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ED. 46 • OUTUBRO DE 2015

REVISTA FAZENDA DA GRAMA • EDIÇÃO 46 • OUTUBRO 2015

CORRENTE COR-DE-ROSA OUTUBRO É O MÊS DA UNIÃO EM DEFESA DA SAÚDE DA MULHER


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O UNIVERSO NUMA CASCA DE NOZ Pode-se dizer, com uma certa liberdade poética, que o mundo atual é um pouco como o título do livro de Stephen Hawking, O Universo numa Casca de Noz: está tudo interligado, as Bolsas de Valores do outro lado do planeta influenciam as daqui, o lixo se espalha pelo oceano e até pela atmosfera terrestre ao sul, ao norte, a leste e a oeste, sem preconceito racial ou social… Mas nada de pessimismo: as boas iniciativas também se espalham, como é o caso do Outubro Rosa, uma campanha que surgiu nos Estados Unidos, nos anos 1990, e hoje colore monumentos e prédios mundo afora para conscientizar sobre a importância da prevenção no combate ao câncer de mama. A economia de recursos, um conceito que também começou no Primeiro Mundo e atualmente é mandatório em todo o planeta, também inspira dois textos nesta edição. Sylvio Telles, responsável por manter o campo de golfe sempre verdinho e em condições de jogo, conta que soluções engenhosas pensadas em equipe podem ajudar a economizar água, energia e dinheiro sem queda na qualidade. E a jornalista Renata Turbiani entrevista a paisagista Cornelia von Ammon, que cria jardins de olho na sustentabilidade e no bem-estar de seus clientes, além de bater um papo com o arquiteto Toninho Noronha, autor de casas de sonho que encantam seus clientes. Eu também fui ver de perto uma dupla de designers que faz sucesso entre quem gosta de móveis e objetos autorais com um toque artístico, Leo Capote e Marcelo Stefanovicz. Eles usam todo tipo de sucata, parafuso, ferramenta e encanamento para criar mesas, cadeiras, armários e até secadores de louça que viram objetos de desejo. Temos também um refúgio de alto luxo e muito charme francês nos Alpes, objetos em tons de madeira, as provocações de Andy Warhol em exposição em Paris… Uma pequena viagem que, esperamos, propicie a todos bons momentos de leitura.

QUEM FAZ

Denilson Milan

Rosane Aubin

Nina Franco

Eduardo Galdieri

Renata Turbiani

Kevin Bulman

Sylvio Telles

Foto de capa: Cylonphoto | Dreamstime.com CONTATOS FAZENDA DA GRAMA Pabx. 11 4591-8000 Clubhouse Starter / Proshop / Agendamentos: 11 4591-8001 Clubhouse Bar 11 4591-8003 Clube 11 4591-8004 Administração Juan Higuera Romero (gerente geral) 11 4591-8010 Administração Eng. Sylvio (gerente Golfe & Áreas Verdes) 11 4591-8017 Administração Rafael Urbini (sub-gerente) 11 4591-8007 Engenharia e Manutenção Eng. Valdeir (construções) 11 4591-8018 Administração Regina (assistente) 11 4591-8015 Administração Tania (assistente) 11 4591-8011 Administração Janaina (assistente) 11 4591-8005 CONSELHO EDITORIAL Luís Eduardo Americano Araújo, Fernando Viana Lomonaco e Denilson Milan

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Diretor Executivo – Denilson Milan Publisher – Rosane Aubin Direção de Arte – Nina Franco (inspiredesignlab.com.br) Colaboraram nesta edi­ção – Renata Turbiani, Kevin Bulman e Sylvio Telles (texto), Eduardo Galdieri (arte), Wel Calandria e Clarissa Di Ciommo (foto) e Silvana Marli (revisão) PARA ANUNCIAR – Tel. (11) 3521-7329 Denilson Milan – denilson@fortunacom.com.br www.facebook.com/fortunacom A revis­ta não se res­pon­sa­bi­li­za pelos con­cei­tos emi­ti­dos nos arti­gos assi­na­dos. As pes­soas não lis­ta­das no expe­dien­te não estão auto­ri­za­das a falar em nome da revis­ta ou a reti­rar qual­quer tipo de mate­rial sem pré­via auto­ri­za­ção emi­ti­da por carta timbrada da reda­ção.


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SUMÁRIO

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BOAS-NOVAS Charme e savoir faire francês nos Alpes

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ARQUITETURA Toninho Noronha: “Não fiquei parado no século XX”

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OBJETOS DO DESEJO O aconchego dos tons de madeira

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PAISAGISMO Cornelia von Ammon: cada projeto, uma personalidade

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GOLF TIPS Os fundamentos de um bom putting

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BATE-BOLA Mais brasileiros na NBA

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DESIGN Móveis e objetos com humor e arte

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VIAGEM Open House em Buenos Aires

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ARTE Provocações de Warhol em Paris

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POR DENTRO DO CAMPO Manutenção com economia de recursos

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SOCIAL Cor-de-rosa pela vida

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EVENTOS Torneios e festas agitam a sede

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GRAMA NO MUNDO Paulo Costa narra viagem inesquecível

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JANELA Um cenário perfeito, por Gilberto Pereira

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BOAS NOVAS

ATMOSFERA DE MONTANHA: a decoração em madeira, típica das vilas dos Alpes, conforto e gastronomia de primeira são pontos fortes do Fermes de Marie

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Estilo no inverno e no verão

O toque da família proprietária está em todos os detalhes: Jocelyne Sibuet cuida do design de interiores e dos menus dos restaurantes; seu marido, Jean-Louis, e um dos filhos, Nicolas, são responsáveis pela arquitetura; e a filha, Marie, cuida da comunicação e do marketing. Não é de espantar que a rede Maisons & Hotels Sibuet tenha como característica principal o estilo muito próprio, essencialmente francês, mas com um ar bem moderno e contemporâneo. Jocelyne, que gosta de viajar pelo mundo divulgando os oito endereços do grupo, esteve recentemente no Brasil e falou um pouco do estilo familiar que procura imprimir a todos os negócios, aprovados por celebridades como Jeanne Moreau, Marion Cotillard, Tom Cruise e Paul McCartney, entre vários outros. Um dos destaques da rede é o Fermes de Marie, referência em hotel cinco estrelas na região dos Alpes franceses, na pequena e charmosa Megève. Com um impressionante vista para o Mont Blanc, a cidadezinha mantém o charme das tradicionais pequenas vilas da montanha. O Fermes de Marie tem 70 quartos, todos com decoração única e atmosfera típica da região, e dois chalés, mais indicados para quem quer passar as férias na intimidade da família. Eles hospedam até 10 pessoas e também oferecem serviços de hotel. Um SPA, dois restaurantes, a aconchegante sala de refeições, bar, adega e lounges convidativos compõem o espaço do hotel, que é visitado tanto no inverno quanto no verão. Os dois restaurantes trazem opções diversas, mas firmemente inspiradas na tradição local: o Traditionnel oferece um menu refinado, baseado em ingredientes da região, como frango assado com molho de trufas e gratinado de queijo Beaufort; e o Alpin apresenta aos hóspedes o folclore local, com as famosas racletes e deliciosos fondues de queijo. A rede francesa tem mais dois hotéis em Megève, o Mont Blanc, na praça da cidade; e o Lodge Park, também no centro.

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ARQUITETURA

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O PODER DA TRANSFORMAÇÃO As obras do arquiteto Toninho Noronha estão sempre em evolução, resultado de sua busca constante por novidades Por Renata Turbiani

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Antonio Henrique de Noronha, ou simplesmente Toninho Noronha, é autor de vários projetos residenciais e comerciais no Brasil e no exterior – seus trabalhos podem ser apreciados em Paris (França), Londres (Inglaterra), Nova York (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina) e Luanda (Angola). Nascido na capital estadunidense, Washington D.C., ele veio para o País com 1 ano de idade, e foi viver com a família no Rio de Janeiro, onde se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a faculdade fez diversos estágios e, depois de graduado, passou pela Secretaria de Urbanismo e por alguns escritórios renomados, até finalmente abrir o seu, na cidade de São Paulo. Profissional de destaque e muito premiado nacional e internacionalmente, Toninho, que atualmente tem dois sócios (a filha Renata Noronha, diretora financeira e de marketing, e o arquiteto Renato Andrade, diretor de criação), já participou de 17 edições da Casa Cor, inclusive a primeira, em 1987. “Lembro que fiz um dormitório. Ficou um espaço bem clean, com sofá, cama, alguns quadros. No chão optei pela pátina branca. E, como não podíamos fazer grandes intervenções no imóvel, utilizei elementos que pudessem ser desmontados depois”, relembra. Centralizador e perfeccionista confesso, o arquiteto privilegia a funcionalidade, a sensação de aconchego e o conforto. Suas obras estão sempre em evolução, resultado da busca constante por novidades. Ele revela que gosta de estar sempre à frente das tendências e ligado no que ainda está por vir. “Não fiquei parado no século XX. Muito pelo contrário. Sou o tipo de profissional que fica de olho em tudo, e qualquer coisa que vejo e acho interessante, coloco nos meus projetos.” Para isso, ele pesquisa bastante, e não apenas na sua área e nos elementos ligados a ela. Segundo o mestre das pranchetas, sons, texturas, cheiros, palavras, imagens... Tudo isso fica guardado no seu inconsciente para ser usado na hora certa. Como resultado, o que vemos são trabalhos que mesclam bom humor, leveza, requinte, charme, bom gosto e, claro, muita personalidade.

Perspectiva ilustrada de projeto de casa de campo

Fazenda da Grama - Como surgiu seu interesse pela arquitetura? Toninho Noronha - Sempre fui bom em matemática e física, mas também gostava muito de desenhar. Até os 17 anos não tinha ideia do que queria estudar, mas aí, um dia, conversando com um primo, que na época estava fazendo cursinho para prestar vestibular para arquitetura, achei que seria uma boa idéia juntar a facilidade com matérias exatas ao dom artístico. A arquitetura nos exige muito de dois extremos: a racionalidade dos números e a criatividade da arte. Depois de formado, você trabalhou um tempo na Secretaria de Urbanismo do Rio de Janeiro. Como foi essa experiência? Lá tive contato com grandes arquitetos. Por exemplo, o Lúcio Costa, autor do Plano Piloto de Brasília, no Distrito Federal. Na verdade, o que eu fazia era planejamento urbano, e isso significava fazer pesquisas em favelas, hospitais e outros locais públicos, para conhecer as deficiências de que vem vivia e utilizava estes espaços. O

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ACONCHEGO: a casa, localizada em Búzios, recebeu um amplo living com pé-direito altíssimo; o espaço pedia uma decoração contemporânea descontraída, mas que não fosse muito rústica; diversas peças foram trazidas do exterior como os tapetes, as cadeiras em couro caramelo e estilo diretor e as da sala de jantar, importadas da Índia

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FOTOS:TUCA REINÉS

objetivo era propor soluções para melhorar as condições. Foi uma época interessante, mas mais por conta das pessoas que conheci. Qual é a sua visão do atual cenário da arquitetura no Brasil e no mundo? As formas orgânicas estão sendo muito valorizadas em projetos no mundo todo. Apesar de eu necessariamente não gostar de muita coisa do que vejo por aí, a tecnologia evoluiu de forma a permitir que qualquer traço em um papel se torne realidade, e isto é muito bom. Fico feliz em ver que o Brasil não deixa nada a desejar no cenário internacional do universo da arquitetura e do design. Muitos profissionais brasileiros são, inclusive, referência mundial. Do que exatamente você não gosta? Falando do Brasil, e mais precisamente de São Paulo, não gosto da falta de organização do urbanismo da cidade em relação aos prédios. E também não gosto nada da poluição visual. Como é a sua relação com o projeto e o cliente? Sou muito centralizador e perfeccionista. Sofro para delegar tarefas. Para um empresário, essas características a princípio seriam desfavoráveis, mas para o cliente isto é ótimo, pois ele tem a segurança de que o projeto está sendo acompanhado de perto por mim. Tenho uma equipe supercompetente, mas estou de olho em tudo, e sempre presente nas reuniões. Esse meu perfeccionismo me deixa exausto, mas é uma exaustão prazeirosa. Eu amo o que

AMBIENTES ILUMINADOS: na cobertura no bairro do Morumbi, em São Paulo, as cores claras predominam, tornando os espaços mais limpos e amplos; a escada em pau-marfim mais parece uma escultura e “flutua” até o piso superior; uma estrutura de vidro com persianas de acionamento automático foi especialmente projetada e as paredes e os tetos de vidro valorizam o extenso jardim, fazendo com que possa ser apreciado de qualquer ângulo

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INTEGRAÇÃO: a piscina do apartamento na Riviera de São Lourenço, no litoral norte de São Paulo, é toda em granito Aqualux serrado; na parte externa, um painel de madeira de demolição canelada, especialmente criado por Toninho Noronha, “veste” e dá personalidade ao espaço, que utiliza móveis da Gandia Blasco, vendidos na Casual Móveis, da Artecfato Beach & Country e da Tora Brasil; o living, de pédireito de 4,3 metros, foi decorado com peças contemporâneas e de design atual

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faço e amo a minha profissão. Tenho um relacionamento informal com meus clientes, sem cerimônia nenhuma, e eles adoram. Se não for assim, não funciona. Muitos projetos demoram meses e a gente tem que confiar um no outro, o cliente tem que se sentir seguro para me questionar se necessário, e eu tenho que ter abertura para dizer a ele se não gosto ou não concordo com sua opinião. Essa cumplicidade, muitas vezes, vira amizade. Tenho grandes amigos que já foram clientes um dia. Como unir beleza, funcionalidade e forma nos projetos de decoração? No projeto de interiores a regra máxima é agradar ao cliente. Alguns priorizam a forma. Estes são muito visuais, apreciam a arte, conhecem as lojas e as marcas, gostam de misturar cores e texturas e mantêm a casa impecável, com todos os móveis e objetos milimetricamente no lugar que deixei. Outros estão preocupados com a funcionalidade e o conforto, querem saber tudo sobre a manutenção de cada produto antes de comprar e abrem mão de uma poltrona dos sonhos se, ao se sentarem, ela não for confortável. O arquiteto é o intermediador desses dois pólos aparentemente impossíveis de se conciliar. Cabe a nós, profissionais, mostrar ao cliente até onde ele pode ceder de cada lado para chegar à equação perfeita em seu projeto. Já a beleza é relativa e depende muito dos olhos de quem a vê, neste caso o essencial é o gosto do cliente ser compatível com o meu. Quais suas fontes de inspiração? Tudo me inspira. Somos bombardeados a cada segundo por imagens, sons, texturas, cheiros, palavras, e nosso inconsciente vai guardando e filtrando tudo. Criatividade é como transformamos este aglomerado de informações em ideias. Nenhuma ideia é criada do nada, elas sempre têm um histórico de referências, que muitas vezes nem são conscientes. Como foi a sua participação na primeira edição da Casa Cor? Eram apenas 17 profissionais e cada um ficou responsável por um ambiente. A Casa Cor foi um projeto ousadíssimo da Angélica Rueda e da Yolanda Figueiredo (criadoras da marca), e elas tiveram dificuldade até mesmo em convencer os profissionais de que o investimento deles naquilo traria retorno. A fórmula já havia sido usada em alguns países com sucesso e isto nos trouxe segurança. Me orgulho de ter feito parte deste começo. Atualmente, as mostras de decoração foram reformuladas diversas vezes, e o apelo ficou muito mais comercial. Em contrapartida, a exposição dos nomes e das marcas ficou maior. Esses eventos são uma vitrine e muito importantes tanto para os profissionais quanto para as marcas. E nesse evento você ficou responsável por qual ambiente? Lembro que fiz um dormitório. Ficou um espaço bem clean, com sofá, cama, alguns quadros. No chão optei pela pátina branca. Como não podíamos fazer grandes intervenções no imóvel, utilizei mais elementos móveis, que pudessem ser desmontados depois. Você costuma utilizar peças de designers brasileiros em seus projetos? Muitas. Valorizo o design nacional e acho fantástico que lojas como a Dpot só tenham peças de designers nacionais em seu catálogo. Para citar alguns, gosto muito do Gerson de Oliveira e da Luciana Martins, da Ovo, da Baba Vacaro e da Claudia Moreira Salles.

HARMONIA: o trabalho com madeira tornou-se um dos pontos altos desta obra; como a ideia era usar o material para revestir o piso de praticamente todos os ambientes, assim como paredes, estantes e rodapés das áreas sociais, a solução foi eleger uma espécie clara, o carvalho, para não sobrecarregar a composição; o projeto de foi executado pela Marcenaria Mallc, do Rio; na decoração, o imóvel recebeu várias obras de arte, além de móveis e objetos que transitam por vários estilos; a cozinha, toda branca, é da Ornare, e o destaque fica por conta da adega climatizada com portas de vidro

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GOURMET: como a proprietária deste loft no Itaim Bibi, em São Paulo, gosta de cozinhar, Toninho Noronha optou por uma cozinha bem equipada e com adega climatizada; o aparador que atende a sala de jantar pode ser convertido em uma bancada para a mesa do som do DJ nos dias de festa; a obra Nuvem, de Eduardo Coimbra, ilumina o ambiente e pode ser vista de todo o apartamento; as mesas e as cadeiras são da italiana Poliform para Casual Móveis, e nas cabeceiras ficam as poltronas Pasha, de Claudio Dondoli e Marco Pocci (Montenapoleone); diversas fotografias, como de Pedro David e Romulo Fialdini, foram espalhadas pelo imóvel; a escada em carvalho, desenhada pelo arquiteto, tem estrutura metálica e revestimento executados pela Ironlogic; o quarto do casal fica no mezanino e recebeu quadros, com imagens de Marilyn Monroe, de Hélio Oiticica e Neville de Almeida (Galeria Fortes Vilaça)

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Qual a relação entre a arte com a arquitetura? Arquitetura é arte, e está diretamente relacionada com outros meios como design, moda, artes plásticas, paisagismo... Quais são seus artistas plásticos preferidos? Gosto muito do Antônio Dias, do Abraham Palatnik, do Daniel Senise, do José Bechara, da Ana Maria Maiolino, do Miguel Rio Branco e da Adriana Varejão. Entre os estrangeiros posso citar Roy Lichtenstein, Robert Rauschenberg e Jean-Michel Basquiat. O que você leva em consideração ao projetar? Primeiro de tudo é preciso definir o perfil do cliente, ou das pessoas que frequentarão o espaço a ser criado. Quais são seus costumes e necessidades? O que desejam? Quais são seus sonhos, até mesmo sonhos de consumo? E quais são suas expectativas em relação ao projeto? No caso de projetos comerciais, o cliente precisa nos passar o perfil do público que deseja atingir, o tipo de produto que irá vender e, inclusive, as estatísticas do negócio. Vamos usar como exemplo uma loja. Eu preciso saber do cliente quais produtos vendem sem esforço, quais precisam de melhor visibilidade, quais são comprados por impulso e também se eles serão manuseados antes de compra. Toda e qualquer informação é necessária para o projeto de arquitetura ser um sucesso. Não adianta projetarmos uma loja linda e superpremiada se seu maior objetivo, que é vender, não for alcançado. E o que privilegia em suas criações? A primeira coisa é funcionalidade para o cliente. Depois é a sensação de aconchego, a atmosfera de acolhimento e o conforto. Não gosto de nada frio. Os meus projetos também têm de ser muito bem feitos e sempre respeitando os desejos do cliente. Qual projeto mais te surpreendeu ao ser finalizado? E você tem algum preferido? A resposta pode parecer clichê, mas todo artista diz que seu trabalho preferido foi o último. Seja um ator, um escritor, um pintor... Quem ama o que faz, e encara todos os projetos como desafios, quando o entrega nas mãos dos clientes sente uma satisfação enorme. Em projetos residenciais esta satisfação vem em doses pequenas, ao longo dos meses ou até dos anos. É porque eles demoram para terminar. O projeto vai tomando forma aos poucos e a gente vê nos olhos do cliente a sua felicidade ao longo de todo o processo. Já em um projeto comercial, que começa e acaba em poucos meses, a satisfação só acontece quando o local é inaugurado. É aquele momento de “desembrulhar o presente”. A obra é sempre corrida e em poucas horas, o espaço que estava de pernas para o ar, se transforma em um restaurante, uma loja ou um escritório, e pronto para receber o público. Qual tipo de projeto é mais desafiador? Projetos pequenos, em espaços reduzidos, são grandes desafios. Projetar construções com dimensões generosas é muito fácil, mas as pequenas, que têm que conter todos os elementos necessários do mesmo jeito que a grande, exigem que o arquiteto quebre a cabeça para conseguir encaixar tudo e tornar o espaço funcional. Também gosto quando me deparo com clientes difíceis, cabeças-duras, e consigo fazer todo um trabalho psicológico para ampliar seu olhar, abrir sua cabeça e para que ele entenda o que estou sugerindo e confie em mim.

ARTE E DESIGN: Tapete de algodão na cor chumbo da By Kamy, sofás Flexform para Casual Móveis, mesa de centro da Tora Brasil, bonecos de porcelana do designer Jaime Hayon, vaso de murano da Marché Art de Vie e obras da série Sandcastle, de Vik Muniz, adquiridas na Galeria Nara Roesler, são alguns dos destaques do living do loft no Itaim Bibi; já o lavabo possui revestimento em papel de parede em degradê azul, da Empório Beraldin, aparador em resina branca brilhante e cuba em louça, ambos da Vallvé Boutique


O que está em alta e o que está em baixa no momento na arquitetura? Quando falamos em alta e baixa, estamos falando de tendências. Mas eu gosto de estar sempre à frente das tendências, ligado no que ainda está por vir. Se já virou tendência não serve mais para mim, aí vou em busca de novas ideias. Mas prezo muito a identidade de um projeto, não existe nada proibido esteticamente falando, pois cada pessoa tem um gosto muito peculiar, o que devemos ter é bom senso e coerência. Agora, existem tendências funcionais que vêm e ficam, como a tecnologia que nos permite usar tintas cada vez melhores, sem cheiro e de rápida secagem, lâmpadas com durabilidade maior, sistemas de automação... Sem contar a busca cada vez maior dos fabricantes por materiais com o menor impacto possível na natureza. Tudo isso eu não chamaria de tendência porque as tendências vêm e vão, chamaria isto de avanço, de desenvolvimento. E qual a sua fonte de pesquisa para descobrir as novidades? Pesquiso bastante e em tudo, não apenas na arquitetura e nos elementos ligados a ela. Desde criança tenho um olhar voltado para o que está lá na frente, e também sempre estou em movimento. Não sou um arquiteto que ficou parado no século XX. Muito pelo contrário. Fico de olho em tudo e qualquer coisa que eu vejo e acho interessante, coloco nos meus projetos. O que você identifica como determinante para o sucesso do seu trabalho? Acho que a minha informalidade no trato com o cliente é muito importante para que haja o sentimento de segurança e confiança de ambas as partes. O fato de eu estar sempre antenado no que está acontecendo no mundo, buscando inspiração nos cinco sentidos, já que muitas vezes uma música ou um cheiro podem ser referência para uma nova ideia, também é muito importante, pois quanto maior for o estímulo, maior o número de referências e maior o espaço para a criatividade fluir. E isso tudo me permite estar sempre em processo de renovação. Esta renovação é contínua e ininterrupta, ela acontece sem eu nem perceber. Para finalizar, como é trabalhar em família, já que sua filha é sua sócia? Na verdade isso aconteceu meio sem querer. A Renata se formou em Comunicação e Marketing. E, logo que saiu da faculdade, acabou vindo trabalhar comigo, para me ajudar. E aí ficou. Hoje em dia ela é responsável pelo setor financeiro do escritório e também faz um trabalho de assessora de imprensa espetacular. Fora que ela é muito criativa. Apesar de não ser arquiteta, tem ótimas ideias. Claro que de vez em quando temos nossas desavenças, como qualquer pai e filha, mas confesso que sem ela eu não sei o que faria.

ELEGÂNCIA SÓBRIA: na sala de jantar, chama a atenção o aparador na cor azul petróleo, desenhado por Toninho Noronha e executado pela Marcenaria Arte e Forma; a mesa Rafaela com prato giratório é da Micasa, as cadeiras Marta em imbuia, com design de Aristeu Pires, são da Dpot, as luminárias pendentes “Beat” são do designer Tom Dixon, adquiridas na Lumini, e as fotografias são de Pierre Verger; no living, piso e escadas são revestidos em mármore travertino navona, da Villa Della Pietra; ainda no living, na parede logo acima do sofá, o arquiteto trocou as molduras das gravuras que a cliente já possuía e instalou-as em uma composição irregular; as duas gravuras de baixo são da artista Anna Letizia e a de cima, do artista Grazman; na parede da TV, o móvel em laca preta brilhante funciona como apoio aos eletrônicos, além de acomodar livros e objetos; sobre ele fica uma escultura do artista Marcus Vinícius

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Produtos Seixos verde, RÊguas de Limestone Saint Remy, Limestone Gris Porto Split Face Arquiteto Guilherme Torres Ambiente Villa Deca • Casa Cor 2014

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OBJETOS DO DESEJO

BANCO ALADO O banquinho Butterfly, da Vitra, combina de forma harmônica linhas orientais e a técnica de moldagem de madeira compensada criada por Charles e Ray Eames. A silhueta levemente curva lembra as asas de uma borboleta. www.vitra.com

LEVEZA FUNCIONAL O aparador Maufe, feito em MDF com acabamento em resina acrílica brilhante, traz uma elegância discreta ao living com suas formas retas e cores neutras. www.adresse.com.br

CHARME PATAGÔNICO Inspirada na região da Patagônia, na Argentina, a poltrona de mesmo nome foi desenhada por Bruno Faucz. Confeccionada em couro e madeira, traz as costuras típicas das celas de cavalo. www.saccaro.com.br

NA FRONTEIRA DA ARTE A designer Cláudia Moreira Salles criou uma coleção de peças únicas, chamada Sintonia Fina, para a Lumini. Ela usa madeira de demolição para as bases, nióbio para as cúpulas e cobre para unir as duas partes. www.lumini.com.br

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MADEIRA IN NATURA Os veios da madeira − chamada cedro arana e reciclada − são o grande charme das mesinhas de centro Moreré, da designer Monica Cintra, que escolheu a cor do aço corten para pintar os pés de ferro. Destaque para o processo especial de acabamento da madeira feito pela profissional em seu próprio ateliê. www.monicacintra.com.br

CONTRASTES A Luminária Gaivota, da designer Monica Cintra, tem uma base robusta em madeira de canela despigmentada e uma haste esguia e elegante que sustenta a cúpula em cobre. www.monicacintra.com.br

CHÃO DE ESTRELAS É uma obra de arte: o iluminador e designer Maneco Quinderé, famoso por seus trabalhos no teatro, criou a mesa luminária Metrópole inspirado na vista que temos das cidades, à noite, a partir da janela do avião. Sustentável, a peça aproveita placas de computadores que seriam descartadas para criar o jogo de luzes. www.etelinteriores.com.br

MENOS É MAIS Desenhada pelo Estúdio Ninho para a Decameron, a poltrona Virah destaca-se pelo design criativo e aparentemente simples. A estrutura é revestida em couro e os pés são metálicos. www.decamerondesign.com.br.

DESCONTRAÇÃO ELEGANTE Com assentos sobrepostos e almofadas soltas, o sofá C117, de Guilherme Wentz, tem estrutura em ferro com pintura eletrostática e forração em linho, lona e couro. A mistura de cores e texturas é o grande charme da peça. www.carbonodesign.com.br

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PAISAGISMO

TALENTO PARA TRANSFORMAR AMBIENTES

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Cornelia von Ammon valoriza conceitos de sustentabilidade e funcionalidade para criar jardins convidativos aos sentidos Por Renata Turbiani fotos Divulgação

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roprietária da AÇÃO Decoração e Paisagismo e diretora de Desenvolvimento da Associação Nacional de Paisagismo (ANP), Cornelia von Ammon só descobriu sua vocação há pouco mais de 10 anos. Antes de se matricular no Instituto Brasileiro de Paisagismo (Ibrap), ela trabalhou 22 anos como executiva em diversas multinacionais − Bayer do Brasil, Deutsche Bank e Trumpf Máquinas, só para citar algumas. Ela atuou nas áreas administrativa, de recursos humanos e marketing, e, em determinado momento, foi responsável pela organização de eventos, desde a concepção e o layout até o atendimento ao cliente. Por conta de seu talento para transformar ambientes e proporcionar bem-estar, a profissional teve seu trabalho reconhecido tanto na área corporativa quanto pessoal, e foi justamente essa última que a fez mudar de carreira. “Uma amiga, durante um almoço, me disse que adorava as transformações que eu fazia na minha casa. Neste dia, ela me pediu para indicar alguém para fazer algo parecido na residência dela. Acabei me oferecendo, mas, durante o processo, percebi que eu precisava de mais conhecimento, então fui estudar”, relembra. Valorizando os conceitos técnicos de sustentabilidade e garantindo atualização constante do paisagismo e da decoração de interiores e exteriores, levando sempre em consideração a funcionalidade, Cornelia também acabou se especializando em jardins verticais. Há cinco anos atuando neste segmento, ela coleciona projetos de destaque. Como o elaborado para a Casa Cor deste ano. A ex-executiva comenta que esse tipo de recurso verde funciona bem em espaços grandes e pequenos, terraços e até em ambientes internos, mas, neste caso, desde que haja boa iluminação.

NA FLORESTA: neste projeto, na Zona Sul de São Paulo, Cornelia inspirou-se na Mata Atlântica; ela criou diferentes espaços, tanto para descanso e leitura individual quanto para convívio e integração; ao lado da piscina, os seixos remetem às praias; e sob a sombra do flamboyant, a paisagista inseriu uma chaise em formato de concha circular e com estofado, com revestimento aquablock, que resiste às intempéries; ladeando o estar, bromélias guzmania, pacovás, asplênios, palmeira-licuala, helicônias, singônios e um grande filodendro guaimbê

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“Os jardins verticais aumentam o conforto técnico, diminuem a poluição e atraem a fauna. Também podem ser utilizados para auxiliar no isolamento acústico”, explica. Entre as espécies que a paisagista costuma plantar estão os miniantúrios. E, para que fiquem sempre bonitos e saudáveis, a recomendação é manutenção constante, regas frequentes e adubação uma vez ao mês. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, respeitando o meio ambiente e garantindo a integração entre as pessoas e a natureza, a paisagista, que tem um estilo predominantemente tropical, ainda encontra tempo para montar arranjos. “Eles fazem parte da transformação que gosto de promover nos ambientes”, comenta. A seguir, conheça um pouco mais do trabalho de Cornelia von Ammon. Fazenda da Grama – Você atuou durante 22 anos em multinacionais. Como acabou enveredando para o paisagismo? Cornelia von Ammon – Sempre gostei de transformar ambientes. Um dia, durante um almoço com uma amiga, ela disse que adorava as transformações que eu fazia na minha casa e no trabalho e pediu para eu indicar alguém para fazer algo parecido na residência dela. Me ofereci, mas durante o processo percebi que precisava aprofundar meu conhecimento na área de paisagismo para poder fazer um trabalho bem profissional. Fui, então, fazer o curso técnico de dois anos no Ibrap. Mas por que exatamente optou pelo paisagismo? Acho que o bem-estar, seja em empresa ou residência, é primordial para se viver

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FLORA E FAUNA: o jardim da residência na Zona Sul de São Paulo usa espécies nativas, de inspiração tropical, com alta diversidade e tendo a preocupação de escolher frutíferas para atração e alimentação de pássaros; em um cantinho do jardim, um banco estrategicamente colocado convida ao descanso e à observação da paisagem


melhor. E o paisagismo integrado com a decoração, sempre bem pensados e planejados, sendo, inclusive, atrativos para que as pessoas queiram estar no local e se sintam bem nele, promove isso. Atualmente, as áreas externas são muito frequentemente o palco das reuniões, justamente para quebrar a rotina, abrir a criatividade, enfim alimentar a alma. E, no Brasil, com tanta exuberância e variedades de plantas, vale a pena preservar e trabalhar com essa diversidade magnífica. Por falar em diversidade, você tem alguma espécie preferida? Ah, são muitas, especialmente para uma apaixonada pela natureza como eu. Mas posso dizer que a orquídea e suas muitas variedades me encantam, bem como plantas com folhagens marcantes como os filodendros, o chifre-de-veado, por sua exuberância, e os contrastes de cores que temos nas helicônias. Como define o seu estilo? Predominantemente tropical, mas desde que a região onde o cliente mora e o espaço que ele tem permitam, pois, em qualquer projeto, precisamos analisar sempre o entorno, o clima, os propósitos, o gosto e o estilo da arquitetura presente no local, entre outros itens. Cada projeto tem sua personalidade.

Você também trabalha com decoração de interiores. Como deve ser a integração entre a decoração e o paisagismo? Essa integração é muito importante. As duas áreas têm de falar a mesma linguagem, se complementar ou ainda fazer contrapontos, mas o conjunto deve ter um propósito e uma harmonia. Além de um projeto harmonioso e de acordo com o local onde será inserido e os desejos do cliente, quais são os seus objetivos em cada trabalho? Transformar ambientes, criar bem-estar e valorizar os espaços para que sejam convidativos aos sentidos e façam as pessoas se sentirem atraídas pelo lugar. O que nunca pode faltar em um jardim? Para mim é a diversidade cuidadosamente estudada, pois ela traz movimento e personalidade ao jardim. Dá para usar esculturas e obras de arte em jardins? De que forma? Dá sim, e elas valorizam muito o espaço. Mas antes temos de analisar o local e os pontos focais para eleger o melhor local. Eu, pessoalmente, gosto de inserir esculturas em um ponto onde elas possam ser avistadas de diferentes ângulos. E na escolha da peça que vai decorar a área verde, o que se deve levar em consideração? A escolha da escultura depende do que queremos provocar. Além disso, é importante ter cuidado com o material. Por exemplo, em uma casa de frente para a praia, onde a incidência de maresia e umidade é maior, o ideal é optar pelas esculturas feitas de pedras, mármores e outros materiais que não sejam sensíveis. Onde você busca referências e inspiração? Em tudo o que vejo e observo. Nas paisagens do Brasil, nas áreas de mata preservada, em viagens e congressos dos quais participo, na arquitetura, nos livros, nas estampas e nas pinturas, que são um exercício de leques de cores e formas. Toda arte tem como inspirar a nossa criatividade. Você tem vários projetos de jardim vertical. Quais são as principais características e particularidades desse tipo de área verde? Me especializei nessa área há cinco anos, e sempre digo que para se ter sucesso é preciso seguir o tripé: projeto bom (análise do local, clima, incidência de luminosidade e ventos, entre outros fatores), implantação (escolha e compra de espécies de qualidade e livres de pragas, transporte cuidadoso e plantio adequado) e manutenção e adubação. Todos os tipos de plantas podem ser cultivados nos jardins verticais ou há restrições? Há uma diversidade para cada situação. Alguns clientes gostam de ter um pouco de flor e aí procuro usar o miniantúrio, pois ele tem um leque grande de cores. Com ele é possível fazer um jardim de uma única cor ou de diversas.

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LOUNGE TROPICAL: o espaço criado pela paisagista para a Casa Cor deste ano foi inspirado nas cores do Brasil, valorizando, especialmente o azul; elementos feitos com materiais sustentáveis como as mesas da Tora Brasil foram empregados; ombrelones e bancos de madeira certificada da Araucari Arte & Design compõem o ambiente junto com vasos vietnamitas da L’oeil, um vaso pintado a mão da artista Fanny von Amonn e lanternas e chaises da Espaço Til; na página ao lado, destaque para o belo jardim vertical, uma das especialidades de Cornelia

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CONFORTO E BELEZA: o jardim vertical Ê uma das especialidades de Cornelia; neste, ela misturou plantas com diferentes tons de verde e texturas; com ar bem tropical, o espaço possui poltronas, sofås e chaises elegantes e aconchegantes para garantir momentos de lazer aos moradores e seus convidados

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Essa é uma alternativa, normalmente, sustentável. Quais são as outras formas de trabalhar a sustentabilidade no paisagismo? Criar diversidade no jardim inserindo, sempre que possível, frutíferas e espécies que atraem fauna, pois elas ajudam a diminuir a incidência de pragas e garantem alimento, abrigo e equilíbrio para os espaços. Você também elabora arranjos. Esse é um trabalho separado ou está relacionado com os projetos? Faço arranjos para clientes que já recebem nossa visita pela manutenção do jardim vertical e projetos que executamos, bem como para eventos pontuais. Os arranjos fazem parte da transformação que gosto de promover nos ambientes. Quais suas dicas para quem deseja montar um belo arranjo? Sempre é importante saber primeiro em qual ocasião ele será utilizado. De modo geral, é preciso haver harmonia na altura do arranjo e nas cores. Também é indicado seguir um estilo, que pode ser romântico, moderno, formal, clássico... Hoje também estão na moda arranjos mais desestruturados, que mesclam tons de verdes diferentes com as flores, mas isso depende sempre do objetivo. O material (flores e folhagens) deve ser bem fresco, e, em vasos transparentes, a dica é usar água filtrada para ficar mais transparente e bonito. E os cuidados que se deve ter para que eles durem mais? Trocar diariamente a água e, semanalmente, cortar as pontas dos caules em diagonal e com tesoura afiada. Também recomendo deixar o arranjo em local fresco e com claridade, mas não diretamente exposto aos raios fortes do sol.

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Arquiteto Guilherme Torres | Projeto Casa Cor 2014 3 2 www.fazendadagrama.com.br


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V i lla del l aP i e t r a.co m.b r


GOLF TIPS

POR Kevin Bulman

PUTTING: QUATRO FUNDAMENTOS PRINCIPAIS

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á quatro fatores fundamentais para um bom putting: 1. Set-up; 2. Caminho e clubface; 3. Ritmo e tempo; 4. Foco mental.

SET-UP • Eu gosto do ângulo do eixo do meu putter inclinado para a frente cerca de 2-3 graus. • Eu mantenho os dois polegares alinhados direto para baixo, e coloco um pouco mais de peso no meu pé esquerdo. • Os ombros e antebraços precisam estar alinhados paralelamente ao alvo, e a cabeça do taco deve estar centralizada no stance, de modo que a bola fique posicionada logo à frente do taco, alguns centímetros à esquerda do centro do seu stance. CAMINHO E CLUBEFACE • Controle o caminho em que a cabeça do putter oscila, e mantenha o alinhamento perpendicular da face do taco para onde você quer que a bola comece a rolar. Mesmo que o taco esteja caminhando em um arco, não vire a face do taco para compensar isso. • Tente devolver o eixo para a mesma posição onde você começou, particularmente o mesmo ângulo. • Pense em uma linha reta para trás e para frente.

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RITMO E TEMPO • O movimento de avanço deve realmente tomar metade do tempo do backswing em um putt. Eu acredito que você pode controlar a sua distância melhor do que com o balanço tradicional de pêndulo. • Amadores cometem o erro de levar o taco muito para trás em seu backswing e desacelerm no ponto de impacto. Ao invés disso, tente fazer um backswing mais curto, acelerando ao atingir a bola. FOCO MENTAL É o fundamento mais importante dos quatro, e talvez o mais difícil de aprender. • Caída, Mira e Movimento. Não tenha dúvida na caída, não tenha dúvida na mira e não duvide no seu movimento. Consequentemente, você vai ter um bom putt. • Você tem que se apaixonar por sua leitura do green. Você tem que se sentir confortável com seu objetivo e esquecer as dúvidas. Só não demore muito, pois pode haver um grupo atrás esperando por seu putt (risos). Bom jogo!

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JOÃO PIRES - FOTOJUMP

BATE-BOLA

Por Renata Turbiani

Mais dois brasileiros na NBA

Cristiano Felício, campeão do NBB7 pelo Flamengo, do Rio de Janeiro, assinou contrato de dois anos com o Chicago Bulls; e Marcelinho Huertas, capitão da seleção brasileira de basquete e atleta do Barcelona, da Espanha, foi contratado pelo Los Angeles Lakers. Com eles, agora são nove atletas do País na NBA – os outros são Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Leandrinho Barbosa (Golden State Warriors), Nenê Hilário (Washington Wizards), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Tiago Splitter (Atlanta Hawks). E por falar em NBA, a temporada 2015-1016 da principal liga de basquete do mundo começa no dia 27 de outubro. Serão três jogos de estreia: Detroit Pistons e Atlanta Hawks, em Atlanta; Cleveland Cavaliers e Chicago Bulls, em Chicago; e New Orleans Pelicans e Golden State Warriors, em Oakland. A programação completa está disponível no site www.nba.com. www.nba.com

Mais eventos teste no Rio

HILDENGARD MENESES-CBBD

Mais sete eventos testes para os Jogos Olímpicos (de 5 a 21 de agosto de 2016) e Paralímpicos (entre 7 e 18 de setembro de 2016) serão realizadas este ano na cidade do Rio de Janeiro. O Torneio Internacional de Bocha acontece de 12 a 14 de novembro no Riocentro. No mesmo mês haverá ainda o Torneio Internacional de Tênis de Mesa (de 18 a 21), também no Riocentro; o Campeonato Internacional de Hóquei sobre Grama (de 24 a 28), no Centro Olímpico de Hóquei; o Grand Prix de Badminton (de 24 a 29), no Riocentro, e o Desafio Internacional de Canoagem Slalom (de 26 a 29), no Estádio de Canoagem Slalom. As duas últimas competições serão o Torneio Internacional de Boxe (entre 1º e 6 de dezembro), no Riocentro, e o Brasil Masters Cup (de 10 a 12 de dezembro), no Centro Olímpico de Tênis.

Foz do Iguaçu sedia Campeonato de Badminton

Entre os dias 6 e 13 de dezembro, a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, receberá o Campeonato Sul-Americano de Badminton 2015. A competição, que será disputada no Ginásio Costa Cavalcante, acontecerá nas Categorias Jovens e Adultos de equipes e individuais. São esperados mais de 300 atletas da América do Sul. Inicialmente, o evento seria realizado em Guayaquil, no Equador, mas, devido à desistência daquele país, o Brasil entrou na jogada. O campeonato é uma realização da Confederação Sul-Americana de Badminton (Consubad), da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) e da Federação Paranaense de Badminton (BFP).

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O Brasil tem uma importante missão no Mundial de Ginástica Artística deste ano, que será disputado entre os dias 24 de outubro e 2 de novembro, em Glasgow, na Escócia: terminar entre os oito primeiros colocados e, assim, garantir vaga direta por equipes para os Jogos Olímpicos Rio 2016. No campeonato deste ano estão inscritos 600 atletas que irão representar 91 países. Os atuais campeões por equipes no masculino são os chineses. Já no feminino, as norte-americanas são as donas do título. RICARDO BUFOLIN-CBG

FOTOS: RAFAEL BURZA

Brasil disputa vaga na Escócia

Judocas terão final de ano agitado A partir de outubro, os judocas brasileiros terão três importantes desafios: o Grand Slam de Paris, na França, que será realizado nos dias 17 e 18 de outubro; o Grand Slam de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, e o Grand Slam de Tóquio, no Japão, de 4 a 6 de dezembro. As competições contam pontos para o ranking mundial, e é a partir dele que serão definidos os convocados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A lista completa dos atletas que participarão destes eventos ainda não foi divulgada. Por enquanto, estão confirmadas apenas as presenças de Nathália Brigida em Paris, e Felipe Kitadai, em Abu Dhabi.

Novidades no GP Brasil de Fórmula 1

Está chegando a hora do tão aguardado Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A corrida, penúltima etapa do mundial deste ano, será disputada no dia 15 de novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Mas nos dois dias anteriores já haverá programação, com os treinos livres e classificatórios. Para esta edição, que terá na pista dois brasileiros, Felipe Massa e o estreante Felipe Nasr, a organização reservou algumas novidades para o público. A arquibancada “G”, por exemplo, foi dividida em duas áreas distintas: uma, que manterá o nome “G”, será localizada no final da Reta Oposta, com preferência para os grupos organizados; o outro segmento, denominado “Q”, ficará localizado no centro da Reta Oposta e deverá receber os torcedores que gostam da vista do local, mas não fazem parte das torcidas organizadas. Além disso, nas áreas VIPs, o Interlagos Club estará de volta renovado, com visita aos boxes nos três dias do evento (treinos livres e classificatórios e corrida). O setor inclui ainda bufê de alimentação quente e open bar. Mais informações no site www.gpbrasil.com.br

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DESIGN

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ARTE, HUMOR E FUNÇÃO

Com peças únicas e produção que alinha arte e design, Outra Oficina conquista público exigente e bem formado Por Rosane Aubin Fotos Marcelo Stefanovicz

PEÇAS ÚNICAS: todo o processo de manufatura é feito pelos designers do Outra Oficina num galpão no bairro de Santa Cecília

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A

máxima da escola Bauhaus − “a forma segue a função” − ainda é o conceito dominante no design mundial, influenciando profissionais dos quatro cantos do mundo. Menos na pequena fábrica do bairro Santa Cecília, um espaço cheio de máquinas, materiais e muita música, em que os designers Leo Capote e Marcelo Stefanovicz inventam e montam as desejadas peças da Outra Oficina. Juntos desde o primeiro semestre de 2013, quando Leo mudou-se para o espaço que Marcelo mantinha como estúdio de fotos, os dois designers partem de um processo totalmente artesanal para criar peças em que o que vem primeiro é a arte, seguida pela função. “É uma arte com função, uma espécie de escultura funcional. O processo é o mesmo, mas a finalidade é outra”, filosofa Marcelo. “Nosso conceito é sempre de mudar a função do objeto, o que acaba levando nosso trabalho para o lado do humor”, completa Leo. Os dois acabaram de lançar, pela AMMA Store (www.ammastore. com.br), a série Luz Peculiar, com candelabro, castiçais tamanho P, M e G, lamparina e réchaud, todos em pequenas tiragens de no máximo 50 produtos. Feita com porcas e barras roscadas de inox soldado com acabamento em pintura eletrostática preta ou na cor cobre, a coleção é um primeiro passo da Outra Oficina no sentido de tentar produzir peças mais baratas e menores. “Esses produtos para a AMMA são um exercício, de como pensar, como funciona, se cabe e vale a pena fazer. Estamos lidando com muitas variáveis, desde o custo até a utilidade e a venda, e observando como se comporta o mercado”, explica Leo Capote.

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Enquanto decidem sobre uma possível produção em série no futuro, os designers continuam confeccionando as peças de alto teor artístico que fizeram a fama primeiro de Leo e hoje da marca. Neto do dono de uma loja de parafusos no bairro de Santa Cecília, muito perto do atual galpão de fábrica que hoje usam, Leo Capote começou a produzir obras de sucata, parafusos e outras sobras do pequeno comércio aos 13 anos. Mais tarde, cursou Desenho Industrial e foi fazer um estágio com uma dupla de fieis clientes da loja de parafusos: os irmãos Campana, que também mantém sua oficina no mesmo bairro. “Por volta de 17 anos passei a vender o que produzia e nunca mais parei, exceto por um período em que morei fora do Brasil”, conta Leo, que desfilou em passarelas internacionais, período em que conheceu Marcelo, que também era modelo. Marcelo Stefanovicz, segundo eles, é o mais artista dos dois. Sua primeira criação a ganhar destaque foi a série de luminárias Parasitas, em que lâmpadas brotam de outras, formando esculturas. “Também criei algumas peças de mobiliário para a loja da minha mulher, Carina Duek”, conta ele, que trabalhava como designer gráfico, artista visual e fotógrafo, função que hoje só exerce quando se trata de registrar as peças que cria com seu colega para o Outra Oficina. “Eu antes procurava fazer tudo mais certinho, o Marcelo deixa mais pontas, mais arestas”, diz Leo, enquanto mostra a cadeira Bololô Sucata, um verdadeiro quebra-cabeças que mistura pedaços de metais descartados a ferramentas como alicates e martelos. O emaranhado de metais, ninguém diria, acaba ficando confortável para sentar. Detalhe: é muito raro eles mandarem fazer alguma coisa fora, a maioria das peças é montada, lixada e pintada ali mesmo, na oficina repleta de cadeiras, armários, porcas, parafusos e todo tipo de ferramenta.

SOLUÇÕES INVENTIVAS: na outra página, a cadeira Balança, que exigiu uma longa pesquisa para chegar ao resultado desejado; e os castiçais e candelabro, que ganhou banho de teflon para garantir movimentos nas articulações, criados para a AMMA; acima, a cadeira Bololô Sucata, um prodígio de ergonomia montado a partir de peças de metal descartadas

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ACABAMENTO PERFEITO: as cadeiras Bololô Sucata em versão branca, Machado (repare no pé) e Docol, confeccionada com torneiras, registros, chuveiros e outras peças hidráulicas

“O custo material para montar a estrutura é baixo, mas a mão de obra dispendida para finalizar uma cadeira, por exemplo, é imensa”, diz Marcelo. E, com esse processo artesanal, cada peça acaba sendo única, porque a forma de juntar e grudar cada material é diferente e exige um esforço de raciocínio para manter a ergonomia do produto e também valorizar a estética. E os exemplos são variados. A Poltrona Docol, por exemplo, é feita com torneiras, registros, chuveiros e outros componentes da marca de mesmo nome. A Cadeira Balança, outro sucesso da dupla, também nunca sai do mesmo jeito: como é preciso encontrar balanças antigas, e elas nunca são iguais, eles precisam partir praticamente do zero em cada peça, criando uma estrutura que permita ao usuário sentar-se com conforto e ao mesmo tempo funcione como objeto de decoração. Alguns dos produtos mais surpreendentes são o secador Typedryer de louças, feito a partir de antigas máquinas de escrever Olivetti, e o armário Colher, que tem uma estrutura em alumínio onde se encaixam centenas de colheres. O humor e inventividade da Outra Oficina conquistaram muitos clientes que sempre procuram os designers para dar um toque diferente aos projetos. Eles costumam participar sempre da Casa Cor e da Casa Black com peças encomendadas por arquitetos que assinam os ambientes; também produzem para projetos de decoração, galerias de arte e clientes que, conhecendo sua capacidade de invenção, chegam com os pedidos mais surpreendentes. “Já fizemos até uma lápide para o Cemitério da Consolação”, conta Leo. outraoficina.com

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DIVERSÃO GARANTIDA: acima, o Typedryer, secador de louças feito a partir de antigas máquinas de escrever Olivetti; a coleção de luminárias Parasitas, em que lâmpadas nascem umas das outras; e a mesa Bolacha, de madeira talhada

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ARTESANAL: Leo Capote e Marcelo Stefanovicz curvam, entortam, soldam, lixam e pintam as suas invenções na oficina, que tem uma pequena cozinha e um pátio nos fundos

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DE PORTAS ABERTAS VIAGEM

Única cidade da América do Sul a realizar o Open House, Buenos Aires sedia o evento nos dias 31 de outubro e 1º de novembro

FOTOS: PABLO CORRAL

Por Rosane Aubin

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rata-se de uma oportunidade única: visitar casas, prédios ou áreas de edifícios públicos fechados ao público com a orientação de voluntários que explicam a história de cada construção, como ela foi criada e como é usada pelos moradores ou usuários. O evento Open House, criado em Londres, em 1992, é um sucesso nas 31 cidades em que já foi introduzido. Em Buenos Aires, única cidade da América do Sul a realizar a iniciativa, a edição a ser realizada nos dias 31 de outubro e 1º de novembro será a terceira, e desde já a maior: serão 100 edifícios e 600 voluntários. Além das visitas guiadas às construções, o evento inclui o Open Foto, Open Muro e Open Bici, em que historiadores passeiam por um trajeto específico mostrando e comentando a história dos prédios. Quem conhece Buenos Aires sabe que sua arquitetura é muito interessante e especial. Como será apenas um fim de semana, e cada pessoa pode inscrever-se em quatro edifícios por dia, ou seja, em oito no total, é preciso fazer uma escolha prévia. O arquiteto Ricardo Pomphile, integrante do grupo CoHabitar Urbano, que organiza o Open House na Argentina, destaca algumas atrações, mas quem quiser fazer suas próprias escolhas no site www.openhousebsas. org com certeza terá a diversão garantida. “Vale visitar algumas atrações que já entraram em outras edições, como o Bairro Parque Los Andes, o antigo Banco de Londres, a Torre República; e outros que entraram este ano, como o Museu Xul Solar, o Hotel Marriot Plaza e, em menor escala, a CasaO e o ateliê da artista plástica

Cristina Dartiguelongue”, diz o arquiteto. O CoHabitar Urbano, que é uma associação sem fins lucrativos, foi criado por cinco arquitetos que se conheceram quando estudavam na Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo (FADU) da Universidade de Buenos Aires. “O objetivo é aproximar os cidadãos e a arquitetura de suas cidades”, explica Santiago Chibán, também arquiteto e integrante do grupo. “Este ano, também vamos incorporar a música ao evento. Em alguns edifícios, as visitas serão acompanhadas por músicos, e será uma surpresa, ninguém saberá antes quais os prédios com concertos”, completa Chibán. Confira a entrevista que o arquiteto Ricardo Pomphile concedeu à Fazenda da Grama. Fazenda da Grama - Como foi a primeira edição e como o evento evoluiu até agora? Ricardo Pomphile - A primeira edição, em 2013, mostrou 60 edifícios. Foi uma experiência muito boa, já que Buenos Aires foi a primeira cidade da América Latina a abrir suas portas. Em 2015, na terceira edição, chegamos a aproximadamente 100 edifícios. O evento cresce ano a ano em quantidade de prédios, voluntários e visitantes. Como os organizadores internacionais interferem no Open House Buenos Aires? Em 2013, na primeira edição, os fundadores do Open House Londres acompanharam a semana anterior e os dois dias do

FOTOS: PABLO CORRAL

OPORTUNIDADE ÚNICA: o evento permite conhecer por dentro casas e prédios como Palácio Barolo, Casal de Catalunya e Zanjón de Granados y Casa Mínima

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FOTOS: SANTIAGO CHIBÁN

CENAS DE 2014 E NOVIDADES DE 2015: os voluntários em ação no ano passado; e, na outra página, a CasaO, que entrou na programação

evento para avaliar o que fizemos. Nós temos que respeitar regras, como ser uma organização civil sem fins lucrativos, cumprir um determinado número de edifícios e manter o evento grátis para o público, entre outros. Como a população de Buenos Aires interage com o Open House? A maioria é de turistas ou moradores? A resposta dos moradores foi muito positiva e entusiasmada, ano a ano a participação vai aumentando. Eles interagem, sugerem edifícios que gostariam de visitar, donos e arquitetos nos consultam para agregar obras… Dessa forma, e também com a nossa curadoria e investigação, o catálogo vai crescendo. O evento é realizado majoritariamente para os habitantes da cidade. Quais serão as principais atrações deste ano? Além da grande variedade de edifícios e dos eventos paralelos, como o Open Bici, Muro e Foto, nos associamos com um movimento de música ao vivo que fará pequenos shows em edifícios surpresa nos finais dos dias. Coincidentemente, eu estava em Dublin em 2013, quando

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foi realizado o Open House de lá. Eles fazem uma seleção muito abrangente, incluindo desde moradias muito populares até os prédios georgianos supervalorizados. O Open House Buenos Aires também procura contemplar todas estas variáveis? Acho que esse é um dos pontos mais ricos do conceito Open House. Não só nos permite entrar em lugares que de outra maneira jamais teríamos acesso, como também traz uma grande variedade de edifícios, escalas e usos diferentes. Isso permite que a arquitetura seja conhecida e entendida em suas diferentes variáveis, como morar, trabalhar e ter lazer em diferentes espaços. Para encerrar, quais as dicas você daria para um turista brasileiro que esteja em Buenos Aires na data do evento? Como disse antes, creio que seja uma experiência para conhecer os vários tipos de arquitetura. Cada edifício vale conhecer, mas alguns que eu citaria são o antigo Banco de Londres, o prédio Bencich, o Virrey del Pino e o Passaje Barolo. Para conhecer o evento pelo mundo: www.openhouseworldwide.org Para inscrever-se: www.openhousebsas.org


FOTOS: MANOLO PACHECO

AS CASAS “CHORIZO” A CasaO e o ateliê da artista plástica Cristina Dartiguelongue, que fazem parte da programação 2015 do Open House, permitirão aos visitantes conhecer um dos possíveis usos das famosas casas “chorizo” (linguiça), típicas de Buenos Aires e Rosário e depois também erguidas em outras cidades. Elas eram inspiradas nas casas romanas e tinham vários cômodos voltados para um pátio e enfileirados, daí o nome. O casal Marcela Oliver, psicanalista e artista plástica, e Manolo Pacheco, designer gráfico, são os proprietários da CasaO, vivem entre São Paulo e Buenos Aires e estarão na capital argentina para o evento. Eles recuperaram a casa, edificada na década de 1920, nos anos 1990, e fizeram um verdadeiro trabalho de garimpo para manter ao máximo as características originais do imóvel. “Visitamos muitos depósitos de material de demolição para encontrar peças que fossem da mesma época e estilo da casa”, conta Manolo Pacheco. O resultado é um primor de estilo e elegância, com muitos ambientes para receber amigos, viver e trabalhar. “Cuidamos de cada detalhe e procuramos usar tudo o que encontramos lá de alguma maneira. A madeira de algumas portas de paredes que derrubamos, por exemplo, foi aproveitada nos móveis da cozinha”, detalha Marcela, que destaca o uso de materiais nobres, como o mármore de Carrara, no projeto original. O terraço, que originalmente era uma espécie de área de serviço, hoje abriga um ateliê, um jardim de inverno e um espaço aberto com plantas e bancos. Localizada em Palermo Viejo, que nos últimos anos ganha mais e mais a fama de bairro boêmio e elegante, a antiga edificação não é a única “chorizo” da região. Quem for visitar e conhecer por dentro a construção, que também inclui o ateliê de Cristina (no térreo), também poderá fazer uma instigante caminhada e conhecer outras raridades arquitetônicas. Há várias casas que abrigam estabelecimentos comerciais, como o restaurante Cabernet (www.cabernet-restaurant.com) ou a livraria Eterna Cadencia (www.eternacadencia.com.ar).

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ARTE

SOMBRAS E PROVOCAÇÕES

Museu de Arte Moderna de Paris exibe pela primeira vez na Europa a série Shadows, de Andy Warhol Por Rosane Aubin Fotos © The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts

MARCOS DA ARTE POP: Andy Warhol fotografado por Arthur Tress na exposição realizada em 1979; a série de telas em imagem do Bill Jacobson Studio; autorretrato do artista feito em 1966; e ele enquanto filmava L’Amour, em Paris, em 1970

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resente em qualquer lista de artistas mais influentes do século XX, Andy Warhol criou a Pop Art e era um mestre em dinamitar convenções e tradições. Uma de suas obras mais controversas, a série Shadows, com 102 telas que ocupam uma área de no mínimo 130 metros de comprimento, não passa de alguns borrões em preto e branco e algumas cores mais fortes aqui e ali. “Essa exposição só parece boa porque é muito grande”, disse o próprio artista em janeiro de 1979, quando a obra foi exibida pela primeira vez. Vendida para a Dia Art Foundation, Shadows permanece até hoje como uma importante marca na carreira do “Rei da Pop Art”, e depois de ser mostrada no MOCA (Museu de Arte Contemporânea) de Nova York, chega à Europa pela primeira vez. A série e um total de 200 obras estarão em cartaz a partir de 2 de outubro e até 7 de fevereiro de 2016 no Museu de Arte Moderna (MAM), de Paris, e desde já provocam um certo burburinho. Além de constar de todas as listas de principais mostras de Paris no ano de 2015 – e olha que a capital francesa é um páreo duro nesse quesito –, a exposição Warhol Unlimited inspirou um dos principais hotéis da Cidade Luz, o tradicional e sofisticado Le Meurice, a lançar novos pratos e um pacote especial em homenagem à Pop Art. Detalhe: Warhol era, ao lado de celebridades como Honoré de Balzac, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Coco Chanel, Liza Minelli e Bob Dylan, um habitué do hotel, que fica a menos de meia hora de caminhada do museu. Além de incluir tíquetes para a exposição no pacote, o hotel, que completa 180 anos em 2015, criou dois pratos em homenagem ao artista: o chef Christophe Saintagne fez um hambúrguer de ar gourmet, com pão artesanal e servido com cebolas roxas fritas e fatias de tomate; e o chef pâtissier Cédric Grolet inspirou-se em uma gama de cores, à moda do papa da Pop Art, para desenhar uma minicoleção de quatro massas folhadas aromatizadas com limão e hortelã, mel e estragão, castanha, groselha e pêra defumada. Voltando à exposição: os visitantes, além de co-

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PORTFÓLIO VARIADO: acima, Mao, de 1973; a tela Big Electric Chair, de 1967; a foto Andy Warhol, Gerard Malanga e Philipe Fagan na The Factory, de 1964; na outra página, Jackie, do mesmo ano; cena do filme Empire, também realizado em 1964; Screen Test Photogram, com Edie Sedgwick; Flowers; e Andy Warhol in Front of the Cow Wallpaper, de 1965

nhecer a controversa Shadows, poderão ver outros célebres trabalhos de Warhol. Nascido em 1928 e morto em 1987, ele estudou desenho, trabalhou como publicitário e no início dos anos 1950 desenhava com tintas acrílicas temas relacionados à publicidade. Mas foi nos anos anos 1960 que lançou algumas de suas obras mais famosas, pintando produtos como latas de Coca-Cola e de sopa Campbell’s; além de ídolos populares, como Elvis Presley e Marilyn Monroe, e ícones da história da arte, como a Mona Lisa, cujos retratos eram reproduzidos em série, com variações de cores. A mostra traz algumas obras dessa época, como um autorretrato de 1966; Flowers, de 1965;; e ainda o filme Empire, de oito horas e cinco minutos, em que mostra o Empire State Building. Os fotogramas de Screen Test, feitos com vários artistas, como a musa e milionária Edie Sedgwick; e ainda a foto da banda Velvet Underground, que tinha entre seus integrantes Lou Reed e a modelo e cantora Nico, também aparecem na mostra. Na época, o estúdio The Factory, fundado por Warhol, era o epicentro dos jovens artistas em Manhattan, e era frequentemente visitado por famosos como Bob Dylan e Mick Jagger. Assim como a principal obra da mostra, várias outras escolhidas pelos curadores fazem parte de séries, como as Jackies, que retratam a ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy, os Maos (o líder comunista Mao Tsé Tung), e as Electric Chairs, feitas entre 1964 e 1971. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer ao vivo uma obra que ganhou o mundo, tornou-se extremamente popular e, principalmente, expõe as idiossincrasias da arte. Warhol sempre teve a capacidade de frustrar seus fãs, questionando a posição do espectador em relação à obra e extrapolando limites já definidos. Daí o nome, muito pertinente, escolhido pelos curadores: Warhol Unlimited. Serviço http://www.mam.paris.fr http://www.dorchestercollection.com/en/paris/le-meurice

Tour virtual pelos museus franceses: http://www.france.fr/pt/museus/visita-virtual-dos-museus-franceses.html

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POR DENTRO DO CAMPO

Por Sylvio Telles

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MANUTENÇÃO EM TEMPOS ADVERSOS

É

A AERAÇÃO DOS FAIRWAYS É REALIZADA COM PINOS FABRICADOS NO BRASIL: por meio de testes, chegamos a um resultado de resistência adequada

do conhecimento de todos que o golfe é um esporte ainda em desenvolvimento no Brasil, e que o mercado de produtos que envolvem a prática e até a conservação dos campos ainda é muito pequeno, e quase inexistente. Também não é novidade para ninguém que nosso país está passando por dificuldades econômicas que se refletem diretamente no mercado. Altas taxas de câmbio, juros e inflação são fatores que repercutem diretamente em qualquer atividade e em nosso caso não é diferente. Mas como manter um padrão adequado de qualidade, em meio às condições adversas que estamos passando? Replanejamento! Replanejar passa a ser ponto fundamental para qualquer atividade. Os valores de energia elétrica, por exemplo, que são expressivos em um campo de golfe, devido ao sistema de irrigação, sofreram grandes reajustes neste ano. Olho diário na previsão de tempo e por que não priorizar as áreas nobres utilizando o bom senso? A economia deve ser pensada não apenas no consumo de energia, mas também no uso do recurso natural. Os equipamentos de manutenção são quase todos importados e cotados em dólar, consequentemente as peças empregadas na manutenção destes também. Os acessórios de campo como bandeiras, rastelos, tinta para gramados e algumas ferramentas específicas são fabricadas no exterior. Por que não buscar alternativas no mercado nacional? Nosso mecânico Carlos, por exemplo, faz diariamente laboratório de avaliação de opções de peças do setor automotivo que possam suprir nossas necessidades. Equipamentos agrícolas nacionais também podem desempenhar função semelhante em determinada tarefa, o que não seria o ideal em condições normais, mas estamos longe destas condições por enquanto. Avaliar a situação e viabilidade dessas opções pode nos ajudar significativamente, com o cuidado de não comprometer a operação e o resultado. A grande maioria dos fertilizantes também sofre variação de preço devido à alta do dólar. E infelizmente as taxas cambiais estão batendo recordes, nos forçando a procurar alternativas viáveis para redução do impacto ao longo do calendário e no orçamento do campo. O replanejamento envolve desde priorização de tarefas e das aquisições, até a reavaliação das contratações, sempre com o foco de causar o menor impacto possível na qualidade dos serviços de manutenção. O envolvimento de toda a equipe na situação, dividindo os problemas, provoca reações fundamentais que resultam em ideias fantásticas de melhoria de produção ao menor custo possível. O uso da criatividade é fundamental. O limite entre a redução consciente de custos sem queda na qualidade de manutenção é o ponto crucial do replanejamento. Queremos sempre o melhor ao menor custo possível. E podemos. Usemos nossa imaginação para produzir boas ideias viáveis, priorizando o que é necessário, postergando o que é secundário e obtendo melhores resultados na ponta do lápis. Ousemos...

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DUPLA FUNÇÃO: readequação de arborização priorizando áreas e diminuindo sombreamento excessivo em áreas específicas

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PINK PARA PREVENIR SOCIAL

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Outubro Rosa, campanha mundial contra o câncer de mama, colore monumentos e prédios mundo a fora


FOTOS: CYLONPHOTO | DREAMSTIME.COM

Por Rosane Aubin

Q

uem presta atenção já percebeu: durante o mês de outubro, prédios privados e públicos e importantes monumentos pelo mundo são iluminados em cor-de-rosa, mesmo tom do laço que simboliza a luta contra o câncer de mama e incentiva a população, empresas e entidades a ajudarem na conscientização. O movimento começou nos Estados Unidos, nos anos 1990, quando o laço rosa virou símbolo da causa e caminhadas foram realizadas para chamar a atenção para o problema. Com o tempo, a campanha foi ganhando o mundo, e inspirando os mais diversos tipos de eventos, desde desfiles de moda até partidas de boliche e a estratégica iluminação de prédios públicos. A causa é importante: segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), só em 2015 serão detectados mais de 57 mil novos casos no Brasil, sendo que em 2013

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14.206 mulheres morreram em consequência da doença. Também segundo o INCA, a taxa de mortalidade sofre reduções drásticas quando o câncer é diagnosticado precocemente por meio de mamografia, capaz de registrar lesões ainda em fase inicial, com poucos milímetros. No Brasil, a primeira ação do Outubro Rosa foi realizada no monumento conhecido como Obelisco do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, iluminado com lâmpadas cor-de-rosa em 2002. Nos últimos anos, vários pontos turísticos, desde o Palácio do Planalto e a sede do Congresso Nacional, em Brasília, até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Museu de Arte de São Paulo (Masp) ganharam tons rosa durante o mês. Algumas empresas engajadas na causa, como a Scania, também iluminam suas sedes. Uma das empresas mais ativas é o Grupo Estée Lauder, que realiza todos os anos o Breast Cancer Awareness Campaign (BCA). Criada em 1992, a campanha envolve as marcas do grupo, os funcionários em todo o mundo e atinge mais de 70 países. Além de investir na prevenção por meio da conscientização da sociedade, a iniciativa também apoia pesquisas médicas em oncologia. Nos últimos 21 anos, arrecadou mais de 58 milhões de dólares com a venda de produtos com renda revertida para a BCA. Em São Paulo, em 2014, a marca Clinique, que faz parte do grupo, realizou duas ações coordenadas: um passeio ciclístico foi organizado na Marginal Pinheiros e

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STARHARPER | DREAMSTIME.COM

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CORRENTE COR-DE-ROSA: acima, passeio ciclístico e trem envelopado em São Paulo, em 2014; na outra página, o Cristo Redentor iluminado, a Casa Batllò, em Barcelona, e a sede da Scania no Brasil

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um trem da linha Esmeralda foi encapado em rosa. Neste ano, a estação Sé do Metrô será o centro das atenções, também com um trem encapado e mais uma exposição interativa. O produto a ser vendido será o Cheek Pop Blush, que vem acompanhado de nécessaire e terá 100% do lucro revertido para a ONG Américas Amigas, que procura facilitar o acesso aos exames que detectam o câncer de mama a mulheres de baixa renda. UNINDO FORÇAS No Rio de Janeiro, umas das ações que prometem mobilizar as atenções é a iluminação do Cristo Redentor, feita em parceria com a Arquidiocese, a Fundação Laço Rosa e a ONG Américas Amigas, além do apoio da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Na noite do dia 5 de outubro, o monumento receberá pacientes com câncer para um encontro de troca de experiências e informações. “Esse é um dia muito esperado por todos aqueles que acreditam e batalham pela causa. Reunir pessoas que têm esse mesmo propósito numa cerimônia de fé, que vai além da religião, significa muito para a Fundação Laço Rosa, porque é a celebração dos esforços que movemos todos os dias do ano. A parceria da Américas Amigas é muito especial, pois temos um profundo respeito e admiração por essa ONG. Acreditamos verdadeiramente que, juntos, podemos ir mais longe e fazer isso ao lado de pessoas que acreditam no mesmo que nós é sensacional”, diz Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa, adiantando que na edição deste ano a DJ Scarlet e a violinista Daiana Mazza darão o tom musical à festa. Além disso, voluntários distribuirão aos visitantes informativos bilíngues, laços cor-de-rosa e comandarão uma sessão de pintura facial entre as 16h e 17h.

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MATTHI | DREAMSTIME.COM

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CHRISTINA MATINS

MULHERES UNIDAS: Andrea Ferreira, Marcelle Medeiros e Aline Lopes e a sede da Fundação Laço Rosa, onde ficam as perucas que são fornecidas às mulheres que fazem quimioterapia

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“Levar a mensagem da campanha para milhares de pessoas que verão o Cristo Redentor iluminado de rosa é nosso objetivo junto à Fundação Laço Rosa. Reforçar a importância do diagnóstico precoce é dar uma chance à vida”, diz a presidente da Américas Amigas, Francisca de Paula Harley. A Laço Rosa, criada em 2011 a partir da emocionante história de vida de três irmãs, já obteve várias conquistas em suas campanhas de conscientização sobre detecção precoce de câncer de mama e resgate de autoestima. Além do Banco de Perucas Online, que doa perucas pela internet a pacientes em tratamento quimioterápico e atendeu 1.045 famílias de todo o país em 2014, a fundação também mantém os projetos Rosas do Morro, que leva informação a comunidades carentes, e Educar para Cuidar, com palestras na rede pública de ensino. Todos os anos, em outubro, a fundação ilumina o Cristo Redentor e o Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Niterói. Mesmo com pouco tempo de atuação, a instituição carioca já recebeu várias distinções que atestam a qualidade de seu trabalho. Foi a única representante do Rio de Janeiro selecionada no rigoroso Professional Fellowship Program - Women Empowerment, promovido pelo governo americano, em setembro de 2012, tendo como foco ONGs que agem pela saúde da mulher. Na ocasião, ocupou uma das duas vagas junto à maior instituição de câncer de mama do mundo, a Suzan G. Komen for the Cure, para o aprendizado de estratégias de captação de recursos, voluntariado, programas de saúde e projetos de educação. Neste ano, foi uma das 47 iniciativas selecionadas para o Social Good Brasil Lab e concorre a uma premiação com uma plataforma de doação de cabelos. Além disso, a Laço Rosa foi convidada a participar do Sigef 2015, fórum global de etnias e projetos sociais que, neste ano, acontecerá em Genebra (Suíça). Os esforços da Fundação levaram a marca internacional Carolina Herrera, CH PINK, a fechar um contrato de patrocínio anual para o desenvolvimento de novos programas, além de conquistar a confiança de várias marcas que se engajaram nas ações do Outubro Rosa.


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1 TA Ç A M E N S A L

VITÓRIA DUPLA O golfista José Geraldo Vieira foi duplamente vitorioso na Taça Mensal realizada no dia 15 de agosto. Além de conquistar o campeonato na Categoria A, ele levou o Near Pin. Tuca Gantus ficou em segundo na mesma categoria, enquanto Carlos Barros e Rogério Picanço venceram em primeiro e segundo lugares na B, respectivamente. A taça foi disputada no formato stroke play e vale pontos no Match Play 2015, quando o jogador declara antes do jogo que deseja que seu score seja considerado.

1. Silvia Nishi 2. José Eduardo Carvalho 3. Eduardo Foz, Luis Henrique, Fernando Lomonaco e Edmond Lati

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4. Marcos Guerra 5. Rubens Martire, Pedro Vergani, Ricardo Sapag e Pedro Sapag 6. Elton Donato 7. Carlos Barros Filho 8. Alfredo Breda, Massami Uyeda Jr., Sergio Fernandes e Massafumi Wakabayashi

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9. Maria Elisa AraĂşjo 10. Paulo Ossamu 11. Silvia Nishi 12. Ricardo Pavan 13. Franklin Gindler e FlĂĄvio Lattes.

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TORNEIO I N FA N T I L

OS TALENTOS DE AMANHÃ O Torneio Infantil, no dia 15 de agosto, no período da tarde, reuniu uma turma animada e dedicada que jogou seis buracos usando o Family Tee, circuito mais curto. Na categoria masculina, venceram Francisco Pereira e Lucas Azevedo, em primeiro e segundo lugares; na feminina, Carolina e Gabriela Katsurayama foram campeã e vice. Os torneios para crianças são uma boa oportunidade para os pequenos evoluírem no esporte, e o clube sugere que os pais incentivem os filhos a participar. A premiação acontecerá no Field Day, dia 28 de novembro.

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1. Marina Piscopo 2. Francisco Pereira 3. Henrique Piscopo

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PERFORMANCE ELOGIADA

TA Ç A ESCUDO 2015

Disputada no dia 25 de agosto, no PL Golfe Clube do município de Arujá (SP), a última etapa da Taça Escudo 2015 registrou um ótimo desempenho da equipe do Fazenda da Grama, formada por Claudia Rappa, Shigueko Sako, Maria Elisa Araújo, Adriana Martire, Marina Raymundo Leo e Silvia Nishi. Trata-se de umas das mais importantes competições femininas do golfe brasileiro e é realizada entre clubes do Estado de São Paulo desde 1973. Organizado pela Federação Paulista de Golfe, o campeonato é disputado por 12 clubes: Arujá Golf Clube, Associação Esportiva São José, Champs Privès, Clube de Campo de São Paulo, Clube de Golfe de Campinas, Fazenda da Grama, Guarapiranga Golf & Country Club, PL Golf Clube, São Fernando Golf Club, São Francisco Golf Club, São Paulo Golf Club e Terras de São José Golfe Clube. O time do Fazenda da Grama jogou muito bem nesta última etapa, subindo duas posições e terminando em quinto lugar na classificação geral. O PL sagrou-se campeão, seguido de Guarapiranga, Clube de Campo e Arujá Golf Club.

Claudia Rappa, Shigueko Sako, Maria Elisa Araújo, Adriana Martire, Marina Raymundo Leo e Silvia Nishi

DESTAQUE FEMININO

ABERTO ARUJÁ

Mariana Uyeda Ogawa, jogadora do Fazenda da Grama, ficou em terceiro lugar no XVI Aberto Feminino do Arujá Golf Clube, na categoria 26 a 32,7, disputado em 36 buracos e dois dias de competição. A golfista somou 67 pontos nos dois dias de torneio, mesma pontuação da segunda colocada, e pelo critério de desempate ficou na terceira colocação. Parabéns a nossa jogadora.

A capitã do Arujá, Yone Ikegami, e Mariana Ogawa durante a premiação

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D I A D O S PA I S BRINDE FAMILIAR O Dia dos Pais foi comemorado com um cardápio especial preparado pelo chef Rafael na sede do club house. Além do brinde com champanhe e do carinho que receberam dos filhos, os pais foram homenageados com uma animada sessão de música ao vivo.

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1. Guilherme, Paulo, Silvia e Eduardo 2. Regina, Lucas e Milton 3. Waldemir, Maristela, Fabricio, Leticia e Flávia 4. Patricia, Luis Carlos e Paula 5. Patricia, Gabriela, Caio e Alexandre 6. Paulo e Silvia 7. Eduardo, Paulo, Silvia e Guilherme 8. Sonia, João e Gianni

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9. Henrique e Marina 10. Beatriz, Alberto e Gabriel 11. Salete e Jackson 12. Alberto, Maria, Beatriz e Gabriel

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13. Alberto, Marcia, Beatriz e Gabriel 14. Salete, Jackson, Bruno e Isabela 15. Waldemir e neta Catarina 16. Giuliano, Luciana, Ricardo, Aylto, Maria, Jo達o, Rafaela e Valentina

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QUEIJOS E VINHOS DEGUSTAÇÃO A noite de queijos e vinhos realizada no dia 22 de agosto, na sede do club house, teve música ao vivo e decoração especial. Queijos, pães e frios foram servidos para acompanhar o vinho da marca Alpasion, um dos destaques da região de Mendoza, na Argentina.

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2 1. Adriana, Rafael, Rodrigo e Claudio 2. Cláudia , Clara e Giampaolo 3. Beatriz e Freddy 4. Silvia, Paulo e Sergio

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5. Mafalda, Anna Helena e Vera 6. Mariana e Melissa 7. Maria e João 8. Angela, Luciana, Giuliano e Frederico 9. Luis Fernando, Lourenço e Mafalda

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10. Mario, Massafumi, Junior e Mauricio 11. Nicolas, Carlos, Giuliano e Jose Eduardo 12. Silvia e Claudia 13. Maria Luiza, Maria Silvia e Mariana 14. Hiroe, Maria Luiza, Mira Fialchi, Beatriz e Maria Silvia

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FAMÍLIAS UNIDAS

FA M I LY SCRAMBLE

O dia ensolarado e a animação foram a tônica do torneio Family Scramble, realizado em 8 de agosto no Fazenda da Grama. A competição reuniu 20 famílias e um total de 63 participantes, e foi disputada na modalidade scramble. Os campeões foram Mauricio Azevedo, Claudia Rappa, Rafael e Lucas Azevedo. Luciano Leo Jr, Marina e Diego Leo ficaram em segundo lugar; e Jorge, Lourenço, Maria e Mariana Carneiro, em terceiro.

2 1. Rafael Azevedo, Claudia Rappa, Mauricio Azevedo, Lucas Azevedo, Marina Leo, Luciano Leo Jr, Diego Leo, Silvia Nishi, Massami Uyeda Jr, Ana Uyeda e Gabriel Uyeda 2. Odilon Ribeiro, Ricardo Ribeiro e Rica Ribeiro. 3. Paula Blinder, Eric Blinder e Rony Blinder. 4. Patrick Peebles, Glenn Peebles e Thomas Peebles

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5. Graziela Martins, Pedro Martins e Joaquim Martins 6. Kevin Bulman, Rafael Fonseca, Adriana Fonseca e Claudio Raupp 7. Reinaldo Piscopo, Andrea Piscopo, Marina Piscopo e Henrique Piscopo 8. Rafael Fonseca, Adriana Fonseca e Claudio Raupp 9. Rubens Martire, Celina Martire, Raphael Rocha e Adriana Martire 10. Luciana de Marchi, Giuliano De Marchi, Marina De Marchi e Rafaela De Marchi 11. Beatriz Araújo, Alberto Araújo e Gabriel Araújo

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Viveiro Sant’ Anna da Grama - Jaguari A 1km do Fazenda da Grama - Sentido Aeroporto.

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12. Patricia Ossamu, Gabriela Katsurayama, Carolina Katsurayama, Paulo Ossamu 13. Cacรก Vieira, Soph Vieira e Nicole Vieira, 14. Celso Ogawa, Julia Ogawa, Massami Uyeda e Ellen Ogawa. 15. Elton Donato, Rafael Donato, Enzo Bernet e Alex Bernet 16. Lucas Azevedo, Mauricio Azevedo, Rafael Azevedo e Claudia Rappa

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17 17. Luciano Leo Jr, Marina Leo e Diego Leo 18. Silvia Nishi, Gabriel Uyeda, Ana Uyeda e Massami Uyeda Jr. 19. Roberto Zancaner, Carla Lerio e Marina Lerio 20. Lourenรงo S. Carneiro, Mariana S. Carneiro, Jorge S. Carneiro e Maria S. Carneiro 21. Odilon Ribeiro, Rica Ribeiro, Melissa Ribeiro e Ricardo Ribeiro

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GRAMA NO MUNDO

Por Paulo Costa

O MELHOR PRÊMIO

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omo é bom viajar – mesmo que seja para a cidade vizinha! Fazer planos, arrumar as malas e sair, deixar as preocupações do dia a dia para trás e passar algum tempo curtindo só o presente (coisa que deveríamos fazer sempre), sem lamentações do passado ou ansiedade do futuro. Antes de falar sobre essa grande viagem, gostaria de contar que fui conduzido ao golfe e, posteriormente, à família da Fazenda da Grama, pelo meu filho Eduardo, então adolescente: monossilábico como todos nessa idade, mas um apaixonado do golfe. Eu, procurando ter momentos de mais qualidade com ele, me aventurei nesse esporte. Aliás, com meu filho mais novo, Guilherme, os momentos de convivência tiveram que ser mais “radicais”: consegui a façanha de assistir a 11 shows de rock em um ano, além de fazer um curso de produção musical − vixiii!!!!! Mas aí vai uma dica que acho útil para quem tem filho nesta idade: faça com eles o que eles gostam, você verá que a recompensa será eterna. Mas, enfim, vamos à viagem! No final de agosto deste ano, tivemos a oportunidade de viajar com uma turma superbacana para a Califórnia. A ideia era jogar golfe em cinco diferentes e maravilhosos campos, passear e curtir também os excelentes vinhos californianos. E assim nos juntamos ao grupo, meu filho Eduardo e eu. A quem nunca esteve por lá, eu diria que não passe por esta vida sem conhecer a região de San Francisco. Terra do San Francisco Giants, da Golden Gate e de Alcatraz, das aconchegantes Half Moon Bay, Monterrey e Carmel, com seus restaurantes e hotéis charmosos. Isso sem falar nos cenários paradisíacos e românticos, nos vinhos maravilhosos e numa surpreendente cultura de frutas delicadas como mirtilo, framboesa e morangos, em pleno deserto − o que me deu a certeza de que não existe terra ruim, mas sim mal aproveitada.

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Assistir ao pôr do sol no mar na costa Oeste, do Pacífico, curtindo a brisa fria e degustando um copo de vinho acompanhado dos amigos foi um dos momentos mais marcantes, daqueles que nos fazem pensar nos valores da vida e cair na tentação de filosofar... Estivemos em cinco campos cinematográficos. Jogar era difícil, porque era um deslumbramento atrás do outro: e tome “selfie”, fotos e vídeos, pois queríamos dividir cada momento. Começamos por Half Moon Bay, com sua paisagem de cinema; depois fomos ao tradicional Pasatiempo, com sua aconchegante sede e árvores centenárias; chegamos então ao Spanish Bay, um campo lindo, estreito e fácil... Fácil de se chegar a um score de três dígitos! Então, veio Spyglass Hills: uauuuu, que campo! Em vários lugares tivemos que pedir licença aos veadinhos para que nos deixassem jogar. Por fim, o fantástico Pebble Beach com sua imponente Villa e as histórias fantásticas que por ali aconteceram − coisas que só tinha visto pela TV e filmes. E o melhor foi viver tudo isso acompanhado de meu filho, nós dois com olhos brilhando como crianças pela primeira vez na Disneyland! Para coroar esta viagem, no buraco 18 de Pebble Beach (um par 5), Eduardo coloca a segunda bola já no green, para espanto do caddie. Eu, para não fazer feio, cheguei com a terceira, depois de um ferro 5 que nunca tinha acertado antes − pura inspiração! Fomos em direção ao green, e lá chegando Eduardo me abraça, me dá um beijo e diz que tinha realizado um sonho, de jogar comigo naquele campo. Teria me bastado, mas ele completou, dizendo que “eu era seu melhor parceiro de golfe, e que ele me amava demais”. Bem, a grama do green ficou uma beleza, bem irrigada com minhas lágrimas, e foi difícil, com as mãos trêmulas, conseguir somente três putts para terminar com Bogey. Depois, fiquei assistindo Eduardo terminar sua volta em Pebble Beach com um Birdie − mas eu havia acabado de ganhar o melhor prêmio de toda minha vida !


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ESPORTE E NATUREZA A imagem, clicada pelo associado Gilberto Pereira, o Piti, registra o amanhecer e o drive range preparado para mais um torneio na sede do Fazenda da Grama.

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Construções

Há maiS de 10 aNOS CONSTRUiNdO NO FazeNda da GR ama

vai CONSTRUiR, CONSUlTe-NOS

(11) 3025.0800


De tempos em tempos surgem oportuniDaDes que são um verDaDeiro espetáculo. reserve seu lugar na primeira fila.

Privilégio é ver a vida desse jeito.

Perspectiva preliminar da vista voltada para o campo de golfe, sujeita a alterações.

Em breve, mais uma exclusividade dentro do Fazenda da Grama: um condomínio de 57 mil metros quadrados com um número reduzido de luxuosas residências de 380 m2 com vista para o campo de golfe. Assinadas por Antônio Scarpa e Dado Castello Branco, os projetos integram interior e exterior, privilegiando a iluminação natural e a privacidade de cada residência com amplo jardim, deck e piscina. Feito somente para 26 famílias que realmente entendem a verdadeira oportunidade de investir em qualidade de vida.

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Fazenda da Grama ed46  
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