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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 5 DE MARÇO DE 2014 • ANO XXXVII • Nº 8337 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Audi A3: ensaio geral A3 sedã com uma estratégia agressiva e se prepara voltar a ser marca nacional Pág. 6 VITRINE

MOTOMUNDO

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Engenharia de resultados Honda em Rio das Yamaha privilegia o torque, mas não deixa a potência de lado na MT-09 com motor tricilíndrico

Ostras... só a Hayasa tem!

Yamaha recorreu à cultura “underground” do Japão para apresentar – como ela mesma classifica – um dos seus principais produtos em muito tempo.

Na Hayasa você encontra os Seminovos Prime, uma possibilidade de adquirir veículos de outras marcas, sob o aval Hayasa Pág. 3

A

Lançada no ano passado, a nova motocicleta atende pelo nome de MT-09 e teve o visual inspirado no “lado negro” do país oriental – expresso nas insanas corridas de drift e nas

estapafúrdias motos customizadas das ruas de Tóquio. A moto une elementos de naked e de motard e traz um pequeno painel de instrumentos digital e lanternas de leds. Pág. 5


2 Automóveis

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AUTOTAL

FORD

Imigrante confirmado Ao que tudo indica, a Ford está pronta para lançar o utilitário Kuga no Brasil. O modelo, que nos Estados Unidos recebe o nome de Escape, é uma espécie de EcoSport encorpado, com linhas que remetem bastante ao Focus atual – carro do qual é derivado. Por aqui, ele deve ser oferecido em

apenas uma versão. Na configuração prevista, o utilitário é equipado com um motor 1.6 EcoBoost turbinado capaz de gerar 180 cv acoplado ao câmbio automatizado Powershift de seis marchas e tração integral. O Ford Kuga já é vendido na Argentina, mas na terra dos

“hermanos” é comercializado em duas versões com o motor 1.6 EcoBoost. Uma capaz de atingir 150 cv e a outra, 182 cv. No país vizinho, a versão mais cara é a mesma que será lançada no Brasil. Aqui, a previsão é de que ele não saia das concessionárias por menos de R$ 110 mil.

HARLEY-DAVIDSON

Segurança máxima L

ançado recentemente na Europa, o Audi A8 L Security já pode ser encomendado no Brasil. O modelo conta com um conjunto de equipamentos complementares à blindagem e tem duas opções de motores a gasolina: 4.0 V8 biturbo, que chega a atingir 441 cv, e o propulsor 6.3 V12, capaz de entregar 506 cv. Em ambos os casos, o carro é equipado com transmissão automática de

oito marchas com tração integral. As entregas, porém, só devem começar a partir de julho. Os milionários amedrontados interessados ainda terão de desembolsar R$ 3,5 milhões pelo carro. O A8 L Security foi certificado oficialmente pelo Centro Alemão de Testes Balísticos, em Munique, e atende às especificações da classe de proteção balística nível III-A. Para conseguir esse registro,

O lado negro

é necessário que painéis da carroceria e vidros da célula de passageiros resistam a tiros com munição de calibre médio, como pistolas 9 mm e até submetralhadoras Uzi. Em algumas áreas, a blindagem do A8 L Security atende até mesmo os critérios das classes VR 9 e VR 10, equivalentes aos níveis III e IV, o maior permitido para uso civil no Brasil, que resistem a perfuração de tiros de fuzis AR-15, M16 e AK-47.

A linha 2014 da HarleyDavidson Fat Bob, que chega agora ao Brasil, ganhou um jeito bem “malvado”. Com novos detalhes na cor preta – assim como as rodas de 16 polegadas – e porte agressivo, a moto incorpora ainda mais o estilo Dark Custom e vem equipada com o motor dois cilindros de 1.600 cm³ associado à transmissão manual de seis marchas. Produzido em Manaus, o modelo apareceu pela primeira vez no Brasil no ano passado, no Salão Duas Rodas. Chega com pneus largos, guidão com fiação interna, tanque e para-lama com novos grafismos, farol

duplo e lanterna com LED. O preço inicial, de R$ 45.900, vale para a cor Vivid Black.

Nos tons preto fosco, laranja metálico e bege perolizado, o valor pula para R$ 46.250.


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Automóveis 3 DIVULGAÇÃO

AUTOMUNDO

Honda em Rio das Ostras... só a Hayasa tem! Na Hayasa você encontra os Seminovos Prime, uma possibilidade de adquirir veículos de outras marcas, sob o aval Hayasa

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anos de mercado, 4 lojas, sendo a única concessionária Honda em Rio das Ostras,a Hayasa hoje conta com filiais em Petrópolis, Teresópolis e Niterói. Inaugurada em Rio das Ostras no mês de maio de 2009 na ZEN – Zona Especial de Negócios, a Hayasa está sempre comprometidacom a excelência na comercialização de veículos novos e usados, oferecendo serviços de alta qualidade técnica, profissionais treinados, aliado aos mais modernos equipamentos disponíveis no mercado, junto ao completo estoque de peças originais Honda. Nossa assistência técnica oferece aos clientes serviços realizados de acordo com os rígidos padrões Honda de qualidade, executado por profissionais preparados na fábrica, utilizando peças genuínas e equipamentos de última geração. Além disso, temos os programas “Honda Conduz, O Frotis-

ta e Pro Driver” criados pela Honda pensando em atender a necessidade de todos os seus clientes e proporcionar maior satisfação ao seu público. Na Honda Hayasa você encontra os Seminovos Prime, uma possibilidade de adquirir veículos de outras marcas, sob o aval Hayasa. É por isso que contamos hoje com umextenso quadro funcional. Nossos colaboradores estãopreparados para proporcionar satisfação, tranqüilidade, conforto e segurança aos nossos clientes. Venha nos visitar! › RIO das Ostras - Rua do

Engenheiro s/n - Mar do Norte (ZEN) - (22) 3321-8600 › NITERÓI-ESTRADA Francisco da Cruz Nunes, 600 - Pendotiba (21)2616-9600 › PETRÓPOLIS - Rua Coronel Veiga, 1520 - Quitandinha - (24) 22499600 › TERESÓPOLIS - Av. Feliciano Sodré 829 - Várzea - (21) 2008-0600

DICAS DIVULGAÇÃO

As fábricas são chamadas de “montadoras” exatamente por encomendar de terceiros (fornecedores) a maioria das peças utilizadas na linha de montagem. São responsáveis pela qualidade de todo o automóvel e não podem se eximir da garantia de qualquer componente. Transferir essa responsabilidade é inaceitável e merece uma análise por parte do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça

Fabricantes fazem jogo de empurra com garantia dos componentes do carro É inaceitável a montadora transferir para o fornecedor a responsabilidade sobre qualquer componente com problema de qualidade

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lguém já ouvir falar que, ao comprar um automóvel zero, este seja entregue sem bateria, aparelho de som ou pneus, com a recomendação de que sejam adquiridos nas lojas especializadas? Embora a resposta seja óbvia, a pergunta se faz a propósito de uma antiga e inexplicável prática das montadoras de transferir para seus fornecedores a responsabilidade sobre componentes de um automóvel. Digamos que um carro tenha rodado apenas cinco mil

quilômetros, esteja dentro do prazo da garantia, um ou dois pneus ficaram carecas e o dono o leva à concessionária para reclamar do desgaste prematuro. A resposta da oficina: “Pode levar o carro na loja da Goodyear para que ela resolva o problema”. Em vez de protestar, ir ao Procon ou chamar a polícia, o dono é suficientemente cordato para ir à loja de pneus e ainda ter o dissabor de ouvir que a culpa é da montadora, pois algum problema na suspensão foi o responsável pelo desgaste. É o ponto de

partida do famoso “jogo de empurra”, em que ninguém se responsabiliza por nada (e sobra para o bolso do dono do carro). A mesma linha de conduta se aplica para outros componentes, como aparelho de som ou bateria: “Quem garante é a Bosch, leve lá o carro”. E a Bosch argumenta que o problema não é da bateria, mas do circuito elétrico. E sobra de novo para o freguês. As fábricas são chamadas de “montadoras” exatamente por encomendar de terceiros (fornecedores) a maioria das

peças utilizadas na linha de montagem. São responsáveis pela qualidade de todo o automóvel e não podem se eximir da garantia de qualquer componente. Transferir essa responsabilidade é inaceitável e merece uma análise por parte do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. Por falar em respeito ao consumidor, o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) está, passo a passo, tentando organizar a anarquia geral que

reina no setor de peças de reposição. Não se controla a qualidade do que se vende fora das concessionárias, no chamado mercado paralelo. Não há obrigatoriedade de se certificarem componentes de segurança: fabriqueta de fundo de quintal produz (ou “recondiciona”) e vende livre e impunemente peças da suspensão, direção, transmissão e freios. O Inmetro já iniciou processo de certificação de alguns itens de segurança, como cadeirinhas, rodas e catalisadores. No mês passado, estabeleceu

os critérios para a certificação de componentes do freio, como lonas e pastilhas. Dentro de três anos, só poderão ser comercializados se homologados de acordo com as normas padronizadas. Já que chegou ao sistema de freios, o Inmetro tem que passar agora para o fluido de freio, fácil de ser falsificado: basta colorir álcool com anilina vermelha. E deixar o carro sem freios na esquina seguinte. Até lá, melhor você mesmo prestar atenção na marca do fluido que está comprando.


4 Automóveis

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O pequeno Chevrolet Spark foi o único subcompacto a conseguir a classificação “aceitável” na avaliação do instituto

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Notícia de impacto D

epois de inúmeras “vítimas” com emblemas de renome, como Mercedes-Benz e Audi, o teste “small overlap” do Instituto de Segurança Viária das Seguradoras dos Estados Unidos

tem conseguido separar alguns carros que, segundo eles, protegem melhor os ocupantes. O ensaio, que consiste numa colisão a 64 km/h onde somente 25% da frente do carro atinge um obstáculo sólido, testa a

proteção do habitáculo em pontos normalmente “esquecidos” pelas fabricantes. Nesse cenário, nem sempre tamanho é documento – fato provado pelo pequeno Chevrolet Spark. O carrinho foi o único subcom-

FORD

deles, o Toyota Yaris e o híbrido Prius C também obtiveram classificação apenas marginal. Fit e 500 foram os piores, com sério comprometimento da integridade do habitáculo. No Fiat, a porta do motorista se

abriu, possibilitando a ejeção do ocupante.. Enquanto isso, o pequeno Chevrolet Spark limitou a deformação da carroceria para o interior e manteve a salvo pernas e quadris de motorista e passageiro da frente.

BMW

Ford apresenta novo Ka sedã no Brasil e na Índia

A Ford apresentou seu novo conceito global nesta segundafeira (3), em evento simultâneo no Brasil e na Índia. Trata-se do protótipo do inédito Ka Sedã que deve chegar às lojas no segundo semestre deste ano, substituindo de vez as unidades do Fiesta Sedan Rocam.

pacto a conseguir a classificação “aceitável” na avaliação do instituto. O mesmo teste reprovou modelos conhecidos no Brasil, como Honda Fit, Fiat 500, Nissan Versa e Ford Fiesta. Além

No visual, o sedã traz o mesmo design do hatch com a nova linguagem da Ford, exibindo a grade dianteira trapezoidal e linhas semelhantes ao New Fiesta. Como bom sedã, ele mostra uma traseira "arrebitada" que aguarda um grande porta-malas e amplo espaço

interno para os ocupantes. Sob o capô, o veículo deve ser equipado com motor 1.0 de três cilindros e 12 válvulas. Além disso, ainda tem a versão Sigma 1.5 de 111 cv de potência e 15 kgfm com etanol e 107 cavalos e 14,8 kgfm de torque a gasolina, também oferecido no New Fiesta.

BMW revela o novo Série 4 Gran Coupé A BMW antecipa os detalhes do novo Série 4 Gran Coupé antes do lançamento oficial no Salão de Genebra, em março. O veículo traz a combinação de design esportivo com o estilo cupê. Em comparação ao Série 4, o modelo é mais alto para acomodar melhor os ocupantes traseiros e mais longo. O novo Série 4 também será apresentado nos Estados Unidos, em Nova York.

Sob o capô, o carro traz as mesmas opções de motorização do Série 4 Coupé. São eles, o motor 2.0 turbo, a gasolina, de quatro cilindros de 240 cv de potência e 35,2 kgfm de torque, além do 3.0 de seis cilindros, capaz de gerar 300 cavalos de potência. No mercado europeu, o modelo chega com motor 2.0 turbo de 181 cv de potência e duas a diesel com as versões de 418d e 420d,

respectivamente de 141 e 184 cavalos. Quanto às dimensões, o carro possui 4,64 metros de comprimento, com 2,81m de espaço entre-eixos, e 1,82m de largura. Com a estreia marcada para o Salão de Genebra, o Série 4 Gran Coupé deve chegar às concessionárias norte-americanas em meados deste ano, custando a partir de 43.225 dólares (cerca de R$ 104 mil).


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Automóveis 5 DIVULGAÇÃO

Ao subir na moto, a sensação é estar sentado em uma “motard” menos “extrema”. A MT-09 é estreita e possui o guidão largo. Já o propulsor três cilindros é compacto e parece ainda menor na motocicleta – até dar a partida. O motor gira discretamente e, desde os primeiros metros, o comportamento é parecido como um de quatro cilindros. Comparado a outros tricilíndricos, o da Yamaha se mostrou mais fluido e suave, além de preferir regimes de médias e altas rotações

MOTOMUNDO

MT-09: engenharia de resultados Yamaha privilegia o torque, mas não deixa a potência de lado na MT-09 com motor tricilíndrico

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Yamaha recorreu à cultura “underground” do Japão para apresentar – como ela mesma classifica – um dos seus principais produtos em muito tempo. Lançada no ano passado, a nova motocicleta atende pelo nome de MT09 e teve o visual inspirado no “lado negro” do país oriental – expresso nas insanas corridas de drift e nas estapafúrdias motos customizadas das ruas de Tóquio. A moto une elementos de naked e de motard e traz um pequeno painel de instrumen-

tos digital e lanternas de leds. O “detalhe” fica na dianteira, em cima do farol, onde há a sensação da falta de uma parte da carenagem. E na verdade falta mesmo, já que a peça é vendida como acessório. Com a etiqueta de 7990 euros na Itália – cerca de R$ 26,5 mil –, o objetivo da MT-09 é entrar no segmento de grande porte, que cresceu mesmo durante a grave crise que atinge a indústria europeia. Mas o modelo não deve encontrar vida fácil e a concorrência deve ser acirrada com a Ka-

wasaki Z800, Ducati Monster, BMW F800 R, Triumph Street Triple e MV Agusta Rivale 800. Apesar do design inspirado, a grande estrela da MT-09 é o motor. Feito todo de alumínio, seu foco principal é na entrega de torque – ressaltada pelas letras MT ou “Masters of Torque”. Com duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e injeção eletrônica, ele tem capacidade de 847 cm³ e desenvolve 115 cv a 10 mil rpm, além 8,9 kgfm a 8.500 giros. A força é gerida por um sistema

eletrônico – chamado Yamaha D-Mode –, que fornece três ajustes para o acelerador: um normal, outro que libera toda a potência e um terceiro mais “amansado”.. Este propulsor, inclusive, deve ser adotado pela fabricante japonesa em outros modelos. O chassi também é inédito e não foi derivado de nenhum modelo existente na gama da empresa. A proposta foi criar uma moto ágil e com facilidade de manobrar no trânsito urbano. Já o quadro é todo em alu-

mínio e se beneficia do tamanho menor do motor para ter uma arquitetura que privilegia as dimensões mais compactas. As suspensões – invertida na frente e monoamortecida atrás – são ajustáveis. O uso dos materiais mais leves faz a MT-09 ter 171 kg, um dos menores pesos da categoria. A Yamaha ainda não confirmou, mas a MT-09 deve aparecer no Brasil este ano. A moto até já deu as caras por aqui “travestida” de FZ-09, no Salão Duas Rodas que aconteceu

em outubro em São Paulo. Essa nomenclatura é adotada para o mercado norte-americano, onde a tricilíndrica substitui a FZ8 – uma naked com motor quatro cilindros que ainda continua à venda na Europa. Caso desembarque em solo nacional, o nome usado deve ser mesmo FZ-09, já que os produtos da Yamaha vendidos no Brasil seguem os padrões e estilos dos Estados Unidos. Ela se posicionaria entre as esportivas de 600 cc – XJ6 N e XJ6 F – e a superesportiva YZF-R1, de 1.000 cc.


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À primeira vista, o A3 sedã não é tão impressionante. As linhas, tanto por dentro quanto por fora, são as típicas da marca, sem nada que diferencia este de outros Audi. O estilo é sempre o “elegantemente robusto”, que serve para reafirmar a qualidade construtiva de seus carros. O fato de serem características conhecidas, porém, não é necessariamente negativo. Afinal, qualidades tradicionais dos modelos da montadora alemã estão lá. A ergonomia precisa, o bom acabamento e o ambiente refinado – embora, nesse caso, sem maiores requintes. Mas há também uma boa surpresa: o A3 tem um comportamento dinâmico acima da média, mesmo no universo dos automóveis de luxo

TESTE

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Ensaio geral

Audi desembarca o A3 sedã com uma estratégia agressiva e se prepara voltar a ser marca nacional Por Eduardo Rocha Autopress

É

quase um déjà vu. A Audi cria um segmento no mercado premium e, logo em seguida, faz o modelo no Brasil. Foi assim em 1999, quando produziu em São José dos Pinhais, no Paraná, a primeira geração do A3, modelo que inaugurou o segmento de hatches médios de luxo. Agora, a fabricante alemã volta a investir – exatos R$ 500 milhões – em uma nova linha para montar no segundo semestre de 2015, na mesma planta paranaense, o A3 sedã, que “inventou” o segmento entre os médios de luxo. A lógica dos dois movimentos é a mesma: oferecer um produto que valorize a imagem requintada da marca e tenha um custo de aquisição capaz de gerar uma boa massa de vendas. Para reforçar o poder de atração de seu novo três volumes, a Audi tratou de posicionar o modelo de forma bem agressiva. O A3 sedã chega em uma versão bem recheada, com bom desempenho e preço bastante interessante: R$ 116.400. A única versão do A3 sedã que começou a ser vendida no Brasil traz um motor 1.8 turbo de 180 cv, gerenciado por um câmbio de dupla embreagem e sete marchas. Este conjunto dispõe de vários recursos, como o duplo sistema de injeção ou o sistema de válvulas de abertura variável, que são capazes de tornar o modelo bastante animado e desenvolto. Segundo a marca, o zero a 100 km/h é feito em 7,3 segundos e a final é de 235 km/h.. O torque de 25,5 kgfm é totalmente disponível entre 1.250 e 5 mil giros – ou seja, desde a arrancada até próximo à faixa de potência máxima.

Em boa parte, este desempenho se deve também às características menos visíveis, mas perfeitamente perceptíveis, de qualidade construtiva. O sedã de 4,46 metros de comprimento tem uma composição de materiais bastante complexa, com o objetivo de reduzir ao máximo o peso final – que se reverte em eficiência dinâmica de consumo e de emissões. Na estrutura, há quatro tipos de aço diferentes e ainda alumínio. No motor, várias peças foram moldadas em plásticos especiais – como o cárter ou os dutos de admissão. Na carroceria, há também partes em alumínio – caso do capô. A ideía era aliviar um pouco o peso no eixo dianteiro, que ainda ficou com 59% do peso total. O peso ficou em 1.295, 10% kg a menos que o único rival direto, o MercedesBenz CLA, que ainda tem motor menor. No final, a relação peso/ potência ficou em bons 7,2 cv/kg. A tecnologia construtiva do modelo é acompanhada por uma boa seleção de itens de assistência à condução, consistente com o segmento de médios de luxo. Boa parte deles é comandada pelo módulo do ABS, como os controles de tração e de estabilidade, vetorização do torque diretamente no diferencial e até o sistema de secagem dos freios em caso de chuva. Tem ainda o Drive Select, capaz de alterar o mapeamento do motor, o comportamento do câmbio e o peso e a reação da direção. Como é um modelo de entrada, o ajuste de suspensão, presente em modelos maiores, ficou de fora. Apesar da função de modelo de entrada, o A3 sedã traz alguns recursos desejáveis, como bancos elétricos, teto solar panorâmico e central mutimídia com tela de 5,7

polegadas e conexão Bluetooth. Por quase R$ 10 mil, há um upgrade neste sistema, com uma tela de 7 polegadas e recursos de navegação por GPS e comandos de voz. O revestimento interno é bem cuidado, mas os bancos recebem forração em couro sintético – recurso bastante comum na Europa. Por fora, o A3 sedã mantém a personalidade típica dos modelos da marca, com volumes corpulentos, que valorizam mais a ideia de robustez do que a sensação de velocidade. De fato, é preciso ir aos detalhes para diferenciar este de outros Audi. Mesmo que careçam de uma certa individualidade, são linhas harmoniosas e charmosas que valorizam a presença das quatro argolas na grade. Independentemente de a forma ser clássica, o conteúdo interessante e o preço competitivo, a

montadora aposta em um volume de vendas relativamente modesto: 3500 unidades até dezembro – menos de 300 por mês. Isso só por conta da estrutura modesta da marca no país – são apenas 27 concessionárias. Pois poder de sedução não falta ao menor sedã da Audi.

sões.. O modelo testado enfrentou o trânsito urbano pesado e longos trechos rodoviários e o computador de bordo acusou no final a média de 10 km/l. Segundo o InMetro, o A3 sedã 1.8 faz em média 9,6 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, números que o classificam como B na categoria e C no geral. Não é nada beberrão. Nota 7. Conforto – A calibragem bem dosada e o apoio em subchassis tornam o sistema suspensivo do A3 sedã incrivelmente versátil. O carro é capaz de enfrentar tanto irregularidades quanto ondulações sem perder a compostura – e sem deixar o ruído invadir o habitáculo. O espaço interno se mostra generoso no sentido longitudinal, com boa área para as pernas dos passageiros. Na altura, principalmente atrás, e na largura, as dimensões são menores. Os bancos, com ajustes elétrico e lombar para

os ocupantes da frente, são firmes e confortáveis. Nota 9. Tecnologia – Como um bom modelo premium recém-lançado, o A3 sedã tem bastante recursos. A plataforma é muito eficiente, composta por aços específicos, de acordo com a função. O modelo também usa alumínio em partes não estruturais – no capô e no subchassi dianteiro, por exemplo – para reduzir o peso. O motor turbo é bem moderno, trabalha com um câmbio de sete marchas e dupla embreagem, tem duplo sistema de injeção – direta e multiponto –, kers, start/stop e comando de válvulas variável. E tem ainda um módulo de ABS com diversas funções, sete airbags, sensor de luz e de chuva e faróis de xenon. Ficam de fora itens mais tecnológicos, alguns até presentes em outros modelos médios, como cruise control adaptativo, sistema de estacionamento automáti-

NÚMEROS

1.8 turbo

Motor gerenciado por câmbio de dupla embreagem e 7 marchas

180 cv 25,5 kgfm de potência máxima

torque máximo

Ponto a ponto Desempenho – O propulsor 1.8 turbo, de 180 cv, dá uma enorme agilidade ao A3 sedã. Ele é recheado de tecnologias, como o duplo sistema de injeção, que consegue tirar o máximo de rendimento em todas as faixas úteis de giro. A sensação é de um motor sempre cheio e disposto ganhar velocidade. Nota 8. Estabilidade – A suspensão apoiada em subchassis mantém o equilíbrio do sedã com bastante facilidade. E o baixo peso da carroceria ainda ajuda na dirigibilidade e elimina qualquer indício de rolagem lateral. Os vários sistemas de controle dinâmico dificilmente encontram uma brecha para intervir. Nas retas, a neutralizada é absoluta. Nota 9. Interatividade – Através do volante multifuncional, tem-se acesso a algumas das funções oferecidas no A3 sedã, como ajuste de som, telefone e

computador de bordo. Como opcional, há uma central multimídia mais completa, com GPS, comando vocal e tela escamoteável de 7 polegadas. Ela é controlada por um grande botão no console central que funciona tanto como pad, quando lê o que se escreve em sua superfície, quanto no sistema giratório. Esta central também pode ser controlada pela voz – desde que o timbre tenha sido registrado. Outro sistema interessante é o Drive Select que configura câmbio, motor e direção nos modos Econômico, Esporte, Conforto ou numa combinação deles. No entanto, a decisão de vender sensor de ré e controle de cruzeiro somente nas concessionárias soa a avareza. Nota 8. Consumo – O A3 sedã chega com start/stop e sistema de recuperação de energia cinética, Kers, na busca de maior economia e menores emis-

FICHA TÉCNICA

Audi A3 sedã TSFI 1.8 › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

transversal, 1.798 cm 3, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbocompressor e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração e diferencial vetorizado. › POTÊNCIA máxima: 180 cv a 6.200 rpm. › TORQUE máximo: 25,5 kgfm entre 1.250 e 5 mil rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 7,3 segundos. › VELOCIDADE máxima: 235 km/h. › DIÂMETRO e curso: 82,5 mm x 84,1 mm. Taxa de compressão: 9,6:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores e barra estabilizadora, apoiada em subchassi em alumínio. Traseira independente do tipo Multilink, com barra estabilizadora e apoiada em subchassi de aço. Oferece controle eletrônico de estabilidade. › PNEUS: 225/45 R17. › FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás.

co ou câmara de ré. Nota 8. Habitabilidade – Apesar do revestimento em preto, meio opressor, o interior do A3 sedã é agradável. Tem bom espaço para quatro ocupantes e o teto solar panorâmico deixa o ambiente mais atraente. Os acessos são facilitados pelo bom ângulo de abertura das portas e o interior tem um número bem aceitável de nichos para objetos. O porta-malas, de 425 litros, não provoca espanto ou admiração. As luzes internas, de cortesia nos espelhos e de leitura são sempre em led. Tudo bem de acordo com um modelo premium. Nota 8. Acabamento – O habitáculo do sedã da Audi não tem maiores requintes, mas a boa qualidade dos materiais, da montagem e dos encaixes é evidente. Há superfícies macias em todos os pontos em que os passageiros naturalmente tocam. Por outro lado, os

› CARROCERIA: Sedã em mono-

bloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,46 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,41 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho. › PESO: 1.295 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 425 litros. › TANQUE de combustível: 50 litros. › PRODUÇÃO: Gyor, Hungria. › LANÇAMENTO mundial: 2013. › LANÇAMENTO no Brasil: 2014. › ITENS de série: Ar-condicionado dual zone, trio elétrico, direção elétrica, start/stop, retrovisores eletricamente rebatíveis, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva e luminosidade, revestimento dos bancos em couro sintético, volante multifuncional com revestimento em couro natural, computador de bordo, rodas de liga leve de 16 polegadas, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista, controle de estabilidade e tração, sistema de entretenimento com rádio/CD/ MP3/Bluetooth. › OPCIONAIS: Sistema multimídia com navegador e pintura metática. › PREÇO: R$ 116.400. › PREÇO completo: R$ 127.300.

bancos são em couro sintético. Nota 8. Design – O A3 sedã é um Audi bastante previsível. As linhas que valorizam robustez, dão um aspecto estático ao modelo. Frente e traseira parecem uma pequena variação de outras frentes e traseiras de modelos da marca. Nem mesmo o perfil, que teoricamente funde caimento de um cupê com o de um sedã, dá um toque de ousadia. Nota 6. Custo/benefício – A Audi foi agressiva com o A3 sedã. Ele não dá a impressão de ter sido “depenado”, como acontece com outros premium de entrada, e tem um preço atraente. Por R$ 116.400, é capaz de atrair consumidores de modelos maiores de marcas generalistas – como Ford Fusion, Volkswagen Passat ou Hyundai Sonata. Nota 7. Total – O Audi A3 sedã obteve 78 pontos em 100 possíveis.


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Novo Jeep Grand Cherokee A

s 42 concessionárias Chrysler no Brasil iniciaram as vendas do novo Jeep Grand Cherokee 2014, que passou por uma pequena reestilização, atualização tecnológica e ganhou câmbio automático de oito velocidades. A mudança no visual do utilitário-esportivo inclui grade frontal, faróis diurnos de

LED, novos para-choques, lanternas traseiras com luzes de LED e rodas de liga leve de 20 polegadas (na versão Limited, vendida por R$ 214,9 mil). A veersão Laredo, a de entrada,é ofereceida por R$ 185,9 mil. Por dentro, destacam-se o volante multifuncional, o novo sistema multimídia, com tela de 8,4 polegadas, que inclui o

sistema de navegação por satélite; quadro de instrumentos personalizável, com tela de LCD de sete polegadas; novos revestimentos em couro dos bancos (com aquecimento e ventilação); sistema Uconnect Acess, que facilita a conexão com smarthphones (é possível destravar as portas pelo telefone); entre outros.

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8 Automóveis

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Automóveis 05 03 14  
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