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Naturale Foto: Jair Antonio

12a edição Fevereiro/Março - 2012

Caro leitor Que tal praticar exercícios físicos ao ar livre, cercado por belas paisagens, conhecendo novos lugares? Para quem mora em cidades pequenas e médias essa tem sido uma ótima opção, pois não precisam aguardar um feriado ou as férias para fazerem esses passeios, pois nos finais de semana têm a possibilidades de se exercitarem e conhecerem várias cidades vizinhas. Nesta edição, apresentamos duas alternativas, o cicloturismo que proporciona um ótimo passeio pelas estradas cercadas de muito, muito verde e o voo de parapente para quem ousa sentir o gostinho de voar... E para quem prefere curtir o espaço da própria casa tem também a dica do cultivo de frutíferas e jardins, o que aliás nos remete ao gostinho especial de saborear a fruta no pé. Alimentar-se bem, com folhas fresquinhas e comida soborosa é tudo de bom, não é mesmo? Esta tem sido a recomendação de muitos nutricionistas, e aqui apresentamos o vegetarianismo, uma forma saudável de se alimentar e que traz muitos benefícios. Março é um mês de muitas festas, aproveitamos para dar os parabéns a toda população de Piranguinho, Piranguçu, Marmelópolis, Conceição das Pedras e Wenceslau Braz que em 1º de março completam 49 anos e a Itajubá que no dia 19 festeja 193 anos. Parabenizamos também a FACESM (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas) que completa 47 anos, no dia 25. Nas festividades de seus 45 anos lançávamos a Naturale! Este período conta também com o Dia Internacional da Mulher, 8 de março e damos um parabéns especial a todas que independentemente dos cargos que ocupam, cuidando do lar ou de uma grande empresa, trazem em sua essência o potencial de fazer várias coisas ao mesmo tempo e de sempre terem um olhar para atender as necessidades dos que estão a sua volta. Parabéns! Em março, a Naturale completa dois anos de circulação e agradecemos especialmente a todos os parceiros, apoiadores, articulistas, colaboradores e leitores que fazem da Naturale um veículo de informação de qualidade. Tenho recebido contatos de pessoas de várias cidades que colecionam a revista e de tantas outras que disseram fazer a encadernação dos exemplares a cada ano, isto é gratificante, pois mostra que a Naturale vem cumprindo seu papel de promover empresas e levar o conhecimento através de assuntos interessantes a várias lugares, de forma gratuita, incentivando a leitura e sendo um material que as pessoas gostam de ter por perto. Nosso muito obrigada a todos vocês! E que neste terceiro ano de circulação possamos juntos ampliar ainda mais nossas parcerias e nosso alcance. Contamos com todos vocês! Elaine Pereira

ISSN 2237-986X

2 Cicloturismo no Sul de Minas 4 Parapente 6 Vegetarianismo — uma opção saudável 8 Câmara Municipal de Itajubá realiza e apoia ações de conservação do meio ambiente 9 Cultive um pomar doméstico e colha saúde 10 Helibras se moderniza de forma sustentável 12 O mundo sagrado dos Maias 14 Matematicoterapia 16 A escalada ao sucesso profissional 17 As mulheres tomam as rédeas da economia verde 18 Mamografia e o Câncer de Mama 19 Curso G9, de Itajubá, uma escola solidária 20 Terceiro molar ou dente de siso, extrair ou não, e quando? 22 A polêmica sobre as próteses de silicone 23 A cidade que mora em mim

expediente Naturale é uma publicação da DIAGRARTE Editora Ltda CNPJ 12.010.935/0001-38 Itajubá/MG Editora: Elaine Cristina Pereira (Mtb 15601/MG) Colaboradores Articulistas: Bill Souza, Célia Rennó, Dr. Fernando Ayres, Dra. Gracia Costa Lopes, Dra. Lorena Oliveira Meni Gonçalves, Marcelo Lambert, Mauro Laraia, Orlando Mohallem, Omar Viana Hadad, Rafael Salomon de Faria, Ricardo de Souza Oliveira e Ricardo Muza. Revisão: Marília Bustamante Abreu Marier Projeto Gráfico: Elaine Cristina Pereira Foto capa: Bairro da Berta em Itajubá/MG, de Orlando Mohallem Vendas: Diagrarte Editora Ltda Impressão: Resolução Gráfica Ltda Tiragem: 2.500 exemplares impressos e 10.000 eletrônico Distribuição Gratuita em mídia impressa e eletrônica Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Direitos reservados. Para reproduzir é necessário citar a fonte. Venha fazer parte da Naturale, anuncie, envie artigos e fotos. Faça parte desta corrente pela informação e pelo bem. Contate-nos: (35) 9982-1806 e-mail: revistanaturale@diagrarte.com.br Acesse a versão eletrônica: www.diagrarte.com.br Impresso no Brasil com papel originado de florestas renováveis e fontes mistas.

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Fotos: Orlando Mohallem

Cicloturismo no Sul de Minas Por Orlando Mohallem

Ultimamente percebemos um grande crescimento no número de pessoas que optam pela bicicleta para se locomoverem no dia a dia e também para manter a forma física e melhorar a performace em outras atividades esportivas. Porém, ainda acreditamos que o “boom” da bicicleta em nossa região está próximo a acontecer, pois descobriremos que o cicloturismo será uma das principais opções de lazer aqui no Sul de Minas. Hoje notamos que o interesse em desbravar com o próprio esforço os caminhos que o Sul de Minas oculta ainda está para ser experimentado por muitos. Pegar uma bicicleta e sair em busca do desconhecido, preparado para qualquer situação como chuva, fome, frio, pneu furado e escuridão, é algo indescritível, só pedalando mesmo para saber. Apesar de que estas situações de perrengue citadas geralmente não acontecem, pois antes de sair para o “role“ é necessário fazer um planejamento do passeio. É muito importante saber como vamos, aonde vamos, qual a distância aproximada do circuito e o que devemos levar em uma pedalada pela região. Fazendo isso, você poderá contemplar e fotografar com mais tempo as belas paisagens, conhecer os moradores de cada vilarejo e se sentir muito bem consigo mesmo. Ao planejar um circuito rural com sua turma disponha de equipamentos que ofereçam conforto e segurança, começando com uma boa bicicleta. É possível adquirir uma “bike” hoje com

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preço bem acessível, que possua um quadro de alumínio, uma boa suspensão, um conjunto de cambio e freios a disco e alguns acessórios indispensáveis como o capacete, farol, pisca-pisca, garrafinha de água, bomba, câmara de ar e um jogo de ferramentas para bicicletas. Após este principal investimento, é importante adquirir também roupas que lhe proporcionem conforto na pedalada como luvas, óculos, bermuda com forro especial e camiseta especial com secagem rápida e que possibilite carregar alguns acessórios. O vestuário adequado é muito importante, pois ele te proporciona o prazer ao pedalar, sem incômodos, calor, frio, umidade ou excesso de peso. Considerando Itajubá/MG, a nossa cidade de partida, podemos sugerir alguns roteiros para que você possa ir focando seus objetivos para 2012. Entre os circuitos mais tradicionais, podemos destacar a Volta da Estância, um passeio de aproximadamente 30 km que percorre todo o Vale do Anhumas. Tendo a impressionante Pedra Vermelha de cenário, seguimos por este vale até o bairro da Berta para o primeiro descanso e contemplação. Logo após esta parada, iniciamos uma subida de serra que nos levará até o alto do bairro da Estância, uma das regiões mais belas e preservadas de Itajubá, onde além de possuir grandes montanhas ao seu redor como a Pedra Aguda e a Pedra da Estância, possui um gostoso banho de cachoei-

ra. Após este relax, estaremos a poucos quilômetros da rodovia BR-459, onde a partir dali estaremos em alguns instantes de volta a Itajubá. Podemos destacar também a Volta da Barra, uma bela pedalada que contorna toda Serra da Água Limpa, montanha que divide o município de Itajubá com Delfim Moreira. Partindo do centro de Itajubá em direção ao bairro Santa Rosa, passamos pelo bairro Santo Antonio já por estrada de terra onde mantemos o mesmo trajeto da antiga linha do trem rumo ao bairro do Biguá, nosso primeiro ponto de parada. O Biguá é um local super agradável e de belas paisagens. Por ali, é possível desfrutar um refrescante banho na volumosa cachoeira do Salto. Após virar uma pequena serra, descemos no sentido do bairro Taquaral e logo em seguida o Rio Claro. Ali podemos abastecer nossas garrafinhas de água, direto da rica nascente Mantiqueira. Em pouco menos de uma hora chegamos ao Bairro da Barra que divide os municípios de Itajubá, Delfim Moreira e Maria da Fé. Cortada pelo rio Lourenço Velho, a Barra ainda mantém como sua principal atração o casarão da família Ribeiro. Tomando o rumo em direção à Itajubá passamos pela Corredeira dos Pilões, local perfeito para um bom banho e seguimos até ao bairro do Rio Manso, vila situada aos pés da montanha mais alta de Itajubá, a Pedra de Santa Rita, com 1.915 m de altitude. A partir dali, podemos conhecer logo adiante o complexo

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da Usina Luiz Dias e seguir em frente até o bairro do Ano Bom, já saindo na estrada Itajubá — Maria da Fé por onde faremos nossa volta. Devemos reservar um dia todo para realizar esta pedalada, devido aos quase 70 km de percurso. Outro circuito muito prazeroso é a Trilha do Bambu que se inicia no Bairro da Capituba, sentido Piranguçu, onde iniciamos a trilha passando pela principal rocha de escalada de Itajubá, a Pedra da Piedade. A partir dali iremos contornar toda esta montanha e seguir por uma bela trilha delimitada de bambus. Neste momento estaremos percorrendo as divisas de Itajubá com Piranguinho com a vista da bela Pedra da Barbatana ao fundo. Em poucos minutos chegaremos à Estação de Energia da Cemig onde tomaremos uma gostosa estrada de asfalto até o bairro da Ponte Alta. Dali retornaremos pela BR-459, onde em poucos instantes chegaremos ao centro de Itajubá. Poderíamos descrever outros roteiros incríveis de cicloturismo como a Trilha da Banana e a Volta dos Antunes de Piranguçu, a Volta do Mato Dentro e a Trilha da Santa de Piranguinho, a Volta do Pedrão e a Volta da Ilha em Maria da Fé, a Trilha do Barreirinho e a Volta do Charco em Delfim Moreira, a Volta do Pessegueiro, do Gerivá, do Retiro, a subida ao Canta Galo ou da Serra dos Toledos entre muitas outras. Para começar a pedalar desta forma, na filosofia do cicloturismo, é importante manter um ritmo de pedaladas, onde você possa dedicar pelo menos um dia da semana para girar de bike, coisa que já faz uma boa diferença nas voltas maiores. Outra coisa importante, é ter uma alimentação saudável e balanceada para sempre ter disposição e energia de sobra para a atividade. Não se esqueça que você é o principal ator responsável pela sua segurança, por isso muito cuidado ao andar em rodovias e dentro da cidade, mantenha a atenção redobrada e respeite as leis de trânsito. Boas pedaladas!

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Fotos: Arquivo Mauro Laraia

Parapente Por Mauro Laraia

No início dos anos 1960, o EUA e URSS estavam envolvidos numa corrida para colocar o primeiro homem na lua. David Barish, um engenheiro aeronáutico americano, inventou um novo paraquedas para trazer as naves espaciais suavemente de volta à Terra. Ele testou seu novo projeto com uma decolagem solo, ficou tão animado com as possibilidades, que ficou perambulando pelos centros de esqui do EUA demonstrando o seu novo esporte de verão. Durante a investigação que durou 12 anos em três continentes, descobriuse a verdadeira data de nascimento do parapente: 1965. Depois de alguns anos hibernando, voltou a ser praticado nos Alpes euro- peus, compartilhando o céu com as asas-delta. Hoje, conta com milhares de praticantes em todos os continentes. No Brasil foi trazido por estrangeiros na década de 80. Começaram a voar no Rio de Janeiro, logo depois São Paulo com os points de São Vicente e Atibaia. Depois disso, o esporte não parou de crescer e espalhou-se pelo país inteiro. Atualmente conta com mais de três mil pilotos cadastrados na ABP – Associação Brasileira de Parapente. Na mesma época, apareceram al- guns parapentes onde só existiam asas- delta. Andradas e Governador Valadares foram as primeiras cidades mineiras a receberem pilotos de parapente vindos do Sul e de São Paulo. Entre eles Gustavo Blos, o Gaúcho, que fundou a Top Fun e começou a formar pilotos na região. Um dos primeiros foi Luiz Pasquale de Poços de Caldas, que após um tempo, fundou o Projeto Corvo e começou a ensinar na cidade. Seguindo um caminho

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pararelo, aprendi a voar na Top Fun e vim para Pouso Alegre. Após alguns anos de prática e estudos, passei na prova de instrutor da ABP e fundei a Vollare – Escola de Parapente que formou mais de 100 alunos na região. O esporte foi se espalhando por toda região como uma febre humana do velho sonho de voar. A segurança é um item que tem melhorado muito. Hoje em dia, posso dizer com tranquilidade, que o maior perigo para o voo livre é o piloto. Basta analisar os últimos acidentes, quase sempre imprudências, falta de experiência, negligências e por aí vai... A condição atmosférica é um fator fundamental para um voo seguro e é constantemente desafiado pelos pilotos mais audazes ou inexperientes. Outro fator importante é a escolha de uma boa escola, de um bom instrutor. Nem sempre um bom piloto é um bom instrutor. Pegue referências, procure conhecer o que falam do profissional que vai te acompanhar nos primeiros importantes meses da sua formação. Verifique se ele é um cara que se preocupa com sua segurança ou apenas vê o lado dele. Bem, voar não é para qualquer um. Basta ver quando perguntamos para um ou outro, que diz: “Deus o livre, eu nunca

vou fazer um negócio destes, morro de medo de altura!” Então, você tem que ter muita vontade, paciência, disciplina, coordenação motora suficiente e cabeça equilibrada. A paciência é importante porque poucas vezes teremos as condições perfeitas para voar. Veja só: o vento deve estar na intensidade correta e na direção correta; por si só, este fator já é difícil de acontecer e principalmente, se manter. Nossa região, o interior do país, tem características pouco estáveis, ao contrário do litoral, onde o vento é farto e estável na maioria dos dias. O que nos leva a praticar este esporte diferente, certamente é a emoção de voar. E isso é difícil de ser descrito, talvez seja mais fácil para um poeta do que para um instrutor. Pense bem, se elevar acima de tudo e de todos, contemplar toda a natureza, terra e ar. Estar amparado por um equipamento relativamente simples e fácil de carregar. Não ter o incômodo de barulho algum de motor, apenas o som do vento no seu rosto. Ter oportunidade de entrar em nuvens e sentir o mundo fantástico no silencio daquela brancura! As referências são outras: aquela estradinha, aquele morro, aquela lavoura, como se o mundo fosse um tabuleiro. O equipamento deve ser cuidado com zelo. Apesar de muito resistente, alguns cuidados devem ser lembrados: não expô-lo ao sol desnecessariamente, manutenção em dia, usar equipamento especificado para seu peso e habilidade. Para você entrar nessa, o investimento é de R$ 11 mil — equipamento e curso — e uma boa parte do seu tempo

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livre. O curso básico leva de 4 a 6 meses, com aulas aos finais de semana. Nesse período encaixamos alguns dias de folga para que a família não pense que você está fissurado em voo e se esqueceu deles ... rs ... Você terá aulas sobre Meteorologia, Aerodinâmica, Aerologia, Prevenção de Acidentes, Situações de Emergência, Controle do velame no chão (muito importante para uma boadecolagem), Simulação de lançamento de paraquedas de emergência e como pilotar com o corpo. O curso começa em locais baixos e damos muita ênfase ao controle do parapente no chão; ao mesmo tempo são feitos alguns voos duplos para acostumar com a altura e os comandos em situação real. Com o tempo,

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você possuirá confiança em analisar, decolar e fazer o seu voo com segurança. Existe a opção de adquirir equipamento usado, desde que esteja em condições perfeitas de uso e não seja muito antigo. Para isso, você vai ter o apoio de uma escola credenciada, um instrutor experiente e o atendimento de firmas sérias como Sol Paragliders, que poderá emitir um laudo sobre o equipamento, através de testes especializados, informando o seu estado. Os equipamentos modernos têm performance e segurança que atendem às especificações técnicas e as condições de um principiante. Não tente aprender sozinho ou com ajuda de amadores. Este esporte tem muitos detalhes e variáveis que podem colocá-lo em situação de alto risco. Procure uma escola

credenciada à ABP (Associação Brasileira de Parapente). Se aprovado, você obterá um certificado de habilitação válido em todo Brasil. Todos os anos são realizadas com- petições e encontros pelo Brasil intei- ro, como em Governador Valadares, An- dradas, Castelo-ES, Tangará-SC, além das competições internacionais. Mas se você quer apenas fazer um voo experimental, procure as escolas para participar de um voo duplo. De passageiro, você vai experimentar toda sensação do voo livre sem se preocupar com detalhes técnicos e sem possuir habilidade alguma. A única exigência é que você tenha uma boa saúde e assine um Termo de Responsabilidade, assumindo os riscos inerentes à prática do esporte. Mauro Laraia, piloto de parapente desde 1995 e instrutor desde 1998.


Vegetarianismo uma opção saudável Por Rafael Salomon de Faria

A primeira pessoa conhecida considerada vegetariana no ocidente foi a britânica Anna Kingsford, que depois de seis anos defendendo sua tese em Paris, “A Alimentação Vegetal Humana”, foi chamada a Mãe do Vegetarianismo em 1880. Ela fundou a Reforma Alimentar da Sociedade e passou a divulgar essa dieta nos principais países da Europa, conquistando muitos adeptos. A etmologia da palavra vegetariano que do latim se pronuncia “vegetus” traz o significado de “vivo” (que foi como os primeiros vegetarianos disseram se sentir com essa dieta). No entanto, para outros a derivação dessa palavra seria de vegetais e o sufixo – ariano, que indica aqueles que se alimentam apenas de vegetais. Os dois significados são aceitos nos dias de hoje, e ainda foram criadas outras variações dessa dieta que começa admitindo certos tipos de carnes e derivados de leite, mel e ovo. São elas: Semivegetarianos: também conhecidos como Naturistas. Sua dieta permite o consumo de “carnes brancas” (peixes e aves), bem como, ovos, laticínios e mel. Mas não consomem nenhum tipo de carne vermelha e seus derivados. Ovolactovegetarianos: nesta dieta não é aceito o consumo de carne, mas ingerem ovos, laticínios e mel. Lactovegetarianos: não consomem ne-

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nhum tipo de carne e ovo, permitem o uso de laticínios e mel. Ovovegetarianos: têm restrição a todos os tipos de carne e não consomem laticínios, mas permitem o uso de ovo e mel. Vegetariano semi-estrito: não consomem carnes de nenhum tipo, ovos e laticinios, mas utilizam mel. Vegetariano estrito: pode também ser confundido como “vegano” em termos nutricionais, que seria a mesma coisa, pois, além da dieta ser livre de qualquer alimento de origem animal, assim como as carnes, ovos, laticínios e mel, os veganos também não utilizam nenhum produto derivado desses, não usam roupas e calçados de couro, etc. O vegetarianismo, a princípio, teve sua origem na filosofia de que se alimentando desta forma, as pessoas seriam mais puras e livres de contaminação no aspecto nutricional, e só depois de muito tempo, visando o respeito pela vida animal, condenou-se o consumo de animais por motivos morais e solidários, sendo definido de Vegetarianismo Ético. Dietas vegetarianas normalmente são ricas em carboidratos, fibras e vitaminas (como vitaminas C e E) e fitoquímicos, além de apresentarem baixa ingestão de gordura saturada e colesterol, for-

necem diversos benefícios nutricionais. Por outro lado podem apresentar menor ingestão de vitamina B12, vitamina D, selenio, ferro e zinco. A ingestão adequada de vitamina B12 pode ser encontrada no leite, yogurte, ovos, leite de soja. As fontes vegetarianas de cálcio são os vegetais e legumes, feijões, tofu, figos secos, amêndoas, castanha-do-pará, sementes de chia, sementes de sésamo, tahini, sementes de girassol e rabanetes. O ferro está presente numa grande quantidade de alimentos, como por exemplo as lentilhas, o feijão preto, o feijão-frade, o feijão de soja, o caju, o espinafre, as sementes de girassol, o pão de trigo integral, o grão de bico, as sementes de abóbora, as passas, a quinua e a beterraba. O zinco pode ser obtido através de cereais integrais, nozes, pistaches, amêndoas, cajus, sementes de abóbora, sementes de sésamo, sementes de chia, sementes de linhaça, amaranto, cevada, vegetais de folhas verdes e ervilhas. As nozes e as sementes são os alimentos mais ricos em zinco. Os alimentos ricos em ômega 3, são: óleo de linhaça, óleo de canola e linhaça moída.

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É importante lembrar que a dieta vegetariana, tal como a dieta onívora, deve ser rica e variada. As pessoas se tornam vegetarianas por diversas razões, por não gostarem de comer carne, por respeito aos animais, e até por questões religiosas. Muitos defendem ainda que nossos dentes caninos, responsáveis pelo corte do alimento, não são tão desenvolvidos quanto o dos animais carnívoros, bem como nosso sistema digestivo é muito mais complexo e maior que o desses animais, por isso a carne ingerida demora mais tempo para uma completa digestão e eliminação, provocando doenças como o câncer de pâncreas e de intestino. A dieta vegetariana é geralmente eficaz em equilibrar os níveis de colesterol, reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estudos atuais, dizem que os vegetarianos têm menos probabilidade de desenvolver doenças cancerigenas do que as pessoas que ingerem carne diariamente, bem como, o consumo de carne contribui para o aumento da incidência de impotência sexual, uma vez que a carne, entope as artérias e com isso impede o bombeamento do sangue ao órgão sexual. Por aconselhamento médico ou por autoiniciativa, há muitos motivos para as pessoas seguirem esta dieta. Os regimes vegetarianos, são apropriados para todas as fases da vida, incluindo gravidez, lactação, primeira infância e adolescência. Os vegetarianos têm níveis mais baixos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e cancros da próstata e do cólon. A experiencia científica prova que as crianças vegetarianas são tão saudáveis como as não vegetarianas. Um outro fator muito importante para o aumento da aceitação da dieta vegetariana é pela quantidade significativa de anabolizantes e antibióticos usados nos animais para que os mesmos cresçam e fiquem mais resistentes a doenças, e a eliminação de toxinas na corrente sanguinea na hora do abate, o que faz com que a carne chegue com uma má qualidade ao consumidor final. Quanto aos peixes, a contaminação dos afluentes e oceanos também gera preocupação. Muito embora dizemos ser carne branca, e que faça bem pelo fato de conter em algumas espécies de peixes alto teor de ômega 3, cientistas descobriram que o alto teor de mercúrio e chumbo existentes nos peixes podem causar danos irreversíveis nos cérebros das crianças, bem como intrauterinos. Um terceiro ponto, nas razões de saúde, são as recorrentes crises da indústria alimentar, como a das vacas loucas ou a da gripe aviária, que levam muitas pessoas a adotar uma dieta diferente. Em contrapartida, nos vegetais existem uma preocupação com relação ao modo de plantio, sendo ele convencional ou orgânico. No modo convencional são usados agrotóxicos que podem ser tão prejudiciais à saúde quanto os anabolizantes usados nos animais, já os alimentos produzidos de maneira orgânica estão livres destes agrotóxicos. Há que se ter muita higiene antes de preparar os alimentos, sejam eles quais forem, lembrando que os vegetais são uma fonte indispensável de vitaminas e de saúde. Rafael Salomon de Faria, vegetariano, advogado, proprietário e chef do Restaurante Ora pro nobis.

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Cultive um pomar doméstico e colha saúde Por Ricardo de Souza Oliveira

Estamos em pleno verão, o que facilita o cultivo da maioria das plantas tropicais que tem estímulo para crescimento com temperaturas mais altas e também com maior fotoperíodo. Este é um bom momento para iniciarmos o cultivo de um grande número de espécies, seja este em pequenos espaços, como vasos, jardineiras ou quintais, como também em maiores, como sítios e fazendas. Para o sucesso de um plantio é fundamental entender as preferências das plantas escolhidas, ou escolher plantas de acordo com o espaço disponível para o seu cultivo, avaliando a incidência de sol no local, a profundidade do solo ou do recipiente, a drenagem do terreno, a textura do solo e por fim a fertilidade que poderá ser corrigida se a planta a ser cultivada assim exigir. Geralmente as plantas frutíferas e as flores necessitam de pleno sol para um bom desenvolvimento e produção. Já algumas folhagens e outras ornamentais como as orquídeas e as bromélias, preferem uma insolação indireta, pois assim evoluíram ao longo de milênios, se desenvolvendo no sub-bosque das matas. Um pomar caseiro pode ser cultivado diretamente no chão ou em vasos e esta experiência pode ser muito prazerosa, uma terapia, pois colher frutos no quintal nos remete a nossa infância, atraem pássaros, além é claro, de melhorar nossa alimentação através do consumo de frutas frescas. Entre as espécies de mais fácil cultivo podemos citar: acerola, amora, goiaba, jabuticaba, nêspera, pitanga, romã e a uvaia. Estas plantas são de porte médio e se adaptam bem em pequenas áreas, exigindo entre 25 e 50 m² cada planta para seu cultivo. É fundamental que as mudas sejam adquiridas em viveiros idôneos, pois o sucesso ou o fracasso está diretamente ligado à qualidade e boa orientação técnica na formação da muda que deve respeitar detalhes específicos para cada uma das espécies. Deve-se preparar o local do plantio com antecedência, abrindo-se um berço de 60x60x60 centímetros, onde devem ser uniformemente misturados 30 litros de esterco de curral bem curtido ou húmus de minhoca; 1,5 kg de superfosfato simples ou termofosfato ou fosfato natural ou ainda farinha de ossos; 200 gramas de cloreto ou sulfato de potássio e ainda 300 gramas de calcário, preenchendo-se o berço com a mistura e aguardando pelo menos quinze dias para o plantio da muda. Para áreas maiores deve-se fazer o preparo e correção do solo como um todo, devendo-se fazer uma avaliação da fertilidade do solo através de uma amostragem e envio para laboratório especializado. No momento do plantio, retirar o recipiente tomando-se o cuidado para não destruir o torrão, deve-se retirar as raízes enoveladas e/ou enroladas. Posicionar a muda de forma a não deixar raízes expostas e também não deixar a muda abaixo no nível da superfície do solo, pois isto poderá causar problemas fitossanitários futuros. Providenciar a irrigação periódica até o pegamento da muda, ou seja, o inicio do seu novo ciclo de desenvolvimento com o surgimento de novas brotações. Após o plantio, deverá ser providenciada a cobertura orgânica do local para melhor eficiência das irrigações e melhor conforto da nova planta. Fica aqui o desafio para aqueles que não estão acostumados a conviver com as plantas, experimentem cultivar e descobrirão um grande prazer. E para os iniciados nesta arte, vamos aproveitar o período ainda favorável para incrementar nossos quintais, dando mais sabor, cores e perfumes a nossas vidas. Ricardo de Souza Oliveira, Engenheiro Agrônomo, Mestre em Fitotecnia pela UFLA – Lavras, Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Delfim Moreira/MG

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Grupo Dispersores assina contrato com a CAIXA para recuperação de nascentes em Brazópolis/MG No dia 25 de janeiro, em uma cerimônia pública realizada no município de Caxambu/MG, o presidente do Grupo Dispersores, Evandro Negrão, assinou um contrato de cooperação financeira com a Caixa Econômica Federal, através do Fundo Socioambiental Caixa – FSA. Através de um edital de concorrência pública, o Grupo Dispersores apresentou seu projeto o qual concorreu com Ong´s de todo o Brasil. Foram centenas de projetos inscritos e apenas 11 foram contemplados atingindo as pontuações necessárias conforme rígidos critérios de avaliação do FSA. O projeto denominado “De Olho nos Olhos II – Continuidade dos Trabalhos de Proteção e Recuperação de Nascentes”, tem como objetivo principal proteger e recuperar 20 nascentes localizadas nos bairros rurais do município de Brazópolis/MG, onde serão plantadas 15 mil mudas de árvores nativas, recuperando a vegetação no entorno das nascentes, ajudando assim a preservar os recursos hídricos. O projeto também prevê a mobilização e conscientização ambiental junto aos produtores rurais a fim de orientá-los sobre a importância de se preservar as matas no entorno das nascentes, as chamadas Áreas de Preservação Permanentes – APP´s. Além disso, estudantes das escolas do município participarão de atividades de Educação Ambiental. É preciso preparar estes jovens para o futuro em uma sociedade mais consciente que se preocupa com o Meio Ambiente e com as futuras gerações.

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Helibras se moderniza de forma sustentável Novas instalações da empresa incorporam conceitos ambientais inovadores Por Ricardo Muza

O novo hangar e as obras complementares que estão sendo construídas na Helibras para a fabricação dos novos helicópteros militares EC725 foram concebidos com a assimilação de técnicas sustentáveis de construção e funcionamento. Desde a preparação do terreno, todos os processos foram pensados para que a planta de Itajubá tivesse o máximo de aproveitamento da luz solar para iluminação e geração de energia, ventilação natural e o aproveitamento das águas pluviais como fatores de eficiência energética, ou seja, economia para a empresa e economia de recursos da natureza. Neste último caso, haverá uma autossuficiência no abastecimento de água nos meses de inverno. A grama existente no terreno onde foi construído o novo hangar foi retirada de forma cuidadosa e doada para instituições da cidade, o que representou o primeiro grande cuidado da empresa com as questões ambientais. Além disso, as 80 árvores que precisaram ser cortadas para a realização das obras já estão sendo compensadas com o plantio de 800 novas mudas, em duas áreas definidas pela prefeitura nos bairros Medicina e Estiva. Destas, 34 foram plantadas no terreno da própria Helibras. A coleta seletiva de lixo e o tratamento dos efluentes industriais, que já vinham sendo realizados, também ganharam destaque com a construção das novas instalações, que nascem dentro desta concepção e com uma novidade: as estacas utilizadas na infraestrutura foram confeccionadas com materiais reciclados. Destacam-se no novo prédio os painéis solares para aquecimento dos chuveiros, as células fotovoltaicas produzindo energia para a iluminação externa, as venezianas industriais com aletas translúcidas para promover a ventilação e a iluminação natural. O fechamento lateral com painéis termoacústicos para a manutenção de um ambiente climatizado que também impede a propagação de ruído pela vizinhança e a utilização de vidros reflexivos e painéis de alumínio composto, os quais também contribuem para um ambiente climatizado e para a proteção solar. Até o telhado, feito com coberturas termoisolantes, oferece sustentabilidade. No novo hangar de produção são utilizadas telhas metálicas com núcleo isolante de LDR (lã de rocha) que são incombustíveis e ecologicamente cor-

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retas. A cobertura zipada proporciona qualidade, durabilidade, estanqueidade e impermeabilidade e a LDR proporciona conforto térmico e resistência ao fogo. “As novas instalações da Helibras vão permitir uma economia de energia de 231kwh/mês e de 20 m³ no consumo de água”, revela Eduardo Mauad, Vice-Presidente Executivo. “Além disso, com a intensificação do programa de coleta seletiva de material reciclável, contribuiremos com aproximadamente 3.870 kg/mês, o que representa um importante incentivo para a preservação ambiental na cidade”, completa. Mais do que as iniciativas locais, todas as iniciativas na área de sustentabilidade da Helibras, são também levadas para as residências dos empregados, os quais são incentivados a adotarem práticas sustentáveis também entre suas famílias, num efeito multiplicador importante. Da mesma forma, os fornecedores da empresa serão chamados a contribuir para uma cadeia de suprimentos ecoeficiente.

E não é só. A Helibras trabalha para a implantação de um Sistema de Gestão Integrada (SGI) que visa preparar a organização para obter três importantes certificações internacionais e, com isso, tornar-se sustentável em todos os sentidos: no desenvolvimento econômico, em gestão ambiental, em saúde e segurança do trabalhador e em responsabilidade social. São eles: ISO 14001 (Gestão ambiental), OHSAS 18001 (Segurança e saúde no trabalho) e SA 8000 (Responsabilidade social).


O mundo sagrado dos Maias Por Marcelo Lambert

Nesta edição da revista Naturale farei uma reflexão sobre o Sagrado dentro do universo Maia, assunto de extrema relevância para essa civilização. Mas é claro que podemos pensar sobre essa questão em nossa sociedade, afinal estamos vivendo um tempo onde o sagrado vem se transformando em profano quase todos os dias, pois infelizmente assistimos absurdos sociais constantes em nosso cotidiano. A Civilização Maia era pautada pelo sagrado, sendo assim, todas as manifestações humanas eram materializadas por esse viés. Podemos citar exemplos palpáveis na arquitetura, astronomia, arte, matemática, escrita, como também a religião que caminhava lado a lado com todos os conhecimentos desenvolvidos pelos Maias e todas essas ações, de forma objetiva, buscavam a perfeição. No caso específico da arquitetura, a busca pelo sagrado se traduzia em suas construções. O requinte, a beleza e a exatidão de cálculos observados nas pirâmides, templos e edifícios chegam a ser impressionantes. Podemos afirmar que os Maias, através dessas constru- ções, buscavam constantemente se assemelhar aos deuses, lembrando que eles eram politeístas. E como esse processo se dava? Bem, no imaginário desse povo, a busca do sagrado era a constante evolução de seu espírito, sendo assim, os seus feitos em vida eram determinantes na morte, lembrando que para os Maias o conceito de morte é muito diferente do que temos hoje, ou seja, a morte não existia, pois o tempo para eles era único, determinando

a vida como um processo cíclico e eventos contínuos que nunca se esgotavam. Em tese a morte só existiria se em vida os feitos não fossem dignos do sagrado. Portanto a arquitetura não se resumia apenas ao conjunto de construções, ou simplesmente pedra sobre pedra, é certo dizer que as edificações possuíam “vida”, por que eram idealizadas nessas obras toda uma abstração religiosa, que era fundamental para a dinâmica humana dessa civilização. Penso ser de fundamental importância citar a arte nesse contexto, afinal os Maias eram exímios artistas, não só na pintura como na escultura. Todas as edificações eram cuidadosamente trabalhadas, transformado-as em obras-primas, inclusive, muitas dessas preservadas até hoje nas florestas da América Central e na Península do Yucatán, nos mostrando a intensidade e a sensibilidade artística desse povo. O mais impressionante é que esse processo se dava em função de uma busca do sagrado através da arquitetura e arte apresentada nessas edificações. Vale lembrar que a quantidade de ornamentos como máscaras, jóias, estátuas, enfim, eram infindáveis nas cidades-estado da Civilização Maia. Outro aspecto que seria impossível deixar de lado é o grandioso conhecimento astronômico e claro, a perfeição matemática dessa civilização, inclusive pode-se afirmar que eles desenvolveram a mais complexa e elaborada estrutura escrita e matemática das Américas. Para o momento histórico mundial é uma das mais “desenvolvidas” do seu tempo.

Os Maias atingiram o seu ápice por volta de 250 d.C. até 900 d.C, mas com isso vem a pergunta: qual a relação dessas áreas do conhecimento com a questão do sagrado? Apesar de parecer complexo é muito mais simples do que se imagina. Vamos refletir, temos diante de nós uma civilização que busca constantemente o sagrado e nada mais justo que buscá-lo no cosmo. Mais do que fazer observações as- tronômicas, os Maias buscavam o sentido das suas realizações no cosmo, construindo calendários, fazendo profecias, justificando dogmas religiosos, mas principalmente organizando toda a sociedade partindo dessa relação com o Universo, pois, para eles, os seres humanos e todas as coisas desse planeta fazem parte de um único corpo que para ser saudável tinha, necessariamente, que possuir uma circularidade tal, que se fosse profanada iria comprometer a dinâmica humana e planetária. A mesma abstração era constante na matemática e escrita, pois, os registros não tinham apenas aspectos administrativos, eram também uma forma real de aproximação de seus deuses, materializando assim, um caminho legítimo para a vida concreta e inteira sob a luz de suas crenças. Os Maias também enxergavam no tempo uma importante manifestação do sagrado, em função disso a necessidade constante na marcação de seus eventos, como também pensar o tempo como uma unidade determinante na lógica re- ligiosa, mais que isso, o tempo como nor- matizador real de todos os aconte-

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cimentos e ações de toda sociedade Maia. Ainda sobre o tempo gostaria de citar um pequeno trecho do livro “Civilização Maia – História e Pensamento” de minha autoria que diz o seguinte: “Para o Mundo Maia, o tempo era um elemento vivo, extremamente dinâmico e de uma profunda complexidade, tendo inclusive vontade própria em alguns momentos. Ao mesmo tempo ele era equilibrado e desequilibrado, gerando grandes eventos em nossas vidas, e, o mais importante, ele se repetia a todo instante, possibilitando sempre o retorno dos deuses. Através da observação e leitura do cosmos os Maias viam o tempo passar, determinando os acontecimentos humanos, tornando cada dia um grande desafio a ser vivido e superado, buscando a cada segundo o seu clímax.” Como vimos na citação é evidente a grandiosa importância que esse povo dava para o tempo e fundamentalmente o quanto eles eram fascinados pela sua compreensão. Acredito ser pertinente destacar neste artigo, para uma compreensão mais objetiva e clara da busca do sagrado para essa civilização, o sentido filosófico de Kukulkán (serpente emplumada) uma das principais deidades do panteão Maia e conhecida também como Quetzalcoatl no caso Asteca do historiador e filósofo Enrique Peregalli, em seu livro “A América que os europeus encontraram”. “Qual é a mensagem de Quetzalcoatl? Sua história é a busca incansável da realização humana. Quetzalcoatl não é um deus que outorga favores. Quetzalcoatl é um fim, o fim do aperfeiçoamento interior, é um homem que se transforma em deus após conseguir libertar-se do condicionamento da matéria. Ao transformar-se, mostra aos demais homens

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Museu de antropologia e história da Cidade do México, ao fundo estelas Maia, representam informações matemáticas e astronomicas, bem como uma obra de arte.

o caminho dessa transfiguração. Seu pensamento considera imprescindível escapar da matéria. Como? Libertando as faculdades criadoras do homem e não destrutivas. A libertação se efetua sobre a natureza, considerada objeto do trabalho humano, trabalho criativo que a transforma em cerâmicas, esculturas, murais etc.” Observem que através da citação acima sobre esse deus Maia, ficam mais evidentes as razões do modo de vida desse povo se caracterizar por essa busca permanente pela perfeição, afinal, a vida era regulada por essa busca incessante da vitória do determinismo da materialidade e a superação dessa premissa era conquistar o seu lado criativo e transformador, principalmente chegar próximo de seus deuses. Tenho o costume de dizer que os Maias nos deixaram vários legados e acredito piamente que essa busca pelo sagrado como rotina humana é uma dessas heranças. Desta forma eu insisto para que façamos uma reflexão sobre nossa sociedade atual, trazendo aqui algumas perguntas:

Como enxergamos o outro? Alguém com quem devemos disputar, concorrer ou superar? Ou como seres humanos e, como tal, sagrados? Como estamos tratando o meio ambiente, o nosso planeta? Colocamos o capital acima do humano? E nossas crianças, manifestação objetiva do sagrado, como nós estamos tratando e educando? Creio possuir uma infinidade de questionamentos que poderia resumir assim: “A busca pelo sagrado é incansavelmente lutar por um mundo justo para todos, onde as oportunidades não sejam exclusividade de uma minoria que teima em acreditar que o mundo é assim mesmo, afinal é cômodo, isso é literalmente transformar o sagrado em profano. Vamos movimentar o tempo no sentido da emancipação humana e da equidade social.” Muita LUZ para todos e até a próxima edição. Marcelo Lambert, especialista na cultura Maia, historiador, escritor e palestrante. contato@marcelolambert.com

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Qual o verdadeiro motivo da aversão à matemática? Significa tão somente uma mera falta de aptidão? Mais de 90% da população mundial não possui entu- siasmo e nem afinidade para o aprendizado desta disciplina, ou tal fato envolve outras questões até então não percebidas? Talvez, quem sabe, camufladas! Ao lecionar a matemática por mais de vinte anos, principalmente através de aulas particulares, averiguei existir uma relação muito estreita entre certas deficiências de comportamento por parte dos alunos e as dificuldades deles diante dos exercícios dessa disciplina. Em um primeiro momento, por meio de um processo didático próprio, empregado somente nas aulas particulares, em que eu apresentava um problema e sem dar a resposta ia indagando o aluno de tal forma que alcançava a solução por si mesmo, – segundo Platão em seu livro Mênon, método muito similar à dialética utilizada por Sócrates – tal procedimento não só servia para os alunos aprenderem o conteúdo matemático, como também promovia a superação das deficiências comportamentais que criavam os obstáculos para o aprendizado. Não foram poucos os pais e as mães que relataram terem percebido, em seus filhos, comportamentos edificantes, jamais observados anteriormente, e que eles asseguravam ter toda a certeza que tais circunstâncias eram uma consequência das aulas particulares de matemática. O processo, em questão, atualmente é denominado por Técnica da Indagação Indutiva. Posteriormente, por meio de um processo meditativo, alcancei um sentido mais abrangente para a técnica que utilizava, ou seja, dela ser uma metodologia eficaz para que as pessoas superem determinados déficits de comportamentos, entre os quais podemos citar:

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 Não saber evitar o desperdício

 Superação de hábitos limitantes, prin-

 Obscuridade em dar prioridade

cipalmente os relacionados com os distúrbios na aprendizagem da matemática  Alcance do equilíbrio emocional  Desenvolvimento da atenção, da determinação e da autoestima  Clareza na percepção  Segurança nas tomadas de decisões e para sair de situações insatisfatórias  Aprimorar o autoconhecimento  Ampliação da consciência Os eminentes matemáticos do passado como Pitágoras, Sócrates, Platão, Galileu, Descartes, Newton, Leibniz e, inclusive, Einstein compartilhavam da doutrina que considera os princípios numéricos uma linguagem divina, por tal motivo a matemática era percebida como a ciência “pura”, ou seja, sem a interferência humana. Contudo, os conselhos atuais das entidades responsáveis por esse ramo do saber julgam inaceitável esta noção, considerando-a até absurda. Para essas entidades a matemática, nos dias de hoje, corresponde a modelos criados pelos próprios homens como meio de expressar medidas, valores, relações, formas e etc. No entanto, a prática da Matematicoterapia só assegura um sentido aceitando-se a premissa dos antigos mestres. Neste sentido, para evitar a controvérsia com a ortodoxia atual da matemática, os princípios numéricos que acredito existirem por si mesmos, jamais sendo uma criação humana, eu os identifico como o “Código e Princípio da Digitalização Cósmica (CPDC)” – digitalização é um processo utilizado na transmissão de dados (transmissão digital), o qual torna a informação transmitida mais fidedigna. O CPDC constitui-se por uma faixa de radiação (ainda rejeitada pela ciência acadêmica) própria de um campo o qual identifico como Campo Pensamental

 Falta de objetividade nas ações  Impaciência em situações adversas  Receio exagerado em tomar decisões

erradas  Predominância do desejo em detrimento da razão  Inabilidade para estabelecer prazos, valores e metas  Dificuldade de encontrar soluções pa- ra os problemas do dia-a-dia As deficiências comportamentais acima citadas são consequências da insuficiência de uma espécie de percepção que classifico de “percepção quantitativa” (ou matemática intuitiva segundo o grupo de estudos franco-americano do hospital francês Frederic Juliet). Esta per- cepção, por minha referência, represen- ta uma dada capacidade do homem inerente a uma dimensão humana pouco considerada pela ciência acadêmica, a qual alguns psicólogos a reconhecem como o “self”, porém eu a denomino de supro (ou magnitude supral). Para serem estimuladas as capacidades suprais, por métodos praticamente ignorados pela cultura ocidental, faz-se imprescindível que as pessoas estejam com a porção vibratória equilibrada. Assim sendo, tor- nou-se inevitável associar a Técnica de Indagação Indutiva com ações que pro- piciam o equilíbrio desta parcela humana, como o relaxamento e posturas corporais próprias para este fim. Desta associação nasceu a Matematicoterapia. Esta recém-nata terapia tem como objetivo fundamental desenvolver as ca- pacidades superiores relacionadas com a magnitude supral, em particular a per- cepção quantitativa, cujos benefícios são:  Aumento do desempenho na abstração, intuição, cognição, concentração e criatividade

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Universal (CPU). Este Campo encontra-se emitindo, para todas as direções do cosmo, da mesma forma que os raios solares são emitidos, radiações que constituem as ideias que classifico de abstratas e indico serem aquelas consideradas pela corrente filosófica racionalista. As ideias abstratas distinguem-se por dois tipos: analógicas ou digitais. E, o mais magnificente disto é ser possível aos humanos captarem essa espécie de ideia, por ocasião da utilização de metodologias apropriadas para este fim, as quais intitulo de cogitação. A cogitação é percebida no caso de o indivíduo apanhar as ideias por cogitos, isto é, um estado em que, concluo, tais ideias lhe chegam de súbito, sem que lhe sejam informadas previamente por meio de qualquer tipo de linguagem ou observação pelos sentidos. “A matemática também pode ser aplicada à mística, porque tanto esta quanto aquela são uma captação cósmica, e não uma captação mental.” Albert Einstein (1879-1955) Para ilustrar a diferença que observo entre as ideias empírica, abstrata analógica e abstrata digital, vou recorrer a um fato histórico vivenciado por um filósofo racionalista. Newton viu uma maçã cair, adquirindo assim as ideias de maçã e de queda que classifico de concretas empíricas. Porém ele jamais percebeu por algum órgão do sentido, assim como mais ninguém, que matéria atrai matéria; portanto, esta conclusão é uma idéia abstrata analógica. Contudo, quando o criador da mecânica clássica deduziu, jamais por uma experiência empírica, que tal atração podia ser calculada por meio dos valores (números) das massas dos corpos envolvidos e da medida (números) da distância que os separa, não

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tenho sombras de dúvidas, por estado de cogito, ele alcançou uma ideia que constato ser a abstrata digital, isto é, expressa através de dígitos (números). Para que a humanidade reconhecesse a importância dos números na observação dos fenômenos naturais (físicos, químicos e biológicos) levaram-se mais de dois mil anos após a morte de Pitágoras, fato que ocorreu somente na Renascença. Portanto, ainda levará um significativo tempo para que as pessoas percebam a real influência da percepção quantitativa em seus modos de sentir, agir, mentalizar e pensar. Por tal razão, o motivo maior para se divulgar a Matematicoterapia é excitar no meio científico, matemático, filosófico, psicológico, pedagógico e etc., a reflexão sobre renovados e inéditos conceitos que ela mantém no bojo de sua fundamentação teórica. Alguns desses conceitos são: os estágios psíquicos pelos quais os seres humanos transpassam; Campo Pensamental Universal (CPU), o soft do cosmos; funções do supro, os atos de pensamentos que geram as ideias; funções da mente, os atos de mentalização que geram os juízos; informações do tipo linguística, concreta e abstrata; diferenciação entre os processos de aprendizagem identificados como a instrução, a experimentação e a cogitação; identidade quantitativa; percepção quantitativa, algo mais que um simples sentido; e da necessidade inevitável dos humanos aprimorarem-se do CPDC para comungar da lógica cósmica em suas mentalidades, condutas, atitudes e comportamentos, à vista disso transcender na sua trajetória evolutiva. “O saber da aritmética ... do qual poucos se servem devidamente, pois sua verdadeira utili-

dade é atrair a alma para as essências.” Platão (428-348 a.C.). Estas ideias encontram-se melhor esclarecidas no livro, a ser publicado em breve, “O Processo Cósmico de Telecomunicação”.

Teste sua percepção quantitativa O fato de se alcançar a resposta para o exercício abaixo não indica, necessariamente, possuir um elevado grau da percepção quantitativa, contudo, não chegar a uma resposta correta ou alcançá-la por meio de várias tentativas ao acaso, sem observar uma lógica para se obter a solução, isto revela ter a insuficiência desta percepção. Preencher o quadrado abaixo, colocando em cada casa um só algarismo da lista (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9), sem repetição; de tal modo que a soma dos números de cada coluna e de cada linha, inclusive das diagonais, tenha como resultado o valor 15 (quinze).

Omar Viana Hadad, licenciado em Física pela UFRJ, pós-graduado em Didática do Ensino Superior, instrutor da Hatha Yoga e idealizador do Método da Revitalização Vibracional e criador da MATEMATICOTERAPIA, trabalho registrado como obra intelectual de sua autoria em virtude da participação na X Conferência Interamericana de Educação Matemática – Uruguai/1999.

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A escalada ao

sucesso profissional Pelo Prof. Ronaldo Abranches

O ser humano difere de outros animais pelo fato de ser livre, racional, consciente e ter a capacidade de utilizar seus dedos como instrumento para manipulações diversas (do tipo pinça). Entretanto, essas características são elementos que, embora naturais desta espécie, influenciam de maneira diferenciada cada pessoa, interferindo no grau de utilização e benefícios advindos desta natureza. Um dos principais fatores de diferenciação é o nível de conhecimento e principalmente a atitude. O conhecimento como entendimento do mundo não é pois, um enfeite ou uma ilustração da mente e da memória, mas um mecanismo fundamental para tornar a vida mais satisfatória e plenamente realizada. Assim sendo, nossa capacidade de pensar, gera uma dimensão nova, evoluindo e ampliando nosso modelo de mundo. Adquirimos o conhecimento através de vários mecanismos, onde a escola é o grande instrumento que nos fornece os meios para conhecer e desvendar nosso universo e conquistar a nossa realização. A velocidade das mudanças faz do conhecimento um atributo cada vez mais urgente e essencial para a sobrevivência. Porém, o conhecimento por si só não é suficiente para construir as competências exigidas por um mercado extremamente seletivo e exigente. No momento em que o maior acesso ao conhecimento gera um equilíbrio maior

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no nível de competitividade entre os profissionais, a atitude aparece como um grande diferencial. Neste aspecto, a educação necessita desempenhar este papel, formando estudantes capazes de adquirir e desenvolver novas competências, em função de novos saberes que se produzem e que demandam um novo tipo de profissional, preparado não somente para enfrentar novas tecnologias e linguagens, mas também com uma postura, um comportamento que leve o indivíduo a promover e liderar mudanças no contexto socioeconômico da realidade onde está inserido. Mais que antes, é preciso garantir condições para que desde os primeiros anos escolares, o indivíduo desenvolva atitudes que proporcionem esta capacidade de construir sua autorrealização, atitudes que serão determinantes na obtenção do sucesso pessoal e profissional. Para que essas atitudes sejam desenvolvidas desde o estágio (faixa etária) mais propício, é necessário que as escolas do ensino fundamental se instrumentalizem para desenvolver este tipo de comportamento. Há necessidade de ultrapassarmos os muros da escola para promover uma vivência da realidade atual, na qual se exige do profissional um comportamento que possibilite conquistar espaços, autonomia e oportunidades em um mundo com recursos cada vez mais escassos. Do mesmo modo que

você aprende a matemática, a geografia, pode aprender a ser bem sucedido. A comparação com uma escalada na montanha representa com clareza a caminhada em busca do sucesso profissional. Para chegar até a altura desejada, serão necessárias atitudes que muitas pessoas infelizmente não descobriram em seus comportamentos. Será muito mais que ter a vontade de chegar ao topo da montanha. Será preciso conhecer a montanha e o tamanho do desafio; planejar cada detalhe da subida, saber o que levar e que ferramentas utilizar; encontrar a melhor trilha, estar comprometido com o resultado, ser persistente, calcular os riscos, preparar-se fisicamente, acreditar na sua própria capacidade e começar a escalada. O sucesso é uma ciência, um mundo com suas técnicas e regras bem definidas que você necessita descobrir para tornar sua vida melhor e chegar onde você quer. Aliás, o que mais tem me preocupado ultimamente é a quantidade de jovens que chegam a uma faculdade, sem ter a clareza de onde pretendem chegar (sonho), qual a altitude de sua montanha (tamanho do desafio). Já dizia Fernando Pessoa: “O homem é do tamanho de seus sonhos”. Prof. Ronaldo Abranches, administrador, psicopedagogo, especialista em qualidade e produtividade e mestre em engenharia de produção. Atualmente é professor e diretor do Instituto de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas (Facesm).

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As mulheres tomam as rédeas da economia verde Cinquenta das mulheres mais influentes no mundo dos negócios, mídia e sociedade civil reuniram-se no início de fevereiro em Déli (Índia) com o objetivo de aumentar a participação e liderança do sexo feminino no desenvolvimento e na aplicação de uma economia livre de dióxido de carbono, na Índia e em outros países importantes do sul da Ásia. Com a parceria do Instituto de Energia e Recursos (TERI), a Rede Mundial do Dia da Terra (EDN) promoveu esse fórum em Déli, como parte da campanha Women and the Green Economy (WAGE®). “As mulheres constituem mais da metade da população mundial, por isso elas realmente movimentam a economia, tendo a maior influência em todas as preferências do consumidor”, explicou Kathleen Rogers, presidente da Rede Mundial do Dia da Terra. “Portanto, se nós queremos de fato criar uma economia livre de dióxido de carbono, as mulheres têm que reconhecer o poder imenso e singular que possuem, garantir o seu espaço e começar a tomar o controle do processo de decisões. A WAGE e este

fórum estão dando o poder para elas fazerem isso.” O objetivo do fórum foi começar a desenvolver um conjunto de propostas políticas fortes e coesas com o intuito de alcançar a economia verde. Elas serão apresentadas ao governo da Índia e ao secretariado da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC). Em seguida, serão disseminadas para as Nações Unidas, para a Fundação das Nações Unidas e para as secretarias estaduais dos Estados Unidos e de outros países, e também diretamente para o processo do RIO +20, onde a EDN tem um lugar no comitê diretivo “As Mulheres da Rio 2012 pelo major group das mulheres”. “Este evento é sem precedentes”, disse a Dra. Elinor Ostrom, economista ganhadora do prêmio Nobel e moderadora do fórum. “Trazer juntas as vozes dessas mulheres influentes ajudará não somente a manter o foco dos lideres mundiais nas melhores políticas para criação de uma economia verde, como também a assegurar educação e oportunidades de especializa-

ção para as mulheres, além de direcionar investimentos autossustentáveis em prol delas, o que acarretará em um fortalecimento da economia global.” “É muito oportuno que o WAGE esteja acontecendo aqui em Déli, como um evento especial na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável. A Índia é um dos países democráticos que cresce mais rapidamente no mundo e um ponto de partida para a resolução da crise no sistema climático,” comentou Dr. R. K. Pachauri, secretário-geral do TERI. Lançado na 16ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) da Conferência das Partes em Cancun, México, em dezembro de 2010, a Campanha WAGE® está ativamente criando um itinerário para as mulheres agregarem seu poder e liderança com o propósito de criar uma economia verde autossustentável e diminuir as mudanças climáticas. A campanha está atualmente trabalhando para criar uma agenda política para o Rio+20 que ocorrerá de 20 a 22 de junho. (Fonte: Portal Rio+20)


Mamografia e o Câncer de Mama Pela Dra. Lorena Oliveira Meni Gonçalves

Exames auxiliares

A mamografia é a técnica de maior eficácia no diagnóstico do câncer de mama em estágio inicial, quando este ainda é passível de cura. De acordo com o CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia), toda mulher deve iniciar a prevenção a partir dos 40 anos, realizando anualmente a mamografia. Antes de 40 anos o exame é indicado em casos com fatores de risco positivo como histórico de câncer de mama ou de ovário na família (principalmente em parentes de primeiro grau), história pessoal prévia de câncer de mama, exposição prolongada aos estrogênios como menstruação precoce, menopausa tardia e nuliparidade (paciente que não teve filhos). É importante consultar seu médico regularmente para que ele realize o exame clínico das mamas.

Exame de mamografia A mamografia é um método de exame das mamas que utiliza raio-X, sendo o exame realizado por uma técnica em radiologia e avaliado por profissional médico especialista em radiologia e diagnóstico por imagem que será responsável pelo laudo. A compressão da mama, realizada por poucos segundos, é necessária para garantir a qualidade técnica do método. Orientamos a realização da mamografia após o período menstrual, as mamas estão menos sensíveis, sendo o método menos doloroso. A paciente não deve usar desodorante, talco ou cremes nas axilas e mamas no dia do exame, pois tais produtos podem interferir no resultado. A comparação com as mamografias anteriores permite a detecção de um número maior de lesões e o seguimento de alterações, diminuindo a necessidade de radiografias complementares.

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Apesar de ser o melhor exame de imagem para a detecção do câncer de mama, a mamografia, como qualquer método, tem suas limitações e não detecta todos os casos. Nas mulheres com mamas muito densas ao RX (aquelas que apresentam mamas com predomínio glandular, geralmente pacientes jovens), a sensibilidade da mamografia pode ser um pouco menor, podendo ser indicada a ultrassonografia como exame complementar. Os dois métodos realizados conjuntamente têm sensibilidade para detecção do câncer em torno de 91 a 95%. A ultrassonografia é também usada na investigação de nódulos ou achados palpáveis em pacientes com menos de 35 anos. Outro exame, a ressonância magnética é especialmente indicado para avaliação em mulheres que têm próteses mamárias, ou em casos para diferenciar recidiva tumoral de processo cicatricial.

Prótese de silicone e mamografia As mulheres portadoras de próteses de silicone podem ser submetidas ao estudo mamográfico, sendo a diferença básica o número de radiografias realizadas. Além das incidências básicas em cada mama é necessária a realização da “manobra de Eklund”, por meio da qual a técnica afasta a prótese para cima e para trás e radiografa apenas o tecido mamário. É importante informar à técnica sobre a presença da prótese, para que seja aplicada a compressão adequada à situação. Dessa maneira não haverá riscos à integridade da prótese. Em caso de dúvida na mamografia, a paciente com prótese pode se beneficiar da correlação com exame de ultrassonografia e/ou de ressonância magnética.

Significado da classificação Bi-RADS nos laudos mamários Com a finalidade de uniformizar os termos descritivos e normatizar os re-

latórios de mamografia, o Colégio Americano de Radiologia criou o sistema denominado de BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System). O sistema também orienta a conduta a ser adotada em cada caso. As categorias utilizadas são em número de seis, abaixo descritas:  Categoria 0: Avaliação mamográfica incompleta. Necessita de avaliação adicional por métodos de imagem para categorizar os achados.  Categoria I: Mama normal.  Categoria II: Achados mamográficos benignos.  Categoria III: Achados provavelmente benignos, sendo recomendado um controle em intervalo curto de tempo (3 ou 6 meses a depender de cada caso).  Categoria IV: Anormalidade suspeita, sendo que a biópsia deve ser considerada.  Categoria V: Lesões que quase certamente representam carcinoma na mama, alta suspeição.  Categoria VI: são achados mamários confirmados como malignos pela biópsia, ou seja, a paciente já é portadora de câncer de mama mas ainda não se submeteu ao tratamento (terapias definitivas como excisão cirúrgica, radioterapia, quimioterapia ou mastectomia). Através deste simples artigo esperamos proporcionar a conscientização da população feminina da importância de realizar a mamografia por ser este o exame de rastreamento e grande aliado na detecção do câncer quando ainda podemos lutar contra ele. Dra. Lorena Oliveira Meni Gonçalves, Graduada em Medicina na UFMG (BH). Residência Médica pelo MEC no Hospital Felicio Rocho (BH/ MG). Médica Radiologista atuante na equipe da Clínica Sul Mineira-Tomosul, Itajubá-MG

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Curso G9, de Itajubá, uma escola solidária Colégio conquista selo social concedido pelo Instituto Faça Parte Por Bill Souza

O Curso G9, de Itajubá, conquistou mais uma vez o selo “Escola Solidária”, concedido pelo Instituto Faça Parte, que conta com a parceria das seguintes instituições: MEC (Ministério da Educação), Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), OEI (Organização dos Estados Iberoamericanos) e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O projeto identifica, reconhece e fortalece as escolas brasileiras como núcleos de cidadania em suas próprias comunidades. O G9 é o único colégio particular de Itajubá e uma das 86 instituições de ensino de Minas agraciadas com o selo. Esta é a segunda vez que o G9 é reconhecido como uma escola que promove e incentiva a prática de ações voluntárias. O selo, concedido a cada dois anos, contemplou o trabalho realizado em 2010 com

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o Projeto 2º Passo, que promoveu ações no Lar Infantil Primeiro Passo, o qual abriga crianças em situação de risco social encaminhadas pelo Conselho Tutelar e/ou Juizado da Infância e Juventude. As ações socioambientais fazem parte de um projeto maior do colégio, o “G9 Social”. “Ações sociais nas entidades de Itajubá fazem parte da rotina dos alunos do Curso G9. Faz parte da proposta pedagógica incentivá-los a desenvolver atividades que fortaleçam os laços de partilha entre a comunidade escolar e as demais instituições da sociedade. A decisão de participar do projeto é de livre escolha do aluno”, explica a diretora pedagógica do G9, professora Maria Aparecida Fernandes. A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II, professora Estela Maria de Oliveira, conta que o projeto 2º Passo envolveu a participação de 400 pessoas da comunidade escolar, entre alunos, professores, pais e funcionários do G9. “A proposta do projeto surgiu a partir da

sugestão de uma gincana anual realizada pelo colégio. A ideia é o desenvolvimento de ação solidária que busque um maior envolvimento dos alunos. Nossa meta é não só a assistência à instituição carente, mas também a formação cidadã dos alunos”, conta. “O projeto cresceu e se desenvolveu ao longo de 2010. Durante esse ano, foram realizadas festas, campanhas e inauguração de uma biblioteca.” Em 2011, o Curso G9 realizou uma série de ações sociais, que não foram avaliadas pelo Instituto Faça Parte – elas só o serão no próximo ano. Foram contempladas as seguintes instituições: Lar da Providência de Itajubá, projeto “Meninos do Céu” (da Igreja Presbiteriana do Bairro Piedade), Escola Estadual Novo Tempo, Centro de Apoio Nossa Senhora do Sagrado Coração (antiga Granja) – ação em parceria com a FTS (Fundação Theodomiro Santiago) e que integrou as atividades “Natal no Campus”, da Unifei (Universidade Federal de Itajubá).


Terceiro molar ou dente de siso, extrair ou não, e quando? Pela Dra. Gracia Costa Lopes

Imagem: Google

O número de pessoas que recebem indicação para extrair o terceiro molar (dente do siso) é cada vez maior. Dente de siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares e também são os últimos dentes a nascerem, geralmente entre 16 a 20 anos de idade. Eles geralmente não tem espaço suficiente na boca para se acomodar. Isto pode fazer com que os dentes de siso fiquem inclusos (dente preso embaixo da gengiva). Normalmente a posição se torna inclinada ou deitada, encoberto por osso ou por outro dente. A alta prevalência de terceiros molares impactados hoje em dia pode ser explicada por um menor crescimento dos ossos basais e, devido à alimentação mais macia, o que diminui o espaço necessário para a erupção dos terceiros molares.

A indicação de extração destes dentes deve ser baseada através de um diagnóstico radiográfico e clínico como por exemplo:  Falta de espaço no arco dentário, que pode levar a má oclusão dentária e sintomas dolorosos na ATM (articulação temporo-mandibular);  Má posição do elemento dentário, quando ele nasce pela metade tornando difícil a sua higienização, provocando pericoronarite (inflamação no local do dente). Esta é uma

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condição patológica mais frequente do terceiro molar inferior;  A cárie também pode ocorrer devido à impactação alimentar e à dificuldade de higienização de terceiros molares semi-inclusos;  Os terceiros molares inclusos também são acometidos pela formação de CISTO dentígero, que são lesões assintomáticas, geralmente encontradas em exames radiográficos de rotina, podendo causar inchaço da face ou até mesmo dor por compressão do nervo alveolar inferior.  Também há casos em que o terceiro molar está deitado, com a coroa voltada para a raiz do segundo molar. Nesse caso, pode ocorrer um desgaste (chamado reabsorção) do osso que sustenta o dente vizinho. Essa pressão, a médio prazo, pode danificar até mesmo a raiz do segundo molar. A orientação, então, é extrair o siso o mais rápido possível.  Uma controvérsia bastante contestada pelos especialistas é que o siso, quando está mal posicionado, empurra os outros dentes, podendo causar apinhamento e exigir o uso de aparelhos ortodônticos. Nenhum estudo científico confirma isso, acredita-se que o molar sozinho, não teria força para empurrar todos os outros dentes. O que ocorre é que a mandíbula cresce em fases. E o último surto de crescimento ocorre também por volta dos 18 anos. Se nesse crescimento as arcadas superior e inferior se encontrarem, os dentes começam a bater e os de baixo forçam os de cima para a frente. Os dentes ficam tortos.  Outra indicação para extração é quando o paciente está em tratamento ortodôntico. O ortodontista vai precisar de espaço para movimentar

os dentes que precisam de correção e é comum ele pedir a extração do terceiro molar com esse objetivo. Todas estas situações são indicações para a remoção dos terceiros molares afetados. A idade considerada ideal para a extração dos dentes do siso impactados é entre 16 e 17 anos, pois o aumento natural da densidade “dureza do osso” que ocorre com o avanço da idade e características anatômicas da formação e posição em que se encontram os dentes do siso, poderão dificultar a sua remoção. Sendo assim, deve-se procurar um dentista para fazer um planejamento do tratamento, será solicitado uma documentação ortodôntica com radiografia panorâmica para visualizar a posição do terceiro molar. No diagnóstico e planejamento, percebendo-se com a análise de outros fatores que não haverá espaço na arcada dentária para a erupção do terceiro molar indica-se a extração dos mesmos. Essa forma facilita o alinhamento dos dentes, elimina posteriores problemas com reincidivas ortodônticas. O mais importante é uma correta indicação para remoção, respeitando a formação dentária, a idade do paciente e o seu melhor momento. O paciente não precisa ter receio de realizar a extração dos terceiros molares, tendo consciência de que esse é um passo importante para o resultado. O ideal é que todas as pessoas façam uma radiografia panorâmica por volta dos 16 anos. Nessa idade, o dentista já tem condições de avaliar se o terceiro molar vai ou não ter problemas. Muitas vezes, opta-se pela extração antes mesmo dele aparecer na cavidade bucal.

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A polêmica sobre as

próteses de silicone Pelo Dr. Fernando Ayres

Foto: Clínica Fernando Ayres

por preço baixo pode colocar em O silicone é o assunto mais comentado no Brasil nas últimas semanas. Após ficar risco sua própria vida. Vários cuidacomprovado que há riscos de ruptura no material importado da França e da Holanda, o governo decidiu “bancar” as cirurgias de retirada de próteses mamárias que se romperam. dos devem ser tomados, a começar As pacientes reclamam, alegando que a cirurgia deve ser preventiva, ou seja, também pelo médico e o local. Cirurgia Pláspara aquelas que as próteses ainda não se romperam. O governo está sob pressão para tica é com Cirurgião Plástico. É liberar de vez o SUS para toda cirurgia de troca de silicone. E os planos de saúde também importante buscar informações sodeverão “bancar” as cirurgias. São as pacientes despreparadas psicologicamente para bre o médico escolhido, certificar enfrentar uma nova cirurgia, assustadas e decepcionadas de um lado e os planos de saúse o mesmo fez especialização em Cirurgia Plástica, onde elas são reade e o SUS do outro, despreparados financeira e estruturalmente. Essa briga vai ser feia! lizadas e depois esclarecer todas as O assunto levanta algumas questões interessantes. Em primeiro lugar, parece que dúvidas a respeito da mesma, afinal a Anvisa está tão preocupada em existem hoje, no Brasil, mais de 18 controlar a vida dos cidadãos nos marcas de prótese de silicone e, a mínimos detalhes que deixa pasmaioria delas, com formato gota ou sar casos mais graves como esse. redonda e perfil baixo, médio, alto Para palpitar na quantidade de sal e superalto. Assim a paciente terá do pão francês, não que isso não certeza de que deseja se submeter seja importante, os funcionários a ela, estando ciente da extensão da agência arrumam tempo, mas da cicatriz e dos cuidados pré e pós não para detectar problemas no operatórios. silicone importado. Diante disso Voltando ao problema do siquestionamos: para quê serve tanlicone, para aquelas pacientes tos funcionários, pagos com nossos que ainda estão com dúvida, priimpostos, “cuidando” de nossa saú- meiramente devem verificar, no de? Muito se falou e questionou Certificado de Garantia entregue até agora, muitos motivos e culpapelo médico, qual a marca da prótedos foram apontados, até alguns se que possuem. Caso não tenham colegas, Cirurgiões Plásticos foram ou não encontrem o Certificado, devem procurar o médico e se certificar da marca. acusados. Coitados! Na verdade Os cuidados seguintes deverão ser feitos por todas as pacientes que possuem prótese eles são tão inocentes quanto as mamária de silicone, independente da marca e se por questões estéticas ou reparadoras, pacientes, afinal, confiaram no pois as próteses utilizadas em ambas cirurgias são as mesmas. A paciente deve passar registro de um órgão que até enpor uma consulta periódica para que o médico possa examinar e averiguar a situação de tão era “respeitado” e adquiriram cada uma. No exame clínico ele poderá detectar algumas intercorrências, tais como conas indesejadas próteses. É sabido tratura capsular, ruptura, hematoma, etc, e solicitar exames de ultrassom ou ressonância que, para conseguir o registro da para confirmação da suspeita. É importante saber que nem sempre tais intercorrências ANVISA para algum tipo de producausarão dor, febre, calosidade ou qualquer outro sintoma, por isso é tão importante que to, o mesmo passa por inúmeras e o Cirurgião Plástico examine a paciente, pois somente ele possui conhecimento especíexigentes burocracias, testes e anáfico para isso. lises que demandam dias ou talvez Apesar de falarem muito que as próteses de silicone deverão ser trocadas a cada 10 meses. Qual a culpa dos Cirurgiões? anos e que as pacientes que possuem as próteses francesas ou holandesas deverão troNenhuma. cá-las imediatamente, isso não é verdade. Algumas pacientes possuem a mesma prótese Em segundo lugar, vemos clahá mais de 30 anos e as mesmas continuam intactas, sem ruptura ou qualquer alteração ramente os riscos de abuso quando que coloque em risco a vida delas. E as pacientes que possuem as próteses francesas ou a saúde é “universal”, “acessível” holandesas, o principal agora é manter a calma e procurar o médico para que ele possa e “gratuita”. Muitas pacientes ao orientá-las da melhor maneira possível. desejarem uma cirurgia plástica esquecem que toda cirurgia tem um Dr. Fernando Ayres, cirurgião plástico risco e que a busca desesperada

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A cidade que mora em mim

Por Célia Rennó

Chico Buarque escreveu numa de suas belas letras: “A cidade não mora mais em mim...” Cansado da cidade, aquele personagem de Chico (com inspirações de Guimarães Rosa) deixava a sua terra.

até para ver o tempo passar.

E quem mora em quem? Nós moramos na cidade ou é ela que mora em nós?

É preciso se apoderar da cidade como sendo nossa e sobre a qual temos responsabilidades compartilhadas.

Aproveitando a ocasião do aniversário dessas simpáticas cidades do Sul de Minas, acho que vale pensar sobre isso. O ideal é que as duas coisas aconteçam para que, numa relação permanente de troca, façamos bem às nossas cidades para que elas possam nos devolver o bem também. Há infinitas maneiras de agradar a cidade que mora em nós. Tantas quantas há maneiras de agradar a nós mesmos. Começando pela saúde, por exemplo: é importante e até vital que cuidemos do corpo, da mente, da alma. É vital também para a cidade que cuidemos das ruas, dos rios, do verde. A cidade devolverá limpeza, beleza, prazer.

Fotos: Jair Antonio

E vital que cuidemos das praças que habitam em nós. As praças, especialmente as dessas simpáticas cidades sulmineiras — que sempre dividem nosso olhar com uma bela igreja — precisam que as respeitemos todos os dias. São lugares feitos para que a vida aconteça. Para o encontro das gentes, para a brincadeira de criança, o namoro, para o descanso e

O rio. Ah, esse devolve mesmo para nós tudo o que dele fazemos. De tempos em tempos, devolve com fúria, na mesma moeda da agressão que sofreu.

As cidades que fazem aniversário neste mês de março aqui no Sul de Minas Gerais receberam de presente a oportunidade de nascer em meio a essa exuberante paisagem. Para todo lado que se olhe, uma montanha se apresenta, um rio manso corta o verde, uma cachoeira espirra beleza. Mais uma vez citando Chico Buarque, digo que nossas serras e montanhas são de “arrombar a retina”. Dizem até que há muitos poetas por aqui porque exercitamos a todo instante o poder de imaginar o que há por trás dos montes. Pode ser. Neste mês, em que as essas cidades festejam os anos, comemora-se também o Dia Internacional da Mulher. Acho que as cidades têm alma feminina. Cuidam dos filhos que faz nascer, lhes presenteiam com este mar de montanhas e lhes oferecem ar puro e esperança. É vida que a cidade nos dá! Célia Rennó é jornalista e mora na cidade de Itajubá, que faz aniversário em 19 de março.

A Diagrarte Editora e a Revista Naturale parabenizam todos os moradores das cidades aniversariantes, que tecem a cada dia a história e a riqueza desses municípios. Que possamos juntos difundir suas belezas, cultura, tradições e trilhar caminhos sustentáveis.

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Naturale A revista Naturale comemora em sua 12a edição dois anos de circulação. Agradecemos nossos parceiros, apoiadores, articulistas, colaboradores e fiéis leitores por esta empreitada. Neste período trabalhamos juntos promovendo empresas, levando informação de qualidade para milhares de leitores, em nossa região, além dela Lançamento da Naturale na Facesm e além mar... Naturale foi lançada em Itajubá/MG, em março de 2010. Produto da Diagrarte Editora, recebeu o convite da FACESM (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas) para que seu lançamento ocorresse nas comemorações dos 45 anos da instituição, convite que muito nos honrou. Na segunda edição, a Naturale trouxe o Ph.D Rubens Mazon para o ‘’Seminário de Responsabilidade Social e Ambiental’’ organizado pela FACESM em parceria com a Naturale, o Grupo Gama e Gaia Terranova. As edições seguintes tiveram grande repercussão e na sua quarta edição recebemos a Moção Congratulatória da Câmara Municipal de Itajubá, por indicação do vereador Robson Vaz, o qual ressaltou: ‘’A Seminário de Responsabilidade Social e Ambiental revista Naturale é um informativo de grande valia e importância, com artigos de relevância para melhor conhecimento de nosso município e região, destacando a cultura, o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. ... nossa singela homenagem, busca cada vez mais incentivar esta grande prestação de serviço à coletividade’’. Agradecemos ao vereador Robson Vaz e a Câmara Municipal de Itajubá pelo reconhecimento e incentivo. Nesta trajetória ganhamos vários parceiros que abraçaram o propósito da Naturale, além de apoiadores que nos auxiliam na distribuição da versão impressa e eletrônica da revista, são eles: SIMMMEI, Associação Comercial e InMoção Congratulatória recebida da Câmara Municipal de Itajubá (MG) dustrial de Itajubá, de Santa Rita do Sapucaí, de São José dos Campos (SP), AENAI, CDL Itajubá, TOCA (ES), Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas, ABO Itajubá, APROER, Superintendência Regional de Ensino de Itajubá, a Biblioteca virtual da Rede Mineira de Bacias Hidrográficas, a Revistaria Luck e a Rádio Jovem FM. A cada dia mais pessoas, instituições e empresas promovem a distribuição da Naturale em seus meios de abrangência. É com muita alegria que vemos este projeto alcançar tantas cidades e os mais diversificados grupos sociais. Em janeiro de 2012, a Naturale recebeu o ISSN (International Standard Serial Number), identificador internacional único e definiCafé Literário na Escola Pingo de Gente/Múltipla Escolha tivo, administrado pela ISSN Internacional Centre, com sede na França, cujo uso é definido pela norma técnica da International Standards Organization ISO 3297. A Naturale recebeu este identificador após ter sido avaliada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, órgão vinculado ao CNPq, que representa no Brasil a ISSN Internacional Centre, tornando-se inclusive uma revista de divulgação científica e tecnológica. Bem, temos muito o que agradecer e comemorar e contamos com todos os que já trilham este caminho conosco e deixamos um convite especial para que novos parceiros passem a compor essa grande corrente de informação para um número cada vez maior de leitores. Promover sua empresa e levar informação de qualidade gratuitamente a milhares de pessoas é o desafio que partilhamos TOCA (ES) e Amigos do Rio (RJ) em visita a Delfim Moreira (MG) com alegria.

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Naturale 12a edição  

Esporte e turismo, pedalar e voar pelas montanhas mineiras

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