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24.5.1972

Some, Lúbrica Ilusão Estonteante! Ocaso, aparentemente, Invencível... Já a falhar, porém, Força Negativista, Com o firme mergulho. De coragem, então, De ferro um pulso! Segura o gelo nas entranhas, Que o calor eterno Já te aquece!

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20.6.1972

Rica Várzea! Vasto Riso! Ar Tranquilo! Par trancando O Paraíso?!

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28-6-1972

Infinito, que me estufa a alma, Absoluto, que fascina e encanta. Viaja minha alma Pelo eco do sem-fim! Vive, plenamente, assim, Mesmo nos tremores cruéis. Debate-se, no combate da sustentação Do aconchego da Luz.

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6.7.1972

Convulsão... Raio! Tempestade! Placidez luminosa! Tortura enigmática Maquina-me a ruína... Culmina! Secou-se De esperança A mina. Ensaia o vendaval! Mudar não quero, Placidez. O sonho, esperar um Dia, Em que meu sangue ferveria, E cada coisa em seu lugar, Para se entender o amor E se poder amar! Assim, Placidez. Assim mesmo, Como há anos, Na certeza do Dia, 18


Mesmo que Desiludida nos reveses. Dia, รณ Dia, Onde estรกs? Sol, vens apontando! Clareia Logo Estradas E Manรกs!

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21-11-1972

Sonhos, Não sei dizer as vezes, Tantas, que nem conto. Invade-me o mundo de criança A sua busca sedenta. Brinco com as ideias que me atacam! Avanço destemidamente no tablado! Senhora, Senhora pientíssima, Estufa-me a vida cheia de estrelinhas, Desatando o nó que eu segurando vinha!

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Alma em mergulho  

Os sentimentos que animam os poemas, na verdade, são os que sempre deram substância à reflexão lírica. No meio de tudo desponta, como não po...

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