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ANO III Nº15 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011

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Minas Trend Preview SHOW!

Selo de qualidade Abravest. Certifique-se!

PESQUISA SALARIAL NO MUNDO DA MODA

O que vem por aí?

Grandes expectativas cercam o ano de 2012 Saiba o que esperar!

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carta ao leitor

Que venham os sonhos

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aro leitor, Dizem que se mede a idade de um homem pela quantidade de sonhos que ele tem. Todo final de ano, após o balanço do ano que termina, a gente olha para frente, respira fundo e lá longe, no horizonte do que virá, sonhamos com nossas realizações, bemestar para nossa família, saúde para todos os que amamos (e para os que não amamos tanto assim também). É muito bom para mim quando vejo uma pessoa cheia de planos, aquele brilho no olhar de quem tem a certeza de que vai enfrentar as maiores dificuldades e desencantos, mas que vai lutar com tudo o que tiver para alcançar seus sonhos. Às vezes, muita gente que está de fora pensa que nada vai dar certo, mas só o sonhador conhece o caminho e tem a força para chegar aonde quer, às vezes demora mais, às vezes menos, mas com sua determinação e coragem ele vai em frente até que, a despeito de tudo e de todos, ele vê seu sonho realizado. Sonhar não é para qualquer um, é para quem tem grande força interior, enorme vontade de enfrentar a vida, é para quem ama o que faz, para quem tem um objetivo definido e que só ele entende, é para quem não se importa em cair, mas para quem vibra muito toda vez que se levanta e se sente vivo, é para quem quer construir algo grandioso, algo de que possa se orgulhar e servir de exemplo. Que no próximo ano, você, caro leitor, sonhe muito e seja feliz. Um abraço. Júlio César Mello Diretor-geral juliocesar@oconfeccionista.com.br

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editorial

Novidades e desafios

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ERRAMOS Na última edição, a foto e o artigo publicado à página 50, intitulado Zero Defeito, são de Luiz Américo Zeballos. A Revista O Confeccionista está no ano III. A empresa de máquinas entrevistada na página 30, na matéria sobre a Maquintex, chama-se Silmaq.

Linha Direta

redação O Confeccionista editora@oconfeccionista.com.br (11) 2769-0399 www.oconfeccionista.com.br

mês de dezembro é famoso por duas palavras: balanços e promessas. É o momento de repensar o que passou e planejar o que virá. É o mês da esperança. Com esta edição, encerramos 2011. Podemos considerar que foi um ano de vitórias. Afinal, diante de todas as dificuldades que o setor enfrentou, encerrálo com notícias de investimentos governamentais pode significar uma virada de ânimos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em encontro com representantes de entidades do setor, mostrou-se conhecedor da sua importância. Sabe quantos empregos seriam perdidos caso haja alguma crise. Por isso, ficou de notificar as novas medidas ainda este ano ou no começo do próximo. Assim, não temos outra opção a não ser esperar um 2012 mais próspero a toda a cadeia. Esta edição da O Confeccionista vem seguindo exatamente este espírito, trazendo diversas novidades, além

o Diretor-Geral - Júlio César Mello juliocesar@oconfeccionista.com.br Diretora de Relações com o Mercado Bernadete Pelosini bernadete@oconfeccionista.com.br Editora - Laura Navajas (Mtb 64646) editora@oconfeccionista.com.br Repórter Roberto Carlessi (Mtb 10.854-SP) carlessi@oconfeccionista.com.br Editor de Arte - Leandro Neves criacao@inovdesign.com.br

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Colaboraram nesta edição: Luiz Américo Zeballos, Sonia Duarte Internet - Mulisha rafael@mulisha.com.br Financeiro - Mauro Gonçalves financeiro@oconfeccionista.com.br Publicidade comercial@oconfeccionista.com.br Executivos de Negócios Leandro Galhardi leandro@oconfeccionista.com.br Assinaturas assine@oconfeccionista.com.br Impressão - Gráfica Oceano Tiragem - 20.000 exemplares. Distribuição Nacional

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da matéria sobre o que esperam entidades e empresários. No mundo da moda, o que rolou no primeiro evento de passarelas de inverno, o Minas Trend Preview, além das informações importantes do Senac Moda Informação. Uma pesquisa salarial revela quanto os profissionais de toda a cadeia estão ganhando no país. É importante se informar, pagar corretamente é manter o funcionário fiel e contente. Outra novidade bacana é o selo de qualidade da Abravest, que atesta se as roupas seguem as normas de medidas da ABNT. Confira isso e muito mais nesta edição da revista. Afinal, fazer tudo direitinho é garantir bons negócios, sempre.

Boa leitura!

Laura Provenzano Navajas Editora editora@oconfeccionista.com.br

O Confeccionista é uma publicação bimestral da Impressão Editora e Publicidade Ltda., distribuída aos empresários da indústria de confecção. É vedada a reprodução total ou em parte das matérias desta revista sem a autorização prévia da editora. Todas opiniões e comentários dos articulistas e anunciantes são de responsabilidade dos mesmos.

Redação - Rua Teodureto Souto, 208, Cambuci – São Paulo – SP. CEP: 01539-000 - Fone: (11) 2769-0399

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sumÁrio

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FOTO CAPA: SHUTTERSTOCK / FOTOMONTAGEM: LEANDRO

ANO III • NÚMERO 15 • DEZ/JAN • 2011

capa

Artigos

FOTO: SANCRIS/DIVULGAÇÃO

52 Modelagem 61 Gestão

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Minas Trend Preview

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DESFILES

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Selo de qualidade Abravest

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NEGÓCIOS

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2012 – O que esperar do próximo ano?

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Pesquisa salarial no mundo da moda

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Senac Moda Informação

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Zíper no mundo da moda

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Prêmio Abit

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Ergonomia

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NT&T

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MINAS TREND

Negócios, moda e informação Evento une desfiles, rodada de negócios e palestras sobre moda, tendências e estratégia de competitividade para a indústria nacional POR LAURA NAVAJAS

FOTOS: Agência Fotosite

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Minas Trend Preview se supera a cada edição e firma-se como lançador de tendências e um dos principais eventos de negócios de moda do país. No mês de outubro, entre os dias 26 e 29, o Expominas recebeu 191 estandes com 240 marcas de moda e acessórios, além de 21 desfiles individuais. Foram registrados mais de 13 mil visitantes de todo o país e do exterior, número 18% superior em relação à mesma temporada do ano passado. Para Olavo Machado Jr., presidente do Sistema Fiemg – Federação das Indústrias do Estado Minas Gerias, “os resultados positivos obtidos nesta edição refletem o acerto da entidade ao apostar em expositores qualificados e no incremento da presença de compradores com real interesse na realização de negócios. Sem dúvida, vamos continuar investindo para aumentar o nível de satisfação dos públicos envolvidos neste projeto”.

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Negócios Os resultados são atestados pelos expositores, que se mostram, no geral, bastante satisfeitos com o evento. Rodrigo de Oliveira Carvalho, da Engenharia da Roupa, está no MTP desde a 1ª edição. “A participação no evento traz muita visibilidade para a marca e permite prospectar novos clientes”, diz. Com roupas para pronta entrega e produção mensal de 2.500 a 3.000 peças, a Engenharia cresce a cada ano, atendendo o Brasil todo, além de Venezuela e Argentina. Patrícia Castro, da Patogê, diz acreditar que o evento abre possibilidades para o Brasil todo. A grife participa da 4ª edição do MTP, desfilando pela segunda vez. Com produção própria, a grife chega a 28 mil peças por mês, atuação forte em Minas, Espírito Santo e Nordeste. “Agora, pretendemos ampliar os negócios no Sul e Sudeste”, diz. Outra grife que viu portas abertas

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pela última edição do Minas foi a Arte Sacra, especializada em moda festa. Tanto que resolveram repetir a dose, mostrando uma coleção com tema nas pedras mineiras, que teve boa aceitação. “No nosso primeiro dia de negócios, já atingimos o dobro do que vendemos na última edição”, conta Marcela Malloy, diretora de estilo da grife. Eduardo Amarante, da E. Store, estreia nas passarelas do MTP, na sua segunda participação no evento. “Na nossa primeira edição, conquistamos 250 novos clientes, o que representou média de R$ 250 mil em negócios. Somente no primeiro dia desta, cheguei a R$ 70 mil”, comemora. Quem também está no line up, não mais pela primeira vez, é a grife Áurea Prates. Com cinco anos de marca casual fashion, cresce significativamente a cada ano. “Os desfiles nos projetaram como marca fashion”, afirma Rodrigo Tavares, sócio da grife.


para apresentar seu produto lá fora. Luiz Humberto Murakami, da grife Patrícia Bonaldi, enfatizou a dificuldade provocada pelos altos tributos pagos no Brasil. Ambos estão com bons resultados em suas experiências de exportação, graças a um bom investimento e trabalho duro.

História e tendências

O desfile que abriu a temporada de inverno 2012 do MTP teve como tema central a Inspiração. Sob o comando de Ronaldo Fraga, styling de Daniel Uêda e make e cabelo de Cida Nogueira, foram apresentados na passarela 60 looks criados com peças de 30 grifes diferentes. Além do line up e da feira de negócios, a programação do Minas Trend Preview incluiu palestras e bate-papos interessantes para quem trabalha em qualquer elo da cadeia. A primeira foi uma mesa-redonda entre Jaques Brunel, diretor geral da Première Vision e da Première Vision Brasil, e seus convidados, para trocar ideias sobre a cadeia têxtil da moda, desde o tecido (origem de tudo), até o confeccionista. Recém-chegado da China e da Rússia, Brunel falou um pouco sobre o desenvolvimento destes países no cenário mundial, sobre a carga tributária paga por quem fa-

brica tecidos e roupas e a crescente importância do Brasil no mercado da América Latina. Um dos participantes, o empresário Rogério Gonçalves, da Santanense tecidos, falou sobre o desafio de crescer com rentabilidade, a globalização e a falta de autoestima da indústria nacional

FOTOS: Agência Fotosite

Diversidade

Continuando com sua programação variada, o MTP também contou com lançamento de livro História da Moda no Brasil – Das Influências às Autorreferências (Pyxis Editorial, 642 páginas, 120 reais), de Luís André do Prado junto com o historiador João Braga. A palestra de Ima Campbell, do WGSN, contou com auditório lotado. Os profissionais e estudantes do setor disputaram a tapa um lugar para conhecer os caminhos da moda para o inverno 2012 e o verão 2013 no Hemisfério Norte. Segundo Campbell, a tendência retrô continua forte, em peças como calças flare, saias midi, golas laço, tubinhos, entre outras.#

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MINAS TREND PREVIEW

Brilho sóbrio Blazers e outras peças de alfaiataria em corte reto aparecem enfeitados por franjas, plumas e texturas para o Outono/Inverno 2012, conforme mostraram os desfiles do Minas Trend Preview

Chicletes com Guaraná

FOTOS: Agência Fotosite

Mix de tecidos e texturas são o forte desta coleção, que foi inspirada em Cleópatra. Na cartela de cores, preto, branco, camelo, azul, verde e rosa, além de estampas com desenhos exclusivos que remetam à Rainha do Egito. Tecidos como tweed, renda, couro, gorgorão, seda e alfaiataria, além das franjas de seda pura e metal, poás e fitas de veludo foram trabalhados em formas mais justas ao corpo, com mangas sobrepostas.

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E.Store

A grife estreou nas passarelas do MTP com uma coleção marcada pelo minimalismo. O estilista Eduardo Amarante apresentou formas sólidas e rígidas, mas também trouxe vestidos longos fluidos. As peças vêm coloridas com traços geométricos em tons de branco, preto e azul, enfeitados por paetês e cristais translúcidos (parceria com a Swarovski). Entre os looks, também maxitricôs e vestidos com a cintura marcada.

Aurea Prates

FOTOS: Agência Fotosite

O Glamour dos anos 40, 50 e 60 esteve presente nesta coleção, cuja musa inspiradora foi Rita Hayworth, em camisarias, saias volumosas, vestidos longos e chemises. Bordados artesanais sobre bases nobres, como crepe de chine, cetim e gazar de seda pura são o ponto forte da grife. Cores suaves como off white, preto e argila sugerem leveza às peças. As saias com recortes de flores garantem um ar romântico à temporada.

Última hora

Silhuetas refinadas com estampas florais misturadas com tecidos lisos e nobres lembram o luxo e a opulência revolucionária da década de 70. A alfaiataria vem representada por casacos, trench coats, blazers boyfriends. Tubos, saias longas e chiques e peças em tricô complementam as produções, com uso de um brilho dourado discreto e pontual. Sobreposições também marcaram a coleção eclética e elegante.

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MINAS TREND PREVIEW

Vitor Zerbinato

FOTOS: Agência Fotosite

Denominada Wildchic, a nova coleção de Vitor Zerbinato é mesmo definida pela palavra selvagem, com referências africanas, mitológicas, que se encontram com um universo urbano, geométrico e sofisticado, com silhuetas glamurosas, formas justas ao corpo, com maxipaetês, plumas e couro, além do cetim dublado em vermelho, preto, branco e cinza.

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Apartamento 03

A coleção da grife é marcada pela aparência de feito a mão. Com o forte conceito de encasulamento, as roupas propõem proteção, como armaduras contemporâneas. Os ombros são arredondados, construídos por alfaiatarias perfeitas. Texturas protegem o corpo, bem como a sobreposição de tecidos (seda, lã, jacquard metálico). Na cartela cromática, pretos e pretos coloridos.


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TAVEX COLLECTION

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INVERNO 2012

Ainda dá tempo! O

Confira a sua coleção de inverno e veja as dicas a seguir, para não ficar faltando nada!

FOTOS: DIVULGACÃO

POR LAURA NAVAJAS

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inverno 2012 se aproxima e a temporada de elaborar as coleções já começou. Mas para ter certeza de que nada ficou faltando, trazemos aqui parte das dicas elaboradas pela equipe do Senac Moda Informação, que pesquisou o que rolou nas coleções da Europa e dos Estados Unidos, não só nas passarelas dos principais estilistas, mas também nas principais vitrines do varejo. Repletos de referências ao bucolismo e às lembranças do passado, os temas da estação vêm sóbrios, elegantes, discretos, ou então exageradamente alegres. As sensações estão à flor da pele, seja num romance ou sensualidade ou apenas poder, elegância. E são demonstradas nos tecidos, nas estampas, nos cortes. A detalhada pesquisa da estação foi compilada em cinco grandes temas, Atelier 60’s, Alta burguesia, Charme masculino, Artsy e Fetiche dark. Escolha o que mais combina

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com os seus clientes e complemente a sua coleção.

Atelier 60’s O chique dos anos 60 é revisitado e reinventado com um olhar contemporâneo, com o uso de tecnologia moderna. Cortes precisos, geométricos, grandes planos, blocos de cor, referências espaciais e todos os looks futuristas que marcaram a moda daquela época criam looks elegantes e refinados. Destaques: tecidos e malhas compactos, texturas, estampas geométricas ou blocos de cor, lurex, silhuetas quadradas, ovóides ou redondas, ombros naturais ou arredondados, vestes sem mangas ou mangas 7/8, decotes careca ou v raso, gola “Peter Pan”, saias A ou ovo, calças cigarrete e skinny, vestidos tubinho ou Mod (cintura baixa, com cinto largo), alfaiataria precisa, influência esportiva, em cores vivas e alegres contrastando com neutros elegantes.


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INVERNO 2012 Materiais luxuosos aliam moda e bom gosto em vestidos e blusas com laços ou golas vitorianas

Alta burguesia Peças com estilo rico e sofisticado, provocada pela onda de casamentos reais do ano passado, onde jovens aristocratas ficaram em evidência, ditando moda. A elegância e o lifestyle burguês revelam-se em looks coordenados. A classe e o refinamento recebem toques discretos de sex appeal. Destaques: materiais luxuosos, rendas, cetim, peles, seda. Silhueta ampulheta, estilo ladylike, babados, saias lápis com comprimento nos joelhos ou logo abaixo, vestidos e blusas com golas vitorianas ou com laços, vestidos de renda, tailleurs de saia ou calça com blazer acinturado, mangas com volumes, calças montaria, ponchos, capas e blazer-capa, mantôs e casacos tipo cobertor, em cores inspiradas nas pedras preciosas, com direito a metalizados.

tema, o masculino e o feminino se misturam em looks cheios de charme. Referências nerds e militares completam o visual. Destaques: malharia circular, camisaria, flanela, sarjas e denim. Silhuetas Y, com ombros poderosos, decotes V arredondados, camisas com colarinhos altos, detalhes utilitários, casacos, blazers e saias com fendas, vestidos saco, jaquetões e blazers curtos e quadrados, saias

Charme masculino A androginia cria raízes no mundo da moda, nesta releitura mais suave do grunge dos anos 90, repleta de referências masculinas, com um resgate do exagero dos anos 80. Neste

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retas, calças baggy, cintura no lugar, smoking, calças flare ou pantalonas com ou sem pregas. Tons mais conservadores em cinza, marinhos e marrons ou vibrantes dos anos 80.

Ousadia faz parte da coleção Inverno 2012

Artsy A arte é a principal referência para este tema, cuja regra é ousar, experimentar, romper padrões. As inspirações saem do cinema, fotografia, artes plásticas, circo, jogos eletrônicos, cartoons. Referências étnicas, como os trabalhos dos índios navajos e elementos do folk europeu também têm forte apelo neste tema. Destaques: contrastes de materiais, couros macios ou metalizados, lãs pesadas, tecidos decorados, lurex, efeito plástico, recortes e relevos com efeito 3D, listras, estamparia, estampas com efeito caleidoscópico e fractais, motivos étnicos e folclóri-


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INVERNO 2012

cos, vestidos e túnicas estampados, calças e casacos em xadrez, assimetrias em comprimentos, mangas, decotes, lapelas ou recortes, grandes botões, cintura no lugar, maxigolas, aplicações. Todas as cores são possíveis neste tema.

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Fetiche dark A onda vampiresca dos livros, filmes e seriados não poderia deixar de influenciar a moda, também. Este tema oscila entre o rebelde e o melancólico, com referências góticas, vitorianas, barrocas, românticas ao mesmo tempo. Destaques: lãs lustrosas, couros opacos, peles e pelos, plumas e pe-

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Looks coordenados revelam elegância e estilo de vida

nas, rendas e transparências, texturas em preto e branco, imagens de fumaça e neblina, imagens sombrias de animais selvagens, répteis, aviamentos metálicos, zíperes e fivelas, capuz e gola-capuz, mangas raglã com ombreiras, grandes mangas quimono, cintura apertada e quadris inflados, efeito corset, silhuetas alongadas e estreitas, jaqueta biker e total look de couro. Muito preto em look total, convivendo com uma gama sombria de cores escuras que vão desde azuis profundos a tons de vinho intensos.#


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MUNDO TÊXTIL

Abre, fecha e muito mais F

Existe todo um universo fashion esperando para sair debaixo de um zíper

FOTOS: DIVULGACÃO

POR LAURA NAVAJAS

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oi-se o tempo em que o zíper era apenas um instrumento para unir duas partes de um todo, usado somente para abrir, fechar e pronto. A peça ganha cada vez mais espaço no mundo da moda, sendo utilizada por estilistas famosos e ganhando design e personalização. É difícil imaginar o que seria do vestuário sem o zíper. Claro, neste caso, mais pela sua função do que como um acessório. Mas é fato que o costume com a peça é tal que não dá para pensar em como era o mundo das confecções antes dela. Atualmente, o zíper deixou de ser somente funcional para se tornar um elemento decorativo, que agrega valor à peça. E hoje conta com vários modelos, banhos, puxadores e pingentes, criando tendências, conceitos e dando identidade à roupa. “As aplicações são as mais variadas possíveis e dependem muito da criatividade dos modelistas”, opina Rodrigo Klann, gerente comercial

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da Sancris, empresa de capital nacional que está investindo alto no mercado de zíperes. Apesar de o setor têxtil estar atravessando um momento difícil, com o mercado mais retraído, o zíper figura entre os aviamentos que continuam em alta. “Além do segmento de vestuário, em que o zíper é peça indispensável, encontra outros nichos de mercado em que também é utilizado, como o coureiro (calçados, bolsas, estojos, brindes), embalagens PVC (capas para edredons e outros), capas de ternos, barracas, capotas e outras funções”, explica Klann. Segundo o gerente comercial da Sancris, os modelos mais vendáveis de zíperes são os metálicos para braguilha de calças, assim como os sintéticos de 3 mm, para moda social. “Para uso fashion, temos várias opções de tamanhos e modelos, nos banhos Prata Velha, Ouro Velho e Preto Oxidado. Os banhos Dourado e Niquelado já são tradicionais”, completa.


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MUNDO TÊXTIL Customização Não é difícil os consumidores exigirem cada vez mais peças únicas, exclusivas. O zíper pode ser um excelente aliado neste sentido. “Gosto muito de utilizá-lo em peças básicas, como uma camiseta ou uma

Uso do zíper pode agregar valor a peças do vestuário

tante com o zíper, não precisa ser aquele básico metálico. “Zíper é o máximo, principalmente no inverno, nas peças mais pesadas”, concorda a estilista Dayse Cristina Rux. “Utilizo o zíper em vários estilos, desde o romântico (com cores claras, mais delicados, principalmente o invisível, nas linhas esportivas, tipo de náilon trator), nas peças com estilo minimalista (zíperes coloridos), rock (com os zíperes de metal e puxadores diferenciados)”, completa. “Sua funcionalidade é 100% comprovada, tanto que a utilização desse aviamento nunca ficou fora de nenhum lançamento de coleção”, finaliza.

História Inventado pelo americano Whitcomb Judson, que em 1893 registrou a primeira patente

saia lisa”, opina a personal stylist Camila Almeida. “Nessas peças, quando você encaixa o zíper em lugares estratégicos, a roupa acaba ficando com outra cara”, diz. A personal stylist apresenta outras ideias, como, por exemplo, utilizá-lo na parte do viés da roupa, ou acompanhando recortes diferenciados, na borda de babados e na beira de decotes. “Acho bacana ainda usar um lado só do zíper, como um enfeite, formando uma espécie de babado metálico”, diz Camila. Ela finaliza lembrando que dá para ousar bas-

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Novos estilos podem ser criados o aviamento

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de um feixe com uma sequência de ganchos e furos, o zíper nasceu para substituir cadarços de sapatos, visando facilitar a vida das pessoas. No entanto, a primeira versão não era assim tão fácil de usar. Ainda no início do século, o zíper passou a ser usado por membros da Marinha americana. Mas foi somente em 1923 que o fabricante de pneus B.F. Goodrich utilizou materiais novos, que facilitavam o processo de abrir e fechar. Inclusive foi ele quem batizou o artefato. A partir de então, o zíper passou a ser encontrado em bolsas e sapatos e, no início dos anos 30, entra pela primeira vez no mundo da moda pelas mãos da estilista italiana Elza Schiaparelli. A massificação do zíper se deu com o lançamento de saias justas e vestidos acinturados, além de calças jeans, na década de 50, com fecho em zíper. Nesta época, ele já estava tecnologicamente mais sofisticado, com dentes coloridos, acompanhando as cores dos tecidos, em metal ou plástico. O contato definitivo do zíper com o mundo da moda se deu na década de 70, usado por Courréges como adorno em suas coleções. Pierre Cardin, Rabanne e Mary Quant também já utilizaram o feixe, que de lá para cá não sai das passarelas.#


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MEDIDAS

Qualidade garantida Medidas padronizadas pela ABNT agora ganham selo de qualidade da Abravest, o que pode aumentar as vendas POR LAURA NAVAJAS

FOTOS: Osvaldo F.

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ma coisa que todo con-feccionista sempre tem que ter em mente é que as roupas não são feitas para as lojas ou marcas, mas para o consumidor final. É ele quem determina o que sai mais ou menos. Assim, estar atento às suas necessidades também é uma obrigação. A divergência das medidas das roupas de uma confecção para outra incomodam muito. Por isso, chegam a impedir as empresas de aumentarem suas vendas e até mesmo acelerarem seus processos produtivos. A Associação Brasileira do Vestuário, Abravest, sempre batalhou para que esse transtorno fosse extinto. Há dois anos, conseguiu que a Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, determi-

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nasse a NBR 15800:2009, que regulamenta medidas de roupas para bebês e infanto-juvenis, e a NBR 15778: 2009 para as medidas dos uniformes escolares. O próximo passo, já em consulta pública, entrando em vigor no começo do ano que vem, é a moda masculina. Depois, padronizar a moda feminina (o projeto também está previsto para o final deste ano). Para reforçar o efeito da adesão à norma, que é voluntária, agora a Abravest lançou um selo de qualidade, que atestará aos consumidores que aquelas peças são feitas dentro do padrão das normas da ABNT. “O primeiro objetivo é facilitar a vida do consumidor. O segundo é cuidar do próprio setor. Se a gente não se autorregulamentar, como poderemos cobrar que os produtos importados tenham qualidade?”, questiona Roberto Chadad, presidente da Abravest. A engenheira Maria Adelina


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MEDIDAS Uniformes: padronização já faz parte da realidade.

Pereira, superintendente da CB 17, comitê especial para a área têxtil dentro da ABNT, concorda e vai mais longe: “A norma é produzida pela sociedade e para a sociedade”.

Pela norma, baseada nas medidas médias dos brasileiros, as roupas devem levar em conta diversos aspectos. O P, M e G estão destinados a acabarem, restando medidas diferenciadas de acordo com o tamanho: normal, atlético e obeso, conforme o tipo de corpo. Dentro da Abravest, quem está cuidando do assunto é o Instituto Brasileiro do Vestuário, entidade criada para elaborar e implantar programas para o setor. Segundo Alexandre Melo, diretor de tecnologia industrial do IBV, o selo é uma prestação de serviço de qualificação. “Os empresários precisam entender que investir em qualidade não é custo, é melhoria”, ensina. Para garantir a credibilidade do selo, a Abravest elegeu a Totum, entidade certificadora credenciada pe-

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FOTOS: DIVULGACÃO

Certificação

lo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, Inmetro, com experiência em autorregulamentação, para atestar o selo. “A independência traz a credibilidade. Nosso único contato foi com o IBV para estabelecermos os parâmetros usados na certificação”, conta Fernando Lopes, da divisão de sustentabilidade. O primeiro passo para conseguir a avaliação é procurar a Abravest. Depois, a confecção será avaliada diretamente pelo Instituto Totum. Primeiramente, pela sua infraestrutura, inclusive a maneira pela qual contrata os seus funcionários. “O selo garante também que aquela roupa não foi produzida, por exemplo, por trabalho escravo”, afirma Lopes. Será analisada, também, uma amostra do tecido, que deve vir do fabricante com o laudo. Por fim, será atestado se a etiquetagem mostra corretamente os padrões de medi-

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das. “O instituto fará, ainda, após a certificação, verificações periódicas dos produtos”, completa Fernando. O processo de certificação de uma empresa que esteja com tudo em ordem leva cerca de dois meses.

Etiquetas Uma das sugestões da norma e, portanto, exigências para a conquista do selo de qualidade Abravest, é a etiqueta com as informações completas sobre o produto, com informações mais detalhadas e composição dos tecidos. As etiquetas para calças, por exemplo, contarão com especificações de “perímetro de cintura”, “comprimento entre pernas” e “estatura” para as quais a peça foi confeccionada. No caso das camisas, as informações compreendem “perímetro de cintura”, “perímetro de tórax”, “comprimento do braço” e “estatura”. Para as roupas femininas as etiquetas vão indicar a “estatura”, “medida ombro a ombro”


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MEDIDAS

O setor precisa se autorregulamentar, diz Roberto Chadad, presidente da Abravest

(no caso dos casacos), “busto”, “cintura”, “quadril” e “comprimento”. As calcinhas e sutiãs serão comercializados em embalagens separadas, pois também trarão as medidas no lugar da numeração tradicional. Dionicir Hoepers, da HI etiquetas, aprova a medida, e já se informou sobre o que está acontecendo, para poder oferecer os novos modelos de etiquetas aos clientes. “As mudanças no modelos não irão afetar os bolsos dos clientes”, diz.

padrão, a economia com matérias-primas poderá alcançar um índice de até 8%”, completa Chadad. Mais uma vez, a superintendente da CB 17, Maria Adelina Pereira, pode corroborar a fala de Chadad. Segundo ela, o feedback que se tem em relação às duas normas já em ação é muito positivo. “A aprovação dos produtos é prévia, não posterior, quando já há chances de haver pro-

Roberto Chadad deixa claro que as mudanças nas medidas só trarão vantagens para as confecções. Além de diminuir problemas na hora da venda final, por exemplo com trocas (o que gera custo duplo de imposto), a produção também será facilitada, havendo mais agilidade e redução de custo. “As alterações necessárias são mínimas e facilmente assimiláveis pelas empresas. E terão maior competitividade, já que todas as peças serão produzidas dentro de um mesmo

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Produção

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blemas. A norma agiu de maneira preventiva, evitando que clientes tenham desgaste e as confecções também, que não têm problemas com peças devolvidas”, afirma. Ela lembra também a facilidade que as Maria Adelina Pereira, normas trazem da ABNT: as normas são da sociedade, para no caso de ea sociedade -commerce. Os consumidores se sentem muito mais seguros ao comprar pela internet, o que amplia as possibilidades de negócios das confecções. “Alguns sites, inclusive, já indicam as medidas do corpo para que a pessoa possa escolher melhor a sua roupa”, diz Maria Adelina.#


O Confeccionista NOV/DEZ 2011 atendimento

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PERSPECTIVAS

Caminhar com cautela Ano de 2012 promete ser melhor, se governo aceitar solicitações do setor

O

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POR ROBERTO CARLESSI

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ano que termina gerou preocupações para alguns setores da indústria têxtil, diante da concorrência desenfreada de produtos têxteis e de confecções exportados principalmente pela China e outros países asiáticos. Mas as projeções para 2012 poderão melhorar, se o governo atender as reivindicações dos empresários do setor para enfrentarem, no Brasil, os efeitos da crise econômica que atinge os países da Zona do Euro e também a economia norte-americana. Uma das solicitações feitas ao Ministério da Fazenda é incluir as empresas desses setores no regime tributário diferenciado do Simples, que reduz a carga tributária dos atuais 42% para percentuais em torno de 12% a 13% ao ano. É verdade que o clima desses dois importantes segmentos da economia, que são o segundo maior gerador de empregos depois da construção civil, não anda lá muito otimista, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Vestuário, Sindivest, Ronald Massiga. “Mas, depois da

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reunião com o ministro Mantega, que se mostrou completamente inteirado dos problemas enfrentados por esse mercado, criou-se um clima de expectativa bastante positivo, até porque o ministro nos disse que apresentará algumas soluções para os nossos problemas ainda este ano.” Esse regime diferenciado, de acordo com Massiga, ajudaria o setor a ficar mais competitivo com relação a produtos importados e também a preservar empregos. Hoje, o segmento vestuário representa 6,8% do PIB, emprega diretamente cerca de 2 milhões de trabalhadores e, indiretamente, mais de 6 milhões. Massiga acrescenta que esse contingente de trabalhadores representa 16,5% do total de empregos no País e o compara com o setor automobilístico, que representa 7% do PIB, mas emprega apenas 6,5% do total de trabalhadores brasileiros. “O segmento de confecção e vestuário entende que os produtos brasileiros não concorrem diretamente com produtos chineses, mas com as políticas de subsídio do governo chinês para


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exportar seus produtos. A indústria brasileira do vestuário é muito competitiva da porta para dentro, investe forte em máquinas, tem um grande mercado interno, mas não consegue competir da porta pra fora. Mas estamos otimistas com os sinais que o ministro Mantega emitiu sobre a possibilidade de implantar o regime tributário do Simples para o nosso setor. Se o governo fizer a lição de casa, a competição com produtos importados será bem menos adversa e poderemos crescer e até ampliar o número de empregos”, concluiu Massiga.

Opiniões da indústria No segmento de máquinas industriais para costura, bordado, impressão digital e máquinas de costura domésticas e para bordado, 2011 foi

Aguinaldo, da Abit: concorrência desleal e carga tributária excessiva dilaceraram a indústria têxtil no Bras

difícil, diz o gerente nacional de vendas da Máquinas Marbor, Eduardo Fuentes Molinero. “Estamos falando de dificuldades no plano macroeconômico do Brasil, ou seja, para rever-

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PERSPECTIVAS

em 2011 as vendas de sua empresa se mantiveram estáveis e espera crescimento de 4% para 2012. “A única solução para quem deseja produzir é se atualizar e modernizar seu parque fabril”, sugere. Ele acrescenta que as atuais dificuldades financeiras do setor inibem os investimentos de pequenos e de alguns médios confeccionistas. “Essa cautela também é Molinero: fabricantes de máquinas para confecção ainda não causada pela alta taxa visualizam crescimento para 2012 de impostos que recai sobre o setor, mas existe um fator ter o atual cenário as ações não depositivo para reduzir a concorrênpendem diretamente das empresas, cia predatória: a entrada definitiva mas da política cambial. No Brasil, da NF Eletrônica, que deverá reduzir vivemos períodos de importantes ao máximo a sonegação. Antes, para alterações na cadeia produtiva de algumas empresas o lucro só existia roupas, pois o País produz cada vez com a sonegação.” menos e importa cada vez mais para Outro fator que deverá gerar difiatender o consumo interno.” culdades para o setor em 2012, acresMolinero acrescenta que este cecenta Walter Porteiro, é a escancanário está ficando mais complicado rada abertura das portas do Brasil com a crise na zona do Euro e que para produtos chineses e a fome do os empresários do setor ainda não governo brasileiro para arrecadar conseguem visualizar crescimento impostos. “A confecção, que tem para 2012. “Em 2011, em razão descusto significativo de mão de obra sa situação, as vendas de algumas na composição de preço de seus prolinhas de equipamentos da Marbor dutos, teve seus custos aumentados atingiram sua meta e outras não.” e, ao mesmo tempo, precisou nivelar seus preços aos dos produtos imporCarga tributária tados.” O segmento têxtil, pela sua importância, espera iniciativas goverCautela namentais como redução da carga Entretanto, não é em todos os tributária, oferta de financiamento segmentos da indústria de compopara modernizar e ampliar fábricas e nentes para confecção que o clima rigor na fiscalização das importações está mais para o pessimismo. O segpredatórias, particularmente as de mento de aviamentos é um dos que países asiáticos, diz Molinero. não tem tantos motivos para se queiO engenheiroWalter José Porteiro, xar do desempenho das vendas em diretor comercial da Indústria de 2011. O coordenador de Marketing Máquinas Walter Porteiro, diz que e Comunicação Armarinhos 25,

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PERSPECTIVAS

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dos produtos de Vestuário vendidos do algodão disparou e, em funno varejo brasileiro eram nacionais. ção do câmbio, as importações Mas a concorrência desleal e a exaumentaram muito e as exporcessiva carga tributária dilaceraram tações não cresceram. Tudo isso essa indústria. “Entretanto, para somado à alta carga tributária, ela voltar a crescer, basta o governo que vem tirando competitividatomar as medidas necessárias para de do setor. fortalecer essa cadeia, que sustenEm 2010 o setor investiu mais ta e emprega diretamente tantos de US$ 2 bilhões em máquinas, brasileiros. Lidar com o dumping equipamentos, instalações e cambial da China envolve muito capacitação. Contudo, as atuWalter Porteiro: modernização do mais que só o nosso setor, ou só o parque fabril é a única solução para as ais perspectivas de produção empresas voltarem a crescer nosso País. Envolve um fórum maior, em queda seguraram um pouco como a OMC (Organização Mundial os investimentos. No acumulado do Fernando Gouveia Gonçalves de do Comércio), pois o que a China ano, o saldo de novas vagas geradas Oliveira, diz que 2011 foi menos faz não é economia de mercado e até julho estava em torno de 15 mil, aquecido que 2010, ano consideravem sangrando várias economias. enquanto em 2010 nessa mesma épodo excepcional para ele. “Neste ano, Por sua parte, o governo brasileiro ca era de 65 mil novas vagas geradas. só não crescemos mais porque faltou deve apertar o cerco na fiscalizaPor isso, acrescenta Aguinaldo, em zíper no mercado”. Mesmo assim, o ção, tanto nas fronteiras quanto nas 2012 os números de novos postos faturamento de sua empresa deverá Aduanas, para impedir o descamiserá menor. crescer 11% em 2012, graças à abernho, a pirataria e o comércio desleal. “O custo dos impostos no preço tura de uma loja focada em oferecer Recentemente, o governo aprovou final dos produtos desse segmento aviamentos para “modinha”. uma MP que introduzirá fiscais do pode variar de 35% a 42%. Somado Outro fator que tem potencial para Inmetro nos portos para fiscalizarem à valorização do real, que está em aumentar o faturamento da empresa produtos. Isso já será um avanço”, cerca de 30%, o Brasil deixou de ser no ano que vai começar é a implantacomplementou Aguinaldo.# competitivo em manufaturados. Toda ção do e-commerce, que deverá levar a sociedade espera por juros menores produtos a mercados ainda não cone impostos mais transparentes.” solidados pela Armarinhos 25. Agora, apesar de o governo sinalizar medidas para tornar o setor mais O setor competitivo, via redução de carga O presidente da Abit, Aguinaldo tributária, Aguinaldo diz preferir Diniz Filho, diz que, no Brasil, 2011 não fazer nenhuma perspectiva para foi um dos piores anos da indústria 2012: “Queremos crer que o govertêxtil e de confecção nas últimas déno vai implantar logo as medidas do cadas, bem diferente de 2009/2010, Plano Brasil Maior com as reduções quando o mercado interno estava bem tributárias de que tanto precisamos. aquecido e as empresas do setor com Mas vamos aguardar.” faturamento crescente. Deduzida a O presidente da Abit Gonçalves: em 2011 Armarinhos valorização cambial, o crescimento 25 só não cresceu mais porque acrescenta que há uma déficou bem próximo de 15%. Porém, o faltou zíper no mercado cada praticamente 100% mercado interno desaqueceu, o valor


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Muitos desafios a vencer

Abit concede Medalha ao ministro Guido Mantega e ao empresário Fuad Mattar POR ROBERTO CARLESSI

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Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Abit, outorgou dia 1º de dezembro, em São Paulo, a Medalha Mérito Abit a duas personalidades que se destacaram por suas ações em prol do desenvolvimento do setor: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o empresário Fuad Mattar, presidente da centenária Indústria de Tecidos Paramount. Por motivos de agenda, o ministro não pôde comparecer, mas mandou e-mail agradecendo a homenagem e informando que o governo já anunciou medidas de estímulo para a economia brasileira reduzir os efeitos da crise econômica que assola os países da zona do Euro e os Estados Unidos, depois de ter se reunido com lideranças do setor em São Paulo,

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Premiação

no dia 25 de novembro. Entre essas medidas, está a redução de alíquota de ICMS para produtos de linha branca. Quanto ao setor têxtil e de confecções, declarou que “o governo está atento aos problemas da indústria têxtil e de confecções do Brasil e tomará as medidas necessárias”, no mesmo e-mail. Depois de ler a mensagem do ministro, o presidente da Abit,

Mattar recebe Medalha Mérito Abit


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Aguinaldo Diniz Filho, disse que saiu impressionado da reunião do dia 25 de novembro e bastante crédulo pelo conhecimento que ele demonstrou ter sobre os problemas do setor. “Não queremos fazer do Brasil um entreposto de produtos têxteis estrangeiros, principalmente asiáticos. Queremos apenas ter condições mais favoráveis de competitividade nesse mercado. O governo brasileiro já percebe com clareza que nosso setor tem elevado potencial de crescimento e muita capacidade para gerar renda e empregos”, resumiu.

Setor Privado Há 66 anos atuando no setor têxtil, o presidente da Paramount, Fuad Mattar, recebeu o Prêmio Mérito Abit, na presença de muitos empresários do setor, do secretário de governo do Estado de São Paulo, Andrea Calabi; do presidente do Sindiêxtil, Alfredo Emílio Bonduki, e de Ricardo Steinbruck. Em seu discurso, Mattar disse que o setor têxtil brasileiro se tornou referência mundial, mas enfrenta problemas de concorrência desleal por parte de empresas estrangeiras. “O

Brasil sofre dumping cambial, que o coloca à margem da concorrência justa e o custo Brasil dispensa comentários. Vivemos um momento de grande preocupação e a falta de perspectivas nos entristece, porque estamos assistindo novamente a esse filme, que também já mostrou a extinção de empresas têxteis e de milhares de empregos nos Estados Unidos e na Europa. Em nome da indústria têxtil, reitero pedidos de solução para o governo federal. Não pedimos proteção, mas condições isonômicas de tratamento para a indústria têxtil brasileira. No início da década de 1990, nosso setor investiu milhões de dólares em tecnologia e produção e agora corremos o risco de perder todo esse investimento. Mas acredito na atual geração de líderes, esperando que lutem de forma incessante para que nosso setor tenha uma política industrial justa, apoiada por todos os escalões de governo”, declarou Mattar.#

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PRODUÇÃO

Dor nas costas ou dor de cabeça? T

O afastamento de costureiras por motivos médicos pode se tornar uma dor de cabeça para os proprietários de confecções. Atente para não sofrer deste mal!

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POR LAURA NAVAJAS

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odos os colaboradores de qualquer empresa têm direito a afastamento médico por motivo de saúde. No entanto, se isso for repetitivo, o custo para a empresa pode acabar ficando muito alto. E se o próprio local de trabalho estiver causando o problema de saúde? Quando a doença é física (dores no corpo), é bem possível que o motivo seja a má adequação do espaço às medidas antropométricas do colaborador. Em confecções, isso tem se tornado cada vez mais comum, fazendo com que o empresário tenha custo muito alto pelo afastamento de suas costureiras. Milene Rodrigues, coordenadora nacional da saúde e segurança no local de trabalho da Conaccovest – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, explicou que, dos afastamentos das costureiras em geral, 60% é causado pelo Distúrbio Musculoesquelético, que engloba dor nas costas, membros

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superiores e inferiores. A causa? “Os postos de trabalho não respeitam a questão da ergonomia e atitudes como pausa para a ginástica laboral”, explica Milene. A Confederação recebeu um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo, elaborado por Antônio Carlos Garcia Júnior, que discorria sobre a situação das costureiras naquele Estado. Garcia aplicou questionários aos colaboradores e observou e analisou o local de trabalho de todos os setores envolvidos na indústria da moda. A conclusão é que quase 25% dos trabalhadores apresentavam queixas de saúde, as mais comuns de dores musculoesqueléticas. Quando teve acesso ao estudo, a Conaccovest o ampliou e realizou a mesma análise e observação em várias regiões do país, concluindo que o problema é geral. Pelo estudo do posto de trabalho, a confederação verificou que, por exemplo, há costureiras trabalhando em assentos que


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PRODUÇÃO não têm regulagem de altura e até mesmo de madeira sem estofamento, além da questão do maquinário, que não obedece as medidas antropométricas do corpo. Segundo Milene Rodrigues, muitas das costureiras estão adquirindo uma pequena corcunda, chamada cifose, por ficarem muito tempo na mesma posição. Para ela, existem diversos fatores que resultam neste cenário, o principal deles a falta de fiscalização do governo e dos próprios sindicatos.

Norma Regulamentadora A NR17 é uma norma regulamentadora desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e está em vigor desde 1990, pela portaria 3751, de 23/11/1990. Nela, são estabelecidos parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. O item 17.3.1, por exemplo, é bastante claro: “sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado e adaptado para essa

Ginástica reduz problema de dores

posição” (NR 17.3.1). “Se a pessoa folhear a norma, verá que ela estipula detalhadamente o posto de trabalho, desde como tem que ser o assento até como têm que ser o som e o ar do ambiente”, diz Milene.

Afastamento O tempo em que as costureiras passam afastadas é relativo ao momento em que se detectou o problema. “Tem costureiras afastadas por dias, outras por anos. Muitas vezes, acontece de saírem rapidamente, mas quando retornam o posto de trabalho não foi readequado. Então, o problema não acaba”, explica Milene.

Adequação dos postos de trabalho permite melhores condições

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Ainda não há uma norma específica para o setor, mas a Conaccovest está batalhando por isso. “Estamos fazendo um estudo, protocolando e entregando ao Ministério do Trabalho, solicitando norma específica para as indústrias de confecção, calçado e têxtil.” Neste estudo, estão sendo analisadas as posições perfeitas tanto do assento quanto as medidas dos equipamentos, já que, segundo Milene Rodrigues, o design nas máquinas também precisaria ser alterado. “Em parceria com a Fundacentro, já desenvolvemos um modelo de cadeira e agora estamos desenvolvendo um protótipo de máquina”, conta. Além disso, entra em questão também a iluminação do ambiente e a necessidade de ginástica durante alguns minutos de intervalo na produção. “Tudo isso com o apoio de empresários que já estão preocupados em reduzir o número de afastamentos, porque o custo é alto para eles também. E a Fundacentro tem um estudo que diz que, para cada dólar investido na saúde e segurança do trabalhador, são economizados 5 dólares pelo empresário”, conclui. #


Ginástica Laboral, um bom começo A Damyller é uma confecção catarinense que está no mercado desde 1979. Atualmente conta com cerca de 90 lojas próprias. Entre as lojas e seu parque fabril, em Nova Veneza, gera 1,9 mil empregos diretos. E demonstra preocupação com a saúde e o bem-estar dos seus funcionários. Desde 2001, o parque fabril para por alguns minutos para a realização da cinesioterapia (ginástica laboral). Cada grupo de trabalho tem um monitor responsável por orientar os trabalhadores e também cobrar para que todos realizem a ginástica diariamente e de maneira correta. O técnico de Segurança da Empresa, Jefferson Mota Estevam, explica que o programa inclui três práticas ao dia. A primeira é logo na entrada, com exercícios mais voltados para a preparação e o aquecimento do corpo para o início das atividades diárias. Depois tem outra parada às 9h20 min e a última, às 15 horas. Os monitores realizam treinamentos frequentes para se atualizarem, onde aprendem a fazer novos exercícios. Recentemente, no início deste ano, a prática da ioga foi inserida na ginástica laboral. “Os exercícios são feitos para atuar na musculatura mais exigida, ou seja, são específicos”, diz a fisioterapeuta Renata Becker, uma das responsáveis pelo projeto. Além da ginástica, já que o programa consiste em trazer qualidade e prezar pela saúde do trabalhador, atualmente todas as cadeiras usadas na produção são criadas pensando nisso, com assento adequado, regulagens, encosto dorsal e bordas arredondadas, que deixam a postura correta.

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MERCADO

Pesquisa detecta relação cargos e salários dentro do mundo da moda POR LAURA NAVAJAS

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cadeia de moda é vasta, com muitas funções distribuídas entre muita gente. Uma pesquisa recente, realizada pelo Carreira Fashion, maior empresa de Recursos Humanos do segmento de moda da América Latina, mapeou cargos e salários do setor e revelou algumas surpresas. Apesar de a indústria da moda ser a segunda que mais emprega no país, até agora não se sabia muito sobre a prática de salários desse mercado. “Era muito comum, antes de anunciarem uma vaga, as empresas nos ligarem para saber quanto oferecer”, conta Ângela Vailera, designer de inovação e novos negócios da empresa, responsável pela coordenação da pesquisa. Cerca de 300 empresas de todos os elos da cadeia responderam à pesquisa, que também contou com a análise de salários oferecidos em mais de mil vagas do banco de dados do Carreira Fashion. Os dados foram

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Vai pagar quanto?

colhidos entre maio e setembro de 2011, com empresas provenientes das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Assim, a pesquisa foi conduzida primeiramente por região, para depois ser encontrada a média salarial nacional. “Este é um projeto que começou no ano passado, para conseguirmos viabilizar como fazer a pesquisa”, afirma a coordenadora.

Novidades Uma das surpresas descobertas neste quesito é que a região Sul paga salários equivalentes aos da Região Sudeste, derrubando o mito de que São Paulo sempre paga maiores salários. Foram pesquisadas 43 áreas de atuação, sendo cada uma dividida em três níveis hierárquicos (Auxiliar/ Assistente; Profissional Pleno; Supervisor/ Coordenador/ Gerente). Outra surpresa é que como a maior parte dos estudantes que se formam na área de moda vislumbram um futuro como estilistas, procurando


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MERCADO vagas para assistentes de criação/ estilo, começaram a sobrar vagas em modelagem. “Esta lei de oferta e procura gerou aumento de salário na carreira. Assim, um assistente na área de modelagem ganha 27% a mais do que um de criação/estilo”, explica Ângela. Ela conta que a relação candidato por vaga chegou a um para um neste ano. Até o ano passado havia dois anúncios de emprego por candidato.

Vagas e Salários Não é só na área de modelagem que sobram vagas. As costureiras também já estão em falta. “Antes a profissão passava de mãe para filha. Hoje elas buscam outras carreiras”, justifica Ângela. “Isso provavelmente fará com que os salários aumentem”, completa. Com relação aos valores, a menor média salarial encontrada pela pesquisa é de R$ 794,70, para assistente de acabamento. Em relação a valores, a pesquisa também desmistifica a ideia de que trabalhar em uma empresa grande é sinal de salário maior. “Dependendo do porte da empresa, ela contrata 60, 70 profissionais para a mesma área. Se ela é pequena, vai contratar apenas um, que terá mais responsabilidade e, por consequência, ganhará mais”, explica a coordenadora da pesquisa.

Dificuldades A realização da pesquisa esbarrou em alguns entraves que foram cuidadosamente resolvidos, por isso o projeto demorou tanto tempo. “O setor tem muitas particularidades. Para começar, a profissão de moda no Brasil não é regulamentada e não tem pisos salariais, a não ser as costureiras que são sindicalizadas. Além disso, nomenclaturas de cargos e suas funções não são padronizadas aqui. Cada região usa um nome para

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a mesma função”, acrescenta. Para lidar com esta questão da nomenclatura, o Carreira Fashion optou por não trabalhar com cargos específicos. “Muitas vezes dois cliente queriam postar vagas com nomes diferentes, mas a capacitação, os conhecimentos, habilidades e atitudes exigidos pelas empresas para cada um deles era a mesma. Por isso, optamos por trabalhar com o cruzamento da área com o nível hierárquico”, explica Ângela.

Assim, uma costureira que vá buscar uma vaga pode procurar pela área de costura, assistente, profissional pleno ou gerência. A pesquisa deve auxiliar as contratações dentro de todo o setor, desde a Indústria até o Varejo, numa tentativa de eliminar essas dificuldades nas contratações. “Nosso mercado de moda vem se profissionalizando bastante ao longo dos anos, mas tudo ainda é muito recente”, finaliza Angela Vailera.#

PRAZOS PARA CONTRATAÇÃO E COLOCAÇÃO Tempo médio para a empresa preencher uma vaga de trabalho As empresas participantes da pesquisa responderam a seguinte questão: “Qual é o tempo médio que sua empresa leva para preencher uma vaga?”

Tempo médio para o candidato conquistar uma colocação no mercado Todos os candidatos que se cadastram no site Carreira Fashion, ao encerrar seu cadastro, respondem à pergunta: “Por quanto tempo você divulgou seu currículo até conseguir uma colocação no mercado?” Entre maio e setembro de 2011 os candidatos responderam:

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Tempo médio: 2,8 meses


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dica do especialista modelagem

Roupas de crianças Desde que li a matéria "Roupa de criança com cultura brasileira para preservarmos aqui e difundirmos lá", de Ivy Tinoco - jornalista dedicada ao segmento infantil – e, logo em seguida, a matéria "Elas começaram cedo”, de Iesa Rodrigues, jornalista de Moda, percebi o grande espaço que as grifes infantis têm ocupado. A Ivy mostra como ser um público sustentável em relação ao reaproveitamento da roupa, diante da agilidade das indústrias e do desejo de consumo rápido das novas criações. A Iesa cita como exemplo a “Pequena Valentina, de três anos e meio, que segue o mesmo estilo de vida de Suri, filha de Tom Cruise e Kate Holmes. As duas são fashionistas, se vestem com grifes e as mães não negam a participação nas tardes de compras”. Com tanta informação, o mercado infantil vem ganhando frente, não que esteja com a maior fatia do mercado, mas crescendo organizadamente com o mesmo planejamen-

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to dos segmentos dos adultos. Um espaço aqui, outro ali, publicações em revistas, blogs e sites interessantes, meninas blogueiras já tão famosas, que de mansinho vão se estabelecendo. Desde que os malls apareceram, as lojas de produtos direcionados ao público infantil juntavam-se em um corredor ou num canto específico dos shoppings. Hoje elas se misturam en-

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Modelos

Sonia Duarte é pesquisadora, professora e autora do livro MIB Modelagem Industrial Brasileira www.modelagemmib.com

tre as grifes famosas ou fazem parte da mesma marca, expondo suas coleções em corners dentro da própria loja direcionada aos adultos.

Modelagem e Ergonomia Uma das principais características das roupas infantis é a ergonomia (técnica aplicada às modelagens para adequá-las aos movimentos do corpo). Vocês já notaram que os bebês


Corpos

nos primeiros meses de vida adoram encolher as perninhas em direção ao umbigo? Vocês já se questionaram por que o "Cobre Fralda" tem as aberturas das perninhas voltadas para cima, na parte da frente, e não no mesmo lugar das pernas de uma calça? Então, comparem as posições dos bebês com a modelagem do "Cobre

Corpos

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FEIRA

Além da Imaginação NT&TT 2011 apresentou em São Paulo novas máquinas, equipamentos e tecnologias para a produção de tecidos técnicos e não-tecidos

FOTOS: DIVULGACÃO

POR ROBERTO CARLESSI

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ecidos técnicos e não-tecidos têm aplicação em praticamente todos os segmentos, da indústria à construção civil, e também na área de uniformes, principalmente hospitalares, e em produtos de higiene, como fraldas descartáveis e outros. Para mostrar o potencial desse mercado e as inúmeras aplicações desses produtos, a Reed Exhibition e a Alcântara Machado realizaram, de 26 a 28 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, a NT&TT Show 2011 (quarta edição da Feira Internacional de NãoTecidos e Tecidos Técnicos), que reuniu fabricantes, fornecedores de matérias-primas, produtores de máquinas, equipamentos, insumos e convertedores. Com foco na apresentação de novos produtos e novas tecnologias para tecidos e não-tecidos, a feira recebeu cerca de 4 mil visitan-

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tes de diversas regiões do País. Com 45 expositores, representou não só esses dois segmentos, mas também os setores de máquinas e equipamentos, insumos e componentes, descartáveis higiênicos, máquinas e equipamentos para conversão e insumos e componentes para conversão. Atualmente, no Brasil, o setor de tecidos técnicos e não-tecidos tem 223 empresas, emprega diretamente 44 mil pessoas e tem faturamento bruto de 2,8 bilhões de dólares A feira aconteceu num momento em


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Em quatro dias feira recebeu mais de 4 mil visitantes

que a economia brasileira está aquecida, com crescimento sustentado nos últimos anos. Em 2010, as vendas desse segmento cresceram 10,5% e deverão se manter em percentual elevado. Tanto que, para os próximos dois anos, a Associação Brasileira das Indústrias de Não-Tecidos e Tecidos Técnicos (Abint) projeta investimentos de 260 milhões de dólares para acompanhar o aumento da demanda por esses produtos e a diversificação de aplicação desses insumos. Tecidos técnicos, como o próprio nome indica, têm desempenho muito determinado, visando praticidade, segurança, economia e durabilidade definida, com inúmeras aplicações, como aplicativos finais em big bags, lonas arquitetônicas e de decoração, lonas de proteção para cargas, piscinas infantis, aquicultura, cintos de segurança, filtros para colete e blindagem de veículos, barreiras infláveis e contentores de poluição marítima, roupas de segurança, esteiras e cintas de amarração e de elevação, etc. Por sua vez, os não-tecidos têm estrutura plana, flexível e porosa, composta de véus, mantas ou fibras de filamento, com aplicações principalmente no revestimento de automóveis, carpetes, cobertu-

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ras agrícolas, entretelas para confecção, lenços umedecidos, roupas descartáveis para a área médico-hospitalar, toucas, máscaras, aventais, jalecos, calças e outros. Presentes nos mais diversos ramos industriais, tecidos técnicos e não-tecidos estão cada vez mais sendo utilizados na fabricação de automóveis, filtros, construções, calçados e descartáveis higiênicos. No caso específico da indústria automobilística, esses produtos são cada vez mais utilizados em tubos de admissão, coifas de câmbio, revestimentos de capô, defletores de ar, isolador do painel de instrumentos, apoio de cabeça, teto pré-moldado, revestimento de porta-malas, parachoques, reves-

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timento dos bancos, tapete do assoalho, isolador térmico e acústico, console, pneus, cinto de segurança e outras aplicações. Agora, têxteis técnicos são utilizados praticamente em todos os lugares, de residências a indústrias, para filtrar gases, sólidos, líquidos (óleos e solventes) e impurezas, alimentos, ar, óleos, minerais, coifas, exaustores

Fabricantes de não-tecidos apresentaram seus produtos

e óleos industriais. Os não-tecidos têm ampla utilização na produção de paramentos médicos, odontológicos e hospitalares, compressas, aventais, toucas, máscaras, bandagens, campos cirúrgicos, wipes, pads, curativos, protetor oftálmico, vestuário para procedimentos e exames, embalagens para esterilização e outras, para reduzir os riscos de infecções hospitalares. Na feira também foram apresentadas palestras sobre otimização das compras de artigos de não-tecidos descartáveis hospitalares, arquitetura têxtil, Perspectivas e o futuro da petroquímica no Brasil, curso de treinamento em não-tecidos e o V Encontro Técnico CTG/Abint Geossintéticos em Solos Reforçados.#


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estante Para orientar o cliente

História da Moda O desenvolvimento da criação de moda em solo brasileiro é investigado no livro História da Moda no Brasil: das influências às autorreferências. Desde o período de implementação da moda industrial, o jornalista e escritor Luís André do Prado e o professor de moda e escritor João Braga compilaram os resultados de uma abrangente pesquisa em sete capítulos, subdividido de acordo com as tendências estéticas e comportamentais predominantes em cada época: Belle Époque (18891918), Anos Loucos (1919-1930), Era do Rádio (1931-1945), Anos Dourados (1946-1960), Tropicália & Glamour (1961-1975), Anos Azuis (1976-1990) e Supermercado de Estilos (1991-2010). O trabalho de pesquisa envolveu consultas a fontes bibliográficas, iconográficas (fontes secundárias) e a depoimentos, coletados com base nos princípios da história oral (fontes primárias), envolvendo relatos de pessoas que atuaram diretamente na construção da moda brasileira, o que lhe dá um sabor especial de história vivida. Livro: História da Moda no Brasil: das influências às autorreferências Autores: Luís André do Prado e João Braga. Editora: Pyxis

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Muitas vezes montar a vitrine certa ou sugerir a combinação perfeita ao consumidor faz com que as vendas subam muito. O livro “Continue na Moda com Isabella Fiorentino”, segundo título da coleção “Na Moda”, traz orientações e dicas de looks para ocasiões pessoais, profissionais e sociais, além de peças-chave e acessórios para o guardaroupa, com ilustrações e itens coringa para montar um visual prático, elegante, moderno e descolado. A publicação é rica em fotos de produções e também ajuda a identificar os diferentes tipos físicos e estilos como romântico, criativo, sensual, esportivo, clássico e como se enquadram em cada um. Livro: Continue na moda com Isabela Fiorentino Editora: Libreria Editora e Ediouro Editora: Nobel

Consumidor Há 20 anos o Código de Defesa do Consumidor entrou em vigor e Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo, apoiou o projeto desde o início. Recentemente, capitaneou uma das mais ousadas ações em prol das boas relações de consumo: “o CDC para todos”, com fóruns para ouvir ideias e propostas dos principais segmentos da economia: Instituições Financeiras; Telecomunicações; Seguros, Alimentos; Varejo e Serviços Públicos, entre outros comumente citados nas listas de reclamações. O resultado deste trabalho se transformou no livro Do Código ao Compromisso: Propostas efetivas para a melhoria dos serviços ao consumidor no Brasil, que teve o apoio de órgãos de defesa do consumidor, dentre os quais Procon, Inmetro e Proteste. O livro tem prefácio de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Livro: “Do Código ao Compromisso: Propostas efetivas para a melhoria dos serviços ao consumidor no Brasil” Autor: Roberto Meir Editora: Padrão


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estante Produção

Além do fashion Seja como fenômeno cultural ou como negócio altamente lucrativo, a moda sempre foi um espelho da sociedade, refletindo as dinâmicas sociais, econômicas e políticas de cada época. Mairi Mackenzie faz uma reflexão sobre o tema ao mostrar que a moda não se limita ao mundo da alta-costura, sendo também manifestação das identidades sociais. Para isso, reúne tendências de design e os movimentos que moldaram a evolução das roupas desde o século XVII e, de modo conciso, identifica o contexto, as características, as obras e os significados mais importantes de cada estilo. O volume mostra as influências e conexões dos grandes criadores da moda moderna, como Paul Poiret, Coco Chanel e Christian Dior, com destaques do design contemporâneo como John Galliano e Marc Jacobs. Nomes de personagens históricos e de celebridades que tiveram e têm papel fundamental ao consolidar e ditar estilos também estão presentes na obra: da imperatriz Maria Antonieta a lady Diana Spencer, de Sarah Bernhardt aSarah Jessica Parker. Livro: Para Entender a Moda Autor: Mairi Mackenzie

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O professor do Senai Vestuário, Renato Lobo apresenta o livro Gestão de Produção, onde reflete sobre a importância do assunto ao destacar os princípios básicos do controle da qualidade total, controle de processos, tipos de planejamento, qualidade pessoal, os impactos da manutenção produtiva total (MPT), custos de manutenção, sistemas de controle e implementação. Aborda também a manutenções corretiva, preventiva e preditiva, o planejamento de ações (5W2H), sistema de gestão, medição de desempenho, gestão de produtividade e vantagem competitiva, ferramentas e estudos de caso, reengenharia e padrões de desempenho. A obra abrange produtividade industrial, controle da produtividade, análises e mudanças de um layout, controle de medidas e carga de máquinas. Livro: Gestão de Produção Autor: Renato Lobo Editora: Editora Érica

Moda na linha Lançado pela professora e coordenadora da Modateca, Izabelle Barros, o livro Linhas da Moda: pesquisa, ensino, empresa e sociedade trata o tema como assunto científico, organizado em artigos sobre as mais diversas questões relacionadas à moda e à forma de fazê-la. Dividido em três volumes, é escrito por doutores, mestres e especialistas que abordam o tema sob aspectos singulares, com ações de extensão universitária, de ensino, o conforto do vestuário, aspectos têxteis, cultura indígena, figurino, balé e outros tantos temas. Título: Linhas da Moda: pesquisa, ensino, empresa e sociedade Autora: Izabelle Barros Editora: Modateca


dica do especialista

Confecção

Zero Defeitos

Luiz Américo Zeballos é Engenheiro Mecânico Eletricista, formado pela Escola Politécnica, na USP

(Parte 2)

Com a política de atuação junto ao pessoal, mencionada no artigo anterior, atingir as metas da empresa passava a ser aspiração de todos. Além de uma recompensa pecuniária, no natal havia o reconhecimento pelo desempenho pessoal. Havia farta distribuição de medalhas e também muitos discursos. A festa de fim de ano era um grande acontecimento. Esse reconhecimento era mais importante do que o prêmio monetário. Era resultado de um acompanhamento durante o ano que fazia com que o interesse fosse mantido sempre em alerta. Com todas as necessidades primárias dos colaboradores satisfeitas, o prêmio tinha o valor de condecoração. Na qualidade de inseridos no sistema consumista, eles estavam habilitados a participar desse tipo de satisfação. Na implantação de programas de ZD dois itens são de suma importância: 1-Aceitação e participação da alta gerência no programa. Enquanto não houver este suporte, nada de-

ve ser iniciado. O pessoal recebe seus padrões dos seus líderes. Eles desempenham de acordo com os requerimentos que lhes são solicitados, por isso deve ficar claro que o padrão pessoal da alta gerência é Zero Defeito. 2-Fazer nascer no colaborador o espírito do artesão. No artigo anterior mostramos alguns passos de como proceder para fazer nascer no colaborador o espírito do artesão. Mais difícil é manter esse despertar num crescendo. Para obter esse crescendo, tínhamos grupos de discussão com um mediador que conseguia obter das pessoas grandes resultados (coach de grupo). Vencidas essas duas etapas, lançávamos o ZD com o seguinte programa de passos: 1-Comprometimento da Gerência. 2-Grupo para melhoria da Qualidade. Objetivo: Estabelecer orientação para o programa de melhoria da Qualidade.

3-Quantificação da Qualidade. Objetivo: Obter informação que permita avaliação objetiva e ação corretiva. 4-Custo Relacionado com a Qualidade. Objetivo: Definir os componentes do custo relacionado com a Qualidade. 5-Ação Corretiva. Objetivo: Estabelecer método para resolver, de forma definitiva, problemas que são encontrados na implantação do ZD. 6-Planejamento do ZD. Objetivo: Fazer análise do status em que se encontram as atividades que participarão do lançamento formal do ZD, para uma possível ação corretiva. 7-Treinamento dos Supervisores. Objetivo: Para definir o tipo de treinamento que o supervisor necessita, de forma a desempenhar sua parte no programa de melhoria da Qualidade. 8-Dia do ZD. Objetivo: Expor todo o pessoal da unidade ao programa de ZD em um mesmo dia.

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em dia FOTO: divulgação

Grifes infantis pela internet

FOTO: divulgação

FOTO: divulgação/MES

Fazer compras on line é coisa de gente grande. No entanto, o e-commerce também já chegou à moda infantil. O grupo Interfeira Eventos, organizador da FIT 0/16 – Feira Internacional do Setor InfantoJuvenil e Bebê, acaba de trazer ao mercado a primeira loja virtual multimarcas de vestuário infantil do país. O site Moda Kids (www.modakids. com.br) oferece aos pais e filhos a praticidade de comprar sem sair de casa. Atualmente, conta com seis grifes, entre elas as renomadas Diesel e Tommy Hiltiger. Dentre os artigos comercializados, estão calçados, acessórios, peças de enxoval e passeio para bebês, além de roupas para crianças e adolescentes de até 16 anos. A expectativa é que até o primeiro semestre de 2012 outras 30 novas marcas passem a integrar o site.

A criatividade e o design no Brasil

O estilista Ronaldo Fraga, o arquiteto e designer gráfico Carlos Perrone e o designer Marcelo Rosenbaum se reuniram em Pomerode, no dia 19 de novembro, para realizarem o Evento Diálogos Criativos. Organizado pelo Orbitato, Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design, reuniu cerca de 200 pessoas, dentre elas industriais, estúdios de design, fotógrafos, escritórios de arquitetura, entre outros. O objetivo do encontro foi discutir formas de criar e integrar indústria, artesanato e autoralidade. Os três palestrantes debateram junto com Celina Refosco, diretora do Orbitato, como usam a criatividade e o design nas suas carreiras. Todos concordam que o Brasil é um país extremamente rico, está sendo descoberto pelo mundo e precisa aprender a valorizar a criatividade de seu povo.

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Uma ação que deu certo

O projeto Costurando o Futuro é resultado de uma parceria entre a Fundação Volkswagen, a Prefeitura de São Bernardo do Campo e a Associação Mundaréu, que está em ação desde 2009. Recentemente, formou o primeiro grupo de 18 empreendedores, que criaram a companhia Tecoste (Tecido, Costura e Arte). Pelo programa, os participantes aprendem a costurar, contam com apoio psicológico e aulas de empreendedorismo. A Fundação Volkswagen doa uniformes usados por funcionários, amostras de tecido automotivo e até cintos de segurança para que sejam transformados em novos produtos, como necessaires, bolsas, aventais, entre outros. Os empreendedores trabalham na oficina de costura montada na Sedesc, Secretaria de Desenvolvimento Social de São Bernardo do Campo, onde já criaram três linhas de produtos, com mais de 30 itens.


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Feiras para Noivas

As feiras especializadas são ótimos meios para os confeccionistas exporem seus produtos, tanto para os lojistas quanto para consumidores finais. Em 2011, a Expo Noivas & Festas realizou cinco edições no eixo RJ-SP e teve um volume de negociações em torno de R$ 82 milhões. Para o próximo ano, a Goal Promoções & Feiras, empresa que organiza o evento, já divulga suas próximas edições. São cinco edições confirmadas, com a expectativa de abrir mais uma opção de data, segundo José Luiz de Carvalho Cesar, diretor e organizador da Expo Noivas & Festas. Em 2010 este setor movimentou no Brasil cerca de R$ 10 bilhões e a expectativa é que em 2011 tenhamos aumento de 10%. Confira a agenda de eventos da Expo Noivas & Festas 2012: São Paulo EXPO NOIVAS & FESTAS SP 2012 Local: Centro de Exposições Imigrantes Data: 19 a 22 de janeiro de 2012 EXPO NOIVAS & FESTAS SP 2012 Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo Data: 28 de abril a 1 de maio de 2012 EXPO NOIVAS & FESTAS SP 2012 Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo Data: 11 a 14 de outubro de 2012 Rio de Janeiro EXPO NOIVAS & FESTAS SP 2012 Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo Data: 16 a 20 de maio de 2012 EXPO NOIVAS & FESTAS RJ 2012 - Edição Primavera Local: NorteShopping Data: 19 a 23 de setembro de 2012 http://www.exponoivas.com.br/

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FOTO: divulgação

FOTO: SAWARY/divulgação

em dia

Première Brasil Primavera/Verão 2013 já tem data marcada

O maior salão latino-americano especializado em matérias-primas para a indústria da moda ocorre nos dias 18 e 19 de janeiro, em novo local: Expo Center Norte, em São Paulo. Além de vários estandes com ofertas de tecidos, denim, fios, fibras, acessórios e design têxtil para estamparia, o salão também promove a Conferência de Moda exclusiva Première Vision, apresentada pela Diretora de Moda Pascaline Wilhelm. O Fórum de Tendências, juntamente com a Cartela de Cores, ajudará os participantes a saberem, em primeira mão, que rumos irão tomar as coleções futuras, tanto em cores e estampas, até cortes e modelagens que estarão em voga. Os organizadores do evento, Fagga l GL exhibitions, com o Première Vision, esperam um volume maior de negócios, pelas medidas anunciadas pelo governo com o Plano Brasil Maior, que influenciou a confiança dos expositores e parceiros.

Moda especial

O Fashion Weekend Plus Size 2012, evento de moda de grifes para tamanhos especiais, já tem data marcada: a primeira edição do ano acontecerá nos dias 11 e 12 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca. O evento espera receber cerca de dois mil convidados durante os dois dias de desfiles e Salão de Negócios.


Consumidor brasileiro de vestuário

Para compreender melhor o cenário atual da indústria de confecção no Brasil e oferecer a possibilidade de traçar estratégias mais acertadas de negócios, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) acabam de concluir a Pesquisa sobre Usos, Hábitos e Costumes do Consumidor Brasileiro de Vestuário. O estudo, que ouviu consumidores das principais capitais do Brasil, identificou os hábitos dos consumidores e a existência de uma forte relação deles com a moda. Algumas características presentes nas peças de vestuário e artigos de moda foram consideradas muito importantes no momento da compra: conforto, bom preço, qualidade e durabilidade. Também foi identificada uma grande demanda de consumo interno decorrente do crescimento econômico. A questão da aquisição de produtos têxteis e de confecção pela internet também foi trabalhada. A pesquisa concluiu, entre outras informações, que: * apenas 27,1% dos entrevistados costumam olhar as etiquetas das peças de vestuário para saber a origem do produto: * as mulheres são as maiores responsáveis, com participação de 84,6%, pela escolha de peças de vestuário/artigos de moda para si próprias ou para membros da família; * as lojas de rua são o local preferido para compra de 56,2% dos entrevistados, sendo que quanto mais jovem o consumidor, maior a preferência pelas compras em shoppings; * somente 15,2% dos consumidores já compraram peças de vestuário/artigos de moda pela internet; * No Brasil, a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a região Norte apresentou o maior índice: 7,4%; * televisão é apontada como principal fonte de informação sobre moda, com participação de72%; * a maneira de vestir das personalidades (artistas, modelos, cantores e jogadores de futebol) influencia 62,2% dos entrevistados, sendo que as mulheres são as mais influenciadas, com 70,7%; Os resultados estão disponíveis nos sites do MDIC (www.mdic.gov.br) e da Abit (www.abit.org.br), onde é possível ter acesso a diferentes informações por meio de filtros e obter os dados completos da pesquisa quantitativa.

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TECNOLOGIA

Sem bolinhas Nova tecnologia fabrica fios que possibilitam tecido mais resistente ao piling, garante o fabricante POR LAURA NAVAJAS

FOTOS: DIVULGACÃO

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ma roupa que quase não faz bolinhas, com um tecido macio, sem deformação. Isso é o que promete a tecnologia Vortex®, sistema trazido ao país pela Adatex, empresa paulistana produtora de fios. A tecnologia possibilita que a ponta da fibra seja direcionada para o centro do fio por meio de um sistema de jatos de ar. O núcleo do fio não é torcido durante a sua formação e a outra ponta, por sua vez, forma uma camada externa, que cobre as outras fibras. “Isso deixa a superfície uniforme, inclusive para fibras acrílicas”, garante Daniel Mehler, diretor da Adatex. No caso da malha, deixaria a peça lisa e resistente à formação de bolinhas na superfície, depois de lavagens caseiras. Os fios revestidos também seriam adequados para camisaria e tricô, também. Além disso, com a tecnologia também é possível oferecer mais opções de mescla nos fios elastizados para os fabricantes de denim. Por fim, pela sua resistência ao piling, à abrasão e à lavagem, absorção de

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umidade superior e estabilidade contra deformação, são muito adequados para roupas casuais, cama e banho e outras muito lavadas em casa. O equipamento, conhecido por Sistema Vórtex, fabricado pela japonesa Murata, além de produzir o fio especial reduz o tempo do processo de fiação, já que incorpora três etapas do processo tradicional, maçaroqueira, filatório e conicaleira. A Adatex conta com mais de 50 anos de experiência em produção de fios. Para a produção do Vortex®,

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expandiu seu parque industrial com a inauguração de uma unidade em Jacareí, interior de São Paulo, contando com capacidade instalada inicial de 200 toneladas. A fiação iniciou sua produção há cerca de três meses, em área que comporta a instalação de mais uma fábrica, para atingir um total de 800 toneladas, que pode ser inaugurada no segundo semestre de 2012, se o mercado permitir, de acordo com o gerente de desenvolvimento e inovação José Francisco Cestare.#

Novo parque industrial para nova tecnologia


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