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Sumário Sinopse .......................................................................................................................................................................................... 9 Prólogo ........................................................................................................................................................................................10 Capítulo Um ...............................................................................................................................................................................17 Capítulo Dois .............................................................................................................................................................................29 Capítulo Três ..............................................................................................................................................................................42 Capítulo Quatro .........................................................................................................................................................................52 Capítulo Cinco ...........................................................................................................................................................................66 Capítulo Seis ...............................................................................................................................................................................85 Capítulo Sete ..............................................................................................................................................................................98 Capítulo Oito .......................................................................................................................................................................... 114 Capítulo Nove ......................................................................................................................................................................... 130 Capítulo Dez ........................................................................................................................................................................... 137 Capítulo Onze ......................................................................................................................................................................... 156 Capítulo Doze ......................................................................................................................................................................... 164 Capítulo Treze......................................................................................................................................................................... 178 Capítulo Quatorze .................................................................................................................................................................. 196 Capítulo Quinze...................................................................................................................................................................... 212 Capítulo Dezesseis ................................................................................................................................................................. 221 Capítulo Dezessete ................................................................................................................................................................. 231 Capítulo Dezoito .................................................................................................................................................................... 252 Capítulo Dezenove ................................................................................................................................................................. 263 Capítulo Vinte ......................................................................................................................................................................... 271 Capítulo Vinte Um ................................................................................................................................................................. 286 Capítulo Vinte Dois ............................................................................................................................................................... 304 Capítulo Vinte Três ................................................................................................................................................................ 324 Fim ............................................................................................................................................................................................ 330


Sinopse Ariel Hamm sempre teve um coração terno. Seu amor por sua irmã, Carmen, e sua melhor amiga, Trisha, sempre foi a prioridade em sua vida. Mas aos vinte e oito anos, ela está pronta para começar a se concentrar no que quer. Depois que seu noivo termina inesperadamente, ela está procurando redefinir quem realmente é. Uma piloto para a Boswell International, mas sabe que voar não é seu amor. Infeliz, ela finalmente toma uma decisão com base no que ela quer, viver na propriedade que comprou em Wyoming e cuidar dos animais perdidos e negligenciados que sempre conquistaram seu coração. Seus planos mudam de repente quando ela se encontra em um navio de guerra para um planeta distante. Determinada a nunca deixar outro homem distraí-la de seu sonho ou quebrar seu coração, Ariel faz planos para escapar e voltar para casa, não importa o quê. Mas ela não contava com o homem alienígena que está tão determinado a mantê-la ao seu lado! Mandra Reykill nunca esperou encontrar sua verdadeira companheira tão inesperadamente, ou tão dolorosamente. Ele sabe que seu irmão mais velho está voltando para casa com sua verdadeira companheira e suas amigas, mas nunca suspeitou que sua verdadeira companheira pudesse estar entre as mulheres. Seu dragão a reconhece imediatamente e se apaixona pela delicada beleza. Sua simbiose está encantada com seu toque gentil e bondade. Infelizmente, tudo o que o homem Mandra recebe é uma mulher obstinada recusando-se a reconhecer sua reivindicação sobre ela e determinada a escapar dele no primeiro momento disponível. Para completar, sua vida agradável e organizada de repente vira de cabeça para baixo quando ele descobre que sua casa, e seu navio de guerra, estão infestados com criaturas de toda a galáxia que estão tão encantadas por sua companheira como seu dragão e sua simbiose. Agora, ele precisa encontrar uma maneira de convencer Ariel que ele é o alienígena certo para ela, enquanto tenta manter sua sanidade! No entanto, ele não é o único alienígena que quer reivindicar Ariel. Mandra pode convencer a mulher humana teimosa que capturou seu coração que seu futuro juntos pode ser seu novo sonho antes que ela escape dele para sempre?


Prólogo Ariel Hamm se inclinou sobre o papel à sua frente, estudando cuidadosamente as equações. Ela mordeu o lábio enquanto trabalhava nos problemas. Queria que o resto do trabalho fosse feito para que pudesse ter algum tempo livre antes de dormir. Estava terminando a última quando um grito agudo rompeu o silêncio. Sua cabeça se ergueu e sua boca se abriu para formar um pequeno O. Ela olhou com olhos arregalados para o homem grande sentado a sua frente lendo o jornal antes de saltar de seu assento e descer pelo corredor. Henry Hamm balançou a cabeça e observou como sua filha de seis anos de idade decolou como uma bala antes de soltar um suspiro. Ele se perguntou o que ia ser desta vez. Chegou até a porta que levava ao banheiro, enquanto Anna Hamm passava agitada. Ele abriu os braços e envolveu-os em torno de sua esposa que estava murmurando maldições sob sua respiração. Olhando para a cabeça de sua esposa, viu Ariel curvando-se na banheira. Ela tirou algo de lá, suavemente embalando-o em seus braços. Quando se virou, seus grandes olhos castanhos estavam nadando em lágrimas e seu pequeno queixo tremia. Não era o olhar em seu rosto que tinha a atenção de Henry, no entanto. Era o que estava em seus braços. A pequena criatura marrom estava tentando se enfiar contra seu pequeno corpo. Ariel olhou com olhos arregalados para o pai esperando por sua resposta.


—Está tudo bem, Anna. É apenas um filhote de cão-da-pradaria1.— disse Henry, acariciando as costas de sua esposa. —Não é apenas um filhote de cão-da-pradaria, Henry Hamm.— Anna disse olhando para ele. —É uma ninhada inteira! —Mas mamãe, Ariel teve que ajudá-los. O Sr. Wilson os achou e ia afogá-los. Ariel não podia deixá-los morrer. — argumentou Carmen, de cinco anos. — Ela tinha que cuidar deles. Ela é a mãe deles agora. Anna olhou por cima do ombro para a filha mais velha. Ariel estava de pé, protetoramente na frente da banheira antiquada cheia de filhotes. Ela então voltou o olhar para sua filha mais nova, parada defensivamente na frente de Ariel. Sacudindo a cabeça, ela se virou nos braços do marido e olhou ambas as filhas com exasperação. Na semana passada foram tartarugas, na semana anterior lagartos, na semana anterior... Anna balançou a cabeça novamente com mais firmeza. Desde que Ariel era velha o suficiente para andar, ela estava trazendo para casa todas as criaturas errantes que pudesse encontrar e algumas que nem sequer estavam perdidos, como os gatos, cães e galinhas dos vizinhos. A lista estava sempre crescendo. —Ela pegou isso de você, você sabe. — Anna olhou para o homem que era seu marido a sete anos, sua frustração chegando ao limite. —Eu sei. — disse Henry com um pequeno sorriso.

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—Não gosto de animais na casa. — continuou Anna. —Eu sei. — Henry disse olhando com um aviso para Ariel quando ela começou a protestar. —Não quero bichos na minha banheira. — insistiu Anna com firmeza. —Mas... mas onde mais ela vai colocá-los?— Carmen perguntou intrigada. — Sob a cama dela está cheio e também seu... — Carmen parou quando Ariel lhe deu uma cotovelada. —Fique quieta. — Sibilou em voz baixa. —Debaixo de sua cama...? — Anna disse colocando uma mão em sua garganta. — Onde mais? — Ela perguntou olhando primeiro para Ariel, cujos olhos estavam marejados novamente, antes de voltar um olhar severo para Carmen. — O que mais ela tem em minha casa? — perguntou Anna, virandose para o quarto de Ariel e Carmen. —Não! — Ariel lamentou em lágrimas. — Mamãe, por favor. Eles precisam de mim! Henry decidiu que era melhor ajudar sua esposa. Ela era da cidade e ainda tinha medo de todas as criaturas diferentes que viviam na “selva de Wyoming”, como ela falava. Anna entrou no quarto de suas filhas e estava prestes a cair de joelhos para olhar debaixo da cama quando Henry a agarrou pela cintura. —É melhor você me deixar ver.— Henry disse bruscamente.


Ariel observou enquanto seu pai se abaixava e começava a retirar as caixas de papelão. Cada uma era cuidadosamente rotulada com um desenho de lápis de cada animal e tinha furos nos topos. Ariel assistiu desesperada enquanto seu pai tirava as seis caixas de sapatos, abrindo-as cuidadosamente. Sua coleção de lagartos, rãs e tartarugas estava crescendo. Em seguida, ele puxou duas caixas maiores. Uma tinha vários gatinhos e a outra tinha um bebê porco-espinho. —Onde é que a Ariel conseguiu isso? — Henry perguntou espantado. Cada caixa era cuidadosamente cheia de água, comida e tiras de roupas velhas da caixa de sucata. —Foi isso que aconteceu com todo o meu material para acolchoado!— A mãe de Ariel exclamou bem quando o telefone começou a tocar. A mãe de Ariel correu para fora do quarto para atender enquanto seu pai se recostava nos calcanhares. —Ok, o que mais você tem antes que sua mãe volte aqui?— Ele perguntou olhando para sua filha mais velha, que lutava para evitar que o pequeno cãoda-pradaria escapasse. —Ela tem Patrick e Sandy na minha cama.— Carmen disse prestativamente. — Bem...Você tem! — Carmen disse olhando para Ariel inocentemente quando Ariel fez uma carranca. —Quem são Patrick e Sandy?— perguntou Henry antes de balançar a cabeça. —Talvez eu devesse estar perguntando não quem eles são, mas o que são?— Ele murmurou.


Ariel tentou chegar na frente de seu pai para detê-lo, mas ele só pegou ela, com cão de pradaria e tudo, e colocou-os de lado. Henry se moveu para a outra cama no quarto e suavemente levantou os lençóis de cores vivas e acolchoados. Reprimiu uma maldição quando viu o que estava enrolado sob as cobertas. —Mas papai, eles estavam com frio. Está ficando muito frio para deixá-los lá fora e eles podem ter bebês e se tiverem, então seus bebês ficarão com frio e... —Ariel parou de falar quando viu o rosto pálido do pai. —Oh, querida, se sua mãe ver esses dois ela nunca mais voltará para casa. — disse Henry olhando para duas cobras de milho de um metro de comprimento enroladas no meio da cama de Carmen. —É por isso que eu tenho dormido com Ariel.— Carmen sussurrou olhando para as cobras. —Eu não acho que elas gostam de mim dormindo com elas. Henry olhou para a filha mais nova tentando não rir de sua expressão séria. Ele rapidamente jogou as cobertas sobre as duas cobras quando ouviu sua esposa voltando pelo corredor. Ele colocou o dedo nos lábios para se certificar de que elas não iriam dizer nada antes de se virar para olhar sua furiosa esposa. —O que é agora?— Henry perguntou tentando manter uma cara séria. —Isso não é engraçado, Henry! Ariel, o que mais você tem escondido aqui?— Anna disse colocando as mãos em seus quadris arredondados. —N... Nada. — Ariel sussurrou olhando para sua mãe.


—Acabei de conversar com Paul Grove. Ele parece estar sentindo falta de sua filha. Você não saberia nada sobre isso, não é?— A mãe de Ariel perguntou severamente. Desta vez, os olhos de Carmen se encheram de lágrimas. —Mas mamãe, ela quer ser nossa irmã e irmãs devem viver juntas. Vamos cuidar bem dela. Eu prometo! Eu até compartilhei meu jantar com ela. — Carmen soluçou. —Oh senhor!— Henry disse suavemente com uma risada. —Onde vocês duas a têm escondida desta vez? Um pequeno ruído veio do armário, chamando toda a sua atenção. A mãe de Ariel foi até lá. Abriu-a lentamente no início, antes de puxar a porta mais larga uma vez que viu que era seguro. Uma menina pequena e de cabelos cacheados de seis anos sorriu inocentemente para eles. Ela estava sentada em uma pilha de cobertores dobrados com uma garrafa de água e alguns biscoitos ao lado. O travesseiro da princesa de Ariel e a boneca de pano de Carmen estavam ao seu lado. —Olá, mamãe Hamm.— disse Trisha sorrindo para Anna.


Trinta minutos depois, Ariel, Carmen, Henry e Anna observavam enquanto as lanternas traseiras do caminhão de Paul Groves se afastavam lentamente pela longa calçada de cascalho. Os ombros de Ariel caíram. Pôs o braço em torno de Carmen, que ainda estava chorando por perder a irmã postiça. Anna inclinou-se e pegou o pequeno corpo de Carmen, encostando-o contra ela e virou-se para entrar na casa. Assim que ela abriu a porta, seu nariz se contorceu com o cheiro forte vindo de dentro. —Oh, céus!— exclamou Anna cobrindo o nariz com a mão livre. —Eu pensei que você tinha jogado todo o repolho na lata de lixo lá fora. Henry franziu o cenho quando ele entrou na casa cheirando. —Eu joguei. Foi recolhido esta manhã pelo caminhão de lixo. —Oh, não é o repolho.— disse Carmen, cheirando e segurando o nariz. — São os novos gatinhos que Ariel encontrou. Aqueles com a faixa branca bonita. Ela os mantém na lavanderia. Henry não conseguiu conter o riso por mais tempo. —Vou encontrá-los e levá-los para fora. — disse para sua esposa se virou e voltou, balançando a cabeça em resignação. —Mas papai, eles precisam de mim!— Ariel gritou lamentavelmente enquanto seguia seu pai até a casa.


Capítulo Um Nos tempos atuais... Ariel esfregou sua cabeça dolorida e empurrou uma mecha de cabelo longo e liso, loiro platinado atrás da orelha, antes de olhar para a figura imóvel deitada na cama. A cor de Carmen parecia melhor hoje do que ontem. Ariel se abaixou para tocar sua testa. Queria certificar-se de que Carmen não estava com febre. Ela tinha se inclinado quando sentiu uma mão deslizar sobre sua bunda. Se virando com aborrecimento, os olhos castanhos escuros de Ariel brilharam de raiva pelo toque indesejado. Ela rosnou um aviso a um dos guerreiros na ala médica que havia “esbarrado” nela. Ariel mostrou os dentes e rosnou para o enorme guerreiro. O guerreiro olhou para ela com um olhar quente antes de se mover para fora de seu alcance. —Seu rosto vai ficar congelado assim e eu vou ser amaldiçoada a ficar olhando para ele o resto da minha vida. — Carmen sussurrou. Os olhos de Ariel encheram-se de lágrimas com as palavras suavemente pronunciadas de sua irmãzinha. —Já era a droga de hora de você abrir os olhos. — Ariel disse roucamente. Carmen não respondeu. Ariel observou como os olhos de sua irmã se arregalaram quando ela se aproximou. Ariel sabia que Carmen iria ficar


chateada quando percebesse onde elas estavam. Ainda era difícil para ela aceitar. —Onde diabos estamos?— perguntou Carmen enquanto lutava para se sentar. Ariel aproximou-se e ajudou-a a sentar-se antes de responder. —Você não vai acreditar, mas uma coisa estranha nos aconteceu. Os olhos de Carmen se fixaram na expressão séria de Ariel. —Diga-me. — Ela pediu enquanto seus lábios se comprimiam em uma linha reta. Ariel olhou ao redor. Trisha estava dormindo em uma cadeira próxima, com uma enorme criatura dourada ao lado dela. A coisa tinha se ligado a Trisha no momento em que foram trazidas a bordo da nave alienígena. Ela olhou para os homens enormes que estavam deitados ou sentados em quase todos os lugares disponíveis. Ariel tinha protegido sua irmã e Trisha com uma longa barra de metal que desmontou de uma pequena mesa. Ela tentou olhar a sala através dos olhos da irmã. Era difícil ver muita coisa com todos os homens deitados ou sentados. As paredes nuas e esbranquiçadas eram suaves, com um conjunto de portas duplas que davam para a extrema esquerda. O quarto não era de todo grande, talvez do tamanho de uma sala de espera na área de emergência de um hospital, mas era completo. Havia meia dúzia de camas estreitas, algumas mesas portáteis e cadeiras. Uma parede tinha uma janela comprida e escura que levava a outra pequena sala. Ariel sabia que era onde o médico, ou curandeiro como os homens se referiam a ele, estava a maior parte do tempo. As luzes se apagaram e se iluminaram com um


comando verbal que ela ainda estava tentando descobrir. Não muito tempo depois que elas chegaram, o médico tinha inserido algum tipo de dispositivo em seus ouvidos e elas eram capazes de entender o que os homens estavam dizendo. Quando o médico inseriu o dispositivo primeiro em Trisha, Ariel estava pronta para matá-lo até que ela a parou. Nem Trisha nem ela tinham estado fora da sala ainda. Não queriam deixar Carmen sozinha e indefesa. —Quanto você se lembra?— Ariel perguntou hesitante olhando para Carmen, que estava franzindo a testa. —Obviamente não o suficiente!— Carmen murmurou em voz baixa olhando para um par de homens que estavam olhando para ela com luxúria. —Só me diga onde diabos estamos, para que possamos sair daqui. —Estamos em uma espaçonave alienígena. — Ariel respondeu calmamente. — Esses bastardos são mais do que parecem. — disse Ariel acenando para os homens que as cercavam. —Depois que perseguimos o cara que raptou Abby na floresta, essas três criaturas que pareciam dragões de algum filme de ficção científica apareceram. O bastardo que tomou Abby te esfaqueou… — A voz de Ariel se desvaneceu quando ela olhou para as mãos dela por um momento. —Você estava morrendo, Carmen. Você deveria estar morta pelas feridas que recebeu. Esses três dragões queimaram o cara como uma batata frita e nos transportaram para cá usando alguma merda tipo Star Trek. — disse Ariel olhando para sua irmã. Carmen olhou para Ariel por um momento antes de olhar ao redor. —O que eles estão fazendo aqui?— Ela perguntou calmamente.


Ariel mal pode manter o sorriso em seu rosto. —Eu tenho ouvido alguns deles. Eu acho que um dos homens virou um dragonzilla e arrebentou-os muito bem antes que pudessem fazê-lo se acalmar. Havia mais, mas eles foram lentamente saindo. — Ariel murmurou olhando para Trisha quando ela se sentou lentamente com uma careta de dor. —Nenhuma de nós deixou seu lado. — Ariel disse acenando para Trisha, que forçou um sorriso duro. —Ei, garota.— sussurrou Trisha. —Bem-vinda de volta à terra de Oz. Carmen olhou em torno dela com uma sobrancelha levantada. —Sem merda, Dorothy. Então, como nós conseguiremos sair fora desta merda e voltar para casa? Tenho negócios que precisam ser terminados. — Carmen disse balançando as pernas sobre o lado da cama estreita. Ariel observou como sua irmã agarrou seu lado. —Você está com dor? Carmen bufou. —De jeito nenhum! Apenas me perguntando quanto tempo eu estive inconsciente, se eu estou curada das feridas. Eu sei que era ruim. Fui baleada e esfaqueada vezes suficientes para saber como é. — Ela disse tocando primeiro seu lado antes de se mover para tocar sua parte superior do peito, onde as feridas deveriam estar. Ariel e Trisha balançaram a cabeça.


—Só faz um par de dias. Os olhos de Carmen se arregalaram. —Merda!— Carmen murmurou tocando seu peito novamente. —Então, qual é o plano? Ariel olhou para Trisha que assentiu timidamente. Ariel sorriu quando a enorme criatura dourada chegou perto de Trisha. Estava de volta à forma de um grande cão. Toda vez que um dos guerreiros se aproximava demais de Trisha, ele mudava de forma e rosnava para eles. Se elas pudessem trazê-la para seu lado, seria um grande bônus. De alguma forma, Ariel teve a sensação de que estava protegendo Trisha por alguma razão e ir embora, não era uma delas. —Trisha lembra como nos levar de volta para o local onde nós embarcamos na nave. Imaginamos que se pudermos chegar lá, podemos forçar alguém a nos mandar de volta. Nós vamos seguir nosso caminho e eles, o deles. Nós duas decidimos que seria melhor não dizer nada sobre o que aconteceu a alguém na Terra, sobre alienígenas e essas merdas. A última coisa que queremos é acabar em um quarto acolchoado. — sussurrou Ariel, franzindo o cenho quando dois homens tentaram aproximar-se delas. Ariel bateu a perna da mesa contra a palma da mão, olhando para eles com uma expressão que dizia “siga em frente por sua própria conta e risco”. Os dois homens se olharam hesitantes antes de se virarem para partir. Outro homem entrou e Ariel soltou uma respiração profunda em alívio. Era o


médico que cuidava de Carmen. Ele era o único a bordo que não lhe pareceu perigoso, pelo menos até agora. —Ei Doc, quando é que podemos dar o fora daqui?— Ariel gritou. O curandeiro, Zoltin, olhou para Ariel e sacudiu a cabeça. Ele descobriu que as fêmeas humanas eram muito charmosas. Era uma vergonha que seu dragão não ficasse louco por causa delas. Ele poderia ter tentado se acasalar com uma delas se tivesse chance. Parecia achá-las divertidas e estava curioso sobre elas, mas não da maneira que teria reagido se uma das fêmeas fosse a sua verdadeira companheira. Seu olhar se moveu entre as três. Ele franziu a testa enquanto olhava para aquela com os cabelos encaracolados. A simbiose de Lorde Kelan era muito protetora com ela. Ele estava preocupado com o jeito que ela estava se movendo, como se estivesse machucada. Ele tentou mais cedo se aproximar para perguntar se estava bem, mas ela afastou sua preocupação dizendo que devia ter estado sentada em uma posição desajeitada por muito tempo. Seus lábios se curvaram quando ele viu seus dedos acariciarem levemente a simbiose ao lado dela. Estando ciente ou não, ela era a verdadeira companheira de seu comandante. Seria interessante ver como as coisas funcionariam entre eles. Parecia ser uma mulher muito incomum. Ele olhou para as outras duas fêmeas. Era óbvio que estavam relacionadas. Ambas tinham o mesmo cabelo loiro platinado e cor de pêssego. Seus traços faciais eram os mesmos com os olhos castanhos escuros, narizes pequenos e lábios cheios, embora os de uma fossem definitivamente mais curvados que o da outra.


Zoltin se aproximou para examinar a que havia sido gravemente ferida. Ele tirou o scanner e estendeu a mão para começar na testa. Logo que levantou a mão no ar, viu-se de bruços na cama, com o braço preso nas costas, numa posição dolorosa que o imobilizava. Ficou imóvel, atordoado com a força por trás do pequeno corpo que o segurava. —Uh... Carmen?— Trisha sussurrou. —Esse é o médico. Eu não acho que você tem que se preocupar sobre ele ser um cara mau. Foi ele quem cuidou de você. Carmen olhou para o cara que ela tinha preso à cama por um momento antes de lentamente soltar seu braço e dar um passo para trás. Ariel estendeu a mão para estabilizar Carmen quando ela se desequilibrou. Carmen deu a sua irmã mais velha um aceno agradecido para que ela soubesse que estava bem. —Desculpe por isso, doutor. Carmen pode ser um pouco sensível às vezes. — Ariel disse, ajudando Zoltin a se levantar. Carmen sacudiu a cabeça diante do comentário. —Cautelosa... Não sensível. — respondeu brevemente. Ariel olhou para Carmen por um momento, tristemente. —Não cautelosa o suficiente, ou você não teria quase morrido duas vezes. Você está sendo muito descuidada ultimamente. — Ariel disse calmamente. —Olhe o que aconteceu com você em Praga. —Não foi tão ruim. — murmurou Carmen, voltando para a cama e sentandose novamente quando suas pernas começaram a tremer. — Eu resolvi.


—Sim... Com uma ferida de bala e uma concussão. — Ariel retrucou. Ariel parou quando sentiu Trisha tocar seu braço. —Eu acho que precisamos nos concentrar em sair daqui. Parece que a maioria dos homens desapareceu. Agora seria um bom momento para partir. — disse Trisha em voz baixa. Ariel deu um rápido aceno de cabeça. —Doc, como está minha irmã? Ela está curada o suficiente para sair daqui?— Ariel perguntou a Zoltin, que estava esfregando seu braço e olhando cautelosamente para Carmen. Zoltin olhou para Ariel. —Eu gostaria de digitalizar seus sinais vitais para ver se a cura está completa. Eu não sou familiarizado o bastante com sua espécie para saber se nossos aceleradores de cura funcionam. Normalmente, a simbiose de seu companheiro a curaria, mas uma vez que ela não é reivindicada isso não é uma opção. — Zoltin disse calmamente. —Vá em frente, Doc. Eu não vou chutar sua bunda, desde que você não tente nada. — Carmen disse calmamente. Ariel observou frustrada quando o médico passou o scanner sobre Carmen, de sua cabeça até os dedos dos pés. Podia sentir a raiva de Carmen. Era como se ela estivesse chateada por não ter morrido. Ariel continuou a observar quando o médico fez a Carmen várias perguntas que ela respondeu em respostas curtas.


O coração de Ariel estava pesado de preocupação com sua irmãzinha. Carmen não tinha sido a mesma desde que seu marido foi assassinado há três anos. Ele foi morto durante o mesmo incidente que quase matou Carmen. De certa forma, era quase como se ela tivesse morrido com ele. Era apenas seu corpo e seu desejo de vingança que a mantinham viva agora. Ariel soltou uma maldição. Carmen era toda a família que Ariel tinha no mundo. Bem, exceto Trisha e Cara que ela adotou. Mesmo ela amando muito as duas irmãs suplentes, elas não eram iguais a sua irmã. Ariel afundou na cadeira, observando e escutando enquanto o médico continuava fazendo várias perguntas a Carmen. Estava tão cansada. Tinha sido um longo par de dias. Primeiro, houve o longo vôo de Nova York para a Califórnia. Trisha e ela estavam no processo final de testar um novo jato executivo para a Boswell International, onde elas trabalhavam. Era suposto ser um vôo simples para levar para casa uma artista que os Boswell tinham contratado para fazer uma peça. Ela estava pensando que seria seu último vôo. Ela estava temendo dizer a Trisha que ela tinha renunciado a sua posição para voltar para casa em Wyoming. Ela ia fazer o que sempre sonhara em fazer, dirigir um abrigo para animais abandonados e negligenciados. Ela vinha economizando há anos para isso e entre o dinheiro que ela economizava e o dinheiro que herdara quando seus pais foram mortos em um acidente de carro quando estava na faculdade, ela finalmente tinha o suficiente. Tinha planejado tudo. Tudo, exceto o fim do meu noivado, pensou Ariel. Eric... Ariel freou seus pensamentos. Ela se recusava a pensar nele. Estava terminado e ela estava finalmente livre.


Ela não planejou esta viagem inesperada também. O vôo de rotina estava bem, foi o que aconteceu depois que parecia um sonho. Um rapaz raptou Abby, a artista, no estacionamento do pequeno aeroporto onde pousaram em Shelby, Califórnia. Carmen e Cara viram o que aconteceu. Carmen acabou perseguindo-os em uma moto que lhe tinham entregado antes de aterrissar enquanto Cara perseguiu com o carro de Abby. Depois de uma perseguição que ainda fazia seus ossos tremerem, elas encontraram Carmen esfaqueada e morrendo e três dragões bem enormes soltando fogo. Acontece que um dos dragões, ou alienígenas, era apaixonado por Abby e era o cara para quem ela estava voltando. Elas todas tinham brincado sobre ele ter irmãos, mas maldição, como iriam saber que eles eram de outro planeta? Ariel sentiu um pequeno sorriso curvar seus lábios enquanto observava o médico afastar-se de Carmen, que estava franzindo o cenho para ele, irritada. Ela admitiria felizmente ser egoísta. Estava contente de que tudo tivesse saído do jeito que tinha. Caso contrário sua irmã teria morrido. Queria que sua irmã vivesse, mesmo que ela própria não quisesse mais. Sabia no fundo que não havia maneira de Carmen ter sobrevivido a seus ferimentos na Terra. Carmen deitou de costas contra os travesseiros na cama, de repente exausta. —Porra, morrer cansa muito. —Quase... — Ariel murmurou enquanto se levantava da cadeira e se aproximava de sua irmã. —... Quase morrer. Cansa muito sua família também. — Ariel sussurrou enquanto ela alisou ternamente o cabelo curto de Carmen para fora de sua testa.


Carmen virou a cabeça na direção da mão de Ariel. —Eu te amo. — Carmen sussurrou olhando para os olhos da irmã. —Me desculpe, eu sou uma dor de cabeça. Ariel riu em voz baixa. —Quem mais iria vigiar minha retaguarda, se não você?— Ariel brincou. Ariel viu os olhos de Carmen piscando para Trisha por um momento e sabia o que ela estava pensando. —Não é a mesma coisa, Carmen. Ela nunca poderá substituí-la. — disse Ariel suavemente. Os olhos de Carmen brilharam por um momento antes de fechá-los com força. Ariel estava encostada na cama. Ela acariciou o cabelo de Carmen até que soube que sua irmãzinha dormia. Fechou os olhos com força contra a dor no peito. Doía tanto cada vez que ela estava perto de perdê-la. De certa forma, ela perdeu Carmen três anos atrás, quando Scott foi assassinado. Realmente teve sorte que as coisas não funcionaram entre ela e Eric. No início, a dor era insuportável, mas no ano passado estava começando há entorpecer um pouco. Ainda assim, a dor de amar alguém tanto e depois perdê-lo era inimaginável. Ariel abriu os olhos e olhou para o rosto relaxado de sua irmã. Nunca, ela prometeu a si mesma em silêncio. Nunca mais se permitiria amar um homem e lhe dar o poder de machucá-la. Ela nunca iria experimentar a dor da manipulação ou rejeição novamente. Olhando para sua irmã, sabia a consequência de tentar viver com a dor sem


fim da perda. Estava matando Carmen lentamente. Nenhuma opção lhe soava boa. Era melhor focar nos animais que tanto amava. Ela daria todo o seu amor a eles.


Capítulo Dois O médico insistiu que Carmen passasse outra noite na enfermaria. Ele estava preocupado com sua perda de sangue e queria ter certeza de que ela estava completamente recuperada. Ariel olhou ao redor da sala. Trisha estava sentada em uma cadeira perto da parede onde ela poderia se esticar um pouco. A enorme criatura dourada se enrolou a seus pés. O quarto estava quase completamente vazio agora. Apenas um par de homens permaneceu na unidade médica. Era tarde. Pelo menos, sentia-se assim de acordo com seu relógio biológico. Ela e Carmen estavam conversando calmamente sobre o que havia acontecido. —E Cara?— Carmen perguntou suavemente, não querendo perturbar Trisha, que parecia totalmente exausta. —Ela conseguiu escapar? —Não sei ao certo. Eu não a vi, então eu espero que sim. — Ariel respondeu. —Ela estava perto de Abby. Abby, Cara e o outro cara ainda estavam na estrada quando fomos transportadas para cá. A tecnologia que eles têm é surpreendente. Espero que sejam amigáveis e não planejem atacar a Terra. Estaríamos em um inferno de desvantagem se o fizessem. — Ariel sussurrou olhando ao redor. Carmen assentiu. —Eles pareciam ameaçadores?


—Não. — Ariel franziu a testa. —... Exatamente o oposto, de fato. Eles estavam determinados a salvar Abby e quando eu implorei para ajudá-la, eles fizeram. Fomos tratadas excepcionalmente bem. —Como é que eu entendo tudo o que eles estão dizendo? Ouço o que está saindo de sua boca e não é inglês, mas na minha mente eu entendo tudo. — Carmen disse correndo sua mão sobre sua orelha esquerda. —Eles colocaram algum tipo de tradutor em nossos ouvidos. O que quer que seja, traduz tudo o que estamos dizendo para eles e deles para nós. — Ariel respondeu olhando com um olhar sombrio para um dos homens ainda na unidade médica. Ele estava olhando para elas por algum tempo. Os olhos de Carmen seguiram até onde Ariel estava olhando. Ela viu o homem enorme olhando para ela com desejo aberto. Carmen sacudiu a cabeça e sorriu maliciosamente. Não parecia importar que espécie um homem era, se tivesse um pau ficaria excitado. Infelizmente para o meninão, ele estava cobiçando a mulher errada. Carmen deu ao rapaz um olhar que lhe dizia, em termos inequívocos, que ele estava latindo na árvore errada. Infelizmente para ele, ele não pareceu entender a mensagem. Carmen cutucou Ariel quando viu o olhar nos olhos do cara mudar para determinação. Parecia que era hora de dar um chute no traseiro. —Ariel, vigie Trisha.— Carmen sussurrou para Ariel enquanto ela se sentava na cama estreita e balançava as pernas para o lado. Ariel olhou para o cara que estava andando em direção a elas com um movimento de cabeça. Alguns caras precisavam aprender da maneira mais


difícil. Qualquer idiota com um cérebro deveria ter sido capaz de interpretar a partir do olhar de Carmen, que a merda estava prestes a bater no ventilador. Ariel virou-se e cutucou delicadamente a perna de Trisha. Trisha ergueu-se sobressaltada, olhando em volta dela em confusão por um momento antes que seus olhos se arregalassem no enorme macho parando na frente de Carmen. —Fêmea. — o homem enorme disse quietamente, mas com determinação. — Eu sou chamado de Tammit. Estou curado. Ouvi o curandeiro dizer que ele irá liberar você amanhã. Eu desejo reivindicá-la e fazer sexo com você. Você virá comigo. — Tammit disse em uma voz profunda. Os olhos de Carmen estreitaram-se sobre o enorme homem parado em frente a ela. Com o que diabos eles alimentam esses caras, hormônios de crescimento? Seus olhos se moveram momentaneamente para Ariel que se aproximava dela. Carmen deixou seu olhar voltar para o homem e levantou uma sobrancelha delicadamente arqueada. —Eu não dou a mínima para o seu nome e me importo ainda menos com o que você deseja. Se você não se afastar de mim, eu vou reorganizar suas bolas em sua garganta. — Carmen disse com um divertido toque em seus lábios. Será que este cara grande realmente achou que poderia apenas dizer 'Eu desejo reivindicar você e ter relações sexuais' e iria supostamente ficar toda animadinha? Talvez pudesse ter um pouco de diversão antes que saltasse para fora desta pilha de porcas e parafusos. Tammit franziu o cenho enquanto ouvia a tradução.


—Você não vai falar comigo dessa maneira. Eu sou um Guerreiro Valdier. As fêmeas não falam a seus guerreiros de tal maneira. Eu vou perdoá-la desta vez porque você é nova em nossos caminhos. Terei de lhe ensinar a maneira correta de lidar com um guerreiro Valdier ou você será punida. — disse Tammit lentamente, como se estivesse falando com uma espécie com uma inteligência inferior. —Não se preocupe, cabelos brancos. Vou me certificar de que você aprecie o castigo. Ariel fez uma careta ao ouvir o que Tammit estava dizendo. —Tammit, não é?— Ariel começou a dizer. Tammit olhou brevemente para Ariel, seus olhos escurecendo. —Eu também me sinto atraído por você. Eu não tinha certeza de qual fêmea queria reivindicar. Eu decidi sobre esta uma vez que ela precisa de mais proteção. Você pode ser reivindicada pelo meu irmão quando voltarmos para Valdier. Não se preocupe, pequena humana. Você será cuidada muito bem. — Tammit olhou para Trisha que estava de pé olhando para ele com uma expressão atordoada em seu rosto. —Você já foi reivindicada pelo nosso comandante. Não vou me aproximar de você. O rosto de Trisha ruborizou com seu comentário e ela cerrou os punhos. —Carmen, se você não chutar o traseiro dele, eu vou. — Trisha resmungou em descrença. —Oh querida, você não precisa se preocupar. — Carmen disse em uma voz suave e açucarada. —Ele nunca verá um mal-entendido sobre a habilidade de


uma fêmea humana 'proteger' a si mesma ou sua inteligência uma vez que eu tenha terminado com ele. —Tammit. — disse Ariel firmemente tentando dar ao cara uma última chance antes que ele ter seu traseiro realmente chutado. —Se você sabe o que é bom para você, vai se virar, ir embora, e esquecer que você já viu alguma de nós. Tammit olhou de volta para Ariel com um pequeno sorriso divertido. —Meu irmão vai gostar de você. Talvez ele a compartilhe. — disse Tammit, curioso. Ariel olhou fixamente para Tammit por um instante antes de olhar para a irmã com descrença, sacudindo a cabeça. —Carmen, chute sua bunda. —Eu pensei que você nunca pediria. — Carmen disse pouco antes de chutar a virilha de Tammit o mais forte que podia. Os olhos de Tammit se arregalaram por um momento antes de ele cair sobre um joelho quando seu fôlego saiu de uma vez. Carmen pegou a bandeja de metal ao lado de sua cama e empurrou o mais forte que pôde. Ela praticamente amassou a bandeja de prata na cabeça de Tammit com a força de seu impulso. Ela rapidamente saltou da cama, aterrissou em suas costas onde ele tinha caído e puxou seu braço atrás dele. Carmen pressionou seu joelho no centro das costas de Tammit tentando segurá-lo. Foi difícil sendo que ele era construído como um tanque Sherman.


—Se você falar qualquer droga comigo sem minha permissão outra vez, eu vou chutar o seu traseiro. Você entende as palavras que saem da minha boca agora? —Carmen sibilou no ouvido do enorme guerreiro. Ariel ouviu o grunhido profundo de Tammit logo antes de ele se levantar e empurrar Carmen para trás. Ariel arrancou a perna da mesa de metal sem pensar e bateu em Tammit no estômago, ao mesmo tempo em que o pé de Carmen acertou seu queixo enviando-o voando para trás em outra mesa que desabou com um estrondo alto quando Tammit atingiu o chão. —O que está acontecendo?— Zoltin perguntou em voz alta enquanto corria para fora de seu escritório. Ele se afastou para um lado enquanto Tammit rolava sobre suas mãos e joelhos olhando para Ariel e Carmen com uma carranca profunda. Os olhos de Zoltin se arregalaram ao ver Carmen, Ariel e Trisha se moverem para uma postura defensiva. Tammit rosnou enquanto ele cuspia sangue de seu lábio partido. Limpando a boca com sua mão, ele rosnou para Carmen. —Você não deveria ter feito isso. Eu reivindiquei você e você me obedecerá. Carmen bufou. —Eu vou ver você e qualquer outro idiota que pensa isso no inferno primeiro. Vamos, garoto, você não tem nada melhor para fazer? Se for assim que um guerreiro Valdier luta, eu estou espantada que vocês tenham a coragem de se chamar guerreiros.


Ariel olhou para a irmã e sacudiu a cabeça. Apenas Carmen pegava um touro pelas bolas e chamava-o de bichano. Ariel olhou para Trisha, que também balançava a cabeça. Ia ser outro cenário de luta de bar. —Você está pronta para isso?— Ariel perguntou quando Trisha veio por trás dela. —Oh sim. — Trisha disse, pegando outra bandeja de metal e a girando em suas mãos. —Vamos dar um bom chute no seu traseiro.

Tammit estava tão ocupado encarando Carmen que não notou Zoltin chamando a segurança para a unidade médica. Ele estava furioso! Ele tinha reivindicado a fêmea antes de qualquer outra pessoa. Ele sabia que os outros homens a quiseram, mas foram cautelosos em se aproximar dela devido ao seu tamanho. Eles não entenderam os olhares que ela estava dando provavelmente porque estava com medo deles. A maioria das mulheres gostava da atenção de um guerreiro Valdier, mas essas fêmeas eram pequenas. As fêmeas eram poucas e distantes e queriam um dos seus. Ele soube no minuto em que a viu deitada inconsciente na cama que ela precisava ser protegida. Ela parecia tão pequena e pálida. Lembrou-se de vê-la quando foi trazida a bordo da nave de guerra. Seu pequeno corpo coberto de sangue e sua força vital escorrendo para longe. Ele queria matar o macho que prejudicou algo tão delicado e frágil. Como um homem poderia machucar algo tão bonito? Agora, tudo que podia


pensar era chicotear seu traseiro por ousar falar com ele como ela fez. O fato de ela lhe ter causado uma dor considerável era ruim, mas ele admirava sua determinação em mostrar-lhe que seria uma companheira destemida para um guerreiro como ele. Ele precisava avisá-la de que não precisava provar que era dura. Ele era mais do que capaz de ser forte o suficiente para os dois. Tammit levantou-se. —Pare, mulher! Você não precisa provar que será uma companheira forte para mim. Vou protegê-la para que nunca seja prejudicada novamente — Tammit disse com determinação. Ele esfregou sua virilha que ainda estava latejando antes de olhar para Ariel. — Você também será protegida. Meu irmão vai cuidar de você. Se você não deseja que a compartilhemos entre nós, não o faremos. Ariel olhou com incredulidade para o enorme homem de pé na frente deles. Ela viu Carmen revirando os olhos e ouviu Trisha murmurando “idiota”. Ariel ficou tensa quando outro homem que estava na unidade médica veio se aproximar de Tammit. —Eu desejo reivindicar a outra fêmea. Se você pode reivindicar uma, então eu quero a outra. Seu irmão não está aqui. Ele terá que procurar outra. — o homem de cabelos escuros grunhiu em desafio. —O que eles colocaram na água, pílulas de burrice?— Trisha perguntou calmamente.


Ariel respirou fundo. Ela podia sentir que as coisas estavam prestes a ficar perigosas e alguém, ou seja, dois guerreiros enormes e burros estavam prestes a se machucar se as coisas não se acalmassem muito rápido. Ariel olhou para a criatura dourada deitada no chão perto de Trisha. Estava olhando para frente e para trás como se estivesse curioso. Ela se perguntou por que os homens não estavam tentando fazer um pedido a Trisha. O que foi que Tammit disse... Trisha já tinha sido reivindicado por seu comandante. Ariel sentiu um arrepio descendo pela espinha. Estava na hora de sair de lá. Algo estranho estava acontecendo e ela não gostava de toda essa conversa 'reivindicatória'. —Carmen, — Ariel chamou baixinho. —O quê?— Sibilou Carmen sob a respiração. Seus olhos nunca deixando os homens de pé na frente delas. —Quero ir para casa. — sussurrou Ariel. Os olhos de Carmen viraram para Ariel por um momento. Era como se ela soubesse que Ariel estava subitamente nervosa por causa de alguma coisa. Ariel não ficava nervosa com nada. Algo estava acontecendo e ela estava perdendo. Carmen assentiu. Ela ouviu a preocupação na voz de sua irmã e soube que era hora de encontrar um caminho para casa.


—Desculpem meninos, não estamos mais brincando. — Carmen disse de pé em linha reta. —É hora de retornarmos ao nosso mundo natal. Espero que entendam. Tammit deu um passo ameaçador para frente. —Você pertence a mim agora. Eu reivindiquei você. Vai voltar para casa comigo. Carmen sacudiu a cabeça. —Não, eu não vou. — ela respondeu friamente olhando para o guerreiro enorme desafiadoramente. Tudo virou um inferno quando Tammit se moveu para pegar Carmen. Carmen pisou nele e agarrou seu braço, jogando-o sobre seu quadril. Ao mesmo tempo, o outro homem se moveu para pegar Ariel. Ariel abaixou-se o acertando nas bolas, em seguida, esticou-se saindo debaixo dele. Enquanto isso, Carmen estava usando cada movimento que ela e Scott aprenderam como guarda-costas para nocautear Tammit e mantê-lo lá. Ela o acertou uma e outra vez com um gancho esquerdo e direito na mandíbula. A porta abriu de repente e dois guardas entraram correndo. Eles se moveram para pegar Carmen, que tinha Tammit em uma chave de braço e estava lentamente apertando sua garganta para fazê-lo desmaiar. Trisha reagiu quando eles foram para Carmen, batendo num deles na cabeça com uma bandeja de metal pesado. Ele caiu no chão inconsciente. Quando o outro guarda se virou para ela, a simbiose dourada o atacou, derrubando-o e sentando-se sobre ele para que ele não pudesse se mover. Zoltin estava tentando pedir mais ajuda ao


mesmo tempo em que estava se esquivando dos ataques de Ariel, que estava batendo no outro guerreiro usando uma combinação de judô e kick-boxing. Em certo ponto, o segurança que tinha sido nocauteado cambaleou em pé novamente só para ter sua cabeça empurrada na parede, onde ele desmoronou novamente. —Chega!— Zoltin finalmente gritou alto o suficiente para ser ouvido. Carmen tropeçou para trás, respirando pesadamente, Ariel abaixou a perna da mesa, mas manteve-a na frente dela, e Trisha congelou com uma bandeja de metal muito dobrada levantada acima de sua cabeça. As três mulheres olharam para Zoltin em silêncio. Zoltin olhou em volta da unidade médica, incrédulo. Várias mesas estavam em pedaços, uma das janelas coloridas entre seu escritório e a unidade estava rachada, havia um buraco na parede, e três dos quatro homens estavam inconscientes. Os olhos de Zoltin vacilaram até onde Tammit estava deitado de costas. Seu rosto era uma confusão sangrenta. O homem com quem Ariel tinha lutado não parecia muito melhor e aquele que Trisha tinha acabado de bater e empurrado para a parede estava deitado de bruços para que ele não pudesse ver o quanto de dano foi feito. Zoltin estava prestes a dizer alguma coisa quando as portas da unidade médica se abriram novamente. Jarak, chefe de segurança do V'ager, estava parado na porta, olhando com incredulidade para a destruição na unidade médica. Seu olhar percorreu os três homens deitados inconscientes no chão em um monte sangrento antes de se mudar para onde um de seus seguranças estava preso sob a simbiose do comandante. Ele rosnava ameaçadoramente para o homem que permanecia congelado debaixo dele.


—O que em todos os nomes dos Deuses e Deusas está acontecendo?— Jarak perguntou com descrença. Seus olhos se estreitaram nas três fêmeas humanas que ainda estavam congeladas no lugar. Ele assistiu como a mulher de cabelos claros com o cabelo curto levantou-se mais reta e alisou o topo do vestido médico para baixo como se ela não tivesse nenhuma preocupação no mundo. Seu olhar se moveu para a outra mulher que tinha cabelo comprido e encaracolado. Ele observou enquanto ela lentamente abaixava a bandeja que ela estava segurando sobre sua cabeça e deixou-a cair para o chão, fazendo uma careta com o ruído alto na sala agora silenciosa. Ele finalmente olhou para a que estava na frente das outros. Ela estava segurando um pedaço de uma mesa em sua mão e olhou-o rebelde quando ele a olhou. — Jarak. — disse Zoltin limpando a garganta. —Talvez, você poderia encontrar outras acomodações para as fêmeas. Pode ser mais seguro para a tripulação se elas não estiverem... Expostas a eles neste momento. — Queremos ser devolvidas ao nosso planeta. — disse Ariel dando um passo à frente. — Sim. — Carmen disse se movendo ao lado de Ariel. —Agora! Eu tenho coisas para cuidar e quanto mais cedo você nos devolver, mais cedo você pode obter a sua nave de volta.


Jarak cerrou os dentes. Primeiro o quarto do transportador, depois a pequena fêmea humana que estava destruindo sistematicamente tudo, agora isso! Ele desejou nunca ter ouvido falar dessas fêmeas. Eram mais problemas do que valiam. Se não fosse pelo fato de que três delas haviam sido reivindicadas pela família real ele teria alegremente as despejado de volta em seu planeta e se certificado de que não havia absolutamente nenhum registro do local em qualquer lugar em seus sistemas de dados. Infelizmente, eles não estavam mais próximos do sistema solar das fêmeas e seria impossível devolvê-las, já que pelo menos três das cinco tinham sido reivindicadas. Jarak deu uma olhada ao redor da sala e soltou um profundo suspiro de resignação. —Vou acompanhá-las até um quarto. Vocês duas ficarão juntas. A outra... — Jarak disse acenando para Trisha. —... Será escoltada para um diferente. — Jarak acenou com a mão quando as três mulheres começaram a protestar. — Os únicos quartos disponíveis são pequenos demais para acomodar todas as três. Recebi ordens. Você terá que discutir seu retorno ao seu planeta com o comandante do V'ager quando ele estiver disponível.


Capítulo Três Mandra Reykill atravessou facilmente a espessa floresta. Ele, seu irmão mais novo, Creon, e dois outros guerreiros estavam fazendo um exercício de treinamento rápido. Mandra não queria admitir que precisasse dele para queimar uma parte da energia agitada que estava sentindo desde a captura de seu irmão mais velho e subsequente resgate de um bando de militantes renegados do Curizan. Mandra abaixou-se para desviar de um ramo grande em uma árvore mantendo-se nas sombras para que a luz não refletisse a prata em suas escamas. Seu corpo maciço de safiras se misturou bem com as sombras dos bosques. Suas enormes asas mal emitiram um som enquanto batiam para cima e para baixo. — Quero uma companheira! — Seu dragão rosnou inesperadamente, deveria estar procurando uma companheira, não brincando. — Nós não estamos brincando! Estamos treinando.— Mandra rosnou de volta. — O que você quer que eu faça? Comece a procurar sob as pedras por uma companheira para nós? Mandra soltou uma maldição quando sua simbiose deixou imagens de rochas sendo viradas para que pudessem olhar sob elas, apareceu em sua mente. Isso era tudo o que precisava, o senso de humor de sua simbiose adicionado à irritação do seu dragão por não ter uma companheira. Entre os dois, eles estavam prestes a deixá-lo louco.


Por que os deuses e deusas tiveram de me abençoar com um dragão malhumorado e uma simbiose com um senso de humor imaturo? Mandra pensou antes de soltar um profundo gemido. Ele deveria saber que a vingança era uma cadela e sua simbiose era ótima para dar o troco sempre que ele ficava irritado com isso. Merda! Mandra pensou enquanto sentia as faixas de ouro em seus braços e pernas e a armadura dourada que protegia seu corpo se dissolviam. O dragão de Mandra estalou suas enormes mandíbulas quando uma das bandas de ouro se transformou em uma pequena criatura voadora e voou na frente, fazendo com que a enorme forma de safira rodasse no ar para evitar bater nele. A maldição de Mandra se transformou em uma enorme torrente de maldições quando os fios de ouro se reformaram entre duas enormes árvores em um tipo de rede. Antes que Mandra pudesse desviar, ele se viu envolvido nela. Seu dragão rugiu em raiva ao ser pego tão inesperadamente. O que era pior, quanto mais ele tentava sair mais preso ficava, até que ele foi forçado a parar silenciosamente na teia dourada esperando a maldita coisa perdoá-lo. — Desculpe-me ok? Eu não quis dizer isso. Você tem um senso de humor maravilhoso. Você é a luz da minha vida. Você... — Mandra fez uma careta enquanto mais fios enrolavam em torno dos enormes antebraços de seu dragão... Não vão me perdoar desta vez com muita facilidade. Os fios de ouro tremiam em resposta. Mandra deixou a cabeça cair para trás até que estivesse embalada nos fios. Ele estava lá por quase trinta minutos quando viu seu irmão e dois de seus melhores rastreadores vindo até ele rindo.


Mandra levantou a enorme cabeça de safira e rosnou ameaçando-os. Os músculos de seu dragão ondulavam enquanto ele se esforçava para se libertar, para que ele pudesse rir por último quando ele chutasse seus traseiros. Seus olhos dourados brilharam com chamas de hostilidade e embaraço ao serem pegos por sua própria simbiose. Creon estava debaixo de seu irmão mais velho sacudindo a cabeça. Creon se perguntou se seu irmão jamais iria aprender. Mandra tinha pouca paciência quando se tratava de perder. Seu irmão mais velho era o segundo mais velho dos cinco irmãos e o mais sério deles, que dizia muito considerando o quão sério Zoran poderia ser. Creon pensava que Mandra precisava relaxar e aproveitar a vida um pouco mais. Ele levava a vida muito a sério, e era por isso que Creon muitas vezes o importunava. Tão rapidamente como a rede dourada apareceu, se dissolveu, deixando Mandra cair inesperadamente para o chão da floresta. O dragão de Mandra grunhiu quando atingiu as samambaias suaves abaixo antes de rolar sobre seus pés. Ele tremeu, fazendo pedaços de sujeira e folhas voarem por toda parte. O enorme dragão se virou com um grunhido quando ouviu os homens rindo novamente. —Tendo um dia ruim com sua simbiose?— Perguntou Creon com uma risada. —Sim, nós estávamos imaginando o que aconteceu com você. Eu pensei que nós estávamos fazendo um exercício de treinamento. Se soubesse que você só queria sair, eu não teria me escondido tão bem. — Kor brincou balançando de um lado para outro em seus calcanhares olhando para o dragão furioso.


—Talvez ele esteja ficando velho e precise de uma soneca. — acrescentou Jaguin sem se importar em esconder o enorme sorriso em seu rosto. Mandra teve o suficiente. Já era bastante ruim que sua simbiose o fizesse parecer um idiota na frente de seu irmão e seus homens, agora eles o estavam chamando de velho? Ele mostraria quem era velho! Ele iria chutar seus traseiros e mandá-los para casa chorando por suas mamães! Mandra moveu-se com a velocidade do relâmpago envolvendo sua cauda em torno de Jaguin e jogando-lhe uns bons quatro metros e meio em um córrego próximo. Sua cabeça girou e ele sorriu para Kor, que agora estava voltando o mais rápido que podia, enquanto vomitava palavrões. Creon riu e rapidamente se transformou em seu dragão. Um dragão liso, preto como carvão com nenhuma outra gota de cor exceto pelas chamas douradas de seus olhos. Kor saltou para o lado quando uma breve explosão de fogo de dragão voou para ele. Ele rolou várias vezes levantando-se imundo por pousar em uma piscina enlameada de água. Ele tossiu lama e olhou para si mesmo com desgosto. Jaguin estava sentado no riacho sacudindo seus longos cabelos molhados para fora do rosto. —Pelo menos eu fiquei limpo depois que ele descontou seu mau humor.— Jaguin chamou Kor que estava puxando um pedaço grosso de lama fora de seu cabelo. —Sim, vamos ver quão bem Creon ficou. — Kor disse com uma careta enquanto lama escorria para dentro de sua bota. —Isso é nojento. — Kor reclamou enquanto se dirigia para o córrego.


—Mas pense no quão agradável sua pele vai ficar depois. — Jaguin riu, esquivando-se quando Kor jogou um pedaço de lama nele. Creon olhou para seu irmão mais velho. Agora a diversão começaria. Os dois dragões rodearam-se mutuamente. Eles tinham lutado juntos e uns contra os outros toda a sua vida, o que tinha sido um tempo consideravelmente longo. Creon era menor e mais elegante do que seu irmão mais velho. Ele tinha a vantagem de ser capaz de misturar-se com o seu entorno ao ponto em que ele era quase invisível às vezes. Mandra era rápido no entanto. Ele podia se mover como um relâmpago e era forte e esperto. Creon entrou sob seu irmão tentando jogá-lo de costas para que ele pudesse prendê-lo. Mandra deixou seu irmão se aproximar o suficiente para agarrá-lo com as garras da frente antes de se virar no último segundo. Deixou que o ímpeto de Creon o levasse para um conjunto de samambaias espessas. No último minuto, ele balançou a cauda deixando-a encaixar nas costas de Creon apenas o suficiente para atrair um grunhido de dor de seu irmãozinho. A maior vantagem de Mandra era que ele tinha passado uma vida lutando com seus irmãos. Zoran e Trelon eram os dois que o batiam frequentemente, mas Creon estava melhorando. Toda a sua experiência durante as Grandes Guerras fez dele um oponente esperto. Mandra se virou em um círculo apertado procurando por Creon, seus olhos afiados procuravam o lugar onde Creon estivera. Mandra cheirou o ar tentando obter um cheiro de seu irmão. Ele estava usando sua habilidade para se misturar com seu ambiente natural para se esconder. Mandra teria que usar seus outros sentidos para encontrá-lo. Suas orelhas moviam-se para frente e para trás, ignorando Jaguin e Kor que estavam tendo uma luta na água do córrego, os sons do vento que se


apressava através das árvores, mesmo os insetos zumbindo. Uma de suas orelhas levantou quando ele percebeu o som fraco de uma folha crepitando à sua direita. Mandra não se virou para o som. Creon estava vindo por cima dele e através de uma sombra naturalmente escura lançada por duas árvores grossas. Mandra deixou seu peso mudar para que ele pudesse estar pronto. O som estava à sua direita e ligeiramente atrás dele agora. Mandra deixou a cabeça girar na direção oposta aonde Jaguin e Kor estavam conversando enquanto Kor limpava a lama de suas botas. Ele relaxou seu corpo, deixando sua cauda se contrair ligeiramente para frente e para trás em prontidão. Esperar era sempre a parte mais difícil, pensou vagamente. Esperar por uma companheira é o mais difícil. Quero a minha companheira, agora! O seu irmão tem uma companheira. Por que você não pode encontrar uma? Vá ao mundo das fêmeas e tome. Encontre uma companheira para você. O dragão de Mandra resmungou de descontentamento. Mandra estava tão concentrado em seu dragão que se esqueceu de seu irmão mais novo por um momento. Um momento em que ele deveria estar pronto se não estivesse distraído, Mandra pensou resignado quando Creon o atacou por trás e o prendeu no chão depois de um intenso combate corpo a corpo. Minutos mais tarde, ambos os homens foram transformados de volta em sua forma de duas pernas. Ambos estavam respirando pesadamente depois de lutar no chão. Mandra sentou-se e descansou seus antebraços em seus joelhos enquanto inspirava em várias respirações profundas, calmantes. Ele fechou os


olhos e concentrou-se em diminuir a respiração até que sentiu seu pulso voltar lentamente ao normal. —Você está bem?— Creon perguntou calmamente sentado ao seu lado. — Você sabia onde eu estava, podia sentir, mas algo aconteceu. O que está te incomodando, irmão? Mandra abriu os olhos e olhou para os de Creon por um instante antes de olhar para onde Kor e Jaguin estavam saindo do rio rindo juntos. Como ele explicava o implacável vazio que o estava engolindo constantemente? Como ele explicaria a escuridão em sua alma que parecia estar crescendo? Como ele explicaria a solidão que sentiu pressionando ele e seu dragão? Só sua simbiose parecia otimista de encontrar uma verdadeira companheira. —Quero uma companheira. — disse Mandra, surpreendendo a si mesmo e ao seu dragão. Ele olhou para Creon que agora estava olhando para frente. O rosto de seu irmão continha uma triste resignação. Ele não deveria ter dito nada. Não iria ajudar desejar uma verdadeira companheira quando não havia nenhuma disponível. O declínio no nascimento de fêmeas estava em um nível crítico no mundo de Valdier. Seus cientistas não tinham certeza de porquê havia cada vez menos nascimentos femininos nos últimos séculos, mas eles especularam que era causado pelas Grandes Guerras e o conhecimento de que mais machos eram necessários para lutar. De alguma forma, a personalidade dominante do dragão combinada com a dos guerreiros Valdier foi suficiente para garantir que apenas os filhos do sexo masculino nascessem. Embora as


guerras tenham terminado há mais de um século atrás, os nascimentos de mulheres continuavam a ser extremamente baixos. Foi um dos fatores que levaram ao fim das guerras e um novo tratado entre os sistemas Sarafin e Curizan. —Eu estou quase renunciando à esperança de encontrar uma verdadeira companheira. — disse Creon suavemente em resposta à inesperada declaração de seu irmão. —Estou feliz que Zoran tenha encontrado sua verdadeira companheira. A partir das breves conversas que tive com Kelan e Trelon parece que eles encontraram as deles também. Talvez este novo mundo seja o que salvará o nosso povo. Mandra sacudiu a cabeça. —Não tenho certeza disso. Você viu como a companheira de Zoran é pequena e delicada quando conversamos com ele. Embora seja muito agradável aos olhos, sua espécie é demasiado frágil para nossos machos. Eu ficaria surpreso se elas pudessem se reproduzir conosco. — disse Mandra, pegando uma folha e esmagando-a entre os dedos, como se quisesse demonstrar quão frágil era uma fêmea humana ao toque de um guerreiro Valdier. Creon observou seu irmão esmagar a folha delicada e assentiu. —Verdade. Ela é muito bonita. De seu tamanho e sua maneira gentil, sou levado a pensar que sua espécie deve ser mais delicada do que nossas próprias fêmeas. — Creon disse com um suspiro.


Mandra observou como seu irmão mais novo levantou-se de um salto e estendeu a mão para ajudá-lo. Agarrou-a e sorriu com a força de seu irmão. Ele estava feliz de que Creon estivesse ao seu lado. Ele era um adversário formidável. Seu irmãozinho mereceu muito o crédito pelo fim das guerras. Sua inteligência, lealdade e desenvoltura ajudaram a levá-la a um fim e sua amizade com Ha'ven e Vox, os líderes do Curizan e Sarafin, foi a prova de sua capacidade de forjar uma aliança entre antigos adversários. —Zoran deve estar de volta em alguns dias. O trabalho de Trelon nos motores melhorou a velocidade a que podem viajar. Eu ouvi dizer de um dos guerreiros algo sobre uma das fêmeas puxou para fora mais poder dos cristais, também. — Creon disse ao se mudaram para onde Kor e Jaguin estavam deitados ao sol. —Ouvi isso também. Eu também ouvi que eles tiveram problemas com um par de fêmeas. Kelan não disse o quê, mas que ele ficaria feliz quando pudesse finalmente tirá-las de sua nave. Eu suspeito que elas provavelmente estejam chorando de medo. Você sabe como ele sempre as faz chorar. Elas o fazem correr na direção oposta. Eu posso imaginar todas elas muito assustadas em ser tiradas de seu mundo. Falarei com a mãe sobre tentar acalmá-las quando chegarem aqui. — Mandra disse pensando com alívio que ele poderia transferir a responsabilidade pelas mulheres frágeis para o cuidado gentil de sua mãe. —Essa é uma excelente ideia. Também dará à mãe algo para fazer. — Creon assentiu com a cabeça. —Talvez possamos encontrar um companheiro nas fazendas ou entre os comerciantes? Eles não são tão intimidadores quanto um


guerreiro, uma vez que eles não precisam treinar tanto. — Acrescentou Creon com reflexão. —Essa é uma excelente idéia — alguém que é gentil e pode lidar com algo delicado e frágil, mas ainda ser forte o suficiente para protegê-las. Obrigado, Creon. Vou fazer uma lista de homens que podem ser perfeitos para elas. — Mandra disse com um sorriso, feliz com a idéia de ajudar pelo menos alguns dos homens a conseguir companheiras. Mandra sentiu como se um pequeno peso tivesse sido retirado de seus ombros quando se encontraram com Jaguin e Kor. Transformando-se de volta ao seu dragão para o voo rápido de volta ao palácio, Mandra estava determinado a concentrar-se em descobrir quem estava por trás da captura de seu irmão. Ele teria uma longa conversa com seu dragão e sua simbiose esta noite. Eles precisavam entender que encontrar uma companheira teria que esperar até que a segurança de seu povo fosse garantida.


Capítulo Quatro Ariel resmungou de frustração. Toda vez que ela ou Carmen tentavam sair do quarto ao qual foram escoltadas, um grupo de guardas bloqueava o caminho. O número de guardas havia aumentado de dois para três entre a primeira e a segunda vez que ela tentou sair. Ariel supôs que o cara que as escoltou para o quarto não estava muito feliz com elas. Um dos guardas mencionou que Tammit e o outro homem da enfermaria tinham de ser readmitidos para cura adicional. Jarak não estava mentindo quando ele disse que o quarto era pequeno, mas Ariel teria de bom grado dormido no chão para saber se Trisha estava bem. Estava preocupada com sua melhor amiga. Carmen estava encostada na parede, jogando uma xícara vazia no ar. —Precisamos passar pelos guardas. Tenho que voltar para a Terra. — Carmen murmurou em voz baixa. Ariel parou de caminhar pela área estreita. Quatro passos para a esquerda, seis passos para a direita e de volta novamente. De outra forma, ela iria correr em volta da cama estreita ou da mesa com duas cadeiras. A sala não era muito maior do que uma cela de oito por oito. Com a mesa, cadeiras e cama, havia apenas um caminho estreito para o banheiro, que não era muito maior do que um armário. Nenhuma surpresa que nenhum dos guerreiros de Valdier ocuparam o quarto eles eram grandes demais para caber neles! —Por quê? O que é tão importante que você tem que voltar? Pensei que você estivesse de folga entre trabalhos agora. — Ariel perguntou desconfiada.


Carmen olhou para Ariel e corou. —Eu só tenho algo importante para terminar. Os olhos de Ariel se encheram de preocupação. —Você vai atrás dele, não é? Carmen nem sequer fingiu não saber o que Ariel estava perguntando. Ela não mentiria para sua irmã mais velha. Elas prometeram sempre contar a verdade umas as outras quando eram pequenas. Carmen sabia que estava machucando Ariel, mas algumas coisas não podiam ser evitadas. —Sim. — respondeu Carmen suavemente. —Eu tenho alguém que eu deveria encontrar em San Diego. Ele tem informações sobre onde posso encontrar Mendoza. —Oh Carmen, você sabe que a vingança nunca trará Scott de volta. — disse Ariel se aproximando de onde Carmen estava de pé com a cabeça inclinada. —Ele não iria querer que você desistisse de sua vida apenas vivendo para se vingar, ele gostaria que você vivesse. Carmen levantou a cabeça e seus olhos brilharam com lágrimas não derramadas, lágrimas que estavam presas dentro dela. Ela nunca chorava. Não desde quando foi baleada, não quando viu Scott morrer, nem mesmo quando ela o enterrou. Ela não podia. A dor era muito profunda para as lágrimas. Foi a dor que lhe disse que ainda estava viva o suficiente para vingá-lo. Só quando o homem que matou seu marido estivesse morto ela deixaria a dor tomá-la. Pois só a morte podia lhe dar a paz que tanto desejava.


—Fique fora disso, Ariel. Você não quer ir lá... —Carmen sussurrou com uma calma fria e mortal. —Você não sabe como é a dor, dia após dia. Está me comendo viva, até dói respirar. Vou terminar isso. —Mesmo que isso te mate?— Ariel perguntou calmamente. Carmen olhou tristemente para a irmã mais velha. —Mesmo que me mate. — ela respondeu. Ariel podia ver a dor nos olhos de Carmen. —Então, você vai precisar de alguém para cobrir sua retaguarda. Estarei lá quando chegar a hora, não importa o quê. Os olhos de Carmen se endureceram por um momento antes de amolecerem com amor. —Obrigada. Ariel sorriu tristemente e sacudiu a cabeça. —Nós prometemos uma à outra quando éramos crianças que nós estaríamos sempre lá não importa o que. Na vida e na morte, somos família e famílias sempre ficam juntas. Carmen se afastou da parede e envolveu seus braços em torno de Ariel. Ariel sentiu o corpo de sua irmãzinha tremer de emoção. Carmen se esforçava muito para parecer durona, mas ela era realmente a mais suave, mais sensível das duas de muitas maneiras. Ariel abraçou Carmen com força antes de soltála. Ela se moveu para sentar-se na borda da cama estreita.


—Ok, vamos fazer um plano. Precisamos de uma distração para os guardas. Então, encontramos Trisha e vamos para a sala do transportador. — disse Ariel firmemente empurrando toda a emoção de volta. Carmen voltou a apoiar-se contra a parede. —E quanto a Abby? Sabemos se ela está aqui e se quer voltar? Ariel sacudiu a cabeça. —Eu não sei. Tenho a sensação de que ela falou que estava feliz com este cara Zoran. Não podemos tomar uma decisão por ela. Nós não ouvimos nada sobre Cara, então eu estou assumindo que foi capaz de fugir. Você sabe o quão difícil é pegá-la. Precisamos nos concentrar nas três. — disse Ariel quando a porta emitiu um som indicando que alguém estava prestes a entrar. Ariel se levantou quando viu Trisha. —Graças a Deus! Eu tentei passar pelos guardas esta manhã para ir encontrála, mas eles não me deixaram sair. — disse Ariel com alívio. Carmen olhou com determinação para Trisha, que estava sorrindo para as duas. —Eu não sei sobre vocês duas, mas estou pronta para dar o fora daqui. Tenho negócios em San Diego que não podem esperar. — disse Carmen a Trisha. Trisha assentiu ansiosamente. —Eu acabei de ter uma discussão com um dos machos a bordo. Acho que ele não está muito feliz comigo agora.


—Quer que eu converse com ele? Tenho certeza de que podemos ajudar a remodelar outra seção da nave se você quiser. — disse Ariel com um sorriso malicioso, feliz por ter sua irmã adotiva de volta com elas. Trisha riu, sacudindo a cabeça. —Não, eu só quero chegar em casa. Papai provavelmente está virando Shelby de cabeça para baixo agora mesmo. — ela ficou sóbria enquanto continuava. —Eu não quero que ele se preocupe mais. Gostaria de não tê-lo quase matado quando tive meu acidente. Não consigo imaginar o que isso deve estar fazendo com ele. —Eu também amo seu pai. Nós vamos voltar para ele. — Carmen disse dando a Trisha um abraço rápido em apoio. —Vamos procurar a sala de transporte que você me contou, Ariel, e voltar para casa. — Ok. — disse Ariel antes de se virar para Trisha. —Precisamos que você distraia nossos guardas. Eles não nos deixaram sair daqui. Trisha assentiu com a cabeça. —OK. Há três deles. Carmen deixe um para nós, ok? —Você sempre atrapalha minha diversão. — disse Carmen, desanimada. Ariel observou enquanto Trisha se movia para a porta apenas para ser bloqueada pela enorme criatura dourada que a seguira até o quarto. Trisha tentou várias vezes contornar a criatura, mas continuou bloqueando-a. Ariel segurou uma risadinha, a criatura agia quase como um cachorro tentando segurar seu filhote rebelde.


—Vamos, Bio. Eu preciso sair daqui. — disse Trisha impacientemente empurrando a criatura dourada de forma ineficaz. —Talvez você deva ir ao banheiro antes de irmos — sugeriu Ariel. —Você sabe quão fraca você é às vezes. Eu odiaria que você caísse e se machucasse. Trisha olhou para Ariel perplexa antes de seu rosto se iluminar com compreensão. —Oh, você está certa. Eu odiaria me machucar novamente. Carmen revirou os olhos. —Bem, é melhor você se apressar ou nunca vamos sair daqui. — ela disse exasperada. Em instantes, a enorme criatura dourada ficou presa dentro do banheiro. Ariel estremeceu quando ouviu os grunhidos quando a criatura agarrou a porta. Talvez fosse mais como uma leoa com seu filhote. Ela rosnava como uma. —Vamos! Eu não acho que a porta vai segurá-la por muito tempo.— disse Trisha com urgência. Trisha atacou no momento em que a porta se abriu. Em segundos, Ariel e Carmen tinham nocauteado os outros dois guardas. Elas estavam se movendo pelo corredor quando um som alto quebrou a quietude. Ariel estremeceu com o som. Definitivamente não havia nada remotamente humano no rugido que quebrou o silêncio. Ariel olhou para Trisha, que se tornara decididamente mais pálida. —Vamos.— disse Trisha com voz rouca. —Ele vai vir atrás de mim.


Ariel assentiu. —Vamos. Ariel seguiu Trisha enquanto corria pelos corredores. Ela estava preocupada com a amiga. Ela podia ver que Trisha estava mancando. Ariel sabia que Trisha nunca admitiria estar sofrendo, mas também sabia o quão frágil era realmente sua amiga. Ela cuidou dela depois do acidente. Trisha quase morreu em um acidente de helicóptero que encerrou sua carreira no programa de treinamento de astronautas. Além disso, Trisha descobriu que seu merda de marido a estava traindo e esperava que ela aceitasse. Trisha passou mais de um ano em uma cadeira de rodas antes de aprender a andar novamente. Tinha sido uma longa e dura estrada e Ariel estava determinada a proteger sua amiga de mais mágoas. Ela merecia muito mais do que o que lhe fora dado até agora. Em pouco tempo, Trisha deslizou para uma estação fora de um conjunto de portas. Ariel respirou fundo. Ao contrário de Carmen, que parecia desfrutar de situações tensas e perigosas, Ariel preferia ficar em casa cuidando de qualquer tipo de animais desde menina e evitar qualquer tipo de conflitos. Isso não significava que ela corria de situações difíceis, apenas preferia uma existência menos estressante. Infelizmente, com uma irmã mais nova que parecia viver para a aventura, não tinha muito tempo para aquela existência livre de estresse. —É isso. — Trisha ofegou tentando esconder sua dor. —Deixe-me ir primeiro. Eu sei que você pode lidar com isso, mas eu vi o quanto se machucou quando chutou esse guarda. — Carmen disse suavemente.


Trisha acenou agradecida, deu um passo para trás e fez um gesto para Carmen ir em frente. Ariel pegou a retaguarda apoiando uma mão de apoio no braço de Trisha. Ambas, Ariel e Carmen sabiam o quanto Trisha amava seu pai. Elas o amavam também. Ele era o homem mais legal que já conhecera, além do seu próprio pai, pensou Ariel tristemente sentindo a falta do pai naquele momento. — Obrigada. — disse Trisha olhando para Ariel. —Vamos fazer isso. Eu quero ir para casa.

Carmen encolheu os ombros e olhou de um lado para o outro antes de se aproximar da porta. Vários dos homens olharam para cima quando a porta se abriu, a silhueta das três mulheres na porta chamando sua atenção. Um dos homens começou a avançar e Carmen o atacou rapidamente antes que ele percebesse o que estava acontecendo. Ariel deu um passo adiante quando o homem começou a lutar, segurando uma perna de cadeira desmontada sob seu queixo, forçando-o a elevá-lo a um nível desconfortável. Trisha segurou uma grande faca na frente dela para manter os outros homens que começaram a avançar para trás. —Apenas fiquem onde estão.— Trisha disse calmamente antes de se dirigir ao homem de pé na frente do painel de controle do transportador. —Eu quero


que você nos faça voltar para o nosso planeta. Você entende? Não estou perguntando, estou lhe dizendo. Ariel ficou de olho nos cinco homens na sala de transporte. O homem que Carmen segurava com uma faca estava perfeitamente imóvel. Apenas seus olhos se moveram. Ariel apertou a perna da cadeira em advertência para que ele permanecesse assim. Ela olhou para Trisha para ver como estava. Ariel notou que ela parecia muito mais pálida do que até mesmo alguns momentos atrás e um leve brilho de suor estava cobrindo sua testa. Ela ouviu quando Trisha disse a outro homem que se movesse para trás. Trisha falou com uma voz tensa. —Ariel, certifique-se que ninguém pode entrar aqui. Ariel assentiu e lançou um olhar de advertência ao homem antes de dar um pequeno passo para longe dele. Ela nunca virou as costas, mas moveu-se em passos lentos e cautelosos para trás. Olhando por trás dela brevemente, ela agarrou a perna da cadeira firmemente e balançou com todo o seu poder, dirigindo-o para o painel. Faíscas voaram quando o painel danificado sibilou. —Feito. — disse Ariel com um sorriso sabendo que ia ser difícil para alguém entrar na sala. Ela olhou para Carmen e olhou novamente quando viu um olhar no rosto de sua irmãzinha que quase parecia um sorriso genuíno. Era o mais próximo de um que Ariel tinha visto em três anos. Se eu soubesse que ser sequestrada por alienígenas teria ajudado a iluminar o humor de Carmen, eu teria feito um pedido há três anos, pensou Ariel divertida.


—Sabe, eu não me divirto muito há anos. Devemos nos reunir mais vezes. Eu conheço esse pequeno bar no México...— Carmen estava dizendo antes de um barulho alto soar na porta externa para a sala de transporte. —Uh-oh, eu acho que temos companhia.

Kelan Reykill, comandante do V'ager, estava furioso. Sua nave estava sob ataque e ele não conseguia fazer nada! Isso não era inteiramente verdade. Ele poderia matar seu irmão mais velho por trazer as fêmeas que estavam destruindo-o sistematicamente, mas então sua mãe ficaria chateada com ele. Seu irmão, Trelon, tinha acabado de reparar a sala de transporte que ele destruiu quando seu dragão ficou furioso com a pequena humana que ainda estavam tentando pegar. Aquela fêmea peculiar estava reprogramando seu navio mais rápido do que ele ou sua segurança pudessem bloqueá-la. Além disso, seu dragão estava enlouquecendo porque queria a fêmea humana chamada Trisha. Ele não tinha visto a sua simbiose em dias até há poucos minutos, porque estava ligada ao lado dela. Então, ele teve que lidar com as outras duas mulheres que foram responsáveis por vários de seus tripulantes sendo readmitidos para cuidados médicos. Ele balançou a cabeça. Quando Jarak lhe disse que três de seus homens haviam sido espancados por três fêmeas humanas, pequenas fêmeas alem disso! - ele não pode acreditar até que ele os visitou. Tammit tinha dois olhos


roxos, o nariz quebrado, além de outras contusões que ele sorriu e mostrou orgulhosamente para Kelan. Mako não estava em muito melhor forma e estava tão orgulhoso de todos os seus machucados e contusões. Ambos insistiram que suas simbioses não os curariam ainda. Eles queriam que os outros membros da tripulação os vissem. Até agora, as façanhas das fêmeas haviam varrido a nave e todos os homens queriam uma chance de se aproximar das fêmeas na expectativa de reivindicá-las. Não seria tão ruim, mas Kelan estava querendo chegar à fêmea de cabelos encaracolados chamada Trisha antes que qualquer um dos outros homens tivesse uma chance. Seu único consolo era que sua simbiose impediu que outros machos se aproximassem dela. Agora, Jarak estava dizendo que a pequena fêmea tinha atacado novamente enquanto ele estava tentando entrar na sala de transporte onde à porta por algum motivo não estava respondendo, não importava o que ele fizesse. Kelan bateu o punho contra a porta sólida em frustração. Não havia nenhuma dúvida sobre isso. Zoran era um guerreiro Valdier morto quando ele conseguisse ter as suas mãos sobre ele novamente num treinamento. —Pegue um kit de ferramentas. — resmungou Kelan. —Sim Comandante.— disse o enorme guerreiro ao seu lado antes de desaparecer pelo corredor. Momentos depois, Kelan trabalhava na alavanca manual na porta. Ele abriu a porta o suficiente para conseguir passar pela estreita abertura. Atravessando, segurou um gemido alto. As três mulheres estavam ameaçando seus homens


novamente. Dos olhares nos rostos dos homens, eles estavam desfrutando completamente também. Balançando a cabeça, Kelan grunhiu em voz alta. —Chega! O que está acontecendo?— Perguntou com um suspiro resignado. —As fêmeas estão exigindo que nós as transportemos de volta ao seu planeta. Tentei explicar-lhes que o deixamos seu sistema solar há três dias e nem sequer estamos perto de sua galaxia.— Tulex disse se encolhendo quando Trisha o atingiu com a ponta da faca. —E eu lhe disse para nos levar de volta!— Trisha disse com raiva. —Eu tenho que ir para casa. Kelan cruzou os braços e disse severamente. —Não haverá ida para casa para nenhuma de vocês. Esta é a sua casa agora. Burj fez um barulho de angústia quando Carmen apertou a faca em sua garganta. —Comandante, não acho que elas gostaram da resposta. —Oh, pare de ser um bebezão. Eu não quis cortar você.— Carmen murmurou em voz baixa. —Se quisesse, você estaria morto. Ariel observou cuidadosamente tudo à sua volta. Algo não estava certo. Ela podia sentir, mas não tinha certeza do que era. Nenhum dos homens parecia preocupado com o fato de os terem tomado como reféns, bem, exceto pelo que Carmen estava a prestes a cortar, mas Carmen tinha um modo de deixar as pessoas nervosas quando tinha uma faca.


Ela prestou atenção parcialmente ao homem que entrou. Ele se apresentou como o comandante do navio de guerra. Seus olhos se arregalaram quando ela percebeu que era o homem que Tammit dizia que estava reclamando Trisha. Ela se virou para observar a reação de Trisha para ele. Seus olhos permaneciam presos no rosto de sua amiga. Algo estava definitivamente errado. Ariel conhecia bem Trisha para saber quando estava machucada e, por sua linguagem corporal, estava além da dor normal. Ariel estava prestes a ir até ela quando algo que Kelan disse chamou sua atenção. —Que outra mulher humana?— Ariel perguntou de repente. —A pequenina que você chama Cara. Ela é uma dor na minha... — começou Kelan. Ariel fechou os olhos brevemente com a ideia de que quase tinham partido sem Cara. Ela nunca teria sido capaz de conviver consigo mesma se deixasse a pequena amiga que ela e Trisha tinham adotado cinco anos antes. Os olhos de Ariel se abriram quando ouviu o grito de dor de Trisha. Soltando a perna da cadeira que estava segurando os homens, ela correu para a sua melhor amiga amaldiçoando sob sua respiração. —Afaste-se dela. — disse Carmen, empurrando o homem que Trisha ameaçara. —Respire fundo, querida, e tente relaxar o máximo que puder. Ariel se aproximou da perna de Trisha e começou a massageá-la. —Eu nunca deveria ter deixado você assumir esses homens.— disse Ariel com remorso. —Você precisa nos dizer quando você está com dor antes que fique muito ruim. Você sabe o que acontece se você se esforçar demais.—


Ariel repreendeu gentilmente enquanto trabalhava em massagear os músculos da panturrilha e da coxa de Trisha como o fisioterapeuta ensinou a ela. —O que há de errado com ela?— Kelan perguntou desesperadamente olhando para o rosto branco de Trisha. —O que há de errado com ela?— Ele exigiu novamente olhando brevemente para Ariel. Ariel olhou para o enorme guerreiro que estava passando as mãos cuidadosamente sobre Trisha. Mordendo o lábio, ela olhou para o rosto pálido de Trisha e fechou os olhos. Ela gostaria de dizer a ele, mas não era direito dela. Ariel sabia que precisava se concentrar em ajudar Trisha o máximo que pudesse. Sempre que ela tinha um ataque como este a drenava, às vezes por dias, e muitas vezes a deixava deprimida. Ela precisaria de todo o apoio que pudesse obter. Os olhos de Ariel se voltaram para o guerreiro inclinado desesperadamente sobre a figura de Trisha e se perguntou se Trisha estava ciente de que sua vida estava prestes a mudar, quer ela quisesse ou não. Porque, se a maneira como o homem e seu amigo de ouro estavam ao redor de Trisha era qualquer indicação de seus fortes sentimentos por ela, as coisas estavam prestes a ficar muito interessante para sua amiga.


Capítulo Cinco Cedo na manhã seguinte, Ariel prendeu a respiração enquanto se apertava pela abertura da saída de ar. Era um ajuste apertado. Minha bunda e peitos estão ficando maiores, pensou em desespero. Precisaria trabalhar um pouco mais ou começar a comer um pouco menos. Não era como se comesse muito. Ela era vegetariana. Ariel reprimiu um estremecimento quando se lembrou da primeira refeição trazida para ela. Ela havia exigido que fosse levada imediatamente. Carmen resmungou que não era vegetariana quando o enorme guerreiro que as guardava parecia confuso com Ariel e começou a pegar os dois pratos. Como ela saberia que nunca tinham ouvido falar de um vegetariano antes? Depois de várias tentativas, ele finalmente trouxe uma enorme seleção de frutas. Infelizmente, não pareceu satisfazer sua fome por muito tempo. Essa foi uma das razões pelas quais ela concordou com os loucos planos de Carmen para fugir de seus aposentos. Carmen era escorregadia como sempre e não teve nenhum problema em passar através do buraco. Ela sempre foi mais magra do que Ariel. Especialmente desde que Scott faleceu. Era como se ela não estivesse interessada em comida, exceto para mantê-la viva o suficiente para matar o homem que era responsável por sua morte. Ariel, por outro lado, adorava comida. Ariel percebeu há muito tempo que tinha puxado para o lado de sua mãe, enquanto Carmen puxou mais de seu pai. Ela era um bom tamanho 48 em um bom dia. Ela sempre seria maior e mais gorda do que sua irmãzinha, não importa o quanto ela tentasse


emagrecer. Ela se contorceu mais uma vez antes que estivesse finalmente livre. Com um suspiro de alívio, ela caiu no chão ao lado de Carmen. —Tem certeza de que pode voar numa dessas coisas?— Carmen perguntou em uma voz rouca. —Vamos descobrir. — sussurrou Ariel. —Eu me sinto muito confiante que eu posso entrar em um desses e descobrir. Ajudaria se Trisha estivesse conosco. — acrescentou Ariel suavemente. —Fica para a próxima. Isto é só um reconhecimento. — murmurou Carmen, enquanto olhava em volta da esquina. —Vamos. Ariel seguiu Carmen enquanto se movia pelo corredor. Elas realmente não tinham idéia de onde estavam indo, elas estavam apenas correndo. Ambas estavam ficando enlouquecidas trancadas em um quarto tão pequeno. O médico tinha parado na noite passada para avisá-las que Trisha estava bem, apenas descansando. Ele assegurou-lhes que tinha feito uma recuperação completa. Ambas ficaram céticas até que uma nota foi entregue no início desta manhã de Trisha dizendo-lhes que ela estava bem e iria se encontrar com elas mais tarde. Enquanto isso, elas estavam se divertindo ouvindo todos os alarmes soando a cada poucas horas. Era a única maneira de saber que Cara ainda estava solta. Essa foi uma das coisas que lhes deu a ideia de fugir. Carmen informou os guardas que elas não deveriam ser perturbadas sob quaisquer condições se os homens valorizavam suas vidas. Dois dos homens pareciam tentados a testá-la, mas o outro os avisou que Jarak não podia perder mais homens neste momento com ferimentos.


Uma vez que elas descobriram como sair de seu quarto, puxando a cobertura do respiradouro sobre a cama, era uma questão de decidir o que fazer com a sua recém-adquirida liberdade. Ariel sugeriu encontrar uma nave espacial para levá-las para casa. Afinal, se os caras da nave de guerra não estavam dispostos a levá-las, elas iriam descobrir sozinhas. O plano era simples. Iriam se separar quando chegassem a um painel de acesso que as deixaria mover sem ser vistas. Uma tomaria os níveis superiores e a outra, o mais baixo. Ariel escolheu os níveis superiores. Elas desenhariam um mapa quando voltassem e planejariam como encontrar Cara e Trisha e sair da nave assim que possível. Ela não disse a Carmen que a coisa toda provavelmente era uma missão suicida. Mesmo que pudesse descobrir como voar uma das malditas coisas, não tinha ideia de onde estavam. Ariel estava preocupada com o quão longe haviam viajado, mas como realmente não pensava que iriam chegar tão longe no espaço, decidiu não se preocupar com isso ainda e apenas se divertir um pouco. Ariel imaginou que seu “plano” era mais uma maneira de aliviar o tédio. Nenhuma delas estava acostumada a ficar presa. Além disso, quem poderia culpá-las! Não eram todos os dias que uma menina humana tem que explorar uma enorme nave de guerra com um bando de alienigenas sexys a bordo. Não que ela quisesse qualquer um deles, mas nunca fez mal olhar. Foi assim que ela se encontrou movendo-se silenciosamente atrás de Carmen no corredor quase meia hora depois. Ariel tocou o braço da irmã e acenou com a cabeça. Havia uma marcação que parecia ser um acesso de manutenção. Carmen assentiu. Precisou das duas para descobrir como abrir a maldita coisa, mas felizmente foi o que Ariel suspeitou. Um conjunto de anéis subia e descia através de um estreito túnel.


Carmen entrou e começou a descer. Ariel a observou por um momento antes de entrar e puxar o painel, fechando-o atrás dela. Ela olhou para cima... E para cima... E para cima. Ariel soltou um gemido mentalmente. Bem, ela pensou com resignação, eu estava pensando que precisava fazer algum exercício. Ela passou as próximas horas passando de um acesso a outro. Ela espiou em salas diferentes, escondeu-se em outras quando ouviu alguém vindo, e babou quando ela acidentalmente entrou nos chuveiros perto do que tinha que ser uma sala de treinamento. Ariel pensou enquanto seus olhos se arregalaram em apreço. Cada um dos caras poderia ter sido um modelo masculino para qualquer revista feminina ou capa de livro erótico. Eles tinham músculos nos músculos. E, oh querida, eles poderiam flexioná-los! Ela nem sequer se incomodou em sentir-se envergonhada por estar espiando. Não pediu para ser sequestrada! Além disso, teria que estar morta ou cega para não apreciar a beleza dessas formas masculinas. Ela finalmente soltou um suspiro de arrependimento quando percebeu que estava assistindo aqueles colírios para os olhos por muito mais tempo do que deveria. Rastejando para trás, relutantemente fez o seu caminho para outro nível. Ariel estava a ponto de começar a voltar para a cabine quando ouviu um leve som de angústia flutuando pelo túnel de acesso. Movendo-se ao longo dele, ela espiou acima e viu o que parecia algum tipo de quarto de armazenamento forrado com gaiolas pequenas. Seus olhos se arregalaram quando ela viu uma


pequena pata espreitando para fora de uma das gaiolas. Seu coração imediatamente se derreteu. Aqueles imensos bárbaros tinham gaiolas cheias de pequenas criaturas. Ariel tirou a tampa da abertura e saiu. Felizmente, esta abertura estava alinhada com o chão e era mais larga, comportava várias dezenas de gaiolas. Nelas, havia uma variedade de criaturas. Alguns eram pequenos e peludos, lembrando Ariel de pequenos coelhos com orelhas minúsculas, enquanto outros eram um pouco maiores com pêlo lustroso cobrindo-os e braços numerosos. Ariel caminhou até uma gaiola e murmurou suavemente. —Oh, pobre bebê.— Ariel sussurrou conversando suavemente com uma das criaturas que parecia um coelho. O coração de Ariel se partiu quando a pequena criatura correu para a parte de trás da gaiola onde ficou tremendo de medo. —Tudo bem, querida. Eu não vou te machucar. — Ariel sussurrou suavemente deixando seus dedos deitados contra a frente da gaiola. —Você é um bebê tão lindo, sim, você é. A criatura avançou lentamente enquanto continuava a sussurrar-lhe suavemente. Depois de alguns minutos, ela foi capaz de acariciar suavemente a cabeça pequena com um dos dedos. Ela se perguntou o que eles estavam fazendo com todas as pequenas criaturas. Eles estavam levando-os para seu planeta? Eles os encontraram como elas, Carmen e as outras? Ariel se assustou quando ouviu algumas vozes se aproximarem.


—Eu voltarei. — ela sussurrou antes de se mover rapidamente de volta para a abertura na parede. Ela correu para trás e fechou a abertura. Ariel observou dois homens enormes entrarem na sala. Um deles estava falando calmamente enquanto o outro caminhava para uma das gaiolas e a abriu. Ela mordeu o lábio quando ouviu a pequena criatura chiar de medo enquanto o homem envolveu sua grande mão ao redor de seu pescoço. —Cozar, você me deve por isso. Quero um vaso desse vinho Sarafin que você tem. — disse o homem em voz baixa. Cozar riu. —Eu vou te dar duas garrafas! Eu só estou comendo um destes, não uma dúzia!— Cozar disse estendendo a mão e tomando a criatura lutando do homem. —Só não deixe os outros saberem que eu os tenho. Eles estarão aqui invadindo meus suprimentos. Planejo obter muitos créditos com eles quando voltarmos para casa. Ouvi dizer que há uma família Curizan à procura de um companheiro para sua filha. Eu planejo ter créditos suficientes no caso de ela valer a pena. Estes pequenos petiscos são uma rara guloseima e foram muito difíceis de esgueirar a bordo, mas eles devem valer o suficiente, não terei que me preocupar. — o homem riu. —É só porque eu devo a você por me ajudar a trazê-los para a nave que eu estou lhe fazendo um preço tão bom. Os olhos de Ariel se escureceram de raiva ao ouví-los falar sobre o que iria acontecer com as pobres criaturas. Ela estremeceu quando ouviu o som de ossos quebrando e o silêncio da criatura que há momentos atrás estava guinchando de medo. Ela tinha que fazer alguma coisa. Não podia deixar


aqueles animais comerem aquelas pequenas criaturas preciosas. Os olhos de Ariel brilharam com determinação enquanto escutava a porta fechar atrás dos homens enquanto eles saíam.

—Você está louca?— Carmen perguntou olhando em volta do minúsculo quarto que tinham recebido. —Eu não podia deixá-los, Carmen! Eles mataram um e o homem ia comê-lo! O outro homem ia vender o resto deles por comida, tipo caviar para dragões. — disse Ariel segurando suavemente duas das pequenas criaturas em seus braços enquanto uma das outras criaturas com seis patas se prendia a seu ombro. Carmen sacudiu a cabeça olhando em volta. Havia dezenas de criaturas em todos os lugares. Sobre a mesa, debaixo da mesa, na cama, no banheiro, em Ariel! Carmen voltou para o quarto e descobriu que estava cheio de todos os tipos de pequenas criaturas. Apenas sua irmã seria capaz de encontrar um animal em necessidade em um nave de guerra alienígena enorme no meio do espaço. E, somente sua irmã sentiria a necessidade de resgatá-los todos. —O que vamos fazer quando os guardas entrarem para nos trazer a comida? Você não acha que eles podem perceber que não estamos mais sozinhas? Como você vai alimentá-los? E como você vai manter tudo limpo?— Carmen


perguntou olhando para baixo e balançando a cabeça quando uma das criaturas de seis patas começou a subir por sua perna. —Eu tenho tudo planejado. Posso esconder alguns debaixo da cama e o resto no banheiro. Ou melhor ainda, não deixe os homens entrarem no quarto! Eles gostam da fruta que os homens têm trazido para mim e eu posso trancá-los na área do chuveiro do banheiro. — disse Ariel olhando para a irmã mais nova com olhos suplicantes. —Por favor, Carmen. Você devia ter ouvido o medo que uma pequena criatura estava antes que aquele homem horrível a matasse. — Ariel disse, seus olhos brilhando com lágrimas. Carmen sacudiu a cabeça. —Como é que você pode chutar o rabo de qualquer cara que você encontrar, mas não pode ficar de pé para ver um animal ferido?— Carmen perguntou quando ela puxou a criatura em seus braços suspirando quando ela se aconchegou contra ela. —Eles podem se proteger. Essas pobres criaturas não podem. — Ariel sussurrou sabendo que sua irmã iria ajudá-la pelo jeito que ela balançava a criatura em seus braços. —Eles precisam de mim, Carmen. —Você é uma idiota. Você sabe disso, não é?— Carmen disse suavemente com um pequeno sorriso para as palavras familiares. —Isso é o que eu amo sobre você. Os olhos de Ariel se iluminaram com diversão. —Eu sei, mas você não me quer de outra maneira. Ambos riram de repente quando os alarmes começaram a soar novamente à distância. —Espero que Cara os mantenha tão ocupados que o homem de


quem você salvou todas essas criaturas não virá procurá-las. — disse Carmen inclinando a cabeça para o lado.

Os próximos dias foram ocupados para Ariel. Carmen fez passeios regulares ao redor do navio explorando enquanto Ariel passou seu tempo trabalhando com as dezenas de criaturas que tinha resgatado. Cuidar deles era um trabalho de tempo integral. Ela teve que banhá-los, limpá-los, alimentá-los e treiná-los. Ariel descobriu que as duas espécies eram muito inteligentes e incrivelmente afetuosas. O que mais a surpreendeu foi quando duas criaturas de coelho tiveram bebês. Cada um tinha seis pequenas versões de si. Ariel fez uma cama pequena para eles em um dos painéis de armazenamento escondidos na parede. Carmen não falou muito. Ela apenas balançou a cabeça e murmurou que logo estariam dormindo em pé se mais criaturas começassem a se reproduzir. Ariel estava apenas colocando o último em sua nova cama quando um dos guardas tentou entrar na sala inesperadamente. Ela gritou e começou a jogar pratos no momento em que a porta se abriu, forçando-o a voltar para o corredor antes que ele pudesse entrar. O homem corou e olhou para ela como se ela tivesse perdido a cabeça enquanto os outros três guardas apenas riam. Este era um novo e ele não tinha aprendido ainda que as fêmeas eram subitamente muito protetoras de suas minúsculas habitações.


—O que você quer?— Ariel rosnou cansadamente. Ela tinha ficado acordada a noite toda com um dos pequeninos bebês que não se saía bem e estava exausta e de mau humor. —Eu... Foi-me dito para informá-las de que chegamos a órbita ao redor de Valdier e você deve ser escoltada para a sala de transporte imediatamente. — o homem gaguejou afastando-se da hostilidade nos olhos de Ariel. Turek olhou cautelosamente para a fêmea humana. Ao contrário de alguns dos outros guerreiros a bordo do V'ager que disputavam o dever de guarda, ele não desejava receber a honra duvidosa. Esta era sua primeira vez no V'ager e ele estava trabalhando na ala médica quando as fêmeas espancaram três dos guerreiros. Além disso, pelo menos uma vez por dia, um dos guardas teria de ser trocado por alguma lesão ou outra da fêmea de cabelos curtos. Todos os guerreiros estavam colocando apostas sobre qual deles poderia domá-la, mas até agora ela estava à frente. Ela não lutava justo, ou pelo menos de uma maneira que seus guerreiros entendesse. Bateu sem aviso e usou movimentos que nenhum deles tinha visto antes. Turek valorizava sua masculinidade e outras partes de seu corpo demais para, ao acaso, perdê-las para uma criatura tão perversa. —Bem, eu não posso ir. Estou ocupada.— Ariel grunhiu antes de fechar a porta no rosto aturdido de Turek. Turek encarou a porta fechada, imaginando o que fazer. Jarak ordenou que ele levasse as mulheres para a sala dos transportadores. Ele olhou para os outros três homens em pé ao redor da porta. Eles olharam para ele e encolheram os ombros.


—O que ela quer dizer com não pode ir? O que ela está fazendo?— Turek perguntou intrigado. Um dos guardas encolheu os ombros. —Eu não sei. Elas não nos deixam entrar no quarto há quase uma semana. A única vez que as vimos é quando a fêmea de cabelo curto vem para lutar conosco.— disse o homem olhando para a porta fechada. —Eu acho que elas estão trabalhando em uma maneira de destruir o V'ager.— disse outro guarda. —Tenho ouvido sons estranhos vindos da sala desde o dia em que começaram a nos fazer deixar a comida fora da porta. —Eu acho que elas podem mudar para algo diferente do que elas parecem. — disse o terceiro guarda em um tom calado. —Você já viu quanta fruta elas estão comendo agora? Não há como elas poderem comer tanto e ser tão pequenas. —Algum de vocês informou Jarak sobre as mudanças nelas ou sobre suas suspeitas?— perguntou Turek olhando para cada guarda. Os três sacudiram a cabeça. —Exceto pelos ruídos, não nos deixar entrar, o aumento de comida, e a de cabelos curtos enviando pelo menos um guarda por dia para o médico, não notamos nada de incomum.— disse o primeiro guarda, de repente, parecendo desconfortável. Os outros dois coraram.


—Talvez devêssemos ter dito alguma coisa. — o terceiro guarda murmurou olhando cautelosamente para a porta como se de repente tivesse algo além de duas pequenas fêmeas. Turek sacudiu a cabeça, incrédulo. Ele era o único que achava estranho? O que esses guardas estavam pensando? Como não poderiam suspeitar do que as fêmeas poderiam estar fazendo? —Vou chamar Jarak para vir aqui. — disse Turek, dando um passo atrás e olhando pela última vez para a porta enquanto uma série de ruídos estranhos o filtravam. —Eu acho que você pode estar certo. Eu não acho que as fêmeas são o que parecem. — ele sussurrou.

Quase uma hora depois, Jarak parou diante da porta dos aposentos de Ariel e Carmen, com quase meia dúzia de homens armados. Ele estava furioso por não ter sido informado sobre os comportamentos estranhos das fêmeas mais cedo. Ele tentou conversar com Kelan, Trelon e Zoran, mas os três estavam distraídos com as outras mulheres. Talvez a família real soubesse algo sobre as fêmeas humanas que eles não queriam compartilhar. Ele sabia que algo estava diferente da primeira vez que as encontrou. Ele achou que suas suspeitas se deviam ao fato de que elas eram uma espécie desconhecida. Perguntou-se vagamente se as fêmeas tinham algum tipo de domínio sobre os irmãos. Ele não podia imaginar que poderia ser ruim, já que suas simbioses e seus dragões


as aceitaram, mas até que seus cientistas tivessem a chance de examinar as espécies, eles não poderiam ter certeza. Ele precisaria conversar com Zoltin para ver se viu algo incomum nelas. Enquanto isso, ele precisava pegar as duas fêmeas que lhe causaram quase tantas dores de cabeça quanto à pequena do V'ager e descer para o planeta. Ele quase temia ver que tipo de dano elas poderiam fazer na superfície depois de ver o que tinham feito a seu navio de guerra. —Fiquem prontos com suas armas de atordoamento. Nós não podemos matá-las, mas se elas mudarem para outra forma e atacarem, eu quero que vocês estejam prontos. —Jarak ordenou, olhando para as simbioses de ouro dos homens de pé nas proximidades para ajudar se eles precisassem deles. — Eu quero que você esteja pronto para qualquer coisa. Os homens se posicionaram no estreito corredor. Jarak puxou sua arma e acenou com a cabeça para um dos homens para abrir a porta. Ele começou a avançar apenas para parar em descrença, a mão que segurava sua arma a deixou cair quando ele olhou ao redor do espaço minúsculo. —O que o...?— Jarak perguntou enquanto seus olhos se arregalaram em espanto. O quarto estava cheio com Maratts e Grombots. Ambos eram considerados uma rara, deliciosa iguaria para os dragões Valdier. Apenas a visão deles lhe dava água na boca. Seus olhos se moveram para onde a fêmea chamada Ariel estava sentada na cama estreita, balançando uma das criaturas em seus braços, cercada por uma dúzia mais. Havia criaturas pulando fora do banheiro e em


cada superfície disponível. Um Grombot estava enrolado ao redor de seus ombros, espreitando através de seu emaranhado selvagem de cabelos. Seus olhos se moveram para a mulher de cabelos curtos que estava alimentando com pedaços de frutas um par de criaturas na pequena mesa. —Vá embora!— Ariel gritou com medo. —Você, tire seus olhos gananciosos dos meus bebês! Jarak não achava que essas mulheres pudessem confundí-lo mais do que já tinham, mas ele estava errado. Agora, a fêmea de cabelos compridos estava reivindicando uma de suas iguarias mais procuradas, como seus bebês. Ele fechou os olhos e lutou para trás um gemido que saiu mais como um rosnado de seu dragão. A maldita coisa desejava cair sobre as criaturas saborosas. Não agora, controle-se, Jarak murmurou desesperadamente para seu dragão. Eu quero comer! Sabe bem. Quero agora! Seu dragão lutou, babando. Os olhos de Ariel e Carmen se arregalaram quando ouviram um barulho de rosnados encherem o corredor começando com os que estavam na frente da segurança. Todas as criaturas do quarto começaram a se proteger. Ariel olhou freneticamente para Carmen, que estava atirando as criaturas para o banheiro o mais rápido que podia. Ariel entregou a Carmen, a que estava em seus braços. —Proteja-os. — sussurrou Ariel à sua irmã enquanto ela pegava uma das toalhas e começava a girá-la até ficar torcida. Carmen assentiu e terminou de levar os últimos para o banheiro. —Eu vou.


—Onde você…? Como você...?— Jarak balbuciou através de um rosto parcialmente deslocado. Ele estava tendo dificuldade em controlar seu dragão. Queria perseguir o seu lanche favorito. Ele tropeçou quando vários dos homens atrás dele empurraram para frente, quando seus dragões lutaram para chegar às criaturas também. Ele estava prestes a perder o controle da situação se não tirasse os homens e as fêmeas da sala o mais rápido possível. Então, ele iria descobrir como as malditas coisas subiram a bordo do V'ager e pegar o guerreiro pelas bolas! O pensamento de Jarak foi trazido de volta à situação em questão quando sentiu uma picada afiada na ponta do nariz. —Volte... Você... Seu monstro! Você não vai prejudicar um único fio de cabelo de nenhuma dessas criaturas pobres e doces, você me ouviu?— Ariel resmungou batendo a toalha enrolada dolorosamente em Jarak, que estava sendo empurrado para a sala. —Volte!— Jarak grunhiu para os homens atrás dele enquanto lutava para se afastar da toalha quebrando. —Para trás, volte!— Ele gritou quando Ariel o acertou na ponta do nariz novamente. Os homens caíram para trás no corredor lutando pelo controle de seus dragões. Ariel avançou atirando a toalha com a facilidade de um guerreiro experiente empunhando uma espada. Ela respondeu a qualquer um dos homens que estavam pertoo suficiente para alcançar. Tinha aprendido este


pequeno truque de Trisha e elas muitas vezes tinham lutas de toalha enquanto cresciam. Jarak levantou as mãos em sinal de rendição. —Humana, eu não sei de onde você conseguiu... — Jarak fez uma pausa, tentando da melhor maneira lidar com a situação. —... Maratts e Grombots, mas eu não vou prejudicá-los se você abaixar o seu... Pano de secagem. — Jarak disse em resignação. Ariel parou de estalar a toalha o tempo suficiente para olhar para Jarak cautelosamente. —Você jura? Por sua vida?— Ariel acrescentou com uma careta escura. Jarak balançou a cabeça em desespero. Ele realmente não podia esperar para se livrar das fêmeas. Ele estava mais do que pronto para que uma nave pirata agradável ou nave de guerra Curizan rebelde os atacar. Pelo menos ele sabia como lidar com essas ameaças. Essas fêmeas continuavam a confundi-lo e a deixá-lo louco. Esperava que a família real soubesse o que estavam fazendo. —Eu prometo. — respondeu Jarak. —O comandante pediu que você e sua irmã fossem levadas para a sala dos transportadores. Estamos em órbita em torno de Valdier. As outras fêmeas também estarão lá. Ariel baixou a toalha lentamente. — Ok. — Ariel disse relutantemente. — Mas, eu quero sua palavra que você vai transportar todos esses animais para baixo comigo para o planeta. Jarak olhou para Carmen, que estava na porta tentando impedir que os Maratts e Grombots escapassem. Balançando a cabeça, ele respondeu firmemente.


—Precisarei colocá-los em gaiolas primeiro. — ele levantou a mão quando Ariel começou a protestar. —Assim eles podem ser transportados com segurança para você. Vou mandá-los serem entregues em sua casa no palácio. — Jarak disse enquanto lutava contra um sorriso com o retorno que a família real estava prestes a enfrentar. Seria bom para eles encontrar as fêmeas irritantes, mas fascinantes em primeiro lugar. Ele precisaria visitar o palácio para ver como as coisas estariam funcionando. Também pode estar interessado em encontrar uma companheira para si mesmo. Tinha que admitir, sua vida nunca tinha sido tão interessante ou emocionante como tinha sido desde que as fêmeas foram trazidas a bordo. Ariel olhou para Carmen, que estava na entrada do banheiro. Carmen encolheu os ombros deixando Ariel saber que era sua decisão. Ariel olhou de volta para Jarak, que estava bloqueando a entrada que levava a seus aposentos. Um rosnado ocasional ainda estava vindo do corredor atrás dele. — Você promete? — Ariel sussurrou. Jarak deu uma olhada nos enormes olhos castanhos escuros olhando para ele com seu coração brilhando neles e sabia que ele estava condenado. O que havia nessas malditas fêmeas que arrancava um guerreiro endurecido e o deixava fraco? Foi isso que Zoran, Trelon e Kelan sentiram quando suas companheiras olharam para eles? Jarak estudou a fêmea delicada na frente dele e soube naquele momento que faria tudo que poderia para fazê-la feliz. — Juro por minha honra como um guerreiro Valdier, minha senhora. — disse Jarak em voz baixa.


Jarak ficou surpreso quando Ariel voou pelo quarto e abraçou-o com força. —Oh, obrigado. — ela sussurrou contra seu peito antes de se levantar em seus dedos do pé para dar-lhe um leve beijo em sua bochecha. Jarak tocou sua bochecha enquanto Ariel se afastava com um enorme sorriso em seu rosto. Jarak gemeu por dentro. Ele poderia ser o próximo guerreiro na ala médica porque estava pensando seriamente em tentar ver se esta pequena guerreira era sua companheira. Pensou em chamar sua simbiose para ver se a aceitaria. Seu dragão parecia amá-la como se estivesse empurrando para se esfregar contra ela. Ou isso ou ela cheirava a Maratts e Grombots. —Turek!— Jarak resmungou. —Sim senhor.— Turek disse abrindo caminho para frente. —Escolha outros dois guerreiros para ajudá-lo a enjaular essas malditas criaturas. Ninguém vai comer nenhum deles, entendeu? Prepare-os para o transporte para o palácio.— Jarak disse bruscamente antes de se virar para Ariel e Carmen. —Por favor, siga-me para a sala de transporte. Todos eles serão cuidados até que você chegue.— Jarak prometeu. — Obrigada.— Ariel disse suavemente movendo-se para passar a multidão de guerreiros que olhava ansiosamente para o quarto. Carmen saiu grunhindo para os guerreiros. Eles se empurravam uns contra os outros em um esforço para se afastar dela. —Eu não quero que minha irmãzinha fique chateada, você entende? Vou arrancar o pau de cada homem e empurrá-lo para baixo de sua garganta, se


uma dessas criaturas estiver faltando, capisce?— Carmen disse acotovelando alguns dos homens que não saíram do caminho rápido o suficiente.


Capítulo Seis Mandra deu um grunhido de frustração. Zoran entrou em contato com ele duas noites atrás, querendo que ele desse um jantar para as mulheres. Ele pediu que Mandra também chamasse sua mãe, Morian, para ajudar a planejar, convidando os machos que desejavam acasalar. Mandra assumiu que as fêmeas deviam estar tendo um momento excepcionalmente difícil com a transição pelo olhar tenso em todos os rostos de seus irmãos. Ele balançou a cabeça se perguntando como seu povo iria sobreviver. A verdadeira ligação de seus irmãos com uma espécie tão frágil que causava preocupações a seus irmãos e a ele não podia ser boa. Ele estava grato que Zoran sugeriu que convidasse outros na esperança de ajudar as duas mulheres restantes a encontrarem seus companheiros. Talvez, se sua mãe pudesse encontrar dois machos que pudessem protegê-las, isso os ajudaria na transição de Valdier. Ele não sabia o que seus irmãos fariam se as fêmeas não sobrevivessem. Apenas o pensamento delas não conseguirem, rasgou Mandra. Normalmente, se uma verdadeira companheira morre, então muitas vezes, o outro logo a segue. A ideia de perder três de seus irmãos porque se casaram com uma espécie mais fraca, o preocupava muito. Ele precisaria falar com sua mãe sobre estar lá para ajudar as mulheres tanto quanto possível. Talvez ele pudesse pedir que elas mantivessem os curandeiros em todos os momentos. Além desta preocupação, o pensamento de ele e Creon, como os únicos machos da linha real que provavelmente seriam responsáveis pela continuação de sua família, pareciacomo um peso em seus ombros. Havia outra maneira


que um guerreiro Valdier de sua linhagem poderia produzir prole: ele poderia acasalar com outro real como seus pais fizeram. Infelizmente, a única mulher que veio à mente o fez estremecer. Clarmisa era bonita, mas tão desejável quanto uma pedra. Não havia nenhuma maneira de sua simbiose poder aceitála. Inferno, seu dragão estremecia toda vez que ela o tocava. Mandra suprimiu seu próprio estremecimento imaginando se ele poderia mesmo forçar seu eixo a ficar duro o suficiente para acasalar com ela. —Por que esse pescoço tenso, Mandra?— Creon perguntou chegando ao lado dele enquanto andava pelo corredor até a sala de transporte que estava alocada dentro do palácio. —Eu só estava pensando em Clarmisa.— disse Mandra com uma careta. O rosto de Creon distorceu-se com desgosto. —Por que você pensaria nela? Mandra olhou para Creon com um movimento de cabeça. —Se as fêmeas são tão fracas como suspeitamos, a responsabilidade pela continuação da linhagem cairá para você e para mim. Se não pudermos encontrar uma verdadeira companheira, nossa única opção é se acasalar com outra da linhagem real como mãe e pai. — disse Mandra calmamente. —Deuses e deusas!— disse Creon com um estremecimento. —Certamente elas não podem ser tão cruéis?— Creon soltou. —Espero que não, mas não tenha muita fé. Você conversou com Zoran, Trelon e Kelan. O que você acha?— Mandra perguntou enquanto se concentrava no caminho à sua frente.


—Eu acho que estou pronto para começar uma guerra com o Sarafin.— Creon murmurou em voz baixa. —Seria mais agradável do que estar acasalado com Clarmisa. Mandra riu. —Acho que vou me juntar a você. —Para onde você está indo?— Creon perguntou de repente franzindo a testa enquanto seguia seu irmão mais velho. —Trelon diz que houve um pequeno problema em tirar as duas mulheres do V'ager. Ele pediu que o encontrássemos na sala dos transportadores. Parece que as duas fêmeas são muito protetoras de algo minúsculo que ela reivindicou e ele está preocupado que elas podem ficar muito chateadas quando ele a levar. — murmurou Mandra. —Eu só espero que elas não estejam chorando. Odeio lidar com mulheres emocionais. Creon estremeceu. — Eu acho que prefiro começar uma guerra com o Sarafin e o Curizan do que lidar com isso. Talvez possa conversar com Ha'ven sobre ter uma guerra simulada até que as duas últimas fêmeas estejam acasaladas. —Bem, você vai ter que lidar com isso porque elas vão estar aqui antes que você possa criar sua guerra de brincadeira. Há duas delas, então eu preciso de ajuda e você vai ajudar. Uma é ruim o suficiente! Duas são mais do que eu mesmo posso lidar. — Mandra disse pegando o braço de seu irmão quando ele se moveu para se virar. —Além disso, você me deve. —Não é o suficiente para lidar com uma fêmea chorona!— reclamou Creon lembrando-se da última vez que Clarmisa o tinha visitado. Ela chorava cada


vez que o cabelo saia do lugar ou a comida não era do seu agrado ou estava muito quente ou muito frio. —Você vai me dever por isso, irmão.

Ariel observou Cara de perto. Ela podia ver as sombras nos olhos de sua amiga. Algo tinha acontecido que feriu sua amiga profundamente. Os olhos de Ariel se estreitaram no macho enorme tentando segurar Cara enquanto ela se movia em torno do console do transportador, fazendo um milhão de perguntas. Conhecia Cara bem o suficiente para saber quando ela estava tentando parecer bem. Ariel olhou para Carmen, cuja boca estava bem apertada. Também tinha percebido e estava chateada. Não era uma boa combinação. Ariel se aproximou e tocou suavemente o ombro de Cara. —Você está bem?— Ela perguntou. — O quê? Oh, sim... Só um pouco distraída.— respondeu Cara com um sorriso triste e forçado. —Não se preocupe.— Ariel disse enquanto andava com Cara em direção à plataforma. —Vamos descobrir um jeito de chegar em casa.— Ariel sussurrou e olhou para Carmen enquanto ia silenciosamente para o outro lado de Cara. Ela sorriu quando Carmen acenou com a cabeça em concordância. Cara


assentiu, lançando um olhar para Trelon que estava olhando fixa e sombriamente para ela. — Ok. — ela concordou com uma determinação quieta. Ariel envolveu seu braço ao redor de Cara e a abraçou antes de dar um passo atrás quando um dos guardas respondeu ao aceno de Trelon. Ariel lançou ao macho enorme um olhar desagradável advertindo que ele estava pisando em gelo fino. Ela estava pronta para chutar sua bunda por brincar com as emoções de Cara. Cara tinha passado por bastante sem algum alienígena pensar que ele poderia ser idiota com ela.

Trelon esperava desesperadamente que Mandra recebesse sua mensagem. Ele não tinha sido muito claro, só que precisava de ajuda para distrair as outras duas mulheres enquanto ele levava Cara para longe de sua casa por tempo suficiente para fazê-la ouvir e perdoá-lo. Os olhares que as duas fêmeas estavam dando a ele agora prometeram que ele estaria gastando os próximos dois dias em um médico se ele não se movesse rápido o suficiente. Ele ainda estava em choque depois de descobrir sobre a última escapada delas. Como em Valdier elas poderiam ter uma fortuna de Maratts e Grombots dentro de suas habitações estava além do que ele podia entender. Jarak nem sequer sabia como elas foram capazes de obtê-los, uma vez que parecia que


elas nunca saíram da pequena sala atribuída a elas. Seu irmão Kelan suspeitou que um dos guerreiros os pegou a bordo durante sua breve parada no Madraça Spaceport, mas não podia ter certeza até que ele ou Jarak tivesse a chance de rever as formas de aquisição. Agora, no entanto, essa era a menor das preocupações de Trelon. Ele precisava levar Cara para algum lugar que não pudesse escapar, pelo menos por um tempo. Trelon acenou com a cabeça para os dois guardas que estavam ao lado das fêmeas. O de cabelos curtos virou-se e estalou os dentes contra um dos guardas que parecia estar meio apaixonado por ela. Ariel olhou para aquele que se aproximou dela e esfregou um punho na palma da mão. O passo do homem vacilou por um momento antes que ele suspirasse e desse um passo para trás. Ariel olhou para sua irmã, em seguida para Cara, deixando saber que logo que elas estivessem no planeta, estariam tomando Cara sob sua asa. Carmen assentiu silenciosamente em concordância. Ariel subiu na plataforma do transportador e se virou para olhar em silêncio congelante para os homens olhando para ela e Carmen com uma combinação de luxúria, admiração e resignação. Então, tudo ficou borrado.

Ariel se balançou por um momento enquanto tudo voltava ao foco. Encontrou-se numa grande sala cheia de quase uma dúzia de homens. Ela


olhou ao redor por um momento tentando se orientar antes de se mover. Sua cabeça virou bruscamente quando ouviu o grito assustado de Cara. —Ei, deixe-a ir!— Ariel gritou quando viu o macho enorme chamado Trelon pegar Cara e levá-la para fora da plataforma em quase uma corrida. —Filho da puta!— Carmen amaldiçoou atrás dela. —Agarre-as!— Trelon gritou acima de seu ombro enquanto ele carregava uma Cara lutando para fora, antes que as mulheres pudessem pará-lo.

Mandra entrou na sala do transportador ouvindo enquanto um dos homens explicava que Zoran e sua companheira já haviam partido para seus aposentos. Mandra assentiu distraidamente. Ele queria conhecer a companheira de Zoran pessoalmente, mas podia entender a preocupação de Zoran com a saúde de sua companheira, então não estava necessariamente surpreso por ter falhado. Ele foi atrasado por alguma informação nova e perturbadora que recebeu de um de seus informantes sobre o ataque a Zoran. Ele teria que compartilhar as informações mais tarde com seus outros irmãos. Preferiu não dizer-lhes sobre o sistema de comunicação do V'ager por medo de ser interceptado já que parecia que tinham um traidor entre eles. Ele olhou para onde Creon estava falando com vários outros guerreiros. Seu irmão era muito bom em obter informações e provavelmente estava tentando


avaliar a quantidade de problemas que as novas mulheres seriam. Viu o olhar de espanto de seu irmão seguido de um olhar de dúvida. Qualquer coisa que estava sendo dito não deve ser muito bom. Mandra caminhou em direção ao console do transportador. Parou quando viu seu irmão Trelon e as três fêmeas que ele lhe pedira para vir, se materializarem. Uma das fêmeas era tão pequena que não era maior que um de seus jovens. Mandra sacudiu a cabeça, decepcionado, quando Trelon subitamente entrou em movimento, surpreendendo-o. Mandra reagiu sem pensar quando seu irmão gritou para ele agarrar as outras duas fêmeas. Mandra moveu-se para interceptar a fêmea com longas mechas douradas de cabelo pendendo nas costas, enquanto seu irmão se movia para pegar a outra. No momento em que seu dragão a viu, ele entrou em um frenesi selvagem dentro dele, empurrando-o para sair. Mandra tropeçou por um momento, não esperando a súbita demanda de seu dragão de estar livre. Ele estendeu o braço para agarrar a fêmea, enquanto ela se aproximava dele, mas ela girou no último momento em um movimento repentino que o deixou atordoado. Mandra sentiu sua cabeça pender enquanto seu pé se conectava com o queixo dele mandando-o voando para cima de vários outros homens. Caiu para trás olhando para cima em incredulidade atordoada quando ela correu por ele e pela porta atrás de Trelon. —Meu Senhor, você está ferido?— Um dos homens perguntou assustado. Mandra se soltou dos braços segurando-o com um rosnado. Ele olhou para seu irmão que estava circulando a fêmea de cabelos curtos. Seus olhos se arregalaram quando ela de repente atacou seu irmão mais novo usando os


movimentos rápidos como raios que ele nunca tinha visto antes. Mandra esfregou seu queixo dolorido e se levantou, indo atrás da outra fêmea com um grunhido para os homens que olhavam para ele em confusão. Mandra irrompeu pela porta olhando para os dois lados. Seus olhos se iluminaram com fogo quando ele viu a pequena figura da fêmea virando um canto mais adiante no corredor seguindo seu irmão. O dragão de Mandra estava pulando dentro dele, empurrando e rosnando para sair. Minha! Vá. Corra atrás. Minha! Eu pego. Eu mantenho. Ele estava ofegante em agitação. Minha! Vá. Deixe-me sair. Depressa, minha companheira vai embora. Companheira?! Mandra respondeu assombrado quando se afastou da delicada fêmea. Bolas galácticas! Talvez pela sensação em meu queixo, talvez por ela não ser tão delicada, ele pensou distraidamente enquanto corria atrás dela. Que diabos estava acontecendo? Mandra se perguntou. Ele derrapou na esquina e viu a fêmea correndo o mais rápido que podia. Dois guardas se aproximaram dela. Mandra resmungou. Ele não queria que nenhum outro homem a tocasse. Ela era dele e ele rasgaria qualquer homem que a tivesse afastado. Os machos estenderam a mão para ela, mas no último minuto, ela de repente caiu, deslizando pelo chão escorregadio entre suas pernas. Virou no último minuto e estava de volta em pé deixando-os parados olhando por cima de seus ombros para sua retirada, em estado de choque. Mandra correu para frente, empurrando os homens. Ele rosnou quando jogou os dois homens para o lado enquanto seguia a figura esbelta da fêmea. Sorriu e


pensou em chamar sua simbiose. Ele queria saber se o que ele e seu dragão estavam sentindo significava que a mulher indescritível era sua verdadeira companheira. Só se ela fosse aceita pelas três partes dele poderia ser. Até agora, ele e seu dragão estavam em total acordo. Eles a queriam desesperadamente. Também precisaria falar com seus irmãos. Se essas eram as fêmeas delicadas que eles estavam falando, então ele queria saber o que era tão delicado sobre elas! Até agora, ela não parecia ser o tipo chorona.

Ariel perdeu de vista Cara e o enorme macho que a carregava e deslizou para parar e olhar ao redor. Ela olhou por cima do ombro e soltou uma longa série de maldições. O estúpido idiota que tentou agarrá-la na sala do transportador ainda a seguia. Ariel olhou ao redor e viu uma alcova para o lado. Correu para ela freneticamente olhando ao redor. Havia uma pequena borda acima da porta em arco na qual poderia ser capaz de se espremer. Seus olhos se iluminaram quando viu o pequeno vaso em uma mesa perto da janela. Hora da retirada!


Mandra virou a esquina e olhou para o longo corredor vazio. Ele franziu o cenho confuso olhando ao redor. Onde, em nome de todos os Deuses, a fêmea foi? Havia inúmeros quartos em ambos os lados do corredor, mas eles estavam na extremidade e ele não tinha estado tão longe dela. Certamente, ela não era tão rápida assim? Mandra mudou parcialmente deixando seu dragão vir à superfície o suficiente para cheirar o ar. Lá! O fraco cheiro de... Maratts e Grombots? Mandra sacudiu a cabeça, perplexo. Mmmm! Quero comê-la! Quero lamber ela, prová-la, fodê-la! O dragão de Mandra babou. O que há de errado com você?! Precisamos pegá-la primeiro. Veja se consegue farejá-la. Ela não pode ter ido longe demais. Mandra estalou impacientemente. Por aqui! Vá por este caminho. Cheira tão bem. Quero provar. Seu dragão gemeu. Mandra sentiu seu próprio corpo endurecer ao cheiro da fêmea. Porra, mas ela cheirava bem o suficiente para comer. Mandra cheirou enquanto se movia lentamente para frente e para trás através do corredor tentando identificar onde a fêmea poderia ter ido. O cheiro tornou-se mais forte quando ele chegou perto de uma pequena alcova ao lado do corredor. Havia uma janela comprida com um assento nele. Mandra avançou lentamente até que estava parado dentro da abertura arqueada. Ele parou. Franzindo o cenho, ergueu a cabeça um pouco para cheirar o ar novamente. Ouviu a advertência de seu


dragão tarde demais. Seus olhos se arregalaram quando o pequeno vaso de vidro o atingiu ao lado da cabeça.

—Mandra, você está bem? Fale comigo.— A voz profunda parecia explodir dentro de sua cabeça mesmo sabendo que o homem falando com ele não estava falando muito alto. Mandra gemeu e ergueu uma de suas mãos até a cabeça para agarrá-la. Ele estremeceu quando encontrou um galo enorme na lateral. Lentamente se sentou, abrindo os olhos em fendas estreitas contra os raios de luz perfurando seu crânio. Inclinando-se para frente, lutou contra a náusea revirando seu estômago pelo movimento repentino. —O que aconteceu?— Ele perguntou em uma voz suave e mortal. —Eu acho que é seguro dizer que o seu encontro com a “delicada e frágil” fêmea foi tão bom como o meu. — Creon murmurou em uma voz escura. — Eu acho que Zoran, Trelon e Kelan precisam ter suas bundas chicoteadas por pensarem que essas criaturas poderiam ser frágeis. Mandra olhou para seu irmão percebendo que seu olho esquerdo estava inchado e seu lábio estava rasgado. Ele tentou olhar mais de perto, mas havia mais de uma imagem de seu irmão. Concentrou-se até que as imagens se fundiram e apenas um Creon apareceu na frente dele. Ele apertou os olhos,


incrédulo. Se não estava enganado, parecia que Creon também poderia ter uma marca de mordida em sua orelha. —Você parece com o inferno!— Mandra murmurou. Creon grunhiu um riso. —Sim, bem... Você não parece ótimo. —Ajude-me a levantar.— Mandra disse se esticando para agarrar o ombro de Creon. —Onde ela está?— Ele rosnou para fora. A companheira é feroz! Eu a quero. Eu me importo com ela. Ela precisa de mim para protegê-la. O dragão de Mandra sussurrou em um rosnado terno. Protejer, meu traseiro! Ela precisa ter seu traseiro chicoteado! Você tem alguma ideia de quanto minha cabeça dói por causa daquela pequena selvagem? Mandra se soltou quando outra onda de dor passou por ele. E onde diabos está a minha simbiose? Ele rosnou procurando por ela.


Capítulo Sete Ariel atravessou o jardim procurando um bom esconderijo. Depois que ela bateu no cara grande que estava perseguindo-a, tinha escalado para fora da janela. Tinha que esperar que Carmen pudesse se libertar do cara que tentava pegá-la. Ariel sentiu-se confiante de que sua irmã poderia se proteger. Inferno, ela fazia Ariel parecer uma menininha em uma briga de caras grandes comparado a ela. Ariel conhecia o judô e kick-boxing, mas Carmen tinha aprendido as merdas que Ariel nem sabia que existiam fora dos filmes. Ela afundou sob a sombra de uma espessa árvore em um canto distante do jardim. Inclinando a cabeça para trás, se perguntou o que iria fazer a seguir. Pela primeira vez, o medo começou a se instalar profundamente dentro dela. Esta foi a primeira vez que ela foi separada de todas as outras mulheres, incluindo sua irmã, sem algum plano de ação. Ariel se inclinou para frente e enterrou o rosto em seus joelhos, envolvendo seus braços firmemente ao redor de suas pernas em um esforço para respirar através do medo crescendo dentro dela. Ficou assim por muito tempo antes de sentir que podia respirar sem medo de gritar como uma lunática delirante. Ela estava apenas buscando a coragem, e a força, para ir procurar sua irmã quando sentiu que não estava mais sozinha. A cabeça dela se virou para a esquerda quando ouviu o som de um galho estalando. A respiração de Ariel ficou presa em sua garganta quando a criatura de ouro enorme que ela já tinha visto, moveu-se para ela. Tinha visto outras criaturas de ouro a bordo do navio de guerra, incluindo a que estava sempre


com Trisha, mas esta era magnífica de uma maneira especial. Ela não sabia exatamente por quê. Havia algo nela que a chamava. Ela observou sem fôlego enquanto se agachava como um gato perseguindo sua presa. A enorme cabeça dourada parece um gato também, Ariel pensou observando com fascínio quando se aproximou dela. Era a coisa mais linda que ela já vira. Em torno de sua cabeça estavam ondas de ouro fluindo, quase como uma juba. Ariel estava tão fixada na beleza dela que nem sequer notou seus dentes longos, como punhal. Sua boca se abriu quando viu as cores mudando e fluindo sobre seu corpo como ondas de água presas em um vidro transparente. —Você é tão linda!— Ariel suspirou admirada. —Oh, você é a coisa mais linda que eu já vi. Ariel virou-se, movendo-se em câmera lenta até que ela estava em suas mãos e joelhos de frente para ele. A criatura parou abruptamente e inclinou a cabeça olhando para Ariel como se não soubesse o que ela era. Quando Ariel fez um suave ronronar com sua garganta, a criatura caiu sobre sua barriga, suas orelhas douradas tremulando para frente e para trás enquanto a escutava. Ariel continuou a fazer arrulhos suaves e sons ronronando enquanto ela rastejava lentamente mais perto em suas mãos e joelhos até que ela estava a poucos centímetros de sua cabeça maciça. —Posso te tocar?— Ariel sussurrou gentilmente. —Você é um bebê tão bonito, sim você é. Você parece um grande e velho gato.— Ela disse enquanto


passava os dedos levemente sobre o nariz e até o que pareciam orelhas acentuadas. —Posso ficar com você?— Ariel perguntou suavemente. No momento em que Ariel disse isso, a enorme criatura se abateu sobre ela, derrubando-a sobre suas costas na suave grama roxa. Ariel riu enquanto a suave textura fluida brilhava ao redor dela, sobre ela até que estava quase completamente coberta por ela. Ela correu as mãos pelos lados, espantada com o quão suave, mas forte, parecia. Quando suas mãos se moveram para cima, fios finos de ouro começaram a enrolar em torno de seus pulsos e braços. Fios adicionais se formaram à medida que a longa juba de ouro da criatura roçava ao longo de seu peito e pescoço. —O que você está fazendo?— Ariel respirou quando ela notou as faixas finas formando em torno dela. —Você não deveria fazer isso. Você pode precisar delas.— Ela sussurrou preocupada. Os olhos de Ariel se ergueram quando sentiu um fio de calor inundá-la das faixas. Era como se a criatura estivesse tentando se comunicar com ela através deles. Ariel olhou para os escuros olhos dourados por um momento antes de enterrar o rosto contra a criatura segurando-a firmemente contra ela. —Eu nunca vou deixar que nada te machuque. Protegerei você. Eu prometo. — Ariel murmurou contra o corpo dourado quando uma onda após onda de calor preencheu cada parte dela, enviando para longe o medo.


Mandra observou enquanto seu irmão andava pelo corredor. Depois que Creon se assegurou que Mandra estivesse apenas vendo um dele, ele murmurou que tinha uma bárbara de cabelos brancos para encontrar. Mandra balançou a cabeça e fez uma careta enquanto os raios de dor o atingiam. Onde, em nome dos deuses, estava sua simbiose? Tinha estado tentando se comunicar com ela durante a última meia hora desde que ele recuperou a consciência. Precisava encontrar a mulher selvagem que fez isso com ele, mas precisava limpar a cabeça antes de encontrá-la. Porque quando fizesse, ele estava indo para... Reivindique-a! Minha mulher! Quero a minha companheira. Você disse que eu pegaria minha companheira. O dragão de Mandra rosnou andando de um lado para o outro. Eu não posso reivindicá-la a menos que nossa simbiose a aceite. Você sabe disso. Mandra respondeu com impaciência. Não podemos saber se a nossa simbiose a aceita se não pudermos encontrar a maldita coisa. Aceita. Eu sinto que aceita. Se abra. Sinta. Encontra-a. Reivindique. O dragão de Mandra cantou em alegria, saltando dentro dele até que sua cabeça parecia como se estivesse saltando junto com ele. Por favor, pare. Mandra gemeu segurando a cabeça.


Talvez devesse ir ver o curandeiro. A única razão pela qual ele se recusara a ir tão longe era porque não queria que os outros guerreiros soubessem que tinha sido espancado por uma pequena alienígena. Nem mesmo a segurança de Creon de que ele não era o único guerreiro a ter encontrado tal destino poderia persuadi-lo a ir. Mandra só teve que olhar para o rosto maltratado de Creon para saber a verdade por trás de suas palavras, mas ainda atingia seu orgulho. Creon assegurou-lhe que as fêmeas não haviam choramingado ou chorado sobre o V'ager de acordo com o que ele tinha aprendido até agora, mas tinham enviado guerreiros para a ala médica diariamente. Mandra gemeu quando se levantou, murmurando uma maldição enquanto apertava sua mandíbula dolorida. Ele recusou-se a chamar a essa pequena e estranha mulher alienígena de delicada ou frágil. Entre seu queixo, sua cabeça e seu ego, todos os três sentiam a dor de quão não-delicada e frágil ela realmente era. Ele só queria encontrá-la para que ele pudesse envolver suas mãos em torno de seu pescoço magro e...Beijá-la até que ela se derretesse em seus braços, pensou em frustração. Teve que admitir, sua engenhosidade disparou seu sangue diferente de tudo o que já havia encontrado antes. Era difícil para ele acreditar que algo tão pequeno pudesse causar tanto dano. Mandra fez uma careta enquanto reprimia outra maldição. Essas mulheres que seu irmão Zoran descobriu, não eram nada como ele pensava. Mandra desceu o corredor em direção a uma saída lateral. Levava para o jardim onde a janela que a fêmea, obviamente, havia escapado dava. Ele precisava encontrá-la. Também precisava conversar com seus irmãos. Ele pensou que estavam trazendo de volta mulheres delicadas que eram fracas e necessitadas. Nunca havia encontrado uma espécie de fêmeas que lutassem como um guerreiro três


vezes maior que seu tamanho. Valdier, Sarafin, e até mesmo as fêmeas Curizan foram criadas para serem gentis e atentas às necessidades dos machos. Era o lugar do homem para prover proteção e cuidado. Ninguém aprendia a lutar. Não havia necessidade. Mandra sentiu o seu dragão finalmente se acalmar o suficiente para que ele pudesse chegar novamente à sua simbiose. Ele deixou seus sentidos se conectarem com o minúsculo ouro que perfurou sua orelha direita. Era o único pedaço de simbiose nele e não suficientemente grande para curá-lo. Era capaz de se comunicar com sua mãe simbiótica, no entanto. Mandra ficou atônito quando sentiu a conexão, tão pequena como era com sua simbiose. Nunca antes sentira a quantidade de calor ou paz vindo dela como sentia agora. Cada guerreiro Valdier é levado quando ele é um bebê para a colmeia, o lugar de nascimento de todas as simbioses. O guerreiro Valdier e seu dragão têm uma relação simbiótica com as criaturas de ouro que duram uma vida inteira. Cada impressão no outro e cada um são interdependentes para a sua sobrevivência. Se o guerreiro Valdier morrer, o mesmo acontece com o seu dragão e vice-versa. Quando a simbiose do guerreiro sobreviver, retorna à colmeia onde é absorvido de volta na rainha. Eventualmente, ele irá reformar e imprimir em um novo guerreiro. É o guerreiro e a essência do seu dragão que dão à simbiose sua energia e vida enquanto está longe da colmeia. O povo Valdier acredita que a simbiose é o sangue real dos Deuses e Deusas que governaram Valdier há muito tempo. O Livro do Conhecimento diz que foi a maneira dos Deuses de ajudar o Valdier a continuar a sobreviver.


Mas, no fundo de cada guerreiro Valdier há uma fome constante que cresce à medida que envelhece. Come a ele e ao seu dragão. Os deuses e deusas, em um esforço para garantir que seu dom não fosse abusado, decidiram então que só uma verdadeira companheira de um guerreiro poderia satisfazer esta fome. Uma verdadeira companheira que era aceita pelas três partes do guerreiro: o homem, o dragão e sua simbiose. Somente quando uma verdadeira companheira saciasse a fome, poderia a semente de um guerreiro ser forte o suficiente para crescer dentro dela. Os deuses pareciam entender que precisaria haver esperança em outros lugares e, em raras ocasiões, casamento poderia ser feito entre dois companheiros que não eram verdadeiros companheiros. Esse era o caso dos pais de Mandra. Eles uniram-se em uma união para reunir os clãs para formar uma frente unida quando seu mundo estava em guerra. A família de sua mãe era conhecida por serem descendentes diretos dos deuses e das deusas. Mandra não duvidou, já que sua mãe parecia ser capaz de se comunicar com qualquer simbiose. Tanto quanto sabia, nenhum de seus irmãos ou ele herdara seu dom de poder se comunicar com outras simbioses. Seus pais encontraram o amor entre sua forma de duas pernas, enquanto o dragão e a simbiose de seu pai aceitaram a união como sendo necessário para a sobrevivência de sua espécie já que a combinação dos dois maiores clãs no planeta os fez mais fortes como um todo. O problema de encontrar uma verdadeira companheira para a maioria dos machos veio com o declínio das fêmeas que são nascidas durante e após as grandes guerras. Este declínio forçou os guerreiros a aprender a paciência e a aceitação dos outros, à medida que procuravam maneiras de encontrar


possíveis parceiras entre outras espécies depois que a guerra terminou. Era a esperança de que pudessem encontrar uma espécie que pudesse ser aceita por seus dragões e simbioses que os mantinham. Todos os guerreiros desejavam ter a sorte de encontrar a uma fêmea aceita por suas três partes. Mandra esperou centenas de anos, procurou em tantos mundos e nunca encontrou uma até agora. Mandra desceu os degraus que levavam ao jardim, estremecendo quando a luz brilhante atingiu seus olhos. Ele seguiu as imagens fracas que estava recebendo de sua simbiose. Ele reconheceu a árvore enorme como sendo uma na qual ele brincava muitas vezes quando criança. Mesmo assim, parecia impossível. Agora, enquanto se movia silenciosamente pelo caminho, perguntou-se o que encontraria. A fêmea tem medo de sua simbiose e de ser encontrada? Ela imploraria seu perdão, por se atrever-se a atacá-lo? Será que tremeria com medo do que poderia acontecer a qualquer espécie que ousou atacar um guerreiro Valdier muito menos um de sangue real? Seria interessante ver como ela reagiria ao ficar cara a cara com ele! Mandra podia pensar em cem maneiras de tê-la implorando por seu perdão antes que a tomasse como sua companheira. Ela saberia que ele era o guerreiro e aquele que a protegeria. Um sorriso tortuoso curvou seus lábios. Talvez a fêmea devesse ver apenas o que um guerreiro de Valdier poderia fazer! Ele se perguntou o quão feroz ela estaria quando confrontada com sua forma de dragão. Se isso não a assustasse, nada o faria!


Ariel ria baixinho enquanto a enorme criatura dourada rolava no chão ao lado dela com os pés no ar. Estava a deixando arranhá-la em seu ventre enquanto pequenos pedaços de ouro se transformavam em minúsculas criaturas com asas delicadas. Eles lembraram a Ariel um pouco das fadas dos contos de fadas que costumava ler quando era pequena. Os observou com um sorriso de maravilha iluminando seu rosto. Estava tão concentrada neles que quando o enorme dragão se lançou na pequena abertura da grama roxa e rosnou em uma voz baixa e profunda, ele a assustou tanto que caiu para trás em suas costas em surpresa. O enorme e escuro dragão de safira tinha pedaços de prata inclinada na ponta das escamas e rodopiando pelas longas cristas sobre seus olhos. Moveu-se sobre ela, prendendo-a em suas costas na grama macia. Os olhos de Ariel se arregalaram enquanto olhava para seus profundos olhos dourados. As minúsculas chamas pareciam estar dançando nelas, fazendo-as brilhar de cor e calor. Ariel recostou-se quando a enorme cabeça baixou até que o focinho da besta gigante a empurrava suavemente. Um barulho baixo vinha de seu largo peito, quase como se estivesse ronronando. Ariel ofegou quando uma enorme língua saiu de sua boca e passou por seu pescoço, fazendo-lhe cócegas. —Oh Deus. — Ariel riu. —Eu pensei que o gatinho dourado era a coisa mais linda que já vi, mas acho que você está mudando isso. — murmurou Ariel


suavemente enquanto ela estendia a mão para delinear suavemente uma escama ao longo da mandíbula alongada com a ponta de seus dedos. —Você pode apostar sua bunda que eu vou ficar com você! Eu mal posso esperar para mostrar a Carmen, Trisha e Cara. — Ariel respirou com admiração.

Mandra se arrastou para trás intrigado e olhou para a pequena figura presa sob ele. Um arrepio percorreu seu enorme corpo enquanto sentia seus dedos rastreando os padrões de suas escamas. Em toda a sua vida, cada adversário que ele encontrou se estremeceu de medo dele em sua forma de dragão. Ele era grande até mesmo pelos padrões Valdier nesta forma. Quando viu pela primeira vez a fêmea esfregando suavemente sua simbiose, ele tinha reservas sobre assustá-la. Isso foi até cerrar sua mandíbula e lembrar-se da dor que essa fêmea tinha causado. Esperava que ela gritasse com medo, pelo menos, gritar de terror. A última coisa que esperava era que ela alegasse que seu dragão seria seu. Esta fêmea estava confundindo-o até que não soubesse o que pensar. Mandra voltou para sua forma de duas pernas com um grunhido de frustração. Ele estava prestes a exigir por que a mulher não tinha medo dele quando manchas apareceram diante de seus olhos enquanto a dor o atravessava. Seu rosnar de frustração se transformou em gemido quando ele


caiu de lado. Ele deixou sua cabeça cair para trás enquanto agarrava sua virilidade latejante e puxava respirações trêmulas. —Por que você fez isso?— Mandra gritou em um sussurro rouco. —Quem diabos é você e o que você fez com meu dragão?— Ariel exigiu rolando sobre seus joelhos e colocando as mãos em seus quadris com raiva. Mandra olhou para a fêmea ajoelhada a curta distância e estremeceu. Toda vez que ele se aproximava dela, algum tipo de dor parecia seguir. Ele ficou ali respirando profundamente e apenas olhou para ela. Seu cabelo estava balançando sobre ela em abandono selvagem, ondulando e voando tão livre quanto os minúsculos pedaços de ouro de sua simbiose. Ela tinha uma mancha de sujeira em uma bochecha e suas roupas estavam sujas com pequenos pedaços de grama e folhas presas a eles. Seus olhos se arregalaram com os finos fios de ouro entrelaçados no pescoço e em seus pulsos. Seu dragão estava certo. Sua simbiose tinha reivindicado ela! Era sua verdadeira companheira. Agora, tudo o que ele tinha que fazer era descobrir como reivindicá-la sem acabar no centro médico. —Por que você não estava com medo?— Mandra perguntou imóvel e observando Ariel de perto enquanto as ondas de dor começavam a diminuir um pouco. Ele deixou escapar um suspiro de alívio quando algum da simbiose de ouro suave que estava voando em torno pousou nele. Ele sentiu que se movia sobre ele, curando-o antes que ele descesse seus braços para formar grossas faixas de pulso. Ele sentiu parte dela se mover até os antebraços, onde bandas


adicionais se formaram. Ele assegurou que poderia lidar com a dor em sua masculinidade sem a sua ajuda. A última coisa que queria fazer era ter a maldita coisa movendo-se em torno de suas calças, se pudesse mesmo caber ali considerando que cada vez que ele chegou perto da fêmea seu pau parecia ter uma mente própria. A maldita coisa ignorou sua dor e começou a inchar com o cheiro de sua verdadeira companheira estando tão perto dele. Ariel olhou para o enorme homem deitado na grama roxa a não mais que meio metro dela e sentiu uma agitação profunda dentro dela. Ele estava irritando ela! Ela estava cansada de qualquer tipo de agitação quando se tratava de homens. Eles não eram confiáveis. Com o dragão ela poderia lidar. Ao gatinho de ouro grande que voava em torno dela poderia dar seu coração. Mas, o homem enorme era uma história diferente. Ela aprendeu a lição da maneira mais difícil e aprendia rápido. Não precisava camonhar de novo na estrada do desgosto. Ela podia lidar com as criaturas como as do navio. Eles precisavam dela para protegê-los, amá-los, e eles a aceitavam como ela era. Eles não tentariam transformar alguém em algo diferente. Ariel recostou-se na grama e olhou para o homem cautelosamente. —Por que eu deveria estar com medo?— Ariel perguntou confusa. Mandra enrolou um braço sob a cabeça enquanto pensava em como responder. —A maioria dos guerreiros que me veem na minha forma de dragão me teme. Por que você não?— Ele perguntou desfrutando escutar sua voz rouca.


—Acho que não sou como a maioria dos guerreiros. — disse Ariel inclinando a cabeça para o lado. —Quem é você? —Eu sou Mandra Reykill, da Casa Real de Valdier.— Mandra disse sentado com um estremecimento. Ele se certificou de manter uma distância segura de Ariel quando ele o fez. —Como você é chamada? e é sempre tão...Doloroso estar perto de você?— Mandra perguntou com um sorriso de diversão que curvou seus lábios quando ela revirou os olhos. Ariel não pôde evitar a risada que escapou quando cruzou as pernas para que estivesse sentada em posição de índio, como costumavam dizer seus professores há muito tempo. Ela descansou seu queixo na palma de sua mão enquanto fazia sinal com a outra para a criatura dourada vir até ela. Ela ficou contemplando Mandra Reykill por alguns minutos antes de responder. Ariel deixou seus dedos acariciarem a simbiose de ouro distraidamente. Seus olhos se estreitaram quando as pálpebras de Mandra caíram para uma posição semifechada sonolenta no minuto em que ela começou a fazê-lo. —Eu sou “chamada”, como você disse, Ariel Hamm. Estou assumindo que o cara que pegou Cara é seu irmão?— Ariel perguntou. Mandra fez uma careta. —Sim, ele é meu irmão mais novo, Trelon. Você provavelmente conheceu meu irmão mais velho, Zoran, que reivindicou sua amiga Abby e meu outro irmão mais novo, Kelan, que reivindicou sua amiga, Trisha.— Mandra disse honestamente. Mandra estava tendo dificuldade em concentrar-se em qualquer coisa, menos nos sentimentos de necessidade que passavam através do toque de Ariel em


sua simbiose. Cada toque que ela dava em sua simbiose parecia como se seus dedos estivessem sobre ele. Mandra podia sentir a necessidade pulsando através dele. Ele sentiu um brilho fino de suor encher sua pele enquanto lutava contra o impulso de apenas tocá-la novamente e para o inferno com as consequências. Suas mãos se enrolaram em punhos apertados enquanto lutava pelo controle de si mesmo e de seu dragão. —Você não respondeu a minha pergunta. — murmurou Mandra. Ariel olhou franzindo o cenho para a mudança na voz de Mandra. Era mais profundo do que antes, mais sensual. Os dedos de Ariel na simbiose pararam por um momento e ela viu os olhos de Mandra brilharem frustrados. Curiosa, acariciou gentilmente e viu como as chamas brilharam em seus olhos novamente. Ariel parou e o flash de irritação aconteceu de novo. Ela mordeu seu lábio inferior tentando não rir enquanto gentilmente correu um dedo ao longo da parte traseira da criatura dourada deixando suas unhas o tocarem. Assim que ela fez isso, ela viu um arrepio percorrer o enorme corpo de Mandra em resposta. Ariel abaixou as pálpebras espiando-o através dos cílios enquanto continuava seu sistemático ataque de afagos, arranhando e acariciando até que pensou que ele fosse explodir em chamas. O grunhido profundo de Mandra foi o único aviso que Ariel recebeu antes de se encontrar presa sob seu enorme corpo novamente. Desta vez, ele se certificou de manter uma perna jogada sobre as duas dela para impedi-la de lhe dar uma joelhada novamente. A risada de prazer de Ariel foi interrompida enquanto olhava fixamente em olhos flamejantes de desejo e necessidade.


—Você está jogando um jogo muito perigoso, pequena.— Mandra soltou um suspiro enquanto ele prendia os braços de Ariel acima de sua cabeça. —É o sinal otária na minha testa... A resposta à sua pergunta. Os animais sempre souberam que eu era um abrigo seguro para eles.— Ariel sussurrou olhando para as chamas ardentes do ouro. — Nunca tive medo de animais e eles parecem saber que eu nunca iria machucá-los. Eu podia ver isso em seus olhos. Quero dizer, o seu... —Ariel balançou a cabeça como se para limpá-la. — ... Nos olhos do dragão. Ele nunca me faria mal. Mandra fitou os olhos castanhos e profundos olhando para ele com uma combinação de confusão e algo mais. Ele sentiu um grunhido profundo rugir em seu peito em resposta a ela. Estava tão linda deitada debaixo dele. Seu cabelo era quase branco com flocos de ouro passando por ele. Estava espalhado ao seu redor em selvagem abandono. Muito parecida com ela, pensou Mandra. Ela era como as criaturas selvagens que ele muitas vezes encontrou na floresta quando voava. Suas feições eram tão delicadas e suaves. Seu nariz era longo e estreito e seus lábios eram de um rosa pálido, cheios e implorando para que ele a provasse. Gostava da sensação de seus seios cheios e gordos pressionados contra seu peito. Apreciava a sensação de seus quadris arredondados em suas mãos. Não podia esperar para provar os seios que estavam claramente definidos contra seu topo. Ele pressionou seus quadris para baixo para deixá-la saber exatamente o que estava prestes a acontecer. Ele a reivindicaria, bem aqui, agora mesmo.


Sim! Reivindique a companheira, seu dragão rugiu profundamente dentro dele. Os olhos de Ariel se arregalaram quando ela reconheceu o olhar nos olhos de Mandra. Era um olhar de total posse, de triunfo, de determinação para marcála como sua. Ariel podia sentir o pânico brotando dentro dela. A voz zombadora de Eric voltando para ela. Nunca, pensou Ariel, nunca mais. Ariel reagiu por auto preservação e medo quando percebeu que Mandra ia beijá-la e possivelmente mais. Ela atingiu com a cabeça o nariz de Mandra com toda a força que pôde. Pôde ouvir o barulho de ossos triturados e sentiu um momento de desorientação quando sua visão escureceu, mas não deixou que isso a atrapalhasse. Usando seu corpo e suas mãos, que foram repentinamente libertadas quando ele agarrou seu nariz, Ariel empurrou Mandra para longe e se levantou. Ela tocou sua testa que estava latejando. Seus olhos voaram para onde Mandra estava gemendo no chão e um pequeno fluxo de sangue estava escorrendo através de seus dedos. Mandra ergueu-se em uma posição sentada com uma mão enquanto a outra ainda segurava seu nariz inchado. Um pequeno guincho escapou de Ariel quando viu o olhar aquecido de represália neles. Virando-se, voltou para o palácio, decidida a esconder-se, até que pudesse encontrar uma maneira de sair deste planeta maldito e longe do enorme guerreiro que a confundiu tanto.


Capítulo Oito Mandra entrou na sala de conferências, onde três de seus irmãos estavam sentados ao redor de uma enorme mesa com uma tela holovid no centro. Seu nariz estava de volta ao normal, mas seu temperamento não estava. Ele não conseguiu encontrar a maldita mulher. Estava prestes a ordenar a cada guerreiro do palácio para parar o que estavam fazendo e procurá-la. Ele não podia sequer depender de sua simbiose para ajudá-lo. Parecia que a fêmea percebia que havia uma conexão entre eles. Oh, ela percebia. A fêmea tinha ameaçado remover cada parte da simbiose dela e não ter qualquer coisa com ela outra vez se dissesse onde estava se escondendo. Sua simbiose se recusou a arriscar até que soubesse que a mulher não iria seguir com a ameaça. —Qual é o problema?— perguntou Zoran levantando-se quando viu a expressão assassina no rosto normalmente impassível de seu irmão. —Você!— Mandra rosnou movendo-se em direção a Zoran. Ele empurrou-o de volta até que o colocou preso contra a parede. —Você é responsável por toda esta bagunça! Zoran agarrou os braços do irmão, surpreso. Os braços de ambos se esticaram quando travaram uma batalha de vontades. Zoran grunhiu e empurrou Mandra de volta um par de passos. Ele descobriu que seu irmão devia ter trabalhado muito mais ou seu tempo em cativeiro o tinha tornado mais fraco do que pensava, porque Mandra não estava se movendo mais.


—E o que, pelos Deuses e Deusas, eu fiz?— Zoran perguntou olhando para os olhos frustrados de seu irmão. —Você trouxe aquelas mulheres aqui! Eu deveria chutar sua bunda por isso. — Mandra rosnou. —Eu serei o próximo!— Creon disse entrando no quarto. — Vou te ajudar, Mandra, com total prazer. —Eu vou ser o terceiro!— Trelon murmurou em voz baixa. —Eu acho que é unânime.— Kelan gritou de onde ele estava sentado à mesa esfregando sua testa latejante. — Queria fazer isso enquanto ainda estávamos no V'ager. Zoran franziu o cenho enquanto olhava para todos os irmãos. —O que diabos está acontecendo? O que há de errado com as fêmeas?— Zoran perguntou. —Não consigo acompanhar a minha.— disse Trelon, cansado. —Ela continua fugindo de mim. —A minha continua me pressionando para levá-la de volta ao seu planeta.— disse Kelan com raiva. —Eu não vou deixá-la ir. E se ela não quiser voltar? Zoran olhou para Mandra que o havia liberado e virou-se para caminhar até o pequeno espaço onde eram servidos refrescos. —E as duas? Pensei que fosse encontrar companheiros para as outras duas? Certamente há homens que as aceitarão.— disse Zoran confuso. Mandra ficou chocado ao perder o controle ante a idéia de outro homem reivindicar Ariel. Zoran mal conseguiu se abaixar para evitar o copo que


Mandra lhe lançou. Creon estava de pé rosnando perigosamente para Zoran à menção de dar Carmen para outro homem. Zoran olhou de um lado para o outro entre seus irmãos que estavam lutando por controle. Demorou um momento antes de perceber o que tinha acontecido. —Vocês também?— Zoran perguntou calmamente olhando para Creon e Mandra. —Vocês dois reivindicaram as fêmeas? Mandra olhou para Creon que tinha retornado a seu assento e olhava melancolicamente pela janela com os braços cruzados sobre o peito. Ele se recostou contra o balcão e passou a mão pelos cabelos. Olhou para seus irmãos e se perguntou se eles estavam passando pela mesma confusão, medo, raiva e desejo incontrolável que ele estava. — Sim. — Mandra respondeu finalmente. —O problema é que toda vez que me aproximo dela, ela me ataca! Agora, eu nem consigo encontrá-la. Ela quebrou meu nariz e saiu. Está se escondendo em algum lugar e eu ainda não fui capaz de localizá-la. A cabeça de Creon se ergueu. —Ela quebrou seu nariz? Quando ela fez isso? Eu achei que só tinha te nocauteado. — Creon disse com uma careta. —Seu nariz não parecia quebrado. Mandra resmungou enquanto se virava para servir outra bebida. —Ela fez isso mais tarde, quando eu a peguei no jardim.— Mandra voltou-se e apontou sua bebida para Zoran. —Essas fêmeas não se comportam do jeito que devem. Eu pensei que elas eram fracas, frágeis... Delicadas! Você nunca disse nada


sobre elas serem perigosas, viciosas, pequenas sedutoras selvagens que não lutam justo. Pensei que iam chorar. Zoran sacudiu a cabeça. —Eu nunca disse que elas eram fracas ou frágeis. —Não, você não disse.— Mandra disse com um suspiro. —Mas, pelo modo como vocês três pareciam tão estressados e preocupados, eu supus que deve ter sido por causa das fêmeas. Você sabe como é Clarmisa. Apenas presumi que elas fossem mais fracas. Como eu poderia saber que essas fêmeas são tão delicadas e frágeis quanto um guerreiro Sarafin pronto para a batalha? Todos os homens estremeceram com a menção de Clarmisa. —Deuses, não! Nenhuma delas é assim. Abby é a mulher mais forte que já conheci. Ela morava sozinha em sua montanha e cuidou de mim enquanto eu estava ferido.— Zoran disse se movendo para sentar-se de volta na grande mesa de conferência. —Bem, como eu poderia saber disso? De qualquer forma, a fêmea chamada Ariel não será reivindicada por qualquer outro macho além de mim. Minha simbiose, dragão e eu todos a reivindicamos. Eu só tenho que encontrar uma maneira de capturá-la sem terminar em um hospital ou morto.— Mandra murmurou ferozmente enquanto se movia para se sentar.


Ariel atravessou o labirinto de corredores totalmente perdida, novamente. Ela andara pelo que pareciam horas, bem, exceto quando encontrou uma pequena sala que obviamente não havia sido usada há eras, onde tinha adormecido. Não percebeu o quão exausta estava até que finalmente parou por alguns minutos. Agora, ela estava se sentindo refrescada exceto pelo fato de que precisava de um chuveiro e uma nova muda de roupas. Ela também estava preocupada com todos os seus bebês que Jarak prometeu transportar para baixo. Realmente esperava que ele mantivesse sua promessa. Ela não tinha idéia de onde ele iria colocá-los, mas esperava que fosse um lugar seguro até que pudesse estar com eles. A enorme criatura dourada ao lado dela parecia compreendê-la quando começou a cutucá-la sempre que se aproximava de um cruzamento num corredor. Pouco tempo depois, ela se encontrou em um enorme corredor com altas colunas arqueadas. O teto tinha pinturas elaboradas retratando tudo, desde flores, guerreiros e dragões lutando. Grandes vasos cheios de todos os tipos de belas plantas alinhavam o corredor entre as enormes janelas arqueadas que deixavam entrar riachos de luz brilhante e dourada que se refletiam nos pisos e paredes de mármore branco. Ariel se aproximou e olhou maravilhada as enormes flores que pareciam brilhar. Quando chegou a tocar uma, ela


fechou de repente, fazendo-a gritar de surpresa. Ariel se virou quando ouviu uma risada suave e feminina vinda de trás dela. —Você deve ser uma das fêmeas trazidas no V'ager.— a mulher disse suavemente antes de acenar com a cabeça para a planta. —Elas fecham como uma defesa. Se você esperar alguns instantes, ela ser abrirá novamente. Quanto mais tempo estiver aberta, mais ela brilhará. Elas são muito bonitas à noite.— A mulher disse andando para frente. Ariel observou enquanto a mulher tirava um par de luvas sujas de suas esbeltas mãos. Ela colocou-as na frente do avental que estava usando. Ariel pensou que ela era uma das mulheres mais bonitas que já tinha visto antes. Ela se movia com uma graça que era quase hipnotizante. Os olhos de Ariel giraram de volta para a flor que estava se abrindo lentamente novamente. —É tão bonito.— Ariel exalou. —Todo este mundo é tão estranho. A mulher inclinou a cabeça e estudou Ariel por um momento antes de responder. —Você acha que é estranho em um bom sentido ou em um mau sentido?— Ela perguntou. Ariel olhou para a mulher com preocupação. —Eu ainda não tenho certeza. Tudo o que vejo é tão diferente do que já vi antes. É muito confuso. — respondeu Ariel hesitante. —Meu nome é Ariel... Ariel Hamm, a propósito. É um prazer conhecê-la. — acrescentou Ariel com uma onda de honestidade. Essa mulher era a primeira mulher que vira, exceto Carmen, Trisha, Cara e Abby.


A mulher riu. —Eu sou chamada Morian. É realmente um prazer conhecê-la. — Os olhos de Morian cintilaram para a simbiose de Mandra que estava pressionado protetoramente perto de Ariel. —O que você acha confuso sobre o nosso mundo? Ariel mordeu o lábio e abaixou a cabeça sem saber o quanto poderia dizer sem mencionar que a única parte realmente confusa foi a reação dela ao homem enorme que tentou pegá-la. Ela levou seus dedos para a criatura dourada ao lado dela procurando conforto. Uma onda de calor fluía através dela e ela relaxou um pouco. Ela olhou para a mulher que esperava pacientemente que ela respondesse. —Nós não temos plantas como esta em nosso mundo ou dragões ou viagens espaciais como vocês tem ou grama roxa. — disse Ariel de uma vez. —Ou machos que fazem você sentir coisas que você não deseja?— Morian perguntou gentilmente. Os olhos de Ariel se ergueram para encontrar os olhos dourados de Morian e viu compreensão neles. Assentiu sem perceber que estava fazendo isso. Quando o fez, ela jogou a cabeça para trás para olhar as janelas com o cenho franzido. Ariel só queria ir para casa. Ela sabia o que estava lá. Sabia o que estava esperando por ela. O que ia fazer. Aqui... Aqui ela estava perdida, em terreno desconhecido, insegura do que ou onde se encaixava. —Quero ir para casa. — sussurrou Ariel hesitante. —Trisha, Cara, minha irmã e eu temos coisas para cuidar em casa. É importante que voltemos o mais rápido possível.


—Vem

criança,

ande

comigo.—

disse

Morian,

enquanto

tirava

cuidadosamente o avental e o deixava em um dos bancos do corredor. — Alguns refrescos cairiam bem. Morian acenou com a cabeça para a simbiose antes de dizer: —Vá brincar por um tempo. Vou manter sua companheira segura até que você volte. Ariel viu a enorme criatura dourada se transformar em algo que parecia um cruzamento entre um leão e uma águia. Ela observou até desaparecer na esquina antes de se virar para seguir Morian como um cachorrinho obediente, sentindo-se perdida e solitária. Caminhou ao lado de Morian pelo corredor um pouco até que a mulher mais velha abriu uma porta e entrou. Ariel deu um grito de alegria ao ver todas as gaiolas cheias de pequenas criaturas do V'ager cuidadosamente empilhadas em um lado da sala. Ela correu na frente de Morian e começou a abri-las. Ela puxou vários coelhos, de cabelos brancos, procurando criaturas em seus braços, embalando-os contra seu peito. Uma das criaturas de cabelos negros de seis patas estendeu a mão e agarrou-se aos cabelos que lhe caiam pelos ombros. Ariel esfregou sua bochecha contra ela e sussurrou suavemente. Morian lançou um olhar de dor por um breve momento antes de deixar um sorriso reconfortante substituí-lo. —Suponho que você saiba o que são essas coisas?— Morian perguntou com uma risada quando outra criatura de seis patas começou a escalar a perna de Ariel, enquanto os pequenos Maratts se espalhavam em todas as direções procurando um esconderijo.


—São meus bebês. — murmurou Ariel enquanto aconchegava várias criaturas no peito. —Sim, você é. Vocês são meus pequenos bebês preciosos. Você é tão bonita. Ninguém vai te machucar aqui. Eu prometo. Morian sacudiu a cabeça tentando não rir. O terno coração de Ariel estava aberto para que todos pudessem ver enquanto ela aconchegava uma criatura que era considerada um prazer tentador para um dragão Valdier. Os Maratts e Grombots que Ariel referiu-se como seus bebês eram valorizados em qualquer mesa de jantar. Mesmo Morian estava tendo dificuldade em manter seu dragão controlado e sem perseguir os deliciosos pequenos. Seu filho ia ter bastante trabalho com essa fêmea. Só esperava que ele sobrevivesse. Se o que lhe tinham dito até agora era verdade, todos os seus filhos haviam encontrado suas verdadeiras companheiras, mas nem todos as tinham reclamado. Até onde sabia, só Zoran parecia ter conseguido essa honra. Ela teria que ver o que poderia fazer para ajudar os outros. Pelo que parecia, não seria uma tarefa fácil. Morian caminhou até a bandeja de serviço preparada com refrescos. —Você gostaria de algo para comer ou beber? — Ela perguntou se servindo com uma xícara de chá forte. — Sim, obrigada. Estou faminta. Não havia muito para comer na nave.— Ariel disse se movendo em direção à bandeja ansiosamente. Morian ergueu os olhos bruscamente com a testa franzida de desaprovação. —Eles não te alimentaram?— Ela rosnou em uma voz suave, perigosa.


—Oh não, eles me deram muita fruta, mas não me encheu muito bem.— disse Ariel, tentando pegar um tipo de pão. Ela cheirou antes de praticamente devorá-lo em uma mordida. —Eu sou vegetariana e eles não sabiam com o que mais me alimentar.— ela disse enquanto agarrava mais. Morian sentou-se em uma das cadeiras. Ela estremeceu quando ouviu um pequeno rangido e estendeu a mão atrás dela para remover um Maratt que havia subido nela. Ela gentilmente deixou cair no chão com um olhar de saudade. —O que é um vegetariano?— Morian perguntou enquanto envolvia suas mãos em torno de sua taça desejando que estivesse em torno do pescoço de um Grombots. Ela adoraria afundar os dentes em sua doce carne. —Um vegetariano?— Ariel perguntou enquanto engolia outra mordida de pão antes de oferecer um pequeno pedaço para o Maratt em seu colo. —Um vegetariano não come carne. Eu como ovos e outras coisas, apenas nada de carne.— Ariel disse alisando sua mão sobre a criatura pequena amontoada em seu colo. Morian empalideceu. —Oh. — ela respondeu não sabendo o que fazer desta nova informação. Como os valdérianos eram dragões, todos comiam carne. Era a parte principal de sua dieta. Nunca tinha ouvido falar de um valderiano que não comesse carne. Nem sabia se um dragão poderia sobreviver sem ela. Isto definitivamente ia ser interessante. Ariel olhou para cima.


—Carmen come carne, mas eu nunca pude. Quer dizer, poderia, mas nunca quis. Veja, tenho essa coisa sobre animais, qualquer tipo de animal. Eu sempre os amei e desejei que pudesse ter sido uma veterinária, mas infelizmente fiquei verde e desmaiei quando eu ajudei numa cirurgia, quando eu era uma adolescente e fui ajudar num consúltorio do veterinário local no Verão. Em vez disso, segui minha segunda escolha como carreira e me tornei piloto. Tenho trabalhado como voluntária em um abrigo de animais pelos últimos anos, quando não estava voando. Eu banho e cuido dos animais que são trazidos. Estava planejando abrir meu próprio abrigo em casa.— Ariel disse tristemente. —Você fica verde?— Morian disse levantando uma mão para sua garganta. Um dos pequenos Maratts esfregava-lhe a perna. Morian sentiu seu dragão mover-se tentando sair. Silêncio, você não pode comê-los. Eles pertencem à pequena humana, Morian sussurrou ferozmente. Eles são gostosos. Apenas um. Seu dragão gemeu. Não! Precisamos fazer ela se sentir segura aqui. Comendo-os... ela ...oh, querida, Morian praticamente gemeu alto quando um Grombot envolveu seus braços ao redor de seu pescoço e pressionou ali. —Você está bem?— Ariel perguntou curiosamente. —Você parece que está com dor. —Estou bem.— murmurou Morian rouca. —Por favor, explique como você fica verde.


Ariel riu levemente. —Eu não fico verde de verdade. É uma expressão que significa que quando eu perco a coragem e vejo muito sangue fico doente do meu estômago. É por isso que eu não como carne. Só o pensamento de morder algo que estava vivo, que tem ossos, coragem e sangue é apenas repulsivo para mim.— explicou Ariel enquanto colocava o Maratt que estava seu colo no chão e pegava outro Grombot para abraçar. Morian levantou-se quando o desejo esmagador de provar apenas uma pequena dentada atingiu-a. —Haverá um jantar para recebê-las amanhã à noite. Tomei a liberdade de ter vários equipamentos entregues em sua casa, eu não tinha certeza se você tinha alguma coisa para vestir. Você tem hora marcada com a costureira amanhã. Você deve encontrar tudo que você precisa. Infelizmente tenho que ir. Espero vê-la amanhã.— disse Morian, colocando a xícara de chá para na mesa e removendo suavemente o Grombot de seus ombros. — Mas... Onde estão os meus aposentos?— perguntou Ariel intrigada pela súbita necessidade da mulher de sair. Talvez ela realmente não estivesse se sentindo bem. —Estes são seus aposentos. Espero que você se sinta confortável.— respondeu Morian, apressada, enquanto se dirigia para a porta. —Até mais tarde, minha querida.


Morian se recostou contra a porta fechada e respirou profundamente antes de abrir os olhos novamente. Balançando a cabeça, ela não conseguiu parar a risada que se transformou em gargalhadas. Pobre Mandra! Nunca mais seria o mesmo. Ele era meticuloso sobre seus aposentos. Nunca houve uma coisa fora do lugar, não eram permitidos animais, sua simbiose até mesmo tinha um lugar de dormir específico. Ariel, por outro lado, parecia desconhecer sua aparência desgrenhada e não se importar que houvesse criaturas rastejando por todo o mobiliário premiado de Mandra que ele comprou de um famoso escultor no sistema Curizan. Mesmo ela teve problemas em não pegar as pequenas criaturas e devorá-las tão rápido quanto podia. Morian pôs a mão sobre a boca para reprimir outra gargalhada. Ariel era uma vegetariana! Morian mal podia esperar para ver como seu filho iria lidar com isso. Balançando a cabeça, Morian desceu o corredor para longe dos aposentos de Mandra. Levou horas para ela finalmente conseguir que a simbiose de Mandra guiasse a pequena fêmea humana para o corredor certo. A fêmea seguia uma maneira diferente. Ela era teimosa. Morian ainda estava rindo enquanto se dirigia para as cozinhas. Precisava encontrar algo que Ariel pudesse comer esta noite e planejar o jantar de amanhã.


Ariel olhou confusa para a porta fechada antes de encolher os ombros. Ela poderia muito bem explorar seus novos aposentos. Tinha que admitir, nunca havia visto um conjunto de móveis mais bonito. Tudo estava tão limpo e em boas condições. Era quase como se fosse uma vitrine. Isso não iria durar muito tempo com ela neles, pensou Ariel com um sorriso, lembrando de seu pequeno apartamento repleto de suprimentos para animais de estimação e lembranças. Se ela fosse ficar, precisaria encontrar um lugar com muitas terras. Sua casa ia ser cheia com todos os tipos de animais e amor... Muito amor. O quarto era um pouco masculino, mas Ariel imaginou que era por causa da existência de tantos homens. A sala de estar era luminosa e arejada com enormes portas francesas ao longo de uma parede. Não haviam cortinas bloqueando a vista. Uma longa varanda dava para a espessa floresta e as montanhas que rodeavam a cidade, fora das muralhas do palácio. Ariel supôs que seus aposentos provavelmente ficavam no quinto ou sexto andar. Um sofá extra longo e várias cadeiras belamente esculpidas decoravam o quarto. Haviam várias amostras de armas que se alinhavam às paredes, pinturas que descreviam cenas diferentes. Alguns eram de dragões em fuga sobre a cidade, outros eram de batalhas, e um era de um homem enorme vestindo algum tipo


de colete de couro e calça com faixas de ouro nos braços. Ele lembrou a Ariel de Mandra, mas um pouco mais velho. Ariel caminhou ao redor da sala sorrindo enquanto os pequenos Maratts e Grombots a seguiam. Eles correram de um lado para outro, ficando perto o suficiente para mantê-la à vista deles o tempo todo. Ariel deixou uma de suas mãos correrem pelo rico balcão de mármore na área da cozinha. Havia algum tipo de dispositivo na parede e os armários eram de uma madeira escura polida. Ariel continuou suas explorações e descobriu que os aposentos continham três quartos de hóspedes, cada um com seus próprios banheiros, que eram maiores do que o apartamento dela em casa. O quarto principal continha a maior cama que Ariel tinha visto. Ela nem sequer achava que eles faziam colchões assim tão grandes na Terra. Era uma enorme cama de dossel com cortinas pesadas ao seu redor. As cortinas eram bordadas com intrincados padrões de simbioses de ouro e dragões em tons variados de safira e prata. Ariel deixou o material pesado deslizar através de seus dedos antes de caminhar para outra porta que levava ao banheiro. Todo pensamento a abandonou enquanto olhava em volta. Não era um banheiro, era o céu. Janelas enormes deixavam entrar luz natural sobre uma área de jardim interior. Uma luminária azul e prata pendurada sobre o jardim lançava um brilho sobre as flores multicoloridas. Um chuveiro grande o suficiente para caber Mandra em sua forma de dragão estava contra uma parede. As pias duplas estavam esculpidas ao longo de uma outra parede com prateleiras limpas nas quais haviam espessas toalhas de um tom de safira escuro deslumbrante. Ariel tocou um antes de agarrá-lo. Ela lentamente se aproximou da maior banheira que ela já tinha visto em sua vida. Enchia o


centro da sala. Era mais como uma piscina em miniatura. Estava cheia até o topo com água quente e fumegante que fluiu com uma corrente invisível. Ariel gemeu de prazer. Ela colocou o Grombot no chão e rapidamente começou a jogar suas roupas despreocupada de onde elas pousariam. Iria desfrutar de cada segundo de um banho digno de uma rainha.


Capítulo Nove Mandra entrou em sua sala de estar em um mau humor. Passara as últimas seis horas revirando o palácio de cima para baixo. Descobriu onde a fêmea adormeceu, mas depois disso a perdeu. Ele cerrou os dentes em frustração. Estava a meio caminho em seus aposentos quando congelou. Ele cheirou o ar cautelosamente. Cheirava a... Comida! Eu cheiro comida! Seu dragão rosnou. Maratts e Grombots. Meus! Todos meus. O que o... Mandra começou a dizer antes de sua cabeça se virar para as gaiolas empilhadas contra uma parede distante. Quem nas bolas galáticas tinha colocado aquilo em seus aposentos? Mandra rosnou perigosamente. Ele nunca deixaria algo assim em seu quarto particular. Comida era para a mesa ou para as cozinhas. Não para estar correndo em sua casa. Sua cabeça girou quando ele viu um flash de branco do canto do olho. Seguindo-o para seu quarto de dormir, deixou escapar um grunhido de advertência quando o pequeno Maratt desapareceu sob a cama. Ele estava se aproximando quando o suave som de uma voz feminina o alcançou. Mandra virou-se e olhou incrédulo para o seu banheiro. Ele procurara por todo o palácio durante horas apenas para encontrar a mulher desaparecida em seus aposentos? Oh Deus, não! Alguém ia pagar por isso e pagar caro! Mandra se moveu em silêncio, com medo de que a fêmea voltasse a atacar. Ele parou na porta, congelado enquanto observava a bela criatura, que ele iria


reivindicar independentemente de qualquer coisa, parada na parte rasa de sua banheira. A água percorria seu corpo e pequenas gotas brilhavam nas pontas mais escuras de seus seios, fazendo sua boca encher de água com a ideia de lambê-los. Ela estava virada ligeiramente com as costas para ele, então não sabia que estava sendo observada. Os olhos de Mandra escureceram com desejo e determinação. Ele queria, precisava prová-la. Seus dedos moveram-se para os laços em sua camisa sem ele até mesmo estar ciente de que o fez até que sua camisa estava jogada no chão. Suas botas e calças as seguiram com a mesma rapidez. Ele esperou até que Ariel desapareceu debaixo da água antes de se mover para a borda e entrar. Se a única maneira de pegá-la era emboscála, então era isso que faria. Eles não sairiam de seus aposentos até que ela fosse marcada por ele. Queria que não houvesse dúvida quanto a quem ela pertencia.

Ariel amava a sensação da água quente em seu corpo. Ela podia sentir a tensão desaparecendo enquanto se movia. Tinha que admitir que até agora ser sequestrada por alienígenas não era tão ruim, especialmente com acomodações como esta. Céu, ela pensou, este deve ser o céu. Ariel mergulhou, espantada com o fato de que uma banheira podia ser profunda o suficiente para que não pudesse tocar o fundo. Ela deixou a


cabeça cair para trás e fechou os olhos enquanto ela desfrutava da água. Poderia viver aqui. Pelo menos por um tempo. Ariel sentiu um pequeno sorriso curvar seus lábios. Ela se perguntou onde Mandra estava neste momento. Ele estava procurando por ela ou finalmente desistiu? Depois de tudo o que fiz, ele provavelmente espera que nunca tenha a infelicidade de me ver de novo, ela pensou com uma risada, mesmo quando uma parte dela esperava que ele quisesse encontrá-la. Ela não percebeu que tinha realmente sussurrado as palavras em voz alta até que um conjunto de braços fortes rodeou sua cintura puxando-a contra uma parede de carne quente. Ariel soltou um grito assustado e começou a se debater tentando se libertar dos braços que a seguravam. Era impossível porque não podia ficar na água mais profunda. —Você é minha! Eu reclamo você, Ariel Hamm.— disse uma voz profunda e rica antes que Ariel sentisse um punhado de dor seguido por um intenso calor correndo através dela. Ariel congelou ao sentir a boca quente de Mandra na curva entre seu ombro e seu pescoço. Ela podia sentir quando seus dentes perfuravam sua pele, mas a dor era insignificante em comparação com a onda de desejo quente e flamejante que a inundava. Ariel engoliu um grito quando seu corpo se arqueou em sua resposta à sua reivindicação sobre ela. Mandra sentiu pela primeira vez o sabor doce de Ariel sobre sua língua e fechou seus olhos, prazer intenso correndo através dele. Deixou que uma


pequena quantidade do ardente calor da respiração do dragão fluísse dele para ela em uma troca tão erótica e sensual que queria que nunca terminasse. Seu gemido profundo envolveu Ariel enquanto ele o deixava pulsar através deles. Ficou chocado com a necessidade selvagem em sua alma de possuir e proteger esta fêmea minúscula com tudo nele. Mandra relutantemente se segurou, não deixando todo fogo do dragão sair. Ele apenas queria garantir que Ariel fosse marcada como sua. Sabia profundamente que não poderia reivindicá-la totalmente sem que ela o quisesse. Ele lutou contra o desejo de seu dragão de apenas reivindicá-la, ela estando pronta ou não, mas algo profundo dentro de Mandra disse-lhe que fazer isso com esta fêmea não seria a coisa certa. Ele precisaria domá-la como as criaturas selvagens que viu na floresta. Ele viu a maneira como Palto manipulava as criaturas selvagens que estavam feridas ou assustadas. Ariel era como uma dessas criaturas. Ele finalmente reconheceu o olhar que viu mais cedo, mas não entendeu o que era. Ela estava ferida... Profundamente. O olhar era medo de confiar. Ele nunca teria sua confiança se não a ganhasse. Mandra retirou lentamente os dentes e gentilmente lambeu a marca que deixou. A marca clara de seu dragão estava ali para todos verem. Ele teria tempo para capturar o coração dessa criatura selvagem agora sem medo de outro macho tentasse pegar o que era dele. Mandra puxou Ariel mais forte em seus braços certificando-se de que não podia lutar com ele. A sensação de sua pele sedosa apertada contra a sua era agoniante. —Eu estou reivindicando você, pequena humana. Você é minha verdadeira companheira.— sussurrou Mandra contra seu ombro sedoso. Ele continuou a


pressionar beijos quentes contra sua pele enquanto movia sua boca para cima ao longo de sua garganta, mordendo a ponta de sua orelha delicada. Ariel estremeceu quando uma onda quente de desejo a percorreu. —O que você fez?— Ela sussurrou fechando os olhos enquanto a onda de calor a atravessava. —O que está acontecendo?— Ariel perguntou movendo-se inquieta. Mandra suspirou pesadamente quando ele acariciou sua barriga. Ele gostava que ela não fosse magra como as outras fêmeas. Ela tinha um pouco de carne nela e ele gostava da sensação sob suas mãos. Ele moveu uma de suas mãos até seu quadril e puxou-a firmemente contra sua excitação. —Eu quero você.— Mandra admitiu com um gemido enquanto ela enrolava um pé em torno de sua panturrilha. —Mas você não está pronta. Ariel olhou por cima do ombro, confusa. Queria dar meia-volta e esfregar-se sobre ele e isso a irritava. O que quer que ele tenha feito fez o calor que ela estava sentindo anteriormente aumentar até uma temperatura quase insuportável. Pensou que tinha isso sob controle até que ele fez essa coisa da pequena mordida sobre ela. Agora, estava pegando fogo e queimando em lugares que não queria. —Então me deixe ir.— Ariel rosnou através de seus dentes começando a ficar chateada. —Não posso.— murmurou Mandra. —Por que não?— Ariel estalou olhando para ele novamente com frustração.


— Porque cada vez que deixo você em qualquer lugar perto de mim, é geralmente uma experiência muito dolorosa. Eu estou em desvantagem aqui e o seu olhar promete mais dor. — Mandra murmurou pesarosamente. Ariel parou de lutar por um momento enquanto olhava para os olhos dourados e escuros de Mandra que de repente parecia um cachorro que tinha mordido mais do que podia mastigar e não sabia o que fazer. Um pequeno bufo escapou antes que pudesse controlá-lo. Ela tentou se conter, mas era impossível controlar a risadinha. Esse guerreiro enorme shifter dragão tinha medo que ela fosse machucá-lo? As risadas se transformaram em risos e antes que Ariel percebesse que ela estava deitada nos braços de Mandra segurando nele para não se afogar. — Você é tão...— Ariel olhou para o seu rosto confuso e começou a rir novamente. —...fofo.— Ariel disse girando em seus braços e segurando em seus ombros largos. — Fofo?— Mandra repetiu em choque e consternação. —Você acha que eu sou fofo?— Ele sussurrou horrorizado. Ariel se ergueu o suficiente para poder olhá-lo nos olhos. —Sim.— ela sussurrou antes de roçar seus lábios tentadoramente contra os dele. —Eu acho. Antes que Mandra pudesse responder, Ariel se afastou dos braços e nadou rapidamente para o lado da piscina. Ela agarrou a toalha que tinha colocado fora e puxou em torno dela quando saiu da água. Sem olhar para trás, correu


para a outra sala deixando um grande guerreiro Valdier olhando para ela com confusão e horror. Mandra tinha sido chamado muitas coisas em sua longa, longa vida, mas fofo não era uma delas. Como ele deveria ser visto como seu protetor, um homem de grande força, se ela o achava tão fofo? Ele definitivamente sabia uma coisa, não sobreviveria se seus irmãos descobrissem que a pequena humana o achava fofo. Os olhos de Mandra se estreitaram quando várias bolas de pelos brancas saíram da prateleira para a outra sala atrás de Ariel. Deixou cair à cabeça apenas para encontrar-se encarando os olhos negros de um Grombot que pendia da iluminação de cristal azul sobre as plantas que havia plantado na alcova da sala de limpeza para fazer parecer como se estivesse ao ar livre. Sentiu seu dragão soltar um rosnar ameaçador baixo para a criatura que desceu correndo e se moveu em direção a seu quarto de dormir tão rápido quanto suas seis pernas podiam levá-lo. De onde vieram todas essas malditas criaturas e o que estavam fazendo em meus aposentos? Mandra perguntou-se em confusão, assim como seu dragão assumiu em uma tentativa de pegar o saboroso deleite.


Capítulo Dez Ariel se moveu em direção à cama onde várias roupas estavam dispostas. Ela rapidamente pegou uma e descobriu que era um tipo de vestido de amarrar. O material de safira escuro e sedoso tinha fios de prata atravessados que se apoderavam da luz do sol que ainda entrava através das enormes janelas. Ariel passou os braços pelas mangas e puxou-o ao redor dela. Ela estava preocupada quão ridículo seu busto grande iria parecer sem um sutiã, mas o topo tinha um costurado naturalmente nele. Ariel sentiu um arrepio atravessála enquanto o tecido delicado esfregava seus mamilos ainda sensíveis do seu encontro no banheiro. O vestido era sem mangas e enrolava em torno de sua cintura, onde fechava com um fecho de prata na forma de um dragão. Lembrou a Ariel dos vestidos gregos que costumava ver em seus livros de história. Ariel riu baixinho enquanto vários Maratts se aproximavam para cheirar seus dedos descalços que estavam saindo por baixo da longa bainha. Ela balançou os dedos dos pés e riu enquanto corriam para se esconder debaixo da cama. Ariel se virou quando ouviu um guincho assustado saindo do banheiro. Ela se curvou e pegou o Grombot trêmulo que tinha corrido tão rápido quanto suas seis pequenas pernas conseguiam correr. —Qual é o problema, querido?— Ariel perguntou. —Você ficou com medo da mamãe não estar na sala com você? Ariel apertou um beijo no topo de sua cabeça, segurando-o perto dela e balançando para frente e para trás. Ela o colocou na cama para que pudesse


escovar o cabelo que ainda estava molhado e emaranhado de seu banho. Ela mal havia pegado a escova quando um rosnado baixo e ameaçador veio de trás dela. O Grombot chiou novamente e mergulhou na pilha de travesseiros, se enterrando ali. Ariel olhou ao redor, assustada ao encontrar-se olhando mais uma vez nos olhos dourados flamejantes do enorme dragão de safira e prata. Seus olhos se lançaram sobre a enorme figura enquanto se esforçava para passar seu enorme corpo através da porta do banheiro. Ela estremeceu quando ouviu o som de madeira quebrando um pouco antes de ele se mover. Ariel olhou ao redor para ver quanto dano havia sido feito e desejou não tê-lo feito. Ambos os lados do quadro da porta foram arrancados. Seria uma merda reparar. Seus olhos se voltaram para os olhos dourados quando ouviu outro rosnado baixo enquanto se aproximava. Ela franziu o cenho enquanto seguia seus olhos que estavam colados à cama. Ariel olhou de um lado para o outro por um momento antes de ela perceber que estava prestes a saltar... na cama ... em um de seus bebês! —Oh, não, você não vai!— Ariel ofegou e se moveu na frente do dragão enquanto se sentava de volta em seus calcanhares se preparando para pular. — Dragão ruim! Dragão ruim, mau! Você não come seus amigos.—Ariel saiu apressadamente enquanto subia para a cama. Ela mal rolou para fora do outro lado com um Grombot contorcendo nas mãos antes que o dragão pulasse, aterrissando no meio da bela cama que rapidamente desabou sob seu peso. Os gritos de Ariel ecoaram pelo quarto quando ela caiu no chão do outro lado da cama, afastando-se do enorme


dragão. Maratts peludos brancos estavam correndo por toda parte. O Grombot que ela estava segurando mordia seu dedo forçando-a a soltá-lo com um grito de dor enquanto outros Grombots rastejavam até qualquer coisa que pudessem encontrar ou correram para a área de estar. Ariel ouviu um dos pequenos Maratts chiar de terror. Estava preso embaixo da cama. —Não se mova.— Ariel gritou movendo-se em suas mãos e joelhos o mais rápido que pôde para a cama que estava precariamente empoleirada em uma perna. —Não se mexa. Eu tenho que ajudá-lo.—Ariel engasgou tentando se espremer no espaço apertado entre a parede e a cama. O enorme dragão de safira rosnou para as criaturas correndo por todo o lugar. Estendeu o pescoço para agarrar um dos pequenos Maratts que haviam estado escondidos nos travesseiros quando ele correu pela cama e pulou. Começou a se mover quando Mandra puxou nitidamente para trás em advertência. Fique. Nossa companheira está em perigo, Mandra rosnou furiosamente. Ele estava pronto para matar seu dragão e espancar sua companheira! Onde diabos estava sua simbiose? Precisava disso agora. Estava com medo de se mover, no caso de a menor mudança fazer o resto da cama entrar em colapso com a sua companheira sob ela. Isso a esmagaria. Minha companheira. Eu machuquei minha companheira, seu dragão lamentou. Ainda não, mas você vai se você se mover. Precisamos de nossa simbiose conosco, Mandra sussurrou em uma voz calma quando ele alcançou sua


simbiose. Precisamos de você, meu amigo. Nossa companheira está em grave perigo. Venha até nós. Mandra sentiu o momento em que sua simbiose respondeu. Estava na floresta próxima, mas se moveu o mais rápido que pôde em direção a seus aposentos em sua chamada por ajuda. Mandra ouviu o vidro quebrando em sua área viva momentos antes de sua simbiose, na forma de um Werebeast, voou através da porta rosnando e sibilando a ameaça a sua companheira. —Ai!— A voz abafada de Ariel veio de debaixo da cama. —Vem cá neném. Eu não vou deixar nada te machucar. Vamos, eu prometo. Por favor, venha para mim, querida. Ele não queria te assustar.— Mandra cerrou os dentes. Sua pequena companheira estava totalmente alheia ao perigo em que estava. Ela estava tão concentrada em salvar algo que ele sabia ser comida que não tinha idéia de que estava em perigo mortal. Ele podia sentir seus músculos tensos quando a cama se moveu ligeiramente. Depressa! Tire-a de lá agora! Mandra chamou urgentemente sua simbiose. A cama está prestes a cair... A simbiose de Mandra se moveu até que longos braços se estenderam envolvendo as duas pernas de Ariel até sua cintura. Ariel gritou quase tão alto quanto às dezenas de pequenas criaturas espalhando-se por todo o quarto de Mandra. Seu grito foi interrompido enquanto os tentáculos dourados se apertavam mais, prendendo a respiração dela. Ariel queria protestar, mas mal tinha ar suficiente para respirar. Ela envolveu suas mãos em torno da pequena criatura peluda dobrada no canto mais distante sob a cama ao mesmo tempo


em que ela se sentia sendo puxada para fora de baixo dela. Não teve tempo de dizer nada antes de um forte estrondo abalou o chão.

O rugido de negação de Mandra sacudiu as paredes quando a cama desabou. Um silêncio estranho encheu a sala antes que o som das portas exteriores sendo escancaradas e o trovão de pés correndo irromper na sala. Mandra recuou, mas não conseguiu se mover enquanto o terror congelava sua enorme forma. —Mandra, o que aconteceu? Quem atacou você?— Perguntou Creon, enquanto ele e vários guardas ficavam olhando ao redor com espadas e pistolas a laser esticadas. Mandra respirou fundo tentando forçar as palavras para fora de sua boca, mas nada viria. Medo diferente de qualquer coisa que ele já sentiu antes estava o sufocando. Forçou-se para cima em suas mãos e joelhos até que estava quase sentado. Ele manteve os olhos fechados enquanto lutava pela compostura. —Minha companheira.— exclamou ele. —Ela… Creon olhou para a cama desmoronada, horrorizado ao perceber o que Mandra estava tentando dizer. Ele e vários dos guardas se moveram ao mesmo tempo que o brilhante emaranhado de cabelos loiros de Ariel surgia do outro lado.


—Sua coitadinha!— disse Ariel sentando-se ao lado da cama no chão, acariciando um pequeno Maratt contra seu peito. —Essa grande cama velha assustou você quando caiu? Você tem que ter mais cuidado. Você poderia ter se machucado, querida.— Ariel disse acariciando a pele macia da criatura que estava tremendo. Ariel olhou para Mandra com seus grandes olhos castanhos cheios de preocupação.— Acho que você a assustou.— disse ela num tom acusador. Os olhos de Mandra abriram-se, incrédulos, quando ouviu a voz suave e feminina falando como se nada tivesse acontecido. Ele olhava em choque fixamente o rosto bonito olhando para ele como se metade de sua habitação não estivesse em ruínas por causa dela. Estava prestes a deixá-la saber sobre seu descontentamento quando um rugido veio de sua sala de estar seguido por gritos mais estridente. —Oh não!— Ariel disse se levantando e empurrando o tremendo Maratt em Mandra. —Proteja-a enquanto eu vou resgatar os outros. As mãos de Mandra se abriram instintivamente para pegar a pequena bola sibilante, enquanto observava Ariel voar para fora da sala gritando que ela ia ter dragão para o jantar se alguém machucasse seus bebês. Mandra olhou para a criatura que estava tentando escapar, em seguida, para cima na direção de seu irmão tentando descobrir o que fazer com ele. Seu primeiro pensamento foi se transformar e engolir, mas ele pensou que não era isso que Ariel queria quando ela o entregou a ele.


Creon e os guardas com ele olharam para Mandra em uma combinação de diversão e confusão. Ele não se mexeu até ouvir o grito de Ariel, então rolou fora da cama empurrando a criatura peluda nas mãos de seu irmão com uma palavra de advertência para não deixar acontecer nada. Ele correu em seus aposentos derrapando até parar, quando viu três dragões agarrando todos os Maratts e Grombots que tentavam se esconder. Sua companheira estava balançando sua escova de cabelo como uma espada e gritando para que eles saíssem. Mandra se encolheu quando viu a mesa de jantar voando pelo ar e caindo em sua coleção de espadas. Três de suas apreciadas cadeiras esculpidas estavam em pedaços. Onde o seu sofá estivera, agora era uma pilha de retalhos e enchimento quando um dos dragões tentou chegar a vários dos pequenos roedores peludos que o tinham escavado em busca de proteção. Mandra estava prestes a rosnar uma advertência a outro dragão para ter cuidado com suas luzes de vidro sobre a prateleira que abrigava sua coleção de roteiros antigos quando tudo caiu em uma chuva cintilante quando o dragão pulou para um Grombot que voou através do ar nos braços esticados de Ariel. Ela girou ao redor e acertou o dragão no nariz quando ele agarrou a criatura quase tirando seu braço. A simbiose de Mandra se lançou furiosa contra o dragão. O dragão foi voando através do cristal especial gravado nas portas que ele conseguiu a partir do sistema Mazaran que levavam para a varanda de sua sala de estar. Quando outro dragão veio em direção a Ariel, sua simbiose atacou novamente, jogando o guarda pelas enormes portas duplas que levavam para o corredor. Ariel, entretanto, estava reunindo o maior número de criaturas que podia sob a saia


de seu vestido, enquanto os Grombots estavam pendurados em seus ombros até o ponto em que mal podia suportar seu peso. —BASTA!— Mandra rugiu. Todos congelaram quando a ameaça em sua voz os atingiu. —Saiam!— Mandra rosnou para o único guarda à esquerda. O guarda estava lutando para obter o controle de seu dragão. —Saia antes de eu matá-lo por se aproximar de minha companheira. Mandra olhou para Creon e sacudiu a cabeça indicando que queria que Creon tirasse todo mundo. Mandra viu Creon lutando contra seu riso enquanto olhava em volta o que restava de seus aposentos. Mandra rosnou para um par de guardas que olhava para as criaturas penduradas em Ariel, com fome. —Boa sorte, irmão.— disse Creon enquanto lutava contra uma risada. — Pensei que eu tinha a mulher difícil, mas acho que estamos amarrados. — Apenas... saia.— Mandra rosnou em voz baixa. —Eu vou. Eu vou.— disse Creon olhando as enormes portas duplas. Uma estava faltando e a outra estava pendurada em suas dobradiças. —Eu fecharia a porta atrás de mim, mas você parece estar tendo um problema com elas.— disse Creon com uma risada enquanto ele colocava o Maratt que se contorcia, no chão, que correu direto para Ariel. Mandra rosnou e deu um passo ameaçador em direção a Creon que rapidamente se afastou rindo alto. Mandra olhou por um momento para o seu irmão que partiu. Ele estava com receio de olhar ao redor novamente e


descobrir que a realidade do que aconteceu poderia ser pior do que ele pensou. Não foi até olhar para sua companheira que começou a perceber quão absurda a situação realmente era. Era difícil quando a pequena fêmea estava ali, mordendo o lábio e parecendo tão desconfortável de repente. —Uh, Mandra.— Ariel disse olhando para todos os lados, menos para ele. Mandra soltou uma respiração profunda antes de responder. —Sim, pequena? As bochechas de Ariel ficaram vermelhas enquanto olhou para ele brevemente antes de desviar o olhar novamente. —Você não esta usando nenhuma roupa.— ela sussurrou olhando para o Grombot que estava tentando chamar sua atenção. Mandra olhou para baixo. Ele não tinha uma peça de roupa quando estava na banheira quando se transformou. Olhou ao redor de sua casa normalmente meticulosa. As portas que conduziam a ela foram destruídas. Nenhum dos seus valiosos móveis sobreviveu. As portas de sua varanda estavam rachadas ou totalmente desaparecidas, onde a sua simbiose havia voado, e então atirado o guarda para fora delas. Sua preciosa coleção de armas antigas e roteiros espalhados pelo chão e aonde rastejavam coisas que ele normalmente comia. Mandra olhou para a pequena humana que entrou em sua vida apenas naquela manhã e se perguntou de que parte do inferno ela veio para que este tipo de destruição se seguisse. Ele abriu a boca para falar, mas não conseguiu pensar em nada a dizer. Estremeceu quando mais itens caíram fazendo um som alto e estridente quando atingiram o duro chão de mármore. Em vez disso, balançou a cabeça e girou sobre o calcanhar. Mandra se moveu em direção à sua área de


dormir tentando não gemer diante da destruição de sua cama. Tirando algumas roupas do painel escondido na parede do seu quarto, Mandra rapidamente se vestiu. A primeira coisa que precisava fazer era se livrar de todas as criaturas correndo em torno do que restava de sua casa. Todas as criaturas, isto é, exceto a mulher enlouquecedora. Então, ele precisava arrumar a porta que levava à sala de estar. Uma vez que estivesse seguro, ele iria voltar e chutar novamente o traseiro do seu irmão mais velho por encontrar a fêmea.

Ariel se moveu cautelosamente ao longo da borda segurando o melhor que pôde até a estreita beirada onde as pedras se conectavam. Estaria deixando este planeta assim que encontrasse Trisha e Carmen. Se não pudesse encontrálas, bem, ela estaria saindo de qualquer maneira. Ela não pertencia aqui. Depois que Mandra voltou para a sala de estar, ele pegou todos os bebês e os colocou de volta em suas gaiolas. Então, ele teve a coragem de chamar vários dos guardas que estavam na sala antes para levá-los. Ele ignorou todos os seus protestos, dizendo que não teria nenhum animal em sua casa. Disse que a comida não ficaria correndo no lugar onde morava. Ariel tentou detê-lo, mas ele simplesmente a pegou e a trancou no quarto. Ela bateu na porta pesada, mas ninguém veio ajudá-la, nem mesmo a criatura dourada que se tornara sua amiga. Os minúsculos pedaços de ouro dela tentaram acalmá-la, mas ela finalmente exigiu que a deixassem. Eles pertenciam aqui, não onde ela estava


indo. As pequenas peças tentaram enviar-lhe imagens da fúria de Mandra pela destruição de sua casa, mas tudo o que Ariel podia pensar era que este era Eric de novo. Ela não iria, não poderia passar por esse tipo de rejeição novamente. Não, era melhor sair enquanto podia - pensou Ariel. Ela mordeu o lábio para segurar um grito de dor quando a pedra áspera cortou a ponta de seus dedos. Ela estava quase na próxima varanda. Este não era definitivamente um de seus movimentos mais espertos, mas agora ela estava empenhada. Não se atreveu a olhar para baixo. Se ela não caísse ou desmaiasse, certamente perderia o pouco de comida que havia comido antes. Ariel estava em uma saliência estreita com cerca de seis centímetros de largura e segurando em uma borda de não mais de um centímetro de largura numa altura de seis andares. Era a única coisa que a impedia de cair. Ela colocou suas calças sujas de volta e uma das camisas de Mandra. Teve que trancar os minúsculos pedaços de ouro em um pequeno painel de roupas na parede. Não queria que soubessem o que estava fazendo, porque sabia que iriam alertar Mandra para sua fuga. Um suspiro escapou de Ariel quando seu pé escorregou e ela começou a perder o equilíbrio. Ela apertou a pedra. Tentou compensar o deslizamento, mas não havia rocha suficiente para segurar e ela sentiu-se caindo para trás. Ariel procurou freneticamente por um melhor apoio entre as pedras, mas era tarde demais. Ela fechou os olhos e soltou um grito enquanto se sentia caindo no espaço vazio. Por um momento que parou o coração, ela desejou ter mais uma chance de mudar o resultado de sua vida antes que tudo ficasse branco.


Mandra rangeu os dentes enquanto sua simbiose caminhava silenciosamente ao seu lado como se ele nem sequer existisse. Estava chateada com ele. Queria que devolvesse os animais de estimação de Ariel. Até mesmo seu dragão não estava falando com ele. Mandra não sabia se estava feliz por ter um pouco de paz ou zangado por estarem zangados com ele! Não era sua culpa que sua casa estivesse em ruínas. Não era culpa dele que seis dos guerreiros estivessem na ala médica. Bem, era parcialmente. Sua simbiose pôs dois dos guerreiros lá. Os outros quatro, Mandra foi responsável por quando eles tentaram comer os animais de estimação do sua companheira. Ele finalmente ordenou Jarak para encontrar um lugar seguro para eles até que pudesse decidir o que fazer. Agora, ele precisava voltar para a sua companheira e ver se ele poderia acalmála. Seu coração ficou pesado quando ele a ouviu batendo na porta implorando para não machucar os pequenos roedores. Ele balançou sua cabeça. Se isso não bastasse, sua mãe o encurralou e explicou que sua companheira era vegetariana! Como diabos deveria cuidar dela se não comesse carne? Se a reivindicasse e ela sobrevivesse à transformação, como diabos reagiria quando seu dragão quisesse comer as coisas que considerava seus 'bebês'? Mandra passou a mão pelo cabelo em frustração. Ele não entendia essa fêmea! Ela era uma contradição. Em um momento ela era forte, feroz e perigosa e no momento seguinte ela era delicada, frágil e carinhosa. Ela cuidava das criaturas


minúsculas com seu coração brilhando em seus olhos, mas podia lutar como um guerreiro quando ameaçada. Como ele devia fazê-la confiar nele se tomasse dela o que lhe importava? Com um suspiro pesado, ele soube que não seria capaz de fazê-lo, razão pela qual ele finalmente ordenou Jarak que levasse as criaturas para sua casa de montanha. Ele contatou seu amigo de longa data, Asim, que gerenciava a sua casa lá e explicou a situação. Ele precisava dele para cuidar e proteger os deleites saborosos, não comê-los. Asim olhara para ele com diversão enquanto lhe assegurava que protegeria as criaturas com sua vida. Agora que havia resolvido aquilo, Mandra poderia se concentrar em reparar sua habitação e reivindicar sua companheira, não necessariamente nessa ordem. Ele estava caminhando pela área do jardim de volta para a parte principal do palácio, onde os quartos estavam, quando sua simbiose enviou uma onda de angústia para ele. Mandra parou, olhando ao seu redor tentando descobrir o que a havia perturbado. Seus olhos a seguiram quando ela se transformou de repente em uma de suas maiores aves voadoras. Ela se lançou para cima, assim que um grito atravessou o ar. Mandra levantou os olhos e sentiu uma breve tontura, enquanto seu dragão rugia com medo e negação. Ele se transformou entre um batimento cardíaco e outro, se lançando para cima tão rápido quanto suas enormes asas poderiam levá-lo. Ele observou como sua simbiose mergulhou pegando o corpo caindo de sua companheira em torno de seus braços em pleno ar. Mesmo sabendo que estava segura de cair para a morte, ele precisava segurá-la em seus braços e sentir por si mesmo que ela estava bem.


Dê a ela para mim! Mandra exigiu estendendo as garras da frente para tomá-la suavemente da sua simbiose Mandra virou a cabeça para olhar para o rosto pálido e imóvel de sua companheira. Estava inconsciente. Seus macios cílios pareciam escuras medusas contra suas pálidas bochechas. Os pequenos pontos que a acariciavam em seu nariz se destacavam contra seu rosto branco e sua respiração era errática. Mandra voltou para a varanda de sua habitação, pousando-a suavemente enquanto se transformava de novo em sua forma de duas pernas. Ele passou através da abertura onde as portas quebradas tinham sido removidas. Os seus aposentos tinham sido limpos da destruição e todos os móveis destruídos tinham sido tirados, deixando-o nu. Ele se aproximou de seu quarto de dormir apenas para parar com uma maldição quando se lembrou de sua cama destruída que ainda não havia sido removida. Virou-se pelo corredor para um dos quartos de hóspedes, com sua simbiose acompanhandoo de perto. —O que eu vou fazer com você, pequena?— Mandra perguntou com uma voz trêmula. —Você me causou mais terror em um dia do que eu já senti antes. Mandra colocou o corpo mole de Ariel sobre a cama do quarto de hóspedes. Ele correu uma mão trêmula ao longo de sua bochecha até que descansou sobre a marca do dragão ele tinha dado a ela apenas horas antes. Sentado ao lado dela com as pernas subitamente fracas demais para sustentar seu corpo, Mandra pegou uma de suas minúsculas mãos em sua maior e pressionou um beijo em sua palma.


—O que você fez a si mesma?— Perguntou Mandra, consternado, enquanto olhava para as pontas sangrentas de seus dedos. —Eu sou tão repulsivo que você preferiria morrer a ficar comigo? —Não!— disse uma voz horrorizada atrás dele. —Não, você não é repulsivo e você nunca deve pensar isso!— Morian disse se movendo rapidamente para dentro do quarto. Mandra virou-se para olhar para sua mãe com lágrimas não derramadas brilhando em seus olhos. —Ela quase morreu tentando fugir de mim. Como posso acreditar em alguma outra coisa, Dola? —Mandra, você tem que ter paciência.— disse Morian, tocando gentilmente a bochecha de seu filho. —Ela está assustada. Este é um mundo estranho para ela. Ela me disse isso antes. Ela não entende os sentimentos que tem quando está ao seu redor. Mandra olhou nos olhos de sua mãe. —Ela também disse isso para você?— Ele perguntou hesitante. Morian sorriu e assentiu. —Sim. Isso é o que mais a assusta, eu acho. Ela não entende como os sentimentos são fortes entre os verdadeiros companheiros. Precisará ser tranquilizada. Eu conversei com seu irmão Zoran. Ele me contou muito sobre o que ele aprendeu de sua companheira e ele ainda está aprendendo. As fêmeas não entendem o que significa quando você as reivindica. Seus machos não fazem isso.— explicou Morian enquanto olhava para os traços pálidos e relaxados de Ariel.


—Acho que ela tem medo de confiar em mim, Dola. Eu não lido com ela como deveria. Ela cuidou das pequenas criaturas que tinha e eu as tirei quando me implorou o contrário.— Mandra disse, alisando um fio de cabelo dourado pálido para longe do rosto de Ariel com os dedos macios. —Enviei-os para minha casa nas montanhas. Eles serão cuidados e protegidos lá. Eu estava no meu caminho de volta para dizer a ela que... —Mandra sussurrou. Morian sorriu para seu filho e assentiu. —Então, ela vai perdoá-lo. Apenas a aceite e a guie. Ela é como as criaturas selvagens com que se preocupa. Não vai ser fácil.— disse Morian com um brilho de humor que alcançava a voz. —Acho que você já descobriu isso. Mandra sentiu um uma ponta afiada de humor naquele eufemismo. —Sim. Só espero que não fique muito difícil. Não tenho certeza de que possa sobreviver a mais sustos como os que tive hoje.— disse Mandra. —Você sobreviveu ao primeiro dia e assim como ela. Amanhã será melhor.— disse Morian beijando Mandra na testa antes de se afastar. —Se eu fosse você, acho que não a deixaria sozinha. Mandra assentiu distraidamente. —Eu não vou. Obrigado, Dola.— murmurou Mandra quando sua mãe saiu do quarto. Venha curar nossa companheira, Mandra sussurrou para a sua simbiose que estava enrolada ao lado dele no chão. Temo que seram necessarios todos os três para proteger esta, meus amigos.


Ariel gemeu suavemente enquanto acordava. Ela olhou em volta, confusa, tentando lembrar onde ela estava e como ela tinha chegado aqui. Sua cabeça girou quando ela sentiu um par de braços fortes puxando-a para perto de um corpo duro e quente. Ariel franziu o cenho enquanto tentava lembrar como ela poderia ter acabado na cama de Mandra e em seus braços, mas sua mente parecia estar cheia de algodão. —Onde estou?— Ariel perguntou confusa. —O que aconteceu? —Você caiu da borda de minha sala de estar.— Mandra respondeu rudemente enquanto passava a mão sobre o cabelo dela ternamente. Ela reprimiu um grito aterrorizado quando se lembrou da terrível sensação de cair e terror enquanto perdia o equilíbrio. Seu coração acelerou e sentiu como se estivesse prestes a explodir fora de seu peito quando ela lutou com a memória. Ariel lutou para sentar-se, mas Mandra apenas puxou-a mais apertada contra seu corpo. —Deixe-me ir!— Ariel sussurrou ferozmente quando também se lembrou por que ela estava na borda. Tinha tentado fugir dele. —Eu não posso.— Mandra sussurrou de volta tristemente. — Não posso deixar você ir, Ariel. Você é minha verdadeira companheira. Seu lugar é comigo.


Ariel virou a cabeça até que estava olhando para os olhos dourados e tristes de Mandra. —O que isso significa? Por que você acha que eu pertenço a você?— Ariel perguntou confusa. —Significa que eu daria minha vida por você. Sem você, eu vou morrer e possivelmente você também. Um guerreiro Valdier só pode encontrar sua verdadeira companheira quando as três partes de quem ele é aceitam a fêmea tornando-os inteiros. Faça isso por nós, Ariel. Minha simbiose, meu dragão e eu queremos você, aceitamos você. —Não, você não. Não realmente.— sussurrou Ariel com um ligeiro tremos em sua voz. —Você não entende.— disse ela, virando a cabeça para longe dele. Mandra estendeu a mão e gentilmente virou a cabeça de Ariel de volta para ele. —Eu fiz com que seus animais de estimação fossem levados à minha casa da montanha onde serão cuidados e protegidos até que possa levá-la a eles. Sei que eles significam muito para você. Meu dragão sente-se mal por incomodála quando ele tentou comê-los. Ele promete se comportar em torno das criaturas que estão a seu cuidado por agora.— Mandra prometeu em silêncio. Ariel olhou para os olhos solenes olhando para ela e viu que ele estava falando a verdade. Naquele momento, Ariel sabia que Mandra estava escorregando sob todas as defesas que ela havia montado para proteger seu coração.


Como eu poderia não amar... Ariel parou o pensamento súbito flutuando por sua cabeça e franziu a testa antes de se castigar. Apenas pare por aí, Ariel! Você nem conhece o cara! O que na Terra, ou onde quer que você esteja, faz você pensar que poderia se apaixonar por ele? Ele nem mesmo é humano! Não, seu coração argumentou de volta, ele é um alienígena que pode se transformar em um dragão sexy. Ariel gemeu de frustração enquanto seu cérebro e seu coração discutiam de um lado para o outro. Merda, agora ela estava chateada com ela mesma! Mandra, vendo a testa franzida de Ariel, relutantemente a soltou. Ela não o perdoara. Ela não queria estar com ele. Sua mãe deve ter estado errada sobre a fêmea humana sentindo qualquer coisa por ele. Mandra levantou-se rapidamente da cama e se dirigiu para a porta que dava para o corredor. Fez uma pausa na porta, sem se virar. —Há um jantar esta noite para recebê-la e suas amigas no nosso mundo. Minha mãe fez arranjos para que a costureira viesse. Vou deixá-la. Até mais tarde. — Mandra disse calmamente antes de sair pela porta.


Capítulo Onze Fazia mais de uma semana que ela caiu da borda e acordou nos braços de Mandra. Tantas coisas aconteceram desde então. Ariel ainda estava tendo dificuldade em entender tudo o que estava acontecendo ao redor dela e dentro dela. Sua mente flutuava ao lembrar o que sua teimosia quase lhe custou. Ela corou quando pensou nas consequências desse incidente. Desde que acordou nos braços de Mandra espantada por ainda estar viva, tinha compartilhado uma cama com ele todas as noites por causa da insistência dele. Ela protestou, mas Mandra foi inflexível. Ele não faria nada que não desejasse, mas estaria ao seu lado. Ariel suspirou enquanto olhava para as montanhas onde Mandra a trouxera na manhã seguinte ao jantar. Sua casa ficava a proximadamente à uma hora do palácio, mas pareceu como outro mundo. Era tão bonito aqui que ela não quis partir. A casa de montanha de Mandra era de tirar o fôlego por dentro e por fora, pensou Ariel enquanto se movia para se sentar no terraço, assim como ele. Ela era pequena em comparação com seus aposentos no palácio, mas ainda enorme em comparação com o que Ariel estava acostumada. Massivas montanhas com neve sobre os picos cercavam a casa que era localizada na extremidade superior de um longo prado. No final do prado havia um grande lago com uma pequena ilha no centro. Diversas cachoeiras naturais alimentadas no lago em um lado enquanto um rio pequeno cortava através das montanhas ao oeste. Árvores vermelhas escuras, enormes, cobriam o lado sul


do lago e subiam cada montanha até que não pudessem ir mais longe por causa da superfície íngreme da rocha. A pradaria em si tinha um oceano de grama roxa alta que chegava quase aos joelhos e que parecia mudar de cor enquanto balançava para frente e para trás com a suave brisa passando através da montanha. A casa de Mandra foi feita a partir das espessas árvores e rochas que os rodeiam. Lembrava a Ariel de Mandra, forte e sólido. Era uma estrutura de um único andar com uma planta aberta que girava em torno de uma grande área de estar. Havia enormes janelas do chão ao teto que permitiam uma abundância de luz, dando uma vista das montanhas, lago e floresta em torno dele. Os pisos eram de madeira polida e havia uma grande lareira de pedra em cada um dos oito cômodos principais, incluindo a ampla e arejada cozinha. Ariel virou a cabeça para o sol e fechou os olhos apreciando o calor. Tinha roubado uma camisa de manga comprida que Mandra tinha pendurado sobre a grade do terraço enquanto trabalhava quando saíra mais cedo. Mesmo estanda um pouco gelada, a verdadeira razão era que gostava da maneira como seu cheiro se agarrava ao material macio. Ela abriu os olhos e procurou o homem que estava causando toda a confusão dentro dela. Ele estava construindo um recinto para ela para que tivesse um lugar para cuidar de todos os animais que de alguma forma pareciam estar aparecendo todos os dias desde que ela chegou. Alguns dos animais tiveram lesões menores, alguns mais graves. Para aqueles com feridas severas, Mandra trouxe um dos curandeiros do palácio. O curador olhou para os olhos largos e suplicantes de Ariel e balançou a cabeça com um


olhar de simpatia para Mandra que o olhava com os braços cruzados, desafiando-o a negar sua ajuda. O curandeiro mostrou a Ariel como cuidar da ferida da criatura que parecia um veado. O problema era onde mantê-lo até que pudesse ser devolvido a natureza. Asim sugeriu a construção de uma pequena área cercada e abrigo não muito longe da casa. O grito de prazer de Ariel e o enorme beijo que ela deu a Asim foram o suficiente para incentivar Mandra. Quando concordou com Asim, Ariel virou um sorriso tímido para ele antes de lhe dar um beijo também. O beijo que ela lhe deu ainda o fez tremer. Não era um profundo, apaixonado. Na verdade, ela apenas roçou seus lábios contra os dele, mas era o suficiente para que ela ansiasse por mais. Ariel se inclinou para pegar um dos pequenos Maratts que ainda estava com eles. A maioria deles tinha sido liberada de volta à natureza. Ariel descobriu que os Maratts e Grombots que ela tinha confiscado no navio de guerra eram considerados uma iguaria para os dragões Valdier. Por causa disto, ao longo do tempo eles tinham se tornado quase extintos. Eles eram geralmente encontrados no equivalente da Terra do mercado negro, onde eram vendidos ilegalmente. Mandra assegurou a Ariel que a região ao norte onde eles os transportaram há três dias era remota o suficiente para que eles pudessem estar seguros. Ela também era preenchida com sua fonte de alimento natural, um tipo de planta de floração, que faria bem a eles. Ele e Ariel eram os únicos a saber onde estava o local, já que não queriam correr o risco de que fossem capturados novamente. Ariel olhou para a que estava em seus braços. Teve uma ferida pequena em sua perna durante a luta nos quartos de Mandra, assim Ariel a manteve junto


com outros quatro Maratts que estavam se recuperando também. Balançou-a gentilmente contra ela quando ela se aproximou e fechou os olhos.

Os olhos de Ariel seguiram Mandra enquanto se movia pela estrutura recémconstruida. Ela estudou suas feições fortes e orgulhosas enquanto conversava com Asim, que estava apontando para algo no abrigo que estavam construindo. Hoje ele tinha os cabelos presos atrás na nuca e sem sua camisa ela podia ver o brilho leve de suor em seus ombros largos e nus. Seus olhos seguiram o caminho por suas costas até as calças em seus quadris. Ariel não conseguiu resistir lambendo os lábios amando o jeito que as calças abraçavam seu traseiro e suas coxas. Um par de botas marrom escuro completava o que ele estava usando. Tudo o que Ariel podia pensar era o quanto ela queria tirar cada peça dele, uma de cada vez. Ela estava perplexa por que ele estar tão distante dela. Abraçava-lhe firmemente a cada noite, mas durante o dia era quase como se lhe doesse estar perto dela ou tocá-la. Não era como se quisesse alguém próximo a ela também. Passara algum tempo com Abby e Trisha antes de ir ao jantar. No jantar, no entanto, Mandra tinha lançado olhares escuros de advertência a qualquer homem que tentasse se aproximar dela. Ela passara a maior parte da noite assistindo.


O que realmente a confundiu foi que ele nunca a tocou, exceto à noite quando ele pensou que ela estava dormindo. A princípio, Ariel pensou que lamentava estar preso a ela. Isso foi até que ela pegou o olhar de fome e saudade em seus olhos em várias ocasiões antes que ele o cobrisse com uma máscara em branco. Se não soubesse melhor, pensaria que ele tinha medo de quebrar seu coração. Um empurrão em seu cotovelo sacudiu Ariel fora de seus pensamentos profundos. Ela sorriu quando viu que a enorme simbiose dourada, estava na forma de uma criatura semelhante a um urso hoje. Ela adorava quando mudava de forma. Nunca sabia o que esperar. —Então, você gosta de mim também, hein?— Ariel perguntou deixando seus dedos passarem sobre a cabeça grossa, dourada. —Bem, eu gosto mais de você. Você sabe o que? Precisamos te dar um nome. E Preciosa?— Perguntou Ariel com uma pequena risada. —Você pode ser minha Preciosa.— A criatura enviou uma onda de calor através dela antes de enviar pequenos fios adicionais de ouro pelos braços dela. Ariel riu e balançou a cabeça. —É uma coisa boa que todo o ouro que você colocou em mim não pesa tanto, porque eu não seria capaz de ficar em pé e muito menos andar com todos os colares, pulseiras e braceletes com que você me cobriu. Ariel falou coisas absurdas para a simbiose de ouro por mais meia hora antes de ela se mudar para a casa para fazer o almoço. Ela sabia que os homens estariam famintos depois de todo o trabalho que estavam fazendo. Gostou do fato de que ainda podia vê-los até mesmo da área da cozinha. Não sabia por


que Mandra não vivia aqui o tempo todo. Ela nunca se cansaria da visão, especialmente se Mandra fosse uma parte dela. Ariel finalmente desistiu de enganar a si mesma que o que sentia não era amor. Durante a semana passada, ele havia mostrado a ela o quão sensível e cuidadoso poderia ser. Ele também era protetor e atencioso e sexy e... Oh, inferno. Ele era apenas sexy e a acendia de um jeito que Eric nunca fez. O fato era: Mandra não era nada como Eric em qualquer forma, jeito ou traço. Não havia nada para comparar entre os dois, então ela nem tentou. Mandra tinha seu coração na palma das mãos. Talvez fosse hora de ela lhe mostrar.

—Por que você não diz a ela como se sente?— Asim perguntou segurando a placa no lugar para Mandra anexar. Mandra olhou para Asim antes de dar uma olhada no local onde Ariel estava sentada no terraço. —Ela não me quer. — Mandra respondeu rudemente pregando a placa no lugar. Asim riu. —Isso não é o que eu vejo. Ela nunca tira os olhos de você. Me lembra as criaturas que você enviou aqui. No começo, eles olharam para mim com medo, esperando que eu atacasse e engolisse. Mas, em poucos dias tive que praticamente bate-los fora de mim. Uma vez que eles souberam que eu não iria machucá-los, eles queriam estar comigo.


Mandra olhou para o homem que era como um segundo pai para ele. Asim tinha sido a guarda pessoal de seu pai quando era jovem. Quando seu pai foi morto, Asim se aproximou de Mandra para ver se ele aceitaria seus serviços. Mandra sabia que Asim olhava para ele como o filho que nunca teve. Mandra sugeriu que Asim pudesse ajudá-lo aqui. Juntos, eles construíram a casa principal que Mandra usava e uma menor para Asim. Asim guardava esta área, protegendo aqueles que vivem na pequena aldeia não muito longe e relatava quaisquer atividades suspeitas para Mandra. —Você está enganado.— Mandra disse olhando para Ariel novamente. Ela estava sentada com os olhos fechados e um pequeno Maratt contra seu peito. Uma onda de desejo e necessidade correu através dele tão rápido que sua respiração ficou presa. Ele queria vê-la sentada lá com seu filho contra seu peito em vez de um roedor. O desejo de reivindicá-la totalmente estava comendo-lhe e seu dragão. Teria que reivindicá-la em breve ou se tornaria muito perigoso para ambos. Esperava que ela viesse a ele por vontade própria, mas não parecia que isso iria acontecer. Desviou o olhar enquanto uma pontada de dor o atravessava com o pensamento de machucar sua companheira ainda mais do que ele já tinha. Asim sacudiu a cabeça. —Não, não estou. Procure por si mesmo. Mesmo agora ela olha para você.—Asim disse em voz baixa. Mandra ergueu os olhos para Ariel e olhou fixamente para ela. Ele olhou profundamente em seus olhos e viu... fome. Observou-a por vários momentos antes de Asim limpar a garganta o arrastando de volta ao presente. Ele olhou


para a placa em suas mãos e percebeu que estava segurando-a tão apertada que havia verdadeiros sulcos formados nela. —Agora você acredita em mim?— Asim riu enquanto puxava a tábua das mãos de Mandra. Mandra deixou um sorriso lento curvar seus lábios. —Vou reivindicar minha companheira.— disse Mandra com um brilho em seus olhos e um fio de aço em seu tom. —Ela está pronta. Asim riu enquanto assentia. —Vou limpar aqui. Vá até ela. Que os deuses e deusas estejam com você, meu amigo.


Capítulo Doze Ariel se moveu nervosamente pela cozinha tirando o pão fresco, queijos e frutas que uma das mulheres da aldeia trouxe para ela naquela manhã. Era estranho ver outra mulher esta manhã quando ela estava acostumada a não ver nada além de homens grandes e bonitões. Karina riu quando Ariel perguntou sobre isso e disse que havia mulheres, mas não muitas, então os machos tinham uma tendência a ser muito protetores. Ariel sorriu quando viu o companheiro de Karina conversando com Mandra, mas sem tirar os olhos dela por muito tempo. —Como

é?—

perguntou

Ariel,

hesitante.

—Ser

uma

verdadeira

companheira?— Ela acrescentou ao olhar intrigado de Karina. Os olhos de Karina foram para seu companheiro e ela sorriu. —Maravilhoso. Ele me protege e cuida de mim. É meu melhor amigo. Eu posso compartilhar qualquer coisa com ele. Eu nunca me sinto sozinha com ele ou sua simbiose.— ela tinha respondido. Ariel tinha olhado para Mandra e se perguntou como seria ser sua verdadeira companheira. Seria o protetor dela? Pelos olhares que ele deu aos homens que tentaram aproximar-se dela no jantar, suspeitava que sim. Mesmo durante as vezes que ele voltou por algumas horas para o palácio na semana passada ele se certificou de que ela tinha tanto o sua simbiose quanto Asim perto dela em todos os momentos.


Ela franziu o cenho perguntando se eles tinham descoberto quem envenenou Cara no jantar. Ela se esqueceu de perguntar a Mandra sobre isso. A única razão pela qual Ariel descobriu sobre isso, em primeiro lugar, foi porque ela ouviu Asim perguntando como a companheira de Trelon estava. Tinha pressionado Mandra para lhe dizer o que tinha acontecido. Ele explicou que a queria em algum lugar seguro até que quem tentou prejudicar Cara fosse capturado. —Por que você franziu o cenho, mi elila?— Mandra perguntou chegando atrás de onde Ariel estava de pé na mesa na cozinha e envolvendo seus braços ao redor de sua cintura. Ariel saltou. —Oh, você me assustou.— ela disse assustada. —Quero dizer, não realmente assustou, apenas surpreendeu.— ela acrescentou quando viu seu cenho franzido. — Você sabe... Eu não estava esperando você e eu estava perdida em pensamentos e... — A voz de Ariel se desvaneceu quando Mandra a girou e apertou seus lábios levemente contra os dela. —Eu sei o que você quis dizer.— Mandra sussurrou contra seus lábios. Ariel gemeu e envolveu seus braços ao redor de seu pescoço puxando seus lábios de volta para os dela. Ela o beijou...Realmente o beijou, como um tipo de

beijo

de

eu-quero-você-e-eu-não-vou-deixar-você-ir-sem-um-sexo-

realmente-bom-e-quente. Sentiu o momento em que ele percebeu que não ia parar. Um gemido escapou dele e ele envolveu seus braços grossos ao redor dela mais apertado. Levantou-a contra seu corpo como se ela não pesasse mais do que um dos pequenos Maratts correndo pela casa.


—Você é minha, Ariel Hamm. Eu reivindico-a como minha verdadeira companheira. Nenhum outro pode tê-la. Vou viver para te proteger. Você é minha, minha elila... Para sempre.— Mandra disse olhando profundamente nos olhos de Ariel. —Não haverá volta atrás, nenhuma parada desta vez. Ariel olhou nos olhos dourados flamejantes do alienígena que tinha capturado seu coração com sua ternura, paciência e compreensão e sorriu. —Você pode apostar sua bunda que você não estará parando.— Ariel declarou com um sorriso. O dragão de Mandra rosnou em resposta à declaração de sua companheira. Mandra sentiu o ímpeto do fogo do dragão quando explodiu dentro dele, querendo reivindicar sua companheira. Mandra inclinou a cabeça de Ariel para o lado e empurrou um lado da camisa que a cobriu de lado, mostrando seu pescoço e ombro. Ele escovou seus lábios ao longo da curva onde seu pescoço se encontrou com seu ombro pálido. Sua marca estava lá. Ele pressionou seus lábios contra ela brevemente antes de deixar seus dentes alongar o suficiente para perfurar sua pele. Ele sentiu o arrepio que corria através de Ariel bem antes de agarrá-la. Seu grito assustado aumentou seu desejo e o fogo do dragão explodiu dele em ondas quebrando em cima de Ariel em uma intensidade que tanto o assustou como o excitou. —Mandra.— Ariel gemeu quando ela o segurou mais apertado, segurando-o para ela. Mandra continuou a respirar o fogo do dragão na corrente sanguínea de Ariel. Teria sido impossível parar. Tinha chegado ao ponto de não retorno. Sua reclamação sobre Ariel seria concluída e se os Deuses e Deusas os


considerassem dignos, um novo dragão nasceria neste dia. O fogo rasgou através de Mandra enquanto ele e seu dragão responderam ao chamado do fogo rasgando através de Ariel. Mandra lutou por controle suficiente para não levar Ariel ali na mesa, ou pior, no chão. Ele queria que a sua primeira vez fosse perfeita, mas do jeito que o seu pau estava inchando parecia que a mesa ou no chão ia ser o melhor que ele poderia fazer. O gemido de Ariel encheu a cozinha enquanto o calor a levava através de ondas ferozes. O fogo era tão feroz que sua pele realmente doía com a necessidade de sentir sua pele contra a dela. As mãos de Ariel começaram a agarrar o cabelo de Mandra, puxando o laço de couro dele até que ele pendia livremente pelas costas. Ela correu uma mão pelo cabelo dele deixando suas unhas rasparem ao longo de seu couro cabeludo enquanto sua outra mão correu para baixo sobre seu ombro e abaixo seu estômago achatado para puxar freneticamente a frente de suas calças. —Eu quero você.— Ariel sussurrou quando outra onda de calor começou a construir profundamente dentro dela. — Não sei o que diabos você está fazendo, mas está me excitando. Mandra gemeu quando as palavras de Ariel se derramaram sobre ele. Ele continuou respirando o fogo do dragão, sentindo a onda que queimava dentro de Ariel até que ele teve dificuldade segurando seu corpo amolecendo. Suas mãos estavam amassando-o e vagando tão longe quanto ela podia alcançar em uma tentativa desesperada para se aproximar. Só quando sentiu o último dos cristais de fogo do dragão ele puxou longe o suficiente para gentilmente lamber a marca escura que ele deixou. Seus olhos brilharam com


possessividade para ver sua marca tão claramente gravada na delicada coluna pálida do pescoço de sua companheira. —Minha!— Mandra rosnou em uma voz baixa, profunda que era uma mistura de animal e homem. —Minha companheira. Ariel não se importava com o que ele estava dizendo. Ela queria parar a queimadura que a estava chamuscando de dentro para fora. Podia sentir o líquido de seu desejo escorrendo pelo interior de sua perna. Realmente podia sentir sua vagina pulsando com necessidade. Isso nunca tinha acontecido antes. Na verdade, ela nem sequer pensou que era possível! Ariel lutou para colocar as mãos na frente das calças de Mandra. Aquele menino mau ia sair. —Preciso nos levar para uma cama.— murmurou Mandra, desesperado, tentando segurar o pouco controle que tinha. — Para o inferno com uma cama... A mesa ou o chão são bons para mim.— Ariel resmungou enquanto rasgava a frente das calças de Mandra. No momento em que o viu livre Ariel foi para o chão levando-o com ela. Ela rapidamente puxou as correias livres em suas botas e puxou um deles tentando tirá-lo. Ergueu os olhos frustrada quando Mandra não levantou o pé. Os olhos de Ariel ficaram enormes quando descobriu que estava no nível do pênis inchado de Mandra. Era espesso, longo e latejante. A cabeça era quase tão escura quanto à safira do dragão de Mandra. Ariel exalou um suave gemido enquanto via o pré-gozo na ponta e começou a correr para baixo. Ela nem sequer parou para pensar, mas inclinou-se em seu pênis e correu a língua para cima e sobre a ponta com um gemido alto.


É melhor do que o chocolate qualquer dia da semana, pensou Ariel enquanto passava a língua sobre ele uma e outra vez, lambendo cada vez mais urgente. Ela estava prestes a tentar deslizar a ponta grossa em sua boca quando um grunhido profundo encheu o ar e ela se viu levantada e colocada sobre a borda da mesa, virada para baixo. Ariel ofegou quando sentiu as calças que estava usando sendo rasgadas dela. A parte de trás da camisa que ela estava usando sofreu o mesmo destino, rasgada no centro da parte de trás para que cada metade deslizasse para baixo em seus braços ao redor dela. Ela não colocou um sutiã naquela manhã apenas uma camiseta leve. Ele a tirou até que seus seios nus empurraram contra a madeira da mesa. Ariel olhou por cima do ombro para protestar, mas as palavras morreram em seus lábios enquanto olhava para os olhos escuros e flamejantes de um guerreiro Valdier muito excitado e seu dragão. Seus olhos haviam mudado para um ouro mais escuro com fendas finas e alongadas onde suas pupilas estavam. A fome neles chamava apenas por ela. Ariel sentiu o calor crescer dentro dela quando respondeu à chamada de necessidade nos olhos de Mandra. —Leve-me.— Ariel disse suavemente olhando Mandra que estava lutando para se apossar de suas emoções. —Leve-me agora. A maldição murmurada de Mandra foi seguida por seus dedos procurando assegurar-se de que Ariel estivesse pronta para ele. A última coisa que queria fazer era magoá-la, mas estava quase perdendo a cabeça, esquecendo-se do autocontrole. Mandra gemeu de prazer quando seus dedos afundaram na umedecida vagina inchada. Ela estava pronta para ele e não podia mais se segurar. Alinhou seu pênis com sua vaginal quente e empurrou para frente,


não parando até que pudesse sentir a ponta de seu pau batendo em seu ventre. Mandra agarrou firmemente os quadris de Ariel enquanto puxava quase todo o caminho para fora, em seguida, bateu de volta em sua tentativa de ir um pouco mais profundo. Ele sabia que estava sendo muito duro com ela. Queria levá-la lentamente, suavemente, ternamente, mas ele tinha esperado muito tempo. Seu dragão estava determinado a reivindicar sua companheira. Queria vê-la nascer. Mandra lutou pelo controle, mas parecia que quanto mais lutava, mais rápido e mais difícil ele levava Ariel até que não conseguisse dizer onde ela terminou e ele começou. Seus gemidos e gritos ecoaram e se tornaram um. —Ariel, me ajude!— Mandra rangeu fora entre os dentes cerrados. —Perdoeme!— Ele gritou quando sentiu a pressão aumentar. —Perdoe-me!— Ele repetiu em uma voz sufocada enquanto ele bateu nela novamente e novamente. Ariel resmungou quando seu corpo respondeu à posse de Mandra. Ela sentiu as ondas quentes rasgá-la, enquanto agarrava o lado da mesa e se agarrava. A sensação do pênis duro e grosso de Mandra deslizando dentro e fora dela, puxando algo profundo dentro dela fez seu corpo explodir em ondas de calor e êxtase quando seu clímax agarrou ele tentando mantê-lo conectado a ela para sempre. Ariel gritou quando seu corpo apertou Mandra tentando segurá-lo dentro. A força de sua retirada, em seguida, reentrada contra seus nervos sensíveis fez com que ela voltasse à erupção com um grito. —Sim.— Mandra gritou quando ele se inclinou sobre as costas de Ariel e mordeu para marcá-la novamente quando seu primeiro clímax o atingiu.


Mandra se afastou e gentilmente lambeu a segunda marca que deu a Ariel. Ele podia sentir suas paredes vaginais enquanto apertavam seu pênis, ordenhandoo até que quisesse gritar com o prazer. Sabia que isso era apenas o começo, mas a intensidade o tomou de surpresa. Se este era o começo, ele não tinha certeza se um deles sobreviveria. Seu corpo inteiro parecia que estava prestes a derreter. Ele deixou sua testa cair até descansar no ombro de Ariel. Tinha que ser o pior companheiro da história. Seria um milagre se Ariel o perdoasse por tê-la levado assim. Inferno, ele ainda estava vestido. Tirou-lhe as roupas como se fosse um bárbaro de outrora. Como poderia tratar sua companheira assim? Ele se afastou até ficar de pé. Mordendo o lábio, lentamente saiu de seu corpo menor com um profundo gemido. —Você está bem, pequena?— Mandra perguntou suavemente enquanto ele correu sua mão levemente pelas costas dela. —Uh-huh.— Ariel murmurou não se movendo. —Você pode me perdoar?— Mandra sussurrou quando viu que Ariel não estava se movendo. Ariel tentou levantar a cabeça. Demorou duas tentativas antes de poder olhar para Mandra por cima do ombro. Levou alguns segundos para focalizar sua visão. Ela estava definitivamente ainda no momento!


—Só se você prometer fazer isso de novo e de novo e de novo.— disse Ariel com um sorriso bobo em seu rosto. — Porque eu tenho que te dizer... você é um pedaço de mal caminho muito quente. Mandra franziu a testa para Ariel até que suas palavras o atingiram. Seu rosto quebrou em um sorriso enorme quando percebeu que ela não estava chateada com ele. Estava feliz porque seu desejo de fazê-lo repetidas vezes, e novamente estava prestes a se tornar realidade. Já podia sentir o fogo do dragão construindo profundamente dentro dela e sabia que seu corpo estaria respondendo a ele. Os olhos de Ariel se arregalaram quando uma onda de calor passou por ela, fazendo-a quase gritar com a intensidade. —O que diabos está acontecendo comigo?— Ela ofegou. —Seu desejo de fazer isso de novo e de novo está prestes a se tornar realidade, mi elila. O fogo do dragão está apenas começando. Nós vamos nos reunir muitas, muitas vezes nas próximas horas, mas eu me recuso a levá-la de novo sobre a mesa.— Mandra disse enquanto se inclinava para puxar as calças. —O chão está bem para mim.— Ariel gemeu quando ela começou a afundarse sobre ele. Mandra agarrou o corpo flácido de Ariel e se moveu rapidamente para o quarto. —Eu me recuso a levá-la no chão.— grunhiu Mandra indignado. —Alguma vez você já tentou isso?— Ariel perguntou enquanto ela começou a beliscar sua mandíbula e trabalhando seu caminho até seu pescoço.


—Não. — Mandra engasgou quando Ariel o mordia duramente no pescoço. Mandra gemeu enquanto se afundava no tapete de pelúcia na área sentada de seu quarto. Ariel já estava empurrando suas calças para baixo o suficiente para agarrar seu pau e guiá-lo para seu canal latejante. Mandra amaldiçoou alto enquanto afundava nela novamente. Ele não tinha absolutamente nenhum controle quando se tratava dela. Sua mente não era mais que uma névoa de necessidade. Enfiando o corpo menor de Ariel debaixo dele, ele a levou no chão mais e mais até que Ariel estava deitada debaixo dele. Seu corpo coberto por uma camada leve de suor e o interior de suas coxas com sua semente. —Eu preciso banhá-la, pequena.— Mandra sussurrou contra a orelha de Ariel. —Eu também preciso deixar você descansar um pouco antes da próxima onda de fogo do dragão. —A próxima onda?— Ariel perguntou aturdida. —Você está falando sério? Como você ainda pode ser capaz de levantá-lo? Mandra riu. —É o fogo do dragão. Ele não será saciado até que todo o fogo queime através de nós dois. Não saciará até que a companheira do meu dragão nasça. Ariel virou a cabeça para olhar Mandra, que estava se recuperando do corpo dolorido. Um forte gemido foi retirado de Ariel quando sentiu que ele deslizava para fora dela. Droga, mas mesmo isso a excitou! —Eu não acho que posso me mover e muito menos fazer amor. Além disso, estou ficando um pouco sensível lá embaixo.— disse Ariel com um rubor. — Faz algum tempo.


Os olhos de Mandra brilharam ao pensar em outro homem estar com sua companheira. Ele teria que matar o macho, mas Ariel não precisava saber isso ainda. Agora, precisava cuidar dela porque as próximas horas seriam brutais para ambos. Este era o momento mais difícil para uma mulher. Durante as próximas horas, seu corpo começaria a transformação. Se ela não completasse, poderia morrer quando o seu corpo fosse rasgado entre dois seres: seu lado humano e seu dragão. Se a transformação falhasse seu corpo começaria a rejeitar o sangue do dragão levando à morte de ambos. Mandra se recusou a acreditar que Ariel não sobreviveria. Mandra levantou suavemente Ariel do tapete com uma careta. Ele teve que admitir que, enquanto gostava de levá-la no chão, estava determinado a levá-la em uma cama na próxima vez que fizessem amor. Mandra entrou no enorme banheiro fora de seu quarto e subiu suavemente na enorme banheira. Ele mudou de posição para que ela estivesse em seu colo para que pudesse alcançar e ligar a água. A banheira rapidamente se encheu com água quente e fumegante. Mandra enviou uma mensagem rápida à simbiose de Ariel para curá-la. Ele a segurou firmemente contra seu corpo quando o ouro se dissolveu e lentamente se moveu para baixo sobre ela. Ariel ofegou quando sentiu Mandra deslizar as pernas separadas e a simbiose dourado se moveu para baixo entre suas pernas. Ela começou a lutar, mas Mandra a segurou imobilizando-a contra ele. Ele sussurrou suavemente para ela deixar que a curasse, mas Ariel estava além de ouvir. Uma coisa era ter Mandra a tocando. Ter a Preciosa fazendo isso era totalmente diferente. —Pare! O que diabos você está fazendo?— Ariel murmurou ferozmente enquanto lutava para fugir. —Preciosa, afaste-se de mim!


O calor inundou Ariel ao mesmo tempo em que Mandra começou a brincar com seus sensíveis mamilos. No momento em que ele os tocou, o fogo que jazia dentro de si acendeu-se novamente. Ariel se acalmou enquanto a varria. Ela se arqueou nas mãos de Mandra quando um gemido alto foi arrancado dela quando o fogo acendeu e quebrou sobre ela em uma inundação de necessidade intensa. — Oh... Oh... Oh!— Ariel gritou enquanto as chamas ganhavam no calor. — Mandra, está vindo de novo.— Ariel gritou roucamente enquanto ela abriu as pernas que precisavam de alívio. —Sente-se em mim. — Mandra exigiu áspero. Ele rapidamente virou Ariel até que ambos estivessem de frente. Puxando-a para cima o suficiente para que ela pudesse se sentar a seu lado, ele esperou enquanto alinhava seu pau com sua carne macia. Sua respiração escapou em um ruidoso whoosh enquanto ela caiu pesadamente em seu eixo latejante. Ariel se levantou de novo e continuou a montá-lo enquanto segurava as mãos nos seios. —Brinque com eles.— ela implorou. —Por favor, aperte-os. Aperte-os. Eu gosto disso. Mandra inclinou-se para frente e capturou um primeiro que o outro em sua boca sugando-os até que eles formaram picos duros. Sentiu as paredes de sua vagina apertando-o firmemente enquanto chupava e beliscava seus mamilos até que ficaram inchados implorando para serem fodidos. Ele amava seus seios. Eles eram grandes o suficiente para preencher as palmas de suas mãos e


os mamilos eram uma cor rosa escura que implorava para chupar-los. Ele apertou o mamilo direito enquanto chupava o esquerdo e era recompensado com seu orgasmo. Mandra empurrou os dois seios juntos para que ele pudesse chupar os dois mamilos ao mesmo tempo enquanto dirigia para dentro dela com tanta força que a levantou para fora da água. —Oh Deus!— Ariel choramingou quando ela voltou. Mandra gemeu em torno de seus mamilos quando seu próprio corpo explodiu profundamente dentro dela. O fogo tinha retornado com uma vingança. Os olhos de Mandra se arregalaram quando ele viu uma ondulação de escamas coloridas rosa aparecer ao longo do peito de Ariel e até seu pescoço. Mandra sentiu o rugido de triunfo de seu dragão no início da transformação. Em breve. Eu terei minha companheira, logo. Seu dragão rosnou impacientemente. Sim, em breve todos teremos a nossa companheira conosco. Mandra rosnou de volta. Mandra levantou-se sem sair de Ariel, ignorando seu suspiro enquanto o empurrava ainda mais fundo dentro dela. Ele também ignorou a água pingando seus corpos enquanto ele a levava para a enorme cama. Ele se virou e se deitou sobre as cobertas, mantendo-a no topo. Ele adorava olhá-la. Sua cabeça estava jogada para trás e sua boca estava ligeiramente aberta. Quando ela olhou para ele, ela tinha uma expressão atordoada em seus olhos. —Eu te amo.— ela sussurrou hesitante. —Eu te amo, Mandra Reykill. Mandra olhou maravilhado para a bela e estranha mulher que virou sua vida de cabeça para baixo e não pôde deixar de ser grato por ela ter sido trazida para ele. Era frágil e delicada e bonita, forte e feroz e sua! Era tantas coisas


todas enroladas em uma. Ele não tinha dúvida de que ela era forte o suficiente para um guerreiro Valdier. Sua força, coragem e compaixão pareciam não ter limites no curto espaço de tempo desde que ele a viu pela primeira vez. Ela era ferozmente leal e protetora também. —Como eu te amo, mi elila.— Mandra respondeu ternamente. —Você é minha pequena guerreira. Ariel inclinou-se sobre Mandra e o beijou profundamente. —Você pode apostar a sua bunda que eu sou.— Ariel disse calmamente contra seus lábios. —Posso ficar com você? Mandra sorriu quando ele começou a balançar mais forte. —Você pode apostar sua bunda que sim.— ele respondeu ferozmente.


Capítulo Treze Mandra olhou para sua companheira dormindo e reprimiu uma maldição de frustração. Tinha que voltar para o palácio, mas não queria levá-la consigo. Ele estava com medo, mas tinha que voltar. Seu irmão Zoran e sua companheira tinham sido atacados. Abby fora levada. Era imperativo que ele voltasse e ajudasse no resgate. Mandra queria deixar Ariel em algum lugar onde nada pudesse prejudicá-la, mas o pensamento de deixá-la aqui, mesmo com Asim rasgou-o. E se algo lhe acontecesse enquanto ele fosse embora? Seria melhor tê-la no palácio onde havia mais guardas e suas simbioses para protegê-la do que um guerreiro solitário e sua simbiose. Mandra precisaria levar o dele com ele no resgate. —O que há de errado?— Ariel perguntou sonolenta. Mandra sentou-se ao lado da cama e pegou uma das mãos pequenas de Ariel. —Precisamos voltar ao palácio. Uma situação surgiu e meu apoio é necessário. Ariel lutou para sentar-se. Ela não se incomodou com o lençol que se reunia ao redor de sua cintura deixando-a nua. Depois de tudo o que tinham feito, não havia uma parte dela que Mandra não conhecesse ou tivesse tocado. Ariel empurrou sua massa emaranhada de cabelos loiros pálidos para trás de seu rosto enquanto estudava Mandra cuidadosamente. —É Cara?— Ariel perguntou assustada.


Mandra sacudiu a cabeça. —Não, sua pequena amiga está bem. Receio que seja a pessoa que você chama de Abby. Zoran e ela foram atacadas. Zoran foi deixado, mas Abby foi tomada.— Mandra disse calmamente. A mão de Ariel foi até a garganta enquanto pensava na doce artista. —Por quê? Por que levariam Abby? Ela é nova no seu mundo. Não é como se ela soubesse alguma coisa ou pudesse machucar alguém. Mandra puxou Ariel em seus braços e segurou-a apertada. Ele não queria preocupá-la com o que estava acontecendo. Creon acreditava que as coisas não eram como pareciam. Não era apenas um pequeno grupo rebelde de Cruizans que precisavam se preocupar. Parecia que algo muito mais perigoso estava em curso. Mandra havia retornado ontem à tarde ao palácio para uma breve reunião. Foi quando ele, Creon e Ha'ven, o líder dos Curizans, descobriram Zoran inconsciente em um prado não muito longe do palácio. —É por isso que você se foi tão tarde na noite passada?— Ariel perguntou olhando para Mandra. —Sim. Acho que você estaria mais segura no palácio até que tenhamos os homens responsáveis por isso.— disse Mandra. —Eu preciso saber que você está segura. Um arrepio percorreu Ariel antes de assentir. —Vou me preparar. Será que a Asim vai ficar de olho nos pequeninos?— perguntou Ariel ao sair da cama. Mandra saltou quando quatro peluches brancos de pêlo saltaram também. — O que em nome de todos os deuses estão fazendo na nossa cama?— Mandra


resmungou tentando pisar os roedores que estavam tentando rastejar até sua perna de calça. —Oh, eles ficaram com frio.— Ariel disse enquanto ela desaparecia no banheiro. Mandra franziu o cenho para os roedores brancos peludos e lutou contra um gemido. —Não se acostumem. Essa é a minha cama. Eu não durmo com comida.—ele rosnou ameaçadoramente. Duas das pequenas peles brancas decolaram depois de Ariel, enquanto uma se escondia debaixo da cama. O menor apenas olhou para ele com seus grandes olhos negros, tremendo como se estivesse frio. Mandra olhou para trás tentando intimidá-lo, mas continuou olhando para ele com tanta alma que finalmente se abaixou e pegou. Ele olhou para ela por um momento antes de puxá-la para mais perto. —Você é tão má quanto ela, você sabe não é?— Mandra rosnou suavemente tentando ignorar a pequena criatura enquanto ela se aconchegava contra ele.

Ariel se moveu silenciosamente pelo corredor em direção à sala de estar de Carmen. Ela já tinha visitado com Cara e Trisha. Todos estavam preocupados com Abby. Carmen ainda estava sendo reclusa. Ariel se moveu com determinação para ver como sua irmã estava indo. Ela lutou com medo


irritante que Carmen ainda estivesse infeliz aqui e que quisesse encontrar um caminho de volta à Terra. Exceto o pai de Trisha, Ariel percebeu que não havia realmente nada para elas na Terra, exceto a morte e a mágoa. Se Carmen voltasse, Ariel sabia que sua irmãzinha morreria. Também sabia que teria que cumprir sua promessa, não importava o quanto seu coração doesse à idéia de deixar Mandra. Uma carranca enrugou sua testa enquanto notava o número de guardas fora dos quartos de sua irmã. Por que na Terra sentiram que Carmen precisava de seis ou mais guardas era um mistério para ela. Ela abriu caminho entre os homens e bateu na porta. — Minha senhora...— um dos guardas começou antes de fechar a boca com o olhar furioso que Ariel lançou. —O que você acha que ela vai fazer? Roubar as jóias da coroa, assassinar todo mundo em seu sono, correndo causando o caos? Você não acha que isso é um pouco exagerado? —Ariel resmungou enquanto batia na porta novamente. — Carmen, abra a porta! A porta se abriu com um estrondo enquanto ela se contraiu contra a parede. Carmen estava de pé na entrada segurando uma pequena estátua na mão. Ela olhou para Ariel antes de agarrá-la pelo braço, puxando-a para dentro e fechando a porta novamente. —O que você fez? Matou alguém? —Ariel perguntou balançando a cabeça em resignação. —Eles têm metade de um pelotão guardando você.


Carmen virou os olhos para o exagero. —Você não está exagerando um pouco? E não, eu não matei ninguém... ainda.— Ela adicionou sob sua respiração. Ariel se moveu para o sofá. —Você ouviu sobre Abby e Zoran?— Ela perguntou enquanto se sentava. —Sim, parece que merda acontece mesmo em mundos alienígenas.— Carmen disse andando até um carrinho e servindo uma bebida. Ela se aproximou e entregou a Ariel. —Eu pensei que você tivesse caído fora do planeta. Ninguém me disse onde você estava e não pude encontrá-la. Ariel se contorceu com o olhar intenso de sua irmã. —Eu estive nas montanhas.— ela murmurou tomando um gole de sua bebida. —Com Mandra.— acrescentou em voz baixa. —Mandra, hein? Qual é ele?— Carmen perguntou com uma sobrancelha levantada. Corando, Ariel olhou fixamente em sua bebida por um momento antes de levantar olhos turvos a Carmen. —Ele era um dos caras na sala do transportador, aquele que estava tentando me pegar. —Parece que ele fez mais do que tentar.— Carmen respondeu secamente. —Sim, ele fez.— respondeu Ariel olhando para sua irmã com olhos preocupados. —Eu gosto muito dele, Carmen. Eu... Eu o amo. Carmen olhou para sua irmã mais velha com olhos tristes. Não havia muito que pudesse dizer. Viu a marca no pescoço de Ariel quando ela puxou-a pela


porta e reconheceu aquele brilho em seus olhos. Ela tinha tido o mesmo brilho de quando Scott estava vivo. Estava feliz por Ariel. Seria mais fácil deixá-la sabendo que seria cuidada e não estaria sozinha. Tudo ficaria bem e ela sabia em seu coração que poderia deixar sua irmã mais velha sem se sentir culpada. —Estou feliz por você, irmã. Se alguém merece felicidade, é você.— disse Carmen em voz baixa. Ariel levantou a cabeça em algo no tom de sua irmã. —Você ainda vai tentar voltar para casa, não é? —Sim. — Veio à resposta determinada. —Então eu vou com você.— disse Ariel com tanta determinação. —Seria melhor ir enquanto a maioria dos caras se foram. Carmen sacudiu a cabeça. —Não, Ariel. Você tem uma vida aqui agora. Esta não é sua batalha, é minha. Há algumas coisas que eu tenho que fazer sozinha. Esta é uma delas. Quero... preciso saber que você está segura e feliz. — disse Carmen olhando atentamente para Ariel, desejando que ela entendesse e concordasse. — Por favor, preciso saber que você está segura e feliz. Os olhos de Ariel encheram-se de lágrimas antes de desviar o olhar. —Nós prometemos que sempre estariamos lá uma para a outra, não importa o quê. Eu vou com você, então cala a boca e aceita.


Mandra entrou na sala onde Creon olhava de cara feia os guardas, que se entreolhavam nervosamente. Ele só esteve fora dois dias! Foi quanto tempo demorou para descobrir onde Abby foi levada, só para encontrá-la desaparecida. Felizmente, o homem que a levou estava morto. Infelizmente, aquele por trás dele ainda estava vivo e livre. Quando voltou esta manhã, seu primeiro pensamento foi encontrar sua companheira e fodê-la até que nenhum deles pudesse caminhar. Seu dragão estava impaciente por sua companheira. Preciosa, como Ariel chamou carinhosamente sua simbiose, rosnou ao lado dele com fúria. As minúsculas faixas de ouro que adornavam Ariel haviam sido absorvidas por ele. —Nada! Onde diabos estão elas?— Mandra mordiscou selvagemente. —Não sabemos, meus senhores. Temos procurado o palácio extensivamente e expandiram a busca mais para fora. Não parece que foram tomadas, mas deixadas sozinhas.— disse o guarda, hesitante. —Como elas passaram por você?— Creon rosnou. O guarda engoliu em seco ao ver os olhos de Creon escurecerem. Ele tinha ouvido as histórias do jovem senhor, algumas que iriam esfriar o sangue de qualquer guerreiro. Seus olhos cintilaram para a longa faca curvada que o mais jovem da realeza segurou apertado em seu punho.


—Elas subiram a varanda e escalaram a parede para um andar inferior usando as cortinas ao redor da cama como uma corda.— o homem respondeu. Creon grunhiu de novo e jogou a faca com raiva. O grupo de guardas congelou quando ela tremeu onde ficou presa na parede. Mandra colocou a mão no ombro do irmão para acalmá-lo. —Vamos encontrá-las.— Mandra disse numa voz mortal. —Elas não podem ter saído do planeta. Uma batida na porta fez com que todos os homens olhassem ao redor. Um guarda vestindo o uniforme padrão de calças pretas de couro, colete preto e botas pretas até o joelho estava na porta. Esperou até que Mandra o reconhecesse antes de falar. —Meus senhores, nós as temos.— disse o homem respirando fundo. —Onde?— Mandra rosnou ameaçadoramente e deu um passo em direção ao homem. —Na base de lançamento, meu senhor.— respondeu o homem, apressado. — Elas roubaram uma das naves, mas fomos capazes de recuperar os controles. Creon se virou com um olhar frio mortal em seu rosto que fez com que todos os guardas se encolheram. Antes que o guarda pudesse dizer outra palavra, Mandra e Creon estavam empurrando para passar por ele. O guarda da porta olhou para os outros e sacudiu a cabeça. Ele, por exemplo, sentia pena das fêmeas pelos olhares dos dois homens que saíam.


Ariel olhou para Mandra sob seus cílios e mordeu o lábio inferior novamente. Ele estava além de furioso, se isso fosse possível. Ela sentiu um arrepio descendo pela espinha enquanto se lembrava de sua expressão ao entrar na sala onde ela e Carmen haviam sido levadas. Nenhum delas tinha ido sem luta. Bem, ela teria se não tivesse sido por um guarda que as agarrou um pouco mais áspero do que deveria para fazê-la gritar de dor. Carmen foi em cima de sua bunda. Um dos guardas golpeou Carmen no rosto, derrubando-a no chão. Foi quando tudo foi para o inferno. No momento em que terminou, tanto ela quanto Carmen estavam com algemas. Carmen estava cuidando de uma mandíbula machucada e um possível pulso quebrado, enquanto Ariel podia sentir seu olho esquerdo inchando e ainda provar o sangue de seu lábio quebrado. —Mandra.— Ariel começou calmamente. —Não.Diga.Uma.Palavra.— Mandra rangeu entre os dentes cerrados enquanto ele a seguia até sua simbiose que tinha a forma de um transporte aéreo elegante e aberto. —Discutiremos isso assim que voltarmos ao palácio. Ariel assentiu silenciosamente enquanto Mandra soltava as algemas segurando seus pulsos atrás de suas costas apenas para reconectá-las novamente na frente dela. Ela lhe lançou um olhar furioso, mas não disse nada. Havia uma guerra e


havia uma batalha. Agora, essa era uma batalha. Ela queria ganhar a guerra, mesmo que não tivesse idéia do que estava tentando ganhar. Assim que ela estava sentada, os fios de ouro começaram a se formar e subir por seus braços. Mandra rosnou algo e os fios pararam e estremeceram por um momento antes de retornar à forma contínua do ouro do transporte. Ariel mordeu o lábio dolorido sem pensar e ofegou de dor. Ela viu Mandra apertando a boca, mas ele não disse uma palavra para ela. Ariel cruzou as mãos firmemente e olhou para elas tentando não chorar. Ela não tinha nada para chorar, pensou furiosamente. Não fez nada que ele não teria feito se seus papéis tivessem sido invertidos. Inferno, ele tinha passado os dois últimos dias à procura de Abby com seu irmão para que ele deve compreender a lealdade da família e dever. Não demorou muito para voltar ao palácio. Ariel olhou para Preciosa enquanto se transformava em uma enorme criatura parecida com um gato e roçava contra ela em um esforço para confortá-la. Estremeceu quando Mandra rosnou. Ariel alcançou suas mãos para baixo e deixou seus dedos acariciarem levemente sua cabeça sedosa enquanto ela se movia passando por ela no palácio. Ariel endireitou os ombros e ignorou os olhares fixos enquanto caminhava pelos longos corredores em direção à sala de estar de Mandra. Ela não disse uma palavra, como ele instruiu. Se queria dar-lhe o tratamento silencioso, que assim fosse. Realmente não estava no clima para uma longa conversa de qualquer maneira. Ele poderia dizer que estava cansado dela e enviá-la de volta à Terra. Era para onde estava tentando se dirigir de qualquer maneira.


Ela observou como ele acenou com a cabeça para os guardas estacionados fora das portas em seu alojamento. Um deles abriu a porta quando se aproximaram. Mandra nunca diminuiu a velocidade. Ariel mordeu o lábio outra vez e estremeceu enquanto palpitava em um lembrete do abuso que sofreu há pouco tempo. Ela correu sua língua sobre ele tentando ver o quão ruim era e suspirou quando provou sangue. Abriu o corte novamente. Ariel estava tão concentrada em seu lábio que teria esbarrado em Mandra se ele não tivesse estendido a mão e a tivesse agarrado no último segundo. Ela estava prestes a se desculpar quando sentiu mãos ternas, mas firmes deslizarem até seus braços machucados até que um deles ergueu o queixo o suficiente para olhar seu rosto. —Por quê?— Mandra perguntou calmamente olhando para o rosto maltratado de sua companheira. —Por que você me deixou? Os olhos de Ariel encheram-se de lágrimas com a tristeza em sua voz. Ela estava esperando raiva e gritos. Talvez até mesmo algum tipo de acusação de não amá-lo, não esta dor tranquila. Olhou para seus olhos escuros e dourados que pareciam opacos. Ela podia ver a exaustão e as tênues linhas de preocupação em torno de seus olhos e boca. —Eu não queria.— ela sussurrou de volta. —Por quê?— Mandra perguntou novamente gentilmente tocando o inchaço sob seu olho. —Para entender por que precisarei explicar quem eu sou e de onde venho.— respondeu Ariel com resignação.


Mandra estudou sua companheira por um momento antes de assentir. Tomando seus pulsos em uma de suas mãos enormes, ele destrancou as algemas e levou-a para o recém-instalado sofá. Gentilmente a empurrou para baixo, antes que se movesse para a área da cozinha em passos silenciosos. Ele retornou um momento depois com uma pequena tigela e pano. Mergulhou o pano na água morna e gentilmente começou a limpar seu rosto. Ariel começou quando ela viu as faixas de ouro em seu pulso se dissolverem. Eles começaram a se mover primeiro em torno de seu olho, em seguida, sobre seu lábio antes de desaparecer no pescoço de sua camisa. Ela se contorceu enquanto se moviam em volta dela para as contusões cobrindo-a. Ela riu quando chegou aos que estavam ao seu lado. —Eu tenho cócegas.— ela murmurou olhando para o olhar quente de seu companheiro. —Diga-me por que você nos deixaria.— Mandra exigiu calmamente quando ele continuou a lavar a sujeira de seu rosto. Ela hesitou um momento antes de respirar fundo e balançar a cabeça. —Eu sou a mais velha das duas por um ano. Podemos ser irmãs, mas também somos melhores amigas.— ela olhou para Mandra que acenou com a cabeça para que ela continuasse. —Trisha é uma parte de nossa família também, não me interprete mal, mas não é a mesma coisa. Carmen e eu somos quase como gêmeas, você pode entender isso?— Ariel perguntou.


—Meus dois irmãos mais novos, Kelan e Trelon, são como você e sua irmã.— Mandra respondeu calmamente se movendo para limpar a sujeira de seu pescoço. Ariel exalou um suspiro de alívio. Talvez ele pudesse entender. —Nós prometemos uma á outra quando éramos pequenas, que estaríamos sempre lá uma para a outra, não importa o quê. Foi um pouco diferente quando eu fui para a faculdade no início. Eu ainda estava lá, mas Carmen tinha meus pais, o pai de Trisha, e...Scott. — Sua voz se desvaneceu ao pensar em tudo o que elas perderam, especialmente sua irmã. —Nossos pais foram mortos em um acidente de carro quando eu estava na faculdade e Carmen estava no ensino médio. Foi um momento muito difícil em nossas vidas. Carmen tinha o pai de Trisha, Paul e Scott, o amor de sua vida. Carmen e Scott se casaram alguns dias depois que se formaram. Nunca a vi tão feliz.— Ariel sussurrou com um pequeno sorriso. Ela olhou para Mandra antes de continuar. —Eles iam sair e salvar o mundo juntos. Ambos treinaram para ser guarda-costas com uma empresa de segurança fora do Texas. Eles adoravam a emoção e viagens. Na maioria das vezes, era apenas escoltar alguns empresários ou celebridades para um evento, mas o último trabalho foi um pouco mais sério. Eles foram contratados para proteger um político local e sua família na América do Sul. Era um país diferente do nosso. Era suposto ser para apenas um par de meses e o pagamento era muito bom. Eles estavam economizando para volta e começar uma família. Scott estava ficando cansado de todos os movimentos. Pessoalmente, acho que ele estava com medo de que algo pudesse acontecer com Carmen.— A voz de Ariel se desvaneceu quando ela se lembrou do telefonema que recebeu que mudou tudo.


—Recebi uma chamada tarde da noite. Carmen e Scott tinham sido baleados. Scott estava morto e não tinham certeza de que Carmen conseguiria. Um golpe tinha sido criado contra o político e sua família. Carmen levou três balas pelo filho de dez anos do político. Scott correu para cobri-la e foi baleado. A família foi capaz de fugir. Carmen e Scott ficaram sangrando no pequeno aeroporto.— Ariel olhou para Mandra, cuja mão estava congelada em seu colo. —Os outros guarda-costas os deixaram como um pedaço de lixo para os filhos-da-cadela que atiraram neles. Os dois ainda estavam vivos e os outros simplesmente os deixavam sabendo que seriam mortos. —O que você fez?— Mandra perguntou. —Eu tirei uma licença da Força Aérea. É o exército em meu planeta. Eu sabia que nunca iria entrar no Programa Espacial e decidi que iria terminar o meu tempo de alistamento antes de sair. Trisha estava no hospital se recuperando de um acidente de helicóptero e minha irmã estava lutando por sua vida. Eu já tinha optado por não renovar o contrato e tinha algum tempo de ferias sobrando. Era capaz de terminá-lo ao tentar cuidar de ambas.— disse Ariel. —Outra coisa aconteceu que você não está me dizendo? O que é? —Mandra perguntou calmamente. Ariel tentou se afastar, mas Mandra não a deixou. Ele esticou os dedos ao longo de sua bochecha para mantê-la de frente para ele. Ele precisava entender por que ela o deixaria. Ele também precisava que ela entendesse o que teria acontecido a ambos se ela tivesse sido bem-sucedida.


—Eric.— Ariel sussurrou fechando os olhos. —Eric aconteceu durante esse tempo também. —Quem era esse Eric?— Mandra perguntou em uma voz mais profunda. Mate esse macho. Ele machucou a minha companheira. Mate-o. Seu dragão rosnou perigosamente. Silêncio, deixe ela nos dizer. É importante que a entendamos para que ela não corra de nós novamente, Mandra sibilou lutando contra seu próprio ciúme com a menção de outro homem. —Eric era meu noivo. Nós íamos nos casar... acasalar. — disse Ariel olhando para Mandra, cautelosamente, enquanto um grunhido baixo roncava dele. — Nós estávamos noivos a quatro anos e prontos para casar. Eu queria ser uma veterinária quando estava crescendo. Amava cuidar de animais e trabalhar com eles. Pensei com certeza que era a minha ambição de vida assim que me foquei nas ciências e matemática durante todo o ensino médio. Um verão eu tive uma chance de trabalhar com o veterinário local em um estágio através de nossa escola. Infelizmente, a primeira vez que ajudei com a cirurgia eu desmaiei. Dr. Baumgartner pensou que eu iria superá-lo, mas no final do verão estava restrita a cuidar dos animais e não era permitida em qualquer lugar perto de sua sala de cirurgia. Ele se cansou de ter que chamar meus pais para vir me pegar depois que eu desmaiava ou vomitava tanto a ponto de estressar os animais. Foi quando eu decidi seguir Trisha. Já tínhamos nossas licenças de piloto para vôos não comerciais devido a ambos os nossos pais, por isso era natural me concentrar em voar. Trisha sempre sonhou em ir para as estrelas e desde que fizemos tudo juntas, nós achamos que faríamos isso também.—


Ariel balançou a cabeça em quão ingênua elas tinham sido. —Nós duas nos graduamos na faculdade e fomos recrutadas para a Força Aérea. Eu era uma piloto melhor, mas Trisha era melhor em testes físicos. Não fiz isso no programa, mas ela fez. Durante este tempo, me ofereci como voluntaria em um abrigo animal local quando podia. Conheci Eric quando ele trouxe uma ninhada de gatinhos. Uma coisa levou a outra e a próxima coisa que eu sabia que estávamos apaixonados. O grunhido baixo de Mandra se transformou em um estrondo. Ele empurrou seus olhos para onde estava segurando o pano tão apertado que seus nós dos dedos estavam brancos. Olhou para Ariel quando ela tocou seu queixo com a ponta de seus dedos. — Eu percebo agora que estava apenas apaixonada por ele. O que sinto por você é muito mais profundo.— ela sussurrou. —Eu precisava de alguém durante um período crítico em minha vida quando estava me sentindo um fracasso. Trisha tinha casado e parecia feliz, Carmen era casada e profundamente apaixonada, e eu... Eu queria ser amada assim também. Deveria ter terminado na primeira vez que percebi que havia algo de errado, mas eu continuei pensando que se tentasse mais ou o amasse mais ele sentiria o mesmo. No início, foi uma observação sutil sobre meus amigos. Eu não via muito a Trisha e com o passar do tempo parecia ter cada vez menos tempo para falar com ela. Então, era como eu me vestia quando não estava no uniforme. As roupas que ele começou a me comprar e me dizendo que deveria usar. Não parecia grande coisa e isso o fazia feliz. Então, estava passando mais tempo com ele e menos no abrigo. Nem percebi como ele estava lentamente começando a me isolar de todos e tudo o que amava. Ele disse que se eu o


amava, não falaria com os homens no trabalho. Me disse que se precisasse ir à loja, eu precisava esperar, porque ele iria comigo. Começou a afetar o meu trabalho, então disse a ele o que ele queria ouvir e continuei conversando com os caras como sempre fiz.— Ariel olhou por cima do ombro de Mandra, envergonhada por ter deixado alguém manipulá-la tão facilmente. —Ele descobriu.— Mandra murmurou. — Ele descobriu. Me acusou de não amá-lo. Se eu fizesse, teria feito o que ele me disse. Disse que eu precisaria trabalhar mais para provar que o amava tanto quanto me amava. Ele nunca me bateu, mas a essa altura todos os meus amigos próximos tinham ido embora e não havia ninguém com quem pudesse falar sobre meus sentimentos. Estava confusa e ferida porque ele pensou que eu o tinha traído, então senti que ele estava sendo irracional. Foi minha culpa por não perceber mais cedo que ele estava sendo abusivo. Trisha e Carmen tiveram que quase morrer para me fazer perceber o que estava acontecendo.— disse Ariel em uma voz sem emoção. —Ele me disse que se eu fosse com elas, acabaríamos. Ele me disse que nunca chegaria a nada sem ele e que ninguém iria me querer. — O que você disse a ele? — Mandra perguntou em uma voz enganosamente calma. Vamos matá-lo, Mandra rosnou silenciosamente para o seu dragão. Ele sentiu o acordo de seu dragão e sua simbiose quando ambos rosnaram em raiva. —Nada, não havia nada a dizer, porque então eu acreditei nele.— disse Ariel tristemente. —Empacotei minhas roupas e deixei tudo o resto e saí.


—Bom!— Mandra rosnou pegando o queixo de Ariel em sua mão e escovando seus lábios com os dela possessivamente. —Você é minha! Você é a nossa companheira! Por que você me deixou? —Por causa de Carmen.— sussurrou Ariel inclinando-se para Mandra. — Eu prometi a ela que a ajudaria a vingar Scott. Ela estava determinada a sair e eu não podia deixá-la ir sozinha. Ela queria que eu ficasse, mas recusei. Não posso deixá-la ir. Sei que se voltar para a Terra ela vai morrer indo atrás do homem que foi responsável pela morte de Scott, mas ela não se importa. Se recusa a deixá-lo ir. Eu esperava que o que aconteceu conosco, vindo aqui, a fizesse mudar de idéia, mas algo mais a estava assustando. Acho...acho que é seu irmão, Creon, mas não tenho certeza. Mandra assentiu e começou a desabotoar a frente de sua camisa para que ele pudesse continuar limpando a sujeira. —Creon cuidará de sua irmã de agora em diante. Deixe que ele se preocupe com ela. Foi suicídio pensar que você poderia viajar de volta ao seu mundo em uma de nossas naves. —Eu sei. Esperava que você nos pegasse antes que chegássemos tão longe, mas Carmen estava determinada. Tinha que fazer alguma coisa. Nem tinha certeza de que poderia voar na maldita coisa.— Ariel engasgou com voz rouca quando sentiu os dedos de Mandra escovar seus mamilos duros. —Mandra... senti sua falta.


Capítulo Quatorze Mandra olhou para a figura adormecida em seus braços com um suspiro de contentamento. Sua companheira não estava ciente das mudanças nela, mas ele e seu dragão estavam. Ontem à noite, enquanto fazia amor com ela, ele observava as finas veias de suas asas e a cor rosa de suas escamas ondulando em suas costas e ombros. Ela ainda não estava pronta para se transformar, mas logo estaria. Ele precisava ter certeza de que ela entendeu o que significaria se ela tentasse deixá-lo novamente. Ele iria encontrá-la. Ele nunca poderia deixá-la ir. Seu dragão choraria por sua companheira e também por Ariel. A perda iria acabar com todos eles até que sua vontade de viver simplesmente desaparecesse. Ele apertou um beijo em sua sobrancelha antes de desembaraçar-se gentilmente de seus braços. Zoran tinha retornado tarde com Abby e precisava se encontrar com seus irmãos sobre a ameaça a suas companheiras e ao seu mundo. Seu tio precisava morrer. Isso era tudo. Sua traição era imperdoável. Ele assassinou seu próprio irmão, tentou torturar e matar seu sobrinho que pensava nele como um segundo pai, e estava conspirando para trazer novamente guerra a seu mundo, contra as duas espécies que haviam lutado contra há muito tempo. —Aonde você vai?— Ariel murmurou levantando a cabeça. Mandra sorriu para o emaranhado de cabelos loiros que não cobriam completamente a marca do novo dragão em seu ombro direito. Na proporção


em que estava indo, estaria coberta por suas marcas. Ela era a coisa mais linda do mundo e faria tudo o que pudesse para protegê-la. —Eu preciso me encontrar com meus irmãos. Zoran e Abby voltaram tarde na noite passada. Há assuntos que devem ser tratados.— disse Mandra, inclinando-se para beijar o ombro exposto de sua companheira. Ele gemeu quando sentiu que seus dedos deslizavam levemente sobre a ponta de seu pênis. Com um grunhido baixo, a empurrou sobre suas costas e enterrou seu rosto na curva de seu ombro. Ele lutou contra a vontade de rasgar os lençóis e levá-la novamente e novamente. —Você me faz perder o controle quando estou perto de você.— Mandra gemeu enquanto envolvia seus braços ao redor do corpo macio de sua companheira. —Quero você de novo. —Podemos dar um ao outro um banho.— Ariel sussurrou contra a bochecha de Mandra. —Já estou atrasado.— resmungou Mandra desapontado. — Quando eu voltar. Prometo. —Quem perde é você.— respondeu Ariel, deixando que a língua dela saísse para lamber-lhe a borda da orelha enquanto se afastava. O grunhido escuro de frustração de Mandra fez com que Ariel risse. Tinha de admitir que não se importaria em dormir um pouco mais. Tinha sido uma longa noite e de repente sentiu sono novamente. — Eu também. — uma voz suave ecoou em sua cabeça.


Ariel se ergueu ereta olhando ao redor freneticamente. Que diabos? — Não o diabo, —a voz respondeu sonolenta. — Eu. — Quem é você?— Ariel perguntou hesitantemente, não esperando uma resposta. — Seu dragão. — A voz respondeu antes de desaparecer. Ariel sentou-se congelada no meio da enorme cama perguntando-se se ela tinha acabado de perder a cabeça ou se algo profundo dentro dela apenas falava com ela. Seu dragão?! Ariel lembrou-se de uma fraca lembrança da noite passada. Foi exatamente quando estava prestes a ter um orgasmo explosivo. Lembrou-se de sentir que algo se movia sob sua pele e no brilho fraco do luar que entrava pelas janelas, ela poderia ter jurado que viu escamas ondulando sobre seus braços. Pensou que era uma alucinação, mas agora não estava tão certa. Ela observou quando Mandra saiu do chuveiro secando seu cabelo comprido e se vestindo rapidamente. Olhou para ela e sorriu. Ela entou sorrir enquanto esfregava os braços. Olhou para baixo e notou que tinha arrepios sobre eles. —Vou tentar não demorar muito. Coloquei guardas na porta para sua proteção. Se você deseja ir a qualquer lugar, basta dizer-lhes. Eles vão escoltála. É para sua segurança depois do que aconteceu com suas amigas.— Mandra disse urgentemente. —Eu sei. Acho que vou ver a Abby. Quero ter certeza que ela está bem.— Ariel respondeu com um sorriso nervoso. E fazer algumas perguntas. Como,


você já notou algumas escamas em seus braços ultimamente ou ouviu algumas vozes falando com você? —Isso seria bom para vocês duas.— Mandra disse enquanto roçava um leve beijo sobre os lábios inchados de sua companheira. —Mas, certifique-se de descansar um pouco. Tenho planos para você mais tarde.

Ariel olhou silenciosamente pela janela da sala de estar de Mandra acariciando a criatura pequena e listrada que ela encontrou mais cedo quando estava voltando pelo jardim. Tinha ficado escuro e havia relâmpagos brilhando no céu. Começou a chover cerca de uma hora atrás, mas o mais pesado da tempestade parecia estar lá fora sobre o oceano. Os guardas tinham dado uma olhada na criatura que ela encontrou e rosnaram, mas Ariel os tinha silenciado e os fez ficar para trás. A criatura era quase o tamanho de um guaxinim, mas parecia mais como um gerbil demasiado grande. Tinha pequenas orelhas arredondadas nos lados de sua cabeça, enormes olhos negros com longos cílios e listras alaranjadas e negras. Havia um corte longo em sua perna traseira e várias feridas de perfuração ao longo de seu pescoço e costas. Ariel tinha removido o casaco que ela estava vestindo e depois de várias tentativas foi capaz de empacotá-lo. Um dos guardas queria matá-lo. Ele deu um passo atrás quando Ariel olhou furiosamente para ele. Preciosa se moveu sobre a criatura, curando as feridas


enquanto ela a segurava suavemente em seus braços sussurrando bobagens para acalmá-la. Quando Preciosa terminou, ela o empacotou em seus braços, recusando qualquer ajuda para carregá-lo e voltou para Mandra e seus aposentos. Ali ela a banhou e examinou cuidadosamente. —Obrigada, minha amiga.— disse Ariel inclinando-se para dar um beijo a Preciosa no topo de sua cabeça dourada que descansava no braço da cadeira em que estava sentada. O calor se espalhou por ela em resposta. Ariel voltou-se para olhar para a tempestade. Havia tanto que não entendia. Sua visita com Abby parecia ter lhe trazido mais perguntas do que respostas. Abby disse a ela, Trisha, Cara e Carmen que elas poderiam se transformar em um dragão. Ariel se perguntou se isso era o que estava acontecendo consigo. Ela apreciara sua visita, mas a deixara mais confusa do que nunca. Queria entender a voz em sua cabeça e a sensação de formigamento que estava recebendo. Ela também estava preocupada com como sua irmã tinha se saído com Creon. Mandra disse a ela que Creon cuidaria de sua irmã, mas ela estava preocupada como Carmen iria lidar com isso. Ela ficou admirada quando Carmen realmente riu e brincou com elas esta tarde. Era a primeira vez em três anos que Carmen realmente parecia um pouco parecida com o seu antigo eu. Havia algo diferente em sua irmã. Uma luz cor de rosa matizava suas bochechas e havia uma luz em seus olhos que Ariel não se lembrava de sua irmã ter mesmo com Scott... uma sensação de admiração, confusão e até mesmo um toque de medo.


Ariel podia entender o medo. Ela estava sentindo um pouco disso agora. Como poderia seu corpo estar mudando? Como foi possível mudar para outra criatura? Era algo como sair de uma série de quadrinhos. Uma mordida e... Seus olhos se arregalaram quando ela começou a reunir algumas das coisas que tinham acontecido entre ela e Mandra. Ele mordeu-a. Ele disse algo sobre o fogo de um dragão. Foi quando começou a sentir aquele formigamento sob sua pele, como se algo estivesse tentando sair. — Essa sou eu. Quero meu companheiro. — Murmurou uma voz suave. — Você é real?— Ariel pensou silenciosamente, não tinha certeza do que diabos estava fazendo. — Claro. Meu companheiro me chamou. Ele me quer. Quero estar com ele. — A voz suave respondeu. Ariel ficou imóvel por um momento até que a pequena criatura em seu colo empurrou sua mão novamente com a cabeça tentando fazê-la acariciar novamente. O que significava —queria sair —? O que aconteceria com ela quando saísse? Isso era confuso como o inferno. — O que...acontece quando você sair? O que...acontece comigo? —Perguntou Ariel, hesitante. Uma suave gargalhada passou por ela enquanto seu dragão se apoderava de seu medo e curiosidade. — Você sempre está lá. Dentro de mim. Nós somos uma. Eu estou em você e você está em mim. Estamos juntas para sempre. Mas, preciso de meu companheiro como você precisa do seu. É o caminho dos deuses e deusas. Eles fazem magia para nós.


— Eu...— Ariel começou quando uma batida suave na porta à fez se assustar. — Não vá a lugar nenhum! Uma risada suave era a única resposta. Ariel colocou a criatura listrada na cadeira, sorrindo suavemente enquanto se enrolava no calor de onde ela estava sentada e se dirigiu para as grandes portas. Abriu-os e ficou em pé de surpresa. Kelan estava na frente dela esperando impacientemente. Ela se perguntou o que estava acontecendo. Um guarda tinha estado por perto antes perguntando se ela estava bem, o que tinha comido quando ela estava com Abby, e se algo incomum tinha acontecido enquanto estava lá. —Kelan, está tudo bem? Alguma coisa aconteceu com Mandra?— Ariel perguntou levantando uma mão para sua garganta ao pensar em algo acontecendo com o grande cara. Kelan sacudiu a cabeça. —Posso entrar, lady Ariel? —Ah sim. Apenas me chame de Ariel. O que está errado? Você parece chateado.— disse Ariel recuando para que Kelan pudesse entrar. Ele parou apenas dentro da porta e se virou para olhá-la por um momento antes de tomar uma respiração profunda. —Trisha desapareceu. Preciso saber se sabe onde está. Ela derrubou um de seus guardas e escapou pelas portas traseiras do palácio. Procurámos por toda a parte no palácio e na cidade, mas não conseguimos localizá-la. Preciso saber o que foi dito que poderia ter perturbado ela. Ariel estudou Kelan percebendo como estava chateado. Esse cara realmente se preocupava com Trisha. Se Trisha estava meio confusa como Ariel estava,


sabia exatamente aonde sua amiga iria. Ela desapareceria até que pudesse lidar com isso. Cada uma delas tratava as coisas de maneira diferente. Trisha desapareceria nas selvas onde se sentia mais confortável. Carmen se fechava e se afastava de todos. Ariel, bem, ela tinha a tendência de atacar e correr. —Descobrimos que Abby poderia se transformar em um dragão hoje. Será que Trisha será capaz de se transformar em um também?— Ariel perguntou querendo saber a resposta para si mesma. Kelan olhou para Ariel antes de desviar o olhar. —Sim. Ela é minha verdadeira companheira. Sobreviveu ao fogo do dragão. Seu corpo passou pela transformação, mas não está completo. Seu dragão cresce mais forte cada dia dentro dela e em breve se tornará impossível para ela negar. Quando isso acontecer, ela vai se transformar. — Você não acha que deveriam ter nos contado sobre isso antes de você decidir fazer o fogo do dragão?— Ariel perguntou com raiva. —Deveríamos ter tido alguma palavra nisso. Você tem alguma idéia de como isso é assustador para nós? Kelan corou. —Nós não temos uma escolha. É impossível negar essa parte de nós mesmos quando encontramos nossa verdadeira companheira. Ariel recuou uma réplica. Esta não era uma conversa que deveria ter com Kelan, mas sim com Mandra. Definitivamente ia conseguir um pedaço de sua mente quando ela o visse. Em vez disso, se concentrou em sua amiga. —Trisha desapareceria por dias, às vezes semanas nas montanhas sozinha. Seu pai costumava rastreá-la para certificar-se de que ela estava bem, mas Trisha


sabia fezer isso desde que tinha uns quatorze anos.— Ariel contou a Kelan sobre algumas das coisas que aconteceram quando Trisha estava crescendo antes de parar para olhar pela janela. — Se ela foi embora, deve ter ido para as florestas e montanhas. É onde se sente mais em casa.— Ariel virou-se para olhar para Kelan. —Você não vai encontrá-la a menos que ela queira ser encontrada. Ela é boa, realmente boa em desaparecer. Sinceramente, acho que nem seu pai poderia encontrá-la se ela não quisesse. —Por quê? Por que ela fugiria de mim?— Kelan perguntou confuso. Ariel sorriu tristemente para Kelan antes de responder suavemente. —Você esta mudando ela sem lhe dar uma escolha. Trisha parece difícil por fora, mas por dentro tudo o que sempre quis foi ser aceita por quem ela é. Tentou ser a filha perfeita para seu pai, a filha perfeita para sua mãe, a amiga perfeita, a esposa perfeita, mas nunca pareceu ser suficiente. Agora, ela não é apenas Trisha, se o que Abby nos disse é verdade. Estamos fazendo o melhor que podemos para nos adaptar a tudo o que nos aconteceu. Algumas de nós são apenas melhor nisso do que outras. Trisha precisa de tempo para aceitar o que está acontecendo e aceitar quem ela está se tornando. Kelan olhou para Ariel com uma luz quente em seus olhos. —Obrigado por tudo o que você fez por minha companheira. Ela é muito afortunada em contar você como sua irmã. —Apenas traga-a para casa para nós. Traga-a para casa, aceite-a e ame-a. Isso é tudo o que ela sempre quis.— Ariel respondeu com um sorriso aquoso. —Você tem minha promessa.— disse Kelan antes de virar-se para sair.


Mandra passou uma mão cansada pelo cabelo. Ele se encontrou com Kelan antes de sair para encontrar sua companheira. Essas fêmeas continuavam a surpreendê-lo e a preocupá-lo. Kelan o advertiu para ser cuidadoso com sua companheira de coração terno. Mandra olhou para ele surpreso com a mudança repentina na atitude de Kelan em relação a Ariel. Antes, ele agia como se ficasse feliz em mandá-la ao seu planeta sem pensar duas vezes, mas suas palavras antes de ele sair com os rastreadores tinha uma nota de cautela. —Fale com sua parceira antes de cometer o mesmo erro que eu fiz.— Kelan resmungou enquanto empacotava os itens que ele precisaria em sua busca. — Ela é uma criatura notável. Mandra entrou silenciosamente em seus aposentos. Era tarde e estava exausto. Ele se moveu para seu quarto de dormir apenas para parar quando percebeu que a cama estava vazia. Ele sentiu o grunhido baixo roncar profundamente em seu peito ao pensar que sua própria companheira tinha decidido correr novamente. Chamou sua simbiose. Ela respondeu e Mandra soltou um suspiro de alívio frustrado. Estava em profunda merda com sua companheira novamente. Ela estava dormindo em um dos quartos. Ele tomou um banho rápido antes de caminhar nu até onde ela estava dormindo. Abriu a porta e entrou. Sua companheira estava enrolada em uma pequena bola ao longo da borda da cama. Sacudindo a cabeça, ele gentilmente a pegou levantando um


sorriso enquanto ela se aconchegava mais perto dele. Ela poderia estar com raiva dele quando estava acordada, mas dormindo ainda procurou seu calor e perfume. —Logo, minha pequena guerreira.— sussurrou Mandra enquanto apertava um beijo contra sua testa. —Logo, vamos conversar e colocar qualquer medo que você tem para fora. Mandra levou Ariel de volta para sua cama maior. Ele cobriu os dois e a puxou para si com um profundo suspiro de satisfação. Ela iria aprender que não importa o quão irritada ficasse com ele, seu lugar era ao seu lado como o dele era ao lado dela. A ouviu murmurar em seu sono e lutou contra uma risada enquanto ela se virava de modo que sua cabeça estar descansando em seu ombro. —Eu vou ter que me lembrar de perguntar o que isso significa.— Mandra murmurou enquanto seus olhos se fechavam. Ele não sentiu o pequeno pacote de pêlo que saltou para cima na cama com eles e se enterrou sob as coberturas. Ele também não sentiu o peso de sua simbiose enquanto se movia silenciosamente para se deitar no final de sua nova cama. Se tivesse, teria sabido que sua vida estava definitivamente mudada.


Mandra rolou na manhã seguinte e sorriu. Um suave sussurro de uma língua gentilmente o tocou e ele podia sentir seu pau crescer duro. Ele estava feliz por sua companheira se sentir melhor esta manhã. Ele gemeu com a língua provocando seus lábios. Seus lábios se abriram um pouco e ele lentamente abriu os olhos. —Filho de todos os Deuses!— Mandra rugiu quando ele se sacudiu tão rápido que ele caiu da cama do lado oposto. Grandes palavrões explodiram dele quando ele olhou para a criatura de olhos pretos em sua cama. —Fita! Você acordou o papai?— Ariel disse enquanto saía do banheiro com uma toalha embrulhada em torno dela. —Eu disse para você ser bom, querido. —Papai! Eu não sou o pai dessa criatura! O que está fazendo na minha cama?— Mandra exigiu, rolando para seus pés enquanto passava a mão pela boca. A maldita coisa tinha enfiado a língua na boca dele. Não era assim que queria acordar. Ele olhou para seu pau flacido. Não ficou feliz por encontrar um mestiço listrado em vez de sua companheira. —Ariel! Eu não quero roedores ou quaisquer outras criaturas na minha cama, mas sim você! — Mandra começou a dizer quando seus olhos se acenderam em sua simbiose. A maldita coisa teve a coragem de se espreguiçar antes de deitar de novo. Estava enrolado na beirada da cama com o Dagu listrado escondido contra ele. Mandra rosnou enquanto ele se dirigia para a cama.


—Bem, isso é bom desde que não vou compartilhar sua cama por mais tempo. Eu não sei onde você arrumou a ideia que você pode apenas me pegar e me colocar nela de qualquer maneira! Eu escolhi a cama em que queria dormir e Ribbon, Preciosa e eu estávamos perfeitamente felizes!— Ariel resmungou de volta. Ela caminhou até o painel e começou a tirar algumas roupas. Ela ainda estava chateada com ele por não lhe dizer o que estava fazendo com ela. Era uma coisa para comprar um brinquedo caro ou qualquer número de outras coisas, mas você não pode apenas mudar alguém sem pedir-lhes primeiro. Talvez ele seja mais como Eric do que pensei, pensou Ariel selvagemente. Eric tentou mudar ela, mas não foi em alguma outra espécie! Ela poderia lutar contra o que Eric fez porque não era permanente. Isso... Isso era algo em um novo nível de mudança! Não era algo que ela pudesse simplesmente afastar ou desfazer se não gostasse. —O que você está fazendo? Eu quero você. —Mandra disse assistindo enquanto Ariel se vestia. Ariel girou em volta, incrédula. —Você quer ter relações sexuais?! Depois de tudo o que você fez?— Ariel saiu antes de pegar uma pequena estátua na cômoda. Ela o pesou em sua mão. Agora compreendia exatamente como Carmen se sentia às vezes. Era tudo o que ele queria dela? Se sim, ele poderia... —Você pode simplesmente ir se foder!— Ariel disse furiosamente. —Já não estou mais disponível.


—Ariel, mi elila. Vamos conversar.— Mandra implorou enquanto ele começou a rodear a cama. —Vem um passo mais perto e você vai sentir dor intensa em lugares que você não quer.— Ariel rosnou apontando a pequena estátua para ele ameaçadoramente. Mandra fez uma pausa. —Ariel, os animais não pertencem à cama conosco.— ele tentou explicar gentilmente. —Oh, eles não, não é? Uau, eu teria pensado que um dragão era um animal. Desde que você não gosta de animais na cama, então eu acho que isso o deixa você fora também!— Ariel disse acenando em direção a Mandra enquanto ela cuspia cada palavra. —Apenas uma palavra de aviso Mandra, se você quiser mudar quem alguém é diga-lhes sobre isso primeiro! Não aprecio você me mudando sem eu saber sobre isso. Acontece que gosto de quem eu era e não gosto de ter algo rastejando dentro de mim e falando comigo na minha cabeça. Sinto que tenho algum tipo de doença estranha e estou ficando louca ao mesmo tempo e não é muito divertido! —Você é minha verdadeira companheira! É o caminho do meu povo.— Disse Mandra em frustração. —Bem, não é o meu caminho. Você é pior do que Eric! Pelo menos o que ele fez não foi permanente!— Ariel retorquiu virando as costas para Mandra com lágrimas nos olhos. Mandra podia sentir o cheiro de Ariel. Ele ergueu a mão para correr ligeiramente ao longo de seu braço, mas ela empurrou longe dele e envolveu


seus braços em torno de sua cintura. Nunca pensou sobre o que as mudanças lhe fariam. Ele olhou em frustração sem entender. As fêmeas de seu mundo estariam se alegrando por ter um verdadeiro companheiro e ser capazes de se transformar, ele não estava ciente de murmurar aquelas palavras em voz alta até que ele ouviu a suave resposta de Ariel. —Eu não sou uma de suas fêmeas e eu não sou do seu mundo.— Ariel olhou para ele antes de caminhar em direção à porta que conduz à sua moradia. — Apenas me deixe em paz, Mandra. Eu só quero ficar sozinha por um tempo. Preciso me acostumar com tudo o que aconteceu nas últimas semanas. —Mi elila... — Mandra começou a dizer. Ariel sacudiu a cabeça. —Como você se sentiria se você fosse arrancado do seu mundo para o meu? Como você se sentiria ao perder tudo o que conhecia? Como você se sentiria se de repente você perde-se sua simbiose e seu dragão? Como você se sentiria totalmente dependente de alguém para sua sobrevivência? Como você se sentiria se estivesse sob o controle de outra pessoa em um mundo estranho onde tudo parece e é diferente?— Ariel perguntou olhando para Mandra com olhos grandes e tristes. —É muito para lidar. É pedir demais um pouco de espaço? Mandra fechou os olhos e apertou a boca quando cada palavra lhe atravessou o coração. Ele nunca parou para pensar sobre como seria sentir-se de repente arrancado de tudo que sabia e jogado em algo tão estranho e estrangeiro como sua companheira teve que lidar. Lembrou-se de Zoran dizendo-lhe que o


mundo de Ariel não sabia que a vida existia fora de seu próprio sistema solar pequeno e que nem sequer tinham viagens espaciais intergalácticas. Abriu os olhos e viu que estava sozinho. — Minha companheira está triste. Sua companheira não a quer. Preciso da minha companheira. — Seu dragão estava de luto. — Dê tempo à minha companheira. Ela está confusa. Ela vai aprender.— Mandra respondeu esperando que estivesse falando a verdade. Se não, poderia ter resultados devastadores.


Capítulo Quinze Ariel passou a semana seguinte tentando evitar Mandra tanto quanto possível enquanto tentava resolver todas as emoções confusas que a atravessavam. Ela adormeceu todas as noites no quarto de hóspedes e acordou todas as manhãs em seus braços de volta em sua enorme cama. Ele nunca disse nada sobre Ribbon e Preciosa estar na cama com eles. Ariel levou Ribbon para o jardim e a soltou, mas toda vez que se virava, o pequeno Dagu estava de volta em seus aposentos. Parou de tentar descobrir como ele acabou de volta para dentro e só gostava de ter a companhia de ambas às criaturas. Abby e Zoran tinham ido embora. Tinha havido um jantar um par de noites atrás e alguns dos homens começaram a vir para Abby lhe fazendo perguntas por um bom tempo. Os irmãos de Zoran e Ariel, Trisha, Carmen e Cara se amontoaram em torno de Abby e Zoran até que pudessem escapar. Mandra explicou que Zoran decidiu tirar Abby do castelo por um tempo. Ariel assentiu distraidamente sem prestar atenção. Ela estava tendo dificuldade em manter seus olhos fora de Mandra. Ele parecia e cheirava tão bem. Essa foi outra mudança que ela notou. Seus sentidos pareciam mais fortes do que antes. Então, para acabar com tudo, seu dragão estava agitado e Ariel teve a sensação de que estava zangada com ela. Ariel finalmente decidiu que era suficiente. A única coisa que estava fazendo beicinho a estava deixando miserável.


— OK. Fale comigo. — Ariel sussurrou para a criatura amontoada no fundo dela. —Este tratamento silencioso está começando a me deixar ainda mais doida do que eu já estou. — Por que eu deveria falar? Você me mantém longe do meu companheiro. Estou com raiva de você!— A voz rosnou com uma fungada. — Me dá um tempo! Isso é confuso para mim. Você tenta descobrir-se em um mundo estranho. Além disso, descubra que seu corpo inteiro foi transformado em outra coisa sem você saber!— Ariel sibilou. — Eu descobri. — A voz suave respondeu. — Eu nasci e machuca. O coração de Ariel se fundiu com o som triste de seu dragão. Estava tão presa como ela estava e provavelmente tão confusa e assustada. Tudo o que queria era ser aceita e aqui ela estava sendo uma dor na bunda e virando as costas para ela. — Eu realmente sinto muito por te machucar. Talvez possamos trabalhar juntas para descobrir isso. Sei que poderia usar uma ajuda. Como é que você sabe tanto sobre isso quando você está apenas nascendo?— Perguntou Ariel, hesitante. —Está impresso em mim. Eu nasci com esse conhecimento. — Seu dragão disse hesitantemente. Ariel fechou os olhos e concentrou-se, não tinha certeza do que estava fazendo. Sua respiração ficou presa em sua garganta enquanto a imagem de um dragão rosa e dourado estava desabrochando dentro dela. Foi a coisa mais linda que ela já viu. Era difícil acreditar como era delicado. Ariel sempre se imaginou como um boi superdimensionado em comparação com Trisha e


Carmen, mas olhando para a visão do dragão dentro dela, ela se sentia pequena e frágil. — Você é tão linda. — Ariel soltou ternamente. — Eu sou você. Nós somos uma. — O dragão cor de rosa ronronou em resposta. — Por que você está magoada?— Ariel perguntou. — Preciso do meu companheiro. Ele me chama e eu não posso responder. Dói precisar dele e não estar com ele. — O que acontece se você não está com ele?— Perguntou Ariel, hesitante. — Nós morremos. Todos nós morremos. — Veio à resposta silenciosa. — Nós morremos? Como, por quê?— Ariel mordeu o lábio inferior em preocupação. — Nós somos um. Nós precisamos um do outro. Nossa essência mantém a Preciosa viva. Você não sente a necessidade quando seu companheiro está próximo? — Sim...Sim, eu sinto.— Ariel respondeu relutantemente. Ela pensou que em cada dia que passava ficava mais difícil manter a distância de Mandra. Ele se recusou a deixá-la dormir no outro quarto, longe dele. Secretamente, tinha que admitir que estava ansiosa para se curvar contra ele à noite e acordar em seus braços todas as manhãs. Também notou o efeito que sua resistência estava tendo em ambos. Ela não era a única que não dormia bem. Mandra parecia exausto. Nenhum deles estava comendo ou dormindo muito. Ariel sentia-se louca de estar zangada com ele quando tudo que ela


realmente queria era estar com ele. O problema era tentar lidar com ele mudando-a sem o seu conhecimento ou permissão. Totalmente frustrada, decidiu que a única maneira de saber com certeza se ele estava tentando controlá-la como Eric fez foi aprender mais sobre seu mundo. Assim, durante a semana, ela começou a aprender o máximo que pôde sobre a cultura Valdier. Começou a aprender a língua durante o dia e a estudar a sua história à noite. Ficou ainda mais curiosa quando ouviu os guardas chamandoa e Carmen, de Juuli. Ela descobriu através de sua pesquisa que significava a Vingança dos Deuses. Tinha algo a ver com duas irmãs de outro mundo e dois irmãos deste mundo. Ela ainda estava tentando descobrir por que os guardas os chamavam assim e o que isso significava. Ela soube o que Mandra quis dizer quando disse que não tinha escolha a não ser reivindicá-la. Ela leu em um dos manuscritos antigos que um verdadeiro companheiro era um achado raro e era considerado sagrado. O macho tinha pouco controle uma vez que sua verdadeira companheira fosse encontrada e o que isso causava a ele, seu dragão, e sua simbiose, ela ainda estava tentando descobrir essa relação, para se tornar muito possessivo e protetor através de uma mudança química chamado calor do dragão. Ariel esfregou a testa com cansaço. Ela também não estava se sentindo bem. Esperava que não estivesse adoeçendo. Talvez devesse ter a Preciosa dando uma olhada nela. As faixas de ouro em seus pulsos se moveram rapidamente como se respondessem a seus pensamentos. Ela começou quando sentiu que Preciosa cutucava seu cotovelo.


—Provavelmente nada que uma dose de desculpas não curasse.— murmurou Ariel cansadamente. —Às vezes ser teimosa não é uma coisa boa. Ele realmente não estava fazendo tudo isso só para tentar me controlar, não é? Preciosa enviou imagens de Mandra crescendo com seus irmãos, seu sonho de querer uma companheira, e sua felicidade em encontrá-la. Ariel respirou profundamente enquanto as visões de uma Mandra mais jovem explodiam em sua mente. Eles fluíram através dela em Technocolor cheio, tanto a surpreendendo como a fascinando ao mesmo tempo. Ela podia realmente ouvi-lo falando excitadamente com seus irmãos. Cada irmão compartilhava seus sonhos do que fariam quando encontraram suas verdadeiras companheiras. Mandra se gabava de como ele a protegeria e cuidaria para sempre. Ariel engoliu um grito com a intensa solidão e desespero que Mandra e seu dragão sentiam com o passar dos anos. O terrível vazio que comia eles era esmagador. As imagens moveram-se através do tempo que prendem Ariel até que terminaram com o suspiro profundo de Mandra de contentamento e da felicidade em reivindicá-la. — Veja, o companheiro precisa de nós!— O dragão de Ariel chorou balançando para frente e para trás. —Companheiros machucados. — Não mais, Ariel prometeu em silêncio.— Acho que entendo agora. — Boa! Eu não acho você mais estúpida. — Disse o dragão com um rolar de seus olhos. — Muito obrigada, amiga!— Ariel respondeu secamente. — Então, o que devo fazer, oh experiente?


Mandra entrou nos aposentos dele cansadamente. Não podia continuar assim por muito tempo. Seu dragão estava agarrando-o para chegar a sua companheira. Precisava reivindicá-la. Se não a reclamasse logo, não tinha certeza do que faria. A idéia de forçar sua companheira a fazer o que ele queria era tão repulsiva que Mandra sabia que nunca poderia fazê-lo. Sua acusação de que ele era como o macho que a machucara tanto ainda pungia. Ele tentou concentrar-se em encontrar seu tio, mas pouco fez para distraí-lo. A informação que eles estavam recebendo estava provando ser mais grave do que ele pensava originalmente. Além disso, eles ainda não tinham apanhado o traidor que envenenou a companheira de Trelon. Agora, havia informações de Ha'ven, o líder do Curizan, que outra tentativa tinha sido feita contra a vida de um de seus irmãos mais novo. Ha'ven queria que um deles se reunisse com ele para desarmar um potencial aumento de seu mundo natal com a morte de Ben'qumain e o rumor de que o Valdier queria voltar à guerra. Mandra serviu-se de uma bebida e levou-a para a varanda. Ele ignorou a leve chuva enquanto ela caía lentamente embebendo seus cabelos e roupas. Ele se inclinou para frente segurando a grade de pedra e olhou para a cidade sem realmente olhar. As noites eram uma tortura para ele. Segurar sua pequena companheira em seus braços e não reivindicá-la estava acabando com ele e seu dragão. Ele olhou para o líquido âmbar e desejou que lhe desse um breve


intervalo, mas sabia que não havia nenhuma quantidade de licor que pudesse afogar a dor em seu coração. Mandra estava tão perdido em pensamento que não ouviu o movimento atrás dele. Um sopro quente de ar girou em torno dele, fazendo-o se sacudir de surpresa. Ele se virou devagar e ficou atordoado. No meio de seus aposentos, havia um pequeno dragão de cor rosa e dourado olhando-o fixamente. Seus olhos castanhos escuros pareciam emocionados e uma pequena tosse lhe chamava. Ele colocou o copo na borda enquanto se movia lentamente em direção ao delicado dragão. Seus olhos brilhavam com olhos escuros e flamejantes enquanto olhava para seu companheiro. Observou como um ligeiro arrepio percorrendo seu corpo. Seus olhos nunca o deixaram enquanto ele se aproximava dela. Ela abaixou a cabeça e girou ligeiramente quando ele parou na frente dela. Uma tosse suave saiu dela antes que ela esfregasse a cabeça suavemente contra seu peito. —Oh mi elila, você é tão bonita. Assim como eu sabia que você seria.— Mandra sussurrou ternamente. Ele estendeu a mão e correu-a ao longo de suas escamas macias maravilhandose com a textura deles. Ele sentiu o rugido de triunfo de seu dragão diante da vontade de sua companheira de vir até ele por conta própria. Seu coração inchou com orgulho pela coragem que devia ter levado para fazer isso, a aceitá-lo e a seu dragão, e lutar contra o medo de todas as mudanças.


Mandra sussurrou palavras de amor enquanto acariciava Ariel. Ele queria que ela soubesse o quanto significava para ele. Jurou protegê-la com sua vida e fazer tudo em seu poder para fazê-la feliz. Ele teria prometido a ela as luas e as estrelas naquele exato momento. Ele caminhou lentamente ao redor dela, tocando-a gentilmente enquanto passava a mão pelo pescoço e ombro. Ele riu quando ela tentou se virar e bateu em uma das mesas pequenas, derrubando-a. Ela ergueu a asa direita e ele caminhou por debaixo dela, deixando seus dedos acariciarem as finas membranas quando ela se abriu acima dela. Ele continuou a exploração dela se movendo em direção a sua cauda. Ela torceu seu longo pescoço ao redor tentando segui-lo enquanto ele se movia pelo seu corpo. Uma série de pequenas tosses e rumores disse-lhe que estava desfrutando de sua exploração sensual. Sua cauda ondulou no final balançando para cima de modo que enrolou em torno de sua palma aberta. Ele a esfregou entre as mãos antes de caminhar ao redor do outro lado dela e começar tudo de novo. Sua mão demorou-se brevemente na borda da estreita fenda que corria sob seu corpo. Um sopro de fumaça o fez rir de novo. — Meu dragão quer sua companheira. — Mandra murmurou em uma voz profunda e rouca. —Eu não sei como ele será capaz de realizar uma coisa dessas nessa pequena área, mas está determinado a reclamar você esta noite, pequena guerreira. Ariel estremeceu com a promessa escura na voz de Mandra. Seu dragão estava tão determinado a ser reivindicado também. Quando seu dragão sugeriu deixála assumir, Ariel tinha ficado com medo no início. Tiveram um par de


tentativas antes que ela finalmente soltou o suficiente para que seu dragão pudesse completar a transformação completa. Ariel ficou surpresa por ainda estar lá dentro. Sentia o mesmo no interior apenas diferente no exterior. Um pouco mais selvagem, mais livre do que já sentira antes. Ela queria sentir a total liberdade de sua forma de dragão. Olhando para as portas abertas, Ariel decidiu que havia muito espaço para seu dragão se encaixar. Você pode voar? Ariel perguntou maliciosamente. Humph! Posso voar? Me veja! Seu dragão grunhiu de volta, indignado. Ariel soltou um pequeno suspiro enquanto seu dragão usava sua cauda para empurrar Mandra de volta para a direita antes que ela se movesse rapidamente para as portas abertas da varanda. Ariel sentiu a pedra fria debaixo de suas garras assim que ela empurrou para fora da varanda com uma varredura de suas asas. Um pequeno grito deixou-a quando sentiu o momento de falta de gravidade antes de perceber que estava voando através do céu escuro. Um grunhido alto e o som de vidro quebrando ecoaram durante a noite enquanto ela afastou-se do palácio, dirigindo-se para a floresta densa.


Capítulo Dezesseis Mandra correu em direção às portas da varanda mudando enquanto saltava para a borda. Ele rosnou enquanto observava sua companheira se afastar do palácio. O rugido de seu dragão ecoou quando avisou qualquer outro para ficar longe de sua companheira. Sua cauda sacudiu o corpo equilibrado na borda enviando-o para o chão da varanda onde ele quebrou, muito parecido com o seu controle. A seu dragão não seria negada sua reivindicação. As asas enormes de Mandra se abriram, varrendo a noite escura enquanto ele ganhava terreno rapidamente. Ariel gritou para que seu companheiro viesse até ela enquanto voava para longe dele. Ela estava procurando um lugar onde eles pudessem estar sozinhos, mas ainda ter espaço para se mover sem destruir os seus aposentos novamente. Ela voou para cima, desfrutando da fresca umidade da noite. A chuva tinha parado, deixando tudo cheirando limpo e fresco. Uma brisa leve e fresca acariciava o ar e as duas luas eram visíveis. Uma lua estava quase cheia enquanto a outra era apenas uma lasca. Elas eram impressionantes do alto. Voou através das nuvens que estavam se dissipando lentamente. Ariel varreu suas asas para cima e para baixo, amando a sensação de liberdade que ela lhe deu quando ela se elevou bem acima da terra. Uma leve mordida em sua cauda deixou-a saber que seu companheiro a tinha alcançado. Ela virou o pescoço longo e delicado para olhar por cima do ombro e gritou de alegria, querendo compartilhar essa nova experiência com ele.


—Você é linda, minha pequena guerreira. — Mandra tossiu para sua companheira. —Eu posso te entender!— Ariel riu quando ela se virou para olhar para frente. —Oh Mandra, é tão bonito. Eu nunca sonhei que qualquer coisa poderia ser assim.— Ariel suspirou admirada enquanto olhava para os brilhantes diamantes de luz refletidos em um pequeno rio cortando um prado abaixo deles. —Alguma vez sonhou com isso, minha pequena companheira?— Mandra sussurrou de volta antes de seu corpo maior cobrir seu menor. Ariel ofegou quando sentiu sua cauda capturada pelo maior de Mandra. Ele torceu sua cauda em torno dela fazendo com que ela girasse no ar até que ela estivesse de cabeça para baixo. Antes que ela pudesse se recuperar, ele puxou a cauda para um lado, ao mesmo tempo que ele usou sua frente e pernas para agarrar a dela. Encontrou-se pendurada ao ventre dele, ainda no ar. Ela estava prestes a protestar quando sentiu seu companheiro reivindicar seu corpo menor com seu próprio selando juntos como um. — Mandra... — Ariel gemeu. —Você é minha, Ariel. Você e seu dragão pertencem a mim!— Mandra gemeu quando suas grandes asas bombearam o ar mantendo ambos suspensos por um momento. Mandra apertou os dentes enquanto sentia seu dragão reivindicar sua companheira. Seu dragão se recusou a esperar mais. A visão da cauda de sua companheira cortando pelo ar era mais tentação do que o macho enorme


poderia segurar. Agora, era apenas a força de suas asas segurando os dois dragões no lugar quando o macho tomou a fêmea na dança de posse. O macho enorme grunhiu enquanto empalava o dragão menor, empurrando através da fenda estreita e prendendo-os juntos. Só quando estava satisfeito ele a liberaria. O macho começou lentamente uma descida para o prado sob eles, suas enormes asas pulando para cima e para baixo com a habilidade de séculos de vôo. Quando eles se aproximaram do chão, ele soltou as pernas traseiras de sua companheira, mas ainda manteve sua cauda firmemente capturada na sua. Deixou suas pernas enormes tocarem a grama macia cobrindo e puxou suas caudas para trás para ajudar o equilíbrio enquanto aterrissou. A posição o levou mais para dentro dela fazendo com que ele rugisse. Ele se inclinou e agarrou sua companheira pelo pescoço com seus dentes afiados. Provou o doce sabor de seu sangue enquanto fluía sobre sua língua. Empurrando suas costas até que estava deitada de costas na grama, ele começou a balançar de um lado para outro, dirigindo-se cada vez mais para dentro dela com cada empurrão. Ariel tentou se mexer, mas cada vez que ela fazia um grunhido profundo da enorme besta masculina surgia, seu corpo a forçou a ficar quieta. Incapaz de suportá-lo por mais tempo, ela dobrou as asas para cima usando as garras no centro e dicas para agarrá-lo e começou a balançar com ele. A posição trancou os dois dragões, uma safira e prata, uma rosa e ouro, juntos em uma selvagem dança de acasalamento que era tão antiga quanto o tempo. O dragão de Mandra rugiu ferozmente quando sua companheira o agarrou. Seu clímax


explodiu em torno dele, ordenando sua semente em seu ventre com tal ganância que seu grito tornou-se rouco pela intensidade.

Ariel murmurou em seu sono. Ela estava um pouco gelada e se contorcia mais perto do calor do corpo enorme ao lado dela. Algo a cutucou de novo e ela murmurou irritada com o que quer que estivesse tentando acordá-la. O próximo cutucão foi um pouco mais difícil e Ariel fez o que normalmente fazia quando seus despertadores tocavam antes que ela estivesse pronta para se levantar...ela deu um tapa nele. —Ouch!— A voz profunda ao lado dela gritou de dor. —O quê?— Ariel disse sacudindo a cabeça para cima e batendo o queixo inclinado sobre ela. —Ouch! Isso dói! —Sim, minha pequena selvagem, isso dói.— Mandra gemeu enquanto ele rolou para o seu lado. Ariel olhou com os olhos arregalados para o enorme dragão que estava esfregando a ponta de seu nariz com o fim de uma de suas asas. Suas escamas tremulavam e cintilavam na luz da manhã cedo, enquanto escorria pela fina camada de nuvens. Ariel olhou em volta do prado, onde estavam, maravilhada. A grama roxa na altura do joelho se balançava para frente e para trás enquanto uma brisa fresca e suave soprava através dela. Havia um pequeno rio na


extrema direita e enormes árvores cercavam o prado, agindo como uma parede. —Onde estamos?— Ariel perguntou balançando a cabeça para trás e tocando Mandra novamente. —Eu ainda sou um dragão!— Ela disse assustada. Mandra, carinhosamente, estendeu a mão e passou a língua pela mandíbula de Ariel. —Sim você é. Você sempre é tão difícil...e dolorosa ... ao acordar de manhã? Eu notei que você não gosta de acordar cedo, mas esta é a primeira vez que acordei você antes do amanhecer.— Mandra riu. —Seja grato por eu não ter meu bastão de beisebol perto de mim. Passo por pelo menos dois despertadores por semana.— respondeu Ariel timidamente. —Se um “bastão de beisebol” é um tipo de taco, sua cauda é suficiente.— Mandra riu com uma rápida lambida aos lábios de sua companheira. —Meu dragão quer sua companheira novamente. —Novamente? Ele a levou...a mim... tipo cem vezes na noite passada!— Ariel sussurrou sonolenta. —Diga a ele para ir tomar um banho frio no rio, eu quero dormir um pouco mais. O dragão de Mandra rosnou suavemente enquanto acariciava sua companheira. Ela era dele e ele a amava, mal-humorada e tudo. Mandra levantou-se para olhar ao redor do prado. Ele levantou a cabeça, inclinando-a para um lado e escutou. Um profundo, escuro rosnado ameaçador explodiu dele. —Vá para trás de mim!— Mandra rosnou perigosamente. —Agora, Ariel! Vá para trás e prepare-se para fugir se eu lhe disser.


Ariel rolou de pé instável e se moveu atrás de Mandra, que se levantou sobre as patas traseiras e abriu as enormes asas. Ele estava olhando para cima e de volta para o palácio. Um movimento no céu acima dela assustou um pequeno guincho de Ariel quando um elegante dragão negro entrou rápido. Somente quando aterrissou Mandra afundou de volta em suas pernas dianteiras e abaixou as asas. —Creon, o que é?— Mandra resmungou irritada. —Os skimmers de Curizan foram avistados.— grunhiu Creon. —Não consegui entrar em contato com Trelon. Ele e sua companheira estão desaparecidos. Mandra virou-se para Ariel. —Devemos voltar ao palácio, mi elila. Aqui é muito perigoso para você. Ariel assentiu olhando para Mandra com olhos preocupados. Ela sentiu a resposta de seu dragão ao tom protetor de seu companheiro. Algo muito ruim aconteceu.

Ariel fechou os olhos e chorou aliviada. Levou mais de um mês para que Cara se recuperasse, mas ela iria ficar bem. Naquela tarde, Cara finalmente voltou para eles. Sua pequena amiga e sua irmã substituta ficaram presas por três dias em uma caverna antes de ser encontrada e resgatada. Para Cara, isso era


essencialmente o mesmo que enterrá-la viva considerando seu medo de lugares fechados. Cara tinha se afastado até agora em sua forma de dragão e havia dúvidas de que ela e Trelon iriam sobreviver. Morian conseguiu finalmente chegar até Cara. Ariel não sabia o que a mãe de Mandra disse, mas ela sempre ficaria agradecida por isso. —Mi elila, por que você chora?— Mandra perguntou roucamente enquanto ele a puxava para seus braços. — Por que você está triste? —Eu... eu não... não estou triste.— Ariel fungou. — Estou chorando porque estou feliz que Cara vai ficar bem e vou ser uma tia. Estava tão preocupada com ela. Mandra escovou os longos cabelos loiros de Ariel de seu rosto com ternura e beijou-a levemente. —Eu estava preocupado também. Tenho uma surpresa para você. Devemos viajar para o sistema de estrelas Curizan. Sou necessário lá. Você vai comigo. Ariel recuou em choque. —Vamos para outro sistema de estrelas? Em uma nave espacial? Para conhecer outros alienígenas? Mandra riu da expressão de espanto de Ariel. —Sim. Nós vamos viajar em uma nave de guerra, para outros mundos, e conhecer mais aliens. —Oh meu!— Ariel disse levantando uma mão para sua garganta. —Será seguro? Quanto tempo vai demorar? —Nós demoraremos vários meses. Temos várias paradas para fazer antes de nos encontrarmos com Adalard. Ele é um dos irmãos mais novos de Ha'ven. Nós vamos buscá-lo em um dos Spaceports ao longo do caminho.— Mandra


disse empurrando a alça do sutiã de Ariel para um lado para beijar seu ombro nu. Ele se moveu lentamente pelo seu pescoço. Estava prestes a acariciar sua marca quando sentiu algo respirando em seu ouvido. Fechando os olhos, inalou profundamente. Ariel tinha encontrado outro roedor para salvar. Este era um Kapu. A criatura era longa e estreita, coberta de peles cinzentas escuras, tinha pernas curtas e gostava de escalar. Agora, ele estava subindo o encosto da cadeira em que estava sentado e respirando em seu ouvido. Mandra se encolheu. Não, agora estava a lamber-lhe no ouvido, pensou com desgosto. —Você tem um novo animal de estimação.— Mandra murmurou em resignação quando Ariel olhou por cima do ombro com um sorriso feliz. —Ele não é a coisa mais linda que você já viu? Estava na varanda mais cedo. Estava molhado, sujo e com medo. Não sei como ele chegou lá, mas depois de um banho agradável, leite morno, e algumas cascas de frutas ele tem sido feliz como uma cotovia. Mandra lançou ao sua simbiose um olhar desagradável. Ele sabia exatamente de onde a maldita coisa e todas as outras criaturas que estiveram 'aparecendo' estavam vindo! Foi culpa dele, realmente. Ele começou em sua casa de montanha. Como deveria saber que sua simbiose iria levar a sério? Ele pensou que, se encontrasse alguns animais em necessidade e os trouxesse para casa, ela o perdoaria. Desde então, sua simbiose fez várias viagens por dia à procura


de criaturas para trazer de volta. Até agora, eles tinham seis Maratts, um Grombot, o Dagu, oito Agouti, o Kapu e três Degus. Isso estava em seus aposentos. Ele desistiu de tentar manter as malditas coisas do lado de fora. Ele encontrou um dos Degus no chuveiro com ele ontem e acordou com o Grombot enrolado em seu peito esta manhã. —E todos os pequenos?— Ariel perguntou enquanto acariciava o Kapu que estava ocupado limpando o interior de sua orelha —Vou mandá-los para Asim.— disse Mandra, sombriamente. Seu amigo o merecia, pois tinha sido sua idéia começar a trazer as malditas coisas para Ariel. Ele poderia cuidar deles e protegê-los enquanto eles estivessem fora. Parecia adequado para a confusão que Mandra estava encontrando agora em sua vida. —Posso levar algum com a gente?— Ariel perguntou hesitante olhando Mandra com olhos suplicantes. —Vou cuidar bem deles. Mandra sacudiu a cabeça. —Eles não seriam felizes confinados a nave de guerra. Deixe Asim cuidar deles. Eles serão muito mais felizes lá.— Mandra respondeu, roçando um beijo suave nos lábios de Ariel em desculpas. E eu também, ele pensou com um toque de alívio. Uma parte dele desejava poder ver o rosto de Asim quando as novas adições foram entregues. Ele apostou que seu amigo de longa data não seria tão presunçoso sobre sua idéia inteligente na próxima vez que ele o visse. Ele se perguntou se ele deveria avisá-lo que iria precisar de mais gaiolas antes de descartar a idéia com um sorriso.


Sim, Mandra pensou alegremente, a vingança poderia ser uma cadela às vezes. —Ok. — Ariel suspirou em arrependimento olhando para a pequena criatura diligentemente limpando a orelha de Mandra. Quem sabe, ela pensou enquanto beijava Mandra, eu poderia achar alguns novos em nossa viagem.


Capítulo Dezessete —Quando podemos sair da nave? Posso ver os mercados que Zebulon me contou?— Ariel perguntou animadamente enquanto entrava na sala de conferências da ponte do D'stroyer quase um mês depois. —Quando você esteve conversando com Zebulon?— Mandra grunhiu puxando Ariel mais perto quando ela foi andar por ele para se sentar à mesa. — O quê…? Oh, na sala de treinamento. Eu tenho ganhado peso e precisei trabalhar para perdê-lo. Zebulon estava curioso sobre o que estava fazendo. Disse a ele que estava praticando diferentes tipos de movimentos de autodefesa que aprendi na Terra e ele quis aprender, então nos reunimos todos os dias desde que deixamos Valdier para treinar juntos.— disse Ariel envolvendo os braços ao redor do pescoço de Mandra e deitando sua cabeça em seu peito. Mandra mordeu um grunhido ciumento enquanto Zebulon, seu chefe de segurança, olhava para ele com um sorriso maroto em seu rosto. Aquele filho de um shifter de dragão estava prestes a aprender alguma autodefesa Valdier antiga se ele não tirasse aquele maldito sorriso de seu rosto. Mandra amaldiçoou a quantidade de tempo que ele foi levado para longe de Ariel na viagem. Esta era sua terceira parada e eles estariam pegando Adalard neste espaçoporto. Até agora, tudo estava indo como planejado. Ele havia se encontrado com dois de seus informantes que estavam estrategicamente colocados no círculo


de seu tio Raffvin. Eles disseram que Raffvin estava por trás do rapto do rei Sarafin e de dois de seus melhores homens. Raffvin tinha vendido o rei e seus homens a uma operação de mineração executada pelo Antrox, uma espécie que eram finos como varas, que usavam números como nomes e eram conhecidos por sua capacidade de lucrar. Mandra teve que morder um sorriso na ideia de Vox sendo mantido cativo por eles. Ele tinha certeza de que ia passar bem. Vox não era conhecido por seu temperamento doce ou sua vontade de seguir instruções. —Você pode ir, mas você deve ficar perto. Ou eu ou Zebulon estaremos com você.— Mandra explicou com uma careta ao pensar em Zebulon estar sozinho com Ariel mais do que necessário. Sua companheira não ficou feliz por ter sido confinada a nave pelas últimas duas paradas. Ele não queria chamar a atenção para suas reuniões e sua companheira chamava a atenção onde quer que fossem. Os homens do D'stroyer haviam chegado a ela assim que ela chegou a bordo. Eles ficaram fascinados com a marca do dragão em seu pescoço e como sua simbiose raramente deixava o seu lado. A maioria dos homens só conhecia alguns casais que tiveram a sorte de ter encontrado sua verdadeira companheira e nenhum de outra espécie. Ele descobriu que estava ficando cada vez mais difícil as perguntas dos homens e solicitações para ser autorizados a ir para a Terra para procurar uma mulher própria. Precisaria conversar com Zoran quando voltasse. Depois de encontrar sua própria companheira, foi difícil para ele negar aos outros uma chance de encontrar a felicidade também.


Ariel suspirou olhando para Mandra. Ele parecia ter uma perpétua carranca no rosto ultimamente. Ela estendeu a mão e acariciou suas bochechas com as mãos para chamar sua atenção. Durante as últimas quatro semanas, ela o tinha visto pouco, já que ele vinha para a cama tarde e partia cedo. —Eu prometo que vou ficar perto de você ou Zebulon.— disse Ariel olhando para seus olhos dourados flamejantes. —Será que vou ter Preciosa comigo também ou ela vai com você? E Mandra, você não precisa se preocupar. Eu só tenho olhos para você. Mandra suspirou profundamente e descansou sua testa contra a dela. — Lamento não ter tido mais tempo para passar com você, mi elila. Espero que a nossa viagem de regresso não seja tão demorada. —Eu sei o que está acontecendo. Eu estava no exército e fui treinada na arte da guerra. Você não precisa se desculpar. Seu mundo e seu povo devem vir primeiro.— sussurrou Ariel em entendimento. —Nunca.— Mandra murmurou suavemente. — Você sempre virá primeiro. Estou grato por sua compreensão. Eu não gosto de pensar em você sendo uma guerreira em seu mundo. Ariel apenas balançou a cabeça e riu. —Vamos, grandão. Eu posso ser uma guerreira, mas sou uma mulher primeiro. Há compras chamando meu nome e eu não vou ser negada!— Ariel disse com alegria saindo dos braços de Mandra e girando ao redor em um círculo. Vários homens riram do olhar de excitação de Ariel. Ela não sabia que um número dos homens tinha se oferecido para servir como seus guarda-costas,


incluindo Zebulon. Todos os homens tinham se apaixonado pela companheira de seu comandante e fariam o que fosse necessário para mantê-la feliz e segura.

Ariel olhou com admiração para o espaçoporto. Era como algo que saiu de um filme de ficção científica. Uma cúpula clara cobria a porção superior do que era obviamente um asteroide enorme que tinha sido convertido em um paraíso de ilha para viajantes de espaço. Criaturas de todos os tipos e descrições se moviam livremente. Alguns eram grandes, pequenos, alguns cabeludos, alguns careca, alguns apenas tinha uma aparência muito estranha para descrever. Mandra teve que virar Ariel mais de uma vez quando viu uma enorme criatura azul que parecia uma tigela gigante de gelatina que deslizava por eles ou um minúsculo lagarto verde de duas cabeças com múltiplos braços. Ele gentilmente colocou um dedo sob seu queixo para fechar a boca em várias ocasiões. Quando viu pela primeira vez o asteroide, pensou que seria pequeno e não muito mais que isso. O D'stroyer tinha encaixado em um dos fechamentos de um nível inferior. Havia um túnel comprido e iluminado com paredes de rocha escura que brilhavam quando a luz as tocavam. O túnel levou a um elevador que cabia umas boas trinta pessoas. Ele lembrou Ariel de um elevador de serviço extra-grande. Uma vez dentro, o elevador moveu-se


rapidamente para cima quase fazendo Ariel estourar seus tímpanos por causa da pressão. Foi quando as portas se abriram que ofegou em espanto. Ela saiu do elevador, entrando na cidade brilhantemente iluminada do Iduna Spaceport. Lojas coloridas alinhavam-se com as passagens estreitas que se estendiam até o topo da cúpula. Ariel podia ver outras naves espaciais ancoradas acima da cúpula. O que pareciam como apartamentos ou casas de diferentes tamanhos e tipos foram misturados com as lojas. De certa forma, lembrou Ariel de Paris de volta à Terra, com as pequenas caixas de flores e apartamentos misturados com empresas. Havia mesmo estátuas e fontes pulverizadas nos diferentes níveis e nos edifícios. —Você está atraindo muita atenção.— murmurou Mandra, infeliz, enquanto várias criaturas se voltavam para olhar para Ariel com interesse. — Talvez, você devesse...— ele parou quando uma mão bateu nele duro no meio do seu peito. —Você não vai terminar essa declaração se você valoriza a sua vida.— Ariel rosnou em um tom baixo e perigoso, quando ela olhou com os olhos arregalados ao redor dela. —Pelo inferno, não há nenhuma maneira de você está me levar de volta a nave sem uma luta de tirar a respiração. Esta é a coisa mais legal que eu já vi na minha vida além de você, e vou aproveitar cada segundo disso. Mandra enviou um olhar sombrio para a meia dúzia de homens que o seguiam quando todos riram. Sua companheira parecia certa de cada palavra. Ele sabia que ela era uma excelente lutadora, então seria uma experiência dolorosa se ele


tentasse fazê-la retornar ao confinamento. Também sabia que não podia negar essa experiência. Ela estava praticamente brilhando de excitação. —Muito bem.— ele respondeu com mau humor. —Eu tenho várias coisas que devo cuidar. Zebulon e Preciosa permanecerão com você. Tome isto.— disse ele entregando-lhe um disco plano. —... Ele contém créditos suficientes e você não deve ter quaisquer problemas em comprar o que quiser. Ariel olhou para o disco transparente com um brilho encantado em seus olhos. —O que quer que eu deseje?— Ela perguntou mordendo seu lábio inferior para esconder o sorriso animado. Mandra puxou Ariel em seus braços e beijou-a profundamente ali no meio da passagem lotada. —Tudo o que você desejar.— ele respondeu com voz rouca. Ariel roçou um beijo excitado contra os lábios de Mandra. Estendendo a mão, agarrou Zebulon ignorando o grunhido de desagrado de seu companheiro e partiu antes que ele tivesse a chance de mudar de idéia. Preciosa se moveu bem ao lado dela, cortando qualquer criatura que tivesse que fechar. —Minha senhora, eu acredito que você pode abrandar agora. Estamos longe o suficiente e Senhor Mandra não pode chamá-la de volta.— Zebulon disse enquanto ele se esquivava para desviar de um Bicephalic que estava se movendo na direção oposta. —Onde estão as melhores lojas?— Ariel perguntou olhando para todas as barracas diferentes que revestem as frentes das lojas. —Quero comprar uma lingerie realmente sexy, um par de vestidos sexy que transformarão o sangue de Mandra em fogo e alguns sapatos sexy para ir com eles.


Zebulon lutou, sem sucesso, com um gemido. Ariel se virou tão rápido que ele teve que estender a mão e agarrá-la para evitar bater nele. A sensação de sua figura curvada contra a dele, combinada com o pensamento dela vestida com algo mais revelador, fazia seu próprio sangue começar a ferver. Como seu comandante podia até mesmo sonhar em deixar sua companheira ir com outro homem estava além dele. Foi apenas o juramento de Zebulon de proteger a família real e seu próprio senso de honra, impedindo-o de desafiar Mandra por Ariel. Nas últimas quatro semanas, ele tinha começado a se importar profundamente com a estranha mulher que era uma confusa mistura de suavidade e aço. Ele lutava contra ela diariamente durante os treinos matutinos. Aprendeu mais sobre ela e um novo estilo de luta. Descobriu que as novas técnicas de combate eram tão gratificantes que estava ensinando os outros guerreiros. Ele também estava desfrutando seu senso de humor e a suavidade que ela tinha para criaturas selvagens. Disse-lhe sobre seu desejo dirigir um abrigo para animais abusados e feridos em seu planeta. Ele sabia o que ela fez no V'ager. Jarak e ele tinham ficado bêbados não muito tempo depois que o V'ager retornou ao planeta. Jarak contou-lhe sobre o envio de todos os Maratts e Grombots até o alojamento de Mandra depois de ouvir sobre a reação de seu senhorio ao guerreiro de cabelos brancos. Eles riram da destruição de seus aposentos. Jarak fez Zebulon jurar não dizer a ninguém que era seu irmão mais novo, Arvo, que finalmente admitiu trazer as criaturas a bordo. Seu irmãozinho esperava lucrar o suficiente para comprar uma companheira de uma família Curizan que tinha várias filhas. Seu irmão agora estava planejando ir ao mundo das fêmeas para encontrar uma. Jarak admitiu que ele mesmo


estava tentado. Agora que Zebulon tinha encontrado uma das fêmeas, ele podia entender. Havia algo muito especial sobre o espírito delas. A ferocidade combinada com uma gentileza mantinha um guerreiro intrigado: —Você está me ouvindo?— Ariel demanda puxar Zebulon de volta ao fato de que eles estavam no meio de um espaçoporto movimentado. Corando, Zebulon assentiu com a cabeça. —Sim minha senhora. Acho que sei de um lugar onde você pode comprar esses itens.— disse ele com voz rouca. Ariel se inclinou na ponta dos pés e deu um beijo no queixo de Zebulon. — Você é um amorzinho. Gostaria de poder te apresentar a alguns dos meus amigos no abrigo.— disse ela, virando-se para inclinar-se e beijar Preciosa, que rosnava humildemente para Zebulon. —Seja bom, ele é meu amigo e não comemos amigos.— ela sussurrou afetuosamente. Preciosa beliscou Zebulon na perna assim que Ariel virou as costas. —Eu vi isso, Preciosa. Agora seja legal. Zebulon olhou para a simbiose de ouro que estava em forma de Werecat. — Sim, Preciosa— ele riu —seja legal.

Três horas depois, Zebulon estava pronto para uma dúzia de bebidas. Geladas, bebidas que iriam esfriar a temperatura do seu sangue. Sua promessa


de não deixar Ariel sozinha nem por um momento estava voltando para assombrá-lo enquanto ele se sentava através de seu desfile de moda de vestidos sexy. Foi tão ruim, ele descobriu que tinha que realmente se desculpar com a sala de limpeza em mais de uma ocasião quando ela foi mudar para que ele pudesse aliviar a acumulo de pressão em suas calças. Até mesmo seu dragão estava ofegante. Especialmente quando ela piscou um pouco de escamas coloridas rosa e ouro de seu dragão para ver se combinava com a cor do vestido que estava querendo comprar. Inferno, mesmo sua simbiose estava apaixonado por Ariel, que estava confundindo o inferno de todos os guerreiros porque todos os guerreiros dragão e simbiose pareciam gostar dela. Havia apenas algo sobre ela que atraía a parte animal. Não era como se estivesse apaixonado por ela. Ele podia dizer a diferença, mas ele com certeza não se importaria de foder suas curvas exuberantes. —Bem, o que você acha desses?— Ariel disse segurando um par de lingerie de seda Saimaa que o dono da loja criou usando um desenho que Ariel havia esboçado. —Minha senhora, precisamos ir embora. Por favor, que os itens sejam entregues ao D'stroyer na Dock 1125 o mais cedo possível.— disse Zebulon bruscamente. —Eu quero uma dúzia de cores diferentes com sutiãs correspondentes para ir com os vestidos, dois dos vestidos de noite que eu mostrei, e alguns dos outros itens.— disse Ariel com uma piscadela para a criatura roxa minúscula que estava no banco atrás o contador.


—Eu o entregarei pelo meu filho.— disse a voz suave e rouca. —É um prazer fazer negócios com você e obrigado por compartilhar seus projetos. Você tem minhas informações de contato, sim? Eu quis dizer o que disse sobre pagá-la para projetos adicionais. Acredito que esses itens se tornarão muito populares entre meus clientes. —Claro. — Ariel riu curvando-se e escovando seus lábios ao longo da pele lisa e coriácea. —Estou ansiosa para trabalhar com você. —Por favor, minha senhora. Eu poderia realmente aproveitar uma bebida.— Zebulon disse firmemente quando ele segurou seu antebraço em um aperto suave, mas firme. —Tchau!— Ariel gritou quando Zebulon a arrastou para fora da loja. — Rapaz, você realmente deve estar com sede. Onde estamos indo? Eu mesma poderia aproveitar uma bebida legal. Zebulon olhou para o rosto feliz olhando para ele e balançou a cabeça. Pelos deuses e deusas, esta fêmea humana poderia conduzir mesmo o homem mais duro louco. Sua alegria nas coisas simples, sua inocência de seu efeito sobre os outros, e seu corpo deliciosamente moldado chamando ao macho primordial para protegê-la e possuí-la. Zebulon olhou para o crescente número de machos seguindo-os quando Ariel parou em barracas diferentes, sorrindo e conversando com os comerciantes quando ele tentava apressá-la. Ele rosnou para a simbiose de Mandra para estar atento aos homens que os seguiam. Ele finalmente puxou Ariel para o pequeno bar que ele gostava de visitar. Levantando a mão para a garçonete, ele rapidamente pediu vários refrigeradores de gelo altos. Ele estava determinado a encontrar alguma


maneira de esfriar seu sangue, mesmo que isso significasse ficar bêbado para fazer isso.

Mandra olhou para Adalard na iluminação fraca. O rosto do príncipe Curizan mostrou a marca da última tentativa de assassinato. Uma cicatriz longa e estreita passou da borda do seu rosto para a mandíbula quadrada. O longo cabelo de Adalard pendia solto em torno de seus ombros e o roxo escuro de suas íris brilhava de raiva. Ele estava usando o colete de couro preto, calças e botas preferidas pelos guerreiros Curizan. —Seu tio é um homem morto.— grunhiu Adalard com uma voz profunda e rica. —Esta última tentativa contra minha vida e a do meu irmão veio um pouco perto demais. Mandra observou enquanto Adalard tomava um gole profundo da bebida na frente dele. Eles estavam em um pub em forma de buraco na parede, em uma das áreas menos movimentadas de Iduna. Adalard chegara tarde. Ele e três de seus guardas reais entraram no bar com cautela. —Ele nos atacou e as nossas companheiras.— Mandra respondeu tentando alcançar sua própria bebida.


—Companheiras? Quando isso aconteceu? Ouvi dizer que as mulheres Valdier eram poucas e dificeis de achar.— disse Adalard, sentando-se e olhando para Mandra de perto. Mandra lançou um olhar sombrio para trás. —Você não tem que parecer tão cético. Porque nós encontramos mulheres com as quais podemos ser companheiros verdadeiros não significa que não planejamos manter o acordo de paz. Se mudou algo, é que é ainda mais imperativo que nós o mantenhamos. Eu não quero que minha companheira entre em batalha, nem ela e nem suas irmãs.— Mandra respondeu bruscamente. Adalard inclinou-se para frente com um olhar fascinado em seu rosto. —Você está brincando, sim? —Não.— Mandra respondeu, sacudindo a cabeça com um suspiro. —A primeira vez que vi a minha companheira, ela me chutou na cara. A segunda vez, me nocauteou. A terceira vez, eu acabei com um nariz quebrado. Suas irmãs são tão difíceis quanto ela. Uma lutou contra o seu meio-irmão, Ben'qumain, e queimou-o severamente, o suficiente para escapar. A minúscula que Trelon reivindicou lutou contra quase uma dúzia de skimmers e destruiu muitos deles antes de levá-los para longe de Trelon, que foi ferido gravemente. Kelan estava procurando sua companheira quando eu parti. Ouvi dizer que ela o encontrou. Raffvin mais tarde capturou-a e mandou-a para morrer numa lua perto de Quitax. A última vez que ouvi, ela escapou matando vários guerreiros. Kelan está levando ela para pegar seu pai em seu planeta. E a outra, vamos apenas dizer que Creon tem suas mãos cheias com essa pequena


selvagem. Ela gosta de enviar pelo menos um de seus guardas para o médico todos os dias. Adalard estudou Mandra silenciosamente por alguns momentos antes de rir. —Ela realmente bateu você e quebrou seu nariz?— Ele perguntou. Mandra sorriu de volta. —Ela é magnífica. —Estou ansioso para conhecê-la. — disse Adalard relaxando pela primeira vez em meses. —Agora, me diga o que você sabe sobre seu tio e eu vou te dizer o que eu sei dele. —Você já ouviu o que ele fez para Vox?— Mandra começou com um brilho em seus olhos. —Não tenho certeza se posso manter isso contra ele. Eu adoraria ver como esse filho-de-um-gato selvagem está se sentindo sendo usado como um trabalhador. Adalard riu com entusiasmo da imagem de Vox, o rei Sarafin, sendo obrigado a trabalhar nas minas. —Pode ser que seja bom para aquela cabeça quente.— ele respondeu antes de ficar sóbrio. —Raffvin tem que ser parado. O conselho está ficando preocupado. Várias tentativas adicionais para influenciar ou matar aqueles que se recusam a participar na votação para ir à guerra contra o Valdier tem ocorrido. Felizmente, os membros do conselho não são facilmente intimidados ou mortos. Eles ainda querem saber o que está sendo feito para detê-lo. —Ele está bravo. Trelon me disse que ele tem uma nova arma.— Mandra começou a olhar para sua bebida. —Matou vários de nossos guardas e destruiu suas simbioses.


—O quê?! Como isso é possível?— Adalard perguntou, incrédulo. —Eles são pura energia. Nem temos meios de destruí-los. O mais próximo que conseguimos foi quando capturamos alguns de vocês durante a guerra e separamos o guerreiro dele. Mesmo assim, ele encontrou uma maneira de sobreviver e livrar seus guerreiros. Mandra rosnou ao lembrar o que alguns de seus guerreiros suportaram durante a guerra. —Isso é diferente. Nós nunca soubemos de qualquer coisa que poderia destruir qualquer simbiose. Raffvin encontrou uma maneira. Isso deixa todos nós indefesos contra ele até que possamos encontrar uma maneira de detê-lo. Qualquer arma que ele tenha precisa ser destruída. Os homens conversaram um pouco mais sobre o que sabiam. Mandra disse a Adalard que Creon tinha ido encontrar e resgatar o rei Sarafin e seus homens. Precisariam de sua aliança. Adalard falou sobre algumas das tentativas no conselho e sobre o último encontro próximo que teve com o assassino que tinha sido enviado para ele. Ele acenou com a cabeça para os três homens que estavam nas proximidades e disse que seu gêmeo insistia em trazer pelo menos três homens de confiança com ele como precaução. Mandra estava prestes a perguntar como o irmão de Adalard era quando um aviso de alerta fluiu através dele. Ele fechou os olhos e inspirou profundamente, concentrando-se em sua simbiose. Ele viu um grupo de homens em pé ao redor de sua companheira que estava segurando uma vara comprida em sua mão e sacudindo-a para eles. Os olhos de Mandra se abriram. Eles brilharam um ouro escuro, perigoso quando seu dragão lutou para se soltar. Queria proteger a sua companheira.


Ele agarrou-o, enviando ondas de safira e escamas de prata sobre seus braços e seu pescoço. —O que é?— Adalard disse levantando-se e olhando em volta. Os três homens com ele imediatamente assumiram uma postura defensiva. —Minha companheira está em perigo.— resmungou Mandra. Mandra já estava se movendo em direção à entrada do bar onde quatro de seus próprios homens estavam posicionados lá fora. Adalard manteve o ritmo com ele enquanto se movia através dos becos escuros para a sessão mais popular de Iduna. Mandra deixou sua simbiose guiá-lo enquanto se movia para sua companheira. As multidões se separaram quando viram os enormes guerreiros se aproximarem. Mandra virou a esquina, virando para a direita. Ele podia ver uma multidão reunida em torno de um pub bem conhecido. Alguns estavam torcendo enquanto outros estavam apostando. Ele diminuiu o passo quando ouviu a voz de sua companheira se erguer acima dos outros. — Agora rapazes, eu realmente não quero ter que machucar ninguém. Apenas deixe meus amigos ir e nós vamos terminar assim mesmo. Talvez tome uma bebida agradável, jogue um jogo dos dardos, eu mesma posso ensiná-los sobre um jogo chamado poker se vocês puderem replicar um baralho de cartas. Mandra e Adalard empurraram seu caminho através da multidão, derrubando os que não se moviam rápido o suficiente. Os dois homens pararam quando viram Ariel cercada por quatro homens. Preciosa estava de pé na frente de várias pequenas gaiolas em uma mesa próxima. Zebulon segurava um enorme


Tridactylum, uma enorme criatura viscosa com um corpo longo, cabeça pontuda e três dedos nos membros vestigiais, ao redor do pescoço, tentando mantê-lo afastado de Ariel ou das gaiolas, Mandra não sabia ao certo. — Isso é sua companheira?— perguntou Adalard, espantado, olhando para as curvas arredondadas de Ariel, longos cabelos loiros platinados e brilhantes olhos castanhos. — Sim.— murmurou Mandra. — Por que sua simbiose está de pé na frente dos Tasiers? Será que eles gostam deles? Eles são deliciosos, mas não achei que as simbioses comessem. Eu teria pensado que estaria protegendo sua companheira.— Adalard perguntou enquanto ele assistia a pequena, forma feminina pálida mover de repente em uma volta graciosa. Mandra amaldiçoou e os olhos de Adalard se arregalaram enquanto ela balançava o longo pau sobre sua cabeça e chutava em um movimento incomum que forçou os quatro machos que a rodeavam a voltar. Um dos homens se moveu para frente de repente e agarrou a vara enquanto outro tentou agarrar Ariel. Aquele que a segurava soltou quando ela se virou. Ela bateu na parte de trás de sua cabeça com o bastão com força o bastante para quebrá-lo ao meio e enviou o macho ao chão. Mandra e Adalard ambos deram um passo em frente para ajudá-la com o outro macho, mas pararam quando esse foi voando por cima da multidão quando ela torceu novamente no último minuto liberando o longo pau que ele segurava. Ela usou as mãos e as pernas para atirar o macho por cima do ombro, com pau e tudo, sobre uma cadeira que se quebrou sob seu peso e forçou a multidão a se mover apressadamente


em todas as direções forçando-os de volta. Ambos os homens seguiram Ariel enquanto rolava, pegava a vara e batia no macho três vezes em rápida sucessão... uma vez na garganta, uma vez no peito, e a última vez na virilha. Adalard e Mandra sugaram um suspiro de simpatia quando o macho rolou em agonia, incapaz de gritar por causa dos danos em sua garganta. A multidão adorou. Um rugido alto subiu quando créditos foram trocados. Dois dos outros homens decidiram investir contra ela ao mesmo tempo. Ariel se retorceu levantando uma perna golpeando um dos homens em seu nariz antes de bater nele no rosto com a vara quebrada. Socou com os punhos as pernas do outro. Uma vez que o homem que bateu com a vara caiu no chão, ela girou em um salto voando acertando o outro homem na têmpora e enviando-o através de uma mesa. Ele desembarcou do outro lado. Quando ele se sentou, ela o ameaçou entre os olhos com uma garrafa que ela pegou de uma mesa próxima. Adalard observou enquanto os olhos do macho cruzavam antes de desabar para o chão novamente. O último homem veio por trás dela enquanto ela estava focada em jogar a garrafa e envolveu seus quatro braços em torno dela, bloqueando seus braços para seus lados. O rugido áspero de raiva de Mandra encheu o ar. Sentiu a mudança tentando vir sobre ele ao mesmo tempo em que sua companheira jogou sua cabeça em direção ao macho que a prendia, atingindo-o no nariz e na boca. O macho tropeçou para trás em uma mesa que desabou sob seu peso. Mandra não esperou para ver o que sua companheira faria a seguir. Já tinha visto o suficiente. Ele avançou para agarrar os dois machos que lutavam para ficar de pé pelo pescoço e jogou-os na multidão.


—Zebulon!— Mandra rugiu de raiva enquanto se movia para o último que estava tentando desembaraçar-se da mesa quebrada. —Você deveria protegêla! —Eu estou tentando!— Zebulon rosnou para trás. —Você tem alguma idéia de quantos homens a seguiram? E, você esqueceu-se de mencionar quão teimosa e protetora sua companheira é de criaturas pequenas! Uma série de roncos do Tridactylum que Zebulon estava segurando encheram o ar. Zebulon fez uma série de roncos de volta antes de soltar a criatura com um olhar de desgosto no rosto. A frente do uniforme estava coberta de lodo. Ele agora precisava de um banho e mais do que um par de bebidas. O Tridactylum que tinha originalmente vendido os Tasiers a Ariel decidiu que queria não só manter as criaturas saborosas, mas queria comprar Ariel depois de ver a multidão de homens atraídos para ela. Quando Zebulon informou que Ariel não estava à venda e a compra dos Tasiers estava concluída e não seria desfeita, decidiu que iria levá-la. Zebulon encontrou-se em uma luta com a espécie viscosa que estava tentando chegar a Ariel. Foi quando os outros quatro homens decidiram tirar proveito de sua distração para capturar Ariel, que estava ocupada olhando para sua mais nova compra. Pessoalmente, Zebulon estava pronto para entregar Ariel e todas as suas compras para Mandra para lidar com ele por um tempo. Bem, talvez não tudo, Zebulon pensou enquanto recordava o vestido de safira escuro com o decote baixo.


Ariel ficou imóvel olhando ao redor enquanto a multidão lentamente começava a se dispersar. Ela se virou e caminhou até Zebulon. Ignorando o lodo cobrindo a frente dele, ela agarrou suas bochechas entre suas mãos e deulhe um grande beijo bem nos lábios com uma palavra sussurrada de agradecimento. Ela então caminhou até Preciosa e fez a mesma coisa. Adalard considerou o olhar escuro no rosto de Mandra enquanto ele corava e se perguntou se ele deveria fazer uma aposta sobre quanto tempo Zebulon iria viver. Somente quando a fêmea se levantou e caminhou até Mandra ele soltou sua respiração em uma risada que se transformou em uma gargalhada profunda. —Oi, querido, adivinha o que eu comprei.— disse Ariel, envolvendo seus braços ao redor de seu pescoço. —Não, Ariel. Absolutamente não! Você não pode tê-los.— Mandra grunhiu quando ele apertou seus braços protetoramente em torno da figura curvilínea de Ariel e puxou-a perto. Ariel levantou uma delicada sobrancelha e esperou. —Ariel, por favor, entenda. Sou comandante de uma nave de guerra. Os animais não são permitidos nela.— disse Mandra com determinação.


Ariel continuou olhando para ele sem dizer uma palavra. —Ariel, Tasiers são um alimento saboroso.— Mandra continuou tentando não olhar para os grandes olhos castanhos de Ariel, que eram largos com um leve toque suplicante. —Eles são noturnos e fazem muito barulho quando você tenta dormir.— Mandra acrescentou desesperadamente não gostando do olhar perspicaz rastejando em seus olhos. Mandra olhou para o rosto inflexível de sua companheira e soube que era uma batalha perdida. —Vou mandar Zebulon transportá-los.— murmurou resignado. Ariel sorriu ternamente quando ela estendeu a mão e beijou os lábios carnudos de Mandra. — Obrigada.— ela sussurrou. —Não são as únicas coisas que comprei.— acrescentou, com voz rouca. Mandra gemeu quando sentiu que Ariel esfregava seu corpo contra o dele antes de se afastar para ver Zebulon ordenar que alguns dos homens levassem as gaiolas para a nave de guerra. Ele ignorou o olhar especulativo de Adalard quando conduziu sua companheira através da multidão e para fora do pub. Perguntou-se que novas surpresas o aguardavam. Ele esqueceu de mencionar que Tasiers também reproduziam em um ritmo alarmante. Ele só podia esperar que as criaturas nas gaiolas fossem separadas por sexo ou ele teria um problema maior em mãos. Nenhum dos homens notou que olhos estreitos acompanhavam avidamente Ariel à medida que saíam. A figura camuflada apreciava a visão das curvas suaves e os longos cabelos brancos da fêmea. Ele também gostou do fato de que ela podia lutar. A idéia de se emaranhar com ela enviou ondas de desejo


correndo por seu corpo. Era Ăłbvio que o homem Valdier tinha reivindicado a fĂŞmea incomum. Talvez fosse hora de o homem ser desafiado. Fazia muito, muito tempo desde que ele achara algo interessante o suficiente pelo qual lutar, pensou Bahadur, muito, muito tempo.


Capítulo Dezoito —Para onde vamos agora?— perguntou Ariel mais tarde naquela noite, enquanto secava com cuidado o último dos seis Tasiers. Ela pegou uma escova e começou a escovar o pêlo macio enquanto Mandra, que já tinha tomado banho, sentou-se em frente a ela na cama com uma carranca desagradável em seu rosto. Ela estava trabalhando nos dois últimos quando ele entrou em seus aposentos há pouco tempo e queria que seus pequeninos fossem limpos antes de tomar banho. Demorara um pouco mais do que ela esperava, porque no início não se importavam com o banho. —Nós temos mais uma parada antes de chegarmos ao mundo natal de Curizan, Pax. Você provavelmente não será capaz de deixar a nave então. Será muito perigoso. Além disso, não há nada além do deserto. Estou procurando alguém que possa nos ajudar a localizar Raffvin.— disse ele pegando um dos Tasiers que estava tentando cavar debaixo do travesseiro. Ele o pôs no chão. A criatura saltou para Ariel, que a puxou para junto dela, onde se aconchegou entre ela e o lado da cadeira. Ele estava mais interessado em Ariel modelando algumas das coisas novas que ela comprou. Zebulon disse-lhe que devia muito tempo pela tortura que suportou levando as compras de Ariel. No início, Mandra pensou que ele estava falando sobre ter que lutar contra o Tridactylum. Zebulon corrigiu-o rapidamente com uma descrição detalhada de alguns dos itens que Ariel comprou e contou-lhe as coisas que ela não fazia. Ele nunca tinha visto a cabeça de seu segurança e amigo tão confusa antes.


—Ariel. — Mandra gritou em um tom baixo, rouco. A cabeça de Ariel se ergueu ao ouvir o som mais profundo na voz de seu companheiro. O dragão de Ariel se moveu ao som, reconhecendo seu companheiro também. Seus olhos se arregalaram quando ela viu as chamas de ouro escuro brilhando de desejo. —Eu preciso de você.— ele sussurrou grosseiramente. —Desejo ver alguns dos artigos que você comprou. Você vai desfilar para mim? Os olhos de Ariel brilharam com excitação e seus lábios curvaram-se com um sorriso. Alguém estava excitado e queria ser provocado. Pensou em alguns dos itens que comprou e sabia que apenas um seria suficiente para começar. Ela se debruçou colocando os dois Tasiers no chão e se levantou. —Querido, você fica confortável e eu vou te dar uma sessão de estilo Victoria's Secret que você não vai esquecer.— disse Ariel com uma curva sedutora nos lábios. Ariel rapidamente pegou suas compras e foi para o banheiro. Ela tomou um banho rápido e tirou algumas das lingeries sedosas que comprou. Pela primeira vez, Ariel ficou feliz por ser cheia de curvas. Mandra parecia gostar de suas curvas, pelo modo como ele estava sempre passando as mãos sobre elas. Ela puxou o vestido azul safira com um decote fundo na frente e nas costas. Não poderia usar um sutiã com este vestido e a costureira nunca tinha ouvido falar de fita dupla face, então teria que ter cuidado com o decote. A cor lembrou-a das escamas de Mandra, por isso ela o escolheu. O vestido abraçou suas curvas sem fazê-la sentir como se estivesse num vestido extra grande. Ela


deslizou sobre os saltos de sete centímetros que combinavam com o vestido. Puxando seu cabelo para cima em um nó torcido, encontrou aquele visual elegante, mas sexy que ela estava procurando. Ela não tinha maquiagem. Olhando no espelho, decidiu que não precisava de nenhuma. Suas bochechas estavam ruborizadas de excitação e seus olhos brilhavam com chamas douradas, acrescentando bastante cor, ela pensou. Respirando fundo, saiu do banheiro. Ariel ficou parada na porta quando viu Mandra. Ele estava deitado sobre as coberturas de sua cama nu e duro. Ela engoliu por cima do nó na garganta e decidiu que de qualquer maneira ele ganhou o desfile de moda por não usar uma única roupa. —Puta merda, você é lindo!— Ariel sussurrou rouca. Seus olhos estavam colados ao enorme pênis de Mandra que estava se movendo para cima e para baixo enquanto observava. O próprio gemido de Mandra encheu o ar quando seus olhos encontraram o decote fundo e o modo como o sedoso vestido azul escuro se agarrou às curvas de sua companheira. Ele teria que matar Zebulon. Ele gostava de seu amigo, mas o pensamento de Zebulon vendo sua companheira naquele vestido era suficiente para enviar seu próprio sangue as alturas. O dragão de Mandra solta um longo, baixo rumor de prazer. — Você leva a sua com você. Quero a minha companheira. Há muito tempo. — Seu dragão roncou olhando para as chamas brilhantes e douradas. Seus olhos se obscureceram ainda mais quando ele viu a língua de Ariel sair para lamber seus lábios. Ele seguiu a ponta rosa minúscula se movendo


lentamente do centro de seu lábio superior por todo o até ela deixá-la mover para trás e para frente ao longo do lábio inferior. Cada golpe de sua língua deixou-lhe com o pau cada vez mais duro até que ele podia sentir o grânulo de pré-gozo na ponta de seu pênis. Ele se virou de onde estava encostado na cabeceira da cama e sentou-se. Se não viesse até ele, iria até ela. Antes que pudesse avançar, deu um passo em direção a ele, seguido por outro e por outro até que estivesse ao lado da cama. Os olhos de Ariel acompanharam o orvalho que se formava na extremidade grossa e arredondada, fascinada. Avançou sem pensar em afundar lentamente ao lado da cama de joelhos entre os seus. Ergueu as mãos para levá-las até suas coxas grossas e musculosas, raspando-as levemente com as unhas enquanto se movia cada vez mais para cima. Ariel soltou um suave suspiro enquanto se inclinava para frente sem se dar conta de que a frente de seu vestido se abria para provocá-lo quando ele a olhou. Um gemido áspero encheu o ar e ela fez uma pausa para olhar para o rosto de Mandra. A respiração dela se encheu do desejo intenso nas linhas tensas enquanto lutava para se manter imóvel sob sua exploração. Ela sorriu enquanto deslizava as mãos para cima. Envolveu uma mão o maximo que pôde em torno de seu pênis enquanto ela moveu a outra para cima sobre seu estômago plano, musculoso. Olhando para baixo novamente, se inclinou um pouco mais e correu a ponta de seu pênis úmido em torno de seus lábios levemente antes que ela abrisse sua boca e deixou seu duro comprimento acariciar sua língua.


—Deuses, Ariel! Você vai me matar.— Mandra disse duramente. —Eu nunca vi uma vista tão bonita antes. O olhar de Ariel cintilou quando colidiu com o olhar quente de Mandra. Seus olhos brilhavam de prazer enquanto começava um ataque sistemático contra ele. Ela queria vê-lo perder seu autocontrole. Ela queria vê-lo estúpido com paixão e necessidade. Ela queria ouvi-lo enquanto ela o levava a lugares que ela podia. Ela bombeou seu pênis ao mesmo tempo em que engoliu mais e mais de seu comprimento até que ela podia senti-lo tocar a parte de trás de sua garganta às vezes. Determinada a fazer desta uma experiência que ele nunca esqueceria, ela inclinou a cabeça e levou-o para diferentes ângulos. Quando ela sentiu o seu orgasmo, ela puxou um pouco para trás antes de trazê-lo para a borda novamente. Ela ouviu o som de rasgar, mas ignorou-o quando sentiu seu próprio corpo responder ao dele. Sua calcinha estava encharcada com seus próprios sucos em resposta a suas ações e palavras murmuradas. Movendo-se para cima e para baixo, ela sentiu o momento em que ele perdeu o controle, seu corpo tremia intensamente antes de sentir suas mãos em seu cabelo segurando sua cabeça ainda enquanto ele rugia. Mandra não podia acreditar quão incrível Ariel parecia e sentiu quando ela se ajoelhou entre suas pernas. Ele não sabia o que ele fez para merecê-la, mas agradeceu aos deuses e deusas por trazê-la para sua vida. O vestido cintilante de safira que usava era a cor exata de suas escamas. Vê-lo nela tirou o fôlego dele enquanto ele roçava sua pele pálida. Vê-la ajoelhada na frente dele com a abertura da frente apenas o suficiente para lhe dar um vislumbre tentador de seus seios cheios foi o suficiente para fazê-lo perder a cabeça. Enquanto ela se movia de um lado para o outro, ele podia ver seu pau desaparecer dentro de


sua boca, enquanto as vistas provocantes de seus mamilos rosados o provocavam para tomá-los, fodê-los, reivindicá-los. Suas mãos agarraram as cobertas de sua cama em uma tentativa desesperada para não enfiá-los através de seu cabelo e segurá-la enquanto ele bombeava seus lábios rosados. Quando ela o trouxe para o precipício, então parou só para trazê-lo lá de novo e de novo, foi mais do que ele poderia aguentar. O tecido delicado que cobria sua cama rasgou quando ele se deslocou o suficiente para cavar suas garras na cama para que ele não a machucasse. Ele sentiu a pressão crescendo profundamente dentro dele. Mandra lutou por controle quando suas bolas puxaram mais apertado e seu corpo começou a tremer quando ele perdeu sua batalha para permanecer no controle. A explosão de fogo enquanto seu orgasmo explodiu através de seu corpo rasgou um rugido áspero dele enquanto ele veio profundamente dentro da boca quente, úmida de sua companheira. A sensação de sua garganta fechando em torno de seu eixo enquanto ela engolia o fez continuar a gozar até que ele sentiu como se ela estavesse puxando sua própria alma de seu corpo. Seu aperto se soltou e ele caiu para trás através da cama, jogando um braço sobre seus olhos e ofegando para o ar. —Pelos deuses, eu morri e renasci. — Mandra sussurrou enquanto ele puxava enormes goles de ar. —Você gosta disso, uh?— Ariel perguntou satisfeita enquanto subia pelo corpo aquecido de seu companheiro. Ela lambeu os lábios enquanto Mandra lentamente movia seu braço até ficar sobre sua cabeça. —Eu gostei, também. — sussurrou enquanto se inclinava sobre ele e pressionava um beijo leve


contra o canto de sua boca antes de puxar para trás para olhar para ele de novo. Mandra sorriu para o rosto corado de sua companheira. Ela pensou que ele estava acabado. Este era apenas o começo. Seu dragão estava determinado a levar sua companheira de uma maneira ou de outra. Mandra sentiu o fogo do dragão crescer a um nível explosivo dentro dele enquanto seu dragão lutava pelo controle. Sua companheira estava prestes a aprender o que significava — brincar com fogo —... fogo de dragão, isso é. Ele ergueu um braço lentamente para escovar uma mecha de cabelos sedosos, brancos e loiros, que haviam desaparecido do nó torcido que ela havia feito. Agarrando seu pescoço, ele a puxou até ele em um movimento lento e deliberado. —Eu não gostei.— Mandra sussurrou contra os lábios de Ariel. —Eu amei. Agora, é a minha vez. Ariel ofegou quando Mandra moveu sua cabeça para correr seus lábios ao longo de sua mandíbula. Assim que alcançou seu pescoço, ele apertou seu aperto sobre ela e a mordeu. Afundou os dentes profundamente dentro dela e ele começou a respirar o fogo do dragão. Os dois se queimaram ao atravessálos, passando de um para o outro em uma onda flamejante de calor e fogo. —Mandra!— Ariel gritou quando seu corpo se enrijeceu em choque com a ferocidade de sua posse e a exigência física de seu corpo. Mandra continuou respirando o fogo do dragão quando seus dedos encontraram o decote fundo de seu vestido. Ele empurrou o material de lado para que ele caisse pela parte externa de seus seios. Ele sentiu que a leve


provocação dela escovando contra seu peito se tornar mais duras com a combinação de esfregar contra o cabelo grosseiro em seu peito e o fogo que queimando através dela explodindo contra sua carne sensível. Seus gritos selvagens enchiam o ar de seus aposentos enquanto lutava contra as ondas de fogo de dragão que a inundavam. Mandra a abraçou impiedosamente. Quando ela lutou para se afastar do desejo intenso tentando dominá-la, ele a enrolou sob seu comprimento duro. Mandra deslizou as mãos para cima dos braços de Ariel batendo e segurou seus pulsos sobre sua cabeça para segurá-la quando ela agarrou-o. Ele lentamente soltou seu pescoço, lambendo a ferida enquanto ela se esticava debaixo dele. Puxando para trás, ele olhou para baixo para sua companheira enquanto ela olhava fixamente com olhos focados nele. Seu cabelo era um selvagem emaranhado de seda emoldurando seu rosto ruborizado. Seus lábios estavam inchados de chupar seu pênis e seus olhos estavam selvagens com o calor do fogo do dragão percorrendo-a. Seus olhos baixaram para olhar as pontas rosadas de seus seios enquanto ela ofegava fazendo com que roçassem ao longo de seu peito. Suas pernas se moveram inquietas enquanto buscava a libertação da crescente e ardente necessidade que atingia um nível insuportável dentro dela. O tecido do vestido de safira escuro contra sua pele pálida fez seu pênis inchar novamente até que ele pudesse enterrar o seu duro eixo profundamente dentro de sua vagina. —Você é minha, mi elila. Por agora e sempre, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para mantê-la segura e feliz.— Mandra prometeu.


Os olhos de Ariel brilharam com lágrimas. — Isso dói, Mandra. Eu preciso de você.— ela sussurrou quebrando como onda após onda de fogo irromper através dela. Mandra deixou uma de suas mãos percorrerem as formas de Ariel até que ele pudesse puxar a bainha de seu vestido o suficiente para arrancar a calcinha que estava usando. —Então você me receberá— prometeu, —uma e outra e outra vez.

Mandra saiu da cama na manhã seguinte e olhou para sua companheira exausta. Sorriu quando ela roncou suavemente. Ele não mentiu quando disse que a tomaria de novo e de novo e de novo. Eles finalmente adormeceram cerca de uma hora atrás. Estava acostumado a não dormir muito, mas tinha aprendido da maneira mais difícil que sua companheira não reagia tão bem se não dormisse o suficiente. Mais de uma vez nas últimas quatro semanas ele tentara acordá-la cedo apenas para apanhar. Ele soube que era muito mais seguro segurá-la quando tentava acordá-la. Ela geralmente socava primeiro, depois acordava... às vezes. Às vezes, ela apenas socava, ele pensou carinhosamente. Ele passou por cima de um pequeno embrulho de pêlo enquanto se encaminhava para a unidade de limpeza com um movimento de cabeça. Os


dois Tasiers ainda estavam soltos. Ele precisava se lembrar de contar a Ariel sobre como eles gostavam de se reproduzir. Imaginou que aqueles dois devem ser do mesmo sexo, uma vez que estavam na mesma gaiola, então não estava muito preocupado. Ele riu quando entrou na sala de limpeza. Ariel ainda se refere a ela como um “banheiro”. Olhou de volta para sua companheira enquanto ela rolava em busca de seu travesseiro para abraçar. Balançando a cabeça, ficou maravilhado com o quanto sua vida havia mudado em poucas semanas. Ele precisava se lavar e encontrar-se com Adalard. Eles estariam viajando até a pequena lua sem nome. Não era nada mais do que uma bola de poeira seca, mas Adalard prometeu-lhe encontrar o contato que deveria saber onde a base de Raffvin estava escondida. Ele franziu a testa quando notou outra pequena bola de peles enrolada no chuveiro olhando para ele. Ele empurrou-o com o pé para tirá-lo e viu como ele pulou para o outro quarto. Provavelmente iria acabar na cama com Ariel, ele pensou com um movimento de cabeça. Tomando banho rapidamente, ele se vestiu silenciosamente para não incomodar sua companheira. Ele caminhou até a cama para lhe dar um beijo. Com certeza, duas bolas peludas estavam aconchegadas contra suas costas. Ele lutou contra uma risada enquanto ele levemente beijou sua bochecha e ela bateu nele com um murmúrio. Sua companheira não gosta das manhãs, seu dragão roncou com um suspiro satisfeito.


Não, ela não gosta, Mandra concordou em diversão enquanto acariciava seus lábios. Ele se endireitou com um suspiro e saiu silenciosamente do quarto. Preferia estar encurralado com sua companheira do que ter que lidar com seu tio. Ele ficaria feliz quando o bastardo estivesse morto. Mandra não viu as outras oito bolas de pêlo rastejarem para fora das cobertas para se juntar aos outros dois enrolados ao lado de sua companheira. Preciosa ergueu a cabeça enquanto os pequenos pacotes saíam das cobertas e bufavam. Não faria nada para desagradar a sua companheira, mesmo que isso significasse proteger sua ninhada de animais de estimação. Com uma sacudida de sua enorme cabeça, Preciosa enrolou-se no final da cama com um suspiro satisfeito.


Capítulo Dezenove Adalard ergueu os olhos quando a porta se abriu e estudou o lendário príncipe guerreiro Valdier quando ele entrou na sala de conferências da ponte. O grande bastardo parecia feliz demais, Adalard pensou em desgosto. Ele teria que perguntar onde ele encontrou sua companheira. A fêmea intrigou Adalard. Talvez ele tivesse que visitar o planeta dela para ver como eram as outras mulheres. —Você teve uma noite satisfatória?— Adalard perguntou com um sorriso de conhecimento esticando a cicatriz em seu rosto. O enorme sorriso de Mandra foi suficiente para responder à sua pergunta. — Você avisou Zebulon do nosso encontro? Adalard riu enquanto assentia. —Alguém já te disse que você é um dragão de sorte?— Adalard perguntou quando Zebulon entrou na sala. Zebulon olhou para o rosto de Mandra e bufou. —Ela usou o vestido de safira? Os olhos de Mandra se estreitaram quando ele olhou para seu segurança. — Lembre-me mais tarde que eu tenho que matá-lo. —Disse que era um assassino.— murmurou Zebulon, descontente, enquanto se aproximava para servir uma bebida quente. —Ela lhe mostrou o branco com a ponta de ouro? Ela tinha que ter certeza de que combinava com a rosa e o ouro em suas escamas.


O som de um grunhido escuro encheu a sala enquanto Mandra se levantava lentamente do assento. Zebulon virou-se e apoiou-se cautelosamente, colocando a bebida de volta para baixo enquanto se movia em torno da enorme mesa de conferência. Talvez ele não devesse mencionar nenhuma das outras coisas que Ariel comprou se ele valorizava sua vida. A risada rouca de Adalard encheu o ar. —Se ele fica com essa raiva de você apenas mencionando as roupas que ela comprou, mal posso esperar para vêlas. Você acha que sua companheira vai usar todas as coisas que ela comprou? Eu não me importaria... —As palavras de Adalard foram cortadas quando ele se viu deitado na mesa de conferência com um guerreiro Valdier muito chateado lutando pelo controle de seu dragão. —Ou talvez não.— murmurou ele. —Definitivamente não!— Mandra rosnou para fora tentando obter o controle de seu dragão. Seus olhos brilharam para Zebulon que tinha pegado sua bebida novamente e estava tentando fazer seu caminho para o outro lado da mesa. —Ela é minha! —Nós dois concordamos.— Zebulon disse acenando para Adalard. —Eu não acho que matar um príncipe Curizan é uma boa idéia. Talvez possamos nos concentrar em encontrar e matar seu tio. Mandra liberou Adalard que sorriu por cima do ombro em Zebulon. Nenhum dos dois estava preocupado que Mandra realmente os matasse, mas isso não significava que eles não poderiam provocar o príncipe normalmente rígido e


sem emoções conhecido por se manter a um padrão mais alto. Parece que ele perdia todo controle quando se tratava de sua companheira deliciosa. —Você disse que esse mercenário que você conhece pode nos dizer onde Raffvin

tem

sua

base de operações?—

Mandra

disse respirando

profundamente. —Ele é realmente um almirante em nossas forças armadas. Bahadur tem agido como um mercenário sobre contrato. Ele fez inúmeras viagens à base entregando armas a Raffvin nos últimos meses. Não foi fácil. Raffvin não confiava nele. Bahadur tem uma maneira de fazer alguém desconfortável em torno dele. Essa foi uma das razões pelas quais o escolhemos. Ele nem sempre segue ordens.— Adalard disse trazendo um holovid da base de Raffvin. —Por que ele não nos dá a informação e nós podemos assumir a partir daí?— Mandra perguntou sentando com sua própria bebida na mesa para estudar o holovid na frente dele. —Raffvin tem sua nova arma como você mencionou. Ele também tem uma segurança

criada para que seja avisado com antecedência de qualquer

aproximação de naves espaciais de qualquer tipo. Ele muda a senha a cada setenta e duas horas.— Adalard respondeu inclinando-se para frente para apontar diferentes satélites estacionados ao redor do planeta que Raffvin tinha convertido em uma base. —Bahadur sabe como passar por eles. —Ele sabe alguma coisa sobre a arma que meu tio desenvolveu?— Mandra perguntou calmamente.


O pensamento de seu tio ter uma arma poderosa o suficiente para destruir um simbiose era algo muito preocupante. Ninguém, inclusive os Valdier, realmente sabia exatamente quão poderosos eram suas simbioses. As criaturas eram suaves, a menos que provocadas para proteger aqueles a que tinham se conectado. Mandra podia sentir a dor que ressoava de sua simbiose quando aqueles dos guardas foram destruídos, mesmo da distância que os separava. —Bahadur irá dizer o que ele acredita que é quando nos encontramos com ele.— Adalard explicou a mudança do holovídeo para a lua que estavam orbitando. —Vamos nós encontrar aqui. Mandra olhou para o mapa no holovid e notou Adalard estava apontando para uma série de cavernas em uma das poucas áreas rochosas. Ele sabia que a temperatura da lua poderia atingir temperaturas quentes o suficiente para matar qualquer coisa deixada nele por mais de algumas horas. As cavernas que alinham a pequena cordilheira proporcionavam uma área natural para se abrigar do calor sufocante. —Seremos nós três... — começou Zebulon. —E eu.— acrescentou uma voz quando a porta se abriu. Os três homens se voltaram para olhar para Ariel, que estava de pé na porta da sala de conferências. Ela estava usando um top curto, rosa quente que dizia “Morda-me, eu sou um dragão” na frente dele em cristais minúsculos, um par de calças baixas e sem sapatos. Seu cabelo era uma onda sedosa de branco com reflexos dourados fluindo até sua cintura. Seus olhos castanhos ainda seguravam o olhar sonolento como se não estivesse completamente acordada.


Esse olhar foi confirmado quando ela bocejou antes de dar a seu companheiro um sorriso pequeno e sexy. Mandra se levantou e se moveu em torno da mesa em sua direção. —O que você está fazendo acordada? Eu esperava que você dormisse a metade do dia.— ele disse bruscamente. Ariel riu e balançou a cabeça. —Os pequeninos estavam com fome. Deixei-os desfrutar de um prato abundante de frutas frescas.— ela disse antes de se inclinar sobre ele e sussurrando: —Meu dragão quer sair. Ela está me perturbando. Ela não devia ter sussurrado tão silenciosamente como ela pensou pelo riso abafado de Zebulon e Adalard. Ela olhou em volta de Mandra com um franzido brincalhão em seu rosto. Seus olhos se arregalaram quando ela viu os copos sobre a mesa. —Você tem café?— Ariel perguntou esperançosa. —Por favor, me diga que você tem café e eu vou te amar para sempre e sempre! Mandra rosnou quando Ariel se moveu ao redor dele. Ele envolveu seu braço em torno de sua cintura puxando-a possessivamente mais perto quando lançou um olhar de advertência para ambos os homens. Ele conseguiria o que ela queria. —Vou lhe preparar um café.— murmurou Mandra, sentando Ariel ao lado de sua cadeira. —A pequena companheira de Trelon enviou para o nosso sistema antes de sairmos.


—Cara é a coisa mais maravilhosa do universo e tem minha devoção eterna pelo resto da minha vida!— Ariel gemeu enquanto ela cheirou a bebida que Mandra lhe entregou. —Ai meu Deus! Isso é o céu. Afinal, talvez eu não tenha que matar ninguém hoje. Adalard riu. —Estou ansioso para conhecer sua amigazinha. Mandra sacudiu a cabeça. —Não, você não está. Ela nunca dorme, nunca para e está sempre vasculhando em tudo. Ela levou Trelon até o limite de seu controle. —E ele a ama e a aceita por quem e o que ela é.— Ariel resmungou em advertência. —Ele precisa domesticá-la antes que ela dê à luz.— Mandra disse arrogantemente olhando para Ariel em advertência. Ariel sentou-se e olhou fixamente para Mandra. —E o que exatamente isso deveria significar?— Ela perguntou em uma voz enganosamente calma. —Ela precisa aprender a obedecer a Trelon e fazer o que lhe dizem para fazer. É por sua segurança e por seus filhotes. Não é correto que ponha em perigo a sua vida ou a da sua prole. Ela precisa descansar e ouvir o que lhe dizem.— Mandra explicou calmamente sem entender o olhar escurecido no rosto de sua companheira.


Ariel ficou em silêncio durante o resto da conversa. Mandra finalmente concordou em levar Ariel com ele quando ela disse que poderia sempre esperimentar algumas de suas roupas novas. Ela imaginou que podia ver o que os caras na sala de treinamento pensavam delas. Ele poderia se transformar em um negócio paralelo para ela de volta em Valdier. Mandra tinha-lhe proibido de desfilar qualquer coisa sem sua aprovação primeiramente. Um olhar para o rosto determinado de sua companheira e ele sabia que ela faria isso de qualquer maneira. Ela estava chateada com ele por alguma coisa e ele não teve tempo de descobrir o que era. Com um comando afiado a Zebulon para se certificar de que o ônibus estava pronto, ele e Adalard foram examinar as armas de que precisariam enquanto Ariel ia pegar suas botas. —Aprenda a obedecer, minha bunda!— Ariel rosnou enquanto ela entrava furiosamente em seus aposentos. Ela estava tão chateada com a atitude chauvinista de Mandra que ela não notou todas as pequenas bolas de peles no início. Eles estavam se movendo para dentro e para fora através do respiradouro sob a mesa de jantar, correndo para a frente e para trás em torno do sofá na sala de estar, e pulando fora de seus quartos de dormir. Ela parou de colocar as botas para olhar ao redor com uma carranca.


De onde vieram todas as pequenas bolas de pelos? Ela se perguntou vagamente balançando a cabeça antes de dar de ombros. Talvez alguém tivesse alguns a bordo e eles soubessem que ela cuidaria deles. Ariel acariciou uma dúzia ou mais das pequenas criaturas enquanto elas pulavam, curiosas para ver o que ela estava fazendo. Ela riu quando um casal tocou nas botas. Ela adorava vê-los enquanto rolavam pelo chão. —Vocês estão se divertindo muito. De onde vieram seus amigos? Você sabe que Mandra não vai estar feliz se ele vê todos vocês aqui, não é?— Ariel riu afetuosamente antes de colocar duas das criaturas peludas para baixo. —Eu tenho que ir. Sejam bons e não entrem em nada. Teria de se lembrar de perguntar a Mandra se sabia de onde vinham os outros. Talvez ele quisesse surpreendê-la. Ariel não viu as dezenas de pequenas criaturas correndo pelas aberturas ou fugindo para o corredor enquanto se virava para pegar sua jaqueta no último minuto.


Capítulo Vinte A viagem até a lua sem nome ocorreu sem imprevistos. Ariel ainda estava brava com Mandra por seu comentário “faça como eu disse”, então ela ignorou sua enorme bunda. Concentrou-se na brincadeira entre Zebulon e Adalard. Adalard era bonito de um modo sombrio e perigoso. Ela tentou pensar qual de suas amigas em casa seria uma boa combinação para ele. Estava prestes a desistir quando descobriu. —Samara!— Ariel exclamou. Mandra, Zebulon e Adalard pararam de falar e olharam estranho para Ariel. —O quê?— Mandra perguntou. Ariel riu e balançou a cabeça. — Não o que... quem. Samara Stephens.— ela respondeu perplexa olhando para Adalard com um brilho nos olhos. —Eu estava tentando pensar qual das minhas amigas seria a mais adequada para você, Adalard. Estava prestes a desistir quando pensei em Samara.— Ariel estudou Adalard por um momento antes de balançar a cabeça novamente. — Talvez não, ela te comeria e te cuspiria. Os olhos de Adalard brilharam diante do insulto de que uma mulher poderia fazer tal coisa. Ele estava prestes a estalar um comentário ácido quando Zebulon olhou por cima do ombro com um sorriso. Adalard lançou a Zebulon um olhar desagradável para sua risada divertida. —Qual você acha que seria bom para mim?— Zebulon perguntou brincando.


Ariel estudou Zebulon por um momento antes de seus lábios curvados em um sorriso de conhecimento. —Annalisa Hollins. Isso é se você pudesse pegá-la antes que ela o matasse. Ela não estava se sentindo muito amigável com os homens quando eu saí. Eu realmente não posso culpá-la. Se alguns caras tivessem tentado me matar, também não iria gostar deles. Zebulon enrijeceu de raiva. —O que você quer dizer com 'tentou matá-la'? Por que um homem queria matar sua amiga? —Ela é, ou melhor, era, uma detetive em Miami. Isso é semelhante a ser chefe de segurança de certa forma. Ela tinha um caso muito difícil que estava trabalhando há cerca de um ano. Enfim, finalmente foi capaz de resolvê-lo. O problema era o cara mau era o filho de um homem realmente rico. O pai deu um golpe nela enquanto o filho pensava que ele poderia usar uma abordagem mais pessoal para silenciá-la. Ela acabou matando o filho quando ele tentou sequestrá-la. O pai foi finalmente enviado para a prisão, mas Annalisa teve que entrar em um programa de proteção de testemunhas por um tempo porque papai ainda estava chateado com ela por matar seu filho sem valor.— explicou Ariel. —Eu posso dizer a vocês isto desde que a probabilidade de vocês a encontrarem ou irem para a Terra é provavelmente nula. Ela está trabalhando como deputada em minha cidade natal de Casper Mountain, Wyoming. Zebulon não se virou nem fez mais perguntas. Ariel imaginou que os caras a ignorariam novamente. Ela ficou surpresa quando Adalard de repente se virou para ela com uma expressão curiosa em seu rosto. —Por que você acha que este Samara me comeria e me cuspiria fora?— Adalard perguntou.


Ariel sacudiu a cabeça. —Ela tem cinco irmãos mais velhos quase tão grandes quanto você. Ela é uma coisa pequena, mas mais assustadora do que um cão faminto com um osso. Todos os caras tem medo dela. Ela trabalha para o pai de Trisha. Lida com todos os cavalos para ele. Eu só pensei que se alguém pudesse lidar com ela, poderia ser você. Não poderia intimidar você, pelo menos não facilmente. —Bem, talvez eu vá encontrar este Samara e mostrar a ela que eu não sou um homem que ela possa assustar!— Adalard disse com um sorriso. —Talvez.— Ariel respondeu com um olhar inseguro em seu rosto. —Eu estou dizendo, ela tomou homens maiores do que você e colocou suas bundas na miséria. —Estamos quase nas montanhas.— disse Zebulon de repente. —Há uma tempestade de areia se aproximando e os ventos estão fortes. Certifique-se de que você amarrou bem as correias. Mandra se moveu para sentar no assento ao lado de Ariel enquanto Preciosa se moveu para se deitar a seus pés. Pequenos fios de ouro enrolado em ambos os lados dela quase como um tipo de rede. Ariel deu uma risadinha quando alguns dos fios se moveram sobre sua barriga nua fazendo-lhe cócegas. —Eu não acho que vai ficar tão ruim!— Ela sussurrou afetuosamente. O calor a encheu quando os fios se apertaram ligeiramente quando o ônibus se sacudiu. —Por que não nos limitamos a descer?— Ariel chamou Mandra acima do rugido do ônibus espacial e do vento.


—A lua tem um minério natural que interfere com o feixe tornando-o instável.— Mandra respondeu enquanto apertava os dentes e puxava protetoramente Ariel para mais perto de seu corpo. —As tempestades também surgem inesperadamente. Se fôssemos entrar, estaríamos mortos em segundos depois que as areias estivessem sobre nós. Ariel não disse mais nada. Ela estava grata pelo apoio caloroso do corpo de Mandra e Preciosa quando o ônibus se sacudiu contra o tempo feroz batendoo. Ela poderia estar brava com ele, mas não era uma idiota, sabia quando escolher uma batalha. Agora, ela estava mais do que feliz em confiar em sua força e proteção.

Tinham de esperar que a tempestade passasse antes que pudessem desembarcar do ônibus. Eles pousaram ao pé de uma estreita linha de montanhas. Ariel levantou-se para usar o banheiro deixando os homens para terminar de discutir seus planos para atacar a base de Raffvin. Seu dragão estava ficando impaciente para sair. — O que há de errado com você?— Ariel perguntou impacientemente enquanto ela escovava o cabelo comprido e trançava. — Quero voar. Quero tocar meu companheiro. — Seu dragão resmungou.


— Quero tocá-lo também. Eu vou deixar você fazer isso, logo que seja seguro. Eu adoro voar com você. — Ariel sussurrou gentilmente. Ela terminou a trança e voltou para onde os homens estavam sentados perto da frente do ônibus. Ariel parou quando se aproximou da frente olhando para o ônibus espacial na tempestade diminuindo e sacudiu a cabeça. Sua vida tinha mudado tanto em tão pouco tempo. Ela mal pensava em sua velha vida. Se ela parasse para pensar, a única coisa que ela poderia dizer honestamente que perdeu foi o pai de Trisha. Paul Grove era como um segundo pai para ela. Ele tinha estado ali para ela e Carmen toda a vida, especialmente depois que seus próprios pais foram mortos. Talvez ela pudesse falar com Mandra sobre o retorno à Terra para pegá-lo. Ela sabia que Trisha nunca seria feliz sem seu pai por perto. Ariel empurrou de surpresa quando ela sentiu a mão em seu queixo. — O que é, mi elila? —Eu estava pensando sobre o quanto minha vida mudou em tão pouco tempo.— ela respondeu olhando para o rosto preocupado de Mandra. —Espero que tenha sido para o bem. Eu te amo, minha pequena guerreira.— Mandra disse ternamente roçando um beijo ao longo de seus lábios. —Eu também te amo.— respondeu Ariel. —Mesmo você me deixando louca às vezes. Mandra levantou uma sobrancelha em questão. —Você normalmente me avisa quando eu faço algo que te desagrada. Tenho a sensação de que vou ser muito bom nisso.— ele murmurou com um sorriso.


—Sim, você será.— brincou Ariel enquanto lhe enlaçava os braços ao redor do pescoço e apertava um beijo duro nos lábios de fome. —Meu dragão quer seu companheiro. Um estrondo escapou de Mandra surpreendendo ambos quando seu dragão respondeu a suas palavras suavemente faladas. Os dois riram. Parece que seu dragão não era o único impaciente para ir brincar. —Depois que nos encontrarmos com o homem de Adalard, iremos voar.— Mandra prometeu. —Vocês estão com dois dragões amorosos prontos para ir ou devo dizer ao seu tio que você estava muito ocupado para ir atrás dele?— Adalard disse encostado à entrada que levava à frente do ônibus. —Tenho certeza de que Zebulon, Bahadur e eu podemos lidar com isso. Mandra lançou um olhar sombrio sobre seu ombro diante da intrusão. — Lembre-me de chutar sua bunda quando isso for concluído.— ele rosnou. Adalard riu. —Como se você pudesse, príncipe dragão. Os Curizans não são facilmente derrotados como você descobriu durante a Grande Guerra. —Você tem sorte de que meu irmão considere tanto a você, príncipe de Curizan.— Mandra respondeu com uma ligeira curva de seus lábios para tirar a acidez de suas palavras —Eu odiaria dizer a ele que eu tive que dar um mordida em você para colocá-lo em seu lugar. —Tudo bem, crianças.— Ariel disse com uma risada. —Vamos ser legais. Eu quero esticar minhas asas.


Adalard apareceu ao lado de Ariel. Ele pegou a mão dela, ignorando o rosnado escuro de seu companheiro ao seu toque. Levantando a mão aos lábios, viroua no último minuto e apertou um beijo em seu pulso. —Qualquer coisa para você, minha senhora.— disse Adalard com uma risada enquanto se afastava rapidamente do alcance de Mandra. Zebulon apareceu atrás deles, balançando a cabeça. —Adalard, você está irritando Mandra novamente? Um dia desses, ele realmente vai dar uma mordida em você. —Talvez, mas não hoje.— Adalard disse enquanto pressionava a porta para o ônibus. —Hoje, planejamos nosso ataque a seu tio. Ariel observou enquanto Adalard puxava uma tábua estreita de seu quadril. Com um movimento de seu pulso, a tábua se expandiu e ele pulou sobre ela com um sorriso zombateiro. Sua boca se abriu quando ele se inclinou para frente e saiu pela areia a uma velocidade rápida. Era algum tipo de hoverboard. Parecia um skate sem as rodas. —Curizans e seus brinquedos.— Zebulon murmurou antes de saltar fora do ônibus mudando em seu dragão e acelerando depois de Adalard. —Vocês têm as coisas mais legais.— Ariel murmurou enquanto se movia em direção à porta. —Mas não significa nada sem você.— disse Mandra, apertando um beijo na testa com um suspiro de prazer. —Mude e espere por mim. Vou me certificar de que o ônibus esteja seguro antes de me juntar a você.


Ariel assentiu de prazer enquanto deixava seu dragão ter sua liberdade. Ainda estava um pouco hesitante sobre a mudança, mas estava ganhando mais confiança. Ela sentiu o formigamento e o movimento ao longo de sua pele antes que o mundo se inclinasse ligeiramente e pudesse ver tudo em detalhes nítidos. Levantou-se da areia quente apreciando a sensação de esticar as asas. O calor da lua era maravilhoso contra suas escamas e ela voou para cima girando quando a alegria de ser livre varreu através dela. Seu dragão tossiu enquanto gritava sua felicidade para seu companheiro. Dentro de instantes, sua tosse foi respondida por uma mais profunda como seu companheiro se juntou a ela. Preciosa observou da areia antes de mudar para formar uma armadura sobre os dois companheiros. Armadura pesada revestiu Mandra enquanto uma armadura mais leve se formou sobre o dragão mais delicado de Ariel. Ariel sacudiu a cabeça ante a estranha sensação de ter algo na cabeça, mas Precioso não se moveu. Uma onda de calor fluía através dela para deixá-la saber que era para sua proteção. — Venha, pequena companheira. Quanto mais cedo terminarmos nossa reunião, mais cedo poderei ter você para mim por um tempo. — Mandra sussurrou em fala de dragão. — Mesmo a secura do planeta é linda a seu modo. — disse Ariel olhando para o terreno desolado. Era verdade, pensou Ariel. Através dos olhos de seu dragão ela podia ver o brilho das diferentes cores na areia. Era como se pequenos brilhos de luz fossem capturados nos grãos. Enquanto voavam em direção ao terreno rochoso, ela viu o mesmo brilho na pedra escura. Deslizaram ao longo das areias. Às vezes, Mandra deixava suas garras mergulharem e fazerem padrões


nos grãos macios. Ariel riu ao vê-lo brincar. Ela sabia que ele estava voando mais devagar do que normalmente faria, para que pudesse ter um pouco mais de tempo em sua forma de dragão. Foram as pequenas coisas que ele fez que a fizeram amá-lo tanto. Sim, ele poderia ser um pé no saco às vezes, mas mais do que compensou com a sua ternura e consideração. Deixou seus olhos percorrerem o brilhante corpo de safira e prata de seu dragão e não pôde deixar de sentir o estremecimento percorrê-la ao pensar que ele pertencia a ela e ela a ele. Ela não tinha a mesma sensação de desconforto que tinha quando estava com Eric. A sensação de nunca ser bom o suficiente ou medo de fazer algo errado. Se ela ficava brava com ele, ele queria saber por que e trabalhar com ela. — Companheiro é bom para você. — seu dragão respondeu. — Você não pensa em outro homem. Ele é mau. — Sim, ele era mau para mim. — Ariel concordou. — Companheiro matar por te magoar. — disse o dragão alegremente. — Não! Não, meu companheiro não o mata. Eric está longe e nunca mais pode me machucar. — disse Ariel com firmeza. — Não importa. Nossos companheiros decidiram. — disse o dragão com um suspiro. —Eu gosto da cauda do meu companheiro. É grande como o resto dele. — Você é uma coisinha. — Ariel riu quando se viu admirando a grande cauda balançando para frente e para trás na frente dela. — Mas você está certa. Ele tem uma boa cauda ali.


Mandra olhou por cima do ombro enquanto ouvia sua companheira ronronar. Seu dragão emitiu um grande rugido em resposta. Ele desacelerou o suficiente para ela alcançá-lo. Adorava como a luz refletia suas escamas de rosa e ouro. Isso fez com que ele e seu dragão ficassem duros ao pensar em tomá-la por trás. Queria agarrá-la firmemente sob ele enquanto a empurrava o mais longe que podia. Seu dragão emitiu outro rugido alto enquanto Mandra lutou por controle suficiente para esperar até que a reunião fosse concluída. — Quero foder agora! — Seu dragão rosnou. — Eu a quero também, mas devemos ficar focados por um pouco mais. Então, eu prometo que você pode foder sua companheira o tempo que quiser. — Mandra jurou enquanto observava sua companheira mergulhar cima e para baixo sobre algumas das rochas. Talvez possamos ficar na lua durante a noite. — Sim, fique! — Seu dragão ofegou enquanto observava sua companheira balançar a cauda para um lado, de modo que ele vislumbrou sua estreita fenda. Mandra riu enquanto seu dragão babava sobre sua companheira esplêndida. Ele sabia exatamente como era querer tanto sua companheira que doia. Precisaria dar tempo ao seu dragão com sua companheira ou ele poderia se tornar muito perigoso. Acima e adiante há uma caverna. Isso é onde nós estamos encontrando os outros, Mandra chamou a sua companheira quando ele surgiu à frente dela para se certificar que era seguro. — Espere até eu chamar por você antes de entrar. Eu quero ter certeza que é seguro.


— Certo. — Ariel gritou não se importando, pois lhe dava mais tempo antes de ter que voltar. Ela ainda estava trêmula da transformação entre seu eu de duas pernas e seu dragão. Ela observou enquanto Mandra voava à frente dela e desapareceu dentro da estreita entrada. Estava nervosa por ser incapaz de se encaixar. Sacudindo a cabeça diante de seus pensamentos desajeitados, ela riu. Se Mandra conseguiu passar seu grande dragão através da abertura, sabia que sua forma menor caberia sem problema. — É seguro. Venha até mim. — Mandra gritou. Ariel girou em uma graciosa curva e entrou. Parou no último momento antes de dobrar as asas e tocar a borda irregular da caverna. Ela balançou antes que encontrasse seu pé e lentamente se mudou para a caverna mais fria. Levantou a cabeça para olhar em volta dela curiosamente quando entrou. A caverna era grande e significativamente mais fria do que a temperatura exterior. Um arrepio percorreu sua forma delicada enquanto se dirigia para Adalard e Zebulon que estavam mais adiante. As paredes brilharam com as mesmas luzes cintilantes que se refletiam nas areias. Ariel sentiu uma mão suavemente escovar seu lado. Pensando que era Mandra, ela virou a cabeça em direção a ela. Ela inclinou a cabeça, surpresa, quando viu que pertencia a um homem que nunca tinha visto antes. Seus olhos frios e profundamente violetas a encararam com uma intensidade que a surpreendeu. Ela voltou para sua forma de duas pernas e se encontrou em seus braços fortes. —Deixe-a ir!— Um grunhido feroz ecoou através da caverna.


Ariel tentou endireitar-se, mas descobriu que suas pernas ainda tremiam. — Ainda não. — veio a resposta rouca. Sua cabeça girou de volta até o rosto que estava dobrado perto dela. O homem que a segurava se aproximou e respirou profundamente. Ela viu como seus olhos escureciam de desejo. —Linda. — ele murmurou. Ariel levantou a sobrancelha, divertida. —Vai ser doloroso se você não me deixar ir. Se você não acredita em mim, apenas pergunte a Mandra. Bahadur deixou escapar uma risada rouca diante da resposta animada. —Acho que vale a pena. Mandra puxou Ariel para fora dos braços de Bahadur e para dentro dele com um grunhido perigoso. —Ela é minha!— Ele rosnou em uma voz escura e mortal. Bahadur deixou seus olhos se moverem lentamente pela forma curvilínea de Ariel. Ele encolheu os ombros com indiferença, como se não estivesse nem um pouco preocupado em mijar no enorme príncipe dragão. Ele deu um passo para trás e inclinou a cabeça para Ariel. —Minhas desculpas, linda moça.— Bahadur murmurou antes de se virar para Mandra, que estava olhando para ele. —Eu não queria que ela caísse e ela pareceu um pouco instável por um momento.— Bahadur respondeu não soando nem um pouco arrependido.


Mandra puxou Ariel para mais perto. Uma fúria fria o invadiu diante do desafio na voz do almirante Curizan. Ele queria Ariel e ele não hesitaria em tomá-la. Mandra olhou para trás, recusando-se a recuar após o insulto do outro guerreiro. —Ela é minha. Vou matar qualquer um que tente tirá-la de mim.— Mandra disse em uma voz calma e fria. —Tenho certeza de que ela vale o risco.— respondeu Bahadur enquanto lançava um olhar possessivo sobre Ariel. Ariel olhou de um homem para o outro. Os homens eram os mesmos não importa onde no fodido universo que você estava? Ela se perguntou ao ver o que estava acontecendo. Ela não tinha tido que lidar com um concurso de mijar desde a faculdade. Eles estavam praticamente no meio de uma guerra e estes dois queriam decidir quem iria mantê-la como um par de cães de caça lutando por um osso. Ariel nem sequer pensou, ela deu um passo à frente e trocou o enorme macho Curizan na cabeça antes de virar e fazer o mesmo com Mandra. —Pare com isso!— Ela grunhiu em irritação. —Eu não farei parte da competição de mijo de qualquer homem. Se você não pode se comportar, vá sentar-se no canto até que você aprenda algum autocontrole. Eu não pertenço a nenhum homem... estrangeiro... o que quer que você se chame, entendeu? Ambos os homens esfregaram o lado de suas cabeças onde os golpeou. Eles resistiram ao riso enquanto ela os olhava com as mãos nos quadris e um pé batendo como se fossem dois rapazes mal comportados. Adalard e Zebulon


não se incomodaram em esconder sua alegria enquanto observavam o intercâmbio entre Ariel e os dois homens que estavam prontos para lutar por ela. —Ela é sempre assim?— Bahadur perguntou com uma risada assustada. Mandra olhou para o fogo nos olhos de sua companheira e fez uma careta. — Ela pode ser muito pior. Ariel revirou os grandes olhos castanhos e sacudiu a cabeça. —Você ainda está se queixando por eu te nocautear? Bahadur lançou um olhar atônito para Mandra que franziu o cenho para Ariel. —Você me bateu na cabeça com um plantador.— ele murmurou. Ariel olhou para Bahadur com um sorriso divertido. —Eu também chutei ele nas bolas e quebrei seu nariz. —Não se esqueça que você também me chutou na mandíbula.— Mandra acrescentou enquanto a segurava pela cintura, puxava-a contra seu peito e apertava um profundo beijo contra a marca do dragão em seu pescoço. —Mas eu dominei você. Ariel deu-lhe um cotovelo no estômago. —Em seus sonhos.— ela sussurrou. Adalard pediu que ele e Bahadur viessem até o equipamento que Zebulon tinha terminado de montar. Ariel se afastou com um movimento de sua cabeça e um sorriso sedutor dirigido a seu companheiro. Ela decidiu que iria explorar a caverna enquanto os homens falavam. Mandra moveu-se para bloquear a visão de Bahadur sobre Ariel. Ele notou o olhar especulativo nos


olhos de Bahadur enquanto ele e sua companheira provocavam um ao outro. Quando o almirante Curizan olhou para ele em questão, Mandra sacudiu a cabeça em advertência. Ele quis dizer o que ele disse ...mataria qualquer um que tentasse tirar Ariel dele.


Capítulo Vinte Um — Vamos Preciosa. Você pode me fazer companhia enquanto os caras estão falando.— Ariel gritou enquanto se movia para olhar mais de perto as paredes que estavam brilhando. Preciosa transformou-se em uma criatura grande e dourada, que parecia ser parte leão e parte cabra da montanha. Ariel olhou para a criatura dourada novamente. Bom, talvez, ela pensou balançando a cabeça. Às vezes, simplesmente não conseguia descobrir em que forma a simbiose dourada decidia se transformar. Era como se Darwin fizesse um sorteio, mas com todos os pedaços de DNA misturados nas formas mais ínfimas, antes de escolher um. Ariel esticou os dedos para que pudessem escovar-se ao longo de sua superfície lisa desfrutando do calor que se espalhava por seu toque. —Eu também te amo. Voltaram para a grande caverna. Ela não precisava se preocupar em não ser capaz de ver. Entre a luz dos minúsculos cristais brilhantes nas pedras e Preciosa brilhando para ela, ela podia ver muito bem. A caverna se estreitou em direção ao fundo e uma passagem menor se abriu. Ariel franziu o cenho enquanto passava as mãos pela abertura. Era suave, quase como se tivesse sido esculpida por alguém. Ela andou ao longo da passagem girando periodicamente para ter certeza de que sabia onde estava para que não se perdesse. Ariel decidiu que poderia ser


inteligente para marcar o caminho que ela estava indo. Ela manteve a mão direita na parede. A cada vinte pés, ela usava a borda de uma rocha para marcar um número contando para que ela soubesse o quão longe ela estava da entrada. Ariel franziu o cenho quando chegou a uma bifurcação no corredor. Ela fez uni-duni-te em sua cabeça e escolheu o corredor esquerdo. Ela andou várias centenas de metros antes que chegasse a um declive. Preciosa olhou para ela e bufou de desconforto. —Qual é o problema? Há algo lá embaixo?— Ariel perguntou de repente como se ela tivesse ido um pouco mais longe do que deveria. — Talvez devêssemos voltar— murmurou virando-se para voltar seus passos. Preciosa virou-se e avançou à frente dela, ansiosa por voltar para os homens. Ariel deu um passo adiante e foi jogada para trás com força suficiente para cair em sua bunda. Ela olhou fixamente para Preciosa que se virou para olhar, intrigada. —Preciosa?— Ariel disse com um tremor em sua voz. Ariel levantou-se. Colocando as mãos na frente dela, ela caminhou para frente novamente só para encontrar-se presa por uma parede invisível. Ela moveu suas mãos freneticamente sobre ela. Ariel não podia sentir nada, mas algo estava bloqueando-a de seguir Preciosa de volta para a caverna onde os homens estavam. Ariel começou a respirar mais rápido quando se movia sistematicamente do topo da parede de rocha, ao longo dos lados, até o chão arenoso e de volta para cima novamente.


—Preciosa, pegue Mandra. Vá buscar a Mandra agora!— Ariel gritou por cima do nó na garganta. —Vá, vá depressa! Preciosa rosnou e bateu no campo de força. A luz cintilou onde a enorme criatura dourada batia, mas logo desapareceu. Preciosa bateu no escudo uma e outra vez, mas não conseguiu atravessar. —Preciosa, eu preciso que você vá buscar Mandra. Por favor... Vá buscar ajuda! —Ariel gritou desesperadamente. Preciosa grunhiu de novo e sacudiu a enorme cabeça com raiva. Sua companheira estava em perigo. Não a deixaria. Preciosa transformou-se em um animal após o outro e tentou novamente e novamente quebrar o campo de força. Cada vez que ela o atingia, a energia no campo de força parecia crescer mais forte, e a parede começou a brilhar. —Pare, Preciosa. Você está piorando. Por favor, vá buscar Mandra.— Ariel soluçou em frustração. —Vá, precisamos dele. Preciosa sacudiu-se com raiva antes de se virar e correr pela passagem estreita. Ariel afundou no chão arenoso na frente do campo de força brilhante, tentando se fazer o menor possível. Ela ficou assim por vários minutos antes de um arrepio percorrer sua espinha deixando-a saber que ela não estava mais sozinha. Ela se levantou e se virou lentamente em direção à passagem escura. Seu coração trovejou e sua respiração se transformou em suspiros quando ela viu os olhos gêmeos vermelhos brilhando se movendo pelo corredor estreito em direção a ela. Se moveu para uma postura defensiva sabendo que não tinha para onde ir. Paredes de rocha sólida estavam em ambos os lados dela e o


campo de força impediu-a de se mover para trás. Seus olhos se arregalaram quando a forma se aproximou. Abriu a boca e gritou quando sentiu a dor explodir por ela por um breve instante antes que tudo escurecesse.

Mandra olhou para o holovid que Bahadur estava mostrando-lhes. Seu tio era um bastardo de sangue frio, mas ele era um bastardo de sangue frio brilhante. Ele tinha coberto bem sua trilha. O plano de Raffvin contra sua própria família destruiu tudo o que eles consideravam. Um guerreiro Valdier honrava como um escudo quem ele era. Seu tio não tinha honra. Ele matou seu próprio irmão, tentou matar seus sobrinhos, e procurou uma maneira de controlar a sua rainha simbiótica. Ele faria o que fosse necessário para ganhar poder, mesmo iniciando uma guerra que seria devastadora para o seu próprio mundo. Bahadur explicou que Raffvin assumira um planeta primitivo nos arredores do sistema de estrelas de Curizan. Ele trabalhou com Ben'qumain na época para assumir o controle do pequeno e escassamente povoado mundo. Como estava muito longe das vias de viajem normais, mas perto o suficiente dos portões de salto, ele decidiu que seria o lugar perfeito para planejar seus ataques. O planeta tinha uma defesa natural contra grandes invasões. Um pequeno campo de asteróides o rodeava. Mandra amaldiçoou ao perceber a dificuldade de trazer um esquadrão cheio de naves de guerra para perto. Seria quase


impossível para as naves maiores fazerem isto sem alertar Raffvin sobre sua presença ou receber dano dos asteróides. Mesmo com seus escudos, seria preciso pagar um preço. Gastariam um imenso poder redirecionado seus escudos para proteger as naves de guerra. Isso diminuiria o poder que precisariam para suas armas. —O que você sabe sobre a arma que Raffvin tem?— Mandra perguntou olhando para Bahadur. —Só o que eu ouvi e reconstituí. Ele não diz nada sobre isso.— Bahadur respondeu se endireitando. Ele olhou para Adalard que acenou para ele. — Eu acredito que é a sua simbiose. Ambos Mandra e Zebulon empurraram para trás, surpresos. —Isso é impossível! Uma simbiose nunca atacaria um dos seus próprios e muito menos o destruiria. A dor sentida quando as simbioses dos guardas foram destruídos em Valdier ressoou através de todos nós.— Zebulon disse com espanto. Bahadur assentiu com a cabeça. —Eu não acreditei até que eu peguei um vislumbre dele. Sua simbiose já não é dourada como a sua. É tão preta quanto seus olhos. De alguma forma, sua essência a contaminou. Isso tudo é especulação, mas do que eu tenho visto e ouvido se encaixa. A energia negativa de sua simbiose é forte o suficiente para destruir a energia positiva das outras. Mandra ficou em silêncio quando sua mente passou pela possibilidade do que Bahadur disse. Raffvin era de sangue real. Sua essência era incrivelmente poderosa, assim como todos os descendentes reais. Sua simbiose seria


igualmente poderosa. Se sua simbiose não pudesse voltar à rainha, seria dependente de Raffvin para sua existência continuada. A loucura de Raffvin deve ter lhe afetado. —Somente meus irmãos e eu temos uma simbiose tão poderosa quanto a dele. Se o que você diz é verdade, é possível que nossos simbioses sejam as únicas poderosas o suficiente para sobreviver a um encontro desses.— Mandra respondeu pensativamente. Adalard sacudiu a cabeça. —Se ele tem se alimentado de sua energia negativa, é bem possível que precisaremos das forças combinadas de todos vocês para derrotá-lo. Os quatro homens ficaram em silêncio enquanto pensavam no efeito devastador do que poderia acontecer. Era bem possível que um ou mais deles fossem mortos tentando destruir seu tio e sua simbiose. Não era a morte que Mandra temia, mas o efeito que teria sobre suas companheiras. Zoran, Trelon e Kelan não podiam ser convidados a enfrentar seu tio. As companheiras de todos os três estavam gestantes. Se fossem mortos, era possível que suas companheiras e descendentes perecessem. Com isso, sobrava ele e Creon. Mandra pensou em Ariel e em sua delicada beleza. O pensamento dela morrer por causa dele enviou uma dor tão intensa por ele que sentiu como um sopro físico. Ele se levantou e caminhou para olhar para fora da caverna. Ficou olhando fixamente, sem olhar, sobre as estéreis areias tentando acalmar sua mente o suficiente para pensar racionalmente. Mandra virou-se para os outros lutando contra o desespero que rastejava em sua alma. Seu tio precisava ser parado mesmo que significasse sacrificar a vida


dele e de sua companheira. Ele olhou para cada um dos homens atentamente antes de caminhar de volta para eles. Ele estava prestes a explicar seu plano de ataque quando Preciosa invadiu a caverna, selvagem de raiva. Os quatro homens viraram-se como um. O ouro saiu de Preciosa para envolver os braços e o peito de Mandra. Os flashes das imagens brilharam através de Mandra enquanto Preciosa relatou o que tinha acontecido a Ariel. —Minha companheira está em perigo.— disse Mandra.

Ariel gemeu quando acordou. Ela piscou várias vezes enquanto esperava que tudo voltasse ao foco. Suas mãos se moveram contra seu lado. Ela sentiu um musgo macio e úmido como uma relva sob seus dedos. Lentamente se levantou, surpresa ao descobrir que não estava presa de forma alguma. Olhando ao redor, sua boca se abriu quando ela olhou incrédula para o mundo reluzente que a rodeava. Ela olhou para baixo e notou que estava de fato em uma cama de musgo de algum tipo. Era vermelho brilhante e sedoso ao toque. Grandes árvores em forma de cogumelo, do tamanho de macieiras, estavam espalhadas pela enorme caverna. Ariel olhou para o teto e notou que era um brilho cintilante de amarelos, azuis e verdes. Seus olhos seguiram pelas paredes que brilharam com luzes como ela tinha visto antes. As paredes estavam escavadas no que pareciam ser pequenas casas com varandas ao longo delas. Pequenas criaturas de todas as cores diferentes estavam olhando para


ela. Ariel afastou os cabelos de seu rosto, franzindo o cenho quando percebeu que estava solto da trança. Os fios de ouro branco pareciam brilhar na estranha luz da caverna. Ariel enrolou suas longas pernas sob ela e viu quando várias pequenas criaturas voadoras se aproximaram. Eles pareciam um tipo de morcego, mas tinham orelhas pontiagudas afiadas com longos focinhos. Cada um tinha pequenas armaduras e selas com as pequenas criaturas montando sobre eles. Ela ficou congelada, observando-os com curiosidade quando se aproximaram dela. As criaturas voaram ao redor dela até que a cercaram. Um pequeno grupo de seis pousou no musgo não muito longe de onde ela estava sentada, enquanto os outros continuavam a voar ao redor, circulando-a a distância. Deixou que seus olhos seguissem a mais alta das criaturas. Ele estava cerca de doze polegadas de altura e andou com uma graça que fez Ariel sorrir. —Olá.— Ariel disse suavemente com um sorriso. A criatura parou ao som de sua voz. Olhou-a inquieto por um momento. Uma das criaturas atrás da figura alta avançou e disse algo para ele. Ariel não podia ouvir o que estavam dizendo, mas parecia que o segundo estava discutindo com o primeiro. Ariel ficou quieta, esperando. Finalmente, a primeira assentiu para a segunda que se aproximava dela. Ariel manteve as mãos sobre as coxas e esperou, não querendo assustar as pequenas criaturas. Ela observou enquanto a criatura pequena e verde se aproximava cada vez mais dela. Quando parou, Ariel reprimiu um suspiro.


—Está tudo bem, eu não vou te machucar.— Ariel disse calmamente. — Você pode se aproximar. Prometo que não vou te machucar.

Tia parou ao som da enorme criatura que seu irmão havia capturado. Suas pequenas orelhas se contraíram quando ouviu o som suave. Seu irmão pensou em matar a criatura que invadiu seu mundo, mas ela havia protestado. Ela era a Guardiã das Histórias. Quando viu a pálida onda de ouro branco fluir da criatura sabia que era a criatura de que as histórias antigas falavam. Esta criatura devia ser tratada com reverência. Tia se aproximou. Ela estendeu a mão e tocou o grande ser com a ponta de seus dedos verdes longos. Quando a criatura permaneceu imóvel, ela se aproximou um pouco mais. A criatura se moveu lentamente levantando um grande apêndice. Tia esperou, congelada de medo enquanto seu pequeno coração batia freneticamente. Tanto quanto estava confiante de que esta era a criatura sobre a qual as histórias de seu povo falava, ainda estava despreparada com o tamanho dela. A criatura colocou seu membro pálido sobre o musgo macio com a palma voltada para cima. Tia olhou para ele antes de olhar para os olhos da criatura. A cor era um marrom macio e morno e não pareceu mostrar qualquer perigo neles. Tia deu um passo hesitante, parando quando seu irmão sibilou alarmado. Ela virou a cabeça e a sacudiu. Estendendo a mão novamente, ela tocou o membro quente. Ele foi suave e quente. Tia olhou de


novo para cima. A criatura assentiu. Tia subiu e esperou. A criatura se moveu cautelosamente, como se estivesse ciente do medo de Tia. Tia olhou em volta enquanto a criatura a levantava no ar. Ela se levantou olhando ao redor dela enquanto sua gente se ajoelhava lentamente. Somente quando seu irmão se ajoelhou também Tia virou-se para encarar a deusa que vinha de cima.

Ariel estudou a esbelta figura verde que segurava suavemente em sua mão. Agora que estava mais perto, ela podia dizer que era uma mulher. Grandes olhos castanhos dominavam o rosto. Seu nariz consistia em duas pequenas fendas. Sua boca era pequena e cheia de pequenos dentes afiados. Seus braços e pernas eram muito longos para seu corpo. Ela tinha três dedos em cada mão. Ela estava usando uma túnica colorida feita de fibras vegetais. Os padrões nela eram tão pequenos, que era difícil para Ariel ver os detalhes, mas ela sabia que seria de tirar o fôlego. A minúscula criatura a estudou enquanto estudava. Ariel sorriu de novo. — Você é tão linda. — Ariel sussurrou gentilmente. —É um prazer te conhecer. Meu nome é Ariel. Tia inclinou a cabeça para o lado e escutou. A voz da deusa era suave, gentil como se soubesse que ela estava com medo. Tia não conseguia entender o que estava dizendo, mas sabia que ela estava falando com ela. Ela se virou e levantou a mão. Com um movimento de seu pulso, seu irmão e dois dos


guerreiros voaram até ela. Ela rapidamente falou com eles. Tamblin começou a discutir, mas um olhar para o rosto de sua irmã e ele sabia que ela não seria dissuadida. Ele olhou para a criatura segurando sua irmã tão cuidadosamente em sua mão antes que ele acenou com a cabeça para sua irmã. Com um comando afiado, eles voaram para longe. Tia se virou e se inclinou para Ariel antes de se afundar para sentar na palma de sua mão. Ariel teve a sensação de que algo importante aconteceu, mas ela não tinha idéia do que era. A criatura em sua mão parecia estar esperando por algo. Ariel olhou ao seu redor enquanto milhares de criaturas a observavam com curiosidade. Ela deixou seus olhos vagarem pela caverna novamente. Cada vez que ela olhava um novo detalhe parecia entrar em foco. Ela notou várias cachoeiras grandes fluindo da rocha em um rio em miniatura que fluiu em uma bacia maior ou lago. Uma estrutura cintilante e clara foi esculpida em uma das paredes não muito longe da maior cachoeira. Foi aí que os três homens das criaturas voadoras foram. Ariel olhou assustada quando sentiu um tapa em sua palma. A minúscula fêmea na palma da mão estava examinando a mão dela com a mesma atenção que ela estava examinando seu mundo. Os olhos de Ariel se ergueram quando os três homens voltaram. Duas das criaturas seguraram um grande saco entre suas criaturas voadoras. Eles voaram até a criatura em sua palma que ficava de lado, enquanto a abaixavam até descansar no centro de sua mão. Uma vez que ele foi depositado com segurança, eles voaram para baixo para o chão macio novamente. A criatura em sua palma cuidadosamente soltou o topo das cordas segurando o pano fechado e ficou para trás quando caiu aberto.


A respiração de Ariel se apoderou da visão de uma grande pedra vermelha brilhante e uma corrente translúcida alojada ali. A minúscula criatura avançou e apontou para Ariel mais que para a pedra. Ela indicou que Ariel devia colocá-lo. Ariel assentiu com espanto e estendeu a mão lentamente com a outra mão para pegá-lo. Percebendo que precisaria de ambas as mãos, baixou a pequena criatura de volta ao chão e esperou enquanto pulava da palma da mão. Uma vez que tinha ambas as mãos livres, ela virou a pedra em sua mão. Era a pedra mais estranha, mas mais bela que ela já viu. Levantando a corrente, ela a viu brilhar com a mesma luz brilhante como a areia e as paredes. A pequena criatura fez um barulho e fez um gesto para que Ariel voltasse a colocá-lo. Ariel acenou com a cabeça e rapidamente deslizou a pedra sobre a cabeça dela levantando seu pesado comprimento de cabelo para fora do caminho para que ela se encaixasse entre seus seios. Ela ajustou a pedra, segurando-a enquanto olhava fixamente para a cor giratória trancada dentro da pedra. — Obrigada, é muito bonito. — disse Ariel baixinho olhando para a pequena criatura com um sorriso. —É nosso presente para você, deusa. Foi dito que você viria para ele um dia. Considero uma bênção que tenha acontecido durante minha vida.— respondeu a pequena criatura com voz lenta. Ariel ofegou e seu rosto se iluminou de alegria. —Eu entendo você!


—Como podemos entender agora, minha deusa. É a magia da pedra.— Tia respondeu se aproximando. —Meu nome é Ariel— Ariel respondeu com um brilho nos olhos que essas criaturas pensavam que ela era uma deusa de algum tipo. —Eu sou chamada de Tia. Sou a Guardiã das Histórias. Este é meu irmão, Tamblin. Ele é o nosso líder.— respondeu Tia. Ariel olhou para Tamblin que estava de pé olhando para ela nervosamente. Ele parecia muito jovem para ser o líder de um pequeno reino. Ela observou como ele se endireitou a seus doze ou poucos centímetros antes de se curvar. —É um prazer conhecê-lo, sua majestade. Peço desculpas por invadir o seu mundo, mas tenho que admitir que estou muito feliz em conhecê-lo.— disse Ariel com sinceridade enquanto inclinava a cabeça em respeito. Tamblin se endireitou ainda mais se isso fosse possível com o respeitoso reconhecimento de Ariel por sua posição. Ele caminhou para frente para ficar perto de sua irmã, que o olhou com diversão. Ela acenou com a cabeça para ele dizer alguma coisa. —Minha deusa, o povo de Glitter a recebe. Esperamos que você nos abençoe com a sua estadia.— Tamblin tropeçou. —Oh, obrigado, mas eu realmente preciso voltar para o meu povo. Os outros ficarão preocupados comigo.— disse Ariel, escondendo o sorriso para o óbvio alívio de Tamblin por ela não ficar.


—A criatura dourada e vários outros estão na entrada. Eles não parecem felizes por estarem separados de você.— Tia disse com uma inclinação para sua cabeça novamente enquanto ela olhava interrogando Ariel. Ariel riu. —Não, imagino que não estão muito felizes. Um deles é meu companheiro. Ele é muito protetor de mim. Tia ficou pensativa por um momento antes de assentir. —São seus guardas? —Algo assim. — Ariel riu novamente ao pensar no rosto de Mandra quando descobrisse que nova aventura ela tinha tido. Pelo menos não ia trazer nenhuma dessas pequenas criaturas de volta com ela. — Meu irmão e eu lhe escoltaremos de volta à entrada.— Tia respondeu com um arco. —Só peço uma coisa se você não se ofender, minha deusa Ariel. Ariel parou quando se levantou. —O que posso fazer por você, Tia? Tia olhou para os dedos finos dela antes que ela olhasse para cima com um olhar suplicante para Ariel. —Nosso mundo foi uma vez abundante com uma criatura que alimentou os cristais de areia. Quando as criaturas desapareceram, assim fizeram as árvores de nosso mundo.— Tia respondeu acenando com uma mão para as grandes árvores em forma de cogumelo. —Fomos forçados a viver sob as areias quentes. Você... Você nos agraciaria com mais criaturas para que nosso mundo possa florescer de novo sob as estrelas? Ariel se ajoelhou, pensando. —Sabe como eram essas criaturas?


—Sim!— O rosto de Tia iluminou-se com esperança. —Temos imagens deles deixadas por nossos antepassados. Venha, vamos mostrá-los para você antes de sair. Ariel mordeu o lábio e assentiu. Ela baixou a palma para que Tia voltasse a subir. Ariel levantou-se cuidadosa das outras criaturas que se afastaram rapidamente do caminho. Os guerreiros das criaturas tipo morcego levantaram-se e seguiram-na e Tia enquanto ela se movia com cuidado sobre o terreno coberto de musgo. Uma vez no corredor, ela conseguiu se mover um pouco mais rápido. Entraram em outra grande caverna, eram duas criaturas do tamanho de um javali. Seus olhos brilharam vermelhos e eles rosnaram quando ela entrou. Tia rapidamente fez barulho e as criaturas se deitaram, mas nunca tiraram os olhos dela. Tia virou-se e apontou para o topo da caverna. A cabeça de Ariel inclinou-se para trás, para que pudesse ver de que criaturas Tia estava falando. Quando viu as imagens, precisou de toda sua força para não rir. Ela sabia exatamente de quais criaturas Tia estava falando. Sacudindo a cabeça em como pequeno o universo era realmente, olhou para baixo em Tia com um sorriso. — Eu acho que tenho exatamente o que você está procurando!— Ariel disse com um enorme sorriso. Tia virou-se para o irmão e soltou um grito de alegria. Os outros guerreiros seguiram o chamado estridente até que toda a caverna ecoou com o som alegre. Ariel não pôde resistir a juntar-se com uma risada.


Mandra bateu de novo no campo de força antes de cair em fúria e medo. Eles haviam tentado durante as duas horas passadas atravessar o campo de força. Ambos as simbioses de Zebulon e dele estavam fracas no chão arenoso. Eles atacaram o campo de força repetidamente, mas parecia que quanto mais atacavam, mais forte se tornava o campo, enquanto drenava a energia deles. Os homens, em seguida, se revezaram tentando usar força bruta para romper. Inferno, eles ainda tentaram atravessar as muralhas rochosas apenas para encontrar o campo esticado para cobrir a área que se separaram. —Pare, Mandra. Não adianta.— Zebulon disse enquanto ele parou a mão sangrenta de Mandra de bater a parede brilhante novamente. Mandra rosnou e empurrou Zebulon para longe dele. Ele nunca desistiria. Sua companheira estava em perigo. Era sua responsabilidade protegê-la e ele falhou. Ele falhou com ela. Com outro rugido, bateu o punho contra o escudo, ignorando a dor que irradiava por seu braço. —Nunca! Eu nunca vou parar.— ele rugiu violentamente. Bahadur agarrou seu ombro e empurrou-o. —Então não, mas seja esperto. Precisamos encontrar outra maneira de romper. Adalard se ergueu quando olhou para o escudo brilhante. —Veja!


Os quatro homens se viraram quando Ariel caminhou em direção a eles. Ela tinha uma pequena carranca no rosto enquanto seus olhos seguiam o sangue no escudo até os punhos firmemente apertados de Mandra. Ela mordeu o lábio em preocupação e se apressou para frente. Quando ela se aproximou do escudo, ele se dissipou enquanto se movia através dele antes de reaparecer atrás dela. Ariel se jogou nos braços de Mandra quando ele os abriu e o abraçou ferozmente antes de puxar para trás para segurar suas mãos nas dela. —O que você fez consigo mesmo, grandão? Mandra puxou as mãos para fora dela e puxou-a de volta contra ele, enterrando seu rosto em seus cabelos longos. —Eu não poderia chegar até você. — ele murmurou roucamente. Ariel apertou um beijo em seu pescoço, ignorando os outros homens que estavam reunidos protetoramente ao redor deles. Olhou por cima do ombro de Mandra e viu Bahadur olhando para ela com fome, arrependimento e...compreensão? Ela enterrou o rosto contra o pescoço de Mandra apenas querendo sentir seus braços ao redor dela. —Estou bem. Eu estava com medo no início, mas a coisa mais incrível aconteceu. Foi incrível.— ela sussurrou contra seu pescoço. —Podemos voltar para a nave? Tenho uma promessa a cumprir. —Pelos deuses e deusas.— sussurrou Zebulon olhando do outro lado do campo de força para as minúsculas criaturas olhando fixamente para eles. — Você vai dar uma olhada nisso?


Ariel virou-se para olhar para Tia e Tamblin que os observavam com ávida curiosidade. Ela sorriu quando se virou nos braços de Mandra. Assentindo com a cabeça para eles, ela observou enquanto Tia levantava a mão antes de se virarem e desaparecerem de volta ao seu mundo em miniatura. —Surpreendente, hein?— Mandra perguntou observando enquanto as minúsculas criaturas desapareceram na escuridão. —Sim, e muito legal.— Ariel sussurrou olhando para os olhos de Mandra que ainda mantinha o medo escuro dentro deles. —Acho que você vai ficar feliz com o resultado final. — Eu já sou. Tenho você de volta em meus braços... segura. —Mandra murmurou descansando sua testa contra a dela por um momento antes de pegá-la e virando com um aceno para os outros para sair. Ele queria ela fora desta lua maldita antes que algo mais acontecesse.


Capítulo Vinte Dois Mandra olhou para sua companheira que dormia pacificamente. Eles voltaram do planeta para descobrir que os Tasiers haviam se multiplicado... exponencialmente. A tripulação a bordo do D'stroyer estava freneticamente tentando capturar milhares de coisas. As malditas bolas de peles estavam por toda parte! Eles tinham pisado fora do ônibus para encontrar as coisas pulando através da porta de desembarque. Eles estavam nos corredores, respiradouros, sala de treinamento, engenharia, até mesmo na maldita ponte. E aqueles eram os que a tripulação não tinha comido. No momento em que finalmente conseguiram cercá-los já não havia um único homem a bordo que não queria comer um outro novamente. Ariel rira tanto que mal conseguia falar. Parecia que as pequenas criaturas que a levavam precisavam das criaturas peludas. Eram as criaturas que uma vez floresceram na pequena lua. Tasiers gostava da areia e a areia gostava de seu cocô. As árvores de cogumelos foram espalhadas e cresceram a partir dele. As pequenas criaturas foram forçadas a procurar refúgio sob as areias quando os comerciantes capturaram todos os Tasiers. Sem o cocô, os cogumelos morreram e a lua se aqueceu. Demorou três dias para finalmente se certificar de que tinham capturado todos os Tasiers no D'stroyer e transportá-los até a lua sem nome. Quase durante a noite, pequenos campos de esporos minúsculos surgiram através do solo arenoso. Mandra e Ariel passaram a noite na grande caverna. Depois de Ariel apresentá-lo a Tia, Tamblin e muitas outras criaturas minúsculas que viajam de


seu mundo para ver o reabastecimento de suas bolas de peles muito amadas, eles tinham mudado em seus dragões. Eles voaram sobre as vastas areias, fizeram amor, voaram mais e se amaram até que o calor, a exaustão e a impaciência de Adalard, Zebulon e até Bahadur o forçaram a retornar com sua companheira para a nave. Ele a levou de novo e de novo uma vez que voltou, determinado a provar cada centímetro dela em um esforço para perseguir o medo de quase perdê-la. Sabia enquanto fazia amor com ela antes que caísse em um sono exausto na última vez que eles se juntaram que não havia nenhuma maneira de ele arriscar sua vida. Ele precisaria encontrar outra maneira de deter seu tio. Mandra agarrou o braço de Ariel enquanto ela o golpeava em seu sono quando ele se inclinou e beijou um beijo em seus lábios. —Durma um pouco guerreira, tenho trabalho a fazer. Ariel resmungou em seu sono e rolou, puxando seu travesseiro quente contra ela antes de se acomodar para baixo com um ronco suave. Mandra escovou ternamente seu longo cabelo branco-dourado para trás longe de seu ombro. Seus olhos se iluminaram com triunfo nas marcas adicionais do dragão em seu ombro. Ele lhe dera três marcas adicionais para ir com as de cada lado do pescoço. Ela agora tinha sua marca de dragão em seu ombro esquerdo, uma em seu peito, e uma no interior de sua coxa. Seus gritos apaixonados ainda ecoavam em sua cabeça enquanto ele a levava repetidamente durante a noite. Mandra olhou uma última vez para sua companheira, sentindo uma necessidade feroz de protegê-la passar através dele antes que ele puxasse suas roupas e deixasse seus aposentos. Os planos precisavam ser finalizados.


Estava indo atrás de seu tio com uma pequena frota de lutadores consistindo de dois guerreiros Curizan e Valdier. Iria matar seu tio e ele ia se certificar de que voltasse vivo.

Dez dias depois, o D'stroyer abriu caminho através do cinturão de asteróides que rodeava o pequeno planeta que abrigava a base escondida de Raffvin. Bahadur tinha viajado à frente deles para uma entrega programada de armas e suprimentos. Ele desativaria vários dos satélites que alertariam sobre sua aproximação e asseguraria-se de que Raffvin estava no planeta. Adalard partira quatro dias antes para reunir suas forças. Eles estavam na posição esperando o D'stroyer dar o sinal antes de lançar seu ataque. Eles precisariam ter cuidado. O planeta era escassamente povoado, mas havia numerosas pequenas aldeias espalhadas por toda a área. Raffvin tinha montado sua base usando a população lá com trabalho escravo para construí-la. Mandra olhou para cima quando Ariel se aproximou dele na ponte. Ele estava olhando para um holovid do planeta abaixo deles. Ela estava vestida com o colete preto, calças de couro e botas de seus guerreiros. Seu cabelo estava puxado para trás em um coque apertado e ela tinha um olhar feroz em seu rosto. Seus olhos caíram até seus quadris onde as pistolas de laser descansavam. O cenho franzido em seu rosto se transformou em uma feroz carranca.


—O que você acha que está fazendo?— Ele rosnou em um tom baixo, perigoso. Ariel ergueu a sobrancelha e olhou para ele calmamente. — Eu sou um soldado. Se você está indo para a batalha, então você vai precisar de alguém para cuidar de suas costas. Preciosa e eu estaremos fazendo isso. Mandra olhou para onde estava Preciosa, no chão olhando para Ariel com adoração em seus olhos dourados. —Não!— Ele rosnou ferozmente. —Sim.— Ariel respondeu calmamente. — Não posso deixar você ir sozinho. Eu fui treinada extensivamente em combate militar, incluindo mão-a-mão. Seu tio ameaçou aqueles com quem me importo, incluindo o meu próprio povo. Considero isso um ato de guerra. Mandra respirou profundamente antes de expirar. Olhando para o mapa, ele balançou a cabeça novamente. —Não posso, Ariel. Não posso arriscar que algo aconteça com você. Preciosa irá comigo. Vou precisar de minha simbiose quando eu batalhar com meu tio. Expliquei nossas suspeitas sobre o que aconteceu com as outras simbioses que foram destruídas. Preciosa e eu podemos ser os únicos fortes o suficiente para lutar contra ele. Eu...— ele engoliu a bílis em sua garganta antes de continuar. — Eu não posso correr o risco de algo acontecer com você. Ariel levantou a mão e tocou na bochecha de Mandra. Ela esperou até que ele olhou para ela. Queria que ele soubesse que ela sentia o mesmo por ele. Era uma via de mão dupla. Ela precisava saber que ele estaria seguro e voltaria para ela.


—Você também está planejando deixar uma parte de Preciosa comigo. Isso vai enfraquecer vocês dois.— ela respondeu. —Se você não me deixar ir com você, pelo menos pegue tudo de Preciosa. —Eu não posso.— ele sussurrou. —Se eu não sobreviver, Raffvin é capaz de destruir uma boa parte de minha simbiose, que seria uma sentença de morte para você. Pelo menos com uma parte de minha simbiose você tem uma pequena chance de sobrevivência. Lágrimas encheram os olhos de Ariel, mas ela se recusou a deixá-las cair. — Nós dois sabemos se você morre, então eu morro também. Se há uma chance de vida, ou mesmo de morte, então precisamos estar juntos... todos nós... você, eu, nossos dragões e Preciosa. Nós somos um agora. O que acontece com um, acontece com todos. Mandra fechou os olhos e virou os lábios em sua palma pressionando um beijo no centro. Ele sabia que ela estava certa, mas não importava. Precisava saber que ela estava segura a bordo do D'stroyer para que pudesse lutar sem medo de algo acontecendo com ela. Ele precisava daquela corda para puxá-lo de volta para onde quer que fosse. Quando abriu os olhos, brilhavam com chamas douradas de determinação. — Não.— ele disse com firmeza antes de se virar e acenou com a cabeça para dois membros de sua equipe de segurança. —Coloque-a em uma das selas de detenção até que isso acabe. Ariel olhou para Mandra, descrente, enquanto os dois guerreiros a agarravam pelos braços. Preciosa pulou com um grunhido furioso, mas um comando


afiado de Mandra acalmou a simbiose dourado que tremia de raiva. Mandra puxou as duas pistolas de laser dos coldres em seus quadris e colocou-os sobre a mesa. —Leve-a.— disse ele, afastando-se do choque e traição nos olhos de sua companheira enquanto lutava contra os dois homens que a seguravam. —Não! Mandra, maldito sua cabeça teimosa! Você vai se arrepender quando eu botar minhas mãos em você!— Ariel gritou quando foi puxada para fora da ponte. Mandra apertou os dentes enquanto ela continuava a gritar ameaças para ele. Ele olhou para Zebulon que veio para ficar ao lado dele. Ele olhou para trás quando viu a simpatia nos olhos de seu amigo. —Ela vai te perdoar. Apenas certifique-se de trazer seu traseiro arrependido para que ela possa chutá-lo primeiro.— Zebulon disse calmamente. Mandra acenou com a cabeça. —Vamos. Está na hora.

Mandra entrou no transporte menor que Preciosa formou. Deixou a outra parte de sua simbiose fora das celas de detenção onde foi ordenado para proteger sua companheira. Ele recebeu autorização e acelerou rapidamente. Conectando-se com sua simbiose, ele e os outros guerreiros começaram sua


descida até o planeta. Eles estariam chegando do outro lado e se movendo rapidamente sobre o terreno em direção à base. Adalard estava desdobrando lutadores para entrar no outro lado. Bahadur tinha contatado eles para que soubessem que Raffvin estava no planeta e os satélites estavam desativados, mas para se apressar. Eles só ficariam offline por uma janela de quinze minutos. Era o melhor que podia fazer sem levantar suspeitas. Ele atravessou a atmosfera e ordenou que sua simbiose permanecesse o mais baixo possível. Eles estariam em silêncio de rádio até que a batalha real começasse. Mandra amaldiçoou ao ter seu primeiro vislumbrel da base que seu tio tinha construído. Era uma fortaleza abobadada que era quase do tamanho do palácio Valdier. As luzes brilharam quando Adalard começou seu ataque. Bahadur tinha os escudos baixos e as luzes brilhantes estouraram para cima enquanto os canhões de laser montados no topo da cúpula retornavam fogo. —Nós tiramos os canhões principais. Nossas forças terrestres estão se movendo para proteger o perímetro externo.— gritou Adalard enquanto rompia o silêncio de rádio. Mandra cerrou os dentes. —Afirmativo, nós estamos dirigindo para baixo no edifício principal. Deixe-nos segurar todos os guerreiros com simbioses. —Afirmativo. — Adalard disse sobre os sons de explosões. —Acho que a maioria de seus homens são mercenários que contratou de outros sistemas estelares. —Você pode cortar a linha central? Vejo lutadores se levantarem.— Mandra gritou.


—Estou nisso.— Adalard respondeu. Mandra observou como o lutador de Adalard e vários outros se viraram e começaram a perseguir os lutadores que tinham se levantado. Ele se concentrou em entrar na cúpula da cidade e tão perto possivel do edifício que Bahadur disse ser onde seu tio estava usando como um centro de comando. Aterrizando suavemente há várias centenas de metros de distância, ele pulou de Preciosa, não esperando que sua simbiose mudasse de forma. Ele iria se encontrar com ela em segundos. Ele disparou contra vários mercenários enquanto saíam de um prédio à sua esquerda. Rolando, ele disparou em dois mais que saíram. Preciosa, na forma de um enorme Werebeast, atacou outro guerreiro, mordendo e estalando o pescoço com ferocidade. Mais homens saíram de vários prédios próximos enquanto soldados em cima disparavam contra eles. Mandra se transformou em seu dragão e respirou fogo na longa linha a sua frente. Gritos irromperam dos homens quando as chamas estouraram ao redor deles. Mandra observou quando Bahadur saiu de outro edifício caminhando calmamente pelo caos enquanto disparava sua pistola de laser. De vez em quando, o escudo do seu corpo brilhava quando alguém devolvia fogo. Tinha de admitir que o filho da puta tinha nervos de aço. Avançando, ele se transformou de volta em sua forma de duas pernas e se encontrou com ele. —Seu tio está no nível três. Há um elevador de emergência que leva até ele. Atravesse o andar principal até o final do lado esquerdo. Uma porta o levará para lá. Tenha cuidado, porém, ele tem pelo menos uma dúzia de homens com


ele. — Bahadur disse enquanto disparava contra outro grupo de homens que se aproximava deles. — Vá, nós vamos cobrí-lo. Mandra e Preciosa decolaram pela área aberta coberta de cadáveres. Zebulon e vários outros na sua força de segurança o seguiram atirando contra o inimigo enquanto atravessavam as grossas portas de metal do edifício central. A fumaça flutuava no ar. Mandra e os outros homens rapidamente cobriram o rosto com máscaras para respirar. Com um aceno de cabeça, eles se afastaram e começaram a se mover lentamente pelos escombros em direção às escadas que Bahadur lhes contou. Mandra deslocou o rifle de laser que ele carregava para que se encaixasse confortavelmente contra seu ombro e pisasse sobre algum material caído do teto. Ele olhou para cima e viu vários lutadores. Explosões balançaram o chão enquanto a luta fora continuava. Ele acenou com a mão em direção a Zebulon, que balançou a cabeça e murmurou alguma coisa para os dois homens ao seu lado. Eles se moveram, estendendo-se para a direita. Preciosa subitamente grunhiu e se lançou sobre os escombros. O som estrangulado foi o único som que o mercenário fez antes que Preciosa jogasse seu corpo flácido de lado. Várias outras simbioses encontraram mercenários ocultos e os mataram. Um senso de alerta fez Mandra rolar de repente. —Tenha cuidado! Zebulon e vários homens mergulharam para se esconder quando um mercenário escondido na porta lançou um explosivo. O lampejo seguido pela explosão sacudiu o edifício. Detritos caíram, banhando os homens com pedaços de metal e pedra. Mandra levantou-se ao mesmo tempo em que


Zebulon e disparou contra o local que tinha visto o mercenário. O som de seu laser de fogo batendo na carne era alto e eles assistiram como ele desmoronou de volta contra a porta. —Está tudo bem?— gritou Mandra. — Eu tenho um homem caído. Sua simbiose está com ele, mas ele precisa ser levado para a nave.— Zebulon respondeu de volta. —Tire ele daqui.— mandou Mandra. —Vocês dois, sigam-me. Os dois guerreiros balançaram a cabeça e se moveram atrás de Mandra. — Zebulon, cubra minhas costas e certifique-se que ninguém entra ou sai daqui vivo. —Afirmativo. — Zebulon gritou enquanto ele e vários outros guerreiros trabalhavam para remover dois guerreiros presos sob escombros. Mandra e Preciosa, seguidos pelos dois guerreiros e suas simbioses, moveramse com determinação para a entrada. Movendo pela abertura, Mandra viu que estava limpo. Ele saltou para o próximo nível. Movendo os dois guerreiros para o segundo nível, continuou até o terceiro. Abrindo a porta, entrou num corredor escuro. O ar estava livre de fumaça, o sistema de filtragem estava trabalhando aqui. Removendo sua máscara, ele deixou seu dragão se aproximar da superfície para que ele pudesse ver e cheirar melhor. Movendose com precisão habilidosa, ele fez seu caminho cuidadosamente pelo corredor. Estava na hora de acabar com isso.


Ariel apertou o punho e contou até cem em números lentos e estáveis. Era um método que ela usava para concentrar sua mente e afastá-la de emoções indesejadas. Tomando respirações profundas, limpas, ela relaxou seus ombros. Ela precisava sair daqui. Procurando nas paredes e na porta por quaisquer aberturas ou painéis de acesso, ela se concentrou em manter sua cabeça clara. Reprimiu uma maldição quando descobriu que o respiradouro era muito pequeno para ela se espremer e não havia nenhum painel de acesso visível. Ela estava prestes a desistir quando o som da abertura da porta fez com que ela se voltasse. O guerreiro posicionado fora dele caiu com força no chão. O olhar assustado de Ariel se ergueu. Ela lutou com um sorriso enquanto ela via sua metade de Preciosa levantar um membro e lambê-lo como se para dizer — você chamou. —Você é incrível!— Ariel disse correndo para frente e dando um leve beijo no topo de sua cabeça dourada. O calor a encheu quando Preciosa respondeu. Ariel abaixou e rapidamente removeu as pistolas de laser que o guarda estava usando. Movendo-se para além de Preciosa, Ariel partiu correndo pelo corredor. —Precisamos chegar à superfície e encontrar Mandra. Você tem alguma idéia? —Ariel perguntou enquanto ela se movia para o elevador.


Imagens invadiram sua mente quando viu a baía de lutadores cheia de guerreiros e seus combatentes simbióticos. Preciosa mostrou a Ariel como eles saíam de lá. Usando a conexão entre sua outra metade, Preciosa levaria Ariel direto para onde Mandra estava. —Eu vou chutar sua bunda quando isso acabar.— Ariel disse enquanto a nave tremia. Parece que as forças de Raffvin estavam tentando atacar o D'stroyer em seu esforço para escapar. Ariel puxou seu treinamento militar para dar-lhe o nível de calma que ela precisaria. Ela se moveu rapidamente quando o elevador se abriu. Correndo pelo corredor, ela passou guerreiros e suas simbioses se movendo em ambas as direções, mas ninguém tentou detê-la. As portas abriram-se e Ariel passou por ela como se ela pertencesse ali. Preciosa rapidamente avançou, mudando ao mesmo tempo em um lutador de ouro compacto. O lado se abriu para Ariel quando ela se aproximou e ela deslizou para dentro. Um assento de ouro moldado em torno dela e um console de controle formaram-se na frente dela. Ariel nem se incomodou em tentar entender como tudo funcionava. Ela ainda estava aturdida com toda a coisa de transformação de dragão. Tinha mudado de tentar entender como as coisas funcionavam para apenas aceitar as coisas que não poderia explicar como sendo uma parte de seu novo mundo. —Vamos ajudar nossos companheiros. — Ariel ordenou quando Preciosa se levantou do convés de vôo.


Luzes brilhantes apareceram quando passaram pelo escudo que protegia o interior do angar de vôo da atmosfera externa. Dentro de momentos, Preciosa havia se juntado a um grupo de lutadores indo para a superfície. Vários combatentes inimigos aproximaram-se deles enquanto se preparavam para entrar na atmosfera, mas Preciosa os tirou rapidamente com pulsos de explosões de energia. —Bom tiro, querida. — disse Ariel enquanto observava os lutadores explodirem. —Você pode se conectar com sua outra metade e me mostrar o que está acontecendo com Mandra? As imagens entraram em foco. Ele estava em algum tipo de corredor escuro. A respiração de Ariel parou quando viu vários homens saindo de um canto e disparando contra ele. A dor estourou através de seu ombro e perna quando diversas das cargas do laser bateram em Mandra. Ele caiu e rolou enquanto disparava ao mesmo tempo. Os homens caíram, mas não se moveram novamente. A dor desapareceu quando a parte de Preciosa se moveu rapidamente para curar suas feridas. Ariel permaneceu focada no que estava acontecendo, mesmo quando sua Preciosa começou a andar em círculo para uma aterrissagem sobre a estrutura da cúpula fumante abaixo. Mandra estava se movendo pelo corredor. Ele virou a esquina. Havia um conjunto de enormes portas duplas em pé. Ela observou enquanto

seu companheiro

e sua Preciosa se moviam

cautelosamente para o quarto. Era uma sala de controle de algum tipo. Havia numerosas estações de paineis de controle colocadas em um semicírculo com


uma enorme tela de holovídeos no centro com uma imagem do planeta. Ela poderia ver as luzes dos lutadores no ar e no chão na imagem de vídeo. Ela mordeu o lábio com força suficiente para tirar sangue quando viu três homens se levantarem atrás de um console e começar a disparar contra Mandra. Sua Preciosa se moveu na frente dele absorvendo o fogo. Mandra mudou para seu dragão e respirou rios de fogo de dragão nos homens que freneticamente tentaram sair do caminho. As chamas eram muito intensas e dois dos homens soltaram um grito curto antes de se transformarem em cinzas. O terceiro homem continuou disparando sua pistola de laser em Mandra. Ariel estremeceu quando sentiu o calor da carga do laser enquanto cortava o peito e a coxa de Mandra. Sua Preciosa se moveu, aprisionando o macho por trás com seu enorme corpo e estalando o pescoço. Ariel estava prestes a dar um suspiro de alívio quando sentiu que Preciosa subitamente subia para o lado e tremia violentamente. Um flash a atingiu antes que ela estivesse desconectada do que estava acontecendo com Mandra. Ariel balançou a cabeça para limpar sua mente. Ela ofegou quando percebeu que Preciosa estava chegando muito rápido e baixo. —Preciosa, o que há de errado?— Ariel gritou alarmada. —Puxe, puxe! Preciosa estremeceu de novo e gemeu. Ariel sentiu o frio passar por seus ossos e sabia que qualquer arma que Raffvin estivesse usando para destruir as outras simbioses ele tinha usado na outra metade de Preciosa. Sua Preciosa uivou de dor quando sentiu as ondas de sua outra metade. Ariel se preparou para o impacto quando o lutador dourado bateu no chão duro e rolou uma e outra vez antes de parar em um dos edifícios em uma nuvem de poeira.


Ariel lutou contra um gemido quando sentiu seu ombro sendo deslocado. Ela tentou mover o braço, mas doeu muito. Ela não tinha certeza se seu braço estava quebrado ou apenas deslocado. Tinha a impressão de que era o último. —Preciosa, temos que ajudá-los. Nós não podemos ceder à dor.— Ariel chamou rigidamente. — Você tem que fazer isso. Não posso fazer isso sozinha. Liberte as alças segurando-me. Ariel gritou quando ela caiu de lado em seu ombro ferido quando as tiras se dissolveram. Rolando sobre seus joelhos, ela lutou contra a náusea. Lutou para ficar de pé e segurou o ombro machucado. —Abra, querida. Eu preciso sair para que você possa mudar de forma. Preciso que você me ajude.— Ariel ordenou em uma voz firme e calma. Preciosa estremeceu, mas respondeu ao comando de Ariel. Uma porta se formou e Ariel se afastou cautelosamente, certificando-se de que não estava prestes a ser presa. Ela se moveu contra o lado do edifício onde o lutador dourado descansou e inclinou a cabeça para trás. Usando seu braço bom, ela moveu cuidadosamente para cima a que não queria trabalhar. Ela fez uma careta quando chegou a seu ombro. Foi deslocado. Ia doer como um filho da puta quando ela o colocasse de volta. O suor molhou sua testa apenas com o pensamento, mas ela agarrou seu braço firmemente e puxou. Ariel inclinou-se para cima, vomitando quando a junta voltou ao lugar. Ela permaneceu assim até que o pior da dor desapareceu antes de olhar para Preciosa com lágrimas nos olhos. —Isso doeu.— ela grunhiu fora com uma risada áspera.


Forçando-se de volta, olhou cuidadosamente para Preciosa, que parecia um pouco mais fraca do que antes. —Você vai ficar bem, querida? Uma leve onda de calor a tocou brevemente antes de desaparecer. —Vamos buscar nossos companheiros. Vamos lidar com o que acontecer quando chegarmos lá. Ariel observou enquanto Preciosa se levantava, vacilava, depois se endireitou. Ela decolou com uma corrida entre tropeços para um edifício em frente onde caíram. Ariel se moveu atrás da simbiose de ouro tentando se concentrar no que estava à frente em vez da dor. Ela manteve seu braço esquerdo enfiado perto de seu corpo enquanto sua mão direita apertava em torno da pistola de laser que ela pegou do guarda a bordo do D'stroyer. Dois lutadores voaram acima da cabeça forçando-a para baixo sob uma laje caída. Ela assistiu como um disparou no outro. O segundo explodiu em uma bola flamejante antes de cair abaixo. Ariel enxugou seu antebraço em sua testa e acenou para Preciosa continuar. Elas se moveram como uma equipe. Uma avançaria e verificaria antes que a outra seguisse cobrindo a parte traseira. Com um aceno de cabeça, Preciosa afundou as garras afiadas em uma porta de metal e rasgou-a, soltando-a do batente. O interior do edifício estava escuro e esfumaçado forçando Ariel a cobrir seu nariz e boca. Atravessando, ela seguiu a ligação fraca que Preciosa tinha com sua outra metade e Mandra. Ela estava perturbada e pronta para matar alguém.


—Então sobrinho, parece que você será o primeiro dos filhos do meu irmão a morrer. Eu esperava que fosse Zoran seguido por seus dois irmãos mais novos. Não importa. Todos vocês vão morrer logo. Não me importo com a ordem.— Raffvin rosnou. Mandra olhou para o sua simbiose que estava imóvel no chão frio da sala de controle. A simbiose de seu tio a atacou. Não foi destruída como a dos guardas de seu mundo, mas estava muito enfraquecida. Como o dividiu, era menor do que a simbiose de seu tio e não tão poderosa. Mandra concentrouse nos fios de ouro. Ele ordenou que voltassem à sua forma maior. No início, ele lutou, mas eventualmente o chamado de sua forma ferida era demais para resistir. Mandra deslocou o peso de sua simbiose para que ele fosse melhor protegido. —Você é um covarde, Raffvin. Você não tem honra. —Quem quer honra quando eles podem ter poder, sobrinho? É uma pena que você não viverá o suficiente para ver o que o verdadeiro poder realmente pode fazer.— gritou Raffvin. Mandra podia dizer que Raffvin estava se aproximando. Ele rolou longe de sua simbiose atrás de outra parede. O fogo do laser seguiu seu movimento.


Ele sibilou quando outro tiro queimou através de seu colete. Ele ignorou a dor enquanto cortava-o. Ele se levantou e devolveu fogo batendo em um dos homens de seu tio antes de mergulhar de novo. —Eu não sou mais um sobrinho para você. Você perdeu o privilégio de me chamar de família quando matou meu pai. Como você pode matar seu próprio sangue?— Mandra perguntou alto enquanto deslizava outra célula de energia em sua pistola. —Eu deveria ter sido rei! Eu era o mais velho. Os deuses e deusas estavam errados em me empurrar de lado e escolher seu pai. Eu retornarei e quando eu fizer, tomarei sua mãe como minha noiva como deveria ter sido em primeiro lugar. Ela curvará-se a mim como todo nosso povo.— Raffvin respondeu irritado. Mandra rolou para o lado e disparou para o local de onde a voz de seu tio vinha. Ele foi recompensado com um grito áspero de dor. Ele rolou para trás enquanto a simbiose de seu tio rosnava de raiva. Ele sentiu a força da explosão de energia quando atingiu o console o jogando para trás vários metros. Ele rolou quando outra explosão veio através do console. —Chega! É hora de terminar isso.— Raffvin rosnou. —Mate sua simbiose, então mate-o. Eu quero que ele a sinta enquanto a sua essência morre! —Não!— Mandra rugiu levantando-se e disparando o resto de sua carga em seu tio. Dois tiros atingiram Raffvin antes que a simbiose negra se movesse na frente para absorver as explosões de energia. Uma onda de energia penetrante atingiu Mandra no peito jogando-o contra a parede distante. Ele bateu duro e


caiu, ofegando enquanto tentava respirar fundo. Sua cabeça levantou-se quando sua simbiose se moveu para ele protetoramente. Ele tentou chamar, mas não conseguiu ar suficiente em seus pulmões para fazê-los funcionar. Uma explosão de energia atingiu o sua simbiose, jogando-o para o lado. Duas rajadas mais acertaram, derrubando-o várias vezes antes de ficar imóvel. Mandra levantou a cabeça. Lágrimas queimaram a parte de trás de seus olhos enquanto ele observava sua simbiose, uma parte dele, lutando para ressuscitar. A simbiose preta de seu tio se aproximou preparando-se para enviar a última explosão de energia que a destruísse. Mandra assistiu desamparadamente quando sua simbiose lutou para ficar de pé. A enorme simbiose negra surgiu, transformando-se em pura energia negativa. Uma explosão de puro poder negro derramou-se dele em uma onda mortal dirigindo-se para a criatura menor, dourada. Antes que pudesse bater, uma forma pequena saltou na frente dela, recebendo a onda de poder. O grito rouco do horror de Mandra ecoou por toda a cabine enquanto observava o pequeno corpo de Ariel se sacudir quando a poderosa explosão a atingiu no peito. Seu corpo começou a brilhar, primeiro preto, então dourado, então um vermelho brilhante enquanto a energia continuava a fluir para ela. A pequena simbiose com ela se absorveu com a metade de Mandra. O ouro cintilou vagamente antes de ficar mais brilhante. A maior simbiose de ouro movia-se com uma velocidade mortal cortando a simbiose negra, cortando-a pela metade. A parte que ainda estava fluindo a energia negativa em Ariel parecia expandir de repente antes de rodar até desaparecer em sua companheira. Mandra lutou para ficar de pé mesmo quando viu sua


companheira cair sem vida no chão. Ele tropeçou para frente, ignorando tudo, exceto a figura imóvel de Ariel. Zebulon e vários guardas entraram, atirando em Raffvin. Eles mataram sistematicamente os homens que o protegiam enquanto os seguiam. Zebulon ordenou aos guerreiros que o seguissem enquanto seguia Raffvin. Mandra caiu ao lado de Ariel. Ele ainda não conseguia recuperar o fôlego da explosão de energia que ele levou ao peito. Olhando para baixo, viu sangue derramando de uma ferida aberta e percebeu que era dele. Ele olhou de volta para sua companheira. Seu corpo ainda estava rodeado de cores turvas de vermelho. Seus longos cabelos brancos e dourados haviam desaparecido do coque apertado em que ela estava, de modo que estava espalhado ao redor dela como seda. Seu rosto era pacífico, uma expressão quase serena. Mandra estendeu a mão e correu a parte de trás de seus dedos suavemente ao longo de sua bochecha fria. Olhou para cima quando Zebulon se aproximou dele. Observou o rosto de seu amigo torcido em dor e tristeza enquanto ele olhava para baixo para a forma de Ariel. Olhando de novo para baixo, Mandra fechou os olhos e deixou que a paz da escuridão o tomasse.


Capítulo Vinte Três —A resposta é não. Assim como a primeira vez que você me perguntou, pela segunda vez, pela centésima vez. Foi não então e ainda será não. Acho que você é muito bonito, mas não estou interessada em me tornar sua amante, sua companheira, ou sua o que você quer chamar. — disse Ariel com um suspiro de exasperação. —Meu limite. — veio a voz profunda e divertida. —Seja como for. — Ariel murmurou em sua melhor voz de “garota do vale”. —Eu tenho um companheiro. —Sim, mas ele não parece querer acordar. Eu acho que é justo dizer que nunca resistiria a acordar com você.— respondeu a voz. —Eu realmente vou ter que te machucar para me livrar de você, não vou?— Ariel riu. —Posso pensar em maneiras menos dolorosas de me convencer a sair.— a voz flertava. —Eu vou chutar seu traseiro assim que puder sair desta cama.— Mandra rosnou forçando seus olhos abertos para olhar para Bahadur, com assassinato refletindo neles. —Eu estava apenas tentando entreter a sua companheira enquanto você se recuperava.— Bahadur disse suavemente lançando a Ariel um olhar quente que disse que ele gostaria de ter feito mais.


Mandra forçou seu corpo a obedecer quando se sentou e pegou as cobertas. —Você é um almirante morto de Curizan. Diga a Ha'ven e Adalard que precisam de um novo. —Oh, não, não, seu grande imbecil! Você esteve na porta da morte por vários dias! Você não vai me assustar assim nunca mais.— disse Ariel agarrando os ombros nus de Mandra e empurrando-o para se deitar. Ela deu um grito de surpresa quando ele envolveu seus braços em torno dela e puxou-a para baixo em cima dele. —Vá embora, Bahadur. Você pode encontrar sua própria maldita mulher. Apenas deixe a minha sozinha.— Mandra resmungou, enquanto puxava Ariel ainda mais perto. Bahadur riu. —Assim que me disser onde está o planeta dela. Eu poderia ter que tomar algum tempo e ir verificá-lo. Gostaria de ver se eu posso encontrar uma como sua companheira. Acho sua espécie...excitante.— Bahadur disse deixando seus olhos vagarem livremente pelas suaves curvas de Ariel. Ariel virou a cabeça e olhou para o grande Curizan. —Espero que você faça. Certifique-se de fazer um comentário como esse para uma delas também. Eu gostaria de ver como você fica excitado quando elas baterem o seu traseiro no chão.— ela respondeu calorosamente. —Bahadur, saia do meu quarto antes que eu deixe minha companheira lhe mostrar do que as mulheres de seu planeta podem fazer.— disse Mandra divertido.


Bahadur riu e inclinou-se para ambos antes de se desculpar. Ele prometeu retornar, ignorando a resposta irritada de Mandra que ele poderia sair de sua maldita nave. Ambos ouviram quando a porta se fechou atrás dele. Nenhum deles disse nada durante algum tempo. Eles estavam apenas desfrutando de estar juntos novamente. Mandra riu ao pensar no fogo nos olhos de sua companheira. Enfiou seus longos cabelos em torno de seus dedos, desfrutando de seus fios sedosos. Deixando sua cabeça cair para trás, ele fechou seus olhos saboreando a sensação dela deitada em cima dele. Seus braços apertaram quando ele sentiu seu deslocamento, mas ela estava apenas ficando mais confortável. Enterrando seu nariz em seu cabelo, ele respirou seu cheiro quente com prazer. —Diga-me o que aconteceu.— Mandra perguntou calmamente sem abrir os olhos. —Comece por como você saiu da detenção. Ariel suspirou enquanto se relaxava contra o corpo duro e quente de Mandra. —Preciosa me soltou. Eu roubei as pistolas laser do guarda e Preciosa me levou para onde você estava. —Eu pensei que tinha te perdido.— Mandra murmurou olhando para Ariel. —Eu te amo tanto, mi elila. Ariel levantou a cabeça o suficiente para olhar nos olhos dourados de Mandra. — Eu também te amo. — ela sussurrou. Tinha medo de perdê-la. Ela lhe contou sobre o que aconteceu quando ela e sua Preciosa entraram na sala de controle onde ele estava. Viu a simbiose de Raffvin prestes a destruir a outra metade de Preciosa enquanto Mandra estava


gravemente ferido. Ela não parou para pensar quando se atirou na frente da simbiose ferida. Lembrou-se de sentir o poder por trás da explosão de energia quando bateu nela, mas tudo ficou embaçado depois disso. Ela se lembrou de sentir o colar que Tia lhe deu aquecendo e brilhando. A onda de energia foi atraída por ele. Ela sentiu que absorvia a energia escura da simbiose negra, puxando-a da criatura que lutou para partir, mas não conseguiu. A força da energia que fluiu através do cristal vermelho também o puxou para ela. —Lembro-me de sentir a profunda tristeza e desespero dentro da simbiose de Raffvin, como se estivesse sendo forçado a fazer coisas contra sua vontade. Estava doendo tanto que eu podia sentir sua dor.— disse Ariel olhando para os olhos quentes de Mandra. —O que você fez?— Ele perguntou calmamente. —O que sempre faço quando um animal está machucado ou assustado. Eu falei com ele e reassegurado que tudo estaria bem... para confiar em mim.— ela respondeu com um suspiro satisfeito e deitou a cabeça para baixo em seu peito. —Eu pude sentir o momento que ele fez. Toda essa energia negativa foi sugada para fora dela. —E quanto a Raffvin?— Mandra perguntou esfregando suavemente as costas de Ariel. —Ele escapou.— disse Adalard enquanto ele e Zebulon entravam no quarto. —Mas não com a sua simbiose, que está segura com os outros a bordo. Raffvin ficará muito mais fraco sem ela.


Mandra suspirou enquanto Ariel rolava para ficar ao lado dele. Ele se recusou a deixá-la ir, no entanto, enrolando seu braço em torno dela para mantê-la próxima. Olhou para os dois homens de pé em seu quarto de dormir. —Quanto tempo eu estive apagado e o que você quer dizer, ele escapou?— Mandra perguntou sombriamente. —Você esteve apagado por quase uma semana. Sua simbiose estava muito enfraquecida para te curar. Você tinha que ser curado da maneira antiga, no regenerador e com aceleradores de cura. Raffvin escapou. Ele fugiu depois de roubar um lutador do Curizan. Estamos seguindo ele. Achamos que ele vai atrás do Vox. Se ele puder matar o Rei Sarafin, poderá culpar os Valdier. Ele o encerrou em uma operação de mineração que o Antrox está executando, mas não temos certeza de onde. Creon está seguindo pistas, mas até agora nenhuma delas se provou útil. — disse Zebulon sentado na cadeira que Ariel tinha usado. —Você conversou com Creon ou algum de meus outros irmãos?— Mandra perguntou enquanto se movia para poder sentar-se. —Zoran diz que Abby teve um garoto saudável há uma semana. Ela e o bebê estão indo bem. Não tenho tanta certeza sobre Zoran. Ele parecia muito duro. Trelon não parece muito melhor. Eu acho que sua companheira estará dando à luz a qualquer momento agora. Seu irmão Kelan e sua companheira estão voltando de seu planeta. Eles recuperaram o pai de Trisha. Ouvi dizer que eles também têm algumas fêmeas extras a bordo que estão causando alguns problemas. Kelan disse que tinha acabado com as buscas por mais mulheres da Terra. Elas são muito difíceis de controlar.— Adalard disse com uma risada


divertida. —Eu serei capaz de obter a localização de seu planeta dele. Ele apenas me avisou que eu deveria usar as informações por minha própria conta e risco. Mandra riu quando ouviu sua companheira bufar. — Será bem feito se eles sequestraram as outras pobres mulheres da mesma forma que fomos sequestradas. Espero que dêem a quem as levou um inferno! Os três homens riram fazendo com que Ariel se esforçasse enquanto seu temperamento brilhou. —Posso lembrá-lo, você ainda está na minha lista negra por me trancar!— Ela rosnou apontando um dedo para Mandra. —Acho que é nosso sinal de que é hora de deixar vocês dois sozinhos. Vou me certificar de que o curandeiro saiba que você não deve ser perturbado.— Zebulon disse se levantando e se movendo em direção à porta. —Nós nos encontraremos mais tarde para discutir perseguir Raffvin. Até lá, descanse... ou não.— Adalard disse com um sorriso divertido enquanto seguia Zebulon para fora da sala. Mandra esperou até ouvir a porta exterior fechando antes de olhar para sua companheira. —Então, eu estou na sua lista negra.— Mandra disse puxando Ariel de volta para baixo para ele. —O que acontece quando você está na lista negra de alguém?— Ele sussurrou enquanto acariciava sua mandíbula. —Você tem que fazer tudo o que eu mandar, Sem perguntas.— disse Ariel enquanto sentia uma onda de desejo crescer.


Esticando o pescoço para o lado para que Mandra tivesse acesso melhor a ela, estremeceu ao sentir seus lábios se movendo ao longo de sua esbelta coluna. —E qual é a primeira coisa nesta lista?— Ele perguntou suavemente. Ariel virou a cabeça para olhar para ele. Seus olhos castanhos escuros brilharam com pequenas chamas enquanto pensava em todas as coisas que ela queria colocar na lista. Ela decidiu que precisava ser muito longa considerando o quanto ela ficou assustada. —A primeira coisa é me morder— ela sussurrou enquanto se inclinava para frente e pressionava beijos delicados ao longo de sua mandíbula. — E a... segunda?— Ele perguntou com voz rouca quando sentiu seus dentes raspados ao longo de sua garganta. —... É para me foder. Toda a... noite... por muito tempo.— ela suspirou. —Eu acho que vou gostar de estar na sua lista negra. — Mandra disse com um gemido enquanto ele virava a cabeça para o lado e afundava seus dentes nela.

Fim


Lanรงamento Especial Outubro Pavososo 2018


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04-(Dragon Lords Of Valdier) Emboscando-Ariel-S.E. Smith  

04-(Dragon Lords Of Valdier) Emboscando-Ariel-S.E. Smith  

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