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Era uma vez...

Astérix O gaulês

Marta Torres & Miguel Barros APH

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Os pais: Uderzo o desenhador

1927

Uderzo nasceu em Fismes Fismes, França. É filho de imigrantes italianos originários de Oderzo Oderzo. Durante a II Guerra Mundial o jovem Uderzo saiu de Paris, onde vivia, instalando-se na Bretanha,, o que q explica p em p parte a decisão, anos mais tarde, de “instalar” a aldeia de Astérix nesta região francesa. Acabada a guerra Uderzo retorna a Paris em 1945, 1945 iiniciando i i d aíí a sua carreira artística. Marta Torres & Miguel Barros APH

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Uderzo e Goscinny conheceram conheceram-se se em 1951 1951, tornando-se grandes amigos. Começaram a trabalhar juntos em 1952 1952. Em 1959 Goscinny tornou tornou-se se editor e Uderzo director artístico, da revista de banda desenhada para crianças crianças, Pilote. Pilote A primeira edição desta revista publicou Astérix, que se transformou num sucesso em França França. Em 1961 as histórias de Astérix foram publicadas em livro intitulado Astérix, livro, Astérix O Gaulês Gaulês. Em 1967 os autores decidiram dedicar-se apenas a esta personagem. Após a morte de Goscinny em 1977, 1977 Uderzo continuou com os livros de Astérix, assumindo a partir daí os dois papéis (desenhador e argumentista) argumentista). Marta Torres & Miguel Barros APH

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Goscinny O argumentista arg mentista

1926-1977

Goscinny nasceu em Paris em 1926, numa famĂ­lia judia de origem polaca. Com dois anos de idade Goscinny foi viver para Buenos Aires, onde o seu p pai,, engenheiro g quĂ­mico, arranjara emprego. Em Buenos Aires, Goscinny estudou em escolas francesas, mantendo t d assim i contacto t t com a cultura gaulesa.

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Em 1943 o pai de Goscinny morreu, o que deixou Goscinny com o encargo de sustentar a sua família (mãe e irmão mais novo). Instalaram-se então em Nova Iorque, em 1945, onde tinham família. Para evitar ter q que servir no exército americano, Goscinny partiu para França, alistando-se no exército francês, do qual se tornou ilustrador oficial. Em 1947 retornou t a Nova N Iorque. I Em E 1948 começou a trabalhar t b lh para um pequeno estúdio, onde conheceu alguns dos mais reconhecidos ilustradores americanos americanos. Em 1951 retornou a Paris como chefe da delegação francesa da agência americana World Press Agency. g y Aí tornou-se amigo g de Albert Uderzo, iniciando-se uma longa e profícua cooperação. Apesar de ter feito carreira também como desenhador, na sua colaboração l b ã com Ud Uderzo, G Goscinny i fificou conhecido h id sobretudo como argumentista. Marta Torres & Miguel Barros APH

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AstĂŠrix*

* asterisco Marta Torres & Miguel Barros APH

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Porquê Astérix? Em 1959, os nossos dois autores trabalhavam para a revista Pilote e procuravam novas ideias para séries. De especulação em especulação, viajaram pelo tempo até à época gaulesa/romana gaulesa/romana. Invocaram Vercingétorix, o herói da resistência gaulesa l contra t os romanos. Neste N t processo surgiu a personagem Astérix, inspirada nesse herói mítico e na palavra asterisco. Decidiram que todos os gauleses teriam nomes terminados em ix, assim como os romanos teriam nomes terminados em us. Marta Torres & Miguel Barros APH

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«Pequeno, não muito bonito «Pequeno bonito, exemplo típico do anti-herói, ele constitui o retrato fiel do francês actual, com as qualidades dos seus defeitos e os defeitos f das suas qualidades: refilão, conflituoso casmurro conflituoso, casmurro, colérico, mas também simpático, p , corajoso, j , honesto,, habilidoso, fiel e com o coração nas mãos», segundo palavras l d dos autores». t In http://www.bretagnemagazine.com I Astérix In A té i e o caldeirão ld i ã Marta Torres & Miguel Barros APH

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O melhor (e maior) amigo:

ObĂŠlix

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Obélix, de obeso?

Obélix adora comer, sobretudo javalis no espeto, mas detesta que lhe chamem gordo – ele não é gordo é, apenas, corpulento!

In A volta à Gália de Astérix

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In Astérix entre os Bretões

In Astérix e Cleópatra

Para além de comer bem, outra das ambições de Obélix é provar a poção mágica. Está proibido ibid d de o ffazer por Panoramix P i por ter caído dentro dela quando era pequeno. Tal confere-lhe f lh uma fforça permanente mas impede-o de prová-la, devido aos possíveis efeitos secundários. secundários Marta Torres & Miguel Barros APH

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O cão,, companheiro p inseparável p de Obélix

Id i fi Ideiafix

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In Astérix e Cleópatra Obélix não existe sem Ideiafix, são inseparáveis. Obélix leva-o para todo o lado lado, inclusive em aventuras longínquas, contra a vontade de Astérix. Ideiafix é fiel mas tem vontade própria, própria não se limitando a ser um simples adereço. In Astérix na Hispânia Marta Torres & Miguel Barros APH

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O mentor:

Panoramix, o druida ( inventor (e i da d poção ã mágica) á i )

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Panoramix, de Panorâmico

Panoramix é o druida autor da poção mágica, o “feiticeiro” da aldeia. tem bom coração mas é um pouco vaidoso e convencido.

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A poção p ç mágica origem i da d incrível força dos h bit t desta habitantes d t aldeia (incluindo os não ã h humanos))

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In Astérix gladiador

In Astérix e Cleópatra Marta Torres & Miguel Barros APH

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Os inimigos:

Os romanos

In Ast茅rix e Cle贸patra Marta Torres & Miguel Barros APH

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In Astérix gladiador

Os legionários O l i á i romanos que ocupam a Gáli Gália são ã apresentados t d como sendo um pouco cobardes e, na sua maior parte, como estando ali contra vontade. vontade Apesar da ocupação romana se relacionar com a ocupação alemã, os soldados romanos são mais uma caricatura dos soldados italianos q que dos alemães. Marta Torres & Miguel Barros APH

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A aldeia: Estamos no ano 50 antes de Ci t T Cristo. Toda d a Gália está ocupada pelos romanos Toda? Não! Uma romanos… aldeia povoada por irredutíveis g gauleses resiste ainda e sempre ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições i õ d de legionários romanos acantonadas nos campos fortificados de Babacomrum, Aquarium, Laudanum e Factotum…

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In Todos os álbuns

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Alguns habitantes da aldeia

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A Segu Segunda da Gue Guerra a Mundial u d a acaba acabara a há á ape apenas as década e meia e o fantasma da colaboração de uma parte significativa da população francesa com os nazis encontrava-se bem presente. Ud Uderzo (d (de origem i jjudaica), d i ) possuía í ffamiliares ili que tinham perecido em campos de concentração. Astérix torna-se uma forma de p –p para os autores e p para todo o p povo terapia francês. Uma aldeia, apesar da força dos invasores romanos (alemães) (alemães), resiste gloriosamente aos invasores. Marta Torres & Miguel Barros APH

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Essa aldeia é o orgulho g da Gália ((da França). ç ) Em 1961, com a publicação de Astérix e os Godos, ainda se nota a animosidade para p com os alemães que são, de resto, a única nacionalidade a ser tratada de uma forma menos simpática ao longo de toda a série. Esta atitude será lamentada pelos autores anos mais tarde. Há quem faça ainda outras leituras do imperialismo romano, dizendo que a crítica ao imperialismo alemão se transforma, mais tarde, em crítica a todas as formas de imperialismo, nomeadamente ao americano. A Pax Romana a servir de alegoria à Pax Americana. Marta Torres & Miguel Barros APH

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O colaboracionismo

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In O combate dos Chefes 24


In O combate dos Chefes

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O lusitanos Os l it

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Astérix A té i é um sucesso na F França, na E Europa e em muitos outros países do mundo, mas é pouco apreciado nos EUA EUA. Maurice Horn's na The World Encyclopedia of Comics afirma: «Há algumas coisas boas em Astérix (o uso inteligente dos balões, um desenho claro e limpo e algumas l situações it õ genuínamente í t cómicas) ó i ) mas os argumentos são chatos e a inesgotável torrente de piadas más e de comentários chauvinistas tornam esta banda desenhada francamente desagradável.» IIn The Th World W ld E Encyclopedia l di off C Comics, i dir. de Maurice Horn, (Nova Yorque) Chelsea House Publishers, 1982 Marta Torres & Miguel Barros APH

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Algumas das críticas à obra… Racismo

Chauvinismo

In Astérix e o caldeirão In Astérix entre os Bretões Marta Torres & Miguel Barros APH

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A visão da mulher

A mulher sexy e fútil (Brigitte Bardot?), In O domínio dos deuses

A mulher dominadora, in A zaragata

Nos primeiros álbuns poucas ou nenhumas figuras femininas com alguma substância aparecem, constituindo Cleópatra a excepção que confirma a regra. g À medida q que o tempo p vai passando e que esta ausência vai sendo notada e criticada (afinal são os anos 60 e 70!) os autores começam a colocar mais figuras femininas, ultrapassando os clichês da mulhersexy, da mulher-dominadora, da mulhercoscuvilheira…

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A vis達o da mulher

As bisbilhoteiras, in A zaragata Marta Torres & Miguel Barros APH

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As mulheres estão estão, em regra, assim como o bardo (por causa da sua voz o es estrídula du a e, a afirmam a alguns, devido à sua sexualidade dúbia), ausentes dos banquetes q finais. Relativamente ao bardo, apesar de os seus “dotes artísticos” serem desprezados pelos seus conterrâneos, quando este é raptado pelos romanos, Astérix e Obélix partem para Roma para o resgatarem. A mensagem é clara: l apesar de ridicularizado ele é parte integrante do grupo grupo, da aldeia aldeia.

In Astérix entre os Bretões Marta Torres & Miguel Barros APH

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Sobre o Asterix ...