urban youth through a “romantic comedy” to create the feeling of a country constantly changing its paradigms, where tradition seems increasingly distant and no new grounds yet exist on which to stand on. What emerges on the screen is a generation that has not yet discovered how to establish and pursue security to feel “fulfilled,” and in the meantime wander with no clear destination.

Yue Chen

Direção Yue Chen

Chenn Yue, nascido em 1990 na Província de Shanxi. Em 2007, mudou-se para o Canadá para fazer o Ensino Médio; em 2010, começou a estudar produção cinematográfica na Escola de Cinema de Vancouver. “O vislumbre da separação” é seu primeiro longa-metragem.

Roteiro Yue Chen

Chen Yue; born 1990 in Shanxi Province, China. In 2007, he went to Canada to attend high school. In 2010, he began studying film production at Vancouver Film School. “The Scope of Separation” is his first feature film. xz8203@gmail.com

Direção de Fotografia Qiang Wang Direção de Arte Baonan Wang Elenco Principal Shidong Liu, Ye Yao, Baonan Wang Empresa produtora Beijing Curiosity Culture Development Co. Ltd. Montagem Yue Chen Produção Xianmin Zhang, Weilin Wang, Kun Fu Som Yuan Xie, Chang Li Trilha sonora Yue Ma

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Ubezhdeniya

Rússia, Polônia, 2016, 63’

Convictions Convicções

“Convicções” explora conflitos básicos – emoção versus dever, indivíduo versus sociedade, burocracia versus humanidade – através de cenas em que entrevistas para o recrutamento militar russo são interrompidas de maneiras que confundem e atordoam todos os envolvidos. É um filme no qual as pessoas são forçadas a se reconhecerem enquanto seres humanos com necessidades iguais. Já o que fazer com essa realização é deixado para cada um de nós. “Convictions” explores basic conflicts – emotion versus duty, individuals versus society, bureaucracy versus humanity. It does so through scenes in which interviews for Russian military draft recruitment are disrupted in ways that no one understands and by which everyone involved is disturbed. It is a film in which people are forced to acknowledge each other as human beings with equal needs. What to do with this realization is left up to us all.

Tatiana Christova

Direção Tatiana Christova

“Convicções” (MDR Eastern European Film DOKLeipzig 2016, Prêmio Melhor Longametragem no ArtDocFest 2016). “Frau, frau where’s the road to Pillau?” (2010) “Different Speeches” (47’, 2008), “We will get married or I will call you up one day.”

Roteiro Tatiana Christova

“Convictions” (MDR Eastern European Film DOKLeipzig 2016, Best Feature Film at ArtDocFest 2016). “Frau, frau where’s the road to Pillau?” (2010) “Different Speeches” (47’, 2008), “We will get married or I will call you up one day.”

Direção de Fotografia Maria Falileeva Empresa produtora Ethnofund; Impakt Film Produção Maria Chuprinskaya, Vlad Ketkovich, Maciek Hamela, Tatiana Christova

festivals@antipode-sales.biz

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Acaiaca

Brasil, 2016, 12’

Acaiaca Acaiaca

Acaiaca é uma espécie de árvore que, segundo a lenda indígena, foi utilizada como refúgio do único casal sobrevivente da inundação de um rio, casal este responsável pelo repovoamento do território. Acaiaca é o nome do maior arranha-céu de Belo Horizonte, que homenageia a lenda indígena. O brasileiro “Acaiaca”, de Leonardo Good God, narra a jornada de uma cientista que se debruça de forma obstinada em sua pesquisa de ondas sonoras, que a leva ao encontro do passado com o presente. Acaiaca is a tree species, which according to an indigenous legend, was used as refuge for the only surviving couple of a river flood, and who then became responsible for repopulating the territory. Acaiaca is the name of the largest skyscraper in the city of Belo Horizonte, which honors the indigenous legend. The Brazilian film “Acaiaca”, by Leonardo Good God, tells the story of a scientist who stubbornly focuses on her research on sound waves driving her towards an encounter between past and present.

Leonardo Good God

Direção Leonardo Good God

Leonardo Hermont Good God é cineasta. Especializou-se em diversos cursos técnicos e trabalhou em longas-metragens. Em 2016, Contraplano, penúltimo curta-metragem que realizou, foi selecionado pelo Short Film Corner Festival of Cannes.

Roteiro Leonardo Good God

Leonardo Hermont Good God is a filmmaker. He has specialized in several technical courses and has worked in several feature films. In 2016, Contraplano, penultimate short film that realized, was selected by the Short Film Corner Festival of Cannes. leogoodgod@hotmail.com vimeo.com/panopretofilmes

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Direção de Fotografia Leonardo Good God e Rodrigo Brant Direção de Arte Marlon Penido Elenco Principal Regina Mahia, Adriana Sena, Roberto Uber, Luciene Lemos Empresa produtora Pano Preto Filmes Montagem Fred Tonucci, Leonardo Good God Produção Ana Carolina Linares Som Guilherme Bahia Trilha sonora Roberto Uber

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Beti bezperako koplak

Espanha, 2016, 5’

Couplets for an everlasting eve Coplas de uma noite sem manhã

“Coplas de uma noite sem manhã”, realizado pelo coletivo basco Ageda Kopla Taldea, sob coordenação de Begoña Vicario, vale-se da tradicional celebração católica em devoção a Santa Águeda realizada no país Basco, para abordar de modo sensorial e poético o violento e opressor machismo estrutural, a diferença de gênero enraizada na sociedade, que colocam mulheres sempre às vésperas de vivenciarem a transformação. “Couplets for an everlasting eve”, by the Basque collective Ageda Kopla Taldea and under the coordination of Begoña Vicario, takes inspiration from the traditional Catholic celebration in devotion to Saint Agatha, in the Basque country, to address in a sensorial and poetic manner the violent and oppressive structural sexism, society’s rooted gender inequality, which always places women on the eve of experiencing transformation.

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Ageda Kopla Taldea

Direção Ageda Kopla Taldea

O curta-metragem é uma obra de criação coletiva dirigida entre vinte artistas jovens bascas e bascos, sob a coordenação de Bego Vicario.

Roteiro Maialen Lujanbio

The short film is a collectively-created work directed by twenty young Basque artists, coordinated by Bego Vicario. kimuak@filmotecavasca.com www.kimuak.com

Direção de Fotografia Edu Elosegi Empresa produtora Lekuk Kultur Elkartea Montagem Edu Elosegi Produção Patxi Azpillaga Trilha Sonora Xabier Erkizia

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Cilaos

França, 2016, 12’

Cilaos Cilaos

Uma jovem mulher chega em Cilaos, uma vila na Ilha Reunião, localizada no oceano Índico, à procura de seu pai, homem que nunca conheceu. Do colombiano Camilo Restrepo, “Cilaos” acompanha a jornada ritualística desta mulher em busca de suas raízes, emergindo passado e presente, memórias e descobertas. Cilaos, que significa o lugar que você não deixa, é uma investigação sensorial filmada em 16mm, sobre raízes, crenças, mitos, herança colonial e ritmos que levam ao transe. A young woman arrives in Cilaos, a village on Réunion Island in the Indian Ocean, looking for her father, a man she has never met. From the Colombian director Camilo Restrepo, “Cilaos” follows the ritualistic journey of a woman in search of her roots, evolving past and present, memories and discoveries. Cilaos, which means the place one never leaves, is a sensory investigation filmed in 16mm film about roots, beliefs, myths, colonial heritage, and trance-inducing rhythms.

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Camilo Restrepo

Direção Camilo Restrepo

Camilo Restrepo (1975, Medellín, Colombia). Desde 1999 mora e trabalha em Paris, França. É membro do L’Abominable, laboratório de trabalhos artísticos em preservação fílmica.

Roteiro Camilo Restrepo Direção de Fotografia Guillaume Mazloum, Camilo Restrepo

Camilo Restrepo (1975, Medellín, Colombia). Since 1999 lives and works in Paris, France. He is a member of L’Abominable, laboratory of artist working on film stock. diffusion@grec-info.com

Elenco Principal Christine Salem, David Abrousse, Harry Périgonne Empresa produtora G.R.E.C Montagem Bénédicte Cazauran, Camilo Restrepo Produção Le GREC Som Mathieu Farnarier

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El cuento de Antonia

Suíça, Colômbia, 2016, 30’

The tale of Antonia O conto de Antonia

“O conto de Antonia”, do colombiano Jorge Cadena, acompanha os passos de uma menina moradora de uma pobre vila de pescadores em Bocas de Ceniza, norte da Colômbia. Antonia passa por um ritual religioso, ao passo quebra a ordem natural das coisas ao ser atraída pelo ambiente ao seu redor e se deixa levar pelo percurso de novos caminhos, que apontam para a ruptura da cultura tradicional do local, carregada de moral religiosa e machismo. “The tale of Antonia”, by Colombian director Jorge Cadena, follows the footsteps of a girl living in a poor fishing village in Bocas de Ceniza, northern Colombia. Antonia undergoes a religious ritual, while breaking the natural order of things by the lure of her surrounding environment, allowing herself to trail new paths, suggesting a rupture in the place’s traditional culture, saturated with religious morality and sexism.

Jorge Cadena

Direção Jorge Cadena

Jorge Cadena (1985, Colômbia) é graduado em Cinema pela Escola de Arte e Design de Geneva, em 2016. Recebeu o prêmio Tigre de curta-metragem em 2017 no Festival de Roterdã.

Roteiro Li Aparicio, Jorge Cadena

Jorge Cadena (1985, Colombia) graduated in Cinema from the Geneva School of Art and Design in 2016. He won the Tiger award for short films 2017 at the International Film Festival of Rotterdam. cadenacandama@gmail.com vimeo.com/jorgecadena

Direção de Fotografia Juan Camilo Olmos Elenco Principal Mitchailet Lemus Ortíz, Flor Martínez Rojas, Edwin Padilla, Eudes Rosado, Margarita Velilla, Camilo Mundólogo, Dina Luz Caceres, Noemí Maury, Diofante Tapias, Weimar Avila Cortez Empresa produtora HEAD - Geneva Montagem Romain Waterlot Produção Jean Perret Som Henry Burgos

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Estado itinerante

Brasil, 2016, 25’

Itinerant state Estado itinerante

O brasileiro “Estado itinerante”, de Ana Carolina Soares, narra a trajetória de uma personagem em busca de libertação, autonomia e respeito. Com sutileza e precisão, a presença do violento machismo no cotidiano da jovem mulher que vive às vésperas do fim de um ciclo opressivo vai gradualmente sendo revelado e confrontado. The Brazilian film “Itinerant State “, by Ana Carolina Soares, tells the story of a character in search of liberation, autonomy, and respect. With subtlety and precision, the violent sexism present in the young woman’s daily life at the eve of the end of an oppressive cycle is gradually revealed and confronted.

Ana Carolina Soares

Direção Ana Carolina Soares

Ana Carolina Soares é formada pelo Centro Universitário UNA em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo. É roteirista e co-diretora do curta metragem “Lacarmélio” (2009), exibido no Festival de Curtas de SP 2010.

Roteiro Ana Carolina Soares

Ana Carolina Soares is graduated by the University Center UNA in Social Communication with qualification in Cinema and Video. She wrote and Co-directed the short film “Lacarmélio” (2009), screened at SP ISFF. aitinerante@aitinerantefilmes.com.br aitinerantefilmes.com.br

Direção de Fotografia Diogo Lisboa Elenco Principal Lira Ribas, Daniela Souza, Diane Rodrigues, Maria Aparecida, Cristal Lopez Empresa produtora A Itinerante Filmes Montagem Carlos Henrique Roscoe Produção Denise Flores Som Glaydson Mendes Trilha sonora ‘Don’t Cry’, Guns n Roses/ ‘Elas Não Usam Tamanquinho’, MC Kauan

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Manodopera

Grécia, França, 2016, 28’

Manodopera Mão de obra

“Mão de Obra”, do grego Loukianos Moshonas, intercala o trabalho de um homem na reforma de um apartamento e conversas de um pequeno grupo de jovens, a respeito de questões filosóficas contemporâneas. “Manodopera” em italiano significa “trabalho”, que neste filme se alterna entre o trabalho diurno, braçal e concreto, e o trabalho noturno, mental e abstrato, em um fluxo de constante reconstrução das estruturas, seja de um imóvel, seja do pensamento.

Loukianos Moshonas

Direção Loukianos Moshonas

Nasceu em 1985. Estudou na Le Fresnoy. “Mão de obra” foi premiado em Locarno, e em New Directors New Films. Está desenvolvendo seu primeiro longa-metragem, “No God, no master”.

Roteiro Loukianos Moshonas

“Manodopera,” by Greek director Loukianos Moshonas, interweaves the work of a man renovating his apartment and conversations with a small group of youths on contemporary philosophical issues. “Manodopera”, meaning “work” in Italian, alternates between daytime, manual, and nighttime work, mental and abstract, in a flow of constant reconstruction of structures, whether of an apartment or thought.

Born in 1985. He attended Le Fresnoy. “Manodopera” premiered in Locarno, and New Directors New Films in NY. He’s preparing his 1st feature ‘No God, no Master’.

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Direção de Fotografia Boris Munger, Paul Guilhaume Empresa produtora Zamizdat Produção Paul Conquet

loukianos@gmail.com

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Na missão, com Kadu

Brasil, 2016, 28’

On the mission, with Kadu Na missão, com Kadu

Direção Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito

O brasileiro “Na missão, com Kadu”, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito, acompanha o líder comunitário Kadu na luta por moradia na ocupação Izidora, em Belo Horizonte. Com sua câmera em mãos, Kadu registra e relembra um dia de marcha e reivindicações, evidenciando a violenta atuação da PM contra os manifestantes, anunciando uma irreparável tragédia iminente.

Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito

The Brazilian film “On the mission, with Kadu”, by Aiano Bemfica, Kadu Freitas, and Pedro Maia de Brito, follows the community leader Kadu in the struggle for housing in the Izidora occupation, in Belo Horizonte. With his camera in hand, Kadu records and recalls a day of demonstration and protests, underlining the violent police action against demonstrators, heralding an irreparable imminent tragedy.

Aiano is an anthropologist, Kadu a political leader and Pedro a filmmaker.

#6olhardecinema

Roteiro Aiano Bemfica, Gabriel Martins, Pedro Maia de Brito

Aiano é antropólogo, Kadu liderança política e Pedro realizador audiovisual.

maiaapedro@gmail.com

Direção de Fotografia Kadu Freitas, Pedro Maia de Brito Montagem Gabriel Martins Produção Aiano Bemfica, Pedro Maia de Brito Som Luisa Lanna, Homero Basílio

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Ñores (sin señalar)

México, 2016, 3’

Misters (without blame) Senhores (sem culpa)

O curta mexicano “Senhores (sem culpa)”, de Annalisa D. Quagliata, nos coloca diante do passado como se este estivesse a todo momento retornando ao presente a partir de imagens de arquivo e de um efeito entre montagem e som que nos levam pelas imagens - afetivas ou violentas - de jornalistas e ativistas mortos pela política do narcotráfico na região de Veracruz, no México. The Mexican short-film “Misters (without blame)”, by Annalisa D. Quagliata, places us before a past constantly returning to the present through archival images and the intertwining between montage and sound, leading us through images – affective or violent – of journalists and activists killed by the drug trafficking policy in the Veracruz region of Mexico.

Annalisa D Quagliata

Direção Annalisa D Quagliata

Artista visual. Obra com foco no corpo humano e no retrato. Seu trabalho foi exibido internacionalmente, incluindo First Look Festival e Mono No Aware Festival em Nova York, Museu Tamayo no México, Bienal da Imagem em Movimento, entre outros.

Roteiro Annalisa D Quagliata

Visual artist. Her work has focused on the human body and portraiture. Her work has been screened at First Look Festival and Mono No Aware Festival in New York, Museo Tamayo in Mexico, Bienal de la Imagen en Movimiento, among others.

Direção de Fotografia Annalisa D Quagliata Montagem Annalisa D Quagliata Produção Annalisa D Quagliata Trilha sonora Annalisa D Quagliata

adquagliata@gmail.com www.adquagliata.com

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Nunca é noite no mapa

Brazil, 2016, 7’

It’s never nighttime in the map Nunca é noite no mapa

O brasileiro “Nunca é noite no mapa”, de Ernesto de Carvalho, é um ensaio poético sobre as contradições da cidade e da sociedade, a partir de um percurso pelas ruas da cidade de Olinda por meio da ferramenta do Google Street View. A violência urbana, o estado de vigilância que acompanha as novas tecnologias e as desigualdades são facilmente identificadas, porém, neutralizadas pela “imparcialidade” de quem as registra e as disponibiliza.

Ernesto De Carvalho

Direção Ernesto De Carvalho

Nascido em 1981, é fotógrafo, documentarista e antropólogo. Graduou-se em antropologia pela Universidade de Brasília. Faz doutorado no Departamento de Antropologia da New York University (NYU).

Montagem Ernesto De Carvalho

The Brazilian film “It’s never nighttime in the map”, by Ernesto de Carvalho, is a poetic essay exploring the contradictions of a city and society by following a trail among the streets of Olinda through Google Street View. Urban violence, the surveillance state accompanying new technologies, and inequalities are easily identified, but neutralized by the “impartiality” of those who register and make them available.

Born in 1981, he is a photographer, documentary filmmaker and anthropologist. He graduated in anthropology from the University of Brasília. He holds a PhD from the Department of Anthropology at New York University (NYU).

Produção Zumbayllu mesmo assim a gente faz

ernestodecarvalho@gmail.com

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O porteiro do dia

Brasil, 2016, 26’

The daytime doorman O porteiro do dia

De Fábio Leal, o brasileiro “O porteiro do dia” narra o encontro carregado de desejo sexual entre dois jovens, um deles Marcelo, rapaz de classe média, com uma vida social agitada, gay, o outro Márcio, porteiro diurno do prédio onde Marcelo vive, heterossexual, casado, pai. De forma bem humorada, direta e leve, o romance entre os dois, improvável pelos preconceitos de classe e de sexualidade impregnados na sociedade, vai se desenhando como uma possibilidade real.

Fábio Leal

Direção Fábio Leal

Fábio Leal é ator e diretor, conhecido por “O porteiro do dia” (2016) e “Aquarius” (2016).

Roteiro Fábio Leal

By Fábio Leal, the Brazilian film “The Daytime Doorman” tells the encounter laden with sexual desire between two youths. One of them is Marcelo, a middle-class man with a busy social life, gay, and the other is Márcio, the daytime doorman of the building where Marcelo lives, heterosexual, married, father. In a humorous, direct, and lighthearted manner, the romance between both men, unlikely by the prejudices of class and sexuality impregnated in society, gradually appears as a real possibility.

fabioleal@gmail.com facebook.com/ponteprod

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Fábio Leal is an actor and director, known for “The daytime doorman” (2016) and “Aquarius” (2016).

Direção de Fotografia Tiago Calazans Direção de Arte Thales Junqueira Elenco Principal Edilson Silva, Carlos Eduardo Ferraz Empresa produtora Ponte Produções, Áspera Filmes Montagem André Valença Produção Dora Amorim, Thaís Vidal Som Lucas Caminha, Nicolau Domingues

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Regresso de Saturno

Brasil, 2017, 20’

Saturn’s return Regresso de Saturno

O brasileiro “Regresso de Saturno”, home-movie de Bianca Muniz e Marcus Curvelo, acompanha o cotidiano fragmentado de um jovem casal em crise, que encara a confusa possibilidade de uma separação iminente. O dilema da ruptura os tiram da inércia, tarefas há tempos postergadas são realizadas, assumindo um papel de rito de passagem para encerrar ciclos, encarar o apego e abrir-se ao novo, onde a comunicação é permeada pelo afeto e carinho mútuo. The Brazilian film “Saturn’s Return”, a home-movie by Bianca Muniz and Marcus Curvelo, follows the fragmented daily life of a young couple in crisis as they face the uncertain possibility of an imminent separation. The dilemma of the breakup pull them away from inertia, long-delayed tasks are performed, assuming a rite of passage towards the closing of cycles, dealing with attachment, and opening themselves to the new, where communication is pervaded by mutual affection and fondness.

Bianca Muniz e Marcus Curvelo são membros do Cual - Coletivo Urgente de Audiovisual. Produziram juntos diversos curtas-metragens, entre eles “Feio, Velho e Ruim”, “Ótimo Amarelo” e “Neandertais”. Regresso de Saturno é a primeira codireção entre os dois. Bianca Muniz and Marcus Curvelo are members of Cual Coletivo Urgente de Audiovisual. They produced several short films together, among them “Ugly, Old and Bad”, “Yellow Great” and “Neanderthals”. Saturn’s Return is the first co-direction between the two. cualcinema@gmail.com cualcinema.com

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Direção Bianca Muniz, Marcus Curvelo

Bianca Muniz, Marcus Curvelo

Roteiro Bianca Muniz, Marcus Curvelo Direção de Fotografia Bianca Muniz, Marcus Curvelo Direção de Arte Bianca Muniz, Marcus Curvelo Elenco Principal Bianca Muniz, Marcus Curvelo Empresa produtora Cual - Coletivo Urgente de Audiovisual Montagem Bianca Muniz, Marcus Curvelo Produção Bianca Muniz, Marcus Curvelo Som Bianca Muniz, Marcus Curvelo Trilha sonora Bianca Muniz, Marcus Curvelo

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Setembro

Portugal, Bulgária, 2016, 33’

September Setembro

“Setembro”, da portuguesa Leonor Noivo, narra os primeiros dias após o retorno de uma jovem mulher e de seu filho adolescente à Portugal, após anos vivendo em outro país. Ao recomeçar, eles encaram as incertezas do novo e daquilo que se resgata do passado, entre hipóteses daquilo que poderia ter sido diferente e a inevitável transformação das relações, fazendo um belo retrato da cumplicidade e afeto entre mãe e filho. “September”, by Portuguese director Leonor Noivo, narrates the first days after the return of a young woman and her teenage son to Portugal, after years of living in another country. As they start over their lives, they face the uncertainties of the new and of what they rescue from the past, among hypotheses of what might have been different and the inevitable transformation of relationships, portraying a beautiful picture of the complicity and affection between mother and child.

Leonor Noivo

Direção Leonor Noivo

Leonor Noivo (1976) estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema onde se especializou em Montagem e Realização. Frequentou em 2006 o Curso de Realização de Documentário dos Ateliers Varan na F.C.Gulbenkian. É co-fundadora da produtora de cinema Terratreme.

Roteiro Leonor Noivo

Leonor Noivo (1976) studied in the Superior School of Theater and Cinema where he specialized in Editing and Realization. She attended in 2006 the Documentary Course of Ateliers Varan at F.C.Gulbenkian. She is the co-founder of the film producer Terratreme.

Montagem Francisco Moreira, Luísa Homem, Victoria Radoslavova

liliana@curtas.pt

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Direção de Fotografia Vasco Viana Elenco Principal Marta Mateus, Pedro Completo, João Ferro Martins, Francisca Alarcão Empresa produtora Terratreme Filmes

Produção João Matos, Leonor Noivo, Luísa Homem, Pedro Pinho, Susana Nobre, Tiago Hespanha (Terratreme Filmes), Vanya Rainova (Portokal) Som Ricardo Leal

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The crying conch

Canadá, Haiti, 2017, 20’

The crying conch A concha que chora

A latente memória coletiva do passado colonial atravessa a pele dos personagens de “A concha que chora”, de Vincent Toi, diretor nascido na Ilha Maurícia. Ao acompanhar a trajetória de um homem que surge como que saído do mar, o filme toca em questões caras à população do Haiti a partir de uma elaboração simultaneamente narrativa e poética sobre o peso de estruturas de poder que permanecem intactas séculos depois dos primeiros navios negreiros terem chegado ao continente africano. The latent collective memory of the colonial past pierces through the characters’ skin in “The Crying Conch” by director Vincent Toi, born in Mauritius. By following a man who emerges as if from the sea, the film touches on crucial issues for the population of Haiti by means of a narrative and poetic exploration of the weight of power structures that remain intact centuries after the first slave ships landed on the African continent.

Vincent Toi

Direção Vincent Toi

Vincent Toi é cineasta e diretor de arte das Ilhas Maurício. Graduado em Design pela Universidade de York e em Produção Fílmica pela Universidade de Concordia. Trabalha como diretor de arte para Phi Centre e para o Museu de Arte DHC.

Roteiro Vincent Toi

Vincent Toi is a Mauritian filmmaker and art director. He has a degree in Design from York University and in Film Production from Concordia University. He works as a art director for the Phi Centre and the DHC Art museum. serge@ladistributrice.ca www.ladistributrice.ca

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Direção de Fotografia Marcel Cabrera Direção de Arte Barbara Content Elenco Principal Zidor Montal, Ebby Angel Louis Empresa produtora Arpent Films Montagem Vincent Toi Produção Guillaume Collin Som Pierre-Olivier Rioux, Kaveh Nabatian Trilha sonora Andy Dacoulis, Ebby Angel Louis

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Mirada Paranaense / Mirada Paranaense

A mostra Mirada Paranaense é dedicada a apresentar ao público um panorama da produção audiovisual local. O público é convidado a conhecer as primeiras produções dos jovens realizadores locais, bem como a acompanhar novos trabalhos de realizadores experientes The Views from Paraná section is dedicated to present to the public a panorama of the local cinema production. The audience is invited to know the early productions of the young local filmmakers, as well to follow new works from more experienced filmmakers.

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Entre nós, o estranho

Brasil, 2017, 83’

Among us, the stranger Entre nós, o estranho

Em Prudentópolis no sul do Brasil, 75% da população são de origem ucraniana. Lá, os “brasileiros” sempre foram obrigados a compartilhar mesmo que involuntariamente, dos usos e costumes desse povo, que os “impôs” no dia-a-dia da população local por mais de um século, gerando muitos conflitos com quem não é ucraniano. Mas o processo de aculturação chegou, e para todos. In Prudentópolis in southern Brazil, 75% of the population are of Ukrainian origin. There, the “Brazilians” have always been obliged to share it, involuntarily, the customs and traditions of this people, which “imposed” on a day-to-day life of the local population for more than a century, generating many conflicts with those who are not Ukrainian. But the process of acculturation arrived, and for everyone.

Guto Pasko

Direção Guto Pasko

Guto Pasko é diretor de cinema e televisão, roteirista e ator. Dirigiu e roteirizou 09 longasmetragens documentários. Em novembro de 2015 estreia nos cinemas do Brasil seu longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”.

Roteiro Guto Pasko

Guto Pasko is film director and television writer and actor. He directed and wrote the script for 09 documentary feature films. In November 2015 debut in Brazil cinemas his feature film “Ivan Back To The Past”.

Produção Andréia Kaláboa, Guto Pasko

Direção de Fotografia João Castelo Branco Empresa produtora GP7 Cinema Montagem Guto Pasko, Heidi Peters

Som Elenton Zanoni

gp7@gp7cinema.com gp7cinema.com

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#nósmanteremosfirmes

Brasil, 2017, 10’

#wewillstandstrong #nósmanteremosfirmes

“#nósmanteremosfirmes”, de Diego Florentino, acompanha a visita da atriz e ativista política Letícia Sabatella em uma escola ocupada por estudantes secundaristas no Paraná. Ao longo da visita, jovens estudantes falam sobre o cotidiano da ocupação organizada de modo horizontal, contra as reformas do ensino médio propostas pelo impopular e autoritário governo de Michel Temer. “#wewillstandstrong”, by Diego Florentino, follows the visit of the actress and political activist Letícia Sabatella in a school occupied by high school students in Paraná. During her visit, young students talk about the day-to-day of the occupation, organized horizontally, against secondary education reforms advocated by the unpopular and authoritarian Michel Temer presidential administration.

Diego Florentino

Direção Diego Florentino

Diretor, montador e roteirista, Diego Florentino é sócio da Trópico. Prepara-se para lançar a série “Diz aí fronteiras 2” e o longa-metragem documental “#manifesto - Opiniões políticas de pessoas para pessoas”, sobre o momento político no Brasil.

Roteiro Diego Florentino

Director, editor and writer, Diego Florentino is a member of Trópico, which prepares to launch its series, “Diz aí fronteiras 2” and the documentary feature “#Manifesto – Political opinions from people for people”, on the current political situation in Brazil.

Direção de Fotografia Diego Florentino Empresa produtora Trópico Montagem Diego Florentino Produção Rudolfo Auffinger Som Cesinha Mattos

diegooflorentino@gmail.com

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A canção do asfalto

Brasil, 2017, 16’

Pavement song A canção do asfalto

De Pedro Giongo, “A canção do asfalto” narra o dia a dia de um jovem imigrante chinês no Brasil, que trabalha em um boteco com seu tio, oscilando entre o tédio e cobranças opressivas em sua longa jornada de trabalho. O rapaz vaga pela cidade, em um processo de adaptação e reconstrução de suas relações com a cidade, com o trabalho e com os afetos. By Pedro Giongo, “Pavement Song” portrays the everyday life of a young Chinese immigrant in Brazil working at a bar with his uncle as he oscillates between boredom and oppressive demands in his long working day. The boy wanders through the city, in a process of adapting and reconstructing his relations with the city, his work, and his affections.

Pedro Giongo

Direção Pedro Giongo

Diretor cinematográfico, artista visual e animador. Realizou Parque Pesadelo (2015), Tango (2016) e A Canção do Asfalto (2017). Seus filmes já passaram em festivais como Animafest Zagreb, DOK Leipzig, Krakow, Cine Latinoamericano de Havana, entre outros.

Roteiro Pedro Giongo

Film director, visual artist and animator. He directed Nightmare Park (2015), Tango (2016) and Pavement Song (2017). His films have been screened at several festivals such as Animafest Zagreb, DOK Leipzig, Krakow, Cine Latinoamericano de Habana, among others.

Montagem Nathália Tereza, Pedro Giongo

Direção de Fotografia Renato Ogata Elenco Principal Mengran Zhang, Su Guochi, Yuki Yeah, Lucas Lee e Kika Chen Empresa produtora Estudio Tijucas

Produção Pedro Giongo, William Biagioli Som Marcos Lopes, Tiago Bello

pedrogiongo@gmail.com pedrogiongo.com

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A cor do silêncio

Brasil, 2016, 26’

The color of silence A cor do silêncio

“A cor de silêncio”, de Karize Kresteniuk, narra a silenciosa aproximação entre uma menina calada pelo trauma do luto e um menino surdo mudo. A amizade dessas crianças se desenvolve em um processo de empatia e identificação, onde a troca de gestos e olhares alcançam uma comunicação afetiva permeada de cuidados e sensações. “The color of silence”, by Karize Kresteniuk narrates the silent approach between a girl muted by the trauma of mourning and a deaf-mute boy. The friendship between both children evolves into empathy and identification, where the exchange of gestures and glances reach affective communication pervaded by compassion and sensations.

Karize Kresteniuk

Direção Karize Kresteniuk

Karize Kresteniuk nasceu em 1988. Graduou-se em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Pós-Graduação em Cinema com ênfase em Produção. Roteirista, assistente de direção e produtora. “A cor do silêncio” é seu primeiro filme.

Roteiro Karize Kresteniuk

Karize Kresteniuk was born in 1988. She graduated in Social Communication - Advertising and Graduate Diploma in Film Production. She is screenwriter, direction assistant and producer. “The color of silence is her first film.

Empresa produtora Na Real Cultural

contato@narealcultural.com.br www.narealcultural.com.br/

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Direção de Fotografia Hellen Braga Direção de Arte Fabíola Bonofiglio Elenco Principal Marianni Maccarini, Yann Staut, Flavia Rosas, Ithamar Kirchner

Montagem Diego Florentino Produção Cássia Hauari Som Alexandre Rogoski

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A rua muda

Brasil, 2017, 16’

Hush street A rua muda

De Eduardo Colgan, “A rua muda” aborda a violência policial crescente nas grandes cidades, acompanhando o cotidiano de um pequeno grupo de jovens que ocupam espaços públicos em momentos de lazer. A imobilidade desses jovens, seja por medo, acomodação e até mesmo privilégios, impede esses jovens de adotarem posturas que buscam transformar essa realidade. By Eduardo Colgan, “Hush street” addresses the growing police violence in major cities, following the daily life of a small group of youths occupying public spaces during their leisure time. The immobility of these young people, whether through fear, convenience, or even privileges, prevents these youths from adopting positions towards changing this reality.

Eduardo Colgan

Direção Eduardo Colgan

Fundador do coletivo audiovisual Veneno Filmes e diretor dos curta-metragens “Quatro e Fíntchy” (2015) e “Vitória” (2012).

Roteiro Eduardo Colgan

Founder of the filmmaker collective Veneno Filmes and director of short movies “Quarter-Twenty” (2015) and “Vitoria” (2012). venenofilmes@gmail.com facebook.com/venenofilmes

Direção de Fotografia Eduardo Azevedo Elenco Principal Ailén Scandurra, Alexandre Canetta, Larissa Marques, Luciano Faccini Empresa produtora Veneno Filmes Montagem Antônio de Camargo Produção Lucas Nonose, Antônio de Camargo, Eduardo Colgan Som Kelvin de Souza, Leonardo Gumiero Trilha sonora Rodrigo Pinto, Kelvin de Souza, Matheus Mantovani

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O mundo estratifica o corpo se desloca

Brasil, 2017, 21’

World stratifies body moves O mundo estratifica o corpo se desloca

Em “O mundo estratifica o corpo se desloca”, de Igor Urban, o jovem diretor expõe sua identificação com universo performático de drag queens, ao lado de outras drags que narram suas trajetórias de atuação artística no mercado de trabalho, assim como os preconceitos diários enfrentados por assumirem dupla ou múltiplas identidades. In “World stratifies body moves” by Igor Urban, the young director reveals his identification with the performative universe of drag queens, alongside other drags narrating their careers in artistic performance in the labor market, as well as the daily prejudices they face by assuming double or multiple identities.

Igor Urban

Direção Igor Urban

Igor Urban nasceu 1995 em Curitiba, Brasil. É graduando de Cinema e Vídeo na FAP/ UNESPAR desde 2014. Estudou por um ano Cinema na ESAP, Portugal. Atualmente dedicase a Direção Cinematográfica, Atividades Performativas e Caracterização.

Roteiro Igor Urban

Igor Urban was born in 1995, in Curitiba, Brazil. He is student of Cinema and Video at FAP/UNESPAR since 2014. For a year, he studied Cinema at ESAP, Portugal. Currently he is dedicated to Film Directing, Performative Activities and Characterization.

Direção de Fotografia Duda Berlitz Elenco Principal Ayla Miejski, Suzaninha Richthofen, Juana Profunda, Diandra Stope, Silvetty Montilla Empresa produtora Gesto de Cinema, Xamã Filmes Montagem Guilherme Heleno, Gui Morilha Produção Vitória Galvão, Isabele Orengo Som Tulio Borges

isabeleorengo@gmail.com igor.albach.urban@gmail.com

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Órion

Brasil, 2016, 16’

Orion Órion

“Órion”, de Rodriane DL, é um suspense que narra o encantamento da pequena Cecília pela astronomia. A menina, que vive com seu pai e seu irmão mais velho, se dedica ao estudo dos astros, e durante a noite vai para o gramado de sua casa observar as estrelas e planetas com sua coleção de lanternas, entrando em uma vida paralela que pode ultrapassar os limites terrenos. “Orion”, by Rodriane DL, is a suspenseful film exploring little Cecília’s fascination with astronomy. The girl, who lives with her father and her older brother, dedicates herself to the study of the stars. During one night, she heads to the lawn of her house to observe the stars and planets with her collection of lanterns, entering a parallel life that may travel beyond earthly limits.

Rodriane DL

Direção Rodriane DL

Rodriane DL é roteirista e diretora. Formada em Cinema e Vídeo pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP/UNESPAR). Ainda na escola de cinema começou a dirigir vídeo-clipes e filmes, entre eles seu primeiro curta-metragem “Naftalinas, Doces e Traças” (2009).

Roteiro Rodriane DL

Rodriane DL is a Brazilian screenwriter and film director. She went to film school at the Arts College of Paraná. While still in film school, she started directing music videos and short films, including her first film “Naftalinas, Doces e Traças” (2009).

Empresa produtora Laniakea Filmes, Dogurai

rodrianelima@yahoo.com.br facebook.com/OrionOFilme

#6olhardecinema

Direção de Fotografia Renata Corrêa Direção de Arte Guenia Lemos Elenco Principal Emanuela Cardoso, Otávio Linhares, Mateus Oliveira

Montagem Thiago Daher Produção Thiago Daher Som Débora Opolski Trilha sonora Maurício Ramos Marques

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Sobejar

Brasil, 2017, 12’

To overflow Sobejar

Sobejar significa exceder os limites do necessário, ser demasiado. De Helena Volani, “Sobejar” é um relato lírico e sensorial de uma jovem sobre seus transtornos mentais e emocionais, sobre sua rotina carregada de medicamentos, sobre as incertezas e transformações que chegam e se tornam mais familiares a cada dia. Sobejar means to exceed the limits of what is necessary, to be too much. By Helena Volani, “To overflow” is a lyrical and sensorial account of a young woman and her mental and emotional disorders, her medication-laden routine, and the uncertainties and transformations that become increasingly familiar each day.

Helena Volani

Direção Helena Volani

Graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Estadual do Paraná. Atua como diretora e roteirista e seus ensaios investigam as representações da mulher a partir de uma perspectiva queer e feminista.

Roteiro Helena Volani

Graduate student in Cinema and Audiovisual by the State University of Paraná. She acts as director and screenwriter and her essays investigate representations of women from a queer and feminist perspective. hvolani@hotmail.com

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MIRADA PARANAENSE / Mirada Paranaense

Direção de Fotografia Helena Volani Elenco Principal Ana Xavier, Julia Gasparoto, Helena Volani Montagem Helena Volani, Juslaine AbreuNogueira Produção Helena Volani Som Helena Volani, Pedro Monte Kling, Felipe Ribeiro Trilha sonora Pedro Monte Kling

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Você ainda não está morta

Brasil, 2016, 22’

You are not dead yet Você ainda não está morta

“Você ainda não está morta”, de Ana Johann, narra alguns dias da vida de uma jovem mulher que, em meio a uma crise de identidade, busca entender qual seu lugar no mundo. Maria sai de sua mansão e se refugia em um decadente hotel, em um gesto para se distanciar do seu papel de esposa e patroa e conseguir tomar sua decisão ficar ou partir. “You are not dead yet”, by Ana Johann, recounts the days in the life of a young woman who, during an identity crisis, strives to understand her place in the world. Maria leaves her mansion and seeks refuge in a decaying hotel, a gesture towards distancing herself from her role as wife and homemaker in an effort to finally decide whether to stay or leave.

Ana Johann

Direção Ana Johann

Ana Johann é Mestra em Comunicação e Linguagem. “Um Filme para Dirceu” (2012), seu primeiro longa-metragem, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília.

Roteiro Ana Johann

Ana Johann has directed and written four films. “A movie to Dirceu” (2012), her first length movie got a special mention in the 45° Festival de Brasília.

Elenco Principal Caroline Roehrig, Alana Bortolini, Regina Razzolini, Ed Canedo

anajohann@gmail.com

Direção de Fotografia Elisandro Dalcin Direção de Arte Paulo Vinícius

Empresa produtora Capicua Filmes e Criações Montagem Douglas Soares Produção Melanie Narozniak Som Norbert Weiher

#6olhardecinema

MIRADA PARANAENSE / Mirada Paranaense

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Pequenos Olhares / Young Views

A Mostra Pequenos Olhares é dedicada a crianças e adolescentes com filmes selecionados para diversas faixas etárias. Um espaço aberto para os jovens espectadores e seus familiares e conhecidos viverem a experiência do festival, que também contempla a possibilidade de filmes para toda a família. The Young Views section is dedicated to kids and teenagers with films selected to many different ages. A open place within which the young spectators and their families and friends to live the festival experience, and one that also holds possibilities of films for the whole family

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A piscina de Caíque

Brasil, 2017, 15’

Caique’s pool A piscina de Caíque

“A piscina de Caíque”, uma ficção brasileira de Raphael Gustavo da Silva, narra a história de um garoto que vive em uma região onde a falta de água e o calor é uma realidade constante. Caíque adora brincar na água, mas enquanto não ganha uma piscina, brinca de escorregar no piso molhado, até que percebe que falta algo na casa que é mais importante para sua família do que sua desejada piscina. “Caique’s pool”, a Brazilian fiction film by Raphael Gustavo da Silva, tells the story of a boy who lives in a region where heat and lack of water is a constant reality. Caíque loves to play in the water, but while he lacks a pool of his own, he plays on the wet floor. One day he notices something missing from the house, something far more important to his family than his desired pool.

Direção Raphael Gustavo da Silva

Raphael Gustavo da Silva Dirigiu o primeiro curta em 2009 (“Era uma vez um bandeirante”), seguidos de “My Brother” 2013, “Funcionário do Mês” (2014), “Pane” (2014), “A casa mais bela da rua” (2015) e “Mademoiselle do Rap”, de 2016 (indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2017). He directed the first short in 2009 (“Era uma vez um bandeirante”), followed by “My Brother” (2013), “Employee of the Month” (2014), “The Most Beautiful House on the Street” (2015) and “Mademoiselle of Rap”, 2016 (nominated for the 2017 Brazilian Cinema Grand Prix). empirica.raphael@gmail.com

#6olhardecinema

Roteiro Raphael Gustavo da Silva Direção de Fotografia Marcelo Kamenach Direção de Arte Rochelle Silva Elenco Principal Antônio Pitanga, Lucas Orsida, Guilherme Augusto Silva, Eliana Santos Empresa produtora É Nóis Ki Tá Produções Montagem Marcelo Kamenach Produção Tamara Benetti Som Thiago Camargo Trilha sonora Thiago Camargo

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Caminho dos gigantes

Brasil, 2016, 12’

Way of giants Caminho dos gigantes

A animação brasileira “Caminho dos gigantes”, de Alois Di Leo, narra as aventuras de Oquirá, uma pequena indígena que entra em contato com a cultura do povo de sua aldeia e aprende sobre a ordem cíclica da natureza quando começa a observar e investigar sobre a vida das gigantescas árvores ao seu redor, figuras ancestrais encantadas. The Brazilian animation “Way of giants”, by Alois Di Leo, explores Oquirá’s adventures, a small indigenous woman who comes into contact with the culture of the people of her village and learns about the cyclical order of nature as she begins to observe and investigate the life of the gigantic trees around her, enchanted ancestral figures.

Alois Di Leo

Direção Alois Di Leo

Alois Di Leo é um diretor, produtor, escritor e animador nascido em Lima, Perú. Vive em São Paulo faz 17 anos onde fundou o estúdio de animação Sinlogo Animation. Já trabalho em comerciais, music videos, series de TV e curta metragens.

Roteiro Alois Di Leo

Alois Di Leo is a director, producer, writer and animator born in Lima, Perú. He has been living in Brazil for the past 17 years where he founded the animation company Sinlogo Animation. He has worked in commercials, music videos, Tv series and short films.

Direção de Fotografia Alois Di Leo Empresa produtora Sinlogo Animation Produção Alois Di Leo

aldileo@sinlogobr.com animation.sinlogo.com.br/

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Crystal Lake

Estados Unidos, 2016, 20’

Crystal Lake Lago Cristal

“Lago Cristal”, da estadunidense Jennifer Reeder narra a história de Ladan, uma adolescente órfã de mãe, apaixonada por skate, que vai passar um tempo na casa de um primo enquanto seu pai e avó enfrentam sérios problemas de saúde. Samiyah, uma jovem que faz parte de um grupo de skatistas formado apenas por garotas, se aproxima de Ladan, iniciando a construção da sororidade entre elas. “Crystal Lake,” by the American director Jennifer Reeder, tells the story of Ladan, a skateboard-infatuated orphaned teenage girl who spends time at a cousin’s home while her father and grandmother face serious health problems. Samiyah, a young woman part of an all-girl group of skaters, approaches Ladan, thus beginning the establishment of a sorority between them.

Jennifer Reeder

Direção Jennifer Reeder

Jennifer Reeder (1971, Ohio) é uma artista, cineasta e roteirista americana. Seu curta-metragem “A million miles away” (2014) foi nomeado para o Prêmio Tigre em Roterdã e foi exibido em Sundance na categoria de Curtas-metragens Ficcionais Americanos.

Roteiro Jennifer Reeder

Jennifer Reeder (1971, Ohio) is an American artist, filmmaker, and screenwriter. Her short film “A million miles away” (2014) was nominated for Tiger Award at Rotterdam and screened at the 2015 Sundance Film Festival. Short Narrative Films category.

Direção de Fotografia Christopher Rejano Elenco Principal Marcela Okeke, Shea Glover, Sebastian Summers, Kristyn Zoe Wilkerson, Ron Stevens Montagem Mike Olenick Produção Steven Hudosh, Penelope Bartlett Som Jason Culver Trilha sonora Arms and Sleepers, Stars of the Lid

serge@ladistributrice.ca www.ladistributrice.ca

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Desmonte

Brasil, 2016, 8’

Desassemble Desmonte

O brasileiro “Desmonte”, de Mari Cavalcanti, faz um retrato de uma escola em ruínas, mesclando performance, ficção científica e suspense que formam uma alegoria sensorial da educação no Brasil. O filme foi desenvolvido durante uma oficina de percepção visual oferecida para alunos durante a ocupação de uma escola pública do Rio de Janeiro em 2016. The Brazilian film “Desassemble”, by Mari Cavalcanti, portrays a school in ruins, mixing performance, science fiction, and suspense, forming a sensorial allegory of education in Brazil. The film was developed during a visual perception workshop offered to students during the occupation of a public school in Rio de Janeiro in 2016.

Mari Cavalcanti

Direção Mari Cavalcanti

Mari Cavalcanti é estudante de cinema da UFRJ e da Université Sorbonne Nouvelle. Co-fundou o coletivo de cinema carioca Anarca Filmes, que documenta através da estética queer a cena underground do Rio de Janeiro. “Desmonte” é seu primeiro curta metragem.

Roteiro Mari Cavalcanti

Mari Cavalcanti studies cinema at UFRJ and at Université Sorbonne Nouvelle. With friends, she co-fund the label Anarca Filmes, that works mainly focused on portrays the underground scenes of Rio de Janeiro. “Disassemble” is her first short-cut as a director.

Empresa produtora Anarca Filmes

marianarcavalcanti@gmail.com

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Direção de Fotografia Guilherme Tostes Direção de Arte Vinícius Couto Elenco Principal Davi Neves, Cibele Costa

Montagem Vinícius Nascimento Produção Monique Rocco Som Fábio carneiro Leão Trilha sonora Cainã Bomilcar, Marcelo Mudou

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Dva Tramvaya

Rússia, 2016, 10’

Two trams Dois trens

“Dois trens”, animação russa de Svetlana Andrianova, narra uma história onde os personagens principais são dois trens, pai e filho. Acompanhamos o processo de crescimento e amadurecimento da criança, que aos poucos vai deixando suas brincadeiras de lado e assumindo a vida adulta, a medida em que também lida com o envelhecimento do seu próprio pai. “Two trams”, a Russian animation by Svetlana Andrianova, tells a story where the main characters are two trains, father and son. We follow the child’s growth and maturation, who gradually abandons his playing and takes on an adult life while also dealing with the aging of his own father.

Svetlana Andrianova

Direção Svetlana Andrianova

All-Russian State Institute of Cinematography, oficina de computação gráfica e animação, SHAR escola-estúdio de mestrado F. S. Khitruk, A. Yu. Khrzhanovsky, A. M. Dyomin, A. L. Maksimov. Seus filmes: “Green Theeth”, “A few words about self”, “A little star”.

Roteiro Svetlana Andrianova

All-Russian State Institute of Cinematography, workshop of computer graphicsand animation, SHAR school-studio of master F.S.Khitruk, A.Yu. Khrzhanovsky, A.M.Dyomin, A.L.Maksimov. My films:”Green Teeth”; “A few words about self”; “A little star”.

Direção de Fotografia Igor Scidan-Bosin Direção de Arte Anna Desnickaya Empresa produtora Soyzmultfilm Produção Soyzmultfilm Som Artem Fadeev Trilha sonora Artem Fadeev

svetitsolnce@mail.ru

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Garoto VHS

Brasil, 2016, 19’

VHS boy Garoto VHS

“Garoto VHS”, ficção brasileira de Carlos Daniel Reichel, acompanha os últimos momentos da jovem Roberta com seus colegas do colégio, antes de sua mudança de cidade. Um de seus colegas, que no lugar da cabeça possui uma grande câmera VHS com a qual registra seu cotidiano, decide revisitar seus registros para presentear Roberta com suas lembranças e declarar sua paixão. “VHS boy”, a Brazilian fiction film by Carlos Daniel Reichel, follows the last moments of the young Roberta with her school colleagues before moving away from the city. One of her colleagues, who holds a large VHS camera through which he records his daily life, decides to revisit his archive to gift Roberta his memories and declare his love.

Carlos Daniel Reichel

Direção Carlos Daniel Reichel

Carlos Daniel Reichel é roteirista e diretor. Tem mestrado em escrita dramática pela NYU TISCH. “Quinta Coluna”. Curta. Ficção. 2014. 20 min. “Pieces”. NYU Short. Ficção. 2015. 10 min. “Vale Tombado”. Documentário. 2016. 50 min. “Garoto VHS”. Curta. 2016. 19 min.

Roteiro Carlos Daniel Reichel, Rodrigo Fernando Batista Direção de Fotografia Guilerme Meneghelli Empresa produtora Cinerama BC Produção André Gevaerd

Carlos Daniel Reichel is a screenwriter and director. Carlos has a master in Dramatic Writing from NYUTISCH. “Fifth Column”. Short. FICTION. 2014. 20’. “Pieces”. NYU Short. 2015. 10’. “Vale Tombado”. Documentary. 2016. 50’. “VHS Boy”. Short. Fiction. 2016. 19’. cdreichel@gmail.com youtube.com/danielreichel

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L’horizon de Bene

França, 2016, 13’

Bene’s horizon Horizonte de Bene

“Horizonte de Bene”, animação francesa de Eloic Gimenez e Jumi Yoon, tem como cenário uma floresta tropical onde pessoas caçam animais selvagens. O menino Bene ajuda os adultos nesta tarefa, até encontrar um gorila ferido que desperta o seu desejo de cuidado e preservação dos animais ao seu redor, o colocando em confronto com os adultos caçadores. “L’horizon de Bene”, a French animation by Eloic Gimenez and Jumi Yoon, takes place in a tropical forest where people hunt wild animals. Little boy Bene helps adults in this task until they find a wounded gorilla, which awakens his desire to care for and preserve the animals around him, placing him at conflict with the adult hunters.

Jumi Yoon, Eloic Gimenez

Direção Jumi Yoon , Eloic Gimenez

Jumi Yoon graduou-se pela EEDI e pela La Poudrière. Eloic Gimenez se formou pela EMCA, e logo após em La Poudrière. Desde então, os dois trabalham como animadores.

Direção de Fotografia Sara Sponga

Jumi Yoon graduated from EESI and La Poudrière. Eloic Gimenez graduated from EMCA and then La Poudrière. Since then, both work as animators on many short films and TV productions. fabrik@3xplus.com www.3xplus.com

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Roteiro Patricia Valeix, Jumi Yoon, Eloic Gimenez

Direção de Arte Jumi Yoon, Eloic Gimenez Empresa produtora Trois Fois Plus Montagem Catherine Aladenise Produção Fabrice Dugast Som Loic Burkhardt Trilha sonora Keyvan Chemirani

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Medo trapavko

Croácia, 2017, 8’

Easygoing Teddy Teddy tranquilo

“Teddy tranquilo”, animação croata de Tomislav Gregl, narra as aventuras de um pequeno urso na floresta, em sua rotina da escola onde tem aulas com outros bichos e seus passeios para desbravar o ambiente repleto de diversidade e novos amigos, sempre movido pelo ímpeto da preservação de todos os seres ao seu redor. “Easygoing Teddy”, a Croatian animated film by Tomislav Gregl, tells the adventures of a little bear in the forest during his school routine, where he attends classes with other animals and explores the diverse environment and new friends, always driven by the motivation to preserve all living beings around him.

Tomislav Gregl

Direção Tomislav Gregl

Trabalhando como operador de câmera e mestre em fotografiatruques. “Longing” (2005) foi sua estreia como diretor. Após o que seguiu-se “Malformance Performance” (2007), “Up in the Gallery” (2009), “Zulejka” (2013), “Teddy tranquilo” (2017).

Roteiro Ivo Balenovic

Working as a cameraman and master of trick photography. “Longing“(2005) was his author debut. After that was following “Malformance Performance” (2007), “Up in the Gallery“ (2009), “Zulejka“ (2013), “Easygoing Teddy“ (2017).

Montagem Tomislav Gregl

Direção de Fotografia Tomislav Gregl Direção de Arte Tihoni Brcic Empresa produtora Artizana film d.o.o.

Produção Irena Skoric Som Bojan Kondres

irena.skoric@gmail.com

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Médico de monstro

Brasil, 2016, 11’

Doctor of monster Médico de monstro

“Médico de monstro”, uma ficção brasileira de Gustavo Teixeira, conta a história de um menino que, diferentemente de seus colegas, que desejam ser astronauta, dentista ou jogador de futebol, sonha em ser médico de monstros. Para realizar seu sonho, Dudu precisa enfrentar as chacotas de seus colegas e também seu medo das famosas criaturas que habitam o imaginário das crianças. “Doctor of monster”, a Brazilian fiction film by Gustavo Teixeira, tells the story of a boy who, unlike his peers who wish to be astronauts, dentists, or soccer players, dreams instead of being a doctor for monsters. To accomplish his dream, Dudu must face the mockery of his classmates as well as his own fear of the famous creatures that inhabit children’s imagination.

Gustavo Teixeira

Direção Gustavo Teixeira

Gustavo Teixeira é formado em Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Direção de Cena pelo Conservatoire Libre du Cinéma Français. Atua como Diretor e Produtor em sua produtora Palma Filmes. “Médico de Monstro” é seu primeiro filme.

Roteiro Gustavo Teixeira, Rodrigo Estravini

Gustavo Teixeira is graduated in Graphic Design by the Universidade Presbiteriana Mackenzie in São Paulo and the Conservatoire Libre du Cinéma Français. He works as director and producer in his film studio Palma Filmes. “Doctor of Monster” is his first film. guartei@gmail.com www.palmafilmes.com.br

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Direção de Fotografia Alice Andrade Drummond Direção de Arte Rafael Blas Elenco Principal Marcelo Oliveira, Giovanna Leirião, Nábia Villela, Marielle Cecconello Empresa produtora Palma Filmes, Cuca da Onça Montagem Gustavo Teixeira, Thiago Ricarte e Daniel Mascarenhas Produção Daniel Mascarenhas Som Rafael Prego Trilha sonora Rafael Prego, Ariel Padula

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Psiconautas, los niños olvidados

Espanha, 2015, 76’

Psychonauts, the forgotten children Psiconautas, as crianças esquecidas

“Psiconautas, as crianças esquecidas” é sobre duas crianças que descobrem que precisam uma da outra para sobreviver em um mundo ecologicamente devastado. O estilo visual desta animação é simples, porém colorido e belo, com as crianças em busca de locais seguros em uma ilha repleta de monstros e perigos. “Psychonauts, the forgotten children” is about two children who discover that they must rely upon each other to survive in an ecologically devastated world. This cartoon’s drawing style is simple, yet colorful and beautiful, with the kids finding safe spots on their island along with its monsters and dangers.

Direção Alberto Vázquez, Pedro Rivero

Alberto Vázquez, Pedro Rivero Pedro Rivero. Nasceu em 1969, em Bilbao. Produtor, diretor e roteirista. É roteirista para inúmeras séries de animação para televisão e para o longametragem “Goomer”, que recebeu o Prêmio Goya de Melhor Longa-metragem de Animação em 1999. Pedro Rivero (Bilbao, 1969). Producer, director and screenwriter. Screenwriter for several TV animated series and for the feature film “Goomer”, Goya Award for the Best Spanish Animated Feature Film 1999.

Roteiro Alberto Vázquez, Pedro Rivero Direção de Fotografia Khris Cembe Empresa produtora Basque Films Montagem Ivan Miñambre Produção Carlos Juárez Som Iñaki Alonso

wolfeimer@hotmail.com

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Ringo

Espanha, 2016, 13’

Ringo Ringo

O espanhol “Ringo”, de Adrià Pagès, é uma comédia que narra os momentos em que uma senhora, que vive com sua filha e sua neta adolescente, passa a se comportar de maneira bastante diferente do usual, mais alegre que o normal. A senhorinha começa a se lembrar de sua juventude roqueira, até finalmente declarar que é Ringo Starr, baterista dos Beatles, desestabilizando a tranquila rotina da família. The Spanish film “Ringo” by Adrià Pagès is a comedy portraying the moments in which an old lady, who lives with her daughter and her teenage granddaughter, begins to act very differently and much more cheerful than her usual self. The old woman begins to remember her rocker youth, until finally declaring that she is Ringo Starr, the Beatles drummer, subverting the family’s quiet routine.

Adrià Pagés

Direção Adrià Pagés

Adrià Pagès Molina nasceu 1987. Graduou-se em Jornalismo na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), cursou Cinema e Mídia Audiovisual na ESCAC. Seu projeto de conclusão de curso, “Ringo”, é um curta-metragem sobre uma avó que diz ser Ringo Starr.

Roteiro Adrià Pagés

Adrià Pagès Molina was born in 1987. He has a Journalism Degree at the Universidad Autónoma de Barcelona (UAB), he started the Degree in Film and Audiovisual Media at ESCAC. His Final Degree Project, “Ringo”.

Direção de Fotografia Adrià Guardiola Direção de Arte Julieta Amador Empresa produtora Escac Films Montagem Ona Bartrolí, Alfonso Ruiz Produção Adrià Porta Trilha sonora Adrià Pagès

patricia.naya@escac.es

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Tailor

Brasil, 2017, 9’

Tailor Tailor

O documentário brasileiro “Tailor”, de Calí dos Anjos, faz um breve retrato do cartunista transgênero Tailor, que compartilha em sua página na internet experiências de outras pessoas trans e seus desafios dentro da sociedade, mesclando o material gravado com ilustrações animadas do próprio cartunista. The Brazilian documentary “Tailor”, by Calí dos Anjos, draws a brief picture of the transgender cartoonist Tailor, who shares in his web page experiences by other transgender people and their challenges in society, mixing recorded material with animated illustrations by the cartoonist himself.

Calí dos Anjos

Direção Calí dos Anjos

Calí dos Anjos cursou Comunicação Social Radialismo na UFRJ. É diretor associado na Suma Filmes, trabalha com montagem e roteiro. Editou a websérie Dragse Docs (youtube.com/dragsetv) exibida no Canal Brasil. Tailor é seu primeiro filme como diretor.

Roteiro Debora Guimarães, Calí dos Anjos

Calí dos Anjos is graduated in Communication and Radio by Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). Associated director at Suma Filmes, works as an editor and scripter. Edited the webseries Drag-se Docs (youtube.com/dragsetv). Tailor is his first film.

Empresa produtora Suma Filmes

info@sumafilmes.com.br www.sumafilmes.com.br

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PEQUENOS OLHARES / Young Views

Direção de Fotografia Bia Marques Direção de Arte Raissa Laban Elenco Principal Orlando Tailor, Tertuliana Lustosa, Bernardo Gomes, Miro Spinelli

Montagem Vinícius Nascimento Produção Bia Medeiros Som Gustavo Ruggeri Trilha sonora Natalia Carrera

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/ Curitiba Film Market

MERCADO DE CINEMA DE CURITIBA

O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba é um evento que possui caráter cultural e de mercado dentro do segmento de cinema nacional e internacional.

#6olhardecinema

A vertente cultural do evento tem como objetivo a formação e manutenção de plateia do cinema independente realizado no Brasil e no exterior, por meio da reflexão sobre temas sócio-político-culturais contemporâneos e sobre as possibilidades da expressão da linguagem cinematográfica. Já a vertente de mercado do festival atua em toda a cadeia produtiva do mercado cinematográfico, por meio das atividades Seminário de Cinema de Curitiba, Curitiba_LAB e Oficinas. Essas atividades têm como objetivo o intercâmbio de ideias, estímulo a parcerias e de co-produção e distribuição, além de formação e atualização de novos profissionais. Constituído dessa forma, o Mercado de Cinema de Curitiba contribui para o desenvolvimento sustentável do cinema, pois investe na formatação e manutenção da produção cinematográfica, na formação e manutenção de consumidores (público) e na geração de possibilidades e aprimoramento do setor, ligando e encadeando essas três frentes. The Olhar de Cinema – Curitiba International Festival is na event with a cultural and Market porpouses, on the national and international cinema segments. The cultural aspect of the event has as its objective the formation and maintenance of an independent film audience held in Brazil and abroad, through reflection on contemporary socio-political and cultural themes and on the possibilities of the expression of cinematographic language. On the other hand, the festival’s Market operates throughout the production chain of the film market, through the activities of Film Seminar in Curitiba, Curitiba_ LAB and Workshops. These activities are aimed at exchanging ideas, encouraging partnerships and co-production and distribution, as well as training and updating new professionals. In this way, the Curitiba Film Market contributes to the sustainable development of cinema, as it invests in the format and maintenance of cinematographic production, in the formation and maintenance of consumers (public) and in the generation of possibilities and improvement of the sector, connecting and linking these three fronts.

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR / VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Equipe de Programação / Meet the Programmers

O time de curadores e programadores do Olhar de Cinema fazem um balanço dos filmes do festival, contextualizando-os. The team of curators and programmers of the Olhar de Cinema takes stock of the festival films, contextualizing them.

Eduardo Valente Cineasta, curador e crítico de cinema. Atualmente é o diretor do artístico do Festival de Brasília, delegado no Brasil para o Festival de Berlim e coordenador acadêmico da AIC-RJ. Foi assessor internacional da ANCINE entre 2011 e 2016. É membro dos comitês de seleção do Olhar de Cinema e do Guarnicê.

Filmmaker, curator and film critic. He is currently the artistic director of the Brasilia Festival, the Brazilian delegate to the Berlin Festival and the academic coordinator of AIC-RJ. He has been an international advisor to ANCINE between 2011 and 2016. He is a member of the Olhar de Cinema and Guarnicê selection committees.

Aaron Cutler Curador e crítico americano de cinema com base em São Paulo desde 2010. Trabalhou entre 2012 e 2014 como assistente de programação na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Fez a curadoria de retrospectivas dos cineastas Lav Diaz (Mostra, 2013) e Kira Muratova (INDIE Festival, 2015). Junto com Mariana Shellard, fez a curadoria de retrospectivas dos cineastas Heinz Emigholz (2015) e Thom Andersen (2016), as duas para o Centro Cultural São Paulo e o Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro. 156

Curator and American film critic based in São Paulo since 2010. Worked between 2012 and 2014 as programming assistant at the São Paulo International Film Festival. He curated retrospectives from filmmakers Lav Diaz (Mostra, 2013) and Kira Muratova (INDIE Festival, 2015). Together with Mariana Shellard, he curated retrospectives from filmmakers Heinz Emigholz (2015) and Thom Andersen (2016), both for the São Paulo Cultural Center and the Moreira Salles Institute - Rio de Janeiro.

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Antônio Junior Fundador, Diretor Geral e de Programação do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Os filmes que produziu receberam mais de 150 prêmios em mostras e festivais e foram exibidos em emissoras como a Canal+ (França), NBC (Itália) e AXN (Estados Unidos). Produziu filmes como “A Fábrica”, “A Gente”, “Circular”, “Tarântula” e “Para minha amada morta”. Está finalizando a série “Nóis por Nóis” e o longa-metragem “Ferrugem”. É co-produtor do filme “Perro Negro” e “Avó Dezanove e o Segredo do Soiviético”.

Founder, Director General and Programming of the Olhar de Cinema – Curitiba International Festival. The films he produced received more than 150 awards at shows and festivals and were shown on broadcasters such “A Fábrica”, “A Gente”, “Circular”, “Tarântula” and “Para minha amada morta”. He is finalizing the series “Nóis por Nóis” and the feature film “Ferrugem”. He is co-producer of the film “Perro Negro” and “ Avó Dezanove e o Segredo do Soiviético”.

Marisa Merlo Graduada em cinema FAP/UNESPAR. Foi sócia da empresa Grafo Audiovisual (2008-2016). Como produtora executiva, fez alguns longas, dentre eles ‘O filho eterno’ (2016), ‘Para minha amada morta’ (2015) e ‘A gente’ (2013), além de diversos curtas. É idealizadora e foi diretora do Olhar de Cinema – FIC (2012-2016). Também atua como programadora, no Olhar de Cinema desde 2012, além de passagens pelo Festival de Brasília (2016), Bienal do Cinema Sonoro (2017) e Cachoeira Doc (mostra Com Mulheres, 2016).

Graduated in cinema FAP/UNESPAR. She was a partner of Grafo Audiovisual (2008-2016). As an executive producer, she made some feature films, among them “O filho eterno” (2016), “Para minha amada morta” (2015) and “A gente” (2013), as well as several short films. She is an idealizer and was director of the Olhar de Cinema - FIC (2012-2016). She has also worked as a programmer at the Olhar de Cinema since 2012, as well as the Brasilia Film Festival (2016), Bienal do Cinema Sonoro (2017) and Cachoeira Doc (section com Mulheres, 2016).

Carol Almeida Jornalista cultural, crítica de cinema, aluna doutoranda do programa de pós-graduação em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco com foco na relação entre Cinema e Cidades, e professora em oficinas sobre representação da mulher no cinema. Publica no site www.foradequadro.com e escreve esporadicamente sobre cinema para diversos meios de comunicação do Brasil. Faz parte da Abraccine, do coletivo de críticas de cinema Elviras e do coletivo Mulheres do Audiovisual Pernambuco (Mape).

#6olhardecinema

Cultural journalist, film critic, student doctoral student of the postgraduate program in Communication at the Federal University of Pernambuco focused on the relationship between Cinema and Cities, and teacher at workshops on representation of women in cinema. It publishes in the site www.foradequadro.com and writes sporadically on cinema for diverse means of communication of Brazil. She is part of Abraccine, the group of film critics Elviras and the collective Women of Audiovisual Pernambuco (Mape).

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR / VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Equipe de Programação / Meet the Programmers

Carla Italiano Carla Italiano - Mestre em Comunicação Social pela UFMG com graduação em Cinema pela UFSC. Foi curadora da retrospectiva Jonas Mekas (forumdoc.bh.2013) e mostra Política e Palavra no documentário contemporâneo (Sesc Palladium), além de integrar as comissões de seleção dos festivais FestCurtas BH e Semana dos realizadores. Desde 2011 integra o coletivo Filmes de Quintal, no qual organiza do forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte.

Carla Italiano - Master in Social Communication from UFMG with a degree in Cinema from UFSC. She was curator of Jonas Mekas retrospective (forumdoc.bh.2013) and Politics and Word section in the contemporary documentary (Sesc Palladium). She is part of the FestCurtas BH and Semana dos Realizadores selection committees. Since 2011 she has been a member of the collective Filmes de Quintal, through which she organizes the forumdoc.bh – Belo Horizonte Documentary and Ethnographic Film Festival.

Adriano Garrett / mediador Graduado em Jornalismo, é idealizador e editor do site Cine Festivais, especializado na cobertura do universo das mostras e festivais de cinema. Pensando os meandros da seleção e programação de filmes, realizou entrevistas com curadores de alguns dos principais festivais brasileiros. Como repórter e crítico de cinema, também colaborou com o site Opera Mundi.

Graduated in Journalism, he is the founder and editor of the Cine Festivais website, which specializes in covering the universe of screenings and film festivals. Thinking about the intricacies of film selection and programming, he conducted interviews with curators at some of the major Brazilian festivals. As a reporter and film critic, he also collaborated with Opera Mundi.

Mesa Cinema de Invenção / Cinema of Invention

Realizadores de diferentes gerações discorrem acerca do Cinema de Invenção, filmes irreverentes e provocativos produzidos em fins dos anos sessenta e início dos anos setenta, e suas reverberações nas produções contemporâneas. Directors from different generations talk about Cinema of invention, irreverent and provocative films produced in the late sixties and early seventies, and their reverberations in contemporary productions.festival.

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR

/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Cinema de Invenção / Cinema of Invention

Guto Parente Guto Parente, 33, cineasta, realizou 7 curtas e 6 longas – “Estrada para Ythaca” (2010), “Os Monstros” (2011), “No Lugar Errado” (2011), “Doce Amianto” (2013), “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014) e “O Estranho Caso de Ezequiel” (2016). Teve filmes exibidos em festivais como Locarno, Rotterdam, Viennale, AFI, FidMarseille, entre outros. Atualmente está finalizando seus 7º e 8º longas – “O Clube dos Canibais” e “Inferninho”. É sócio da produtora cearense Tardo Filmes.

Guto Parente, 33 years old, has made seven short and 6 feature films – “Estrada para Ythaca” (2010), “Os Monstros” (2011), “No Lugar Errado” (2011), “Doce Amianto” (2013), “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014) and “O Estranho Caso de Ezequiel” (2016). His films were screened in festivals such as Locarno, Rotterdam, Viennale, AFI, FidMarseille, among others. Today is finishing his 7th and 8th feature films – “O Clube dos Canibais” and “Inferninho”. He is partner of the production company Tardo Filmes.

Julio Calasso Início como assistente de direção e roteiro (1965). Da grande “escola” da TV Excelsior (produção, direção e edição) mergulhou no cinema: O Bandido da Luz Vermelha e República da Traição foram suas bases de aprendizado em direção. Produtor executivo, ator e realizador, seus documentários: Plínio Marcos nas Quebradas do Mundaréu e a série Cine Teatro estão licenciados para o canal Brasil e SESC TV. Atualmente finaliza um documentário de longa-metragem e um curta metragem de ficção.

He started working as an assistant director (1965). From the great “school” of TV Excelsior, plunged into the cinema: “O Bandido da Luz Vermelha” and “República da Traição” were his bases of learning towards. Executive producer, actor and director. His documentaries: Plínio “Marcos nas Quebradas do Mundaréu” and “Cine Teatro” are licensed for the Brazil channel and SESC TV.

Paulo Sacramento Paulo Sacramento dirigiu os longa-metragens “O Prisioneiro da Grade de Ferro” (autorretratos) e “Riocorrente”. Montou entre outros filmes “Cronicamente Inviável” e “Quanto Vale ou é por Quilo?” (Sérgio Bianchi), “É Proibido Fumar” (Anna Muylaert), “Chega de Saudade” (Laís Bodanzky), “Amarelo Manga” (de Cláudio Assis) e “Encarnação do Demônio” (José Mojica Marins), tendo também produzido estes dois últimos. Atualmente finaliza “O Olho e a Faca”, seu terceiro longa-metragem como diretor.

#6olhardecinema

Paulo Sacramento directed the feature films “O Prisioneiro da Grade de Ferro” (self-portraits) and “Riocorrente”. Mounted among other films “Cronicamente Inviável” and “Quanto Vale ou é por Quilo?” (Sérgio Bianchi), “É Proibido Fumar” (Anna Muylaert), “Chega de Saudade” (Laís Bodanzky), “Amarelo Manga” (by Cláudio Assis) and “Encarnação do Demônio” (José Mojica Marins). He is currently finishing “O Olho e a Faca”, his third feature as director.

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR / VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Cinema de Invenção / Inventive Cinema

Marisa Merlo / mediadora Graduada em cinema FAP/UNESPAR. Foi sócia da empresa Grafo Audiovisual (2008-2016). Como produtora executiva, fez alguns longas, dentre eles ‘O filho eterno’ (2016), ‘Para minha amada morta’ (2015) e ‘A gente’ (2013), além de diversos curtas. É idealizadora e foi diretora do Olhar de Cinema – FIC (2012-2016). Também atua como programadora, no Olhar de Cinema desde 2012, além de passagens pelo Festival de Brasília (2016), Bienal do Cinema Sonoro (2017) e Cachoeira Doc (mostra Com Mulheres, 2016).

Graduated in cinema FAP/UNESPAR. She was a partner of Grafo Audiovisual (2008-2016). As an executive producer, she made some feature films, among them “O filho eterno” (2016), “Para minha amada morta” (2015) and “A gente” (2013), as well as several short films. She is an idealizer and was director of the Olhar de Cinema - FIC (2012-2016). She has also worked as a programmer at the Olhar de Cinema since 2012, as well as the Brasilia Film Festival (2016), Bienal do Cinema Sonoro (2017) and Cachoeira Doc (section com Mulheres, 2016).

Roteiros de Séries de TV / Screenwriting for TV Series

Importantes roteiristas nacionais, autores de obras como Carcereiros e Supermax, falam de suas obras e do mercado de TV para roteiristas. Important national writers, authors of works like Carcereiros and Supermax, talk about their works and the TV market for writers.

Dennison Ramalho Dennison Ramalho é diretor e roteirista de Cinema e TV. Co-roteirizou, em colaboração com Marçal Aquino e Fernando Bonassi, as séries Supermax e Carcereiros (TV Globo). Dirigiu os curtas Nocturnu, Amor só de mãe, Ninjas e J is for Jesus. Co-roteirizou os longas Encarnação do Demônio (de José Mojica Marins) e Morto não fala (em co-autoria com Claudia Jouvin). Atualmente escreve a segunda temporada da série Carcereiros e finaliza seu longa-metragem de estreia na direção, Morto não fala. 160

Dennison Ramalho is director and screenwriter of Cinema and TV. He co-edited, in collaboration with Marçal Aquino and Fernando Bonassi, the TV series Supermax and Carcereiros (TV Globo). Directed the shorts Nocturnu, Amor só de mãe, Ninjas e J is for Jesus. Co-scripted the feature Encarnação do Demônio (by José Mojica Marins) and Morto não fala (in co-authorship with Claudia Jouvin). He is currently writing the second season of Carcereiros TV series and finishing his debut feature film, Morto não fala.

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR

/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Roteiro para Séries de TV / Screenwriting for TV Series

Fernando Bonassi Roteirista e escritor.

Writer and screenwriter.

Marçal Aquino Marçal Aquino nasceu em Amparo, no interior paulista, em 1958. É jornalista, escritor e roteirista de cinema e televisão. Publicou, entre outros livros, o volume de contos O amor e outros objetos pontiagudos, pelo qual recebeu, em 2000, o Prêmio Jabuti, e o romance Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios. Tem obras traduzidas na Alemanha, Espanha, França, México, Portugal e Suíça. Atuou como roteirista de filmes como Os matadores, Ação entre amigos, O invasor e O cheiro do ralo. Na televisão, é coautor dos seriados Força-Tarefa (2009-2011), O caçador (2014), Supermax (2016) e Carcereiros (ainda inédito), todos exibidos pela Rede Globo.

Marçal Aquino was born in Amparo, in the interior of São Paulo, in 1958. He is a journalist, writer and screenwriter of cinema and television. He published, among other books, the volume of short stories O amor e outros objetos pontiagudos, for which he received the Jabuti Prize in 2000, and the novel Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios. His works have translations in Germany, Spain, France, Mexico, Portugal and Switzerland. He acted as a screenwriter of films like Os matadores, Ação entre amigos, O invasor and O cheiro do ralo. In television, he is co-author of the series Força-Tarefa (20092011), O caçador (2014), Supermax (2016) and Carcereiros (still unpublished), all shown by Rede Globo.

Ana Johann / mediadora Ana Johann é Mestra em Comunicação e Linguagem. Um Filme para Dirceu (2012), seu primeiro longa-metragem, recebeu o Prêmio Especial de Júri no Festival de Brasília.

#6olhardecinema

Ana Johann has directed and written four films. “A movie to Dirceu” (2012), her first length movie got a special mention in the 45° Festival de Brasília. In 2017, it took part in the event When East Meets West (WEMW), in Italy, with her first fiction length project “The same part of a man”.

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O Legado de Murnau / Murnau’s Legacy

O Legado de Murnau / Murnau’s Legacy

A influência do mestre alemão na história do cinema mundial. The influence of the German master in the History of world cinema.

Neusa Barbosa Jornalista formada pela ECA-USP, com pós-graduação lato sensu em História da Arte. Crítica de cinema desde 1996. Trabalhou nas revistas Veja S. Paulo e Bravo. Desde 2000, cria e edita o site de cinema Cineweb (www.cineweb.com.br). Integra a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e o coletivo Elviras de mulheres críticas. Desde 2006, integra o comitê de seleção do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade. Ministra cursos de cinema em unidades do Sesc-SP.

Journalist graduated from ECA-USP, with a post-graduate degree in History of Art. Film critic since 1996. She worked in the magazines Veja S. Paulo and Bravo. Since 2000, she created and edited te website Cineweb (www.cineweb.com.br). She integrates Abraccine (The Brazilian Film Critics Association) and the collective group Elviras of critical women. Since 2006, she has been a member of the selection committee of É tudo verdade - IDF. She ministers courses of cinema in units of Sesc-SP.

Niles Atallah Niles Atallah é um cineasta e artista de vídeo chileno-americano que vive e trabalha em Santiago, Chile. Nasceu na Califórnia em 1978. Seu primeiro filme “Lucía” estreou no Festival de San Sebastián, Novos Diretores da Zabaltegi em 2010. Foi premiado com o FIPRESCI no Cinelatino Toulouse e Melhor Diretor Chileno no Festival de Valdivia. Em 2008, com os artistas Joaquín Cociña e Cristóbal León, co-dirigiu “Lucía, Luis y el lobo” exibido em muitos festivais e exposto no Museu Guggenheim em Nova York em 2011.

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Niles Atallah is a Chilean-American filmmaker and video artist who lives and works in Santiago, Chile. He was born in California in 1978. His first film “Lucía” premiered at the San Sebastián IFF, Zabaltegi New Directors in 2010. It was awarded the FIPRESCI Award at Cinelatino Toulouse and Best Chilean Director at the Valdivia IFF. In 2008, with artists Joaquín Cociña and Cristóbal León, he co-directed “Lucía, Luis y el lobo” shown in many festivals and exhibited at the Guggenheim Museum in New York in 2011.

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR

/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

O Legado de Murnau / Murnau’s Legacy

Monica Delgado Diretora da Desistfilm. Uma crítica de cinema peruana com conhecimento acadêmico em Comunicação Social e Estudos Culturais. Ela publicou diferentes artigos e ensaios sobre cinema em várias revistas impressas e online.

Director of Desistfilm. A Peruvian film critic with an academic background in social communication and Cultural Studies. She has published differentarticles and essays about cinema in various online and printed magazines.

Aaron Cutler / mediador Curador e crítico americano de cinema com base em São Paulo desde 2010. Trabalhou entre 2012 e 2014 como assistente de programação na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Fez a curadoria de retrospectivas dos cineastas Lav Diaz (Mostra, 2013) e Kira Muratova (INDIE Festival, 2015). Junto com Mariana Shellard, fez a curadoria de retrospectivas dos cineastas Heinz Emigholz (2015) e Thom Andersen (2016), as duas para o Centro Cultural São Paulo e o Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro.

#6olhardecinema

Curator and American film critic based in São Paulo since 2010. Worked between 2012 and 2014 as programming assistant at the São Paulo International Film Festival. He curated retrospectives from filmmakers Lav Diaz (Mostra, 2013) and Kira Muratova (INDIE Festival, 2015). Together with Mariana Shellard, he curated retrospectives from filmmakers Heinz Emigholz (2015) and Thom Andersen (2016), both for the São Paulo Cultural Center and the Moreira Salles Institute - Rio de Janeiro.

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Masterclass Ignacio Agüero / Masterclass Ignacio Agüero

Masterclass Ignacio Agüero + Exibição O que me motiva

/ Masterclass Ignacio Agüero + Screening This is the Way I Like It Discussão sobre a obra do documentarista chileno Ignacio Agüero: suas influências estéticas e temáticas, seu processo criativo. Talk about the work of Chilean documentary filmmaker Ignacio Agüero: his aesthetic and thematic influences, his creative process. Moderated by Carla Italiano.

Com mediação de Carla Italiano.

Ignacio Agüero Ignacio Agüero é um cineasta premiado, escritor e produtor, nascido em 1952. Filmografia: “O que me motiva II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “O que me motiva”, “Not to forget”.

Ignacio Agüero is an award winning filmmaker, writer, and producer, born 1952. Filmography: “This is the way I like it II”, “The other day”, “Agustin´s newspaper”, “My grandmother´s mother told my”, “Grandmother”, “Under construction”, “Dreams of ice”, “One hundred children waiting for a train”, “This is the way I like it”, “Not to forget”.

Mesa Crítica Vlogger / Vlogger Critics

Conversa acerca das novas ferramentas para analise, reflexão e debate sobre filmes. Talk about the new tools for analysis, reflection and debate about movies.

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/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Crítica Vlogger / Vlogger Critics

Joyce Pais Jornalista, crítica de cinema, pós-graduada em Mídias Digitais, atuou no Jornal O Estado de S. Paulo e no Museu da Pessoa. Criadora e editora-chefe do portal Cinemascope, colunista da Revista Moviement, membro do Coletivo Elviras – Mulheres Críticas de Cinema, já ministrou palestras no CONACINE, foi membro de diversos júris de festivais pelo país como o CineramaBC, Mix Brasil, É Tudo Verdade e Kinoforum. Atualmente dirige e roteiriza um documentário sobre mulheres do cinema brasileiro.

Journalist, film critic, postdoctoral degree in Digital Media, worked in the newspaper O Estado de S. Paulo and the Museu da Pessoa. Creator and editor-in-chief of the Cinemascope portal, a columnist for Revista Moviement, a member of the collective group Elviras - Film Critics Women, she has lectured at CONACINE, was a member of several national festival juries such as CineramaBC, Mix Brasil, É Tudo Verdade and Kinoforum. She currently directs and scripts a documentary about women in Brazilian cinema.

Luísa Clasen Luisa Clasen (a Lully) nasceu no Rio de Janeiro e morou em Curitiba desde criança. Em 2011, criou o canal Lully de Verdade, onde expõe sua opinião sobre temas culturais e é referência no segmento de cinema. É formada em Cinema e Vídeo pela Faculdade de Artes do Paraná, fez curso de Continuidade na Academia Internacional de Cinema e TV e também estudou Filmmaking na New York Film Academy.

Luisa Clasen (Lully) was born in Rio de Janeiro and lived in Curitiba since childhood. In 2011, he created the channel Lully de Verdade, where she exposes her opinion on cultural themes and is a reference in the cinema segment. She holds a degree in Cinema and Video from the Faculty of Arts of Paraná, has taken a course in Continuity at the International Academy of Cinema and TV and also studied Filmmaking at the New York Film Academy.

Vitor Búrigo Formado em Cinema e Vídeo pela UNISUL, em SC. Trabalhou em TV, rádio e cinema, atuando em diversas funções, em emissoras como Record, SBT e Jovem Pan, e também em produtoras. Em 2013, criou o programa CINEVITOR no YouTube, onde fala sobre cinema, por meio dos mais variados temas, com entrevistas com diretores, atores e coberturas de festivais. Em janeiro de 2014 colocou no ar o site CINEVITOR, ampliando a forma de falar sobre a sétima arte e conta com mais de 15 mil seguidores nas redes sociais.

#6olhardecinema

Graduated in Film and Video from UNISUL, in SC. He worked in TV, radio and cinema, acting in several functions, in stations such as Record, SBT and Jovem Pan, as well as in production companies. In 2013, he created the CINEVITOR program on YouTube, where he talks about cinema, through a variety of topics, with interviews with directors, actors and festival coverage. In January of 2014 put on the site CINEVITOR, expanding the way of talking about the seventh art and counts on more than 15 thousand followers in the social networks.

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Crítica Vlogger / Vlogger Critics

Flávia Guerra / mediadora Flavia Guerra é documentarista e jornalista. É editora do TelaTela (telatela.cartacapital.com.br) e colunista de cinema do canal Arte 1 e da TV Bandeirantes. Formada em Jornalismo pela ECA, tem mestrado em Direção de Documentários pela University of London. Foi assistente de direção de “O Caminhão do Meu Pai” (pré-finalista ao Oscar 2015, de Maurício Osaki), dirigiu “Karl Max Way” (premiado no É Tudo Verdade). Roteirizou e narrou a série Brasil “Visto do Céu”, da Gullane Filmes e da francesa Arte.

Flavia Guerra is a documentary filmmaker and journalist. She is editor of TelaTela (telatela.cartacapital. com.br) and columnist of cinema of the channel Art 1 and TV Bandeirantes. A graduate in Journalism from ECA, she has a Masters degree in Documentary Direction from the University of London. He was assistant director of “ O Caminhão do Meu Pai “ (pre-finalist to the Oscar 2015, of Maurício Osaki), directed “Karl Max Way” (awarded in the É tudo verdade), she wrote and narrated the series Brazil “Visto do Céu “, Gullane Films and French Art.

Masterclass Anocha Suwichakornpong

/ Masterclass Anocha Suwichakornpong Discussão sobre a obra da realizadora tailandesa Anocha Suwichakornpong: suas influências estéticas e temáticas, seu processo criativo. Contará com a mediação de Aaron Cutler. Talk about the work of Thai director Anocha Suwichakornpong: her aesthetic and thematic influences, her creative process. Moderated by Aaron Cutler.

Anocha Suwichakornpong Anocha se tornou a primeira diretora tailandesa a ter um curta-metragem selecionado para Cannes com “Graceland”. Seu primeiro longa-metragem “História Mundana” ganhou inúmeros prêmios em festivais internacionais incluindo o prêmio Tigre de Roterdã. Seu longa “Dao khanong” estreiou em Locarno em 2016.

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Anocha became the first Thai director to have a short film selected for Cannes with ‘Graceland’. Her first feature film “Mundane History” has won several awards abroad, including the Tiger Award at Rotterdam. Her film “By the Time It Gets Dark” premiered in Locarno in 2016.

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/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Elviras / Elviras

Elviras - Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema / Elviras - Women Cinema Critics Collective Group

Discussão acerca da inserção da mulher na crítica cinematográfica e sobre o olhar feminino para filmes dirigidos por mulheres e homens. Discussion about the insertion of women in cinematographic criticism and on the female view for films directed by women and men.

Amanda Aouad Pesquisadora, roteirista e crítica de cinema. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), do Coletivo Elviras e editora do site CinePipocaCult (afiliado ao Portal Aratu Online), é doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA), especialista em Cinema pela UCSal e roteirista profissional. É ainda colunista da revista CineMagazine, professora de Audiovisual da Faculdade Ibes e do programa de extensão da UFBA - “Estação do Drama”.

She is a researcher, a screenwriter and a film critic. She is a member of the Brazilian Film Critics Association (Abraccine), the collective group Elviras and also an editor of the CinePipocaCult website (affiliated with Aratu Online Portal), she is a PhD student in Contemporary Communication and Culture (Poscom/UFBA), a film specialist by UCSal and a professional screenwriter. She is also a columnist for CineMagazine magazine, professor of Audiovisual at Ibes College and the UFBA extension program - “Estação do Drama”.

Maria do Rosário Caetano Maria do Rosário Caetano é formada em Comunicação e em Letras, pela Universidade de Brasília (UnB). Integra a equipe da Revista de Cinema. Em 97, publicou o livro “Cinema LatinoAmericano Entrevistas e Filmes” (Ed. Est. Liberdade). Entre vários outros projetos, participou da equipe de pesquisadores da “Enciclopédia do Cinema Brasileiro” (Ed. Senac). É membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e colaborou com o livro “100 Melhores Filmes Brasileiros” (Ed. Letramento).

#6olhardecinema

Maria do Rosário Caetano holds a degree in Communication and Literature from the University of Brasília (UnB). She is part of the Revista de Cinema team. In 97, he published the book “Cinema LatinoAmericano Entrevistas e Filmes” (Ed. Est. Liberdade). Among several other projects, he participated in the research team of the “Enciclopédia do Cinema Brasileiro” (Ed. Senac). She is a member of Abraccine (The Brazilian Film Critics Association) and collaborated with the book “100 Melhores Filmes Brasileiros “ (Ed. Letramento).

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Elviras / Elviras

Emanuela Siqueira Mestranda em Estudos Literários, nunca deixa de pensar o cinema em tudo que lê e pensa. Escreve sobre cinema desde 2008 e atualmente colabora com o site Quadro por Quadro. Mediadora do Leia Mulheres em Curitiba também faz parte do grupo de estudos Mulheres e Produção Cultural da UFPR.

Master student in Literary Studies, she never stops thinking about the cinema in everything she reads and thinks. She has written about cinema since 2008 and currently collaborates with the Quadro por Quadro website. Mediador do Leia Mulheres in Curitiba is also part of the Women and Cultural Production group at UFPR.

Neusa Barbosa / mediadora Jornalista formada pela ECA-USP, com pós-graduação lato sensu em História da Arte. Crítica de cinema desde 1996. Trabalhou nas revistas Veja S. Paulo e Bravo. Desde 2000, cria e edita o site de cinema Cineweb (www.cineweb.com.br). Integra a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e o coletivo Elviras de mulheres críticas. Desde 2006, integra o comitê de seleção do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade. Ministra cursos de cinema em unidades do Sesc-SP.

Journalist graduated from ECA-USP, with a post-graduate degree in History of Art. Film critic since 1996. She worked in the magazines Veja S. Paulo and Bravo. Since 2000, she created and edited te website Cineweb (www.cineweb.com.br). She integrates Abraccine (The Brazilian Film Critics Association) and the collective group Elviras of critical women. Since 2006, she has been a member of the selection committee of É tudo verdade - IDF. She ministers courses of cinema in units of Sesc-SP.

Lançamento de Livro Bernardet 80 – Impacto e Influência no Cinema Brasileiro / Book release Bernardet 80 - Impact and Influence in Brazilian Cinema 168

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VI SEMINÁRIO DE CINEMA DE CURITIBA - SESC PR

/ VI Curitiba Film Seminar SESC-PR

Laçamento Livro Bernadet 80 / Book Release Bernadet 80 Obra organizada por Ivonete Pinto e Orlando Margarido, trata da atuação crítica do longevo, profícuo e atuante pensador cinematográfico Jean-Claud Bernardet, demonstrando as ramificações e influências de seu pensamento na produção cinematográfica nacional através de artigos escritos por realizadores, acadêmicos e pesquisadores. This work, written by Ivonete Pinto and Orlando Margarido, deals with the critical performance of the long-time, prolific and active film thinker Jean-Claud Bernardet, demonstrating the ramifications and influences of his thought in national cinematographic production through articles written by filmmakers, academics and researchers.

Orlando Margarido Jornalista, é crítico de cinema e artes plásticas. Atuou nas revistas Visão, Veja SP e Carta Capital, além dos jornais Diário do Grande ABC e Gazeta Mercantil. Integra o comitê de seleção do festival É Tudo Verdade. Escreveu para a Imprensa Oficial “Ser Ator – Antonio Petrin”. Colaborou no livro Manoel de Oliveira (2005). É um dos autores de 100 Melhores Filmes Brasileiros e um dos organizadores de Bernardet 80 – Impacto e Influência no Cinema Brasileiro. É vice-presidente da Abraccine.

#6olhardecinema

Journalist, is critical of cinema and fine arts. Acted in the magazines Visão, Veja SP and Carta Capital, besides the newspapers Diário do Grande ABC and Gazeta Mercantil. He is part of the festival’s selection committee It’s All True. He wrote to the Official Press “ Ser Ator – Antonio Petrin “. He collaborated in the book Manoel de Oliveira (2005). He is one of the authors of 100 Melhores Filmes Brasileiros and one of the organizers of Bernardet 80 – Impacto e Influência no Cinema Brasileiro. He is vice president of Abraccine.

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ENCONTROS DE NEGÓCIOS / Business Meeting

Distribuição / Distribution Oportunidades de mercado para filmes de autor. / Market opportunities for authoral films.

Marcello Ludwig Maia Marcello Ludwig Maia é produtor e distribuidor que possui importantes filmes, como “O Passaporte Húngaro” de Sandra Kogut, “Amarelo Manga” de Claudio Assis, “Educação Sentimental” de Julio Bressane e “Faroeste Caboclo” de René Sampaio. Como distribuidor, pela Arthouse já lançou filmes como “A história da eternidade” de Camilo Cavalcante e “Big Jato” de Cláudio Assis. Lançará em breve os “Love Film Festival”, de Manuela Dias e “Um filme de Cinema”, novo filme de Walter Carvalho.

Marcello Ludwig Maia is a producer and distributor who has important films such as “O Passaporte Húngaro” of Sandra Kogut, “Amarelo Manga” by Claudio Assis, “Educação Sentimental” by Julio Bressane and “Faroeste Caboclo” by René Sampaio. As a distributor, Arthouse has already released such films as “A história da eternidade” by Camilo Cavalcante and Big Jato by Cláudio Assis. He will soon launch the “Love Film Festival”, by Manuela Dias and “Um filme de Cinema”, a new film by Walter Carvalho.

Paula Cosenza Formada em cinema pela University of the Arts London e membro do EAVE (European Audiovisual Entrepreneurs), Paula Cosenza é produtora de cinema e T V pela Bossa Nova Films. Suas produções foram exibidas e premiadas em festivais renomados como Berlinale, Sundance e Telluride. Em 2016, associou-se à Pandora Filmes, distribuidora com mais de 20 anos de atuação. Dentre os lançamentos recentes, destacam-se o vencedor do Oscar estrangeiro “O Apartamento”, “Truman” e “Que Horas Ela Volta”. 170

A graduate of the University of the Arts London and a member of EAVE (European Audiovisual Entrepreneurs), Paula Cosenza is a film and TV producer for Bossa Nova Films. Her productions have been shown and awarded at renowned festivals such as Berlinale, Sundance and Telluride. In 2016, she joined Pandora Filmes, a distributor with more than 20 years of experience. Recent releases include the Oscar-winning foreigner “O Apartamento”, “Truman” and “Que Horas Ela Volta”.

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Ana Florença Produziu mostras como John Waters, o papa do trash, Jornada nas Estrelas, Brasil: a fronteira final, entre outras. Atualmente é a programadora da Fênix Filmes.

Produced screening such as John Waters, the pope of the trash, Star Trek, Brazil: the final frontier, among others. She is currently the programmer for Fênix Filmes.

Igor Kupstas Diretor da O2 PL AY, centro de distribuição digital da O2 FILMES, a maior Companhia de filmes e publicidade na América Latina (“Cidade de Deus”, “O jardineiro constante”, “360”). Como chefe do O2 PL AY ele está constantemente lidando com CRIADORES, PL ATAFORMAS e encontrando novas maneiras de envolver o PÚBLICO com seu conteúdo. Ele é responsável por trazer para a O2 FILMES tanto agregador quanto codificando contratos de iTUNES, GOOGLE PL AY, NETFLIX, NOW e outros parceiros VOD. Eles representam dezenas de títulos para esses players.

Director of O2 PLAY, digital distribution hub of O2 FILMES, the largest production company of movies and advertising in Latin America (“City of God”, “The constant gardener”, “360”). As head of O2 PLAY he is constantly dealing with CREATORS, PLATFORMS and finding new ways to engage the AUDIENCE with their content. He is responsible for bringing to O2 FILMES both aggregator and encoding contracts of iTUNES, GOOGLE PLAY, NETFLIX, NOW and other VOD partners. They represent dozens of titles for this players.

Aly Muritiba / mediador Aly Muritiba é autor dos curtas-metragens “A Fábrica” (OSCAR short list 2013), “Pátio” (Semana da Crítica do Festival de Cannes 2013) e “Tarântula” (Veneza 2015). Seu primeiro longa, “Para minha amada morta”, recebeu inúmeros prêmios, como o Global Filmmaking Award/Sundance Institut e Zentih de Prata/Festival de Montreal. Seu próximo longa, “Ferrugem”, está em pós-produção. Aly Muritiba dirigiu as séries “O Hipnotizador” (HBO) e “Nóis por Nóis” (EBC). Atualmente escreve “Carcereiros” (Globo). #6olhardecinema

Alu Muritiba is author of the short films “The Factory” (Oscar short list 2013), “Patio” (Semaine de la Critique Cannes 2013) and “Tarântula” (Venice, 2015). His first feature, “To my beloved”, had recieved several awards, like Global Filmmaking Award/Sundance Institut and Silver Zentih/Montreal Festival. His next film, “Ferrugem”, is in post-production. Aly Muritiba directed the TV Series “O Hipnotizador” (HBO) and “Nóis por Nóis” (EBC). Today he is writing “Carcereiros” (Globo).

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ENCONTROS DE NEGÓCIOS / Business Meeting

Gestão da Carteira de Projetos / Portfolio Managements

Como gerenciar uma carteira de projetos audiovisuais e colocá-la no mercado. How to manage a portfolio of audiovisual projects and put it on the market.

Andy Malafaia Graduado em Cinema pela UFF, começou a carreira como crítico em veículos como a Revista Interlúdio e Cineplayers. Dirigiu os curtas “Palhaços”, “Ventos do Açu” e “Eu queria ser arrebatada, amordaçada e, nas minhas costas, tatuada”, exibidos e premiados em mais de 25 países. Foi curador do Curta Cinema entre 2013 e 2015. É produtor do núcleo de cinema autoral da Glaz, que possui projetos de jovens talentos do cinema brasileiro. Também desenvolve seu primeiro longa como roteirista/diretor, “Mesopotâmia”.

Graduated in Cinema by the UFF, began his critical career in vehicles such as the Interlude and Cineplayers Magazine. He directed the short films “Palhaços”, “Ventos do Açu” and “Eu queria ser arrebatada, amordaçada e, nas minhas costas, tatuada”, screened and awarded in more than 25 countries. He was curator of Curta Cinema between 2013 and 2015. He is the producer of Glaz’s author cinema nucleus, which has projects of young talents from Brazilian cinema. Also develops his first feature as scriptwriter / director, “Mesopotamia”.

Andreia Kaláboa / mediadora Formada em Rádio e T V pela UTP e Pós-Graduada em Formação Executiva para Cinema e T V pela UP / FGV e em Roteiro pela Fundação Carolina na Espanha. Iniciou a carreira na área audiovisual em 2001, quando se tornou sócia da GP7 CINEMA. Trabalhou como diretora de produção, assistente de direção e posteriormente assumiu a função de produtora. Tem 40 obras filmadas nessas funções e também dirigiu 08 episódios para T V e 03 documentários.

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She is graduated in Radio and TV by UTP and Postgraduate in Executive Formation for Cinema and TV by UP / FGV and in Roteiro by Foundation Carolina in Spain. She began her career in the audiovisual area in 2001, when she became a partner of GP7 CINEMA. She worked as director of production, assistant director and later assumed the position of producer and has 40 works filmed in these functions and also directed 08 episodes for TV and 03 documentaries.

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Estudo de Caso Co-produção Brasil - Portugal / Case - Co-production Brazil-Portugal

Vantagens e desvantagens da coprodução internacional para filmes de baixo orçamento. Advantages and disadvantages of international coproduction for low budget films.

Filme: A Cidade Onde Envelheço

Luana Melgaço Luana Melgaço, mineira de Belo Horizonte, é sócia da Anavilhana. Como produtora e produtora executiva, já realizou mais de 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, com destaque para “O céu sobre os ombros” (2009), “Girimunho” (2010), “Sopro” (2012) e “A cidade onde envelheço” (2016). Seus filmes foram exibidos e premiados nos mais importantes festivais de cinema no Brasil e no mundo, além de terem sido lançados comercialmente. Foi professora universitária durante 3 anos e frequentemente ministra oficinas sobre temas relacionados à produção.

Luana Melgaço, from Belo Horizonte, is a partner of Anavilhana. As a producer and na executive producer, has already been part in more than 20 films, between shorts and features, with emphasis for “The sky above” (2009), “Swirl” (2020), “Sopro” (2012) and “Where I grow old” (2016). Her films were shown and awarded on the most importante film festivals in Brazil and abroad, in addition to being commercially released. She was a university professor for 3 year and frequently was a speaker on workshops about themes related to film production.

Aly Muritiba / mediador Aly Muritiba é autor dos curtas-metragens “A Fábrica” (OSCAR short list 2013), “Pátio” (Semana da Crítica do Festival de Cannes 2013) e “Tarântula” (Veneza 2015). Seu primeiro longa, “Para minha amada morta”, recebeu inúmeros prêmios, como o Global Filmmaking Award/Sundance Institut e Zentih de Prata/Festival de Montreal. Seu próximo longa, “Ferrugem”, está em pós-produção. Aly Muritiba dirigiu as séries “O Hipnotizador” (HBO) e “Nóis por Nóis” (EBC). Atualmente escreve “Carcereiros” (Globo). #6olhardecinema

Alu Muritiba is author of the short films “The Factory” (Oscar short list 2013), “Patio” (Semaine de la Critique Cannes 2013) and “Tarântula” (Venice, 2015). His first feature, “To my beloved”, had recieved several awards, like Global Filmmaking Award/Sundance Institut and Silver Zentih/Montreal Festival. His next film, “Ferrugem”, is in post-production. Aly Muritiba directed the TV Series “O Hipnotizador” (HBO) and “Nóis por Nóis” (EBC). Today he is writing “Carcereiros” (Globo).

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ENCONTROS DE NEGÓCIOS / Business Meeting

O Mercado da Computação Gráfica para Entretenimento / The business for entertainment’s CGI

Oportunidade de negócios, cursos de capacitação e casos de sucesso no mundo da computação gráfica para o mercado audiovisual. / Business opportunity, training courses and success stories in the world of computer graphics for the audiovisual market.

Gustavo Ribeiro

Professor de Modelagem 3D, sócio e diretor da Fish Films, trabalhando atualmente em projeto de animação autoral e freelancer nas áreas de textura, render e composição para publicidade. Cresceu interessado por efeitos visuais e, no curso de Artes Visuais da UFPR, desenvolveu seu olhar para a imagem, dedicando-se à modelagem e a textura em 3D paralelamente.

Professor of 3D Modeling, partner and director of Fish Films, currently working on project of author and freelance animation in the areas of texture, render and composition for advertising. He grew interested in visual effects and, in the Visual Arts course at UFPR, developed his view at the image, dedicating himself to modeling and texture in 3D in parallel.

Victor Harmatiuk Diretor de arte da Fish Films. Trabalhou como ilustrador e artista conceitual em estúdios nacionais e internacionais, com projetos envolvendo jogos para PC, Mobile, Board Games, animações e peças publicitárias. Em 2016, suas artes fizeram parte do livro de arte Visions of a Thousand Eyes juntamente com artistas como James Paick e Efflan Mercieri. Há mais de um ano também vem se dedicando ao ensino de pintura digital na Escola Revolution, tendo alunos de todo o país e também do exterior.

Prouduction Desing at Fish Films. He has worked as an illustrator and conceptual artist in national and international studios, with projects involving games for PC, Mobile, Board Games, animations and publicity pieces. In 2016, his arts were part of the Visions of Thousand Eyes art book along with artists such as James Paick and Efflan Mercieri. For more than a year he has been dedicating himself to the teaching of digital painting in Revolution School, having students from all over the country and also from abroad.

Thais Peixe Formada em Artes Visuais na UFPR, produtora da Fish Films, artista 3D para animações e publicidade. 174

Graduated in Visual Arts by UFPR, producer of Fish Films, 3D artist for animations and publicity. assista, discuta, compartilhe, resista, viva

C


CURITIBALAB O Curitiba LAB é um espaço para desenvolvimento de projetos cinematográficos, com o objetivo de apontar suas forças e fraquezas, além orientar os produtores de modo a tornar seus projetos mais atraentes e viáveis. Este ano o Curitiba LAB será realizado em parceria com o SESI/PR e passa a chamar Núcleo de Dramaturgia Audiovisual – Curitiba LAB SESI/PR, que prevê três módulos de imersão nas modalidades Longa-metragem Ficção, Documentário Criativo e Série.

Curitiba_ Lab is a space for the development of film projects, selecting a total of 8 projects whose producers and/or directors will spend 5 days being monitored and guided by film professionals who will analyze the projects and indicate their strengths and weaknesses to guide producers to make their products more attractive and viable. At the end of five days of immersion, those involved will present their projects for a judging panel, competing for the award Best Curitiba_ Lab Project. The 8 selected projects for Curitiba_ LAB SESI/PR 2017 that are going to pass through an immersion with four consultants from June 5 to 9.

Os 8 projetos selecionados para o Núcleo de Dramaturgia Audiovisual – Curitiba LAB SESI/PR 2017 que irão passar por uma imersão com quatro consultores de 5 a 9 de junho.

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CURITIB 1989

Amém

Barões detrás do morro

Fotograma

Roteiro/Screenwriter: Juliana Sanson Produção/Producer: Fabulário Filmes Contato/Contact: sanson.juliana@gmail.com christianespode@gmail.com

Roteiro/Screenwriter: Mariana Tesch Morgon Produção/Producer: Lusco Fusco Filmes Ltda. – EPP Contato/Contact: teschmariana@gmail.com luara@luscofuscofilmes.com.br

Roteiro/Screenwriter: Marcela Bordin e Germano de Oliveira Produção/Producer: Avante Filmes, Besouro Filmes, Casa de Cinema Contato/Contact: germanocb@gmail.com jessluz@gmail.com

Roteiro/Screenwriter: Fernanda Pessoa Produção/Producer: Moro Filmes Contato/Contact: fepebarros@gmail.com diana@morocom.com.br

Aly Muritiba Aly Muritiba é autor dos curtas-metragens “A Fábrica” (OSCAR short list 2013), “Pátio” (Semana da Crítica do Festival de Cannes 2013) e “Tarântula” (Veneza 2015). Seu primeiro longa, “Para minha amada morta”, recebeu inúmeros prêmios, como o Global Filmmaking Award/Sundance Institut e Zentih de Prata/Festival de Montreal. Seu próximo longa, “Ferrugem”, está em pós-produção. Aly Muritiba dirigiu as séries “O Hipnotizador” (HBO) e “Nóis por Nóis” (EBC). Atualmente escreve “Carcereiros” (Globo).

Alu Muritiba is author of the short films “The Factory” (Oscar short list 2013), “Patio” (Semaine de la Critique Cannes 2013) and “Tarântula” (Venice, 2015). His first feature, “To my beloved”, had recieved several awards, like Global Filmmaking Award/Sundance Institut and Silver Zentih/Montreal Festival. His next film, “Ferrugem”, is in post-production. Aly Muritiba directed the TV Series “O Hipnotizador” (HBO) and “Nóis por Nóis” (EBC). Today he is writing “Carcereiros” (Globo).

Ana Johann Roteirista e cineasta, Ana Johann tem especialização em documentário pela Universidade de Barcelona e é Mestra em Comunicação e Linguagem pela Universidade Tuiuti do PR. Dirigiu e roteirizou quatro filmes. Um Filme para Dirceu (2012), seu primeiro longa-metragem, foi prêmio especial de júri no 45° Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. “A mesma parte de um Homem”, em captação, será seu primeiro longa de ficção. Recentemente recebeu o prêmio de desenvolvimento Brasil−Itália da Ancine.

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Ana Johnn is a screenwriter and filmmaker with expertise in documentar from the University of Barcelon and Master’s in Communication and Languages with a research focused on film scripwriting. She wrote and directed four films, including the feature-length documentar ‘Um filme para Dirceu’ (2012), which won the special jury prize at the Festival de Brasilia do cinema Brasileiro. “A mesma parte de um homem” will be her first feature fictional film. Recently it has won the development prize Brazil-Italy from Ancine.

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BALAB Inimigo

O homem cordial

Roteiro/Screenwriter: Bruno Carboni, Marcela Bordin Produção/Producer: Tokyo Filmes Contato/Contact: brunogcarboni@gmail.com davi.pretto@gmail.com

Roteiro/Screenwriter: Iberê Carvalho, Pablo Stoll Produção/Producer: Pavirada Filmes Contato/Contact: ibere.carvalho@gmail.com mairacfs@gmail.com

O vulto do pássaro Sereis uma só carne

Roteiro/Screenwriter: Douglas Soares e Humberto Carrão Produção/Producer: Glaz Entretenimento Contato/Contact: doug.p.soares@gmail.com malafaia.andy@gmail.com

Roteiro/Screenwriter: Andréa Kalaboa e Tiago Lipka Produção/Producer: GP7 Contato/Contact: andreia@gp7cinema.com tiagolipka@gmail.com guto@gp7cinema.com

Leonardo Levis Formou-se em cinema pela Universidade Federal Fluminense. Entre 2005 e 2010 atuou como crítico da Revista Contracampo e foi produtor e curador de mostras de cinema, entre as quais John Ford e Descobrindo o Cinema Filipino, ambas no CCBB. Nos últimos anos, escreveu os roteiros da comédia O Concurso e dos dramas O Filho Eterno e Canção da Volta, além das séries O Hipnotizador (HBO) e Quero Ter Um Milhão de Amigos (Warner Channel e Tv Brasil). Hoje, é líder do núcleo criativo da Mira Filmes.

He graduated in cinema from Universidade Federal Fluminense. Between 2005 and 2010 he acted as a critic of the magazine Contracampo and was a producer and curator of cinema shows, including John Ford and Discovering the Filipino Cinema, both at the CCBB. In recent years, he has written the scripts for The Comedy and The Eternal Son and the Song of the Lap comedy, in addition to the series “O Hipnotizador” (HBO) and “Quero Ter Um Milhão de Amigos” (Warner Channel and Tv Brasil). Today, he is a leader in the creative nucleus of Mira Filmes.

Tatiana Leite Pós-graduada em História da Arte pela Universidade Sorbonne, na França, em cinema pela Unesa, Brasil, Tatiana foi curadora do Festival do Rio durante nove anos e fez diversas mostras e festivais independentes. Em 2012, criou a produtora Bubbles Project e vem produzindo longas-metragens autorais, tais como “Aspirantes” de Ives Rosenfeld, “Pendular”, de Julia Murat, vencedor do prêmio FIPRESCI na mostra Panorama na Berlinale 2017 e “Benzinho” de Gustavo Pizzi.

#6olhardecinema

Postgraduate in Art History at the Sorbonne University in France, in cinema at Unesa, Brazil, Tatiana was curator of the Rio Festival for nine years and made several independent screenings and festivals. In 2012, she created Bubbles Project and has been producing feature films such as “Aspirantes” by Ives Rosenfeld, “Pendular” by Julia Murat, winner of the FIPRESCI prize at the Panorama show at the Berlinale 2017 and “Benzinho” by Gustavo Pizzi.

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Oficinas / Workshops

As oficinas do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba tem o intuito de expandir e aguçar os sentidos de seus participantes para as mais variadas facetas do cinema e proporcionar uma experiência a mais durante os dias do festival. The workshops of Olhar de Cinema – Curitiba Int’l Film Festival aim to expand and sharpen the senses of its participants to the most varied cinema facets and also to provide an extra experience during festival’s days.

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Programação e Distribuição – Incentivando a Circulação dos Filmes Brasileiros / Programming and Distribution – Encour-

agement to Circulation of Brazilian Films Numa época de domínio absoluto dos filmes “blockbusters” e séries de T V, como fazer para que os filmes brasileiros autorais ampliem sua visibilidade e atinjam um público maior? Como programadores e produtores podem lidar com este desafio? O primeiro passo é compreender como este mercado funciona e como vem se transformando. A oficina irá abordar as diversas possibilidades de circulação de filmes brasileiros, autorais e independentes, de curta, média e longa metragem, incentivando o pensamento crítico. Além de avaliar os mercados de distribuição e exibição, estabelecidos no país, irá também propor a reflexão sobre novas possibilidades e caminhos, especialmente pela internet. Ela pretende ser útil para aqueles que já trabalham ou querem trabalhar como curadores e programadores de cinemas, cineclubes e festivais, bem como para produtores e realizadores, no planejamento da distribuição dos seus filmes.

Daniel Queiroz / palestrante Nascido em Belo Horizonte, em 1974, realizou seus primeiros trabalhos de programação em cineclubes, na década de 1990. Em 2005 e 2006, foi programador do Cine Humberto Mauro. Entre 2007 e meados de 2010, trabalhou na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, onde ocupou o cargo de Diretor de Audiovisual, sendo responsável pela coordenação do programa de fomento, Filme em Minas. Foi Diretor de Programação do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, de 2009 a 2012 e programador do Cine 104, de 2012 a 2016. Já participou de inúmeros júris de cinema e comissões de seleção de festivais como Brasília (2016) e Cine Guarnicê (2017). Atualmente é Diretor de Programação do festival carioca, Semana dos Realizadores (onde participa como programador desde 2013) e atua em projetos de distribuição de filmes.

#6olhardecinema

In a time of absolute market domain by blockbusters films and tv series, how can Brazilian auteur cinema expand its visibilty and achieve a bigger audience? How can programmers ans producers deal with this challenge? The first step is to understand how the market works and how it has changed over time. The workshop will cover the many possibilities of circulation of Brazilian films, authorals and independent, short, medium and feature films, encouraging the critical thought. Besides evaluating the distribution and exibition markets, stablished in Brazil, it proposes the reflection about new possibilities and paths, specially trough the Internet. It intends to be usefull for those who already work or whant to work as a curators or programmersof cinemas, film clubs and festivals, as well as a producer and filmmakers, on planning the distribution of their own films. Daniel Queiroz / speaker Born in Belo Horizonte on 1974, fist started his work in programming for film clubs at the 1990’s decade. In 2005 and 2006, worked as a programmer for Cine Humberto Mauro. Between 2007 and 2010, worked for the Secretary of Culture of Minas Gerais State, as Audiovisual Director, been the responsable for the coordination of the foment program, Filme em Minas. Was te Programming Director of the Belo Horizonte International Short Film Festival, between 2009 and 2012, also a programmer for Cine 104, between 2012 and 2016. Has worked as well on many juries and selection comissions of festivals as Brasília (2016) and Cine Guarnicê (2017). Today he is Programming Director for the Semana dos Realizadores, in Rio de Janeiro (where he participates as programmer since 2013) and he also Works on projects of film distribution.

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Oficinas / Workshops Elaboração de projetos – concepção e estratégias

/ Project Development – conception and strategies

A oficina tem como objetivo orientar produtores e/ou diretores à estruturar seus projetos de longa-metragem para editais e chamadas públicas. A proposta é trabalhar tanto os aspectos criativos como estratégias de desenvolvimento e produção, analisando e debatendo os principais tópicos que fazem parte da concepção de um projeto.

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The workshop has the objetctive to guide producers and directors to structure their feature films projects for public and private calls.. The proposal is to work also the creative aspects as well the strategies for development and production, analasing and discussing the principal topics that composes a Project conception.

Luana Melgaço / palestrante

Luana Melgaço / speaker

Luana Melgaço, mineira de Belo Horizonte, é sócia da Anavilhana. Como produtora e produtora executiva, já realizou mais de 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, com destaque para O céu sobre os ombros (2009), Girimunho (2010), Sopro (2012) e A cidade onde envelheço (2016). Seus filmes foram exibidos e premiados nos mais importantes festivais de cinema no Brasil e no mundo, além de terem sido lançados comercialmente. Foi professora universitária durante 3 anos e frequentemente ministra oficinas sobre temas relacionados à produção

Luana Melgaço, from Belo Horizonte, is a partner of Anavilhana. As a producer and na executive producer, has already been part in more than 20 films, between shorts and feature, with emphasis for “The sky above” (2009), “Swirl” (2020), “Sopro” (2012) and “Where I grow old” (2016). Her films were shown and awarded on the most importante film festivals in Brazil and abroad, in addition to being commercially released. She was a university professor for 3 year and frequently was a speaker on workshops about themes related to film production.

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Oficinas / Workshops Para além do Teste Bechdel: a representação das mulheres no cinema / Beyond the Bechdel Test: the women’s representa-

tion on cinema

A partir de conceitos-chave da teoria fílmica feminista, que atravessa pensadoras desde Laura Mulvey, Teresa de Lauretis e Bell Hooks até teorias mais recentes sobre cinema queer, a oficina pretende dar um panorama de como a presença da mulher no cinema tem sido lida não apenas por uma cinefilia historicamente machista, mas pelo próprio pensamento feminista. Será feito um retrospecto de como a História da Arte moldou um específico olhar sobre o corpo da mulher e de como o cinema incorporou esse olhar. Além do conteúdo teórico, a oficina pretende apontar para uma cinematografia de diretoras mulheres que potencializam esse debate. Trata-se mais de indicar por que devemos olhar melhor para essa outra cinematografia, que quebra com o padrão da mulher-musa, a mulher-passiva, a mulher-coadjuvante, com exibição de trechos de filmes que tensionem e problematizem a ideia de feminismo no audiovisual. Entre as diretoras debatidas, estarão Chantal Akerman, Agnès Varda, Margarethe Von Trotta, Dee Rees, Anna Muylaert e Naomi Kawase. Haverá, portanto, uma introdução ao cenário atual, no Brasil e no mundo, sobre como as mulheres são representadas no cinema, demonstrações de como as diretoras em questão tentam subverter esse olhar. Carol Almeida / palestrante Carol Almeida escreve há mais de 15 anos sobre cinema, é integrante da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e do coletivo nacional Elviras, formado por mulheres que escrevem e pensam o cinema, bem como do coletivo Mape (Mulheres do Audiovisual Pernambuco). Atualmente, é aluna doutoranda do Programa de Pós-Graduação de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, com foco na pesquisa sobre a relação entre cinema e cidades.

#6olhardecinema

From key-conepts of feminist film theory, that aproches thinkers as Laura Mulvey, Teresa de Lauretis and Bell Hooks, to more recente theories about queer cinema, the workshop intents to give a panoram of how the presence os women on cinema has been read nos just for a historical sexist cinephilia, but also for feminist thought it self. It will be shown a retrospective of how Art History shaped a specific view on women body and how cinema braced this way of see. Besides the theoretical content, the workshop intents to prensent films directed by women who gave power for this discussion. It’s more about to show why we should look better to this other filmography, that breaks the patterns of a goddess-woman, a passive-women, supporting-woman, through the screening of inserts of films that stress and question the ideia of feminism in the audiovisual. Among the debated directors we will find Chantal Akerman, Agnès Varda, Margarethe Von Trotta, Dee Rees, Anna Muylaert and Naomi Kawase. There will be an introduction to today’s context, in Brazil and abroad, about how women are represented on cinema, demonstrations of how the women directors quoted before try subvert this way of view. Carol Almeida / speaker Carol Almeira has been writing about cinema for more than 15 years, she is part of Abraccine (Brazilian Association of Cinema Critics) and of the national colective group Elviras, composed by women who write and think about cinema, as well she is part of Mape (Audiovisual Women from Pernambuco State). Currently, she is a PhD student in the Post-Gratuate Programo of Comunication at Pernambuco Federal University, with emphasis on the research about the relation between cinema and cities.

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Apêndice / Appendix LEGENDAS / subtitles Todos os filmes falados em língua estrangeira possuem legendas em português. / All films in the sections of Competition, Other Views and New Views have English subtitles. Check the availabity of english subtitles for the other sections at the information desk.

INGRESSOS / tickets

CINEMAS / Theaters

R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia entrada)

Shopping Crystal (Espaço Itaú de Cinema) R. Comendador Araújo, 731 - Batel - Curitiba - PR

PARCEIROS / partners

Shopping Novo Batel (Cineplex Batel) Al. Dom Pedro II, 255 - Batel - Curitiba - PR

LOCAIS / venues

1

Slaviero Slim Centro Av. Luiz Xavier, 67 - Centro

5

Shopping Crystal (Espaço Itaú de Cinema) R. Comendador Araújo, 731 - Batel

2

Restaurante Emiliano R. Emiliano Perneta, 833 - Centro

6

Shopping Novo Batel (Cineplex Batel) Al. Dom Pedro II, 255 - Batel

3

Le Duc Buffet Al. Pres. Taunay, 70 - Batel

7

SESC Paço da Liberdade Praça Generoso Marques, 189 - Centro

4

Tuareg Al. Dom Pedro II, 255 - Batel (Subsolo do Shopping Novo Batel)

8

Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França Av. Marechal Floriano Peixoto, 458 - Centro

Conheça parceiros do evento em olhardecinema.com.br/parceiros

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#6olhardecinema

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Index por filme / Film Index 134

#NÓSMANTEREMOSFIRMES, de Diego Florentino

77

300 MILES, de Orwa Al Mokdad

68

66KINOS, de Philipp Hartmann

135

A CANÇÃO DO ASFALTO, de Pedro Giongo

107

A CASA DE LUCIA, de João Marcelo e Lucia Luz

136

A COR DO SILÊNCIO, de Karize Kresteniuk

89

A ILHA DO FAROL, de Jo Serfaty e Mariana Kaufman

143

A PISCINA DE CAÍQUE, de Raphael Gustavo da Silva

137

A RUA MUDA, de Eduardo Colgan

40 119 41

A SCARY TIME, de Shirley Clarke ACAIACA, de Leonardo Good God ANATAHAN, de Josef von Sternberg

108

ANG NAPAKAIGSING BUHAY NG ALIPATO, de Khavn De La Cruz

109

AUS EINEM JAHR DER NICHTEREIGNISSE, de Ann Carolin Renninger e René Frölke

90

BALANÇA BRASIL, de Carlos Segundo

25

BARONESA, de Juliana Antunes

120

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BETI BEZPERAKO KOPLAK, de Ageda Kopla Taldea

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57

BLACK MIRROR, de Anocha Suwichakornpong

42

BOUDU SAUVÉ DES EAUX, de Jean Renoir

144

CAMINHO DOS GIGANTES, de Alois Di Leo

110

CHANGJIANG, de Xu Xin

111

CHUN-CHEON, CHUN-CHEON, de Jang Woojin

69 121

CHUN-MONG, de Lu Zhang CILAOS, de Camilo Restrepo

91

CIUDAD MAYA, de Andrés Padilla Domene

70

COMO ME DA LA GANA, de Ignacio Agüero

71

COMO ME DA LA GANA II, de Ignacio Agüero

43

CONVERSAS NO MARANHÃO, de Andrea Tonacci

44

COURO DE GATO, de Joaquim Pedro de Andrade

145

CRYSTAL LAKE, de Jennifer Reeder

45

CURTAS NORMAN MCLAREN, de Norman McLaren

58

DAO KHANONG, de Anocha Suwichakornpong

30

DER GANG IN DIE NACHT, de F. W. Murnau

29

DER LETZTE MANN, de F. W. Murnau

146

DESMONTE, de Mari Cavalcanti

31

DIE FINANZEN DES GROSSHERZOGS, de F. W. Murnau

59

DOKFA NAI MEUMAN, de Apichatpong Weerasethakul

147

DVA TRAMVAYA, de Svetlana Andrianova

#6olhardecinema

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Index por filme / Film Index 122

EL CUENTO DE ANTONIA, de Jorge Cadena

72

EL LIMONERO REAL, de Gustavo Fontán

78

EL MAR LA MAR, de Joshua Bonnetta e J. P. Sniadecki

133

ENTRE NÓS, O ESTRANHO, de Guto Pasko

123

ESTADO ITINERANTE, de Ana Carolina Soares

92

EVENTS IN A CLOUD CHAMBER, de Ashim Ahluwalia

93

FAJR, de Lois Patiño

32

FAUST – EINE DEUTSCHE VOLKSSAGE, de F. W. Murnau

79

FERNANDO, de Igor Angelkorte, Julia Ariani e Paula Vilela

100

GARATUJAS, BADAMECOS E OUTROS MONSTROS, de João Castelo Branco e Elisabeth Moreschi

148

GAROTO VHS, de Carlos Daniel Reichel

46

GESCHICHTE DER NACHT, de Clemens Klopfenstein

60

GHOSTS, de Anocha Suwichakornpong

61

GRACELAND, de Anocha Suwichakornpong

112

HEMA HEMA: SING ME A SONG WHILE I WAIT, de Khyentse Norbu Rimpoche

33

HERR TARTÜFF, de F. W. Murnau

113

HOMEM LIVRE, de Alvaro Furloni

47

IKARIE XB 1, de Jindřich Polák

62

JAO NOK KRAJOK, de Anocha Suwichakornpong

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80

JASSAD GHARIB, de Raja Amari

81

KOCA DÜNYA, de Reha Erdem

149

L’HORIZON DE BENE, de Jumi Yoon e Eloic Gimenez

94

LA DISCO RESPLANDECE, de Chema García Ibarra

24

LA FAMÍLIA, de Gustavo Rondón Córdova

101

LA TIERRA AÚN SE MUEVE, de Pablo Chavarría Gutiérrez

63

LIKE. REAL. LOVE., de Anocha Suwichakornpong

48

LONGO CAMINHO DA MORTE, de Julio Calasso

64

LUNCH, de Anocha Suwichakornpong

82

MACHINES, de Rahul Jain

124

MANODOPERA, de Loukianos Moshonas

151

MÉDICO DE MONSTRO, de Gustavo Teixeira

150

MEDO TRAPAVKO, de Tomislav Gregl

114

MEU CORPO É POLÍTICO, de Alice Riff

73

MODO DE PRODUÇÃO, de Dea Ferraz

49

MONANGAMBEE, de Sarah Maldoror

125

NA MISSÃO, COM KADU, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito

83

NAVIOS DE TERRA, de Simone Cortezão

84

NEWTON, de Amit V Masurkar

74

NICHT VERSÖHNT ODER ES HILFT NUR GEWALT WO GEWALT HERRSCHT, de Jean-Marie Straub

65

NIGHTFALL, de Anocha Suwichakornpong e Tulapop Saenjaroen

#6olhardecinema

187


Index por filme / Film Index 126 34 127 95

ÑORES (SIN SEÑALAR), de Annalisa D Quagliata NOSFERATU, EINE SYMPHONIE DES GRAUENS, de F. W. Murnau NUNCA É NOITE NO MAPA, de Ernesto De Carvalho NYO VWETA NAFTA, de Ico Costa

138

O MUNDO ESTRATIFICA O CORPO SE DESLOCA, de Igor Urban

128

O PORTEIRO DO DIA, de Fábio Leal

102

OCCIDENTAl, de Neïl Beloufa

139

ÓRION, de Rodriane DL

50 115 96 103

OS INCONFIDENTES, de Joaquim Pedro de Andrade OVERNIGHT FLIES, de Georg Tiller PENÚMBRIA, de Eduardo Brito PEOPLE POWER BOMBSHELL: THE DIARY OF VIETNAM ROSE, de John Torres

35

PHANTOM, de F. W. Murnau

66

POHN TALY, de Anocha Suwichakornpong e Wichanon Somunjarn

152 51 129

PSICONAUTAS, LOS NIÑOS OLVIDADOS, de Alberto Vázquez e Pedro Rivero QING MEI ZHU MA, de Edward Yang REGRESSO DE SATURNO, de Bianca Muniz e Marcus Curvelo

85

REY, de Niles Atallah

75

RIFLE, de Davi Pretto

188

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153

RINGO, de Adrià Pagés

36

SCHLOSS VOGELÖD, de F. W. Murnau

97

SELVA, de Sofía Quirós Ubeda

130

SETEMBRO, de Leonor Noivo

140

SOBEJAR, de Helena Volani

86

SOLDADO, de Manuel Abramovich

37

SUNRISE: A SONG FOR TWO HUMANS, de F. W. Murnau

104 38

SVI SEVERNI GRADOVI, de Dane Komljen TABU: A STORY OF THE SOUTH SEAS, de F. W. Murnau

154

TAILOR, de Calí dos Anjos

131

THE CRYING CONCH, de Vincent Toi

116

THE SCOPE OF SEPARATION, de Yue Chen

105

TONSLER PARK, de Kevin Jerome Everson

117

UBEZHDENIYA, de Tatiana Christova

98

VACÍO/A, de Carmen Rojas Gamarra

87

VANGELO, de Pippo Delbono

52

VISIONÁRIOS, de Fernando Severo

141 53

VOCÊ AINDA NÃO ESTÁ MORTA, de Ana Johann VOYAGE DANS LE LUNE, de Georges Méliès

#6olhardecinema

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Créditos / Credits

Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba 2017 + 55 41 3095-0608 | info@olhardecinema.com.br

Fundadores / Founders Antônio Junior Aly Muritiba Marisa Merlo

Produção Executiva / Executive Production Antônio Junior Raiane Rodrigues Adriana Oliveira

Direção Geral / Director Antônio Junior Aly Muritiba

Direção de Produção / Executive Production Raiane Rodrigues

Direção de Programação / Director of Programming Antônio Junior Coordenação de Programação – Curtas Metragens / Coordinator of Programming – Short Films Marisa Merlo Programadores – Longas Metragens / Programming – Feature Films

Eduardo Valente Aaron Cutler

Programadores – Curtas Metragens / Programming – Short Films

Carol Almeida Carla Italiano

Assistente de Programação – Curtas Metragens / Programming Assistant – Short Films

Ewerton Belico

Olhar Retrospectivo e Foco / Retrospective and Focus Aaron Cutler Produção / Production Antônio Junior Raiane Rodrigues Ana Catarina Fernando de Macedo

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Produção do Mercado de Cinema de Curitiba / Curitiba Film Market Production

Aly Muritiba Antônio Junior Eugenia Castello

Coordenação Voluntários / Volunteer Coordinator Talita Braga Convidados e Infra-estrutura / Guests and Infrastructure Eugenia Castello Adam Fischler Paula Gomes Lígia Teixeira Filmes e Exibição / Films and Exhibitions Amanda Soprani Guilherme Delamuta Renan Turci Projecionistas / Projectionists Guilherme Delamuta Guilherme Estima Mir Renan Turci Lucas Kosinski Espaços / Venues Raiane Rodrigues Divulgação / P&A Vanessa Leal | Oxigene Cultural

assista, discuta, compartilhe, resista, viva


Rede Sociais / Social Network Ines Castello Arte / Art Sandra Hiromoto Design / Design Terroá dsgn + brdng | terroa.design

Catálogo e Guia de Programação / Catalogue and Program Guide

Isabele Orengo

Equipe de Apoio / Staff

Coordenação de Legendagem / Subtitle Coordination Lucas Kosinski

Ana Bubola Andrei Carvalho Anna Clara Oliveira Arthur Gimenes Barbara Valente Bruna Ximarelli Camila Sailer Edgar Krüger Fernanda Gimenez Graziela Braz Guilherme Dias Alves Isabel Suarez Jade Benamor Janaine Setenarsky Jaqueline Lira Jaqueline Melnick Jessica Mirely Laís Vaz Lara Maria

Intérprete / Interpreter Gustavo Pinheiro

Agradecimentos / Acklowledgements

Troféu / Trophy Hugo Mendes Tradução de textos / Text translation Paulo Scarpa Isabele Orengo Tradução dos filmes / Text translation Bruno Reddin Matheus Carmello Legendagem Eletrônica / Eletronic Subtitles Gil Marcel Luiz Toniato Gustavo Pinheiro Heitor Dilay Thiago Bührer

Webmaster / Webmaster José Neto Dias Vinheta e Cobertura / Trailer and Coverage destilaria Assessoria de Imprensa / Press Office Genco Assessoria e Comunicação Karina Almeida Cecília Barroso

#6olhardecinema

Ana Luiza Reghelin Anna Paula Zetola Beto Lanza Daniel Grizza Dave Kehr Desiree Portela Diogo Busse Fabrício Marques de Souza Flavia Milbratz Goura João Luiz Fiani

Lastra Jr Leandro Kindermann Letícia Futata Luana Camargo Lucas Carrera Lucas Fujiyama Marco Ramos Marina Baliú Marina Fontes Natacha Oleinik Paula Navarro Raina Costa Rayane Garrett Thay Yumi Valsui Júnior Victoria Tuler Vino Carvalho Vitor Hugo Von Holleben

Liciane Mamede Mariana Shellard Milena Fransolino Milton Bittencourt Nelson Settani Rafael Bertelli Renata Mele Renata Riski Rinaldi Polese Petrolli Thiago Busse Walderes Bello

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ÀS VEZES, PRA SEGUIR EM FRENTE, É PRECISO BUSCAR NOVOS CAMINHOS. —

Quando uma dificuldade aparece, é preciso saber mudar, mas sem perder o foco no que realmente importa. Com o tempo, a gente redescobre a nossa força e acredita ainda mais na própria capacidade de seguir em frente. Confiança a gente conquista passo a passo. Tem uma Petrobras que você precisa conhecer. petrobras.com.br/daquiprafrente


O Menino e o Mundo.

Cinema


Ouvidoria: 0800 702 6307

desenvolvimento O BNDES investe no que desenvolve o Brasil.

Quando o BNDES financia a construção de salas de cinema por todo o país, apoia a produção de filmes e animações e patrocina festivais de cinema, não está investindo apenas em entretenimento. Está incentivando a criação de empregos e oportunidades. É por isso que o BNDES investe no setor audiovisual brasileiro. Porque cultura também é desenvolvimento. BNDES. Patrocinador do VI Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.


call for

entries 32nd edition 25 nov.- 3 dec. 2017

international Competition for 1st, 2nd and 3rd films

Submissions online from May 10th to August 31st 2017

[Films en cours] post-production support

Deadline : Advanced roughcut by mid-october 2017

entrevues belfort - 32nd edition 25 nov. - 3 dec. 2017


眀攀戀攀搀椀愀⸀挀漀洀⸀戀爀


1000 screenings per year 85’000 films 1’000’000 posters 3’000’000 photographs

Image : Marie Dubois in Les Arpenteurs, Michel Soutter (1972), collection Cinémathèque suisse (all rights reserved)

www.cinematheque.ch


. . . .. . . . . . ..............................TURIN

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CURITIBA

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.............................. WARSAW .................................................... BUSAN

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........................... SAN SEBASTIÁN

.................................. NEW YORK

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LO CA R N O

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............................... VENICE

.............................. MOSCOW

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.............................. SHANGHAI

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OPENING THE DOORS TO GERMAN CINEMA


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LANร‡AMENTO 2018

EM AGOSTO NOS CINEMAS


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Catálogo Olhar de Cinema 2017  

Catálogo do Olhar de Cinema - Curitiba IFF 2017

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