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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 17 DE JULHO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8139 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Síntese das ambições Embalado pela versão 1.0 LT, Onix se torna o carro mais vendido da Chevrolet no Brasil Pág. 8 VITRINE

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Novo sob o sol No front oriental Com chegada ao Brasil agendada para o fim do ano, Nissan Altima exibe seus atributos no Arizona

Para encarar o novato Lifan X60, Chery lança o Tiggo com “cara” nova

O novo Altima representou um golpe certeiro na briga dos sedãs médios norte-americanos – modelos que aqui são chamados de médio-grandes. Apre-

Competir no segmento de utilitários compactos no Brasil é difícil para qualquer marca. Com o mercado dividido entre Ford EcoSport e Renault Duster, o resto briga

sentada no ano passado, a quinta geração do três volumes da Nissan conseguiu encostar nos eternos líderes de vendas nos Estados Unidos – Toyota Camry e

Honda Accord. E deixou para trás concorrentes como Ford Fusion, Chevrolet Malibu, Hyundai Sonata, Kia Optima e Volkswagen Passat. Pág. 4

por uma pequena parcela dos consumidores. E, dentro dessa fatia reduzida, outras polarizações e duelos particulares se configuram. Como o que confronta a chinesa Chery

e sua compatriota Lifan. A primeira acaba de lançar no Brasil o renovado Tiggo e assumidamente “declarou guerra” ao recém-lançado Lifan X60. Pág. 6


2 Automóveis

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AUTOTAL

ECHEVERRIA

Speedy Gonzales O México não é dos países com maior tradição na fabricação de esportivos. Isso não impediu os irmãos Echeverria de criar a sua marca própria, destinada apenas para a fabricação deste tipo de carro. O primeiro modelo apareceu agora, o Vuhl 05, um carro feito para ser usado em track days no esti-

lo de Caterham R500, KTM X-Bow e Ariel Atom. O Vuhl traz um motor 2.0 turbo da Ford com 285 cv e 42,8 kgfm de torque montado em posição central. E como o peso é extremamente baixo – apenas 725 kg –, o desempenho é brutal. O zero a 100 km/h é feito em 3,7 segundos e a velocidade

máxima é de 245 km/h. De acordo com os irmãos Echeverria, a ideia por trás do 05 é criar um esportivo puro, mas que qualquer pudesse dirigir. O principal mercado deve ser o europeu, fanático por esse tipo de veículo. A expectativa é que as primeiras entregas aconteçam em 2014.

MV AGUSTA

Nervosinha

Segundo da fila

A

os poucos, a Nissan vai confirmando o que vai sair da sua nova fábrica no Brasil. Depois de garantir a produção do hatch March em Resende (RJ), a marca japonesa ratificou o que já era óbvio: que o sedã Versa também vai ser feito por aqui. Atualmente importado do México e

sofrendo com as cotas anuais de importação, ele é o segundo carro mais vendido pela empresa no Brasil, com 27% do mix – perde apenas para o próprio March. A nacionalização da dupla compacta é parte essencial no plano da Nissan de atingir 5% de participação do mercado

nacional em três anos Hoje, a marca tem 2,17%. Para chegar lá, o plano passa por lançar oito modelos totalmente novos e atualizados internacionalmente até 2016. Além disso, a Nissan pretende crescer sua rede de concessionárias das atuais 165 revendas para 240 lojas.

A tradicional fabricante italiana de motocicletas MV Agusta lançou uma versão especial de sua naked de alta cilindrada, a Brutale 1090 RR. Chamada apenas de Corsa, a variante é ainda mais esportiva e com o desempenho todo voltado para as pistas – “corsa”, por sinal, é “corrida” em italiano. Todo o conjunto é voltado para deixar a moto mais veloz. O motor de 1.078 cilindradas foi melhorado e saiu de 145 para 158 cv a 11.900 rpm e 10,2 kgfm de torque a 10.100 rotações. Para diminuir o peso, o para-lama dianteiro é de fibra de carbono, as rodas de aço forjado ultra-leve e o banco do

carona eliminado. No final, a Corsa tem 183 kg, 7 kg a menos que a Brutale 1090 RR comum. Todos os conjuntos

de suspensões também foram alterados para deixar a moto mais no chão e com maior aderência.


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Novo VITRINE

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Por indiscrição do InMetro, foi divulgada em janeiro uma tabela de consumos médios de carros que ainda serão lançados no Brasil. O Altima, com motor 2.5 litros e transmissão CVT, registrou um consumo médio de 11,1 km/l. Nota A dentro de sua categoria e B no geral

sob o sol

Com chegada ao Brasil agendada para o fim do ano, Nissan Altima exibe seus atributos no Arizona POR LUIZ HUMBERTO Autopress

O

novo Altima representou um golpe certeiro na briga dos sedãs médios norte-americanos – modelos que aqui são chamados de médio-grandes. Apresentada no ano passado, a quinta geração do três volumes da Nissan conseguiu encostar nos eternos líderes de vendas nos Estados Unidos – Toyota Camry e Honda Accord. E deixou para trás concorrentes como Ford Fusion, Chevrolet Malibu, Hyundai Sonata, Kia Optima e Volkswagen Passat. Encontrará os mesmos adversários quando chegar ao mercado brasileiro, no último trimestre desse ano. Mas em circustâncias bem diferentes. Por aqui, sedãs do porte do Altima estão longe de ser “best-sellers” – posto reservado aos hatches compactos no mercado local. O médio-grande mais comercializado no país, o Ford Fusion, não está sequer entre os 50 primeiros no ranking nacional de vendas. No Brasil, tais veículos funcionam como “carros de imagem”, responsáveis por reforçar o “status” das respectivas marcas – e, de quebra, ajudar a vender mais e mais compactos. No mercado nacional, a Nissan produz no Paraná a picape média Frontier e os monovolumes Livina e Grand Livina. E ainda importa do México o sedã médio Sentra – a nova geração deve chegar ao Brasil no final

do ano, junto com o Altima –, o sedã compacto Versa e o hatch compacto March. Os dois últimos já têm produção confirmada para a unidade industrial que a marca irá inaugurar em 2014 na cidade de Resende, no Sul do estado do Rio de Janeiro. A atual linha de produtos no país deixa evidente que a marca carece de um modelo que represente a excelência tecnológica materializada em veículos que vende no exterior, como o esportivo GT-R, o utilitário esportivo Pathfinder ou o hatch elétrico Leaf. Essa será a missão do Altima, que fez sua “avantpremière” nacional na última edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em outubro do ano passado. Para uma função tão estratégica, o Altima tem lá seus predicados. Para os padrões brasileiros, é um sedã imponente. São 4,86 m de comprimento e 1,83 m de largura, com formas robustas. O desenho externo traz referências aos esportivos da Nissan, como o 350Z – o que inclui linhas mais fluidas, que melhoraram a aerodinâmica. Os faróis trapezoidais remetem vagamente ao formato de bumerangues, com vincos pronunciados. Atrás, as lanternas seguem padrão estético similar. O Altima perdeu 13% do peso em relação à geração anterior, graças ao uso de materiais mais leves. A suspensão dianteira permanece McPherson com barras estabilizadoras, mas a traseira passou a ser a mesma

utilizada nos modelos da Infiniti, marca “premium” da Nissan. O objetivo é oferecer um balanço mais eficiente entre bem-estar e comportamento dinâmico. O modelo vendido no Brasil terá um motor de quatro cilindros e 2.5 litros com 182 cv , acoplado a um câmbio de relações continuamente variáveis (CVT), batizado de Xtronic. Nos Estados Unidos, há também um motor V6 de 270 cv, com um CVT que conta até com modo manual de acionamento de seis marchas simuladas através de “paddle shifters” atrás do volante – mas essa versão não será trazida para o Brasil. A versão de acabamento será a “top” SL. A lista de equipamentos do Altima traz “gadgets” como o RearView Monitor, que oferece visão externa por câmara; o Blind Spot Warning (BSW), que evita pontos cegos; o Lane Departure Warning (LDW), auxiliar para avisar mudanças de faixas por distração; e o Moving Object Detection (MOD), que detecta objetos em movimento próximos ao veículo. Já a proposta do Adaptive Control Shift (ACS) é reconhecer o estilo como o motorista acelera e selecionar a relação ideal do câmbio para as condições específicas. Por dentro, os bancos usam a chamada espuma “com

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2.5 litros 182 cv CVT motorização

potência máxima

câmbio de relações continuamente variáveis

memória”, desenhados para permitir uma melhor circulação sanguínea dos passageiros. No painel, o Nissan Connected integra o GPS, conexões Bluetooth e o sistema de som numa mesma tela de 7 polegadas. O carro virá da fábrica do Tennessee, nos Estados Unidos, mas há possibilidades de que futuramente ele passe a ser produzido também no México – o que poderia melhorar ainda mais o potencial de negócios do modelo no Brasil. De qualquer forma, a Nissan ainda não anunciou o preço que o novo sedã terá no mercado nacional. Certamente estará bem próximo dos concorrentes diretos com motores de quatro cilindros. Atualmente, todos se posicionam na faixa em torno dos R$ 100 mil.

FICHA TÉCNICA

Nissan Altima SL 2.5 › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

transversal, 2.488 cm3, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio continuamente variável CVT de relações infinitas. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 182 cv a 6 mil rpm. › TORQUE máximo: 24,9 kgfm a 4 mil rpm. › DIÂMETRO e curso: 89,0 mm x 100,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora.

Traseira independente do tipo Multilink, com molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série. › PNEUS: 215/55 R17. › FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD. › CARROCERIA: Sedã em monobloco, com quatro portas e quatro lugares. 4,86 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,47 m de altura e 2,77 m de entreeixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série. › PESO: 1.445 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 436 litros. › TANQUE de combustível: 68 litros. › PRODUÇÃO: Smyrna, Tennessee, Estados Unidos. › LANÇAMENTO mundial: 2012


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Chery Tiggo 2013: No front oriental Para encarar o novato Lifan X60, Chery lança o Tiggo com “cara” nova POR RAPHAEL PANARO AUTO PRESS

C

ompetir no segmento de utilitários compactos no Brasil é difícil para qualquer marca. Com o mercado dividido entre Ford EcoSport e Renault Duster, o resto briga por uma pequena parcela dos consumidores. E, dentro dessa fatia reduzida, outras polarizações e duelos particulares se configuram. Como o que confronta a chinesa Chery e sua compatriota Lifan. A primeira acaba de lançar no Brasil o renovado Tiggo e assumidamente “declarou guerra” ao recém-lançado Lifan X60. O Tiggo chega em versão única por R$ 51.990 – contra R$ 52.777 do concorrente. Ambos os modelos chineses vêm do Uruguai,

onde são montados em sistema de CKD. Apesar de renovado, a Chery reduziu o preço do carro em R$ 1 mil exatamente como um “aditivo” para tentar seduzir os eventuais clientes do seu principal rival. A fabricante espera comercializar 350 unidades por mês do utilitário e, além de atrapalhar a vida da Lifan, quer tentar fisgar alguns clientes que almejam veículos superiores, mas estão na dúvida entre uma versão de entrada ou um carro chinês completo. E para isso, como não poderia deixar de ser, a Chery aposta no preço e na vasta lista de equipamentos de série para atrair consumidores. A meta estipulada representaria um crescimento na ordem de 75% em relação ao modelo antigo, que vendeu apenas 2.052 unidades em 2012. O objetivo ainda

se mostra pouco otimista, já que a Lifan promete vender 400 veículos X60 por mês em 2013. O novo Tiggo ainda vai conviver por um tempo com seu antecessor, que teve o valor alterado para R$ 47.990, até durar o estoque. Modelo de estreia da Chery no mercado brasileiro – foi lançado em 2009 –, o Tiggo passou pela primeira plástica. E, como em todo o “face-lift” de meia vida, a grande mudança estética se concentrou na parte dianteira. As medidas são as mesmas, mas para dar mais robustez ao SUV o capô ficou mais curto e o para-choque foi ampliado, fundindo-se à carroceria e contornando o conjunto ótico. A nova grade frontal mostra a nova identidade visual que os futuros lançamentos da Chery vão adotar. Os faróis

alongados – e que poderiam ser um pouco maiores – agora trazem luzes diurnas de leds. A traseira segue as linhas adotadas na frente, mas em menor escala. As lanternas também ganharam leds, a capa do estepe foi redesenhada e ganhou o logo Chery, e o brake light agora está as extremidades do para-choque, em formato retangular. O interior do Tiggo evoluiu, mas ainda fica muito distante dos rivais produzidos no Brasil. A cabine manteve o mesmo espaço e os materiais usados ainda pecam na qualidade. A profusão de plásticos toma conta do habitáculo com alguns detalhes metálicos. O estofamento mudou para um tom de cinza e preto, mas continua sem ar de requinte. O painel é totalmente novo, assim como o console central,

volante e manopla de câmbio. O volante, agora multifuncional, recebeu detalhes em plástico com uma espécie de brilho, que também toma conta dos acabamentos das saídas de ar, alto-falantes e comandos do ar condicionado. O Tiggo redesenhado segue o padrão de equipamentos dos carros da Chery. O SUV tem uma lista a de dispositivos de série que inclui freios ABS com EBD, airbag duplo, luzes de neblina dianteiras e traseiras, sistema de som rádio/CD/ MP3/USB, rodas de liga leve de 16 polegadas, ajuste elétrico da altura dos faróis e sensores de estacionamento com indicador de distância em metros no painel. Itens como ar-condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, volante com comandos do som e rack no teto também

estão inclusos. A novidade fica por conta do espelho retrovisor, que projeta informações como bússola, altitude e pressão atmosférica – que ajudam a estimular o “fetiche off-road” de quem compra esse tipo de veículo. Estranhamente, a Chery deixou o Bluetooth de fora. Para mover os 1.375 kg do Tiggo, o motor mesmo 2.0 litros 16V somente a gasolina ganhou potência e agora entrega 138 cv a 5.750 rpm – 3 cv a mais que o antecessor. Um propulsor bicombustível está em desenvolvimento, mas não é prioridade da matriz chinesa. O torque permanece de 18,2 kgfm a 4.300 rpm. Completa o conjunto a transmissão manual de cinco velocidades, que faz o Tiggo acelerar até os 100 km/h em 15 segundos e atingir 170 km/h de velocidade máxima.


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Síntese das

O Onix é um carro confortável ao rodar. Além da boa dirigibilidade, há o trabalho da suspensão, que trata de impedir que a maioria das imperfeições pelo caminho sejam sentidas dentro do carro

ambições

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Embalado pela versão 1.0 LT, Onix se torna o carro mais vendido da Chevrolet no Brasil POR MICHAEL FIGUEREDO Autopress

N

os últimos dois anos, a Chevrolet renovou praticamente toda a sua oferta no Brasil. E entre os mais de 10 modelos que lançou de 2011 para cá, o compacto Onix era o que tinha a missão mais complicada: fazer a marca ganhar market share. Os outros serviram mais para completar a gama e fazer a marca estar presente em mais segmentos. O trabalho pesado foi realmente do Onix. Isso no momento em que o segmento de compactos virou principal porta de entrada das marcas orientais – japoneses, coreanos e chineses lançaram modelos também atrás de maior volume de vendas. E os números de vendas do hatch mostram que a GM acertou na aposta. O Onix, liderado pela versão 1.0 LT – responsável pela maior parte do mix do modelo –, já é o carro mais vendido pela empresa no Brasil com apenas sete meses de mercado, O Onix é oferecido em com duas motorizações – 1.0 e 1.4 – e três versões – LS, LT e LTZ. O de motor menor responde por 51% das vendas – ou 30.059 das 58.522 unidades emplacadas em 2013. Ou seja, dos 9.800 exemplares vendidos por mês, mais de 5 mil são do motor "mil". No que diz respeito aos níveis de acabamento, o intermediário LT – o único que equipa os dois motores – tem incontestáveis 83% do volume comercial do Onix. Desses, quase 60% são do 1.0 LT. Em números absolutos, são 4.740 emplacamentos mensais apenas desta versão específica. A configuração custa a partir de

R$ 32.590 e, entre os principais atrativos, oferece direção hidráulica, rodas em aço de 15 polegadas, vidros dianteiros e travas elétricas, além dos triviais duplo airbag frontal e freios ABS com EBD. Com os mesmos itens e o motor 1.4, o preço vai a R$ 36.190. Virtualmente o mesmo preço que se paga pelo 1.0 LT acrescido de ar-condicionado e sistema multimídia MyLink com tela sensível ao toque. Nesse caso, é praticamente uma escolha por conteúdo ou motor. No topo da gama ainda aparece o 1.4 LTZ, por R$ 43.690 e com tudo incluído. Boa parte do bom desempenho comercial do Onix pode ser creditada ao design. O desenho do modelo é nacional, mas, na frente, a cara global da Chevrolet se faz reconhecer pela grade bipartida horizontalmente. A peça, aliada aos faróis, em tamanho proporcional, confere um olhar agradável ao hatch. O perfil do compacto é bastante "vincado", o que cria um aspecto de robustez. Já a traseira combina soluções interessantes, como o formato do para-brisa, e outras um tanto controversas, como o tamanho reduzido das lanternas. O motor 1.0 que a Chevrolet chama de "novo" é, na verdade da Família 1, que chegou por aqui há quase 20 anos sob o capô do Corsa. Porém, com a reorganização de alguns componentes, a unidade de força perdeu peso e teve um leve incremento de potência – entrega agora 80 cv com etanol a 6.400 rpm. O torque é de 9,8 kgfm, disponível aos 5.200 giros. A transmissão é manual de cinco velocidades. O antigo trem de força, no entanto, é montado sobre uma plataforma nova, assim como o conjunto de

1.0 e 1.4 51% duas opções de motor

O de motor menor responde por 51% das vendas

80 cv

motor 1.0 com etanol

suspensão. Muito por causa desta base moderna, o hatch vai receber até o fim de julho um câmbio au-

tomático de seis marchas – mas que ficará restrito ao motor mais potente da gama.

Mais do que se vê O Chevrolet Onix "engana" quando visto por fora. Dá a impressão de que é muito maior que os rivais – proeza conseguida graças ao entre-eixos alongado e à altura mais elevada. O perfil com vincos bem pronunciados contribui para a sensação de robustez ao olhar para o carro. E, exceto pela traseira, cujas lanternas lembram a "desajeitada" Spin, o hatch consegue conquistar pelo visual. Dentro do carro, a percepção de espaço não muda. Claro não se compara a modelos de segmentos maiores, mas, entre os compactos, o Onix consegue certo destaque. Não é difícil encontrar uma boa posição de dirigir. O volante só é regulável em altura, mas a falta de ajuste em profundidade não compromete muito a ergonomia. Ao girar a chave surpreende de cara o baixo ruído do motor. Em movimento, no entanto, acontece algo bem mais esperado entre modelos 1.0 litro: "preguiça" na hora de acelerar. O pequeno motor demora muito para encher. Em situações

comuns às grandes cidades, como os constantes congestionamentos, isso não é dos maiores problemas. O incômodo, porém, desaparece quando o motor começa a girar na faixa dos 4 mil rpm, quando as retomadas se tornam satisfatórias. Os engates da transmissão são sempre bastante precisos. O Onix é um carro confortável ao rodar. Além da boa dirigibilidade, há o trabalho da suspensão, que trata de impedir que a maioria das imperfeições pelo caminho sejam sentidas dentro do carro sem grandes perdas no equilíbrio. Em alguns momentos, no entanto, a carroceria ameaça rolar – principalmente quando se tenta tocar o hatch de maneira mais animada. O isolamento acústico foi bem feito pela Chevrolet e o ruído que invade a cabine, mesmo em giros mais elevados, não chega a atrapalhar uma conversa em tom normal. E o sistema MyLink, com várias opções de conectividade, é um opcional que eleva bastante as qualidades do compacto.


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Semestre dos bons A

inda animado pelo IPI mais baixo, o mercado brasileiro de automóveis bateu o seu recorde de produção e vendas no primeiro semestre de 2013. Segundo a Anfavea, no período entre janeiro e junho, foram comercializados 1.799.064 automóveis e comerciais leves – alta de 4,8% em relação ao ano passado. O mês de junho isolado também apresentou bom resultado. Foram vendidos 318,6 mil unidades, 0,8% a mais que em maio e 9,8% de alta quando comparado com o mesmo mês de 2012. Apesar do

ótimo resultado do semestre, é provável que o crescimento do mercado seja mais comedido a partir de agora. O problema é que o segundo semestre do ano passado foi extremamente forte por causa dos incentivos do IPI reduzido. Assim, a base de comparação é bem maior. Nos resultados individuais das marcas, não houve surpresas. A Fiat lidera as vendas com 22,26% do mercado, contra 19,21% da Volkswagen, 17,88% da GM e 9,95% da Ford. A Renault vem em quinto com 5,97% do mercado, seguido de perto

pela surpreendente Hyundai e seus 5,83%. A fabricante sul-coreana, aliás, é a responsável pelo grande destaque entre os modelos. O compacto HB20 teve 61.837 exemplares entregues em 2013 e se tornou o quinto automóvel de passeio mais vendido do país. A liderança continua no inabalável Volkswagen Gol com 121.353, seguido de Fiat Uno com 96.505 e Fiat Palio com 90.739. Entre os comerciais leves, liderança absoluta para a Fiat Strada e seus 62.023 emplacamentos.


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Automoveis 17 07 13  
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