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Abraão, Ilha Grande, Angra dos Reis - RJ - Dezembro de 2011 - Ano XII - Nº 151 Fotos: Geraldo Falcão IED BIG


AINDA SERÁ O PLANETA SUSTENTÁVEL? A Terra como planeta, é muito pequena. Já possui um terço de sua superfície desertificada, inúmeras espécies extintas, atmosfera saturada, sete bilhões de pessoas consumistas e uma infinidade de indústrias que produzem em progressão geométrica, até exaurir a última reserva do planeta para dar conta da demanda de consumo. Será isto sustentável? Maria Bethania disse certa vez: “de que adiantam dólares, sem planeta”? Thomas Jefferson disse, em 1802:

“Penso que as instituições bancárias são mais perigosas para a nossa liberdade que exércitos inteiros prontos para o combate. Se o povo americano permitir um dia que os bancos privados controlem sua moeda, os bancos e todas as instituições que floresceram em torno dos bancos, privarão a gente de todas as possessões, primeiro por meio da inflação, seguida da recessão, até o dia em que seus filhos

se despertarão sem casa e sem teto, sobre a terra que seus pais conquistaram”! Viram que visão do futuro financeiro do planeta? Hoje mais de 200 anos depois, os habitantes do planeta são reféns deste sistema, e este se mostra irreversível porque por uma falsa ilusão, um engodo, o mundo mostra-se muito bom. Temos conforto, as distâncias praticamente não existem, o mundo está em casa “dentro de um chip”, em termo de liberdade fazemos o que queremos, a medicina deu conta de quase todas as doenças, se morre após os 80 anos, os conceitos e preconceitos morais não nos proíbem nada, o Deus é de cada um por si, a ciência por sua vez, sempre manipulada pelo dólar, mostrando soluções para tudo e os governos se deliciando pelo crescimento do PIB em 10 % ao ano, e por aí vamos consumindo tudo até a exaustão do planeta. Gostaria de entender por aonde isto nos leva à sustentabilidade do planeta. Bem, é só uma pimentinha nos leitores para que os que dormem, acordem, comecem a pensar e procurar como reverter isto. “Já poderá ser tarde”! Enquanto for possível, que tenham tido um feliz Natal e um Ano Novo com os desejos realizados, sem desperdício e com consumo moderado. O Editor.

Questão ambiental ............. 6 a 11 OSIG ................................. 12 a 15 O Mar ........................................ 16 Coisas da Região .............. 17 a 24 Lamentações no Muro ............... 23 Colunistas ................................. 24 Interessante ...................... 26 a 29 Coral Sol ................................... 31

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Nota: este jornal é de uma comunidade. Nós optamos pelo nosso jeito de ser e nosso dia-a-dia portanto, algumas coisas poderão fazer sentido somente para quem vivencia nosso cotidiano. Esta é razão de nossas desculpas por não seguir certas formalidades acadêmicas de jornalismo. Sintetizando: “é de todos para todos e do jeito de cada um”!

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Questão Ambiental Informações, Notícias e Opiniões Informativo on-line do Parque Estadual da Ilha Grande No. 11 ano 01 - Dezembro/2011

PARNAIOCA – O RESGATE DA NOSSA HISTÓRIA No dia 26 de novembro aconteceu na sede do PEIG o lançamento de um vídeo-documentário apresentado pela AMOTAP (Associação dos Moradores Tradicionais e Amigos da Parnaioca) mostrando fatos antigos e atuais, retratando a vida de uma das comunidades mais antigas e reduzidas da Ilha Grande. Utilizando apenas uma câmera filmadora e uma fotográfica foram percorridos trechos do Parque Estadual da Ilha Grande, onde moradores e amigos da Parnaioca narraram suas histórias. A filmagem privilegiou as falas dos moradores, mostrando o que permanece e o que mudou em suas vidas, e principalmente como se vive atualmente nesta pequena comunidade.

Este projeto foi uma produção independente da AMOTAP, que teve inicio em maio de 2011.

vídeos que levou o nome de “The Chosen – Nike Live Like a Pro” para surfar com dois dos melhores surfistas profissionais do Pais em um destino de sonho. A escolha seria perfeita se a praia do Sul não entrasse no roteiro. A praia do Sul está localizada dentro da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, criada em 1981 através do Decreto Estadual 4.972, abrigando cinco ecossistemas naturais; diversos sítios arqueológicos de povos pré-históricos que viveram na Ilha Grande há mais de 3.000 anos, bem como fósseis de animais do final da última era glacial (mais de 10.000 anos atrás), uma preguiça-gigante de 6 metros de altura foi encontrada no local. Segundo a Lei Federal n° 9.985/2000, Art. 10°, Reserva Biológica é uma unidade de conservação de proteção integral e proíbe a visitação pública, exceto para fins científicos ou de âmbito educacionais, previamente autorizados pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente). Esta foi a nota de esclarecimento usada pelos meios de comunicação da Nike 6.0 referente ao erro cometido pelos mesmos no mês de julho de 2011.

A opção de surf para quem vai ao Aventureiro é a praia do Demo. A preservação do meio ambiente garante ondas verdes as futuras gerações. CONDUTA CONSCIENTE Milhares de pessoas procuram ambientes naturais como os encontrados no PEIG (Parque Estadual da Ilha Grande) e REBPS (Reserva Biológica da Praia do Sul), para atividades de lazer, que vão desde um simples passeio, até a prática de esportes de natureza, como as caminhadas, o surf, a canoagem, a exploração de cavernas, o mergulho e muitas outras. Na maioria desses locais a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado. Para evitar o impacto da poluição e da destruição destas áreas, o PEIG criou um termo de compromisso para os visitantes destas Unidades de Conservação, este termo servirá de suporte para as fiscalizações que acorrerão neste verão.

MUTIRÃO LOPES MENDES Durante o mês de setembro acontecem centenas de mutirões espalhados por praias de todo o mundo em comemoração ao Clean Up Day ou Dia Internacional de Limpeza das Praias e dos Oceanos. Infelizmente durante os outros meses nossas praias parecem estar esquecidas e nossos mares cada fez mais emporcalhados, durante apenas um dia de mutirão a equipe do PEIG recolheu 50 sacos de lixo na praia de Lopes Mendes, e não foi tudo. COMPROMISSOS 1) Utilizar apenas as praias da Parnaioca, Aventureiro e Demo, tendo em vista que tanto a passagem quanto a permanência, na Praia do Leste, Praia do Sul (incluindo as Lagoas e o Ilhote) e Costão Rochoso do Demo são proibidas pela Lei Federal nº 9985/2000; 2) Manter a área das praias em perfeitas condições de limpeza deposite seu lixo em locais adequados;

DE OLHO NA ILHA A Ilha Grande é também conhecida por possuir praias paradisíacas que recebem boas ondulações para a prática do surf. Esse paraíso chamou a atenção da Nike 6.0, e foi o destino de 4 surfistas amadores, vencedores do concurso de

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3) Fauna e flora; Não caçar; Não alterar a paisagem local através do corte de arbustos, galhos e árvores para abertura de trilhas ou para fazer fogueira; não retirar vegetação nativa. 4)

Não acampar fora dos limites permitidos, camping selvagem não

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Questão Ambiental é permitido.

impactos indiretos (como a presença de lixo nas trilhas) sobre aspectos demográficos e comportamentais da fauna.

5) Não são permitidos animais domésticos dentro do PEIG e da REBPS. INFORMES 1) Considerando a proibição da passagem pelas Praias do Sul e do Leste, a travessia entre Parnaioca e Aventureiro deverá ser feita única e exclusivamente pelo mar, através de embarcações; 2) A inobservância das determinações estabelecidas no presente instrumento, bem como qualquer intervenção não autorizada na área da Reserva Biológica da Praia do Sul, implicará na aplicação das sanções administrativas prevista na Lei Estadual nº 3467/2000 e na Lei Federal nº 9605/1998, relativas aos crimes ambientais.

QUE BICHO É ESSE?

RESERVA BIOLÓGICA DA PRAIA DO SUL Em áreas como a Reserva Biológica da Praia do Sul é impossível realizar trabalhos de limpeza e conservação da forma como acontece em outras localidades. Portanto, a proteção e limpeza desses locais dependem muito do comportamento de cada um de nós.

TREINAMENTO PEIG Leonardo Bacelar, Adjunto Operacional de Lopes Mendes ministrou uma palestra que teve como objetivo repassar as informações e experiências adquiridas por ele e mais dois membros da equipe PEIG durante intercâmbio que aconteceu mês passado no Parque Estadual da Serra da Tiririca em Niterói. No mesmo dia o Coordenador de Manejo de Ecossistemas Leandro Travassos apresentou a ultima etapa da capacitação do monitoramento do impacto do uso público na unidade de conservação, os guardiões do PEIG já começaram a coletar informações que futuramente irão ajudar na avaliação da influência da visitação e

Nome popular: Ouriçocacheiro Nome científico: Coendou villosus Onde vive: Vive em regiões arborizadas. Habitat Florestas tropicais, mata atlântica. Alimentação: Invertebrados que encontra no solo - embora também por vezes consuma ovos e pequenos vertebrados.

O ouriço-cacheiro é maior insetívoro da nossa fauna, com um comprimento do corpo entre 18 e 20 cm e cerca de 1 kg de peso. É facilmente identificado por ter o dorso coberto de espinhos longos e aguçados, de cor acastanhada e com bandas escuras nas extremidades. A cauda é muito pequena, as orelhas são igualmente pequenas e a cabeça encontra-se bem destacada do corpo. A cabeça e a superfície ventral são densamente cobertas de pêlos. Tem um sentido de visão pouco desenvolvido, ao contrário da audição e do olfato. Quanto sente perigo enrosca-se, expondo os espinhos como armas de defesa. É um animal solitário e territorial, de hábitos essencialmente noturnos, podendo ser observado nas últimas horas do dia e ao amanhecer. AONDE? Qual é o nome dessa praia?

Enviar respostas para falecompeig@gmail.com. RESPOSTA: No mês passado a foto era do Canto da Praia de Lopes Mendes.

Fale com PEIG - Sugestões de pauta, curiosidades, eventos a divulgar, reclamações, críticas e sugestões: falecompeig@gmail.com

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Questão Ambiental QUE PPAÍS AÍS É ESTE? O leitor haverá de me perdoar se nas linhas abaixo resolvi deixar de lado meu otimismo incorrigível para enumerar, de maneira resumida, assuntos sobre os quais o Brasil parece ter perdido a noção do perigo ou mesmo do bom senso. Por que quando o assunto é agrotóxico, o país campeão mundial no uso dessas substâncias venenosas ainda tem legislação frouxa, fiscalização deficiente e uma estranha burocracia que impede a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de agir rápido quando se constata a necessidade de retirar do mercado um determinado produto de elevada toxicidade? Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proibidos na União Européia, Estados Unidos e um deles até no Paraguai. Por que quando o assunto é transgênico, os protocolos de biossegurança que antecedem o licenciamento de novas substâncias geneticamente modificadas parecem ser sistematicamente desprezados por parte da maioria dos doutores que integram a CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), onde os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente têm direito a voto, mas são minoria? Por que no país do pré-sal o precedente aberto pelo mega-vazamento de óleo da BP no Golfo do México (o maior desastre natural dos Estados Unidos) não serviu de lição para que evitássemos o vexame do vazamento da Chevron na Bacia de Campos, da forma como aconteceu, escancarando inúmeras lacunas de ordem legal, institucional e operacional para deleite das companhias que já operam 10 mil poços de petróleo no Brasil e transformarão em breve nosso leito marinho num gigantesco paliteiro com novos buracos abertos sabe lá Deus (ou Netuno) de que jeito? Como foi possível aprovar um novo Código Florestal que foi alvo de questionamentos importantes da comunidade científica – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências e da própria Agência Nacional de Águas (ANA) – nos precipitando em uma direção cujos impactos ambientais, econômicos e sociais não temos como avaliar hoje com clareza? Até quando celebraremos – especialmente os economistas de plantão – sucessivos recordes nas vendas de automóveis, sem considerar os violentos impactos sobre a mobilidade urbana? Até quando vamos ignorar os reflexos dos monumentais engarrafamentos, a qualquer dia e hora da semana, sobre nossa saúde (inalação de poluentes, e estresse físico e emocional para quem está preso dentro do seu próprio carro e, principalmente, para os que penam no transporte público), nossa qualidade de vida (menos tempo para o descanso, lazer ou para a família), o meio ambiente (agravamento do efeito estufa), a segurança pública (maior exposição dos motoristas a assaltantes), a gestão municipal (impossibilidade de atendimentos emergenciais, porque as ambulâncias, viaturas da polícia e carros de bombeiros não conseguem mais chegar rápido a seus destinos) etc.? Por que preferimos rotular todos os políticos de desonestos e corruptos, sem exceções, em vez de destacar a atuação heróica de alguns – são poucos, é verdade – mas que merecem nosso apoio porque sem eles tudo seria mais difícil? Lembrando Sêneca: “A maior desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”. Como é possível nos afirmarmos como potência mundial, se nossos indicadores na área da educação são simplesmente vexatórios? Como é possível aceitar que ainda tenhamos 14 milhões de pessoas que não saibam ler e uma legião de mais de 36 milhões de analfabetos funcionais, que mal conseguem assinar o próprio nome? Como pleitear a condição de país desenvolvido se metade (56%) dos domicílios do país não tem acesso à rede de esgoto e onde a monumental letargia das diferentes esferas de governo impede qualquer previsão seguras de quando esse problema será resolvido? Todas essas questões poderiam estar sendo tratadas de outro jeito se tivéssemos a coragem de repeti-las mais e mais vezes.

André Trigueiro Matéria extraída do Blog Mundo Sustentável www.mundosustentavel.com.br -8-

ARTIGO DE ALERTA

UM CONTRAPONTO AO VAZAMENTO DE ÓLEO NO RIO DE JANEIRO Por Marcelo Szpilman* O recente vazamento de óleo na Bacia de Campos (RJ) chamou a atenção de todos para o risco de acidentes e desastres ambientais representado pela exploração de petróleo nos oceanos, ocupou boa parte dos noticiários e redes sociais e provocou as mais variadas declarações, cobranças e acusações. O fato de a sociedade reagir com tamanha indignação quando os ecossistemas marinhos encontram-se ameaçados é muito bem-vindo. O que me chama a atenção, contudo, é que apenas eventos como esses sejam capazes de provocar tais reações. Em absoluto estou querendo minimizar o acidente ocorrido. Quero sim aproveitar o momento para expor um contraponto que deveria ser analisado por todos os amantes e defensores da Natureza, e que nesses momentos afloram em abundância. Como já disse no artigo anterior, a região onde ocorreu o vazamento está localizada no meio do oceano, local onde, fora o plâncton, não há praticamente vida marinha a ser afetada. Evidentemente que se uma mancha de óleo atingir o litoral os danos ao ecossistema marinho podem ser consideráveis, mas, ainda assim, reversíveis. Poderá haver morte de muitos seres marinhos? Sim, claro, e isso seria trágico. Mas, a não ser que exista a eliminação total da única população de uma espécie endêmica, não se pode falar em perda de biodiversidade. Para haver perda de biodiversidade, é necessária a extinção de uma ou mais espécies que habitam o nosso Planeta. Devemos admitir também que se trata de um acidente que, felizmente, ocorre de forma esporádica e a tendência esperada, por todos, é que ocorra cada vez com menos frequência. Em contraponto, sem trégua nos últimos 20 anos, a pesca predatória e a sobrepesca vêm ceifando, diariamente, milhares de peixes e tubarões dos nossos mares. Boa parte das populações dos peixes que gostamos e compramos nas peixarias, como atum, cioba, badejo, namorado e pargo, sem falar dos tubarões, que comemos como cação, sofreram forte declínio nos últimos anos e já se encontram ameaçadas de extinção. No Brasil, já são 145 espécies de peixes e 28 espécies de tubarões sob ameaça de desaparecerem do Planeta. Também diariamente, e friso de forma redundante, TODOS OS DIAS, de 100 a 200 mil tubarões são capturados no mundo todo (incluindo o Brasil) apenas para que suas nadadeiras sejam extirpadas para suprir o insustentável mercado de sopa de barbatana de tubarão. Ou seja, a sobrepesca e a pesca predatória cometem grandes “acidentes” diários, que certamente resultarão na perda de biodiversidade e em danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos, sem que isso provoque a mesma e merecida indignação da sociedade. Reflita sobre isso!

*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com PósGraduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor do livro “GUIA AQUALUNG DE PEIXES”, editado em 1991, de sua versão ampliada em inglês “AQUALUNG GUIDE TO FISHES”, editado em 1992, do livro “SERES MARINHOS PERIGOSOS”, editado em 1998/99, do livro “PEIXES MARINHOS DO BRASIL”, editado em 2000/01, do livro “TUBARÕES NO BRASIL”, editado em 2004, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto Aqualung. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS). Site: http://www.institutoaqualung.com.br Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151


Questão Ambiental JÁ SOMOS 7 BILHÕES DE PESSOAS. E AGORA? Em apenas dois séculos a população do planeta se multiplicou por sete. Quais os principais desafios de vivermos em um mundo onde a população deverá chegar a 10 bilhões de pessoas ainda neste século. “Crescei e multiplicai-vos”. O preceito bíblico está sendo seguido à risca. Em pouco mais de 200 anos, a população do planeta foi multiplicada por 7. No início do século XIX, éramos um bilhão. Levamos 123 anos para dobrar esse número. Daí pra frente, especialmente depois da segunda guerra mundial, o ritmo do crescimento acelerou. Em outubro de 2011 chegamos a sete bilhões. Até o final do século, segundo a ONU, a tendência é que a população mundial se estabilize na faixa dos 10 bilhões de pessoas. Mas como alimentar tanta gente, se os estoques de água doce e limpa e de solo fértil, estão diminuindo? É para comer menos ou mudar o cardápio? Dá para apostar numa nova revolução verde? Não somos apenas mais numerosos. Também estamos vivendo mais. Na média, quase 70 anos. Um avanço excepcional, considerando que na década de 50 a expectativa de vida era de pouco mais de 47 anos. Mas como assegurar o pagamento de aposentadorias e pensões por mais tempo, para muito mais gente? A previdência não é o único desafio. Como preparar melhor as cidades para uma população mais idosa? Que requer maiores cuidados e atenção? Ah as cidades. Elas também estão crescendo e rápido. Em 60 anos, a taxa de urbanização do planeta praticamente dobrou. Apenas no Brasil, 85% da população vivem em cidades. Recentemente, ONU informou que pela primeira vez da História, a maioria dos seres humanos passou a viver no meio urbano. E a tendência é que esse fenômeno continue. Para isso, é preciso produzir mais energia. O maior consumo de energia tem origem exatamente nas cidades. E a energia mais barata e farta do planeta, é também a mais suja. 80% da matriz energética do mundo são petróleo, carvão e gás. E quem mais polui são os ricos. Aproximadamente 75% das emissões de gases estufa vêm dos países desenvolvidos. De acordo com as Nações Unidas, as mudanças climáticas, o maior problema ambiental do século 21, poderão determinar a remoção de 200 milhões de pessoas de seus atuais endereços nos próximos 40 anos. A maioria absoluta delas é pobre. Neste planeta ainda tão desigual, um bilhão e meio de pessoas sequer tem acesso a energia elétrica. Ao que parece, será preciso um choque de civilização para que tenhamos esperança num mundo melhor e mais justo, embora mais populoso. André Trigueiro Matéria extraída do Blog Mundo Sustentável www.mundosustentavel.com.br

POR UMA ILHA SUSTENTÁVEL Por Juliana Fernandes O tema Sustentabilidade começou a se popularizar com as conferências da ONU, inclusive conceituando o desenvolvimento sustentável como aquele que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, mas, ao contrário do que se pensa, esse não é um conceito novo. Em 1968, Garrett Hardin mostrou sua preocupação com os “atos sem remorso” dos indivíduos em uma sociedade e suas conseqüências no todo, e, em 1972, o Clube de Roma até chegou a propor a discussão sobre os “dilemas atuais e futuros do homem”, considerando as ações conjuntas como necessárias para chegar à preservação do planeta, para nós e para nossos filhos. É importante lembrar que, na mesma época, também começou o movimento do ambientalismo, pela preocupação sobre os rumos que tomariam o desenvolvimento econômico e a exploração de recursos naturais a qualquer custo, colocando a questão ambiental como centro dos debates. O conceito de sustentabilidade ficou tão popular que o tripé (social, ambiental e econômico) tornou-se como uma “fórmula mágica”, e palavras como “ambiental”, “sustentável” e “verde” têm sido usadas indiscriminadamente (o que acaba sendo insustentável) para justificar e dar sentido a organizações, projetos e ações que, na realidade, nada apresentam de responsável, justo e viável; não passam de meios de alcançar mais benefícios econômicos ou até desconhecimento sobre a importância de se conservar o ambiente e a cultura locais. Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151

A questão da (in)sustentabilidade também pode ser vista no cotidiano, por exemplo, quando o descarte de lixo é feito em lugar impróprio, inclusive nas trilhas e nas praias; na pesca predatória ou no desmatamento; na priorização de mão-de-obra “de fora”; e até na interdição da cultura tradicional ocasionada pela imposição de regras inerentes a Unidades de Conservação (UCs). Geralmente, medidas imediatistas, soluções apresentadas sem a devida análise dos acontecimentos e das condições locais, com o pensamento apenas no bem individual, “progressista” e irresponsável são insustentáveis. Um dos exemplos citados acima, e que destaco, até pelo fato de está-lo estudando, é o conflito gerado pela implantação de uma Reserva Biológica, a mais rígida das UCs de Proteção Integral, em uma área há muito habitada por uma comunidade caiçara, com o argumento de proteção das especificidades naturais e contra a especulação imobiliária. Mas fica uma pergunta para discutir sobre a necessidade de uma UC tão rígida abarcando a área da Vila do Aventureiro: como negar, na época, a existência de uma comunidade inteira? Dentro de conflitos sobre sua permanência ou retirada do local, a população se viu pressionada a modificar, adaptar sua cultura às normas estabelecidas pelo órgão ambiental, e, ainda hoje, luta pelo direito ao seu lugar. Para isso, foi proposta a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro que, se autorizada, pode garantir a preservação de seu modo de vida e do meio ambiente, e a sustentabilidade para a Vila. O desenvolvimento sustentável não se dá por meio de ações aleatórias e sem pretensões, mas com objetivos estabelecidos para melhoria da qualidade de vida. Mais que o discurso de preservação do ambiente, da cultura e do bem-estar social, a sustentabilidade tem a ver com práticas direcionadas à autopreservação, à sobrevivência, já que, preservando seu espaço e modo de vida, se está buscando, a perpetuação, mesmo com adaptações, das condições que mantêm vivos os homens e todos os outros elementos biológicos, culturais, sociais relacionados a ele. Não adianta usarmos modelos instituídos internacionalmente para os casos locais, já que cada lugar tem características peculiares, ainda mais se tratando de uma Ilha, e, mesmo que essas ideias sejam seguidas, a prática deve adequar-se à realidade das vilas da Ilha Grande; não se deve impor a elas que moldem seus costumes às padronizações internacionais. A Ilha Grande, cuja população tem raízes históricas com sua terra, atrai muitas pessoas “de fora”, sendo turistas, pesquisadores ou novos moradores que se encantam com o lugar. Por isso, além de conservar o ambiente, tem que ser trabalhada constantemente uma consciência sobre o modo como fazer uso dos recursos a que se tem acesso no mar, na mata, e até pelo turismo, como uma alternativa para seu beneficiamento econômico, sim, mas com respeito ao ambiente e aos outros entes envolvidos. O desenvolvimento de comunidades sustentáveis parte de uma consciência individual e coletiva sobre a importância da boa relação dos agentes sociais entre si, com o meio ambiente e com os que vêm de fora. Entretanto, não se deve esquecer que, por vezes, o impasse sobre a sustentabilidade está na dimensão político-institucional. Por isso, é essencial reunir todos os setores sociais e de mercado na Ilha Grande, para que, por mais que tenham interesses distintos, possam trabalhar em direção ao bem maior da comunidade, sem a dependência total de apenas um ente envolvido. Essa unidade na diversidade que é a comunidade ganha força contra uma (in)sustentabilidade imposta, arbitrária, de cima para baixo, de fora para dentro, que, porventura, invisibilize as características próprias da comunidade. A mobilização social é uma forma de se mostrar a importância da participação democrática da comunidade, das associações de guias, dentre outras; dos trabalhadores e donos de meios de hospedagem, restaurantes; das transportadoras; das cooperativas; das agências de passeio e de mergulho; das ONGs; do governo a nível estadual e municipal; e demais envolvidos. Mas a participação tem de ser garantida e efetiva. Essa mobilização que abarque todos os níveis e setores, preocupada com o meio ambiente e a cultura, forma uma consciência sobre ganhos e responsabilidades partilhados e, portanto, vai em direção à sustentabilidade para o lugar. A par de seus problemas e, de fato, engajada na causa do lugar, os moradores tem condições de se proteger dos maus interesses e de turistas irresponsáveis, tomando para si a incumbência de informá-los sobre a cultura riquíssima e sobre a biodiversidade existentes na Ilha. Compartilhando os conhecimentos, a comunidade poderá mobilizar também os turistas, criando, assim, uma vivência real da cultura e não só a contemplação das paisagens que, realmente, por si só, já encantam a todos. -9-


Questão Ambiental Foto: Geraldo Falcão IED BIG

ELETROBRAS ELETRONUCLEAR PPAATROCINA PROJET O DE MARICUL TURA BEMSUCEDIDO EM ANGRA DOS REIS PROJETO MARICULTURA BEM-SUCEDIDO ATÉ 2015, EMPRESA IRÁ INVESTIR MAIS DE R$ 2 MILHÕES NA INICIATIVA, QUE PRODUZIU QUASE TRÊS MILHÕES DE SEMENTES DE VIEIRAS EM 2011. A maricultura em 2012 promete. A estimativa é que a produção de coquilles Saint Jacques (ou vieira, molusco nativo da costa brasileira) a ser comercializada no Brasil atingirá a marca de 100 mil dúzias. Os coquilles, ao atingirem 6 cm, são vendidos para os restaurantes dos grandes centros do país. Como a média de preços da dúzia é de R$ 30, o valor do negócio da maricultura poderá atingir a marca de R$ 3 milhões. Essa previsão é de José Luiz Zaganelli, presidente do Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande (IED-BIG) que, com apoio da Eletrobras Eletronuclear, desenvolve um projeto de repovoamento marinho de porte. “Se considerarmos que 1 dúzia corresponde a 0,250 kg de coquille, teremos uma produção estimada de 25 mil quilos de coquille nas mesas dos brasileiros”, comemora. Mas o Projeto de Repovoamento Marinho da Baía da Ilha Grande (Pomar) não é só um bom negócio do ponto de vista comercial. É um dos principais projetos patrocinados pela Eletronuclear na área de meio ambiente por ter como objetivo fortalecer a maricultura na região e evitar a extinção do coquille Saint-Jacques. A empresa irá investir R$ 2,25 milhões no Pomar até 2015. Os coquilles são pequenos moluscos que vivem em conchas. Em meados dos anos 1990, estavam quase extintos por causa da pesca de arrastão. O seu quase desaparecimento foi o principal incentivo para a criação do projeto. As sementes (coquilles recém-nascidos) são cultivadas em laboratório e passam por um longo processo até serem comercializadas. Quando completam um mês de vida, são levadas à fazenda marinha, onde vivem em torno de dez a doze meses até atingir o tamanho ideal para entrar no mercado. No estado natural, apenas 0,5% das larvas sobrevivem; em laboratório, o índice de sobrevivência aumenta para 2%, e a produção é feita de maneira muito mais rápida e ágil. Em 2011, a produção do Pomar foi de quase 3 milhões de sementes. “Conseguimos atender a 100% da demanda nacional. O instituto já mostrou sua competência na produção de sementes e agora está trabalhando de acordo com a demanda, mas temos condições de produzir até 20 milhões de sementes por ano”, ressalta Zaganelli. Desde 1994, quando foi criado o Pomar, já foram produzidos aproximadamente 48 milhões de filhotes de vieiras no laboratório do IED-BIG, em Angra dos Reis. Parte da produção é doada a pescadores da região, que aprenderam o cultivo do coquille e montaram suas próprias fazendas marinhas. Cooperativismo O Pomar também contribui para a qualidade de vida e a geração de renda dos pescadores ao fomentar o cooperativismo na área de aquicultura (processo de produção em cativeiro). Para esses profissionais, a primeira “carga” de

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coquilles é sempre gratuita. As outras têm um preço mínimo para o pescador dono da fazenda marinha. Como a reprodução dos coquilles é lenta e difícil, o pescador somente consegue repovoar sua fazenda com as sementes fornecidas pelo laboratório. “As fazendas marinhas são um negócio lucrativo e não poluente, que agregam desenvolvimento econômico, social, ambiental e científico”, destaca Zaganelli. Os pescadores também recebem cursos de capacitação e manejo, que são ministrados por técnicos especialistas do IED-BIG. Ao todo, quase nove mil pessoas já foram capacitadas pelo instituto, provenientes de vários estados do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Maranhão e Ceará. Atualmente, cerca de 60 famílias são beneficiadas diretamente pelo cultivo do molusco e mais 180 indiretamente. Apesar de ser sediado em Angra dos Reis e ter começado na Baía da Ilha Grande, o Pomar já tem alcance nacional, atuando hoje em sete estados. O Rio de Janeiro é onde se concentra a maior produção de coquille, seguido de São Paulo, com destaque para o município de Ubatuba. Existem atualmente oito fazendas marinhas sob a égide do IED-BIG, mas todas as fazendas de São Paulo e Rio dependem do instituto porque a matériaprima (as sementes) é oriunda do seu laboratório de larvicultura de moluscos. Os custos das fazendas marinhas mantidas pelo IED-BIG estão previstos nos convênios com as empresas patrocinadoras. Sentinelas do mar Além de beneficiar os pescadores da Costa Verde, o coquille também é um importante bioindicador, pois uma das condições essenciais para seu bom desenvolvimento é a qualidade da água do mar. Ele não resiste a águas poluídas, já que se alimenta de matéria orgânica. Devido a essa razão, por iniciativa da Eletrobras Eletronuclear, em 2007, foi instalada uma fazenda marinha na Ilha Comprida, em frente às usinas Angra 1 e Angra 2. “A criação de uma fazenda marinha em frente à central nuclear permite que os pesquisadores monitorem o impacto das usinas na região e desperta a consciência ecológica dos moradores. Não temos registro de anormalidades na fazenda, que está em excelentes condições de operação. Até o momento, a produção foi de 30 mil sementes”, conclui Zaganelli.

Juliana Rezende

Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151


Questão Ambiental Foto: Geraldo Falcão IED BIG

IED–BIG ADE PPARA ARA IED–BIG,, UMA REALID REALIDADE SUSTENT ABILID ADE NA BAÍA D SUSTENTABILID ABILIDADE DAA ILHA GRANDE

Foto: Renato Freitas do Rosário IED BIG

O Coquille Saint-Jacques é um molusco, de incomparável sabor, tem um grande comércio dependente da demanda. Na costa Atlântica das Américas o IED – BIG é o maior produtor de semente que conhecemos. Analisando a matéria ao lado, para o próximo ano o Instituto pretende uma produção de 100mil dúzias, e cada dúzia beneficiada pesa 250g, portanto corresponde a 25 toneladas de carne. Isto é algo muito importante em se tratando de uma iguaria rara e especial como o coquille. O coquille é um animal marinho filtrante, muito sensível e fácil da pesca predatória colocá-lo entre os possíveis de extinção. A forma racional de cultivo em cativeiro, o tira desta possibilidade e passa a gerar emprego e renda com sustentabilidade. Qualquer projeto hoje não basta gerar emprego e renda, deve ser analisado se gera sustentabilidade. “A régua com que medimos estes valores, hoje é outra, a noção de ética mudou seus valores, por isso adiciona ao valor a medição da importância que o investimento gera para o nosso amanhã.” Temos que proteger nosso planeta a qualquer preço. Esta é a grande missão, dentro de sua possibilidade, que tomou como desafio o IED-BIG e temos certeza que o nosso futuro será testemunho desta vitória. Temos acompanhado o esforço do Zaganelli neste sentido e podemos garantir que é sobre humano. É além de qualquer limite dos que se dedicam a uma causa nobre. Como defensor da sustentabilidade, eu chamo a atenção, para se aproveitar melhor estas pessoas que se dedicam aos extremos pelas causas justas da proteção ambiental. O Zaganelli é um deles. Nosso muito obrigado à Eletrobras Eletronuclear pela visão.

N. Palma Foto: Renato Freitas do Rosário IED BIG

Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151

Editor de O ECO

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NA NATTAL ECOLÓGICO D DAA ILHA GRANDE 2011 P/ N. Palma “Com muita luta vencemos mais uma parada” Iniciamos dia 17 e finalizamos dia 23, um conjunto de atividades que visaram alimentar a idéia de sustentabilidade, noção de conjunto e através do lúdico, melhorar a qualidade de vida para nossa comunidade. Vejam a seguir. O Natal Ecológico da Ilha Grande, em sua 2ª edição, foi realizado entre os dias 17 e 23 de Dezembro de 2011. O evento contemplou a apresentação de musicais, peças teatrais e outras manifestações culturais alusivas ao Natal, com foco na preservação ambiental e no equilíbrio ecológico, aliadas ao resgate da cultura caiçara. Tendo um paisagismo natalino ornamentado por artesanatos, confeccionados a partir de materiais reusados. O público alvo foi o próprio morador da Ilha, como também os visitantes, que foram atraídos pelos aspectos culturais e ecológicos promovidos pelo projeto. As atividades tiveram a participação de representantes dos diversos segmentos da sociedade civil e da comunidade local, a programação foi realizada e dimensionada de acordo com os recursos que obtivemos para o projeto, bem como disponibilidade de tempo das pessoas envolvidas. O objetivo geral do projeto é mobilizar os diversos segmentos da população local no sentido do comprometimento com a sustentabilidade, sensibilizar para o resgate e a preservação da cultura local e conscientizar sobre a importância do equilíbrio ecológico, tendo como temática a música, o teatro e o artesanato, a partir do reuso de materiais. Os objetivos específicos visam promover o diálogo com os saberes e representações culturais da comunidade local, proporcionar condições para que possa mostrar sua música, teatro e artesanato, fomentar a participação dos diversos setores da sociedade civil organizada da comunidade, incentivar a preservação ambiental, o resgate cultural e a reutilização de materiais, para minimizar o lixo e despoluir o ambiente, festejar o Natal em um ambiente alegre, de integração e participação, gerar o sentimento de inclusão e pertencimento para a comunidade, proporcionar atratividade para os visitantes, estimular mídia espontânea e positiva, beneficiar o turismo local, o desenvolvimento econômico, o emprego e renda e o aumento na arrecadação do Município. A Ilha Grande desenvolve sua principal economia na atividade turística, com expressiva participação na arrecadação do município. Tendo em vista as mudanças climáticas e as consequências que poderão se seguir, verificou-se, mais do que nunca, a importância de uma mobilização no sentido de unir os setores da sociedade civil organizada e a comunidade local em busca da sustentabilidade do destino. Para haver sustentabilidade em um destino turístico, necessário se faz que exista uma conscientização da importância da preservação ambiental e cultural. O projeto busca mobilizar os diversos segmentos da população local em torno de um clima natalino. Fundamentados nesse conceito, essa mobilização se dá a partir do Natal Ecológico da Ilha Grande, onde o reuso dos materiais constitui a matéria prima básica para confecção e ornamentação do cenário natalino.

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Neste sentido realizamos sete dias de atividades com sucesso absoluto, participação de todos os interessados e criamos espaço para que novos talentos pudessem mostrar suas habilidades. Enfim, desenvolvendo a “arte de viver com o jeito simples de viver” que faz parte da nossa característica. Um resumo do que ocorreu nestes dias: A abertura foi no dia 17 às 21.00h, no Salão Paroquial, onde após as palavras do Vice Presidente da OSIG e do professor Carlos Monteiro, iniciou-se a programação com um teatrinho, pelos alunos do curso e inglês da professora Andrea Sandalic. Seguidos de Luiz Fernando,

Marcinha e Marcelo Crokidakis, com poesia e canções Natalinas que encantaram a todos. Frei Paulo, voz e violão, cantou em latim uma canção muito melódica que agradou muito.

A partir do dia seguinte, já na tenda armada na praça, se apresentaram Marcelo Crokidakis e Armandinho que tornaram a noite muito agradável através de canções maravilhosas. Tivemos ainda a participação do violinista “Kal”, hoje de viola, que fez uma viagem pelas músicas de bom gosto.

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Na terça-feira foi o dia de Marcelo Russo, Marcinha, Kal e Armandinho, muito agradável com uma viagem pelas lindas canções que marcaram os tempos do período áureo da canção brasileira.

Na quarta feira, novamente a apresentação do teatrinho dos alunos de inglês, da Professora Andrea, que emocionaram, além dos pais corujas, todo o público presente.

Dando continuidade tivemos a apresentação da Professora Andrea, cantando canções natalinas e outras de fortes emoções como “What a wonderful world”, acompanhada por Kal e sua viola e da violinista americana Cara, que nos visitava como turista, com seu inseparável violino e, em aqui chegando já se integrou à musicalidade da Ilha. Essa musicalidade na Ilha é tão contagiante, que ao colocar o pé neste chão, o músico já se sente integrado por energia mágica que exala da natureza, propiciando emoções fortes ao novo integrante.

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A seguir um grande show de reggae. Onde, além da grande participação do Felipe Silva (esquerda) e os meninos do Abraão, devemos destacar que Felipe foi o vencedor do XV Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande, neste ano. A apresentação desta noite marcou para os turistas e moradores. Na quinta feira uma surpresa muito agradável: dois cantores líricos, Loren Vandal e Rafael Siana, que vieram a convite do Luiz Fernando (Bossa). Apresentaram: “Somewhere over the Rainbow - Filme O Mágico de Oz , Hymne à L’amour - Édith Piaf , O Mio Babino Caro - Giacomo Puccini , Quando Me’n Vo - Giacomo Puccini , All I Ask off You -Musical Fantasma da Ópera e Ave Maria – Gounod. Estes dois jovens impressionaram tanto, que os ouvintes pediram sua reapresentação no dia seguinte e foram atendidos. Imaginem a importância desta apresentação, num lugar simples como o nosso, com seu jeito simples de viver, onde a maioria das pessoas não tem a oportunidade de ir a um Teatro Municipal ou grandes teatros onde são apresentadas estas pessoas do clássico, o quanto deve ter produzido um “agito” interior nestas pessoas, na verdade em todos. A música clássica tem um enorme poder de mexer com o nosso interior, inclusive de nos mostrar horizontes diferentes em nosso conceito de vida. Abre janelas que arejam a mente. Em continuação, Luiz Fernando, Marcelo Rã, Kal e Armandinho, completaram a noite com “maestria” da canção numa viagem pela nossa melodia e por sinal muito eclético. Foi tudo com emoções muito fortes.

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Mas o eclético mesmo foi na sexta feira, dia do encerramento. Começamos com nova apresentação dos cantores líricos, que fecharam seu show com uma emocionante “Ave Maria” à capela, seguindo, pelo conjunto “Prata da Casa”, que é formado pelo Constantino, o vocalista Luiz Cláudio, Biete, seu Licinho e Ivan, contou com o guitarrista Armandinho. Eles formam nossas raízes musicais, que vem lá do calango, posteriormente substituído pelo forró. Começaram por canções natalinas e depois fizeram uma viagem pelo forró “pé de serra”, onde até estrangeiros arriscaram “passos e descompassos”. Foi um momento especial.

Dando continuidade ao dia de encerramento das atividades, tivemos a apresentação de Lu e Alejandro na voz e violão, com participação do guitarrista Armandinho e do Baixista Jamiro que tem raízes aqui, mas hoje faz sucesso na Bahia marcando sua presença artística. Ele fechou a noite com uma canção de reggae que foi muito show. Foi uma noite muito especial que deu vontade de continuar o Natal até o fim do ano. Ouso até dizer que nunca vi Lu e Alejandro em tamanha empolgação. Um show que deveríamos ter em todos os finais de semana. Obrigado a todos, no ano próximo teremos mais. Vocês todos merecem um grande aplauso. Veja o panorama de fotos.

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ALGUNS AGRADECIMENTOS MUITO ESPECIAIS. À LITORAL VERDE OPERADORA DE TURISMO, que nos patrocinou 100 camisas, faixas, banners e a vinda do repórter do Programa VIAGEM CULTURAL. A Litoral Verde tem estado presente assiduamente em nossas atividades, nos proporcionando apoio e encorajamento, para dar continuidade aos nossos propósitos nestes dias de difícil caminhada À TRANSPETRO que nos patrocinou cem camisas e nos mostrou uma grande vontade de ser nossa parceira nos próximos eventos, o que nos estimula muito à nossa perseverança, nesta luta de tentar dar sustentabilidade a nossa Ilha em cujo espaço a TRANSPETRO também pertence, tendo em vistas que a Ilha é integrante da Baia da Ilha Grande. Esta luta de juntarmos grandes empresas e sociedade civil, acreditamos que seja o melhor caminho do entendimento para sustentabilidade que tantos nos interessa e nos preocupam as dificuldades em mantê-la. À comunidade participativa, que bancou o evento, com doações e hospedagem (ver relação de doações); à Pousada Recreio da Praia que hospedou o cinegrafista, Rafael Lapone, do programa Viagem Cultural; à Pousada Riacho dos Cambucás, que hospedou o Professor Carlos Monteiro, nosso apoiador no projeto; à Pousada Bossa Nova, que hospedou os cantores líricos; aos restaurantes Lua e Mar e Biergarten pela cortesia de um almoço, enfim a todos os que se dedicaram de alguma forma ao apoio. Um obrigado especial ao Projeto Coral Sol, do Instituto de Biodiversidade Marinha participando com apresentação de filme e sorteando brindes. Foi representado por Daniel e Paula. Uma comunidade participativa é essencial ao desenvolvimento sustentável, que tanto falamos, e dele necessitamos para termos um amanhã promissor. Acreditamos que o projeto Natal Ecológico poderá ser um dos pilares que sustenta a conscientização da sustentabilidade. Venha participar conosco no Natal Ecológico da Ilha Grande em 2012. OSIG Organização para Sustentabilidade da Ilha Grande

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Turismo O MAR É LINDO BONAIRE: UM PARAÍSO AO ALCANCE DE TODOS. Texto e fotos de Alexandre Faria – Ilha Grande Dive / Aquamarina Mergulho & Imagens Completando um ciclo de desenvolvimento profissional, expandindo conhecimento e aprendizado, nossa operadora de mergulho iniciou uma fase Internacional, fechando pacotes especializados em mergulho, mas que está ao alcance de todos, pois lugares paradisíacos estão sempre incluídos, tornando assim alvo de não-mergulhadores também, mais conhecidos no meio como “acompanhantes”, porém não menos importantes! O local escolhido foi Bonaire, uma pequena ilha no Caribe, pertencente às Antilhas Holandesas, oferece a quem visita, uma rede hoteleira de primeira, com tremenda divulgação e valorização do turismo de mergulho, caminhada e ciclismo. Imensos navios de turismo aportam diariamente e enquanto estivemos por lá foram 6 em 6 dias! O mais incrível desta pequena ilha é o preparo de seu amável povo, pois no ensino primário quatro línguas são ensinadas nas escolas: Papiamento, Holandês, Inglês e Espanhol (muitos falam Francês também). Com sorriso no rosto, esse amável povo está sempre solícito, e o turismo é sua principal fonte de renda. Pacotes de mergulho são vendidos em praticamente todas as escolas e operadoras que trabalham com turismo internacional de mergulho e a Ilha Grande Dive que atua com o nome de “Aquamarina Mergulho & Imagens” em pacotes de viagens Nacionais e Internacionais também faz parte desse grupo. A facilidade dos mergulhos é muito grande, pois saindo de praia tem-se sessenta e três (63) pontos de mergulho catalogados e mais tantos outros quantos você quiser, pois basta parar as pick-ups (inclusas no pacote) e entrar na água! Corais, gorgônias e vida, muita vida ocupam toda a visão, fizemos 22 mergulhos nessa viagem, o que a torna excelente na relação “custo X benefício”, e o mais importante, possui a água mais azul que meus sonhos poderiam imaginar!!! A infra-estrutura das operadoras assusta pela grandeza, prá se ter uma idéia, uma delas, a maior, é capaz de encher 32 cilindros ao mesmo tempo com mistura mais rica em oxigênio (Nitrox EAN32) a cada 3 minutos, o mesmo ocorrendo para cilindros de ar comprimido, ou seja: 64 cilindros a cada 3 minutos, o dia todo! Cada hotel possui convênios com algumas operadoras, tornando mais fácil ainda a troca de cilindros vazios por cheios o que agiliza a atividade predominante na ilha. Um

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local que aprendeu a ganhar com a parceria e não com a concorrência! Geralmente os chalés possuem 2 quartos sendo então para 4 pessoas no total, e para cada chalé, fica uma pick-up. Os mergulhos são ilimitados, e basta parar em algum compressor conveniado e trocar, simples assim! É fundamental em cada grupo ter ao menos um mergulhador experiente para planejamentos e segurança. Em nossas viagens eu acompanho pessoalmente o grupo, facilitando mais ainda essa programação. Mergulhos dos mais simples até mais complexos como os técnicos são encontrados e equipamentos, misturas especiais e etc, estão disponíveis também. A temperatura da água é constante de 26.5°C pelo menos até a profundidade de 40 metros que estivemos, com uma visibilidade média de 30 a 40 metros. Existe um naufrágio enorme com mais de 100 metros de comprimento, o Hilma Hooker, na profundidade máxima de 28 metros, um show principalmente quando é visitado em mergulhos noturnos (fizemos 3 só a noite e mais 1 durante o dia). Peixes lindíssimos nadam junto aos mergulhadores, tarpões (parecem sardinhas gigantes) com até 100 kg fazem cardumes durante o dia e a noite caçam utilizando as luzes dos mergulhadores, aparecem em todos os noturnos, vários deles, são incríveis! Mergulhos em píer, paredões cobertos de corais, naufrágios, mar-de-fora, cada um mais lindo que o outro! Uma reserva ecológica lindíssima (Washington National Park), aonde tudo funciona e a organização é eficaz. Horário para visitação, mergulho e utilização das praias. Tudo é respeitado e todos fazem questão de respeitar. No pacote de 9 dias está incluso: Aéreo : Rio – São Paulo – Bogotá – Curaçao – Bonaire Bonaire – Curaçao – Bogotá – São Paulo – Rio Terrestre: Tranfers e hotel com café da manhã e pick-up (para até 4 pessoas) Mergulhos: ilimitados de praia, com cilindros e lastro. Nitrox incluso prá quem tem curso. Valor mergulhador: US$1890,00 * Valor Não-Mergulhador: US$1700,00 * * valores dessa viagem durante o carnaval 2011 Ilha Grande Dive – Aquamarina – 24 – 98129484 / 98129343 alexandredive@gmail.com Visitem nosso blog com nossas aventuras e apreciem algumas fotos feitas por mim, que ficam disponibilizadas ao fim de cada viagem aos mergulhadores : www.aquamarinamergulho.com.br Entre em contato para qualquer dúvida ou formar seu pacote. Estou à disposição. Alexandre Faria – Ilha Grande Dive / Aquamarina Mergulho e Imagens

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Coisas da Região SUBPREFEITURA De: SOH SPIG Para: a comunidade da vila do Abraão PROJETO CASTRAÇÃO Cronograma das atividades do Projeto de Castração de Animais que será realizado pela Prefeitura de Angra dos Reis em janeiro/2012 na vila: Dia 12/01/12 Reunião com a comunidade para esclarecimento sobre o projeto. Local: Casa de Cultura Horário: 10:00h Dias 14/01 e 21/01/2012 Castração dos animais cadastrados Jesi Batista dos Santos – Subprefeito da Ilha Grande

ficar aberta ao público em geral, durante as missas. Com este intuito foi inaugurada no dia 26 de dezembro a Capela do Convento da Visitação de Nossa Senhora, onde residem os Freis Luiz e Paulo. Estiveram presentes nesta inauguração os fundadores do Instituto dos Frades de Emaús: Frei José Anchieta, Frei Luiz e seus confrades Frei Thiago, Frei João, Frei Mariano, Frei Paulo e os aspirantes Wanderlei, David, Rodrigo, Josivan e Túlio; jovens que estão no início de suas caminhadas vocacionais neste Instituto. Os paroquianos do Frei Luiz marcaram presença na Missa Inaugural e assumiram diversas funções litúrgicas. Após a Santa Missa festiva, foi servido um delicioso e requintado lanche num ambiente familiar. O Convento é inspirado na Festa da Visitação de Nossa Senhora à Isabel, onde Maria coloca-se como servidora e missionária ao visitá-la. Ao saber que se tratava de uma mulher idosa e grávida não mede esforços em prestar-lhe o seu auxílio. “Nosso amor à Virgem Maria celebre-se particularmente na festa da Visitação, visto ser ela o exemplo maior de serviço, humildade e obediência a vontade de Deus. Como Ela, somos mães do Senhor” Quando o levamos em nosso coração e em nosso corpo(cf.1Cor6,20) impregnados de amor divino e de consciência pura e sincera; nós o geramos por uma vida santa, que deve brilhar aos outros para exemplo (cf.Mt5,16) “ ( Regra de Vida do Instituto dos Frades de Emaús cap.IX, 3º§). Fotos: Bebel

Eventos de Fé - Comunidade Religiosa IGREJA CATÓLICA

ENTÃO É NA NATTAL! É a Festa Cristã que celebra a VIDA! “A Igreja nada considera mais venerável, após a celebração anual do Mistério da Páscoa, do que comemorar o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, o que se realiza no tempo do Natal”. Missal Romano p.105 “Apesar de celebrarmos o Natal todos os anos, em cada um a Criança de Belém chega com novos presentes pendurados na árvore da fé e da amizade. São de cores, formas e tamanhos diversos. Não há repetição nem rotina, porque o mistério da Encarnação não se esgota em nenhuma realidade ou manifestação humana. Há sempre uma mensagem nova na liturgia natalina, um sorriso diferente de Jesus, que nos aguarda de braços abertos na noite santa”. D. Geraldo Majella Agnelo. Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador. Aqui no Abraão foi celebrada a novena do Natal em Família, isto é, nove celebrações realizadas em diferentes casas, as quais foram contempladas através de um sorteio. Tendo início no dia 15 a 22 de dezembro e finalizando com a nona celebração no dia 23 na igreja. Para culminar este ato de fé foi partilhada uma ceia natalina com objetivo de celebrar a Vida através da confraternização dos fiéis. Na Noite de Natal às 21h, a Santa Missa foi celebrada na Matriz de São Sebastião, pelo Frei Luiz, com a presença maciça dos fiéis, sendo uma solenidade verdadeiramente cristã em louvor ao Nascimento de Jesus Cristo. No domingo dia 25, às 19h30min, celebramos a Santa Missa com boa participação dos fiéis, pois quem se reúne para celebrar o Nascimento de Jesus, jamais perde o sabor de solidariedade e de justiça. Continuamos em Festa. É primordial que cada convento tenha nas suas dependências uma capela, a qual serve para as orações comunitárias e pessoais dos frades, a mesma podendo

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Coisas da Região IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS

Outros Eventos

Nos dias 25, 26, 27 e 28 de novembro aconteceu na Assembléia de Deus Ministério Sul Fluminense, a festa de comemoração do 34º ano do Circuito de Oração Estrela da Manhã. Foi uma festividade linda e as irmãs estavam lindas nas suas becas de cor lilás, sendo preletor, na sexta-feira o Ilmo Prº Marcos, dirigente da congregação , no sábado o Prº. Camilo, domingo e segunda o também Ilmo Prº André, foi uma festa regada a profecias, curas e o mais importante de uma festividade, a salvação de almas para o rebanho do Senhor, foram 5 (cinco) almas. Grupo Circuito de Oração Estrela da Manhã Só tenho a agradecer a Deus por as senhoras existirem, pois vocês são a coluna do templo, mulheres de oração que confraternizam e agradecem a Deus pelas vitórias alcançadas e por tudo o que fez nas pessoas que abrem o seu coração às irmãs, onde essas pessoas são aconselhadas e fazem o que Deus manda através das suas servas. Faço um agradecimento em especial a uma pessoa que sempre me deu bons conselhos, que é a irmã Jaqueline, mais conhecida como irmã Nana; muito obrigado irmã por a senhora existir e ser uma serva de Deus, e agradeço as demais irmãs respeitosamente por fazerem parte deste conjunto, o meu muito obrigado a todas e que Deus continue abençoando as senhoras. Faça você o mesmo que eu fiz, aceite a Jesus Cristo como seu Salvador e venha fazer parte desta família. Cesar Ramos Filho Foi realizado nos dias 08, 09, 10 e 11 de dezembro na Igreja Assembléia de Deus – Ministério de Provetá, localizada na Vila do Abraão, o VII Congresso de Missões com a coordenação do Presbítero Sebastião Décio de Oliveira juntamente com o Pastor Luiz Carlos Adriano. Fotos: Karen

TORCID ORCIDAA ORGANIZAD ORGANIZADAA DO FLAMENGO NO ABRAÃO

Fotos: Enepê

No dia 5 de dezembro, sob grande agito, foi inaugurada oficialmente, uma grande torcida do Flamengo. Foi no camping Alfa, com grande churrascada e cervejada. Não havia tristeza prá ninguém, especialmente porque o Flamengo empatou. “Como consolo para os vascaínos, sobrou o desespero”. Assim caminha a humanidade! Normalmente a felicidade de alguns é na desgraça dos outros. O Tainha que o diga! O empate foi bom porque aqui os flamenguistas e vascaínos se misturam, a diferença é a camisa. Por isso o empate valeu. Na verdade foi uma tarde alegre, muito descontraída e sem desordem. Observamos na torcida do Flamengo, muita gente “lamentando” o pesadelo de Vasco, por outro lado se consolavam por saberem que o povo vascaíno sabe sofrer. Agüentam rindo o que os outros não agüentam chorando (opinião do povo)

GASTRONOMIA

EA TRIP – A eexpedição xpedição gastronômica EATRIP Foram quase seis meses entre estudos preliminares, pesquisa de campo (e de mar), logísticas de traslados, e especialmente, obtenção dos insumos para levantar este projeto gastronômico pioneiro. O objetivo: convidar um chef de cozinha para Ilha Grande, um paraíso ecológico que se alcança a partir de Angra dos Reis, RJ. Lá, este chef seria desafiado a preparar pratos com produtos locais, buscando a simplicidade e os fundamentos da gastronomia. Uma busca quase arqueológica no universo dos

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Coisas da Região sabores. O premiado chef Shin Koike, do Restaurante Aizome topou o desafio. Após duas viagens de pesquisa, listou o que encontrou na Ilha: brotos de bambu, frutas nativas, o peixe beijupirá, frutos do mar, vieiras. O conceito do cardápio estava nascendo. Ilha Grande tem uma pequena comunidade japonesa, de origem okinawana. Pudera: a paisagem é um espelho de Okinawa. Viviam da pesca e produziam o dashiko, o peixe seco que é a base para todos os caldos. Mas há certas preciosidades, ainda hoje preservadas, como o tofu, produzido lá mesmo, com a água do mar, rico em cloreto de magnésio. Comunhão com o mar, comunhão com o Japão. Uma ambientação natural propícia para descobrir os fundamentos da culinária japonesa. Participaram 15 corajosos comensais. Curiosos por compartilhar esta experiência gastronômica longe do conforto de um restaurante estrelado. Um pequeno público multidisciplinar: chef de restaurante, hair designer, editores, jornalistas, artistas, empresários, gourmets. Todos em comunhão, em busca de um sabor fundamental, em imersão com a natureza. As refeições foram verdadeiras cerimônias. Rituais de sagração gastronômica. O simples que convida às raízes, onde o menos é o mais. Foi quando os participantes descobriram que a felicidade está mesmo muito próxima. Basta se desapegar. Basta reduzir.

PALESTRA

INSTITUT O FEDERAL DE GOIÁS INSTITUTO

Foto Karen

Recebemos na sede do Jornal, no dia 17 de dezembro, um grupo do Instituto Federal de Goiás composto pelos professores Giovanna e Carlos e mais 41 alunos do curso de Planejamento Turístico, 5º e 7º períodos para uma palestra. Eles estavam na Ilha, para um trabalho de Visita Técnica (pesquisa), que publicaremos o resultado tão logo nos mandem. Foi ministrada pelo editor do Jornal, Nelson Palma, coadjuvado por Karen Garcia, uma palestra sobre o histórico/cultural da Ilha Grande. Acreditamos pelo interesse na interação, que foi muito positiva, pois ao que vimos, era o que buscavam saber. Muitas opiniões fortes se apresentaram, mas com objetivo essencialmente construtivo. No mundo atual vivemos um momento de afirmações e construção de idéias com possibilidade de grandes divergências e cujas verdades podem se transformar em incógnitas. O mundo passa por transformações inesperadas e complexas. Conceitos milenares caem por terra e dão lugar a novos tão duvidosos quanto aos milenares, tornando portanto tudo muito complexo aos saberes, especialmente no comportamento humano. Por isso focamos nossas palestras e nossas opiniões para a discussão. Lançamos muitas vezes idéias chocantes, sem afirmação de verdade, mas com objetivo de pensar sobre o tema. Tem dado bom resultado, pois fogem ao dono da verdade. Ficamos felizes em recebê-los, voltem sempre e nos mandes matérias para o nosso jornal. Obrigado! N. Palma

ÁRVORE DE NA NATTAL Projeto Eatrip Ilha Grande com Chef Shin Koike 28 a 30 de Outubro de 2011 Concepção: Dô Cultural | Jo Takahashi Chef convidado: Shin Koike Colaboração: Pousada Nautilus Patrocínio: Kikkoman Divulgação: Made in Japan

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Na Pousada Golfinho fez-se uma árvore de Natal com reuso de material descartável muito bonita e de bom gosto. Seria importante para o próximo ano que todas as ruas se unissem para fazerem sua árvore de Natal. Nas reuniões para o Natal Ecológico 2012, poderemos tratar disso. A idéia é cada vez congregar mais as pessoas para que o resultado seja de conjunto. Parabéns pela iniciativa e até o próximo Natal.

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Coisas da Região PAP AI NOEL APAI CONVENTION BUREAU D DAA ILHA GRANDE Dia 18 de dezembro em atividade do Convention, Papai Noel chegou de helicóptero e para a alegria das crianças, com muitos presentes. O movimento foi grande e a ansiedade pelos presentes ainda maior. Um grande número de crianças e de mães esteve na festa e curtiram muito.

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Coisas da Região RÉVEILLON RÉVEILLON,, TRES DIAS DE SHOW “Devemos o sucesso deste ano ao exercício de cidadania. Numa democracia, ou se participa, ou se engole tudo em silêncio. Obviamente o leitor não entendeu, mas agora vai entender. Um movimento das associações foi ao Prefeito e conseguiu tirar o festejo de fim de ano, que era feito pela CULTUAR, que nos queria até então ver pelas costas, e passá-lo para a TURISANGRA, onde felizmente temos trânsito. O resultado foi um grande show e a harmonia de volta. Por mais absurdo que pareça, em alguns lugares ‘só porrada gera compreensão’. Desculpas aos mais éticos”! A festa começou no dia 29 com a banda Bangalafumenga com grande público, muito animado que se entregou ao som da banda, foi muito bom. No dia 30 foi à vez da banda Bloco Brasil, que sob os “acordes molhados” pela chuva, conseguiu fazer uma noite entusiasmada, embora bastante “etilizada” para torná-la mais quente. No dia 31, a grande virada para o esperado 2012, foi com a banda Só Lazer.

À meia noite, como de costume, foi o momento dos fogos e dos cultos à beira da praia. Este ano a chuva nos castigou sem piedade, “mas o turista é superior ao tempo e ninguém arredou o pé”. Todos tiveram um encontrozinho com um desejo à iemanjá. As mesmas cenas se repetem todos os anos, com tributo ao amor, com pedidos de saúde, com desejos frustrados querendo revivê-los como desejaria, enfim, a humanidade com a alma escancarada, pedindo alguma coisa ao seu criador. Bonito! O deus Eros também não saia da praia para a alegria de alguns. É um comportamento interessante e que nos faz pensar. Obviamente não faltaram os pinguços, em simbiose com o deus etílico, escorregando por viagem sem rumo, mas que mostra o norte verdadeiro de seu interior. E eram muitos. Tinha de tudo, mesmo com muita chuva. No somatório foi muito bom. Um agradecimento ao Prefeito por nos ter tirado do despotismo da CULTUAR, e um obrigado à TURISANGRA, por ter-nos salvo o show do ano novo, as parcerias frutificam melhor. Vamos às fotos, elas falam mais. Fotos: Bebel e Enepê

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Coisas da Regiรฃo

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Coisas da Região “LAMENT AÇÕES NO MURO “LAMENTAÇÕES MURO”” Limpeza na alma, pacificações, defesas, desabafos, desafetos e pauleira. “É o bicho - A Tribuna é Sua”! BARCAS S.A. Você sabia que: desde 2ª feira (19/12) não vem malote de Angra x Abraão e não sai do Abraão x Angra, e as cartas que foram postadas desde 2ª feira ainda estão paradas na agência do Abraão, você sabia? Então, estamos SEM Correio. Obtive informação de o Correio enviou ofício para as Barcas no dia 17/10, que diz através da Lei nº 6.538 de 22 de junho de 1978, que as Barcas tem obrigação de fazer este transporte sem acompanhante, e as Barcas diz que só fará o transporte se estiver algum funcionário do Correio acompanhando o malote. Bom, a briga agora é Jurídica entre as Barcas e o Correio, enquanto isso, ficamos sem os serviços essenciais dos Correios. Estou tentando entrar com um mandado se segurança para resolver de imediato este problema, mas o recesso impede este procedimento imediato. VEJA COMUNICADO ATRAVÉS DO E-MAIL QUE RECEBEMOS EM ANEXO.

pela atitude do Vice Luiz Paulo, afinal fui eu que o indiquei para meu Vice, e, peço desculpa a sociedade por este erro, e coloco ao conhecimento de todos que dei entrada no MP contra o Vice Luiz Paulo, através do processo nº e data WOMPRJ SPJARE 201101407593 09122011 13:11:39. para me defender. Ratifico, informando aos eleitores várias tentativas foram feitas pedindo os documentos ao Sr. Luiz Paulo não tendo sucesso, e muito dos senhores sabem, e falou para todo mundo, e por este motivo que não tive condições de fazer as Eleições biênio 2011/2013, e tudo agora, esta por conta do Ministério Público. Estou a disposição, e podem escreverem para o Jornal para qualquer debate para esclarecimento a mais. Ademir Alves dos Santos Presidente Associação de Moradores-AMAIG tel.: 024-99590793. NO MINISTÉRIO PÚBLICO

ELEIÇÃO NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES De: Bebeto Contador - “Colaborador” e Apoio da Associação de Moradores IG. AMIG. Para: O Eco Jornal Visando dar informações aos leitores deste Jornal, eu colaborador, informo a pedido do Presidente Ademir Pescador, relato abaixo, e por motivo do Presidente não ter acesso ao e-mail da Associação que está em poder do Vice Luiz Paulo, que não passa para o Presidente a Senha deste e-mail da Associação, e tudo que recebe não repassa nada para o Presidente, isto é, o Presidente nunca sabe de nada, e por este motivo esta sendo enviado pelo e-mail particular do Bebeto. E-mail de sua Contabilidade. COMUNICADO Associação de Moradores da Ilha Grande - AMAIG, inscrita no CNPJ sob o nº 30.320.659/0001-96, localizada na Rua da Praia, s/nº Abraão Ilha Grande A dos Reis RJ, “COMUNICA”, que: devido o GRANDE transtorno provocado pelo Vice-Presidente em exercício Luiz Paulo em reter em seu poder o livro de Ata da Associação, o Estatuto da Associação e outros documentos, se apropriando indevidamente, e quando o Presidente o solicitou, foi negado, e ele Luiz falando para todo mundo que não entregaria, e que levaria para dar entrada no Ministério Público contra o Presidente, abrindo um processo contra ele, e, me impedindo de fazer as eleições biênio 2011/ 2013, e para defender os interesses da Associação, apesar de ficar envergonhado

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Coisas da Região COLUNIST COLUNISTAA

IORDAM OLIVEIRA DO ROSÁRIO*

Barcas SS.A .A Barcas S.A parceira ou inimiga dos ilhéus? A realidade é que nos últimos meses a Divisul através do seu gerente regional vem tomando atitudes que podemos classificar de no mínimo desrespeitosa e de tamanha falta de bom senso. Primeiro com a proibição da vinda dos malotes do Correio na Barca, deixando assim os moradores da Ilha sem as correspondências, inclusive boletos bancários, causando assim atrasos nos pagamentos dos mesmos, trazendo transtornos para os moradores que dependem exclusivamente dos Correios para terem ciência dos seus compromissos. Outro problema que futuramente iremos ter é que o gerente da Divisul disse em uma reunião, e é o comentário na Barca, que está preparando a instalação de uma balança a bordo para pesar os sacos de compras dos moradores,

e as malas dos turistas para que seja cobrado um valor “x “para cada saco ou mala transportado de acordo com o peso de cada volume. É um absurdo já que os moradores da Ilha usam a Barca no mínimo três vezes por semana e já tem um gasto alto se somando ida e volta, e o custo de cada passagem, e agora querem cobrar mais essa tarifa? É como dar uma rasteira na comunidade da Ilha, e essas decisões são tomadas sem ao menos dialogar com os moradores sobre esse assunto tão importante. Isso não é possível!!! Amigos e moradores da Ilha, vamos juntos para essa missão tão importante para nós, não podemos assistir A tudo isso de braços cruzados, a união faz a força e unidos já mais seremos vencidos. Obs: tirar nosso.... eles querem! Mas nos dar? Vejam as condições que as Barcas nos oferecem! É morador

A ECOLOGIA HUMANA É IMPORTANTE CUMPRIMENTE “Dizer bom dia é abrir a janela do bom humor. É começar o dia bem”!

CUMPRIMENTE! DIGA BOM DIA!

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Interessante NOSSA FFAMÍLIA AMÍLIA AIND AINDAA CONSEGUE MANTER AS TRADIÇÕES Por Nelson Palma A família Palma desde a imigração, 1892, já supera o número de 8 mil pessoas no Brasil. Partindo de papai e mamães tenho um saldo de 165 primos e quase todos vivem. Até a geração de meus pais era uma progressão geométrica de razão dez, por aí dá para ver porque somos tantos. A mortalidade infantil próxima de zero e na corrida do tempo muitos longevos. Somos uma das poucas famílias que ainda mantêm suas tradições, inclusive a gastronômica e o idioma, que é o velho Vêneto, que no Sul tem o nome de Talian. Somos dez irmãos, todos vivos e todos com sustentabilidade satisfatória. Anualmente nos reunimos para lembrar o passado, manter viva a lembrança dos bons tempos, e plantar mais saudade para o amanhã. Só neste ano já nos reunimos duas vezes, uma quando fiz uma matéria sobre Serra Gaucha, março passado, que é de onde vem nossas raízes no Brasil e a outra na casa do irmão Heitor, terceiro na “cronologia” do mais velho para o mais novo, que completou em 9 de dezembro 2011, 70 anos. Foi em sua casa em São Paulo, Alphaville. A partir desta festa, todos que completarem 70 anos, deverão fazer a festa em sua casa, com boca livre e hospedagem para todos. Em cada dois anos haverá duas reuniões por conta disso. Nesta ocasião, fizemos uma retrospectiva de um passado de 70 anos, nos mínimos detalhes e foi mais um grande marco para manter viva toda a tradição, transmitir para os mais jovens como somos e reforçar como um todo a amizade dos membros de uma família que mutuamente se amam. Nós resistimos ao mundo globalizado, mas o mundo globalizado já não entende isso, as pessoas vivem cada um por si e vítimas da dispersão natural que o homem implantou no planeta como cultura globalizada. Não sei se será bom, nós preferimos o nosso jeito simples de viver e gregários como a espécie humana sempre determinou. Nós nos apoiamos, nós nos ajudamos nós nos preocupamos uns com os outros, e vivemos como um grupo que sente a necessidade o prazer de estar unido, “uma tribo perfeita, mas sem cacique e sem guerreiros”. As reuniões são espontâneas e muito prazerosas. As nossas reuniões trazem como qualidade de vida o resultado de um SPA, com a diferença de serem muito barulhentas. “Chegamos a falar cinco cada vez”! Até isso conservamos das raízes. Tenho um sobrinho que é “sãopaulino”, sofre muito, e só sobre o time ele gastou nada menos que quatro horas se somarmos todos os inícios e todos os cortes obrigados pela exaustão de glorificar vitórias e lamentar derrotas. “O sãopaulino é acima de tudo um forte, já dizia Euclides da Cunha”! Calma cara! Humor também é parte integrante da nossa cultura! “Ele se putifica quando o cutucamos com vara curta”. Brincadeira é meu amigão! Vejam a vinda da Europa. Foi uma epopéia, alem de terem usado muito bem “o crescei e multiplicai-vos: Nossa família a partir da imigração (viemos de Legnago, pertinho de Verona – Vêneto, Italia): De meus bisavós: Andrea Palma (nascido em12/12/1842) e Domênica Schivo, descenderam os seguintes filhos (todos imigrantes. Com meu bisavô vieram todos os seus irmãos, ele era o mais velho, mas não posso descrevê-los aqui porque o espaço do jornal não permite): Filhos do bisavô: Giovani Palma casado com Giosepina Bonamigo. Filhos: José, Silvio, Virgilio, Adélia, Julia, Augusta, e Maria. Maria Palma casada com Raymundo Tagliari. Filhos: Julio, Marcedes, José, Antonio, Emilio, Adelaide, Atilho, Maria, Alberto, Albino, Laurentino, Noemi, Eugênio, Luiz e Catarina. Vittorio Palma, não tenho dados. Emílio Palma, casado com Pierina Zanquet. Filhos: Rosa , Marcelo, Natalina, Daniel, Artur, Armida, André, Valentim, Giacomina, Caetano, Domingos, Helio, Albina e Fortunano.

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Hermínia Palma, casada com Batista Ghirelli. Filhos: Francisco, Ângelo, Vitório, Maria e Terezinha. Ernesto Palma, casado com Romilda Casella, este é meu avô e caçula desta família, imigrou da Itália com 4 anos de idade. Filhos: Dileta, Amélio (meu pai), Assunta, Belarmino, Dominga, Elvira, Maria, Leonora, Renato e Eliezer De Amélio Palma, Casado com Angela Belusso Palma (meus pais) descenderam: Nelson, Israel, Heitor, Maria, Helena, Abel, Davi, José Eloi, Francisco e Pedro. O bisavô era “posudo” e verdadeiro patriarca. Até a geração de meu pai a família era patriarcal, mas a “nona” (avó), opinava forte, até com poder de decisão. Heitor foi o que completou 70 anos e dono da festa, três dias. Teria muito a falar sobre nossa trajetória da vinda da Itália e no Brasil, mas não dá. Vamos às fotos, que têm cara de “balaio de gatos”, mas garanto que não é. Em comum com a Ilha Grande, temos o Lazareto, pois minha família ao chegar ao Brasil fez quarentena na Ilha das Flores, baia de Guanabara, hoje, pertinho da ponte Rio-Niterói.

Grande parte dos presentes, nunca deu para reunir todos em uma foto.

Os irmãos que puderam estar presentes.

Este japonês é parente por osmose. Nasceu em Okinawa, após salvo de uma tsunami, estudou nos Estados Unidos, agora se diz brasileiro. Gosta da pesca predatória, mas sua vocação é ambientalista. “Se não abrir o olho acabará preso”. .

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Interessante

No domingo, já que quebramos a tradição gastronômica, fizemos uma churrascada bem ao Rio Grande. Este é o aniversariante, dono da festa e pagante. Tava tão feliz que parecia pinto no lixo! Minha cunhada, Ana, diz ter raízes espanholas, através dos mouros, com uma pitadinha de índio adquirida no Brasil, por isso fez uma paella de frutos do mar, que ficou na história de tão boa. Mulher é sempre vencedora, conseguiu quebrar a tradição gastronômica dos Palma, mas valeu.

Este é nosso amigo Paulo, italiano falsificado no Paraguai, que diz ter origens bascas, por isso fez uma paella de carne que ficou muito legal! Ele tem sempre um argumento para derrubar qualquer tese, desta vez tentava provar que a paella veio da Itália para a Espanha, mas o povo só engoliu a Paella, a tese não!

Estes são os participantes que couberam na objetiva da máquina, tinha muito mais.

D. Irtis curtiu a festa com muita intensidade entre as amigas

Desculpem os leitores, mas o tom jocoso e/ou humorista é a nossa cara, por isso está presente em toda parte. Até o ano que vem!

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Interessante O Bullying Todos sofrem com o Bullying, mas uma pessoa pode fazer a diferença. Tinha uma menina loira, magra e pequena, só por isso os garotos zombavam dela, alguns garotos chamavam ela de loira do banheiro, mas ela não ligava. Depois de um tempo essa menina se mudou para outra escola, onde todo mundo era muito legal, os garotos e as garotas brincavam sem ofender. Mas infelizmente essa menina teve que voltar para a antiga escola, onde ela ganhou outro apelido, agora anãzinha... E até da escada ela foi empurrada, ela já não aguentava mais, não teve outra escolha, chamou o pai, e eles foram falar com a diretora, depois de muita conversa meu pai foi assinar alguns papéis e foi embora. O garoto deve ter tomado a maior bronca, pois ele nunca mais mexeu comigo. Se você tiver esse problema também, não agrida a pessoa, somente fale com seu pai ou com a diretora, que as coisas se resolvem. Nada se resolve com briga. Texto escrito por: Luize Egger Mac Cormick Idade: 10 anos

CONTO: DIA DE VISITA

TEMPOS DO PRESÍDIO p/ Sergio Orestes Ribeiro Quarta-feira, 7 de outubro de 1981, foi um daqueles dias festivos no Instituto Penal Cândido Mendes na Vila Dois Rios - Ilha Grande - estado do Rio de Janeiro, pois era dia de visita aos internos daquele estabelecimento prisional. Ainda de madrugada, em Vigário Geral, depois de descer às carreiras a escadaria da favela aonde residiam ela e seus cinco filhos menores, Oswaldina, parda, 37 anos, foi ter à parada e ônibus mais próxima de seu barraco, distante cerca de três quilômetros. Ali, prostrados pela negritude e pelo frio da madrugada, esperaram pacientes pelo ônibus que os levaria às imediações da Avenida Brasil, de onde tomariam uma nova condução com destino ao longínquo e bucólico município de Mangaratiba, ponto de embarque para a Ilha Grande. Deivid, o filho mais velho de Oswaldina, 9 anos, depois de urinar no muro atrás de si, agachou-se perto da mãe, de onde passou a choramingar queixando-se de dor de barriga. Os outros quatro, Charlene, Messias, Julião e Charlesdavinson, sete, seis, quatro e dois anos respectivamente, chupavam, ou melhor, engoliam balas de jujuba que sua mãe havia comprado no dia anterior, para matar a fome de todos durante a longa viagem. Em outro ponto do subúrbio carioca, justamente em Inhoaíba, Rosalina, mulata bonita de corpo, 27 anos, três filhos, aguardava o trem “Matadouro”, que a levaria e à sua prole ao bairro de Santa Cruz, zona rural da “cidade maravilhosa”. O que havia em comum entre estas duas famílias? Bem, ambas as mulheres pretendiam, naquela data, no presídio da Ilha Grande, visitar o amante “Jorjão”, 39 anos, ex-chefe do tráfico no Vidigal, membro ativo do Comando Vermelho e pai daquelas oito crianças. Dá-se que as duas já se conheciam de longa data, não obstante a diferença geográfica havida entre suas áreas de atuação. Oswaldina era faxineira, sem emprego fixo, e operava na baixada fluminense, enquanto que Rosalina, atraente como era, meretriciava na região da Lapa, claro, sem o conhecimento de “Jorjão”. Em outras oportunidades, quando o destino às colocara frente a frente, por motivo de ciúmes, espinafraram-se e partiram para as vias de fato, tendo uma vez sido presas, mas horas depois liberadas. “Jorjão” soube do fato e as advertiu severamente, dizendo que jamais as perdoaria se tais quiproquós viessem a se repetir. Após os percalços naturais da viagem, cansadas e apoquentadas pelos filhos, Oswaldina e Rosalina finalmente chegaram à Mangaratiba. A área próxima do cais de embarque estava repleta de visitantes. Mulheres se engalfinhavam; homens discutiam; crianças gritavam e corriam; ambulantes apregoavam aos berros seus produtos; um inferno enfim. No meio do pandemônio, parece que para agravar mais a situação reinante, eis que as duas, naquele exato momento, se avistam. Oswaldina, à moda dos boxeadores, encara Rosalina que, atrevida, sustenta o olhar de naja da outra. Se aproximando devagar, Oswaldina rosna: -Se tu pensa que vai se encontrar com ele hoje, sua p..., pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque antes eu vou te arrebentar toda!

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Com muita calma e frieza, Rosalina responde: - Tu tá é com ciúme, sua vaca filha da p...Só porque eu sou uma gata e a preferida do “Jorjão”? Pois tu vai ver! Sem poder se conter, depois de ouvir a réplica desaforada de Rosalina, Oswaldina avança e dá-lhe uma potente porrada, jogando-a ao chão. Como era só mais uma briga, a multidão acorre ao local e se divide logo em duas torcidas. Uns torcem por Oswaldina, enquanto que outros, pela vistosa Rosalina. Sem dar atenção à balbúrdia, as duas trocam socos, tapas e pontapés, entremeados por puxões de cabelo e palavrões. Os filhos das duas, apavorados, se encolhem em um canto em torno dos mais velhos. Em dado momento, para alívio das duas briguentas, chegam dois cabos da PM e acabam com o tumulto. A multidão se dispersa e corre para embarcar no “Tenente Loretti”, pois já está na hora da partida para a Ilha Grande. Oswaldina e Rosalina, emburradas e com a cara cheia de hematomas e arranhões, uma sentada na proa e outra na popa da embarcação, finalmente se aquietam. Em Vila do Abraão, aonde desembarcaram sem maiores transtornos, todos os visitantes são diretamente conduzidos às instalações do destacamento da PM local, para a revista de praxe. – Mulheres para cá; homes para lá, berrava o sargento de serviço. As mulheres, que eram infinitamente mais numerosas que os homens, foram transferidas para uma sala bastante ampla, na qual existiam dois biombos próprios para a inspeção individual. Ali, elas se despiram e foram revistadas por duas funcionárias do sistema. Suas bagagens foram vistoriadas, assim como suas roupas e partes íntimas. Terminado o demorado e constrangedor procedimento, foram apreendidos: Uma navalha sueca, que estava escondida dentro de um bolo de aniversário; dois canivetes; três pequenos punhais; meio quilo de maconha prensada; uma lata de cola de sapateiro; duas lâminas de serra; um alicate; meio metro de corrente; uma colher de pedreiro e, até agora ninguém sabe direito para qual finalidade, uma imitação de língua humana...de silicone. Oswaldina e Rosalina, muito a contragosto, foram embarcadas no mesmo caminhão marca Chevrolet “Marta Rocha” com destino à Vila Dois Rios. Aproveitando os solavancos do veículo, elas se olhavam de esguelha, espreitando-se. Lá chegando, desembarcaram em frente ao já arruinado presídio. Após ouvirem as recomendações e explicações do austero chefe da segurança, foram introduzidas no pátio, aonde receberam seus visitados. Era uma verdadeira festa e a criançada era o ponto alto. Homens e mulheres se abraçavam e beijavam, assim como alguns “homens” e homens. O alarido era intenso. Os presentes eram entregues em meio a muita emoção e alegria. Todos sorriam e confraternizavam. Um pastor evangélico que viera com a turba, reuniu um grupo que não estava sendo visitado e iniciou uma acalorada pregação. Destoando da multidão, mas confiante, Oswaldina esperava a um canto, junto com seus filhos. No seu íntimo, ela estava ciente de que não era a mais nova, a mais bela, a mais gostosa das mulheres de “Jorjão”. No entanto, para seu prazer secreto e pessoal, ela sabia ser capaz de fazer com ele coisas que as demais sequer eram capazes de imaginar. -Não tem problema não, minha vez vai chegar! – Quem ri por último ri melhor! -murmurava de si para si mesma. Não demorou muito e lá estava descendo as escadas a sua rival. Aproximando-se de Oswaldina, ela lhe sussurrou: - Suba sua p... que “nosso homem” te espera. Sem aguardar qualquer resposta, Rosalina se afastou com seus pequenos. “Jorjão”, por ter sido um respeitado chefe do tráfico e membro destacado do proscrito Comando Vermelho, há muito conquistara certas regalias com a conivência do diretor da penitenciária, incluindo o poder de receber suas visitas em um ambiente privativo e exclusivo, no qual se reunia amiúde com seus advogados e asseclas externos e internos. Quando lhe convinha, “Jorjão” recebia ali também suas amantes, como se o lugar fosse seu parlatório particular. Conhecedora que era dos caminhos para chegar ao amante, Oswaldina para lá se dirigiu. Depois de confraternizar-se com os filhos, “Jorjão” pediu que fossem brincar num cômodo anexo e ficou a sós com ela. -Dina, que diabo é isso mulher!- Já não te disse que não quero você e a Rosa brigando por minha causa? -Quem vocês pensam que são? As donas do pedaço? -Já disse pra ela e vou repetir prá você: Mais uma graça dessas e vou pegar as duas de porrada! – Tô avisando, hein! -Já to de saco cheio dessas encrencas entre vocês! -Tudo bem, meu amor! –De agora em diante eu e ela não vamos mais brigar, tá? – respondeu falsamente pesarosa Oswaldina. -Agora chega de jogar conversa fora e vem “nhanhá” com tua preta! - convidou. Como se o dia houvesse encolhido em várias horas, a sirene, lembrando o som dos alertas antiaéreos ouvidos durante a 2ª grande guerra, informou o fim do horário de visitação. Na estrada, já no caminhão, no sentido da Vila do Abraão, Oswaldina fazia gestos obscenos para Rosalina, que revidava xingando-a com os lábios, sem emitir qualquer som: -Vagabunda! - Filha da p...! -Vaca! Na barca, para desespero dos turistas e em meio à fuzarca e ao júbilo causado pela sensação do dever cumprido, alguém gritou para alguém: -”Quarta-feira tamo de volta”!

Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151


Interessante Cantinho da Sabedoria “Ouve com paciência e fala construindo.” (Emmanuel) “Na sua mão está a chave do seu destino.” (Lourival Lopes) “Amigo é alguém que nos conhece a fundo, e não obstante nos quer bem.” (E. Hubbard) “Quem reconhece a própria ignorância vislumbra a sabedoria.” (Confúcio)

Colaboração do seu TULER “A criação de uma área protegida é uma confissão de suicídio. Uma sociedade que precisa proteger a natureza de si mesma não pode estar certa.” José Lutzemberger Colaboração: Juliana Fernandes

Cantinho da Saudade TRIBUTO À AUGUSTO MACHADO, BOLINHO.

A vós menino, rei das ondas de Lopes Mendes.. onde estarás? Alteza que navegou neste mar de além Uma vez sonhei neste mar... Neste paraíso Grande beleza jovem, que pereceu na flor da idade Uma vez lembrei, na poesia da grandeza de você Senhor das ondas... Menino que partiu Tua lembrança, estará retratada nesta ilha Onde o sonho dos jovens nasce, existe flor. Porque o criador nos cedeu o privilégio de criar os mais belos navegadores.. Velejadores que surfam neste mar de amor, Mas, a surpresa da vida nos ceifa a amizade viver. Porque você partiu... Seus amigos, seus pais, estão órfãos.. Do grande príncipe das ondas dessa ilha, Mas lembraremos sempre de estar ao teu lado, Amigo, irmão, filho... Porque o amanhã não é nosso... Será sempre hoje Porque viverás eternamente em nossos corações. Tenho dito: obrigado por você estar conosco. Martins Mendonça (Gaúcho).

Jornal da Ilha Grande - Dezembro de 2011 - nº 151

MINEIRIM SÓ NÓIS MINERO MEMO UAI QUE TEM INTELIGENÇA Seu Zé, mineirinho de GUAXUPÉ, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé: - O Senhor não disse na hora do acidente ‘Estou ótimo’? E seu Zé responde: - Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete.... - Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. - Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: ‘Estou ótimo’? - Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia... O advogado interrompe novamente e diz: - Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta. Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado: - Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer. Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu: - Como eu tava dizeno, coloquei a mula na caminhonete e tava desceno a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada protrolado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvi a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulero rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois di dá uma oiada nela, ele pegô o revorve e atirôx 3 veiz bem no meio duzôio dela. Dipois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse: - Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo? - Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo Colaboração: Hilda Maria

COSAF – OSVALDO AFONSO REDE DE ENSINO O COSAF objetiva colaborar para a construção do conhecimento, valorizando a interdisciplinaridade e despertando o senso crítico do aluno, de modo que sua aprendizagem e seu comportamento estejam pautados na ética, no respeito às diferenças, para o desenvolvimento pleno do exercício de cidadania a que todos têm direito. Venha para o COSAF !

Telefone : (24) 3365-1753 Luciana Pereira Orientadora Educacional / Coordenadora de eventos

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Diversos FINANCEIRO - OSIG

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Balancete do terceiro trimestre 2011 Saldo do Trimestre Anterior RECEITA DOAÇÕES NATAL ECOLÓGICO 2011. O Eco Jornal R$ 500,00 Pousada Juliana R$ 200,00 Pousada Sanhaço R$ 150,00 Pousada Portal dos Borbas R$ 50,00 Pousada Caiçara R$ 250,00 Pousada Ancoradouro R$ 200,00 Bar Amarelinho R$ 60,00 Pousada Mar Azul R$ 300,00 Pousada Solar da Praia R$ 200,00 Pousada Pedacinho de Céu R$ 100,00 Pousada Bossa Nova R$ 500,00 Pousada Aconchego R$ 150,00 Pousada Alfa R$ 200,00 Restaurante O Pescador R$ 200,00 Restaurante Rei dos Caldos R$ 50,00 Kebab Lauge R$ 100,00 Café do Mar R$ 100,00 Pousada Ilha Grande R$ 100,00 Restaurante Toscanelli R$ 200,00 Pausada Tropicana R$ 100,00 Restaurante Rei da Moqueca R$ 100,00 Riacho dos Cambucás R$ 200,00 Pães e Cia R$ 100,00 Pousada Mara e Clod R$ 160,00 Pousada Lonier R$ 200,00 Pousada Mata Nativa R$ 200,00 Armazem Bier R$ 200,00 Venda de Camisetas ANUIDADES Antonio Fernandes Leite Andrés Sandalic Núbia Reis Karen Garcia TOTAL

DESPESAS NATAL ECOLÓGICO 2011 Idílio Mat. de Construção Refeições – Biergarten Refeições – Rest. Dom Mario Compra - Mat. Elétrico Compra - Iluminação e Mat. Elétr. Paes – Recup. Casa Caiçara Som – Marcelo Russo Apoio Prof. Carlos Monteiro Despesas de Viagem – 21/10/2011 17/12/2011 19/12/2011 OPERACIONAL Registro de Ata de Diretoria Registro de ata da AG Saldo para o 1º Trimestre 2012 Total

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R$ 120,00 R$ 120,00 R$ 120,00 R$ 120,00

R$ 1.959,03

A Liga cultural Afro Brasileira convoca os seus associados para a Assembléia Ordinária, a realizar-se, na Casa de Cultura – Rua de Praia s/n na Vila do Abraão, Ilha Grande – Angra dos Reis, no dia 14 de janeiro de 2012, às 14hs em 1º convocação e às 14h30min, ultima convocação, para tratar dos seguintes assuntos: Leitura da ata da reunião anterior; Apresentação dos trabalhos desenvolvidos pela gestão em 2010/2011; Apresentação de novos sócios e aprovação em assembléia; Apresentação do Novo estatuto da entidade e aprovação em assembléia; Apresentação de novos candidatos à direção da Entidade; Eleição da Nova diretoria para o biênio 2012/2013. Felipe Gustavo Pires Barbosa. DIRETOR Angra dos Reis 15/12/ 2011

R$ 4.870,00 R$ 150,00

R$ 5.020,00

R$ 480,00

R$ 5.500,00 R$ 7.459,03

R$ 40,60 R$ 322.52 R$ 137,60 R$ 87,30 R$ 721,71 R$ 300,00 R$ 2.100,00 R$ R$ R$

150,00 385,80 282,00

R$ 115,60 R$ 115,60

R$ 4.527,53

R$ 231,20

R$ 4.758.73 R$ 2.700,30 R$ 7.459,03

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O ECO Dezembro 2011  

jornal o eco ilha grande

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