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MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2013

RODADA DE NEGÓCIOS DEVE ATINGIR NOVO RECORDE Segundo Francisco Navega, da Firjan, mercado está aquecido e deve fortalecer ainda mais com a feira

Rodada de Negócios garante bons negócios as pequenas e médias empresas brasileiras

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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s principais expectativas para a 7ª edição da Brasil Offshore, que começa nesta terça-feira (11), são em torno dos negócios que devem ser gerados na Rodada de Negócios deste ano. Em 2011, a feira ultrapassou o recorde registrado em 2009, de R$ 119 milhões, e atingiu R$ 166 milhões, um aumento de quase 40%. Para este ano, a expectativa é que o valor alcance um novo recorde. “O mercado está extremamente aquecido. Para essa

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rodada já temos 17 novas empresas, além da Petrobras. Elas querem saber das novidades, participar dos leilões e isso gera investimentos e negócios”, avalia Francisco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan. Segundo ele, o fator de maior importância da feira é em relação aos relacionamentos que são feitos. “Na maioria das vezes, os negócios que são gerados depois da Rodada de Negócios são infinitamente maiores. Isso devido à relação que os fornecedores e os compradores conquistam.” Nesse sentido, a expectativa

de Navega é que neste ano a Rodada de Negócios atinja um novo recorde e fortaleça ainda mais o crescimento do setor. A Brasil Offshore registra a

o mercado está extremamente aquecido. Para essa rodada já temos 17 novas empresas, além da Petrobras cada edição um novo recorde em participação de empresas, número de visitantes e, principalmente, no volume de ne-

gócios. Empresas nacionais e internacionais lotam os espaços no Centro de Convenções com seus produtos e serviços, visando fechar negócios direcionados à indústria do petróleo brasileiro. Além do setor de exposição, a Rodada de Negócios é o ponto alto da feira e a cada evento gera milhões de negócios. “A cada ano o volume de negócios da feira cresce. Existem empresas que já disponibilizam capital para fechar negócios durante a Brasil Offshore e isso é muito bom para o mercado brasileiro. Além disso, toda essa movimenta-

ção contribui e muito para o setor empresarial de Macaé”, avalia Navega. Segundo ele, as projeções são as melhores possíveis e os indicadores apontam que grandes investimentos podem chegar, principalmente, a Macaé, que concentra mais de 80% da produção do petróleo de todo o país. Em abril, a Petrobras anunciou o seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, com um investimento de US$ 236,7 bilhões e um aumento significativo de produção. Isso mostra que o mercado está aquecido e a Brasil Offshore vem para fortalecer ainda mais o setor.

EXPEDIENTE - JORNAL BRASIL OFFSHORE É UMA PUBLICAÇÃO ANUAL • Propriedade: EJORAN - Editora de Jornais, Revistas e Agências de Notícias • Sede e Parque Gráfico Próprios. Rua: Benedito Peixoto, 90 Centro Macaé/RJ Tel. (22) 2106-6060 - CNPJ: 29699.626/0001-10 • Registrado na forma da lei • Diretor Presidente: Oscar Pires • Editor: Márcio Siqueira (marcio@odebateon.com.br) • Jornalista: Márcio Siqueira e Patrícia Lucena• Edição Gráfica: Weberth Freitas (weberth@odebateon.com.br) • Fotos: Wanderley Gil e Kaná manhães (fotografia@odebateon. com.br) • Acesse: www.odebateon.com.br • E-Mail: comercial@odebateon.com.br • A direção de O DEBATE não se responsabiliza e nem endossa os conceitos emitidos por seus colaboradores em ações ou artigos assinados, sendo de total responsabilidade do autor. • Filiado à ADJORI - RJ Associação dos Diretores de Jornais do Estado do Rio de Janeiro e à ADI Brasil • ANJ Associação Nacional de Jornais.

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PORTO DE R$ 1,5 BILHÃO SEGUE PARA ANÁLISE NA ANTAQ Projeto pode estar entre os registrados nos últimos dias junto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

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consolidação do projeto de construção do novo porto, cujo investimento pode alcançar R$ 1,5 bilhão, em área do São José do Barreto registrou nos últimos dias mais uma fase positiva. O Terminal Logístico de Macaé (Terlom), proposta que visa atender as demandas de logística de empresas que atuam na exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos, pode estar entre os novos pedidos de autorização em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo dados divulgados nesta semana pela Agência, entre as em-

presas que apresentaram projetos para autorização está a Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios, responsável pela elaboração e consolidação do projeto final do novo porto de Macaé, cujo potencial já despertou o interesse, não oficializado, da maior companhia petrolífera em atividade na Bacia de Campos, a Petrobras. Para garantir a realização das obras, o Terlom precisa passar pela avaliação de uma série de órgãos ligados a legislação federal e estadual referente a instalação de terminais portuários na costa brasileira. Além da Antaq, o projeto deve ser analisado pela Nacional da União, assim como pela Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), devido a movimentação de materiais para unidades

de exploração e produção, e a Receita Federal, para questões alfandegárias. Em fevereiro deste ano, foi iniciado o processo de licenciamento ambiental do projeto. A expectativa é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre do próximo ano, com previsão de conclusão em 2017. No mês passado, o Terlom foi apresentado pela equipe técnica da Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios durante a reunião da Comissão Municipal da Firjan. O encontro contou também com a participação do governo municipal, que defende a construção do porto como um dos grandes empreendimentos projetados através do Macroplan, pacote de obras que estão sendo planejadas para alavancar o desenvolvimento da cidade.

Parte da área para instalação do novo porto já foi doada pela Prefeitura

Elaborado ao longo dos últimos dois anos, o novo porto passou a ser o principal projeto para instalação de bases marítimas, voltado a indústria do petróleo, na região Norte Fluminense. A expectativa

é que, além de atender as atuais demandas das empresas offshore, a base seja capaz de dar suporte logístico às operações direcionadas a exploração e produção de petróleo nas reservas do pré-sal.


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MACAÉ PREPARADA PARA BRASIL OFFSHORE 2013 Apesar da inclusão de mais ônibus, obras em ruas importantes devem afetar trânsito no município

Prefeitura realizou reparos para a chegada dos visitantes e expositores para a Brasil Offshore

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

ocupações da população é referente ao trânsito que deve ficar mais intenso durante os quatro omeça ontem a Brasil dias da feira. Isso porque com Offshore 2013, feira tantas obras em ruas importantão aguardada por tes, como a da orla do Cavaleiros, todos os macaenses o planejamento da mobilidade e profissionais do setor de pe- urbana divulgado pela Prefeitura tróleo e gás natural. A cidade parece não ser suficiente para o se preparou para receber os caos que pode surgir. mais de 505mil visitantes A equipe do jornal O DEBAesperados pela organização TE entrou em contato com a do evento. Porém, os últimos Prefeitura de Macaé para saber detalhes foram finalizados no se há um prazo para as obras final da semana passada e na terminarem. Segundo a Secresegunda-feira. taria de Comunicação, o órgão Já em relação à cidade como irá atuar de forma integrada um todo, uma das maiores pre- para que esta semana da Brasil

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retenções. Além disso, agentes de trânsito estarão atuando em vários pontos da cidade auxiliando os condutores. Durante os quatros dias da feira, o Sistema Integrado de Macaé é a base das Transporte (SIT) irá operar com operações e responsável 73 coletivos e uma frequência por mais de 80% da de cinco minutos passando em exploração offshore frente ao evento e no sentido do Brasil Centro da cidade. No entanto, com tantas obras pela cidade, essa não parece ser uma granCentro de Convenções, que de solução. porventura estejam interditaRealizada a cada dois anos das ou obstruídas por conta de em Macaé, base das operaobras não emergenciais sejam ções e responsável por mais de liberadas a fim de não causar 80% da exploração offshore do Offshore, em que o volume de pessoas circulando na cidade aumenta, as vias de acesso ao

Brasil, em 2011, o evento atraiu uma visitação superior a 52 mil profissionais e 700 expositores, sendo 155 deles internacionais. Na última edição, segundo dados da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), foram gerados aproximadamente R$ 170 milhões em negócios para os próximos 12 meses. Ainda de acordo com a organização, ao todo, a feira deve gerar 17,5 mil empregos diretos e indiretos, com mão de obra local. Somente a montagem e desmontagem das tendas de exposição devem demandar 2,5 mil postos de trabalho.


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ESPAÇO DA FEIRA FOI REFORMADO PELA PREFEITURA Órgão municipal afirma que ações de manutenção visam manter o local pronto para grandes eventos

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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sucesso da Brasil Offshore começou antes mesmo do evento acontecer. Isso porque a feira movimenta diversos setores do município, o que beneficia a população macaense de uma forma geral. Entre as áreas mais influenciadas estão: rede hoteleira, comércio, restaurantes e turismo. No entanto, para receber milhares de visitantes durante o período, a cidade precisa se preparar. O Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho recebeu uma série de ações de manutenção durante os últimos meses. Segundo a Prefeitura, as medidas não visam apenas a realização da feira,

mas também têm o objetivo de manter o espaço pronto a receber grandes eventos. Entre as ações, foram feitas a recuperação dos elevadores e dos mastros de bandeira, recuperação de troca das grades e do muro de contenção do estacionamento e uma preparação da área para receber as tendas e os participantes da feira. O local também recebeu a revisão e a recuperação das instalações elétricas, hidráulicas e das caixas de bombeiro. O restaurante, a cozinha, os banheiros, o auditório, as instalações de ar condicionado, o pavilhão dos portões e toda a estrutura da lanchonete também estão sendo restaurados. Em sua 7ª edição, a Feira e Conferência Internacional da

Centro de Convenções recebeu manutenção para Brasil Offshore 2013 Indústria de Petróleo e Gás já está com 90% do seu espaço total de exposição vendido. Organizado e promovido

em conjunto pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)

e Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), o evento começa hoje e vai até o dia 14 de junho.


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PETRÓLEO E GÁS ALCANÇA 2,247 MILHÕES DE BARRIS POR DIA De acordo com a Petrobras, 54% dos investimentos foram nas atividades de exploração de produção

No primeiro trimestre, Petrobras atingiu lucro operacional de 9,8 bilhões

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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pesar das constantes quedas na produção, as expectativas em relação ao setor petrolífero são boas. Entre 2014 e 2016, a estatal informou que outras 11 plataformas entrarão em operação para a produção do pré-sal: dez na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos. Isso permitirá que a produção de petróleo operada pela Petrobras, já em 2017, supere 1 milhão de barris por dia. Em março, a produção de petróleo e gás natural da es-

tatal no Brasil atingiu a média de 2,247 milhões barris de óleo equivalente por dia. Incluída a parcela operada pela empresa para seus parceiros, o volume total produzido foi de 2,345 milhões de barris de óleo equivalente por dia, registrando uma queda de 2,8% na comparação com fevereiro. O volume total produzido pela Petrobras no Brasil, somado à produção da empresa no exterior, alcançou a média de 2,486 milhões barris de óleo equivalente por dia, apresentando uma redução de 2,8% em relação ao mês anterior.

A produção exclusiva de petróleo da Petrobras no Brasil, em março, foi de 1,846 milhão de barris por dia (bpd), resultado 3,8% inferior ao alcançado em fevereiro. Somado à parcela operada pela empresa no país, para seus parceiros, esse volume chega a 1,9 milhão de barris por dia. De acordo com a Petrobras, a queda do volume produzido decorreu, principalmente, de paradas programadas em plataformas da Bacia de Campos e da continuação da parada programada da P-54, iniciada em 27 de fevereiro, mas com maior impacto em março.

No dia 29 de abril, a Petrobras divulgou que, no primeiro trimestre deste ano, alcançou um lucro operacional de R$ 9,849 bilhões, um aumento de 72% em relação ao mesmo período do ano passado, devido aos reajustes de preços do diesel e da gasolina, menores custos de importação e redução das despesas operacionais. A produção total de petróleo e gás natural totalizou 2,552 milhões de barris por dia na média do trimestre, ficando 2% inferior ao quarto trimestre de 2012. De acordo com a estatal, a queda na produção

era esperada, devido ao declínio natural dos campos e ao maior número de paradas para manutenção, concentradas no primeiro semestre do ano. A companhia ainda informou que os investimentos no período totalizaram R$ 19,769 bilhões, sendo 54% nas atividades de Exploração e Produção. Segundo Francisco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan, o foco da estatal é a exploração e produção do petróleo e isso beneficia o município de Macaé. “A Bacia de Campos é responsável por quase todo o plano de negócios da Petrobras.”


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11ª RODADA DA ANP ARRECADA R$ 2,8 BILHÕES

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Durante o leilão, foram arrematados 142 dos 289 blocos ofertados

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de licitações de 289 blocos, em 23 setores, totalizando 155,8 km2, distribuídos em 11 bacias sedimentares, arrecadou R$ 2,8 bilhões. A rodada ocorreu após quatro anos e meio sem nenhum leilão licitação de novas empresas exploradoras de petróleo e gás no país. De acordo com dados da ANP, a rodada teve recorde em arrecadação de bônus de assinatura (valor pago pelas empresas na assinatura do contrato), somando R$ 2,8 bilhões. O ágio de 797,81% tam-

bém foi recorde, assim como a previsão de investimentos do Programa Exploratório Mínimo a ser cumprido pelas empresas vencedoras, que é de R$ 6,9 bilhões. De acordo com a ANP, o objetivo da 11ª Rodada é promover o conhecimento das bacias sedimentares, desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda. Foram arrematados 100,3 mil km 2 dos 155,8 mil km 2 ofertados. Ao todo, 39 empresas de 12 países participaram, das quais 30 foram vencedoras, sendo 12 nacionais e 18 estrangeiras. Ainda segundo

a ANP, foram arrematados 142 dos 289 blocos oferecidos. O conteúdo local médio da 11ª Rodada foi de 62,32% para a Fase de Exploração do contrato de concessão e de 75,96% para a Fase de Desenvolvimento. Francisco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan, acredita que essa é uma grande oportunidade para novas empresas entrarem no mercado. “Apenas quatro ou cinco empresas tomam conta da exploração do petróleo e gás atualmente. Isso torna o mercado muito concentrado. Com os leilões, as empresas aumentam e, consequentemente, fortalece o mercado. No final de janeiro, o se- gia, Marco Antonio Martins cretário de Petróleo e Gás do Almeida, disse que o governo Minist��rio de Minas e Ener- esperava arrecadar até R$ 10

Durante o leilão foram arrematados 100,3 mil km2 dos 155,8 mil km2 ofertados

bilhões com essa 11ª rodada de leilão de blocos para exploração de petróleo e gás.


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MOVIMENTO NOS RESTAURANTES DEVE AUMENTAR EM 80% DURANTE A FEIRA Polo Gastronômico acredita que faturamento cresça entre 40% e 50%

Restaurantes da orla já comemoram a chegada da Brasil Offshore

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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inalmente chegou a feira mais aguardada pelo município. Começou terçafeira a 7ª edição da Brasil Offshore e os restaurantes da orla do Cavaleiros já comemoram a chegada dos visitantes e expositores do evento. A maioria deles acredita que o movimento deve aumentar em 80% durante os quatro dias do evento. “Vamos contratar recepcionistas bilíngues para atender os clientes internacionais. Nessa época, a frequência aumenta

cerca de 80%. É uma época já trabalham com reserva, como muito boa”, contou Gerdeval, o Durval e o Ilhote Sul. gerente do restaurante Durval. De acordo com o empresáJaime, gerente do Parada rio e diretor de gastronomia do Chopp, compartilha da mesma expectativa, mas avalia que não será necessário contratar temporários, pois arrecadação financeira já trabalham com uma equipe do município, com a movimentação de para atender a casa cheia. A expectativa do Polo Gastro- turistas que visitam o nômico Praia dos Cavaleiros é evento, deve chegar a que o movimento nos restauran- R$ 330 milhões tes durante o período da feira aumente consideravelmente, algo em torno de 40% a 50% a mais sobre o faturamento normal. Al- do Macaé Convention Visiguns estabelecimentos, inclusive, tors Bureau (CVB), Renato

Nicolli, as reservas este ano aumentaram 40% em relação à edição anterior. “Algumas empresas já ligaram para fazer as reservas. Elas preenchem o cadastro até mesmo por telefone, mas, antes do evento, algum responsável deve comparecer pessoalmente para formalizar a reserva.” Segundo ele, as empresas normalmente reservam em média lugares para 60 a 90 pessoas. “A Brasil Offshore é como o carnaval para cidade do Rio de Janeiro e a Festa de Peão Boiadeiro para Barretos em São Paulo”,

afirmou o presidente do Macaé CVB, Leonardo Anderson. “Por isso contribuímos com a organização fornecendo dados e listagem de nossos mantenedores para os expositores da feira”, completou. A Capital Nacional do Petróleo deve lutar para tornar a feira ainda mais respeitada. O espaço para a realização do evento deve ser cenográfico”, disse Leonardo Anderson. Segundo ele, a arrecadação financeira do município neste período, com a movimentação de turistas que visitam o evento, deve chegar a R$ 330 milhões.


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SUCESSO DA FEIRA ESTÁ RELACIONADO A PRODUÇÃO DA BACIA DE CAMPOS Segundo a organização, são cerca de 720 expositores presentes, sendo esperados 55 mil visitantes Sétima edição da Brasil Offshore deve atrair 51 mil visitantes e abrigar 700 expositores neste ano

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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omeça hoje a terceira maior feira mundial de petróleo e gás do mundo e as expectativas são as melhores possíveis. A sétima edição do evento, que começa hoje e vai até o dia 14 e junho, no Macaé Centro, pretende atrair quase 55 mil visitantes compradores e abrigar 720 expositores. São 720 expositores presentes e entre as principais marcas estão Odebrecht,

Honeywell, Cameron, Mobil, Technip, FMC, Shlumberger, OTC e Wartsila. A organização espera um crescimento médio de 20% em relação à edição anterior, que contou com 636 expositores. O motivo do sucesso, segundo dados da organização, está na evolução positiva e significativa da produção da Bacia de Campos, que impacta a economia local e internacional. Atualmente, existem no município cerca de 4.500 empresas que trabalham no segmento de petróleo e gás, e aproximadamente 65 mil profissionais estão vinculados com carteira assinada a empresas do setor petrolífero.

Além disso, o evento apresenta mais de dez pavilhões internacionais, como Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, China, Alemanha e Noruega, que representam mais de 100 empresas internacionais. Um dos destaques deste ano será a conferência técnica, desenvolvida pelo IBP e SPE, que pela primeira vez será gratuita aos representantes da indústria, e que espera receber mais de 1 mil engenheiros e compradores de equipamentos. Já a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), entidade que representa os atuais fornecedores do setor, será novamente responsável pelas rodadas

de negócio, as quais geraram mais de R$ 170 milhões em negócios na última edição da feira, em 2011. Organizada em conjunto pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Society of Petroleum Enginee (Sociedade de Engenheiros de Petróleo - SPE), a feira irá debater durante os quatro dias a eficiência operacional e o crescimento do setor petrolífero, reunindo especialistas para discutir disciplinas técnicas relativas ao tema. Os índices de satisfação registrados pelos organizadores são de 93% para ex-

positores e 96% por parte dos visitantes da última edição. A 7ª Brasil Offshore - Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás é realizada a cada dois anos em Macaé, base das operações e responsável por mais de 80% da exploração Offshore do Brasil. O evento atraiu, em 2011, uma visitação superior a 52 mil profissionais e 700 expositores, sendo 155 internacionais. O evento é exclusivo para profissionais do setor. Dessa forma, o visitante que comparecer a feira sem convite ou sem o pré-credenciamento deverá fazer sua inscrição no local. A entrada custará R$ 55.


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PLANO DE GESTÃO DA PETROBRAS DEVE ESTIMULAR ECONOMIA MACAENSE Segundo Marco Navega, da Firjan, 60% dos investimentos serão para área de exploração e produção Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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lguns dias depois de a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter anunciado uma queda de 8,5% na produção de petróleo em fevereiro, a Petrobras anunciou o seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, com investimentos na ordem de US$ 236,7 bilhões em atividades do setor. Apesar de a notícia ser positiva para a Capital Nacional do Petróleo, há ainda alguns alertas que podem prejudicar o desenvolvimento da cidade. Segundo Marco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan, a boa notícia é que aproximadamente 60% dos investimentos anunciados pela estatal serão destinados à exploração

e produção de petróleo, o que beneficia diretamente Macaé. “Até 2017, eles pretendem dobrar a produção. Essa nova ordem da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, potencializa a exploração e produção e isso é ótimo para o município.” Para este ano, a Petrobras anunciou que a previsão é de que a produção fique em torno de 2,022 milhões de barris por dia, com uma oscilação de 2% para cima ou para baixo. Além disso, a partir do segundo semestre, é esperado que sete novos sistemas entrem em produção, fazendo com que, em 2017, a produção atinja 2,75 milhões de barris por dia. No entanto, Navega alerta para o atraso do cronograma das plataformas, o que coloca em dúvida as metas de produção da companhia. “Algumas novas plataformas já deveriam estar prontas. Isso prejudica a produção e, consequentemente, o setor como um todo. Esse

Atraso no cronograma das plataformas pode prejudicar metas de produção da Petrobras

é um momento sensível para a Petrobras e qualquer queda na produção afeta o caixa da empresa.” No total, serão 53 novos poços, sendo 15 destinados ao pré-sal e o restante ao pós-sal. De acordo com Navega,

isso significa que a expectativa para vermelha para esse cenário otimista: a Macaé continua muito positiva. E a aproximação da OGX com a Petrobras. previsão é que, até 2020, a produção “Essa relação pode fazer com que muina cidade seja de 2 milhões de barris tas operações sejam transferidas para por dia. Campos dos Goytacazes, o que seria No entanto, um alerta acende a luz prejudicial para Macaé”, avalia Navega.


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HOTÉIS JÁ ESTÃO COM OCUPAÇÃO MÁXIMA NO PERÍODO DA FEIRA Representantes do setor esperam um aumento de 60% no número de reservas e serviços

Apesar das altas tarifas, os hotéis em Macaé estão com ocupação completa

parte significativa dos turistas é estrangeira, o que faz com que o aumento do fluxo nos hotéis seja omeça ontem (11) a 7ª ainda maior. edição da Brasil OffshoCristiane Magno, gerente de re e a rede hoteleira de recepção do Hotel Ibis Macaé, Macaé tem motivos destaca que para o período tode sobra para comemorar o dos os quartos do hotel já estão sucesso que a feira traz para o lotados. “Temos 126 apartamenmunicípio. E não é para menos, já tos. Deste total, 80 são bloqueque pessoas de diversas cidades ados para duas empresas que brasileiras fazem questão em temos contrato. O restante já acompanhar de perto todas as está fechado por clientes que novidades do evento. Além disso, vêm para a Brasil Offshore.” SePatricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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gundo ela, mesmo com a tarifa elevada, o hotel consegue vender muito bem nessa época. O Best Western Dubai Macaé também comemora o sucesso da feira. “O evento traz muita gente de fora e isso é ótimo para os hotéis da cidade. Estamos trabalhando com um pacote de cinco diárias, sob o preço de R$ 1 mil por dia. É uma tarifa mais elevada do que o normal, devido à alta demanda que a ocasião tem”, conta Karla Germano, responsável pelo

setor de reservas do hotel. Segundo o recepcionista Mario, os 109 apartamentos do hotel já estão ocupados para o período. A responsável pelo setor de reservas do Comfort Suites Macaé, Daniele, afirma que o dia 12 de junho já está lotado, mas para os outros dias ainda há alguns quartos disponíveis. “Estamos trabalhando com diárias a partir de R$ 990. Nossos hóspedes neste período não são todos para a feira, porque alguns são

fixos já. Mas a grande maioria vem para a Brasil Offshore.” De acordo com os representantes do setor, a estimativa é de que a rede hoteleira da cidade registre um aumento de 60% no número de reservas e serviços, não apenas durante os quatro dias de realização da feira, mas também ao longo da semana em que o evento acontece. Prova disso é que grande parte dos hotéis da cidade já não possui mais vagas.


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PLANO DIRETOR DA BACIA DE CAMPOS: RECUPERAÇÃO DA EFICIÊNCIA DE UNIDADES Dispêndio de US$ 5,6 bilhões garantirá manutenção de unidades e sistemas de produção

Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

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m meio ao processo de evolução do volume de produção de petróleo, a Bacia de Campos se prepara para colocar em prática um procedimento considerado como essencial para se garantir o nível satisfatório de eficiência de unidades e sistemas de produção implantados na região considerada como a mais antiga da UO-BC. Através do aporte de US$ 5,6 bilhões, recursos anunciados no ano passado, a Petrobras apresentou a implantação do Plano Diretor da Bacia de Campos, projeto desenvolvido desde o ano passado e que deverá atingir o seu ápice de manutenção de poços e sistemas submarinos. “Depois de 35 anos explorando e explotando nesta Bacia, com sistemas ficando antigos, nós resolvemos parar para estudar em todos os reservatórios, em todas as unidades de forma integrada. Estamos com uma projeção de médio e longo prazo, chamado Plano Diretor da Bacia de Campos, onde estamos olhando para a vida útil de todos os nossos sistemas”, explicou Joelson Falcão Mendes, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos. Através do plano, a companhia visa recuperar o nível satisfatório de eficiência das unidades e sistemas de produção que desenvolve, há 35 anos, um dos principais papéis de sustentação e ampliação da capacidade da Petrobras em gerar riquezas e fluxo de caixa. “Temos hoje plataformas produzindo com 35 anos, e poços com essa mesma idade. Estamos olhando de forma integrada para toda a Bacia de Campos geológica. E em um trabalho de médio e longo prazo, estamos pensando em quais serão as plataformas que iremos substituir em 2018, 2020, 2025. Estamos fazendo este trabalho pensando em toda a infraestrutura da Bacia

de Campos. Este não é um trabalho de recursos e de forma imediata. É o que chamamos de estruturante”, acrescentou Joelson Falcão. Apesar de buscar resultados a médio e a longo prazo, a implantação do Plano Diretor garante a realização de um procedimento considerado novo pela Petrobras, que revê as prioridades de aplicação de recursos, buscando a elevação da curva de produção. “Recentemente, no início deste ano, percebemos que uma porção, a mais antiga, da Bacia de Campos, a que estou gerenciando, que tem plataformas sistemas que estão variando entre 13 anos a 35 anos, que está com um nível de eficiência operacional abaixo do que a gente entende que deve ser. Entre várias razões, a principal delas é que se acaba levando muito tempo para colocar recursos de manutenção em poços e sistemas submarinos quando tem um problema. Temos uma carteira muito grande de coisas a serem feitas, e evidentemente acaba se priorizando aquilo que garantirá um retorno imediato”, explicou o gerente geral da UO-BC. Ao propor a reestruturação de unidades de produção, o Plano Diretor da Bacia de Campos garantirá a realização de novas contratações de equipamentos e serviços, movimentando também outros setores ligados a indústria do petróleo. “Queremos diminuir o tempo entre intervenções, que sejamos mais rápidos, e isso faz com que tenhamos alguns equipamentos disponíveis e determinados serviços de forma mais rápida. A partir de 2013 teremos um aporte maior de recursos como um todo, e um nível maior de manutenção em nossos poços e sistemas submarinos. Isso reflete na contratação de mais unidades de manutenção e segurança, e tudo que envolve essas questões. Ou seja, serão mais serviços que estarão sendo contratados como um todo”, garantiu Joelson.

Investimentos devem atrair empresas nacionais e estrangeiras para Macaé


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CERIMÔNIA DE ABERTURA CONTA COM AUTORIDADES Feira começa com grande público e uma expectativa de movimentar R$ 500 milhões

Segundo a organização, feira já gerou 17 mil postos de trabalho indiretos e diretos

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omeçou ontem (11) a sétima edição da terceira maior feira mundial do segmento de petróleo e gás, a Brasil Offshore. A abertura do evento contou com a participação de autoridades do setor do petróleo e do governo municipal, como o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio Junior, o viceprefeito, Danilo Funke. “Uma das maiores preocupações era com o trânsito e hoje pudemos ver que os efeitos das nossas ações e da própria população fizeram com que o tráfego fluísse com tranquilidade. Este evento foi planejado e organizado”, disse Aluízio. Em sua avaliação, Macaé é de fato a grande protagonista do cenário do petróleo, com 80% da produção de petróleo e 40% do gás natural. “Só precisamos de um projeto para incorporar esse

conceito de capital nacional do petróleo. O que falta para o nosso município é uma moldura. Já temos a tela e agora precisamos fomentar para criar a moldura final”, ressaltou o prefeito. “O segmento de petróleo é um dos mais estratégicos e, pelos números crescentes da feira, percebemos que a importância do evento está crescendo e atraindo o interesse de todo o mundo. Neste ano, estamos com 720 expositores, sendo que 157 empresas estão expondo pela primeira vez. É muita informação e inovação”, afirmou Paulo Otávio Pereira de Almeida, vicepresidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, durante a cerimônia de abertura. Segundo Paulo, a expectativa da organização é que cerca de 55 mil pessoas visitem a Brasil

Offshore, o que deve impulsionar a economia macaense como um todo. “A feira já está movimentando a cidade e gerou 17 mil postos de trabalho indiretos e diretos.” Em relação à Rodada de Negócios, que tem início efetivamente nesta quarta-feira (12), Paulo acredita que sejam gerados R$ 200 milhões de negócios, um crescimento significativo em relação ao ano passado, quando o volume foi de R$ 170 milhões. “Somando o orçamento que os expositores pretendem gastar e a expectativa dos negócios durante a Rodada, a feira deve movimentar aproximadamente R$ 500 milhões.” “Acredito que mais do que a rodada, o volume e o valor que vamos levantar aqui na feira é em relação ao novo conceito que a indústria do petróleo precisa

ter. O conceito para a sustentabilidade e para a proximidade com a cidade e com a população. Sem a indústria do petróleo, Macaé não caminha. E sem Macaé, a indústria do petróleo também não caminha”, destacou Aluízio. Por isso, segundo ele, os royalties são necessários para investir na infraestrutura da cidade. “É uma troca por tudo o que o município trabalha para o setor.” Maurício Figueiredo, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), afirmou que a tendência da indústria de petróleo é de crescimento e isso ficou mais uma vez comprovado com o resultado da 11ª Rodada de Leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Após alguns anos sem ter a rodada de leilões, a 11ª rodada demonstrou

a importância do setor para os investidores, porque houve uma grande pulverização dos blocos, com muitas empresas participando das licitações.” Joelson Falcão Mendes, gerente da Unidade de Operações da Bacia de Campos, também comemorou o sucesso da feira e afirmou que as perspectivas são as melhores possíveis. “Estamos completando 60 anos de história e 35 anos na Bacia de Campos, que é hoje o principal polo petrolífero do Brasil. Nos próximos sete anos, nossa produção de petróleo irá dobrar para 4 milhões de barris por dia. Além disso, ainda temos muitos investimentos previstos para os novos campos. Por isso, nosso desafio é cuidar da integridade de todas as instalações para estender a vida das plataformas e forma rentável.”


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ACIM, CDL E MACAÉ CVB JUNTOS NA BRASIL OFFSHORE

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Instituições que representam o setor empresarial estão presentes na terceira maior feira da indústria do petróleo do Brasil

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terceiro maior evento de Petróleo e Gás d o m u n d o co n t a com a presença das principais instituições comprometidas com o desenvolvimento econômico de Macaé, em todas as suas vertentes. Unindo forças, a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e o Macaé Convention & Visitors Bureau, divulgarão suas ações na Brasil Offshore no estande de número 75, localizado na tenda 1, rua L. A Feira e Conferência Internacional é realizada no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), das 14h às 22h, reunindo

720 expositores, incluindo as grandes empresas do setor Offshore, como Petrobras, National Oilwell Varco, Schlumberger, entre outras. Além do estande, a ACIM realizou uma apresentação sobre sua atuação e importância na cidade durante o evento, “Ações que integram empresa e Município”, no dia 11, às 17 horas. O evento está sendo promovido pela Prefeitura de Macaé, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, subsecretaria de Indústria e Comércio e do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (FUMDEC), e aconteceu no Auditório Macaé, do Centro de Convenções. “É muito im-

portante termos este espaço para apresentarmos nossas ações e mostrar a importância da ACIM para Macaé. Nosso objetivo é representar a classe empresarial como um todo e a Brasil Offshore é um evento importante para toda a cidade. Não podemos deixar de participar”, declarou Evandro Cunha, presidente da ACIM. O encontro conta, ainda, com apresentações do Sistema FIRJAN, Rede Petro - Bacia de Campos, Fecomércio, SEBRAE, AgeRio, Garantinorte (SGC) e da Petrobras. “O empresário que estiver presente vai poder se informar a respeito de todos os mecanismos que ele tem para desenvolver o seu negóMembros das instituições apontaram o potencial da sétima edição da feira cio”, acrescentou Evandro.


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DISCUSSÕES SOBRE A INTEGRIDADE NAS OPERAÇÕES OFFSHORE COMEÇAM HOJE Conferência irá debater as três camadas da exploração e produção de petróleo

Estandes apresentam equipamentos sobre os temas que serão debatidos na Conferência

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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ma das principais novidades da Brasil Offshore 2013 é a Conferência Internacional, organizada pela Society of Petroleum Engineers (SPE) e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Combustíveis (IBP), e que neste ano será gratuita para os técnicos que se cadastraram no site da feira. Muitas discussões acerca do tema integridade tomaram conta das conversas nas últimas semanas que antece-

deram o evento. E a abertura do evento não foi diferente. Ontem (11), a Conferência teve início com a apresentação de trabalhos de estudantes de graduação, mestrado e doutorados. “Esse é um evento para os estudantes da América Latina e Caribe, que chama Paper Contest. Esse concurso é da SPE e divide os alunos em três categorias: graduação, mestrado e doutorado. O primeiro lugar de cada categoria, a SPE irá custear a passagem e o hotel para o encontro anual da SPE, que esse ano será em Nova Orleans, no começo de

outubro. Lá eles irão disputar com o resto do mundo em cada uma das categorias.” Já as discussões técnicas sobre o tema integridade terão início nesta quarta-feira (12) e vão até o último dia da Brasil Offshore, no dia 14 de junho. A Conferência abrangerá as três camadas da exploração e produção: hoje será discutido o processo do poço ao reservatório; no segundo dia, do poço à plataforma (o processo dentro d´água, o chamado subsea); e no terceiro dia, o processo acima da água (plataforma, planta e processos - o top side).

“A inovação desse contrato é tratar a integridade em todas as áreas do petróleo. As palestras estão divididas nas três fases da exploração e produção do petróleo e isso faz com que o profissional possa escolher com mais facilidade qual o dia que mais lhe interessa”, explicou Guilherme Castro, gerente de manutenção e integridade na Petrobras e diretor da Society of Petroleum Engineers (SPE). Segundo ele, a primeira sessão da Conferência, que acontece nesta quarta-feira, é uma visão dos profissionais

que estão na liderança da área de integridade na indústria do petróleo. “Depois da abertura, terão sessões paralelas, onde o foco será mais técnico e sobre as novas tecnologias.” De acordo com Guilherme, a feira não se realiza sozinha. “A discussão de novas ideias e oportunidades é que traz a indústria para o congresso. Com os debates, os profissionais ficam mais interessados e podem discutir esse tema de extrema importância. O fato de a conferência ser gratuita vai movimentar ainda mais a Brasil Offshore.”


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PETROBRAS GARANTE INVESTIMENTO DE US$ 236,7 BILHÕES Até 2017, mais de 1 milhão de barris de petróleo devem ser produzidos no pré-sal

Até 2017, Petrobras planeja investir US$ 236, 7 bilhões

Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br

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m abril, a Petrobras apresentou o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 para investidores, empresários e profissionais do setor. De acordo com a companhia, a previsão é de que, até 2017, sejam produzidos mais de 1 milhão de barris de petróleo só na parte do pré-sal. Para isso, no total, serão investidos US$ 236,7 bilhões (US$ 207,1 bilhões para projetos em implantação). A área de exploração e produção receberá US$ 147,5 bilhões, principalmente para desenvolver o pré-sal e a cessão onerosa. O setor de abastecimento é outro destaque do plano, com investimentos de US$ 64,8 bilhões para a ampliação do parque de refine, melhorias operacionais, petroquímica, entre outros. Para atingir tais metas, a Petrobras informou que terá o suporte de planos como o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef), o Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop); o Programa de Desinvestimento (Prodesin), o Programa de Otimização de Infraestrutura Logística (Infra-

log) e o Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço). Para este ano, a expectativa é que a produção fique em torno de 2.022 milhões de barris por dia, com oscilação de 2% para cima ou para baixo. A partir do segundo semestre deste ano, sete novos sistemas entrarão em produção. Em 2017, a previsão é que a produção seja de 2,75 milhões de barris por dia, e alcance 4,2 milhões em 2020. Os apontam projeções positivas também para a ampliação da produção de petróleo, que corresponderão a cerca de 69% do total dos investimentos, direcionados principalmente às atividades desenvolvidas na Bacia de Campos, que correspondem a 95% do total do volume de petróleo extraído nos poços do pós-sal. Cerca de US$ 200 bilhões estimados pelo Plano de Negócios serão aplicados em projetos já em implantação. Já aproximadamente US$ 30 bilhões irão custear projetos em fase de aprovação. A previsão é que cerca de US$ 2,8 bilhões serão destinados para a exploração e produção de petróleo, que possui o maior ritmo na Bacia de Campos atualmente. Cerca de 19% dos recursos serão utilizados no processo de descoberta de novos poços.


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