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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 1º DE MAIO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8073 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Pensar g rande Com o New Fiesta nacional, Ford pretende brigar em segmentos de compactos de maior volume Páginas 6 e 7 MOTOMUNDO

TRANSMUNDO

DIVULGAÇÃO

Enigma na

caçamba

DIVULGAÇÃO

De volta

ao jogo

Com a nova picape Saveiro, a Volkswagen tenta desvendar o segredo do sucesso da Fiat Strada

Suzuki sai da inércia e lança cinco novos modelos no Brasil, com foco no mercado de média e alta cilindrada

Em termos estilísticos, a nova Saveiro incorpora diversas características visuais apresentadas nos recentes “face-lifts” das linhas Fox e Gol/Voyage. O novo para-

A Suzuki parecia não dar muita bola para o Brasil. Há tempos o representante da marca japonesa não fazia um investimento ou lançava novas motos por aqui. Tan-

choque dianteiro tem design exclusivo para a picape, com mais “musculatura”, e as grades oferecidas nas diferentes versões trazem detalhes exclusivos do utilitário. Os

faróis com moldura escurecida são de série em todas as versões. As coberturas das caixas de rodas dianteiras são em plástico preto fosco texturizado. Pág. 8

to é que alguns dos modelos vendidos no país ainda estão desatualizados com o que há de mais moderno no resto do mundo. Na hora de ensaiar uma retomada, a Suzuki foi

um tanto mais ousada. Resolveu apresentar logo de uma vez cinco motos novas, de média e alta cilindrada, que chegam entre maio e junho de 2013. Pág. 10


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AUTOTAL

MERCEDES-BENZ

Conceito de futuro A Mercedes-Benz levou para Xangai, na China, mais um modelo da linha A. Depois do hatch Classe A – recém-lançado por aqui –, e do sedã CLA, chegou a vez do GLA, um conceito que dará origem ao menor SUV da marca alemã. O GLA tem previsão de chegar ao mercado brasileiro na virada deste ano para o próximo e competirá com BMW X1, Audi Q3 e, nas versões top, com o Range Rover Evoque. Embora a Mercedes não confirme, o utilitário tem chance de ser

Planos ambiciosos

D

urante o Salão de Xangai, a JAC Motors confirmou dois novos modelos para o Brasil para o ano que vem, além das versões reestilizadas de J3, J3 Turin e J6. A ideia da JAC é consolidar a posição de principal marca chinesa em atuação no mercado nacional. Um dos novatos é o S5, utilitário apresentado pela primeira vez exatamente no motorshow chinês.

Com porte para brigar com Chevrolet Captiva ou Kia Sportage, o SUV deve chegar importado com motor 2.0 turbo de 177 cv e câmbio manual de seis marchas. Há ainda uma versão com motor 1.5 turbo de 163 cv. O estilo é bem característico dos carros chineses, sem grandes ousadias visuais. O lançamento no Brasil deve acontecer apenas em 2014. O outro carro novo é o J4,

exibido em Xangai como A30, seu nome por lá. Se trata de um sedã compacto maior que o J3 Turin – nos moldes de um Chevrolet Cobalt. O conjunto mecânico destinado ao Brasil ainda não foi detalhado, mas é certo que será bicombustível. A produção do J4 começa na China apenas no segundo semestre de 2013, com a importação prevista também para 2014.

produzido no Brasil. O GLA mede 4,38 metros de comprimento, 1,97 m de largura e 1,57 m de altura, além de 2,69 m de entre-eixos. O design aproveita algumas características do Classe A, como o capô musculoso, e insere características típicas de conceito, como rodas de 20 polegadas, exageradas entradas de ar no para-choque e uma agressiva grade dianteira. O jipinho terá um propulsor quatro cilindros 2.0 litros turbo a gasolina que entrega 211 cv de

potência. A Mercedes também apresentou no motorshow uma versão alongada do sedã Classe E, que será vendida exclusivamente no mercado chinês. O comprimento é de 5,01 metros e o entre-eixos foi ampliado em 14 cm – pulando para 3,01 m — dando mais espaço para as penas dos passageiros. O Classe E L, como foi batizado, terá várias opções de motores, desde um quatro cilindros de 206 cv até um motor seis cilindros com potência de 336 cv.

FORD

Escort moderno

O Ford Escort foi um modelo de sucesso no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990. E a fabricante norte-americana decidiu resgatar o nome em um conceito mostrado no Salão de Xangai. Chamado de Escort Concept, trata-se de um sedã, ao contrário do modelo antigo, que tinha carroceria hatch. Embora não tenha previsão de produção, a Ford afirma que o conceito é uma visão do que a marca quer oferecer no segmento de compactos.

Com relação ao design, o Escort Concept segue o padrão Kinect 2.0, atual identidade visual global da Ford, marcado pela ampla grade frontal e vincos expressivos. Apesar de não

revelar detalhes técnicos, a marca enfatiza que o conceito – ou os modelos que ele inspirar – é referência em sofisticação e tecnologia. Na China, os compactos representam 25% do mercado.


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AUTOMUNDO

Idade da razão

IPVA

Lendário Dodge Charger se torna um esportivo “maduro”

O

Dodge Charger é um clássico. A primeira geração do cupê, lançada em 1966 nos Estados Unidos, foi um dos “muscle cars” mais famosos e icônicos de sua época – com direito até a aparições em séries de TV e nos cinemas. Mas o tempo passa para todos. “Renascido” em 2006 como um mais sensato sedã, ele ganhou em 2011 uma segunda geração que parece atingir agora o seu momento de maior maturidade. Nos mercados em que é vendido, o modelo passa agora a incorporar uma eficiente dupla que já faz sucesso em outros tantos veículos mais “sociais” do Grupo Chrysler: o motor V6 Pentastar e a transmissão automática de oito velocidades. Consciência ecológica e mercadológica que certamente passaram longe do “ilustre” General Lee, o Charger laranja usado pelos primos Duke na clássica série “Os Gatões”, da década de 1970. No Brasil, o nome Charger também é famoso. Entretanto, por outras razões. Entre 1971 e 1980, ele foi usado pela Chrysler brasileira para nomear a versão “esportiva” do nacional Dodge Dart. As modificações passavam pela parte estética – como pintura exclusiva com faixas, rodas maiores e teto de vinil de outra cor – e passavam até pela alimentação do motor que rendia 215 cv contra 198 cv do Dart tradicional. Por aqui, o Charger “original” nunca foi vendido oficialmente – apenas por importadoras independentes. Algo que pode mudar nos próximos anos. A Chrysler estuda trazer oficialmente o esportivo, mas apenas em sua variante topo de linha, a SRT8 com um imenso V8 de 476 cv. A configuração testada é

DIVULGAÇÃO

TABELA DO IPVA 2013 DO DETRAN RJ:

mais modesta esportivamente. Ela traz sob o capô o V6 3.6 Pentastar de 292 cv a 6.350 rpm e torque máximo de 35,6 kgfm a 4.800 rotações. A transmissão é produzida pela alemã ZF e está até em carros da BMW e Jaguar. Com 1.812 kg “nas costas”, o conjunto leva o sedã até 100 km/h na casa dos

6 segundos – não há números oficiais de performance. Em termos de equipamento, a versão intermediária do Charger, exatamente a equipada com o V6 Pentastar, traz ar-condicionado dual zone, keyless, assentos dianteiros com ajustes elétricos e aquecidos, revestimento em couro,

sistema de som com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas e alto-falantes Alpine. Na parte de segurança, o veículo traz ABS, controles de estabilidade e tração, monitor de pressão dos pneus e câmara de ré. Nos Estados Unidos, seu principal mercado, o Charger fica em US$ 28.795, ou R$ 57,5 mil.


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Pensar grande TESTE

Com o New Fiesta nacional, Ford pretende brigar em segmentos de compactos de maior volume FICHA TÉCNICA

MICHAEL FIGUEREDO Auto Press

Ford New Fiesta

O

New Fiesta era tratado pela Ford como um compacto premium. O hatch vinha do México e atuava em uma faixa que partia dos R$ 45 mil e passava dos R$ 50 mil na versão de topo. Tinha prestígio, mas ficava longe do miolo do mercado. No entanto, a Ford passou a produzir o modelo no Brasil – já com o face-lift apresentado no Salão de Paris do ano passado – e ampliou a área de atuação do carro, com uma nova versão de entrada de R$ 38.900, que traz motor 1.5 16V e boa lista de itens de série. De quebra, se livrou do limite de importações da produção mexicana. Assim, a subsidiária brasileira espera emplacar uma média de 6 mil unidades mensais do modelo – o triplo do volume atual. Para suportar a produção do New Fiesta no mercado doméstico, a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, recebeu um investimento de R$ 800 milhões. Com a linha de produção do hatch, a unidade alcança a capacidade máxima de 100 mil carros anuais. Por enquanto, o sedã continua sendo trazido do México. Mesmo com maior amplitude de mercado, a Ford não economizou em termos de modernidade da motorização. Inclusive, são motores exclusivos para o New Fiesta brasileiro, diferentes até da nova geração do EcoSport, lançada no segundo semestre do ano passado – o que mostra a intenção da Ford de transformar o hatch em seu “queridinho” no Brasil. São duas opções da família Sigma. O 1.6 16V é semelhante ao usado aqui pela versão anterior do mo-

› MOTOR 1.5: A gasolina e etanol,

delo, mas com duplo comando variável de válvula. Com isso, chega a 130 cv – antes rendia 115 cv com etanol. O outro é um 1.5 16V, ainda inédito no Brasil. Basicamente é uma versão menor do 1.6 anterior. O propulsor desenvolve 111 cv com etanol. O New Fiesta traz ainda recursos tecnológicos que o equipara, por exemplo, ao Peugeot 208, mais recente lançamento do segmento. O hatch conta com controle de estabilidade e pode vir com a eficiente transmissão Powershift, a automatizada de dupla embreagem mais barata do mercado. Itens como ABS com EBD, sistemas multimídia MyConnection e Sync, sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva, além de até sete airbags também serem oferecidos, de acordo com a versão. Um dos principais predicados do New Fiesta 2014 continua sendo o design. A mais recente filosofia de estilo da Ford – chamada de Kinect 2.0 –, chegou ao compacto, que re-

cebe a volumosa grade frontal trapezoidal e linhas esculpidas no capô. Os faróis dianteiros e o para-choque também ganharam nova forma para acompanhar a grade. Atrás, mudanças apenas no spoiler, que ficou mais largo. Já no interior, o New Fiesta não é tão “global” assim. A Ford barateou a produção da versão nacional com a retirada do acabamento emborrachado e usou apenas plástico rígido. O volante foi redesenhado e o painel de instrumentos manteve a mesma configuração, com conta-giros e velocímetro analógicos. Ao centro, o display do computador de bordo, com hodômetro, consumo de combustível e outras informações. As luzes seguem o tom azul, padrão dos modelos recentes da marca. A estratégia de preços adotada pela Ford posiciona o New Fiesta em duas brigas distintas. Os executivos da marca esperam liderar o segmento de hatches compactos acima de 1.0, e têm a versão inicial, a S 1.5, que custa

R$ 38.990, como principal arma – ela deve representar mais da metade do mix de vendas. Dentro desse espectro, os novatos Chevrolet Onix e Hyundai HB20 surgem como maiores rivais. Já o New Fiesta SE 1.6 parte de R$ 45.490, e o Titanium 1.6 começa em R$ 51.490. A transmissão Powershift soma R$ 3.500 em ambas. Nesta faixa, a briga é contra os franceses Citroën C3 e Peugeot 208, além de Fiat Punto e o envelhecido Volkswagen Polo. O New Fiesta nacional tem, no entanto, um objetivo maior. A Ford viu as rivais Fiat, Volkswagen e Chevrolet abrirem ampla distância no mercado nacional. Pior que isso, passou a ter a quarta posição ameaçada pela Renault e, recentemente, pela Hyundai. E é justamente no segmento de compactos, o mais estratégico, que a fabricante espera se apoiar na imagem premium do hatch para tentar se manter entre as maiores marcas do Brasil.

dianteiro, transversal, 1.499 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando do cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial. › POTÊNCIA máxima: 107 cv a com gasolina a 6.500 rpm e 111 cv com etanol a 5.500 rpm. › TORQUE máximo: 14,7/14,9 kgfm com gasolina/etanol a 4.250 rpm. › ACELERAÇÃO 0–100 km/h: 12,7/12,2 segundos (gasolina/ etanol). › VELOCIDADE máxima: 180 km/h (gasolina/etanol). › DIÂMETRO e curso: 79,0 mm X 76,4 mm. Taxa de compressão: 11,1:1. › PESO: 1.108 kg. › MOTOR 1.6: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.597 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas variável. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial. › POTÊNCIA máxima: 125 cv a com gasolina a 6.250 rpm e 130 cv com etanol a 5.500 rpm. › TORQUE máximo: 15,8/16,2 kgfm com gasolina/etanol a 4.250 rpm. › ACELERAÇÃO 0–100 km/h: 12,3/11,1 segundos (gasolina/etanol). › VELOCIDADE máxima: 190 km/h (gasolina/etanol). › DIÂMETRO e curso: 79,0 mm X 81,4 mm. Taxa de compressão: 12,0:1. › PESO: 1.126 kg (1.153 kg com câmbio automático). › TRANSMISSÃO: Câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente por eixo de torção, molas helicoidais e

amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade. › PNEUS: 195/55R15 ou 195/50R16. › FREIOS: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS com EBD como opcional. › CARROCERIA: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,96 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,46 m de altura e 2,48 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais. › CAPACIDADE do porta-malas: 281 litros. › TANQUE de combustível: 51 litros. › PRODUÇÃO: São Bernardo do Campo, São Paulo. › ITENS de série: › VERSÃO S 1.5: Duplo airbag, freios ABS com EBD, direção elétrica, arcondicionado, trio elétrico, sistema de som MyConnection com rádio/ USB/MP3/Bluetooth, alarme volumétrico, rodas de 15 polegadas com calota integral, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria. Preço: R$ 38.990. › VERSÃO SE 1.5: adiciona rodas de liga leve de 15 polegadas e farol de neblina. › PREÇO: R$ 42.490 › VERSÃO SE 1.6: Duplo airbag, freio ABS com EBD, ar-condicionado digital, trio elétrico, sistema SYNC rádio/CD/USB/MP3/Bluetooth com comandos de voz em português, volante multifuncional, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e rodas de alumínio de 15 polegadas. › PREÇO: R$ 45.490 (R$ 48.990 com transmissão Powershift). › VERSÃO Titanium 1.6: Itens da versão SE 1.6 com sete airbags, bancos e volante em couro, controle automático de velocidade, sensores de estacionamento, de chuva, e crepuscular, retrovisor eletrocrômico e rodas de alumínio de 16 polegadas. › PREÇO: R$ 51.490. (R$ 54.990 com transmissão Powershift).


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Automóveis 7

TESTE

Brasileiro nato Ponto a ponto Desempenho – O motor Sigma 1.6 16V é uma evolução do usado na versão anterior. Ganhou duplo comando de válvulas variável, que o deixou menos áspero e mais potente. Embora não responda imediatamente, o conta-giros não demora a subir e, acima de 3.500 rpm, o carro passa a reagir rapidamente. A transmissão Powershift é eficiente. O New Fiesta é bom em retomadas e ultrapassagens e ganha velocidade com facilidade. Nota 8. Estabilidade – A versão testada – SE 1.6 – tem bom ajuste da suspensão e dá ao motorista a sensação de ter sempre o hatch sob controle. O carro não torce nas curvas e não faz menção de mudar a trajetória, nem mesmo quando tocado de maneira mais animada. A direção elétrica é firme e transmite segurança em velocidades mais elevadas. Nota 8. Interatividade – Todos os comandos básicos estão bem posicionados e oferecem fácil acesso. Apesar do excessivo número de teclas, o Sync tem funcionamento simples e o sistema de som é de qualidade. Sem borboletas atrás do volante, a troca sequencial de marchas é feita através de um botão na própria alavanca do câmbio, o que diminui a sensação de esportividade. Nota 7. Consumo – O InMetro indica um consumo combinado, de 8,5

km/l com etanol e 12,2 km/l com gasolina. O Programa Brasileiro de Etiquetagem de Veículos deu nota “A” na categoria e “B” no geral para o New Fiesta. Nota 8. Conforto – Espaço não costuma ser o forte dos compactos, mas para quem viaja na frente, o New Fiesta oferece vida fácil. Apesar do assento curto, os bancos têm boa densidade. Na parte de trás, dois adultos de estatura mediana não fariam uma viagem das mais confortáveis. A suspensão absorve bem as imperfeições do solo. Nota 8. Tecnologia – A plataforma do New Fiesta é nova, de 2008. O motor Sigma foi atualizado e recebe duplo comando variável de válvulas. A versão testada é equipada com a eficiente e moderna transmissão Powershift, além de controle de estabilidade, ABS, EBD e o sistema Sync. Nota 9. Habitabilidade – O New Fiesta tem bons porta-objetos nas portas, mas os do console central não são tão efetivos. A visibilidade agrada para a frente e para as laterais, mas os retrovisores externos são pequenos e o interno é prejudicado pelo tamanho do vidro traseiro, que privilegia o design. Nota 7. Acabamento – É um exemplo do que poderia ser melhor no carro brasileiro. A Ford deixou no México o material emborra-

chado que usava e aplica apenas plástico rígido no painel do New Fiesta feito aqui. As peças, ao menos, não apresentam rebarbas ou algo que pudesse ilustrar falta de cuidado. O design interno, inclusive, segue a tendência do capô e possui muitos vincos que dão um aspecto vigoroso. Nota 7. Design – É o que mais chama a atenção no hatch. A grande grade trapezoidal deixou o compacto com um jeitão bastante agressivo e os vincos do capô e das laterais dão robustez e ar esportivo ao New Fiesta. Nota 9. Custo/benefício – A conta é bastante relativa. Enquanto a versão de entrada, que custa R$ 38.990, tem bom preço e lista de equipamentos interessante diante de carros intermediários de outras fabricantes, os modelos da faixa central ou do topo da linha enfrentam adversários que dispõem de mais elementos que podem determinar as vendas. O topo da linha, com câmbio automático, sai por R$ 54.990. O preço se equipara ao de versões similares dos rivais, mas alcança o de configurações básicas de modelos de segmentos superiores. A versão de entrada, no entanto, tem condições de abocanhar boa fatia de mercado. Nota 8. Total – O Ford New Fiesta hatch somou 79 pontos em 100 possíveis.

Na tríplice fronteira, região que une Brasil, Argentina e Paraguai, a grande quantidade de retas era um convite para uma tocada mais agressiva. E o hatch atendeu bem quando exigido. O conta-giros do New Fiesta sobe com agilidade e o velocímetro não demora a ganhar número. Enquanto a velocidade aumenta, a assistência elétrica da direção trabalha para que o volante fique sempre firme nas mãos. O mecanismo é útil também em momentos de trânsito, como na caótica ligação entre Foz do Iguaçu e a paraguaia Ciudad del Este. Se o carro não é tão ágil nas saídas, a leveza do volante compensa e dá conforto ao motorista nas

manobras em baixa velocidade. Nas ruas, o New Fiesta não é um campeão na modalidade “atrair olhares”. Porém, não passa despercebido, graças à expressiva porção frontal. O capô e a grade destoam no meio dos habituais compactos que circulam pelas ruas sulamericanas. Por dentro, há um equilíbrio entre pontos positivos e negativos. O plástico rígido, que substitui materiais emborrachados do modelo mexicano, não agrada ao toque, mas é visualmente interessante. As informações do computador de bordo são confusas, mas a iluminação “ice blue” do conjunto é de bom gosto. O isolamento acústico é bom em situações comuns, mas deixa a desejar quando o motor

alcança giros mais altos. A transmissão permite trocas sequenciais manualmente, mas o acesso ao botão, na lateral da alavanca do câmbio, é incômodo. No básico modo “drive”, as trocas são suaves e a condução é confortável. Conforto, aliás, fruto também da boa ergonomia. Mas se o condutor tiver pernas mais longas que a média, quem viaja atrás passa por apertos. O comportamento dinâmico do New Fiesta, no geral, é digno de elogios. Ainda que demore um pouco nas arrancadas, acima dos 3 mil giros o motor acorda e, a partir daí, é fácil ultrapassar os limites de velocidade. O hatch se mantém sempre estável, mesmo em trechos sinuosos.


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Enigma na caçamba TRANSMUNDO

Com a nova picape Saveiro, a Volkswagen tenta desvendar o segredo do sucesso da Fiat Strada FICHA TÉCNICA

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO Auto Press

Volkswagen Saveiro 2014

O

s executivos da Volkswagen adoram falar da liderança do Gol no mercado brasileiro. Há quase três décadas o modelo da marca alemã é o automóvel mais vendido do Brasil, relegando ao segundo lugar o Palio, da rival Fiat. Valores como confiabilidade e robustez são festejados pelos “marqueteiros” da Volks como decisivos para a longa liderança entre os hatches. Mas, entre as picapes derivadas dos dois modelos, as coisas se invertem e a liderança folgada está com a Fiat Strada há quase 15 anos – a Saveiro, versão “com caçamba” da linha Gol, amarga um distante segundo lugar. Por algum motivo, os argumentos que embalam o líder de vendas dos hatches não surtem o mesmo efeito na picape da Volkswagen. Os executivos da marca esperam que a nova Saveiro, que acaba de desembarcar nas concessionárias, desvende esse mistério. Em termos estilísticos, a nova Saveiro incorpora diversas características visuais apresentadas nos recentes “face-lifts” das linhas Fox e Gol/Voyage. O novo para-choque dianteiro tem design exclusivo para a picape, com mais “musculatura”, e as grades oferecidas nas diferentes versões trazem detalhes exclusivos do utilitário. Os faróis com moldura escurecida são de série em todas as versões. As coberturas das caixas de rodas dianteiras são em plástico preto fosco texturizado. Na traseira, a maior novidade é o sistema de amortecimento na tampa da caçamba – recurso inédito no segmento de picapes compactas.

› MOTOR: A gasolina e etanol,

A capacidade de carga é de 924 litros na versão cabine simples e 734 litros na estendida. O propulsor da nova picape é sempre o mesmo. É o mais que conhecido 1.6 litro VHT Total Flex, que há tempos move Gol e Voyage. Ele atinge 104 cv com etanol e 101 cv com gasolina. A transmissão é manual com cinco marchas. A chamada “nova arquitetura eletrônica”, já apresentada nos outros compactos da marca, incorpora o detector de colisões, que em caso de acidente ativa automaticamente as luzes de alerta e destrava as portas, e o Emergency Stop Signal, que em freadas bruscas aciona automaticamente as luzes de freios de forma intermitente. De quebra, oferece ainda o Eco Comfort, que dá “pitacos” no painel sobre como o motorista deve dirigir de forma econômica, com dicas do gênero “não acelerar quando o carro estiver parado”. Nas versões com sensores de estacionamento traseiros,

o novo rádio indica a aproximação dos obstáculos através de uma barra, juntamente com um sinal sonoro. O sistema de som é o mesmo oferecido para Gol e Voyage. Reúne rádio AM/FM e CD/MP3 player, com entradas Auxiliar, USB e interface para iPod na parte frontal do rádio. Talvez desconfiado de que a relação custo/benefício possa ser um atributo valorizado pelos consumidores de picapes compactas, o marketing da Volkswagen optou por não elevar muito os preços. Assim, a versão mais básica Cabine Simples 1.6 parte de R$ 33.490 e a Cabine Estendida 1.6 começa em R$ 36.610 Acima da versão básica está a Trooper, oferecida apenas com a cabine estendida. Por R$ 43.390, acrescenta direção hidráulica, rodas de liga-leve aro 15, airbags frontais e ABS, além de outros “mimos” e adereços. Já a “top” Cross, também oferecida apenas na versão estendida, parte de R$ 48.990 e traz ainda para-

choques e grade estilo colmeia exclusivos, faróis auxiliares, arcondicionado, sensor de estacionamento, rodas de liga leve aro 15 com pneus “All Terrain”, além adesivação externa e decoração interna específicas. São quatro versões para enfrentar as nove combinações existentes para a Strada – Working Cabine Simples, Estendida ou Dupla, Trekking Cabine Simples, Estendida ou Dupla e Adventure Cabine Estendida, Cabine Dupla com câmbio manual e Cabine Dupla Dualogic. Talvez a variedade de opções e a ousadia de apresentar novidades antes da concorrência ajudem a explicar as boas vendas da picape da Fiat. No primeiro trimestre dessa anos, foram comercializadas em média 9.100 unidades mensais da Strada, contra 5.800 da Saveiro. Chevrolet Montana e Ford Courier ficam bem atrás, com respectivas 3.200 e 602 unidades vendidas mensalmente.

dianteiro, transversal, 1.598 cm3, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 101 cv com gasolina e 104 cv com etanol a 5.250 rpm. › TORQUE máximo: 15,4 kgfm com gasolina e 15,6 kgfm com etanol a 2.500 rpm. › DIÂMETRO e curso: 76,5 mm x 86,9 mm. Taxa de compressão: 12,1:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson com mola helicoidal e barra estabilizadora de 20 mm. Traseira interdependente com braço longitudinal e mola helicoidal. Não oferece controle de estabilidade. › PNEUS: 175/70 R14 (205/60 R15 nas versões Cross e Trooper) › FREIOS: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS de série. › CARROCERIA: Picape em monobloco com cabine, duas portas e dois lugares. Com 4,49 metros de comprimento, 1,73

m de largura, 1,51 m de altura e 2,75 m de distância entre-eixos. › PESO: 1.020 kg (1.035 na cabine estendida, 1.087 kg na Trooper e 1.130 na Cross). › CAPACIDADE da caçamba: 924 litros (734 litros na cabine estendida). › TANQUE de combustível: 55 litros. › PRODUÇÃO: São Bernardo do Campo, São Paulo. › ITENS de série: › VERSÃO 1.6: Rodas em aço, protetor de caçamba, banco do motorista com regulagem de altura, alças de segurança, vidros elétricos, conta-giros e tomada 12V. › PREÇO: R$ 33.490 na cabine simples e R$ 36.610 na estendida. › VERSÃO Trooper 1.6: Adiciona direção hidráulica, airbag duplo, ABS, para-choques na cor do veículo, rodas de liga leve de 15 polegadas, rack no teto, grade na janela traseira e faróis duplos com máscara negra. › PREÇO: R$ 43.390. › VERSÃO Cross: Adiciona arcondicionado, detalhes estéticos off-road, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, capota marítima, retrovisores elétricos, pedais de alumínio e coluna de direção com ajuste de altura e profundidade. › PREÇO: R$ 48.990.


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MOTOMUNDO

De volta ao jogo

DIVULGAÇÃO

Suzuki sai da inércia e lança cinco novos modelos no Brasil, com foco no mercado de média e alta cilindrada RODRIGO MACHADO Auto Press

A

Suzuki parecia não dar muita bola para o Brasil. Há tempos o representante da marca japonesa não fazia um investimento ou lançava novas motos por aqui. Tanto é que alguns dos modelos vendidos no país ainda estão desatualizados com o que há de mais moderno no resto do mundo. Na hora de ensaiar uma retomada, a Suzuki foi um tanto mais ousada. Resolveu apresentar logo de uma vez cinco motos novas, de média e alta cilindrada, que chegam entre maio e junho de 2013. O lançamento é oportuno. Afinal, com o segmento de baixa cilindrada em grande retração, as motos maiores têm sido responsáveis pelos melhores resultados das empresas do setor. Dos novos lançamentos, três são inéditos para o Brasil, enquanto as outras duas são novas gerações de motos que já eram comercializadas por aqui. Com exceção da V-Strom, bigtrail de 650 cc lançada no segundo semestre de 2012 na Europa, os outros quatro modelos já existiam em outros mercados há bastante tempo. Um dos destaques, a naked Gladius, está à venda na Europa desde 2008, por exemplo. Representada no Brasil pelo Grupo J. Toledo, a Suzuki até se desculpou pela desatualização e prometeu diminuir o “gap” entre o lançamento de um modelo lá fora e aqui.

A Gladius, por sinal, é a mais antiga em circulação lá fora. Mesmo assim, talvez seja o integrante mais interessante da nova leva da Suzuki. O visual guarda semelhanças com a italiana Ducati Diavel com o quadro em treliça exposto, o farol rodeado de carenagem e a traseira curta. Mecanicamente, a Gladius traz o motor bicilíndrico de 645 cc com injeção eletrônica, refrigeração líquida e capacidade de gerar 72 cv a 8.400 rpm e torque de 6,5 kgfm – o mesmo que equipa a V-Strom. A naked chega às lojas em junho com três opções de cor e com preço de R$ 26.990. Outra a explorar o segmento de motos urbanas de apelo esportivo é a GSR 750, outra inédita no mercado nacional, mas que já existe desde 2011. O nome já denuncia o motor maior, com 749 cc, 106 cv e 8,16 kgfm de torque. O design é mais agressivo, com uma frente bem “pesada” e cheia de detalhes. Os dois eixos contam com suspensão ajustável na pré-carga da mola e freios a disco com ABS. O preço é de R$ 36.900 e as vendas começam já no próximo mês. Quem completa a lista de grandes novidades da Suzuki é a GSX 1250FA. Lançada mundialmente em 2010, ela é praticamente uma versão carenada da Bandit 1250, vendida por aqui desde 2009. Com preço de R$ 39.900 e o início das vendas marcadas para junho, a sport touring traz o mesmo

motor que já era usado por aqui. Com 1.255 cc, ele gera 98 cv e 11 kgfm. O grande diferencial em relação à Bandit é a dianteira, mais protegida do vento por carenagens laterais e que formam um conjunto mais esportivo. Outro destaque é a introdução dos freios ABS, indisponíveis no modelo mais

antigo. A Suzuki também aproveitou a oportunidade para atualizar outros dois modelos já conhecidos do mercado local. A V-Strom, que compartilha a mecânica com a Gladius, traz 67 cv e 6,1 kgfm. A aventureira ficou mais moderna, com adição de freios ABS, redução de

peso e uma estética revista. O valor é de R$ 34.900. Diferentemente de todas as suas novas companheiras, a V-Strom é uma moto nova também na Europa. Recebeu esta última atualização no segundo semestre do ano passado. A outra é a GSX-R 750, que, apesar de ter continuado em

circulação por aqui, havia sido renovada no exterior em 2011. Ao menos, as mudanças foram pequenas. A esportiva ganhou um facelift, com direito a um novo farol e carenagem redesenhada. O propulsor continua com 150 cv e 8,8 kgfm. As vendas começam em junho e o preço é de R$ 49.900.


MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 1º DE MAIO DE 2013

Automóveis 11

AUTOMUNDO

Diversão inusitada

DIVULGAÇÃO

GT86 contraria o conservadorismo da Toyota

A

palavra “emoção” não costuma ser usada para descrever carros da Toyota. A fabricante é conhecida por produzir modelos que oferecem bom comportamento dinâmico e até requinte, mas que não conquistam os entusiastas da esportividade. Porém, os japoneses decidiram, por um momento, mudar essa imagem, ao lançarem o GT86 no ano passado. Desenvolvido em conjunto com os compatriotas da Subaru – que adotou o nome BRZ para sua versão do esportivo – trata-se de um cupê de tração traseira, com a clara vocação para divertir quem o conduz. O GT86 se destaca entre os modelos da Toyota justamente por uma característica rara na gama: a ousadia do design. Por isso o cupê é uma espécie de “estranho no ninho” entre os carros conservadores da marca. O carro ostenta conjuntos óticos que afinam em direção à área central. A grade hexagonal e os faróis de neblina trapezoidais fazem o GT86 lembrar o estilo do Lexus LFA. Na frente , o capô apresenta ondulações e vincos, enquanto nas laterais, logo acima dos paralamas, há duas falsas entradas de ar e o logo “86”. O teto, como em todo cupê, descreve trajetória descendente rumo à traseira. Sobre as rodas de trás, ancas robustas que denunciam de onde vem a tração. O spoiler, um difusor e saídas de escape cromadas, destacadas em uma peça preta, completam o desenho. Dentro do GT86 a Toyota tentou criar o ambiente de um verdadeiro esportivo. Os bancos, o volante e a manopla do câmbio são revestidos em couro com cos-

tura contrastante em vermelho. No painel de instrumentos, três grandes relógios – com destaque para o do conta-giros, com fundo branco e um velocímetro digital integrado. No topo do console central, o material que reveste o painel simula a aparência de fibra de carbono. Há ainda uma tela sensível ao toque e detalhes em aço escovado. O conjunto mecânico do GT86 não tem números impressionantes. Os 1,190 kg do cupê são impulsionados por um motor de 197 cv de potência. É um boxer com quatro cilindros opostos de 2.0 litros, de origem Subaru. O propulsor pode vir acoplado a uma transmissão manual ou automática, sempre de seis velocidades. Com a primeira, a aceleração de zero a 100 km/h é cumprida em 7,6 segundos. Já com o câmbio automático o tempo é de 8,2 segundos. As velocidades máximas são de 226 km/h e 210 km/h, respectivamente. O GT86 é voltado muito mais para a diversão, mas conta também com a proposta do bom preço. Os valores partem de US$ 25.255, com transmissão manual – o equivalente a R$ 50.700 mil –, e chegam aos US$ 26.355 – que elevam a conta para R$ 60 mil – da versão testada, a mais equipada e com câmbio automático. Nos Estados Unidos, o cupê é chamado de FR-S e vendido pela Scion, divisão da Toyota voltada ao público jovem. O acordo entre a marca e a Subaru só permite a comercialização de um BRZ a cada dez GT86 entregues. O carro não é vendido no Brasil e a subsidiária local da marca nem cogita a possibilidade de trazê-lo.

O GT86 se destaca entre os modelos da Toyota justamente por uma característica rara na gama: a ousadia do design

FICHA TÉCNICA

Toyota GT86 › MOTOR: A gasolina, dianteiro, transversal boxer, 1.998 cm , quatro cilindros opostos, quatro válvulas por cilindro. Duplo comando e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 197 cv a 7.500 rpm. 3

› TORQUE máximo: 20,9 kgfm a

6.600 rpm. › DIÂMETRO e curso: 86,0 mm X 86,0 mm. Taxa de compressão: 12,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira do tipo McPherson com barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink e barra estabilizadora. Oferece controle de estabilidade de série. › PNEUS: 215/45 R17. › FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece

ABS com EBD.

› CARROCERIA: Cupê em mo-

nobloco, com duas portas e quatro lugares. Com 4,24 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,28 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais e traseiros de série. › PESO: 1.190 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 243 litros › TANQUE de combustível: 50 litros.

› PRODUÇÃO: Ota, Japão. › LANÇAMENTO mundial: 2012. › ITENS de série: Ar-condiciona-

do dual zone, keyless, assentos dianteiros com revestimento em couro, computador de bordo, sistema de som com tela sensível ao toque, rádio/CD/ MP3/USB/AUX/iPod/Bluetooth, ABS, controles de estabilidade e tração, ABS, EBD, airbag frontal e de cortina. › PREÇO: US$ 26.355, o equivalente a R$ 60 mil.


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MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 1º DE MAIO DE 2013


Automóveis - 01/05/2013