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Automoveis 12 06 13

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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8109 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Estilo estratégico Peugeot 2008 aposta no charme para estrear no segmento de crossovers compactos Pág. 6 VITRINE

VITRINE

DIVULGAÇÃO

Fúria

DIVULGAÇÃO

concentrada

Calor

estético

Apliques visuais dão força e ajudam nas vendas do Renault Sandero GT Line

Mini tem jeito de carro de corrida e detalhes que colocam como o mais veloz da marca inglesa

Depois de 15 anos de Brasil, a Renault já entende perfeitamente o mercado brasileiro. Para transformar o Sandero em seu modelo mais vendido por aqui, a fabricante francesa

O Mini GP começou a nascer em 2006. Na época, era apenas um kit de personalização para o John Cooper Works. O veículo apresentado agora, porém, é levado pela marca inglesa a outro

apelou para uma tática já conhecida da indústria nacional: variações sobre o mesmo tema. São configurações que demandam quase nenhuma alteração mecânica – portanto, de baixo

investimento e fáceis de produzir – e que dão bom retorno ao fabricante. É o caso da versão “esportiva” do hatch, a GT Line, reeditada em agosto do ano passado. Pág. 10

patamar. A fabricante mantém o modelo base e o nome, mas com a adição do “GP”, transforma seu Mini mais “extremo” num carro à parte. Isso se confirma até pela quantidade

produzida: apenas duas mil unidades foram colocadas à venda em todo o mundo. No Brasil, a BMW não confirma nem desmente a chegada do pequeno bólido. Pág. 4


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AUDI

Mais em conta

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entrada da Audi no InovarAuto já refletiu na lista de preços da fabricante alemã. Tanto que os modelos da marca chegaram a ter redução de R$ 33.500. Na parte de baixo da tabela, preço do hatch A1 ficou R$ 15 mil “mais magro”. O modelo mais barato da gama parte agora de R$ 79.900. A queda dos valores ocorre graças à isenção dos 30

pontos percentuais adicionais do IPI para as empresas que investirem em tecnologia no Brasil. A diminuição também foi influenciada pela decisão do governo de prorrogar a redução do imposto até dezembro. O modelo que apresentou a maior diferença de preço foi o A8. O corte de R$ 33.500 fez com que o valor pedido passasse para R$ 530 mil. O

LAND ROVER

A6 Sedan agora parte de R$ 286.100 – antes, custava R$ 313.300 – e o A5 Sportback, antes vendido por R$ 167.200, caiu para R$ 152 mil. A versão de entrada do SUV Q3 teve redução de quase R$ 20 mil. O modelo agora custa R$ 130.950. Já a variante topo da linha, o Q3 Ambition, antes vendido por R$ 186 mil, custa agora R$ 162.900.

Esporte fino A Land Rover apresentou, no Salão de Nova York, o Range Rover Sport, versão mais esportiva e que completa a gama do luxuoso SUV – composta por Range Rover e Range Rover Evoque. O novo modelo tem carroceria montada em alumínio e combina requinte e tecnologia, duas características marcantes na gama topo da

marca. O utilitário esportivo é oferecido em duas opções de motores – um V8 5.0 a gasolina e um V6 3.0 diesel, sempre com transmissão automática de oito velocidades. O SUV tem espaço para até sete passageiros e é recheado de tecnologia. Entre os principais recursos, está um sistema que permite a instalação de

rede wi-fi com internet banda larga no interior do veículo. Há ainda um conjunto de câmaras digitais que avisam o condutor sobre mudanças de faixa e reconhece sinais de trânsito, entre outros recursos. As vendas começam no segundo semestre nos principais mercados globais – inclusive, no Brasil.

VW

Novidades compactas O segundo semestre promete ser agitado para a Volkswagen brasileira. Além do provável lançamento do Golf VII, que deve chegar importado em um primeiro momento, a família do subcompacto Up! deve começar a aparecer. De acordo com informações do “Automotive Business”, o hatch pode começar a ser produ-

zido na fábrica da empresa em Taubaté, São Paulo, ainda neste ano. Antes disso é possível que apareça a primeira “cria” do projeto do Up!. O motor 1.0 de três cilindros que viria aliado a uma atualizada versão do Fox Bluemotion. Ele terá bloco e cabeçote de alumínio e potência na faixa dos 80 cv. Ainda segundo a publica-

ção, a Volkswagen pretende rentabilizar bastante os investimentos para o Up!. A próxima geração do Gol inclusive terá a mesma plataforma do subcompacto. A ideia dos executivos da marca é fazer a base do Up! bem versátil, nos moldes das modernas arquiteturas modulares usadas pelas principais montadoras do mundo.


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VITRINE

Fúria concentrada

DIVULGAÇÃO

O Mini GP começa a empolgar pelo olhar. Por fora, chama a atenção e o interior conquista rapidamente. Os detalhes em couro Alcântara estão em toda parte, inclusive nos assentos, que têm aparência elegante e toque suave

Mini John Cooper Works GP tem jeito de carro de corrida e detalhes que colocam como o mais veloz da marca inglesa POR HÉCTOR MAÑÓN Autopress

O

Mini GP começou a nascer em 2006. Na época, era apenas um kit de personalização para o John Cooper Works. O veículo apresentado agora, porém, é levado pela marca inglesa a outro patamar. A fabricante mantém o modelo base e o nome, mas com a adição do “GP”, transforma seu Mini mais “extremo” num carro à parte. Isso se confirma até pela quantidade produzida: apenas duas mil unidades foram colocadas à venda em todo o mundo. No Brasil, a BMW não confirma nem desmente a chegada do pequeno bólido. De fora para dentro, o Mini GP se diferencia pela cor exclusiva da carroceria, com detalhes pretos e vermelhos, que contribuem para um visual mais esportivo. As entradas de ar também são diferentes, assim como o spoiler traseiro, que além de deixar o carro com um jeitão mais “nervoso”, reduz o coeficiente de arrasto e ajuda a manter o GP estável. O interior do Mini GP conta com mais detalhes que reforçam o caráter esportivo. O estilo “racing”, expresso em detalhes como o emblema GP no painel e nas soleiras da porta, merece destaque. Porém, a característica mais relevante nesse aspecto é a ausência do assento traseiro, retirado para deixar o carro ainda mais leve. Em seu lugar, um santantônio atravessa a cabine de ponta a

ponta. Segundo os engenheiros, ele está lá não só com o objetivo de aumentar a rigidez estrutural, mas também para evitar que eventuais cargas fiquem soltas dentro do carro. Sob o capô do Mini GP está um motor 1.6 turbo twin-scroll. Porém, para deixar o carro mais rápido, a equipe de engenharia não modificou muito o propulsor. Foram incrementados apenas 7 cv, para 218 cv de potência máxima. O torque é de expressivos 28,4 kgfm. O foco foi deixar o carro mais próximo ao chão. Nesse sentido, o componente que mais sofreu alterações foi a suspensão, que teve o tamanho reduzido e ganhou molas helicoidais totalmente ajustáveis. O resultado dos ajustes foi que o Mini GP se tornou o mais

rápido de toda a linha da marca britânica a atingir os 100 km/h. O curso, partindo do zero, é cumprido em 6,3 segundos. O hatch alcança a velocidade máxima de 242 km/h. A Mini equipou o carro com rodas de liga leve de 17 polegadas e pneus semi-slick para proporcionar maior aderência. Nos Estados Unidos, o hatch é vendido por US$ 40 mil, o equivalente a R$ 80 mil. Caso venha para o Brasil, deverá custar algo em torno de R$ 180 mil.

NÚMEROS

1.6 turbo 218 cv 28,4 kgfm é o motor do Mini GP

potência máxima

torque máximo do hatch entre 1.750 e 5.600rpm

FICHA TÉCNICA

Mini John Cooper Works GP › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

transversal, 1.598 cm3, turbocompressor, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, cabeçote com duplo comando de válvulas com tempo de abertura variável. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 218 cv a 6 mil rpm. › ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 6,3 segundos. › VELOCIDADE máxima: 242 km/h. › TORQUE máximo: 28,4 kgfm entre 1.750 e 5.600 rpm. › DIÂMETRO e curso: 85,8 mm X 77 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores pneumáticos. Traseira com braço transversal em alumínio, braços múltiplos, molas helicoidais, amortecedores pneumáticos e barra estabilizadora. Oferece controle de estabilidade. › PNEUS: 215/40 R17.

› FREIOS: Discos ventilados

nas quatro rodas. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas. › CARROCERIA: Hatch em monobloco com duas portas e dois lugares. Com 3,67 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,41 m de altura e 2,47 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais e do tipo cortina. › PESO: 1.160 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 723 litros. › TANQUE de combustível: 50 litros. › PRODUÇÃO: Cowley, Inglaterra. › LANÇAMENTO: 2012. › ITENS de série: ar-condicionado automático, direção elétrica, trio elétrico, bancos em couro, computador de bordo, faróis de xenon, volante multifuncional, partida por botão, rádio/CD/ MP3/USb/iPod/Bluetooth, airbags frontais, laterais e de cabeça, controle de estabilidade, ABS com EBD, assistência de frenagem de emergência, controle de tração e sensor de chuva com acionamento de farol baixo. › PREÇO no México: US$ 40 mil, o equivalente a R$ 80 mil.


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Estilo AUTOMUNDO

DIVULGAÇÃO

estratégico Peugeot 2008 aposta no charme para estrear no segmento de crossovers compactos

A

Peugeot decidiu abandonar o marasmo dos últimos anos e voltou a se movimentar. No Brasil, lançou o hatch 208, em março. E já avisou que irá produzir por aqui, na unidade de Porto Real, interior do Rio de Janeiro, o utilitário compacto 2008. No mercado nacional, o modelo será a arma da fabricante para brigar com Ford EcoSport e Renault Duster. Enquanto não chega ao país, o carrinho foi lançado na Europa e marca a estreia da fabricante francesa no segmento de utilitários, ou crossovers, compactos. Um modelo, portanto, estratégico para ampliar o volume de vendas da fabricante, que sofre com a crise europeia. O utilitário divide 67% dos componentes com o 208. Inclusive, a nova identidade da marca Peugeot – com a frente renovada e as lanternas traseiras em formato de bumerangue. O visual do 2008 , no entanto, traz agrega elementos que o deixam mais másculo. No capô, por exemplo, os vincos são mais marcados – principalmente em torno do logo da marca. Para combinar com o segmento, a fabricante inseriu grandes arcos de rodas, ligeiramente “achatados”. A linha de cintura descreve trajetória ascendente em direção à traseira. Apesar de manter a distância entre-eixos do 208, a Peugeot trabalhou para ganhar espaço no 2008. A ideia da fabricante era deixar entre os assentos a maior área livre possível. Também recheou de compartimentos. Somente no console central

são 11 porta-objetos. O portamalas tem capacidade de 422 kg, que não é muito, mas pode ser expandido para 1.400 litros com a fileira traseira rebatida. Mesmo com tanto potencial “utilitário”, a Peugeot não deixou a sofisticação de lado no interior do 2008. Os triviais ar-condicionado, trio elétrico e direção com assistência elétrica, os itens de segurança como freios ABS e airbags frontais, laterais e de cortina vêm de série. Mas há três níveis de acabamento – Access, Active e Allure. Desde a entrada, já são vários elementos estéticos disponíveis, como barras no teto, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria e frisos cromados nas portas traseiras, na grade e no spoiler traseiro. A versão Active – da qual a Peugeot espera a maior parte das vendas –, já adiciona itens como faróis de neblina e central multimídia com tela sensível ao toque. Já no topo da linha, a variante Allure, inclui ar-condicionado digital dual zone, sensores de estacionamento traseiros e mais detalhes cromados. A lista de opcionais oferece ainda o assistente para estacionamento e o Grip Control, que faz um mapeamento do solo para adaptar parâmetros de motor e transmissão de acordo com o piso. São cinco possibilidades de respostas definidas eletronicamente para diferentes condições, incluindo neve, lama e areia. Mas não é bom se entusiasmar muito no fora de estrada. A própria Peugeot definie o modelo como crossover e não uti-

O 2008 tem boa desenvoltura nas curvas. O utilitário tem agilidade comparável à um sedã compacto

litário. Inclusive porque todos os modelos têm apenas tração dianteira. Na Europa, a gama de motores a gasolina inclui um 1.2 litro tricilíndrico, que tem 82 cv e um 1.6 16V VTi, de 120 cv. A oferta diesel é composta pelo 1.4 8V HDi de 68 cv e o 1.6 8V com configurações de 92 cv e 115 cv. Para o Brasil, o 2008 deverá vir com os motorers que equipam os modelos compactos por aqui: 1.5 8V de 93 cv e 1.6 16V de 122 cv. Na França, o modelo custa a partir de 15.200 euros, equivalente a R$ 41 mil, na versão de entrada, e vai até 23.250 euros , ou R$ 65 mil, na versão topo. No Brasil, o modelo deve chegar com preços 20% maiores.

FICHA TÉCNICA

Peugeot 2008 Allure › MOTOR: A gasolina, dianteiro, trans-

versal, 1.199 cm3, três cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro com abertura variável na admissão. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 82 cv a 5.750 rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 9,5 segundos. › VELOCIDADE máxima: 196 km/h. › TORQUE máximo: 12,0 kgfm entre

2.750 rpm.

› DIÂMETRO e curso: 77,0 mm x 78,9

mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteiro tipo McPherson e traseira com eixo de torção. › PNEUS: 195/60 R16. › FREIOS: A disco nas quatro rodas com ABS e EBD. › CARROCERIA: SUV em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,15 metros de comprimento, 1,74 m de largura, 1,55 m de altura e 2,53 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série. › PESO: 1.080 kg em ordem de marcha.

› CAPACIDADE do porta-malas: 422 litros.

› TANQUE de combustível: 50 litros. › PRODUÇÃO: Mulhouse, França. › LANÇAMENTO mundial: 2013. › ITENS de série : Ar-condicionado di-

gital dual zone, trio elétrico, direção com assistência elétrica, ABS, EBD, airbags frontais, laterais e de cortina, barras no teto, faróis de neblina, central multimídia com tela sensível ao toque, leds de iluminação diurna, sensores de estacionamento, teto panorâmico. › PREÇO da versão Allure: de 18.850 euros, aproximadamente R$ 52 mil.


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Amplo espectro MOTOMUNDO

Michelin aumenta linha de pneus e mira nas motocicletas de baixa cilindrada POR EDUARDO ROCHA AUTO PRESS

A

Michelin sempre cultivou uma imagem de produto premium no Brasil. Principlamente no segmento de duas rodas. Entre as motocicletas, a marca só atacava modelos mais sofisticados, de cilidradas maiores e alta performance. E tudo conspira nesse sentido. Afinal, os produtos da fabricante francesa sempre foram mais caros que os oferecidos pelas rivais. Em motos de luxo, que normalmente são apenas montadas no Brasil, os pneus da Michelin são bem considerados. Mas como não produz nada para veículos de duas rodas no Brasil, não consegue aparecer como equipamento original das motocicletas de pequena cilindrada, quase todas produzidas no país. Nada disso, porém, parece ter demovida a marca a apresentar uma nova gama, com cinco tipos de pneus para motos de todos os segmentos. E mesmo que só vá atuar no mercado de reposição – com um preço 10% acima da concorrência –, a empresa está otimista. Espera dobrar a participação no mercado, que hoje anda na faixa de 6%, ou 45 mil unidades mensais. Segundo o marketing da empresa, os novos pneus transferem para as motos de menor cilindrada, o mesmo nível de tecnologia oferecido nos compostos de alta gama. O conceito radial, por exemplo, onde a disposição das lonas é feita a 90º da linha do pneu, foi utilizado na concepção do Pilot Street Radial, destinado a motos de média cilindrada – acima de 250 cc. Pneus radiais são mais comuns em motocicletas esportivas ou de cilindrada mais alta, pois tem construção mais sofisticada e usa materias mais caros, como a sílica, que reduz o desgaste. O pneu radial aumenta a estabilidade em alta velocidade. A contrapartida negativa é que reduz o conforto em rodagem mais lenta e tem menor capacidade de carga,

comparado ao tradicional diagonal. Mas a grande novidade para a Michelin é mesmo atuar no segmento de baixa cilindrada. O Pilot Street, que tem construção diagonal, usa como argumento de vendas a durabilidade. Segundo a Michelin, o desenho da banda de rodagem com grande área de contato no topo e sulcos maiores nas laterais favorece a dirigibilidade em retas e a aderência nas curvas. As motos da faixa entre 150 e 250 cc são as de maior volume comercial no Brasil e no mercado global. Nesse caso, a briga maior da marca francesa será com a italiana Pirelli, grande fornecedora para primeira montagem nas fábricas e que normalmente é escolhida na hora da reposição. Para elas, o Michelin Pilot Street promete até 30% a mais de durabilidade, o que compensaria os 10% a mais no preço. O modelo é oferecido em 12 dimensões, que abrangem quase a totalidade dos modelos utilitários. Para as gamas mais altas – onde a Michelin lidera com folga –, a aposta da fabricante é em oferecer pneus mais específicios para cada utilização. O Power Supersport é indicado, como o nome explicita, para os modelos superesportivos, com uso partilhado entre a pista – em track days, por exemplo – e uso normal em cidade e estrada. Segundo a Michelin, o pneu garante maior aderência geral e

amplia a cacidade de tração nas saídas de curvas, quando é submetido a pressóes mais fortes. Já o modelo o Pilot Power 3 também é indicado para modelos superesportivos, mas sem uso muito severo. É para uso principalmente nas estradas e tem como ponto forte a aderência em piso molhado. O quinto pneu da nova linha é o Anakee III. Concebido para equipar motocicletas do segmento de maxtrails. Os sulcos são pensados para melhor performance em estradas, para condutores que enfrentam trajetos “off-road” apenas ocasionalmente. Na terra, os sulcos são desenhados de tal forma que criam um efeito autolimpante, que expulsa a lama e as pedras. Os novos pneus são fabricados na Tailândia e vão ocupar apenas os mercados de reposição. Além de elevar sua participação nos mercados de baixa e média cilindrada para 90 mil unidades mensais – o que vai corresponder a 12% do segmento –, está nos planos da marca a ampliação de sua rede para 700 revendedoras autorizadas até 2016 – hoje são 350 em todo o país. Com os cinco novos modelos, o portifólio da Michelin cobre 90% do universo de motocicletas a venda no Brasil. DIVULGAÇÃO


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MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2013 DIVULGAÇÃO

O GT Line é, inegavelmente, chamativo, principalmente por dentro, com apliques vermelhos

AUTOPERFIL

Calor estético Apliques visuais dão força e ajudam nas vendas do Renault Sandero GT Line POR RODRIGO MACHADO AUTO PRESS

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epois de 15 anos de Brasil, a Renault já entende perfeitamente o mercado brasileiro. Para transformar o Sandero em seu modelo mais vendido por aqui, a fabricante francesa apelou para uma tática já conhecida da indústria nacional: variações sobre o mesmo tema. São configurações que demandam quase nenhuma alteração mecânica – portanto, de baixo investimento e fáceis de produzir – e que dão bom retorno ao fabricante. É o caso da versão “esportiva” do hatch, a GT Line, reeditada em agosto do ano passado. As diferenças em relação a um Sandero tradicional são puramente visuais, mas ajudam a ampliar o leque de interessados no modelo. Atualmente, a Renault estima que o GT Line responda por entre 8 e 10% de todos os Sandero vendidos – de 550 a 700 unida-

des mensais. Média esta que deve crescer muito este ano. É que a Renault fechou a sua fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, no começo do ano para uma grande expansão. Aumentou a capacidade produtiva de 280 mil para 380 mil veículos/ ano. Isso vai permitir, inclusive, que o Sandero suba em relação ao décimo lugar que conseguiu no ranking brasileiro de mais vendidos do ano passado. O GT Line voltou à vida no ano passado depois de ter aparecido em 2010 como série limitada. Mas a versão “ressuscitada” apareceu com uma diferença básica. O atual Sandero GT Line usa o repaginado motor 1.6 8V, agora apelidado de Hi-torque. Recalibrações e o uso de novos materiais permitiram um ligeiro aumento de potência e torque, aliado à queda no consumo de combustível. O 1.6 8V passou de 95 cv e 14,1 kgfm para 106 cv e 15,5 kgfm. O primeiro modelo, por outro lado, trazia o 1.6 16V de 112 cv e

mesmos 15,5 kgfm, hoje restrito apenas às variantes com câmbio automático do Sandero. A diferença de força entre os dois é bem pequena, mas o renovado 8V tem a vantagem de fornecer o torque máximo em rotações mais baixas. Na parte estética, a Renault manteve a estratégia. Do lado de fora, o GT Line adiciona novos para-choques, com detalhes em preto, máscara nos faróis, adesivos na carroceria, rodas em preto e um chamativo aerofólio traseiro. Por dentro, o exagero continua. O quadro de instrumentos tem grafismo único e há detalhes em vermelhos para todos os lados. Inclusive no cinto de segurança. O GT Line já vem “completinho” de série. Traz vidros elétricos, arcondicionado, direção hidráulica, detalhes internos em couro, rodas de liga leve e rádio por R$ 40.680. Um Sandero “normal” igualmente equipado sai cerca de R$ 2 mil a menos. É o preço da esportividade visual.


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