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TAMPOgrafia em TECIDO nova etiquetagem de dados

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vem aí a FEBRATÊXTIL feira de negócios


EDITORIAL

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Título/Marca _ TerraNova Comunic CNPJ 02.206.278/0001-45 / NAE 58822100 // Certificado Digital _ NF@ Correspondência _ Rua Kátia 91, Casa 1 Pq São George / 06708-130 Cotia/SP Brasil

Da primeira fundição ferrífera das Américas pelo voluntariado do capitão Affonso Sardinha (o Velho), no Cerro d´Ybyraçoiaba à Real Fábrica de Ferro de São João do (Rio) Ipanema [hoje, parte de Iperó, no interior paulista], o Brasil paulistano deu ao Visconde Mauá (Irineu Evangelista) a visão de uma Nação única e industrialmente poderosa que, infelizmente, a monarquia imperial recusou; entretanto, essa visão perdurou no espírito empreendedor de outros empresários e, em pleno Século 21, eis que o Brasil continua o mesmo celeiro de matérias-primas, mas sendo agora a terra prometida para o novo empresariado que faz desta Nação uma ponte para o progresso mundial. Ah, sim, falta à gente brasileira, e principalmente aos seus políticos, a visão desenvolver localmente, fazer girar o progresso globalmente. Ainda não está emergindo no pensamento brasileiro, salvem-se honrosas exceções, que esta Nação é o berço das futuras gerações industriais, assim, é preciso que brasileiras e brasileiros percebam a riqueza que têm nas mãos e façam valer isso em políticas estratégicas e, principalmente, via políticas educacionais. Quando escrevi Do Fabuloso Araçoiaba Ao Brasil Industrial [Portugal e Brasil, 2011], um dos meus livros acerca da luso-brasilidade, percebi a indiferença acadêmica local sobre o assunto. E parece-me que a mentalidade acadêmica no Brasil está ainda, em geral, colonizada, petrificada. Pessoas de outras nações que tomam conhecimento do que é o Brasil das matérias-primas ficam pasmas pela inércia acadêmica e política que por aqui campeiam. Esta é a terra prometida para a gente empreendedora e que _ João Barcellos decide, mesmo em vanguarda, os destinos da humanidade.

Revista Impressão & Cores - ed. 130

Celeiro de Matérias-Primas o Brasil é a Terra Prometida...

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Edição _ Cristiane Ramos [MTb 39615] & João Barcellos

ANOTAÇÃO 09 Impressão _ QuatroCor Gráfica e Editora

- A Tecnologia Digital Pede Passagem Eliel Schmiko (America UV)

Web + Assessoria Técnica _ Georg Hans revista.ic@uol.com.br

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www.impressaocores.com.br Fones _ 55 11 2690.2021

SUMÁRIO

João Barcellos [WhatsApp]

MERCADO 04 e 05

11 999665246 Junior | [WhatsApp ] 11 96898.3230

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- COALA | Magneto & Comunicação Visual - Entre Nimes e Genova - JOBPLAS _máquinas de solda para rígidos e flexíveis - Claudio Grando e os Têxteis

VITRINE EMPRESARIAL 07 - Imprensa Técnica & Mercados

PERSONALIDADE 07 - Sr. Pompeu

ESTAMPA & MODA 08 - Indústria 4.0 / AUDACES - Tampografia & Tecido. REVISTA

Ano XI - Edição 130 - Outubro, 2018 ISSN 2176 / Distribuição Gratuita

ESPECIAL 11 - Entre a Lã e o Látex

NOSSA CAPA 12 - MOGK, 45 Anos

TECNOLOGIA 14 - Têxteis. E Agora? - Pneu Inteligente

As Feiras

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O desencanto com a política levou parte do empresariado a não investir..., a esperar para ver. Esperar? Esse foi o dilema e algumas empresas pagam agora um ´pato´ mal cozinhado. É verdade. Diante das fragilidades políticas urge, sempre, reinventar a sociedade industrial, alavancar outros modelos, criar oportunidades. E é aqui que entram as feiras de exibição de produtos. Ora, esperar para quê? Quem paga as contas? Mostrar o que se faz de melhor é o remédio que sempre deu certo na sociedade industrial.


JOBPLAS MERCADO

Máquinas de Solda para Flexíveis e Rígidos c/ Acionamento Pneumático No âmbito das Normas NR12, de segurança no trabalho para máquinas equipadas com peças móveis, a JOBPLAS ajustou as suas próprias aplicações e desenhou

COALA Magneto & Comunicação Visual

novos produtos. Senior S10 Automática, para solda de laminados PVC, com puxador de bobina, esteira de saída e protetor de manobra. Ideal para produção contínua de embalagens flexíveis.

Coala Magnético é uma película branca mate de PVC imprimível com uma camada magnética preta no dorso. Este suporte magnético tem um design Revista Impressão & Cores - ed. 130

especial para ser utilizado sobre materiais de ferro ou aço. A película oferece vantagens para quem gosta de produzir comunicação visual e causar boa impressão, além de que é de fácil aplicação e recolocável; e, sendo resistente à água, é também uma alternativa em sinalização submersa. Master S10 MDE, para solda de embalagens flexíveis e rígidas, com puxador de esteira e protetor operacional. Ideal para blister (cartela/bolsa de plástico) e hot stamping. Estes equipamentos JOBPLAS obedecem às normas de segurança e entram na

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linha operacional das empresas que produzem embalagens invioláveis. A robustez e a qualidade industrial dos equipamentos JOBPLAS é garantia de sucesso empresarial em qualquer

Entre as vantagens do Coala

JOBPLAS // Fone 11-3974.8833 e Cel. 11-8174.3153 | 19-2134.1032

Magnético estão campanhas publicitárias de produtos e de identificações; e como se presta à confecção de banners [em equipamentos Eco-Solvente, UV e Látex], é uma ótima opção para decoração de interiores e festas, além de exposições de arte digitalizada. antalis.com.br

O magneto feito manta para suporte de arte e comunicação visual é parte do nosso cotidiano... João Barcellos | Lisboa

Claudio Grando e os Têxteis Quando nos deparamos com o ´novo´ pressentimos que ´algo se foi´. A entrevista de Cláudio Grando acerca da Indústria Têxtil 4.0, na Febratex 2018, mostrou que essa é a situação da maioria dos empresários, principalmente entre pequenos e médios. «E agora», eis a angústia que o próprio Grando tentou sanar sob a perspectiva de uma tecnologia que chegou para garantir tempo de recriação e custo-benefício a quem faz dos têxteis um ciclo de vida. É hora de mudança... GRANDO, Claudio | Audaces


Entre NIMES e GÊNOVA

Quando falamos de jeans referimo-nos habitualmente a calça, camisa ou jaqueta jeans. Entretanto, a realidade da peça é outra... A palavra jeans não diz do tecido. Tem a ver com a genialidade mercantil de Levi Strauss. A palavra jeans vem da criação de uma calça-macacão para mineiros na época da corrida ao ouro nos EUA: a calça tipo five-pockets, um modelo com 5 bolsos: 2 frontais, 1 para guardar pepitas (hoje, o isqueiro, a camisinha ou ou o pendrive...), 2 traseiros, todos reforçados com rebites, uma inovação na época e que veio a marcar o vestuário em geral.

vendida para os estaleiros navais de Gênova. Ora, o que vestimos (calça, camisa ou jaqueta) não é jeans, é denim.

Denim é o tecido obtido a partir do algodão trançado com o qual se produz o jeans. Este tipo de tecido já era utilizado em Gênova, região italiana da Ligúria, nos Anos 80 do Século 18, mas a tecelagem era feita na região francesa de Nimes, que empresta o nome à designação [tecido de Nimes = denim].

A saber: 1- jeans = peça || denim = tecido || índigo = cor; 2- Blue: “Le pantalon le plus célèbre du monde serait bleu [...] Inventé au milieu du XIXe siècle aux Etats-Unis par Levi”

E quando escutamos alguém falar sobre blue jeans, precisamos saber que a expressão francesa vem de bleu de jenes, q.s., o azul de Gênova, pois, quase toda a produção era

E o índigo? É o corante aplicado para tingir o denim e obter o tom azul [produto extraído a partir de um corante azul oriundo de plantas como indigofera]. Hoje, os termos jeans e denim popularizaram-se tanto que até gente que vende vestuário se engana nas referências técnicas.

BARCELLOS, João | in “Jeans & Denim”, palestra. Blumenau/SC, 2014 e Cotia/SP; Itapeva/SP e Fortaleza/CE, 2015.

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uma viagem com denim, jeans e índigo embarcados e sem etiquetas

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VITRINE EMPRESARIAL

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De evento em evento, reportagem em reportagem, há mais de dez anos um encontro acontece nos bastidores: Jorge Cristina [da Argentina], Júnior e João Barcellos [do Brasil]. E o ´papo´ é simples: relações de trabalho, novas tecnologias, perspectivas para a Comunicação Social, física e digital, que trata dos Mercados envolvidos na Comunicação Visual, como têxteis, gráficos, fabricantes de tintas, e etc., mundos de um universo cuja vastidão não é mensurável. Sim, e o ´papel´ da Imprensa Técnica não é vender, mas divulgar produtos e sua aplicabilidade criando uma cultura mercadológica necessária à demanda de opções por parte dos públicos-alvo. Jorge Cristina, Júnior e João Barcellos têm tido a preocupação de juntar ideias e sentir a palpitação dos mercados, daí a interatividade dos veículos que dirigem com o empresariado. Imprensa Técnica é um ´farol´ que reflete a criatividade artesanal e industrial, por isso, estes ´papos´ editoriais focam o que existe e o que vem por aí...

Imprensa Técnica & Mercados...

Jorge Cristina, Júnior e João Barcellos

PERSONALIDADE

Sr. Pompeu 25 Anos de Eventos Corporativos

Diretor da FCEM, empresa organizadora de mostras industriais, e principalmente da FEBRATEX, feira-polo que é referência nas Américas para têxteis e comunicadores visuais, ele é um empresário focado naquilo que lhe é mais grato: o trabalho em desenvolvimento. Do sul ao norte, ele (e sua equipe, na qual se inclui o filho Helvinho) trata “o Brasil como um todo que tem de progredir em harmonia comercial e industrial para assegurar o bem social”, como é hábito seu dizer. Com a 16ª Edição da FEBRATEX, em agosto de 2018, ele, Helvio Roberto Pompeu Madeira, completou um ciclo de 25 anos de sucesso em eventos corporativos. Registro este momento para celebrar, também, o fato de ser ele um dos raros empresários de eventos que trata a Imprensa pelo que ela representa social e comercialmente. _ João Barcellos


ESTAMPARIA & MODA

Indústria 4.0 & Têxteis

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da automação da produção ao provador digital

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TAMPOGRAFIA EM TECIDO Um dos sistemas de estampar mais utilizados na identificação de objetos e sinalização de dados operacionais é a Tampografia. Agora, a Kent do Brasil vem apresentando a GP 100 N, uma máquina tampográfica para tecido. Isso mesmo!... Este modelo, também conhecido como Tagless, estampa a etiqueta identificadora no tecido; assim, ele substituiu em muitos casos a etiqueta tradicionalmente bordada.

Pensar e agir pela qualidade de produtos e a interação de quem os vai usar. Sim, uma espécie de ´pronta-a-vestir´ | ´veja, prove, pague e leve' é o que temos pela frente nos ramos do vestuário e moda, principalmente estes. A badalada Indústria 4.0, que é a aplicação nano-eletroeletrônica em todas as linhas de produção para evitar desperdícios, cabide de empregos para inúteis e modelar tudo por um custo-benefício bom para todas as partes, chegou aos têxteis com a velocidade de um raio... e, desta vez, com o empenho de empresas brasileiras, entre elas a Audaces. Já na Febratex 2016 a Audaces apresentou [e a Revista I&C noticiou] equipamentos na Linha Audaces 360, ou seja, a cobrir automaticamente a escolha e o corte de peças para confecção e estampa, facilitando a criação; agora, na edição 2018 da mesma feira, chegou com a ´linha´ reforçada – a saber: o Provador Virtual. O equipamento registra [fotografa digitalmente] as posições de uma pessoa e os dados vão para arquivos a serem trabalhados para gerarem uma ´prova´ digital para vestuário e estampas. Na vanguarda da Indústria 4.0, a Audaces prova que o Brasil é o mercado da vez...

Tagless é uma forma de estampar que agiliza a produção com um custo-benefício difícil de alcançar com outros sistemas. Por outro lado, este sistema utiliza a aplicação com clichê aquaflex e clichê laser, o que permite uma produção ecológica. kentpp.com | 11 3238.5700


ANOTAÇÃO A TECNOLOGIA DIGITAL PEDE PASSAGEM Sergio, Manoela e Fabrício

Até alguns anos, os trabalhos em impressão digital eram apontados como aqueles que ofereciam qualidade inferior na comparação

não viável a relação custo-benefício para médias e grandes tiragens. Mas o setor amadureceu. Os fabricantes de equipamentos e softwares digitais investiram em inovadores sistemas InkJet, que inserem cores em uma gama de produtos industriais, e o leque de possibilidades da tecnologia digital transcendeu o modelo comercial e alcançou novos segmentos, com um agregador de qualidade: os sistemas UV não necessitam de solventes, tornando o processo ecologicamente responsável. Com o baixo índice de VOC, ganha o meio ambiente e a saúde de quem atua diretamente nas estações de impressão. A secagem instantânea aumenta a produtividade e diminui o tempo de entrega, além de garantir economia na conta de luz da gráfica. Com isso, a impressão digital passou a ser o passaporte carimbado para a personalização de produtos, atendendo a vários mercados. A estabilidade, a resistência a intempéries, a fidelidade de cores e a redução de distorções dos impressos UV são fatores diretamente ligados à tecnologia embarcada nos equipamentos, como os modelos híbridos e modernos sistemas de corte para refile dos impressos. As impressoras digitais também ganharam velocidade e comportam formatos industriais diversos, depositando tinta em materiais rígidos, flexíveis ou em folhas soltas, atraindo clientes de segmentos industriais distintos. O papel, protagonista no passado, hoje é apenas um dos substratos da nova era. Quando se trata de UV curable, o leque de possibilidades abrange vidro, acrílico, alumínio, metais, couro, madeira, policarbonato, polietileno, BOPP, tecidos, filmes, PVC e OS, entre outras mídias inéditas. As tintas digitais, que garantem a ancoragem e fixação em superfícies mais complexas, extremamente lisas e com alta densidade, são as responsáveis pela novidade. O controle da transparência é outro fator de inovação, possibilitando decorar em vidros, acrílicos e outros, inclusive utilizando a cor branca. As gráficas que imprimem em digital serão, cada vez mais, a ponte para conectar empresas e seus consumidores.

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Eliel Schemiko | diretor da America UV,

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com o offset e o silk. Além disso, se considerava

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Provador Digital


Lã e o Látex um Intelectual chamado Ferreira de Castro

ESPECIAL

Entre a

JC Digitex

Poucos intelectuais alcançaram a maturidade na literatura e, um deles, vivenciou-a na autenticidade cotidiana, quer nos meandros da então dita indústria dos panos quer na extração do látex. Entre as vivências um oceano de incertezas e a esperança de dias melhores. Ele é Ferreira de Castro, um dos mais notáveis escritores da lusofonia, autor de A Selva (1930) e A Lã e a Neve (1947), tendo ousadia e fé. Nas páginas amazonenses está um jovem a curtir as vicissitudes políticas e sociais de um Portugal que o rejeita por ser isso mesmo, um jovem a querer uma nação que o surpreenda e se vê empurrado para uma selva distante e aí se distingue no meio seringueiro; nas páginas lusitanas é outro jovem que galga espaço social, cria família e vira tecelão, mas a viver a mesma problemática de uma nação que dele se esconde. Entre a lã e o látex de tais páginas surgem os universos dos têxteis e da borracha, ramos tão industriais quanto artesanais em pleno Século 20, no início e no estertor da 2ª Guerra Mundial. São quadros literários de canetadas realistas a registrarem paisagens humanas de sub-proletariado, sobrevivências no limite do niilismo psicológico entre a cidade e a ruralidade, algo que, muito antes, Eça de Queirós havia ´atirado´, quais borrões poéticos, para as páginas de A Cidade e as Serras (1901) a fazer soar a decadência

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como palco-paisagem o amazônico Rio Madeira, de um lado, e a íngreme Serra da Estrela, do outro lado. Ambos os meios a exigirem

sociopolítica que iria dominar Portugal e o Brasil, e ainda domina... Na construção dos ´panos´ e das ´rodas´ eis civilizações que se cruzam novamente depois da era caraveleira, um mercantilismo (ab)usado pela brutal desumanização que faz das pessoas peças em leilão, ou peças em linha de montagem. A leitura realista de Ferreira de Castro é lida por milhões de pessoas em diversas línguas e o mundo passa a conhecer melhor a lusofonia na sua nudez sociopolítica e mercantil. João Barcellos [in “120 Anos Do Nascimento De Ferreira de Castro” | entrevista para noetica.com.br], 2018.

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Permitir a “ousadia geradora de criatividade é permitir ir além de nós mesmos” [Barcellos, 2012],

CAPA

pelo que “o resgate da memória industrial sulamericana passa necessariamente por estudos acerca da imigração que trouxe Blumenau e Mogk, entre outros, gente de bravo empreendedorismo cuja memória ainda é esteio da sociedade e da indústria no sul brasileiro” [Barcellos, 2016].

MOGK

Expressão maximizada do empreendedorismo

45 ANOS

iluminou a estamparia, e o fez como num passe de

enquanto tal, Walter Mogk foi o industrial que mágica, ou no espaço da troca de carvões do projetor cinematográfico: sim, a estampa precisava de ajustes localizados que só a serigrafia, então,

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poderia oferecer, e ele desenhou e construiu equipamentos para estamparia têxtil-serigráfica de Blumenau para o Mundo. Estabelecida em 1973 na região serrana e industrial de Blumenau, no Estado de Santa Catarina, a MOGK é uma empresa com um histórico familiar cuja força está no desenvolvimento permanente de alternativas de produção industrial de máquinas e equipamentos para as áreas de estamparia e vidraçaria, e este conceito continua vivo, porque ao celebrar 45 anos

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de ininterrupta atividade a empresa é uma vitrine da evolução tecnológica que move o Brasil moderno. Tanto no ramo da estamparia quanto no da vidraçaria, a Mogk não é somente fabricante de equipamentos, a empresa projeta e fabrica componentes essenciais ao bom desempenho das máquinas, como por exemplo, resistências elétricas. Nos dias de hoje, os irmãos Ingo, Haraldo e Ralf continuam a história industrial iniciada pelo pai Walter Mogk a partir de uma área anexa ao Cinema Mogk... onde foi estabelecida a oficina mecânica da família em convívio direto com a natureza do rio Itajaí Açú... Resgatar a história da empresa MOGK é resgatar princípios de idoneidade e de excelência industrial observados e aplaudidos em todos os recantos onde uma peça ou uma prensa mogkiana estejam ativas!

João Barcellos | escritor e historiador || Notas: 1- in FALEMOS DE WALTER MOGK, na apresentação do livro IMAGEM ESPECIALIZADA NOS BASTIDORES DA COMUNICAÇÃO VISUAL, Febratex 2012, Blumenau; Livro, Ediç Edicon (Brasil) + CECHC (Portugal), 2012. 2- in DE BLUMENAU A MOGK PASSANDO POR HERING, da palestra na Fespa 2016, São Paulo.


www.ampladigital.com.br

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TECNOLOGIA

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Têxteis. E agora?

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A verdade é que a indústria têxtil no seu todo é repensada de tempos em tempos, diante de tecnologias que a favorecem produtivamente e que, por outro lado, diminuem os recursos humanos que nela fizeram carreiras e, em todos os continentes, alimentou milhões de famílias. A verdade é que... Tudo é diferente dos velhos teares e dos campos de algodão polvilhados de camponeses: as colhedeiras automáticas e dirigidas por computadores evitam desperdício e em pouco alteram o meio ambiente; dos camponeses restaram poucos e, estes, tornaramse tecnólogos no custo-benefício entre a safra, a confecção e o produto final. É verdade, também, que até alfaiates e costureiras viraram ´artesãos de luxo´ no meio da indústria robotizada, despersonalizada. É verdade... a humanidade faz escolhas na demanda de sociedades mais ativas, às vezes sem pingo de humanidade, e ela mesma ainda não sabe responder como vai moldar e costurar tal modelo de indústria têxtil. Soluções virão, mas a agonia entre os velhos teares e os campos d´algodão perdura. Diante das tecnologias e do lucro questiona-se: e agora?... João Barcellos | Coimbra

Educação Ambiental e Tecnologia ... Enfim juntas!

PNEU INTELIGENTE

A conscientização ambiental é atualmente a grande busca da humanidade. Análoga a esta, encontra-se a procura por melhorias nas questões relativas à mobilidade, através de alternativas sustentáveis e ecológicas, formalizando uma espécie de trinômio que aborde os aspectos referentes à melhoria do transporte, utilizando combustíveis renováveis, que não gerem poluição ambiental. Nesta linha de pensamento, envidam esforços hercúleos os cientistas, a pesquisar os mais avançados resultados auferidos por concepções e desenvolvimentos que possam solucionar esta equação. O veículo elétrico apresenta as melhores oportunidades para esta solução, porém ainda perdura um fator depreciativo, denominado como “ansiedade de autonomia”, o qual impacta na opção do usuário, pela preocupação no abastecimento da bateria, podendo dificultar o mesmo a atingir seu destino. Desta forma, os estudos sobre o “pneu inteligente” reúnem fatores que convergem para a resolução deste ponto que ainda dificulta ao veículo elétrico em se consolidar como alternativa para estas melhorias ambientais. Dentre as aplicações das mais atuais tecnologias verificadas no presente estudo, destaca-se a nanotecnologia, face ao seu teor avançado em termos de concepção e complexidade. A nanotecnologia aplicada no pneu ao longo de seu funcionamento transforma o calor gerado pelo seu atrito com o solo, bem como suas deformações em trabalho, em energia elétrica que vai alimentar a bateria do veículo elétrico. Integra-se a estas tecnologias, a possibilidade de serem tratadas as rodovias para que as mesmas façam parte do sistema que vai permitir a melhoria da performance dos veículos elétricos, através do “retro abastecimento”, por meio de reaproveitamentos de energias geradas e dissipadas pelo pneu inteligente ao longo do trajeto percorrido por este veículo. O cenário vislumbrado coloca em destaque o pneu inteligente na melhoria da autonomia do veículo elétrico, devendo haver uma correlação destas tecnologias citadas com o aparelhamento de estradas, a exemplo de resultados positivos auferidos com aplicação de eletrodos sob o asfalto. O pneu inteligente é efetivamente o caminho para se conquistar as reduções de utilização de combustíveis derivados de petróleo, bem como a eliminação da poluição gerada pela queima dos mesmos, consolidando a adoção de veículos elétricos com autonomia adequada às expectativas de utilizações.

Colabore com a Civilização, instale e utilize energia renovável!

Pedro Fabiano | Engenheiro Industrial, Professor Universitário e Consultor em Tecnologias e Processos.


Revista Impressão & Cores | Edição 130  

Edição 130 - Ano XI - Outubro de 2018

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