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Folha de São Miguel Ano I • Edição 0022 • Preço R$ 1,50

Terça-feira, 9 de outubro de 2012

Zé Kodawara eleito com 39,71% dos votos

Ele venceu as eleições para prefeito da cidade com 7.289 votos, uma diferença de 200 votos do seu adversário. Primeiro prefeito descendente de japonês que irá governar São Miguel Arcanjo a partir de janeiro de 2013. Pág. 7 Augusto Camargo

Augusto Camargo

Prefeito eleito Zé Kodawara (PTB) e o seu vice, Prof.º Branco durante comemoração da vitória.

19 dias: Alguns moradores ainda estão sem telefone e internet

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Abstenção de votos na região de Itapetininga supera a média do país

Pág. 3 Divulgação

Editorial: A imprensa interiorana sempre fez papel de bode expiatório

Eleições 2012: Confira a lista completa dos candidatos em números e porcentagem Pág. 7

Eleições 2012: Confira os candidatos eleitos a prefeito da região

Produtores de uva da região antecipam a poda das parreiras Pág. 6

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“In vino, véritas”: Nova coluna do Rayovac

Social: Confira algumas fotos do desfile Pupa

Dia das Crianças: Desenhos para colorir e um passatempo

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Ausência de eleitores nas urnas de São Miguel foi de 19,36%


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Folha de São Miguel Diretor e Editor responsável: José Augusto Camargo Neto MTB: 69.936 Diagramação: Artedesign Impressão: NG Editora Jornalistica Ltda Tiragem: 3.000 exemplares Periodicidade: Quinzenal

São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

Folha Regional de São Miguel Ltda - ME. CNPJ: 14.738.995/0001-05 Telefones: (15) 9733.1407 das 9h às 18h Contato pelo e-mail: ojornal.sma@gmail.com Facebook: Jornal Folha de São Miguel

A redação não se responsabiliza pelos artigos assinados; não devolve os originais, mesmo quando não são publicados e faculta o direito de resposta.

editorial A imprensa interiorana sempre fez papel de bode expiatório nas cidades pequenas, isso sem levar em conta quando ela não é o próprio bode arrastado ao matadouro das idéias, se debatendo contra o cabresto avassalador o qual emperra na democracia, o direito à liberdade de expressão, atrasando o município subjugado na mesmice da involução e dos chorrilhos de promessas jamais cumpridas. A IMPARCIALIDADE e a VERDADE têm um preço muito alto em determinados lugares. Por essa razão ainda estamos atrelados à triste condição de terceiro mundo, escravos do subdesenvolvimento, onde as pessoas ao invés de questionar, intimidam ou ameaçam porque não tem argumentos para dialogar francamente. Assim aconteceu com este jornal na última edição, quando foi exposta a pontuação dos candidatos conforme pesquisa realizada por órgãos de confiança, entre os quais o INFOCORREIO, com aval do próprio Tribunal Superior Eleitoral. Foi um alvoroço dos diabos. A impressão que dava era de que estávamos voltando ao tempo do faroeste, ou quem sabe, até fosse influência dessa novela Gabriela, ressuscitando na terra das uvas finas resquícios do coronelismo. Ou seria um retorno ao colonialismo feudal? Apesar dos gritos e apupos, a verdade das urnas mostrou que estatística é uma coisa séria, muitas vezes totalmente desconhecida de cabos eleitorais afoitos. Não há como contradizer a verdade dos números apontados na edição da Folha de São Miguel de 29 de se-

tembro à não ser com outros números, ou com a revelação da urna no dia sete de outubro, quando o candidato vencedor somou 39 %, ou seja, mais 4 pontos do que foi previsto pela Folha de São Miguel que falava em 4,8% na margem de erro para mais ou para menos, mostrando que a pesquisa serviu inclusive para acordar os que estavam ainda indecisos. Nunca houve intenção do jornal em omitir nomes ou aplaudir o desmerecido. O compromisso da impressa honesta é com os fatos. O problema é que ainda vivemos num tempo onde as pessoas não perceberam que o mundo mudou. Parece que o tempo das ameaças ainda parou por esta cidade neste último pleito. É hora de aclarar as ideias e buscar novos horizontes de esclarecimentos. Se continuarmos bufando sem sair do lugar por certo passaremos mais alguns anos amargando o resultado da nossa insanidade. Como dizia aquele poema do Drumond: “E agora José?/a festa acabou/A luz apagou/a noite esfriou... Esse José é metafórico. Não vão querer criar uma personalidade para ele, achando inclusive que o texto fala do prefeito eleito, homônimo do personagem. Antes do prefeito nascer este José já existia. Esta mensagem é diretamente para você que é sem nome “que zomba dos outros”. Aos que mandaram colocar a roupa na mala e sumir de São Miguel Arcanjo, como se fossem donos da cidade, ou donos da verdade. Você que induz o eleitor com mentiras, gritos, buzinas e números de carros. Você que se predispõem a acreditar em

corpo seco no cemitério e até em cegonha, mas duvida da consistência matemática de uma pesquisa séria, coisa que a gente já aprendia no tempo em que o ensino era bom. Quem nunca ouviu falar do conjunto universo, o qual vinha representado nos livros de aritmética por um círculo e um “U” no centro. A equipe deste jornal se sente com a alma lavada e enxaguada por ter cumprido o seu papel de bem informar, mesmo sob ameaça e verborragia dos santomés de plantão, cujo resultado é ver para crer. Já é tempo desse pessoal pensar diferente: crer para ver, o que faz uma diferença enorme no frigir dos ovos. O resultado está aí. Quando a pesquisa do jornal caiu nas mãos daqueles que não pontuaram, a estratégia era ir à luta para conquistar os indecisos e não cair de pau na imprensa, como se esta fosse a principal culpada. É a mesma coisa que culpar o termômetro pela febre. O papel do jornalista é divulgar o fato e não dourar a pílula de ninguém. Na certeza de ter cumprido o papel de informar, esperamos para os próximos pleitos situação totalmente diferente, numa eleição composta de elementos esclarecidos, capazes de discernir entre a informação, formação de opinião e calúnia. Desejamos ao prefeito eleito muito sucesso e que ele possa, com ajuda daqueles que o elegeu, escrever uma nova história para esta terra a qual ainda espera por dias melhores, os quais sempre são prometidos à cada quatriênio, mas dificilmente chegam a ser realidade.

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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

Flash

problemas

Alguns moradores ainda estão sem telefone e internet Alguns moradores da cidade estão há mais de 15 dias sem os serviços de telefonia fixa e internet banda larga. Segundo eles, o problema teve início em 20 de setembro. A falta da comunicação eletrônica tem trazido transtornos e prejuízos. O empresário Irineu do Nascimento Cruz proprietário do supermercado MH, afirma que tem sofrido prejuízos, já que está impossibilitado de concluir vendas por meio de cartões bancários ou da loja devido à interrupção da linha telefônica e da internet. Os boletos de pagamento das mercadorias, que chegam por e-mail também estão atrasados. “A gente faz o carregamento dos cartões dos clientes através da Internet. O descarregamento para termos o nosso reembolso também é através da Internet. Sem os serviços, está tudo parado. A gente não consegue receber, e nem carrega os cartões dos clientes para efetuar as vendas”, afirma. Donos de lan houses também reclamam da situação. De

Divulgação / Facebook

O maior prejuízo é a impossibilidade da venda com cartão

acordo com a atendente de uma unidade, o local chegou a ficar dois dias sem internet. Para não ter mais prejuízos, o proprietário implantou o serviço via rádio. No entanto, os clientes reclamam porque o sistema está mais lento. “Tem site que abre desconfigurado, além de outros que nem carregam. Não tem a mesma qualidade”, comenta. Outro lado De acordo com a Telefônica|Vivo, empresa responsável pelo serviço, uma equipe técnica está trabalhando para restabelecer os

serviços de telefonia e banda larga, fixas de parte dos clientes da cidade. Ainda de acordo com a prestadora do serviço, os clientes prejudicados vão receber em conta futura, desconto correspondente ao período com problemas. Ainda segundo a empresa, houve uma pane na central telefônica que atende a cidade no dia 20. A normalização vem ocorrendo de forma gradual, enquanto equipes especializadas trabalham de forma ininterrupta nas emendas dos fios telefônicos. É um trabalho manual, ligação fio por fio. (Fonte: TV TEM)

As ruas localizadas nas proximidades de locais de votação e área central de São Miguel Arcanjo amanheceram sujas, cobertas por ‘santinhos’ com imagens de candidatos dos mais diversos partidos políticos. O ‘trabalho’ de sujar as ruas aconteceu na noite de sábado (6) e madrugada de domingo (7), aproveitando-se da ausência de fiscalização no horário. Como muitas pessoas vão às urnas sem candidato definido para vereador, os cabos eleitorais usam desta prática para tentar incentivar o voto dos eleitores, já que a prática de boca de urna é proibida. Na foto o conhecido Miltão do bairro Abaitinga faz a limpeza em frente a escola Sadamita Ivassaki, conforme promessa feita aos moradores do bairro que se o seu candidato vencesse as eleições ele limparia toda sujeira eleitoral. Parabéns pela iniciativa.

eleições 2012

Abstenção de votos na região de Itapetininga supera a média do país As Eleições 2012 tiveram uma ausência de 22.736.804 eleitores no Brasil inteiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma média de 16,41% de pessoas que deixaram de votar neste 7 de outubro. O TSE registra 138.544.348 de eleitores no país. No Estado de São paulo, a abstenção chegou a 5.427.860, 17,37% do total de 31.253.317 eleitores. Em algumas cidades da região de Itapetininga, o índice de moradores que não compareceram às urnas superou as médias nacional e estadual. Em São Miguel Arcanjo o índice dos que deixaram de votar chegou a 19,36%, o que equivale a 4.714 votos. Em Tatuí, a ausência

Divulgação

Ausência de eleitores em São Miguel foi de 19,36%

chegou a 17,93%, registrando 14.231 eleitores que não votaram. Isso representa mais da metade dos votos que recebeu o candidato eleito a prefeito da cidade. Manu, do PMDB, teve pouco mais de 25,7 mil votos. A cidade conta com um eleitora-

do de 79.379. Na cidade de Itapetininga, o índice dos que não votaram chegou a 18,22%, com 18.570 votos não recebidos. Isso equivale a aproximadamente metade dos votos recebidos pelo Di Fiori, do PSDB, candidato eleito prefeito, com

36,9 mil votos. Itapetininga tem registrado 101.901 eleitores. Já em Avaré, com um eleitorado de 61.746, 19,67% não compareceram às urnas, representando 12.146 votos a menos nas Eleições. Isso é quase os 14.395 votos recebidos pelos 13 candidatos a vereador escolhidos para governar a cidade no próximo mandato. Os cidadãos que não votaram em Itapeva foram 13.163, um índice de 19,79% de abstenção. O município tem 66.522 eletiores registrados no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e o prefeito eleito na cidade, o candidato Roberto Comeron, do PMDB, recebeu 20.628 votos.

• Que acreditar em tudo ou duvidar de tudo são duas coisas cômodas: ambas dispensam o trabalho de pensar. • Que a dúvida é a autora das insônias mais terríveis. • Que o mundo é a idéia que cada um tem dele e assim a vida tem que ser vivida através das memórias, pois só no passado é que se encontra a essência da personalidade. • Que o indivíduo é comandado por um sistema de forças naturais instintivas que, por sua vez, auto-contidas e limitadas para melhor atender as convivências do meio exterior e assim formando a personalidade. Ela não forma no vácuo, mas sim em estreita relação com as pessoas que rodeiam.

‘• Que o verdadeiro conhecimento é conseqüência direta e necessita de princípios evidentes. O conhecimento é a faculdade que o homem possui de descobrir racionalmente os meios normais sem ajuda de revelação divina. • Que o conhecimento é de valor fundamental para o homem porque fica na raiz de todos os seus outros valores. Precisamos saber os fatos; precisamos saber algo sobre o mundo antes de podermos determinar que alguma coisa tem valor no mundo. Deste modo, conhecimento é indispensável à nossa própria sobrevivência. E é apenas através de nossa razão, através do poder de nosso pensamento conceitual, que somos capazes de aplicar nosso conhecimento.

Tempo&Temperatura

Climatempo.com.br


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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

leitor

Pronto Atendimento SMA: depois da dor, o desabafo Passados três meses após a morte por ‘causa indeterminada’ de meu pai, recuperando-me após do luto é que agora encontro força para criticar, mudar, refletir e agir. Criticar a saúde já virou lugar-comum, afinal é o que mais se vê sendo feito pelas pessoas. Eu seria apenas mais um dentro de uma lista que se estende por muitos municípios de nosso país. Mudar o que me motivou a escrever isso é completamente improvável. O malfeito já foi feito. Refletir sobre a morte e sobre o erro é o que está mais ao meu alcance, no momento. Quanto à morte, penso em Deus. Penso que Ele nos quer vivos. Nosso corpo morre porque nosso organismo se deprecia ao longo dos anos. Então se o Deus da Vida quer a vida, não se alegra quando nossa morte é antecipada por razões alheias à natural. Pensar o contrário disso é ignorar o livre arbítrio e a justiça divina, e ao mesmo tempo inocentar a todo aquele de cuja ação criminosa voluntária ou não, acabou resultando na morte de outra pessoa. Quanto ao erro, penso nos “Três Erros”: o meu erro; o erro dos médicos e o erro do poder público. O meu erro foi ter confiado nos médicos nos quais meu pai não confiava (e ele tinha razão). O erro do médico foi a escolha profissional que executa de forma irresponsável ou mercenária, desumana e relapsa contrariando os votos que um dia, sem entender, fizeram. O erro do poder público que parece não ter muita vontade ou competência, ou as duas coisas, de melhorar a saúde pública. Passa a ser questionável a real intenção de se buscar o bem comum, uma vez que é exatamente a existência de um caos social conveniente para muita gente que se promove com isso com a única forma de fazê-lo que é assistir de forma unicamente assistencialista e viciosa as pessoas que não usufruem de um bom serviço público. E ainda falando em erro, quero estar errado e passar a acreditar que aos olhos dos médicos nós somos pacientes e não clientes. Quero acreditar que aos olhos dos políticos, tanto do poder executivo quanto do legislativo, nós somos cidadãos, e não, potenciais eleitores. Quero estar errado em acreditar que a saúde (ou a ausência dela) virou um problema ou um bom negócio promissor para todo mundo. O que ainda acredito é que o Deus da Vida acolhe a todos e mesmo Ele respeita a ordem na-

tural das coisas. Ele não antecipa o “chamado” de ninguém através de uma “morte agendada”. O conformismo religioso aqui serve para a certeza do paradeiro da alma, e não para livrar da responsabilidade de morte àqueles que têm em suas mãos a vida alheia. Meu pai, pedreiro, que um dia veio a São Miguel Arcanjo para construir o Centro de Saúde de nossa cidade, hoje, padeceu quando precisou da mesma Saúde. A ironia da ironia, meu pai fundou o Centro de Saúde, e a Saúde ‘afundou’ meu pai, dispondo-lhe médicos, no mínimo irresponsáveis, por não terem esclarecido à família a gravidade da doença que até agora não sabemos, bem como esclarecimento sobre à iminência de morte, caso houvesse, e o devido encaminhamento a uma unidade de saúde melhor estruturada para atendê-lo. Vale lembrar que ainda há, embora sejam poucos, ótimos médicos, e estes são disputados pelos ‘mortais’ do lado de fora do consultório. São médicos heróis que mesmo com todas as limitações infraestruturais ainda mantém misturado com um sorriso cativante, uma verdadeira e atenciosa preocupação com a saúde das pessoas que estão a frente deles. As pessoas sabem quem são esses médicos, neles confiam, e só se deixar atender por outro quando a urgência ou a carência não lhes deixam escolha. Ficamos a mercê de profissionais que fazem diagnósticos duvidosos traduzido em uma letra intraduzível que utilizam meramente por preciosismo. Doenças têm, há cura para quase tudo. Não se morre por ‘causa indeterminada’ como constou no obituário de meu pai. A morte não ocorre sem que um prévio diagnóstico aponte para isso. Nas quatro vezes em que esteve no P.A. e recebeu alta, os médicos deveriam ter feito um diagnóstico que apontasse iminência de morte a fim de a família tomar as devidas providências. Minha reflexão é que dentro da ordem universal que rege a existência parece ser verdadeira a premissa da coexistência

do joio e do trigo. O que é bom e o que é ruim sempre estarão juntos em todas as coisas. Há maus e bons profissionais em todos os setores cuja ação, boa ou ruim, pode ser potencializada por estruturas de apoio que também podem ser boas ou ruins. Separado com o trigo, agradeço aos poucos médicos bons que temos e que não se perderam dentro da profissão. Separado com o trigo, eu coloco toda a competente equipe técnica de enfermagem do PA que dentro dos limites tratam a todos com muita urbanidade e seriedade. A equipe faz tudo o que pode e sabe no bom cumprimento de sua função. A única coisa que não sabe é que se estudasse mais um pouco, muito médico por aí perderia o emprego. Minha crítica é um grito engasgado que sei, não trará meu pai de volta. Mas com certeza levará a reflexão e a mudança que espero: que haja mais médicos contratados e com competência; e que as pessoas possam ser tratadas com dignidade, seriedade e responsabilidade pelos médicos sem precisarmos, para isso, da ajuda de vereadores intercessores ‘fazedores’ de favor. Eu sou Gerson de Oliveira, cidadão são-miguelense, pagador de impostos, se assim fizer diferença; cidadão antes de eleitor; paciente, antes de cliente. O que escrevi aqui reflete minha indignação com a forma que a Saúde Pública é concebida. Não há intencionalidade partidária e nem permito que o façam. Razão porque deixei para publicar isso somente hoje e não antes. Pelo que escrevi aqui eximo este jornal de qualquer responsabilidade assumindo total responsabilidade sobre qualquer represália que possa vir após isso, o que não me surpreenderia em se tratando de ainda vivemos uma realidade política de mentalidade coronelista. Gerson de Oliveira, filho de Sebastião Paulino de Oliveira morto por ‘causa desconhecida’ no dia 19 de junho de 2012

Rápidas

Orlando Pinheiro

orlando-leme@ig.com.br

...Quem me conhece ou convive comigo sabe. Sou uma pessoa de hábitos simples, não chegado ao luxo e superficialidades. Sou daqueles que prefere mais abraçar as pessoas e falar olhando nos olhos. Abstêmio juramentado por convicção, desde uma vez quando nos reunimos numa peixada inesquecível na casa do Rayo no carnaval de 1977 onde eu tomei uma carraspana braba de uísque “Balantines”. Foi uma carraspana cara em alto estilo, mas nem por isso deixou de ser deprimente. Fui sim aficionado ao cigarro, no tempo em que o tabaco não era perseguido, preterido como coisa suja e nojenta. Essa anti propaganda é uma tentativa da parte interessada em liberar a maconha. Quem é do meu tempo, entretanto, lembra quando fumar era um glamour. Nessas reminiscências me vem na memória a figura da Maryland do Caxias, com sua piteira longa e uma cigarreira dourada nas mãos, naqueles bailes de gala de antigamente. ...Qualquer hora ainda vou fazer nesta coluna um exercício das marcas de cigarro que conheci e das quais eu fumei. Deve dar para mais de duzentas. Mas hoje vou me ater à parte da bebida, lembrando que meu pai foi fabricante de fumo de rolo e dono de botequim. Duas coisas que o caipira mais caipora gosta: fumo e cachaça. Mas não sei se por conta de uma lembrança quase apagada, numa das vezes que eu fui ao supermercado dei de cara com uma garrafa de vinho canônico. Esse vinho para quem não sabe, é o famoso vinho de missa. Muito bom e gostoso. E como dizem os “etilizados” elitizados, o vinho é alimento. Foi assim que eu comecei a conhecer os diversos buquês, incentivado por duas pessoas de minha predileção, o professor Duarte, de Votorantim, que me presenteava com safras antigas de bordôs europeus e meu genro, conhecedor de carta de vinho por conta de seu trabalho nos cerimoniais da Marinha. Eu já estava pronto para ficar um “vinhuço”, que tem muito mais gabarito do que pinguço. ...Com o tempo fui definindo sabores. Sem medo de errar, observando os vinhos artesanais de São Miguel Arcanjo buscando conquistar mercado, ao degustar uma pequena dose, sou capaz de dizer se aquela safra sofreu a influência do vento sul batendo nas folhas dos parreirais que ficaram voltadas para o sol. Basta colocar um pouco numa taça de degustação, cheirar com os olhos fechados e balançar o copo para perceber a textura do liquido pelo movimento do cálice, bochechar entre a língua e a boca, num ritual sem fim para confirmar se a safra é boa. Para que o nosso vinho artesanal seja bom, o “terroir” onde foi cultivada a videira tem que ser de bom PH. O clima de São Miguel é muito frio, mas não tanto quanto lá nas serras gauchas onde o minuano campeiro gela a terra à ponto de uma “pinot noir”, a uva princesinha de Borgonha se aclimatar como se fosse na Europa, se multiplicando até a Argentina região de frio mais intenso, o qual favorece a produção de melhores vinhos. ...Depois desse trelelê todo como se fosse um grande enófilo, me lembro dos rótulos das safras especiais consumidas da adega do Rayo, como os chilenos de sabores e buquês inconfundíveis.Nessa história toda, a gente observa que vinho fino, como diz meu amigo Ronie Von é glamour engarrafado. Nossa cidade já teve uma distribuidora do vinho “Primavera” que vendia centenas de garrafões no natal. “My madre por recuerdo de su padre, todo los años” comprava um garrafão. Espanhol mala raça não nega el malo sangre. Vinho era peça importante num batizado. Se não houvesse vinho no almoço, o batizando poderia se considerar pagão novamente. Interessante era ouvir os discursos depois dos tintos, rosados e licorosos. ...Por questão ancestral, todos os que se embriagam de vinho invocam as frases latinas adormecida nos genes, desde a Roma antiga. Levantam a taça, brindam e dizem solenemente: “In vino veritas” ou seja, a verdade está no vinho, porque o sujeito fica com a boca mole, destramela a fala e expõe “verdades” que não deve. Meu amigo Miguel França, nosso grande jurista, certa feita estava comigo na casa do Rayo degustando uma safra rara de legitimo Vinho D’ouro e este repetiu solenemente, tal qual um tribuno romano erguendo sua taça: “O vinho é a bebida dos deuses”. Se fosse o Bucelas, um dos vinhos portugueses mais caros do mundo a gente até rezava. Por falar em rezar, a teologia tem uma explicação muito profunda para essa frase lapidar sobre o néctar dos deuses. Para ela, o vinho é dos deuses porque tem dois lados: um santo e outro profano. A escolha é sua. Buscar no profano as musas inspiradoras, mas reclusas no éter ou pelo santo da transubstanciação, pelo sacrossanto da consubstanciação, ou cai na farra com as exuberantes bacantes mais preferidas de Baco, senhor das orgias de todos os tempos em todos os sambódromos. Estamos vivendo um tempo em que é normal misturar as duas tendências. ...O vinho é tão primitivo quanto o homem e todo mundo gosta, embora seja mais apreciada pelo povão a cervejinha, a pinguinha, o uisquinho, o conhaquinho. Não tem como um sommelier dizer vinhozinho diante de um corte bom de merlô com cabernet sauvignon. O conhaque, um dos filhos devasso da uva e irmão da graspa é apreciado pelos poetas solitários e melancólicos. É a bebida companheira da noite quando a lua vai embora. A pinga já é mais rueira, feito a mulher excessivamente pintada, parada na esquina. Para beber pinga qualquer hora é hora. Ela mais democrática que qualquer político, porque tem político que não vale um trago... Não há teoria para tomar cachaça. E dinheiro prá pinga não falta. ...Nossa terra já produziu vinho popular em escala industrial. Era o “Vinho São Miguel Arcanjo” fabricado pela Cereser. Produzido em 1971, no mesmo ano foi retirado do mercado por causa de uma desfeita de um político ao menosprezar o produto que abastecia a Primeira Festa do Vinho, junto aos empresários João e Xisto Cereser fabricantes e proprietário da marca. Depois disso, até as maçãs para a fabricação de sidra, a Dom Bosco arrancou pé por pé de sua fazenda. Agora, este aprendiz de sommelier santacrucense só ficou mesmo na primeira degustação e não foi mais para frente por duas razões. Primeiro por conta do preço de uma garrafa, porque vinho bom nunca vem em litro e depois, por causa da diabete que me levou tudo o que era palatável da vida. Mas prá não ficar sem chumbo, atacamos de Fanta uva light que é quase a mesma coisa... Só um pouquinho diferente. ...Até a semana.


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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

O Coruja

“São gente de amor e prestativos para tudo, e certifico as Vossas Altezas que em todo o mundo creio que não há melhor gente nem melhor terra; eles amam a seus próximos como a si mesmos, e tem a fala mais doce do mundo, e mansa, e sempre com sorriso. Eles andam desnudos, homens e mulheres, como suas mães os pariram, mas crêem Vossas Altezas que entre si têm costumes muito bons, e um rei muito maravilhoso. Em todas estas ilhas me parece que todos os homens são felizes com uma mulher. Nem se pode entender se têm bens próprios, pois me pareceu ver que aquilo que um tinha, todos faziam parte, em especial as comidas. Nestas ilhas não há homens monstruosos como muitos pensavam, mas sim, muita gente de muita beleza. Posso afirmar a Sua Alteza que lhe darão todo o ouro que quiser; especiarias e algodão o quanto carregar, e o Senhor a vende como quiser, e levará o quanto mandar carregar, e fará de escra-

vos o quanto quiser, e outras mil coisas, o quanto puder levar.” Estas são palavras de Cristóvão Colombo em carta enviada à Realeza Espanhola quando chegou às terras denominadas hoje de Américas. E realmente, tudo o que puderam carregar, os europeus carregaram, e fizeram de escravos o tanto o quanto conseguiram. E aí se inicia o que chamamos hoje de modernidade. O mundo moderno tem muito a aprender. Nossos índios, nossos povos, estimados em mais de 90 milhões de pessoas quando chegaram os espanhóis e portugueses por aqui, assim como os milhões de negros trazidos das Áfricas para a colheita da riqueza europeia, têm muito a ensinar. E ensinam. Ainda hoje, em uma tribo indígena sobrevivente no Morro dos Cavalos em Santa Catarina, que conseguiu carregar sua própria forma de entender e caminhar pelo mundo, o líder da aldeia é preparado durante anos para assumir o seu papel. Durante

Os dois prédios da foto são objetos de desejos do pessoal ligado à cultura, os quais buscam por espaço onde possam montar o Instituto Histórico, Casa da Cultura ou até mesmo um museu para reunir o acervo existente para futuras pesquisas. Não há nada à disposição para se consultar dentro de um referencial que sirva como parâmetro para demonstrar a formação do núcleo habitacional desde os primór-

Duda Correa

sua preparação, é tradição que ele receba o nome de um animal, do qual ele utilizará de suas características para liderar seu povo. Nesse processo, o atual Xamã da aldeia, líder, recebeu o nome de Coruja. É porque diante do sofrimento e escuridão em que vivem, ele, assim como a Coruja, deve conseguir enxergar no escuro e caminhar ao lado de seu povo em busca da luz, da paz e da vida. Um abraço, Tiago Mi. Tiago Mi é Mestre em Ciências – Sociologia Política e Ética - pela Universidade de São Paulo - USP. Possui treze anos de experiência com crianças e adolescentes que vivem sob a violação de direitos. É sócio-fundador e Vice-Presidente da ONG Ação Cultural Terra Pura em Florianópolis – SC, Presidente do ASASS, idealizador e coordenador do Projeto Faz Parte Desse Nosso Carnaval e sócio-fundador do Movimento Capital Juvenil em São Miguel Arcanjo – SP.

dios até os dias de hoje. Ambas as construções estão se deteriorando e com ação do tempo, desfazendo inclusive a importância que estação de tratamento de água já teve no passado junto ao poço artesiano. O matadouro, construído na década de trinta segue o mesmo destino se o novo prefeito não tiver a sensibilidade de ouvir os reclamos do grupo que tenta por si só preservar a história do município.

O Matadouro Municipal- Esteve em atividade até a década de 70, quando o abate sem fiscalização do Serviço de Inspeção Federal foi proibido. Desde então o imóvel vem servindo de abrigo até de morcego. Espera-se que a nova administração atenda aos reclamos e utilize o prédio para alguma coisa útil.

“Texto e pesquisa de Orlando Pinheiro”

Estação de tratamento de Água – Construída na década de 60 junto ao poço artesiano que abastecia a cidade. Quando a perfuração de novos poços tornou-se inviável, a captação passou a ser feita nos rios e o imóvel ficou no esquecimento.


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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

“In vino, véritas”

agronegócios

Produtores de uva da região antecipam a poda das parreiras

rayovac@smanet.com.br

ELEIÇÕES MUN ICIPAIS

Divulgação

A poda exige habilidade e muitos cuidados por parte dos produtores, é de extrema importância para produção e renovação da planta

Em uma propriedade de cinco hectares em São Miguel Arcanjo são cultivados 45 mil pés de uva niagara. Metade é para produção de vinho, suco e geleias e a outra, para uva de mesa. O sistema de poda é manual e realizado de quadra em quadra. Na safra deste ano, Paulo Bonjour conseguiu produzir 120 toneladas da fruta. Para a próxima, que deverá ser colhida em março do ano

que vem, ele espera manter a mesma quantidade. A área plantada de uva no município chega a dois mil hectares. Segundo a Cati, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, são cerca de 600 produtores rurais que produzem tanto uvas rústicas como uvas finas. Em outra propriedade, o produtor João Roberto Zafalon investe na aplicação de um produto que estimula a

Rayovac

brotação. Na área de 4,5 hectares, João estima produzir uma safra de 110 toneladas, 30% a mais do que conseguiu na passada. “Este ano, a gente voltou a ter uvas mais novas, que produzem mais”, conta animado. São Paulo é o terceiro produtor de uva do país, com 12%, só perde para o Rio Grande do Sul e para Pernambuco. Fonte: TV TEM

Nesses mais de quarenta anos de militância política nunca participamos de uma eleição com tantos ataques pessoais, rasteiros e mentirosos “a imagem de um candidato quanto os que foram desferidos pelos nossos opositores. O candidato José Tsuyoshi Kodawara, nosso prefeito eleito é um homem da´política. Já foi vereador, Presidente da Câmara Municipal, e concorreu ao cargo de Prefeito municipal nas eleições passadas. Honesto, trabalhador, homem de família, de respeito e sobretudo de uma infinita disposição para com todos os que o procuram, sempre alegre e carinhoso com todos, foi brutalmente atacado por aqueles que se diziam ter a nossa cidade em boas mãos. Panfletos apócrifos, porém distribuidos pelos seus apaniguados, na calada da noite, como se a nossa cidade, repentinamente fora entregue à sanha destruidora de quem nada vê, a não ser o poder sem limites e sem objetivos outros que não o de destruir, perseguir, maltratar, difamar, caluniar... Fizemos parte do grupo que se propos à uma nova política para S.Miguel. Conhecemos de perto o trabalho incansável e desinteressado de pessoas de todos os níveis, que se misturavam numa alegre festa nas noites de reunião no barracão de campanha. Mulheres, homens, crianças, todos embuídos de uma vontade de ajudar, de colaborar sem receber por isso nada a não ser a palavra de esperança em dias melhores, em uma cidade mais humana. Conhecemos a familia do Zé Kodawara, sua esposa, seus filhos, todos convencidos da importância do trabalho de cada um em pról de um futuro melhor para nossa cidade. Co-

nhecemos a equipe de trabalho. Pessoas inteligentes, cultas, trabalhadores incansáveis em busca do melhor para a cam panha. Discussões, idéias, sugestoes, eram acatadas e refinadas para chegar ao denominador comum. Muito aprendemos nessas reuniões. Estivemos diuturnamente no campo de batalha em que transformaram as nossas eleições municipais e pudemos sentir e compreender que o nosso futuro estava em vias de ser entregue a pessoas despreparadas e pior, sem compromissos com a democracia e com os reais interesses de progresso e desenvolvimento para a nossa cidade. Mas , o povo, esse eterno relegado e desprezado pelos poderosos de plantão, na sua infinita sabedoria soube dar o troco à todos aqueles que tripudiaram, difamaram, distorceram, duvidaram e sobretudo menosprezaram o nosso candidato e deram o troco com gosto, numa vitória apertada e por isso mesmo com mais gosto de vitória, e souberam jogar na vala comum do esquecimento os poderosos que não souberam tratar com dignidade um adversário político, tentando transformar esse adversário em um inimigo de tudo e de todos. Não conseguiram. Não se elegeram ou não se reelegeram. Vamos agora, com o coração cheio de fé e de esperança, colaborar para que o novo Prefeito seja o representante capaz e digno de todos nós. Temos confiança e fé no futuro de nossa cidade e sobretudo tivemos oportunidade de conhecer mais profundamente o pensamento e a capacidade do “Zé Kodawara” e temos certeza que a partir de agora São Miguel vai ser realmente a S.Miguel para todos. Rayovac

verdade

Justiça Eleitoral comprova veracidade da Pesquisa Aos que não viram a edição especial nº 20, de 6 de outubro, publicamos novamente a decisão do Exmo. Dr. Juiz Eleitoral e da Ex.ma Dra. Promotora de São Miguel. Fatos No último dia 29 de setembro, a Folha de São Miguel publicou a pesquisa

realizada pelo Instituto de Pesquisas de Opinião Infocorreio, registrada sob o nº SP-01324/2012. A pesquisa casou polêmica na cidade e o Partido da Social Democracia Brasileira de São Miguel Arcanjo (PSDB) e a Coligação “São Miguel continua em boas mãos” entraram com uma “Representação” contra

o Jornal Folha de São Miguel e contra o INFOCORREIO para provar a veracidade da pesquisa. No dia 03 de outubro o jornal entrou com a defesa e no dia 04 o INFOCORREIO também apresentou sua defesa e documentos pedidos pela Justiça Eleitoral. A Justiça Eleitoral como já

esperávamos APROVOU E COMPROVOU A VERACIDADE da Pesquisa e de sua publicação. Em outro jornal da cidade que ressurgiu rescentemente, colocou em sua edição de 5 de outubro, que a Folha de São Miguel publicou a pesquisa de maneira ilícita, citando artigos da lei, reso-

luções do TSE, tentando induzir eleitores que até multa este jornal pagaria. A resposta está aqui. “Conforme bem salientado pela Doutora Promotora de Justiça Eleitoral, diante dos argumentos trazidos em sede de defesa, não há irregularida-

des na pesquisa ou em sua divulgação”, Ex.ma Dra. Promotora. “Assim, não demonstrada situação concreta de não atendimento das exigências contidas na Resolução TSE nº 23.364/2011 e na Lei 9504/97, JULGO IMPROCEDENTE a representação”, Exmo. Dr. Juiz Eleitoral.


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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

resultados

Candidato Zé Kodawara é eleito com 7.289 votos Arte: Augusto Camargo

O candidato José Tsuyoshi Kodawara, o Zé Kodawara (PTB), que foi o primeiro descendente de japonês a presidir a Câmara Municipal, agora é o primeiro prefeito descendente que irá governar São Miguel Arcanjo a partir de janeiro de 2013. Ele venceu no último domingo, dia 7, as eleições para prefeito da cidade com 7.289 votos, o equivalente a 39,71% da preferência dos eleitores, um índice dentro da margem de erro de 4,8% para mais ou menos, mostrado na pesquisa publicada no dia 29 de setembro, que apontava Zé Kodawara com 35% e que cresceu 4,71% na ultima semana, ante os 7.089 votos do adversário Valdir (PSDB) que na pesquisa apontava 28% crescendo 10,62%, chegando atingir 38,62% perdendo com uma diferença de apenas 200 votos. O candidato do PMDB, Coelhão, que na pesquisa apontava 13% subiu durante a semana 8,68% e obteve 3.979 votos, equivalente a 21,68%. Os votos brancos somaram 520 (2,65%) e os nulos 755 (3,85). A abstenção ficou em 19,36%, ou seja, 4.714 pessoas deixaram de votar.

VOTOS APURADOS 19.632

VÁLIDOS 18.357 (93,51%)

BRANCOS 520 (2,65%)

VOTOS: CANDIDATOS A VEREADOR Nome/partido ELIAS DA AMBULÂNCIA · PTB MIGUEL DO POSTO DE SAÚDE · PSDB PAULO OREIA · PSD JUNINHO SILVA · PSD CID DO GÁS · DEM CLAUDINHO · PSDB MARCELO DA VILA NOVA · PTB ELIANA PSICÓLOGA · DEM TONINHO FISCAL · PMDB GIL SALES ALBACH · PV CARLOS FOGÃO · PSDB MARQUINHOS PARANÁ · PMDB CHICO PROFESSOR · PTB CELSO ENFERMEIRO · DEM ZÉ CARLÃO · PPS VERA MORI · PSDB XURUCO · PMDB ROSE DO GRAMADÃO · PSD ZÉ ALEXANDRE · PSDB MIGUEL DA CAPELA · PTB ANTONIO JULIO · PTB JULIO BUSCARIOL · PMDB J MARCHARRÉ · PMDB MAURILIO TOMÉ · PV XIGUE · PSDB VALDOMIRO DO SINDICATO · PSDB MIGUEL SEABRA · PT NILSON FERREIRA · PV IRMÃ NAIR · DEM CHICÃO DA SANTA CRUZ · PTB ROBINHO · PSDB VERA HATANO · PSDB TERRINHA AGRONOMO · PMDB CAMILA · PTB PROFESSOR JURANDIR · PTB KALILO · PSDB JURANDIR · PMDB JAQUE DELLEVEDOVE · PMDB PEDRO DO RIO ACIMA · PMDB CARMO · PTB SERGINHO MUNHOZ · PMDB LEME · PSDB SILVANA · PMDB BAITAKA RUIVO · PP WANDA · PT ERLITO MARTINS · PTB PAULINHO DA RÁDIO · PSDB NELSON RATINHO · PMDB LÚ DA SANTA CRUZ · PMDB MIGUEL TERRA · PTB PROFª DASDORES GENEROSO · PV FOCA · PV TIA MARTA · PTB SUELI BELARMINO · PV EDNO DA LOJA DE TRATOR · PSDB DEBORA DISCHER · PSD FABIANA MOREIRA · PSDB MAURA DO ANTONIO DO LICÉRIO · PTB SANTOS · PV ARMANDO FOGAÇA · PV BADARÓ · PTB CARMEM DA JUSTINADA · DEM JOCELI GUIMARÃES · PMDB MARISA QUEIROZ · PTB IVONE FALOPA · PPS NILMA DO CENTRO · PSDB MARIA JOSÉ · PTB MILTÃO · PTB

% Nº votos 7,36% 1.356 5,08% 937 5,06% 933 4,26% 785 4,13% 761 3,52% 648 3,20% 589 3,10% 572 3,10% 572 2,73% 504 2,39% 441 2,38% 439 2,22% 410 2,20% 406 2,20% 405 2,19% 403 2,12% 390 2,11% 389 1,68% 309 1,50% 276 1,49% 275 1,45% 267 1,32% 243 1,31% 242 1,29% 238 1,25% 231 1,20% 222 1,18% 217 1,16% 213 1,07% 198 1,03% 190 0,92% 170 0,92% 169 0,85% 157 0,80% 148 0,79% 146 0,78% 144 0,72% 133 0,68% 125 0,65% 119 0,63% 116 0,63% 116 0,59% 108 0,55% 101 0,42% 78 0,42% 77 0,36% 66 0,35% 64 0,35% 64 0,32% 59 0,31% 58 0,29% 53 0,25% 47 0,24% 44 0,21% 39 0,20% 37 0,19% 35 0,19% 35 0,19% 35 0,19% 35 0,18% 34 0,15% 28 0,15% 27 0,11% 21 0,09% 16 0,08% 15 0,07% 13 0,02% 4

NULOS 755 (3,85%)

ABSTENÇÕES 4.714 (19,36%)

*resultados matematicamente definidos / fonte: TSE

COMPOSIÇÃO DA CÂMARA: 2013-2016

PREFEITOS ELEITOS NA REGIÃO Capão Bonito

Itapetininga

Júlio Fernando (PR) 19.636 75,96% Gerson Hussar (PMDB) 6.215 24,04%

Di Fiori (PSDB) Ércio Giriboni(PV) Vitor Oliveira (PSOL) Mário Carneiro (PTB)

36.994 30.233 4.993 4.385

48,29% 39,47% 6,52% 5,72%

Pilar do Sul

Sarapuí

Janete (PSDB) 9.570 61,28% Dra. Bete (PV) 5.304 33,96% Daniel Silva - Coreiro (PT) 743 4,76%

Fábio Holtz (PSDB) 2.375 53,37% Ari Bueno (PV) 1.365 30,67% Professor Gustavo (PRB) 710 15,96% Rael (PMDB) 0 0,00%


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São Miguel Arcanjo - Terça-feira, 9 de outubro de 2012 - Edição 0022

Desfile - No último dia 15, a Loja Pupa, apresentou um desfile infantil formidavelmente incrível em Pilar do Sul . Para apresentar sua nova coleção Primavera/Verão 2012/13, a loja, dos simpáticos Luiz Fernando e Renata, fez uma participação no evento “Garota e Garoto Pilar”, com seu desfile infantil e teen, apresentando as novas tendências da próxima estação. Quer ajudar seus pequenos a andarem na moda? Então conheça as tendências da

moda infantil para a temporada primavera/verão e confira os looks que vão ser sucesso entre a criançada, lançados por marcas muito conceituadas no ramo da moda infantil como, JOY, Lilica & Tigor, Colcci Fun, Melissa, Fruto da Imaginação, NINALI, Hobby, KEA, Acessórios Mãos de Fada. Quem quiser conferir de pertinho as novidades é só fazer uma visita, a loja fica na Rua Manoel Fogaça, 651 - Centro, fone: (15) 3279-2020. São Miguel aguarde que vem novidades poraí!


Folha de São Miguel - 0022