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Macaé, sábado, 4 e domingo, 5 de fevereiro de 2017. Ano XLI, Nº 9240

Fundador/Diretor: Oscar Pires

EDUCAÇÃO O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

BACHARELADO OU ICENCIATURA? Descubra qual é a melhor opção para você. PÁG.2

No Ensino Fundamental 2, a disciplina Ciências é dividida em Química, Física e Biologia, tem simulado bimestral, três provas por semana, laboratórios de Química, Física e Biologia

VOLTA ÀS AULAS MOVIMENTA O COMÉRCIO NO MUNICÍPIO Comerciantes acreditam que movimento será intenso nesta segundafeira(6), com o retorno das aulas. PÁG.3

CASA IPÊ – ESPAÇO DE LER, PENSAR E CRIAR Na Casa Ipê, a construção do conhecimento se dará por meio da literatura e diversas linguagens artísticas. PÁG.4

Colégio Atlântico com Ensino Bilíngue e nova sede na praia do Pecado O Colégio Atlântico utiliza a metodologia do Sistema Etapa, um dos mais importantes do país, estando entre os três primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). PÁG. 05


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Bacharelado ou licenciatura?

DIVULGAÇÃO

Se optar por ser professor depois de terminar o bacharelado, o estudante pode reingressar na faculdade e pedir dispensa das matérias já vistas e fazer apenas as disciplinas ligadas à formação de docente

Descubra qual é a melhor opção para você

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ara se decidir entre o bacharelado e a licenciatura você precisa conhecer as diferenças básicas entre os dois tipos de graduação. Enquanto um bacharel é formado para atuar de forma mais ampla no mercado, a licenciatura é indicada para quem quer virar professor e dar aula para o Ensino Fundamental e Médio. As duas habilitações têm a mesma base. No entanto, dependendo da faculdade, a partir de determinado semestre é preciso optar entre o bacha-

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relado ou a licenciatura. Os estudantes desta última irão ver na faculdade disciplinas ligadas à didática, psicologia e pedagogia. O bacharel pode trabalhar em áreas mais diversas e ser, por exemplo, médico, administrador, engenheiro… Só não pode dar aula, a não ser que tenha cursado durante a graduação, além das matérias do bacharelado, as disciplinas voltadas à área de educação. Se optar por ser professor depois de terminar o bacharelado, o estudante pode rein-

gressar na faculdade e pedir dispensa das matérias já vistas e fazer apenas as disciplinas ligadas à formação de docente. Para o pró-reitor de graduação da Unicamp, a licenciatura pode oferecer um bom campo de trabalho no Brasil. “É uma área que o país precisa e sempre haverá demanda. A tendência é a valorização do professor, principalmente para o Brasil avançar frente aos outros países, pois só conseguirá progredir através da educação”, explica Marcelo Knobel.

CONFIRA

As principais Licenciaturas ● ARTES CÊNICAS

● CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

● CIÊNCIAS SOCIAIS

● FILOSOFIA

● GEOGRAFIA

● INFORMÁTICA

● MATEMÁTICA

● PEDAGOGIA

● ARTES VISUAIS

● CIÊNCIAS NATURAIS

● EDUCAÇÃO FÍSICA

● FÍSICA

● HISTÓRIA

● LETRAS

● MÚSICA

● QUÍMICA

EXPEDIENTE - JORNAL EDUCAÇÃO É UMA PUBLICAÇÃO SAZONAL • Propriedade: EJORAN - Editora de Jornais, Revistas e Agências de Notícias • Sede e Parque Gráfico Próprios. Rua: Benedito Peixoto, 90 Centro Macaé/RJ Tel. (22) 21066060 - CNPJ: 29699.626/0001-10 • Registrado na forma da lei • Diretor Presidente: Oscar Pires • Editor: Márcio Siqueira (marcio@odebateon.com.br) • Vendas de Publicidade: Juana Lima (juanalimadebate@odebateon.com.br) • Edição Gráfica: Felipe Neto (comercial@odebateon.com.br) e Marcos Vinícius (marcosvinicius@odebateon.com.br) • Fotos: Wanderley Gil e Kaná Manhães (fotografia@odebateon.com.br) • Acesse: www.odebateon.com.br • E-Mail: comercial@odebateon.com.br • A direção de O DEBATE não se responsabiliza e nem endossa os conceitos emitidos por seus colaboradores em ações ou artigos assinados, sendo de total responsabilidade do autor. • Filiado à ADJORI - RJ Associação dos Diretores de Jornais do Estado do Rio de Janeiro e à ADI Brasil • ANJ Associação Nacional de Jornais.


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Volta às aulas movimenta o comércio no município

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WANDERLEy GIL

Comerciantes acreditam que movimento será intenso nesta segunda-feira(6), com o retorno das aulas

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esmo com o fim das férias escolar, muitos pais deixaram para comprar os materiais no início da semana da volta ás aulas, que recomeçam nesta segundafeira (6), e a procura por material escolar em papelarias, lojas especializadas e livrarias tem aumentado constantemente. A reportagem de O DEBATE foi a algumas lojas no Calçadão da Rui Barbosa para conferir o movimento. De acordo com o gerente de uma papelaria local, José Antônio, os consumidores fizeram diferente neste ano, a maioria deixou para comprar no início de fevereiro devido a data de pagamento. Já outros pais, se programaram para comprar os materiais no início de janeiro, evitando assim grandes filas e dor de cabeça. Segundo José

Antônio, o movimento maior está previsto para acontecer nesta segunda-feira (6), mesmo que o estudante já esteja matriculado, pois muitos preferem fazer as comprar com tranquilidade. “O movimento está bem aleatório porque os consumidores resolveram comprar no início do mês passado e outros optaram este mês. Acredito que esta semana de volta às aulas, tenha um movimento maior também, pois muitos pais e alunos retornaram de viagens”, disse. Já na papelaria onde Joel Almeida é gerente, o movimento foi intenso durante todo o mês. “Tivemos um aumento de 50% e esperamos um bom movimento ainda para a semana de início das aulas”, disse, relatando que nas primeiras semanas do ano letivo, o aumento de

movimento é considerável. “A loja fica cheia todos os dias, pois procuramos dar variedades aos clientes, vendemos desde borracha até livros didáticos”, destacou o gerente. Na tentativa de amenizar o efeito das compras escolares no bolso do consumidor, o comércio oferece parcelamento no cartão de crédito e no cheque para atrair os clientes que, neste início de ano, já estão comprometidos com outras despesas extras. Segundo Joel, as compras feitas em sua papelaria podem ser parceladas em três vezes no cartão ou no cheque pré-datado. Mas mesmo com as facilidades no pagamento, os consumidores vem sentindo o aumento nos preços de material escolar. De acordo com a técnica em informática, Otávia Pereira

O movimento nas lojas tende a aumentar nesta última semana de férias

Lobato, que compra material escolar para seus dois filhos, só com livros neste ano (são cerca de 10) deve-se gastar aproximadamente R$ 2 mil, despesa com o filho mais velho, que cursará 6º ano do ensino fundamental. Com os materiais do filho mais

novo, que está no jardim 3, ela estima gastar cerca de R$ 600. “No ano passado, gastei aproximadamente R$ 1.800, com livros e materiais escolares. Mas este ano estou vendo que vou gastar ainda mais”, disse Otávia.


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Casa Ipê – Espaço de ler, pensar e criar Na Casa Ipê, a construção do conhecimento se dará por meio da literatura e diversas linguagens artísticas

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Casa Ipê é um curso de incentivo à leitura e à escrita. Um espaço para que crianças e jovens de 4 a 14 anos tenham maior proximidade com os livros e possam se encantar por eles. Durante os encontros semanais, os alunos terão a oportunidade de perceber a literatura de forma prazerosa, não como uma obrigação ou apenas como artifício de avaliação. Através da leitura reflexiva, da interpretação de texto e da escrita criativa, desenvolverão a autoria, suas reflexões e produções. As atividades e os temas propostos são elaborados com o intuito de sensibilizar, potencializar a imaginaçãoe ampliar a visão de mundo das crianças e jovens. Na Casa Ipê, a construção do conhecimento se dará por meio da literatura e diversas linguagens artísticas, como o cinema, a música e as artes plásticas. Os encontros acontecerão uma vez por semana e os grupos serão pequenos, no máximo 8 alunos, com faixas etárias próximas para melhor aproveitamento e acolhimento. A Casa Ipê terá um quintal e algumas aulas e atividades acontecerão ao ar livre permitindo que a aprendizagem não se limite ao espaço da sala de aula. Ao longo do ano, acontecerão eventos e programações

culturais para alunos, familiares e amigos. A Casa, situada na Rua Curindiba de Carvalho, 56 Imbetiba, pertenceu à Zelita Rocha de Azevedo, bisavó de Vívian Curvello, professora e idealizadora do projeto da Casa Ipê. Mantendo a tradição da casa de dona Zelita, aCasaIpê será um espaço de encontros, debates e acolhimento. Essa proposta representará para Macaé um ganho nas áreas do conhecimento, da cultura, das artes e da educação de crianças e jovens. No momento, a Casa Ipê encontra-se em fase de adequação dos seus espaços para início das atividadesno dia 7 de março. No entanto, as matrículas estão abertas através do e-mail: casaipe@espacocasaipe.com e os telefones (22) 2141-5881 e (22) 99616-2316.

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Colégio Atlântico com Ensino Bilíngue e nova sede na praia do Pecado abre bolsão para Pré Vestibular dia 4 O Colégio Atlântico utiliza a metodologia do Sistema Etapa, um dos mais importantes do país, estando entre os três primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)

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Colégio Atlântico está com as inscrições abertas para o Bolsão do Pré Vestibular. A prova acontece dia 04 de fevereiro e os interessados devem efetuar suas inscrições na secretaria do Colégio. A direção está preparando as duas unidades para a volta às aulas dia 6 de fevereiro. Com uma nova sede na praia do Pecado atendendo a Educação Infantil e o Ensino Fundamental 1, para alunos a partir de 1 ano de idade, o Colégio também oferece Ensino Bilíngue. Este ano as novidades são muitas. Além da nova sede que irá proporcionar maior conforto e comodidade aos pequenos, as aulas de xadrez e meditação estarão inseridas na grade curricular. O Ensino Bilíngue está sendo oferecido a partir dos 3 anos de idade e uma nutricionista irá fazer um atendimento diferenciado para todos os alunos, valorizando a educação alimentar. Com coordenadores capacitados em cada seguimento, o Colégio Atlântico, oferece Pré Vestibular e o projeto ENEM com aulas aos sábados, e de segunda à sexta, à tarde. Os alunos do 3º ano do Ensino Médio interessados em fazer reforços em disciplinas específicas nas áreas Biomédica, Humanas e Tecnológicas, também poderão fazer os módulos. Independente de ser aluno do Atlântico, a pessoa pode fazer o Pré Vestibular e escolher seus horários e disciplinas. A monitoria no Ensino Médio continua em todas as disciplinas, bem como o reforço no Ensino Fundamental 2 com aulas de apoio e aulas preparatórias para as olimpíadas. O diretor do Colégio, Henrique Pontes, explica que o corpo docente é formado por professores capacitados. “Temos provas três vezes na

semana, e o 3 ano tem simulado toda sexta-feira. Nossos coordenadores são: Educação Infantil, Lilian Medeiros, Ensino Fundamental 1 e Bilíngue, Ana Paula Quintal, Ensino Fundamental 2, Thamyres Oliveira, Ensino Médio, Rodrigo Agum e a Orientadora Educacional, Adelina. Estamos com ótimas expectativas com relação os resultados do vestibular. Nosso alunos do 3 ano tiraram acima de 900 na redação. 50% das vagas destinadas para a rede particular de ensino do Colégio de Aplicação (CAP) foram preenchidas pelos alunos do Atlântico. Destacamos o aluno Aquiles Magalhães que passou em 1º lugar para Eletromecânica no IFF, quinto lugar no Colégio Santo Agostinho, sétimo lugar no Colégio Santo Inácio e em 16 lugar no processo seletivo do CAP. No IFF Aquiles foi o terceiro lugar de toda região”, disse Henrique Pontes, que é professor de Geografia formado pelo IFF e pós graduado em Educação. O Colégio Atlântico utiliza a metodologia do Sistema Etapa, um dos mais importantes do país, estando entre os três primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A Educação Infantil possui horário parcial ou integral, turmas reduzidas com auxiliares, projeto bilíngue com três horas de inglês por dia, atividades diferenciadas a cada 50 minutos e agora um espaço com quadra coberta, parquinho, mais de 20 salas, laboratórios, cozinha industrial, banheiros, bebedouros, brinquedos, e toda infra necessária. No Ensino Fundamental I, a Alfabetização se dá através do método fônico. No Ensino Fundamental 2, a disciplina Ciências é dividida em Química, Física e Biologia, tem simulado bimestral, três pro-

DIVULGAÇÃO: COLÉGIO ATLâNTICO

vas por semana, laboratórios de Química, Física e Biologia, quadra multifuncional, aula de apoio de Matemática, Física, Química e Biologia, Lista Pense Etapa mensal (uma lista tipo simulado revisando conteúdos), mesas de jogos, sala de vídeo, música, orientador educacional e psicólogo para atender pais de alunos. Já no Ensino Médio, as apostilas do 3 ano são voltadas

para o Enem, há simulado semanal (3 ano), simulado mensal (1 e 2 ano), e monitor para todas as disciplinas. Todo conteúdo do Ensino Médio é dado no 1 e 2 ano. No 3 ano revisão de todo conteúdo do 1 e 2 ano. Incentivo a participação em Olimpíadas. Vários alunos aprovados no Enem. A proposta de trabalho do Colégio Atlântico é se tornar

referência no ensino. Possui segundo lugar no ENEM no país, melhor resultado na UERJ 2016, 95% de aprovação em vestibulares, primeiro lugar em redação do ENEM 2015. Conheça a proposta pedagógica agendando sua visita e participando das palestras de apresentação. Mais informações através do tel (22) 2772-1756.


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Colégio Atlântico prossegue com palestras sobre prevenção ao uso de drogas e álcool V t

isando promover à saúde junto às famílias, o Colégio Atlântico prossegue este ano com o calendário de palestras de conscientização sobre o uso de drogas e álcool na adolescência, dentro do cronograma pedagógico escolar. Entendendo que o professor é essencial para o enfrentamento desta questão em razão de sua proximidade com os alunos, o Colégio reforça as informações sobre os efeitos das drogas para o jovem, sua família e a sociedade através de palestras ministradas por profissionais convidados. O tema drogas será abordado por meio de diferentes disciplinas.

A orientação do Colégio é que o professor busque constantemente conhecimentos e novas práticas de prevenção às drogas, com vistas à conscientização dos alunos. Alguns fatores colocam a escola em situação privilegiada para a promoção da saúde e a prevenção do uso de drogas, já que a maioria dos casos de experimentação de drogas ocorre na adolescência, período em que a maior parte das pessoas freqüenta a escola. Os jovens passam um tempo significativo de suas vidas dentro do ambiente escolar, por isso a escola é um espaço privilegiado para

reflexão e formação de valores. “Quando o assunto são as drogas, o principal papel da escola deve ser a prevenção primária, ou seja, evitar a experimentação por meio da redução de fatores de risco e do reforço de fatores de proteção. O ambiente escolar deve ser um ponto de convergência de palestras, programas e projetos que visem a promoção da saúde. É importante ter consciência de que os efeitos das drogas não são os mesmos para todas as pessoas ou em todas as ocasiões”, explica a palestrante Ruth Escudeiro. De acordo com registros, a droga provoca um prazer

enganoso. Com o passar do tempo, o organismo passa a querer usá-la cada vez com mais frequência e em quantidades maiores. O jovem acredita que pode interromper o uso a qualquer hora e que as consequências negativas nunca irão ocorrer com ele. Muito se engana, pois qualquer droga vicia – cada uma no seu tempo, dependendo da quantidade. O fato é que o indivíduo é sempre afetado de forma prejudicial. O usuário e sua família acabam arcando com as consequências, com desgastes de relacionamentos entre pais e filhos, amigos,

parentes e namorados. Além disso, a drogacontribui com o aumento de violência urbana e doméstica, brigas e mortes no trânsito, roubos, assassinatos, vandalismo, entre outros. Diante da questão que trata do uso indevido de entorpecentes ilícitos, o Colégio Atlântico, vai intensificar no decorrer do ano letivo com estratégias que focam na qualidade de vida do estudante e reforço do elo entre a família e escola, uma das prioridades do colégio. O Colégio Atlântico fica na conhecida rua das firmas, no Novo Cavaleiros, Rua Aristeu Ferreira da Silva, 1561, telefone 27721756.


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Amazon prepara chegada do Audible, seu serviço de audiolivros, ao Brasil Serviço permite ouvir audiolivros e empresa já negocia com mercado local

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Amazon começou negociações para trazer o Audible, serviço que permite ouvir audiolivros, para o Brasil. Segundo fontes do mercado editorial, a empresa já negocia com editoras locais para levar o conteúdo dos livros físicos para o mundo do áudio. Além disso, a empresa abriu uma vaga de produção de áudio para seu escritório em São Paulo no projeto do Audible, sete meses após transferir Milton Leite da divisão responsável pelo leitor eletrônico Kindle para chefiar os negócios do Audible no País. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou, as nego-

ciações ainda estão em estágio inicial e não há previsão para o lançamento do serviço por aqui. “A Amazon está esperando para formar um bom catálogo em português antes de lançar”, disse uma das fontes, que preferiu não se identificar. Por enquanto, a empresa tem oferecido às editoras um acordo para produção dos audiolivros em seu próprio estúdio, que está sendo montado em São Paulo. Em troca, exige exclusividade na venda dos volumes e uma fatia maior sobre o valor dos livros vendidos. Acordos semelhantes já foram propostos por outras empresas

do mercado nacional – como a Ubook, da Saraiva, e a startup TocaLivros. A diferença, segundo as fontes, é que a Amazon oferece relatórios de venda em tempo real, o que facilita a vida das editoras. A gigante norteamericana também permite que as editoras produzam seus próprios audiolivros, mas essa é uma possibilidade com menor chance de sucesso. “Produzir um audiolivro é tão caro quanto fazer um livro físico, com a diferença que vende muito menos”, disse uma das fontes. “É um mercado que nunca pegou aqui, mas, com o direcionamento certo,

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pode conquistar o público que é acostumado a ouvir podcasts.” Questionado em entrevista ao jornal no início do mês sobre a plataforma de audiolivros, o diretor-geral da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, desconversou. “É um belo produto, mas não sei quando a gente vai lançar. Não sei se dá para fazer com o Audible o trabalho que a gente fez com livros digitais”, disse o executivo. Antes da chegada da Amazon ao País, no fim de 2012, o mercado de livros digitais era pouco significativo. Não é a primeira vez, no entanto, que a Amazon menciona o serviço no País. Em sua apresentação no Congresso Internacional do Livro Digital, realizado em agosto do ano passado em São Paulo, Szapiro já exibia o logotipo do Audible em sua apresentação de slides. No exterior, o Audible é hoje um dos principais serviços da Amazon no segmento editorial, ao lado do leitor eletrônico Kindle e do serviço de streaming de livros Kindle Unlimited – os dois últimos já existem no Brasil. Plataforma Hoje, o Audible funciona no Brasil apesar de não ter tradu-

ção para o português, mas seu catálogo no idioma local é pequeno: são cerca de cem livros, a maior parte concentrada em títulos de autoajuda e clássicos da literatura mundial, como Shakespeare e Daniel Defoe. É pouco perto dos 5 mil títulos em francês, 3,5 mil em espanhol, 30 mil em alemão e 150 mil em inglês. Criado em 1995 nos EUA, o Audible foi comprado pela Amazon, em 2008, por US$ 300 milhões. Trata-se do principal serviço de audiolivros dos EUA, com versões para PC, Mac, Android e iPhone. São mais de 200 mil títulos disponíveis para os usuários do serviço em todo o mundo – a Amazon não revela o número total de usuários. É possível assinar o serviço por US$ 15 por mês para baixar um ou dois títulos por mês, ou comprar em formato avulso, com preços entre US$ 1 e US$ 25. No Brasil, o Audible pode ter dois concorrentes: o Ubook – sistema da Saraiva que funciona por assinatura de R$ 19,90 ao mês – e a startup TocaLivros, que também busca criar esse hábito no mercado brasileiro.


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PRAZER DE LER

Ilcimar Abreu

Ler por quê?

LANÇAMENTO

Histórias de gente que lê

O Brasil tem mais leitores a cada ano. Em 2011, eram 50% da população. Em 2015, eram 56%. Por outro lado, isso também significa que 44% da população não lê. Ainda pior: 30% nunca comprou um livro. Vale destacar que a leitura é um dos melhores exercícios possíveis para manter o cérebro e as capacidades mentais em forma. Isso é verdade porque a atividade de leitura exige colocar em jogo um importante número de processos mentais, entre os quais se destacam a percepção, a memória

e o raciocínio. A leitura, em última análise, inunda de atividade o conjunto do cérebro e também reforça as habilidades sociais e a empatia, além de reduzir o nível de estresse do leitor. O livro e qualquer leitura comparável são, portanto, uma academia acessível e barata para a mente, a que proporciona o melhor custo/benefício em todas as fases da vida, razão pela qual deveriam ser incluídos na educação desde a primeira infância e mantidos durante toda a vida.

CURIOSIDADE

O livro, com 179 páginas, lançado pelo Selo Observatório do Livro e da Leitura, traz 37 histórias colhidas durante as viagens do autor, Galeno Amorim, jornalista e escritor, que atuou como presidente da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e secretário da Cultura em Ribeirão Preto. A obra se compõe de deliciosas crônicas do cotidiano, pequenas histórias de pessoas que transformaram e continuam a transformar suas vidas pelos livros. São relatos humanos e emocionantes que impressionam pela força poderosa das próprias histórias. A novidade é que, pela primeira vez, o livro sairá apenas no formato eBook. Para reunir os amigos e leitores, Galeno decidiu fazer um lançamento pela internet. E com direito a sarau, presença virtual de pessoas interessantes, venda de livros e até sessão digital de autógrafos, tal qual acontece nos lançamentos presenciais. O livro estará à venda nas principais livrarias digitais (Amazon, Kobo e outras) a partir de 08 de fevereiro.

“Empoderamento” é a palavra do ano A Editora Positivo fez um levantamento e apresentou as dez palavras mais buscadas no Dicionário Aurélio em 2016, levando em consideração ferramentas direcionadas para mais de dois milhões de estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, que utilizam os produtos educacionais da editora. Em primeiro lugar aparece a palavra “empoderamento”, seguida pelas palavras “política”, “sexo”, “racismo” e “microcefalia”.

Segundo o diretor-geral da Editora Positivo, Emerson dos Santos, “fazendo uma análise, é possível perceber que a busca por palavras está muito relacionada com o momento em que a sociedade se encontra”. “Algumas palavras como empoderamento têm diversos desdobramentos, já que neste ano falou-se muito sobre este tema no País, tanto no cenário político, ou até mesmo a luta das mulheres pela igualdade de gênero”.


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Simples passos para conseguir ler mais ao longo do ano DIVULGAÇÃO

MBA / FGV

A Fundação Educacional Luiz Reid em convênio com a Fundação Getulio Vargas, iniciará em breve as turmas: MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, MBA em Gerenciamento de Projetos, MBA em Gestão Empresarial, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, MBA em Logística e Supply Chain Management. Matrículas abertas ! DIVULGAÇÃO

Sem açúcar Mesmo se alimentando de forma saudável, Sarah Wilson era viciada em açúcar, que se escondia em frutas, granola, barras de cereal, molhos de salada e alimentos integrais. Quando descobriu que o açúcar poderia estar afetando seu peso, humor, sono e a sua tireoide, resolveu mudar. Em Chega de açúcar, ela conta como conseguiu largá-lo e oferece ferramentas e inspiração para iniciantes.

Educação A primeira geração do EAD foi caracterizada pelos cursos por correspondência. Nesse tipo de curso, o aluno recebia o material solicitado em casa, com conteúdos e exercícios a respeito do tema que seria estudado. Um bom exemplo dessa geração é o Instituto Universal Brasileiro, que preparava os alunos para o mercado de trabalho com materiais impressos enviados pelo correio. A segunda geração do ensino a distância no Brasil veio a partir dos anos 1970, quando o foco principal ainda eram os materiais impressos, mas surgiram também fitas de vídeo, programas da televisão etc. O Telecurso é um programa que exemplifica essa geração. Nessa mesma época, na Europa e nos Estados Unidos já surgiam as primeiras Universidades Abertas. A terceira e última geração é classificada pelos dias atuais: a tecnologia está totalmente integrada, os alunos utilizam os mais diversos recursos de comunicação por meio de computadores conectados à Internet, e o número de adeptos cresceu muito. Existem, no Brasil, mais de um milhão de alunos que optaram pelo ensino a distância para concluir uma faculdade.

Em primeiro lugar, nada como reduzir o tempo que se passa nas redes sociais

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er é uma das atividades que mais estimula o lado intelectual das pessoas. Um bom livro é capaz de ensinar, relaxar e dar asas à imaginação, mas um bom livro é também – ou pelo menos devia ser – uma forma de passar o tempo, sempre apostando na qualidade. Para quem pretende ler mais este ano, o primeiro passo a dar é reduzir o tempo que se passa nas redes sociais. Como indica o site Quartz, o tempo que as pessoas passam online ao longo do ano daria para lerem 200 livros, sim, 200 livros. Depois, continua a expli-

cação, é preciso escolher um livro que seja do agrado e não desistir antes de começar… ou às primeiras páginas. Algumas histórias cativam logo nas primeiras palavras, mas outras podem implicar uma maior atenção e paciência. Encontrar um momento do dia para ler e fazer disso uma rotina diária é fundamental para que se ganhe o hábito e para que a história se mantenha cativante, contudo, existem muitos fatores que interferem com a capacidade de concentração e entusiasmo. O ambiente do local onde se vai ler deve ser o mais organizado e iluminado possível e não conter qualquer tipo de distração, incluindo-se aqui a televisão, que deve manter-se desligada. O celular deve estar fora do alcance e o computador desligado também.

MBA EM DIREITO / FGV

A Fundação Educacional Luiz Reid em convênio com a Fundação Getulio Vargas, por meio de sua Escola de Direito Rio, trouxe para Macaé, com início ainda neste primeiro semestre, seus cursos de MBA. São eles: MBA em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, MBA em Direito Tributário, MBA em Direito Civil e Processual Civil e LLM em Direito Empresarial. Matrículas abertas !


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ FOTO: ARqUIVO PESSOAL/GABRIEL BELÉM

Jovem que vende geladinho para estudar é aprovado na USP Gabriel Belém, de Jacareí, foi aprovado para Gestão de Ciências Públicas. Adolescente, de 17 anos, ingressou na universidade pelo Sisu.

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m jovem de Jacareí (SP) que guardava dinheiro para estudar em São Paulo, foi aprovado no vestibular de Gestão Políticas Públicas na USP por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para arrecadar cerca de R$ 2 mil, ele vende ‘geladinho’ nas ruas da cidade do interior paulista; Ele aguardava o resultado do vestibular da Fuvest, que será divulgado na próxima quinta-feira (2), mas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona para vagas em universidades públicas, foi aprovado. Ele descobriu o resultado nesta segunda-feira (30).

Gabriel Belém dos Santos, de 17 anos, investiu cerca de R$150 para comprar geladinhos. Os R$ 2 mil que ele conseguiu arrecadar vendendo o geladinho vão ajudar no início do seu curso universitário. Ele vendia o produto nos pontos de ônibus na região central da cidade. Com a aprovação, ele comemora o ingresso na faculdade e também o fato de ter guardado dinheiro que precisava. “Eu estou muito feliz e até um pouco ansioso para começar. Eu estudei bastante e esperava muito por essa aprovação”, contou.

SUPERAÇÃO

O jovem mora no Parque Santo Antônio e é filho de um porteiro e de uma auxiliar de enfermagem. Ele conta que sempre estudou em escola pública e que a família não tem condições de mantê-lo em São Paulo. Por isso, ele começou a vender o doce. “Eu faço 18 anos e julho e acho que com essa idade já tenho que ser independente, não quero dar trabalho para os meus pais. Mesmo com o que já juntei, não tenho como me manter lá por muito tempo, por isso vou tentar as bolsas que a faculdade ofere-

Gabriel Belém dos Santos, de 17 anos, investiu cerca de R$150 para comprar geladinhos

ce de moradia e alimentação”, afirmou. Até o dia 10 de fevereiro ele continuará vendendo o geladinho pelas ruas da cidade. Ele começa o ano letivo no

dia 6 de março. “A minha mãe está um pouco preocupada de eu ir sozinho, mas está me apoiando. Muita gente aqui na cidade me apoiou. Sou muito grato”, concluiu.


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